Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05479


This item is only available as the following downloads:


Full Text
nno de '848
Sabbado 6
fpPI4'IC) ndMiM-lAt^Oi M dias (711- nao
-. retn ls ,'inr ii 1 o ureeo da jio* n.nii qurtel, pa?.it niianiador. Os
li metes ,l,; **zirtitls i~< inseridos i raso de
/jo rl. per linlia, 40 l'"> li,t'orea(to, as
r(.p-licoes ps<* metada. Os q'ie no farem ;k-
,,!, W pajr 0 Pr olia, e 181) en typo
difieren, por sacU publicago.
rllASES DA LUX NO MKZ, DE M*I0.
I.ua nova, a 3, 4 horas e &4 mln. de man'i.
C'rrscenM 10, no 38 min. da mali.
I.ua cheia 'itl! rirf, da mauh.
Hiieoanli 14. f S e 27 ntin. di mauh.
PVHTj*. IJOS CORREIOS.
Goianna, Praliifoa asneeundas esextasfeiras
Hi.i-lJrnnHe-iin-'VQrli-'quinta eiraj aomeioHi
Cabo, Sarinliem, RioPorraoso, Porto-Calvoe
Macelo, no I.*, a II tilde cada rr.ei
flaraanam e Bonito. I le U.
Boa-V.ta e Flores, a It e*8.
Victoria, s quintas-feiias.
Olinda, todos oj dias. -
PREAMAR DE HOJE.
I'rimelr, sT boras esJ minutos da roanha.
Segunda, a 8 hora e 8 minutos da larde.
de Maio
Anno XXV. N. 10*.
oas da semana.
1 Segunda. > Ss. Filppc e Tiaao. And. do .
ilos orf. do J. doc. da 1. v. e do M. da 2. v.
2 Terca. S. Atlianaalo. Au I. do I. do eiVal. e
do J. ile paz do 2 din. da t.
J (.loarla. JffJf* Inven.-".0 da Saata Crur. S.
Roiiopianj.
4 Quima. S. Floriano. Aud. do J. do* orpb.
e do I. m. da I. rara.
b Setta. S. Pi. Au I. do J. dociv. da I e
do J. de pu do I i'ist. ile t.
0 Sabliado. S. Joan Dautasceoo. Aud.do J. do
cir. e do J. de paz do I dial, de t.
7 IJuininco- S. Estanislao.
CAMBIOS N DU i M MAIO.
Sobre Londres a 27 d. por IJOOA ra. a o
Pars SIS a 150 rs. por franco.
Lisl'Ai I') por 110 de premio.
Dcsc. de lettras de boas Tirinas a I '/i '/
OuroOncas bespairholes.... 28f 500 a
* ModasdoB 00 velb. IBIO a
a de 81100 oot ISfOM a
> de fOOO..... 9|"00 a
Prala Patacues....... l#920 a
Pesos columnares... IJM0 a
Ditos mexicano*.... I/B80 a
Miuda............. I|9!0a
Acedes da comp.do Hebaribe da aOfOOO rs
ao m.
WfflO
lt'20O
IdflOi
Bsmn
l|40
11941*
11820
l|949
iao par
DIARIO DE P
UCO
PARTE 0FFIC1AL
T
G^ERNfTDA PROVrNClA.
EXPEDIENTE DO DA 2 00 CORRENTE.
Ofticio. Ao F.xiii. e Rvm. hispo dioeesano, declaran-
do, em respoata ao sea cilicio de 19 de feverelro prxi-
mo passado, que a presidencia eiitende competir S. Ex.
Itviii. a noineaco interina dos pro/essorea e substitu-
tos das cadelras theologicas do seminario episcopal de
Olida.
Circular. Ao presidente da relnco e is cmaras mu-
nicipars da provincia, remetiendo copla dedeos avisos
do l. de feverelro prximo lindo, que rcsoivem duvidas
apresenladas pelo jui de paz presidente da junta revi-
"I sura da fregucila da ilha do Governador, e por 11111 mein-
1/ liro da iunta qualificadora da paroclila de Paquete, na
r cM'CUfiio da lei regulamentar das elelcrs.
V Dito. ~- Ao inspector da iesouraiia de fazenda, exi-
B' gindo uina relaco dos procesaos pendentes sobre co-
^^ liranca.de dividas iiscaes, cun declarocn dos termos rin
-^Esue se achaui, e dos embaracos que rrtardam o anda-
^_r nirnto.dos feltos em que a fazenda he parte.
Dito! Ao infamo, ordenando que faca organisar e
remeta presidencia uina lista de todos os devedores
da fazenda, com deciaracao da importancia das dividas,
sua origein, teihpo que na decorrido depois que fram
contrahidas, e o motivo de se nto terem encimado os
pagamentos e cobrancas.
Dito.-- Ao mesino, exigindo urna relacao dos conec-
tles e administradores de rendas publicas, com decia-
racao: 1.', de seus fiadores, e do julio que forma sobre
a abonacaodeates; 2., do estado einque se achain as
con tas dos meemos, seus alcances e adata del les; 3.a, se
i airan.) para o tbesouro, nos devidos praios, com o pro-
ducto das rendas cuja cobranca ihes fol encarregada;
4.", eiufiiu, se lia amigos collectores atrancados, a raso
de nao haverem j satisfeito, e se foram empregados os
mcios contenciosos para promover o pagamento de taes
alcances.
Ditos. Ao mesmo e aos chefes das demais reparti-
eses da provincia, exigindo Urna relaco nominal dos
respectivos empregados, com espreilicacao da idade dos
lucimos, estado, aplido e comportamento noemprego;
e declarando que seindbaute relacao deve de vir acom-
panhada das observaces que Ibes occorrcrcin.
Dito. Ao administrador das obras publicas, exigin-
do uin relatorio das obras cm andamento, e recommen-
dando que declare nesse relatorio r a lei ou ordem do
geverno que as autorisou; ein que lempo foram comeca-
das; as que se achaiii parausadas, e por que causa; a
cargo.de quem estiveram e estao actualmente; qual o
estado presente; o que Ibes falta para concluirem-se; o
lempo em que, provavelmente, pnde'ro tenninar-se ; a
qiiaiitia decretada para lacs obras, eoque se ha despen-
dido com ellas, com especilicacao das despezas feitas,
nos com malcriis, mas tainbem com jnrnaes; quaes
os mateaiaes comprados; observaefies sobre o estado de
perfelco ou iipcrfei;ao dellas; e, finalmente, emquan-
to deven orear as despeas afazer para complemento
das obras decretadas.
Ditos. Aos juizes de direilo do crlme de todas as co-
marcas, exclusive a do Recife, ordenando que, depois de
haverem ouvido os juizes municipaes dos termos coui-
prchendldos em suajurlsdicco, iufbrmeru, com oque
Ibesoceorrer, acercado estado da tranquillidadc publi-
ca eda adminlstracao da justica criminal as mesmas
comarcas.
Dito. Ao cominandante das armas Interino, trans-
mlttindo seis excmplares do almanack, ltimamente pu-
blicado; para que, emeumprimento do imperial aviso
de G de abril ultimo, distribua pelos corpos desta guar-
nico os que forcm uecessarios, c facilite a leitura detim
delles a todos osofliciaea da priineira classe do exercilo
que o quizerem consultar na secretaria daquelle com-
inindo, afiii de se habilitarem a reclamar, dentro do
1 razo de dous mezes, contra qualquer dm'ida, qur no
lo cante a cada um, qur em relacao ao prejuio que Ihes
liouver causado algum engao favoravel a outros.
Ditos. Ao inesinn e ao coiiimissario-pagador, com-
municando que, a 10 de abril prximo lindo, determi-
imu-se, pela secretarla de estado dos negocios da guerra,
passatsa> a ser empregado As ordens da presidencia o tc-
nente do estado-maior da priineira classe, Francisco Egi-
dio Moreira de San-Pedro.
Dito, a- Ao juia de direilo chefe de polica, reconunen-
dando a expedico desuas ordens para que seja recolhi-
docompauhia dccavallarl de priineira linha um ca-
v.illo que, por cansado, o soldado da mesma coiupanhia,
Joode Ges, deixou, na Estrada-Nova, cm poder de cel-
lo agente policial, de nome Bclarmino. Participo 11 -se
ao cominandanle das armas interino, que representara
a espeito.
Dito. Ao commissario-pagadoV, transmiltindo as
guias do lencnte-corouel commandantc das armas inte-
rino, Solidonlo Jos Antonio Pereira do Lago, do ca;>-
lo Francisco Joaqui... Catete, c do2. lente Jos Ma-
ra de Alencastro ; para que, vista dellas, pague a es-
tes nfficis.es os venclmentos a que tiverem direilo.
l'ai licipou-se ao commandante das armas interino, ctu
resposti ao seu officlo do I. do crrente.
Dito.' Ao mesmo commissario-pagador, ordenando
3ue, i vista iol prets que lhc apresentarem os comman-
antesdoS." batalho de artllharia a p eO. de cacado-
res, adiante os sidos de um mez s pracas dos preditos
baialhdes, que se achain destacad na villa de Agoa-
l'ret. Commuiiicou-sc ao commaudante das armas
interino, cuja requsijao molvou a expedico desla
ordem.;.
Portarla. Plomeando o desembargador Flrmino An-
tonio de Souza para excrcer o lugar de chefe de polica
desla provincia, emquanto estiver impedido o juiz de di-
reilo Antonio Alfonso Fer'reira, que val seguir para a
corte a tomar asiento na cmara dos Sis. depulailos.
l'irlicipou-seao oomeado, ao presidente da relaco, ao
inspeetM- datltesouraria da laicnda e ao referido juiz
de dlreito.
EXTERIOR.
PARLAMENTO PORTUGUEZ.
SWSAO A CMARA BOS FAIES, EM 8 DE FEVE-
REIBO SS 18<8.
{('ontinuaco do numero 100.)
(levemos desejr que o gover.i\o, por sua honra, cum-
pra estas condicOes com oil 8 Walqfldq., em toda a
sua extensfio ; oque, ahavor falta, seja Die(Dara
Emquanto dos nossos negocios se trata va no par-
lamento de duas naques nossas alliadas, ndo ha du-
vida que entre algumas causas vordadeiras dosa-
O unhor Fonseea Magalhu.[ proseguindo ] : -.|to. Convenhoquo houvesso queixosos deexcepces,
Do relo, 6 como nSo poda deixar de succeder, voio|c at com rasiic
roaisdoquo para menos. Sophismar este cumpri-t yontecunentos quo tiveram lugar, outras se deram
ment para satisfazer miseraveis antipathias, seria *
urna injustica cruel, unta vergonha para o governo
e para a nacio. Emqiianto amnislia, en croio quo
o governo a quiz tornar extensamente efTectiva : eu
vi que fram restituidos aos seus lugares os princi-
paes funecionarios, quo niloeram da classe dos do
confianza do governo. Estes n.lo podiam exigir tan-
.nsfioqueixosos: consta-me que muitas
a yenllcar-se em Londres o convenio de 21 de majo, I represontacoes se fizeram aos ministros dos sobera-
interv.ndo Inglaterra Franca cllespanha;---e para nos alijados, requorendo-llies como garanto da
lestemunho de suas boas intencjDos e espirito a jus-
Dila. Conccdeudo quinte dias delicenca, com r-
dena.do, ao juz municipal e d'orphaos do termo de San-
to-Antao, Jos Fllipi>e de Souza Lelo, para vir estaci-
dade tratar de sua sade.
Dita. Ao director do araenal de guerra, ordenando
que informe, com urgencia, qual a porjo de armamen-
to, carreiame e muoi(des, que o mcsiiio arsenal lem for
tica fram adoptadas como condices pelos gover-
nos interventores as qu tinham ido propostas pa-
la Inglaterra e aceita* pelo governo de S. M. Estas
('nm)icOes, como (lea dito, eram ornis quo poda
ifespjar-se ; e continliam ludo quanto podia concor-
rer para restituir a paz e a conianc. 1 a todos os ci-
dad.los. A nninistia era de Indas a principal ; com -
prehendia a restituigo dos lugares o omprogos per-
didos, e das honras e litlos.
Tinha parecido a junta do Porto que o resultado
da sua rejeicSo s indicos ofTcrecidas nunca po-
derla ser a intervcncSo do nenhuma potencia em
nossas questfles domesticas; mas, desde que sedera
o primeiro passo, depois du aceitaQiTo das ditas
condigfles pelo governo, no podia ha ver duvida so-
hre o desenlace final. A inlerveneSo era certa, e os
motivos para ella ter lugar plausiveis. Assignado o
protocollo, trataran) os potencias de concorrer com
as suas frcas para por termo guerra civil; e foi
posto em movimento para as fronleiras um exerci-
tn hespauhol quo as pas'sou em hrevo, c se dirigi
cidade do Porto. As forjas inglezas receberam aug-
mento, e entraram no Tejo vasos de guerra fran-
CC7.es.
