Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05516


This item is only available as the following downloads:


Full Text
:\
ANNO DK 1836. SBADO
*k
2 DE MAIO N. lli
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Pbrkambdco, nTvr.DiM.K de Paria. 1836.
DAS DA SEMANA-
16 Segunda 8. Jobo Nepomoceno M. A. don Js. do
Cr. de m. e de t tes. da Tiieiourara Publica
e Chae, de t
17 Terca S. Pnsooa) Bailao. JRel- de m.and. do J.
de O. d t.
18 Quarta S. Venancio M. sea. da The a. Pub.
19 Quinta S. Pedro Celestino IIel. dem. aud. do J. do
C. de m. e Chae, de t>
SO Sexta S. Bernardino de S. ses. da Th. P. aud. do J.
de U. de t.
21 Sbado (jejnm)*. Manco B. M. Re. de m. e aud.
d 22 Dominen Pascoa do Espirito Santo. Quarto c as
2 h. e 15 ni. da L
Ttdo agora depende de ni mesmo. da nont pru-
dencia, moderacao, e energa: continuemos coma
principiamos, e eremos apnntadot com admira*
cao entra as Nace oais caltas.
n<
Fr Sqhscrrre-sea lOOOrs. mensaes Pa#o* adiantados
nema Tjpo|crn6a, > un I'raes da Independencia N.
37 e 38 i onde se recebem correspondenciaii legali-
sadas, e annuiicio* : niieriiidooe exe* gratis sendo
don proprihsassignahtes, viudo assignados.
CAMBIO.
Maio 19.
J-iOndres, 38 l|2 a 39 Ds. St. poi l ctd. ou prata
a 50 por cento de premio.
Lisboa 50 por o|o premio, por metal, Nom.
Franca 245 -255 Rs. por franco
Rio de Jan. ai> par.
Moedas de 640P lS.,800
4000 6,.800a7000
Pczos | ,,440
Premio da prata 50 p. c
,, .d lettras, por me* 1. 2 por o'|o
Cobre 25 por cento de descont
PA Rtl DA 1)0 CORK ROS.
Olmda_Todos os diasao meio dia.
Goiana, Alhandra. Paraiba, Villa do Conde,
raanguape. Hilar, Real de S. Joao, rejo d'Areii
Kaiiiha, Pombal, Nora de Souca. Cidade do Nata
ViHas de Goianninha. e Nove da Prineeta, Cidad.
da Fortaleza, Villas do Aquirs, Monte mor novo.
Aracat, Cascare). Canipd, Granja, JraperatriaJ
S- Bernardo, S. Joao do Principe, Sobrar, Nova
EIRer, Ico, S. Matheus, Heachodo tanga, <
Antonio do Jardim, Quexeramohim. Parnahil:
Segundas e, Sextas feiras ao meio dia por va
Paraiba. Santo Antao Todas ,as quintas feiras,
meio da. Garanhunt, e Bonitonos fias 10 e
de tada mes ao meio da. Ploresno dia 13 us
cada incz ao meio dia* Cabo, Serinbaem, Rio For.
mnio. Agoa Preta e Porto Calvonos diaa 1, "
e21 de cada mea- Serinbaem, Rio ponnozo, e
goa 1'rcU Secunilas. Quima, c Sextas feiras.
PARTE OFFICIAL.
PERNABMUCO.
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
Arla a8. da SessaS ordinaria da Assemblea
Provincial de Pernambuco tus 13 de
Maio de i836.
Presidencia do Sr. Dezembargador Ma-
ciel Monteira.
Feita a cbarrrsda as horas do costme,
acbario-se presentes -6 Sois. Depulados,
tallando com causa partecipada o Snrs.
Leonardo, Francisco de Carvalho, Vjg.irio
Santa AnnaCardozn* esem parlecipacaS
os Sur. Dr.. Pedro Cavdlcanli. Pessoa de
Mello, Joaquim Fancisco, Dr. Chagas,
Padre Juo Rodrigues, (.'osla, e Dr. Go-
mes.
O Sur. Presidente declarou aberta a
Sessio.
Foi lida e approvada a acta da Sessio
antecedente.
O expediente constou de hum requer -
mento do J"* e Mzanos Ha Irmandade de
N. Sura. do Li vrameril o desta Cidade pe-
dindo se Ihea conceda huma lotera a be-
iitfi-io das obras da<|uelia Igrej*: fi-iie-
mettido a Commiaslo de Pet6e.
Findo o expediente o Sur. Vieira de
Mello reqoereo quePara Com. de Le-
gis Licio dar o cea parecer sobre a queixa
dos Engajados da Fortaleza do Brum, pre-
cisara, que por intermedio da Secretaria
se pedisne aoF.xm. Presidente eclareci-
meulos sobre o sido, e vencimentos, que
tmhlo aquel les Soldados e Infei iores; e pos-
to o requerimento em di>cus o foi appro-
vado.
Deo-se principio ordem do dia coma
disLUssio adiada do parecer da Com. de
Propostas das Cmaras sobre o requeri-
mento de Joaquim Francisco do Reg Se-
cretario da Cmara delguarac, no qual
pede, que esta Assninblea Ihe mande pa-
gar a quantia de 688j)i78 res, que a-
quella Cmara Ihe he devedors de seus
ordenados de Secretario, visto que ella o
nio pode fazer pela iusufliciencia de seus
rendimenlos e patrimonio ; sendo a Com.
de parecer que o requerimeuto fosse re-
meitido a Com. de Reas e Orcamento
das Cmaras Municipaes, assim como hu-
ma represen lacio da mesma Cmara de
Iguarass, eoutia da do Cabo sobre ideo-
ticos objectos. /
O Snr. Ramos offt reced a emenda se-
guinteQue se ind ira o requerimento por
nao ser esta Assemblea aulhoridade com-
petente para mandar pagar : e que seja ex-
teu-iva esta decisaS a iguaes requerimen-
tos- Teudo-se concluido a discussaS fui o
parecer approvado, eregeitada a emen-
da.
A Com. de LegislacaS foi de parecer so-
bre as duvidas apresentadas pelo Prefeito
interino desta Cidade no exerricio de suas
functSes que a Lei de i4 de Abiil ultimo
e-tava em pe feita armona com o Cdigo
do Piocesso Criminal de vendo por conse-
quenria o Prefeito nos mandados de bus-
ca, que msndasse passar a requerimento
de parte guardar sirinctamente a bi mua
determinada no art. i90 do Cap. 7 do
Cdigo citado, exigindo juramento do
peticitsnario, ou de huma tettemunha, que
elle indicar; alem de outras circon-lan-
rias essenciaes determinadas nos ^ -do
art. i9a. Quanto a segunda duviu se
os Otliciaes competentes para a execucaS
de taes mandados deverio ser exclusiva-
mente os Notarios -jolg. a Com. resolver
pela afiimativa : nio porque segundo
o art. daquella Lei Provincial sio os No-
latios os executorts das ordens, e manda-
dos lo Prefeito, como poique estxiido a
rt ftida Lei armonizada com o Cap. 7 do
Cod. doP. Cr., que exige no art. 193 segrales, que taes mandados sejioejecu-
tados por otliciaes de Juslica, segu se,
que nao ha vendo ou 11 os olliciaes ciiados
por aquella Lei alem dos Notarios, fica
sendo de sua exclusiva competencia taes
exeeucea concluida a discussio foi o pa-
recer approvado.
A Cora, de Peticdrs ppresentmi o seu
parecer sobre a pertencio de Joze Bernar-
do da Gama, para que a Reparlicio do
Lastro toase instaurada nesta Capit.il of-
frecendo para este fim huma Resolucio
o qual parecer foi approvado.
Tamben leo-se opaiecer da Com. dos
Negocios ccle.iaslicos seb e os Estatutos
da nova Irmndade do Saniissimo Sacra-
mento da Villa de Serinbaem, julgando-
mendas offerecidas pela mesma Commis-
so, epasto o parecer em di.-cus.-io; re-
quereo o Snr. Meira, que antes de discu-
tir se o parecer da Com. fosse ouvido o
Exm. Diocesano sobre o comprimisso da.
quella Irmandade para dar a sua approva1.
cao na parte espiritual e Religiosa, assim
como os das outras Irmandades; e con-
cluida a discursad foi o requerimento do
Sur. Meira approvado e adiado o pare-
cer ds Com.
O Snr. Lopes Gama fez o seguinte re-
querimentoRequeiro, que tomando os
Comprim sos das Irmandades approva-
dos pelo Exm. Ordinario, nao sofra ma-
is, do que huma discussad, e assim sa re*
sol veo.
Entrn em di.-cossaS o projecto n. 43
que ficou adiado por empate na vota-
ca5.
Princpiou se a segunda di-cussa5 do
Projecto n. 18; eo art. 1. foi adiado a
requerimento do Snr. Dr. Brito.
0 1. 4o art. 2. tambara foi iddiado
atea fufara >essa5 a requerimento do mes-
mo Snr. Deputado Brilo.
O a. do mesmo art. fui approvado com
a emenda do Snr. Peixoto de Brito para
ser o ordenado do Secretario do Governo
da Provincia i:400$rs., sendo regeitado
o adiamenlo do mesmo requerido pelo
Sr. Dr. Brito.
O Snr. Presidente deo para ordem do
dia pareceres de Commisses, continua-
ca5 da 2. discussa do Projecto n. 18 e a
don. 22, I7, e i9, e levantou a Sessio
depois de duas horas da tarde.
Thomaz Antonio Maciel Monteiro.
Presidente.
Lsurcntino Antonio Moreiro deCarvalho.
I. Secretario.
Luir. Rodrigues Sette.
2. Secretario.
ai
EXPEDIENTE D ASSE9IBLBA.
Illm. Snr. A Assemblea Legislativa Pro-
Tincial tendo approvado o parecer
da Comm.s-a de LegislacaS por
copia incluso, sobre as duvidas do Pie-
f'ilo interino da Cornmarca do Reeife;
riiituia remetteUo a V. S. para leval-o ao
conhecimento dol'.xm. Snr. Piesideuteda
Provincia.
Dos Guarde a V. S. Secretaria da As-
semblea Legislativa Provincial de Per-
nambuco iO de Maio de 1836Snr. [Vi-
cente Thomaz Pires de Figueredo Camar-
go, Secretario da ProvinciaLanrentino
Antonio Moreira de Carvalho, Primeiro
Secretario.
PARECER.
A CommissaS de LegislacaS alleodendo
a exposicaS das duvidas do Prefeito interi-
no desta Comarca levadas em seo oficio
de 1 do correte ao Exm. Presidenta da
Provincia, e por elle transmitidas esta
A'sernblea em oilicio da mesma dala, he
de parecer em solucaS primeira duvida
seos mandado de busca, de que falla
o 3. doait. 1. da Le Provinrial de 14
de Abril do corrente anno, deverS para
sua exequibilidade ser revestidos da mes-
ma formula judiciaria dos mandados de
busca establecidos no Cod. do Procesan
Criminalque a referida Lei Provincial
est n< sta parle em perfeita armona com
o Cdigo do Proceso Criminal devendo
por consequencia o Prefeito nos mandados
de busca, que mandar passar requer*
ment departe, guardar stiidamente a
formula determinada no ai t. 190 do Cap.
7. do Cdigo citado, exigindo juramento
do peticionario, ou de huma testema'nha,
que elle indicar, alem deouftrai circuns-
tancias essenciaes determinadas nos de
art. 192 do Cod.
Quanto a segunda duvidase os officia-
es competentes para a execucad de taes
mandados deverS ser exclusivamente
os Notarios--julga a Com. resolver pela
afirmativa; nao s por que, segundo o'
art. daquella Lei Provincial, sao os No-
tario os execulores das ordens, e manda-
dos do Prefeito, como porque .estando a
re cida Lei armonizada com o Cap. 7 do'
Cod. doProcesso Crim. que exige no art.
193 e seguintes, que taes mandados sejaS
executados por oEciaes de Juitica, segu-,
se que naS lia vendo outios officiaea Cieavj
dos por aquella Lei alem dos Notarios,"
fita sendo de sos exclusiva competencia
taes excucSes.
Assim julga a CommissaS luver satisfei-
to as duvidas apresentadas.
P.-s-o da Assemblea 11 de Maio de 1836.
J. M. Vieira d Mello.
A. T. A. Meira.
Iilm. Snr. A Assemblea Legislativa pro-
vincial lendo horneado a Francisco Cha-
var Carneiro Lins terceiro Official da sua
Secretaria com o ordenado annual de qua-
tro rentos mil reis ; manda assim com-
municsl o a V. S. para levar ao conheci-
ment de S. Exc. o Snr. presidente, a fim.
de se lser a necessai ia parlecipafaS The-
souraria.
Dos Guarde a V. S. Secn taria da As-
semblea Legislativa Provincial de Pernm-
bueo 16 de Maio, de 1836. Illm. Snr.
Vicente Thornaz Pires de Figueredo Ca-
margo, Seci alario da Provincia. Liu-
rentino Antonio Moreira de Caiv"lho, 1.
Secretario.
GOVERNO DA PROVl*C|A.
Expediente do dia 18.
OrJcio; Ao Inspector da Thezouraria
diseudo-Ihe, que fqae conservada na ca-
za Nacional, em que actualmente mora
D. Mara Rita de Sequeira, viuva do Che-
fe de Esquadra Candido JoZe de Sequeira,
visto ter a seu favor o Avizo da Secretaria
de Estado dos Negocios da Marinha de i5
de Noven,bro de I8i9, e a ordem do
Tbezouro Publico Nacional de ij de Fe-
vereirode i833, como informa o mesmo
Inspector.
Ao mesmo, para enviar com brevi-
dadea Secretaria do Governo huma copia
authentica da Portara, ou ProvizaS do ac-
tual Mini-tro da Fazenda sobre o modo da
arrecadaca dos dizimos do sssucar e Al-
godaS, e dos Direitos de Consalado, peta
ser remettida a Assemblea Legislativa Pro-
vincial, que a exegiu.


..
2
DIARIO Ofi PERNAMBUCO.
Ao Comroe Superior da G.
N. dVste Municipio, para mandar de-
peucar doservicu i Ainao o dois Plati-
cas da Ba>ra Francisco Manoel de S. Afi-
na, e Joze Faustino Porto, ambos Guar-
das da 4 Compmhia do !. Batalk.6,
como n qutsita o Inspector do Arssnal de
Marinha,
*
III. Sr. S. Ex. o Sr. Piezidenleen-
va a V. S. para serem pre/.entes a As-
sembla Legislativa Provincial os esrlaie-
cimentos elegidos era seo o (Tic o de 13 do
con ente .sobre os vencira^ntos dos Solda-
dos engajados as Foital.zas.
Dos Guarde a V. S. Secretaria da
Provincia de Pernambuco 18 de Maio de
1836. Sr. Lauientino Antonio Mo-
reira de Carvalho, Sen erario da A-sem-
blea Provincial. Vicente Thomaz Pi-
res de Figueiedo Gimaigo, Seaeiarioda
Provincia.
Dous officios com a mesma ssignatnra,
e direcc-5 do precedente fuiam txpcdi.li-s;
o piimeiro enviando tima RepiezenlacaS
do Juiz de Dimito da i. Vara do oime
d e^ta Comarca, para que tomando a ein
consideracaS d a Assembla Provincial as
providencias que lulgar necessaiias; eo
s.gundo enviando outra Reprezentac5 da
Cmara Municipal de Nazareth, pedindo
providencias sobre o seu estado de finalices,
e sobre a DivizaS do Termo, a fim de que
taSberaa mesma Assenibla se digne dar
providencias.
r>. da limpt-za da ponte da Boavista n
mezde Abril p. p. que se passasse man-
dado para ser pago.
Outro do Fiscal dos A (Togados, para
que .-e lhe mandare pagar a importancia
da de peza feita com a limpeza das pontea
do Motocoloml, e Aflbgados : que se
I d-se mandado.
Oulro do Fiscal da Boavista para se Ihe
mandar pagar a quantia de 10#000 rs.
sendo cito de duas vestoria eitas em duas
cazas, e dous mil rs. de vestoria feu n'uma
p..rca6 de carne pod.e : que se pagasse so.
nwnlea quantia em que Impoitou esta
valona, a aquellas, par! o qe se pas.
aas e mandado. Apprezentando-se o- qua-
Iro Fscivaens de Paz das Freguezias do
Recile, Santo Antonio, Boavisti, e Var-
tta receberaS juramento e fiCdraS impos-
sado> na forma da Lei de ,5 de Outubro
de 1827. E pop ser (Jada a hora alevan-
ton-se a es-o. Joze Tavarea Gomes da
Fonceca Secretario, a e*Cievi. Gusmo,
r. i.; lessoa, Mamede, Miranda, Sil-
va, e Bramo.
MEZA DASDIVKRSAS RLNDAS.
A pautm he a mesma do N." 110.
1
.
1
Oficio; A* Cmara d'esta Cidade, para
a vista da resolucaS da Asamblea Legisla-
tiva Provincial, informar rom urgencia o
requerimento de Joaquifn Gonsalves Vei-
ra Guimaraens, devolvendo Secietaria
doGoveino, o mencionado lequerimenio,
e o oficio do Secretario da Assembla que
o acompanha.
Ao Prefeito Infirmo da Comarca de
Nazareth, envando-lhe dote exemp'ares
da Lei Provincial de Abril do con ente
anuo.
- Ao Inspector do Arsenal de Mari
Tina, authurisando-o para contoca pessoa
que.substituao Ooutor Mavignier que se
acha doente, a fim de .se proceder ao exa-
me dos gneros arruinados nos Armazens
do mesmo Arsenal, visto naS haverCirur-
giaSalgumda Armada, que preencha a
litado referido Doutor.
DIVERSAS REPART1COES.
CORRESPONDENCIAS.
Snrs. Redactres.
f

CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
Sessa odmaria do da 28 de Abril,
de 1836.
Presidencia do Snr. Gusmo.
Comparecers os Srs. Pe.ssoa, Mame-
, Miranda, B.amo, e Silva; fallando
m cauza os Sur. Mena.
Aberta a seasaSe lida a acta da antece-
der ie bi approvada por estar corif rme.
O Secretario dando conla do expediente
lencionouos seguinUs ffieios,
Hum doexJuz de Paz Francisco Igna-
jodeAthaide, dizendoque naS poda en-
viar a li.ta dcqualificados para Guaras
*acionaes por que o Concelho de Qualifi
JacaS naS tmlia acabado seus tralialbos:
inteirada.
Outro do Fiscal da Boa vista queizando-
e do Medico da Saude nao tompai ecer pa-
a com elle fazer as con idas nos d..s ajo*
des : que por a ..Itima vez se tffi. i. s e a
ledico activando-o no cump.imento.de
ejs deveres, ficando na inteligencia de
ue esa todas as segundas fv-iras por as no-
e horas u.i manhi devia com o Fiscal da
loa vista fater as corridas em dito Bairro ;
ni tod.sas quartas feiaspor as us-
>> ia-> devia com o Fiscal do Bairro de
Antoaio, principiaras corridas do mas-
jjB..iro, e tnalment-, que em todas as
sextas f,ras devia por a leferiJas hora.
" o Fiscal do Bairro do Re. fe dar piin-
'" ascoin'orfs do me. Outro do Fiscal da Boavista, para que
se ihc niandasse p*gar a qoanlia de a^^OO 1
Imposibilitado de poder comparecer
pes.oalmerite na Assemblda Parochial da
mmha Freguezia (Marangu-pe) para vo-
tar na lleic.S de Juiz de Paz, que aqu
se fezem o dia 8 do prezenle, apioveiiei-
medapeimi-sa6, que me faculta o Art.
8.* Ait- 9. dasInstiuccSes a respeito, iemet-
tendoo rneu voto por esc pto, is-ignado,
reconhecido ; soube, que foi acce.to, e
por concequencia tido como valioso pela
MzaParochialo meu impedimento, ali-s
RaSn/oacechara, conclusas esta a mais
IriviaJ que sem oaVccoiros da lgica
basta valer Jido p citado artigo da Lei, e
nstrnccSes, que IratiS de semelbautes el-
le ices-
Todava porem, S.s. Redactores, fui
multado pela nferida Meza, n.S por jul-
garemi'nproceden'e o meu irop.dimen-
to (queso nocazod'dfirmativa o puderiaS
f.izer, e a mim salvo o dlieito de lhes pro-
varo conliario) porem sim po,- nao ter
comparecido pes-oalmente, tomo se ver
do doc. ment, queahaizo vai transcripto.
A' vista do que acabo de expender, ceja,
me licito rom permissaS dos Srs. da Ri-
za Paroc-hial emitlir o ineujuiso, que ou
houvemuitJgrioranci., por que tanto se
alienano do cumplimento dos seusdeve-
les, o por concequencia mediata esse Se-
nbores, saS os, que devrt lcr multados,
si a Lei, que os aucterisou, os responsabe-
lizasse pelos scusenos, ou que houve pre-
venccS m meu re-peitu (salvo honr. sas
excepcSes) ed'aquelles, qe em idnticas
circunstancias foraS comigo multados,
c.jo ultimo fuzo eu mais me incl.no, naS
o pela particular inimisade, que me tem
um dosMembros da referida Meza o eme-
nto Sr. JoaS dos Santos Pereira, cujos
bons officios (em minlia ausencia) recebo
comovindosdama de quem vem, assim
como por que parece-me sobre modo n-
comp.ebensivel aberrar -se d'uma Lei taS
cLra, e exp.essa por querer-se f*zer effe-
ctivaam.nbapresenca, quando alias em
a mesma ccaziaS deiioo-se de acceitar vo-
t>s de algunselleitores, que estavaS na ra-
s.S de o f.zei, tendo todava interposio
( orno dizem) o recurco de reclamaca,
que Ibes I ibera I isa o ai ligo 6. da ja citad..
Lei, so pela triste lembranca de seu Dome
n-5 ter vindoem a lista parochial, o que
anda mais, ter-se r- cebido votos de pes-
soas pionunciddas, prohibidas por Lei d
vnUr por naSetrem nogoso de seus di
reitos po'iticos.
Tantos en o-, Sr. Redactores, ou pa-
ra melh r -lizer tanta malicia noexeicicio
d- fiinces, que dur^raS menos dea lio-
rassiia de ho.ieritai aog nos-..s jUgisla-
dores Proviociae-, para acbar com as
votacoet dirtcia da? As6embiis Puiocbia-
es, na certeza de que da ignorancia nas-
cem os erro, e dos erro es crimes.
Queira Srs. Redactores dar lugar em a
sua folha estas quatro lindas-, com o, que
muitoobligar o
Francisco Amaro Barboza.
Seu respeilador.
Documento.
Manoel da Meta Silveica, Secretario da
Cmara Monnicipal daCidade de On-
da, e seu Termo em virtude da Lei &c.
Cf-rtificn, que revendo o livro das Ac-
tas das ElUic6e< de Juis do Paz da Fre-
guezia de Maranguane do mesmo consta a
Acta, que se fez para dita ElleicaS a ito
do corrnte, e d.t mesma consta ter sido
o Suplicante multado entre outros cada
um na quant'a de dez mil reis pelo motivo
de naS a presentar pessoalmenle a sua .'e-
dula. A cuio livro, e Acta me repoito
Em fe do que passei aprezenle nesta Cida-
de de Olinda aoi quaforzede Malo de mil
oito centos e trinta e seis dcimo da Inde-
pendencia, e do Imperio, escrevi, e ss-
signel.
Em fe de verdade
Manoel da Mota Silveira.
Eslava reconliecida.
Snrs. Redactores.
FacaS me o obzeq.'io de declarar no sen
Diario os nomos dos Venadores que se a-
chaS assicnadoa no ortgrafo que se dere
char em sen pod*r, informaca que a
Cmara deo ao Gnverno Central contra
mim, enserido no seo n. 1O8 d>' 18 de
Maio, p que se aprezentou emo docu-
mento n 9 bem romo rm que s^ccaS cons-
ta, para eu o n5 haver como apcrifo.
Asim mais me far o lavor enserir no seu
Diario o requerimento, e attestados con-
junctos, para ficar destruido e improce-
dente o quanto injusto e graciozamente at-
testou o Sr. Promotor no requerimento
do S Goncalo Ferreira da Cruz, que
formou o 8." Documento do mesmo Dia-
rio de 18 de Maio.
Quanto porem aos mais Documentos
inserido no mesmo Diario d-sde o 3.# ule
o 7.0 naS posso conlraVialns por infeliz-
mente nao existir quem de Direto tinba
de o sustentar.
Sou Srs. Redactores
Sr.^Peixotp {CirurgiaS desta Cade,,, me
tem dado ordem para m qaalquer occa-
ziaS que houverem prezos feridos, ou as-
sim entrera com manifest perigo e que se
lhe procurando, nao se adiando se possa
chamar o Sr. Joaquim Joze Alves, ou ou-
tro qualqoerCirurgiaS para fazer dito cu
rativo pago a este a custa do Supp|c,nte o"
Sr. Peizoto, e que as feridas 8mp|es
onde nao aprezenlem symptomas peiigol
zos queosalimpeeu, e faca algumas |.
gaduras ate! que o dito Suppl.cante, :.
snbedor, evenha a Cadeia, 0 que ass.m
tem providenciado a sua necessidade ,e
pentina, o que atiesto e afirmo em vi, lu-
de do Respeitavel Despacho do Illm. Si"
Prefeitda Comarca. Recife 18 de Maio
de 1856.
Joze Antonio da Costa Guimaraens.
Enfermo da Cadeia.
Reprime a certidaS ou attestacaS sopra
accrecendo mais, que esta recomendacaft
do Suppl.cante he ta antiga, que antes
da sua prohibas feita pela Cmara de
curar os prezos desta Cidade, quando eu
ara entaS Enfermeuo j se me havia orde-
nado pelo SupplicanteoSenhor Peizoto, o
que tudo afirmo pelo Juramento dos Santos
Evangelhos, em virtude do venerando de-
pacho do Illm. Sr. P.efeito da Comarca.
Recife 18 de Maio de i836.
Joze Angelo d'Almeida,
Sola Ca cereiro.'
EstavuS reconhecidos.
Recif.- 19 de
Maio de 1836
Seu atento venerador.
Peixoto.
NaS podemos sapUsfazer ao nosso cor-
le.pondent'-, por que 0 documento de que
f<.lla naS Telo para nosso poder com as-
signaturas, nem mesmo antbentico, pois
que era urna copia de letra do seu conten-
dor.
O. R. R.
a.
III.-0 Snr' Precito
Diz Vicente Ferreira dos Guimaraens
Peizoto CiiurgiaS da Cadfeia desta Cidade,
que para bem de seu direito necessita que
o Enfermeiroda Cadeia Joze Antonio e o
Sota Carear ir.> Joze dos Anjos lhe at tes-
tera deb providencias, que o Suplicante Ibes tem
dado e recomendado fazer em qu Iquer
cazo em que se precize do Suplican'e na
Cadeia para curativos dos prezos que ali
seferirem ou entrareis feridos a qualquer
ora que se naSacheo Suplicante aos avizos
que se lhes deregir para o prompto cura-
tivo em taet cazos ; e por que preriza Des-
pacho. Pede ao Illm. Sr. Prefeito des-
ta Comarca seja servido assim o mandar
pelo seu espeitivel Despacho. E. R. M.
Atlestem querendo. Rec.ife 18 de
Maiodei836. (osla Monteiro.
-^ Atiesto debaizo do Juramento dos
Sanios Evaogellios, que o Sunplicante o
Srs. Reductores.
AobraReprezentacaSameacadora, que
leza Aaiembla de Minas As-emble\, Ge-
ral da NacaS relativamente a Regencia da
Serensima Princeza Imperial a Sra. D.
Januaria, aO ver as bravatas, com que a-
quella (Ilustre Assembhja de huma Pro-
vincia parece dezafW a todo o Byuil se
se oppozer sua soberana vontade ; oa-
receo-me estar lendo huma decizaS do Con-
gresso de Verona, de Laibac, ou Lord
Weliogton impondo condi'es Franca
depois da celebre batalha de Waterlo :
e por iso admirado de tanto poder de Mi-
nas, arroujei-mea fazer e>tas peiguntas
a quem me S'uber responder.
1.* Clin que >omma entra nos Cofres
da Nac.<6, e quanto tem dado para as ne-
cesidades Publicas do Estado essa Provin-
cia, que pji-fce querer decidir da sortede
tod -s as ina-j ?
2.' Se porque deu mil e tantos votos
para se. eleito o Exm. e Rm. Sr. Feii
Regente, mais de Minas, que de todo o
imperio, jalga-e auctorizada a impor a
le ao rstame do Br-zil ?
3.* Se, cazo a Assemb.'* Geral dispen-
se na idade a Sernia ma Sa. D. Janua-
ria, e a declare Regente, a Provincia de
M-nas, uossa Sra, ha de declarar guerra
a ReprezentacaS Nacional, e ha de sus-
tentar o seu Regente contra a vontade de
todas as mais Provincias ?
.Era quanto me naS respondem a estas
perguntinbas, permita-se-me dezabfar p
meu disgoslo, dizendo, que o B.az.l vai
cada veza mtlbor. Sacudi com o jugo
de Portugal, por ultimo descarlou se de
D. Pedro, que Dos baja, para ficar as
ordens de Minas,- que faz leu, que taz Re*
gente, e naSquer, que poder alguem no
Brazil desmanche o que ella huma vez de-
termino.!, s-fizesse. Assim vai o nosso
mundo, de cuja prosperidade muito des-
conlia.
O CbimangaS.
THEATRO.
Domingo 22 de Maio, a Beneficio de
Telles Ignacio, Actor Brazileiro, d'este
Thatro sepor em Scena hum belissimo
espectculo da maruira seguinta : dar
principio aezcellentovertiira denomina-
da, Eduardo e Cresiina j Seguir se ba a
reprezentafio da muito excelente peca
Escola dos Cazados. No fim da peca sa,
cantar um belissimo Duelo, findo oqiial
ma das Mamas 'cantar'urna Aria, fin-
dando o Espectculo com a Farca, A D'
ma Eufatua'ia, ou os Quatro Qucundav -1
kiti unD


