Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05480


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Full Text
O DI 1110 i>u'i!C4-b toilos o ti.11 tfuo aio
h re sajaM. i "rae* da Miflnatjira lie de
4500 rt.por quirlel, pas< adiantadnt. Os an-
miaras doi astiiin'nus toloseridoi i ras-iode
lori.'parlinli, 4 re. e-n-tyno difirante, a as
r(.pet=oel P1* "t'l- <-' I8 "'" f*1" '-
nnntw po !f" Pr lnh-' e l80 e' lP
diflerente, poreaita publieaco..
PHA8K8 DA I4JA WO ME*. DB MAIO.
Liu nova, a 2, a 4 aarat e 64 min. di manh.
(jretccnle a I", M1B aiin.da manli.
La,chela a l. A 4 ilroitwda manli.
Mragoaul *. at 9 IT min. da taauh.
Sepunda-feira 8
PARTID.* DOS CORREIOS.
Goienna, Paraliha t segundas esextasfeiras
Kio- Cabo, Serinhm, RioFnrmoso, Porto-Calvoe
Haceid, no I.*, a 11 e 51 de cada mez
Garanduna e Bonito, a 8 e,2t.
BovVi-ta e Florea, Hltil.
Victoria, is quiutat-lairas.
Olioda, iodos os dia>.
PRBAMAR DB HOJE.
Primaba, 4a fl horas e 18 miontoa da aaanha.
Segunda, it 9 toras e 4} minutos da larde.
le ftfaio
Anuo XXV. N. 105.
Das n\ semana.
a Saturnia. S. Heladio. Aud. do J. do orph.
iloJ. doc. da2 v e doM.il* 2. Y. :
, Ou Tama. S. (IreRorio Nauaotenn. Aud. do i.
da vel. e Ho J de paz do 2 dilt de k
10 Qarta. 8. Pllcdrlfo. Au I. do J .lo civ. e
do i. de pai do 2 dul de t.
11 UunU. a. Anislacio. Aud.do J.dos orph.
' e do i. m da I. ara.
|3 aile. 8. Pancracio. Aud. do J. do civ. e
do J. de paz do I rn. de t.
13 abhede. S. Pedro Hegalado. Aud do J. do
oiv.a do J. de paz Ho l dilt. de t.
14 Domingo. S. Bonifacio.
CAMBIOS NO DA DE MAIO.
[Sobre Londres a 27 d por 11090 ra. a n d
Paria 14S a 'hl rs. por franco,
a Mshii 100 |>nr ino de premio.
Uesc. de lauras de boas liria.) a I '/, / ao sn.-
OnroOucas haspanholnt-----Mlann a J9M0
Maada.idaOf'00 velh. ICJiM a le#lCl
* a de6|400nov.. DfWi !#<
, detfoos..... f#a "*
Prata Pataaoet......'. ... lfr48 a l#8
Pesos colamnares... linea l|a
a Ditos metloanoa.... 'l|800 a UMO
Miuda............. Ijrttoa !#*
Acodes dacomp.do BeherIbadeMffle rs. a pe
DIARIO DE
PARTE OFFICIAL.
F
DA.
MINISTERIO DA
EXTRACTO DO EXPEDIENTE DO DA 12 DE ABRIL
DF. 1848.
A' theaqurarla do Rio-Grande, declarando que, quando
ai partea noquizcrcm as certirtes que se lenliam pas-
sado a seu pedido, pdriu o olflclacs da secretaria de-
manda-lis, para oque teem dlrelto, atsiin como os escri-
vie coBclaet de justlca pelos seus salarios, masque
deve hvr o cuidado de que os requerinicntos co que
taes certiddet ae pecam sejaiu assignados pelas partes.
"'---------tn
INTERIOR.
COVfcNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 4 DO CORRENTE.
Ofncie. Ao juiz municipal da primeira varadesta ci-
dade, dando-te por Inteirado de liaverS. Me. reassumldo
o eiercicio da'ineiina vara.
Dito. Ao inspector do arsenal de mnrinlia, louvan
do-o pela boa ordeiri que obiervou fin semelhante re-
partlca, na visita que hoje Ihe fez; e declarando, eape-
ra que S. Me. continuar a portar-te no trrico nacional
coin o isttuio zelo, inlelllgencia c actividade, que ha
detenvolvldo at o prsenle.
[>tl \n rnminiaaaritvparador, ordenando o paga-
meuto de 87/900 ris, despendidos, no mez de abril ulti-
mo, com os pretos viudos do Maranhao, Cear, Alagas
c Rio-de-Janeiro, com destino ilba de Fernando, e ac-
tualinenle existentes nacadeia desta cidade. Particl-
pou-se aodesenibargador ebefe de polica Interin*.
Dito. Ao metmo commltaario-pagador, eilglndo a
guia do tenente do citadn-maior de primeira ciaste, lo-
a Bernardo Fernandes Gama, que tcm de seguir para a
corte; e determinando, adiante a este ollicial tus mr-
zes do respectivo toldo. Recommendou-ae ao agente
da couipahia dos vaporea, Hzesse transportar o referido
lente no vapor que te tpera do norte, cato elle traga
vago a'lgum dos lugares destinados a passageiros de ca-
tado,
Cnn*POI Bahia, VitmaiodtiSM.
Meu charo amigo.-- D.tr-lhc de ves em quando no-
ticias do quo se pnssa por c nette canto do mundo
de Dos, ,he qno V. miiilo me recommendon com s
ultimo aperlo de mflo, na occasillo da minha despe-
d la. Ora, qunntlo gostoso Ihe rio i o sim, bem longA
eslava eu do lembrar-me de que nfto era homenf
para tal empenho. Para colher as novas da chronica
secreta, que nfio acham Fcil entrada as columnas
dost)ornaos, ott para poder retluzir ao seu justo va-
lor certos factos que a imprensa apresonta desfigu-
rados ou mutilados,ho pjeciso un homem fre-
quenlar muito a soeiedade, estar em moto continuo,
escalar squi ealli. aer inquisitivo, e, atcerto grao,
impertinente. Ora, V. she que do. Ins requesi-
tos nada mecnubeem partilha que-, antes, bou de
poucas fallas, vivo vida retirada e laboriosa, e tonho
um ipvcncivol aborrecimento ao fazer-me importu-
no com pcrftuntas, ou esquadrinhar a vida alheia.
l'or oslas qualidades e faltas poder modir o alcance
de minhas informaefles, fieando-lhe penas a corte-
za de que seu correspondente be dotado de corto
espirito recto, que nao Ihe permute transigir rom
sua consoiencia, ou fazer soiente ou acintosamen-
tc injustica a quem qur que seja ; que nilo he ho-
mem de disfarcar o seu credo yolitico, por condea-
cendencia, anda mesmo no quo possa nelle harrr
de desen con irado com as vistas, ou com o modo de
verde srius amigos.
Doixando o passado, ao que voltaroi em occasiRo
mais opportuna, vou oceupar-me com a actuali-
dade.
O que, alm dos negocios do Franca, ltimamente
r.ais tem dsdo fl!nr, he aaiiisloria ds torn^dia fei-
la pelo brigueCreWgn, do cruzeiro inglez. Na sexta-
.feira passada, [29 (leaiKiiiamanheeeu nestotmrtoa
polaca.Bella-Miqutlina, coiirlmideira c lrip6lnr;i{o
inglezas, e temi do ewrrontneno i>u escravos [ar-
rjpia-se-me o cabello escrevendo este tnunnro,
Portaras. Plomeando, ilii lliaf illli** 1MH ""' ibaodo.para as dnoases do barco .'] A polaca X'
>at4U dadfo Mauricio Francisco de Mina para o lugar de dele-
gado do termo do Po-do-Albo, e a Silvettre Antonio de
Olivelra e Mello, para o de tuladelegado da freguezia do
iiieemo nome. Parllcipou-se ao desciubargador chee
de polica interino. m
Dita. Demittindo a Manoel Correia de Araujo do car-
go del."supplente do delegado do termo do Pao:do-
Albo. Coinmunicuu-se ao desembargado!- chere de po-
lica Interino, cuja proposta dera lunar a semelhante de-
mitto.
DEM DO DA 5.
Officios. Ao commandante dat armas e ao cominit-
sarlo-pagador, co4iimunicando qpe, por aviso imperial
de 20 de marco prximo passado, fflrain concedidos seis
mezet de llcenca com vencimeuto de toldo ao tenente-
coronel do eslado-malor de primeira classe do exercito,
baro da Boa-Vista, com declaracao de que elle pode fi-
car residindo netta provincia
Dito. Ao commandante tuperlor da guarda nacio-
nal do Cabo, ordenando que, apenat receber este oficio,
faca ditsolver a (orea que te acha reunida, nesta comar-
ca, ab o com mando do tenente-coronel Fernando Fran-
cisco de Aguiar Hontarroyos; vistR como semelhante
frca j nao be nrcestaria.
Dito'. Ao coinmistario-pagador, determinando que,
vitta do competente documento, pague a Bernardiuo
Franciaco de AaevedoCampos a quantla de300JOOO ris,
em que importaram dezrezes que Ihe compran o coro-
nel Joaquim Jote Luiz de Souia, para sustento- da tropa
quecommanda na freguctia da Encada. Participou-sc
ao coronel Joaquim Jos Luiz de Soma, que represen-
tara a respeito.
Dito. Aojuiz municipal e d'orphos do termo de
Olioda, dando-te por Inteirado de haver S. Me' entrado
em eiercicio da segunda vara do crltng desta cidade.
Dito. Aocommissario-pagador, ordenando contrate
com a companhia de Beberine o fornecimento d'agna ao
arsenal de guerra. Parlicipou-te ao director do men-
cionado arsenal, que solicitara a expedicao desta or-
dein.
Portara. Declarando aein eflfeito, em contequen-
cla de repretentnco do administrador do consulado
provincial, at de 2o de abril ultimo, porque fdram de-
mittidoa ot Inspectores do astucar, Antonio Annrs Jro-
nte Pirra, Caetauo DuajtcPereira c Francisco Gomes Pc-
reira Guerra, e noineados escriturarios da inspecfao do
astucar. Jote Thomaz da Silva e Antonio Paulino da Sil-
va. Parlicipou-te ao inspector da ihetourarla dat ren-
das nroviaciaei, e ao referido administrador.
Dita. Ao administrador das obrat publicas, decla-
rando que ot inspectores de estradas Manoel I.ourenco
de Manos e Joao Pacheco de Queiroga, ltimamente pro-
movidos a engeuheiros, devein de reverter aos seus anti-
got lugares; visto que, como cites metinot reconbecem
e declaram, nao teem ai habilitacdes professionact que
sao iiidispentaveia para bem servir os cargos para que
fdram novamrnte nomeadoi.
Ditat. Ao mesmo, ordenando que, prompta e ur-
gentemente, mande reparar o forte do Buraco, que se
acha expolio .i qualquer aggreasaoche menos capaz de
resittencia edefeta, por estar com oparapcito empane
por trra, e com o porl.io coiiiplelamenle arruinado;
bem como que faca coneertar o telhado do arsenal de
guerra, que se acha cm dcploravel estado de ruina, e
torna inhabitavel umaporcao desse importante edificio,
inui principalmente o lanco que serve de quartel a com-
panhia de artirlcei, onde-o deleito ha sido tal, que qua-
sl Ihe falta toda a coberla. Offlclou-se a respeito ao
com mandante das armas, ao director do arsenal de
guerra ao comiuissario-pagador, determinando-te a
ette.forneca as quanliat que te houveretn de despender
com o reparo e o concert, de que cima se trata.
em paragem que se verillcou estar lora das agots
do Brasil, e etn distancia permiltida pelos tratados.
Succedeu que, effectuada essa tomadia, o comman-
dante do Grteian avistasse outra embarcarlo (Si-
peita ; polo quo, passando a dar cafa a esta, deisou
ordem'ao commandatito da preza, para que procu-
rnsse a acompanha-lo o melhor possivel e livca.se do
noile o pharol acceso, para mutuamente reconhece-
rem a sua posiQfio. Porm, apozardessas cautelas,
o commandante da preza houve de perder do vista
ao brigue; o assim, iu"o sabendo como rcgtilassc
a sua ulterior derrota, e ao mesmo lempo aportado
pela cscassez'lomantimonto para tantas bocoas, re-
solveu prOcedor para o porto da Babia, como o mais
prximo. Ora, a Bella niquelina, sendo proprleda-
de bahiana e agora de volta com 13o rico carrega-
mento, faca idea da impressfio quo devia causar o
seu appareeimonto como prisioneira amlava tudo
n'um sarrilho, e para.logo nasceu a ideia de retomar
a embarcarlo a frga.Meu dito meu feito. Seria das
9 para as 10 horas da noite do dia 30 [do mez prxi-
mo passado] quando 3 ou 4 lanchas, apinhoadas des-
sa mais que temivel gente, emprcgatla no trafico da
costa, dirigirn) um ataque contra a Bella-Miqut-
lina, apenas tripolada com 15 ou 16 marinheiros
ingezes. Estes, apezar da desjgualdade de nume-
ro, e de so acharem desprevenidos, soribcram re-
pellaos aggressores, matando uns e ferindo outros
O cnsul inglez, nial fura avisado do que se passou
no mar, foi ler com o presidente e solicitar provi-
dencias a respeito. Esto ollieiou ao commandante
da fragata Cutufiluit^o, para quo estivesse de sobre-
aviso, edeixasse a barca aprezada fuudear aO seu
alcance; oquesoeffoiluou na madrugada do dia se-
guinle. Nfio lenho cabal conhecintento dos ofllcios
que fram trocados entre a presidencia e o cnsul
britannico; porquanto, at aqui apenas sabio um
que achara no Mercantil de hoje, advogado nato de
um commercio, o quo sob o pretexto da triste ne
cessidade, continua a servir de estorvo aodesenvol-
vimento da verdadoira grandeza do nosso Brasi
(deixando de parte todas asdemais considerages
moraes e philosophicas). O artigo com que o Mer-
cvni, no seu P. S., commenta o tal ofllcio/j V
sabe, que deve ser tomado cum grano satis. Agen-
to sensata, amante do verdadeiro progresso do paiz,
lamenta o faeto dessa arribada forcada e suas con-
sequencias : oavivamento de mutuos rancores, o
conflicto ante urna prepotencia (bem ou mal fun-
dada, nfio me oceupo agora com esta questfioj e os
interesses daquelles (em pequeo numero compara-
domaioria da nacfio) que monopolisam esso trafico.
Ignoro o resultado da troca do ofhcios entre as
autoridades publicas, eMr. Porter(o cnsul;; entre-
tanto quo todo o mundo sabe, e no Mercantil se l,
que liontcm de tarde sabio a emharcacfio capturada,
escoltada pelo Crecan, que, esqueceu-me dizer,
chegra dous das depois da arribada da Bella-Mi-
qtielina, em cata desta, nfio a encontrando mais no
allomar. Mais outros resultados ha: o terem as
autoridades policiaes tomado conta,- setleel, confis-
cado 0 casco e apparelhos da Vareta, o mesmissimo
patacho, a quem o Crecan deu caga, depois doca-
piturada a niquelina, mas que leve a boa fortuna de
escapar, mettendo-se debaixo da trra. Quer fosso
porque o orefio dos interessados no commercio da
escravatura, o Mercantil, ja por diversas vezes tem
usado urna lingoagem pouco respeitosa, se nao ma-
inifestamenteacinlosa, para com o chee de polica,
I qur porque, no meio do tumulto e afn que causava
a presenta da niquelina, j nao era mais possivel
l'azer, comate aqu, vista gorda atareas emharca-
gftes..anibaiias. n raso he que deu rdem para.se
vistoriar a Vareta. Na occasiSo da busca, he certo,
j se nfio acho'u a bor,t>q nenhum Africano, e, sim,
apenas um nico mauheiro. Pelo Iivro do prtalo
(parece incrivel deixarem semelhante documentoj
e por outras conferencias e depoiroentos, eertifi-
caram-se as autoridades de ter o patacho andado oc-
cupado no trafico de escravatura; e estar no caso
da lei para ser confiscado. Otltro resultado he a de-
missilo do tres subdelegados, os da Conceicfio-da-
Praia, do Pilar na cidade Baixa, oda S na cidade
Alta; os dousprinoiros, ao que me consta, por te-
rem sido remissos ou momos no caso da Miqvelina, e
o da S, por nfio ter dado parte oflicial da entrada,
nohospital de Caridade de dous dos marinheiros ba-
leados. Cumpre, em additamento ao expendido so-
bre o ataque nocturno, lembrar que, assim que o
commandante da fragata Constiluicdo dera fe do qu
se passava (alias pouca distancia] abaixo da Gam-
boa mandou nessa di recebo tima lancha com gente
armada; porm j era tarde, jos aggressores, de-
sistiiido de un ataque tilo vigosamonte repellido,
se haviam retirado, saltando em trra no lugar do
Volcfio.
Ouvi dizer" que os praprios Africanos (isto he, os
poneos quo naquolla ocnasifio se achavam no con-
ve'z) se preslaram a defesa, arretnessando contra os
aggressores tutlo quanto,ppdim haver.amfio: achas
de lenha, pedagos de ferr velho, &c.
Teremos novu piwiuiiie, o Pinheiro, (nfio seise
tomar posse hoje), homem que j teem dado pro-
vas de sua capacidade de administrarla provincia
em lempos anteriores; ho magistrado brioso eda-
quelles que so nilo torcem aempenhose ameagas. 0
commercio ser protegido cm todos os seus ramos,
menos aun.
0 appello para urna revolugfio no sentido da dos
Francczcs, que o seu autor ou autores espalharam,
metiendo os impressos debaixo das portas, e que
V. ver reproduzido em um n. do Correio-Mercan-
til, uenhuma impressSo Tez no animo do povo ha-
itiano, que, la excepgfio de poucos demagogos, anhe-
lan p* e- cJavlortt, v aartea Btidatit),.!"" ^adual
rnoHioramento' das instiluicoos me tcoWaJrido guo
as que se Ihe promciiem, raVcce-ioras (le garantas.
Dovo concluir, chamado por outros de veres ; dei-
xarci a minh carta aberla para Ihe addictonar um
P.S., quando o caso o exija.
Sou, o sempre fui seu leal amigo e criado
P. S. Temos aqui a corveta do vapor ingleza tue-
brand, do Rio-de-Janeiro, com lord Howden a bordo;
procede amanhia para Inglaterra.
de J. Villaaeuve C. para puhlicaglo dos debatas
dq senado no /jaWo-Cofitaerco durante a pre-
sente legislatura;
O Sr. presidente convida a commissSo da consti-
tuigfio a inlerpor o sen parecer sobre osobjectos
urgen les quo Ihe estfio affectos: e suspende-se a
sessfio sll horas o meia da manhfla.
A'urna hora e tres quartos continuando a sesaSo,
I e-so o seguinte parecer:
A commissfio do constiUtiaRo e poderes vio aa
cartas imperta**' que nomearaoi senadores pela
provincia de Minas-Geraes aos Srs. concelheiros
Antonio Paulino l.impo de Abreu e Jos Joaquim
Fernandes Torres, e, examinando a acta da apura-
gao gcral, fez a confrontag.lo delta com as actas
parciaas de todos oscollegios, e como nfio encon-
trasse irregularidades, salvo a falla da acta do col-
legio do Patrocinio, onde, segundse refere na acta
geral, nfio houve oleicfi; be do parecer que os
dous diplomas sojam approvados, e que os senado-
res nomcados sejam convidados a prestar juramento
a lomar assento. Paco do senado, em 27 do abril
do 18*8. (.aciano Spiridido de Mello Malta. Ho-
norio Hmelo Carntiro LeSo. Visconde de Olinda.
Fica adiado, visto no haver casa; e oSr. pre-
sidente declara que so vai oQlciar ao governo e a c-
mara dos Srs. diputados, parlicipando-se que exis-
te na corte uumero-.de Srs. sonadores para o sena-
do poder deliberar e igualmont declara que ama-'
nhfia dever haver sessfio.
Levanla-se a sessfio s 2 horas da tardo.
BUOE-JA\EIIW>
SElNADO.
primeira sessao preparatoria, em 27 de
ABRIL DE 18*8.
/'residencia do Sr. bardo de Monte-Santo.
A's 11 horas damanhfia reonidos os Srs senado-
res a sala das suas sesses, efeitaa chamada, a-
cham-so presentes 25 Srs. senadores, a saber: os Srs.
CMARA DOS SRS. DEPTADOS.
I." SESSAO PREPARATORIA EM 26 DE ABRIL DE 18*8.
A'a 10 horas da manhaa, reunidos os Srt. depuiados
em numero de trint e tete, oSr- Maviuho propot para,
presideute o Sr. Dial deCarvalho, e para secretarios oa
Srt. Moniz Harreto e Wandcrley. He approvada por ac-
clamacao etta proposta. Os Srs. nomcados oceupam os
leut respectivos lugares.
O Sr. preside ule convida ot Srs. deputados a traterem
mesa ot teut diplomas.
B.eunem se mais alauis senhores. e o Sr. WandcrWy
l a seguinte rrlacao dos diploma*aprcaentados ;
Do. Sr. Joaijum Francisco Alvea Branco atoolz Br-
relo, Francisco de Salles rofresHomem.ThonaazGoinet
dos Santos, Jos Maria da Silva Paranhos, Pedro Rodri-
gues Fernandes Chaves, Eusebio de Queiroz Coutinho
Maltoso da Cmara, Francisco de Paula CerqueiraLeite,
Jos Mai tos da Crui lobini, Jos Pedro Das de Carva-
lho, Manoel Joaquim Pinto l'acca, Joao Manoel Percira
da Silva, Graciano Adolplio Carralho de Albuqucrque,
Paulino Jos Soares de Souza, Joaquim Nunea Macha-
do, Jos Augusto Gomes de Menezes, lote Antonio Mari-
nho, Jos de Palva Magalhnea (.'al vet, Nicolao Rodrigues
dos Santos Franca Leltr, Alfonso de Albuqucrque Mello,
Angelo Monii da Silva Ferraz, Jote Tavaret Kastns, Ma-
tlu-us Catado de Araujo Lima Arnaud, Frederlco Carnei-
ro de Campos, Manoel de Mello Franco, Jote Correa da
Silva Titra, Joo Jos de Moura Magalhaas, Aprigio Jo-
s de Souia, Eduardo Ferrira Franja, Luiz Antonio
Barbosa de AlnieIda, Israel Rodrigues llarcellot, Ellas
Pinto deCarvalho, Antonio Goncalves Chavea, Estevo
Kibeiro de Rezende, Jote Felicissiino do Nasclmento,
Gabriel Gclulio MonieirodeMendonca, Antonio da Costa
Pinto, Chritliano Benedicto Ottoni, Theophilo Benedicto
Ottoni, Antonio Thomaz de Godoy, Fabio Alexandrino
de Carvalho Reis, Jos dt Assis Alvea Branco Moniz Br-
relo, Manoel Maria do Amaral, Joo Mauricio Wander-
lei, Jote deGoet, Joaquim Vicente Torres Homem, Ben-
barfio de Monto-Santo, conde de Caxias, Mafra, Sa- ve,,uto Augusto de Magalhaes Taques, J. Augusto do
turnino, Cunha Vasconcellos, Miranda Ribeiro, A- Uviamento, Francisco Joaquim Gomes Ribciro, Joa-
rauio Viatina, Nabuco, marquez deltanhacm, Hol- qulm Antn Feruandet Leao, Joaquim candido Soa-
3 Cavalcanli, Dantas, Maia, GalvAo, Mello Mat-7re{de Meirellet, Sou.a Franja, BeHo e Bernardo de Son-
tos, visconde do Macali, visconde de Monte-Alegre,
Monttfiro de Barros, Vallasques, Carneiro Lefio, Pau-
la Souza, visconde de Olinda, demento Pereira,
visconde de branles, Rodrigues Torios o AI ves
Branco.
Participam que"nfio pdem comparecer na essfio
de hoje, porm que so acham promplos na corto,
os Srs. visconde de Gongonhas, Vasconcellos, Costa
Kerieia, conde de Valenga, Azevedo Brito o Lopes
Gama.
0 Sr. marquez do Marica commumea achar-so im-
possibililado, por suas molestias, de poder compare--
cer.Fica o senado inteirado.
Lem-se as carias imperiaes de senadores do im-
perio dos Srs. Antonio Paulino Linipo de Abren,
Jos Joaquim Fernandes Torres c Francisco Antonio
da Silva Queiroz. Sfio remeltidas com urgencia
commissfio de constituigfio, com as actas das res-
pectivas eloiges a que se procedeu as provincias
nlo Minas-Geraes e San Paulo.
r.e*m-se os seguintes oflicios :
1." Do Sr. ministro do imperio, remetiendo as
actas-pertenecntes eleigfio a quo se procedeu na
provincia do Rio-de-Janeiro para o lugar de sonador,
vago pelo lallecimento do Sr. marquez do Parana-
gu. A archivar.
2." Do mesmo Sr. ministro, remetiendo as actas
da cloigfio primaria de Pcrna.buco para dous sena-
dores as vagas dos fallecidos Srs. concelheiro Anto-
nio Caslos llibeiro de Andrada Machado e Silva e
Jos Carlos Mairink da Silva Fcrrfio. A' commissfio
de constituigfio. ,
3. Do Sr. concelheiro Manoel Felisardo de souza
e Mello, participando haver sido nomeado, por de-
creto de 9 do mez prximo passado, ministro e se-
cretario de estado dos negocios da marinha. Fica
o senado inteirado. fc__
*. Da cmara municipal da cidade da Fortaleza,
remetiendo a copia da apuragfio goral da eleigfio de
dous senadores pela provincia do Cear, para pre-
encherem as vagas que deixaram no senado os fal-
lecidos Srs. marquez do I-ages o Manoel do Nasci-
mento Castro e Silva. A' commissfio de constitui-
gfio.
OSr. presidente declara que se vai proceder elelcfio
da commissao de cinco membros que tem de verificar oa
pjdres dos Srt. deputados. Vao mesa incenla *e-
tlulas, e sahem eleitos os seguintes senhores: ^
Costa Pinto (Minas-Geraet)...........T?,,*'
Anto (Minas-Geraes)...............*
Urbano (Pernambuco)..............W ^
Paranhos (Rio de-Janeiro)............*
Saldanha (Cear)............ .... 39
Procede-sc cleicao da segunda commissao de tres
inembeot para verificar ot podret dot membros da pri-
meira commitsiio, c sabem eleitos os Srt. Eduardo Fran-
ca com 31 votos, Barcellos 31, Ellat Pinto 30,
EXFEEDIENTE.
0 Sr. 1. secretario Monit Barreto d conta dot teguin
tes o llic i os, c mal ppela, que sao todot remettidot a
primeira comrnitto de poderes.
1 o Um ofiiciodo Sr. ministro do imperio, remetiendo
as actas das eleicet de Varias freguezlat da provincia
% o"u metmo, enviando at actas da elelcio primaria,
recebidas daa provincias da Bahia, Pernambuco, Goyat.
Rio-de-Janeiro, Piaitby, Maranhao, Santa-Caioarna.
San-Pedro, Parahyba, San-Paulo, Etpirito-Santo e Mi-
3.'o Do metmo, trantmitlindo vintc e urna copia* ao-
las de varias elelcOes dat freguezias do Cear.
