Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05529


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Auno de 1845.
Sabbado 8
d lalffn atura
') i'f M' > .>>liea-aa ludosoa (ni tja n (orare Matllatdoi o prago
bt 'le trea mil re. por iruartal pafM adianuJoe O annunoioa loa ini(n>ni *3oinaaridoa
., rulo de '-' ''ia Por linlia. 4o reis em lypo diferente, e aa repeluoe* pela aroelade 0
giM uao "or"< Meignanlai pagiu -Oreiapo- linlia,160e ly,io lifTerenle, o cada publicacao
iami -
t. 10 il
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
.- taaba, aecunilaea arxiaa (iraa. Rio (randado Noria chr. Jetic ,,a.
1 Cabo Sarinbaein RioForaseo Vlaceio PnrtoCaWo. a liCni< no i '
e> Garanhuna a Bonito a lila Ida cada mei Boa Tina a Fio
' "S '"" (idada da Victoria quintas fairaa. Olinda todna oa diaa
DAS da semana.
I Sit i. Hmele io Aud do J de D da > r
.', l'aru. Laatmiro. Ral aud. do J. da D.da 1.a
5 Quarta. a Thiofilo. Aud J .da I, da 3 ?.
< QuitU Olegario. Auc! do da f) da 2. t
7 Seiia Fepeloa. Ad. do J. de D.da I. ala.
S ;:h s i.'ui tillo iaj. >od do J >eD'i t.
y Doa. 5. da quarcana francisca R. mana
llardo*
Anno XXI. N. 85.
BaB
> (,- .> ua oe aaaaaaoa, da noat* prodaucia, aoneragao, e energa : con-
>a waau i>iiacipiaa>oa < aeraaua apontartoa non admra^o entre aa na-6ea maia
froclaaaaijaa- na *aembl<-a (eral -ftiua toara Lofclira* '-' 1|<
a Hara *7% rea por fr,nco
, Liarme 20 por lUu da praaiio
lif0a Idaa da itiraa d* boaa bruaa 1 purogo
snalo n Bu 7 1 RaMfO.
OurMoanada 6,00
. LV
da ,00b
'iu-rniam
Paaoa ooluaaaanarea
U itoa aaaaioanoa
cotapra reda
17 V I7,00
17.0U 17,00
y. ojo i.soo
4.8K > 000
l,l.o JU0
1,960 1.9H0
PHASR3 DA LA NO MEZ DE MARCO.
I,1 a no. a a S aa 4 h 17
(tacante 15 aa 11 hurae r.il
w?
Mlataag t !l i?J!Mg2S^.I: "Jg-t '
P maira a* '> luir
18
i o nan. La enaia a '.'.'i aa 5 huras a 59 alia da t.
da larde I Mmguanta a 30 al J boraa a 41 aain da i
Prnamnr de koje.
da mmli

DIARIO
PERNAM
-zMsmjBs-^.-jUJBi*^ ni ni vmii'r^-riZjummmmmbia^^MmHiVsivuK^TfMvi.....& ae*

INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
Copiamos da Senlinclla o seguinte artigo :
VIH \ PR.IPOSITo!
Tao sensatas, e tao appropriadaa s nossas ac-
tuaes circumstancias nos parecern as observa*
< iks, que faz o Sr. de Capefigne na su a Historia
da IteslaurarCm, sobre a dissolucao da cmara
francesa cin lins de 1823, c sobre as eleicoes que
por causa d'clla tiverito lugar, que nao podemos
deixar de traduzil-as, e de ofterecel-as refle-
xao dnsSrs. ministros :
n Urna vez dissolvida a cmara dos deputados,
toda a preoccupacao do ministerio devia recabir
sobre as eleiees. Era desse grande con dicto
que deveria resultar longae certa victoria para
o partido realista, considerado como poder par-
lamentar; depoisde ter-se absorvido pela guer-
ra da Bespanha, o Sr. de Villele se abrazava
pelas eleicoes. A oceasiao nao podia ser mais
bein escomida: nada torna forte como um tr-
uinpho, e os realistas tiuliao todo o ardor, todo
o poder de partido vencedor. O notavel desmen-
tido dado as prediccoes das Ibllias liberaes tinha
aneado o desanimo imu H le ras patriticas. Mo-
mentos ha cni que as opiniOes vencidas inteira-
inentese desgostao; feridas mortalmente, ellas
nao se inostrao ardentes senSo para darem a sua
demissao;ba depois no bom xito tal loica
de attraceao, que arrastra a si militas convie-
nes lacertas. Por todas estas causas explico eu
o tao completo tiiumpho dos realistas em 1824;
i accrescentarei que o poder deo carta branca
aog prefeitos. Estes, sabendo ptimamente que
tanto mais recompensados serian, quanto ne-
lhores fossem os resultados que obtivessein,
'ommetterao niuitissimas fraudes cleitoracs nos
collegios Falsidcarao-se cartas; fabrlcro-se
listas uicntirosas; perseguiro-se eleitores; iics-
tiostrao-os, ed'ahi essa rcaccao de 1827, que
tao funesta foi monarchia. O Sr. Capelle foi
encarregado da direccao suprema das eleicoes
departainentacsi e j antes da dissolucao todas
as medidas se tinbao tomado para obter una boa
cmara no sentido realista. Circulares, instruc-
'iies, ordens episcopai-s, pastoraes, destitui-
ffles e promessas de lugares, tudo se empregou;
tratava-se de um golpe decisivo.
A medida mais importante, e a mais dillicil
sobretudo, como nianifestacao de principios,
era a lucia das presidencias; iella forao contem-
plados todos OS realistas da cmara dissolvida.
Aqu porcinos odios do Sr de Villele vence rao
a prudencia e a tctica: elle quera marchar
rom os realistas, e exclua os Sis. de La Hour-
uonaye, Clausel de < oussergues, Delatot, etc.
l'-stcs deputados tinbao sem diivida atacado mais
oii menos o ministerio; mas nao ia a sua exrlu-
sao crear novos resentimentos, favorecer asdi-
vises, e fortihear as repugnancias da contra-
levolucao na cunara reeleita .'....
a Entretanto o barulho das eleicoes se appro-
xiinavao; os partidos se encaravo. Nunca se
vio ardor igual ao dos realistas; concertavo-sc
com antecedencia sobre as escolhas; o impulso
se (lava tanto em Pars, como nos departamen-
tos.cada eleitor era guarda vigilante por sua
parte; critcavao-se direitos; fasio-se exclu-
Ses por fas c por nefas; circuales, emanadas
de todos os ministros, iinpunhiio por toda a par-
te o voto aos funecionarios pblicos; nada se
poupou; oppressao, fraudes cleitoracs. exclu
ella tinha a sua opiuiao, a suaconscieneia ; opi-
niao ardente, consciencia mal esclarecida, po-
rm livre e ate insubordinada. Plena e iiiteira
fra a victoria do partido religioso ; este domi-
nara a maioria, e por esta ao ministerio, que
desde en tao nao teve neni (brea, nem liberdadi-
de obrar. Antes, o Sr. de Villele tinha procu-
rado oo!locar-se entre o centro direito, c a direi-
ta, attrahindo a si a esquerda. = Com a nova c-
mara o centro direito nao foi mais do que um
auxiliar ; o ministerio teve de col(ocar-sc na ex-
tremidade, o arra-tal-o a loucuras, at que os
homens moderados se reconhecerao........
A desgraca das assembli'as polticas, Ulna ves
convencidas de sua forca, he gostarem de alar-
deal-a em actos imitis. Cerlamente o lado es-
querdo estava tao despovoado, para que se Ihe
consentlsse ao menos algumas votes na cmara,
para que se nao chicaua.sse sobre os ttulos e
origen) dos seus candidatos ; e todava, apenas
eomecada a verilicaeo dos poderes, duas elei-
coes do lado esquerdo forao contestadas, as dos
Sis. Foy e Benjamn Constan!, quero dizer das
mais habis e eloqiientes vozes. Dlr-se-hia (|iie
havia odio, resentimento pessoal contra as opi-
nies vencidas -.... Nesta discussao, dizia o
Sr. de Martignac, toda a madureza he pouca ; e
eu declaro que nao tenho SUfRcientes esclareci-
inentos para resolvel-a. Parece-me quebene-
(essario noiuear urna commissao especial, <|ue
se enearregue de fater eonliecer a sua opiniao.
OSr. de Martignac tinha sobre ludo essa arte
da decencia, que, ligando-se extremamente a
urna causa c a principios, nao ia oll'ender bru-
talmente as pessoas. Iloiiieiu de espirito, per-
gmitava de que servia a exelusao do Sr. Benja-
mn Constan!, Iiomem de espirito como elle.
Nunca se adoptrSo formas mais delicadas, con-
ducta mais cavalheirosa as relacOes com um
adversario. O Sr. de Martignac delendeo com
calor na commissao os direitos do Sr. Benjamn
Constant, e teve algum trabalho em provar que
nao seria nem til, nem honroso para a maioria
mostrar-se injusta, rigorosa, principalmente pa-
ra com um orador que nao era hostil em ex-
cesso.
-
fater isso,
k; i'ShV.y-i
RX.i^lBUCO
eutcrral-0 logo; mas eu nao quero
por isso sustento a minha proposta.
OSr. Manoel Cavalcanli :O proiecto j est
encommendado pelo Sr. hispo, (llilaridaile)
O Orador:Eulo est j morto: pois eu de-
claro que at por altein;lo ao nobre deputado se
devia demorar a discussao.
.Inlgada a materia discutida, o addiameiito nao
foi approvade, eo projecto he regeitado.
3a discussao do projecto ns18do amito de 1843.
Erige o i n villa a povoaeo daFazenda Grande
da comarca de Flores, com a denoniiiiaco de vil-
la de Floresta.
Nao havendo quem fallasse, deo-sepor con-
cluida a terceira discussao do projecto, que foi
em seguida regeitado.
I* discussao do projecto n" 1 do auno de I8.
"Erige em matriz, a (-apella de N.S. da Coucei-
ro de Caruar
OSr*. Medeiros:Sr presidente, eu son autor
do projecto em discussao, que tem por lini a
ereceo dessa fregue/.ia; esperava, pelo anda-
mento regular das discussdes, que elle passasse,
na sesso passada, em discussao especial; nao
succedeo porm assim, e passou, qnando se
tratava da freguezia de S. Jos do Becife; por
conseguinte esse projecto acha-se irrito, nao
pode Iazer parte dos nossos trabalhos, e vista
disto como a sua discussao pode levar algum
lempo...
O Sr. Manotl Cavalcanli: Nao tenha medo
d'isso...
0 Orador:Eu quizera que a cmara me desse
pcrmisso para reliral-o, c nesse sentido man-
ilo um requerimento.
a Requeiro pcrmisso assembla para reti-
rar o projecto em discussao por se adiar preju-
dicado.Medeirot, <_
'liado no que di/.eni os nobles deputados conhe-
cedores das localidades; desejava pois que se me
(lissesse, se S. Sebaslio da Raposa corre para
baixo, se para cima, para depois dar o meii
voto.
(i SY. Utdeiro:Eu estou habilitado para
dar as explicaedes que pretende o nobre depu-
tado ; mas entendo que o nao devo fater a fim
d<- nao entreter a assembla com nina materia,
queja esla preiudicada pela lacio de ter p.issa-
do a materia d elle em oulra lei. einbora se col-
locasse a matriz em outra Igreja o essencial d<>
projecto he a crear.in de una freguezia, os seus
limites sao os inesnios; lego est prejudicado ; e
por isso insisto na minha indicacdO.
Julg^da a materia discutida, foi o prejecto
posio votaco e regeitado.
1." discussao do projecto n. 7 do anno de 1844.
u Autor isa o reverendo prior do carino de Olinda
a admittir 2(1 uovicos na sua ordein. He sem dis-
cussao regeitado.
2.* discussao do projecto n. 8 de 18-14
Artigo 1." Fico concedidas tres loteras de
sessenta e quatro ionios de rs. cada una rni
favor das obras da igreja de S. Sebastio da vil-
la do lionilo
0 Sr. Aguiar :Sr. presidente, pelo silencio
da cmara, vejo que ella est disposta a adop-
tar o projecto e a liin de a determinar mais a
isso pedi a palavr.i para fazer alguraas relie-
xes.
A' matriz do Bonito forao concedidas tres, ou
quatro loteras para as suas obras ; em virtudc
disto a innandade de S. Sebastian pedio tam-
bem assembla que se Ihe concedesse iiin.i
dessas loteras e para nao parecer parcialida-
de entend que devia apresentar este projecto,
i concedendo essas loteras de sessenta e quatro
O Sr. Presidente:Vm nao sei se ha preceden- I contos que podio ser maiores porque agora
les a esta- respeito : o regiment nao tem dispo- | propoz n ministro una de mil e tantos contos:
sico alguina a cerca da materia sujeita; o pro- logo tambem eu a pdia apresentar maior ; ora
jecto esta prejudicado, e a assembla, regeitm- aqnl teem sido concedidas loteras para tudo ,
do-o, porque est prejudicado, tein-se consegu- | theatro igrejas esta.aquella 4c ; logo nao ve-
do o menino resultado, sem que se faca uin.i al- jo razio para que est.- projecto seja regeitado
ASSEMBLA PROVINCIAL.
CONTINUABAN DA SESSA DO DA 6 DE MARCO DE
1843.
em segunda discussao; muito mais guando j
se reconbeceo que havia necessidade do pro-
jecto c que a medida era conveniente; por
consequencia regeital-O agora seria unta espe-
cie de contradiccao: trata-se de una obra pa,
e ao mismo lempo til ; de mais a quautia he
pequea o lucro tambem o deve ser suppo-
nho portantoque a assembla lera isto em con-
sideraco e que conceder esta lotera como
esmola aquella innandade ; porque como es-
sao das listas, omissocs dos eleitores.' Assim
em Pariz como as provincias, os realistas ob-
tivero completa victoria. O resultado das elci-
fOes dava-lbes 410 uoineafdes, e l'J smente
esquerda, ou ao sen centro; triumpho o mais
extraordinario e completo, que jamis conse-
guir opinio algunia.
Eu pens que, para notar a fraqueza de nos-
sa natureza, a fatalidade collocou a ruina ao la-
do do poder, e que na vida humana nada esl
inais perto do triumpho do que a derrota. Quan-
do um partido se apossa plenamente da auiori-
dade, elle se dcstroe por suas mos, e por seu
proprio gosto.Nao sao os obstculos externos,
que inato o poder, mas as suas loucuras; o em
poltica sobretudo he frequente o suicidio Certo
nada foi mais notavel do que o triumpho dos
'(alistas nas eleicoes de 1824, e todava dessa
poca data a sua rpida e inevitavel decadencia.
'orno qucslao ministerial, tinha o Sr. de
Villele commettido o erro de depurar sobremo-
do o lado esquerdo.Nao existindo mais sciso
larga e forte entre as duas cores diversas da d-
reita e da esquerda, formou-se na cmara ou-
tia "]iposii;;io, que inmiiii ameacador estan-
carte. O ministerio j no teve contrape-
So; nao pode resistir. Desde entfio, exprs-..ni
de um partido, elle se Ihe cntregou em cor-
i'w'inii. nao Jbi mais seno o que a maioria
(juuijue elle fosse; e tendo a consciencia de sua
nrfa, essa maioria tornou-se insensata, exi-
gente, despopularisou > poder fura; privou-o
lo apoio da opiniao publica, donde resuitou a
grande deslocafo do partido realista.
" A cunara renovada j. nao pertencia ao mi-
nisterio, como a multido talvez accreditatue
Ordem t/o di a.
Ia discussao do projecto n" 25 do auno de 1842,
em que se propoz a transferencia da matriz de
Maranguape para a capella de Nossa Senhora do
O'do l'o-amarello.
O Sr. Lobo: Sr. presidente, como se nao acha
na casa o nosso collega, autor diste projecto, pa
rece-ine, que devenios adiar a discussao, para
ouviras ra/.es, em que elle se funda para pro-
pr esta transferencia, e ueste sentido \'OU man-
dar mesa um requerimento.
i Requeiro o adiamento da discussao (leste
projecto, at que compareca o seu autor.
Foi apoiado.
OSr. Pues Brrelo: Eu opponho-me ao re-
querimento de adiamento apresentado pelo no-
ble deputado; poique julgo, que elle nao Haz u-
tilidadealguma, checontrarioaosestilosdacasa:
um nobre deputadoofi'ereceuin projecto,e hade
elle adiar-se, s porque o seu autor uSo est pre-
sente ? Nao me pan-ce proprio : alni disso bas-
tantes luformacdcs arespeito desse projecto ex-
islein, porque temos mu officio do Sr. hispo,
que da as cxplicacocs necessaiias, para que pos-
sainos votar com couhcciiuciito de causa: o pre-
lado foi consultado a respeito (leste projecto, c
deo as iuforniaeofs que eu passo a ler [lio) ; ora
vista das informaiiies do Sr. bispo, parece-me
que o nobre deputado desistir do seu requeri-
mento : de mais creio, que o nobre autor do
projecto o abandonou, entregou-o sua sortc,
engeitou-0 sem duvida alguma.
0 Sr, Lobo:br. presidente, cu de certo de-
sistira do meu requerimento, se soubesse qne
o seu autor tinha desistido da sua causa; mas es-
sa duvida he exactamente a que existe, ao me-
nos em iiiiiii; nao tenho essa certeza, e por isso
quera ouvil-o, saber as razoes ein que se fun-
dou para propor esta transferencia; porque es-
se nobre deputado merccc-ine malta conlianca;
emendo que elle havia de ter ra/.es inuilo fun-
dadas |iara propor essa transferencia; nao con-
cordo por tanto com o que disse o nobre depu-
tado, 1"secretario, que fallou acerca da descon-
veniencia do meu adiamento, quando disse que
del le nao resultava utilidade alguma; por que
lie isso exactamente o que constitue a minha
duvida; quera pois ouvir as razes da parle do
autor do projecto, porque julgO que ellas han de
ser fundadas; confo lano nelle, que tenho a
convicciode que essa transferencia nao foi pro-
posta sem grande fundamento: ora isto mi tem
prejuito algum, tanto mais quando o meu adi-
amento he apenas por dous ou tres das: o no-
ble deputado nao concorda no adiaiiienlo, por-
teraco no regiment.
OSr. Mt&Hrot:Sr. presidente, j nesta casa
ha precedentes a este respeito, j um projeclo
que aqu foi proposto para se por termo s lo-
teras, foi por seu autor depois retirado, com
pcrmisso da assembla.
O Sr. Alcanforado:-Parece-me que nao pode
passaro requerimento do Sr. deputado; porque,
retirado o projecto, nao importa o mesino, que
sr elle for regeitado; porque na forma do regi-
ment, sendo elle retirado, pode ser novamente mola beque tem concedido as outias.
apresentado nesta settsb, o que nao pode fazer-1 Posto o artigo votacae foi regeitado.
se, se elle cali ir na vOtacSo; depois disso eu en- OSr. Presidente :Q resto do projecto est
tro em duvida, se elle est prejudicado; nao te- prejudicado....
nbo lenibranca do que succedeo o anuo passa-' / m" e; :Parece.
do; creio que se enxertou na lei, que dividi al s''- PretidtnU :Se ha duvida ; etisiibmeto
freguezia (Te Santo Antonio do Recife, um artigo deliberaflo da assembla. (risadas) Esl sobre
creandoUina freguezia; nao sei se os limites lo- mesa o diploma do Sr. deputado supplente
rao os mismos; o (pie sei he que a sede he dif- Manoel Texeii a l'eixoto; vai a commissao de po-
ferente; porque he na Raposa: logo a le nao deres para dar o seu parecer.
he a mesina, pude ser de novo proposta, por- OSr. Reg Hartos :Da comiiiisso nao est
queno est prejudlcada; logo entendo que a presente senoummeinbro.que soueu;pe;o por
discussao deve continuar, e o projecto ser re- isso que V. Exc. noineie alguin Sr. deputado
geitado.
OSr. tfedro:Eu creio, que o projecto es-
t prejudicado, porque a sua materia he a ere-
ac'ode mna freguezia ; o estar sede aqu, ou
aeol, lie nina colisa de pouca importancia : um
projeclo ha, que creou essa fregue/.ia eumiiiiila- das posturas di
tivamente com a freguezia de .">. Jos: os lmi- raes laricio.
para me coadjuvar.
O Sr. Presidente :Noineio o Sr. Aguiar.
A coiiimiss.io sabio da sala.
" Sr. 'resiliente :Contina a discussao ,
adiada de honteni por dar a hora do artigo 2.,
irejo com a emenda do Sr.
tes dessa freguezia sao os que aqui estn; logo o
projeclo esla prejudicado;por isso o retiro, por-
que uo pude, nem deveoecupar o teinpoda as-
sembla, visto (|ue eu j consegu o lim, para
que o apresentei; por esta rzao o projecto est
na. circuinstaucias de ser retirado, milito mais
quando j ha precedentes, como fz ver; morra
porm elle como quizerem, he cousaque pouco
importa: o meu desejo era que a cmara nao
perdesse tenipo com mu projecto que est pre-
judicado.
Tendo entrado a commissao de poderes, o
Sr. secretario, leo o seguinte parecer.
a K commissao de conslituicao e poderes exa-
miiiou o diploma doSr. Manoel Teixeira Peixo-
lo, e aehou-o conforme com a acta geral. P. da
assembla.
Foi approvado e sendo o Sr. deputado intro-
dii/ido com as formalidades do costume pres-
in juraiiieiito e tomoii assento.
Cuutinuando a discussao sobre o objecto da
ordem do dia ; forao, o artigo c emenda appro-
O Sr. Alcanforado: Para se dizer que opio- vados, Bcando concluida 2." discussao do
jecto est prejudicado, seria necessario actual- projecto. a^
mente conferir o que est vencido, com o que Discussao do seguinte artigo addicional s
aqui se acha; porque de seren os limites os posturas da cmara do Brejo :
meamos nada resulta; hadifferenca na sede: lo- A cmara municipal da villa do Brejo resol-
go nao he a mesma cousa; e a prova est que, ha veo o seguinte.Ao artigo desanove das ]iostu-
pouco, vimos que se propoz a transferencia da ras municipacs approvadas que dizFita de-
sede de una freguezia, que j eslava creada; o signado para as leiras dista villa o terreno que
mesinopois pode acontecer ueste caso; pude principia da casa do proprictario Antonio Hen-
haver urna freguezia na igreja da Rapuza, e a- riques de Miranda ate pateo da capella de Noa-
gora propor-se a sua muuanca; por consequen- sa Senhora da Couceicao lira tambem designa-
da, se o projecto est prejudicado em urna par- do o pequeo terreno comprebendido no (ri-
te, por certo o nao est no todo; voto pois pela ngulo formado pelas tres ras do commercio ,
sua rejeicao. por onde igualmente se espalharo os vveres
sua rejeic
OSr. Lobo: Sr. presidente,he evidente,que o viudos
increado (cando assim mais beni
projecto nao coutcmamcsmacspci icquco nutro,
porque a matriz creada foi a Rapuza, e o projeclo
prope nina outra; ora, como na casa se aelio
os deputados, que propozero acrcaco da ma-
triz, lano em una parte como na outra, eu de-
sejava. que elles nosdessein inforuiacoes a cer-
ca da materia, para ao menos eu poder emiitir
o meu jui/.o; porque declaro com franqueza,
que uaila sei do millo, nao sei (piando com-
para baixo ou para cima, ou em fin quando iles-
accommodadas as referidas leiras.
Foi approvado.
Discussao das posturas da cmara de Iguarass.
1.* Toda a pessoa que laucar nas ras pu-
blicas desta villa couros salgados, pagar pela
1.' vez 2/rs. c na reincidencia o duplo com
oiin das de priso.ii
Occiipa a cadeira da presidencia o Sr. La-
cerda.^
O Si'. Taques propoz que se supprimissem no
iue esta disposto a votar contra o projecto, querj ce ladeira, ou se sobe ladera; voto sempre con- artigo as plavras com S das de priso.


i
9
Apoiada, entra em diascueea'o a emenda, que
he approvada com o artigo.
>." Todas as pessoas, nni> tivcrcm rasas > s
ta villa nao podero dcuiolil-as, iifiii vender o
material di' suaconstrucco para fra ca villa ,
do contrario pagara o infractor 10* ra de muli i,
e o duplo ni reincidencia, < 15 lias de pl-
alo.
OSr. Atjiiiar : Sr. presidente, nao obstan
te ser eunieiiihroda coiumisso, r< servei-uie,iio
parecer, ndin ila deoppor-ino as posturas que
me nao parecessem jiilas, como acontece .i es
la omitida no artigo mi discussao o qtial nao
nao pude, ueiu deve sei approvado; a sua sim-
plcs li'itm i indica que he necessario reproval-
o; porque, prohibiudo a postura, que as casas
sejo demolidas, os ,uateriaci vendido", h
claro, ipie i lia iola o dn i ito de nroprli il i :
inolil-a, e multo uiaior violencia liana proliibi-
cao da venda do material; a cmara nao pode
tazer isio; a medida desle artigo excede a al-
fada da cmara ein tudo, at na pena: jiois que
nao pode impor seno 8 mil rs., e impe dez;
por consequencia.einbora seja uicmbro da com-
missiio lentbro.a sta assembla, que este artigo
devecahir; poique he inconstitucional, e in-
justo.
O Sr. Carneiro da Cunha : Kst i me parecen-
do que nao podia vir da canina de Iguarassu
uu artigo redigido desta inancira; estou per-
suadido que aqui ha falta di-pal avias, da qual
resulta parecer a postura to desarrasoada; o
que a canina quera tal voz ili/.er craque.se
nOuvessem casas cm ruina, I'osscm os proprie-
tarios obrigados a dcmolil-as e adcitar fura di
\ illa esse cntulho; ha de ser isio. e nao o que se
l no artigo, que de tal maneira nao pdepas-
sar: nao reputo possivel que alguem lizesse un
tal artigo; nao sei se existe o origiual na casa,
, seexiatisse quiera vl-o, se possivel fosse;por-
que nao queria privar a cmara da medida que
julgou nacessaria, mas que eu nao posso adTvi-
nhar com quauto veja que nao pode ser o qu<
aqui est escrito; porque razoaveimente naos
pode exigir semelliante cousa, Uiuito niais iin-
poudo una pena tilo grande: estou mesinoiu-
cunado a mandar a mi 11 nina emi nda ao artigo,
duendo o contrario doi]iie nelle est ; mis, io-
nio nao sei o que a cmara quer realmente, nao
a mando, acreditando sinceramente que ella
uo quer o que se dii no artigo,
Votes : (Juer. quer.
O Orador : Se quer, voto contra.
(I >>. Secretario: Aqui est o original d i
postura da cmara, que cerniere eom o projecto
exactamente 'leo
OSr. Carneiro da Cunta: Nao me pareca
possivel; mas ein fin voto contra.
OSr. Ferreira Brrelo : Eu quando pedi a
palavra, Sr. Presidente, Ibl pirque nao sabia
que esse papel era o verdadeiro original; qitei ia
saber se com effeito Isso que all se tinha lido,
era ou nao o original das postulas, mas agora ja
vejo que o artigo nao pode passar; porque
elle, alem de ludo ornis, coucorre para que
a villa liqne de todo entulhad i.
O Sr. Reg Harria Sr. presidente o arti-
go nao he til vei to absurdo, como parece nao
obstante conter un ataque ao direito de pro-
priedade o que qm r cmara, qu uitu a inim.
he conservar a villa, dar-lhe inaior esplender;
quer que se nao vo deinolir casas boas para se
venderem os material s par > diear outi is lira
d'alli; por que he notav I que nao se falle i m
ruinas: atiendan ios bein ao que di/ o artigo
[leo); nao se falla ein casas arruinadas, e sim
em casas, e em vi nder o material de sua cons-
trueco; pode um proprietario nao adiar con-
veniencia ein ter all una casi, e querer trans-
portaros materiaes dessa casa para outro lug ir;
para evitar isto, e conservar sua villa, acama-
ra quer que se nao posso vender os materiacs
da i-onsti uceo...
OSr. li. brrelo:o pode vender ?.' mas -
de dar.
0 Orador : Peni; mas note-se, que o .liti-
go nao be tao absurdo,como se quiz suppor. si -
r una violencia ao direito de proprledade.'iiias
nao tem contrasenso : voto contra o artigo.
OSr. l'i n ira Uarreto : >r. pi side ule, o ar-
tigo pelo menos est mal redigido; por eonse-
guinte nao pode passai como est ; he artigo de
nina le, e a principal eousa de urna li i he a sua
clareza; he ser utelllgivrl para todos; logo un
artigo mal redigido, e einbrulhado, romo este
esta, nao pode passar, principalmente pela lii ira
da assembla.
O ^r. Francisco Joo:Sr. presidente, simo
bastante apri sentar-me aqui em unta posii. u
solada, ser o nico que t< uha i!i di l'endi ra -
mar de Iguai ass mas uot a issi mblc a qm
eu nao o faco poi espii lo di singularidade, n is
porque realmente o pensameiito da cmara I
justo; aquelles de entre nos, qm tveieui algu-
ma vez atiavessado por essa villa, l rao lid o oc-
casio deobsi rvar que ella j foi, i m outro t" i-
po, de um esplendor bastante grande ; tinha ex-
cellentes c din ios, m b< II, rn is, tod is cal. das.
nuitos dos quaes estao em ruina hoje, r outros
cm abandono : mas s causas g raes de destru-I
eo tem accrescido urna, movida por alguiis
proprietarios da villa, e tem sido a de deslrui-
rem os edificios existente s para aprnvi tari ni al-
guns materias que dellc s tiro : ora, leudo a c-
mara a obliga cao deve lar na conse \a ao e ediii-
caco da villa, c ele promover, portodoso nu ios
ao seu alcance, esse lim, ti ni piw certo de empre-
garmedidas que,comoesta,teuda i,ubaprohibii
que o dono possa fazer da sua propriedade o uso
que Un' ponvier, tudas as vi /es que este uso nao
oll'ender a utilidade publica ein geral, mas, co-
mo no caso presente, conservar a villa, que. por
siia especialidad!-, cauce dista medida: diz-se
poriu que <> direito de propriedade he offendi-
do : pois o direito de proprii dade nao he subor-
dinado ao beneficio da communidad i in geral?
Sr. pn side nti. i sta postura trai a ti 11 iro un
principio que < u c]iii/c ia san i ionado, e he, que
as necessidadi s ice a< i uo poden n
liadas se nao por aqm II s qui estao i ni i ontacto
mine diat.....ni os habitantes do lugar; d
coracao. Senbores, qui m passa poi Iguarassu,
vendo o pirita de dtstruico qu illi infeliz-
mente se te in di -i ni \\ ido, j i itu-
rai s. poi -.i < i'' nl """ ivl- I'"1 'v "I l
a retirada de una tena que M lazia naquellas
proximidades estas e mitras tem acarretado a
.....i |iiil icao la villa, que tal ponto tem che-
gado, que realmeul a miin tem-me dodo o co-
i nco, quaiidn la passo,
Julg ni i i mu i i i discutidaf e posto votaro
o artigo, fui r geitado.
3." Toilo o ni irchante que talhar carne no
icougitr d si i v-ill i nao poder usar de seu taino
ile'pnis do sol posto, qii'i s ja din de mitinea,
quer seja no seguudo da e o que transgredir
sii postura pigar dous mil res de multa, e
o duplo o i reiueiileueia, com olto dias de pris io,
e estando a cune corrompida un apodrecidaa
qualqu r teuipo, o fiscal a mandar entinar
i lisia do dono.
OSr Taque* ofl'ereceo r seguinteemenda:
ee Ow se suppi imn as palanas rnm oilo das
de />/' u
lie apoiada, entra em discussao, e, ein segui-
da, be approvada com o artigo,
n 4.a toda pessoa desta villa, e seu municipio,
que qili/er usar de vendas de seceos e moldados,
la/eudas, destiladlo, casa de lamilla, lalho de
carne o mestres de oll'u ios, sero obligadas a
obter licenca annualmente da cmara ; e o con-
traventor pagara mil res de multa, e o duplo
lia le incidencia.
[OSr. presidente ocrupa o seu lugar.'
Nao liaveudo jueui impugne o artigo, sub-
iuelte-se a votaro, e be approvado.
- .').' Toda pessoa desta villa, e seu municipio.
que quizer levantar curraes de mattar peixe, e
redes de pescarla, tanto lora como no rio, devo-
ra obter a competente licenca da cmara ; eo
Infractor solrer a pena de mil ris, e o duplo
na reincidencia ; sendo nbrigados os pescadores
de rede, alean da licenca, a vireni. ou m.inda-
ri'in. cmara receber as competentes hitlas
pira evitu-se o estrago na criaco, lanibeni
eom a pena de perderem as redes que estiverem
fra das hitlas.
0 Sr Aguiar Offerece esta emenda :
ci Km lugar de mil riis, dlga-se rfoui mil ris. *
He apoiada. discutida e approvada, conjun-
ct miente com o artigo. >
(i." Fica prohibido o transito de bois e car-
ros pela ponte desta villa, como tainbein arro-
deaiuentos e demora'; de gados as mas e pateo
do i onvento, com a pena de pagarem os do nos
de/, mil res de multa, e os langedores sollrei.io
oito dias de priso. e peda ruina qur causan aos
predios, Hcando sujeitos a reincidencia.
o Sr. Alcanforado : Esta postura parece-iue
Iniposslvel: porque, se se prohibir o transito
dos carros e bois ni ponte', nao sei para que sir-
va ella : porque, sendo ponte de passagein, s
para transito serve : de niais isto he um traus-
toruo para O coinmercio, por consequencia nao
se pode approvar ; se o motivo da postura he o
da ruina, que pdem causar a ponte as boladas ,
parece-meque tal ruina nao pode haver, por-
que n,i i si i que a demora de lOou 12 minutos de
urna boiada sobre a ponte possa trazer essa rui-
na : voto contra o artigo.
OSr. Carneiro da Cunha : Existe na casa um
'los Senbores que assignro este parecer ; pde-
se! que e lie nos possa Informar das ra/.oes que a
cmara leve para esta postura ser feita; porque
i ilvi / a comuiisso fosseiu subministradas essas
razes ; ni ni he possivel que baja urna postura
prohibindo o transito de earids c' bois por urna
ponte, que esta no lucio da villa, JCIll grandes
e i/iic s ; pude ser que a ponte esteja arruinada,
que lio fosse feita para esse transito, e nao vejo
diliii uldade em que os carrosdescarreguein aco-
la, porque a ponte nao he fura da villa, e, es-
tando deteriorada, pode, com o peso dos carros,
arruiuar-se completamente, entilo o mal he
inaior; pois lica a villa privada delta de todo, e
isto quando a cmara mi tem meios para o seu
reparo; oque he tao certo, que, tendo ella care-
cido de concert, loi este feitocom madeira, e
nopedra, por falta de meios ora, seistosue-
uedcoeiu outro tempo, que ser hoje ? a fal-
ta de i si I na c mentos, (icaria perplexo sobre o
meu voto; se nao fra to forte o meu desejo de
na mi ivar a cmara de um ineio que ella julga
conveniente de conservar aquella ponte: voto
poi tanto pi lo artigo.
Vai a mesa a seguinte emenda.
ei Fica prohibida a passagein de boladas pela
ponte desta villa, sol pena de pagarem os do-
iii is de s bois ou as pessoas que os conduzircm
i mull i de dous mil ris. Aguiar.
o Sr. Francisco Joo : Sr. presidente, se u
fossi apaixonado de repetir anexius, a occasiao
Si lia cabula: mais sabe o tolo no seu que 0
ivisado no alheio.n Salvando a parte que possa
canter un nos fivor aos membros da cmara de
Iguarassu, que eu n Hito fura disto, porque s.io
muito Ilustrados, din i que a ra/ao que elles
tt ni par.i prohibirem o transito da ponte, he o
estado rm queella se acha, fot sim urna bella
ponte, mas hoje est cahindo por momentos, i
cahindo, lica prohibido o transito sem ser por
ii i i para e vital este perigo que se nao pode re-
iui eiiai pela falla de meios, nao vejo outra me-
dida mais eonvi nlente
A passag ni dos gados c a sua demora dentro
da villa he objecto de polica municipal, he
providencia que ha ein lodosos municipios, at
ueste do Recife, porque ha perigo para o povo,
' para os edificios, principalmente em Iguaras-
su, que est por assim dizer, porarames.
Lc-se a seguinte emenda: Se passar o art..
suppriiiiao-s, as palavras e os langedores sof-
tiao S dias de priso. l'aei Brrelo .
lie apoiada
0 Sr Aguiar: Sr. presidente, aquello arti-
go substitutivo, porque mo quiz concorrer para
a destrincan da villa de Iguarassu ; mas ao ines-
ino teuipo nao quero com o meu voto acairelar
um desfavor a agricultura consent no meo
artii;o. que passem carros, porque he a inellior
i oiis i que alli ha para a conduccao de assueai,
e c unas objei tos que vein dose ngenhos daquella
villa : mas a respeito de gados nao se d a ines-
nia razao ; adifliculdade que tem um carrode
passar pe ite ou aquello caminho nao he a
i que t- ni um bol. mi inultos bois: por i s-
tas razi voto, que os e arros passem, mas nao
julgo que o meu artigo deve ser
ovado.
0 Sr. Carneiro da Cunha : Sr. presidente, iu
ii ii i oni ordo coma i mi nda do uobre membro
da commissao, porque c He de i\,i subsistir a pas
sagem dos carros, e argumenta para sto com o
beneficio da agricultura, ora a agricultura dal-
li he o assucar, e os carros que chegarem a-
auella |ionte. quer venhao do centro, quer vo
aqui para l, nao so"rcm transtorno ein dos-
cairegareni alli, porque uo me consta que la-
ja caminho alguui pelo qual um carro possa vir
at ao Recife, uo sei do tal caminho, quando
sei que alli he un ponto de embarque, logo
no tem neeessidade do atravessarem, porcpie
Ibes he iidilloronte embarcar ein nina ou outra
margeui do rio. Insisto tambeni, ou he inhiba
opiniao, que uo soja eliminada a pona de pri-
so dos taugedores, e insisto nisto tanto mais,
porque entonelo, que ellos he que devino pagar
as multas impostas ao dono do gado, que iiem
sempre o acoiiipauha ; o sondo a culpa (laque-l-
ies, recala a pena sobro ellos, e quizera inesnio
que a haver pona, a dos langedores fosse maior,
porque so os culpados, e inesnio porque as
mullas lio do sor millas, visto que os douos dos
gados podcni sor de Podras de rogo, Ico, Piau-
hy, etc. l'or todas estas razos, sendo os tau-
gedores os verdadoiros culpados, cu volara por
urna pena para elles, mas uo a de 8 dias de
priso, que he excessiva.
O Sr. Pues brrelo : Ein defesa da ininha e-
menda direi, que uo quero livrar os tangedo-
dores da pena que so lhcs impe, que inesnio
concordo na multa aos cinos do gado, mas acho
a pona para aquellos grande, e quera que fos-
se convertida em dinlieiro, pagando-a elles sem-
pre, porque e dono do gado lhcs descontar no
salario aquillo, que elle pagar por sua culpa :
voto pois, a passar o artigo, ao menos contra a
pona do priso.
O Sr. I.obo.Sr. presidente, cu pedi a pala-
vra para declarar que voto inteirainente contra
tudo; voto contra o artigo, porque emendo que
esta assembla nao deve concorrer com a cma-
ra de Iguarassu para o abandono dessa villa,
digna de melhor sorte, porque at he histrica,
o voto anda por outra razao, e vera a ser, ou a
ponte be municipal ou provincial, se he muni-
cipal, as leis inarcar os meios do se fazereni
esses reparos, se he provincial l est a quota
de 200 eolitos para obras publicas; este he o
ineio, tudo mais sao paliativos.
O Sr. Alcanforado : Como fui provenido, s
acrescentarei, que se. os argumentos em favor
da postura asseuto na suppnsicn da ponto es-
tar arruinada, estando ella em boui estado, co-
mo acaba de informar-me un nosso collega ( o
Sr. Lacerdaj tudo eaducou.
Posto o artigo substitutivo a votaeo foi re-
goitado.
Tambera he regeitado o artigo 7. das mea-
mas posturas.
i' S." Fica vedado a todos os moradores U'cs-
ta villa conservarein caos pelas ras, que os
devora conservar, querendo, ein seusquiitaof,
o o infractor sofirer a pena de dez mil ris por
cada um c o fiscal depois de impr a pona, os
mandar logo matar pelas ras, requisitando
auxilio ao Sr. subdelegado, mandando enterrar
a cuita do proprio dono.
I.eo-se a seguinte emenda substitutiva: (cFica
prohibido deixar andar caes pelas ras, seiu ser
acalmados, pola do mil ris do multa ao do-
no. Taques. i^____,_
He appoiada e ein seguida approyadr
ii ." Nenliiiin marchante poder mandar ta-
lhar qualqiier rez, ou no acougue publico d'esta
villa, ou cm qualquer particular sem que o lis-
cal fiscalisedita rez, ou o carniceiro Ihe apr-
sente a pafarinha, sob pena do cinco mil ris de
multa; equin/odias de priso, pola reinciden-
cia o duplo
Foi regeitado.
OSr. I'residenle: Esl dada a hora; a or-
doui do da paiaa sesso seguinte lieacoiiiinua-
cao da que existo,c primeira discussao dos pro-
jectos OS. l, l e 17 do anuo de 184-. Est le-
vantada a sessao. (Ero duas horas.}
O seguinte discurso da presente sesso foi pu-
blicado em seu lugar no Diario de lionteni
mas, como o souantoi lizesse algumas reclaina-
irn s sobre elle, de novo aqui o damos.
USr. Taque:^r. presidente ped apalavrapa.
ra em meu uoiiice nodo um outro Ilustre col-
leg.e.olleicccr una disposiijo additiva ao nosso
regiment, porque una continuada experiencia
di ve ter demonstrado que a discussao do orca-
mentohe sempreatropellada poruin grande nu-
mero de emendasteudentesa augmentar ordena-
dos,diminuir piceos dr ai 11 inataces, dcconlri-
buiedes, etc.,isto coraprejuizoda causa publica,
mo smente pelaydifliculdade que resulta de se
discutir tao granae numero de emendas que
assim sao apresentadas durante a discussao, co-
mo tambera, Sr. presidente, pela eonfianca que
geia-so em se obieroni estas coiicossoos duran-
te tal discussao ; para obviara este nial f.ucinos
a s, guile idicaeo.
Indicamos que so addito o regiment pela ma-
neira seguinte:
eVrt. nico :--Na lei do oivainento provincial
nao poder ter cabimento nenbuina disposico
para auginento de ordenado, ou de outro venci-
inento reinissao do qualquer especie abati-
mento do arreinafode liupostos.ouelevafo do
prero de arremataro de obras publicas, que
no' teuha decretado lei anterior. Sala das
sisses da assembla legislativa provincial de
Pernainbuco 6 de Marco dc.leS-15.Manuel Ca-
ralcanliM. Taques.
O Orador (continuando):Sera muito incon-
veniente embaracar ime podesse ter cabimento
na iei do orcaiuento a crcaro de empregos p-
blicos, de repartices novas, etc., e outras dis-
posic;es que pudem sor de urgencia o admittii-
se na lei do ornamento, mas nnihuiua razao
posso ver. para que na lei do oivaniento se aug-
mente o ordenado do um empregado, ou se fai a
una remissauou aileracao no pre(0 de un con-
tr
di
tados ; o Sr. presidente observou que nao havia
o numero legal, e que por consequencia nao
poda haver sesso.
CORREIO.
CORRESPONDENCIA DA CIDADE E PROVINCIA.
No he s a cmara de deputados a que ten
seu historiador ; taiiiboin na do sonado dosompe-
nha este lugar o senador Aiiroliano e desem-
peuha com graca. A prova so le na sesso de
18 de Janeiro (l).-novo n. 5-1). Quem nao so
achara chelo de letificante gaudio ao ouvireste
Sr narrar a historia do 9ua amizade com o co-
ronel Allantas relatar suas virtudes suas vi-
sitas e at a estatistiea da sua numerosa fami-
lia ; e tudo isto para justificar certo procedi-
inento de justica a favor do seu amigo Se
quem tem padrinho no morre mouropaia
que cancar-se o nobre historiador ? Aliirman-
do elle debaixo da sua palavra d'honra que o
tal Ananias era seu amigo, eslava tudo a cla-
ro : e as consequencias licavao para o publico ,
que sabe lgica e sabe- lser este cnlhyiieina-o
Sr. Ananias he amigo do Sr. Aureliano : logo
he innocente ; tem justi;a:or.i domine....
Dizem fra preso un corto J. V. L. e per-
guntaiido-se porque ? Porque foi involvido ein
una brincadelra fanoeeiie....quem quizer que
adivinhe.
ato. quando seja de justica esse augmento, ou
iiiiniiie ao, ou reinisso, deve isso ser discuti-
do pe la assembla, em uina lei indinara. A fa-
zenda publica requer ein seu nteresse que est i
mate lia seja tratada, com limita attencao, evi-
tando-se assim que se faeno cora esperanca de
rewissdes ou novas concesses, os coniratos os
mais ruinosos possiveis.
SCSS0 BM 7 liE MAkCO DE 1845.
Presidencia do Sr. Pedro Cavacanti.
Ao ineio da, estando presentes 15Srs. depu-
COMMUMCADO
Em lempo que os ena.-rhislas etpilhio o
boato de arhar-se a provincia das Alngs pro-
lima a tonflagrar-se oe novo por se ter pfcrse-
cuido a Vicente de Paula quando alias cons-
ta, que elle se etnbrenhou com os poneos le*
quazes, que hoje tem parece-nos conveniente
desmentir estes pseudo ministerialislas sequo-
sos de desorden, em que pe-quem mostrando
quanto he inverosmil, que um distinctn Per-
nonibui'Biio como o Conceltieiro de Estado e Se-
nador Lopes Gama, que veio s AlagOas como
Anjo da Paz, mandasse perseguir um honiem
amnistiado que poda ir para onde Ihe pare-
cerse. Tal procediuiento, ou nao leve lugsr,
ou foi de pura devocao de ulguns exaltados m-
nislerialistas, que se acho as Alapas setn
qae para tanto tivessem ordetn do pacificador
daquella interessanle provincia o qual corres-
pondendo conlanea do Monarcha honrou a
provincia que o vio nascer, e ct psssar como
axioma, que entre os Pemambucanos he onde
de tempo a esla parte se acho os lirasileiius
mais benemeretos da paliia para livrarcm as
provincMs do Imperio do flagelo da or.erchia:
baja vista a influencia, que liverio na pucific-
Qo da lahia os soccorros d'esta provincia en-
viados, quanto concorreo ella para pr-se ter-
mo a cabanada de Maianhao, e os valiosos au-
xilios prosudos ao Presidente do Para, quando
essa beila provincia foi victima do canibalismo
0 mais borrivel, queso tem lalo. A provincia
das AlagHS na crise por que acabou de passar
receben anda d'outro Pernambucana os mais
valiosos servicos. Queremos fallar do Dr. Jull
de Direito Telles de Menezes, que alli tem ser-
vido por duas vezes de ( befe Interino de Poli-
ca. Foi elle quem suslentou a honra da Mo-
narthia e o timbre da autondade quan'io o
ex Presidente souza Franco obaudonou o pala-
cio, e a provincia ao primeiro grito dos sitian-
tes ; por quanto fai eiie o nico depositarlo da
autoridade legitima que nao abandonou o ou
posto naquella crise, e quem por sua firmeza
fez com que os seJiciosos evacuasseai a capital,
e deixassem qur o Presidente loragido retupe-
rasse o governo da provincia.
Seenlao o Snr. Sou/a Fienco arripiasse a
carreira das perseguicos*, nao paaaaria a capi-
tal da provincia por esse ataque, em que se per-
dro alguns l'.rasiieiros tstiinaveis. A hngua-
gem da verdade ezpo-la pelo Chole de Polica
Do agradou i>o conquistador de votos ; e loi
nescetsaria vinda do I. dito Magistrado Lo-
pes Gama para pai illcar-se a provincia O Dr.
1 elles nao podia deixar de merecer a eonfiancl
desle Integerrtmo Dehgado do Govtrno c loi
honrado com o cargo de Chefe de Polica depois
de ter como Jau de Direito absolvido o redac-
tor do Alugoanno da Injusta pronuncia quo
sollrera aj esui do tci aproenlado repoOSoTl
idneo por uu> artiu<- secusado,
Os pteudo tninisterialitlai das Alagoai censu-
rro as demissdes que ello propot de 'i De-
legados, o 'J Subdelegados sem o iobrareiu ,
que estos empregadodo Pjlicia e-t\ao to in-
vulvidos na dosordein, eetercilu lautas vingan-
cas que o Jjr. Lisboa, Gommaodante das tor-
cas %io-se obligado a prescindir das leis,
e a entregar a Polica dos dislrfctoi respectlVOl
* chefes Dilitares em quanto o Governo nao
nomeasse outros ciuadaos menos parciaes para
os empregos, como se vio ii'um offioio publica-
do no D.-novo. lie verdade que o Dr. l'elles
nao corisentio no escanualo dos zuarda-costas
arn ado> pela cdade nem n'outros Bicesao*
dos que favorecidos polo -.'uza Franco se al-
ao os potentados da trra da m sma surte,
que nao auti risou desmandos nos da pait'do
opposlo, e d'ahi nascetu as quenas dos exalta-
dos, mas na opimu tos honicus imparciaos ,
das que queretn v< r no Magtatrado a justica
nunca o lurur dos partidos ello lis d nwre-
cor o galatdiude linltadoi Bel, de etvcul &**
! politira de pj/ e de justica du diguu actual Pre-
i sideole dd quclla provincia.
Fazemos estas rifletdea am animo de lion
Kear, ou fazer aciotfl a algutm Uidl lomele
poi f&zer justied a mun Peruambucaoo


Pl'BLICACO A PEDIDO.
Lu* Francisco Correa de BritO notario da fre-
fiu'zia de Santo Antonio do Krcil'e, &c.
Certifico ser o termo de nieiito suppra do theor srguinte Truno de
adiada e entrega Aos sete de dczcinbio de
mil oito cintos e quarenta, nesta cidade do Re-
cil'c pelas doze horas do dia ein casa de Luil Jo-
s Marques onde ein virttide do mandado ein
frente veio o subprefeito da frrguecia di' Santo
Antonio Luiz Francisco i arbalho, sendo ah, foi
adiada a escrava Victoria de que trata o menino
mandado, cuja escrava foi logo entregue ao sup-
licante seu seiilior Jos da Silva Oliveira que
della se deo por entregue e para constar u este
termo ein que assignou coin as tcsteinuuhns a
baixo assiguadas. que presenciarlo o con lido
no iiiesmo termo eu Luiz Francisco i orrea de ,
tirito notario o escrevi. Jos da Silva hvei- i
,a l.iii/. de Castro de Oliveira Joo Luiz Ma-
rliado braudo. Nio se coiiliiiha niais ein dito
termo que eu notario no principio desta decla-
rado liz copiar fielmente do propio que me re
porto, e donde liz passar a presente Illim escripia e assiguada nesta cidade do Reci-I
fe aos vinte e dous de julho de mil oito rentos e
quarenta e un anuos, Escrcvi e assigueiLuiz
Francisco Correia de Urilo.
M O V 1 M E N T O" D 0" P R T 0.
Navios entrados no dia 1.
Mar Pacifico, teudo sahido de Ncw-Londoii ha
20 mexes ; galera americana Clima tus, toiiclla-
das 311, capitao Tilomas M. flaily, equipagem
28, carga aceite de peixe, ao capitao.
lialtimore; 38 dias, brigue americano Fabiu.i,
lonelladas 108, capitao Joseph L. Whitr, equi-
pagem 'J, carga familia de trigo e mais gene-
ros, L. O. Ferreira & C.
Rio de Janeiro; 36 dias, patacho sueco Couner,
lonelladas-273, capitao Charles A. Lundgron,
equipagem 10, carga lastro, Le Bretn Sch-
i .iniiii i. <^.
Barcelona ; 40 dias, barga espanhola Uarcelones,
lonelladas 210, capitao Joo Maristanv, equi-
pagem 13, carga lastro, Manocl Joaqun) Ha-
mos e Silva.
Navio sahido o mesmo dia.
Rio de Janeiro ; brigue americano Fabiui, capi-
tao Joseph L. White, com a incsina carga que
trouxe.
99
ED1T AL.
Joo Xavier Carneiro da Cunha Fidalgo Ca-
valleiro, Cuvalleiro da Urdem de Christo ,
e Administrador da Mesa do Consulado, c.
Faz saber que peante a administradlo da me-
sa se ha de arrematar a porta da iiiesina no dia
1'2 do corrente uniacaixa com assucar bramo,
fabricado no engenlio Jundi de cima, consig-
nada a Jos llamos de Oliveira, c apprehendid.i
pelo respectivo empregado do trapiche da al-
fa ndega vrlha, por inexactido da tara, sendo
aarremataco lvre de despezas ao arrematante.
.Mesa do consulado de Pernanibuco, 7 de mar-
ro de 1845.
0 Administrador
Joao Xavier Carneiro da Cunha.
casa o. Ib' da ra das Croma o 1.* semestre de
33, n. 4 do Queimado o iiiesmn semestre, u. 2
da ra do Rosario o mesura semestre, n. i: da
ra do Livramento o mesmo semestre, n. 25 da
ra Direita o mesmo semestre 84y420
Padre Francisco Jos de Lira, da casa n. 42
da ra Direita 2. semestre de 1830 at o I de
18311. 14*580
Francisco Pereira de Castro (otorgado), da
casa n. 2 da ra do respo 2." semestre de 1831.
e o anuo de 1832, n 4 da ra da Cidria, o mrs-
iio lempo, n. 3 da ra do Collegio 2* semestre
do mesmo anuo dito. 249oul
Antonio Jos Miiuiz, ou seus hrrdeiros, ilr va-
rias casas ein dillereuies ras. 185/850
COMPAJSIIIA ITALIANA.
TIIEATRO PHII. ODRA.M TICO.
Iloje 8 de marco.
Ultima rcpresentaco da in'tercssante opera
ein tres actos.
YL HARH1ERO DE SEVILIA.
Uo celebre muestro llossini.
Para mais variedade do divertiinento, a com-
pauhia satisl'eita e conliada na proteceo do il-
lustre publico ha combinado executar-se.
No intervallo do 2." ao 3. acto a intercssaiite
sceua completa e duelo. ^ Das pistolas = da
opera.
CHURA DI ROSSF.MKERG.
Pelos Sis. Giusseppe Galletti eLuigiGuizzonni.
Msica do maeslru Hicci.
A Sra. Lrmos.iia ocasio de dar lico de piano,
no 2. acto,exccutar taiubeiu urna linda aria da
opera.
A ESMERALDA.
Msica do celebre maestro Carrafa.
Director deorebestrai mr. Grosdidier.
Pcrsouagens c choros, os inesiuos aiinuncia-
dos as primeiras representadles.
l'recos de entradas.
Cadeiras de galera de primeira ordein para ho-
iiiem 2*000
Ditas ditas de 2." e 3," para familias 2>00l
liilheles de platea. L/000
Os bilhclos vi iidem-se na ra larga do Rosa-
rio n. 30 1." andar e no dia, no ihcalro palco do
Collegio. (32
elesMsse.aBiE";*!*:;*:*"'

UE CLARA LO ES.
2=0administrador da reeebedoria de rendas
geraes Int1 mas avisa aosmaradores do balrro
deS. Antonio que vai remetter para juiso are-
laciio das pessoas que devein taxa de escravos
de'1844 a 45 se por ventura nio vierem pagar
te o fundo corrente, e 0 inesino faz aos mora-
dores do bairro da Hoa-vista. Reeebedoria b de
n^lco de 1845. Francisco Xavier Cavalcunti de
Amtquerque.
- O adniistiador da mesa da reeebedoria de
rendas geraes internas faz saber as pessoas aba-
xo declaradas, que estilo a dever dcima Urba-
na do anuo de 1826 al o priineiro trimestre de
1833, para que no prelixo praso de 30 das da
dala deste, compareci naquella repartan,
com os conheciinentos que tiverein ein seu po-
der, e que dig&O respeito a semelhante debito,
para melhor se verilicar o que devem, e evitar,
que enijui/.o se Ibes faeno despezas, te contra
aquelles que a vista dos seus conheciinentos na-
da deviio ; e aquelles que se negarem a e.sa
exigencia sern considerados como devedores
e como taes executados : e para que cingue a
noticia a todos foco o presente annuncio. Reee-
bedoria 22 de frvrrriro de 1845.
Joao Francisco de Sousa Peixe da casan. 15
da ra das Agoas Verdes do 2." semestre de 32,
n. 35 do paleo do Hospital 2." semestre de 32, n.
(ida travessa de s. los o uno de 182(5. 84bl
Manoel Antonio Viegas, da casa n. 32 dama
do Rangrl 2." semestre de 182"), at o priineiro
de 1833. 'W>0
Francisco de Carvaiho Paz de Andrade, da ca-
sa n. 43 L E, do atierro dos Afogados, o anuo
de 1832, e o 1. semestre 33. -t1*0
llerdeiros de Joao de Oliveira Covim, da casa
n. 11 da ra Direita 2." semestre de 31, c o 1."
de 32 n. 15, detras de S. Jos L. E., do 2.u semes-
tre de 32 col." 33 n. 5 da ra de Santa Hita
o mesmo tempo. .W//84
Padre Francisco do llego barros, ou queni es-
tlver de posse da casa n. y da ra do Rosario, o
anuo de 1828 u. 13 do mesmo reverendo e ti i-
po, ii. 57 da na de Hortas, 2." semestre de 1831
at o I .de 1833. 7/320
0 reverendo Antonio Jos Duarte Goiidiin da
rasa n. 2 do heceo Tapado, 2. siinesire de 29
21/500
THEATRO PUbLICO.
Dominan 9 de Marco.
S. GONCALO DE AMARANTE DRAMA SACRO
MOYSESNO EGYP1U, OU A PASSAEM
DO MAR VEUMEUtO.
Tanto ein I orlugal com no Brasil, he o mila-
groso S. Goncalo muilo festejado e com elle
tein particular devocao as donzellas aspirantes
ao Santo matrimonio, as viuvas de 1." e 2." sol-
t asvelhas que nao quereni licar para lias ,
e at as que arrependidas de suas mundanas de-
senvolturas quereiu gosar no mundo o titulo
de seuhoras casadas. Ja no Poyo da Pauella c
mais iimnediaCOes desta cidade, tein oSr.S.don-
calo feito inultos milagros e ha meninas por
ubi que depois qu cortarn os dedos as lu-
vas, para com seus delicados dedinhos locarem
a bandeira do milagroso casaiiienleiro tein
acbfcdo maridos aos ceios ; porm o mais es-
pantoso milagrc acontecido nos nossosdias em
Amarante be o que se vai representar domin-
go, 9 do corrente, e be o seguinie. D.Pbilippa,
viuva, COUI 50 anuos e que por seu boin genio
o marido (fallecido) llic lizera trazer una peina
de pao quebrando-lhe priineiro a substituida,
veudo-se com o encargo de una lilha j ca.sa-
deira punha-se todos os dias virada para a
igreja de S. (ioucalo em continua oracao. O Si.
Anastacio vendo-se anda liescalho mas com
o encargo de una lilha ein idade de casar re-
solveo pastar a segundas nupcias e como ex-
perimentado na materia cscollieo mulher j
madura : foi D. Philippa a que tocou o coracao
do Sr. Anastacio. Com etlito, nao se pode du-
vidar da evidencia deste uiilagre : pois quem
casara com una velha viuva pobre, com o
encargo de una lilha, unta perita de pao, e un
genio diablico ? He verdade, que D. Philippa
concorreo para o milagrc recebeudo as visitas
do !>f, Anastacio sempre sentada e no dia do
casamento, que foi de madrugada sedusiu o sa-
cristao para ter a igreja alcatifada, c Su com duas
velas acesa no altar mor para nao ser visto ,
neni ouvido o eileito da maldita peina de pao ,
que tao commoda Ihe era de dia, como iiiconi-
inoda no toro nupcial: frito o casamento des-
fez-se aillusao couheeero-se os mutuos delei-
los, e a guerra domestica acendro O terrivel la-
cho. Toda a familia recorre a S. Goncalo, os dous
ronjuges para melhorar de torte e as duas li-
llias aspirantes para se liviareiu da discordia
causada pela maldita perna de pao. O br. S.
(ioucalo lembrou-se das meninas inclinndo-
se a D. Llaudiua un gameuho muilo prendado:
trocava dados e passava cartas com summa
subtileza lo ecconomiCO, que nunca tirava as
Invas para dar mu viuteni aos pobres, e tao re-
colbido, que passava dias e noutes nos botequins,
ou casas de jugos : para pou]iar as despesat gas-
tronouias Irasia srnipre na bocea un mons-
truoso charuto que Ihe ti tilia posto o bei(0 de-
baixo mais groco, que o de cima : com os bar-
belros pouco gastava porque usava de grande
gadelha j>assapiolho e bigode : ti aja va roupa
uiui justa para pou|>ar pao c botius vidrados
para UO gastar graxa de lustro : era tao patrio-
ta que jamis Ihe sabia da cabrea a estrada da
liberdade.Finalmente era destes petimetrescas-
sadores de grade de capilla mor passador de
escritos na pia d'agoa benia, e einpachador de
porta de igreja, quando psalo as madamas ,
sem temor da polica do paiz respeito as auto-
ridades, e vergonha dos seus concidadaos. 1).
Felicauna agradou-se de un rapas lao morige-
rado e devoto, ijue pareca pertencer a socie-
dade da propaganda, porque todo o seu lim era
calhrqiiisar e reduzir mocas escrevendo en
virador. O caso foi. que os dous amantes nao
quereudo casar, mas siin engaar as duas me-
ninas, eucoininendrao ao criado Labereo a uia-
urira de as Iludir esle combnou COUI osi-
eristo que o deixasse vestir de Sinto e trepar
no altar para despachar a seu bel prater as sup-
plieas dos devotos debaixo da appiiriieia do
Santo ; porm o diabo, que Pin tildo iiK'tte a
pata, fe* com que a criada pedase, que quera
rasar rom o sac islTo ; o Rugido Santo respon-
de que nao, a rapariga zanga se e nao qner
mais ajoiihar lie obligada pilas amas para Ihe
ii pi mi resplandor de prati nacab.-ca i II i
issini o faz, erava-lho rom lorca o t rali ule
grita com a dor i eoiibecf-se o oiigauo, rorrein
sobre elle, que foge eosacrisla rom as es-
molas ( como fazrm niuitos. J Ksti piolan ICIIO
irrilao' eo appir'-er o verdad iro S.Goncalo,
castiga a impostura e faz triimpli ir a virtiide.
A Inesperada coucorreiicia que leve a pe^a
passagem do marvennelho a acceitacSo que
rsiaobtrvr do respritavel publico desta capital,
que tao benigno sabe disculpar a fraquesa de
seus actores c pomos ou neiihuiis conheci-
inentos de serna, faz com que a direccAo <
iiiendaiido alguiis dei'eilos, e iinindo o prologo
ao Cacto, torne o espectculo mais abreviado,
para se poder representar com a tao apetecivel,
e linda larya =s S.Goncalo de Amarante
Principiar infallivelinente
a
s 8 horas e ineia.
;OMPAMHA GEIIAL DE AGRICULTURA DAS
VLM1AS DO ALTO DOURO.
2 O abaixo assignado, agente desta conipa-
uhia n'esta provincia de Pernainbuco, acaba de
receber pela barca Bella Pernambucana, o pri-
ineiro carrcganiento de vinhos daquella coni-
panhia depois que ella foi rehabilitada pela le-
gislatura de Portugal e dotada com fundos p-
blicos pela le de 21 de abril de 1814 para levar
nercados os padrees e bausas do vi-
Na corte e as provincias tem urna extraccao
enorme, e saoreceitadas por mallos dos me.
dieos mais habis do Hrasil.
Acaba de chegar urna nova porcao destas in-
valuaveis ppulas p adverte-se ao publico, que
as unirs vrrdadriras plalas vrgriaes sao ein-
l'iulhadas jio seu recrituario, fechado com o sel-
lo ein lacre preto dos nicos agente* para o
brasil no Rio d<-Janeiro, e vende-se semiente
ein casi dos nicos agentes, ein Pn iiainbuco,
.1. K. II. r & ., un ruada ruz n 18,e para liiaior
cuinmodidade dos compradores, narus da Ca-
li ia luja da viuva dr Caldoso Ayres, na na No-
va. Gur ra Mlva &C* atierro d.i Boa-vista Sa-
les & naves, ao pn-90 de l/rs. cadacalxinha
de ambas as qualdadrs. (3S
,')_ |'irrsa-sr de una pela forra para casa
de poma familia, pr le indo-se ser de idade,
e de bous eostuines, e nao ter vicios, sugeilan-
do-se a un pequeo srrvico de casa; quera es-
livir nesias circuuiStancias dirija-se a na do
Cotovellu veuda confronte ao nicho. (
(licrece-se para ama de leite, nina crloula
da priiiirira barriga no sitio do Campo Gran-
di- adame de S. Amaro : a fallar com Klias Paca
Moureira.
l=Pretende-se faser urna hypotheca no sobra-
diiihodeum andar, sito na ra da Concelco
da Boa Vista n. 8, de cujo he propiietario Jos
Machado Soares c se ha alguina pessoa que te-
nha alguiua complicacao no mesmo sobrado
baja de aiiniiueiai' por esta folha. 'li
3 Precisa-se de un calxeiro para tomar cun-
ta de una venda por bataneo, que tenha bastan-
te pratica do negocio, que sama cuinprir cora
as suas obrigaedes, que de conhecimento de sua
conducta, e tambera se Ihe faz interesse, dando-
se-lhe un terco dos lucros que houvereni, quera
estiver tiestas eircuinstaiicias, dirija-se a traves-
sa da ra Helia n. 8. l7
3 Francisco Primo Correia ensina na ra de
Ihidas noviUades, deve oll'erecer aos Sis. consu-
midores nao so a certeza da sua pureza e supe-
rior qualldade; mas o lypo verdadeiro dosex-
cellentes vinhos do Porto Espera pois o
abaixo assignado que os Sis. consumidores se
dirijan a sua residencia na ra do Vlgario n. 19,
para Iralareni do ajuste de todas e quaesquer
pon oes que desejarein.
Tltoma: de Aqumo FotUtea. (20
AVISO MARI TI MO.
2-0 brigue nacional Feliz, Capitao Manoe
Jos Ribeiro sai para o Rio de Janeiro iuipre-
teriveliiianle no dia 10 do corrente ; o que se
adverte aos Sis. passageiros e as pessoas que
teeni de enibarca esclavos, parapol-osa bordo
at as 10 horas da nianha do dia auiiuncia-
do. .0
|~O brigue nacional Paquete de Pernambu-
co capitao Joo Concalves Res, sai para u
Rio Glande do sul no da lo do crrenle tein
ns melhores coininodos para pas>ageiro, o re-
cebe escravos a I re te ; trata-se com Leopoldo
Jos da Cosa Araujo na ra da Moeda u. 7,
ou tom o capillo a bordo. (7
L E1L O E 8.
4 M.' Calniont Si ( faro leilo era presen-
9a do Sr. cnsul inglez, por intervencao do cor-
retor Oliveira, e por cotila e risco de quera per-
tencer, dos mastareos, cordoalha, velantes e
mais pertences do brigue Ann Mondel, capitao
Roberts, encalhado ein < aluania, perlo da bar-
ra de Goianna, na sua recente viagein, que fa-
lla de Ichaboe para este porto ; o casco, mas-
tros reaes, e gurups do dito brigue, serao
igualmente vendidos sob as condicoes do arre-
matante tomar conta no lugar, c no estado ein
que se achareni, adve tindo-se, que 0 dito bri-
gue he eiicavilhado de cobre, e forrado tambera
de cobre at 13 ps : segunda (cha 10 do cor-
rente as 10 horas da manhia ; no Forte do Mato
prensado Sr. Meudonca. ('4
O leilo de Lenoir Pugel & Cnnnunciado
para hoje.liea transferido para terca feira II do
coi're n te.
Avisos diversos.
at o 1. de 1833
Dr. bernardo Luis Ferreira, OU seus herdei- estilo epistolar ate aquellas, que itera sabiao ler,
ios da casa u. 3 em frente do Carino i." semes- e eslendia a sua piedosa inisso a donzellas ca-
lle de 32, e o 1." de 33. 24/912 sadas e viuvas. A criada da casa, aSenhoraLa-
Moaquira Viegas, da casa n. 5 da ra do Col- gartixa como abelha mestra era a mais afer-
leglo o anuo de 1828 at o priineiro semestre dr rada devota de S. Goncalo ; porm recelando a
1830. 03/100 possihidade dos milagres, ia de ante-mao pon-
lliidriros dr Antonio dos Sanios Coelho, da do a seu geito os pirleudcntrs dr suas amas,
casa n. 17 da ra das Agoas \ i rdea 2." seim stre o sacristo da ign-ja e uui velhaco lacaio por
de 1828 c ii. 13 da na do (alalionrr. 2." srmes- nouie Laberco dizendo, que a miillu r be como
tu- de 31 ateo 1* de 1833. 15/120 urna embarcaco em porto desabrigado, que
llerdeiros de Joo Jacintho borges Diniz, da precita estar segura duas amarras, e um bom
3 Precisa-se de una ama de leite para una
casa estrangelra ; ni Fra de Portas n. 82. (2
3 Atrena-ie um grande armasein pru-
prio paraqualquer estabelecimeuto, o podendo
al no mesmo morar familia para o que lem
a.ranjos; sito na ra estrella do Rosario D. 2'2;
quem o pretender procure na rus do Queima-
do luja de Antonio de Leilo. 6
3 Aluga-se urna casa terrea na Solidade n.
17; os prtlendenlc*, dirijo-se ao pateo do Cbr-
mo n 17. 3
MU1T0 IMPORTANTE PARA OPOVO DE PER- a|-os
NAMRUCO.
1He espantoso o numero dos nossos seine-
lhantes, <|ue cada auno suecuuibe molestias ,
que, se fssein tratadas siinplesiiiente serio
aluda vivos! entre nos estas molestias sao geral-
inente a thvsira catharros indigrsto dvs-
pepsta apoplcxia Pebres de toda a especie,
assiui comointermittentes, bilis, escarlatina,
gotta molestia de ligado pleuresl, inflam-
inaeors paralisia, hvdropesia, bixigas, saram-
po, louibrigas, dvsenleria, ervsipelas iuchas-
sos dr ps e peinas, hemorrhoidas, lora as rao
lestias de srnhoras.
buco, bajao dr vir rriuir os seus penhores no
praso de tres dias visto terem lirado por. ve-
ces de os tirar e a pessoa, que os tein em seu
poder, nao poder perder osen tempo em pro-
cural-08, do contrario serao vendidos para pa-
gamente do principal < uros, e os mesuras obli-
gados pelos restantes. ('
6 'O Doutor em medicina Alexandre de
Soma Pereira do Carmo est residndo na ra
do Vigario, segundo andar da casa n. 15; nes-
o lugar estar prornpto paro prestar-seas pes-
soas que se dignarem procural-o e as que
>e quizerem utilisardossoecurros de sua pro-
fesan. (7
3 A abaixo assignada avisa ao respeitavol
publico que olnguam laca negocio com seu
lllho Bonifacio Maiiaonn de Maltos neui com
outra qualquer pessoa, cerca de um escruvo
pardo de norne Roque cujo escravo, tendo to-
cado ein paitilhiis a abaixo assignada foi-lhe
apprehendido ob e subrepliciamento no dia o
deOutuliro de 1842 a requeritnento do referi-
do Bonifacio que, munido de um formal de
parlilhas falso, conseguio illudir o merelissimo
Juiz que ordenou a apprehenco ; e como
ludo esleja j desfeilo e a abaixo assigoada
consegutsseoutro mandado de apprehenco em
seu favor, e nao se haja ainda executado este,
por dito seu llho ter uceultado at o presente o
mencionado escravo, a ubaixo assignada lax o
presente annuncio a flu de prevenir, que al-
lueui seja engaado com o falso (orinal de par-
lilhas de que fallou. I). Mariada faixdo
t Mallos. 11?
3 AGENCIA DE PASSAPORTES
Na ra do Raugel n. 34, tirao-se passspor-
tes pra dentro e fura do imperio correoi-se
fiiihase di-spiicho-se escravos ludo com bre-
vidade e por preco commudo. (i
89Em 27 de Outubro de l>4t, desappsre-
ceo um tiioleque de nomo Paulo de naco
Quicama de 18 annos pouco mais. ou menos,
est Ihesahindo buco de barba he um tanto
seccodocrpo abre os dedos grandes dos ps
um tanto para lora pemas finas, nariz chato,
olbos pequeo e avermelhados era costuma-
do arriar vendeiido doce de jalea em copos, por
teda a parte desta cidadn, julga-se ter sido lur-
tado porque nunca fugio ; roga-se a qualquer
senbor de engenho, ou outra pessoa a quem el-
le Iflr oflerocdo, ou por acaso acollado em seus
dominios, o aprehenderem e participaren! a seu
legitimo Sr Antonio Jos Goncalves Aievedo na
ra da fiuia arma/em de carne n. 19 que re-
compriicar e pagar toda e qualquer despesa ,
que se fi?er. [17
3 Lsvo-se os cabellos com agoa moma, e
depois esfregao-se bem com clara de ovo batida
afiai deosdesengordurar, depois torna-sea la-
com agoa morna, e estando encbutoi,
mulla se urna escovinba ou pincel na agoa do
vi'iro. niestno fra, e d-se nos cabellos at
que liixui-ni he molliados, tendo o cuidado de
lo deixar pingar na roupa, e para evitar o nao
pintar o rosto unte se o dito com urna pequea
poicio de ...ha. Hitando bom enchutes es-
Irega-sc o rosto com umn toalha e sai-sc para a
ra Hsl.i agoa d-se urna vez por dia, e mu
poucus \ezes precisa de tres a quatro dias. Ad-
verte-se que a lavagem da agoa e clara de ovo
Multas distas molestias sao radicalmente cu- basta so no priineiro dia. Este metbodo he o
mais simples, e o seu resulta lo be o melhor
que lem apparecdo. No lim de quatro mezes
ser bom dar nova applicaco. Eis o metbodo
de tingir os cabellos v as suissas, cujo metbodo
arompanlta os vidros.
Vetide-se na ra do Queimado lojas ns. 31 e
33, preco 4*000. (20
radas r todas allivi.nias coin aquella celbreme-
deciua popular lo Dr. Snrll r as pitillas vrgr-
laes il<> Dr. Brandreth.
Recomraeiidainos a iodos os doentes pois
nao requer resguardo algum. Na Inglaterra e
nos Estajos l. nulos estas pillas teeni sido o ni-
co remedio dr multas familias por longo tempo,
tirando sempre o desejado lim, restabelecendo
a saudc.
---.-/


4
Pedro Jos Fernandos.mestre allafate, m> 2N* r - ..... '- *- -*-- '---- ii. i r i e muito em conta. *
ra Imperial do aterro do Alogados; a_vendem-se saceos com fareiio pelo mo_
(i tratar na ra do Crespn. 11 com dco prego de 3/ en. ; na ra da Senzaiia_
dou al..a para a ra do Vlgariu CaBd n. 21 otamos na rui da \ ur m, c mtinui -se a f
primeiro andar, e prometi servir b-m a todo) com a niiui prest ) q p-rf^ici i machinas d
os mus (roguetea coro pronapttdio. todas a- quatidadei e tamsnbos como sejo
Na ra de S Rita Nova casa n. (H. tem 1 machinas de v^p ir pura emrenhos, barcas e ser-
quem lavo roupa de sabio varrella. e eogon) rarias, &&, m isndas de caima de todas as qua-
me por prego commodo responsabilisando->e h ladei serrana- e qualquer peca para as mes-
pelas Taitas.
Quem precisar dpuma rnuII.it para ama de
casa de bornean sol tetro ou casado de p lea
familia ; vai a ra da Seotalla*fOlha n 25.
Aluga-ie um soto proprio para homem
solteiro ; na ra do (ueimado n. 52.
Francisco Joaqun (lardoso embarca par..
o Itio de Janeiro 3escravas.8endo.uma parda de
nomo Mara, e duas pretas cri tulas urna le
nome Januiriii, p ir con! i de Vnt mo J '-e Bar
bosa Vianna da cidade do Ico, e a nutra de no-
me albina, de conla de Joo Antonio Garoia,
do Cear.
Deseja-so fallar a algum habitante de .Mul-
to Grosso, e Goiat, que estaja nesta praga, e pa-
ra o que haja de annunciar a sua morada para
ser procurada.
Na ra Direita, venda n. 39, deseji-sa fal
lar a dous irmaos Portugueses por nomes Co-
leos naturaes do lugar de Roscas, Cooselho
de Aregos.
ONAZARE.NO N. 87
Est a venda nos lugares do costume.
O VERDADEIRO REGENERADORN. 16
Est venda nos lugares do costume.
1 Perdeo-se meio bilhele da presente lo-
tera da matriz da Roa-vista, do n. 1117, o qual
tem no verso as Qrmas de Joio de Siquuira Fer-
ro, .Maiioi'l Jos Nunes Guimaraes e Pedro
. Formoso quem o achnr, guaira entregal-o na
ra do Queimado n. 11 que se gratificar e
previne-se ao Sr. thesoureiro para que o nao
pague. (8
i Na ra do Padre Floriaono n 43 preci-
sa-se de urna preta, ou um moleque, poralu-
guel que saibo v.mderna ra ; e tambem se
compra um escravo, ou escrava, pur preco com-
modo. 'o
1 Precisa-se dd um mestre para eosinar
primeiras leltras, e de um feitor pira um enge-
nho distante desta prava 1U legoas ; quem os-
tiver nestas circumslancias annuncie para ser
procurado, ou dirija-se a ra Direita venda
n. 32. 6
t Aluga-se, ou arrenda-se a casa torrea da
ra do Mondego n. 46, com quintal, cacimba,
chaos proprios, e rende 10/ rs. mensaes ; os
prctendentes para qualquer das cousus, dirjan-
se a ra da Cruz armasen) ou assucar n. 54 .
que se dir com quem se deve tratar ; no mes-
Dio arm&sem vndese um bom cavallo, di' b.ms
andares, e tambem serve para carro, por ser
granle, o he barato ,'.)
1Futiiaodo aballo assignado no dia 5
do correte um chapeo de pello com galo de
ouro, urna sobre-casaca de panno azul rom go-
la, canhdes e vivos encarnados, e tambem guar-
necida do mesmo galo una calca de panno
preto e dous lencos de pescoco, ludo parteo-
ente a pagem ; roga-se as pessoas a quem es-
tes objectos lorem offereciitos prevmo ao
abai^o assignado pelo que Iba Acata obriga-
do. Jos Juaquim Coelho.
1 Aluga-se urna casa terrea na (ravessa
do Marisco com bons commodos
esquina do Livramcnto n. 1. (3
i Tendo de ir a Inglaterra e consequenle-
mente de retirar-se por pouco lempo desla ci-
dade, Frederco Sauoders, socio rente nesta
cidade da casa commercial de Me. Calmont&
Companhia declara o mesmo Frederco Saon-
ders, que a dita casa commercial continua inal-
teravel o seu sommercio sob a mesma firma e
sem algum altcraco na sua curta ausencia,
sendo gerente o Sr. Cailos Thomaz Po'ngdestre,
e na sua (alta o Sr. Carlos Jost; Astley, os quaes
se acho munidos de plenos poderes para este
fim com sufh lente procuragao. 10
2 Aluga-se o armasen) do Passelo Publico,
junto da loja de chapeos de sol ; os pretende;.-
tos dirijo-se a loja du viuva Alfonso $ Com
panbia na ra do Crespo que achatad com
quem tratar. d
2Pelo presente avisa-seao respeitavel pu
blico que a fabrica de papelaodas Cinco-pon-
tas n 80, acba-SC mudada para a casa n. 33, da
mesma ra aonde se acho promptos para
mais de oO massos de papiio de difieren tes n-
meros, o mais bem fabricado do paitje na mes-
ma fabrica compro-sc efectivamente aparas
de papel papelo livroi, e toda a qualidade
de papelo e papis velhos pagu-se a 3 pata-
cas e meta a arroba e a maior preco segun-
do a qualidade do papel. y
2 Desappareceo ha poucos das, do pri-
meiro andar do sobrado n. 65, na ra Nova, um
cordo grosso ha bem di er grilbio de ouro ,
mas barcas de ferro de todos os tamanbos,
'lombas e canos da ferro, varandas, columnas,
p ulaes. Roleiras, guarda-port.-s, fogSe e em
e se fazem em semelbantes estabelecimentos na
Europa, Na mesma fabrica auha-se um sorti-
nento .lo in chinas de vapor da melhor cons-
trueco p issiyel e moendas de canna de to-
dos os tama nhoB e allomas de nova invengan
tudas com aquellos melhoiamentos que a
lunga pratica nesta protloeiatam mostrado se-
rem indispensaveis tachas, machinas de moer
mandioca, de invenco desta fabrica, que pela
grande exlracco que tem havido, bin mos-
tra o bom elfuito que Taz arados carros do
uni, boceas de forno e de (irnalha crivos pa-
ra ditas, mangas de carroca, serras grandes de
ac, urna bomba de lorca (Brarkma,1 para pren
sa hydrauliea, ou para provar canos de ferro ,
e miiilos outros objectos desta naturosa ; a boa
qualidade de todas esias obras hegarantida. (25
2Alua-se urna grande casa na ra do Vi-
gario n. 3, taiveza maior e molhor, que ha no
Recite ; quem a pretender, dirija-se a ra do
Collegio n. 2, onde se faz o ajuste. 4
2 Desencaminhouse o bilhete inteiro o.
-Vil da qu.iria e ultima parte da segunda nova
latera da matriz da Boa-vista ; quem o tiver
achado faca o obioqulo de entrgame ra do
Torres n. 18, visto de nada poder servir,por es-
tar previnido o Sr. thesoureiro da mesma lote-
ra e o aonuncante ter provas sulicientes em
cjinolhe pertence. 8
2 O Sr. que levou um oratorio de (landres
para vander o qual se nocomprou pelo seu
mo estado de imperleico na loja de pintor a
vidraceiro, na ra das Cruzes n. S queira
quanlo antes mndalo buscar do contrario se
nao responde por qualquer prejuiso que possa
haver. (7
2 O Sr. que encoinmendou H figuras de
gess, envernisadas pode mandar buscar, que ,
iu muito lempo, se acho promptas. (3
2Antonio Das Siulo usando du sua pru-
dencia, declara a seus devedores da cidade de
Ollnda, llie venho pjgar oque Ihedevem, pois
que lempo sulliciente ibes luoin sido concedido;
do contrario passar a executal-os judicialmen-
te e publicar seus nomes nos jornaes desla ci-
dade. I Justa forma ficara vedado aos incautos
Harem seus elfeilos, que alm de os nao recebe-
rem leem de faierem grossas despezas em ca-
noas em idas e vollas. \\q
2Caelano de Assis Campos embarca para o
Ro de Janeiro as suus escravas Izabel, de naco
Rebolo e inedicta .j
3Precisa-se do um caiseiro para padana ,
que tenha chegado prximamente, e como tam-
bem de um pequeo para ajudar em um venda;
quem es ti ver nestas circumslancias dirija-se
ao pateo do Hosptial, na venda por baiio do
sobrado n. 10, esquina que vai para a Floren-
lina. {7
.'iDomingos Duarte Souzs Rodrigues reti-
, ra-se para fora do imperio. (3
3 Airenda-se um sitio com sobrado na
estrada de Belem o qual tem muitose diver-
sos ai voredos de frut^ e pastagein para 20
vaccas ; urna olana com casa para residencia
dorendeiro, e muito commoda com grande
.limasen) dodcp;sito de maleiiaes o qual se
pode transferir para urna grande padana; na
ra da Gloria sobrado o. 59. ,8
3 Aluga-se urna caa de dous andares e
sotio com armasem, sila na ra de Apollo n.
