Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05476


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Full Text
/Uno. Ter$a-feira '9
O DIfttO pabilo i-se lodos na "dial que hito
A^m de Riiarda i o preeo da atsienatura he de
4,00il rs.por quartel, weot ariitnMiiot. Os ao
[.ocio di ssignantes saoiosandos.i rmiode
ipj,, por lian. 10 r.^etn typo dill'ereole, ca
tfo-tifci pala mtaile O /pM n.o forero isig-
n.noMpgro Pat ,in,',,'' ,6|> lP*
dillerentc, por eat) pubTieacao.
PHA8E3 DA LA NO MR2.DR JfAlQ.
1 ua or, a J, horas e 5< mni dl nb.
(jretceDta 11. *' min. da UoU.
La chcia a 18, s 4 e J min. da manli.
M.ngoaulaaJft, as 8 e 27 p. da manh.
PARTIDA DOS COlEIOS.
floianna, Paraliilia s segundas esextaifeiras
Hiu-(rnde-dn- Norte apiola eirasaom fliodia
Cabn, Serinlicin, Riotormoso, Poito-Calvoe
Macelo, no I.*, a I! e lde cada mea.
CJaraaluius e Bonito, a 8 Boa-Vala, e Flores, a I t9f.
Victoria, as quintas-ifiras.
(Ntnda, todos os dial.
PBEAMAB DE HOJE.
Priaaklra, il boras e 4 minutos da tarde.
Segunda, l 4 horas e 8 minutos d manba.
Ufaio
Armo XXV.
N.9.
DAS DA SEMANA.
I SegunaVi. Jff Si. Filippe e Tiaao. Aud. do i.
dosorf. do J.doc. da 1. v. c do M.da .
rTarai. S/Athanaain. Aud. do i. do cive!.
de J. de paz do Z din. de t.
Quarla. >|")f< Inveneto Kodopao.
Quinta. S. Flonano. Aud. do I.dos orpli.
edo J. m. da I. vara.
Seila. S. Pi. Aud. do J. dociv. da t v. a
do J. de pal do l -'ist. de t.
Sapiuilo. S.Joan Oamasceno. Aud. do i. do
ctr. e do J. de pai do l dist. de t.
oaungo. S. Estanislao.
CAMBIOS NO DA i DE MAIO.
Sobre Londres 17 d.por (OOOn.a 0 d
* Parii 45 a 150 rs. por Tranco.
LislAa 101 por ion de previo.
Desc. de lettras'do boas firmas a I '/, /.
Ouroticas |.eipi.iholas.... SfSOO a "
a Moedssde oirelh. 18*100 a
de6JI00nov.. 18/004 a
da 4/008..... /00 a
Prala Paracei.......... I/M0 a
ii Pasos colunmara*... I**0 a
Ditos mexicano*.... I*"0_
> Miuda............. II10 a
29/000
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DIARIO DE P
EXTERIOR.

TUR1M.
DOMINGO, 19 HE MARCO DE 1818.
Piemontezes .
A serpenle lombarda desenrosca os seus annois o
smeoga com o exterminio os oppressores da nossa
pafria commum. 0 grito da human id a de deopprim7
daeeha pelas mas de MilSo ; corre o sangue, e o
estrangairo empenha os leus nltitnos esforcos. Pie-
montezes II SSo nossos ir nios aquclles que la estilo
pelejanrio nas-russ de Mil.1o; sSo nossos rmflos
aquelles quo, por va do frca, se apoderan dos ca-
nhes austracos, aquclles que se entrincheram as
las, e que, em Ibes fallando baluartes, expoem o
proprio peito ao ferro homicida dos assassinos.
Todas as nossas provincias so agilam o exigem ar-
mas. A intrpida Liguria enva os mas valentos de
entre os seus HhoB para coajavarem a empreza sa-
[crosanta. OiU mil Genoveses dpvotarsm ao trium-
pbo da causa italiana os seus corajosos bracos, o seu
indomavel patriotismo : a propria vida......Mar-
cham pora Milfto \ As tnais Ilustres cidades da Lom-
ba rdla segundam o mov ment desta heroica cidade;
e HresciB, repellindo com indignagflo todo o pensa-
menio servil, arvora o estandarte do supplicio divi-
no, (Atribale como Tera indomavel
Mas os Lombardos-Venezianog carocom de tropa*
disciplinadas; he mister que os seus irmilos os soc-
tuittin. F. seremos ns surtios aos seus Lirados?
seremos nos espectadores impassiveis desta luta su-
prema?. Nao ; osangue que tinge o solo de Milito he
sangue italiano. Oestrangeiroque trucida os nossos
irmilos nos fere com o mesmo golpe: corramos to-
dos A peleja ; o, pelo nsso prompto auxilio, lavemos
a nbdoo da nossa inacQlo passada.
Tedo aquello que pensar nosou proprio repoiso,
em somolhantenmbato,4)brari8 inconsiaeravelmen-
te, e se exporia aos mais graves perigos, porque ne-
nlium povo pode contar com as sitas regalas, quan-
do o seu vizinlio luta pela liberdado.
Piemontezs-! Aprovoitemo-nosdaAnossa lberda-
de para auxiliar aquelles que pelejam para conse-
gui-l. Este lio o prmero dever de um povo lvre ;
c aquelles que nSo partlham este sentimento, me-,
recem ser escravos para sempro, o combater as fi-
Iciras dos estupidos filhos d'Austria.
[Da Concordia.]
PARLAMENTO PORTUGUEZ.
SKUO DA CASCABA B4M PABM, EM 7 DE rEVI-
" BIIBO BB t4.
(ContinuafSo do numero 96.J
O Senhor Fonttca MasalhOes [ proseguindo ]:
Parecc-me ter ouvido fl ura digno par que elle,
quando anda ministro da cora, declarara que a re-
yoIuco que apparecra na provincia doMinho era
urna revolujab dynastica; o argumentou com os
fados que comprovaram esta predicQito. Mas euen-
tendo que esses mesmos fados framente examina-
dos provam que tal revolucSo dynastica nao liouve ;
niassim urna guerra civil de partidos. ( Apoiadoi.)
Por esses fados se v que o chefo do estado Coi sem-
.pre reconhecido pelos rebeldes ( dou-llics esta do-
minaefio sem sentido de ofTensa ; mas assm j desto
lado ouvi denomina-los) Ilecomtudo certo que no
meio dQ tumulto o confusfio geral apparuceram
lambeni algumasaccIama^Oes dos partidarios dou-
surpador, feils por um pequeo numero de liomeus,
quc ajnda acreditan) que o partido realista nAo exis-
te senSo reconliccondo por chefo o principe pro;
cripto. Mas nem a junta foi'r degse crime, ncm
MEMORIAS DE UM MEDICO, (*)
pok atejcattDrp turnas.
TERCEinA PARTE.
r^aia a^asAsabc
v.
BIAOB)
Eslava, pos,Gilberto preparado para o seu deicmbar-
que no jardliu inlniigo (era assini que elle tacilaiirente
1'ialiGcava acasa.de Tavenify) e da sua trapeira cx-
Plorava ello o terreno com a attenco profunda de un
lnbll estratgico que vai dar btalba,quando oesaa, casa,
to moda, tao npassivel, le pasiou urna icena que alra-
blo a allcucao do pbitospho.
Urna pf dra saltn por cima do muro to jarditn e fol
bater em ngulo na pOrede da can.
Ora, Gilberto j sabia que nao lia ett'eito lem causa;
poz-sc, portante, a procurar a causa ja que tinlia visto
orVeito. .
Has Gilberto, anda que sedebrucasse niuto, nao pude
ver apessoa que havia adrado a pedra da ra.
t I*) Vide >iarip n. 97.
.08 seuschefes, nem a mxima parte dos.seus cor-
pos armados.* Diversas e contraras aecusagoos llio
Ifram eitas: urnas vzes a arguiram de republica-
na, outras de miguelista.
Vio-sede algumas communcagOes diplomticas
que, fra deste paiz, e aqu mesnjo, vagou a opinflo
de que a junta ilo Porto tenda aoabar com o governo
moiiarcliico,eaestabBlecorarepoblca.Estainexacii-
dffo, esta falsidadc prova que a respeito da junta se
deram irrformaetVs erradas, que fram recebidas e
cred.iUdas poi distnctos estadistas assun como
erradas informacocs se deram, e se aerettilaram so-
bre outrns homens, e outros successos, de quoj
aqui setem fallado. InformacOes dadas no meio do
tumulto das facr,0*, e da nquieta?3o dos espintos,
em quo he bem raro alcancar-se a verdade o a tm-
parcialidade. Ctda um julgou dos successos a seu
modo, ouao sabor dos informadores delles, como
os viram os odios, as proven^oes favoraveis, ou des-
favorsveis. [ Apoiadot. ]
epubiiea J ar. pre&Usr.tc, s rospeito uu fvpwn-
ca, direi que temos muitas vezes sido tachados de
republicano* pelos partidos oppostos. Os chamados
realistassempre los constiluconaes donomirravam
republicarios, o o?bandos liboraes ,ins aos outros
team prodigalisado osle titulo. K^cordo-me que,
quando a opposico de 183* campea va brava e vigo-
rosamente na Cmara dos deputados, diziamontflo
os seus contrarios quo essa opposQo pretenda for-
mar urna repblica, de quo havia de ser dictador o
arecha! Saldanha (Rito). Ors eomeckva essa re-
pblica por onde as repblicas acahain. Este facto
prova fccma sem-rss??. estulticia cos u certes
imputai;t5essofazem. Attribuio-so junta do Porto
um plano do repblica, e ao mesmo lempo foi ar-
gida de dar titulse condecoragOes ora nomo da
soberana: accusacOes que mutuamente se destroem.
Pois quem assim procede lembra-se acaso do gover-
no republicano? Achei grando sem-rasio nessas
concessOes, mas ellas ludo poder-So provar, monos o
tai espirito republicano : foi mais uina das r.ossas
debilidades. Gonsta-me quo alguns dos agraciado*
rejoitaram asmorcs. outros com repugnancia as
aceitaram. Nolou-se juhta republicana a mcohe-
sejos valessem entfio, desejos se quo houvo de sal-
ar o nobre duquo eos seus companhoiros. [ Apoia-
producir mais urna pagina brilhante da historia do
nobre duque, tSo-gloriosa para elle quanlo oscura
para os autores de tamanho maloflcio. (Apoiadot
numerosos.) A desgraca por que passou o nobre du-
que a deve ter como um florSo mais na corda das
suas glorias militares: foi mais um .servico para
juntar a tantos outros. [ Apoiadot. ]
Mas, Sr. presidente, abstrahindo das pessoas, con-
sideradas determinadamente, dirni que no proco-
dimentodos partidos vojo o espirito do represalia
sempre furioso implacavol. Il, por mais que diga,
as dissencoes civis que elle constantemente appa-
rece : fzilais-me quatro prsionoiros, hei do fuzlar-
vos olio ; e a progrcssSo he sempre ascendente. He
mas esta urna belleza das guerras civis. NSo he,
pois, de admirar que so commetlessem repesalias.
lAmentei, como disso, os cruoisprocedimentos qun
hoavs no Porto com a uibfC duque da Torcoiro ;
c nHo posso doixar de lamontar outros igualmente
duros o injustos, qun houve em Lisboa com os pri-
sioneros feitos na accSo de Torres-Vedras.
O governo, em meu entender, foi excessivo nesses
proced montos; o, sempre que um governo he mais
rigoroso do quo a extrema necessidado requer com-
inette urna flagrnnto injustica.
Vendo eu quo os prisoneirosde Torrns-Vodras f-
ram deportados para o continente do frica, lugar
do degredo para criminosos sentenceados por gra-
vissimos delictos, procuroi indagar os motivos que
a tanto deram lugar ; *>*, por mas que investigas-
se, nSo pude descobri-los. Ileceos que tnham da-
quellosprisioneiros? Pois 13o dbil so achava o go-
verno, que nSo podia ter em segurantja no paiz trinta
ou quarenta homons? Faltavnm-lho castalios ou for-
talezas, navios do guorra e guarnicOes de marinha "
Tinha ludo isto; era obedecido em todo o reino; con-
servava urna grando frca armada, do sua conlian-
proccdimenlo senSo o que houve na cidade do Porto
como nobro duquo da Terceira. Aind ropcli-
rei a minha reprovaQSoa tal proceder, ecom tal ho-
nrw^Z*^Tr- mem -Qtie vantagens ganhstes com a sua gm,
.0n,npnn!, o rn..a..Br.. ou antes seria mcllior ea do seus companlwiros f yuo fr?a adquinstos
mentoveontra a accuaacSo, ou antes seria mcllior
nflo aventurar tSo infundadas aecusages.
Sr. presidente, a instrreicSodo l'orlo Javrou po-
las provincias depos dos mos tratamoiUos feitos
naquella cidade ao duque da Terceira. E foi no
Porto No Porto aondo lie tinha feito tSo extraor-
dinarios o heroicosservicos causa da liberdado.'
