Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05528


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Full Text
Anno de 1345.
Sexta Fera 7
O Rl iiI-' lodoioe ilm qae nao forrin eant.fica.-.n o preqo da taeiRnatura
*,, de l.ei mil rs. por quartel paeos adiania.loa Os annunoio*.loe iiiifuinni sao inserido,
a raaio de '.'0 .fia por liana, i" reia em Irpo differenle, e as repeticea pela amelade Os
a, nao lora assignaat'l pago () rejspor Imlia, 1 (id e lypo lilTerente, po cada publicaco
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
jiim- 'maajfBa|aa|a0daa* aexiaa fairaa.Rio Grande do Norte, oheja a 8 e 2 par
,- 41. ( 11 i ilda.'.ada rar-i Garaahuna Homlo a IJe 4da caila aiei loa-rala a Fio
'.S '" '.idane da Victoria quintas Cairas. Olioda todos os diaa
DAS da semana.
-j Sc i. lemele io. Aud do J de da 1 .
4 Caro- Casimiro. Ral aod.doJ. da l). 5 Cu.ru Thiofilu. And J da 0. da 3 r.
i Quii. Olegario, ud do I da I) da 2. T
7 Sea, a Peipelua. Ad. do J. de D.da I. va.
H Sah a Qui'tillo al. aud do J .til '! v.
I) ion 5 da quarcsma a Francisca K mana
r. iMBasaic m!wiawuviKUi~AcaKiM.sz&a
de llardo.
Anno XXI. N. M*
BEL... 1... V .
axiiiijna; Jt ia^"-;;a*aBBaaBBaaa*"aBBaaBaBl
Xo.u aj-r utpaaue da aoa airaos, da nfttja pru.ii.ii::-. saostatagO, e energa : eB-
unueaaus aoo prinaipiaaoa imiu.ii aponitiioa eua admira.ao entre aa na-'uee maia
J ulna, rrocami. i Ha laalaibl" '-ral lo llalli.
casaaioi Bu o w KAyo.
CaHOiotasbra Lunure '-'5 1,2 Our--.Uoe.ia de 6,l*i
Feria i7S rea por fpnco
Lisfioa JO por fu da praai,,,
1 '!.-,* iMf aupar
Idssa da ivtrae de boaa hr--.s 1 purojo
compra tenda
17 -.'u i7,i
a. i7.Uuu 17,40
a la .IMK i.***1 5l)
Cr,..-.-...=aa- I." 2 0M
. r-.ao.cotu".re. 1.W *0j
. !o.a.aa.caiioa l,uO .."SO
PMASrS DA LA NO MEZ DE .MARCO.
L< anoaa a S as 4 h a 17 m. .1 man. La u ala a Sss6 1 ras a S!) asi da (,
Creecenie a 15 aa j 1 horas e J Ha tarde I el>n, .unta a 20 a J 'ora a 11 ain la I
/'roa-tar st I o .
P ns.ira as .1 horas 4 .' a da Mana I Segunda as i horas e <> minulos da I
-sssiaaiacaerssr-.-z.irT.-- r.
.....
DA
PiT- iattiTi~--*n:*ggiT'saTO a i ,^r,., r -tynv.s:' -"**E*aBi.a; i':_gs'j;~R i-.-, x -,- i. >:
PARTE OFFICIAL.
COMMANDO DAS ARMAS.
O brigadeiro conimandantcdas armas manda
que seja rcbaixado asimples soldado o 2.'sar-
gento do 2." batalho de artilharia a p Francis-
co Felfa de Menczes, e relaxado da prisiio, em
que seacha, por baver espancado o soldado Joa-
quin los de Santa Auna, estando este embria-
gado; o que ht: expressamente prohibido pelo
t, 12 cap. 23 do regularaento de 1783. Quartel
general na cidade do Recife i de marco de 1845.
Antonio Correia Seara.
Sendo preso por ser encontrado hontcm pelas
10 horas da noute, na ra Nova o soldado do
qiiarto batalho d'aililharia a p Ignacio da Cos-
ta Carvalho estando de guarda na cadeia, Vine.
o mandar castigar eom aquello numero de chi-
batadas que julgar conveniente, por st haver
o iliin soldado ausentado da guarda como Ibi
prohibido eni circular de 15 de levereiro ulli-
IU0, Dos guarde a Vine. Quartel general na
eidade do Recife, 5 de mareo de 1845. Antonia
Correia Sidra, Sr, Isidro Jos Rocha dohrasil,
caplto coniniandante do 4." batalho d'artilha-
ria a p.
Circular.-Sao couvidados para conjunclainen-
te eom o Exin. Sr. presidente acoinpauliarem a
trasladacao do Sr. dos Fassos da igreja de S. Fr.
Pedro Goncalves para o convento do Carino, boje
pelas cinco e nieia horas da tarde e amanhtia
as quatro horas em ponto para a procissao todos
os Sis. olheiaos das tjuatro classes do exercilo ,
e da extincta 2.a liuha.
Quartel general da eidade do Recife, (i de Mar-
co de 1845. Amonio Correia Sidra.
!"*
PWRXaMBCO.
ASSEMBA PROVINCIAL.
CONTINI'ACaO DA SESSAO DO DA 5 DE MARCO DE
1845.
Priineira discussaododrojecto n 1 de 1841, e
que diz assim:
Aassonibla legislativa provincial de Pernain-
buco resolve :
Arl. Fica revogada a lei de 18 de abril de 1838
na parte smente que aulorisou o presidente da
provincia a engajarengenheiros estrangeiros,
Paco da assembla provincial de Pernambu-
to, 3de marco de 1841.l'eixoto dirUo,
Foi regeitado
Priineira discussiio do projecto nu 2 do inesino
anuo, que he o seguinte :
A assembla legislativa provincial de Pemain-
buco resolve :
Artigo nico. Fica revogado uartigo 31 da lei
delOde junho de 1835 na parte smente que
aulorisou o presidente da provincia a engajar
eoinpaiihiasde arlincese trabalhadores estran-
geiros.
Paco da assembla provincial de Pernambu-
co, 3 de marco de 1841.Peixolode brilo.
Foi regeitado.
Priineira discusslodo projecto n 3 do inesiuo,
que se exprime desta maneira.
A assembla legislativa provincial de Pernaiu-
lnico resolve :
Artigo nico. Fica revogado o artigo 36 da lei
do orcaniento provincial (le de malo de 1840
na parte smente, que cousignou aquantiade
4:000/ rs. para seren applicados a organisacSo
da estalistica provincial.
Paco da assembla provincial de Pernambu-
co, 3 de marco de 1841.Peixolode trilu.
O.S'r. Taques:Sr. presidente, propr a revo-
gacaode un contrato solemne seria cousa con
tra todos os principios que saneciono obriga-
.oes entre as partes contratantes, nein poderla
ser honroso para a provincia; poriu, tendo a
questo, que se nos oll'erece, tomado una face
un pouco particular, eu apresentarci casa a
mancha, por que ella se colioca em meu espiri-
to Sr. presidente, determinar que se confec-
cione a estalistica da provincia he no meu en-
tender cousa iinpraticavel, cousa que nao pude
ter nenhltia resultado : a estatistica pode tomar-
se em dous sentidos; ou quanto aos trabalbos
emque se verilicao os fados nasociedade sobre
osquaes se base alguma conclusfio geral, ou
entao pelo complexo de coiicIusiks que se tirao
desses lacios. Como quer que seja porm,a es-
tatistica no segundo sentido baseia-se realmen-
te nos trabalbos de priineira nrdein, como acon-
tece a todos os trabalbos scientieos que se fun-
da eui observaces; a estatistica pois nSo pude
duuinpasso, snt(|ue baja a liase verdadeira,
que sao os dados estatistieos; e he tao impossi-
Nciforinar estalistica, sem d;idos, aluda 0 ho-
in?lfc mais hbil do mundo, como he ao mais
hbil pbysico determinar qual amedia do peso
doar, ouo estado da temperatura, sem a* ob-
serrafbes precisas; por mais hbil que seja o
encarregado destas comiiiissdes nada far, por-
que sao materias Hlhas d.is observaces dos lac-
ios passados, e sem os iiuaes nada se faz; por
tanto, Sr. presidente, o que importa he que se
determineni os meios de se obtereni esses da-
dos, esses documentos; mas determinar, que se
facSo eslatisticas de repente, lie querer eonic-
c.ir por onde se devia acabar; por consegulnte
a deierniinacao deque se confeccione actual-
mente nina estatistica da provincia he un dese-
jo inipraticavel, un dtelo sim milito louvarel,
mas mu desejo que na nimba opimiio se funda
Pin um erro; pode o digno magistrado encarre-
rado de confeccionar a estatistica da provincia
(pessoa cujos talentos e Ilustra, ao eu folgo
milito de reeonheeer ) appresentai' erudicao,
mas nao estatistica da provincia, por que nao
pudendo elle fa/.er nada sem dados, faltando es-
tes, nao pode tirar as suas conclusOes para a
provincia; e en ja disse, que a estatistica he
urna sciencia que repousa toda na observacaa.
e em materias de obse vacao no se pode fa/.er
mais do (pie ver o que c\isio;qnanto ao passado,
se nao Ibi fixadoem documentos nao pude mais
ser reslabeleeido, he perdido. Insisto pois em
que poderemos ter una estatistica, em que se
traga multo principio, umita dotrina enoces
eslatisticas geraes, mas estatistica de Pe 11:1111
buco mis nao teremos; e tanto isto he assim que
o administrador da provincia, continua em sen
relatorio esta niiulia opiniao. porque diz, que
elle teni concedido o praso deduiis almos para a
concliisao desses trabalbos, mas que Ihe parece
que anda ein oulro mais longo, a estatistica
n;io poder.i ser concluida, e eu digo que nein
daqui a 8 ou 10 anuos, a continuare 111 as cousa*
pelo inesiuo modo, por quanto vejo, que a lei
da reforma judiciaria, que cstabalcceo al-
guns meios jiara se obter a estatistica cri-
minal, anda o nao pode conseguir, por que
at boje, nada teten, feito ueste sentido, nao
teten, dado umpasso : orase para a estatistica
criminal para a qual se te dado providencias
em urna lei, e em um regulamento limito bem
elaborado, nada se tem feito, que esperamos
obter dos outros ramos -da estatistica social .'
Por eerto, cousa nenhuina; e a prova desta as-
ser9.n0 a reforcarel eom um exeuiplo : o Sr.
Balbi, dispestoa muitointelligente na materia,
ensaiou a estatistica de Portugal, mas que se en-
contra nos seus escriptos ? Kncontra se mili la cou-
sa de estatistica geral, de historia de Portugal,
mat de estatistica de Portugal nada, ou muito
pouca cousa ah seacha.
Entendo pois, Sr. presidente, que estalis-
tica de l'ernainbuco actualmente he hnpossivel
de confeccionar, nSo pode ser elaborada por
uingiiem, eom elementos tao incompletos (-de-
fectivos nao se pode approsimar verdade, uo
se pode apresentar um trabalno, que tenha al-
gun grao de autoridade em relaco a provincia,
oque he preciso pois he, que demos meios pa-
raque se criem os dados neeessarios eom regu-
laridade eexactido,etta he ininha opiniao a cerca
da materia. Todava o contrato foi feito eom pes-
soa muito intelligente, e se algiiein l'osse capaz
de levar ao fin esses trabalbos elle o seria.
Nestascircumstancias, Sr. presidente, cu en-
tendo que alientas as raides expostas poroen-
carregado do trabalbo alguma prorogacao se
devera dar ao praso do sen contrato; mas nao
posso concordar naqiiella (pie se Ihe tem dado
de dous anuos, por isso que mo se tirando d'a-
hi no meu entender outra ulilidade que nao se-
ja aquella de chamar a attenedo publica sobre
este ramo tao interestante de conbeciinentot,
esta vantagemser mais (pie contrapesada pela
in influencia dequalquer remissSo para a ad-
inlllistracao, nao vejo ra/ao neiihiima de ulili-
dade, nein d'equidade para inamitencaodo con-
trato, para a concesao de mu praso prologa-
do tao longo, sugeilaiido-se a provincia a un 1
ubrigac.'io iudelinida. N;io quero que se rescin-
da o contrato; porm se se houvesse de tomar
COnhecimentO desta prorogacao, eu apenas con-
cedera una prorogacao muito mdica de (i me-
ces para a coneliisao desse Irabalho, mas se nes-
se lempo mi fosse concluido, cu acabara o
contrato, nao concederla nunca urna proroga-
cao longa de dous anuos, tanto mais (pie, como
j disse, nein em (i anuos poder coucluir-se
esle irabalho; esta he a ininha eonviccao.
Sr. presidente, nao mando emenda alguma
substitutiva ao artigo que se acha sobre a mesa,
por (pie entendo que nao he occasib opiiortu-"
na para applicar o meu pensameiilo, quiz ape-
nas nao auiorsar, volando silenciosamente con-
tra O projecto, a que se desse a ininha iuleiic.in
urnaextensfioque nao tem: agora sem appro-
var o que se tcni feito posso votar contra o pro-
jecto.
0 Sr. Macirl lonleiro: Sr. presidente, eu
don o meu voto de regeico ao projecto por
motivos muito (librenles daquelles que fro
apresentados |ielo precedente orador ." r. pre-
sidente; un contracto existe, he verdade e Ibi
prorogado o praso da SUa duraeo, porque a
pessoa encarregada desse irabalho de que he
objeclo o contracto, represenloii que motivos
bou ve rao para que elle nao podrsse terminar os
seus af.izeres, objectos d servico o desviro
driles. cominiSSOes extraordinarias ipie Ihe f-
1 .ni incumbidas o privaro do tempo que ihe
era inster para examinar os documentos neces-
sirios para asna obra, e por sso fallou. esle
lie o caso em que se aehou a pessoa encari egaila
da esiatisiea : fui incumbido da presidencia do
Mamullan que Ihe tirn lempo, e por eonseguin-
le estes motivos er;io justos para o contracto
subsistir, e nao ser rescindido porm islo he
0 menos, porque o ni ais he eu lio poder eon-
roidar eom as ideas do nobre dcpiitado a cerca
de estalistica, mesuio mo sei se o nobre depl-
enlo se contradisse de alguma forma no sen
discurso, parece-nie que elle envolve alguma
cousa de contradicc.no, porque reconhece que
lie materia de siinima dillieiildade, he empre-
sa cima de todas as Ibrcas humanas, (ao menos
ueste paiz) e todava quizera corlar o praso que
a presidencia acaba de conceder, querendo que
sii se desseiu (i mezes ; mas eu pergunlarei ao
nobre deputado, como sendo a empresa (como
disse] cima das forcas humanas, quer privar .1
provincia de, visto nao ler 0 boill, ter ao me-
nos un' principio.'
<) Sr. Taque :Para nianler o decoro da lei.
0 Sr, Mu ti Monteiro : Manter decorosa-
mente a lei em que foi o decoro da lei oll'en-
ddo'.' (pial fui a oti'eiisa que se Ihe fe/..' I'.u
nao COinprehendo O nobre deputado; apenas
vejo que um cidado foi encarregado da esta-
tistica da provincia por nieio de um contrato .
e no (pial se eslabeleceo o praso de dous anuos
paraaultmar.o desse irabalho ; dentro desse
tempo foi elle afastado desse irabalho por ob-
jectos de servico publico nao esleve na pro-
vincia, esteve lina, logo fallOU-lhc esse lempo,
pedio e fo-lhe concedido ; aqui nao ha oHllSn
de le : ora de mais nos paizes mais adiantailos
lem-se levado 10 20 anuos a concluir esse ira-
balho ; na America do Norte Ii vou-se muito
lempo na Franca e na Inglaterra anude as
eslatisticas se acho divididas nSo forao ellas
obra do momento, forao fraccionadas para a
sua mais prompta conclusao ; em Franca ha ,
por exemplo a estatistica linaiiceira a esta-
tistica couimercial &c. nulo isto se fes mas le-
vou muito lempo. Sr. presidente, o contrat
tem sido mantillo da parte da presidencia c
do encarregado do irabalho quanto he possi-
vel inanler-se,e iienhuina lei foi ollndid.i eniseii
decoro : de mais note-se que a fazenda publi-
ca nao soll're onus eom essas piOI'OgaceS por-
que segundo o que sei desse contrato, o cida-
do encarregado desse trabalbo receben um
iiiulo de rs., eom o venciniento porm de Ii por
eenlo de juro para a fazenda publica logo nao
ha prejuiso nenian.....mito mais quando nao
vejo essa inipossibilidade absoluta que o nobre
deputado encontrn porque eom quanto re-
eonhec.i que a esiaiistiea deve constar de lacios,
-^aWllalMama:.? .'.3T
de industria, dt* populacao Ste. para cujas par'
ter do estatistica nada se tem feito Reeonne
co que trabalbos d'esta na tu reza nunca serao
perieitos, porm d'ahi a seren inteirainenle in-
completos \ ai imiil 1 dilli ein a. Disse .. no-
bre deputado que inesmo nao se podendo la-
ser cousa alguma o contrato devera ser garan-
tido : ora en preciso diier aqui que a le] actu-
al que a lei qm ni.induu l.i/.er essa estatistica ,
lie fundada em um principio errado e eu apro-
veitarla a occasiao para acabar coin esta lei ,
que o decoro da assembla exige que seja man-
lida ein quanto as partes eumprircui as suas
'iln gacoes. e quando inesmo por equidade se
houvesse de conceder una prorogacao propria,
nina prorogacao uo longa smente para 111a-
nnlian .ni do contrato c da lei como o pedia o
deero da assembla que por eerto seria of-
fendido se se revogasse immediata ou preci-
pitadamente nina lei que linha sido feita. !\las -
diz-se que 11 encarregado da estatistica nada
tem podido la/el porque 1 presidencia uo Ihe
liirueeeo es precisos docuiiieiitos : e o govcmo .
Sr. presidente, mide linha esses documentos '
ein parle alguma ; nao os pdia dar porque os
nao tem ningueni os prepara, logo exigio-se
do governo inipossivejs daqui pois o que se
segu he que o encarregado da estalistica nada
pude apresentar que se poss 1 cha na i' estatistica
de l'ernaiiiluieo ; e o resultado Ii.iiii de sen Ira-
balho nao sera mu- do que chamal' a ilteiicao
para esta parte da ciencia p s por isso nao se
deve lera provincia porl.uilo lempo na espeeta-
liva. Nao quizera pstorvar trabalbos de utili-
dad.', porm neg esta qun*idade aos de que
Halamos e lemos outros develes ipie preen-
cher Pin beneficio da fazenda publica e para
que se nao liriue a eonlianca lias remissocs ,
tiio funestas a administraban publica. Do que
leuliu explicado se concille que nao houve con-
Iradiccao da uiiulia parle e que demonstrada
deixei a exael iilao das ininhas ideias : e lint to-
na* ao que tenho dito. O nobre deputado tem
umita benevolencia para es. usar a liberdade
que toiiiei (le contrariaralgumas desuaspro-
posicoes.
USr. Mtirirl Monteiro ; Sr. presidente, o no-
bre diputado f.ir-ine-ha una 11 juslica, suppon-
do que eu me ciliado de o ouvir, porque o con-
trario acontece, tenho semprc suinmo gusto em
o ouvir ; mas periuitta-ine que Ihe diga, jnc
para elle se enllocar 1*111 una posieo vantajosa,
uaquella (pie Ihe eon\ ilill 1. devia mostrar a illl-
pOSSillilid ule. 1 111 iue estamos, (le ter docilllien-
los para a coufeecao da estalistica: o nobre de pil-
lado, relerindo-se parle que Ihe cabe mais de
pe 1.1 por estar mais em harmona eom as suas
OU que he o resultado dos lacios eom ludo ve- fUIlCCeS, disse, que .....sino a eslalisca criminal
jo que alguns h 1 e que alguma cousa se p.ide-
r'fazer, queseno tivermot urna estatistisca
perfeita (cousa que uo existe em parle algu-
inr). teremos urna estatistica que nos de em
alguns pontos una ideia do paiz Sr presiden-
te nao queirani.is o Optimismo insta parle,
(piando o nao temos em cousa alguma ; conten-
temo-nos eom 0 que poder ser e por iniui en-
lendo que he pussivel um trabalbo minio lu-
minoso porque a 1 slalislica coniprehciidendo
parles limito diversas, pode em alguma ser
perfeita,como por exemplo que a parte da impor-
t.11.10 pude dar una estatistica perfeita porque
lemos dados para isso; a exportsco esta no
inesmo caso,a prodiii 1 ando paiz, as suas ililli'-
renles industrias pude ser Ir.uada COI1I milita
claresa o consuunno das cidades pude lambeni
ser allcndido a populnco pata esta pal te li-
mos dados si-nao exactos aproximados ; entendo
que a diviso civil pude ser tratada multo sulli-
eienleini ule p assim a divisan 1'Cclcn.ISlca &C.
Portanlo Sr. presidente nao coucordo coin
a opiniao do Sr. deputado, e parece-meque da
era impossivel; pdr ser que assim seja, maso
nobre deputado nao poderia mostrar a inipossi-
bilidade de se conseguir una estatistica tinau-
1111a para a qual ha documentos;sabemos exac-
tamente qual he a exportaeo do paiz, assim
como sabemos, 011 podemos saber, qual he a sua
importa, ao; sabemos exactamente quanto ren-
de.). 011 rende tal r lal imposto e isso tem re-
laco ruin a produc. ao do paiz; logo nao ha ini-
possibilidade em obter os eselarceiineiitos para
nina estalistica fiuauceira que se nao for per-
feita, au menos ser aproximada. I'.lo que ret-
peita a divisan civil. o nobre deputado lambeiu
nao re. (inlii 1 ca existencia de inipossibilidade ,
porque est na uossa legislafo ludo quanto diz
res pe i lo u este poni. V diviso eclesistica
tainbeiu n 10 he impossivel e inesmo sobre a
p.quila au a pai le m.iis importante da estatis-
tica 1.mili.-m temos una base senao exacta,
apro >iuiad 1; logo nao lia, como tenho dito .- re-
ir lulo .1 impossibilidad) que o nobre deputa-
do aehou. ao menos para urna estatistica unan-
. 1 ira ; ora se ha para esta pude ser que lain-
nossa parle devenios l'czer todo oposslvel para | beiu do. iimeulosse a. I11 111 para outra : se por
destruir os obstculos e uo creaf-os : voto
COIltra O proj'CtO que na ininha opiniao per-
uiiit i-me a cmara que o diga.) Ibi o odio e a
paixao que o dictou
haver una dillicilldade em cumprir a lei. se nao
lizesbeni, leis poucas se fario porque militas
teeui dilliciildades p ira a sin execuco. Disse o
e nao o iuleresse publico. I Uobre deputado,que nao ha cscl.u. 1 iuientos, eu
O Sr. Taques :Sr. presidente estando eu
ein opposirao capital nesta materia eom o nobre
deputado nao me admira que elle me ache
ein contradi, an ; 0 nobre deputado toniOU nim-
io calor c nao atienden ao que cslabclcci para
fundar a ininha opiniSo eu disse que a estalis-
tica era unta sciencia que se luiidava na obser-
vaco dos lacios suciai s que sendo assim era
preciso que essas observaces se verilicassein .
que ose irabalho fosse preparado para que se
'oru. cessein dados quelleque houvesse de reu-
nil-OS e d'elles tirar coin luses geraes ; que|S
estatistica sendo urna sciencia bascada em lac-
ios dados COII10 ludas as que se Itindao em pro-
posices e clculos de probabilidade &c nao
se leudo na provincia feito cousa alguma para
obter estes dados nao era possivi I que o Ha-
b I lio que se apres. tasse tivCSSC a g 11111 grodl
inerechneuto e autoridade em relai ao i provin-
cia que era posslvel ostentar tlenlo iitostiai
prudiro mas estalistica de Pernambuco nao
a terianios actualmente nem a teriamos d'ai]ui
a 4 (i. nu s anuos; pois que se na estatisti-
ca criminal pa onde ge tem trabalbado al-
guma cousa nada se pude fazer, como fallar( O Sr. Uanoel Cavalemti: E cu era nada.
nao sei se o Sr. deputado esta muito habilitado
para avancar esta proposiyo porque eu sei ,
que na secretaria do governo ha muitos docu-
mentos a este resptiio, equu o inesmocidado
encarregado desse irabalho os linha particula-
res ; seria pois pruiii ir.iineiite preciso consti-
tuir un exaine sobre 1 sses documentos para de-
pois se fazer essa altirmativa na cmara: onobre
deputado vio por exemplo os documentos da
secretaria, mas vera tambera os que tem esse
cidado em spu podi r pxaminou-os? sqdepoit
desse irabalho feito he que se pude eiuitlir nina
opiniao tao decisiva to prouuneiada, como a
que o noble di putadn Ci 111. Insisto pois na ini-
nha opinio e con lio na illustracao do paiz. con-
lio un /.lo das autoridades, comi sobre tudo na
inielligeucia desse cidado e por isso tenho
esperanca de ter una estatistica ; quera nao
confia na illu-.iia. ao de alguem, quem nao con-
liar 110 zelo da presidencia quem mi confiar 110
/iln do cidado encarregado desse trabalbo,
quem nao Uver eonlianca em nada disto he
que pude ti 1 tima opiniao direntc da ininha ,
1 n confio ni ludo...
m-


O Orador: Eu confio em tudo, e por isso al-
guma eousa espero, que alcanzaremos sobre es-
la materia.
O Sr. Lopes Gama : Sr. presidente eu In-
clino-ine opinio do Sr. deputado, que me pre-
cedeo porque nao.sou daquelles que, porque
n>> posso ler tudo uo me conteuto coiu al-
guina eousa; uo podemos ter, lie verdade, urna
estilstica completa mas podemos ter i mi ,s-
taiisiiea tal ou qual quando mi lenliaiiios
para ludo ao menos podemos lel-a de alguna
dos ramos, para que csi.....is mais habilitados :
para alguns nao ha iinpossibilidadc, pormpara
outros eutaubem Ibes recouliccu Impossibilida-
de como no; exemplo a ci rea da popularn :
para istosim ha iuipus-.iitiiiil.iiii> por cansa das
eleicoes porque por causa dellas aluda nu
se pode definir ale hoje oque lie fgo cada
partido emende fogu a sen arbitrio iiiugiiein
sabe o que he fogo: eu vi uesta qualilkaco ,
nesta trapalhada chamada qualilicacno, nesse
mare Maanitmdns.fleicdes.chamar-se logo a urna
casa onde exista urna rainilia e quando Casia
oouta elevar a fogos tintos lilaos lamillas, quau-
tos era preciso, einbora habitassem dcbaixo do
mcsiiio lecto ; isio vio-se lodos os di.is : como
pois se saberaqual a populaco exacta da pro-
vincia ? Km outro lempo era mais fcil isso ;
quando eslava a cargo dos rs. vigarios o toma-
ren) a rola gente dedesobriga era isso mais fa-
cil; de desobriga era toda a geute, que passava
de 7 anuos, hoje limito pouca gente se deso-
bliga boje cada mu segu a religio que quer,
ou segu iienhuma ; portante nao ha esle meio
que havia em oulras pocas lime desleixo da
parte do goveruo em abaudon ir este meio e
note-se que euto nao se Callava de estalisliea :
es a palavra lie da constituica para c, nao
ouyi nunca fallar em eiiiiliuica, nao ou vi, fallar
em tal palavra senao depois da constituica, pe-
lo menos c no uosso pas ; isso sao ideias mo-
dernas ; o goveruo Ibi pouco celoso u.-ssas ma-
terias deiXOll escapar este meio que elle ti-
nha na uamao, e que por ceno era inulto
mais fcil para esta parle da estatistica ; este
arrola,nenio dos vigarios erabom porque tu-
do se dava a rol, porque eu que nao son meni-
no que j.l sou velho ja tenilO jl anuos, sem-
pre ni. dei a rol; mis lioje .' Un nosso collega,
que lie parodio que ni.- diga se esse rol est
como ibi antigameute ; agora nao lia isto o-
abuso das eleicoes t ni ati np ilhadj tudo, nao se
sabe como dsse, o que he fogo, iiitiguein de-
fine o que he logo ; he conforme o sub-Trleg ido,
oujuisdepas entend1 he conforme o partido,
que estes leem e a iiccessid ule de augmentar ,
ou diminuir os eleitores ; assim o que be fogo
para uns nao he para outros ; isto he vergo-
nlioso ej que estou fallando, aproveito a oc-
casio para di ser, que a tal qJUfieaeo para mini
he un: uiouslro como nao confiero outro he
nina burla ao povo a quem por escarneo se
chama soberano; minea Ibi soberano as elci-
coes esto na mao do goveruo, o
as faz ( inultos apuiudtis.)
Julgada diseulida a materia fui
posto votarao e rege i lado.
I." discussaodoprojecto n." 3do anuo de 18-12.
que he o seguiute :
A asseuibla legislativa provincial de Pcrnam-
buco decreta ;
Arl. 1."0presidente da provincia liea autori-
sado a reformar as repariiroes proviueiaes re-
diuiudo o iiuiiicio dos seus empregados, segun-
do o permitlireiu as ueccssidadi s do sei viro.
Arl. 2." Us empregados que fon ni dispensa-
dos se rao prvido-, no^ lugares que vagan ni.
se tiverem a precisa idoueidade para beiu os
servir.
Arl. 3." 0 mesnio presidente subuiettrr ap-
provaeo da asseinbla legislativa provincial a
reforma, que li/.er emvirtude deslale.
Alt. 4." Finio revogad.is todas as li is, e dispo-
sices ein contrario.
Paco da asseuibla legislativa provincial 7
de marco de 1842.
Oliveira.
O Sr. Lopes Guina :Sr.Pesidente, nao quero
oppor-inej ej ao projecto, mas nao estando
presenil- o sen autor que devera estar aqui
para nos Ilustrar a respeito los motivo.-., que
leve paiao propbr, nao sel o que deva faer ;
porque. Sis., eu at rio lempo riltellllia, que
era preciso dar Ibrea ao goveruo civil, que at
certa poca eslava inuito lVii|uiuho, mas as
consas teui si ii termo, alm do qnal nao con-
vein pa-sir; lie preciso que mu di i se pare, e
se digi -lia-ia at aqui; nao vamos dar lauta
forca ao goveruo, que elle se tome demasiada-
mente forte; o goveruo (leve ser tan lorie, (plan-
to lie preciso para a ge-lao dos negocios de que
est eiicarregado, por que se Iciu forra de me-
nos, n:io marcha liem, se tein de mais, rutilo
opprme o povo. por isso ale ci rto lempo.pian-
do o goveruo era niiiiio fraco, quando o gover-
uo (perniitta-se-uie a rxpressoj pedia a t. dos
misericordia, comlemporisava coui todos, di-
ra eu que se Ihe desse mais forras; mas agora
que o goveruo < sia forte, e (brlissiuio, boje que
os presidentes teui mais poder do .pie liuho os
lo

freguezias, &c, sempre aqui tive tendencias ideia de que, alm do que se acha nos concilios
para isso. porque una dolorosa experiencia me s ao Sr. bispo compete determinar alguina cou -
r que raras vezes esses projectos sa na materia, e por isso ollereco o seguinte r-
ida imparcialidade, a inalor parle tigo substitutivo:
une
do u
invern he me
o projecto
tein frito vt
leiu o eiiulio
das ve/es sao eneoiiiniendas para arranjos elei-
loiaes.para isto lie que se fazem estas divises.c
he tala mma mlseria,qu o deputadoquenuoan-
queno est pelaseiieoniiuendas, que vem
na to. nao heais votado,lie tala mSfria,que
se quer que o deputado nao toaba conseiencia
como sua, nao volou pela encoinineiida. he lo-
go anieae.ido de exeluso, se votou contra a d-
visotal, se VOtOU contra a suppresso de tal
freguezia, nao lein mais voto; assim nao quero
votos, ntio os quererei nunca, hei de votar co-
mo entender, porque do contrario, nao laa-
mos s"nao lomar esta casa dependente dos Ca-
prichos de certos mando.-s, que por ahi lia; he
pois por esse motivo, que eu desden principio
que aqui se iratou de divisode freguezias, e
que alguns de uieus collegas, como queinia
roupa, quizero discutir sobre esta materia,
sempre sustente i que fosse ouvidoodioccesano,
que fosse ouvidoo parodio da fregue/.ia, que se
quera retalhar, Stc. mas unas vetes (piando
havia empeuhe de mis para nao dividir, e de
outros para dividir, l se ouvia o Bispo, mas
quando havia inaioria, respondia-se: = nada ,
nos he que eateiidemos disto, c se resolve e
iesolvia-se.=Eu estou sempre as mesillas dis-
posices, e para nao deixar duvida, declaro (jue
vol contra este projeclo, que manda suppri-
iniruina freguetia sem aenhuin esclarecitiiento
mu motivo.
O Sr. l-'crreirtt //arelo : Sr. presidente, eu
prescindo da questiio, qiu-arabou de tratar, o
Sr. diputado, quando dsse ; que tal vez acon-
teeesse isso por motivo de eleicOes : prescindo
disso, fosse ou nao fosse ; o que he certo lie,
(pie una freguezia nao he cousa, que se sup-
priina em mu iustante, que se supprima sent
gu.irdireiu as formalidades precisas, sem que
se orna o parodio dessa freguciia, sem que se
ouco as autoridades legitimas, ele, etc. Nao
lie por certo isto nina cousa, que esta assriu-
bla faca nicamente por si, e para me expri-
mir assim, que o laya uiiiii abrir e fechar de
olhos Dina parochia lie um beneficio eccle-
siaslico, dado por exames, por trabalhos e des-
petas, dado coiu formalidades estabelccidas em
direito ecelesiaseo : una parochia faz a sub-
sistencia honesta de um parodio, de um eida-
d.io, e iniiias vezes encanecido nos trabalhos
venerandos da sua dasse, e do sen ministerio,
e carregado de grandsimos serviros prestados
igreja, que sao igualmente prestados ao Es-
tado: ao he portante, para que se snppriita
de repente. Estando pois marcado em direito
o modo de seinel.iaiilrs stippressiies. e as cau-
sis prensas, para que ellas se posso dar, he
m i rssario llIRrchar ueste negocio coiu toda o
madureza, coiu toda a circuins|,eeco, lie ne-
cessario nao prescindir de ouvir o parodio nao
hasta dizer-se Kica supprilllida e licar sup-
primida, porque Isto he contra a raso. Digo
contra a razo, porque eu suppouho a raso, co-
mo base lo direito...,
0 Sr. Lupes (jama : >em sempre. <_
0 Orador : Eu nao argumento coiu o abuso,
argumento coiu o que deve ser. Supprimin-
do-se a paroelda, perde o parodio o sen benefi-
cio, deixa portan lo de ser parodio, perde os
seus rditos, perde a sua subsistencia, perde a
congrua, he detrimentado ein sen direito, nao
tein de que subsista, ntio se Ihe d indeinnisa-
(,o algunia ; ora um tal procediinenlo nao ca-
be (ti lamente as .iltiibuiroes, e nos limites
de una asseuibla justa. Einbora se acabe
eom a l'reguezia, se he preciso, mas guardadas
todas as formalidades: ouca-se ao Exill. prela-
do diocesano, sigoo-sc os termos legaes, e es-
t iliehcidos, para que se proceda segundo todas
as legras do justo, e do honesto. Voto pois,
para que se ouca o Sr. bispo, para que se ouca
a parte, isto he, o parodio, c entao velemos se
essa parochia est ou nao as circunstancias de
ser supprimida.
0 V. Aijniar : Sr. presidente, eu pens que
esle he o priuteirn projecto que se tein api escu-
rado insta casa, propondo a suppresso de un;
eguiv.ia ; s por este simples laclo me parece
ue elle he digno de inorle. ti projecto manda
supprimira l'reguezia de Barreiros; ora, he ver-
dade que osen autor nao nos inlornioii sobre os
ii.olivos (pie teve para formular o seu projecto ;
mas. quaesquer que elle fossein, eu votara sem-
pre contra o projecto, porque nao conheco nelle
iltilidade alguuia para o povo : demais, cu penas
ouvi di/er ipie a suppresso era prnposta, porque
a freguezia de /tarreiros he inuite pequea, o
que nao me parece sufllcienle rasao para ser
suppi iinida una fregue/.ia, sim para a augmen-
tar, iiem se pense (|ue a fazenda publica econo-
misar ; porquanlo a congrua do parodio ter
de ser paga, pois que o parodio tica sem fregue-
zia ; mas uo perde o seu lugar ; entretanto os
neoiiveiiientt s sao gramil s, porque inuio mais
mal curados si rao os pvos ; por tudo isto litio
volare! pata que se peco inforiuacoes apessoa
lignina ; votarei, sim contra o projecto, inuito
amigos capitai sgcurr aes, he preciso miiila can-! mais (piando nesta casa ha Ulna reprcsenlaco
lella, limito tinto, por isso des cj a va que o ii- dos Ireguezes de Barreiros contra esta supines-
lustre autor do projecto aqui eslivesse, pa ~
a
tun-
do projecto aqu eslivesse
nos mostrar quaes os motivos, cinque sf
dou.
