Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05478


This item is only available as the following downloads:


Full Text
*"'
Un no de 1848.
_
Sexta-fera 5
O OftRIO miMica-se todos os dial qu nSo
q rp*w '** ffinrd i o proco.di aisigmlun. he de
4jn0f' r.por q'iirtcl, paco niranta lut. O n-
aiincioi do Sliiciintei san inseridas 4 ras'ode
JO rs. pirlinlia, 4o"n. em typo diTerento, e as
'f*pel;ei pil nelde. O file n"o fAra-n nig-
nantes p"9 *P r- P01* Un ha, e Ifl'o em lypo
difirante, porsad* pubiicacin.
PH^SE8 DA COA. NO ME2, DR-MAIO.
*
Loa ora, 1, ? horas e 54 mo. da oaanV
0fcenle 10, o$ 38 min. di aaarili.
Ln cnal a l. > W rom. da manh.
H BOunl* '. 9 J' roin. PAIfTr?\ DOi CORREIOS.
'i oanos, Parahihas segundas e seatas feirm
to-' ra nde-dn- ^orl* qu iota feiraa aomeiodia
Cabo, SerinM-am; Riorornioso, Porto-Calvo*
Macelo, no I.*, a I) e 5 I de cada mea
GaraoliOus Bonito, a 8 C 11.
Boa-Vi-ta Flores, a He.
Victoria, ii qiiintas-eirai.
O]inda, todos osdias.
PREAMAR DE HOJE.
l'rimeira, s botas "S minutos da aaanha.
Segunda, as T hbris 18 naindlos da tarde.
de Mnio
Anno XXV.
N. MI.
das da semana.
1 Segunda. >> Ss. Filippe e Tiaio. Aud. do 1,
dos orf do J. doc. da 2. v edoM.dai. v.
2 Terra, S. Athanazio. Au I. do J. dn cive!. e
do J. de paz -I > 2 dst* de i.
3 (.Murta, iff^ Invi-ucio da Sania Crut. S.
Hmlopi.n >
4 {oMtla. S. Klonano. Aud. lio J. dos orph.
edo J. m da l. vara,
b Savia. S. Po. Au I. do i. do civ. da I T.
do J. de paz do I 'st. de t.
6 Sainado. S. Jojn Damisceao. Aud. do J. do
cir. e do i. de paz do l dist, det.
7 Uoraungo. 5. Estanislao.
CAMBIOS NO DA 4 DE MAIO.
, Sobre Londres a 1.7 d. por IJOOOrs.a M
* Pris 145 a 151 rs. por Tranco,
a Lisboa 100 por l<10 de premio.
Dse, de leltras de boas firmas '/ Va
Ourt Onras bespanholas.... iSfin a
* Moedasdc ejrouvelli ISfin a
* de 8(400 oor.. IC|01 a
a da tfOOA..... |n0 a
Prala PatacSes.......... /
Pesos eolumoaret... UBI* a
* Ditos mexicanos...-. IflOOa
a Miuda............. l#8:oa
Aeo4esdcomp.doBel)eribd.50|,Oo rs
9|tyl0
ISfiCO
K'IOI
9* I fiO
*H0
o par
DE PERfflAMBUCO.
PAUTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 29 DO PASSAO.
Olftcio Ao Eim. Sr. Marmol do Jess Valdelaro, ac-
ciisantfo recebldo o seu olficio de 5 deste mez fabril) em
<|ue te dignou de coiiumiuicar que, no da 2, lomara
poste da presidencia da provincia do Rio-de-Janeiro;
agradeeendo ds obsequiosos offerechuentos deS. Kvc. ;
e asueurando-lbe disposlcan para cuiuprlr auas ordena,
nao so no qne-disser respelto ao servico publico, como
no que te referir ao particular de S. Exc.
Pitos Ao .comipandante -das armas Interino e ao
I 'coinmlssario-pagador, Inteirando-os de haver S. M o
Imperador, por derroto de 30 de marco lindo, concedi-
l do denitatao do posto e tervleo do exercito ao segundo
triente do segundo batalho de artilharla a p, Fran-
cisco do Reg Barros arroto c pe ini.tlido que passas-
iu .(uir.t- K
jlnir... %* fnrr.
:u~""r?= para 5 &%rav iuu uu
provincia do Cear ocirurgtao ajudante Jote Joaqun:
Machado.
L Ditos Aosmesmos, scientrticando-os de ier S. M. u
Imperador, por decreto de 2 detle inez (abril), exonera-
do do cotmriando das armas detta provincia au tenente-
coronel Manorl Ignacio de Carvalho Mendonca.
Dito* Aoaineimos, Intclligenciando-os ae se haver
mandado servir na provincia de Scrgipe o capillo do
sexto balalhaode caladores, Manoel Agostinho da Silva
Mureira ; e addirao refeVido bataiban o capilo do oita-
vo da ineima arma, Francisco Antonio da Fonseca Gal-
vao, qu te acha na corle.
Dilos Ao incsmos, communicando que, por decre-
to de5 deste mez (auiii). o. m. o Imperador conceder
ao coronrl graduado Feliciano Jos Nevos Goniaga a de-
mistaoque pedir do coininando do sexto batalhao de
cacada tes.
Dito Ao contador da marinha nesta provincia, par-
ticipando que, por decreto de 23deste. me-/, (abril), lora
nomeado contador geral da marinha o official da res-
pectiva secretaria de estado, Arttonio Jos da Silva.
Hito Ao capitao do porto, ordenando que, se nao
poder obter por engajameniooito grumetes para o bri-
gue Caliope, trate de os rrcrutar quanto antes. l'arli-
cipou-tf! ao commaiidanic do mencionado brigue, que
requisitira a expadico deata ordem.
.____BU_____________________IJgBBMMB
EXTERIOR.
PARLAMENTO PRTUGEZ.
SXUAO VA CAMABA DOS BM, IM8DI FZTZ-
. RIIRO SS 1848.
Continuacao do numero 100. J
O tenhor h'onteea Magalhei [ proseguindo ] :
Por occasiBO do queixar-se dosto agente diplom-
tico, o digno par se queixou tamhemde outro mam
oonliecido entre nos, o de mais superior catego-
ra. Esto hahilou por muitos annos nesta cidado na
qualidade de ministro plenipotenciario de Inglater-
ra. Veio logo depois da oceupaeflo da capital pelas
a> oada rainha. He conhocido dd nos todos, e dei-
xoh nastepaiz muitos amigos por son elevado ca-
rcter e auas excedentes qualidades. ( O Sr. conde
de Lavradio: ~ Apoiado.) Mostrnti sempre decidido
interesse pelas nossas cousss. Na qualidade de re-
presentante de Inglaterra lord Howard de Walden
prestOtt. todos-0 bons oflieios quo podo prestar, e
_qtie as circumslaneias permattiam, ao governo por-
'lu^'uez, e multas ve/.es em assumplns da maior im-
portancia '0 -Sr. preiidtnti do conotho : Apoiado.)
A increpseflo que o digno par Ibe fox de haver preten-
dido que o governo de S. M. permitlisse aqui o des-
embarque do duque de Victoria", cx-rcgnnte de lles-
l'iinha, ni qualidade de regente, deve tor provindo
iie um lapso de memoria. Esta qualidade a bavia
aquello general perdido por eiTeito de Mina revolu-
IcSo, 'que oobrigra a sabir do seu paiz. O gover-
no que la (1 cara o tintn despojado dos seus titulse
I honras. Era entSoduque Baldomcro Espartero, vic-
tima tas dissensOes do reino vizinbo naquella -
poca.
Cuido que posso aqui declarar, porque declaro a
verdade, que longe da querer quo o governo acce-
desse pretenc.lo do duque de Victoria, lord Howard
concordava com a opiniiio do digno par entSo mi-
nistro, em que era inconveniente a concessfio. En
vi a carta em que o digno par respond, denegan-
dp-a, a um doscompanbeiros do duque ; e sci que
o ministro inglez repulava mui justos os fundamen-
tos da denogaco. O quo elle desejava era que as
cousas se passassem do modo mais conciliador ; que
ae Rzrsse ao general quanto fosse possivel, sem com-
promoltimento entre os dous governos portuguez e
hespanhol. Esforcou-sc para persuadir ao duque da
Victoria que nflo era possivel permiltir o seu dcs-
nmbarniin nomo regente, anda que o governo de-
sejava obsoquia-lo em ludo quanto. Ibe fosse possi-
vel ; e liouve mesmo nesta-pratica algum desabri-
nicnto. ( OSr. conde de Thomar: Apoiado). Isto
he o que cu soi: entretanto do quo disse o digno
par se deprehende o contrario ( O Sr. conde de Tho-
mar : Apoiado \ o eu respondo pela verdade e ex-
actidilodo quo nMirino ; e amis podra estendor-
ino, se tivesse para isso autorisago de lord Howard.
Mas protesto que a ideias de lord Howard, que pro-
vavelmchto fram communicodas ao seu governo,
eram conformes s do digno par, quanto impro-
priedade do desembarque
Sr. presidente, eu entendo que devia dar este tes-
lemunbo a favor de um bomem ausente, de quem
fui o sou amigo, em quem reconheco excedentes
qualidades, que sempre se interessnu pelo bom-es-
tar dosto paiz, do que me den provas que nunca
esquecerei, e quo sem hesitar farci patentes, como
dever pago Verdade.
Sr. presidente, a cccperacHo enrgica e lea! deste
diplomtico ajudou o governo portuguez, cmquan-
toeu fui ministro, a superar umitas dillculdades.
Entre outros auxilios, me prestou um bem valioso
para so conseguir o reconbecimento do nosso go-
verno pelas corles de Austria o da Prussta, assim co-
mo do governo pontificio. Devornos-ie a coropera-
qo, quedellorecebi, intercessando o seu governo,
qu se empentou neste importante resultado, om que
trabalhou o einbaixador inglez na corte de Austria,
por instrucedes do mesmo govorno; em que nutras
persouagene tomarain parte. E nflo fui so nesta oc-
casiflo om mais algtimas manifestou o mais deci-
dido, interesse pelas nossas cousas, como he sabido
por todos, ou quasi todos os bomens, que teem to-
mado parlo na administracfo deste paiz. Referi-me
a transacclo quo mencioiici, por ter sido importante,
e os seus servicos menos ostensivos; digo, milito
importante, e para sejulgar se ocia, devenios trans-
portar-nos ao lempo emquedella se tratou. Sem
contar com a gravidade dos outros, o reconbeci-
mento' do Roma era urna grande necessidade : ello
veio por termo a muilas nquietacoes o contratem-
pos, com que o enverno lutava desde a expulsio
do usurpador. Um protestante fez a um paiz catholi-
co tHo valiosos servicos Nada mais'direi sobre este
objeclo.
Sr. presidente, disse-se que desde csse lempo em
dianlo continuara o diplomtico a quem mo retiro,
a informar o seu governo erradarnonlo sobro os a-
conlecimenlos de Portugal. Eu nflo o sei; mas atre-
vo-mc a duvidardisso : o que sei he que o juizo des-
se diplomtico foi sempre imparcial Poderia nflo
ver bem todas as cousas, e algumas avahara contra
a opiniflo que alguetn julgassc a melhor; mas ut-
tribuir esta divergencia a acidiosa ma ventado he o
que ninguem dove crer de pessoa de espirito tflo
superior : ninguem de certo Ihe attribuira tflo ig-
nobil proced monto.
ME MORAS DE UM MEDICO, (*)
pon aitjcanDte uma0.
TERCEIRA PARTE.
ta a^asdaitoc
Vl.
O QUS Ol&alS&TO ?IMMA l>aUBTTO.
Andrela, tendo Upado s,. poz-se dircita na cadoira em
que eslava recostada, e Gilberto senlio um estreineci-
menlo, quo lhe percurreu o vorpo todo.
A donzelU esuva em p; e com as raaos, mais alvas
'|ue alabastro,, despregava um a um ot alflnetes do seu
'ucata|^^B|to que o lino e transparente perneador
lia a cabria, desHsandc-se-lljedosoinbros, (he desco-
i ia aquelle eolio tao poro e lio gracioao, aquelle pelto
jfinda palpitante, r aquellrs bracos que, erguidos com
indolencia sobre a cabeca, lhe compelliam o arqueado da
cintura en proveiu de um pescoco celeste, que se afli-
< iva viiivel sb a cambraia. ..
Gilberto, dejoclhos, arquejando, embriagado, senta
osangue baler-lhe com furia na fronte e no coracio.
- '
-(aVIde Diario o.* 100.
Ondas de fogo lhe circulavam as arterias; urna nuvcm
de chammas lhe dsela vista ; um murmurio desco-
nliecido o febril lhe sussurrava aos ouvidos; eslava elle
chegado a csse momento de desvario feroz que precipita
os bomens no golphaoda loucura, e ia j transpdr o lu-
miar do aposento de Andreza, exclamando :
Oh! sim, tu s bolla, tu s bella I mas nao s tao
soberba da tua belleza, porque tu m'adcves, porque fui
eu que te salveiat vida !
Mas, de repntt, ubi n do cus embaracou AnOrea,
e ella irrltou se, bateu com o p no chao e dssentou se
em desordem sobre um coxlm, como se o leve obstculo
que ellaacabava de encontrar fosse sufficiente para lhe
quebrar as forcas, e inclinando-se mea-nua para o cor-
dao da campainha, puxou-o violentamenle.
Ksse aom fez com que Gilberto recobrasse a raso.
Nicotina deixra a porta aberta para ouvlr, e Nicotina la
entrar.
Adeus sonbo de ouro, adeos felicidade;agora nada
tnafs que una imagem, nada mais que una lembranca,
sempre arden te nalmaginacSo, sempre presente no fun-
do d'nlnia.
Gilberto qulz arreinecar-se fura do pavilhao; mas o
bario, ao entrar, fechara tops-si as portas do corredor,
e Gilberto, que ignorava semelhante obstculo, levou
alguns segundos a ab*ri-las.
No"momento em que elle entreva na cmara de Nico-
tina, Nicotina eliegava. O mancebo sentio-Ihe estalar
debaixo dos passos a arela do jaidim, c nao'leve senao
o tempo necessario para se esconder n sombra, afiu de
deixar passar a rapariga, quealratessou a antecmara,
depols de ter fechado a porta, e laneoo-te no corredor
rpida como um pastpirlnho.
Gilberlo gauhou a aiiteeamara e procurou sabir.
Mas Nicolina, emquanto corra e griuva: Aqui es-
^
E a guerra continuava: o a opiniflo de que era
preciso termina-la de um modo decente, mas promp-
to, vogava, e era acceita por lodos os que tinham a
peito o restabelecimento da paz e a manuloncao
da nossa independencia. Todos estes viam ser qua%i
impossivel que s desgracas publicas podessomos
nos sos ellcazmente por termo, reclaro que em to-
da a paite anudo pude fazer ouvir a minha opiniflo
mo tlecl8rei contra a iutorveneflo estrangoira na
questfloqin) nos'agilava. Ropellia essa intorveneflo
material como trislo documento da nossa debiliila-
do, e umaaecusoeflo de falta de meios de gover-
uar-nos.
Constava-nie entilo, e constava a muita gente, que
urna potencia alliada se prestava a mediar amiga-
velmcnte: e eu -em hesitar accoitaria esta media-
Cflo amigavcl de Inglaterra em quo nada via que nos
fosse deshonroso.
O facto da simples mediaeflo amigavel nada, prova
contra a nacflo que a recobo, principalmente sendo
ollerecida, ou para compor diirercncas Uo estado a
estado, ou oara acabar questOes intostinas. Isto to-
dos o sahenT: nada mais escusado do que pretender
demonslra-lo. ,..,,
Semelhanle niediaQflo seria da qualidade daqucl-
las que as transaeges particulares moitas vezes
sedfloquandoum amigo commuin ajuda a ajustar
as differencas quo s vezes se suscitam entfe paiso
lilhos.
Se esta mediaeflo amigavel tivesse tido lugar,
bem claro fica aos olhos de todos que os acontec-
montos quedepoissobrevieram, que una applaudi-
ram, que outros datestarain, quo boje todos con-
lemnam riamarcalisar-se. Pos estrangeiros nflo pisariam^ o
nosso territorio, e, ainda actuando essa mediaeflo,
nflo perderiam as negociaces para terminar a guer-
ra civil todo o carcter nacional.
Ha em minha opiniflo grandissima difTorcnea en-
tre essa modiaeflo, quo mo consta se oflerocera, c a
intorveneflo armada, pora que se appollava ; por-
quanto a pritneira se cITeiluaria com condicOes de-
claradas pelo governo ou antes por ello dictadas
[apoiados].
Tal foi o meu parecer: com franqueza o expuz; e
como a opiniflo que tive entilo a lenho hoje, cnun-
cio-a do mesmo modosom lera vfla presumpeflode
a dictar pomo vordadira. Mas cu nflo occultel um
receio quo me asompanhava, e quo so verificou. JKu
tema que os mesmos quo offereciam os bons oflieios
de medadort amigaveis recusassom a inlervencflo
armada san: condicOes. Nflo sei se me enganei, mas
parecc-mo i|u.e nflo.
Declaro-que esta minha opiniflo existi ante fac-
ium, como sabo muila gente. Negou-se a nlorvon-
eflo armada sem condicOes. A potencia quo sejul-
gava disposla a da-la nflo a podo effeituar, e con-
veioem quo so juntara outra, adoptando as con-
dicOes coin que ella modiasso.
Sflo sabidas essas condicOes, e que desde o seu
primeiro enunciado subsistirn! sem alteracflo al-
guma.
O governo as adoptou, o as mais generosas d'on-
tre ellas eram as que se proptinhs dictar se Ibe nflo
fossem propostas Isso sei eu, o isso so escreveu, se
a memoria me nflo erra (apoiadot).
Repito, o governo nflo recusou nenhuma das di-
tas condicOes, posto que sobro o modo dodarcum-
primcnlo anlguma dellas podesso crer que haveria
rasOes do preferencia ; mas nunca leve em vista li-
mitar o beneficio concedido quelles cidadflos que
tinham seguido as partos da junta do Porto. Nin-
guem pode ostranhar quo para tomar resolucflo so-
bro objecto de tanto momento mediassem alguns
das.
Muito se disse, esequiz atlivinhar nesse lempo:
mas a verdade manda que se declaretn serem infun-
dados os boatos que entflo correram de preten-
illlaaaamisal ai iiiini "i i ai i i ~~i'
tou aqui estou
emquanto corra
, madainoisella!
eslon fechando apor-
' fe'chava eflfectivamente a pona, e nao s a fecbava
a duas vollaa, mas ainda, em suaperturbco, ineltia a
chave na algiboira.
Tentuu, pis, Gilberto em vSo tornar a abrir a paria, e
rccovreu s jaueltat. As janellas eram degrades e fe-
chadas: ao cabo de cinco minutos de InvestigacScs, Gil-
berto comprehendeu que lhe era impossivel sahir;
Agachou-se entao em um canto, com a resolufo for-
te e decidida de fazer com que Nicolina lhe abrisse a
porta. ,
Quanto rapariga, depois de ter dado sua ausencia
esse pretexto plausivo I de ter ido fechar as v id rae as da
estufa, com medo de qiie o ar da noite lizosse mal s
llores de inadainoisclla, acabou de despir Andreza, c de
a deitar na cama. .
llavia coinludo na voz de Nicolina certo tremor, as
inSos certa agilacao, no que fazia tal solieltude, que na-
da disso era ordinario, e denunciava visivel um resto de
cmo(ao; porm Audreza, desse eo placido em que pai-
ravan as suas ideias, raras vezes olhava para a Ierra; e
quaiido para ella olhava, os entes inferiores lhe pare-
ciam tomos.
l'ui tanto eui nada reparou.
Gilberto fervia de impaciencia desde que vira que os
lugares por onde poda sabir estavain fechados; agora
uio asplrava a outra cousa senao liberdade.
Andreza despedio a Nicolina, depois de uma curta
conversa, na qual a experla descuvolveu todas as mo-
canquices de urna tacara de comedia, que senle alguns
remorsos pelo que fes.
Compoz ella a pona superior do lancol por cima da
cubera de sua ama, abaixouo candielro, deilouassucar
n'uina beberagem tpida que eslava dentro de uma ta-
ca de prata sobre a lamparina de alabastro, deu gracio-
sas boas-noitcs asuaama coin voz mui melga, e saino
do aposento as ponas dos ps.
E ao sahlr fechou a porta envid ajada.
D'ahl, canlarolando sempre, para fazer acreditar na
tranqailidade do seu espirito, atravessou a cmara, e
caminhou paraa porta do jardim.
Gilberto comprehendeu a iutencao de Nicolina, e
n'um instante perguntou a si mesmo, ao em ve de se
dar a conhecer nao seria melhor talllr por sorpresa,
aprovetando-se do momento einque a porta eslivesse
enlre-abertaparafugir; mas entao elle serla valo ent
ter reconbecido; seria, lomado por un ladro ; Nicolina
efles a restringir a generosidade das condiooea prq-t
postas.
Era chegado o momento critico -- A aceitacSo ska
mosmas condicOes ia ser propsta junta do Porto
pela potencia mediadora: se fossem receidas com
as garantas que se offereciam, a guerra civil acaba-
ra alli, c, ainda repito, nflo perdera a pacficaeflo
do reino, o caraclcl de nacional: infelizmente nflo
succedeu assim.
Bem sei que lenho sido tachado de ailvogar os in-
teresses da junta do Porto: talvez ainda nflo haja
muilas horas que esta arguieflo me foi feita. -Isto
minea me Inqutetou muito, nein me eausou sorpre-
za. Tonfesso, Sr. presidente, que na coujunctura a
que me vou referindo procure por to tos os modos
que eu tnba, todos indirectos, fazer persuadir os
membros da junta da necessidade, da conveniencia,
do grande mrito de aceitar as condicOes que iatn
ser-lhe propostas. Eu entenda que na prompta a-
cetacflo dellas eslava a mais bolla garanta do mu
cumprmento. Estas condicOes as devia a junta con-
siderar como dictadas por S. M.: e aceitando-as aem
hesita i' desmenta ipio facto os rumores calumnilos
de ter prctoncOesoccullas, nianifcs.ava que tinha
lomado as armas quando sinceramente acredlava
iiuens lbordadcs publicas haviam sido ameacadas.
Isto desejava cu, o om uma oarta quo escrevi a um
amigo expuz todas as domis rasOes quo delermina-
vam a minha opiniflo.
Sr. presidente, estou persuadido que, todos os
membros da junta pensavam comoeu: todos que-
riam smenloo quee propnnha, alrevo-me a ITIr-
ma-lo. O meu amigo fez-me saber que achara com-
pleto assentimenlo em alguns bomens infidentes, a
quem fallara ; mas, quando se souha do quem-era o
parecer para a aeeitaeflo, as ronviccOes mudaran'
e o met nome fez recciar quo houvesse nelle falta do
boa le. O Sr. Conde da Antat Est mal informa-
do.) Uuco ili/.er que estou mal informado, mas eu te-
nho anda o tcslutnunho escripto do mais uma pesana
que mo informou ; porm nflo quero crer que todos
os membros da junta fossem desla opiniflo.
A rejeicflo das condicOes parece-me que foi uma
grandodesgraca; e talvez queeu, sem o querer da
certo, fosso o autor, ou ao menos a causa delta. De
facto rejoitaram-se as ditas condicOes, posto, que
nflo tivesse lugar uma denegaeflo formal. Apparece-
ratn exigencias de mais garantas; enlrou-so em
particularidades deconcossoos; e at so (Izeram re-
paros epociaiissimos, (O Srt'Conde da Anta A'
poiudoi) c suscitaradi-so questOes, a meu ver, mal
cabidas na occasiflo. o no assumpio, qu foram tra-
tadas com menos propriedade. Bem sei, Sr. presi-
dente, que estas observacOes, ainda que fetas na
melhor f, nflo pdem deixar de ser-me estranhadas;
tonho aberlo campo a rccriminacOes de mais de um
lado [o orador aponlou para o lado direilo]; as
rospoHderci a todas como poder, para o que peco
j a palavia ; e us.irei dola emquanto tiver voz que
possa fazer ouvir. Haja, como devo esperar, lealdado
no combato, o nflo venham aqui formar argumentos
lirados do uma ph rase incorrecta, ou doumaideia
mal enunciada. Mas estas prevencOes pdem parecer
signal de medo, o eu declaro que o nflo lenho (riso).
As exigencias e as dillculdades offerecidaa a-
ceilacflo mal rejeicflo. Deplorei esto sucesso, e senti milito
quo bomens tflo habis e tflo distinctos como.
membros da junta do Porto compromeltossem assim
a causa geral, concobondo areas esperanzas de uma
resolucflo a sou favor. He justo confeslar que todos
ellcs eram cavalheiros muiao"Ilustrados, ealguns
do esphora do conbecimonfos'elovadssima ; porm
fallava-lhcs a oxperionca do como negocios taes silo
trotados nos gabinetes dos governos, segundo as
conveniencias da diplomacia. Eu tinha entendido
que airas da mediaeflo rejeitada viria a interveneflo
armada, que nflo esqueceria o desaire da rejeicflo.
-.rafe-aaga ll m iMMlaaaafaaaaaaaaaaaaiaT^^^^^
grilariaah! que d'el-rei, e elle' nao tcrla lempo de ga-
libar a corda; c ainda que a ganhatse, serla visto nessa
fuga area, o que denunciarla o seu retiro, e causarla es-
cndalo, escndalo que nao pqdia deixar de ser gran-
de em casa de gente Uio mal intencionada coajapieram
os Taverncys para com o pobre Gilberto.
He verdade que elle denunciara Nicolina, afaria
expulsar; mas de que servirla isso? Gilberto farla mal
sem proveilo, por pura vinganca, e Gilberto nao ra tao
fraco de espirito como isso, para que se sentiste salisfei-
lo quando eslivesse vingado; ayinganca sem utilidade
era para elle mais que uma mi accio; era umadou-
d'cc. "
Quando Nicolina chegou ao p da pealavdo jardim on-
de a operava Gilberto, sah|aHheiaaaaaaffr>J;ePenle x
sombra onde se havia cseoiijaafca'C apparatam* rapari-
ga em um raio de luz, prodRIdo pela claridlde da la,
que enlao passava alravtajas vdros.
Nlcolroa ia j gritar, porm tomou a Gaibarto por
outra pessoa, e, depois do primeiro movjaaynta de
terror: .
Oh! he V. Merc, ditse ella, que irapiudeocia.'
He verdade, sou eu, retpondeu Gilberto. aaWiInho;
smenle o que Ibe peco he que nao grile mais alto coa
Ira mira do que o terla feito conUa a pessoa que sabe.
Desla vez Nicolina reconheceu o tea inierlocuto.
Gilberlo! exclamou ella, meu Deas!
Ja Ibe pedi que nao grltassc, disie friameute o
mancebo.
Mas, que fas o seuhor aqui? perguntou Nicolina
arrebatada em colera."
Ande l, responden Gilberlo com amesmalran-
quillidado, veja que ainda ha pouco voasa me chatnava
iuiprudenie ; e agora he vosse mesmo mais imprudente
do que eu.
lie verdade, com elfeito, dase Nioolioa; muila bon-
dade tenho eu em lhe perguntar o que faz aqui.
K entao o que he que eu fajo?
O sonhor velo ver a madamoltella Andreza?
Madamoisella ndrox.-i> disse Gilberto comaiue.
ina tranquillidade.
aaaaaaaaL ,..


Bammmammmm^^m
'/ *_. :V
Esla rteu motivo ao protocollo que deviamos todos
evitar; roas emfim o fado occorreu, e hoje nSo nos
resta senflo retonhccer que poderiamos proceder
melhor. Este protocollo, ou esta convongflo do 21
de maio deu ingerencia em nossos negocios a mais
duas nagoes, quo nunca nelles lomariam parle se-
nflo fra o mallogro da tentativa amigavel no Porto.
Em caso contrario, nemexercitonem esquadras es-
trangerra nos visitaran).
O ministerio britanuico deu no parlamento-a ra-
sffo porque o seu governo inlervira: essa rasflo
aiii est escripia no livro azul: nao era entilo nem
pode ser hoje um segredo. Bem Se sabe que desde
muito lempo so trata va da intervengan do llespsnha,
3ue.aqui era preferida, e, a meu parecer, sobre mo-
o desojada. (OSr. C. das Aniai Apoiadoi. Op-
puz-me sempre a ella, e a ella mais do quo a nen-
tinia outra ; e nflo por odio, ou preconceilo algum,
que isso seria urna puerilidades mas ou nflo quera
que o sapa lo do um soldado castelhano pisasse o
nosso territorio para intervirein nossas dissencOes
domesticas. Nessa parto tenho os principios de nos-
tos antepasados (apoiadas) cujos senlimentos de na-
cionalidacle mantiveram at hoje a independencia
deste paiz. He justo, he de inmensa utilidado quo
a melhor intelligencia reine entro as duas nagoes;
sejam.intimas ai nossas relacOes commerciaes, se-
jam como entre provincias vizinhas: demulam-se as
alfandogas das fronteiras; levem ambos os povos um
no ou tro osseus productos enm os menores troperos
qno possivcl seja; ~ mas tifio intervenh'am os nos-
sos vizinhos as nossas cousas polticas.
Estou cerlo que taes sAo ossentimentos de todos
<>s Po.rtuguezcs zelozos da su independencia, eque
ronsideram (jue, se de alguem tem quo temer por
ella, he pela situseflo geographica, smenlo do rei-
no vizinho, mais forte que nos, o que j nos leve
sfssenta anuos, que uilo fram para nos de felicida-
de. Nos amamos a nossa patria, a nossa dynaslia, a
nossa historia que he das mais brlhautes dos lem-
pos modernos; a nossa lngoa a lingoa de Cames,
os nossos monumontos, emfim tudo quanloconstitue
urna nacflo, um povo dinlincto, cuja bandeira nos
fez conhecer em todas as plagas do universo, essa
bandeira que por um decreto de Filippn II tmha de
ceder .ao pnvilhAo du Castella. o que nous pais
tiveram como o maior opprobrio.
E, repito, nada dislo significa averslo a nossos
nolires o heroicos vizinhos com os quaes desejo que
tratemos como irmflos. -- Nflo venham as suas bayo-
netas intervir em nossas questOes, salvo se a dynas-
lia foss* atacada por um poder eslranho, o hs faja-
mos o mesmo. Estes sBo os meus sentimentos, em-
bora venham a ser sinistrametite interpretados. Nflo
atlribui ao governo vizinho ruins intengfjos na sua
intervencio; mas entend que a nSo deviamos soli-
citar, e anda assim o entendo, posto que he para
desejar que de cada vez mais se estrelle a uniflo e
boa intelligencia entre as duas nacoes, quo a Provi-
dencia nestinoii para serem amigas. Nflo nos acos-
tumemos a ver em nosso territorio essas intervn-
gaos armadas em quostes propriamente domesticas:
esse espectculo abate e deprime o espirito de inde-
pendencia que nos deve alentar. Em lugar de oxer-
citos venham os seus mercadores, os seus viajantes:
muito desejarei quo tiremos mutuo proveilo de nos-
sa trato o relacOes ; eque, como disse, conimeicie-
mos como povos de provincias limitrophes, como ir-
mflos que somos [apoiados]. Oxnl que da parte dos
nossos vizinhos baja o mesmo pensamento a respei-
to deate commerrio; e tiestas estreitas ralacOesde
amizade.
Oppunha-me a esta nterveneflo queeu, como re-
iei i, nSo ignorava que so pedia, o que me nflo fazia
desistir. Mas a termos de soflfrer intervengan, inevi-
tavel depois da rejeigflo to Porto, pareceu-me que
em tal caso nflo fosse um s governo o interventor;
fossem muitos, fossem lodos os da quadrupla all
anga: correramos assim monos perigo, c seria oa-
batimento menor.
(Con tinuar-se-ha.)
Aifandega.
RENDIMENTO DO DA *...........11:970,217
escarregath hoje, 5 de mato. .
Barca Navarro farlnha e bolachlnba.
Brigue Safguard mci cadmas.
Brigue Anombro pipas vastas.
Barca Kipihio-Sanio mercadorias.
CONSULADO GE RAL.
viera I .
Diversas
RENDIMENTO DO DA 4.
provincias
3:943,974
351,984
3:595,958
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DA 4 ,.........1:945,660
Movimeiiio do Porto
Navio entrado no da 4.
Liverpool; 33 diai, barca ingleza Ziotu-Hopi, de 670 to-
neladas, capito Jiihn Parker, equipagem 20, era lt-
iro ; a James Kaydc &c Compaohia.
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio-Grande-do-Sul; patacho brasileiro Doui-Irmos, ca-
pitn Firiuiaoo Confalves da Roa, carga assucar e
ago'ardente. Paasageiro, Manuel Joaauira Soares da
.usa, l'orluguez.
Lisboa ; brigue portugus Novo-Vencedor, capitao Anto-
nio Jos dus Santos (.apa, carga assucatt l'assageiros,
Domingos Soriauo Goncalves Ferreira, JoSo Jos de
Moraes Jnior, Rrasileiros ; Jos Goncalves Curado,
Francisco Fprnandes Chaves Jnior, Jos Ferreira de
Bretes, Portuguezcs.
Canal; barca francesa Florine, capitao Le Bilian, carga
assucar.
EDITA ES.
HUMO ME l'EilXAailLa
Estamos autorisados a declarar que sao falsas as noti-
cias publicadas no jornal ofncial, Diatio-Novo, sob o ti-
tulo = Parte nao orara! =, acerca do estado da tran-
quiUidade publica na provincia pois, apeiar das reais-
tencias que os empregadoa demlllidos pelo Exm. vice-
presidente, Manoel de tV/.a Telxeira, teem querido op
pr s demlttoei; inda nao se leein realisado as desor-
den!, que imaginara e provcala os turbulentos c os
perturbadores do socego publico.
He verdad?, porquera o senhor est apa i sonado'
mas que, or felicidad?, nao o ama ?
Deveras ?
So o que ihe digo he que tome sentido, senhor Gil-
berto, codtlnuou Nicolina em um tom de ameaca.
One cu turne sentidu ?
Slm, aenbor.
Em que ?
Tome sentido que eu o nao denuncie.
Tu, Nicolina?
Siui, eu; eque o nao faca tancar pela porta fra
a toque de caira, com muito estrondo.
Experimenta, ditsc Gilberto sorrihdo.
Tn me provocas?
Posllivaiaetiljc.
K que sMjatjsfbr se eu disser a inadamoisclla, a Mr.
Filippe, eaoaenhor 'rsjtflj-" te encontr! aqui?
Succeder oque tudize; nao que rae cxpulscm a
uiim, porque, (racas a Dees? expulso J eu estou ha
multo, mas far ine-lio nm cerco como a um animal fe-
roz, e smente a quem Nicolina.
Como a Meollos?
Seal duvida nenliuma, tal Nicolina, a quein
dcilam pedras por cima dos muros.
Tome tent, senhor. Gilberto, disse Nicotina em
tom de ameaca, olbc que acharara as suas raaos, na
prafade Luiz XV, um fragmento do vestido de inada-
moisclla
Devraa? '
Poi Mr. Filippe quem o disse a seu pal. Nao descon-
fiara aluda de nada, mas, ajudaodo-os, talvez que che-
guem a desconfiar.
Gqem osajudarf
Ko.
Entao toma tambera sentido! Nicolina; olha que
pdera do mesmo modo desconfiar que tu, fingindo que
apanhas raudas, apanhas as pedras que te laucara por
ciiuados muros!
laso nao be verdade! exetamou Nicolina. D'ahi con-
tinuando na negativa :
O Dr. Vicente Ferreira Gomes, vi* de direito interino
da segunda vara do crime da comarca do Recife de
Pernambuco, por S. Al."/. eC, que Utos guarde etc.
Faco saber que primeira sessflo ordinaria do ju-
ry desto correte anuo, que sb minha presidencia
leve lugar no termo de (Huida, assisliram com assi-
duidade os Srt. juzos de (co : Jos Mauricio Tei-
xeira de Albuquerquc, Joa'qim Kranciaeo de Mello
Cavalcante, Antonio Sebasliflo da Silva, majorJos
Francisco de Faria Sales, Antonio Sinfronio Rodri-
gues Luna, Luiz Jos Gonzaga, capilflo Manoel de
Azevedo do O', Joflo Nepomuceno Gomes Caol,
Fraucisco Xavier Carneiro da Cunha, Jos Manoel
dos Santos, Porfirio Antonio Esteves da Silva, pro-
fessor Alexandro Jos Doruellas, Manoel Fsleves de
Abreu, professor Alexandrino Ayres daPaixflo, Vi-
cente Ferreira Marinho, bacharel Fiancisco de Sales
AlvesMaciel, professor Cosme das Trevas Tcixeira,
Antonio Jos do Moraes Iteis, RicartfR Chrisostnmo
Rodrigue*, bacharel Antonio Jos de Souza Gonfcs,
dito Antonio llerculano de Souza Uaiidcira, capilflo
Ancelmo Jos Ferreira, Antonio Joaquim de Almei-
da C.uedes Alcanforado, Bernardo de Albuquerque
Fernandos Gama, Candido Jos Serpa, collector
Francisco das Chagas Salguelro, Francisco Homem
da Cunha tl'Kssa, cirurgifio Francisco Jos do Ama-
ral, Jos lavares Gomes da Silva, Jos Eustaquio
Maciel Monlciro, Jos Alves de Faria, JoSo Cancio
Prospero Montanha, Jos Roberto do Espirito Santo,
bacharel Luiz Paulino Cavalcante Velez de Guevara,
Manoel Dionizio Gomes do Reg, Manoel Rofiuo de
Barros, professor Manoel Jos Teixeira Bastos J-
nior, Manoel Nunes de Mello, dotitor Nutio Ayque
de Al vellos Annes de Brilolnglez, professor Salva-
dor llenrique de Albuquerque, Amonio Ferreira,
Antonio Muniz do Moraes emajor Miguel Jos Tei-
xeira : e para constar mandei lavrar o presente que
vai publicado pela imprensa, liado c passado nesta
cidade de Olinda sb meu signal e sello desto juizo
ou vallia suui elle ox-causa. Olinda, 6 de abril de
1848. Eu, Joaquim Jos Siriaco, escnvflo a escrevi.
Vicente Ferreira Gomes.
conforme o ofUcio do Exm. Sr. presidente desta pro-
vincia, de 28 de abril prximo (indo, s aflixou nn
provincia de Minas, declarando os signaos pelos
quaes se reconhecram as notas falsas do 50/ edo
20/ rs., que alli appareceram na circulac.lo. Secreta-
ria da lliespuraria de Pernambuco, 4 de maio de
1848 No impedimento do oflicial maior. -- Emilio
Xavier Sobreira dt Mello.
Edital a que se refere o que fica cima.
a OSr. inspector da thesonraria da fazenda d'esta
provincia, em cumprjmento do que Ihe foi recom-
mendado pelo Exm. governo da mesma provincia,
em oflicios ns. 97 e 98 do 20 do correnle, manda fa-
zer publico'0 exame que se procedeu na dita tliesou-
raria em qualro notas falsas de valor de 50| rs. cada
urna, e em duas do do 20/rs. cada urna, as quaes
fram enviadas ao Exm. governo pelos juizes muni-
elpaes das villas Januaria e S -Joflo-Nepomucen.
Iilm. Sr.Hespondendoao officio de V. S.,datado de
hontem, em o qual nos commetlu a tarefa de exami-
narmos quatro notas de 50/ e duas de 20/ rs., urnas e
outras da segunda estampa e reputadas falsas, jul-
gamos do nsso dever levar ao canlieciniento de V.
S., o resultado de nossas averiguacOes.
iiJulgamos falsas as referidas notasde 50/rs. todas
da primeira serie ns. 3,538, 7,400, 7,577, 33,965, e
as differencas que encontramos sito as seguintes: a
era 1822 e a metade da palavra ~ setembro
escripias no emblema silo na nota falsa cobertas pe-
lo assombrad demasiadamente carregado, quando
mis legitimas, a era principalmente, se achamdes-
coherlas: a numeraeflo da nota falsa he de tinta em-
bebida e os algarismos assaz irregulares; a folha-
gem do emblema he mal desempenhada, bem como
as feices das figuras que mal se diviam, as letlras
dita arrematarlo subjetta ao pagamento dos direi
tos.
Aifandega, 4 de maio de 1848. .
Miguel Jrchano Monteiro dt Andradc.
Declarapoes.
+* f%
**7^,
BEBBBDDB
Os Srs. accionistas que ainda nflo realisaram ,
prestacSo de4~por cenlo qneiram faze-lo, quinlo
antes; cortos de que a adnvinistrneflo val darcujn-
priment ao artigo 9 dos estatutos.
O secretario,
B.J..Fernanda Borros.
THE A TRO PUBLICO
A Freir Sanguinaria-
Entro os dramas do Archivo-T/ieatrl-Liibontatt |la
sem duvida oslo um dos melhores e talvez o mais
didlcultoso nodesompenho da decoraefio : comtudn
o di rector do thealro nflo s porque vai por est
grande peca em beneficio de sua senhora como por
mostrar o quanto deseja agradar aos Ilustres hab
rnVn3.r.H.U.,,8.,gUPa qU r nrffJ ll''"!"'?*>*> -bemIcom. lond9 "i^ qe pede o autor do drama. Princip.lmen
da nota falsa em gem, o letre.ro -- Perk.na Bacout, brilhara entre todas a das caUcumbas de Rom. ve
Zirla.?, de carcter, imporfetto o igualmente farfio parlado brilhanlismo d drama
Z mr,n m la fa'3S e^P!'s!'en'1 Jo entre as tarjas,! o lago, o castello do Itudens o o convento de S
he mullo maior em sua largura e compnmento do Apresontara o lindo grupo das freir* no acto de i
que o das leg..ms. o que fcilmente so v eolio- nofessar a ioven Matilde or,nfrm 0j!.Ci? "
O lllm. Sr. inspector da ihe
manda fazer publico o edital i
Alera deque, proseguioella, nao he um crime re-
ceber bilhetei; e ainda que o fosse, nao era ura crime
como o de vosse se introduziraqul, emquanto raadainoi-
sella se despe. E entao! que diz a iato, senhor Gil-
berto?
Direi, madamoisella Nicolina, que, em minha opi-
nio, grande crime he, para urna rapariga prudente co-
mo a eenhora, o de introduzlr chaves por baixo das por-
tinhas dos jardina.
Nicolina estremeceu.
professar a joven Matilde conforme se desoreve na
peca, com cnticos das freirs a orgflo, brilhantoj
illiiniinacfloe decorases vistosas, anlogas ao ci-l
racter, e sotiretudo o incendio final que ser visi-
vel por todos os ngulos e tablado-da acea; ufanm-
do-se o director em mostrar o quanto he capaz do
desempenhar em um pequeo e mesquinho ihet-
Iro sem prolecflo aJguma mais que a do respcti-
vel publico. Espera, portanto, que o mesmo publi-
co o coadjuve para o desempenho de tflo granJe'
drama,e porque Ihe nflo be'possivel, A vista del
tanto misler.ir pessoalmentocom sua senhora distri-
buir os bilhetes e camarotes, espera que Ibes serSo
procurados para o beneficio da mesma senhora, que
lera lugar domingo, 14 do crrente.
Publicasoes JLitterarias.
MEMORIAS HISTRICAS DA PROVINCIA DE
PERNAMBUCO.
Eslflo promptos o 3," e 4o tqmos d'estas memoriss
e os Srs. que jA receberam os 1,* e 2 e ainda uo
receberam os outros, pdem mandar pra^a da In-
dependencia livraria ns. 8 e 8, onde pdem recebt-
Olllm. Sr. inspector da thesouraria das rendas i "o*?* tom^heu?^ ine nn'.ii.u.n,.u
provinciacs, em cumprimenlo daordem do25 de a- .i0 a' T a Jrr' a. uJ^.T.1T.
bail prximo findo, manda fazer publico, que pe-|MSes m mo, &Te: dS P,,m"res' dos
Tanto o 3." como o 4.' cada um d'elles tem urna os-
ead urna obre outra, o papel he grosso'quasi todo
do algodflo, e spero ao tacto, as firmasRicardo
Pires Ferreira, Joflo Jos da Motta, Antonio de Si-
queira Moraes e Jos Vicente Ferreira, nflo teem
quasi semelhanca com as'verdadeiras; emflm mui-
tas outras irregularidades o imperfaicOes existem
as qualro notas falsas que examinamos minuciosa-
mente [o que reputamos ser de urna s chapa] mas
que, escapando prespicacia da vista a mais perfeita,
s so patcnloam com o soccorro de boas lentes. Po-
rcm os defeitos que acabamos de enumerar, sflo
tflo salientes, que nos deram intima convicefio da
falsidade. Quanto as duas de20/rs. segunda es-
tampa, primeira serie, ns. 37*562 e 78,373, sflo de es-
tampa falsa o tas que sflo ja muito condecidas, e por
isso prescindimos de sua analyse.. Dos guarde a
V. S. por muitos annos. Ouro-Preto, 21 de margo de
1848. ---lllm. Sr. inspector da thesouraria-desta
provincia Cezario Augusto Gama, Manoel los dos
Santos. K para quo chegue ao conhecimenlo de to-
dos se maudou afllxar e publicar o presente. Ouro-
Preto, secretaria da fazenda, em 23 de margo de
1848. Oofilcial maior Antonio Jos Ferreira da
Silva.
ranle a mesma thesouraria se ha de arrematar em
hasta publica, nos das 26, 27 e 29 do correnle mez
de maio, a quom por menos fizer, o servigo da ca-
patazia do algodflo, conforme dispoz o capitulo 6/
doregulamenlo provincial do 4 de junho de 1847
sendo a arrematagflo por lempo de tres annos, e os
dias que decorrerem to em que o arrematante en-
trar noexercicioalofih do junho de 1851.
Os Concurrentes comparecam competentemente
habilitados nos dias indicados, ao meio-dia.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelos Diarios.
Secretaria da thesouraria das rendas provinciaes
de Pernambuco, 2 de maio do 1848.
, O secretario,
Nimio' Ferreira da Annunrfacdo,
Miguel Archanjo Monteiro de Anirade oficial da im-
perial ordem da Rosa, cavalleiro da de Chritlo e ins-
pector da aifandega de Pernambuco, por S. M. o
Imperador, que Dos guarde, etc.
Faz saber que, no dia 5 do correnle [hoje] ao moio-
dia, e na porta da aifandega, se Inflo de arrematar
esouraria da fazenda *2 barricas com cimento, no valor de 426,4000 rs.,
abaixo escripto, que, i'W'J Plo amanuense Gongalo Jos da Costa
' ^ e Sa, no despacho por factura ab o D. 4461: sendo
bello adianlamento, na realidade e como a.amblcao de
madamoisella Nicolina a levarlonge! Nicolina, amante
de ura guarda francs!
KGilberto ac pdz a cantar, rehntando de riso :
AToi guardas [raneexts
Tmha um namorado.
Pelo amm de lieos, senhor Gilberto, exclamou Ni-
colina, nao me olhe assim. O seu olhar he de rao : re-
Direi, continuoii Gilberto, que se eu, que sou co-lluz no escuro como ura galo. Pelo amor de Dos,, niu
nhecio de Mr. de faverney, de Mr. Filippe e de ruada- ria mala, que o seu riso rae causa raedo.
moisella Audrrza, coramettl o crime de me introduzlr
em sua casa, por nao poder resistir iiiquirtacao que
me Inspirava a sadc de meus amigos amos, e principal-
mente a de madamoisella Andreza, queeu tcotei salvar
daquelle inferno da praca, e tanto o tentei que me fi.
cou, cointi voss mesma conlessa, umpedaro do vestido
na rao ; direi que, se eu commetti este crime bem des-
culpavel de me introdutir aqui, vossl commetteu o cri-
me imperdoavel de introduzlr ura estranho em casa de
seus araos, e de ir encontrar esse estranho na estufa,
ande passou una boa hora com elle.
Gilberto I Gilberto!
Ah I isso he que lie ter virinde : essa he que he
a virlude de madamoisella Nicolina. Ah! a senhora
acha ino que eu estela nu seu quarto, no ctanlo que...
Senhor Gilberto!
Agora pode ir dizer a madamoisella Andreza que
eu estou apaixouado por ella, porque cu direi que estou
apaixonado pela senhora, e ella me acreditar ; porque
a senhora mesma re a asnelra de lli'o dizer l era Ta-
cerney.
; Gilberto, meu amigo.....
E ho de expulsa-la, Nicotina ; c era ve de ir para
Trianon, para junto dadelphina, cora madainosella
em vez de ir minorar com bello, aenhorea e ricos geo-
tis-lioment, como pur certo ba de facr c ficar nesta ca-
sa ; ein vez i.lu, ha de ir juuur-se coui o seu amante,
Mr. de Beautlre, nra|alferes, ura soldado. Oh! que
lampa, ondo se v a planta d'esta cidade em duii
pocas : 1654 e 1844.
tte'u tayao de Locke
no seu ensaiosobre o entendimento humano, por 0. Cau-
tn, traduccio porlngueza, 1 tio/vo8.
Esta obra, escripia com notavel clareza,.abundan-
cia e rigor lgico, he urna daquellas-de que mais ca-
recen) os estudantes, o em geral as pessoas que
co mega ni o estudo di pbilosophia, para fcilmente
entrarem no conliecimenlo da natureza inlellectual
e moral do homem : lie um livro polmico, rico de
ideias o de estylo, modelo de analyse e de dialctica,
proprio para desenvolver o espirito dos principian-
tes, dando-Ibes urna instrucgflo solida nesta mate-
ria. Vcnde-se encaderjiado na livraria da esquina
do Collegio.
_____L ,_i. '!!" m i i r i ''
Avisos aiaritimos.
Para o Porto sahe com brevidado a barca portu-
gue/a Espirito-Santo, por ter a maior parte do seu I
carregamento prompta : quom na mesma quizerl
turo, eaminlion com a cabeca baixa para a estufa, onde|
cll'eclivainenle a esperava era grande ancledde o Iff-
res Beausirr.
Pela sua parte Gilberto, tomando as meimas precau-l
ces para nao ser visto, tornou a ganhar o seu muro >l
sua corda ; cora o autillo da cipa da vinha e da canica-I
da, chegou varanda da cacada do prlmelro andar, e|
sobio rpido at s suas agoaa-fur.tadai.
A fortuna quii que elle nao encontraste nioguein nl
suaasccnsa ; as vizinhas j eatavam deiudasre Tbere-I
za ainda eslava mesa.
Gilberto eslava mais que exaltado, pela victoria quel
Eutfio, disse Gilberto cora um tora, de voz impera-' acabava de alcancar sobre Nicolina, para ora ter meda
tivo, abra-inca porta, Nicolina, e era mais urna pala- de escorregar sobre a goteira ; pelo contraria, senta fl-1
vra de tudo isto. le era sj o poiWr de camiuhar como a fortuna por cima I
Nicolina abri a porta cora to violenta convulsao ner-1 de unia-navalha aliada, ainda que casa navalha tivfss'l
urna legoa de comprldo, porque no flm delta acmpre I
vosa, que os hombros se Ihe agitavam e a cabeca Ihe
trema como a de urna velha. -
Gilberto Toi o prlmelro que sahio, e com muito soce-
go ; e vendo que Nicolina o guiava para a porta da sa-
bida :
Nao, disse elle, nao voss tem os seus ineios para
introduzlr gente aqui ; e eu tenho os meus para aahir.
V para a estufa v euconirar-sc de uovo coiu o seu
querido Mr. de Bcautire, que a deve esperar com impa-
ciencia, e esteja com elle dez minutos mala o que de-
via estar. Concedo esta recompensa sua discrico.
De minutos ? e para que dez minutos ? perguntou
Nicolina toda trmula.
Porque me sao necessarios estes dei minutos para
desapparecer v, madamoisella .Nicolina, v ; eteane-
Ihanic mullid' de Lolh, cuja historia eu Ibe coutava
l era Taveruey, quando a senhora rae inarcava ahora
dos colloqulos entre as modas de feno, nao se volte para
tras, porque llie uccederia cousa peor que o ser rauda-
da em estatua de sal. V, bella voluptuosa, v ; agora
io tenho mais nada a dlzer-lhe. I
Nicotina, aubjugada, espantada, aterrada com esta I
aiucaa de Gilberto, que linha uas raaos todo o sea fu- J
elle enjergara Audreza,
Chegou Gilberto, portanto, sua trapeira, fechou
janclla, e rasgou o bilhete que deixra sobre a meta, no |
qual aiirda ninguem linha tocado.
I)'ah deitou-sedeliciosamente na cama.
Mei hora depois, Thrreza cumprio a sua palarra, *
foi pela fechadura pcrguntar-lhe como passava.
(Gilberto retpondeu com um agradeciraento, entrecor-
tado de hocejos, como ura hoinein que auorre de oinso.
Elle desejava achar-se s, bem s, na obscuridade e no
silencio, parase farlar cora os seus pensaraentos, Prl
analysar com o coraeo, com o espirito, com todo o
seu ser os pcnsamenlos ineflavelt detsa noite dvora-
dra.
Cun effeito, dentro era pouco, tudo Uie desappareceu
aos olhos, o baro, Filippe, Nicolina, Betrusire; t nernl
elle vio outra cousa no centro de todas as suas Icinbran-r
fas. seno a linageiu de Andreza raeia nua, cora os bra-
cos em arco por cima-da cabeca, tirando as alfinete do
cabellos.
(C /


***
*m

Sh-
csrregar ou ir de passngem, pira o que ten bons
commodos, dirija-se io consignatario Francisco
Alves da Cunha, na rido Vigario, n. 11, qu com o
capitilo Antonio Ferrira Leile Jnior, a bordo.lou
na praga do Commercio.
Paraoltio-de-Janeiro sahr, breve, o brgue
Minuano, o qual tem liona commodos para passa-
gefros e oscravos : quem no mamo quizer ir de pas-
sagcm ou embarcar oscravos ilirija-seaos consig-
natarios, Amorim IrmAos, na ra da Cadeia, n. 45,
ouaocapilfloa bordo.
Para o Rio-do-Janero segu, em pocbs dias ,
n voleira escuna Galantt-Maria forrada e pregada
de cobre; recebe uuicfmente passageiros e escra-
vos a frete, para.o que tom excallenles commodos :
trata-s coui Silva & Grillo, na ra da Moda, n. II.
Vende-se a escuna nacional Ba-f, de conslruc-
cflo portuguo2a e d lote, de 116 "toneladas," forrad!1
de cobre, o prompta de'todo o neeessario para se-
guir viagem logo que doscarr'cguo o charque : pde-
se examinar defroule da alfandog, anude se acha
Tundeada, e a bordo so encontrar o seu inventario :
pora tratar falle-so com o seu capillo, a bordo da
mesma. ou na ra da Cruz, u. 45, om casa de Nasci-
menlo & Amorim.
Avisos diversos.
,-.------------------------------1i-----------------------------------------------------------------------------
Offeroce-se um rapaz casado, com pouca fami-
lia para caixeiro de algum engonbo ou mesmo
para caixeiro de cobrangas aqu na praga, para 6
que di peasnas muito capazos para Informarem do
sua conducta : quem de seu presumo se quizer uti-
lizar dirija-sea ra de Hurlas, junto a igreja dos
Kaftyrioi, n. 142, primeiro indir.
Nos dias 5 e 9 do corrente, perante olllm. Sr.
Dr, juiz dn civel, na .ala da audiencia, depois desta,
se ha de arrematar om boa casa terroa na ra do
Jardim n. 56, a qual he-nova: quem a pretender
comparoca, que he a ultima praca. A casa he pe-
nhorada a Francisco Jos do Paula Carneiroo sua inu-
lher.
Furlaram, na Passagem-da-Magdalega, um ca-
vado ruco, sellado e enfreado ; he grande, rabilo,
pescocudo e est gordo : quem o pegar leve ao
Aterro da Boa-Vista, n. 8, que ser recompen-
sado.
O-se um cont de ris a juros a um q mcio
por cont sobro hypolheca do propriedades nesta ci-
dade : na ra Direita, n. 86, primeiro andar.
Precisa-se de um fcitor que saina tratar de
horta, pomar e enchcrlo : na Atorro-da-Boa-Vista ,
U. 43.
.Precisa-se alugar duas prelas : na Camboa-do-
Garmo, n. 21.
Pedo-se ao Sr. Jos da Costa, que vende palitos
de fogo, que annuncie a sua inorada, para, so tratar
negocio de interesse.
Quem annunciou querer alugar um armazcm
na ra da Praia, falle a Jos Hygino de Miranda, que
ten um excellento armazem bem afreguozado, pa-
ra alugar.
Precisa-se, para urna boa venda rioMontoiro, de
um Caixeiro capaz eque d fiador a sua conducta,
o al intoresse so Iho dar se preciso fr e se sua ca-
pacidade o porniittir : a tratar na cocheira atrs do
tbeatro.
Precisa-sa alugar urna preta para venda de
ra: na venda da esquina das Barreiras, ra do
ilondego, n. 49. *
Hoje, 5 de malo corrento, se ha de arrematar
por venda, urna pequea casa na-ra do Callabouco
ou travessa dos Quarteis, depois da aqilienca do
Sr. Dr. juiz do civel, o na casa das inesmas, por
oxecucSo contra Francisco Jos Paula Carnoiro o
sua raulher, cscrivaoo Dr. Cunha, por sor a ultima
praca. i
Aluga-so um preto de idade para o servico de
urna casa, dando-sc-lhe o sustento' e pagamo-se
meusalmento ou por semana : na ra do llangel ,
A O CURIOSO.
Pede-se ao curioso que acliot tuna
caria fechada, tendo no sobrescripto as
lettiMs S D. M. S. V., que n;le limpar
o c..... com eilaquando quizer
Aluga -se, por 9,000 rs o segundo andar da casa
de sobrado da travessa da ra Bolla : a fallar com Jo-
so Joaqun) da Silva Maia.
I. Francisca Mara do Menino-Heos remelle pa-
ra o Itjo-de-JaneirD o seu escravoMalheus, crioulo,
para o servico de seu sobrinho JoSo Coe|) Bastos.
---Quem iver e quizer alugar um escravoque
cntenda alguuia cousa de cozinha, dirija-se ao pateo
do Paraizo, n. 4, onde, alm da paga, so faz a vaii-
lagem de oaporfeigoar na arlo.
LOTERA
Para as pessoas que tencio*
uam seguir viagem.
Na ra do Rangel, n. 9, continuam-se a tirar pas-
sapnrtos pira dentro e fra do imperio, despacham-
so escravos e correm-se folhas ludo com brevida-
do e por prego multo e muito commodo.
Quem annunciou querer hypolhecar urna cscra-
va, dirija-se a ra Nova, sobrado n. 7.
Quem precisar de urna parda de meia idade,
pare ama do casa de nm homem so I te ro, para todo
o servico interior, dirija-se a ruado Mundo-Novo,
n. 34.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra da
Senzalla-Velha, n. 70, com bOns commodos : a tra-
tar no primeiro andar do mesmo sobrado.
D-se dirilieiro a juros, em pequeas quantias ,
e sobre penhores de ouro : na ra Direita, n. 70, se
dir quem d
--0 Sr Jos Mara do Espirito-Santo lom urna
carta, vinda dd Sobral, na ra da Cadcia-Velha,
Ni ra do Fogo, n. 84, continuam-se a tirar pas-
saporle para dentro e fra do imperio, e correm-se
folhas: tudo com brevidade e por preco muito
commodo.
Aluga-sc um preto vclho, robusto, para o ser-
vico dealgumsilio porser muito l>om de enxsda
e entender do planttcOes: na ra Nova, armazem
n. 67.
~ Precisa-se do duas amas para urna casa de pou-
ca familia : iia ra da Cadeia de S.-Aiitonio, n. 21.
I'recisa-so do um pequeo para cafxeiro de loja
de fazendas .-"no Alerro-da-Boa-Vista, loja n. 24.
Precis-so de um primeiro ou segundo andar
le nm sobrado, cora commodos para urna pequea
Cruz : quem o liver
Do Hospital Pedro II.
O thesoureiro dest lotera, tendo de
marcar o dia em que devem correr as ro-t
das da quarla quinta parte da mesma,
julga que vista da concurrencia dos
compradores poder ser ex.trah.ida no
dia 27 de inaio prximo vindouro.
Aluga-se o sobrado de dous andarea sito na
praca da Roa-Vista n. 6 a tratar na botica da mes-
ma casa.
.*-- Hoje, 5 do corrente, depois da audiencia do Sr.
crautor juiz do civel, se lia de arrematar a casi da
ra de S.-Jos, n. 43-, com 20 palmos e meio de
frente e 68 e meio de fuudo com*3 ou 4 quarlos ,
cozinha fra, quintal murado, cacimba e ch.los
t>ropros avahada em 600,000 ra. por execueflo
de D. Manoella Francisca Monleira Regada contra
J080 Ignacio de Avilla.
7 Procisa-se de um trabalhador de massera : na
ra Direita, n. 40.
Vende-se, para fra da provincia ou para en-
genho, um molequo crioulo de 15 anuos de idade e
dtioa figura, que cozinha o diario de urna casa e
tem principio do offlcio de pedreiro : a tratar na ra
do Crespo, n. 12, coro Jos Joaquim ;da Silva Maia.
.Manuel do Amparo Caj avisa ao respeitavcl cor-
po de commercio o aos seus freguezes, que Antonio
da Silva Basto Pimentel deixou de ser seu caixeiro
desdeo da 29 de abril prximo passado por ello
mesmo tor-se despedido.
Pergunta-seaos Srs. administradores da casa
do fallecido Joaquim Antonio Ferrira de Vascon-
celos, seaviuva eorpliflos estilo autorsados a ven-
der 135 palmos de terrono a Domingos Jos Mar-
tina, pela quanlia de 300,000 rs. Pergunla-so tam-
bera aos meamos Srs. so todos os credores do ca-
sal assignanm para que se desse o sitio e otaria a
mesma Snra. urphflos,.sitos estes no Remedios :
tenham a bondade do responder a (estas pergun-
tas curiosas.
Precisa-so de um caixeiro de 12 a'15 annos, quo
tenha pratica de loja de miudezas ou sein olla : na
ra do Hozarlo n. 26.
Jos Joaquim .Lopes Moreira & Irmo fazom
scienleque Thomaz Jos Ferrira contina a ser
caixeiro da sua loja de cora o por isso contina na
cobranca como al agora.
- Preciso-se alugar urna ama de lei-
te, que o tenha em abundancia, e seja de
bons costumes psra acabar de criar um
menino de 5 mezes. Paga-se bem. Diri-
gir-se ra do Rangel, n 59, segundo
andar.
-- lugam-se as seguales casas: um sobrado de
um andar com sotSo c lojas na ra do Sebo, n. 50,
por 300,000 rs. annuacs; urna casa terrea com quin-
tal cacimba o commodos para familia na ra da
Uniflo 11. 3, porp 4,000 rs. nionsaes ; duas ditas
com iguaes commodos na Trempe ra da Sole-
dade ns. 33 o 35 por 10,000 rs. monsaes ; duas
ditas peqnonas, na ra do Sebo, ns. 52 e 34, por 7/
rs. mensaes ; urna dita pequea na ra da Uniflo ,
11. 1, por 10,000 rs. mensaes: a tratar no escriptorio
de F. A doOliveira, na ra da Aurora, n. 26.
lim estrangeiro propOe-se a dar lices particu-
lares de inglez o portuguez correctamente, tanto no
fallar [como no traduzir : porm ailverto que nflo
he fundado sobre o tal novo melhodo ja annunciado
por um oulro concurrente. Quem de. seu preslimo
se quizer utilisar, dirija-sea ra da (.lona, n. 86.
Na ra do Aragflo, n. 4, bairro da Roa-Vista,
fazem -so quaesquor cortinados, tanto de cama co-
mo para jaucllas, com a maior porfeigflo possivel.
Atlencao !
Na loja da ra do Queimado, n. 30, de Jos Joa-
3uim de Novaos, contina a haver um soi lmenlo
e obras feitas ; chapeos de todas as qualidades ;
ditos para meninos e meninas; ricos chales do seda;
mantas de seda ; lencos de todas as qualidades ; e
outros muitos objoclos que lia para vender.
Irmandade de S. Rita de Ca'ssia.
A mesa regedora da irmandade do S -Rita de Cas-
sia avisa a todos os seus irmlos para comparecerem
110 consistorio da irmandade, no dia 7 do corrente ,
pelas 8 horas da-mandila, afim do se eleger a mesa
que tem deregera irmandade no anuo de 1848 a
1849 pndindo encarecidamente aos actuaes mesa-
rlos quo. nio deixem de comparecer neste dia afim
de nSo linar frustrada esta cleicflo, por falta de nu-
mero.
Na ra de Agoas-Verdes, n. 26, dSo-so bolos de
vendagem a 80 rs. a pataca : tambero se ongomma
a 100 rs. cada pega ; c|arroam-se bandejas por menos
prego do quo em outra qualquer parte.
Offerecc-se um rapaz para cnsinar prime-iras
letlras lalim ,e msica aqui na praga indo dar li-
gOes ero casa de quem quer quo precisar, ou em
algum lugar fra da cidado: quero quizer annun-
cie.
Aterro-da-Boa*Vista, n. 16.
Pommateau, culileiro e ar*
meiro,
tere a honra'de, participar ao respeitavel publico
que recebeu de Franca, pelo ultimo navio, um sorli -
ment de armas francezas, espingardas, piallas de
motilara e do algibeira, superiores espoletas de
marca C ; tudo quanto pcrlence a culilaria ; finas
navalhas, as quaes se garante; estojos com lodos os
seus perlences para homem; brides, esporas, chi-
cotes, bengalas, bandejas, potes do lianha prepara-
da para conservar o lustro do ago e prohibir que se
euferruje : tudo por prego commodo.
hir enrormardentes sobre piSo e sobre chapa da
melhor roanoira e com' a maior perfeigfto, conformo
is ultimas doscobertas, lauto na America como na
Europa.
MARGARIDA DO PIRY DO PARA"..
Pergunta-so quem he o pelourinho da reputagBo
lheia, hoje no Pir ? f
Respondc-se be iquelle mesmo que mandou cra-
ar o punhal no corag3o de seu virtuoso, honrado e
carinbosopai; he aquello mesmo que escandalosa-
mente defendeu com o dnhero de sen pai aus as-
sassinos deslo ; he aquello mesmo quo osla escan-
dalosamente concubnado com urna das cumplios
na morte deseo pai, e que d'antes j eslava assim
com elle; he aquello mesmo que hoje sein pudor
esem vergonha atassalha a repulag.lo do todos
aquellesqueoram verdadelrs amigos de seu pai
s porque nflo se Ihe louva, e sim aborreco-so ao
homem de to vil e infame proced ment ; e anda
ha de ser aquelle mesmo que seu cumplice, antes de
subir a forca, Ihe pora os podres no largo. O Ni-
talio & C.
Deseja-se saber da moradia do Sr. Joaquim An-
tonio o qual j morou na Boa-Vista, para negocio
de seu inleresso.
-- O Sr. Jos Anlonio Brandflo Guimaraes tem urna
carta, do serlSo, na praga da Independencia, livra-
ria ns. 6 e 8.
Precisa-se alugar um cozinheiro ou cozinheira i
na ra da Cadeia do Santo-Antonio, n. 22.
Precisa-se do duzentos mil ris a premio com
hypolheca em urna escrava : quem tiver o Ihe con-
vier este negocio annuncie,para ser procurado.
. -- Aluga-se urna loja na ra da Praia do lado da
sombra a qual servo para negocio e moradia por
prego commodo : na praga da Independencia, livra-
ran.OcS.
Ao respeitavel p -hlieo.
<) aba ixoassignado avisa que so rol ira impreteri-
velmentedesta cidado ao lim de 4 a 5 das e em ra-
siio do oslar muito oceupado na sua mesma. casa, na
vespera de sua sahida nflo Ihe he possivel ir milis
em casas particulares : tambero roga as pessoas que
teetn i irado retratos que ha ja ni de os r buscar at
o'lim do presente moz. Oabaixo assignadoaproveila
esla occ'asiflo para dospedir-se dos seus amigos e do
publico geralmonte.a quem s podo dizcr.que Ihe fica
muito agradecido polo bom tntamonto o amizade
quo tem recebidu nesla cidade. Carlot D. Fredri-
ck$, professor do daguerreotypo.
Vai praga para, ser arrematado nos dias 18,
92 e 25 de malo, para pagamento dos credores do
fallecido Joaquim Antonio Ferrira de Vasconcellos,
o seguintc:
Una casa de sobrado do uro andar esotflo, com 35
palmos'de frente e 85 do fundo, acabaJa por fra,
com viilracas, o por dentro assoalhada o forrada,
com portas e ensarnis; faltando apenas os lapa-
mentos; com um viveiro de peixe, quintal em a-
berto oom 292 palmos de fundo em chaos do foro:
outra dita, pegada mesma, de guacs dimenses,
acabada por fra com caixilbos o envidragada, e
por dentro smenlo travejada, com camboa pelo
centro do quintal, com os mesmos fundos da ou-
tra, e um caixflo de alicoree para duas moradas do
casas de 62 palmos de frente e 72 de fundo.com
quintal em aborto que comprehende a mesma cam-
boa: e finalmente um terreno no mesmo alinha-
inento, com os competentes fundos e camboa que
fica no centro do quintal em chflos do foro: tudo
situado na frento da estrada que vai para a Magda-
lena, fazeiido esquina com a que vai para o Remedio:
as pessoas que quizerero arrematar ditos predios
quoiram comparecer nos dias mencionados por-
ta do Sr. juiz dos orphflos na ra d'Aurora na
Ba-Vista.
Avisa-so aos Srs. estudantes que compraram
compendios de philosophia por Charm no collo-
gioS.-Antonlo para que mandem all receber as
ultimas formas que completam o compendio; as-
sim como roga-sc-lhes o favor denessa occasiflo sn-
tisfazerero a importancia respectiva.
Tendo-so perdido em umdos ltimos dras da
Botina-santa, da igreja matriz S -Fr.-Pedro-Gon-
galves do Recife, ra-do Vigario, urna carteira de
cor encamada, contendo alguns papois, o no nu-
mero desles tres letlras o urna cdula de 20,000 rs.;
roga-se a pessoa que a achou ', querendo restituir,
dirija-so a ra do Queimado, loja d fazendas n. 57,
quesera recompensada com 10,000 rs. Advcrle-se
quo'com esta gratrflcago ganhar mais quero achou
a dita carteira, do que se licar com ella visto quo
os aceitantes das letlras j se acharo provenidos, o
nflo pagarflo os sous importes a outra pessoa que
nao seja o aniiuncianto ; assiro como que, sendo a
cdulas das da primeira serie c de numero 31,505,
he falsa, s aoannunclanle pode servir por isso
que sabe de quem a recebeu, c a podo destrocar
com a mesma pessoa. .
Precisa-se do um homem de idado para cn-
sinar a ler, escrover e contar em um engenho na
freguezia da Escada : a lratar.no largo do Carino,
venda n. 1.
Precisa-sede um trabalhador de massera, que
seja preto : na ra Direita, padaria n. 26.
Quem proci'sar de urna ama para o senrigo in-
terno de urna casi, dirija-se a ra doareiil o forte
das Cinco-Pontas, n. 41.
Precisa-se alugar um preto padeiro : em rri-
de-Portas, ra dos Guararapes, n. 4
* CURSO DE PHII.OS0PHIA.
Fre Jofl Capstrano do Mondonga tem aborto, no
convento de Santo-Antonio desta cidado, um curso
de phlosophia ; as pessoas que o quizerom froquen-
taro podero all procurar,.! qualquer hora, escop-
los da 10 as 12 da mantilla.
AOPUPLICO.
Em 25 do outubro de 1845. .fallecen nesle cidade o
ir. Manotl Jos Machado Malkeiro, socio que foi da
extincti firma do Machad- & Sanios, e segundo
consta, at esta data do hojo, o Sr. Manotl da Silva
Sanios, ex-socio daquellefallecido, nflo tem pago,
nem ao testa mele iro o neni aos herdeiros do mes-
mo Malheiro ,d que em seu poder tem, e que per-
lence aos herdeiros daquelle fallecido! 1... He na
verdade para lamentar que o Sr. SanUn aindi nfto es-
teja saliseito dedeafruclara fortuna daquelle falle-
cido; eque, segundo infonnam, os lucros daqueila
quanlia j pdem dar ao illtutroSr.Sanloi pin um
par de sapatos !!!... Tenha pois o Sr. Sanios
conipaixflo dos que existem pois os morios nao
precisam mais: isto Ihe recommenda um seu afei-
guado, o com a sua resposla, se dir quem he a sua
pessoainha !!!... apezar do nflo ser uesta praga
muito descouhecida 1. 8ou ir. Santos, um amigo
daquelle que deu a Vmc. principios na carreiracom-
incrcial e que tilo mal Vmc^ Ihe pagou !_!!...
Precisa-se de preta que vendam po pagan-
do-so vendagem : na ra do Burgos, (Forte-do-Mat-
to, padaria que foi do Allemflo.
-- Belhar & Irmo,- residentes na villa do Crato,
remetteram para esta praga o seu escravo, de nomo
Antonio que representa 28annos; e he de estitura
regular : cujo escravo veio para ser vendido: e como
no da 28 do prximo passado fugira, roga-se a ap-
prchensflo do mesmo lovando-o ao Recife, a Joflo
Jos -lo CarvalhoMoraes, quo recompensar. t
sSm
Compras.
--Compra-se una macuca viva: nesta tyoogra-
pha se dir quem compra.
Compram-se, effeclivamente, todas as qualida-
des de trastes usados, o lambem se trocim por ou-
tros novos: na ra.Nova armazem de trastes, de-
fronte da ra de S.-Amaro, n. 59.
Compram-se os Diarios do Govsrno, de Lisboa,
deste anno : quem liver annuncie.
-- Compra-so a obra de Moral, por Monte, em se-
gunda mao : na ruado Caldeireiro, n. 66, ou an-
nuncie.
Vendas.
-
familia o quo seja na ra da Ci
\ '.'rija-se a ra do Vigario, n. 87.
UUA DA CRUZ, N. 40, SEGUNDO ANDAR.
rTW."llaynon, cirurgiflo-dentista dos Eslados-Uni-
dosda America do Norte, tondo-s resolvido ficar
mais algunia lempo na cidade de Pernambuco, pe-
lo presento participa aos seus amigos o ao publico
cm gera!, que elle sempre se achara prompto a qual-
quer hora para fazer qualquer operagflo que seja so-
bre os denles, como seja chumbar, limpar, e extra -
S0OED.ADE
rHILO-DRAM/VTKA
Vende-so, ou permuta-se orna casa terrea, sita
na ra do llom-Scosso em Olinda toda rectifica-
da de novo com um sitio, o em chflos proprios : na
ra de S.-Francisco casa da esquina, que volta pi-
ra a roa da Florentina. .
Vendem-se, na ra larga do P.ozro, n. 32, os
verdadoiros charutos de S.-Folix, frma-hivim ,
a-vista-l'a/-IV',traliuquillios, os afamados cigarros do
li lia vana charutos marca de fogo, e outras mais
qualidades de charutos bons, por prego commodo.
Vende-se um baldo de voltii, com 20 palmos
de comprimenlo e 14 ditos de Voltl.com lampo de
amarollo coro a palmos de largura, por barato pre-
go : ua rea larga do Hoza rio, n. 39.
Vendem-se, pof muito commodo prego, os se-
gu i utos i vros : Obras poticas de Bocage, 5 v.; ditas
do Jos Mara chi Costa e Silva, 2 v. ; os Animaes
fallantes, poema, 3 v. ; Naufragio do Sepulveda, 2 v.;
i:.ii las do Echo a Narciso, 1 .; Ruy, o wcudeiro, 1
v. ; Tentativas poticas, 1 v.; Robison Cruiu, 6
v. ; os Amores le C.imoes o II. Calharna de Athlhi-
de, 1 v.; Historia da criagflo do mundo Ir.; Re-
cordaces do Portugal ,1 v.; o Judeu Errante ou a
historia de Isaa e llaswerus, 1 v. de 142 pageos pe-
lo diminuto prego de 400 rs. esdi exemplar com
muito ricas estampas ,-proprias para adornos de sa-
las mostrando o convento da Italalha, em Por-
tugal, o a amena paisagem que o rndeia, edificado por
D. Joo I, ero memoria da batalha ganha peloa
Portugui-z.cs contra os Hespanhoes om Algebra-rota i
na ra do Rozario, n. 46.
Chcgaram as verdadei-
ras pi ulas vegetaes do Dr.
Brandreth, viudas no -brigue
Putuum, da Philadelphia, as
se venden na botica
O primeiro secretario avisa aos Srs. socios, que
os bilbetcs para a recita do dia 6 do correte, prin-
cipiam-sc a distribuir boje, ero casa do thesoureiro,
na ra do Rangel, n. 15 ; assim como, que a com-
missiiii administrativa se achara reunida pelas 7|
horas da noite dos dias 4 e 5, para approvagflo do
convidadps para que deverflo os Srs. socios re-
me'tter as suas propostas o bilhetes, dentro da-
quelle prazo; pois, lindo elle, proposta alguma soi
aceita. .
Arrenda-so o sitio denominado Salgadinho, com
excellcnle sobrado de uro andar,;tendo capella para
se celebrar missa com toda decencia e todas as
commodidades proprias para numerosa familia ;
aAcrescendo muitas arvores fructferas o terreno para
ptanlagOes. Os pretendentes dirijain-se ao Aterro-
da-Boa-Vista,n. 47, segundo indar, que acharflo com
quem tratar.
Prelende-se alugar um armazem na ra da
Praia : quom liver annuncie, o lambem se compra
um hrago de balanga e os pesos d duas arrobas at
uma quartirr
OlTeiece-sc uma crioula para ama de uma casa,
a qual sabe fazer tudo quanto se precisa om uma
casa : na Iravcss ddt.ivramento, sobrado n. 8.
Trocain-se as imagens deS. Joaquim, S. Anna
o Menino-Jcsus.
Precisa-se de uma'ama para cozinhar em casa
do um homem solloiro : na ra Direita, u. 38.
quaes
de Bartholomeu Francisco de
'unza, na ra larga do Roza-
rio, o. 50.
-- Vcndem-se saccas com farinha de mandioca,
a 3,200 rs o alqueire vclho : na ra da Cadeia do
Rccic loja n. 51, do Sr. Joo da Cunbi'Magalhfles.
I.oja de ^agalhes'# Irmo,
na ra do Queimado,
li. 46.
Nesta loja vendem-se cortes de cassas de cores, a
3,000 rs.; ditos de carobraia branca lisa, a 3,200 o
4,000 rs ; lengos de stiro de cures, para grvala, a
3,200 rs.; meios ditos, a 1,600 rs ; cambram abor-
tas, a 4,200 e 4,500 rs. o corte j ditas brancas aber-
tas, a 4,600 rs.; muito superior panno para toalhas
de mesa, de 4 palmos e meio do largura, a 640 rs. a
vara ; lengos hrancos de camhraia com beira iberia,
a 300 rs.; chita de coberta, a 200 rs. o covado: dita
pora vestido, de cor fixa, a 16 rs.; lengos bordados,
a 320. rs.; cortes de vestido de Iflazinha, a 3,200 rs ;
camisas de meia. muito superiores,a 1,400rs.; chales
de seda, a 10,000 rs.; mantas de dita, a 8,500 rs.;
chales do Ifla e seda, a 4,500 rs.; seliia|ttt. a 2,200
rs.; bicos do varias qualidades; esj|pdisto, um
completo soitimento de fazendas, prrjpTias pan esta
praga o provincia.
Vende-se uma preta de 24 annos de idade, qua
sabe muito bem engommar, cozinhar e cozer : na
ra Direita, confronte ao oilflo do Livramento, ven-
da n. 4, se dir quem vende. -
MEZ MARIANO,
vende-se a mil rs. : na praga da Independencia,
I ns. 6 e 6.

MUTILADO
i
m^m


f
Vendem-se Oracfles do Cicero em porluguez 3
xr. o Novo lestameiito 6 v. : na praca da Indepen-
dencia, loja de encadurnacao, n. 12.
ouro de lustro.
No Aterro-da-Boa-VIsla.loja n. 78, vendem-se pel-
lesde c/)uro de lustro, a 3,000 rs. ;sapalflos, a 1,200
ra.;bolms,u2,800 rs. -bonetes de varias quallda-
des, tanta par* homem como para meninos; bahs
de raadeira envernizados pincel proprios para
guardar roupa d.i enancas ou para outra quslquer
cousa a 1,0.00 e 2,560 rs.; ftocos da todas as cores e
grossuras a 240 rs. a vara.
Vende-so urna armado, 2 bracos do haauca ro-
mana urna balanza grande e pesos, torno* de me-
didas, o outros utensilios da venda da na da Cruz
n. 66 : a traUr com Miguel Joaquim da Costa, na ru
da Senzalla-Nova, n. *.
Vende-se urna ptima escrava, para todo o ser-
vico de urna asa, moca o muito sadia, com urna
cria de 3 mezcs: na ra da S.-Cruz, n. 72.
Loja lie cirguciro.
ltiiacloQiicifiiv.lu,ii. 10.
Lima.
Vendem-se uniformes militares pa-
ra tudas as patentes de logifio ca val -
biria e infantaria da guarda nacional, a
saber : chapeos armados ; barretinas
dragonas; bandas ; fiadores ; galflo lo
ouro, para calcas; tulins; cananas; pas-
tas ; espadas praleadas com roca e
sem ella, e tudoquanto pertcnce ao
completo dos ditos uniformes : tam-
bem aprompU|tiniformes,para msicas
para o quo podo mostrar os (igurinos
do ultimogosto da curte,
dade he sufflciente para chamar os compradores :
Ha ra do Collegio, loja nova da estrella, o. i..
Estajos com duas navalhasin-
glezas, para barba,
fabricadas rielo melhor autor, cliegadas no ultimo
navio de Inglaterra por 2.000 rs. cada estojo. Es
tns na vainas silo garantidas porque no 6 so tro-
camasqueporventura nflp saiam boas, como tam-
bero se restitue o seu importe quando o compra-
dor por acaso se no agrade de nentiuma del las ,
depois de experimenta-las, isto estando sem ferru-
(,'om e bem tratadas : vendem-se na ra larga do
Hozarlo, loja'de miudezas do Lody, n. 35.
y ovos gambrees.
' Vendem-se cortes de calcas da excedente e supe-
rior raznela denominada gambreflo, pelo barato
preco de 1,800 rs. o corte : esta fazonda tanto *m'
goto como em qualidade, rivalisa com as melho-
res casimiras : na ra do Collegio, nova loja da es-
trella, n 1.
Vendem-se 7 cscravos, sendo um negro da
Costa, proprio para todo servico; duas pretss, urna
boa quilandeira, quo cozinha o lava bem roupa; duas
mulatas mecas com habilidades, cuma mulatinha
de 6 a 7 annos : no pateo do Santa-Cruz, n. II.
Potassa e cal vrgem.
Vende-se milito superior potassa, a
potteos das desembarcada, e cal de Lis-
boa : no armozem de Bailar & liveira
ama da Gadeia no Uecife, n. ni
Vende-se urna preta de nacSo. de 20 annos de
bonita figura, muito sadia, sem vicios: sabe bter.
i'flo-de-lo, vender na ruar, e lava de sabflo sof-
rnvelmente: na ra do Collegio, n. 19, primeiro
andar.
Vende-se urna parda de 22 annos sem vioio
nem achaques, e que pngomma e cozinha soffrivel-
mento: a tratar com Jos Clemente dos Santos Si-
qumra na ra cstreita do Rozarlo, n. 8, ou na c-
mara municipal.
Vndem-se chitas rxas de diversos padrees, a
160 rs. o covado; brim escoro liso de linho, muito
lino, a 320 rs. a vara ; macodonia mesclada a 320
rs. o covado ; franklim'de cores, a 800 rs. o covado;
rstaos pintados, a 800 rs.; ehapoosdesol.de se-
da a 4,800 rs; e outras muitas -fazendas, por eom-
modo prego: na ra doQueimado, n. 8.
Rio-Formoso.
Vende-seuma obrigaoSodo Antonio de Paula Ma-
dureira, morador no Rio-Formoso : na ra da Ca-
deia do Recife, n. 8.
raranes, n. 38. Tambem se vende, na mosma casa
milho moldo, proprio para passaros. '
Fifissimns naval has de barba
fabricadas em Lisboa.
Estas navalhns silo feilasdo mais fino ac daSiic-
cia e temperadas oni agoa que contm os mesmos
principios que se encontrain na muito afamada de
GuimarSes, epara provar a sua superior qualidade
bastar saber-se quo silo preferidas por quom um
vez asexperimentou a quantas vom re Inglaterra
franca e outros paizes, onjfa a arlo de entelarla osla
nqueslronavelmenteem Brande adiantamenlo; teem
maisis sobreditas navalhas a importanto circumg-
tancia de conservaren! por multo lempo a aflacAo e
.cortarem com rapidez o cabello da barba, e final-
' mente nflo oflehderem nem levantaren* a poln ';.pa-
Ra provar a sua boa qualidade nflo se duvida dir
pira os.eompradores as experimentaren. Vendem-se
ttoicamtnte na ra do Crespo, loja n. 8 detlaiai
fuimos.
Vehde-se un cavallo castanho, capelo, Je mui-
_viitA1.,n....i.j.- -. l i. a vwiae-eeiim cavallo castanno, capado, Jemni.
2a7nno?Tnm Ri??^T.,t0 1!U **".*> to bons andares muito manteadofe manso,iqUe
' oZ El., Si?" de c,oz!nhe,r1 "P^0 dflo tem aehaques : na botica de Bartholomen FraT
eque he proprio para todo servico or n- ia.i0 g,1 ..i;---...^-ii. .- ..-.. ... an
Vendem-se superiores luvas para
senhora, de muito bom gosto por serem
e sem dedos a 560 rs.: f reos do todas
meninas e
de seda ,
is cures o
grossuras : no Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 78
Na' ra das Agoas-Verdes,
n. 46,
vendem-se duas exccllentes molecas de 10 a 13 an-
nos; umescravo bom carreiro;2 ditos para todo o
servico ; um moleque de nacilo, de 18 annos; um
pardo ptimo para pagem do boa conducta eque
lie perito sapateiro; duas escravas ptimas quitan-
deiras ; um escravo bom padeiro o carreiro.
illari'oi'iiiiii.
No Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 78, vende-se mar-
roquim de varias cores, a 2,000 rs. a pelle, o 500
rs. oquarto.
Vendem-se presuntos, baldes o tinas proprias
para lavar roopa; vassonra para varrer salas e ta-
petes : tudo ltimamente chegado dos F.stados-liili-
dos : na ra da Cruz/Vw, armazem do Davis & C.
Aovo panno para leoces.
Vende-se superior panno para Icnces, com 2 f
varas de largura pelo barato preco de 3,000 rs. a
vara : esta fazenda he melhor do que a bretanha de
Irlauda, da mesma largura,que ltimamente se ven-
iJeu nesta mesma loja por ser de puro linho : na
ra do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
A 1,000 rs. o par.
Na loja de GuimarSes 5c Companhia, confronte ao
arco de S.-Antonio n. 5, vendem-se meias de seda
preta curtas, pelo barato preco de 1,000 rs. o par.
Vendem-se postillas da-analyso de constituieflo
Sara o segundo atino da academia de Olinda ; ditas
e direito publico para o prirueiro anno : na ra da
Madre-do-Deos, loja n. 36.
Kriiis trancados de lis! ras e
q na (i ros.
Vendem-se superiores cortes de brim trancado de
Ifstras e quadros, para calcas, de lindos gostos e
do'oa qualidado pelo preco de 2,000 rs. o corto :
na ,-ua do Collogio, loja nava da estrella n. 1.
Casimira elstica, a 9T20 rs. o
covado.
Na loja da esquina que volta para a ra do Colle-
gio n. 5, vende-se casimira elstica de la e algo-
da o de lindos padroes e muito cncorpada pelo
barato preco de 720 rs. o covado, e que se torna
recommendavel para a estacao presente.
ilho.
Vende-se milho, a 2,000 rs a sacca : no caes da
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
Vende-se um lindo moleque de 12 a 13 annos,
sadio; 3 pretas de bonitas figuras, com habilidades ;
2 pretos 'de elegantes flgnras ; urna parda de 20 an-
nos, engommadeira o costureira no pateo da ma-
triz-de S.-Antonio sobrado n 4
Vendem-se os superiores queijos
loiulr i-io.s, muilo frescaes, a 6^0 rs. a li-
1
lira
, Ricos tapetes
para ornar salas, mesas, candieiros, lanternas, cas-
ti^acs o campainhas, redondos, quadrados o trian-
. guiares, bordados e de oleado com lindas franjas
de lila de todas as cores; luvas de torca I, proprias
para a Quaresma, ao ultimo gosto de Paris, pretas e
brancas, com dedos e sem ellos, a 1,600 ts. o par;
alpaca de linho,.a 640 e 800 rs. o covado : na ra do
Oueimado, n. 27, novo armazem de fazendas, de
Rayinundo Carlos Leite.
Sarja'licspanhola.
No novo armazem de fazendas, de Raymundo Car-
los Leite, na ra do Queimado, n. 37, ha chegado
. nm ptimo sortimenlo da verdadeira sarja hespa-
nhola, a 3,200 rs. o covado ; tambem lia de 2,200,
fl,500, 2,800 e 3,000 rs.; panno uno, prqvi de li-
: mao,,a 3,800, .000, 7,600, 8,000, 0,000 e 10,000 n.ii
> hipeqi francezes finos, do ultimo gosto de Paria ,
com aba maior, conformo a nova moda, a 7,000 e
,080 rs. Nenio a-mazeiiilambem se vendem flzen-
das por atacado o mais barato poasiiel.
presuntos para fiambre, a 56o rs
libra ; vassouraspira varrer casa ; ditas
para espanar por preco muito comino-
do : na ra do Trapiche, armazem n. 44-
FA HELO NOVO,
a 4^500 rs.
Saccasgrandes de 3arrobas com fardos: no arma-
zem de J. J. Tasso Jnior, na ra do Amorim, n. 35.
Vende-se urna negrinha de 14 annos, muito sa-
dia que cose e cozinha 1 na ra eslreita do Roza-
rio, n. 4, defronte da igreja.
Vende-se, ou arrenda-so um grande sitio na ra
Imperial, com duas mcradaa de casas, urna para
grande familia, na frente da ra ,e'outra mais pe-
quena dentro do nicsmo srlio ,' com bons parreiraes
e muitas fruteiras de boas qualidades todas novas
o ja dando fruto, com um grande viveiro no lundo :
na ra lliroita, n. 135, loja do cera onde se far
qualquer dos negocios, por seu dono ter de retirar-
se por molestia.
- Vendem-se acedes da ex-
mela companhia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, ra da Cruz,
n. 9.
Vende-se cevadinha de Franca, gomma de
araruta tupioca do MarantiSo, cevada por preco
commodu : na ra das Cruzes, n. 40.
Chitas pretas assenadas.
Vendem-se superiores chitas pretas assenadas,
muito acreditadas pela sua qualidade, a 240 rs. o co-
vado : na loja da ra do Collegio, n. 1.
Vndem-se ancorlas de
diversos tamanhos, com vinho da
Madeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade: no escriptorio de
Oliveira Irmos 8c C, na ra da
Cruz, n. 9.
Vendem-se chapeos de superior
castor, brancose pretos, por preco
mulo barato : na ra do Crespo, n. la,
lcele Jos Joaquim da Silva Maya.
canoeiro, e que he proprio para todo servico prin-
cipalmente para pagem : na ra Cruz, n. 43.
Vonde-so urna bonita orioula de S2 annos com
principios do engommado e que cozinha. nSo tem
vicios e he de escolente conducta: na ra esfrej-
la do Rozario, n. 31, primeiro andar.
Venderse urna escrava eom urna (Iba todas
mu lindas : a escrava ho propria para ama de leite ?
na ra da S.-Cruz, junto ao mestro Victorino An-
tonio Harljns.
---Vende-se ouro o prata sem feitio : na ra do
Collegio, n. 6.
Vendem-se dous pares de diccionarios inglezes,
de Vieira obra grande e pequea ; e a bistorii de
Inglaterra : na pra^a da Independencia, livraria
ns. 6 o 8.
Vende-se um trancelim, proprio para menina,
por ter pouco mais de tres annos, que tem-seis
oitavase mola do peso; umpar de brincos de ou-
ro, coai tres oitavas o 4 diamantes : tudo sem fei-
tio : no largo do Carmo, venda-n. 1.
Cha superior.
M
A 1^660 rs o covado.
Vende-se merino preto de 7 palmos de largura,
pelo barato preco de 1,600 rs. o covado : na loja da
esquina que volta para a ra do Collogio, n. 5, de
GuimarSes & Companhia.
Vendc-se um moleque do bunita figura, de 20
anuos, sem vicios com oflicio do sapateiro : na ra
Nova, armazem n. 67.
Vendem-se, por preco muito commodo, 2 pa-
lanquins em meio uso, sendo um da Baha eo'ou-
Il.ro de modelo antigo ; um sortimenlo de cadeiras,
espelhos, armarios, guarda-louca, ricas carteirasde
viagem e outros muitos objectos quo a vista do
comprador se faro patentes: na ra Nova, armazem
n. 67.
Vendem-se saccas com arroz de casca, a 3,200
rs.; ditas com milho a 3,200 rs. : na ra da Cadoia
de S.-Antonio, n. 21.
Quadros.
INa loja de iniud>zas,/de 4
Saj-ja mais barata nao he
possivel.
. "Jwxle-se superior sirja pret* hospanhola pe-
lo bMtftfrprflco de 2,W0ts. o covado : a sua fMl,-
Vendc-se cha superior: no pateo do Collegio lo-
ja nova de livros n. 6.
Vende-se assucar refinado em pfles de 10 i 11
libras : na ra do Trapiche-Novo, n. 22, armazem
de Ilebrard & Companhia.
i ~vfndeI-se, sobrado n. 7 ni travessa da Madre-
de-l)eos, de dous andares e sotfio, com varandas
de ferro a tratar na ra da Cruz, n. 50.
Vendo-se.o vinho genuino da companhia geral
da agricultura das vinhas do Alto-Iouro, muito
proprio para mesa empipas, meias ditas e liarris
dequarto:a tratar no armazem do JoSo Tavares
Corderro, on com Antonio Francisco de Moraes,
agente da mesma companhia.
Vende-se o Recreio, jornal das familias, obra de
rnslriiccJfo, ornado com muitas estampas, por pre-
co commodo : no Alerro-da-Boa-Vista, n. 8*.
Vende-so urna preta de 30 a 40 annos com l-
gumas habilidades : na ra Direita n. 93 segundo
andar, na esquina do becco do Serigado.
-- Vende-se um bah grande coberto de sola ,
muito bem arranjado por proco commodo : na ra
Direita, venda n. 93.
-Vende-seuma parda de 18a 20 annos, de boni-
ta figura, com dous fillios mulatinhos umde 4 an-
uos. eooulrode2: a pardaengomma muito bem,
cozinha, cose o lava de salmo o varrella nflo tem
vicios nem achaques: o motivo da venda so dir ao
comprador : urna preta de 20 annos, de bonita figu-
ra que cozinha o diario de urna casa, lava uiui bem
de sabo e varrella, e cose alguma cousa: na ra
da Concordia passando a pontezinha a direita
egunta casa terrea, se dir quem vende.
Vende-se urna das melhores vendas, sita no
bairro da Boa-VisU, por detrs da Igreja da S.-Cruz,
n. 1, na osquina que volta para a ra da Alegra : a
Iralarcom o seu proprieta rio, Firmino Jos Felu da
Rasa.
Vende-se, na ra do Collegio, n. 6, milho bom,
a 2,400 rs. oalqueire.
-Vende-se, por320 rs., o capim quo um preto
poder carregar: em Olinda, na ra da Boa-Hora,
rasa quo tem muro novo.
Vende-se um moleque de 18 annos; de bonita
figura : ne Boa-Vista, ra Velha, n. 18.
Na ra do Agoas-Vordes, n. 46, vende-se urna
bonita escrava com boas habilidades, equ he mu-
cama: o motivo por que se vende se far ver ao
comprador tima dita perita engommadeira e cos-
tureira ; duas bonitas molecas de 10 a 12 anuos; urna
parda moca, que faz todo o servico por commodo
preco ; um excellente mulatinho de 10 annos ; um
iiioleqiiedo 18 annos; um escravo bom carreiro;
um dito bom padeiro e canoeiro por 380,000 rs.;
un mulatinho de 17 annos excellente pagem um
dito perito ofilciel de sapateiro; um dito de 19 an-
nos bom ofilcial dealfaiate, de boa conducta.
Vende-se um diccionario francez para porlu-
guez por CosU e S ou Manoel de Souza, por pre-
co commodo ; no Aterro-da-ltoa-Vista, n.8*.
Vende-se um jogo de diccionarios portuguoz e
francez e francez para porluguez ; Rui, o escudeiro;
Vida de D. Jolo do Castro: no Alerro-da-Boa-Vista,
n. 84. '
Vendem-se, na loja da ra d*o Crespo, n. 11 ,
OriQoes de Cicero em porluguez, 3 v. em bom es-
lavo ; e outros muitos livros de aulas, por preco
commodo.
Vende-se urna cama de angico, moderna com
seusenxergOes, por preco com modo, por n3o ser-
vir pessoa que encommendou como se far ver
a vista do comprador; urna meia commoda de ama-
rollo na mesma conformidado : na travessa do Cal-
deiroiro, n.12.
Vendem-se superiores bichas a 8 e 10,000 rs.
ocento: tambem se alugam por proco commodo :>
no Aterro-da-Boa-Vis'ta, venda quo foi do Haya.
--Vende-se, muito barato, urna porca com 7 II-
Ihos: na ra dos Martyrios, n. 30.
cisco do Souza, se dir aonde ello le cha para ser
visto.
Vende-se a bem conheiida venda de garapj
ou das Calcadas-Altas, sita no Manguinho, com pou-
cos fundos :.a tratar na mesma venda, las 6 as 9 ho-
ras da mandila.
Vende-se urna divida da Ihesouraria geral de
Pernambuco, exercicios lindos do 1816: quom qui-
zerannunce.
Vende-se um carallo alazflo, bom carregador
bixo: no largo do Carmo, n. 18.
Vendem-se 3 lindos molequos de 15 a 18 annos
dous pretos de 25 annos, proprios para tbdo o ser-
vico; dous pardos de 16a 24 annos, sendo um del-
lesboih carreiro; 3 mulatinhas de 8 a 12 annos;
urna dita de 14 annos; urna negrinha de 10 annos,'
mu linda com principios de habilidades; 3 pretas
de 16 a 25 annos entre as quaes uma.com habili-
dades ; um casal deescravos mocos, proprios para
oseraigo do campo; urna preta de idade, por 160
rs. : na ra do Collegio n. 3, se dir quem vende.
Vendc-se um bonito moleque de 15 annos,
muito sadio e esperto, sem nenhum defeito e que
be proprio para pagem, ou para ofllco : na ra Im-
perial, sobrado n. 39.
Escravos Fgidos.
portas,
, na
ra do t}abug, n. i C, vendem-se qua-
dros de Santos e Santas com molduras
douradas de 8o rs. ate 48o rs.
Vende-se, no largo do tormo n. 18, um mo-
leque do 18 anuos que he orncia! de sapateiro.
Vendem-se aacca* de feijo mulatinliu o bran-
22.LdJul,.erarmlia l\n*i ditas J arr" pilado;
i4hi> denilho na ra da CaSeU do lUcife, n. 8.
Fugio, no dia 18 de Janeiro, um cabra, de nome
Joaquim,-alto, reforcado, de idade, com barba
branca .cabelloscorridosc bem pretos'; levou um
surrilo de pelle de carnelro chapeo do baeta usa-
do, calcas dealgodlo do listras Tolas no amento ;"
tem os torno/ellos dos ps um tanto incitados. Es-
te escravo j foi preso em S.-Loureneo-da-llatta e
tornou a fuglr junto aos Remedios, do poder de
urna pessoa que o conduzia para esta cidado; veio
do Maranhao e diz ser do Caxias: quem o pegar le-
ve-o a ruado Vigario, n. 24, que ser recompen-
sado.
Furo, na noilede 16 de abril, o escravo Ben-
to levando comsigo um cavallo sellado com sel-
lim em bom uso, urna maca de couro de lustro usa-
da tendo dentro calcas azues e de casimira, qami-
sis de madapolffo e jaquelas brancas ; he muito cla-
ro baixo ; tem bons cabellos, feicOes regulares,
denles limados com ponas agudas, pouca barba o
fina queixo fino, pernas grossas, cabelludas e um
pouco tortas pAs c mflos proporcionados, nnbasdas
mflos compridas, eas dos ps redondas; serve-se
mais da mso esquerda do queda direita ; he Incli-
nado ao furto, e he mo sapateiro porm'mui vi-
vo e dcil ; representa ter 24 annos ; a cor e cabel-
los sfio tSo bons que ningnem o presumir captivo ;
parece ser Portuguoz ; foi escravo de Jos Pereira
Cipi do Brejo-de-Aroia ; levou /aqueta de panno
azul com vivos encarnados em roda collele encar-
nado gravata preta chapeo preto com galflo bo-
las de pagem com canhoes brincos e esporas"; he
provavel que mude de roupa para nflo ser contie-
ndo ; gosla de andar limpo : o cavallo hecastanho-
claro, gordo, castrado; tem um signal branco na
testa e um nico ferro na. perna esquerda, quo he
um circulo pequeo : quem pegar, tanto 0 cavallo
como escravo, leve-os a ra Nova ,. n. 21, casa de
Jos Thendoro de Sena que recompensar gene-
rosamente.
Fugio, nodia 12 de fevereiro prximo passado.
urna preta, do nome Francisca alta e magra, de 30
anuos pouco mais ou menos; tem as sobranselhM
carregadas, e falta-lhe um dente na frente ; lem ami
nodoa bem preta por baixo de um olho ; veio do
Aracaty, e foi vendida para o Rio-Formoso de onde
lugio ; costuma dizef que he Torra, quando anda f-
gida. Quema pegar leve-a a ra da Madre^-Deos,
i. 34, ouao Rio-Formoso, a Luiz Cardozo de Al-
meida, que recompensar.
Gratifica cao.
Kmdias do moz de abril prximo passado, fugio
a prota Antonia crioula,-dc casa de seu senhor, o
balso assignado com os signaes seguintes : repr-
senla 40 annos com falta do denles na frente, sec-
ca do .corpo com aigumaa marcas de chicote ns
costas, falla bem desembarazada ; levou panno 4a
Costa, vesljdo dehila verde com flores encarnadas,
urna saiadecassa verde; consta ter apparecido na
cidade de Olinda. Roga-se as autoridades policiies,
queaapprehendam : oquem a lovar, ou der noti-
cia verdica na casa do abaixo assignado, na ra da
Gadeia defronle da ordem lorceira do S.-Franeisco,
sera gratilioado. Jos Joaquim d$ trtitat Guima-
-Fugio, na madrugada d-, dia 3do oorrente, um
mulatinho do 15 annos, de nomo Joaquim secco,
espigado, cor de canella ps pequeos, tosIo re-
dondo-, com falla de 4 denles na Trente; *eui orna
marca de um caustico no pollo. Esto escravo eslava
para se vender de commisslo c pertencoao Sr. An-
tonio Carlos Pereira do Burgos Ponce do LoSo: quem
o pegar leve a ra Direita,!,. 3, ou no sitio da cai-
ca ta na estrada de Jo8o-do-Barros, quo sera gra-
tificado.
lotera do Rio de*Janeiro.
Vondem-se bilhetes emeios ditos da oitava lote-
ra a beneficio das casas de candado a 11,000 e
22,000 rs.: na ra da Cadeia n. 38, loja de cambio,
de Ha noel Gomes.
* FAR1NHA RE-MILHO.
Vendo-so, as libras superior farinha de milho,.
excellente para pflo, caiigicas, >oloa, etc., por n n ,
preocommodo: eFot-de-PofUs, ra dos Gua-|lui\. : na tp. dem. f. defaeu. l" J
ERRATAS DO COMWUNICADO.
Pn meira col. lin. 17 animado o futuro, loia-se
o furor- 2." col., lin. 36-r- A liberdado do noiso
pacto, lei-se a liberalidado Na mesma col.
quasi no fimmasnflose indlcava', leia-so nflo
so indica
'm
^==:
MUTILADO
H^ML^ -- -"'


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EX27YSMID_F3ENY1 INGEST_TIME 2013-04-12T21:55:26Z PACKAGE AA00011611_05478
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES