Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05477


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Full Text
*
Huno de 1848.
Quinta-feira 4
O M1110 nn'ilici-se todos o trias ful n;0|
J-ti de tjunHi i o Trcr-o daattigmlura he de
PARTID\ DOS CORRBI08.
4()n(i rs.nr-jiimel, r*ur puncie-i las nsn'ntes !r$o inserirlos 4 rasode
ion. por linha, 10 rs. e-n ypa dllTerente,. c as
rp.tij4es pala metade. O luorTto frtqmi'<-
uane pajaro '", r*- P0' l""1, I8'> lypo
diferente, por cada publicacio.
RUASES DA LOA. NO HEZ DB MAIO.
|,ua nova, 1 Si a horas e 54 mi. da nianh.
rcente I*, aos 38 min.de nunli.
Luacheiaa l. s 4 e Jimio, da meiih.
Kjngoaiite a 26. s 9 e 27 mi. di raanh.
waianna, Parahlba s sexuadas eseitaifeirat
io-'lninHe-dr. olor te quintas feirasaomeiodi
Cabo, Serinlnm, RioFormoso, Porto-Calvoe
Maceld, no I.*, alie ti de cada mei.
KarafilitiM e Bonito, a e il.
Roa-Vi-te e Plores, a II el.
Victoria, s quintat-felras.
Diinda, todos os das.
PRBAWAR DE HOJE.
Primeira, s I boras e 6 minutos da manb.a.
Segunda, s 6 horas e 30 minutos de larde.
de Maio
Atino XXV.
N. 160.
DAS DV SEMANA.
i Segunda, ifc Ss. Filippe e Tiago. Aud. do J.
dos orf. do J. do o. da S. v. In M. .1 5. v.
2 Terca. S. Athanazio. Aud. do J. do crel. e
do J. de pez do J dist. de t.
I Ouari.. iftJf? Inrenjlo da Saota Crur. S.
Hodopiaii-i.
4 (Quinta. 8. Floriano. Aud. do J.dot orph.
e do J. al. da I. Tara.
4 Sexta. S. Pi. Aud. do J. dociv. da I r. e
do J. de paz do l rfist. de t.
C Shlwdo. S. Joan Oamasceao. Aud. do J. do
cv. e do J. de paz do I dist, de t.
7 Domingo. S. Estanislao.
CAMBIOS NO DI 2 DE HAIO.
Sobre) Londres a 17 d. por IJ000 r. a 00 d
Pars 345 a 150 rs. por franco.
Lisboa 100 pnr 100 de premio.
sse. de ledras de boas firmas a I '/, / ao m.
0roOneat beepanbolas-----J84nft a 59fo0
Modasdealion valh. Hioo a iffje
> de 64oi> or.. ItfOOO a t<# 10
a de4000..... 9#00 JI0
Prala I'at.ees.......... l)li If*r0
Pasos columuares... 11(20 a l|4i
Ditos mexicanos.... 1/800 a HIJO
Miuda............. I|20a i|W
Acedes da comp.do Beberbe de 50/000 re,, ao pe
EXTERIOR.
PARLAMEftfb POifrlJGl
IISSlO DA CMARA SOS FABXS, WK. 8 BK FKTZ-
KKIRO SB 1848.
(ContlnuaciTo lo numero 99.)
0 Sr. Nowa Nagalhdu. Sr. presidenta, conti-
nuirei hoje a fazer algumas consideracoea sobre ns
acontecimentos que tiveram lugar durante* desgra-
nada guerra civil, que adligio osle paiz; e fa-lo-
'ei como at agora com canuura, e, segundo eu in-
enilo, com imparcialidade.
Eu hem sei, Sr. presidente, que a minlia opiniSo
e as minhas censuras desagradara sos extremos op-
postos; e nSo b estranho: por um lado os senti-
mentos dos males soffrdos, e por outro a conscien-
cia de una victoria dilcilmente alcanzada ; o amor
proprio dos partidos, os seus interesses, os trium-
phos.e as derrotas, esperances perdidas de um lado
e engrandecidas ro outro, isl tudo concorro para
que pretenda cada um o louvor para si, e nflo d
aosseus adversarios senSo vituperio o ultrago. So-
mos homer/S, e corno taes lodos escravos do paixfles,
e intolerantes', uns por effeito do infortunio, outros
porque a fortuna nos foi prospera. Fico aqui.
Sr. presidente, se me nflo engaa a memoria, eu
liavia parado na sessflo antecedente quamlo acabave
de Tallar na deporta*** do prisioneiros de Torres-
Vedras. Lamentei essa medida, enlendendo quesem
necessidade havia sido adoptada. Receiei muilo que
ella nSo tivesse sido senflo urna represalia de outro
procedimenlo do partido opposto. Esses homens
parliram para o lugar do seu desterro; e, segundo se
lisse, foram ohjeclos de mos tratamentos. Sent
muito que assim succodesse, anda quo, adizera
verdade, nunca pude acreditar quo o governo fosso
culpado nclles. Se assim aconleccu, lie de presu-
mir que isso fosse obra de agentes subalternos, que
em rigores as vezes nuestra m o zelo com que serven-,
Ja mais vezes tenho condemnadu esse a que.cuamam
zelo que frequentemenba compromette a utordade
superior. Mas, quando .me declarei em gera! oontra
esse demasiado zelo, que d as ordens recebidas a
exectif&o que se nflo querfa, nflo se entenda que Oz
a censura de todos os fuuccinnarios subalternos no
desempenho dos seus deveres. Digo s que estou
mui persuadido que alguro haveria que inlerpretas-
se mal os desejos do governo. Do commandante da
emliarcaQo que transportou esses infelizes sei quo
lodos foram humanamente tratados. A sua m sor-
te conquistou-lhes sympathias-at de individuos obs-
curos. Aqui cliegou um marinheiro ou dbus a re-
partir da sua raeflo com mais do um prisioneiro, (a-
poiados) o em um lempo em que o furor das paixOes
faz os crimes dos actos de humanidade quando pra-
ticados em boneGcio de homens de oppsta cor poli-
tica.
NSo sei os nomes desses marinheiros; pronuncia-
los-hiaoom prazer. como mais urna prova dequan-
to essa gente martima be humana e generosa [apoiu-
ioi). Ilouvn tamben urna respeitavel familia desta
capital, que para com os presos userceu actos da
njais acrisolada beneficencia, soccorreudo-os de rou-
pas e dinheiro, e.oulrosobjectos deque muitos ca-
reciam (apoiadot). Serme-ha permillido noniea-la ?
rom Diga, diga). He a familia do duque de Pal-
inella. Quem conhece' as virtudes dos chefes dessa
familia; quem sabe com quanto desvelo acodeb
humanidade idfeliz, flo estianhar ao v-la em tal
conjunctura concorrer para adocar o infortunio de
lacs homens (.apoiadot).
Tambem eu ia linha observado que depois do a-
cnnteciinento de Torrcs-Vedras,- tflo prospero cau-
MEMORIAS DE UM MEDICO, (*)
por aieicanre j&umajs.
TERCBIRA PARTE.
tea 3<&&s^!adc
ia das armas do governo da rainha, se nSo adopta-
ram as medidas que a mim e muitos cidadSos, que
suspiravam polo acahameoto das hossas discordias,
sem mais desgracados efteitos, pareciam as mais
proprias, e as mais decorosas. C.onlinuou depois da-
quella victoria a tremular o estandarte da rcvolucilo
no Porto, e as provincias do norto; e a soffror a
paiz lodos os males, todas as violencias, que formam
o cortejo da guerra civil. Em urna estaco rigorosa,
em um paiz exhausto, por mais severa que fosse a
disciplina das tropas, como se evitara a oppressfloe
os excessos ? Estes males os sentiam todos, vencedo-
res e vencidos : a nacSo a quo todos pertenciam se
ia consumindo e abysmando. O magnnimo cora-
gao da soberana gomia ao considerar tantos infortu-
nios, e o seu governo nfo poda deixar de sentir a
necessidade do por termo s calamidades publicas.
Enlendou-se, creio eu, quo era senSo impossivel, pe-
lo menos muito incerto, podrnios pelos nossos pro-
prosmeios terminar o publico flagello. Dnssoriom
tenazes em sua teneno de resistir, outros difficeis
em acceder a concessoes. Os odios pblicos de certo
o governo os nflo senta, mas a gente que empunha-
va as armas de um o outro lado era por ellos domi-
nada ; e n.lo menos dos da parto do governo da so-
berana, que dos que militavam pola junta. Estes
tambem se diziam defender a causa da rainha; mas
ou distingo delles os primeiros, que pugnavam pela
ordem de cousas estabelecida, e obedeciam tmme-
diatamnnto ao governo de S. M. Comtudo muitos
chatos do partido opposto desejavam, segundo era
constante, ver o termo dos males da patria, e nfo
so recusaran! a urna pacifioaefo proposta por agen-
tes do governo. N.lo se tentou este meio, o que mui-
to he para sentir. Pcrdeu-se a melhor occasifio de o
empregar com certeza de bom offeito; e raro volta
segunda vez urna primeira opportunidade perdida.
Achava-se entflo neste paiz um horneo) que se re-
putava agente do govorno brilsnnico. NHo. sei se em
carcter publico, ou s como homcm de confiunca
do seu governo, a quem devia informar do estado
das lussas cousas. Elle passava de um para outro
campo; fallava com os chefes de ambos ; e manifes-
lava o mais ardenle desejo>de ver concluida a guerra
civil, fazendo-se todos aqualleesacrificios que fo-
ram indispensaveis, salva a 4igni tentada as instituirles livres do nosso paiz. Estes
me conslou sempre serum os desejos desse agente,
que era havido como homem de superior intelligen-
cia.
Poucas vezes lhe fallei; c s o vi muito depois da
sua chegada* nesta capital, edevolta doSanlarem.
Entilo jniguei dellecomo agora ajni/o ; e rendo lio-
menagem aos seus pobres sentimentos de respeilo
para com a pessoa de S M., e de grande interesse
pelo acaliamonto das nossas dissenses. Itesidia nes-
sd tempo em Lisboa um agonto diplomtico de In-
glaterra, cuja correspondencia relativa aos succes-
sos de entfio est nesse chamado livro azul: corres-
pondencia tanto com o seu governo, como com o
Ilustre marechal, hoje presidente do oncelho, co-
mo nessa poca. Foi o mesmo diplomtico conside-
rado aqui por um digno par como menos exacto e
menos imparcial em suas informarles; e por ter as-
sim indozido em erro o seu governo. N9o direi que
n'estas informarles, ou em algumas, nfo houvcsse
exageraces e incorroc^oes. Oque se n3o pdeattri-
buir a culpa'sua, mas ao estado dos nimos naquel-
le tempo, em que as publicas agitaces deviam per-
turba o enlendimento maissublil; e om que tan-
tas causas se davam aos factos occorridos, quo era
diflicilimo distinguir as verdadeiras das falsas.
NSo se pode todava negar a esse homem sinceri-
dado e probidade. O quo ello escrevia ao seu gover-
no, o escrevia ao nobre duque de Saldanha : ojuizo
que fazia das cousas era o mesmo, oellcopatentea-
va com franqueza. Via os successos como files
oram, masconvenlio que muitas vezes se engaara
nls causas delles, que,.como elle j disse, nSo he tilo
faril de assignalar cono geralnwole se pretende.
Concedo que se enganasse algumas vezes, mas sus-
tento que nflo foi, nom podia ser malicibsamente.
Nem me parece possivel, antes reputo de toda a
impossibilidado, que esse diplomtico Mr. Southern
com quem de ha muito tempo eu tinha algumas re-
lacles, fosse homem capaz de proceder como proce-
deu por mesquinho resentimento do mo despacho
a um pedido. Sou o ultimo dos homens a achar mo-
tivos taes para procedimentos pblicos, e em mate-
ria ofliciat. Quando se a I lega m taes motivos he pre-
ciso estar mui seguro de se haver procedido om vir-
tude delles ; c por isso parece-me muito mais justo,
e pelo menos mais seguro attribuir a mero engao,
tilo desculpavel em taes lempos, um juizo errado
que se faca das cousas, a assignar por motivo delle
um intento rnim, um mi motivo. E porque nflo
tenho a ousndia de determinar as causas dos suc-
cessos que se passam, incorro na censura de fatalis-
ta:-- antes assim do que fazer injustica aos homens;
antes dar-me por ignorante do que tornar-me in-
justo.
Flix gui potent rerum congnoscero cauta
diz o poeta philosopho.
(Cunlinuor-ie-ia.)
I!UIIO DE PERiUMBUCO.
-asMi
VI.
O mielo X A IBMA. #
(ilberto eeoutava e va, disscinos ne.
"ia elle Andrea deluda u'uma cefjelra de recosto,
com a face voltada para a porta envidracada, isto li, lus-
amente deironte delle eessa porta'eslava levemente
"berta.
L'in pequeo candieiro com largo anteparo, collocado
>i>reuma mesa vizinlia carregada de livros.quc, indi-
Sfl fr'',,8a.!,1 "nica distraefao aque ee poda dar a
"i enferma, illuiulnava tontete a parte inferior do
'usto demademoitella deTavernrr.
Algotnaa vezes, porm, quando ella te incllnava para
Wat, para se encostar ao travetseiro da cadeira, Invaella-
rendat r"U ""aQO Puri"'"*> debalto das finas
Filippe, aiaenudometmoao|>etlaca>ira de recosi, ,
e siava com ai costas voltadas para Gilberto; erfcraco ti I
> '*) Vide Diario a.' M.
nha-o sempre ao peito e abstlnha-se de faicr moviinento-
algum com elle.
Kraapvimeira vez que Andrea se levautava; era a
primeira a/ez que Filippe sahia.
Otdout irmos nao se llnham, poii, visto desdeaterrl-
vel noite ; tmente, cada um dos dout tinha sabido que
o outro ia cada vez a uielbor, e caminhava para a sua
convalescenca.
Ambos reunidos, liavia apenas alguns minutos, con-
vertavam livremente, porque sabiam que estavam sos,
e que, se viessc^lguein, teriam prevenidos da approxi-
maciio detse aqfuem pelo som da campaiuba segura
porta que Nicotina tinha deixado aborta.
Mas, como era natural, elles ignoravatn a circumt-
tancia da porta ettar aborta, e conlavam com a cam-
painlia'.
Gilberto via, pois, eouvia, como jadisemos, porque
por essa porta aberta podia elle apandar todas as pala-
vras da conversacao.
De sor te que, dizia Filippe no momento em que Gil-
berto te collocava por Irs de um reposteiro, porla de
um gabinete de toucar, de torte que tu respirat mais li-
vremente, mo he assim, querida mana?
He verdade, mait livremente, mas sempre com uina
leve ddr.
E as(oreas?_
Ainda nao vbltaram; comtudo j hoje pude ir por
dua; ou Iret vezes ate* janella. Que boa cousa que he
o ai' que bella cousa que to as llore l Parece-me que
com ar dores nao te inorre.
Mas com tudo isso tu te tentet ainda bem fraca,
nao he assim..Andrcza?
Oh! sinto, simo, porgue o abalo foi terrivel! Tam-
bem, torno a diier-te, conlinuou a moca sorrindo e ba-
lotando a cabeca, ando ainda com inulta difliculdade
e encottando-mc sempre aos movis c aot relabulos da
parede; tem me encostar, curvam-te-me aspernas, e
parece-me tempre que vou cahlr.
Paciencia e coragem, Andreza; o bom rea bel-
te retabeleccrao; c d'aqul
uina visita
A. Asscguramos que os delegados do Rio-Formoso,
Brejo, Cimbres, Roa-Vista o de alguns termos mais,
de que trata o D/irio-iYeoo, n. 95, de 2 do correte,
nflo foram demittulea- A redacoflo desse Cuino, pois,
noticiou semelhantes deoassOes, bascada em infor-
naces menos exactas.,
Prevalecemo-nos da opportunidade para referir aos
leitores o que se passou acerca do desembarque do
Exm. Sr. Vicente Pires da Motta, para que so nflo
persuada alguem, que o Exm. Sr. Souza Teixeira se
esqueceu de sua tflo conhecida pclidez e civilidade,
ab ponto do nflo obsequiar, como devia, ao Exm.
Sr. Motta, aochegar elle a esta ciJade. O facto se
deu, como vamos narra-lo.
Pouco depois de haver entrado o vapor San-Salva-
dor, receben o Exm. Sr. Souza Teixeira um officio,
em que o Exm. Sr. Motta Ihecommunicava quo ahi
se a chava, nomcado por S. M. o Imperador para pre-
sidir osla provincia, equeaguardava asdisposiges
de S. Exc: o Exm. Sr. Souza Teixeira deu logo as pro-
videncias, para que a tropa de linha disponivel, reu-
nida a guarda nacional, formasse no caes do Golle--
gio s tres horas da tarde, sb o commando em che-
fe do Sr. commandante superior Francisco Jacinlho
Pereira, afim de fazer ao Exm. Sr. Motta as conti.
noticias do estylo, quando elle houvcsse de vir para
torra; e em seguida odlciou a S. Exc, partc-
pando-lhe ter expedido as necessarias ordens para
que o seu desembarque se effeituasse no reTerido
caes, hora indicada o com as formalidades do cos-
tume, se assim lhe aprouvesse: mu, ainda bom
uno havia um quarto d'hora que o Sr. nspoctotdo
arsenal de marinha sahira de palacio com semelhan-
te participando, para entrega-la ao Exm. Sr. Motta,
quando correu a noticia de que S. Exc. se achava no
largo do mesmo palacio. EntSo o Exm. Sr. Souza
Teixeira, acompanhado lo Sr. secretario interino
da provincia, do Sr. commandante geral do corpo
de polica e de outras pessoas, deu-se pressa em ir
esperar o Exm. Sr. Motta entrada do edificio, o
d'ahi o conduzio para cima, com toda a cortezania
de que he capaz, e de que ha dado innmeras provas.
Eis-aqui como o caso foi: tudo o mais que se
ha dito a semelhante respeilo, resente-se de faltado
verdade.
Havendo oSr. juizde direito Antonio Alfonso Fer-
reira participado hontem ao Exm. Sr. presidente da
provincia, que ia.seguir para a corte a tomar assento
na cmara dos Srs. deputados, S. Exc. nomeou para
subslitu-lo no cargo de chefe de polica aoSr. des-
emhargador Firmino Antonio de Souza.
O Sr. desembargador Firmino aceilou a nomaa-
eflo; e, hontem mesmo, prestou o juramento do es-
tylo, e entrou em exercicio.
S. S. tem, sem du vida, de formular quanto antes a
proposta dos cidadSos que devom deoecupar oslu-
gures de delegados, sub-delegados e suplentes des-
tes e daquelles, quo se acham vagos. He este, por
certo, o melhor dos ensejos que elle podra ter para
dar-nos provas de sua dscr;8o e prudencia. as
circumslancias cm que estamos, releva cott-sies-
sc veo soI.to : negro passado que, morc de Dos,
ahi fca aquni denos; -- cumpre esquecer para
sempre certas questOes pequeninas que, por alguna
tempos, dividiram os homens probos e intelligentes
da provincia em dous partidos, que sb denomina-
efo diversa, como que buscavam o mesmo alvo;
he de msler, emlim, reunir em derredor do delegado
do S. M. o Imperador, nesta trra, todos os indivi-
duos de honra e capacidade, que porventura pos-
sam secunda-lo no grandioso projecto de conciliar a
familia pernambucana, e salva-la do abysmo para
quo ia caminhando dia aps dia. Os nomes, pois,
que houverom de ser inscriptos em scmelhante pro-
posta, nflo devem de representar esta ou aquella par-
cialidade, oslo ou aquelle lado poltico; mas, sima
smente, -- a probidade, o patriotismo, a ener-
ga, a circumspeccflo, --a intelligencia.
Temos para nos que, para desempenhar os JilTi-
ceis, porm honrosos dereres da com missSo de quo
se acha encarregado, oSr. desembargador Firmi-
no nflo carece de ser despertado por este brado
que ahi acabamos desollar; mas, nascidos nosta
Pcrnambuco, amando devoras nossa chara patria,
e appetecendo-lhe todo o bem-estar, nSo podemos
dispensar-nos das considcracOes qucdeixamosfei-
tas.
las flor*,Je que lae fallas, te retabeleccrc
a olio das estars em estado de poder fazer
tenhora delpbina, que se informa tao benvolamente
de ti, segundo me dUseram.
__Assim o espero, Filippe; porque a tenhora delphi-
na me parece, com ejTeito, ter umita bondade para com-
migo.
E Andrcza, inclinando-sc para tras, poz a mao no pei-
to e fechou os bellos olhot.
Gilberto deu um passo para diante com os bracos es-
tendidos.
SolTres alguina cousa, inaninha? perguntou Filip-
pe tomando-Ihc a mo.
Sao espasmos, e de vez em quando o tangue me so-
be sfontetc as cerca; outras vezes tambem tenlio des-
malos, e o coracao como que me falta.
Oh! disse Filippe pensativo, isso nao he para admi-
rar; soflreste urna prova to rude.e foste salva tao mila-
grosamente !.....
Milagrosaiiiente*he que se deve dizer mesmo, mano.
Mas, a proposito detsa salvajao milagrosa, Andre-
za, continuou Filippe approiimaudo-se da irmaa para
dar mais Importancia pergunta, tabes tu que anda
nao pude conversar cointlgo a retpeito de scmelhante
catastrophc ?
Andreza corou, e pareceu experimentar ineommodo.
Filippe nao observou, ou pareceu nao observar tal
rubor. .
Julgava comtudo, disse a moca, que a ininba volla
tinha sido acompanbada de todos os esclarecimentos
que tu podas desejar; incu pal mediste que Acara bem
satisfeito.
Por certo, rainha chara Andreza; e esse homem
empregou urna delicadeza extrema em lodo este nego-
cio, ao menos segundo me pareceu; nao obstante, inul-
tos pontos da'sua narracao inepareceram nao suspeitot,
mat..... obscurt, que he cita a palavra conveniente.
Como he isso, eque queres tu dizer, mano? per-
guntou Andreza com urna candara toda virginal.
Siiia, sem duvida.
Kxpllca-te.
Assim, per exemplo, prosegulo Filippe, ha um pon-
i que eu ao Hnlia examinado a principio, oqiie depois
ic me apresentou de um modo muito estranho.
_____rr__i_! ......spKsmm
Qiiai he? perguntou Andreza.
He, disse Filippe, a maneira raesma por que folio
salva. Conta-me como isso foi, Andreza.
A donzella pareceu fazer um esforco sobre si mesiaa.
Oh t Filippe, exclainou ella, quasique me esqueci;
tanto medotive cu I
Nao importa minha boa Andreza, conta-me ludo
o de que te lembras.
Mou Dos I tu bem sabes, mano, que nos separa-
mos a violo passos pouco mais ou menos do Guarda-
Movis. Eu te vi ir arrastrado para a banda do jardim
das Tulherias, no entanto que eu nieima era arrojada
para a ra Real. Ainda ni te pude dittinguir por um ins-
tante, que faiias inuteis etforcot para me alcanzares,
Eateettendia os bracos, e chamara Filippe! Filippe!
Suando de repente fui envolvida como por um turbi-
o; levantada, arrebatada do lado dat gradet de ferros
sentiaa onda que me anaslrava para os muras oontra
osquart ella tela quebrar; ouvia ot gritos daquelles
quo so trituravam contra at grades; condeca que tam-
bem me ia ebegar a uilnha vez de ter enjuagada, e ani-
3Hilada; quati que podia calcular o numero de teguu-
os que ainda linha que viver, quando,seini-morta.qua-
si louca, levantando os bracos e os olhot para o co, co-
mo urna derradeira oracio, vi brilhar os olhot de um ho-
mem que dominava toda essa torrente, como te essa tor-
rente lhe obedecer.
E esse hoincm era o conde Jote Balsamo, nao lie
assim?
Era; o mesmo que eu ja tinha visto em Tavor-
ney; o mesmo que cutio me ferra com tao singular
terror; etse homem. emlim, que parece oceultar em si
atgurua cousa de sobrenatural; este bomem que ue
fatclnou osolhos com os seus olhos, us ouvidos com a
sua voz; esse homem, que fez estremecer toda a minha,
alma com o simples contacto de um dedo que me passou
no hombro'.
Contina, contina, Andreza, disse Filippe, com o
rotto e a voz cada vez mala sombros.
Pois bem! osso homcm me apparcveu pairando ta-
bre essa catastropbe, como se at dores humanal o nao
podessem attinglr. Li-lhc nos olhos que elle me quera
MUTILADO
i_



.

-*
Communicado.
No meio da ngitagflo profunda em que vivemos,
ora impellidos pelo fluxo das ideias exageradas que
tanto trern cararterisado o seculo actual, e ora re-
tardados pelo refluxo das egosticas o interessoiras,
filhas genuinas de urna poltica de miseria e de cor-
rupcto ; desorientados no caminho da vida ; perdi-
do o norte, quebrada a bussola, em qiiedeveram ter
ixos os olhos os nossos estadistas; s na imprensa
poderiamos encontrar remedio, anda que lento, ef-
ficaz tantos males. Mas que imprensa ? Na actual
3ue, deslembrada da sua missSo benfica ecivilisa-
ra, tem desnorteado, desunido o povo, Maquea-
do a sua boa f; revuelo as ambices de diversas
parcialidades, sanclificado o crime, me'iosprezado
a virtude, invadido at o sanctuario da vida privada
do cidadilo, exacerbado os nimos, favorecido as
represalias, animado o futuro coro, que alguns ban-
dos polticos pelejam por derribar as formas de go-
verno existentes, e plantar nova ordem de cousas ;
ser, dizemos, de urna tal imprensa que poderemos
esperar o remedio ? Sinceramente, nlo. Aimpren-
sa precisa de ser regenerada, e s ento nos poder
valer.
Ileverdade que uro ou outro brado tcm sahido
iiuai furtivamente, e como por descuido dessa im-
pronsa, qual fielmente a descrevemos, com o fim de
despertaros senlimentos generosos porfa amorte-
cidos pela lelhargia da corrupgilo ; mas esses bra-
dos nilo teem feito echo, o em seguida o desanimo
tcm embargado a voz a quem os soltara.
Esclarecer e dirigir o tribunal da opinifo publica,
que, s guando lie o orgio fiel da justica e da verda-
de, realisa o IQo gabado principio da soberana do
povo; educar, moralisaresse mesmo povo, presrva-
lo do erro, afasta-lo de planos cerebrinos o perigo-
sos, inspiror-lho aversilo aos tyrannos, revelar-llio
os projectos de ministerios iniquos, de homens de-
generados, fazer-lhe ver com toda a clareza o nu-
mero e extenso dos scus direitos, guia-lo no bom
exercicio delles; infundir-llie no animo, o som ces-
sar, o amor do trabalho; patentear em toda a sua nu-
dez os abusos da autoridade ; taes deveriam ser os
meiosde quecumpria lancar milo a nossa imprensa
para satisfazer a suprema lei da nossa salvacflo.
Principios e progresso, eis os dous termos pompo-
sos, que o seculo presente traz inscriptos na sua
fronte, e se s rndennos culto 4 verdade, frga he
confessar que os priheipios teem servido do negro
manto, e assim sacriligamente acobertado as pai-
xces maisvs e ignobes, as ambiges mais desre-
gradas, o felo c insupportavcl egosmo de alguns,
ou melhor, de muita gente : e o progresso tem soc-
corrido, e quasi sanecionado, a seu pozar, os devn
rreios dos presumidos e vaidosos, os delirios dos ox-
allados; as aberrncas darnsaode alguns philoso-
phos sempre que clles teem querido transpr os
imprescrepliveis limites que a mffo do Omnipoten-
te assgnalou fraglidado humana. Islo n.lo he
ser regressista, he, pelo contrario, ser proselyto do
progresso; mas nao de um progresso Ilimitado e
phantastico, ou puramente nominal, e sim daquello
que a nossa natureza, que nunca devemos perder de
vista, pode comportar; daquclle que he compativel
com a nossa felicidade oconseguintemento com a
tal, ou qual estabilidade necessaria s cousas hu-
manas vdaquollo, einlim, que he rcalisavcl pela in-
teligenciado hornero, cuja llmiin^fi nSa se pao
deixar de levar em conta, anda que nao desconhe-
gamos que o desenvolviment he urna lei sua ; mas
he visto que em seus termos.
Uro facto grandioso, j pelo seu valor intrnseco,
c j pelas suas consequencias, acaba de ter lugar no
velho mundo, elle j he de todos conhecido. Resul-
tado do espirito esclarecido e j,maduro da na-
eflo, o mais anda da obstinagao dos ulicos, que ti i -
rigiamalli8s redeas do governo, cm querercm per-
petuar o seu mando, despojando o grande povo do
livre exercicio de seus direitos sagrados; este fac-
to nos pode servir de lgito, porm jamis de exem-
plo a imitar, como menos reflectidainente so ha
inculcado. Os symptomas que o precedern), so
nianifestamentre nos ;daqu a ligioproficua : seos
nossos polticos comprehenJerom por ella quanto
importa reformar o pernicioso procedimento dos go-
vcrnanles, afim de que possamos evitar com vanla-
zeni o que deu vida tranca adulta na civilisagao,
mas que a nos daria morte certa e violenta, Ni5o nos
Iludamos: a repblica franceza pretende ter reali-
sado o voto de Plalflo : a philosophia, diz um dos
seus chufes mais dislinctos, cahio hoje no dominio
popular, e esto ho o pensameulo do digno disc-
pulo do Scrates, que dizia : a menos .que os phi-
losoplios nSo governem os estados, ou queaquclles
que se cliamain hoje reis e soberanos, nflo sejam
verdadera e seriamente phlosophos, de maneira que
a autoridade publica e a philosophia se encontreni
.reunidas na mesma pessoa, iiBo ha remedio para os
males que devastam os estados, nem mesmo para os
do genero humano.
Poisbem, reina e governa all o povo, e este he
philosopho: esperemos ver por conseguinte satis-
feitasassuas reconhecidas procisOcs de trabalho, in-
dustria, commercio, in3truccSo, agricultura, mora-
lidade.sau.de, propriedade alimentos baratos, na-
vegagao, civilisagao em summa; esforcemo-nos,
entretanto, por dar mais alguns pasaos no caminho
do bom entendido progresso oncurtando assim a
immensa distancia que nos separa da Franca, pelo
que respeita aos voida intelligencia ; e vejamos
se a utopia alfim so realisa.
A sciencia humana, escrevou o mostr da philo-
sophia, consiste antes na ausencia do erro, do que
salvar, e que elle o poda fazer; cntao, alguma cousa ex-
traordinaria se passou cm mim, e em torno demim:
assim mesmo pisada, inanida, niorta, como j eslava,
' scnti-inr erguida diante desse honfeui, como se alguma
loica desconbecida, inysleriosa, nvencivcl, me arreba-
tasse at elle,.senda uma como grade feta de bracos
humBDOi que me impellia para fra desse abysmo de car-
. ne amoscada, onde se estorciam tantos infelizes a qual
me .restitua o nr e a vida. OU! ouves tu, Filippe, conti-
utiuu Andreza com urna especie de exaltar o, estou bem
certa que era o olliar desse homem que me attrahia as-
sim. Toquel-lhe a man e fui salva!
Oh mo Dos! murmurou Gilberto, o ella nao vio
senao' essebotnein; e a inini que Ihe morria aos ps,
ella nao me vio I
E enebugou a fronte toda inundada de tuor.
Ento fot Miim que isso se passou? perguntou Fi-
llppe.
Foi al o momento einque me sent lora de pei-
go ; ento, qur fotse porque toda a minha vida se t-
vesse concentrado no ultimo esfoi co que Miera, qur
porque cnVctivanienie o. terror que cu tinlia sentido ex-
cedesse a medida das ininhai torcas, eu desmaiei.
- ta que horas julgas tu que leve lugar esse des-
mato?
- Cousade dez minutos depois que te deixei, mano.
- He isso, proseguio Flpppe, era meia-noitc pou-
co mais ou menos. Come tinao nao chegaslc tu aqui se-
nao s tres horas? Perda-me um interrogatorio que te
pode parecer ridiculo, minha querida Andreza, mas
que para mim tem a sua raso.
Mullo obrlgada, Kilippe, dfsse Andreza apenando
a man do irmo, multo obligada. Se fosse ha cousa de
tresdias uo te poderla responder, mas boje (e aei que
te lia de parecer singular oque te digo), hoje a minha
vista interior he man forte : parece-me que urna volita-
do que governa a minha me diz que me leuibrc; c eu
me fembro.
Diie ento, diie, querida raaninha, porque te es-
tou escutando com impaciencia. Ento esse homeiu ar*
rebatou-te em seus bracos?
na descoherta da verdade, pensamento profundo
luminoso, que nos ensina que he, com offeito, dis-
sipando oserros e funestos prejuizos espalhados no
seio do povo, e maliciosamente nutridos por capri-
chos extravagantes, quo se pode prepara-lo para
fruir uro dia a verdade. 0 verdadeiro interesse de
u m"povo consiste antes no conhecimento exacto dos
scus direitos, na consciencia do valor e extenso del-
les, do quo na passagero instantnea e intempestiva
para um .novo systema de governo, quenenhum
augmento far no catalogo delles; cujo valor real
elle ignora, e, o que he mais anda, reputa-o intei-
ra mente di lloren tu do que elle he, laborando me
funesto erro, que mais do que a ignorancia se op-
pOe verdade. Aexccllencia e vantagens da nossa
forma de governo nSo sito por certo urna novitlade,
urna quesUfo anda n.to ventilada; e os que teem li-
do o pensado convirflo de boa fe com os mais nota-
veis cscriptores do passado e presente seculo, que o
governo constitucional representativo satisfaz me-
lhor as exigencias da rasflo e da fraqueza do ho-
mem. A democracia requer virtude em todos, e um
tal'estadohe dilllcil dealtingir. A liberdade do nos-
so pacto fundamental he tambom urna verdade in-
contestavel, porm nflo menos verdade he que o
nosso povo nflo est anda hem ao alcance de todos
os recursos, de lodos os coromodos quo elle for-
malmente Ihe garante. Entretanto, anda ha pouco
os queixumes eram muitos, os males surgiam a ca-
da passo, a causa publica empoiorava a olhos vistos,
os innovadores aproveitavam arteiramente a qua-
dra.
Cumprin, portento, dizer ao povo alto e bom som,
o quo Epcuro dizia fallando das riquezas nflo he
o licor, que est corrmpanlo, he sim o vaso. O
nosso systema de governo he bom, as nossa s lois silo
boas; porm nem aquelle, nem estas podom sorr
os seus cffeilos salulars, porque os homens que di-
rigen) os destinos do paiz, os homens a quem in-
curobe'executar a lei, respeitar e fazer rospeita-la,.
teem convertido o systema em um jogo pessoal;
porque a conveniencia do proprio proveito he o
principio prevaleccnle sobre todos os oulros. l'oti-
cas leis deixam de ser boas quando o estado nflo
tem perdido os seus principios--diz o grande Mon-
tesquiou. Certo, ninguem poder disfarcar a ne-
cessidade que anda temos de algumas lois cuja
falta favorece e augmenta o arbitrio do governo,
(orna a sua aceflo mais ampia do que. devo ser, in-
clina-o para o abuso o oxcessos de poder, sempre
funestos; mas reconhecer esta necessidado, e reco-
nheccr logo o que se oppo a satisfagflo dola, sflo
cousas que estilo ao alcance de todos. O vicio, co-
mo se sabe, nao est na frma'de governo, nem na
lei fundamental que aestabelece; a qual mui clara
e terminantemente prescreve a adopQflo de todas
os medidas que concoiretl para moTOpendonoia o
ivro exercicio dos poderes polticos e dos diroitos
do cidadflo. Sem embargo, homens levianos oumal
intencionados procuram desacreditar o rgimen
actual, e; embahindo o povo com a lingoagem da
hypocrisiae da perfidia, nflo Iho dizem a verdade-
ra causa dos seus males. O patriotismo ausentado
dos coraces, smente se encontra nos labios. A li-
berdade mal comprehendida por uns, mal explicada
por uniros, porm incessantemenle invocada por
todos, j nflo produz a viva sensagflo que dola e-
mana.
O povo est esernvisado ; porm nflo se diz que
o cdigo fundamental o faz tflo livre, quanto elle
pode ser para sua felicidade : falla-so nos seus di-
reitos ; porm nflo se diz, que elle agora tem tan-
tos, quantos pode ter cm um systema puramente
democrtico: clama-so contra violacflo das leis
nesla forma tle governo, mas nflo se indica va qual
o garanle seguro da sua fiel execueflo na outra.
Coucluanios. A novidado agrada excessivamente ao
povo, os grandes successos, como no-lo prova a his-
toria, lendoin singularmente a corrompc-lo. Levan-
tar barreiras contra os altractivos daquella; provo
nir em lempo os elFeitos dostes, e enfraquecer-lhe
convenientemente a acgflo, que nos podo ser noci-
va, tal nos parece duver ser o empenlio Uo pennas
mais habis do quo a nossa.
Esto artigo nflo ho urna luva laucada a alguem, <
muito menos aos frenticos demcratas da nossa
trra, com quem he impossivel toda a discussflo
rasoavol; he um appello, urna provocagao aos ho-
mens illustrados e bem intencionados, alim deque
el,esonvdem os seus esforgospara salvaofio da
"ossa maicommum : he, finalmente, o voto de um
Brasileiro pelo bem-esUr eprosperidade desuana-
go. *
COMMERCriO.
Alfandega.
MENMMENTO DO DA 9 ...........
Dticarrtgam hoje, 4 dt mato.
Brlgue Aumbro pipas vastas e fumo.
Brigue Fredtrico pipa vallas e abatidas,
arca Navarro mercadoriat.
Escuna Galanle-Mari* dem.
Brlgue Safiauari ideui.
PatachoChriMna dem.
4:371,091
IMPORTAGAO'.
Navarro, brigue americano, vindo de Philadelphia,
entrado no correte mez, consignado a L. G. rer-
reira.& C., manifestou o seguidle :
1,500 barricas farinha de trigo, 86 fardo e 3 cai-
xas fazenda de algodflo liso e trancado 87 caixas
cha 33 duzias cadeiras 139 barris banha de porco,
500 barris bolachinha, 36 cadeiras de bataneo *
mesmos consignatarios.
------*.-----
CONSULADO GERAL.
aos
REND1MENTO DO DIA 2.
eral ..........
Diversas provincias
4:701,325
26,461
4:727,686
CONSULADO PROVINCIAL.
ItENDIMENTO DO DIA 2...........9:131,161
KENDIMENTO NO MEZ DE ABRIL DE 1848.
Direitos provinciae deexportagflo de 3
porcento .........17:911,533
Dito de 5 por cento....... 1:481,566
Taxa............ 1:524,880
Capatazia........... 445,760
Decima.......... 3:558,040
Moia siza .......... 721,500
Sello de herancas e legados..... 258,719
l'assaportes de polica...... 22,800
Cinco mil ris por escravos despacha-
dos ............ 20,000
Meio sido e sello de patentes da guarda
nacional........., 434,600
Novos o velhos direitos...... 1:742,000
Fabricas de chapeos
Matricula de latina .
Ditas do lyceu e seminario .
Multas.......
Juros ... .
Ileslituicio
25,600
30,000
170,000
12,873
4,131
28:367,002
2.424
28:369,426
Mesa
1848.
do consulado provincial, 30 de abril do
O escrivio da primeira seccio,
Joto Ignacio d Reg.
BavsasKBJ
Eiu seus bracos? respondeu Andreza corando, nao
me leinbro bem. Tudoquanto sei be que elle me tirou
d'entre as turbas; mas o tocar da sua uiao me causn o
mesmo elcito que emTaverney; c apenas me tocou,
desmaiei de novo, ou antes tornei a adormecer, porque
o deliquio teiu preludios dolorosos, e dessa vez nao sen-
t srnao as iiuprcssocs benelicas do somuo.
Na verdade, Andreza, tudo oque me di/es me pa-
rece tao cslranho que, se fura outra pessoa que nao tu,
que me contara seinclbantes cousas, eu as nao acredi-
tara. Nao importa, acaba, contlnuou elle com uina voz
mais alterada do que quizera mostrar.
Quanto a Gilberto, devorara todas as palavras de An-
dreza, elle que sabia que, at ah pelo meiius, tedas as
palavras da donzella eram verdadeiras. .
Recobre! os sentidos, conlinuou Andreza, e acor-
dei cm um salan ornado de ricos movis. Una criada
grave e uina senhora eslavam a meu lado, mas nao pa-
recan! de forma alguma inquietas, porque, quando
acordei, vi-lhei os rostos benvolos e rlsonhos.
t- Sabes que horas eram entao, Andreta?
i a va meia hora depois da meia-noite.
Oh! disse o mancebo respirando livremenle, est
bom, est bom, contina Andreza, contina.
Agradec a essa senhora e sua ataos cuidados que
me prodigalisavaui; mas, sabendo a tua inquietaco,
ped-Ibes que me maiidassciu conduiir a casa inmedia-
tamente; ellas me disscrain cntao que o conde tinba
vollado para o theatro da cataslrophe para levar novo
soccorros aos erdos, mas que elle nao poda tardar
com uina carrifagem, e que elle mesmo me traria casa
Com elleto, pela volla das duas horas sent cu rodar
uina sege na ra; d'ahl,um estremec ment se melh ante
aos que eu ja tinlia experimentado quando esse homem
se approxiinava, e apoderou de nnm, cahi vacillante
c aturdida sobre um sof; a porta se abri; eeu pude,
no incio do meu desmato, reconhecer anda aquetle que
me nha salvado; d'ahi -perd o conhecimento segun-
da vez.
Havia de ser ento que me levaram para baizo, poze-
ram-uie na carruagem e me.trouxeram para aqui. Eis
tudo quanto rae Icmbra, mano.
Mov.mento do Porto.
Navio sahido no dia 2.
Falmouth ; brigue ingles hlt-of-Wiakl, capitn Danford,
carga assucar.
Navios entrados no dia 3.
Porto ; 30 das, barca portugneza Espirio-Saito. de 313
toneladas, capitao Antonio Francisco Leite Jnior,
equipagem 30, carga vinho, ferragens e mais gneros ;
ao proprletario Francisco Alves da C'unha. assagel-
ros, Manoel da Fonseca com sua senhora, D. Antonia
Rita do Carino, Antonio Jos Antunes Braga, Francis-
co Teixeira Bastos. Manoel Jos Goncalves de Alinei-
Filippe calculou o tempo, e vio que a Irmaa devia ter
sido conduzida directamente da ra das Ecuricadu Lou-
vre ruaCoq-Hron, como fra conduzida dapraca de
Luiz XV ra das Ecurles du Louvre; e apertando-lbe
cordlalinente a mao, dlsse-lhe, com voz livre e alegre :
Muito obngado, querida manlnha, muito obriga-
do ; lodos esseclculos corresponden! aos meus. Irel a
casa da marqueza de Saverny, e eu proprio Ihe agrade-
cerci tanto obsequio. Agora uina palavra smente, d um
interesse secundario.
Dize.
Leinbras-te tu de ter visto, no meio da catastropbe,
alguma pessoa conhecida t
Eu? no.
Gilberto, por exemplo ?
Com efl'eilo, disse Andreza esforcando-se por bem
recordar-se : be verdade ; no momento em que nos nos
separamos, estava elle a dez pasaos de inim.
R ella vio-tce I murmurou Gilberto.
He porque, quando eu te procurava, Andreza, en-
eontrei o pobre rapaz.
Entre os mor tus i perguntou Andreza com esse
sanete de interesse que os grandes teem pelos seus su-
balternos.
Nao ; apenas eslava ferido ; satvarain-no, c es
pero que ha de escapar.
Oh! aindabein, exclamou Andreza; e que tinba
elle ?
O peito amassado.
Be verdade, amassado contra o teu, Andreza, mur-
murou Gilberto.
Mas, contlnuou Filippe, o que ha de singular em
tuda isso, e que faz com que eu te falle de seineltaante
rapaz, he que eu achci-lhe na mao, aperlada pela ago-
na, um pedaco do teu vestido.
Sim?! he bem estranho com effeito.
Nao o viste tu no dcrradelro momento t
No derradeiro momento, Filippe, vi tantos sem-
blantes hrridos de terror, de padeciinento, de egosmo,
de amor, de piedade, de coblca, de cynismo, que ine pa-
rece ter habitado un anno no inferno ; entre todos ca-
ses rosloa, que me litcraiu o effeito de da, Joo de Souza e Silva, Manoel Joaqulm Nunes B,i.
rao, I,uii Joaquim Ferrelra, ManoelFerrelra, Joa,uiin
Pereira Coelbo, Francisco Jos Rodrigues, AiUonio
Marques, los de Souza Cunha, Francisco Ribeiro
Mattos, Antonio Ribeiro MaUos.
Trieste 67 dias. barca auslriacr'JoaeMaift, de 307 tone,
ladas, cafitao Giovo G. Stupavich, equipagem H, car.
ea fazendas e mais gneros a N. O. ieber.
Rio-de-Janeiro i 17 das, bi iguc-escuna brasileiro B,U,.
Virginia, de 150 toneladas, capitao francisco Peixoto
Gulmaries, eoulpagcn 11, carga carne e fumo a Jo-
o Francisco da Cruz.
Navios sahidos no mismo dial
Genova ; polaca sarda Ctpriektsa, capillo Jacome Capel.'
lo, carga assucar.
Gibralur ; brigue ingle Ula-Koow, capitao Joao Mj-
crovlcb, ..rea assucar .
Havre ^ barca franceza Ziha, capitao Joo letnettes, car-
ga assucar e couros.
Cows ; barca sueca Sevea, capitao F. Westenburgo, car.
5a assucar.
-Paralzo ; barca chilena Joana-J.-fonU capitao
Christlanl Hansen, carga assucar.
Veneza; brigue sueco htorat, capitao O. F. Rimphet,
carga assucar.
''
Avisos martimos.
--Paulo Solar, capito do brigue sardo Ernestina,
que soffreu grande aVaria da galera portugneza Ten-
tadora na sua sahida deste porto, com destino pi.
ra Gibraltar, precisa a risco mritimo, tima quan-
tia de quatro on cinco contos de reis sobre casco,
fretedo sobredito brigue Ernestina, & earreganien-
to de assucar que tem a seu bord: e para este fim
convida aos pretendentes a entregaren! as suas ofer-
tas, em carta fechada, no vice consulado de Sirde-
nha em ama do Trapiche, n. 19.
-- Para Lisboa pretende sahr, at-o dia 7 de maio,
o brigue portuguez Carlota & Amelia, de que lie ca-
pitao Manoel Joaquim dos Santos: pera o resto da
carga ou passtgolros, para o que tem escellentes
commodos, trata-so com o capitao, ou com os con-
signatarios Francisco Severiano (tabello & Filtio.
Para o Hio-de-Janeiro sahir, breve, o brigue
Minuano, o qual tero bons commodos para nassa-
geiros e escravos : quem no mesmo quizer ir do pas-
sagero ou embarcar escravos dfrija-se aos consig-
natarios, Amorim IrroSos, na ruada Cadea, n. 45,
ou ao capitao a bordo.
Para o Rio-de-Janeiro segu, em poucos dias,
a veleira escuna Galante-Mara forrada e pregada
de cobre; recebe nicamente passageiros e escra-
vos a frete, para o que tem excellentes commodos:
trata-se com Silva & Grillo, na ra' da Moda, n. 11.
Vende-se a escuna nacional Ba-f, de construc-
Silo portugueza ede lote de 116 toneladas, forrada
e cobre, o prompta de todo o necessario para se-
guir viagem logo que descarregue o charque : pde-
se.examinar defronte da alfandega, amule seacha
fundeada, e a bordo so encontrar o seu inventario:
para tratar fllese coro o seu capitSo, a bordo da
mesma, ou na ra da Cruz, n. 45, em casa de Nisci-
inenlo 6 A mor i ni.
Leiiots.
Me. Calmont & Companhia farao Jeilfto, em
presenga do Sr cnsul de S, M. B., porconU e ris-
co de quem perlencer e por intervngaosla, corre-
tor Oliveira, de urna poreflo de saceos do assucar
averiado d'agoa salgada: qinta-folra,4 do cor-
rente ao meio-dia em ponto, no armazein do Bar-
boza defronte do Corpo-Santo.
:,eil;io que taz Jos Joaquim Das
Fernndes de urna porcSo de bacalho,
por conta de quem pertencer: boje, 4 do
crtente, as lo horas da m.inhaa, noar-
mazem de Antonio Annes.
Avisas diversos.
Agencia de passaportes.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aterro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-se a tirar passaportes tan-
to para dentro, como para fra do imperio; assim
como despachan! se escravos: tudo com brevidade.
~ No annuncio publicado ho Diario de ftrnambu-
co n. 99 de 2 do correte com as iniciaes M. J. O
J., houve engao as letlras, pois o dvedor he M
F. O. J.
Os Srs. acadmicos quo subscreveram para)
impressSo da traduegao de Mello-Freir pdem
mandar receber as folhas impressas do.e S.^to-
lumes, que existem promptas, sendo do 2.* at pa-
gina 64, o do 8.'ate 16.
i..-._.ii: i..,-..: _.;".... ~:r-g
eslava passando- a todos os condemnados, pode ser qW
eu viese o do pobre rapaz, mas nao me record.
( omiiido, este pedaco de cassa arrancado ao tea
vestido, e nao ha du vida que foi ao teu vestido, quera
Andreza, porque eu j verifique! este facto com Nlco-
lna..... ;
E disseste a Mcolina por que motivo a interrogavai-
perguntou Andreta, leinbrando-se d'aquella singular
explicaco que Uvera, cm Taverney, com sua criada gra-
ve, a respeito desse mesmo Gilberto.
Oh! nao. Mas emfiiit este (arrapo tinba-o elle a*
mao : como explicas tu isto ?
Meu Dos, nada ha mais factl, respondeu Andrri
com uin tranqulliidade que fazia indizlvel contraste
com o espantoso bater do coracao de Gilberto, se elle
estava junto de inim no momento em que eu me sent
suspensa, por assim dizer, pelo olliar desse homem, ter-
se-ha prendido a inlin, para se aproveitar ao mesmo
tempo que eu do soccorro queme chegava. manalr o
afogado que se afierra cintura do nadador.
Oh f murmurou Gilberto com sombro descre"
para com semelhante pensamento da donzella ; oh ignobil inlerpretacao do meu sacrificio! como esta gen-
te nobre nos-julga, a nos outros gente do poyo ( oh
Mr. Rousseau tem inuilssinia rasan ; nos valemos man
que elles ; o noaso cora;o he mais puro e o nosso bra-
co mais forte !
R como elle fiesse um movlmento para reatar a coa-
versacao de Andreza e de seu irmo, perdida uui aio-
mento com este aparte, ouvio rumor atrs de si.
Ai, meu Dos! murmurou elle, ha gente na ante-
cmara.
t ou rindo que os passos se encaminbavain para o cor-
redor, introduzio-se para dentro do gabinete de toacar,
deixando caliir de novo o repostelro ante si.
Onde est a douda da Nicollna ? No seu quarto nao
est ella, disse a'voz do barao de Taverney.que, rocana
e.n Gilberto com asabas da casaca, entrou no aposento
da filha.
Ha de estar nojarflim, respondeu Andreta com una
tranquillidade que provava nao ter suspelu alguma aa
presenca de um terceiro. Uoas nolte, meu pai.
y

MUTILADO


^~*&m
.. OSr. Jos Manoel do Espirito-Santo tem urai
arta, vinda do Sobral, na ra da Gadeia-Velba,
II. 56.
Na rua do Pogo, n. 84, continuam-se a tirar pas-
aportes para dentro e ftkdo imperio, e correm-se
lolhas : tudo com bretAndo e por preco muito
ommodo.
- Aluga-se um preto velho, robusto, jar o ser-
lyiro de alguin sitio, por ser muito hom de enxda
|e entender de plantajes: na rua Nava, armazem
ln. 67.
- Precisa-se de duas amas para urna casa de pou-
ofamilia : na rua da Cadeia de S.-Antonio, n. ai.
- precisa-sede um pequeo para caixeiro de loja
Ije fazendas ; no Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 24,
- Precisa-se de um primeiro ou segundo andar
e um sobrado, com commodos para urna peguen
Familia e quo seja na rua da Cruz : quem o tiver
Idirija-so a rua doRozario, O. 97.
- Precisa-se alugar urna ama de lei-
Ite, que o tenha em abundancia, e seja de
Ibons costumes par* acabar de criar um
[menino de mexes. Paga-se bem. Diri-
gir-J^ ru*Uo Rangel, n. 59, segando
laatar. ^
O abaixo assignado, tendo perdido, de Olinda ,
I pea estrada nova at* a rua do Sol, urna lettra da
quantia de 400,000 fs. aceita pelo fir. Jos Antonio
Bastos previno ao mesmo Sr. para quo tifio faca
negocio algnm nem pague no lia do seu vencimen-
I to visto no verso da lettra liaver um perteuce ao
abaixo assignado, e um recibo de 150,000 rs. por
conta da mesma lettra. Franciecode A$$ii Oliveira.
Km virtude do aumincio do Diario n. 99, contra
o Sr. Manoel da Silva Santos, em que se diz que elle
lemom spu poilra maior parte da fortuna do fallecido
ex-socio Manoel Jos Machado Malheiro,roga-leao Sr.
listamente i ro do dito fallecido luja de reclamar o
I Jijvi|o que Uto compete nessas liquidacos, para
('.mprimento da sua obrigaQlo, e juntamente satis-
facer aos herdeiros do dito fallecido, oque por di-
re i to lhes pertenco.
Tendo-se perdido, em um dos ltimos dias da
semana-santa, da igreja matriz S -Fr.-Pedro-Gon-
alves do'Recife, rua do Vigariq, urna carteira de
Orencarnada, contando alguns papois, a "no nu-
Bero (lestes tres lettras a urna cdula de 20,000 rs.;
[rogarse a pesaoaque a acliou querendo restituir,
dirija-sea rua do Queimado, loja do razendas n. 57,
quesera recompensada com 10.000 rs. Advcrte-se
quo com esta gratilicaco ganhar mais quem achou
a dita carteira, do que se licar com ella visto que
os aceitantes das latirs j se acham provenidos, e
no'pagarUo os seus importes a outra pessoa que
nao seja o annnnciante ; assim como que, sendo n
cdulas das da primeira serie e de numero 31,505,
he falsa, ao annuncianle podo servir por isso
que sabe da quem a recebeu o a podo destrocar
com a mesma pessoa.
Precisa-se*do um homem de idade paracn-
sinar lrf escrever e contar, em um engenho na
fregu'ezis da Escada : a tratar no largo do Carino,
venda n. 1.
Precisa-sede um trabalhadorde masseira, que
seja preto na rua Direita, padaria n, 26.
S0CIED.4DE
I'HILO-JjMMATA
O primeiro secretario avisa ao Srs. socios, que
os bilhete9para a recita dodia 6 do corrente, prin-
cipiam-se a distribuir hoje, om casa do thesoureiro,
na rua do Rangel, n. 15; assim como, que a eom-
missSO administrativa se achara retiida pelas 7
horas da noite dos dias 4 e 5, para approvac&o do
convidados para o que deverflo os Srs. socios re-
metter as suas proposlas e bilhetes, dentro da-
quelle preto; pois, lindo ello, proposta alguma ser
aceita.
Arrenda-se o sitio denominado Salgadinho, com
excellente sobrado de um andar.Jtondo capaila para
se celebrar mtssa com toda decencia e todas as
commoididades proprias para numerosa fomilia;
acrrescendoniuitas arvores fructiferas c terreno para
plantenos. 6s pretndanles diri)am-se ao Aterro-
da-Boa-Vista,n. 47, segundo andar, que acharao com
quem tratar.
Roga-se a pessoa que apunhou um reloglo de
ouro com o mostrador de prata, descoberto, bem
ronhecido, venha-o entregar ao Sr. Virissimo na
prara da Independencia, por ser este conhecido pelo
mesmo, e que do mesmo recebera 10,000 rs. de
gratificado.
Pretende-se alugar um armazem na rua da
Praia : quem o tiver annuncie, o tambem so compra
um braco de balanca e os pesos de duas arrobas at
urna quarta.
Quem lhe faltar um relogio de ouro dirijase
a rua larga do Rozario, n. 28, armazem de louca.
que, dando os signaes, lhe ser entregue ; o qu'al se
tomou a urna preta por se julgar ser furtado, que
o andava offerecendo por todo o preco.
Offereee-se urna crioula para ama de.uma casa,
a qual sabe fazer tudo quanto se jyeCtSa om urna
casa : na travessa do Mvramontoj sobrado h. 8.
AOPPL1CO.
Em 25 do outiibro- de 1845,fallecen neste cidade o
Sr. Manoel JosfMchado Malheiro, socio que foi da
extineta .firma de Hachado & Aanios, e segundo
consta', at esta data do hoje, o Sr. Manoel da Silva
Santos, ex-socio daquelle fallecido, nao tem pago,
nem ao testamenteiro e nem aos herdeiros do mes-
mo Malheiro o que em sen poder tem, e que per-
tence aos herdeiros daquelle fallecido II... He na
verdade para lamentar que o Sr. Sanios ainda nSo es-
teja satisfoito da desfructar a fortuna daquelle falle-
cido ; e que, segundo informam, os lucros daquella
quantia j pdem dar ao ii/wre Sr. Santoi para um
par de sapatos !!'.... Tenha pois, o Sr. Santos
compaixo dos que existem pois os raortos nao
precisan* mais: isto lhe recommenda um seu afei-
cuado, e com a sua resposla, se dir quem he a sua
pessoainlia I:. .. apezar de n3o ser tiesta praca
muito desconhecida !. Sou Sr. Sanlo$, um amigo
daquelle que deu a Vmc. principios na carreiracom-
mercial e que tao mal'Vmc. lhe pagou.!!!...
O abaixo assignado faz sciente a quem con-
vier, que deixou de sor caixeiro dos Srs Jos-Joa-
quim Lopes Moreira & IrmSo desde o (lia 30 do abril
prximo passado; e 6 mesmo abaixo assignado aprc-
veita a occasiuo para agradecer aos" mesmos Srs
Moreira dilrmilo o bom tratamento que lhe deram,
durante o espado de 3 annos.
Thomas Jos Ferreira.
-- Quem procisar de urna ama para o servico in-
terno de urna casa, dirija-se a rua do areial do forte
das Cinco-Pon tas, n. 41.
Precisa-se alugar um preto padeiro : em Fora
de-Portas, rua dos uararapes, n. 4.
Trocam-se asimagens deS. Joaquim, S. Anna
e Menino-Jess.
Precisa-so de urna ama un cozinhar em casa
de um homem solteiro : na rua Direita, n. 28.
Aluga-so o segundo andar da casa da rua Nova,
11. 20 : a tratar na Toja da mesma casa.
CURSO DE l'HII.OSOPHIA.
Fre JoSo Capistranodo Mondonga tem aborto, no
convento de Santo-Antonio desta cidade, um curso
de philosophia ; as pessas que o quizerom frequen-
taro pdenlo all procurar, a Jualquer hora, excep-
tos da 10 as 12 da mantilla.
Francisco Fernandos Chaves Jnior retira-se pa-
ra Portugal. >
LOTERA
y. Do Hospital Pedro II.
0 thesoureiro desta lotera, tendo de
marcar o dia em que devem correr as ro-
das, da quarta quinta parte da mesma,
julia que avista da "concurrencia dos
compradores poder ser extrahida no
dia "37 de maio prximo vihdouro.
Compras.
--Compra-se um Vigario, livro inglez, quo este-
ja em bom estado : na rua do Queimado, n. 30.
Compra-se cera amarella : na rua da Cadeia do
Recifo, botica n. 3.
Compra-se urna macuca viva: nesta typogra-
phia se dir quem compra.
-- Compra-se um bote de quatro remos, quo seja
forte 6 bom : na rua da l.ingocta venda n. 8, de
Manoel Concalves Pereira.
Compram-se, effcclivamonte todasas qual ida-
des de trastos usados, o tambem so trocam por ou-
tros novos : na rua Nova armazem de trastes de-
fronte da rua de S.-Amaro, n. 59.
Compra-ie o Paraizo perdido, em inglez : quem
tiver annuncie.
Compram-se os Diarios do Governo, do Lisboa,
deste anno : quom tiver annuncie.
Compra-s a obra de Moral, por Monte, em se-
gunda milo : na rua do Caldeireiro, n. 66, ou an-
nuncie.
Vendas.

Vende-so urna escrava, perfeita costu- 1
reir, engommadeira a sem vicio, o
quoseallknqa ; um bonito ccorpolen-
Icnto mulecote do 22 annos, sem vi-
cio, ptimo para fazer parelha para pa-
lanqutm ; u m pardo perfclto cortador
de carne e carreiro, que he muito hu-
milde : na rua do Vigario, n. 24, se
dir quem vende. .....
Fippe levantou-se respeitoso ;. o bario fex-lhe signa!
de que Acaaie onde eslava, e minando uina cadeira de
brato, aiientou-se junto dos filhus. '
Ah ineua filhos, die o barao, multo longe he da
vuaCoq-Hron aVfrsalhes, quando em vez de fel ir
n'uina boa carruagem d corte, nao se tem aeno um
pobre patacho, rebocado por un cavallo Emnin, sem-
pre vi a seobora delphina.
Ah! ditae Aodreaa, enUo meu pai chega deVer-
alhea? .
Chego ; a prlncea tve a bondade de me mandar
chama-, logo que aoube do accidente acontecido a mi-
aba fliha. ,, ,
Amtrezaval muito mclhor, ineupai. alase ttiippe.
Bemoaei.e ataiui odiase a S. A. Real, que se dig-
nen protnetler-ine que, logo depois do completo resta-
bfleciniento de tua irinaa, a chamarla para junto de ai
no Petit-Trianon, que escollira decididamente para aua
residencia, eque se oceupa em mandar preparar a seu
gotto.
F.u eu na corle, diste Andreza toda tmida.
Nao ha de ser na corle, minha filha; a senhora
delphina tem un genio edentario ; o seqhor delphtm
mesmo detesta o brilho e o murmurio bao de vlver co-
mo em familia noTrianon, tornate, pe)0 genio que eu
conheco a S. Altea a senhora delpbJnaT etsas pequenat
reunldes de familia poderao vir a aer cousa multo me-
luor do que ea8et de parlamento ou estadot geraea. A
princeta tem carcter decidido, e o tenhor delphim lie
profundo, aegundo dliem.
Oh mat aeuiprc ha de ser a corle ; nao te illudat,
mana, dase FiUpae triateinenie.
A corte! iniirtnurou Gilberto com urna raiva e des-
espero concentrados ; a corte !.....lato he; una altura a
que ti nao possn chegar ; 7 um abjsino em que me
nao potso precipitar Acabou-te, Andreza : perdida pa-
ra nilin perdida!
Nos nao temos, replicou Andreza a teu pal, nem a
fortuna que permille habitar teruelbante morada, nem
a educafo necetSUria quelle que a habita. Eu, pobre
donzella, que vnu eu fazer no mel deasai damas lo
brllhantes, cujo esplendor s urna vez entrevi, mas
-Joaquim Seabra da AssumpcSo retira-se para
fra da provincia.
Precisa-se nlugar urna boa prcla para o servico
do urna casa de familia : na rua da Cruz, no Rccife,
n. 46, primeiro andar, ou annuncie.
-- Demarcado do engenho Rom-Jesus; dita do on-
genho Novo ; dita do engenho Xurado ; dita do en-
genho Maciapo, o a sesmariado mesmo ; escriptu-
ra de venda do engenho il'irapama feita em 1586, a.
Joilo Paes; demnrcago das trras da capella da
Roa-Vista de que foi administrador JoSo Marinho ;
sesmariasdo engenho Larangeiras; escriptura do
venda do engenho S.-Autonio, na rrcguezia de Una :
quem precisar do quaesquor dos ttulos cima, pro-
cure na rua Direita, n. 112.
Precisa-sc de pretal que vendam pSo pagan-
do-se vendagem : na rua do Rurgos, (Forte-do-Mat-
to) padaria que foi do Allemo.
Relhar & Irmilo, residentes na villa do Crato ,
remotteram para esta praca o seu escravo, de nome
Antonio que representa 28 annos; e he de estatura
regular; cujo escravo veio para ser vendido: e como
no dia 28 do prximo passado fugira, roga-se a ap-
prohensSo do mesmo levando-o ao Rccife, a Jo3o
Jos do Carvalho Moraes, qua recompensar.
-Aluga-se urna casa terrea, sita nos Coelhos,
n. 7 : a tratar na rua de S.-Gonc.alo, 11. 29.
--Vendem-se saccas com farinha de mandioca,
3,200 rs oalqueire velho: na rua da Cadoia do
Recife loja n. 51,doSr. Joo da Cunha Magalhffes.
Vende-se urna preta de 24 annos de idade, que
sabe muito bem engommar, cozinhar ecozor: na
rua Direita, confronte ao oitSo do Livramenlo, ven-
da n 4, se dir quem vende.
Vendcm-se20escravos sendo: um ptimo mu-
latinho, muito lindo, de 15 annos; 2 mulatinhas
recolhidas de 14 annos ; dous pardos de bonitas fi-
guras sendo um delles carroiro ; um molecote do
15 annos de naQo ; 4escravos ; urna nogrmha de
13 annos ; 9 escravns com varias habilidades : na rua
Direita, ti. 3.
Ra nacional Andarahy.
A extraerlo que lem tido o rap naciqnal Adnra-
hy mostra o quanto tem sido apreciado pelos ama-
dores da boa pitada; portento, sem pro o achnrfo
fresco em libras o meias ditas c frascos de dito
vinjado no deposito da rua do Trapiche, n. 34, on-
de se vende de 10 libras para cima, e a relalho as
lojas j annunciadas.
Bolachinha regala,
Vende-se na padaria do urna porta na praca da
S.-Cruz aonde he fabricada ; na esquina da rua do
Colleglo, venda do Jos Comes do Sobral; na rua das
Cruzes venda de Domingos da Silva Campos ; na
travessa da Madre-de-Deos, n. 13: o proco, em qual-
quer destas partes, he 320 rs. a libra : a sua quali-
dade e bom gosto na mesma bolachinha se encon-
tr o pde-se fazer uso della sem receio tanto no
estado de sado como de molestias pois nao con-
tm mistura alguma que seja nociva e sempro se
far lodo o possivel do conservar a Tama que em tilo
pouco espaco do tempo toom adquirido.
_ Vende-se urna venda na rua larga do Rozarlo
n. 23, sortida e bem afreguezada.que tambem ven
para o matto : o motivo porque se vende he po
nSo se querer usar mais deste negocio, o so querer
liquidar com a praca : a tratar na mesma venaa.
FARINHA DE Mll.HO.
Vende-so, as libras superior farinha de milho,
excellente para p3o. cangicas bolos, etc., por
preco commodo: em Fra-de-Portas, rua dos Cua-
rarapes, n. 28. Tambem se vende, na mesma casa ,
milho moido, proprio para passaros.
I imssirnas navalhas de barba
fabricadas em Lisboa.
Estas navalhas so feitas dtf mais fino ac daSue-
ciae temperadas em agna que contm os mesmos
principios que se encontram na muito afamada de
Cuimaraes, eoaraprovar a sua superior qualidade,
bastar saber-seque silo preferidas por quem urna
vez as experimentou a quantas vem de Inglaterra,
Franca e outros paizes, onde a arte de cutelana esta
inquestionavelmente em grande adiantamento; teem
mais as sobredilas navalhas a importante clrcums-
tancia de conservarem por mullo tempo a a lia cao e
cortarem com rapidez o cabollo da barba, e linai-
mento n.1o offonderem nem levantarem a palle : pa-
ra provar a sua boa qualidado nao se duvida dar
para os compradores as experimentaren. Vendem-G
nicamente n rua do Crespo, loja n. 8 .deMaiaa
__Vendo-so urna escrava crioula, boa cozinheira,
que lava, engomma, he muito boa flgun e anda
moga 1 em Fra-de-Portas, sobrado, n. 85, segundo
""--aVende-se um molequedo 8 annos, de bonita
figura o que he proprio para aprender algum out-
cio : na rua do Livramenlo, n. 30.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
Vendem-se bilhetes o meiosditos da oitava lote-
ra a beneficio das casas de candado, a 11,000 e
22,000 rs.: na rua da Cadeia n. 38, loja de cambio,
de Manoel Comes. .
Vendem-se ps de nogueira da Pefsia ; um ca-
sal de urubs reis: defronte deS.-Jos do M.ngui-
nho, na vendada esquina.
Vendem-se duas linhas de camarassary, rom
55 palmos de comprimento : em S.-Anna, a lanar
com J080 Venancio.
Loja de Magalhaes $ Irnaao,
na rua do Queimado,
n. 46.
Nesta loja vendem-se cortes de cassas de cores, a
3 000 rs.; ditos do cambraia branca lisa, a 3,00 a
4.000 rs ; lencos de sotim de cores, para gravata, a
SSOOrs.; meios ditos, a 1,600 rs ; cambraias aber-
tas, a 4,200 o 4,500 rs. o corte; ditas brancas after-
tas, a 4,600 rs.; muito superior panno para loalhas
de mesa, de 4 palmos e meio de largura, a 840 ra. a
vara ; lencos brancos de cambraia com boira alerta,
a 300 rs.; chita do coberta, a 200 rs. o covado ; dita
pannos l-
sele pata-
que deslumhra ; culo espirito me pareceu tao ftil, mat
tao sclntillat* ? Oh! meu irniao, qu5o obscuros nos
somos para not irmos metter no meio de tantas luies ....
O barao frangi at sobranoelhas. m
Anda teiuelhantes tollcet, disse elle, nSo posto em
verdade comprehender o gotto que os meus acham em
rebaixar semprr tudo o que vem de mim ou que me to-
ca. Obscuros! na realldadc, a senhora minha hlha eata
lonca : Obscura I uina Taverney-Maison-Rouge obs-
cura I Enlao quem he que ha de brilhar, faja obsequio
dlaer me, te nao for a senhora ?.....A fortuna..... Bofe I
quem ha abiftie nao salba oque sao as fortunas da
corte ? o sol da corea ai murcha, e o 10I da coroa at fai
de novo Ooreoer he o grande va.i-vem da natureza.
Eu me arruinei ; pois bem, eu me tornarel de novo
rico, e cit ludo. Nao lera j dinhelro el-rel para oft'cre-
cer aot seut servidores ? c jnlga a senhora que eu hei de
corar quando derem um regiment ao filho mal velho
da minha ra^a ; que me bel de envergonhar quando de-
rem senhora um dote ; quando me restiluirem algum
apanaglo que j pertencra aot meus, ou me fizerem
presente de algum bello coritrato de rendat e me met-
ieran 01 titulo! dobradinbos dentro do ineu guardann-
po, quandtf esliver jamando?.....Nao nao; ot tolot he
teem prejuUot; eu nao'os tenho..... Alem disso,
A ^/OO rs.
Vendem-se cortes do cassas do cores,
nos do tintas lixas, pelo barato preco de
cas e meia ao corto, sendo de seto varas ; assim co-
mo um bomsortimentodo razendas, que so vendem
atacado o a relalho pelos mais commodos preces1;
cortes de fusillo, a 640, 800 o 1,120 rs., de boa
qualidado; chitas toas, a 140, 150, 160, 80 e 200
rs.ao covado ; ditas superiores, a 220 a 240 rs. ap
covado; ditas om peca, a 5,200, 5,500, 6 000, 6,400
e 7,000 ris; madapolOes boas, a 3,000, 3,200,
3,600, 3,800 e 4,000 rs. ; ditos superiores, do 4,500 a
5,500 rs. a peca ; eoutras muitasfazendas que lerflo
patentes aos freguezes : na rua da Cadeia, loja n.
50, de Cunha & Amorim.
MEZ MARIANO,
vende-se a mil rs. : na pra?a da Independencia,
ns. 6 e 8. .
Vendem-se espadas ricas para olTiciaes da guar-
da nacional: na rua Nova, loja do forragens, n. 16.
nSo iulgando que aquelle riso partiste de uina bocea
humana. Adorada I he etta a palavra conveniente.
Andjeza abaixou os olhos, c Filippe tomando-lhe a
que ------ r--#------. -
lo bem que me pertencem e volttiu para a minha inao ;
nao seja tao cacrupulota. Resta um ultimo ponto a de-
bater, a tua educafao, em oue ha pouco me tocou.
Mat, mademoitella. lembre-tc'quc ncnhuina dama da
corte tem uina educacSo como a sua 1 e demais. voss
tem a par da educacau das lilhas dos nobrea, a inttruc-
cao solida das nihas dos prlinelroa magistrados ou das
L.I..I nermnasens : vott tabe mutica, e detenha
o proprio Ber-
piimcirat pertonagent vott*
naisageni cem carneiros e vacca, que
Lhem adoptarla como iuat; ora, a senhora delphina he
apaixonadissiina por carnelro, por yaccas e porlBer-
nhem. Tu s bella, e el-rel nao deixara de o perceber....
labes conversar, e faras com Uto as delicias do tenbor
conde d'Artoi ou do de Provenca ; aeras, porunto, nao
s bem-vista..., mas at adorada. Sim, tlm. duae jo ba-
rao rindo e etfregando as mos com um accento de rito
tao maaho, que filippe se afflrmon bejucm seu pal,
de seda, a 10,000 rs.; mantas de dita, a 8,500 rs^,
chales de 13a e seda, a 4,500 rs.; setim preto, a 9,200
rs.; bicos de varias qualidades; e alm disto, um
completo sortimento de razendas, proprias para esta
praca e provincia.
Vendem-se 3 lindos moleques do 15 a 18annos;
dous pretosde 25 annos, propnos para todo o ser-
vico; dous pardos de 16 a 24 annos, sendo um del-
les bom carreiro; 3 mulatinhas de 8 a 12 annos;
urna dita de 14 annos; urna negrnha de 10 annos,
mu linda com principios de habilidades; 3 protas
de 16 a 25 annos entre as quaes urna com habili-
dades ; um casal de escravos mocos, propnos para
oserAico do campo; urna preta de idade, por 160/
rs. : na rua do Collegio n. 3, se dir quem vende.
Vendo-seum bonito moleque do 15 annos,
muito sadio e esperto sem nenhum dereito e quo
he proprio para pagem ou para olucio : na rua im-
perial, sobrado n. 39.
Vende-se um cavallo castanho, capado, de mul-
to bous andares muilo mantedo e manso e quo
nao tem achaques : na botica de Rartholomen Fran-
cisco de Souza, se dir aondo ello se acha para ser
Vondc-sea bem conhecida venda de garapa ,
ou das Calcadas-Altas, sita no Manguinho, com pou-
cos fundos : a tratar na mesma venda, das 6 as 9 ho-
ras da manhfia. _. .
Vende-se urna divida da thesourana geral do
Pernambuco, exercicios lindos do 1846 : quem qui-
zer annuncie. .
Vende-so um'cavallo alazao, bom carregador
n. 18.

baixo : no largo do Carmo,
O senhor barao tem rato, dine elle, tens tudo o
que elle diz, Andreza ; ninguem mais digna do que tu
de entrar em Vcrsalhes.
Mas ficarel separada de meu pal e de li, replicou
De nenhum modo, de nenhum modo, interrompeu
o barao ; Versalhea be grande, minha lilha.
Bem sel, mas o Trianon he pequeo, replicou An-
dreza, altiva e pouco Oexivel, como aempre que alguem
se obstinavacom ella.
O Trianon sempre ha de ser bastante grande para
ministrar um aposento a Mr. deTaverney ; um homem
como cu se hospda sempre, accretcentou elle com urna
modestia que significava : Sabe sempre hoipedar-te.
* Andreza, pouco tranquilla com semelhante proxi-
midade de seu pal, voltou-te para Filippe.
-.Minbairma. disse este, tu nao faras, por ceno,
..arte do que se chama corte. A tenhora delphma, cm
lugar de te ir inetler n'um convento onde te pagana o
dote, tem a bondade de te querer distinguir, equer tr-
te junto de si, com um emprego conveoienle. Hoic a
etiqueta nao he implacavel. como no Wmpo de Lu
XIV ha futao e divlsibilidade nos cargos ; tu pode-
rs tervir delphina de leilora, ou de dama de eo.npa-
nha:elladescnharcomligo, conaervar-te-ha sempre
ao p de ii; nunca te verlo, te qulaeres, >"" Pr']
so dependert menos da tua proteccao immedia a e co-
mo tal, inspirars multa in.eja. Eii-aqui o que tu temes,
nao he assim i
He, meu irmo ,-...
Anda bem, dine o barao, mas nos nao not all gi-
raos por tao pouco, como um ou dous lnvejotot.....Ret-
tabelece-te, pois, depretta, Andreza, que eumeimo te-
o praier de te conduzlr ao Trianon, be a ordem
da senhora delphina.
Pois bem, eu irel, meu pal.
A proposito, contlnuou o barao, tens dinhelro, ri-
lippe?
Se meu pal tem necesiidade, rctpondeu o mance-
bo, nao tenho bailante para lhe offerecer mat, te rae
quer offerecer algum, pelo contraiio, pono reiponaer-
lue que ainda tenbo battante para mim. .
He verdade, tu s philosopho, dlite o bario cha-
coteando. E tu, Andreza, tambem l phlloiopba? nao
me pedet tu nada, ou predial de alguma coaia 1
Temerla incommoda-lo, ineupai.
Oh! nos j nao estamos em Taverney. ja-ret me
mandou entregar quntenlos luies..... por conu, dlsa
S. Maeesiade. Cuida noi teus enfeitei, Andreza.
_ Muito obrigada, meu pal, retpondeu a donsella te-
daiUraeit-ah como a. comas va'o, disw o Adalgo,-
os iremos em ludo..... Aind ha pouco ella nao que-
ri. naSa. agora seria capaz de arruinar o hnperador da
China. Oh mas nao importa, pede; 01 belloi veiuaoe
te assenlain lio bem, Andreza. w..a ,hrin .
D'ahl, depois d'um beijo mui terno, o harto .abri,
porudc urna cmara que separavaa iua da de Aadresa,
ediTeP.r.edan:nadaetVico.in. que nSo eaU aqui par.
"I" Queq'e eu toque a carapalnh, meu palI ?
Nao ;1 tenho U-Brie que ella por ah pottoa
dormir lobre alguma poltrona; Uoai noltei, raeui aihot.
Filippe levantra-se tambem. ..k-
_ oPa. noitea, mano, diste Andresa. ."*
de fadiga. He etU a primeira vea que rallo tan o deidc o
meu accidente. At amanhaa, meu querido Filippe.
E deu a mao ao mancebo, que a bttoa fraternalmeu-
le, porm mitturando a etia fraternldade urna especial
de retpeito, que tempre Uvera pela irinaa. e ae foi erj-
lim enibora, rocaodo no corredor oreposteiro por traa
do qual Gilberto eiuva escondido.
Quercs que chame Nicolina 1 perguntou elle ao re-
TN5o, nao, retpondeu Andresa, eu ine deiplrel so-
linha. Adeoi. Filippe.
tCimlinaar-as-ktt.)
I I
'

1
1
*,
^

1
l


_
*4
Vendem-se Orajes co CttScro em portuguez 3
v.; o Novo testamonlo y. : na praca da Indepen-
dencia, loja de encadornagfo, n. 19.
Couro de lustro.
No Aterro-da-Boa-Vsta,loja n. 78, vendem-se pel-
lesde couro de lustro, a 3,000 rs. ; sapates, a 1,200
rs.; bolins, a2,800 rs.; bonetes de varias qualida-
des, tanto para homem como para meninos; bahs
de imdeira envcrnlzados pincel, proprios para
guardar roupa de enancas ou para outra qualquer
cousa, a 1,000 e 2,560 rs.; Procos de todas as cores e
grossuras a 2*0 rs. a vara.
Vend-so urna armag*o, 2 uracos do banca ro-
mana urna bataola grande e pesos, temos de me-
didas, e-outros utensilios da vendada ra da Cruz,
n. 66 : a tratar com Miguel Joaquim da Costa, na ra'
da Senzalla-Nova, n. 4.
-- Vende-se o engonho Timb, distante desta praca
4legoas,corrente e moente com agoa, de boa e regu-
lar producco, com a safra de 2,500 pes pouco mais
ou menos ou Sem ella. Este engenho he de consi-
dera vel importancia, n3o so no presente como he
futuro, por conter mais de 4 legoas de terreno co-
berto de maltas virgeBs, e com capacidade de se le-
vanlarem engenhos d'agoa e de bestas. A tratar no
mesmo engenho, ou no sobrado aolado da cadeia,
n. 23.
Vendo-se urna ptima escrava, para todo o ser-
vido de urna casa, moga o muito sadia com urna
cria de 3 mezes: na ra da S.-Cruz, n. 72.
alpaca de linho, a 640e800 rs. o covado na ra do
Queimado, n. 27, novo armazem de fazendas, de
Raymundo Carlos Leite. .
Sarja hespanhola-
No novo armazem de fazendas, de Raymundo Car-
los Leite, na ra do Queimado, n. 27, ha chegado
nm ptimo sorlimento da verdsjdoira sarja hespa-
nhola, a 3,200 rs. o covado ; tambom ha de 2,200,
2,500, 2,800 e 3,000 rs.; panno fino, prova d l-
mSo, a 3,800, 5,000, 7,000,8,000, 9,000 e 10,OO#*s.;
chapeos francezes tinos, do ultimo gosto de Paris ,
com aba maior, conforme a nova moda, a 7,000 e
8,000 rs. Neste armazem tambem se vendem fazen-
das por atacado o mais barato possivel.
Sarja
Loja de cirguero.
[Hitado Queimado,!!. 10.
Lima.
Vendem-se uniformes militares pa-
ra todas as patentes de legiSo, caval-
laria e infantaria da guarda nacional, a
saber : chapeos armados ; barretinas ;
dragonas; bandas ; fiadores; galflo de
ouro, para caicas; tu iris; cananas; pas-
tas ; espadas praleadas com roca e
sem ella, e tudo quanto pertcnce ao
completo dos ditos uniformes : tam-
bem aprompta|uniformes,para msicas
pura o que pode mostrar os figurinos
do ultimo gosto da corte,
Vendem-se superiores luvas para meninas e
senhora, de muito bom gosto por serem de seda ,
e sem dedos a 560 rs.; frocos de todas as cores o
grossuras : no Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 78.
Na na das Agoas-Verdes,
n. 46,
vendem-se duas excellentes molecas de 10 a 13 an-
nos; um escravo bom carreiro;2 ditos para todo o
servigo jummoleque denagio, de 18 annos; um
pardo ptimo para pagem de boa conduela e que
he perito sapateiro ; duas escravas ptimas quitan-
deiras; um escravo bom padeiro e carreiro.
Ifarroquim.
No Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 78, vende-se mar-
roquim de varias cores, a 2,000 rs. a pelle, e 500
rs. oquarto.
Vendem-se presuntos, bldese tinas proprias
para lavar roupa; vassoura para varrer salas e ta-
petes : tudo ltimamente chegado dos Estados-Uni-
dos : na ra da Cruz, n. 7, armazem do Davis & C.
Novo panno para lences.
Vende-se superior panno para lences, com 2 \
varas de largura pelo barato prego de 3,000 rs. a
vara : esta fazenda he melhor do que a brelanha de
Irlanda, da mesma largura,que ltimamente se ven-
deu nesta mesma loja por ser de puro linho : na
ra do Collegio, loja nova da estrella, n. I.
A 1,000 rs. o par.
. Na loja de Guimares & Companhia confronte a
arco de S.-Antonio n. 5, vendein-ae meias de seda
preta curtas, pelo barato preco de 1,000 rs. o par.
Veodero-s.chalesdeseda do muito bom gosto ;
maulas dita para.senhora ; chapeos do seda para
senhora; crep de todas as cores; fitas de sctini la-
vrado ; lencos de seda para m3o;,ditos de garga ,
para senhora j chapeos de sol, para homem e senho-
ra ; dilos de massa franceza para homem; cortes
de cambraia para vestido; pannos para cima de me-
sa ; tapetes para sala, sapatos de lustro e selim para
senhora e menininas; borzeguins para senhora ;
lencos de cambraia de linho bordados; um com-
pleto sorlimento de perfumaras, e outras fazendas
pjr prega mais barato possivel : na ra Nova, n. 30,
loja de Domingos Antonio de Olivira.
--Vendem-se postillas da analyse do constituicSo
para o segundo anno da academia de Olinda ; ditas
de direito publico para o primeiro anno : na ra da
.Madre-dc-Heos loja n. 36.
Itrios trancados de listras e
q uad ros.
Vendem-se superiores cortes de brim trancado de
listras e quadros, para alcas, de lindos-gostos o
de roa qualidade pelo prego do 2,000 rs. o corto :
na ,-ua do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
Casimira elstica, a 720 rs. o
covado.
Na loja da esquina que volta para a ra do Colle-
gio n. 5, vende-se casimira elstica de 19a e algo-
do de lindos padres e muito encorpada pelo
barato prego de 720 rs. o covado, e que se torna
recommendavel para a estagao presente.
mais barata nao he
possivel.
Vende-ee superior sarja preta hespanhola, pe-
lo barato preco de 2,000 rs. o covado : a sua quali-
dade he sufflciente para chamar os compradores:
na ra do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
Estojos com duas na val has i ti-
biezas, para barba,
fabricadas pelo melhor autor, chegadas no ultimo
navio de Inglaterra por 2,000 rs. cada estojo. Es-
tas navalhas silo garantidas ,. porque n9o so so tro-
camas que porventura n9o saiam boas, como tam-
bem se restitue o seu importe, quando o compra-
dor por acaso se n3o agrado de nenhuma del las,
depois de experimenta-las, isto estando sem ferru-
gom e bom tratadas : vendem-se na ra larga do
Rozarlo, loja de miudezas do Lody, n. 35.
Novos gambreoes.
Vendem-se cortes decaigas da excellente e supe-
rior fazenda denominada gambre9o, pelo barato
prego de 1,800 rs. o corte: esta fazenda tanto em
gosto como em qualidade, rivalisa com asmelho-
res casimiras na ra do Collegio, nova loja da es-
trella, n 1.
Vendem-so 7 cscravos, sendo um negro da
Costa, proprio para todo servigo; duas pretas, urna
boa quitandeira, que cozinha o lava bem rot/pa; duas
mulatas mogas com habilidades, cuma mulalinha
de 6 a 7 annos : no pateo da Sanla-Cruz, n. 14.
. VendeiiMefiporprffontofto comirodo, pa-
lanquws em meio uso, sendo um da Bahia e o ou-
iro de modelo antlgo ; ffm aortimento de cadeiras,
ospeihos, armarios, guarda-Iouga, ricas carteiras de
viagem e outro mnitos objectos que a vista do
comprador sofarp patentes: na ra Nova armazem
.." Y,?,ndem-se KS com a-rrz de casca, a 3,20
rs; ditas com milh", de S.-Antonio, n. 21.
Quadros.
Na loja de miudezas, de 4 portas, na
ra do Cabug, n. i C, vendem-se qua-
dros de Santos e Santas com molduras
douratfos de 8b rs. ate 48b rs.
fiotoes.
Na loja de miudezas, de 4 fuatro por-;
tas, na ra do Carug, n. i C, venden*.
se botSes Pedro II, grandes e pequeos,
os mais bem dourados que teem appare-
cidb ; ditos ovados para cavallaria da
guarda nacional ; ditos para infantaria
dilos para libr de pgens, de bonitos pa-
droes, e chegados ltimamente de Fran-
e tratar o corpb humano. Tenfio a honra d*..
mais atiento venerador. ero
J- Mace.
N. 1, rueLouisPhilpp8>
dos-Unidos,
i Berln, Prussia, abril 8 de 1846.
Sr. A. B.& Ti. Sands. Srs., tndo-se a
sua tai-
ditos
para casacas
douradose pre-
e
ca ;
tos ; ditos para vestidos de meninas
rnnpao de senhora ; ditos de madre-pe-
ro la, para palitos e camisas, de boa qua-
lidade ; e outras muitas qualidades que
se acharao patentes aos compradores.
Vendem-se, na ra do Calinga, n.
i G, loja de miudezas de 4 portas, de
Francisco Joaquim Duarte lencos
sa-parrilha usado nesta cidade. com grande efih"n
em casos mui severos de escrfulas, me pedemtr
duzias de garrafas da sua medicina as quaesas !
pero sem falta quepara.isso remeti o pagaman
lo. Espero que Vms. lquem de toda a certeza on*
a comnoslgflo de salsa-parrilha he utn daa roelbo
res medicinas do mondo, assim como se vai
tro4ziffdo muito entre op^vo *oa o msis aliento
TKeoiore S. Fay,
Preparada e vendida por junto ea retalho asiim
como se exporta, por A. B. y. I). Sands, chimicos
droguistas n. 100, Fulton-Street, esquina da wu
liam, New-York. ""
Vende-se na botica do agente Vicente Jos d.
Brito, na ra da Cadeia-Velha, n. 61. -
Cal virgem.
Cunha & Amorim vendem ancoras com 4^robasi
cal virgem vinda no ultimo navio de Lisboa !
severando ser de superior qualidade, porj s te'r
experimentado : ra ra da Cadeia der ftecife, n. 5o
Vinhode Bordeaux.
DEPOSITO
NA RUA DA CRU2, N. 20.

ESE
Escravos Fgidos.
lequedo 18 annos que he olUcial de sapateiro.
~ Vendem-se saccas de feijfio mulatinho e bran-
Potassa M mi tiiroem v.; d'Us .d? farinha fina; ditas.de arroz pilado;
roiassa e cal virgem. ditas de milho : na ra da Cadeia do Reoife, n. 8.
Vende-se muito superior potassa, -Vende-se urna preta de nagao, de20annos de
poucos das desembarcada, e cal de Lis- *?'!.Tra "!uitosadia 8em VciosJ sabe bl8r
> <\i- pno-de-Io, vender na rqa e lava de sabSo sof-
garca,ai,ooo rs. de boniti" *rAn> ~ Deppreceu, nodia 16 do prximo passado,
j-. ;. ""H cores |0 Bardo claro, de ssoass Esierls d <" =-
ditos de cores, para gravata 1,000 -
rs. ; ditos pretos a t,4ooe l,8oo rs
--Vende-se, no largo do Carmo n. 18, um mo-
ba : no armazem de Bailar & Olivira,
na ra da Cadeia no Recite, n. a.
Milho.
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes da
Alfandega, armazem de Antonio Aunes.
Vende-se um lindo molequede 12 a 13 annos,
sadio; 3 pretas de bonitas figuras, com habilidades ;
2 pretos de elegantesTignras; urna parda de 20 an-
nos, engommadeira e costureira : no pateo da ma-
triz de S.-Antonio sobrado n 4
Yendem-se os superiores queijos
londrinos, muito frescaes,. a 64o rs. a li-
bra ; presuntos para fiambre, a 56o rs. a
libra ; vassoiirasp.ua varrer casa ; ditas
para espanar por preco muito com mo-
do : na ra do Trapiche, armazem n. 44*
FARfiLNVO,
a 4^500 rs.
Saccas grandes de 3 arrobas com fardos: lo arma-
zem de i. i. Tasso Jnior, na ra do Amorim, n. 35.
Vende-se urna negrinha de 14 annos, muito sa-
dia que coso o cozinha : na ra estreita do Roza-
rio, n. 4, defronto da igreja.
Vende-se, ou arrenda-so um grande sitio na ra
Imperial, com duas moradas de casas urna para
grande familia, na frente da ra e'outra mais pe-
quea dentro do mesmo sitio, com bons par-eiraes
e muitas fruteirasdeboas qualidades todas novas
e j dando fruto, com um grande viveiro no lundo :
na ra Direita, n. 135, loja de cera onde se far
qualquer dos negocios, por seu dono ter de retirar-
se por molestia.
*- Vende'm-se acQes da ex-
onda companhia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
veira Irmos & C, ra da Cruz,
n. 9.
Vende-se cevadinha de I-ranga, gomma de
araruta tapioca do MarantiSo cevada
commodo : na ra das Cruzes, n. 40.
frivelmente na ra de Collegio, n. 19, primeiro
andar.
Vende-se urna parda de 22 annos, sem vicios
nem achaques, e que engomma e cozinha soffrivel-
mento: a tratar com Jos Clemente dos Santos Si-
queira na ra estreita do Rozario, n.8, ou na c-
mara municipal.
Vndenle chitas rOxas de diversos padrOes a
60 rs. o covado; brim escuro liso d" linho, muito
lino, a 320 rs. a vara ; macedonia mesclada a 320
rs. o covado ; franklim de cores, a 800 rs. o covado;
fustOes pintados, a 300 rs.; chapeos de spl, de se-
da a 4,800 rs; e outras muiUs fazendas, por com-
modo prego: na ra do Queimado, n. 8.
Hio-Formoso.
' Vende-se urna obrigagiTo do Antonio de Panla Ma-
duruira, morador no Rio-Formoso: na ra da Ca-
deia do Recife, n. 8.
Vende-se um pretode muito bonita figura de
22annos, com principios do cozinheiro ptimo
canoeiro, e que he proprio para todo servigo prin-
cipalmente para pagem : na ra Cruz, n. 43.
Vende-se urna bonita crioula de 22 annos com
principios do engommado e que cozinha, nSo tem
vicios e he de excellente conducta; na ra estrei-
ta do Rozario, n. 31, primeiro andar.
Vende-se urna escrava com urna ftlha, todas
mui lindas : a escravaho propria para ama deleite .-
na ra da S.-Cruz, junto ao mestre Victorino- An-
tonio Martins.
Vonde-se ouro e prata sem feitio : na ra do
Collegio, n. 6.
Vcndom-se dous pares de diccionarios inglezes,
de Vieira obra grande e pequea ; e a historia de
Inglaterra : na praga da Independencia, livraria
ns. 6 o 8.
por prego
Chitas pretas assetinadas.
Vendem-se superiores chitas pretas assetinadas,
muito acreditadas pela sua qualidade, a 240 rs. o co-
vado : na loja da ra do Collegio, n. 1.
^ Vendem-se ancorlas de
diversos tamanhos, com vinho da
Madeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade: no escriptorio de
Olivira Irmos & C, na ra da
Cruz, n. 9.
MM Vendem-se cbapos de superior
^^^castor, brancose pretos, por preco
malo barato : na ra do Crespo, n. a,
lojde Jos Joaquim daSilva flava.
os pos largos, olhos agatadog cabellos castaohose
-annelados; tem sobre urna das sobranselhas urna
cicatriz; esta amarello por andar doente ; levou cal-
gas de riscado de quadros, jaqueta preta Camisa de
riscado, e chapeo prelo: quem o pegar Itve-o ao
major Filippe Duarte Pereira na ra Veifca, b^S.
que recompensar.
Desapparece, no dia 9 do correntc o escravo
Alberto que se intitula por Manoel, de nagio Ci-
bundii, haixo, secco, compouca ou nenhuma barba,
rosto descarnado e com algumas marcas de bexigas,
Ma mal portuguez ; levou calcas de brim tranca-
do escuro camisade madapolflo, collete de selim
rOxo bordado aindanovo: quem o pegar leve-o
ra do Rozario da Roa-Vista, n. 48.
Na noite de 16 do passado abrtl, fugio o es-
cravo Rento, lovando com sigo um cavallo sellado
com osellimem bom uso, urna maca de couro de
lustro usada, estando nella duas caigas de oasimira,
algumas camisas de madapoln o jouatas brancas:
o escravo tem os seguintes signae's :"" he muito cla-
ro, baixo, tem bdns cabellos, feigOes regulares, den-
tes limados com ponas agudas, pouca barba e fi-
na, queixo fino, pernas grossas, cabelludas e um
pouco lorias, pes e mSos proporcionados, unhas das
mSos compridas e as dos ps redondas: he um pouco
canhoto, inclinado ao furto; he mo sapateiro, po-
rm he mui vivo e dociljlrepresenta ter 24 annos, a
he de tilo boa cor e cabellos, que se no presume
captivo, e parece Portuguez; roi escravo de Jos Pe-
reiro Capi, do Brejo-da-Areia ; foi vestido de jaque-
ta de panno azul com vivos encarnados em roda,
collete encarnado, gravata, chapeo de pello prelo,
botas de pagem com canhOcs broncos e esporas : ha
provavel que tenha mudado de roupa para no ser
conhecido, e porgostar de andar limpo; cavallo
he castanho olaro, gordo, castrado, tem um signal
branco na testa e um nico ferro na perna esquer-
da, queheum O, circulo: quem o apprendercon-
duza a ra Nova, n. 21, ou aos engenhos Matto-Cros-
so o Martapagipe, que ser generosamente recom-
pensado.
Fugio, no dia 18 de Janeiro, m cabra, de nome
Joaquim, alto, reforjado, de idade, com a barba
branca .cabellos corridos e bem pretos ;. levou um
surrflo de pelle de carneiro chapeo de bala usa-
do caigas de algodflo de listras rotas no assento ;
temostornozellosdospsum tanto ochados. Es-
to escravo j foi preso -em S.-Lourengo-da-Matta e
-Vende-se um trancelira, proprio para menina, tornou a fugir junto aos R.-modios, do poder de
por ter pouco mais de tres annos, qu tem seis urna pessoa que oconduzia para osla cidatle; veio
oitavaso meia do peso ; umparde brincos de ou- do Maranhao ediz ser de Caxias : quem o pegar lo-
ro com lre.soitavase 4 diamantes: tudo sem fei-
tio : no largo do Carmo, vendan. 1.
Reos tapetes
para prar salas, mesas,T.candieiros, lanternis, ca-
tigseaeeampambaa, redondos, quadrados e trian-
'1 mre9^.boa2ose deoleado, com lindas franjas
A 1^600 rs* o covado.
Cha superior.
Vende-se cha superior: no pateo do Collegio lo-
ja nova dol vros n. 6.
SALSA-PARRILHA DE SANDS.
Este excellente remedio cura todas as enfermi-
dades, as quaes silo originadas pela impureza do
sangue, ou do systema ; a saber :
Escrfulas, rheumalismo erupcOes cutneas,
brebuthas na cara, hemorrhoides,' doengas chroni-
oas brebulhas, bertoeija, tinha, inchagOes, dores
nos ossos e jnntas, ulcar, doengas vencas, citica,
eiifermidades que atacam polo grande 6To do mer-
curio, hidropesa expostos a urna vida extrava-
gante. Assim como enronicas desordena da cons-
tiluigTo serSo curadas por esta tao til appro-
vada medicina.
O extracto seguinte he de urna carta recebida do
Sr. Mace, poissua niulher foi atacada de escrfu-
las no nariz, das quaos os melhores dutors em
Franga a no poderSo tratar.
j llennes, departamento da lile e Vilain.
( Franga, julho 17 de 1844.
Sr. Sands. A salsa-parrilha mandada por Vm.
foi recebida com a mair satisfago possivel, minha
mulher a tornou, eem pouco lempo se acliou me
Ihor; pelos grandes beneficios que recebeu desta
medicina, a considera como urna das melhores me-
Idieinas do mundo para taes doengas, pois dou-
tores de alta sabedoria nunca a poderam tratar. Mi-
nha mulher a contina a tomar, at se achar in-
teiramente boa. Por faver nos queira obsequiar com
esquina que volta para a ruado Collegio, n.", de
Guimarffes & Companhia.
algumas garrafas o mais depressa possivel. Srs.,
nos tenemos o gosto de fazer conhecer a sua medi-
cina entre os noasos amigos, assim como enlre o
povo.: sem duvida ser usada aqu, bem como em
lodo o mundo, como efllcaz medicina para ailiviarl
quem o pegar 1
ve-oa ruado Vigario, n. 24, que ser recompen-
sado.
Fugio, na noite do dia24 do passado, de bor-
do do patacho Dous-Irmos, um preto, de nome Joa-
quim do nagio Angola de 28 annos, de estatura
baixa, cor bom preta ; levou camisa de riscado ame-
ricano caigas de brim chapeo, de palha, tudo sujo
de lcali-fio : quem o pegar eve-o a ra do Trapi-
che, n. 6, que ser bem recompensado.
Fugio, no dia 31 de dezembro do a'nno prxi-
mo passado, da freguozia dos Afogados o escravo
cabra, de nome lnnocencio, alto, secco, cabello pe-
gado, olhos brancos, nariz adiado, desdentado,
pouca-barca; tem urna cicatriz no peito.de um taino,
pernas linas e ps pequeos ; foi visto no engenho
Massangana procurando o senhr do dito engenho
para o.comprar, e llalli desapparece al o presen-
te. Roga-se as autoridades policiaca e pessoas par-
ticulares, que o apprehendam e levem-no ao enge-
nho Ciqui que ser.lo generosamente recompensa-
dos.
Desapparece, no dia 28 do prximo passado ,
das 7 para as 8 horas da noite, um escravo, de ne-
me Manoel, de 25 a 30 annos, de cor fula estatura
baixa, cheio do corpo; levou camisa o caigas azues,
eeonduzindo da ra do Rozario da Roa-Vista para
S.-Antonio, urna ciixa de folha com dous ou tres
pralos traveasosde louga amuralla e um sacco do
estopa com 25,0M rs em moda de cobro. Este es-
cravo pertenceu a Manoel Ferreira dos Santos e a
AndrNauzcz, proprietarios da padaria.n. 66, do
Aterro-da-Boa-Vista e era de costume, quasi dia-
riamente ir as tardes do hotel Commercio, a dita
ra do Rozario, sempre conduzindo uina calxa de
folha : quem o pegar leve-o a seu senhor, o proprio-
tariododito hotel Commercio, na ra da Cadeia de
S.-Anlonio, junto ao llieatro publico, que recom-
pensar.
Psil.V. : NA TVP. DE M. F. DEFAMA. ---1848 ti
y


Full Text
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