Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05487


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Full Text


rno de 1848.
Terca-feira 16
O DIARIO pnulici-ac toiloj os di que nao
fftrem <1 gurd\ i o preeo di asignatura he de
4jf)0 ri. p >r quarlel, pasos arlinirtarlit. Os n-
puncios das uignaatM sai>ioseridot a raso de
10 ri. por liona, to r>. ew typo difleraolt, e as
fepetijftes ps'a metade, Dinles pagaro 80 rs. por linlia, e leo em typo
diflerente, por =ada publicado.
PHASE3 DA MU NO MEZ DE MAIO: .

I,na ora, a 2, i* 4 turase 64 mi. da Man1!.
Cieacente a 1, aoi 18 mo. da nianli.
La cheia a 18. steli min. da ouob.
Miaeoonts* S, il eZ7 lau, da manh.
PARTIDA DOS CORRE IOS.
Goiaoaa. Rarttilba s segundas-e sextas feiras
Hio-lirande-dn- Norte quintas reirs aoieiodia
Cabo, Seriohem, RibFormoso, Porto-Cajvoe
Macelo, nol.', a If e 21 d* caria mez.
i*aranliuns e Bonito.,a 8 e 73.
Boa-Vi.-ta e Flores, He 18.
Victoria, as quinlas-leirasw
Olinda, todos os das.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, sal hoaape minutos da Urde.
Segunda, 3 4 Loras "6 minutos de manhia.
e Ufa o
AnnoXXV. N. 110.
das da semana.
la Segunda. 8. Isidoro. And. do J. dos orpb.
do J. doc. do J. edoM.ri. J. r.
16 Terca. S. Joao Nepomuceuo. Au4. do J.
do civel.eHo J de paz do 5 dist. de t.
17 Quarta. S.Patehnal HayUo.Au. doJ.do
civ. e do J. de paz do J dist de t,
18 (tunta. S. Venancio. Aud. no J.dos orph.
e du J. m da I. vara,
19 risita. S. Pedro Celestino. Aud. do i. do
civ. e do J. de paz do I at. de t.
?0 Sabhado. S. Bernodino de Sena Aud. do J.
docir.e do J. de paz do I dist. ele t.
i I Uoroingo. S. Mancos.
CAMBIOS NOD'A 5 DE MAIO.
Sobre Londres a 27 d. por t) rs. a 60 das. Moni
Paria 845 a 3S0 rs. por franco.
Lisboa 104 por 100 de premia.
Desc. de latirs de boafirmas a '/% */e
OuroOufas nespanholas-----2|0en a l>fl
ModasdaSfiflQ velli. 16*300 a IfMca
deslOPnov-. IBfiDD a I8200
de 4/000..... lili'OO a tllOO
Prmlu Patacoes."......... |J4* a !#70
* Pesos columoares... IJS40 a I#l6e
Dito* mexicanos.... I|800 a 1(830
> Miuda............. II:0 a l|S0
Ac^oesdacemp.doBeoifibedeSOfOO rs.ao par.
DIARIO DE
~___-II.. UMi--HU-----LJ-----,----.-i-UL._lLl._ir~ .......- SSSSS
PRTE FFICIAL
.' ..
GOVERNO DA PBOVINGU.
EXPEDIENTE DO DA 13 DO CORRENTE.
on'icio. A6 inspector da thesourarla da fazenda, de-
clarando que, anda nicsmo com exersso doserrditos
fizados, deve de fornecer ao commissaro-pagador as
quantlas querelle requisita" para as desprzas de.remonta I orden do musmo Exm. Sr. presidente.fez seguir des-
de cavados para a companhia de cavallaria de linba, re-
paros no forte do Buraco, e concert no telbado do ar-
senal de guerra.
Dito. Ao desembargador chefe de polica interino,
recominendando, em consequeofia de representado do
cominandante das armas interino, faca transferir da for-
taleza do Hrum para outra prisao e lugar ao preso Fran-
cisco Pedro Vinagre. Participou-se ao cominandante
das armas interinu.
Dito.' Ao vice-consul da Sardenha, acensando recc-
bido o seu omelo de boje, ein que communica que os
navios sardo, surtos neste porto, icaraia a bandelra tri-
coiair da iin.i, uor er a que adoptara ltimamente a.
M. o re da Sardenha.
Dito. -- Ao commiisario-pagador, ordenando, emeon-
sequencla de representaeo do commandante das armas
inleriuo, considere destacado uesta provincia, e com di-
guarnicOo, que-o Exm. Sr. presidente da provincia,
julgando conveniente ao serfico publico que nilo
esteja, por agora, na direceflo do arsenal de gunrra o
Sr. coronel graduado do estado-maior de segunda
classe, Traja no Osar Burlamaque, foi servido en-
enrregarinterinamente.de sementante direc^fo ao
Sr. tenente-coroncl graduado do* estado-maior de
primeira classe, Antonio Gomos Leal, conforme par-
ticipou era seu ofllcio, de Montero datado.
O commandante desarmas,em cumprimento das
das armas,econseguio felizmente ebandar a ou-
tra que prdeu um liomem no conflicto, e dcixou
reito ao forneclmenlo de casas, e elape, o 2." lente do tres aprisionados,
1. batalhao de animarla a pe. Jos Ma'ria de Alencastro, o commandante das armas, louva
qiir scacha addido ao2.batalhao da inesina arma.
Lontinunicou-se ao commandante das armas Interino
Dito. Ao commandante geral do corpo de polica,
determinando, em virtudo de requisicao do desembarga-
dor caefe de polica interino, faca substituir poroutio o
destacamento do inesmo corpo, que se acha na'Varzea.
Coimnunicmi-se ao desembargador chefe de polica
interino.
Dito. Ao director interino do arsenal de guerra, or-
denando, em consequencia de requisicao do comman-
dante das armas interino, faca recother ao uismo arse-
nal o armamento e mala objectos que se ncliain a cargo
do 1.a batalhao da guarda nacional de Olinda, constan-
tes ido mappa que rcmette, exclusive os de que trata a
ohsrrvacau douiesmo mappa. Participou-se ao com-
mandante das armas interino.
Dito. Ao director do collegio dos orpbaos, signifi-
cando, em resposta ao seu oflicio de 11 do corrente, que
o ponto dos professores e mestres desse estabeleciinento
deve de ser.tomado logo depois da hora marcada pelos
respectivos estatutos.
Dito. Ao inesmo e ao respectivo vice-direotor, de-
clarando que o orphao Joo Heuto Goncalves deve de ser
entregue mal; visto que, segundo Ss. Mes. dizeni em
offici de 11 do cor-rente, he de mos cpstumes, e, por
estpido, nao d para nada.
COMMANDO DAS ARM
Qunrtel do commando dat armat na'H
Memaiod*\M%.
ORDEM DO DA N/
O commanifante das armas nter,
guarifSo. quo S. M. o Imperador,
de marQo findo, concedeu noSr.2
t.ilhiio dearlilharia a p, Francisco
Bsireto, demissflo do posto c do serviqo
e ao Sr.ciiurgiiio ajudantedo 5. batallt
ros, Jos Joaquim Machado, passagem para
lix,o da provincia do Ceara, conforme foi comn
rado em oflicio do Exni. Sr. presidente da provincia,
do 29 de abril ultimo: e por aviso da reparticito ds
gu inunicadn que na ti.esma data se determinara ao
Sr. tenenle do estado-maior do exercito, Francisco
Kgidio Morcira deS. Pedro,'que oasse a servir nesta
provincia na qualidade do ajudanto d'ordens do
Exra. Sr. presidente.
Solidanio Jote Antonio Ptreira do Lago.
la capital, na madrugada do da 10 do corrente, urna
frca composta do pracas'do batalhfo de caladores 6,
polica e guardas nacicnaes, commandada pelo refe-
rido Sr. tenente-coronelLeal, a observar uma>outia,
lllegalmente retiida no lugar denominado Brejo, ca-
E i (aneada pelo tenente reformado Joo Ignacio. Ri-
eiru Roma, a qual, segundo as denuncias recobi-
das.se prnarava a Invadir as povoacOes de. Api-
pucos e MonteiTo, que Ihes ficam a pouca distancia.
Ajorca quo nlio havia tido ordem para aggredjr, e
anmente par repellir qualqunr aggresso, quo nnn.
ventura llie fosse feita.'ao chegar a" ladeira do Vis-
gueiro, rocobeu alguns tiros das guerrilhas. fez uso
debatid
a prudencia e
acert com que o Sr. tennte-coronel Antonio Go-
mas l.eal iuiiiprio as ordens que recebeu o ros Srs.
ofllciaos e tnats prcas que llzeram esta diligencia,
o bem que a desempenbaram.
Solidono loti Antonio Ptreira do Lago,
Commandante interino das armas.
EXTERIOR.
Miimurafc
Quarlel do eommando dat armat ,na eidadt do lltcife ,
6 de mato de 18*8.
OTDEM ADDICIONAI. A Di N. 6.
O commandante das armas interino manda publi-
car para condec monto da guarnirlo, o oflicio do
IHm.eExra r. presidente da provincia, datado de
2 do corrente, abaixo declarado:
t Jim. Sr. Em cumprimento do disposto no im-
perial aviso que me fi expedido'pela secretaria de
estado dos negocios da guerra cm6 de abril ulti-
mo, transmiti a V. S. seis exemplares do almank
ltimamente publicado,para que distribua pelos cor-
l'os desla guarnic.lo os quefrominecessaries^e facul-
tos leilura de 1 delles a todos os oflioiaes da 1." Classe
doexereito, quo o quizerom consultar na secretaria
losge commando afim de quo semelhantes ofllciaos
se habililema roclamar,denlro do prazo de dous mo-
zes contra qoalquer duvida^qur no tocante a
Wda um, qur ent relacoao prejuizo que Ibes hou-
vercausado algum engao favoravel a outros. Dos
fiuardea V. S. Palacio de Pernambuco, 2 de maio
de 1s48. Vante /'i's du Mola- Sr. tcneiite-ca-
ro"f 1 Solidonio Jos Antonio Pererra do Cago, com-
mandante das armas interino desta provincia.
Oulrosim, faz constar guarnico, quo S. M. o
luipcrauor, por aviso de 90 de marco lindo, expedido'
pela secretaria do estado dos negocio's da guerra ,
concedeu seis mozes de licenca cora venciraento ao
ar. lenatito^oronel do estado-maior do exercito,
Baranda Boa-Vista como ine foi cominunicado em
otucio do Ext. S presidente da provincia, a 5 do
enrreute.
Solidonio Jote Anto/Uo Peroira do Lago, -
Commandanlo interino das armas.

r Quarlel do, commando dat armat na oidade do Red fe.
11. (fe modi848.
. REPBLICA ERANCEZA.
PROCLAMACES DO GOVERNO PROVISORIO
*o rovo Da 1-abis.
-CidadSo I Temos consummado a revolucao malor e
mais pura que jamis houve.
Temos para sempre cstabelecldo o principio da so-
berana do puvo.
a Temos dado ao mundo, em todo o mez que acaba
de correr, um exemplo assignalado da applicacao deste
principio.
Em todo esse lempo a Franca se tem governado sem
rferencia de nenbum poder militar, c smenle pe-
f da autoridade moral do pvo.
is, esta cldade de um inlbo de almas, nunca
tempo algum proporcionou aos seus habitadores
' seguranca.
""iiverno provisorio, elevado pelas acclamafes do
(regar, dentro de poneos dias, ein as maos dos
tantea do inesmo povo, o sagrado deposito de
berania.
s dias, cidadaos, devem igualar os primeiros ; o
ftno provisorio tem direto de ezigir isto. A assem-
aeional deve achar a repblica to livre de todo o
de desordem como ella o eslava em seu berco, no
_ luortal da ein que fra proclamada as barricada.
a'Curai, pois, cidadaos de que em nossa cidade, a
'- da repblica, ncnliuma altectacao .eslrondasa de-
btlsmu seja causa de sustos e perturbares. Km
cidade tao notavel pela calma e dgoldade di seus
liantes, nao he possivel tolerar as ras tumultos
que iuipcdcm as transaccocs, e cmbaracaui os traba-
Ihos, nem o fogo de mosquetera que pe ein sustos os
cidadaos pacficos. As re -colonias republicanas, tao no-
bres einsua simpllcidade, sdevem.tflf lugar em vi rin-
de de autnrisac.no publica. He inister que consultis os
vossos magistrados, c ficai cer'tos que nao duvdarao ou-
torgar-vos o seu consentimento e sua'cooperario, e que
at regularan as vossns patriticas manifestaciVs.
Fugi, cidadaos! de ludo quanlo possa dar ainda
mesmn pretextos s indecentes calumnias dos iiiimigoav
3ur internos, qur estemos, da nossa repblica; Fugi
e ludo quanlo possa manchar-lhe a aureola de porcia
e de gloria, ou que possa fazer parar o mnvimeiito da
einancipaco europea, cujo signal havemos dado.
' Vigiai com o governo em manter a ordem ein nossa
cidade. Reassumi os vossos trabalhos e as vossas uceu-
paedes usuaes, que, felizes e orgulhosos com serios li-
vres e republicanos, havemos de atravessar em paz o pe-
riodo, multo menos difficullnso, que aluda noa separa do
dia ein que se nao de reunir os representantes da naciio.
Cidadaos! o governo provisorio, jsto lie, a vossa
propria obra, que com tanta devolacao baveis sustenta-
do, appella para o vosso patriotismo e para a vossa sa-
bedoria, e confia que vos haveis de unir a elle, afim- de
para sempre consolidar a repblica.
Os menibi os do governo provsorie. Du Pont ( de
l'CureJ. Arag. Lomar. Crswieaa!. ldm o-
Un. Zuit Olanc. Albert. Gamiir Pagtl. Flocon.
Armand Marran. liarle.
que seja respeltada a religiao do estandarte. Do contra-
rio obriga-lo>heis a tomar medidas que enrgicamente
bao de restabelecer a disciplina. Grandes deveres vos es-
ta* reservados. Conserval o exercito intacto e forte, pa-
ta as eventualidades do par/.. O governo val augmen-
tar as vossas filrlras ; haveri lugar e gloria para todo o
patriotismo. Em breve elle reunir deputaedes do exer-
cito ein torno do centro nacional em Paris, afim de que
vivam como irmaos, com o povo e a guarda nacional.
Ncnliuma sombra de desordem manche as baadeiras
que o governo est para distrlbuir-vos! Rf!a\m-vos
vossos irmaos de Paris como o modelo du exercito fraf.
ce/.. Djpois de ein todos os lempos baverdes escrlpjo
ein vossas bandeiras a palavra gloria, escrevei agora coas
as pronrias m.ios a palavra diieiplina, a virtuJe iep/0k-
cana do soldado, a
INTERIOR.
O ESTADO DE FARIS^
PARS, 3 DE ABRIL.
La se vai outro domingo, outro dia grande de fer-
menlacao, excltamento, procisses e dciuoustracfles.
Uuiceb da lulia. resplandecente oin um tolde vrrS
e um calor igual ao de junho, brilhou pela ufiior parte
do dia sobre a desordenada e confusa seena com que to-
da a cidade eslava animada; e os cerebros Irritavels da
pqpulaca parisiense pareclam ainda mais prximos do
ponto agua fervendo do que se esturessem debalxo
de sua influencia: todava, os debates que ltimamente
se teem levantado de todas as parles, parecem ter produ-
cido algum elTeito sobre taes demonstracrs. Eu nao
ouvi mais os assustadores gritos de a6m'j:o o ricoi!
abaixo o aritlocralat'. Mas, a despeito das fortes repre-
POLTICA 0ERAL.
A REVOLUCAO FRANCEZA.
III ARTIGO.
Ao ver com que presas detmanenou-te o throno de
I.uiz Philippe, quilo ooucos defensores achou ; ao
vCroomo cabio urna dynastia com urna simples pa-
lavra dictada nilo se sabe por quem, com esse fatal:
Ae artV /... ImpaHIivol he tifio persuadir-se a princi-
pio que ludo he sbnho, e depois, quando a realida-
des pparecn com todo o horror, neattribuif tudo
ao acaso, a urna especie de sorpreza universal, ou
tifio flear convencido que os alicorees dessa monar-
chia estavam todos solapados, tpda carcomida a ma-
deira desse throno, que tudo se desmanehpu com a
primeira martelada do povo.
Essa ultima opiuii mu parece a mais vordadoira :
para del I a nos convencormos, flxemos bem os pon-
tos ncontoalnveis. A revoluQfio excedeu completa-
mente as vistas.o intencesdos que a haviam pro-
vocado, dos quo Ihe liavinm dadoo signal Queram
ellos nicamente urna reforma poltica, o, para ob-
to-la,a mantenga do direio de rennies publicas;
concofresse I.uiz Philippe a ref^ma oleitoral, ou al-
guma coasa nesse sentido, e Odillon Barrote os seus
adiados estavam satisfeitissimos: era, pois, urna
simples quesillo de progresso politice, que essenci-
almente intorossava mxima parte da classe media
srniacrJes de inultos dos habi'niea de Paris, e dassati- da populacfio, desherdada pela ele vacilo do censo e-
AO BXEaCITO.
- Cidadaos soldados Vos devels repblica um ti-
tulo addicional. Eris soldados e nada mais, ella vos
fez cidadaos, restituludo-vos na soberana do povo a
parte que vos tocava ; mas, conferndo-vos este titulo
addicional, a repblica vos iinpGe um dever addicional.
Vos nao tinhels mais que desempenhar os deveres .do
soldado, agora tendea que desempenhar lamncm os
deveres do eidado. Vos nao tiuheis mais que urna lei
a disciplina ; agora terides duas a disciplina e o
amor da orden. A disciplina e a ordem tcciu sido per-
turbadas em alguns regimentos. O governo provisorio
da repblica dirigi logo a sua attencao para taes acon-
treimentos. Klt est determinado a reprimidos com a
jlistica e inflexibilidad*: de um governo republicano,
ras das corajosas gazetas o Conain co Charivari, a des
peito mesmo dos convites que alguns dos jornaes do go-
verno fizeram s classe operaras para que dclxassem
esse estado de embriaguez moral, c de fainanliie (vadla-
(So), e tornassem as suas ofiicinas, o planto das ardo-
res da liberdade forinou anda um grande distiocllvo do
dia, e efteitunii-se com mais pompa, mais ceremonia c
mais exaccao de sympathla do que nunca. Na maior
parte das grandes pracas o povo, nao satisfeito com urna
s arvore, planta duas, tres e atVquatro. O Infeliz cura
da Magdalena foi obrlgado a gastar a mellior parte do
dia em andar benzendo com toda a pompa da ceremo-
nia catholica as arvores novas do primelro distrlcto, e
talvez que tambera em tornar a benzer as antigs. A
procissao, da qual o principal objecto era o pobre velho
ecclesiastico, indo vennelho, passou por inini nos Bou-
levards. uia velba devota.que evidentemente s suspi-
rava pelos rnelos religiosos proprlos do di, parou, e
disse compassiva Pofcreaalo/ioiiim! Itoam-nocomo o boi
gordo'. Com cll'elto a scena parecia-e bastante com o
carnaval, e autorisava por conseguinte essa irreverente
ex^iressao de reverencia. O Campo de Marte, os Campos
Elseos, c com especialidade a Praca da Concordia, que
he o ponto mais central, fram asseenas das principaes
deiiionsiraci's. Os altos e inclinados terrados dos jar-
dins das Tulherias, como se fram amphitheatros ro-
manos, ficaram cobertos de pcssas que de la assisliam
ao espectculo que no ultimo lugar se celebrava. Entre-
tanto que osdifi'erentes bandos com bandeiras e ramos
davam mil vollas em torno da prav-i, mullos ralladores
e disputadores se reuniam em roda do obelisco. A maior
parte destes batalhdes lam provavelmente ao hotel de
Vlllc como depiitacocs, acerca de alguma materia de
queixa e exaccao. Um delles aindaexigia a expulso dos
operarios estrangeiros, especialmente dos pobres Sa-
boiardos; alguns provavelmente passeavam so pelo amor
de passear. Uin.Vgrande tropa se formou dos operarios
do caoiiiiho de ferro do norte, osquaes iam ao Ihesuuro
offerecer o jorpal de um dia em cada semana; elles Ic-
vavam nocentro.suslentado por quatro homens,urna es-
pecie de arco adornado de ramos e bandeiras na ponas,
e coberto de um manto de seda tricolor com franjas de
uro, sobre o qual brilhavam de todas as partes estas
palavra escrita* em lettras douradas: a Dom Patritico
lima outra tropa era inteirainente formada de mulhcres
em numero de 200 pouco mais ou menos. Rifas levavain
sua frente una bandeira ha qual svia inscripto esle
titulo At Veiuvianai Arasao de seu noine, e o flin
que se dirigiam sao ainda um mysterio, nao s para o
publico ein geral, como inesmoparaaquelles que teste-
miinharam suas evoluces em a Praca da Concordia.
ma das causas de grande parte do ajuntamento, e da
fermentacao que leve lugar nesla praca c he que ha
necessidade de procurar causa para o que se tem tor-
nado como una segunda*nalureza da populara parisien-
se foi um convite de um tal nCidado Durcle, que
lora fizado em todos os'muros de Paris, com o titulo de
convite de um rico aoi ricos : elle prupunha uina taza vo-
luntaria c proporcional, sobre a propriedade por es-
ta vez smenle em altenyiio s circuinstancias peculia-
res da presente difflculdade financelra. A laboa de pro-
porcao proposta corneja qor 200 francos sobfre todo ca-
pital de 100,000 francos, e acaba por 10,000 francos so-
bre toda fortuna que se elevar cima de um milhao.
Em um redemolnho tal de confusao se passa agora o
domingo parisiense. Nos Boulevards houve grande ajun-
tamento occasionado por urna especie de rcvjsta da no-
va guarda urbana, que com noine diverso vai substituir
a detestada guarda municipal, assim como esta em 1830
tomara o lugar da aborrecida Gerdarmeria.
' Em breve virao' as eleices oceupar o espirito publi-
co mas como se passaro ellas ? Tal he a questo que modernos, o commuraismo, o founer.smo todas es-
todos anciosamenie se propem. Aeeleicdes dos ofiiciacs! las especulacoes de urna pRdosophta mais pnilantro-
da guarda nacional j teem dado lugar as mais vilenlas I pica do que caritativa mantiverai a fermentacao. A
scenas em alguns dos seos meetings; e onde nenhum |uia permanente entre o salario o o capital, esso re-
leitoral de toda a influencia no governo do estado.
Dado, porm, o primeiro passo, e resolvido o gover-
no a defender pela frca armada a sua usunpacflo,
acudiram classe media poderosos auxiliares, mais
do que ella aftoitos, mellior organisados; vencoram
comclla-; mas depois da victoria a oxcluiram.
A populaQilo immensa da cidade de Paris tem em
si duas classos numerosas, a dos operarios e a dos
riot de polica. (N3o acharaos espresso mais apro-
priada para designar essa classe, que pelos seus e-
lementos,Taremos mais compl"tamente conliecida,;
Apezardetoda a vigilancia da polica, a agglomora-
cilo do povo nessa capital, sua industria, sua rique-
za, attrahom urna mullidfio de ladrdes ja condora-
nados pelos tribunaes, e queja cumpriram as pedas
ou fugiram das cadeias o gats, e do ladros que a-
inda nfio cahiram na mfio dajustica, mas que est
espera de ha muito : os clculos meos exagerados
elevara a 30,000 o numero desses facinoras. II i mais
4,000 chiffonniert (trapeirosj, homens que vivera na
mais bruta sordidez e immoralidade. Ha mais 1,500
vagabundos que ora teem asylo. Juntcm-se a esses
elementos pelo menos 35,000 homens da classe ope-
rara, pon'vn mais dados embriaguez o inercia
do quo ao traba I lio, de genio rixoso, e confiando de
alguma feliz eventualidades o alimento do dia que
como suor do seu rosto poderia acltar.
Ahi temos, pois, um exercito de cerca de 50,000
homens ao dispdr do primeiro quo quizar entrar em
lula corra autoridade, exercito intrpido, afleito ao
odio polica e ordem estebolecida, afrailo a ox-
prsua liberdado, sua vida em quolidiaoos peri-
gos.
Nesse numero, dir-se-nos-ha, vo.comprehendidas
militas mulheres, muitas crianas: ho facto; tal-
vez mais de um terco ; doduzara-o, porm, o anda
o exercito lica numeroso ; masn.fo o hfio de deduzir
os que saliera quo as lulas dessa ordem, nos-mo-
lins de Paris, sempre abundaran) mangas, o silo os
provocadores, mulheres, e silo as maisferozes ; di-
gam- as quo accommetteram na printeija revolu-
to o palacio do Versalhes, digam-o essas que a his-
toria designou execraefio da posteridad cora.o
titulo de furiat da guithotina !
