Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05490


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Full Text
p*
uno de 1848.
-
Sext^feira 19
O Pt4/H0 pnl.lica-s todos 01 din o;an iho
frm de cinnii i precojJi ai-raaiui.. lie (4c
ijniO rs.porqtiartel, pasn .in/i/arf/jf.'Os an-
uncio do asignante sJo inseridos ras^o de
u is. porlinim, e" lP ^Ifrrentc, 8 as
-ppetif* pela metade. O que n'o frc n anlg-t,
*',,( pioxriio 80 rs por liiilia, e 160 na lypo
differenU, I>or =fl* ptililicacio.
PHA8E9 DA tfc-HO ME'A^E MAIO.
I.ua nova, a 1,a horas e 6 rain, da toan1!. .
esceott a I", w *s ""> da manli.
La eheia a s. 4 e U min. da nianh.
M.ouoante a S, s 0 e 37 mi. da raanh.
PAimiH' otis ORHElOS.
Goianna, ParaliiHas tunda* esi itasfeiras
nio-tJrnd>Jo.Mortequ ola airasaomeio da'
Cabo, Serioliaein, Riorormoso, Poito-Calvoe
MueeirV po I.*, a 11 e i de cada mea.
fiaranliujjfe Flonito. a 8 e U.
Roa-V tro Florea, a I*eS.
Victoria, squiulus-feias.
Oliuda, todoa o< das.
PMRAMAH l)E HO.IE.
IPrimeir, as.B horas e 6 minutos da manba.
Segunda, as 6 Loras e 3o minutos da Urde.
de Haio
AnnoXXV/ N. US.
DIAS DA -.MANA.
16 Segunda. S, Isidoro. Aod. do J. dos orph.
doJ. doc. d>2.v. e do M.da t.
16 Terca. S. Juo Nepoinueeno. Aud. do J.
do civel.eHo i. de paz do I dial de t.
17. Quarl S. Patehnal. Hayl5o.Au!. doJ.do
civ. e do J. de pa> do 2 dist de t.
8 Quinta. 9. Venancio. Aud. no l.dosorpli.
edo 1. m. da (! ara.
IB Sexta. S. Pedro Celestino. Aud. do J. do
civ. e do J. de paa do I dial, de l.
10 oblado. S. Bernadiuo de Sena Aud. do J.
docir.e do J. de pal do l dist. de t.
11 Domingo. S. Mancos.
' CAMBTU5 NO DA 18 BE Jlb.
Solire I.in lixs 27 d por 15 r>. a S das
Paria JtS a >d't. por fitico.
Lislioa I0i> pnr 100 de premio.
Dse, de lettrcm de hoas firmas a i '/i '/
fliiroOii-ajl'cipenlinh..;. 2*IOn a
Montas da 0* n v.'lli. 16*300 -
. def0i> noy..
>i 4>liu-. ... ..
Pros Patucos..........
Peso eolaiimares...
Ditos mexicanos ...
Mjuda..........
Nom
ao m.
J92SO
I64C0
10*200
taino
l'7
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I 130
fue
Accaadacamp.do Bebsribe deaOjOOO r. ao pa.
li-.J 00-a
' gfiiOO a
. lf60 a
i j til o a
l|R0O
11030 a
DIARIO DE PER1VAMBUCO

*
PARTE OFFICIAL
L.
*
GOVERNO DA PBOVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 17 DO CORRENTE.
Ofncto.'*-Aoohefe dr polica interino, ordenando fa-
ca por em llberdade os guardas nackmaes Antonio An-
dr e Bernardo de Mallos, beni como o paisano Jos Fran-
cisco das Chagas, presos pelo lente coronel Antonio
Gomes leal, e postos dlsposlco de S. Me. pelo com-
mandanle das armas interino.
Dito. Ao mesmo, exlgindo urna relac3o de tedas as
delegacsesubdelegacias da provincia, com declaraco
dos nomes dos cidados que a exercem, c das que se
acham yagas, bem como dos nomos dos respectivos sup-
]ili'ntes.'
Dito. Ao Inspector do arsenal de marmita, devolven-
do, com despacho da presidenoia, a requisicao de 8 ar-
robas detyJlyora para acrvela r?Mtrp<.
Dito. Ao co1iimandantegrr.il "io. corpo de polica,
ordenando, cm consequencla de requifl{5o do delegado
snnplente de aiareth, faca marchar uin destacamento
para ahi, log que chegueo que se mandou retirar; afliit
de ser empregado na guarnico d cadeia eservicoda
fcolicia. Conununtcou-se ao delegado suppleute de Na-
zareth, cmresposta aoseu omelo de 15 do crrante, em
qu*., ao passo que tralava de varios objeclos, partlcipa-
va que a comarca ficava tranquilla.
Portarla. Ao director interino do arsenal de guerra,
determinando mande concertar, a entregar ao com-
mandinle da companhla fixa de cavallaria de prlineira
liaba* os diversos objectos peitoncentes a mesma cotn-
panhla, que fram recolhldos ao mencionado arsenal,
afini de serem reparados. Parllcipou-se ao coinman-
dantc das armas interino, que representara a respeito.
mu i! i
EXTERIOR.
a uevolicaO franceza.
I.odrei, 24 de fevereiro de i 848-
As deraonslrn^Oos e disturbios occorridos anle-
linntcm em Pars prtrm causar grande alarma no
publico e alguns incidenlos deploravcis, mas nenhu-
ma duvida lomos re que, considerados po|iticamon-
ic, tenderp a augmentar a f6rea,do gotero ea ex-
pr a Imprudencia da npposicflo. Ver-se-ha das pro-
clamares que boje publicamos, quo o govern rcsol-
tra permiltir que o projeetndo banquete chegasso
Al o ponto necessario para levar a absoluta legnlida-
de de taes reunifles ao conhecimento dos tribunaes de
justiQa, procedimenlo queja mostramos ser o mais
prudente e o mais constitucional.
Ni0 6atsfeta, pOrm, a opposiQo com este modo
de proceder, publicou um manifest na manlia do
dia 21, convocando a guarda nacional a lomar parle
nessa manifi'stagflda opiniflo publica a allm li'iuler a lihcrdude e de evitar com a sua presonca a
menor collisao; c a guarda nacional convocada as-
sim'porqiiem iro linha autoridade para fa-lo, dc-
via formar em linha, desde a Magdalena ate os Coni-
pos Elvsios. '
r.sle appello determinou o governo a tomar motli-
da d repressao mais efllcazes. O cofmandanle su-
perior da guarda nacional publicot immodialarrlen-
toma ordem do dia, lembran lo a guarda que a lei
prohiba quo os cidaduos pCitenconles Aquello cor-
po sn renissem como militares setn ordem dos seus
chefesi e oxigindo poreinptorianiente que roDollis-
st'in essa insidiosa e perigosa propostn. Ao incsnio
lempo publicou o profeito de polica una' proclama-
can, anunciando a firmo resoluc,9o do governo, de
prohibir nleiramente a projectada domonslraco.
I- mcsnlo annuncio fea o Sr. Dchate! ni cmara dos
'mwm'i
deputados, e na nofte desegnda-felra, 21, a bando-
naram os deputados da opposlgao a intoncSo que ti-
nham de assisiir ao banquete. Esta resolucRo, po-
rm, nSo Itoi sabida senflo depois de ter apparoeldo
multo etcilamenlo, de eslarem desertas as lojas, de
estar toda a populacho nas'ruas, e oceupados pela
guarnic3o todos os pontos que plebe poderia a-
mcaQar. Conttudo, adherimos opiniflo de quo ne-
nhuina conseqiioucia seria pode resultar dhi, ou
que, pelo monos, soffrer muito mais a causa popu -
lar do que a do governo.
O governo francez, contando com urna grande ma io-
ria parlamentar, com urna frca militar immensa e
com oserros*edivisoes dos seus adversarios, deter-
minou ndliorir a um systema de coergflo resoluta, e
nilo podo hoje deixar-se expedir do terronp que oc-
rupa, sem so oxpdr a urna acensarlo, sem expor el-
re a linmilliaoOes, e o estado a urna revoltic.no, A
opposicSo, conscia de sua fraqueza as camaras*e da
apthia quo reina na massa do povu, procurou por
OUtro lado reaccender o.e^cilaniento popular, para
compensar a falta de frqa parlamentar. Pela pri-
meira vez, desdo a revolu^o de juho, associaram-
se abertamente os chefes do partido lilieral modera-
aos cliefes o aos symbolos da facc,flo revolucio-
naria. Desceram da tribuna para a ra ; nilo hosi-
taram em tomar urna posieflo do resistencia aberta
ao governo. E (zeram-o sabondo bem que, ou irum-
phom ou sejam vencidos, nflo se trata de urna sim-
ples contenda ministerial, e que uns ou ontros, os
ministros da corda ou os instigadores do povo ar-
rispam em urna tal lula a propria vida.
Por pouco dispostos que estejamos a aventurar
umjuizo prematuro, sobre esles importantissimos
e ainda incertos acoiitecimentos, ho apparente, pelo
3uo ja temos visto, que ha grandes culpas de um e
e outro lado. O ministerio commetteu um -erro ir-
reparavel fazondo urna resistencia, que a nada sedo-
brava, a lodas as propostas do reforma elcitoral,
quandoos abusos do syslemaactual sflo flagrantes o
universalmenlo reconhecidos, quando a melhor par-
to do partido conservador est abalado na sua'adh,e-
sflo ao ministerio por causa desta obstinada e impo-
ltica recusa, e quando urna concessito muito rasoa-
vel loria, at ha pouco, satisfuito o paiz. O anno
passado no so exiga em materia de reforma senflo
alguma restric^flo na elcgidiilidade docertos fnccio-
narios pblicos para o parlamento, o a admissflo das
listas dos jurados s franquezas cleitoraes. Temi
tomado, porcm, o governo a determinacao quedis-
semos, ero do seu dover conter de ha muito o apr.cl-
lo sympathia eao excitamonlo popular, se lie que
iegalmente poda serconlido. 'Permiltir que 60 ban-
quetes reformistas tivessem lugar as provincias,
denuncia-los depois em lemos descomedidos no
discurso da cora, dcclnra-los depois llegaos, o -
llnl prohibir essa grande reimiflo nos arrodores de
lliris, a que doviam assistir 92 memhros do parla-
mento, parece na verdade um excesso raro de im-
prudencia e de impoltica.' A opposicilo conseguio,
pois, fazer rocuar o ministerio, at que, por assim
dizer, desapparece por tras de utna cercado bayo-
netas. "
' Mas os ebefes da opposicflo incorreram tambein
em grande e gravo censura. Em todo o sen procedi-
menlo, e do ha ni ii i tos mezes, trocaraui deliberada-
mente lis armas legues da guerra constitucional pe-
los meios, icios instrumentos da revoluto. Fazem
guerra com minas carregadas e flechas envenenadas.
Alliaram-se a homons cujos principios temem e a-
borrecem ; appcllaram para paixOes que, so chega-
rem a despertar-se.-os consumirilb como rastollio;
procucaram levantar a sua ilecahida reputa^ilo como
lioinens de oslado, o salisfazer suas perigosas pai-
rms
MEW01UAS DlilM MEDICO, (*)
:fon aieyanjrc 3L5imiaJ.
TERCEIRA PAUTE.
*s 3&&ssao
XI.
O ULTIMO RXMSSIO SX 8. KAOESTAOE X.U1Z XV
Sao eral.uii XV um tei lo benigno, quesepdesse
conversar cojn elle todos os dias em poltica.
!) fi-ilo, a poli tic-a aborreca bastante e nos seas
mos das llvrava-sc delta, com este argumento, ao qual
nada tuvia que responder.
Ora adeos! a machina srinprc ha de durar tanto
como eu!
Quando ai circumstancias eram favoraveis aprovrila-
vain-sc dellas: mas era raro quo q monarcha naoVeco-
brasse a posicao que um momento de boni humor ihe
"lera perder.
^adama)1\\bai ry conltecia lao be ncira dos pescadores que bem conhecein o mar, minea
>e emharcava cm rao teinjio.
Ora, este' momento cm que el-rel a vinha ver a Uucien-
nes era um dos melhoret instantes possivels.O rci nao
"da. feiio bem na vr8per.1,e suba com antecedencia
i;
xfies descendo dos concelhos do estado aos tumultos
da plebe. Por estos meios procurou a minora par-
amentar esmagar um governo regularmente cons-
iituido, o apagar as consequencias de suas derrotas
habitunes. He evidente que todas estas demonstra-
re sflo tentativas do urna revolugflo. Talvoz nflo
degonerem em rebelliflo ; talvez se limitem anda
queem Franca duvdamos quo assim acntela as
oxhbices modernas do frca moral; mas sflo ten-
tativas para derribar os poderos estabeleciclos do
paiz por meio.do um appollo a um podrque nflo os-
la csta'beleeido.
Os republicanos quo zelosamonte se uniram a esle
movimento, os modernos Monlagnarde que ensina-
ramoSr. Odillon Barrot a beber as saudes do 93,
sabem perfoitamenle o quo fazem. Sabem que ob-
jecto loem em vista, o quaes os meios doconsegui-
lo. Sahemque, dorrolalo o govorno em urna batallia
campal, ser-llies-ba comparativamente fcil lancar
pela ianellap hanalicos laes comoos Srs.Duvorgier llauranno o de Ijtmartino. Sabem peritamente quo
este banquete, que esta demonstrado he a eousa
quo maissoassemelha s conferoncias do Hotel de
Ville : mas mal podam esperar que os representan-
es da opposicflo moderada avancassom tros quartas
parles do camintio para os claustros de St.-Mery. li-
ma tal allianQa nflo pode durar muitos dias.
A respeito da marcha scg'uida pelo ministerio,
quando as cousas tinliam chegado aooxtromo, ne-
nlmma outra alternntivs Iho restava. Aprovoitou-se
com resoluQfloa tino da flagrante illegalidado com-
mettida por seus adversarios convocando a guarda
nacional. Acreditamos que o bom sonso do povo
francez o a voz da legislatura repudiaran! imnredia-
tamonlea posieflo perigosa om que se collocou o
partido liberal, e notamos que o Sr. Thiersse abs-
tevo do lomara menor parte nessas funcslas diver-
ses.
Em presonca de taes aiheagas e dQ taesperigos,
ncnhiim governo se podio doixar bater sem se sui
cidaf immcdialamenlo. A menor fraqueza lio o ren-
dimcnlo do cousa muito maiordo quo o poder mi-
fllslerial. O ministerio tem do seu lado urna frca
militar immensa e urna causa quo dovo ser conside-
rada legal omauanlo o contrario nflo decidirem os
trrt>unaesde>ostica. He prtenlo absurdo compa-
rara sua posiQllo com a do governo de Carlos. X om
1830, quando os ministros violaram atrozmnto a
constitui^ao, o quando nflo linham a sua disposiQflo
una frca militar efllcaz. F6ra mistor urna muito
extraordinaria e. imprevista combinaQflo do circums-
lancia's para que um govarnosuslondo por um cx-
ercito do 100,1)00 bomens, coinmondado polo mare-
chal llugeaud, aquai telado com grande tino nos ar-
redores de Paris, pcrTqitamenteapnrelbado para on*
trnr em nccSo, e apoiadb cm dezoito fortalezas, fos-
le obrigado a capitular auto urna insurreicflo popu-
lar. Parece-nos, porm, que os acontecmentos pro-
rarSoque nem lie proravel urna hisiirreigflo popu-
lar quo mervea o nome do gravo. O povo est em
movimento, mas nflo esl inflammado. Em taos cir-
cumstancias o resultado he cerlo, mas so houveref-
fusflo desanguc, gravesora responsabilidado nflo
s daqucllos' que iriconsidciadameiilc comecaram
tuna a;ilai;ao cujo termo, favoravel nflo linham fr-
ga'paraassegufar, senflo tambein daqucllos cuja re-
sistencia obstinada a una bom fundada exigencia
fez que fosse bem succedido o appello a plebo.
(ri'mei.j
[Jornal do Commercio.]
PfRWMIB'^
i *
JUKY DO rVBf/lFfc.
REUNIDO EM 18DEMAItgODE1848.
rRESIOKKCI U0 SB. O. SILV* SUVES.
Ao meio-dia, fai-sc a chamada e verjlica-se cstarem
presentes M Srs. Jurados.
O Sr. PruidnU da que o jury nao pode traballiar,
por nao haver numero legal dejulzes de facto; e inulta
aos seguintcs Srs., cm dez mi) reis cada um :
Jos Ribelro Padllha.
Delphlno Goncalves Pcrelra Mina.
Lu* Vctor I.leuther.
Floriannd Correa de Brillo.
Antonio Joaquim de Moraes e Silva.
Jos Bernardo Galvao Alcanforado.
Flix Bciorra de Mrtlo Lclto.
Manocl Cactano Soarcs Carnelro Mouteiro.
Km seguida, o mesmo Sr. presidente declara umita
dbs em vinlc mil til* os Sis. mencionados em o n. 110
destp Diario, exclusive os que abalxo vo declarados,
que compareceram hoje e fram relevados da multa que
antecedentemente Mies tora imposta';
Antonio Gomes Tavares.
Dr. Cosnie.de Sa i'ereira.
Thomaz de Carvallio Soarcs Brando.
Terminada esta dcclaracao, levauta-se a reUuho pouco
depois de ineio-dla. v
Comtudo, por mais ousada que teja a caca que se es-
pera n'uma emboscada, scinpre tem um certo Instincto
do qual conven) desconfiar. Mas este instincto nao faz
mal algum quando ocacador se sabe acautelar.
Eis-aqui como se porlou a condessa com a enea real,
que ella quera atlrahir ao seu laco.
Eslava ella, como migamos j ter dito, vestida cm des-
alinho,' naqucllc traje seductor com que Boucher costu-
ma .vestir as suas pastoras.
Smente uo trasla em si encarnado, porque el-rci
LuUXV linha antipathia com essa cor.
Assim que annunciaram S. Magestade, a condessa sal-
du a um vaso de crjstal em que linha um pouco de.are-
Ique e comefou a esfregar as faces com desespero.
El-rei vio' da autu-caniara a que occupa93o's entrega-
va a condessa. -
Apre? disse ella entrtvido; qu maque he! pintan
do o rostoi!
Ah 1 bons dias, senhor, dase a condessa sem se me-
cher de diante do espelho, e sem nlerroinper a, opera-
cao, mesmo quando o re a beijou nopescoco.
Kntfio nad hie esprava, condessa ? pergublou
el-rei.
Porque, senhor?
Eslava .-lijando assim o rosto.''
Pelo contrario, senhor,eslava bem certa deque uo
se havia de' pasaar o da sem que eu tivesse a honra de
ver a V. Mageslade.
Oh! comn vosse me diz isso, condessa.
Acha man ?
Acho. Vejo-a seria como M. Rousseau quando esla
a ouvir msica.
He porque com eti'eito, senhor, lenh cousa bem
serla que dizer a V. Magcstade.
Ah! est bom! Parece-me que adivino, condessa
Devras?
Siin, reprehetfsoes....j -
-- Eu! ora adeos, senhor......, e repreuensdcs por-,
queP ...
Porque nao vim liootem. .
Oh! Senhor,' V. Mageslade me ha de faier a j4istiya
facl couquista. I rar de V. Mageslade.
I Joannlnha, lu le arrulas.
" ; _^ .........ir arrniii
y iuc ifiuiiu
senhor; arrufada ja U esteu
KS3i >aBxae-*aVii^!iMHI
Ouve, condessa, afianco-te que nem um momento
dcixei de pensar em ti.
Ora historias!
que a nolte me pareceu unir cternidade.
Mas, anda una ve>., senhor; eu nao fallo nlsso se
gundo me parece. V. Magestade passa as nolles onde he
da sua vontade, isso nao he da conta de llngucm.
Com a niinha familia, condessa,. com a inlnha fa-
milia.
. Nem ao menos ine informei disso. (
E porque?
Ora eisa! V. Mageslade ha de convir commigo qne
isso uao seria decoroso da minha parte.
Mas ento, exclamou el-rei, se nao me quer mal por
isto, porque he que me quer mal? porque, emllm, he
preciso que sejainos justos,neste mundo'.
Eu nao Ine quero mal, senhor.
Mas como a vejo enfadada.....
-* Enfadada sh, senhor; quanto a isso he verdade.
Mas de que?
De ser um remedio falta de cousa melhor.
Voss, grande Dos!
Eu! sliu, cu! a coudessa Dubarry! a bella Joan-
n.i, a amavel Joannlnha, a' seductora Joanneta, como
diz V. Magcstade; sim sou o remedio falta de cousa
melhor.
tas porque?. ,' .
Por Isto: ~- he que cu s tenho o mea re e o meu
amante, quando madama de Choseul c madama de
Graminont o nao quereni.
Oh! oh! condessa.....
Tenhapaciencia: eu digo francamente todo oque
tenho no coracao. Diiem que madama de Grainniont se
tem posto inultos veies a espreitar entrada do sed
quarto de dormir. Mas eu farei o contrario da iiotaec du
queso; esperarei sabida, c o primeiro Choiseu) ou a
primeira Graininonl que me caliir as mnos..... tenha
pacielicia I
Condessa! condessa!
Que quer, sou urna mlher mal criada. Bem sabe
que sou a amante de Brai, a bella llourbonncsa.
Condessa, os Cholsculs se viugaro.
Que ine importa, com Unto que elles se yioguem
da minha vingauca.
- Erarnccerao de nos.
PUMO..BE iEB^AUBUCO.
ajyj3) aj a>a suah a aacs.
Estamos autorisados pelo Sr. cnsul deS. M. Fidell-
sima, nesta cidade, a declarar, mu solemne, c categri-
camente, que S. S. nao ft'ereccu ao governo o auxilio
de subditos de suanacao como, menos prudcnteinenle
sem duvida, annuncia a Kos do raaii, no seu n.29, de
17 do correte.
Ncste numero, coniccanios nos a copiar do Jtrnal de
Commercio os exceilentcs arligos do Tima, acerca da rc-
voluf ao franccjta, que a redaccao do mesmo Jornif acer-
tou de traduzir c publicar, eque nada menos encerrain
do que a analysc critica da sobredita revoluco. Temos
para mis, que semclhanlcs artlgos serao ilcvidamente
apreciados pelos subscriptores deslc Diario.
Osjornacsingle7.es que recebemos pela barca Cnlum-
bus, alcancam at 11 de abril. O que da sua rpida leitura
podemos colher a respeito di Franca, he o seguinte :
A capital da Franca se acha tranquilla.; os inollns oc-
corridos em inultos dos regiment; de linha, assicc co-
mo a revolta ainda mais seria da artilharia e da mari-
nha do Oriente, tinliam desapparecdo de todo, pelos es-
forcos dos gencraes que commandavam nos respectivos
districtos; mas o povo continuiva a mostrar-scindisposto
contra os estrangeiros residentcsno territorio da rep-
blica. No dia 5 do abril urna tleputaciio de operaras di-
rigio-se ao Hotel de Ville, c exigi que Ibssein elles des-
pedidos de todos os empregos, quc polticos, qur par-
ticulares ; mas M. Marrast respondeu-lbes, coi uome do
governo provisorio, quo nflo linha direilo lo in-
trometler-se rteste negocio ; quo todo cidadflo
era livre para depositar a sua confianza naquel-
les quo a merecessem, oque sentira muito, as-
sim por elles, como pela honra do paiz, que per-
sislissem nos mos scritimciilos que manifesta-
vam em sua petieflo, acerca dos estrangeiros; mos-
'5
V. Mageslade lein rasao.
Ah!
Tenho um meio maravilhoso e vou executa-lo.
HeV perguntou o rcl inquieto.
He de me ir embora pura e siniplesmenle.
. O rei encolheu os hombros.
Ah/ V. Magcstade nae acredita no que lhc digo ?
Qual acreditar.
__ He porque V. Magestade nao se d ao trabalho de
raciocinar; e me confunde com outras.
Como he isso?
__Sem duvida. madama de Chateauroux quera ser
deosa; madama de Pompadour quera ser rainba; as
outras queriaiu ser ricas ^poderosas, liuinilhar as damas
da corle com o peso- dos seus favores; e cu nao lenho
nenhum destes defeftos.
He verdade.
No entonto que tenho multas qualidades.
Taifibem be verdade.
V. Magestade nao dii o que pensa.
Oh! condessa, ninfuiein est mais convencido do
quceu, doque vosse vale. '
Pois bem, inasjmcaj o rfuc lhc vou diier nao pode
prejudicar a sua conviccao.
Diga. .
Em primeiro lugar, sou rica e nao preciso de nn-
Vosse o que quer he faier-me ter saudades d'outro
tempo, edudessa.
Depois, n tenho o menor orgumo de ludo o que
lisongeava essas damas, o iiicnor desejo de ludo oque
ellas aiubicloitavuiii; semprc quti amar o meu amante,
antes de tudo, qur elle fosse fuzllciro, qur rei. Desde o
dia em que nao amo mls, tambein me n5o importo com
cousa alguma.
Esperemos que sempre se importara utn poueo de
ni ni, condessa.
Ainda nao acabei, senhor.
Ento continu, condessa.
Tenl.ii ainda que dizer a V. Mageslade que sou bo-
nita, que sou moca, e que anda tenho diante de mim
de/, anuos de belleza, que eu serei no s a inulhcr mais
felix do mundo, mas tambein a mais honrada, desde o
dl cm que nao fr mais amante de Y. Magestade. E V.
I Magestade sorri. Entao sou. com multo pesar, abrigsda.
/
i
*
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trou-Ihes depois o perigo que havla, de queosou-
tros estados usassem de represalias contra os Fran-
ceaes, e ppdio-lhes que se lembrasseni que havia
em Inglaterra nSo menos de 22,000 operarios fran-
cezas, 15,000 na Hespanha, te. Este sentimento.
accrescenlou M. Marrast, he por sein duvida mo,
he um sentimento de egosmo, e deveia ficar conven-
cidos deque ninguem pratca impunemente um ac-
to de egosmo:
O governo provisorio puhlicou depois um dccre-
1ro, declarando os cstrangeiros sb a salva-guar-
da da honra nacional; mas, isto nffo obstante, o
povo exiga particularmente dos cidadSos que des-
pedissem todos os cstrangeiros que tinham a seu
serrico. Um cidadao, que mora no bairro de San-
Cermano, foi intimado de despedir o seu cocheiro, o
qual era Ingler e o servia ha BOannos, menos que nlo
quizesseser maltratado a primeira voz que sahisse
a ra. Esta pratica nSo se dirige rnenle contra os
criados, quasi todas as aias inglezas teem sido des-
Pedijas.
O governo provisorio continuava a trabalhar com
admiravel actividade : elle orrupava-se aomesmo
tempo cora a formac^o do exercitos, a crea cito e di-
recQlo de escolas, a nomeac.lo de emhaixadoxes, a
fabricacSo de papel-moda, a organisac.lo da arma-
da, a recommendacjlo de candidatos assemhla
nacional e a constitutfflo de urna nova frca poli-
cial ; pretenda tambera assumir a difeccilo o a pro-
priedade do banco, dos caminhos de ferro, do segu-
ro, do canal e das compairhias mineralgicas.
Corra cm Pars que o general uverier, com-
tnandante'da guarda nacional (mobile) seria nomca-
do ministro da guerra em lugar de M. Arago, que so
aceoitra esle lugar provisoriamente.
O ministro da agricultura ecommercio linda reor-
ganizado a administraco de sua reparliciTo, o redu-
cir es suas despezs de 136,000 francos por armo.
O numero dos operarios desempregados ia aug-
mentando do hora om hora o suppunha-se quo an-
te* do fim do abril subira a 75,000. A i'retse lie de
opinifloquo o governo provisorio nilo puder pro-
porconar-se fundos pnru pagar tao grande numero
de operarios; por isso que a despeza respectiva a 1 f.
50 c. por da montana a 112,500 francos, ou a
3,375 000 francos por mez.
A tranquillida.de achava-se restabelecida em Lyon;
mas em outras provincias tinham apparecido al-
guns disturbios promovidos por fingidos ou verda-
doi ros agentes legitimislas.
Os ministros da Hespanha e da Russia haviam pro-
testado a M. Lamartine, quo os seus respectivos go-
vernos achavam-se animados para com a repblica
franceza das disposIcOes as mais amigaveis ; cotnlu-
do, receiava-se urna guerra da parte da Frantja com
a Itussia por amor dos Polacos, e dizia-se que, a ter
isto lugar, a Franca seria apoiada pela P'russia e
Austria.
Os recejos de guerra com a Blgica estavam inlei-
ramente dissipados era virtude das satisfactorias ex-
plicacOes dadas por ambos osgovernos, mull plica-
vam-se os clubs e as prximas eleices absorviam
toda a attencao do publico.
toneladas, capitffo Frederieo Koudson, eqi-ipegerri
13, carga vid ros para vidracas, queijos, mantoiga
e mais gneros ; a N. O, Ilieber & C.
Ilha-de-Assumrcflo, 6 dias, patacho ingles Boyal-
Sotereign, de 159 toneladas, capitSo F. Cadell, e-
quipagem |0, carga lastro ; a Jones PatOn.
Liverpool, 33 dias, galera ingleza Columbus, de 320
toneladas, espitao Daniel Creen, equipagem 20,
carga fazendas ; a Me. Cftlmont & C. Passageiros.
Knlkmann, sua senhora, 2 fllios o 2 criados Pa-
tn, sua senhora e 1 criado, R. S. iladfield e t cria-
do, H.Laird, W, H. Keighlhy.
Navio sahido no mttmo da.
Lisboa hrgue portugus Carlota A/ Amelia, cap-
tflo Manoel Joaquim dos Santos, carga assucar ,
nlgodSo e mais gneros. Passageiros, Jos Lopes
da Silva Jo5o Nepomuceno de Frias-Queirox, An-
tonio Pinto.fcrnandes lavaros e 1 lho menor, Por-
tuguezes, Augusto Lopes Ferreira, Brasileiro.
ObiervacSo.
Fondeou noLamcirflo, para acabar de carregar, a
barca ingloza Tyrion, capito Thomas Robnson.
contra os omissos a execuc3o do artigo 9." dos esta-
tuios.
Esrriptorio da Companhia de Beberibe 15 de
maio de 18-18. e
,0 secretario,
- fenlo Josi Feranades Brros.
THRATRO PUBLICO
Em consequencia de so ter despedido do tbeatro
a dama Emilia, (lea o beneficio da primeira dama,
para domingo 28 de maio, com a grande peca a
Freir Sanguinaria afim de a outra dama po-
der estudarseu papel.
que, revendo os autos de que trata a pe- I
a, de Jos Comba Yillar, nelles entontrej I
Deca raides.
O escrivfio chefe da segunda seceso do consu-
lado provincial, de ordem do Sr. administrador da
mesmo, faz conslar a todos os Srs. proprietarios do
predios urbanos dos bairros desta cidade e da po-
voacUn dos Afogados, quo do da 1.- do prximo
vndouro mez de junho se principia acontar os 30
dias uteis para o pagamento, il bocea do cofre.da res-
pectiva docima do 2.* semestre do 1817 a 18*8; e to-
dos os quo dcixarem de pagar nosso prazo, incorrem
na multa dbitos, e sent de promplo executados.
Ilecife, em 15 de maio de 18*8.
COM^EIDIO.
8:834,506
Alhmdega.
HKND1MENTO DO 0 18 ........
Deicarregam hoje, 19 le muio.
Barca Priteilla mercadoriai.
Han .i Aninu farinba.
Brigue lleal-Salmiita papel.
CONSULADO GERAL.
ItENDIMENTO.DODlA 18.
Theodoro Machado Freir Pereira- da Silva,
Escrivo chefe da 2.* secco
A administrarlo geral dos estabelecimentos de
c.iridade manda fazer publico, que, nSo se lendo rea-
lis.ido, hoje, a arrematMQ.Io da renda da casa, n. 59,
da ra Nova, fra transferida para o dia 22 do cor-
rente. AdministracSo geral dos estabelecimentos
do Caridade, 15 do maio de 1848.
O escrplurario. .
F. A. Cavaleanti Cousseiro.
Ce ordem do lllm. Sr. inspector, se fax publico
que a arrematado das rendas das duas casas na ra
de Santa-Thereza, do sobrado de dous ailares, na
rua Direita, e de um armazem no Forte-do-Mattos,
n. 3 [por engao no outro edital se disso tres ar-
mazens] annuiiciada para os dias 12, 16 e 19 doeor-
ronte, lca transferida para os dias 2o, 22 e 24 do
mesmo mez
E para quo cheguo a noticia quem convier se
faz publico o presente pela imprensa.
Secretaria da thesouraria do fazenda dcPernam-
buco, 18 de maio de 1848. .
Ignacio dot Sanlot da Fonseca,
Ofilcial-maior.
Pela procuradoria-fiscal da fazenda publica
nacional se faz publico, que tieiilmm dos emprega-
dosdojuizodos foitos tem legitimidad para rece-
ber dinheirosou pagamentos dos devedoros, e que
aquelles quo Ihes fuerera pagamentos ou entrega-
ren quaesquer dinheiros, n3o ficam desonerados,
so effectivameilo nio forera (aes quautias recolhi-
das aos cofres pblicos, segundo n ordem do thesou-
ro, de 11 do abril de 1846, que s faz urna excepeflo
a respeito do procurador dos feitos.
Coral
1:317,643
Diversas provincias............... 15 870
1:333,513
CONSULADO PROVINCIAL.
REIMMENTO' DO DIA 18........... 522,611
MovJraento do Port,
Navioe entrado no dia 16.:
Antuerpia, 40dias, brigue blgico Plantn, do 240
adiiiT-Hhc oque V. Magostado nao redecir. As ondas
favoritas, meu charo rri, qiiando V. Magestadc (inha
inuiu* e que o aeu novo tinlra domis, V. Magestadc as
expulsiva, e se fazia abencoar pelo aeu povo que execra-
va a ilesgracada cont d'antes; mas en nao rsperarci que
me inandcm embora.
Eu, deixarei este lugar e farel saber a todos que o del -
xei. Daroi com mil libras aos pobres, iroi passaroito dias
n'uni convento para fazer penitencia, cantes de nm inei
tero! o meu retrato em todas asigrejas para fa> sime-
tra com Magdalena arrependida.
Oh! condessa, voss nao est fallando seriamente,
disse o re,
Olhe para mim, senlioi, e veja se estou seria ou
nao ; juro-lhc que nunca na miulia vida fallei mais se-
riamente. *
Voss fav seinelhante ridicularia, Joanna. Mas sa-
be voss que isso he nada menos que um rompinente
e la I ni n ni desali, senhora condessa.
Nao, senhor; porque desali e rompineuto" seria
rti-inr-lhe simplesmeule: escolha V. Magcstade entre is-
to e aquillo.
Nocntanto qfic?
No entanto que eu Ihe dgu, Adeos, senhor! e
lnais nada.
Orel tornou-se paludo, mas esta vez foi de clera.
Se a senhora falta deste modo i sua propria digni
dade, tome sentido.
Em que, senhor?
Manda-la-hei para a Bastillia.
A mim?
He verdade, a si; e veja que na Bastilba ainda se
fax mais penitencia doque n'untconvcnto.
Oh I Senhor, disse a condessa ergueddo as infms,
ae V. Magestadc me liiesse essa graca I
Quegraca? '
De me mandar para a Bastiiha.
Heim'
V. Magesude me faria muitp feliz.
Como be isso?
'Ohl hr verdado. A inlnha ambicSo oceulta lie dr
er popuUr i-umu i. da Li CiaiolaU ou M. de Voltaire.
Fatu-me a Bastilba para isso ; alguns dias de Basiilha e
eu seroi a mais fellt da* mulberes, Ser urna occaslao
Avisos martimos.
A barca oortugueza Eiplrito-Santo forrada e
encavilhadade cobre, sali para n cidade do Porto
impreterivelmento, rro dia 3 de junho, se o lempo
dr lugar : ainda recebe alguma carga e passagei-
ros/ para b que tem excellente commodos: a tratar
com o capitao da mesma a bordo, ou na praga do
Commercio; e com seuconsignalario.Francisco Alves
daCunha.narua doVigario.n 11.
Para o MaranhSo sahira por estes dias o hiato.
Novo-Olinda mestre Antonio JosVianna : s
pode admittir alguma carga miuda e passageiros:
trata-se com mesmo mestre, no Trapiche-Novo, ou
na ruada Cadeia-Velha, n. 17, 2.*andar.
Para o Ro-Grande-do-Sul ahir breve o pata-
cho Dnus-de-Agosto Quem no mesmo quhter embar-
car escravos ou ir de-passagem, pode tratar com o
oapitfln, Joaquim Jos fioncalves, ou com os corres-
pondentes' Amorim Irmfios, na rua da Cadeia, n. 45.
Para Lisboa sane, impreterivelmento no dia 21
do correnle, o brigue brasileiro Eepirtto-Santo, for-
rado e encavilhado de cobre, deque he capito A-
lexandre Jos Alves: recebo nicamente passagei-
ros, para osquaes tem bons commodos. Trata-se
com Francisco Marlins Ferreira, na praca do Com-
mercio, ou cora Mandes & Tarrozo.. na rua da Cruz, ^ulZ?fcZE^Zffi
geiro. Quanto ao terceiro, sim por 10 votos : as-
tea circunstancia aggravante de ter precedido ajuste
loteria no dia i) do correrte mei, e or-
to dos bilhetes s se vnde at o dia a6,
ao nieio-dia, porque destaito.ra en. dian-
te, se re8tarem algans, icar3o perttn,
endo a urna sociedade.
Senhore Reiactoret. Em respota aosjepetidos
anpuncins do Sr. Jos %>meg Villar, queiram dar pu.
blicidade ao documento abaixo, que com isso muito
satisfazlo ao seu constante leitor .% .
O inimigo da impostura.
Galdino de Oliceira Jacome, cavalheiro da ordem 4e
C/tritio, eteriviro de appellac6i* crimet e cimis do tri-
bunal da relajo desta cidade do Kecife, provineia de
Pernambuco, por 5. M. 1. C, que l>eo$ guarde, 4c.
Certifico
,'ticSo supra.
i a sentenca que condemnou o mesmo Villar, pedid,'
por certdSo, que ho do toor seguinte: ~ \ ,(|
da decisSo do jury condemho ao reo Jos Comes Vil-
lar a 16 annos dogales para a ilha de Fernando-de-
Noronha, as multas correspondentes irheladedo
lempo, e mais as perdas das moedas achadait gfi0
mxima do artigo 174gdo cdigo penal, combinado
com oaTrVtigos 8. o 0& M de 3 de outubro de 1832,
Pague o ro as cusas em que mais o condemno. Sa-
la das sessOes do jury, 13 de setembro de 1847.
Gerraxio Goncalve da Silva. Nada mais'se contiohi
em dita sentnca, eheo teor dos qtesitostamhem
pedidos por certido o seguinte: O reo Jos Comes
Villar Introduzio dolosamento na circuladlo cda-
las falsas? As codulas fram fabricadas em paizes-
traugeiro? Existem contra o reo as circunstancias
aggravanlcs de tr procedido ajusto entre dous ou
mais individuos para o flm de commelter-seo crime'
Existem circumslancias atteouantes em favor dn reo.'
Sala das sesses do jury, 13 de setembro de 1847. --
Silva. O jury, examinando os quesitas responden
quanto -ao primeiro sim por 9 votos; o reo Jse Go-
mes Villar introduzio dolosamente cdulas falsas')
na circuraedo. Quanto ao segundo, sim por 10 votos:
- Para o Rin-de-Janeiro segu viagem, at o dia
25 do correte, o brigue Atombro de primeira mar-
cha por ter seu carregaroento prompto : para pas-
sageiros tem riquissimos commodos: a tratar com
Joo Jos Fernandos Magalhfies, na rua da Cadeia
do Ilecife botica n. 61.
-- Para o Rio-de-Janeiro sai, impreterivelmente no
dia 20 do correte, a linda eveleira barca america-
na Ariana, a ((nal piule receber passageiros, para 0
que offerece os mais lindos e asseados commodos :
a tratar na rua da Cadeia, em casa de L. J. Ferreira
& C.
Para o Rio-de-Janeiro segu viagem, em poucos
dias, a escuna nacional Curiosa, por ter a maior par-
lo da carga prompta : para o restante o passageiros,
trata-so com o mestre, Domingos Antonio de Azeve-
do, ou com Luiz Jos de S Araujo, na rua da Cruz,
n. 26.
Leilots.
Silo convidados os Srs. accionistas da companhia
de Beborihe para se reunirem em assembla geral
no dia 29 do corrento, pelas 10 horas da manhfla,
no escriptorio da companhia, nlim do elegcrem no-
va adminlslracilo, lomarem cenias o actuil e exer-
cerem as mais attribuicOes que lhes competo pelo
artigo 19 dos estatutos."
Os Srs. accionistas que nSo tiverem, at o dia 25,
realisado a entrada dos 4 por cento, pedidos desde
outubro, (quem na intelligencia de quo a adminis-
tracSo tem de apresenlar os seus nomes e de propr
mmSgSSimSsmmsmU&mmmaimmMiiBmKiM^mm
para mim de escrever as ininhas memorias, as dos mi-
nistros de V> Magcstade, as das suas lilhas, e de V. Ma-
U'osiade inesiiio, e transmitir assim todas as virtudes de
Lili/ o Querido, porteridade mais remota. I ir- me a
ordem de prisao, tenhor: aqu est peona e tinta.
Eolia chegou para o rei urna penna euiuliuleiro
que eslava sobre o velador.
O rei, assim alIVontado, rclecto por um momento, e
levantando-se:
Pnis lioin. Adeos, minba senhora, disse elle.
Vcnham os mcus cavallus! exclamou a condessa.
Adeos, senhor.
El-rei deu um passo para a porta.
Clinn? bradou a condessa.
Chon appareceu. .
As nimlias malas, a minba b'axeUa de viagem e -
posta; vamos, vamos, disse olla.
Aposta! disse Chon aterrada, enlao que ha, meu
Dos?
Ba, ni i n ha chara, que, se nos nao partirmos quan-
to antes, S. Magcstade nos vai mandar para a Bastilba.
Portante, nSo ha tempo a perder. Avia, Chon, avia.
Oliveira IrmSos & C. farSo leilo, em presenc
do vice-censul de S. M. Sarda, por conta e risco de
quem' pertencer, e por intervenQflo do cor reto r Oli-
veira, de tima porcio de massas averiadas, a bordo
do brigue sardo Columba, capitn Joo Baptista l'it-
talaga, na sua recente viagem de Genova para ste
porlo : hoje, 19 do corrente, s 11 horas d manhfla,
no armazem que foi do fallecido Itraguez, prximo
oo arco da Conceicodo Rocife.
Paulo Solari, capito do brigue sardo Ernestina,
far leilSo, em presenca do Sr. yice-consul de S. M.
Sarda, por conta e risco de qum pertencer, c por
intervengo do corretor Oliveira, da porc.3o de as-
sucar masca vado, quanlo baslo para os reparos o
cosieio do dito brigue; om consoquoncia do abal-
roamento estando anda o pratico a seu bordo],pela
galera porlugueza Tentadora, logo que saino deste
porto, fazendo-se do viagem com seu inteiro carro-
ge metilo para o de C i lira llar segunda-feira, 22 do
corronte, as 11 horas da manliia, armazem do Arau-
jo, no Ilecife.
Avs's diversos.
LOtKRlA*
Do Hospital- Pedro II.
Gorreh infalivelmente as rodas desta
Polo contrario, ordena tudo 6 que te disse.
Condessa!
Mas que esperem por segundas ordena.
Ah!
entre dous ou mais individuos para o fim de com-
metler-se o crime. Quanto ao quarto, nUo por 9 vo-
tos: nao existem circumslancias altenuantes em
avor do reo. Sala do concelho dos jurados, 13 de
setembro de 1847. -- Agostinho da Silva Noves, P. --
Manoel Jos Pereira do Mello. --Fulgencio Infanto
de Afbuquerque Mello Jeronymo.Cezar Marinho
Ka lefio. Joilo Manoel Rodrigues Valonea. Braz
Ramos Chaves. Ignacio Francisco da Silva. Ki-
lippe Hilarte Pereira.Jos Francisco do Paula,Ma-
noel Paulo Quintella. Jo3 Rodrigues de Miranda.
Antonio Luiz de Souza.
E mais so nao continha, &c &c, &c ,
Manoel Jos da Fonseca, Braaileiro, relira-so pi-
ra Portugal.
D-sc 1:000/ rs a premio, sobre hypotheca'de
ouro e prata ou de casas terreas : la rua do Rosario
estreila, n. 43, segundo andar, se dir quem d.
-iLuiz Jos de Campos, Brasileiro, relira-Be para
fra do imperio.
Antonia Mara da Conceic3o Brasileira, rcti-
.ra-se para fra do imperio.
A v-iuva do fallecido Francisco Antonio Viei-
ra da Silva faz publico que est procedendo a in-
ventario dos bensqu^ncaram por fallecimento do
dito seu marido pelo juizo do civoi, cartorip do
escrivflo Moya, aonde'ddvem apresenlar sas just-
ficacOes as pessoas'que se julgarom credoras do so-
bredi lo fallecido ,- uti tu de serem a Hendidas no dito
inventari.
Precisa-so,' para umengenho distante desta
praca doze legoas, um feitor que se ja estrangeiro :
quem se quizer ajustnr, appare?a na rua tro Qui-
raado, loja do ferragens n. 4.
--Joanna Ignez de Barros, pelo presente, faz pu-
blic, que, por fallecimento de su irmfia Cathanni
Theodora de Barros Correia, proceder a inventario
do nico bem que possuia a fallecida, que era pouen
mais de melado da casa do sobrado de dous andares,
na rua do Rosario estreila, que fica na esquina que
vai para a,rua do Fogo, n. 11; e porque se tem pro-
cedido s partidlas do valor das casas pela parte qua
pertenoia a fallecida, epoder sor'qtre alguin her-
deiro, ou o viuvo da fallecida,' Claudio Brando Ma-
Iheiro de Mello, queiram vender as parles quo lio
ficaram per'leiicondo'; a annuncianto declara que
ninguem compro parte alguma das ilita,Casas, por-
que se achara penhoradas om exccugft da mesma
annuneianle, pela quantia de mais do 2:600#u00 rs.,
e nSo tem a fallecida, nem o viuvoMalheiros, outros
bens alera da parto da dita casa : he a execuc,2o pelo
juizo do civl, escrivao Santos.
Este reproche foi diroi to ao coracao de Luis XV vol-
tou para ao p da condessa c tomou-lbe a mao.,
Condesas, perde a niinha vvacidade, disse elle.
Com olt'oito, senhor, estou admirada de que V. Ma-
gostado nao tenha taiubein amt'acadn com a frca.
Oh! condessa !
Sein duvida. Nao ac enforcain os ladros'
K en tao?
E eu nao roubo o lugar de madama de Graumont?
Condessa 1
, He este o meu crime.
JDra ouca, condessa, e seja justa: voss me deses-
pero!.
t agora ?
O rei Ihe estendeu a mao-.
Nos ambos lizemos mal. Agora perdoemo-nos inu-
tuameute
He bem serio que V. Magestade pede urna reconci-
liacao. senhor ?
' A' f de principe. '
Vai-le embora, Cbon.
bem nada ordenar ? perguntou ella irmaa.
Cbon saino.
Vnssa Magestade me quer ? perguntou a condessa
a el-rei. ,
cima de ludo.
Reluca no que diz, senhor.
Kl-rei, de fello, se poz a rollictir, mas nao podia re-
citar ; e, alm di.so, quera ver at onde iriam as exigen-
cias dn vencedor.
Fique, disse elle. ....
Ainda agora, repare bem V. Magestadc/ eu par-
ta sein pedir nada.
Hem vi.
Mas, se eu flear, pedirsjt alguma cousa. .
O que ? trata-se de saber o que, e s isso.
Ah V. Magestade bem o sabe.
^ Nao sei.
' Sabe, porque est carrancudo.
A deinissao de M. de Cloiseul '
Justamente.
He itnpossivrl, condessa.
Vcnham os tneus cavados.
Mas, cabrea de ferro.....
Assiguc a ordem de prisao para ine metteretu
Bastidla, ou o decreto que demitla o ministro.
Ha um incio termo, disse o rei.
Agradeco muito a sua clemencia, senhor ; partir!
sem ser inquietada, segundo me parece.
Condessa, voss he inulhcr.
Felizmente.
E argumenta ein poltica como urna mulher toimo-
sa e colrica. Eu nao teuho rasao para demittir a M. de
Chciseul.
Coinprehendo, o dolo dos seus parlamentos, aquel-
lo que os sustenta na revolta. -
Enifin, he preciso um pretexto.
O pretexto fie a rasfio do fraco.
Condessa, M. de Cloiseul be um homem de bem, e
o iiiiii:ia tic uciii sao raro.
He um homem de bem que vende V. Magesude
I aos capas negras, que llie conten todo o ouro do seu
I reino.
Deixemo-nos de exageracnes, condessa.
A inotade entilo.
Meu Deoa rxclamou Luiz y V chelo de dcspelto.
Mas, na realidade, cu sou bem tola, exclamou a
condessa, que me importain a mim os parlamentos, o
Choiseuls e o seu governo ? que me importa el-rei mes-
mo, a mim que sou d aeu remedia a falta de cousa
melhor.
Outra vez. *
Sempre, senhor.
Vejamos, condessa, d-me duasjioras para reflectir.
Des minutos, senhor. Eu vou para a niinha cma-
ra, metta a sua resposta por balxe da porta : papel, pea-
!a etinia tudo esta alli. Se, dentro de de/, minutos, V.
lagestade nao responder, ou nao liver respondido nii-
nha vontade,adeos, senhor Nao cuide mala em
mim, porque jme trei ido embora. Senao.....
Senao ?
_ Volteo bolo c levante.aaldrabinha.
Luli XV, para tomar o porte que convinha, beijou a
'mao da onnn>Mi|.-n!ii>, an retlrnr-se. Ih? Usceu, com"
Partho, o mais provocador sorriso.
El-rei niose oppoz de mancira algumaa esta retirada,
e a condessa-te encerrou na cmara vizinba.
Cinco minutos depois, um papel doblado em quadro
rocou as borrainaa de seda da porta e im lia do la- .
pele.
A condessa leu vidamente o contri'ido do papel ea-
creveu pressa algumas palavras com um lapis, e at-
rou essas algumas palai-ras aM.de Bichelieu que Ps"
seava no paleo pequeo, debaixo d'uin alpendre, cin
grande inedo de ser visto esperando tanto tempe cni p.
O inarecliil desdobiou'o papel, leu, e partindo a cor-
rer, nao obstante os seus setenta e cinco annos, cbe'gou .
ao pateo grande ei sua carruasein.
Cqoheiro, disse elle, para VerSalhes, a todo o ga-
lope !
.Els o que continha o papel atirade pela jauclla a M. dt
Hicnelteu;
Sacudi a arvoree a pasta cahio.
lCon(tar-i#-*a.)
^


Kntregarara-se duas casacas pretas j principia-
das a fazer, no dia 17 do carrete, com todos os saua
aviamantos, eo portador defou-se a dormir no tan-
que d'agoa da Boa-Vista, o dahi Ih'as tiraram : roga-
se a todas os Srs. mestres de alfaiato, oiTa quem l-
rem ofterBCi do Si". Escacio aifaiatc, lia ru* Nova, que ser recom-
pensado.
Uva-s eeogomma-se roupa com muita perfeir
(lio, por.pr.eco commodo, sendo as de varrella em 15
ilias o de sabio em 8 : no oitfio da Matriz, q. 14.
Precisa-se de 1:000/ do rs a premio a um por
cont, com pnhores: quem quizer dar annunoie.
__O coronel director do arsenal de guerra desta
provincia, Trajano Cezar Burlamaque, communico
os seus amigos e as pessoas com quem tem rolagoes,
que se muilou para a ra de San-Francisco, sobrada
de um andar n. 6, aonde reside- e es para as suas ar-
deos.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 82 da
ra Direita, combonscommodos para familia: tra?
ta-se no primeiro andar do mesmo sobrado.
' I)-se m^itio de lavrador, qao tem partidos
para 300 pSesffrinuaes e terreno para ter algumas
vaccas de leit noengenho Giqui, sitio do Bpngy:
a tratar com Manoel Joaquim do Reg e Albuquer-
que.
--. Arronffa-se oengenho Cajabuss da freguezia
do Cabo, pcrtonconto ao mosteiro deSan-Bento, na __ v
cidade daParabiba : as pessoas, que o pretonderera
arrendar, procurem ao D. abbado da mesmo mostei-
ro, na ra do Uvramento desta cidade, em casa do
Sr. joaquim Jos de Almeida Jnior.
Offerecc-se um homem soltoiro para criado de.
qualquor casa ostrangeira, ou nacional, para .cozi-
haj, fazer as compras e mais servido decente: na
ra da Cruz, venda n. 3-2.
Quem se considerar credor do fallecido Fernan-
__Prccisa-se da um pequeo para caixoiro. de I do Jos Baguez aprsente suas coalas.
renda, proferindo-se ser dos ltimos oliogados, an-
da mesmo sem ortica, porm, quo'saiba .ler e es-
crevor: na ra do Cotovello, venda, n. 31.
0 Sr. Luiz Perda Viantra,
do engenho Moreno, queira mandar pocurar urna
carian lvrarra da esquinado Collegio.
Precisa-se do um tan ofllcial eneJjjNrnador
quo queira-trabalhar a jrnal: no Atorro-da-lioa-
Vista, n. 42, segundo andar.
v Pugi, marcerieiro francez,
Da ra Nova, n. 45, acaba de receber, pelo navio li-
li*, um sortimento do trastes de mogno, domis
moderno goslo ; bem como folhas de Jacaranda,
mogno e outras madeiras do folear ; forra montas
proprias de marceniro ; e papeM/de lidia. O mesmo
so encarrega do fazer toda a qualidado do moliilia,
que se poder dosejar, por ter recebido dcsenbos das
mobjlias modernas que agora se usa ni em Franca.
Na ra da Cruz, n. 26, precisa-se de um meni-
no para caixoiro de urna loja de fazendas, na cidade
do Cear, de idade de 12 a 15 annos : quem estiver
nestaS circurrtslaneias dirija-so a mesma, a tratar
com Luir. Jos de Si Araujo.
-Precisn-se do 300,000 rs. a premio com hypo-
thoca em urna casa terrea na ra Vollia da Boa-Vista,
livroe desembaragada : quem os quizer dar dirija-se
i a ra do Sebo, n. 17, ou-annuhcio.
Precisa-sede um homem. que queira assontar
praQB por outro no 6." balalho de cagadoros do pri-
meira linha i quem quizer e estiver nos circums-
tancias- que a lei marca, apresento-se na ra da Ca-
deia, n. 40, primeiro andar.
- Existe na ra da Cadeia-Velha, n. 40, urna
carta para a I lima, senhora D. Francisca Fausta Ma-
chado.
Roga-se encarecidamente ao lllm. Sr. chefe
de polica, que a bonelicio publico, queira langar.
suas benficas vistas para a praga publica do merca-
do de farinha, da freguezia de San-Jos, fazendo des-
alojar do mesmo mercado urna sucia do traficantes,
entre nacionaeseestrangeiros, que all monopolisam
coma farjnha que, pon corro a venda publica, com-
prando em atacado grando porgSo della, para tfepois
ile conluio venderem-na ao povo por um prego mais
eicessiro do que na verdade dovoria sor, se n3o
existisse um tal monopolio.
--- A pessoa quo annunciou, no Diario de 12 do
rorrente, ler para alugar um preto, quo enlfndjfcal-
guma cousa de coziirita e do servigo de sitio, pode
dirigir-so aoAterro-da-Bua-Vsls, foja' do funilniro
ao peda matriz, ou uiiuuuciar a sua morada para se
tratar do ajuste.
Precisa-se alugar um preto volho, anda possan-
te, ou moleque, que nntenda alguma cousa de eozi-
nha,nu mesmo sem isso, com tanto que soja fiel;
para o servigo de urna casa do pouca famia : a tra-
tar n'Atcrro-da-Boa-Vrsta, loja de funileiro ao pe
da matriz..
Precisa-se de um trabalbador de masseirn, pa-
gando-so bom ordenado: na ra da Florentina ,
ii3. -..
Hoga-sc a illustro cmara municipal e ao con-
colho desalubridade; a quem foi incumbido o cc~
nhecimento o vigilancia sbreos cirufgjoes, mdi-
cos pbarmaceuticos o charlates ou curandej-
ros que aiidam introduzidos, e om oxercicio as
ditas arlos, pera ule os professores dellas ; sciencias
estas quo pendem da vida liumana, quo em vriu-
do da lei hajam.de extinguir o machavelismo desses
avenliireiros, por isso mosmo quo n3o ha autorida-
de alguma a quem a lei aulorise para eonsentir ad-
ministradores om boticas, eoscharlatSos curarom,
ondo ha facultativos ; portanto hajarn do mandar fe-
char as portas dessas boticas, onde oxislcm botica-
rios com titulo do administradores, no nomo, o nlo
na existencia, e oulros com o Ululo de casas de dro-
gas ; digne-sC impr as penas quo uierecom tacs
traficantes. '. .'"
---Offereco-se um pequeo portuguez, de idade do
13 a 14 anuos, chegado prximo, para loja de fazen-
da.de que tem alguma pralica : quom o pretender
annuncie ou dirija-se a ra Direita, n..!6, que se
dir quem he.
Precisa-so de urna pessoa que queira estar om
urna casa de urna senhora sendo de meia idade,
parda, ou preta dando-se Ihe o sustento e vestir :
na praca di Independencia, loja u. 18.
--Piecifa-se de um homem capaz e entendido ,
para feitorde nm sitio : a fallar com Jos Francisco
Belom, no Forte-do-Mattos.
Os directores da cofnpanhia do circo de New-
Yorck desfijara comprar um muito superior caval-
lo : a possoa quo o tiver para vender, dirija-se a ra
la Florentina ..cocheira do Sr. ,Capil8o Scbastio,
das 9 as 11 horas da manhSa.
Precisa-so alugar urna uegruiha de 12 a 13 an-
nos, de bous costurara e carinhosa para crianzas,
.que he para andsrcom una menina desmamada:
quem livor annuncie..
-- Na ra do Vigario, n. 9, ha urna inulner de meia
idade, natural da ilha de S.-Migucl, para se arru-
niardaoma em alguma casa de familia capaz.
Aluga-se, ou vende-se um preto que sabe bem
cozinhar o diario de urna casa onsaboa e Taz lodo
oarranjo de casa : quem o precisar dirija-se asCin-
co-l'ntas.n. 152.
Arrenda-se urna casa terrea, no beceo do Car-
cereiro, por 6/000 rs. mensaes; trala-se no Alterro-
da-Boa-Visla, sobrado n. 44.
Dao-se 250/000 rs, a premio, sobre penhoros de
ouroou prala : ija.rua Imperial, n 37, das doz horas
emitanlo.
Oerece-se urna pessoa, que'tem pralica do
cominorcjo e boa leltra, para caixoiro de algum cs-
cripturio ou cobrancas, para o que dar lador : na
rus !s-C2,i,"':> n. 5.
-- Dfio-so 200/ rs. a premio de dous'por cont ao
mez, com pnhores de ouro, prata ou llrmas a con-
tento : queai os quizer anuncie.
Francisco Lins Caldas roga a quem achou urnas
cartas viudas do Itio-Formoso para o mesmo,.e
duas ordens, urna para o Sr. Joo Evangelista da
Ces(a, e'outra para oSr. Jos Antonio do Souza Ma-
chado ambas passadas por Francisco Antonio Lias,
sendo qun as queira entregar a seu dono, dirija-so a
ra larga do llozario, n.23, primeiro andar, que
ser bem recompensado.
Furlaram, nodia 16 do corronte, um cavallo
rbco-apalocado que esta fazendo a ultima muda,'
lie grosso do corpo pomas finas, carrega bem e
puxando-se por elle esquipa de carrelilha ; lema
cauda curta e cortada de volta tesoura, as dinas
meia alvas e compYidas : quem O pegar lovo-o a ra
da Trempe, sobrado n. 1, que recebera 20,000 rs. de
gratificaco.
--J080 Vignos declara ao Sr. padre Freir, que
S. me. n&o contesta, o antes parece confirmar em
seu annuncio, insorto a 12 do corronte o faci de
ter desarmado alguns pianos vendidos por olio de-
clarante ; que tambem sua merco nao podera negar
que nSo he artista nesio ramo, mas simplesoiento
curioso o podendo por isso acontecer que S. me.
no desarmar e armar transtorne as pegas, e desta
arte promova o descrdito dos pianos vendidos por
ello declarante, cujo fabricante foi approvado e re-
conhncido pola'academia das sciencias e artes do Pa-
rs como o melhor fabricante foi que elle declaran-
te fez por esta foi ha a 11 do'crrenle, a declarucflo
aos seus compradores, de que so" afianfava os seus
pianos, nSo sendo ellos blidos por curiosos; o que
assim', de maneira .alguma, calumniou a S. me.,
nem o desacredilou dizondo queS. me. nlo he ar-
tista.. ,
Qufendo-se acabar com um- deposito de cha-
rutos que contm um sorlimenlo de superiores qua-
lidudes.de. varios fabricantes do reconhecida faina,
vendem-se os ditos charutos, para liquidaeflo de
cuntas pela melado de seu valor, o so fari qualqucr
arra.njo com a pessoa que (car com toda porcao:
na ra da Cruz, n. 26, primeiro andar.
Precisa-se de urna ama que tenha bom leile : no
Alerro-da-Boa-Vista, loja n. 78.
AVISO IMPORTANTIS.SIMO.
O abaixo assignado, agento do f)r. Brantreth, faz
scienle ao rnspeitavel publico, que pelo hiate ame-
ricano Gil-Brax, vindo de Boston, entrado ueste por--
to no concille mez do maio, harocebido novo pro-
vimenlo de pilulas vegetaes do Dr. Hrandrelh. Es-
tas jululas, cujo autor basta para garantir sua excel-
lencia, tornam-se muito recommendaveis por ser nm
medicamento inteiramehte inoffonsivjj, podiendo ap-
plicar-se at as criangas recem-nascidas: ltima-
mente se toom applicado a urna infundada do moles-
tias julgadas incuraveis, do cuja applicagilo se teem
tirado tilo felizes resullados.queparoco cada vez mais
resolvido o problema de um. remedio universal: por
isso o abaixo assignado deixado Ihe fazer a apologa
devida, por sor um medicamento ha muitos annos
conhecido, nflo so nesta provincia como em todo o
imperio, nlo havondo mais a esporar do seu bonr
resultado.. Vende-se na ra da Cadcia-Vclhn, boti-
ca do agente n. 61.
Vicente Jos de tirito.
, Antonio Joaquim Vidal, londo o annuncio do
Winho inserto no Diario de l'ernambuco de hon-
tem, cni que se procura suspender o juizo do publi-
co, rclaljvamcnte a seus annuncios sobre o Sr. Joa-
quim Vicra do Barros, contenla-se em responder
quo at agora nlo .tem tido por lim molestar a repu-
tag.to dealgucm, osmenle por ordem em os'nego-
cios de sua casa, quo o dito Sr. Barros, eom sua au-
sencia, deixou envolvidos em duvidas por falla de
documentos'aue deviam existir na mesma casa, e
de mais protesta quo continuar as diligencias
que j tem encelado, em quanto o Sr. Barros o nSo
habilitar competentemente para liquidar todas as
negociagoes por ellos foita, durante a sua adminis-
tragilo.
RETRATOS DO DAGUERREOTYI'O.
As pessoas quo quizerem tirar os seus rolratos
altti fim desta semana, que he quando oarlista ter-
nffia seus trabalhos nesta cidade, reccbero um be-
Ihcto gratis para o circo.
Carloi D. Fredrickt.
Profcssor do dagucrreotypo.
OSr. Francisco Curreia Jacome, poralcunha
Chico llheo, queira annunciar sua morada, que se
Ihe deseja fallar.
Arrenda-se um sitio com arvorodos de fructo,
por commodo prego, com casa de pedra e cal, no
lugar da Bom-Succsso, cm Olinda. adiantando-se
metade do arrendamenlo : quom o pretender dirija-
se a 'na doS. Francisco, casa torrea que volta para
a ra da Florentina.
Francisco Jos Antunos avispa a todas as pessoas
quo tiverem pnhores em sua mlo, que hajain de os
lirar, no prazo do 15 dias : do contrario, scriio ven-
didos ;. visto que o annuncianto se retira para fra
da provincia : o para quo ninguem se chame a
ignorancia faz o presento annuncio.
Precisa-se de ufm oaixeiro que tenha pralica do
yenda : na ra do Amparo, cm Olinda vendi con-
tigua a botica.
praga, para ser'arromatado nos dias 18,
22 e 25 de maio, para pagamento dos croddres do
fallecido Joaquim Antonio Ferreira de Vasconcellos,
o soguinte : urna casa de sobrado de um andar eso-
tfio, com 35 palmos de frentee 85 de Tundo, acabada
o habitada, com um vivero de peixe, quintal em a-
berto com 292 palmos de fundo em chitos de foro :
outra dita, pegada mesma, de iguaes dimensOes,
acabada pdr nira, com oaixilhos e envidragada, e
por dentro somonte travejada, oom cambo* pelo
cenlro do quintal, com os mesfnos fundos da ou-
tra, e um caixito do alicerco para duas moradas do
casas de 62 palmos do fronte e 72 de fundo, com
quintal em aberto que comprehende a mesma cam-
boa: e linalmenlc um terreno no mesmo alinha-
mento, com os competentes fundos e camboa que
(ica no centro do, quintal em chaos do foro : ludo
situado na frente da estrada que vai para a Magda-
lena, fazendo esquina com a que vai para o Remodio:
as pessoas que quizerem arrematar ditos predios
quoiram comparecer nos dias mencionados por-
ta do Sr. juiz dos orphSos na ra d'Aurora, na
BOa-VisU.
Voou do segundo andar do sobrado n. 16, de-
fronte do theatro vellio, no dia 12 do correte, um
papagaio com um pedago de corren te, o qual he
grande e tem duas unhas cortadas: quem o tiver a-
chado ou a quem fr ollorecido se promette boa gra-
tificagito, trazendo-o no mesmo sobrado.. No dito
sobrado ha um vestido com uns moldes, atados por
um lengo, ondo vieram ter, sem duvda, por engao
de portador; a quem taesobjeelospertencer, dando
ps signaos, se Ihe entregar.
Vendas.
IIA DA CRUZ, N. 40, SEGUNDO ANDAR.

D. W. Baynon, cirurgiSo dentista dos Estados-Uni-
dos da America do Norte, tendo-se resolvido licar
mais alguma lempo na cidade de Pernambuco, po-
lo presento participa aos seus amigos e ao publico
em geral, que elle sempre se achara prompto qual-
quer hora para fazer qualquer operaglo que seja so-
bre os denlos como seja chumbar, limpar, e extra
hrr ;enfonnar denles sobre pi3o o sobre chapa da
melhor maneira e com a maior perfeigo conforme
fis ii I li mas doscoboi las, tanto na America como na
Europa.
Na ra nova loja n. 58, de Luiz da Costa Lete,
ha as seguidles couzas : quem raspo ou surre cou-
ros o sola; duascasinhas para se allugar; sendo,
urna no atierro do Afogado n. 103, outra na estrada
dasoledade para o Mauguinho ou ra de Joilo-Fer-
nandes Vieira n. 22, e ha para vender sapatos de
differentes tamaitos, obra da torra, e sofrivol em
qualdade e prego; bicos brancos de Ircs a quatro
dedos de largo, linias, -couros do bode, de cabra e
bezerros su nados, ieziua para grudar llores ou cou-
za semelhante, e mais alguma couza.
a ra Nova, loja n. 58, aluga-se um moleque
da 15 annos, acostumadoao servigo do casa o que
sabe comprar, cozinhar alguma cousa, e. he muito
'Del. -
.Pretendo-so alugar, para urna familia capaz, um
sitio que tenha casa do vivendo, arvorodos do fruc-
to, ese hepossivel^apim para sustento de um ca-
vado: preferc-se as vizinhangas do Manguinho ,
Mondego, Soiedade o Passagem-da-Mtfgdalcna: quem
tiver annuncie por esta folha.
Quem precisar do um bolieiro, o qual obriga-so
a tratar dos carros, concertar os arreios, sangrar e
ripo, o faz ludo mais quanto fr preciso, e tambem
cura qualquer [molestia que tenham os cavallos:
annuncie por esta folha.
- Precisa-se do umeaixeiro para tomar conla de
urna yenda .que tendo, as [qualdades necessarias ,
nfip seduvidar pagar bom ordenado: em Olinda,
ii&s Quatro-Cantos, yenda da esquina com portas
para a ra ilo Coxo. '
Prccisa-se do prclas que vendam po de ven-
dajem.sba responsabilidade docus senhores ; na
ra Direita, p'adaria n. 26,
Piecsa-se de urna preta captiva para o servigo
de urna casa de familia; na ruada Alegra, casa n.
lf, achanto com que.n tratar.
-- Aluga-se, por dous annos, urna casa terrea qua
rendo.264/rs., por ler bastantes cmodos para urna
familia, qbintal murado, cacimba com boa agou e
cozinlia pira lora, sita na Boa-Vista, por 200^000 rs.:
quem tal negocio quizor fazer, drrja-sc a praga da
Independencia, loja n. 34, pue adiar com quem
tratar.
Precisa-so alugar urna escrava para o servigo de
urna casa de pouca familia, que saiba comprar, co-
zinhar e onsaboar, dando-se-lhe o sustento e 10# rs.
mensaes : na Soiedade, indo pela Trempe, lado es-
quordo, casa n. 42.
Compras.
Compram-se, para fra da provincia, escravos
de ambos os sexos, coro todos os defeitos, menos
molestias com tanto que tenham boas figuras : na
rua'estreita do Rozario, n. 10, terceiro andar.
Compra-se, para urna encommonda, um preto
muncou, no Diario do hontem- carpina e um dito pedreiro : no pateo da matriz do
querer-fallar a senhora D. Joaquina Antonia Florn- Santo-Antonio sobrado, n. 4
ca Bessonc, dirija-se ao pateo do Santa-Cruz, sobra, t Ccn.pra-se um sellim iug|ez em, bom/stado'
do n. H que ah he su resulnncia V um cavallo- de sella novo : na ra larga do Rozario,
-eseja-se saber se anda existo nesta provincia, no segundo andar da casa n. 30
...... -------_ nartjns, flibo doj Compram-se escravos de 6 a 1 nnos, ci
ou se ja ser fallecido Joaquim
Francisco Martins natural da freguezia do S.-Mari-
nha-do-AIoherobim do reino de Portugal. Roga-
se r qualquer pessoa quo porvenlura, possa dar tacs
informagoes o favdr de dirigir-sc a travessa uo Ar-
senal-de-Cuerra armazem n. 5, ou annunciar sua
inorada para ser procurado.
A pessoa que annunciou, no Diaria de l mam-
tuco, querer comprarscravosilo 6a 16annos, que-
rendo urna escrava recolhida, de 14 annos-, com al-
cumaskabildades,drija-sea ra do Sebo, n. ?3.
--Os Srs. Antonio piros de Carvalho e Joaquim Jo-
s da Costa, pedreire, queiratn ter a bondade de vir
habilidades ou sem ellas : quom tiver annuncio.
Compra-se vara e meia do rordfio do grossura
ordinaria, sem feitlo o de bom oqro : na ra da
Gloria, n. 26, ou annuncie.
Compra-so una marquez.adeamarello, ou con-
dur comalgum uso : nesta lypographia.
Compra-se una negra do 18 a 25 annos, que te-
nha boa figur e habilidades : na botica de Bartlio-
lomeo Francisco doSoUza, na ra larga do Rosario,
n.36. .
Compra-se urna.negra que engomme o cozmiie
bem: no Alerro-da -Boa-Vista, n. 42, segundo an-
hldos ha CMico annos, o na Talla sent vendidos, 0-
n?.rfl>uo..saveis pela quantia que fallar a preen-
^^ITeiSe alugar um -preto p.deiro; ni ru.
Direita, padaria a. 26.
Veodem-se vidros para espelhos do todos os ta-
maitos : no armazem doKalkmann & Roseumund,
na ra da Cruz, n. 10. -
Vendem-so pianos inglezes da fabrica e co-
lard: no.armazem de Kalkmann Rosenmunl,
na ruada Cruz, n. 10. ,
Vonde-se vinho de Champagne, marca comota:
no armazem de Kalkminn & Hosenmund, na ra da
Cruz, n. 10, '.. .
Vendem-so caderas do balango muito boas o
commodas: no armizom le- Kafkmann &. Roseu-
mund, na ra da Cruz, n.lO.
- Vendo-se'um negro ile nagflo, de meia iirarfe, de
bonita figura, bom canoeiro, e que trabalha bem do
onxada, por ter bastante pralica de sitio, por prego
commodo: no beccoTapado, junto ao pateo da, ma-
triz de S.-Antonio, casa terrea n. 13. .
Vende-se urna morada de casa torrea, de taipa,
muito granJe e com muitos commodos, na povoa'cao
de Santo-Amaro-Jaboato : a tratar no larg ile .-
Jos, n. 49.
SSSF.
SSF.
Vende-se superior farinha de Trieste,
no caes dalfandega,no armazem do Ba-
cellar, ou na ra do Vigario, n. 9.
Arte nova
de conservar a vista em bom estado at a extrema
velhice, e de a restabeleccr e vigorar quando, so en-
fraquece, ou conselho as pessoas quo toem os olhos
Traeos e demasiado sensivois, seguido de novas con-
siderages sobro a causa da myope ou visla cur-
ta, pelo Dr. J. II. R. Parise, membro da academia real
do Pars, &C.; traduzida por II. V. d'O. 1 vol. 1848
9/OO0 rs. -
Os olhos nada sito para a vida, mas para a felici-
dade da vida silo cima de tuda, diz na opigrapno
desla bbrinha com tanla rasao o seu douto autor.
Tudo o que os cos offerecem. de brilhante, a terr
de formosura, as artes do curioso e variado, he do
dominio dos oljios. O orgo da vida nos liga com
todos os entes, o engrandece a nossa existencia.....
os presentes consolhos, publicados em 1848 depois
do 30 annos do estados do seu aulor, soritoseraduvi-
da de gradde aceilaco e aproveitamento tambem
dos habitantes do Brasil. Na livraria da esquina do
Collegio.
Casimiras elsticas
a 640 rs.
Vendem-se casimiras elsticas de algoditoo lita,
pelo barato prego de,640 rs.o covado: na loja nova
d estrella, n. 1, da ra do Collegio.
mm$
VKNDK-SE
Chd muito superior
labriendo no Rfa-d-Jtmeiro,(
Denominado Bra&ileiro,
o melhor que tom apparecido neste mer-
cado, pela sua qualdade ser mais supe-
rior do que a do mesmo cha* hysson de
urna libra para cima por prego com-
modo : 110 (im da ra da Aurora il. 4, a
Tallar com Jos do Almoida Brrelo Bas-
tos das 6 as 9 horas da manhfla, e de 1
as 2 da tarde. No mesmo lugar tambem
se vendo cha familia, da mesma provin-
cia com as mesmascondigfles.
Vendem-so duas duziasjde laboas de assoaiho,
j preparadas; duas travs, sondo urna de linha, tu-
do de boa madeira; tres caixlhos para janellas; una
porta grande; urnas grades de janellas; duas ditas de
portas e uina janella : todas novas e promptBS o por
prego commodo, o quo convem muito a quem esti-
ver com obras : quem pretender dirija-se ao pateo
do Carmo, sobrado n. 18, que achara com quera tra-
tar.
Cortes de cal^a a
10 K.
edigflo de 1830, que oslejam em bom eslado.em por-
tuguez, ou mesmo em francez : na ra da Cruz, n.
36, terceiro andar, ou annuncie.
-. Compra-se um palanquim novo ou em bom
uso : na ra da Cadei, n. 40, ou annuncie.
" Vendem-se cortes do caiga para hornero, da fazenda
denominada mselo --do 3 i e 4 covdos a 1# o
1/200 rs. o corto: esta fazenda ho muito barata o de
mul boa qualdade, he escura e serve para a esta-
gflo presonle, assm como tambem serve par* jaque-
tas e palitos: na ra do Collegio, loja nova da estrel-
la, n. 1
Na nova loja de livros no pa-
teo do Collegio, n.6, de Joo
da C isla Honrado vende-se
um diccionario inglez, grande, com um pequeo
uso, por prego commodo,
.. Vende se un terreno com tretfft-
tos palmos de frente e seiscentos de fun-
do, no lugar da Torre, a l'Soor o pal-
mo : a tratar na travess da Concordia,
sobrado ni. 5.
Casimiras elsticas
finas.
Vendem-se superiores e excellentes cortes de casi-
miras de superior qualdade o lindos goslos, pelo
diminuto prego de 5, 6 e7# rs. o corto decaigas, sen-
do seus padroes lano de goslo para o invern, como
para o verSo: selles antes.que se acabis: s* ni*,
do Collegio, loja da estrella, n. i.
I
*
a.- '
1 '
I
*-


,4

I

Vendem-se quatro mulatinhos de
idades de 8, 10, ia e 14 annos; dous
lindos mulatos de idad de 22 annos, p-
timos pagens ; urna negra de idade de
30 annos, que cose, engomma e cozinha;
ma dita de muilo bonita figura, comal
guias habilidades ; nina pida de meia
idade, muilo forte e sadia ptima lava-
deira, tanto de sabio como de varrella j
um negro mo$o, bom para trabalhar em
algum sitio, por 35o,ooo rs.,' e mais al-
guns escravos, que se mostrarSo aos com-
pradores : na ra das
i4, segundo andar.
La ranee ras, n.
ige
Cera de Lisboa.
Na fu ila Cruz, n. 60, vendem-se caixes com 50
libras de velas de cera de Lisboa, muito superior, e
com bom sortimento, e o mais barato quo ha n
mercado.
Na ra do Queimado, n. 30, ha pannos de boni-
tas cores, proprios para palitos e sobrecasacas, as-
siui como chapeo do castor, pelo barato prego de
5#000'rs.
Na casa de modas franeezas de madama Millo-
rliou, na ra do Atierro da Moa-Vista n 1, primeiro
andar, hS para vender um grande sortimento de
chapeo* de seda pora senhoras, da ultima moda e de
todas as cores, os quaes se venderlo por muito ba-
rato preco: na mesma casa fazom-se sornpre chapos,
touras e vestidos de senhora, com toda a prompti-
tlso o ao gosto que desejarem.
Na loja nova de livros, 11.6,
do paleo do Collegio, de Jilo da Costa Dourado, sem-
pre achar-sc-ha apudautas, procuragOes e lettrasj
selladas, c a qualqier hora, at 8 da noile.
Vende-so um moleque crioulo do O annos de
idade : na roa da Cadeia do llocife, n. 3.
f
A BATIMENTO DP l'MKCOS.
A rhetorica de Augusto llnsson traduzida pelo
padre Joilo Barboza Cordoiro, a qnal so tcm vendi-
do a 2,000 rs. fin brochora vende-se agora enCa-
dernada pelo mesmo preco, na praga da Indepen-
dencia, ns. 6 c 8; na ra da Cruz, n. 56, e no paleo
do Collegio, n. 2.
A Lgica popular, traduegilo do mesmo, vendida
al hoja a dez tustOes, vonde-se presentemente a
800 rs., na praga da Independencia, o na ra da
Cruz, n. 56.
O poema Cinco Mil por *, obra assaz ap-
plaudida,e que so tem vendido a 400 rs., passa a Ven-
der-sea 320, na praga da Independencia, para se a-
cabar logo com urna pequea porgilo que resta :
quem quizer, pois, aproveitar-se de su a barateza a-
jiroveite a occasifio.
Vende-se urna porgilo de madeira de amarello,
propria para quem tiver obras a fazer por ser assoa-
lliD, costado ecostadinho ; nssim como 30 tahuas de
louro, ludo de boa qualidaJe : na rua da IVuia ,
n. 35.
Na loja da ra do Queimado n. 5., vendem-se
pecas de algodflo americano com toque de avaria, a
1/280 e 2/000 rs.
Vende-se charutos de llavana, de diversas qua-
lidades, ltimamente chegados : na ra da Cruz,
armazom de Kalkmanh & Itosenmund.
Na loja de livros do pateo do Col-
legio, n, 6,
vendom-se livros em branco, pautados, e semeslracs
pautado, do difiranles lmannos ; livros proprios
pira caixeiros de descarga, por virem j preparados
para este fin; (calendarios proprios do escriptorios,
de dilTerentes presos; lapis muito finos e do mais or-
dinario; obreias; dita gomma-graxa ; tintas encar-
nada, azul e preta : alTianga-se as qualidades, o a
garrafa desta he a 400 rs.; papel de peso do Perlin,
muito haralo,^ 3,700 rs. a resma; pennas, o quar-
teiriio, a 200, 240 e 280 rs., muito superiores, para
secretaria; papel de Hollanda para requerimentos ;
tinta para marcar roupa; canivelcs fiuissimos, dedif-
erentcs procos; tinleiros do differentes quali-
dades, tanto no preco como no variado gosto ; la-
cre muito fino, de differentes cores ; papol de msi-
ca, e oulros muilos bjectos.
Vendem-se presuntos de Wcslplealia, suporio-
res noarmazem de Kalkmann & Rosenmuud, na
j 11a da Cruz, n. 10.
Vendem-se barriquinhas de pregos americanos
11. 4, com .100 libras cada um barril, o hervilhs-em
pequeas barriquinhas, com urna arroba e meia; na
ua do Trapiche, casa 11. 8.
Vendem-se vasos para jardim, de lindos mol-
des o pinturas, chegados recenlemente da cidade do
Porto : no escriplorio de Firmino Jos Flix da Ro-
aa n ra do Trapiche, n.44.
pannos finos.
No Passeio-Publico, lojan. 19,
de Manoel Joaquim Pascual
Ramos
acaba dechegar de novamenlo um rico sortimento
de pannos finos prelos de todas as qualidades, pe-
Jo barato preco do 2,800 3,200,^3,600, 3,800, 4,000 e
4,500 rs mito superior; sarja preta muito superior,
a 2,000 e 2,400 rs. ; setim preto a 800 -rs. ; urna
porgilo da lanzinha epelledo diabo a ;00rs. o co-
vado ; umriquissimo sortimento do casia-chita a
2,000, 2,400 u 3,000 rs ; pegas de cassa do listrase
quadros, a 2,400 rs.; pegas de tarlatana branca com
9 varas, a 2,400 rs.
Bolachinha regala, a 320 rs.
a libra.
A excedente hotachinia reg*lio d'agoa e doce,
s se vciidc nos tres bajrrosdesta cidade, e as se-
gointes casas: Boa-Visw, praga da S.-Cruz pada-
i a de urna porta, onde he fabricada ; S.-Antonio ,
esquina da ra do ObllegjK), vtnda dq Jos Gomes do
Sobral Nascimenlu Recif travessa da Madre-do-
lieos, n. 13, deposito da mesma padaria. A boa qua-
ldadc e bom gosto que us mesmas holaehinlias
teem encontrado os consumidores, lecm levado a
sua eslracgfio a ponto subido o que tem animado
o fabricante a conlinaar l-da sempre prompls e
das melhorcs_(iualidadcs qao fazem i sua conrposi-
gSo, e far todo o^iossi vel de nflo desmerecer a fa-
ma que-adequerio em tilo limitado tjnpo.
Charutos de 8 -Flix, os ver-
darlelros.
Manool Joaquim Concalvos e Silva, na ra da Cruz,
n. 43 faz cente a seus freguezes, que, pela ultima
embarcagflo, viuda da Rahia recebeu um sortimen-
ta dos mais superiores charutos all fabricado!, in-
clusives amarrados na ponta com relroz;amarello,
e que tem por titulo quem fumar saber .
A 200 Rs O COVADO.
No novo armazem dq fazendas
de Hay mundo Carlos Le i te,
n ra do Queimado, n. 27,
acha-se o melhor algodSo trangado azul, proprlo
para roupa de escravos a 200 rs. o covado, e em
pegas a 260 rs. a jarda o qual se torna recommen-
davt>I pelo muito corpo no ter gomma ser muito
largo e do cor fiza ; ptima chita preta f forte, a
5,800 rs. a pega; engrugados pannos de mesa, de
algodflo encarnados, protos e grandes, a 3,200 rs.;
ptimos brins trangBdos de linho, a 1,000 rs. a vara ;
lencos de cassa decores, grandes, para senhora, a
480 rs.; ditos do seda para meninos, a 640 rs.; ex-
cedente alpaca dq linho ; chitas finas do ultimo gos-
to i e todo o sortimento de fazendas finas e grssas,
para vepder por atacado o a retalho o mais barato
possivel.
- Vendem-se diversos escravos. che-
gados prximamente do Gear sendo :
prelos, preta*, pardos e pardas : todos
mocos e de Loas figuras, entre os quaes
urna preta com tima cria de mez e meio ,
com mUito bom leite ; um mulatinho de
8annosp#ouco mais ou menos, proprio
para a utir c c i nicas em casa : na
ra do Crespo, loj* n. a A, se'dir quem
vende.
Vende-se um preto cozinheiro e que he pro-
prio para oulra qualqucr occupagflo, por ser pos-
sant c robusto : na casa da destilac&b, defronte da
ribeirado peixe.
Vende-se urna crrante de ouro, para senhora ;
urna dita para relogib; 6 pegas para cinteiro ; 2 cor-
does; 4 relogios; e outras obras de ouro: na ra do
lian ge I, n. 10.
Vende-so urna vacca muito -mansa-, com duaa
Crias, sendo urna bezorra e um garrote que doita
5arrobas: na ra da Cadeia do Recife., loja de fa-
zendas, n. 54, ou nos Afogados, no sillo de Joaquim
Jos de Lima'.
Vende-se a venda n. 12, na ra da Lingota ,
bem afreguezada a qual veude-so porsou dono re-
t rar-se para Portugal.
Vende-se tinta em oleo em latas do folha, de
28 libras, sendo branca, verde-clara e escura pre-
ta e amarella sendo esta em latas de 3 libras : bem
como vormelhSo multo em conta em magos de
7 annos; um elegante escravo do nagSo de 28 an-
nos e que he perito canoolro : na na lias Cdes,
n-22, segundo andar.
Vende-se um eavallo alasita,' najU>, gordo e bo-
bons andares: nT roa do
nito com muilo bonS andares: fflT'raa do Quei-
mado, n. 51.
Vende-se orna escrava de nagSo, boa vende-
deira de ra, por 300,000 rs. : no pateare S.-Podro,
n. 7, se dir quem.venda.
Vende-se uni piano forte novo, da
fabrica de Collard nd Coilard, de on-
dres : na rna do Vigario, n. a3, casa de
Russell Mellon 6c C.
'-i. Vende-se banha de poi-co seui sal ,
a3ao rs. a libra : na rus d Rangel n.
46, segundo andar.
Vende-se cobre em folha, para for-
ro de navios ; pregos de colire ; estanho
emvergtfinh : nfua do Vigario, n. a3*
casa de Russel Mellon & C.
Aos agentes debatalhoes.
SapatSes de bezerro proprios para
tropa por preco commodo : vendem-
se na praca da Independencia, n. 5.
. Venderse a armago da veqda da ra da Cruz
i). 66 ;.uma blanc grande; dous bragas pequeos
do autor Romlo ; temos de medidas; eoutros Uten-
silios : na ra da Senzalla-Nova, n. 4.
VfiNDE\fSE
estajos com tinas navalhas in-
glezas, para barba,
fabricadas pelo melhor autor, chegadas prxima-
mente de Inglaterra a 2,000 rs, cada estojo. Estas
nnvalhaH Sn garantidas porque, nflo s se IroPsm
as que porventura nflo saiam boas, como lambem se
restitueo seu importe, (piando o comprador por
acaso se nflo agrade de neiihtinia deltas, depois de
as experimentar, islo estando sem ferrugem e bem
tratadas : tamhem existe ainda para vender urna
pequea pnrgilo das da China : na ra' larga do Ro-
zaris, loja de miudezas do Lody, n. 35.
KM Vendem-se chapeos de superior
iiir^^castor, brancose pretos, por preco
uto barato : na ra do Crespo, n. la,
Fra-de-Portas, ra da Praia do Pharol, n. 58, a Tal-
lar com Gongalo Manoel de Souza.
Manoel Antonio da Silva Molla vende 4 conoas
daconduzir agoa, ou aluga; ssim como tambem
vende urna bomba de forro; tildo se acha nofimda
Uecco-Urgo, do Recife, junto as taixs de ferro. }.
Vende-se, ou permuta-se por algum escravo}
uma casa de laipa bem construida com 200 pal-
mo* d terreno de frente, 1,200 ditos de fpndo
com varias arvores, no lugar da Torre e perodo
rio : quem pretender annuncio.
Escravos Fgidos.
urna libra ; na ra do Trapicho, n. 42, em casa de
Adamson IloWie& C.
Vendem-se, muito em conta, para liquidagilo
de factura 4 ancoras do 3 a 7 quinlaes : no arma-
zom do Araujo, no beceo do Congalves, ou em easa
do Adamson llowie & Companhia, na ra do Tra-
picho, n 42.
Vende-se um ptimo piano horizontal, do mu
linda ConstrucgSo, e de excedentes vozes : na ra
do Trapiche, n.42, em casa do Adamson Howie &
Companhia.
Vende-se, por todo o prego para liquidagilo
de factura, um peqiieno restante de vinhos de cham-
panha e clarete ,'sendo esto em caixinhas de urna
duzia o aquelle em mais ou monos porgilo a voli-
tada do comprador: na ra do Trapiche, n. 42, om
casa de Adamson Howie & Companhia..
Vendem-se 6 escravos sendo : 2 prelos de na-
gilo sendo mu dclles milito bom cozinheiro; urna
parda moga de-bonita figura que engomma hem
e cosechQo : uina preta com as mesmas hahilidades;
u ni a mulatinha de 8 annos; um mple.quo da mesma
idade : na ra da l'enha, n. 21. Na mesma cosa alu-
ga-se urna preta para o servigo de casa, ou de ra.
Casimiras lisas, a 2,400 rs.
cada covado, as melhoros quo tom vindo a esta praga,
nSo s pelas delicadas cores, como por "ser poifeita
fazenda ; ditas do listras, viudas ltimamente de
Franga os inelhores gostos o melhor fazenda que
lia a 9,500 rs. o corto ; ninas casimiras a 3,500 rs.
o corte : panno preto o azul lino a 3,000 rs ; ditos
de cores, de 4,000 at 5,000 rs.; dito preto a 6,000,
6,500, 7,000 al 11,000 rs. que uada deixam> deso-
jar ; e todo o sortimento de fazendas finas e grossas
que se tendem a retalho o por atacado : na ra do
Queimado n. 27 no novo armazem de Raymundo
Carlos Leite.
Vendem-se presuntos, baldos o linas propria*
para lavar roupa ; vassoura para varrer salas e ta-
petes : ludo ltimamente chogado dos Estados-Uni-
dos : na ra da Cruz, n. 7, armazem do Da vis & C.
VNDESE,
a SOO rs. o covado,
brim |iardo de linho dito de quadros, a 260 360
rs. ;camhraiad o covado ; dita franceza com 4 palmos de largura e
de lindissiitios gustos, a 500 e 600 rs. a vara; pegas
de ganga azul com 13 covados a 960 rs.: pecas de
ziiarle da India com 24 covados, a 4,800 rs. 'pegas
de picote azul de 40 covados a 6,500 rs.; camisas
do meia para Changas, a 320 rs. ; luvas de fio da Es-
cocia a 400 o par rs; cobertores de algodilo ame-
ricano a 700 rs.; e outras muilas fazendas por m-
dico prego va ra do Crespo loja n. 10, de Jos
Joaquim de Freitas Cuimaraes.
Vnde-se para fra da provincia,
ou para algum engenho, urna parda de
jo anuos com nina cria de 6 mezes ,
muito linda : a parda cose, cozinln e
faz muito bem renda.: na ra das La-
rangeiras, n 14 egundo andar.
Vendem-se, para fra da provincia 3 escravas,
sendo : urna preta eriouta de 25 anuos, engom-
";'., costurcir^ c que co/.inia o diario de urna1
loja de Jos Joaquim da Silva Maya.
- Vendem-se aeces da ex-
mela companhia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O*
liveira IrmSos & C, ra da Cruz,
n. 9.
FARINHA DE MI 1,110.
Vende-se, as libras superior familia de miltio,
excellente para pilo cangicas, bolos', etc., por
prego commodo : em Fra^de-Porlas, ra dos Gua-
rarapes, i. 28. Tambem se vende, na mesma casa ,
.milho moldo, proprio para passaros.
VENDEM-SE
collcccoes de vistas de Per-
nambuco ,
sendo as da ponteda Roa-Vista,ponte do Recife.Bm-
Jesus, Olinda, Pogo-da-Panell o Cachang, feitas ao
beneficio da sociedade da Beneficencia allemfia e
suissa -. no armazom do Kalkmann & Rosenmund ,
no hotel Pistor, naslojas dos Srs. Luiz Antonio Si-
quira,da Snra. viuva CardozoAyres & Filhos, na
ruada Cadeia do Recife; as lojas dos Srs. Santos
Nevcs & Cuimaraes, na ra do Crespo ; do Sr. Jos
do Mcnquer Simoes do Amara!, na ra Nova ; o do
Sr. J. cii.iidon no Aterro-da-Boa-Vista.
Palitos de fngo.
Ra d ; Queimado, n. 16
Vende-se a melhor 'qualidado destes palitos,
em porgilo c a retalho chegados recentemento de
Vicua da bem contienda fabrica de A. Bcjr de
cujosse aliangam a superior qualidado.
I.oja'de MagalliHes $ Irmao
na ra do Queimado %/'
n. 46.
Nesla loja vendem-se cortes de cassas de cores, a
3,000 rs.; (titos de cambraia branca lisa, a 3,200 o
4,000 rs ; lengos de selim de coros, para 'grvala, a
3,200 rs.; meios ditos, a 1,600 rs ; cambraias abor-
tas, a 4,200 e 4,500 rs. o corte; ditas brancas abar-
las, a 4,600 rs.; muito superior panno para loalhas
do mesa, de 4 palmos e meio do largura, a 640 rs. a
vara ; lengos brancos de cambraia com beiraaborta,
a 300 rs.; chita de coberta, a 200 rs. o covado; dita
para vestido, de cor lisa, aJ60 rs.; longos bordados,
a 320 rs.; cortes de vestido de litazinha, a 3,200 rs ;
camisas de meia. muilo superiore$a 1,400rs.; chales
de soda, a 10,000 rs.; mantas do dita, a 8,500 rs
diales do lila e seda, u 4,500 rs.; setim preto, a 2,200
rs.; bicos do varias qualidades; e alm disto, um
completo sortimento de fazendas, proprias para esta
gapra 0 provincia.
-- Vendcm-se cbitas limpas, muilo encorpadas o
muito fortes a 120 e 160 rs. a retalho o as jiecas ,
n 4,800 e 5,500 rs.: na' ra estreita do llozaiio, n.
10, torceiro andar.
,VenJe-seum bonito carneiro grande, multo
manso o bem ensillado para montara de menino ou
menina com a sua competente andilha muito bo-
nita e bem feita; alguns trastes em muito bom esta-
do e pouco uso por causa de seu dono rctirar-se :
na ruada Croz, n. 26, primeiro andar.
-Vende-se urna negra moga e do bonita figura ;
na ra da Cadeia-Velha, n. 33.,
- Vende-so una nogrinha de 10 a 11 afinos, com
bous principios de costura ; um innleqiio do bonita
figura de 14 anuos; 2 pretos bem robustos : no pa-
teo da matriz de S.-Antonio, sobrado n.4.
Vende-se urna jangada novo de 4 palmos e
neio a S d grossura com todos os son 'perietrces,
Pi dia 16 do corrente, pelas 8 horas do da,
mandou-se um moleque botar urna barrica de lix
ha praia c este desappareceu por nd sabor da
casa: chama-se Clementino ; he futo; levou cami-
sa e ceroulas brancas; no sabe dizer' quem be seu
senhor nem sua senhori, a quando s pergnta de
quem ha elle'dia aer de oyoy e deayay:quemo
pegar leve-o a ra estreita do Rozarlo venda n. i.
Fugio, no dia 16 de Janeiro, um cabra, da nome
Joaquim alto, reforgado, de idade com a barba
brancaJfcabollos corrjJHfr bem protos; levou um
surrito de polla de caraK, chapeo de baota usa-
do caigas de algodilo de liseras rotas no assento ;
temos tornozellos dos ps um tanto inchados. Es-
te escravj foi preso em S.-Lourengo-d-^atta ,e
lornou a fugir junto aos Remedios, do poder da
uma pessoa que ononduzia para osla cidade; veio
do MaranhSo e diz ser de Caxias i.qiiem o pegar la-
ve-o a ra do Vigario, n. 24, que sera recompen-
sado.
~ Fugio, nodilpdo corrente,'um preto,'de no-,
me JoSo.de nagflo Calabar, que reprsenla'lar 28
annos ;'he alto, nlo muilo barbado, seccq do cor-
po ; tem as pernas finas e os ps "proprocionadas;
quando anda puxa alguma cousa por um dos ps, no
qual tem urna grande cicatriz de um grande taino ,<]
do um lijlo cabido de um andaime ; einheboda-se.
muito a ponto de cahirem completa embriaguez;
he ladino, m,is falla ira! portuguez ; 'ses c?5ii u
algodflo trangado, com listras azues o caigas da
mesma fazenda : quem o pegar leve a ra da Cadeia
do Recife, a seu senhor JoSo Nepomuceno Barro-
zo, que gratificar.
Fugio, no dia 10 do novembro de 1846, de Cam-
pia-Grande comarca do Brejo-de-Areia uma es-
crava criola de nome Ignez do cor fula estatura
regular, rosto regular e largo corpo roforgado do
27 annos. Esta escrava foi conduzda para o Recifo
por um escravo do Srir. Antonio Martina Pedrinha,
morador em Aedras-de-Fogo, e por elle levada a casa
do Sr. Predcrico, Italiano que hoje mora eni'JWK-
de-Portas, ande esteve conio. ama 15 mezc,
at o dia 28 de abril do corrento anno com o nome
de'llosa, e sahio dizendo que ia para Olinda, para
de la -seguir para Pedras-de-Fogo: .quem a pegar
leve-a a ra estreita do Rozario, n. 23, segundo an-
dar ou uo engenho do Cordeifo, aoSr. Joaquim da
Silva Pereiira que ser gratificado.
*l'ogio, um proto crioulo, que ropreseuta 20
annos de boa altura rosto descarnado, cabello
grande acbralhado mil os e ps bem feitas; tem to-
dos os denles; levou camisa de chita erienrnada e
caigas de algodn riscado azul. F.sle escravo foi re-
m4ttide por Baller tlrmlo residente na villa do
Crato provincia do Ccar .ao.seu procurador Joilo
JOs de Carvalho Moraos, e hoje comprado pela Snra.
1>. Amia Simplicia de Jess Buarquo; o qual desap-
pareceu no dia 11 do corrente. Roga-se a todas as
autoridades policiaese capites de campo, que o
apprehendam elevem-no a ra do Livramcnto n.
26 casa do M. Buarquo Macedo Lira que ser3o
gratificados.
Fugiram, ao amanhecer do dia 7 do corrente,
os escravos Podro o Quiteria, ambos casados e pw-
lenceni.es aoobaixo assignado, com os signaesae-
guintcs : o marido, denome Podro, de eslaturn re-
gular crioulo, com um principio de uma belida em
umolho-, pernas finas; levou uma jaqueta {trata,
um clrapo preto ; conddzirido um surrilo de couro
do carneiro as costas : a mulher, de nome Quiteria,
bastante alta e gorda, de cor acabralhada tambem
crioula, com bastantes signaos de chicotes naa. cos-
tas, x de soii anligo senhor ; ps e milos grossos; le
vou vestido branco desbolado um chale, a um pan-
no da Costa feito urna trouxa ecom um rozario da
conlaa brancas no pescoco. Estes escravos silo na-
turaeada villa do Pamba/e fram vendidos ao bai-
xo assignado por Manoel Francisco da Silva, mo-
rador em S.-Amaro. Roga-so a todaa as autoridades
policiaes commandantes de embarcagfles e mais
pcssbs do povo que os apprehendam mediante
uma ventajosa gratificagSo ainda mesmo eqelle
(|iie der umu noticia certa do lugar onde existem :
dovendo dirigir-se a ra da Florentina, n. 16.
Jii&o Btmardino da Vaieoncellii.
|,\.-f Fugio, no dia 16 do corpente, dos Afogados do
"sitio do Sr. Joaquim Jos de Lima uma parda, per-
lencente ao Sr. Joaquim Jos das Virgens a qual re-
presenta ter 30 anuos, de nome Luiza de estatura
regular cheia do corpo cara bochechuda e fra;
levou vestido de chita e chale tambem do chita ; he.
de suppr quo ella esleja mesmo pelos Afogados :
quema pegar leve-a a Joaquim Ribeiro Pontea, na
ra da Cadeia do Recifo que ser recompensado,
ou no mesmo sitio donde fugio.
"r Fugio, de bordo da barca Commercio-du-Ri,
no dia 16 do,corrente, o escravo rnarinheiro ,- do
nomo DamiSo preto bem retinto ainda mogo, de
nagSo Mina muito riscado uo rosto com um dedo
da mlo direita doonte falla pouco e ni8l saexpres-
sa porm Sempre com o semblante i isonho,- levou
caigas o camisa de riscado azul, chapeo de pallia
americana. Esleescravo perlcnce aoSr. Manoel Jos
de Araujo Costa, do Rio-do-Janciro : quem o pegar
Icve-o a ra da Cadeia do Recife, n, 46, que rocebe-
r generosa gratificgiio.
Fugiram, no dia 30 do mez passado, do engenho
Martapagipo, da freguozia do Cabo e pasaaram
pelo engenho. Agoas-Claras do Uruc e fram
agarrados, j com 60 legoas do caminho para a
villa do Pouibal, os escravos Flix e Liberato, es-
te pOdo-se trazor, o aquelle lornou a fugir', c tem
os-signaes seguintes do nome Flix, cabra ; |repre-
0 anuos ; he gorjo, de altura regular cara
redonda
barba
,ar sempre'alegre, denles limados, sem
com um peqneno lalho no nariz ; pnscogo o
pernas grossos. Estooscravo loi do Sr. Jos Alves,
morador na villa do Pomhal, para ondo partid,
ro comprado rtesta praga ao Sr. Jos da Fonscca c
Silva.. Quem o pogar leve-o ao dito engenho, ou
nesta Traga ao Burgos Punce do Uilo que ser' re-
compensado.
casa o vae ab9o ; ta molaquo muilo Mndo de| tanto para poscaria como para .uahjaor viagen; m | i HN. : na tx'p.
DI Bl. y. DE PARU'
t848
r


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