Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05527


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Full Text
Anno de 184&
Quinta Fcira 6
'i Idilioj-blim-M lodosos diseque nio forana santificados : o prego da asaignatora
fe, de tres il re. por quartel pagos adian.adoe, Oe annuncios dos sesionantes fio inaeridna
raao da 20 ria por linha. adris em lypo diferente, e ai repeticdes pU amatada O
qai nao forem asaigaaatts pagao SOreiapor linha,160 typo diferente, o, csdapublicscao
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Cuinil]' Parahjrba,aagundaaa sextas fe ras. Rio Grande do Norte, Onega a 8 e Jj a par
M < 40o 24.Cabo, Serinhasm, RioForaaeeo, Macer, PortoCaleo, a Alagse; ao 1.
ti e ddccada mea. Garanhnna, e Bonito a 40a 24da cada aaei___ioa-Tete a Flor
ea a 43 a 28 dito. Cidade da Victoria, quintas fe irla. Olinda todoa oe diae
DAS DA SEMANA.
.'( 5eg. a. Hmete io. And. do J. de D. da 2. t.
4 Teros '. Uaaimiro. Re, and. doJ. de D.del. .
5 Qoarla a Tbiofilo. And. J. de I). d. 3 r,
(i Quinta Olegario. And do J. de D. da 2. ..
7 Saiu .Peipetoa. Ad. do J. da D.da 4. ata.
8 Sab. i Qointillo Ral. aud do J. da D.da 4. t.
9 Doae b. da quarcana a francisca-Romana.
de Ufarlo
Anno XXI. N. 53-
fa.u agora depende da aoe esesmos; da nona prudencie, aioaemgao, aeaergia : oon-
iinuemoa aomo prinaipiamoe a eereaaua apontadoa com admiragao entre aa naoee mais
>>!. (Proclamag.. da Alaeaablea Geral do liasil.
CiHIIOf ao
Cambiaagobra Loadree 2fi i,2
a Paria *7'2 rea por frlnco
a iiafloa 40 por 400 da premio
*oda da eobr* ao par.
Idim da leiraa da boae fina a 4 porojo
ta 5 o n*v'".
Our.-Moedade 0,400
a a Pt.
> da 4.0U
Prsta--falsese
. PaaOe eolummnarea
. Ditos bmiicanoa
compra
47 '.'00
47.000
ia.JJU
4,980
4,'JHU
4.VU0
re.de
i7,0O
47,200
; ouii
?00tf
i OoO
i, w
PHASES DA LA NO MEZ DE MAliyO.
Lcaaoea a 8 ai 4 b. a 47mia. da man. l La abeia a ":( .a 5 boras a 59 mia da i.
Craaoanta a 45 as 14 huras a 3} m, da tarda. I Miaguanls a 30 af 3 boraa a 44 mia da t.
Prtmmmr de hoje.
Primeara as horas 54 r.m. da manh.ia fSegunda aa 3 horas e ISmieutoa da t.
mBaBBBBBBBBmaaBBBBammmmmmmminmmmWriaua=v^^ :.
DIARIO DE PERNAMBI7G.
PRRNAMBCO
ASSEMBA PROVIIVCIAL.
CONTINUAgA DA SESSA DO DA 4 DE MARCO DE
1845.
OSr. Prndente : Segue-se a prinieira dis"
ciwso do projecto n 21 do anno de 1844 e he o
seguinte :
A assembla legislativa provincial de Per-
nambuco resolve :
ARTIGOS ADDIT1VOS.
Artigo Io As arremataces de iinpostos sero
annuaes, e o seu preco ser pago adiantado ou
no total, ou por prestaces correspondentes a
prazos determinados.
Art. 2o Todas as administraces, corporaces,
chefes de repartices e einpregados dependen-
tes da assembla provincial, e que recebein di-
nheiros dos cofres provinciaes, remetter no
Io de Janeiro, por intermedio do presidente da
provincia, assembla provincial um relatorio
circutnstanciado de tudo que no anno econmi-
co lindo tenha sido feito, do estado da reparti-
rn ou estabeleciinento, suas relaces eom ou-
tros, progresso, necessidades e obstculos,
c(iin indicaces das medidas mais uteis a seu
respeito.
Art. 3o A thesouraria provincial, com o rela-
torio do artigo antecedente,remetiera, o balanco
das contas do anuo lindo com todos os docu-
mentos e informaces, o orcamento da receita e
despeza para o anno seguinte, e no 1 de feve-
reiro 'remetiera igualmente o balanco do pri-
meiro semestre do anno corrente.
Art. 4o O presidente da provincia nomear
urna commisso de pessoas intclligentes, e de
probidade e zelo para examinar o estado da the-
souraria, e dar conta de ludo que achar.
Art. 5o A thesouraria apresenlar commis-
so todos os seus livros e cofres, prestar todas
as informales verbaes ou por escripto que a
commisso exigir, sendo os seus membros tra-
tados com niuita attencao por todos os empre-
ados da thesouraria.
Art. 6 O presidente da provincia dar ou ne-
gar sua approvaco s cotilas da thesouraria
provincial, depois do exanie da commisso, po-
dendo mandar proceder a quaesquer exames e
informaces, e submetter tudo a assembla
provincial.
Art*. 7 O presidente poder nomear comniis-
scs especiaes para examinar o estado de qual-
quer repartico ou adininistraco, e tero lu-
gar a seu respeito as disposi9es antecedentes
no que lhes fumn applicaveis.
Art. 8o Sero demolidas as cavallaricas da po-
lica no campo do Palacio.
Art. 9o As causas da fazenda provincial corre-
rn no foro coniinitni, observando-se o proces-
so marcado as leis da fazenda.
Art. 10. Fico revogadas todas as leis edispo-
sicdei em contrario.
Pac.o da assembla legislativa provincial de
Pernambuco, 13 de abril de 1844.M. Taquee.
O Sr. Taques: Sr. presidente, ped a patavra,
nao para sustentar as diversas disposicoes do
projecto, porm para dar una explicaco a as-
sembla sobre elle, visto que est sob ininha
assignatura : Sr. presidente, os diversos artigos
(leste projecto foro ott'erecidos por miin, como
emendas da lei do orcamento o anno passado;
um honrado deputado que se assenta daquelle
lado da casa, e que se acha em frente de mim
(o Sr. Sr. Francisco .loo) julgou que era mais
conveniente, que estes artigos se separassem
daquella lei, ese apreseiitasseinein outraocca-
sio, e assim resolveo a assembla; mas inuitos
destes artigos nao teem relaco entre si; nao
teein connexo uns com os outros, como se re-
conhece, e attendendo, por exeuiplo, ao artigo
8o e anda ao artigo Io. Ha pois setn duvida
neste projecto materias heterogneas, porm a
assembla pode na discusso suppritnir alguns
artigos, deixar subsistir outros e at augmen-
tal-o com alguns novos, em lint fazer oque jul-
gar mais conveniente; c dahi seguir-sc-ha que
o servico publico sempre gauhar, embora( co-
mo eu j reconheci) a forma, por que o projecto
est redigido, nao seja a melhor, e mesmo algu-
mas de suas disposicoes sejo de pouca ou nen-
liuma relaco entre si.
O Sr. Lopet Gama: A inaior parte dos pro-
jectos sao assm mesmo.
O ir. Francisco Joao:Na verdade o nobre de-
putado, autor do projecto, tcm razo quando
diz, que em consequencia de observa9es feitas
o auno passado por um deputado, que se as-
senta defronte delle, foro as suas emendas con-
vertidas em projecto; isto he verdade, c o moti-
vo, por que assim se procedeo, foi porque a im-
portancia de cada urna das suas emendas era
l'l,_tjue se julgou que a sua discusso nao con-
vimW, quando se tratava de utua ultima vota-
fo da lei do orcamento; entendeo-se, que se-
ria conveniente que o seu examc fosse mais ma-
duro e circuinspecto; esta foi a principal razo,
por que a assembla approvou, ou adoptou a
opinio daquelles, que assim se expressro;
mas o que se seguio foi um resultado, que por J
e*mmmmmmmmmvmMrauuBmimeWAaammBm>aanjmi
certo a assembla nao teve em vista naquolle
momento; porissoque se apresenta um projec-
to, nao sude urna natureza muito diversa entre
cada urna das suas disposicoes, mas que esto
mesmo mal ligadas : para remediar este mal, e
ao mesmo tempo nao destruir o pensamento
do autor das diversas emendas, porque na rea-
lidade o seu pensamento he bello, e deve ser
approveitado, eu seria de parecer, que se re-
mettesse o projecto commisso do orcamento,
(ou mesmo a urna commisso especial) para for-
mular um, dous, ou tres projectos, sobre que
a assembla possa resolver; por quanto he f
ra de questo que sobre o que actualmente se
discute, nao he isso possivel, porque elle nao
he mais do que um lecheado de pensaineiitos
diversos, milito bellos sim, mas muito diversos.
l'mavoz:He una feijoada.
OSr. Francisco Joo:Sao heterogneos, nao
teem relaco alguma uns com os outros. Este
meu pensamento, on esta ininha opinio, sup-
ponho que ser adoptada por quasi todos os
membros desta casa, porque todos reconhecem
que o projecto nao est em estado de se discu-
tir; por isso eu, concluindo, pedrei licenca a
V. Ex. para fazer um requerimento, e he o que
vou lr:
Requeiro que o projecto em discusso v
commisso do orcamento, para introduzirna lei
fnanceira as disposicoes, que entender con-
venientes.
Apoiada a emenda entrou em discusso.
OSr. Lopes Gama:- Sr. presidente, tendo ou-
vido a historia deste projecto, e lendo os seus
artigos, vejo que quasi toda a materia delle diz
respeito a fazenda provincial; logo, parece-me
nimio conveniente, que elle v commisso de
fazenda, OU do orea metilo, para ([liando dr o seu
parecer sobre o mesmo orcamento, introduzii
estes artigps sas verbas respectivas, sendo escu-
sado discutir-se agora um projecto que versa
sobre materias heterogneas; porque apaar de
que quasi todos os seus artigos tein relaco cbi
a fazenda provincial, comtudo alguns existem.
que nao tem com essa materia connexo: v
pois commisso, e o nobre deputado que he
Miembro della, introduza estes pensamentos de-
baixo das ditlrentes verbas do oreanieuto : as-
sim he possivel, que se faca alguma cousa de
utilidade, mas nao se se quizer discutir mate-
ria de fazenda provincial, com aquella que diz
respeito demolico das cavallarieas da polica;
porque mesmo nao sei se nos podemos fazer is-
to; e seno, perguntarei primeiratnente se as ca-
vallarieas pertencem fazenda provincial ou
nao; porque nao pertencendo, nao sei como se
podero mandar demolir.
Sr presidente, concluo, votando pelo reque-
rimento que creio tempnrfim, pedir que esse
projecto v commisso do oriniento para n-
troduzir estes artigos debaixo das verbas res-
pectivas, a lim de que depois resolvamos o que
fr melhor.
