Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05499


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Full Text
r"r
Mw
Anno Te 184$
O DIARIO pnblca-e<|odas os di que ,,;
forem de guarda i preco d isjgn"itur. he de
tbt)< ri.poi quartel, pfiot adiititaiini. Os n-
niioelot dos ssif-nanles ao inseridos i res^o do
W rs. polinlut, 4 r. eni typo difirante, mi
repetleSs pe metede. Os que o'o idrem ,:.,.
rante, pagtro 80 rs. >1r lirih, ll.ia,(ypo
diOereaU, porcada publicacio.
PrIASES DA LA NO ME'A DE MAIO.
I.ua ora, a 1, > 4 horas e (4 mo. da omdH.
Creseeat* a 10, eos 38 mi. da Tnanti.
La chava a 18, *% 4 e min. da n*nh.
Minatiaa a 5,s t7 mi, aVmanh.
Terga.feira 50
PARTIDA dos correios.
fioianoa, Paral!IU i*. s*;ind*i *te,i* ierras
^u-.rand^i^SorrouMaf feirs>oaod
,C,na, 3eroiliHem, Rio-Formas*, Poiic-Caivoe
MaceM, no I., i |{ eJi dcada. mz.
Ganninunt Bonito, a 1 e JS.
Boa-Viat e Flores, a II e.58.
VfctorMi as quialasWeas. ,
Olinda, toda atas.
. MK*AR Dfi HOJE.
Priniefra, t i horas e *4 nulos da tarde.
Segunda, as 3 horase 11. miau ios da rabia.
Waio
Anuo XXV. iV. fttt.
das da semana.
. SJPl,'ll?Jjdoc-** doM.d. ir.
10 Terca. S.armmdo Aiiii. da J. do oir!, ed
J. de pac do t dial, de t. i
31 {.hurta. 8. Pelroallla. Aiil. do J.do vic. e
do J. de par do 3 dist. de t.
Quinta. >>< Aseeuco do Senhor. S. Firmo.
2 Seii*. 8. Marceliuo Aud.do J. do e Ir. a do J.
de pai do I dist. de t.
3 Sanlwdo. S. Ovidio. Aad. do J. do eT. do a
J. de paz do i dist
I Dasainaro. S.Francico CJraciuli.
CAMBIOS NO DfApI OE'M'AIO.
? Safranda. S. Haiiml.no. And. do J. .tos Sobre Londres a 15 d. por'ljn.a o das. Non,
oriib. do J. dor. >U i u ii Ja i a au.iM.^.f. _.. __..- iY_
Desc.
Paria 145 a 35a rs. por franco. Ndm.
LisWjlOO por 160 de premio.
.letthade b
Duro-tT(jpj.ea)penl.r.|.
boas firmas a
a MoMnasiOOrelli.
de 8/100 nov.
> da 4/001.....
tral* Pttece...... ...
Pesos oolumo|res...
Ditos sMxteano ....
Miada......
I V, a
JOfioB
18*510 a
101300 a
91100 a
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1/810 a
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* imuuai >> i ,# J i a f
Acedes daeomp.do eberibe deSO/000 rs. ao
mez.
10/00(1
II 800
18 400
I Jno
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I 19
I 140
i vio
DIARIO?!'PEHlAMBCO
I
IOR.
RrO4)E-JARll\0.
RELATORIO DO S(NH0R MINISTRO DOS NEGOCIOS
DA FAZKNDA.
Aufniloi e diaiuMi'aioi tenhoret represtnlaniei da nf Toado cumprido o dever de appresentar-vos a pro-
!,,-U-.*E ,ei do oreamento para o ejercicio de 1849
coSvL'S'dP^lf^fc0 <* J-* ""'branca al cm Tatema, eipedo-se a circular de 6 de a-
,aptecfeote relatorlo. de [gusto do anno passado, que regularisou ncsla parte o
maiores garantas a
uladet ao pagainru-
a comeear a ter ax^ucd deji^ro d|dd-e".bo"naVa. pX coTpo {'egr,.aivoOB^O, T*SBU'
Os empresti.nos dos cofres dos o,:phiosrao estado, aftie
^^S^P^-*' otec~ente velatorio, de gusto do ano passado que regular
io frKfd%0je,P?,a: ""w "" 0,2tff|! P'"">. acompanhandoBde .
fr axtualdeittafco afeajabo. qaalora aaWnlaaWijtidWaeat.. ,,rhdJWaa as Ucili.
oZSu nt^L2 CC5,aram 'lelrmeote, A occa^Sobel to da, divida, j liquiadTs pelo th
wj eui diante a le que ficou adiada na ultima sssao.
regendo no 2. semestre deste anno a prorogada pela
resolucao de 2-ldesctembio do passado.
DIVIDA PASSIVA EXTERNA.
He ainda a mrsina que exista no anuo passado, asa-
&W, seguese o d acoinpaha-la do"retio" do"mi-1ber' C-J87i ^Lde P"e "e 5 % ou 4:996.000,000
nisterio da fazenda^ Interinamente a meu cargo o aue Ia0 ca,.nol de "'> epo isso oaieus juros e respectivas
lasso a cumprir, licitando a vossa indulgencia pelas ?'T'^!t^t 1Srtain"a """
imperfetedes que qfelle encontraides.
ORgAMENTO.
. Ioaaendo,iEaMad(,J a lcl que ha de rpfer o xercicio
de 1M8 1849, mandn a resolucao de 24 de etembro
do anno findo prorogar provisoriamente para esse exer-
cicioalei que regeno correnfe de 18471848. Ten-
do, porin, de dar-se provavclmen te dili'ereocas entre as
cifras da lei em execuco, e da que se ha de prxima-
mente decretar, diii'erencas provenientes de factos oc-
ina de f 315,346, ou 2.803.075,000.
No anuo futuro deve lioar reduzido a um milhao de
o capital do einprcstiino He 1823, o mais amigo dos con-
tra Indos, por se haver ordenado a ainortiaapao prouiet-
tma no relatorio do auno passado; e coui essa diminui-
do vai ja calculado o quadro do orcamento, como mos-
tra a tabella n. 3.
Tamhem ae calculou a r.iortisacao ao par, nimia que
naja quasi certeza de se ppdr faser a menor preco
mas ueste caso convlr empregar toda a somiua pedi-
corridos posteriormente \ data da prim"ei:T,a'r7cer Inos meirmi^ M,0,,rM.- recelU. Per''""'
me que lenos me afastaria da exac ida^rtoti^Tnor ?m l3-S\,*&*^t*!^fimn 1*** *M'Boi a-.caba
,da P-PoMa que^abo de^ Z Ico'este.i ^$%^T!Z
anno passado, esobre que to importa evlUr.se fOrpossivel. '
sentar-ros, a que se fez no
se baseou a lnjadiada- -
A recelta pan "o exercicio de 18481849 ful orea-
da na proposta apresenjada no anno passado de 1847 em
25.500.000, 000 : a oreada agora para o exercio de 1846
-1850 he de 28. 000:000,000, ou mais 500.000,000 do
que aquella, calculado o augmento progressivo na ra-
za o de quasi 2 por cento. Multo maior podera ser o
augmento, se toinassemos porbaseaYectetacffecHva do
exercicio de 1846 1847, em que a j coiihecida pelos
balancetet recebidos no thesouro sobe a 26.322- 000 000
e talvez exceda a 26. 400:000,000 no balanco definitivo
Mai a que tambein j se conhece do correte exercicio
de 1847 1848 pelos balanpetes recebidos nao permitte
calcular a totalldade della em uiaia de 25. 000. 000 000
lito he, menos 1.400 .000,000 do que a do exercicio an-
tecendentc. A causa principal, aque se attribue tao
grande dlmihuifao, he a crise coicmercll da Graa-Bre-
tanha, que faz diminuu na Europa o consumo dos pro-
ductos da afaasa industria, e baixar os seus precos nos
nossos mercados, resultando, por conseguate, una di-
niiiiuicio consideravel na riqneza nacional, ecorrespon-
dente decresciuiento na renda publica, uos principaes
ramui della, itnportacap, exportacao, c interna. Iguaes
efl'eilos se lentiram durante a grande crise commercial
do EUdos-Unldoi da America do Norte no anno de
1837.
,c **!;oPP'r 1ue a 'eceita do exercicio futuro de
18481849, oreada em 25.500:0i>0,000, nao exceda a es-
ta quanta, porque i causa referida de decresciinento
que anda dura, veio ajuntar-sc outra, que nao pod
dcixar de ler maior e mais duradoura inlluencia,os re-
cente acontecimentos da Franca.
A dspeza he oreada em ........ 27.983.914,835
e o ful ta proposta do Snno passado em. 26.814.695,272,
tena, portanto augmentado. .
a saber ;
No ministerio do imperio. .
da juslica. ,
* de estrangeiros.
da marinha. ,
da guerra. _. .
alc: o Ao4do jiiaho de,1846 eram de 1 187.349,258^ooioo
vosfoi presente na sessao pastada', suba no fim deju-
nhode 1847. como na tabella n. 15, a 1.440.436,521, ou
mais 250.087,263, do que no antecedente. *
No relatorio do an.no passado se chamou a vossa at-
teucao sobre o Juro de 6 por %, que o thesouro paga
por ettes emprestimos, e que nos districtos fra das
capitaes das provincias sobe a 8 e 9 por ;,',, com as
commisses dos collectorcs, e perda no lempo que mc-
deia entre o recebiinento e. o emprego, aim do risco
deguaida c transporte, e do accrescimo de expediente
com as frequentea-entradas c retiradas de taes dinheiros
as thesourarias'.
Se no auno pastado, quaudo ao thesouro se ofterecia
dinheiro por dwcohto de^uas leltras a6e6Vj. pareceu
oneroso juro de C, que a lei amida pagar por taes em-
preatmios, multo mais o deve paracer agora, que o the-
souro acha o mesmo descont a 5 '/,,'e a menos. Sao,
O preco dos nossos fundos em Londres acourpanhou
a baixa geral de todos os outros na ultima grande crise
commercial ingleza, que anda dura. Ate s ultimas
uoticias ficavam a 75, termo medio.
As sommaa precitas para o juros desta divida teem
continuado a ser entregues pela agencia do thesouro
em Londres aos contratadores dos emprestimos com a
antecedencia devida; e para os que se hilo de vencer em Part delle to antlgo, que nio,ha probabilldade de ap-
3i parecer mais quem poderla ter dlreito a levanta-lo
na verdade, dignos de proleccSo os orphos, mas nao
com tao grave pKjuio do thesouro.
Cdnvcria, pois, reduzir p juro a 5 por ?,' ou autorisar
o governo para tomar, ou deixar de tomar o dinheiro,
como Ihc conviesse, e os juies a da-lo pelo juro que
ao thesouro lijesse coma, ou cmprega-lo de outro modo,
se o poderem fazer com juro mais vantajoso. e igual
scguran;a.
. He avultada a divida provenieute de depsitos de au-
sentes; mas de nenhum modo pesada ao thetpuro, p'or-
que de ordinario as entradas excedem s entregas, e
ftca sempre um rcmanetente, que nao he reclamado, e
biam o juro pela caixano fim de 1847, confrontada com a
do anno antecedente, mostra que do capital de 9.909.200/.
posauido por estrangeiros, passarain para os aacionaot
no decurso daqucllc anno 940.400,000; e nao te pode at-
tribulr laio falta de con banca no crdito peuUco, por-
que o preyo das apolces de 6 por cento na Acorto de
todo auno tubio de 83 e tneio a 89, o que dJTdeia aatai
lavoravel do estado liuauceiro do paiz ; e mais subirla
Ittvez se nao fse a concurrencia das provinciaes emit-
tidas durante aquclle periodo a menos 2 e 3 por cento do
que as geraes. Forcoso he, pois, procurar outra cauta-
parece-me v-ia na necesaidade da retirada de fundos pa-
ra a Europa, em consequencia da crise commercial in-
gleza.
SODSTITUICAO DE NOTAS.
junho c outubro deste auno, j esto em poder della,
ou vao em caminho, as sonunas precisas, quasi todas' i?5'1" ',e 1ae< 8em se eslabelecer prescripcilo pa
passadas em leltras, que he o' nielo queva experiencia fnrelt0> conservar-sc-hao em aberlo as comas de
E diminuido :
No ministerio da fazenda.
Augmento pedido.....
1.169.219,563,
113.680,000
60.549,203
4.150,000
73.830.4flQ
1.030.094,089
1.282.209,782
112.990,219
1.169.219,563
_ experiencia
tem mostrado ter mais prompto, e menos desvantajoso.
A tabellan. 4 moitra.as retuestas faltas no anno de-
corndo at o fim d marco prximo pascado : o cambio
medio dellas foi de 27. 47 drs. ou 1, 74 por cima
do fixado na lei: o do anno antecedente fol de 27. 07
drs.
Pelas datas e pracat, em que se negociaran! at rc-
messas, se conhece quanto se procurou opporlunamen-
le conciliar o interesse do thesouro conro da lavoura
e coinmercio das dill'erentcs provincias, para que o
cambio nao Asease diflerenpa notavel de unas a outrqs,
OU na niesina em diversos lempos.
AGENCIA EM LONDRES.
Nao tem balido aiteraeo alguma na nossa agencia
em Londres. Oa seas menibros sao anda os negocian-
tes inglezes Goldsmid, Tompton-c King, cas coodicV
com <]ue serve as mesinas do contrato de 1840, que
continua a durar einquan(o approuver s partes con-
tratantes.
DIVIDA PASSIVA INTERNA.
A de apolces de 4, 5 e 6 por % que no fim de marco
do anno. passado era de 48. 251.200.000 em capital -cir-
culante hcou em igual dia do corrate em 18.583.400/,
ra este
as cbitas "deste de-
-Dito, e umasomma phantastca avultar na divida pas-
si vado thesouro.
i''iii.iluiente a divida aos cofres dos depsitos pbli-
cos Cxlstqntcs as thesourarias montava, segundo os l-
timos balancos recebidos, tabellan. 10, a774.930,000,
a saber 44.351,000 movis de ouro, prata e pedras prc-
Sreclotas ; 101.215,000 em papis de crdito ; c .
58.370,000 cn dinlteiro. Maior seria a utlidade que o
thesouro tirarla deslcs cofres, e em inultos casos os
proprios depositantes, falm de se simplificar o expedi-
ente! se se adoptasse a providencia lembrada n rela-
torio do anno passado para se substituirem por depo-
sito, em dinheiro os que ha mullos annot exilem em
movis de ouro prata, c pedras preciosat, isto he, que
os .demorados por mais de 5 anuos se arremalassein em-
hastapublica, se depols de chamadas poredilacs as pes-
soas que a riles Hyeisem dirclto, nao se oppdzessem
a arrema la cao.
Pelo que pertence ao orcamento do ministerio da fa-
zenda, a meu cargo, cujot augmento, e diininuicdes
me toca justificar, a tabella n." 2, em que estao con-
frontadas as rubricas dos pedidos de agora e do anno
paitado para os dous exerciciot futuros, mostra que as
iliiuinuicdec mais importantes so de 136.000,000 na ru-
brica de Jaros da divida interna, e 100.000,000 na de
deiconlos de assignados. Se., porque o accrescimo de
recelta.de,, annoa de 1846 1847 e 18471848 permlt-
tio retirar uina parte da somraa emlttida era lettras do
thesouro para supprimenlo dot dficits dos aunos ante-
riores, e nao te emittlrem mais por anlicipacao de re-
ceita.
Talvez pareca que o pedido para os juro da divida.
Interna anda scjiodriia rcdzr, na tupposiciio de con-
tinuar a emissao de lettras do thesouro, ditpentando-te
a de apolces, com cujo maior premio se calculou: iras
cuinpr atteuder que aquelle recurso be incerto e pre-
cario o premio pode subir de um diapara outro,
Ivez a mais do calculado, como algumas vezea tem
acontecido.
Segue-,e a diminuifoo de 50.000,000 no artigo obras;
porque, contando-se com a concluao das das alfande-
gat da c6-t, Baha, e Rio-Grande-do-Sul, at que viro
a ser 'precitas he provavel que nao exijam maior quau-
na do que a de 120.000,000 pedida.
as rubricas para que de*novo e pede crdito, a sa-
ber : dminhnracao de terreno diamantinos e eneom-
uienda de papel uioda, enat outras em'que ha aug-
iiento, como pensionistas, aposentados, alfandegas,
consulados, recebedoria, colleclorias, juros c paga-
mentos de emprestimos dos orphos, basta attender-se
a natureza da drapea e it diversas parcellas de qu el-
la te compile mludainentc desenvolvidas e explicadas
"o orcamento, para se haver por justificado o auglnen-
lo pedido. -
Comparada a recelue despezaoraorfadaspara 849
'850, a saber :
;>...... \ .
26.000.000,00o
27.983.914,835
A aparece assm a primelra vlHo dc-
citde................
Se ffir.porut, descontada na despeaba
ainortisacao da* divida interna e e
lerna fundadas.........
1.983.914,835
2.247.3027,77
1,400/,
tenao, como veris dos respectivos qnadros ns. 5
cu, oaccresimo de 14.200,000 em apolces de 6 por %,
que forain emittidas em pagamento de rcclamacaes
brasileiras e portuguezas, e-9l8:0O0,000 as de 5 par %
em pagamento de conhecimentos da divida inscripta
anterior a 1827, que teve igual diminuirn ; nao sendo
necessario usar da faculdade de emittir as de 6 por %
em pagnenlo de crditos de exeroiclos findos posterio-
res aquelle anno, porque s circunstancias permitti-
ram a de emittir lettras do thesouro com maior vauta-
gem.
Ojuroaunual desta divida importa cin 3.123.478.000.
incluido.u de apolces amorlisadas, tendo accrcscldo at
marco findo 16.752,000, correspondente .'ao augmento
da referida emissao de 332.200,000.
A divida fm conheciinntos de inscripcao do grande
llvro he boje de 558.312,048, tendo diminuido 304.181,936;
mas os possuidores que deisaram de receber as apolces
em pagamento at o fin do anno de 1847 sem motivo
justificado, estilo incuros na preicrlpcao dos cinco an-
uos da lei.
O empretiino de 1827 para o resgate do cobre falso da
Baha Ac extineto no fnn.de junho deste anno.
A soturna de notas em circulacao, ou papeMnoda,
segundo, a conta da calxa d'amortisacao, n. 7, he de
48.157.721,000; mas esta soiama tem de dimluuir quau-
do frcm recolhidos insnia caixa todos os saldos de
notat substituidas e InuHllsadas existentes as de subs-
titliico, extinclas ltimamente as provincias, c depois
S|tie se fizer o abatimento das perdidas no gyro. Entao
icar reduzida a somiua em circulacao, e talvesnSo ex-
ceda a 47.000.000,000, quantia nao superior s necessi-
dades da circulacao durante o anno findo, como indica o
estado do"cambios, e do mercado da. moeda metlica
naquelle periodo.
Das lettras do thesouro, tabella n. 8, emittidas para
upprimento dos dficits dos exefeicios de 4243,
CAIXA DE AMORTISAgO.
Nao tem desmerecido no conecito pnblico o crdito de
que senipre gotou este importante cslabcleciinento, ha
mais de 20 anuos creado. O, juros que paga tbdos os se-
mestres do capital circulante em apolces da divida pu-
blica, subern Imjr em um auno quantia de 2.842.558,000
(descontado o transferido para as provnolas, j accres-
centado o deslas para a caixa) Para o paginento de
1 424.276,000 dos do crreme semestre, j st^ptcjiam *co-
Ihidot nella em assignados d'alfandega a vetteer at ju-
llto 604.826,508, e ser inlcirada em teMpo cUnprtsnfe
pelo thesouro a importancia total do semestre.
Urna parte da importancia dos assignado, q|e no se-
mestre passado foram i"*uieUido8 caix, ni raga pelos
astignanles em modade prata ; que obrigs% a pagai-
sclanibctn na niesma especie urna qnarta paite dos ju-
ros. A demora da contagem, os embaracoao-lranspor-
te e o agio que entao soAVia esta moda entrelacao ao
papel, cxciloii algtm descontentamento po publico, c
talvez contribuissse em parte para a pequea deprecia-
cao das apolices no principio deste serdlitre.. Quando
tratar do meio circulante me(aliao, dirci o que cateado
arespeitodos pagamentos em prata, e do meio de os
evitar.
5 cof,e dos Juros reclamados existia no fim de
1847 a sommaaccumulada de 125.643,000, mais 8 838,000
do que no antecedente. Este deposito cresa de anno em
anno, como se mostrou no relatorio antecedente, e para
se nao conservar improductivo tamaito capital, se Icm-
brou .illi o empregar em apolices nove decimos delle, fi-
condo em reserva um declino em dinheiro no fim de ca-
da semestre, para occorrer ao pagamento dos juros que
fssom reclamados, supprindo o thesourj com o nece-
sario, quando acontecesse etgotqr-se a reserva, o que
nSo era de esperar, comprandn-ic as apolices em maio e
llavera e sobra real de....... \ 263.387.942
-'- peder cmpregai-i, com o mais qiieVorventiua
Kta'JKcr, ua amortisacao de urna e outra \ivida, ou
"o resgate da fiticluaiiie, comb mais cbnvir. v
e 43 44, tabella nt. 0 e 10, Acaram em circulacao no
fim de marco 5.031:000,000, endo-se retirado no decur-
so do anuo com a renda ordinaria 454.900,000. O des-
cont dellas na praca regdlou aS '/, e 6 por % meaos
meio por cento do qae no anno antecedente, e um e
meio do que o das leiu-s das melhorfs firmas do coin-
mercio; o que mostra com evidencia a conflanea que
inspira o crdito do thesouro.
Anda existem por pagar dos quatro crditos de exer-
cicios (indos at agora consignados as parcellas que
nao foram requeridas pelos credres, ou dependcih- de
nova liquidacSo. As tabellas ns. 11 a 14 mostrara o es-
tado de cada um delles, restando a pagar de todos at
as ultimas conta* recebidas das thesourarias .....
1.804.044,204. D'uio em diante j se dever ter pago
multa parte desta soturna segundo as ordens do thesou-
iqj Mais algumas dividas, porin de pouc* monta, se
hao liquidado depois do ultimo crdito, asquaes vos.se-
ro presentes nesta sessao, para que consignis a som-
iua necessara para b sed pagamento. A demora que
sofi'iem com este systema os credres negligentes, os
tem tornado mais soliciios em procurar o seu embolco
antes do encerrainento dot exerciciot; e lie de espe-
rar que d'ora em diante mu pouco fique por pagar de
exercicins lindos.
Sendo pesado aos credre das provincias requerer
3o thesouro o pagamento das dividas de exerciciot An-
os, c prejudicial o estylo de lquidaccies isoladas, tem
nnveirtbro; que he quando o cofre geral da caixa comec-
a cobrar os assignados d'alfandcea para o pagamento
dos juros em Janeiro ejulho tcguinlet. Com esta provi-
dencia Acara em puncos annos elevado o capital do co-
fre i somiua consideravel, com grande vantagem da fa-
zenda nacional, nao menos dos possuidores de apoli-
ces,-tendo un tal concurrente na compra desses titu-l ^c'a''!" do sertao da Habate dirigiain para o de Mi-
les- I nas-Gcraes dous aventureiros com una norco de not
hiiu Hn m non >u, nnn rf. ~___*. ..;.____
Esct concluida em todo o imperio a substllulcao das
notas de2,000 da primeir estampa ; e Acaram por con-
sequenola extincUs, menos em Goyaz e M.itto-Grosso, as
caixat que se baviaiu creado para as diversas substitui-
cocs desde a opera9ao do troco da moda de cobre Os
resto que neljas existiam em notas substituidas e inuti-
lisadas, ja; stao recolhidas ou se vo'recomend calza
de amoriisafao, onde, depois de escrupulosamente eon-
If rldas, hb de ter quelmadas con as formalidades le-
gaes. As sobras das notas destinadas substituidlo pas-'
saram |>ara as caix.it geraes da, provincias. A falta que
estas ja se senta de notas mtudas.'como representaran!
alguna presidentes c thesourarias, e nao menos a'conve-
nicncia de evitar os riscos do transporta desses valores
para a corle, exigan esta providencia communicada no
relatorio do anno passado. A' medida qu se frein ven-
cendo as Ictiia sacadas pelas thesourarias a favos da cai-
xa de amoriisacao, Ir o thesouro entrando para ella
com os referidos saldos.
Em Goyaz e Matto-Grosso anda continuara a funecio-
nar as caixas de substituidlo.; naquella al o fim deju-
Iho, e ncsla at o Am Je outubro docorrente anno, para
concliiircm a substilufffo das notas de 100,000 e 20,000
da segunda estampa, que nessas provincias se fez com
notas remedidas da caixa de amortisacao, e nao com a
renda geral, como as mitras. Logo que lindaren all
aquelles prazos, lera lugar o mesmo prnecs.so da cxlinc-
cao das Caixas, pasagcin dos saldos c saques, como se
ordenon para as outras provincias.
A substllu5odas referidas notas d 20,000, que j fin-
dou em todas as mais provincial, contina nesta corlp
S.?J1nn*J?,c ftm de ^u,DO dcs,e anno- A- d olas de
HHl.ouo deve terntinar no decurso deste anno, o inais
tardar at o fim de outubro.
Hepor esta raso que o thesouro anda nao pode sai-
nar a sua coma, tabella n. 18, com a caixa de amortisa-
cao pela soio ma de 3.624.000,000, que della recebeu por
conta dos saldos da renda geral, que as provincias man-
dara applicar a substituido deslas notas. As substitui-
das que dellas tecm-vindcJ, e.as sommas que da mesina
renda rain la empreadas na substituicao de outras
classes, era falta de remessas de notas da caixa, e no tro-
co das dilaceradas das classes que andan em clrculaco
devem ser abonadas nctia conta, cujo crdito suba i>
" ."iaJ,tn^2'l8?'M,200, t*11*0*0 Pr un, omen-
lc 1.430.J50.000, que ba de ser pago com as que se vao
recebendo das provincia; e qnando nSo battein, com a
renda do thesouro, como vos foi prsenle na sessao do
anno passado.
Desde que princpiou a emissao das notas da primelra
estampa, em substituicao das que serviram para o resca-
te das do extncto banco, e das cdulas do cobre, teenvse
substituido, era consequencia de apparecerem falsas n
de 2,000,5,000, 10,000,20,000 e 50,000 dessa mesma pr
melra estampa, c as de 5,000, 20.000 e 100,000 da segun-
da ; restando na circulacao as de 1,000,100 000, 200 000 o
500,000 da primeir. os de2,000, 10.000. 50,000, OO'OOO e
50,000 da segunda, c as de 5,000 e 20,000 da lerceir.
Nao posao anda apresenlar-vos o resultado liquido de
todas as referidas substltuicet. So depois de recolhidos
a caixa de amortisacao "os restos das caixas de substitui-
cao, extinctas as provincias, he que ser postivel saber
com certeza quanto de cada valor e estampa deixou de
vir ao troco, c quanto fol odetconto nat noas apreaen-
tadasalndo prazo da lei. Posso,entretanto, alBrmar aue
as dos valores menores ha de subir somma considera-
vel, eem todas hade exceder muito despeza do panel e-
das substliuicoes. .
Existem de reserva na caixa de amortisacao as chutea
de 10,000 e 50,000 da terecira estampa, de que anda nao
foi einitllda nota alguma, e parte das de l.OOOe 2,000 da
tegunda, que se vao emittindo em troco das dilaceradas
desses e outros valores.
Estando assim reduzido osobrsalenicdc ola* novas
nao sendo anda nraticavel o fabrico dellas no paiz con
a desejada perfeicao, forjoso foi encommendar para a
Eurppa as classes que conven ter em reserva para riual-
quer emergencia^ Espero que venham em papel egra-
vura que otferecam as maiores garantias contra a falsifi.
ua(So, e a favor da seguranca' das chapas, como se r-
coniiuendou.
Tem continuado a apparecer na cdrie e as provincias
Uina ou outra ndla falsa das jaVconbccidas, que, difierfn.
do notavelmente das verdadeiras, teem sido lugoappre-
hendidas. ltimamente recebe o governo pancipacio
Aluda nao foi possivel encunar, como desejam oa mes-
inos possuidores,(o prazo de inez e meio de suspenso
das transferencias para a factura das folhas dos juros.
Nao tendo, porin, continuado as emisses de apolices
pelo thesouro, e tendo de esperar que para o futuro se
v litando maior somma dellas nos cstabclecimenlos e
corporacOet, con o que deve diminuir o numero de arli-
gos das folhas, talvez se possa reduzir o prazo da sus-
penso a 30 das, c anda menos. E se nells seadmittls-
seporescripto particular (ou, para mais seguranca, lana-
do por la bellio) a transferencia das apolices de 1.000,000,
do mesmo modo facultado para as dos outros valores pe-
lo art. 64 da lei de 15 do novembro de 1827, removidos
firariam em grande parle os inconvenientes da suspen-
sas
Mu pouco uso teem feito o< possuidores de apolices da
faculdade de as iransferircm da corte para as provincias
da Habla, Pernainbuco c Marauho, e vice-versa. Nopri-
melro caso havia at o fim do anno prximo passado
230.600,000, em apolices de 6 por cents, e no segundo
8 600,000 na de 5 por cento.
Sobre o inconvenientes de se ampliar a faculdade das
transferencia* para as outras provincias, e mais anda
dellas para a curte ; bem como sobre a utlidade de se
corTerterem as plices uc t 5 por cento as de 0 por
cento, para haver smente as deste juro, refiro-me iutei-
raiucnie ao relatorio do anno passado.
A tabella n. 17 dos possuidores das apolices, que rece.
falsas de 10.000 e 56,000 da segunda estampa, que se
suspeitava terem sido fabricadas na cidade da Babia
Expedirajn-se logo circulares s autoridades para os'
perseguirem; e procura-se descobrir a oficina indi-
ciada.
En Minas foi preso um etlrangeiro-que pretenda pas-
tar algumas notas falsas de 50,000 daquelia estampa, e
ia-se em seguimento de outro individuo, que conseguid
passar algumas. A estampa eassignaluras das que ioram
anprehendidas sao grosseiramcute imitadas, e s podc-
rao illudir gente simples e desprevenida.
Ilcm que at agora nao hajam sido de funestas conse-
auenclas'as falsificacocs Intentadas do nosso papel-mo-
a, nem por laso devenios descansar em parle i u seguri-
dade, dcixando correr as cousas como vao. A perfeicao
da estampa, a qualidade do papel e assignaturas ISo boa
garanta contra a faltiAcacao, mas nSo sufficiente i he
initter, aim disto, restringir o mais que fr possival o
mbito do seu gyro, nao so para que mais fcilmente se
possa descobrir a fraude, mas para se fazer urna subs
luicao prompta, que atalhe o mal era seu principio o
que nao poda eftcluar-se en um paiz tao vasto, como
ne o Brasil.
nivro ACTIVA.
O estado desladlvida, n fim do exercicio de 1645-1846
a de 0.945:457,268, como do quadro n. 19, da qul so s
reputa cobravcl a quantia de 3.1620.22,986. A toulidade
MUTILADO
aa.


dell, comparada com a do quadro que se deu no anno
passado, aprsenla a diminuico de 15.337,511 ; mas, io-
nio faltain anda ni qadros de inuitas provincias, que
fram suppridos com os do exercicio antecedente, dSo
e pode aflirinar que no de que se trata nao houvesse
augmento, como nos anteriores. .Sobre as causas verda-
deiras ou presumidas deste prove so nao cansare! a vos-
la attencao, rcpcliudo o que teem dito meus antecesso-
res : lembrarei comtudo a necessidade, por um delles
indicada, de se estabelecer por lei, que a divida prove-
niente de alcances de thesoureiros, collectores e outros
quaesquer encarregados de dinheiros pblicos, fique
subjeita a juro, na rasao de dez por cento ao anno, du-
rante todo o lempo da indevida deteneo, e toda a oulra
ao de 6 por cento, ao que accrescentarei que da prlmcl-
ra se nao conceda en caso alguui o favor do pagamento
a praios, e da segunda s em caso de frca maior, pro-
rada a juizo do tribunal 9o thesouro, e nao excedendo
Jamis a dez annos a moratoria, Sem estas providencias
os exactores, e anda os devedores serao tentadas a to-
mar como meio de fazer fortuna, e ha disso cxemplos
desgracadamente, a retencao das rendas publicas, esgo-
tando todos os expedientes administrativos, ou judiciaes,
para nao pagarein, ou pagarem multo tarde, quando Ja
or elles colbido todo o partido possrel do use desses
dinheiros, e quando despendida pelo thesouro, com a
privaco delles, inuito major quantia.
A' mencionada divida activa devo ajuntar a represen-
tada por ttulos chrographaros, incorporadosjnos saldos
existentes nos cofres das thesourarias, A sita importan-
cia no fim de marc de 1845 era de 604.591,000, como ve-
ris da tabella dos referidos saldos, annexa ao balaco
definitivo do exercicio de 18431844. A maior parle con-
siste em lettias de devedores a quein se conceden mora-
toria, c de sisas de bens de rail vendidos a prazoy, algu-
inas a vencer em annos to remotos, que aicancam o de
1875; e comtudo pdem-se reputar cobraveis, por le-
rem hypotheca nos respectivos bens, ou garantia em fir-
mas de endossadores abonados.
Entre os referidos titulos figura no saldo da thesou-
rara da provincia de San-Pedro a maior parte da somma
de 90.200,000 em proinessas de dons gratuitos feitas ao
estado por minios particulares, cujas fortunas ficar.im
arrumadas, ou gravemente deterioradas com a guerra
civil que por tantos annos assolou a provincia ; e poi-
tanto rcduzidos a impossibilidadc le cuinprlrem o pro-
meltido. Kutretanto nao se pdem annular esses ttulos,
como pede a equidade, senao por medida legislativa.
JUIZO DOS FEITOS DA FAZENDA.
Dando-se as rasdes plausiveis e dignas de se atlendc-
rem em favor da conservacao do juio privativo dos fei-
tosda faienda,deque verdadeiras c demonstradas vanta-
grns tecm resultado na arrecadaco porclle feita da divi-
da activa nacional na maior parte das provincias do im-
perio, comparada com a que anteriormente se obtinha,
estou de ccordo com o que se fez presente assemblea
14er.1l legislativa no relatorio do anno prximo passado :
e concordando tainbem sobre a necessidade das medidas
que entao se indicaran) como convenientes para promo-
ver a cobrauca dessa divida, em grande parte comisten-
te em iniudas parcellas.'de urna mancira que, sendo
inais expedita e menos dispendiosa pira a fazenda na-
cional, seja ao mesmo teinpo menos vexatoria para os
devedores, lcinbro-me propr as seguiples providen-
cias.
Primeira. Smente serao demandados e executados pe-
rante ojui/.o privativo dos leitos da fazenda, as capitaes
das provincias:
1. Os devedores a qualquer titulo, e de qualquer
quantia, que frem residentes no termo do municipio da
capital, lugar do juio.
2.0 Os devedores a qualquer titulo que forem residen-
tes dentro da' comarca da capital, quando a sua divida
exceder quantia de 500,000 rs.
3." Os que frem devedores em rasao de seus olficios,
como os collectores, rcccbedorcs, pagadores, thesourei-
ros, almoxarifcs e exactores, eom ttulos passados pelo
'thesouro publico nacional, .ou pelas thesourarias, ou
por autoridades das capitaes e seus fiadores.
4. Os que estiverem coi divida em consequencia de_
contratos por conta da faienda publica, celebrados no
thesouro, as thesourarias, ou com autoridades das ca-
pitaes e seus fiadores.
5. Os que deverein direitos de importacao, exporta-
cao, ou do interior, ou inultas impostas por contraven*
So dos "regulamentos fiscaes, cujo pagamento deva ser
eito as respectivas reparlicOes estabelccdas as ca-
Sitaes, ou nos termos dellas, ou na comarca, no caso
o 2* '-,._.
.Segunda. Serao deniandados e executados no julzo do
furo commuin de seus domicilios:
1. Os que frem devedores de irnpostos c direitos de
i|ii il.| iicr nalitreza, cujo pagamento se deva fazer nos lu-
gares ou termos de suas residencias, emquanto a som-
ma da divida nao exceder a 500,000 rs.
2.o Os comprehendidos nos nmeros 3, 4 e 5, antece-
dentemente indicados, emquanto as suas dividas nao ex-
cederem quantia de 200,000 rs.
Tercetra. Os que frem devedores dq irnpostos, ou di-
reitos de qualquer nalurea, cujo pagamento deva ser
fcito fra nos lugares e termos de suas residencias, po-
deio ser demandados e executados petante us juixes do
foro coinmum do domicilio, 011 da divida, como mais
convier aos inleresses da fazenda nacional ; salvo o ca-
so do 11. 2, relativo i'i primeira providencia indicada.
Quarta Os processos para a cobranca destas dividas
nos juizos do foro coinmum serao regulados pelas dls-
posicoes das lcls fiscaes, c promovidos pelos collectores
dos respectivos municipios.
Moveu-sc duvida sobre se os empregados dojuizo dos
fetos linham dircito a haver toda a poreenlageni quan-
do* levadas as execuedes ao ponto de irein a maca os
oens do devedor, este pagava, ou alcancava do,tribunal
do thesouro a espera do pagamento, e foi resolvido pelo
governo, que neste caso os ditos empregados s tves-
ein dlreito metade da porcentagem.
THESOURO E THESOURARIAS.
Das diversas reparticaes de que se compfle o thesouro
publico nacional, a contadoria geral de revisao, sendo
alias a mals importante dellas, nao pode satisfazer devi-
damente aos muitos trabalhos que lem a seu cargo
principalmente o da lomada de conlas, como por mul-
las vezes vos tem sido prsenle nos relatnos de meui
antecessores.
A caua disto he o mesquinho numero de empregados
' com que foi creada. Deas'eis smente Jhe deu a le or-
gnica de 4 de outubro de 1831; e depois que, em conse-
qnencia do acto addicional, a Ihesourarla do Rio-dc-Ja-
neiro passou do municipio para a provincia, ficaram b
empregados callana contadoria .e revisao, a cargo da
nual ricou lodo o expediente e contabilidade do munici-
pio, que antes era feto por aquella thesourana, 10 que
' linlia de todo o imperio; de mancira que recahio em
i4 empregados o trabalho que no antigo thesouro derla
ser felo por 60, e o nao era lodo, apezar deste crescido
numero, pois na poca da sua extnecao muita esenp-
turacio eslava em atraso, e mullas conlas por tomar ;
cumpre notar que he hoje uiuito maior do que entao a
somma de trabalhos a cargo da contadoria.
Os mfios empregados para remediar esta falla foram
chamar algns empregados das repai lices subalternas,
e admittir addidos com pequeas gralifioaces ; mas o
prlmeiro meio era%ausa do atraso dos trabalhos das re-
feridas repartieses, e o segundo tem mostrado a expe-
riencia que pouco aprovelta ; porque os addidos que
deseuvQlvem mais prestmo, vendo que a contadoria, em
rasao permute iiirlhoramciito senao multo reinlo e incerlo,
s se demoram aella emquanto nao pdem inelliorar
de fortuna eui otra carreira, e se auSentam quando com
a pratlca adquirida vio chegando a termos de poderem
prestar nielhor servleo. '
Este estado de cousas nSo pode continuar, he indis-
pensavel dar-lhc remedio prompto. Tem sido lembra-
da a creacio de um tribunal de contas, ou de urna con-
tador! so privativa para ai Minar, e lobre urna e outra
se a presen laram propostas o coTpd legislativo ; mas por-
que tal re parccesseiu demasiado apparatosas, e deman-
daran! despeza avultada, nao tireram andamento. Em-
quanto aquella, ou outra equivalente medida nao se
adoptar, indispensavel sera augmentar algn* escritu-
rarios s duas classes que j existeui, e crear tres novas
classes de terciaros escripturarios, amanuense?, e pra-
ticuites, cuino havia no antigo thesouro, os quaes divi-
didos pelas secedes da contadoria, e o maior numero pe-
la de contas, se vio all instruindo e habilitando os das
classes inferiores com a tbeorica e a prtica das reparti-
eses de faienda. O numero e vencimentos destes novos
lugares que julgo necessarlos sao :
1 .* escriturario........... 1:600,000
1 2. dito................ 1:400,000
9 3." dlos a 960,000. .... ........ 8:M.O0O
10 amanuenses a 600,000........... $22S'S2?
12 praticantes a 480,000........... j?*^??
33 23:400,000
c que comtuilo*i economa liayia aconso-
...... nnr-1 nrveo, c aue couituu cuuyiiii uayia aconse-
rn.r^c=K^S l^o consejar, para nao cunear despezas lo
execucao ao art. 7. do decreto de 20 de julbo de 1844, [ ihsouro
que stibjellava a direitos dlnerenciaesos narioac merca-..
dorias das na^aes que nao trtassem os do Rrasil uo mes-
tnop de icualdadecomo os seus proprios. Foi porlanto
promulgado o decret do l.de outubro, subjeiundo-se

Os reiiclmentos do 1. e2.# escilpturarlo lao os me-
inos dos existentes.
As classes de amanuenses e praticantes sao propia-
mente de tirocinio, e- derem ser admlildos pira a se-
gunda 111090S de idade de 17 anno para cima, prece-
dendo o concurso da lei, e derogado o art. 96 deila, que
marca a idade de 21 annos, a qual s se exigir para o
accesso a 3.* escripturarios.
Nas.cntadorias das provincias, onde se sent a mis-
ma falla de empregados, sao igualmente nacessarlas as
mesmas classes de amanuenses.c praticantes ; e devem
ser creadas com as mesmas condices e renclmentos cor-
respondentes aos das classes superiores, os quaes deveni
ser augmentado em todas as thesourarias, ( excepcao
da do nio-de-Janciro ) pois os actu^es sao to inrsqui-
nhos, que apezar de se haverem augmentado com gra-
llltcaces os das classes de primeira entrela, e das
inmediatas das luesourarlas da 4.* e 5.* classe, quanto
o permitta o pequeo crdito aberto na lei para cssa
despesa, raros.sao os candidatos s vagas, que ha muito
lempo exslem. He verdade que lalvez, mais do que a
rasao do pequeo veiicimento, tenha contribuido para
Uso a exigencia dos 21 annos, pois nessa idade de ordi-
nario se tem abracado meihor meio de vida, e dllncil-
mcute seencontrapessoacomaplidao, qucqueiraiubjei-
tar-sea um vencimento, que Ihe nao fornece meios bas-
tantes, iiciii ao menos de parca subsistencia.
Ser-vos-ha presente nesta sessao o balando definitivo
do exercicio de 1843 44, e a contadoria geral se oceupa
incrssaiitcineiite, c quanto comporta o seu diminuto
prssoal habilitado, na organisacao do do exercicio de
1844 -- 45, que, se fr concluido antes de lindar a ses-
sao, vos sera igualmente apresentado.
COJIMISSXO EXTERNA DO THESOURO
Esta commissio noineada para os fins indicados nos
dous ltimos relatoros. tendo concluido com intclli-
gencia e zelo os diversos trabalhos de que fra cncarre-
gada pelos ministros meus antecessores, foi dissolrida
em agosto do auno passado.
COMMISSXO D'ESTATISTICA.
Esta comniissao, cemposta de empregados c addidos
destacados da contadoria geral de revisao, foi especial-
mente creada para satisfazer s exigencias da cmara dos
senhores deputados, comidas no ofticio de 16 de agosto
de 1845.