I
DIARIO t fc P E R M A M B C O.
prpCipiar as horas do co.tum (3 Beneficiado por eam.i dasuaoccupi-
co e veXame de ensaios a que nSo pode
faltar, suplica encarecidamente a seus dig-
nos protectores se sirvi pagar no roesmo
Theatroquando for receber pelos Camaro-
tes.
avizos particulares.
O abaixo asignado faz siente, que tendo
asando buma clareza, em 5 do crtenle,
* Joze Maria Bandeira, declarando fica
..ti seu poder, hnnja orden, sacada por An
Lio da Rocha W.ndcrK-y, sobre Antonio
fui. de Soma de Rs. 100$, hum Bilhete
'Alf.odiga deRs. 437 em Prtt,1 s*
bre Antonio Joze de Amorim, pagavelem
!4 deJuIho prximo,.e 74#951 em dl*
nheiro; somando todas estas quantias, coja
prni.iod.tOpor-/.reoB.lhel.d'A.
fandegaem Rs. 227Z>500, para ser levada
em conl. esta quana ao Sr. Bernardo
Duarte BrandSo, avista da mesma clare,
loco que foce rctbida aquella mencionada
'.0pm. e a qual foi paga : acontece porem q
mandando de S.Antio, |od.to|Snr. Bran-
dio hura portador a esta Praca, rom huma
Carta dirigida a seu Genrop Sr. M.rt.ma-
no da Rocha Bastos, (eoutra. a diverso.;
indo dentro da mesma Carla a ditta Clre-
la si m como huma Cedu'l. de 100&000
,eis huma d.' de 50$, duas de 10$, e
mais 2&500 em prata ; porem sucede que
chegando o mesroo portador ao pe da ron-
te do Jequi, pei-de todas asdittas Cartas
enibrulhadas em hum lenco amaiello, e
por consequencia aquella mencionada or-
dem, assim como todo o mal. dinheiro.
Rg por tanto o mesmo abaixo asignado
que niogmm taca tranzado alguma com
a dita clareza, pois > lera yalidade ap.e-
i-ntada pelo dito Sr..Brandad; e em virtud*
do avijo do mesmo Sr. a tal espeilo dalla-
do em 15 do Corrente, offerece 50$ rs. de
gratificado a quem achar aquella Carla*,
com o que aisim. e refere, ea quena en-
tregar ne Ra do Crespo Loja D. 2, ou ao
doSr. Martiniano.
Francisco Joaquim Cardozo.
yy OiMarquez do Recife aviza todos
os Senhoies, que devem ao Hospital de
NoBsa Senhor* do Faraizo, ou estas dividas
procedi de alugue'ts de cazas, ou de foros,
ou de rendas, ou de juro., queelle em con-
sequencia da saudavel, e ju^tissiroa Le Pro-
viudal de 7 de Maio de 1836 reenlrou no
gozo de adminUlracio do dito Hospital, e
que por i40 osdito. devedortso R. Re-
gente o P. Joaquim Antonio Gooc. Lesa ha que dt*eni salilfazer, o que se
acbao a dever, e nao Administracao do.
Hospilaes, por iso mesmo que alein de ou-
traa razes as quanlas dividas devem tero
destino, por que sio applicadas as rendas
do referido Hospital do Paraizo, *, sendo
entregue o. Administradores dos Hopita-
es ino ter buma applicacio albeia da Ins-
tiiuico, quando mismo os 8obredito. Ad-
roioist" adores se podessem considerar com -
peU n es p* ae receberero, ficando certos <
que p'agarem ao. ditos Administi adore-, re
que teriode pagar segunda vez ao dito R.
Regente.
yy G abaixo ..signado, .pezar do. es-
iorec., que tem feito j)ara conservacio
do Seminario d'Olinda, augmento das suas
rendas, e sustentacio de quantos tem tido
Seminaristas pobres ; reconhecendo de pu-
ra nrda lodo este trabalho, e ais de 5
enno.de .ofrimento, tem promet ido S.
Ex.'Rev. dimitir-se, apenas der ascontas,
nue-n^pendero das do Thezoiircii o da Lo-
tera, quem muilas vezes tem rogado to-
da a bievidade. Admirase com ludo, de
que no lempo da grande care.iia,|e quando
a Lotera nao rendia hum >eal, estando a-
lias o Seminario sob.ecarregado de Colle-
gtaes do numero j longe d'apparecer que
oppr contra o annunciiute, e o mesmo
Seminario, se lhe fosse dizer, que elle era
proprio para o logar de Reilor. Mas em
tira deve-e ter rodo de correspondencias
do Diario, e at (com maoa o digo ) de
tanta liberdade d'Imprensa.
O Padre Joio Rodrigues d'Araiijo.
neiro e quiter tomar a Fete coqamodo,
quatrocentas Pecas de Cabos, elle he con-
vidado d aparecer para tratar de ajuste, no
escritorio de Luttkens & C, na Ra da
Cruz N. 60.
I3p0 Sr. Francisco Melitio dos Santo,
Senhor do Eog-nbo Jatauh, queira an
nunciar .ua morada, para se lhe entregar
urna carta.
yy No palio da Penha, sobrado del
andar D. 11, confronte a praca da fari-
nba, continu-se a tirar pass.porte. ; e
correr folhas.
ry Na ra dos Quarteis, D. 2. preci-
za-se d'um caxeiro pira tomar couta d u-
na venda. ,
y Na ra da Lapa, defronte u?
nova caza de pasto, h duas amas de lei-
yy Na mesma caza h urna mulher
qoe se offerece para servir a urna caza de
hornera solteiro,
yy Urna pessoa chegada a pouco tem
po de Portugal, e que e.studou em um dos
milbores Colegios, offerece se paraensinar
fora d'esia praca as primeiras letras, e
grmatica lalina com perfeico ; quem se
quizer utisar do seu preslimo annun-
cie.
jp Joaquim Mendes da Cunha Aze-
vedo, Notario Publico da Fraguezia da
Roa-vis, avisa a todas as pessoas, que lhe
quizerem fallar sobre negocios respectivos
asfunces do seo cargo, que o procuren!
na ra da Conceico do Bairro da Boa-vis-
ta casa D. 4o, as horas comprtentes, onde
tem o seu Ca lorio.
yy Na ra doCaldereiro, D, a8, da-
se 100$ rs. a juros dea por ceuto sobre
penhores de ouro, e prata.
j^ O Reverendo Parir que quis com-
prar um papagaio no boteqoim da porta
larga, pode hir fixar o negocio.
j^ Precis-se de um bom sobrado
com armasem, no Bairro do Recife para
um negociante Inglez: annuncie.
%y A Senhora D. Alezandrina Roza
d'Almeida Forte-, viuvado tinado Fortes,
queira anunciar sua morada, ou mandar
pessoa que suas vezes faca as 5 Pontas, D.
6, i. andar, para tractar de negocio de
seu iuteresse.
ty O Rev. Padre que deixou hum
chapeo deso no botequim da porta larga,
pode-o mandar buscar.
fcy* Quem liver um negro fiel, que
queira alugar para o servigo d'uma caza de
homem solteiro; dirija-sea ra Nova de-
fionte do.cilio da Matriz loja D. 4 Pa,a
tractar do ajuste.
j^ Quem percisar tomar leite de bur-
ra, dirija-se ao sitio de Joaquim Nunes na
Magdalt-na, onde achara urna de alluguel,
por preco cmodo.
Up Quem tiver um preto, ou preta
co.inheira, que queira alugar, dirija-se
ao porto das canoas, casa uova do Mezquita.
<*3T O abaixo assignado Juiz, e mais
Irmiosda Meza da L mandado de S. Joze
Ha Agona, erecta na Igreja de N. S. da
P nha, convidio a todos os Iimlos da me
ma Irmandade para assi.-tii em a huma me-
za conjucta no dia Segunda feira a3 do
corrente, para se deliberar sobre o lomar
eonta da mesma Igreja, em conformidade
da nova ley Provincial.
Joze Antonio da Silva Grillo;
Se algum Capitio de navio Nacio-
nal ae propr. de carrejar para o Rio de Ja-
Ninpuem pague conta alguma do
TrapKe da Companhia sera ser rubricada
pelo abaixo assignado, e a pessoa que elle
aununciar quando tratar dessa arrecada-
cao.
Joze Amonio dos Santos e Silva,
a/y O abiixo assignado coraprou dous
bilheles, N.M 1767, e 2581 da primen a
parte da 13. Lote> ia du Semincrio d'Olin-
da, porconia de Joze Martina Fe reir,
do Ass.
Emygdio Joze Prreira Guerra.
Cyy OSnr. qje veio a ra d. Floren-
tina lomar orna poi cao de dinheiro a juros*,
queira decedir se airida o quer ou no, po*
dendo dar esta ieposta na mesma rija, D.
5, .qualquer hora dodia.
rar* A^ 5 horas da manhi do dia aO do
corrente me de Mai, l'ugio de caz.a d-i a-
fiaixoassignadseucaixeiro, in.e/i"r,. Jo-,
o Gualbi'i-to XiVi-r ; coadiitindo occul-
lau^ile todo o seu fulo, duxsudo s a sua
caixinba vazia, e fezada. Em consequen-
cia do que leva ex posto avizaatodo. os se,-
us devedores que o mencionado caxeiro j
lhe oo per lance, e por isso pessoa illigiti-
ma para qualqner transacio commercial.
Por esta occazio convida ao mesmo caxei-
ro que venha ajustar suas contas e pagar o
que deve.
Manoel Joze Goncalves Braga.
O abaixo assignado, socio, ecai-
xa'd'uma sociedade de iOO meioa bilheles
da primeir. parte da i3.*L ria do Semi-
nario d'Olinda, tendo passado urna caulel-
la assignada por elle, de N. 18, declara
que fca sem vigor a dita cautela, por j se
ter passado oulra com oN.48, a outro
socio.
Socio e cafca, Joze Pereira.
O ab.iixo assignado aviza ao
Respeitavr! Publico fque o Senhor Cals
Jnior deixou de ser interessado na sua ca-
7.a desde o i. de Janeiro do prezente anno
de 1836.
Cals Airu'.
Quem perciz.r d'um portuguez
para caxeiro, eu administrador de qual-
quer Engenho, dando fiador a sua conduc-
ta ; dirja-se ao arrombado, D. 3l.
|j^ Q.iem tiver cavallos. ou gado va-
enm e queira que paslem com segur anca,
papando por di, e noite de cada cavallo
l60 rs, e de cada boi 20 rs. por dia somen-
te, procure a Joze Pedro de Faria nos A-
fogado*. Da mema forma se recolhent ca-
vallo. de estribara sendo tractados com ca-
pim de planta e garapa a 400 rs. por cada
a4 horas.
|E^ Qoalquer pe.'so. que quizer em-
preitar a fazer huma morada de caza ter-
na depedra eeal nolu^ar da pintobeira,
confronte ao Caldereiro, falle aoFsciivio
R>'gis, que dir quem pertende.
tijp O Commandante do Paquete Bra
zilia lendooannuncio do Diario N. 1O6,
de 16 do corrente, vio que por engao ti-
nha Manoel Joie M.rtins, quando he Fran-
cisco Joze Martiqs, o que agora remedeia,
rogando entio, aSnr. Tenente Coronel
Francisco Joze Martin., baja de maridar
recehera incommenda, e carta j menci-
onada no Diario supracitado.
|py O abaixo asignado, constando-
Ihe que ha huma certa pessoa que se tem
valido do seo nome para hir em caza dos
seos am'gos e de outras pessoas, tomar al-
gumas coizas fiadas; para evitar estas du-
vidas o abaixo a-signado faz publico, que
quando tem deoccopar aos seos amigos,
semprehe rom a sua propri. presenca, ou
por escripia de sua propria letra, e nun-
ca por recados.
Joze Ferra Caslello Branco.
NAVIOS A CARGA.
Pora Genova
A Polaca Sarda Marianna, Capillo Dode-
10, forrada de cobre, e mui veleira, sahir
no dia 25 do corrente, e poder ainda re-
ceber 50 caixasde assucar a frete.
' a1c
19 Meios bilheles da actual Lotera,
a 3$aQ0 -m prata : na roa do Crespo, la-
do do Norte, loje D. &.
%9 (Jia molata de banila figura, de
23 a iA annos, boa eugomadeira, cozinba
sofrivel, e lava ptimamente ; a qual nao
sp'vende por de feito, esim por circuns-
tancias que sedirao ao romprldor : na
praca da Uniio, loje de Livros N.37 e
38.
jr^ Bilheles e meios bilbetes da pre-
zente Lotera : na ra do Crespo, lado da
Su I, loje D. 6.
yy Um estojo com 7 navalhas de pa-
tente IngUzas, p.ia barba: na mesma lo-
je cima.
jy Meias de liuho do porto, proxi-j
mmentechegadas, finas, ech^ias, o.mas-I
sos, eos pares: na ra da Cadeia velhaii
N. 56. T
%y Ricas Pastas para Estudantes do.
5.* anno : na praca da Independencia, loje
d'enquadernadoi, N.a6.
%j Na loja de livros da Praca da In-
dependencia n. 37 e 38, acha-se a venda
Compendios de Geometra Pratica, e de
Gramtica Portuguesa, proprios para as
Aulas Primarias, pelo Prolessor S. H- d'Al-
buquerque, e na do Encuadernador na
mesma praca, Compendios da Uoutrina
Christ, pelo mesmo-Piof-nor, e em O-
linda na ra de S. Denlo loja do Sur. Te-
xera, todos os tre* Compendios.
^rjp O sitio da estiva u > lugar da Ibura,
com caa de vivenda, arvore. de fructo,
cora boas matas, epnco commodo: no
heco largo da Matriz de Santo Antonio,
D. 7. '
^Pf Bilheles inteiros desta Lotera:
na botica de Joio Pereia da Silveira ra
do Rozario estrtita n. la-
|y Um cavallo com bons andares
muilo muteudo efoile: na ra doCal-
dereiro venda do beco que faz fente ao-
tanque do Snr. Vicente Feneira Gomes.
. yy A plices da utincta Comp: na ra
ora. D. 3.
3* Folinlias de porta, de Al-
gibeira, e de Padre, para o pre-
sente anno de 1836, por preco
commodo, na Praca da Indepen-
dencia, loja de Livros N. 37 e
38, e na ra da Madre de Dos
venaa que fbi do Rezende.
ALUGUEIS.
Alluga-se urna canoa de carreira, qu
conduz6 a 8 pessoas, e pintada de novo:
na Bo-vsta, ra de S. Goncalo, N. i0.
COMPRAS.
a Pares de casticae. de prata, obra do
Porto, sem felio : na ru do Crespo, loje
D. ia, ou annuncie.
I rjm escravo, coznheiro, para o
Seminario d'Olinda : fallar com o Reve-
rendo Reitor do mesmo Seminario.
ESCRAVOS FGIDOS.
Serafim, cabinda, {0 annos, baiba j
branqutfando, o dedo grandedo p direi-
to achatado, e tem algumas costuras as
costas: Magdalena, no sitio de Joaquim
Nunes.
Toboas das mares cheias np Pono de
Pernambuco.
2Segunda i 6h. 54 m
3-T:
4 4-Q:
$ 5-Q:----
o> 6S:~
a 7-S:-
8 D:
s

o
33
- y 4a
- 8 30
9--i8 >
- 10 6
- 10 H
-ll- 4a
Manhi
MOTIClAS MARTIMAS.
Navios sahios no dia 19
VENDAS.
B xas t hegadae 'ltimamente do Porto,
eumaparelho de caitos para a duzas de
facas, aduzias de glifos e a trinchantes
tudode cavallo marinh j furad-i : na ra
rio Livramento, vend do Ca diil, 1.
y Um negro d'Angola, p..ia 'odo o I.IVEIU'UOL fei.a FARAHloA ;
servico, oe bomU tigura, e-m a.l. u.'< : t, .,,. Rvbllian, C ; Tnoiua idani.s :
ijm qo Queimado, 5.* anj.r, D 4. t,.0 ____
fl Y 1 1M. *a\iW.|02 1AB|0 136.
B.
as-

di ad cMrnMTDAnn


Pteco* conentes, fkrwtmtwco ^^& **
_________lamnrAfAf Iimportation
GNEROS.
A CO de Mi
^ d-Sm
ao.
ecia

rame
ARTICLES.

M
Agoa /as.................
Agoardente de Franca a6.
do Mediterrneo,,
A'tcatro Sueco ....
Americano
Alfazema..........
Al vaiade..........
Amana* de ferro conf. snai v.
de linho Ing. pat
da Russia......
Amendoa doce cora catea mole
Ancoras e ancoretas....
Aniagein ordinaria.....
fina.........
de Ierro.......
,, de lalSo.......
Arcos de ferro......
Arroz pilado estrangeiro......
AiarcSo....................
Azeite doce de Portugal......
de Mediterrneo..
de peixe........
BACALHAU peq. seco......
Badas de UtSo.............
Raalas.....................
Bezerros Francezes..........
Bren.......................
Brh da Russia largo........
estreito.......
Inglez largo........
estreito......
Rolara fina.................
ordinal ............
Bolasinha..................
CABOS de linho Ing. pal.....
da Rusaia...
Carie'......................
Carne secca do Rio-grande ....
de Monte-video...
de vaca salgada d'lrlanda
d'America
de Porco ,,
...... d'lrlanda
Camaina Francezas decores.
Carvo de pedra............
Cera amarella........... .
,, branca...............
Cha Hisson superior........
,, Lzim.................
,. F5ro,a................
Cerveja branca.............
' ,, preta......-----.....
Chitas azuesda fabrica de Lub.
Chumbo em barras..........
,, em lencol..........
,, de munico.........
Cobre para Caldereiro.......
Jorro...........
EftCUADAS do Porto.......
Ervadoce...................
Espingardas lazarinas........
Eaunho....................
FAR1NIIA de Trigo Ame/...
de outra parte...

Steel Ai lian..........
Swedish.......
Spirits oj urpentine...
Brandy Frenh 6. ..
,, Spanish ,, ....
Tar Swedisch .......
,, American.......
Lavander............
Whilelead..........
Cmbles-chain acc. to site
Hemp Eng. pat..
Russian.........
Sweet taimondtso/tshell
Anchan and grapnels..
Crcquillas........
> fl*e........
ron Wire assorted
Brass ,, ,,......
Jron hoopt........
Rice white........
Redlead.........
OH olive Portugal"
Mediterranean
Whale....
Codsh Small and di y.
Brass basins..........
Po tutees..............
Caifskins, French
Rossin ...............
Russia sheeting wde...
,, Paveas duck
Engl, sheeing wide ...
duck..
Bread pilo...........
navy
Crackers ...
n

Cordage Eng. pal
Russian...
Caffee ..........
Beefdried, Rio grande]
,. Montevideo
Sa/led irish...
i American
Pork................
Irish.
Sheep Skins French col.
Coal..................
\etlow wax.........
,, white..........
Tea Hysson S.........
,. xin............
,, peart............
Ale botlled...........
Brown Stout..........
Priuls Por. blue &c...
Lead in barr.........
Sheet .........
Shot aseorlea..
Braiiers copper
Sueathing.....
/loes Portuguese
Anmseed......
Portuguese guus
Pewler..............
Flour IVhcaten Amet.
i otlier..
mandioca
,, de Mandioca..
Folha de Flandes...........Tin piules assorted.
de ferro Inglez........\Slieet iron.....e.....,.
Fio de vella................ Twines saU makers'.'.'..
GENERO*.
Ferro Ing. em barras.
9 em vc/g..

M
I
da Suecia
Garrafas pretas.......
Garrafoens erapalhados....
Genebra era pipas.........
era botijas........
Grossaria..............
LONAS da Russia largas...
,, estrellas....
Inglezas largas,
estreitas.......
rMAMTEIGA Ingleza......
Franceza ....
Massas sortidas...........
OLEO do lthaca en pipa.
era garra fes....
fPAIOS.le Lisboa.....
Papel Iioltanda grande
,i ,, menor,
,, de pezo'coroinha i.qual.
,, almaco i. qualidade..
,, | 2. a .......
florete...............
,,de embrulhar r.&i.q.
jParoahibas................
Passas muscatel............
Pisa da Suecia.........o..
d'America.............
[Potassa d'Ameriea.........
,. da Russia........
regos caibrar.............
i caizar..............
,, ripar...............
,, de guanico. .o........
rezuntos do Ptrto.........
de Inglaterra.....
OUEIJOS Flaraengos.......
,, Londrinos........
RAP da Baha, rea pela..
,, Princeza...........
JRetros sonido.............
SABAO' Americano.......
on tro.............
'al Estrangeiro............
Salea-pan illia........
"elins.....................
ABACO raaependira......
da Bahia........
d'America.......
oucinho.................
VERDETE................
Vinagre do Portugal.......
,, do Mediterrneo...
Vinho do Porto............
de Lisboa tinto P R R
,, outros autores
da
ARTICLES
fron Eng
u
i

n
i>
, t i t i in.
ffams Lisbon
, Eng lis h........
Cheese dutch .
Eiglislt
\SnuJf Baha
Lisbon........
Sewing Silk........
Soap American......
other ...........
Figueira ...
de Prov. e Calalonia..
pipas de 85 Caadas..
m 7
de Bordeauz em B.....
it .i engarrafado
,, Champagne ., ...
,, Moscatel .....
Vidros para caxiilios de caixa
de loo pes quatlrados...
Vellas de Spermacete.....
,, de cei>o.........
Vinho de Celte, S. Q. p gr..
Sarsaparilha
Saddles____
Tobacco Maepeiuiim...
,,- Bahia ...
,, American
Bacon...........,
Verdgri*............
yinegat Portuguese...
,, Mediterranean
Wine Oporto.........
red Lisbon P. RR.
tthers brands....
Figueira........
Provence and Cal.
pipes of 85 Can.
,, 70
claret.......
botlled
Cliampaigne ,,
Muscatel ,,
Window glass pet box
of 100 square f'cct
Caadles soermecety ...
ta/lnw........
IVine Celte, s. q.......

M
VMIAfcjMP EXPOR1ATIOX A&319I Exchange VISYlt Freiguts
V**cOfr
Rum Superior.........|4of 36#ooo
Colln .. quality......S^too 9^000
Suear white, Abone
brands
'Gurdenlecaiaca superior.
Algodo, 1. qualiJade. .
Asquear bianco.sob ferro
ik i#3oov RFifioo, BR 1*100
RBy5o, BB800 BI65o
Assucar mascav. sobre ferros..
MM 5oo, MR 400, MB5oo
Assucar B. eiu bar. novo.....
Couros SecosSalgados.......Hide, Ox............
Vaqueta...................Lealher.........'."..'.'..'
Pona deboi...............lonis, Ox............
Cobre velba-------...........\Old copper............
Sugar muscov above.,.
brandes Novo.......
i|3oo 1^400
1^700 1800
f65o afjoo
Io5 100
1 jf 1 |8oo
6Jf 5#ooo
'iS
Pp.
Ar.
Ar.
Ar.

Lb.
H u
Ct.
Lb.
em O _j o i> o s C e
"a-o o r;
in bars
,, in ods
Swedish
Botiles black
Dame-jeannes
(Un in pipes..........
in jars ...........
Ofnaburgs ...........
SaU cloth Russia wide.
narrow
Engel. wid.
,, narrow..
Butter English
,, French.
Maecaroni and verm...
OU linseed in pipet....
in jar*.....
Sausaget Lisbon
Paper largo folio
Small
lelter
almasso 1. qualit.
a-
florete
Wrapp'mg 1 &1 q
Geiman cullasses
Matate t rasint
Pilch Swedish
,, Ameriean
Pot ash American
Russian..,
NaiUij in
x
2 z. >
9 P d
%
O Q
s 3
WT3

9C "*
O O _
._ O O J
n tj C

Fa.
. JLondres, 38 i/ 3g Ds. Su por if cdula
jf ju prata 5o p. cento de premio.
Lisboa 5o por 0/0 premio, por metal, Nora.
Franca ^45i55 Rs. por franco
Rio de J. ao par
*=?=
1 pa
Moedas le (#400 a iaff8oo
4#ooo 7*000 6*800
Pezos 1*440
Premio da prata 5o p. c.
das lettras por mez 1 i 1 por oo
INglaterra. Algodo, 1 D. p. lib. 45 p. c. n-
i nom. Assucar 3 por Ton. 10 ,,
Franca AlgodSo 5oo rs. ar & 10 por 0/0 No.
Assucar 70 fr. nom.
Couros 180 a 200 res
Hamburgo, Assucar 3 L. 10 e 5 p. o|o N01
Hollanda 3 L. 10 & 5 ,,
Trieste 4 1,. cV 5 por olo
Portugal, AlgodSo 600 Rs. por Ar.
,, Assucar 3oo .. ..
Genova, dito 3 to & 5 por olo
CAMBIOS.
Rio de Janeiro ao de Abril
broes E
de -Jb?Ssn K"' f^ffi" *.' ^d^ &k tos Lvs^T ^^%^^*srr ?; *?**>
mSTi* i^n***" 0Juro'^'l>J. 0/0 juros pagos; assucar b. .#600, M. a*6oo ; Cafe 3*45o% 3*aoo, Algodo M. G 6M> **"**
Banu a9 de Abril i836. Londres 33 i5 Di. $t. contra papel oM ao o;o, e 3i Si i/a contra cohre coraao por 010; Franca aHors o franco I ha 80 rr nto- R! J. J.

\Jb direitos sao de ii> p. sobre as avanacoens.e raais 1 qa de expediawo.
^> Desde o i. de Julho, o lumo, e a'Carne do Rio Grande nao ra-
gio mais direilo algum de exportaco, mas continuo a pftgar 16 por ccov
to sobre a avaliac5o d Alfan dega, viudo de payzes estrangeiros.
*^ A Agoardente paga a por cento d'exportacao sobre o vilorda 4<>0
rs. a caada.
^>Suhi>creve-sena Tjpografia do Diario, pateo da Matriz i3|ooo por inno
7ooo por .^t-iuestre 4|ooopot trimestre ; vande-se avulsu no raesmo logara
4oo R*. cada hun escudo para osassianales 80 Rs.
IMPRESSO POR M. F. DE CARIA.
MEL


SUPLEMENTO
AO
DIARIO DE PERNAMBUCO N. 111.

///.'"" Snrs, Mcmbros da Assembla
Provincial,
Os Habitantes d'esla Villa do Bonito ,
nbaixo asignados tizando da faculda-
de que lile oulhorga < 3o do Art.
1-9 da Cual, do ltnp. iiu leudo em
vi-la o Projecto n. 4& 1 eseo ''spe-
ctivo parecer de Comssio, vem peanle
W. SS. reclamar pela sua rejeicio e
com a devida venia passio a expender
espci tosa mente as razes que miliio n
favor de sua pertencio.
Te ni o Projecto por fim a cabar com
a Comarca do Bonito, e o parecer da
Com icio com a Villa fazendo passara
Comarca pora a Villa de Garanhuns e a
nexandoesta Vida a de Santo Anlo com
o neo Tremo: ora I limos Similores, o-
llumd os Supplicailtes para Cnnat. ctala no t 2., vem que o
Projedo em discuco nao envolve utili-
dade Publica, e pelo contrario gr.ives
inconveniente.-!; por quantn nio suido a
Villa de Garanhunaem nada preferivel
do Bonito, dista da Capital t> egoaa, iluaa
vezes maisdo qucu do Bonilo; a Popu-
laco d'esta tal ves nio neja iufrior a de
GaranhnnS| por que o Termo do Boni-
BodIO lem aoiatialmas, excepto a par-
te da Freguesiu de Garanhuns, que bo-
je compriende a* Povoacovs di- Altinho,
PanelLs, &c. como se v do doeumen-
junto ; (1) lem huma Cadeia principia-
da a cusa de seos habitantes, e hama
Igreja grande qu.>ze acabada, e feita do
meatno modo ; oseo Comercio grande ,
eainJaassim recresce de dia em dia ; ha
bastantes tavernas supridas de todas as
mercadorias, que Ibes sao proprias; a
feira opolenla, e nella aparecem os
olijectos Uiais raros; a industria 'supe-
rior a d'algumas Comarcas ; quazi equi-
isla de todas as suas Povoaces e esla
como para beindizer, no centro d'ella>;
para Grvala .-o iolegoas, para Bizer-
ros sio 7, para Caruaru sio 10 para
Allinho sio 11 e para Bebedor sao 7 ;
e dista da Capital 3a legoas de sorte que
o seo comercio, econmico, e civil
rpido para lodos es-.es porlos esobre
tudo o expediente da Preidencia que
muito maii vanlajozo para o Bonito ,
somenle com adistancia de 3a; a ferti-
lidade pasmoza, a mulliplicidade de
Brejos, de Olhos d'agua e hum rio pe-
(l) O Documento e huma Cerlido
passada pela pesso competente em que
que certifica o numero de almas de que
se falla extrada d mapa que a pou-
co se tirou.
renne fazem com que nlo f esteja o
Bonito sempre em abundancia como
supra lodasua circunvizinhanca e mes-
mo Comarcas extranbas como a do-Bre-
jo Limoeiro &c.; a moral dos babi-
lanles t-e deixa conhecer pelo seo modo
de proceder depois da creaco da Villa,
e desafia a quem o desabone; as razes
a suprioridade do Bonito a respeito de
ontro qualquer lugar esli desenvolvi-
das as dentilidade em que se concerve
a Villa e Comarca da maneira que esta
patente, e por conseguidle esl provado
quena!) ha utilidade publica no projecto
em discucio.
Alein disflo III.mos Seutiores, qual
a necessidade que temos de tantas re-
formas cotizas felns em hum diaj, e
deslilas em outro ? Para que acostu-
n.ar-se voluvel a carcter e a proprie
dadede cada hum? Que poltica que
utilidade pode haver quando huma
Lei seopoem aos inleresses de hum gran-
de numero, que confiados na mesma
Lei, os elevario a hum ponto hura pou-
co avu liado? Q:ier-se ter por ventura
sempre o Povo em desconfianza a cerca
de sua trauquilidade athe da eslabeli-
dade do seo Governo ? Qu-r-se por
ventura dar-se hum golpe no Comer-
cio parar aindustria e fazer com que
todos Hqucm em observaci a ver qua-
0 estad) ultima em que os quereni col
locar peremploriamente? Ainda hon-
leni lanas inudancas, tantas reformas
ainda u*Povo nio socegou o espirito, e
j hoje se trata de huma que para bem
dizer o facho dadiscordia entre os pa-
cficos Agricultores ?!
Nio se atindela por ventura ao
grave, e irreparavel prejuizo que se
vai cau/.ar aos Habitantes do Bonito, que
confiados na Lei em pregarlo seos fundos
no seo comercio ? A oqulles que com
multiplicadas despezas passario para a
li a:i suas rezlencias? Perdero aca-
so os Habitantes do Bonito os gastos le-
tos na Cader e no Templo e outros
beneficios lodos generoza e patritica-
mente feilos como tnico1 fim de ocorrer
as necessidades da Villa, e de trabalhar
para o seo a forinozeamento, e perfei-
ci? Asaim. Senhores, quein sejul-
gar seguro? Onde est pois a grande
utilidade da mudanca da Villa eCoinar-
ca que mereca em troco tanto prejui-
zo?
Se a Villa de Garanhuns lor julgada
suficiente para ser elevada a Comarca,
faca-se Comarca em Garanhuns faca-
se Villa em Bizerro*, Altinho, e quan-
tas quizerem com tanto porem que os
Bou itenees nio sio sejo prejudcados-
no que hoje possuem.
He por tanto a vista das razoes ex-
pendidas que espeio os Supplicantes
ser deferidos, regeitando-se \o Pi ojelo.
E. R. M.c
Doutor Jernimo Villela de Castro
Tavares Prcfeito Interino da Comarca ,
Antonio Baptista Geliruna Jeii de Di
reito do Ctlie Hentique Felis '-< ''
cia J'iiz de Dueilo do Civil, .1 ....'.'
Joz Enteres Promotor mi- 'fto .-.i
Francisco da Sil-a, Jo.\ < >
Callado', Jii de Paz ,
ba Promotor do Bal ;
Joz de Qiivtiira Calai '
Cmara Manoel da i ,
Theotonio Jos Pireir.i, J-
na Vasconcello, J.'/e Virtoin. '
concellos Manual Renovac de \ oonr
cellos, Felis Fernandes Port.il. Es-
crivo doCiime e Civil desla Coma
Vicente Ferreira Padilha Columby Te-
neule Coronel o Comandante do Ba-
talhio de Guarda Nacional, JozJoa-
quim Bicerra de Mello Major do mes-
mo Batalhlo, Virgino Gizado Lima ,
Capilio da 3. v Companhia Felipe Ne-
ri Barbosa Capillo da 4. Compa-
nhia J.io Joz Rvangellista da Cunha,
Tenenteda mesma Joz da Silva Souza,
Alferes da 4. a Companhia Joz Feli-
pe de Oliveira Barboza, Alferes dai."
Companhia, Joo de Barros Silva Ca-
pilio da i.15 Coiupsnhia, Francisco
Anlonio de Barros Silva, Ajudantc do
niesmt) Biaibo, Joio Vellozo daSil-
veira Manoel Mjnteiro Paes Jnior ,
Alferes Porta Bandeira Martinho Go-
mes Biterra, Sargento Quarlclniestrc,
Padro Jo*t de Lima 2. Sugento ,
Manoel Fraiio de Vasconcellos Alfe-
res da i.a Companhia, Antonio Ribei-
roSilva, Joze Ignacio da Pureza Cama-
ro Joz Soares da Fonceca, Manoel
Martina Guaba, Joio Jacinto de Siles ,
Serviano Jos da Silva, Jlo Marinho
da Silva Joio Francisco da Silva ,
Manoel Clemente da Silva Joze Alv >
da Souza Jernimo Alexandre de Fa-
rias, Joz Juaquim de Souza Manoel
Francisco Crrela Manoel Dias do O',
Francisco de Paula Lima Sipnal Fir-
miauo Di as do Espirito Santo Manoel
Nunes da Silva Francisco Antonio, do
Nascimeulo Manoel Luis Rodrigues,
Antonio Camello Torres Joz Pedro
da Silva, S?bastio Gomes da Silva ,
Joz Ferreira Callado, Euzebio Caval-
canti de Albuquerque Joze Antonio
Melquades Ferreira Lobo Luz Fer-
nandes Porte!la Antonio Ferreira de
Mello, Candibo Joz da Silvera Joo
Baptisfa Melquades da Silva Anlonio
Lourenco Ferreira, Francisco Ferrei-
ra das Chagas C tmduru Francisco
los do 'y I'-iivira, Agostinho More-
radoa Santos, Pedro lavares de Mello ,
V noel Theod-ro Biserra, Francisco
Luisd Cunha Francaeo Anlonio Si-
mees, lurentno Jol Ramos, Joz
ib Parmo da Encarnadlo, Jbse Rufi-
1 '.; Silva Vicente Joz de Moura ,
Jozl s.i -.ilva, Manoel Jos do Nasci-
mento Ignacio Joz da Silva Manoel
o N i nto Francisco dos Sanios,
';,- ntili 1 Joz da Silva Joao Mauri-
doi Santos, Antonio Ferreira d*
Soares de Figucredo Joa-
le Simia Anna Ltiiz Alves
Anuo l Lttia da Silva, Joz
nti ircincnla, Francisco An-
Antonio Perera do
Eslevlo Gomes da Rosa ,
...a Joz Vieira da Sl-
ital de Souza, Francis-
co .' asa Vianna Joaqniu
J(' ellos, Antonio Roniual
ChriNosiomo Agostinho Cabralda Ca
nia 'J'ravaco Elias Jos Crurejlo, Joz
Francisto da Si'va Anlonio Eugenio
da S Iva Joaquim Por Dos da Cruz ,
Agostinho Joz de Lira Fraucisco Lo-
pes de Lima Matheus Correa de Bri-
to Felipe Joze da Silva Joz Luciano
dos Santos, Antonio Joz Bizerra, Fran-
cisco Rodrigues doa Santos Francisco
Ca ralean ti de Mello, Pedro Joz Rega-
lado, Andre Barboza de Mello, Ale-
xandre Manoel Barboza Benlevi Vale-
ro Joze da Silva Joio Evangellista de
Mello Joio Francisco das Chagas Je-
rnimo Joz Pexoto, Joz do Carino,
Antonio Ferreira Manoel de Araujo
da Puiificacio Antonio Joaquim da
Silva Manoel Ribero, Joaquim Fer-
reira Callado Jnior, Alexandre Joz
Ferreira de Mello Alexandre Joze Soa-
ras, Anlonio Joz da Silva Joio de
Oliveira Anlonio Joaquim Alves Joio
Nogueira Vianna Antonio Firrno,
Joao Rodrigues da Silva Joz Caelano
doiSantos, Joz Felipe dos Santos, Ze-
ferino Vellozo da Silveira, Vicente Fer-
i'-ira de AssempcaS, Joaquim Pinto da
Silva, Manoel Monteiro Paes, Francis-
co de Sales Villa Nova Joz Izenobre
de Torrea Jor Antonio da Silva Mon-
teiro Joa8 Ferreira Leile Pedro Fer-
reira Lele, Juiz de Paz Suplente,
Joaquim Joze da Silva, Francisco da
Costa Bilhar Roque de Figueredo Sil-
va Leandro Joz Pereira Francisco
Bernardo das Chagas Joaquim Salles
Peixoto Luis Caetano Ferreira Xaves ,
Francisco de Salles Alves, Antonio Go-
me* Cabral, Juiz de ?n Jozi- DtM de
LHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


.
Castro Joa Lepes Barhoza Cavalcan-
ti Joaqulm Joz de Sonza, Ignacio Joa-
quina Correia Felis Joz Carneiro ,
Antonio Gomes d Suva, Antonio Fran-
cisco Xa vea Prole; sor di- piiineiras le-
tras, Antonio Gomes de Barros Silva,
Mainel Mai tins das Merces Antonio
Gomes da Silva Jnior Antonio da
Silva Nercon Jun Victorino de Ol
veira Francisco de Barros Silva joa
iaiboza da Silva, Joze Vicloiino de
Vasconcelos, Alhnoel Pranciscode Li-
ra Miguel Francisco Cavalcanti e Al-
buquerqufe, Manuel Bicerra de Mello ,
-Capito de Ordenancas Antonio Joz
de Soma Joz Martina Ferino Joa
Gomes da Silva, Manoel Alexo Mar-
tina, Francisco Antonio de Paula, Fe-
lipe Joz da Silva, Severino Joz de Vas*
concellos, Antonio Vieira de Mello Jni-
or, Joie Victorino Mari tfho Fnlca, An
Ionio Joaquina dasNeves, Miguel Al-
vea de Lima Manoel Ignacio Bjzerra ,
A le ko Joz da Luz, Joz Manuel da
Silva, Juiz de Paz, Jote Joaquina das
Nrvts 1. Sargento da 3. s Compa-
nhia, Joze Garfea do Reg, Amaro
Ferreira Coinabia., i. = Sargenta da i. *
Componhia, Joaquina Jos d? S. Au-
na, Joa Francisco da Silva, Joa ^ '-
eir de Mello Antonio Vieira de Mello
Falcan Jnior, Severino di Silva Mel-
lo, lilis Naturio da Silva, Jos* Ro-
berto da Silva, Basilio Enes da Silva ,
EstevaS Jos de Barros, Felipe Ferrei-
.- ra Euiburana, Francisco dos Sanios
ila Silva Antonio Jos Alves, Antonio
Jos dos Santos, Cosme Jos da Silva,
Manoel Jos dos Santos Domingos Jo-
m da Silva Manoel Jos dos Santos ,
Jote Rrodrigues dosPrazeres, Antonio
Francisco da Silva Zacaras dos San-
tos da Silva Manoel Gomes da Cruz ,
Joaquina Antonio de Olivcira, Manoel
Francisco Themole, Manuel Frreira
do Bomfim Rartho'omeo dos Santos,
Jos Pe reir da Silva, Faustino Jos
Ferreira, Agostinho Das da Silva,
Salero Jos da Silva, Antonio Pertira
da Silva Simo Rodrigues da Silva ,
Theodoro'dos Santos, Alexandre Jos
Bizerta Francisco Ju da Silva Joa
Antonio da Silva, Domingos Barros,
Daraia Jos da Silva, Felis Bernardo
da Silva Francisco Jos Nogueira ,
Manoel de Jezns da Costa, Joaquina de
Freitas Fraza-
Esclarccimentos aos Snrs, Depulades
Provincial a reispcito do Parecer da
CommisHio sobre o\ Projeclo n. 6fi,
Talvez parega imprudente ocenpar
aa paginas das folhas Publicas da Capital
com objectos extra nhos aquelles em
que quaze- todos se oceupa como a
Poltica, e^as reformas que as nossas
Leis ena muilas partes carecera ; mas o
ioteresse que devo tomar pela lelici-
dade de urna porca dePernambucanos ,
que encerrados em urna Comarca nao
tena merecido das Aulhuridades compe-
tentes aquello allenca e cuidado que
deve ser aparlilha dos bons Covernos ,
mor mente quandose Irada do augmen-
to e pioaperidade de una Povo ; islo
me obriga a pegar da penna a fina de
desenvovendo as razes de convenien-
cia que existem para que a Villa do
Bonito continu a ser Villa e Cabeca
de Comarca eu possa mostrar com
claresa de deas e em curto espasmo ,
que nem Bizerros e nen. Garanbuns o
podem preferir.
A Villa do Bonito estabelerida lia
quaze tres annos oflerece mil vairta-
gens a todos Comarcanos. Primeira-
mente por que ella lie quaze equidistan-
te de todas as Povoaces que lhe esta
sujeitas e sutyrdinadas nao juidecen-
do os Povos na procura dos recursos ,
que Ihes sao necessai ios para manuten
cao de seus' Di re los e seguranga in-
dividual porque a Povoaja de Gr-
vala dista d'esla Villa io legoas, Bizer-
ros 7, Caruaru' io, Mtinhoii,eas
mais longiquas sao Poco redondo, S.
Rento e Barra 1 Jangada &c.
O local da Villa do Bonito, lie o ma-
is conveniente porque ofleie e o por-
to do Rio Formozo vinle leguas (lisiante
da ViBa e Comarca sem dunda al-
guina muilo maisjfp >rUi do que de B zer-
ros, que Gca distante vinle e*oil le-
goas, e de Garanbuns, que Rea
perto de hum Borlo extranho Po-
vincia de Pernembbco como lie Ma-
ce;. Esta vantagem he grande. Pri-
meirnmente pelo counnercio, que pode
haver eque ja ba en,ti as duas Comar-
cas Bonito e Rio Formozo, mormen-
te quando sabemos, que diversos sa8 os
gneros de industria, que i'1-'- mobja-
clo da sua riqueza; em cgund< lugar
pela facilidade de conducir o,uaesqner
co-.izas por mar para a Villa do Rio i 'or-
nioco, e da l trazelas para a \ lila e
Comarcado Bonito; e finalmente pela
estreita communicaca, que pode ha-
ver entra esAuthoridadcadeum, c mi-
tro lugar, o que faena pode ser, que
concurra reciprocamente para o I-ora
andamento da Juslica,*e mesnaopara
o progresso das duas Comarcas. Alera
d'cssaa razes, que tolas poQ foiiei a
reesce que Boonito be de todos os lu-
gares da Comarca o mais fresco e ler-
til, porque sendo calinga partecipa
de urna grande parte da mata O que
lhe facilita as madeirasde construca pa-
ra levantamento de cazas, ou oulras
quaesquer obras interesantes, e meios
de poder ler ena seu seio immema crea-
ca, e outras propurces, que d'ahi
sao resultados.
As agoas da Villa do Bonito sao da-
lias, e excellentes e ja mais houvesec-
ra que fizesse os Povos, que sao seus
cabilantes abandonarern seus laies, e
habilaces em procura do triste alimen-
to e d'agua para beber, como infelis-
mente tena succedido em Bizenos, e
outros lugares. A Villa est plantada
sobre um terreno, que lhe foi doa lo ,
a que se chama Logra doro, convidan-
por isso mesmo os Povos alevantaremali
as cazas e faserem morada pela con-
veniencia que tem de nao pagar em fo-
ro pelo terreno que habitu.
O Povo do Bonito be boje manso ,
afTavel agasalhador, cevelizado qaan-
to lhe possivel, e o que mais bastan*
*e industrioso. Talvez nao baja hum
lugar fora da Capital, onde exista ta
habis carpinas marcineiros pedrei-
ros, ferreiros c ourives Quaes sao
poisasdesvantagens, que se oflerecena ,
ou os inconvenientes que ha na con.
servacao da Villa e Comarca no Boni-
to? Eu nao vejo salvo se sao os ena-
penhos de seus mulos, queatravez de
todas as razes deequidade, edejusti-
ca pretenden! anniquilar aquella bello
Povoado salvo se be a inveja dos habi-
tantes d'aquellas Povoaces, pra as
quaes pretenden que se mude a Villa,
sem se lembrarem que mora em Bre-
j os mais periodo Bonito do que de sua
Matriz .'!...
Vejamos a gora se Garanbuns, ou
Bizerros podem ou devem ser cabeca
de Comarca.
Garanbuns he una Villa mais pe-
quvna que Bonito, e se bem que rica;
com ludo nao oflerece as vantagensdo
Bonito. i. por qne sendo distante da
Capital 64 leguas das vez s mais do
que o he Ponito est por isso mesmo
pirvado de receber com tanta facilidade
os soccorrea que sao indispensaveis ,
e acordeos competentes para o hora an-
damento ila Justica, e Polica da Ce
marca, a. porque ha grandissima
difiiculdade na conduca dos \ i veres pa-
ra a ron < raca e nianutenc. da exis-
lenoia de seus habitantes, mi alias tem
a Comarca de dar dinbeiro o Macei ,
que ja urna Provincia extranha, vindo
por isso Peinambiico ficar disfalcado
d'esla poro de lucro o que sem a
menor contradicafi nos be bastante pre-
judicial. 3. porque pava evitar um
mal que bojo se diz existir que
vi ni a ser a longitudes que hade cerics
lugares pertuicentes a Comarca do Mo-
nito do mesmo Bonito, cahimos cm um
mal semelhante se nao maior porque
as Povoaces de Altinbo Caruaru',
Bebedor &c. e algumas oulras sao mjis
pertO do Bonito do que deG ranhuns ;
4. inamlenle por que a ViHa de.Ga-
rauliuns nao tem em seu seio as como-
didades da vida, que Bonito oflerece.
Tara *a os inconvenientes, que
existem para que se d a Garanbuns a
cabera de Comarca, havendo anda bo-
ma raza mui forte contra huma seme-
lhante pictenQa que he o n. de fo-
gos que conten a Villa do Bonito por
que boje Coula aoia6 almas nao inclu-
indo a parte do Termo de Bonito que
pertencea Freguzia de Garanbuns.
A'todas estas razes acresce, que sen-
do Garanbuns cabeca de Comarca, Bo-
nito, e Bizerros etc. bao de perteucer,
ou ella, ou a S. Anta, e sendo as-
sim tem os Povos, que padecer i ni men-
so por falta de recurso nos seus Direitos,
o que Ibes ser de vi do a longilude. De
Bonito a Garauhuns sao 32 legoas e
ninguem dir, qu urna tal distancia
be pouca para o bona andamento dos
negocios da Comarca, e a S, Anta
conlase o legoas paramis, e vinte
legoas d'aquellas que em tempo de
invern se nao pode caminhar pelo mo
caminho que ha naonnente de Gravat
por diu iitu onde existe a grande e en-
fadonha serra da Russa que contendo
a extenca de 3 legoas nao tem em to-
do este espaco casa riacho, sombro
agradavel ou qualqu"r outro lugar,
em que hura pobre viandante pogsa
satisfazer a sede a lome ou receber og
sorcorros da liumanidade quando por
qualquer motivo delles carecer /
Ouanto a Bizerros be tal a dificul-
dade que ha em se ali facer Villa, que
nao merece apena desenvolver as ratee*
que ha a tal rsspeito.
Basta dizer que a Povaoca de Bizerros
he deserta por que ali nao ba agoa ea
pouea que existe he ta branca salo-
bra e ma, que impossivel he nao arrui-
nar a saude de seus habitantes, e be
esta a raza suuaciente, por que quaze
lodos o* se;is apaixonados mora nos
Brejo, e mais peto do Bonito, para
se aproveilarem das Vanlagens d'este
terreno, (loque do lugar da Povoaca ,
onde apenas lia huma Matriz excellente ,
e algumas casas sottiveis : mais que s
esta a1 erlas ern das Santos e Domin-
go?. Bizenos s oflerece a vantagem
de ficar nu beira da estrada porera es-
ta inesma vantagem breve se vera no
B ni'o; por que em se concluindo o
caminho ja principiado por liba de-
Flores lodo o Comercio para o Reci-
b faz-se-ba por alii, haver grande fa-
cilidade na achada de vveres de pri-
meara necessidade porque a Villa li-
ca mui peilo de hngenhos, que abuo-
daO era as u'car farra ha szeitedecar-
rapalo, arros, feija &c. por tanto
n ha raza suficiente, para que Bi-
zenos-queira tomar para si titulo que
hoje terrj o Bonito, que com o andar do
tempo pode i orna-la Villa grande, e
respeKavel. Os ci i ros saS
la seceos, que os Etnpregados Pbli-
cos que liverem necessidaile de inorar
na Povoaca ver-se-hao privados de po-
der ter o seu cava lio Irasle indispen-
savel no malo por qqe nao ba com
que o sustentar, e certa creac-ao que lhe
bemisler para coramenidade da vida.
Tenlio pois desenvolvido as ia/51
de conveniencia, que lia para que
a \*ill.i lo Bonito continu a ser Villa
e Comarca mais se a Aasembla nao
obstante todas as minlias pondeioe.'s,
se deixar eludir, como nao be de espe-
rar pelas falsas ideas de alguns Dipu-
tados a quein o pesa dos tumos ja tenha
feito hum pouco discuidadb dos ver-
dadeiros principias de iaz, edejus*
liga e Gzer nina mudanca ta inespe-
rada qua perigoza o Povo ter que
sentir e os Bou tenses desgostosos de
nao merecerem aquella concideac',
deque sao credores buscaia porqual
quer meio escapar da juiisdica dos qm*
Ibes sao oppostos e adversos.
Jote Joaquim Bizerra-de Mello,
Bsiava reconhecuio.
Nee>ua49'ss<
Vemambuco j Na Typ, de M. F. ce Furia, i836.
I I I
V


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E6YXK8KAZ_VFAOKT INGEST_TIME 2013-04-12T23:29:58Z PACKAGE AA00011611_05516
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES