Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05486


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Full Text
!S-
iSO
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(i
e
Anno oe 1848.
Segunua-feira
. O 0//#ff/O palilica-je todos os din que n5o
ftrem 'le purd< i o preifo da aticpiilarc, he de
t^tnM' rs. poi qunrtel, pairo fiiantidot. 0 an-
nuocios dos assijnantes so dserjni i ruso de
jb rs. p1"" linht iO rs. em >vpo diUrrenic, e as
repel?*** pe melada. Os pie ,o ferem ssig-
nnl Pg,r" ,0 por linli i, elOi'emtypo
dillereole, por cad. publicado.
PH ASES A MJA NO ME'A DR A IO.
I.ua ora. 1. a horas e 54 m!n. da man').
Crcente a H*. aos 88 rain, da raaoh.
Luaeheiaa 18. H 4 e JI mo. damanb.
|dini;oante 6 i% 8 e 17 min. da manh. .
PARTIDA DOS CORRKIOS.
Goianna, Parahlita as segundas esexta.1 reirs
Ro-Ora ode-dn- Norte quintas feirasaoraeiodia
Cabo, Serinlmen.RioPorinoso, Poito-Calvoe
Macelrt. no I.*, a II e 11 de cada raer.
Garnnhuos e Bonito, a 8'e S.
Boa-Vi*ta e Plores, a 18 e J8,
Victoria, s quintas-leiras.
Oliuda, todos os dias.
PREAMAR. DE HOJE.
Primeira, as 1 horas e ai minutos da Urde.
Segunda, as 8 horas Uminulos da manha
DIARIO DE P
ue faio
<.,iiiat> ir1 .
- at
Srf"
DAS da semana.
U SaganHi. S. Iiidoro. *.lid. de J. dosorph.
do J. doc. da 2 e da 1. I. v.
IG Tema. S. Joo Ncpoinucenoi Auil. do J.
do civcl.eHo J. de paz do 2 dist de t.
17 Ouert. S.PaeSl lli-yUo.Aui. doJ.de.
civ. e do J. de par no 2 dist. de t. .
18 Omni. S. Venancio. Aud. o l.doaorph.
a do J. m. da I. ara.
It Seita. S. Pedro Celestino. .,,|. ,\n J, cU|Pi-a<
civ e rio J. a> pe do i cist. de u
70 SabUdo. S. Berntdino decir.a do J. de paz do I dist. de t.
SI Oommjo. S, Mancos.
CAMBIOS NO DI A >2 DE MAIO.
Sobre Londres a II d. por It vi. a das, Nom
> P*ns 14S a 1&A rs. por Franco,
a Lisboa 10i> par l no de premio.
Dcsc.de latirs de boas lineas a i '/ V ao m.
OuroOuckt hespanholas.... 2910" a J0'&'>
ModasdcO.ODvelh. 16*800 a I84CO
a defiOHuov.. I6|T>00 a It00
'htfOee'..... ali'OO a H0
-P.teees........... i|S0 a !#*
Pesos eolumnaras... l|4b a l*ta
Ditos roes lesna*).... IftOO lisao
Miuda............. IIM0 a t#ea*
Acedes de comp.rfo Heberibe de&0|000 rs. ao par.

I
4
-Jf-
PARTE OFFICIAL.
GOVER.NO da provincia.
EXHMENTE DO DA, 12 DO CRRENTE.
(
ORIctos, Aos Exnis. presidentes das provincias do
tul, participando que esta de Pernambuco rica tranquil-
la, apezar de terem apparecido algiins disturbios era va-
rios pontos della.
Dito Ao Exm. presidente do Piauhy, aecusando re'
c rpcao de dous ejemplares do cdigo das leis deisa pro-
vincia, promulgadas o anno passado.
Dito. Ao commandante das armas interino, decla-
rando que vai ser levado consideraeo do governo im-
perial o seu ofQcio de 11 dcste mes, oerca do I, len-
te do2." balalbao de artilharia a pe, Joao Marinlio Ca-
valcantl de Albuquerque, que pretende passar para a ter-
:elra classe.
Dito. Ao meslo, recommendando mande receber
c aquartelar o major, 2 caolines, 1 cirurglo ajudante e
lM pracas de pret, inclusive 4cadetes, do 5.* batalhao
de fuzileiros, vlndos do Maranho a bordo do vapor Per-
i ruim bacana. Officlou-se arespeito ao agente dacouipa-
| nliia das barcas de vapor.
Dito. Ao tenen te-coronel Antonio Gomes Leal, dan-
do-se por intclrado de haver S. Me. entrado ao exerci-
clo de director interino do arsenal de guerra, no da 11
do corrente.
Dito. Ao Inspector da alfandega, ordenando que
consinta no despacho de 1540 granndrirns com bayone-
tas, compradas aos negociantes Me. Calmont & Coinpa-
uhia, para o arsenal de guer/a, e declarando que eme-
litante despacho deve de ser livre de dirritos e inais des-
pezas. Ofnciou-se a respeito ao inspector da ibesou-
raria da fazenda, ao director interino do arsenal de guer-
ra eao coinmissario-pagador.
tos de todo o coragflo frsncoz; por amor da paz oomlpor intermedio J> i>BiW|tl sjUniatro liplia vendida 10
todos, da paz em toda a parte sacrilicou os limites I tim favor! a indifjBeSo dcFranqa fex o'xplosflo. Ao
doRheno,sacriiicou a Polonia, renuncio, a Bolgi- Imesmo lempo, Gifarain, dwtlndo cxmi Guitet, tor-
ea, comprimi por toda a parte as tendencias desen-1 mla ootf4 o ministro utit k|lpn aeasac/^-
volvidas pela reVoluoilo do Paris, e por lim tinlolpositlTas ilea^UililllllH^llMW^
propoz para tnanter a allian^a ingleza e a icn/e I l>licefto, eawistercii do jornafist r*s consi
cordiale. jda pelo paiz tomo aeonfiasao do ministro : o paiz
O povo agitava-so, o povo amotinava-so reholla- [rio que at paralos se rendiatn IMefim outro acto
va-se: plvora, bala, o estado do assedio, os proces-1 do vonalidadu na distribuico dos empregos publi-
sos-monstros o repriman) ; os clubs manda va m as-Icos he denunciado em cmara: e o njiftistro^e dc-
sassnos; ah, magnnimo, o re per.ioava-lhes o 'fendeu, como o Sr. Aureliaoo defendis o seu amigo
supplico dos parricidas; erara guiholinados, mas!presidente da cmara de Valonea, pllhado em fla-
n.1o so Ihes docepavam as mflos.'.... Leis de im- Jgrante dolido de concussflo: comopararos aurelia-
nistas era estylo guardarem era sitas casas, que nSo
nos cofres das cmaras, os cotilos do rg. aellas, tg-
sim em Franca era estylo vendor-se pof esse pe?o
cerlos empregos.
A nagilo franceza entSo roconhaceu oue eslava
entregue a tranpolineiros, o urna nacjlo tirios nllo
supporta semelhanta jugo.
Basta por este numero, proseguiremos aoianhSa.
(Brosi/).
Portarla. Noineando Interinamente para o lugar de
ajudante do director do arsenal de guerra aocapitao Sal-
vador Coelbo de Drumond. Parlicipou-se ao comman-
dante das armas interino, ao director interino do arse-
nal de guerra e ao coinmissario-pagador.
Dita. Reintegrando no cargo de subdelegado do 2."
districto da fregueiia da Escada a HrazCarneiro Leo.
Conununicou-se ao deseinbargador chefe de polica In-
terino, que propozera seinelhante relntegracao.
INTERIOR.
POLTICA GERAL.
A RBVOLUgiO FRANCEZA.
II ARTIGO.
prensa rigorosas empobrecan) os cofres dos jomaos,
o alulhavam as cadeias com seus testas do ferro ;
leis contra o direito da associacflo obrigavam os
turbulentos a desistirem de combinagOos e planos
de motins, ou a terem a audacia de serem conspira-
dores.
Eassim se mantuve um poder sem base por esparo
de perto de dezotoannos, quando Napoleflo, com a
base da soberana do povo e a adheso do exorcito
ao pdrtwiu vencedor de toda a Europa, so so manto-
ve quartorzo anuos, e os Hourhons, com-a baso res-
peitavel dalegtimidade s se mantiveram quinze
annos / Sm, Luiz Phllippe foi dm re portentoso ;
a Europa ntoira o acclamou o Napoledo da pas, ain-
la ltimamente o jornal o mas concoituado do mun-
ttulo. Sim, nunca nos desdiremos, n3o conhecemos
estadista maisadmiravcl do que Luiz Philippe.
Guizot era o instrumento mas intelligenie dessa
alta nlelligencia ; a rapidez do sou espirito, filha
talvez da rispidez da sua onga religiosa focalvi-
PERNAMBUCO.
Cmara municipal do Recife.
SESSAO EXTRAORDINARIA EM 26 DE ABRIL
DE 1848.
nsmoj, o tom absoluto e terminante di sua eloae- n,tes ;,,!,rs' ?'"?'. ,''gid, *?"""
ca, filha dos hbitos do profesorado : seu S- no "arat!i ""T^' ab,"0T 1 SeS^'
dn.V: uZZLm ...,i i.,. V 'j..:. ..p,rorVn e opprovada a acta da antecedente.
Dissemes em nosso numero passado que Luiz Phi-
lippe era o primeiro hmem do estado da poca ac-
tual, ereconhecemos que he por certo esiranhavel
cssa uossa asserglona occasiflo mesina em que a-
presontamos os erros gravssimos, com que den elle .
cabo da sua drnastia. Esse estranbamento,' porm, IC8S felIcitagOes, que tirilla alguma occasiilo de pra-
acabari s com urna reflexSo : de lodosos govor- i zeri cra necessariamento muito amado, at idola-
nos que se tcem succedido m Franga desde 1789, o|'rai'0 pelos l'rancezes: enganou-se. Persuadio-se
rno de Luiz Philippe, apezar de ser omaisdif- q"o quein tnha a affeigUo' a mas pronunciada do
imln nm moiKiC colilla Kacn fn* a >>, _^f. 'irilfi t> It't I it ra 1 a aAimua ****>* _I..m i .. J^..1. i*.
dos cstudos historeos, ludo isso lhe dava tal auto-
ridade sobre as cmaras, sobre a olygarchia eleto-
ral, que I.uiz Philippe. como dissemos, o consido-
rava o seu mas hbil instrumento.
E apezar de ludo o re e o ministro commctleram
um erro gravissmo, e que talvez polticos muito
ordinarios houvcssem evitado. Sera isso inexplica-
vcl se j o velho Horacio n3o houvesse dito : A-
liquando bonut iormitat llomerut. Res e pootas, to-
dos dormitam, com duas nicas dfferengas : os reis
tcem para os embalaren! a lsonja,o interesse dos que
o cercam, o poeta tem a miseria e a fome; o poeta
quando dormita, escrove urna linha de prosa, e a-
corda para escrever urna sublime inspiracao qno
ludo lhe faz desculpar: os reis quando dormitam,
cordam no desierro.
Luiz Philippo enganou-se : persuadio-so que
que'm linha reinado perlo de dezoito annos, quem
linha lutado taas vezes vencedor contra os senti-
mentos naconaes, quem emfim era oNapeleiTo da
paz, quem se va rodeado de tantos signaes do tlr
quando soffna algum desgosto, de tilo entliusasli-
licil, spoiadoem mepos solida base, foi o que mas
temp'o duro ti. Nflo fallamos dos governos epheme-
ros daTevolugo : Luiz XVI constitucional, acom-
mum de.Pars, a commisso de saivagSo publi-
ca, o directorio ludo isso nilo pode entrar em
linha do conla. Porm, Napoleflo, com todo o pres-
tigio da sua orgem. das suas victorias, dos seus
immensos talentos cm ludo o quo he de governar
povos, s foi imperador 9 annos, s domnou como
cnsul 5 anuos : a restauragflo, apezar da base lar-
ga da legilmiJade, em dous reinados pode apenas
complUr 15anuos: Luiz Philippo foi re mas de
17 annos e meo !.... E entretanto vejamos 8s difl-
Culdades.
O poder monarchios lem duas bases possiveis, a
legitimidade, a soberana popular. A legtimdade
a mas segura, repugna rasffo humana, he um rer-
feilo anaclironsmoso a quizermos basear no prin-
cipio : o poder dos res vem do Dos; miisa/e-
gttimldade que se transforma em Ugalidade, que tem
ima orgem antgs, essa he poderosa : Luiz Phi-
lippe a nfio linha por si : para os legtimstas era
um usurpador feliz.
A soberana popular he a base a maii rasoavel e
verdadelra, desde que a rasilo humana seconvenceu
le que as nagOes nSo eram rebanhos, de que os reis
C'amhomens como todos os mas. Luiz Philippe a
rulo linha e renegou a que poderia tor : para os ho-
mens da soberana porwlar era ou um usurpador, ou
um renegado.
Um-usurpador. Sabem lodos como foi feilo ro
luiz Philippe : um impulso doenthusiasmo de La-
'yetle que bradou ao povo vencedor: -- um re
destes lio a mclhor de todas as repblicas o fez
apparecer. Urna cmara, eloita para outros Ijns e
sem mandato especial, metteu-so a reformar a cons-
iiiuigao do estado, e deu o throno ao recominenda-
uo do rarayetto. O povo nito foi ouv.ido, o a acquies-
cencia tacita, contra a q.ual alias se pdem conside-
rar constanlcs froleslos essas sublevages do tantas
cidades importantes, essas multiplicadas tentativas
do an^ssinatos, nfio pode ser invocada por quem
sabe que he axioma do d.rcilo publico que os diroi-
nao uo nSa "UnCa Pre6Creve,n lo
Um negado. Foi a victoria do povo em Itilho
quem levou a cmara ou o3o2, a fazerom reJ| z
h.|.ppe u ongem, pois, da soberana popular Po-
'dia 8er por elle invocada : em vez disso, agarroU-so
elle ao absurdo da qua.l-hgiHmida*, baeou aeS
poder nesso absurdo.. E entretanto renou 17 annos a
E como reinou ? contrariando constantemente os
corpo clejtoral, e achava maiorias 13o docois o tilo
numerosas, poda dcscangar por serem essas maio-
rias as representantes dos Francezes; onganou-so.
O ministro o acompanhou no engao, embora sou-
besse quauto lhe havia custado em favorti do toda a
casia essa maioria, empenhava-se o seu amor pro-
prio de orador e de estadista elfffaze-lo acreditar
que era elle apoiado pela parto intelligonte e activa
da nagao. Os deputados da faminta maioria o ro-
deavain, aos seus ouvidos bradavam :-- somos a
ranga, e admiramos a V. Exc. o adherimos sua po-
ltica : essos que fallan) contra S. Ex. s3o uns fa-
mintosque querem empregos, uns anarchistas, que
a Franga nSo esmaga porque os despreza. A Franca
real somos nos, o V. Exc. he o seu ministro; vonha
porcm, urna (linha de logao do honra para inou ilho!
essas dez empregos do meu deparlamento para P. F.'
quelsaoeleitores do influencia, venha mas... ve-
nha... o sempre venha... E o ministro persuadia-se,
quo, fartando a insacavel avidez de 13o intoressantc
amigo, satisfazla os votos da Franga... Enganou-se.
A Franga, vilipendiada, esquecida, vendida a torpes
interessos, ergueu-se. Una dumonstragao popular
transformou-so em motim, o moiim em revolugilo.
O soll'rimento eslava em seu auge, os elementos da
conflagradlo estavam accumulados, faltava quom
lhe pozesse fogo. .
E entretanto, na Franga era a corrupgSe nica-
mente quem vicava o rgimen eloiloral; a organi-
sagSo desse rgimen com a exagerada elevagilo do
censo, pondo o paiz inteiro na tutela de algumas
centenas de eleilores, reduzimlo toda a populagao
ao ilotismo, fscilitava sobre-modo essa corrupgflo;
pois toda a olygarchia lio essencialmente corrupta.
O que, porcm, nflo seria, se os atrozes martyrios da
guarda nacional, da prisao arbitraria, do tronco,
das buscas, dos processos absurdos fossem emprc-
gados para vencer os recalcitrantes ? Guizot, porm,
e Luiz Philippe envergonhar-se-hiam de semelhanle
pensatnento se tilo torpe modo de vencer eleigOes
Ihes occorresso; a Franga os nflo supporlaria urna
hoia. Supportou ella mullo tempo a fraude e a cor-
rupgflo--. Oh! quem nos dera que a frau Ja e a cor-
rupgflo houvessem sido as nicas armas eleitoraes
dos nossos tyrannetcs!
A corrupgflo foi das causas que mas directamen-
te contrbuio para a ruina de Luiz Philippe: a mas-
sa da nagao quo nflo so sentava no pingue festim do
orgamento, indignava-se de ver que o producto dos
seus*suores, era devorado pelos deputados e pelos
seus protegidos; mas emfim sua indignagflo nflo
iprorompia em cxploses; eis quo um processso ver-
i'imSIDUSCIA DO SFNHOR 0R. SF.BT DAFONSECi.
Presentes os Srs. Barros, Egidio Ferreira, Dr. Aqu-
. sendo lela
pprovad
O secretario leu os seguintes officios:
Um do 1. vice-presldente desta provincia, de 19 do
corrente, participando ter lomado con tu da administra
cao da inesma provincia, por ter seguido para a corte a
tomar ausento na qualidade de deputado o concelhciro
Antonio Pinto Chlchorro da Gama. Intelrada.
Outro do mesmo Exm. vice-presldente, coistmu ni can-
do ter demittido do lugar de promotor publico do termo
desta cidade ao bacbarel Estevo de Mello Montenegro,
e nomcado em substituicao ao bacharel FsssocUco Xa-
vier Paes Brrelo. Ioteirada. m __. M^
Outro do mesmo Exm. vice-presldente, conanianacaa-
do ler S. M. o Imperador noineadOpara presidente des-
ea provincia ajo Exm. Sr. Dr. Vicente Pircada Motu, cota-
forme a carta imperial, quattraasniittia, dirigida a esta
cmara, e que S. Ex. deverla tomar posse hoje a urna
horada tarde. -* Inteirada.
Foi lilla a carta imperial expasJMa pela secretaria de
estado dos negocios do impvio em2deabril do corren-
te anno, participando a nomeacao dosMto presidente pa-
ra esta provincia, e depois da Icitura della, suspendeu
acamara a sessao ate que coniparajceate n Exm. presi-
dente nomcado, c com ctteito, coinparccendo Ule a hora
indicada, foi lntroduzido com as ceremonias do estylo
na sala das sesscs, onde apresentando a carta imperial
de sua nomea$ao de 2 do corrente, que foi publicamen-
te llda, prcslou o juramento do estylo, e assignou o res-
pectivo termo, depois do que relirou-se com as mismas
ceremonias, e levantou-se a sessflo. Eu, Joo Joi
Ferreira de Aguiar, secretario a subscrevi. flr. Nery
da Fonteca, pr-presidenle. Mamede. Ferreira.
A. de llarTus. quino. Barro. Barata.
Pal ajesa ordem do Sr. desembargador chele
4e polica, a preta liberta Domingas Francisca. Foi
recolhldo requltiso do delegado supplente em
excrcicio o soldado do corpo de polica Joaquint I-
nacl'FttM. Jesjjjiriae inalUncavcl. rMnmMMu
k Tofm drjSJSbdliegailo do Recife, o PrMges> Ka-
noel Joaquim da Silva Macleira, e o criouto ArMonio
Joaquim por erime de usn de arma defesa; e do
subdelegado de Muribeca, os pardos Manoel Hom
de Carvalho e Bernardino de Senna.
11. Nao occorreu novidad*.
12. Foi preso ordem do subdelegado da Boa-Vista
o crioulo forro Ignacio Benedicto, por ser encontra-
do com Urna faoa de pona ; e do delegado do I."
dlitrlcto o Portugnez Manoel Pereira de T'igueiredq,
para uina averiguacao.
relaco'daspem#as despachadas desde o da
r 1. ate' o da 13 do corrente.
Para os Eiladot-Vnidos.
Alberto ForaterDamon, Americano, leva em sua com-
Sanbia sua inulher, uina lillia menor e urna criada.
auci SnonHilch, Americana, leva cm sua campanilla
uina filha menor.
Para Philadelpkia.
Brasileira. Fr. Joao
D. Benel, Ir-
REPARTICA.O' DA POLICA.
9
EXTP.ACTO DIARIO DO DA l.-A 12 DO CRREME.
1
Ellia Matheos,
landci.
Para Lisboa.
Domingos Sorianno Goncalves Ferreira, Hrasileiro.
Jos.1 (ioiif a i ves Curado, Portngaez.
Para o Havre de Graee.
Jos I^izary, Austraco.
Para .S'wiiu.
Mara Chrrstiani, Suissa, leva cmsua cotnpanhla dous
(ilbos menores;
- Para Inglaterra.
Geraldo M. Robinson, Inglez.
Para o Rio-rande-io-Sul.
Manoel Joaquim Soares da Costa, Portuguez.
Para o Ri4irande-do-Sul com escala pelo Hio-dt-Jantiro.
Maria e Germana, eteravae de Desiderio Antonio de
Miranda, eJoauna, de Francisco Lucio de Castro, re-
metidas por Francisco Joaquim Cardozo.
Para a Baha pelas Alogfas.
Joao Dowsley, Inglez.
Para o Riu-di-Janiira.
Francisco Vas Pereira, Portugus. Joaquim Seabra
d'Assutnpcao, Portuguez. Fellsbcrto, escravo de D.
Antonia deQoeiroi e Mello, e remedido por Joaquim
r.'avalcanti de Albuquerque. Matbeus, escravo de D.
Francisca Maria doMcnino-Deos, e rcniettido a Joo Coc-
ino Bastos. Jacinlba, escrav.i de Jos Eugenio da Costa
Paiva. Francisco, escravo de Jos Flix da Cmara Pi-
mentel, e rcniettido por Manoel Goncalves da Silva.
Rosa, cscrava de madama Julia Mindrlbe.
Para a Baha.
Antonio Jos Antunes Braga, Porluguez.
DIUIIII UE l'BMalllllJC,
Foram presos ordem' do Sr. Dr. chefe de poli-
ca, Jos Tavaros de Mello, Jos Gomes de linio c
Joaquim Jos de Araujo; do subdelegado de San-
Jos, o prcto Jacintho, escravo da viuva de Jos lla-
mos de Oliveira, por chamar la.Iio auincidadu;
do subdelegado do Rtifc, o crioulo Balbino Perei-
ra, o pardo Francisco Antonio da Silva, coPortu-
guez Joaquim Ferreira Villa-Real.
. Acbam-se presos disposirao do Sr. Dr. chefe de
polica, os paisanos vindos da comarca do Limoeiro,
Manoel Luiz e Manoel Cactano. Foi preso ordem
do subdelegado do Recife, a preta Violante, cscrava
de Faustino de Araujo, por insultos e desordena ;
e do subdelegado de Santo-Antonio, o Portuguez
Jacintho Simos, por criinc de ron lio.
. jas'js'j, ao-aj aiAu.!) jjuusoih
SICILIA.
,rjn.i, a osigonhoso lhe apresenta como raloneiros um ex-m-
orinc|piosmais populares da Franga, os sentimen-lnstro,. par de Franga, um general, par de Franca ;
l^a.
3, Foram presos ordem do subdelegado do Recife,
o prcto Francisco requlsico do commendador Ma-
noel Goncalves da Silva, a preta Maria Francisca por
desordem, e o pelo Miguel, escravo do negociante
inglez Pater, por feriinentos; c do subdelegado de
San-Jos, o crioulo Tdeodoro, escravo de Rita de
Sou/.a.
i. Foram presos ordem do subdelegado de Santo-
Antonio, o Portugus' Manoel da Cunha tiuimares
Ferreira por ciinie de violencia, Francisco Ferreira
dcAlineida por suspeito, e o preto forro Joao Jos,
por insultar a patrulba.
5. Fram presos ordem do subdelegado de San-
Jos, o pardo Leocadio Francisco Lopes da Concei-
(2o e Jos Francisco, por brlga.
6. Foi preso ordem do Sr. desembargador chefe
de polica, Jos Francisco crioulo por crlme de
furto.
7. Foi preso ordem do Sr. desembargador chefe
de polica, o soldado do corpo de polica Manoel Lo-
pes Pereira Guhnaraea; e i do subdelegado* de San-
to-Antonio, o preto Joaquim Francisco de Sant'An-
na, por ser encontrado com urna faca.
S. Foi preso ordem do Sr. desembargador chefe
de polica, o Portugus Francisco de Pontes, por des-
ordem.
9. Acliam-se presos disposicSo do Sr. desembar-
gador chefe de policio, os paisanos vindos da cidade
da Victoria. Domingo^ Aires da Silva e Jos Filippc
Bandcira; e foi preso ordem do subdelegado dos
Afogados o Portugus Joaquim Manoel de Araujo.
A 95 de margo, D. Ruggero Vil, presidente do go-
verno provisorio, abri cm Palermo a sessao do
parlamento siciliano ; e, cm nonio dos seus collegas
resignou as mflos dos deputados da nagao os pode-
res com quo se haviam revestido no principio da lu-
la. O discurso de D. Ruggero conlm a historia da
hita travada como governo napolitano, o da mallo-
grada mndagflo de lord Minio. D Ruggero expoz
claramento as consoquencas da recusa do governo
napolitano em acceder scondgOes propostas pela
.Sicilia confessou a eminencia do urna guerra
cujo primeiro passo seria o bloqueio de todos os por-
tos da Sicilia, edescnvolven as medidas que se de-
viam tomar para a defesa do territorio.
Os Sicilianos ostentan) o maior enthusasmo em
pro da independencia nacional; e o parlamento foi
unnime em conferir a D. Roggiero.o titulo e auto,
ridade de rugente da Sicilia. I'ropoz-se tambem qua
se elegosse um soberano, e fram lerabrados para
este lim o irmflo da rainha Victoria, e o filho de Car-
los Alberto; mas anda se nflo havia tomado deci-
sflo a tal respeito. i
Suppunha-se que o governo britannico nSo teria
difllculdade em reconhecor a independencia da Si-
cilia, o o seu actual governo; e no caso contrario,
os Sicilianos requercram a protecgflo da repblica
franceza. Entretanto, toda a ilha reconhecia a au-
toridado do parlamento nacional; o a ordem reina-
va em toda a parte, eicepgflo da cidade de Marsala
em cujas vizinbangas existe una quadrilha queja
saqueara muitos conventos o casas de campo. As
ultimas noticias silo de 36 de margo.
APLES.
As ultimas cartas de aples sSo de 28 de marco.
A capital fleava em paz, ainda que frequentemento
agitada or demonstragOes populares. Ao sabir do
vapor, fallava-se em nova mudanga de ministerio,
mas ainda nflo eram conhecdos os membros do no-
vo gabir.ete. A 19 verincar-se um conflicto entro
a guarda nacional e os lazzaron, cabendo aos pri-
meiros a victoria, h* oleigocs esUvatn concluidas
e os fundos pblicos, que haviam soffrldo urna bai-
la, em rasflo de se haver mallogrado a mediagflo do
-
1
LAR ENCONTRADO
-
un bffl.i ii i


j
lord Minto, subiram a mais 10 por cenlo, assim que
se snube da sublevacfin da Lombardia e da procla-
macHo O ministerio napolitano pareca caminhar com fir-
meza na senda das reformas; expulsara osjezuilaa.
e se prepara va para mandar Veneza o seu contin-
t-'cnt de impiis, iiliiu de concorrer para a conquista
da independencia da Italia.
Una carta escripia de Malta refere que 40 je? ni tas
liaviani aportado naquella ilha, a bordo do vapor na-
politano fentvio, o que Icvaraui comsigo grande
quanlidade dedinheiro.
PORTUGAL.
As ultimas datas de Lisboa silo de 29 de marco.
Anda se nfio sabia nessa capital dosacontecimentos
de Madrid; entretanto, o governo pareca recear
que a tranqullidade publica foase perturbada. As
guardas o palrulhas haviam sido reforjadas; e as
tropas permanecan! nos quartes.
Aguardava-se com grande anxiedade as noticias
da Hespanha, o o correspondente 'lo rime* a furnia
que, 10 caso do apparecerem movimentos insurrec-
cionaes em Hespanha, tamben) apparecerfio ein Por-
tugal.
Se acreditarmos no que diz o correspondente do
Tiinei, exista urna crise ministerial, desaso da que
sesnube da noticiada revolucfio franceza. Corjilo
e Albano, ministros do interior e da juslica, advo-
gam as opinioes dos cabralistas exaltados, ao passn
que o duque deSaldanlia onn a rfiaiorla do gabinete
pretendem ailoptar medidas conciliatorias para com
o partido seplembrisla.
Corjflo e Albano, achandu-so em minora no gabi-
nete, intrigan) para expulsar o seus collegas, e
* rcni anisar o gabinete sol a presidencia de Silva
Cabral; entretanto, consta que a rainha senta a ur-
gente necessidado jdeaffastar do governo o partido
ultra-rabralista, eque o duque doSaldanha, apoia-
do pelo conde de Thomar, ser encarroado de roor-
ganisar o gabineto, subslituindo Gorjfio e Albano
por homens de principios mais lilxpraes.
Algumas pessoas afflrmavam que o bispo de Visen
pretendaretirar-sedo ministerio; mas he prvavel
que lome deliberacfio contraria, se, como he desup-
pr, o partido liberal alcancar a victoria, e as pas-
tas de Gorjfio e Albano fdrem aos pares do reino,
Duarte Leitlo e Almeida Procnca, que outr"ora fize-
ram parte do gabinete de abril do 18*7.
As notas do banco sofiriam 50 por O/o de descont.
FRANCA.
O governo provisorio publicou uro decreto, orde-
nando que as notas dos bancos.de Lyon, Rouen,
liordeaux, Nantes, Lille, Marselle, Havre, Tolouse e
(frican*, fossem recebidas como moda crrente
nos lmites dos departamentos respectivos; e auto-
usara os mesmos bancos a suspenderen), por em-
quanto, os seus pagamentos em .moda metlica.
As emissOes das olas deverfio ser comprehendidas
nos limites seguintes:
Ville fazer certa exigencia ao governo provisorio.
Temi o governo dosapnrovado esta manifestaefio, os
clubs que dirigem a opinfiode Pars, oppozeram-se
a esta demonstradlo, que nfio pode verificar-se. Ap-
nareceram igualmente oulras circunstancias, as
quaes o governo teve occasiflo de mostrar a sua Tor-
va moral, queremos fallar de certas eximias mani-
festarles absurdas, que desappareceram coinplela-
menie com urna proclamarlo do governo.'
Os sentiinentof de que se acha animada a inalorla doi
clubs nao sao meos satisfactorias, como prova o (acto
eguinte:
Emilio de Girardln, redactor c propietario do jornal
La Prem, dcciarou-ie em opposif ao ao governo proviso-
rio, e criticou acremente alguna actos dos ministros e
dos couimissarios que governam os departamentos i da-
bi resultou grande irrltacao contra Emilio de Girardin,
e grande numero de cidadaos, pertrncentes s classe
operarlas e aos nove batalhes d guarda nacional mo-
blle, dirigiram-se i ra Montmartre, onde asiste a typo-
graphia da 'rene, com o Intuito de de.strui-la. Emilio de
Girardin niandou abrir as portas, e apresentou-se ao po-
ro, pedindo que se noineaisem algumas pessoas para
ouvlrein as explicares que elle eslava prompto a dar
sobre o seu comportameoto. O povo annuio ao pedido;
a conferencia teve lugar ; os delegado! do povo declara-
rain-se perfeitameote satisfeitos com as explicacei que
Ibes haviam sido dadas, e o povo retirou-se pacifica-
mente.
Entretanto, a noticia da violencia dirigida contra a ty-
pographia da frene chegra sociedads central republi-
cana, que, apezar de constituir um dos clubs mais exal-
tados, lndlgnou-se com esta violaco da llberdade da
iuiprensa, c dirigio-se ra Montmartre alini de prote-
ger Girardin e a sua typographia.
O estado de Pars nao he, portanto, asiuitador de ma-
neira alguma. Quanto aos departamentos cuinpre de-
clarar que elle) fiJrain o theatro de alguna distur-
bios, causados por operarios que intentaran) incendiar
algumas manufacturas, ou exigiram augmento de sala-
rio. He lambn de lastimar a insubordinaban que la-
vrau as flleiras de alguna regimentos de tropa de li-
nda, que exigiam a demissao de alguna dos seus offl-
ciaes, mas he de suppr que a energa do governo faja
desapparecer estas tentativas de anarchia.
C0MME8CI0.
Francoi.
O banco de Lyon. 20,000,000.
Rouen. 15,000,000.
Bordeaux. 22,000,000.
Nantes. 6,000,000.
Lille 5,000,000.
j. Havre. 6,000.000.
* Marselle. 20,000,000.
Toulouse. 5,000,000.
Orleans. 3,000,000.
Outro decreto aulorisa o ministro do interior a
conceder carta de natura I saefio, o gozo de todos os
direitos de cdadfio francez a todos os estrangueiros
que justificaren) haver residido cinco annos no ter-
ritorio francez.
I'arn substituir-so a guarda municipal dissolvida,
orgonisou-se nova guarda, sb o nome de gare ur-
bniue, com o fardamento das antigs garda fran-
faises.
Para fazer face s grandes despezas, necesstadas
pela obrigaefio de ministrar trabalho aos operarios,
o governo provisorio organsou, sob a presidencia
de Latnennais e a vicc-presdencia do Reranger, um
comit encarregado de receber as offertas patriti-
cas ; oo comit ja tem arrecadado considerareis
sommas. .... ,
Reorgansou-se a artilhana da guarda nacional, e
tem o seu estado maior no antigo edificio do Implo, I
que oulr'ora servio de prisfio a Luiz XVI. Dizia-se
lambem que o governo pretenda apossar-se dos ca-
minhos de ferro, reenbolcendo o respectivo valor s
companhias.
0 importante negocio do diaera aescollia dos can-
didalos depulacfiu assembla constitunte. O co-
mit central republicano de Pars, do que j falla-
mos, oceupava-se em apreciar os ttulos dos diver-
sos candidatos que pretendem representar n depar-
tamento do Seinno. Os nomos de Laainnais, Pcrrc
Leroux, J. Reynau, Proudhon, Considerant, Dur-
rieu, fiourias, llarbes, Cabet o Bernard fram rece-
indos por acclamacfio, assim cmo os nomes de Al-
berl, Louis Blanc, Flocon e Duponl de L'Eure; os
nomes de Gremieux e de Garnier Pags soffreram
impugnacJIo, e o comit anda nfio havia tomado de-
cisfio a este respeito. Quanto a Lamartine e Arago,
teem elles eleieo certa em Macn e Perpignan. Ma-
ra'sl aceitn a candidatura que llie offerecra o co-
mit republicano de Orlhez.
I'aris est tranquilla, e a autordade do governo
provisorio anda nfio soffreu a menor quebra. Osmal-
utoresque incendiaran) a ponte do Asnires, e com-
metlram divorsos estragos nos caminhos de ferro
de Rouen e Orleans, nos prmeiros das da rcvolucfio,
fram julgadose condemnados; e a polica desen-
volveu muita aetividade contra os malfeitorcs que
pretendern) aproveitar-se dasefreumstancias para
oxercrem a sua Industria criminosa.
O governo provisorio, ao passo que tomou todas
as medidas para facilitar as transaremos e coadjuvar
o commercio, recommendou aos tnbunaesdecom-
mercio, quedesenvolvessem muita severidado con-
tra todos aqoelles quo fraudulentamente se aprovei-
tessem da crise commercial, para nfio cumprirem os
seus cuutratos; etejmlo-se a presentado no hotel de
Ville urna deputaefio OQS fabricantes de cerveja, que
pediam.prazo de cinco mezs para o pagamento dos
imposto indiiectos quedeviam ao estado, o gover-
no provisorio recebeu-os muilo mal, Ihes fez notar o
coBtraate que se da va entro o seu comportameulo e
odeumadeputaco de operarios, que naquelle ins-
tante acabava de depoaitar as mftus do governo as
suas economas da sempna.
Ja dissemos que o governo provisorio ainda nfio
sufriera quebra alguma na sua autordade; o para
pTova desl asserijao basta dizer que todas as mani-
feslacoes publicas que fram tentadas, sem o con-
senlin-.ento do governo, nfio chegaram a verificar-se,
cAi fram mal succedidas. Assim, n'um dos ltimos
.fias do mez do marco, aflixou-seom todos os ngulos
de Parts urna proclamando, convidando o povo a reu-
nlr-ae na praca. da Concordia atim de ir ao botel de
Alfandega.
RENDIMENTO 00 DA 13...........12:160,170
Deicarregam hoje, 15 di muta.
Barca Priieilla talxai de ferro.
Brigue Sir-lluberl-Campbell bacalbo.
Brigue RealSalmiila farlnha.
Barca Joaehimb mercaduras.
tingue Columba i ion.
PatachoPaquete-da-Trindadc dem.
Barca uriana farlnba.
MPOIITAGAO'.
Columba, brigue sardo, viudo de Genova, entrado
no crrente moz, consignado a Oliveira Irmfios & C,
manifestou o segunte :
357 volumes papel, 1 partida de batatas em ces-
tos, 4 jarros de salchichfio, 27 barris e 1 caixa cas-
tan lias, 1,000 ditas massas, 25 meas pipas vinlio
tinto, 30 cascos azeito, 2 canas sabfio, 3 ditas quei-
j os ; aos consignatarios.
Ariana, barca americana, vinda de Richmond,
entrada no corrento mez, consignada a L. G. Fer-
r ira & i'illio, manifestou o seguinte:
2,677 barricas e 136 meas ditas farioha de trigo;
aos consignatarios.
.......~
CONSULADO GE RAL.
RENDIMENTO DO DA 13.
eral.........................1:365,667
Diversas provincias............... 127,580
1:493,2*7
de 19,000 a 19.500 rs. da marca
SSK. -
Entraran) II embarcaces, e sahiram 4.Eslfio
no porto 50, a saber : 7 americanas, 2 austracas,
25 brasileiras, 9 hespanhulas, 6 inglezas, 4 parlu-
guezas e 4 sardas.
