Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05531


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Full Text
..4iino ce 181M
Ter^a Fera 11
:,- ihiat'i imbiiaa-ee todoi oa diae que nio fon* nnlifuiloi : o prego da aaaignature
I,, ,'e iree mil re. por qn artel pijo adiantadoe. Oa annuncioadna aaaif^taniei iSo ineeridoa
, rM30 de '.'O ii( por linha. 40 rcii lypo differeate, e aa repr-tic-oe* pela amelada Oa
,j, nao lora aaaicnant's pago "Ureiapo- lialia.lfi e. Ijrpo differenle.por cidapubllcacSo.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
(OlaJaU,* PsWawbs, Mgundaee hXIii fairaa.Rio Grande do Norte, cbeja a 8 alia par-
la ll)e 24.Cabo, .Sarinbaaai, RioForaiaao, Mecej, PorloCalro, a Alagoaa: no I.
' ; t -1 dcada mci. Garanbona, a Bonito a 10 a -'I de cada nei. loa-Tala a Flor
tij* 98 diin. Cidade da Victoria, quintal fairaa. Olinda todoi oa diaa
DAS da semana.
4U a. Mclit.io. Aud do J. de D. da 9. y,
4 i Teroa a. C.idid Ral, aod.doJ. de D.dal.r.
I i Quarla G i.-mn And J. de D. da J i.
I i Quinta Eufr.iia. And do J de I), da -'. r.
(I Seil a Mal ildes. Ad. do J. da D.da I. Ta.
15 Sah. 5 llr rique Bal. aud doJ.de D.dal.T.
J; Doai re Kanns. a Cyriaco.
i'
de Ufarlo.
AnnoXXI. N. 87.
XoJO ..;oi uapeoue da aoa areaaoe; da noaea prudencia, noderaijjo, e energa : son-
Unuenoa coam prinoipiamua e aereaua apontadoa eoai admiracjao entre aa MOOM aiai
...!,.. fD^lu...!. J. *-------LU- (iaral (U BI.tf.ll.
oultaa.
(Proclaaiagart da Aaemhia Geral Caaabioa (ObreLoadrea ?s '|-'
Paria 172 rea por (raneo
J,iil"ia i20 por 100 de premio
Moedadeaobre ao par.
Idaai da ielrai de boae firaaae lp0rO[o
caMiioi ,0 DU 40, oa KAlfo.
Oor-Moeda de 6,400
a &.
d, t.ul'.
l'raU--I'atacoe*
Peeoecoluaiaanarea
Ditoa (aeacanoe
compra renda
17 .00 i?,400
17.000 17,00
J m
i,98U
l.usu
rv.iu
^.1)00
S ooll
V.00
1,980
PHASES DA LUANOMEZDE MAIigO.
l.uanora aS aa 4 h. a 17 ma. da man. i Loaabaia a .'.'{ aa 5 boras a 59 alia da |,
Creacente a 15 aa 11 hora* e 33 aa da tarde. I Mirtfuanie a 30 al '_' lioraa a 41 eiia da i
Prramar d> hoje.
Primeira as 7 horai 4'.' oa. da manhaa | S .;.ui.la aa S korai-s 6 minuto, da i.
In i iwanm 11 ii i ni Mil Mil i lilil ET -lliill I l| B'WITI* "**** jafaajaau
MARIO DE PER N AME
?i3muaMnsmmzAH-*ia*\t 33
friMaTra**T ~ r~mr"n TaTTT n i~n tiinnwi
INTERIOR.
PI DE JANEIRO.
Copiamos do Jornal do Commcrcio a segninte
correspondencia, que lie a segunda dos dous
correligionarios concurrentes cadeira sena-
torial por cita provincia, ebein demonstra o de
ijuanto lie capaz a gente do partido nacional,
i|liando se trata dos seus particulai issiinos Inte*
H'sses .'
Sr. Redactor.A leitura da correspondencia
do Exm. Sr. conselheiro e deputado pela pro-
vincia de S. Paulo Antonio Garlos Riheiro de
Anillada Machado e Silva, em seu Jornal, ein
resposta una anterior ininha, me chama ade-
l.i rar e Cazer observar o seguinte : que na mes-
illa correspondencia do dito senhor est expres-
.i;i utervetico da administroslo para elle ser
cleiio senador na provincia de Pernainbuco; e
accrescento que esta ntervencu e incumbencia
ii.io l'oi pela adininlltraco smente feita pre-
sidencia da inestna provincia, mas lainheiii a di-
versas pessoas Influentesnellae do ineu partido:
e que he certo que o Sr, presidente da provin-
cia, em ver de aceitar o encargo da elelco do
Sr. coiisellieiro, e o descmprnhar, pelo contra-
rio, julgandn-se profundamente oftendido em
-na pretendi tanibem nesina candidatura
coin a apresentaco de um tal candidato pelos
ministros, o guerreou de inorte, ligando-se ties-
ta plelcocom os inimigos daadiriinistraco. o
.ledo p'ois desta aoenou,e muito, aos olhos tain-
Imiii dos particulares em favor da eleicao do Sr.
conselheiro.
Eu nao admiti o governo apontando candi-
datos para deputados e senadores; o Sr. conse*
Ihciro liijuc cum a sua opiuiau contraria, que
i ii nao me deiuovo da ininha. O governo tem
sempre, jielo menos, ser competente e justo
ninliaste para couhecer e marcar as pessoas
flu', por seren a honra do paiz, o povo deve
flcger para legisladores ejuiz.es delle governo.
Viuda (le o governo em tal introiiiclliinctilo se
nao sirva immediata ou directamente defraude
i violencias, eslas, ou pelo menos a peita, o
-nlioino e O couloio prohibidos pela legislaeao)
sni'geme tempestean entre os commlssarios ou
servidores olfioiosos do governo e os volantes,
se em pro de outras pessoas existe ( volv' ,t opinio popular da provincia. As pro-
vincias teein suas notabilidades, tero seus pre-
dilectos ; cnnipre respeilal-os ; deseoiihc-
ci'l-os preteril-os he indispol-as lie a-
inargural-as quando menos. Ora, em geral
um pedido de ministros leduz, arrasta irresisti-
vi luiente, e he tanto niais aluciante e podero-
su i- v/,i's, ((llanto uiais arteiro all'ccta despir-se
do carcter goveroainental; e aqucllcs que o
i ii rbi'iu, nao poupau meios para o satist'aze
dninle as luctas, as promessas, as ameacas, as
I i lidias e toda outra iminoralidade elBcaz re-
vi miada para vencer, lia minias vaiitageus em
i viraos ministros; e verificar ante elles que
lie hoiuciu de influenciae presumo a pro-
vincia, e que o partido a que se perlcncc he
l. mili', invencvel c leal, muito lisongca na-
tiu lmente o amor proprio. Se poriu pelo con-
i r.irio a primeira autoridade da provincia relsa
i designacao feita pela administraco dapessoa
que honra o paiz (jue quer, ou pede que seja
tieita, epassa a ligar-se coin encarnizadosiui-
migiis do governo, e procura tena/, matar na
1 iiupauha esse candidato despeitosa da prc-
lereiicia, ver-se-ha lastiniosaiiiente a adminis-
ii i ao esbofeteada pelo sen delegado, esvaida a
ii loria moral, e sctn poder encobrir o seu
opprobrio pirante o paiz e os seus adversarios.
Dcsconuccer-se-lia este quadro? Eis principal-
mente porque sou de opiniao inversa a do Sr.
t'ouselheiro a cerca (lo ndice do governo na e-
I" cao dos procuradores do povo.
Nao me conliecendo peccador, neg ouvidos
i estrauhae inexplicavel tirada asctica doSr.
conselheiro, que nao sei contse lhe pdesug-
Rerirde que a cessao que se me iinputou na
provincia haver eu feito da candidatura de se-
ii idor no r. conselheiro, me nao dispensa da
-i uidao que devo aos nicus concidadaos. Por-
que, como, e para que vcioisloc.' He enig-
ma que nao posso decifrar,
Kn sou niui franco : a ser outro de fra da
ininha provincia o eleito, seja o Sr. Antonio
''tilos; nas lambeni releva que se faca sentir
que o jubilo do Sr." conselheiro o nao dispensa
,! oiivii no hjiniio do seu triuiiipho as descoin-
passadas vozes ministeriaes, e os gemidos, pos-
' que honestos c moderados, do couslran^iilo
patriotismo provincial.
''" IleVlP 'Ia'' l'sta "obre competencia jamis
qn ineTi civilidade e recprocos respeitos que
me i ii i ni e o Sr. conselheiro felizmente e\is-
tein.
etc. Antonio Jo/K/UM de Mello.
~\ de fevereiro de 1845.
PKRNAMBCO.
ASSEMBI.EA PROVINCIAL.
COM NI'AGaO A SESSAO DO DA 8 DE MARCO DE
1845.
O Sr. Taques:Sr presidente, he eonhecido
por todos os menibros desta asseinblca o estado
de abatnenlo em que se acha a nossa indus-
tria de assucar, ali.iliiiiento fue provein por um
lado da falta de bracos, e por outro das dilli-
culdades e defeitos do fabrico, cora que aug-
inentao-se as despezas de sua produccSo, c he
o nosso assucar de inferior qiialldade, do que
ludo resulta que o nosso assucar coin dilficul-
dade pode competir com o produxido por ou-
trospaizes, e que o nosso genero nao telina tan-
la sabida nos increados da Europa. Falla de
trabalhadores, grande preco do genero em ra-
/.o das grandes despezas da produecao, c a sua
tti qualidadc; taes sao pois as causas desse es-
tado desgranado da nossa industria do assucar :
pata obviar, Sr. presidente, a estes niales, nao
temos outro recurso senao lancar inao dos mes-
inos meios que se teni einpregado em outros
paizes, onde essa industria se tetu desenvolvi-
do; para expor quaes sejao esses meios, eu ne-
cessito apresentar quaes sao os defeitos do fa-
brico actual do nosso assucar, e os apparelhos
que se teei u inventado par, i re mediar os inconve-
nientes que actualmente existcm,depois aprsen-
la rei i casa um projecto de lei ledente a remediar
semeHiaiiles males; antes de o siibinctlcr con-
sideraciio da asseinblca, preciso pois de dar al-
ginnas cxplicavOes, anda que de una inaneira
milito Sucinta, e o faco nao Sfj por ser indis-
pensavel para tornar comprehenslvel o <|ue te-
nhode propor, como porque conlio bstanle na
benevolencia da casa, para me ouvir tratar de
iima materia a que son cstranbo; direi pouco.
Sr. presidente, o priiueiro deleito do UOSSO
assucar est na inaneira de depurar o caldo da
anua. A dcfeeaco do caldo faz-sc entre mis
coin o empresa dofdgo directo; daqui resulta,
segundo explicao de pessoas entendidas, (jue
se nao podendo retirar o calor, e lazer parar a
fervura no instante em que a cal se combina no
caldo para separar as materias heterogneas, pe-
la continuadlo da fervura estas materias e as es-
pumas, misturao-sc com o caldo, o (jue obsta a
(jue a depuracao c clariticaeose faco be ni: para
obviar este inconveniente, recorreo-se ao uso
de caldeiras de fundo dobrado aquecidas pelo
ro de bracos, do que presentemente sao neces-
sarios e anda grande economa decombusti-
vel, por nao ser preciso alimentar os fogos lor-
ies das fot nalli is .fetuaes. Tenho explicada piii
que consiste o apparellio de coser pelo vacuo ,
resta-me dizer que como a cooperacSo das
caldeiras inutilisarla a extraeco do ar deltas,
lia um instrumento quetem por fim conden-
sar o vapor, que tleita o caldo das caldeiras a
lini d'extrahil-o parafazer que estejo sempre
as caldeiras vasias de ar. Afrma inais vant ijo-
sa d'esle aparellio he aquella pela qtial o tnes-
ino caldo da cana serve para passando por cima
do condensador e evaporando-sc operar a
evaporaeao do caldo do int rior da culdcira ;
pelo que ha unta evaporadlo dupla coin eco-
noma d'agoa. e de conibtisiivcl que avalia-se
pin 50 p.e., produsindo o mesino apparelho d'es-
le modo o duplo do que por nutro seria produ-
zido. Propouho, pois que seja autorisado o
governo a comprar umapparelho de fabricar as-
sncir pelo sjsteina do vacuo e de elleilo du-
plo cont se chamo, os de que tenho tratado.
\ssiui, Sr, presidente, estes aparelhos co-
uhecidos pelo lime de seu fabricante Derosne ,
consegliem indo, que se pode desejar no fabri-
co do assucar, alm de potipar bracos e COm-
btistivel diminuindo as despezas da produe-
cao do anda por permit itein a maior ervs-
lalisae.'io posslvel em una fabrica grande ren-
dlmeiito aos canaviaes. por serpouco o asstie.tr.
que se transforma em mel, porque he averi-
guado, (jue o niel he proveniente de deleito no
fabrico, e o assucar assiui produ/.ido ao con-
trario do nosso assucar balido, escuro, meloso,
e tao fcil de receber liumidaile he de ptima
gran, como costiimao dizer alvo c SCCCO. Vi
unta amostra d'esle genero fabricado pelos no-
vos apparelhos tao granitado e tao alvo, que
i e i miente nada pode haver mais bello. As
vantagens dos apparelhos, (le que tenho-me oc-
CUpado, nao sao, Sr. presidente, boje de mera
cspecularao. \ ^ao podemos rrcusar-nos a crer
nos resultados vantajosos d'essc syssema, (pian-
do o ventos adoptado em tantos pnvos diversos ,
e por governos que sti dito curso ao que a
pratica inostra til. Nao he so em Franca no
continente da Europa que tein trabalhado os
apparelhos do vacuo para fabricar assucar de
belerraba ; elles torio transportados a colonia
franceza de uadelupe e as libas de Franca c
Vomitn, a* _
que os receber em seu engenho, ficar com elles
pisando metade pelo menos das despezas; as-
sim como iaiubeiu as do assenl nneuto serao por
su i emit. Mienta i ilillieulilade. que ha entre.
tiiiseiii admiltir qualquer ttovidade o recelo
que impede a realisaeo de qualquer mudan-
ea por leve, que seja nos processos industriaes,
ea falta que ha de eapltiei julgo que a pro-
vincia deve ntervir em objecto .io importante
para esclarecer, animar cauxiliar os fabrican-
tes d'assucar,
Sr. presidente, a acquisicaodestes apparelhos
por si s niio he bastante para alcancar o fim
desejado he preciso It iver quem saiba traba-
litar com elles, e ipieni fabrique o carvao ani-
mal que he ndispensavel ; por isso autoriso
tantbein o governo a contratar um, ou dous pe-
ritos conhecedores da materia ; ollereco o or-
c iineiiio aproximado da despeza segundo a con-
a, que envin a presidencia o nosso compatrio-
ta o Sr. Jos Lucio Correia : c apenas propouho
a acquisicao de um apparelho, queprodusa 11"
arrobas em i lunas n que data em unta safra
I
Pi.'idias 13:750 arroh ts,ou275 caixas de50 ar-
robas do niel!' ir assucar; julgo, que esta torca
lie bastante ira os nossos eugenbos, e nao que-
ro, qUP ve.nllio os a|)|).iriihos
O governo hollandez os estabeleceo em suas
vapor; polsque por este ineio, o calor pode sus- colonias asiticas ; Cuba os recebeo c no .Me-
pender-se. e por conseguintc a fervura parar,
inmediatamente que se reconheca que a cal se
tein combinado com as materias heterogneas,
que asscnto no fundo da caldcira, licaudo as
espumas na parte superior, e sahiudo o caldo
tico tanibeni lrao elles ja introduzidos e em
toda a jiarte se teein reconhecido as suas vanta-
gens; no Wrasil mesmo jase comecio a fazer al-
gumas tentativas para o seu estabeleciinento ;
na assembla provincial do Rio de Janeiro a
a >u
Rio,
litnpo. Actualmente nao se pode tambeut lan- pouco tratoii-se de un contrato com o ense-
car no caldo a porcao de cal bstanle, para que nhearo o Sr. Piales para a iniroducio de um
a dcfecacSo seja t5o completa como por este novo inelhodo de fabrico d'assucar; o governo
ineio he possivcl.*Para que islo se possa ell'ec- provincial da /Vaina aulorisado pela assembla
tnar, deve-se empregar a liltrac.io do caldo pelo d'aquella provincia em novenibro ultimo ccle-
eai vao animal que niio he materia inerte, e tem a btmi un contrato, com una conipanhia dirigi-
propriedade de absolver o excesso de cal, assiiu da pelo Dr. Parigot, para a Introducco dos ap-
coino as partes vegetaes que tetilla anda ocal- parclhos do vacuo, iiiediantc o premio de 15
do, e que o colorao produzcm o inclaco, licaudo coutos de ris. A esta hora as margeos do
assiin o inais perfeitainciite depurado que he Paraguass esiarajasscutado uin dos apparelhos
possivel, contendo agoa c assucar, que pela c- de Dcrosuc, para desengao dos que julgo,que
vapora9o pi'ide dar a mxima cistalisacao, c em materia de fabrico d'assucar, nada inais ,
da i niio c ai v u t.i. itein nielhor ha que fazer do que o (pie use-
Estes inelhoramentos j;i se achao ensatados rao seus autepassados. Coin quanto so possa eu
insta provincia, gracas aos esforcos illustrados fallar fundado na autoridade, julgo poder afflr-
de um nosso Ilustre eoneidadao, que na sua pro-
priedade os aprsenla para destruir um ponen
a falta de le de boa parle dos fczciulciros em
inethodos novos.
mar, que se cutre nos se esludasse a chiinicaiii-
tiustiial. se OS escrplos de umas li'issrin inais
coiihei idus dos nossos tidiislriosos a materia
seria jjulgada,com tudo, Sr. presidente, j A boa qualidadc do assucar, ea facilidadedo la tein soiido alguuaa discusso aimpreusa
seu fabrico depende anda, Sr. presidente, da pernambucaua cabe a gloria de ler agitado a
forma defazer-se a evaporado e cosimento do questo ealgumas vozes esclarecidas se bao
caldo. Tem-sc observado e reconhecido, quena levantado em nosso paiz, para demonstrar as
evaporacao do caldo, como actualmente sepia- vantagens dos novos apparelhos, o meu amigo
tica pelo logo directo, e patentes ao ar as caldei- o Sr Dr. Alves,autor da iitlercssaute memoria
ras, o assucar nao pode ser crislalisado perfei- a cerca da cultura de baunillia, que ser-vos-ha,
lamente, temperatura elevada de 115 graos em Sis., conhecida fez sentir o proveito, que tirari-
que o assucar coze nos nossos engcithos, traza
(lissolucao do assucar, mal que augmenta pela
acyo constante do logo, einquanlo se faz a pas-
sagein de unas para outras taichas, e pelo cra-
melo que se forma coin o assucar quciinado pela g.vpc
beira. oque iiupede muito a cristalisaco da Pariz,
amos do uso d'esles novos itielhodos dando coti-
la dos apparelhos, que vio na exposicao da in-
dustria franceza. O auno passado tlve occasio
de conversarCOUI um joven da provincia deSer-
que fez seusestudos nausela central de
eque oceupou-se particularmente dofa-
seguiute cosida, e dao producto in cor. brico do assucar, cstou que quem o ouvir, nao
Estes iuconvenientes, desapparecem cornos hesitar no juizo, que deve formar sobre este
apparelhos chamados do vacuo. A physlca de- objecto, e espero, que se interesse na suapro-
llioiislra que o ar embaraza, que a le vina se
possa operar em temperatura pouco elevada, e
que a demora. Com a iuvcnco de vasos pneu-
mticos para caldeiras, de que extrahe o ar,
pode, obiei-se a evaporacao atcm urna tem-
peratura d< 30 graos; as vantagens porra da
rapidez do trabalho, fazem com que se empre-
gue a temperatura de 70 graos, a qual nao tem
Inconveniente, e como estas caldeiras so aque-
cidas pelo vapor, pode-sc em qualquer lempo
faz i t cessar o calor.
Sr. presidente,este aparelho tem outra grande
vantagein, que vem a ser a economa no nume-
ro de serventes empregados na fabrica, cuja
vtncia ligado como he ao fabrico do assucar .
em favor do novo sysleiiia, e que concorrera pa-
ra a introducco dos novos apparelhos ; por-
tante boje a materia ja se acha un pouco
adanlada; i a opinio da assembla nao pude
ser nimio dillicil eduvidosa; c o governo iuo
tem mais do que observar o que sucecdt as
ouiras provincias; se na baha os resultados
lrein como se espero o governo nodeuio-
rtfr-se-lia em procurar a acquisicao para que
o autorisarmos, se falhai o governo nao l'ara
uso (la atitoris.o ao que esta assembla I
de dar-lhe por isso vou pro] i que a assem-
bla autorise o governo a ni.indar vil estes ap-
simplicdade e regularidade exige menor uuiuc- parelhosi nropoudo que possa o propretaiit
di- moer nem
lesit vatoi i o para 0 caldo ila e.inn.t: porque tildo
isso liavera no engenho, em que seassentarem
os novos apparelhos. Tambeui os libros nao se-
ra preciso niandal-os vir de fra; pois que cons-
la-ine (MIC na fabril i (lo Sr. Start se fazClll e
por preco muito menor, do que aquelle, porque
se comprarn na Kuropa. V cerca dos peritos diz
o Sr. Jos Lucio, que elles se podero contratar
por 15 francos diarios, pelo que pdenlo ser
ajustados por dous anuos. gaStando-SC pouco
Iliaj8 de cinco eolitos de res, mas nao lentos ne-
cessidade de recorrer a Europa nem mesmo
i un i. porque entre nos existe pessoa mnitoha-
billitada neste trabalho tanto no assentamen-
to do apparelho e dlrecrao do servco das cal-
deiras como ni fabrieaco do carvao ani-
mal e he o Sr. Sommier experimentado na
provincia c com quem o governo ja leve
um contrato para ntroduzir alguus tcclhora-
tiientos compativeis com os apparelhos ein uso.
Toda esta dcspe/i calculada ao cambio de 380 o
franco importa em '!'> ou ~2S contos ijuainio
milito, de lie dcvcrcuios dar um ca dito ao
governo na lei do orcaiiiento porlll coma in-
demnisaco de metade das despezas por aquel-
le, que ficar cent os apparelhos pequeo ser
O onus para a fazendn publica. Anda, que po-
riu tivesse a provincia tic suppoi lar toda essa
despeza de 36 contos niuguem deixar de re-
conheeer. que elles si tao OS mais productivos ,
que ella lea gasto : o projecto he o que passo
a lr (lo )
Sitbuieiio a consderacao da casa a couta do
Sr. .losi'- Lucio que l'oi impressa em uin jornal
desta cidade, e existe na secretaria da presiden-
cia, assiin como o contrato feito pelo governo
provincial da .''ahia para introducco dos appa-
relhos, de que trato em meu projecto.
Foi julgado objecto de dellberacao, e man-
dado imprimir.
ottni.M no da.
1" discusso do projecto n" 1 i do auno de 1814.
Erige em villa a povoacao do Altinho.
O Sr Lopes Gama: Eu ped a palavra para
encelar adtscussSo <\.\ utilidade desteprojecto,
assiin cont para ouvir sen illuslre autor, por-
que pode ser que a utilidade de se erigir em vil-
la essa povoai toseja s temporaria, e nao seja
permanente, por mitra; queja losse, e queac-
tu tmente o nao eja mais. isto he que en dese-
java saber; porque sem me moslrarem a utili-
dade de ii.ii projt co, cstou de anino a votar
conira elle -111 primeira discusso; aqu traa-
se (la utilidade. e cu convido o nobre deputado
autor do projecto a provaresta utilidade.
OSr. bitirana:ttr. presidente, cu siuioque
se achem ausentes dous do-Sis. deputados que
assigiiro o projecto em discusso, mas anda
se acha mu que o contina a sustentar, e eu pe-
la ininha parle procurara satislazer ao nobre
deputado que acaba de fallar. He verdade que
a freguezia do Altinho J nao he t.io considera-
ve!, comoea quando esse projecto l'oi apre-
seutadn, todava he anda bastaste populosa, o
que he fcil (le recoullecr a vista do numero de
(I.atores que ella da, eque sao 30, o que quer
dizer que conten tres mil lugos, os quaes dan
do-se-lhcssmente tres pessoas, termo medio, e-
quivalem a nove mil habitantes. Nem se diga
que este calculo nao pode ser valioso, por que
as juntas _qu iiitie.tilmas fazem por ah o que
Ibes parece; naoSrs., eonheco os membros da
junta do \ltinlin, san iucapazes desse abuso, e
para convencer b nobre orador farci urna bre-
ve reseuba das povoacoes dessa freguezia, una
das do int .lint linde niae prospera a i i: 11 lira do
algodo. Uni da do Utiuho proposta para vil-
i i. ii li 11 bi ni habitada, tem a freguezia a po-
ln Ucbedor, que pela frtil id ule da ser-
t a (In Mendes n i qual estUStliada ti ni grande
popula(o; a povoa ao dePaucllas, que coma
ni ais de cen casas, ligninas muito lieiu i'dili-
cadas, eaugmcnl lodos os das di moradoi


fradestas ha anda as povoacdes de S. Beo-
dito, Alagoa dos Gatos e Quipap todas de
quasi igual monta; e iicnliuma freguezia do
seito, tem como o Altinho, maltas to ha-
bitadas, contendo em sen seio a matar parto
dessas familias, que ein poca nao remota, 32 a
34, ncoinmodrao e denlo inulto que lidar a to-
ilii a provincia: o do tndo sto so v quo sea
qualilieacaoda junta do Altinho nilo foi exacta,
peccou por de minos o nao por domis.
Outras cousideraces ainda farei : a villa do
Bonito lica a nove logoasdaqiiella freguezia, por
eaniinhos innilo cortados de rio, o sous mora-
dores, tendo do recorrer para cortos misteres
aquella villa, soIlVoin grande incomniodos e
despozas, qitando alias con to entro si pessoas
suHicieuteinento instruidas conhocedoras do
manejo dos cargos pblicos, que devein haver
em uina villa; e os inconvenientes (pie se do a
respeitodo onito, davo-se ainda maiores para
coin a villa de Garanliuns. ;i (|iial outr'ora per-
tenceo, e donde dista 22 legoas.
\ povoai .ni d(i Miinlu i'hi escolhida para as-
sento da villa, nao s por estar all a matriz,
como porque opovo est j acostumado a diri-
gir-so aquella novoacao, por que esta he amis
bella, mais h ihii.nl.i o de mais commercio.
0 Sr. Lopes Gama:Sr. presidente, creio que
o Altinho tem sido at hoje freguezia, oque be-
neficio Ihc resuliar de ser villa ? Se fosso co-
marca...
OSr. (iilirauti:Isso seria inulto.
O Orador: Comarca nao Para o que acaba
de pintar o Sr. deputado aluda aeho pouco co-
marca, dovia sor at provincia, mas villa? Km
ser villa nao nteressa o Altinho cousa alguma,
Disse o Sr. deputado que convinha fosse villa
polo grande numero de oleilores o do fgos que
tem; no oslado actual das colisas, nao posso crcr
que soja pedra de loque para cousa alguma o
numero de oleilores ueill de fgos, porque os
os oleilores sao de tarracha (permitta-so-ino a
expresso] he i'onlbnne o partido; o que domi-
nada o numero de eleitoros e de folgos; ainda
outro lia disse o repito que he cousa que se nao
sabe o que he, perguuta-se o que he logo, o
diz-se hi-n he urna usa que tem tantos habitan
tes, mas na classiticacn desses habitantes ou
moradores da casa he pie est a cousa : (pian-
do o partido tem a sen favorojuiz de paz, o
subdelegado, e tacnheiu o Sr. vigario, osse d
os IVigos que Ihc parece, aprsenla os oleilores
que llie fazem con la para vencer; logo nao he
este o meio de conhocer, se un lugar he ou nao
populoso, ao menos c para iiiiin : dizeni, deo
tal numero de eleitoros; mas, Sis., queni nao
sabe como isso so faz ? Sr. presidente, cu nao
vejo vantagein de erigir em villa osse lugar do
Altinho, hepovoacao, he freguezia, pode con-
tinuar scui inconveniente a sel-o daqui por di-
ante.
Disse o Sr. deputado que all ha\ ia muitos ho-
inens acosliimados ao manojo dos negocios p-
blicos; pois he dosse manejo que cu leuho me
do....
OSr. Gtirana:Nao disse isso.
O Orador:O Sr. deputado disse, que havia
alli milita gente que eslava acoslumada ao ma-
neja dos negocios pblicos; ouvl mal, c como
ouvi mal, ira mal lainbem o meii discurso : Sis.,
eu repito, nao vejo a vantagein que resulten! ao
Altinho, em mudar de freguezia para villa; he
preciso formar primelro una estatistica para l'a-
zer rssas divisos coin conbecimeoto de causa...
Vbxrs:Nunca so Carao entao.
p Orador:0' Sis., pois nunca havemoi de ter
eatftistiea '.' Isso he mu desanimo fio mais; por
irue nao havemos de ter Ulna estatistica inelhor
do que nada Por (pie nos nada tomos, ao passo
que estamos fazendo divisdes e divisos, e mul-
tas vezes se tem foitp essas divisos por clcu-
los eleiloraes; mas tanibem militas vezes se tem
virado o feitico contra oleiticeiro; e falhado as-
sim o plano do quein proniove a divisad; en nao
digo quein foi, nem qucill nao foi, a earapuca
assentar.i onde asseutar, o laclo lie este : Sis. ,
espenmos pela estatistica boa oum, emquan-
to ella nao vier, deixcuiOS as eousas como es
lao; o eunio estalle a ininha opiniao, voto con-
tra o projecto.
O Sr. UUirana:0 noble deputado eom a sus
reconhecida babflldade, ftlgio do lodos os ar-
gumentos lories, que aprsente!, para se pegar
ao mais l'raco...
OSr. Lope Gamo:Quera que me pegasse ao
mais forte (risadas) Ora isso he contra as re-
gias de rhetorica.
O Orador;- He verdade, trttous do respon-
der ao argumento, que eu apresentei como au-
xiliar dos estros, qual aquclh- queso basca no
numero de oleilores, vistas as circumstanciai
actuaos, mas nao refutou os oulros, porm osse
iiiesiuo he de peso; pois que ninguein at hoje
aceusou a junta qualilioadora do Altinho de ter
augmentado o numero de fgos, oque a torna
digna de todo o crdito; accrescendo que no Al-
tinho nunca se augmenten! o numero de fogos;
o que deve prejudicar o argumenio do nobre
deputado. E qiianto a ulilidade nao crea o no-
bre deputado que ha pnuca para os seus habi-
tantes, em se erigir no Altinho una villa; por
que todos os seus habitantes sofirem graves n-
<:oinmodos em recorrer ao Konito, e arranjar-
se-ho limito mclhor. tendo ajustica ao p da
porta, o fazendo menos despezas, e so isto nao
he ulilidade, nao sei o que o soja. Persevero por
tanto na opino de que o projecto he justo e
conveniente, a que elle deve ser adoptado.
Julgada a materia discutida be o projecto
regeitado.
I'riiueira discussao do projecto n 10, de
i>44. Contendo disposices acerca da agricul-
tura, e fabrico do assuoar.
O Sr. Hcgo Farros : orno un nohre depu-
tado apresentoii hoje un projecto sobre igual
materia, eojulgo inelhor desenvolvido, eniais
conveniente do que o que est em discussao ,
reputo este atesneeessario o voto contra elle,
notando que por esta razo e nao porque ojul-
gue intil he que voto contra o projecto.
t) Sr. FrinirisioJoiiu :Sr. presidente no os-
lado 'lo que se aeha osla diicussao eu se re for-
rado a votar contra o projecto, nao obstante
conbecer que alguma disposicao nao seria de
regeilar; mas antes quo o faca perguutarci a
\ Es., se votando nos contra este projecto po-
deienios faer reviver algumas das suas disposi-
ces
-I _.! I -
(piando for discutido o outro que ainda
h i pouco foi julgado objecto de deliberaco,
OSr. Prtsidcnle;lima ou outra disposicao
pode ser o inosnio projecto nao.-
O Orador :Sondo assini ho de permittir-
ine que eu vote agora contra e depois farei o
que entender.
O Sr. Mael Monleiro : Sr. presidente, o
projecto em discusso he fcil de ver que diz
resuelto as ideas do Ilustre deputado, que a
pouco discorreo sobre este ponto e apresentou
os seus trabalhos ; he verdade que se trata de
mu projecto diainctralmcute opposto aquello
que foi ollrocido polo nobre deputado ambos
quereni a ntroduccao dos novos engeiihos mas
ollereoom-se dous methodos ; o projecto que se
discute quer que isso se faca por meio de em-
presa ; o projecto que pouco foi apresentado
quer que o governo tome a iniciativa nesse
negocio que entro coin dinheiro fazendo as
despezas necessarias para a sua acquisicfio ;
a base porni he a mesma ; algumas de suas
disposices estilo nial redigidas ; c por isso eu
entenda que sera mais conveniente que fosse
adiado, para ser tomado em consideracao quau-
do so houvesse de tratar do oulro.
Sr. presidente sem entrar em materia di-
n-i de passagem, que niuto convem que os
mrlhoraineutos materiacs sejo feitus por va
de empresas particulares quecheguem ao paz
por estoicos dos particulares ou de conipanhi-
as mas em pases novos como o nosso he pre-
ciso que o governo dea mo ao negocio ; por
eonsequencia discuto-se ambos o assim pro-
ponho.
O Sr. Taquen :Ku nao me opporia ao adia-
inento do projecto para que fosse novamente
apresentado discussao quando for o que hoje
submetti i consideracao da cmara ; me parece
todava segundo as deias quo tonho que nao
vira vantagein nenhiima nesse adaineuto c que
dever-se-ia votar desde j contra o projecto ;
porque o projecto que ora se acha em discussao
uo he s diverso do que apresentei pela manei-
ra porque tem de se introdusir os melhoramen-
los para a nossa industria do assuoar aqu
(jiK r-sequo isso soja foito por empresa qiiandi
eu pretendo que o governo seja habilitado par;.
lomal-o a sua cunta ; ainda ha nutra dill'erenc;
milito consideravel entre os dous projectos ni
meu est ludo (juanto ha sobre a materia d
fabrico do assucar quandn o projecto que est
em discussao versa sobre una pequea parte;
u projecto em discussao nao pode conseguir o
sen hin segundo oque se eollige do sen todo ,
porque o projecto determina que fique em vi-
gor o art. 2. da le provincial que autorisa o
governo a dar alguns melhoramentos a nossa
agricultura mediante quatro contos do rs.,
ora eom quatro contos de rs. nao pdero inlro-
dusii-so estes apparelhos nem poder fundar-
se ii|ii engonho modelo ou normal, como quei
o projecto. O engenheiro que se (illreeoo a
contratar coin o governo do Ko de Janeiro pro-
pos que se Ihc desse un premio de quarenta
eolitos, o Dr. Parigot fez o contrato coin un pre-
mio de quilco contos : voto pois contra o pro
jecto e o adiaincnto nao me parece que uti-
lise cousa alguma.
O Sr. Mar el Monleiro :Tendo inelhor reflec-
lido emendo que dovo retirar esse requerinieii-
(o de adiaiueiito porque me parece que a dis-
cussao nao he multo regular : por esta razan .
nao pelas que apresentou o nobre deputadi
he quo eu o retiro,porque seuao sao siillicienlo
qu'itro contos de rs. para um contrato por em-
presa pdoni dr-se 6, 8, ou 10 isso poi
eonsequencia nao he razo mas entendo real-
mente que nao pode tratar-se conjunctaineii-
lo de dous projectos sem que a discussao seja
algiim tanto embarazada ; como agora nao h<
occasio para mandar emendas cu nao o farei.
apenas me liniitarei a retirar o requeriiiienlo
de adiaincnto.
0 Sr. I.ofwt Gama :Parece-ino que concilla-
re! tudo eom um reqiierinioiito que VOU sub-
metter a considera(o da casa e he o seguin-
te :
Requeiro que os dous projectos a respe i tu
do fabrico do assucar, sejo dirigidos commis-
so de agricultura para de ambos formar tllli
so.
O Sr. Taques :Mas se clles sao oppostos ?
OSr, Lopes Gama :Tem algumas disposices
em que esto de accordo.
He apenado o reqiicrniento e entrn eni dis-
cussao.
0 Sr. Mariel Monleiro :Eu nao sei se be li-
cito principiar a fallar sobre qualquer materia ,
apoiando-a ou sustentando-a ?
Yoxes :He he.
0 Orador : l'crgunto isto, porque ha regi-
montos em alguns corpos legislativos, em que
s he permittido comeear impugnando : Si s. eu
apoio o requerinienlo do nobre deputado, voto
por elle, porque os dous projectos teeni deias
que se tocan niiiu ponto, e que pdem real-
mente em algiiin outro ponto juntar-se nova-
mente; enirini he possivel dos dous tirar um re-
sultado bom, porque esta materia he importan-
te : trata-se de facer una despeza de 30 contos
de ris e de estabeloeer no paiz um inelhora-
uiento de grande importancia sobre uin dos nos-
sos ramos de industria mais consideravel ; sao
materias estas que em toda a parte sao tratadas
por coinmisses especiaos, qu-, examinndoos
convenientes, e inconvenientes do que se pro-
pe, apresent.io a sua opiniao, que quasi sem-
ille lie seguida pelos corpos legislativos; por
todas estas razos voto pelo requertmento do
nobre deputado.
OSr. Taques. Ku tanibein votare! pelo re-
qiiertmeto, ainda que reconheca que os orejee-1 cutir o regulainento artigo por artigo,
tos sfio oppostos ; porque vejo quo a conimissao j deve discutir a rrsolncao : eu entendo
0 Sr. Afuiar: Sr. presidente, antes dse
entrar nesta discussao, convm decidir uina
questo de ordein : esta resoluyo manda ficar
eni vigor, e approva como lei os artigos, ou pe-
nas cotnprehendidas no regulamcnlo dado polo
governo ao enrpo de polica; por eonsequencia,
approvando-se esta rcsolucao,approva-sc o regu-
lamento ntotum, sem ser discutido articulada-
mente ; ora isto he o que me nao parece regu-
lar, nem inesiuo conveniente ; porque na ap-
provacao desse regulamento nos temos de ap-
provar, a penalidade para o corpo de polica,
temos de estabeloeer um cdigo criminal para a
polica, e temos de estabeloeer a maneira pra-
uca por (|uc estas penas devein ser impostas, e
o processo respectivo : ora ninguem dir, que
esta materia he de tao pouca importancia, que
nao preciso de ser milito pensada, e considera-
da, e discutindo-se a rcsoliifo independente
do regulamento, est claro que talvez soja ap-
provada multa pena que esta assembla nao
querera que fosse approvada: alm disto pare-
ce-ine, que o regiment da casa se oppe este
modo de discussao, por quanto elle exige que
cada disposicao de lei tenria tres discusses; que
na priinelra se trate da utilidade; na segunda
se discuta artigo por artigo, e na terceira se
trate em globo; este regulamento deve licar
coin loica de lei; sem duvida tica sendo a
lei; mas elle nao pode em vista do regiment li-
car cen tal natuieza, sem que passe por tres
discusses ; logo temos una questao de ordein,
de que he necessario tratar primeramente.
He ininha opiniao que o regulamento deve
ser discutido artigo por artigo, muilo mais quan-
do nao temos presente ao menos o regulamen-
to ; porque, o que nos foi distribuido nao tem
parte penal.
O Sr. Taques: Sr. presidente, prinieiramen-
te direi que o que hontein nos foi distribuido
nao he o regulamento da polica, porm urnas
instrucoos dadas pelo presidente da provincia
de accordo coin esse regulamento; porm o re-
gulamento existe todava iinprcsso, eu tenho-o
trasido a casa e j oll'ereci a alguns dos ineus
rol legas; me parece que podemos votar o pro-
jecto que se discute, salvo se o nobre deputado
requercr algum adiamento para examinar o
regulamento visto nao o ter, como o declarou.
Vgora, entrando na questo da forma, direi,que
i resolurao proposta pela comuiisso de cons-
iiuieao da nossa sesso passada de que en era
incmbro, parccc-ine que he regular, e que nao
tem razo o honrado inembro quando diz, que
nao podemos tratar esta materia por meio de re-
ioluco, o que s podemos discutir artigo por
artigo, o regulamento da polica dado pelo go-
verno. Ku, Sr. presidente, tenho de relectr
um pouco sobre este ponto ; as atribuices dos
corpos legislativos verseo sobre tildo quanto he
estabeloeer leis; toda a disposro que tem por
lint iinpor obrigaces, he una lei; o governo
i-unidido he proprio para promulgar todas as
disposices que, ainda que podessein formar
una li-i.Uao smente tendem para ordenar o quo
j est estabelocido, ein fazer regulamentos para
a boa execuoo das leis, podendo ser autorisado
especialmente pelos corpos legislativos para esse
fim, como acontece no caso presente. Ha re-
gulamentos fetos eom esta aulorisac.no; a assem-
bla nao tem seuao quo dar absolutamente, ou
eom inodilicaces, sua approvayo ou negal-a.
He a resoluco contendo essa approvacio que
tcindc ser discutida, e nao o regulamento do go-
verno, que nao foi julgado objecto de delibera-
cao, e que o nao poda ser, pois isso d ao go-
verno o direito, que nao tem pelo acto addicio-
nal, de iniciar leis nesta casa. Por eonsequen-
cia nao pode esse regulamento ter o srgulmento
dos projectos que sao submettidos a esta as-
sembla. Se o regulamento fosse um projecto
iniciado por alguns dos honrados nienibros des-
la casa, ou de suas coinmisses ou por ellas a-
doptado, havia de ser discutido artigo porarti-
go,porin nao se trata disso. Nao he o regula-
monto foito polo presidente da provincia que est
em discussao,mas sim a resoluco que o approva,
quo a assembla pido approvar ou regeitar se-
gundo o inereciinento do niesnio regulamento; o
nao temos outra cousa que fazer. A commisso
procedeopois ein regra, ede accordo coin os pre-
cedentes e estilos em casos d'esta natureza. A-
gora direi que consta-me que um dos Ilustres
meinliros d'esta casa trabalha em formar um
rogiilamento para o corpo policial na parte pe-
nal o do julgamento ; se este trabalho for apre-
sentado, terei umita satisfaco em votar por el-
le, o a sua segunda discussao ser artigo por
artigo ; nao sei porm se haver lempo para
isso, e portanto parece-me que devenios ap-
provar a resoluco, eom que ter o corpo um
resultado mclhor, pois que o de 22 de outubro
de 1831 he insuficiente para a sua disciplina.
Se entretanto vier a ter andamento o projecto, a
que alliuli. licar esta resoluco prejudicada
ein outra discussao ou niesnio quando tenha j
passado. U
0 Sr. Pedro Alerandrino : De facto, a parte
penal nao foi distribuida aosSis. deputados, lo-
lo a cmara nao se pode pronunciar sobre una
cousa que nao eonhece ; e, como tenho um pro-
jecto este rospeito, que est quasi concluido,
vou pedir o adiamento deste por cinco das ; e,
nesie sentido, farei uin requerlmento.
Lido o requer ment de adiamento, he apoia-
do, e entra em discussao.
O Sr. Franriieo Joo : Sr. presidente, ou eu
nao tenho bom seguido a discussao, ou ella la-
borar as niesuias difhculdades, ainda que re-
solvido seja esse adiamento, que acaba de ser
proposto ; porque, approvado ou rejeitado que
elle seja, ainda licamos na duvida se se deve dis-
ou se se
que a ina-
ideias a que acbar mais conveniente; e, se adop-1 O Sr. Presidente : Se se tratasse de segunda
lar iutoiramente o nicu projccto.oaininhar elle,' discussao, eu por certo me verla muito embara-
com a siiaautoridade.mais deseinpocado; por ls- cado ; porque, seso apresentasseiu emendas,
so voto para quo va a commisso. nao sabia como recobol-as ; agora nao ha duv-
O requerlmento he julgado discutido cap- da; mas quando chegar a segunda discussao,
provado. essa duvida ha de appareter, so o regiment nao
I'rimeira discussao do projecto n. 17de 18--. fralterado.
Approva o regulamento provincial de1! iU- ju- 0 Sr. Taques : Sr. presidente, nao apoiare o
nho de 1842, para o corpo de polica. | adiaincnto que propoz o nobre collega, porque
me aparece que elle nao pode u t usar: cont
qunto o projecto, que elle pretende offerecer,
|iossa ser inas convenientemente elaborado, do
que o regulamento dado pelo governo, comtudo
nao sei se este projecto, novo como he, poder
passar este anno ; nestas circunistancias julgo
inelhor approvar o regulamento que existe, por-
que creio que o corpo policial vai muito mal eom
aquello que hoje tem ; julgo que nao pode apro-
veitar o adiamento, porque, ein meu entender,
nao poder outro, projecto de regulamento en-
trar em discussao, eom a resoluco que simples-
mente approva o do governo: por estas razes
ainda contino a votar contra o adiamento.
0 Sr. Hedra Alexandrino : O nobre deputado
insiste que passe agora niesnio o seu projecto,
que approva o regulamento do'governo, queini-
pe pena de 6 e 9 annos de priso ; enifim quer
que se vote sobre una cousa que nao he conheci-
da; e para que se conheca he que propuz o adia-
mento, que vou modificar,propondo que seja por
cinco das, ou antes, se for apresentado o meu
projecto.
0 Sr. Aguiar : Eu nao quiz, no que disse,
censurar a commisso, expuz a duvida que ti-
nha ; ped que a assenibla resolvesse sobre el-
la, c anda insisto que nao pode ser discutida a
resoluco, e que s se pode discutir, artigo por
artigo por artigo, o regulamento.
O Sr. Taques Defendc a commisso, que nao
quiz Iludir o regulamento. Diz que ella guiou-
se pelos estvlos de todos os corpos deliberantes,
que costiinio approvaroinglobo semelliantes re-
gula uien los, que, por extensos,nao podeni sofirer
uina discussao miuda : apoia-se em exeniplosda
assembla geral, em cujas leis do ornamento,
que passo por una segunda discussao, se tem
approvado regulamentos, que na segunda dis-
cussao devio ser discutidos artigo por artigo ;
aue esta forma nao d toda a liberdade de cinen-
ar, nem permiti que se discuta um projecto
substitutivo, mas que no entretanto podein se
apresentar emendas a resoluco que^ approva o
regulamento, declaraudo-se que nao lico ap-
provados este ou aquello, ou s coin una inodi-
lieaeao que se pode determinar.
A assembla resolve que o adiamento est dis-
cutido, e que o projecto deve ser adiado por 5
das.
Continua a discussao das posturas de Ignaras-
s. adiada por ter dado a hora na ultima sesso ;
as quaes foro appi ovadas.
Segunda discussao das posturas da cmara da
cmara de DI inda.
< 1.* Os proprietarios, e rendeiros de sitios e
quintaos plantados dentro deste municipio, sao
obligados a resguardareiii suas plantacoes e la-
vouras contra os gados alheios, por meio de mu-
ros ou cercas, sendo estas de duas cintas, e pal-
mo e ineio de uina a outra estaca^ sob pena de
nao podorein exigir indeninisaco do daino,
que he causarem ditos gados, excepto se lhes
exceder a 3/000, porque nesse caso poderu exi-
gir o excesso.
Foi rejeitado, sendo substituido pela seguinte
(inonda da commisso:
Os criadores do gados deste municipio serao
obligados a trazel-os no pastorador acompaiiha-
dos de pessoas que os vigieni, para pie nao des-
truo a propriedade alheia, sob pena de 4/000 rs.,
alm da indeninisaeao.
2.* Kica prohibido andarein pelas ras dosta
cidade, cabras e ovelhas sem cangas triangula-
res di; tres palmos de eomprido, sob pona do
2/000 rs. por cabeca ; o sondo assim ollendidas
ou moras, sern pagas ao dono cni dous dobros
do sou valor.
He approvado.
3.' Fica inteiramente prohibida a criaco de
porcos, sob pena de seren mortos por qualquer
pessoa do povo. n
O A'r. Lobo: Ku nao entendo isto Pois pro-
bibe-se a criaco de porcos em todo o munici-
pio? Pde-se entrar na casa do habitante para
lhe matar mu poico que elle tenha no sen quin-
tal? Se assim he, voto contra.
Foi rejeitado.
4.* Fica prohibida a criaco de caes sollos
por esta cidade e seu minicipio, sendo estes mor-
ios por qualquer pessoa do povo ; e sim ser
permittida andando ellos acalmados.
O Sr. Taques Substituio este artigo da seguin-
te maneira:
Fica prohibido desde j andarcm cues sollos
pelas ras, sem seren acalmados, pena de multa
de quatro mil ris aosdonos.
O Sr. Lobo propoz que adiante da palavra
raes se dissesse e porros.
Foi approvado, coin a emenda substitutiva o o
aditamento.
O Sr. Presidente : Est dada a hora : a ordein
do da para a sesso seguinte he :
Primeira discussao dos projectos n. 1 deste au-
no ; 23 e 4J do auno de 183!); 10,19 o 25 do anuo
de 1840 ; e 23 do anno de 1843.
Segunda do projecto n. 17 do auno de 1840.
Terceira dos artigos addicionaes s posturas do
/oiiito.
Terceira dos artigos addicionaes s posturas do
//rejo.
Est levantada a sesso. (Erad mais de duas
horas.)
SKSSO EM 10 DE siAhC-O DE 184.
Presdencia do Sr. Pedro Cavalranti.
A's 11 horas da maiihaaoSr.l.sccretariofeia
chamada, e verificando se estarem presentes l'J
Sis. deputados, o Sr. presidente declarou aborta
a sesso.-
O Sr. 2." Seerrlario leo a acta da sesso an-
tecedente, que foi approvada.
O Sr. lSSecrtlario deo conta do seguinte
EXPEDIENTE..'
Um parecer da coniinisso-'de constituico c
poderes, sobre o requerlmento do padre Jos
Flix Pereira, vigario collado da freguezia da la-
quara, c em que, censurando a mencionada coni-
uiisso algumas expresscs contidas no referido
requerlmento, opina que se o Indefira. #
Foi adiado.
Outro parecer da coiumisso de estatistica, so-
bre o requerlmento dos habitantes da freguezia
de ^ossaSenhora da I.uz. e em o qual insina
que so peco esclarcciineiitos ao Sr. hispo.
Foi approvado.
Lellura de un projecto de regulamento pena


para o 'carpo de polica, apresentad pelo Sr.
ffeSJrfflfcl-Ir. depois de haver sido
,,'i.rado objecto de deliberayao. -
J 7 S Taques : Como na casa haja um projec-
ln approvaudo outro regulamento, ea d.scussao
'l i ronosu que acaba de fazer-se tera de eni-
i acar-sc, segundo ja se reconheceo na sessao
uterior, requelro que v o projecto, cmoda
Suca, couunisso de legislacao, para dar
.l,ic elles o seu parecer.
O Sr. Presidente : O outro projecto esta adi-
aA(>Sr Taques: Sei muilo bein ; v este coni-
misso para dar o seu parecer como entender. L
de inais, una deciso destruir a outra.
O Sr. Presidente O outro projecto esta adia-
,1o por cinco dias: por estes dous das estar
..abado o prazo do-adianiciito : deuiais, pelo ar-
tillo 103 do regiment devia este requcriinento
., sido leito antes da votajao, que, ha pouco,
uve lugar; mas, apesar disso, e nao obstante
dever o projecto ir hnpriinir-se, creio, que,
jiavendo un requerimeiito, sobre elle se deve
votar.
Leo-se o seguinte requenmento :
,c Bequeiro que seja o projecto remettido a
coinuiisso de legislacao, para propor o que me-
jhor convier. Taques.
roiapprovado. .
ri (Continuar-se-ha).
CORREIO.
CORRESPONDENCIA DA CIDADE E PROVINCIA.
O senhor=M=que na cartilha de padre Igna-
cio que dizerMochoinettcndo-se no .-novo
n. 55 a defender o seu amigo pregador, quebrou
as ventas, quahdo julgava benzer-se; e o que
inais nos horroriza he a promessa de volur a
materia se for compeltido. Ora venha uiais
cssa peste Porque o Correio do Diario de Per-
nambueo n. 51 disse=que a prega9lo da palavra
(de Dos) que nao he acoinpanhada do exem-
plo, s pode servir de escaudalo=, salta o Mo-
cho.dcscoinpeo Correio (pobre Correio) chaina-
lhe=louco=e pedreirolivre supeilativo= Pelo
que disse o Mocho.se ve.que elle quer.seja o seu
inigo pregador, na voz Jacob, enasmaos. h-
sau; seja como Achitofcl que dava ptimos
concolhos, e os nao toniava para si Va inais
claro : quera o Mocho que o pregador fosse co-
mo a peneiraqve bota fura a boa farinha, e fica-
sc coin os fardos; e porque o Correio nao esta
pelos autos seja descomposto,diga-se que elle
ie um louco.que heumpedreiro livre.eprd eno
li\resupertalivo'.\ Anda maisestaSenhor Mocho,
veja o que diz S. Gregorio.^=He necessario.que a
mo esteja limpa.e sem manchas,para que possa
tirar bein, e alimpar as alheias : nao Ihe pres-
iiego aqui o proprio texio, porque, parece-me,
Vmce. em latim nao he l grande cousa e
isto de latim hoje nao he cousa que encha a bar-
riga a niiiguem : adeos at que torne a apparc-
cer coin os seus descocos .
O Villela l pelo Bio concibe perfeitamente por
um lado e por outro se apercebe, e o seu a-
miguicho c ein Pernaiiibuco d-se aotrabalho
de toniai por elle os puchos : digo que nao he
seinpre bom ter alguem por si, e que em lem-
po saiba aecudir! U Villela sem duvida hade
na corte pilhar alguma coisinlia para brindar
lantos favores: talvez Ihe faca, quando inais
nao seja, presente dos quadroswraV-negro que
tinha proniettido cmara apresentar.
Sempre que chega o vapor do Sul teem os
moradores dama do collcgio divertimento. He
um gosto ver a porta do correio enlulhada ele
pessoas que anciosas espero pelas promessas
dos amigos de l que nunca chegao ca O
quadro representa. comparando mal um
painel das almas em porta de igreja: tudo
di' bocea aberta, olhos em alvo, lingoa de fura,
mesmo em ar de quem pede missas. Qual nus-
sas O grupo, que inais parece os rapazes a por-
ta da casa de sortes brejeiras, disperca-se, e
pelo caminho de vez em quando se lhes ouve
forte logro 1 Diz daqui um ~ s sinto as risadas
qe do os guabirus, duem outros eu nao
disse que liaviainos de licar chuchando no de-
do ? O inais crdulo porni os consola, e diz
rapazes nada de nos niostrarnios sentidos, ani-
mo, cara alegre ; se antes do parto nada tivc-
uos, eno parto ticainos na mesina,anda ha que
appellar para depois do parto.
ED1TAL.
COMMERCIO
Miguel Arr.anjo Monteiro d'Andradc, o/ficial da or-
dem da Rosa, cavalleiro da Je Chrislo, e inspec-
tor da alfandega por S. M. 1. e C. que Dos guar-
de, etc.
Faz saber, que no dia 12 do corrente ao meio
dia na porta da nicsina alfandega se ha de arre-
matar empraca publica una eaixa coin 1(50 la-
tas de peixes em conserva, Impugnada pelo
amanuense Domingos da Silva Guinares na
nota para despacho de Avrial Frcres, no valo
de 70^000, sendo a arreniatajao sugeila a direi
tos. Alfandega, 10 de marco de 18-15.
Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade,
ALFANDEGA.
Rendiinento do dia 10......5:866/989
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados nodiaS.
Uahia; 13 dias, brigue barsileiro Feliz Destino,
tonelladas 249, capito Joaquim Dias de Aze-
vedo, equipagein 12, carga carne secca, a Amo-
riin Irmos. ,
Cear ; 5 dias. vapor de guerra nacional Uua-
piass, coinniandante o capito lente Las-
sanee e Cuuha.
Navios sahidos no mesmo da.
Macelo ; brigue inglez Malcolin, capito Malco-
lin, em lastro. .
Parahyba ; brigue inglez Orean bride, capito C.
Vaux, em lastro. .
Marselha ; barca franceza Antoinelts, capito De-
gage, carga assucar.
Navio entrado no dia 9.
Santa Hellena ; 13 dias, brigue inglez Orion, to-
nelladas 193, capito William Colguhoun, em
lastro, ao capito.
Navios sahidos no mesmo dia.
Porto barca portauela Tentadora, capito E-
"'Jgdio Jos de Oliveira, carga assucar.
Trieste barca inglesa Wave, capito Colon Me.
Phec, carga assucar.
Trieste ; barca ingleza Sillias, capito Me. Cor-
ney, carga assucar.
Parahyba ; patacho inglez Fakland, capito liar-
low Me. Col, carga lastro.
i T .15o nne faz Joacmim da Silva Lopes, de Velha do dito bairro casa n. 55, quem quite,-
1Leilo, que taz Joaqun? J \ ,:.,.. Stlls ,||los ah o pode procurar.
1'^^!!^ttTaS^cZ inatdcuarVeus fi.l.os ahi o pode procurar!
nina porcao de han ac "\,*>.i rra,-as de Porfirio da Cuaba Morara Aires.
xasde fI^~f^d*a^^ffin^o,da! 1- Na ra do "dar em Fora de Porta u.
rssencia de anu, .ac Dairi* utw ii.ffftr mu meta nara vender i>
,o,, no dia 12 do corrente no caes da Alfandega,
por conla de quem pertencer. i
1 _() leilo de Lenolr Puget & C.,au.iunciado
ii-
(8
12-2
percisa-se de aligar um preto para vender pao,
paga-se bem. ('
>__N.i ilii 8 do corrate desanparecco um ne-
_0 Mito de Leno.r i'ugei ^g~ _rJ J ^,,0. crloulo" chelo Jo .:orpo,
para hoje, lica transiendo para hoj. U do co. gwoe^in*^ ^ ^^ ^^ ^ ^ ^^
'T- 0 corretor Oliveira continuar c leilo da b
esplendida uiobilia
Nelto que por mui-
da*.alado, morador na freguc/ia do Altiuho, pa-
- -" "
DECLARAgES.
eiica^egdo do nmno'da deci.ua urbana relho para cha do dita salvas e um bell.simo haja de anaunclar porcU foha.
,ioharr7,.ipS An.nnintPndo breve de concluir taboMro novo do dita encellantes quadros, d-Precisase de um arrelk
mesas redondas de meio de sa-
do bairro de S. Antonio,tendo breve de conclu
o laii9amento, avisa a os Sis. proprietarios ijue
tiverein reclama9esa fazer, que devero com-
parecer na dita mesa at o ultimo do andante
inez. Recifeein 10 de 1113190 de 1845.
Jos Quedes Salgeiro. (8
l=Pcla delegecia d'esta cidade se faz publico,
que se acha na cadeia um preto que diz cha-
mar-se Athanazio e ser escravo do reverendo
Gregorio de tal, morador em Olinda. Recife
Fratuisco
f6
.' d marco de 1845.O escrivo
Ignacio de Athayde.
COMPANHIA ITALIANA.
THEATRO-l-HILOBRAMATICO.
Quinfa [eir 13 de mareo.
Espectculo extraordinario.
Em applauso do nasciiiiento do PRINCIPE
IMPERIAL a conipanha ha deliberado executar
o seguinte dwertiinenlo.
A ehegada de S. E. o Sr. presidente da pro-
vincia ser descoberto o retrato de S. M. O
Imperador c cantar-se-ha.
OHYMNO NACIONAL.
Solo daSr.* M. Lemos e coros de todo a com-
panhia.
Seguir-se-ha a representavao da bein acolhi-
da e interessante opera em 2 actos.
A ITALIANA IN ARGEL.
Muzicu do celebre meslre Rossini.
Personagens e Actores
Mustaf Bei da regencia de Argel.Luigi
Guizoui.
Elvira. Sultana repudiada do 3ei.Adrianne
Multar. '
Ally, personagem da regencia e enere dos cur-
sarios rabes.Giovanni Toselli.
Isabella, joven espirituosa que fin Italia fora
amante de Lindoro c na occasio da scena ti-
nha cahido prisioneira do Bei que a nouieia sul-
tana favorita.Margarida Lemos.
Lindoro negociante Italiano depois prisio-
neiro em Argel e feito escravo favorito do 0ei
Carlos Ricco.
Tadeo Italiano de idade avansada, ridiculo
pretendente de Isabella que tambem tinha ca-
bido prisioneiro c icou, debaixo do nouie de
seu lio, escravo do hei.Guiseppe Galetti.
Coros de Corsarios Turcos esclavos Italia-
nos e Papataehos.
Director da orchestra Mr. Grosdier.
No intervallo do 1. ao 2. acto 4a opera os
Srs. Luigi Guissoni e Giuseppe Galleti executu-
ra o e engibado dueto das pistolas da opera.
Chiara de Rosemberg:
que nao pode ter lugar na anterior repre-
srnta.-ao por doei^a do Sr. Galleti.
A lllllininacto do theatroesUr augmentada e
as galeras guarnecidas de cortinados 8tc. coin
o inaior gosto pssivel.
PRECOS DA ENTRADA,
Cadeiras de ga'leria priincira ordem para ho-
IIK'MS ...........yWU
Ditas ditas de segunda e terceira ordem para
Tlicies de platea..... J/(,0
Os bilhetes vendem-se na ra larga do Itoza-
rio 11 30, priineiro andar e no dia no theatro,
pateo do Golleglo.
avisos martimos.
bordo, ou a Norses V Companha, ra da Cruz
, 37. (
L EI L 0 E S.
^ |)e grande sortimenlo de fa-
zendas rancezas e suissas, hoje 11
do crtente no ai niaztin de Le-
noir Hugel 6k C, ra da cruz
l=rRichad Royle&C faro leilo, por in-
tervenoo do corretor Oliveira de grande sor-
timenlo de Cttendaa inglezas todas de lei e
as inais proprias d'este mercado: quinta fcira
13 do corrente as 10 horas da manha no seu
armazein : ra da Alfandega Velha n. 11. ^b'
,,iveira continuara o .enaooa jj-^ -j- ca,va dc algod:l da teri, e
do snr. Dr. ftuppe *l0,|cerott|a8> 0Ujo ibi remettido para esta pra9a por
illa nao pode vender-se 11 um luallda(lu ,i,. scu senlior Joo Ferreira de Aliuei-
" da-alado, morador na fregue/ia do Altiuho, pa-
ra ser vendido para fora da tena ; quem o pegar
dirija-sc a-Cinco Ponas n. 71, que sera bein re-
s dia consislindo em consoloe, tremes, n-
,|ui*smoj leitos, de cupola, com seus perten-
tenecs tudo novo, tapetes do cour.i do oaca ,
lanternas de bionte com mangas de vidio, ditas
de casquinha, um piano perpendicular quai
novo e de muito boas voses sophfts e cadeiras
do Jacaranda, camas de ferro, cristaes de mul-
tas qualidades, solheres de prata um aupa
bancas dejogo ,
la e muitos outros objectos de grande apreco
qurta feira 12 do corrente, a 10 horas da
manha no segundo andar da caa do dito Sr.
Dr. ra larga do Rosario. ('8
Avisos diversos.
=A mesa regedora da veneravrl ordem ter-
ceira do Gormo do Recife tein resolvido, que
110 dia 14 do torrente a procisso do I riuinpho
dos Passos do Scnhor transite pela travessa do
Carino ras das Flores Nova das Trinchei-
ras de lionas travessa do Marisco ras Di-
reita do Livramento do Queiinado das Cru-
zes da Cadeia de Santo Antonio, e do Recife,
da Cruz, travessa da Lingoeta ras da Alfan-
dega Velha doVigario travessa da Cacimba .
nas do Encantamento da Madre de Dos, caes
da Alfandega nova, ra do Collegio estilita
do Rosario e pateo do Carino. Rogase as
pessoas moradoras em ditos lugares, i|iiiiio
mandar limpar suas testasdas. a lim de transi-
tar a niesina procisso coin aquella decencia que
devenios todos prestar ao Culto Divino.
Tendo eu abaixo assignado dado una pro-
curao ao Sr. Frederico Chaves para me
vender uniaescrava acontece que a dita escla-
va evadio-se da casa do dito Sr. Chaves ; a qual
se pede aos encarregados de polica 011 capi-
les de campos, que aprehendi, e condiuo ..o
seu Sr. ein Santo Amaro na entrada da estrada
que vai para tfeleiu sitio de J. B.C. Tresse :
que sero recompensados ; cujos signaes sao os
seguntes de nome Flora,de nacao costa bem
eonhecida nesta praca por vender fruetas e
ser muito barulhenta entre as mitras, altura
regular nariz chalo cara talhada be90S
grossos dentes saos olhos grandes tem os
dedos mnimos de ambos os ps em cima uns
dos outros que bein fcil he conheeel-a por
este signal : fgida no dia 5 de fevereiro p. p.,
vestida de saia de chita rouxa cabefo de al-
godo,panno da costa j usado: consta andar
pelo mateo perto desta praca vendendo frue-
tas e verdura. Tresse
A pessoa que anniinciou no Diario de 10 do
corrente querer comprar una pela cosnheira
para fora da provincia, querendo urna que cost-
aba soll'rivel, lava, engomma, e faz todo o inais
servifo de nina casa, dirija-se na do Rozario
estreita n. 43, Candar, das nove horas do dia
at as duas da tarde, e das tres at as seis do
mesmo.
1 Precisa-se de urna ama de leite, prefere-
se captiva, que tenha bom leite ; na ra da Lin-
goeta 11. 5. venda de Bernardo Roque. (3
1 Jos Ribeiro do Amaral, sollicitador dos
feitos da faienda nacional, acha-se morando na
ra estilita do Rozario, segundo andar do sobra-
do 11. 32. (4
Antonio do Amaral Botrlho roga a Sra.
Auna Benedicta Torres, que tera urna coberta
empenhada no valor de 20^ rs., haja de a tirar
no prasode 8 dias, e nao o fazendo, ser vendi-
da para seu pagamento; desudo desonerado
de qualquer responsabilidade.
1 = Sexta-feira 7 do corrente na occasio
da procisso do Senhor dos Passos, perdeo se
um brinco de lilagra, da Koa-vista ate o Recife;
quem o tiver adiado e quizer fazer a esniola de o
restituir, pois a dona he bein pobre, dirija-se a
venda da esquina da na do Arago n. 43, que
ser recompensado; e se for olferecido a algu-
ma pessoa, haja de o tomar e levar a dita casa
que ser da inesma forma gratificada. (9
O Sr. F. C. S. T. queira quanto antes man-
dar entregar una porcao de roupa que tem em
seu poder, desde o dia da festa de Beberibe, c
com parlicularidade, seis botocs de colete mo-
dernos e outros objectos, que mesmo nao ig-
nora ; do contrario passar pelo dessabor de
ver seu nome por inteiro publicado por este
Diario.
Simo Antonio Goii9alves, tendo lidooan-
l=Para o Rio de Janeiro segu com toda a
brevidade a bem eonhecida e velcira barca Fir-
meza por ter a inaior parte do seu carregamen-
to prompto : para algum resto de carga escra-
vos a frete, e passageiros dirijo-se os preten-
dentes a Gaudino Agostinho de Barros ^ praci-
nha do Corpo Santn. 66, ou ao capito Nar-
eizo Jos de Santa Amia. C8
1 A barca portugueza Espirito Santo segu
para o Porto 110 dia 23, e, se por algum motivo
nao puder seguir sua viagein, sahira nnprete-
rivelmente no dia 6 de abril: para o resto da
carga e passageiros, para o que tem muito bous
coinmodos,trata-se com Francisco Alves da Cu-
nha, na ra do Vigario n. 11 priineiro andar ou mlncio no )iar0 de 7 de marco do corrente an
com o capito a bordo. a a no' ein que se diz, que seu irnio Francisco d
2Para o MarnnhSo sai com brevidade o paula sorges he consenhor do sitio da ponte d
brigue-escuna nacional Jaura, capito Antonio t-
Ferreira da Silva Santos ; quem no mesmo qui-
zer carregar, ou ir de passagem para o que (|
,_ -..il-ntM rommodos diriia-se ao Capito casa, que edihcou no sitio, tem nelle por heran-
no.a"S, V--.- 9a de sua av Anna Clara Monteiro, muito maior
quinho do que esse irino Francisco de Paula
couioensado. I1"
3=Preteude-se fazer urna hvpothecano sobra-
dinhodeuiii andar, sito na ra da Conceicao
da Boa Vista n. S, de eujo he propietario Jos
Mnchado Soares e se ha alguma pessoa que te-
nha alguma coiuplic^o no mesmo sobrado.
ja de aununciar por cata folba. (o
i Precisa-te de um arrelicarlo anglico
quem tiver annuncie por esta folha. i%
2 PH0SPHOROS
La personnequi faisaitdes phosphores, ru
Imperiale 165, demuure maintenant ru For-
niosa, en face du n. 3, a Boa-vista ; elle ne les
vend que 3^ rs. la grosse. (8
2Pedo-se ao Sur. B. F. B de M. a hon-
dada de apparecer na ra do Coellio, casa n. 2,
segunda loja que muito se deseja fallar; na
inesma casa precisa-se de pretos e moloques
para vendererem azeite de earrapalo, pagndo-
se 320 rs. por caada dando-se para quebras
meia garrafa. ('
\ fabrica de charutos da ra estreita do
osario precisa de olliciaes que etendo de
lo2er charutos. ''
2 Alujia-se o segundo andar do sobrado
n. 43 da ra da Praia do Baugel com com-
modos para grande familia; no armasem do
mesmo se diz o aluguel. '
3 Precisa-so do um mestro para ensinar
pnineiras lellras, e de u"Vhi't,"r para um enge-
ubo distante desta prava 10 leguas; quem e*-
liver nestas circunstancias, annuotio para ser
procurado, ou dirija-se a ra Direita venda
11. 32. (6
3 Aluga-se, ou vende-se a casa tarrea da
iua do Mondego n. 6, com quintal cacimba,
chaos propnos, o rende 10^ rs. mensa
mensaes
pretendentes para qualquer das eousas, dirijao-
-e a ra da Cruz
le
_ ponte do
'clioa, e que nao consente na venda que o dito
Simo pertende fazer da sua parle, responde
(jue, alnl de ser elle Simo o nico senhorio da
** j.- "*-...-. .^ --------------
aorges, e que nenhuma lei o impede de vender
o que he seu.
O Sr. que annunciou querer arrendar um
engenho ou comprar, annuncie a sua inorada
para ser procurado.
Alugo-se tres esclavos para OServico diaiio
ecerto, pagando-se, por dia. quatorze vintens c
dando-se alnio.-o ejantar: tambera se alugo
pessoas forras; a tratar na ra da C loria,sobrado
armasem de assucar n. 54
(iie se dir coin quem se deve tTBtar ; no mes-
mo armasem vende se um bom cavallo, de bons
andares, e lamuein serve para carro por ser
grande, e he barato >''*
3 Aluga-se uma casa terrea na travesa
do Marisco com bons commodos ; a Iratar na
esquina do Livramento n. 1. 13
3 Tendo de ir a Inglaterra e consequente-
inente de rulirar-se por pouco lempo desta ci-
dade, Frederico Saunders socio gerente nesta
cidade da casa couimercial de Me. Calmontt
tioffipaohia declara o mesmo Frederico Saun-
ders, que a dita casa coinmercial continua inal-
teravel o seu conimercio sob a inesma firma e
sem algum alteraco na sua curta ausencia,
sendo gerente o Sr. Carlos Thomai Poiogdeatre,
e na sua lalla o Sr. Carlos Jos Aslley, os quaes
so acho munidos de plenos poderes para este
lim com sufllcienteprocuracao. (10
3 Perdeo-se meio bilhete da presente lo-
tera da matriz da Boa-vista, de n. 1117, o qual
tem no verso as firmas de Joo de Siqueira Fer-
ia.., Manoel Jos Nunes uimare e Pedro
b'ormoso quem o adiar, queira eotregal-o na
ruado Queimado 11. ti que se gratificar e
previne-se ao Sr. thesoureiro para que o nao
pague. (8
5 Arrenda-se um grande armasem pro-
prio para qualquer estabelecimento, e podendo
t no mesmo morar familia para o que tem
airanjos; silo na ra estreita do Rosario o. 2?;
quem o pretender procure na ra do (Jucirna-
do loja de Antonio de S Leitao. (6
t> O Doulor em medicina Alexandre de
Son/a Pereira do Carino esta residiodo na ra
do Vigario, segundo andar da casa n. 25; nes-
ae lugar estar prompto para prestar-seas pes-
soas que se dignarem procursl-o e as que
so quizerem utilisardossoccorros de sua pro-
fissao. .>
No armazem de assucar de
F. L. Alves Vianna, na rua da
Sanz la velha n. 110 ha sempre
deposito de bons assucares finos ,
propnos para exportadlo, e por
preces razoaveis .
A CommisiSo adminislratlva
da Sociedade Apollinea pela.lercei-
ra vez convida atodos os Srs Socios
a se reunireni em asscmbla ge-
ral no dia i5 to corrente pelas 5
horas da tarde, afim de se proceder
r.
eleicao da nova ssao.
Joaquim Alves da Costa mn-
essoas torras; a tratar na rua (lai.iona.soorano j ,.
. 7, onde tambemse eoinprodousou tres en-i(|a para uelronte da Igreja da Ma-
^n^o;el0"rb0,n,,,,,,,e,,d0|M,rpre]7Jdre de Dos a sua fabrica de ta-
1 O abaixo assignado, tendo sido reiiitregado ,nancos (. coillintia a Vender por
ia sua cadeira de graiiimatiea latina do bairro
la Boa-vista, por ordem do Exm. Sr.presidente cotnilioiio [ircco l.nilua rclalliu C0-
lesta provincia, fas publico, pie se acha eaer- ilacadn
endo as Atnccdes do seu magisterio na rua no P' aia( "a0.


1 "......' "' """-------------:-- --------------------- i; *- i_j_ ----------------
gomtnar e igualmente pora cosinhar ,
rato preco ; no becro da Bomba n. 3.
LOTERA da matriz da boa-vista
O restante dos bilhelos impoiliioem quil-
tro contos de rs e nao em oito, como por en-
gao da Typographia se annunciuu.
Comprou-se por orriem do Sr. Joaquim
Avelino 'lavares, morador na Oidide do Lisboa,
o bilhete lt)|, da primeira parte da terceira
lotera a favor das obras da reja do N. S. de
(uadelupc da cidade de Olinda.
Precisa-se de um caixeiro para tomar con-
ta de una venda porbalauco, dando se-lho um
terco ; qucmestive oestes circunstancias, di-
rija-se a ra do Caldeireiro n. 58 que se le
dir.
Furtrao no da da testa do Poco, a una I
preta dous transelins tinos de ouro um cora
umavara e o outro com V8ra e quarta dous
cordosdeouro tambem tinos, urna cacoielecom
o oitavase meia um brinco com dous diaman-
tes e moeda de ouro encastoada ; quem dos
ditos objeclosder noticias ser recompensado,
na iua dos Crespo n. 12, ou no largo do Torco,
lias lojas do sobrado n. 37.
Domingo, l do correte, entregou-se a um
pretouma mesa pequea de amareilo e vindo
elle pela estrada dos Afflictol chegou em casa
sem ella, nao sabeodo diter ao coilo quo im
levara por isso que eslava ebrio ; vinlia den-
tro da gaveta da dita mesa, alm de outros pa
guel que saibao vender na ra ; e tambem se
compra um escravo,'ou escrava, por preco com-
modo. (5
COM PRAS.
2 Compra-se um relogio de ouro patent"
ingles, o igualmente um papagaio bom Tallador;
na ra c!o Livraincnto o. 32.
2 Comprao-se efJectivamenle para fra da
provincia mulatas, negras, e moleques da 12 a
'20 annos pagao-sebem ; na ra Nove, loja
de ferragens n. i6. (4
2 Compra-se um cosinheiro, e cosinheira ,
sendo bons, para lora desta provincia ; na ra
Imperial n. 07. (3
3 Compro-se diarios velhos, a 720 rs.
grande do Padre Antonio de Figueiredo; offlcio
doi Santos Conegos Regulares, e do Santos no
vot; na ra Nova, loja o. 58. 22
1 Vondem-se saccas com mllho, ditas com
arroz pilado, ditas com farinha 800 garrafas
vasias, tudo por preco commodo ; na ra da
Cadeia armasem n. 8. (i
tVendem-se dous diccionarios, um Mag-
num Lexicn, e outro portuguez e latino urna
Selecta urna fbula, um Salustio, um Come-
lio 3 tomos de Virgilio um de Ovidio, urna
ogica urna arte latina um elemento de dita,
e igualmente um banheiro.de amareilo com pos
do roda, em bom uso; na ra do Rangel n. 17.
i Vende-se um sitio na estrada de S. Ama-
ro para Belem com muito boa casa para gran-
de familia, com bastantes arvoredos de fruto
. a ----------------
arroba : na -ua da Senzalla-velha n. 98. ( ,erras para plantaces e pasto sutllcieole para
Compro-se toneis servidos de aieite de
carrapato e de coco e mesmo pipas, meias di-
tas e barril, servidos deste liquido; na ra da
Senialla-velha n. 110.
I Compro-se por commiisao escravos de
ambos os setos at 30annos agradando pa-
go-sfc bem ; na ra Diret o. 3. (3
VENDAS.
I Vondo-se um sitio na estrada da Florest*
is. terreno proprio para capim e verduras
mandar dar parte na ra da S. u; n. 38.
I reclsa-ae de 80^ rs. a premio
tibores de ouro. ou prala por espaco de
tes ; quem quizer dar annuncie,
Aluga-se um solao proptio para lioinem
solteiro ; tr8ta-se na ra do (ueimado 11 82.
1 O abaixo aasignado declara ao csdlector
do disim.) de capia que desde Outubro do
atino passado deixou de vender capira.gnu
ci de Mila Calado. \
1Furlraoda loja de alfaiate da ra Nova
ti. 60, una ca>aca do merino lino, verde escu-
ro forrada de sarja as costas, e as matiga.s
torradas de madapolfio, e duas pecas de brJin
decore do listras;Jroga-st a quemforem uilere-
t-idasas cujas asendas bajada as tomar, ou
mandal-as levar a dita ojj que ser recom-
pensado, jj
1 Francisco llamos da Silva subdito lles-
panhol, retira-se para a cidade do Porto [>
1 OUertce-se para Iraballiar em ioja fran-
cesa, urna tnulher honesta, que sabe coser ves-
tidos e toda a qualidade de roupa de allaiato ;
quem de seu prestitno se quer utilisar an-
tiUDcie e da fiador a sua conducta.
i Domingos Francisco, subdito Portugus!
retira-se para Portugal. ,'
I-- Joo Nepomuceao Barroso embarca pa-
ra o Kio de Janeiro o escravo Miguel, crioulo ,
pertencente ao Sr de engeubo Bamburral, Jus
Feij de Mello. 4
1Manuel de Souza Guiniares est assis-
lindo na ra do Uueitnado n. 14 segundo an-
dar e por isso todas as pessoas, que leem pe-
nhores em seu poder os venho tirar quanlo
antes, visto j se achurem os prasos vencidos
dos meseio penbores. ((
J AGENCIA DE PASSAPORTES.
Na ra do Rangel n. 3a, luiio-se passapor-
tes para dentro e lua do imperio, correai-sc
iolhas o despacho-se escravos ludo com bre-
vidude e por preco com modo. />
'1 -Na fui.dicta de ferro e (abrica de machi-
nisinos na ra da Aurora, contiouu-su a later
com a maior presteza e perfeico machinas de
todas as qualidades o tamandoa corno sejao
machinas d.; vajur para engentaos, barcas e sur-
ratias, &e., woeodaS de caima de todas as qua-
lidades serrarlas e qualquer peca para as mes-
illas barcas de (erro de todos o, tamaitos
bombas e cunos de ferio, varandas, columna]
portaos, soleiras, guarda-portes, logoe- e em
leral todas as obras (por grandes que sejo
! por conter agoa dentro; a Tallar com o proprie-
soi.re pe-1 (ario junto a igreja deuadelupe. 7
i me-j 1 Vende-se um sitio na cidade de Olinda a
margen, da entrada entre a igreja de S Joo at
Mafia Simplicia, com casinha de taipa, os fun-
dos veem a rente do Caeumb, contendo man-
gueras, cejuciros e pitombeiras ; a fallar com
seu propietario no sitio contiguo a igreja de
Guadalupe. (7
I Venden-se no primeiro andar do sobra-
do n i-20 da ra Direita, o seguinte :
10 libras de vitriolo branco
5 garrafas do agoa do Colonia
1 dila grande de agoa ingleza
' arrobas de gis
;t a 1 robas de gesso grosso
'8 libras de resina de cajoeiro
H libras de bardana
5 libras de fumaria
lii libras de caroba
2 libras de quina
ti ili.hs de musgo
2 libras de canaflstula
3 libras de araba de amoras
18 libras de gomma de batata
5 libras de coralinas
dita de quina em p
ditas de quina ordinaria
balancinhade urna quaita, usada
marco de libra, velho
SI?' 1" P^f? de 8 librascom mo de po lOoo
*0O
19
I
a
i
1
1
I dito de 2 libras, com mao de vdro
I i potes brancos sortidos
12 ditos pequeos
7(1 potes azues de 2 libras
2!) paridlas azues de 4 libras
21 ditas de 8 libras
4 (Jilas de 16 libras
28 redomas de 6 libras
7 vidros Clavados de 2 libras
3 3 dilos redondos de 4 libras
34 ditos de 2 libras
" ditos de 1 lira
18 dilos de meia libra
i f'unil de vidro
thesoura grando
mesa com gaveta em tno estado
dila velha sem gaveta
bancos.
candietro de lolha du Flandres
1200
30
800
1200
720
tio
2560
800
600
J500
2000
fioo
600
600
100
1000
600
*oo
300
720
*80
16800
9>00
noooi
1000
5000
tOOft
ter 6 vaccas do leite ; a tratar na mesmi estra-
da passando a ponte, no primeiro sitio ou na
ra do Rangel, loja de louca o. 17. (7
1 Vendem-se na ra Nova, loja de ferrageos
n. 41, de Joaquim da Costa Maia ricos appa-
relbos de metal para cha, e castieaes de dife-
rentes gostos e tamanbos. ;4
t Vendem-se dous escravos crioulos de
bonitas figuras, sendo um del les vaqueiro ; ua
ra da Aurora n. 4. (3
I Vende-se urna carroca com dous bois, tu-
do em muito bom estado, e por preco muito
commodo ; na ra Nova n. 60. /3
Vendem-se 3 corddes urna gargantilla
com brincos, alflnetes, e anneles com bonitos
brilhantes e mais obras de ouro por barato
preco ; na ra Bella n. 57, primeiro andar; na
mesma casa d-se dinheiro a premio com pe
nhores de ouro. ;g
1 Vende-se superior rap piincesa grosso
e meio grosso da fabrica de Casse do Ro de Ja-
neiro em libras e as oitas; na Cidade de Olin-
da venda do Antonio Ferreira confronte a
cadeia. {5
1Vende-se um preto de 20 annos de idade ,
bom bolieito pagem e servente de urna casa;
na ra da Florentina n. 2. (3
Vende-se urna cama de amareilo quasi no-
va ; no paleo do Terco as lojas do sobrado
n. 137.
Vendem-se 80 palmos de Ierra de frente, no
cortumedo Coelho, e faz-se todo o negocio; no
latgo do'I ervo n. 20.
Vendem-se sapatos de couro de lustro pa-
ra hornein a 1# rs. ditos para senbora a 1600
rs. ditos demarroquim para dita a 1/000 rs,,
borzeguins gaspeados para homem a SoO e
C500 r. dito de punta para rapazas a 2500 rs.,
sapatos de pala a 2500 rs., ditos de brim com
ponteira de lustro a 1600 rs. pellea de couro
de lustro a 3200 rs. e outras muitas qualida-
des de calcado, por preco muito commodo ; na
praca da Independencia o. 33.
Vende-se urna canoa de carregar lijlo, de
bocea aberta; na ra da Praia a tallar com Ja-
nuario, mestre calafate.
Vendem-se duas vaccas boas leiteiras e
prximas a parirem; na ra do Cabng. loja de
relojosiro esquina da ra das Larangeiras ,
ou S. Amaro, sitio do Claudio.
Vende-se tratado isto be arte de cosi-
nheiro e de copeiro ; obra inteiramente nova,
com avisos mui importantes sobre o prudente
uso dos alimentos ; varios methodos de fazer
doces e licores ; a descripcao e estampas de um
utencilio de novo invento o el i harto ; e outras
tarlatana lisa, lavrada, de quadros e de Iistras
branca e de cores, da moda, cassa de 13a mult
superior, azues e rosas. ,
2 Vendem-se duas moradas de casas terreas
urna porco de calas do Porto, urna resfriade|I
ra, com urna Blltradeira dentro, um sellim fran-
cs em meio uso urna espingarda de caca 3
saccadasde pedra da trra, e urna marqueza-
na ra da Concordia n. 3.
RAPE DO PRINCIPE
DA
fJBRICA DE GJSSE.
3Vende-se as oitavas, na Boa-vista lojas
dos Srs. Caetano Luiz Ferreira e Tbomaz Perei-
ra de Mattos E-tima; bairro de S. Antonio as
dos Snrs. Bandeira Jnior, Vicente Jos Goes
Jos Pereira Arantes, Victorino de Castro Mou'
ra Victorino # Guimares Francisco Joa-
quim Drie, Joaquim Jos Lody Correia &
Freilas, e Menezes Jnior; no Recite, Guedes e
Mello, e Antonio Gomes da Cunha V Silva. 'J
4Vende-se farinha muito superior, com
isccas esem ellas; na praca do Corpo Santo
n. 4. f3
5 Vende-se superior farinha nova de S.
Catharfna ; a bordo do brigue S. Manat Au~
gusto ,' fundoado defronte do Trem ou na ra
de Apollo n. 18. (
4 Vendem-se dous pianos horsontaes, de
boas vozes, e quasi novos; na ra do Collegio
n. t das 9 horas da manhaa as 4 da tarde .
e muito em conta. (4
10Vendem-se saceos com farello, pelo m-
dico preco de 3/ e 6jf n. ; na ra da Senzalla-
velha n. 138. (3
Vendem-se chapeos de maca
france/es de elegantes formas, e
prova d'agua, superiores guarda-
soes pelos e de cores as mais lindas
que se tetn visto; na ra do Crespo
loja n. 11 de Rento Jos da Silva
iMagalhaes.
ESCRAVOS FGIDOS.
11 "00 eslf""pas que ensinao o servico das mesas com
9000 ".vmetria e bom arranjo I v. com 328 paginas.
Huyo de lavo (rancez ; na livraria da esquina da
rila do I 1.Un.lin
*30
O00
200
300
1000
600
200
I0OO
.... -----..... IUI
1 Vende-se urna parda de 19 a 20 annos
, que i ----__ .,
se toen om semelbanfces estabelecimentos na *$U*M *' i na ra do Fogo n. 42
-Vende-se urna pnla do naco ae idade
Europa. Na mesma fabrica aeria-su um sorli-
iiiv'ntu de machinas de vapor da inellior cons-
trucfopossivtl o moeiidas de caima de to-
dos os tamanhos e algumasde nova invencio
todas com aquelles melhotameutos que a
longa platica nesta provincia tem mostrado se-
ren indispeusaveis tachas, mchicas de moer
tnondioca, de invonco desla fabrica, que pela
grande exlraccao quo tem haviJo, bm mos-
tr o bom ciTeito que fai arados carros de
tno, boceas de fatuo e da I jrnalha crivos pa-
ra dito mangas de carreta, serras grandes de
eco, urna bomba de torva Brackma,1 para pu-i;
sa hydraulica, ou para provor canos de Ierro ,
e inultos outros objectos desta naturesa ; a boa
qualidade de todos estas obras he garantida. [US
5 Aluga-se una casa terrea na Solidado o.
17; os prelendenles, dirijo-se ao pateo do Car-
ino n 17. -3
Aluga-se urna elegante casa
le rea muito fresca e t ommodos oara tuna familin \,J, i'in- !*
de 25 a 3o annos boa engommadeira ,
nlieira ensaboa e vende na ra com un rno-
Icque de 7 annos e bonita (iguta a vista do
comprador se dir o motivo porque se vende
na ra do Cabug u. 9. /,-
1- Vendem-se borzeguins gaspeados para
homem a 50 rs. ditos para senbora a 1C00 rs
sapalos de couro de lustro para homem a 2500
rs. dilos para senhora a 1600 rs. ; na ra do
Crespo n. |2, I< j-i da viuva Cunha Guirnares
l Vendem-se os soguintes livros: histoire
de la revolution Iranfaise par Miguel k m
lameos de M. le Abb Poule ,1 v. ; Cornei
Nepote ; Baptistorum et cremonijl sacra-
inenioriim Senctai leelesfa ; promptuario de
ll.eologia moral por Fr. Francisco Larraga il-
lustradoe augmentado por D. r'ranciscL'Sdntose
Crosin, 4 v ; soccorro evanglico aus paradlos
2 v. ; noees oratorias extrahidas dos melhores
meslres, por Fr. Jos do Sacramento ; biblia
sermn de la Tourdu-
diclionaire apostolique
llcil I.
nono lomn; theologias tnoralis summa anrt
tk) rjnat.O quartOS, (las salas eozi-| Cletne.ile Pisselli; Hdneci. fundamenta stil'cul
iiu foro e a u ib tai murado, sita na
| u ib tai murado,
ra Imperial do alono dos A
a tratar na ra do Crespn, i
Beulo Jas Silva M-igaihaes.
oga<
os;
com
liorls;logica de Condillac;insiitutiones theologi-
(a;. auct. (jaspare Juenin 7 v. ; institutiones
pbilosophirre, autt.Francisco Jacquin 4 v. ;
sertiioiis d:> i'ereElise, v. ; rbetorica eecle-
siastica, a D Tboma Bar; o optimismo, ou
phiiosopho enfunado em Lisboa e apparecido
ra do Collegio
i CHARUTOS REGALA
Vendem-se na ra da Cruz n. 37, por pre-
co commodo, em caixas pequeas. (2
* SARCA PARRILUA
Vende-se por preco commodo; no armasem
de Fernando Jos. Braguez ao p do arco da
Conceicao. (3
Veudem-se superiores caixas do charutos
a faino da Cachoeira, mais superior que tem
viudo a este mcrcado.o saceos de arroz de cisca,
ludo por preco commodo; na venda da esquina
para o quartel do polica n, 2. (.'(
2Vendem-se 8 escravos, sendo urna preta
com habilidades ; 5 pretas de 20 annos, boas lu-
vadeiras e quintandeiras e ao de bonitas l-
gulas; um moleque peca, cosinheiro, de lti an-
nos ; um preto de 25 annos, proprio para pa-
laoqoitBj ou armazem de assucar; na ra de
Agoas-verdes n. 22. (7
o Vende-se um forno proprio para assar
bulinhos, po-de-i e pastis; na ra do Quei-
mado, loja de louca n 32. 8
2Vendem-se tollina ingle/es para montara,
de senhora; na ra da Cruz, armasem n. '24.1,2
* Veudem-se duas negrinhas de 12 a 14
annos, muito bonitas e cosem muito bem ;
una preta cosinheira, engommadeira faz ren-
das e bicos e cose chao, por ou/ rs. ; urna dita
lavadeira, quitaudelra ecosinha por 380/ rs ;
um pelo ptoprio para o servido de campo ; na
ra Direita o. 81. (7
2Vendem-se 6 escravas mocas, de boas fi-
guras, duas cosem engommo e cosinho ;
duas negrinhas de 12 annos, boas para serem
educadas ; urna mulatinha de 16 anuos com
principios de habilidades; 3 escravos mocos,
ptimos para o trabalho do campo ; na ra do
Crespo n. 10, primeiro andar. 7
-Va loja de K. Duprat, na ra Nova n. 7
3 = Vendem-se sarjas pretas, lisas e lavradas,
JNa na dn Parir FlorTan,,,. *i ,. l""'soP"" 2- N* ra do Padre Flonaouo n. 43 preci-, em Coostanlinopla as gales, noveila de Yol-1 rendas de Francaletes e de todas as larguras ,
tiesapparecerao desde o dia
1. do corrente tres pretos do gen-
lio de Angola, sendo um de nome
Flix, estatura baixa, cheio do
corpo, cara redonda, quebrado
em cima das veninas, os dedos dos
ps muito abertos e torios ; outro
de nome Jos, bem baixo, ou anao
ebeio do corpo, nariz muito cbalo,c
falto de um dente na fenle; e o ou-
tro de nome Benlo, aito, bonita fi-
gura, com urna grande sicatriz do
lado esquerdo, e outras as cosas,
pes carnudos, e em um delles tem
urna sicatriz ; roga-sc as autorida-
des policiaese capites de campo a
aprehencao dos ditos escravos ,
que serao generosamente recom-
pensados por sua verdadeira senho-
ra viuva Cunha (iuimaraes.
I Desappareceo desde^exta feira de Passos
urna preta de idade pouco mais. ou menos de
oOannos.deuacaoMocambique. baixa, muilo
fula, ps de papagaio, canellas linas, tem mar-
cas no rosto da nago della naiiz chato, e bas-
tante lea he muito ladina e le muita la-
muria para Iludir; lovou vestido de chita preta
por cima de um de seda e algodo e panno da
Costa ; andava vendendo nu ra lovou um ta-
boleiro com 3 massos e 9 pares de meias de al-
fiodao grosso leitas em Portugal 15 raras do
babados do linho e 24 bagres seceos; he mui-
to conhecida e tem servido a dilTerentcs genito-
res no mattoe na piafa; roga-se a todas as au-
toridades policiaes tanto da praca, cmodo mal-
lo ou outra qualquer pessoa de apprehendel-a
e levar a ra da Praia arnnsem n. .15, que se-
r recompensado o seu trabalho. (16
4 Na manhaa de 5 do concille desappare-
ceo um moleque de idedu de 12 annos, de nacau
dabo, alto, secco, bonita figura olhos vivos,
um pouco risonho, tem entre as gobranselhas o
signal de sua Ierra, tem os ps cheios de cravos,
motivo por que Ihe cusa andar; levou calcas
azues ecamisa de .hila tambem a>ul e de qua-
dros tem por coslumo de andar com a camisa
por fra das calcas, por detraz e amarrar eslas
adiante, em lugar de abotual-as; ha toda a des-
conllanca, que o dito moleqne foi furldo des-
de a padaria franceza do Atierro, at a praca da
Boa-vista ; levou urna tma pintada de azul o
arqueada de Ierro, com algumas compras ; pe-
de-se portanto as autoridades policiaes e espi-
taos de campo de apprehenderetn o dito escravo
aondeelle apparecer; assim como se proceder
com todo o rigor da lei contra qualquer pessoa,
que o telilla oceulto e no caso de o pegaren.,
podem leval o na Capunga sobrado novo, or '
na ra da Senzalla-velha n. 138, que ser gene-
rosamente recompensado. i->0
PERNJTYP. DE M. F. DE FARIA itfq^,


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