O Sr. Taques: Sr. presidente, compraz-me
muito que os honrados deputados, que me pre-
cedero, tenho adiado alguma utilidade nos
artigos que hoje sao submettidos discusso
desta casa; nao posso todava concordar com o
requerimento de adiamento, que foi apresen-
tado; por isso que eu nesses artigos ten lio em
vista satisfazer a nina das necessidades mais ur-
gentes dos trabalhos desta assembla, qual he
a da fiscalisaco dos dinheiros pblicos, ca to-
mada de contas; urna das partes mais impor-
tantes do nosso mandato; porque he principio
incontestavel que contas, e fiscalisaco dos di-
nheiros pblicos, sao condices capitaes do sys-
tenia representativo; para o tornar urna reali-
dade ofireci diversos artigos, que sao aquelles
de que se compoe este projecto, os quaes foro
acompanhados de outros que sao additivos do
nosso regiment interno, artigos muito impor-
tantes, para preencher o fin que tenho em vis-
ta, e por esta occasio, eu rogo a mesa que se
digne dar alguma attencao a essa indicaco a
que ine reliro, para que julgando-a de alguma
utilidade a aprsente consideraco da assem-
bla : nessa indicaco tinha por fitn fazer, com
que a casa podesse ter os difi'erentes esclareci-
inentos, necessarios para os seus trabalhos, e
regularmente conhecer das contas da thesoura-
ria provincial; porquanto a experiencia tein
mostrado sufficienteniente, que nao he possivel
fazer ideiadas contas, e tomal-as thesouraria,
por meio desta assembla, sem dlviso do servi-
co, e sem enearregar alguma commisso espe-
cial por quem o trabalho seja preparado sullici-
en icinente. isto foi o que tive em vista, nao so
quando apreseutei essa indica;o, que me re-
liro, mas tambem quando se me suggeriro es-
tes artigos. Mas agora, o Ilustre deputado que
o anno passado propoz que estes artigos fossem
reservados para unta resoluco especial, pede
que elles sejo rmettidos commisso do or-
camento, para seren de novo elaborados; ora
isto nao me parece conveniente, por quanto en-
tendo, que o projecto apenas carece de algu-
inas suppresses, que se pdem fazer na segun-
da discusso; por cxemplo, eu supprimia o ar-
tigo 8*, supprimia tambem o artigo 1, com
quanto o considere de umita vautagem, porm
propol-o-hei na lei do orcamento, supprimia
aquelles que nao tcm relaco eom os princi-
pies do projecto, deixando esses principiaes,
rjue sao aquelles como j disse, que tein por
hm a fiscalisaco das retida publicas; e esloii
tanto mais firme nesta ininha opinio, quanto
vejo que o nobre deputado sugeita o projecto a
um circulo vicioso; o anuo passado, quando es-
tes artigos foro apresentados a assembla como
emendas lei do orcamento, o honrado depu-
tado apoiado por outros, requereo, que os arti-
gos constituissein lei especial, para seren dis-
cutidos por si, indopendentes da lei que elles
foro appostos como emendas; hoje. o mesmo
nobre deputado pede o contrario, pois que re-
(|iier, que elles nao solliao una discusso espe-
cial, porm que vo commisso do orcamen-
to, para introdiizil-os, e ptopl-os na lei rinan-
ceiraj/Ora parece-me que isto he sujeitar o pro-
jecto a um circulo vicioso, o qual nao ter mais
fin. Sr. presidente, eu pela ininha parte de
claro, que nao tenho mais nada a accrescentar
estes artigos, como niembro da commisso nao
cont propr seno dilterentes suppresses de
alguns artigos, as quaes apresentarei como e-
mendas na lei do orcamento.
OSr. Reg tarros :Sr. presidente eujulgo
que o projecto he de utilidade mas reconlieco
que elle tem materias dilterentes nao digo s-
mente o artigo 8., porque nao se trata disso ;
mas o 1." que he um artigo pie deve ser dis-
cutido nesta casa para se ver as suas vanta-
gens e desvantagens e o qual ninguem dir
que tem relaco com o 2., 3." tic. Concordo
pois em que o projecto v commisso nao
paran incluir na lei do orcamento porque en-
tendo que a natureza destas medidas deve de
ser permanente e porque quizera que na
lei do orcamento s entrasse o que fosse receita ,
e despeza cousas que posso ser revogadas
animalmente ; mas sim para que ella d sobre a
materia mjeita um parecer sobre o qual a as-
sembla possa resolver ; propondo um ou mais
projectos como Ihe parecer mais conveniente ,
para se conseguir o desejado fin. Neste senti-
do he que voto para que v conmiisso e es-
pero que o Ilustre deputado convir nisto.
O Sr. Maciel Monteiro :Sr. presidente o pro-
jecto nao pode ser adoptado na forma por que
est redigido nao pode como est entrar em
discusso ; o seu tiiu he o melhor possivel, o
seu pensamento he bello, porque elle quer a
fiscalisaco das rendas publicas a intenco do
Ilustre autor do projecto he lisealisar a receita
publica he estabelccer medidas para essa lis
calisacao ; ora fazer um projecto separado con-
tendo 2, 3, 4 medidas e isto quando essas me-
didas pdem ser infinitas nao me parece que
seja o mais conveniente. O nobre presidente
da provincia fez no seu relatorio algumas indi-
caces a respeito da fazenda publica propoz
ou indicou, por exeniplo a suppresso da
mesa das diversas rendas fez. mais outras indi-
caces e quem sabe se a commisso adoptar
esta ou aquella medida indicada pelo nobre
presidente ou se mesmo ter alguma sugges-
to que Ihe pareca conveniente para estabele-
cer um novo sistema de fiscalisaco o que ser
prejudicado por urna discusso extempornea?
Parece-me pois que o que seria mais acoinmo-
dado he que esse projecto como diz respeito
a fiscalisaco da receita publica v coininis-
so competente para que essa commisso pro-
ponha as medidas que julgar convenientes ,
mas em grande escala. Kn nao estou, Sr. pre-
sidente muito instruido dos trabalhos desta
assembla acredito que sao muitos perf'eitos ,
reconlieco a sabedoiia dos seus membros con-
fesso-a ; mas euteiido que em materias taes
muito haver anda que fazer ; talvez que haja
deterininaces da assembla que proveni os
seus bons desejos que mesmo tenho por lim
a boa fiscalisaco dos dinheiros pblicos mas
apesar de tudo isto emendo que anda muito ha-
ver que fazer: e pederemos nos nesse muito
contar 3 ou 4 medidas soladas Parece-me
que nao, e anda mais razo tenho para persis-
tir na ininha opinio,quando vejo ueste projecto
alguma disposicu que nao he fiscal, por isso
que se acha ordenado no artigo 2. que as eor-
poraces estabelecimentos &c. se entendo
com a assembla provincial sobre esta mate-
ria de contas : ora isto parece-me que nao pode
ser tomado em consideraco ; devenios enten-
der-nos com o poder executivo Ja provincia ,
este lie que tem de tomar estas informaces e
seguir o pensamento da assembla, se esse
pensamento nao for completo poder-se-ha exi-
gir do poder executivo novaniente as informa-
ces que se julgarem necessarias isto sim ,
mas nao fazer como tributaras da assembla ,
todas as corporacoes publicas, isso nao acho
conveniente : islo Sr. presidente tomc-se
como dicto de passagem, e para que tal se con-
sidere passarei ao ponto da questo dizen-
do que eliminando-se 2, ou3 artigos do projec-
to nao sei o que delle resta. Sr. presidente ,
eu tambem quererla como o Sr. Reg Barros,
que a lei do orcamento fosse tuna lei de re-
ceita e despeza lei de budjet proprianiente ,
que nao tivesse disposico que nao fosse aunu-
al; he esta a fcico das leis de orcamento mas
poneremos nos conseguir este desidertum'* po-
derenios mis lisongcarino-nos que tendo uina
grande inliiiiilade de medidas submeltidas
nossa consideraco postamos fazer mu pro-
jecto em que se atienda a toda a lise.ilisaco
da fazenda publica para que na. le do orca-
ineutn v s O que disser respeitoa receita e des-
peza .' Creio que nao ; enlo por certo nos ve-
remos obrigados por falta le tempo a incluir
na lei do orcamento oque nos parecer conve-
niente este respeito muito mais quando as
medidas de fiscalisaco tem milita connexo
com a lei da receita 8 despeza : por lano voto
pelo requerimento to Sr, deputado Francisco
Joo, mas nao pata que a commisso introdu-
za estes artigos na le do orcamento ; mas sim ,
para que proponha sobre a materia o que enten-
der necessario ou na lei do orcamento ou em
um ou mais projectos em lim oque fr ne-
cessario sobre a importante materia de fiscalisa-
co porque eu entendo e tenho como prin-
cipio invariavel. que tudo quanto sahe da al-
gibeira do eontribiiinte deve saber-sc que en-
trou cHctivainciite para os colies publicos e
que tudo quanto existir nos cofres publico-.,
seja receita provincial ; isto he,que a legislatu-
ra provincial cont com todos os recursos que
existirem no tltesonro provincial, que a legis-
latura nao eslabeleca disposicoes e impnstos il-
lusorios que nao se estabeleco obrigaces
que nao sao realisadas para que uo aconteca
(como tenho visto) que se rescindo contratos a
cada passo. He preciso pois melliorar este sys-
teina estabelccer una ordeiu mais regular ,
mais precisa mais conforme com os principios
da sciencia em materia de receita c despeza ;
porque o que existe nao lie sulliciente para pre-
encher todas as vatageus que temos eni vis-
ta : voto pelo requerimento.
Sr. 1." secretario leo o seguinte requeri-
mento :
t Requero que se adi para o dia seguinte esta
discusso para que a commisso proponha o
que melhor convier. Taques. -
O Sr. Lopes Gama : Sr. presidente, o primei
ro artigo do projecto em discusso que se po-
de dizer a cabera do projecto he o que mais
me determina a votar pelo requerimento do Sr.
Francisco Joo; o pritueiro artigo diz assim {leo.)
Parece-me, que he este um dos artigos, que de-
ve ir para a lei do orcamento porque me pa-
rece que esta medida he daquellas, eme convem
seja annua porque pode a experiencia exigir,
3ue ella nio continu ; visto que os contratos
os dilterentes ramos da receita publica pdem
passar por vicssitudes ; pode convir este an-
uo que tal arremataco seja anima, quando
em ou tro convenha o contrario ; nao convem
pois que esta medida seja permanente; logo es-
te primeiro artigo, que he a cabeca do projecto,
he que est reclamando que va para a lei do
orcamento, porque s a lei do orcamento por
isso que he annua he que he a competente a
esta materia que tem relaco com contratos ;
e como eu entendo, que o projecto mesmo nos
est ensinando a votar a favor do requerimento,
que se fez para que v commisso do orca-
mento para iulrodusir estes artigos, segundo
as verbas do mesmo orcamento he neste sen-
tido que voto.
O Sr. Taques : Sr. presidente, apresentou-se
um requerimento de adiamento desta discusso,
remettendo-se o projecto commisso de fazen-
da e orcamento, e tendoeu, ha pinico, combati-
do o adiamento que se propoz cedo agora de-
pois das observaces leitas pelo meu nobre col-
lega da commisso e concordo desde j que o
projecto va conmiisso, esperando que o meu
honrado collega, cojos talentos cu muito apre-
cio, e reconheco, desenvolver osen pensamen-
to ein todas as suas partes, para fazer este gran-
de servico sua provincia porque eu hoje es-
tou persuadido que nao ha nada mais til, do
que estabelccer me ios proprios para a boaar-
recadacio tas rendas provincias e para que a
sua distribuieo se faca de urna maneira fiel e
conveniente, ti lim de que os contribuintes nao
sejo vexados e seus soccorros se aproveitem:
voto poii.mili pelo requerimento, conforme foi
proposto.
O Sr. presidente: Vou consultar a assembla,
se julga terminada esta discusso.
Consultada a assembla resolveo pela aftir-
mativa.
O Sr. Taques : Peco licenca para retirar o
meu requerimento.
A assembla decide que sim.
O Sr. Reg Rarros : V. Kxc. tem a bondade
de mandar lr o requerimento que se vai vo-
tar .'. [ tco-se.) Fu pedirei a V. Exc, que po-
nha esse requerimento votaco por partes ;
porque cu insisto na ininha ideia; nao concordo
com as opinies do Ilustre deputado que en-
tendeo que o artigo l.'devia ser incluido na
lei do orcamento por isso que o artigo falla ,
ou trata de arremataces annuaes : nao sou de
tal opinio : o artigo I." envolve militas ideias ,
que preciso ser desenvolvidas na discusso;
porque o artigo diz.assim (leo.) Ora veja o nobre
deputado, que complexo de ideias aqui se apre-
..


9
sonta veja a sua importancia p depois dir ,
se isto conrem que seja inserido na le do or-
< amento. Sr.presidente, v. projecto .i commis-
sao < esta propouha o que Ihe parecer justo ;
puraque assim se faca, peco que a volacao seja
por partes; porque eu voto pela pi incita e con-
tra a segunda
O Sr. presidente: o requerimento nao diz ,
que a commissan Introdusa estas disposicdes na
le do orean tent, di/., que as inlrodlisa na le fi-
uanceira e lei linauccira nao he so o orca-
iiienlo.
( Sr, Mniiil Montrin: Ku ped a palavra
nicamente para rogar assembla qup con-
fie alguma cousa ntelo da connnisso do or-
camento a cerca do mudo de proceder ein si'iis
trahilhos; ellaattender aoobjecto como a
sua gravidade pede c a cmara depois appro-
vara ou regeitara o sea trabalho.
