Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05530


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Full Text
Auno de 184W Segunda Feira 10
O ituiiDi''. biioa-se tollosos diaeque nlo fortn eantilWis: op
i rlj Ir mil', por quinal pagos adianuJoa. Oe aiinunciosd
. 150 da aeaignatara
iniii;ninii sao naeririoe
'i

t, i Ir rail'a. por qnarlel pagos amanUJos. a aiiouncios-us aseienantce sao inserido
. rasao de SO > Por l'nha. ed re em lypo differenle, e ai repetiies pe*, amctade O
( ai0 ;orei assignanfi pagao >il)reipo: linlia,16 e a typo dilTcrcnte, toreada publicaban
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
fiOliMi fa'afcjba^eirunilaee aeXlaa feiraa.Hio Grande do Norte, chega a S t 21 a par
u S lO 24. '-.abo, Serinhaem, RioFormeso, Macer, PortoUaWo, e Alagoaa: no 1. c
'. a Ji.li'-arla aaex. Garanknns a limito a i,le f t de cada na una-nata e Flor
, Ij. iX dito. Cida.le da Victoria quintaa eiras. Olinda tudoa 01 diaa.
DAS da semana.
i Seg Melit.io. And. do J. de O. da '. .
-i Tarfa *. Ca dido. Ral and. do J. HeD.del.i.
.)_> QuaiU a G igorio. And J.rlal) da i r.
|( i.IhbU a Eufrasia. And do J. da D. da 2. y.
|i SeiU ii. Mal- ilrlcs Ad. do J. de D.da I. na.
<5 Sab. s llr riquc Re. aud ditJ.r'e ll.a I. i.
J7 i' -i'-' f'e Ramos, a (.vrmr.i.
un""-" -:J.-.P'X.T:>^--'.''--??Tyiia-"i|| li iwaaaj
d Ufarlo.
Anno XXI. N. 8&
Ib jo agut d.penee de ana Masaos; da noaaa prudencia, esoderago, eeaergia ; cnn-
? Jnueaiuj Meo fi.ucipiaaaoe e oren-e apona loa oom admiradlo entre aa na.Oea mam
" CiHIIo po ni* 8 DI IUV'0
Caaafeoa eobre Londrea 1$ i["
a Paria e7'_> rea por fraaco
a Li'boa 1JU por 10U de premio
Kioeda de eobre ao par.
dem de letra de onae firaaaa 1 por ojo
compra renda
Our-Moed.d. ,4(W 17 VUU 7'00
. A. 47.U0O 17,200
. de 4,1)01, ,JM .bDO
P,.t.-r....c6ej .W 'iO
.. Peaoacoluamnarea 1 ,'JSO j.Uiilj
. Dito. ....tc.noe 1,60 C-Mi
PHASES DA LA NO MEZ DE MARCO.
l.iiaeora a S aa 4 h a 17 me da man. La abata a .'.'I aa 5 huras e 511 ma da c.
Creecenle a 15 a II horas e S3 -. da larde, i Minguaaie a 30 al '.' boraa e ti min da i
Pr*a.mar de hoie.
P-inieira al 6 horas 54 ara. da manh.'ia |.Segunda aa 7 horas e 18 minutos da t.
api-" lrl,^TfT*TT*e>XBT
DIARIO DE PERNAM
t.-j?ssBWMmi/ui^xr;LUi,\iMi\n i 'm:3rnza*.r ~ Tnni^vmaminvnwi^'t ~
?n----
:_.- ny- -r^-. mm'ih-u^^-..--.-.- .... ,:- imihiiii ^.agsa.r-./K>ra'-ssy
EXTERIOR.
Conliro-nos duas cartas de que extractamos
algumas noticias cerca dos caneados negocios
do Rio da Prata. Eis o que nos pareceo de mais
interesse :
Buenos Ayres, 18 de Janeiro de 1845.Os si-
liados em Montevideo foro escarmentados es-
ns dias em duas emboscadas que llies fizeriio
os de lora.
Chcgou aqu na Coquetle, e sai para o Ruceo
no paquete Ninfa del Piala, o coima tildante Pe-
abert, e os outros tres chefes da legiio liance-
za, que sp passro de Montevideo.
Servando Gomes persegue a Rivera, que de
')'.iqtririnil) Re retirou para as Tres Crues, a
diiaa leguas da fronteira. O general Ui(|uisa es-
lava em marcha sobre elle, pelo norte do Rio
Negro. Ignacio Oribe acuava-se no departa-
mentode Maldonado coiu 1,000 homens.
Fotao tomadas (juatro laleeiras e um lancha0
de piratas, que saniro de Montevideo para <.r-
nente*. Apparecroo outras duas, que roub-
r;o um brigue pequeo, junto da Colonia; c j
seexpedio a Cluieabueo em perseguicao dellas. A
INTERIOR.
xpe
Fama e a Estrella, compradas pelo governo, es-
t;io-se armando'para brevemente sahir para o
bloqueio.
Sabemos que Pai chegou a Corrientes a 22 de
iezembro : esteve em Itaqui procurando reunir
emigrados; o que n;lo conseguio. Os ( orrenti-
nos nao tein consideravfl reunan de gente, e
estao divididos em partidosde federaes, Fer-
rc, Madiriaga e Paz. Nao se recela portauto
que invadao Entre Rios, onde est acampado o
generalOanon (ho Arroio Grande) com 3,000 ho-
meus perl'eitamente disciplinados, e mais 1,800,
distribuidos em varios destacamentos. Nao ha
ilite temer por este lado. >
Montevideo, 30 de Janeiro de 18-15. Vine.
estar informado da declaracao do bloqueio,
V de que o ministro ingles d'aqui deixou deci-
so do Sr. Mandeville re.eonheeel-o ou nao; e o
inesmo pratlcou o Sr Laine, recorrendo para
a resolucao donninistro Pranccz em huenos Aj-
res. Estes rcspondrSoj Mandevilleque por
sua parte elle o reconhece, anda que nao Ihe
oea decidir sobre o que seja relativo a Monte-
video, seno ao Sr. Turne; o ministro francs
que odeixava ao juizo do Sr. Lain. Final-
mente, este ultimo resolveo nao reeonhecel-o,
por nao ter para isso instrucfes de scu gover-
no, e sini para o bloqueio parcial : em conse-
.iiiencia do que, disse o ministro inglezque nao
l'nha elle lainbem direito para reconhecel-o.
Adniirar-se-ha Vine, de semelhantes barua-
i-ismos ; nas, meu amigo, a conducta das gran-
des nacoes n'esta eontenda est muito longt; de
ser fusta nem conforme com o direito interna-
cional, das gentes, ou outro qualqucr direito.
l'odiao ter l'eito iguaes reflexes, ou tomar
idntica resolucao, osfrancezes, quando os in-
glezes bloquerao alguns portos da China : por-
que nao aguardrao, para reconhecef aquelles
bloqueios, a deciso de seus govemos ?
Espera-se que tildo se arrange com a chegada
do novo ministro Irancez.
D'aqui a nica cousa que ha (digo d'esta gen-
te) he o seguinte : Flores enn>arcou-se com 50
homens em algumas balieiras e um lanchao, le-
vando comsigo 8 cavallos, armas e inunices :
" eosteou o Hio da Prata, e foi desembarcar as
iinmediafdes do Rosarlo. Deitou em trra 5 ca-
vallos, nos quaes inontou elle, 'lavares, e tres
sujeitos de sua conlianca. Havia port'ni sido
presentido pelos de Ouribe, que se linliao eni-
I boscado, e os ataero. Dos que restayo, eni-
barcro-se os que puderao, atirando iigoa a
Deca eos tres cavallos, e fugiro. Chegroa-
J.ni sniente inetade dos que foro, e ignora-se
qUal tenha sido a sorte de Flores e le seus com-
./inlieiros.
Estes dias pssados, lorio escarmentados os
d'esta guarnido em duas fortes guerrilhas.
O ministro iaglez aqui residente dirigi urna
circular aos ingleses mais notaveis d'esta, pre-
veuindo-os de que, sea eidade lor atacada, elle
nao tein forcas bastantes para fazer respeilar as
pessoas d'elles todos, e que se dever embar-
car quando se der esse caso.. Isto incoiiimodou
muito aos Ingleses chamados coloradoi.
Domingo iioutclorao assaltadas varias casas
de franceses, por unscerfto e tantos franceses
da legio ; e sob pretexto de que ero blancos,
saquear ao suas propriedades, quebrrao as vi-
dracas, e atirro os movis arua. Os donos
fugiro f mas s que nao o podero fazer, lica-
rao em miscravel estado'.
No ineio de todas estas desordens, roubos, vio-
lftsjtias e miserias, publicao^sc boletirts de vic-
torias, partes suppostas, cartas apocrj-pjias ; e
prega-se o confisco ea inorte pela fniprensa ....
IC sao estes os homens Ilustrados.c de princio
j>ios...
fSenl. da Monarchia.)
RIO DE JANEIRO.
NOTICIAS DO PAQUETE.
u A casa ds Mine, ffarrat, modista deS. M. a
Imperatriz tem sido visitada u'estes ltimos
dias por grande concurso de pessoas attrahi-
das pela curiosidade de ver o enxoval que llie
foi eneoiumendado para S. A. o Principe ou
Princesa Imperial. Longo fura enumerar todas
as pegas deque se coinpoe o enxoval : liinita-
mo-nos a dizer, que ludo ipiiiito a elegancia e
a sumptuosidade pdem imaginar se encontra
n'essa profuso de linissimos bordados eam-
braias e rendas conliecidas pelo noine de Mult-
nes, Valencicnncs, l'oinl d'Angklern, ele De ca-
da objecto contao-se doze duzias e todos el les
variados em forma e dimensao ; em todos bri-
Hia o reconhecido bom gosto, que preside a lu-
do t[iianto sai das otticiiias de Mine. tVarrat.
Os tres bercos de estado correspondem a ri-
queza e inagniiciencia do enxoval. Sao obra do
habilissiino Sr. Leger,
No largo do paco construe-se una tea para
passar o cortejo Uo biptismo do joven principe,
ou princesa. Principia em una esencial i a, que
remata por cima do arco da ueharia em nina
porta que se vai abrir e por onde descera o
prestito e termina na porta principal da capel-
la Imperial.
OSr. ministro da (asenta dirigi ao presiden-
te da coiiiniisso da Praca do Commercio a se-
guinte portara:
Achando-se a seccao da fazenda do concelho
de estado encarregada de organisar una pro-
postapara se acantilar e segurar mais efficaz-
mente a populacao contra o llagello da inoda
falsa e eonvindo ouvir sobre to importante
assumpto nao su a opiniao da coinmlssio da
Praca do Lommercio mas tambem a dos priii-
eipaes negociantes d'esta |>raca sirva-se V. S.
convidal-os para esse lini traiisniitlindo-nic
coma possivel urgencia quaesquerobservaces,
que a tal respeito tanto a referida coiiiinisso ,
a que V. S. preside como os indicados nego-
ciantes, apresentarem porescripto. Dos guar-
de a V. S. Paro em 10 de l'evereiro de 18-15. --
lanoel Alses' Branca. Sr. conselheiro Ignacio
Ratton.
Em consequencia do que a sobredita eoniinis-
sao convida os negociantes d'esta praca a reuni-
rem-se na sala dos assiguaiites no lia 14 do cor-
rente s II horas da uianlia para una tlis-
cusso a respeito ; podendo, os que se acharein
iinpossibilitados de comparecer, mandar por t s-
cripto as suas ideias e opinies para seren to-
madas em consideraco.
No dia 12 do correte rfevereiro), sanio d'este
porto para o de Montevideo a corveta nacional
UousdeJulho, levando aseu bordo oSr.lJesciiiliar-
gador Rodrigo deSousada Silva i ontes,encane-
gado dos negocios do brasil na repblica orien-
tal; o secretario da legaco Sr. Dnarle Pinto
Ribeiro: e o capito de mar e guerra Pedro Fer-
reira de Oliveira coiiunandante da nossa divi-
sao naval no Rio da Prata.
Consta que ser nonifado presidente da
provincia de Goya el hermoso caballero t. Uelulio.
Este boato tem seus visos de realidade, pois sa-
be-ve que .". S. mandara desempoeirar os e/-
(<} de ganga t botas brancas, do tempo eill tjuc
esteve naquella provincia.
Iloiitem a polica deo busla em duas litho-
graphias desta corle, suspeitas de fabrieaiem no-
tas falsas ; mas consta-nos que nada encontrn
que podesse verificar essas suspeitas. Os dous
Manoeis, da zVahia, esto zoinbando com o pu-
blico! !.'...
Diz-se que o ex-encarregado de negocios do
//rasil em Montevideo, o Sr. Filippe .lose Perei-
ra Leal, foi nouieado secretario de legaco para
os Estados-Luidos.
Suicidou-se sabbado, com um tiro de pisto-
la na caneca, o leitor da chcara do Sr. Domin-
gos (larvallio de S, de uoiuc Veulo Jos de Car-
i.illin, natural dos Acores, soltciro, de 40 anuos
de idade.
'que nem una, nem outra couza fiz, nem farei.
Rogo Ihe Sr. redactor, a puhlicaeao da pre-
sente em seu jornal. Sou. &c.
Antonio Joaquim de Mello.