Movmcnlo do Porto.
Navio mirado no dia 12.
Bahia;7dias, garopelra brasileira Fhr-da-Victoria, de
38 toneladas, capitao JoSo Domingos da Silva, rquipa-
gem 7, carga loufa e lastro de arcia ; a Amorlm Ir-
maos.
Navioi tahidot no dia 14.
Rlo-de-Janelro por Macelo e Babia vapor braslleiro
i'rnaiii6Meana, commandante JoSo Militao Henrique.
Alin dos passageiros que trouxe dos porlos do
norte para os do su I leva a seu bordo: para Macelo,
Joaquim Antonio de Amoriin coi um cscravo a entre-
gar, Dr. JoSo Capittrano Bandeira de Mello com sua
senhora, 3 filhos e 5 escravos ; para a Babia, Joao
Dousley, Ingle/.; Antonio Jos Antunes Braga, o l-
ente Jos Drrnardo Fernandes Gama. Jos de Santa-
Auna Coutinho ; para o Rio-de-Janeiro, Dr. Antonio
Allbnso Ferreira com 1 escravo, Dr. Kelix Peixoto de
Brito e Mello com 1 escravo, Manoel dos Santos Nu-
nes Oliveira com 1 escravo, Joaquim Seabra da As-
sumpeao. Charles W. Darrah, Ingles.
Rio-de-Janeiro ; escuna brasileira Galante-Maria, capi
to Jos Mcndo de Soma, carga asiucar, ago'ardente
e sola. Passageiros. Jos'Antonio da Silva Grillo, Bra-
sileiro Henrique Frcderico Gnincklee, Allcmao ; c
3 escravos a entregar.
EDITA ES.
Miguel Archanjo Montilro di Andradi, offlcial do im-
perial ordem da Roa, catalleiro da de Chritto e ins-
pector da alfandega de l'ernambuco, por S. M. o
Imperador, que Deo guarde, etc.
Faz sabor que, no dia 15 do corrente, (hoje) ao
nteio-dia, e na porta da alfandega, se hSo do arre-
matar 11 pecas de seda [sendo 4 de sarja e 7 do se-
lim"; no valor de 740,000 rs., impugnadas pelo ama-
nuense Goncalo Jos da Costa e -S, no despacho por
factura sb o n. 4,607 : sendo dita arromatacflo sub-
jeita ao pagamento dos direitos.
Alfandega, 12 de maio de 1848.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade, ele.
Faz saber que, no dia 17 do corrente, ao meio-dia,
na porta da mesma, so ha do arrematar, em hasta
publica, urna caixa com 5 bahus de perfumara no
valor de 60,000 rs. impugnada pelo guarda Ma-
noel da Fonseca de Araujo Luna, no despacho n.
4,460 : sendo a arremataefio subjeita a pagamento
dos direitos.
Alfandega, 13 de maio de 1818.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
Ueclarn^es.
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIA 13............ 663,144
PRACA DO RECIPE, 13 DE MAIO DE 188,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revilla semanal.
Cambios Nfio houve saques esta semana ;
e pois pde-se reputar nominal
o cambio de 26 d. por 1,000rs.,
de que anteriormente demos no-
ticia.
Algodfio ----- Vieramao morcado 814 saccas.
No cu meco da semana, o del.*
sorte vendeu-so a 4,400 rs. por
arroba ; mas ao depois declinou,
e hoje nfio ha quem o pague a
mais de 4.000 rs. por arroba.
Assucar......O encaixado branco vendeu-so
a 600 rs. por arroba sobre o fer-
ro, e o mascavado a 500 rs.-- O
ensacado e embarricado branco
negociou-so de 1,200 a 1,650 rs.
por arroba ; o o mascavado, de
960 a 1,020 rs. Entraran) 447
-calas.
Couros ------ Os vendedores pedem 90 a 95 rs.
por libra ; mais nfio ha compra-
dores.
Bacalbo O mercado foi supprido com um
carregamento."As vendas a re-
lalho regulam de 9,000 a 12,500
rs. por barrica.
Bolachinha Vendeu-se a 3,500 rs. a barrr-
quinha.
Carne secca,- O consumo foi grande Os pre-
qos regularam de 1,600 a 2,400
rs. a arroba:Ficram em ser
quas 60:000 arrobas.
Cobre do forro Vendeu-se a640rs. a libra.
Earinha de Irigo Por lerem ebegado tres carre-
gamentos asta semana, o deposi-
to hoje orea, por 11 500 barricas,
inclusive um que est em ser.
Os precos fluctuaran) entre 20/
e 22,AO0 rs. por barrica da de
Philadelphia; 22,000 a 22,500
rs., de Trieste marca SSSF; e
O arsenal de guerra compra azeite de carrapa-
to, dito de coco, fio de algodfio e pavios : quem di-
tos gneros quizer fornocer mandar sua proposta
com seus ltimos precos em carta fechada a directo-
ra do mestno arsenal, at o dia 15 (hojej do corrente
mez.
Arsenal de guerra, II de maio de 1848.
Oescripturario,
Franeiic Serafieo de Auis Carvalho.
A administrarlo geral dos estabelecimentos do
caridade manda fazer publico,que.no dia 15 [hoje) do
corrente, pelas 4 horas da tarde,na sala das suas ses-
scs, teem de ir a praca as rendas do sobrado de um
andar n. 59 da ra Nova, com excedentes commodos
para grande familia e qualquer eslabelecimento.
Administrarlo geral dos estabelecimentos de ca-
ridade, 10 de maio de 1848.
Oescripturario,
/'. A. Cavalcante Couu iro.
O escrivfio da 1.* secefo do consulado provin-
cial faz publico, d'ordcm do lllm. Sr. administrador
do mesmo,que no dia 15 [hoje) do corrente,ao meio-
dia, e na porta do onsulado.se ha de arrematar urna
sacca com 3 arrobas de caf do segunda qualidade,
producefio da-provincia, no valor de 6,000 rs., ap-
prehendida pelo fiel interino Manoel do Nascimento
da Silvs Rastos, na escada da alfandega, a embar-
car sern o competente despacho provincial : sendo
a arremataefio livre do despeza
Mesa do consulado provincial, 11 do maio de
1848.
JoSo Ignacio do Reg.
-Di
^**
QBBBBOBSo
O caixa da Companhia do Rchcvibe avisa aosSrs.
aecionistas.em traso.quc no dia 15 docorrente tem de
presentaras suas con las, ea relaefio dos atrasados,
para sobre estes deliberar a adminislracfio como en-
tender : pelo que roga aos meamos Srs. queiram
quanto antes realisar a prestaeflo que devem. Ro-
veie, 8 de maio de 1848. O caixa Manoel Gonfal-
cf da Silva
Tanto o 3.* como o 4. cada um d'elles tem urna es-
tampa, onde se v a planta d'esta cidade em dun
pocas : 1654 e 1844.
HOMENAGEMfOETICA
V
SIM SASTIlliUl
0 muito liberal e magnnimo
PI IX
Pelo padre JoUo barbota Cordeiro.
Vende-s na livraria da praca da Independencia,
ns. 6 o8; na ra da Cruz. n. 56, e no pateo do Col-
logo, n.2, e as boticasdo Ferreira na praca da Boa-
Vista e na do Torras ilharga do Terco, a 40 rs. ca-
da exemplar.
OSWYSTF.RIOS DA INQU12ICA
e
DB OUTRSS SOCIRDAOR8 SBCUBTXS DE RBSPiNHi,
traduiido do franca, por H. R. R., 4 rol. por 5,000 .
A obra que com este titulo 'se publicou recente-
mente, e cuja leitura muito recommendamos a to-
das as pessoas que por este ramo de literatura tem
particular predilecto, he pelo talento opm que des-,
envolveu o sou autor tfio inlereSsatite objecto, e pela
belleza de lingoagem com que est escrpto urna
das melhores obras que neste genero se tem publi-
cado, e que em nada he inferior aos Myslerioi de Pa-
rt, di landre, e s mais acreditadas produeces
de Dumase de outros oscriptores desla ordem.
Vende-se na loja de Car dozo Ayres, na ra da Ca
deia-Velha, n 31.
AMOR E MELANCOLA, Ol \ NOVISSIMA HELOISAS,
O SEGUIDA DA NOITEDO CASTELLO BDOS CIUME
DO BARDO.
Os mais importantes poemas do Sr. Antonio Feli-
ciano de Castilho, ornados com tres estampas finas
lylhographadas. Vendem-so a 3,000 rs. na loja de
JoSo da Cunha Magalhfies, na ra da Cadeia do Rc-
cife.
Neste ultimo vapor, ebegado do Rio-de-Janeiro
veio o folhetm muito condecido intitulado oGOR-
GONNE em quatro volumes pequeos ntidamente
impresso na typographia do Jornal do Commercio
vende-se nicamente na ra da Cruz n. 20.
Avisos martimos.
Para p Cearsai, em poucos dias por (er a
maior parlo da carga a bordo,a sumaca Carlota: para
o restante da carga e passeiros, trata-so com o mos-
tr, Jos Goncalves Simas, ou com Luiz Jos de S
Araujo, na ra da Cruz, n. 26.
Para a Bahia sahe, at o dia 15 do crrante, o
hiale Tentador, por ter a maior parle da carga promp-
ta : para o restante e passagoiros Irata-se com Silva
& Grillo, na ra da Moda, n. II-
Para Cono va salte com toda a brevidade o bri-
gue sardoD/na, capilfio Dodero : a tratar com os
consignatarios, N. O. Bieber & C, ra da Cruz, n. 4.
Para o Uio-de-Janeiro segu viagom em pou-
cos dias, o brigue Aiiombro, de primeira marcha,
por ter o seu carregamento quasi prompto epara
passageiros tem riquissimos commodos: a tratar
com Jofio Jos Fernandes Magalhfies na ra da Ca-
deia do Recife, botica n. 61.
A barca portugueza Bipirilo-Santo forrada e
encavilhada de cobre, sahe para a cidade do Porto
impreterivelmenle, no dia 3 de junho, se o lempo
dr lugar: ainda receBe alguma carga e passagei-
ros, para o que tem excedentes commodos: a tratar
com o capitao da mesma a bordo, ou na praca do
Commercio; e com seu consignatario,Francisco Alves
daCunba, narua do Vigario.n II.
Para o Maranhfio sahir por estes dias o hiate
Novo-Ulinda mestre Antonio JosVianna : so
pode admitlir alguma carga miuda e passageiros :
trata-se com mesmo mostr, no Trapicho-Novo, ou
na ra da Cadeia-Velha, n. 17, 2.* andar.
Para o Rio-Grande-do-Sul sahir breve o pata-
clio Duui-de-Agosto Quem no mesmo quizar embar-
car escravos ou ir de passagem, podo tralar con) o
capilfio, Joaquim Jos Goncalves, ou com os corres-
pondentes' Amorim Irmfios, na ra da Cadeia, n. 45.
Para o Rio-Crande-do-Sul partir breve o bri-
gue Victoria, o qual nicamente recebo passagei-
ros ou escravos-: quem pretender pode eniender-se
com Amorim Irmfios, na ra da Cadeia, n 45.
Leilis.
THEATRO PUBLICO
A Freir Sanguinaria*
Fica transferida para domingo, 31, por se nfio ter
podido voiicer a obra de carpina e pintor que pede
o drama.
PubJicacoes Littx-raras.
MEMORIAS HISTRICAS DA PROVINCIA DE
PERNAMBUCO.
Estfio promptos o 3, e 4* tomos d'estas memorias
e os Srs. que j receheram os l,* e 2" e ainda nfio
recebaran) os outros, pdem mandar praca daJn-
dependencia livraria ns. 6 e 8, onde pdem receber
os lvros, e pagar.
O 4* tomo cltega at 1799, e n'elle se ve minucio-
samente descrpta a guerra dos Palmares, a dos
Mascatei em 1710, etc, &c.
Oliveira Irmfios & C. farflo leilflo, em presenca
do vice-consul de S. M Sarda, por conta e risco de
quem perlencer, e por inlervonfio do corretor Oli-
veira, de urna porefiodo massns averiadas, abordo
do brigue sardo Colutnba} capilfio JoSo Baptisla Pt-
talags, na sua recente viagem de Genova nata esto
porto: lerca-feira, 16 docorrente, s 11 horas da
manhfia, noarma/em que foi do fallecido Bragoez,
prximo ao arco da Coneeico do Recife.
O Sr. Manoel Gamillo Pires, tecionando fazer pre-
sistenca mais prolongada em seu engenho do que
tencionava, autorisou o corretor Oliveira a fazer
leilfioda mobilia a mais objectos da casa dasua re-
sidencia quando no Recife no terceiro andar e so-
tfio do predio pertenecnte ao Exm. senador Manoel
de Carvalho, na ra do Collegio, cujq leitfio sera
effectuado quinta-feira, 18 do corrente as 10 horas
[da manhfia em ponto. O mesmo corretor julga des-
necessario enumeiar a superioridade da mobilia da
quo se trata, inclusive urna dos mais escolenles
pianos desta cidade o guarda-vestidos guarnecido
de espelhos ; noticiando ISo sniralo ser toda nova,
o de bom goslo, qual a que de lia pouco lempo so
preparou com todo o esmero e dispendio para dous
noivos deconsideracHo.
Avisos diversos.
Pede-se ao Sr. director da companhia deBebe-
ribe, baja de convocar a prxima renlflo dos accio-
nistas da mesma companhia, em algum domingo ou
dia-sanlo, afim de vermos se ha mais afluencia de
accionistas, o so nfio he preciso convocar %.' e 2.*.,
vez, como tem acontecido; vislo quo elles estilo
nestes dias desoecupados dos seus trabalhos do mais
iranscedencia. E pede-se lambem aos Srs. accionis-
tas Iimj.'o de nfio fatiaraiu a luuifio e Ge nfio retirar
se della sem estar a sessfio incerrada. i
Oaceionltlactiutantt mtudo. l



LOTERA
Do Hospital Pedro .11.
0 theioureiro desla lotera, assegura
o respeitavel public, que ser impre-
terivclaiehte o dia 27 do corrente mea
para o andamento das respectivas rodas :
e assim pede rjuelles Srs. que apartaram
hillietes, que os hajam de ir buscar 4
quanto antes ; do contrario passar a
vende-los.
Aluga-se o segundo andar do sobra-
do n. a#, no Atterro^da-Boa-Vista : quem
o pretender, dirija-sc a ra Velba, n. 55.
O alialxo assignado previne aos ere dores e devedo-
res do seu cslabelecimento de seceos e molhados, na
ruado Ainorlm n. 36, que o seu ultimo annuncio inaer-
to no Diario di Pernambaco, de 13 do correte, tein por
fien assegurar aosseus credores a fiel pagamento do que
se Ibes estlver adever, e abautelar para que 09 devedo-
rea, daquella data fin vante, nao contraten), nao paguem
enem rlfectuem'tr.insac;o alguma coin o seu excaixel-
ro e administrador do sobredito estabelecimento, Joa-
quim Vielra de Barros, o qual ausentou-ae ha das aem
prevenir ao abaxo assignado, ncm Ihc dar as contas a
que era ourlgado sendo que por esta rasao preciso se
fot que o aba(xo assignado trate de liquidar o estado da
cata. Uecife, 13 de maio de 1848.
Antonio Joaqun Vidal.
0 Reverendo Domingos Jos da Silva, ahalxo
asignado, parocho collado na freguezia de N. S. da
Conceicfloi das Magoas, faz ciento ao respeitavel
>ublieo, que, havendo nesla provincia pr>ssoa que
mita sus Icttra, com prejuizo seu e descrdito de
sin honra, equerondo o mesmo Reverendo viga-
rio obstar duvidss que para o futuro venham prc-
jmlicar scus herdeiros, declara nSo reconhocer divi-
da, lellra, procuragito ou qualquer'outro papel de
divida, sem que soja reconhecido portabellio pu-
J.lico da cidade das Alagoas, com duas testemunnas
assignadas; protestando o mencionado Reverendo
vignrio, depois do presente annuncio, mandar la-
vrar escrlptura publica, em que declare islo mes-
mo. Macei, l.de marco de 1848,
O vignrio Domingos [tosida Silva.
Procisa-se de um bom amassador: na padaria
da Santa-Cruz, de urna porta.
l)esencminhou-so, de bordo do vapon/mpera-
rfo-, viudo ultimamento dos portos do sul,"um cai
xitozinho cnntelWo li.vros, o qual perlcnuc o Exm
Sr. presidente da Parahiba. Itoga-so, portanto, a al-
gum Sur. passageiro, entSo viudo, se entre a
sua bgagcm o oncontrou, o obsequio de manda-lo
entregar no escriplorio da agencia dos vapores, por
cujo favor se lhe lloara uiuilissimo obrigado.
Il-se um sitio de laviador, quo" toril partidos
para 300 pHcs annuacs, c terreno para ter algumas
vaccas de leite no engenho Giqui, sitio do Bongy:
a tratar com Manoel Joaquim do Reg e Albuquer-
que.
Precisa-sede um clxeiroquo cntenda do lo-
jademiudeias.de 10 a 15 anuos do idade : na ra
larga do Rozado, n. 26.
Divcrtimeiito bellico e jocoso.
Ao publico.
A barca americana Imagme, recenlemente entra-
da neate porto, de N'cw-Yorck, conduz a sen bordo
para esta provincia nma companhia do circo-olym-
pico de Rockewi-ll Banks & Archer, cuja lio urna das
mais clebres companhias americanas, e a qual sem
duvida lia de ejecutar muitas novas e nao vistas al-
mudes na arte equeslre, durante o lempo que -aqu
se demorar, para cujo fim, sem duvida, espera acbar
a generosa proteegao dos habitantes desta provincia.
Precisa-se de urna ama que t> nlia bstanlo lei-
te e bom : no AlerrOnla-ftoa~Vista, loja n. 78
Jos Lopes da Silva rclira-se para Portugal.
Precisa-se fallar a Sn'ra. \). Joaquina Antonia
Florencia, a negocio de seu interesse : por issoquoi-
rajaniiunciar sua morada.
Os professores do dagiierreotypo', Carlos I).
Frodricks eGeorge W. FreJricks, retiram-se para f-
ra da provincia, levando em sua companhia como
criado, o Italiano, do nomo Luiz Domingos de li-
veirs.
Leopoldo Jos da Costa Araujo vende em loilo,
por conta e risco de quom pretencer., boje, 15 do
correte, na porta do armazem do Francisco Dias
Fcrreira ,d uzelas o tantas caixas. do massas, re-
i'cnlemento chegadas.
JofloVignes declara ao Sr. padre Froire, que
S. ihc. nSonontesla, o antes parece confirmar em
seu annuncio, inserto a 19 do corrente o facto de
ter desarmado alguns pianos vendidos por elle de-
clarante; que tambem sua merco nao podor negar
que nilo he artista neste ramo, mas simplesmentol
curioso t poderdo por isso acontecer que S. me.
no desarmar e armar transime as pecas, e desta
arlepromova o descrdito dos pianos vendidos por
ello declarante, cujo fabricantefoi approvadoero-
conhecido pela academia das scicncias e artes de Pa-
rs como o mellir fabricante foi que elle declaran-
te fez por esta folha a 11 do corrente, a declaraco
aos seus compradores, de que s afiaocava os seus
pianos, n3o sondo ellos blidos por curiosos; o que
assim, do mancira alguma, calumuiou a S. me.,
ncm o desacreditou dizendo que S. me. nfio he ar-
tista.
Querondo-se acabar com um deposito de cha-
rutos que contm um sorlimcnto de superiores qua-
lidades, de varios fabricantes de reconhecida faina,
vendem-se os ditos charutos, para quidacflo de
conlaa, pela metade de seu valor, e se tara qualquer
arranjocom a pessoa que (car com toda poreflo:
oa ra da Cruz, n. 26, primeiro andar.
Roga-se aoSr. Agostinho Fernandos Catanho de
Vasconcellns o favor de ir a loja da ra da Cadeia do
Recite, n. 55, que se Ihedeseja fallar.
-Jos. Francisco de Souza, ,1'orluguez, retira-so pa-
ra Portugal.
Augusto Lopes Ferroifa, cidadSo brasilciro, re-
tira-se para Portugal.
, Ueaeja-se'fallar com o primo do Sr. Antonio
Oorreia Noronha Bravo da cidade do Loanda : no
pateo do Csrnio n. 17.
Precisa-so de urna ama que tenha bom leite: no
Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 78.
- Aluga-se um escravo idoso, ou um molequo,
para Borrico lovo : na SoledaUe, estrada de Jofio-
Ferrora n. SI, ou annuncio por esta folha.
jgoacio Lopes de Camino e Silva val paraac-
(Jadedo CearA.
Offerece-se um rapaz pdrtuguez, de 20 anuos,
para caixeiro do armazem de carne secca o qual
dA fiador a su conducta : quem de seu pr.ostimo se
ulzer ulilisar annuncie.
3
Senhores Redactores. Lendo o Diario-Noto n. 101,
nelle vi inserido um annuncio assignado pelo Ig-
migo 4a impostura em n qual pretende aquelle in-
famissimo annunciante desacreditar-me, e tornar-
me odioso para oreipeltavel publico. Procedimento
esto que bem mostra com a maior evidencia ter par-
tido deise ou desses ano existem por esta cidade,
mandando furtar de noile lettras de valor ou nego-
cia-las com quom as furia, para desl'arte oamparom
de nogociantes, affeotando terem probidade; .mas
felizmente espero em lempo opportuno desmascarar
essa hypocrisia. O publico, a quem respeito, me Ta-
ra justica a vista da conducta que sompre aprsente!
no commorcio desta praca e na cidade do Porto;
iorque felizmente nunca usei de trafleanciaa e pati-
arias, como talvez costume a usar aquelle infam-
simo annunciante; por isso este nunca conseguir
desacreditar-me; visto que o meu concoito he bas-
tante enligo em duas pracas, tanto commorcial to-
mo particular. Aquello infamissimo inimigo da
impostura fez publicar a sentenca em que fui con-
demnado; porm por que rasSo nio fez publicar o
respeitavel accordam da rolacilo, que, annullando a-
quella senlcnca, mandou submeltor o procosso a no-
vo julgamonto? Soria por ignorancia P decerto que
uno; foi sim por perverso o malvado, que aquelle
infamissimo annunciante fez publicar urna sentenca
milla, que 0111 di re lo, como he de todos sabido, nflo
produz eloilo algum; e he como que nilo oxistisso;
cuja nullidado so prova com o respeitavel accordam
cima referido, eqUe vaiabaixo transcripto. Quei-
ram, Srs. Redactores, publicar estas mal tracadas
I i nhasr com o que muito grato ser o seu constante
Icitor. Pernambuco, 14e maio do 1848.
Jos Gomes Villar.
, ACCORDAM.
Accordam em relcelo &c. Que julgam procedente
a appellacBo pela falta do recibo da copia do libello
e rol das testemunhss que determina o artigo 341 do
regulamento de 31 de Janeiro de 1842, e certido do
porteiro, de haver feito chamada na conformidade
do artigo 391 do referido regulamento: portanto,
julgando-se procedente a appellacflo, mandain quo
esto processo seja subineltido a novo jury, na forma
da lei, e pague-se as cusas pelo cofre da mun ici pa-
ndado. Uecife, 19 de fevereiro do 1848. Aseoedo,
presidente. I'tixolo. Filiares.-- 'once. Sotua.
Bastos. Le&o. fiamos. Machado, vencido em
parte.
AVISO IMPORTANTSIMO.
O nbaixo assignado, agente do Dr. Brantreth, faz
scionte ao respeitavel publico, quo pelo hiate ame-
ricano Gil-Brax, vindo de Bostn, entrado neste por-
to no corrente mez do maio, ha recebido novo pro-
vimento de pillas vegetaes do Dr. randreth. Es-
tas pillas, cujo autor basta para garantir sua excel-
lencia, tornam-se muito recommendaveis por ser iim
medicamento inteiramente nolTensivo, podendo ap-
plicar-so al as enancas recem-nascidas: ltima-
mente se teem applicado a urna inflnidade de moles-
tias julgadas incuraveis, do cuja applicacffo se teem
tirado tao felizes resultados.quoparoce cada vez mais
resolvido o problema do um remedio universal: por
isso o abaix assignado dcixa de lhe fazer a apologa
devida, por ser um medicamento ha. muitos anuos
conhecido, nfio s nesta provincia como em lodo o
imperio, 11S0 havendo mais a esperar do seu bom
resultado. Vendc-se na ra da Cadeia-V'elha, hoti-
ca do agente n. 61.
Vicente Jos de trito.
Aluga-se um proto para o servico de urna casa,
ou para sitio o qual cozinha o diario de urna casa,
he muito digcnto, humilde e robusto, c|cntendo de
sitio, por j ter sido oceupado ueste servi?o: quem
o pretender annuncie.
--Pugi, marceneirofrancez,na ra Nova, n. 45,
acabado receber, pelo navio Zit7a,um sortimento
de trastos de nrogno, do mais moderno gosto ; bem
como folhas de Jacaranda mogno o outras madei-
ras de folear; ferramentas proprias do marceneiro;
e papel de licha. O mesmo so oncarroga de fnzer to-
daaqualidadede mobilia que so poder- desejar ,
por ter recebido desenbos das mobilias modernas
que agora se usam em Franca.
D. Anna Procopia da Cruz Muniz embarca para
o Rio um seu escravo, de nomo Luiz, pardo, de 12
annos.
~ Antonio Francisco Cordeirc vai para Macei.
Antonio Pinto, Porluguez, retira-so para fra
do imperio, e leva em sua companhia o seu illio
menor, de nomo. Lourencp Pinto Fernandos lavares.
D. Mara Francisca Monteiro pelo prosonto an-
nuncio declara quo a sua casa nada deve c nem se
acha envolvida em transaceflo alguma deque lhe
possa resultar rosponsabilidado ou ubrigaciio de
natureza pecunaria ; pois que al esta data nilo acei-
lou lellra alguma nem firmou titulo algum do di-
vida. Outro sim, declara que constituio seu bas-
tante procurador, para cobraras dividas de sua re-
ferida casa, a seu sobrinho, o concelheiro An-
tonio Peregrino Maciel Monteiro o qual se acha re-
vestido de todos os poderes lgaos para o referido
edeito. Recife, 10 de maio do 1848.
Aluga-se o sobrado de dous andares, sito na
praca da Roa-Vista n. 6 a tratar na botica da mes-
ma casa.
Precisa-se alugarum sobrado do um andar, ou
mesmo de dous, que tenha bons commodos o quin-
tal em qualquor;das;ruaa seguintes : Torco, Li-
vramento, Queimado, Cruzes, Collogio, Cadeia tle
S.-Antonio, Novae Carmo, garante-se o arrenda-
menta de tres annos, convindo o propietario : a
tratar com o Rurgos, no sitio da cscala, ou avisar
na ruado Queimado loja da esquinado boceo do
l'eixc-Frito ao Sr. Manoel Jos Concalves.
Precisa-so de 400,000 rs. a premio com so'gu-
rsnea cm 2 escravos livres o dcsemliaracados : na
travessa do Caldeireiro, n. ti. Na mesma casa se
vende urna cama de angico feita a moderna, com
seus cnxergns: ludo novo e por prego commodo.
Oftercce-se urna ama para todo o servico de
urna casa de lioniem solteiro, ou de pouca familia :
na ra da Cuia, loja'do sobrado, n. 55.
Trooa-so por urna escrava ou vende-se urna
casa terrea, sita na povoacffo dos Afogados, na ra
de S.-Miguel 1 a tratar as Cinco-Pontas, n. 42, com
Luiz Gomes Silverio.
A Snra. D. Rosa Thoreza da Cuoha queira man-
dar buscar urna carta, vinda de LiibOa em Fra-
de-Portas, n. 92, ou annuncie sua morada, para lhe
ser entregue.
Um homem que tem 70 annos, o que se sup-
pOe capaz de desempenhar qualquer commisso^
sendo licita, e que dar conhecimento de sua con-
duela, deseja achar pessoa capaz que de alguma cou-
saoencarregue.seja sobre o negocio de uslica,
oudeoulra.naluieza, o por pre?o rnsoavel, prere-
riodo queseja para fra desta provincia : na ra No-
va loja n. 58, se dir que he.
Da-so dinheiro a juros em pequeas quantias,
sobre penhores de ouro: na ra Dlreita, n. 70.
Abiga-se o sobrado da ra do Padre-Florianno
n. 71 : a tratar no mesmo.
Na ra do Pires, n. 3, no bairro da Boa Vista ,
abrio-so urna aula particular de meninas, ensiuan-
do-secom toda a perfeiijiloa ler, cscrover, contar,
doutrina chrislfla grammatica portugueza, bordar,
marcar o fazerlavarinto ; asseveranlo-se a boa edu
cagiloeadiantameiito, para o que a pessoa tem a
inslrticgito necesaaria para o Om a que se dedica.
Precisa-se de duas imagens grandes, do Cruci-
ficado e de N. S. do Rozario ; urna ou mais eslam-
pas ou quadros de S. das Neves e do Carmo : no
arco da Cencoicao, por cima da loja n. 2, do mes-
mo arco, ou annuncie.
Urna pessoa apta e com a necessaria inlelligcn-
cia offerece-se para cobrar dividas nesta praca e su-
burbios desta cidade, amigavel e judicialmente:
tudo com brevidado e a um ajusterasoavel: quem
a pretendor dirija-s a Boa-Vista, ra do Hospicio,
n. 5.
Paga-segenerosamento a urna ama do leite,
que o tenha bom e com abundancia: na ra do
Queimado n. 17, segundo andar.
Chegou o n. 5 do Iris os Srs. assignanlos o p-
dem ir buscar no escriplorio de Novaes & Compa-
nhia na ra do Trapiche n. 34, e na loja de livroa
do Carduzo Ayrcs, na ra da Cadeia-Velha.
Precisa-se de urna ama de leito forra ou capti-
va : na ra Nova, n. 5, segundo andar.
Precisa-so de una ama de leilo que seja forra :
na ra do Trapiche, armazem n. 44.
CURSO DE PIIILOSOPIIIA.
Frei Jo&o Capistranodo Mendonca tem aborto, no
convento de Santo-Antonio desta cidade, um curso
de philosophia ; as pessasque oquizerem frequen-
tar o pdenlo all procurar, a qualquer hora, excep-
tos da 10 as 12 da manh&a.
MARGARIDA DO PIRY DO PARA".
Pergunta-se quem he o pelourinho da roputac3o
alheia boje no Para ?
Itcspondo-se be aquelle mesmo que mandou cra-
var o puulial no coraco de seu virtuoso, honrado e
carinhoso pai; he aquelle mesmo que escandalosa-
mente defendeu com o dinheiro de seu pai aos as-
sassinosdesto ; he aquelle mesmo que est escan-
dalosamente concubinado com urna das cumplios
na morto descu pai, e que d'antes j eslava assim
com elle ;_he aquello mesmo que hojo sem pudor
e sem vergonha atassalha a reputaeflo do todos
aquellesqueoram vordadeiros amigos de seu pai,
s porque nSo so lhe louva o sim aborrece-so ao
homem de lo vil o infame procedimento ; e ainda
ha de ser aquelle mesmo que seu cumphee, antes de
subir a torca, lhe pora os podres no largo. O Ni-
colao & C.
Fabrica de pianos, na ra do
Queimado, n. 12.
Joio Vignes afianca aos compradores os seus
pianos, como j annunciou, com a condc.ao de nio
serem blidos por curiosos, como aconteceu lti-
mamente com alguns que o fram pelo Reverendo
Sr. padre Freir, que nflo ho artista: o annunciante
nenhuma duvida tem que os seus instrumentos
sejam examinados por taes pessoas, porm o que de-
seja he quo se faca o exame peranto elle, para quo
so nHo transtornem as pessas, em discredito do fa-
bricante.
Aluga-se a casa de 3 andares n. 5 da ra do vi-
gario: a Iratar ua mesma ra, n. 7.
--Vendo-se charutos de Havana, de diversas qua"
lidades, ltimamente chegados: na ra da Cruz,
armazem do Kalkmann& Rosenmuml.
Vondfm-se presuntos de Wealplealia, .superio-
res : no armazem de Kalkmann & Rosenmund, na
ruada Cruz,o. 10.
Vendc-se tinta do oleo : no nrmazem ae liaiK-
mann & Ro Vendem-se vidros para espelhos de todos os ta-
maitos : no arnjazem do Kalkmann & Hojenmuad,
na ruada Cruz, i\. 10.
Vendem-so panos inglezes da fabrica de co-
lard: no armazem de Kalkmann & Rosenraund,
na ra da Cruz, n. 10. .
Vende-se vinho de Champagne, marca conwtt--
no armazem de Kalkmann & Roaenm.und,
na ra da Cruz, n. 10.
Vendem-se cadeiras do balanco mullo boas, e
commoda: no armazem de Kalkmann & Rosen-
mund, na ra da Cruz, n. 10.
Vende-tc um prelo, sola, courinbos miudos|do
cabra, cera do carnauba, esleirs, caixas com velas
de carnauba, chapode palha feitos uo Aracaty: tu-
do na ra da Cruz do Recite, n.'24, venda de Ma-
noel Jos de S Araujo.
Vende-se um bonito preto de 22 a 24 annos,
bem corpolenlo emuito hbil para todo o servi?o ;
um pardo, jjom careiceiro. perfeito carreiro e mui-
to humilde : na ra do Vigario, n. 24, se dir quem
vonde.
Vende-se, paradora da prac.a,uma escrava criou-
la, capaz de dirigir todo o servico de casa de fami-
lia, por aer muito habilidosa: na ra das Cinco-
Pon tas, n. 112.
Vende-se assucar refinado em pSes de 10 a ti
libras : na ra do Trapiche-Novo, n. 22, armazem
de Hebrard & Companhia.'
t Vendem-se, na ra do Cabuga, n.
i G, loja de rfiiudezas, de 4 portas, de
Francisco Joaquim Duarte # lencos de
Compram-se, para fra da provincia, escravos
de ambos os sexos, cora todos os defeitos, monos
molestias com tanto que tenham boas figuras : na
ra estreita do Rozario, n. to, tereciro andar.
Compram-se garrafas e botijas vasias : na ra
do Rangel.n. 54, restilac.lo do Victorino Francisco
do Santos.
Compra-se, para urna encommenda, um preto
carpina o um dito pedreiro : no pateo da matriz de
Santo-Antonio sobrado, n. 4.
Compra-se um sellm iuglez em bom estado, o
um cavallo do sella novo : na ra larga do Rozario,
no segundo andar da casa n. 30.
Compr-so um globo goographico embora se-
ja usado, com tanto quo ainda sirva para onsinar-se
por ello : na ra do Queimado, n. 17, ter.cero andar.
Compram-se dous encerados do lona que se-
jam grandes : a fallar com Joaquim da Silva lopes,
ou annuncie.
Compra-se urna commoda de Jacaranda sendo
moderna, o com pouco uso: na esquina do Livra-
menlo, loja de 6 portas.
Compra-se em segunda m3o um |bom dia-
mante montado para corlar vidro de espelho; urna
pedra marmore fina da Italia sendo dequatro pos
de comprimento o tres ditos de largura : na ra lar-
ga do Rozario, sobrado n. 8.
Compram-se escravos de 6 a 16 annos com
habilidades ou sem ellas : quom tver annuncio.
garca
a i.ooo rs. de bonitas odres ;
ditos de cores, para gravata a 1,00o
rs. ; ditos pretos a i,4ooe 1,800 rs.
Vende-so o vinho genuino da companhia geral
da agrisulturl das vinhas do Allo-Douro, muito
proprio para mesa em pipas, meias ditas e barris
de quarto: a l/atar no armazem de Joo Tavares
Cordeiroi ou com Antonio Francisco de Morses,
agente da mesma companhia.
tflP LOJA 'O
iDEGRORTASN^
Nesta loja vendem-se chitas de cores fitas,
a 140 rs. o covado; luvas de pellica, para ho-
mem e senhora, a 400 e 640 rs. 5 e outras
muitas fazondas por barato preco.
Vendem-se algodes trancados, de quaiidade
superior, d fabrica de Todos-os-Santps, na Rahia :
a cha m-se a venda em casa de N. O. Rleber & C, ra
da Cruz, 11. i.
Vende-se por procisao e preco commodo, um
escravo do todo o servigo e que ganha diariamen-
te 480 rs. : na rus do Queimado, n. 17, terceiro
andar.
Vende-se um terreno com treien-
tos palmos de frente e seiscentos de fun-
do, no lugar da Torre, a is'Soors opal-
ino : a tratar na travessa da Concordia,
sobrado n. 5.
MEZ MARIANO,
vende-se a mil rs. : na praca da Independencia,
ns. 6 e 8.
Ricas toncas
de sotim bordadas; ditas de fil de linho, proprias
para crianzas ; lindos coeiros de casimira bordados :
tudo por precos taes que em tudo agradarSo ao*
compradores : na ra do Passeio, n. 13.
Vendas.
~ Vende-se urna negrinha do 10 a 11 annos.com
bons principios de costura ; um moleque do bonita
figura de 14 8nnos; 2 pretos bem robustos: no pa-
teo da matriz do S.-Antonio, sobrado n. 4,
Botoes.
Na loja de miudezas, de 4 quatro por-
tas, na ra do Ca ug, n. 1 C, vendem-
se botoes Pedro U grandes e pequeos,
os mais bem douradus que teem appare-
cido ; ditos ovados para cava Hara da
goardanacional; ditos para infantaria;
ditos para libr de pagens, de bonitos pa-
drSes e chegados ltimamente de Fran-
ca ; ditos para casacas, domados e pre-
tos i ditos para vestidos de meninas e
roupSo de senhora ; ditos de madre-pe-
roh, para palitos e camisas, d boa qua-
iidade e outras muitas quatidades qtte
se acharao patentes aos compradores.
MfiNKZES. -
Fraga da Independen-
cia, n. 17,
loja de cirgueiro
Vendem-se uniformes militares pa-
ra todas as patentes, tanto de regiflo
como de cavallaria e Infantera ; galSo
de ouro ; chapeos para pagens. Na
mesma loja se faz qualquer obra per-
tencente a mesma arle : tudo pelo me-
nor preco possivel.
Vende-se,'para fra da provincia, um crioulo da
20 annos bom ofilcial de alfaiate e que nao ten
vicios.: na ra da Penha, n. 27.
Deposito de vinagre da fabrica
da ra Imperial, n. 7.
na fabrica de licores, de Frederico Chaves, no Ater-
ro-da-Roa-Vista, n. 17, onde se acharasempro
grande por?So e por prego commodo.
No Passcio-Publico, n. 8, lo-
ja de urna s porta, parede
e meia a fabrica de chapeos
de sol,
vendem-se chapeos de sol, de seda com armado
de ac e cabos de marfim de muito bom gosto, pa-
11o barato prco de 5,500 rs. Na mesma loja ha uaa
sortimento de todas as fazenda por preco muito
commodo.

MUTILADO


..*.. .Wn..

Vende-seuma venda com poneos fundos, em
nm |Br para negocio, no largo de S -Jos aon-
ae rmo ha ohtra a qual tem milito poneos commu-
oos para familia :o motivo por que S" vende he
porlero-su de no de retirar-se para lora :a tratar
na ra de S.-Jos, n. 2, a qualquer hora do dia.
Milho.
Vende-se milbo, a 2.Q00 rs. a saoca : no caos da
randege, armazera de Antonio Aunei.
FARELONOVO,
a 4$S00 rs.
Saccas grandes de 3 arrobas com fareloi: noarma-
zom de J. L Tasso Jnior, na fu do Amorim, p. 35,
Chegaram as verdadei-
ras pulas vegetaes do Dr.
Brantfreth, viudas no brigue
Putuam, da Philadelphia, as
quaes se vendem na botica
de Itartholunieu Sraticisco de
Souza, na fu larga do Roza-
rio, ii. 36.
Vendem-se aaccas com fej8o mulatinho e brao-
co ; ditas com farinha fina ; ditas dp arroz pilado; di-
tas cora milbo: na ra da (aduja do Recife, n. 8
Chrgucro, freguezes, a loja d.
Manoel Joaqun) JPascoaI Ra-
mos n Passeo-Pdblico.
n. 19,
aos cortes de oambraia de todas as qualidades a
1,920-, 2,000, 2,400, 8,500 e 3,000 rs.; ditos de tar-
Utana branca, a 2,400 rs. com 9 varas; cambraia
ue .)udiu.v, com 9 varas, a,*uo rs, ; lencos de soda
para mlo, a 1,000 rs.; ditos para grvala, a|oo rs
ditos de cassa, a 200 ra. ; chitas para coberta a -200
rs. o covado; pello do diabo e castores, a 2Wars. o
ovado; chitas, a 120, 140, 160o 200 rs. ; riwsilos
franceMs. a 200 rs. o covado ; pegas de algodffo, a
2,000 rs. ; ditas do madapolfio, de todas as nuli-
dades a 3,000, 3;500 4,000, 4,500, 5,000 o 5 200 rs
chai eos de sol, a 5,500 6,500 rs.; cortes |e lila
2,500 rs ; ditos de casimira, a 6/rs.; e oulras mui'tas
fazendas por prego mdico.
Sarja licspanliola.
No novo armazem de fazendas, de Raymundo Car-
los Leite, na roa do Queimado, n. 27, ha chegado
nm ptimo sortimenlo da verdadeira sarja hespa-
nhola, a 3,200 rs. o covado ; tambera ha de 2 200
2,500, 2,800 e 3,000 rs.; panno fino, prova d li-
mito, a 3,800, 5,000, 7,000,8,000, 9,000 e 10,000 rs. ;
chapeos francezes finos, do ultimo gosto de Paris ,
com aba maior, conforme a nova moda, a 7,000
8,000 rs. ISeste armazem tambem se vendem fazen-
das por atacado o mais barato posshel.
^
&
VENDE-SE
Cha muito superior
labricado no Mn-de-Janeiro,\
Denominado Braseiro,
o melhorque tem apparecido neste mer-
cado, pola sua qualidade ser mais supe-
rior do que a do mesmo cha hysson, de
urna libra para cima, por. prego com-
modo : no fim da ra da Aurora n. 4, a
fallar com Jos de Almeida Brrelo Bas-
tos, das 6 as 9 horas da manhSa, e del
as 2 da larde. No mesmo lugar tambem
se vendo cha familia, da mesma provin-
cia com as inesmascondijocs.
Vendem-se acedes da ex-
tincta companhiade Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira lrmos & C, ra da Cruz,
n. 9.
- Vende-se, oti arrenda-so unVgrando sitio na ra
Imperial, com duas moradas de casas, urna para
grande familia, na Trente da ra ,e oulra mais pe-
quea dentro do mesmo sitio, com bons parreiraes
e minias fruteirus de boas qualidades todas novas
e ja dando frulo, com um grande viveiro no iundo :
na ra Direlta, o. 135, loja de cera onde se.far
fluaiquer dos negocios, por seu dono ter de retirar-
se por molestia.
Jttfe Yendem-sc chapeos de superior
.rff-H^caslr, brancose pretos, por preco
mu'lo barato : na ra do Crespo, n. la,
!<>r. de Jos Joaquim da Silva Maya.
rfor qualidade: no escriptorio de
Oliveira lrmos & C, na ra da
Cruz, n. 9.
FARINHA DE MU410.
Vende-se, as libras superior farinha de railho,
excellentn para pfio, caugicas, bolos, etc., por
pre^o commoda: em Fra-de-Portas,*rua dos Gua-
rarapes, n. 28. Tambem se vende, na mesma casa ,
milho moldo, proprio para pastaros. -
Sarja mais barata nao de
possivel.
Vende-se superior sarja preta hespanhola, pe-
lo barato preco de 2,000 rs. o covado : a sua quali-
dade he suIHciente para chamaros compradores:
na ra do Cbllegio, loja nova da estrella, n. 1.
Ricos tapetes
para ornsr salas, mesas, candieiros, lanternss, cas-
tigaos ecampainhas, redondos, quadrados e trian-
gulares bqrdados e de oleado, com lindas franjas
de 13a de todas as cores; luvas de torca I, proprias
para a Quaresraa, ao ultimo gosto de Paris, pretas c
brancas, com dedos e sem ellos, a 1,600 rs. o par ;
alpaca de linho, a 640 e 800 rs. o covado : na ra do
Ooei mado, n. 27, novo armazem de fazendas, de
Hay mundo Carlos Leite.
Urds trancados de listras c
quadros.
Vendem-se superiores cortes do brim trancado de
.Jiras e quadros, para caigas, de lindos gostos e
do'a qualidado pelo preco de 2,000 rs. o corte :
na /ua do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
Casimira elstica, a 720 rs. o
covado.
Na loja da esquina que volta para a ra do f ni|-
io n 5, vende-se casimira elstica de 19a e algo-,
dio de lindos padrOes e muito encorpada pelo
barato prego do 720 rs. o covado, e que se, torna
recommendavel para a ostagflo presente.
Vende-se urna preta de 30 a 40 anuos com al-
gumas habilidades na ra Direita n. 93, segundo
andar, na esquina do becco do Serigado..
Rio-Formoso.
Vende-se urna obrigagflo do Antonio de Paula Ma-
dureira, morador no Rio-Formoso: na ra da Ca-
deia do Recife, n. 8.
Vendem-se presuntos, baldes o tinas propriai
para lavar roupa; vassoura para varrer salas e ta-
petes : ludo ltimamente chegado dos Estados-Uni-
dos : na ra da Cruz, n. 7, armazem do Davis & C.
A 1^600 rs ocovado.
Vende-se merino preto de 7 palmos de largura ,
pelo baralo proco de 1,600 rs. o covado i na loja da
esquiqa que volta paran ra do Collegio, n. 5, de
(uimaraes&Compaiihia.
Noyos gambrees.
- Vendem-se cortes decaigas da excel lente e supe-
rior fazenda denominada gambreo, pelo barato
ftrego de 1,800 rs. o corte : esta fazenda Unto em
gosto como em qualidado, rivalisa com as melho-
rea casimiras na ra do Collegio,. nova loja da es-
trella, n. l.
Vendem-se ancorlas de
diversos tamanlios, com vinho da
ftladeira, tinto e tranco, de supe*
Novo panno para lences.
Vende-se superior panno para lenges, com 2 i
varas de largura pelo barato prego de 3,000 rs. a
vara ; esta fazenda he meihor do que a brotanha de
Irlanda, da mesma largura.quo ltimamente se ven-
deu nesla mesma loja por ser de puro linho : na
ra do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
A 1,000 rs. o par.
Na loja de Gumariles <5c Companhia confronte ao
arco de S.-Antonio n. 5, vendem-se meias de seda
preta curtas, pelo barato prego de 1,000 rs. o par.
--Vendem-se postillas da analyse rio constituig-lo
para o segundo anno da academia de Olinda; ditas
de direito publico para o primeiro anno : na ra da
Madre-de-Oeos, loja n. 36.
SfiSF
SSF
Vonde-se superior farinha de trigo de Trieste,
chegad no ultimo navio: no caes da Alfandega ou
na ra doVigario, n. 9 ,a fallar com Joo Tavares
Cordciio.
- Vend-se a armag5o da venda da ra da Cruz ,
n.66; urna balanga grande; dous bragos pequeos
do autor Homiio ; tornos de medidas; e outros uten-
silios : na ra deSenzalla-Nova, n. 4.
-Vende-so um cavallo alazio, novo, gordo e bo-
nito com muito bons andares: na ra do Quei-
mado, n. 51.
VENDEM-SE
estojoscom dnas navalhas in-
glesas, para barba, *
fabricadas pelo meihor autor, chegadas prxima-
mente de Inglaterra a 2,000 rs. cada estojo. Estas
navalhas silo garantidas, porque, nilo s se trocam
as que porventura nilo saiam boas, como tambem se
restitueo seu importe, quando o comprador por
acaso se nflo agrade de nenbuma dellas depoisde
as experimentar, istoestando som ferrugem e bom
tratadas: tambem existo anda para vender urna
pequea porgOodasda China : na ra larga do Ro-
zara,* loja de miudezas do l.ody, n. 35.
Bolachinha de araruta,
ltimamentehegada do Rio-de-Janeiro, na barco
Commaro/o, em latas de 6 libras, polo diminuta pre-
co de 2,000 rs, cada lata : no caes da Alfandega ar-
mazem n. 1.
Vende-se urna escrava boa engommadeira e
que cozinhaodiario de urna casa : he de boa figu-
ra o sadia : na casa pegada acadeia, n. 21, segundo
sndar.
Vende-seuma linda mulatinha de ISannos, que
coso, faz ronda o cozinha o diario do urna casa: na
na de S.-Jos, n. 21.
Vende-seuma parda ainda moga, boa lava-
deira, sem viciosnem achaques, e que cozinha o
diario de urna casa o cose : na ra da Cruz, venda1
n. 32, se dir quera vende.
Clicguem ao muito barateiro.
No Passeio-Publico, lojis ns. 9 e 11, de Firmisno
Jos Rodrigues Ferreira ha um completo sortimen-
lo de cortes de cambraias brancas e de todas as co-
ros pelo barato prego de 2,400 rs. o corte e sendo
em porgSo se darfio a 2,000 rs.
1.1,000 rs., da 47.' lotera a benoHcip da S. Casa da
Misericordia: na ra da Cadeia loja de cambio,
n. 38, de Ma'ioel Gomes.
_ Vende-se, na luja da rus do Crespo, n. 11, Di-
reito civil, por P; Jos de Mello; l.ivro segundo di)
direito das pesaoSSj. I v. ; Philosophia por Charras,
1 v.; dieeionario italiano; grammatica dita; dita
franceza de Monleverde ; dita portngueza ; Historia
da America ; 2v. j Virgilio, 3 v. : Horacio; Corne-
|o; Fbulas; Selecta; OragOes de Ci.ero em por-
tuguez, 3 v.; Historia natural da religiflo ,5 v.; e
outros muitos livros do aulas, por prego ala i to ba-
rato.
Vendem-se 10 escravos, sendo pretas com ha-
bilidades; 2 pretos, sondo um delles de nagflo Cos-
ta ; um bonito moleque de 16 annos; duas pardas
com habilidades ; orna mulatinha de 6 annos : todos
sem defaitos nem achaques : no pateo da S.-Cruz,
n. 14, so dir quem vendo.
Vende-se um relogio com correte de ooro : na
ra de S.-Bom-Jesus das-Cnoulas, n. 19, por cima
da venda.
Vende-te cimento de muilo boa qualidade, a
9,000 rs. s barrica: no armazem do Braguez ao p
do arco da CnnceigSo.
Vende-se urna boa escrava cozinheira e engom-
madeira : na travessa do Dique, n. 9, primeiro
andar. Na mesma casa alugam-se duas escravas pa-
ra todo o servigo.
Vende-se, na ra do Crespo, n. 11, Boggur ,
diccionario geographico, 1 v.; Direito das gentes ,
ou principios da lei natural, 2 v.; Elementos de al-
gebra, por Lacroix ; tratado das oporaefles -do ban-
co, 1 v.; o Arcipestre, novclla ; a Noiva de Majlrid;
Frei Angelo.
Vende-so um torno completo de medidas de
pao para seceos, novas; um (landres para azeito
decarrapato ou mel, com as competentes medi-
das ; 3 enxadas, 4 agoadores; 2 forquilbas ; 1 sit-
cador; e mais utensilios para sitio por prego mui-
to commodo : na ra Formosa, n. 2
Vende-se urna preta de nagflo, muito moga, boa
cozinheira, e parida de primeira barriga; com mui-
to bom leite : vende-se com a cria ou sem ella : o
motivo por que se vende se dir ao comprador : na
ra da Cadeia, n. 19.
Vende-sel diccionario italiano-portuguezevice-
versa em 2 volumes grandes ; Cmeiner, direito ec-
clesiastico, 3 v.; Coldsmilh's Romn history, 1 v. ;
dita em portuguez ,1 v.: na praga da Independen-
cia loja de encadernagflo, n. 12.
.Vende-se umaescrasa rccollrida, de 14 annos ,
que cose chflo, faz lavarinto e ponto de marca,
cnsaboa e tom principios de engommado e cozi-
nha : ho muito fiel e nilo tem vicios nem achaques :
na ra do Sebo, n. 33.
Vende-se urna preta [crioula de bonita figura ,
que cozinha, engomma bem faz rende e lavarinto
o meihor possivel, cose lava de varrella, es-
lava criando, ainada tem muito bom leite, e porisso
he propria para criar: o motivo por que se vende,"
se dir ao comprador por sao que s se vende pa-
ra fura da provincia : na Camboa-do-Carmo, n. 33.
Vende-se um pardo de 18 a 20 annos, proprio
para pagom, nSo tem vicios, porque nilo bebe e
nem fuma : na ra da Cadeia do Recife, n. 11.
Vende-se para lora da provincia,
ou para algam engenho, urna parda de
20 annos com urna cria de 6 mezes ,
muito linda : a parda cose, cozinha e
faz muito bem renda : na ra das La-
rangeiras, n i4, segundo andar.
Vende-se urna preta moga boa cozinheira, t%-
gommadeira, o que faz todo o maisservigo de una
casa : na ra do Vigario, n. 7.
Vendem-se 2 lindos moleques de 18 annos;
dous pretos de 25 annos, proprios para todo o sjw-
vico ; -2 pardos do 16 a 25 anns sendo um M
carreiro ; 2 mulalinhos de 8 a 10 annos ; urna a
lilinliade 14 anuos; urna negrinhn de 10 annos, 0
principios de habilidades; 4 pretas de 16 a 25
nos, entre ellas algumas com habilidades; um .
sal de escravos mogos, proprtos para o servig
campo; urna preta do idade, por 150,000 rs.I
ra do Collegio, n. 3, se dir quem vende. K-
Vende-se linlia de linho pa-
ra bordar, a mais fina que ha .- na
ra do Cabug, loja de miude-
zas doGuimares.
Vende-se uma venda, sita na ra larga do Ro-
zara, n. 23 sorlida, bem afreguezada para trra e
que tambem vende para o mallo : o motivo por que
s venda* he por no se querer usar mais deste ne-
gocio, ese querer liquidar com a praga : a tratar
Da mesma venda, u na ra Formosa, n. 5 que todo
0 negocio se far.
Vende-se um molecote peg<, de nagflo, de 20
nnos, oque be carreiro: no pateo de San-Pedro,
n. 7.
Vendem-se coliecgOes de vistas de Pernambuco,
sendo as da ponteda Boa-Vista,ponto do Recife.Oom-
Jesus, Olinda, Pogo-da-Panclla o Cachang, feilas ao
beneficio da sociedade da Beneficencia allemSa e
suissa : no' armazom deKalkmann& Rosenmund ,
no hotel Pistor; as lojas dos Srs. Luiz Antonio Si-
quoira > Snra. viuva Cardozo Ayres t Filhos, na
rnjt da Cadeia do Recife; as lojas dos Srs. Sanios
Neves & Guimarfles, na ra do Crespo; do 8r. Jos
do Alenquor SimOes do Amaral, na ra Nova; e do
Sr. J. Chardon no Aterro-da-Boa-Vista.
Vende-se urna bonita oscrava do Angola d
20 annos que cozinha bem engomma e cose n
becco lo Sarapalel. sobrado n 12.
Vende-se,' por barato prego, uma agulha d
marear dous oitantes proas laboas americanss
urnas ditas inglezas, duas ditas usadas:, um trata'
ilp pratlco loapparelho dos navios no ftecifn yj*
d cabos, do 3r Caelano da Costa Morei
Vende-se um preto de nacjllo, niuitf juj
zinheiro.e que faz toda e qualquer comida que se|h>
mandar fazer ; um moleque de 8 annos um nmi!
tinho da mesma idade: na ruada Punha, n. ai r,r;"
'metro andar. Na mesma casa aluga-e umapretj
moga que sabe fazer todo o servigo de uma caja >
pequea familia.
'*m- SAL.
Vende-se ssl de Lisboa, chegado ulii
1,200 rs. o alqueire, medida volha ; no bcco |c |j *
noel Luiz Gongajves, armazem n. 4. No mesmo ar-
mazem tambem vende-sesal do Ass .ebegadu no
patacho Dotu-lrmii.
Vendem-se chitas limpas muito oneorpada.
muito fortes, a 120e l0rs. a retalho e ls pecis
a 4,800 e 5,500 rs.: na ra estreita do Hozarlo n
10, ter cetro andar. '
Conlina-sea vendar boa manteiga. a 400 la*
e 800 rs.; banha de porco, a 440 rs.; cal c-ido /i
160 rs.; dito em gro a 120 rs.; cha hysson ,
4,920 e 2,560 rs.; toueinho de Santos, a 200 rj
dito de LishOa a 320 rs. ; cevada nova a 100 rs '
espermaceteamericano, a 800 rs.; carnauba de '
7 e 9 em libra a 280 rs. a libra ; bolachinha inBuJ
za a 220 rs.; assucar mascivado a 50 rs.; dito t-
menos, a 60 rs.; dito branco, a 70 e 80 rs.; dito
branco fino, a 90 rs. ; caixoos de doce do go'uba
muito bom o de 6 em arroba a 880 rs.: no patoo
do Carmo esquina da ra do Heras, lado direito,
n. 2.
I.oja de Magalliaes $ Irmao,
na ra do Queimado,
n. 46.
Nesta loja vendem-se cortes do cseas de cores, *
3,000 rs.; ditos de cambraia branca lisa, a 3,209 e
4,000 is ; eugoa de sci 3,200 rs.; meios ditos, a 1,600 rs; cambraias aMr-
tas, a 4,200o 4,500 rs. o corte; ditas brancas
tas, a 4,600 rs.; muito superior panno para l<<
de mesa, de 4 palmos e meio do largura, a 640 r
vara ; lencos brsncos de cambraia com boira oberia,
a 300 rs,; chita de coberta, a 200 rs. o covado ; dita
para vestido, de cor fixa, a 160 rs.; lengos bordados,
a 320 rft.; cortes de vestido de Iflazlhha, a 3,900 rs;
camisas de meia. multo superiores,a 1,400rs.; chales
de soda, a 10,000 rs.; mantas 'de dita, a 8,500 rs
chales de Ifla e seda, a 4,500 rs.; setim preto, a 2,200
rs.; bicos de varias qualidades; e alm disto, um
completo sortimenlo de fazendas, -proprias para esta
praga e provincia.
Escravos Fgidos.
oeernoc
Palitos de fogo.
Ra d )Queimado, n. 16.
Vende-se a meihor 'qualidade destes palitos,
em porgo o a retalho, chegados recentemento de
Vienna da bem conhecida fabrica do A. Bejer de
cujosse aiancam a superior qualidade.
-- Vendem-se diversos escravos, che-
do Gear
Fugio, no.dia 18 de Janeiro, um cabra, de nome
Joaquim, alto, reforcado, de idade, com a'barba
branca cabellos corridose bem pretos; levou um
surrao de pello de carneiro chapeo de bata usa-
do, caigas de algodo de listras rotas no sssento;
tom os tornozellos dos ps um tanto inchados. Es-
te escravj foi preso em S.-Lourengo-da-Matta ,e
lornou a fugir junto aos Remedios, do p*bdr de
uma pessoaquo oconduzia para esta cidade ; veio
do MaranhSo e diz ser de Caxias : quem o pegar l-
velo a ra do Vigario, n. 24, que ser raompen-
Ho, no dia 12 do correnle, um pirdo, de no-
[eTTcente, de 40 annos, alto, reforgado do corpo;
9 o# ps_4j0i;los bstanlo grandes o largos, e
Vcarogosquo parecem lobinhps, pro-
rojestias venreas; levou caiga azues,
, e bonete de panno azul j velho;
Bve-o a ra das Triucbeiass, n. 50,
', que ser gratificado.
m boa gratifica cao,
>q*mm pegar o escravo Jacbb, crioulo, de 18 a 20 an-
envolvidos, crum poueo fula, nariz chato, falla
randa e humilde ; levou duas camisas de algodflo
trancado azul, e caigas do mesmo panno listrado ;
eyadio-se do engenho UHnga-de-Cima da fregue-
zia doCabo, ao amanhecer do dia 11 do correnle,
associando-soem soa fuga a um escravo do engenho
Bom-Fim, limitrophe daquolle, pertencente ao
coronel Bernardo Tolentino Manso, o qual socio
chama-se Joaqun ; he cabra, de 16 a is annos;
tem os dentes limados; bsixoesecco do corpo- ha
prohahilidade de terem seguido para o Recifo.'por
terem sido ambos comprailos em aquello lugar, e
primeiro ao Portuguez Francisco Outra Bacedo, mo-
rador no Aracaty, e que negocio.u com escravos pa-
ra esla provincia para ondo veio com este-no va-
por Pataenu, na sua entrada neste porto no dia 17
dojunhodo anno paoximo passado;o segundo
comprado pelo actual possuidor aoSr. Antonio Ri-
cardo do llego, morador na ra do Collegio. Roga-
se as autoridades policiaes que deitem suas vistas
para estes dous esevavos, que talvez mudem de no-
me para se suhtrabirem as pesquizas, e-sendo cap-
turados no malto, poderflo ser entreguoa em um
dos engenhos mencionados cima e na praca era
casa do Sr. Manoel Ignacio do Oliveira.
Fugio, no dia 3 do correnle, o escravo Caetano,
de35a 40annos, baijo, pouca barba, cor nSo mui-
to preta ; tem alguna signaos do cicatrizos pelo pes-
cogo, pespequonos o chatos; est bem surrado ; foi
escravo do doutor Jo0o Baplista Soaros, e-vendido
pelo mesmo, a Manoel de Souza Seabra, morador em
n. S. do O'. Esto escravo bo canoeiro e padeiro tal-
vez esteja trabalhandu em alguma pad*ria ou mes-
mo andando em alguma canoa : quem o pegar leve-
o a ra de Agoas-Verdca, u. 46, ou a comarca do Ca-
bo, em N. S. do O' a casa do dito Seabra, que ser
Lotera do Ro-de Janeiro
VenUem-te bilhete, a 22,000 rs., e meios ditos, a
bem recompensado,
os prximamente do Lieara ^endo : I Fugio, na noitede 10 do correnle o escravo
pardos e pardas : todos Joa po de 40 annos para cima cor preta, pouca barba,
e bigodes alguin Unto crescidos, beigs grossos, e
no inferior tora algumas ma.rcs*do feridas; tem nos
calcanhares signaos do quera j leve bichos; levo
caigas de algodSo de listras com o assenio escuro
coroulas do algododa Ierra e camisa de algodao
zinho azul trancado: quom o pegar, leve-o a ra di
Soledade, n. 7s .ou a ra das Cruzos, n. 30, que se-
r recompensado
pretos, pretas
mocos e de boas figuras, entre os quaes
uma preta con urna cra de rner e meio ,
com muilo bom leite'; um mulatinho de
8 annos pouco mais ou menos, proprio
para andar com criancas em casa : na
ra do Crespo, loja n. a A, se dir quem
vende.
Vende-se um moleque crioulo do 7 a 8 annos ,
proprio para aprender olficio ou acompuuhar me-
ninos -. na ra do llangel, restilagao u. 4.
-{
PtR. : NA TTP. DE M. F. DIFAMA. 18
H
"*,jtt'-'*'
\ MUTILADO
/
i*


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