Consistem os seus trabalhos na confeccao de mappas
Seraes de todo o imperio, e parciacs de cada provincia,
e toda a Importacao, exportayio, c novimento marti-
mo das embarcaces nacionaes e estrangeiras em nossos
portos, dos dei annos de 183031 a 39-40, c dos ante-
riores, e posteriores at o de 184445. Tem satisfeito
pelo que pertence aos seis ltimos annos de 183940 a
4445. O de 184243 j vos foi apresentado impresso
na sessao do anno passado, os de 184344 e 184445,
tambcn j estao impressos, e vos ho de ser apresenta
dos nesta sessao, acompanhados de um resumo analytico
dos trabalhos dos ditos seis annos.
Os tres que fallara de 1839-40, 40-41 c 41-42. esto
se imprimindo, e,se ficarem promptos durante a sessao,
tambem vos serao submettidos.
Encontrando a commissao grandes dilficuldades na
confeccao dos mappas dos annos anteriores ao de 1839
40, em rasao de screm anda entao Imperfeitos os ele-
mentos recebidos das provincias, pareceu mais conve-
niente que ella se oceupasse com os posteriores a 1844
45, e assim podercis ter para o anno que vein acollcc-
{5o completa do periodo inteiro de dez annos mais re-
centes, e portanto mais utels para os vossos trabalhos
legislativos.
Logo que esta commissao conclua a estatistica dos an-
nos transados que ihe foi incumbida, e fr posswel fa-
ler-se, ser dlssolvida, c rccolhidos os empregados; de
que ella se compe, s suas respectivas reparlices, con-
tinuando a organisacao dos mappas dos annos futuros
pela secgao da contadoria geral, a que proprlemenle per-
tencem estes trabalhos.
,- \l.FANDEGAS E CONSULADOS.
Estando o gorernoautorisado pelo art. 30 da lei n. 369,
de 18 de seterabro de 1845, e outras posteriores que o
prorogafam, para reformar os rcgulamentos destas im-
poi Untes, irpartires, encarregou a seccao de faienda
do conceno de estado da reriso delles, remetiendo as
informaeds e trabalhos que j hara preparado sobre
a materia. 'A consulla se acha prompta, e breremente
ser resolrida.
Kutretanto, fram dadas algumas providencias par-
claes, que a experiencia mostrara necessaria*. Darei con-
ta succiutl dft posteriores ao ultimo relatorio, acoinpa-
nhando-as de algumaf reflexes.
Mandaram-se considerar nacionaes, pel decreto de
28 dcjulho, todas as fabricas estabelecidas dentro do im-
perio, fssein ou nao pertencentes a estrangeros, para
gozarem da sencfio de direitos as materias primas 'im-
portadas para seu uso, tendo-se attencao smente gran-
deza das mesmas fabricas, e aos seus meios de deseutol-
vimento c prosperidade.
Comquanto este meio de proteger a industria fabril
no hosso paiz seja o eslabelecido por lei, e consignado
no art. lu,, 1." do regulamento das alfandegas, nao de-
vo dissimular que he e|le subjeito a graves abusos, j nao
digo no arbitrio que deixa a quemo concede, mas quan-
do as materias primas sao ao mesmo tempo genero de
geral consumo, c nao applcavels smente ao'fabrico da
respectiva manufactura ; pois, sendo impraticavel calcu-
lar ao certo o consumo de cada fabrica, e vedar por con-
seguinte que ellas vendara urna parte desses gneros,
nao ir longe da verdade quera disser que o darem-se
lvres a qualquer dellas; he o mesmo que acabar com a
renda, que poderla provlr dos importados para o geral
consumo. ulro inonveoientc ha quando a materia
prima se extrabe, ou poderla extrahir ou fabricar no
paiz, se foste igualmente protegida, e nao tivesse contra
si a concurreucia da que vein Ae fra, e se despacha 1-
vre de todo o direilo. Pelo que, a innha opiniao he
que, no cato de se querer continuar com a protcecao,
ella sed* na tarifa com um direito, que concille apro-
teceo da fabrica, que a consom, e da que a fabrica ou
possavir a fabricar, e nao coma iscncan total de direi-
tos, que faz com que os empregados nao prestem cui-
dado a taes despachos, em que uein a fazenda peni elles
sao interessados, seguindo-se d'ahi qu nein ao menos
se possa ler conheciraento exacto das quanlidades des-
pachadas.
l-sia proteccio cusiou ao estado neste ultimo anno, so
nos direitos das materias primas despachadas para as fa-
bricas da corte, constantes do quadro n. 20, a somma de
74:101,000, e-a este sacrificio-se deve accrescentar apri-
vacao dos direitos, que ellas pagarjam se rlessem conver-
tidas nos mesmos artefaclos em que sao aqui. emprega-
das. Esta nianeira de proteger a industria fabril nao he
lalvez a mais conveniente : a proteccao nao dere [r alera
do poni neccs8ario para que a eslrangeira a nao sup-
plame. Isto s urna bem calculada graduajBo da tarifa
pode conseguir.
Heconheceu-se que, emquanto se fizesse. depender
tratamenlo", que nos portos do Brasil deviam ter os navios
e murcadorias das nacOes estrangeiras, do conheciinento
do 1 'dejullio do corrente anno em dlante a pagarem
um terco mais dos direitoj establecidos aqnellas que
at esse da nao fizessein ajustes com o Brasil, que garan-
tissem a referida igualdade, ou na falta de ajuste, n*o
mostrassem os cominandantes dos seos navios perante
os inspectores da alfandegas, que os brasileiros eram
tratados como os seus proprios.
Pedindo o commercio, por Intermedio da commissao
da praca, expllcaces sobre o modo como deviam ser tra-
tados os navios das naces-.que igualando aos seus os Bra-
sileiros, conduzisieni mercadorias de produccao de pal
es que assim o naopraticavam, c rice-versa, foi ouvi
da a seccao de fazenda do concerno de estado, e proro-
gado o prazo do 1. de julbo para o ultimo de dezem-
br'o deste anno,
lloveu-se duvida sobre le os recursos, Interpostos par
o concelho de estado, das decises tomadas pelo tribunal
do thesouro sobre as das thesourarias, alfandegas, ou
outras reparlices, nao suspendiain a execucao dellas, 1
fui resolvido que a suspensao s tivesse lugar quan
tro da faienda o determinasse, visto que
Nitoho, porem, sullicienleeslo recurso, oiendo-M
tle prover a,lguns tos logares ragos, cujos ordenados
se ditribuiam em gra^ificseftcs aos mais nMlrelri-
huilos, teriam todos de continuar anda mais mal pa-
gos Jo que teem estado at agora, quando alias o ac-
crescimo dos derores ho maisum motivq para o me-
Iboramento d Seus vencimentos.
Trata-so de liatylitar a casa da mnda para traba-
lhos de muita impKhnci, e est fra de toda a du-
rida que nem o penoal, nem o rgimen, nem os
vencimentos pdem do^tar de exigir considerareis
motliticacoes.que fneam (Srfeito contraste con o es-
tado de inactridade em quejem jazido.
Seria, pois, coivetiicnto Alorisar o governo para
reformara reparlicflo, o rielh&\ regular seus traba-
lhos eos vencimentos dos empregados, submetten-
do depois reforma approvacflo ao corpo leRislati-
vo, como se ha feilo, e com saiisfactot os resultados,
a respeilo de mitras repartieres deste ministerio.
Para execucflo do decreto de 20 de setembro da
18*T, que autorisou o governo para mandar currliar
modas de our dos valores de vinteeder dirris, e
,o resolriu|qc...Pr..v......---= molias ue oorodosvaIore3d vmte eder diris. e
gt^,^*Z^\I* -par- de prata dos de dous e um tnilris e quinhentosris,
tes da execucao antes da decUio do recurso. xpedio-se ordem a casa da ntoda para a abertura
Reconiiecendo-se que os ariigos 15 e 18 do decreto de I us cunbos respectivos. Desll|C5l!lo prompbos al-
12 de agosto de 1844, anda quando nao llresscn sido
mal entendidos, suppondo-se que elles permitliam ues-
pacharem-se por consumo mercadorias que houvessein
sflrido avariadepois de recolhidas a alfanaega, prejudi-
cavamas rendas publicas, emquanto mandavam cobrar
dircilos de 30 por cento Indlstnctamente sobre o preco
de quaesquer arreraalaces por consumo de gneros
que cram obligados a maior quota pelo mesino1 decreto,
fram derogados, e restabelecidos os artigos277e 79 do
regulamento das alfandegas, declarando-se que os direi-
tos deviam ser os proprios da mercadoiia, e erain devl-
dos integralmente at onde chegasse o producto da ar-
reiiiatacao, uo se adinittindo*rcduccao alguma por.cau-
sa de avaria ou deteriorasao, senao antes aa entrada da
mercadoria na alfandega, pois^que a superveniente de-
rla correr por conta do dono, ou ser-lhe Indemnlsada
pela adnrinitracao das capauzlas se estlresse no caso
disso, como seychara providenciado no referido regu-
lamento. m. /
Alin da reforma dos regulamentos das alfandegas e
Consulados, est o governo autorisado tambem pelo ar-
tigo 29 da le citada para alterar em mais e menos a ta-
guns para as modas do quinhentos ris em prala.
Nao se'liillia, porm, aotemppde minha entrada
interina nesta reparlictro dos negocios da fazenda to-
mado providonciir decisiva ptra regularisacBo1 deste
ohjecto, e o incompleto das medidas do decreto de '
20 de setembro oppunharn alguna einbaragos que
vos compete remover.
O gyro simultaneo das modas de ouro e prata,
adinitlido na pratica dasnaijoes mais cultas, e ex.
gidoat certo ponto pelas relacOts commerciaes do
globo, foi sustentado na lei de t de setembro de
1846. E flxando-se na raslo de 1.015,6-25 a relacSo '
entre as modas de ouro e de prala, entraram estas
em tanta abundancia na circula9.n0, que difllmlta-
ra m os recebimiilos, e deram occasiBoa queixumes
e representa(0es.
No mercado da corle foi onde mais so sentio esta
abundancia da ntoda de prata, que embaracou as
eslagoes publicas, e grandes casas de negocio, dando
"ugar a que a commissflo da pratja do commercio em

ia dos direitos de importacao. Esta reforma foi igual- lugar a que a commiuo ua p.v o ounm.croiv w
iente commeuSa a seccao5 de fazenda do concelho de urna reprcsenta<;no, que pende anda do oonce|ho de,
mente commetlida seccao
estado, -que della est tratando, e sera em lempo resol-
rida.
Emquanlo ros nao pdem ser presentes todos os tra-
balhos da commissao'de estatislica, nao julguei desti-
tuidos de utildadc os mappas resumidos que ros apr-
senlo sb os ns. 21 e 23do ralor da importacao e expor-
tacao do imperio, c da importancia dos direitos, que de
urna e outra arrecadaram as alfandegas e consulados
nos iiltirnos,') anuos, que coinprchendem os de 1842
43 e 1843 44, anteriores nova tarifa, e os tres seguin-
tes, era que ella tem estado em rigor. Delles se colhe o
scetlinte resultado. .
IMPORTACAO..
Annos
42-43
43-44
44-45
45-46
46-47
Faior da$
mercadorias.
50.639.007/
55.289.343/
57.228.019/
50 654.827/
52.640.970/
Direitos.
11.142.574/
12.502.206/
14.812.156/
15.862.836/
16.512.401/
Accretcmo
iobre 1842-43.
12,2 por cento.
32,9 '
42,3
48,1
Ogrande accresclmo que boure na Importacao de 1844
1845 foi nos meies anteriores a norembro de 1844t era
em que principiou a ter execucao a nova tarifa, queja
era esperada pelo commercio desde o'ajino anteceden-
te, e por isso tambem nesse a Importacao foi excessiva.
EXPORTABA O.
42-43 41.039.629/ 3.424.637/
43-44 43.800.283/ 3824.110/ 11,6 por cento.
44-45 47.054.398/ 4.036.370/ 17,8-
45-46 53.674.391/ 4.607.758/ 34,5
46-47 52.400.755/ 4.424 380/ 29,1
DIFFEREivgA ENTRE A IMPORTACAO E EXP0R-
TACO.
A favor da importacao.
42-43
43-44
44-45
45-46
46-47
9.599.387/
11.489.060/
10.173.621/
A favor da exportarlo.
3.019.564/
240.215/
RECEBEDORIAS E COLLECTORIAS,
estado, pedisse providencias, e lembrasse o deposito
da moda de prata na caixa da amortisa^ao em ga-
ranta do igual somma em vales,/recebiveis as tran-
sacOes ptiblicds e particulares.
Por outro lado lem-se sentido nesles ltimos me-
zes grande Taita de moda detrocos, pelo desappa-
recimento das pequeas modas de prata, o escassez
das de cobre, pelas quaes se contina a pagar premio
de 2 a 8 por cento no mercado.
Estes Tactos pdem indicar a necessidade de me-
ihor regular o cutilio e emissfo das modas, e de re-
ducir as de prata ao emprego nos pagamentos de pe-
quenas sommas entre o bur, ou papel destinados as
grandes transac?0es, e cobro que s tem proprio lu-
gar as pequeas compras diarias e trocos menores.
Neste intuito nao sao su Hirientes as ilisposiofles do
decreto de 20 de setembro, que limita o'mnimo du
modas de prata de quinhentos ris, e nSo decla-
1 ou a quantia at a qual seria ella legal e obrigato-
ra nos pagamentos.
E comtudo silo talvez ndispensaveis estas duas,
medidas, porque a moda de duzentos ris em prala \
be exigida pelas necessidades de troco nesta especie,
e porque da limitaciodo mximo pagavel erecebi-
vel nella, depende principalmente o desappareci-
mento dos embaracos occasionados pelos grandes
pagamentos, em que he sobremodo incommods, e
dos manejos da agiolagem.
lie preciso nSo perder tambem de vista a conve-
niencia de chamar ao mercado com preferencia o ou-
ro, que he producto do paiz, prata toda de larra
eslrangeira; c de occorrer aorecunho ta moda do
prala, actualmente em circulando, sem grvame loa
ooTrea pblicos por um lado, e sem que da minori-
Qflo do valor intrnseco das inodos de prata, emit-
tidas em substituido, resulte a introdcelo de mo-
da cntraTeitae illegal.
Tendo, pois, por neccssario que se estenda a au-
torisaco para o cunho das modas de prata sdedu-
l-zentos ris, o que, ficando obrigatorios e legies o
pagamentos era prata smente al a quantia dtein-
coenta mil ris, seja o governo atorisado para dar
execucao a esta medida, logo que para ella tetona to-
mado as providencias necessaria.
A relajo legal1 actualmente Bxada entre o valor
do ouro e da prata, comquanto seja media entre as
dos principaes estados do orbe, pode ser alterada,#-
ra outra do mais conveniencia. Porque, se a reaco
1.15.625 leve por Om combinar o mais ajustadamen-
te possivel o valor dos dous metaes em moda, o
nSo satisTez.
Se, porm, a difl'erenca entre a relacHo legal
1.15.625, ea media do mercado, leve por fim com-
pensar as mais avultadas despezas do cunho das
modas de prata sobre as do ouro, tambem nSo sa-
tisfaz por insulliciente,
E na hypothese de.recunho do toda ou de grande
parte da moda de prata brasileira, actualmente cir-
culante, acarrrelaria aos cofres pblicos despezas
avultadas. -
A relasflo, porlanto, que dere regular octinhouis
oras modas do prata, e serrir de baso providen-
cias ulteriores sobre o recunho de toda a moda na-
cional dcsta xjs peci, cumpre que seja tal, que deiie
Silo estasas reparlicOes quearrecadam a maior parte
da renda interna do imperio. Depois da ultima e definl-
tira organisacao das recetedorias teem ellas prosegui-
do com reguiaridade no exercicio das suas funccOes.
Posto que o gorerno esleja atorisado para reformar
os regulamentos de algumas das rendas Internas, uno
appareceu depois do ultimo relatorio necessidade ur-
gente de se fazer uso dessa autorlsacao. Algumas pro-,
ridencias, comtudo,fram dadas opportunainente duran-
te esse intervallo, para meihor execucao dos mesmos re-
gulamentos. ''"'!
Entretanto; o governo, nao perdendo derista o mellio-
ramenlo da arrecadaco e liscalisaciio deste ramo impor-
tante das rendas publicas, lem-se oceupado da revisao
delles, principalmente dos qu regem a arrecdacao das
rendas qu mais recntenteme fram alteradas como o
sello, laxa de esclavos, etc.
Pertence a este lugar chamar a vossa attencao sobre a
redueco da sisa dos bens de raz a6 por cento, pagos
vista pelo comprador smente, lembrdo no relatorio do
auno passado, em lugar de lOpor cento actuaes, pagos a
prazos, quando as Vendas o sao, edm a diH'ercnca, po-
rm que uo se admita em caso algum, como all ae
prnpOe, o pagamento do imposto de lettras, anda que a
vencer em prazos curtos ; porquanto conviu muito ar-
plla, a torna multo mais traball.osa a contabHidade, e se lira, tomada a difiercnca entre a relacflo fin<
por conseguate neccssario nao s maior numero de em- .15.625, e a media do mercado,
pregados e maior despeza, mas o recorrer-se ao meio Ecomopara esta provideuciaeslrO governo aulorv
execu^ivo, sempre prejudial i fazenda, anda quando se sado, sSo minhas rislas adoptar a relac,So do 1.15.1.
consiga o embolso, o que algumas veies nao acontece, que da oitava de prala amoedada o valor de duzen-
He preferlvel em todo o caso antes o imposto mdico los e sessenla e qualro ris, e a differeiica de cerca
l>ago vista, do que m pesad, que Oca em divida.: d ce t relacSo media do mercado,
i-ett.r.r^n.ur.,^
he pago o de 5 por cento da compra e venda dos escra-
vos e dos navios, e ainda mais o dos 15 pdr cento destes,
quando passam de estrangeros a nacionaes.'
Nao deixarei em esquecimento a transferencia da ad-
ministraco do crrelo para o ministerio da fazenda, que
foi temblada no mencionado relatorio, por me parece-
rem plausiveis as rases de conveniencia, com que alli
foi sustentada.
CASA DA MOEDA.
Por vezes lem vindo ap vosso conhecimonto, que
esto estabelccimento se acha dotado do material p>%-
ciso, mas muito falto depessoal.
IS mais que nunca so sent agora osla falla por se
ter de proceder ao cunho das modas, atorisado pe-
lo [decreto de 20 deaetombro de 18*7, o de preparar
a casa para os-Irabailtos que provavelmente se Ihe
dovem seguir. .
rara satisfazer em parle esta necessidade de oes-
sos! Tram j* aposentados c substituidos alguns
empregacos, cujas molestias os inhabilltavam para o
e recunho.
As modas de prata viriam a tor o peso seguintc,
do qual, se resulta valor algum tanto mais Traco
as menores, lanibem silo ellas as'quo ilespondoin
mais, e que menos inconvenientes pdem soflrer
cora esta mui pequea differenc^, que he smente
occaslonada pelas exigencias da subdivisSo sem 'raC"
(Oes.
A moda de 2/000 rs. ter 7 oilavas e M graos por
2/000 ra. '-'' --,.
A de 1/000 rs. ter 3 oitavas e 7 grloa por 1/wu
rs.
A de 500 1 s. ter t ojlava o 64 graos por 498,6.
A de 200 rs. lera 5 graos por 197,9.
Cora oslas pvovidencias devem cessar os ri,ce"'s'
d que, mesmo a continuaren) as causas m^ra.eJ,p.
neis do baiip cojnbio, sejam os mercados uor,
rio esgoldos de toda sua moda de prata. *' /
mesmo be de suppr que a sabida do ouro sej*
MUTILADO
_i_


.-
^
^

**
*M
^^^
3

nerior precisa para orrujg|r a exportado doste
roduclo do paiz.
Olanlo a moda ele cobre, tenho por evidente quo
simples introducetto nos mercados do imperio de
'"iquillas sonimas cm modas do prata de quindenios
Veis que 0 v3 cunhar, e a certeza de subsequentes
providencias', serao snlTiclentea para desfazer os mo-
tivos desla ficticia cscassez. IC sendo provavel ap-
nroximacSo do valor do ouro, e cambios ao flxado
na lei do 11 deselembro, nBo tenho por indispensa-
vel qualquer alteracSo no cambio e valores da ipo-
da de cobre, nem em sua quantidade, que nada lem
de insufnciente para as transeceos.
E nesta esperanza de que seja apenas occasional a
descida do cambio e subida do valor do. ouro, o fio
tem o governo recorrido s operaQes de crdito fa-
cultadas na lei do 11 de setembro para os trazar ao
nivel llxado. R visto quo nfio tem operado do mosmo
modo obra as diversas, pracas commerciaes do im-
perio, espera que elguns movimentos de fundos sa-
lisfac'im na aclualidade, e se reserva para novas, pro-
videncias ulteriores, seo mal se poder aggravar.
Tambero nfiO foi anda Hendida a roproseotaefio
da assemble. legislativa da provincia do San-Pedro,
para que tenham curso legal naquella provincia por
32 000 ns onceado ouro, e por 2,000 os pataeoes ou
pesos do prata dasrepublicas do contiiionto ame-
ricano. ,. | .
Como anteriormente vos foi communicado, ro no-
gada ao presidente daqflclla provincia utorisacBo
para o ordonar, como requeriam elle e a-llicsoura-
ria respectiva ; e comtudo taes erabaracos se 1 lio
apresentaram-, por serem estas duas especios de
moda asrdinarias do mercado, que por medida
posteriorautorisou o seu recobimento nas ostaqfies
publicas das rendas geral e provincial, pelos valores
de 30,000 as oncas, e 1,820 os pesos. Esta decisfio
pende de consultada aucefio de fazenda do concelho
do estado.
Segundo a tabella n. 24 cunliou-se na casa da
moda durante o anuo de I8t7, e por cotila do the-
souro e do particulares, 355.950,000 em ouro; e
10.984,000 em prata. A renda arrecadada foi do
10.073,278 do imposto de 5 por cento de mineraefio,
c de 19.460.99i ilo imposto de 2 por cento de expor-
tado, que tambem noUa se cobra.
Correspondo esta sonima A de 623.049,700 ex por-
tada-em ouro, sondo feito o calculo no prego de 4,000
poroitavade ouro de 22 quilates. Etilo diminuta
renda nflo comfiz oom os clculos que-yso fazem da
exporiaeao annual do ouro, oftc possoas entendidas
clevma acercada 5.000:000,000.
Os direitos que a casa da moda arrecada pela po-
la cuonagem do ouro e prala, sflo anda os marca-
dos na lei do 26 de setembro de 1840 artigo 15: i
por cento pela cnnhagem do ouro, o 5 por cento'pe-
la da prala. Maahevia lambern a portara de 17 de
novembro do mesmoanno, quemandava cobrar mais
4 por cento da todo* o ouro, que exigisso afinaefio
por meio de frocessos metalrgicos dispendiosos.
llavi'.ndo, porm, reelamaefio contra esta laxa foi
resolvido em consulta da sec(flo de fazenda do, con-
celho de estado, que, n3o obstanto a Justina com que
se faziam recaiiir as desbezas sobre os propieta-
rios dos. metacs que os precisavam, ficasse ella sus-
pensa por nSo ser autorisada em lei. Resultou d'ahi,
que, nilose procedendo mais a aiinagfio na casa da
moda, o nfio havendo laboratorio particular, sofre
o publico osla grave falta, do que tambem provem
pedas aos cofres nacionaes.
Julgo, portanlo, de graodo. urgencia autorisar o
governo para marcar urna taxa rasoayol para as des-
pezas da aflnagfio do ouro, e que estoja mais om pta-
pnrc3o com ellas, do que a do 4 por cento, quo foi
mandada suspender; e para igualmente a modificar,
-querido o eperfeicoainento dtfs processos de afina-
efio fr diminuiudo as despezas.
TYPOGRAPIIIA NACIONAL.
K$te ostabelecmento vai augmeHlando gradual-
mente a aua reccita, a ponto do dar no oxercicio de
1816 -1847 o rendimcnlo liquido do 11.317,800, su-
perior ao do antecedente, o o promelte- maior no
correnle; som embargo do ser anda diminuto o
resultado do'privilegio da impressnp tas lois.
Km consequencia de representaco do adminis-
trador mandaram-s'e reimprimir todas as leis e de-
cretos antigps, cujas edicos estavum esgoladas; e
comprar um sortimentodetypos o ornatos novos em
lugar dos applicados A Gazela O/ficial.
- .. TERRENOS DIAMANTINOS. .
A administradlo dos doSincor j tem produzido
renda: segundo informa o inspector da tbesouraria
da liahia,"ainda quo pouca, excedeu A despeza, o pro-
melte augmento. Sobro a da cidade Diamantina rc-
pelifei as palavras do inspector da thesoraria de
Minas-Geraesem um seu oicio informando acerca
do reparos precisos na casa da antiga intendencia
do Sr?rro-do-Frio, quo se den para residencia da no-
va administracilo. Diz elle : He indispcnsavel a
qnentia de 3:082,680, somma na verdade crescida
para um eslabelecimento, que ateo prsenles tem
(lado despeza e nenhuma renda. Esta administra-
cilo nao- promelte ma's uo 1uo despeza consideravel:
atoo presente'nomum real lem sido arrecadado, e
com toda a probbilidaue nao ha esperanca de so v6r
d'elli o mais insignificante producto.
'Todava o governo espera colber algum proveito
destaadministratilo, c augmentar o queja secolhe
da do Sincera, mediante as provdeueas propostas
pela seccflo de fazenda do concelho de estado em
consulta sobre representaco da camera municipal
da cidade Diamantina. Urna dellas, que caba nael-
Cada"do governo, j foi dada por decreto de 17 do
goslo do auno passinlo, e consisto em podrcmee-
lebrar-se sol) a garanta de dous fiadores idneos os
contratos com as compendias quo se organizarem
para a mineragao dos diamantes, enrvez da fianQa
a qpe ora o*irigado cada um dos socios pelo prego
integral do contrato.
Aso.utres dependen) de medida legislativa, por
ser necossariu alterar a le de 24de setembro de 1845,
n. 374, e sAoi
1. lleduccfio do valor mnimo da laxa a 10 rs.
por braca quadrado do terreno diamantino ; em vez
do de 30 is., recotihacidamente exorbitante, e su-
perior cm geral eos lucros|da mineraefio.
. 2.a Podaron ser arrendados fra da hasta publi-
ca, epelo valor mnimo da laxa, aos concessiona-
ros de terrenos diamantinos anteriores lei, quo o
requererem dentro do prazq de 30 das marcados
por-editaes, umpu dous lotes de terrenos proprios
para a mineregao; sendo ao mesmo lempo conser-
vados ua possedos terrenos cm que tiverem casas,
plantajes ou qualquer estabeleciineoto rural den-
tro das respectivas concessOes. He obvia a equida-
de desla providencia para livrar o concesaionario de
renos quando setena proprlos respectivamente para os
(raballios do verao, e para oa de inrecno.
Tambem he obvia a necessidade desla providenncle,
para n$o ficarem suspensos oa trabalhos da mineacao
quando um lote s he proprio para os de urna daquellas
estaffes do anno.
Fecharel este artigo nfornisndo-vos que o luspector
dorterrenos diamantinos doSincor den parte de liaver
recebido noticia de um descoberto-de rubius, e que pas-
sava a examinado pessoalincnte para dar inforinacOes
exaclai ecircunstanciadas, afim dse provldeuciar'ao-
bre o seu aproveilamento.
PRPJUOS NACINAES.
Posto que o governo est.-ja autorisado, pelo art. 92 da
lei de 21 de outubro de 1843, a vender os escravos da na-
f ao, que nao convenha conservar, nSo tem feito uso des-
ea autorisaco, porque os cepazei dcservlfo, ousSo nc-
cessarlos para o costeio das fazenda* em que se acham,
qji pdem ser empregados em outros cstebclecimentos
nacionaes em que sao precisos, e os velhos e valetudi-
narios serla deshumaoidade entrega-Ios a outro senhor
contra sua vontad.|Aalguns,porm,que requereram l-
forria. Ibes foi concedida depois das informaedes e ava-
liatao fegal do estyto.
PAO-BRASIL.
Sobre este privativo da fazenda nacional nada tem oc
corrido que mereca especial menfSo. As remessas delle
para Inglaterra teein continuado regularmente, e coino
cuuipre, para que uem a abundapcia no mercado pro-
duia baixa nos preces, neiha cscasse e alto preco pro-
voque o contrabando, ou obrigue os consumidores a
procurar algum substituto, quevenba a aniquilar o ein-
prego deste genero. As ultimas vendas que se fieram
attingiram estes diversos flns, deixando um lucro r%-
soado.
PKNSIONISTAS DO ESTADO.
Sobre as disposicSes da le de 6 de novembro de 1827,
que decreou o soceorro s viuvas, orphos menores de
18 anuos, filhas soltelras, e mls viuvas dos ofnciaes do
eiercito fallecidos, e que fallecerem, com asampliaedes
feltas, decaraces dadas, tanto por actos legislativos,
como por decisOes do governo, teein occorrido multas e
tuccesslvas difficuldades, nascdas da diversldade da iu-
telllgencia, cm que as teem tomado as autoridades exe-
cu toras, sein exceptuar o thesouro publico nacional;
dirnculdades, cujas resoluces, sendo ora favoraveis, ora
prrjndiciacj fazenda nacional, ou s partes interessa-
das, conl'urme mais, ou menos acertadamente, fe tem en-
tendido ampliar, ou restringir aquelle soceorro legal
aos contemplados na le, e no decreto de6dcjunho de
1831,nao teein sido por conseguinte constantemente jus-
tas. De inaneira tal, que bem se' pode alrinnar na"o have-
rem at'ao presente regias lixas, que, comprehensivas
de todos os casos, Urmeiu o direito s pretenedes e coin
sCguranca regular s concessOes do referido soceorro.
Convir.portanto, que, colllgidas e consideradas to-
das as diversas disposiedes relativas intelligencla e
cumpriinento da mencionada lei, por urna nova e con-
venientemente explcita, se fegule quanto he preciso
nesta materia, tomados na devida attenco os interesses
e posibilidades liscaes, sem que alias se prejudlque o
espirito de equidade que dictou a lei.e deu elfectividade,
em grande parte, garanta constitucional do artl-
go 179 31.
Convira no sentido exposlo que, conservadas as dispo-
sicoes l'midamciiiaes da lei de6 de novembro de 1827,
e decretos de 6 de junlro e 22 de novembjo de 1831, leis
de 6de setembro de 1839, nmeros 85 e 88, 7.", se li-
xem as seguinles regras:
1. Que quando por i'allecimeuio dos omciaes flearem
viuvas do primeiro, segundo ou tetceiro matrimonio, e
aonjunctamente tillios menores de 18 anuos, c filhas sol-
telras do 1., 2. e3. matrimonio, o meio sido devidosc
partir em duas partes, sendo urna para a viuva, e outra
para os'filhos e filhas, dividida em quotas iguaes.
2. Que deixarq de perceber o meio sold que tive-
rem obtido:
1. As viuvas que passarem a segundas nupcias, anda,
que seja comoflkial militar.
2. As viuvas mais dos omciaes fallecidos no mesmo
caso.
3. Os til tos menores logo que completaren! a idade
de 18 annos.
A.' Os meamos filhos menores que aisentarem pra^a
uo excruito, ou armada, ou freiu admiltidos emcolle-
gios e estabelecimentos pnblicos, em que sejain manti-
posico doarl. 4 da lei de6 de novembro de 1827, para
llies ser preenchida a quanlia do mel sold que Ibes
competir, no raso em que a importancia dos^oldos e
inaniiiiif utos seja inferior a ella.
Eis-aqul, Scnhores, quanto por agora sobre o minis-
terio da fazenda, interinamente a ineu cargo, me pare-
ceudever trazer ao yossoconheciinenlo'; se mais infor-
maces precisardes,ellas|vos serijo peomptamente dadas
com a mellior vontade; c dignai-vos de relevar coma
vossa costumada benignidade alguma otnisso, que em
semelhantes trabalhos he fcil escapar, principalmente
a quem, como eu, pela priineira vez, e ha poneos das,
(omoii sobre seus debis hombros tao vasta, quaulo, por
sua natureza, complicada reparlicao.
Rio-de-Janeiro, em 8 de maio de 1818.
A nlomo Paulino Limpo de A Ineu.
Trigo de Loureiro, com 18 votos.
Cunts Machado, com 16 votos.
I.uiz Duarte, com 15 votos.
Passa-sc eleicflo da segunda commissSo, que
tem de rever os diplomas dos mombros da primeira;
e, corrido o escrutinio, so cloitos os Scs. :
Fcrreira Gomes, 16 votos.
llarroso,iiMorae.ir 16 votos.
.Cabral, 16 votos.
KntraoSr Dr. Horculano Goncalves da Rocha, o
entrega a mesa o respectivo diploma
O Sr. Trigo di Loureiro (sobre a ordom) : Sr.
presidente, a acta da apurac.lo geral devo-se achar
na casa ; porque a lei determina qua a cmara mu-
nicipal da capital a remeta, juntamente com as ac-
tas parcaes: portanlo, peco~a V. Exc. me oriento a
este respeito;. por isso que as conjmissoos precisam
dessas actas, para darem conta de seus trabalhos.
Caso ellas se nBo achem na casa, rogo A V. Exc. que
as reclame: e como o oaminho mais curto seja por
jntermedio da presidencia, h dola que devom ser
reclamadas; evitando-se, dest'arte, a perda de lem-
po que se dara, pedindo-as Acamara municipal que
percise ser avisada para reunir-se.-.
0 Sr. I. Secretario: Parccc-me que existe na se-
cretaria o que o Sr. denotado pedb, com excepeflo
Je una ou outra acta parcial.
O Orador (continuando): Entao roquero que se
peca ludo o que faltar, e que seja e presidencia pa-
ra vir mais depressa.
OSr. 'residente: Mande o seu requerimento
mesa, por escripto.
OSr. 1.* Secretario l o seguinte requerimento
So nao estivor na rasa a acta da approvacaogo-
re, requeiroso requisito presidencia de provincia
remossa das actas dos diversos collegios da provin-
cia e a acta da apurarlo geral. Trigo de Loureiro.
Submeltido a discussao, be approvado.
i O-Sr. Presidente convida es commisses aoceupa-
rem-so de seus trabalhos, c levanta a scsso s 11 \
horas. -
O escrvBn chere da segunda seceso Jo cons>'-
ldoprovnciel.doordem do Sr. administrador da
mesmo, fax constar a todos os Srs.MopneUno* *>
predios urbanos dos bairros desta cidade e da po-
voaftlo dos Afogados, c do dia I &o prximo
vinJnuro mez de junho so pnncipia a contar ^os JO
das uteis para o pagamento.,. "': do c/re'da pecliva decima do 2.* soroestro de 1847 a 1848; e to-
dos os que deixarem de pagar nosse prazo, ipcorram
na multa -le tres por cento sobre o valor de seus
dbitos,* serBo de promplo executados. ,
- Recife, em 15 de maio de 1848.
Theodoro Machado Freir Poretra daSiltm,
Escrivao chefe da a." seccSo, .
co?vrvncio.
RgNIMMENTU |)0 Dl\ 29 ..........13:978,977
Descir'regamhoe,Zbde maio.
Galera Columbut mercadoriae.
Origue -^Vilot sabao e fumo.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENT DO DIA 29.
."".oral.............."........... 2:199,798
Diversas provincias ............... 338,296
2:538,094
AVISOS
martimos.
Vende-se o hiele americano Gil-Bra*, nnito
bom veleiro, encavlbado e forrado de cobre lti-
mamente, com cnpecidado de levar 830 barricas, e
promplo para seguir, para qualquer viagem : -
lar em casa dos consignatarios, Henry Foslert C,
ra do Trapiche, case n. 8.
-- Freta-so pera qualquer porto da Europa, ou pa-
ra Bucnos-Ayres, o brlgue portuguez Bom-Sueoaio,
o quel se eche promptp e seguir viagem : os preten-
dentesdirijam-so ao pateo do Carmo, n. 17, a tratar
com Gabriel Antonio.
Para o-Porto saldr brevemente o brigue portu-
guez Hom-Succetso, por ser a maior parto do seu car-
regamento prompta: quem no mesmo quizer carro-
ger, dirija-se ao pateo do Carmo n. 17, ou a ruado
Vigario, a Francisco Alvoda Cunda.
Para o Rio-do-Janeiro sal, mpreterivelmento no
dia 31 do correnle, a escunaCunoaa: s recebe passa-
geiros e escravos afrete: trate-se com Domingos An-
tonio de Azevedo, ou com I.uiz os de Si Araujo, na
ra da Cruz.n. 26. ,
!Os Srs. carregadores da barca $pirilo-Santo
queiram leverdojeos conhocimenlos ao consigna-
tario, Francisco Alves da Cunhi, na ru do Viga-
--l'ara o Itio-de-Janeiro partir, dentro de 15 dies,
o briguc-escuna bresileiro Veloz, de superior mar-
cha e construccSo do quo he capitBo Francisco
Bernardo do Mallos ; podando ainda receber alguma
cerga miuda a frelo, sendo naclonel, .assm como
passageiros, para-o que offerece excellentes com-
modos, e escravos a freto : os prelendentes tratont
com o'mesmo capitBo, ou com Firmino Jos Flix
da Rose, na ra do Trapiche, n. 44.
Leilao,
P
UCfr.
ser na hasta publica expulso do sou estabecioieulo
por ius Vitigh^ lio seus iiiuiugos.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
1' SISSO -BEP ARATOn I A.
EM 9 DE MAIO UB 1818.
A's u horas da manliBa, acham-sc presentes os
Scnhores depulados cleilos :
Laurentino Antonio Pereira de Garvalho. (
Vigario Joaqupi Jos de Azevedo.
Dr. Lourengo Trigo de Loureiro.
Antonio d'ssiimpcBo Cabral.
. Joaquim Villela de Castro Tavarcs.
Fillppe Carneirod'Olindft CatnpcHo.
Liz Duarte Pereira.
a Antonio Teixora do Borba Jnior.
Jos Theodoro Cordeiro.
Vrenlo Ferreira Gomes.
Antonio Pereira llarros de Moracs.
Joaquim Jos Nuncs da Cunta Machado.
< Manoel Clero Gon^elves Guerra.
Antonio llercutano deSouza Banjeira.
Jos Mamede Alves Ferreira.
I.uiz Ignacio Rrbflro Roma.
FranciscoCamelq l'essoa de Lacerda.
Antonio Cerneiro Machado Ros.
. O Sr. Cabral propoo para presidir aos trabalhos
das sessOes preparatorias ao Sr. vigario Joaquim Jo-
s do Azevedo; o para secretarios aos Srs. Cunta Ma-
chado e Luiz Duarte.
A assembla aquiesce a esta proposla, o os referi-
dos Srs. oceupam seus respectivos lugares.
Os Srs. deputedos prsenlos levam mesa seus di-
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIA 29...........1:947,022
lQvimeiilo do Porto.
Naviot entrados no dia 20.
Hainburgo e Darlmoulh ; 60 das e do ultimo porto 38,
barca Ingleza Martha-Shal'eross, de 313 toneladas, ca-
pujo fohn Coaker, equipagem 14, em lastro; a Me.
Calmont k Companhia.
RIo-Grande-do-Sul 30das, galeota hanovenana -Inna-
Rabieea, de 170 toneladas, capltao H. P. Freidricks,
equipagem 7, em lastro ; a N. O. Bieber.
Porto ; 28 das, brlgue portuguet A'rlmatira, de 172 to-
neladas, capltao Rodrigo' Joaquim Crrela, equipa-
gem 15, carga gneros do palz e lastro de pedra ; a An-
tonio Joaquim de Souxa Rlbeiro. Passageiros, Francis-
co Thom da Costa, Francisco Joc, Bartolo Jos Pe-
reira, Antonio Alberto, Domingos Jos Rlbeiro, Do-
mingos Fernandes da Silva, Manoel de Almeida, An-
tonio daFonieca, Jos Mara, Antonio da Rocha, An-
tonio Rento Coelho, Jos Rodrigues Coelho, Narciso
l.u Ferreira, Manoel de Re/cnde. %
Terra-Sova 31 das, brlgue inglcz Cmthitt.-Oe 21b to-
nelada*, capltao W. Goldworthy, equipagem 13, car-
ga 2,648 barricas de bacalho ; a James Crabtree &
Companhia.
Navio, tahido no meimo dia.
Falmouth ; paquete inglez Crane, comuiandante o l-
enle Parsons. Passageiros, os mesmos que Irouxc ilo
J. J. da Silva Maia, estando a retirar-separa fra
do imperio, far IcilBo, por intervencBo do eorretor
Olivire, de excellent mobiledesuacase.consistin-
doem sof do Jacaranda,mesa redonda cm lampo de
pedra marmore, consolos com espelhos, bancas de
jogo, cadeires, toucedores, candieiros de globo o
Ianlerna9 para cima de mese, mangas do vi uro, re-
doma com igrejaj caixa de costura com msica, a-
paredor, guarda-louca, mesa do jantar elstica, la-
velorios, gerrafas o outros crystees, carteira para es-
criptorio, um ptimo piano horisontal e muitos ou-
tros objeclos uleis o necessarios; assim como so
vender um completo laqueiro moderno, escriva-
nihia, casticaes, salvas deprata-de le, ealgumeso-
hres de ouro tambem de lei, sendo anneis de bri-
Ihantes, annelOe, transcelns pare senhora, de lin-
dos padres, e pulseiras de feiliosem igual, princi-
palmente o de urna dellas: quarta-felra, 31 do cor-
renle, as 10 doras da mandSa, na ra do Crespo,
casa, u. 12.
Avisos diversos.
OlFercce-se una gralificacSo vnnla-
josa a quem entregar no Aterro-da-Boa-
Vistaj n. 4t> primeiro andar, unve^vat-
lo c-i.stanlui-i'laro calcado dos tres \h:s ,
capado e proprio para carro ; o qual de-
apparoceu na madrugada do dia a5 do cor-
rente da estriliaria da mesma.
--Clemente Jos de Mondonga-relira-so para Ma-
cei.
Circo de New-York.
l'ltima repretentaf&o em beneficio da Sra. D. Mariana Ar-
cher, c dos jovens Leandro e l'homas.
Os beneficiados teem a honra de scientflearo Ilus-
tro publico, que dojo ter lugar urna representado
em sou beneficio; equo ousam esperar que sua gene-
rosidade se estenda a prolege-los aindaesta pela ul-
tima vez.
-- Quem fr dono de umaescrava de nome Delfi-
na, quo foi vendida, em principiado 1843, por Paulo
Tavares da Costa em o armazem do sal, (a dita es-
Jolio Xavier Carneiro da Cunha /dalgo cavalleiro da crava vcio do ecrtflo do Sirid) dirije-se a loja do Sr.
sul.
Qbservacdo.
Arribou, por causa do lempo, o hiate brasileo J'en-
tador, capitao Relcbior Jos dos Res
EDITA L7
cata imperial, cavalleiro da orden de Chritto, e admi-
nistrador da mesa do consulado desla provincia,' por
S. M. o Imperador, que eos guarde, ele
l*az saber que, no dia 1.dejunbp prximo vin-
douro, a urna hora da tarde, se hilo de arrematar om
praca, na porta desta reparticBo, lOsaccascom ar-
roz piledo.appredendidas ao mestreda barcena Flor-
do-Racife, Antonio Lourenco do Rarros, pelo guar-
da destirmesa, 'Jos Ignacio da Cosa Monleiro, cm
consequencia de virem do porto de Quitunde, per-
tencento e provincia das Alegas, sem guia sendo
a arrematecBo livre do despezas.eo erromatanlo.
Mesa do consulado do Pernambuco, 27 de maio
de 1848.
O administrador,
Joia Xavier Carneiro da Cunha.
'i. _________
Occlaricoes.
. O arsenal de marinha compra, no dia 2 do ju-
nho prximo, chumbo em lencbl, remos de faia do
plomas, que sao relacionedos pelo Sr. segundo se- 16 ps u0 comprido para maise filcli sortido ; deven-
cretaro. | d0 quem quizer vender quelquer desses objectos a-
OSr. Pruidentt:-' Combxjste numero suRlcien- pri)senlar-se ueste socrelerie com e su a* proposta
te para daver case, continuemos na ordem do nossos om caru fechada, em ditodia, s 10 doras da ma-
trabalhos, pessando a eleger as commisses pera nn(a
vericac/io de potleres. As listas Jevem conter tres secretaria da inspeccSo.do arsenal de mariirtia de
nomes pernambuco, 29 de mai de 1848.
^rieUeScrulinioparda.voUQaouftl.'c^ Aiexandre Rodrigue* dos An,ot,
3: Podremarrendar-se eos lidiantes, que emprega-1 o tondo sido recoldidas a urna 19 cdulas, saliem Secretario.
rein naininerarao mais de de/, pessoas, doui lotesde ler-l eleitos os Srs :
Duarte, ne ru da Madre-de-Deos at as 3 horas, e
desta dora em dlante ao convento de San-Francisco
em Olinda, a fallir com Gil Braz de Figueiredo, que
Ihe dir..quem sabe dosles escravos; porque a dita
escrava levou em sua companhia um cabr, dizendo
que era casado com ella.
A luga-se ou vende-se o sitio deno-
minado Casa-Caiada, no BioDocei a tra
tar com Jos Francisco Belm, no Forte-
do-Mattos.
Manoel Concalves da Costa e Silva embarca pa-
ra os portos do sul o seu escravo do nome Sabino.
Jos Mara Ferreira Braga retira-se para Portu-
gal a tratar de sua sade. .
A mesa regedora da irmendade do glorioso San-
Bnedicto, erecta no convento de San-Francisco des-
ta cidade, convida a todos os irmaos a comparece-
rem no domingo, 4 de junho prximo futuro, para o
ti ni de proceder-so a eleic-lo da nova mesa que tem
de dirigir os negocios da mesma irmendede durante
o anuo vindouro.
Arrenda-se um sitio na estrada de S.-Amaro ,
indo pare Belm com muitos arvoredos de fructo ,
bastante terreno para plantar : tambero se vende
outro na mesma estrada passando a ponto que vai
para Belm o primeiro do lado direito, |com mui-
tas arvores de fructo dous viveiros, baixa- para ce-
pim .terrenopara 8 vaccas de leite, que sustenta
todo anno: a tratar no mesmo, que todo o negocio
se Tari, por haver. preciso, ou na ra Di re t a ,
i a.
.
4


rr
^m

-if
-
^t*-
*
Salvadorde Castro embarca para ilha da Trin-
cada os seguintes escrivos de seu servico : Anto-
nio, Manoel, Vicente, Henrique,.pardos; Guilher-
>e, Estevflo, Raymundo, Sebastiflo, Antonio, Bene-
dicto, Francisco, Benedicto, JoSo, Severino Joo
Concalo, Francisco, l.uiz, Gregorio, pretos; Jusli.
no e Manoel, pardos.
Recebem-se escravos para se venderem em
commissto, e sseleva deste trabalho'3 por cento,
e so ofierece toda a seguranca para os escravos : na
ra das Flores, n. 17.
Joflo Rodrigues de Andrade vai a Portugal trar
tar de sua sade, deixando nesta praca por seu pro-
curador bastante a Domingos Rodrigues de An-
Uiaud
-- O rapaz brasileiro que se offerece para caixei-
ro tie qualquer estabelecimento, querendo ser cai-
xeiro de venda dirija-se a Olinda, ra do Am-
paro venda contigaa a botica.
BV!5,n.l0M "" PPe,n0: Aterr-d"
Koga-se ao autor do annuncio, fei
to por este Diario n, 1^1 que hajade
declarar .se o dito annuncio com as ni--
ee M. J. de A. M. se entende
com Manoel Jos de Araujo Machado.
- Quem nnnunciou querer saber da moradia do
padre Silvestre do Jess, dirija-se a ra do Padre-
Flonano, n. 9.
Aterro-da-Boa-Vista, n. 20.
I'orierc, marceneiro, armador e estufador, par-
ticipa ao respeitavel publico desta capital que na
sua casa so fazem sophs estufados.cadeiras ete tez-
mochos para o p de planos; camas francezas; col-
chos de molas ; ditos do dinas ; travesseiros e al-
mofadas: tambem so apromplam camas para casa-
montos .ese forrara salas doestoirasou tapete : fa-
zem-sa cortinados para camas o janellas seja qual
Jor o talio; cortinas para palanquim ote: tudo so
fezcom omaiorasseio possivel, e por prego com-
modo.
--Precisa-sede urna ama para urna casa de pouca
familia, para cozinhar c comprar: na ra da Ca-J
dein do Recife, loja do barboiro,, n, 43.
Precisa-so de urna ama paro urna casa de pou-
ca familia : adverte-se que lie s para o servico do
dentro de loja : na ra do Rangel, n. 36, prirae-
ro andar.
--Arrenda-seo engenho Caluanda, na freguezia
do8.-Lourenco-da-Matta, de muito boa producgflo
tanlo para cannas como para .outras lavouras; safrei
tros mil pflese maisdebom assucar; pde-se irern
carro al perto .eporisso torna-se ptimo para al-
guns senhores desta praca: a tratar no Aterro-da-
Iloa-Vista, n. 49, ou no mesmo engenho.
Kurtaram, no dia 25 do correte, as Ave-Maras
poucomaisou menos, do bece que vai de S.-Ama-
ro para Belm, umabesta castanha, bem carnuda
parecendo prenhe com um dos olhos broncos, as
milos e urna perna tambem brancas ao p dos cascos,
a qual ia guiada por ura preto com mais dous ani-
niaes. Roga-se-a quem a descobrir quo dirija-sen
ra da Aurora, casa do subdelegado ou na ra da
Senzalla-Nova, padaria n. 30, quo ser gratificado.
Joflo Antonio Villa-Secca vende, por muito me-
nos do seu valor, o seo sitie margem do rio Capi-
haribe, ao lado do engenho da Torre, com escol-
ente vista boa casa com sotflo cochoira estri-
bara para dous cavllos, baixa para capim, que os
pode sustentar annualmente, cacimba com boa
de beber, todo cercado de limflo o espinho, quasi
todo plantado de diversos arvorodbs, alguns j
dando, com grande planta de abacachs, onde os d
ptimos ; eumviveiro quasi prompto : a tratar no
segundo andar do sobrado n. 16, defronle do thea-
tro velho.
-'- Precisa-se alugar um preta que seja capaz de
dar coiiia de qualquer urna venda que se Ihe entre-
gue : na ra das Larangeiras, oja do sobrado n. 13.
Precisa-se de urna ama branca de boa con-
ducta de 12 a 14 annos : na ra Direita, relinagflo
n 22, o tratar com Joflo Antonio da Silva Braga.
I.ava-see engomma-se joupa", por prego com-
modo; na ra de S.-Bom-Jsus-das-Crioulas, n. 3.
na* n?i..V df d0us T0*08 W" caixoiros, um
para padaria a outro para deposito da mesma, dan-
do conhecimento da sua capacidada: a tratar na pla-
ga dai Santa Cruz, padaria-de urna porta.
Jos da Silva Campos faz saber ab rubloo-aue.
por haver outro de igual nom, de hoja em vanto s
assignara por Jos.da Silva Campos'Junior.
O Sr. Francisco Antonio Cavalcante Couiseiro
queira quanto antes comparecer no beco doSara-
patel, no sobrado sem numero, no segundo andar
a negocio que lhe diz respailo.
~ Precisa-se de um caixeiro para labutar com
couros salgados cm urna salgadeira a armazem do
mesmo genero: narua Imperial, n. 25. Na mesma
casa tambem precisa-se de urna ama que cozinho o
diario de urna casa a engomme.
-- O Sr. M. A. Guerra declare em que sa funda
para, negar que deve a quantia de 936,383 rs. a juros
correspondentes, confromo o protesto'do abaixo as-
signado e declarar que s deve "a quantia de
472,863 rs. e em que absorve o resto para o com-
pleto dos 936,383 rs.
OrilfloapontadopelooSnr. Guerra, qu diz
quem come sem conta, vive sem honra ihe reen-
vo talvoz lhe caiba melhor; o abaixo assignado
nao queramontuar riquezas por Iraficancias: quem
souDer de alguma, que aa publique e prove : nflo
llavera quem acredite ao Sr. Guerra quando assove-
ra que querendo pagar o que deve ao abaixo as-
signado esto nflo quiz receber o seu dinheiro, dei-
xando ficar em poder do Sr. Guerra para com elle
gyrar em seu beneficio e prejuizo delta dono ; ver-
dade beque, mandando-so por vezos cobrar do Snr.
Guerra a resposta era nflo tenlio dinheiro agora,
venha em outra occasiflo anda so nflo venderam
carnos, etc.
O abixo assignado declara mais que, compran-
do ao Sr. Guerra 12-arrobas de carno averiada se-
gundo a phrase do mesmo Sr., a 2,000 rs. a araobn,
preco que atannunciou pelo Diario, osla tai de
qualidado tflo corrupta, que, para nflo infeccionar os
sous oscravos nflo quiz mais comprar o lhe man-
dou pagar as 12 arrobas de carne que importnram
em 24,000 rs., mas o Sr. G. respondeu quo, sendo
elle devedor quando pagasse descontara essa pe-
quena quanlia; mas passados lempos deu uma con-
la tflo augmonlada dessa carne, a depois outra tflo
divergente da primeira o tambem augmentada, que
o abaixo assignado annuo a urna carta do Sr. Guer-
ra que se desculpa com engaos, que, sendo sem-
pre a seu favor, mais parecem traficancias, sagun-
do a phrase do mesmo-Sr. Guerra; o que tudo pode
ser visto por quem quizer o tiver olhos.
A. M. M. da M esquila Pimenlel.
Precisa-so alugar urna ama secca que seja de
bons costumes, para urna casa de pouca familia
paga-se-lhe bem. I)irigir-se a ra do Rangel, n. 59'
segundo andar. '|
-- Precisa-se de urna preta captiva para o servico
de urna casa de familia na ra da Alegra, casa n
11, acharflo com que.Ti tratar.
Roga-se a todas as pessoas que tiverem con-
i trahido dividas com o finado Sr. Ricardo I). Urmson,
do as v|r pagar, assm como a todas aquellas a quem
o mesmo estiver devendo, de apresontarem as suas
contas, por espago destes 8 dias, no oscriutorio de
James Ryder & C., na ra da Cadeia, n. 48. -
OITerece-se um rapaz brasileiro para caixeiro
de qualquer estabelecimento, o qual d fiador de
sua conducta : quem o pretender annuncie.
Urna mulher portugueza e capaz, offerece-se pa-
ra ama de todo o servico de urna oaja preferlndo
estrangeira disponhe-se tambem a acompanhar
qualquer familia que se dirija desta para outra pro-
vincia, ou mesmo para Tora do imperio: trata-se
na ra Nova, casa de madama Theard, ou no Recife.
ra do Azeite-da-Peixj n. II.
--A parda Clementina, escrava de Manoel Antonio
dos Pasaos e Silva, aeha-se depositada, a tom pao-
posto, por meio de seu curador, a accusacffo com-
pelente para se libertar: previne ao publico para
que ninguem a compra, e para que- nenhuraaau-
lori.iadepermitta passaporte para a mesma rar ex-
pOTlBQfl,
-Quem precisar de um feitor, perito do um lu-
do perlencente a um sitio grande, ou pequeo: di-
nja-se ao Manguinho, n. 85.
l,fliiKau088i)e.S?aqui nesta Praca eiistoSe-
bast ao de Macedo Guimarfles, natural da provincia
JoMinho;, freguz.adeS.-Maria-do-Souto, pois se lhe
uesejn miar, para o quo queira annunciar sua mo-
r'.iilg,rSe' arrenda-se o sitio denominado
cin S ti0' R7,-.Duc,B : a tratar com Jos Fran-
cisco llelem no Forte-do-Mattos.
; fabmca.de;uctgk, na ra direita, n. 17
Neste estabelecimeTIlB na licores d todas as
lidades tanto finas como ordinarios agn'ardftni"
do reino aniz. geneb'ra, tanto era botijas como, n
caadas espirito de vinho de 36 graos: tudo rm
preco mais commodo q.uese pode encontrar. -
Corles de casimira elstica
n 5,000 rs.
Vende-seexcellente casimira eslaslica pelo di
minuto preco de 3,000 rs. o corte, de pedrfles s
euros e propria"para a present estaeflo : tambem
anda restara alguns crtes'de casi mira de algodSo
Ifla a 2,240 rs. o corlo. A elles antes que se acabeirr
na ra do Collegio n. 3, loja de Ferr & Comn
nhia.
Vendm-se, a retalho ou por a
dos de fumo em folha, vihdo prxima
hia, de muito boa qualidade : na ra
Iha.-loja de ferragens, n. 56.
acida ,46 flr.
nent da Bl.
la Cadew-Ve-
Compras.
'ATTENCAO'.
TenJo-se vulgarisado que en linlia aberrado dos
meus principios polticos, declaro ao respeitavel
publico e principalmente aos Nazarenos que estou
firme cm minhas ideias. Engenho Monte-Alegre ,
20 de maio de 1848. Francisco Gomes de Araujo
Pereha.
Precisa-sede um homein que queira lomar con-'
ta ile um sitio, etrabalhar no mesmo: na ra do
Caldeireiro, n. 46.
-- flo-so 200,000 rs. a premio do 2 por cento ao
mez sobre penhores de ouro : na loja de calgado
defronle da cadeia, se dir quem d.
Precisa-se alugar ura preto que soja bom co-
peiro para o servico d unas familias estrangeiras :
na ra do Trapiche-Novo, n. 10.
-- Precisa-se de um caixeiro do 12 a 16 annos, bra-
sileiro ou portuguez-.com pralica ou sem eHa, para
venda : na ra de detrs da matriz da Boa-Vista
n. 33.
A pessoa que precisar de um caixeiro para ne-
gocio de venda de molhados, cujb tom muita prati-
chohe pessoa muito capaz e seria, porsuaJdadeas-
sinix penntlir, annuncie sua morada para ser pro-
curada, ou dirija-so a fairar na loja do midezas
da ra larga do Rozario.fl. 22.
No principio da ra do Rangel, n. 5, fazem-se
jan lares para fra com asseioe por preco commodp;
assm como lanibam todos osdonngus,demanhfla,
Jiavera inflo de vacca e cabidejja.
Agencia de passaportes.
NruadoColte$io, n. 10, o no Aierro-da-Boa-
V i, ii. 48, continuarn-se a tirar passaportes tan-
,'ara dentro, como para fr do imperio; assim
como despachara -se escravos: tudo com brevidade.
Attaneao !
Na loja da ra do Queimado, n. 30, de Jos Joa-
3uim deNovaes, contina a haver um sortimento
e obras re tas; chapeos de todas as qualidades ;
ditos para meninos e meninas; ricos chales de seda;
mantas de seda ; tangos de todas as qualidades; e
oulros muito pbjectos que ha para vender.
* 8r. LuizPereira Vianna,
do engenho Moreno, queira mandar poourar urna
cailanaliyrariadaesquinado Collegio.
5b rja. do Arsgflo, n. 4, bairro da iloa-VisU.
fazem,o quaesquer Cortinauos, tanto da cama co-
mo para jauellas, com a maior pcrfeiflo possivel.
"- Pugi, marceneiro francez,
na ra Nova, n. 45, acaba de receber, pelo navio Zi-
m,i um sortimonto do trastes de raogno, domis
moderno goslo; bem como folhas de Jacaranda-
raogno e outras madeiras do folear ; ferramentas
proprias de marceneiro ; o papel de lidia. O mesmo
sooncarrega de fazer toda a qualidade de mohilia
que se poder desejar, por ter recebido desenhos das
mobilias modernas que agora se usam cm Franca.
Quem precisar de dinheiro a premio, dirija-se
a ra do Livramento, n. 1, que so dir quem d.
Precisa-se deum oflicial decarpna ; na ra do
Collegio, n. 6.
-Precisa-se deum oflicial de latueiro: no Ater-
ro-da-Boa-Vista, n. 65.
-No dia 22 do correnlo mez de maio, appareceu,
nositiodo abaixo assignado, um preto crloulo de
lime Manoel, que representa ter 16 para 17 annos
do idade pouco mais ou monos, pedindo que o ad-
mittissea algum trabalho do sitio; e indagando-
so quem era, declarou ser forro, que nflo tinha
pai nem mfli e nem prenle algum ; que tinha sido
criado nosertfloem Ierra de l.uizComes; que ti-
nha vindo d'ali emeompanhia de pessoas daquella
trra para acidado de Goianna; quo all esteve al-
gum tempo servindo ao Sr. Yirissimo,e depois ao Sr
Jos Pegado ; que com este Sr. viere para o Recife,
e que nflo lhe fazendo conta mais aquello amo, pro-
curou outro: o abaixo assignado persuadido ser
verdade o que o dito preto lhe disso, admittio-o ao
servico ddito sitio para lhe pagar o salario con-
tarme o seu merecimento e pelo tmpo que lhe con-
vier; mas, querendo desviar de si qualquer urna ros-
ponsabilidade, no caso de o dito preto ser captivo,
faz o presente annuncio. O abax assignado he mo-
rador na ra da Cadeia do llecita, n. 25, e nflo se
responsabilisaporcousa alguma a respeito do dito
preto.
Manoel Ribeiro da Cunha OUteira.
Roga-se ao Sr. que em 8 de Janei-
ro prximo passado comprou urna ur-
na de folha de Flandres na olicina de
Manoel Antonio "AIvs de Brito, que na-
ja de fazer o favor de mandar pagara me-
tade de seu valor, que fico restando ;
pois no se tem procurado, por se igno-
rar seu nome e moradia.
D-se a premio um cont de ris sobro hypo-
thoca em alguma casa por tempo do umanno, ou
mais : no Aterro-da-Boa-Vista loja do sapalero ,
n. 63, se dir quem d.
Urna mulher de idade de 45 annos, se-ofiereco
para ama de urna casa brasilera ou eslrangeira a
tratar em urna das casas defronle de S.-Jos-do-Man-
guinho, ou annuncie.
O Sr. que garanti a M. J. de A.
M. urna lettra de aoos'ooo rs. nucir
no^ prazo de Ires dias, contados de
hoje pagar o saldo ; f na'o o fazendo,
ver o seu nome publicado nesta folha ;
pois basta de impalhacoes. Recife, 2.7
de maio de'i 848.
Roga-se ao Sr. V. T. C. que v pagar, quanlo
antes, asuacontaqde deve na venda n. 2, con-
fronte a matriz da Boa-Visto ; pois j so tem cansa-
do de ira sua porta.
--Precisa-se de um pequeo, anda mesmo Bra-
sileiro, para caixeiro de urna venda que tenha ou
nflo pralica para estarna venda-em companhia do
Gnu ivalff.. ,1..-.,. -_____ _-_ .-i
..7p u,m 8e,lim lu*,e* em *" lado, e
umcavallo de sella novo : na ra larga do Rozar o
no segundo andar da casa ti. 30. ^ l0'
Compran se quatro venezianas
anda mesmo que sejaw usadas; narua
doCabug, loja* de qoatro portas, dp
uarte.
-Compra-se urna escrava moca, que saiba en-
gommar na ra da Mangueira .laV Boa-Vista n u
ama l.bra, em me.o uso : na ra larga do Rozario*
ni,"i!mpra"se uma1Ie!,c>?. que engomnre e cozi-
nho bciu : na ra do Hospicio, n. 9
m^,?lra"Sl'u"'tori0 do Pesoa do twonze, de
SrfV rl!,a u,?a"rrn0ba senJo Pr Preco cora-
Xh:ia"0nA7.r-da-BOa'VSU' armaZ0ff5e ,ou
-Compram-se 6 011 12 cadeiras do palhina : d-
fronle do oili.o da matriz da Boa-Visla venda n. 2.
VEVDE-8E
Cha muito superior
abricado no Rio-de- Janeiro^
Denominada Brasileiro,
o melhor que tom apparecido neste mer-
cado, pela sua qualidadeaer mais supe-
rior do que a do mesmo cha hysson, da
urna libra para cima por preco com-
modo : no flm da ru da Aurora n. 4, a
fallar com Jos de Almeida Brrelo Bas-
tos das 6 as 9 horas da manhfla, e de I
as 2 da larde. No mesmo lugar tambem
se vende cha fa milis, da mesma provin-
cia com as mesmas condicOes.
Vendas.
^.
Vemle-se um cabriol com sous arreios, tudo
em bom estado, pelo preco de 250,000 rs: na coebei-
ra por detras da camboa do Carmo.
-- Vende-se urna casa terroa de tapa, sita' na ra
principal da Casa-Forte, com bastantes commodos
para familia, por preco commodo : quem a protoii-
der dinja-se a ra da matriz da Boa-Vista, casa
n. 19, que achara com quem tratar
- Vondo-se um molccote do 20 a 22 annos, sem
vicos o de nacflo, o bom para todo o servig : na
ra do Vigario, n. 24 v
-Vende-se urna historia sagrada do novo e velho
testamento, por Royaumond, pqlo preco de 3 000
rs.: na ra estreita do Rozorio, loja do miudozas con-
fronto a venda, n. 1.
1 -Vende-se una prota crioula do idade de 20 an-
uos, que hoongommadeira, rendeira e costuroira. e
lm destas habilidades, cozinha, lava o ensataba
rouparmuitopropria para casa de familia': narua
do I.ivramento, nO-2. andar do sobrado n. 24.
-Vendem-seduas lindas de camajsary, com 55
palmos de comprmenlo : em S.-Anna a fallar com
JoSo Venancio Machado da Paz.
9
\ende-se, na ruadas Cruzes, n. 41, mar-
melada, e panno de linho, muito supe-
rior o mais ordinario: tudo por preco
commodo.
mi
1 ri^c<,em".so5escrnvossenilo: duaspretasdo
habilidados;duaspardas, uma de 17 annos, o a
outra que coznha, lava bem roupa e vende na ra;
um preto da Costa, que se a flanea a conducta: no
'pateo da S.-Cruz, n. 14, se dir quero, vende.
Vendem-so dous lindos motaquea de 16 a 18 an-
nos dous pretos de25annos, sendo um (tallos bom
carreiro ; tres mulatinhasde 7, tt e 14 annos, urna
negrinhadolOannos, todas*com principios de ha-
hi nades ; duas pretas de 20 a 25 annos, com ha-
bilidades ; um casal de escravos proprios para o
sorvicodecamdo pom torera] pralica ; 2 pardos de
ib a 24 annos sondo um bom carreiro : lia ra do
Collegio, n. 3, se dir quem vendo.
Lotera do Ro-de-Janeiro.
Acaba de chegar pelo vapor Imperalris um com-
pleto sortimento de quartos, oitavos o vigsimos da
lotera da socicdade Amanto da instruceflo, da pro-
vincia do Rio-de-Janciro: as pessoas que quizerem
comprar dinjanijse a ra do Queimado, n. 16. tia
de Jos Dias Simes & C. Advorte-se quo o primei-
ro vapor que chegar trar alista da exlraccflo.
- Vendem-se as casas torreasft. 27, 29 o 31, sitas
narua Real, prximo 00 Manginho, cora quintaos
murados, terrenos fra dos qumtaes, com porto do
embarque o desembarque :' lambom se vendera al-
guns chaos ou terrenos, prximos as mesmas casas,
com bom comprimonlo porto de embarque o dos-
embarque e com boas proporces para se edificar
a tratar com o seu dono, Manoel Pereira Toixoia
ou na ra Nova, loja de Teixera & Andrade.
vNalojade. quatro portas, na ra do Cabuai,
n, 1 C, do rjuarte,. vendem-se peonas do ac da me-
lhor qualidade quo tem apparecido no mercado, a
320 rs. a duzi'a ; tinta encarnada-e azuj, a 180 rs. o
frasco; estampas de santos, fm ponto grande, a
120 rs.; phosphoros em cixinhas, a 30 rs.; um
sortimento de bandejas de muito bom gesto; casti-
gaos do vidro a 2,500 r. o par ; bonecras o bone-
cros, a640rs. chalesde Ifla do muito boa qualida-
de a 2,000 rs.; ca i xas de guardar joias do melhor
gosto que lera apparecido, a 1,000 ra.; volantes-
galOes ; cspeguilas ; rendas, tudo proprlo para nr-
niagoes de igrejas ; btaos do Porto, d* diversas lar-
guras ; e outras muitns midezas por preco com-
modo.
Na ra No'a,.loja de alfa'ia-
le, n. 14, ,
acha-se um completo sortimento de obras feilas,
assm como um rlquissimo sortimento de fazendas,
como sejam : pannos finos pretos, a 4, 5, 6, e 7,000
rs. o covado ; ditps do cores, a *e 5,000 rs.; lindos
cortes de casimira elstica, a 5,500 e 7,000 rs.; ri-
cos cortes de col lote de seda a 4,000 rs.; ditos do
gorgurflo de seda,a 1,600 rs ; dilos de fustfles de lin-
dos padrOes a 1,280 rs.; setnt macu. muito su-
perior a 3,200 rs. o corte; panno mosclado para ca-
sacas, sobro-casacas-o palitos, a3,500rs. o covado;
merm preto.'a 2,500 o 3,000 rs. o covado ; cortes
de meia-easimira a 2,800 rs,; e outra srauitas fa-
zendas por prego commodo.
Vondem-se muif boas pias de filtrar aeo'a. por
prego commodo 1 has Cinco-Pontai, n. 71'.
~- Vendem-se 2' cscravas, sendo: uma prcta
crioula,de 26anuos, queengomma, coseclUlo faz
lavarmto coznha e lava de sab.lo ; um bonito es-
cravo de nagflo, de 28 annos, ptimo canoeiro e pa-
dciro s na ra ilas Cruzes, a. 22, segundo andar.
-- Vende-se um escrayo serrador, do nagflo Jlo-
cabique, de 30 annos pouco niais ou menos : opa-
leo do Collegio, n. 4, loja de bahs.
Vende-se uma pardinha muito bonita e sadia,
quo. cose, cozinha c faz renda : na ra larga do Ho-
zarlo n. 35^80 dir quera vende porprecisflo.
Vende-so uma botica m.bom local com-pou-
cos lundos a dinheiro ou a prazo : 110 largo do Boa-
V 19 LO a n. 1.
Novas chitas e riscailos.
Vendem-se riscados denovos padrOes avelludados;
cimas prelaseom flores encarnadas e ramagens do
diversas cores, de superior qualidade, a 320 rs. o
covado; panno de linho muito fino., a 560 rs. a va-
ra : na ra do Livramento, loja nova n. 14.
Vende-se uma flauta deebaho, com muito bou
vozes: na ra da Cruz, n. 10.
- Vende-so uma preta de mea idade, crioula,
que faz o servigo de uma casa vendo na ra e la-
va de sabflo o varrella, d-se por muito commodo
prego : no Forte-do Mallos, prensa de Jos Ribeiro de
Bnto. ^
-V)de-se um lindo mulatinho com .principios
do airaiate de 14 annos, o que he ptimo para pa-
gem ; e mais escravos com habilidades esein ellas:
na ra das Flores, n. 17.
Escravos Futridos.
- -____________________________________
Lotera do Kiode-elaiieiro.
AoslO:000#0(H)drs.
Vendem-se bilheles o meios ditos do lotera a he-
nelo da amante nstruxcflo, chegados noste vapor:
seu prirflo^Ydvert^^^^ -'oJ do <"'* < viuva
- Desappareccu, no dia 23 do correnle ,- o mole-
ue Antonio, de 16 a iSannos, do nagflo Cagaitge,
o estatura regular beigos giossos esalrwasi, cor
ISniiVi T f'.m,M nova de ""goiH* trancado
!n..!-I?" e.bnD1 .USadas : quom ) ^.ftgar .leve-o
ao pateo da malriz de S.-Antonio, nTi'-qm ser
recomponsado. ^
n7liF.Ugi0'i!le bard0. da barca Commereio-do-ltio ,
Mmlim/i corrc,nle' acravo marlnheiro, do
n?rTnZil0 R^.^m retinto, anda mogo, do
Mr! '.,ra",lor'"ado no rosto, cop um dedo
^id'r0'ta d0en,e falla Pco mal se expres-
ptinf? ? "mprf Com semblante risonho; levou
an!?.!."n8!e r,8C*d0 "ul chaP de P8""1
flHrau ir E?lee?craW0 Ptlcnce "Sr- ManoJos
iv *. C2la' do ta-Jo-Janoiro : quem o pegar
tave-o a ra da Cadeia do Recifei n. 45, qu rocebe-
ra generosa gratiicagflo.
Pul*; : na typ. m m. ,, OIFA,u> 1848
i
t
c
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d
d
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v
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lli
yu
I
ba
coi
da
rio
1
nai
inc
lici
I
rei
C
ras
me
prii
da
a
dec
C05,
posi
I.
mu ^1
-uri


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