Sr. redactor. Leudo no seu jornal de hoje
Ulna correspondencia do Sr. deputado Antonio
Joaquim de Mello, e paivceiido-iueque por ella,
ainda que remotamente, poderia alguem crer
que o dedo do governo, que o Sr. deputadn cha-
ina impertinente ou coi ruptor, aeceuasse em
ineu favor, euiiipre-ine declarar a todo o Brasil.
e ao Sr. deputado, que eslou convencido que
esse dedo corruptor, que nao sei se o he, iio
aecenou em meu favor ; mas pelo contrario o-
lirou, como se v pelas volaces at hoje apu-
radas. Sao os mesinns eleitores, (jue votarao
no Sr. deputado, os que me honrarn com os
seus votos, e os do partido contrario ao seu, vo-
tro nos Srs. presidente da provincia, bario
da Boa-vista e conselheiro Srbaslio do Reg
Barros. O rasil inlciro, que me conhrce betn, far-
nie-ha a j lis tica de acreditar que nao pretend
aluciar votos na provincia de Periiambuco, ero*
hora muito me lisongee a Icnibranca d'essa brio-
sa provincia, como me lsongero as das provin-
cias do Rio de Janeiro, do Cear, do Para, e de
Minas Ceraes que en nao soube, seufio muito
larde, que o governo de mira se leinliira mas
que nao ao governo, cujo delegado eonsta-me
que me guerreara, Illas, sni ao partido liberal
da provincia, que em miin (pieria talvezpre-
iniar um nim/ii'iio da lilierdade, e que por ella
soll'rra de envolta com os nohres peruambmsa-
nos em 1817, devo a eleico. Perinitta-mc o
Sr. deputado observar-lhe que o dedo do gover-
no nao he impertinente quando apona candi-
datos que konro o fttis, se para isto se nao sir-
ve de fraude e violencia. Eu tambera julgo-nie
honrado com a noineaco de l'criianibuco ; .lin-
da (piando a escolha do poder moderador se nao
siga, resta-nie senipi" a gloria de ser lembrado
por tal provincia. Nao dcsapprovo, antes lou-
vo o apceo que o Sr. deputado fas dos votos de
seus comprovincianos mas releva que se faca
sentir que a cessilo que imputarn ao Sr. depu-
tado, qu ereio nunca existi, mi minora o a-
prero que todo o cidado deve fazer da estima
de mus concidados, e nem o dispensa da gra-
tidi) (pie llies deve. Son, Sr, redactor &c.
Antonio Carlos llibeiro de .indiada Machado c Silva.
Neto, desconliava-se que o mesnio nao praticas-
seni ; mas a defeceo de l'anavnrro importa a
pacificacao da provincia : Neto e 1/eulo (loueal-
ves ho de ser obligados a entregar-se.
(Sentinella da Monarrlii
Ora chuchem '.
OSr. Franca Leite, orando sobre o projeclo
eleitoral na sesso de 21 do corren te, proferto as
seguintes palavras, que se achilo no Jornal do
Commereio. Todas aquellas administraces que
tieni mandado, que se teeni servido de soldados
e de inariiiheiios para o trluinpllO da urna elei-
toral, tein, na uiiiiha opiniao, violado a consti-
lulco; tein feito mais, tem sevandijado o ina-
preciado direito de tleico. lie o que de mais for-
te se pode dizer contra o gabinete ; c un depu-
tado que assini falla nao pode ter a mais peque-
a conlianca em o ministerio, que assini trata.
Ministerio sevandija Ora chuchem. Sis. Mi-
nistros !...
Concurso d cadeira senatorial por I'ernambuco !.'!...
L-se no Jornal do Commercio de 22 e 23 do cor-
rente o seguinte:
Sr. redactor. Todas as cartas viudas ltima-
mente de l'r i ii.iinhiii o assevero que terei anda
a honra iuestiinavel, a felicidade de ser, em re-
sultado da eleicao para un senador pela mesura
provincia, que all se debatera. incluido na lis-
ta trplice; e se isto se verificar, ser esta a
q'uarta vesque me aprsenla a iiiinha provincia
natal, seui que em neiihuina d'ellas < ni ineu fa-
vor accenasse nenhiim dedo ministerial imper-
tinente, ou corruptor, e apezar de ter-nie agura
subtrahido pessoaliiienle do campo eleitoral. E
como na provincia alguem assoalhou que eu
havia cedido da candidatura era favor do Exui.
Sr. conselheiro Andrada Machado, e pode ser
que tambern aqui appareca quera pense ou dign
t|ue renuncio ou sou iudillereiite ao grande a-
lircco da escolha; s com o fin de desvanecer
I seiuelhautc idciaoudito, declaro pela presente
Moillll.O, COITADIMHOj MOHKEO IDeLIM... DBUM !
Cora o seu n. 87 de sabbado 22 do concille,
deo sua alma a qiicni o creouo muito niiiiis-
lerial, material e policial Moto Tempo.A entin-
te eordiale parece nao estar muito era termos ,
tambera a este respeito porque o moribundo,
no cstrobuxamente dos paroxismos deixou es-
capar patarras de dr e maldicao contra seus
ingratos amigos :Forca lie que renunciemos a
vida lorualislica visto que nem o partido a que
ocoracooe aintelligencia nos lig;io nem o go-
verno parecein compenetrados da necessidade
da iiuprensa e como que ora s confino na in-
fluencia da tribuna.
O que seria, un u Dos, que deo causa a to
imprevista catastrophe? Dar-se-ha caso^que
esses ingrataloes roesseni a corda ao joven Escu-
lapio que se propoz candidato pelo Cear ....
Como quer que seja coitauo espiebou .
Nem (|iiiz esperar pelas luminarias.A trra Ihe
seja leve.
RIO GRANDE DOSl'L.
Temos noticias do Rio Grande at 26 de ja"
neiro. OSr. Varo de Caxias havia marcado O
plazo de 30 dias para depoiem as armas todos
aquelles, que, havendo abracado a causa da re-
bellio se quitessetn aproveitar da auinistia l-
timamente concedida pelo governo imperial.
Parece que he ja pelacentesiina vez, que se repi-
te esta larca. Forte miseria!...
Porordem de S. Eic. foi mandada sustara
sabida de um patacho, que devia conduzir a es-
ta corte 150 prisioneiros rebeldes.
__As noticias que nos trouxe do Rio Grande o
paquete de vapor rodos o Sanio, que r,t.' !i-
leui surgi ueste poiin, continan a ser ^atistac-
lorias. No dia 25de Janeiro Hndou o praio marca-
do pele Sr. barao de axlas para os reln
prein as armas em l'oncln
iies de-
\ erde.e entri'arem
o> escrai os. e ha> ia is mais bem fundadas espe-
laini^ de que Canavarru se apresentaria cora a
gente que o seuin
lio.ni i o a eutcGoncalves e
PHeRir l M BUCO.
ASSEMBI.A PROVINCIAL.
sesso em 8 he mmk.o de 1845.
Presidencia do Sr. Pedro Carnleanti.
A's 11 horas e un (piarlo, o Sr. secretario faz
a chamada e verilieou estarem presentes 10Sis.
deputados : o Sr. presidente declara abena a
sesso.
OSr. Lobo, participa, que o Sr. deputado Na-
buco nao comparece por doeule.
OSr. 2" secretario lea acta da sesso ante-
cedente, que he approvada.
OSr. secretario deo conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um olcrTj do secretario da provincia, remet-
iendo, por copia, a or^anisacodada ao corpodc
polieia em virliide da le provincial n" l'i, que
a assciiibli'.i havia requisltdo : para a secre-
taria.
Outro do mismo, enviando os estatutos do re-
colhiinento de N. S. da Gloria, e declarando,
que nao existia na secretaria a instituir ao cpie
foi pedida ao Exill, hispo, e que ser remettida
logo que venha; e que cmquaiiLo a outras inl'or-
niacoes, ou cselareeimenlos, nciihuns podia
dar.
OSr. Morir: Monleiro (pela ordem):Quera
queoSr. secretario me iuformasse, seo ollieio
da presidencia, que se leo ultiinauente, diz al-
guma cousa a respeito do additameiito (pie li/
ao requei imeiiln do nobre deputado .'
OSr. Pae* Brrelo: O ollieio smenle di/,
que se nao pdem dar mais esclareeiiuentos.
OSr. Uaeiellonleiro:Eu ped esses esclare-
eimeiilos, porque do relatorio do Sr. presiden-
te, consta, que elle maiileve urna correspon-
dencia com o diocesano, e que este se recusara
a admisso das orphas na casa das reeolhidas
pelos motivos, que exposera em sua i esposta;
ora, quizera, que esses motivos fossera de neis
condecidos, para pdennos resolver na malcra
sujeita.
0 Sr. Pacs Barrtto.O ollieio nao diz mais na-
da : vai para a secretaria.
Contina a leitura do expediente.
Outro ollieio do inesuio secretario, acen-
sando a remessa de dous oflicios do vigario do
\ l: iiiiiu. informados pila cmara municipal do
Bonito, pedudo explicaces sobre a linha divi-
soria de sua fieguezia, leita pela le nu 132 : ;
commissfio de estatistica.
Outro do inesmo, aeoinpaiihaiido as contas
da cmara municipal do Rio-fornioso, perten-
centes ao anuo linauceiro lindo : a coinraissao
de eoiilas das caniaras.
1 m lequi rinir uio di'.los da Maia, supplicau-
do, que a asseniblca se digne lomar em couside-
raro um rcqueriuieiito, em que, dcbaixo de
certascondic.fies, ofterecia construir .i sua casta
um niatadouro publico: coinmisso de fa-
/.indi.
Outro requeriinenlo, assignado por alguns
agricultores, expondo o daino que soll'rem pe-
la extinefo da mesa da nspecco do assucar,
ealgodao, e pedindo que seja de novo creada:
a colmiiissao do coiumereio e artes.
Outro lo cabido da diocesc de Pernarabuco,
pedindo diversas providencias.
ti Sr. Prndenle : \ ai ; coinmisso de orca-
ilieuto.
O Sr. Lopes (amu : Parece-me que esse des-
tino nao he o mais conveniente, porque a mate-
ria desse requeriinenlo he 'eclesistica....
Foses : He linaueeira.
O Orador: Por nina parle, pode tomar-se
nesse sentido, por outra he fundada em direito
cannico, e por isso primeiro deve sobre ella
ser OUVida a eomiiiissao ('eclesistica, c depos
ento a do orcainento ; porque pdem ter di-
reito os conegos a essa congrua em virtude de
le ecclesiastica, e todava a coininissao do or-
r.ainento mi dar-I he o direito.
o Sr. 'resiliente: lie uma representaceTo
sobre certas restricedes, que lro propostas pe-
la coinmisso do orcamento, aqun compete
dar a razo por que as fez. susteuiando-as, ou
reformando-as.
O Sr. Lopes Gama : Insiste na sua priincira
opiniao.
OSr. Fcrreira Hrrelo: Opina no sentido do
Sr. Lopes Gama.
OSr.Aguiar: Observa, que nao ha neces-
sidade de se mandar o requerintento corarais-
sao ecclesiastica porque a materia, que nellc
sr' ha de Halar, nao he ecclesiastica, e sini de
dinheiro, e que, sendo desta especie so a com-
niissodu orcamento pertencia.
A aasemblea resolve, depoisde mais algumas
observayes, que o requerimento v coinmis-
so ecclesiastica.
Continua a leitura do expediente.


Outro requerimento de Filppe Mena Callado ] fazer face a tao escandaloso proceder
da ronseca, pedindo a assembla, marque una nina forca, o uicu Ll poz-so em ac't
as
quola para a creacao de bichos de
connnisso industrial.
lu projecto assignado pelos Srs. Lacerda, A-
guiar e Itarreto, instaurando a villa de Itaniara-
c, na povoacao du Pilar, ilha daqucllc noiue :
inandou-se imprimir. ,
l ni parecer da comuiissao de polica, appro-
vando a proposta do Sis. Taques Manocl Ca-
valcauli, para nao se fazercui augtiientos de
ordenadoa na le do ornamento, reduco nos
pircos dos contractos, etc : Mandoti-sc Impri-
mir.
Ultima redaeco das posturas da cmara do
Bonito : approvada.
!Conlinuar-se-ha).
seda : a i miado d campanha,
SeIII < omludo si
1
2
3
\
b
t
7
s
Eleico de tleiloret de Sania Maria fe la no
dia 3 de Dezembro do anuo passado.
Tenente coronel Manoel Nunea de Barros
I)r. Joo di' Soma Reis.
Major Joo Jos Rodrigue* Coelho.
l)r. Amaro liaptista Guimares.
Vigario Manocl Joaquim da Silva.
Capito Antonio I.uiz Pereira de Mello.
Prof. Dominlciano Pereira Jfrando.
P. Carlos Jos de S. Auna.
Capito Antonio Rodrigues Coellio Jnior.
10 Tenente Francisco Antonio (oincs,
11 P. Arnaldo Jos Rodrigues.
12 Tenente Francisco //arrozo Pereira.
13 Tenente Jeronjmo Gomes llego.
J4 apilaoJos Ignacio Rodrigues Coelho.
l) Capito Jos Pereira //raudo.
lt P. Jos Alcxandrc Coelho.
1? Prop._ Ignacio Rodrigues da Silva Coelho.
18 P. Joo Rodrigues < oellio.
1! P. .Marcos da Costa Mouris.
20 P. Tlieotuiiio Rodrigues Coelho.
, 21 Tenente Valerio Rodrigues Coelho.
Fritas as eleices cujos clcilores a cima pu-
blicamos e (citas coni toda a regularidade na
matriz de S. Maria a 3 de dc/.enibro, conforme o
regulamento de 4 de marco que as manda fa-
ser logo pie cesscni os em baracoa visto ter o
Sr.Fraovisco Augusto Xavieroceultado as ordeus,
pelas quaes oExm.presidente as maudou proce-
der 15 de nove inbro.Iicro exasparados o Sr.
Francisco Antonio c outros Momotirot da />'oa-
Vista:o Sr. Arruda achou-se sein o seafidut Acatit
Manocl Copes de //arios (que nao leni domicilio
certo e anda quasi lodo o lempo lora da pro-
vincia por Joazeiro c outros lugares sein dar
parte ao sen suppleote c lora da comarca ,
como por Flores onde murava quando l'oi no-
meado delegado contra a leij e maudou na dis-
tancia licial ; e assim que em Janeiro entrn em exer-
cicio o juiz de paz desta legislatura tratou da
caballa e a 20 fez nina segunda eleico prima-
ria Aira da matriz na ausencia do vigario, sein
sacerdote, aprzar de ter publicamente recibi-
do a ordem em que o Exm. presidente prohiba
uma segunda eleico, se ja se tivesse proce-
dido a esse acto. Tal he miseria do partido
pueiro na villa da /ioa-Vsta que a commisso
eleitora da mesa l'oi composta de sete elegiveis,
e nove que su eran votantes e que upesar de
ter na chapa de eleitores individuos que foro
apenas qiialilicados votantes e outros que neiii
qualilicados lo rao por nao tercui as (jualidades,
sachro votos para l candidatos que sao
os abaixo referidos. Destes couiparccerao \,
no collegio de cabrob, e sao os 12 votos desses
u\, que accrescero ao Sr. iiello sobre os outros
candidatos de seu lado ao lugar de senador e
ao numero de 69 eleitores do Ex. Agora esta-
mos que o Sr. Antonio Carlos uo ha de achar
nullidade na chuo Mamotiro feita sein paro-
dio lora da matriz, c depois de achar-sc ou-
tra concluida regularmente ; e (piando auallie-
matisc poique nao consta que esses 12 votos
taiiibeni accrcscesseni a S. S., sustentar que a
suapresenca uo inquina o collegio Ex em Cabrobo assim como os eleitores da
Serrinlia annuilro todos os votos do collegio
de Inhaiiibupe. O que se quer saber he se o
ministerio vence.
Eleitores da eleico Mamociro nacapclla
ila Coneeifo
Delegado Manocl Copes d iYarros.
Francisco Antonio Xavier.
I.uiz de Carvalho rando.
Ignacio Francisco Varejo, (uo l'oi (jualilicadoj.
Domingos Alves dos Santos.
Francisco Alves dos Santos.
Jos Pedro de Salles
Francisco Alves (iiiiniar.">es.
Luciano Leile da Silva.
Manoel da Silva Franco, (uo he elegivel.)
Antonio Jos Ferrcira. m
Jos Domingos Montenegro (uo lie votante).
Goncalo Lopes da Silva (nao he elegivcl.)
Saigcnto de polica Vicente tfolclho Granja, (nao
he nem votante por falta de domicilio/.
COR R FIO.
CORRF.SPONDKNCIA DA CIIMDE E PHOV1NCIA.
Estivcnios milito dias sein cousa de novo, de
que ralease a pena fazer-se uieiieo, e a nao se-
ren as gcnlileas, as senlenfat, as perolai que i
teein laucado l na cudria velha os nossos insig-
nes legisladores,nao sei COIIl que tera de prcen-
cher urna das condicea do meu contracto, a
nao me oceupar exclusivamente dos nossos ser-
nies de quaresuia, algiinscoin lodo o aspecto e
carcter de buhoneras,)' dos arligos de Cmela,
repetidos nas sacristas, como oracau prepara-
toria, pelo seu actor mor fr. Cometa, ou poli-
chlnello serfico. Mas ah chegou o vapor, ehe
justamente agora que tenho multo que dizer-
ihes : he o que semprc nos acontece, ou ludo
ou nada.
Teiu corrido, ha alguna dias, o boato de de-
sordens no Pao do Albo, c de proposito uo
Ibes quiz fallar Disto, porque quera fazel-o de-
pois de bem informado como agora estou.
Vmcs. estaro leiubrados de eerlo menino co-
nhecido por Ll, que no lempo das eleices
1 .illi a -na fallada,(/ tica por una scena de pcrlurbaco e deso deni,
e fazendo o seu papel de agente da praia, com
algum applauso da sua eoniuiillente pois esse
mesino rapazote agora juutou gente armada de
sua propria auloridade, ccrcou asas, aterrou
Indo com aineacas, c porque o delegado'para
poz-se em
e csto assim
reuni
acto conti-
as cousas,
sem onitudo se a atarein as duas forcas:dizem-
nie que o Exm. Presidente pretende suspndel-
as duas autoridades,na falta de informaces.qiie
lheparcca()iinparciaes:euestouconvencido,qiie,
vistos os precedentes do menino Ll de perfei-
lo anarchista, he elle o culpado nico, mas
como quer que so Ihc tire auloridade, e nao
Ihelique esse pretexto, emborao delegado sof-
fra alguma iujustica, ludo he bom. A perver-
sidade do joven praieiro exereitar-se-ha de outra
inaneira, e semprc ser menos prejudicial.
Tambem se tem faliadomuito na apprehenco
e urna porco de plvora de contrabando, que
o infame iarioda praia nao duvidou attrbuir
homens, cuja superioridade
virtudes e distinctos
cujos mritos,
servicos ao paiz fiuein
exasperar aos sjcophantas redactores desse pas*
quim-mor, e a mais (omtante caterva. Entre-
tanto cssa plvora apprchendida a pretexto de
contrabando por cerlos velhacos que vivem
dess especulaccs, e outras peiores, foi res-
tituida a seu dono dizein-me que com certo
dcslalque, porque tal contrabando nSo havia.
Todo o mundo sabe que ha boje uesta cidade
un mercado publico de plvora nacional, (no
arsenal de guerra) que se vende a quem d por
ella o seu dinheiro, e que o comprador pode
levar para onde Ihc parecer; e a vista disto, pa-
ra que plvora por contrabando quando hou-
vesseiu intentos de se usar delta? Mas a praia
le os seus depsitos dos Afogados e outros lu-
gares com plvora de contrabando, fez opposi-
uao conspirando contra o thruno, contra as au-
toridades constituidas contra a ordem publi-
ca, preparando revoltas, excitando os tbanos,
ele. etc.. nao I
te possa fazer opposicao sein estas maldades, e
todas as outras inlamias deque para atacarem o
governo, como para defeiideieni agora o seu ,
se serviro, se tem servido, c se rao sei viudo,
lora patiles!
Falieceo na nianhaa de 8 do corrente, nesta
cidade, o hachare! Samuel Wallac Mac-Dowei.
subsiiiuto de philosophia do collegio das artes.
Pelo que quer que fosse espalhou-se o boaio de
que o hoiiiem havia sido envenenado, e de tal
surte vigorarn suspeias de alguinas pessoas,
que '
do, ,.,. unamos, o canal uigestivo, o estomag
outras partes vao, que indicasse a passageni ou demora de
veneno alguiu, esomentese distinguido osef-
leitos e sMiipiouias da molestia, de que se esla-
va tratando. As entranhas foro confiadas a mu
ehiinico, para coucluso do exaiiie c cniao se
ara um juizo seguro.
U zelo diablico com que alguna hoinens, des-
i sperados dos seus negocios, ociosos por inhabeis
ou nao precisos, derranio na populaco toda a
ipiaidade de mentira, que possa concorrer pa-
ra desconfiancas, para exaltaco de preconcei-
los, o ido diablico desses perversos, digo cu,
he tal que nao convm dcixar passar noticia
ao Exm. Sr. Thomaz Xavier a gravissima aecu-
sa(o de lia ver t rali ido o governo, abusando da
confianca, que este nclle depositara, e guerre-
ando a candidatura do Sr. Antonio Carlos, li-
gando-se intimamente ao partido da opposi(o,
e fazendo-lhe todas as concesses necessarlas pa-
ra combatei o partido ministerial; concluindo-
se que o Sr. Thomaz Xavier he to trahidor ao
governo, e ao partido da praia, quanto foi o Sr.
Marcellino de Urito, oque o partido nacional he
to forte que vence as eleices, apezar da guer-
ra que Ihc lizerao nestas crises os dous delega-
dos do ministerio de 2 de fevereiro.
He na verdade impa lili cave l, nao dizemos
tanto a iujustica, mas especialmente a ingratl-
dao do partido praieiro, que deve tudo quanto
pode conseguir nesta provincia ao Sr. Marcelli-
no de limo, e tambem deve ao Sr. Thomaz Xa-
vier no s a conservaco de todas as posijes
va ntajos is, que llie deo seo antecessor, mas an-
da a concessao de todas quantas teein podido va-
gar.
Pela observaeo dos actos da presidencia jul-
gamo-nos habilitados para alhrmar, iscntos de
todo o espirito de partido, que he injusta a ac-
cusaeo que se faz ao Exm. presidente actual de
ter guerreado a candidatura do Sr. Antonio Gar-
los, e dos outros praieiros, e de haver-se liga-
do ao partido da opposicao, para que este ven-
cesse a eleico. Para semelhante defeza basta-
ra a leitura da correspondencia, em que taes
aleives se levautao ao Sr. Thomaz Xavier balda
de factos que sirvao de prova a to grave argui-
o. Nesse papel toda a prova que seda, he ter
sido o actual presidente adoptado candidato pe-
lo partido da ordem, e a creacao dos collegios
deOuricury eSerra-talliada, este para dar in-
, fluencia ao coronel Pereira, e o primeiro para
L?U:t'",_i'"'..l,rc.do cachola, que ; legitimara votaco annullada. He falso que se
creasse o collegio de Ouricury, apezar da ne-
cessidade, que havia para isso, distando esla
dita fregucEa mais de 20 legoas da villa, e 40 de
Cabrob : e no diividamos que S. Ex. recusas-
se fazel-o para no parecer que com essa ca-
cao cootrariava as pretcnces do ministerio so-
bre a sua annullaco. S. Exc. creou.como de-
via, na cabera da comarca da Hoa-vista, onde
reside o juiz de direito Arruda, o representante
do partido da praia, um collegio cleitoral, por-
que em todas as canecas de termo da provincia
ha collegio.
A creacao do collegio de Serra-talhada foi uma
necessidade motivada pelas distancias do serto.
e inipossibilidadc de se rcunirem na villa de Pa-
jai'i de lodos os eleitores em tempo de secca : e
a experiencia mostrou a utilidade desta medida,
porquanto na villa votrao os eleitores da villa,
que sao 27, etu Serra-talhada smente 13 dos
seus 18 eleitores; e poique na freguezia de In-
ga/eira nao se creou un collegio, como he tam-
bem de necessidade, dexro esses clcilores de
votar, porlhesser mpossivel atravessar o ser-
tao com a secca. A praia sabe que os eleitores
de Aerra-talhada e Ingazeira no sujeiiavo seus
votos a vontade do Sr. Barboza, procurador da
praia na villa de Flores, quando o all votar :
liara que pola tem a m fe de attribuir a creacao
de collegios, que nada inlluc na vontade dos
eleitores, guerra departido, ou a traico do
presidente ?
OSr. Thomaz Xavier anda creou, deferindo
a represeniaces da cmara de Garntanos, un
collegio em Papacaca, pelas mesmas raides ci-
ma ponderadas. Sabe-se que o acto de estrellar
os circuios eleitoraes s da o resultado da coui-
niodidade dos eleitores, sejao elles de que par-
tido lorem, pois em seu poder est escolher es-
te ou aquclle collegio, onde mais livreinente
rao dar OS seus votos. Foro estes os Cactos in-
significantes, que a correspondencia dos
.oncvigoraiao suspeias de alguinas pessoas,
pie alguns professores foro chamados para la-
r a autopsia do cadver. Pelo que ouvi a um
los facultativos, o canal digestivo, o estomago e
nenliuma lalsa sem desniascarar os autores. To-
dos esse.s boatos de rusgas, e de attenlados, nao
teein fundamento alguui; se he que nao teui de
partir ou do governo ou dos seus praieiros par-
tidistas, esses crinics flagelos uo nos falio,
'' S praieirose o seu governo nao teeiufeitopou*
co l'oi aggraval-OS. A opposico ha de seguir
*ua marcha couhecida, como quando estava no
Pdei- os seus corr lgionarios, ha de resjieitar
as autoridades, a ordem publica, e a segu anca
individual ate porque uo quer em nada imi-
tar aquelles que boje se atho do lado do go-
veruo violencias, e assassinalos (olheui para
Bonito, Goianna e Limoeiro) autoridades einpu-
nhando o bacaniarte, e processando os que Ibes
eseapao, isto he exclusivo da praia, do actual
governo, e quem faz islo, he capaz de ludo o
mais. Olho vivo, pois, com esses monstrua !
i. I)K P
NAMBUCO.
VIVA O PRINCIPE IMPERIAL!
Quiz a Divina Providencia favorecer-nos com
mais um penborde unlo e paz, dando ao bra-
sil um herdeiro presumptivo de seu Imperial
Tliroiio Deinos-lhe por isso as devidas gracas!
O vapor Imperatrit chegou este porto na nia-
nha de sabbado ; logo que seachou em fenle
da cidade soltou tres girndolas de logeles e
embaiideiroii-se c este signal encheo de rego-
sijo os habitantes desta cidade porque conlie-
ecrao logo que o vapor era portador da faust-
sima noticia de haverS. M. a Iuiperatriz felici-
tado este imperio coto o naacimento de um prin-
cipe. D'alli a uma hora todos sabino que o
primognito do Sr. D. Pedro II. era varo e ti-
nha viudo a luz no dia 23 de fevereiro.
O vapor largoii do Rio a 27, e aqui chegou
COIll 8 dias e 20 horas de viagein. He mais um
testeiniinho do zelo e boa vontade com que sr
tem prestado em occasies importantes o agen-
te da companbia de vapores no Rio o Sr. Mar-
a Mino Jos' Coelho ; ajudado pelo digno coin-
iiiandaute o Sr. capito tenente Lamcgo que
a nada se poupou, como portador di; to alegre
noticia. Este vapor apresentava uma elegante
vista e estas duas noutes esteve illuminado.
tontera publicamos cin mu avulso que foi
destribuido aos nossos Subscriptores oque ha-
via de mais Importante nos jornaes que recebe-
mos a respeitoda noticia de que tratamos ;
hoje nossos leitores achar soh a devida rubri-
ca as outras noticias.
prai-
COM MU NICA DO 8.
LVuma crise, em que s o espirito de partid"
domina os pensamentos e as nalavras. e or
as palavras, e po
consequencia lodosos escriptos delie se resen-
tem, loica bequcuma penna imparcial, quan-
to buiiaiiamente possa dar se, tome a defeza de
um delegado do Imperador ao qual nenhiim dos
partidos extremos tem podido abrayar nesta
provincia. A'semelhante resoluco obriga-nos
a leitura de um artigo de fundo do iVow lempo,
lolba ministerial da corle, oqual.de referencia
a uma correspondencia dos corifeos da praia, faz
iros, dirigida ao A'neo Tempo, menciouou para
novar que o Sr. Thomaz Xavier atrairoava o
ministerio, que lhe coufiou a adniinistraco da
provincia, e estes por si nicsinos refuto seme-
lhante aecusaco.
Oque talvez ponha o ininisterio em desconli-
anca a cerca da lealdadc do seu delegado he a
uuammidade de votos que lhe deo o partido da
ordem. Sabemos de fon te pura, queS. Exc. no
fez coiupromisso algum com o partido, que lhe
deo votos, que este partido o adoptou, porque
um presidente de provincia, um magistrado
semprc alistado uas bandeiras contrarias a auar-
chia era um elemento de ordem, embora fosse
delegado do ministerio anarchisador; foi este o
limen mutuo da sua adopeo lia chapa, que S
tinha em mira levar cadeira senatorial o Exm.
baranda Boa-vista, ou um cidadao Inlinigo da
anarchia, e de presumo, como os dous distinctos
eoinpanheiros que se dro, excluidos os An-
dradas, Mellos e Souzas, que s ao partido anar-
chico da praia podio servir.
partido da ordem nada pedio, nada esiierou
do Exm. presidente por este acto de justica,
(|ue com elle praiicou, por esta prova, que deo
de estar disposto a dar toda a forcea ao governo,
pie for verdadeiro amigo do throno.
Nem no artigo do Aovo Tempo, nem em sua
correspondencia vein especificado un so acto
pelo qual os Srs. Marcellino de Urito e Thomaz
Xavier trahissem o governo, c por isso vamos
referir todos os seus actos platicados na presi-
dencia desla provincia, os quaes todos foro fa-
voraveis praia e contrarios ao partido da or-
dem, ou da opposicao actual.
O Sr. liare-chino de Urito, logo que tomou pos-
se, recusoii as propostas do chefe interino de po-
lica, em que apresentava os Ars. Paira, e'Tei-
xeira para a delegaca de Garanhiins, e os Srs.
Goncalves Lima, e Pereira da Silva para a de
Flores. Demiitio os delegados do Kouito e Uoa-
vista, que tambera acabavo de tomar possr, c
nomeou os praieiros llerciilano Rocha, que tao
caro vai custando ao /lonito, e Manoel Lopes de
Aarros, que nao era domiciliario da l'oa-vista, e
que fez com o Sr. Arruda a eleico do Ex. No-
meou dous praieiros para delegados de Gara-
nliiius e Flores.
Deinitlio o delegado e subdelegados do termo
de Goianna, e nomeou o terrivel praieiro Cuiilia
Machado para delegado, e Tavares, c Xavier para
subdelegados. Deniittio o delegado desta cida-
de, e nomeou para o substituir um bacharcl da
escolha do Sr. Antonio Alfonso, que so depois da
aeco dos Afogados desagradou aos praieiros. De-
mittio o delegado e subdelegado do Cabo, e no-
meou os aunulladorcs das eleices daquclla vil-
la, que tao grande victoria proporcionrao ao
partido nacional. Nomeou o ajudante lj)bo, qUl.
he praieiro, tenente coronel de ltaniaraca. l),..
mi i lid o delegado e subdelegado do Limoeiro <
nomeou os praieiros mais incarnicados daqulle
termo para os subsliluir. Estas, e outras noiuea-
ces que nos escapo da lcinbvanca, de rao
praia as eleices de Goianna, Limoeiro, Ex f
Salgueiro, Flores, Bezerros e S. Caetano.
A indifieren(a com que o Sr. Marcellino de
Urito tratou as prevaricaces dosjuizesde paz
desta cidade nas eleices primarias os fortiticou,
eproporcionen praia a victoria, que arrancn
custa de falsificaces, etc. batalho ligeiro
horroi isou o Sr. Marcellino de Brito, o fez rc-
cuar e pedir a sua demisso, mas nao lhe arran-
cou um s acto contrario praia, quanto inai
favoravel ao partido da opposico. O Aovo lem-
po que o aponte, salvo se lia traieo contra o mi-
nisterio em reprovar o batalho ligeiro, em exi-
gir que elle se disperse, sem com tudo batel-o.
Defendido assim o magistrado ausente e ul-
trajado pelos inesniosprai'eiro que elevou, mos-
tremos igualmente o que o Sr. Thomaz Xavier
tem feito. O seu primeiro acto foi nomear de-
legado desta cidade um bacharcl sem outra qua-
lidade mais que ser redactor do orgo da praia ;
dem i 11 ir um dos inelhores delegados da provin-
cia, o Sr. Thomaz Alves, para nonieai o Dr. Vi-
cente que nao he opposiciouista; nomear subde-
legado do Rio Formoso o praieiro Thomaz Garat-
eante, prente dos Palmas, com pretericao do 1."
sup|ilente, o Sr.Jos Antonio Lopes; Hornearsup-
plentes do delegado e subdelegados desta cida-
de quanto praieiro houve, e a sua frente o Sr.
Joaquim bernardo.; reformar o Sr. Moura tior-
ba, contra sua vontade ; preterir o major do ba-
talho do Limoeiro para nomear o mais encar-
nizado dos praieiros, Ignacio Corriia de Mello, te-
nente coronel ; noniear o Sr. Jos Candido, que
nao he opposicionista, com preterifo do major
commandaiite, o prestante cidado .Manoel Lu-
cas, do batalho de S. Lourenco ; nomear pro-
curador fiscal o delegado redactor do U. novo ;
nao s nomear, mais anda conservar, o Xavier
Lima delegado do onilo, e nomear o Calasans
para o lugar da victima que elle acabava de fa-
zer desapparecer da tena, depois dos horrores
por que a praia tem feito, com a polica sua
disposlco, passar a infeliz villa do /'onito E
porque um magistrado to enrgico, lao inim-
go da ilesordcfn assim vai adiniuistrando a pro-
vincia? Para no molestar, antes satisfa/.cr, a
praia, por<|ue assim eiitende que he necessario,
para no passar por traidor ao ininisterio que
protege esta pandilha anaichisadora.
A 1.1.1 I cao oos afogapos.
Anda longe, e bem louge esl o dia apraiado
para as novas eleices de eleitores na povoacao
dos Afogados; anda falla niasde um inez para
dispontar a aurora desse dia tempestuoso, des-
se da de verdadeira calaindade, que os nossos
adversarios polticos com bem justica nos po-
deriao ter popado, e ja a praia, avesada as suas
iniquidades, e palifarias, comeca a desdobraro
manto negro das suas torpesas; ja esse partido
vil, e indigno, nimiamente infame, e inmoral
comeca alli a dar um Ilvre curso as suas tenebro-
sidades J escudado pelas trevas da noute elle
se rene em clubs, e presidido pelo rancoroso-
inniigo da ordem publica, quem sabe que pla-
nos de horror, c sangue uo concerta elle pa-
ra esse dia de nio agouro? Cmcm^abe se elle se
nao prepara outra vez representar nessa po-
voacao as scenas luctuosas de seteinbro.'! Com-
posto de homens inteirainete perdidos na opi-
nio publica, de individuos miseraveis, sem
bens, e sem fortuna, sem saber, e gcraliucnle
fallando sem probidade, de entes, cuja mor
parte o publico indigita, ou como malvados
consumador, e reos de polica, ou pelo menos
como indos cicladnos, vagabundos, e proletarios,
esse partido he de sua niesnia natureza desorga-
nisador,e tende multo para a desordeinjc ven-
do por coiiseguute, ipie nada podsr conse-
guir, ou alcancar,se as cousas lorem feilassub a
influencia da ordem, e da legalidade, COUSCO
da sua franqueza para conibaler a seus adver-
sarios com os recursos da le, no tentar elle
de ocamente fazer uina segunda demonstrado
dos seus punhaes, e dos seus catetes ? Crcnioi
(pie si mi ; ao menos as cousas se vo dspoudo
liara isso lie faina, que os coripheos da praia
nos Afogados j para esse lini recruto prosclj-
tos entre a geutalha, e assoldadao faquislas pa-
ra na mesa impr silencio a inaioi uordeira! Nao
sabemos at que pontodcvainos.prestar laosles
boatos atterradores, ou se so adrede espalha-
dos com o lim nico de afugeiuar da igreja os
elegiveis ordeiros, a lim de conseguirem una
mesa, facciosa! certo he que elles j comey-
ro a sua obra de desordem; j as columnas do
jornal praieiro, desse infame Di-nov, voniuio,
injurias, e calumnias contra o represeulaiitc do
partido o deii (i dos \ logados, o.iuuiio digno _
prestante cidado, o benemrito Sr. teneiiie
coronel Manoel Joaquim do Reg e Albuquer- .
que. J um capito de funil, un 'ingrato aos-
beneficios out'ora, rceebidos, esquecendo que
a pouca consideraco de que. hoje gosa, e o bao
jazer anda hoje no p da mais abjeela, c de-
gradante nullidade, elle o deve. a esse lionu-m
generoso, c beiulzejo a quem to vil, e co-
bardemente guerrea, tein percorrido loda a re-
guezia, pregando ao ppvo a desordt-m, v aos
soldados da. guarda paeonal a in-.ubi ilm.nao ,
contra o sfu chefe; j com caluniuiosas asser-
eies, s dignas del le, e da caualha,- a queiu el-
le serve, j envenenando .adulterando, e-,ine"-
nio inventando factosl que nunca existirao, que
iiunea foro praticailos pelo Sr.Manoi Joaquim. *
Desf ngane-scl porm, ropilhas do Afogaido> essamieia duzia deeafoi-
uieados, que hoje to.cobarde,'y alevosamen-
te depriiiicm, c hostil sao. a aijuellt-, que tantas
vezes'os sodcorreo em, suas precispes; e neces-
idades, qc tnntas vez^s Ibes inatb mesmoa
'fome com os resto's de sua mesa, e que lmbeni
jlo poucaj' os arraqcou as nios da infamia a j-j
la deshonra, qm* os seus ardiz, e tramas indig-
nos de riada Ibes valero.que as suas < aliujima*.
e imntiras hoenpis to pouco IhVs aproveitard #,
ta\>ibe|ii, poft pie a'sua derrota he certa he "
inevilavel; e que a lama eip jue s'elles clliffir"
do, nao podendo chegar a esse boiuein respei-
taveI,e,generso, e ni raza o da grande distan-


%
ta, que o separa desse punhado de scvandijas
infames, reverter fualinrnte sobre elles, e Ibes
inporcalhar as caras. Sim desenganai-vos,
nina vez ainda vos repetimos por todas, desen-
gnnai-vos perversos, e indignos praieiros os
vossos cdbrcos de embustes e perversidades
sao vaos, sao impotentes ; vos nada consegu-
ais, bando infame de praieiros aves de rapia ;
aiunca sahireis da aviltante nullidade eni que
jaseis, niormeute em quanto nessa freguesia
subsistir essa brilhante confederaran das pessoas
distinctas, dos seas horneas probos e honrados.
Sim. em quanto se nao quebraren!, em quanto
se 1180 rouipereiii os lagos dessa uniao fraternal,
dessa allaura, que vos calcou e vos redusio a
po debaixo dos seus ps un decantado pai do
lote, mu fiiniteiro estupido, e sein edueacao al-
guuia, e outros que taes, deque se conipoee
vosso ahandalhado, e acanalhado partido prai-
eiroi nao representarn nessa freguesia inais ,
que o triste papel de vis, e indignos espoletas,
mi ces gosos, que.oll'useados pelo explendor da
lua.de continuo llie aireganho os denles. As-
siiu vol-o alliruia O eariongo.
O B.vlLE MASCAHADO Na PASSAOKM DA MAG-
DALENA. (*)
Emprazado, como estava o correspondente mas-
carado, para dar os informes que coni rasan Ihe
pedimos no primeiro artigo que escrevemos,
sempie acreditamos que elle.eavalheiroso como
he, de bom grado se prestara a isso, nao so
por coherencia de principios, como pela op-
portunidade pie Ihe proporcionamos de des-
envolver sen raro engenlio. K to viva Ib i nos-
a f a tal respeito, que para logo excogitamos
mil planos, innmeros projectos preventivos
(pie nos pozessem acobi'rto de total derrota, por-
que reconheciamos superioridad' de forras no
que nos he contrario, comparativamente s nos-
sas. Traeos argumentadores como somos.
'orni ja vemos que nosso juizo foi errado, e
que o correspondente que laucn em rosto a
alguem ter tocado na materia, por nformaces,
realmente procedi assini, e ate mesino coin
demasiada leviandade : e como o silencio, que
teui guardado at hoje, importa, a nosso ver,
formal despreso que nos vota, porque em nossa
propria presenca o deelarou em una reuuiao
em que o acaso fez que nos encontrassemos, tra-
taremos de dcscinpcnhar nossa palavra ence-
lando a promettida analvse, pelo procurador
sem procuracSo dos lilhos das montanhas da
Eseossia pie o correspondente escreve eoni
g sein (jiie saibamos por que razo ctymolo-
gica.
Se o correspondente se tivesse dado ao trabalho
de compulsar os autores, inda os de menor
nota, que teem escripto sobre os costumes da
Eseossia, ao mesnio Walter Scott, e nao Scote
como o alcunhou com iudizivel faeecia o cor
irpoii/i'Hic.euxcrgaria que, os llighlandezes teem
sabido, com obstinaran inaudita, conservar, Ile-
so d'accao destruidora do tempo e da inconstan-
cia da moda, o traje que herdarfio de seus maio-
res, desorteque, como diz liiiui escriptor con-
temporneo algnns regimenlos escostextt constr-
io inda no uniforme certas particularidades do tra-
je nacional, como um protesto contra os conquista-
dores, como um documento de que os conquistados
recusto confundir os seus costumes com o dos vencedo-
res. He isto verdade ineontestavel. Assim pois,
pelo barrete que B Ibes obre o alto da cabera,
pela especie de capote de fazenda do <|iiadrados
encornados e brancos em que se embucio com
mais garbo do que coinmodidade, pelo saiote
que Ibes deixa nua parte das eoxas. e linal-
niente pelo corte de polainas que Ibes sobe
um pouco cima do toruosello, he l'aciliino co-
uheeer mu Escosscz, de poca qual<]iier, tanto
niais ijue o soldado apenas se dillrencea do
paisano pela farda inglesa, pela barretina de
plumas pelas, ou por ontra crcumstanca
mu secundaria. Como he pois que se preten-
de a todo o custo iinpingir-nos galo por lebre?
como ha quem diga que representava um es-
eossez, quem se apresentou com calcas de la
riscadas, a la derntire, guarnecidas de galn de
prata ou plateado com gibo de igual fazenda
fathionabie, c com urna carapuca das que uso
os pescadores das costas para resguardar as
orelhas no invern ou estaco chuvosa, e que
concluio esta vestidura grotesca com largo
cinto agaloado de prata que Ihe comprima o
ventre
Em quanto a nos se tal trajar se pode quali-
licar.csse individuoque o correspondente mascarada
toinoil por oriundo das montanhas da Kseossia ,
prOCUTOU arremedar a um polehinello; porin
tio desastrado fo que nein isso conseguio.