Submettido o requerimento ci Sr. Francisco
Joao votacao be approvado.
Kntrou cin segunda discusso o projeclo II. 18
do auno de 1844.
Art. 1. llavera na ciilade do liedle un cont
lhogrral de salubi dado.
O Sr. Tuques oH'ereceo a seguate emenda :
nequeiro que se supprinia a palav ra geral.
Foi, na forma do regiment, anulada a emenda.
OSr. M'tcel Munich o: Sr. Presidente, cu t-
nba tenc.io de pedir o addiamento deste pro-
jecto por (> ou S das apenas; mas a importancia,
to reconhecida, da materia que elle trata, os
nonios dos nobres deputado* pie se achilo subs-
criptos no projecto, que sao coubecedores da
malcra, as Sitad tutes c tlenlos, me iiiipdem o
deverde recuar ueste proposito ; e meobrigao
estasdfliculdadc9,que pondere!, a conformadme
com a opiuiao daquelles que quereip discutir,
ja e ja, o projecto mas declaro que, se appare-
cesse alguma voz que pedase o adiamento, eu
o anotarla.. .
(i Sr. Carntiroda ('uuhn : Ou vice-versa.
U Orador : Em cousequencia, declaro que
me nao acbo habilitado para cniittir mu jni/o
6 voto sobre materia lo importante, porque
por corto a sua importancia ninguom Ib a con-
testar, a sua utilidade he inauilcsta ; mas se ]ior
ventura nina ui organisacac, un descuido, nina
folla honver no projecto, pude trazer iiicouve-
nicutes que destruo os benelicios que quere-
mos conseguir, e terrinos euto de nos argir
da precipitacao com que nos hacemos.
Sr. Presidente, eu nao assisti priineira dis-
cusso diste projecto ; lie uella seguramente
que os nobres diputados, autores dille, tivero
occasiao de expr cmara o sen pensauento
dominante: fol en to que de rao desenvolvimento
9 osse peiisainenlo, sobre tudo a cerca do modo
por que encararan a organiaacfio do projecto
entretanto que uas vircumstancias actuaos vejo-
me privado das Iii7.es da connnisso j mas pela
emenda que un Ilustre deputado, signatario do
projecto, acaba de ollerecer considorac.no da
cmara, qtianilo propuz a suppivssn da palavra
geral, vejo que o nobre deputado nao encara a
queslo como ou, nao concebe un cousclho tal
pial eu linha imagiuadu. um conselbo de salu-
bridad!' publica ostabelecido na capital da pro-
vincia, o qual enteudesse sobre todas as mate-
rias medicas, esobre indas as corporales ou
delegacvrs que tenhiio tle ser estahelecidas na
provincia, de mancha que fosse o centro de to-
da a hyglcne publica mas, supprimindo se a
palavra geral, como enli nde e piopoe o Sr. de-
putado, lico as all billones do proj co redo/i-
das a oapilal uiiicaiiicule ; ora, na ic aullado, si'
assiin be, cu teiei de uir pronunciar contra rssa
idoia.
Sr. Presidente, por Taita do iiioditaco sobro
esta materia, uo posso mesnio lormular urna
opiuiao, nao sei qual seja o i. < 111 o ; entretanto
taco estas ohsirvaeoos para mostrar que real
mente o projecto la I vez ganbasse, por corto ga-
nliaria limito, riu ser adiado ; mas ufiosepodi
duvidar que amatoria lio limito importante, p
nao be agora a occasiao prop ia de tratar da ge-
neralidad!' do projecto ; essa occasiao j passnti
isso linha lugar, quando, o anuo passado, o pro-
jecto entiou i ni priuii ira tliseusso | l"i ruto
que provaveliiiente so tralou la utilidade do
projecto, ciiio se mostrai ia si m duvida que elli
lio iuipoi laiilissinin, lal qual cu o encalo, isto
he, ein geral ; rnloiido que deve liaver mu cor-
lio colloclivo que si ii q n i en leuda fin Indo qua li-
to be polica medica, propriaiuoute dita hygii ne
publica, o talvez niesuiu pi lo que diz ri spi lio
medicina legal. Ku sei que nos avilamos algo-
mados pi l,i Iogislaco geral, si i que esto conso-
Ibo de salubridado publica lian pude ti r lodo o
desenvolvimento que teria, se us mo estivesse-
inos ein tais ein umsiancias, se por ventura
iiouvcssoiiios de i stalioloeer una leglslaco que
nos, nossa vontade, pndi ssi mos revogar ou al-
terar ; en to sim, porque eu quererla, norex-
oniplo, ne se dotormiiasso na le aquillo que
esta ostabelecido em alguma part da Europa,
isto he, que o conselbo do salubridado publica,
ou jurj medico, chamado, tiveSReum voto deci-
sivo em materias qm- umitas vi tes se apn senlo
no foro, o para as quaos se exig ni coiihecinieii-
los milicos, tal como os do infanticidio, aborto,
oiivoneuaini uto, etc. ; emfilli lllllitissillios casos,
em 111 n Be carece decoiibeciuu uto mdicos; que-
ra que o conselho jiode~.se i atender a sua alea-
da ate este pomo, isso si i ia de urna grande van-
tagom ; mas a i omniisso, com a san doria que
Ibebepropria, tove niedodet inileci iouai um pro-
jecto que nao estivesse nos termos de si r appro-
vado, por so oppor as disposiyoes da Iogislaco
geral; mas pai ece-mc que, sem querer misturar
o cousclho com o foro, que se pude por una
cousa defronte lia mitra, pude lalve/. oolloear-sr
0 conselbo do salubridado publica liis ao alcan-
ce do foro.
Sr. Presidente, vista do senliinouto quasi ge-
ral da asa para so nao adiar oslo projeclo, en
acobardo-ino i ni propor es.se adianiouto.
O Sr. Carneiro da t unha : Porque ?
O Orador : Eu nao o propon si nao quando
V. Exc. me assrgure que esse adiamento sera
accoito pela assomblca com un |ioueo de favor;
mas Y. Exc. nao pude eerlilicai-ine sio, o outo
reoeio....
O 4r. Alcanforado : 'lento, tonto tempre.
O Orador: Se V. Exc. me disseste quemo
nodia aventurar....
1 Vostt: P O Sr. Taques : Semprc he bom tentar.
O Orador : Ku sei.... Se oulivesse assistido
priinoira discusso, tal vez estivesse inais habili-
tado; mas, como nao o estou, nao sei quo opi-
uiao emita ; o por isso seinpre me abalanco a
pedir o adiamento, o, confiado na bandado da
asseinbla, farei um requerimento nosto senti-
do, quo, so fr approvado, me dar occasiao pa-
ra Ihe ficar extremamente penhorado. O reque-
rimento heoseguinte :
Requeiro o adiamento do projecto por 8 dias.
Anotado, entra em discusso.
O Sr. Taques Sr. Presidente, nao posso del
var de approvar o adiamento que propoz o hon-
rado deputado quo nie precodoo, porque, como
ello declara, o levar a examinar inais segura-
mente a materia, pois que summamenlc estimo
que a casa possa approveitar-se dos talentos o
ennbeoiiiientos, na materia, do Ilustro deputado,
que esta assoinhla boje teui a fortuna do terem
seu seio, como lia milito sem duvida que desojava
(apoiudos); nao posso, porm, dcixar do declarar,
que me persuada que on.dep. poderia melhor
propr as oniondas que tivossi", no projecto na
tercelra discusso, porque conlieco que adiscus-
so, artigo por artigo, onibaraca siiinmainonto a
qneni toin de pro|)r algunia emenda fundamen-
tal do projecto. Como estou do accordo em quo
se approve o adiamento proposto, nao diroi ijual
fui a idoia capital do projecto, ou o ineu pensa-
uento, quando concorri para a sua redacefto, e
iiem o lim principal a quo me propu/.; daroi po-
ri'm breves explicarnos corea da emenda que
dirig, ha poueo. mesa., para so siipprimir a
palavra geral. Po projecto primitivo, o conse-
lho linha a denominaran do geral, porque elle
eoiisideiava as delegiroes dos mdicos creadas
nos diversos municipios; o novo projecto pro-
posto pola coininissio nao adoptou asdclogaces
do projecto primitivo ; oreoii, sim, mdicos sin-
gulares dos municipios, c assim nao precisa con-
servar-se a denoinina(So de jornf ; todava nao
lenbo em ineu espirito a idoia de redu/ir o con-
selbo somonte capital da provincia, pelo con-
trario, ontendo quo a sua acro so deve ostendor
a toda a provincia, como se declara nos artigOS
seguintes ; como, por exemplo, no 1., que diz :
.' Ao conselho geral do salubridado compete
em toda a provincia inspeccionar, etc. Diroi
tambem ao honrado depuiado quo me precedeo,
que nao poderei adoptar a ideia que olio oll'ero-
eoo. do se constituir mu jury medico, que deci-
da definitivamente as quistos do medicina le-
gal. a Allein.inha, onde os medios legistas
sao considerados empregados especiaos, esto
ellos divididos em diversas olassos, unas infe-
rilos s outias, o as quostoes inais Importantes
de medicina forense sao levadas cada una des-
las categoras de peritos por^m, Sr. presidente,
nao so pido querer que um conselho de mdi-
cos decida, por si sii. una queslo niedico-lb-
rense, oque osluites nao devtlo apreciar em sua
eonseiencia as decisoes los mdicos, combinan-
do-as ooin as provas inoraos.
O Sr. Mariel MonUiro : Ku n.^o propuz isso...
) Orador: Sei limito bom, iudicou ; mas o
nobre deputado sabe, como mesmo oxprossou,
que nos adiamos lolliidos, porque compete ao
poder legislativo geral o legislar sobro objoctos
de medicina legal ; mas, como devenios fazer
algum bom, tacamos aquillo quo est as nossas
facilidades ; voto julo adianiouto.
Posto votacao, o adiamento lio ajiprovado.
Segunda discusso dos artigos addicionaes s
posturas da cmara do bonito.
\rt. I. Todas as tojas, botequins, tabernas,
aconnuos. nutras quaesquer casas de negocio,
que insta villa o povoares vondorem ao povo,
aeverd obter licenca testa cmara, pagando por
cada nina mil ris: pena do quatro mil ris.
Fni approvado.
Art. 5. As pessoasque, dentro desta villa e po-
vonefles, matareni gado para vender ao povo,
sern obligadas a cortar c posar nos aeOUgues
pblicos, que esta cmara ettabelecer, payando
por cada rea qninbontos ivis: pona do quatro
mil is de multa por cada una caliera. Ap-
provado.
Art. adclii ional s posturas, Qualqtier pos-
son que nuiter plantar nos lugares proprios de
criaco de gado vacoiini o eavallar, <|uo soro
declarados por editaos desta cunara, ser obli-
gada a cercar as lavouras com cerca sufficiente,
de oito palmos de altura, e as que assim nao li-
li icn mo terao direito indemnisaco.
Os gados que, nao obstante estas cercas, des-
irnireiii as lavouras, serao seus tonos multados
em (Ions mil ris por cabera, alelo de iiidenini-
sarcni os dainos causados.
O Sr.Carnciiii da Cuuliu: Mando mesa o se-
guinte emenda Requeiro que so supprimafi as
palai ras S palmos le altura
l-'oi adinillida a discusso.
o>r. Lopes (Jama: Sr. Presidente, nestas
materias de posturas de cmaras, mormente de-
li'na. en creioque he prudente aiteuder ao que
ellas li/eiii, porque esses homent tetn oonln
inienios tocaos, que lio mistor nao despretar,
porque entendo realmente, que, juando ellos
camaristas |iosi rao alli'S palmos Ib i poique
ri i oiiliecerao, que lio a altura precisa para que
os gados lio saltein para dentro das lavouras
ora deixar ao arbitrio de cada um, ni me pa-
rece bom; reren luffirienle he muito vago, por
isso a lio, que devi' iioar a disposico dos 8 pat-
inas; olios sabein a razo, conhecem os lacios ,
nos san mos que lia Uois que salto milito (hila-
rdade) salto portelras, e o boi que se avesa a
ladino lio lia nada que 0 conlonba....
