Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05501


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Full Text
ANNO DK 1836. SEGUNDA FEIRA
2 DE MAIO N. 90.
DIARIO
PBBHAMBuno, ka Ty t. i)r M. P de Faria. 1836.
i11hinina>wiiwwwiii 'i ni iii muiiaaaaraawiTjjiTifr,aaMcirsa^^
DAS DA SEMANA.
2 Secunda 8. Athanazio B- A. do Jf. do Cr. de m.
e de t. ses. da Tliezouraria Publica, e Chana de
t.
5 Terca if* Invrncao da e. Cruz. Anniv. da lust- da
/ssembleaGeral. (G. Gala.)
4 Quartal S. Monica Viuva'1 se<., da Thcz. Pub.
6 Quinta" Conv. de S- agost-" Kel. den, and. do J. do-
C. de ni. r de t.
6 Sexta S. Joao ante p. ses. da Thez. P. aud. do J.
de O. de t.
7 Sbado S. Estanislao B. Re. de m. e aud. do V. G.
de', em Ollnda. Q m. as 9 h. 49 m. da t.
8 Domingo' Appiricao ile S- Miguel Arcanjo-

Tcdo agora depende de n meimoi. da noss prn
dencia. muderacao,. e energa?, "nntiiiugmos cmn..
principiamos, e remo |nnnH.. ciiDi admira-
<;o entre as Vaques mais culta.
Proclamada da Juemblea Orral do flroill
Sulncreese a 1000 rs. mensaes pagos adiaiitados
nc-u r>|iiisra6i. e na Praca da Independencia
37 e 38 : onde se receben! correspondeni.ias lev .ii-
sadas. e aniiiincios-. iiiseriinl,i ente* fraila teudo
dos propriosasaignautes, e viudo assignadoa.
CAMBIO.
Molo I.
JLiOndres, S9 l|2 Ds. St. poi
a 50 por cento de premio.
Lisboa 50 por o|o premio, por metal, Non.
Franca '45 -240 Ks. por franco
Rio de Jan. a" par.
M.iedas de 6,\4O0 n.,800
40U0 G..ti:>0a7U0O
Peao* 1,440
1're ni i o da prata 50 p. c.
dn lettras por mea I A 2 por oo
Colire 25 porecnto de i-csoonto
d. ou prata
i i3.SBaT^iWfiii^ianaBBBMfc3^^
IMKTIIM DO> tOKKKIOS.
Ohnda _Toitos os das ao meio da.
Goiana, Allii.ndra. f'araiba. Villa do Conde, Ma
manguape, filar. Real de S. Joao. Brejo d'Areia,
Rainha, Pombal. Notb de Souaa. Cidade do Natal.
Vi Mas de Goianninba. e Novada Prineeza, Cidade!
da Fortaleza, Villas do Aquir. Monte mor noo,
Aracau, Cascavcl. Canind. Granja. Imperatriz.
S- Kernardo, S. Joao do Principe. Sobrar. Novad'
ElRev. Ico, S. Mathens-, Reachodo sangue. S,
Antonio do Jardn, Quexeramoliim. e Parnabiba
Segundas e Sextas feira* ao meio da por via d;*
Paraiba. Santo AntSo-Todas as quins feirasai
meio da. Garanlmns. e Bonitonos .lias 10 e 24
de tada me* ao meio da Floresno dia 1S de
cada mez ao meio dia. Cabo. Seriubaem. Rio For
mosto, Agoa Preta e Porto Calvo nos dios 1, II
e21 d-cada inez. Serinheem, Rio cormoao, e A
gna Preta Secunda. Quari*. e Sextas ieira.
PTW'.31
PARTE OFHCIAL.
RIO DE JANEIRO.
Ministerio do Imperio.
Illm. eExmSnr. Tendoo Mrquez de
Barbacena, que se cha em uma Missa
extraordinaria em Londres participado
pelo seu oflicio do 1. de Fecereiro passa-
do que linha ajusta lo um Engetiheiro ci-
vil para Barcas de vapor, e Fontes Ai te-
nanas, o qual devia partir no correte
rne paraesia Provincia; cumpre-me com-
munical-o assim a %V. Exc. para sua de-
vida inteligencia.
Dos Guarde a V. Exc. Palacio do Rio
de Janeiro em 28 de Margo de 1836. Joze
Ignacio Rorges.-Snr. Presidente da Pxo-
* locia de Pernaii.buLO.
PERNAMBUCO:
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
Acta i5. da Sess. ordinaria da Assemblea
Provincial de Pernambuco' aos 25 de A-
brl de i836.
Presidencia do Sur. Marera deCaivalho.
Presente 28 Snr. Diputados, faltando
com c.iu.s.i prtecipada os Snrs. Uezem-
btrgidor Maciel Monteiro, S tle, Dr.
Pedro Francisco, e Dr. Bta, e .-em
tila Manoel Gavalcanli, O Sur. I. S tario oceupou o lugar da Presidenci, o Sr.
Rafael de 1. Secretaiio, e f> approvadoo
Depnlado Urbano para servir de 2.
Snr. 1. Secretaiio dio cotila do expe-
diente, que con-tou do seguinte :
Um oflicio do Exm. Prndente, remet-
iendo acopia do Regulamenlo e mais Uis-
posices relativas Iuspecco do Assucar,
e communicando que breve vira a cop;a
do Regulamento da extincta Alfaiidega do
Algodo.
Fe se a 2. leitura do Projecto que trans-
fere a Cadeira Episcopal da Diocese para a
Igreja de S- Pedio de.sta Cidade; foi jul-
gado materia de dtliberaca, e mandou-
se imprimir.
Fez-se a 2. leitura do Projecto, que
aulhoiisa o Pccsidenle organisar a Se-
cretaria da Presidencia; julgdda mateiia
de ilelihcf.ica, mandoi.--e imprimir.
Foi apresenta'lo o Partcec da Cotn-
missio de E talislica sobre a Representato
Ha Cmara Municipal A Olinda, pedindo
fosse elevada a-mella Cidade C-'beca de
t.'om-rca, coiK'i.lindo u Coinmisaa lavor
da pretenco; fui appi ovado.
A CommissaS de Posturas das Cmaras
pre?ntou o seu Parecer sobre o Reque-
rimenlo de Joaquim Franci co do R"go,
S crelario da Cmara Municipal de Igua-
ras>, euj que pedia ser pago dos sem or-
denados; sendo a Com. de parecer que se
remelles-e esse negocio Commissa das
Rendas e Orcamenio das Cmaras, bem
como uma R> presentica5 da Cmara del-
guarass e C*bo sobie obji-rtos idnticos ;
ficou adiado por opposijaS do Sr. Joze
Ramos.
Unir imlo-.se na Ordcm do Dia, conli-
uuou a 2. discu.ssa5 das Po-itiras da C-
mara deNazaretb com ps emendas da C-
misio respectiva. O Snr. Dr. Pinito ol-
fereceo a emenda seguinte so ai t. 20
supiima-se o ait. :>.(): houve mais outra
emenda de Pessoa de Melloaccresrente se
rio fim do art.pagando alem disto em
ambos os casos a multa de 4$000 rs. : loi
approvado o ai ligo c>m a emenda de Pes-
soa de Mello, e ngeitada a do Snr. Dr.
Brito. Ao irt. 21 o Snr. Vieira de Mello
tiflVreceo a seguinte emendadepois da pa-
Isvra Cmara arcrescenle*.seque le um
Ijvro de matricula competente devendo
exigir anteriormente do marchante urna
flanea idnea em beneficio da FaZenda
Publica; foi approv.ul.i oait. e regeilada
a emenda. O art. 22 foi approvado com
a eguinte emenda do Su. Ancorasupri-
ma-se as palavias tm deiiiroenio dos Vi-
andantes. O Snr. Vieira de Mello offe*
re eo alguna aits. aditivos, mas a A-s> m-
blea nao os admitlio, discussa por s-
rem as Posturas da iniciativa das Cunaras.
Foio approvadas as Posturas com as e-
mendas iectbdas para passarem 3 dU-
cus-io.
Entrarlo em disousiio as Posturas da
Cmara Municipal de Seiinbaem comas
emendas da CommissaS. Os ar's. i. ea.
for.o approvadcs com as emendas'da
Com. Aoailio 3. oflereceo i Sor. An-
cora a seguinte emenda- em lugar de 4 di-
as, d'gi-se, om da : foi approvado o ar-
tigo com as emendas daCommis-a, e do
Sur. Ancora. Osans. 4, 5, 6, eyfora
np pro Vados com as alterque-. 0* Commis-
sa. O art. 8 loi approvado com a i. e 3.
alleraco daCommis-o, sendo regetada
a i. A< ait. 9 uffereceo o Sor. Vieira a
seguinte emenda-depois da palavra tiros
digase, de noile: f i approvado o art.
com a emenda da 'ommi.-s.i, sendo re-
geitada a do Snr. Vieira. O art. lO fi
approvado com a alteraca da Com., e
seguinte emenda do Sor. J >zh Ramos
Niriguem poder correr cavallo dentro
da Villa e Povoaies de seu Termo pena
de pagar 1$ reis de multa ; o mais cono
no art. O art. li foi approvado com as
emendas da Commis>2, e a seguinte do
Snr. Meira-em logar das palavras Juisea
de Paz diga-se, aulhoridade competente.
Oaarts. 12, i3, \i, e i5 fora approva-
dos coro as alteraco.s da Commisso. O ar-
tigo 16 foi suprimido, eapprovada a e-
iiieuda da Commissa, Os arts. 17, i3,
e 19 fora approvados com as emendas da
Commissa. O art. 20 foi approvado
coma alteraca da Commissn da Com-
misso, sendo rpgeitada a seguinte emen-
da do Snr. Ancora- Fica prohibida aerec-
ca de enrraes ras costas do mar, e no
1 i<>s deste Tvrmo sob pena de lO^rs. O-.
actuaes curraes sera demolidos custa
dos donos no praso de um annodepoisda
pub icaco de-la Posluia debaixo t\\ mes-
ma pena. O arl. ai foi appiovado. O
art. a2 foi htipp" imido por e-ta emenda
do Snr. Ancora, e regei'ada a emenda da
CommissH. O art. a3 foi approvado
com a seguinte emenda do Snr. Ancora
-suprima se desde pciceberio at para is-
ko, e ponh.-se em seulugf--sera6, e foi
regetoda a suspensa propo.-la pela Com-
missa.
Dando duas horas, o Snr. Presidente
levantou a Se-sa, tendo dado para 01-
dem do dia a continuapa das Posturas das
Cmaras; al dcu*a5 dos Projectos iO,
e76, .'2. dos Projectos 8, 9, 55, e 75.
E en Urbano Sabino Pessoa de Mello Se-
cretado nleio a escrevi.
Thomaz Antonio Maciel Monteiro,
Presidente. 4
Laurentino Antonio Morena de Carvalho,
j. Sec retalio.
Joaquim RaTael da Silv.i.
2. Secretario.
EXPEDIENTE D'ASSEMBLEA.
Illm. Sur. A Assemblea legislativa Pro-
vincial a quein fua pre-entes os re^ue-
rmenlos 'Jo Reverendo Joo Mam icio da
Con.eiQ Paroco da Freguezia de Ipoju-
ca, o qual repre-euta, que U-ndo sido des-
truid por incendio a Matriz daquella
Frtgiiezi em I8i4, c adiando-s> igual-
mente arruinado o Templo da S nhora
do Livramento, para on-le foi transferi-
da administracaS dos Sacramento; p
(lindo ai'st' As-cnibltu que na quola de.'-
linada pela Le< do oicameuto para lepaio
das Mal es, seja contemplada a do Sup-
plieante: lltsolveo, depois de ouvir a les-
pecliva C-oiimi.-sao, que sendo firmada em
jottica apretenca do Supplicante, fosse
levado ao conhecimenlo do Gjverno da
Provincia para deferir*! onfortml o deter-
n.iuado em Lci. Sirva-se pois V. S. apre-
sen'ar ao Faiii. Sir. Preeidente da Pr>-
vncia os requeriraentoa inclusos fim de
d.-r as providencias que julgar necesaiias
a tal resp^ito.
Dos Guarde a V. S. Secretaria da As-
semblea Legislativa Provincial de Per-
nambuco a6 de Abril de 1836Snr. Vi-
cente Thomaz Pires de Figueredo Camar-
go, Secretario da Provin aLaurentino
Antonio Moreira de Carvalho, Primeiro
Secretario.
Illm. Snr. Foi presente Assemblem
Legislativa Provincial a representaca do
Paroco da Freguezia de Tijucupapo, ns
qual expe o estado ruinoso e indecente
da Igreja Matriz, prxima a desabar-se.
E-la Assemhlea depois de ouvir a Com-
misso respectiva; resolveo, que osse le-
v-da a mencionada repre.-entacio ao co-
nlu-cimento do Exm. Snr. Presidente pa-
ra a tomar na devida cunsideraca, man-
do ouver de de-tibuir a quota destinada
da na Lei do Orcamenlo, para reparo da
Matrizes: cumpre, que V. S. aprsenle
ao mesmoExm. Snr. esta Resoluco,
fim deque, conhei endo a pre.i-a ursea
le de aecudir com prompto remedio, da-
qnele, que julgar mais acertado, e con-
veniente.
Dos Guarde a V. S. S-cetaiia da As-
semblea Legislativa Provincial de Per-
nambuco 9.7 de Ah I de 1806 Illm. Sr.
Vicente Thomaz Pires de Figueredo Ca-
ma'go, Secielario da Provincia. Lau-
rentino Antonio Moreira de Carvalho 1*.
Secretario.
Illm. Snr. Havendo a Assemblea L'gis-
Ialiva dcsta Provincia deliberado, que se
remetesse todas as As-emhless Provinci-
aes os seus Actos Legislativos, assim o
cumpro, remetiendo a V. S. U Leis Pro-
vinciaes doanno prximo passado 1 fio
de que se digne V. S. fazel-as presente
As-emblea Lgislativa dessa Provincia;
firtvenindo-a V. S. que apenas se ultimar
o' trabalhos des la sesso, e concluir-^a
a impre. das Leis, ||ie ser enviada.
Dos Guarde a V. S. Secretaria da As*
semidea Legislativa Provincial de P, mam
buco ->.7 de Abril de i836. Illm. Snr.;
Secretaiioda Asemblea Legislativa da Pro-
via da Babia.Laurentino AnIonio Mo-
reira de Carvalho, 1. Secretario.
Iguaes flo diiigidos aos Secretarios
das Assembleas das Provincias do lmpc-
rio.
.Illms. Surs. Acenso rerebido o oflicio
de VV. SS. a miui dirigido em dita de
14 lo con ente mez, e tenho a responder-
Ule, que as Postunis dequefazem VV. SSj
menco em seu oflicio, existem em discus
sao nesla Asemblea, e logo que sejo ap
provadas Ibes serio enviadrtS competente-
mente : o quanlo tenho a responder-lbesj
a tal respailo.
Dos Guarde.a VV. SS. Secretaria da;
Assemblea Legislativa Provincial a8 da
Ma o de i836 Illms. Snrs. Presidente,
e Vereadoies da Cmara Municipal da Vil-
la do Rrejo.Laureo! no Antonio Morei-
ra de Carvalho, 1. Secretario,
'>t- a



DIARIO DEPPAMBUCO,
as
GOVERNO DA PROVinO*.
Expediente do dia 29.
"Vi-Jo Vm. infovmiqoe m he possi-
Tel entregar-se a Manoel de Mello Monte-
L*negro a car que serve n'essa Villa da Ca-
deia, t q perte nce ao dicto Me'lo, por
nahav.r out a em q'ie se recolb6 os
I prei'>s ; cumpre que a Camaia em quan-
to te na5 faz a nova Cadeia, contrete,
e lhe pgue o de*ido aluguel.
Dos Cuaide .< Vm. Palacio doCover
no de Pr-riiauborn -o, de Abr-.I He i836
Fraiu isco d< P.uU (avalcanii de A'-
baquequ-. Sr. Juiz de Direito da
Ct>mn> Officio; Ao Inspector da Thezoura
ria, paia mandar por *-m hasta publica, a
fim de serem arrendadas a quem mais der,
asearas di nominadas QuarUi* da ex-
tiricia Intendencia da Vlarinha, a excep-
C6 'aquellas que foiem indespensaveis
para o envigo Publico.
Ao Juiz de Direito da primeira Va-
rado rrime, remetiendo lhe o> documen-
tos uue ao Gove no aprezentou o Cnsul
Inglez, exi g'd.'S pelo mesmo Juiz de Di-
reilo pjtrt fundamento da queixa do In-
g'fz Jonli Clemente.
Ao Commandante do Paquete Bra-
z lia, para remetter Societaria do fio*
verno a'opia da ordem que di/, rec bera
,1a Secr-taria da Marinha para nova lota-
:b5 lio Paquete (le sen commaiido.
Parlara; Ao In-p ct-r Geral das
>''ras Publicas, pira eutenden lo se com
Inspector da Tbezonraria, levantar a
anta do edefiaio, em que se d-ve collo-
r a Meza para arrecadaca da Receita
Geral das Diversa Rendas no lugar que j
t endicado, ou emoutro qulquer que
eja mais conveniente, remelteodo a Se-
retaria do Govcno a dita planta, e ocr-
.a ment da despeza respectiva.
Inspector do Arsenal de Marinha,
para informar sobre que uiiliilade presta
prezentemente a Fazenda Publica a gale
ca S. Joa6 Baptista perteucente mesma
v;:zenda ; ou que utilidade posa vira
estar faztndo-se-lhe alguna arranjos, e
:*ie despeza se far com islo, inf rmap''"
<5 bem .-obre o estado e val >r dos objeCtOl
e foram comprados a dita galera.
Ao mesmo, para remetter a S^cre-
'-ia do Gnveino com toda a bievidade
ma medida dealqueire, eoutra de caria-
da pelas qimes compra e despende o dicto
Arsenal, a fim de ^erem re 11 e'tidas a Se-
cretaria de Estado dos Negocios da Mari-
ana, que as requesita.
Ao me-mo, para mandar, a prom-
otor a lancha da galera S. Joa5 Raptisla,
bmomi propnz em seu officio di" ai do coi-
ente Abril, a fim de servir de viga na
Grieta dn Sil em lugar da que 01a ali
tiste, e >e acha arruinada.
Ao Comm'and. nie do Paquete Bra-
" ia. a fim de o,5 tecebi-r carga liara ol
ros do N'-i te ante de ter recrbido Jj
'-ner< s, e rtutl anigos, que oVve cond-
pntwa Provincia du4Pai no mencio-
ido Paquete.
blea Provincial. Vicente Thomaz Pi-
res de. Figueredo Camargo, Secietario da.
Piovimia.
IH, Sr. S. Ex. o Sr. Presidente
oda remetter a V. S. os quatro officio
usos da C-im-ra Municipal da Villa do
ejo reclamando providencias da Asem
He Legislativa P.ovincUI sobre as anas
cessidades, e dando conla do estado da
'struca p'imaiia em o seu Municipio;
. S. te servir de os levar ao rouheci-
nentoda mesma Assemblea.
Dos Guarde a V. S. Secretaria da
Vorincia de Pernambuco 29 de Abril de
836. S'". Laiiierilino Antonio M>~
ra deCarvalho, S<-creiaiio da Assemble-
Provincial. Vicente Thoms Pires
'9 Figueredo Camargo, Secretaiio da
Vovini ia.
fUm. Sr. Com a reroessa do
'appa incluso da G. Nacionaes de toda
Provincia, saptisKiZ S. Ex. o Sr. Pre-
ente ao que exigi a Asstmblea L. P.
officio de V. S. a rnm deiigido em
1 do corrente.
Dos Guarde a V. S. Secretaria da
Miicia de Pernambuco a9 de Abril de
o, m Sr. Laurenlino Aniouio Mu-
.ira de Carvalbo, Secretario di Af*em-
DIVERSAS REPARTICOKNS.
EDITAL.
Peranle mim se ho de arrematar a
quem mais der, no dia 4 do seguinte imz
de Main, das 11 hoia ni diant-, asmer-
cadoi iasabaixo declaradas, no estado em
queseahio. porexistir.m na All'.ndega
a r,i is de trtzannes.
Alfandega de Peinambuco 28 de Abril
de i836.
O Inspector inleiino
Jacome Geraldo Maria Lumaclii de Mello.
P n.* 4
C 18
SACn. 6
a a a
TP M
SMeSn.
a
S M e S n.
TP W n. 46
APC n; 3
1 Fardo com 10 pessas de
riscado com 4^ cova*
dos.
57 Camisas de bata
t Duziai de carapucas
1 Caix* com potes de ba-
nha em mo estado
2 Assentos para mangas de
video
1 Barril com chumbo pe-
Bando
1 B-ibul vazio
1 Oitilo om o seguinte
46 Vhi as de bico de seda em
mo t-.siado
77 Ditas de filas de velludo
estrella em mo estado
9 Ve.-tid'.sja feiios
7 Toa I lias debretanha
i a Cortes de sias de chita
com barra
6 Pessa de chit:s nglezas
com 28 yardas cada hu-
ma, e 0^4 eovados
4 D tas de chitas Portu-
guezas com 124 eova-
dos
3 Pe-sas do murins com
30 varas.
1 Dita de metim ordinal o
16 (ovados
2 Ditas de pannos ditos
4 Ditas csea liza com 40
varas (avaiiada)
2 Coi tea de vestidos de cas-
sa
1 Pessa de cassa bordada
com 10 aras
3 Retalhos deditacom 17
varaa
1 Pcsa de chita com 22
eovados
3 Chales de cazimiraS
16 Leis d< seda de cor
1 Veo prt-to em muito mo
e tdo
y Mantas de escoriilha
a Pssas de seda preta, ou
sai ja Uvrada com 126
covj.u-s avaiiados
5 Pesas desetim com 173
eovados.
3 Retalhos degarca de se-
da com oa eovados
aCoit.s de vestidos de
casa coro palmas de
prataeoU'O
47 Pescas de fitas de setim
estieitas
3 Leques de papel
3 Retalhos de touquim
com aa eovados.
1 Caix^ co>n o seguinte
3 Livr'i impressos
1 Terrina
1 Couro de bizerro
1 Sapa tu
l C-ixa com hum candi-
eiro de bronce
4 Vidros grandes para o
Qaodieiro
29 Ditos pequeos dito
1 Caixa com o seguinte
136 Du/ias deagulheiros de
ato
168 Ditas de oculos para na-
riz
45 Ditas ditas decolheres
de laUm
75 Ditas depentesdtalinr
NLn, 115
flB n. 105,
S Wa 3
OT 51
AS a
DY1
9
de chifre
50 Pessas de cadaso de se-
da com ia50varas
96 Duzi-s de oracoens de
madieperola
20 Duzias de pf>aaal de ca-
dac,o delinhoou ma-
SoK
20 Caixinhas de canotilho
falco
ai Libras de alfintes
1 Caixa com 3a pessas de
plalilhas con. 960 va-
ras
1 B-hul vazio
a93 Caiapugas
3 Pessaa de lonna
9i Ditas de morins, de cor
com 1183 \aras
1 Caixa com 111a mr-
eos de cassa bordada.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A paula he a mesnut do N." 94.
CORRElO.
Na AdminUraca do Correio Geral des-
ta Provincia se pretende eng-jar bomeii
forros para o Servico de coi r-ios. cu 011-
ductores de malh<, pago diaiiauunle :
as p-sos, que eslivcrem neslas circuns-
taucidS dirija-se a mesroa Admini-lrava.
55?
Cent-miado do n." antecedente.
DISCURSO.
Recitado na Sessjo d'Asamblea Geral da
Sociedaile d'Ag> icullura, Commeicio,
eludusliia da Baha, 110 da 3l
de Janeiro de 1836.
POR
Miguel Cal/non Du Pin e Almdda,
DoConselho de S. M. o Imperador, eVi-
ee- Presiden te da tnesma Sociedade,
Agricultura.
A produccioda nnssa Lavoura nao tem
crescido na proporcSo que de*eramo9 ;
porm deve alen-lar-nos a ce< leza de que,
em geral, lon^e de retrogradar, vai pro-
c-'lindo. Referir-voi-hei as provas, que
(lisso colhi, no exame dos Mappas e infor-
m .ces, que obtive das Rep rti(;5e8 fiscat 6
e de pessoas entendidas.
A safra do assu< ar, no anno prximo
passado, foi de 35,606 coixas, aln defei-
xos e bar ricas, p-s-tiido ao todo 1,367 995
arrobas (1). Dividido esle numero p< lo de
606 E-igenhos, que ora Irab-lham, venia
jiertencer cada um a safra de 3.420 ario-
b s, ou pouco mais de 80 caixas de ordina-
rio tamanho. A'm d-ssa quantidade de
assucar exportamos 11,696 hbras de Doce,
365 pipas de mel, e 1,448:392 rapaduras.
A' Lei Franceza, que aulhoi izou a impor-
taco do assucar bruto estraogeiro p>rao
consumo interior, devemos n-. o augmen-
to ob-ei vado no fabrico da ultima espacie ;
e de passage'tn notaiei, que se, ras refina r-
as da Europa, as rapaduras supprnem,
com sulficiente vantag^m, ao assucar nao-
purgado, temos descoberlo em verdade o
rneio de tran-portal-o, evitando a perd
do mel, que fica nopoio dos Novios, e
nos Armazens. (a) Foi, poii, esta.tafia
maior 011 roaia avanlajida, que as d-
antecedentes; por quanlo a de 1832 33
i-hegou somenie ao numei o de 33,970 cai-
xa, ea de 1835 34 ao d* 33.4;i3, alm
de leixea. (3) O temposecco, abundancia
(0 V.ja-se o Mappa de Eicpoiiacio de
i834 a 35, impiesso pela Me.-a de divcisa
Rendas, no Diario da Babia.
(a) Veja-se o F.nsaio s' bre o Fabrico do
Assocar, Cap. a7 pag. 162.
(3) V-ja-se o Couimunicado mprpsso
na parte Estilstica do Jornal da S jcied J-
de d'Agricoltura, d.' 36.
deviverrs, eaqua-i nenhuma perda do*
animaos de trabolho, contribuiram para es*
sa vantagera. Crein porm, Sen liona, q e
ja comee a desandar a grande, e mediar
a pequea cultura das cannas. Nenhuiu
Engenho de largas dimenses, nio ser
dividido, podei sustentar-se em brtvci
anuos sem o socorro de companhas. Oda
Acutinga, por exemplo, essa vasta Pro-
priedade do nosso Consocio oSr. Rorio de
S. Franci-co, nao continuar por muito
teropo fajen, como em 1833 34 a boa
bafradr-652 caixas de as-ucar, com o peso
de (]uaf 30^) alobas. Mas un iompen>a-
ciu auginenta-se diariamente o numero dos
pequeos Engi-uhos, cujotiabalho reunido
ii talvez conservando a produeco no p
em que a temos boje.
A Lavoura do Tabaco resurgi como por
encanto, e sen producto, no auno que
acabou, excedeo asmis t8<>ngciiaa e-pe.
raneas. Tendo a safra de 1833 34 p> oda-
sido apenas (54,816 ariobas (4) folgo de
annon. iar-vos, que^a.de 1834 para 35 ex-
cedeo de a06 mil em ilos, mangotes, far-
dos e paos, alm da avultada quantidade
deiep, de cimoole, e de charutos, que
exportamos, como adianto referiiei. A
abolicio de alguna impostos, quaesoSubsi-
dio, Doriotivo, Con-umo, e Dizima, o bom
lemqo, que correo para a cultura e anianho
da planta ; o progieso da industi i,i manu-
factura, e o comercio de Havan a foram
parte para a quasi ressurreico, qie admi-
ramos. Ese progredir, como he natural,
0 planto da flha do havana, que to espe-
rancosa se moalra, hem | descr, pue vol-
vomos era de 18al, na qual exportamos
806,830 arrobas !
feinlo nio poder afirmar outro tanlo da
rulturado .Ig-.dao. S- nao falla as rifras de
alguns trahalhos esiaiisticos, e n.appas,
que consullei, pens, que essa cultura,
quando ran e.-t-ja em 1 etrogrado, se ai ha
stacionaria,, ou em miogoado progicsso.
Havendo sido a exportado, em I827, de
14-419 sacas, e a de 1828, de 10,640, ve-
rifiquei, que a do anno prximo findo, nao
pas-ra de 9,8a 1 sacas, prop as deala Pro-
vincia! (5). O.sol, que, como suspeito,
algum 1114.. no luja naque' les primen os nu-
meios, por falta decoidadoem extremar-
se, das que peitenciam Bthia, as Sacaa
que vinham das Alagas. Ea todo ocaso
devemos averiguar oque nissopossa haver,
fim de ar udir-se um tao valioso ramo ('a
no-s produeco.
A culiura do caf, que fora progre>sva
nos 3 anuos, que precederam ao pa.-sada
(6), alguma diminuicio sofro na ultima
safra. A prodcelo deste gt-nero foi de
10 800>aca, em"183l, de 11,100 em 183a,
e de 11,500 ea> 1833: emretanto, que a
do anno findo andou somente por 10.4*3.
Nao posso atinar com o motivo dessa dimi-
nuicio ; e desojar ia ser habilitado para ex-
minal-o, e poder sugeiir algum arbitrio,
que houies e de removel-o.
Oulra p oducco, a do carao, principia
fig-.rar entre os gneros, que expurla-
mos. Conia do Mappa geral da Mesa das
Diver-as Rendas, que foram despachadas
n> anno de 34 a 35 o numero de 2,2*23 ar-
robas dessa 1 ica amendoa ; e conforme ou-
tro Documento, que me foi confiado pela
Administraco da misma Me-a, a a expor-.
lacio de Julho Dezembro do 35 suba
3,716 arrobas. Se for nessa piogressio a
1 olheita de que fallo, em cui to p>riodo ve-.
emos flo-ecenies as Comarcas do Su). E.
porque jolgu degiande valia o piorno*cr-
ino a cultura dessa planta, -nrmente
naquellas paragen, dei-me ao tia'-alho de
1 edigir um Memoria, que terei a honra de
lr nesla Sesso.
Seria fu-lidioso se com igual partiru'ari-
dade vos fallasse de outro producios do fe-
cundo slo, que pot-suimos, e ainda 111 I
aproveitamo. Rastar dizer-vos, que o ai-
<>z, a madeira, a estopa, a piassaba, o ti,
cim, &c. engrossam muito o volume total
da nossa exportaco.
Quanto poiin he certo, que sempre,
nosquadros, ira vez du mais vivo colori-
(A) Veja-se a Memoria sobre a Cultura
doT.baco, pag. 39, Tab. n. 1.
(5) Veja-se o 1 itado artigo Com mmica -
do do n." 36 do Jornal.
(6) Veja-ae o citado Ensaio sobre o Fa=
bnco do assuca/, pag. ipo, Tabeiir C
a^.


DIARIO DE PERNAMBCO.
do apparecem a sombras Esa, noque
vos aprsenlo, sao formadadas pelo esta lo
melanclico da paite economa da nossa
Agricultura. Em geral, Senhores, os me-
ihodos praticas dos nosso agrnomos sao
00 difeiluosos., ou nocivos, e maisqne mui-
busns A" Rnaimeriip, de que," sendo a
impon acio de perto de 9 iml cont-(-pe-
sar da moderico tambera havida noavali.
ar das roercadorias), foi poso he o equili
brio entre o que she, e o que entra.
Nao me fo possivel comparar a actual
to p>m odesenvolvimento da nossa riqwe- coro a exportacio dos do< s ltimos anuos :
sa agrcola. Por nutro lado a creacio dos ga- i fritando me paraissoos dados necessarios.
dos mais prestante ao hornero do campo, .Todava, paia dar aluma lea do Boato
cooserva-se, ha algunsannos, nessee-tado
de turpcr, que pionoslica airete. Nao
dcconheco. que a epizootia He 1829 185 t
devattoua f./endasdo Ser'io, econvertco
en erraos algn* formogos pastos do Reron-
cavo. Maso el ito des-e flagello natural,
gemniii cuidado nos tvera meiecido, cia-
ra de cer? agora asss diroinuio ; pois a
experiencia demonstra, que, linda a acco
maligna da peste, vem a reacco quasi as
sombrosa de-.-as f cuidado, que nos seres
animados aertlcram a sua ieprodticca.0.
Longe pcrn desse feliz resultad", inda
pagamos poi alto prego os animaes de Ira-
b.lho, e falta a caiDe em uossos aoougur**
Sobiet'M'I'i a cre.ico do ca ral ion tem
der.rescdo coro pasmosa rapidez ; ese nao
(ora o Piaiiby mal poderiaroos oter um
noldio, por mediocie que fosse. Uige,
poi-, que lenibremos aos no-sos Lavrado-
res a necc-sidade de preveni'- a completa
anniqui'aeio desje ramo impor'ar,i'is-imo
da nossa E onouiia rustica. A reacio dos
bos, a nda que meno-.abandonada, que, a
precedente, nao est com ludo eni boas
circun-tancias. Convm, qua seriamen-
te cuidemos em atalhar o grave mal, que
nos lia de vir da incuria, <>u desleixo ha
vido na propagacan, e melhoramento das
i ai as desse !"do, que nos he, por ora, o
mais n-cessario ; sen lo para des-jn*, que
a dos bois de pagode mi deorigem gmle-
mar, ja numeio no Engenho Ftlippe,
do nosso Consocio oSnr. Bahisna, se vul-
gaiisasse quanto ant>s, e pie.-tasse nossa
lavoura o boro seivico, que promette a
maior forca, evkr de tao formlos, ro-
mo alentados quadiupede-. He quanto
basta s bre o estado da Agricultura : exa-
minemos ijiul neja o do
Commetcio.
Nos paites agrcolas, como o nosso, o es-
lado do Commercio he sempre de termi-
nado pelo da produccio. Se esta he conio-
a, alaiga--e a rbita dos especu'aces,
maior actividade ha no moviroento coni-
mrrcial, e maior importaca se provoca e
reali-a. Islo posto, mostrando-vo* em qua-
dros resumidos qual fra a nossa exporta-
cao, qual a impoi lacio, e qual o numero
das embarcaces entradas em n< so Porto,
(luante o anuo finio, podereis com a pos-
sivel xiclido ajuisar do estado do nosso
Commercio, que, se nao he mnio flore
rent, tem de cerlo pr<-gi edido.
S gundo o Mappi geral daVlesa de D-
Teis-s Rendas, o valor da expoi lacio dos
gneros, que pagam dirimo no acto lo em-
barque (7), subi quanlia de 5$80o
pontos. Nao me foi dado estimar a impjr-
tancia dos demais gneros, que pagam
differentes tasas, ou que sahem livres de
direilos ; por ijunru falta-nos o neces-
saiio tr,.ba!io estatistico, que .- poderia
ser feitu na Reparticio competente. As-
sim que, muito convira publica admi-
nistiacio, que osfutmos M. da exportacio computassem com o valor
dos direilos que arrecada, o dos gneros
que despacha. Todava nenhum eac.i npul
t nho etn elevar iO mil copio*, pelo me-
nos, a importancia total do que expona a
nossa Provincia ; sobran-'o-me paia is-o a
certezai." deque mnito se rebaixa o
precb' das avali-ce para o despacho 2."
de que he consideravel a massa de produc-
tos, que escapa ni fiscal sacio, ou paiqoe
sahem paiaasoutrr-. Provincias, ou p -rque
se exirivian 3 de que he niii avulta-
daa quandade d< sgeneos, que, trayen-
do guias d' outros portos, nao s deixam
de pagar direilos, como do azo notorios
(7) Vem a ser o assurar, tabaco, algo-
do, caf, e alguns gneros sujeitos m-
uncas. Calculou-se o referido valor subre
p somrna do diiimo (iO por eeiilo ai va-
lorero) oupproduzio cada um dosme-mos
gneros. O tabaco, cumprc potar, paga
o Jizimo d $ por repto.
progre-so nos varios ramos da produccio,
liatarei deromparar a pre>umida|exporta-
(fo de O mil conloa, verificada agora.,
com a que -e realison no anuo de 181O,
constante do Almanack da Bihia, redigl.lo
pelo Si. B-ivar, vista de Documentos ay-
tbeniicos, que o il ustre Governador Con-
de dos Arcos llie mandara flanquear. Na-
qut-lle anno dusido o ilo precioso que saliia, e o d.'S
ineuadorins, re-exportadas pela A fande-
pa)de 2 893:23avg>. (8) E posto que este
va or, suido nuquelU pocha o d' ouro
prata, que t- m hojeo agio de 90 por
co pelo menos, sej i igual piosenteroente
ao de 5.497: i40$, aiiid assim vemos,
que a expoi laca total de enta, na5 equi-
vale panial ae hojej isto It-, smente
a dos gneros que pagam dizimo. Ese
acazn este calculo, \>- r t-lla de um \1ap-
pa Ofiicial, que o auihorize, n 5 >et ve da
prova aos que se prezam de cin unspecos,
estou que ninguem rcusaia seguinte du-
monstiagaS. Constado citado Almanack.
que a produeca do aSaOcar. em l8i0,
lora dooMapp-t repeitiv<, foi de ',503.133
arrobas (9) A quantidade do algod- 'x-
portado, naquelle anno, foi de 135:742
arrobas : a do que sabio, no passado,
nh g"U mais de3i5:400 (O) \ do caf
despachado enti-5 nao passou lie 3:893 ar
rob^s : a que se espoit.-u agora exedeo
de4i:T00. J!.e por veiitur* a do Taba-
co fu naquella poca, de 69y,5i9 airo
has, eadehoje nao passou de a07,i74;
essa diminuca nao ser de g-ande mon-
ta, logo que se ajunteao numero actual das
arrohas em folha a quantidade, que ora
Sportamos. em Cap, em cmonte, eem
charutos. Se poia produccio avantajou-
se, a ejcporlaco do anno queacah- u dtve
ter sido tieressariaineule maior.
A nossa imporlBcio, confoime oMappa
in-presso pe Rparlici d'Alfandega du-
rante o anno lindo, montn b\8i3:664$
(II). E ta sooima, em mirilla opiniio, de-
(8) A deducn feita anda por 4^6:000$
V 1812. pac -46.
(9) Compifhende o A*ucar de Sergi-
pe, e das Alagos, que, como em 18 tO,
he exportado pela Babia.
(O) Consulte-seo ja citadoartigo Com-
municadodo n. 3ti do Jornal da Agricul-
tura, p g 809, nota (2), e pag. 8i0, no-
ta (.).
(11) Resumo do Mappa da mpnrtaci,
verificada na Babia em i35.
Merradorias. Valor.
Fazendas d'algodio........ 3,984:6i6^
Ditas de Seda............. 25a'5i85
i deli............... 405:i03#
de liiilu............. 4b>."i77$
a diveicas............. 3i7:a-3<25
Vinho.................. a65.238$
Licores................. 190:110$
Farinha de trigo.......... 38 598$
Carn' seca............... 44:972$
Bacalh............../.... i45 5b2$
Vlant. iga................ 122:746$
Azeile.................. i03:(J35$
Sd..................... 90:573$
Fe.ro em barra.......... 40:224$
Cobie............,...... 776-1$
Chumbo................ 13:005$
Ferragens............... 168:588$
CotiUria................ 27:730$
Quinqualheria........... 45; 143$
Plvora................. 34:437$
Sabio................... 99062$
Cera................... l5:585$
Velas de cebo............ 57:390$
Vidros.................. 46:436$
Louca..............____ 100:018$
Vanoaarligo.s............ 682:106$
5jmau total 8^76:127^)
ve p dandb-oie para isso em algumas das ra-
zea, que pr.oduzi, ao estimar anossaex-
portaca ; e atlendendo ao lucro, que o
commercio deiX'' ordinarijtnieiite ao ex-
portado, e que figura no retamo, ou no
vulor do que se importa. Com parada reo
a impoi laca dos annos antecedentes, ob-
servamos, que a do pas-ado foi mai^avul-
tada, e que algum progresso tem divido
no trafilo mercantil 0S1 Piovncii. A' vis-
ta dos quadms, que recehi d'Allande-
ga. impor'ou-se em 182O, o valor de
3,773:7n$. nao incluindo o de 7,7n
escravos novns. que eniraram; eem i830,
o de 7.i74:i3i$, desc(.ntando-se o de
R,425 escravos : honre pois, nos ltimos
4 annos, un augmento de 1.739 a43.
E para remover qualquer dovd qu- pos
sa in'la restar -obre o annunriado |>ro-
gresso, cnsmli que tambera 'coipirea
artiiil, com a impoi taci >e>iicada em
18OO, con-tanle ilo ia iiiado Almanack.
Foi essa de 4t2s5:546$."m "ro e prata,
que ao referido agio de 90, orea por
8.142:000$ em pap'l, e p^ roiisequencia
menor, q' a do anno findo. E nao se pen-
se, que essa mi noria he somente de 671
cnton, como os nom ri'S indicatn. Nao;
que seria gran le absu. do admitr la in-
significante augmento, no e paco de 25
ann'S, quando alias a produeca e a ex-
portaca tem evidentem- rile prourelido.
O. apparente phenomeno de ta5 m sq 1-
r.li.i differenca n >9 va'ores comparad-a,
sei exp'icala lgo, que nos recordedlos
da exuberante importaca, que se seuio
inmediatamente franqueza do nosso
Commercio. e atlen:!amos diminuca
em prego, que os a' I-g"s manufacturados,
grapas ao pnder das maquinan, tem NifFr
do nos ltimos 20 annos. II quem se
lembre dos piimeiros carregamentos, que
nos chegaram da Inglaterra : ludo ali havia, at mesmo fuges para as sallas
equaitos, emharcnn--e para aqui. E pe-
lo <|iie toca a'teiac->5 dos pregos, temos
567. A .rra'i'ieia ile Ai ligas. i infla
ao nosso Commerc o, nos dim .-, aoterio-
i'S ao de |8a0, justifica a differenca no.
tadd entre ese, e o anuo de 1810. M*s
nenhuma raZaS rieseub o para ixp'icar
outra dilerenca muito mais con-i.teiavp|
enre o prximo p.ss do, e n anno de
1830. h< na o re>ullado da lorc d.< im-
porlca de serados, qued.via cesssr na
quelleanno? Naajolgo bstanle. Por
ventura o noSsO Commercio seiia t-nla
mais activo e extenso ? Nao me atrevo a
coule lar. Passemos
Indusdria.
Nuscid-sonlem para o Mundo Polilico,
e Labradores ainda hoje, mal podemos,
Srrihores, a n digo ostentar, mas nern
me-mo cobecar os prodigios da Industria
m.inufa> tora. |m quanto sngeitos an-
liga Mrliopole fui-nos vedada a u "'i'lura
do panno mai> comumm. e prohibido o
Uvor do m.ds gmsseiro ai te-frcl". E de-
pois de emancipados, poneos foram, e
sa5 ainda os Capital slas, que tetiham con-
fiado na fortuna da Industria. C- m elle-i-
lo parece, (|ie.onde a Ierra he ta fecun-
da, a vegetac5 qu si espontanea, e a pro-
dueca v. Rosa, nenhuma pi < :i-.s 6 ha mais
uiil, que a do agionomo, nem empreza
mais lucrativa, que a da Livoura ; sendo
tdvez, por so, menos vi. lento o iians-
furmar em agrcola o rabe do deserto,
que comeiler em mesteiral o Povo do nos-
so '-ampo.
Todava, dado que nos fallecam, na ge-
nerada le em que allo, o materiaes re
cesarius' pra que sejaiuos fab" cantes,
na5 llevemos ainda a-sim renunciar a o es-
laheU-cimenlo de algumas empiezas indus-
Iriaes ou fibn's, raormenle naS l'ovoaces
mais considera veis, e nos districtos menos
bous para a cultura das plantas. Se, por
exemolo, falta nos ainda a piecis nelli-
gencia ^materia piiroade que mais seca-
rece as Artes) paia o fubrico de finas teas,
a prova em que achila, comprada enta j sobra-noslalve-z a de que sa ha misti r pa-
iOO risem ouro e p ata, he ago>a vend- I >'a o de lecidos communs- Os A menea-
da i00 era papel: circun-tanria, que | nos do Norte, Povo tambero agricola, fa-
suppem necessari-rnenre mais baratera f>iica-nja grande porga dos a tgoj1 n -
de ma d'obia no Paiz fabrieante. D--- I dispensaieis sua economa rusli. a, e
ve *e por tanto julgar, que impoi taca t con-lrin-ca naval, e civil. Varias fabri-
actual he, pelo menos, de 40 por cenlo cs he objiclos de u-o mais commum, tem
maior que a de 18OQ.
O movimenlo do nosso porto o (Terer-
nos, Senhores, um testemunho irrefraua-
vel do prog'es-o havido na pindmca, e
as traruacies commerciaes da Provin-
roi recido naquelle Estados o louvore ad-
miraca dos Estrarigeiros. Antes purera
de chamara vossa all^nca sotre a conve-
lieneia de tentar, e promover, ente ii',
o sttbelecimen'o de algumas, c-unvm.
cia ; ainda que nos aprsente igualmente j que vos informe dp e-iado em que ora se
um phenomeno, que nao me fi dado ex- | avha a nnsa limiia-:a Industria.
plicar. Consta dos Licros do Registo da
Traba ham nela Cidad as fabricas .e-
Salla de Palaci, e do Almanack da Bahia,
e do Mappa da A'fandega, qup as enibar-
guintes :
I.* A lo R p, denomirado A a pi-
caces entradas no anno de 18OO, chega- j (a, es'ab-lecida no Unha, m..vida por
ramao numero d 496no de 18IQ. ao grande maquina d> vaj .', e prrteiicenie
de 453no de 183O, ao de 451 no de -os Sis. Meuron e Compaiihij,. O seo
1830, ao de l,i4ie no de i835, ao de producto heonatdeivef, e brm concei-
i tuad : n5 s abaattCC o meicado nter
-------------------~-----------------------------! no, como exporta miihares de li'ias para
as untras Provincias, e para o Esliangei*
ro.
2." a do Rap, denominado da Bahia,
d'Jntes e-tibel.ci^a no Engenho Febppe,
e agora no porto do Bum fin, periencen-
t au nosso Consocio o Si". Bdhiana. O
Naces importadoras, e valor da respec-
tiva mporlacao.
Naces v',,or-
Inglaterra............... 5 657:?37$
Fianca...............- q^iO 4()i$
Cidedes Maniticas....... fi4 8^8$ fco ,"r q.j maso Pioprielario espera mntala
a.i7:i27$
170:611$
Porluual.................
S-rd'-nha................
E tados-tJnidos...........
Rio da Prata (t. Ayret. e
M.)................... ?7"55!#
H Spanha...............
Paiz.es BaX08............
Suecia.................
Quin..................
Austiia................
51:313$
26569$
2t:5h)$
bieveroeuteem maior escalla, e movl a
por maquilla de vapor. Q rap, que fa-
ll ica tem j adquirido muito crdito, e
encontrado prompto consumo.
3." a do R.p, denominado Princeza,
e-tabele ida Nazarelh, movida pr-c-
val -s, e perlencente ao Sr. Gasse. Se-
fiosqj* g"do mtf afirmam, este Fabricantedia-
" poem-sea fazer aqu'todas as qualHades
de rap, que a F*bi jca Real de l.i-boi es-
t na posse de preparar, cono Princi-
I pe, e o roassar ra fino, e grosso. A re-
Mais : Importaca Nao. (*). 338j^47 pmac- de que g sa o Se attO, abona
Total da Importadlo geral.
Somma : Impoi Licio E^tran-
gtira.................. 8,4'5:i2?$ ;
_______: z 1H
o o a km.'- asa empreza, e avigora a e pe anca de
que ha de pr. sperar.
4'.' adoRp, denominado David, 00
vulaarmenle Oueimado, esl bel (.ida ao
^v 1 V.. .... a... 1? n.
(*) Eila importaco consi-le qua-i toda Qu-imado, e perlencente aos 81 s. E. Da-
na da carne de chai que, que 1. cebemos da vid e Comp. Passa por ser de boa qtitlw
Provincia do Rio drande doSul. Cora
effeito he e?se um artigo, que nos leva ca-
d'aono maia de 3.00 cont. No de 1831
5? custou-nos. si gundo osMappas do Si.
Vaneiro, 326:327$
dadeoseo producto; e consta me, que
ja wulta entre M utras, e Vai ero rpido
progr S'O.
5 a deSaha, estab-leriha ao Novici-
ado, petUnccnle ao no.'so Consocio o Sr,
I


DIARIO DE PERNAMBUCO.
.
V. Miguel de Alraeida. A' despeito da
-oocurrencia Estrangeira, e de oulras con-
trariedades, esleproxeitoso estabelerimen-
ho eomeca a medrar, e ser ta til Pro-
] vineia, aromo aoseo Propri-tario.
6.' adetecidosdealgodaS, establecida
ao cabeca, pertenrente ao nosso Consocio
> Sr. Domingos Jos d'Amorim. Cmi-
pe-se de toda.-as maquinas necesarias pa-
ra cardar, fiar, urdir, e lecr. A de u-
ir consta de 3 appaielhos, lendo cada um
J80 fuios, epodendo apromplar por da
ZiaO libras de lo. As Cardas e os Teares
UstaS em ha.monia coro a f.-rca da rnaoui-
r-na filatoria ; e lodas sao movidas a b.aco.
I Este bomcst-belecimento, como logo mos-
trare;, deve ser protegido pela Le, e Ja-
I -voneado por lodos nos.
_. adeCerveja, estabelecida ao Mon-
eirale, pertencenle ao Sr*. Lima e Coinp.
O seo pioducto va i s* conceituando, ha-
cend bons envenden, es, que reputara de
Tiainfe.ior qualidade o quealh se mani-
pula A abundancia de graos farinceos,
I deroel, e assucar nesta Provmria, tor-
ra esperancosa esta emprea. Ao lpu-
lo, que vem dos climas f.ios, e be ind.s-
p.nsavel na r.eparacaS da Ce. veja, tal-
ase possa substituir out.a berva do nos-
so s'o. ... i n -
8 a de Vinagre, estabelecida na Uar-
ra, junto ao Forte de S. Dugo, pe. ten-
vente a. Sr. C. L. Wucherer. Acha se
aparelbada para f.zer 300 pipas annual-
mente ; podendo ser coro facil.dade aug-
mentada para dar o duplo ou'o triplo. U
vinagre he nella tirado das nossas ructas,
e ta bom como o fabricado na Europa :
o seo consumo se propaga, al 'mesmo
n'outras Provincias do Impe.io, para onde
ia se exporta em nao pequea quan'idade.
9 a de Livros em branco, e enquader-
naQ5, sita na Cidade baixa, pe. lencente
ao Sr. Joa Francisco Cabusm. Este
bom estabelecimento, coroeqa lo em i83i,
tem-se augroenlado consideravelmente : a-
cbam-se reunidos nelle os mesleres de a-
iuntar, assenar, enquadernar, jaspear
sobre as folhas, domar, e preparar o pa-
prl jaspeado. Os varios productos deta
i j,bica ja jnerecem o applauso dos amigos
da nos>a Industria.
Continuase-a.
____~____ r
AVIZOS PARTICULARES.
Os berdeiros do finado Joaquina Porfi-
rio d'Albuquerque Uxa,fasera scienleaos
rredcres do mesmo, que se est proceden-
do inventario dos bens que existem em
seo casal, e que quanto antes venhio legal-
niente justificrseos dbitos.
fcy Os Administradores casa do
fateccido Jos" FrancUco da Costa tendo
convocado aos Sn.s. Credo.esa mesma ca-
za para comparece.em no dia 30 de Abril,
vendo que se nao reuni a maioria, de no-
vo convidio aos ditos Snrs. (redores para
infalivelmenle concorrerem no da 4 de
Mso na misma casa da roa da C< uz n. 39
pel.-sio horas da roanhi, e declario que
nfo s verificando a esse dia a necesaria
reunio, ses.-ao todos actos da sua Admi-
ni,*tracio passando a r querer para seren
levados a deposito lodos os livros e roais
documentos conce. nenies a niesma casa e
Adminislracio. Kecife 30 de Abril de
i836.
Rita de Almeida Costa.
Joaqnim de Souza P tito.
Francisco de Paula Pires Ramos.
fc^" Prerisa-se de urna noollier, escla-
va, ou liv.e, paraaluga. por me, quesai-
ba engoma bero, e faier todo o servicio de
urna casa de portas dentro; procure na
morada do Cnsul Ioglez, ra da ponte e-
llia.
%^ Na ra do Quebrado toja D. 3
prerisa-se rt'um hbil caix ir para b-jide
fasendas,: qnem esilvr nas circuu.slancias
dirija-se Ignacio Bento de Luiolla.
V^" L. A. Dubourcque faz sciente que
passou a adminislracio de sua Prensare
Algodio a Joio Antonio de Siqucira.
VENDAS.
Publicaco Literaria.
r Sabio a luz om Compendio de Geome-
tra Pralica, proprio rata o nso das Aulas
primarias, por S. H. d'Albuquerque, P. o-
jVs or Publico de Primeiras Letras da Fre-
guetia de S. Pedro Mrtir da Cidade d'OI n-
drt, e juba-sea venda na loia de linos da
praca da Independ ncia n. 37 e 33.
THEATRO.
Dia 3 de Maio grande pa'a. Anniversa-
rioda abertura da Asseroblea Geral Legis-
lativa : dar p.inciplo o Expectaculo um
excel'enle Drama no qual aparecendo a
augusta Efigie de S. M. I. C. se cantar o
Himno Nacional. Represeniai-se-b a ex-
cellente pecaA cabeca de Brome.Peca
fraude, extraordinaria, cujo mereri-
mento nao be desronbecido nas diveitai
Capilaes do Imperio: os entervallos sero
rehenchidos de excelentes pecas de mu-
zicas edueto-; e ludo quanto possa con-
roi rer pa singulaiidade e despeza lestes Expectacu-
lo, os camarotes t ^e vendero para as
duasnoiles : .o Empresario espera que m
Autbondades desia Capital sedignem hon-
rar este brilhante Expectaculo.
ANN UNCI.
Sabio a lur. o 4." 5 do Semanario Ci-
vil, as pessoas, que o quiserem asignar
mensa I roen le, ou comprar avul-os, di/ijio-
sea rraca da Uniio loja n. 3; e 38. loja
do Senhor Figoera, e no Rerife na
loja do Snr. Jtronymo Luiz da Costa ; tam-
bem sevendemavulsos na loia do Enca-
de, nador na mesma Pia?a da Uniio.
NAVIOS A CARGA.
Para o Rio de Janeiro.
O Briffas N. General Cmara de
superior marcha, o qual partir inlallivel-
mente no dia 10 de Maio : quem no mesmo
quiser carregar, ou ir de passa^em, para
o que tem exceHenles comodidades, diri-
ja-se abordo do relrido Brigue l'undiado
no Forte do Mallos.
COMPRAS.
Um quariu novo, grande, gordo, e
que tenha alguno carrego desobrigado: iu
na dn prata, seiraria q'.e fui de Antonio
Rebel'o.
^ty Um banco de m'arcineiro com a
sui competente prensa : quem o tiver an-
nuncie.
^y Um cofre de ferro pequeo : quem
tiver annuncie.
LEILAOS.
N. O. Bieber &Comp., Cunsignalario
da Galera Hollandez.- C >rneba Sara fosen
lei i de una porcao de ci bre vellio do
me-.no navio per corita de quem pertencer
na porta u'Alfarideg*, hoje segunda^eira 2
deMaiode i836.
^y Hojea.' feiraa de M vio as 10 h(-
ras la manbaa ae hade l'.-zer leilio n* porta
doarmazem de Antonio Joaquim P' reir
de urna porcio de funi'> en lotes pequ-nos.
H. CbrUtopheri & Roo pe perlendem
lser leilio de nina porco de vinlms era
barris, eengarrafado, dopoiio, Tenende
Mad. ira, Champagna, &c. de superior qua-
lidade, e em lotes voulade do comprador
n > h.je i.' 1'eiia 2 de Maio, as io horas d;i
m.'iili, na roa dos Bubeiros n. 8.
trjp A. Schrarnm faz leilio amanhi 3."
fi 3 de Maio na porta do arm -sem de An-
tonio Joaqnim Pereira, de 208 caixas com
magas e 5t cana-tras dita, e i balni com
diversas f. quem pertencer.
ry Diogo Halliday pe.tende fazer leilio
d'alguma mobilia da casa amanb 3"feira
3deMaiopeIai io horas na casa da sua
residencia, ruad'Auoiim.
Um cavallo melado, dina branca, novo
sero nenhum achaque, e muito destro em
puxar carrinho na ra da Piau serrana
que foi de Antonio R. bello.
Tjma prela crila de 9.5 annos mul-
to sadia, e sabe cosinbar, e faser todo ma-
isservicodecasa: na ra do Cabuga loja
de miudesa ao pe do Snr B-ndeira.
^y Urna negra de neta idade, multo
sadia, cosinha o diario de urna casa, engo-
ma sof.ivelmenle, lava de ba. relia, e ca-
paz de qualquer servico de casa e ra: na
ruada Croa do Recife n. 61, segundo an-
dar por sima do Consulado de Franca.
fcy Umescravode28 a 40 anuos, po-
lieiro : no f'm da ra da Senzalla n. 6i.
*ir Um moleque de i5 para 16 annos,
bonita figura, e sem vicio ; eofficial desa-
pateiro : na ra do Cruz armaiem n. 3.
^y Um preto que sahe co-inhar o da-
rio de urna casa, que representa 30 annos :
na ra da Cadeia velha n. 1, no pnmeiro
andar.
V3- 18 caixas vasias para assucar: no
arm.isem da ra Cruz n. 0-.
ry Um cavallo multo bom carregador
epaceiroenovo, por prego oommodo: na
u No venda D. 9.
Si*' Taboasde pinho <'a Snecia de boa
! qualda le. e de dillerenles grocuras: no
alten o da Boa vista loja de trastes.
j^a TJm cavallo, proprio para carro,
e coro bons andares : a fallar com Francis-
co Amaro Barbosa, ou annuncie.
^y Urna casa de sobrado de um .' an-
dar na ra do Amparo em Oliuda comeo
modos para grande familia : no segundo
andar do sobrado que faz esquina para S.
Goncalo da Boa-vista.
%y Superiores licores de todas as qua-
lidade} e timbem se aprompta qualquer
poican para fora da Provincia: cartas de
sylabas da primeira e segunda collecio,
traslados, e res-stos de diffentes Santos:
na ra do Fagundessobrado D. io, sonde
tambem se imprime toda e qualquer obra
pertencenle a Tro>-o ; isto com a prompli-
uao que seus dono exigirem.
|jry Na ra da Cruz, N. 54, Botica
franceza, vende se a Essencia de Salsa-par
rilba reconcenlrada ; esla F.ssencia he o de-
purativo do sangue por excedencia, verda-
deiro esesp-cifico para as doencasaecre-
las, ou inveteradas, sobre tudo pra as pe.
sos que temem mercurio, ou s veis,
com queda e encanecimenlo do cabellos,
dores nocturnas nos membros ; que tem
ulceracSes na pelle ou nas membranas mu-
casas, excrescencias, corrimenlos, glandu
las obstruidas, tumores duros nos ossos,
inchaei" ou rjez-i nas artirul.-c5es.
Esta E se ncia boje geralmeute preferida
aos bandos de vapor, aos suecos das hervas,
s preparacSes sulfrenos, a toda qualida''e
de fomenlaces e Iridftes, be de huma efli-
cacia miravilhosa em todas as doencas,
mautidas por hum virus qualquer ; nas do-
encas da pelle, nas inpigens ou hroes,
n-ts sarnas velhasou repercutidas, nas dores
da gota, reliumalicas ; na? rachitis, nos
escorbutos, nas esr.tofulas ( bumores-fri-
os), finalmente em tola acrimonia do
sangue, q'ie est aununciada por comich-
es, ardores, dores pungentes, picadas,
manchas amarillas, pintas vermelbas, eru-
pces no corpo, hemor.huidas, fruncios,
pstulas n ro*U>, aphtas, botes na lingos,
enfermidades na boca ou na garganta, a
re do rosto livida, chumbada ou ebeia de
bo*t<;llas, os olboi ve. mi Ihos ; ITnxo'man-
co, leile espallado pelo corpo, cliloro'si?,
idade critica das mull es, males do er-
vos, irnt il.iiidade, humor ti i-te e melan-
clico, &r. O uso habitual de-la Esencia
mauleiu fresca a cor do ros'o, e escu-a dos
VeaicatoripS) dnssedenhosedos rauleiios.
lie visto que esta Essem-iadeStlsa-Parrilha
eoiivem en muilas alleices aciimoniosas,
(jue nao fio das que lem hum carcter sos-
pe.ilo.so. A Medecina possue poucos reme-
dios que tenhio tanta virtude equeestem
na posse de huma lo grande e lio justa
oclebridade.
%y Um escravo da costa, Irabalha-
dor de enx.-da, e de t 'do o servico de cam-
po : o lado do muro da Pdiiha, casa ler-
lia, D. 10.
6^ Folinhas de porta, de Al-
gibeira, e de Padre, para o pre-
sente atino de 1836, por preco
commodo, na Praca da Indepen-
dencia, loja de Livros N. 37 e
38, e, na ra da Madre de Dos
venaa que foi do Rezende.
PERDAS.
Quem aibar uns oceulos de aro de tarta-
ruga, que julga se ter perdido junto a
ponte da Boa-vista, queremio restituir le-
ve a loja de livros, n. $j e 38, que se dar
um palacio de ai hado.
Taboas das mares cheias no Pono da
Pernambuco.
\n Segunda i 6h. 30 m
!8 T:i 718 .
j i9Q:^ 8 6
4 20Q:I 8-54 \Tarde;
21S:i 9 "Ai
"-^ a2S:;
- 10-30
23 D:4 11-I8
Ni'IK'lAS MARTIMAS, t
Pavio entrado no dia 30.
SICILHA; 60 dias; B. Sardo Loura,
Cap. Joo Ropho : vaiios gneros: A.
J.deAmo.im. Ton. 300.
Sabidos no mesmo dia.
LISBOA j B. Port. Africano, Cap. Jo-
ze da ^ilva Crui: varios gneros.
Sal*io para acabar de carregar no Lamei-
rio aGalea Nova Aurora.
CONSULADO DE PORTUGAL.
Tendo todos os Carregadores do Bergan-
tita Porluguez-Orarulo-Mjrlo nVste Por-
to, e promptoadar velli para Li boa com
escala pela IIha de S. Miguel, representa-
do a este Consulado boove.-se de tomar as
providencias segundo a Lei para a realisacao
do Contracto de locacio que fze.iocom
Joio Alfjno Botelho, Capilio, Dono, e
Caixa do dito Bergantim, por este bavec
desapparecido d'esde o dia 22 do correte ;
pelo presntese fai publicar, que qualqnec
pessa ou pes as, queseacharem devida-
inente autborisadas pelo mencionado Au-
zeiite Joio Alfonso Botelho sobre a gerencia
do Contracto que elle ez corn os Carregado-
fts dodilo Beigantim Orculo-, deverio
comparecer na Chancellara do Consulado
de Portugal dentro do praio de novedias,
findos osquaes nio compareceudo sesubili-
luir oulio Capitoconforme expreaono
Codito Commercial Portuguez Artigo
i :3t3 e se tomarlo todas as mais providen-
cias, a fen d'acautelaros interesses dos Car*
icgadores, dos Compartes do Bergantim
se os tiver, bem comojde qua squ'-r oitro*
inteiessad-is que tenha, ou possa vr a ter,
e poder seguir ao sen destino. E para que
ebegue oOticU de lo tos se mandn aUai'
o presente E tal na Praca do Commerrio,
e inserir nos Perioducas d'esta Cidade. En
Miguel Joie Alvt-s, Chanceller do Consu-
lado o escrevi.Dado em Pernambuco sob
o sello do Consulado de Portugal aos 30 do
Abril del856.
Joaquini Baptisla Moreira.
Cnsul.
A rogos do Snr. Joaqnim Lo-
pes de Almeida, declaramos que o
atutuncio inserido por vezes ueste
Diario, relativo'adissolucao da so-
ciedade que tinha o Snr. Joaquim
Antonio de Vasconcellos, foi assig-
nhdo pelo seu Socio e por elle
mesmo trazido a officina.
Os Redactores.
PEN, NA TlP, DO DIARIO.
833
MUTILADO
!


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