*. Do metmo, remetiendo varias actas das eleicGea
para deputados das provincias do Para, Maranhao, Pl-
uhy,Cear, Rio-Grande-do-Norte, Parahyba, Pernambu-
co srgipe,'Babia. Espirito-Santo, Rlo-de-Janeiro, San-
Paulo, Santa-Calbarina, San-Pedro, Minas eGoyaz.
5. Dotccreiario docollcgio de Macau, provincia do
Rio-Grande-do-Norte, acompanhando a acta da elcicio.
6.* Do secretario da cmara municipal do Rlo-For-
inoso com a acta da eleicao para deputados.
?az-se menco de urna repretentajao dos eleitoret daa
Hananeiras, daParahyba, dot eleitoret da Laga-Nova,
da Campia-Grande,,,da cmara municipal da cidade de
Novo-Parahyba, de varios habitantes da cidade do Des-
terro em bauta-Catharuia, de Joao Antonio de Miranda,
por ti e como procurador de Jote Ildefonso de Souza,
Ramos, relativa eleicao de deputados pela provincia
do llio-de-Janeiro.
. Nao ha mais expediente, e levanta-se a iesao pelas
11 horas e meia.
Ho remeltida commissao da mesa urna proposta
MUTILADO



PERNAMBUCO.
TRIBUNAL DA RELA^AO'.
JULT.AMENTO NO DA 6 BE MA10 DE 1848.
Desembargador de semana o Sr. Ponee.
Na appellacao crime viada dojuizodoPo-do-AIho, era
que ao.partes o jui/.o e Marcos de Souaa Crrela, man.
daram que asentenca viesse por traslado, visto haver
outro reo.
Mandaram dar vista s partes as seguate appel-
taedes civeis:
Na de Antonio Lopes Pereira de Mello e Antonio Joa-
qulm de Aducida Guedes Alcanforado ;
Na do tuajor Francisco Jos de Mello como adminis-
trador da imperial capella de N. S. da Estancia e Fran-
cisca Anglica do Sacramento.
DIARIO HE PEKK.tSBUCO.
3aava> 9 aa taa* toa aaaa.
Consta-nos que, nultlflcada a portarla que mandara
expedir titulo de promotor publico da comarca de Goi-
nna ao nacha re Honorio Fiel de Si mar inga Vaes Cura-
do, removeu-se para cssa comarca o promotor publico
dos termos de Olinda e Iguarass, Jos Theodoro Cor-
deiro, por assim o haver elle pedido; e nomenu-se para
substitui-lo ao bacharel Jos Caldoso de Queiroz Fon-
seca.
Consia-nos inais, que o bacbarel Eslevo de Mello Al-
luiquciquc Montenegro foi nomeado juiz municipal e de
nrphiios do termo de Flores ; bem como que se aeclarou
que semelbante nomeaeo ficava dependente da appro-
vacio de ti. M. o Imperador.
Probo, honrado e ondoso, o Sr. Filippe Nery ja-
mis deixra de voar residencia de qualquer des-
valido que solicitou os soccorros da sua clnica ; e,
em mais do urna occasifio, levara a philanthropia ao
ponto de rasgar a propria camisa, para converte-la
cm ataduras, quando o desgranado a quem ia curar
achava-ae em ciroumstancias tilo crJticas, quenem
ao menos pos.suia urna tira do panno com que po-
desse ligar a chapeque Ilie ulcerara o corpo. Ho-
mens taes nSo apparecem sempre; e, quando dei-
xam este valo de lagrimas, nfo poden deixar de ser
chorados. A trra Ihe seja leve I...
. A populaciio dere de estar tranquilla, apezar dos ru-
jjiioros que, milito de proposito, teem feito correr os per-
lii, !.a.!.,i i.i do suvrgu publico, acerca da agitaco em que
riles figuram achaV-se urna parte do interior da provin-
cia. Temos rasSes para crerque, iiiteirameute desligada
dos partidos, e sempre dispuso a fazer jnsiica a todo
que a inereccrem, professein este ou aquelle principio
poltico, a presidencia tambem nao poupar nenhum
dos meios que as'Iris lhe facuUam para faier conter na
rbita dos seus deveres qurm qur que se abalance a
tentar contra a paz e tranquillidade, de que tanto care-
cemos para sabirinos da situacao anormal etn que nos
ochavamos, e para nos constitu! mos em estado de reco-
brar os foros de bom senso e patriotismo, que, dia aps
dia, iamos perdendo ante aqucllcs de nossos irinaos do
norte c sul, que, era pocas mais atrasadas, uos deraut
imnumeros testeiuunhos deadmirajao.
Consta-nos que o Kxm. presidente da provincia fura
hontem, pelas oito horas do dia, visitar o collrgio dos
urphaos, onde apparecra de sorpresa. Quando se aiiiiuu-
ciou a chrgada de S. Exc. j elle pene ira va pelo estabe-
leclraento, e para logo achou-se no mel dos meninos
pelo vicc-director, correu todos os commodos da casa,
asofficinas, as aulas, o quarto da roupa, os dormitorios,
c at a propria eoiinha, examinando tudo com nienu-
ciosidade, fazendo todas as observarles que lhe suge-
ra a iospeccio do coliegio, e teprovando algumas pra-
ticas e usos, que all se teem adoptado. Depois de haver
indagado quaes ns meninos mais adlantados nos exer-
ciclos de desenlio e msica, convidou-os que apresen-
tassciii as suas habilidades; c den mostra de satisfaco
ao ver alguns desenlies, e ao ouvir algumas pecas mu-
gieses, que os meninos executaram com babilidade. S.
tic. pareceu achar-sc commovido : e depois de recom-
nrndar niuilo aos cnipi egados da casa todo o zelo e ca
rinho para com innocentes meninos sem pai, despedio-sc
destes, ofl'erccendo-lhes, por na o do vicc-director, um
presente, e prome tiendo visita-ios frequeutes vezesi
bem como jamar em algum da com elles quando menos
o csperassein.
Quem te ni coracao e patriotismo nao pode deixar de
fazer mil votos para que S. Exc. continu a trilhar cami-
bo tao justo e piedoso.
Desejando S. Exc. habilitar-se a formar idela da clda-
de de OUnda, dirigio-se do coliegio dos orphos para a
academia, visitou todas as aulas, e d'ahi acompanhado
de algumas pessoas prosrguio, a p, pelas prlncipaes
xuas da cldade ; visitou a Misericordia e seu hospital
examinando tudo com a inaior curiotidade; entrou na
s, onde denioroii-se algum lempo no consistorio, ven-
do algumas alfaias, que lhe frara mostradas; foi bi-
lillotheca da academia, e de caminho visitou a igreja do
convento de 5. Francisco, mostrando satisfaco de ver a
rica obra de entalha da sacrista da inesma igreja, bem
como a da Misericordia; c finalmente dlrigio-se ao par-
que de artilharia, e, tendo examinado os dormitorios,
perguntou quanto bavam cunado as novas obras do
quartel, e emquanto se havia oreado as que estavam por
faxer. VolUndo para o Varadouro, j ao meio-dia, no-
to u a pequenbex do edificio novo, que se destina para a
academia, o qaal no foi visitado por achar-se fechado.
Multo nos drvemos felicitar pelo vivo inleresse, que a
presidencia patentca pelos meiborainentos materiaes da
provincia, e pela diligencia com que procura pdr-se ao
factodasnossasnecessidades. Dos qneira, pois, guiar
ao actual administrador.
Pela segunda vez, assistimos hontem represen-
tado de Bravo de Veneso, na soejedado Philodrama-
lica. Os actores desta sociedade cada vez mais se a-
diantam: e a direcQ.lo nSo poupa esforcos e des-
pezas para tornar brilhanles os espectculos, com
quesepropOea divertir grande parte da popularlo
desta capital. Era para ver a riqueza e a elegancia
dos vestuarios, a propriedado e o bem acabado das
decorarles, o asseio o o gosto emfim, de todos os
arrauios da soena. O incendio, porque termina o
fauatoso baile da famosa Theodora, manifostou-se
de modo a Iludir perfeitamcnle lodos os especta-
dores.
Pelo vapor Imperador, ehegado hoja dos portos do
sul, com iltus de viagem, recebemos jornaes do
Rio-iie-Janeiro que slcancam a 98 de abril ultimo.
O senado comecra as sessOes preparatorias no
dia 27, e a cmara dos Srs. deputados, a 25. Os lei-
tores acharflo, sb a rubrica competente, as actas
das primeirns dessas sessoes.
Tinham sido nomeados : presidente da Bahia,
o Sr. Joaquim Jos Pinheiro de Vasconcellos; so-
crelario da provincia do Rio-de-Janeiro <> Sr. dou-
tor Eduardo Olympio Machado; chofede polica
dessa provincia, o Sr. juiz de direito Venancio Jos
Lisboa.
O governo conceder ao Sr. roncelheiro Laccrda
Cavalcanli a demissfio que pedir do lugar de juiz
relator do supremo concelho militar;--cncarre-
gara esso lugar ao Sr. desembargador Antonio Ro-
drigues Fernandes Braga ; -remetiera academia
de medicina um ofllcio em que o Sr. Henrique de
Beaurepaire Roban participara que na villa de Ila-
petminga, eorSan-Paulo, ha um Francez que, se-
gundo o teslcmunho de pessoas gradas, cura radi-
calmente a morphea com corto medicamento que
descobijo ; llzera extensiva a todos os escrivfiese
tshelliesalrneompatibilidade, anteriormente de-
clarada, entre oexercicio de cscrvfio de orphilos e
o de veroador da cmara municipal ; aposentara
no supremo tribunal de jusli?a o Sr. desombarga-
dorda relacSo da curte, Honorio Mrmelo Carneiro
Lefio, ena inesma relcelo, o Sr. desembargador
Manoel AlVcs lira neo ; remover, emfim, da co-
marca Porto-Imperial, em Coyaz, para a de Canta-
gallo, no Rio-do-Janeiro, o juiz de direito JofioLins
Vicira CansansfiodoSnmb ; c do cargo de eliei'e
iIh r n I! n ii ilnaun 11 i m a. ~!_>t.____________._ ._'__ _
de polica dossa ultima provincia nara a vara crime aj
de Nllhorol.y,u bMinrrotmnelIVU (10 l'UUIo WonohT"K
Qas* pode chegar entfio jane'.la, abri-la, e pedir
soccorro, cahindo logo sem sentidos.
Acudiram i inmediatamente seu irmfio, que mo-
ra na mesma casa, e mais algumas pessoas; e, sendo
preso o assassino, foi mandado para a Santa-Casa,
fifi id deserexaminada a ferida, e dall recolhido a
cadeia.. .
NSo se sabe aqueattribuir este acto de inslita
cobarda e traiefio, e da mais negra ingratidfio. A
victima acha-se gravemente ferida mas seos dias
nfiocorrem perigo.
Haviam fallecido: aos 18 de abril, o Sr. conco-
Iheiro e senador do imperio, Saturnino de Souza o
liveira; a 16, o Sr. tenente-eoronel Jos Manoel
de Moraes, que oulr'ora commandira a Imperial
guarda de honra, e que, em 1831, cstivera encarre-
gado do ministerio da guerra.
As datas do Sergipe chegavam a 29 de marco
prximo lindo, as de Porto-A legre a 12 de abril, e
as do Rio-Grando-tlo-Sul a 1*.
Km Sorgipe, nada occorrra, digno de mencio-
nar-se, alm da abertura da assemMca provincial.
queso verificara a Si.
Quanto a Porto-A legre e ao Rio-Grnde-do-Sul as
noticias cifra va m-se no seguinte:
O Sr. general Andrea tomara posse do governoa 10
de abril, e dispunha-se a partir para a fronteira do
Jaguarlo no dia 14.
Quando anda se aehava na admnistraQfio, o vice-
presidente adiara a assembla provincial para o.'
de junho futuro, pela portarla infra :
Exigindo o itera da provincia que na actualidade s
discussov da assembla legislativa provincial presida a
maior calma possivel, o que infelizmente naohasucce-
dido, e pelo contrario indicara ellas inaior desenvolvi-
miento de irri tacao; alm de outras causas que, por bem
condecidas, nao deixarao de Influir tambera na poca
actual no prestigio dos actos legislativos provinciaes
vicc-presidente, usando da attribuico que lhe coufe-
re o artigo ii 2." da carta de |ei de 12 de agosto de 1834,
tem resolvido adiar, como adia, a assembja legislativa
desta provincia para o 1.a de junho do correte anuo, o
que eommuinea, paraos lins convenientes.
Palacio do governo em Porto-Alegre, 22 de marco
de 1848. Joo Capitrano de Miranda Catiro. >
l.ida que foi esta portara, alguns deputados re-
digiram e mandaram mesa o seguinte protesto:
ii Protestamos contra as rases do adiainento da assem-
bla provincial, por falsas e injuriosas inesma as-
sembla.
Paco da assembla provincial, 22 de marco de 1848.
Pedro Rodrigues Fernandes Chaves. Padre Joio de Sania
Barbara. Luit Alves LeitedeOliveira Bello. Veha Cin-
tra. ilnonio Jos Caelano. Ernesto Freierieo Vena
BiUitin. Antonio Fernandes Teixeira. .maro Jos de
Avila da Silveira.
O Jornal do Commercio acensa datas de Boston ai
2 de margo, de Valparaizo at 4 de abril, c do Mon-
tevideo at 15.
" A 23 de fevereiro, o SY. JoSIo Quncy Adanes, ex-
presidenlc da unifio e membro docongresso, flnra-
se, dentro do capitolio de Boston, cm consecuencia
de um ataque apopltico de que fra commettido,
em occasiflo que exercia as funccOes de legislador.
A respeito do Mxico sabia-se que os commissu-
rios do governo ilesso paiz, e o Sr. Trist por parte
dos Estados-Unidos, assignaram em Guadalupe um
tratado de paz, que, enido ao governo da unifio,
foi transmllido por esle ao senado, onde acredita-
va-sequeseria approvadoco-n algumas modificacOes
rasoaveis, e dignas d aceitar3o do Mxico. Eis-aqui
as principaes bases do tratado :
O Mxico ceder aos Estados-Unidos as provincias
ro A Gazela Offlciul e o Jornal do Commercio decla-
ran) destituido de fundamento o boalo do ter o Sr.
visconde de Macah solicitado demissfio do cargo de
ministro c secretario de estado dos negocios do im-
perio, e de presidente do concelho. O Correio da Tar-
de accrescenla que esse boato fra levanlado pelo
Santa-Luzta. A vista do que, parece fra do duvida
que o systema do gabinete actual tifio merece as
sympalhiasda parcialidade cujas doutrinas silo a-
pregoadas pelo tal Sanla-Luiia, quoj publicara o
seu n. 6.
Fallir a casa commercal dos Sis. Itaton & C. 0
passivo desta casa monta em 1,400 contos do ris,
ooaclivoem 1,030. O banco, quo igurava como
credor na quantia de 100 cotilos de reis, linda sido
pago inmediatamente. O Sr. Ratn esforcava-se
porentabolar una accommodaefio com os demais
credores, mas a mor parte destes negta-se a ella,
porsupp-la menos regular, e al fradulcnta.
He 20 a 23 de abril, bou vera grande temporal na
barra do Rio-de-Janero, que occasionra o naufra-
gio do alguns navios.
OJornaldo Commercio d cotila de um acto da mais
negra perfidia e ingratidfio. praticado porFrancicco
Jos Pereira Lisboa conlra Jos Luiz da Costa. Os
leitores vfio ver como, nesle seculo, dito da illuslra-
cSo, anda ha individuo tfio corrompido, que se
resolve a tentar contra a existencia de um amigo que,
tendo-lhe proporcionado, por longo lempo, casa,
cama o nesa, como que o constituir o companhei-
ro de seus dias :
a Hontem [15 de ahril] asduas horas da madru-
gada, temtaram assassiuar, na sua propria cama e
quando dorma, ao Sr. Jos Luiz da Costa, cirurgifio
formado e morador na ra nova de S.-Francisco-da-
Prainha, n. 37. O assassino foi Francisco Jos Perei-
ra Lisboa, ex-empregado na bibliolhcca publica e
commensal da victima I
Ha j alguns anuos que.lendo perdido Lisboa osen
emprego, fi recolhido em casa do seu amigo Costa,
que lhe deu, al boje, cama, mesa o o mais que prc-
cisava. Costa dorma na alcova da sala de visita, e
Lisboa na sala de janlar. llavera quinzodias-foi dor-
mir Lisboa em un) sof da sala contigua alcova,
pretexto de estar quebrada a sua marqueza ; masd
passados alguns dias, vollou para a casa do janflnr,
onde dorma sobre urna mesa.
nvo-Mevico e Alta-California, sendo os limites o Itio-
lynniiii m,ts meridional do Novo-Mej
KsYe o rio Gila no Pacifico.

i
Ui~
das trcas reuni o supremo poder poltico pela vou.
tsde dos povos foi-um aeoreto reduzindo a um quarto
por cento todos os dircilos que pagam na entrada os
productos peruanos, o que equivale a urna isenco de
dlreitoi.
Varaos colhendo os factos dos documentos ofnoiaes ;
elles revelara claramente, qusndo n8o intelligenclas, ao
menos connexOes, se nSo syiupathias inulto Tntiinas en-
tre o governo do Per e a causa dos sublevados. Pelo
que diz respeto a nossa* correspondencia particular,
cuja autoridade podemos garantir, attribue completa-
mente a uina Ingerencia directa das autoridades perua-
nas o novo irioviinento revolucionarlo. Apenas o gene-
ral Ballivian teve noticia era Sucre das ocurrencias da
Paz, apressa a reallsacao do seu pensaraento, e o sen
pi imrro acto. Toi a definitiva renuncia do orando supre-
mo em 23 de dezembro,
a A presenca dos documentos ofBciaes nos IrapSe o de-
ver de examinaros factos, e se do exame da renuncia do
general Ballivian resulta honra a este guerreiro, nao ser
obra de nossas sympalhias, mas shn da nobrea que es-
sa accao mesma reflecte. O general llallivian acabara de
luppllntar tira insurreicSo intiito malor que a da Paz, a
qual apenas contava com os elementos desta provincia
e do departamento de rnro. Via era roda de si as tor-
cas do pouco vencedoras. Diante dos seus odos tiaba
porunto a perspectiva de um novo trlasnplio. Reeelava
porventura cousegui-lo? O general Ballivian, em po-
cas infaustas para a Bolivia, demonstro*!, que o numero
de iniuiigos o nao fax recuar, enao era natural que do
seu animo se apoderasse um terror pnico no momento
mrsmoemque acabavade vencer um numero de'adver-
sarios inuito malor do que aquelle que tinba a combarer
no da'23 de deterabro, dia da sUa renuncia.
He impossivcl deixar de attrlbuir este procedimento
a outro motivo, que nao um acto de abnegacao. !
n Flcou encarregado da administracao do .estado o pre-
sidente do concelho nacional, o general D. Eusebto Ctil- '
larte. O general Ballivian fot nomado para pr-se
frente do exereilo; porm pedio que lhe fosse permitti-
docontinuar osseus servicos no exterior e na luta di-
plomtica, ea 24 de detembro, da immediato ao da re-
nuncia do mando supremo, .foi nomeado ministro p|e.
nlpotenciario Junto ao governo do Cdili, nouieaco que
recebeu em viagem frente do cxercito de Sucre, pert
da Paz.
a O chefe do governo provisorio, o distincto general
Guilarte, respeitado tanto por sua capacidade, como pe-
la probldade intacta do seu carcter, qu havia vivido
sempre eslraiido s pequeas ambicoes e as iiiesqinhas
paixes de partido, servindo ao seu (Val era iiilssdes
honrosas, pareca ser o hornera destinado a reunir em
torno todos os anhelos patriticos, todas as ambicoes le-
gitimas. Marchouacollocar-se afrente do ejercito of-
ferecendo aos sublevados a oliveira da paz, e a subinls-
sSo s resoluces do congresso, nico poder, do qual
deviara esperar uina soluco definitiva s suas reclaina-
coes ; mas decidido tambera a fazer respeitar por mel
das armas aconstituicao da repblica, se se oppoiesscni
sua execucao.
A fortuna nao favoreceu os desejos do general Gui-
larte, e a defeceo de urna Darte do exerclto prlvou a re-
publica da prudente direccao desse cidadao lllostrado,
que teve de abandonar o campo aos caudilhos da re.
volucao, re tira i -se para uina povoaco llmitrophe do
Per, onde sabemos se acha, emquanto cometa a frac-
cionarse o iiioviinrnto da Hnlivla, formando faeces dls- -
tinctas que ameacain sepulta-la na anarchia.
o Tal he a situacao em que se acha a Bolivia: .dous
gnvernantes, din proclamado, outro de facto: um, reu-
nindo mais votos, mas menos forte pelas particularida-
des do seu carcter pessoal, o general Velasco, amigo
candidato do governador Rosas presidencia de Boli-
via ; o outro, com menos popuiaridade no paii, porm
com mais energa pessoal, ambicionando o poder, e ca-
pas de emprega-lo a todo o transe. >
Sobre as relaedes exlernas'da repblica do Cbi dU
o Mercurio de 29 de fevereiro :
O terreno cm que a poltica do nosso governo so
mostra coinproincttidac vacilante he odas relaedes ex-
ternas, tiuwbu vaticinios no ijuc toca i repblica arg~cii,
tina iealisaraiii-tc por maneira dolorosa; os esforcos e
___l m______ ^ ^- a tj^l & n k^ ^ >.^ ^ Ih^IIama n til rl ^ rt n ilnA f ^ a a >iaI&
Hontem. fram sepultados, ha igreja do Paraizp,
oa restos mortaes do doutor cm medecina, Filpe
Nery Rodrigues de Carvalho. S. S. contava mais de
80 janeros, e exercera, nesta cdade, por mais de
50 annos a arta divina de lsculapio ; mas, ao appro-
ximar-se aotermo da exislenoia, eslava tfio pobre,
que, liavondo sido assaltado de urna BllienaYClo men-
tal, deixra de er tratado dalla, se o reverendo re-
gontedo hospital do Paraizo, de que elle fra me-
dico.nfioo retivesse acolhidn nesse cslabulecimento-
Anle-honlem sabiram Lisboa e Costa, quo vi-
viam na maior harmona e confianca, para ver a
procissfio tloTriumpho. Passada a procissfio, en-
irou Lisboa em urna igreja para fazer oraefio, o de-
pois recolhcram-se os dous amigos para casa.
Nomomento em quo Costa ia fechar a porta da sua
sala para deilar-se, disso Lisboa quo no dorma
bem em cima da mesa, o quo por isso tornara para
o sof. Antonio Costa, o dietaram-sepouco depois.
Alta noite acordou este ao golpe de urna faca de co-
zinha dado naca beca. Levanta-se, lauca-se sobre o
assassino, o reconbece ser Lisboa, a vbora quo ti-
nba por amigo sincero, Trava-se urna lula, na qual
recebeu Costa sete ou oito Tacadas na cabeca, rosto
bragos, urna das quaes lhe fracturou o pundo com
lesflo da artculagfio do brago. Cabo .quas desfaffa-
Cido, e entfio Lisboa lhe d um tir de pistoJS-ria
cabega, e retira-se para a sala dejantar, ondo ton-
tn contra seus dias, dando em si um tiro do'pistola
cuja lala, rosvalando, lhe fez apena* urna ferida leve.
coala, aturdido anda, matirando das fraquezas fr-
pesos,
O
Estados-Unidos.
Os Estados-Unidos tiraro as suas frcas tres mezes
depois de trocadas as ratlicacoes.
As prnpi edades inglezas no .Novo-Mexico, Califor-
nia c Texas, serao garantidas.
Os cidadaos mexicanos residentes no territorio ce-
dido aos Estados-Unidos, gozarao de todos osdireitos e
inmunidades de cidadaos da tini.o.
a A rellgio catholica ser protegida,
a O tratado sera ratificado dentro de quatro mezei, c
no entretanto Acaran suspensas as hostilidades.
Em Venezuela dera-se o caso escandaloso e ex-
traordinario da plebe invadir, no dia 94 de feverei-
ro, a sala das sessoes do congreso, quando este se
acbava funecionando, e assassinar brbaramente
alguns representantes do povo. A opinio publica
captulava instigador de lo revollante atrocidade
ao presidente da repblica, accrescentando que el-
le provocara semelbante acto para desembaracar-se
de alguns membros da opposico que iam aecusa-
lo como violador da constituiffio. Apenas sonde
desse deploravel successo, o general Pacs apressra-
se em reunir forjas no interior, e preparava-sc para
drribaro governo, evingar a represontacao nacio-
nal.
As folhas de Valparaizo referiam ama segunda
revolucfio na Bolivia, em consequencia da qual o
general Ballivian demitlira-se da presidencia, e f-
ra refugiar-se em Sautiago do Cbili. O general Va-
lasco, candidato de Rosas, eslava a testa dos insur-
gentes. Os pormenores da revolucfio consta ni do ar-
tigo do Mereurio, que abaxo sa vai lr :
No mes de outubro proniinciarani-se algumas pro
vincias da repblica de Bolivia contra a admiaistracao
do general Ballivian, e o pronunciaraento foi dirigido
por dmeos que at aquelle momento haviam sido os
mais decididos sustentadores da sua poltica.
O presidente Ballivian poz-se testa das turcas da
repblica, c em poueps. das, com dous ataques, acabo
iuti irameiile com a insurreico. No da inmediato -
Suelle em que a suilocou, pela completa victoria de Vi-
chi, publicou nina amnista laucando um veo dees-
quccluiento sobre os dolorosos successos de outubro. A
o rde m pareca estar restabelecida nos primeiios dias de
iioveiiibro. O congresso devia reunir-se, c peante elle,
segundo havia declarado, o general Ballivian devia re-
nunciar o seu posto, por Isso que asna pessoa tinba ser-
vido de pretexto para oceurrencias desgranadas no seu
paiz.
Depois de um inez de tranquillidade que so havia
sido perturbada por algumas incursocs dos emigra-
dos bolivianos que se achavam na fronteira do Per,
pronuncia-se o departamento da Paz, em 17 de dezembro,
contra o governo estabelecido, e entilo residente na c-
dade de bucre ; tres dias depois se aprsenla no depar-
tamento sublevado o coronel Belzu, emigrado no Per,
o qual, segundo uina nota do comuiando das armas do
departamento peruano de Puno, tiulia feito incursocs no
territorio da Bolivia durante o tempo da sua emigraco.
O coronel Belzu toma Imracdiatamente o comuiando
dos sublevados sb o titulo de general ein chefe do exer-
clto constitucional, e dlrige-lhcs una proclamaco era
21 de dezembro.
Nesse mesino dia declara-se pelos sublevados o de-
partamento de Oruro. .
O priiuciro acto dos sublevados foi a destruicao da
columna levantada em memoria da batalha de Ingavl, ai-
caneada pela Bolivia na,luta contra a Invasao peruana,
victoria em me teve parte o actual presidente da Per-
O priiueird acto do coronel Belzu, que ao coinraaudo
Jl
gora como uina oena esperan-
ca dtos seus destinos a colonisaco do Estreito-de-Maga-
lliaes. Sacrificios de toda a casta casta ao paiz esse pe-
daco de territorio era que se pretende abrir um canal
nossa futura riqueza. As reclamaces de D. Joao Manoel
Rosas vera ferir o Cdili a mais delicada das suas sus-
ceptibilidades, exigindo a desoecupacao desse territorio
coMo parte integrante da repblica argentina.
J era de estranhar que. o dictador Rosas nao Uves-
se com o Chill alguma quesillo territorial, duradoura
por sua natureza, como tem com todos os srus vlzlnhos,
para nSo lhe faltar motivo de continuas exigencias e de
novas conccsses que o engrandecam aos olhos do
inundo.
A nossa poltica externa deixnu cabir sobre o pais,
sera dar um s passo para estorva-los, estes tres gran-
des males:
1.* Occupacao da costa do Pacifico no Mxico pelos
Norte-Americanos, o que importa a perda da nossajrran-
deza martima.
mudanra operada na ultima repblica, e que vlsivel-
meute foi promovida pelas duas prraeiras, o que im-
porta o isolamento do Cdili no continente.
3.' Necessldade de novas concessoes ao governo de
Burnos-A) res, ou de um rompimento duraduiiro de to-
da a harmona entre os dous governos, se nao entre os
dous falsas.
A ulliiencia que seinelhante estado de cousas com
o exterior excrce nodesenvolvimento da nossa prosperi-
dade nao he desgraciadamente uina chiraera, e as me-
didas do governo nao sao por certo de alcance tal, que
posSain fazer sentir as rlquezss da repblica, as cir-
cunstancias creadas por estesacoutecimeotos, oelel-
to da ac^ao do governo.
No proprio sitio que Ballivian escolhra par* asy-
lo, queremos dizor, em Santiago do Chili, desen-
v.lvra-se um incendio, na praca da Independen-
cis, que causara um prejuizo, calculado em cen-
tenas de militares de pesos.
Acerca de Montevideo, quas que asattencOesse
oceupavam exclusivamente da negociacllo relativa
questfio do Rio-da-Prala.
A 30 de maree, declarara o Conservador, quenada
poda informar sobro essa. nogociaefio; masoJar-
nal'do-Commercio, ao passo que transcreve esla de-
claracfio, da pubticidade carta particular que co-
piamos em seguida, e que elle assegura ter sido
escripia por pessoa fidedigna:
Al condiedes com que os interventores cnteodein
terminar a questao doRio-da-Prata, sao as seguintes:
Priraeira. Evacuacao das tropas argentinas, eui-
pregadas ne territorio da Repblica Oriental.
X Segunda. Desarmamento dos estrangclros que se
achara no servico do governo de Montevideo.
Terceira. Entrada de Oribe na praca paragover-
nsr os quatro metes que diz lhe faltara para completar
os quatro annos daSua presidencia.
0,uarta. Amnista geral para todos os Orientaes
deiquaesquer opiuies.
Quima. >eguran(a de vida e propriedades para
todos os estraugeiros.
. Sexta. Con ti nuaco do bloqueio e U defensa d
cldade de Montevideo, ao menos pelos Fraocezes, ate
chegrcra novas forjas, e rompimento de hostilidades
contra Rosas e. Oribe, no caso de que provenbam da
Sarte destes os embaracos da paz nos tensos indca-
os.
Stima e ultima. Lcvantamsnt do bloqueio no
caso de que esses embaracos sejaut suscitados por par-
te do governo de Montevideo.
7
MUTILADO
...


mmmmj
J
WUJ-l_ .....I.
o Assegura-se que Oribe accitoa j estes artlgos, com
I a comlicao deque aevacuacan I (ir lugar depois da na entrada na piafa. N5o Se ta-
I lie:linda se 09 interventores annuiro, llosas nao he
A iuvido neita negociacao.
B, Aps desta carta, tema noticia de haverem des-
Tembarcado om Montevideo, e terem ido aquarte-
I lar n'uma das casas do Sr. Duplessis, 120 homens
I da marinha franceza; assiin como n de ter o governo
I ]an(;a lo imposto sobre todos o heos de raz situados
I dentro da praga; o, ninnl, outra caria sobre o as-
I Sainatrj do doutorF. Florencio Varella, a favor da
I viuva eflhosdequalabrtra-seumasubscrpg8o,Cu-
I jo producto j tirilla chegado a 16,000 palacM, e,
I segundo se suppunha, seria elevado a 20,000. A
I carta que acabamos de reportar-nos lie esta:
Poucos dios antes da cataslrophe, receben. Va-
I rola varias cartas 'de Bueno?- A y res edo Cerrito re-
I commondsndo-llie qne se prevenisse, porgue ton-
I tiriam assaisina-lo. Pouco m.aison menos poresse
I lompo fui fuzflado em efigie no campo de Oribe, e
I no din 18, anfazer-se a, descoberta, apresentaram
I ao rnronerTies,~cliefe da vanguarda, urna carta
I arrojada pelo Ignimlgo, rfa qnal, entr mllhares de
I mpreeages, ameacavam Vrela com a morte.
Vrela desprezou todos os avisos; nlo tomou
I a inas mnima procaugito.
O crjme commelteu-so das 7 o moia para as 8
I da noite de 20. A's i l horas, isto he, tres horas de-
I nnis, oquartcl general do Cerrito espalhou a no-
I [icia de que o infame Vrela tinh.i sido fssassina-
lilo... Vagora, dizia um ajudante de ordena,
I embssbacar os nossos ministros como ombasba-
I a cou ao Sr. Thiers..
o Isto lie authentico, Foi-mo referido porF.....
I quo eslava-essa noito no Miguelete, donde no dia
I seguidle voltou horrorisado. A's 11 e meia da noite
I ouviram as avancadas da prsga grande algazarra as
I do ignimigo, e na manhaa seguinte perguntavam
I estas as da praga: Como est oselvagem Vrela?
I que bom que ha de estar o Commereio de hojo !
Estes dados revelaram a mlo que dirigi o gol-
. Quanlo ao instrumento, he elle boje perfeita-
|\ nenie couliecido. lie um Cabrera, natural das Ca-
I liaran, morador na aldeiu e compadre ''c Oribe.
Este Cabrera-esleve aqui com Laureano Calo
I para ajuda-lo a executar o projectado assassinatoda
liuvera; mas leve a fortuna do escapar quandoCalo
oi preso. He hamem fantico por Oribe, do grande
Fiudacia, entranhas desapiedadas ebrago robusto.
Cabrera, segundo agora se sabe, dirigio-se di-
I reciamente para omolhe, perto da imprensa de Va-
I rea : logo que coiisummou ocrime, embarcQu-se
I e atravessou a haba om um bote que o esperava.
I Pelas 10 e meia eslava no quartel-general de Oribe,
I eboje passeia alli ufano fazendo.alarde de ter acaba-
do com o picaro que ruto not deixava em pax. Ahi tem
V. o autor e o instrumento do aleivoso assajsinato.
EstoTioje fra do alcance da justiga humana. Re-
pilamos as ultimas palavras que oscreceu o infeliz
Vrela para o seu jornal, e que fram publicadas
ijuando eslava j em presenga do Eterno Juiz: a Ao
menos, fustiga do Co, recebam esses verdugos o
nico castigo que pode alcanga-los, por agora na
Ierra ; o anathema dos bons onde qur que se co-
nlicgam sous delictos!
0 contcdo as gazetas que chegam a 15 de abril,
recopila-o assini o peridico que por ultimo cita-
mos:
Em 28 do pastado os commlsiarioa fraileen e inglez
convidaran! o governo da repblica a tratar com o_ge-
neral Oribe, tomando por.base de toda a negociacao a
amnista completa1 relpelto ao nacinaes, c a seguran-
za de vidas e propriedades quanto aos estrangeiros resi
denles em Montevideo, assrguradas anteriormente pelo
general Oribe, no caso de que a orle das armas ou al-
xuina causa Ihe abriste as portas da cidade. Para este
lini offerecei am os seus bons omcios ao governo da re-
pblica; Igual nota, mulalit mulandit, dirigiram os coin-
missarinsao general Oribe.
O governo oriental aceitou a ollera, c o general Or
be respondeu raiilicandn as garantas dadas. Consequen-
n'iiiciue em 5 do correle indienram os commissarios as
principaes batel, segundo as quact crlam dever-fater-se
o ajotte, e to :
1 I'riincira, que o general Oribe retirar do estado ori-
ental at tropas argentinas que eslao s suas ordent.
< Segunda, que os estrangeiros organisados ein bala
Hulea ein Montevideo tero licenciados e desarmados.
Terceira, que citas duas pperaedes scro simulta-
neas. *
ic Quarta, que 01 commandantei das frcas navaes
l'rancexa c ingleza prestaro o seu concurso a eisas ope-
lacdes.
Ateo dia 15 de'manhaa nein o governo de Montevi-
deo nem o general Oribe te ihihain pronunciado offtei-
I alente sobre estas bases. Sabia-se, porui, que ogene-
I ral Oribe se prestava a tratar tomando fssas etlipula-
L;oes por base da negociacao com o govevno de Monte-
video, mas que exigir que a retirada dai tropas ar-
[Koniinas foise posterior ao ajaste e ao. desarmauen-
110 dot estrangeiros, e que se reconbeceite o dircito
Idegovernar quatro mezes como presidente exigen-
I cas que, segundo te allirma, scriam tcriuinanteinente
I repeliidas pelo governo de Montevideo.
I Assegura-se tainbem que este governo eslava de-
I cidido a exigir por tua parte que se garantissem especi-
I smente as vida3 e propriedadel dos orientaos do mes-
I mo modo por que te garanten! as vidas e propriedadel
I dot estrangeiros, e havia quasi certeza de que o general
I Oribe nao annuirla a estas estipulacOes.
O* interventores propozeram um armisticio a am-
I bos ot brjligerantrs. O governo de Montevideo tinha an-J
I ticipado essa proposicao, ordenando s suas tropas que
I se abttivcstem de toda e qualquer hostilidade. Ignora-
[ va-sc ainda a reoluco do general Oribe ; mas esperava-
I seque annuisse, comquanto n Defensor, jornal oflicial do
I Cerrito, tivetsedito com data de 6 o seguinte :
He verdade que quando se inicia urna negociacao
I entre beligerantes,' he praca iuspender_as hustilida-
I des. Ofacto de per sisuppe una tiiipentao de armas,
I e de ordinario he a primen a cousa que se propde para
I entrar em negociacOs : ina* nos nao estamos nesse ca-
I o coin 01 selvagem unitario! ; nada teinua a negociar
I eomelles, nada inieimot e nada iniciaremos. .
Aqui terminramos onoMolrabalho, sen3ohou-
veramos de dizer alguna cousa acerca da Baha,
donde recebemos a correspondencia que inserimos
ueste numero, e diversos jornaes que alcancama*
Jo corrente.
Aoque o correspondente narra, apenas additare-
nios qo o Comi-Mercantil, nlo s estampa 0111
auascolliimnasa proelamagno em sentido republica-
no, de que elle falla, como refuta csso papel, cujo
estylo he muitissimo virulento; recommenda exe-
craglo publica quem quer que o escreveu; censura
polica, por se oSo ler dado pressa em descobrir o
autor de semelhanto pega; e conclue asseverando
que o povo haitiano jamis so desusar da senda
[ que ha Irilliado at oproeente. /
3
Deicarregam hoje, 8 de maio
brigue Astonliro mercadorias.
Brlgue Brantlumnc idein.
Barca Espirito,Sanio. dem.
Uiale GU-Uras farinha.
Brlgue Saflguard mercadorias.
Barca Navarro farinha.
Barca Joaekumb dem,
Escuna Sella-Virginia sabao e ferro,
IMPORTAGAO'.
Brandywini, brigue americano, viudo do Phila-
delphia entrado no corrente mez, consignado a
Mitheus Auslin & C, manifestou o seguinte :
200 barris banha do porro, tOO ditos breu, 400
barriquinas bolachinha, 26 fardos algodlo grosso,
13 caixas algod.lo azul, 1049 barricas farinha do tri-
go, 15 barris carne de porco, 15 ditos d'ta do vacoa,
30csixascadeiras, 1000 barricas abatidas e perten-
ces, e 4,922 dolares ; aos consignatarios.
Joachimb, barca austraca, viuda de Trieste, en-
trada no crrante mez, consignada a N. O. Biebar
& C, manifestou o segunlo :
2:500 barricas farinha de trigo, 200 saceas Trelos,
120 balaios, 12 caixas marrasquino, 6 fardos erva-
doce, 2 ditos comiiibos, 1 dito drogas, 20 caixas en-
xofre, 10 ditas phosphoros; aos consignatarios.
CONSULADO GERAL.
HENDIMENTO DO DIA 6,
,;eral..........
Inversas provincias
665,285
30,329
6957614
CONSULADO PROVINCIAL*.

HENDIMENTO DO DIA 6 ...........1:111,148
ardlff;49dia, barJJ i nglexa Crustda. de 224 toneladas,
capilo Williaui Nanght, equipagein 11, carga carvlo
de pedia ; a Johnson Pater ti Coinpanhia.
Kavhi sahidos no mesmo dia.
Babia e Rio-de-Janeiro ; barca ingleza Crruada, capitao
William Nanght. carga a ineima que tronxe.
Macei : brigue de guerra brasllelro Capibarilu, com-
mandanteo capitao-lenente Joao Nepomuceno.
Rio de-Janeiro ; brlgue braslleiro Mir.uano, capitao Joao
Marques Miniano, carga assucar, go'ardente eiola.
Passageiros, Fr. Luis de Alba. Italiano ; Francisco Xa-
vier ljvalcanti de Albuquerque Jnior e 3 eteraros a
entregar.
Navios entrados no dia 1.
Rio-de-Janeiro, Baha c Macelo ; 9 dial, vapor braiilei-
ro Imperador, de 300 toneladas, commandante Ignacio
EugenioTavarei. Passageiros, o atferes Joaquim Jerb-
nymo Harrao coin tua familia, D. Francisca Carolina
' Lamas com um escravo, Napolen Gabriel, Francs ;
O F,xm. Sr. Fausto Augusto de Agular, D. Lulza Flora
de Arauio Aguiar, Joao Francisco di' Aguiar com 5 ei-
cravos. Joao Antonio da Cunba Porto, Or. Ignacio Joa:
iiiin llarboz.icomdous escravos, o F.xm. presidente da
srahiba com 4 escravos, D. Anna Ladltlodo Ama-
ral, D. Rita Ladislao do Amaral, D, Marianna Ladltlao
do Amaral, Jote Alvares do Amara), com 4 escravos,
Fr. Itoaventura de N. S. da Gula, Jos Mam 1 Francis-
co Runos coin 1 eteravo, Flix Cosme Madaed, Dr. Cae-
tano Ambrosio, Joao Diogo de Mello, Doutor. Ricardo
Rocha Uns, Manoel (.'arneiro de SuuzaL cerda.
Genova ; 02 diai, brigue sardo Co/umso, de 111 toneladas,
capitao Joao liaptisla Pittaluga, equipagein 9, carga
; vinho, aieltedoce, papel, masas e mala gneros ; ao
capitao.
San-Tliomas ; 43 dial, patacho hcspanhnl Paqutto-ie-TrU
nidadt. de 85 toneladas, capitao Joao Gelpe, equjpagem
'9, em l.isir ; ao capitao. Arribou a este porto, e se-
gu para o Rio-de-Janeiro.
Mal a ;(i dias, hiate brasileiro Tratador, de 43 toneladas,
capitao l'ricbior Jos dos Reis, equipagein 9, carga
fumo, Jacaranda, charutos e miis gneros ; ao pro-
Lrielarlo, Silva 8t Grillo. Passageiros, Ixldro de ssis
opes, Portuguez Domingos da Costa Quintella, Bra-
sileiro.
Terra-Nova; 40 dias, brigue inglez Sir-Robtrt-Campbell,
de i~3 toneladas, capitao James baird. equipagein 14,
carga 1,926 barricas coii bacalbo ; a Lalham k Ulb-
bert. Passageiros, os mecnicos Philip Tul, Julin
Maz, Francezes.
Navio sahido no mesmo dia.
Porhiba ; hiato brasileiro Espadarte, capitao Victorino
Jos Pereira, earga varios gneros.
o director do theatro. nSo s porque vai por e
grande pega em beneficio de sua senhora .como por
mostrar o quanto desoja agradar aos .Ilustre habi-
tantes -lesta capital, tem fe.to pintaras gerentes
vistas que pede o autor do drama. P"piiwU*
brilbara entre todas a das catacumbas de Doma,^ ven-
do-seas ...mensas columnas que sustcnlam quelk
subterrneos, desdo a boceada scena ato o flm o
theatro sumindo-se e reapparecendo os "
vlsla do publico, sem hevefwn sabido da scena.
igualmente far5o parte do brilhanl.smo do anmt,
o lago, o caatello de Rudens o o convento ue *'
Apresentara o lindo gruo das freirs no ecto oe ir
professar a joven Matilde .conforme se descrere na
peca,com cnticos das reiras a orgfio, bnlnante
illuminatloe decorasOes vistosas, analogasto ca-
rcter e sobretodo o incendio final que sera
vel por todos os ngulos e tablado da scena; uanan-
do-se o director em mostrar o qtianto he capas o*
desempenhar em om poqueno e mesqumno thea-
tro, sem protecloalguma maisquea do respella-
vel publico. Espera, portanlo, que o mesmo publi-
co o coadjuve para o desempenho de 13o grande
drama,e porque Ihe nao he possivel, a vista de
tanto misler,ir pessualmentocom suasenhora distri-
buir 05 hillietese camarotes, eepera que IhesserSo
procurados para o benoficio da inesma senhora, que
lera lugar domingo, 14 do corronto.
EDITA L.
Olllm. Sr. inspector da Ihesouraria das rendas
prnvinciaes, em cumprimenln da ordein de 25 de a-
bail prximo lindo, manda fazer publico, que pe-
jante a inesma thesnuraria se ha de arrematar em
hasta publica, nos dias 26, 27 o 29 do corrento mez
de maio, a quom por menos fizer, o servigo da ca-
patazia do algodlo, conforme dispoz o captulo 6."
do regulamenlo provincial do 4 de junho de 1847 :
sendo a nrromatBglo por lempo de tres annos, o os
dias quo decorrerem do em que o arrematante en-
trar no ejercicio al olim do junho de 1851.
Os concurrentes comparegam competentemente
habilitados nos dias indicados, ao muio-dia.
E para constar se mandn alHxar o prosenle e pu-
blicar pelos Diario.
Secretaria da Ihesouraria das rendas provinciaes
del'ernunbuco, 2 do maio do 1848.
O secretarlo,
Antonio Firreira da Annunciacdo,
Declarares,
PIUCA DO RECIFE, 6 DE MAIO DE 1848,
AS 3 HORAS DA TARDE. .
Revista semanal.
Cambios- Fram poucas as transacgOes a
26 d. p. 1,000 rs.
Algodo r'.ntraram 347 saceas: houvo al-
gumas vendas do de primeira
sorto a 4,400 rs. arroba.
Assucar ------ Os progos fram os meamos da
semana antecedente, e at se
pdem reputar nominaes.--En-
tr*aram 231 caixas.
Couros ------ Fram offcrecWos do 90 a 95 rs.
a libre.
Azeile-doce Vendcu-se a+,950 rs. o galio.
Uacalho i) deposito est rcduzido a 500
barricas : os consumidas nesta
semana venderam-se do 9,000 a
13,000 rs.
Carne secca- Existem no mercado oitenla mil
arrobas, inclusive um csrrega-
mento ontrsdo esta semana.As
vendas om primeira mlo tiveram
por base o prego de 1,600 a 2,200
rs. por arroba.
Cha ------ Vendeu-so a 1,650 rs. a libra do
hysson.
Cerveja......dem a 4,500 rs. a duziado gar-
rafas.
Farinha de trigo Entraram qualro carregamentos,
quo elevnram o deposito a 6:000
barricas.A de Philadelphia foi
negociada do 20,000 a 22,000 rs.
por barrica, e a de Trieste, do
19,000 a 21,500 rs.
Louga ----- A inglcza vondeu-se a 255 por
cenlo do premio sobre a factura,
cambio ao par.
Oleo tle linhaga- dem a 2,400 rs. o gallo.
TouC uno de Lisba-ldem de 6,500 a 6,800 rs. a ar-
roba.
Entraram depois da ultima revista 11 embarcagOes
e sahiram 13.Acham-se no porto 43, a saber: 5 a-
mericanas, 1 austraca, 23 brasileiras, 1 hespanho-
la, 1 liauburgueza, 5 inglezas, 4 porluguezas e 3 sar- ionio Joaquim Leite, Antonio Joaquim Silva, Anto-
jos. no joaquim Silva Figueiredo Furia, Antonio Joa-
quim Silva Maia, Antonio Jolo Antunes Oliveira,
Antonio Jacinlho do Almeida,Antonio JacinthoZaga-
Iho, Antonio Jos Gil C Antonio Jos Nascimento,
Antonio Jos Raymundo Chaves, Antonio de Lima,
Antonio l.ourengo, Antonio Mara, Antonio Marques
Nunes, Americo Mlitilo Freitas G., Antonio Pedro
Martins, nlnnio Pedro do Mendonga, Antonio l'i-
menta, Antonio Pinto, Antonio Romlo Cordeiro,
Antonio Silva Ferreira, Antonio Vasconcellos Men-
Grande eos morama
SH('lrAM:\S DE VISTAS.
Ilojo estar.lo oxpostas das 6 horas da manhaa em
diante, no sallo do Collegio, as seguintes vistas:
1." Pernambuco olhaclo da igreja da Misericordia,
emOlinda.
2." A Serra-dos-OrgSos^ no Rio-de-Janeiro.
3,' A cidade do aples pelo lado do caes Novo.
4.a A entrada de llavana com suas grandes forta
lezas.
5' O ataque da tropa contra o povo no boulevard
da Magdalena, om Pars, na revolugSo de feverero.
6.* A entrada deduqueza de Orleans com os dous
pequeos prncipes, na cmara dos doputados.
7.' A majestosa cidade de l.ucerne, naSuissa.
8." O interior do tmulo do imporador Maxi-
miliano, na cidade do Inspruck, na Allemanha.
9.a A cidado de Conslantinopla pelo mar de mer-
mare.
10. A cidade do Lima, na America Hospanhola.
11. O Tnel, gigante de Causiwavay, na Irlanda.
12. A aurora boreal do polo rtico.
13. A cscala em Tyrol.
14. A grande lluminago.
Osbilhetcs vcivlem-so enlrada a 500 rs. goral-
mente, sendo grals para os meninos de 6 annos pa-
ra baxo.
O vapnr Imperador, chegado hontem
dos portos do sul, recebe as malas pa-
ra os portos do norle boje (8 ) a urna
hora da tardo. As correspondencias
(Jue vierom depois dessa hora pagariio os porles du-
plos at as 2 horas da tarde.
Lista das cartas existentes na administracSo do correio
gc.ral desta provincia, entradas em o mez de abril
p. p.
Alexandre Silva Coelho, Archives Pedro Espirito
Santo, Augusto Antonio Coulo, Augusto Ferreira
Pinto Innlo, Antonio Camello de lieos, Antonio
Carlos Figueira, AntonioGongalvesSantos, Antonio
Gongalves Silva, Antonio Gomes da Costa Silva, An-
RIO-DE-JANEIRO.
CAMBIOS KO DI 27 OE ABRIL DE 1848.
Cambios sobre Londres.......25 a 25 i
Paris.........nominal.
Hamburgo......685 a 690
Metaes. Ongashespanhlas......30,000 a 30,500
a da patria ....
Pesos hespanhes.......1,960 a 2,000
a v da patria ........ 1,880 a 1,900
a Pegas de6,400, velhas. 17,000a 17,200
Prata.............100 a 102
Apolicesde 6 or cento.......84 a 83*
provinciaes..........nominal.
[Jornal do Commereio.)
29,500 a 30,000 donga.
COMMERCIO.
Alfandega.
INDIMENTO DO DIA 6 ....
7:170,081
BAHA.
CAMBIOS SO DIA 3 DE MAIO DE 1848.
Londres .............26
Pars ................ 365 rs.
Hamburgo............670 rs.
Lisboa........,......100a 106p. c. de p.
Ongas hesponhlas........30,000
mexicanas. ........ 29,500
Pegas de 6,400.........16,50e a 17,000
Modas de 4,000.........9,500
Prata...............105 a 110 p. c.
Acges do banco30 p. c. nominal.
( Correio mercantil.)
Movinicnto do Porto.
Barbara Maria Azevedo B., Barbara Francisca Xa-
vier M. M., Bento Candido Botelho, Bento JosSou-
za Farias, Bento Luis Gama Mello, Rernardo Costa
Souza, Bernardo Jos Ferreira, Candida Roza Mara,
Caelano Agaprt Souza, e Carlos Augusto Rordof.
Domingos Bernardo da Cunta, Domingos Marques
Silva, Domingos Siquoira, e Deograsle AmaraJ.
Ezachiel Alberto Franco.
Felicia Jess Maria, Filippe Carlos Simes, Fran-
cisco das Chagas Freitas, Francisco Googalves Mu-
lies Jess, Francisco Mono mes Moura, Francisco
Ignacoda Costa, Francisco Ignacio Ferreira Dias,
Francisco Jos de Almeida, Francisco Jos Gomos
Oliveira, Francisco Jos Gongalves Peona, Francisco
Jos Silva Ribeiro, Francisco Martins de Amorim,
Francisco Rodrigues Silva Moreira, Francisco Regis
deLefloC, Francisco Souza Cirne Lima, Francisco
Souza Martins e Francisco Santos Neves.
(eorge P. Munonorieh,
Izidr Ayres de Souza.
J. J. Vagiter, Jarousso, Jacinto Jos Coelho, Ja-
cinlho Marques da Silva, Joaquim Antonio Narciso,
Joaquim Jos de Almeida, Joaquim Jos Querino,
Joaquim Albuquerque Mello, Joaquim Pereira Silva,
Joaquim Rodrigues Pinto, Joaquim Seabra.
(Continuar-te-ha.)
Os Srs. accionistas que ainda nlo realisaram a
prestagilo de 4 por cento queiram faze-lo, quanto
antes; certos de que a administraefio vai dar cum
primento ao artigo 9 dos estatutos.
O secretario,
B. J. l'ernandes Barros.
Publicacocs Luteranas.
MEMORIAS HISTRICAS DA PROVINCIA DE
PERNAMBUCO.
EstSo promptos o 3," o 4o tomos d'estas memorias
e os Srs. quo j receberam os 1,* e 2^ e ainda nao
receberam os outros, pdem mandar praga da in-
dependencia livraria ns. 6 e 8, onde pdem recebe-
rem os livros, e pagar.
0 4" tomo cliega ate 1799, e n elle se ve mencio-
namente descripta a guerra dos Palmares, a dos
Mscales em 1710, &c, &c.
Tatito o 3.* como o 4. cada um d'cilos tem urna es-
tampa, onde se v a planta d'esta ciliado em duas
pocas: 1654 e!844.
IIOMENAGEM POTICA
A
SUA SANTIDAD!
O muilo liberal e magnnimo
PO IX
Pelo padre Joao Barbosa Cordeiro.
Vende-so na livraria da praga da Independencia,
ns. 6 e 8; na ra da Cruz, n. 56, e no pateo do Col-
legio, n.2, e as bolicasdo Ferreira na praca da Boa-
Vista o na do Torres ilharga do Terco, a 40 rs. ca-
da exemplar.
Navios entrados no dia 6.
Rhiladelnhla ; 34 diat, brlgue americano Braiuheia, de
207 tonelada, capitao Cevris Canen, equipagem 10,
carga farinha, carne de porco e de racca, latenda e
mal generoi do palt i a Malheus Auin t Compe-
lala.
THEATRO PUBLICO
A Freir Sanguinaria-
F.ntre os dramas do ,4rcAt>o-77Marai-ij& sem duvida osle um dos melliores e lalvez o mais
diOicultoso uodesempenho da decoragao : comtudo,
OS MYSTERIOS DA INQL'IZICAO
e
DE OUTBAS SOCIEDADES SECRETAS DE HESrAHBA,
traducido dofrancet, por U. R. R., 4 rol. por 5,000 rs.
A obra quo com este titulo 'se publicou racen te-
monte, e cuja Icitura muito recommendamos a to-
das as pessoas que por este ramo de literatura-ten
particular predilocgao, he pelo talento com que des-
envolved o seu autor tio interessanle objecto, o pela
belleza de lingoagorii com que esl escriplo urna
das melliores obras quo ueste genero se tem publi-
cado, c que em nada be inferior aos Mysttrios de Pa-
rs, de Londres, o s mais acreditadas produccOes
de Humase de outros oscriptores desta ordem.
Vende-se na loja de Cardozo Ayres, na ra da-Ce*.
de ia-Vel ha, n 31.
O AMOR E MELANCOLA, OH A N0VISS1MA HELOISA,
SEGUIDA DA NOITE DO CASTELLO E DOS CIUMES
DO BARDO.
Os mais importantes poemas do Sr. Antonio Feli-
ciano do Casiilho', ornados com tres estampas finas
lythographadas. Vendem-se a 3,000 rs., na loja da
Jao daCunha Magalhiles. narueda Cadeta do fio-
cifo.
fc
,1


t
;*

L
Neste ultimo vapor, chegado do tio-de-Janeiro
veio o folhetim muito conhecido iulitalado oGOR-
-GONNEem qualro voluntes pequeos ntidamente
ioipresso na typograpliia do Jemal do Commercio:
veude-se nicamente na ra da Cruz n. 30. .
i Publicado jurdica.
Achi-so sOh o prlo o 2o e 3* volumes do Direito ci-
vil lusitano, por Mello Freir, augmentado com nota
dos melhorcs praxistas o icios, e legtlac&o brasi-
leira,ateo presente publicada. Subscreve-so para
ate volume na praga da Independencia, livraria, ns.
6e8, ende se i ru entregando aosSrs. acadmicos
as fallas que se forera publicando.
Avisos martimos.
-'-Para Lisboa segu com toda brevidade, por ter a
maior parle do carregamento prompto, o brigue bra-
sileiro Etpirito-Santo, Torrado e encavilhado de co-
bre, de que he capitlo Alexandre Jos Al ves: re-
cebe ainda carga a fretee pissageiros, para os quaes
tem'bons commodos : trata-se com Francisco Mar-
lins Ferreira, na praga do Commercio, ou com Mon-
des & Tarrozo, na ra da Cruz, n. 49.
Frcla-se para qualquer porto da Europa, ou
{ara Angola, o briiue portuguez llom-Sccesso, de.
na'" constrocgflo e prompto a seguir viagem : os
piotendentesdirijnm-se ao pateo do Carino, n. 17,
i tratar com Gabriel Antonio. -
Para o Porto sahe com brevidade a barca portu-
guesa Espirito-Santo, por ter a maior parte de seu
carregamento prompta : quem na inesina quizer
carregar ou ir de passagerrf? para o que tem bons
commodos. di rija-se ap consignatario francisco
Alvesda Cunda, na ra do.Vigario, n. II, ou com o
capital) Antonio Ferreira l.eite Jnior, a bordo,^ou
na praga do Commercio.
Vendo-se a escuna nacional ta-f, de conslruc-
eflo portugueza e de lote de 116 toneladas, forrada
de cobre, c prompta de todo o necessario para se-
guir viagem logo que descarregue o charque : pde-
se examinar defronle da alfandega, aonde so acha
Tundeada, ea bordo so encontrar o seu inventario :
para tratar falle-so com o seu capilflo, a bordo da
mesma, ou na ra da Cruz, 11.45, era casa de asci-
mento; Amorim.
Roga-se aos Srs corregadores da barca portu-
gueza Flor-da-Maia, queiram levar seus conheci-
montos acasadeaeu consignatario Mauoel Joaquim
Ramos e Silva a fin dse poder logalisar os mani-
feslos da mesma barca.
Avisos diversos.
Oifercce-seum rapaz casado, com pouca fami-
lia para caixeiro de algum engenho, ou mesmo
para cailoiro de cbranos aqu na praca, para o
que dpessoas muito capazes para Informarem do
sua conducta : quem de sen prestimo se quizer uti-
lisar dirija-searua de Hortas .junto a igreja dos
Martyrios, n. 142, primeiro andar.
No dia 9 do corrente.'peranlo o lllm. Sr.
lir. juiz do civcl, na sala da audiencia,depois desla,
se ha de arrematar urna boa casa terrea na ra do
Jardim n. 56, a qual he nova ; quem a pretender
comprela, que he a ultima praca. A casa he pe-
nhorada a Francisco Jos de Paula Carneiro c sua inu-
Iher.
Agencia de uassaportes.
Na rua do Coilegio, n. 10, c no Aierro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-se a tirar passaportes tan-
to para dentro, como para fra do imperio; assim
como despachara -se escravos: tudocom brevidade.
Para as pessoas que tencio-
nam seguir viagem.
Na ra do Rangel, n. 9, continuam-se a tirar pas-
saportes para dentro e fra do imperio, despacham-
se escravos e correm-se fallas tudo com brevida-
de o por prego muito e muito commodo.
Precisa-se do um caixeiro do 12a 15 anuos, que
tenha alguma pratica deloja do miudezas, ou mes-
mo sem ella : na ra Nova, loja n. 20
A pessoa que soulier desletar vacas, c quizer,
mediante o ajuste, oceupar-se ueste trabalho, e tra-
zar o leite a entregar aos freguezes, dirija-se casa
dos oxpostos na ra da Roda, a tratar com Jos, lior-
nardino de Sena.
Sre. Redactores.Em resposta ao annuncio In-
serto no Diario de Pernambueo n. 99, de 2 do corren-
te mez, em que se diz, que eu nao lenho que-
rido prestar contas da liquidadlo da extincla
firma de Machado & Santos, e nem fazer entrega do
que pertence ao finado Sr. Manoel Jos Machado Ma-
Iheiros; roto-lhe de dar publicidade carta junta e
reposta que medirigi o testamenteiro, nica pes-
soa em direito a quem devo prestar attenco a res-
peito destes negocios.
Sou de Vmcs. atiento venerador e criado,
Manoel da Silva Santos.
Itecife, 4 de maio de 1848.
n Sr: Jos Joaquim Diae Fernmndee. Para co-
nhecimento da verdade, preciso que Vmc. na qua-
lidade de testamonteiro de meu fallecido ex-socio o
Sr. Maneel Jos Macha do Malheiros, so sirva declarar
ao pe desta o que entro nos se passou logo que Vmc
se apresen tou para tomar conta do que perlencia a-
qullo finado, relativo a liquidagAO da oxtincla so-
ciedade que girou sb a firma de Machado & Santos;
ese acliou em miin alguma repugnancia-em fazer-
ihe entrega do que o dito finado perlencia, segundo
o balando que existia era poder del le, e do quo na
occasiloaprsenle! a Vmc: a quem pego licenga
para usar de sua resposta como me convier.
Sou do Vmc. atiento venerador e criado
11 Manoel da Silva Santos.
Recife, 2 de maio de 1848.
. a Sr. Manoel da Silva Sanios. Em virtudede sua
exigencia, cumpre-me responder-lhe na qualidade
de testamenteiro do finado Manoel Jos Machado Ma-
lheiros, que, das depois d tallec ment Oeste, me
dirig a Vmc. a llm de me dar conta do que perten-
ce aquello finado; Vmc. respondeu-rne que qual-
quer dia apreseutara o bala neo n que de fado fez,
presentando-me o bataneo da extincla casa [sem
assignalura] demonstrando ser o capital da mesma
de rs, 37:631,146, dever o finado a sociedade rs.
12:149.000, e existir em dividas como fundos a
quanlia de rs. 18:021,603, cujas dividas me disse
Vmc. que meladp toca va m ao finado; e como eu, jul-
ga-se as referidaadividas quasi todas perdidas, e que
tomando eu conta dellas, inda teria de rollar di-
nheiro a Vmc. em prejuizo dos credores do fina-
do; assentei quo nSo devia entrar nessa liquidaeflo,
e quaudo eu quizesse proceder de outra maueira
exjgimlo essas contas em julzo, o n8o poda fazer
por me ser vedado na verba testamentaria, ter com
Vmc. leligio judicial a tal ;respeilo ; devendo con-
fessar-lhe que Vmc. durfda nenhuma poz em entre-
garas referidas dividas, seeu as quizesse recebar.
Pode fazer o uso que Ihe convier desta minhs fran-
ca declaraclo.
Sou de Vmc. amigo atiento venerador e criado
los Joaqun Dlae Ferreira.
c S. C. 5 de maio de 1848.
[Eslava m recon nocido, i
A parda que pede 200,000 rs. para sua alforria,
v a ra estreita do Rozario, n. 12, loja de raarcinoi-
ro, que se dir quem quer fazer este negocio. Na
mesma casa compra-se tambem prata em obras.
Feliz Monteiro de Castro e sua sen hora retira m-
se para o Aracaly, levando em sua companhia um
escravo.
Fazem-se bolos, pflo-de-l, bolinhos de todas as
qualidades, bem feitos o por preco rasoavel, para
encommendas: na ra do Hortas, n. f 34.
-- Precisa-se alugar una armazem e scriptorio ,
na ra da Cruz, no Recife: a tratar no largo do Cor*
po-Santo, n. 48, primeiro andar.
Aluga-se um preto pronrio para armazem de
assucar, ou prensa de algodSo por ser muito ro
busto : no Atterro-da-Boa-Vista n. 29.
Ensaboa-se e lava-so roupa de varrella e tam-
bera se ongomma : tudo com porieigSo, responsa-
bilisando-se pelas fallas: no Aterro-da-Boa-Vista ,
11. 29.
Jos Bernardos Melquiadas roga ao Sr. do an-
nuncio da ruada Senzalla-Volha, n. 106, quo de-
clareo nome, para se tratar de tal negocio, pois
ignora-so quera soja.
Procisa-se alugar um sobrado de um andar, ou
mesmo de dous, que tenha bons commodos e quin-
tal em qualquer das ras seguidles : Terco, Li-
vramento, Queimedo, Cruzes, Collogio, Cadeia de
s.-Antonio, Novae Carmo, garanle-so o arrenda-
inentode tres annos, convindo o proprielario : a
tratar com o Burgos, no sitio da cscala, ou avisar
na rua do Queimado loja da esquinado becco do
Peixe-Fi ito ao Sr. Manoel Jos Concalvos. .
Rodolpho Joto Barata de Almeida so acha mu-
dado para a ra do S -Francisco sobrado n. 7, onde
podo ser procurado as horas do costme.
Sociedade Euterpincnsc.
O secretario da mesma convida a todos os Srs. so-
cios em geral para o dia 8 do corrodo polas 4 horas
da lardo, afim de so marcar a partida que se tem do
dar no corrente mez.
Precisa-se alugar um bom preto : paga-se-lhe
bem: ama de S.-Amaro, n. 32.
Umasenhora viuva contina a nsinar meninas
a 1er, escrever, as quatro operaqes do arithmetica ,
grammatica portugueza coser, bordar e fazer flo-
res : quem de seu prestimo se quizer utilisar dirja-
se a ra de Horlas, n. 116.
Precisa-se de urna preta forra ou captiva para
o servigo do urna casa de porta fra : na ra larga
do Rozario, n. 32, so dir quem precisa.
-- Matbeus Auslin & Corapanhia participam a to-
dos os credores da casa de Manoel Ignacio da Silva
Teixeira {segundo aconcordata de 6 de novemhro
do 1845) que tem determinado pagar o saldo, que o
referido Teixeira esteja devendo : quem se julgar
credor apresente-se com documentos nos das 10,
11,12,13 e 14 do corrento mez de maio, das 10 ho-
ras da manliaa ateas tres horas da larde, em seu
escriplorio na ra do Trapiche lindos estes quatro
dias, sejulgar nada mais devoro referido Teixeira.
-- Antonio hilarte doOliveira liego faz publico,
que Antonio Jos Lisboa de pliveira deixou de ser
seu caixeiro desde o dia 6 do corrente, por querer
relirar-se para Portugal, agradecendo-lhe o seu
bom compoi lamento durante 8 annos e 6 mezes que
foi seu caixeiro.
lJ-se casa, comer-e vestir urna
parda ou crioula de idade, que seja capaz
para inorar com urna senhora casada
com pouca familia, e ajudar o serVco de
porta dentro : na ra da Aurora na lo-
ja do sobrado n. 4a
Antonio Jos Lisboa de Oliveira relira-se para
Portugal, pelo que deixa de ser caixeiro do Sr. An-
tonio Duarte de Oliveira Reg, agradocendo ao mes-
mo Sr. e a toda sua familia o bom tratamento que
recebeu n espasso de 8 annos o 6 mezes que foi seu
caixeiro.
Koga-se ao Sr. que mmdou entre-
gar uina carta m venda da esquina do
pateo do Carmo. n. 2, vinda do Cear ,
para Joaquim Esperidiao da Silva Gui
maraes, tenlia a bondade de annunciara
sua morada ou dirigir-se a mesma
venda,
Pergunla-seaos Srs. administradores da casa
do fallecido Joaquim Antonio Ferreira de Vscon-
cellos, se a viuva e orphSo's estilo autorisados a ven-
der 135 palmos de terrono a Domingos Jos Mar-
tins, pela quanlia de 300,000 rs. Pergunla-so tam-
bem aos mesmos Srs. se todos os credores do ca-
sal assignaram para que so desse o sitio e olaria a
mesma Snra. e orphfios, sitos estes no Remedios :
tenham a bondade do responder a (estas pergun-
tas curiosas.
Um des credores.
Jos llraiulio Jnior responde ao annuncio do
Diario de l'ernambuco e Diario Novo, de hoje, 6 do
corrente, que fra bom individuar os factos que de-
terminara sua m conducta para cofll a casa, d'ar-
magfio da ra do Encantamento n. 4, urna vez quo
nada praticob em damno (la mesma casa. Nao as-
signou ocompriinisso de so Irabalhar para dita ca-
sa, o nao tomar a sua conta algumas obras que Ihe
deem vantagem, e pois tendo islo feilo, est no seu
direito, urna vez,que para sou mistarse nilo serve das
fazendas da casa, assim portanlo, continuando a
irabalhar no seu officio, despresa o miseravel que
t3o bruscamente o injuria, e convida aos seus ami-
gos a lodos o que o tem procurado, de continuaren!
u fazer, que serao sempre bom servidos como at o
presente, e mclhor que em qualquer oulra parto,
erabora ufie lentas elle aiada fazendas suas propriu.
Aproveita a occaso para agradecer lodosqusntos
so tem dignado protege-loato presente, espertndo
que nlo deixarSo d'ora em vanle de o fazer com a
mesma boa vontsdedq seu costumo, e pdem pro-
curar so mencionado BrandAo Jnior na ra do En-
cantamento, n. 6, queahi o achanto prompto a qual-
quer hora.
Priman Cervano, Italiano de nacSo e professor
retratista em miniatura, a oleo e daguerreotypo co-
lorido em urna maneira realmente invanavel, que
parece perTeitamente natural, hsvendo habitado nos
Estados-Unidos pelo espago de 17 annos, e merecido
sempro a geral approvacoo de todos os habitantes
dePhiladelphia, Nova-York o Savana, em cujas ci-
dades elle exerceu as funeces do seu ollicio com
escola de desenho, tanto para homens como para
senhoras, do que colheu sempre bons resultados;
participa ao respeitavel publico desta provincia,
que, achsndo-soem rao estado de sad, tero sido
aconselhado par diversos facultativos a emprehon-
der urna viagem s America do sul, afim de mudar
do clima, e por eonsguinlo brevemente tenciona
visitar Pernambuco, Baha e ltio-de-Janeiro, eao
mesmo tempo aproveita esta occasiSo para fazer
publico, que elle dito professor tenciona demorar-
se aqu algum tempo afim de administrar nlgumas
licOes na sua profisso; pelo que espera encontrar
o bom acolnimento e patrocinio do cima mencio-
uado respeitavel publico, acora particularidade es-
pera ser animado polos entendedores da materia que.
mais fcilmente poderSo avaliar o mrito do sobre-
dito insigne professor.
Ka ra do AragSo, n. 4, bairro da Boa-Vista,
fazem-se quaesquer cortinados, tanto de cama co-
mo para janellas, com a maior perfeigilo possivel.
Attencao l
Ka loja da ra do Queimado, n. 30, de Jos Joa-
quim de Novaos, contina a haver um sortimento
de obras ferias; chapeos de todas ns qualidades ;
ditos para meninos e meninas; ricos chales de seda;
mantas de seda ; longos de todas as qualidades; o
outros muitos objectos que ha para vender.
1
Vende'-se Direito mercantil, por Silva 'Lisboa
ivros encadernados.em 2 volumes: na ra d
Crespo, n. 1t.
Vende-se. para fra da provincia ou para en
genho, um moequo crioulo de 15 annos do idade a"
de boa figura, quo cazinha o diario de urna casi e
tem principio do odelo de pedreiro : a tratar na rui
doCrespo, n. 12, coro Jos Joaquim da Silva h,,,
Vondem-se 14 rolos de fumo, vindosdo Ro^9.
Janeiro: na ra do Lingonta, n. 10, a voniadtd
comprador.
Vende-se o engenho Serigy, moente e correnu
junto a N. S. do O', na comarca de Goianna ; a tr!
tar com o seu proprielario, no dito engenho, ou com
Manoel Gongalves da Silva na ra di Cadeia don
cife.
Vende-se urna preta de 24 anuos de dado ,m
sabe muito bem engommar, cozinhar e cozer: na
ra Direita, confront ao oiMo do Livramento, ven-
da n 4, se dir quem ven
Continuam-se a vender bichas ltimamente che-
gadas de Hamburgo grandes, a 800 rs. cada uhm"
tambem se alagara por prego commodo: na ra do
Collogio, loja de miudezas, n. 9.
Chegaram as verdade-
ras pilu las vegetaes do Or.
Braudreth, vfihdas no brigue
Pnttm,(ik Phladelphia, as
quaes se veudem na botica
de Bartholomeu Francisco de
Souza, na ra larga do Roza-
rio, 11. 36.
Vendem-se saccas com farinha de mahdiaoi,
a 3,200 rs o alqueire vclho : na ra d Cadoia Recife loja n. SI, do Sr. Jooda Cunha MagalhSY
Compras.
Compra-se una macuca viva: nesta typogra-
phia se dir quem compra. 1
Compra-so urna padaria quo seja em boa ra
no bairro de Santo-Antonio ou Recife, e que estejs
bem afreguezada, livre e desembaragada : quem a
livor e quizer vender, dirija-se a ra Direita, n. 54.
Compra-se a tragedia de Voltaire -- Altira, ou
Os americanos, em portugus: quem a tiver aunun-
cie.
Compram-se macucas mesmo moras ou sec-
cas : na ra do Coilegio, terceiro andar da casa,
n. 25.
Vendas.
Deposito de vinagre da fabrica
da ra Imperial, n. 7.
na fabrica delicores, de Frederico Chaves, no Ater-
ro-da-iloa-Vista, n. 17, onde se achara sompre
grande poreflo e por prego commodo.
larnh,i de mandioca.
No armazem da ra do Coilegio, n. 21, ha farinha
em saccas, de boa qualidadu, a prego commodo, e
tambem alguma farinha averiada propria para era-
gao.
Vende-se 140 couros de cabra do boa qualidade :
no Aterro-da-Boa-Vista, armazem de louga Bahia,
n. 47.
Vende-se una bonita escrava reco-
lbida, de nagilo, de idade de 20 anuos,
de prmeira barriga, com urna cria de
dous mezes, com mullo e bom leite :
na ra das Larangeiras, n. 14, 2.* an-
dar.
?WH MP( MK/3K7^ ?aTC MK iW* MR
Vende-se una corrente de ouro para senhora ;
urna dita para homem; um tranceln); e mais ou-
tras obras de ouro: na ra do Rangel, n. 10.
Vende-se urna linda mulatinha de 11 a 12 an-
nos; urna crioula da mesma idade: ambas sabem
fazer lavarinto cora pcrfeigflo cosem chSo e leem
principios do engommado : na ra do Livramento,
n. 3.
Vende-se urna venda sita na ra larga do Ro-
zario, n. 23, sortida bem afreguezada para trra e
tambem vende para o matto : o motivo por que se
vende, he por nflo se querer usar mais deste nego-
cio e se querer liquidar com a praca: a tratar na
mesma venda ou na ra Forraos, n. 5 que todo o
negocio safar.
Vede-se urna cadeira de balanco, -com muito
pouco uso : quem pretender annuncio.
Vende-se a venda da ra do Hospicio, n. 1 : a
tratar na mesma venda*, ou no caes da Alfandega,
com o Sr. nofre Jos da Costa.
Vende-se urna negrinha do 8 annos, muitolinda
e esperta, o que he propria para se educar ; urna
dita de 10 annos muito linda ; um cabra de 39 an-
nos, muito robusto, de bonita figura o que be
proprio para pagem : na ra de S.-ltita, n. 44.
Na rua das Agoas-Verdea,
n. 46,
vendem-se duas bdnitas escravas com excellentes
habilidades ; 3 escravos, sondo um dalles bom car-
roiro ; um bonito mulatinho; 3 bonitos pardos, sen-
do um delles perito sapaieiro.
A pessoa que achou urna lettra di quantia de
400,000 rs., aceita por Jos Antonio Bastos, perln-
cento a Francisco de Assfs Oliveira queira metter
por baixo da porta da loja do Passeio-Publico, n. 21,
visto do nada Ihe servir; pois que eslfio dadas todas
as providoneas.
Tranceln* para relogios,
feitos de cabellos, com passadores e eucaixes de
ouro : tambem sorvein para senhora, e sao da moda,
chegados da Europa : vendcm-sc'na loja do livros
da esquina do Coilegio.
Escravos Fgidos.
Fugio, no di 18 de Janeiro, um cabra, dame
Joaquim alto, reforcado, de idade cera a barba
branca .cabelloscorridose bem protos ; levou um
surrSode pella de carneiro, chapeo.de oseta usa-
do, calcas de algodilo de listras rotas no assento;
tem os tornozellos dosps um tanto inchados. Es-
te escravo ja foi preso em S.-Lourongo-da-Matta ,e
tornou a fugir junto aos Remedios, do poder sa
urna pessoa que o conduzia. parw'esta cldade; veio
do Mnranhilo e diz ser de Caxias : quem o pegar l-
ve-o a rua do Vigario, n. 24, que sera recompen-
sado.
Fugiram, do engenho Salgadinho ns seguintei
escravos: Manoel Bsrauna e seu irmilo Antonio,
crioulos.e uma mulata: o Manoel he alto o meiofulo,
nariz tronxo do urna gomma : o Antonio be alto a
fulo : a mulata puxa por urna perna por tero ar da
vento : todos ellessSo dosertSo.econduziram malas
e mais ferramentas de carnina. Roga-se as autorida.
despoliciaeso cap tries de campo, que os sppre-
bendam e levem-os ao dito engenho Salgadinho, ou
na rua de Agoas-Verdes, n. 44, que serfio recom-
pensados.
Fugiram,"do engenho Stbir, na noilede 36 par
27 de abril prximo passado, o escravo Manoel An-
tonio preto, de nagSo Angola, de 30 annos pouco
mais ou menos de estatura regular, com princi-
pio de barba pernas finas e tortas, ps grandes: a
preta Bortholeza, crioula, da mesma idade, alta,
nariz chato, com urna baixa m cima da eabgi, a
marcas de chicote as costas, cujos escravos sao
casados. Quem os pegar leve-osao dito engenho Si
bir, ou ao engenho Crauss ou nesta praea a Jo-
s l'ereira Vianna no seu scriptorio, na rua di
Guia, n. 5, que tera por cada um dos esersvos95,000
rs. de gralilicagio.
Fugio, na noile de 16 de abril, o escravo Ben-
to levando comsigo umcavallo sellado com scl-
lim em bom uso urna maca de couro de lustro usa-
da tendo dentro caigas azues o de casimira, cami-
sas de madapolflo o jaqueles brancas; he muito cla-
ro baixo ; lera bons cabellos, feigOes regulares,
denles limados cora ponas agudas, pouen ^barba oj
fina queixo fino, pernas grossas .cabelluda* e am
pouco tortas pes o mios proporcionados unlias das
mBos compridas, e as dos ps redondas ; serve-se
mais da mo esquerda do que da direita ; be indi- __
nado ao furto e he mo sapaloiro porm """ v'~
voe dcil ; representa ler 24 annos ; a cor ecabel-
los sfio tio bous que ningnem o presumir captivo ;
parece ser Portuguez ; foi escravo de JosPereira
Cap, do Brejo-de-Aroia ; levou jaqueta do panno
azul com vivos encarnados em roda cohete encar-
nado, grvala preta chapeo preto com galSo bo-
las de pagem com can hOes brancos e esporas; be
provavel que mude de roupa para.n/Io ser conde-
cido ;gosta de andar limpo :o cavallo lie castanho-
claro, gordo, castrado ; tem um signa! raneo na
testa e um nico Terrona perna esqueda, que he
um circulo pequeo : quem pegar, tanto o cavaHo
como escravo, leve-os a rua Nova Di 21, casa de
Jos Theodoro de Sena, que recompensar gene-
rosamente.
Fugio, no dia 13de fevereiro prximo passado
urna preta, de nome francisca .alta e magra, de SO
annos pouco mais ou menos; lm as sobrausertiai
carregadas, e falta-lhc um dente na frente;l*m ania
nodoa bem preta por baixo dJFum olho ; veio do
Aracaly, e foi vendida para o Illo-Forraoso do onde
fugio ; cosluma dizr que lio forra, quaudo anda fu
gida. Quema pegar leve-a a rua da Madre-d-Deo
n. 34, ou ao Rio-Formoso a Luiz Cardozo de Al-
meida, que recompensara.
Gratificaco.
Em dias do mez do abril prximo passado, fugio
a preta Antonia crioula, de casa de seu seuhor, o
abaixo assignado, comossignaes seguntes : repre-
senta 40 annos cora falta do denlos na frente sec-
ca do.corpo', com algumas marcas.de cbjcot n
costas, falla bem desembaragada ; levou panno_ da
Costa, yostido de chita .verde com dores oncarnadas,
urna saiude cassa verdo ; consta ler apparecblo na
cidado doOliiida. Hoga-se as aulofidadespoliciacs.
queaappreheudam : e quem a levar, ou dar noti-
cia verdica u casa do abaixo assignado, na. tua ui
Cadeia defroute da ordem lorceira do S.-Franoisco,
ser gratifioado. Jos Joaquim de tratas Uutma-
res.
IPEIW. : NA TYP. DK M. F. DIFAMA
MUTILADO


Full Text
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