Entretanto sania da cidnde do Porto urna expeili-
eflo militar, que so dirigia ao sul doMondego. Esta
oxpedieflo foi tomada pelos navios da esquadra in-
gleza,lornando-se o ministro daquella nago res-
ponsavel por exceder as suas inslruc^ffes, determi-
nando a captura das frcas expedicionarias, antes
que constasse achar-se resolvila a inlerveneSo das
potencias alliadas. Este ministro que tanto fez om
favor do governo, o que mais de nm vez nssumio a
responsabilidado de actos ojuu excediam os limites
desuasinstrucc;es, nSocsperava de certo quo den-
tro em pouco haviado ser injuriado por aquelles
mesmos, em favor do cojo partido tflo decidida-
mente se pronunciara. Elogiado ate. certo tompo,
passou depois n ser objecto de mil doeslos e calum-
nias: pareco que se nSo trata do mesmo homem ;
parece que ha-em'Lisboa dous ministws inglczes,
dousSeymours, um escolenle emquanto ohrou cm
ccrlo sentido, um pessimo desde que enlendcu que
se nioseguiam os dictames dajuslica. Assini julgain
semproos partidos.
Aquella expodiclo, comniaudada por um um vo-
lalo general, dirigia-se, segundo constou, ao sul
do Monilego. {fozet : Ao sul do Mondcgo !...] Ao
sul doMondego : cu nSosci o lugar quo lora desig-
nado pira o desembarque. Anda boje se aflinna
quo, so as frcas expedicionarias chegassem a appro-
ximar-soa esla capital, a suu victoria era indubila-
vel ; mas quem ousar dar por certo este resulta-
do? (Juempde afflrmar quo a fortuna Ihe ser fiel
n|uma emproza mieitar P Ningucm. Os defensores de
tisba crain Ifio portuguozes como os seus contra-
rios, liavi.un de combater ; correra talvcz uiuilo
suuguu, alm do j derfamado ; e oslo do certo seria
o resultado seguro da tentativa; mas quoin canta-
ra mais urna funesta victoria Sabe-o Dos Peque-
as frcas doslrom s vezes grandes exercitos : os
Gregos oam dez mil om Sala mina, contra centos do
milliares do Persas, poucos eram os nossos em
Aljubarrota ; mas auui n:To liavia disparidado em o
numero contra os defensores, unni dfferunca no va-
lor. Esta victoria, licasse a 11u.1l das partes ficasse",
seria mais urna calanmlado para deplorar; o n.lo um
triumpho cu jos louros fossem appetecives. Depois
dos pii muiros passos dados para por termo guerra
civil, e da offorta das condices junta do Porto,
eu cntendoque a tentativa sobro l.islia jando po-
da ser indiircrcntomonlo presouciada pelas frcas
alliadas, que so nchavam no Tejo. O resultado dclla
foi vermos I0o> valenles soldados om una fortaleza,
guardados por tropas estrangeiras. E houvo quoin
alegro fosso ver mais esso desdouro nosso, entflo
pouco se lembravam da independonca nacional.
Emtiin o calis deviu esgdlar-se at s fezes. Oa
agentes diplomticos tiuliain por todos os modos
procurado obstar continuado das hostilidades ao
sul do Tejo, cliegando a declarar quo tomariam par-
te contra os aggressores, se se approximassem da ca-
pital ; eludo sto eram resultados da rejoiQo das
condecs offerecidas no Porto.
Nio posso enumerar mais oceurrencias: quizera
mesmo esqucc-las tudas. Emlim acahou-sc a guer-
ra civil. A heroica cidado. do Porto abri as portas
ao exorcito nrspanho!, leudo havido d parte a par-
te todas as attences de decencia. As frcas da jun-
ta depozeram as armas, e ella dissolveu-se.
Reslavadar cumprimento scondigos do conve-
nio de 21 de maio, condigfles quo todas acbavam
perfeita annuencia.no animo generoso do chefe do
estado. Este he o facto quo apparece, o .que eu posso
attestar. Emquanto i execuclo das ditas coijdicfles,
he claro que, se houvcr alguma falta, ossa he dos
ministros, nodireida ua inteiicHo, mas da con-
sidoragaoque possam dar a certas hypotheses. As
alliados requorendo-lbes
execuc.To, que solicitassem a favor de alguns in-
dividuos. O governo attendeu a una, e a outros des-
attendeu, segundo a justica ou injuslica do podido,
porque o requerer nilo significa ter rasflo. Nilo culpo
os que assim e por esta va pediratn justica de-
vendo antes de ludo dirigir-so ao governo (apoia-
dot).
Hoverdadeque alguns, ou talvez todos es indivi-
duos, que recorrern! aosminislros alliados, tiiiham
antes infructuosamente, requerido ao governo. Sen-
do assim, desculpa morecein os recurrentes, so nio
fiain attendidas as suas reclamaces ; porm eu
frno a dizer, quando vejo comprohender nessa me-
dida saiular as pessoas mais notaveis, e que tnais
tiguraram nos acontecimentos passados, custa-mo a
crerque se queira fazer oxccpc,es contra individuos
obscuros o do "nonliuma importancia : mu i tos podo
ser que devessem quexar-se das autoridades subal-
ternas, lo corto, pois, que cstogrando ucto devo opinilo a res|i"cito dasullianr-as. O principio que to-
iibrangercom igual atlencao os inaiselovados a os (ls profossamos he paz com todos, com lodos rela-
como.taes, que o no eram. Fizoram-se aecusages
oxaggcradas o injustas a um digno par, que com ra-
s.lo levantou aqu a sua voz para defender-se; maso
que mais que ludo reputo cstninhavel, he que l se
sollassom espresses descomedidas contra o chofedo
estado da nacoaquo temos a fortuna do pertencer,
o cujas virtudes o amor aos seus subditos tuo grandes
e notorios siio.
Sr. presidente, dire mais urna palavra sobro a
amnislia. Eu recoio quo a administragflo nffo enten-
d que essa amnista j so cumprio, j oao vigora,
e que, langado o veo do esquecimeiUQjSohre os tactos
passados, resta comtudo a lembranga^do quem os
pralicou, para llcarescludo para softrpre de quaes-
quer cargos o ofllcioS, einbora seja hbil para os ser-
vir. Niski, segundo mu consta, lia um escrpulo,
urna severidad cruel; o nilo so para com os que
nao tecm empregos, para os nSo.terem ; mas tam-
bein com os quo anda os conservam para os perde-
rem, esentirom lodo o peso do poder demisioro.
Ho diligente e minucioso o inquerito que se faz das
opines dos que oceupum lugares : o empenho no
be descobiir a verdade, he descobrir culpas; e u5o
de factos nialiciulos, mas sin do opinics [apoiados].
Aondo iremos pajr.ir nesta marcha?
Por occasino de trular-so do convenio de 31 de
maio, boje lilo profundamente detestado, seomittio
opinin sobre o ponto importantsimo das nossas
ailiangas. Eu tainbem explicarei qual ho a minlia
..ecidode.de juibo de iS^at/""rr^m d"r condigesl:9i importantes dessa convengan, j se
n se fez o fornecimento, e dofentendo que sSo a concessSo da amnista o reslitui-
raf.o das pessoas a quem
uotii das que os receberam
I ges, eaconvocagao das cortes. Eu desejo, e lodos
mais humildes subditos da soberana, que generosa-
mente os quiz contemplar todos Uipoiadoi) lio as-
sim que so fazjustiga e se eutende a igualdade da
lei.
Ilepito : ou desejo rendor homenagem a verdade :
ludo o quo sei do ministerio, que succcdcu ao de 6
de oulubro e do seguinto, me convence do quo o
seu intuito foi cumprir lealmonle esta condigo do
convenio ib: maio; que proveua todas as reclama-
gcs que se fizeram, quando entendeu quo podia :
supjonho que algumas dnsaltendeu, porqtio as nilo
considerou no esso de serem attendidas.
Torno a dizer: ha umita gente quo em taes oc-
casies vai requerer a applicagilo .do uina providen-
cia que nilo comprehende o seu caso. Lembremo-
nos de quantos horneas, nossa cbega'la aqui, so
declararan! falsamente presos por opiniOes poli-
ticas.
Polo quo respoita outra condigo da eonvoca-
gf!o das cortas, o ao processo das eleiges, nilo me
considero autorisado a sentenciar: nein esta cma-
ra loma conhcciincnto desso objecto. IMo somos
compolenles para pronunciar, digo eu, mas parecu-
mo que a nenlium de nos ho vedado dar a sua opi-
ni.lo sobre um facto publico. Assim so pratica cm
todos os parlamentos.
Para se dar comprmanlo a essa condigo do pro-
tocollo, ilvia procodor-sc com a maior lealdade na
oleiciio dos Srs. dopiitados : devia ser a mais legal,
oa qiioadmittisse menos fraudes (apoiculoi). Sem-
pre assim so dove proceder; mas nesta occasiio to-
dos os esforgos se deviam empregar por parlo do go-
verno para que assim fosso; para que as eleiges fos-
sem as mais vordadeiras fnpo/aifoi;. Cumpria dar ao
paiz n Europa esso grande documento do leal lado e
do nioralidade fnpoiado. A adiiiinistracao que ante-
ceden a actual quiz proceder desto modo: honra Ihe
soja foita ; ms a frga de pretender evitar um defei-
lo, parece-nio quo commetteu oulro do resultado
tifio diverso cm quanto a mim, abandonou de
mais as eleiges___Nito posso explicar de outro mo-
do a causa de um phononemo tio raro como o do
nenlium dos membros dessa administragao ter ob-
tido urna cadeira na oulra cmara, nem soqur um
voto no collogio eleitorul. Cuiisidcrando o mrito,
os scntimenlos polticos, e os servigos desses cuvu-
Iberos, tilo conhecidos no paiz, nio posso crer que
em urna eleigo regular, em quo os funecionarios do
goyerno empregssem a simples influencia legal, os
ministros, ao menos alguns, dexassem do ser cloi-
los. Aventuro estas observages sem nenlium ani-
mo de censura. Kilo trato do examinar quaes fram
9s defeitus, quaes as Ilegalidades, *e as houve, sei
quevierain eloitos deputados boincps de alto mori-
lo : conheco alguns ; as minhas observages nada
toem de pessoaes; mas parece-nic podr dizer que as
o|iinies do psiz no estflo representadas na cmara
electiva, o que, prescindindo dos defeitos da eloigilo,
lio, cm grande parle, devido aosysloma da lei elei-
toral. Eu quizera quo tivessom viudo os cidados
que fram elcitos, sem duvida; mas quizera tam-
ben) quo-viessem outros do opinies differenlcs;
porque n.lo posso entender que urna nagfio seja re-
presentada por una s opinrflo. (Apoiadot). Issopor
mais que se argumente, he impossivel. f05r. M. de
LouU (apoiado).
O meu desejo de que todas as opinies sejam re-
presentadas na cmara electiva tem por fin nflo s u
prova da legalidade daseloigos, mas tamliem a con-
I voniencia Jo governo representativo ; viessem esses
homens dos diversos partidos; combotessera, o fos-
sem combalidos : veramos a belleza das suas dou-
triuas, ou os seas erros : he naquelle campo que taes
cerlames teem lugar; ea nagio ira conhecendo era
que homens devia por a sua confianga. Ilepito : ou
attribuo em grande parte esta falta ao nosso systema
eloiloral. (Apoiada). Esta he a ininlia sincera opi-
nio sobro as duus condiges do convenio de 21 de
maio, e a minha opiniflo exprenii-la-hoi sempre
francamente o cora lealdade, quaesquer que sejatn
as circunstancias. (Apaiados).
ges do amizade, c tfatode commorcio. Assim he;
porm tomos necessidado de cultivar mais cuidado-
samente a amizade e allianga daquellas potencias a
quem niaiores nteressos nos ligan?, e de quem pode-
mos esperar coadjuvago e apoio, quando delle ca-
regamos. Estas ailiangas silo no s commerciacs,
mas lambom polticas [apoiadot].
Disso-so que de grande proveito tem sido Ingla-
terra a allianga com nosco: heverdade ; lodososa-
bemos; u iishoniiiiisde uslajBriuiuello paiz o con-
l'essam ; mas lie justo que iS fibem confessomos
que esta allianga nos teni^al Hl, e o he, e o podo
vira ser. fiSo deveinosjserlST ae declarar era pon-
to tilo mportanto a verdado toda. A opinio citada
do illustres eslrangoiros sobre a vanUgem que In-
glaterra tirou de segurar um campo em Portugal,
quelite abri as portas de llespsnha durante a guer-
ra peninsular, o lite guardn sempre a sua base de
oporages sorvindcas linhas de Torres-Vedras de
antemural propria Inglaterra, pode ora toda a ex-
lensilo ser verdadeira, posto quo nao seja para adop-
tar-se sem mais gravo exanic; mas digamos tam-
ln'iii que sem os auxilios do uagilo ingleza mal pp-
cleriuinos resistir s urinas do homem dos sculos,
do primeiro capito dos tempos modernos e antigos.
E que seria do nosso paiz, da nossa nagao so vigo-
russe o tratado do Santo Idelfonso entro Hospanha a
Franga, cm quo seestipulou n divisSo o aniquila-
monto desto reino ? -- Mutuamente nos auxiliamos;
o com os socconos do Inglaterra, Portugal e a pro-
pria Hespanha poderam sustentar urna luta do 6 an-
uos contra as frgas gigantescas do Imperador.
Diz-seque osles auxilios tamliem propria Inglater-
ra servirn): quem o duvida ? e por isso deixa-
riam de o ser? As nages unem-so por mutuos inte-
resses; c quando ellos silo reaes a^atfl&o he perma-
nente c a amizade sincera. Ness^niesina guerra,
alm de outros goccorros, nos recebemos a disciplina
para o nosso exercilo, quo os Eranoezes tinham a-
niquilado, mandando um pequeo corpodas inellio-
res tropas para fra do paiz ; formou-se outro
exercilo, mas j nflo liuhainos, nem marquezesde
Aloma, nem Gomes Frcires, iiom outros distinctos
olliciues. Alm da inlroducgo da disciplina) a- .
prendemos com o exemplo dos nossos alliados i. to-
mos seus mulos, e conseguimos a honra do os.
igualar, so nflo exceder. Quando chegmosaos mu-
ros do lolosa, dopois de tantas batalhas pcfejadas
hombro a hombro com as tropas inglozas, mereca-
mos o seu respeto e a admiragflo'da Europa. 0 in-
iractavol Inglcz lionrava-se do offerecer a dextra ao
Ihauo o festival soldado portuguez. Esses corpos
valerosos umavani-se como se fossem da musma na-
gao ; irmanava-os a gloria das batalhas, uniflo forte
o duradora que provem do affeiges generosas e su-
blimes. Eu vi, permilta-se-mea digressflovi ades-
pedida de unta divisflo portuguoza, de outra ingle-
j. no campo do Bayona, quando voltavamos cada
exercilo a sua patria Os goneraes permitliram aos
soldados dar-so o ultimo adeos; formarain frente a
lente: depozeram as armas, e correr m a abracar-
se. Oh que expressao de eslima e de mutua sauda-
de I Cuslou a separa-los.
,t'ofili>iuar-se-A.;
PtRNAMbuC.
ftENDIME.NTO DA MESA DA RECEBEDORIA DE REN-
DAS INTERNAS GERAES, DO MEZ DE ABRIL
PRXIMO FINDO.
A SABER :
Siza.................. i:73T,e
Direitos novos e vclhos......... 169,910
Ditosde chancellara.......... 3,580
Uzima da mesma........... 113,103
Matriculas du curso jurdico........ 716,800
Sello liso............ 1:M,8,
3:941,637

ILEGIVEL
' '-"- 'v -


*
Transporte........ 3:941,637
Dito porporcional............... 1:546,400
Emolumentos de certidoes....... 1,360
Cartas de bncharei........... 8,00o
- Imposto de lojas abertas........ 319,500
Ditodesegesoearrinhos........ 10,000
Dito de barcos do interior ...... 24,000
Taxasdeescravos........... 597,000
s2
min
Rs.
6:447,897
Recebedoria, l. de maio de 1848.
O 1. escriturario, servindo do escrivo,
lUanoel Antonio SimOes do Amoral.
DIARIO l)E PRBN.4IBUC0.
aajj'jaa.. 9 sj jAii-a aja aoas*
O Eitn. Sr. presidente da provincia dignou-se de visi-
tar honlem os arsenaes de marinha e guerra, assim como
o forte do Buraco.
S. F.xc. flcou satisfeito da boa ordem e asielo, que ob-
tervou no primeiro dos mencionados arsenaes.
Autorisada pela presidencia da provincia, a polica
renioveii o Sr. Antonio Borgcs da Fonfeca, da prlsao em
que se acbava para a cadeia desla cidade.
Obsequiaram-nos coi dous nmeros do Puritana do
Porto, datados a 22 c 23 de marco prximo passado.
No sentir da rrdaejao dessa gazela, as financas de Por-
tugal comeeavain a sabir da situajao critica em que se
acharam por tantos e tan dilatados tempos, .grajas ao
sjstcnia de economa, adoptado pelo governo actual.
Quanto poltica, enteudem os contemporneos, que
nada lia a recelar pela realeza na patria de Alfonso
llenriques ; e que, se apparecer qualquer movimento
cin sentido republicano, ser para logo nullificado pela
maioria da najao, istobe, pelos carlistas puros, pelos
progressistas de bom senso, e por todo o partido do
principe .proscripto.
Recebemos gazetas inglesas, desde 14 at 29 de marco,
as quaes confirman! o queja sabamos acerca da revolu-
jao d'Austria e da sublevajo da Lombardia ; e relerein
lambem as rcrolujcs que arrebentaram em berlini e
em varias capitacs dos estados da Alleinanha, assim co-
mo outros eventos de grande monta.
A crise tinaneeira subi ao seu apogeo na Franja,
Blgica c outras paragens do contiuente europeu.
Appareceram numerosos falimientos ; os bancos de
Austria c da Blgica cstavam autorisados, maneira
dos de Franja, a suspenderen) os seus pagamentos em
inoda metlica ; eas notas respectivas eram recebidas,
como uioda legal, em todas as estajees publicas e as
transarees particulares.
Isto posto, passaremos a narrar os mais importantes
aconteciinentos de que temos noticia.
ITALIA.
A rcvoluco de Pjufl ft proclamajSo da repblica
francria devulgnu-s^^Hloina no dia (i de marco, e ins-
pirou grande enthusMRo na populncao romana, a qual
se dirigi em procissao ao vaticano ; exigi de S. ,s. a
promeltida consliluicao. Pi IX apparcccu varanda e
ponderou ao povo que a demora era proveniente da
dlfnculdade que se davaem discriinioar o poder espiri-
tual do poder temporal, mas que em breve satisfara os
desejos dos ainados subditos, c com elidi, 110 dia I-i
proclauou-se a constiluijo (Slatslo romano) que fura
receblda com suinino enthusiasmn. No dia 15, S. S. to-
iimu outra medida que nao foi menos agradavel ao po-
mi : ordeno 11 a todos os me muros da co i upa lili ia de Jess
(|iic se retirasse m dos eslados pontielos.
Em aples, el-rri Fernando demitlio o gabinete, cha-
mou para o poder ministros mais liberaes, e, afinal, de-
clio-se a aceitar as propostas apresentadas por lord
Minio, como bases da medeajo da Gra-Brrtanha entre
JVapnles c a Sicili.i ; mas os Sicilianos, exasperados pelo
humbardeamento de Messina e Syracusa, nao estiveram
pelas proposijfics, e pretenden! manter a sua indepen-
dencia. O parlamento siciliano bavia sido convocado,
devia reunir-seein Palermo a 25 de marjo.
Ja demos aos nossos leltorrs, em outro numero dcsta
gaieta, a noticia da sublevajo da Lombardia, e do en-
tlmsiasmo que as proezas dos Milanczes excitaram em
Genova, Tnrim c outras cidades de Piemonle. J annun-
rlmos tambem que as tropas e voluntarios piemonle-
zes se bavlam reunido em diversos pontos da fronlcira,
aguardando que -1-rei os aulorisasse a irem coadju-
var os seus nuos da Lombardia na empieza de ex-
pulsarera os barbaros. Accrescentaremos boje que es-
tas tropas e voluntarios marcharam sobre Milo, onde
enlraram commandados pelo duque de Genova, e que 04
Austracos se retlraram para Mantua. As ultimas noti-
cias davara toda a Lombardia em poder dos insurgentes,
coadjuvados por corpos francos da Suissa, e pela juven-
tude de Pisa, Florenja e outras partes da Toscana.
A Inglaterra bavia protestado contra a intervenjao das
iropai piernntezas nos negocios internos da Lombardia;
todava, este protesto nao passa de mera fonnalidade, e
nao lie prcsumivel que a Inglaterra pretenda boje em-
bargar un movimeuto, excitado e coadjuvado pelos seus
agentes.
Ao passo que cl-rel do Piemonte procura estender a
sua influencia, e taires o seu territorio, te acba ameaja-
dn com a perda de urna porcao dos seus actuaes domi-
nios. Sublcvou-se a Saboia, c os habitantes de Charabe-
ry requeman! ao governo provisorio de Franja a anne-
xajo da Saboia ao territorio dn repblica. A deputajo
encarregada de apresentar semelbante proposta lora re-
cibida pelo governo provisorio en 1 sessiu 'publica ; e,
aluda que a Saboia j fizesse parte de Franja por varias
vetea, e se ache ligada com csse pait pela identidade de
lingoa, cot ludo, Lamartine, em iiomv da Franja, recu-
sou aceitar a penosla.
A sublevajo da Lombardia ecboou tambem, como
era tic esperar, em Parma eModena. Em Partna, o povo
accominelleu as tropas austracas no dia 19 de marro ;
e no mesmo dia o duque fugio cobardemente, depois de
liaver Horneado uuu regencia que touiou a direojo dos
negocios do ducado. Nada se sabia acerca do duque de
Modena, suppunha-se que tambem houvease abandona-
do os seus estados.
' ALLEMANHA.
Alleraanha be boje o tlieatro de um movimento gi-
ganteo, que parece destinado a Inrerter completamente
a situajao que os tratados assignarata esta Importante
parte da Europa, realisando o sonlio ambicioso da jo-
ven Allemanha pela unidade poltica de todos o* povos
que fatiain a lingoa da amiga Gemanla.
APiuasla ha muito que aspirara a constituir esta
unidade que asneguraria a sua supremaca na Europa
central ; e a orgauisajao do Zollwerin foi um passo in-
menso neste sentido. Mas, at hoje, a Prussla era em-
bargada pela Austria que domlnava na confederado
germnica, e se oppunha ao engradecimenlo da sua ri-
val ; entretanto qu actualmente a revolujao de Vlen-
na, e O desuiorouaiiienio do collosso austraco lentrega-
rara Prussia a direcjdo dos negocios da confederado,
e Frederlco Guilherme aproveltou-se iinmcdiataincnie
Jas difflculdades com que lula a corte de Vlenna para
ucscarregar o golpe mortal na influencia austraca nos
negocios da Allemanha.
A revolujao de Vlenna, anda que Inesperada, nem
por isso ara um facto isolado ; mas foi o resultado da ir-
1 itacao geral que reinara em toda a Austria contra as
medidas inpopulares do velho Metternich, c a resisten-
cia que elle razia a todas as concessOes exigidas pelos es-
tados das diversas partes do impeno austriaco. Comer-
teto, ja rallamos da petijo, assignada por trila mil dos
mais distinctos habitantes da Balxa-Auslria, a qual tora
apresentada a 10 de marco, e de alguma sorte motlvou
a sublevajo de 14 do mesino niez. Neste mesmo da,
as duas cmaras da dieta hngara haviam rotado unni-
memente urna represen tajo enrgica a S. M. o I. e di-
versos movimentos insurreccionar!, se manifestaram em
varias paragens da Hungra, Bohemia e Galicia.
A deputajo hngara chegou em Vlenna a 15 de mar-
50, e em lugar de ser repelllda como o bavia decidido
lettemich, que alm disso exigir a dissolujau da die-
ta hngara, a deputajo fra recebida porS. M., no dia
16, da maneira mala lisongeira, e roltou para Presbur-
go, tendo conseguido a nomeajao de um ministerio res-
ponsavel, para a Hungra, e as promessa* mais anima-
doras.
Ao receber estas noticias, a Hungra testemunhou o
mais decidido cntbusiasinn. Por todas as partes se orga-
msarain guardas nacionaes ; e os Magnates, renovando
o rasgo de abnegajao que outr'ora destingura os fldal-
gos Trancezes, na nolje de 4 de agosto de 1789, abolirain
a servldao, e se despojaran! a slproprlos das suas rega-
las e dircitos feudaes. Ao passo que a nobreta hngara
(lava este exemplo inesperado, cen mil camponetes e
guardas nacionaes se reiiniam nos arredores de Pestb,
reclamavam a Igualdade pe-ante a le e proclamavam a
repblica hngara. Entretanto, a decisao dos Magnates
e proclamaran da amnista geral, dada em Vlenna a 21
de mareo, roram sufficienles para suffocar esta manifes-
tajo intempestiva. AJnsurreijo da Galicia pareceu
inspirar mais inquietarn ao governo austriaco, e deu
lugar a que se propalassem asmis contradictorias no-
ticias. Presentemente, o que parece certo be que Craco-
via reassumio a sua independencia, c se acba aineajada
pelas tropas russas, sb o commandu do general Pas-
kevvilz.
Como qur que seja, a Austria, ou para rnelhor dizer-
mos, os diversos reinos de que se compunba a monar-
chla austraca frmam actualmente estados constltu-
cionaes.
Ao passo que o absolutismo se acbava totalmente des-
baratado em Vlenna, a vertigem revolucionaria se apo-
derara de todos os pavos da Allemanha ; e todos os prn-
cipes se viam compellidos pela forja a completaren! as
concessdes exigidas pelos seus respectivos subditos.
A 14 de mar jo apparcccu em llcrlim urna sublevajo j
entre o povo e a tropa de llnha suscitou-se um conflic-
to que poda acarretar as mais serlas consequencias, se
el-rei se nao apressasse a prometter ao povo o comple-
mento das reformas que haviam sido enceladas noutra
poca ; e assim conseguio-se restabelecer a ordem na
tarde do dia 15. Todava o povo permaneca as ras,
n'iim estado de grande agilajao ; e no da 18 verificou-
se novo conflicto, em seguimento do qual todas as ras
de llcrlim, dentro de poucos instantes, se achavam obs-
truidas por numerosas barricadas, c travou-se, entre a
tropa c o povo, urna luta desesperada que durou qiialor-
ze horas, e custou duas mil vidas. Neste entretanto o
principe hereditario, irniao de el-rel, fugfra da capital;
e os mais exaltados revolucionarlos j haviam proclama-
do repblica, quando el-rei, que havla sabido do resul-
tado da revolujao de Vicua, tomou una enrgica de-
cisao, deu ordem para que todas as tropas se retiras-
sem, e se apresentou ao povo sublevado, protestando
que o conflicto fra o resultado de um engao ; c que
elle nao s ampliarla as concessdes j outorgadas, se-
no tambem se poria frente do povo para reconstituir
a unidade allema.