W Sr. 1'aTMiro da unha : Ento una corea
que chrgue as nuvens.
O orador : Nao,ha do liaver una altura quo
ellos nao sltelo, salvo so os bois teein azas, nao
leudo a/as nao salto alin di-orla altura.
O Sr. Canil iin da l'nnha :Se tivosscm azas,
nao sallavo, voavo
I) mador: .Mas as cmara,quando estabelcceo
S pahnos.l (ove as suas rasos para determinar
isso. p por siirra inficiente que pode sor do 3
palmos, julgo que he vago. .
O Sr ( ni neiro da t'unha : Mas o tu fie lente lio
arbitrio da cmara.
t orador : Pon'iu que mal faz quo vo os 8
palillos .' iieiihiim;e de inais acamara municipal
do l onito esta inais autoiisada para recoiiheeer
estas iK'cossidados lcaos do que nos aqui : vo-
to pelo artigo como se acha.
O Sr. Carneiro daCunha : Eu s quero jus-
tificar a suppressao das palavras 8 palmos :
0 artigo diz cerca tufieiente ; ora, suffici-
ente quer dlter que preencha o fin que
se tein em vista isto he,que posta evitar que os
gados entrcni, o este tufieiente nao fica a arbi-
trio da pessoa iue fat acerca, tica a arbitrio
da cmara, que segundo as necessidades locaes
determinar o que lie ou nao sufficiente.
OSr. Taques:Sr presidente, eu voto con-
tra a emenda do honrado deputado, que se as-
sonta na extremo do banco do ouiro lado; a sua
emenda Importa o fazer una Iogislaco arbitra-
ria, de que sou muito inimigo, entendo que a
assembti a deve marcar a altura da cerca, por-
que nao deve ticar ao arbitrio de juem faz a
cerca a altura que olla deve ter, piando isso
imperta, na forma da segunda parte do artigo,
prejuito di- um terceiro: voto por consoguinte
pola emenda como se acha.
.1 ulga-se a materia discutida, e sendo a emen-
da regoitada foi approvado o artigo.
Tercelra discusso das posturas da cmara do
Bonito.
A requerimento doSr. Francisco Joao foi dis-
pensada a lcitura do projecto.
OSr. Taques offerece ao final do projecto a
teguinte emenda :
i Os caminos e estradas terao abortos polos
rondoiros proprietarios, foreiros e morado-
res que habitaren] os terrenos que orlo as es-
tradas, que se ah 11 em mis 1II07.CS de mareo C
ttembro, fazendo-se os necessarios passadi^os,
penada 5 a 20/000 rs., sendo tudo foi toa sua
custa.
O Sr. Presidente: Estao em discusso as pos-
turas do Bonito, da manira porque foro ap-
provadas ein segunda discusso ; >,a isto oH'ere-
ce-se una emenda sobre a qual vou consultar
a atsembla,
Foi apoiada.
0 Sr, Tuques : Sr. presidente, tal vez que a
maloria da casa si ja contra a emenda que a-
presentei noste moiuonto; mas couhecendo eu a
nooossidade que ha, de que se abro camiiibos,
e estradas no DOMO interior, e reconliocendo ao
1 iiiesi i id ii o qm que,se a emenda nao pausar, nun-
ca haver camiuhos, ao menos nos lugares a
que portoiicom as posturas, por isso insisto lid-
ia, tanto inais quando ou nao liz nutra cousa se-
no transcrever um artigo que \ inlia as pos-
turas da cmara, do que se trata, o bciu assiin
as posturas da cmara da Itoa-vista o de ou-
tras cmaras; artigos juo foro rogeitados, he
verdade, porra que ou julgo necessario renovar
para so obter lim t'o til, como be que se a-
bro os camiuhos no interior; porque todos re-
conhecemos a impossibilidade que ha dessos
camiuhos sorcm lei tos ,cusa do estado; e nao
podendo sor fritos a custa do oslado o sondo a
sua iiocessidado reconhecida, he justo que se-
jo fcilps por os moradores prximos a csses
caminaos, pelos proprietarios, rndenos, e fe
reros das propriodapos quo orlo ossas estradas,
que so quereui desobstruir, que deoutra forma
nao serao foitas, ltenlo o desfalque das rendas
municipaes, como he mencionado no relatorio
do Sr. presidente da provincia ; o maior nume-
ro das amaras nao tein rendas para satisfa-
zereni as suas despesas pedeni ate soccorros
dos cofres provinefaos : sendo isto assim, como
esperar, <|ue ellas mandom fazer os camiuhos .'
nao pude liaver tal esperanca, e que devenios
ueste caso fazer ? Seguir o principio geralmeute
roconhectdo de que os habitantes do jualquei'
municipio sao os que dovem concorrer para o
bein coininuin: esto principio foi seguido de-
baixo dosjstcma anterior aquello quo boje go-
samos, ecoin vantagem, e pois que esta concur-
rencia pide sor com dinlioiros,bcns ou serviros,
na falla do 1." aproveitein-se os ltimos. Esta
contribuio so projiorcionar fcilmente as
possos do cada uin.ao jiasso que va i recatiir em
qiiom inais lucra nossa obra, o que inais in-
mediatamente Ihe conhecera os usos e vanta-
gens: sustento jiois que o artigo,ou emenda est
i'iu circuiustaucias do sor approvado. c que a
assi inblca o deve approvar.
0 Sr. Carneiro da Cunha : Se a obrigacao
quo o Sr. deputado inquie aqui aos moradores
dos terrenos que orlo as estradas, he aquella
que ellos j tem de ilesi niba aeareui as estra-
das dos obstculos, que Ihes sobrevm todos
os anuos, ionio soja o cortar ramadas, cortar
paos que a clieia Haga, lie.', muito bem ; mas
abrir estradas, fazer passadicos, e isto volita-
do da cmara, sem sor repartido, sem saber
porquem, e a quero, nao me parece justo: baja
obrigacao de dosompachar os camiuhos, mas
nao so diga do abrir estradas ; isto seria bom
no ti ni jai ein queexistiaum oapito general,mas
agora nao ; por isso nao volarei pela emenda,
sono da forma quo me expressoi.
O Sr. Franeitco Joao : Sr. presidente ou
icio quo agora inais do quo nunca se aprosen-
tou a necossidade na presente discusso, do
sabermos os objoctos em que verdaderamente
estamos do accordo, e quaos aquellos em que
discordamos : o nobre deputado que acaba de
seniar-sc, querendo que os proprietarios de
um municipio nao trabalbem ein utilidade ge-
ral, quer una cousa muito justa, c rasoavel ;
mas estos seus desojos nao encoiitro a emen-
da, porque essa emenda rifere-se a estradas
municipaes, distinecao que convem estabolo-
oer, poique ln lio i de duvida que ha estradas
jnovinciaes, e estradas municipaes, ora para os-
las nao pudo havor duvida que tem ubrigaco
de concorrer os habitantes do municipio, com
tanto, ou qiniiiio, e eucroio, quo, importa es-
sa obrigacao aos habitamos de todos os muni-
cipios, tomos ostabelecido a verdadeira igual-
dado : mas diz-so. juaes sao as estradas muni-
cipaet? l.eis geraes temos,que as doclaro, oque
nenhuma duvida doixo a tal a respoito. Sr.
presidente, o nobre deputado fallou do tempo
dos capilacs inores forroso lie pois que eu v
tambero a esse tempo, e que lho diga, queal-
guns delles procodio a este respeito paternal-
mente....
O Sr. Carneiro da Cunha : Mas hoje nao he
assiin.
O Orador: Piada inais justo do que fazer
trabalbar para o objecto de vaiitagein aquello
que inais resultados coltie desse trabalho ; eu
morador daqui ao Monteiro, reunido com os do-
mis, nao tenho duvida em concorrer para o
benificio da estrada, einbora algucm do serta
scutilise tambem desse beneficio.
Sr Presidente, nada temos que exista ou nao
(apilan mor, as attribuiccs passro para al-
guem, o nicio proposto he o nico adoptavel,
para haverem camiuhos,eu voto por elle, e para
justificar o mou voto he que dei estas explica-
5cs.
OSr. Taques: Sr. presidente, eu pouco te-
nho a dizer depois que 01011 o nobre deputado,
(pie acaba de assentar-se; elle est as ini-
nhas ideias, e exprime-as muito melhor do que
eu o poderia fazer, por isso apenas direi ao
honrado deputado, que impugiiou a emenda, e
que smente combato um termo de que uzoi,
que esse tormo he o inais proprio para exprimir
o ineu pensauento, como acabo de observar,
em un dos nossos diccionaristas a que recorr,
o nosso pensauento lie muito claramente ex-
plicado na emenda o que se redi apenas a o-
rigar os moradores das estradas, a desempa-
charon! os camiuhos, a fazer passadicos, o nao
pontes ; ora como disse, abrir nao significa se-
nao desobstruir o que est impedido, ote, isto
he o que eu quero, por isso uso deste termo ;
diz o r. 1 onstancio (to), ora a lingoagein vul-
gar tambem lie esta, todos assim a entondom ;
a emenda nao tem por fin seno obrigar a con-
correr para aquillo para que concorrom a maior
parte los moradores espontneamente os que
levados por muito iiiesquinho egosmo, ou do-
ploravol capricho nao qiierem conconrer para
o bom eomniuui, aprovoilando somonte os tra-
balhos generosos do outros.
OSr Carneiro da Cunha: Quando ped a pa-
lavra, uo foi para me oppor aos desojos do no-
bre deputado, por niini do corto ooncorrora
para a realisaeo dos seus desojos, uo temo
sono o arbitrio, e desojo sabor o motbodo, e
a proporco ein que o imposto deve ser repar-
tido, quero sabor, se se lia do altender s pos-
ses do proprietario, se extenso do terreno,
se einfim s vantagons, quo ello tirar desse,
beneficio das estradas, quera so explicaste isto
e que um habitante, porque leve a fortuna de
morar em um canto, e uo a borda da estrada,
desfrutando-a pomn, deve nao concorrer para
ella, quando outros que pouco lucro, si por-
que nioro na borda da estrada, sojo toreados
a trabalbar para olla, o ento nos metes em
que inais preciso trabalhar para si; faca-se o
quo so quizer, supprimao-scao monos os meses,
e nesse sentido mando una emenda que he a
teguinte:
Requeiro que se supjirimo as palavras
mozos, do marco c sctcnibro.
Fol apoiada.
0 Sr l.opct Gama : Sr. presidente adopto a
ideia da emenda que esta na mesa, mas nao
julgo conveniente, que olla se refira si as pos-
turas da cmara do bonito, quizera una lei ge-
ral, para todos os municipios; o nao se diga que
he preciso para isso propostas das cmaras per-
qu entendo que nao, mas so o fosse, ella ahi
est, todas a* cmaras teein podidojisto, logo
lei geral ; faca-se pois, porque isso nos com-
peto, foi systcma este de que se tirou bons re-
sultados, tatvez oncetado pelo capito general,
o semprc lamentavel Luiz do Rogo de saudosa
memoria, (que o nao anin s quem oniioco-
nheceo), o com o qual fez estradas muito boas
para aquello tempo.
O Sr. Carneiro da Cunha:Era aquello tempo.
O Orador: Aquelle tempo era melhor do
que agora, faziao-so estradas c o coiiiniercio lu-
crva, ralbarn ao principio, mas dopois cala-
ro-se, li/.ero como os de Goianna, quando Ihe
tirro as uropombas ; passe pois o pensauento
da emenda, mas em geral.
Julgada o discutida a materia foi approvado o
artigo, com urna emenda do Sr. Taques, para
que 0111 lugar da palavra abertot se diga, limpot
e desempachados, sendo regeitada a emenda do
Sr. Carneiro da l unha.
O Sr. Presidente : Est dada a hora : a 01-
doin do dia para amanha, he a contlnuacfio da
de hoje, o I." loituras dosprojectos ns. 1, 2e
3 do 1841 o 3, 21 o 25 de 1842. Est levantada a
sesso foro 2 horas).
SESSO EM 5 DE feUkCO DE 1845.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
Feita a chamada acharo-se presentes 19 Srs.
diputados, e abrio-so as 11 horas.
0 Sr. Presidente: O Sr. Gitirana, participa,
que se ai lia neo.......idailo, O Sr. Ovcira, con-
tina doenie, o nutro Sr. secretario supplente
nao est na casa; acha-se a mesa incompleta, c
assoinhla compete nestas circuinstancias
provr a respoito.
(Pausa.)
OSr. Pacs Brrelo : 0 impedimento do Sr.
segundo secretario contina a subsistir, ou pe-
lo monos parece prolongar-se, nosto caso cu
proponho que se nonieie, um outro Sr. depu-
tado para oxereer aquello lugar, a rim dos ira-
balhos seren dirigidos com inais ordein e rogu-
laiidade; o nesto sentido farei una indicacao.
Hequeiro, quo so proceda nonieaco de um
segundo secretario, visto o impedimento do >r.
Oliveira : foi apoiada na forma do regiment.
OSr. Mariel Monleiro:Eu nao tenho duvida
em approvar o requerimento do nobre depu-
iado mas como me parece que a escusa podi-
da polo Sr. deputado que foi eleito para osse
lugar nao foi concedida pela assoniblea por
esla conceber a osjioranea de que o seu Impe-
dimento seria temporario; convem que esse
Sr.depulado declrense osse seu impedimento ne
permanente,ou de tonga duraco.porqueriitaoa
atsembla, dando por milla aquella eloico,pro-
ceder a nina outra; sem isto no se pode votar
o requerimento do Sr. deputado.
O Sr. Oliveira :~Eu quando ped a inhiba es-
cuta declare! que O mou impedimento era con-
tinuado mas assembla negou-seaconeet-
saoquelbe Ihe pedi absolutamente, porque
logo declare! que tlnba servido por muitos an-
uos esse lugar o jue presentemente nao BjSF"
continuar a servil-o ; pareoo-mo que nojdevo
sor (oreado; estou tummamentc incoinmodaiio ,
a nao sor assiin eu me prestara ao servico
como mi umitas occasmes tenho feito.
OSr. Reg Barros : Ento paroco-m<- que a
priinoira cousa que devenios fazer he CQWUW
a cmara, se concede ou nao a dispensa



ao Sr. deputado para depois passarmos no-
niraco do 011 tro.
U Sr. 'residente:O requeimiento do nobre
deputado envove essa idea porque nao se
pode nomoar outro sem que se dispense, o
que primeiro foi eleito.
0 Sr. I'aes liarrelo :A' vista das observacocs
feitas pelo nobre deputado eualterei o ineu
requerimento e direi entao Requeiro que se
proceda nonieaco de un segundo secretario,
ricando dispensado o Sr. Oliveira.
OSr. Alcanforado:Euentendoque se nao po-
do passar eloiciio de novo segundo seere tario,
sem que prinioiro sejo excusos os supplentes ,
que o regiilaiiieuto diz sao aquellos que obli-
vcrein votos em numero imini'diatainoiite iu-
forior; logo na falta do 2." secretario, os seus
substitutos logaes sio os supplentes na ordein
da votaco. ..
(J Sr. Presidente : Mas tamben) se d como
boje a l'.ilta de supplentes, por que iieut mu ,
iein outro se acha lia casa.
0 Sr. Alennforado : Coni ludo nao lia escu-
sa dos supplentes,o sendo tiles os substitutos do
secretario, nao se Ihc pode dar nenhuiu ou-
tro.
0 Sr. Paes Brrelo: Creio que o regimen-
t diz que no impedimento do 2." secretario ,
oceupar o seu lugar un dos supplentes; mas
isto lie no impedimento e agora nao so d im-
pedimento : d-se talla absoluta, 2." secretario
nao existe, em virtude da escusa do Sr. li-
liveira.
OSr. Alcanforado : O impedimento ou po-
do ser temporanio, ou permanente em qual-
quer dos casos deve eliamar-se o supplente, se
r temporario, o supplente oceupa o lugar, so
durante o lempo, em que elle existe, se lie per-
uianente, exerce o lugar, em quanlo durar a
sessao, he iinpe.dinienio, deve ser substituido
como dispe o regiment.
O Sr. Taques:Concordo com a opiniao do&'r.
deputado que acaba de Tallar, os secretarios
tein suppleiites determinados para todos os ca-
sos de falta nao se distingue a naturesa da
falta; ora os precedentes da casa s;io tainbem
eiu abono desta opiniao; o auno passado por V.
ESC. ser chamado a lomar as redeas do gover-
no da provincia deixou o seu lugar vago, nas
iiem por isso so nomeou presidente, o vco-pre-
sidenle continuou na direeco dos trabalhos ,
V. Exc. eslava impedido Ib i substituido por
j tiiiii o rogiuieuto dclormiuava e estamos
no inesmo caso, na falla do Sr. secretario, un
dos senliores supplentes deve oceupar o seu lu-
gar.
i'Sr. Reg llanos: Sr. presidente,acho que
estaquestao he multo clara dada a escusa ao
Sr. deputado, o lugar que elle oceupava fica
vago, esta vacatura deve ser preenebida, o so
o pode por nielo de una eleico, he isto o que
se deve fazer.
Discutido o requerimento foi subiiiettido vo-
taco e approvado.
l'rocedeo-so a clcico de un segundo secre-
tario, e corrido o cscrutiuo com as formalida-
des do estilo sabiro eleitos C01U nove votos
cada un : os Sis. Gitirana, e Custodio. Deven-
do a sorlo decidir qual dos dous Sis. dovia
exercer o lugar para que tiiiliiio sido eleitos ,
deu esta em resultado que fosse o Sr. Custodio,
que em acto continuo passoua oceupar o lugar
competente.
Leo-se a acta da sessao anterior, e foi appro-
vada.
O Sr. Io secretario deo conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Din oflicio do Sr. Gitirana participando que
por docute nao compareca na sessao : intu-
rada.
Uin requerimento do padre Jos Felis Perei-
ra, vigario do Taquara, e do coadjutor, quel-
xaudo-se da injuslicaconi que foraosiipprimidos
os seus ordenados : a conimissao do orcamento.
Un parecer da eoiiiiuissao do orcamento so-
bre um requerimento de Jos Pedro Velloso da
Slveira, em que pedo o pagamento de U.oOl/;
rs. que se Ihe dovem; o em o tjnl a couimisso
opina que se remeta para o archivo, por que
ja se deforma esta perteiico : approvado.
OSr, Taques: Sr. presidente subiuotto a con-
sidoracao da asseinbla varios requeiimentos,
pedindo presidencia alguns esclarecimento.s
necessarios, para os trabalhos da coinniissau do
orcamento e sao estos.
Requeiro que se poca a presidencia :
1. requerimento.
1. O relatorio da thesouraria provincial desto
anuo.
2. O bataneo da mesina thesouraria do auno
de i 843--1844.
3." bataneo do l.u semestre do auno cor-
rente.
4. O relatorio do engenheiroein chofe.
5. O relatorio do lyceo.
2. requerimento.
Requeiro que se peca ao governo da provin-
cia a instituico do recolliiinento da gloria feita
peloDeao Gondim, e os estatutos do recolhi-
uiento.
3. requerimento.
Requeiro se poca ao governo da provincia u-
nia relaco das dividas activas da fazenda pro-
vincial com declaracao dos devedores. valor da
divirta, objeclo de que proveio, titulo em que
consiste, poca do veneiniento e estado da ar-
iccadacao judicial ou administrativa.
OSr. Presidente- Vao Icr-se os requeriinontos
do Sr. deputado, comecando-se pelo que diz
respeito ao estabeleciuiento docollegio da Gloria
que he assim (leo-se).
Koi apoiado e entrn em discusso.
OSr. Mam l Monleiro : Ku dou o ineu voto de
approvai.ao ao requerinicnto, mas suppondo que
de alguma niaueira elle foi redigido para propor
lignina medida a cerca do que expeein seu
relatorio a presidencia, e como ahite deixou
ver que hoiive alguiiia correspondencia entre o
prolado e o presidente, em a qual estas duas |
autoridades divergiro do opiniao, parece-me
(Ih seria conveniente para forinulariiios qual-
<|uer provid DCia que esta correspondencia nos
fosse presente, p por isso eu seo nobre depu-
tado me perinittisse additaria o son requeri-
mento desta iiiainira. Que sepeco qnaesquer
nitros esclarociinentos ou informacoes a cerca
do unsiiio assumpto.
Foi approvado o requerimento e addtttmen-! vonco do corrector Oliveira, de grande sorti-
to, e em seguida approvados, os onti os dous ment de fazendas, seudo umitas proprias para
requerimeutos do Sr. Taques.
(t'uiitiiiiiitr-sc-ha.)
CORRIJO.
CORRESPONDENCIA DA CIB.\DE K PHOVIVOIA.
aqnaresina, calcados o niiudezas, &<:. se;
ra 7 do crrente as 10 horas da nianbaa,
sexta fai-
no seu
aiinazein, ruada Cruz. (o
4 O corrector Oliveira far leilao da es-
plendida mobilia doSr. r. Felippe Lopes Net
Na sessao de 17 de Janeiro o deputado Andra- j,, consistindo em lindas cadeiras riquissi-
I entes para qualquer familia, com un grande
ariiiazcm para qualquer ostabelcciment com
quintal cacimba e estribarla para dous caval-
los o niesiuo quintal tendo portao para servic
doseavallos; arrenda-se todo ou em retallio :
quem o pretender dirija-so a ra do Qiiciinado
torcoiro andar n. 14. (u
9 =Anionio los Alvos que teve venda na
ra do l.iviamenlo n. 24 faz scieute ao publi-
co que se retira para lora do imperio e quom
da Machado contou MH historias de padres da i J|0g gor)h. treinu, e bancas de meio de sala |e 'li|a ,,aru forado imperio e quom
sua torra, recitou pedac.i.hcs de seus seimoes., rjqt].mo |eito de cpula com colchan de' se j'u|gar seu credor por oualquer titulo que
S^con^
bocea aberta, e para a galera, que ja nao quer ro de noca asss raros esleir de sala curt- be- na ra doj^ranu no n. .5- pois que em
_ para os couipaulioiros <[>-.. .. .....v... .v ,
bocea aberta, e para a galera, que ja nao quer ; '" de ov* asvs raros esteira saber de outro divertiinenlo! Guando lodos' nados do melhor gosto empannsdas para ja-
chorao, os deputados dao risadas! (blando a ; rtelias li;idmenle plnlades, randieiros debron-
patria precisa de leis saudaveis, contao-se his-
torias, recitao-se serines, e gasta-se o tempo,
(pie se nao devia perder, porque a naco paga,
| nao para ouvir historias, mas para ver provi-
' dencias a seus malos. Tudo vai a mil inaravi-
/e dn cima de mesa com mangas lanleinas di-
tas um relogio de cima de mesa labez sem
iaual nesla cldade assim como milites vasos
da mais rica porcelana de Sevies e dn mnis
lhas Uas conto historias; oulros deseon.poe.n pur do p.oslo um piano perpendicular de
a'quein lhes parece, ontros csto caladinhos, ; exfolenles ves. uparsib.-r, crislaes cadeiras
como us ralos, c fazeni bem ; porque recehem ; de balanc umac^iea de Ierro algumas obras
e chupao os tantos re Sem qile lhes custe pala- dn prsta e milito* uniros objtftfffl da *a!or ;
vra, e demais a mais ainda se fica em duvida
se sao alguma cousa em proza, ou verso!
Pregava em certa igreja no domingo passado
um fr.ide, e em una de suas exclainacoos disse
-r ineu Dos ou sou o maior peccador, o prior
de todos os hnmcus, o mais incorrigivi'l, o
mais__ e estas palavras, osla conlissao foi in-
terrumpida por nina voz sahida d'entre o povo
apoiado, apoiado Nao houvero ento ri-
sadas, mas houve barulho, doro-se corridas,
houve roubo do niantiulias, o cordoos, perde-
rao-so sapalinlios o marido nao cncontrava a
niulhor.esta nao sabia do Iilho,edi/om luJuycro
alguns niaos successos .. e este mesmo j no
foi la iniiilo bom F. o quesera domingo? O
que est para succeder, a Dos pertenec
O ministro da fazenda, em seu relatorio, lem-
brd, i'iiinii uanacni aos nossos males pecuniarios,
a comesso de duas lotirias de 1,200 contos aii-
maos Isto em verdade he o remedio mais ef-
ficz deque se poda lanzar nio. Muilas vezos
se v que um mal secura com outro peior, eeli-
di va (ou venha) a peste de duas loteras Pin
cada anuo para curar a no.ssa thysica da algibei-
ra Quando por toda a parle se grita, se i lama
contra loteras, poique, alm do que se faz....,
leva-nos o dinheiro, lenibra-se o ministro para
liaver dinheiro que hajio mais duas do calibro
de 1,200 contos em cadaumanno! Cure-so a
dentada com o cabello do mesmo cao !
Ao curador geral do urphos e perqunta.
1.*
Tendo o bacharel por portara da presi-
dencia desta provincia ciu data do G de Abril
de 1842, sido nomcado provisoriamente para o-
xercor o lugar de promotor de capel las o resi-
duos, e o de curador geral dos orplios deste
termo com o ordenado (se o tivesse por le) e
mais procalcos, que direilamente lhe pertences-
sein ; o tendo elle requerido ao governo geral
o seu proviiuento ettctivo dos lugares que jiro-
visoriamente exerce porin seudo-lhc so con-
iirnjado o lugar de ]ironiotor de capellas, co-
mo consta do aviso imperial de 13 de novenibro
de 1844; poder elle dzer-se prvido na cura-
dora geral dos orphaos, o nesla qualidado con-
tinuar a olliciar ?
2.
Se nao se podo entender a conlirniacao do
lugar de curador por que fosse confirmadu
em promotor de capellas tudo o que obra na
(iiialidade de curador ser millo ?
3."
Ser da competencia das autoridades, atiento
o que se tein dissortado a respeito as Iblhas
publicas, o tomaren! c.v-o/ficio conhecinienlo da
questo, reinediarcm futuros males?
hoju 6 do corrente, as 10 horas da manha, no
segundo andar da casa do dito Sr. I)r. na ra
larga do Rosario. 20
2 W, Calmont & ('. farao leilao em presen-
ta do Sr. cnsul ingle/, por interveiicao do cor-
rotor Oliveira, o por omita e risco de quom per-
tenec*, dos inastaroos, cordoalha, veanles o
mais perteiiees do brigue Ann Mnndel, capitiip
Roberts, encalhadd em< amaina, peno da bar-
ra de Goianna, na sua recento viagoin, que fa-
zia de lehaboe para este porto ; o casco, mas-
Iros roaos, e gurups do dilo brgno, serao
igualmente vendidos SOb as eondieoes do arre-
matante tODiar conta no lugar, e no estado em
que so aehareiii, adverlindo-se, que 0 dito bri-
gue he encavilhado de cobro, o forrado laubeiu
de cobre ate" 13 pes : segunda feira 10do cor-
rente as 10 horas da manhaa ; no Forte do Malo
pronta do Sr. Mendonca. (14
Avisos diversos.
COMMKRCiO-
ALFANDEGA.
Ueiidiinento do da 5. 0:758/284
Desrarregiio hoje .
Rriguellon Viagemgneros.
rigue escuna -Laura barricas vasias.
dem1/i/waferro < inantoiga.
GaleraSirord fin/igneros.
DECLARADO ES.
20 arsenal de guerra compra azete de car-
rapato e de coco; quom o tiver para vender
coniparoca no niesiuo arsenal, s horas do seu
expediente. Arsenal de guerra, 3 de Marco de
Ig^j. o cscripturario Francisco Sera/ico de Assis
Carvalho. (
O abaixo assignado enrarregado do lanea-
nirnto da dcima dos predios urbanos do bair-
ro da l'on-visla, participa aos proprietarios dos
meamos predios, ou aquem convier, que lem
[inalis.ulo o referido laiu.anienlo, por isso (|iiem
tiver de fazer alguma reclainaco, dirija-se a re-
nartlco competente as horas do^costunie, &.
Mesa do rendas provinciaos 5 de marco de
1845. O prinieiro cscripturario Joo Ignacio
do Reg.
AVISOS MARTIMOS.
6A barca purlugueza Espirito Santo re
cebe c.rgii e pusbiigciios nicamente para o
Porto ; qum quizer estregar ou ir de passa-
:iem para oque te ni muitj bons commodos,
dirija se a Francisco Alves du ( unlia ra do
Vigario n. 11 primeiro andar ou ao Capitn
na Praca. (7
= Segu para oMaraiihao o patacho Neptuno,
por se echar quasl prompto faltando-lhe ajie-
nas cerca do 150 barricas ; a quom eonviei dar
esta pequea porco de carga recebe r-sc-ha a
200 rs. por arroba, ttata-so com o capitana
bordo, ou com M. D. Rodrigues, na ra do Tra-
piche n. 24.
LEII.OES.
3Lcnoir Puget S C. faro leilao, por inter-
= Fui'larao da serrara da ra da Praia n. 41 ,
portonecnte a Manuel Mines Pires, 2 taboas de
costado do amarello ; roga-so a quom dolas ti-
ver noticia avisar na dita senaria, que se re-
compensara; assinieoino se protesta proceder
com lodo o rigor da le contra o ladrao, e a pos-
soa em oujo poder ellas so acharen).
1Roga-se aos Srs. Francisco Ribeiro Pavao
o capitao Antonio nenedicto de Araujo Pernani-
liueo, hajao de vir reinr os seus ponhores no
praso de trez das visto tereiu licado jior vo-
zes de os tirar o a pessoa, que os teni em seu
Mbder nao poder perder o sou lempo em pro-
cural-os do contrario serao vendidos para pa-
gamento do principal e juros, e os mesmos obri-
gados pelos restantes. (!)
l=Trajauo Baptista da Silveira professor de
1.a* lettras jubilado, d lices por casas par-
ticulares de todas as materias que secusino
as aulas publica-i desta cldade respeito as pr-
meiras lettras, e tambeni ensin.i em sua casa ,
COlli as mesmas rogras e preoeitos que exige a
in^iruecOO-publica ; quom do um modo, ou do
outro precisar do seu presiono dirija-se a ra
de Borlasn 28, sobrado de um andar varanda
de pao : advorte-se, que da nicsin inaneira en-
sina a msica. (11
O abaixo assignado avisa do novo ao respei-
tavel publico, pola terceira voz, que protesta op-
por-so a qualquer negocio que se tratar coi U.
Joaquina Rodrigues dos Santos, moradora no
curato do Lorelo, sobre una morada de casa
terrea sita noareial do forte das Cinco Ponas n.
|4I, o ilous sitios as Crcuranas*, porestareui
Mitos bous hypothecados ao auiiuiieiaiite.
Jos iarlmza de Souza.
, 1 Precisa-so do um caixoiro para tomar con-
ta do una venda por balanco, que ten ha bastan-
te praliea do negocio, que saiba cumplir com
aisuas obrigacos, que de couheciinento de sua
conducta, c tainboni se lhe faz nteresso dando-
se'-lhe um terco dos lucros que lioiiverein quom
pitlver nestas oireiinistancias, dirija se ;'t traves-
s\ da ra Helia n 8. (8,
. 1 Eranclaco Primo Crrela cnsina na ra do
Hurtas n. 32, lalini, primeiras letras, msica,
(lauta, clarincla e violo, por pceo milito coin-
nindo, e tanibein lecciona em casas particulares.
1 Precisa-so de una ama de leite para una
casa estrangeira ; em l'ora di' Portas n. 82. (2
Aluga-so una preta que cozlnha, lava c cn-
gomina, em conta, com condico de nao sabir
ra ; na ra Nova luja n. 58.
g Tem-so justo e contratado a compra da
parle da :asa de dois andares no Atierro do Alo-
gado que foi do finado Mannel Francisco Pe-
droso e hoje porlence a seu filho Venancio
Juse Francisco Pedroso e sua mulher Suniana
Hoza de Moraes : se hoiiver queui tenba di rol-
lo a obslHr qualijuer duvida a mesma parle da
baSa.aueira annunciur por este Otario, no pra-
so de 6 dlas e cuso nao a|>p' reta nao se res-
ponabilisa por qualquer duida (10
3 Precisa-sc de una preta forra para casa
de pouo.'i familia, preleriiulo-se ser de idade,
e de bons costuraos, e nao ter vicios, sugoitan-
do-se a um pequeo servico do casa ; queui es-
tiver nestas circilinstancias dirija-so a ra do
Cotovello venda confronte ao nicho. (6
2- Jos Mara Gonealvos, subdito pnrtugiiez,
relira-se para Portugal a tratar de sua saude. (2
2 G deposito do rap de Gasse do Itin di'
Janeiro transferio-se para a ra da Cruz n. 38
delimite da cacimba, aonde se acha a venda o
superior rap princesa lino, grosso o inen gros-
so. e a nova qualidade onliliilad.i Principe, ehe-
gado ltimamente no vapor S. Salvador, fabri-
cado nicamente com o genuino (abaco Vir-
ginia, easua preparaco tal qual a do Prince-
sa de Lisboa; eu preco lie de 1/400 rs. de cin-
co libras para cima, o a I ii'i i rs., sondo menos
desta quanlidade adverte-so aos fregueses
deste deposito, que acaba de ebi gar soiliiiienlo
do Tap grosSO o nieio grosso eill lucias libras
conforme desejvo. (12
li arrendarse um sobrado de dous andares ,
silo na na da Senzalla com commodos sullici-
julga nada devor.
$= Aluga-so o primeiro and ir do sobrado n.
17 da ra da Cadoia \ elba. em commodos para
i pequea familia ; a fallar no mesmo. (3
i MadameThard, modista na ra Nova n.32,
' primeiro andar tendo recibido ltimamente
de Franca chegadu pelo Casimir Deluvigne,,
I um rico' sortimculo de galantarlas de modas
p ii a as Scuhoras aprcssa-si- ciu avisar as pes-
' sois do bom gosto c oni particular as suas fre-
guesas ; aehan-so na sua casa chapeos de sedas
ricos paraSonhoras loucas de padroes moder-
no^ como usao as Scuhoras em Varis i flores de
veludo griiialdas de llores o plumas para ca-
neca chapeos para noivns litas inui lindas ,
bicos, escoinilha e seda de todas as cores para
chapeos, formas todaspromptas para se nsor
Chapeos feitas i uUima moda em lim tudo o
que se pode di sejar de bom goslo competente a.
modisla. '<>
3 Vestem-so aojos para procissao, por
mdico precu ; "a ra das rrincheiras casa
t rrea com janclla do vidracas, n. 14. 3
6Aluga-se una casa terrea na roa do Mon-
dego n 7 ou ooa Marly-iis ra do Alecrim
o. I, e junto duas pequeas lojas dous sillos
na campina Cu Casa-forte, coin boas cosas de
vivenda fruleiriis trras de plantar e boa
anoa e varia.- casa6 00 n.esmo lugar ; a tratar
na ru do Amollan u. 1> ou no Cordeiro, si-
tio ni. 8
3_ Precisarse de 2:000/ de rs. a premio de
um e meio por rento pilo tempo de um au-
no sobre hjpolbera em ducs moradas de ca-
sas teire s dando-te as meso,as para recebe-
rem os blugueis ; qoxni quizar Uai anniincie.lS
2Francisca Mara de Oliveira embarca para
o Rio Grande do Su| o seu escravo, de noine Je-
suino crioulo. (3
1 Joaquim Jos Pinto Guimares embarca
para o Rio Grande do ul a sua escrava, de no-
ine Joaquina, crioula. I*
2 D-se dinheiro a premio com penhores
de onro mesmo em pequeas quantias; na ra
do Rangel n. 3, primeiro andar. (3
2 Preelsa-se de um lorneiro bem entendi-
do oo seu oflicio ; na ra larga ao Rosario, pa-
daria n. 48. 3
2 Gde-se com rebate urna eecucao d*
quantia de 4:500/rs. com penhora feita pro"
zfmauenten'urn predio oo largo da 'frempe ,
livre e dtsembarajado de qualquer outro encar-
go ; a tratar na ra da Cruz n. S'2. S
2 Na ra da >. Cru ao p da igreja n.
12 precisa-se alugar prolas para venderem
aeitu de carrapato ; e tambem se vende em ca-
sa a 28i0 a caada mesmo em pequeas por-
ces. (*
2 Maria Victoria dos Anjot, Portugueza ,
letira-se para a lua de S. Miguel. (2
2Constando, que Simio Antonio Goncalves
pretende vender todo o sitio de Ponte d'Uchfla
de que he sment" coni-serihor,declara-se,qufl o
dito sitio prteme tambem a seu irmao Fran-
cisco de Paulo Borges,o qual nao annuena ven-
da por ter determinado a parte que lhe toca
para pagar a um seu credor. (6
Na ra das Trincharas, casa terrea n 2o,
fs/ein-se boliiihos de todas as qualidades para
cha bolos hranoeies, queques, de mandioca ,
pudins, tortas e de outras muitas qualidades ,
armao-se bandejas com diversas qualidades de
bolinhos ; tambem secse lodo a qualidade do
costura tanto para liomem como para senho-
ra tudo por preco mais commodo do que em
outra qualquer parte; na mesma casa precisa-
se alupar pntas para venderem bolinhos, pa-
gando-sede vendagem quatro vintens por cada
pataca.
1Aluga-se urna casa du dous andares o
sotan com armasem, sita na ra de Apollo n.
7, ha pouco lempo acabada, assim como o se-
gundo andar de oulra na ra do Amorim n. 70,
esle todo pintado, e com mullos commodos e
leu inuis um sotan ; quem es pretender, diri-
ja-S" ao p do ti piche do Pelourinbho, arma-
sem de assueal de silva 6 Antunes. ,8
O (Tereco se para ana de casa de pouca
familia, urna mulher branca de bons oslumes;
quem de seu prestalo se quizer utilisar an-
nuncie por esta lolha.
O bilhete n 2486 da lotera da Boa-vista,
pertence a Manuel Antouio dos S.'nlos e Jos da
Silva Santos, do Rio de Janeiro.
87Em 27 de utubro de 1644, desappare-
ceo um moleque de nomo Paulo de naca o
'Ouicam de 18 annus pouco mais, ou menos,
esta Ihesabindo buco de barba ho um tanto
seicudocrpu abro os dedos grandes dos ps
um tanto para lora peroas finas, uariz chato,
o I los pequeos e avt riuelbados era cusluma-
do andar vendeudo ace du jalea em copos, por
toda a parle desta cidade, julga-su ter sido lur-
t-idn porque nunca liuio ; roga-se a qualquer
| aeobor de eugenbo, ou outra pessoa quem ol-
I le lr ollereculo, ou por acuso acuitado cin seus
donnniua, o aprehenderem e participaren! a seu
legitimo Sr Antonio Jos Goncalves Azevcdo na
tua da Praia armasem de carne n. 19 que re-
eompencara e pagar tuda e qualquer despeza ,
i quesezer. (t7



OITerece-se ama mulber para coslnbar o
engommar para fra ; no baceo da Bomba o. 3.
No dia 2 para 3 do correte mez desappa-
receo do quintal da casa n. -i, na ra do Booi-
tim em Olinda dous pirs anda novos, sen-
do una esbranquecado, e o outro preto ; qual-
quer pessoa, quedos mesinos souber por fa-
vor mande participar na inesma casa, que se
dar alvicaras.
Precisa-se de urna criada para o servico
interno de urna casa de pouca familia ; no lar-
go do Hospital do Paraso, sobrado de um an-
dar n. 13.
Precisa-se alugar urna prata, ou moleque,
que saiba vender na ra, e seja (id ; quero ti-
ver, dirija-se a ra de S. Ritan. -i~, primeiro
andar.
Precisa-se de um fornelro, e um
dor : na rui da Gloria n. 55.
SOCEDADE
PHILO-DRAMATICA
O primeiro secretario faz certoaosSrs. socios,
que a sessio de primeiro de Marco ter lugar
boje pelas 7 horas da noute.
1A abaixo assignada avisa ao respeitavel
publico que oinguem faca negocio com seu
illho Bonifacio Maximino de Mallos nem com
outra qualquer pessoa, a cerca do um escravo
pardo de nome Hoque cujo escravo, tendo to-
cado ero partilbas a abaixo assignada foi-lhe
apprehendido ob e subrepticiamente no dia o
, deOutubro de 1842 a requerimento do referi-
do Bonifacio que, munido de um formal de
partilbas falso, cons guio Iludir o meretissimo
Juiz que ordenou a apprebenco ; e como
tudo esteja j desfeito e a abaixo assignada
conseguisseoutro mandado de apprebenco em
seu favor e nao se haja anda ejecutado este,
por dito seu lillio ter occultado at o presente o
mencionado escravo, a abaixo assignada laz o
presente annuncio a flm de prevenir, que al
guem seja engaado com o falso formal de par-
tilbas de que fallou. D. Marta da l'aixdo
Mallos. (17
Arrnnda-seum sitio na Ibura denomi-
nado Estiva de Cima com bastantes arvore-
dos de diferentes qualidades bom banbo de rio
torrente deagoa doce, com excedentes vasan-
tes para toda e qualquer plantaco com duas
casas de taipa, urna de vivenda e outra de fa-
rinba ; a tratar na ra Nova loja n. 8.
I Arrenda-se um grande armasem pro-
prio para qualquer estabelecimento, e pudendo
at no mesmo morar familia para o que tem
arranjos; sito na ra estreita do Bosario n. 2?;
quem o pretender procure na ra do Queima-
do loja de Antonio de S Leitao. (6
I Aluga-se urna casa terrea na Solidade n
17; os pretndanles, dirijo-seao pateo do Car
nio n. 17. (3
1 AGENCIA DE PASSAPOBTES.
Na ra do Bangel o. 34, tirao-se passapor-
tes para dentro e lora do imperio, correm-se
folbas e despachio-se escravos tudo com bre-
vidade e por preco commodo. / j
1 Precisa-se de um pequeo de 12 a 15 ab-
os para caixeiro de loja ; na praca da Inde-
pendencia n. '28. (3
1 Arrenda-se um sitio com sobrado na
estrada de Belem oqual tem muilos e diver-
sos arvoredos de Irut > e pastagem para 20
vaccas ; urna otaria com casa para residencia
do rendeiro, e muto commoda com grande
armasem de deposito de materiaes o qual se
pode transferir para urna grande padaria ; na
ra da Gloria sobrado o. 59. s
1Precisa-se de um caixeiro para padaria ,
que tenba chegado prximamente, e como tam-
ben deum pequeo para ajudar em um venda;
quem estiver nestas circunstancias dirija-se
ao pateo do Hosptial, na venda por baixo do
sobrado n. 16, esquina que vai para a Floren-
tina. (7
1 A mesa da irmandade do Snr. B. J. das
Cbagas fax ver ao respeitavel publico, ,jne, ene-
jando ao conbecimento da mesma, que alguns
irmios teem despersuadido que a oiesma ir-
mandade nao pe patente a procisso do me -
mo Sr. a mesma irmandade, por meio deste ,
faz ver, que jamis dallar de por p tente a
procisso do mesmo Sr. no Domingo de Ha-
mos 16 do corrente, como he de coslume. |9
1Domingos Duarte Souza Bodrigues reti-
ra-se para fra do imperio. (2
3 Compr3o-se efectivamente para fra da
provincia escravos de 12 a 20 annos sendo
de bonitas figuras pago-se bem ; na ra da
Cadeia de S.Antonio, sobrado deum andar de
varanda de pao o. 20. (S
VENDAS.
naci da 18 annos, com bonitas figuras, san- rs. chapeos sem fallo a%f n. leocos para
do um bom cosinbeiro e o outro para todo o gravita de lia e seda a 400 e outraa mu-
servicio ; dous ditos de 9 a 12 annos ; um ola- las fazendas por preco commodo ; na ra do
latinbo de 12 annos ptimo para pagara; ama Crespo o. 14,loja de Jos Francisco Dias. (?
escrava de naci, de 22 annos com aigumas
C O M I R AS .
1 Compra-se fumo para milo de charu-
tos ; quem liver annuncie. ,-
2 Compra-se um lito Livio e um Horacio ,
em bom uso; na ra estreita do Rosario n. 3, -
2= Compra-se balsamo do Toul ou de
S. Thom para a sagracao dos Santos leos ;
quem liver annuncie. ,3
2Compra-se urna escrava que saiba en-
gommar e coser alguma cousa prefere-se -que
seja recolhida ; tambem se troca por outra es-
crava com as mesmas habilidades ou por um
moleque ; na ra Nova n. 35. (,
2 Comprio-se as obras de direito natural
por Abrens e Joufl'roy j usadas ; quem li-
ver annuncie. (3
2-Compro-se garrafas vasias ; na ra Di- j aluge-se um armasem
reita n. 62.
ia
i Vende-se farinba muito superior, com
saccas a sem ellas ; na praca do Corpo Santo
o. 4. (3
I Vende-se um cavallo ruco, muito bom
carregador e esquipador e muito novo ; na ra
do Queimado loja de ferragens n. 30. (3
1 Vende-se a casa n. 10, da ra da Con-
cordia por preco commodo ; a tratar defron-
te da ribeira da Boa-vista n. 66. (3
1Vende-se urna preta da Costa boa qui-
tandeira e com habilidades; no pateo do Car-
ino n. 3, se dir quem a venda. (9
1 Vende-se calcado da todas as qualidades,
tanto para bomem como para senbora e me-
ninos ; na praca da Independencia n. 28. (3
IVende-se um sitio na Varzea no lugar
Corredor de S. Joio o qual deita o fundo no
rio Capibaribe e tem arvoredos de fruto ; um
sitio na Ibura com trra foreira ao sitio Allo-
man daquelle lugar; urna escrava da Costa,
de bonita figura e de 22 annos de idade ; na
ra da Gloria sobrado n. 59. ("
)Vende-se urna bonita escrava de 24 an-
nos, perfeila er.gommadeira e costureira, bor-
da, faz renda, bico e lavarinto ; um dita cosi-
nbeira engomma, faz renda, bico e be de to-
do o servico, por 300/rs ; duas negrinbas de
10 a 1 annos muito bonitas j cosem mui-
to bem ; na ra Direila n. 81. (7
IVende-se urna escrava moca sem vicios,
nem achaques piopria para lodo o servico; a
tratar com Manoel Gomes Viegas na ra do
Crespo. i4
1 Vende-se um escravo de naci de bo-
nita figura de 20 a 22 anuos ; na ra da S.
Cruz n. 74. (3
1Vende-se um realejo de corda com mui
boas vo7es, e tendo 6 marchas, por preco mui-
to commodo ; na ra do Queimado, loja n. 5.
1 Vendem-se saccas de farinba de mandio-
ca, de superior qualidade a6/rs.; no arcj de
S. Antooio loja o. 2. 3
CHARUTOS REGALA
INa ra da Cadeia do Recffe n 46, ba sem-
pre um grande sortimento deste genero pelo
mais barato preco possivel 4
i Vendem-se dous pianos horisontaes de
boas vozes, e quasi novos; na ra do Collegio
n. 15 das 9 horas da manbia as 4 da tarde ,
e muito em conta. 4
- Vendem-se cordas de tripa, e bordos pa-
ra violao e tambem papel pautado para mu-
sica de superior qualidade ; na praca da In-
dependencia loja n. 3.
Vende-se um excedente terreno na ra Im-
perial do Atierro dos Afogados com 34 palmos
de frente efundo atea baixa-mar do rio Ca-
pibaribe cujo extrema com a casa edificada de
Simio Correia Macambira, e torras de Fran-
cisco Bibeiro l'avao por preco commodo ; na
ra Dimita n. 40, segundo andar.
Vende-se um bom escravo do naci An-
gola de 40 annos de idade bom trabalhador
de enxada e proprio para campo por preco
coiiim do ; na ra Direita o. 54.
Vende-se um um moleque de idade de 2
annos de bonita figura sem achaque algum
sendo para fra da trra ; na ra Nova vend
n. 65.
Vende-se urna olaria de pedra e cal, e
chaos proprios com barro para toda a qual
dade de obra fina, com pequea baixa de capi
para um a dous cavados todo auno, com u
bom soto para pouca familia dous quano
de pedra e cal para escravos com frente para
o no Capibaribe, e fundos para a estrada velba ,
que vai para o Cordeiro, para ver dirija-se a
dita oiaria, e para tratar no Atierro da Boa-
vista n. 1, armasem de louca.
