Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05523


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Full Text
Auno (le 1845.
Sabbado 1.
i; Mni< < 'tihai-e* lodoe oe dial que n3o forea aaatiBceioa : o prego di aaiifrnatara
Ijo ('e tiei mil r. |>nr qiiart! pajoi adianladoa. O innunc:'iiJoi ijiciiuiii lio inMridoi
t raso de 2(1 ria por linha. 40 rcii em lypo diflferenle, e a repetices pela amelade 0(
au lotta aaai'nanU pagao SUreiepor linlia.Kil) e typo diffe reniego cida publicarn.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
(|n,,jiu.. faranyba aegandaee miui feirae.Rio Grande do Norte, obega a H r il a par-
i, 40(- '4Cabo, Sarinbaeni, RioFormoao, Macey, Porto Cairo, e Alagoae: no 1. e
44 34'lacada t>. Garaahuna a lionito a 40e '24 de cada aet loa-villa a Floi
i a <' t dilo.Oidade da Viatoha quiotaa feiraa. Olinda todos oa dial
DAS DA SEMANA.
'.'i Sig Matbiai.
"5 Tar;> -.Otario Ral. aad.doJ. de D.dil..
_i, Quera a Toralo. Aod J. de D. da 3 t.
27 i)uir.t .-. Leandro. And do J de D. da 2. y. ,
'JS Sei'* Rome. Ad. do J de D. da 4. Ta.
! Sab s Ailrin Re. aud do J. de D.da 1. t.
> Moas 4 da quarcema a Simplicio
de Marco.
Anno XXI. N. 49.
! afee* japeada da i ,.* ataan; da mita prnrV.-v.i, aiMefcgKr, aWfM : con-
M. '.-Moa cono prino.piaaoi vitiiai apor.ladoa um adnira^uj entre aa naitica mate
ouliae. (Proulae.jJ .i As?al,a laatal Me**!,
Caatbioi gabre Loaure ?5 .|
a Paria *?3 me por fr,rill)
a .i' l5" Io' *'" da pretUo
urdan oobre < p'
Ideal de latra cauno Ll ,S ut iF.rKBiRO,
Oui .-Muida de l, .v.'
. M
a de ,n
i-'niai'aiaciiei
. loa coluunmere*
. Di'oi Bifi aBM
compra .Mida
17 ZUtl 7,iU0
47.WU0 17. 00
a juo i 6u
,,i,tJ 4.M0
4.V50 1,V7(|
i:x-arsvri
PHASKS DA LUa NO MKZ HE MAIgu.
L'-'ano.a a S ai 4 h a 47 an da man. Lnaejb* 93 1 5 h ras e 51) m Creacente a 45 u 14 horai e a5 da tarde I atiocoeaie a 4 ai -7 horee 54 ein da .'
Prramar de ko;e.
P meira ia 41.' huraa 5-i mn da manli ia |>unim 41 hntaa > HaaWBHJlf AU aIIMBIniBnaBBBaaaBBBM3BaMB ..-..: .. a" ttactt -iava'
DIARIO DE PERNAM
j^_-..^^Ta -'leanf-rr-jitin-i-Mir-' rr irnrniTaT
lleta-Tt'^TI
2jaij-J^HEilirE--aJ.S.-
PABTE OFFICE-'..
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DA '21 DO PASSADO
OllicioAo Inspector da Thesouraria da Fa-
zenda, remetiendo, para fazer cumprir, o de-
creto de 4 de Janeiro ultimo, pelo qual houve
S. M. o Imperador por bem nornear a Fran-
cisco de Paula Goncalves da Silva para o lugar
de 2" Escripturario da AlfanJega, vago por fal
lecimento de Jos Fideles Barroso de Mello.
DitoAo mesmo, ordenando, que, sob res-
ponsabilidade da Presidencia, e pelo vapor Im-
perador remeta ao Exm Presidente das Ala-
goas a quantia de 30:000,0(00 rs. de que elle
diz precisar para occorrer as despezas indespcn-
saveis da provincia. Expediraa-se as precisas
ordens para que o Commandante do vapor re-
cebesse e levasse a mencionada quantia.
DitoAo Agente da companhia das barcas
de vapor, determinando, que como passageiro
d'Estado faca transportar para a curte novapor
chegado do Norte, o 1' Pnente do primeiro
batalbaod'Artilharia p, Salvador Jos \la-
ciel.OlTiciou-se ao Commissario Pagador Mi-
litar, para que este Olcial adiantasse o sold
do mez de Marco prximo vindouro, abonasse
as comedorias d'embarque, e passasse guia.
DitoAo Tenente-Coronel do quinto bata-
Ihao da Guarda Nacional do municipio do le-
nlo, participando, que o ba nomeado, para,
durante a molestia do Cbefe da respectiva se-
gunda legiao, substituil-o no commando da
mcsoia. Communicou-se ao Commandante
Superior da Guarda Nacional do fiedle.
dem do da 25.
OfficioAo Promotor Publico da comarca
da Boa-Vista, declarando, que a sua escu-
sa servir o lugar de Vareador na respecti-
va Municipalidade nao pode deixar de por
ella ser altendida vista dos artigos 19 e 20 da
lei do 1* de Outubro de 1828, por isso que d-
se incompatibilidad,! entre o exercicio do men-
cionado lugar e o do que serve por nomeaco
do Governo, por ter de. em consequencia do
ultimo, desempenbar multas e graves obriga-
.,oes, como sejao acompanbar o Juiz de Direi-
to nos trahalbos do Juiy, e as correiges, e
denunciar dos emprcgados pblicos, nao privi-
ligiados, em cujo numero esto comprebendi-
dos os membros da referida municipalidade.
DitoAo Commandante Superior interino
da Guarda Nacional de Goianna, determinan-
do, expeca as precisas ordens, para que na nou-
te 13 Je Marco (corrrnte) seja acompaohada
por urna guarda ue honra a trasladacao do Sr.
Bom Jesuz dos Passos. do convento do Carino
('aquella freguezia para a respectiva Matriz; e
firn de que no dia immediato marcbn o primei-
ro batalho da relerida Guarda Nacional por
occasio da procissao do mesmo Senbor.: BeexportacSo de 1 p. o/o
9 Sr. Prndente: O artigo 17 do regi-
ment diz o seguinte : No segundo anno
de cada legislatura e as sessoes extraordi-
narias baver tambem sessao preparatoria ,
para se verificar, se existe o numero do Depu-
tados precisos para ha ver sess9o ; e exist ndo
faz se-ba a participacao do artigo 8.'
(Concluida a tritura o mesmo Sr. dissse :
lisiamos no caso deste artigo ; vai fazer-se a
participacao ao Sr. Presidente da provincia ,
para que este declare,a hora, em que amanhaa
deve ter lugar a abertura da sesso.
Mandou-se la/er a participacao
Em seguida o Sr Secretario Alcanforado
leo o seguinte parecer :
A commissao de constituido poderes, exa-
minou o diploma do Sr. Deputado Antonio
Peregrino Maciel Monteiro.eachou-oconlorme
com a acta geral pelo que ho de parecer, que o
mesmo Sr. seja proclamado Deputado,e admitido
a tomar assento : salla das commissoes da As-
semblaLegislativa da provincia dePernambuco
28 de Fevereiro de 1845. (Assignados) Maga-
Ihet TaquesBaplittaNabuco.
Foi approvsdo.
O Sr. Presidente : Convido os Srs De-
putados Curneiro da Cunha, e Francisco Joao,
a introdusirem o Sr. Deputado Maciel Mon-
te i ro.
Sendo este seuhor introduzido na sala, com
as formalidades proscriptas no regiment,pres-
tou uramenlo, e tomou assento.
Nao i avendo mais nada a tratar, o Sr. Presi-
dente levantou a sessao : era meio dia.
ELEIQAO PARA SENADOR.
Collegio de Tacarat.
Os Srs. Votos.
Antonio Joaquim de Mello 17
Sousa Teixeira 9
Bario da Boa-vista 7
Sebastian do RegO 4
Padre Muniz 4
Antonio Affonso 4
Antonio Carlos 3
Padre Venancio 2
I. B da C. Figueiredo 1
Rendimtnto total da Alfandtga de Pernambuco
no mez de Fevereiro p passado.
Bendimento total 136:310,173
Direitos de 60 p. o/o do consumo
de 50
V de 40
de 30
n de 25
de 20
de 10
de 5
de 4
de 2





V

Communicou se ao Provedor o Meserios da Ir-
mandade doSenboi Bom Jesuz dos Passos da
cidade de Goianna.
Dito ao Diretor do Lyceo, ordenando, la-
ca com que os Professores de Geometra, 1*1i-
losophia, Bhetorica e Latim d'aquelle Lyco
vo examinar na Academia de Olinda em as
materias de sua profissao Participou-se ao
Exm. e lim. Director do Curso Jurdico.
DitoAo Cirurgie encarregado da vaccioa,
aecusando remessa de algumas das laminas de
pus vaccinieo, ltimamente vindas de Londres.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
SEGUNDA SESSAO PREPARATORIA EM 28 DE
FEVEREIRO DE 1845.
(Presidencia do Sr )r. Pedro Caialcanti.)
As ll horas e um quarto, o Sr. Presidente
declarou aberla a sesso.
O Sr. Secretario Alcanforado fez a chamada,
<' venfcou estarem presentes 19 sen dores De-
puladoi.
Armazenagem de 1/4 p o/o
Premio dos assignados 1/2 p. o/o
Expediente de 1/2 p o/6
dos gneros
nacionaes
Sello dos despachos livres
Multas
Emolumentos de certidSes
645240
17:159.657
8:158,944
85:125.910
22:239,861
32,000
91,650
80,.<00
106,124
1.660
2,720
185,44i
2:184.837
129,813
53,397
11.743
93.526
7,320
Bs.136:310,173
O Esrrivao da Alfandega ,
Jacome Gerardo Marta Lumachi de Millo.
CORREIO.
COBRESPONDENCIA DA CIDADE E PROVINCIA.
Na falla do Deputado Urbano f diario novo
n. 47) se l o seguinte bocadinbo d'oiro: as
remoees eitas pelo gabinete actual se mostra
urna regra oral de justica ; e vem ser que
a maior parte dessas remojos ou grande nu-
mero, forao fetas com o intuito do reparar in-
justicas= Este trecho se n8o be lili.o legitimo
do proverbio=cada um diz da festa, como Ibe
vai nellapelo menos parece. O senbor Ur-
bano faz como os progadores, para os quaes o
maior santo,omas milagroso,o mais virtuoso he
sompro o dodia,em louvor do qual se laz a festi-
nha : nisto obra bem,porque o Pater noster se
deve rezara quemdapa/ia.Quandnogabinete
passado estiva com o pandeiro, e com as chaves
dos tbesouros. ...elle era Deputado o estiva na
Cmara, porm de boquinha calada sobro tudo
quanto hoje diz (/.era entao de mal o tal gabi-
nete, e se abra a boca era para dizer=Amen =
e psalmear em seu louvor ; agora porm que
deixou de existir o mesmo gabinete, o ho-
inem morlo na tem amigonao se satisfaz l
com o=seja-lhea trra leve=no,senhnres, is-
to be pouco, e entao v contra elle um roza rio
de pragas, e urna ladainha de queixas infunda-
das !
De Goianna tenho ha muitos dias a se-
guinte correspondencia que Ihcs nao tenho
enviado, porattender afluencia de materia,
em que Vmces. se tem visto estes dias. Eila
aqui :
A pressa com que I he escrevi ltimamen-
te, participando-llie os ensaios do cao de lila
para as bellas scenas do Bonito, nao me per-
mitlio communicar-lho outras cousas, que
(eem por aqui apparecido, e que nao deixao
de merecer as honras da publicacao. Na noute
do dia 7 do crrante dous jovens de tope ar-
voraTo-se em recrutadores, e entrarao pela
casa de um sugeito com quem trasiorixa, a
lim ae prendet-o para recruta o dono da casa
porm, naose quiz entregar prisao sem que
Ihe apresentas-em a ordem do Delegado, em
cujo nome era feita a diligencia mas como a
resposta que Ihe derao, foi um ebuveiro de ca-
cetadas, lancou nido de urna faca e com ella
ferio os seus aggressores.que nem ao menos ti-
verao animo pata captralo. Depois que o
cao de fila assentou de repartir a sua clstica
autoridade com seus carneradas, concedendo-
Ihes faculdade para prenderen a quem Ihes pa-
recesse, nao he para admirar, que vao appa-
recendo tao dcploraveis acontecimentos, alm
de que essts altentados nao passo de bnlhuntes
corollarios do* principios subversivos e anar-
chicosque o Padre Ceia de Goianna, com tan-
to empenho tem procurado plantar n'esta des-
ditosa comarca. Se a faca tem lid o que la-
zer, o bacamarte nao tem estado em ocio. Nos
suburbios d'esta cidade foi, poucos dias fe-
rido gravemente com um tiro, um pobre ho-
rneo cujo nome anda ignoro. At esta data
nao me consta que fosse preso o assassino, e
creio, qilfl at nem diligencias se fiserao para
i sua captura, no que nenhuma censura mere-
ce o cao de fila; por quanto seria multo exigir
o pretender, que elle abandone, ainda que por
momentos,os trahalbos e fadigasqne exigem os
seus ensatas para se oceupar com cousas tao
peqneninas. Aquello celebre inspector de Goi
anninha, a respeito do qual Ihe tenho fallado
por diversas vezes contina a mostiar se digno
discpulo do cao de fila. I'endo um seu feitor
esbordoado um escravo de um individuo aqu
conhecido pelo Doutor, dirigto-seeste ao cao
/mli') de fila, e pedio Ihe providencias contra
o atlentado commettido na pessoa do seu escra-
vo. O que bata de responder o homcm ? de-
sandou urna solemnissima descompostura no
Doutor, e foi logo puchando pela liicuda para
o que podesse acontecr. Felizmente a rin
eadeirx acabou sem sangue, apezar de ter tam-
bem o outro desembainbado a sua faca, e ha-
verem algunsempurrdes. Se he certo oque
medizem de Goianninha, descubri-se alli um
engenhoso methodo de vender por bom dinhei-
ro escravos velhos, e achacados. Um sucio ,
qu<'rendo-se descartar de um velho scravo, que
quasi nenhum servieo Ihe prestava.obrigou o a
lugirpara a casa de um seu visinho.e immediata-
mente fol-se entender com certa autoridade, a
qual acompanhada de immensa tropa, dirigi-
se habitacao do homem para onde tinhio fei-
to fugir o escravo, e por meio de amecas do
prisao e processos, arrancarao-ll e 300/000
rs, por um preto que em rigor poderia valer
50 I De duas urna, ou o sugeito tinbs furla-
-t -gr ajr, 'nf
do o escravo, o entao devra ser punido, pe-
la forma marcada na lei, ou nao, o neslecaso
creio que Vmc. concordar commigo, que fize-
ro-lhe um vordadeiro roubo. Em quanto a
cousa for por ahi, ainda vamos bem ; o peior
ser se estes mcus scnho'es se persuadirem, que
he chegado o momento denos aplicar as san-
gras, que o D.-novo outr'ora tanto recom-
mendou. O facinornso Xico Carapeba, de
quem ja Ihe fal lei, acaba de praticar urna nova
facanha, tentando assassinar um individuo, que
teveoarro|o de cobrar d'ello .urna pataca, que
Ibe dovia. Por milagre, o bacamarte com o
qual pretenda o malvado executar seu projecto,
mentio fogo por tres vezes, dando assim lugar
a que nao tivessemos de lamentar mais um as-
sassinato No sei se este Tacto ebegou ao co -
nhecimento do cao de fila, o que he certo be,
que o autor de tao grande crime, passria im-
pune, e mais audaz do que nunca. Isto por
aqui, fallar a verdado vai as mil maravilhael..
Acaba de me chegar s maos o D.-novo de 15
do corrente, no qual o cao de lila com aquello
desvcrgonhamenlo, e petulancia que o carac-
terisao, ousou aparecer em publico n.entindo
descaradamente, e negando factos os mais no-
torios, lim do ver se tonse^ue diminuir o hor-
ror, e inoignacu que inspira sua imoiunda e
asquerosa pessoa. Porm, coitado sua dele
za he a aecusaco mais formal que se Ihe podia
lazer, porque pesar de quasi dous mezes de
locubraces, e estudo. nao pflde conseguir des-
fazer ao menos apparentementeas graves ceniu
ras, que Ihe tenho dirigido. Pode ser. quemo
d ao truhalbo de fazer algumas leflexes es-
sa obra prima da m criacSo, e do desvergo-
nhamento o m Flores tambem vai admiravelmente, e a po-
lica j. que nao ataca, dorme; o Delegado
vive inerte na sua fazenda distante muitas
iegoas da villa. Aqu armo se para soltareo
recrutas; alli d;i-se tiros na porta do Juiz Mu-
nicipal : acola quer-se tirar presos da cadoia,
o he o Juiz Municipal quem appurece para obs-
tar a realisacao do alguns criim s.
Em Luaru-s os sustos do Sr. do engenho
Inliama poe tudo em agtacao : o pobre moco
nao sabe onde se melta, o sea engenho he urna
verdadeira praca sitiada, creio que de phantas-
mas. Quem dira que um moco tao tranquil-
lo, to modesto hava agora andar atormenta-
do de visees ? S. Bento E o ntegro Juiz Mu-
nicipal nao sabe onde d com a cabeca, para
tranquil sar o amigo : tem botado livros a-
baixo, livros arriba, consultado os autores, os
seus mais Ilustrados correligionarias e al a sua
razio, tao desemolvida, e so descobrio um
meio: armar tudo. O rapaz tem o genio
marcial O municipio de Iguarass que tao
tranquillo foi em outro tempo. est boje ani-
mado de um espirito tao guerrero, tao temera-
rio se mostra, que faz medo Oh Se o nosso
excellentissimo Ministro da Justica nos mandas-
se para aqui mais urna meia du?ia de rapazes
como o Lua Duarte, e outros que pelo nome
nao perefio, para Juizes Muncipaes, v igual
numero de Jui/.es de Direito, como o impvido
Arruda ; se o nosso xcellenlmxmo Governo
emfim uosmandasse o Paula doudo para Pre-
sidente, e oJoioRibe.ro para Commandante
das Armas, veria como esta provincia ficava de
um diapara o outro. um brinco! Ainda pode
ter esse posto, e essa gloria. A ellei!
aaaaMaMaBl
s~.
Ciorrespcindenci:!
.
Srs. Redactores. 'i'endo por varias vezei
apparecido annuncios do Sr Gabriel Germano
d Aguiar Montarroios, cabeca de sua mulher,
tencionei nao dar resposta por ver que utilidade
nenbuma tinha o publico em saber do nossa
questao; mas apparecendo nos Diarios dePer-
nambuco de 8 e 10 do corrente, um outro an-
nuncio do mesmo Sr o como de alguma ma-
neira be relativo a terceira pessoa, por isso for-
coso me he responder a este, e assim principi-
arei expondo a razio da inimizadedo dito Sr.
Gabriel paracouimigo.


a
Tendo esle Sr em lempo que aitidi nao era
cabecadesua mulher fcito o rapto la Sra I/a-
bel Hara Gomos, na noute de 10 para 11 do
Fevereiro do anno prximo passado, j se sa-
be, sondo este rapto feito poramizaJo a mes-
illa Sra., (ou cousa que o \alhj) motivo porque
requerooao Juiz d'Orpbos, o suprimento do
consentimento paterno, este recto Magistrado
despachou que se procedesse segundo a lei (do-
cumento n Ij. O Sr. Gabriel f segundo dizem)
corto na toa vileza (peco desculpa por uzar da
expresso dos annuncios d'este sr ), oonhocen-
do que nao poda preench-r a* formalidades que
a lei exige; abamlonou sua pielengo, e nem
recolheoao cartorio o requerimento, que nt-s-
te sentido tinha feito, o se acbava competente-
mente despachado (documento n 2), assim ef-
fectuou o seu cazamento em 22 doreforido mez
do Fevereiro sem mea consentimento, nem li-
cengadoJuiz, e sendo a Sra l>abel menor de
18 annos por isso nao s licou privada do poder
tomar conta de quaesquer baos, que Ihe toeas-
sem sem completar 20 annos de ilade, ord do
liv. 1. til. 88 19. mas Umbem desbordada da
legitima paterna, ord. do liv. 4 lit 88 ; I e
2. Apezar de eu nao approvar o prucediwento
do Sr. Gabriel, em lempo c impotente mandei
por meu fildo Manoel Antonio Gomes, escre-
ver politicamente aquello Sr., fazendo-lhe ver
que o rendeito do meu engenho S.ilgadinho, ti
nlia finalisado os annos porque o tinha arren
dado por 1:100.000 rs annual, e que segu ti
do elle a vida d'agricullor, se ouena irar coin
o mesmo engrnho eulh'odava por 1:000.000
rs., e havendo cinco herdeiros meaco dos
liens, que ficro por morte de minha Sra., que
cassecom a quinta parte da renda, e me da-
ra smente o que portmosse aos outros. Qual
foi a sua resposta, he o dorumento n 3. Sim,
he digna do seu autor. Anda nao satisfeito com
isto o Sr. Gabriel, sem empregar ot terinas po-
lticos requer, e manda-mo citar em Agosto
para inventariar o dar-lbe partilhn, ped vis-
ta desta ataco, e li ver aodito Sr. Gabriel,
que devia ser mais poltico commigo, pois que
n'esl negocio eu me achavn em mudo inelliiir
posigo do que elle, o por isso nao podia ser
citado sem primeiro o referido r requerer o
Juiz para maodar pausar alvara de venia ord
do liv. 3. lit. 9 } 1 e 2.
Neste sentido apretentei urna excepcao pe-
remptoria, e entao o Sr. G-briel erro; roquereo ho Juiz para desistir este o condeinnou nas cusas, e a Je/sleni'a fui
julgada por sentenga, e esta publicada em 10
do Outubro prximo passado. Neste mesmo din
o Sr. cabega de sua mulher, requeren e obtuve
despacho para eu ser citado com venia, nesse
mesmo dia 10 se passuu o alvara de venia, e so
no dia 11 be que as cusas sao contadas (docu-
mento n. 4) cujas, ninla nao recebi, e nem fui
citado paia as ver recolher a juizo, assim ped
vista d'esta nova citaco. c por outra iyual ex-
cepcao faco ver que dito Sr. me nao podia no
vilmente accionar sem que primeiro me pgame
as cusas em que tmba sido condemnado or
do liv. 3. til. 20 9, quinto man sem asrcfe
ridascustas estarem contadas o Juiz recebeo n
excepcao poz se em prova, e (indos os dias. vio
os autos com vista ao seu Advogado, em 15 de
Janeiro docorrente anno. Vend> eu, que ri
Sr. Gabriel nao recolbeo ao cnrtorio <>s referi-
dos autos no dia marcado por lei (dorumento n.
5), o sendo inlormado. que teucionava den,o
ral-os em seu poder at que o recto Juiz tomas
se assento na Assembla Provincial, nao obs-
tante eu nada receiar da pessoa, que deve sei-
vir de Juiz emquanto durar o impedimento do
actual, pois seja quem for cont cumpira a
lei, mas sim porque a demora me lio projudi
cial por isso requer em 24 do mesmo mez de
Janeiro, para que o Jui/ mandasseque o Escri-
vo passasse mandado para os mencionados au-
tos seren cobrados (documento n. G). Saben
do o Sr. Gabriel, que ou h.via de entregar o
referidos autos no ca tono, ou na falta se pas-
sava o mandado para aereen cobrados, os man
dou ahi recolher em 27 do Janeiro (orno se v
do do'umeiito j i npontado, n. 5) sem coi t a
riar a excepgao.apenas com ttn reijuerimento de
chicana para ganliar tem|>o at principio de
Marco, quando espera noto Juiz, pois ja ca
desengaado que o actual se noalasta da le,
e eu cont que o mesmo acontecer com o que
o vier substituir, e assim subir.m os autos a
concluso.
He falso o dever eu a muilo lempo ter parti-
Ibado o meu cazal conforme diz o Sr Gabriel,
porque cinco filhos que lenho nenbum tem a
idade, nem o que a lei exige, e nealgum tem
esta circumstancia o Sr. Gabriel que faga pu-
blico seu nome; igualmente he falso o dizer o i
mesmo Sr., que estando eu prximo a descre-
ver os bensdo meu caial (mostr a proximida-
de) por isso quero arrendar o engenho Megua-
hipe de baixo, he al onde p de tadia, o que tem urna com ouda musa, sabe
lodo o Pernambucoque dito enenho M<-gua-
bipe de baixo be do Sr. Mai.oel Joo Forra, (
hoje residente em Lisboa, o mesmo Sr. Ga-
briel o nao ignora, o quando o ignore, diri
ja-se a Iguarass cartoriodo Escrivo Montei-
ro, veja o livro de notas quo servio no mesmo
cartorio em 3 do Maio de 1811 a f. 147 at f.
148 ahi achara a escriptura do venda, que o
C-qiito-nir Ignacio Cavalcanle d-Albuquer-
que Lacerda, e I) Mara da Conceicao Fran-
cisca de Paula Gavalcanti de Albuquerque, li-
z-ro do referido eng nho ao menciona-
do Sr Ferra, volle pela Cmara de Olinda, e
venha descansar por alguns cartorios nesta ci-
liado, por ahi achar mais algumas escriptu-
ras de diversas propriedades que o mesmo Sr.
Ferra comprou o hoje eslo reunidas ao
dito engenho assim emoquer o Sr cabefa de
sua mulher que este engenho entre na des
cripcao dos bens do meu cazal, se eu me acho
de posse do mesmo engenho isso be negocio
meu com seu proprietario por isso nao preciso
que o Sr. Gabriel ou alguma outra pessoa
concordo n'esle arrendamento o mesmo Sr.
Gabriel, sem querer prova que nenhuma influ-
encia pode ter n'este negocio,por quanto quan-
ito elle se julgou apto para partilhar dos bens de
meu cazal nao recorreo a annuncios mas
sim aos meios judiciaes, agora por que faz o
contrario, be por que nao podendo fazer outra
cousa assim quer mostrar o seu genio calum-
niador, ainda mesmo quando p referido enge-
nho fosse do meu caza I existem 5 herdeires
mejacao d'esta, por isso eslava no cazo de ser
arrendado. Lembro a este Sr. Gabriel, que
isto o que tenho a altestar por amor da verdade.
Recife 21 de Agosto de 1844. = Cameiro da
Cunha.
N. 2. Jos Antonio Gomes Jnior, ne-
cessita que o Escrivo de Orphios Pereira de
Carvalbo certifique se Gabriel Germano de
Anuiar Montanoyos prestou algumB justifi
cacao ou procedeo algumas diligencias para
poder obter de V. S. o suprimento do consen-
timento paterno do suppilcante a lim de caz r
com Izabel Mara Gomes IIiba do mesmo sup-
plicanle declarando tambem o mismo Escri-
vo se ao seu cartorio recolbeo o supplicado al-
guin requerimento documento ou qualquer
papel qualquer que seja sua denominando ,
tendente ao referido suprimento ou alguem
por elle. Assim pede a V. S. Illm. Sr. Dr.
Juiz de Orpbios, seja servido mandar passar a
mencionada certido =E recebera merc. =
Passe Recie 30 de Agosto de 1814 =Car-
neiro da Cunha. Francisco Joaquim Pereira
de Carvalho Fidalgo Cavaleiro da casa Impe
rial Cavalleiro da Ordem de Christo e Es-
crivo do Orphos da cidade de Sanio Antonio
do liedle e seu termo provincia de Pernambu-
oo por Sua Magostado Imperial Constitucional
oSr. Dom Pedro 2. que Dos Guarde &c. =
Certifico em como por este Juizo e meu carto-
rio nflo consta nada a respeito do que pede o
supplicante em seu requerimento retro pelo
que liz passar a presente por mim subscripta e
assignada nesta cidade de Santo Antonio do
Recife provincia de Pernamhuco aos 51 dias do
tambem existe n'esta praya urna casa preten- mez de Agosto de 1844 ; vigsimo terceiro da
cente ao mesmo Sr. Ferra, a qual eu arrendo ,
recebo as rendas e pago a decima veja se
tambem deve ser descripta nos bens do meu
casal, ou se nao quer que arrende. Em quan
lo ao abandono, e perseguirlo de meus filhos,
para o Sr. Gabriel ser acreditado aprsente os no-
mes,e fados d'esses que di perseguidos,e aban-
donados.porm eulhe aconcelhoquese nao mel-
la em negocios para que nao foi chamado,o que
pdem picjudicar a outrem, e assim nao me o-
brigu aprsenla! documentos deshonrosos a
leiceira pessoa, veja que ha milita gente em
Pernambuco que conbeceo Innoiencio Jos da
Silva, morador que foi na ra Direita, o que
alugava cavall s e so o r. Gabriel o nao co-
nbeceo, dirija-se a repartilo do sello, veja o
competente livro c achara em 2 de Soten.bro
do 1844 n 10, olancamento do IGOrs., que
eu paguei cujo sello ho de un recibo de
100.000 rs., que em 15 de Novembrodo 1841
paguei ao mesmo Innocencio, por um cava lio
ini quo cerlo sujoilo loi passear para o Limo-
eiro e nao voltou, este recibo tambem ja o
mandei tirar em publica forma por isso no-
vamente pagou de sello 160 rs. em 3 do So-
lembro de 1844 com o n. 30. A vista do ox-
posto o publico que decida 1.' quem tem
querido uzar de chicana, se eu que quero o
cu m pr i ment da lei, ou o Sr. Gabriel que ern
lugar de contrariar a exepco, veio com um re-
querimento para ganhar lempo, 2 quem quer
espacur a part ha, se ou quo requeiro manda-
do para so (obrarem os autos, ,ou o dilo Sr.
oue os deinor<. em si o quanto pode; 3quaes
siio os herdeiros ern circunstancias de recebo
f m o quo Ibes possa pertencer ; 4.* onde es-
l a proximidade da di-scripcso de meus bens,
que licarao por morte de minha senbora, e isto
por citaco di Sr. Gabriel o qual ainda nao
Conta urna s citaco segundo a lei; 5." seu
engenho Meguahipe de Baixo est no cazo do
ser descriplo nos bens do meu cazal como o
mesmo Sr. quer, ou se eu posso ou nao arren-
dal-o ; 6 onde esl provado o abandono, e
perseguirlo de meus filhos, e finalmente quem
tem pralicado vi/e:as,se ou pai o oflendido,ou o
r. cabega de sua mu Aer,no sno rapto que fez,
mas tambem no que depois disso coiumigo tem
(Molleado, e nosseus insolentes e e.nliduauos
annuncios, os quaes do provas nao equivocas
do seu carcter perseguidor, e de quo n'este
negocio em nana falla verdade !!! basta l'.l Ro
go os Srs. Redactores, o obzequio de niau-
daiem publicar estas lindas, e ao publico me
conceda desculpa de ter oceupado a sua allen-
ao. Jote AnUnio domes Jnior.
Documentas.
N*. 1. Jo> Antonio Gomes Jnior ne-
c >sita que V, s. se digne de querer altestar
se doo .i sua fillia Izabel .Vlaria Gomes liccnga ,
ou suprimen lo do idade para pdei-se receber
em matrimonio com Gabriel Germano de Agui-
ar Monterroyos por sor menor a supplicada ,
e nao querer o supplicante prestar o seu con-
sentimento. Se V. S poim nao tiver lem-
branga do que occorro respeito requer a
V. S. digne-se de mand. r que o Lscrivao
certifique a vista do cartorio. Assim pede a V.
S. Illm. Sr. Dr Juiz de rphos seja servido
dferir.:=E receber merc =Recordo-rne de
me haver sido requerido o suprimento do con-
seolimento paterno do supplicante pelo suppli-
cado tendo porm eu mand. do seguir os ter-
Indepe dencia e do imperio do Brasil. Fiz
escrever e assignei.=Francisco Joaquim Pe
reir de Carvalho Cmmigo=Manoel Antonio
Coelho de ltveira.
N. 3. Illm. Sr. Manoel Antonio Gomes,
mano e amigo.O assumpto do sua presada carta
datada de 4 do presente mez nao mereca (er
resposta, atienta a maneira por que me tem
tratado o Illm. Sr. seu pai a quem eu nunca
pensei aggravar, e nem delle receber as desfoi-
las quo me tom feito, porm como seja V. S.
quem rao escreva. direi que nao me he possivel
resolver oque V. S. me propea cerca do en-
genhoSalgadinho. Eslimo tenba passado bem
Sou de V. S. mano, amigo, obrigado e criado.
Gabriel Hermano de Aguiar Montarroios.__
Santo Estevo, 14 de Junbode 1844.
N. 4.Diz Jos Antonio Gomes Jnior,
que sendo citado a requerimento de Gabriel
Germano de Aguiar Montarrois como admi
lustrador de sua mulher izabel Mana Gomos,
para fazer inventario do seu cazal, se Ihe faz a
iiem que o Escrivo desle Juizo Pereira de Car-
valho a vista do mesmo inventario Ihe passe por
certido, primoiio o dia mez e anno em que
loi publicada a seotenca de dezistencia do sup-
plicado sgundoodia, mez e anno em quo o
mesmo supplicado novamente requereo e oh
teve despacho ie V. S. paro citar aosoppcan-
lo com venia; terceiro, odia mez e anno em
que em consequencia do referido despacho de
V. S. se passou o competente alvara de venia
para sor citado o supplicante; qusrto o dia ,
me/, e anno em que foro contadas as rustas
um que o supplicado loi condemnado a vista
da senlenga de de/istoncia. Assim pede a Y.
S III Sr. Dr Juiz de Orphos Iho delira co-
mo supplica. E receber merc.Jos Anto-
nio Gomes Jnior.Passe.Recife, 18 de
Novembro de 1844. Carntiro da Canha.
Francisco Joaquim Pereira de Carvalho, fidal-
go Cavalleiro da Casa Imperial Cavalleiro da
Ordem de Christo e Escrivo do Orphos da
cidade de Santo Antonio do Recite e seu ter-
mo, provincia de Pernambuco por S. M. I. ,
Constitucional o Senbor Dom Pedro II, que
Dos guarde &c.Certifico que vendo os
autos de inventario dos bens da finada Maria Ca-
simira de Santa Anna, cazada que foi com Jos
Antonio Gomes Jnior delles se mostra ser
publicada a sentenca que confirmou a dosis
toncia do supplicado Gabriel Germano de A-
uiar Montarroios por seu bastante procurad' r
Rodolfo Joo llarata de Alinala em 10 de
Outubro de 1844, e dos mesmos autos consta
requerer o mencionado supplicado, e obterdes-
pacbo deste juizo para ser novamente citado
com venia o supplicante em 10 de Outubro do
mencionado anno do 1844 por bem do qual
se passou alvara de venia nomosmodia, mezo
anno do despacho, o serem contadas as custas
da dezislencia em que foi condemnado o sup-
plicado, o que foi feito por o Contador do Jui-
zo em 11 do supradito mez de Outubro de
1844. 0 referido consta dos autos a que me
reporto, e dos quaes fiz passar a presente por
mim sobscrita e assignada nesta dita cidade de
Santo Antonio do Recife e seu lermo, provin-
cia d Pernambuco aos 18 dias do mez de No-
verncrodo anno doaNascimento do Nosso Se-
nbor Jess Christo de 1844, vigsimo terceiro
da independencia o do imperiodo Brasil.Fiz
ii i os do processo parece me nao ter sido esle escrever e assignoi, Francisco Joaquim Pirei-
segu jo pois nunca subi a concluso. lie, ro dt Carvalho.
N. 6. Jos Antonio Gomes Jnior, ne-
cessita que o escrivo Pereira do Carvalho, cer-
t fique em que da, mez e anno forao com vista
ao advogado de Gabriel Germano de Aguiar
Montarroios os autos de notificaco para inven-
tario a requerimento deste como administrador
de sua mulher contra o supplicante, e bem as-
sim o dia, mez e anno em que lora o recolbidos
ao cartorio, e se viero com alguma cota. As-
sim pede a V. S. Illm Sr. Dr. Juiz de Or-
phos, seja servido mandar passar dita certido
E receber merc Jos Antonio Gomes
Jnior Passe Recife 11 de Fevereiro de 1845
Carntiro da Cunha. Francisco Joaquim
Pereira do Carvalho, Fidalgo Cavaleiro da ca-
sa Imperial, cavalleiro da Ordem de Cbristo, e
escrivo de orphos da cidade de Santo Anto-
nio do Recife e seu termo provincia de Pernam-
buco por S. M. I. e C o Senbor D. Pedro ll.,
que Dos Guarde, &c. Certifico que vendo os
autos de inventario a que se esta procedendo
dos bens que licarao por lallecimento de Maria
Casimira de Santa Anna casada que loi com Jo-
s Antonio Gomes Jnior delles se u ostra ir
com vista ditos autos ao advogado do supplica-
do em 15 de Janeiro do correte anno, o serem
recoli.ido* ao cartorio em 27 do mesmo mes e
anno, em virtude de um requerimento do sup-
plicado para ser junto aos autos e subirem
concluso. O referido consta dos autos a que
me reporto, dos quaes fiz passar a presente por
mim sobescripia e assignada nesta dita cidade
de Santo Antonio do Recife o seu termo pro-
vincia de Pernambuco aos desasetto das do mez
de Fevereiro do anno do ISascimenlo de Nosso
Sonhor Jess Christo do 18 .5, vigsimo quar-
to da Independencia e do Imperio do brasil.
Fiz escrever e assignei francisco Juaqutm
Pe/eir de tai val ho.
N. 6. *- Diz Jos Antonio Gomes Jnior,
quo indo com vista aoadvogado deGrabiel Ger-
mano de AguiarMontarrovo..,os autos de notifi-
can para inventario, a que veio o supplicante
com urna excepcao peremptoria, nao lem sido
recolbidos ainda ao cartorio, a pezar de naver
j decorrido o lermo que a lei prescreve ; e
porque talvez essa demora seja muito de propo-
sito, o supplicante requer e pede a V. S. Illm.
Sr. Dr. Juiz de Orphos digne-se de mandar
passar mandado para serem cobrados ia autos
com razes, ou sem ellas, procedendo se a res-
pello na forma da lei, escrivo I'ertira de
Carvalho E receber merc Jos Antonio
Gomes Jnior Passe mandado em termos.
Recile 24 de Janeiro de 1845 Carntiro da
Cunha.
Publicaban a pedido.
Se para se julgar com direito o contempo-
rneo Argvs para fazer pergunlase receber
respostas se funda na sem cerimonia com
que assegurmos sermos autoridade para de-
cidir sobre costumes e bailes mascurades;
mal fundado be tal direito, e n3o muito boa
le denionslia'quein adultera o que se escreve
para dar vigor as sufls argui?6es, bem como
para niolivar exigencias. Este proceder nao
lie leal; nada tem de cavalleiro. S o que
dissenios no artigo a que se refere o contem-
porneo, loi que nos consideravamos com al-
gum voto na materia. A difl'ercnca do que
nos eserevemos ao que nos faz dizer o con-
temporneo be asss grande ; porm foi ne-
cessaria a importante alterando para o Argvn
ser Juiz, e nos Reo, alim de que possa tran-
quillo aguardar a contestagao.
Vamos com ingenuidade dar a razan por
que nos atrevemos a dizer que nos considerava-
mos com algum vol na materia. Temos conhe-
cimento de alguns livros que traliio dos usos
e trages de diversos povos, nao citamos au-
tores, que oeste momento nflo temos a mo,
por muito cecennos estropear notabilidades;
temos tambem observado um bom numero
de quadros nos quaes se achavo representa-
dos personagens que liguraro em difieren-
tes pocas; temos frequenlado na Europa os
theatros franco/., italiano e portuguez, e sa-
ber deve o Argus que nesses theatros repre-
sentilo os artistas trajando os rigorosos cos-
tumes das personagens que guriio na pera,
comedia, drama ou tragedia, sendo em tal
ponto o theatro mais escrupuloso o francez ;
temos finalmente concorrido a muitos bailes
de mascarados, pblicos e particulares. Em
virtude de urna tal ou qual experiencia, e
guiados por ella, designamos oscostuwes com
que se rJHsiarcsvfle dez individuos.
Como toda a forea da obriga^o que nos
quer impr o Argvs be baseada no que nos
nao dissemos, dispensamo-nos da indicacSo
dos caractersticos; evitamos satisfazel-o
tambem, porque, tendo-nos dado teslemu-
nbos da sua boa fe, sabemos o que devenios
pensar. Se neste lugar dissessemos que Abai-
lard foi cavalbeiro, relorquir-nos-hiao Argus
que foi I'rade ; se asseverassemosque foifa-
de, replicar-nos-hia que era philosopho ; se
nos aprovesse inculcal-o por philosopho, em
materias de icligio nada orlhodoxo, (liria
que Abailard loi cavalbeiro. Como uo po-
demos mostrar ao Argus o bello quadro que
na Europa vimos, em cujo quadro, se nossas


s
reminiscencias nio estilo em defeito, estava
representado Abailard trajando como o mas-
carado que fallamos; mo temos meio algum
de satisfazer o contemporneo. Na obra, se-
cundo eremos, mpressa na Blgica, que se
intitula Trajes, usos e costumes dos po-
yo.; encontrar o costume do negociante
Armenio. O pagem da poca de Luiz XIV of-
fereceria lamlicm inlerminavel contenda : os
pagena daquella poca, como de todas, tra-
javao de diversas formas, euma estampa co-
lorida, que nos poderiamos produzir, nio
sabemos a quem a enviar.
Kstamos ainda mais ignorantes no que diz
respeito a existencia do Pogcm, do que da
mesma se mostra o contemporneo : pagem
cscrevemos nos ; natypographia se commet-
too o erro ; assim como no mesmo lugar fo-
rilo estropiados os nomes propr ios das nota-
bilidades litterarias.
He necessario que o contemporneo tenha
um desejo desmedido de censurar para fallar
as miserias de nomes estropeados; pois ain-
da que nio fossem por nos escriptos com a
devida exactidio, o Argus deve saber que
scicncia de nomes nao be urna grande scien-
cia, e que muito pouca erudicio ter quem
possa, sem o recurso de urna bibliotheca, es-
rever com toda a exactidio os nomes dos au-
tores que tenba lido ou estudado.
Em quanto a desconcordancia que obser-
vou o contemporneo, foi certamenle a mu-
danza de um a em o, ou feita i.a ty-
pograpbia, ou porque tinhamos na mente o
substantivo masculino, e com elle concorda-
mos oadjectivo, o que muitas vezes accon-
tece a bons autores, deixando de o fazer com
o substantivo escripto, e nein por isso se Ibes
imputa erro. Outra nio se acha em nossa
correspondencia, e se existe, mostre-a, que
se fr justa, com a maior docilidade acceita-
remos a sua caritativa advertencia, como li-
cito que muito respeitamos.
O contemporneo pode recorrer impren-
sa que estampou o nosso artigo ; nos auto-
risamos redacQio do Diario de Pernambuco
para manifestar ao autor do artigo assignado
Argus o original da nossa correspondencia ;
vista delle o contemporneo poder coube-
ccr a importancia que leem suas censuras.
No artigo do contemporneo vem Abai-
lard mal escripto ; be a mito do composi-
tor da imprensa que castiga criticas ridiculas.
O Argus pode muito a sua vontade escrever
sobre o Decemviralo decantado, e anda da tal
reunido, o que sem duvida val muito a pena,
mui principalmente se em ludo quanto escre-
ver observar a modestia e boa le que mani-
J'esta as perguntas que fez a um mascarada.
\s, contemporneo Argus, icamos por aqui.
Sabemos que o incgnito teui grandes vanta-
gens, porem conbecemos lambem as obriga-
cOes que elle impOe ao homcm de educado;
obrigaces que irfio estamos dispostos a pos-
tergar, embora para tal conseguir empregue
o Argus scus avantajados recursos.
Nem urna palavra mais escrever ao Argus
Um mascarado.
ra Municipal para fiscalisar interinamente a re-
ferida beguezia, acho-me om exercicio dessas
funvOfs, e para constar mandei imprimir o pie-
sento. Recife 28 de Fevereiro do 184o.
Manoel Joaquim Silveira.
ileclaragcs.
-xa .*-.-- -
COMNIERCI,
tifandega.
Rendimento do da 28......... 5:313*839
DescarregSo hoje 29.
BrigueFliit bacalho.
PatachoS. Rennyidem
Galera5word-^lAmercadonas.
BarcaCo/umbiaaceite de peine.
BrigueThttmat Leeck mercaduras.
BrigueBoa Viagemidem.
^oriniento do Porto
A'cio entrado no dia 27.
Sania Helena; 14 diag, brigue inglez Ahee,
do 237 toneladas, Capilo Richard Chap-
man, e<|uipagem 12, carga lastro: to Ca-
pilo.
Sania Catberina ; 23 das, brigue brasileiro 5.
Manoel Auguilo, de 236 toneladas. Capi-
lo Manoel Simoes, equipagem 17, carga
larinha do mandioca ; a bernardo Antonio
de Miranda.
Navio saludo no mesmo dia.
Macei; liiale brasileiro Esperanca do Mara-
ado, capilo Manoel Joaquim Calharina :
carga lastro.
Navio entrados no dta 28
Santa Helena; 14 das, brigue ingle* Este
quibo, de 241 toneladas capito R. Cain ,
equipagem 15, carga lastro : ao capito.
Navio taido no metmo dia.
Rio de Janeiro; brigue brasileiro Bom Jess,
capito Pedro Jo> de Salles: carga dille-
rentes genero.
Edita I.
Administrando do Patrimonio dos Urphos.
8= Perante a administraco do Patrimoni o
dos Orphios, se ha de arrematar aquemiuais
der -.s rendas da casa n. 24 sita na ra da Madre
de Dos do bairro do Recife, pelo tempo que ha
de decorrer do dia da arremataco ao lim de
Junhode 186 ; as pessoas que quizerom lici-
tar, podero comparecer na casa das sessos da
mesma administraco nos dias 1. 3 e 5 do fu-
turo mez de Marco, ao meio dia, com seus fia-
dores.
Sala das sessoes de administraco do Patri-
monio dos Orphos 13 de Fevereiro de 1845.
Jos Mara da Cruz.
Escripturario.
= O Thesoureiro das Rendas Provinciaes
paga no dia l.de Marco do corrente anno os
ordenad s vencidos em Dozembro do anno pr-
ximo passadoaos empregados do Seminario, I.y-
ceo, Secretaria da Assembla, Thesouraria Pro-
vincial e Thesoureiro do Consulado. Thesou-
raria 28 de Fevereiro de 1845. No impedi-
mento do Thesoureiro. Evaristo Mendes da
Cunha Azevcdo, Fiel do Thesoureiro.
t) Promotor Publico interino re-
side na ra das Cinco Pontas n n
Pelo Juizo Municipal de Olinda se faz pu-
blico que se acha recolhida a cadeia da mes-
ma cidade urna preta, que diz chamar-se Maria
Antonia e serescrava de Goncalo Lopes Gal-
vo morador nos Curraes Novos.
C0MPANH1A ITALIANA.
THEATHO PIULO-DRAMTICO.
Segunda-feira 3 de Marco.
Kxcutar-se-ha a primeira representadlo do
Mclodramma em msica em dous actos.
LITALIANNA 1N ALGER1
Do Msstre G. fossini.
A scena so passa em Argel assento da re-
gencia. Os vestuarios decoracSes scenas
e demais accessorios sao preparados ao verda-
d iro carcter e com toda elegancia nao se
poupando dcspeas nem fadigas para o bri-
Ibaiilismo do espectculo.
Personagens e Actores,
Mustaf Bei da Regencia de Argel.Luigi
Gbizoni.
Elvira Sultana repudiada do Bei"Adrienne
Muller.
Ally PeMonagem da Regencia e Chefe dos
Corsarios rabes Giovami Toselli
Lindoro negociante Italiano depois pri-
sionero em Argel c feilo escravo favorito de
MustJ.Carlos Ricco.
Isabella joven espirituosa que em Italia
foi amante de Lindoro e na occaiio da secna
tinha cabido prisioneira do Bei que a nome-
ou Sultana favorita.Margarida Lemos.
Tadeo, Italiano de idade avanzada foito
ridiculo pretendenle de Isabella que tambem
foi prisioneiro e licou debaixo do nome de seu
lio escravo do Bei.GuiseppeGaletli.
Coros de Corsarios Turcos escravos Italia-
nos e Papatachos
Director da orebestra Mr. Grosdidier.
PREQOS DA ENTRADA.
Cadeiras de galera primeira ordem para
bomens......... 2/000
Ditas ditas de segunda e terceira ordem para
hiilia..........2^000
Bilheles de platea...... 1^000
As pessoas que se quierem prevenir de Idga
res poder entender-se com Carlos Ricco ,
ra larga do R sario n. 30 primeiro andar.
O resto dos bilhetes vender-se-ho no dia da
representacao no theatro pateo do Collegio.
O espectculo comecar as horas do costume.
Manoel Joaquim Silveira, Fiscal da freguezia
de S. Jos do Recife em virtude da lei &c.
I'ac > saber aos habitantes da freguezia da
Boa Vista que tendo sido oomeado pela Cama
THEATRO PUBLICO.
PROGRAMMA D.\ PECA
l'atsagem do Alar Fermelho.
Os Israelitas que por niorte deJc<>b tinho
ficado no Etiypto havendo-se multiplicado
consideravelmeote naquelle paiz. causaro a in-
veja, e excitio < s recelos nos Reis successores
do grande Phara, arinco de Jos : estes suc
cessores se fto tornando (a medida que o de-
curso do lempo ia apagando da memoria dos
Egypicios os beneficios que haviao recebido do
mimos i lillio de Jacob) cada vez mais oppresso-
res do povo Hebreo, obrigando-o a dar a grande
immensidade de lijlo preciso para a construc-
co das famosas pirmides, at que Dos, ven-
do a afflico do seu povo, Ibe enviou Moiss
para o libertar, oqual apresentando se a Pha-
ra Ibe pede licenca de ir com o povo sacrificar
ao Senhor no Deserto. Este pedido au-men-
tou a brocidade de Pbara, julgando que a
ociosidade era o motivo daquella supplica, por
cuja causa mandou que os Israelitas fossem
obrigadosa dar a mesma porfi de lijlo, po-
rem ne^ando-lhes a lenha para o co/.erem. a
i|ual deveria ser fornecida pelos meamos lilhos
de Israel : mandando ainda o Icrivel Pbara
que fossem cruelmente acoutados os que nao
dessem a mesma quantidad..- de tijulo cozdo :
foro muitas as victimas dos acoutes : Moiss,
orando ao Senhor,parece que o increpava por o
baver esculhido para libertador do seu povo,
pois da primeira supplica que tinha loito Pha
r, dimanava o augmento de to grande op-
presso, e martyrio : o Senhor ento reverti
Moiss do poder de ferir o Egypto de lerriveis
pragas, at que abrandando-se ocoraco de
Pbara,deixassc s >bir o povo Hebreo; com eflei-
to, Moiss converteo as agoas em sangue, n-
nundou o Egypto de res,d>- mosquitos e moscas,
enebeo de ulceras os bomens, o tocou de peste
os irracionaes, fez descer sobre a trra urna co-
piosa chuva depedra, innundou a trra de ga-
fanhotos, e as trevas viero repentinamente
substituir o dia, mas nada lb bastante abran
dar o corago de Phara : at que a decima
prega, a morie dt> todos os primognitos, des
de o filbo de Phara, at o do nfimo ecravo,
e at o primognito do ultimo irracional, o que
causou pela meia noile o mais esfantoso alari-
do em todo o hgyplo por nao haver urna habi-
taco em que nao houvesse um morto Deixou
enlo Pbara sabir o povo, mas alguns dias de-
pois, arrependido da palavra que havia dado de
lilierdade aos Hebreos, vai com todas as suns
tropas, e os alcanga junto ao Mar Vermelho,
para onde tinbo sido guiados, de da por urna
coluna de nuvem. e de noule por urna d<- logo.
Os inimigos de Moiss, e do povo Hebreo, a-
conselharo a Phara que oscercasse de to-
das as partes para exercitar nos desgravados l-
Ihos de Israel a mais cruel matanca ; entin
Moiss ora ao Senhor, estende a sua vara sobre
as agoas estas sedividem, dando franca pas-
sagem ao povo Hebreo : Phara, instigado pe-
los scus, julga que pode afoulamento trilhar o
mesmo caminho: avanca com o seu exercito,
ento Moiss levanta das agoas a sua vara, e o
mar se une, deixando sepultadas em suas agoas
todas as tropas Egypicias.
Domingo 2 de Marco se representa no Thea-
tro Publico este passo da Santa Escriptura em
urna pera dramtica do grande Baiard que a
aformoseou com um inleiessante enredo dos
Magos, a abobada de ac, e os mysterios de
terror dos Sacerdotes de O/iris, Dos dos Egyp
tos, e da grande Sacerdoliza de Izis. contra
Moiss; juntou-lhe o milagro d'agoa doro-
chedo, e do mana que sao posleri res a passa-
gem domar, o a i nauguraio do Be/erro de
Ouro, sublevaco de Abiron e Arca d'Allian-
Qa ; mas como esta falta de seguimento da ac-
i-o em nada prejudica, antes entretem a espec-
tativa, por isso lem merecd > grande aceitaco
este drama, e a tuesma gozou em Pernambuco
ha dozeannos que foi representado e mu bem
desempenhado o machinismn do mar.
Pertonagens.
Pbara......Re do Egypto.
Agenor......Seu primognito.
Thelai......Princeza do Egypto.
Zamira......Sua amiga.
Arlbase.....Sacerdote de Oziris.
Otomaidi.....Sacerdotisa do Izis
Magos, Sacerdotes e soldados Egypcios.
O genio do mal.
Moiss. Mifrael.
Morab. Corh.
Datham. Abiron.
Elezias. Povo Hebreo
lo de excellente vitho Clnmpa -
nlia. agurdente de Franca, vinlio
Bordetiix, e azeite doce inoem ca-
xas e gigos, segunda feira 3 de
Marco ao meio dia em punto, no
irnuzem de Jos Hereira&G per-
la do veo da Conccicao.
v : .>..,
.-visos martimos
l=Para o Cear a sumaca Felicidade, Mes-
tre Ignacio Marques quem na mesmaquizer
carregar Ira le com o dito mestie a bordo, ou
com seu pr>priitario Anlonio Joaquim de Souza
Ribeiro (6
6Para o Havre sai com brevidade a barca
(ranceza Casimir de Lavigne : quem quizer
carregar ou ir de passagem para o que tcm ex-
callentes commodos. dirija-se aos seus consg-
natenos B. Lasserre &C. ra da Sensalla
Velha, n. 138. (6
2__A barca portuguesa Espirito Santo re-
cebe carga e passugeiros nicamente para o
Porto; quem quizer carregr ou ir de passa-
gem para oque lem muitJ bons commodos ,
dirija-se a Francisco A Ivs da Cunha ra do
Vigario n. 11 primeiro andar ou ao Capito
na Praca. O
2A barca portuguesa Tentadora Capito
En.idio Jos de Oliveira, sai para a cidade do
Porto as agoas de 8 de Marco vindouro ; ro-
ga se aos Srs. carregadores que mande, seus
conhecimentos para so lazerem manifestos. (5
Le i la
O Corretor liveira ar lei
SOCIEDADE apollinea
= Por se nao baver reunido no dia 2 de
I'evereiro o numero de socios exigido pelo ar-
tigo 16 dos estatutos da sociedade Apollinea,
para formar assembla geral pola primeira ve/,
a ri spectiva commisso administrativa pela se-
gunda vez ern conformidade do artigo 17 dos
referidos estatutos convoca a mesma assembla
para o dia 3 do corrente Marco as 5 horas da
laide, a lim de se proceder a eleico da nova
commissao administrativa
1 Lavao s os cabellos com agoa moma, a
lepois eslrego-se bem com clara do ovo balido
rflim de os desengordurar, depois lorna-se a la-
val-os com agoa moma, e estando enebutos,
niollia se uma escoliaba ou pincel na agoa do
vidro, mesmo fria, e d-se nos cabellos al
que fiquem bem molbadus, tendo o cuidado de
ao deixar piugir na roupa, e para evitar o nao
pintar o rusto uniese o dito com uma pequea
poico de lianha. Estando bem enchutases-
irega-se o rosto com uma toalha e sai-se para a
ra Esta goa d-se uma vez por dia, e mui
poucas vezes precisa de tres a quatro dias. Ad-
verte-se que a lavagem da agoa e clara de ovo
basta s no piimeiro dia. Este melhodo he o
mais simples, e o seu resulta lo he o meliior
que tem apparve do. No lim de quatro mezes
ser bom dar nova applicaco. Eis o melhodo
de tingir os cabellos e as suissas, cujo methodo
acompanba os vid ros.
Vende-se na ra do Queimado tojas ns. 31 e
33, preco-bOOO. (20
= A quem Ibe faltar um escravo, queira di-
rigir-se uo sitio do abaixo assignado que dando
ossignaes certas Ibe ser entregue, o mesmo
bano assignado declara que nao se responsabi-
lisa por luga, morle, que possa accontccer em
lito escravo. -lote Baplta Ribeiro de Faria.
iSimn Eriisthal Alleuio relira-se pa-
ra lora da provincia. (2
1 Deseja-se fallar com o Sr. .Antonio An-
tunes Dias Pinbeiio a negocio de seu inleres-
se ou annuncie sua morada para ser procu-
rado.
=.|)elronte do Passeio Publico ha farinha
de mandioca em saccas de Craveilas e S.
Matheus ebegada prximamente de superior
qualidade.
24Em 27 de Oulubro de 1844, desappare-
ceo um moleque de nome Paulo de naco
Juicama do 18 anuos pouco mais. ou menos,
est Ihesahindo bu^u de barba he um tanta
lecco do corpu abre os dedos grandes dos ps
um lauto para lora pernas Anas, nariz chata,
ullios pequeos e avermelliados era costuma-
lo andar vendeudo doce de jalea em copos, por
toda a parte desta cidade, julga-se tersido lur-
tado porque nunca fugio ; roga-se a qualquer
-rubor de engenho, ou outra pessoa quem el-
le lr otlerecido, ou por acaso acollado em seua
dominios, o apreheuderem e participaren! a seu
legitimo Si Antonio Jos Goncalves Azevedo na
iua da l'iaia aiina/ein de carne n. 19, que re-
compencar e pagar toda e qualquer despeza ,
ijue se li/er. (17
2 Aluga-se uma casa terrea na ra do Mon-
dego n. 7, outra dita na ra do Alecrim n. I ,
e junio duas pequeas lojas; dous sitios na
campia da Casa-uwte enm boas casas de vi-
venda, fruteires, letras de plantar, e boa agoa,
e varias casas na mesma campia ; a tratar na
ra do Amoum n. La, ou uo Cordeiro sitio
n. 1. (
1 Aluga-se metade do segundo andar do
sobrado n. 39, da ra Nova pintado de novo
muito Iresco con. bastantes commodos para
urna pequea lamilla ; a tratar no mesmo so-
brado. (&
2 Arrenda-se um sitio na estrada de Joo
le Barros na esquina do becco do Espinheiro ,
com casa de taipa armaQo para venda boas
fruteiras e cercado de limo; a tratar <.a pra-
ca da Boa-vista venda n. 18. (S
3 Tem-se justo e contralado a compra da
parte da :asa de dois andares no Atierro do Afo-
lado que foi do finarlo Manoel Francisco Pe-
droso e boje pertence a seu filbo Venancio
Jos Francisco Pedrosoesua mulher Simiana
Roza de Moris : se houver quem tenha direi-
lo a obstar qualquer duvida a mesma parte da
casa,queira annunnar por este Diario, no pra-
-II de 6 das e caso nao appareca nao se res-
jion-abilisa por qualquer duvida. (10
Aluga-se umu preta para o servido de uma
casa ; na ra Bella n. 22.


Maris Francisca de Oliveira embarca pa-
ra o Rio Grande do Sul o seu escravo Joaqun),
crioolo.
Joaquim Jos Pinto Guimaraes embar-
ca para o Rio Grande do Sul a suu escrava Joa-
quina, crioula.
Quem precisar de uin forneiro dirija-se
a ra larga do Rosario casa de pasto n. 19.
Aluga-se o sobradinho da ra da Calca-
da n. 12; na mesma casa vende-sa urna pipa
com ago'ardente de cana.
Arrenda-se um sitio na Ibura denomina-
do E*tiva de Cima com l'atntes arvoredos
de dilTVrentes qualidade bom banho de rio
eorrentede agoa dt>ce com excellentes Tasantes
para toda e qualquer plantado com duas ca-
sas de taipa urna de vivenda e outra de fa-
rinha ; a tratar na ra Nova loja n 8.
Pede-se ao infame o insolente B. asss co-
nhecidn da R Direita que so he tito corajoso,
etii deffender-se das justas e bem merecidas ac-
cusacoes que Ihe desejao fazer quanto petu-
lante e atrevidissimo ern atacar sob coba de
annimo declare com franquesa suu verdadei-
ro nome em qualquer D. assim como o n.da
casa a que se dirige que Ihe promettem res-
posta cabal, ao seu annuocio insultuoso n 7
inserto no D. novo de quaita leira os morado
res offendidos do primeiro andar do sobrado
n.... da R. Direita; alias nao darn palha a ca-
tanga de sombra.
No dia 24 do p. p. indo 3 vaccas com
crias e urna dellas com corda esta foi agar-
* rada ern cima da ponte da Magdalena com a
competente cria por, um mulatinho anda me-
nino, ou rapaz doqualse conliou a laxa da
barreira e logo depois veio pagar por ser
conhecido dos da guarda mas nao se sabe do
nome nem do Sr. mas he provavel que more
perto, porque veio logo pagar, isto pois le-
nho sabido e mandado aps da dita vacca ,
que he de edr de raposa clara lisa gorda o
nova, e a cria he femea, fusca, magra e barri-
guda ; aviso para que nao compreui dita vacca
ao dito mulatinho e quem souber do nonio
desse encantado individuo querendo participar
me agradeco e pago ; dizem os mesmos solda-
dos, que elle tem outro parceiro tambem mu-
lato ; ex-abi o facto e procedimento deste es-
cravo, oqual, vindoao meu conhecimento, hei
de exigir os meus direilos a respeito. Arco-
terde Pernambuco Cavalcanti.
A pessoa, que annunciou precisar de ol)^'
rs., para no lim de 5 mezes dar 70| rs diri-
ja-se a ra do Crespo n. 14 terceiro andar.
I Chegou o complemento dosmuito inte-
ressantes e admiraveis misterios de Pariz, e
vende-te pelo mdico preco de 1/ rs. cada vo-
lunte ; em casa de Avrial Irmao na ra da
Cruz o. 20 ; assim como recebem-se assigna-
turas para o Jornal do Commercio do Rio de
Janeiro. 7
1 Precisa-se de um pequeo para venda ,
doschegados ltimamente do Porto ; na ra
do Hospicio n. 34. (3
1Precisa-se de urna ama para casa de pou-
ca familia, que saiba engommar perfeitamente,
preferiodo-se Portugueza ; na ra do Hospicio
n. 34. (4
1 Precisa-se de 2:000 de rs. a premio de
um e meio por cento pelo lempo de um an-
bo sobre hypotheca em duas moradas de ca-
sis terreas dando-se as mesmas para recebe-
rem os alugueis ; qnem qui.fr dar annuncie.15
1 O Sr. Manuel Duarte de Souza dirija-se
a ra Nova n. S, a negocio de seu interesse. 'l
1 Funrodo engenho Maranhao da fre-
guesia de Ipojuca, no dia 19 do p. p. Fcverei-
ro, um quarlao ruco-sujo com pintas de pe-
drez grande, com 10 annos de idade, tem do
lado esquerdo da cabeca un carolo e outro
menor em urna das mos justo ao casco, o an-
dar que tem he um carrego obrigado est
ferrado de novo na anca direita e tem outras
marcas antigs na perna esquerda ; oflerece-se
20/rs. de gratiflcaco a quemo levar ao dito
engenbo ou der noticias eiactai. 10
I O Doutor em medicina Alexandre de
Souza Pereira do Carino est residindo na ra
do Vigario, segundo andar da casa n. 25; nes
se lugar estar prompto para prestar-se as pes-
soai que se dignarem procural-o e as que
se quizerem utiiisardossoccorros de sna pro-
iisso. (7
i -Quem tiver um engenho perto desta pra-
ca o ou 6 legoas que .juizer arrendar, e tam-
bem com alguns escravos bois e bostas, e que
seja da parte do Sul annuncie. 4
1 CLLEGIO S. AMONIO.
Quinta (eir, 5 do corrente Marco, he odia
que a direceo do mesmo Collegio ha destinado
para m matriculas das aulas de geometra, phi-
lotopbia. rhetorica, potica, geographia e his-
toria. Aquelles Srs. Estudantes, que quize-
rem Irequentar alguma das referidas discipli-
nas dever comparecer no mencionado dia ,
pois que no seguinte 16] se d principio aos
cursos. O Director fernardino h'reire de Fi-
yueiredo Abreo e Castro. (i o
1= Precisa-se de um liomem lorro ou cap-
tivo para maceira : na nadara das Cinco Pon-
tas n. 63. (3
=Embarca para o Maranho C. Midliton, as
tuas escravas Fanny e Mana.
2Precisa-se urna amassador ; na ra do
Coelho o. 13. ,-2
2 Precisa-se de 50?' rs. por espaco de 5
meies, para no lim delles dar-se "iO rs. sobre
lettra, ou flanea. (3
1= OfTerece-se para caixeiro de ra, escrip-
ia, ou outro qualquer emprego semelbanle um
moco de 18 annos, chegado, ha pouco, de Por-
tugal, (IIlio de pas estrangeir s, e bem educa-
do, falla e escreve minio bem franco/, e italia-
no ; quem de seu prestimo se qui/er utilisar
I i rija -se ra do Rosario larga loja n 18 on-
de tambem se inculca um moco brasileiro que
quer dedicar-se ao cilicio de chapeleiro para o
que ofTerece algum tem po gratis. (9
1 Miguel Jos de Almeida Pernambuco
avisa aos seus conslituintes, e a quem mais con-
vier, que se acha morando na ra do Rosario
estreita segundo andar do sobrado n. 31. (4
1 = Aluga -se u n andar da casa n. 9 da tra-
vesea do Dique; a tratar com o propietario An-
tonio Joaquim da Souza Ribeiro. (3
Roga-se a quem tirou urna carta do cor-
rcio, para Antonio Magalbes da Silva, o fa-
vor o'a entregar na ra do Crespo n 6.
13 LOTERA DO GUADELUPE.
A lotera do Guadelupe que ra preterida
no andamento de suas rodas, pelas de S. Pe-
dro Martyr e tbeatro deve correr impreteri-
velment- no dia 15 de Marco, como por S.
Ex. o Sr. Presidente da provincia loi confir-
mado. Os bilbetes esto venda as lojas de
cambio na ra da Cadeia do Recife na de
'mude/as do Sr Fortunato praca da Unio ,
na botica do Sr. Moureira Marques, em S.
Antonio, na botica do Sr. Couto largo da
Boa-vista e finalmente em Olinda loja do Sr.
Domingos nosQuatro Cantos. (13
3^-Em casa de Augusto Corbett na ra da
Cadeia do Recife n. 46, ha sempre um gran-
de sorlimento de vinbos engarrafados Porto ,
Madcira Cberry Bucellas Champagne ,
agoa-ardente de Franca e Sbrub ; tudo das
melhores qualidades que tem vindo a este mer-
cado ; igualmente tem os aflamados charutos
a Reyalia Sans Pareil e Patriotas che-
gados ltimamente da hahia : tudo por preco
mais cornmodo do que em nutra qualquer par-
le. (10
a A qual quer pessoa que for
offettrido un relogio de prata, pa-
tente ingles, de sabonele, fabrica
cobciia, o qual tem a mola de abrir
Iraca tanto que nao salta a lampa,
e huma pequea machucadella no
fnzo de huma das lampas, com um
transcllim de piala, inglez ; queira
apprebende-Io e entrega-lo ou dar
noticia delle na loja de louca da
ra da Cadeia do Hecife ]N 6 ou
a J. J Tasso Jnior, que gratifi-
car com generosidade.
3=Quemquizer fazer um pequeo atierro
nos fundos de urna casa terrea sita na ra do
Seve, junto ao collegio S Antonio diiija-se a
ra da Cadeia a tratar com Jos Gomes Leal.
2Francisco lavares Frazao subdito Por-
tuguez retira-se para a IhadeS. Miguel. (2
l_Vende-se azeite de coco a 2560 rs. a ca-
ada e a garrafa a 380 rs. ; na ra do Lini-
mento n. 38, venda junto ao lampiao. (3
1 Vendem-se 5 moloques de nacao sendo
dous de 18 annos com bonitas figuras e a
de 9 a 12; un mulatinho de 12 annos, pti-
mo para pagem ; 4 escravas de naci, com va-
rias habilidades; oa ra Direita n. 3. (5
__ Vende-se um moleque e urna moleca de
14 a 16 annos; e urna escrava com um filbo
menor ; oa ra do Queimado casa de Anto-
nio da Silva Gusmao.
V Vendem-se os seguintes livros : bUtoire de
la revolution Trancis par Mignet, i i. em bom
uso ; sermOes de M. de Abb Poula, 1 f. Cor-
nidio Nepotis ; Baptisterium et cerimonlale sa-
cosinha lava e he muito diligente para todo
o servico de urna casa e muito carnhosa para
meninos vende-se por precisao ; na ra do
Livramento n. 33. (g
2Vende-se urna canda, que pega 500 a 600
lijlos de alvenaria por preco cornmodo; a
tratar no estaleiro defronte de S. Francisco. (3
2Vende-se um preto bom oilicial de sapa-
teiro ; no Recife Porto das Canoas o. 9 pri-
meiro andar a tratar com Manoel Maximian-
no Guedes. (4
2Vende-se urna preta que cosinba o or-
dinario de urna casa e engomma ; na ra de
Hortas n. 82. 13
2 Vende-se, ou arrenda-se um sitio nos
terrenos da Torre ao p do sitio do Toque .
cramentorum snela romaoae eeclesiae et ri- com 600 palmos de frente e 1200 ditos de un-
tualePauli V ; Promptuario de tbeologia mu- do urna pequea casa de vivenda com bons
ral por Fr Francisco Lar raga Ilustrado e commodos casa para escravos, estribara pa-
augmentado por D. Francisco Santos e Grosin, ra um cavallo planta de capim cannas, $e. ;
4 v. socorro evanglico aos parocbos pelo Dr.
Heorlque Jos de Castro 2 v. ; nuedes ora-
torias extrahidas dos melhores mestres da elo-
quencia por Jos do Sacramento, 1 v.; biblia
sacra em 8., 5 v ; sermons panegiriques de la
Tourdepine o terceiro tomo; dictionaire aposto-
lique o nono tomo ; ideologa moralis summa
auctore Cirnante Piselli ; Heinecii fundamen-
ta stlli cultioris ; lgica de Conditlac ; Institu-
tiones Ideolgica; auctore Gasparo Jueoin 7
v. institutiones pbilosopbicffi auct. Francis-
co Jacquier, I v.; sermons de Pere Elise, 1 v.;
rhetorica eclesistica auct. D. i liorna Bari ,
1 v. ; o optimismo ou o philosopbo enlorca-
do em Lisboa e apparecido depois em Cons-
tautinopla as gales, por Voltaire 1 v.; arte
do Padre Manoel Alvares ; Prceceptiones rbeto-
licae; novo oielhodo do Padre Antonio Perei-
ra ; officio dos Santos Conegos regulares e dos
Santos novos ; na ra Nova loja u. 58.
Vende-se urna venda com todos os seus
(undos, e mesmo a casa se convier ao compra-
dor, adianteda Solidade buscando o Mangui-
nbo ; a tratar na mesma venda.
Vende-se urna pequea portan de lagedo
de Lisboa ; na ra da Praia n. 43.
2 Vendem-se suecas com arroz de casca ,
de dous alqueires a 3520 rs cera amarella a
320 rs. a libra ; na venda da esquina que vi*
ra para o quariei de Polica, o. SI. (4
las Vendem-se 6 bustos grandes de gesso
bem feitos, proprios para desenlio, um grande
sorlimento de imagens de Santos e Sanias li-
thograpbadas, um retrato de S. M. a oleo, e
um sorlimento completo de miudezas a preces
commodos : na ra larga do Rosario perto do
quartel da Polica loja n. 18. (7
RAPE' lMPEKlAL.
2 AGENCIA DE PASSAPORTES.
Na ra do Rangel n. 34 tirao-se passa-
portes para dentro e lora do imperio correm-
se loihas edespachao-se escravos tudo com
muita brevidade, e preco o mais cornmodo pos-
sivel. (6
2 Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra do Amorim pintado e concertado de no-
vo ; a tratar 11a venda da esquina da ra do
Aragao n. 43. (4
2 Francisco Xavier Socorro embarca para o
Kio de Janeiro o seu escravo Germano. (2
2 Urna pardinha livre e de bons costumes
e sem presuncao se o florece a ser ama de ca-
sa que tonha familia ; quema precisar, di-
rija-se a ra de S. Francisco n. 9. ,'4
2 Aluga-se urna casa no Coelho, na ra
dos Prazeres com bons commodos duas sa-
las 3 quartos, cosinha, quintal e cacimba, por
preco cornmodo; a tratar no mesmo lugar
n. 10. (5
lOiupras
2 Compra-se um lamoso grilbao de ouro;
na ra ra da Cruz n. 54. 2
Compra -se um missal em bom uso; na
praca da Independencia, livraria ns. 6 e 8.
Compra-se umeacborrinho de lila, de um
mez, quem tiver annnuncie.
1Comprad-se, para urna encommenda, es-
cravos de ambos os sexos, at 30 annos, agra-
dando, paga-se bem ; na ra estreita do Ro-
zario n. 34, primeiro andar. (4
1 Compra-se urn rologio patente ingles
e um dito decaixa de ouro horisontal, peque,
no, para senhora ; na ra do Carnario n. 7. (3
i i da.
1 Vendem-se saccas de milho, ditas de ar-
roz pilado ditas de larinba tudo de superior
qualidade ; na ra da Cadeia armesem n. 6.1.3
1
Este rap, imitando a rap princeza de Lis-
boa, vende-se em libras, meiai libras eoitavas,
nos seguintes lugares:
as lojas dos senbores.
Bandeira de Mellora do Cabug.
Francisco Joaquim Duarte ra do Cabugi.
Marcellino Rodrigues Lopes na escadioha
ra do Crespo.
Menezes Jnior rus do Collegio.
c m- (ra do Queimado.
rerreira & Oliveira > r
(pracinba do Livramento
Tilomas Pereira de Mattos Estima ateno da
Boa-vista.
Joio Faria ra da Cadeia do Recile.
Guedes & M> lio dito dito.
O preco be 2/000 rs a libra e 30 rs. a oi-
tMva. (18
2 Vende-se um moleque ladino, de 16 a
18 annos, com principios de cosinha ; na ra
da Cruz n. 0. (3
2 Vende-se chocolate fino a 7500 rs. a ar-
roba ; no paleo do Carmo venda n. 2, da es-
quina da ra de Hortas. (3
Vendem-se 3 partes de urna
casa de sobrado de dous andares e
.sotao com grande quintal, e desem-
barque para o mar, cuja casa nova
mui bem construida, assim como
tres parles de urna casa terrea no
fundo do mesmo sobrado sito
na ra imperial logo adinte do
viveiro do fallecido Muniz: a tratar
na ra Crespo com Jos Joaquim
da Silva Mata.
Vende-se um preto proprio
para engenho, ou sitio; na ra do
Crespo N. 6.
Vendsj-se agua da bica do
ftlonteiro, coada em duis pannos
antes de entrar para o tanque, a 20
ris cada caneco, os quaes sao pin-
tados de encarnado, e marcados
tos pertencentes ao tanque) e com a
marca seguinte Silva Cardial :
por delraz da Bibeira,xasa da es-
quina N. 17, de Silva Cardial.
2Vende-se urna parda de 26 annos sem
vicios nem achaques, engomma bem liso, cose,
assim como vendem-se dous terrenos ao p da
mesma estrada que vai para S. Anna com
300 palmos de frente eoutro com 200, qual-
,oer delles com 1200 de fundo tendo entre es-
ses dous alm d- U-ida da frente outro de
travessa, que vio toaos ao ci Capibaribe ; a
tratar no Coelho, ra dos Placeres n. lo das
6 as 9 horas da manhia* e das duas as 6 da tar-
de. (12
'iVendem-se saccas com fareos de supe-
rior qualidade ; na ra do Collegio n. 8. ,2
2 Vende-se urna crioulinha de 12 annos
de bonita figura propria para mucama ; na'
ra kstreita do Rosario n. 10, terceiro andar. (3
2 Vende-se um jogo de breviarios, de lica
encadernacao e chegados agora de Lisboa, por
preco cornmodo; na praca da Independencia
o.l. (4
2 Vende-se um braco de balance grande
com conchas e correles de err/i, e 12 arrobas
de pesos tudo por 50/rs. ; a tratar na ra do
Vigario, armasem com fabrica de charutos n. 10
2 Vendem-se duas negrinhas muito boni-
tas sabeudo j coserem muito bem ; duas pre-
las que cosiobao, lavaoe sao quitandeiras ;
urna parda recolhida de 16 annos, perleita en-
gommadeira e costureira; urna preta engom-
madeira, costureira cose, faz lavarioto ren-
da e borda ; um cavallocom muito bons an-
dares proprio para senhora ; na ra Direita
n. 81. (s
2 Vende-se urna escrava crioula de boni-
ta figura cose cosinba engomma lava e
faz todo oservico de urna casa; na ra do Ara-
gao casa terrea de vidracas defronte do ta-
noeiro. 15
2Vendem-se os superiores charutos da Ba-
hia da labrica de Gros, regalos bons mureti-
banos e supefinos Babia, light boronn por
preco cornmodo ; na ra da Cruz n 26.
2 Vendem-se bombreiras vergas, soleiras
ecordao de cantarla de Lisboa ; na ra da Con-
ceico do Recife n 53, segundo andar. (3
2 Vendem-se sapatinbos de duraque brari-
co para meninas proprios para procisso; na
ra da Cadeia o. 15. ^3
3 Vendem-se na botica da ra estreita do
Rosario n. 27 defronte da casa amarella, li-
monadas gazoza febriluga preparacao espe-
cial bastante accreditada e recommendada pe-
lo seu bom sabor, por varios mdicos de di-
versas faculdades de medicina da Europa, espe-
cialmente contra sezoes e mais intermitentes re-
beldes cujos bons resultados teem sido galla-
dos por diversas pessoas desta cidade ; assim
como tinta superior para marcar roupa. (g
3Vendem-se ricas sedas lavradas brancas e
pretas, selim preto de Maceo, luvas e meias
de seda pretas chapeos pretos francezes da
melhor qualidade lindas llores de laranjas ,
boizeguins para liomem e senhora leques da
ultima moda e outras muitas faiendas de os-
lo, por preco cornmodo ; na ra Nova n. 8 e
na esquina da ra do Cabug n. 11, lojas de
Amara! 6 i'inheiro. (g
3Vende-se urna escrava crioula, de bonita
figura da 18 annos cosinha, engomma e la-
va de sabio e varrella ; na ra do Vigario, ca-
sa de Thomaz de Aquino Fonseca. (4
3 Vendem-se as Ubras Polticas de Mr.
Pradt, em 28 voluntes, novos por jO/000
ris; na ra da Cadeia loja da viuva Cardoso
Ayres. (4
4Vendem-se saceos com farello pelo m-
dico preco de 3/ e i> a. ; na ra da Seozalla-
velha n. 138. (3
v JNa ra Nova n. 12 tem para
vender ptimas mantas escocezas
de ultimo agosto e receiitemente
chegadas assim como lindas cantas
para vestidos,e outros muitos obje-
clos de gosto.
Escravos fgidos
1= Acha-se fgido o preto Manoel, Ben-
guella, alto e secco, pernas linas, rosto cm-
prido, cor lulla, sem denles da parte superior,
vestido de camisa de tirim brauco com remendos,
calcas de ganga amarella rola e chapeo de pa \\<\
de carnauba : quem o apprehenuer entregi/ea
seu senhor Marcellino Jos Lopes, morador na
ra da Ahgria, casan. 34, que recompen-
sar. (8
PEH>; TTP. DE M. F- DE FAMAlfy.


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