A par dessa classe exslem em Paris, no invern,
235,000, na estaefio dos trabalhos 265,000 opera-
rios. Ora, essa classe presta sempre pela facilidado
com que se enlhusiasma, pelas difliculdades da sua
vida, por esse quas inslinctvo ciume que ha do
pobre contra o rico, grande alimento as revolucSes,
e modernamente he ella ainda mais digna de atien-
en o : a classe operara tem-se Ilustrado ; bar eolre
ella pensadorese poetas ; sSo raros; mas ha pelo
menos grande abundancia de pessoas que aabem lr
e escrever, e que lem. A classe operara cop esse
cultivo da intelligencia perdeu a sua anliga rustici-
dade, a sua grosseria, a sua inclinacio aos vicios
crapulosos; em compensacao, porm, ganhuu maior
elevacao de ideias do que talvez fosse compativel
com a humildade da sua posiefio, e dahi necessaria-
mente tristes aspiracOes a mudar tasa posicSo. Li-
vros, systemas, jornaes ul Ibos fsltsm para sinta-
los nessas pretenco44 as doutrinss dos socialistas
mas, antes de o fazer, deseja preveuir-vos, eontandox|ue
haveis derespeltar a sua voz. Olbai para o poyo Ad-
mira! esta ordem voluntaria que foi estabeleclda, e se
sustenta smente pela disciplina da rasan geralj e ved
se queris dar a este povo admlravel, vsquedevieiascr
Irfopaiz o typ animado da ordem, o primeiro e uplco
I exemplo de desordem? NSo; o governo provisorio con-
''commandanlo interino das armas faz publico | fia em v, e et certo que haris de respeitar e fazer
ORDEM DO DA N. 8.
arranjainentu parecia praticavel, ein mais de um caso,
pareceque passaram s vas de facto. Nos proprlos clubs
tambeiu isto'tem acontecido algumas vezes. No club
dos Prvogantt (PrcvdcntesJ, um dos mais influentes,
occorreu um grande tumulto por ter o presidente mal-
tratado um orador; no fultedei Moulint, que representa
o partido da Democracia Pacifica (gaieta), a influencia pa-
cifica parece ter feito tainbcn algumas demonstracoes
pessoaes mui hostis. Essas dissences internas, be de
esperar, facam um diversio saudavel s tendencias de
inuilos desses clubs,que, por mais moderadamente que
lenhain comecado, iio por fin assuinido um lom mui
altivo e dictatorial, como se dlspozessem dos destinos da
Franca, pregando s claras as theorias comuiunistas, e
at doulrinai da parlilha doi bent como consequencia neces-
saria e inevitavel da revolucao.
(Do rt'i*M).
sullado da livre concurrencia, dos progresso da me-
cha nica o do augmento exagerado da populacho [duas
causas diversas que dSo os raesmos resultados], pre-
dizpoz como nunca a classe operara, desherdada de
todo o favor legal, a entrar em qualquer ravolueflo
que Iho.promettesse modificar a sua sorte.
Nao pretendemos dcixar passar sem explicaefio
qualquer asserefio nossa : dissemos que a classe ope-
rara eslava desherdada de todo o favor legal. E de
facto; a primeira nucessidade deste secuto indus-
trial sendo produzir muito, bom e barato, os chotes
de industria francezes, por ella iropellidos e pelas
exigencias da concurrencia com os Inglezes na Jia-
xima parte dos mercados do mundo, viatn-se obli-
gados terem os salarios tao baixos e exigirem por
-t
lll I I lilla
\----


csse salario tuntas horas de trabalho, que depois po-
dessem dar os sru< tributos por prccos que achassem
compradores. Podiam elles reunir-ae, conchavar-se,
enlen'ler-se quanlo a essaa rnndcfies impostasaos
operarios Rases, porm, ronservan<"lo a sua liber-
ilade individual, c lendo livre a escolha entre sub-
jetar-se au salario offerecido ou inorrer de Tome,
mo podiam conchavar-se para obterem mel dores
salarios, nu para em massa ocombinacAoretrarem-
se da nfficina : ah inlervinlia a polica, e dizia isso
he crime.
Nada justificamos, nada defendemos; expomos
nicamente: felizmente a nossa patria est 13o lon-
go ilessas difficuldades provenientes de nimia popu-
lacflo, que s por curiosidade nos oceupamos com
ellas.
Dado, pois, o abalo revolucionario, appareceram
em campo os operarios: aquesllocom elloscessnu
do ser poltica, foi social : cm poltica foi admittido
o radicalismo na sua destruidora simplicidad)', o o
voto universal, em virtude do qual urna massa de,
pelo ments, 10 a 13 miliuVs de Francezes, vai eleger
una assembla coslituinte.
A auestfio social, porm, vede o cuidado com que
a trata o governo republicano: oseu primeiro cui-
dado he reduzir as horas de trabalho: he, deposde
asslh matar a industria eo commcrco francezes, que
nflo poderflo niais sustentar a concurrencia do lu-
gloz, assegurar trabalho aos operarios em olTicinas
publicas, que serlo sustentadas, noa custa do con-
sumidor estrangeiro, pois esse nflo comprar fazen-
das caras quando as pode ler baratas, mas cusa
do consumidor francez ou do thesouro, o em ambos
os casos, ahi teremos um tributo sobro toda a popu-
lacho, para pagar ashorasdtfdescanso, conquistadas
pelos revolucionarios de l'aris!
ICsse estado do cousas nflo ho toleravel, nem pos-
sivel manter-se sem nimios rigores, sem medidas
contrarias u lodosos diroilos do homem : nessa df-
iculdadc ir mu brevemento esbarrar a repblica
franceza, o ou ha de transviar-so da linda de mode-
rscfln que parece querer seguir, ou ha de reagr con-
tra quem a orgnisou, quom Ihe deu a victoria. Que
destinos dahi para- a Franca ? NSo seremos nos os
quo os podemos prever. Talvoz, porm, essa posieflo
.le espertalrva, com adhesflo completa ao governo,
que nos dizem ser tomada por todos os chotes dos
diversos matzes da esquema, Barrot.Thiers, Du-
faure, scja-lhes dictada pela prevjsflo de urna reac-
r.'ii em que possam olloa excluir a quesillo social, e
restaurar vencedora simplesmente a questflo poli-
tica.
O certo, entretanto, he que contra Luiz Philippc
havia em l'aris um exercito numerossimo, a que
rumpre accrescentar a mocidade das escolas, sompre
onthusiasla, sempro sequiosa de lutas, c em l'aris
numerossima : Luiz Philippe havia de suecumhir
desde que urna justa pretcneflo da classe media, son-
do repellida, a obrigasse a dar impulso a todos esses
elementos.
Aqu poderiamos concluir este artigo, mostrando
aos nossos mouarchistns que eslflo no podereque
ten) a loucura do ameacar o poder, que faltam no
Rrasil todos esses elemontos revolucionarios. Nflo
o diremos, porm, pois na presenca de tflo funesta
actualidade, a falta de sncoridade na manifestaeflo
dos scus pensamentos, he um crime para o jornal is-
la. Sinceramente nos persuadimos que a classe re-
volucionaria no Brasil, senflo composta dos meamos
elemontos, he proporcionalmenW niaior do que em
Franca, e em Paria; felizmente nflo est as mflos
desses Srs. agta-la ; as suas vociferares, as suas a-
mcacas pdenlo assustar chancas; mas ao homem
que condece o paiz nflo sflo senflo grito importuno
de mscraveis nleressesaineacados, lctica injurio-
sa, longamente meditada, como o nico recurso, a
intimidaco.
A populacho do paiz nflo ho excessiva; infeliz-
mente, porm, os hbitos da indolencia que ella te ni
em geral rontrahido, o atraso da sua civilisacflo, no
interior das provincias, dflo-nos lodo's os inconve-
nientes, sem nenduma das vanlagens de urna popu-
lacio superabundante. A nossa principal industria
niJo de a fabril, que faz agglomerar, cm grandes fo-
cos, massas enormes do pobres operarios; mas a
nossa industria agiicola com o peasimo rgimen da
propriedado territorial,, com a ttroido em que o juro
convencional colloca os lavradoies, na apparencia
mais opulentos, com seus operarios captivos, cons-
tilueui perigos anda mais serios; o nosso systcma
de servico iiomeslico, essa especio de luxo irreflcc-
tido, que torna do homem opulenlo o alimentador
de urna infinidsde do vadios da pcior especie, sflo
tristes dilliculdades, que relizmcnte anda nflo se a-
presentarain ameacadoras, grabas ao horror que an-
da aos maores revolucionarios inspirara a lembran-
eV<>e provocar esses ulliados... Kinfin, o concurso
da produceflo eslraugeirn, Ira/ida pelo commercia,
o concurso do operario eslrangeiro, qu para as nos-
sas cidades acode, junto aos vexames da guarda na-
cional, as coaccOes das oleicOcs, dflo aos nossos op-
ranos um tom de inquietaeflo, que, apezar do todas
as suas virtudes, pode ser fcilmente pervertido.
Nflo sflo cssas diflieuldades, nflo sflo esses perigos
actuaes, ptimamente o sabemos ; mas nflo existe o
germen delles? o o estadista s dever lutar contra
males presentes, e nflo desviar todos aquelles que a
prudencia prev?
{Bratil).
JoSoNepomoceno Itarrozo.
Joaquim Affonso Ferreira.
l>r. Jos Bernardo Galvflo Alcanforado.
Manoel CaetanoSoaresC. Monlero.
Approvada a escolha pelo Sr. presidente, passa este
a declarar mullidos em 10,000 rs., por terem deixa-
do de comparecer, cada um dos seguintes senho-
res ;
Amaro Fernandas Dallro.
Adriano Xavier Pereira de Brito.
Dr. Antonio Francisco Pereira de Carvalho.
Antonio Gomes Tavares.
Antonio Goncalves Ferreira.
Augusto Garlos de l.enios Pacheco.
Candido Jos de Salles.
Dr. Cosme de S Pereira.
Francisco Antonio de Souza.
Francisco de Salles Cavalcanti,
Ignacio Alvcs Monleiro.
Joaquim Lucio Monteiro da Franca.
Luiz Pedro das Neves.
Pedro Cavalcanti de Albuquerque.
Simiflo Correia Cavalcante Macambira.
Thnm Curris doAraujo.
Thomaz de Carvalho Pereira BrandQ.
Ao depois, convida a todos os Srs. presentes a reu-
nrom-se quinta-feira, 18 do corrento, para terem
principio os trabalhos da presento sessflo, o dissolve
a reuniflo. (Era 1/4 depois de meio-dia,)
assTs&> aa a>a saaas xa aoaa,,
Usando da attribuico que Ihe confer o 2." do art.
24 da le de 12 de agosto de 1834, S. Ex. o Sr. presidente
da provela adiou.por portarla de boje, a assembla le-
gislativa provincial para o 1. de jundo prximo fu-
turo. *
commandante o capltao-tenente Rafael MendetdeMo-
raes Valle. Passageiros, o dentista M. S. Mawsoa, ln-
;lei n capitao Antonio Jos de Souta Gousselro e o al-
rres Luiz de Franca de Carvalho com sua familia.
Baha e Macelo ; 10 dlai e do ultimo porto 24 horas, brl-
gue-escuna de guerra braslleiro Canoro, commandan-
te o primeiro tenente Jos de Mello Christo 4% Ouro.
K1TA h.
as

-----
PERNAMBUC.
JUKYDO KECIFE.
KEUNIAO EM 15 DE MARCO DE 1848.
rRMlPCNCI DO SB. DR. SILVA NI-VKS
As 11 horas da-nianhSa, he foita a chamada pelo
cscrivflo do tribunal, e reconliece-se nflo haver nu-
mero legal de juizes defaclovara abrir a sessflo.
O Sr. I'rcsidenlt convida alguns dos Sis. que se
acham presentes, awcolhcrno livro competente
tantos cidadflos qualificados quanto bastem para
preencher a falta motivada pelo nflo-comparecimen-
to dos sorteados.
Feita a escolha, recabe nos seguintes sendores :
Artlonio Germano Cavalcanti.
Antonio Joaquim de Moraes e Silva.
A/ilonio Joflo da Ressurreicfloe Silva.
Antonio Roilrigues de Almeida.
Antonio-!'iul de Oliveira.
Antonio de Souza Kangel.
Cartos Martina de Almeida.
Filippe Duarle Pereira.
Francisco de Paula Goncalves da Silva.
Francisco Geraldo Morena Temporal.
Flix llezerra de Mello Leilflo,
Joflo Pinto de Lemos Jnior.
Joflo Pacheco de Queiroga.
Al*andjega.
RENDIMENTOJHJ DA 15........... 9:678,588
Detcarregam hoje, i 6 de mui'u.
Rrigue Safiguarde carvao.
Barca Anana farlnba.
Brigue RtalSalmiila idem. '
Barca Joachimh dem.
Barca Priseilla inercadoiiaa.
Rrigue Columba iicin.
IMPORTAGAO*.
Pritcilla, barca ingleza, vinda de Liverpool, entra-
da no correte mez, consignada a Johnslon Pater &
C, manifestou o sguinto :
3 caixas fazenda ile lindo; a Me. Calmont & C.
5 caixas fazenda de lnho, 1 volume, 4 rodas e per-
lei.ces para carro ; a Jones Patn & C.
1 caixa renda de algodflo, 12 fardos fazenda de di-
to; aN. O. Biebcr&C.
4 taixas; a Bownan.
312 barrase 56 embrulhos de ferro em barra; a T.
& Andrade.
41 barricas enxadas, 1 dita ferragons, 200 fogSTei-
rose 1 caixa bandejas ; a V. da Silva Barroca.
1 barrica ferragens; a Hobilliartf.
1 barril agoardenie, 40 presuntos, 40 queijos, 4
duzias de conservas, 90 libras do lio c 6 pegas do cor-
das; ao capilflo .
20 toneladas de lngoadas de ferro; a Christo-
phers.
12 fardos fazenda de algodflo, 5 ditos dita de 13a ;
a Crablree C.
1 cai\a drogas, 1 emhrulho amostras ; a V. B. & C.
36 fardos fazenda de algodflo, 15 caixas chales, 2
ditas fazenda de liuho, 2 ditas lencos de algodflo, 4
fardos fazenda de ISa ; a Johnston Palei*&C.
I caixa fazenda de algodflo, 2 ditas ferragens ; a
Stuart.
19 lardos fazenda do algodflo ; a Latham.
4 caixas fazenda de lindo, 13 fardos fazenda de al-
godflo, 6 caixas dita dita ; a llosas Braga & C.
12 barricas enxadas, 5 ditas furragens, 30 ditas
saliire, 1 dita do azul da Prussta, 2 caixas cadarcos
dealgodAo, 7 ditas fazenda do linho, 6 barricas p
vermelho rouxo-terra, 12foles, 9 caixas pesos de fer-
ro, 149 ditos diloc 128 taixas; aS. P. Johnston & C.
60 gigos, 60 incios ditos, 2 caixas louca c 6 fardos
fazenda de algodflo ; a Fox Brothers.
29 barricas ferragens, 200 embrulhos con arcos
de ferro, 50 fogOes, 400 fogareiros, 43 barricas pre-
gos, 5 ditas argolas, 22 ditas enxadas, 1 barra do
ferro, 2 cestos parafsos, 47. fardos fazenda de algo-
dflo, 10 caixas chales, 12 ditas quincalharias, 2 dilas
fazenda de algodflo, 1 dita sellius e 3 ditas muas ; a
G. Keneworlhey &.C.
1(10 barris ciiumbo de niunicflo, 20 caixas cobre
em folha, 2 barricas de cobre, 12 fardos fazenda de
algodflo, 14 caixas fazenda de linho e 6 fardos fa-
zenda de 19a ; a Russoll Mellors & C.
100 barris niaTlleiga ; a Cokchotl&C.
II fardos fazenda de algodflo, 3 caixas miudezas o
i dita quincalharias ; a II. Gibson.
1 volume e 2 pares de roda para carro; a Corbett.
CONSULADO GERAL.
Olllm. Sr. inspector da thesouraria das rendas
provinciaes, em cumprimento da ordem de25 de a-
bail prximo findo, manda fazer publico, que pe-
rante a mesma thesouraria se ha de arrematar em
hasta publica, nos dias 26, 27 o 29 do corrente mez
de mio, a quem por menos flzer, o servico da ca-
patazia do Igodflo, conforme dispoz o capitulo 6."
doregulamento provincial de 4 de junho de 1847 :
sendo a arrematado por lempo de tres annos, e os
dias que decorrerem do em que o arrematante en-
trar no exercicio at o fim do junho de 1851.
Os concurrentes comparecam competentemente
habilitados nos dias indicados, ao meio-dia.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelos IHariot.
Secretara da ihesournra das rendas provinciaes
de Pcrnambuco, 2 de maio de 1848.
O secretarlo,
Antonio Ftrreira da Annunciac.Ho.
Declaraes
Avisos diversos.
Sflo convidados os Srs. accionistas da companhia
do Beberibe para se reunirem em assembla geral
no da 29 do corrente. pelas 10 horas da mandila,
no escriptorio da companhia, afim de elogorem no-
va administraQflo, tomarem cenias a aciml e exor-
cerem as mais altrihuicoes que Ibes compete pelo
artigo 19 dos estatutos.
Os Srs. accionistas que nSo tiverem, al o dia 25,'
realisado a entrada dos 4 por cento, pedidos desde
outubro, lin,uem na intelligencia de que ji adminis-
traeflo tem de apresenlar os seus nomes e de propr
contra os omissos a execueflo do artigo 9. dos esta-
tuios. .. .-.
Escriptoro da Companhia de Beberibe 15 de
maio de 1848.
O secretario,
Bonto Jos* Fernandet Barros,
TH s A TKO PUBLICO
A Freir Sanguinaria-
Fica transferida para domingo, 21, por se nfio ter
podido voncer a obra de carpina e pintor que pedo
o drama.
Avisos mar timos.
RENDIMENTO DO DIA 15.
eral
Diversas provincias .
1:891,866
102,060
2:003,926
CONSULADO PROVINCIAL.
E.NIIIMKNTO DO DIA 15...........1:024,056
Movimento do Porto
Navios tnlradot ho dia 15.
Macei ; 24 horas, corveta Para oCearsai, cm poucos dias, por ter a
maior parte da carga a bordo,a sumaca Carlota- para
o restante da carga o passeiros, trata-se com o mes-
Ire, Jos Goncalves Simas ou com Luiz Jos de S
Araujo, na run da Cruz, n. 26.
Para o llo-de-Janero segu vagem em pou-
cos dias o brigue Atiombro, de primeira marcha,
por ter o sen earregaincnto quasi prompto o para
passageiros tem riqussjmos conimodos: a tratar
com Joflo JoscFcrnandesMagalhfles na ra da Ca-
deia do Recife, botica n. 61.
-A barca portugueza Btpirito-Santo forrada e"
encavlhada de cobre, sado para a cidado do Porto
impreterivelmento, no dia 3 de junho, se o lempo
der lugar : anda recebe alguma carga o passagei-
ros, para que lein exccllenles commodns : a tratar
com o capitao da mesma a bordo, ou na prafa do
Gommcrcio; e com seu consignatario,Francisco Alvos
da Cunda, na ra do Vigario.n 11.
Para o Maranliflo sahir por estes das o dale
Novo-Ulinda meslre Antonio JosVianua : s
pode admillir alguma carga miiida e passageiros:
trata-se com mesmo mestro, no Trapiche-Novo, ou
na ra da Cxdcia-Velha, n. 17, 2.* andar.
Para o Rio-Grande-do-Sul sadir breve o pata-
cho Dout-de-Agotto. Quem no mesmo quizer ombar-.
carescravos ou ir de passagm, pode tratar com o
capilflo, Joaquim Jos Goncalves, ou con os corres-
pondentes' Amurim Irmflos, na ra da Cadea, n. 45.
Para o Rio-Grande-do-Sul partir brevo o bri-
gue Victoria, o qual nicamente recobo passagei-
ros ou escravos : quem pretender pileenlcnder-se
com Amorim Irmflos, na ruada Cadea, n 45.
Leiiots.
.1
O Sr. Manoel Gamillo Pires, tencionando fazer pre-
sistencia mais prolongada em seu ungen ho do que
tencionava, aulorisou o corretor Oliveira a fazer
leilflo da mobilia e mais objeclos da casa da sua re-
sidencia quando no Recito no Lerceirq andar c s-
lito do predio pertencenteao Exm. senador Manoel
de Carvalho, na ra do Collegio.cujo leilflo sera
elTectiiailo quinta-feira, 18 do corrente as 10 horas
da manhfla em ponto. O mesmo corretor julgn des-
nece&sario enumerar a superioridade da mobilia de
quo se trata, inclusive urna dos mais excedentes
planos dcsta cidade c guarda-vestidos guarnecido
do espelhos ; noticiando tflo gmente ser toda nova,
o de bom goslo qual a que de -ha pouco lempo se
preparnu com todo o esmero e dispendio para dous
noivos de considoraeflo.
Oliveira Irmflos & C. farflo leilflo, em presenca
do vice-consul de S. M Sarda, por conta e risco de
quem perlencer, e por inlervongflo do corretor Oli-
veira, de una poreflo de massas avahadas, abordo
do brigue sardo Columba, capilflo JooBaptislaPit-
talaga, na sua recente viagem de Genova para este
porto: sexla-feira, 19 do corrente, s ll doras la
maiihfla, no arina/.ein que foi do fallecido Braguez,
prximo ao arco da Conceico do Recite.
Ricardo Royle far leilflo, por inlervoiicflo do
corroior Oliveira de grande variodade de fazen-
das nglezas, para liquidaeflo de facturas: quarta-
feira, 17 do correle, as 10 horas .da manhfla, no
seu armazem da ra da lfandega-Velha.
LOTRRtA
Do Hospital Pedro II. \t
O thesour^iro (festa lotera, assegura
ao respeitavel publico, que ser impre-
terivclmehte o dia 27 do corrente mez
para o andamento das respectivas rodas
e assim pede aquelles Srs. que apartaratn
bilhetes, que os hajam de ir*buscr ,
quanto antes j do contrario pasear a
vende-los
-- Offcrece-se, para ama de casa de pouca familia
urna parda, a qual lava de sabflo, cozinlia, engoml
ma e sabe tratar de nvninos: quem de seu presu-
mo se quizer ulilisar, dirija-sea ra la Calcada n
19,
Na ra Imperial, n. 52, aluga-se um sitio na es-
trada do Arraial.
Pergunta-ae ao muito honrado negociante, o
Sr. Manoel da Silva Santos, qual foi o motivo porque
quando daqui foi o seu ex-sncio, o Sr. Manoel Jos
Machado Malheiro, para Lisboa tratar de sua sade,
Ihe nflo quiz dar nem 10 rs para as suas deapezas'.,.',
sendn-Ihe preciso quelle fallecido levar dinhiro
omprestailo, para poder seguir sua viagem, estando
Vmc, Sr. Santos, de posse de ludo quanto a elle tal-
lecido pertencia !!... e que ainda em seu poder con-
serva: diga Sr. Santos, diga, quaen eramos motivos
que a tilo baixo e vil proceder o obrigaram, ou a pra-
ticarumaac5flodesemelhantenalureza;equer Vmc.
assim passar por homem de bem Isso nunca, o pu-
blico j he conhecoifor dos seus aclos praticados a
este rospeito. Entendeu Vmc. l para si, Sr. Santos,
que como lemem seu poder a fortuna do Sr Mac'-
do, a nflo deveria entregar a elle c nem a quem suas
vezes faca; desta maneira pode o Sr. Santos ler em
seu poder qualquer objecto que pertenca a oulra
pessoa e chamar-ldeseu. .....
Diz agora o Sr. Santos na sua carta que escreveu
ao lestamenteiro, quo senflo negou a justar essas
contas: mas como he que o Sr Santos quer conrlui-
las com o lestamenteiro ? Ho de urna maneira qun da
sua algibeira Ihe nflo saia nem 10 rs., debitando
elle ao Sr. Machado por quanlias que nflo deve, e
dando-lhe por saldo de contas urna relacfiodede-
vedores, que a maior parle j estflo no outro mundo.
Ahi teem Vincs o modo romo elle querarranjaressas
contas : mas nflo Ihoacontecer assim : o tstame-
teiro nSo pode rranjar com elle taes contas, sem
que nfio seja um arranjo honroso ao fallecido, eeste
qu ello quer he o mais infame quo se pode imagi-
nar !... O lestamenteiro lie obrigado a concluirs
ditas contas 011 entregar a quem compete, segundo
declarara odefunto Sr. Machado no seu testamento,
e nada de mais demora, nflo deixemos por mais
lempo desfrular lio Sr. Santos afortuna do Sr. Ma-
chado, ha muito quem saiha justar contas, eseo
Sr lestamenteiro nflo tem torca para as poder njus-
tar, entregue a quem compete, c se Ihe mostrar
que ellas nflo ficam por ajustar.
No dia 12 do corrente desappareceu, de ao peda
alfandega, um barril do manteiga ingleza: suppOo-
so que algum negro o furtasso, e por isso rogs-sea
quem fdr offerecido oudellesnuber, o favor de par-
ticipar ao caixeiro do Sr. Francisco Das Ferreira,
que ser recompensado.
-- Arronda-se o engenho Cajabuss da freguezia
do Cabo, pertencentc ao msleiro de San-Bento, na
cidade da Parad iba : as pessoas, que o pretenderen)
arrendar, procuren! ao D. nbliade do mesmo mslei-
ro, na ra do l.vramento desla cidade, em casa do
3}r. Joaquim Jos de Almeida Jnior.
No neceo do Virginio fazem-se comidas de lodas
as" qualidades por preco cmodo ; e tanibem se cosi-
nha paaa tora.
Aluga-se o segundo andar do sobra-
don, ai* o Atlerro-da-Boa-Vista : quem
o pretender, dirja-se a ra Velba, n. 55.
O Reverendo Domingos Jos da Silva, ahaiio
assignado, parodio collado na freguezia de N. S. da
Conceicflo, das Alagoas, faz sciento ao respeitavel
pudlico, que, davendo tiesta provincia pessoa quo
imita sua Icllra, com prejuizo sen e descrdito de
sua. honra', o quereiulo o mesmo Reverendo viga-
rio obstar duvjdas que para o futuro venham [>re-
judicarscusherdeiros, ^declara nflo reconhecer divi-
d, lellra, procurado ou qualquer outro papel de
divida, sem que seja recondciii porlabelliflo i"'-,
blico da cidade das Alagoas, com duas leslcmiinlias 1
assig nadas ; protestando o mencionado Reverendo
vig&rio, depois do presente annuncio, mandar la-
vrar escriptura publica, em que declare islo mes-
mo. Macei, 1. de marco de 1848.
* O vigario Domingo \Jo$i da Silt*.
Precisa-so de um bom amassldor: na padsri I
daSanla-Cruz, de urna porta.
Desencaminhouse, de bordo do vapor lmperi- I
dor, viudo ltimamente dos portos do sul, um ca- I
xflozinboconlendolivros, o qual porlence ao Exm- I
Sr. presidente da Prahiba. Roga-se, porlanto, sal- I
gum Snr. passageiro, cntflo viudo, se entre I
sua bagagem ocnconlrou, o obsequio do manda-lo I
entregar 110 escriptoro da agencia dos vapores-, Por
cujo favor se Ihe licar milissimo obrigado
I)-se um sitio de lavrador, quo tem partidos
para300 pfles.annuaes, e terreno para ler algom^ I
vaccas de leito no engenho Giqu, sitio do Bongy:
a Iratar com Manoel Joaquim do llego e Albuquc- I
que.
Uivcrti.iifeito bellico e jocoso.
. Ao publico.
A barca americana lmagrne, recenlemcnle entra-
da ueste porto, de New^Yorck, conduz a sen bordo
para esta provincia nma companhia de circo-olym-
pico ile Rockewell Banks & Archer, cuja ho urna das
mais clobrfis companhias americanas, e a qual san)
duvida ha de executar mlas novas e nflo vistas al-
titudes na arte nuestra, duranle otempo que aqu
se demorar, para oujo fim, sem duvida, espera acal'
a generosa protecQflo dos habitantes desta provinc-
Precisa-so de urna ama que lenha bastante isi-
te e bom : no Aterrp-da-Boa-Vista, loja n. 78. I
Jos Lopes da Silva retira-se para Portugal-
Precisa-so fallar a Snra. I). Joaquina Antom I
Florencia, a negocio do seu interesse : por isso que" M
raannunciar sua morada. .
Precisa-so de um caixeiro que entenda de lo-
ja de miudetas, do 10 a 15 annos de idade : o rua I
larga Uo Rozario, n. 9. ^ I
MUTILADO



Antonio Francisco Cordeire vni paraHtcei.
Z. Ignacio Lopes do Carvalho e Silva vi paca a ci-
a,6ugusto Lopos Forroira, cidadflo brasileiro, re--
lira-so para Portugal.
-Jos Francisco do Solizi.'.l'orlugaoz, retira-so pa-
Va q pro'fessores do daguerrontypo Carlos I).
cr.lricks eGeorge W. Fredricks, retiram-so para t-
Va urovincia 'levando em sna companhia como
ra un v ,._,; ., ,mt.,;-, nniina.,a Ao Ol.
criado,
veir.
o Italiano, de nome Luiz Domingos do Ol-
Poirer,
marfcnoiro, no /Mcrro-da-
Ba-t'ista, n. !6,
lliechegou umofficial do armador e estufador
flUal se enearrega de fazer cortinados j>ara co
francezas tinados do ultimo gosto, para janellas ; sophs es-
i ufados ; cadeirasde tridas asqualidades, de balan-
coa le, tez ; (dlv.ns; colches de molas: tambem se
enearrega de tapetar salas, de esteiras ou tapete;
colla papel: tuda com -maior asseio possivel ,
iiromptiuao, por preco r.soavel, ese responsaln-
lisa, tifio estando as obras perfeilas, a fazer outras ao
(oslo dosSrs. compradores. .
.-Pergutit.-soao actual aeridor, JoSo Elano de
Barros, quando pretendo dar a resposla quo a II-
lusiro cmara municipal dello exigi, no requeri-
mento feilo por Manool Ferroira Fiulho, a respeilo
jo imposto da aforieflo, visto quo o prazo de 1
dias heais que suficiente para responder, se lio
queoSr. afendor nao ando excogitando sophisinos
liara sustentara sua infundada protencSo.
Um dos interessados.
--Osherdciros-do fallecido Joflo Lopes do Nas-
Lciinenl morador que Toi no lugar denominado For-
''Jio-da-Calj.da cidade do inda., queiram compare-
cer ni ra do Livrameuto, n. 8, a negocio de seus
inloresses. .
Precisa-se de|uma ama para casa do um nomem
solleiro: no Corredor-do-IIispo do lado'direito ,
primeiro portilo. Na mosma easa vendo-se urna ven-
da com os fundos a-vontade do comprador, sita em
ibom lugar faz-se com a mosma todo o negocio.
(as conhocidas, tanto para horaens, como para Srs.
o meninos. No mosmo estabelecimento ha up sorli-
ment de chapeos de sol de panninho, dos mais mo-
dernos ; ditos muito grandes, proprios para homens
de campo : tambem lem chapeos de sol de panninho
para meninos e inoninas, por seren tnuito.finos : po-
dem-e< lia sorlimenlo de bengalas, hengalinhas o chicotes
muito modernas; cobro-se qualquer annacfto do cha-
peo de sol, com sedas de todas as cores e quali-
dades. Na mesma casa ha um grande sorlimenlo do
panninho trancados e liso, imitando seda, para
cobfir os meamos : desta fazenda se vende a retamo.
Concerta-so todo quatquer chapeo de sol, por haver
um completo sortimento de todos os pertences paca
os mesaros, com toda a perfeicflo e b.revidade.
--Andr Goidinho, subdito portuguez, rctira-se
Lpara Lisboa. [.'.'
-- Quem se considerar credor do fallecida Fernan-
do Jos Braguez aprsente suascontas.
Na ra Nova, loja n. 58, aluga-se um moloi
narticipa ao respeilauel publico desta cidade que
_.... .. ..m;.i ,i rmsj(,r e estufador, o ~~'_& ,i,. pos na
cortinados ;.ara camas de 15annos,acostumadoao serv.co ja casabe que
$Sk
llOA DA CRUZ, N. 40, SEGUNDO ANDAR.
D, W. Haynon, cirurgiBo dentista dos Estados-Uni-
dos da" America do Norte, tondo-s resolvido ficar
mais alguma lempo na cidade de Pernamhuco, pe-
lo presente participa aos seus amigos e ao publico
em geral, que elle sempre se achara prompto a qual-
quer hora para fazer qualquer operacao que seja1 so-
bre os dentes como seja chumbar, limpar, e extra-
hir jenformar denles sobre piflo o sobro chapa da
melhor maneira e com a maior perfoicHo conforme
as ultima descoberlas, tanto na America como na
Europa. '
AO PUPLICO.
Em 25 doeutubro de 1845, falleceu nesle cidade o
Sr. Manoel Jos Machado lUalhtiro, socio que foi da
extincta firma do Machad-* & Santos, e segundo
consta, at esta dala de boje, o Sr. Manoel da Silva
Santoi ,>x-socio daquelle fallecido nao tem pago ,
nemaotestamenteiroo nom aos herdeiros do mes*
mo Malkeiro o que em.seu poder lem, o quo per-
tetico aos herdoiros daquelle fallecido I .. He na
wdadepar lamentar que o Sr. Sanio anda nflo es-
toja satisfelto de desfruclar a fortuna daquelle Talle-
cido ; e que, segundo informa m, os lucros daquclla
quantia ja pdem dar ao lillustruSr. Sanios para um
par de spalos !!!... Tenho pois o Sr. Santos
conipaixao dos que exislem pois os morios nao
precisam mais: istolhe recommonda um seu efei-
cuado ,0 com a sua resposla, so dir,quem he a sun
pessoinha I .. apezar do nao ser ncsla praca
muito desconhecida I. Sou Sr. Sanios, um amigo
daquelle que deu a Vmc. principios na carreira com-
mercial o que tao mal Vmc. Ihe pagou !!!...
Vai praca, para ser arrematado nos das 18,
32o25 do maio, para, pagamento dos credores do
Tallecido Joaquim Antonio Ferreira do Vasconcellos,
osoguinte.: urna casa de sobrado do um andar eso-
tflo, com 35 palmos do frente e 85 de fundo, acabada
ehabiUda.com um viVeiro do peixe, quintal cm a-
berto com 292 palmos' de fundo em chaos de foro :
outra dita, pegada n mesma, do guaesdimenses,
acabada por fr, com caixilhos o nvidrarada, e
por dentro gmenlo travejada, com camboa pelo
cenlro do quintal, com os mesmos fundos da ou-
tra, e um caixao de alicoree para duas moradas do
casas de 62 palmos do frento e 72 de fuodo.com
quintar em abarlo quo comprchende a mesma cam-
boa^ finalmente um terreno no mesmo alinha-
mento.com os competentes fundos e camboa que
fic na- centre- do quintal cm cliflos do foro : ludo
situado nfrente da estrada que vai para a Magda-
lena, fazendo esquina com a quo vai para o Remedio:
as pessoas que quizerem arrematar ditos predios
queiram comparecer nos dias mencionados por-
ta do Sr. juiz dos orphflos na ra d'Aurora, na
Ba-Vista.
Na ra nova loja n. 58, do Luiz da Costa Leite,
ha as seguales' couzas: quem raspe ou surre cou-
ros o sola; duas casinhas para soallugar; sendo,
urna no atierro do Afogado n. 103, outra na estrada
da soledade para o Manguinho ou na do Joflo-Fer-
nandes Vieira n. 82, e ha para vender sapa los de
differenles tamaitos, obra da trra, o sofrivol em
qualidade e preco ; bicos brancos de tres a quatro
dedos de largo, linhas, couros do bdo, de cabra e
bezerros surrados, rezina para grudar flores ou cou-
za semclhante, e mais alguma couza.
-- Na ruada Cadela do Recife, n.2, deseja-se fal-
' lar com o Sr. Domingos de Souza Alves ou Domin-
gos da SiWa Maya, da freguezia de S.-Maria-de-
Abraseltios, bispado do Porto termo da Maya, ou
com os herdeiros do ditoSr. a negocio de seus in-
teresses O dito Sr. Domingos foi para o rio Salgado
cm 181*.
Aluga-se a casa terrea n. sita na ra do
Jasmim, na Boa-Vista com quintal-e cacimba : a
tratar na ra de Apollo, o. 22, segundo andar.
CHPEOS DE SOL^
do Passeiu-Publico, n. tu
sabe comprar, cozinhar alguma cousa.e he muilo
Bel.
-Pretende-se alugar, para urna familia capaz, um
sitio quo tenha casa de vivenda, arvorodos de mie-
lo, e se he possivel capim para sustento de m cu-
vallo : prefero-so as vieinhancas do Manguinno ,
Mondego, Soledadee Passagem-da-Magdalcna: quem
tiver annuncie por esta folha.
-- Aluga-se nm preto trabalhador do masseira em
urna padaria : na praca da Boa-Vista, venda n. .
--Urna parda muito propria para ama do casa,
ofTerece os seus servicos a quem cargosamente Ihe
emprestar 200,000 rs. metadedo valor polo qual
se acha subjeita obrigando-se a paga-Ios segundo
trataren!: quem quizer annuncie.
--Leopoldo Jos da Costa Araujo ombarca para o
Rio-Grande-do'-Sul a escr'ava Benedicta, pertencen-
to a Francisco Jos da Costa Araujo. .
Quem precisar de um bolielro, o qual obriga-se
a Iralar dos carros, concertar os arreios, Sangrar o
ripo, o Taz ludo mais quanto fr preciso, e tamiem
cura qualquer Jmolestia que tenham os cavallos:
annuncie por esta folha.
OannunciodoSr. Antonio Joaquim Vidal, in-
serto no Diario de Pernamhuco n. 108, conlra o br.
Joaquim Vieira do Barros faz com quo, rogue ao pu-
blico a suspensSo de seu juizo a respeilo do sua ma-
teria; porquanlo, sendo amigo desle e afeicoado a-
quelle, sei que Barros contrahio sociedade tacila
com Vidal ema antiga casa de moldados do linado
VazdeOliveira, sita na ra do Amorim n. 36, do
bairro do Recife, com cuja viuva se casou Vidal;
que para fundos deste estabelecimento entrou Bar-
ros com 1:800,000 rs., o Com sua agencia, sendo o
gerente do mesmo, e de qual deu os competentes
balancos eas precisas conlas em termos de satisla-
zer, pois que leve a fortuna de obler bons lucros ;
sendo istoassim, o Sr. Vidal he menos justo em seus
annuncios, quando procura por em duvida o crdi-
to daquelle quo Ihe tem dado sempre e prompta-
mente boas conlas como o publico eo mesmo hr.
sabem, procurando fazer passar como seu so o re e-
rido oslabelccimento, tal vez pelo caso de nao ler
firma a dita sociedade. Barros.apresentar. em lem-
po, sua iuslificaco, que nflo s convencer ao Sr.
Vidal, como ao publico, do sua probidade, visto que
de momento o iio pode fazer : assinto espera
N.1o he exacta a noticia que d 6 Nazareno, ou
Correioda Tarde o sexta-reir, 13 do corrente,
respeilo do encanamento ; e oslamos autorizados a
declarar, que a falta de agoa que por poucas horas
apparcceu, na manh.la desse dia, nos chafarizosdoi
lairrodo Recife.foi proveniente da inadevertencirde
se conservaron! abertas to esgolo un occasiffo em que, para limpeza, se havia
esgoUdo a caixa d'agoa.
Os credores do fallecido Antonio Dias Souto s3
convidados pelo prsenle a comparecerem no es-
criptorio de James Crabtree&Companhia para tra-
tarem da liquidacSo da casa do dit-. fallecido se-
gunda-feira, 15 do corrente, ao meio-dia.
Precisa-se de um caixeiro para tomar conta de
urna venda, que tendo, as {qualidades necessarias,
nBo seduvidar pagar bom ordenado: em Olinda ,
nos Que tro-Can tos, venda da esquina com portas
para a ra do Coxo.
Precisa-se alugar urna preta: na ra larga
Rozario, n. 26, segundo andar.
-, Vende-se.ou permuta-se por algum escrayc.;
urna casa do taipa, bem construida, com 200 pa'
m*f taSi.PIo frente, 1,200 dilos de, ftgto.
com varia arvores, no lugar da Torro e pertoao
rio : quem pretender annunce. __^ nM mg|U)
do
Compras.
Compram-se, parafra da provincia, escravos
de ambos os sexos, com todos os defeitos, menos
molestias com tanto que tenham boas figuras : n
ra eslreita do Rozario, n. 10, terceiro andar.
Compram-se efectivamente garrafas e botijas va-
sias : na ra do Rangel, n. 5*, restacjlo do Victo-
rino Francisco dos Santos.
Compra-so um preto que seja bom canociro,
ou troca-se por oulro, bom para enxada : na ra da
Praia de Santa Rila, n. 37.
Compra-so, para urna encommonda, um preto
carpina e um dito pedreiro : no paleo da matriz de
Santo-Antonio sobrado, n. 4.
Compra-se um sellim iuglez em bom estado, o
um cavallo de sella novo : na ra larga do Rozario,
110 segundo andar da casa n. 30.
Cojnpra-se urna commoda de Jacaranda,* sendo
moderna, e com pouco uso; na esquina do Livra-
mento, loja de 6 portas.
Compra-se 0111 s-gunda mSo umlbom dia-
manto montado para corlar vidro de espelho; urna
pedra marmore lina da Italia sendo de quatro ps
de comprimento e tres dilos de largura na ra tor-
ga do Rozario, sobrado n. 8.
Compram-se escravos de 6 a 16 annos com
habilidades ou sem ellas : quem tiver annuncie.
Vendas.
, com
tratar
Uuh
J0R0 Loubet participa ao respeilavel publico, que
recebeu, por estes ltimos navios francezes, uro com-
pleto sorlimenlo de chapos de sol, do seda, a mais
'nn H B _au!___. .iL.li.lnl> f.i.ln n Aa.> f> r*. n i
0 major graduado SebastiSo Lopes GuimarBes,
commandanle da companhia decavallana de linha,
compra cavallos al o numero de 25 para a mesma
companhia : quem os tiver proprios para este serv,
c e quizer vender, apresenle-os ao dito major no
respectivo quartel a qualquer hora do da.
-- Aluga-se a cas n. 13, na ra da Trempo
sufficientescommodos para urna familia: a
na ra dos Quarleis, n. 14, primeiro andar.
Precisa-se alugar urna casa de dous andares,
na'svmiiliancas da Boa-Vista; ou alias um silio pr-
ximo da cidade, com preferencia, sendo em beira
de rio: no Aterro-da-Boa-Vista, 11. 42, segundo an-
dar. '
Quem annunciou querer comprar macucas scc-
cas dirija-se a ra da Cruz n. 50, que ha urna
secea.
__O abaixo assignado previne a todas as pessoas
que tiveram, transaccOos at o dia 11 do crrenle,
com o Sr. Joaquim Vieira do Barros, dentro on fora
desta piaca, hjam de as nflo liquidar com o mesmo
Barros, o sim entender-se com o abaixo assigna-
do, por estas Ihe pcrlenccrcm e terem sido fcitas do
su estabelecimento da ru* do Amorim n. 36. entre-
gue a administracR do mesmo Barros : e como osle
nao prestasse conlas debidamente do quo rocebeu,
por isso previne a todos em geral; pois que o dilo
Barros fez, em seu nome, so.n autorisacao, todo ac-
tivo pertrnconte ao dito estabelecimento do abaixo
assignado; costando este nodesenbolco doquo lho
pertenco, oppOe-se a todos os negocios feitos em no-
me do dilo Barros, al que legalisem as suas conlas,
e fiquo o abaixo assignado entregue do ludo que
Ihe pertence. Recife, 12 de maio de 1848.
Antonio Jorjuim Vidal.
Aluga-se, ou vende-se urna canoa
lote de 30 pipas d'agoa : a tratar na ra
n. 7, ou na ra do Amorim, n. 7.
Aluga-se, pqr algbm lempo, um terreno com
125 palmos em quadro, fechado de todos os quatro
lados, eso com duas portas do entrada o saluda ,
proprio para alguma companhia eslrangoira bem
comondoscavallinhos,que ha pouco chegou a es-
ta cidade : a fallar na ra do Collegio, n, 15, segun-
do andar. ...
Miguel 'do Oliveira Cardozo participa ao rcspoi-
tavel publico, que, por haver oulro do igual nome ,
de hoje em diante se assignar Miguel Alcanjo do
Oliveira Cardozo.
A pessoa que tiver as amostras do fitas da loja
de Didier Roherl& Companhia, tenha a bondado de
as mandar entregar ; pois que alguma faltalhe teom
foito. <- ,
'-- Os Srs. credores da venda do abaixoassignado ,
de que he administrador Joaquim Vieira de Barros,
queiram entregar suas conlas at o dia treze do
corrente na ra da Cadeia do ReCife numero 56,
para serem legalisadas 1 e o mesmo abaixo assigna-
do nao responde por' qualquer transoslo feta, de
hojeem dianle, em seu nome pelo dito-Barros. Re-
cife 11 de maio de 1848. ,
Antonio Joaquim Vidal.
Precisa-so do um caixeiro portuguez do 12 a 16
annos, o qual d fiador a.sua conducta : em Fra-
de-Portas, largo do Pilar, 11.17.
Precisa-so de urna ama para Iralar de um ho-
mem solleiro : na ra eslreita do Rozario, abrica de
Precisa-so de um pequeo para caixeiro do ven-
da, preforindo-se dos chegados ltimamente: no
Vende-so una negrinha do 10 a 11 annos, com
bons principios de costura ; um moleque do bonita
figura de 14 annos ; 2 prolos bem robustos no pa-
teo da matriz do S.-Antonio, sobrado n. 4.
__Vende-se charutos de llavan, de diversas qua-
lidades, ltimamente chegados: na ra da Cruz,
armazn de Kalkmann & Rosenmund.
__Vendem-sc presuntos de Weslplealia, superio-
res ; noaruiazem do Kalkmaiin & Rosenmund, na
ra da Cruz, n. 10.
Vende-se tinta de oleo : no armazem de Kalk-
mann & Rosenmund, na ra da Cruz, n. 10.
Na loja delivros do pateo doCol-
legio, n. 6,
vendem-se livros em branco, pautados, e semeslraes
pautado, do differenlrs tamanhos ; livros proprios
para caixeiros de descarga, por virem j preparados
para este im ; kalendariqs proprios do escriplonos,
do differenles procos; lapis muilo finos e do mais or-
dinario ; obrejas; dita gomma-^raxa ; tintas encor-
nada, azuL e preta aflianca-se as qualidades, o a
garrafa desta he a 400 rs.; papel do peso do Perlin,
muito barato, a 3,700 rs a resma; peonas, o quar-
leirRo, a 200, 240 e 280 rs., muito superiores, para
secretaria; papel de llollanda para requerimentos ;
Unta para marcar roupa; caivetes linissimos, de de-
ferentes precos ; tinteiros do difrerentes quali-
dades, lano no preco como no vanado goslo ; la-
cre muilo fino, de differenles cores; papo! de msi-
ca, eoulros niuitos objectos.
Vendcm-sevidrosparaespelhosdo todos os ta-
manhos : 110 armazem do Kalkmann & RosenmuHd,
na ra dn Cruz, n. 10.
Yendem-so pianos inglezes da fabrica de Lo-
lard : no armazem de Kalkmann & Rosenmund,
na ra da Cruz, II. 10.
__Vende-se vinh de Champagne, marca cometa.
no armazem de Kalkmann & Rosenmund,
na ra da Cruz, n. 10.
__Vendem-se cadeiras de balance muito boas, c
commodas: no armazem .le Kalkmann & Rosen-
mund, na ra da Cruz, n. 10 j -
Vcndc-se um preto, sola, counnhos miuos de
cabra, cera de carnauba, esleirs, caixas com velas
de carnauba, chapeos de palha feitos no Aracaly: lu-
do na ra da Cruz do Recife, 11. 24, venda de Mu-
noel Jos de S Araujo.
doflviga'ro! Na nova loja de livros no pa-
teo do Collegio, 11.6, de Joo
da Cosa Donrado vende-se
um diccionario inglez, grande, com um pequeo
uso, por preco commodo,
Vende-se, para fra da pra?a,uma cscrava enca-
la, capaz de dirigir lodo o servico de casa de fami-
lia, por ser muito habilidosa : na ra dasCinco-
Poutas, n 112.
Vende-se un terreno com trezen-
tos palmos de frenle e seiscentos de fun-
do, no lugar da Torre, a is'Boors opal-
ino : a tratar na (ravessa da Concordia,
sobrado n 5.
Vendem-se duas ancoras do navio, do 3 a 4
quintaes cada urna e urna porclo Jo cabos Mfh
nho,por proco commodo: na ra da Madre-uo-ucps,
loja de Jos Antonio da Cunha & IrmRas......
Vende-se um sitio na estrada de S.-Amaro para
Belm nassando a ponte o primeiro
Vendem-se 2 cscravasde nacSo, urna
hoavondedciraderua.e a outra recolh,d.,equ
t*7 todo o arranjo de urna casa : estas escrwras so
"m servido a um senhor o por este so,pt he
que so vondom : na ra do Livramento venda n.d.
Na loja nova de livros do pateo
do Collegio*, de Joo da
Costa Dourado.
vendem-se ricos e differentes madras ***
santas, com moldura dourada, e por preco moli
commodo.
SALSA-PARRILHA DESANDS.
Este excellente remedio cura todas a nfern,-
dades.asquaes s3o originadas pala, impureza ao
sanguo, ou do systema ; a saber : ,..
F.scrofulas, rheumatismo erupcees cutneas,
brebuthas na cara, homorrhoides, doencas chroi-
cas, brebulhas, bertoeija, tinha, mchaQOes, ores
nos ossos e jnntas, ulcar, doencas venreas, cianea,
enfermidades que ataeam pelo grande uso do mer-
curio, hidropesa oxpostos a uma vida extrava-
gante Assim como chronicas desordena da cona-
tiluicao serHo curadas por esta tRo til appro-
vada medicina. ... .
O extracto seguinte he de uma carta receida do
Sr. Mace, pois sua niulher foi atacada de eseroru-
las no nariz, dasquaes^os melhores doutores em
Franca a nflo poderflo tratar.
I Rennes, departamento de Illa e Vilain.
i Franqa, julhol7de 1844.
Sts. Sands. A salsa-parrilha mandada por Vra.
foi recebida com a maior satisfago possivel, minha
mulheratomou, eem pouco tempo se achou me
Ihor: pelos grandes beneficios que recebeu desta
medicina, a considera como uma das melhores me-
dicinardo mundo para laes doencas, poia dou-
tores do alta sabedoria nunca a poderam tratar. Mi-
nha mulhcr a contina a tomar at se acnar in-
leirainei)to boa. Por favor nos queira obsequiar com
alRumas garrafas o mais depressa possivel. brs.,
nos teremos o gosto de fazer conhecer a sua medi-
cina entre os nossos amigos, assim como entre o
novo: sem duvida ser usada aqu, bem como em
todo o mundo, como elcaz medicina para alliviar
e tratar o corpo humano.Tenho a honra de ser o
mais atiento venerador. .
'rica o superior qualidade; furta-crese outras mui-1 Aterro-da-Boa-Visia, n. w.
do lado di-
passando a ponte t
relia com muitos arvoredos de fructo, paste para 8
ter-
mais
mesmo si-
vaccasde leite 3 viviros, baixa para capim
reno para plantar tambem so vende oulro
pequeo na mesma estrada : a tratar no "
lio cima ou na ra Direita, n. 4.
- Vendem-se duas pretas mocas, com habilida-
des uma das quaes tem 2 filtros, um de 4 annos,
e o ofltro de 2 : as escravas sflo mocas, do bolilla
figuras nflo leem viciosnem achaques: na ra da
Concordia, passando a ponlezinha, a direita -
guada casa terrea, se dir quem vende.
N. l. ru LouisPhllippe.
I LegacRo dos Estados-Unidos,
j Berln, Prussia, abril 8 de 1846.
Srs. A. B. & D. Sands.- Srs., lendo-se a sua sal-
sa-parrilha usado nesta cidado. com grande effeite,
cm casos mui severos de escrfulas, me pedem tres
duzias de garrafas da sua medicina as quaes as es-
pero sem falta que para, isso rometto o P8me|-
to Espero que Vms. fiquem de toda a certeza que
a composicao de salsa-parrilha he urna das melho-
res medicinas do mundo, assim como se va in-
troduzindo muito entre opovo -Sou o mais aliento.
Tkeodor S. Fay.
Proparada o vendida porjuntoea retalho, assim
como se exporta por A. B Y. D. Sands, *MWI
droguistas, n. 100, Fulton-Street, esquina de Wil-
liam, New-York.
Vendo-se na botica do agente, Vicente Jos de
Brito, na ra da Cadeia-Velha, n. 61.
Va loja nova de livros, n. 6,
do paleo do Collegio, de Jilo da Costa Dourado, sem:
pro achar-sc-ha apudautas, procuraOes e letlras ja
selladas, e a qualquer hora, at 8 da noite.
MEZ MARIANO, .
vende-se a mil rs. : na praca da Independencia,
ns. 6 e 8.
No Paseio-Publico, n. 8, lo-
ja de uma s porta, parede
e meia a fabrica de chapeos
de sol,
vendem-sc chapos de sol, de soda com armacto
de eco e cabos de marfim de muilo bom goslo, pe-
lo barato preco de 5,500 rs. Na mesma loja ha um
sortimento de todas as azendas por preca muito
commodo.
Na ra das Agoas-Verdes,
n. 46,
vende-se uma bonita moleca de idade de 1
nos, com excellente habilidade; quatro
para todo o Jfervico^ uma parda ^um
lalo ptimo pagem
cravo bom carreiro
iequinho de lannos. .
--Vendem-se alguidaros de gomo, vidrados, gran-
de, proprios para lavar meninos, por Proocomn30;
d0; a 2,560 rs: na ra Augusta, n. 1, sed.raqucm
Ve~-eVende-se m mulatinho de 5 annos, muilo
sadio e robusto i lambem se troca
nha de 9 a 10 annos pouco mais ou
0-K?& S negrinha de ^f- ; um. mu-
lalinha de 14 annos; uma preta A 18 annos 4 ai
tas mocas, de bonitas ligeras ; "%""?$,!??
sapateiro; umditocozinhe.ro; um o i,
um dito d nacSo, de bonita figura na ra Direita,
n. 3.
A 2#>500 rs.
Vendem-se cortes de cassas Je cores pannos li-
nos de lintas llxas, pelo barato preco de seto pata-
cas e meia ao corte, send.de sete vsras ; assim co-
mo um bom sortimento de faze..das,que se venden
aucadooaretalho pelos mais commodos preces;
trtesde fustflo, a 640, 800 120 r, de Me
cov'ado ;Vufl.s en, pac.'.,5,200 V**** Jjg
e 7,000 ris; madapoloes boas, a 3,000, 3,200,
3 600, 3,800 e 4,000 rs. ; dilos superiores, do 4,500 a
5 500 rs. a peca ; eoulr.s muiUsfazendasque serflo
d'atentes aos freguezes : na ra da Cadeia, toja .
50, de Cunha & Amorim.
escravas
bonito mu-
de idade de 18 annos; um es-
trs escravos, e um bonito mo-
por uma negri-
oenos: na roa


X
... Vendem-se ancorlas de
diversos tamaitos, com vinho da
Madeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade: no escriptorio de
Oliveira Iroios & C, na ra da
Cruz, n. 9.
FARINBA DE MIIJ10.
Vende-se, as libras superior farinha de milho,
excellente para po cangicas, bolos, etc., por
prego commodo: em Fra-de-Porta, ra dos Gua-
rarapes, n. 28. Tambero se vende, na mesraa casa ,
milho moldo, proprio para passaros.
Sarja mais barata nao he
possivel.
-- Vende-se superior sarja preta hespanhola pe-
lo barato prego de 2,000 rs. o covado : a sua quali-
dade he sudlciente para chamar os compradores :
na ra do Collegio, toja nova da estrella, n. I.
Ricos tapetes
para ornar salas, mesas, candieiros, lanternas, cas-
tices e campainhas, redondos, quadrados e trian-
gulares, bordadora de oleado, com lindas franjas
dola de todas as ooacs i luvas de torgal, proprias
para a Quaresma, ao ultimo gosto de Pars, pretas e
brancas com dodos o sem ellos, a 1,600 s. o par ;
alpaca do liiiho, a 6(0 e 800 rs o covado : na ruado
Qucimado, n. 87, novo armazem do fazendas, de
llayinundo Carlos Leile,
Lotera do Rio de-Janeiro
Vcndcm-se bilhetes, a 22,000 rs. e mcios ditos, a
11,000 r*., da 47.* lotera a beneficio da S. Casada
Misericordia: na ra da Cadeia, loja de cambio,
i). 38, de Manool Comes.
Vendem-se 10 escravos, sendo pretas com ha-
bilidades ; 2 pretos, sendo un driles do ncelo Cas-
ta ; ubi bonito moleque de 16 anuos; duas pardas
com habilidades ; urna mulatinlia de 6 anuos : lodos
soin defeitosnem achaques: no pateo da S.-Cruz,
n. 14, se dir quem vende.
Vende-se um temo completo do medidas de
pao, para seceos, novas; um (landres para azeilc
decarrapato ou mel, com as competentes medi-
das; 3 ensadas ,4 agoadores ; 2 forquilhas; l sis-
cador; e mais utensilios para sitio por prego ami-
to commodo : na ra Formosa, n. 2.
lirios trancados de listras e
quadros.
Vendem-se superiores cortes de brim trancado de
listras e quadros para caigas, de lindos goslos c
de'oa qualiilado pelo prego de" 2,000 rs. o corto :
na .ua do Collegio, loja nova da estrella n. 1.
Casimira elstica, a 7 covado.
Na loja da esquina que volta para a ra do Colle-
gio n. 5, vende-se casimira elstica de lila e algo-
do de lindos padroes e muilo cncorpada pelo
barato prego do 720 rs. o covado e que se torna
recomuiendavel para a eslago presente.
VEN O E-S
Chd muito superior
habricodo no Rin-de-Janeiro,\
Denominado Brasileiro,
o melhor que tein apparecido neste mer-
cado, pela sua qualidade ser mais supe-
rior do que a do mesmo cha hysson de
urna libra para cima, por prego com-
modo : no fim da ra da Aurora n. 4, a
fallar com Jos de Almcida Brrelo Das- Vyj
tos, das 6as 9 horas da manha, e de 1
as 2 da tarde. No mesmo lugar tambein c
se vende cha familia, da mesma provin-
cia com as niesinas condigOcs. '
Vende-se para fra da provincia
|t>u para algum engenho, urna parda de
ao annos com uma cria d 6 mezes
muito linda : a parda cose, cozinha ,
faz muito betn renda : na ra das La-
rangeiras, n i4, segundo andar.
Vende-se uma preta moga boa cozinheira, en-
gommadeira, e que faz todo o maisservigo de uma
casa : na ra do Vigario, n. 7.
Vendem-se 2 lindos moloques de 18 annos;
dous pretos de 23 annos, proprios para todo o ser-
vigo ;2 pardos de 16 a 25 annos, sendo um delles
carreiro; 2 mulatinhos de 8 a 10 annos ; uma mu-
latinha dol4annos; uma negrinhade 10annos,com
principios de habilidades; 4 pretas de 16 jan-
nos, entre ellas algumas com habilidades ;'um ca-
sal de escravos mogos, proprios para o servlgo do
campo } uma preta do idade, por 150,000 rs. : na
ra do Collegio, n. 3, s dir quem vende.
A 1,000 rs. o par.
Na loja de Cui maraes & Companhia confronte ao
arco de S.-Antonio n. 5, vendem-.io meias de seda
preta curtas pelo barato prego de 1,000 rs. o par.
Vendem-so postillas da analyse do constjtuiglo
para o segundo anno da academia de Olinda ; ditas
do direito publico para o primeiro anno : na ra da
Madre-de-Oeos, loja n. 36.
Venderse uma venda com poucos fundos, eni
bom lugar para negocio, nO largo de S -Jos son-
de no ha ontra a qual tem muito poucos commo-
dos para familia : o motivo por que se vende he
por ter o seu deno de retirar-se para fra :a tratar
na ra de S.-Jos, n. 2, a qualquer hora do dia.
Milho.
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes da
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
FARELUNOVO,
a 4^800 rs.
Saccas grandes d 3 arrobas com fardos: no arma-
zn) de J. J. Tasso Jnior, na ra do Amoriro, n. 35.
Vende-sel diccionario italiano-portugueze vice-
versa em 2 volumes grandes ; Gmeiner, direito ec-
clesiaslico 3v.; Goldsmith's Romn history, 1 v. ;
dita um porluguez ,1 v.: na praga da Independen-
cia loja de encadernago, n. 12.
Vende-se uma escraaa recolhida, que cose chflo, faz lavarinto e ponto de marca ,
ensalma e tem principios do engommado e cozi-
nha : he muito fiel e nllo tem viciofcnem achaques :
na ra do Sebo. n. 3S.
Vende-se uma preta 'crioula de bou ka figura ,
que cozinha, engomma bom faz rende e lavarinto
o melhor possivel, cose lava fle varrella es-
tava criando, ainda tem muito bom leile, o porisso
lio propria para criar: o motivo por quo se vonde,
so dir ao comprador por isso que so se vende pa-
ra fra da provincia : na Ca.mboaydo-Carmo, n. 33.
Vende-se um pardo de 18 a 20 annos proprio
para pagcn>, no tem vicios, porque no bebe e
nem fuma : na la da Cadeia do llecife, n. 11.
Vende-se urna pela de 30 a 40 annos comal-
gumas habilidades : na ra hireita n. 93 segundo
andar, na esquina do becco do Serigado.
Rio-Formoso.
Vende-se Uma obrigag.no do Antonio de Paula Ma-
dureira, morador no Itio-Formoso : na ra da Ca-
deia do Recife, n. 8.
Vendem-se presuntos, baldes e tinas proprias
para lava*r roupa; vasso'ura para varrer salas e ta-
peta* : ludo ltimamente chegado dos Estados-Uni-
dos : ua ra da Cruz, n. 7, armazem do Davis & C.
Novp panno para lenco es.
Vende-se superior panno para lenges, com 8 *
vara de largura, pelo barato prego de 3,000 rs.
vara : est fazenda ha melhor do que a bretanha de
Irlanda, da mesraalargura.quo ltimamente se veu-
deu nosta mesma loja por ser de puro linho : na
ruado Collegio, loja nova da estrella, n. I.
Chcguem, freguezes, a loja de
Manocl Joaquim Pascoal Ra
mos no Jr*asseio-P n. 19,
aoscortes.de cambraia de todas as qualidades a
1,920, 2,000, 2,400, 2,500 e 3,000 rs.; ditos de t'ar-
lalana branca, a2,400 rs. com 9varas; cambraia
de quadros com 9 varas, 2,400 rs,; lengos de seda
para mo, a 1,000 rs.; ditos para grvala, a 400 rs. ;
ditos do cassa, a 200 rs. ; chitas para coberta a 200
rs. o covado ; pelle do diabo e castores, a 200 rs. o
covado ; chitas, a 120, 140, 160 o 200 rs. ; riscados
franceses a 200 rs. o covado ; pegas de algodo a
.2,000 rs. ; ditas de madaoolo de todas as quali-
dades a 3,000, 3,500 4,000, 4,500, 5,000 O 5,200 rs. |
chapoa de sol, a 5,500 6,500 rs.; cortes de lila
2,500 rs ; ditos do casimira, a 6/rs.; e-oulraa mu i tas
fazendas por prego mdico.
Vende-se linha de linho pa-
ra bordar, a mais fina que ha : na*
ra do Cabug, loja de miude-
zus do Guimares.
Vendc-se uma venda, sita na ra [arga do Ro-
zarie, n. 23 sorlida, bem afreguezada para trra e
quo tamben vende para o matto : o motivo por que
se vonde he por no se querer usar mais deste ne-
gocio, ese querer liquidar com a praga: a tratar
ua mesma venda, ou na ra Formosa, 11. 5, que todo
o negocio se fara.
Vende-se um molecole pega, de naglo. de 20
annos, o que no carreiro: no pateo do San-Pedro.
n.7.
Chegaram as verdade-
ras pi lulas vegetaes do Dr.
Brandreth, viudas no hrigue
Putuam, da l'hiladelphia, as
quaes se vendem na botica
de Bartholomeu Francisco de
Souza, na ra larga do Roza-
rio, 11. 36.
Vendem-se saccas com feijo mulatinho o bran-
co ; dilas com farinha fina ; ditas de arroz pilado; di-
tas com milho : na ra da Cadeia do Recife, n. 8.
SSSF
SSF
Vonde-se superior farinha de trigo de Trieste,
chegada no ultimo navio: no caes da Alfandega ou
na ra do Vigario n. 9 a Tallar com JoSa lavares
Cordeiro.
Vende-se a armagflo da venda da ra da Cruz ,
n.66; uma blanga grande; dous bragos pequeos
do autor Romo ; temos do medidas; coutros uten-
silios : na ra deSenzalla-Nova, n. 4.
Vende-se um cavallo alazo, novo, gordo e bo-
nito com muito bons andares: na ra do Quei-
mado, n. 51.
Vendem-se acedes da ex-
mela companhia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, ra da Cruz,
h. 9.
Vende-se, ou arrenda-so um'grande sitio na ra
Imperial, com duas moradas de casas, urna para
grande familia, na frente da ra e outra mais pe-
quena dentro do mesmo sitio com bons parreiraes
c militas fruleiras de boas qualidades todas.novas
e j dando fruto, com um grande viveiro 110 lundo :
na ra Direita, n. 135, loja do cera onde se fara
qualquer dos negocios, por seu dono ter de retirar-
se por molestia.
Vende-se uma bonita oscrava do Angola da
20 anuos quo cozinha bem engomma e cose : no
becco do Sarapatel, sobrado n. 12.
Vende-se, por barato prego, urna agu ha do
marear, dous oitantes urnas taboas americanas ,
unas ditas inglozas, duas ditas usadas, um trata-
do praticodoapparclhodos navios: no Recire, loja
de cabos, do Sr. Caetano da Costa Moreira.
Vende-seum preto de nago, muito bom co-
zinheiro.e que faz toda e qualquer comida que se Ihe
mandar fazer; um moleque de 8 annos; tfm mula-
tinho da mesma idade: na ruada Penha, n. 21, pri-
meiro andar. Na mesma casa aluga-se uma preta
moga que sabe fazer todo o servigo de uma casa de
pequea familia.
VENDERSE
esto jos com duas na vainas in-
glesar*, para barba*
fabricadas pelo melhor autor, chegadas prxima-
mente de Inglaterra, a 2,000 rs. cada estojo. Estas
navalhass3ogarantidas, porque, nflo s se trocam
as que porventura 11 io saiam boas, como tambem se
restitueo seu importe, quando o comprador por
acaso se nao agrade de nenhuma dolas, depois de
as experimentar, istoestando sem ferrugem e bem
tratadas: tambem existe ainda para vender uma
pequea porgo das da China 1 na ra larga do Ro-
zaris, loja demiudezasdo Lody, n, 35.
Hola cli i nlia de ara ruta,
ltimamente chegada do Rio-de-Janeiro ,. na barca
Commercio, em latas de 6 libras, pelo diminuto pro-
co de 2,000 rs. cada lata : no caes da Alfandega ar-
mazem n. i,
JE^ Vendem-se chapeos de superior
yr%^c.islor, brancose pretos, por preco
tu 11 lo barato : na ra do Crespo, n. 13,
lojt de Jos* Joaquim da Silva Maya.
A 1^600 rs o covado.
Vende-se merino preto do 7 palmos de largura ,
pelo barato prego de 1,600 rs. o covado : na loja da
esquina que volta para a ra do Collegio, n. 5, de
Guimare & Companhia.
Novos gambreoes.
Vendem-se cortea de caigas da excellente e supe-
rior fazenda denominada gambreo, pelo barato
prego de 1,800 rs. o corte: esta fazenda tanto em
gosto como em qualidade, rivalisa com as melho-
res casimiras : ha ra do Collegio, nova loja da es-
trella, n. 1.
SAL.
Vende-se sal de Lisboa, chegado ltimamente, a
1,200 rs. o alqueire, medida vcllia : no becco de Ma-
nool LuizGongalves, armazem n. 4. No mesmo ar-
mazem tambem vendc-se sal do Ass chegado no
patacho l)ou$-Irmos.
Vendem-se chitas limpas, muilo oncorpadas o
muito fortes a 120 o 160 rs. a relalho o as pegas ,
a 4,800 e 5,500 rs. : na ra estreita do lo/ario, n.
10, terceiro andar.
Contina-se a vender boa manleiga, a 400, 480
e 800 rs.; banha de porco, a 440 rs. caf moldo a
160 rs.; ilito^ftn gro, a 120 rs.; cha hysson, a
4,920e 2,560Jn.; toucinho do Santos, a 200 rs.;
dito de Lisboa a 320 rs. ; cevada nova a 100 rs.;
espermacete americano, a 800 rs. uoarnaba do 6,
7 e9em libra ,a280rs.a libra; bolachnha inglo-
za a 220 rs.; assucar inasctvado a 50 rs.; dito so-
menos, a 60 rs.; dito branco, a 70.e 80 rs. ; dito
braneo lino, a 90 rs. ; caixes de doce do goiaba ,
muito bom o do 6 em arroba a 880 rs. : no pateo
do Carmo esquina da ra do llcrtas, lado direito,
n. 2.
Vendem-se collecgOesde vistas de Pernambuco,
sendo as da ponteda Roa-Vista,ponte do Recife, Dom-
Jesus, Olinda, Pogo-da-Panella e Cachang, feitas ao
beneficio da sociedade da Reneflcencia ullomaa e
suissa : no armazem de Kalkmann & Rosenmund ,
no hotel Pistor, naslojasdosSrs. Luiz Antonio Si-
qu^ira da Snra. viuva Carjozo Ayres & Filhos, na
rua.da Cadeia do Recife ; as lojas dos Srs. Santos
Neves c CuimarSea, na ra do Crespo ; do Sr. Jos
de Alenquer SimOes do Amaral, na ra Nova; o do
de mesa, de 4 palmos e meio do largura, a 640 rs
vara ; lengos brancos de cambraia com boiraaberi'
a 300 rs.; chita de coberta, a 200 rs. o covado j..'
para vestido, de cor lixa, a 160 rs.; lengos bord'adn,
a 320 rs.; cortes de vestido de laazinha, a 3,200,
camisas de meia. muito suporiores.a l,400rs chai'
de seda, a 10,000 rs.; mantas do dita, a 8,500 r
chales de 18a e seda, a 4,500 rs.; setim preto, a 2 a
rs.; bicos de varias qualidades; e alm disto'u
completo sorliment de fazendas, proprias para'osb
praga e provincia. "
Vender, para fra da pro.
vincia, ou para o mallo, uma ne
grinha crioula, de 11 a 12 annos
muito robusta e forte, ^ue nSo
tein habilidades : na ra de Hor-
tas, casa terrea n. 62.
Conliriuam-se a vender,
na ra da Cadeia do Re
cife, n. 37, caixas com
cera em velas e mais
brandoes fabricados
no R'o-de-Janeiro, e efn
Lisboa: sortimenlos ao
^o'sto do comprador, e
por mais commodo pre-
co do qualquer parte.
Escravos Fgidos.
Sr. J. Chardon no Aterro-da-Roa-Visla.
Palitos de fogo.
Ra d Qucimado, n. 16
Vende-se a melhor qualidade destes palitos,
em porr.no e a retalho, chogados recenlomente de
Vienna da bem conhecida fabrica de A. Bcjor de
cujosse aliangam a superior qualidade.
Sarja hespanhola.
No novo armazem de fazendas, de Raymundo Car-
los Leile, na ra do Queimado, n. 27, ha chegado
nm ptimo sortimento da verdadeira sarja hespa-
nhola, a 3,200 rs. o covado ; tambem ha do 2,200,
2,500, 2,800 e 3,000 rs.; panno fino, prova de li-
mSo, a 3,800, 5.000, 7,000,8,000. 9,000 e 10,000 rs.;
chapeos francezes finos, do ultimo goslo de Pars ,
com aba maior, conformo a nova moda, a 7,000 o
8,000 rs. Neste armazem tambem"se vendem fazen-
das por atacado o mais barato possivel.
Vendem-se diversos escraVos, che-
gados prximamente do Cear sendo :
pretos, pelas, pardos e pardas : todos
mocos e de boas (guras, entre os quaes
uma preta com uma cria de mez e meio ,
com muilo bom leile ; um mulatinho de
8 annos pouco mais ou menos, proprio
para andar com criancas em casa : na
ra do Crespo, loja n. 2 A, se dir quem
vende.
Vende-se um moleque crioulo do 7 a 8 annos ,
proprio para aprender ofllcio ou acompanhar me-
ninos: na ruadoltangel, restilagSo n. 54.
Loja de Magalhaes Irmo,
na ra do Queimado,
u. 46.
Nesta loja venuem-se ertes do cassas de cores, a
3,000 rs.; ditos de cambraia branca lisa, a 3,200 e
4,000 rs ; lengos de selioi.de cores, para grvala, a
3,200 rs.; meios ditos, a r,600 rs ; cambraias abor-
tas, a 4,200 c 4,500 rs. o corte; dilas brancas aber-1
Ua, a 4,600 ra.; muito superior panno para toalbas |
Fugio, no dia 15 do corrente o preto Pomin-
gos de nagfo Congo ; representa 24 annos pouco
mais ou menos ; he offical de chapeleiro alto, mi-
gro com falla do dous denles na frente da ipirta
superior; he muito pronostico; costuma dar o ri-
me trocado; levou caigas de ganga azul por cima do
outra de estopa camisa de algodo ; tom uma pe-
quena marca de um golpo no beigo superior : quem
o pegar leve-o a seu senhor, Antonio Jorge, na
ra Relia, sobrado n. 37.
-- Fqgio, no dia 18 do Janeiro, um cabra, de home
Joaquim, alto, reforgado," de idade, coma barba
branca cabellos corridos o bem pretos; ievoo um
surrilo de pelle de carneiro, chapeo de baeta usa-
do, caigas de algodo de listras rota no assonto;
tem os tornozellos dos ps um tanto incitados. Es-
te escravo j foi preso em S.-Lourengo-da-Matta ,e
tornou a fugir junto aos Remedios,, do poder de
uma pessoa que o conduzia para esta cidade; vio
do Maranho e diz ser de Caxias : quem o pegar le-
ve-o a ra do Vigario, n. 24, que ser recompen-
sado.
Fugio, no dia 12 do corrente, um pardo, do no-
mo Vicente de 40 annos, alto, reforcado do corpo ;
tem os pese as mos bastante grandes o largos, e
o corpo cheio de carogos que parecem lobinhos, pro-
venientes de molestias venreas; lovou caigas azues,
camisa branca e bonete, de panno azul ji velho:
quem q pegar leve-o a ra das Trnchelas, n.50,
prime iro andar, que ser gratificado.
Tem boa gratifica gao,
quem pegar o escravo Jacob, crioulo, do 18 a 90 an-
nos estatura e corpo regulares, mombrna bem des-
envolvidos, cflrum pouco fola nariz <;haio, fajla
branda e humilde ; levou duas camisas de algodio
trangado azul, e caigas do mes^n panno listrado ;
evadio-so do engenho Utinga-de-Cima da frogue-
zia do Cabo aoamanhecer do dia 11 (lo corrente,
associando-so em sua Tuga i um escravo do engenho
Bom-Fim, Iimitrophe daquelle, pertenecnte to
coronel Bernardo Tolenlino Manso, o qual socio
chama-sn Joaquim ; he cabra, de 16 a'18'annos;
tem os denles limados; baixoesecco do corpo; na
probabilldadede terem seguido para o Recife, por
terem do ambo* comprados em aquello lugar, o
primeiro aoPoituguez Francisco Dulra Macedo, mo-
rador no Arncaty, e que negociou com escravos pa-
ra esta provincia para onde veio com este no -
por Poraenie na sua entrada neste porto no dia 17
dejunho do anno prximo passado;o segundo
comprado pelo actual possuidor ao Sr. Antonio Ri-
cardo do neg, morador n ra do Collegio. Roga-
se as autoridades policiaes que deitemsua vistas
para estes dous escravos que talvez mudom do no-
mo para se suhlrahirem as pesquizas, e sendo cap
turados no mallo podero ser enlregUos em um
dos engenhos mencionados cima, o na praga, era
casa do Sr. Manuel Ignacio de Oliveira.
Fugio, na noitedo 10 do corrente o escravo
Joaquim, de nago Cabinda baixn, eheio do cor-
po do 40 annos para cima cr preta, pouca barba,
o biRodes algum tanto crescidos, beigs grossos, o
no inferior tom algumas marcas de eridas; tom nos
calcanhares signaos de qucinj tevo bicho; levou
caigas de algodo de listras com o astento escuro,
ceroulas do algododa Ierra e camisa dalgodao-
zinho azul trangado: quem o pegar, leve-oa ra Soledade, n. 72 ou a ra das Cruzcs, n. 30, que se-
ra recompensado.
-Fugio, no dia primoiro do corrente-, do eoge-
nho Matapiruma. o pardo alvacenlo., do nomo
Querino ; tem alguma cousa de aga e pinta de sar-
nas alto do corpo bragos e perns compridos e
grossos ; tem una cicatriz, ou couro frangido em
um dos lados do pescogo; tem os denles aterios,
bocea grande; he metlido a forro: quem o pegar
levo-o a Cairuto Jos Vellozo.que sera bem pago.
Fugio, no dia 3 do correte ,m proto de nl-
gao de nomo Joo, de estatura regular, olhos gran-
des ; fol escravo do tinado JoS, irmo do tambem
fallecido Joo da Silva Santos, e boje de Joaquinr
Marinho FalcSo : quera o pegar leve-o a ruafdo llan-
ge n. 11, segundo andar, a Francisco Jos, de Mi-
isto que gratificara generosamente.
ER.V, ; NA T*P. DE S. f.
DE FAJUA. ~-lMv
I


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