Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05525


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Full Text
Annode ~184&
Ter$a Fcira 4
?,T.W, "if i.-.--R-JMir^M
i"T.-1 BP>
O Omri p hlioa-aa ludria oa lia* que ijo foreui mitinea ..,a : o praajo -'a laagnatara
t,. ''e fes n:' n. porijriaftal na?* artiinur*. OaaRBiutaioaaa)! taiupaantat i3 4 rao d '-'0 lis por linha, 4 re em lv|>0 (Hfferenle, e as reptil- oe* pe amelade 0
j.- nao J'Ca aa*znnt- pagan "Oreiapo- Imlia.lliU e IJ/pO dide rente, ... cada publicaran
PARTIDA DOS CORREROS TERRESTRES.
5 I lula, PnraOjba,tegoadlM wxtai feras Rio Grande do Nort chepa a 8 el o ir
I? alOa Cabo. Sariflbaaaa, RioForMfO. jlaocv'. 'oroUWo, a *.legoaa; no fl. "
a | o iHHaeadei aaet, Gr*nui.ns a r.^ to a i.e 2\ la Carla mez-aua-T9la to
n r 1^ M dito, Cidada da Viotorra quintil feira*.Olioda lodoa o diai
DAS da semana.
, s---. a. lemete io. Aud. do i d" 0. da 'J. y.
4 r.,:. s. Caaimirn. Hel aud. do J. d II.d 1. .
5 QuarU i Thiofilo. Aud J. da U. da 3 ,
i Ouit.. Olegario. Acd d da !* de 2. y .
7 Saitt I'ei peina d. do J. de D.da i. ala.
S Sab. s Ouiatillo Ha', md do J. re 1) r>a t.
i) Das 5. da quarcaaa s Francia' Humana.
K.v.t-ni-asL_..-.._ : iminmiiiUmfciei -J^EaiHan^ijair.a;g33T^^ ;_. .. :_, .-.,-,_..-..
de llardo
AnnoXXT. N. S.
Todo gura dependa da Bol oaiui; da ooa.x pradt cu, uc. r..:-, eenergia :cun-
fkt j- tiLueuoa cusa i pri-ioipiamoj a tereaoa ipoutadoi eom ai.m ie...io .:tie aa nai*9 maia
A^ ';* otatai. ;fraol :::.> aMeaakla (ral lo mu,
> 04MI0I bu u .' B* r*yO
') 1|/,' Caai)i0i#nbra Luturt' '.'5 fi' Our- Moaoa da 5,41/0
Pirii */.' reu pnr frar..-o
I i (boa *JD por 10(1 ,, ,,,.,
fefS}V--yJ>*5 *0da :. sobM a" i ar
I ja. da !a'.ri .Je -aa HU 1 p. ft.
N oa a,' ti
ir' .i'aiacoa
. !' H('j!'lfljl\Ii*'(l
, U'.ioa eiaaicanoe
compra renda
17 .1(0 7,00
,7.1'U0 J.'J
j 200 aUU
4,3U 3 UO
i,V9 .V&J
DI
fu as es da luanomezde maiu;o.
L>anora a', aa 4 b a 17.. c man. 1 La abara a "; a 5 bc.ras a 51* alia da I.
1 .',,, a la ai 11 boraa e j", arrimar '( '.>.
P nutra 9 1 horas I I 1 in da m.inli 1a |.Soginla aa I borai e 4 mmulot da I,

y^^11
HMiftfiBaFmii*gi'"g-J5Mei>gg^^
oten
,;. ,
PARTE QFFICTAL.
GOVERNO D\ PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 26 DO PASSADO
0(llcio.= Ao Etm. p Ri'vm. Rispo Diocesa-
no communicando que no dia primeiro di
Marco proiimo futuro ter lugar a abertura da
Assembla Legislativa dVsta provincia ; con-
tidando-o ir celebrar nesso dia, na matriz di-
S. Fr. Pdro Goncalve a .nissa votiva ao Es-
pirito Santo e preenchir as demais (irnia-
lidades que a lei Ihe incumbe. Offlciou-Se
a Cmara Municipal para que mandassu pre-
parar a igrfja do necessarin para o acto da mis-
sa ; e ao Commandante Superior, fimdeque
em o mencionado dia fzesse postar urna guar-
da de honra cm frente da casa da Assembla.
Dito.Ao Juizde Direito interino da primei-
ra Vara do Crime iNo podendo reputar-se
vlido* os actos, em que lomo parte urna au-
toridade de nomeuca nulla e estando no caso
de ser como tal considerada a de un Promotor
iid hoc qur\ para compr a Junta Kevisora dos
Jurados do termo de Iguarass, fa o respectivo
Juiz Municipal porque, vista do artito 218
do regulainento n. 120 de 31 de Janeiro de 1842,
sao os JuZs de Direito os nicos competentes
para interinamente nomearem quem subslitua
os Promotores Pblicos verificado que seju u
impedimento dYstes, de neuhum eflr-ito devem
ser deL-larados os traballios da referida Jun
td por tiaver nclla funcclonado un vogal in-
competente ; e por isto approvo a resoluco ,
que Vine, tomou de convocar urna nova jun-
ta pura, sob a sua Presidencia e com asis-
tencia do respectivo Promotor effectlvn rever
as listas dos cidados, que no ja mencionado
termo teem de, no correte auno servir de
Juizes de Fado.
He o que, du conformidade com o pensar do
Conselheiro Presidente da liehcu, oflVrece-sc-
me dizer em resposla ao ofliuiu que seme-
ntante respeito onderecou-mo Vine, em I6d'es-
te mes.
Dit'i.Ao Inspector da Thesouraria das Ren-
das Provincial^, ordenando, quo mande por em
arrematacoas obras do 10 "lanc daesirada da
Vicloria.de lonforinidade com asilausulas espe-
ciaes.que Ibfl remette. CoiMiiunicou-se aoEn-
.:eiiin ro e oLlieleeao In-pectoi Fiscal das Obras
Publicas.
Dito.Ao Inspector da 1 hesouraria da Fa-
tenpa determinando que mande pagar ao
Agente da companhia das barcas de vapor e
pol' cunta do Ministerio da Justica a quantia
de 126/ r. pelo frete de 20 canas com arma-
mento, que paia a (uarda Nacional este por-
to condurio o vapor Imperador. Participou-
se ao ja mencionado Agente.
rj.ir" HammamamHaaai aiaai 11 aaBMaBaaaaaajBMaaxSanwjaaar
EXTERIOR.
de numero dos que arribaran a esta itha, nuca
4Ua derrota era nesl i din-erao, e que aImIicI
iiavcgou-a atravez do maior dimetro daquella
legio. Sendo bem conhecido que o habito des-
tes insectos h" voarein n'uuia extensa e cerrada
columna, abaixando-se a tena para se aliinen-
l ireiu, ou cahindo como exhaustos le loicas.
nao parecer exaggerada a precedente rolai So.
v disuncia de 35" 40' &20' a 38" 8c 23 de 135
lias, as quaes multiplicadas por quatro ini-
IhaSi o menor alcance provavel da visti, da co-
berta de uin pequeo navio, prefaz una rea de
."iu inilhas quadradasi ou duas vezes e incia o
lainanho des. Miguel.
lie superfluo considerar os latneniaveis eQ'ei-
ios que experimentaramos, se esta inmensa
iiiiveiu de insectos lierbiveros, nao iutcrrpuipi-
da em s'ii v0i viesse pousar esfainiada sobre
nossos campos. Nemistolie uuisonho impossi-
vel de se realisar; poisque a chegada dos inui-
tos gafanhotos que aportrSo nossa Iba, prova
subejaiiieiite, que se as cirenmstaiieias Ibssein
favoraveis, todo aquelle iucalculavel exercito
nos acominettiria
O insecto serruudo todas as probabilidades be
aquella especie de acridum migralorium (tcryl-
'i)re;n : cstudou as suas antigs conslituices .
examinou cuidadosamente toJasas irnpiiluos
r.rimin s.is argidas aos discpulos de Luyla ,
lao regularmente o follielim do Judeo Errante,
no Constitucional 6 linlia cli''gado a conclu
sao de que ellos nunca hesitiro em adoptar
i|uaesquer meiod ijue os livrassem dos si'iis
mimigos Bque havenlo-os elle contrariado
no seu designio de se arrogaren! e mooopolisa-
rem a Instruccao Publica de Franca necessa-
riamente devera de ser inmolado Alguns 'lias
i rites manifestara elle os seus recejos a Mr.
(aui/ot o qual conliecendo-o em seu perleito
juizo a respeito de tudo o mais nao suspeitou,
que a sua ra/o estivesse allucn,ida. i'ratou
ile cliimercas as suis appreliensoes e Icz-llie
i seguinlu observacio Se vo*, que sois
liom oalhulico consideraes ameacada a vossa
existencia que devo esperar eu quesou pro-
testante ? Mr. Villomain he exlremoso por
sua uiulher )!] poueo depoi do nsscimnto
los migratorios de Lineo}* encontrado por nar-jdasua prinieira fillia apesentou symptomasde
row nosul d'frica, eoJnindooin espacode duas alionnacao mental. F6ra ella consegumtem n-
iniljiiilhas quadradas:e mencionado por "'"cor- t desam, onde pilos
ii'Spondentede Kuby c Spenee, o qual em .Mal- .'. lv ,.
ratta, regio da India, viou.ua columna dega- ddadosdo l>r. Esquirol de tal modo recu-
fanbotos de 500 inilhas de i'Mencan, que obscu- perou o uso da ra7o que Ihe lo i permittido
NOTICIAS DIVERSAS.
ACORES.
0 Acoriano Oriental at 4 ro), la diiniuuindo consideravelmente o con-
tagio.
O contrabando parece que era milito frequen-
tr't do que se queixa aquelle jornal, e de Irre-
gularidades no recrutaiueuto.
reciao o sol como se liouvera mu eclipse; e da-
viio ao campo sobre que pousavao, a cor re san-
gue. Tlinmaz Carrean Hunt.
[Do Agricultor.) (Aforiano Oriental.)
(DoP. ios l'. do l'.
Berln 14. Circuntstancias d Ticheeh. Hontein de tarde o presidente do tri-
bu nal crimina I deprimen a instancia .M.kleisl lo i a
plisan de T cliecb com uui dos asscssores,.M. Al-
vensleben e o pastor M. Batimen e dissc-llie
que a execucao seria no dia seguinte. Tscbecli
novio isto com a maior presenca de espirito ,
respondendo em voz baixabein inuito beui
M M. Kleist c Alvcnslebcn retirao-se deixau-
do-o si'i com o ecclcsiastico que o nao abando-
noii. Oui/. ver a fillia e lizcrao-lhe a vonlade ;
nao inostrou coini.-.ocao com a presenca da lillia
que chora va. A infeliz no quera deixar o pai;
approximava-se o fatal momento; disse-lhe
framenteBertha, nos nos tornaremos a ver.
\'s quatro da nianhaa mu destacamento de in-
fantera de linha e gendarmes aconipanhrao
Tschcch de Berln a Spandan ; na jornada fuma-
va tranquilamente no cigarro. Fez-sc a exe-
cucao quasi s escondidas poras sele e llieia ,
estando presentes alguns centenares de pesso-
us. Subi.io cadafalso com firmeza ; nao cpn-
sentioque Ihe chegassem os mocos do carras-
co : despio-sc, e poz a cabeca no cepo,
GAFANHOTOS D'ARRIBAD V.
Mr. Medburst capitao da escuna inglesa /:-
M, que acaba de entrar ueste porto, proceden-
te de Gibraltar, conta que na sua viugem en-
eimtrra un iuiiiienso arraial Iloctiiautc de ga-
I'anhotos, e d as seguales particularidades do
phenonieno.
No da -2-2 de Novembro, na latilude 34, 30"
N, elongitudede 18" W. observou inultos gafa-
nhotos sobre a superficie do mar, augmentando
gradualmente a sua quautidade para a tarde, a
ponto de, na manha seguinte, estar o mar es-
pesamente coalnado delles. Na larde d cale dia
(23) demorava a embarcaco na latitude dc3fV
iO, e na longiliide 20"; en'esta altura tinlio r.,
gafanhotos erescido a tal numero, que ate onaj
os ollioa aleaneavo. quasi se n;io descobria a
superficie domar; elevao-sc enlao cm inoiilnes,
que sem du vida erSo formados pelos esforcos dos
laais fortes, para cavalgarein sobre os corpos dos
mais l'racos.
A quantidade dosgafanhotoscomecou a diini-
ntt| na manha do da 25 estando a enibarcayo
eijalitude 23"i e dasappareceo completamen-
te na tarde do dia 26, acbaudo-se o navio na la-
tilude :', :{0\ c na lougitude 2440'.
lie diilicil calcular a extenyrlo da superficie
oceupada por este exercito de gafanhotos, mas
ha boinfundaiiieulo para presumir, pelo gran-
Dullic 1)0 Senado dos Estados-I nidos appi'C-
sentn una projiosta para uunexar Texas aos
Estados-l nidos e nerton outra para que i sla
annexaju fosse com o consentiiii"iito do Mxi-
co; ambas 10rao remetlidas Commissao dos
Negocios Kstrangeiros. Na amara dos Dcpu-
tados laiiiliem se fez proposta para a aniiexaeao
de Texas c havia de eoniecar-se a discutir no
dia 23 de Dezeinbro.
Alien propoz no Senado (pie se pedissein co-
pias das instruccoes dadas ao Ministro Ameri-
cano em Londres, e da correspondencia que
linha bavido entre os dous Ooveruos a cerca do
territorio de Dragn decidio-ac, por24 votos
contra I(,que se pedissein.
,V correspondencia que ltimamente te ba-
vido entre o Enviado Extraordiuai'o dos Kslados
Unidos no Mxicoe o Ministro dos .Negocios Ks-
trangeiros desta nac.io teni sido desabrida ; o
Ministro do icxico termina una nota, decla-
rando que o dexicoesti resolvido a rrpellir nina
injusta aggresso c que a responsabilidade das
conseipieiicias caliii solnc o Presidente Tylcr
dos Estados-I nidos.
O General Paredes he quem figura frente da
iusurreicSo do Mxico.
A fragata 'ongrets dos Estados-Unidos apre-
zou tres vasos da esquadra de Buenos-Ayrcs ;
isln tiuba causado grande sensacao.
O presidente de Texas dcclaroii que cm recor-
rer nicdeaerio das potencias dava prova di sua
boa fe; masque, se estas nao coiiscguissein
ate dezerabro uina declarajo de que o ilexlco
se i onlentava COII1 tci' por limite a maigeni oc-
cidental du llio Grande ueste caso tomara urna
attitude ollensiva.
Mr. \ illeniain ex-Ministro da Ins-
truccao Publica em Franca,Havia al^um
lempo .me.Mi. \ ill riiiin cr iiiipres-i naiio
pela ideia de que tinba de morrer as ues iloc
Jesutas. Havia elle dedicado b a parte do seu
lempo iu .io de obras que tr.it i ao das dnu
trinas actos e historia 'aquella decantada
voltar ao seio da sua familia. PsssarSo-se al
guns annos durante os quaes deo i lia luz mais
duas fiihas sem experimentar tocesso algum da-
quella cruel enlernndade quanlo de sbito
fui novamente acominetliila d'ella e desde
en lio tem (stnlo em curativo na vmtson de
sant. No dia 28 de Dezembro foi Mr. Vil
lemain visital a ; paree que n'essa occasiao
Ihe commuoicou ello os seus temores dos Jesu-
tas com mais vehemencia do que de eos tu me ,
e a tal grao de esalUcao ebegaro ambos que
os creados inquietarao-se e niHiidaao cha-
mar o medico assistente. Este com uiflicul-
dado consegltio aquietal-o. Sun exclamou
Mr. Villemain, os Jesutas juraran a ininlia
ruina. Sei, que me est L.vrada a fact.I sen-
tenca, por ter resistido as stlas u>urpae5es, e
que nunca mais me perdo rao. A historia
m. stra. que ellesemprc ncorrerao aojunlial
e ao ven no para se liesfazerum dos seus aata-
gonstas i ugenio Sue (autor do Judeo Er
'ante claramente o proiou. Quaodo ellos
teem ousado fa/er victimas em testas coroadas,
que perdao devo eu esperar? Lslou inleira-
mente resignado minba sor te, mas quem na
le proteger n inia pobre uiulher e minbas tres
lilhas innocentes, pois que essa implacav I so-
ciedade h de puni las pelas culpas de seu pai !
0 assistente f iobrigadoa l/.el-o retirar da C-
mara a forc, e lendose elle consencido pela
e ni que aeabava de presen iai, de que Mr.
Villemain nao eslava elll seu perleito jui'O, jul-
gou do seu dever uar parte d esie facto a sua fa-
milia.
Ueste modo explica um jornal inglez, o Ti-
mes, o .. oliiu que .le i logar a Ueiirissao de Mr,
\ illemain.
le/.-Sd. diz o Lonstitutionnel, no Miuis-
leiio da InstiuccHO lubina u iodos o mdicos mais distinctos de Poris. Al-
lirinio-noS, que o paciente, u'um paroxismo
le lohre, que so esperas, que nao durasse
muito, se lae ra de urna janella do hotel, que
delta para o jsrdim, mas felizmente sem soilrer
ksaoalguma. Confiamos em que orepouso,
e o cuidado de que esta cercado, brevemente
restituir Mr. Villemain aos seus amigos, a sua
lamilla, c as suas l'es liluas, meninas einanlu-
doras.
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if
ASSEMBEA provincial.
SESaO DO da 3 DE MAR<;o de 1845.
Presidencia du Sr. Pedro Cavalcauti.
Ao ineio dia o Sr. secretarlo Paes Brrelo fez
a chamada, e verilicou estarem presentes ltt
Sis. diputados.
0Sr. presidente declarou .iberia a sessao; i
por nao estar na casa o Sr. '1" secretario, convi-
dou o Sr. lielirana, como secretario supplcute,
a tomar lugar na mesa.
OSr. secretarlo Gilirana, leo a acta da sessao
anteiioi. que sem debate foi approvada.
'i I IfHM
OSr. I" secretario, deo conta do seguinte
I \K lili N II .
l"m Oflicio do secretario da provincia, aeoni-
panhando 3Ue\emplare.s dorelalorio do Sr. pre-
sidente : mandou-se distribuir.
Oniro do secretario da assembla do Rio
Grande do Norte, acensando a rcmessa das Icis
provinciaes dos auno- de 1842 e 1843; para o
archivo.
Outro 'I i cmara municipal da cidade de lin-
rla. participando, que nao leve alli logara reu-
niodo collegio eleitoral, por lercm os respec-
tivos pleitores do votai piii putros collegios : in-
leirada.
Outro da cmara municipal do (.'abo, remet-
iendo a acta da elcico dos deputados provin-
ciaes : a commissao de constituidlo e poderes.
Outro do collegio de Pajaii le Flores, no mes-
mo sentido : a niesma commissao.
Outro do collegio de (i.u anhiins, no nicsiuo
sentido : a inesina couilIlisSO
Olllro do collegio de Iguarass, no inesnio
sentido : a mesma emnmisso.
O r. secretario Paes harreto, partieipou, que
0 Sr. Maeiel Munteiro nao enuiparceia na sessao
de boje, por neoiuuiodado : iiiteirad.i.
O "r. Francisco Jofio Ico, e inandou a mesa a
seguinte indicaeo ;
Requeiro que se chameiii os diputados sup-
plenles Pili lugar dos que se aeluioauseutes.
O Sr. Presidente :\ indicaco val a nina com-
missao...
i \ o/.es, mas a (pial ? )
OSr. Presidente:A que se ha de Hornear, e
como a competente be a primeira, que a assem-
bla tem de eleger, passa-se a esse tacto, para
que a indicaco Ihe seja reiuettida, a lim de ver
se ella boje pode dar o sru parecer.
ORDEN lio DA.
Passando-sc a uouieacao de commsses, f-
rao eleilos para a de iinislituiiio e pulieres os Srs.
Jos Denlo com IS votos, SebastiSo do Reg
com 17. e Kantista com 1" ; para a de [uzeada e
orcamento os Srs. Lobo com 19, Maeiel Monteiro
17, e Tupies com 14 ; para a de ronla* e despezas
provinciaes os Srs Pedro Alexandrino comi,
llabello com 15, eOlivcira com 14; para adir
ulnas publicas os Srs. Francisco Joo com 17, Ig-
nacio de llanos com 17. eJoaquim los da Cos-
ta com 1(>; para a re rcdacc&o das leis os Srs. Lo-
pes Gama com 17, Taques com 12, ePaes Har-
reto com II ; para a de inslrucfOo pul/tira os Srs.
Maeiel Monteiro coui 18, Alcanforado cora 17, e
Nabuco com 17 ; para a de estatistica os Srs. Ma-
nuel Joaquilll, Ignacio de .arios, e l.aeerda com
IB cada uin ; pira a de justica civil, e criminal os
Srs. Agliiar com 18, Domingues com 12, e Custo-
dio com II; para a de negociosecelestatlieos os Srs.
Lopes Gama com l8,vigario Harreto com 18, e Jo-
sbenio com 10; para a de pinturas e negocios das
cmaras os Srs. Aguiar com 18, Nabuco com 1?,
e Oliveirn com 11.
OSr faplista : Pey a palavra. Todos no-
lao a grande talla de ineiubros, que ha nesta
casa, e por ssu ped a palavra, para solicitar,
que se me conceda periniss.io para ler o pare-
cer da commissao de constituido, e poderes a
cerca da indi ac;io do Sr. Ilepulado Francisco
loan.
O Sr. Vresid ule : O Sr. depotado requer .1
urgencia... consulto a assembla sobre o seu
pedido: a assembla resolve que be urgente o
BSSIllllptO.
O Rr. I.' secretario fes leitura do seguinte pa-
recer.
\ commissao de constituidlo c poderes, tendo
pn sent a indicaco do Sr. deputado Francisco
Joo, he de parecer, pie se i hi4iiein cinco sup-
plentes para preeiiebcrem os lugares dos Srs.
di-pul idos. Felis Peixolo, Alvaro, Manoel Men-
des, .lose'' Pedro e Antonio Alfonso, que se a-
ebao aii/enles ; devendo-se para este lint olli-
ciar ao Exm. presidente da provincia.
Entrn cm discusso o dito parecer, e nao ha-
vendo quem tmiiassc a palavra a cerca delle,
l'oi pelo Sr. presidente siilimettido a votaco, e
pela assembla approvado.
Contiiiuou-se na uouieacao das coiiiinissoes,
e fu rao eleilos para a de rendas e cuntas munici-
piit.i os Srs. \leaiil'oi ido. e Lobo ; com 1(> votos
cada um. e Sebastio do llego com 15; para a
csaudepublica os Srs. Rabello com II votos.Ma-
ciel Monteiro com 10. e Lopes (jama com 8; pa-
ra a de pelicoes osSr. Alexandre Bernardino com
14 votos, Paes Brrelo, e Manoel Cavalcauti com
13 ca um ; para a de admtnistraco us Sis. Medei-
ros com 12 votos, Francisco Joan, e Baptista com
II cada ti ti i : para a de ordenados os Srs. .Manoel
Cavalcauti com l votos.Manoel Joaqun, e La-
cerda com II cada uin ; para a dt? forca policial
os Srs. Sebastio do Reg com 1(5 votos, lanoel
1 avalcanti cun l, i l.aeerda com 13.
0 Sr Presidente ; A ordein do dia acha-se ex-
tiucta, e ahora jadeo; a ordem do dia para
aiuanlia.i be a seguinte :
2." discusso do projecto n, 18 do anuo de
1844.
2." dita du o. ii do mesuio auno.
1 .* dita do n. 21 do inesnio anuo.
3. dita das posturas da cmara do Bonito, c


-
o
." dita do artigo addicion.il s mrsinas.
2." dita das posturas da cmara do Itrejo, e
segunda dita du artigo addicioiial da cmara de
Garauhuiis segunda dila das da cmara de
Olinda.
Segunda dita das da cmara de Igiiarass.
Segunda (litadas da enmara de Simbres.
Segunda dita do ai ligo addicioual das da c-
mara da cidade da Victoria.
Esl levantada a sessao ( ero 2 horas c un
quarto.)
EI.KICA DE SENADOR.
Collegio da v.abera da comarca da Boa-vista.
Os Srs. Votos.
/ai.10 da fioa-vista 19
Sebastio do Reg 98
Thomaz Xavier 97
Cavalcanti de Lacerda 2
Manuel de Sousa 1
3
VOTACA CUil D\ PROVINCIA ANDA COM TODOS OS
robos da Polica.
Tbomaz Xavier 783
Barao da Roa-vista 713
Antonio Carlos 643
Mello 582
Sebastio do Reg 551
Manuel de Sousa 455
Hendimento da Me$a do Consulado no mez de Feve-
rrirude 1845.
Despachos mari limos.
Ancoragens 7:047,475
Sizadel5p.o/o 704,475
Exportaco.
Direitos de 7 p.0/0 54:125,937
de 2 p. 0/0 72,890
de 1/2 p. o/odeou-
roe prata arrecadado 57.365
Emolumentos de certides 13.350 54:209,558
Sello proporcional
> lixo
Interior.
1:252,288
492,640
1:744.928
Imposto de 5 p. 0/0 na
compra das enibaica-
c.oes nacionaes 12,500
63:778,93
Diversas provincias.
Dizimo doassucar da pro-
xincia das Alagas 1:936,299
Dizimo do assucar do Rio
Grande do Norte 2,374
Dizimo do algodao de dita 3,112
da Parahiba 142 1:941,927
Provincial.
Dizimo do assucar 19-765.500
do algodao 1:016:838
do cal 3,671
. do fumo 7,705 20:793,714
Taxa de 40 rs. por sacca de
algodao 43.8C0
>.' de 160 rs. por caixade
assucar 470,240
de 40 rs por feixo de
dito 5,240
>. de 20 rs. por barrica e
sacca de dito 780,540 1:299,820
Total rs.- 87:814,397
Mesa do Consulado de Pernainbueo 1. de
Marco de 1845O administrador, Joo Xavier
Carneiro da Cunha.
Rendimento da mesa da recebedoria de repdas inter-
nas geraes no mes de fevereiro p. V.
Siza dos bens de raiz 4:660/300
Direitos novos e vellios 179^336
Ditos de chancellara 4^790
Disima da inesma 380/818
Matriculas do curso jurdico 1:484^80(1
Sello lixo 1:372/740
Dito proporcional 1:573? 860
Eiuoliimentos de certides 7? 940
Verbas de chancellarla 3(10
Cartas de barbareis 8/000
Licenca dos despachantes da alfandega 375000
Imposto sobre casas de modas rou-
pas etc. 320/000
Segunda dcima de mau inorta 144/876
Dcima urbana 82/4(0
Imposto delojas 1:036/380
Dito deseges e earrinhos 38/400
Ditos de barcos do interior 19/200
Taxa de esclavos 1:419/000
13:108/120
A saber :
Pertencente ao rendimen-
to do anuo correte 400/847
Dito dito a divida activa 12:707/273
13:108/120
Recebedoria 3 de marco de 1845. No impe-
dimento do escrivo o 1." escripturarioHa-
noel Antonio Simesdo Amaral.
CORREIO.
CORRESPONDENCIA DA C1DADE t PROVINCIA.
Em outra occasio Ibes disse, <|ue nao sabia
decidir, se seria melhor aos olhos de Dos as-
sistiras estas religiosas de bamleiras e novena*,
do que a um baile 011 a una representaran llie-
atral; hoje llns digo que estou desengaado,que
a ideia que f.icn da bondade e justica de Dos mi
leva a crer que nein uessas lunecois neui cu,
outras alias fcitas nos seus templo*, e em sen
nome, ha cousa que Ihe agrade; e que mal* va-
lere ao chrislo evital-as, do que preseucial-as.
vmes. ho deconviremque a pregaco da pa-
lavra, que nao he acompanhada do exemplo,
so pode servir de escndalo aos infelizes e de
irriso aos bemaventurados da tena; mas se
alm da falta do exemplo, ha de mais a mais
a denegaco viva e encarnada dos predi-
tos apregoados na propria pessoa do pre-
ndar, se o lugar destinado para dizera verda-
de para aconselhar as virtudes, serve para pro-
palar a mentira, paracaluiuuiar e insultar im-
punemente; entao a irritacao he tao extremaco-
10 justa, um homem que nao tem um senti-
mento religioso bem pronunciado, perde a f,
O que o tem perde a paciencia. Eis-aqui o que
aconteceo houtein em urna das igrejas testa ca-
pital, cujos administradores nao pdeni ser
uais censura*eis pela parte que Ihes loca na es-
eolha do sen orador.
A presenca deste ente he j um escndalo,
repciir-lhe o nome, apoutar o individuo, he o
mesmo que mostrar a immoralidade codesca-
1 menlo, e he este monstro infame, que coin
vergonha dos homens e otl'cnsa de Dos, sobe a
cadeira reservada a sua divina palavra, para ahi
cuspir hlajpheniias, e vomitar injurias c inso-
lencias, com aquella fronte, queso elle possue,
coin aquelle cinismo, queso na sua fronte cabe.
Para que toda a seriedade do acto desapparc-
cesse, para que iicuhum vislumbre houvesse do
resuelto devido ao lugar havia no meio do au-
ditorio um doudo que n'uin accesso de furor
causou um barulho completo, onde mullos em-
purro, s e soceos se trocro reduzindo-se
assim o templo a urna verdadeira piara em as-
suada. Ora estes actos no lempo quaresmal, no
recinto sagrado reservado ao cullo, como ca-
racterisa-loa ?............
Na mnnha de 2 do correte amanhecero al-
guinas casas do bairro de Sanio Antonio c mili-
tas das do Recife coin papis como se costu-
niao por para indicar que as casas csto para
alugar ; os rapases que se cncarrcgro desta
yracinha lizcro-na coin toda a cachimonia ;
para cpie ? nao sel. Quando eu vas lojas
fechadas e aquellcs papeliuhos blancos postos
simtricamente eill todas, apertou-se-me o CO
raco ; e s ideias tristes me occorcro : lem-
brei-me do dia dos desengaos do coniniercio ,
e outras gentilezas do deputado mais illuslre que
a praia muta na cadeia-velha : lembrei-me de
uossas l'unesias e vergouhosas erises principal-
mente de una eni escaladas se lia escripia coin giz a palavra
Urasileiro. A praia he na verdade un par-
tido chelo de recursos e das lembrancas as
mais felizes!
Se o doulor Villela eslivesse de bocea calada
(onde nao entra mosca, na sessao de 29 de de-
zeuibro Hcavainos nos sem saber que elle tem
dous lados: um por onde concebe, e outro por
onde se apercebe. K porque lado conceber o
\ Hiela ? Diga-o o doulor sangrado. Quanto a
llillli digo que nao percebo; e se perecbo.-sebo .'!
PRIMEIRA ANALYSE DO PARALLELO.
O parall-lo que se leo .-novo n. 49 (o Sr.
doulor \ Hiela r o crrelo do Recife) he obra de
pulso -e a Toscano, e a Plutarco Ibes fosse per-
mi tildo dar hoje urna chegada este seculo das
tuses, riles couheceriSo oque era facer paralle-
los ; e entao euvergoubados de sua nullidade
terina de dar as trancas e esgueirando-se um
por <|iii, e outro por acola irio dizendo o que
disse o papagaio de ( arios V, mandado a D Joo
III, Joo remandes nao meentendo coin cs-
la gente Dissessem porin elles o que disses-
sem, e qiiizesscm poique hoje he livre dizer
qualquer o quanto Ihe vem ao bestunto, e uo
adiamos inipossibilidade em fallarem os mor-
ios, (piando j lemos -~ que cavado morlo roa
mangedora = o cerlo he que nos diverlio o tal
parallelo em quanto nao chegamos a promessa
de poutaps s J Nao; dissemns nos : islo
cheira a esturro : pontaps doem, assim como
chorar faz raubo. Se o aiuigalharo do Sr. dou-
lor Villela quer fazer-lhe algum obsequio, ve-
nha embora coin o sen parallelo em frase cas-
tica, mesmo porque he regia que = pelo caso
por que se faz a pe guilla por este se da a res-
posta mas nunca coin pontaps que he lgica
dos asnos quando se Ihes chega, e alguns ha tao
doloridos que mesmo antes (isto he de faina pu-
blica) atiro e se defendem coin os guarda le-
ntes. Sobre indicar pouca edueaco o promel-
ler pontaps, he tniubem mostrar falla de cabe-
da! lgico o responder coin otpi ao que se> diz,
011 so pergunta com a peona, nao se podendn
quem assim escreve doer-se quando se Ihe dis-
ser -- que nn tem ps nem cabeca = o paiallelo do
amigo do Sr. Villela, OU antes o novo escrevi-
nhador de narallelos. Picaremos aqu por hoje,
pois o publico nao est para niissadas : e vislo
que o tal parallelo d panno para mangas, neis
vollarcinos. Coin sua licenca, a Dos at logo.=
Correspondencias.
Srs. Redactores.Nunca imaginei, que a mi
nha correspondencia, assignada sobo nome di
Cosmopolita, causasse tamanha zanga a esse Sr.,
quem quer que seja, que se intitulou Cincina-
(Msein o seu Diario de Quarta-feira 19 de Feve-
reiro. Km toda a sua resposta ressumbra o in-
tento de torquezar oaulordo Cosmopolita, nao
abstractamente, mas como sujeito certo, e de-
terminado, por suspeitar ser desse sujeito a cor-
respondencia : porem se quem quer que cscre-
veo o Cosmopolita occultou o seu nome, nao si
Ihe pode com justica assacar o baldao de que-
rer euibarar o povo, de fazer lamurias, para Ihe
merecer as gracas, etc. etc., morineute nao es-
tando mis em a piscatoriaquadra daselciccs.
Parece, que O Sr. Cincinatus nessa sua corres-
pondencia I0111011 a peilo defender a resoluca
da asscmbla provincial, que revogou a Iri da
uiesiiia asscmbla, que permillia o contrato das
carnes verdes, e de camiuho atirar seus revue-
les a quem suppoz autor do Cosmopolita. Antes
porlll que entre na materia, ousarei sustentar,
que nao leiiho por gali cismo a expresso car-r
irs verdes; porque sendo aqui o vocabulo
nrilrurna inethafora adniittida em todas as
lingoas, nao ha raso para a rejeitar; e, assin
como iliieuiOS couros verdes por couros frescos,
oiirrus, porque nao diremos carnes verdes .'
Achou o Sr. Cincinatus coutradi^o em repro-
var eu o monopolio dos particulares, e ao ines-
iiik tempo lastimar nao ter vingado um mono-
polio mais forte, vasto, e bem combinado, sanc-
ionado pela le, protegido pelas autoridades,
ic. ele. Verei, se me posso defender desta
(lisura, alias inuilo da moda. Nao sou tao ou-
ciencia, de que se tem oceupado homens di
profundo saber. Abraco de niuilo boiu grado
os seus principios geraes : mas entendo, com
respeitaveis cscriptores, qne.coino sciencia pra-
tica, algumas de suas mximas soll'rein restrc-
roes segundo os lempos, os lugares, a nature-
za da populacao, etc. etc. Em thesc assim he,
que nao deve o govefno ingerir-se cni objectos
de commercn, sendo inuio para abracar-sc o
principio geral do Laissez aire dos Francrzes.
Mas niio, quando se trata dos gneros de pri-
meira uecessidade. uLegouvernemenl, nouslecroy-
ons, (diz o Si. Sisinonde nos seus estudos sobre
a economa poltica) doit veiller sur la distribu-
tion des subsistances. He nossa opinio, que o
governo deve iutervir na distribuico dos vive-
res. O monopolio he um grave mal; porque su
serve de enriquecer a alguns em prejuizo da
communidade : mas toda a vez, que o privilegio
tem as devidas seguranzas e he cin benelicio do
povo, rigorosamente nein merece o nome de
monopolio. Aliu de que a le do contrato das
carnes at consagrava o principio da concurren-
cia, ollrrccndo o privilegio a quem por menor
puro abastec-ase o povo de carne fresca. Onde
pois esse tao fallado monopolio ? Nao he assim,
que se est platicando todas os das a respe!to
de quasi todos os fornecimentos para as despe-
xas do estado ? Nao se.convida a quem por me-
nos preco faca taes e laes obras, proveja de
mantiinentos a taes 011 taes estaces ? E o que
he isto, seno um privilegio?
A liberdade do commercio garantida pela nos-
sa constilniro nao he toampia, como imagi-
na, ou quer inculcar o Sr. Cincinatus; porque
no mesmo artigo se dispe, que nao ser prohi-
bido una vez que se nao opponha aos costumes
pblicos, tfcguranca esaude dos cidadaos. E
pode haver malor lagello contra a sade, e at
contra a propria vida, do que fomc exciLada ou
augmcniada pelos atravessadores dos genero
de primeira necessidade ? Em Pariz tambem
existe o rgimen representativo. Creio pamen-
te, que por l tambem alguem haver,quesaiba
seu lauto. 011 quanto da sciencia econmica : e
todava all a aduiinistracao publica inlervein no
commercio dos gneros de primeira necessida-
de, laxando o preco da carne, do pao, do azei-
te e da lenha. Entre nos meamos, apezar da
constituiefio citada pelo Ilustre correspondente,
nao pode qualquer vender drogas medicinaes;
privilegio s concedido aos Srs. boticarios : o
mesmo se d a respeito da inedccina, cirurga e
! advogacia. Em ineu humilde entender pois, e
no de milita gente, que tambem esluda, a nos-
sa asscmbla provincial nao ollendeo a consti-
tuirn, quando fez a lei do contrato das carnes
verdes; c tanto mais, quanto a inesma asscm-
bla havia concedido o privilegio exclusivo para
a companhia, que tem de trazeragoa potavel a
esta capital: c entre este contrato, e aquelle s
ha a dillerenca, que se d entre comer e beber.
Nao est s na secca a razo suficiente da ca-
resta das carnes e da farinha : est muito prin-
cipalmente na guerrilha arregimentada dos
atravessadores. SaibaoSr. Cincinatus, que ago-
ra mesmo nao tem havido falta de gados as
feiras e tciu-se vendido por tal preco que
era para se poder picar carne com o rasoavel
lucro a 8, 011 9 patacas. Entre tanto tem-se
posto at a 18 E caso a seca lizesse escacear,
e eiieareniar os gados havendo o contrato a
Companhia teria tomado as suas medidas, eo
povo comerla carne pelo preco convencionado.
Digo mais ein resposta ao Ilustre corresponden-
te que assim como louvei muito a lei do con-
trato da agoa potvel e a das carnes verdes,
tambem dara o meu voto se fosse deputado
provincial, para outro contrato de farinha se
alguina companhia a isso se oll'erecesse com as
segu ancas devidas para cortar o passo ao mo-
nopolio. Prezos de ps e maos vivemos nos
entregues merc dos atravessadores dos vive-
res ; c nao se para o fornecimenlo destes hou-
vessein companhias legaes.
Antes de concluir esle meu arrazoado que
pelo menos me parece inotiensivo ponderare!
ao Sr. Cincinatus que sendo perniiltido a
qualquer cidado o censurar coin o devido res-
peiio os actos al da asscmbla geral nunca
imaginei que una levissiina reprovarao de
nina medida da asscmbla provincial Ihe exci-
tasse despeilos e o levasse a dirigir apodos e
ironas contra quem siispeilou haver escrpto o
Cosmopolita. A que propozito da nossa queslo
vem a solnina .' A que vem o terestudadn ou
nao estudado nos claustros ? Para que he o vo-
cabulo carapura escripto em itlico? O que se
segu de ludo isto ? Ser que nenhuina ra-
zo pode ter aquelle que assignou-se o Cosmo-
polita? Excedente dialctica! De mais ha me
de permillir o Ilustre correspondente que Ihe
nao conceda em lotum a sua propozco, que
diz que os drs fallando enupolitica eslo no
elemento com que se crro as academias.
Primeirauente a materia de que tralou o
Cosmopolita, pertence sciencia ecconoinica,
e nao poltica ou sciencia do governo. Devo
eonfessar, que conheco varios mocos muito
aproveitados ein seus estudos acadmicos : mas
o mesmo se nao pode aRirmar da maior parte ;
pois inuitos ha a quem o pergamiuho nao he
capas de curar a completa estupidez ou a ha-
bitual calacaria. Fra disto todos sabem que
em as nossas academias jurdicas duas cadeiras
ha que supposto sejao preenchidas por mes-
tres distinctos todava para nina grande parte
dos estudantes san SO aulas d'eiicher tcnipo,
aulas pro formula ; e vem a ser : o direito eccle-
siastico e a economa poltica. Poneos sao os
que por proprio gosto se appliquem seriamente
a estas disciplinas. Logo bem pode ser que
qualquer sujeito de sotaina, ou criado nos
claustros dc-se de muito boa vontade lico e
esludo desses livros e venha a temais noces
dessas malerias,doque militOS,que frequenlaro
is academias. Advirta outro siin o Ilustre
correspondente que hoje j iiinguem tem por
lalismans os perganiinhos acadmicos. Dr. he
de lacio aquelle que sabe ; que quem nao sa
be e quer prevalecer-se do titulo acadmico
bem se pode comparar ao burro das reliquias ,
de que falla o bem condecido Aplogo.
Concluirei a Humando que bem longede aii-
rar-ine aos mares das conjecliiras para adivi-
11 liar quem seja o Sr. Cincinatus e dcst'arle
l'ei|-o 1 m sua pessoa, a esta rrspeitarei sem-
pre sem me importar qual o seu estado ou
profisso se tem sotaina beca farda ou ca-
pote se estudou aqui, ou all. Quando se tra-
ta de argumentos nao procuro saber (loiid'i I-
les vem : s examino, se provo, ou nao, e
he quanto me basta. Como christao eslou
persuadido, que os nossos peccados muito teem
concorrido para os llagrllos da ira de Deos.e um
dos nossos graves peccados he sem duvida o
egosmo pelo qual varios de nossos legislado-
res quer geraes quer provinciacs mais cuido
iios seus a 11 aojos e inleresses particulares ,
do que no bciu do povo de que alias se api e-
goo amigos, c procuradores zelosos com a
inesma boa f coin que o Sr. Manoel Ordonhez,
de (pie falla o Gil-Hraz enriqueceo tratando
dos pobres Tem respondido como pode e
coin a devida urbanidade.
O Cosmopolita.
Srs. Redactores.Violentado do modo o 111 ais.
inqualilicavel pelo actual subdelegado da fre-
gu* a de I lambe da comarca de Goianna o
faniigerado e asss conhecido Francisco Xa-
vier Vaz da Silva, no gozo de um dos sagrado
direitos, que a constilniro do imperio garante
todo o cidado, o direito de resldir=lbrca he
que, ein desafronta de tao innaudito despotis-
mo, e como nico recurso coin que desgraca-
damente pode, e apenas contar o cidado oflen-
d i do. contra os abusos e malversacoes das au-
toridades publicas, recorra ao prelo e por es-
te faca constar ao publico sensato e jusliceiro,
qual o monstro,de quem tenho sido victima. He
pois, Srs. Redactores, nao servico mim mas
hiiiuanidade, quelle que ora Ihes peco, para
que se dignein d inserir em seu bem concetua-
do jornal a exposico fiel e simples que venho
fazer de um facto abusivo, criminoso, e vio-
lento dessa autoridade que me refiro. E pois
como seja esse o ineu nico proposito, nao pro-
curarei ornar a exposico pretendidacomas llo-
res da eloqtieucia que nao possuo, e que nao
pode caber em um liomein rustico, como sou ,
e to somenle narra re dito facto com aquella
singeleza, e verdade de que elle se reveste.
Ha de/ mezes,morava na povoaco de Cruan-
gv, e ahi por lodo este tempo me havia esiabe-
lecidocom una luja dealfaiate,onde constante-
mente trabalhava com seise mais oRiciacs, bem
conceituado por todos do lugar: entre estes nao
contara um iuimigo 11111 dasaH'ectu se quer.
Manso, e pacifico eslava 110 dia 28 de Dezembro
prximo pastado, quando infeliz, e desgraca-
dainente, ao tramitar pela ra Nova d'aquella
povoayao de Cruangy, me enconiro ein una
porla das vendas da dita ra, com Henrique Vaz
da Silva, lilho do subdelegado Xavier, que all
estava de companhia com dous homens da
plebe mal vestidos, e todos embriagados suc-
cedendo que, ueste fatal encomio, ouvisse d'a-
quelle digno lilho do Sr Xavier cutre outras
parvoices estas pal.n ras Ib i de levar a pao a
lodos esses cabras da ra Nova,= o que profe-
ria em gritos descompacados e com a toleima
propria de um crapulnzo. Compadecido de to
ignobil proccdinieiilo, persuadi-iiie que l'a/ia
um servico ao Sr. Xavier, com quem t entao
ncnliiiinas antecedencias linha, se procurasse
arredar deum lugar to infame a seu lilho,c de o
fazer comer na representaco deum papel to
iniseravcl, e to injurioso para ambos ; e foi
islo o que ein boa f eiuprehendi. Approximei-
me enlao do louco que tal proferia, e como
quem honestamente o acn sel ha va, Ihe disse
=para que est o Sr. Henrique tiesta taberna
assim a vociferar e amcacar a todos com es-
cndalo (-indignarn ge: al Nao v, inda Ihe
tornei o Sr. Henrique, que por tal modo des-
couceitiia a si e a seu pai, c que nao Ihe lira
bem a frequenca deum lugar como cssa taber-
na e a convivencia nella com pessoas que Ihe
nao sao iguaes Ah desgranada inexperiencia;
agora coufesso que fui menos considerado, e
(jueerrei, em enteuder-ine coin um louco no
excesso de sua embriaguez. Mal havia eu pro-
nunciado un iis conselhos que, por caridade
clirista, julguei devel-os dar a um filho-fa-
milia nos desmandos de seus vicios, que me pa-
recio nem autorisados, nem sabidos por seu
pai, eis que elle coin a fui ia de um pocesso e
raiva de um hydrophobo, m'os repelle, proroui-
pendu ein insultos, ebaldes com que vnilenta,
e acinteincnte me soube injuriar perguulan-
dii-lnc |)(ir lim c nao sabes .. COIII (jllcm fal-
las? -- Que sou lilho do subdelegado Major Xa-
vier ? = Sei, Ihe respond eu e lie por islo
mesmo, e porque pens que nao he lilho de
algum sullo, que procure! aconselhal-o, es-
trauhando incsiuo que nao attendesse por suas
maos aecusaces a paternidade de que parece
alardear. Assim, e coin mais alguns pormeno-
res, que pouco importa, se reliio se passou
ess.l seeii.
Rrcolhendo-iue niiiiha casa, depois de ta-
manha borrasca,para cuidar demiulia industria,
comecrao enlo os boatos, e mullos davo-ine
como noticia verdadeira que o subdelegado
Xavier, despeilado pelo que occorira com sen
lilho Henrique, pretenda, e proiestava nan-
dar-ine despejar do lugar de ininha morada pa-
ra fura de seu districto. Seinelhaiite noticia,
bem que aos olhos da lei merecesse completo
desprezo, e se devesse ter por irrizoria, e pue-
ril, troiixe-ine logo sustos, e desde enlo eo-
mece i a temer por ineu socego; tal era ojuizo
que esse lempo j fazia da conducta abusiva
do subdelegado Xavier, e tal a convicro que
os seus reiterados lacios de excesso e abuso do
cinprego, fazio callar en meu espirito.
(> facto velo a confirmar ininhas apprehen-
ccs. No dia 9 de Janeiro prximo passado me
foi intimado pelo inspector de quarteiro Hen-
rique Jos de Mendoiica bem conhecido por
=t!uniba-incu-boi o ollicio do subdelegado
Xavier, cujo contexto he o seguinte :
Sr. InspectorVine, faca ver ao Silva, al-
faiate, que quanto antes se retire para fra do
districto pelo insulto frito a meu filho.Hrnrique
Vaz da Silva,no dia 28 de Dczeinbro prximo pas-
sado : se j o nao tenho feito, atlendendo os
obzequios que Ihe devo. Dos guarde 8c Cmb>
nipapo, 9 de Janeiro de 1845.Francisco Xavier
las da Silva subdelegado
Ora a vista de tuna sent Ihaiite peca, s dicta-
da pela mais crassa ignorancia pelo despiezo,
e eacarueo das l.-is, e em fim pela autoridade a
mais desptica e arbitraria, que para vergonha
do governo, exerce funcces|publcas, ajuizenn



Srs. Redactores, e lodo o publico,qual a injusti-
,-a mese me irrogou, qual o despoiisino de que
ii'-iiliu sido victima.
Ao ler un t.io iiuiaudi to mandado de dcspcjojus-
lnn'Hte indignado pela violencia por que se me
(Uipuuba de passar disaejao esbirro que iii'o iuti-
|ll0u=Poriniiiicunhcco (|ue devo rctirar-mc de
Ul)i lugar Pili que dest'arte se calca aos ps pela
propria autoridad- o direito de cidado; de un
fugar, eui que a le he a vonlade bruta, e des-
peilosa de un Maudarini; e de un lugar ulti-
inaiucnte ein pie un Xavier he subdelegado
nas se este quer.pde e manda,cpie despeje eu o
sen districto, como se fora sen inquilino, ou
foreiro, elle que priniciro me pague os l'eilos
das obras que Ihe tu, e que por tanto tempo
fSefeuibro do anuo passado) la dormeni.: no
entretanto anda accrescentei, = irci quei-
ar-ine ao delegado do termo de tito estupendo
despotismo, e s (piando este mandar que eu
ciinipra,e obedeca essa ordem, au antes essa
tiolcncia, dci.xarei 0 lugar de uiinlia residen-
cia.
leudo assini expressado-mc, deixou-me o es
bino, e dessappareceo de mii.ha vista para ir
dar tonta a seu senhor do resultado de sua l-
tame coinniissao.
O boinein violento que nao para nacarreira de
suas uialverM(de>eperseguidoracouioquevaidr
ab) sino ein abj sino, as nove boras da non te do
mismo da 9 de Janeiro prximo passado, depois
daintimacao para o despejo que tenjio icleiido,
he cercada a uiiuha casa por4u homeaacommou-
dados pelo tal esbirro que, munido desta loica,
Hazla ordens positivas, e vinha disposto para
prcnder-nie, cspaiicar-inc, e ale assassinar-iuc,
no caso de qualquer opposico, inda legal, de
ininha parte, a senielliante bruto inda nao im-
porlava que o mismo de noute pretendesse en-
trar ein ininha casa para uella dar varejos, como
deo, e alii preiider-nie.
lie niuila audacia he muito zumbar das
lois!
A innocencia, como que nessa oeeasiao me
protegi por auxilio do Teiicnte.AinaroGomcs
deOIvcira,(queiiieavisoudaapproxiinacao de tal
n opa, e qui' denodadameule pode impedir, poi
inonieiilos, o seu ingresso pi la porta da ra),
pude evadir-uie pela porta posterior, antes <|in
losse cercada. Escapando assim, por milagre ,
das garras de ineus sequiosos Iuimigos, corra
cidade dcGuianua, a ah, comoj havia desti-
nado, fui ter coni o doutor delegado do termo,a
ipifin fielmente exput todo o occorrido comiui-
go, e o subdelegado Xavier, |>ediudo llie pro-
videncias, que me po/essem a salvo de una iu-
justica iao clamorosa e perseguices ass
vis.
O delegado, se nao por ininha exposcao, ao
menos pela \oz publica, que, ja lia dias,dcnuii-
ciava o laclo, a;crcdituu-nic, e al como procurnu minorar minha allicao.acoiiselhaudo-
me a resignacao e sua intervencao particular na
conducta contraria do subdelegado Xavier. Lis-
ai i i a miseria de nosso estado actual de cousas,
e como se trata o os abusos e prevaricarles da>
autoridades. Ein ves de un acto publico, pelo
qual se devesse corrigir, ou liuer ellectiva a res-
ponsahilidadc do subdelegado Xavier recebi
lo delegado nina carta com obrea volante, ou
antes de simples favor em que este assim se
expressou < .. portaulo rogo a Y. t, o obsc-
(|Uo deconipem irai-se douii lindre de uossa
posicao, e de lser todo o possivcl para aea-
" bar bem essa intriga, ou quer que s, ja. ad-
e verlindo-llie que a polica nao pMt daror-
K dens de uespejo, i|ii~ srms pnif rrii Islu.
<> terno os nossos iuimigos urna auna poderosa
para tiosconibailcr pelo jornal. draque cllci-
todevia produzr nina carta lao ollieiosa, e eu.
qucsedei.xa ver urna peil'eila couimiiuliao en-
tre o delegado c seu subdelegado, ein que se c-
videucia que a posico de ambos he a niesina ,
eque em timos seus actos, as suas acedes como
solidarias devela dar arma a seus contrallo
para guerrear a ambos, e nao s ao autor di
cada nina d'ellas.'!!
Ncnbuili elleito pos produzio semellianti
carta, e tendo voltad a aquelle lugar de Ciu-
angy, para que entregasse ao subdelegado,a
que ella se diriga, dillicil me loi de la sair em
pal, poripie, perseutido por meu algoz, livede
procurar desvos para escapar de diversas em-
boscadas que em ditl'ereutes caminlios manda-
ran postar para se me tirar a vida sendo entre
utios sicarios Francisco (ornes e Antonio de
r'reitas os que me cinbuscarao na malta dolti-
beiio Grande; Jos Francisco e Jos Antonio na
estrada do engenho r'olgucdo onde me acliava.
Bis, Srs. Redactores a fiel exposirao que a
principio pionietli de fazer, dexaudo para ou-
1ra oeeasiao que ser breve, a narracao de ou-
ti os mili ios tactos, como seja de assassinalos ,
roubos poi oeeasiao de lecrulaiueiito lu tos <
connivencia com ladrocs de cavallo seduccocs
de douzellas. e oulras multas ein que se acha
iiuplicado o subdelegado Xa vi r, j como autor,
j como coreo e j como cuuiplice j porque,
certo que esle inlaine me nao chamar a res-
]ionsabilidade para no tribunal competente
provar-lbe o qiiaulo delle digo, e houver de di-
ser, ao menos pelos joruaes uiostrarei ao publi-
co quein seja o moustro que entre neis exerce
mu eiuprego publico. Sou, Srs. Redactores de
\ mes. seu constante ieilor
Eugenio Amando da l'aixoeSilva.
ve passar emjulgado naopiniao publica; eertos
de (pie nao recuarei ao holocausto de vossa per-
egulco, de ultrajes e descomposturas.
Sabei, meus setihores, que todos os documen-
tos, todas as pecas da minha defeza nessa perse-
guicao, de que o vosso amigo Coronel Luceua Coi
testa de ferro, dos vossos amigos, anda existeni
para fazereni recalcitrar cases asquerosos ossos
da infame calumnia, que anda ousais desenter-
rar, revolveudo-se assim esses punidos annaes
de una polmica asquerosa, que para decoro
vosso e dos vossos adiados deveria estar no olvi-
do. Vossos coripheos, e muitos dos vossos par-
tidistas alliados, no tempo em que lima u sol
fconi as comineadas nos seus paitos) dessa poli-
tica transada, a que apedrejavao no seuexcesso,
acho-se agora no poder e de subir s suprema-
ca sociacs ; para que trazerdes discusso os
Hielos pouco decentes, que vos pode exprobrar
queni iiiais do que ningueni eni Pcrnaiubuco
est para isso habilitado'.' Pensareis que este
est de corpo aberto para reeeber todos os ana-
denlas com que vos esganicajs para o execrar !
Ah nao, ineus seiihores Sede justos; nao vos
engais.
Calumnia! ein quanto quizerdes; ultraja-me ;
estis no vosso posto e no vosso ofiicio de depri-
inrdes a quantos nao capitulo com o vosso la-
do, moriuente os que asein parte por parentes-
co, ou relaedes de aiuisade de una familia, cuja
sangue, que me circula as veas, fazo meu cri-
nie; eis o meu grande peccado poltico, apesar
de vos sabenles que no tempo ein que um dos
Diembros dessa familia BUStentOU a importancia
de alguus dos vossos, cu fui o inais perseguido,
privando-se-me de um emprego que, sendo-ine
lia pouco restituido nesta comarca, tanto vos
tenues escandalisado com essa justica; e para me
eoiiqirometterdes como Exill. .Ministro da Justi-
ca, que me a conceden, e a queni agradeco essa
raca he que repetidas vetes blaterais na vossa
Iblha, inculcando-nie seu opposicionista.quaiido
0 meu compoi (amento prova que nao sou instin-
Uientode partido algum que exorbiledos develes
eonstituconaes, com quautoeu teuliaa fortuna
de contar amigos em todos elles; porquauto, po-
dendo acceitar os alliados e nao as convlcces,
pens exercer o meu posto no modo o mais ade-
ipiado de minha opuio poltica para conseguir-
se a felicidade do paiz, ou antes arredal-o das
bordas do abysmo, como todos aluiejamns.
Mas, heuhores, de qualquer modo que vos por-
tis, respeitai a reputaco alheia, para que seja
tambeni respeiada a vossa e a dos vossos ami-
gos. < haiuas-nos ijuabirus, ruta.uuws, &e., e nao
sabis que esses apodos pi rtenccn a muitos que
se nao sao do vosso lado, tambem nao sao do
nosso ? Gritaveis contra os assassinalos no tempo
em que estaveis lora do poder, e agora em que
a polica he dos vossos, elles tanto nos infcslao
m nos fazem tremer! Inculca i me como espan
ila impreusa, islo he una injuria muito cruel,
que nao se vos pude perdoar ; porquauto, se eu
quizesse pela impreusa exprobar-vos actualmen-
te as culpas moriae- dos vossos amigos, o desti-
no pn/ meu dispor tantos meios, provas e do-
i Mnenlos.... se eu nao tivesse tido educaco as-
tas para estar sendo generoso para com meus
desatt'ectos, que to mal me pago Deixal-os ,
cada qual d o pie teui Conjuro-vos, para que
declaris circuuistanciadaiucnte ipiaesos Pactos
erimes, assassiuios, roubos e furtos que prati-
|liei, como escapatoi iaincnte diteis, prOVOCOU-
do-ine para a centrina de convicios e conluiiie-
lias, cujo lailiacal UlIitO teuho procurado fugir.
1 allai claro, e provai, para que um magistrado
lo corrompido sollra a pena merecida; ou vos
-ugeitareis ao castigo do mais iufaiue calumnia-
dor, que por una mancha lo ruicidaute procu-
ra encapillar os escandalosos desatinos de um
partido que por tal gui/a nao pode accreditar
qualquer lado a que defenda, e nein deisar de
prostituir tudas as garantas da uossa ordem so-
cial. Dos nos acuda, meus senhoics, com vos-
so systema depravado de descompor, calumniar
e mentir !! !
Approveilando aopportunidade, direi duas pa-
lavras sobre os vossos ridculos improperios 6."
nu6.' ve/, repetidos contra mllli pelas eli'icoes de
Taquaritinga, cavallo de balalha, com .pie vos
agarris para solliciardes minha reinocao para
o inferno, como leudes dito, e lauto aspiris ,
mas todos sabeni (|ue se com iguaes illegalida-
des, abusos e uullidades, e n.'o com iguaes eri-
mes, aquellas eleicdes nao foro seno urna op-
posicSos monstruosidades eleitoraes da iiiesma
comarca, sem que nellas influisse algum lado
politiCO com a coaeco, violencias e excluses
odiosas, l'enho documentos para provara dig-
nidade do meu coiuportameutu.
Joo Mauricio Cuvatranli da Rocha Wandcrlcy.
l'l'BLICAOAO A P EDI DO.
de bataneo orna cama de ferro, afgumas obras
de prata e muitos outros objectos de valor ;
. na quinta leira, 6 do crtenle, as 10 horas da
piaieiros, Ihe obteve nadita ele.cao para depu- lbnhie s,gUIldo andar da casa do dito Sr.
lado provincial esta pessoa boje tao indigna de Rosarlo 20
se, juude facto, ^f} ^-la ,'uge'^""arao leilao, por intef
(uno dis o seu amigo ledacto. do U. oto,, ^ ^ co^}|or QiJwh,, de grande sorti-
proprias para
&c. sexta fci-
inanlia.i, no seu
(8
tro tempo, nem deoutra sorte deveria reconhe-
cer os trinta e tantos votos que, a despeilo da
guerra que se Ihe fes pelos seus boje amigos
> que nao pertenece ao seu partido ; ao
lempo que o seu amigo inspector Jos
. or antonomasia Ventana, contra o
ila eneliov
mais do
ICSIIIO
Barbosa, por antonomasia Ventana,
qual as testemunhas contestes deposerSo de ten-
tativa de inorie, nada leve Portaulo vista de
todas estas raiOes, nao sirvo para promotor in-
terino, e nem para juiz de facto, segundo as leis
da conslituico de \ S., e dos seus amigos |>rai-
eiros.
Tenliao, Srs. redactores, a bondade de publi-
car sia deelaraco de verdade paraconhecimeu-
to do respeilavei publico ; COI1I 0 que asss obri-
gar ao sen constante leitor Jos dot Santos
Sitia c JUedtirot.
COMMERCIO
ALFAtNDEGA.
Itendiniento do dia 3......5:12(i^'3
Desearri'ijo hoje 4.
GaleraSivord Usli mcrcadorias.
i i igueThoiMf Leech carvao.
HrigueUna Viagemmcrcadorias.
lirigue limamcrcadorias.
Srs. do I). novo, nos ns. 2(i e 20 do vosso jornal,
eoutii.liando lo gratuitaiuenlc a dlpliinil-ine
com os grosseiros epilhetos do vosso uso e costu-
nie, sois sobre modo inju.stos (piando, para pul-
verisardes as censuras, que o Matulo do lm-
b = no Diario ile l'ernambuco n. 23 le 2'J de Ja-
neiro lanroii sobre os empregados desta coiuar-
ca, inclusive minha pessoa, descarregais sobre
esta todo o I'i I de vossa ra licorosa maledicencia,
sendo que aiiiiulia educaco, com a ininha posi-
\o social, me iiihibem de esgi iniir-ine comvos-
co no manejo do sarcasmo, liirtaudo VOS o corpo
eujii os solisinas da escapatoria peranle a respou-
s.uWdade da lei para leiirdes iiupuiie niente o
do vosso conleudor. Sede mais cavalheiros ni
descobrlr a vossa caladura, paraqur p< lijen.os
com aunas iguaes. J que a honra o exige, ul-
trapassado o soflrimenlo la ininha pi mii me da*
cricao, dcijiie insistir em abusar, |iio> "( audo-
"ie com essa cnliada de calumnias, Amigo e Sr. Santos. Pao do Albo, de Julho
Je 184o. Couliecendo que Vni. me tcni alguiua
auiizade, e precisando presentemente do auxilio
los ineus amigos, loniei a lberdade de dirigir-
Ihe a prsenle, pedindo-lhe que inlerpouha o
seu valilliento para pie eu obtenha nesse cnlle-
gio votaco para deputado provincial, e lico des-
de j certo (ltenlo o sen caracti'ij de que ein-
pregar lodos os lucios para que eu obtenha
bom resultado dessa minha prctencao. Estimo
que Vin. e sua illustrissima familia tenho goza-
do saude, e fique certo que sempre me achara
prompto para mostrar que sou seu amigoe obli-
gado criado l.uiz Jos de S. I'ayo Jnior.
A' vista desta carta aqui copiada (literalmen-
te, tein toda a ra/.o o Sr. promotor publico dis-
ta comarca do l.imoeiro, l.uiz Jos deS. Pajo,
de ler com seu amigo e conipanheiro o presid ti-
le da amara, o Sr. Manocl Claro, impugnado a
minha qualiMeacMO de juiz de laclo na junta re-
visla, de que li/eio parle em 13 di'Janeiro p.
passado, apesar de i u ler un,a renda liquida de
4(HIi)0 ra., ser official da guarda nacional, e ler
exercido os rinpregosde promotor |>ublico Inte-
rino por vetea, assim como o de inspector de
polica, de ter sklo eleitor de pai achia na legis-
laluia passada, ejuiz de laclo lias qualificacoes
antecedentes, con.o rala dos doemiu utos,que
udi reei i ao Kxin. presid ule da provincia no
meu recurso pela dita rxclusio la lista da quali
Hcacau de iuradus. O Sr. l)r. s. Puyo, un u ami-
go obrigado.como conl'essa na sua caria, ein ou-
MO VI MEMO 1)U l'Hl'O.
A a tos mirados no dia 2.
Kio Grande do Sul 31 das brigue dinaniar-
quez Imunuet, de I3 loueladas, capitao I), b.
A oss equipag ni ib caiga laslro ; a ordem.
I'arabiba ; 3 dia IliaU nacional l'ureza deMa-
ria mestre Amonio Manoel Allonso carga
li uha equipauem 4 ; a Jos Mara.
Idim ; 4 das Date nacional Santa Cruz, ilus-
tre Nicolao Francisco da Costa, rquipageiu 5,
caiga luios de pao.
\arws suliidiiS no mesniodia.
Lisboa, COIll escala pela liba d< l\ Miguel bri-
gue portuguez Amelia capitao Joao Ignacio
de MeiiezcK carga assuear ecouros : pas.sa-
geiros, os brasileiros Luis Pereira Raposo, sua
iiuilher 1 riado e 1 esclava, Antonio Rodri-
gues das Neves Antonio Pereira de Paria
Joo de Souza Mallos.
llamburgo ; gallla hanoveriauna ^tUM Rabeen ,
capitao J. t Kreye carga assuear.
Deiuerarae Baliix; escuna Inglesa Flirt, ca-
jiilo Josepli Harrisson caiga lastro.
A'aeM entrados no din 3.
Sinta Iiellena ; 13 dias, escuna inglesa m di
155 toneladas capitao VVilliain Kingston ,
cipiipagciu 9 carga lastro de guana ; a M.'
Calnionl; Couipanhia.
dem ; 13 das brigue ingles Otean llride de
2*JI loueladas capitao l ulhbert Vaine, equi-
pageni 14, carga lastro de guana; ao capitao.
Cotiugulba ; ll lias, hiato Racional Especula-
dor de 38 loueladas capitao Jos Mauricio
da Silva equipagfiufi, carga assuear e cou
ros ; ao capitao.
DI CLAIiA(,:A0
Admit istmeo do Patnmunto ais (Jrpl.dos.
10 Peranle a dii.imliaiau uu i'airiiuoii i
Uus Uriiiaos, se lid de arieuiatHf a quein n,..
der i s leuda da casa n. 24 ila na ruu da lladn
de Dos uo bunio du lucile, ocio lempo que Ir
de uecurrer do da da airiu.olncu o lun ,
Junho de 18ib' ; as nessoa u- qui/cicm lici
i.ir, poderao comu.iecer na casa diasessoes da
iiiusma odtiiinisliuco no da 5 du futum
inez do Mar^o, ao meio da, com seus li
dores.
Sla das sessGes de adimnislracao do l'aln
momo d Hiphaiis l.s de 1 oeieuo de 18i5.
Jote l/uria da Lrui.
Esctiplutano.
Avisos diversos.
SOCIEDADh TERPSK H0B.
2 O Director da nti.'sma socie-
i,re convida a commiasSo admi-
nistraliva, a reunir-Re em o dia 5
do corrente mei pelas :> horas da
(arde, a fun de marcarein o tiia da
primeira partida esle anuo, assim
como tralatetti de oulios objectos
repeito a inesma (i2
Antonio deLocio eSeilbis, avisa aos seus
conslituiutes, e aquem mais eouvier, que se a-
cha inorando na ra do Si bo n. 24. e declara se
achar lamb ni habilitado para requerer no loro
eecli iaslico.
< ASA DEC0MM1SSA0 DE ESCRAVOS.
I- Ka ra Direi la u. 3 sobrado le tres andares
del'rotite ao becto de S. Pedio reeebe-se escla-
vos para Si vendereiii de eominissao uAo se le-
vando | ni este trabalho mais do pie dous por
cinto se lll se levar cousa algunia de comedo-
ria. (7
1 Precisa-se de nina preta forra para casa
de pouca familia, pn ferindo-se ser de idade,
e le bous costumes, e nao ter vicios, sugeitan-
do-se a uiii pequeo s< rvico de casa ; quein es-
t i vi r nesias ciieuinslaiieias dirija-se a ra do
eollego venda confronte o nicho. ((i
LTfcttU MATRIZ.
I'or dcteiniinacao do Exm. Sr.
piovuicia diidar
lotera no dia 6 do
AVISO MARTIMO.
4A batea porlugueza Espirito Sanio re-
cebe carga e |aMgeiio nicamente paia o
Porto ; qui in quitar cattei>r ou ir de pa&sa-
gem para o que t> m BlUto bons comii.odos ,
dirija se a l'i neisco Alves da Cunlia ruado
Vigario n. 11 urin.eiro andar ou ao Capillo
na Praca. tf
2 Kenwcrlhy &
LOES.
lirender s
Brandis conli-
tiUiia por inienencuo do corielor Olivcira ,
o seu leil de leiiagens finas e grossas cule
lana e iniudesas t vendo tudo ser vendido
para liquidaran e por laso a qualquer pieco ;
boje 4 do Ooirento, as 10 horas, no seu
urmaseii ruu da Crut. t7
Ocorinlu Oliveira far leilao da es-
plendida Hebilla do m. lii. Felippe Lopes Nl-
lo consiblindo ein lindas adeuas nquissi-' gado
iiios Si pli, tremse banca de meio de sala
um ItquissiOio leu. de cup.da com eolebo de J5,. r ranciMo Pedroso e sua mulher Sin
ma.toqu.u. colimados c .apaio decou-j ,{Z) dl, >1()ra,.s S(. ,lou>,r uue, tenbad.rei-
ro de un ya a>.-as laios *"
nado do Uielboi goslo
rresidente ila
as rodas desta
enrente
Na ioja de Hiplito St. Martin & C. ra No-
ta u. IU, ha un novo soi lmenlo de l.ucndas
'hgadas ltimamente de franca, como sejo,
lidos cortes de setiui, de sarja preta, olios
de seda escocesa, e de seda de dulcientes coi es
para vestidos, mantas e chales de seda, escom-
Iba de todas as cures para chapt'os e vestidos,
chapeos de seda, e de palha para Sra. e meninas,
guarniccs de Sores pava vestidos, grinaldas,
plumas, e outros entortes, para cabeca de Sra., e
para chapeos, chales de lili de seda preta de
superior ipialidade, eapcihos grandes, candiei-
vos de lalao, litas, luma-de pellica com enfeites,
ditas de seda bordadaVjogos de Domino, e do
vispora, aljofre9, saceos, chuinbeiros e polvari-
nhos de padmes modernos, es tojos riquissinios
com todos os |icrlences para loilete de honiciu,
ineias prctas le la, proprias pura quein tem do-
res as peinas, cali idos de todas as pialidadcs,
sai eos le la pura guardar roupa, para queni
anda de viag ni, estajos maibemalieos de todos
os laiuanhos, fcirospaia tirar e liiupar denles,
caivetes de tirar a pruna aparada, ditos grau-
des de mola, orillos de todos os graos, lonetas
de un vidro, ocultis de piinlio de ver ao louge,
tordas e bordees para violao, rabeca e rabecao,
llaut.is, bengalas, chapeos de sol, chicotes de
todas as qualidadese oulras umitas lateadas.
4=Arrenda-se um sobrado le dous andares ,
sito na ra la Scuxalla com coinmodos sullici-
entes para qualquer familia com um grande
arilUUCUi para qualquer estabeleeimento com
quintal cacimba e estribara para lous caval-
los o niesmo quintal leudo pm tao para servido
dos cavados ; ai renda-sc todo ou ein rctalho :
quein o preti nder dirija-sc a ra lo (Jucimado
terceiro andar n. 14. (y
1=Amonio Jos* Alves, que teve venda na
ra do l.ivranii uto u. 24, faz scente ao publi-
co que se ii lira para lora do imperio e queni
se julgar si u redor por qualquer titulo que
Seja aiiuiiiicie pelas tullas publicas OU V rece-
be! na ra du l.ivraineuto ll. 3*2 pois que elle
julga nada dever. ,7
1 Aluga-se una casa terrea com bastantes
cominodos rosinha lora e estribarla e urna
dita mais pequea < com nina grande olaria ,
tmlo por preco coininodo : quein pretender di-
rija-se a ra la Cruz n. ,r). (5
t) .Sr. que tem contratado comprar o sobra-
do ipie loi lo fallecido .Manocl Francisco Pedro-
zo no aterro dos Afogados, deve priinciro alcau-
car lieenca, pagar o luudemio ao seiihorio lo
terreno ein pie esta edificado o inesinosobrado:
para este Hu pode lirigir-sc ao pateo do Parai-
zo n. 26.
I Aluga-se o priinciro andar do sobrado n.
17 da ra la Cadela Vi Iba. com coinmodos para
pi quena familia; a fallar no inesino. (3
Alugao-M' alguus serventes nara pedrelro,
ou paia ouiro qualquer trabalho; na ra do
(Jueiuiado ll. 0.
-'liin-s justo a conlralado a compra da
pin te da ;asu de dois ndales no Atierro do Alo-
que loi do iinado Manuel Francisco Po-
droso e lioje pertence a seu filbo Venancio
sana de sala
corti-
niipaiinadas para j-
milas Iin0aii.mil piulad)., caiiieiios Uebion-
,e di ni o o ti esa em litigas, laiiliina di-
tas uu- ielo|blu Oe cuna ne mesa lalvez mu
igual neslu ilUao asMn ruOiu muilos vasos
t,a n aife uta p< ii lana .i &evn s e do u.. apurado goslo, um piano ptiijeudiculai de
eicelleutcs votes, aparador, criitaes esdeiras
lo a obstar qualquer duvida a mesma parte da
cas* .queiru annunciar por esle Utario, no pra-
so de 6 das e caso nao appareca nao se res-
pon alnlisa por qualquer dunda (10
3 l)ee|a >e hilar com o Sr. Antonio An-
iin.rs Dias l'inlieiio a negocio de seu inleres-
se ou anuuncie sua morada para ter procu-<
rado.


Antonio do Amaral Botelbo roga a Se-
Dbora Anna Benedicta Torres de quem tem
uma coberta empenhaaa no valor de i rs., qu
haja de a tirar no praso de 8 das, e nao o la
zeodo vender para seu pagamento fleand'
desonerado de qualquer rosponsabilidado
OfTerece-se para caueiro un lapaz Portu-
gus, chegado, ha pouco equo abe ler, es
crevere contar, tem alguma pratica de miu-
dezs e da flador a sua conducta quem o
precisar, dirija-se a ra larga d Rosario to-
ja de miudesas n 3S.
Precisa-se de uma ama pretae captiva, anda
que seja de meia idade para servir em uma
casa de urna senhora capaz e sem (amilia paro
o servico interno o comprar na ra ; na ra
das Crui.es n. 41.
lloga-se ao Sr. Fiscal do bairro da Boa-
vista queira lancar suas vistas sobre a casa de
um estrangeiro que concerta carros na ira-
ca da Boa-vista do lado da matriz o qual
tem no quintal de dita cata uma completa fer-
rarla, que, trabalhandu diariumentecom esrtl
de pedra, a visinlmnca sofTre os maiores incom
modos cara o pestilente) fumo daquelle carvao .
alm das competentes martilladas : esta ierra
ria he antiga e por maisde uma vez se fi;erao
reclamacoes ao es-Fiscal o Sr Barros resp'-i
to dellu mas lafelizmeote nenbuma provideu-
cia deo e os moradores ilaquelle lado da pra-
ca continan a soffer, ao tai estrangeiro, qu<\
confiando nao sei em quem. a nlnguem respei-
ta. Um morador da praca da \ioa vista.
Quem precisar de urna ama com multo e
bom leite prela e escrava dirija se a ra do
" Cotovello n. 59.
Roga-se a todas as pessoas, que lverem
penhores vencidos na ra H iU n. 37 queiro
reagatal-os no praso de dous dias lindo dito
praso serS vendidos para pagamento do prin-
cipal e juros, e para se nao chamaren! a igno-
rancia faz-se o presente annuncio.
= No engenho Arariba do Pimentel, na fre-
guesia do Cabo apparee.eo um cabra que diz
ser escravo de un seohor habitante no erige-
ribo Curado da matriz da Vanea; quem lor seu
dono, dirija-se ao referido engenho. que, dan-
do os signaescertos Ihe ser entregue; o an-
nunciante nao se responsabilisa por luga do
mesmo escravo.
Quem annunciou querer saber aonde re-
side um Milio de Joao Santos de Magalhaes na-
tural du Barqueiros chegado na Tentadora ,
dirija-se a ra do Livramenlo sobrado n. \i.
1 Quem annunciou querer uma pessoa pa-
ra ensinar geometra pratica e regencia de por
tuguez dirija-se a Fra-de-portas ra do Pil-
lar n. 74, segundo andar. 4
3Aluga-se urna casa terrea na ra do Mon-
dego n. 7 ou nos Martyios ra do Alecrn
n. 1, e juuto duas pequeas lojas dous sitios
na campia da Casa-forte com boas casas de
vivenda fruteiras larras de plantar, e boa
agoa e varias casas no mesmo lugir ; a tratar
na ra do Amonio n. lo ou no Cordeiro, si-
tio n ). .8
i Vestem-se anjos para para procisso, por
mdico preco ; na ra das rrincheiras casa
terrea com janella de vidracu, n. 14. (3
2-Quem esliver as circumstancias de leceio-
nar geometra pratica. e a regencia de prosa, e
verso em grammatca portugueza annuncie (3
2 Aluga-se uma ptima e asseiada casa
com commodos sulllcicrites para urande fami-
lia na ra Imperial annexa ao sitio do falle-
cido Machado; na ra Dieeita n. 8, -2 andar 5
3 Precisa-se de um pequeo para venda ,
doschegados ult.rnanit-iito do Porto; na ra
do Hospicio n. 34. (3
3Precisa-sede uma ama para casa de pitu-
ca familia, que saiba eogooimar perfeilamente,
preferiodo-se Purtuuueza ; na ra do Hospicio
d. 34. (4
3= Aluga se u u andar da casa n 9 da Ira
vessa do Dique; a tratar com o proprietario An-
tonio Joaquim da Sou/a Kiheiro. (3
26Em 27 de Uutubro de l*t, desamparo
ceo um moleque de nome Paulo de nacao
Quicam de 18 annos pouco mais. ou menos,
est Ihesahindo buco de barba be um tanto
secco do crpo abre os dedos grandes dos pe
um tanto para lora pernas finas, nariz chalo,
olbos pequeos e avermelhados era costuma-
do andar veodeudo doce de jalea em copos, por
toda a parte desta cidadu, julga-se tersido lor-
iado, porque nuncaugio ; roga-seaqualquer
senhor de engenho, ou uutra pessoa*a quem el-
la fr ofierecido, ou por acaso acollado em seus
dominios, o sprebenderem e participar. m a seu
legitimo Sr Aotoolo Jos Goncalvea Azevedo iu
ruada Pruia armazem decanto n. 19, quo r<>
compencar e pagar toda e qualquer desposa .
que se fizer. ,17
2 Uo-se 200/ at'oOlt^ rs. a premio so-
bre penhores de ouro, ou prala, e lambeui com
liypotbeca ; no Atierro da Boa-vista, priui.i-
ra venda ao pe da ponte. (4
2 Precisa-se alugar urna ama para ni.r
um menino, que tenha abundancia de leite, se-
ja sadia e de bons costume.-., e paga-se-lhe bem.
Dirija-se a ra do Rosario estreita n. 30 ter-
ceiro andar. (5
2__Precisa-se de um moco Portuguezde 1G a
20 annos que saiba trabalhar em padaria el
para tomar corita de uma frexuesia de vender
pao aqui na praca; as Cinco-ponlas n. 30. 'i \
2__ O abauo as^iK'iaao tem abiito urna au
la de Primeiras Lettras, Grammatica Portugue- !
za e Msica vocal, e instrumental, leccionan
do oesta flauta clariueU
easa na ra da Guia n. 28 a hora que mais con-
tef aos alumnos, mormente de Msica ; ou
n casa de quem do seu prestimo pequeo si
pnzer servir Candido Jos Lisboa. (8
3 Precisa-se do 2:000/ de rs. a premio de
m e meio por ceuto pelo tempo de um an-
io sobre hypotheca em duas moradas de ca-
as terreas dando-se as mssmas para recebe-
em os aluxueis; qnem qui-er dar annuncie. a
3 Furtraodo engenho Maranho da fre-
{uesia de Ipojuca nidia 19 do p. p. Feverei-
ii, um qua'to ruco-sujo, com pintas de pe-
Irez grande, com 10 annos de idade, tem do
iado esquerdo da cabeca um caroco e outro
nenor em uma das mos junto ao casco, o an-
lar que tem he um carrego obrigado est
ferrado de novo na anca direita e tem outras
narcas antigs na perna esquerda ; olferece-se
O/rs. de gratificacoa quem o levar ao dito
engenho, ou dtr noticias eactai. (10
3 O Doutor em medicina Alexandre de
Souza Pereira do Carino est residinrjo na ra
do Vigario, segundo andar da casa n. 25; nes-
e lugar estar prompto para prestar-so as pes-
as que se dignarem procural-o e as que
e quizerem utilisardossoccorros de sua pro-
llssao. (7
3 Quem tiver um engenho pf-rto desta pra-
ca 5 ou 6 legoas que .u er arrendar, e tam-
ix'm com alguns escravos bois e bostas, e que
sija da parte do Sul annuncie. .4
3 CoLLEGlOS. ANIONU.
Quinta feira do Correte Marco he o da
,ue a dirccco do mesmo Collegio ha destinado
para as matriculas das aulas de geometra, phi-
losophia, rhetorica. potica, geographia e his-
toria. Aquelles Sis. Estudanles que quize-
rem Irequentar alguma das referidas discipli-
nas, dever comparecer no mencionado dia ,
pois que im seguinte '6 se d principia aos
cursos. O Director Bernardino Vreire de Fi-
gueiredo Abreo e Castro. (10
3 Precisase de um homem torro ou cap
tivO para maccira : na padaria das Cinco Pon-
tas n. 63, (3
o== (Jefirece-se para caixeiro de na, escrip-
ia, ou outro qualquer empiego sernelhunte um
moco de 18 annos, chegado, ha pouco, de Por-
tugal, lillio de paisestrangeir s, e bem educa
i falla e escrove muito bem francez e italia-
no ; quem de seu prestuno se qui/er utilisar
dinja-se ra do liosario larga lujo n 18 oo-
ie tambem se inculca um moco brasileiro que
quer d'diear-se ao ollicio de chapeleiro para o
que ollerece algum lempo gratis. (9
l LOTbBlA DU GUADELPE.
A lotera do Guadelup-' que lora preterida
noandamento de suas rodas pelas do S. Pe-
dro Martyr e tneutro deve correr impreteri-
velment- no dia 15 do Marco, como por S.
Ex o Sr. Presidente da provincia loi confir-
mado. Os b Hieles esto venda as lojas de
cambio na ra da Cadeia do Recifo na de
miudezas do Sr Fortunato praca da Lniao ,
na botica do Sr. Moureira Marques em S.
Antonio na botica do Sr. Couto largo da
'i)a- visla e finalmente em Olinda toja do Sr.
Domingos nos Qu.>tro Cantos. ('!}
2Antonio da Costa e Silva alaiate Porlu-
Kues, retiru se para Portugal ; quem se julgar
credor do nii sino queira no praso du 3 dias
presentar sua conta no becco do Abreo so-
orado n. 4, pnmeiro andai. [5
COMPRAS.
t Comprao-se efleclivamente para (ora da
provincia escravos de i-.i a 20 annos sendo
le bonitas figuras pago-se bem ; na ra da
Cadeia de S.Antonio, sobrado de um andar de
varaniia de pao n. 20. (5
C.mipra-se um papagaio bom rallador ;
na ra do Livramento n. 32.
3Comprad-ce, para una encommenda, es-
cravo de ambos os sexos, at 30 annos agra-
oaudo, paga-se bem ; na ra estrella do Ro-
sario n. 34. primeiro andar. 4
.> Couipra-se um ralogo patente inglez,
e um dito de caita de ouro borisontal, peque-
no para seohora ; na ra do Carnario n. 7. (3
VENO A S.
povos de todas as naces ; do Atierro da Boa-
vista n. 78. (*
l_ Vende-se, para (ora da provincia um
bonito escravo ; as Cinco-pontas n. 71. (4
1Vende-se alvaiade da Hollanda.de supe-
rior qualidade em barrig pequeos, de Um
quintal instrumentos de msica sendo gui-
tarras rabecat, trombetss cornetas, flautas ,
cirmelas, trobonnes, fagotes campainbas de
todas as qualidades, tudo por commodo preco ;
na ra do Amorim n. 55, segundo andar. (7
1 Vende-se genebra da melhor qualidade ,
em calas verdes de doze garras; i.a ra do
Amorim n. 35, segundo andar. (3
i_ Vende-se um forno proprio para assar
bolinhos. pao-de-l e pastis ; na ra do Quei-
inndo toja de louca n. 32. i3
j_ Vendem-se queijos novos e muito fres-
caes a 1280 rs., ditos de pinha a 360 rs. a Ib.,ve-
las de espermaceti) de 6 em libra americano a
880, e Irancez muito alvo a 800 rs. ameixas
novas a 3'20 rs. a libra passas a 320 rs. figos
a 160 rs. macaran branco muito novo a 200
rs. lutria fina a 2'i0 rs. ; na ra das Larangei-
ras venda n 16. (8
i FABRICA DE ESPRITUS,
NA RA DE S. RITA N. i5.
Acha se sempre grande sortimento de espiritos
aos prepos seguintes a dinheiro a vista.
Ago'ardente de Franca a caada....... 960
Dita do reino........... ....... 800
Ditadeaniz............ ....... '4o
Espirito do vinho....... ....... 1000
Genebra............... ....... 720
Genebra.............. botija....... 200
Licores................garrafa....... 160
Ditos finos.............. ....... 400
Vinho de caj.......... ....... 400
ACUDO AO BARATO
NA LOJA DE F. DUPRAT, Na RA NOVA N 7
1Vende-se o resto do calcado de toda a es-
pecie mt las,luvas e chapeos de todas as
qualidades aonunciados nos Diarios de 20, 22
e i6 de Feverero; e todas as uiais fazendas des-
ta luja nao vendidas com grande abatimeoto
nos piecos. (8
1 -Vende-se por preco commodo um re-
banho de cabras bichoj todas muito prximas
a parir e urna dellase o bode o de rafa lou-
nna, nos Afilelos, sitio de fronte da venda. ,'i
IVende-se um moleque de 18 anuos bom
cosiuh iro lava e engomma ; na ra da Cruz
o. 5. (3
Vende-se uma porcao de barricas de fari-
nha vasiase nao em muito bom estado ; por
preco muito em conta; na ra das Cruzes n. 41.
Vende-se arroz miudo a 1100 rs. a arroba;
no armasem delronte da escadinha da Alfande-
ga de Antonio Teixeira Bacelar.
Vende-se uma commoda uma marqoeza
de condur quasi novos, 6 cedeias america-
nas uma mesa pequea urna carteira velha,
tudo muito ean conta por seu dono ielirar-se
para lora do Imperio ; na ra do Livramentn
o. 32.
Vende-se a obra intitulada O Talismn ,
ou Ricardo na Palestinapo Sir Waller Soctt,
3 v. em ptimo estado e por preco muito
commodo ; na ra do Bangel n. 34.
Vende-se 1 Vende-se urna paidu ; na ruado l'abug
n. 16 (2
l Vende se urna canoa do carrejar agoa ,
por 100/ rs. ; na ra Nova, venda n. 65. (2
I Vende-se, permuta se, ou arrenda se um
sitio pequeo multo perto por ser logo ao
sabir da Solidado para o Manguinho com nao
poucos arvoredos de frulo chao proprios ,
eom grande e decente casa d sobrado toda en-
vidracada contendo 4 quartos um algrete
na frente com oous portes de ferio, 6 no
fundo outro porlo grande cocheira, casa pa-
ra pretos, cosinha, poco d'agoa de beber tan-
que para banho ; na ra do Muro da l'enln ,
sobrado <>. .'l.<, das 6 as 8 horas da uianhaa e
das 6 da tarde em diante. Jo
1 Vende-se uma canoa de 2 varas com
assento para 8 a lo pessoas mui bem construi-
da e por preco commodo ou se troca por ta-
boado du loOfo, ou amarillo, conforme se ajus-
far ; na ra doCamaro da Koa-vista venda
do Tiieodoro ,6
1 Vende-se um eicelleote globo terrestre ,
eumaesphera arrnillar; urna atlas, porttil,1
e violio em sua couteudo a geographia histrica e poltica dos I
ro de le, em bom uso; um relogio, sabonete de
prata mu lo bom regulador ; na ra larga do
Rosario n. 15.
Vende-se um silio grande na estrada do
Espinheiro com muito boa trra para plan-
tar, multas arvores de fruto ; a tratar na estra-
da de Joo de Barros casa onde fallecen o Te-
nenie Eslevo da Cunba Menes de Azevedo.
Vende-se, ou aluga-se urna cunda que
pega 60U a 700 lijlos bem construida, e por
prico commodo ; na ra da Cruz n 30.
Vendem-se dous pares de esporas de la-
tao, modernas ; um bravo de batanea grande
com conchas e correntes de Ierro ; uma porcao
de Caixas vasias do i orto ; as Cinco-ponlas
n. Kiti ; toao negocio se far.
2 Vende-se tabo em porcao de 50 caixas
para cima, a 110 a libra, em caixa de 30 libras;
naiua de Senzalia-uova u. 42, em casa de
Johnston & Nash. (4
2Vendem-se pecas de bretanhacom 10 va-
ras a 1000 rs. corles de chita com 10 cova-
dos a 1000 rs., cassa-chitas ue cores fizas a 240
rs. chapeos sem pello a 2/ rs. leoc/'S para
grvala de laa e seda a 400 rs. e outras mul-
las fazendas po/ preco commudo ; na ra do
Crespo n. 14, loja de Jos Francisco Dias. ,7
2Vende-se urna venda com todos os seus
fundos, e mesmo u casa se couvier ao compra-
dor adianto da Solidade buscando o Man-
guiuho ; a tratar na mesina venda. (4
2 Vendem-se espadas para olliciaes mui-
to linas douradas e praleadas ; em casa de
lvalkmann& Rosenmund, ra da Cruz n. 10. (3
2 Vondem-se em casa de Frederico Fre
moiid, no AUerro da Boa-vista o. 5 superio-
res chapeos para senhora flores para cabeca e
enleiles de vestidos cordes de aljofares tu-
do da ultima moda de Pariz e vindo pelo ul-
timo navio e do melhor, que tem appareci-
do nesta prca. (7
Vendem-se duas negrinhas, sabendo j
coserem muito bem.e sao muito bumtas; duas
pelas, que co.-inliao lavao e sao quitandel
ras ; una parda de bonita figura, de l annos,
recolluda perfeita engommadeira e coslurei
ra ; uma preta de 22 annos engommadeira ,
costuieira faz reuda lavannlo e burda tudo
com desembarazo e asseio ; um cavallo de boa
figura com todos os andares ; na ra Direita
fj.i, .10
Vende-se um preto crioulo de 20 annos ,
to bom bolieiro e ptimo servente d.t uma
casa e he de bonita figura ; urna negrinba de
16 annos engomma e serve para mucama ;
quem pretender annuncie. (;;
2 Vende-se superior familia nova de S.
Catharina ; a bordo do brigue S. Manoel Au-
gusto Tundeado defronte do Trem ou na ra
de Apollo n. 18. 14
2 RAPE'IMPEKIAL.
Este rap, imitando ao rap princeza de Lis-
boa, vende-se em libras, meias libras e oilavas,
nos seguintes lugares :
as lojas dos senbores.
Bandeira de Mello ra do Cabug.
Francisco Joaquim Duarte ra do Cabug.
Marcellino fldrigues Lopes na escadinha
ra do Crespo.
ivleoezes Jnior roa do Collegio.
,, .... (ra do Queimado.
Ferre.ra & OI.ve.ra (pr,cin|,;doLivrarneni0
Thomas Pereira de Mallos Estima ateno da
Bou-vista.
Joao Faria ra da Cadeia do Recile.
Guedes & Mi lio dito dito.
O preco he 2/000 rs a libra e 30 rs. a oi-
tava. (18
i3 Vendem-se saccas de milho, ditas de ar-
roz pilado ditas de farinba tudo de superior
qualidade ; na ra da Cadma armasem n 8. .3
Vendem-se 3 partes de una
casa de sobrado de dous {indares e
soto com grande quintal, e desem-
barque para o mar, cuja c-isanova
mui bem construida, assim como
tres p irles de uma casa terrea no
fundo do mesmo sobrado silo
na ra Imperial logo adinte do
vivei.o do fallecido Maniz: a tratar
na ra Crespo com Jos Joaquim
da Silva Maia.
- Vende-se agua da bica do
iMonleiro, coada cm duis pannos
antes de entrar para o tanque, a 20
ris cada caneco, os quaes sao pin-
tados de encarnado, e marcados
os pertencentes ao tanque) e cun a
marca seguinle Silva Carda! :
por detriz da Riheira, casa da es-
quina N. 17, de Silva Cardial.
Na ra do Crespo, loja n. 11,
de Bento Jos da Silva Magalhes,
vendem-se ricos cortes de seda da
Escocia, brancas prctus e de cores,
sarjas, ptetas napolitanas com lus-
tro de setini maco, sarjas pretas
dita iicspanliola lisa e com llores,
setim de Macan preto patente, lucos
pelos de toda- as larguras e muito
linos, novos cortes de tarlatana com
listras avelludadas, goslos ainda
nao vistos e em corles de 8 \]i va-
ras, e outras multas fazendas de
gosto, e por preco commodo.
Yende-sc um cavallo gordo
e muito novo, ptimo passeiro e
carregador baixo ; na ra Nova
n 23
ESCRAVOSFGIDOS. ____
i No dia primeiro do coi rente fugio o pre-
to Miguel de naci Benguella, do -27 annos ,
alto, olbos grandes rosto chelo, bastante vis-
toso, barba regular, he (sonador de ra o se
em prega em lavar casas ; loi escravo de Anto-
nio Dias Cardial e hoje be do abaixo assigna-
do ; quem o pegar, leve a botica n 10 da ra
estrella do Kosario ou no segundo andar do
sobrado da esquina da ra larga do osario,
quesera recompensado. Jos da Rocha P-
rannos. !>
1Desappareceran desde o dia primeiro do
correte 3 pelos do gento de Angola sendo I
de nome Fels estatura baia cheio do cor-
po cara redonda quebrado ern cima das ve-
nillas os dedos dos ps muito abertos e tortos;
nutro de nome Jos, bem baixo, ou ano, cheio
do corpo nariz muito chato e falto de um
dente na renle ; e o outro de nome liento, al-
to, bonita figura com uma grande cicatriz do
lado esquerdo e outra as costas ps carnu-
dos eem umdelles tem uma cicatriz ; roga-se
as autoridades policiaes e capitcs de campla
apprehencio dos ditos escravos, que ser ge-
nerosamente recompensados por sua verdade-
ra senhora viuva Cunba Guimaraes. (13
PBBfyj Tlfp. DE M. F- DEFAMAlt-'|.


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