{ Apoiadot rtpelidus. ) Naquella cidade cujo assedio,
durante mais do um anno, fezesquecer as glorias da
anliga Humnela e da moderna Saragoea E esso bo-
mom bom, corte/, incapaz de offonder a ninguem ,
he arrestado pnra-um castello no meio das violen-
cias do urna plebe desenfreada; a sua vida corro'
imminente risco; ea de seus companheiros do ar-
mas. He prese, opprimido do i ncommodos, pri va-
gos e continuos insultos. J o nobre duquo coma
maior modestia osngelozaapresentou aqu O qua-
dro dos seus padec montos, na verdade doloroso.
EiTeito dctestavel das discordias civis! Km tima
guerra poltica, so o duquo houvosse cabido prisio-
nero do exercito contrario, como seria tratado um
general tSo distinelo ? Quo honras e respeitos ro-
ceberia ? Mes elle foi preso n'um tumulto popular
nocomegoda guerra civil,-- foi desacatada a sua
possorf, e a.sua vida posta em pergo imminente!
Gom rasSo disso eu, e direi sempre, as revolugos
sSoomair flagello com quo a Divina Providencia
pode castigar as nages. L Apoiadot. ] Lamoatei os
aoontocmontos de que foi victima o nobre. duquo:
disso o digo, quo alem de iniquos e cruois nfo leo ni
nunca resultado favoravol aos seus autores que
tarde ou cedo v-eni a recobo r o castigo do taes ex-
cessos. Todos deploraran tal proced ment contan-
do mesmo homens do partid que o tivefa; e sodo-
iii wniiiiai r
Smentt, c no mesmo initante, comprehendeu elle
que semclliaute manobra se llgava ao acuuteciiuentd que
acabava de ter lugar; lmente anda vio elle abrlr-ie
com precaucao unidos gnarda-ventoa de urna sala das
lojas, pela abertura desse postigo apparecer a cabeca
inquieta deNicolina.
A'vstadeWicolioa, deu Gilberto um merguIhSo na?
suas agoas fuadas, maa seiu parder uu momento de
viiU a esperta rapariga.
Eata, depos de ter lancado osolhos para todas ai ja-
oeMks, e particularmente para as da casa, sabio das es
condidi em que cstava e correu para o jardim, como
para leapproxlmar dalatado, onde algumas rendas de
iinho seacbaram estendida a teccar.
Fora no camlnbo dessa latada que rolara a pedra inys-
terioM, aquaf nem Nicollpa nem Gilberto perdiatn de
vista. Gilberto vio que Mcolina dava uurponta-pe nei-
sa pedra, que ora adquira tfo grande mporiaBcia, vio
e Ibe dava outro e outro, e que a la assim levando
diante de si, at achegar orla do algrete; debis da
iatada.
Ahi, levantou Mcolina as triaos para despregar as ren-
das, delxou cabir ama porcao, que foi colheodo vagaro-
sa, e ao collit-la apanhaa tambema pedra.
Gilberto anda nao adivinijava nada i inaa, aover Ni-
coliia descascar essa pedia, como uuvgloto f a uina
uoz, e arraucar-lhe urna frusta de papel que lhe eslava
ligada, comprehendeu entio o grao que leinclliante aerlithe mereca.
Era de feito, nem mais noui menos que um bllbete
--dra.
melteu-o
tnpar...
vos, e perderm os contrarios .' Tinheis medo de
um homem e de poucos mais? Que causa era essa
quo so perdis se usasseis do gonerosidado com uns
poucos da cavalheiros, que sorprendestes desaper-
eebidos f Se tal laclo se nao livesse praticado no
Poito talvez em Lisboa so nSo ordenasso oesteemi-
niu contra os quarenta degrodadoj. NSo o Oiriua-
rei, masconfesso quenSovejoa esta delerminagSo
nenhuma oulra causa.
Sinto quo este rigor fos'se exercido contra os pri-
Sioneiros, e flz meneflo delle como da fado do Por-
to, nSo s pelos motivos que dexo expostos, mas
tamben para declarar com quanta falsidadc eale-
vosia um jornat desta capital publicou [como um do
meus crimes o que para ello seria virludo] o ter eu
dado vol no concedi do estado pelo desterro da-
quollcs infelizes para a costa ti'Africii. Apressei-me
a manifestar ao publico que tal voto nunca dtjra,
porque este objeclo nSo fura presento em concclho
de estado. Ojornalista, mostrando a sua boa f e
cortezia.concluio quo era verdadeira a imputacSo
por isso mesmo quo eu a tkclarava falsa, [Rito] Eis
a mprensa, esta mesma imprensa, por cuja liber-
dado eu tenho continuadamente combatido, o por
cuja liberdado lidarei cniquanto a voz me nao des-
fallecer, e a mSo poder sustentar a penna!
Nflo me queixo desles excessos, porque Ibes d
grande consideragSo, nflo digo quo hei de escutag
mudo os calumnias que se levantan em urna parlo
da impr oush para denegrii-me. Em tal caso USarei,
para meu desaggravo, dos ineios quo a le me offe-
rece,Tecorrendo aos tribunaes. Detesto a repressSo
da mprensa polas bayonetas dos destacamentos;
^at^aaaaaaaaiaaaMaaaaaiaaaa.....tu '
e espero que as suas demasas venham com o lem-
po a ser corrigdas por olla mesma. Anda aseim, a
nossa est mullo mas oidadfia que no lempo do
Aiorraguc e dO'Tourero.
Sr. presidente, o que acabo do dizor concorre
tambom para demonstrar quilo grande he entre nos
a intolerancia nos partidos polticos. Elles nflo ad-
jttem. ncm honra, nem virdude sonSo nos seus
ens, o crimo e o opprobio pertencem exclu-
sivamente ao partido contrario. Que injustica Nin-
guem se aprsente como typo do porfegSo. Todos
temos defeitos/omuitos. ,
lliaeot inlra muros peccatur el extra.
Mas vamos proseguindo, grande he o meu desejo
de chegar ao fin. '
Declarada a reaccSo no Porto, moveram-se Tor-
cas ; o fogoda rovolugSo lavrott por todo o paiz, e
chegou is portas da capital. As tropas portuguesas
fram encontrar-so nos campos, como se fssem
do aees ir.imigss. be sj lado commandava o
nobre duque do Saldanha, to outro, um general par-
tuguez Ilustre na guerra ; e dopois de varias mar-
chas o manobras, os exercitos fratricidas pelejaram
junto aos muros'do castello do Torres-Vedras, pon-
to eUremo das famosas linhas de gloriosa recorda-
gflo para ashrmasnacionaes. Afortuna, que tama-
ita parte tom nos succossos da guerra, foi faora-
vel ao uobre duque. Ossous contrarios oxperinen-
laram um completo revez : poucas reliquias da
suas frgas cscaparam, fugindo,; muitos chefes dis-
tnctos cahiram prisioneros. Esta desgraga paroceu-
mnn poda marcar o termo da guerra civ!. O*
amigos da paz conceberam esta esperanga ; mas
nflo succedessstm. Se nisto houve culpa, decla-
ro que nSosei de quem oi. NSo dexoi de expr
qualora aminha opiniflo naquella cohjundura.
Eu ontondia quo era chegado o momento do mos-
trar aos sublevados a bandeira da paz, o o esqueci-
mento do passado. O govorno victorioso, correndo
assim aanresent"r o ramo da oliveira, nSo podis
ser suspoUo de temor os seus adversarios, nem de
faltar sinceridade. NSo so seguio osle arbitrio ge-
neroso ; e os vencidos tiveram por deshonra sub-
melter-se.
Una salut vielit nutlam sperare tuhilem.
A desesperagflo Ihes deu brios e actividade. Ro-
vos esforgos soempregaram, novas frgas corrern
a substituir as perdidas, o a guerra civil e os seus
desastres continuaran! anda por tanto lempo, para
mal e ruina de todos .'
Greio firmemente que, se sn tivesso adoptado o
meio que menciono, de por termo guerra naquella
momento em que as armas da rainha eran tflo de-
cididamente victoriosas, nSo passaria depos a na-
efo pelo que passou. A cidade do Porto, en cujas
torres havia Inmutado a bandeira azul e branca pa-
ra assombro e derrota do usurpador, essa cidado rio
nessas mesmas* torres a bandeira nogra dos com-
bates civis, o os mais distinctos militares da liber-
dadeallise fram armar de novo para resistir aos
seus camaradas e irmSos victoriosos.
Itepito. anda boje eslou persuadido do que a guer-
ra civil poderia ter acabado era Torres-Vedras; o
ninguem de fra vria padlcar-nos, nem entender
em nossas dissonsos domesticas. Que triumpho/
que inmensa gloria para a nagSo, o para o throno !
(O Sr. conde de Lavradio : Apoiado). Que lotivores
se dariam ao nosso bom sonso, nossa civilisagSo ?
Que espectculo daramos ao mundo indo, con-
selhados por nos mesmos, ofTorecer a dextrn aos
nossos contrarios, o-dopr os nossos odios frater-
nos.
Mas urna falalidade obstou a quo se dsso este
passo, o a que o governo adquirase a gloria de pa-
cificador, maior que a de vencedor. A confianga se
restabeleccria mais solida do quo nunca fra. Ah !
diego a enlevar-uio fiestas considorages seducto-
nar as rendas. as renda estavain seccat.
GHbeno; no entanto, sacuda cabeca, duendo as,
mesmo cotu eaie egowtno oego ^^""X.d''S.M
rinm as mulhcrcs, uuc Nicoltaa era em realitlaue uina
u.,ur"avWio,a! e que elle, Oberto. iuha feito urna
aeco moral e de saa poltica quando roiupra iao St-
batada c animosamente com uina rapariga que reciba
bilbetes por cima dos muros.
E. discorrendo dcite modo, elle, Gilberto, que acaba-
va de faier tao bello raciocinio cerca das causas c dos
effetos, eslava condemnando ara elidi cuja causa tal-
vez fosse elle mesmo.
Nicotina entrn para casa, d'abi sabio de novo, c des-
ta vei traxla a inao na algibeira.
Tirn della uina chave, Gilberto avio por un momen-
to brilnar entre o dedos da rapariga como uin relm-
pago, e d'ahi, inmediatamente, Tilcolina introduiio essa
chave por baixo da portasinha do jardim, que era a por-
ta do jardlneiro, simada na outra euremtdade do muro
da ra, parallela a grande porta de entrada.
Bom! dase Gilberto: eitouentendido: um b-
Ihete e uina entrevista. Nicotina na perde o tcuipo. J
un novo amante?!
E Gilberto frangi as sobranselhas com o desaponta-
oaeulo de um homem que iulgra que a sua perda devia
causar un vacuo Irrcparavel no coracio da mulbei que
*lle abandonara, e que, com grande adinlracao sua, ve
este vacuo perfeitameote ebeio.
Ora, ets-ahi quem poderia mu bem contrariar os
aaeus predecios, conlluuou Gilberto, procurando urna
causa lictlca ao seu uio humor. Nao importa, prosc-
gulo elle depos de outro momento deslleticio, nem por
isso eslou descoutene por conhecer o feliz mortal que
me lubstltuo as boas gracas de madamoiiclia Nicole.
Mas-Gilberto, a certoi respeitosi era um espirito per-
feltamenlejnatoi calculou logo que a descoberta que
.U-WeoUnT.c.bav pedr. aca,,ava de tu A manboaa desdobrou-a rpido d-vorou-o .^MMea-o f^ aproveitar-se en, occasiao, pois que sa-
na algibeira, eJ'aUoJb^wJoUuaUpiecIaoeAsmi. g"oiegyedo de N}collna, coucircmnitanciai quceita
nao podia negar, noentanto que ella apenas suspeltava
o seu, equecircumstaucl algutna podia dar corpo s
loas saspeitas.
" Promcitcu, pi,Gilberto asi mesino aproveitar-ieda
vantagem qtie tinha logo que lhe fosse preciso.
Durante todas essai idas e vlndas chegou cmnm ess
noile tito impacientemente desejada.
Gilberto nao- temia se nao umacousa, era a entrada
imprevista de lloussrau, era Roasseau apanha-lo no
tclnado ou na escada. ou anda mesmo encontrar osen
quarto vaso. Ncslc ultimo caso a colera do genebrense
devia ser terrivcl; e Gilberto julgou alalba-la e fazer-
llie parar todos os golpes, deixaudo em cima da meu
urna cariinha escripia por elle ao philosopho.
Ella e n ti tilia di/.i.i asiini:
Af#ucliaro# Nao conceba de mim uina oplniao desvanlajosa, se
nao obstante ai suas recominendacdei, e mesmo ordeu,
tonici a liberdade de sahlr. NSo posso tardar mullo por
fra, ejoepto e me acontecer" algum accidente letnr-
Ihantc quelle que j me acontecen; mas, anda arris-
cndo-me a um accidente aruirlhaote e at peior, he ne-
cesario que eu saia c me aemore lalve dual horas.
Nao sei o que bei de dizer quando voltar, peniava
Gilberto, mas aO menos Mr. Rousseau nao ficar com
cuidado, nem se encolerlsar.
A nolte era sombra. Rrinava um calor de abafar,
como he cosime durante os prtmeiros calores da pri-
mavera : o ei;o cifava por consequencia nebuloso, e s
Olio horas e uicla osolbos mais perspicase nada teriam
destinguido no fundo desse negro abismo, que Gilberto
nterrogava com a vista.
t'oi sineutceuio que q mancebo se apercebea de que
respir.iv.i cun dilticuldade, e que a fronte e o peito ae
lhe Inuudaram de lubitos suores, si gnaes evidentes de
fraqueta c d'alonia. A prudencia lhe aconselhava que
se nao arriscasse em semelhanie estado a uina exped-
cao ein que toda a frca, toda aseguranca dos orgos lhe
eiatnnecessarias, nao sopara o bom xito da empreza,
nial ale para seguranca individual; porm Gilberto a
I nada den ouvidos do que lhe aconselhava o insliucio
physico. v

;


I
m! pareeo-me que estou as regioes da poesa, OH
no paiz dos encantos, eisloilepois de haver decla-
rado quUo pouca he a miuha esperaba de que le-
11 ham05 paz e conciliacSo.
______PERNAWBCO.
1" -
Cmara municipal do Itecife.
6.'SESSAO ORDINARIA EM 17 DE ABItIL DE 1848.
PRUMMNCIA DO SWI10H OR. NERf DA FONSICA.
Presentes os Srs. Rarros, Dr. Aquino, Barata e
Mamede, abrio-sa a segado, e foi lida e approvada
a acia da Antecedente.
O Sr. vereador pro-presidente fe o aeguiute requerl-
roento, que foi api-ovado, no;cato de liaver quota para
a despeza de que elle trata.
k Achando-se o tnatadouro das Cinco-Pontos em es-
tado de ruina, e precisando deprompto reparo, requei-
ro que scautorise pessoa compleme a reparar dita
ruina. Paco da uinar.i municipal, 18 de abril de l848.
O vereador, Dr. Nery d Fonttca.
Sendo lido o parecer do Sr. vereador Karata, relativa-
mente aorequeriinento de Manoel FerreiraFialho, em
que'sequcixa do arrematante da afericao, mandou-sc
responder ao dito arremtame.
Foi approvada a planta do terreno que fica entre a Sol-
dade e Manguinho, sendo rejeitado o adiamento que
folla pedir o Sr. vereador Aquino, que declarou que
votava coutra a mesma planta, por llie parecer que se-
ria necessario mais rellexo.
Finda a discussio do projecto de posturas, c setiMo
da.la a hora, levantou-sea sesslo. Eu, Joao Jote Fer-
reira de Aguiar, secretario a escrovi. Dr. Nery da
t'omeca, pro-presidente. A. de tarros, quino,
Barros. Ferreira. Mamede.
iiRii) n mutmo.
, s-jsawj, a sai iaj.!/ as ajjj.
Temot oprazer de commiinicaraoa Icitoret, que, se-
gundo nos informain, terminou de modo satisfatorioa
luta que se travra na fregueiia da Escada, e de que nos
hemos oceupado tanta vez. O Sr. coronel Jos Pedro jar]
e acha, com su 1 familia, em scu engenho Lages. Di-
versos propietarios que haviam emigrado da predica
fregueza, j se tinham recolhido aos seus lares.Verifi-
caram-se, pois, as nossas presumpcOes.
A provincia nao pode deixar de ser grata aoExm.Sr.
Manoel de Souza Teixeira e#ao Illin. Sr. coronel Joaquina
Jos I.ulz de houza, por terem acabado com semelhan-
teluta.
Tentel buscar na mente um pensamento,
E toroa-lo em mil formas harmona....
Chore!.... de nao poder so fracas notas
Tirar no bandollm, em alguna queixumes
Era o futuro uieu.... pobre existencia!..
Errante acm cessar, mesqHlnho em tudo
I.eniamentc corr vereda ingrata
De nada no porvir... nina florzinha,
Uin arbusto n.io vi, que rae animasse...
Longo foi meu soffrer, dura a inudanca
Do pastado que tive!.,.
Lenibra-me um dia, que d'acerbas dures
Scutudo o peso sobre o peito em ohammas
Tomara o bandolnn, e merencorlo
Fdra cucos lar- me age d'um sepulchro.
La na sombra, na paz cercado em vida
Da solidao dos tmulos
Me engolphra em pezar, pensando nella....-
Nella meus sonhos da prlincira Idade!
N'um momento transpuz o espaco immenso
De meu penar na trra.... e ao iecordar-me
Da lyra marebetada, e das endexas
Que innocente tecla, e me alegrava
Nao poude reprimir pranto em sunelo
Que a vida me levava !..
Cborci.... c meu chorar acoinpanhou-o
Urna trova fatal, umai do bardo:
Meu peito, ideas as felces mimosas
Que orara teu viver, tua ventura?..
'luda recordas fielmente os traeos
Desse rosto, oh meu Dos, que escravisou-te?..
Recordas: e o sentir de inagoa intima
Em suave morrer commutarias
Se urna ves inda o visses!...
Penares infernaes quepadeceste
No prazer de rever se sumiriam I...
E ellaappareceu.....mas foi tao rpido
Que suppuz illuso !.. mas era ella!
K o pobre, e o triste bardo um ai nao diste...
Mas tamban nao canlou foi sempre mudo
Quebrando o bandolim!..
Casiano A. S. Filgueirat Jnior.
Movmento Navio entrado no dia 1.
Philadelphia ; 46 dia?, barca americana Naearrs, de 234
toneladas, capitao James Vlacoek, equipagem 10. car-
ga 1'arinlia, fazendas, cha c mait gneros do paiz ; a
L, G. Ferreira St Compauhia. _
Navio sahido nomesmodia.
Porto i barca portugueza leal, capitao Manoel Alvca da
Cuuha, carga assucar e courot. Pastageiros, Manoel
(..aciano Pereira de Mendooca, Jote Joaquim Alfonso,
Portuguezes."
Declaragoes.
COMIIEftC.0.
Vublic.Kjao a pedido.
BtlNflA VIDA DE AMOR. (_)
SXYANXIO.
Illa, et toujoun olla... ella Jiot chaina aurore.
Elle daoa l'air qni lloltr, alio J\ reipircr...
CU tl-m It paaae* i'our a*y tourncr cocote
Ella *u Cid pour la dcalrer.....
. (uwanaaJ
Outrora cu tive lyra..... marchetada
D'aureas curdas, de Sons que arrebatavam
Meu peito as endexas...
8iiainlo d'amor na luta mu volver d'olbot
ni rival me negaya.... quando em sonhos,
Amparado em auir, as asas suas,
. Mil vetes repassava o firmamento!...
Outrora eu tive lyra.... tao sonora
Que Marcina abandonou....
Quando chelo d'amor, d'amor vivendo
.Sentidas trovas arrancax a ru d'alma.....
Quando triste, incantavcl junto as fontcs
Seu nomc repeta, o nomc d'clla
A cada ondinha que porinim passavat.,..
E depoit... melanclico eu suppunba
No penariein que eslava
Un vi-las urna, c outra alcm levaren)!..
Outra (uadra volveu... 'inda eu cantava...
Se canlar he gemer, se a dor he musa,
A lyra entao de brenze um aps outro
S0111 lgubre, e pesado, soin de inagoa
Lat frreas curdas arrancava a cusi!..
Tambera esta volveu J.dcs medrad o
Por longos annos deaott'rcr d'anguslias
Perder minha voz....
J nao era cantor, j nao sabia
Una lyra einpunnar quando outros lempos
Do sepulchro agitado me cxpelliram.
Alandcga.
ENDUIE.NT DO DIA 29...........4:227,254
Descarregam hoje, 2 de muio.
Origue Safiguard barricas vasias.
PatachoChrittina mercadoraa e cimento.
Escuna Oalante-Maria barricas C pipas vasiai.
(*) A inu lio t amigo o Htm. Sr. Dr. Aulran.
A vontade moral liuha fallado mait alto ; foi a ella
como sempre, que o mancebo seguio.
Kis chegado o momento; Gilberto enrolou a cordinha
fin dozc volcas ao redor do pescoco, e coinecou com o
coracao palpitante a escalar a irapeira. Segurando-se
lorteuiente ombreira dclla, Ueu Gilberto o primeiro
passo para n goteira na direceo da irapeira dadireita,
que, como j dissemos, era a da escada, e se achava se-
parada da outra por um intervallo dedoze ps.
Dcsle mQdo, com os ps n'um cano de chumbo de oilo
pollegadas de.largo quando muito, cujo cano, ]iosto que
sust. ntado de distancia em distancia por ganchos de fer-
ro, vergava sb os ps do moco por causa da brandura do
chumbo, com as maos em cima das tenas, as quaes so
podiam prestar um ponto de apoio para o equilibrio,
mas nunca um arrimo em cato de queda, porque os de-
dos nSo ilnbam onde aferrar, eis-ahi qual fui a posifo
de Gilberto durante o transito areo, que durou dous
minutos, isto he, duaseternidades.
Mas Gilberto nao quera ter medo, e tal era a pujanca
da vontade ueste mancebo, que com efl'eitono leve me-
do. Lembrava-se elle de ter ouvido dizer a um equili-
brista que para andar feluuieote por camiuhos estrei-
tol nao se devia olhar pare os ps, mas sempre adame
de ti dez patios, e nunca pentar not abysmos seoo
manen a d'agnia, isto he, com a conviejao de que somos
fritos para pairar por estes ares- Gilberto, alin disso,
haviaj posto em pratica taes preccitos em militas visi-
tas nocturnas fritas a Nieolina, a essa racama Nicotina,
tao atrevida agora, que se servia de chavea e de portas
ein vez de telliadot e charaioi.
Eraassim.que elle j liana passado por cima das com-
portas dos moinhos de Taverney e por cima das travs
do detlelhado teetode um vrlho alpeadre.
Chegou, pniianio, ao ftiuaem um s estremeciment'
r, urna vez chegado ao flu, inlroduzto-sena cicada lodo
orgiiihoto.
Mas, chegado que foi ao patamar, parou sbito na'car-
relra. Ouviram se algnmat votes not andares inferiores
erara as de Thereza e de certas vitinhas, que etiavau
IMF0UTAGAO'.
Sefaguard, brigue inglez, vindo de Liverpool, en-
trado no me/, prximo passado, consignados Deano
Youle & C., manif-istou o seguinte :
61 gigos, 75 meios ditoso 1 caixa louca, 7 fardos
azendas de algodSo ; a Fox Brothers & C.
150 barricas cerveja ; a Jones Patn & C.
50 meios gigos e 1 barrica vidros, 17 fardos e 5 cai-
xas fazendas de algodao, 2 fardos fazendas de 13a e
algodilo; a J. Cfabtree& C.
34 fardos e 22 caixas fazendas de algodSo, 6 fardos
e 3 caixas fazendas de algodSo'de cor, 4 caixas I i n luis
de algodilo, 2 caixas agullias, 150 cascos com aduel-
las do barricas e 100 mollios de arcos ; a H. Gibson.
3 caixas brins do vela, 1 dita 6 pegas de panno,; a
Me. Cal tiion t & C.
3 barricas ferragens; a Teixeira & Andrade.
31 caixas e 4 fardos fazendas de algodSo, 100 tone-
naladas carvSo de podra, 50 gigos de louga, 156 cas-
cos aduellas de barricas o urna porrjao de arcos; a
Deane Youle & C.
1 caixa miudzas, 35 barricas ferragens, 9 caixas
e 5 fardos fazendas de algodSo; a G. Kenvforthy
oi C
100 barricas barrilha ; a Deldno & C.
I mbrulho livros impressos; a Christophers.
119 cascos e aduellas do barricas, 54 ditos fundos
e una poreflode arcos; a M. Austin & C,
II fardos fazendas de algodSo; a N. O. Bieber
& C.
Os Srs. accionistas que nimia rio realisaraoi a
prestarlo de 4 por cento queiram faze-lo, quanto
antes ; certos de que a adrr.inistracfio vai dar cum-
primento ao artigo 9 dos estatutos.
0 secretario,
D. J. Fernanda Barros.
Publica^iio juridica."
Acha-ise sb o prlo o 2o e 3* volumes do Direito c.
01/ lusitano, por Mello Freir, augmentado com nob
dos melhores praxistas o ictos, 6 legislarlo brasf
leira, at o presente publicada. Subscrevo-se nrk
flsle vo|ume na praca da Independencia, livraria, ns
6e8, onde se irSo entregando aos Srs. acadmicos
as foi has que se forem publicando.
THEATRO PUBLICO
QUA.ITA-FEIRA, 3 DE MAIO.
a beneficio da joven Felismina se representar o be-
lissimo drama
Amor e Philosophia,
A linda faria
Antes a illiA q.ie or vinho^
sendo a falta da cantoria supprida por lindas dan-
cas executadas pela beneficiada e outra menina.
A beneficiada espera obter do respeitavel publico
aquella protec(9o e sympathias que em tantas occa-
snn's Ibe lem manifestado.
Principiar as horas do costume.
______ -
Publicafcoes Litterarias.
Chronica I.iuemria, jornal Je instruego e recreio,
publicado no Itio-d-Janeiro, semanalmente, por ti-
ma assucingSo de I Itralos brasileiros. O prego da as-
signatura he do 6,000 rs. por anno, pagos adianta-
dos por 52 numoros. Recebem-se assignaturas, para
este interessante jornal, na ra da Cadeia do Recife,
lojade Joo da Cunha Magalhaes, aonde j se en-
contrarSo os ns. t a 15.
Na mesma loja se vendem as poesas de Joflo de Lo-
mos de Seixas Castelbranco, 1 volume por 1,500 rs.
Revista Universal Brasileira, jornal de iiistruc-
efio e recreio, 1 volume, 5,000 rs.
O AMOR E MELANCOLA, OH A NOVIS81MA HELOISA,
SEGUIDA. DA NOITE DO CASTELLO E DOS CIUMLS
DO BARDO.
Os mais importantes poemas do Sr. Antonio Feli-
ciano de Caslilho, ornados com tres estampas finas
lytliograpbadas. Vendem-se a 3,000 rs.. na loja de
Joflo da Cunha MagalhSes, na ruada Cadeia do Re-
cife.
Avisos martimos.
--Paulo Solari, capilSo do brigue sardo Ernestina
que soffreu grande avaria da galera portugueza Ten',
adora na sua sahida deste porto, con) deslino pa.
raGibraltar, precisa a risco mritimo, uina qun-
lia de quatro ou cinco contris de "ris sobre casco
frete do sobredito brigue Ernestina, e carregatnen-
to de assucar que lem a sen bordo : e. para osle lim
convida aos pretendenles a entregsrem as suas odor-
tas, em carta fechada no vFce consulado de Sarde.
nha em a ra do Trapiche, n. 19.
Para Lisboa pretende sahir, at o da 7 do maio
o brigue portugticz Carlota & Amelia, de qoe lie ca-
pitilo Manoel Joaquim dos Santos: pera o resto da
carga ou passagelros para o quo tem excellentes
commodos, trata-so com o capilo, 011 com os con-
signatarios, Francisco Severiano Rabello & Filho.
ParaoRio-de-Janiro sahir, breve, o brigue
Slinuano, o qual tetn bons commodos para passa-
geiros e cscravos : quem no mesmo quizer r de pas-
sagem ou embarcar es'cravos diiija-sc aos consig-
natarios, Amonio lrmflos, na ra da Cadeia, n. 45
ou ao capilSo a bordo.
--Vende-so o biate San-JoSo, chegado ltima-
mente da Baha : a tratar na loja de cabos de Caeta-
no da Costa Moreira ou na ra do Queimado, le-
ja n. 7.
Para o Rio-de-Janeiro segu, em poucos das,
a veleira escuna GalanterMaria forrada e pregada,
de cobre; recebe nicamente passageiros e scra-
vos I re te, para o que tem excelleutes commodos:
trata-se com Silva & Grillo*, na ra da Moda.n. II,
. Vende-se a escuna nacional Ba-f, de construc-
cilo portugueza e de lote de 116 toneladas, forrada
de cobre, e prompla de todo o necessario para s*
guir viagem logo que desca regu o charque : pde-
se examinar defrunle da alfaudega, aonde se ac/ia
fuudeada, e a bordo so encontrar o seu inventario ;
para tratar falle-so com 6 seu capilSo-, a bordo da
mesma, ou na ra da Cruz, 11.45, em casa de Nasci-
inenlo & A mor i 111.
.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DIA 29.
^eral.........................5:050,209
Diversas |>rovincias............... 31,005
5:081,214
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIA 29...........2:701,038
MEMORIAS HISTRICAS DA PROVINCIA DE
PERNAMBUCO
l'.slflo promptos o 3," e 4* tomos d'estas memorias
e os Srs. que j receberam os 1,*e2 e anda nflo
receberam os outros, pdem mandar praga da In-
dependencia livraria ns. fio 8, onde pdem recebe-
rem os livros, e pagar.
0 4 tomo cliega at 1799, e n'elle se v mencio-
namente descripta a guerra dos Palmares, a dos
Mscales em 1710, &c, &c.
Tanto o 3. como o 4." cada um d'ellos tem urna es-
tampa, onde se v a planta d'esta cidade em duas
pocas : 1654 e 1844.
Nesto ultimo vapor, chegado do Rio-de-Janeiro
veio o foJhetim muito condecido intitulado oCOR-
GONNE em quatro volumes pequeos ntidamente
impresso na typographia do Jornal do Commercio:
veude-se uiricameiile na ra da Cruz n. 20.'
Avisos diversos.
praticando acerca do genio de Rousseau, do mertio, dot damas para se inlroduzir como umavlpho para dentro
seus livros, e da harinonia da sua msica. 1 da escada.
Kssas vizinhas tinham lido a Atoa Heloisa, e achavam Po primeiro andar achou elle o esplgao prompto a re-
enClOSO : --- COnfcsSaVtlH-nn fmnrainanla. (-Phar a carja all a aiiiarrnli r.r.r ,,.., 1,,... a., ->|-|-C|- at|_
OlTerece-seum rapaz casado, com pouca fami-
lia ,paracaixeiro de algum engenho, ou mesmo
para caixeiro de cobranzas aqui na praca, para o
que dpessop muito capazos para Informaren, de
sua conducta : quom do seu presumo se quizer uti-
lisar dirija-sea ra de Hortas, junto a igreja dos
Marlyrios, n. 142, primeiro andar.
A0PUPLIC0.
Em 25 de ootubro de 1845 .fallecau neste cidade o
Sr. Manoel Jos Machado Malhiiro, socio que foi da
extincta firma de Machad-) & Santos, e segundo
consta, at esta dala de hoje, o Sr. Manoel da Silva
Santos, ex-soco daquelle fallecido, nflo tem pago,
nmao testamenleiroe nem aos herdeiros do mes-
mo Malheiro, o que em seu poder tem, e quo per-
tence aos herdeiros daquelle fallecido I.;. He na
verd ade para lamentar que o Sr. Sanio aind nfio es-
teja satisfeitodedcsfruclara fortuna daquelle falle-
cido; e que, segundo informam, os lucros daquella
quanlia ja pdem dar a iilustr Sr. Santos para um
par de sapatos !!!... Tenlia pois o Sr. Sautoi
compaixSo doa que.existem pois os morios nao
precisam mais: istolhe recommenda um su afei-
r,ciado, e com a sua rc'sposta, se dir quem he a sua
pessoainha I .. apezar do nflo Ser nesla praca
muito desconhecida I. Son Sr. Santos, um amigo'
daquelle que deu a Vmc. principios na carreira com-
mercial e que tSo mal Vmc. Ih pagou i!!...
Oabaixo assignado faz sciente a quem con-
vier, que deixou d ser caixeiro dos Srs. JOs Joa-
quim Lopes Moreira & liniflo desde o dia 30 de abril
prximo passado; e o mesmo abaixo assignado apro-
vita a occasiSo para agradecer aos mestnos Srs.
Moreira & Irmo o bom tratamento que Ihe deram,
durante o espago do 3 annos.
Thomas Jos Ferreira.
Quem procisar-de urna ama para o servigo in-
terno de urna casa, dirija-se a ra do areial do forta
das Ciiico-Poutas, n. 41.
~ Precisa-se alugar-nm preto padeiro : em Fra-
de-Portas, ra dos Guararapes, n. 4.
Trocam-seasimagens deS. Joaquim, S. Anni
e Menino-Jess.
Em retpotta a tal critica, madama Thereza Ihea fazia
observar que ellas nao comprehendiain pitada da parte-
philosophica d'ette bello livro.
Ao que as vizinhas nio tinham que responder, senao
incompetentes em scinelbante nia-
o confessarem-te
teria.
Esiaconversacao transcendente tinha lugar de um pa-
tn i a r para o outro, mas o fogo da discgssao era todava
', menos galhardo do que o dos fogareiros em que essat
| boas damas eslavam cosinhando a recendente eeia.
Olivia, pois, Gilberto resoar os argumentos e fricasaa-
rolar as boas viandas. -
O seu iinine, perm, pronunciado no mel desse tu-
multo Ibecausou um cstremeufinento desagrdavcl.
Depois de celar, dizia Thereza, irel ver se o meu
Juerido rapaz precisa de alguma cousa as suas aeoas-
urladas. D
Esse querido rapaz causou-llie menos prazer do
que o medo que seulio ao o'uvir a promessa da visita.
Frhtmeme, elle rellectio quo Thereza, quando ceiava
s, conversava por muito lempo com a suadi'uu garrafa;
que o altado pareca apetltoto; que o depoit de eeiar sig-
nifleava. ... as dez horas, oque anda nao eram oito e
tres quartos. Alm disso, depois de ceiar, segundo to-
das as probabilidvdes, o curso das ideias de Thereza te-
ria mudado, e ella pensarla em cousa inulto diversa do
que no seu querido rapas.
Entretanto, o tempo passava c pcrdla-se, com grande
desespero de Gilberto, quando de repente um dos assa-
dos da confederacao se quelmou...... Sbito retumbou
umgritodc cotiuhelra assustada, grito'de terror, que
rompen toda a conversacao.
Todat at mulheret te precipitaran, para o theatro do
acontecimemo.
Gilberto aprovaitou-te da preocupaefio culinaria das
bio a janella e poz-sc testamente a descer.
Kstava elle peudurado entre o espigo e a Ierra, quan-
do senlio um pasto rpido por bailo delle, no jardltn.
leve tempo de voltar-se, tegurando-te nos nos, e de
observar quem era o impertinente que cuegva.
Era um hoinem.
Como, elle vluha do lado da portinha, nao duvidou Gil-
berto um instante que fosse o feliz mortal esperado por
Nieolina.
Concentrou elle, poit, toda a tua attencao sobre este
outro intruso, que o vlnba embargar no mel da tua pe-
rigota descida. Pelo andar, por uiua suspeila de perfil
esbocado sb o chapeo de tres bicos, por certa maneira
particular eoin que esse chapeo estova posto por cima
da orelha eaquerda, que pareca da tua. parte mu at-
ienta, julgou Gilberto reconhecer o famoto Beausire,'
aquello sabido ofHcial com quem Nieolina tinha tomado
conhecimenlo em Taverney.
Quasiqueiinmediatainente, vio elle Nieolina abrir a
porta do seu pavllliao, lancar-se nojardim, delxando a
porto abena, e rpida, como urna pastorinha que cor-
re, ligeira, como ella, dirigir-se para a banda-da estu-
fa, isto he, para o lado para onde ia Icaminbando Mr.
Beausire.
Nao era essa a primeira entrevisto de tal genero qne
tinha lugar, segundo todat at apparenciat, pois que nem
caminhar ao lugar que os reuna.
Agora posso eu acabar de detcer, pentou, Gilberto ;
porque, se Nieolina receben o amanle. a estas horas,- he
porque est certa que o lempo lie cxcellenle. E Andre-
ia est sosinha, meu Oeos sosinha.....
Nao te ouvia com elt'eilo ruido algum, e a bruxulca-
va uina frouxa lu as lojas.
Chegado Gilberto ao cko sem accidente algum, nao I
quiz atravettar diagooalmeote o jardim ; foi audandol
encostado ao. muro,'ganhou urna molla, alravessou-t
curvando-te chegou tem que podette aer percebldot
porta que Nieolina delxra aliena.
D'ahi, abrigado por urna inmensa arlttoloch'ia, que ,
trepava al a cima da porto e a alcatifava amplainente,
obtervou elle que a primeira tala, ante-camaia mui es-
pajosa, como elle tinha adlvinhado, enava perfertamen-
le vasta.
Essa ante-camara dava entrada para o interior por |
duas portat, urna Techada, a outra abenas e Gllbrrto
adiviuhou que a porto aberta era a do aposento de Ni-
eolina.
Penetrou, pois, p ante pe ueste aposento, estendrno
sempre as maos dame de si, com medo de algum acci-
dente, porque essa cmara eslava privada da todat
luz. '
Cmntudo, no flm de urna especie de corredor, mlra-
va-te urna porto envidracada desenliar sobre a luz do
quarto vizinuo os caixlliot que encerravam ot vidros;
e do outro lado detses vidros uctuarem umat cortinal
de caita.
Adiamando-se pelo corredor adame, onvio Gilberto
urna Voz fraca no quarto llluinlnado.
Era a voz de Andreza ; lodo o tangue do mancebo lbe
reflujo para o coracao.
llavia ouira voz que responda a essa, era a de Fi-
lippe.
O irtrao te informava com solicitude da tade di
irinaa.
Gilberto, alerta, deu algunt pastos, e oollocou-se por
um nem outro manifeslava a menor hesitacao em te en- tras deuina dessas meias-coumnas em cima das quaes
havia mu busto, e que formavaiu nessa poca o ornato
das ponas nter ores. '
Atsim seguro, ouvio e vio elle o que quiz ; tao diloso,
que o coracao se Ihe detfazla de prazer ; tao attombra-
do, que ess# mesmo coracao se lbe contrahia, a ponto
de nao ser mais que um ponto em teu pello.
Etcutava e via.
.CwHtwaT-t-Aa./ ,\
MUTILADO


bre os dantas como saja chumbar, limpar, eexlr-
hir ; onfnrnar lientos soliro piiio o sobre chapa da
melhor maneira e com a maior porfeigilo, conformo
fts ultimas descobertas, tanto na America como na
Europa.
Na ra do Rangol, n. 10, primeiro andar, so dis-
tribucrrasralij, desde 30 do paasado cxemplaros
deoiacoes a Sanlissima Trindad, pelas quaes Sua
Safftidado concedeu indulgencia plenaria, ao que to-
das as pessoas lom direito, e com particularidado
aquellas que se dispozercui a colher os fruclos do
mez Uarianno.
Precisa7se de.preta que vendam pSo pagan-
do-se vendagem : ha ra do Burgos, (Forte-o-Mat-
to) paitara que Coi do Allemflo.
Alugam-sa as seguintes casas: um sobrado do
um andar com aotSo e lojas na ra do Sebo, n. 50,
por 300,000 rs. annuaes; urna casa terrea-com quin-
tal cacimbaecommodospara familia,.na ruada
portes para dentro efrf do imperio, despacham- da ditas pequeas, na roa do Sebo, ns. 52 e 5*, por 7/
Precisa-se de urna ama para cozinhar em casa
Je um homem solloiro : na ra Direita, n. 28.
Aluga-se o segundo andar da casa da ra Nova,
n, SO : a tratar na foja da mesma casa.
Hoja, terca-foira, se achara na praga da inde-
pendencia al as 2 horas da tarde para ser vendi-
da, urna vacca parida da primeira barriga com 20
das, e quo da bastante leite..
CKSO DE PIULOSOPHIA.
Prei Joo Capistranodo Mandones tem aborto, no'
ronvento de Santo-Antonio desta cidade, um curso
de philosophia ; as pessoas que o quizerem frequen-
tar o poderlo all procurar, a qualquer hora, excep-
tos, da 10 as 12 da manhila,.
Para as pessoas que tencio*
nara seguir viagem.
i
se oscraro e correm-se folhas tudo com brevida-
de e por prego muilo e-muito commodo.
Os Sri. Jos Francisco Gongalves, Jos Ron-
quet, e Antonio Muniz Tavarcs toem cartas na ra
Nova n. 8.
O Sr. M. J. O. J. queira no, prazo de tros dias,
yir pagar o que dove em urna casa no Passeio-Pu-
blico, cujo debito, foi dinheiro de emprestimo, ha
quasi dousannos, do, contrario ,ver seu nomo por
extenso nesta folha, emquanlo no pagar.
Alguma pessoa que siga viagem para fra, e que
preciso do una pessoa para ir om sua companhia,
pode procurar na ra das Gruzes da freguezia de
Santo-Antonio, n. 14, que achara com quem tra-
tar.
Quem annunciou quererhypolhecar urna cscra-
va, dirjja-.se a ra Nova, sobrado n. 7. -
Quem precisar de urna parda de moia idade ,
para ama de casa de um homem solteiro, para lodo
o servico interior, dirija-se a ra do Mundo-Novo ,
n. 34.
A Fot do Ilrasil n. 97 est a yenda nos lugares
do costme. Este numero lio inleressante, nflo so
aos estrangeiros como aos acionaes.
Offerece-so urna ama de leite solteira : na ra
larga do Hozar o, n. 20, tercoiro andar, defronte do
boceo da Pol na travessa das Gruzes.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra da
Senzalla-Velha, n. 70,.com bous commodos : a tra-
tar no.primeiro andar do mesmo sobrado.
Da-se dinheiro a juros, em pequeas quantias
e sobre penhores de ouro : na ra Direita, n. 70, se
dir quem da.
Manoel do Amparo Caj avisa ao respeitavcl cor-
po de commercio e aos seus freguezes, que Antonio
da-Silva BastoPimentel deixou de ser seu caixeko
desde o da 29 de abril prximo passado por elle
mesmo ter-se despedido.
Jos Lazari, tendo de ir a Europa tratar de seus
negocios, deixa o Sr. Vctor l.asne encarregado da
procuradlo da casa do Lenoir Puget & Companhia,
durante a sua ausencia.
Francisco Fernandos Chaves Jnior retira-se pa-
ra Portugal.
Quem precisar do urna ama secca dirija-se a
travessa do l.ivramentu, sobrado n. 8.
Vende-se urna escrava,'perfeitacostu-
eir, engommadeira o sem vicio, o
queseaffianca ; um bonito ecorpolen-
lenlo mulecote de 22 annos, sem vi-
cio, ptimo para fazer parelha para pa-
lanqun) ; u m pardo perfclto cortador
de carne ecarrero, que ho muito hu-
milde : na ra do Vigario, n. 24, s"
dir quem vende.
-joaquim Seabra da AssumpgSo rctira-se para
fra da provincia. ... .. ,
-- Precisa-se de urna mulher do mela idade, des-
impedida para ama de urna casa de pouca familia :
na ra Direita n 63.
Precisa-se alugar urna boa prcla para o servico
de tima pasa do familia : na ra da Cruz, no Recife,
n. 46, primeiro andar, ou annuncie.
DmarcacHo do engenho Bom-Jesus; dita do en-
genho Novo ; dita do engenho Curado ; dita do en-
genho Maciapo o a sesmariado mesmo ; escritu-
ra de venda do engenho ,1'rapama feita em 1586, a
Joilo Paes; demarcagao das trras da capclla da
Boa-Vista deque foi administrador Jo3o Marinho
sesmaras do engenho Larangeiras ; escriptura de
venda do engenho S.-Autonio na freguezia de Una :
quem precisar de quaesquer dos ttulos cima, pro-
cure na ra Direita, n. 112.
Atfro-da-BoaVsta, n. 16.
Pommateau, cutileiroe ar-
meiro,
tem a honra de participar ao respeitavel publico
que recebeu de Franca, pelo ultimo navio, um sorti -
ment de armas francezas, espingardas, pistolas do
montara e do algibeira superiores espoletas de
marca Gjtudoquanto perlence a cuidara ; linas
navalhas, as quaes se garante; estojes com todos os
seus pertences para homem ; brides, esporas, chi-
cotes, bengalas, bandejas, rotes de banha prepara-
da para conservar o lustro do ac e prohibir que se
enferruje : tudo por prego commodo.
O gorente do contrato do rap princeza de I,is-
baconlinaa vender o mesmo rap pelo prego ja
estipulado; advertindo que este genero, nflo son-
do fzenda do gerente, s se vende a dinheiro con-
tado, c nio se fia a pessoa alguma, pojs nflo tem cai-
xeiros para ir roceber.
-r-A commssSo dmnistraliva da sociedade Apol-
lnea recebe as proposlasparakQonvidados partida
de 13 do maio no da 2 Jo dijo mez, pelas 6 horas da
tarde, na sala da mesma sociedade; scieiitjficando
mais que, passado esse dia, nflo dar maiscouvi-
tes.
WF:
ItUA DA CRUZ, N. 40, SEGUNDO ANDAR.
D. W. Bay'norr, cirurgiSo dentista dos Estados-Uni-
dos la America do Norte, tando-s resplvido icar
mais aleama lempo na cidade de Pernambuco, pe- .
lo presente participa aos seus amigos e ao publico 1,ult,oaBra^
em geral, que elle sempre se achara prompto a qual- "
quer hora para fazer qualquer operado que seja so-
rs. mensaes ; urna dita pequea na ra da Uniflo ,
n. 1, por 10,000rs. mensaes; atratarno escriptono
de I". A de Oliveira na ruada Aurora, n. 26.
Cutilaria.
Jos Pradines, cutileiro francez, morador na ra
larga do Rosario, n. 14, participa ao respeitavel pu-
blico* que all soacha sempre prompto a executar
qualquer obra, por dilh'cil quo seja, pertencente ao
seu cilicio, com a maior pcrfelgilo, e por prego com
modo. O mesmo contina a amolar, polir e aliar
qualquer instrumento, tas tercas, quintas e %ali-
bados.
Na ra do AragSo, n. 4, bairro da Boa-Vista,
fazem-se quaesquer cortinados, tanto de cama co-
mo para janellas, com a maior perfegito possivel. -
MARGAR1DAD0 PIRY DO PARA'..
Pergunta-se quem he o pelournho da roputacSo
alheia, boje no Para ?
Rcsponde-se he aquelle mesmo que mandou cra-
var o pun'nal no corceo de seu virtuoso, honrado e
carinhoso pai; he aquelle mesmo que escandalosa-
mente dejandeu com o dinheiro de seu pai aos as-
sassinosdesto ; he aquello mesmo que est escan-
dalosamente concubinado com urna das cmplices
namortedescu pai, equed'antes j estava assim
com elle; he aquelle mesmo que hojo sem pudor
e sem vergonha atassalha a reputagilo do todos
aquellesqueoram verdadeiros amigos de seu pai,
s porque nflo so lhe louva e sim aborrece-so ao
homem de lo vil e infame proced ment ; e anda
ha de ser aquelle mesmo que seu cmplice, antes de
subir a forca, lhe pora os podres no largo. O Ni-
colao & C.
Belhar&lrmo, residentes na villa do Crato ,
remetteram para esta praca o seu escravo, de nome
Antonio que representa 28 annos; e he do estatura
reg'ular ; cujo escravo veio para ser vendido: e como
no da 28 do prximo passado rugir, roga-so a ap-
prehensflo do mesmo, levando-o ao Recife, a Julio
Jos de CarvalhoMoraes, quo recompensar.
-Aluga-se urna casa torrea, sita nos Coelhos,
n. 7 : a tratar na ra de S.-Gongalo, n. 29.
~ Deseja-se saber da moradia do Sr. JoaqjjjpMn-
tonio o qual j morou na Boa-Vista,rj)9r* negocio
de seu interesse.
O Sr. Jos Antonio BrandflGuimarfles tem urna
carta, do sertlo, na praga da Independencia, livra-
ria ns. 6 e 8.
Dflo-se 200,000 rs. a premio, pelo lempo que
seconvencionar, sendo a seguranea do mesmo di-
nlieiroem penhores de ouro ou prata : na Boa-Vis-
la, ra Vclha, casa de tres rorlas n. 56
Picisa-se muito fallar com o Sr.
Dr. Galdino Ferreira Gomes, morador
na comarca do Cabo, a negocio que lhe
diz respeito, ou com pessoa que stias ve-
es faca : na ra das Cinco Fontas, pa-
daria, n. 38.
JosGongaves Curado retira-se para Portugal,
a tratar de sua sade, e deixa por seus bastantes
procuradores, em i.* lugar, o Sr. Jos dos Santos
Neves, e em 2., o. r. Fortunato Cardozo de Go-
veia.
Precisa-se de duzentos mil res a premio com
bipolheca em urna escrava : quem tiver e Iho con-
vier este negocio annuncie,para ser procurado.
__I>recisn-se alugar um cozinheiro ou cozinlieira:
na ra da Cadeia do,Santo-Antonio, n. 22,
Francisco Eduardo AlvesV'ianna vai a Europa,
e deixa com procuragfloaoSr. Mam.el Joaquim Ra-
moso Silva.
Francisco Jos dos Santos o Albuquerque de-
clara que, d'orael dianlo asignar-se-ba Francis-
co Jos Alvos de Albuquerque.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 64, na
ra da Guia pelo prego do oito mil rs. mensaes,
dandp o pretendente fiador: a tratar com Victori-
no & Guimarles, na ra larga do Rozario, n. 22.
Precisa-sede urna pessoa que enlenda de lodo
o servigo de padaria para a cidade da Fortaleza ,
provincia do Cear: na ra larga do Rozario,
n. 27. .'''..
Na cocheira de Joilo da Cunha Res, por detrs
do tlioalro, nflo s ha bous cavallos para passeio ,
como lambem ptimos quartos para viagens, tanto
porserem bohscarregadorcs como porstarom bem
descansados, pela reforma que so tem feto dos
mesmos. Na mosma cocheira compram-so, vendem-
soolrocam-se cavallos.
Precisa-so de um homem robusto que se suh-
jeite a trabalhar em um sitio perto da praga : a tra-
tar com JoSo da Cunha Ruis, na sua cocheira ou no
Monteiro, em sua casa junio a ponte.
Aluga-se urna loja na ra da Praia do lado da
sombra a qual serve para negocio e moradia por
prego commodo : na praga da Independencia, lina-
ria n. Ge8.
-MariaChristiani vui a Soissa, levando om sua
companhia seus dous lilhos menores JoSo Eduardo
e Mara Elisabeth.
Ao respeitavel publico.
Oabaixoassignadoavsa que se'retira impreteri-
velmenle desla cidade ao flm de 4 a 5 das, e em ra-
s3o de estar muito oceupado na sua mesma casa, na
vespera de sua sabida nflo lhe he possivel ir mais
em casas particulares : tambem rogaas pessoas que
team lirado retrato que hajam do os ir buscar ate
o fin ao presente mez. Oabaixo assigrradoaproveita
esta occasiflo para despedir-se dos seus amigos e do
Dublico geralmente.a quem s podo dizcr.que lhe flea
muito agradecido pelo bom tratamento e amizade
e tem recebidu nesta cidade. Carlos D. Frean-
,proressor do daguerreotypo.
LOTERA
Do Hospital Pedro II.
O thesoureiro testa lotera, tepdo de
marcar o dia em que devem correr as ro-
das da quarla quinta parte da mesma,
julga que vista da concurrencia dos
compradores., poder ser extrahida no
da 27 de maio prximo vindouro.
Vai praga vara, ser arrematado nos dias 18,
22 o 25 de maio, para pagamento dos credores do
fallecido Joaquim Antonio Ferreira do Vasconcellos,
o seguinte:
Huma casa de sobrado de um andar e sotan, com 35
palmos de fronte e 85 do fundo, acabada por fra,
com vidragas, o por dentro assoalliada o forrada,
com portas e ensarnis; faltando apenas os tapa-
mentofl; com um viveiro do poixe, quintal em a-
herto com 292 palmos de fundo em chSos de foro:
outra dita, pegada mesma, de iguaes dimensOes,
acabada por fra com caixilhos o envidragada, e
por dentro smeuto travejada, com camboa pelo
cenlro do quintal, com 01 mesmos fundos da ou-
Ira, e um caixlo de alicefee para duas moradas de
casas de 62 palmos de frente e 72 de fundo, com
quintal em aberto que comprehende a mesma cam-
boa: e finalmente um terreno no'mesmo alinha-
mento, com os competentes, .fundos o camboa qu
fica'no cenlro do quintal em chaos d foro: fu
situado na frente da estrada que vai para a Magda-
lena, fazendo esquina com a que vai para o Remedio:
as pessoas que quizerem arrematar ditos predios
queiram comparecer nos dias mencionados por-
ta do Sr. jiz dos orphSos na ra d'Aurora na
Ba-Vista.
H CHAPEOS DE SOL
Ra tio Pussehi-Publico
Joo Loubot participa ao respeitavel publico, que
recebeu, por estes ltimos navios francezes, um com-
pleto sorti monto de chapos de sol, de seda, a mais
rica o superior qualidade ; furta-cores e outras mu-
tas condecidas, tanto para homens, como para Sras.
e meninos. Nomosmo estabolecinonlo ha um sofli-
menlodo chapos de sol do paniiinho, dos mais mo-
dernos; ditos muito grandes, proprios para homens
do campo : tambem tem chapos de sol de panninho
para meninos e meninas, porserem muito linos: po-
dem-se cha mar chapeos de economa. Na mesma loja
lia sorlnicnto de bengalas, bengalinhas e chicotes
muito modernos; cobre-se qualquer armagao do cha-
peo do sol, com sedas do todas as cores e quali-
dades. Na mesma casa ha um grande sorlimento do
panninhus trangados o liso:, imitando seda, pai a
cobrir os mesmos : dosta fazouda se vendo a retullio.
Concerta-so todo qualquer chapeo do sol, por haver
um completo sorlimento do todos os pertencus para
os mesmos, com toda a perfeigilo e brevidade.
Avisa-se aos Srs. esludanles que compraran)
compendios de philosopbia por'Charra no collo-
gioS.-Antonlo para quo mandem all receber as
ultimas formas que completam o compendio ; as-
sim como roga-se-lhes o favor deuessa occasiflo sa-
tisfazerem a importancia respectiva.
*-Vendem-se cardissos finissimos para fabrica do
chapeos : na praga da Independencia loja de cna-
pos ns. 4 c 37, e no arco de S.-Antomo, n. 8.
Vendc-seum bonito moleque do ISfannos,
muilo sadio e esperto sem nenhum defeito e quo
ho propno para pagom 011 para odicio : na ra im-
perial, sobrado n. 39. .
Vonde-se um cavalio castanho, capado, de mui-
to bons andares muilo manteado o manso e quo
no tem aehaques : na botica de Bartholomen Fran-
cisco de Souza.se dir aonde ello se acha para ser
visto. .
Vende-se a bem conhecida venda de garapa ,
ou dasCalgadas-Altas, sita no Manguinho, compou-
cos fundos : a tratar na mesma venda, das 6 as 9 no-
ras da manhSa. .
Vonde-se urna divida da thesourana goral|do
Pernambuco, exorcicios findo do 1846: quem qui-
zer annuncie.
Vende-se um cavalio alaz.lo, bom carregador
baizo: no largo doCarmo, n. 18.
Vende-so, ou permuta-se urna casa terrea, sita
na ra do Bom-Sucesso em Olinda toda rectifica-
da de novo1, com um sitio, e om chSos proprios : na
ra deS.-FranciSco casa da esquina, que volta pa-
ra a roa dn Flurcntina.
Vendem-se, na ra larga do Rozario, n. 32, OS
verdadeiros charutos do S.-Folx, frma-havana ,
a-vista-faz-f.trabuquilhos, os afamados cigarros da
la llavana charutos marea de fugo e outras mais
qualidados de charutos bous, por prego commodo.
. Vende-se um balcHo ile volta com 20 palmos
de/omprimento e 14 ditos de volta.com tampo do
arharollo, com 3 palmos de largura, por barato pre-
go : na ra larga do ftfnario, n 32.
Vonjem-se, por muito commodo prego, os se-
guintes livros : Obras poticas do l(ocage,5v. ; ditas
do Jos .Mara da Costa o Silva, 2 v ; os Animaes
fallantes, i'oema, 3v. ; Naufragio do Sepulveda, 2v.;
Carlas dn Echo a Narciso, 1 v.; Ruy, o escudeiro 1
v.; Tentativas poticas, I v. ; Bohison Crusu, 6
v.; osAmoresdeCamOesoD. Calharina de Atliahi-
de, 1 v.; Historia da criagilo do mundo, 1 v.; Re-
cordages de Portugal, 1 v,; o Judeu Errante ou a
historia de Isaa o Raswerus, 1 v. do 142 pagens, pe-
lo diminuto prego do 400 rs. cada exemplar com
muito ricas estampas propriaspara adornos de sa-
las mostrando o convento da Ratalha, em Por-
tugal, e a amena paisagem quo o rodeia, edificado por
D. Joilo I, em memoria da balalha ganha pelos
Portuguezcs contra os Hospanhoes om Algebra-rota:
ua ra do Rozario, n. 46.
Cliegaram as verdadei-
pilulas vegetars do D.r
ras
UKMPBM>lVBc Compras.
Compra-seum Vigario, li?ro inglez, quo este-
ja em bom csladft : na ra do Queimado, n. 30.
Compra-se cera aniarella : na ra da Cadeia do
Recife, botica n. 3.
Compra-se um calis o urna atribula dourados,
anda que antigos e usados : na ra dos Tanueiros,
11. 5, ou annuncie.
Gompra-so urna macuca viva : nesta lypogra-
phia se dir quem compra.
--Compra-seum bote de qualro remos, quo seja
forte o bom : na ra da Linguete venda 11. 8, de
Manoel Gongalves Pereira.
4-;"i4atVt:T.C3iij.-i.' J31-*iMWUr'
Vendas.
Vcndem-se duas redes do Maranhfo, muito bem
fetas por prego commodo : na ra da Praia, ven-
da n. 27.
~ Vendem-se saccas com familia de mandioca,
a 3,200 rs o alqueiro volho : na ra da Cadeia do
Recife loja n. 51, do Sr. Jofioda Cunha Magalhilcs.
Vende-se urna prelado 24 annos de idade, que
sabe muito bem engommar, cozinhar ocozer: na
ra Direita, confronte ao otao do Livramenlo, ven-
da n 4, se dir quem vende.
Loja de Magallifies^ Irmo,
na ra do Queimado,
n. 46.
Nesta loja vendem-se cortes de cassas de cores, a
3,000 rs.; ditos do cambraia hrauca lisa, a 3,200 e
4,000 rs ; lengos de selim de cores, para grvala, a
8,200 rs.; meios ditos, a 1,600 rs ; cambraias a ber-
tas, a 4,200 e 4,500 rs. o corte; ditas brancas aber-
tas| a 4,600 rs.; muito superior panno para toalhas
de mesa, de 4 palmos e meio do largura, a 640 rs. a
vara ; lengos brancos de cambraia com beira aberto,
a 300'rs.; chita de coberla, a 200 rs. o covadn ; dita
para vestido, de cor Rxa, a 160 rs.; lengos bordados,
a 320 rs.; cortes de vestido de liiazinlia, a 3,200 rs ;
camisas de mea. muito superiores,a 1,400rs.; chales
de seda, a 10,000 rs.; mantas de dita, a 8,500 rs ;
chales do 13a e seda, a 4,500 rs.; selim prelo. a 2,200
rs.; bicos de varias qualidades; e a|cm disto, um
completo sorlimento de fazendas, propnas para esta
praga e provincia.
Vendem-se 3 lindos molequesdo 15,a 18annos;
dous pretosde 25 annos, proprjps para todo o ser-
vico ; dous pardos de 16 a 24 annos, sendo um Uel-
lesbom carrero; 3 mulatinhas do 8 a 12 annos ;
urna dita do 14 annos; urna negrinha do 10 anuos,
mu linda com principios de habilidades; 3prcs
de 16 a 25 annos, entre as quaes urna com habili-
dades; um casal de escravos mogos, proprios para
oserAigo do campo; urna preta do idade, porteo*
rs. : i.aruadoCollegio, n. 3, so dir quem vende-
Vendem-se 20 escravos sendo um ptimo mu-
latinho muito lindo de 15 annos ; 9 mulatinhas
recolhidas, del* annos; dous pardos de bonitas !i-
guras, sendo um delles carreiro ; um molecolo de
15 annos de nagUo ; 4 escravos ; urna negrinha do
13 annos ; 9 esclava com varias habilidades na ra 1
Direita, u. 3.
Braudrcth, viudas no brigue
Putuam, da iMiiladelphia, as
quaes se vendem na botica
de Bartholomeu Francisco de
Souza, na ra larga do Roza-
rio, 11. 56.
mil
MEZ MARIANO,
rs. : na praga da
Independencia.
vende-se a
ns. 6 e 8.
Vendem-se espadas ricas para ofliciaes da guar-
da nacional: na ra Nova, loja do ferragens, n. 16.
Finissimas navalhas de barba
fabricadas em Lisboa.
Estas navalhas silo fcitas do mais lino ago daSue-
cia o temperadas em agua quo contm os mesmos
principios quo se encoutram na muito afamada de
Guimariles, epara provara sua superior qualidade,
bastar saber-seque silo preferidas por quem urna
vez asoxperimentou a.quantas vem de Inglaterra,
Franca o outros paizes, onde a arlado cuidara est
iiquestioavelmente cm grande a.liantamento; teom
mais as sobredilas navalhas n mportaute circums-
tancia de conservaren) por mullo lempo a afiacSo o
cortaren) com rapidez o cabello da barba, e final-
mente no offenderom ncm levantaren) a pello : pa-
ra provar a sua boa qualidade nflo se duvida dar
para os compradores as experimenlarem. Vendem-se
nicamente na ra do Crespo, loja n. 8 ,deMaias
Primos.
Vende-so urna escrava crioula, boa coznhoirn,
que lava, engomma, he muito boa figura e anda
moga : em Fra-de-Porlas, sobrado, n. 85, segundo
andar.
Vende-se um moleque de 8 annos, de bonita
figura o quo he proprio para aprender algum ofi-
cio : ua ra do Livramenlo, n. 30.
Lotera do Kio-de*Janeiro.
Vendem-se. bilhtes e meios ditos da oilava lole-
ra a beneficio das casas de caridade a 11,000 o
22,000 rs.: na ra da Cadeia, n. 38, loja de cambio,
le Manoel Gomes.
Vendem-se ps de nogueira da Persia ; um ca-
sal de urubs res: defronte deS.-Jos do Mangui-
nho na venda da esquina.
Nesta loja vendem-so cortes de cambraia de
ricos padrees e lintas seguras a 3>, 3,50
e 4,000 rs
'msmsmi
-Vendem-se Juas linhas de camarassary com
55 palmos do comprmanlo om S.-Anna, a lanar
com Joilo Venancio.
Vende-se urna venda na ra larga do Rozario ,
n. 23, sortda e be.n afreguozada.quo tambem vendo
para o mallo : o motivo porque se vende he por
nflo se querer usar mais deste negocio, e se querer
liquidar com a praga a tratar na mesma renda.
FAR1NHA DE MII.H0.
Vende-se, as libras superior farinha de milho,
excellente para pflo cangicas, bolos, etc., por
pregoommodo : em Fra-de-PorUs, ra dos Gua-
Irarapes.n. 28. Tambem so venda, na mesma casa,
milho moldo, proprio para passaros.
i
fc





*
--Vndem-se 50 latas com. doce de calda, com
librase mcia cada urna, a saber: caj, grozela
mancaba, matarino, laranja e sidra, proprio para
embarca: no iim do BeccoLargo, no Recife, onde
tflini canoas d'agoa ou ajustar com .Manoel Antonio
da Silva Motta.
Vendem-se saccas do alqueire de boa farinha a
4,000 rs.; ditas com mil/io novo, a 2,560 rs. : na
ra do Queimado, n. 44.]
Veudem-s chales de seda, de muito bom gosto
mantas dita, para senhora ; chapeos de seda para'
senhora ; crep de todas as cores; fitas de setim la-
nado ; longoa .desed para m3o; ditos de garca
para senhora ; chapeos de sol, para liomem esenhol
i i ditos de raassa franceza, para homem ; cortes
decambraia para vestido; pannos para cima do me-
sa ; tapetes para sala, snpatos de lustro e setim para
senhora e menininas; borzeguins para senhora :
tongos de cambraiade linho, bordados; unv oom-
pleosortimenlode perfumaras, e outras fazendas
por prego mais barato possivel : na ra Nova, d. 30,
toja de Domingos Antonio de Oliveira.
--Vendem-se postillas da analyse de constituicSo
pare o segundo anno da academia de Olinda ; ditas
de direito publico para o nrimeiro anno : na ra da
Madre-de-Dos, loja n. 36.
Brins li aneados de listras e
quadros.
Vendem-se superiores corles de brim trangadodo
listras c quadros, para caigas, de lindos gostos
rto'Oa qualidade, pelo prego de 2,000 rs. o corte
na .ua do Collegio, loja nova da estrella n. 1.
nhola, a 3,200 rs. o corado ; tambem ha de 2,200,
2,500, 2,800 e 3,000 rs.; panno flno, prora de li-
man, a 3,800, 5,000 7,000, 8,000, 9,000 e 10,000 rs. ;
chapeos francezes linos do ultimo gosto de Pars,
rom aba maior, conformo a nova moda, a 7,000 e
8,000 rs. Neste armazem tamhem se vendera fazen-
das por atacado o mais barato possitel.
Sarja mais barata nao he
possivel.
~ Vende-se superior sarja preta hespanhola pe-
lo barato prego de 2,000 rs. o corado : a soa quali-
dade he sufficienle para chamaros compradores!
na ra do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
Couro de lustro.

cal virge/n.
superior potnssa,
Potassa e
Vende-se muito superior potnssa, a
poucos das desembarcada, e cal de Lis-
boa : no armazem de Baltar & Oliveira,
na ra da Gadeia no Recife, n. va.
Hseados monstros.
Vendem-se riscados francezes a 320 rs. o cora-
do de vara de largura o os seus padrOes e quali-
dades sHo os nielliorcs que se poden, desejar: na
ra do Collegio, loja nova da|estrella, n. 1.
v
Pannos finos.
Casimira elstica, a 720 ps. o
covado.
Na loja da osqnina que volla para a ra do Colle-
gio 11. 5, vende-se casimira elstica de 13a e a I go-
da o de luidos pmlrfles e muito encorpada pelo
na rato prego do 720 rs. o covado, e que se torna
rccommendavel pura a estacan prsenlo.

IIicos tapetes
par ornar alas, mesas, candieiros, lanternas, cas-
tigaos ccampainhas, redondos, quadrados e j/ian-
Sularcs, bordadose de oleado, com lindas franjas
e 13a de todas as coros; luvas de lorcal, proprias
Eara a Quaresma, ao ultimo gosto do Pars, pretas o
raneas com dedos e sem ellos, a 1,600 is. o par ;
alpaca de linho, a 6*0o 800 rs. o covado i na ra do
Queimado, n. 27, novo armazem de fazendas, de
Raymundo Carlos Leite.
Estojos com duas navalhasin-
glezas, para barba,
fabricadas pelo melhor autor, cliegadas no ultimo
navio de Inglaterra por 2,000 rs. cada estojo. Es-
tas navalhas sito garantidas, porque nilosse tro-
camas que porventura n3o saiam boas, como tam-
bem se restitue o seu importo, quando o compra-
dor por acaso se n3o agrade de nenhuma dellas ,
depoisdeexperimenla-las, islo estando sem ferru-
gem e bem tratadas: rendem-so na ra larga do
Rozarlo, loja de miudezas do Lody, n. 35.
JVovos gambreoes.
Vendem-se cortes decaigas da excellenle o supe-
rior fazenda denominada gambreSo, pelo barato
prego da 1,800 rs. o corte: esta fazenda tanto em
gosto cmo em qualidade, rivalisa com as melho-
res casimiras : na ra do- Collegio, nova loja da es-
trella, n. 1.
Vende-So dono de guiaba e araga, muito fino ,
por prego commodo: no pateo do Terco, venda
n. 139. '
Vende-se, na ra do Crespo, loja n. 11; Historia
natural de Bulln ; Novo diccionario porttil das
lingoas hespanhola e allemBa 2 v.; diccionario in-
gles de Vieira 2v.; Chefs d'ceuvre do Voltuire 5
v. por 3,000 rs.; obras de Virgilio, por 4,000 rs.:
todos estes livros tambem so trocam por outras
obras estando em bom uso o completos.
Vende-se urna negririha de 14 annos, muito sa-
dn que cose ecozinha : na ra cstreita do Roza-
rio, n. 4, defronte da igreja.
Vende-se una prelado 16 annos, muito linda,
quocosocengomma ; urna negrinha de 8 anuos,
muito esperto o lindissima ; uin cabra de 20 annos,
muilo robusta e de bonita figura : na ra de S.-Ri-
ta n. 44.
Vende-se um lindo moleque de 12 a 13 anuos,
sadio ; 3 pretas do bonitas figuras, com habilidades ;
2 pretos de elegantes fignras; una parda de 20 an-
nos, engommadeira e coslureira : no pateo da ma-
triz do s.-Antonio sobrado n 4
Vendem-se os superiores queijos
lomlritos, muito frescaes, a 64o rs. a li-
bra ; presuntos para fiambre, a 56o rs. a
libia ; vassouraspaia varicr casa ; ditas
para espanar por preco muito corrimo-
do : na ru do Trapiche, armazem n. 44-
Vende-se sal de Lisboa, lino e alvo, a 1,600
rs. o alqueire da medida velha : na ra da i'raia '
armazem n. 18.
.... Vendem-se ancorctas de
diversos tamaitos, com vinho da
Madeira, tinto e branco, de supe*
lior qualidade: no escriptopio de
Oliveira limaos & C, na ra da
Cruz, n. 9.
Vendem-se chapeos d superior
.castor, brancose pretos, por preco
>arato : na ra do Crespo, n. n,
lojde Jos Joaquim da Silva Maya.
endem-se superiores pannos finos, prora de li-
mito azul, a 3,000 rs. o covado ; ditos pretos ja
bem couhecidos pola sita bn raleza e qualidade, a
4,500, 5,000,6,000, 6,500 e 7,000 rs. o covado; casi-
mira preta do boa qualidade, a 6,000 rs. o cort;
dita limiste, de largura do panno, de, superior qua-
lidado, o mais fino que ha a 11,000 e 12,000 rs. o
corte : na ra do Collegio loja nova do estrella ,
n. 1.
- Vende-se, ou arrenda-so um grande sitio na ra
Imperial, com duas moradas de casas, urna para
graude familia, na frente da ra o 'outra mais pe-
quena dentro do mesmo sitio com bons parreiraes
e mullas fruleiras de boas qualidades todas novas
e ja dando fruto, com um grande viveiro no lundo :
na ra Oircita, n. 135, loja de cere onde se far
qualqucr tos negocios, por seu donoler do retirar-
se por molestia.
Vendem-se aceces da ex-
mela companhiade Pernambuco
e Parali iba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, ra da Cruz,
n. 9.
Vendo-se cevadinha de rranea, gomma de
araruta tapioca do Maranhao, cevada por prego
commodo : na ra das Cruzes, n. 40.
No Aterro-da-Boa-Vist*,loja n. 78, vendem-se pel-
los de couro do lustro, a 3,000 rs. ; sapatfles, a 1.200
rs.; botins, a2,800 re.; bonetes de varias qualida-
des tanto para homem como para meninos; bahs
de madeira envernizados pincel, proprios para
guardar roupa de enancas ou para outra qualquer
touaa a 1,000 o 2,560 rs.; frocos do todas as cores e
grossuras a 240 re. a vara.
Vende-se urna armagSo, 2 bracos do baanqa ro-
mana urna bal a nga graride o pesos,temos de me-
didas, e outros utensilios da venda da ra da Cruz ,
n. 66 : a tratar com Miguel Joaquim da Costa, na ra
da Senzalla-Nova, n. 4.
Vende-se o engonho Timb, distante desta praga
4 legoas.corrente o moente com agga, de boa o regu-
lar produego, com a safra de 2,500 pues pouco mais
ou menos ou sem ella. ste ongenho he de consi-
dera vcl importancia, n3o s no prsenle como no
futuro, porconter mais de 4 legoas berto de maltas virgens, com capacidade de se la- q'uerco'm^Vnsarli
vanlarcm engenhos d'agoa o de bostas. A tratar no
mesmo engenho, ou no sobrado ao lado da cadeia
n. 23.
Vendem-se, atrs do fheatro velho p ranchos
d'oleo, e outras madoiras proprias para marceneiro,
por prego muilo barato.
dirflo ao comprador, dirija-so o Recife, ra da fi
deia, casa n. *4. .
Vendo-so urna ptima osera va, para todo o ser
vigo de urna casa, moga e muito sdia, com um,"
cria de 3 mozos: na ruada S.-Cruz, n. 72.
Vondem-se OragOes do Cicero em portuguez a
v.; o Novo testamento 6 r. : na prega da Indepen-
dencia, loja de encadernagflo, n. 12.
Eseravos Fgidos.
Despparecou, no da 16 do prximo, passado
o pardo claro, de nomo Estovan, de 56 annos; tem
os pes largos, olhos agatados-, cabellos castanhose
annelados; tem sobre urna das sobranselhas urna'
cicatriz; est amarello por andar dnnt; lerou cal-
gas de riscado de quadros, jaqueta preta camisa de
riscado, e chapeo preto: quem o pegar leve-o ao
majorFilippeDuartePareira na ra. Velha, n. 34
Loja de eirguciro.
i; na do Queimado,n. 10.
Lima.
Vendem-se uniformes militares pa-
ra ludas as patenles.de legifio, caval-
lara e infanlaria da guarda nacional, a
saber : chapeos armados ; barretinas ;
dragonas; bandas ; fiadores; galio de
ouro, para calcas; talius; cananas; pas-
tas ; espadas praleadas com roca a
sem ella, o ludo quanto pertcnce ao
completo dos ditos uniformes : tam-
bem aprompta|uniformes,para musioas
para o que podo mostrar os figurinos
do ultimo gosto da corte,
Casimiras elsticas, a 640
rs. o covado.
Vendem-je casimiras elsticas de 15a e algodSo ,
peto diminuto prego de 640 rs. o covado : esta fazen-
da torna-se muito recommendavel para a estagSo
presente, por ser muilo encorpada e os seus pa-
drOes o melhor possivel: na ra do Collegio, loja
nova da estrella, n. 1.
FARELONOVO,
a 4^500 rs*.
Saccas grandes de 3 arrobas com trelos: no arma-
zem de J. J. Tasso Jnior, na ra do Amofim, n. 35.
Vende-se na ra da Cruz, n. 26. Venda de Si
Araujo, cera de carnauba muito superior; sapa-
tos o nbotins, feitos no Aracaty, obra muito boa ;
um grande porgSo de saceos vasios quo anda ufio
servirn), proprios para farinha por lera re m um
alqueire raso da medida velha ; superiores pennas
de ema ; sola ; couros iniudos; c bezerros.
Milito.
Vende-se ni i i lio, a 2,000 rs. a sacca : no caes da
Alfandegs, armazem de Antonio Annes.
Vendem-se superiores luvas para meninas e
senhora, do muilo bom gosto por seren de seda ,
o sem dedos, a 560 rs.; frocos de toda as cOres o
grossoras : no Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 78.
Cambra a
cortinados e
mu lo ba
A 1^600 rs. o covado.
Vendo-so merino preto de 7 palmos de largura ,
peto barato prego do 1,600 reo covado : na loja da
esquina que rofta para a ra do Collegio n. 5, de
(.uimarSea & Companliia.
* Sarja hespanhola.
St^No novo armazem de fazendas, de Raymundo Car-
los Leite, na ra do Queimado, n. 27, ha chegdo
um ptimo sorUneato da verdadeira sarja uoapa-
para
mosquteiros.
Vendem-se superiores cambraias de ramagens
mais fino o de sublime gosto quo teem apparecido ,
dar cortinados o mosquteiros, pelo barato prego
pe 1,000 c 1,-200 rs. a vara : na ra do Collegio, loja
nova da estrella, n. 1.
Vende-so urna preta de 20 annos de bonita fi-
gura que engomma, coz i n ha e faz todo o servieo
de urna casa ; um preto mogo, bom para todo o ser-
vigo tanto da praga como do campo : na ra do
'asseio, loja n. 19, se dir quera vendo.
Chitas pretas assetinadas.
Vendem-se superiores chitas pretas assetinadas,
muilo acreditadas pula sua qualidade, a 240 rs. o co-
vado : na toja da ra do Collegio, n. 1.
-- Vende-se um pardo de 22 a
24 annos, ptimo bolieiro : na
ra da Cadeia-Velha, n. 37.
Fogo. *
Na fabrica de licores do Aterro-da-Boa-Vista, n.
17, de Fredertoo Chaves ha sempre porco de pali-
tos de fogo em magos grandes a 2,000 rs. o cont ,
os quaes sao feitos com toda a perfeigflo, e nSo de-
generan) no invern.
A a na das Agoas- Verdes,
n. 46,
vendem-se duas escolenles molocas de 10 a 13 an-
uos; um osera vobm carreiro;2 ditos pera todo
servigo ; um moleque do nago, de 18 annos; um
pardo ptimo para pugem, de boa conducta o que
he perito sapaleiro; duas escravas ptimas quilau-
deiras; um escravo bom padeiro e carreiro. .'
Na loja nova de livros do pa
teo do Collegio, n- 6, ac ha-
de receber os seguintes
livros:
dicionarlodo bom gosto,.ou linguagem das flores',
em verso rimado, acrescentado com jogos do flores,
poesas do secretario de cupido, ou norissimo cor-
reiodos amantes pelo qual, com duas flores fruc-
.tas, etc., poderqunlquor possoa enviar um reca-
do completo a quem amar, rica encadernacito, e
cada um em seu estojo que se podo mandar de pre-
sente a una apaixonada ; Arte de dansa de socie-
dado ensinada em ligOes claramente explicadas ,
pormciode32 figuras, contendo alm do contra-
dansas geraesedas rograsda valsa, as marcas da-
dontradansas provinciaes e de varias outras inteira-^
mente novas ; Arte da cultura o preparagto do ca/
f compreendendo a cultura dos cafeseiros, seis
melhoramcntos, modo de cultivaras terras-frias ,
causas de abundancia e fallas alternativas sua pre-
paragao por um novosystoma ,. defeito do systema
do uso construcgodas estufas 'machinas, con-
siderago sobre o seu commercio, offerecida aos
cultivadores brasiloiros por Agostinho Rodrigues
da Cunha ; Doutrina'dasacgOes, por Corroa Tollos,
quartaedigSodo Rio-de-Janeiro consideravelmen-
te o exprassamente accommodada ao foro do. Brasil,
por Jos Mara Froderico de Souza Pinto ; Cdigo do
processo ; dito criminal; Constituido do imperio
do Brasil; Calhecismo de Monlplier; Thesouro de
meninps ; dito de meninas, com ricas estampas co-
loridas edigito do Rio-de-Janeiro; Manual enci-
clopdico; Geometra de Euclides; -Crammatica ;
Doulrina chaislSa por Salvador llcnriques Albu-
querque; Methodo facillimo; Coltecg.ln de exein-
plares de escripia, por 1,000 rs^ Horas Marianas,
muito rica oncadernagSo ; dita com encadernngfio
m^is ordinaria ; o outros muitos livros por prego
mais commodo do que om outra qualquer parte.,
Vendem-sc presuntos, baldose linas proprias
para lavar roupa ; vassoura para" rarrer salas o ta-
Dosappareceu, no dia 9 do corrento, o escravo
Alberto, quo se intitula por Manoel, de oagfio C-
buud, baixo, secco, com pouca ou nenhuma barba
rosto descarnado o com algumas marcas de bexiass'
falla mal portuguez ; levou calcas de brim tranca-
do escuro, camisade madapolflo, eollete de setim
rOxo bordado aindanovo: quefl o pegar lere-o a
ra do Rozario da Boa-Vista, n. 48.
Na noile de 16 do pasaado abril, rugi o es-
cravo Bento, levando com sigo um cavallo sallado
com o sellim em bom uso, urna maca de couro de
lustro usada, estando nella duas caigas de casimira
algumas camisas de madapoln o jaquetas brancas;
o escravo tem os seguintes signaos : he muit cla-
ro, baixo, tem bons cabellos, folgOes regalaros, den-
tos limadw com ponas agudas, pouca barba e fi-
na, quoixo lino, pernasgrossas, cabelludas o um
pouco tortas, pese mos proporcionados, unjus das
moscompridaseas dos ps redondas: he um pouco
canhoto, inclinado ao furto; he mo sapaleiro, po-
rm hemui vivo e dcil; representa ler 24 annos, 0
he de tSo boa cor e cabellos, que se-nflo presumo
captivo, o parece Portuguez; foi escravo d Jos Pe-
reiro Capi, do Brejo-da-Areia ; foi vestido da jaque-
ta de panno azul com vivos encarnados em rod,
eollete encarnado, gravata, chapeo do pel!6 preto,
botas de pagem com canhOes hrancos o esporas : he
provavel que tonha mudado de roupa para nUo sr
conhecido, oporgoslar do andar limpo ; o oarallo
he castanho claro, gordo, castrado, tem um aignal
branco na testa e uin nico ferro na perna esquer-
da, que lioiim O, circulo: quem o appromUr con-
duza a ra Nova, n. 21, ou aos engenhos Matto-Cros-
so o Martapagipe, que ser generosamente recom-
pensado.
Fugio, ne dia 18 do Janeiro, um cabra, dame
Joaquim, alto, reforjado, de idade, coma barba
branca cabellos corridos o bem pretos; levou um
surrlo de pollo de carneiro, chapeo do fcaeta usa-
do, caigas de algddto de listras rotas no assonto ;
temos tornozeilos dos ps um tanto ochados. Es-
to escravo j foi preso em S.-Lourengo-da-Malta ,e
tornou a fugir junto aos Remedios, 4o poder de
urna pessoa quo oc.onduzia para esta cidade; veio
do MaranhSo e diz ser de Caxiaa: quem o pegar le-
re-o a ra do Vigario, n. 24, que era recompen-
sado.
SO^OOO rs.
peles : ludo ltimamente chegado dos Estados-Uni-
dos : na ra da Cruz, n. 7, armazem do Da'ria & C.
IParroquim.
Np Aterro-da-Boa-Vista, toja n. 78, vende-so mar-
roqu m d varias Ores, a 2,000 re. apelle, o 500]
M. o quarto.
Xovo panno para lences.
Vende-se superior panno para lengcs, com 2 \
varas de largura pelo barato prego de 3,000 re. a
vara : osla fazenda he melhor do que a bretanha de
Irlanda, da mesma largura,que ltimamente se ven-
den nesta mesma loja por ser de puro linho : na
ra do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
A 1,000 rs. o par.
Na loja de GuimrSes & Companhia confronte ao
arco de S.-Antonio n. 5, vendem-se meias de seda
preta curtas, pelo barato prego de 1,000 re. o par.
Vende-se cha hysson do muito superior quali-
dade por prego commodo : na nova loja de livros
do pateo do Collegio, n. 6.
Vende-se urna casa torrea com frente de pedra
o cal e,o mais de taipa com grande quintal pro-,
prio sita na biquinha dos Quatro-Cantos, o'm Olin-,
da, n. ti: a tratar ama da Guia, n. 10, ou ia So-
leda do, n. 52.
Vondein-se 7 escravos sendo um negro da
Costa, proprio para todo servigo; duas pretas, urna
boa quitandeira, que cozinha o lava bem roupa; duas
mulatas mogas com habilidades, o nina inulalinha
de 6 a 7 annos : no pateo da Santa-Cruz, JL 14.
Vende-so um casal de pretos com 4fi!hos, do
qual o prelo be do nagSo e a preta crioula, que sabe
engommar, cozer, cozinliar, do bonita figura esa-
da: o preto sabe bolear, tratar de carros o de aui-
ae : quem quizer fazer negocio com este famoso
sal e tilhos, que veude-se por motivos que se
Fugio, no dia 22 de margo prximo passado, do
engenho S.-Francisco, em S.-Antonio-Grande, pro-
vincia das Alagas, a escrava Benedicta, parda, bem
parecida clara cabellos corridos, olhos pretos,
beigos grossos, denles limados, pcitos grandes, ps
seceos; tem no brego direilo um sino salamBo, o
no outro umeorago destes feitos de agulha com
tinta azul ; tem 20 annos de idade. Esta oscrava lio
de Gongalo Rodrigues Marinho, morador em o dito
engenho, aonde pode ser entregu, que recober
a gratificacao cima ou nesta praga a J. O. Campos,
ha ra do Queimado, n. 4.
- Fugio, na noite do dia 24 do passado, de bor-
do do patacho Duus-lrmdoi, um prelo, do nomo Joa-
quim de na^to Angola de 28 annos, de estatura
hsixa, cOr bom preta ; levou camisa de riscado ame-
ricano caigas de brim chapeo de palha, ludo sujo
dealcatrfto : quem o pogar eve-oa ra do Trapi-
che, n. 6, quo ser bem recompensado.
Fugio, no din 20 do passado ,' prof Luiza ,
do nagSo Mognmbique; he cega do olho esquei do, o
hemfeonhecida por ser lavadeira ; levou urna por-
gSo de roupa ; tem sido vista para as bandas da 8o-
ledade Manguinho o Beberibe : quom a pegar le-
ve-a a ra da Cadeia-Velha n. t, que ser grati-
ficado.
Fugio, no dia 26 do passado, a preta Leonor,
de 26 annos pouco mais ou menos; levou vestido
de riscado, panno da Costa novo, com malames e
franjas; he baixa; tem o rosto redondo o o olho
esquerdo meio vesgo, com um emplasto no peito;
ehede nagJo Angola. Roga-se as autoridades po-
liciaes e capilfles de campo, que a apprehendam e
lerem-na ao boceo do Sarapatol, n. 14, queserfio re-
compensados.
Fugio.no dia 31 do dezombro do anno prxi-
mo passado, da freguezia dos Afogados o escravo
cabra, de nome lnnocenco, alto, secco, cabello pe-
gado, olhos brancos, nariz afilado, desdentado,
pouca barca ; Um urna cicatriz no peito.de um talho,
pernas finas o ps pequeos ; foi, visto no engenho
Massangana procurando o senhor do dito engenho
para o comprar, e dallidosappareceu at o presen-
te. Roga-so as autoridades policiae.s o pessoas par-
ticulares, quo o apprehendam e lovem-no ao enge-
nho Giqui que serfio generosamente recompensa-
dos.
Despparecou, no dia 28 do prximo passado,
das 7 para as 8 horas da noile, um escravo, do- no-
mo Manoel, de 25 a 80 annos, do cor fula estatura
baixa, cheio jto corpo; levou camisa o caigas azues, .
o conduzindcMa na do Rozario da Boa-Vista para
S.-Antonio una caixadefolha com doua ou tres
pralos travessos dojpuca. amarella e um saeco de
estopa coni 25,000 ra em moda d cobre. Este es-
cravo portenceu a Manoel Ferroira dos Santos o a
Andr Nauzcz propietarios da padari u 66, do
Alerro-da-Boa-Vista o era de costumo, quasi dia-
riamente iras tardes do hotel Commercio,&ftta
ra do Rozario, sempre conduzindo urna caixa do
folha : quem o pegar leve-ua sou sonhor, o'proprio-
tariododito hotel Commercio, na ra da Cadeia 1^
S.-Antonio, junto ao Ihoelro publico, quo recom-
pensara.
PRN. : NA TTP. DE M. F. DE FARIA. 1848


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