Voit : N8o precisa, (ue elle est inorto.
0 Orador : -- Est inorto!' entilo, nao digo mais
nada, matem-oque eu Ihe resarc depois.
.litigado discutido, loi posto a volarao c re-
geitado
"1.* diteuuo do ni/iiiiile projeclo.
A asseuibla provincial de Pernaubuco re-
mire :
Art. 1. Fica supprimida a fregueiia di S. Mi-
guel dos Karreiros.
Art. 2. Os Ireguezes da freguezia de que trata
o artigo I., lico d'ora ein diante sendo Iregue-
zes da freguezia de Lna.
Art. 3. Kico revogadat todas as disposlcdes e
leis em contrario.
Paco da cmara ein 6de Abril de 1842.0 de-
putado Carvalho de Uendimra
OSr. Lupes (iiiimi i Sr. presidente, creio que
pelo acto aildicio.ial he sempre na 1.a discussao
se tratacniger.il da lltllidade de um pro-
Ril estou (le ani.i.o de votai con ti a ludo
Posto o projecto votaro, loi r jeitado.
Priiueira discussao do seguinte projecto :
A asseuibla legislativa provincial de Per-
iiambiteo resolve:
Art. nico. Os exaines dos estudos preparato-
rios, de que trata o arl. 40 da lei provincial n.
48, respeito daquelles alumnos que se quize-
Fica revogada a lei n. 48 de 16 de julho de
1837. >
0 .Sr. Lopes Gama : Sr. presidente, creio que
vou coherente com os njeus principios aqui einit-
tidos por varias vezes, votando contra essa indi-
cacao que est na mesa.
0 Sr. Presidente : A emenda do nobre depu-
tado nao esta em discussao, neiu pode ser ad-
mlttlda, porque he priineira discussao, c nesta
nao se adniiltem emendas.
OSr. Lopes Gama : Senhores, ha aqui una lei
desta asseuibla, ordenando que nenlium cstu-
dante seja admittido as aulas theologicas, sem
ler outros preparatorios chamados do curso ju-
rdico, existe essa lei.eo projecto va i determinar
quaes01 lugares era que os exames desses prepa-
ratorios se devein fazer, visto que o seminariode
Olinda,quc amigamente tinha aulas suas propri-
as.por una resoliicoda asseuiblageral llieforo
tiradas as aulas de preparatorios, fcando s com
as de theologia ; em consequencia disto, eu, que
fuido seminario, sahi para o curso jurdico. Ora,
licou o seminario sem essas aulas suas, aulas de
dentro, mas nao licou inhabilitado, ou privado,
de mandar os seus seminaristas estudaraquelles
estudos fra ; para cumplir a lei, de que fallci,
(piche milito justa, limito razoavel e limito con-
veniente, he preciso determinar quaes os esta-
belcciinentos em que ho de ser validos os exa-
inesquese fiserera, addiclenando-se-lhe smen-
te os que forera feitOS no curso jurdico e na
academia de S. Paulo, visto que piide acontecer
que um rapaz, que estudou l, venha aqui or-
denar-se : ora, o artigo do Ilustre deputado nao
far mais do que destruir aquella lei, por isso
voto contra.
Eu prezo-ine de ser catlmlco ; de mais a mais
son ministro do altar ; asss provas tenho dado
de qur, (piando nao seja bom, pelo menos te-
nho f, tenho pugnado pela religio de uieus
pas; mas tambera nao sou to religioso que
cliegue a ser un Trasmontano : neiu tanto nein
to pouco; e assim como na poltica ha ultra-mo-
narcliislase ultra-republicanos, tanibeni na reli
go ha ultra-religiosos; mas eu creio que em to-
da a parte a virtude est no meio. Ora,eu scique
pelo concilio de Tiento os bispos sao aqucllcs
cargo de quem est a ordenaco; l se niarco as
materias ein que devein ser examinados os orde-
nandos ; mas eu emendo que isto he um ponto
disciplinar; cuma cousa lie dogma, outra cou-
sa he disciplina ; quanto ao que he dogma, todo
o catholico deve curvar-se a deciso do conci-
lio ; mas quanto ao que he disciplina, nao, por*
que tambera ha o poder do imperio ; e a Fran-
ja, limito catholica, que adoptou o concilio de
Tiento quanto ao dogma, quanto ao que era dis-
ciplina, rejeilou-o. Antes do acto addicional,
eu nao duvidaria concordar em que tildo eslava
cargo do hispo ; mas eu considero o acto ad-
dicional to coiistituico do Imperio como a pri-
mitiva ; isto nao he contestado, e que nos diz o
acto addicional ? Diz que nos compete legislar
sobre lodos e quaesquer estudos, absolutamen-
te, s com a excepcio de taes e taes pontos, logo
podemos legislar sobre theologia, podemos de-
terminar que ningiiem receba ordena, nuseja
ntrodu/.ido no clericato, sem que tenha taes e
taes hbil i taedes. Sis., nao ser conveniente que
upidle que tein de exercer o importante minis-
terio do sacerdocio, seja um hornera instruido?
Sem duvida ; bastar por ventura que o clrigo
s saina o que determina o concilio tridentino?
Per certo que uo ; para aquelles tempos era
milito, para hoje he milito pouco, e este pouco
nocoiivm ; eu quizeraque osparochos fosseni
honiens universaes mas, j que isso nao pode
ser, ao menos obriguein-se a que estiideni mais
algunia cousa, a que estiideiu lgica, ihetorica,
geometra especialmente, porque, sem saberem
geometra, pouco se adiaotard.*> Portante voto
pelo projecto ; mas nao se deduza do que tenho
dito, de que o ineu pensainento he lilho do re-
cete de que o l'.xni. diocesano abuse ; nao, Se-
nhores, o seu interesse pela gloria doserviro da
igreja e a rellgiosidade do seu corarn nao Ihe
periuitteni o abuso; mas he preciso'evitar que
os exmtes se faco como amigamente, (pie se
con ten tavo deque um rapaz lesse um bocado do
breviario, e alguin pedaco de l.arraga ; isto nao
serve hoje, nao se podem dar materias de prepa-
ratorios,como as que se exigen), em urnas ferias,
porque cu dei todas estas disciplinas, mas levei
7 anuos, e nada sel, sou um idiota ; quem nao
d cousa iieiihunia destas. ou as d mal, oque
ser ? He verdade que os talentos hoje sao gi-
gantescos, mal nascein e desabrocho, do logo
llores e fruclos, S se por isto ser assim he que
elles aprenden! tanto, e nao aconteca amiga-
mente outro tanto, porque os talentos ero mais
mesquinhos, a naturesa era mais Iraca, boje
produz abortos. Concilio volando pelo projecto.
OSi. Ferieira liarreto : Sr. presidente, quan-
do, ta qtiadra actual, ollia-se para o estado ec-
clesiastico, olha-se para una verdade!ra miseria.
-Nao ha um honiein mais amigo da sua elasse. do
que eu o sou daquella a que perten^o ; mas nin-
guein mais inimigo da inunoralidadeno clero do
que eu. Dir-se-haque eu tenho grandes defei-
tosnao medefendo, conheeo-iiie profundamen-
te, mas nao he por isto que eu quererei que os
outros sejo igualmente inaos. Se eu tenho a
desgraca de o ser, que n seja s : mas estou, Sr.
presidente, que una das causas, talvez a mais
influente dessa ininioralidade, he a ignorancia
profunda, profiiiidissinia, de una grande parte
que
jeito.
quanto fui' projecto para divisao de comarcas,
i-em inairiciilar as aulas theologicas, devero dos padres. Ora, nos existimos em um lempo
seruiiicaiiieiitefeitosouiiocollegiodasartesda ,0s phenomenos eu nao comprehendo bein.
academia jurdica de Olinda, ou nolyceo dista porque eu vejo um moco que se destina ao esta-
cidad. ; lieaudo revocadas as leis em entrarlo..: ,| reelesiastico, e este moco d todas as scien-
OSr. Tuques Sr. presidente, a resolujao cias em un dia, elle d tudo, eludo n'um mo-
que esla em discussao he aiili-constitucioiial, mente. Nao comprehendo isto, Sr. presidente
he excntrica dos poderes desta asseuibla, assim Eu estudei lgica tres anuos, com un, p. ofessor
como a le, a que se refere, porque legislao so- limito hbil, e nao sei lgica : estudei theologia
bre materia que so pertence a conseiencia do dogmtica com um homeui habilissimo, estu-
r.\m. diocesano, porque igreja compete deter- dei-a por mais de quartorze metes, depois disto
minar quaes sao os estudos necessaiios e sulli- tenho-nie consagrado a este estudo, como un
eientes para aquelles que devein ser curas de estudo necesiario eessensialissimopara a minba
almas, c aos bispos rcronlicc.r em sua cons- dasse, e para o ineu ministerio, e anda nao te-
cici.cia se os candidatos ao sacerdocio, (pico no penetrado os graudissiinos pontos e gran-
tem de substituir e prover ao bem espiritual de dissimas dilliculdades que existem na materia
sen rebanho, esUrao OU nao habilitados para dei emlim os outros preparatorios, e levei lem-
exercer o santo ministerio ; cu por niii nutro a po : mas hoje da-se tudo n'um dia, c a mocidade
inexperta, que he naturalmente presumpeosa
imagina saber tudo, nao sabendo nada, quando
mesnio ignora o seu idioma patrio ; e, apesar
deste seu estado, concebe grandes ideias des]
porque a ignorancia he allanta e presumpeosa
he isto oque acontece no geral, e isto he tam-
bera o que se passa no estado ecclcviastico : com
vergonha o digo : ha una grande forja de pe-
dantes ecclesiasticos. A Verdade he amarga,
mas ella he necessaria. E a quem compete por
termo a tudo isto ? A'quelles que esto frente
da adniinistraco ecclesiastica. Elli prlmeiro lu-
garao Sr. bispo.
Quando eu fallo no Exm. prelado, nao se pre-
suma que o quero fazer pesar sobre o pastor
taese taes de.feitos do clero, nao; porque eu sou
o prlmeiro a prestar .ni publico ao Sr. bispo
aquella honiena^em que he devida ao seu ca-
rcter sublime c suajurisdicep : emlim, este
abandono do clero, esta miseria he tambem una
consequencia funestados lempos, e a elasse ec-
clesiastica resente-se deste estado actual ; mas
este estado de cousa.5 tendese ao clero nao
deve continuar : inarch'ndo nos padres a ininio-
ralidade, como val, augm entar-se-ha a (minora.
lidade publica, porque un.'* cousa est ligada
outra, e he milito melhor na tcr padres do que
tel-os sem costimics.
Sr. Presidente, eu nao pre ti "do com oque
tenho di lo, hostlisar os ineus haos, e ferlra
ininha elasse, eu a estimo, mas he o amor da
verdade, lie o desejo da perfeico do ineu esta-
do, he o desejo do augmento da v.''"lude, he o
Senilmente do abandono da ininha elasse, que
me arrancan estas expresses : he o desejo, de
que ti olamos padres dignos do seu csU'do, tan-
to mais, quanto nos estamos cui lempos ln cr-
ticos, e dilliceis, ipie as verdades religos. ,s sao
combatidas por todos os lados ; em que po '" te-
da a parte se falla contra ti religio He nec <'s-
sario portante, que o ministro do Culto ten),'*
as luzes, tenha os coiiiiecimentos precisos rar'
se saber dcsembaiarar com promptido, e com
onlein, quando o argumentaren!, e arguireui
era materias religiosas, porque sendo o padre
ignorante, he inelhor qu. elle se cale, poique
ao menos calando-se nao enllocar novas armas
as inos dos contrarios, porque o nial de suas
respostas recibir sobre una religio inculpa-
vel. Portante nestas circuiiistaiicias entendo,
que no estado ecelesiaseo precisamos de una
reforma : esta reforma eu sei, que nao tia-
ra grandes resultados, sei disto, porque a prin-
cipal reforma he a dos costumes, e en se tam-
bem que piando as familias esto enq'CStadas
de ms dou trinas, ellas as transmitiera aos seus
lilhos, aos seUS fmulos, e aos seus domes ticos:
e que um padre, antes de o ser pencuda, no
estado secular, a una familia de quem lecci'ieo
doutrinas anij-christas, e que por una const'-
quencia, que me parece recta, nao ser neuv
bom hoincni, nein bom padre ; mas urna vez
que qualquer individuo se destina ao estado ec-
elesiaseo, deve-se trabalhar, para que elle
itre para o estado clerical de maneira conve-
niente, esobre isto devein velar as autoridades
competentes. Faca-se o que se puder fazer.
O Sr. Taques: Sr. presidente, entro com bas-
tante timidez na questo, por que nao sou ins-
truido as materias ecclesiasticas, mas filindo-
me pelos principios de direito publico (eclesi-
stico, que Ionio parte tudos, direi .lignina cousa a cerca do projecto.
Entendo que o projecto nao pode passar, j
eiiuncei esta idea na emenda que aprsente!
julgando que o projecto eslava ein segunda dis-
cussao; por que pens que nao podemos legis-
lar a cerca de materias ecclesiasticas entendo
que a rellano he urna causa inulto importante
na sociedade, deve ser pois obj-cto de grande
cuidado, seus ministros devein ser instruidos,
e de costumes puros; prm a religio tein au-
toridades a quem compete vigiar os seus subor-
dinados, e s diversas gerarchias (eclesisticas
compete dar remedio ao estado deploravcl do
nosso clero, segundo allinnaro os dotis ora-
dores (ue me precedero, uo be a esta as-
seuibla a quem compete legislar ueste ponto.
Aos bispos de accoido com os cnones lie,i
quem pertence dar nas suas dioceses as provi-
dencias eempregaros nietos para memorar o
estado dos seus ministros, e cstabelecer os re-
quisitos necessarios para elles se habilitaren! ao
estado sacerdotal, da constituica do estado
neiu do acto addicional nao podemos tirar argu-
mentos para julgar esta asseuibla autorisada
para legislar na materia c o mesnio noble de-
putado confessou, que em outro tempo essa
autondade era do bispo, e nao da asseuibla
geral ; ora eu noto ao honrado deputado, que
esta asseuibla nao tein mais do que urna frac-
cao dos poderes da asseuibla geral, se esta
nao tinha esle poder, como passou ,|(- para a
oiiira que tein urna parte das antigsattribui-
coesda primeira? O nobre deputado reconhe-
ceo, que as constituices ecclesiasticas, em ma-
teria de disciplina nuil todera ser mantidas no
estado, em quanto nao recebem o beneplcito
do poder executivo; ora se nenliunia lei ha que
tenha concedido a esta asseuibla o poder de
intervir no p.omulgaco das leis disciplinares
da igreja, he claro que as leis ecclesiasticas de-
vein ser observadas segundo a prnviso do po-
der geral. Lu nao desejo tomar lempo casa,
vejo que a hora esta adiantada, e qP a casa nao
esta disposta para mais longa discussao, por
consequencia su tenho que chamar a attenco
da cmara para Ihe notar, que ella deve ser co-
herente cora as suas votarrs; o anuo passado
ella dirigi urna represeiitaco ao poder legisla-
tivo geral aerea dos empregados que nao sao
provincial s, iucluiudo o seminario, como sen-
do esta natureza, esta representaVo ha de ser
considerada pela asseuibla geral este auno, co-
mo pois esta asseuibla ha de votar en. un, sen-
tido contrario so por virtude de Ulna diset.s-
sao que ten, sido inulto perfu.i.loria.que nao tem
t.do o deseuvolvimento neeessa. io para .pie fa-
ca com .,tic aass,,oblea mude de opinio ? ^
Voto coma o projecto, por que fiel aos prin-
cipios que estabdeci, entendo,,,,,-elle na' no-
que elle nao po
. passar. .Nao sou ultramontano, Sr. presi-
dente, sou catholico quero
principio da independencia da
suas consequencias
ILEGIVEL
L.
s..s consequennas e procuro abrigar-Mie a
sombra da grande cadeira da verdade e da. for-
nauteiiha-se o
igreja coiu as
a


M bTMUgiUMi
- M:*rvMMUI
S
<
fa e esplendor a quema occupa.e aquellos que. Ar. 3. Ficao revocadas as disposicoes em
participad do sen poder. contrario.
OSr. Icncira Brrelo : Ku crcio que nesta Julgado objecto de deliberadlo, inandou-sc
casa soporto legislara este respeito som oll'on- imprimir
sade diioito rccicsiastieo ; poli por ventura a 0 Sr. Taques: Sr. presidente pedi a palana
assembla nao podo legislar sobre taes e taes para em ineu nomo, e no do un outro nosso I-
cousasque digao respeito ao estado ecclesiastU lustre collega, offerecer urnas disposlcdes addl-
coeni gerali nao ha aqui invasno nenhuina tivos ao uosso regiment, porque nina aturada
no direito episcopal, por que a assembla pode experiencia, me tet demonstrado que a discos-
legislar a cerca de estudos, so bouvesse inva- sao do orcamento he sempre atrapalhada por
sao eui por corto me opporia, fosse ella felta uin grande numero de emendas, teudent
ral...
O Sr. Taques : Pode dar-se quinao no bispo.
0 Orador: So o bispo errar hade levar .-
masen ufiodisso, que erra, eu dara uin exem-
plo de iinnior ilidade viudo censurar o ineu pre-
lado dentro dosta assembla, nao o censurei ,
repito, susli uto Ulna medida que me parece de
tistica.
O Sr. Lope Gama:Sr. presidente, todos os
argumentos do Sr. deputado. que combate o
projecto, vorso, nao digo n'uin sophisuia, por
que un sopbisma suppde in f, mas n'um pa-
rallogismo; o Sr. deputado suppde clrigo,
queui uo he clrigo aiuda, he apenas um secu-
lar que so propepara clrigo, felta esta sepa-
racao toda a arg.....mtaco cabio, nao legisla-
mos sobre clrigos, mas sobro leigos, e apenas
Ihe marcamos qualflcacoes de mero sabor; eu
nao quero conceder a esta assembla o poder do
legislar sobre costumes, porque ses fu lottm
pertencem ao diocesano, tanto assini que sces-
tabelece una iuqulrico da parlo deste, para
que um moro so possa ordenar, mas para o mais
mi, depoisdo acto addieional, que diz asssim
(leo), nos podemos legislar sobre toda o quai-
quer materia de estudos, com excluso de taes
e taes, estos nao eniro na excluso, logo he da
nossa attribuicSo resolver o que entendermos
dejustica coica delle.
Julgada a materia discutida, Coi o projocto re-
ge! tado.
Segunda discussao do seguinte projocto.
Postura addieional da cmara municipal da
villa de Garaiihiins.
Art. nico He dele/o eriar-se gado vaceum
nos dis trie tos das maltas como Corrente, Pal-
ineira e < auhoto. a sabor no lugar do Corre-
te, Palmeira e Canhoto, nos lugares alm dos
agrestes e os que o contrario li/.orom, se rao
multados em seis mil ris por cabera do gado
vaecum o na reincidencia no duplo o seis diasde
prisao, felta a remoco do gados, a costa do
infractor. Paco da cmara inuuicipal, 8 do abril
de 1842.
Foi approvado com diversas emendas do Sr.
Taques, I* em lugar de como (Jrrenteso di-
sta frrente 2a que sesuppriuu'ssein as palavras
dio* de prisao 3" a suppressao das palavras no
liiytir de frrenle, Palmeira, ele.
2a discussao do projectoque se segu;
Acamara municipal da villa do i rojo, auto-
risada pilo titulo 3" ai ligo (ti da ledo 1" de ou-
tubro do 1828, resolveo em additainonlo as suas
posturas, approvadas pela assembla legislativa
provincial, oui 4 do juiho de 1836", prover o se-
guinte :
Art. 1 Todo vendedor do carne secca, qu<
apresental-a ao morcado dentro dosla villa o sen
miinlcipi > som estar verdadciranirnte secca, <
que a salgar com demasa em prejuito dos com-
pradores, o daino a sa.do, sobrera a inulta di
2 a 4/000 rs., o a peda da carne, o se laucara
Tora.
Art. 2 As penas do artigo l(i das posturas,
que condemnao aos proprietoi ios e foroiros em
4 a '
tir tao grande numero de emendas que assini
sao apresentadas duranle a discussao, como
tambera, Sr. presidente, a confianza que existe,
era se obterem estas cousas durante tal discus-
sao ; para onviar a esto mal fazemos a seguinte
indicacio.
Indicamos que so addite o regiment pela
maneira seguinte.
Art. nico. Na lei do orcamento nao poder.i
ter cabimento nenliunia disposioo para aug-
mento de ordenados, ou outros v'enciinentos de
quaiquer especie, augmento de impostos, ou
dminuicao no proco de arreiiialaces de obras
publicas que nao estoja decidido em le ante-
rior i)
0 Orador (continuando) :Sera muito incon-
veniente enibaracar que pdesse ter cabimento
na le do oi'9ainento a creacao de empregos p-
blicos, de reparteoesliovas tc. e outras dspo-
sicos que podem sor de urgencia o admittir-se
na lei do orcamento mas nenhuiua rato posso
ver para que na le do orcamento se augmen-
te o ordenado do um einpregado ou se faca
una reduccao, ou alteraeao no prego de um
contrato, oudiminuico no preco do arrema-
lacoes ; quando soja dejustica esse augmento ,
ou conipeiisacao dove isso sor discutido pela
assembla era urna le ordinaria. A fatenda
publica requer era sen interesse que osla mate-
ria soja Halada com umita altcuco evitan-
do-so assin que so faco com a esperance do in-
demnsacao os contratos os mais ruinosos pos-
siveis.
A assembla resolveo que fosse eommissao
de polica.
0 Sr. Lobo :Apresentou o seguinte requeri-
uiento :--
Requeiro que se peca ao presidente da pro-
vincia a organiaaco dada ao corpode polica,em
desenvolvimento da le provincial n 126.
Sendo apoiado entrou em discussao c foi ap-
provado.
(Conlinuar-se-ha.)
ci fpassagem do mar vermelho), taz que a direc-1 vellido grinaldas de llores e plumas para ca-
rao, uundo-a ao milito excellonie drama S. beca chapeos para noivas fitas mu lindas.
Concalo de Amarante a d era espectculo bicos, escom Iba e seda do todas as cores para
domingo9do corrente, memorando eemendan- chapeos, (orinas todas promptas para se faser
do alguns dofeitos, o abreviando os iutervallos : chapeos feitas a ultima moda em liui indo o
a direccao agradece milito o uiuito ao respe!- que so pido desojar de bom gosto competente a
tavel publico a benevolencia com que tratou os modista. (14
lous novos actores, o a indulgencia com que se ; 6 l'recisa-se de 2:00"/ de rs. a premio de
houvecoin o restante da compaiiha: os Sis. que: um e nwio por corito pelo lempo de um so-
levaran seos bilhetos por nao caboroni no thea- no f Sobn! nypi)thna e.n duas moradas da ca-
: sas terreas dando-te as mesinas pura recebe-
re01 os alugueis; qu ui qoi'erda annuncie.'5
tro,
lem
ou nao quererem estar ncoiiiiuod idos ,
entrada domingo com os niesinos bilhetes.
COMPAMHA ITALIANA.
T II r. A T 11 O l> II I 1. O D R .V ti A T I C O.
Sabbado 8 do mareo.
I I lima rcprescntaco da interestante opera
em tres artos.
YL AIl/UERO DE SEVILiA.
Do celebre muestro llossini.
Paramis vaiiodado do divertimeuto, a com-
panhia salis'eila o con nada na protoeco do il-
lustre jmblieo ha combinado executar-se
No ntervallo do 2." ao 3," acto a interessante
scena completa, o duelo. = Das pistolas da
opera.
CHIARA DI ROSSEMHERG.
Pelos Sis. Gusseppe (iallotti e Lugi Gulzzonn.
Msica do maestro Hieei.
A Sra. Lomos,na ocasiao do dar lcio do piano,
no 2." acto.oxocutar tambera una linda aria da
opera.
A ESMERALDA.
Msica do celebro maestro Carrafa.
Director dcorchestra nir. Grosdidier.
Porsonagous o choros, os inosiuos anuuucia-
dos lias primeras represenlacoes.
Prepot de entradas.
Cadeiraj de galera do priiueira o dem para ho-
meni 2^1100
Ditas ditas de 2.a o 3,a para familias 2f00ll
d
3 Francisca Mana do Ohveira embarca para
o Hiu Grande do Sul o seu escraro, de nome Je-
suioo crioulo. (3
2Roga-seaos Sis. Francisco Rodrigues Pavo
e capito Amonio oenedicto de Araujo Pernam-
buco, bajao de vir cernir os seus penhores no
puso de trez das visto ja leu m licado por re-
zos de os tirar, eapessoa, que os tem em seu
poder, nao poder perder osen teinpo ein pro-
eiiral-os, do coulrario sern vendidos para pa-
gamento do principal juros, e os mesuras obri-
gados pelos restantes. (>
2=Tiajano Bautista da Silveira professor ae
I.'-Ultras jubilado, d llces por casas par*
licu lares de todas as materias, que seensiuo
as aulas publicas di si i eidade n-speilo as pri-
meiras leltras, p tambera ensina era suacasa,
COra as niesnias regias e preceitos que exige a
instruc ;io publica ; qiieui do un modo ou do
outro proci/.ar do sen pr es limo dirija-so a ra
de lionas u 28, sobrado de um andar varauda
de pao: advert-so, queda mesnia utaneira en-
sina a nuisici. ||
5 U Diuior em medicina Alexandre de
Sou/a Fereira do Carino est residiuao na ra
do V.gario, seguodo aida da casa n. '25; nes-
se lugar estar [ion,po para prelur-suas pes-
Suat, qi^e se (.{iiaieui procursl-0 as que
......es de platea 1/Oo i f9 quljere utiltsar dussoccorros de sua p'ro-
Os bilhetes vendem-se na ra larga do liosa-
rio n. 3t 1." andar e no da, no llioalro pateo do
Collegio. r;?2
II0TIMS?1'
A VISOS MARTIMOS.
COR REJO.
COBIRSPONORNCIA DA CIDADE t PHOVINClA.
O discurso do seuhor Andrada na sossao
de
a 10/rs., cini 4 a 8 dias de prisao por quel-
mareui seus locados sein parlieipaeao aos visi-
nhos; Beo extensivas aos meamos, que nao li-
zeroni aceiros de quatro bracas de largura, co-
mo tamben) aos caradores, ou a outra qualquei
pessoa, Villa do rejo era sossao ordinaria de 20 do
Janeiro do 18-40.
I-oi approvado o artigo, com a suppressao das
palavras que amigar em demasa, como propoz
era una emenda o Sr. Taques.
O artigo 2" entrou em discussao, propoiido-lbe
ii Sr, Taques como emenda a suppressao das pa-
lavras de 4 8 dio*.
Tendo dada a hora o Sr presidente disse : Es-
ta discussao lica adiada para amanha; e a or-
den) do dia ser, a COnlillUacO da de boje ea
3* discussao do projecto numero 18 de 1843, a
Ia dos nmeros I o 7 de 1844, o 2a do n 8. Est
levantada a tessao(Erao 2 horas).
17 do Janeiro foi chulo liistoriro-poetico. Nelle
so encontrao pilleras, historias que facera rir,
versos do lyrlco latino, o,o que he mais,elle des-
nevo c poc no olho da ra, o que existe em
seu velho potoNeste velho peito anda ha
deposito de inaldices, e de bencns Eisaqui
uma liorrlinha de Pandoracheia do nales ede
bens Se assm como se sabe he advogada contra asophithalniias; santa Bar-
bara centraos ralos,podessemos encontrar o san-
to ou santa contra as maUifesquesahem do peito
velho do senlior a lidiada,nos 1 he promettei amos
levar o traquete tasnos vissemos livres de
taes inaldcdes que som duvida levarn a jiijue
a nao do estado.
alfandeca.
Reudiraento do da 6......10:702^031
Descurreqo hoje 7.
GaleraSirord Fishmercaduras.
rigue escuna Lauradem.
demI lunaferro.
lirigueloa Yiugemmercadorias.
M O VIMENTO )0 PORTO.
SfcSSO EM 1)E HAHCO DE 184.
1'resiilcncia do Sr. Pedro Cacnlcanli.
As 11 horas da inauliaa o Sr. secretarlo fez a
>liauiada, e vorlieoii eslareui presentes III Sis.
diputados : o Sr. presidente decarou abena a
sossao, elida a acia da sossao antecedente foi
approvada.
0 Sr. 1 secretario deo conla do seguinte
EXPEDIENTE.
1 m officio do secretario da provincia, aecu-
sind.i a lemessa das contasda recolta edespeza
do auno iiiiaiiceiro lindo, peitenceiilo a diver-
sas cmaras urauicipaes; e tambera os compe-
tentes documentos, o beni assm o respectivo
ornamento para o anuo futuro iinauceiro, e de-
clarando aomesmo lempo, que nao reuiettia as
coilas das cmaras do Cabo, .\azareth. liio For-
inoso p >eriiiheui. porque aluda nao tluho
viudo anda para a secretaria : a eommissao de
'V 'monto o fazenda.
I'in requoriinento do padre Joaquiui Rafael
da Silva, professor de latm do bairro do Reci-
'' em que se queixa da transferencia que se Ihe
""I da sua cadeira para o bairro do S. Antonio :
'' oniiiiiss.io do iustrucco publica.
Um parecer da coiiiuiissao do Corea policial,
oxando aforra do corpo de polica concebido
oestes termos.
^% Lu A loica policial para o auno linan-
celro de 45 a 4li constar do-loo pravas de in-
lautei la.
Ai i 2." o presidente da provincia,destribuir
orgauisara a referida lorca coma entender
'"iis conveniente economa, .- disciplina do
corpo; comanlo que a sua despesa uo exceda
,1,; 10o contos.
Aavo sahido no dia .
I'aralijba ; escuna Inglesa Era, capitn W'illiam
Kingston, em lastro.
favio entrado no dia (i.
Babia; 13 dias, patacho hiasihiro S Antonio de
l'udua, lonchadas 76, capito Joaquini Martius
da Silva, equipageui 10, carga carne secca, a
vaseinontoSehaellor & C.
liba de Santa llellena; II das, brigue ingles
Culhurine, lonolladas 193, capito Roberto Su-
anston, eqiiipageiu 10, carga lasiro, aocajiilo.
Sucios su Indos n mesmo (lia.
Genova; brigue sardo Josepliina, capito J. Cba-
penne, carga assucsr.
Rio Grande do Sul; brigue brasileiro Airo, capi-
to Joaquini Podro de S o Faria, carga sal,
e etc.
Uliservafiio.
Sabio o fiindcou ifo lameiio, para acabar de
carrogar, o brigue inglcz Steplen Wrigh
la o Joseph Jackson.
7A barca porlugueza Espirito Santo re-
cebe c-rga e |iassKgenos nicamente para o
Porlo ; que ni quizt-r earregor ou ir de passa
geni para o que tem DlUtj buns coiniiiodos ,
i rija-se a Francisco Alvos da Cunba ra do
Vigario n. 11 priu.eiro andar ou ao Capito
na Prca. (7
lO brigue nacional Feliz, Capito Mauoel
Jos Ribeiro sai para o Rio de Janeiro iinpro-
terivolniaute no dia 10 do corrente ; o queso
adverte aos Sis. passageiros e as pessoas que
teoin de embarcar esclavos, para pul-osa bordo
at as 10 horas da nanlia, do dia anuunca-
do, n
LEI LO ES.
O leilo de Leuoir Puget & C.aiiuunciado
liara boje,lica transferido para terca feira 11 do
corrente.
3 M." Calinoiit S i larao leilo em presen-
ca do Sr. cnsul ingle/, por iuterveucao do cor-
rotor Ollveira, o por coma e risco do quera per-
tencer, dos niasiareos, cordoalha, velames e
mais pertouces do brigue Ann Mandel, capito
Roberts, oncalhado euil atuama, perlo da bai-
la de Goiauua, na sua recente viageui, que ra-
lla de Iehaboe jiara este porto ; o casco, mas-
tros roaos, e gurups do dito brigue, serio
igualmente vendidos sob as condieoes do arre-
matante lomar conla no lugar, e no oslado em
que se achrelo, advcniudo-sc, que o dito bri-
gue lie encavilliado do cobre, c forrado tambera
de cobro at 13 pos : segunda feira 10 do cr-
lente as 10 horas da uiaubaa no Forte do Mato
prensado Sr. llendonca. (14
Avisos diversos.
i, capi-
-.*.. ---
DE CLARADO ES.
leeOadministrador da recebedoria de rendas
grraes inl mas avisa aos niaradores do bairro
de .v Antonio que va remoller para juiso a re-
laeao das pessoas que devem taxa do rscravos
de 1844 a 45 se por ventura niio vierein pagar
too lim do corrente, e o nicsuio faz aos mora-
dores do bairro da boa-vista. Recebedoria, (j de
marco de 1845. Prometo Xavier Cavaleantd
Albuquerque. /y
30 arsenal de guerra compra azoitc do car-
rpalo e do coco; quera o livor para vender
compareca no mesmo arsenal, s horas do seu
expediento. Arsenal de guerra, 3 de Marco do
1846. O escripturaio Franciteo Serfico de Atsit
Caivalho. n
THEATRO PUbLICO.
A grande coucoirencia o binignadadc com
que o respcitavel publico accolheo a grande pe-
4 Precisa-se de una preta forra para casa
de pOUca familia, prclciindo-se ser de idade,
o de bous costumes, e nao ter vicios, sugoitau-
do-se a um pequeo servico do casa; quera es-
livi i neslas circiinistaiicias dirija-se a ra do
Colovello venda confronte ao nicho. (b
2 l'recisa-se de un caucho para tomar con-
ta do una venda por balaneo, que icuha bastan-
te pralica do negocio, que saiba cumprir com
as suas obrigacoes, (pac de conheciineuio do sua
conduela, e tambeiii se Ihe faz interesse, daudo-
se-lhe um torco dos lucros que houverem, quera
ostiver nostas circunistaiicias, dirija so a tiavos-
sa da i ua bella n. 8. (7
2 Francisco Primo Correia ensina na ra de
Hurtas D. 32, lalini, piiineiras letras, msica,
Nauta, clarinete e viulo, por pn co multo coui-
iinulo. e tambera leccioua em casas particulares.
2 Precisa-se de uma ama de lei te para urna
casa esliangcra ; em Fura de Portas n. 82. (2
3=sJos alaria Goncalves, subdito portugus,
rotira-se para l'orlugal a Halar de sua saude. (2
3 O deposito di. rap de Gasse do Rio de
Janeiro irausferio-se para a ra da cruz u. 38
defionle da cacimba, aonde se acha a venda o
superior rap princesa tino, grosso o mcio groa-
so, e a nova qualidade ontitulada Principe, che-
gado ultiiiiamenlc no vapor S. Salvador, fabri-
cado nicamente com o genuino tabaco Ver-
giuia, e a sua preparacao tal qual a do Prince-
sa de Lisboa; seu privo he de I40 rs. de cin-
co libras para cima, c a l^OO rs., sendo menos
desia quantldade, adverte-se aos fregueses
deste deposito, que acaba de chegar sorlimeiito
do rap grosso o mcio grosso era raeias libias
conforme desejavo. [\-
3 HdameTbard, modista na ra Nova n.32 ,
priiiu iro andar le.do neebido ltimamente
de Franea ebegado pelo Cusimir elavigne ,
de galantarias de
li>sao. (7
Embarca para o Rio de Janeiro Joo Fredi-
rico de Abren llego as suas esclavas de uomes
Isabel, Benedicta e Mariana.
3 Joaquiui Jos Floto (iuimaraes embarca
para o Rio (raudo do Sul a sua escrava, de no-
me Joaquina, crioula. ,s
3 Precisu-se o um lorneiro bein entendi-
do no seu ofllcio ; na ra larga aoRos&rio, pa-
aria n. 48. 3
3 alaria Victoria dos Aojos, Porlugue2a ,
retira-so para a ll.ia JeS. Miguel. (2
2 a aballo assiguada avisa ao rcspeitavel
publico que Bfiiguein faca negocio com seu
liiho Bonifacio Maiianoo do Mallos, nem com
oulia quuiquer pessoa, cerca de um tsctao
paido do nome Roque cojo escravo, leudo to-
cado em pdrtiihaa a abaixo asignada foi-lhe
apprebeiidido ob e subrepticiamente no dia ii
ueOutubio de l.Vii a lequoriuiento do referi-
do Uouilaciu que, munido de uui formal de
pai tilhas falso, conseguio illudir o meretissimo
Juiz que ordenou a apprebeoclo ; e como
ludo estfja j destello e a abaixo assigoada
cunseguisseoutro inundado o'e apprebeiicuo em
seu lavor e nao *o baja anda ejecutado este,
por di seu lillio ler uccullsdu al o presente o
meociooado escravo, a abano assign.da las o
piesente aununcio a liu. do prevenir, que al-
KUeui soja engaado com o lalso lormal de par-
tubas. de que laih u. I). Miniada Paixo
Mallos. 117
- Airenda-se um grande armasem pro-
prio para quaiquer eslabeleclmento, e pudendo
ole n.. Husmo murar Ismiiia para o que lem
o.ianjos; silo na iuu estrella do Rosario n. %1\
qutu. o pieleudei procure na ra do (Jueima-
uo loja ue Amonio de ; Leilo. [6
Aiuga-se uma casa terrea na Solidade n.
I?; os prelendeotes, dinjo-scaopateo do Cari.
mon 17. _
2 AGENCIA DE PASSAFORTES.
Na loa do Rangel n. 3, tiro-se passa por-
to para dentro e lora oo imperio, correin-se
loibas e despacbo-so esclavos ludo com bre-
v idade e por preco com mudo. (a
2 Airends-se uui sitio com sobrado, na
estrada de Belem o qual tem mullse diver-
sos utoitdu de frulj e paslagein para 20
vacias ; umaoia.ia toin casa para residencia
dorendelro, o multo'commoda, rom grande
armasem dedep sito de mstoiaes o qual se
pode transferir p0ra uma grande padaria ; na
ra da Gloria sobrado n. 59, ,8
A Na la \ precisa-se alujar pretal para venderem
a-eitc de Garrapato ; e laubem se vende em ca-
si, a 28 iO a caada Husmo ciii pequeiias por-
edu. (f
3Constando, qde Simio Antonio Goncalves
pretende vender lodo u sitio de i'onte d'Ucbfla
de qoe be smente coiu-seiibor.declara-se.que o
dito sitio perteoce tambem a seu iimo Fran-
cisco de Paula Boiges(u qual nao annuena ven-
da por ter deteiminado a purle que Ibe loca
l ara pagdi a um seu credor. (6
J.s-tu. -i de Ou lu oro de l4t, desapparo-
ceo um moleque de nome Paulo, de naco
(uitaina de 18 aiu.os pouco mais. ou menos,
esta liie salando buco de barba he um tanto
si 1 en do corpo abie os dedos grandes dos ps
un. laido para lora pernas linas, nariz chato,
olbos pequeos o avermelbadoa era ooiUima-
du andbi endeudo ddee de jalea em copos, por
toda a pune (.,.!,. eidade, julga-se ter sido lur-
tsdo porque nunca lugiu; logase a quaiquer
leoboi deeugeobo, ououtia pessoa quem el-
le lr ofierecido, ou poi acaso acuitado em seus
1111 1 no sortiineiiio de galantarias de mudas I ^
liara asSenboras apressa-se em avisaras p,-,-i, """"S' P'ebenderem e parliciparem a seu
soas do bom gosto e em particular as suas in-j *8l,no ^r An.oi.ui Jos Gonyalves Azevedo na
gu. as. acbo-se na sua .asa chapeos de sedas!,ua da Pii.io aimaseui de carne n. 19 que re-
ncos paraS< nimias lomas de padrocs modei- compeuctua u p,(oi.i todu e quaiquer desueza
nos comousSo asSeuboras era Pars llores de' uue se lizer. m-i
(17


2__ Muga-se urna casa de dous andares p
Sptao com rmasem. ita nu roa de Apello n.
7 ha pouco tewpo acabada rtssim oomo os
gund andar de ouira n ra do Amorim n. 70
este tod-> pintado, e com m Itol commodos
tprn mais um soto ; quem n< pretendo!, din
jft.st> ao pe d > tr-|'''h" do Pelourinbho, arma
sem de aurai de Sil*a ^ Antones |8
1 Preeisa se de um p-queno de t2 a IS en
n>s para aiviro de loja ; na praca da Ind-
pendencia n TO. :)
__ A meia reisedo'a da irmandade de S J"
deRibaM*r convida a l-id.i ns Innfioi par-
te wonlrem riominw) 9 i correle n > respec
livo consistorio pelas 9 ti ra< da mmihita
lim de se pletfe a n >*a in*a qoe ha de w'
no anno vir,doui<> de 18V > Si.
Cesar Kruger rom.irou por conla de Edu-
ardo Wenny um bilhete 5a quarta e ultima
parte da secunda nova lotera da matriz da Bu-
lista de n. 153.
Arrenda-se o sitio da Estiva, na Ibura ,
com casa de vivendn arvoredos de fruto, boas
baixas e anua doce de rio correte; qiiPtn 0 pre-
tender dinja-se a ra de Theresa casa n.
2, que achara com quem tratar
Francisco Antonio da Rosa declara que
nio tem prestado a sua firma a repreentaco
alguma.
Precisa-se de pretos e moleques para ven-
derrm aieite de carrapto pagando-se por
cada caada um pataca edando-sn meia ar-
rafa para quebras ; quem os Uve' annuncie por
este Diario, nu dirija-se a ra do Coeiho, casa
O. 2, segunda luja.
O abaixo asignad >, tendo de ir a Franca
' tratar de sua saude, constitup seu procurador
bastante nesta cidad?, ao Sr. Manoel Jos d S.
Anna eAraujo ; bem como fica o mesmo Snr.
Araujo com poderes para fazer a cohranca dos
devedores da liquidacao d.1 seu irma > Arestid s
Saisset, e declara que nada deve a pessoa al-
guma.Eugcnc Saisset.
Un Snr Por'u.'ue/., que reside nesta cida-
de e a lempos servia como oficial em urna fa-
brica de tecidos na cidade do Porto dirija-se
a praca da Independencia O. 4, para tratar de
um negocio de seu particular interesse.
O NAZARENO N. 87
Est a venda boje ao meio dia dia nos luga-
res do costume.
Oabaixo assignado advoga no civel e cri-
me os que se quizerem utilisar de seu presti-
mo o pdem procurar no pateo do Paraso c. 4.
Antonio Borges da Fonwa.
Jos Francisco Silva Carneiro minda pa-
ra o Rio de Janeiro o seu escravo de servico
de campo de nome Benedicto, de naco Cas-
sange.
1Pelo presente avisa-se ao respeitavel pu
blico que a fabrica de papelaodas Cinco-pon-
tas n 80, acha-se mudada para a casa n. 33, da
niesma ra aonde se acho promptos para
oais de massos de papelio de dillerentes n-
meros, o mais bem fabricado do patz; e na mes-
ma fabrica comprio-ae elTeetivamente aparas
de papel papelo livros, e toda a qualtoade
de papelao e papis velhos paga-se a 3 pata-
cas e meia a arroba e a maior preco seguo-
do a qualidade do papel, t (9
1 Desappareceo ha poucoi dias do pri-
meiro andar do sobrado n. ta. na ra Nova, um
cordo grosso ha bem di.er gnlhao du ouro ,
por ter as argolas soltas, urna l.sa e outra lavra-
da pezando 18 a -JO oildVas, e como se suppoe
ter sido iurtdo roga-se portante a todos os
ourives e mais pessoas a quem Ibes fof pre-
sentado para comprar o nao compran e se o ti-
verem comprado, hajo de o participar na casa
a cima, que Ihe sera entregue o que tiverein
dado po. elle guardando-se segredo da pes-
soa que o tiver vendido. Iti
1 Aluga-se o armasem do Passeio Publico,
junto da loja dt chapeos de sol ; os pretenden-
tes dirijao-se a loja da viuva Affmso $ Com
panhia na ra do Crespo que achai cun
quem tratar. (o
fAluga-se urna casa terrea na ra ataz da
matriz da Boa-vista com duas saUs 6 quar-
tos, corredor ao lado eosinha lora quintal
morado; a tra'ar na ra da Aurora n. 5S (4
1 Francisco de Paula eS u/a, subdito Por-
tuguez, retirase para o Rio ci Janeiro e leva
doos escravos Joaquim e Domingos. .'i
\Na fuidi(.o di Ierro e labrica de machi-
nismos na ra ila Aurora, continua -se a laier
com a maior presteza e perfeico machinas de
todas as qualiades e tamanhos como BejSo
machinas de vapor para eogenbos, barcas e ser
rarias, te, moendasde caima detonas as qua-
lidades serraras e qualquer peca para as mes-
mas barcas de ferro de. todos o taannos,
bombas e canos de ferro, varandas, c .lumnas.
portaes, solelras, guarla-purtoes, logde e em
gerol todas as obras [por grandes que sejlo,, que
a fazem em semelhaiitrs estabeleeiincntus na
Europa. Na mesma fabrica acha-se um sorti-
meoto de machinas de vapor da melhor cons-
truccopossivel e moendas de canna de to-
dos os tamanhos e algumas de nova invengo
e todas com aquelles melhoramenlos que a
louga pratica nesta provincia tcm mostrado se-
ren indispeosaveis tachas, machinas de moer
mandioca, de invencao desta fabrica, que pela
grande extraeco que tem batido, b* m moi-
tra o bom ell'eito que faz arados carrps de
mi, boceas de forno e de f >rnalha, crivos pa-
ra ditas mangas de carroca, ierres grandes de
ac, urna bomba de forca Brackma, para pren
sa bydraulica, ou para provar canos de ferro ,
p mallo, outros objeto, dte o,tureM ; boi | I- MWHrMHNM riquelw da me-
r.ili.la.ipd t.d.ses.as obras he garantida. (25 | dld. velha de arroz de casca na ra da Lrus
I -Alu.a sp urna g.ande casa na ra do Vi- j n. |; doug es de esporas de la-
ta'wn 3. lalvea maior e m-ilhor, qu ha no | 1 venaem se uo u ^d ..* ffrandp
I- Deseocsminhou se o bilhete inteiro o., de caitas vas.as do eorto as
Il'il da quarta piilli'na pirte da segunda nova
l t'-ria da ni itn. d< B ia-vista ; quem o tiver
Chad Taca o obepi'o de entregaros ra do
T Tres n 18 visio de nada poder servr.por es-
tar pr vinilo >Sr th-soureiro da mesma lote-
ra e o a i.-iuneiante ter provas suffl^ienles em
i- uno Ihe p'-rlence P*
I O Sr que levou um oatorio de flandfes
o-ra v nder n qual se nocoutprou pelo seu
mo estado de impeiieieto, na loja de pintor e
vidraceiro, na ra das Cruzes n. 28 queira
(uanto antes mndalo buscar do contrario se
ino responde por qualquer prejuiso que possa
haver. ^
i O Sr. que oncommendou II figuras de
gess; envernisadas pode mandar buscar, que ,
ha muito tempo, seacho promptas. (3
1Antonio Dias Souto usando de sua pru-
dencia declara a seus devedores da cidade de
Olinda, Ihe venhao pagar oque Ihe devem, pois
que lempo sullicienle Ihes teem sido concedido;
do contrario passar a executal-os judicialmen-
te e publicar seus nomes nos jomaos desta ci-
dade. Desta forma flear vedado aos_ incautos
Harem seus efl'eitos, que alm de os nao recebe-
rem teem de fazerem grossas dospezas em ca-
noas em idas e voltus. "u
iCaetano de Assis Campos embarca para o
Rio de Janeiro as suas escravas Isabel, de nacao
Kebolo e Benedila v
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
As rodas desta loleria aodo no dia l de
Abril do crrente anno eos bilhetes acbao-se
a venda oos lugares j annunciados.
Precisase de um caiseiro para padaria ,
que tenha chegado prximamente, e como tam-
bero de um pequeo para ajudar em um venda;
quem estiver nestas circumstancias dirija-se
ao pateo do liosptial na venda por baixo do
sobrado D. l6, esquina que vai para a Floren-
lina. (7
2 A mesa da irmandade do Snr. B. J. das
Chagas faz ver ao respeitavel publico, que, crio-
gando au coobecimeoto da mesma, que alguna
irinos teem despersuadido que a mesma ir-
mandade nao p6e patente a procisso do me>-
inu Sr. a mesma irmandade, por meio destu ,
laz ver que jamis deixar de por patente a
procisso do mesmo Sr. no Domingo de Ra-
mos lo do oorreote, como he de costume. (9
2Domingo Duarte Souza Rodrigues reli-
ra-se para lora do imperio. ("2
2 lTerece-se um rapaz Portuguez de 16
alios para caixeiro de qualquer estabeleci-
mento excepto venda ou padaria o qual j
tem bastante pratica de negocio e abona a sua
conducta ; quem o pretender dirija-se a ra
da Praia armasem n. 13, ou annuncie. (6
6 Li'LRIA DO GUADELLPE.
A lotera do Guadelupe que lora preterida
no andamento ue suas rodas, pelas de S. Pe-
dro Mariyr e tbealro deve correr impreteri-
velmeote no da 15 de Marco como por S.
Ex, o Sr. Presidente da provincia loi confir-
mado. Os b Hieles esto a venda as tojas de
cambio na ra da Cadeia do Rectfe na de
miudezas do Sr. Fortunato praca da Lfnio ,
oa botica do Sr. Moureira Marques em S.
Antonio, na botica do Sr. Couto largo da
fioa-vista e finalmente em Olinda loja do Sr.
Domingos nos Quatro Cantos. (13
C O Al V H AS
Compro-se 40 travs de 9 a 10 pollega-
,;is de grossura em quadro, e de comprimento
33 palmos ; na ra Nova venda n. 65.
iCompro-so diarios velhos,a 7 rs. a
arroba ; na 'ua da Senzalla-velba n. 9>. 12
2 Coinpra-se lumo para milo de cbaiu-
tos; quem tiver annuncie. 2
3Coinpra-se urna escrava que saina en-
gommare coser alguma cousa prefeie-se que
seja recolhida ; lainbem se troca por oulra es-
crava com as inesmas habilidades ou por um
.noleque ; na ra Nuva o 3o. (0
3 Compro-se garrafas vasias ; na ra Di-
rea n. 62. (2
VENDAS
1V ende-se um cavallo, que serve para car"
ro e qualquer outro mister por mdico pre~
yo ; na ra de S. Amaro n. 10 2
tVende-se um molecote carreiro e traba -
Iha de enchada um pardo de meia idade, que
trabalha de enchada trata de gado e tira leite,
por preco commodo ; na ra de Agoas-verdes
o. 70. (5
I Vende-se urna preta crioula de iOannos,
lava bem de varrella cosinba e be diligente
no sel viro onde tem venda. (4
1Vende-se na ra da Aurora n. 4, casa en-
carnada, dous pretos crioulos do campo, sendo
uui vaqueiro. (3
lVende-se urna escrava de naco, de boni-
ta figura, de 20 a '11 annos, cosinha engom-
la, cose, lava, e he quitandeira a vista do
comprador se dir o motivo ; e outra dita pro-
pria para campo; as Cinco-pontas n. 20 (o
n. 160 ; todo u negocio se far. 5
1_ Venden se remos de madeira do Brasil ,
todos de qualidade de boiar, lavrados e em bru-
to tro?o e estopa de linho ; urna rede de ca-
ma'rSo, nova ; em Fora-de-portas, ra do Fa-
rol n. 57. ,5
Vende-se ua praca da Independencia, Ii-
vraris ns 6 e 8 Novo Curso de Philosophia
por Qermet, traduiido pela Padre Mestre Lo-
pes Gama.
Vende-se um bom escravo do gento de An-
gola de 18 annos de idade, pouco mais, ou
menos ofilcial de surrador ; na ra do Lim-
mento n. 19.
Vendem-se 1800 palbas seccas de coquei-
ro por preco commodo ; no Coeiho padaria
de Jos Joaquim.
__ Vende-se mullo bom chocolate a 6800 rs.
a arroba ; no Caes da Alfaodega, armasem do
Sr. Dias Ferreira.
Vendem-se libras de retrox preto, azul-fer-
rete e sortido, de primeira qualidade, e por
preco mais barato do que em outra qualquer
parte ; resmas de papel almaco da Hollanda e
de peso; n1 praca da Independencia, loja de
miudesas n. 4.
Vende-se urna casaca de bom panno pre-
to por prego commodo; na ra do Livramen-
lo, loja de calcado o. 17.
Vendem-se riquissimas Ihesourinhas, por
terem excellentes cortes, estojos de navalhasde
superior qualidade facas e garlos-de cabo pre-
to culheresde casquinha caivetes de apa-
rar pennas ; na praca da Independencia n. 5.
2Vendem-se saccas de milho com alqueire,
ditas de farinha ditas de arroy pilado tudo
de superior qualidade : na ra da Cadeia do
culdadesde medicina da Europa, especialmen-
te contra sez5es e mais intermitentes rebeldes
e fcil de ser abracada pelo estomago sem alte-
ral-o ecom vantagem de combater as irritacoes
do flgado que de ordinario acompanho es-
tas febras cujos boos resultados teem sido ga-
bados por diversas pessoas desta cidade. (lo
3=Veode-sesebo ingles em camas, a 100
rs. a libra ; na ra das Cruzes n. 42. (2
;i_ -Vende-se ou troca-se urna canoa de car-
regar agoa por lijlos de al venara grossa ;
na ra estrella do Rosario n. 4. j
3Vende-se um cavallo noto, bom carrega-
dor ; na ra Nova loja n. 16. (2
l__Vendem-se superiores velas de carnauba,
eitas no Aracaty, a 360 rs. a libra ; na ra DI-
reita n. 62. (i
>>3Vende-se urna obra de tbeologia moral,
pelo Bispo Monte quasi nova e a recreaco
philosophia ; na| ra das Cruzes loja de re-
lojoeiro n n. 38.
8Vendem-se saceos com farello pelo m-
dico preco de 3/ e 5# ti. ; na ra da Senzalla-
velba d. 138. (3
v^. Vendem-se chapeos de maca
francezes de elegantes fermas, e
prova d'agua, superiores guarda-
soes pretos e de cores as mais lindas
que se tem visto; na ra do Crespo
a n. ii de liento Jos da Silva
loj;
Recifs armasem n. 8.
(4
2Vende-se farinha muito superior com
saccas e sem ellas ; na prsca do Corpo Santo
n. 4. (i
2Vende-se um cavallo ru?o muito bom
carregador e esquipador e muito novo ; na ra
do Queimado loja de ferragens n. 30. (3
2 Vende-se a casa n. t, da ra da Con-
cordia por preco commodo ; a tratar defron-
te da ribeira da Boa-vista n. 66. '3
2 Vende-se urna preta da Costa boa qui-
tandeira ecom habilidades; no pateo do Car-
mo n. 3, se dir quem a venda. 2
2 Vende-se calcado da todas as qualidades,
tanto para bomem como para senhora e me-
ninos ; na praca da Independencia n. 28. (3
2Vende-se um sitio na Vanea no lugar
Corredor de S. Joo o qual deita o fundo no
rio Capibaribe e tem arvoredos de fruto ; um
sitio na Ibura coro Ierra foreira ao sitio Alle-
modaquelle lugar; urna escrava da Costa,
de bonita figura e de 22 annos de idade ; na
ra da doria sobrado n. 59. ("
2Vende-se urna bonita escrava de 24 an-
nos perleita er.gommadeira e costureira, bor-
da, faz renda, bico e lavarinto ; um dita cosi-
nheira engomma, faz renda, bico e he de to-
do o servico, por 300/rs ; duas negrinhas de
10 a 13 annos, muito bonitas, jcosem mui-
to bem ; na ra Direila n. 81. (7
2Vende-se urna escrava moca sem vicios,
nem achaques propria para todo o servico; a
tratar com Manoel Gomes Viegas na ra do
Crespo. *
2 Vende-se um escravo de naco, de bo-
nita figura de 20 a 22 annos ; na ra da S.
Cruz n. 74. W
2Vende-se um realejo de corda, com mu
boas vo7es, e tendo 6 marchas por preco mui-
to commodo ; na ra do Queimado, loja n. 5.
2 Vendem-se saccas de farinha de mandio-
ca, de superior qualidade a f'/ rs.; no arco de
S. Antonio loja n. 2. 3
CHARUTOS REGALA
2Na ra da Cadeia do Recife n 46, ha sem-
pre um grande sortiroento deste genero pelo
mais barato preco possivel 4
2 Vendem-se dous pianos horisontaes de
boas vozes, e quasi novos; oa ra do Collegio
o. 15 das 9 horas da manba as 4 da tarde .
e muito em conta. '.4
3Vendem-se cavallos para sela e carga ;
tambem curo-se e sangro-se; na ra da Con-
ceico da Boa-vista n. 60. 3
3 Vende-se um diccionario portuguez por
Moraes, quarta edico, v. em folio; um thea-
tro ecclesuslico, 2 v. em quarto ; na ra da
Cadeia do Recife, loja de Jos Gomes Leal. ,2
3Vendem-se.por muito commodo preco, os
preparos de fazer velas de carnauba por um
modo novo que pode lazer urna grande quan-
lidadeem um dia e com muita facilidade ; na
ra daslriucheiras n. 22 ; e oa mesma casa
aluga-se um armasem que loi de madeiras ,
ptimo para qualquer eslabelociroento, por pre-
co muito barato. S
3 Vende-se um preto oficial de pintor no
que he perito ; em S. Amaro, em casa de Fran-
cisco A. C. Guimares. (3
3 Vendem-se saceos com arroz de casca a
3520 rs. ; na ra largado Rosario esquina do
quarlel de Polica n. 21. (3
3Vende-se na botica da ra estreita do Ro-
sario n. 27 defronte da casa amarella limo-
nada gasosa febriluga preparaco especial ,
bastante accreditada e recommondada pelo seu
bom sabor, por varios mdicos de diversas (a-
Magalhaes.
Y ende-se potassa russiana de
superior qualidade, por ser no-
va ; na ra da Cadeia velha, arma-
em de assiicar n. \x.
Na ra do Crespo, loja n. 11,
de liento Jos da Silva Magalhaes,
vendem-se ricos cortes de seda da
Escocia, brancas pretas e de cores,
sarjas, pretas napolitanas com lus-
tro de seiiiri maco, sarjas pretas
dita hespanhola lisa e com flores,
setim de Maco preto patente, bicos
pretos de toda- as larguras e muito
finos, novos cortes de tarlatanu com
listras avelludadas, gostos ainda
nao vistos e em corles de 8 1/2 va-
ras, e outras nmitas fazendas de
gosto, e por preco commodo.
ESCRAVOS FGIDOS.
Anda est fgida a escrava Mara, a qua
tem os signaes seguales muito alta, com urna
belida no otho esquerdo desdentada na fren-
te ; esta preta he muito conhecida por ter de
costume muito a ligo vender po-de-l junto
a ponte da Boa-vista ; osapprehendedores coo-
duzo-a a casa do 'Pnente Joo Pacheco Alves,
junto ao (Juarlel de Polica ou no sitio da ca-
pella do Rosarinho.
1Na manha de 5 do crtente desappare-
ceo um muleque de idade de 12annos, de naco
Gabo, alto, secco, bonita figura oihos vivos,
um pouco risonho, tem entre as sobranselhas o
signal de sua trra, tem os ps cheios de cravos,
motivo por que Ihe custa andar; levou calcas
azues e camisa de chila tambem a>ul e de qua-
dros tem por costume de andar com a camisa
por lora das calcas, por detraz e amarrar estas
adiante, em lugar de abolual-as; ha toda a des-
corii.inca, que o dito moleqne foi Iurtdo des-
de a padaria franceza do Atierro, atoa praca da
Boa-vista ; levou urna tina pintada de azul e
arqueada de Ierro, com algomas compra ; pe-
de-so portanto as autoridades policiaes e espi-
taos de campo de apprebenderem o dito escravo
aonde elle apparecer; assim como se proceder
com todo o rigor da le contra qualquer pessoa,
que o teoha oceulto e no caso de o pegaron,
pdem leval-o na Capunga sobrado novo, ou
na ra daSenzalla-velha n. 138, que ser gene-
rosamente recompensado. 1U
Ainda se acha fgido o preto Manoel, Bea-
guella, alto, e secco, pernas finas rosto com-
prido, cor fula, sem denles da parte superior;
levou camisa de bnm branco, com remendos ,
calcas de ganga amarella e rola, chapeo de pa-
Iba de carnauba ; quem o apprebender entre-
gue a seu senbor Marcelino Jos Lopes, mora-
dor na ra da Alegra, casa n. 34, que genero-
samente recompensar.
2 No dia 2 do crrenle, ao anoutecer, fgio
da ra do Bium um preto de naco Costa que
representa ter 40 e tantos annos de idade es-
tatura alta poitos-largos bastante lorie, den-
tes limados e pretos nao tem signaes de sus
naco d por nome de Antonio he bastante
bucal ; levou camisa e calcas novas de algodo-
sinbo da torra; tambem tem urna lerna em urn
dedo das mos; quem delle tiver noticias, e o
capturar, pode dirigir-su a Fra-de-porlas, p1
do Pillar casa n. 132, que ser generosatnei
te recompensado.
ll
petan; tp de m\ f. defama
845.


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