De entoo para c, todas as medidas tomadas por S. M.
pareceu indicar a firme resolujo em que elle se acba
de salisfazer as suas promessas. Os feridos fiam trans-
portados para os pajos reaes ; as victimas fram enter-
radas com grande pompa ; orgaulsou-se a guarda na-
cional, e el-rel publicou urna proclamajao, eui que con-
vidara o povo a se unir a elle, para constituir urna gran-
dc liarn com todos os povos que fallam a lingoa alle-
ma ; e annuncira que desde aquello momento adopta-
rla as antigs cores nacionaes.
Esta proclamaQflo foi acompanhada de diversos de-
cretos que estabeleceram um ministerio liberal, sb
a presidencia do conde Arnim, autorisnram a orga-
nisac^lo da guarda nacional, e concederam ao povo
a mor parte das suas exigencias; entre outras nola-
se o decreto, que concede urna amnista geral, em
consequencia da qual, soltaram-se inmediatamente
os Polacos condemnados, como cliefes da conspi-
ra cOo de Posen. O povo os carrogou em triumplio
apracareal, onde desfilaran! sobas varandas do pa-
go, levando bandeiras das cores nacionaes da Polo-
nia eda Allemanha.
Ao passo que o povo de Berlim alcancava seme-
ntante victoria, a insurreicfio se ergua-ern Dresda,
a 15 de marco ; em Breslaw, a 16; em Kamisbcrgue,
a 13 ; em Munich, a 16; e quasi 110 mesmo momen-
to, na Saxona, no llanovcr, no Wurtemberg, em
Solingen, Magdeburg-llanan, &c., c-, &c
Os resultados de laes insurreicOes nao fdram me-
nos favoraves.aos povos do que as de Vienna e Ber-
lim. duque de Urunswich rez todas as concessOes
exigidas, e enriou a el-rei da Prussia a sua idlicsad
pata a reorganisaeflo da unidade allemila. El-rei de
W'urlembeig fez o mesmo, o arvorou as cores nacio-
naes ta Allemanha, aps de alguma resistencia,
que occasionou a destruicHo do diversos palacios.
Em l.ubek, o senado apressou-se em conceder a
liberdade da imprensa; em Munich, ol-re Luiz ab-
dicou a cora em seu lillio Maximiliano, queempn-
nbouoseplro a 22 de marco, e abri as cmaras no
mesmo dia.
Na llollanda, appareceram varias sublevacesem
Amsterdam, Itallprdam e oulros pontos do reino; o
el-rei decido-se, no dia 17, a baixar um decreto rea
11 vo reforma da consliluicao.
Em lianover, el-rei Ernesto Augusto, ao principio
(.rolcndeu resistir; mas, para manter a sua corda,
vio-sc obrigado a conceder a 20 de marco una am-
nista geral ; a liberdade da'imprcnsa ; a guarda na-
cional, &c, &c.
Em Humburgo, o senado fez novas concessOes.
Em Saxonia appareceram graves conflictos' nos dias
14 e 15; o no dia immedialo, el-rei mudou o minis-
terio e promeiteucutiiprir as promessas seguintes :
1., uboliQio da censura para sempre; 2., as tropas
prestadlo juramento constiluic.lo; 3.% liberdade
dainprensa; 4., reforma dos cdigos; 5.% instal-
lacao do jury; 6.0, reconhecimento do direito do
asaociaco, etc., ote. A ultima promessa era a coo-
peraciu real para a unidade allema.
Noeleilordo do Hesse-Cassel, o respectivo ulellor
csleve sitiado por espado de tres dias pelo poro e
tropa, e afinal fez todas as concessOes exigidas,
grflo-duque de Saxe-Weimar, o grflo-duquo de
I, e accrescon
1 exemplo
liar negro sel
eslflo iji
o co
vimento circumscreveu-se nos lmites constitucio-
naes; e que em diversas paragens onde au.da exis-
ta a feudalidade, como em Badn e Mohenloe, os
eainponezcs sublevaram-se e incendiaran*) os castel-
loi dos seus senhores.
A Dinamarca leve tambem a sua rorolucSo, em
consequencia da qual, decretou-se a reuniSo de to-
dos os dominios da cora dnamarqueza.
Ao receberem estas noticias, os povos dos duca-
dos Sleswig e llolstein so insurgiram, eexpulsaram
as autoridades dinamarquezas. Decretou-se a uniffo
dos dous ducados, e estabeleceu-se o governo pro-
visorio om Kiel.
RSSIA.
Quanto Polonia e a Russia, circulavam as mais
contradictorias noticias acerca do estado destes dous
paizes. As gazetas de Pars referem a suble
de Warsovia ede toda a Polon,:-'
a Russia meridional seguir
as provincias limitrophes do]
ram, e que os proprios Boya
povos sublevados. Outras 11
a orgriiisacilo de um exercito russo'"ue cento
cuenta mil liomons as fronteiras da Prussia e Aus
tria.
Entretanto o que he certo ho que o principe Cza.
lorisky, frente de grande numero de Polacos refu-
giados em Franca, dexou Pars, com a intenefio de
ir collocar-se testa da insuireicao polanezs ; e o
cnlhusiasmo nom que fraacolhido em varias cida-
des da Allomanha, d a entender que a Prussia e
Austria sorflo obrigadas a restituir as partes da Po-
lonia de que se hilo apoderado 0 contribuir para a
rcorganisaedo da nacSo polaca.
CRAA-BRETANHA.
Pouco diremos da Grna-Brotanha, que at o pre-
sent lia escapado ao movimento revolucionario,
que agita o continente.
O parlamento votou o bil que autorisa o gover-
no a ter um representante diplomtico junto a S. S;
o rejeitou, pela maioria de 122 votos contra 66, o
bil cerca da pena de morte.
O meeting carlista de Kenning-ton-Common vori-
ncou-sc no dia 13, sem causar a menor perturbacllo
na tranquillidade publica. No dia seguiute, leve
lugar outro meeting, anda mais numeroso, em Bir-
mingham. Em todos os distrctos manufactureiros
so multiplican! as manifoslacea carlistas; ea 16
do marco, Manchester e New-Castle-on-Tyne fram
o thcalro de lgumas desordena.
Entretanto, o estado da Irlanda he mu assusta-
dor. Os raeetings dos Repialert todos os dias se vflo
tornando mais numerosos; o a populacflo, excita-
da por discursos incendiarios, se acba sobremodo
exasperada contra a Inglaterra. Dizia-so que o lord
ugar-lcnonte eslava disposto a prohibir semelhan-
tes demonslraces, por serem pergosas tranquilli-
dade publica, e roceiava-se as consequencias do em-
prego da frca.
A 20 de narco, a rainha Victoria deu luz urna
princez.
FRANCA.
A absurda manifestagao da guarda nacional, que
jannuncimos em outro numero deste Dirio,ye-
rilicou-se, comefleito, no dia 16. Corea de dous mil
guardas nacionaes dirgiram-so armados ao hotel
de Ville, alim de exigirem do governo provisorio a
revogaqno do decreto que hava dissolvido as com-
pauhias de (Miles, e as incorporara s outras com-
panhias. Mas, desde o amanhecer do dia 17, todas
as ras e avenidas, que v0o ter ao palacio da muni-
cipalidade, so achavaui ocecupadas por urna im-
mensa mullidlo dehomens armados que, conside-
rando o passo dado pelos cidad&os soldados como
um symptoma de roac^So, acolheram-nos com ro-
potdos gritos: Fra ot aristcratas1. Viva a igualda-
de Ft'wi o repblica'. Viva o governo provisorio !.. Os
pobres dos guardas nacionaes se reputaram mui fe-
lizes por voltarom para casa sem que fossem ataca-
dos.
Na tarde do mesmo dia, amxaram-se proclainajes.em
todos os cantos de Paris, convidando o povo a se reunir
no dia seguiute na praja da Concordia, alim de apoiar o
governo provisorio contra os movimentos reaccionarios ;
e com eclto, na manliaa do dia 17,' 200,000 hoinens ar-
mados cercaran! o palacio da inunicipalidade, e ahi
permaueceram at 2 horas da tarde, en toando a Uane-
llusa e outros cnticos patriticos ; dando vivas ao go-
verno provisorio e a repblica. Nem sequr appareceu
um guarda nacional! E o povo aatisfeito com esta os-
tentajo da sua forja, retlrou-se paciilcamente, fleando
comtudo alguma irritajo contra a guarda nacional-
aiuda que a maioria nao tivesse concordado com as de-
inonstrajoes dos dias 15 e 16.
Desde ento, o palacio da municipalidadc reoebla lo-
dos os dias deputaedes dos operarios dos diversos orfi
cios, dos Polacos. Italianos, Irlandeses e outros estran-
geiroa residentes em Paris, que teslemuobavam as suas
sympathiasao governo provisorio. Estas duputajdes f-
ram acompanliadas por numerosos squitos, que atra-
vessavaui as ras de Paris com bandeirase bandas de mu-
sicas, entoando cnticos patriticos.
Al a data das ultimas noticias, nenhuma destas ma-
nifestajes bavia occasionado o menor disturbio; mas
todava ellas conlribulam a manter certa dcsconlianca
ua classe dos logistas e pequeuos capitalistas.
Grande numeio de clubs se iustallaram nos diversos
bairros da capital, e tomaram a misso de dlrigirem o
espirito publico. Alguna tomaram os nomes dos amigos
clubs que to importante papel representaram na revo-
lujao de 1789; por exemplo: o club dos Jacobinas, que he
presidido pelo ex-coronel dos voluntarios da carta. Ou-
lros tomaram.o noine dos edificios em que s reuncm;
como seja: o club da Sorbona, presidido pela illustre his-
toriador Micbelet, cujo companneiro, Edgarde Gulnet,
representa tambem um papel importante, e apresentou-
sc como candidato ao posto de coronel da 11.' leglo.
Organlsaram-se em Paris diversos comits, para pro-
e procurara por todos os meios suavlsar o pes -
crise financetra, que j occasionou muitas suspen
ses de pagamentos ; como sejam as de Ooulh>'& r I
Lafltto Btount & G., Charles Pagny, Flini*Jhuj'j
chon, Ganneron C, e outras casas rel(HN
com a praga de Mulhouse.
Assim, crearam-se casaspara depsitos de genem.
e mercadorias ; e o governo adianfa urna pava da
valor dos depsitos que nellas se cfTeituain. Eapaeou
se oprazodas lettras da commercio, ,/
FranQa esti autorsado a descontar lettras da Im.0
firmas. m
Tomaram-so outras medidas para coadjurarem-s
os manufactureiros o emprezarios de ol i^u
que o banco de Franca receben ordem para irocar
por especio metlica as notas destinadas para o u.
into dos^operarios. E, aflm de oceuptr I J
io seaffraballio, concderam-se ses
francos ns ofllcinas nacionaes, c
cenyss do populacao, ao passo que organi-
imafcompauliia para fornecer vveres
p0fcusto.
ar faco nflo s a estas despezas cor
s occasionadas pelos bancos de descont t
las obras em andamento, o governo prorlorlo
o-se obritado a recorrer a urna ora impoiicSo i
por decreto de 16 de marco augmentou com mu
45 0/0 os quatro impostos directos, e espacou p0r
mais seis mezes o prazd das Dotas do thesoure que
ealaram para se vencer.
Estas medida flnanceiras n'So deixanhn de csussr
alguma irritaeflo ; mas a imprensa he unnime em
confessar a absoluta necessidade em que se achira o
governo de providenciar o desfalque occorrido nos
rendimentos do estado pela crise (inariceira ; eem
geral, as gazetas de Pars apuiaram todas as medi-
das do -governo provisorio, exceptuando-se todava
a circular do ministro do interior que declarara Ili-
mitados os poderes dos commissarios, enviados 101
diversos departamentos.
CQIWIllCIO.
Alaadega.
RENDIMENTO DO DIA 5........... Mt%,t>:
Oesearregam hoje, 6 de maio.
Barca Joachumb farinha de trigo.
Barca Navarro farinha e bolachlnba,
Briguc Firderic pipas raslas.
Barca Espirito-Santo mercadorias, albos e ctaelst.
8 rlgue Safiguard mercadorias.
Brigue Assombro pipas rasias e rolos de fumo
CONSULADO GEHAL.
RENDIMENTO DO DA 5.
-eral.........................1:797,796
Diversas provincias............... 336,06*
2:133,806
CNSUL A D PROVINCIAL.
........ 678,437
RENDIMENTO DO DIA 5

.Afovimeiilo do Porto.
Navios entrados no dia 5.
Mar-Pacifico, tendo sabido de StowInglon ha, 30 metes
pesca da btela, gclern americana Aironaut, de 265
toneladas, capito benjamn F. Holuies, equlpagem
23, carga aieite de pelxe ; ao capito.
Boston por Norfolk ; 82 das e do ultimo porto 56, yacfct
americano (Hl-Hras, de 98 toneladas, capito R. Knox
J., equipagem 5, carga farinha, resina e fazendas; t
II. Foster st Couipauhla.
iVavof sahidos no mesmo dia.
Macen)', brigue de guerra nacional Caliops, comuiso-
dantc o capitao-tenenle Antonio Carlos Figueira de
Flgueiredo.
Havre-de-Graja ; barca franceza F, capitSo Alexandre
Farousse, carga assncar. Passageiros, D. Mara Chrs-
tlani com dous filhos menores, Jos I^axary.
Canal; brigue Inglez Gtorgeann, capilo Darld Broaw,
carga assucar.
Baha ; barca inglesa tioni-Hop, capilo John Parker,
em lastro.
NOTICIA MARITIMA.
A 20 de marjo, foi lanjado s agoas do Douro o bripe
Galliana, proprledade de Castro Se Companbla.
O lllni. Sr. inspector da lliesouraria das rends
provinciaes, em cumprimenlo da ordem de 25 de a-
bail prximo findo, manda fazer publico, que pe-
rmito a mesma thesourara se ha de arrematar cm
pagaiem os principios republicanos em toda a Europa. L.",. ,, "'""." "" "" ^ """",
Assim.contam-se comits-revolucionarlos italianos, no- hasta publica, nos das 26, 27 o 29 do corrento met
lacos, allemaes, Stc., &c, os quaes sao compostns dos d0 "''O. a quom por menos lizer, o servico ua cs-
inais exaltados de entre os refugiados-das respectivas pal*!" do algodilo, conformo dispOz o caprlulos.
najes. do regtilamento provincial do A de junlio de 1847 :
Alora alguns disturbios que appareceram em Lille e sendo a arrcmaliign por lempo do tros-annOs, e o
Bordeaux, a Franja goza da mais profunda tranquilll- das que deeerrereii'i do ein que o arrematadlo en-
tlade, e se csuva preparando para as eleljdes iassem- trar no exercicio al Hin dn juntiode 1851.
blca constituiitc, que boviaui sido adiadas para o da
23 de abril. A abertura da assembla constiluinte fra
fixada para o dia 4 de maio, e os depulados devero rcu-
nir-se n'um salao novo que se eslava conslrulndo no pa-
leo do palacio borbao.
Cada unidos diversos clubs de Paris nomearam
dous deputados pra o rpreseutarem no comit
central quedere apreciar o mrito dos diversos can-
didatos a deputacSo do departamento do Sena. En-
tre esses candidatos nota-se o celebro prgador, o
dominicano Lacordairu cuja candidatura ho a-
Saxe-Cobourg-Gotaapressaiam-aoom imita-lo; eto- poiada pelo governo provisorio.
dos os estados da Allemanha gozam actualmento dos
privilegios e garantas eonslitucionaes, o seesfor-
cam para reconatituir a unidade allemfla, cujo prin-
cipio foi recebido pela propria dieta de Francfort.
Agora, para deisarmos a Allemanha, s nos resta
referir que a repblica foi proclamada em diversos
pontos ; como bem, em Constanca eMunster; mas, I
nllftCA(ti*t fi nrimAirrt imnain iln n.ii li ',,,.,ntr. I
O general Subervic dexou a pasta da guerra, e
foi substituido peto general Cavaignac, que deixra
o governo goral de Algera ao general Ghangarnior,
e ordenara a orgatiisacilo do um exercito do 100,000
homens, que se estavam rounindo nos arrjidoresde
Dijou.
(f governo provisorio prosegua com sabedoria o
Os concurrentes comparecain co'iiipetontemenla
habilitados nos dias indicados, ao intMO-dia.
E para constar se mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelos Diarios.
Secretaria da theaouraria das rendas provinciaes
de Periuuibuco, 2 de maio de 1848. _
O secretara,
Antonio Ferreira da A*****!**0,
Dcclaraydtis.
m ---------1 mwi*m* i-jvi 1 \e v>ivi| u w -** *. ^ u > 11* vi
passado o primeiro impeto de enthusiasmo, omo-|enorgia na ardua larefa detjue ae acha encarregado,
-
Aadministracfio geral dos estabelecmentoa da
erridado manda fazer publico, que, no dia 8 do cor-
rente polas4 horas da larde na sala de suas ses-
s3o teem de ir praya as rendas dasjeasas terreas,
n. 30darua da Calcada e n. 34 da ra de S.-WU
ambas ratificadas e pintadas de novo. AdmiBH".
ILE6IVEL
. i-


qSo geral dos estabeleeimentos de caridade, 5 de
maio de 1848. O escripturario, F. A. Cavalcantc
Cotustiri.
Grandccosmorama
MUDABAS DE VISTAS.
Atn^l3a /'domingo, 7 do crrenle) estarSo ex-
postas das 6 horas da inanhila em diante, no sajao
do Collcgio, as seguimos vistas :
imbuco olhado da igreja da Misericordia,
Tnda.
* A Sorra-dos-Org5os, no Rio-de>-Jaoerp
3." -A, cidade de aple pelo lado do c
i.' A entrada de llavana.com suas^gran
lezas. -\
5 O ataque da tropa contra o povpaio
da Magdalena, em Paria, na revoluto de levereiro.
ti." A entrada da duqueza do rleans com os dous
pequenos principes, na cmara dos deputados. 8
7.' A magestosa cidade de Lceme, naSuissa. \
8." O interior do tmulo do impofador Maxi-
miliano, na cidade de Iqsprucfc, na Alleuianha.
9.* A cidado de Coustanlinopla pelo mar mar-
more.
10. A cidade do Lima, na America Ucspanhola.
11. O Tnel, gigante de Causiwavay, na Irlanda.
12. A aurora boreal do polo rtico.
13. A cscala em Tyrol.
14. A grande illuminaco.
Os billtotes ven lom-so a entrada a 500 rs. geral-
menfe, sendo gratis para os meninos do 6 amos pa-
ra baixo.
KOTERIA
Do Hospital Pedro II.
...jlMigl IIJ...
avisos martimos.
-Para Lisboa segu com toda brevidado, por ler a
nnw |rledo crreg*motilo protnpte, o brigue lira-
silero Espirito-Santo, forrado c oncavilhado de co-
bro, deque be capitflo Alejandre Jos Alvos re-
cebe ainda carga a frete o pvssag'eiros, para os quaes
tom bons commodos : trata-se com Francisco Mar-
tina Ferreira, na praca do Commercio, ou com Men-
dea & Tarroz, na ra da Cruz, n. 49.
Freta-se para qualquor porto da Europa, oo
para Angola, o brigue portuguez Bom-Succeiso, de
boa construcc,o e pfompt'o a seguir viagem : os
pretendentes ilirijam-so ao pateo do Carmo, n. 17,
a tratar com Gabriel Antonio.
Para o Porto sahe com brevidado a barca portu-
guesa Espirito-Santo, por 1er a inaior parte de seu
carregmento prompta : quom na mesma quizer
carregar ou ir de passagem, para o quo tem bons
commodos, dirija-se ao consignatario Francisco
Alvcsda Cunha, na ruado Vigario, n 11, ou com o
capitao Antonio Ferroira Leito Jnior, a bordo.^ou
na praca do Commercio.
ParaoUio-de-Janeiro sahir, breve, o brigue
tlinuano o qual tem bons commodos para passa-
geiros o cscravos : quom no itiesirto quizer ir de pas-
sagem ou embarcar oscravos dirija-se aos consig-
natarios, Amorim Irmos, na ra da Cadeia, n. 45,
ouaocapitfio a bordo.
Para o io-de-Janeiro segu, cm poucos dias ,-
a vcleira escuna GalanU-Maria torrada., e. pregada
d cobr ; recebe nicamente passageiros e escra-
vos a Irele, para o que tem encllenles commodos :
trata-se com Silva & Grillo, na ra da Moda.n. 11.
Vende-se a escuna nacional Ba-f, d construc-
Cilo porttigueza e de lote de 116 toneladas, forrada
de cobre, c prompla do todo o necessario para so-
unir viagem logo que descarregue O charque : pde-
se examinar defronte da alfandega, aonde se acha
Tundeada, e a bordo su encontrar o seu inventario :
para tratar falle-se com o seu capilOo, a bordo da
mesma, ou na ra da Cruz, ti. 45, om casa de Nasct-
nienlo & Amorim.
Avis"S
diversos.
a.
Hoje llavera aeiio geral, para natarae d objecto
O abaixo assignado, lendo perdido, de Oljnda ,
pola estrada nova ato a ra do Sol, urna leltra da
quantia de 400,000 rs aceita pelo Sr. Jos Antonio
Bastos previno ao mesmo Sr. para quo no faca
negocio algum nem pague no dia do seu vencimen-
lo .visto no verso da leltra baver um pertence ao
baixoassignado, e um recibo do 150,000 rs. por
conU da mesma Ictlra. Franciico de Assis Oliveira.
Em virtude do annuncio do Diario n. 99, contra
o Sr. Manoel da Silva Santos, em que se.diz que elle
temem seu peder niaiorparte da fortuna do fallecido
ox-socio Manoel Joa Machado Malheiro.roga-seao Sr.
tcstamentoiroilp dilo fallecido baja do reclamar o
direito quelite compete nessas liquidacoes, para
cumprimentodesua obrigacao, e juntamente satis-
fazer aos herdoros do dito fallecido, oque por di-
0 thesoureiro desfa lotera, tenido de
marcar o dia em que devem correr as ro-
das da quarta quinta parte da mesma,
julga que avista da concurrencia-dos
compradores, (todera ser cttrhida no
dia 37 de maio prximo vindouro.
. -*Precisa-se de urna ama para una casa de ho-
rnero solteiro, para cozinhar e engommar: na ra
.Cruz, n. 43.
-Aluga-se urna pegra para ama deleite, a qual
asante e muitp bom : no botiquim junto ao
abaixo assignado secretario da sociedade
-Pernamhucana, faz sciente aos socios da mes-
ma, que a nova administrarlo contina a fazer suas
sessOes as torgas e sojtas-feiras como dantes era ,
na casa de suas sesses na ruaostreita do Rozario,
11. 28, terceiro andar ; assim como espera que os
Srs. socios nlo deisem de comparecer nos dias ci-
ma ditos, pelas 7 horas em ponto : o para que cha-
guo ao conhecimento de todos mandou a socieda-
de fazor publico pela imprensa. Itecifo, 5 de maio
de 1848. O secretario, Manoel Rodriguen do O'.
O Snr. Jos Brandao Jnior dei-
irou de ter gerencia na c isa de armacao
da ra do Encantamento, n 4 pela sua
m conducta : e ninguem que tiver nego-
cio com a dita casa se entender mais
com o dito Sr. Na mesma casa acharao
com quem tratar.
Precisa-se fallar ao Sr. Jos P.ernardes Melqua-
des a negocio que o dito Sr. nlo ignora : na ra da
Senzalla-Vellta, n. 106.
--1'rccisn-so alugar una escrava que cozinh
sirva a urna casa : na pracinha do I.ivramenlo loja
defazcndaa.n. 45.
Quent lite faltar urna taboa do coslndinho de
Ionio dirija-so ao Recifo, coebeira do Adolpho Bol-
lechar, a fallar com Joaquim Valentim Coelho.
--Jos Rodrigues Coelho scientifica ao publico,
que tem, desde o dia 25 do abril, associado 110 seu
estabelociment da esquinada ra do Rangel o.Sr.
Antonio Jos da Silva Chrispianno; pelo que todas
as transacQOes quedeste dia em diante se flzerent,
sorlo s6b a firma de Jos Rodrigues Coelho & C.
a qual li obrigadaao pagamento nlo s dos dbi-
tos queconlrahir, cmodo quodevia a auliga'firma
de Jos Rodrigues Coelho.
-Quem tiver o quizer alugar um escravoque
ontenda alguina cousa de cozinha, dirija-sa ao pateo
do Paraizo, n. 4, onde, alm da paga, so faz a van-
tagem de o anerfeicoar na arto.
Os herdeiros do fallecido Jofto Lopes do Nas-
ci ment morador qu foi no lugar denominado I'or-
no-da-Cal, da cidade de Olinda queiram compare-
cer na ra do l.ivrameuto, 11. 8, a negocio de seus
inleresses.
Madama Julia embarca para o Rio-de-Janeiro a
sua escrava, de nonio Rosa.
Pedc-se ao autor da pergunta feila no Diario de
Itontem aos administradores do casal do fallecido
Sr. Joaquim Antonio Ferreira do Vasconcollos, que
tcnliii a bondade de firmar a mesma pergunta afim
do se conheccr, se deve ou nao ser satisfactoriamen-
te servido em sua exigencia.
O Sr. Luiz Antonio da Silva -tem cartas, viudas
do Porlo na rita da Cadeia do Recife, o. 33.
-- OSr. Custodio Jos da Silva Mcira Portuguez,
queira dirigir-so a ra da Cadeia-Velha, n. 56 para
negocio de seu interesse ,ou annuncie sua morada
para ser procurado.
O IRIS.
Os Srs. assignantcs do Iris pdem ir buscar os n-
meros 3 o 4 do mesmo jornal, na ra do Trapiche ,
n 34 cscriptoriodo Novaes & Companhia e na
ra da Cadeia do Recife, luja de livros do Carduzo
Ayres.
Em resposla ao annuncio publica-
do pelo n. 00 deste Diario ha simples-
mente a dizer, que mais de urna vez se
teent pedido contas ao muito honrado Sr.
reito Ibes pertence.
1BHNH
Vende-so urna escrava, pe feila costu-
reira, engommadeira o sem vicio, o
quo se alanca ; um bonito e corpolen- ,
Icnto.mulecoto de 22 anuos, sem vi-"'
ci, ptimo para fazer parelha para pa-
lanqun! ; ii m pardo perfeito cortador
carne ecarreiro, quo lie muito hu-
' milde : na ra do Vigarro, n. 24, so
dir quem vende.
Nos das 5 e 9 do correlo, petante o lllm. Sr-
Iir. juiz do civel, na sala da audiencia, depois desla,
so ha de arrematar urna boa casa terrea na ra do
Jardim 11. 56, a qual InVnova quem a pretender
comprela, quo he a ultima praca. A casa he pe-
nltorada a Francisco Jos de Paula Carneiro e sua tnu-
llter.
Urna parda muito propria para ama de casa of-
fercee os seos servirlos a quom caridesamonle lite
emprasto 2u,v 1 is, melado do valor pelo qual se
cha subjeila, obrigando-sea paga-ios, segundo tra-
tarem : qem quizer annuncie.
Manoel da Silva Santos, daquiflo quejo Menino-Jess.
em seu poder tem, perlencente a lieran-
ca do finado Manoel Jos Machado Ma-
lltciro e se melhores esclarecimcntos
quizer o autor do annuncio poder di-
rigir-se ao dilo Sr. Sanios que sem du-
vida nao negar o que cima se aflirma ,
ele ele,, ele.
- r-sc um conlo de ris a juro a um e meio
por cont sobre hypothera de propriedades nest
dado : na ra nimia, 11. 36, primoiro andar.
AO CURIOSO.
Pede-se ao curioso que achou urna
caria fechada; tendo no sobrescripto as
lettras S D. M. S. Y., que pode limpar
o c. .. com ella quando quizer.
Aluga -se, por 9,000 rs., o segundo andar da casa
de sobrado da travessa da ra Bella: a fallar com Jo-
s Josquim da Silva -Main,
Na ra do Fogo, n. 84, continuam-se a tirar pas-
saportes para dentro e fra do Imperio, o correm-se
folhis : tudo com brevidado, e por prego muito
commodo.
Aluga-se um preto velho, robusto, para o ser-
vico de algum sitio, por ser muito hom de enxada
e entender do planlac,oes: na ra Nova, armazem
n. 67.
Precis.-se de duas amas para urna casa d't pou-
ca familia : na ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 21.
Precisa-so do um pequeo para caixeiro de loja
de fazsndas ; no Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 24.
Irmandade de S. Rita de Cassia.
A mesa regedora da irmandade do S -Rita de Cas-
sia avisa a todos os sous irmflos para comparecerem
no consistorio da irmandade, no dia 7 do crranle ,
pelas 8 horas da manhfla, afim do so eleger a mesa
que tem de roger a irmandade no anuo de 1848 a
1849 podindo encarecida ment aos actuaos mesa-
rlos quo nlo doixem de comparecer neste dia afim
do nlo ficar frustrada esta elei;a~o, por falta de nu-
mero.
Na rita de Agoas-Verdes, n. 26, dSo-so bolos de
vendagem a 80 rs. a pataca : taint*;m se engomma
a 100 rs. cada peca ; c]armam-se bandejas por menos
preco do quo em oulra qualquer parte. ,
-- Aluga-se o sobrado de dous andares sito na
praca da Roa-Vista n. 6 : a tratar na botica da mes-
ma casa.
Porgunta-so aos Srs. administradores da casa
do fallecido Joaquim Antonio Ferreira de Vascon-
celos se a viuva e orpbflrt* stn antorissdos a ven-'
der 135 palmos de torronoa Domingos Jos Mar-
tina, pela quantia de 300,000 rs. Pergunta-so tam-
bem aos meamos Srs. so todos os credores do ca-
sal assignaram para que se dosso o sitio e olaria a
mesma Snra. o orphflos, silos estes no Remedios :
tenham a bondade do responder a los las pergun-
tas curiosas.
Jos Joaquim Lopes Moreira & Irmiln fazom
sciente que Thomaz Jos Ferreira contina a ser
caixeiro da sua loja de cera e por isso contina na
cobranca como al agora.
I*rec8t>-se alugar urna ama de lei-
te, que o tenha em abundancia, e seja de
bons costumes |m a acabar de criar um
menino de 6 111c7.es. Paga-se bem. Diri-
gir-se ra do Rangel, n 5p, segundo
andar.
Quom precisar de utna parda de meia idade ,
para ama do casa de um liomem solteiro, para lodo
o servico interior, dirija-so a ra do Mundo-Novo,
n. 34.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra da
Sonzalla-Voilia, n. 70, com bons commodos : a tra-
tar no primeiro andar do mesmo sobrado.
Da-so dinhoiro a juros, em pequeas quantias ,
e sobre penliores do ouro : na ra Direita, n. 70, so
dir quem d
O Sr. Jos Mara do Fspirito-Santo lein urna
carta viuda do Sobral, na Tua da Cadcia-Veiba,
n. 56.
' Prccisa-se de um fcilor quo saiba tratar do
horta, pomar e'enchcrto : na Atcrro-da-Boa-Vista
n. 43.
Precisa-se alugar duas prelas : na Caniboa-do-
Carmo, 11. 21.
Pr.ecisa-se, para una boa venda no Montciro, do
um caixeiro capaz eque d fiador a sua conducta,
o at interesse se llic dar se preciso fr e se sua ca-
pacidade o pormittir : a iralar na cocheira airas do
thoatro.
Precisa-sa alugar urna preta para venda de
ra: na venda da esquina das Barrenas, ra do
Mqndego, n. 49.
Oueiece-so una criouia para ama de una casa,
a qual sabe fazer tudo quanto se precisa cm urna
casa : na Iravessa do l.i vi tmenlo, sobrado n. 8.
Tiocain-se as imagons 1I0S. Joaquim, S. Amia
Continuam-se a vender bichas ltimamente cho-
gadas do Hamburgo grandes, a 800 rs. cada urna :
tambem se alugam por prego commodo: na ra do
Collegio, loja do miudezas, n. 9._
Bo loes.
Na loja de miudezas, de 4 quatro por-
tas, na ra do Cal ug, n 1 G, vendem -
se boloes Pedro II grandes e pequenos,
os mais bem dourados que teem appare-
cido ; ditos ovados para cavallarh da
guarda nacional ; ditos para infantaria /
ditos para libr de pagens, de bonitos pa-
dres e chegados ltimamente de Fran-
ca ; ditos para casacas douradose pre-
tos ; ditos para vestidos de meninas c
roupao de senhora ; ditos de madre-pe-
rola, para palitos c camisas, de boa qua-
idade ; e outras muitas qualidades que
se acharo patentes ans compradores.
Vendem-se relogios de ouro, |palenlo inglez i
na ra da Senzalla-Nova, n. 42.
- Vendem-se pedras brancas de amolar, da me-
Ihor qualidade que tem viudo do rio de S.-Fran-
cisco em porfflo e a retalho, por prego commodo :
na ra da Praia armazem n. 18.
FCMIICW' l)E FERRO.
Na fabrica de M.e Callum & Companhia, onge-
nheiros machinistas e fundidores de forro, na ra
do Brum, no Recife, contina haver um grande sor-
timento do laixas para engenhos e moendas do can-
na de todos os tamaitos e dos modelos os mais
modernos e approvados. Na mesma fabrica conti-
na-so a construir do cncommenda machinas de
vapor, rodas d'agoa, rodas dentadas o todos os maio ,
obiecios de tnachinismo coma pcreic/ioj couite-
cida, por preco commodo.
Vende-so sal do Lisboa, fino e alvo, a 1,600
rs. o alqueire da medida vellia : na ra da Praia ,
armazem n. 18.
Vendem-se, na ra do Calinga,
1 G, leja de miudezas de 4 portas.
Francisco Joaquim Duarle lencos
n.
de
de
garca
a 1,000 rs. de bonitas cores
ditos ife cores, para gravata a 1,000
rs. ; ditos pretos a i/iooc
Vende-so um carro de 4 rodas
com utna boa parelha de cavallos :
/.a I la-Nova, 11. 42.
1,800 rs.
om meio uso ,
na ra da Sen-
ci-
MDANCA
DA
rUNDICAO
r
D'A VRnn-
Fste anligo estabclccimento acaba de ser mudado
paraos muito ospa^osos. edificios construidos de
proposito na cidado nova de S.-Amaro aonde exis-
tein todas as proporcOes para a facturado qualquer
machnismo com a maior presteza o perfeicjlo : e
para cominodidade dos freguezes, ser conservado
na amiga casa, juntoaigreja dos Inglezes, um es-
criptorio ondo so recebero todas as encommendas
c ordens a respeito tendo a toda hora utna barca de
ferro empregada exclusivamente no transporte das
obras do escriptorio a fundi?3o.
Aluga-'se um preto do idade para o servico de
urna casa, dando-se-lhe o sustento e pagautu-ae
moiisalmente od por semana : na ra do Rangel,
11.17.
Precisa-sede um Irabalhador de'masseira, que
seja preto : na ra Direita, padaria 11. 26.
- Ai renda-so o sitio denominado Salgadinho, com
excellento sobrado de um andar,,tondo capeila para
se celebrar missa com .toda decencia e todas as
commodidades proprias para numerosa familia;
accrcsceudo muitas arvores fructferas e terreno para
planlacOes. Os pretendentes dirijatn-se ao Aterro-
da-Boa-V'ista,n. 47, segundo andar, queacharao com
quem tratar.
Pretende-se alugar um armazem na ra da
Praia : quem o tiver anuuncie, c tambem se compra
um braco de balanza e os pesos de duas arrobas at
una quarta.
Compras.
Compra-so una macuca viva: nesta typogra-
phia se dir quem compra. ?
Coittpram-se, efTectivamenle todas as qualida-
des de trastes usados, o tambem so trocam por ou
tros no.vos : na ra Nova armazem de trastes de
fronte da tua de S.-Amaro, n. 59.
Conipiam-se os Diarios do Coturno de Lisboa,
dosteanno : quem livor annuncie.
Compra-so a obra de Moral, por Monte, em so-
gUBda mil o : na ra do Caldeireiro, n. 66, ou 1
nuncio.
AGENCIA DA FUNDigAO" DE I.OW-MOOR.
Na ra de Senzalla-Nova, n. 42, continua haver
um completo sor timen lo de moendas e machinas de
vapor, para engenho de assucar : bem como taixas
de ferro batido e coado do todos os tamaitos : tu-
do por preco commodo.
. Vende-so, ou perinuta-so una casa terrea, sita
na ra do Bom-Sucessu em Olinda toda rectifica-
da de novo com um sitio, il chflos proprios : na
ra de S.-Francisco, casa da esquina, que volta pa-
ra a ra da Florentina.
Vendem-se,, na ra larga do Rosario, n. 92, os
verdadoiros charutos do S.-Flix frma-bavana ,
a-vista-faz-f.trabuquilhos, os afamados cigarros de
la llavana charulns marca de fogo, o outras mais
qualidadesdochsWtos bons, por preQo commodo.
Vende-se um hlelo de volta, com 20 palmos
de comprimentn e 14 ditos do volta, com 'ampo do
amarello com 3 palmos de largura, por barato pro*
(o : na ra larga do Rozario, n. 32.
Vendem-se, por muito commodo proco, os se-
guintes livros : Obras poetices de Bocagc, 5 v. ; ditas
de Jos Mara da Costa e Silva, 2 v ; os Animaos
fallantes, poema, 3 v. ; Naufragio de Sepulveda, 2 v.;
Cartas do Echo a Narciso, 1 v.; Ruy, o escudeiro, 1
v.; Tentativas poticas, 1 v. ; Robison Crusu, 6
v.; os Amores de Camoese D. Calharina de Athahi-
de, 1 v.; Historia da criaQflo do mundo 1 v. ; Re-
cordages de Portugal, 1 v.; o Judeu Errante, ou a
historia de Isaa c Haswerus, 1 v. do 142 pagens, pe-
0 diminuto preco de 400 rs. cada exemplar com
muito ricas estampas proprias para adornos desa-
las mostrando o convento da Batalha, om Por-
tugal, e a amena paisagom queorodeia, edificado por
D. Joo I, etn memoria da batalha ganha pelos
Portuguezcs contra os Hespanhoes em Algebra-rota:
na ra do Bozario, n. 46.
Chcgaram as verdadei-
ras pifulas vrgetaes do Dr.
Vendas.
Vendo-se, para fra da provincia ou para en-
genho, um molequo crioulo de 15 anuos de idade e
do boa figura, quo cozinha o diario de urna casa e
tem principio do ofllcio de pedreiro : a tratar na ra
do Crespo, n. 12, coro Jos Joaquim "da Silva.Maia.
__Vendem-se 14 rolos de fumo, viudos do Rio-de-
Janqiro : na ra do Lingouta, n. 10, a vontado do
comprador
Vende-se o engenho Serigy, moenle o corrente,
junto a N. S. do O na comarca de Goanna : a tra-
tai con: a seu propietario, no dito engenho, ou com
Manoel Goncalves da Silva na ra da Cadeia do Re-1 vende-se a
liiar. rtth, viudas no brigue
JPntuam, quaes se vendem na botica
de Barlholomeu Francisco de
tSouza, na ra larga do Roza-
rio, n. 50.
Vendem-se saccas com farinha de mandioca,
a 3,200 rs o alqueire velho: na ra da Cadoia do
Recife loja n. 51, do Sr. Joo da Cunha MagalhSes.
Toja de Vagalliaes # Irmo,
na ra do Queimado,
n. 46.
Nesta loja vendem-se cortes do cascas de cores, a
3,000 rs.; ditos de cambraia branca lisa, a 3,200 o
4,000 rs ; lomos de selimde cores, para gravata, a
3,200 rS.; moios ditos, a 1.600 rs ; cambraias.aber-
tas, a 4,200e 4,500 rs. o corte; ditas brancas abor-
tas, a 4,600 rs.; muito superior panno para loalhua
de mesa, de 4 palmos o meio do largura, a 640 rs. a "
vara ; lencos brancos do cambraia com beira aborta,
a 300 rs.; chita de coberla, a 200 rs-. o covado : dita
para vestido, de cOr (isa, a 160 rs.; lencos bordados,
a 320 rs.; cortes de vestido de laazinha, a 3,200 rs ;
camisas de meia. muito superiores,a l,400rs.; chale*
de seda, a 10,000 rs.; mantas de dila, a 8,500 rs.;
chales de lila e soda, a 4,500 rs.; setim preto, a 2,200
rs.; bicos de varias oualidades ; e alera disto, um
completo sortimento de fazendas, proprias para esta
praca e provincia.
MEZ MARIANO,
mil rs. : na praca da Independencia,
cife.
I ns. 6 e 8.
MUTILADO
_^
^*


< mm
... >
==
M
\.
Vende-se urna preta de nacto, de20annns de
Koniti figura muito sadia ,sem vicios : sabe bator
pfio-de-ld, vender na ra, o lava do sabito sof-
frivelmente: na ra do Collegio, n. 19, primeiro
andar.
Venderse urna parda de 22 annos sem vicios
nem achaques, c que engomma cozinha soffrivel-
mcnte: a tratar com Jos Clemente dos Santos Si-
quoirn na roa estroita do Rozario, n.8, ou na c-
mara municipal.
Vendem-se chitas rxas de diversos padroes, a
ICOrs. o covado; brim escuro liso de linho, muito
fino, a 320 rs. a vara ; maco lonia mesclada a 320
rs. o covado ; franklim de cores, a 800 rs. o covado;
instos pintados a 800 rs.; chapos da sol, de se-
da a 4,800 rs; e outras muitas fazendas, por com-
modo prego : ua ra do Queimado, n. 8.
Gouro de lustro.
No Aterro-da-oa-Vista,loja n. 78, vendem-se pel-
los de couro de lustro, a 3,000 rs. ; sapatoes, a 1,200
rs.; botins, a2,800 rs.; bonetes de varias qualida-
des lano parahomcm como para meninos; bahs
de madeira envernizados pincel, proprios para
guardar roupa de crinncas ou para outra quilquer
cousa a 1,000 e 2,560 rs.; frocos de todas as cores e
grossuras a 240 rs. a vara.
Rio-Formoso.
Vende-se urna obrigacSo do ntoulo de Paula Ma-
dureira, morador no Rio-Formoso : na ra da Ca-
deia do Recite, n.8.
Vende-so um preto de muito bonita figura de
22 limos com principios de cozinheiro ptimo
cauociro e que lie pfoprio para todo servido prin-
cipalmente para pagem : na roa Cruz n. 43.
Vendo-so urna bonita crioula de 22 annos com
principios do ongommado, o que cozinha, mo tom
vicios e he de oxccllento conducta : na ra estroi-
ta do Rozario, n. 31, primeiro andar.
Vendo-so urna escrava com urna filha todas
mu lindas : a escravaho propria para ama de leite :
iii i ua ,s 5.-Cruz, jstto so mostr Victorino An-
tonio Mullios.
Vende-se ouroe prata sem feitio : na ruado
Collegio, n. 6.
Vendem-se dous pares de diccionarios inglezes,
de Vieira obra grande e pequea ; e a historia de
Inglaterra
lis. Ce 8.
na praca da Independencia, livraria
Loja de cirgueiro.
|K!iadoQiieima(!o,n. 10.
Lima.
Vendem-se uniformos militares pa-
ra todas as patentes de legiSo caval-
lariae infanlaria da guarda nacional, a
3aber : chapeos armados; barretinas ;
dragonas ; bandas ; fiadores ; galo de
ouro, para calcas; lalins; cananas; pas-
tas ; espadas prateadas com roca e
sem ella, o tudo quanlo portcnco ao
completo do* ditos uniformes : tam-
ben! apromptahiniformes.para msicas
pera o que pode mostrar os figurinos
do ultimo gosto da corte,
Vendem-se superiores luvas para meninas e
senhora, do muito bom gosto por serenv de seda ,
e sem dedos a 560 rs.; frocos do todas as cores e
grossuras : no Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 78.
Vende-se o Reacio, jornal das familias; obra d
instrucgflo ornado cum muitas estampas por pro-
co commodo : no Aterro-da-Boa-Vista, n. 84.
Vende-so urna ptetn de 30 a 40 annos com al-
gumas habilidades : na ra Direita n. 93 segundo
andar,.na esquina do beccodo Serigado.'
-- Vende-se um b'ah grande coberto de sola,
muito bem arranjado por progo commodo : na ra
Direila, venda n. 93.
Vende-se urna parda de 18a 20 anuos, de boni-
ta Ogura, com dous filhos mulatinhos, umde 4 an-
nos. e a outro de 2 : a parda engomma muito bem ,
cozinha, cose e lava de sabfio e varrclla nao tem
vicios nem achaques'. o motivo da venda so dir ao
comprador : urna preta de 20 aiinos.de bonita figu-
ra que cozinha o diario de urna casa, lava uiui bem
de sabSo o varrella e cose alguma cousa : na ra
da Concordia passando a pontezinha a direita ,
segunda casa terrea, se dir quem vende.
Cha superior.
Vende-se cha superior: no pateo lo Collegio lo-
ja neva de livros n. 6.
Vende-se urna das melliores vendas, sita no
balrfo da Boa-Vista, por detras da igreja de S.-Cruz,
n. 1, na esquina que volta para a ra da Alegra: a
tratar com o seu proprietaiio, Firmino Jos Flix da
llosa. B
VenJe-se na ra do Collegio, n. 6, milho hom,
o 2,400 rs. oalqucire.
Vende-se um moleque de 18 annos, de bonita
figura : na Boa-Vista, rua-Velha, n. 18.
Vcndc-seum diccionario francez para porlu-
guez por Costa e S ou Manoel de Souza, por pro-
co commodo : no Aterro-da-Hoa-Vista, H. 84.
-Vende-se um jogo de diccionarios portuguez c
francez e francez para portuguez ; Rui, o escudeiro;
Vida de D. JoSo de Castro : no Aterro-da-Boa-Vista,
n.84.
Vendem-se superiores bichas a 8 c 10,000 rs.
O cento : tambem se alugam por prego commodo :
no Aterro-da-Boa-Vista, vende que foi do Maya
Marroquin.
No Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 78, venderse mar-
rdq'uim de varias cores, a 2,000 rs. a pelle, e 500
rs. o quarto. .
Vendem-se presuntos, baldes o linas prOprias
para lavar roupa ; vassoura para varrer salas o ta-
getes : tudo .ltimamente chegado dos Estados-Uni-
dos : na rui da Cruz, n. 7, armazem do Davis & C.
Xovo panno para lences.
Vndeme superior panno para lenccs, com 9 f
varas de largura pelo barato preco de 3,ow> re. a
vara : esta fazenda he mclhor do"que a bretanha de
Jfindai, da meSma largara.quo ltimamente se yen-
deu nosta mesma loja por ser de puro linho : na
ra do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
A 1,000 rs. o par.
Na loja de GuimarSes & Companhia confronte ao
arco de S.-Antonio n. 5, vendera-ae meias de sed
preta curtas, pelo barato proco de 1,000 rs. o par.
Vendem-se postillas da analyse de corrtituicSo
para o segundo anno da academia de Olinda ; ditas
de direito publico para o primeiro anno : na ra da
Madro-dc-l)eos, loja n. 36.
Vendem-se, na loja da ra do Crespo, n. 11 ,
Orar/lea d Cicero em portugoez 3 v. em bom es-
tado ; e outros muitos livros de aulas, por prego
commodo.
FARINHA DE MILHO.
Vende-se,as libras superior farinha. de milho,
oxcellente para p3o, cangicaS, bolos, etc.', por
proco commodo: eni Fra-de-Portas, roa dos Oua-
rarepes, n. 28. Tambem se vende, na mesma casa ,
milho moldo, pfoprio para passaros.
Finissimas iavalhas de barba
fabricadas em Lisboa.
Estas navalhas sao feitas do mais fino ac de Sue-
ria e temperadas em agoa que contm os mosmos
principios que so encontram na muito afamada de
GuimarSes. o para provar a sua superior qualidado,
bastar saber-se que silo preferidas por quem urna
vez asexperimentou a quaotas vom de Inglaterra,
Franca c ou Iros paizes, onde a arte de entela ria est
inqueslionavelmenteem grande adiantamento; teom
mais as sobre.litas navalhas a importante circuns-
tancia de conservarem por multo tempo a adaguo e
cortarom com rapidez o cabello da barba, e final-
mento nfio ofTenderom nem levantarem a pelle : pa-
ra provar a sua boa qualidado nSo se duvida dar
para os compradores as experimentaren!. Vendem-se
nicamente na ra do Crespo, loja n. 8 de Maias
Primos.
Vendem-se 3 lindos moleques de 15 a 18 annos;
dous pretos de 25 annos, proprios para todo o ser-
vico; dous pardos de 16 a 24 annos, sendo iim dal-
les bom earreiro ; 3 mulatinhas de 8 a 12 annos;
urna dita d 14 annos ; urna rregrinha de 10 annos,
mui linda com principios de habilidades; 3 pretas
de 16 a 25 annos entre as quses urna com habili-
dades ; um casal de escravos mogos, proprios para
oscrAigo de campo; urna preta de idade, por 160/
rs.: na ra do Collegio n. 3; so dir quem vende-
ttrins trancados de lis!ras e
quadros.
Vendem-se superiores cortes de brim trangadode
listras e quadros, para caigas, de lindos gostos o
do'/oa qualidado pelo prego de 2,000 rs. o corte :
na .ua do Collegio, loja nova da estrella n. 1.
Casimira elstica, a 7*iO rs, o
covado.
Na loja da esquina que volta para a ra do Colle-
gio n. 5, vende-se casimira clstica de lila e algo-
do de lindos padrCes e muito cncorpada pelo
barato prego do 720rs. o covado, e que se torna
recommendavel para a estago presente.
Ricos tapetes
para ornar salas, mesas, candieiros, lanternas, cas-
tigaos ecampainbas, redondos, quadrados o trian-
gulares bordados e de oleado, com lindas franjas
de ISa de todas as cores ; luvas de torgal, proprias
para a Quaresma, ao ultimo gosto do Pars, pretas e
brancas com dodos e sem elles, a 1,600 is. o par ;
alpaca do linho, a 640 e 800 rs o covado*: na ra do
Queimado, n. 27, novo armazem de fazendas, de
Rayinundo Carlos Leite.
poneos dias desembarcada, e cal de Lis-
boa : no armazem de Baltar & Oliveira,
na ra da Gadeia no Recife, n. ti.
Chitas pretas assetinadas.
Vendem-se superiores chitas pretas assetinadas,
muito acreditadas pela sua qualidado, a 240 rs. o co-
vado : na loja da ra do Collegio, n. 1.
Vendm-se os superiores rj ueijos
londrinos, muito frescaes, a 64o rs. a li-
bra ; presuntos para Hambre, a 56o rs. a
libra ; vassouraspara varrer casa ; ditas
para espanar por preco muito cmmo-
do : na ra do Trapiche, arnuzero n 44-
FA REfcO NOVO,
a ,?500 rs.
Saccas grandes de 3 arrobas com fareio; no arma-
zem de- J. J. Tasso Jnior, na ra do Amorim, n. 35.
Vende-so urna negrinha de 14 annos, muito sa-
dia, que cose e cozinha : na ru estreita do Roza-
rio, n. 4, defronte da igreja.,
Vende-se, ou arrenda-se um grande sitio na ra
Imperial, com duas moradas de cases, urna para
grande familia, na frenle_da ra e'outra mais pe-
quena dentro do mesmo sitio com bons parreiraes
e muitas fruteiras de boas qualidades todas novas
e j dando fruto, com um grande viveiro rio lundo :
na ra Direita, n. 135, loja de cera onde se lar
qualquer dos negocios, por seu dono ter de retirar-
so por molestia.
-* Vendem-se acedes da ex-
mela companhia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira lrmos & C ra da Cruz,
n. 9.
- Vendem-se ancoretas de
diversos tamaitos, com vinho da
Madeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade: no escriptorio de
Oliveira lrmos & C, na ra da
Cruz, n. 9.
dor, ds6as9 horas da manhaa e des 3 di tarda
em diento.
Vendem-se, na loja da ra do Crespo, n. u
livrosde direito como sejam : Principios de direi-
to mercantil o leis de marinha 2 v.; Cdigo bra-
siliense, ou collecgffo das leis ,alvaraes,decretQ,car-
tas regias,1 v.; Principe de economie politique.por
M.T. It. Malheus, traddzido do inglez por Cons-
tancio, 2 v. ;desPouvoirsetdes obligationsdes ju-
ris 1 T-; Darence' de l'usure, 1 v.; Tratado theo-
rico sonre os tombos, 1 v. ; Formularios de libellos
por Corris Telles 1 v ; InstituigCcs de direito cil
vil luSHaho, 1 v. ; primeiros elementos praticos do
foro civil, 1 v. ; Geometra de Euclides; Algebrada
Lacrois ; Tratado da navega?":1, i ''.; o outros ram-
ios livros que se farao patentes Sos compradores, o
se vendem muito baratos.
, -- Vende-se, para fra da provincia, um crioulo do
20 annos bom official de alfalte sem vicios: na
rail Penha n. .27, so dir quem vende.
Precisa-sede um liomem que entenda de h,orta, .
para um pequeo sitio : quem estiver nestas cir-
numslaneias dirija-sca ra do Trapiche, n. 13, pira
tratar do ajuste.
CABELLOSPRETOS.
Gontina-se a vender agoa de tingir caballos e
suissas : na ra do Queimado, n, 31. O metodo de
applicar acompanha os vidros.
Trancelins para relogios,
feitos de cabellos, com passadores o encaixesde
ouro : tambem servem para senhora, ello da moda,
chegados da Europa : vendom-se na loja do livros
da esquina do Collegio.
M
Escravos Fgidos.
-- Fugio, no dia 18 de Janeiro, nm cabra, de nome
Joaquim, alto, reforgado, de idade, com a barba
branca .cabellos corridos o bem protos ; levou um
surrilo de pelle de carneiro chapeo de biela usa-
do. caigas de algodio de listras rolas no asiento ;
tem os lornozellns dos pos um tanto inchados. Es-
to escravo ja foi preso em S.-Lourengo-da-Matta ,e
lornou a fugir junto aos Remedios, do poder de
urna pessoa que oconduzia par* esta cidade; veio
do MaranhSo e diz ser de Caxias: quem o pegar le-
ve-oa ra do Nigerio, n. 94, que-aera recompen-
sado.
- Fugiram, do engenho Salgadinho ossegulntes
escravos: Manoel Barauna e sen irmfo Antonio,
crioulos.e urna mulata: o.Manoel he alto e meiofulo,
nariz tronxo de urna gomma : o Antonio he alta o
fulo: a mulata puxa por urna perno, por ter o *r do
vento : todos elles silo do sertlo.e conduziram malas
e mais ferramentas de carpina. Roga-se as atorida-
1
Vendem-se chapeos de superior
w .a r __e mais ierramentas ae carpina. uoga-ae as auioriua-
castor, brancose pretos, por preco des policiaego capitges de campo, que os appre-
Sarja hcspauliola.
No novo armazem de fazendas, de Raymundo Car-
os Leite, na ra do Queimado, n. 27, ha chegado
nm ptimo sortimento da verdadeira sarja hespa-
nhola, a 3,200 rs. o covado ; tambem ha do 2,-200,
2,500, 2,800 e 3,000 rs.; panno fino, prova do li-
mito, a 3,800, 5,000, 7,000, 8,000, 9,000 c 10,000 rs.;
chapeos frnncezes linos, do ultimo gosto de Pars ,
com aba niaior, conformo a nova moda, a 7,000 c
8,000 rs. Ncste armazem tambem se vendem fazen-
das por atacado o mais barato possitel.
Sarja mais barata no he
pose reh
Vende-se superior sarja preta hespanhols pe-
lo barato prego do 2,000 rs. o covado : a sua quali-
dade he sufiiciente para chamaros compradores:
na ra do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
stojos com duas navalhasin.-
glezas, para barba,
fabricadas pelo melhor autor chegadas no ultimo
navio do Inglaterra por 2,000 rs.cada estojo. Es-
tas navalhas silo garantidas, porquo nioso so tro-
ca m as que fiorventura nSo saiam boas, como tam-
bem se restitue o seu importe quand o compra-
dor por acaso so nao agrade de nenhuma deltas,
depois ile e*pcrimohta-las, -isto estando sem ferrn-
gem o bem tratadas: vendem-se na ra farga do
Rozarlo, loja de miudezas do Lody, n. 35.
No vos gambredes.
Vendem-se cortes de caigas da excellenle o supe-
rior fazenda. denominada gambrelo, pelo barato
prego de 1,800 rs. o corte: esta fazenda, tanto em
gosto como em qualidade, rivalisa com as mellio-
res casimiras : na ra do Collegio, nova loja da es-
trella, n.1.
Vendem-se 7 osera vos sendo um negro da
Costa, nroprio para todo servigo; duas pretas, urna
ha quitandeira, quo cozinha e lava bem roupa; duas
mulatas mogas com habilidades, cuma mulalinha
de 6 a 7 annos : no pateo da Santa-Cruz, n. 14.
Milho.
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes da
Atfandega, armazem de Antonio Annes.
Potassa e ca virgem.
Vndenle manto superior po4.assa, !
mu lo barato : na ra do Crespo, n. 12,
lojde Jos Joaquim da Silva Maya.
A \fjlQOO rs o covado.
Vende-se merino preto de 7 palmos de largura ,
pelo barato prego de 1,600 rs. o covado : na loja da
esquina que volta para a ra do Collegio n. 5, de
GuimarSes & Companhia.
Vendc-se um mo|eque de bonita figura, de90
I annos, sem vicios, com officio de sapaleiro : na ra
Nova, armazem n. 67.
Vendem-se, por prego muito commodo, 2 pa-
anquins em meio uso, sendo um da Rahia e o ou-
ro de modelo anligo ; um sortimento de cadeiras,
espelhos, armarios, guarda-louga, ricas carteiras de
viagem e outros muitos objectos quo a vista do
comprador se farao patentes: na ra Nova, armazem
n. 67.
- Vendem-se saccas com arroz de casca, a 3,200
rs.; ditas com milho a 3,200 rs. : na ra da Cadeia
de S.-Antonio, n. 21.
Quadros.
Na loia de miudezas, de 4 portas, na
ra do Labu'g, ni C, vjendem-se qua-
dros de Santos e Santas com molduras
douradas de 80 rs. ate 48o rs.
Vende-se, no largo do Carmo n. 18, um mo-
lcque do 18 annos, que lio ollicial de sapaleiro.
- Vendem-se saccas de feijSo mulalinlio e bran-
co; ditas de farinha lina; ditas do arroz pilado ;
ditas de milho : na ra da Cadeia do Itecife, n. 8.
Lotera do Hio-dc-Janeiro.
.Vendem-se hilhetes emeios ditos da oitava lote-
ra a beneficio das casas de caridade a 11,000 e
22,000 rs.: na ra da Cadeia n. 38, loja de cambio,
de Manoel Gomes.
Vende-se um lindomoleque de 14 a- 13 annos ,
sadio ; 3 pretas de bonitas figuras, com habilidades ;
2 pretos de elegantes fignras ; urna parda de 20 an-
nos, engommadeira e costureira : no paleo da ma-
triz de S.-Antonio sobrado n 4
Vende-se ma bonita preta de
naco, de 20 annos, qwe engom-
ma, eose e cozinha ; urna dita
crioula de elegante, figura ; 4 mulati-
nhos de 8, 10, la e i4 annos ; um pardo
de 20 annos, de muito boa conducta e
qne he ptimo para pagem ; um dito de
31 annos, bom marinheiro; um bonito
preto de 20 annos de nacSo Costa', rin-
do da- Bahia ; um pardo de 35 annos, por
1H0S rs.; um preto de a5 annos, por
35of rs. : na ra daff Larangeiras n.
14, segundo andar.
Vendem-se travs de 40 palmos de comprimon-
to, de boas qualidades : na ra da l'raia, serrara de
Silva Csrdial.
Vendem-se lengos encarnados finos para taba-
co a 3,200 rs. a duza : na ra do Queimado, n. 8.
Vende-so urna bonita preta crioula que cozi-
nha bem o diario de urna casa, cose, engomla liso,
ensaboa mui bem e faz todo ornis servigo tanto de
casa como de ra : na ra do Hospicio, n. 4.
Venderse, na provincia da arahiba nos su-
burbios da fera de Pedra-de-Fogo, urna proprie-
dade do trras proprias para plantar canna o criar
gado, com urna tegoaom quadru, com boas mal-
tas e muits vertentek: a tritar na ra do Hospicio,
contLuizda VeigafTesso*, o,de informar o vende-
hendam e tevem-osao dito engenho Salgadinho, ou
na ra de Agoas-Verdes, n. 44, que serao recom-
pensados.
Fugiram, do engenho Sibir, na noite de 26 para
27 de abril prximo passado, o escravo Manoel An-
tonio preto, de naefo Angola, de 20 annos pouco
mais ou menos, de estatura regular, com princi-
pio de barba, pernas finas e tortas, pes grandes: a
prela Bertholeza, crioula da mesma idade all,
nariz chato, com urna baixa em cima da cabega, e
marcas de Chiclo as costas, cojos escravos silo
casados. Quem os pegar leve-osao dito engenho Si-
bir ou ao engenho Crauss ou nesta praga a Jo-
s Pere ira Vlanna, no seu escriptorio, na ruada
Guia, n. S, que ter por cada um dos escravos 25,000
rs. de gratificarlo
Fugio, na noite de 16 de abril, o escravo Ben-
to levando comsigo um cavallo sellado com sel-,
lim em bom uso una maca de couro de lustro usa-
da tendo dentro caigas azties e de casimira, cami-
sas de madapol.to e-jaquelas brancas; ho muito cla-
ro, baixo ; lem bons cabellos, feigOes regulares,
denles limados com ponas agudas, pouca barba a
fina quoixo fino, pernas grossas, cabelludas e um
pouco tortas pAs e mos proporcionados,unhas das
m8os compridas, es dos ps redondas; serve-se
mais da m!(o esquerda doque da direita ; he Incli-
nado ao furto, e he meo sapalciio porm mui -
vo e dcil ; representa ter 24 annos ; a cor e cabel-
los silo fio bous que ningnem o presumir captivo;
parece ser l'niluguez ; foi escravo do Jos 1'ereiia
Capi, do Brejo-de-Arcia ; levou jaqueta de panno
azul com vivos encarnados em roda collele encar-
nado grvala preta chapen preto com galo bo-
tas de pagem com canhOes brancos e esporas; be-
provavel quo mude de roupa para n3o ser conhe-
cido gosla de andar limpo :o cavallo hecastanho-
claro, gordo, castrado ; tem um signal branco na
testa e um nico ferro na nema esquerda, que he
um circulo pequeo : quem pegar, tanto o cavallo
como escravo, leve-os a ra Nova n. 21, casa i
Jos Theodoro de Sena, que recompensar gene-
rosamente.
Fugio, no dia 12 de fevereiro prximo passado,
urna preta, do*nome Francisca, alia e magra, des
annos pouco mais ou menos; lem as sonranselliai
estregadas, e falta-lhe um dente na frente; lem ama
nodoa bem preta por baixo de um ofho ; veio ao
Aracaly, e foi vendida para o Rio-Formoo, de onde
fugio ; cosluma dizer que ho forra, qaendo anda f-
gida. Quema pagar leve-a a ra da Madre-de-Deos.
n-. 34, ou ao llio-Formoso t Luiz Cardozo de Al-
meida, quo recompensar.
Gratifica cao.
Em dias do mez do abril prximo passado, fugio
a preta Antonia crioula, do casa de seu senhor, o
abaixo assignado com ossignaes seguimos : ropre-
senta 40 anuos com falla de denlos-fia frente sec-
ca do .corpo, com algumas marcas de chicote as
costas, falla bem desembaragada ; levou panno ua
Cosa, vestido de chita verde com flores encarnadas,
urna saia de cassa verde; consta ter apporecnlo na
cidade do Olinda. Roga-seas autoridade* policiaes,
que a appreliendam : e quum a-levar, ou der noti-
cia, verdica no casa do abaixo assignado, na ra oa
Cadeia defronte da ordem torceira de S.-Francuv:o
ser gratifioado. Jos Joaqun d* fniku 6a"""
rtt
-- Fugio, na, madrugada dv dia 3 do correte, "'
mulatinlio do 15 annus, de nome Joaquim secco,
espigado, cor de canda ps pequeos rosto re-
dondo com falla de 4 denles na frente.; lem urna
marca de um caustico no peilo Este escravo eslava
para se vender decommissfio o pereenceao Sr-An-
tonio Garlos l'ereira de Burgos Ponee de LeSo: quem
o pegar leve a ra Direita n. 3, ou no sitio da cas-
cata na estrada de JoSo-dc-Barros, que sera gra-
tificado.
a"_fo7b-
PeBM. : NA TYP. Dfc'M. F. DE PABIA.
j.
L
1
1
'
c'


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ETRNAUY3E_EPWWR0 INGEST_TIME 2013-04-13T01:43:43Z PACKAGE AA00011611_05479
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES