Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05484


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Full Text
Unto de 1848.
Sexta-fe ira 13
O ni'til 10 puhltea-ie todoi os din que nao
forem 'I* RUarrta i o nreco di msijmtur, 'ic He
JjOOf. r.poi qnartel. !** adinnlailnt. Os an-'
minaos do essignantes ao inserido* ras "10 le
10 rs. por linha, 40 ra. em lypo difirante, < as
,enetedes pela nwUde. Os quenco frem assig-
naules pagaro 80 rs. por linha, a 160 eia lypo
dillerote, por cada publicaco.
PHASES DALAflOMEfcDK M AIO.
|j>aBQ*a. ,>* horas e M min. da n.nV
Crescent a I* U mi, da maoli.
La cheia a 18. *$ 4 "'- da manh.
N Dtjoaute a JS, *a 4til min. da mana.
PARTIDs DOS CORREIOS.
Goianna, Parliilia as secundas escitas feras
Rio-tW^d>-d0(orte quintas feiras sometadla
Cabo, Serinhem, Riororraoso, Poito-Calvoe
Macelo, no 1.*, a II e II dcada mor.
Gara nlilitis e Bonito, a 8 e JS.
Roa-Vl'U e Florea, a I e8.
Victoria, 4a quintas-letra?.
Olinda,lodos oadias.
PREAMAR DE HOJB.
Primeira, aos 80 minutos da larde.
Segunda, aos -i* minutos da rnanha.
de iWaio
Anno XXV. N. IQ7.
DAS 1>\ SEMAIfA.
8 Segunda. S. Heladio. Aud.do J. Hosorph. Bohre Londaes a it d. por llOOOra.a o d.
doJ.doo. da2. edoM.d 2. y. "'a Parta I4& a '50 rs. por tranco.
t* e\ r% u .... ..... '-._ ir .1 .........a
9 Terra. S. Greijorio Natian:eno. Au'l. do J;
do cirel. e rio J. de paz do 1 dist. da I.
0 Quarta. S. Filcdelfo. Aul. do J. do civ. e
do J. de paz do ? dist. de I.
1 Quima. >. Anastacio. Aud.do I.dosorph.
edo J.m da l. vara.
2 Se do J. de pai do l rist. de t.
tS Sabbado. S. Pedro Regalado. Aud.do J. do
civ. do J. de paz do I dist He t.
14 Domingo. S. Bonifacio.
CAMBIOS NO DIA II DE MAIO.
-... .-- -----------------------
LiahOa 'lOOjxir 110de premio.
Deao. de Ultras de bolas firmaa I /,"/ a-m.
28&iM> a tafisM
Oro'Oucas nespanholee
Modasde Hnii velti .
a ile Cflfli'nov .
, de 4/000 .....
Prafa Pataco.. .......
a Pesos eolutnoarea...
a Ditos me ricinos...
a Miuda..
16 *'l 00
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Acces daoomp.do tleberibe de 10fm rs. ao pe*
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DIARIO DE FE
PARTE OFFIML.
f
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MINISTERIO DO IMPERIO.
im S*- Sr- Repretentlndo Joaquim Mariano
de Azevedo Soarea, qualificado votante na freguezia da
villa de Marica, qu o presidente da cmara municipal
daquella villa, Anlonio Jos Ferreirade Mcnezcs, tendo
reclamado perantea Junta de qualiflcacao contra a ex-
clusao de vario CWadSos, fram suas reclauaces alten-
didaa e auscltando este facto a seguinte duvida :
Se o presidente da cmara municipal, ptanualquer das
outra autoridade designadas pela lei de 19 de agosto
de 1846 para faaer parte do concelho municipal de re-
curso, Sea inhibido de exereer seas funecoe por lar,
como limpie cldadao, feito reclamacoes perante a jun-
ta de qualiflcacao, de cujo acto teem de conhecer o di-
to concelho :
Houve Su Magestadc o Imperador por bem declarar
que ha legitima uspeicocm qualquer do membro* do
referido eoncelho, para conhecer dos recurao, cin que
foi parte por si, ou como procurador de outros perante
a junta de qualiflcacao, devendo nete caso eer chama-
do o aeu subtituto legal, em que comtudo fique inhi-
bido de fuucclonar no mesino concellio para o juiga-
iiii-nto da outra reclamaces.
O que couiiiiunico a V. Exc., para seu conheclulento e
governo; cumprindo que raesta conforuiidade expeca
as precisas ordena.
Deoa Riiarde a V. Exc. Palacio do Rlo-de-Jaueiro, em
13de.abril de 1848. ficeiul di MuetM. Sr. presi-
dente da-provincia do Rto-de-Janeiro.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 9 DO COURENTE.
Oflcio. Ao Exin. mordomo da casa imperial, trans-
mlttindo c<5pia do efltcin em que o vicc-preaidente da
Alagdi participa que. na primeira occail5o_opportuna,
far embarcar, aaerem entregue dispoticao deS. Ex.,
o pranchd** que encuminendou para as obras do im-
perial palacio da Boa-Vista.
Dito. Ao Exm. vice-preaidente da Baha, aecusando
reeebldo dous exemplare do relatorio apreentado_
respectiva aasembla provincial na abertura da seasSo
ordinaria deate anno.
Dito. Ao Exm. Sr. Francisco Joa de Soma. Soarea
*de Andrea, secutando re#pc*o do aro officio de 10 de
abril, em qaeeommuolca ler, nee dia, lomado pone
da presidencia do Rio-Grande-do-Sul; agradecendo os
eus obsequioso offereclinento; eassegurando-lheque
empre o achara prompto para tudo quanto possa apro-
veitarao (ervico publico e ao parllcular de S. Ex. No
nesino sentido ao Exm. Maitoel Jos Gomes Rebello Hur-
ta, vice-pregidente da provincia de Minas-Gerae*.
Dito. Ao cominandante das armas interino, tran*>
niittiudo, para terein o destino conveniente, as parte
aecusatorias do anipecada Uahoel Alberto do Rosario r
do soldado Antonio Ferrelra, pertencentca ao contin-
gente do 1.a batallino de artilhara a fi, destacado na
provlnela das Alagoas, donde vterain ellas com ofiicio
do Exm. vice-prealdente respectivo. Particlpou-se ao
referido vlce-presidente.
Dito. Ao niesino commandante das armas, recoin-
inrndando mande eacuaar do aervlco o recruta Jos Ro-
berto da Paixao, visto estar Isento do recrutamento, se-
gundo provou.
Dito. Ao mesmo, exigindo os esclarefimentos que,
no rnelo que Ihe remelle, exige o vice-prcidente do
Rio-Grande-do-Sul, acerca do toldado do 5." batalhao de
cacador'e, Joaquim Jos Manocl, que pede se Ihe man-
de contar a prac.a desde o anno de 1830, em que allega
ter servido oacornpanhia de artiiharia da brigada desta
provincia de Pernainbuco.
Dito. Ao mesmo, autoritando a remonta de cavallos
de que precisa a companhit IIxa de cavallarla, segundo
sr deprehende de ua representacao de hontem, firma-
da em Outra do commandante da referida coinpanhia.
Omciou-se a respelto ao inspector da thesuuraria de fa
xenda e ao cominisaarlo-pagador..
Dito. Ao presidente c ao secretarlo da associacao
commeroial desta praca, dltendo que aceita o titulo de
socio honorario delta; agradecendo aummamentc aa ob-
sequiosa expreaadea de SS. SS., e assegurando-llies que
pdem contar senipie com o apoio e coadjuva;ao da pre-
sidencia para tudo qUanto fr tendente ao augmento e
prosperidade da mesina associacao.
Dito. Ao bacharel Jos Cerdoso de Quelro?. Fonse-
ca, dando-se por iteirado de liaver S. Me. entrado no
FOIJIETIM.
MEMORIAS DE UM MEDICO, (*)
por aiernfjre 9uma0.
TFJCFIRA PARTE.
IX.
A BATOEIRA SI AMNItB MMtOSOPHOS
eume dagraciosa collina com tanu difflculdade su
U peloa tres botnicos, seoatentava um deases peque-
Do retiros rustidos, construidos de madelra, com colim-
aaa nodosas, rematadla em frma de pinha, e janellas
alcatifadas de hera e de cirnateles; verdadeiraa importa-
ede daarchltectura inglesa,' ou antes dos jardineiros In-
gleiea, os quara imitain anatureza, ou para melhor di-
zer, inventam urna natureza, toda deiles, o que da certa
originalldade a suas creaede inrela c Invences ve-
getaes. -
() Vid* Diarw n. IOS.
ataataa-^" 'i
Iexercicio de promotor publico dos termos de Olinda e
Iguaraaa, no dia 6 do corrente.
Circular. Aos commandante superiores e chefes de
legies da guarda nacional da provnola, recoinraendan-
do a expedlcao das convenientes ordens,' para que os of-
ficiaes da mesina guarda naoional se-nao correspondam
com o governo, sem ser por intermedio de SS. SS.
Portarla. Nomeando delegados: do termo de San-
to-Anto, ao commandante superior Manoel Tliom de
Jess; de Serinhaem, ao coronel Gaspar de Menezes
Vasconcellos deDrumond; doRio-FOrmoso, a Fran-
cisco de Barros Reg;. c de Goianna, ao doutor Joao de
Caldas Ribeiro Camilos. Partloipou-se ao desembar-
gador chefe de polica interino, cuja proposta deu lugar
a etas nomeaede."
Dita. Dcmittindo, era consecuencia de proposla
do desembargador chefe de polica interino, o 1. sup-
plente do delegado de termo de Goianna, e nomeando,
para substitui-lo. o doutor Luis Goucalves da Silva.
Coinuiunicou-se ao desembargador chefe de polica in-
terino.
DEM DO DIA 10.
Portara fc O presidente da provincia
ha por bem'declarar sem cfl'eito a reforma
dada ao maior da primnirH legiao da
guarda nacional do Bonito, Jos Alvesde
Moraes e Mello, que fra baleado no ata-
que de Lages. O que participa ao Sr.
commandante superior respectivo, para
sua intelligencia e exceucS, c am de o
fazer constar ao dito raajor.
Dita. Exigindooservico publico, que se proceda a
cerlos exames e averlguacdes no arsenal de guerra, e no
convindo que, durante esse tempo, esteja na direcy.o
o actual director, coronel Trajano Cesar Burlamaqtir;
o presidente da provincia encarrega interinamente del la
o lenente-coronel Antonio Gomes Leal;Officiou-sc a
respelto ao commandante das armas interino, ao com
missarlo-pagador e ao-coronel Burlamaquc.
Officio. Ao Exm. Antonio Joaquim de Siqueira, dan-
d-se por iteirado de liaver S. Ex. tomado posse da
presidencia do Rio-Graode-do-Norte no dia 29 de abril
prximo lindo; agradecendo-lhe oseus obsequiososof-
fereciraenio ; e aegiirno-lbe ue settiprc o achara
disposto para tudo quanto Iftr do servlfo pnblico edo
particular de S. Ex.
Circular. Aos commandante superiores c chefes de
legio da guarda nacional da provincia. Um. Sr. -
Ordene V. S. aos commaudantes dos corpos da guarda
nacional sbseu commando, que, debaixo da mais res-
tricta responsabilidade, naosodevem dar-lhe parte tic
todas as icquisices de li'c.asque liles frcm feilas, afim
de que V. S. faca disso sciente a este governo ; como
tainbem, que nao devem ser facis em por a disposicao
de quaesquer autoridades policiaes grandes contingen-
tes de fdrfa; porquauto, no estado de irritacao em que
se acham os espiriloa, he fcil de acontecer que se abu-
se da forja publica, que su dever ser empregada em de-
fea do throno c da ordem publica. O que Ihe hci por
multo rccoinmendado.
receber como a maior prova de semelhantos sent- Os desastres da Fronda Inflo pdem tor influencia
nclitos o cumprmento rii?oroso dos devores quoaldirecta nos nossos deslinos; embora g revoluejo do
S, me. fnra idenmbidas em pro das innocentes me-ljulho fosse a causa que apressou n rovolUQflo de a-
..1_______.....- -. ... -_____,MU..., I..!! rx h Ja Umb'.I nld aflll .Y
ninas que a provincia adoptou por lilhas.
Dita. ~ Ao juiz municipal supplente da segunda
vara desta cidade, significando que Ihe nflo pode ser
fomecida a ordenanza que requisita; o que a en-
trega do expediente do juizo deve de ser incumbida
aosnfliciaes dejustign, que neilo servem.
Dito. Ao commanilante superior da guarda na-
cional do municipio do Recife, declarando nomce
pora commandar inlcrinsmente a respectiva I. le-
gi.lo, durante o molestia do chofe della, o tenonte-
coronel do 1." batalhao, TheoHoro Machado Freir
Pereira da Silva, que, segundo S. S. informa, he o
nico ollicial desse posto, que so ocha ern oxercicio.
Dito. Ao inspector do arsenal de marinha, sig-
nificando, em resposla ao seu ofiicio do 8 do corre-
le, que o recruta voluntario l.uiz Aurolio do Codoes e
Vasconcellos, dove de ser remettidoao cummandan-
(e das armas interino, para alistar-se no servico do
exercito, como requer. --Participou-se ao comman-
dante das armas interino.
Dito. Ao commandante superior da guarda na-
cional do Cabo, determinando faca empossar no
commando do respectivo 3. balalhflo o tenenta-co-
ronel Joaquim Manoel do Reg Ra'rreto. quencllo
foi reintegrado, em consequencia da reforma dada
a Jos Cordeiro deCarvalho l.eite, e quo declara a-
char-so prompto para entrar em exercicio. Parir*
cipou-se ao referido tenento-coroncl.
Dito. Ao commissario-pagador, ordenando pa-
gue a Jos Sancho Rezerra a quantia de cento e se-
tenta e cinco mil ris por que o coronel Joaquim Jos
Luiz de Souza Ihe comprou seto vezes para sustento
da tropa que commamlava na freguezia da Escuda
Participnu-se ao coronel Joaquina Jos Luiz de
Souzr, que solicitara a exped^So desta ordem.
INTERIOR."
POLITIGA GERAL
A JtEVOLliCO FRANCEZA.
I.* ARTIGO.
A'monarchia acaba de soffrer um tcrrivel golpe;
o throno de Franca dosabou; as tranqueiras de fe-
verniro desfizeram o quo haviam feito as Danquoiras
de jolln, e como o velho Carlos X, porm mais in-
feliz do qne o volito Carlos X, ahi est na Inglaterra
o velho Luiz Pliilippo.
Com a preponderancia da Franca, com o abalo
dado as ideins por essa immcnsa revoluto, com a
agitaco quelavra na Suissa, as duas pennsulas,
e al na l'russia, parece otivir ao longo um como es-
talar do turnos, que se dcspcHacam, um longo ge-
a monarchia acaba do sol
mido da humanidade : a monarchia acaba do sollrer
DitcT-- Ao'lnspcctor da thesotiraria da fazenda,| iiiti immenso golpe, e os monarchistas cobrem-se
ordenando, em consequencia de rcpregentagfio do 'do luto.
commissario-pagador, que suppra a rubrica Obra*
militares com as quantias necessarias s despezas
quo se houvercm do fazer com os reparos que se
mandou proceder no forte Jo Ruraco e no lelhado
do arsenal de guerra. -- Parlicipou-se ao commissa-
rio-pagador.
, Dilo. -- Ao juiz municipal o d'orphflos do termo
de Santo-Antilo, dando-so por sciente de tnr S. me.
assumido a vaio criminal da respectiva comarca.
Dilo. Ao director do arsenal de guerra, orde-
nando, cm virludo do representa;3o do commissario-
pagador, que da conta, quo em duplcala Ihedc-
volvo, das despozas miudas do mesmo arsenal, ex-
Irome as patcollas pertencenles rubrica Obrai
mililares, que silo as quo v3o notadas a lapis ;
bem como quo justifique documentalmenle o des-
pendi que so refercui essas parcellas ~ C.ommtt-
nicou-se ao commissario-pagador.
Dito. A directora docollegio das orphlas, agra-
decendo os sentimentos que manifestou presiden-
cia em ofiicio do 8 do corrente; e declarando que
Os Inglezes inventaram as rosas aiues, e a sua maior
auibicao lo i sempre a antllhese de todas as ideias recc-
bldas. Ainda ha de vir um dia em que cites nao de in-
ventar lizes preto.
Esse pavilbao, assaz espacoso para conter urna mesa
e seis cadelras, eslava ladrilhadd com tijollos, e esses li-
jlos estavam coberto rom urna lina esleir. As pare-
des erain construidas de seixiuhos em mosaico, cscollii-
dos boira da praia, e de mariscos ultra-scquaneos;
porque a praias de Bouglval e de Port-Marly nao oflerc-
cein aos olhos do viajor o 0U190 do mar, uem as con-
chinhas de Sn-Thiago, era tao pouco os busios naca-
rados e cor de rosa que se apanhain em Ilarcur, em
Dieppe, ou lobre os arrecifes de Santa-Adresse.
O tecto era de relevo. Pinhas, troncos' de arvores de
singular physlonomla, imitando os mais hediondos per-
lis de faunos oudeaniniaes selvagens.pareciam suspen-
so sobre a cabeca do visitantes; e, alni disto, via-e por
vtdroa de corea, aegtindo alguein olhava por Jim vidio
rouxo, encarnado ou azul, aqui o campo ouos boaques
do Vesinet, en nublados como por um eco tempestuoso,
acola resplandecentes como debaixo do ardente bafo de
um Sol de agosto, maralm fros e obscurecidos como
por una geada de deiembro. Nao havla mais que esco-
Ihcr o gosto, e d'ahi olhar.
Este espectculo dlvertio multo a Gilberto, que se poz
a observar por todos os vldros o rico painel que se Ihe
desrnrolava ao olhos do alto da collina de Lucieunes,
no uieio do qual serpenteava o Sena
Um espectculo todava bem interessante tambera (pe-
lo menos assim ojulgava Mr. de Jussieu) era o delicioso
almoeo posto sobre a mesa de madeira rustica, no raeio
"o'creine exqultllo de Marly, o bellos damascos e amel-
las de tucienne, a chouriease salchichas deNanterre,
Que influencia ter3o esses desastres na marcha dos
nossos acontecimenlos? Nlo o sabemos, nao o po-
demos prever; tudo cssenrialmenlo depender do
modo com que o poder ateitar essa sinistra lico,
da influencia que nos espritus dos goyernantcs po-
de exerecr. A previdencia, a vigilancia e mais que
ludo urna poltica prudente, porm sempre enrgi-
ca, urna poltica que a ninguem oppritna, que nlo de
ao governo tima massa do inimigos necessarios, lio a
nica que no desenvolvimento que vfo ler em lodo
o mundo os principios revolucionarios, pode ainda
afUncar a permanencia das instituicoes que desa-
bam na ICuropa.
Fallamos com toda a franqueza, comtodoodcs-
embarago, pois ninguem nos suppor eivados de an-
li-monarquismo, ninguem nos attribuir pensamen-
tos secretos; nlo somos dos que roigamos com a
noticia dos desastres de l.uz Philippe, e a nossa lon-
ga carreira jornalist, em que ncm titn sda, em
nem um s. artigo nos desviamos da nossa doutrina,
responde pela nossa sinecridade.
que fumegavam sobre uuia travessa de porcellana, sera
ue se llvessc visto um s criado traz-los; morangos
resquicsimos em um delicado cestlnho forrado de fo-
Ihas de vinha, e ao lado de urna mantelga esplendente
de frescura, o volumoso pao de rala da aldea e o pao da
flor da farinha. tao agradavel ao estomago estragado do
habitante da cidade, eis-ahi o que fez alear um grito de
admlracn a Rousseau, phllospbo consummado, mas
excellcnle conhecedor de bon boceados, poique,tinha
o appetlte tao vivo quanto o gosto modesto.
Que lnucura I disse elle a Mr. de Jussieu Pols nao
bastava pao c frutas? e ainda assim, deviamos us, co-
mo verdadeiros botnicos c laboriosos exploradores, Co-
mer o pao e trincar as ameixas, sem cessar de revolver
as umitas e os fossos. Lembra-se voss, Gilberto, do meu
aluioco e do seu era Plessis-Piquet.'
Lembro, sim, senhor; aquellc pSo e aquellas ccrc-
jas que me pareceram tao deliciosas.'
Justamente. Ainda bem! eis-ahi como altiiocam os
verdadeiros amantes da natureza!
Meu charo mestre, interrompeu Mr. de Jussieu, se
me quer cora Isso chamar prodigo, nao lera rasSo: nun-
ca almoeo mais modesto.....
Oh! exclaiuoii o phtlosopho, V. Senhoria deprecia
a sua mesa, senhor Lucidlo.
A minha?..... nao! disse Jussieu. .
Entao em casa de qnem estamos n5s? perguntou
Rousseau com ura sorriso que revelava o constrangl-
mento em que se elle via, e ao mesmo tempo o seu bom
humor; em casa de alguns duendes?
Ou em casa de fadas! disse levantndose Mr.de
Jussieu e olhando de revs para a porta do pavilho.
Ue fadas! exclamouRousseau com alegria. Kntao
abencoadas sejam ellas pela sua hospitalidade. F.u estou
cora fomc; comamos, Gilberto,
bril, o povo do Brasil nflo esta tao relacionado Com
o povo di Franca, que os succassos de um produ-
zatri directaiiieii^e successos idnticos ou anlogos
nooutro.
Entretanto, relucamos um pouco sobre a revolu-
c.lo franceza Oassumpto he tao vasto e por tantos
lados pode ser considerado que, em um artigo ni-
co, nem a melado das obsorvaefles qne elle sugiere
pdem ser comprehendidas: tnais de um artigo,
pois, acerca delle esertveremos.
Luiz Philippe cabio pelo emperramento com que,
confiando-se em tima maiora ficticia, quenore-
presenlava o paiz e que o piiz repellia, urna maio-
ra corrupta, eleta por urna olygarchia igualmente
corrupta e faminta de corrupeo, sustentou desdo
1840 no poder um homem quo, apezar do todo o seu
merecimento de estadista (o esse era superior, como
odorci), altrabia contra s os odios de- quasi toda a
Franca e os fazia reverter para o ro que o sustenta-
ra. Luiz Philippe cahio porque leve a imprudencia
de declarar, ou de consentir que em seu nomo si'
declarasse qoe certos nomos eram impossiveis no
seu reinado.
Mil oulras concausas se dram, algumas dellas,
quacs as ontendemos, indicaremos em outros ns.
em que as desenvolvamos : por ora apenas podere-
mos oceuparmos com essas duas causas.
O rgimen ropresonlativo francez eslava completa-
mente falseado, urna massa de cerca de 300,000 elei-
tores em urna nac1o de cerca de 35 milhOesde ha-
bitantes constitua urna olygarchia to despropor-
ciona!, que, quando mesmo a corrupto o a frauda
fossem excluidas da eleigfo, o seu resultado nunce
poderia ser a representago da Franca, especialmen-
te quando excluidos do numero desses olygarchas,
tnicamente pelo censo indicados, oxisliam no ilo-
tismo poltico centenas de milhniros Jo cidados,
que sua posieflo individual, sua intelligencia, seas
cstudos chamavam com mais direto a oceupar-se
com os negocios, do que a mxima parte dos elei-
tores censitarios.
As eleicfics, j assim Jo pouco nacionaes, o go-
verno francez ainda mais as perverta, e embora nlo
chegasso essa perversflo ao ponto liorrivel que
chegaram as nossas, exclusivamente entregues em
cada freguezia aos subdelegados, delegados e ofll-
ciaes da guarda nacional, obedienlissimos aos presi-
dentes, seopru be cerloque,so entre nos um governo
que se apoiar na cmara, lera antes a aversao do
que o apoio do paiz, ao menos em Franca o apoio da
cmara nao representava o apoio de naciio.
E entretanto, nella fiado Luiz Philippe emperrou-
se em sustentar Guizot, idcnlifico.u-ae com esse ho-
rnera 18o completamente, que pareca dizer paeSo
franceza, e massa de inimigos ede rivaesdeGui-
zot:Perdis o vosso tempoem atacar, em aecusar
esse homem; com elle estou en.E a nacflo assim o
compreheudeu, e, para quo cahisse Guizot, proscrip-
ta se hcIiou urna dynaslia !
Medilcm nessa oceurrenca os llrasiloiros-: urna
dynaslia sacrilicando-se por lutar contra a opinifio
publica em favor do um homem!... edemos gracas
a Providencia pela coragem que iufutidio noa Srs.
Alvcs Branco e viscomle de Macah, que ousaram af-
frontar e libertar-nos do fatal iruulo da altamlega o
do bacha do Kio-de-Janeiro. Se a timidez e o em-
perramento dos ministerios em sustentar esse ho-
mem, apezar do grito do indignacHo e das clamoro-
sas argidos, que contra ello se erguiam na tribuna,
na imprensa, em todas as froguezias da provincia,
em todos os pontos do imperio, assim como dura-
ram qualro annos, maisalgum lempo se houvessem
prolongado... mas desviemos os olltosde tflo luctuo-
sas scenas. felizmente hoje impossiveis.
Enulc-se, que eram em Franca dous homens ira-
mensos, que, como estadista, como homem demo-
ralidade, Guizot, que nunca deixou passar na tri-
buna e na imprensa urna aecusaeflo sen victoriosa-
mente combate-la, s por escarneo, pode ser com-
parado com o mudo e itnpassivel estafermo, qne, ac-
E cortou urna respeltavel fatia de po de rala, pastan-
do o pao e a faca a seu discpulo.
Depois, dando urna dentada no milo compacto, eaco-
Iheu um par de aracixas, e po-ias ao p de si.
Gilberto hesitava.
Ande! ande! disse Rousseau, aa fadas podera of-
fender-sc cora a sua modestia, c bao de julgar que voe
acha o seu frstim-incompleto.
Ou indigno dos senhores, pronunclou una voi ar-
gentina a entrada do pavilho, onde ac apreaentaraan.
de bracos dados, dua dama moca e bellas, que, cora
o sorriso nos labios, faxiam aignal a Mr. de Juasicu que
moderasse os seus cumprimentoa.^
Rousseau voltou-se, tendo na maodtreita o paocaav
frado, e na eaquerda uraa aniclxa; vio elle essas duas
dcosas, ou pelo menos assim Ihe pareceram. pela moci-
dade e bcllea ; vio-as, c flcou estupefacto, cumprlinen -
tando-as tltubiando.
Oh l senhora condessa, exclaraou Mr. de Jeatleu.
V. Exccllcncia por aqui! que amavel sorpresa i
' Bons dia, charo botnico, disse urna daa aenhoras,
cora urna famillarldade e graca intelramente reaea.
Prrmita-inc V. Excellcncia que Ibc aprsente M_r.
Rousseau, disse Jussieu tomando o pbilosopho pela man
em que suslentava o pao de rala.
Gilberto, tambera, tinha visto e reeonhecido as duas
senhoras; abri, por tanto, grandes olhos, e, paludo como
a morte, pnz-se a olbar pela janella do pavilho fra,
com a ideia de te precipitar d'ahi abaixo.
Bons das, meu philosophoainho, disse a outra da-
ma a Gilberto aniquilado, ameigando-lhe a face com
um bofetaoziuho voluptuoso, dado com tres dedinhos
cor de rosa.'
Rousseau vio e ouvin, e quasi que se esgana o* eAJer,
porque o aeu discpulo conhecia as dua dcosas, e era.
conhecldo dellas.


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cnsadn Trente a frente, no senado, a ludo responda
afTrniitnndo com o seu silencio a opini.1i) publica
Nole-se que, se Gnizot era um grande ministro, Luiz
Philippn era o nrimeirn rei do snculo, e o rei per-
den-sn por querer sustentar eternamente o ministro
No redimen representativo ha urna vanlagem (in-
fel7 nentc, como todas as cousas deste mundo, an-
nexo n um inconveniente) he a instHbilidade dos
ministerios, he essa passagem sucossiva de grande
ntnsjBro de chefes polticos pelo poder. Luiz Phi-
lippe della se esqueceu, querendo, como os res ab-
solutos, tor um ministro vitalicio. O proprio do re-
gimen representativo he despertar mais anbicoes do
que pode satisfazer, lio crear dous partidos distinc-
tos e urna infinidade de partidinlios, que considera-
remos como matizes mais ou menos pronunciados
desses partidos. O chufes polticos desses partidos
gastam-se quando sbem ao poder, ganham nova e
mais forte tempera quando soacham em opposicio.
Entilo veom affluir para clles todos os amigos cujas
exigencias nSo poderam satisfazer, quando no po-
der, e que pois se haviam arredado do seu amigo
ministro; w?m em torno dellesugrupar-se horncns
que lhe eram infensos, mas cujas pretendes nflo
silo satisfeitas pelos miuislros acluaes.
O monarcha, que dissoseesquece, que conserva
ministros gastos, e deixa-osem luta com estadistas,
rada dia, cada hora majs fortes, nfo Cumprehendo
osseus pergos; s os compreliende quando tftbro-
iiso Ihedesaba.
IJa mais : os negocios de urna naeflo offerecem a
quem de pertoos examina um scm'futhero do dif-
ficuldades, de mpossibilidades prticas ; as opposi-
<;o>s, por mais prudentes quesejam, raramente del
vm] do contrahir ompenhos que diante desnas dffi-
culdades prticas nflo pdem realisar: dahi resulta
quo raro he o homem poltico, representante, por
mais elevado que seja, de um jnrtido, que, oito das
depois da sua estada no poder, nflo seja aecusado
por muilos dos seus de traiefio, de incapacidado.
Casto es rhefedo partido nSoselmprovsa: emquanto, pois,
o partido criado cria novos chefes que o giiiem, con-
serva-s inerte Se diante dos banquetes roformis-
t<,se dianle dessa manifestacilo eleitoral da cilla-
de do Pars, houvesse Luiz Philippo chamado ao
pnderOdillon lliirrot e talvcz Lamartine, nflo esta-
ra boje rei de Franca T
Mas Luiz Philippe tinha commettido a fatal indis-
criciodo os declarar, homens impossiveis no seu rei-
n.. l.i. Para elle tifio haviam mmislros postiveii se-
nSo Guizot, Molo Thiers, como a oxpressfio mais a-
dianlu.la das ideias liboraes : ficavam excluidos do
poder toda aesquerda, toda a extrema esquerda ; e
deslicrdados do poder os (befes polticos represen-
tantes dessas coros, nfio haviam ile detestar unta or-
dem de cousas que trancava a suas ambir/Oes a car-
reira legtima que Ibes offerocia o rgimen repre-
sentativo ? Era humanamente possvel quo csses ho-
mens se conservassem subditos mu dedicados de
um rei que se apresentava, ou consenta que o apro-
sentassem como implacavel inimigo delles? Nflo por
certo ; esses homens responda di conspirando, e o
frueto da conspirado, vede-o ubi : uina dvnnsla
extinguo-se sem que haja um s individuo que Iho
traje o lucto ; Ledru-llolin c a extrema esquerda silo
ngoverno da Franca !....
E repare-so que, declarando-os impossivois para
o governo, Luiz l'hilippo n3o Ihes trancava de todo
a carreira. das honras que ,sau mcrecimento indivi-
dual Ihes poda abrir, nunca Ihes trancou o parla-
mento, nunca consentio que os ministerios exclus-
sem da cmara essas notabilidades, que empregas-
sem a violencia, a corrupcilo, a polica e a lyrannia
para guerrear as suas candidaturas.... Homens de
moderaefio, como talvez Odillon-Barrot, podiam-se
conlontar com essas honras, acharem furias as suas
ambicOes. Coniquanto maisfrca, porm, nilo teria
lavrado a conspirarlo, se os homens impossiveis para
^governo fossem, depois de reduzidos quasi n mi-
seria por um systema abominavel de perseguidlo,
excluidos das cmaras, apozar de todas as sympa-
thias nacionacs. qurporserem as eleicOes forjadas
pelos inspectores de qusrlerio e seus pedestres sb
as ordens dos subdelegados, a poder de prisoos ar-
bitrarias, de a mea i;as do recrutit ment? O que tifio
seria, so quando por milagrea de popularidade con-
sogmssem esses homens a sua oleicfo, vissem dila-
cerado o seu diploma por uina maioria facciosa, ob-
denle ao governo o por ello acorocoada ?
Hojc a Franca so acha laucada em um pelago in-
sondavel de desgranas ; a familia de Luiz Philippe
be uina familia proscripta, o soffrimenlo ha de sor
sua partilba, soflVi ment para nos incalculavel; pois
nfo pojemos avaliar a dor que acompanha a queda
de um throno ; mas o estado da Franca he mil ve-
zesmais lamenlavel. Talvez quo um milagro a sal-j
ve ; se, porm, nllo so effecluar esse milagro, se urna
reacedo nao Irouxer ao poder a esquerda e o centro
esquerdo, o que ser da Franca cuja revoluto co-
meta, bum diversa nisso da de 1789, entregando o
poder a homens dignos da commum de Pars do
1793, e das insurreicOes torroristas ?
que chamou contra si odios de homens notaveis
trancando-lhes a carreira pelo rgimen representa-
tivo aberla a suas ambicOes. Proseguiremos ama-
nhfla..
(Brasil.)
IllAKIil IIK l'KKNAieilC.
'3B sana aa o>rj aman) a>a a3o3>
?
Ancorou boje neste porto o brigue de guerra Ca-
liope, trazendo a seu bordo um capto e tres alfo-
ces do 7. batalhfio do cacadores, bem como 140
[iracas de pret. Scjam bem vindos esses briosos fi-
nios de Marte. Esperamos que, nesta praca, osten-
tem elles ossenlimentos de ordem, que devom de
caraclerisaro verdadeiro militar.
M*cei ; brigue de guerra brasileiro Caliope, commao-
dante o capitao-tenente Antonio Carlos Fieelra de
Flgueiredo. L'ondiu a teu bordo 1 capitao, 3 alferea e-
140 pracas de pret do elimo batalho de cafadores.
Navios takidot no mesmo dia.
Liverpool galera ingleza Serafina, capto John Taylor.
carga assucar e algodn. Passageiros, Francisca Edu-
ardo Alves Viana, liowman com aua familia, Patricio
Robinion.
Falniouth ; vapor ingle/ Firtbrand, capullo o lenle
llupc. Paisagrirot, oa mesinos que trouie.
Parahiba ; hlale brasileiro 2Y-/rmil Ignacio da Cunha, carga varios gneros.
EDITA L.
fc.
Correspondencia.
Sn. Redactor.--Sendo justo louvar o morito on-
de qur que elle appareca, sera desconhecer esse
principio, se deixasse do louvar a actividade o ener-
ga que hontom (iodo corrontg mezj patenteou o
delegadosupplontedeste termo o IIIm. Sr. Feliciano
Joaquim dos Santos, por occasilo de um roubo da
quantia do 2:319,000 rs., frito nos bens de meu fal-
lecido ii inao Antonio Jos Francisco Velga, e dos
livros do sua casa de negocio, no poupando esfor-
cos para fazer apparecer um e outro objeclo, poucas
horas depois de roubados.
Nada menos era de esperar, por corto, do lllm. Sr
delegado, elija actividade [j couhecida quando ou-
ir'ora acliou-se no exercicio' desso imporianlo car-
go] torna-se credra dos maiores encomios : quei-
ra elle aceitar os -do abaixo assjgnado certo de
que silo clles filhs do rninlia conviccffo e amor a
jiistica.
Son de Vmcs. venerador o criado
Francisco Josi Ferrtira Veiga.
lenle, 11 do iiiaio de 18*8.
Miguel Jrchanjo Monteiro de Ahdradt, oficial da im-
perial ordem da Rota, cavalleiro da de Chrislo i ins-
pector da alfandega de Pernambuco, por S. M. o
Imperador, que Dos guarde, ele.
Faz sabor que, no dia 16 do correte mez, ao ineio-
dia, na porta da mesms, so hSo de arrematar en
hasta publica 59 rolos de fumo com 76 arrobas, a
800 rs.; 400 paros desapatos da sola e vira, o par a
2,500 rs.: sendo a arremataco livr e de diroitos ao
arrematante.
Alfandega, 11 de mao de 1848.
Miguel /Jrchanjo Monteiro de Andrade.
Deca raides
quecomecamoestudoda phlosophia, para faciimen-
teentrarem no conlieci manto da natureza intelleetu]
e moral do homem : he um livro polmico, rico de
ideias e de eslylo, modelo de analyso a da di>ctica
pr.ipro para desenvolver o espirito dos principian-
tes, dando-Ibes urna instruccffo solida^ nesta maie.
ra. Vende-so encadernado na livraria da esquina
do Collegio.
Avisos martimos.
-=-=*
commEn^o.
Todos esses desastres porque ? porque l.ui/ Phi-
lippe se enganou tomando pela represenlacilo da
Franca urna cmara filha da corrupcilo ; porque ncl-
la apoiado quiz sustentar eternamente Guizot; por-
Gilbertoquasi que drsmaia.
Ento nao condece a senhoracondessa? perguntou
JuiSleu a Rousseau.
W|o; respondeu elle altonito; he esta a primeia
ver, segundo me parece.....
Madama Dubarry, continuou Jussieu.
Rousseau deu um pulo como se tivera posto o p so-
bre ferro em brasa.
Midama Dubarry! exclamouelle.
Eu inesma, meu tenhor, disse essa bella mulher
com ti.da a sua grac.a.....; cu, que me dou por felicissi-
ma por ter recebidoem minha casa r visto de perto um
dos oais ilustres pensadores do tempo.
Madama Dubarry repeli Rousseau sem perceber
que a sua admiraco prolongada se converta n'uma gra-
ve dienta..... Ella I eaemduvida que este pavilbao lhe
jimence! e nao ha duvlda que he ella quem rae d de
almfar!
Adirinhoii, meu charophilosopbo, he ella e a se-
uliora sua Iroiaa, continuou Jussieu, um pouco incom-
nodado ante smelbantes elementos de prxima bor-
rasca.
Sua irma que conhece a Gilberto 1
Intimamente, meu senlior, responden madamoi-
sella Cbon com essa couhecida audacia, que nao respei-
tava nein os mos humores reacs, iiem as furias dos phi-
losnphos. ,
Gilberto prcurou com osolhos um buraco que tives-
sc capacidade para ae Internar por elle dentro, lao te-
uilveis biilhavRiii o olhosde Mr Rousseau.
Intimamente!... ., repetio este ultimo ; pois Gilber-
to con necia intimamente a senliora, e eu nao o sabia? !
Mas eutiu traliia-me elle; entao zombavam de miin. .
Cbon e sua irmaa olbaram uina para a outra e desata-
ram a rtr.
A lan Jega.
NIHMKNTO DO DIA 11...........
Descarregam hoje, 12 de maio.
Urigue Sir-Roberl-Campbill bacalho.
PatachoPaquele-aa-Trindadc farinha.
Kriguc Columba mercadorias.
Patacho/ia/-5imi>la farinha.
Dale Gil-Olas breu.
Barca Primilla mercadorias,
Rrigue /tipirii'i-.S'aiiin idem.
Barca Joachimb dem.
CONSULADO
DA
Itepubliea franeeza
EM
PERNAMBUCO.
Os cidadSos francezos moradores* tiesta cidade,
s.lo convidados a passar no consulado da repblica
(liojej sexla-feira, 12 do crrente, ao m'o-dia.
Pernambuco, 11 de maio de 1848.
O geronte do consulado,
Goutsenciurl.
Para Lisboa segu com toda brevidade, por ter
maior parlado carregamento prompte, o brigue bra-
sileiro Espirito-Santo, forrado eencavilhado de co-
bro, deque he capitUo Alexandro Joa Alves : r$.
cebe anda carga a frete o pissagciros, para osquaeg
tem bons commodos : trata-se com Francisco Mar-
tina Ferreira, na praca do Commercio, ou com Mon-
des & Tarrozo, na na da Cruz, a. 49.
Para oCearsai, em poucos dias por ter ,
maior parta da carga a bordo,a sumaca Carlota: par
o restante da carga o passeiros, trata-se com o mes-
tre, Jos Concalves Simas, ou com Luiz lose de S
Araujo, na ra da Cruz, n. 26.
Para a Baha sahe, at odia 15docorronte, o
hiale Tentador, por ter a maior parto da carga prome-
ta : para o restante e passagoiros trata-se cora Silva
& Grillo, na ra da Moda, n. 11.
-Para Genova sabe om toda a brevidade o bri-
gue sardo/ino, capitflo Dodero : a trotar com os
consignatarios, N. O. Bieber & C, ruada Cruz, n.4.
Para o Aracaty segu viagem com inulta bre-
vidade o hiato Novo-Olinda, mestro Antonio Jos
Vianna : quem no mesmo pretender carregar ou r
de passagem, se entender com o mesmo mestro, no
Trapiclio-*4#>vo,ou na ra da Cadea-Volha, o. 17
2.' andar.
Para o Rio-de-ianeirosegu viagem, em pou
eos dias, o brigue Assombro, do primeira marcha,
por ter o seu carregamento qtiasi proinpto e para
passagoiros tem riquissimos commodos: a tratar <
com JoHo Jos Fernandas MegalliSus na ra da Ca-
deia do Itecife, botica n. 61.
Avistis diversos.
:268,977
IMPOitTAGAO'.

Real-Salmista, brigue austraco, viudo de Trieste,
entrado nocorrente mez, consignado a N. O. B. &
C, mariifestou o seguinte :
1:525 barricas farinha de trigo, 40 caixas papel,
1 pacoto amostras dito, 1 bahu com roupa, Gcarri-
iihos de nio com os pertences; aos consignata-
rios.
CONSULADO GKRAL.
UENDIMENTO DO DA 11.
.oral.........................i :554,936
Diversas provincias............... 33,414
1.588,350
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO 1)0 DIA 11...........1:244,613
Voviraento do Porto.
Navios entrados no dia 11.
Richmond en Vergniia ; -ludias, barca americana Ana-
ria de 266 toneladas, capitao James Malmir. eqnlpa-
gem 10, carga 2,745 barricas de(ai inlia ; a L. G. Fer-
reira tGoinpanhia.
!>* iiiiinajaaiijiaaw
Mr. de Jussieu despedafou a flniasima renda que lhe
ornava os punhos, e que valia bem quarenta luirea.
Gilberto ergueu as maos.ou para supplicar a t.hon que
se calasse, ou para conjurar a Rousseau que lhe l'allas-
se mais brandamente.
Mas, pelo contrario, foi Rousseau que se calou c Chon
quem continuou a fallar.
He verdade, disse ella, Gilberto e cu somos conde-
cidos vethos; elle fol meu hospede..... nao he assiin,
menino?..... Qucrrs tu ser ingrato aos docinhos de Lu
ciennes e de Vrrsalbrs?
Esie raio descarregou com cffeito o ultimo golpe; os
brafo de Rousseau prolongaram-se romo dous elaste-
rios, e cahii am-lhe como morios aos lados.
Alil'ah! exclamou elle olhando para o pobre man-
cebo de rev/, a cousa he assim, infeliz ?!
Senhor Rousseau! murmurou Gilberto.
I", iiii.io! querem vir que elle est chorando por
ter sido afiagado pela minha maol continuou Chon. Hem
dltia eu que tu eras um ingrato.
Madamoisella!..... snpplicou Gilberto.
Menino, disse madama Dubarry, volta para .ucien-
nes, que os docinhos de Zamora l estilo tua espera...;
e post que lu tenhas sabido de l de uina manelra bem
singular, has de ser bem recebido.
Muito obrigado, miaba senhora, respondeu secca-
nenleGilberto; quando eu deixo utu lugar he porque
esse lugar nao me agrada.
E porque recusar o beneficio que se lhe oRerece ?
interrompeu Rousseau com ateduine. V. Srnhoria j sa-
be o que sao riquezas, meu charo senhor Gilberto, j
tem gozado dellas, bom be continuar a goza-las.
Mas, senhor Rousseau, se eu lhe juro.....
V! vi! u nao gosto daquelles a quem o mesmo
assopro serve de remedio para o calor e para o fri.
O lllm. Sr. coronel director do arsenal do guer-
.iii convida a qualquer pessoa que so proponha a for-
noceragoa diariamente para a fortaleza do Brum ,
a comparecer no mesmo arsenal, nos dias 12 [hoje] o
13 do correte moz ao meio-dia, para tratar do
ajuste da mencionada agoa.
Directora do arsenal de guerra, 10 de maio de
1818. O escripturario Francisco Serfico de Assit
Carvalho.
O arsenal de guerra compra azeite de carrapa-
lo, dito de coco; fio de algodflo e pavios : quem di-
tos gneros quizer fornecer mandar sua proposta
com seus ltimos piceos em carta fechada a direc-
tora do mesmo arsenal, at odia 15 do corrento
mez.
Arsenal de guerra, 11 de maio de 1848.
0 escripturario,
Francisco Serfico di Astis Carvalho.
A administracQ geral dos estabelecimenlos de
caridde manda fazer publico, que, no dia 15 dp cor-
rente, pelas 4 horas da larde, na sala das suas ses-
sOcs, ii-ein do ir o praca as rendas do sobrado de um
andar n. 59 da ra Nova, com excellentes commodos
para grande familia e qualquer estabelecimenlo.
Adminislraco goral dos estabelecimenlos do ca-
ridde, 10 de maio de 1848.
O escripturario,
F. A. Covalcante Couss tro.
0 escrivfo da l.'secgiio do consulado provin-
cial faz publico, d'ordcm do lllm. Sr. administrador
do mesmo, quo no dia 15 do correte, ao meio-dia,
e na portadlo consulado, se ha de arrematar urna
sacca com 3 arrobas de caf do segunda qualidade,
prodqcciio da provincia, no valor d 6,000 rs., ap-
11 ehendida polo fiel interino Manoel do ascimenlo
da Silva Bastos, ba escada da alfandega, a embar-
car sem o competente despacho provincial: sondo
a arrematado livro do despeza
Mesa do consulado provincial,. 11 de maio de
1848.
Jo&o Ignacio do Reg.
Refutando de Loeke
no seu Lnsaio sobre o tntendimenlo humano, por V. Cou
i, traduc(do portuguesa, 1 woLemS."
Esta obra, escripia com notavol clareza, abundan-
cia e rigor lgico, lio urna daquellasde que ( na opi-
niflo dos illustres professores, que a rccominenilamj
mais carocem os esludantes o om gefal as pessaso
smwna\imtirniamrM-n-^^/ ^amstsasuMmaawsmmsmmsmamtm
Mas V. Mcrc anda nao me ouvio, senhor Rous-
seau.
J o o onvl de mais.
Mas ollie que cu fugi deLuciennes, onde me ti-
nbam preso.
Engaos! Eu conheco a malicia dos homens.
Mas se cu o prefer, se eu quii ficar emtua casa,
se o aceitei por meu protector, por meu mestre.....
-r- llfpocrlsia.
Aluga-se um ptimo molequede15 anuos : ni
ra do Rozario da Boa-Vista, n. 16.
Agencia de passaporlcs.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Atorro-da'-Boa-
Vsta, n. 48, continuam-se a tirar passaportes tan-
topara dentro, como para fora do imperio; assim
como despacham so escravos: tudo com brevidade
Na ra do Aragfio, n. 4, bairro da Roa-Vista,
fazem-se quaesqner cortinados, tanto de cama co-
mo para jauellas, com a maior pcrfeic.to possivel.
-- Aluga-se um prelo para o servico de urna casa,
ou para sitio o qual cozinha o diario de urna casa,
he muito diligente, humilde e robusto, efenlndede
sitio, por j ter sido oceupado neste servico : quem
o pretender annuncie.
-- Os Srs. credores da venda do abaixo assjgnado
deque he administrador Joaquim Vieira de Barros'
GuimarSes qneiram entregar suas cuntas al o dia
13do crrante, na ruada Cadeia do Itecife, n. 56,
para seren legalisadas : e o mesmo abaixo assigna-
do nSo responde por qualquer transacefto feita.de
hoje em diante, em seu nome pelo dito Itarros. r,e-
cife 11 de maio de 1848.
Antonio Joaquim Tidal.
-OSr. Joaquim Ignacio Borges Ucha pode man-
dar procurar nesta lypographia urna carta, vinda do
Aracaty.
Roga-se a pessoa que, por engao, lirou do
correio urna carta, vinda do Aracaty, por via do
Cear em fins de Janeiro, ou principios de- fev-
reiro, para Manoel Jos do Nascimentoe Silva, con-
tendo donlro da mesmo duas cdulas de 10,000 r
cada urna, quo haja de mandar entregar, na ra da
Cadeia do Itecife, n 25, do que se Acara obrigado.
Pugi, niarceneiro francez na ra Nova, n. 45,
acabo de receber, pelo navio lilla, um sortimento
de trastes de niogno do mais moderno gosto ; bem
como folfias de Jacaranda mogno a nutras madei-
ras de folear; ferra mentas proprias de niarceneiro;
e papel de lidia. O mosmo se encarrega de fazer to-
da o qualidade de mobilia que so poder deaejar,
por tor recebido desenhos das mobilias modernas
que agora so usam em Franca.
ITocisa-spalugar una preta : na ra larga do
Rozario, n. 26, segundo andar.
D. Mara Francisca Monteiro pelo presento an-
nuncio declara que a sua casa nada deve o nem se
acha envolvida em IransaccQo alguma, deque Iba
possa resultar responsabilidado ou ubrigaeflo de
natureza pecunara ; pois que at esta data n.lo acei-
lou letlra alguma nom lirniou titulo algum de di-
vida. Outro sim, declara que consttuio seu bas-
tante procurador, para cobrar as dividas de sua re-
ferida casa, a seu sobrinjio, o concelheiro An-
tonio Peregrino Maciol Monteiro o qual so acha re-
vestido de todos os poderes legacs para o -reforido
cffeito. Recife, 10 de maio de 1848.
lhe promrtte proteccSo e fortuna; e conie com ella : -
Mr. de Jussieu tem os bracos coinpridos.
Dito isto, e nao se podendo mais comer, cumprlniea-
tqu Rousseau as damas com reminiscencias de Orosina-
ne, fez outro tanto a Mr. dcVlussieu consternado, e da-
hi, semao menos olhar paraGilberlo, sabio trgicamen-
te do pavilhao.
Oh I que feio animal he um philosopbo, disse traa-
qulllamente Chon, oltoando para o Gencbrino que des-
E entretanto, senhor Rousseau, se eu fizesse caso das ola ou antes se precipitava pela vereda fdra
riquezas, aceitarla o oifereclmeiito dess scuhorns. Peca o que dsela, disse Mr de Jussieu
Senhor Gilberto, multa gente me tem engaado ~
uina vez. nunca duas; o senhor be livre ; v para on-
de quizer.
Mas para onde ? meu Dos I exclamou Gilberto
abysmado euwextrema dor, porque via perdidas para
scuiprc a sua jmila, a viziubauca de Andreza c ludo o
seu amor;....porque sollria em sua altive o ver-se sus-
peito de traico ; poique via desconhecida a sua abne-
garlo, a sua fonga luta contra a pregui(a e os appetites
da aua idade, que elle tilo animosamente vencer.
Para onde ? perguntou Rousseau.....Priineirameu-
te para casa desta seithora, que be una bella cxcellen-
te pessoa.
Oh! meu Dos I meu Dos! exclamou Gilberto,
apenando a cabeca entre as inos.
.\;lu lenha medo, lhe disse Mr. de Jussieu profun-
damente oll'endidu, como homem do mundo, pela cslra-
nha iucivilidadc de Rousseau contra as seuRoras, nao
tenha medo ; ter.io cuidado do senhor, e o que perder-
procuraraorcstituir-lh'o.
li.-ui o est vendo, prosegulo Rousseau acriinonio,
sanente, eis-abi Mr. de Jussieu, que he um sabia, um
amigo da natureza,um dos seus cuuiplices, acoresceu-
tou elle com certo esforjo dos labios para soriii, que
_ a Gilberto,
que conseivava seuipre o rosto coberto com as maos.
iim, prca, senhor Gilberto, tccresceutoul a condes-
sa com um sorrlso dirigido ao discpulo abandonado.
Gilberto levantou a cabeca paluda, separou oa cabel-.
los que o suoreas lagrimas lhe haviam como collado
fronte e, com urna voz firme :
J que se me quer oH'reter um emprego, disse elle,
desejo entrar como ajudante de jardineiro em Trlaoon.
Chon ea condessa olliaram urna para a outra, Chon
com o desinquieto pesiuho rocou de leve no da IrtnSa,
com triuniplintc moviinenlo d'olhos. A condeasa dru
signal com a cabeca de que comprehendia o maniebo
perfeilamrnte.
--Ser isto possivel, Mr. de Jussieu ? perguntou
condessa, desejava-o muito.
. ~,>eY Excellenciao deaeja, minha senhora, relpon-
deu Jussieu, eslu elle nomeado
Gilberto inclinou-se, e poz urna mao sobre o oracao,
que trasbordava de alegra, depois de se ter visto afoga-
do mu tristeza.
C(m mam
m.
ILEGIVEL

Illa i ii i


*
_ Vii A praga, para .ser arrematado nos das 18,
22 o 25 de- majo, para, pagamento dos credores do
fallecido Joaquim Antonio Ferreira de Vasconcellos,
0scjuinte : urna cas desobrado de um andar eso-
llo, com 35 palmos do frente e 85 de Tundo, acabada
o liabiUda.com un viveiro de pexe, quintal ems-
berto com 298 palmos de fundo em chitos de foro :
outra dita, pegada mesma, de iguaes dimensOes,
acabilda por tora, com caixilhs u envdrasela, e
por dentro"Omento-travejad,' com camba pelo1
centro do quintal, com os meamos fundos da ou-
tra, e um caixSo do alicoree para duas moradas do
casas de 62 palmos do frente e 72 de fundo, com
quintal em oberto qu comprehende a mesma cam-
ba: e finalmente um terreno no mesmo alinha-
mento, com os competentes fundos ecamboa que
(ca no centro do quintal em cliiios.de foro: tudo
siluado na frente da estrada que vai para u Magda-
lena, fazondo quina com a que vai pira o Homodio:
as pessoas que quizerem arrematar ditos predios
queiram comparecer nos dios mencionados por-
U do Sr. juiz dos orphSos na ra d'Aurora, na
Boa-Vista.
j CHAPEOS DE SOL ^
Rua do Passeio-Publico, n. .
Jo9o l.oubet participa ao respeitavel publico, que
jecebeu, por estes ltimos navios francezes, um com-
pleto sortimento de chapeos deso, de seda, a mais
rica o superior qualidade ; fiirta-cdres e outras mili-
tas conhecidas, tanto para homens, como para Sras.
e meninos. No mesmo estabclecimento ha um sorti-
mento de chapos de sol de panninlio, dos mais mo-
dernos; ditos muito grandes, proprios para homens
de campo : tamhem lem chapeos de sol b panninho
para meninos e meninas, por seren mufBt linos : po-
iiem-se chamar chapeos de economa. Na mesma loja
c>ha sortimento de bengalas, bongalinhas e chicotes
nuito modernos; cobre-se qualquer armagflo do cha-
peo de sol, com sedas de todas as cores e quali-
dades. Na mosmn casa ha um grande sortimento de
panninlios trancados e liso;, imitando seda, para
cob'rir-os meamos : desta fazenda se yendo a retolho.
Coiieerta-se todo qualquer chapeo de sol, por haver
um completo sortimento de todos os pertences para
os mesmos, com toda a perfeica e brevidude.
Em resposlaao annuncio publicn-
ilo pelo n. i oo deste Diario ha simples-
mente a dizer, que mais de urna vez se
teem pedido coritas ao muito honrado Sr.
Manoel da Silva Santos daqoillo que
em sen poder tem, pertencente a lieran-
ca do finado Manoel Jos Machado Ma-
llieiro e se melhores escla reclinen tos
ipiizer o autor do annuncio poder di-
rigir-seao dito Sr. Santos que sem du-
vida nao negar o que cima se alirma ,
ele etc, etc.
Aluga-se o sobrado de dous andares sito na
praga da Roa-Vista, n. 6 a tratar na botica da mes-
ma casa.
Aluga-se, por 7,000 rs. mensacs ,
a um hornera solteiro o sotao di casa do
nicho, na esquina do Liviamento: a tra-
tar na mesma casa.
Precisa-sealugarum sobrado de um andar ou
mesmo de dous, quetenha hons commodose quin-
tal em qualquer das ras seguintes : Terco, Li-
vramento, Queimado, Cruzes, Collegio, Cadeia de
S.-Antonio, Nova e ('.armo garanle-se o arrenda-
mentode tres annos, convindo o proprtolario: a
tratar com 6 Burgos, no sitio da cscala ou avisar]
na na do Queimado loja da esquinado becco do
l'eixo-Frito ao Sr. Manoel Jos Gongalves.
Precisa-se de 400,000 rs. a premio com sag-
ranea em 2 escravo.s livres o dcsemiiaracados : na
travessa do Caldeireiro, n. 12. Na mesma casa se
vende ua cama de angico feita a moderna com
seoserixergflos: ludo novo e por prego 'commodo.
Offcroce-se urna ama para todo o servico de
urna casa do homem solteiro, ou do pouca familia :
na ra da Cuia, loja do sobrado, II. 55
Troca-se por urna escrava ou vende-so urna
casa terrea, sita na povoaglo dos Afogadoa, na ra
d,p S.-Miguel: a, tratar as Cinco-Ponlas, n. 42, com
Luiz Gomes Silverio.
A Sura. I), llosa Thcreza da Cunha queira man-
dar buscar urna carta, viuda de Lisboa, em Fora-
do-Portas, n. 92, ou annuncio sua morada, para llie
ser entregue.
D-se dinheiro a juros em pequeas quantias ,
sobre penhores de ouro : na ra Dlreila, n. 70.
Um homem que tem 70 anuos, c quo se sup-
pOe capaz de desempenhar qualquer commissilo,
sendo licita, e quo dar conhecimenlo do sua con-
ducta, deseja acluir pessoa capaz que de alguma cou-
sa o encarregue seja sobre o negocio de juslica ,
ou de outra natureza e por prego rasoavel, prefe-
rindo que seja para fra desta provincia : na ra No-
va loja n. 58, se dir que he.
-Na ra do Pires, n. 3, no bairro da Boa-Vista ,
alirio-so urna aula particular de meninas, ensinan-
dii-secomloda a perfeigSoa ler, escrever, contar,
doutrina ehristila .grammatica portugueza, bordar,
marear o fazer lavarinlo ; asseverando-se a boaedu
laciloeadiantamento, para o que a#pesoa tem a
inslrucQflo necessaria para o lim a quo se dedica.
--Precisa-se de duas imagens grandes, do Gruxi-
licadoedoN S. dollozario ; urna ou mais estam-
pas ,011 quadros de N. S. das Neves e do Carino : no
arco da CeiiceigSo, por cima da loja 11. 2, do mes-
mo arco, ou annunci*.
Urna pessoa apta o com a necessaria intelligen-
cia uflerece-se para cobrar dividas tiesta praga e su-
burbios desta cidade, amigavel e judicialmente:
linio com brevidude e a um ajuste rasoavel; quem
a pretender dirija-sea Boa-Vista, ra do Hospicio,
n. 5
--Pagase generosamente a una ama do leile,
que o tenlia bom e com abundancia: na ra do
Queimado n. 17, segundo andar.
nio Bernardino do Iteis comprou ao Sr. padre
Cirilo de liveira um cabrinha ou criouto,
de nomc Francisco, de t9 anuos, do qual lem o com-
te papel de venda c como flcasse o dito escra-
voeincasa do referido Sr. padre vendedor e cons-
ta que qtnoleque, talvez por vadio. se ausontasse
de casa por isso se faz o presente para inlelligen-
cia de todos.
-Cliegou o n. 5 do trii, os Srs. assignantos o p-
dem ir buscar no escriplono de Novaes & Compa-
nhia na ra rio Trapiche n. 34, e na loja do livros
00 Cardozo Ayre, uai'iu da Cadeia-Velha.
LQTBKI*
Do Hospital Pedro II.
O thesoureiro desta lotera, lendo de
marcar o dia tm que devem correr -as ro-
das da quarla quinta parte da mesma,
julgi que vista da concurrencia dos
compradores 1 poder ser extrahida no
dia 7-j de maio prximo vindouro.
-^-Precisarse de urna ama do leito forra ou capti-
va : na ra Nova, n. 5, segundo andar.
Precisa-so de urna ama de leite, que seja forra
na ra do Trapiche, arniazem n. 44.
Na ra nova loja n. 58, de l.uiz da Costa Leite,
ha as seguintes couzas: quem raspe ou surre cou-
ros e sola; duas casinhas para seallugar; sendo,
urna no atierro do Afogado 11. 103, outra na estrada
da soledade para o Manguind 011 na de Joilo-Fer-
nandos Vi eir n. 22, o ha para vender sapatos de
differentes tamaitos, obra da trra, e sofrivel em
3ualidado e prego ; bieos broncos de tres a quatro
edos de largo, linliis, couros do bode, de cabra e
bezerrossurrudos, rezina para grudar flores ou cou-
za semelhante, e mais alguma couza.
Hoje, 12do corrento, ao melo-dia so hito de
arrematar, peranleo Sr. doutor juiz do civel, na
ala das audiencias tres escravos penhoridos por
execugo do coronel Joilo Francisco Chaby aos her-
deiros de Francisco Xavier da Fonseca Coutinho ,
escrivSo Molla.
Precisa-so fallir com o Sr. Joaquim Jos de AI-
meida : annuncio sua morada para ser procurado.
Fazem-secolfasde retroz preto bordadas de
diversos gostos, para padres o changas de mama,
por prego commodo ; na travessa do Veras, n. 24.
Precisa-sede um caixeiro que lenha bastante
pratica do venda que nao se duvida dar bom orde-
nado : quem esliver nestas circunstancias annun-
cio sua morada.
OSr. Jos de Almeida Brrelo Bastos queira ler
a bondade de dirigir-se a ra larga do Rozario, bo-
tiquim da Cova-da-Onga, n. 34, a negocio de seu in-
teresso.
Fabrica de pianos, na ra do
Queimado, n. 12.
JoSo Vignes afianga aos compradores os seus
pianos, como j annunciou, com a condigno de nlo
serem blidos por curiosos, como acontecou ulli-
mamento com alguns quo o fram pelo Reverendo
Sr. padre Freir, que nSo ho artista : o annunciante
nenhuma duvida tem que os seus instrumentos
sejam examinados por laes pessoas, porm o que de-
sfija he quo se faga o exame peanle elle, para que
se niio transtornem as pessas, em discreilito do fa-
bricante.
Desaparecen, em a noite do dia 28 do abril ulti-
mo, do primoiro andar da casa n. 67 da ra Nova,
urna cachorrinlia prela, com as nios e pscalgados
de pardo, e o poito da mesma cor; lendo em cima de
cada um dos olhos urna pinta tamhem parda, e us
costas falta de pello om duas partes : quem a levar a
mesma casa, ou ao monos der certeza aonde ella Se
acha ser generosamente recompensado.
Jos Manrique, subdito portuguez, faz sciente
quo por haver outro nomo igual, de hoje em diante
se assignar Jos Honriquo Carvalho. -
O abaixo assignado prope-se a ensinar parti-
cularmente primeiras loltras e msica por um m-
dico prego, e promelte empregar todos os meios
que estivorem a seu alcance, afim do conseguir que
seus alumnos tenham adiantamento : quem de seu
prestmo se quizer servir dinja-se a ra eslreita do
Rozario, sobrado n. 21, segundo andar.
Joaquim Lourivalde Mello Anvccna.
Precisa-so deum bom trabalhador de padaria,
forro ou captivo : na ra da Florentina, u. 3.
Aluga-so urna prela para todo o servico do una
casa: quem a precisar dirija-se a ra da Guia,
n. 46.
Precisa-so de alugar urna escrava para o servi-
go de urna casa de pouca familia, que saiba com-
irr, cosinhar e ensalmar, dando-se-lhe o sustento
10/rs. mensaes: na Soledade indo pela Trompe;
lado esquerd.i, casa n. 42.
Arrenda-se oengenho Jardim de Paratibe, dis-
tante desta praga (res legoas, moentc o correnle, o
qual mOecom o mesmo rio de Paratihe, com des-
lilagito, quo deslila 30 caadas deago'ardcnte, cu-
10 engenlio lem 3 quartos de legoa de var/eu e um
mu pomar de larangeiras, que ronde 300 a 400/000
rs. a mus: os portendenies procurom ao mejor Jos
Francisco de Faria Silos no mesmo engenho, ou no
seminario do linda, para tratar o negocio.
Hoje, 12 do corronte, se hao do arrema-
tar na sala das audiencias, do Sr. dontorjuiz do
civel urnas caixas de toucinho muito bom pe-
nhoradas a Jos de B GuimarSes, por Ju venci & Al-
cntara. No mesmo dia e lugar, se ha do arrematar
um cscravo pardo, penhorado ao major Filippe
Duarto Pereira, por execugo dos herdeiros do fina-
do Antonio Jos da Costa.
Precisa-se alugar urna casa de dous andares,
as vizinhangas da Boa-Vista, ou alias um sitio pr-
ximo da cidade, com preferencia, sendo em beira
de rio : no Alerro-da-Boa-Visla, n. 42, segundo an-
dar.
s. h. r.
A direceflo do theatro d'Apollo participa a todos
os Srs. socios, que o oxpectaculo deste inez lera lu-
gar na noite de 13 do concille, o que os bilhetes
para o-ingresso serfio distribuidos pelo Sr thesou-
reiro nosalilo do mesmo theatro, nosdias 10 e 11,
das 3 as 6 horas da tarde', o no dia 12, das 9 a 12 ho-
ras da inanhSa ; e at ao dia 13 ao meio-dia se ser-
virlo mandar os Srs. socios, quo o quizerem as
suas propostas para convidados com os bilhetes em
curta fechada ao primeiro secretario na ra da
Cruz, n. 9, e delle procurar o seu resultado no ul-
timo dia das 3 as 4 horas da larde improrogavel-
uiente.
(ratifica ao
a (ueiii der noticia de um cito dogue pequeo de
cor amarclla, ociiiho ecara prctos, orelhascorta-
das a meio e mal cortadas ; tom una pequea falta
de cabellos em um lado, junto a pa dianteira, e jun-
to aos nos dos ps signaos calojados ; acodo pelo li-
me de Jolv ; suppOe-se ter sido furlado e talvez ven-
dido a alguem, que, querendo restituir, o poder far as, dirija-se a ra da
zerein a typograpliia Unifia na ra do mesmo no- aecca.
me aonde se gratificar generosamente.
--Precisa-se de urna escrava para amado urna ca-
sa de pouca familia: na'fun Nova, n. 7, pnmeiro
dar.
Casa de commisso de es-
cravos.
Na ra Direita, n. 3, sobrado de 3 andares, de-
fronte do bece de S.-Peilro, r^cehem-se escravos de
ambos os sexos para so vendrem de commssao ,
nao sejevando por este trabalho mais que 2 por cen-
to sera so levar cousa alguma de comedorias, e
se ofTerecendo para islo toda a teguranga precisa pa-
ra os escravos.
~ Um estrangeiro propoe-se a dar ligOes particu-
lares de inglez e portuguez correctamente, tanto no
fallar como no traduzir: porm adverte que nao
he fundado sobre o tal novomelhodo. j annunciado
por um outro concurrente. Quem do seu prestimo
se quizer utilisar, dirija-se a ra da Gloria, n. 86.
--Precisa-so de uui caixeiro porlugu.ez de 12 a 16
unos o qual d fiadora sua conducta: em Fra-
de-Portas, largo do Pilar, n. 17.
O padre Freir pede ao Sr. Vignes, que queiri
declarar, por esta folha,quaes foram os panos que
o annunciante desarmuu ,e que nao foi capaz de os
armar,sb pena de ficar reputado por calumnia-
dor e desacreditador do mrito allioio por nteres-
se proprio.
Precisa-sede urna ama para tratar de uta ho-
mem solteiro : na ra eslreita do Rozario, fabrica de
charutos.
A. J. dos Santos faz sciente a todos os seus cr-
dores, que, por motivo de o negocio ter estado para-
usado nao llie tem sido possivol saldar todas as
suas contas : por isso pedo aos mosmos, para que.no
fim do mez de agoslo, se apresertem na sua oasa de
negocio, para serem pagos.
Precisa-sede um pequeo para caixeiro de ven-
da, preforindo-se dos chegados ltimamente no
Aterro-da-Boa-Vista, n. 66.
Antonio Pinto, Portuguez, retira-se para fra
do imperio, e leva em sua companhia o seu filho
menor, de nome Lourengo Pinto Fernandos Tavares.
Roga-se a pessoa quo no dia 9 do correnle por
occasiilo do enterro de Jos Jaciutho dos Santos na
igreja do Carino, trocou, no consistorio da irmanda-
dedeS.-Jos um chapeo por um uovo, que haja
de virlrazer o novo e levar o seu velho, no mesmo
lugar, onde os trocou ou na ra Direita n. 17.
Os credores do fallecido Antonio Dias Soulo sSo
convidados pplo presente a comparecerem no es-
criptorio de James Crablree & Companhia para 1ra-
tarein daliquidacSo da casa do dil fallecido, se-
gn da-feira, 15 do correnle, ao meio-dia.
Alten^ao
?
Na loja da ra do Queimado, n. 30, de Jos Joa-
quim de Novaes, contina a haver um sortimento
de obras feitas; chapeos de todas as qualidades ;
ditos para meninos o meninas; ricos chales de seda;
mantas de seda ; Jengos de todas as qualidades ; e
outros muitos objectos que ha para vender.
- 0 abaixo assignado vendo que 0 annuncio do
Diario de hontcm, n 105, pelo qual se afirma ao res-
peilave! publico desta cidade, que est para chegar
um professor de dagurreotypo edesarrho clorido,
poder induzir a erro e fazer com que as pessoas
que anda nflo lonham tirado seus retratos, o dei-
xein de fazer; apressa-se declarar ao mesmo res-
peitavcl publico, que tanto o tem penhorado com
sua benigna benevolencia e acceilagSo, que o refe-
rido annuncio ho ulucimiento filho da Inimisado de
alguem para com o abaixo assignado, como so de-
prehende por sua anticipagflo: portento, espera o
mesmo abaixo assignado, que as pessoas que quize-
rem possuir seus retratos, approveitem os poucos
dias, que se tem de demorar tiesta cidade, como por
vezes tom annunciado.
Carlot D. Fredriekt.
Professor do dagurreotypo.
Em resposta ao annuncio desto Diario n. 103,
feito pelo Sr. Manoel da Silva Santos, ha nicamen-
te edizer-lhn, que por mais de urna vez o defunto
Manoel Jos Machado Malheirojquiz arranjar ssas
contas: disto o publico he sabedor, e at para as
concluir seempenhou elle com os Srs. Thomaz de
Aquino Fonseca, JoSo Pinto de l.emos, e Hibertt,
maso Ilustre Sr. Santos nunca quiz, dizendo que
logo ; mas isto era esperando elle que (lachado l'al-
locesse, talvez para as considerar liquidadas at
que falleceu o Sr. Machado, e contina o Sr. Sanios
com a sua cara linda, passeando : apparece agora
um halango em que diz tem 18:021,603 rs. em divi-
das, e o mais he, que, sendo oSr. Sanioso liquida-
torio daquelln extincta (Irma, nao tenhu desde 1841
at esta dala recebido ao menos a metade: logo ve-
remos uando sabir a retagflo das ditas a luz, quaes
se queixain ler pago : ello, Sr. Santos, diz que ho ao
lestumeuteiro a nica pessoa a quem deve prestar
atteiigo a respeito destes negocios; mas cabe aqui
lembrarao Ilustro Sr. Santos que o testamenteiro
muitb brove desistir delles e terlo de r parar a
mito de alguem que melhor I lie saiha pedir essas
contas.
Aterro'da-Boa-Vista, n. 16.
Poramateau, cutileiroe ar*
metro,
tem a honra de participar ao rospeitavel publico
que recebeu de Franca, pelo ultimo navio, um sorti -
ment de armas francezas, espingardas, pistolas de
montara e do algibeira, superiores espoletas de
marca G ; ludo quanlo pertence a cutilaria ; finas
navalhas, as quaes se garante; eslojos com todos os
seus pertences para homem ; brides, esporas, chi-
cotes, bengalas, bandejas, potes de banha prepara-
da para conservar o lustro do ago o prohibir que se
enferruje : tudo por prego commodo.
Jos Gomes dos Santos Pereira de Bastos faz
sciente n quem conviex, que d'ora em diante mo
saca nem aceita e menos garante lettras, qualquer
que seja o titulo, a causa ou anda a natureza do
negocio.
Quem precisar de una ama para lavare engon
mar o diario do urna Casa dirija-se a ra do Ran-
gel, n. 34.
Precisa-se de um caixeiro para tomar conla de
urna venda que leudo, as'qualidades necessarias ,
nflo seduvidar pagar bom ordenado: em Olinda ,
nos Quatm-Cantos venda da esquina com portas
para a ra do Coxo.
Precisa-se de urna ama para criar um menino ,
5no seja cuidadosa e que lenha bom leite : na ra
ova, n. 67, primeiro andar.
Quem annunciou querer comprar macucas sec-
Cruz n. 50, que ha urna
Offercce-xn nm rapaz portuguez de 2" annos,
para caixeiro de armazem de carne secca o qual
da fiador a sua conducta : quem de seu presumo se
quizer ulilisar uuuucie.
Precisa-se de um caixeiro que tenha Pral1" .do
venda, e quo d fiador a sua conducta, a qual venue,
Unto para aterra como para o mallo: na ra Au-
gusta, venda n. 1, se dir quem precisa.
Compras.
Compra-s urna escrava perfeita engommiWi-
rae cozinheira : no Aterro-da-Boa-VisU, n. 43, se-
gundo andar.
Corapram-se os seguintes lirros, e pgam-se
bem:Ascem planta pernaortucanas, porArruda;
Memoria sobre o eucanamento das agoas pouvea
para o Recite, pelo engenheiro Wautlur; Boiann
ca, por Serpa i no Alerro-da-Boa-Vista, n. 42, se-
gundo andar.
Compra-so urna escrava com leite : na ra ea-
troita do Rozario, botica n. tO, se dir quem com-
pra.
Compra-se, em sgunda mo um bom dia-
mante monUdo para corlar vidro de peino; unja
pedra marmore Una da Italia sendo d quatro p
de comprimento o tres ditos de largura : na ra lar-
ga do Rozario, sobrado n. 8.
Compram-se escravos de 6 a 1 annos, com
habilidades ou sem ellas : quem tiver annuncio.
--Cmpra-se um globo geographico embora sa-
ja usado com tanto quo anda sirva para ensinsr-se
por elle : na ru#do Queimado, n. 17, terceiro andar.
Compram-se dous encerados de lona, que se-
jam grandes : a fallar com Joaquim da Silva Lopes,
ou annuncie.
Compra-se urna macuca viva: nesta typogTa-
phia se dir quem compra.
Compram-se 12 duzias de potes de graxa va-
stos e pequeos: na ra da Cadeia do Recle, loja
33.
Compra-se umquarto aue sirva para oarga :
quem livor annuncie.
Compra-se um oratorio pequeo, que esteja oni
bom estado e seja obra moderna : quem ti ver an-
nuncie. r
Compra-se urna lipoia usada, com rede, ou sem
ella ; tres quartos para fazer vlagom : na ra do
Rangel, n. 45.
Compra-se urna cabra ( bicho), boa leiteira :
na na da Alegra, n. 5.
Vendas.
Vende-se urna preU de 18 annoa, de boniU fi-
gura : no largo do Livramenlo, n. 20.
Vendo-se, ou per muta-so urna casa terrea siU
na ra do Bom-Sucesso, em Olinda, toda rectifica-
da de novo com um sitio om chaos proprios : na
ra de S.-Francisco, casa da esquina quo volta para
a ra da Florentina.
Vende-se um mulatinho de 5 annos, milito
sadio e robusto: tambem se troca por urna negri-
ulia de 9 a 10 annos pouco mais ou menos: na rua
do AragSo, n. 38.
Vcndem-se algodies trangados, de qualidade
superior, da fabrica de Todos-os-Santos/na Bahia :
acham-se a venda em casa de N. O. Btebor de C, rua
da Cruz, n. 4.
VenJe-se, por procisSo e prego commodo, um
escravo de todo o servigo e que ganha diariamen-
te 480 rs.: na rua do Queimado, n. 17, terceiro
andar.
Vende-se um terreno com trezen-
tos palmos de frente e seiscentos de fun-
do, no lugar da Torre, a l'8oo rs o pal-
mo : a tratar na travessa da Concordia,
sobrado n 5.
Vende-se urna negrinha de 10 a 11 annos, com
bons principios de costura ; um moleque do boniU
figura de 14 annos ; 2 pretos bem robustos: no pa-
teo do matriz de S -Antonio, sobrado n. 4.
Vende-se, para fra da provincia, um crioulo .le
20 annos bom ofllcial de alfniate e que nSo tem
vicios : na rua da Penha, n. 37.
MEZ MARIANO,
vende-so a mil rs. : na praga da Independencia,
ns. 6 e 8.
No Passeio*Publico, n. S, lo-
ja de urna so porta, parede
e mcia a fabrica de chapeos
de sol,
vendem-se chapeos deso, de (seda com armagSo
de ago e cabos de marfim de muito bom gosto, pe-
lo barato prego de 5,500 rs. Na mesma loja ha um
sortimento de todas as fazendas por prego muito
commodo.
Loja de Magallies $' Irmao,
na rua do Queimado,
n. 46.
Nesta loja vendem-se cortes de cassas de cores, a
3,000 rs.; ditos de cambraia branca lisa, a 3,200 e
4,000 rs ; tongos de selim de cores, para grvala, a
3.200 rs.; meios ditos, a 1,600 rs ; cambraias abor-
tas, a 4,200 e 4,500 rs. o corte; diUs brancas abar-
las, a 4,600 rs.; muito superior panno para toalhas-
de mesa, de 4 palmos e meio de largura, a 640 rs. a
vara ; tongos brancos de cambraia com beira aberta,
a 300 rs.; chita de coberla, a 200 rs. o covado; dita
para vestido, de cor fixa, a 160 rs.; tongos bordados,
a 320 rs.; cortes de vestido de Ifiazinha, a 3,200 rs ;
camisas de meia. muito superiores,a 1,400rs.; chales
de soda, a 10,000 rs.; mantos de dita, a 8,500 rs.;
chales do \5 e seda, a 4,500 rs.; sotim preto, a 9,900
rs.; bicos de varias qualidades; e alm disto, um
completo sortimento de fazendas, proprias para esta
praga e provincia.
Historia de Roma em inglez,
para as aulas : vende-se na livraria da esquina do
Collegio : tamhem ha dramas novos chegados ago-
ra de Portugal: entro elles, o Rei, ou impostor, por
Boniato ; eoCrimeou25 annos de remorsos, por
Jos Mara Alfonso ; ambos originaes approvadoa
pelo conservatorio dramtico e representados nos
thealros portuguezes; ricas vistas do bello theatro
de D. Mara II. em urna folha grande.
Ricas toucas
de setim bordadas ; ditas de fil de linlio, proprias
ptra criangas ; lindos coeiros de casimira bordados -.
tudo por pregos taes que em ludo agradarRo aoo
lcompradores.; ua rua do Passeio, a. 19t
1i.
til
(t
; I

MUTILADO

M


mi-se, por prego commodo, 2 bahsgran-
invos sendo un dellcs coberlos de sola,
dura de segredo : na ra larga do Hoza-
A.
I
Vende
des, qunxi nnvos
e com fechad
rio, o. 32.
Cheguem, freguczes, aloja de
II a noel Joaquim Pascoal Ra-
mos no Passeio-Publico,
u. 19,
os cortea de cambraia de todas as qualidades a
1,920,2,000,2,400, 2,500 e.3,000 rs.; ditos de tar-
lalana branca, a2,400 rs. com 9 varas; cambraia
de quadroj com 9 varas, 2,400 rs,; longos de seda
para in.lo, a 1,000 rs.; ditos para grvala, a 400 rs. ;
ditos do cassa, a 200 rs ; chitas para coberta a 200
rs. o covado; pede do diabo e castores, a 200 rs. o
covado ; chitas, a 190,140, 160 o 200 rs.: riscados
rancozes, a 290 rs. o covado ; pecas de algodiio, n
3,000 rs. ; ditas de madapolflo de todas as quali-
dades a 3,000, 3,500 4,000,4,500, 5,000 e 5,200 rs. ;
chapeos de sot, a 5,500 6,500 rs.; cortes de Illa', u
3,500 rs ; ditos de casimira, a~G/rs.;e oulras militas
fazendas por prego mdico.
Vendc-se urna negrinh'a de to an-
nos, de bonita figura : na roa *do R ri-
ge!, n. !\(\, segundo and ir.
Vende-se urna casa terrea.f.sitaTia ra dos Mar-
tyrios n. 15 : na ra das Larangeiras, n. 21.
Vende-so, por 200,000 rs urna pretn de nagflo,
de ineia iludo quofcozinha o diario de urna casa,
vendo na ra e lava de sabo : .la-so por aquello
prego por haver precisito : na ra da Gloria, n. 85.
-Vende-se urna venda com poucos fundos, em
bom lugar para negocio, to largo de S -Jos aon-
de nflo ha ontra a qual tem inuito poucos commo-
dos para familia : o motivo por que se vende, he
por ler o seu deno do retirar-se para fra : a tratar
ii.i ra do S.-Jos, n. 2, n qualquer hora do dia.
Vcndein-se saceos com fui j3o mulatinho e bran-
co ; ditas com familia fina ; d i tas de arroz pilado; di-
tas rom millio : na ra da Cadeia do Recife, ti. 8.
Loj.i de cirgneiro.
^Riia(loQueima(!o,ii. 10.
Lima.
Vendem-se uniformes militares pa-
ra lodas as patentes de legiio caval-
lara e infanUria da guarda nacional, u
a saber : chapos armados ; barretinas ;
J^v^J dragonas ; bandas ; (adores ; galao de
jg ouro, para caigas; lalins; cananas; pas-
^^* tas ; espadas praleadas com nica
* sem ella, e.tudo quanto pertcnce ao
^^ completo dos ditos uniformes : ta-
g\^ bem aprompta|uniforriies,para msicas '
" para o que pode mostrar os figurinos
do ultimo gosto da corte,
Vende-se, on arrenda-so unVgrande sitio na ra
Imperial, com -duas moradas de casas, urna para
grande familia, na frente da ra o outra mais pe-
quena dentro do mesnio sitio ,com bons parreiraes
e militas fruleiras de boas qualidades todas novas
o ja dando fruto com un grande viveiro no lundo :
na na Direita, n. 135, loja de cera onde se far
qualquer dos negocios, por seu donoter de retirar-
le por molestia.
CABELLOS PRETOS.
Gonlina-se a vender agoa de tingir cabellos e
suissas : na ra do Queimado, n, 31. O melhodo de
aplicar acumpanha os vidros.
-Vende-se, para fra da provincia 011 para cn-
genlio, um moleqoe crioulo de 15 anuos de idade c
de boa figura, que cozinha o diario de urna casa e
tem principio do ollicio de pedreiro : a tratar na ra
do Crespo, n. 12, com Josu Joaquim da Silva Maia.
Milho.
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : ao caes da
Alfandoga, armazem de Antonio Annes.
Chitas pretas nssetitiadas*
Vendem-se superiores chitas pretas asselinadas,
muito acreditadas pela sua qualidade, a240rs. o co-
rado : na loja da ra do Collegio, n. 1.
FAHELO NOVO,
a 4^500 rs.
Saccas grandes de 3 arrobas com fardos: no arma-
zn) de J. J. Tasso Jnior, na ra do Amorim, n. 35.
Chegaram as verdadei-
ras pifulas vegetaes do Dr.
Brandrcth. viudas no irrigue
PuUuim, da Philadelphia, as
qnacs se vendem na botica
de Bartholouicu Francisco de
S'onza, na na larga do Roza
rio, ii. -56.
Vnde-se urna bonita preta crioula que/cozi-
nlia bem o diario de urna casa, cose, engomma liso,
ensboa mu bem e faz todo omaisservico tanto de
casa como de ra : na ra do Hospicio, n. 4.
Sarja hespanhola.
No novo armazem de fazendas, de Hay mundo Car-
los Leite, na ra do Queimado, n. 27, ha chegado
nm ptimo sorlimenlo da verdadeira sarja hespa-
nhola, a,3,200 rs. o covado ; taml.e.n ha de 2,200,
2,500, 2,800 e 3,000 rs. ; panno fino, pro va de li-
mao,,a 3,800, 5,000, 7,000, 8.Q00, 9,000 e 10,000 rs. ;
chapeos francezes Unos, do ultimo gosto de Paria,
com aba maior, conformo a nova moda, a f,O00 e
8,000 rs. Neste armazem Umhom e vendem fa/.eii-
daj por atacado o mais barato poseivel.
Vendem-se ancorlas de
diversos tamaitos, com vinlio da
Madeira, tinto e branco, de supe
rior qualidade: no escriptorio de
Oliveira Irmos & C, na ra da
Cruz, n. 9.
Sarja mais barata nao he
possivel.
Vende-se superior sarja preta hespanhola pe-
lo barato prego de 2,000 rs. o covado : a sua quali-
dade he sediciente para chamar os compradores:
na ra do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
Novos gambrees.
Vendem-se cortes de caigas da efCellenle o supe-
rior fazenda denominada gambrefio, pelo tUrato
prego de 1,800 rs. o corte: esta fazenda tanto em
gosto como em qualidade, rivalisa com as melho-
res casimiras : na ra do Collegio, nova loja da cs-
t relia, n. I.
. Vendem-se aeges da ex-
tincla companhiade Pernambuco
% Paradina: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, ra da Cruz,
n. 9.
Vendem-sc chapeos de superior
castor, brancos e pretos, por preco
mulo_barato : na ra do Crespo, n. 12,
loja de Jos Joaquim da Silva Maya.
A i #600 rs o covado,
Vende-se merino preto de 7 palmos de largura ,
pelo barato prego de 1,600 rs. o covado : na loja da
esquina que volta para a ra do Collogio, n. 5, de
Guimsrfles & Companhia.
Vcudem-sR 0 escravos, sendo : 3 pardos c 2 par-
das ; urna preta e 3 pretos vindos do Aracaty : ao
pe do Corpo-Santo, loja do cabos, n. 23.
Ricos tapetes
para ornar nas, mesas, candieiros, lanternas, cas-
tigues e campanillas, redondos, quadrados e trian-
gularos bordadose de oleado, com lindas franjas
de lita de todas as cores ; luvas de torgal, proprias
para a Quaresma, ao ultimo gosto de Paria, pretas e
brancas com dedos e sem ellos, a 1,600 ts. o par ;
alpaca de linho, a 640e800 rs o covado : na ra do
yueimado, n. 2*7; novo artnnzem de fazendas, de
Itaymundo Carlos Leite.
rarapes, n. 28. Xambem se vende, na mesma casa ,
milho reodo.proprio para passaros.
Vendem-se presuntos, baldes e tinas propria*
para lavar roupa; vassoura para varrer salas e ta-
petes : tudo ltimamente chegado dos Estados-Uni-
dos : na ra da Cruz, n. 7, armazem do Davis & C.

Novo panno para lences.
Vende-se superior panno para lenges, com 9 4
varas de largura pelo barato prego de 3,000 rs. a
vara : esta fazenda he melhor do que a bretanha de
Irlanda, da mesma largura,que ltimamente se ven-
deu nesta mesma loja por ser de puro linho : na
ra do Collegio, toja nova da estrella, n. 1.
A 1,800 rs. o par.
Na loja de Guimariies & Companhia confronte ao
arco de S.-Antonio, n._5, vendem-se meias de seda
preta curtas, pelo barato prego de 1,000 rs. o par.
Vendem-se postillas da analyse e constituigQo
para o sogundo anno da academia de Olinda ; ditas
do direito publico para o primeiro anno r na rus da
Madre-do-eos, loja n. 36.
Marroqtrni.
No Alerro-da-Boa-Vista, loja n. 78, vende-se mar-
roquim de varias cores, a 2,000 rs. a pello* e 500
rs. oquartn.
Vende-se urna parda de 18 a 20 anuos, de boni-
ta figura, com dous lilhos mulatinhos, utmle 4 an-
nos. eaoutrode 2: a parda engomma muito bem,
cozinha, cose o lava de sabSo e varrelia n.to tem
vicios ncm achaques: o motivo da venda se oir ao
comprador : urna preta de 20 aunos, de bonita figu-
ra que cozinha o diario de urna casa, lava mu i bem
desahijo e varrelia e cose alguma cousa : na ra
da Concordia passando a' pontezinha, a direita ,
segunda casa terrea, se dir quem vende.
VKNDE-SE
Chd muito superior
1 Denominado Braseiroj
o melhor que tem apparecido neste mer-
cado, pela sua qualidado ser mais supe-
rior do que a do mesnio cha hysson de
urna libra para cima por prego com-
modo : no iradi ra da Aurora n. 4, a
fallar com Jos de Almeida Barrlo Bas-
tos das 6 as 9 horas da manhfla, e de 1
as2 da tarde. No mesmo lugar tamhem
se vendo cha familia, da mesma provin-
cia com as mesmas condigOos.
SSSF
SSF
Vende-se superior farinha de trigo de Trieste,
chegada no ultimo navio: no caes da Alfandoga ou
na ra do Vigario n. 9 a fallar com Joflo Tavares
Cordeiro.
Casimira elstica, a T! TS. Ot Vende-seum palanquim bahianno, um guar-
da-roupa para senhora, muilo bem construido,
feito de vinhatico e coyernizado: ambas as pegas
com muito pouco uso : no Aterro-da-Boa-Vista, n.
86, seguudo andar.
Vendc-so o melhor sitio que ha em Beboribe,
junto a igreja, sendo todo murado., com ptimo
banheiro, casa para pretos, estribarla para 4 caval-
los com bastantes arvoredos cujo's frutos rendem
animalmente 150,000 rs. pouco mais ou menos: ven-
dc-se cnconscqueiicia do seu propietario, o Sr. Gar-
los do Cante estar para retirar-se dasta provincia. A
casa acha-se bem inobilhada tanto de trates como
de louga e vidros que ser tudo vendido a quem
comprar o sitio : a tratar com Manoel Joaquim Gon-
galvcs e Silva na ra da Cruz, n. 43.
Vendc-se arroz pilado superior, em saceos: na
travessa do Queimado, venda n. 3.
Vende-se um escravo de nagilo muito mogoe
sem vicios proprio para engenho: na ra da Ca-
deia do Recife, n. 30.
Vende-se a armago da venda da ra da Cruz ,
11.66; urna blanga grande; dous brsgos pequenos
do autor Romuo ; temos de medidas; coulros uten-
silios : na ra deSenzalla-Nova, n. 4.
Vende-se urna cscrava de-naeSo Costa de
annos.com algumas habilidades, e que n3o tem
vicios nem achaques: na ruado Caldeireiro, u. 68.
Vendem-su por prego muito commodo, 2
palanquilla em uni uso, sendo um tia Babia, eoou-
trode modelo antigo ; um sorlimenlo de eadeiras ,
bancas, mesas, commodas, espelhos, armarios,
guarda-louga ricas carlciras de viagem ; e outros
muilos objeclos que a vista dos eompradojes se Ta-
nto patentes : na rus Nova, armazem 11. 67.
Vendem-se 30 toueis arqueados de ferro, pro-
prios para agoada do navios : o rallar com Joflo Jos
Ferrtaiides Magalhes, na .ra da Cadeia botica
n. 61. **
Veirde-se urna cscrava de bonita figura, que
engomma muilo bem, cose e cozinha, com urna
cria de 9 a lOmezea, de nome Umbelina : na ra
Direita, n. 137.
-Vende-se um cavado alazflo, novo, gordo e bo-
nito com muito bons andares: na ra do Quei-
mado, n 51.
Vendem-se dous ornamentos novos, da damas-
co porluguez sendo um braneo e encarnado-, e o
outro rOxo e verde : no Aterro-da-Boa-Vista, loja do
ourives, n. 23.
- Vendem-se longos finos encarnados, para ta-
baco a 3,200 rs. a dutia ; chapeos de solide seda ,
a 4,800 rs.; maceilonia mcsclada, a 320 o cova-
do hrim pardo de linho muilo fino, a 32rs. a va-
ra; rustSo pintado, a 300 rs. o covado; e oulras
multas lazemlas por commodo prego: na ra de
Queimado, loja 11, 8.
VENDU VI -SE
calejosco.ni dnas navalhas in-
glezas, para barba,
fabricadas pelo melhor autor, chogadas proxima-
monle de Inglaterra a 2,000 rs. eadi estojo. Estas
navalhas sao garantidas, porque, nflo s se trocam
as que porventura nflo saiam lioas, como tambem se
reslilueo seu importe, quando o comprador por
acaso se nflo agrade de nenhuma deltas, depois de
Iti iis trancados de lislrasc
quadros.
Vendem-se superioYes cortes de brim trancado de
iistras e quadros, para caigas, de lindos goslos o
dc'ioa qualidado pelo prego de 2,000 rs. o corto :
na .na do Collegio, loja nova da estrella n. 1.
as experimentar, isto estando sem ferrugem e btn\
iratadns : tambem existo anda para vender mi
nequena porgflodas da China : ha ra larga do Ro-
zara loja do miudezas do Lody, n. 35.
Ilolacbinha de ara rula,
ltimamente chegada do (lioTde-Janeiro,- na bare,
Commtrcio, om latas de 6 libras, pelo diminuto pre-
code 2,000 rs. cada lata : no caes da Alfandega ,r.
mazem n. 1.
Vende-se urna cscrava boa engommadeh-a,
que cozinha o diario de uma casa : he d boa figu-
ra e sadia : na casa pegada a cadeis, n. 21, segundo
andar.
Vonde-seuma linda mulatinha de 13 innos, que
cose, faz renda e cozinha o diario da uma casi: ni
ra de S.-Joa, n. 21.
Vende-se um bom quarto : na ra do rri-
nicnto, lojan 6.
Vendc-se uma parda anda moga, boa lava-
deira, sem vicios nem achaques, e que cozinha o
diario de uma casa e 'coso : na ra d' Cruz, venda
n. 33, se dir quem vende.
Chcguem ao muito barateiro.
NoPasseo-Pohlico, lojas ns. 9 e 11, de Firmiino
Jos Rodrigues Ferreira ha um completo sortimsn-
to de cortes de cambraias brancas e da todas as co-
ros ., pelo barato prego de 2,400 rs. o corte, e sendo
em porgio se darflo a 2,000 rs.
Lotera do Rio-de-Janeiro
Vendem-se bilhetes, a 22,000rs., emoios ditos a
11,000 rs., da 47.' lotera a beneficio da S. Casa la
MlsericordJ): na ra da Cadeia loja de cambio
11. 38, de Manoel Gomes.
Vende-se, na loja da ra do Crespo n. u, n-
reito civil, por P. Jos de Mello; Livro segundo d "
direito das pessoas, 1 v. ; Phosophia por Charma,
1 v.; diccionario italiano; grammatica dita; dita
franceza de Monteverde ; dila portugueza; Historia
da America 2 v. ; Virgilio, 3 v. ; Horacio ; Corna-
do; Fbulas; Selecta; Orages de Cicero em por-
luguez ,3 v.; Historia natural da religiflo 5 v.;e
outros muilos livros de aulas, por prego muito ba-
rato.
Vendem-se 10 ecravos, sendo pretas com ni-
bilidades; 2 pretos, sendo um del les de nagflo Cos-
ta ; um bonito moleque de 16 anuos; duas pardas
com habilidades ; uma mulatinha de 6 annos : lodoi
sem defeitos nom achaques : no pateo da S.-Crui,
n. 14, se dir quem vende.
Vende-se um relogo com corrento do ouro: na
ra de S.-Bom-Jesus das-Cnoulas, n. 19, por cima
da venda.
Vend-secimento de muilo boa qualidade, a
9,000 rs. a barrica : 110 irrhazem do Braguez ao po
do arco da ConceigSo.
- Vende-se uma boa escrava cozinheira e engom-
madeira : na travessa do Dique, n. 9, primeiro
andar. Na mesma casa algam-sduas escravas pa-
ra todo o servigo.
Vende-se, na ra do Crespo, n. II, lioggur,
diccionario geographico, 1 v. ; Direito das gentes,
ou principios da loi natural, 2 v. ; Elementos de al-
gebra por Lacrois ; tratado das operagOes do han*
00,1 v.; o Arcipestre, novella ; a Noiva de Madrid;
Frei Angelo.
covado.
Na loja da esquina que volta para a ra do Colle-
gio n. 5, vende-se casimira clstica de ISa e algn-
1 a o de lindos padres e muito cncorpada pelo
barato prego do 720 rs. o covado, e que se torna
recommendavcl para a cstago presento.
Couro de lustro.
No Aterro-da-Boa-Vista,loja n. 78, vendem-se pej-
lcsde couro de lustro, a 3,000rs. snpaloes, a 1,200
rs.; botns,a2,800rs.; boneles de varias qualida-
des tanto para homcm como para meninos ; bahs
de madeira enveruizados pincel propros para
guardar roupa de changas ou para outra qualquer
cousa ,a 1,000 c 2,560 rs.; rocos de todas as cores e
grossuras a 240 rs. a vara.
Vende-se uma parda de 22 annos, sem vicios
nem achaques, e que engomma e cozinha soffrivel-
mente: a tratar com Jos Clemente dos Santos Si-
queira na ra estroitudo Rozeho, 11.8, ou na c-
mara municipal.
Vend-so urna preta de 30 a 40 annos com al-
gumas habilidades : na ra Direita n. 93 segundo
andar, na esquina do becco do Serigado.
Rio-Formoso.
Vende-se uma obhgaglo do Antonio de Paula Ma-
dureira, morador no Rio-Formoso: na ra da Ca-
deia do Recife, 11.8.
Vende-so um bonito preto de 22 a 24 annos ,
bem corpolento, e quo he muito hbil para lodo o
servigo; um pardo bomcarniceiro, o que he perfeito
carreiro e muilo humilde : na ra do Vigario, n.
24, se dir quem vende.
Vendc-se um bonita cscrava reco-
Ihida, de nng.lo, de nl.-nl do 20 annos,
de primeira barriga, com uma cria de
dousmezes, com mullo e bom leite :
na ra das Larangeiras, 11. 14, 2.* an-
dar.
Vendem-se dous lindos moloques de 18 anuos ;
dous pretos de 25 annos, proprios para todo o ser-
vigo ; dous pardos de 16 a 24 annos sendo um del-
les bom carreiro; 3 mulatinhos do 14 annos; uma
negrinha de 10 aunos com principios de habilida-
des ; 4 pretas de 16 a 25annos, entre as quaes al-
gumas com habilidades; um casal de escravos, pro-
pros para o servigo de campo ; urna negra de idade,
por 160,000 rs.: na ra do Collegio, 11. 3, se dir
quem vende.
! ARIS11A I'.i; MILHO.
Vende-se,as libras superior farinha de milho,
excellentn para pflo cangicas bolos etc., por
prego commodo: em Fra-de-Portas, ra dos Gua-
-.__,_____t____________
Escravos
os.
-- Fugio, no dia 18 da Janeiro, um cabra, de nome
Joaquim, alto, reforgado, de idade, coma barba
branca cabellos corridose bom pretos; levou um
surr.to de pollo de camoiro chapeo de bata usa-
do, caigas de algodilo de iistras rotas no assento;
temostomozellos dos ps um tanto incitados. Es-
te escravo j foi preso em S.-Lourcngo-da-Matta ,e
lornou a fugir junto aos Remedios, do poder de
uma pessoa que oconduzia para, esta cidade; veio
do Maranhflo e diz ser de Caxiss: quem o pegar le-
ve-o a ra do Vigario, n. 24, que ser recompen-
sado.
Contina a estar fgido, desde 9 de abril, o es-
cravo Alborto, que so intitula por Manoel, de nagflo
Cabund, liaixo, seceo, com pouca ou nenhuma[bar-
ba, rosto descarnado e com algumas marcas do bexi-
as,fallamal portiiguez;levou caigas detrito tranga-
oescoro, camisa de madnpolflo, coih cas de bo-
(flo de ouro nos pnnhos collote de seda rOto bor-
dado anda novo: quem o pegar leve-o a ra do
Rozaro da Boa-Vista, n. 48.
Fugio, no da 30 de abril preximp passsdo.o
escrava Mara de nagflo Cagange, de 30 anuos para
cima cor preta secca do corpo estatura regular,
olhos um tanto vermelhos ; tem um sighalzinhoda
carne no rosto e os cantos da bocea brancos, pro-
veniente de boqueiras ; tem no brago direito cima
do sangrador urnas marcase oulras as costas em
baixo da p ; tem os ps e os dedos com marcas de
bichos; levou camisa de algodfiozinno, vestido de
chita rdxs de cordflozinho com palminhas brancas,
panno da Cosa sem estar abeinhado, e as orelhas
urnas rosetascompridas d pedras brancas,! e un
la bol ciro. Esta preta costuma mudar o nomo quan-
do est fgida. Quem a pegar leve-a a ra Velha,
11. 26,-queser recompensado.
Fugiram, do engenho Sibr, na noiW de p"
27 de abril prximo pssado, o escravo Manoel An-
tonio preto, de nagflo Angola, de O annos penco
maisou menos, de estatura regular, com princi-
pio de barba pernas finas o tortas, ps grandes:
preta Berlholeza, crioula da mesma idde alt.
nariz chalo, cem uma baixn em cima da cabega
marcas de chicote as costas, cojos escravos sSo
casados. Quem os pegarleve-bs ao dito engenho Si-
br ou ao engenho Cranss ou nesta praga a Ja-
s l'ereira Vianna no seu escriptorio, na ra da
Guia, 11. 5,'que ter por cada um dos escravos 25,000
rs. de graiiticagflo
40#000 rs. de gratficaefio.
Fugio, 00"dia 14 de abril prximo passado do
poder de Manoel Antonio do Garmo morador na
Barra-Grande, provincia das Alagoas o seu escra-
vo de nagflo de nomo Manoel, de altura regular,
secco do corpo cor nflo preta com todos os den-
les ; tem em um dos ps.dous dedos pegados e moi-
to curios olhos meio alravassados de 95 a 30 an-,
nos ; nflo lent barba ; Iovou camisa e afeas de es;
topa,; fui escravo, nesta pwga, do 8r. Francisco Jos
Duarle a quom foi comprado: qnem o pegar leve-o
a ra de Hurtas, n. 48.
hB
PfiHN. : NA TIP. DC H. F. DCFAftl*. ^
MUTILADO


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