ABKILLXRD.
Vejamos, em seguida quem era Abeillard.
L'in cavalleiro de capa preta saiote cor de rosa,
botas a russiann porin em extremo largas ,
que trazia cinta una facha amarella da qual
penda un iudispensavel d'esses que enancas
levio para a escola e um desmarcado punhal
de bainha anacarada que pela irregularidadede
todas as snas partes nos pareceo de pao e que
Irada chapeo aprezilhado com plumas pelas.
E como este personagein disse que linha to-
mado o costunie de Abeillard o correspondente
toinou logo o peao unha puchou peloseu li-
vriiibo de leinbrancas e com ar de inestre es-
creveo logo he Abeillard he urna das feicoes
do baile : como se Abeillard em qualquer dos
estados de vida fosse vlete de copas de cartas
liespanholas.
O negociante Armenio.
Entre a grande variedadede vestuarios que se
cncontro na Asia um dos que os viajantes ci-
lio como inais notaveis he sein contradicr.o al-
guina o dos negociantes .Armenios que at he
cousideado poralguns seuo pela maior par-
te como o typo do luxo oriental e que con-
trasta aduiiraveluif lite coin o dos negociantes
huiros qnc milito se singulai isfio pelo desabollo
' pouco aceio dos vestidos o que procede do
pomo esmero que pem em sen trajar ; desor-
1' !#'' o observador curioso ainda o de inais
limitada penetrando pode sem custo distioguil-1
os, miando por ventura se aeliem reunidos. |
Quem se appresf niou no bail que preenchesse
utes (jucsiios.' Pois simplesmente porque uinl
individuo apiiarecco de ceroula de meia bar-
retina pontaguda, e coin una especie de so tai-
na guarnecida de pelueia diz-se logo coin
aduiiravel saugue fro all est um negocian-
te Armenio ? Ora o correspondente mateara-
do, quiz divertir-se a nossa custa zouiboii so-
lemnemente do sempre paciente respeitavel pu-
blico.
N. B. Nao estamos deslembrados da n ra que
apparecco
Enlatada e remordida
Por feias robras de panno
(Carapurciro.
Nao ha de perder pela demora.
U Arijas.
roes de 88 toneladas, capitao Jos Oliver a bordo, ora 6 No aes / Companhia, ra da Crua
equipageni 10 carga carne secca ; a Joo
l'into de 1,einos i l-'ilho.
Portos do Sul 8 dias traseudo do ultimo por-
to 17 horas vapor nacional Imperatriz de
407 toneladas coinniaudaute o capitao len-
te Jesuinu Lainego Costa equipagein 30 ; a
Joaqun! tfaptista .Moreira.
37.
(6
EDI TAL.
PUBLIC A CAO A
IIP.....-:-.-
PEDIDO.
A' proposito do que disse o inextimavel Cr-
relo do fecife em o n. 51 deste diario, casa pti-
mamente a publicaran do seguiite
SONETO.
Embica Frei Cometa o seu capuz,
Habito ao dente, corre sem cordao,
Chega aqu, val alli, prega um sermo,
Mil pulhas moral e aos guabirs....
No pulpito parece o Frei lapuz,
Nao initsionario, sim um histriao :
Montono, ciifadouho, errneo e vio,
Seu intento he fazer aos cobres juz.
Prega, reprega, nunca satisfaz!
K sendo de semines um chafariz,
Niiiguein coulrko com elles tras.
He porque, se he de Dos o que elle diz,
S.-io do diabo as obras que elle faz ;
C'o exemplo a doutriua conlradiz.
(Misericordia!!)
COMMERCIO.
ALFANDEG A
Reiidimento do dia 7.....
dem do dia 8........
Descarrego hoje 10.
lirigueItunaineicadorias.
demUoa Yiagemidein.
10:017/877
12:824/515
Assuca
PRAGA DO REC1FE, 8 DE MARCO DE 18-15-
REVISTA SEMANAL.
CambiosEllecluaro-se traiisaccs avultadas a
25 1|2 d. p. 1/rs., durante a semana ,
e ha lellras ollcrecidas a esta quo-
tacao.
As entradas teem continuado mode-
radas tanto em caixas como eui sac-
eos e sao procurados ciu caixas a
1/050 rs. por i sobre o ferro.
Algodao Teem continuado bastante limitadas
as entradas, e por isso be procurado
de 4/300 a 4/400 rs. a (gi de primeira
soi te, e de3/800 a3/000 rs.de segunda.
Louros salgados Teem sido mais procurados
esta semana, chouvero vendas a 13(1
rs. | mi i libra.
Alfazema rouxa Vendeo-se de 2/000 a 2/240
rs. a }ij
Arroz estrangeiro dem a 10/ rs. o quintal,
Uacalho Nao bouveao entradas as vendas
teem sido moderadas, e o deposito he
de 3,000 barricas.
Batatas Vendro-se a 800 rs. a @.
Carite secca Eutrro quatro carreganienlos,
coin os quaes o depozilo l'oi elevado a
30,000 arrobas ; a antiga nao teni
sollrldo altera(o de preto e da en-
trada nao houvero vendas.
Chumbo em barra Vendeo-se de 10/a 12/rs.
o quintal.
Farinha de trigo Chegou um carregamento
de 1,000 barricas que seguio para o
Sul o depozilo he de 10,000 barricas
em todas as mos e as vendas de
15/5011 a 17/000 rs.da americana nova.
Dita de mandioca Vendeo-se de 5/400 a(i/rs.
a sacca.
Feijao dem a 14/ rs. a dita.
I .mira ingleza dem a 230 p. c. de premio so-
bre a factura.
Milho dem a 5/ rs. a sacca.
Retros dem a 10/rs. a libra.
Sabao amarcllo dem a 100 rs. a libra.
Sal estrangeiro dem a 700 rs. o alqueire.
Velas de esperniacete dem a 760 rs. a libra.
Fletes Teem apparencia de balsar em con-
sequeucia da alluencia de navios che-
gados ein lastro particularmente de
Ichaboe.
Tem chegadoalguns navios coin iiiaiitiinentos,
e por isso a eseacez he menor.
F.ntrrao na semana 13enibarcacoes e sahi-
i o 12 : existen no porto 49 sendo 1 america-
na 18 brasileiras 1 belga 1 dinamarquesa ,
S francesas, Shespanbolas, 15 inglesas, 5 por-
tuguesas c 2 suecas.
MOV MENT DO PORTO.
'* Este coininiiuicado
osso poder. Os ItR.
est lia mullo, ein
A'flti'o entrado no dia 7.
Rio Grande do Sul ; 3b" dias brigue brasileiro
Dous Irmos de 140 toneladas, capitao Fran-
cisco l'ereira da Silva equipagein 10 carga
carne secca; a Amoriiu limaos.
Auno sabido no viesmo dia.
New Londou ; galera americana Climatus ca-
pitao Tilomas M. ailey, com a mesma carga
que trouce.
Savias entrados no dia 8.
liba de Santa Helleua ; 13 dias barca ingleza
Albert, de 328 toneladas, capitao Fiuley Keith,
equipageM 18, carga 180 toneladas dt-guana,
ao capitao.
Parahiba ; 2 dias, brigue escuna de guerra bra-
sileiro liuararapes cominandaule o 1." len-
te Jos Secundino Gomensoro.
Hio Grande do Sul ; 31 dias, patacho nacional
Pelicano, de 133 tonelada capitao Victorino
Jos /filte equipagein 12, carga carne secca;
a Gaudino Agostiuho de la i ros.
i Luchos Avrcs : 35 das, patacho hespanhol Ua-
Jndo Xavier Ctvrneiro da Cunha, Fidalgo Caval-
leiro, Cavalleiro da Ordem de Chrislo, e Ad-
ministrador da Mesa do Consulado, por S. M.
o Imperador, que Dos guarde, j'c.
Faz saber que, perante aadininistracao da me
sa, seha de arrematar, no dia 13 do correte,
porta da mesma, una caixa com assucar branco,
fabricado no engenho H'om Jurdim, e consignada
Joaqulin Flix Machado, apprehendida pelo
respectivo empregado do Trapiche Novo, por
inexactidao da tara, sendo a arrematafSo livre
de despesa ao arrematante^ Mesa do Consulado
de Pernambuco, 8de mar(ode 1845. Oadmi-
nistrador Jodo A'ooir Carntiro da Cunha.
T) E CLARA (; OES.
= O vapor Impcratris recebe as mala.? para o
norte, hoje (10) a 1 hora da tarde.
Cartas seguras existentes na adniiiiistracao
do crrelo para os Srs. Eduardo Francisco No-
gueira Augeliui, Francisco los Martina, Des-
embargador Gregorio da Costa Lima Belniont,
l)r. Ignacio .Nery da Fouseca, Manoel Antonio
Alvares de rito, Manoel Flix Alvcs da Cruz,
RuSSell Mellors & C.
I Companhia de Bebiribc.
Os Srs.accionistas da Gouipauhia de Cebiribe
hajao de realisar una prestacao de t p. e., den-
tro dopraso de30 dias contados desta data em
Uiante. Escriptorio da (>ompanbls, 10 de Mar-
co de 1845.O secretario, U.J. Fernandcs fanos.
3=0administrador da recebedoria de rendas
geraes internas avisa aos moradores do bairro
de S. Antonio que vai renietter para juiso a re-
laciio das ]iessoas que dcveni laxa de escravos
de 1844 a 45 se por ventura nao vierem pagar
t o liui do corrente, e o mesnio faz aos mora-
dores do bairro da l marco de 1845. francisco Xavier Cavalcanti de
Albuquerque. (!)
COMPANHIA ITALIANA.
TIIKATRO- l'UILtiniUMATICO.
Quinta feira 13 de marco.
Espectculo extraordinario.
Em applauso do uascimento do PRINCIPE
IMPERIAL a couipauhinha ha deliberado exe-
cutar o seguinte divertiineuto.
A ehegada de S. E. o Sr. presidente da pro-
vincia ser descoberto o retrato de S M. O
Imperador e eantar-se-ha.
OIIVMNO NACIONAL.
Solo daSr.' M. Leinos c coros de todo a com-
panhia.
Scguir-se-ha a representa\ao da e interessante opera em 2 actos.
A ITALIANA IN ARGEL.
Aluzicu do celebre mestre Rossini.
Personagens e Actores
Mltala Bei da regencia de Argel.Luigi
Guizoni.
Elvira, Sultana repudiada do 3ei.Adriaiine
Muller.
Ally, personagein da regeiif ia e chefe dos cur-
sarios rabes.Giovauni Toselli.
Isabclla, joven espirituosa que ein Italia fra
amante de Lindoro e na occasiao da scena ti-
iilia cabido pi isioneira do Bei que a noineia sul-
tana favorita. Wargarida Linios.
I.iudoro negociante Italiano depois prisio-
neiro em Argel e feito escravo favorito do Bel
Callos Rieco.
'ladeo Italiano de idade avansada ridiculo
preleiidente de Isabclla que taiiibeni tinha ca-
bido prisioneiro e licou debaixo do nonie de
sen tio escravo do l>ei.Guiseppe Galetti.
Coros de Corsarios Turcos escravos Italia-
nos e Papatachos.
Director da orchestra Mr. Grosdier.
No intervallo do 1. ao 2." acto da operaos
Srs. Luigi Guissoni e Giuseppe Galleti execut-
rao e eugracado dueto das pistolas da opera.
Chiara de Hosemberg:
que nao pode ter lugar na anterior repre-
senlarao por docnca do Sr. Galleti.
A llluminacfio do tbeatroestar augmentada e
as galerias guarnecidas de cortinados &c. coin
o maior gosto posslvel.
PRECOS DA ENTRADA,
Cadeiras de galera primeira ordem para ho-
mens. .'.........2(H)00
Ditas ditas de segunda e terceira ordem para
familia.............2//I00
Bilheles de platea.......-. 1/000
Osbilhetes vendem-se na ra larga do Rosa-
rio n 30, primeiro andar e no dia no tbeatro;
pateo doGolIegio.
I. El 1. o Eb.
5 m. Calmonl & c. (ario leilao empresen-
ya do Sr. cnsul Ingles, por inlervenrao do cor-
retor Oliveira, e por cunta e risco de quem per-
tenec', dos niastareos, cordoalba, velantes^e
mais perieiices do brigue ^mii Mondel, capitao
Koberis, encalhado em aliiama. perto da bar-
ia de Goianna, na sua recente viagem, que ra-
zia de Ichaboe para este porto ; o casco, nias-
tros rcaes, e gurupas do dito brigue, sero
igualmente vendidos sob as condices do arre?
matante tomar conta no lugar, e no estado em
que se acharem, advertndo-se, (jue o dito bri-
gue he encavilhado de cobre, e forrado tambent
de cobre at 13 ps : segunda feira 10 do cr-
lente as 10 horas da maiiha.i; no caes da AHan-
dega. (14
O leilao de Lenoir Puget & Cannunciado
para boje,rica transferido para trra leira II lo
corrente.
I O correlor Oliveira continuar o leilao di
esplendida mobilia do Sur. I)r. Felippe Lopes
Netto | que por mulla nao pode vender-se n'um
so dia consislindo em consol., trenu'ies, ri-
quissimos lejos, de cpula, coin seus perlen-
tences tudo novo, (apeles do eoum de onca ,
lanternas de bmnze com mangas de vidio, ditas
de CHSquinlia, um piano perpendicular quasi
novo e de multo boas oses sophs o cadeiras
de Jacaranda, camas de ferro, cnstaes de uuii-
las qualidades, colheres de prata, um appa-
relho para cha de diu salvas e um bellsimo
taboleiro novo de dita excellenles quadros ,
bancas dejogo mesas redondas di^ mel de sa-
la o muitis oulros objertos de glande apreco ;
marta feira 12 do corrente, as 10 horas da
mantisa no segundo andar da casa do dito Sr.
Dr. ra larva do Rosario. (18
Avisos diversos.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Por inais diligencias, que se lizer;lo-para o an-
damento desta lotera no dia do corrente .
nao foi posslvel couseguir-se par quanto ues-
te dia a hora do andamento das rodas ainda res-
lavao oilo coutos de ris de bilheles por vender.
iiuantla mu superior a que percebe a innanda-
de de beneficio ; por isso assentOU a inesnia ir-
mandade de suspender o andamento das rodas ,
' dar parle a S. F.\e o Sr. presidente da provin-
cia e aguarda sua decisao para aiiniinciu odia
iufallivel da coiielusao. liquciii. ou nao bilhetes
l*or vender; e no entretanto espera, que os ami-
gos deste licito jogo coucorrao para a compra
(lo resto dos bilhetes que se achao venda nos
lugares j;i marcados com o que coneoricriio
liara um lim o inais justo e brilbante.
v j^;S0CIEDADE
PHILt-DRAMATICA
1." secretario convida osSrS. socios para ses-
loje, pelas 7 horas da tarde, visto nao ter
(ido correte, como
A VISOS M A lil TIMOS
3O brigue nacional Feliz, < apitao Manoel
Jos i: ib. ii o sai >ara o Rio de Janeiro impre-
terivelniante no dia 10 do corrente; o (jue se
adverte aos Srs. passageiros e as pessoas que
teem de embarcar esclavos, parapol-osa bordo
at as 10 horas da inaiihaa do dia auuuucia-
do. (7
2- O brigue nacional Paquete de Pernambu-
co, capitao Joo Goncalves Res, sai para o
Rio Grande do Sul no da 15 do correte tem
os melhores conminaos par* pattCgeifot, e re-
cebe escravos a Irete ; tratase com Leopoldo
Jo da '.osla Araujo na ra da Moeda n. 7.
oucom orspilo a bordo. (7
iPara o Maranho sai com brevidade o
brigue-escuna nacional laura, capitao Antonio
lerreira da Silva Santos ; quem no tnesinoqui-
zer carregar, ou ir ue passagem para o que se quizerem utiiisar dos soccorros de
lem excellunles coruiuoilos, dnija-se ao Capitao BuSo.
O
sao
podido haver nos dias I.
.01 a o o ii m i i iln.
Em resposla ao anuuncio do Diario n. 55,
de sabbado S do corrente. sobre a pretenrlio da
bypolheea no sobrado n. H da ra da Coneeicio
da /roa-vista, o inquilino do mesnio sobrado de-
clara que adianlou ao proprietario (jior conta
dos alugueis) o dinheiro que foi preciso para se
fazer o concert que recentemente se Des nadita
casa, como consta dos recibos em seu poder, e
alm desta quautia, lia oulra mais jue se ha de
realisar no da 15 do corrente mez, como esta
tratado com o dilo propiiclario.
- Manoel Luis dos Sanios embarca para o
Cear no vapor Imperatriz levando em sua
companhia sen moleque de nome Estevuo.
I No dia S do enrente desappareceo un ne-
gro de nome Antonio, crioulo, chelo do corpo,
entradas graildes na cabera, idade de 28 anuos,
barbado, levou vestidas una camisa dcchilae
oulra de madapolao, calca de algodo da trra e
ceroulas, cujo foi remettido para esta (iraca por
mandado de seu senbor loao Ferreira de Alme-
daCalado, morador na fregue/.ia do Altiuho, pa-
ra ser vendido para fra da Ierra (|iicmo pegar
dlrija-se sCinco Ponas n. 71. que ser bem re-
coiupensado. (11
* Antonio do Ainaral Botrlho roga a Sra.
Anua Benedicta Torres, que tem una coberta
empenhada no valor de 20/ rs., baja de a tirar
no praSOde 8 dias, e nao o fazendo, ser vendi-
da para sen pagamento fic&ndo desonerado
de qualquer responsabilidad!'.
4 Precisa-sc de tima ana de leite para una
casa estrangeira ; em Fra de Portas n. 82. (2
i- Pretende-se fazer urna liypothecano sobra-
dinliodeum andar, sito na ra da Conceicio
da Boa Vista n. 8, de cujo he proprietaro Jos
Machado Soarea e se ha alguina pessoa que te-
lilla alguma complicacSo no mesino sobrado
baja de annuneiar poresia lolba. (6
t Precisa-se de lima preta forra para casa
de poma familia, prtTcrindo-se ser de idade,
c de bous costumes, e nao ter vicios, sugeitan-
do-se a um pequeo servico de casa; quem es-
tiver nesias eiiciimstaneias dirija-se a ra do
Cotovello venda confronte ao nicho. (
4 Airenoa-.se um grande armasem pro-
piio para qualquer estabeleciniento, e podendo
ule no mismo morar lamilia para o que tem
a.ranjos; sito na ra estrella do Rosario n. 2?;
quem o pretender procure na ra do (jueinis-
do loja de Antonio de S Leilao. (6
7 O Doulor ein medicina Alejandre do
Sou/a Pereira do Carino esl residindo na ra
do Vigano, -egundo anda da casa n. Ib; nes-
U lugar estara prompto para prestar-se as pes-
soas que se dignaren) procural-u e as quo
sua pro-
i [(i



A pessoa, que precisar de urna ama secca,
dirija sa a ra de Agoas-verdes, toja n. I i, que
achara cum quem tratar.
^ Na toja de Hiplito St. Martin &/ Compa-
fihia na ra Nova r.. 10, ha um novo sorti-
mento de fasendas chegadas ltimamente da
Franca como sejo, lindos cortes do setim ,
n de sarja preta, ditos de seda escocesa e de se-
da de diferentes cores para vestidos mantas e
chles de seda, escomilba de todas as cores pura
peos e vestidos chapeos de seda e de palha
para senhora e meninas guarnieres de (lores
para vestidos, grioaldas, plumas,e outros enfei-
tes para caneca de senhora e para chapeo*, cha-
peos chales de lili) do seda preta de superior
qualidade cspelhos grandes, candieiros de la-
ti, Atas. Iuvhs de pellica com enfeites ditas
de seda bordadas jogos de domin e de vispo-
ra, aljofares, saceos, chumboiras e polvarinhos
de padrdes modernos eslojos riquissimos com
todos os pertences para toilette de homem ,
meias pretas de laa proprias para quem tem
dores as pernas calcad de todas a qualida-
dcs saceos de laa para guardar roupa, e para
andnr de viagem estojos malhematicos de to-
dos os taannos ferros para tirar e limpar
denles, caivetes de tirar a penna aparada, di-
tos grandes de mola, oculos de todos os graos ,
lonetas de um vidro oculos de punho de ver
ao longe, cordas e bordoes para violo, rabecas
e rabeedes, II.mas, bengalas, chapeos de sol ,
chicotes de todas as qualidades, e outras militas
lazendas.
Antonio Jos do Espirito Santo Barata
embarca para o Rio de Janeiro o seu escravo
Joo, crioulo
Precisa-se de um caixeiro de idade de 18
annos para o lugar dos Barreiros que seiba
ler solTi iv*-l ; quem estiver nestas ciraumstau-
cias, dirija-se a ra Direira n. 53.
1 Precisa-se de um arrelcario anglico ;
quem tiver aniuncie por esta folha.
1 PHOSPHOROS
La personne qui fairaitdos phosphores, ru
Imperial 165, demoure maintenant ru For-
mse, en face du n. 3, a Boa-vista ; elle ne les
vend que 3/ rs la grosse. (S
1Pede-se ao Snr. B. F. B de M. a bon-
dade de apparecer na ruu do Coelho, casa n. 2,
segunda loja que muito so deseja fallar; na
niesnia casa precisa-se de pretos e moleques
para vendererem azeite de carrapato, pagndo-
se 320 rs. por caada, dando-se para quebras
meia garrafa. (1
i A fabrica do charutos da ra estreita do
Rosario precisa de olliciaes que entendi de
(azer charutos. 3
i Aluga-se o segundo andar do sobrado
D. 43 da ra da Praia do Raogel com com-
inodos para grande familia ; no armasem do
mesmo se diz o aluguel. (4
2 Precisa-so di um mestro para ensinar
primeiras lettras, e de um fetor para um eoge-
nho distante desta praca 10 legoas ; quem e-
tiver nestas circumslancias annuncie para ser
procurado, ou dinja-se a ra Direita venda
D. 32. (6
2 Aluga-se, ou arrenda-se a casa terrea da
ra do Mondego n. 46, com quintal cacimba,
chaos proprios, e rende 10/ rs. mensaes ; os
pretendentes para qualquer das cousas, dirijo-
se a ra da Cruz armasem de assucar n. 54,
que se dir com quem se deve tratar ; no mes-
mo armasem vndese um born cavallo, de bons
andares e tamben) serve para carro, por ser
grande, e he barato :
2 Aluga-se urna casa terrea, na travessa
do Marisco com bons commodos ; a tratar na
esquina do Livramento n. 1. (3
2 Tendo de ir a Inglaterra e consequente-
mente de retirar-se por pouco lempo desta ci-
dade, prederico Saunders, socio gerente nesta
cidade da casa comrnercial de Me. CalrnontiSt
Compaubia declara o menino Frederico Saun-
ders, quo a dita ca-a cominerciai connua inal-
teravcl o seu com memo sub a mesma flima e
sem algum alteraco na sua curta ausencia ,
sendo gerente o S". Carlos Thomaz Po;ngdestre,
e na sua (alta o Sr. Carlos Jos Astley, os quaes
se acbo munidos de plenos poderes para este
lim com suflicienteprocuraco. ,10
2 Perdeo-se meio bilhete da presente lo-
tera da matriz da Boa-vista, de n. II17, o quai
tem no verso as firmas de Joo de Siqueira ler-
ro, Manoel Jos Nunes Guimares e Pedro
Formoso quem o achar, queira entregal-o na
ra do Queimado n. li que se gratificar e
previne se ao Sr. thesoureiro para que o nao
pague. 18
3 Aluga-se o armasem do Passeio Publico,
junto da loja dt chapeos de sol ; os pretenden-
tes dirijo-se a loja da viuva Alfonso d Com-
panhia na ra do Crespo que acharad com
quem tratar. i5
3Polo presente avisa-se ao respeitavel pu
lilico que a fabrica de papelo das Cinco-pon-
tas n 80, acha-se mudada para a casa o. 33, da
mesma ra aonde se acno proinptos para
oais de >() massos de papelo de differentes n-
meros, o mais bem fabricado do paiz; na mes-
ma fabrica compro-se effectivamente aparas
de papel papelo, livros, e toda a qualidade
de papelo e papis veihos pagu-se a 3 pata-
cas e meia a arroba e a maior preco segun-
do a qualidade do papel. ,9
3 Desappareceo ha poucos das do pn-
iin-iro andar do sobrado n. 65, na ra Nova, un
cordo grusso ba bem di-er gnlhi* do ouro ,'
por ler as argolas sullas, urna lisa eoutra lavra-
da pezando l> a 20oitavas, e como se suppe
ter sido furtdo roga-se portante- a todos os
ourives e mais pessoas a quem Ihes lor apre-
sentado para comprar o nio comprem e se o ti-
verein comprado, bajaodeo participar na casa
cima, que Ihe ser entregue o que tiverem
dado por elle, guardando-so segredo da pes-
soa que o tiver vendido. (10
3Aluga-se urna casa terrea na ra at/az da
matriz da Boa-vista com duas salas 6 quar-
tos, corre or ao lado cosinha fra quintal
murado; a tratar na ra da Aurora n. 58 4
3 Francisco de Paula e Souza, subdito Per-
tuguez, retlra-se para o Rio de Janeiro e leva
dous scravos Joaquim e Domingos. !3
\_3Na fundico de ferro e fabrica de maehi-
nismos na ra da Aurora, continuo-se a (azer
com a maior presteza e perfeico machinas de
todas as qualidades e tamanhos como sejo
machinas de vapor para engenhos, barcas e ser-
raras, &c, moendas de carina de todas as qua-
lidades serraras e qualquer peca para as mes-
mas barcas de ferro de todos os tamanhos,
bombas e canos de ferro, varandas, columnas,
portaes, soleiras, guarda-portdes, ogoe e ero
ueral todas as obras (por grandes que sejo;, que
se fazem em semelbantes estabelecimentos na
Europa. Na mesma (abrica acha-se um sorti-
mento de machinas de vapor da melhor cons-
truccopossivel e moendas de canna de to-
dos os tamanhos e algumasdenova invencio
e todas com aquelles melhorameotos que a
longa pratica nesta provincia tem mostrado se-
ren indispensaveis tachas, machinas de moer
mandioca, de invenco desta fabrica, que pela
grande extraeco que tem havido, bem mos-
tra o bom elTeito que Taz arados carros de
mo, boceas de torno e de jroalha crivos pa-
ra dita, mangas de carroca, serras grandes de
.ico, urna bomba de torca (Brackma) para pren
sa bydraulica, ou para provar canos de ferro ,
e muitos outros objectos desta naturesa ; a boa
qualidade de todas estas obras he garantida. (25
3 O Sr., que levou um oratorio de (landres
para vender o qual se nocomprou peto seu
mo estado de imperlelco na loja de pintor e
vidraceiro, na ra das Cruzes n. 28 queira
quanto antes manda-lo buscar do contrario se
nao responde por qualquer prejuiso, que possa
haver. (7
4 Aluga-se urna casa de dous andares e
solio com armasem, sita na roa de Apollo n.
7, ha pouco lempo acabada, assim como o se-
gundo andar de outra na ra do Aruorim n. 70,
este todo pintado, e com muitos commodos e
tem mais um soto ; quem as pretender, diri-
ja-se ao p do Iripiche do Pelourinbho, arma-
sem de assucar de Silva $ Antunes. 8
3Caetano de Assis Campos embarca para o
Rio de Janeiro as suas escravas Isabel, de naco
Rebolo e Benedicta. (3
5 Aluga-se urna casa terrea na Solidade o.
i 7; os pretenden les, dirijo-se ao pateo do Car-
ino n 17. (3
31 Em 27 de Outubro de 1641, desappare-
ceo um moleque de nomo Paulo de naco
juicuni de 18 annos pouco mais, ou menos,
est Ihesabindo buco de barba be um tanto
neceo do coi po abre os dedos grandes dos ps
um tanto para fra pernas Anas, nariz chato,
ulbos pequeos e avermelbados era costuma-
do andar endeudo doce de jalea em copos, por
toda a parte desta cidade, juiga-se ter sido lur-
tado porque nunca fugio ; roga-se a qualquer
senhor de engenho, ou outra pessoa quem el-
le or oOerecido, ou por acaso acuitado em seus
dominios, o aprehenderem e participaren) a seu
legitimo Sr Antonio Jos Goncalves Azevedo na
ra da Praia armazein de carne n. 19 que re-
compencar e pagar toda e qualquer despeza ,
que se fizer. (17
Aluga-se urna elegante casa
terrea muito fresca e com bastantes
commodos para urna familia, ten-
do quatro quartos, duas salas cozi-
nlia lora e quintal murado, sita na
ra Imperial do aterro dos A loga dos;
u tratar na ra do Crespo n. 11 com
Berilo Jos Silva Magalhes.
C M P R AS .
I Compra-se um relogfo de ouro patente
inglez, e igualmente um papgaio born tallador;
na ra do Livramento o. 32.
I Compro-se efectivamente para fra da
provincia mulatas, negras, e moleques de 12 a
20 annos pago-se bem ; na ra Nova loja
de ferrageos n. i 6. *
1Compra-se um cosinbero, e coiinbeira ,
sendo bons, para lora desta provincia ; na ra
Imperial o. 67. (3
VENDAS.
com habilidades : 5 pretas de 20 annos, boas lu-
vadeirasequintandeiras e sio de bonitas fi-
guras; um moleque peca, cosinheiro, de lo an-
nos ; um pretode 25 annos, proprio para pa-
lanquim, ou armazem de assucar; na ra de
Agoas-verdes n. 22. ('!
* Vende-se um torno proprio para assar|
bolinhos, po-de-l e pastis; na ra do Quei-1
mado, loja de louca n 32. 8
1 Vendem-se sellins ingieres para montara j
de senhora; na ra da Croz, armasem n. 24.(2 i
I Vendem-se duas negrinbff de 12 a 141
annos, muito bonitas, e cosem muito bem ;
urna pret cosinheira, engommadeira faz reo-1
das e bicos e cose cho, por 300# rs. ; urna dita !
lavadeira, quitandeira e cosinha por 380^ rs ; ;
um preto proprio para o servico de campo ; na
ra Direita n. 81. '?
1 Vendem-se 6 escravas mocas, de boas fi-
guras duas cosem engommao e cosinho ;
duas negrinhas de 12 annos, boas para serem
educadas ; urna mulatinha de 16 annos com
principios de habilidades ; 3 escravos mocos,
ptimos para o trabalbo do campo ; na ra do
Crespo o. 10, primeiro andar. l"
Vendem-se urnas excellentes postillas de
direito natural, para os caloiros do primeiro au-
no da Academia de Olinda por barato preco ;
na ra da Madre de Daos n. 37.
Vende-se cal virgem em pedra de Lisboa ,
em caitas pequeas ; no escriptorio de Frao-
cisco Severianno Rabelto.
VVendem-se cortes de chitas a 1600 rs. pe-
fas de bretanha de rolo com 10 varas a 1600
rs. cassa-ebitas de cores a 240 rs. o covado,
cortes de cam braias adamascadas com flores de
cores a 'iSOO rs., lencos para grvala a 400 rs.,
chapeos sem pollo a 1/f rs., cassa lisa a 400 rs.,
e outras multas fazo.das por preco commodo ;
na ra do Crespo loja n. 14 de Jos Fran-
cisco Das. >
Vende-se para (ora da provincia, urna
escrava crioula, moca, sem vicios nem achaques,
sabe coser, cosinhar, engommar, faz doces, bo-
linhos, po-de-l; na ra do Colovello o. 50.
Vende-se um bom oitante e urnas taboas
requesitas, modernas; no largo do Corpo San-
to n. 6, venda do Palmeira.
Vende-se um cavallo de carro rodado ,
forte, manso, manteudo, e muito novo ; e um
jogo de breviarios para Padre ; na ruado Col-
legio n. 10, primeiro andar.
Vendem-se3escravas de naco, de 18 a
24 annos, proprias para todo o servico ; urna
negrioba de 12 annos, propria para costura; um
molecolede naco, de 18 annos; um dito criou-
lo, de (4 annos ; na ra das Cruzes n. 41, se-
gundo andar.
Vende-se urna bonita escrava de naco ,
de boa conducta com excellentes habilidades,
com urna lillia mulalinha mui clara de idade
de 10 mezes, duas ditas parl'eitas engommadei-
ras de idade de 20 aonos cosinho e cosem
muito bem ; um dita boa lavadeira por 3oO
rs. ; urna parda boa cosinheira e engommadei-
ra ; dous escravos pecas de 1& a 20 annos ; 3
ditos para todo o servico; um casal de escravos;
e um muistoho de 8 annos, por 750/ rs. ; na
ra de Agoas-verdes n. ti6.
Vende-se azeite de carrapato em caadas
a oito patacas, e de peixe a 320 rs. a garrafa,
queijos muito superiores a 1280 rs. rap vi-
nagrinho a i 100 rs. a libra, dito areia preta a
1100 rs. cb hlsson a 2200 rs. a libra dito
perola a 2200 rs. rolhas de garrafas em mi-
Ineiros a 2200 rs. vinho de Lisboa muito su-
perior a 1020 rs a caada, e lodosos mais
gneros de venda ; na ra Direita n. 53.
Vo grande fabrica de licores do Atierro da Boa
vista n. 26.
9 Acha-se sempre grande sortimento de to-
das as qualidades de licores desde o mais fino
at o ordinario de 160 rs. a garrafa assevera-
se que os licores imito perleitamente aquelles
que veein de Franca ; tambem existe grande
sortimento de genebra tanto em botijas como
em caadas ago'ardente do reino e de Fran-
ca ditadeaniz, espirito de 36 graos, cha-
mpes de todas as qualidades para refrescos, di-
to feito da verdadeira resina de angico excel-
ente para todas as pessoas que padecem do
peito ; na mesma fabrica se encarrega de qual-
quer encommenda de charopes licores e agoa-
ardentes, tanto para a provincia como para
exportaco; as amostras se acbo sempre tran-
cas aos compradores e os precos sao por me-
nos do que em outra qualquer fabrica. (10
Na loja de F. Duprat, na ra Nova a. 7
.<- \endem-se sarjas pretas, lisas e lavradas,
rendas de Franca,pretas e de todas as larguras ,
tarlatana lisa, lavrada, de quadros e de listras ,
branca e do cores, da moda, cassa de la muito
RAP DO PRINCIPE
DA
f AmiCA DE GASSE.
2Vende-se as oitavas, na Boa-vista lojag
dos Srs. Caetano Luis Ferreira e Thomaz Pere-
ra de Mattos E tima; bairro d S. Aotonio as
dos Snrs. Bandeira Jnior, Vicente Jos Goes,
Jos Pereira Arantes, Victorino de Castro Mou-
ra Victorino # Guimares, Francisco Joa-
quim Duarte Joaquim Jos Lody Correia &
Freitas e Meaezes Jnior; no Recife, Guedus e
Mello, e Antonio Gomes da Cunha > Silva. ({<
Vende-se na ra da Aurora n. 4, casa en-
carnada, dous pretos crioulos do campo, sendo
um vaquelro. (3
3 Vende-se urna escrava de naco, de boni-
ta figura, de 20 a 22 annos, cosinha engom-
ma, cose, lava, e be quitandeira, a vista do
comprador se dir o motivo ; e outra dita pro-
pria para campo; as Cinco-postas n. 20 (5
3 Vendem-se saceos com alqueire da me-
dida velba de arroz de casca ; na ra da Cruz
n. 51. (3
sVendem-se dous pares de esporas de la-
to modernas ; um braco de balanca grande
com conchas e correles de Ierro ; urna porco
de caixas vasias do t*orto ; as Cinco-pootas
o. 160 ; todo o negocio se far. 15
Vende-se urna ferramente propria para
ferreiro constando de tole* safras, dous tor-
nos e toda lerramenta de taboleiro; na ra de
Agoas-verdes n. 29.
Vendem-se chapeos de maca
francezes de elegantes formas, e
prova d'agua, superiores guarda-
soes pretos e de cores as mais lindas
que se tem visto; na ra do Crespo
loja n. ii de Bento Jos da Silva
Magalhes.
\ende se potassa russianade
superior qualidade, por ser no-
va ; na ruadaCadeia vellia, arma-
zem de assucar n. \i.
Piatios horizontaes e de ar-
mario de ptimas vozes, ltimamen-
te chegados e por varios precos; em
i casa de Kalkmam & riosemuud,
! ra da ( ruz u io.
Vendem-se na ra Nova N.
12 ptimos brius para calcas de
bom gosto, e lindas mantas escoce-
zas, alm de outros muitos objec-
tos de moda ltimamente chegados.
ESCRAVOS FGIDOS.
CHARUTOS REGALA
Vendem-se na ra da Cruz n. 37, por pro-
co commodo, em caixas pequeas. (2
I SARgA PARRILHA
Vende-se por preco commodo; no armasem
de Fernando Jos Braguez ao pe do arco da
Conceico. (3
1 vendem-se superiores caixas de charutos
a fama da Cachoeira, mais superior que tem
vindo a este mercado,e saceos de arroz de osea
ludo por preco commodo ; na venda da esquina
para o quartel de poiicia n. 2. (3
1Vendem-se 8 escravos, sendo urna preta
superior, azues e rosas.
(6
2Vende-se um moleque de idade de 11 an-
nos de nacao Renguella muito lindo, com
principio de cosioba; um dito de 1 aonos, pti-
mo para todo o servico ; um mulatiubo de 12
annos proprio para pagero; um dito de Id ao-
nos ; um escravo de naco, bom canoeiro to-
dos de muito boa conducta, o que se afilanca;
na ra Direita n. 3. 18
1 Vendem-se duas moradas de casas terreas,
urna porco de caitas do Porto, urna resfriadei-
ra, com urna Olltradeira dentro, um sellim fran-
cs em meio uso urna espingarda de caca, 3
saccadas de pedra da trra, e urna marqueza;
na ra da Concordia n. 3. ,6
2Vende-se urna cama de angico orna mar-
queza ecadeirasem bom uso ; na ra de Aguas
verdes n. 86. 3
Uesapparecrao desde o dia
i. do torrente tres pretos do gen-
lio de Angola, sendo um de nome
! Flix, estatura baixa, cheio do
corpo, cara redonda, quebrado
em cima das verilhas, os dedos dos
ps muito abertos e torios ; oulio
de nome Jos, bem baixo, ou anao
cheio do corpo, nariz muito chalo, e
lallo de um dente na frente; e oou-
tro de nome Bento, alto, bonita fi-
gura, com utna grande sicatriz do
lado esquerdo, e outras as costas,
ps carnudos, e em um delles tem
una sicitiiz ; roga-se as autorida-
des policiaese capites de campo a
aprehendi dos ditos escravos,
que serao generosamente recom-
pensados por sua verdadeira senho-
ra viuva Cunha Gttimarae.
3 Na manha de 5 do crtente desappare-
ceo um moleque de idade de 12 annos, de nacao
Gabo, alto, secco, bonita figura olhos vivos,
um pouco risonho, tem entre as sobranselhas o
signal de sua trra, tem os ps cheios de cravos,
motivo por que Ihe cusa andar ; levou calcas
azues e camisa de chila tambem a.-ul e de qua-
dros tem por coslume de andar com a cami-a
por fra das calcas, por detraz e amarrar estas
adiante, em lugar de abotual-as; ha toda a des-
confianza, que o ditomoleqoe foi furtdo des-
de a padaria franceza do Atierro, atea praca da
Boa-vista ; levou urna tina pintada de azul *>
arqueada de ferro, com algumas compras; pe"
de-se portanto as autoridades policiaes e espi-
taos de campo de apprehenderem o dito escrao
aonde elle apparecer; assim como se proceder
com todo o rigor da lei contra qualquer pessoa,
iiue o teoba oceulto e no caso de o pegaren),
pdem lvalo na Capunga sobrado nou, ou
na ra daSenzalla-velha n. 13>, que ser gf'
rosamente recompensado.
I
|20
PEHW; TYP- DE M. F. DE FAH1A
iJtyo.


MINISTERIO 1)0 IMPERIO.
Illm. c Exm. Sr.Tendo a Divina Providencia
Felicitado a este Imperio coin o Nascimento de
um Principe que Sna Magestade a Iniperatrix
Deo boje luz coi feliz successo: Assim o
Manda Sua Magestade o Imperador particiapar a
V. Exc. tanto para seu conhecimento, como pa-
ra que tenho lugar nessa provincia as demons-
traos de jubilo, que sao de estilo por tiio faus-
to motivo. Dos guarde a V. Ex. Palacio do Rio
de Janeiro em 23 de fevcrero de 1845.Jos
(Jarlos Pereira ile Almtida Torres.Sr. Presidente
Aos vinte e tres dias do mez de feverciro do
anno do nascimento de Nosso Senhor Jcsus-
Christo de mil oitocentos quarcuta e cinco, nes-
ta milito leal e heroica cidade do Rio de Janei-
ro, achando-sc reunidos no paro da imperial
quintada Moa-vista, por ordem de Sua Magesta-
de o Senhor I). Pedro Segundo, Imperador cons-
titucional c defensor perpetuo do brasil, os mi-
nistros e secretarios de estado, os cousclhciros
de estado, os grandes do imperio, e os presi-
dentes das duas cmaras da assenibla geral le-
gislativa, commigo abaixo assignados, para ser-
virmosde testcmuqbas do nascimento do scrc-
nissimo principe ou prlnceza que S. M. a I. a
Senhora I). Theresa Christna Maria, augusta
esposa de dita Sua Magestade Imperial o Senhor
I). Pedro Segundo, se aehava prxima a dar
lu/., lomos conduzidos pelo Exm. marquez de
rtanhaein, fazrndo as vezes de mordomo-mr
da casa imperial, ao interior do referido paco, o
.ilii pela una hora e trinta e cinco minutos da
tarde do referido da lomos introducidos pelo
mismo mordomo-mr na prxima cmara cin
que Sua Magestade a Imperatriz eslava, e onde
nos i'ni apresentada por Sua Magestade o impe-
rador a augusta pessoa rrcem-nascida, a qual
vimos, ouvimos, c reconbeceinos ser do sexo
masculino, e achar-sc sao e perfeito. E para que
O referido conste a lodo o lempo, cu Jos Car-
los Pereira de Almeid.i Torres, do ecmselho de
estado, ministro e secretarlo de estado dos ne-
gocios do imperio, lavrei tres autos todos deste
inesmo Uor, pormim assignados, pelas teste-
munlias cima declaradas, e pelo medico da
imperial cmara o conselheiro l)r. Domingos
Riheiro dosGuimaraes Peixoto; um dos qliaes
liear depositado as augustas inSos de Sua Ma-
gestade o imperador, ou tro ser remettido para
o reino das Duas Sicilias, e o terceiro liear ar-l
chivado no archivo publico do imperio. Jos
Carlos Pereira de AImeida 'forres; Manoel An-,
ionio Galvao; Manoel Vives llranco; Ernesto
Ferrcira Franca; Jeronymo Francisco Coelho;
Vnlouio Francisco de Paula llollauda Cavalcan-
ii di' Albiiqucrquc, \ iscoudc de Olinda, Viscon-
de de Moni Vlcgre; Conde de I.ages, presiden te do
senado; Vntonio Paulino Llmpo de Abreo, prc-
.dente da cmara dos deputados; hispo de nc-
muria; .los Antonio da Silva Mala; Conde de
\ al-, Ufa; Mrquez de l'aepeiidj; O conselheiro
de eslado Honorio llermeto Caruciio Leo; O
conselheiro de estado Jos Joaquim de Lima c
Silva; o conselheiro de estado Jos tiesa rio de Mi-
randa Riheiro;') eonselhi ii o de estado Francisco
Cordeiro da Silva Torres; Manoel. hispo capel-
liio-inr; marquezde Itanhaem; conde [gnass;
l'r. Pedro, hispo de Cbrysopolis; viseonde de
sanio Amaro; viseonde de S. Salvador de (lam-
pos; viseonde dcCongonhas doCaihpo; barita
de l.ages; Joaquim Jos de Siqucira; Lzaro Jo-
s' Goncalves; Francisco Maria Tellcs; o veador
Pauto Jos de Mello Azevedo e tirito; o veador
Paulo F.irnaudcs Yianna; Paulo Barbosa da Sil-
va, oHiciai-mr; o conselheiro Domingos Ri-
heiro dos Guimaraes Peixoto.
este esperaucoso penhor da nionarehia. pre-
cursor de outros inultos que perpeten! na au-
gusta descendencia de Vossa Magestade Imperial
a successao do throno hrasileiro. Sim! Que o
Ente Supremo se digne de olhar para a nova
vergonlea da nclyta arvore dos Cesares coin
os olhos e a ternura de toda a naco Que ella
vingue, prospere o floresca coin o excmplo das
virtudes de Y. M. I. ca llcao das de seus maio-
res, atim de que un da, depois de niuitos e
mili dilatados anuos de reinado de V. M, L, sue-
cedendoaV. M. I. no poder, succeda tainbein a
V. M. 1. no amor de iodos os seus subditos, a
nielhor e a mais proficua lieraina de um ino-
nareha a seus lillios. Taes sao os votos do sena-
do. Elle teni, Senhor, a honra de reiterar a V.
M, 1. os protestos e juramentos do seu mais pro-
fundo respeito e constante lealdade. -- Marques
(/c Paranagud,
R] 8P0STA DI s. m. i.
i Coin sumino prazer ouvi que os scntiincnlos
da cmara dos senadores, sao osinesmosque
me aniniio nesta occasio ; e espero firmemen-
te que o Todo-Poderoso, annuindo aos votos
de mu nal, tara deste novo penhor da consti-
tuicio do estado um principe digno dos brasi-
leiros.
Senhor. Somos orgaos liis da cmara dos
deputados, comprimentando respeitosamentc a
V. M. I. pelo fausto nascimento de S. A. o Prin-
cipe Imperial.
A cmara dos deputados aprecia o sentinieno
de delicadeza coiu que V. M. I. apressou o mo-
mento de ouvir as fclicitacdes dos poderes do
estado, em una circunistancia em que o cora-
cao do V. M. I. estar coin razo enlevado nes-
gas arrebatadoras einoces da ternura paterna,
lo deliciosas para quem, como V. M. I. logra,
pela primeira vez, a dita de ser pal.
irfiuc
A cmara dos deputados se compras, porqi
o coraeode J.A.L se val formar, desde o berco,
soh os auspicios de V. M. L, e porque d'cst'arte
confia a cmara que S. A. L, renovando o es-
pectculo das altas virtudes deV. M. L, auxi-
liar poderosamente un dia, na tena de Santa
Cruz, o prcenchinicnto da missao gloriosa que
a Providencia assignou ao scula actual e que
he, sem contradiccta, o dsenvolvimento e pro-
gresso da civilisacao e da liberdade.
Possuida destas esperanzas, a cmara dos di -
pillados mais um i ve/ deposita peante o throno
de \ M. I. os protestos de sua dedi "tifio sup-
plicando a V. M. 1. a gr.ua de aeolher benigno a
maiiilestai ao dos seutiiiieutos qui' a aninio ; e
afiirmando a Y. M. I. que os seus votos pela fc-
lieidade de Y. M. i. sao unnimes.
Os ecos alonguem e prosperen) os das de \
M. L, e os de s. M. a fmperatris, para conduzi-
reiu a S. A. I. coin as licoes da doutrina e do ex-
cmplo, pela caminho da honra e da gloria, para
que elle, imitando seus augustos progenitores
venha um dia a sustentar a honra c a gloria da
nacao brasileira. Vdeonde de Olinda.
Resposta de S. M. o Imperador. Acolho com
vivo contentainento a cxprrsso dos constantes
" sen timen tos de lealdade do ineu conselho de
i: estado, e os votos que faz por occasio do ie-
liz nascimento de ineu prezado lilho o Principi
(i Imperial, que tem um di.i de tomar parte em
(i seus patriticos esforcos pelo hem do imperio
ic e gloria do ineu throno. i
MINISTERIO DOS NEGOCIOS ESTItANGEIRO.s
Discurso que dirigi a.S. ,)l. o imperador, em tin-
goa franreza. monienhor campodonico, internun-
cio de sua sanlidade, como decano do eorpo diplo-
mtico, pelo fausissimo motivo do nascimento di
principe imperial.
Senhor.
O pal das misericordias, que tinha j dado
um pai ao povo do brasil no seu joven soberano,
acaba de communicar a Y. M. i. a paternidade
de familia, cuja fruir o inthn i, e quotidiann
servir do encanto o mais doce de una vida
consagrada toda ao hem dos seus subditos.
O menino imperial, educado no ineio de todas
as virtudes, saber copial-as em si mesmo,etrans
mittil-as s geraces futuras para maior gloria
da vossa augusta casa, e felicidade a mais soli-
da de todo o imperio.
Dignai-vos, Senhor, uesta feliz circuinstan
aceeitar os votos e as homenagens que tenho a
honra de oflerecer a \ M. 1. em uoinc do cor| i
diplomtico.
S. M. I. respondeo em francez :
Recebo coin vivo prazer, emuito agradece
as congratulares do eorpo diplomtico, pe"
venturoso nascimento do ineu querido lilho o
principe imperial.
lie com o mais vivo sentimento de prazci
temos de annuneiar aos leitores o feliz n
inenlo do herdeiro daeoioa. liontem. 23 de l'evi
rclro), s 3 horas 1|2 da manhSa urna girando-
la de iSfogiieles laucada no paco da Boa-vista
annunciou, que S. M. a Imperatriz estiva pr-
xima a dar a luz : era o signa! convencionado
para que concorresseui ao paco da Boa-vista as
pessoas, que devino testemunnar o acto. Dura-
rao OS soll'rimenlos de S. M. at as 2 huras me
nos umquarto, momento emqueS. M. tevea
ventura de dar luz um principe bein eoulor-
mado e robusto, lie iinpossivcl deserevci o
contentamento e jubilo, que se mantfestrao n
tre os assistentes, logo que ouviro o primen o
Payo da cmara dos deputados, 2/ de feve- vagido de s. A. !., e quando S. M. o Imperadoi
rero de 1845.<: orador da deputaco da cma-
ra dos deputados, Theophilo benedicto Ottoai.
S. M. o Imperador dignoii-se de responder
nos inesmos termos com pie c. fez a deputaco
da cmara dos senadores.
Senhor 10 senado nos enva em soleni-
ie deputaco peante o excelso thronode V. M
imperial, a apresentar com o maior aealamen-
lo a V. M. Imperial a expresso respeitosa e fiel
do grande jubilo cpie sent oscilado pelo feliz
nascimento do prncipe herdeiro da coro i bra-
sileira, augusto lilho de Vossa Magestade Impe-
rial. O senado, Senhor, se congratula com a
ai fio por este to fausto quao importante acon-
i cimento. E em verdade outl'O nao pfide haver
de maior rcgozijo para o senado, que reconlie-
e hesta preciosa dadiva da Divina Providencia
i mais alto c o mais assignalado beneficio que
promette assegurar a mOnarchia e o throno
constitucional que no Brasil levantara o i in-
mortal autor da independencia e do imperio, o
magnnimopai de V. M. I. O senado, ao sau-
(lar o novo astro hrasileiro em seu oriente,
faz ardentes votos ao Todo-Poderoso para que
lance do alto do co suas benficas vistas sobre
Senhor.O conselho de eslado vcni com lo-
do o acalameulo depositar aos ps do thronode
V. M. I. suas miii sinceras c leaes congratula-
eoes pelo feliz naseiinenlo de S. A. 1. o herdei-
ro presumptivo do imperio.
O grito Independencia, que soltou as
liiargens do Ypiranga o Augusto Fundador do
Imperio, e avoConstituicao, (pie selheou-
vo, fizero echo em lodo o brasil, e, apcrtamlo
anda mais os lapos que j prendiao o throno < o
povo, identillcaro os interesses, as vonlades de
ambos. O conselho de estado, avahando essas
aprcsentou-lhes o augusto recem-nascido, que
l.ivia tomado nos hiatos. Senhores exclaiuon
S. M. com voz profundamente com ni o vida he
um principe, que Dos.....S. M. mo pude a< ,i-
har ; as lagrimas Ihe emharg.irfio a voz.
Segundo os usos da casa imperial, o F.xin. Sr.
hispo capellao-mr dirigio-se .i capelln do paco,
'eiitooii um Te-Deum emaepao de grapas, i)
Exm. Sr. ministro do imperio lavrou depois o
termo aulhentico do nascimento. que foi assg_
nado pelos Sis.ministros e secretarios de estado,
presidentes das duas cmaras conselhciros de
estado grandes do imperio empregados-mt'i-
res da casa conselheiro Peixoto, etc. I.aw.i-
rfio-se tres termos um para o archivo publico,
outro para ser enviado a aples e o terceiro
para o archivo da casa Impericl.
Na cidade assini que do Castello subi ao ar
mutuas e csircitas relaedes que a sobedoria do;a terceira girndola que annunciava infante
grande legislador, BOU be cimentar e arraigar, e
a eonscienca publica, o dever, e o sentimento
nacional souberao alimentar cfortificar; se ,i-
pressa nesta momento, Senhor. em manifestar
os sentiincntos do mais vivo jubito pelo augmen-
to, cin liuli.i direita, di familia imperial do Bra-
sil, aiigu'.euto i[iic, afiancando a continuacao e
eslabilidade de um, assegura a felicidade futura
do outro.
Considerando de quo subida importancia he
este acontccimcnto na ordem poltica, o conse-
lho de estado se compra/, igualmente, Senhor,
em contemplar de quao doces einoc.ocs nio vai
elle a ser origem na vida domestica de V. M. I.
Realisando os votos de todos os flrasileiros na
successao do throno pela perpetuico da impe-
rial dyuastia, elle abre o coraco de Y. M. I. a to
novas quo apranveis all'eccocs. O conselho de
estado, tendo a honra de congratular o Impera-
dor, exulto, Senhor, de respeitoso, ao saudar o
pai.
redobrou o prazer dos Fluminenses. A maior.
alegra se divisava em lodos os semblantes. Sal-
vas de artilharia foguetcs, fogos de artificio ,
repiques de sinos tildo annunciava geral con-
ten! amento.- A' noute illumiiiou-sc toda a ci-
dade.
S.M. a Imperatriz e o augusto infante se ach.io
cni perfeito estado de sai'ule.
Consta-nos que a ceremonia do baptisado le-
ra lugar no dia 2.") de mareo, e que ser padri-
nhos S. M. El-Rei Luiz Philippe e S. M. a impe-
ratriz viuva.
O dia 23 de fcverero sera para sempre um dia
nicmoravel e de publico rego/ljo. O nascimen-
to de um principe imperial he um novo penhor
de ventura para o paiz. Os brasileos dirigeni
Divina Providencia fervorosos votos de agra-
deciraentos por essa prova ir refraga vel da solli-
cltudc com que ella vela sobre os destinos dt
imperio de Santa Cruz.
(Jornal do Commcrcio.
M^>
Pcruainbuco : na Typographia de Manoel Fguciia de Faria : I8d5.


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