Yendem da e da Cachoeira em caixas de 100, e em
massos de 26, por preco commodo; no sobra-
do da esquina da ra das Cruies n 2.
Vende-se urna parda, que cosinba, en-
gomma, lava e cose chao; na ra Direita n. 24.
Vende-se urna escrava de Angola moca e
bem parecida lava, ecosinha o ordinario de
urna casa ; na ra do Queimado loja de An-
tonio da Silva Gusmio, n. 39.
2Vendem-se cavados para sela a carga ;
tambem curo-se e sangrio-se; na ra da Con-
ceico da Boa-vista n. 60. 3
2Vendem-se lOescraves, sendo duas pre-
tas com habilidades de 18 annos ; um mole-
que peca de 16 annos cosinbeiro; 5 pretas de
20 annos de boas figuras, e sao quitandeiras e
iavadeiras ; dous pretos de elegante figura de
25 annos ; na ra de Agoas-verdes o. 20 se-
gundo andar. (7
2 Vende-se um diccionario portugus por
Moraes, quarta edicao, 2 v. em iodo; um tbea-
tro ecclesiastico 2 v. em quarto ; na ra da
Cadeia do Recife, loja de Jos Gomes Leal. (2
"! -Vendem-se, por muito commodo preco, os
preparos de fazer velas de carnauba por um
modo novo que pode fazer urna grande quan-
tidadeem um dia e com muita facilidade ; na
ra das 1 rincbeiras n. 22 ; e na mesma casa
que foi de madeiras ,
Compra-se oleo, unto, ou gordura de ja-
car ; atraz dos Martyrios, sobradinbo o. 4.
ptimo para qualquer estabelecimento, por pre
co muito barato.
habilidades ; urna dita lavadeira e cosinlieira,
na ra Direita n. 3. (6
2 Vende-se um preto olflcial da pintor, no
que he perito ; em S. Amaro, em cali da Fran-
cisco A. C. Guimariea. (3
2Vendem-se dous pares de esporas de la-
ti modernas ; um braco de batanea grande
com conchas e correntes de (erro ; urna porcio
de caixas vasias do Porto; as Cinco-pontas
n. 160 ; todo o negocio se fari. 15
2 Vende-se carnauba em porcio e a reta-
dlo por preco commodo; o cdigo brasiliense
ou collecco das leis do Brasil ; na ra estrel-
la do Rosario o. 3. (4
2Vende-se um preto de bonita figura, bom
ofOcial de funileiro, 3 botes de abertura de
ouro dous pares de brincos 3 ditos de rose-
tas um annel, e um cordio; na ra do Ban-
gel n. 3. (5
__ Vendem-se saceos com arroz de casca a
3520 rs. ; na ra larga do Rosario esquina do
quartel de Polica n. 21. (3
2Vende-se na botica da ra estreita do Ro-
sario n. 27 defronte da casa amarella limo-
nada gasosa febriluga preparado especial,
bastante accreditada e recommoodada pelo seu
bom sabor, por varios mdicos de diversas fa-
culdades de medicina da Europa, especialmen-
te contra sezdes, e mais intermitentes rebeldes
e fcil de ser abracada pelo estomago sem alte-
ral-o e com vantagem de combater as irritacoes
do ligado que de ordinario acompanbio es-
tas febras, cujos bons resultados teem sido ga-
bados por diversas pessoasdesta cidade. (10
Na livraria da esquina da ra do Collegio
'Vende-seo piloto instruido ou compen-
dio tbeorico e pratico de pilotagem edicao cor-
recta e augmentada em 39; diccionario de ma-
rinha ollerecido aos offlciaes da armada na-
cional 1841; roteirogeral dos mares, costas,
Ibas, e baixos reconbecidos no globo; parte 11.a
comprehendendo as costas do Brasil, do Cabo
do Norte at o rio da Prata com Patagonia,
Cbili, Per at o Panam com as ilbas adjacen-
tes, e oavegaco oestes mares, 1 v. 1839. (10
2=Vende-se sabio iogiez em caixas, a 100
rs. a libra ; na ra das Cruzes n, 42. (2
2 Vende-se folha de Flandres de superior
qualidade, a23/rs. a caixa e dita mais in-
ferior a 20 rs. ; na ra Nova, fabrica de cal-
deireiio n. 27, de Jos Peieira Teixeira. (4
2Vende-se ou troca-se urna canoa de car-
regar agoa por tijolos de al venara grossa ;
na ra estreita do Rosario n. 4. ,3
2Vende-se um cavado novo bom carrega-
dor ; na ra Nova loja o. 16. (i
2Vendem-se superiores velas de carnauba,
feitas no Aracatv, a 36o rs. a libra ; na ra Di-
reita n. 62. f*3
2Vende-se urna obra de tbeologia moral,
pelo Hispo Monte quasi nova, ea reereacao
philosophia ; na| ra das Cruzes loja de re-
lojoeiro n n. 38
3Vende-se urna parda ; na ra do Cabug
n. 16. \2
3 Vende-se urna canoa de carregar agoa ,
por 100/rs. ; na ra Nova, venda n. 65. (2
3 Vende-se, permuta-se, ou arrenda se um
sitio pequeo muito perto por ser logo ao
sabir da Solidade para o Manguinbo com nao
poucos arvoredos de fruto chios proprios ,
com grande e decente casa do sobrado toda en-
vidracada contendo 4 quartos um algrete
na frente com dous portes de ferio, e uo
fundo outro portao grande cocheira, casa pa-
ra pretos, cosinba, poco d'agoa de beber e tan-
que para banbo ; na ra do Muro da Penb ,
sobrado n. 36 das 6 as 8 horas da manhaa e
das 6 da tarde em diante. (lo
3 Vende-se urna canoa de 2 varas com
Bsenlo para 8 a lU pessoas, mui bem construi-
da e por preco commodo ou se troca por ta-
boado de louro, ou amarello, conforme se a jus-
tar ; na ra do Carnario da Boa-vista venda
do Theodoro. 16
3 Vende-se, para fra da provincia, um
bonito escravo ; as Cinco-pontas n. 71. (2
3Vende-se alvaiade da Hollanda, de supe-
rior qualidade em barra pequeos, de um
quintal, instrumentos de msica sendo gui-
tarras, rebecas, trombetas cornetas, flautas ,
cirmelas, Irobonnes, fagotes campainbas de
todas as qualidades, tudo por commodo preco ;
na ra do Amorim n. 55, segundo andar. (7
3Vende-se genebra da melbor qualidade ,
em caixas verdes de doze garras; na ra do
Amorim o. 35, segundo andar. (3
3 Vende-se um forno proprio para assar
boliobos. pio-de-l e pastis ; na ra do Que-
ACUDO AO BARATO
NA LOJA DE F. DUPRAT, N RA NOVA N. 7
3Vende-se o resto do calcado de toda a es-
pecie nibias, luvss e chapeos de todas as
qualidades annunciados nos Diarios de 20, 22
e 26 de Fevereiro; e todas as mais fazendas des-
ta loja sio vendidas com grande abatimento
nos precoz. (g
7Vendem-se saceos com farello pelo m-
dico preco de 3/ e 5| r. ; na ra da Senzalla-
velba n. 138. (3
5Vende-se orna parda de 26 annos sem
vicios nem achaques, engomma bem liso, cose,
conioba lava e he multo diligente para lodo
o servico de urna casa e muito carinhosa para
meninos vende-se por precisio ; na ra do
Livramento n. 33. (g
5Vende-se chocolate fino a 7500 rs. a ar-
roba ; no paleo do Carmo venda n. i, da es-
quina da ra de Hortas. (3
3Vende-se azeite de coco a 2560 rs. a ca-
ada e a garrafa a 380 rs. ; na ra do Livra-
mento o. 38, venda junto ao lampiio. (3
7Vende-se sal de Lisboa em grandes e pe-
quenas porcoes ; na ra da Moeda armasem
n. 7. (3
3 Vendem-se em casa de Frederico Fre-
mond, no AUerro da Boa-vista n. 5 superio-
res chapeos para senbora flores para cabeca e
enfeiles de vestidos cordes de aljofares tu-
do da ultima moda dePariz e viudo pelo ul-J
timo navio e do melbor, que tem appareci-
do nesta prc. (7
3 Vende-se um preto crioulo de 20 annos,
muito bom bolieiro e ptimo servente do urna
casa e he de bonita figura ; urna negrinba de
16 annos, engomma e serve para mucama ;
quem pretender annuncie. (5
3 Vende-se superior farinba nova de S.
Catbarina ; a bordo do brigue S. Manoel Au-
gusto fundeado defronte do Trem ou na ra
de Apollo n. 18. (4
Vende-se um (avallo gordo
e muito novo, ptimo passeiro e
carregador baixo ; na ra Nova
n. a3
Vende-se potassa russiana de
superior qualidade, por ser no-
va ; na ra da Cadeia velha, aruia-
zem de assucar n. 12.
Na ra do Crespo, loja n. 11,
de liento Jos da Silva Magalhaes,
vendem-se ricos cortes de seda da
Escocia, brancas pretas e de cores,
sarjas, pretas napolitanas com lus-
tro de setim maco, sarjas pretas
dita hespanhola lisa e com flores,
setim de Maco preto patente, bicos
pretos de toda- as larguras e muito
finos, novos cortes de tarlatana com
listras avelludadas, goslos ainda
nao vistos e em corles de 8 1/2 va-
ras, e outras umitas fazendas de
gosto, e por preco commodo.
ESCRAVOSFUG1DOS.

mado loja de louca n. 32. (3
3 Vendem-se queijos novos e muito fres-
caes a 1280 rs., ditos de pinba a 360 rs. a Ib.,ve-
las de espermacete de 6 em libra americano a
380, e francs muito alvo a 800 rs., ameixas
novas a 320 rs. a libra passas a 320 rs. figos
a 160 rs., macarrio branco muito novo a 20o
rs., letria fina a 240 rs. ; na ra das Larangei-
ras venda o. 16. (8
3Vende-se por preco commodo um re-
banbo de cabras (bicho; todas muito prximas
a parir, e urna dellase o bode sio de raca tou-
rina, nos Alllictos, sitio de fronte da venda, ;4
4Vendem-se pecas de bretanba com 10 va-
ras a 1690 rs. cortes de chita com 10 cova-
2 Vendem-se 5 moleques sendo dous del dos a 1600 rs., cassa-ebitas de cores flias a 210
2No dia primeiro do corrente fugio o pre-
to Miguel, de naci Benguella, de 27 annos,
alto, olhos grandes rosto ebeio, bastante vis-
toso, barba regular, he ganhador derua e se
em prega em lavar casas ; (oi escravo de Anto-
nio Dias Cardial e boje be do abaixo assigna-
do ; quem o pegar, leve a botica n 10 da ra
estreita do Rosario ou no segundo andar do
sobrado da esquina da ra larga do Bosario,
que ser recompensado. Jos da Rocha P-
rannos. (9
1 No dia 2 do correte, ao anoutecer, fugio
da ra do Bi um um preto de naci Costa que
representa ter 40 e tantos annos de idade es-
tatura alta peitos largos bastante lorie, den-
tes limados e pretos nio tem signaes de sua
naco d por nome de Antonio be bastante
bucal; levou camisa e calcas novas de algodio-
sinho da Ierra; tambem tem urna (en la em um
dedo das mios; quem delle tiver noticias, e o
capturar, pode dirigir-se a Fra-de-portas, ra
do Pillar casa o. 132, que ser generosamen-
te recompensado. 11
No dia 2 do corrente mez, indo a Bebiribe
conduzir roupa com mais dous pretos desappa-
receo em caainho o preto de nome Joaquim ,
de naci Congo que representa ter 30 annos ,
altura regular reforcado do corpo marcado
de becbigas, ceg do olbo direito por Ibe ter
vasado de urna inflammaco; levou|camisa de
riscado azul e calcas de casimira parda de lis-
tras, com um remend no assento ; os appre-
hendedores levem-oem casa de Francisco Ma-
medede Almeida no largo do Corpo Saoto^'
defionte da porta principal da igreja matriz o.
13, que ser gratificados.
PEflPiJ TTP- DE M. F- DEFAMA----tt.'|5.


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