7, ha pouco lempo acabada, assim como o se-
ducido andar de outra na ra do Amorim n. 70,
esto todo pintado, e com inultos commodos e
tem maifl um soto ; quem as pretender, diri-
ja-se ao pe do trapicha do IVIourinhho, arma-
,!':u de asaueai de Silva ^ Antunes. ;8
8 LTLB1A DO GADELUPE.
A lotera do Guadelupe que fra preterid.1
no andamento ue suas rodas pelas de S. Pe-
dro Martyre Iheatro, deve correr impreteri
velmente no da 15 de Marco, como por S.
'\. o Sr. Presidente da proincia loi confir-
mado. Os blhetes esto venda as lojas de
cambio na ra da Cadeia do Recie na de
miudeas do Sr. Fortunato praca da Uniao ,
na botica do Sr. Mourcira Marques em S.
Antonio na botica do Sr. Couto largo da
Uoa-vista a finalmente em Olinda loja do Sr.
Domingos nos Quntro Cantos. ("13
Na ra dasTrinehpiras casa terrea n 25,
Benlo Jos Silva Magaliaes.
C 0 M P R AS.
2 Comprao-se diarios velhos, a 720 rs. a
arroba ; na ua da Senzslla-velba n. 93. .2
VENDAS
.Va loja de F. Duprat, na ra Nova n. 7
I Vaodein se sarjas pretas, lisas e lavtadas,
rendas de Franca pretas e de todas as larjris ,
tarlatana lisa, lavrada, da cuadros o de listrss ,
branca e de cores, da modk, cassa de 13a muito
superior, azues e rosas. (6
iVende-se um moleque de idade de I an-
nos de nac5o Benguella muito lindo, com
principio de cosinha; um dito de iS.annos .pti-
mo para todo.o servico ; um mulatinbo da 12
annos proprio para pagem; um ditodn 16 an-
nos ; um escravo de naco bom canoeiro to-
dos de muito boa conducta, o que se afflaoca;
na ra Direita n. 3. (8
1 Vende-se urna cama de angico orna mar-
queza ecadeirasem bom uso ; na ra de Agoas
verdes n. 86. 3
RAPE DO PRINCIPE
DA
FABRICA DE GJSSE.
1Vende-se as oitavas, na Boa-vista lojas
dos Srs. Caelano Luiz Ferreia e Thomaz Perei-
ra de Mallos E lima; bairro de S. Antonio as
dos Snrs. Bandeira Jnior, Vicente Jos Goen,
Jos Pereira Arantes, Victorino de Castro Mou-
1a, Victorino Guimaraes Francisco Joa-
4ui 111 Duarte Juaquim Jos Lody Corroa &
Freilas o Menezes Jnior; no Recie, Guedes e
Mello, o Antonio Gomes da Cunha $ Silva. Ci
Vende-se, por preclso e preco commodo ,
urna escrava de naco, por 380/rs. de idade
do 25 annos, pouco mais, ou menos, lava *de sa-
bao e varrella, cosinha o ordinario de urna casa,
he muito sadiae diligente para todo o mais ser-
vico, estando na ra ganha '18O rs. por dia ; I
berco anda em bom uso com seus cortinados;
no pateo do Carmo n. 1k ; assim como aluga-se
metadede urna casa a urna pessoa capaz, com
pouca familia
Vende-se um cavallo de sela passeiro e
bom galopiador ; na ra Bella n. 30
Vende-se um transelim do ouro para re-
logio com seu passadordo mais moderno gos-
(o por preco commodo ; na ra larga do Ro-
rario n. 25 loja de miudesas.
2Vende-se um cavallo, que serve para car-
ro, e qualquer outro mister, por mdico pre-
co ; na ra de S. Amaro n. 10 o
2Vende-se um molecote carreiro e traba-
Iba de ruchada um pardo de meia idade, que
trabalha deenchada trata de gado e tira leite,
pur prego commodo ; na ra de Agoas-verdes
n. 70. (5
2 Vende-se urna preta crioula de 40 annos,
lava bem de varrella cosinha e be diligente
no servico de casa ; na ra do Hospicio n. I ,
onde tem venda. (4
2Vende-se na ra da Aurora n. 4, casa en-
carnada, dous pretos crioulos'do campo, sendo
velha n 138. (3
4_ Vende-se superior farinba noa de S.
Catharina ; a bordo do brigue S. Manoel Au-
gusto fundead.i defronte do Trem ou na ra
de Apollo n. 18. i
8 Vende-se sal de Lisboa em grandes e pe-
quenas porgos ; na ra da Moeda armasen
o. 7 (3
6Vende-se urna parda de 26 annos sem
vicios nriii achaques, eimomma bem liso, cose
cosinha lava e he muito diligente para todo
o servigo de urna casa e muito carinhosa para
meninos vende-so por preciso ; na ra do
Livramento n. 33. (g
6Vende-se chocolate fino a 7500 rs a ar-
roba ; no paleo do Gormo venda n. 2, da es-
quina da ra de Dorias. (3
Vendem-se chapeos de maca
fraucezes de elegantes formas, e
prova d'agua, superiores guarda-
soes pretos e de cores as mais lindas
que se tem visto; na ra do Crespo
lojan. 11 de Bento Jos da Silva
Maga I lia es.
\ende se polassa russiana de
superior qualidade, por ser no-
va ; na na da ( adeia velha, arma-
zem de assucar n. 12.
Pianos horizontaes e de ar-
mario de ptimas vozes, ltimamen-
te chegados e por varios pretos; em
casa de iValktnam & liosemund,
na da ( ruz n 10.
Na ra do Crespo, loja n. n,
de Rento Jos da Silva .\la<;ilhaes,
vendem-se ricos cortes de seda da
Escocia, brancas pretas e de cores,
sarjas, pretas napolitanas com lus-
tro de setim maco, sarjas pretas
dita hcspanhola lisa e com llores,
setim de Maco preto patente, ticos
pretos de toda- as larguras e muito
finos, novos cortes de tarlatana com
listras avelludadas, gostos anda
nao vistos e em cortes de 8 1/2 va-
ras, e outras muitas fazendas de
rosto, e por preco commodo.
^ Vendem-se na ra Nova j\.
12 ptimos brins para calcas de
bom gosto, e lindas mantas escoce-
zas, alm de butros mu tos objec-
tos de moda ltimamente chegados.
___________________________________________________I_____________________
ESCRAVOS FGIDOS.
3 No dia 2 do correnle, ao anoutecer, fugio
da ra do Brum um preto de naci Costa que
um vaqueiro. (3 I representa ter 40 e tantos annos do idade es-
2Vende-se urna escrava de nagao, de booi- (tutura alta paitos largos bstanlo lorie, den-
la figura, de '20 a 2) annos, cosinha, engom-' tes limados e pretos nao tem signaos de sua
ma, cose, lava, e he quitandeira a vista do
comprador se dir o motivo ; e outra dita pro-
pria para campo; as Cinco-pontas n. 20 (5
2Vendem-se saceos com alqueire da me-
dida velha de arroz de casca ; na ra da Cruz
0. 51. (3
nago, da por nome de Antonio he bastante
bugal ; levou camisa o caigas novas de algodo-
sinbo da trra; tambem tem urna leri ia em um
dedo das maos ; quem delle tiver noticias, e o
capturar, pode dirigir-se a Fra-de-portas, ra
do Pillar casa 11. 132, que ser generosamen-
2Vendem-se dous pares de esporas de la- ll' recompensado. II
to modernas ; um brago de balanga grande I 3No ia primeiro do correte fugio o pre-
com conchas e correles de ferro ; urna porgo to Miguel de nagao Benguella, de 27 annos,
decaixas vasias do orto ; as Cinco-pontas | alto, olhos grandes rosto chelo, bastante vis-
n. 100 ; todo o negocio se far. 5 toso, barba regular, he ganbador de ra e so
! fazrm-se bolinhus de todas as dualidades nara
por ter as argolas saltas urna lisa eoutradvra- rh:, k,,,,^, ,." ^"""I
da, petando 18 a 20oittfv.s,e como se suppd- ^**jV* queques de mandioca,
ter sido lurtdo roga-se portanlo a todos os l0'td'e de UUlr". n,mt" 9".
ourives e mais pessoas a quem Ibes lor apre- Z ?L\. tn7? ^ "Th"" ^al,ddeS de
sentado para comprar o nao compre m e se oM- flS '.^ZZ CSB ^ 8 (lualldadlde
verem comprado, hajao de o pari.cipar na casa t0stura-' tant0 para ,,mem como "* senh-
cima, que Ihe sera entregue o que tiverem
dado por elle guardando-so segredo da pes-
soa que o tiver vendido. 10
2Aluga-se urna casa terrea na ra at/ai da
matriz da Boa-vista com duas salas (; cuar-
tos corredor ao lado cosinha fra quintal \
ra ludo por prego mais commodo do que em
outra qualquer parte; na mesma casa precisa-
so alugar pretas para vendeiem bolinhos pa-
Kando-sede vendagem quatro vintens por cada
pataca.
Aluga-se urna elegante casa
murado; a tratar na ra da Aurora n. 58 (i terrea limito fresca e com bastantes
2 Francisco de Paula e5 tuguez, retira-separa oBio de Janeiro e le.a ommod<* para una lamilla, ten-
(ous escravus Joaquim e Domingos. (3jio ijuatro ijuai tos, duas salas cozi-
2 Vendem se remos de madeira do Brasil ,
todos de qualidade de boiar, lavrados e em bru-
to trogo e estopa de linho ; urna rede do ca-
maro, nova ; em Fora-de-portas, ra do Fa-
rol n. 57. ;5
3 Vende-se farinha muito superior ,-com
saccas e sem ellas; na praga do Corpo Santo
n. 4. (3
3Vende-se um cavallo rugo, muito bom
carregador e esquipador e muito novo ; na ra
do Queimado loja de ferragens n. 30. (3
3 Vende-se a casa n. 10, da ra da Con-
cordia por prego commodo ; a tratar defron-
te da ribeira da Boa-vista n. 66. 3
3Vende-se um sitio na Vanea no lugar
Corredor de 8. Joio o qual delta o lundo no
rio Capibaribe e tem arvoredos de fruto ; um
sitio na Ibura com Ierra foreira ao sitio Allc-
mo dquelle lugar ; urna escrava da Costa ,
de bonita figura e de 22 annos de idade ; na
ra da Clona sobrado 11. 59. |"
3Vende-se urna escrava moga sem vicios,
nrin achaques propria para todo o servigo; a
tratar com Manoel Gomes Viegas na ra do
Crespo. (4
CHARUTOS BEGALIA
3Na ra da Cadeia do Becife n 46, ha sem-
pre um grande sortimento deste genero pelo
mais barato prego possivel 4
3 Vendem-se dous pianos horisontaes de
boas vozes, e quasi novos; na ra do Collegio
-emprega em lavar casas ; loi escravo de Anto-
nio Das Cardial e hoje he do abaixo assigna-
do ; quem o pegar, leve a botica n 10 da ra
estreila do Itosaiio ou no segundo andar do
sobrado da esquina da ra larga do Rosarlo,
quesera recompensado. Jos da Rocha Pa-
ranhos. 1
Na manhaa de 5 do crtente desappare-
ceo um moleque de idede de 12annos, do nagao
Gabo, alto, secco, bonita figura olhos vivos,
um pouco risonho, tem entre as sobranselhas o
signal de sua Ierra, tem os ps cheios de cravos,
motivo por que Ihe custa andar; levou caigas
azues e camisa do chila tambem a.ul e de qua-
dros tem por costume de andar com a camisa
por fra das caigas, por detraz e amarrar estas
adiante, em lugar de abolual-as; ha toda a des-
conlianga, que o dito moleqne loi lurtdo des-
de a padana franceza do Atierro, at a praga da
Boa-vista ; levou urna tina pintada de azul e
arqueada de Ierro, com algumas compras ; pe-
de-se portanlo as autoridades policiaca e cupi-
taos decampo de ppreheoderem o dito escravo
aonde elle apparecer; assim como se proceder
com todo o rigor da le contra qualquer pessoa,^,
que o tenha oceulto e no caso de o pegarcm,
pdem leval-o na Capunga sobrado novo, ou
na ra da Senzalla velha 11. I3S, que ser gene-
rosa mente recompensado. (20
pern; typ. de m. f- de fama--184o.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EUXJI427D_EYQ0H1 INGEST_TIME 2013-04-13T02:28:16Z PACKAGE AA00011611_05529
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES