Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05472


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Full Text
1.
O DfiRlO iju'itfci-itorfoso din Tie n*a
I rc le iir i : l>rC>'< 'igjhir* lie de
liiftGirs.tNirqiiartai.p*':" i'<<*"<'>?. Os an1
iniinci H.)i liuwanWS sin inseridns rmrila
.., nirlmh, to rs.en typ: dilerente, eai
Lcn-ti-*1 P,'n n,,:''," *** 1u! n'* frem f .!1iP,tp1.rJo 80 Por I""1", e l0 cin lypo
Verea' por sad publicacio.
PHASE3 DA LOA. NO MEB DE ABRIL.
I ua nova, Ssri* k*re I min. da Urdo,
Ctcjcente l. o 10 mm. da urde.
La cheia l. rain, da Urda.
MmgoanU 29, os 1 mi. da Urde.
PART! A DOS CORREIOS.
r.oiann, Para'iilia jefuodes eseitesfeiraa
Hio-Grande-dn- Norte nuintaseiraaeomeiodia
(Mo, Seriotttni, RioFormoso, Porto-Calvoe
Mcelo, ao (.*, a II e !l de cada aaet.
(iaraiihiiiis* Bonito, a 8 e I.
Boa-Vi.*ta e Flores, a II e28.
Victoria, as quintai-feiras.
Oliuda, todos osdias.
PRF.AMAfl HE HUJE.
Primeira, i 11 horat e 42 minutos da raanha.
Segunda, s 12 horas e 6 minutos de Urde.
DIARIO DE
ile Abr!.
Anno XXV.
N. 9.
DIA9 BA SEMANA.
14 Segunda. ** S. Fidelis Simaringa.
26 Terca. + 9. Marcos Evangelista.
16 QuarU. S.Pedrn de Retes. Aud.do l.dociv.
da 2 v. e do J. de paz do 2 diat. de t.
27 Quinta. S. Tertuliano. Aud. uo J.dos orph.
edo J. m, da l. Tara.
28 SezU. S. Vital. Aud. do J. .lo riv da I V
e do J. de paz do I dist. de t.
29 Sablwdo. S. Pedro Marlyr. Aud.do J.docir.
e do i. de paz do I dist. del.
10 Domingo. >. Catharina de Seiiui.
CAMBIOS ISO DA 2 DE ABRIL.
Sohr landres 27 d. por IJOOOrs.a 0
Prls 145 351rs. por franco. .
Lishoa IDO por I00 de premio.
Dse', de lettras de boas (irnas a I '/, '/
OnroOncas bespnholas.... 8f5nft a
Moldas de 8?no velh IJ209 a
de IflOP nov IKfOOO a
. de 4|000..... fi'OO a
Prata PataeSe*.......... IJ920 a
a Pesoeeolumoares... IJ2" a
Ditos mexicanos.... I f800 a
Uida............. I20
Accoesdacotnp.do HebetilideSOjOOC- is
dias.
ao m.
28#9rtO
l|800
infii
/IOS
l#0
l|40
l#40
IJ820
I09O
ao par
l I
EXTERIOR.
PARLAMENTO PORTUGEZ.
SISSiO DA CAMAHA DOS PATIS, *M 7 J FZVX-
B.KIHO SI 18<8.
(Coutinuaco do numero 92.1
0 Senhor Foweea Magalhatt ( proseguindo ) : Y. Ex.
faz echo commigo, porque he por isso que eu sempre
tenho clamado dentro e fofa do parlamento. Mas ora
essa entilo aopiniflo do Ilustre marechal, ose-la-ha
anda hoje pelo que acaba do dizer; mas nSo era a
minha: nom soi se era a do ministerio de. en lit. Nito
lie minh oplniltoque por urna convenci tarso cha-
men) s filoiras liberaes da monarchia moderna os
individuos que perlenceram monarchia antiga: nito
Sr., nada de contractos: ttido concessOes, as mais
implas; as mais generosas, mas nunca, lob-conditio-
tii, como negociarles entre partes ; e o iltustre ma-
rechal sabe que este fra sompre o mou modo de pen-
fiv : tenaz ha muito lempo nesta opiniSo, ser-me-ha
idicil mudar della.
Vem flqui a proposito Tallar na 19o famosa colliga-
co dos partidos a colligar;!!, nilo essa quo nito te-
ve cffeito, mas a que todos conhocomos, nunca a jul-
guei um crime contra a liberdade e contra o throno
constitucional, nom raesmo por improficua e indo-
corola ; posto que muito se tenha protendido trna-
la tal {apoadoi). Sr. presidente, eu declaro que res-
uello os liomens da anliga monarchia, esses homens
herdaram de Seus pais as ideias do governo que Ihe
haviam sido transmitidas por urna longa serie do
geracOes; fui com a antiga monarchia absoluta que guez ?
Portugal se onchou de gloria ; foi duranto ossa m-' NJo, nito he possivul
narchia que ns.fizemos as grandes conquistas no
Oriente e da frica ; regondo a monarchia absoluta
resistimos sinvasOes dos nossos inimigos ; vonco-
mo-los em rauilas balalhas, conquistamos e tnanli-
vemos urna gloriosa independencia ; o foi, linalmcn-
te, com a antiga monarchia que Portugal fez grande
(gura no mundo, o anda lioje tom na historia as
mais brilliantes paginas'. Entilo qtiem nito desculpa-
r estas prevencOes ou prejuizos dos nossos concida-
daos, que inda sito sectarios da antiga forma de go-
verno ? Que intolerancia he esta quo temes para
com lies !... Eu, Sr. presidente, respeitoas crenc.as
sinceras, como detesto as falsas quesocobrem com
um veo de religiosa boa f, quando nito sSo senito os-
pcculafOes de inleresse. Comludo, ha entro os nos-
sos concilladnos sectarios da monarchia antiga mHi-
tos de sincera crenca, assim como os ha no vizinjio
reino. Dialingarao-los dos detostaveis especulado-
res polticos que ha em toda a parte Mas esso part'
do que nSo lie insensato [porque a insensatez nao he
a base donenhnm partido] por frca ha de estarj
convencido profundamente do que os lempos no
retrogradam, e he impossivel hoje, no estado da Eu-
ropa, haver alguem persuadido de boa -f que nos
anda firemos de voltar a 1826 e 1827, e usurp-
oslo do D. Miguel. OppOem-se confisso dessa im-
possibilidado caprichos, amores propros, falsa hon-
ra dos partidos que a teeni como os individuos. Estas
l'.'hxes que eu no qualilico, pdem mais do que n
r.iso; eao menos apparentemento resistem a con-
vcQes que estilo no liom senso de todos. Iialn vem
que anda essa gente diz esperar quem sabe o que?
A mui tos ou a alguna delles consosva-os distantes de
nos a saudade dos gozos e favores perdidos, os bens
da cora, os dizimos, as dstinc(0es deque polo
almso dos tempos so fez dom a lanos liomens, nem
sempre os mais dignos.
Ksscs mosmos lugares as provincias, que talvez
parecam de ponco valor, como cap tiles-moros e ou-
tros, silo anda saudosamento recordados ; e ha de
I haver quem chore a sua perda. Eu por mim acho que
no ganhamos muito com ella.
Sr. presidente, eu conheca urna Sonhora, que do
cerlo nito deseja que cu diga o seu nome, que est
fazendo a.conta ao que seu marido deixou de rece-
ber desdo 1826 ou 28, e a somma anda j por alguns
30 contos, que espera cobrar logo que D. Miguel des-
embarque em Lisboa (ro); o trago alo nicamente
para sertir de exe'mplo emquanto lluso do algu-
nas pcssas.
Sr. presidento, muitas causas, .urnas mais descul-
paveis quedutras, mas algumas extravagantes quo
se fundam em ridiculos prejuizos, tem grande nu-
mero de Portuguezes affastados do gromio liberal da
monarchia representativa. J ellos capitularam em
um poni que me parece importante anda quo vul-
garmente os chamamos miguelistas, ellos denomi-
na m-se realistas, titulo que mais a nos do quo a el-
les nertence; mas a nossa realeza lio outra, he tne-
Ihor, he a do hoje ; e Dos queira que dure muito.
Vamos colligacjlo. Nesta rovoluQo successiva dos
aconlecimenlos polticos succedo muitas vezes tirar-
se urna consequenciafelizdiruma cuusj desgracuda,
as nossas dissensoes dos partidos liberaos, lunes-
tas, sem vida,peiores do que os estragos,de urna
guerra oslrangeira, trouxeram-nos um facto que se
tem descrpto e qualilicado mal; quo so tem queri-
do muilo de propositodeturpare airear. Essa colli-
gaco, lo aggrednln, foi de unta parle formada por
homens liberaos, que teeni dado constantes provns de
detestarem o absolutismo, contra oqual pelejaram
nos mais pergosos combates.Pondo a mito sobro
o corceo, dizei, acreditis quo esses caracteres que
enlraram nacolligagito, sariam capa/.es de lidar pa-
i'a que I). Miguel voltasso a oceupar o llirono portu-
pi estar otividos a outro : ligaram-sos para o faci
das cleicOos, bom : apoz esse passo osoutros sito
facis e consequenles.
(Continuar-se-ha.)
DIaIIIO 1IE PENAnBUCt).
correu a elle urna grande parte da gente grande da
capital.
.MEMORIAS D'E UM. MEDICO, (*)
pob aieyanDrc punais.

TERCEIIU PARTE.
II.
A VOX.TA.
Emquanto essa mil cataslrophes se succediam urnas
as outras, Mr. de Tavefney escapava como por uiilagre
a lodos osperigos.
Incapaz de ostentar ulna resistencia physica qualquer
a essa Brea devoradra que despedacava ludo uuanto se
Iheoppunha, porm sereno e hbil, tinha-ae elle podido
conservar no centro de um grupo que rola va para as par-
tes da ra da Magdalena.
Esta grupo, aiuassado de encontr aoa parapeitos da
praca, e. pisado contra os ngulos do Guarda-Movis,
'leiiava aos lados una longa enriada de feridos c de inor-
aos, uuatlnba conseguido, posto qua.ja mui declinado,
fpor o seu centro fdra do perigo-
numediatauentc aescadela de homens emuiheres se
spalbra >or toda a alameda, sua vontade, dando eri
ios de alegra. "
,*) Vide Ditrio n.' M.
nem isso osla na coudic.no
dos liomens, nm ua nalureza das cousas. NSo mo
dul'i'inio a mim j disse que nunca pcrlcnci a essa
colligaQito.Nem a situac.ito om que me acho, nom a
ordem dasminhas ideias e principios mo porntiltir
tomar parte nessn transacQito- Mas, porguntarei, qual
pode humanamento ser o resultado da colligagito se-
nito chamar ao movmento do governo representati-
vo, e aos seus combates, esses homens repudiados
at agora, que se linlfam solado do nosso mundo
poltico, e so achavam como estrangeros no meio
da sua nacflo, com a differenca de supporlarem os
onus do cidados, sem gozar de quasi nenhum dos
seus direilos ? Houve quem os lizosso resolver a to-
mar parle nos trabalhos e as intrigas eleitoraos :
pois bem, qual soria o seu fim, unindo-so aos lboraes
progressislas ? Fazer triumphar I). Miguel ?
Sr. presidente, os princpaes sectarios dosse ho-
momja eslo velhos : muilos jazem no sepuLchro-: a
-morte os tem reformado com mito inclemente. Es-
ses quo podiam entrar as fadigas modernas, anda
que trajando a realista, per honra da lirma, perten-
cem a urna nova gerar;do, de cujo espirito, anda quu
nito queiram, hilo de participar,no pdem per-
tencer ao lempo passado beberam o leilo de urna
cducac.Bo mais illustrada ; estudam, c entendom o
systema de hoje, que seus pais, ao menos mu i tos
delles, nunca nem sequr se dignaran) considerar,
reputando isso um grave e horrivcl peccado. Esses
mancebos, dedicados s lettras, querem do certo fi-
gurar na suatrra, ^idiantar-so, subir aos lugares
mais eminentes, como todos nos; e reconheceni quo
o caminho para chegar a esso lm lio ocaminho da
liberdade o a adopco do systema representativo que
ellos vem progredir em toda a Europa. Noteem ou-
tra bandeira que jurem, outros cornos em que se
alistem, sonilo a da carta, e as de seus mantenedo-
res. Convenho om que tecm tardado ao chamamento
s nossas filoiras : um momento havia de chegar
em que a ellas acudissem ; no vioram chamados
por um dos partidos polticos, mas resolveram-se a
Mr. de Taverney se acbou entao, como todos os que o
cci'cavam, inteirameote fra de perigo.
0 que ora vamos dizer seria dilticil de acreditar, se ja
nao ti vcsscuios desenbado ba muito tempo e de urna ina-
ncira to franca, o carcter do baro: durante toda essa
terrivcl viagem, (Dos Ihe perde) Mr. de Taverney nao
linba cuidado absolutamente scinio em Si.
Alm do baro nao ser de mui delicada compleico,
era elle de oais disso Iiumein de execucau prompta e
nas grandes crises da vida estas especies de tempera-
mentos costumam sempre por em pratica aquelle adagio
de Cesar: age quod agit.
Nao digamos, pois, que Mr. de Taverney fra nesta oc-
caslao egoisU; admitamos smente que elle eslivera dis-
uadido.
Mas, logo que se acbou sobre o passeio dos boulevards,
logo que se senlio livre em seus movimentos, logo que
escapuu morte para de novo entrar ua vida, logo, em-
lim. que se acbou seguro de si nicsino, o baro alfouum
grito de satisfaco, que foi seguido de outro grito.
Este ultimo, mais fraco que o priineiro, era nao obs-
tante isso um grito de dor.
Minha lillial disae elle, minha lilha! -
E licuu immovel, deixando de novo caliir as mos pe-
lo corpo abaixo, com oaolbos flxos e'sem expresso,
procurando emsua Icmbranca. todas s circumstancias
de quando se separara.
Coitado desie lioinem! murmurarain algumas inu-
Iberes compadecidas.
E formou-sc um circulo em torno do baro, circulo
proinplo a lastimar, mas principalmente prompto a per-
guntar.
Mr. de Taverney nao tinha o instincto popular. Achou-
se, pois, incominudado no mein|deMe circulo de pessoas
que o luslimavaiu; fez um esforco para loinji-lo, 10111-
pu-o com ell'eilo, e digaino-lo em seu louvor, deu al-
guns passos para a praca.
' Mas esses alguns passos eram 0 movimeiKo irreflecli-
do do amor paterno, o qual nunca se extingue cempleta-
mente do coraco do homem. O raciocinio velo logo de-
pois em nmiiio do baro, e o deteve na ua carrtira.
Sigamos agora, por um pouco, a marcha de sua dia-
lctica.
aawaujj ja vn ntBav Da 33^3
Nossos leitores vo ser informados boje do desfecho do
conicloque se travr.t euue a inaioria da assemblea
provincial do Rio-de-Janciro c o seu pesidente proviso-
rio, o F.xm. Sr. Moutcsuma ; conflicto tanto mais nota-
vel, quanto veio denunciar ao paiz, que os membros des-
sa inaioria, nao s se nao achavam dominados pelos senti-
tnentos de ordem que, em mais de urna occaslo, lia-
viam ostentado, como ttnliam dispotico para sacrificar
tudo aos diclames do Sr. Aureliano, que, merefi de
Dos, j nao tem a seu cargj a direceo dos negocios
fluminenses, c pois nao podera, ao menos por emquan-
to, provocar aceas to escandalosas cuno essa de que
nos oceupmos em o numero 88 deste Diario.
Depois de mais dous dias de sesses preparatorias,
durante os quaes a inaioria nao recuou ante nenhum dos
alvitres que mais adaptados llies pareceram para entor-
pecer a marcha regular dos trabalhos ; o Sr. Aureliano
como que se dispunha a adiar a assemblea ; e, segundo
refere o Correio da Tarde, j eslava lavrada a portara de
adiameuto, quando houve lugar a demissao dcste Sr. e
cou elle inhibido de praticar este acto, to altamente
exigido pelos que sustcnlavam suas ideias ante o corpo
legislativo provincial.
Entretanto, este incidente nada iuduio sobre o animo
dos membros da matoria : elles contiuuaram na tarefa
encelada, j negando approvacao s actas ja procrasti-
nando as discusses ; j declarando que iam retirar-sc da
casa, por se acharem coactos; j, finalmente, cileituaii-
do a retirada, como sucoedura a II do corrente, em
que, sem haver terminado a sesso, sabiram da sala nao
menos de oito dos deputados, que mais se haviam distin-
guido nesses manejos to pouco proprios de homens cm
quem se devia desuppr alguma illustraco.
Ncste estado se achavam as cousas ; j tinham de-
corrido seis dias alm dos dous de que fizemos menciio ;
e corra que os deputados |iie se haviam retirado, iam
redigir um manifest provincia, e representares ao
governo e a assemblea gcral, seno quando, quasi as 12
horas do dia 12, foi lida pelo priineiro secretario da as-
semblea provincial a portara pela qual o Sr. Valdetaro,
actual presidente do Rio-dc-Janciro, a adlava para o dia
20 de maio prximo futuro. Euto, cessou iinmcdiamcii-
le a discussao ; approvou-sc a acta ; levantou-se a ses-
so c a minora, dando inaioria urna licao que muito
deve de cnvergonha-la, placida e honesta curvou-se au
te o acto que ulgra menos cabivel, sem cstigmatisa-lo,
sem censura-lo incsmn.
Olllm. Sr. tenente-coronel Solidonio Jos Anto-
nio Iv re ira do Lago, commandante das armas inte-
rino desta provincia, entrou hoje no exercicio do
seu cargo.
0 lllm. Sr. doutor Ignacio Francisco Vieira da
Molla tomou hoje posse do cargo de secretario des-
ta provincia.
Commuiiicado.
Hoje tomou.com cffeito, posse da administracjto da
provincia o Exm. e Rovorendissimo Sr. Vicente Pi-
res da Molla. O acto csteve brilhante, pois que con-J
ij iLjflL"'iB'JiBii|"iiilij.ii.j_iaij.il ''. "iT iir-rini.....
Primeramente, a impossibilidade de por p na praca
de Luiz XV. Havia ahi grande entiavancamento, muila
mortandade, e mais as ondas dos que chrgavam da pra-
ca : fra, pois, tao absurdo procurar fend-las cornil seria
inceusato ao uadador procurar transpr a queda do
Hhno em ScharThouse.
Alm disso, anda mesmo que um braco divino o ti-
vesse posto no seio da inullido, como encontrar urna
mulher no meio dessas cen mil mulheres? como nao se
expr de novo, e para nada alcancar, urna morte int-
lagrosamente evitada?
D'ahi, vinha a esperan9a, esse ralo de luz que doura
sempre as trevas da noite mais sombra.^
Nao poderia estar Andrcza junto de Filippe, arrimada
a acu braco, sb a proteccao do homein e do rino ?
Que elle, o baro, um velho fraco e trmulo, tivesse
sido arrastrado, nada havia mais simples; porm Filip-
pe, easa nalureza ardente, vigorosa, vivaz; Filippe, esse
braco d'aco; Filippe, rcsponsavcl por sua irma, isso
era impossivel: Filippe tinha lutado e devia terven-
cido.
O baro, maneira de todos os egostas, ornava a Fi-
lirape com todas as qualidades que o egosmo exelue de
i, mas que procura nos outros. O nao ser forte, gene-
roso, valente, para o egosta be ser egosta, istobe, he
ser seu rival, seu adversario, seu Inimigo ; he rou-
bar-lhe as vantagens que elle julga ter direlto delirar
da socledade.
Mr. de Taverney, tendo-se assim, pois, rranquilisado po-
la forfa do seu propio racioelnio, conciulo primera-
mente que Filippe devia por certo ter alvado a irma;
que talvez tivesse perdido algum lempo a procurar seu
pai para o salvar taiubem; mas que provavclmeiite,
certamente ineimo, elletomara ocaminho da ra
Coq-Hron, para levar para casa a Audreza atordida com
todo esse niotim.
Deu por isso urna inia volta, e, descendo ra do
Convento das Capuchnbas, ganhou a praca das Con-
quistas ou de Luiz-o-Grande, chamada .hoje praca das
Victorias.
Mas, apenas o baro la chegando a cousa de vintc pas-
aos de casa, N colina, posta como urna sentinella uo lu
Acha-se nomeado presidente da provincia das A-
ngdaso Esro-Sr. I)r. Joflo Capistrano Bandeira do
Mello. Esta BamoaQo, quo honra assaz o governo
do S. M. I., parece revelar ao mesmo tempo a louva-
vel disposiQo cm quo este est de laucar inBo de
homens cuja inlclligencia c probidado possam ta-
ra nlir o fiel dosempenho da justiea, nico proco-
dimento que na qadra actual podera, so nSo con-
ciliar, ao menos acalmar a irritaqito em quo so a-
chatn os nimos por effeto do urna poltica dereac-
Ccs, mcsquinliaesummamente injusta. Osalqueo
governo, compenetrando-seda sua missflo, conti-
nu a fazor nomeares, quo como osla sejam dig-
nas de especial menciio o louvor.
As bellas qualidades, que ornan) a pessoa deS.
Exc, sito bem conhecidas. Urna iatelligencia supe-
rior; um espirilo do independencia pouco commum,
o urna honcslidado raconhecida afianQam aos Ala-
goanos a recta e imparcial admmistraejao da justi-
ga, do quo elles tanto necessitam. Nos os.felicita-
nios por torom occasiSo de apreciar o merecimen-
todeS. Exc, e de fruir os beneficios que, espera-
mos, d'elle Ibes provir.
fayamiia
Corres j)ondencii.
Sri. Redactores Tenllama bondado de inserir
na sua mui conceituada folha o presento documen-
to quo responde categricamente ao perguntador d
n. 92.
OJuslce/ro..
Consulat de la Republique Francaise. .
Libert, Egalil, Fraternit.
Citoyen.
a Vous les invit prendro partan banquet pa-
triotiquequ aura lieu Samed prochain [29 du Ct.]
au Consulat dla llcpuhlique.
a Fcmamhouc le 23 avril 1818.
Le Citoyen Grant, Goustencourt.
Au citoyen *
COM&EaC.Q.
Al fndela.
ftENDIMBNT DO DIA 26...........7:073,541
Deicarregam hoje, 27 de ubrit.
Brigue Putuam farinha e barricas abatidas.
Galera Serapnnn mcrcadorias.
Ilriguc Car/ota-^ me/ia dem.
PatachoChriitina dem.
Brigue Earl-of-Quiescher carvao.
miar da porta, onde tagarcllava com algumas comma-
dres, bradou:
E o senhor Filippe?.' e inademoisclla Andreza?!
que ser feito delles?!
Porque j lodo o Paris sabia, pela bocea dos primri-
ros fugitivos, a catastrophc, anda mais exagerada pelo
terror.
Oh I tnru Dos! exclamou o barao com visivel sus-
to, ento elles anda nao vollaram, Nicolina?
Ainda nao, anda nao senh.or, ainda ninguem os
vio.
He que foram obrigados a dar alguma volta, repli-
cou o baro, tremendo mais c mais, medida que se
Ihe demoliam os clculos da lgica.
O baro licou, pois, na ra a esperar tambem, com Ni-
colina que gemia, e La-Brie, que levan lava os bracos pa-
ra u co.
Ah! aqu vem o senhor Filippe, exclamou Nicoti-
na com um accento de terror impossivel de descrever,
porque Filippe vinha s'otinho.
De feito, Filippe corria apprcssado por essa noite es-
cura, arfando, e desesperado.
Minha irma esl c?! bradou elle, logo que pode
avistar o grupo que se formara porta da casa.
Oh l ira Dos! disse o baro, paludo e cahindo.
Andrcza' Andrcza! exclama o mancebo approxi-
mando-s cada vez mais onde est Andreza '!
Ainda nao a vimos ; ella nao est aqui, senhor Fi-
lippe. Oh! meuDeos! incuDeos! minha querida ac-
nhorazinha, g'ritou Nicolina rebentando emsolucos.
E tu vieste para casa ?! disse o baro com una c-
lera tanto mais injusta, quanto nos fizemos assistir o
Icitor aos segredos da sua lgica.
Filippe como nica respoita aopai approximou-se, e
mostrou-lhe o rosto chelo de sanguc, e o braco quebra-
do e pendente ao lado, como umramo secco.
Ai de mim'. ai de mim suspirou o volbo, Andre-
za, minha pobre Andrcza'.!
E tornou a cahir sobre o banco de podra que eslava
encostado porta.
Hel de encontrada mora ou viva! exclamou Filip-
pe com ar sombro.


I
MUTILADO


;
*
IMPORTACAO'.
Curila-Amelia, briguc rAirtuguei, viudo de Lisboa, en-
trado no correte mez, consignado a Francisco Sevcri-
aLiii.-i (tabello 4t Filho, nianifestou o seguinte :
17 caixotes bolacha d'agoa e sai, 10 barrii azeite doce
10 ditos paios, 10 ditos chouriros. 10 caixas toucinho, 6
pipas viuho tiuto, 25 barris dito branco, iO pipas vina-
fe rr, 3 caixotes Chapeos e llvros a Thomat de Aqulno
Fonseca.
6 pipas viiilio tinto, 20barris dito branco, 13 ditos tou-
cinho, 7 ditos chouriros; a Manoel Cae tao Pereira de
Mendonca.
135 pipas viiilio tinto, 200 barris dito branco, 23 pipas
e 8 incia ditas vinagre, 1 caixa livros impressos a Fran-
cisco Severianno Rabcllo & Filho.
10 barris viuho tinto, 10 ditos dito branco, 2 caixSes
chapeos de seda para hoinem, 1 dito oleado e chapeos
clsticos brincos ; a Augusto UelU d'Abreu.
18 pipas vinho tinto ; a Firmino Jos Flix da Roza.
50 ancoretas azeitonas, 1 caixao figos paisados, 3 canas-
tras albos, 5 pipas vinagre, 10 barricas ceveda, 1 Tardo
brim, 1 sapeo pesos brasileos ; ao capto Manoel Joa-
quim dos Santos.
2 caixas rano princeza, 8 ditas dito dita em latas, 50
caixotes sabao para sedas; a Joo Jos de Carralho
Moraes.
50 barris cal; a Jos Eugenio da Costa Pereira.
1 barril chouricos; a Miguel Jos da Fonseca.
1 caixinha 3 toncas de seda a Helena Perpetua Vieira.
1 sacco pesos hespanhes e brasilciros ; a Manoel Ig-
nacio de Ollveira.
76 barris cal; a Antonio Jos dos Santos Lapa.
5 barril paios, 10 ditos chouricos, 10 ditos toucinho, 10
barricas cevada, 5 ditas caslanha pilada ; a Francisco
Lucio Cpelbo.
10 barris azeite doce ; a Gomes & limaos.
Christina, patacho hamburguoz, vimlo dellam-
iHirgo, onlradu no corrate mez, consignado a Kalk-
maiiu& Rosenmund, manifestou o seguinte :
3 caixas 3 pianos, 66 dits fazeudas de algodJo, 14
barricas e 9 caixas ferragens, 2 ditas livros e miu-
ilczas, 1 dita papel e miudezas, 1 dita tinta, 3 far-
dos papel, 100 pacotes papel de embrulho, 34 caixas
cadeiras, 10 ditas fazendas do 15a, 1 dita chapeos de
palhu, 1 dita charutos, 7 ditas mobilias, 100 gigos
batatas, 50 barricas genebra, 20 saceos zimbro, 2
caixas copos, 20 duzas do cadeiras, 1 barril pre-
suntos, 4 caixas vinho, 29 ditas miudezas, 11 ditas
e 2 fardos Calendas de algodSo, doliulio, de liia e
algodo, I caixa estampas, 1 dita comervas, 1 dita
calcados, 1 barril frutas seccas, 30 caixas vi.Iros,
870 garrafOes vasios, 5 caixas brim ; a kalkmann &
Rosen mund.
100 barricas cimento, 1 Tardo pnpelSo, 1 caixa
papel, livros e miudezas, 1 fardo papel, 1 caixa o-
leHdo, 1 barril lacre, t dito oleo de tribentina, 1 di-
to oleo de linhaga, 1 caixa vinagre, 1 dita e 10 bar-
ris arenques, 1 caixa tinta de oleo 8 barricas fru-
tas seceus, 1 sacco caf, 1 barril conservas, 1 dito
queijos, 2caixase 22 vasos doce, 1 caixa salame, 10
barrisVopollio e fejSo, 1 caixa vidros para espedios,
1 dita livros o papel, 1 dita 1 machina ; ordum.
2 caixas e 4 tinas bixas; aJ. Tugelmeier.
1 caixa miudezas; a Johnston Pnler& C.
9 lardos ppela.), 1 caixa livros; a F. H. J.ut-
tkens.
2 caixas charutos; a Cesar Kruger.
2 caixas ferragens, 1 dita miudezas; a J. !).
YVolfnopper & C.
asas
.Si
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DA 26.
Ceral.........................3:552,607
Divinas provincias............... 65,088
3:617,695
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DA 26...........2:463,649
Wovimenlo do Porto
Navio tahidos no dia 26.
Pollos do norte; vapor brasileiro San-Salvador, com-
inmulante o primeiro tenente Antonio Carlos de Ate-
11 do Coutinho. Alin dos passageiros que trouxe
para o Par, Carlos Augusto do Val Dainaccno c o se-
gundo tenente Jos Frazo Varella.
Genova polaca sarda Fiamitla, capilao Guiseppe Vigo
carga a incsma que trouxe.
EDITA ES.
A companhia do Beberibc faz saber que no dia 1."
ile maio prximo vindouro entrar no gozo do pri-
E se pz de novo a camlnho coni una actividade fe-
bril ; c quando corria, ai i an java com o braco ireito o
braco esquerdo na abertura da veste. Mas esse braco
intil o embaracava para entrar de novo no nielo das
turbas ; e, se elle Uvera al un machado, te-lo-hia dece-
pado n'um tal momento.
Fol cntSo que elle encoutrou nesse campo fatal dos
niortos, que j visitamos, a Rousseau, a Gilberto, e ao
fatal operador, que, vcrmclho de sangue, anfes se pare-
ca com o drinonni infernal que havia presidido mor-
tandad?, (lo ijur com o-genio beinfazejo que all la levar
soccorros.
Yagou Filippc una parle da noite pela praca de Luis
XV. si ni poder desapegar-sc dessas muradlas doGuar-
cla-Moveis, junto do qual Gilberto l.'.ra ochado, e levan-
do incessanteiiiente os olhos para esse pedaco decassa
branca que o mancebo linha conservado, amarrotado
na mao.
F.mfim, no momento em que os primeiros arreboes
da aurora roxcavaro o orient, Filippe, inanldo, prestes
a cali ir* tainbcm ao p desses cadveres menos paludos
(logue elle, arrebatado por nina verligem singular, es-
perando tanibein, como seupai tinlia esperado, que An-
dreta tivesse sido levada para casa. Filippe toinou o ca-
minbo da ra Coq-Hron.
De longc perceben elle quera porta eslava o incsmo
grupo que tinha deixado.
('oinprehendeu ento que Andreza ainda nao tinha
apparecido, e parou.
Mas o barao reconheceu-o tambem ao longe.
Eentao?! bradou elle a Filippe.
Poisque! nimba irinaa ainda nao vcio? pergun-
tou elle.
Que desgraca! exclamarain ao mesino lempo o ba-
ii, Nicotina c La-llric.
Nada? nenhuma noticia?ncnhum indicio? nenbu-
imosperanca?
Sida.
Filippe cabio sobre o banco de pedra do palacete; o
barao soltou urna exclamacao selvagem.
Nesse momento mismo urna carruagem de alugucr
assomou no lim da rua, apnroalinou-sc vagarosa, epa-
/ on defronte do pavilb"o.
vilegio exclusivo de vender agoa ao povo, que Ihe
foi concedido pela lei n. 46, de 14 de junho de 1837,
e contrato de 11 de dezembro de 1838 e de 31 de
marco de 1841.
E, para constar, manda publicar o presente, e bem
assim o ofllcio e os artigos da lei edo contrato, abai-
xo transcriptos.
Escriptorio da companhia do Boberibo em sessfio
de 3 de abril de 1848.
Francitco Antonio de Oliveira,
Presidente.
Bento Joi Fernanda Barros,
Secretario.
Oficio de S. txc. o Sr. presidente da provincia.
Em resposti aos officios do Vmc9., de 27 de Janei-
ro e 31 de marco do corrento anno, tenbo a dizer-
Ihos quo pode essa companhia entrar no goso do
privilegio exclusivo de vender agoa ao povo, nos
termos da lei n. 46, de 14 de junho de 1837, o con-
tratos do 11 do dezembro de 1838, o 31 de margo
de 1811 Dos guarde a Vmcs. Palacio de I'ernam-
huco, 1. de abril de 1848. Antonio Finio Chiokorro
da Gama.Srs. presidente e membrpsda companhia
de Reberibe.
5. do artigo 2." da citada lei n. 48.
Dnpoisde concluidas as obras lera a companhia o
privilegio exclusivo de vender agoa ao povo por
espcode. anuos, contados do dia em que a
forneccr na cidade do llecifo, por meio dos uque-
duelos o chafarizes por ella construidos, annuncian-
do-o por editaes e as folhas publicas.........
Arl. 3." do contracto de 11 de dezembro.
Quedepois de principiado o privilegio ninguem
mais podora vender agoa ao povo, sb peua de pa-
gar companhia urna multa igual aodobro do va-
lor d'agoa que trouxer a canoa ou lancha, pudendo,
porm, ns ombarcagOos manda-las quscar a propria
Ionio cun lanchas tripuladas por marinbeiros.
A cmara municipal detta cidade, em virlude da
lei, etc.
Faz publico que, perante ella, prestou boje jura-
mento o Exin. presidente dcsta provincia, o doutor
Vicente Pires da Motla, nomcado por carta impe-
rial de 2 do abril to corrento anno.
E para que a todos conste, se mandou publicar
o presente.
Paco,da catun municipal do llecife eai scsso
extraordinaria de 26 de abril de 1848.
Dr. Ignacio Kery da fonseca,
Pr-presidente.
JoSo Jos Frreira de Aguiar,
Secretario.
Declaraeoes.
PARA OS PORTOS DO SUL.
O paquete a vapor brasileiro Parattue comman-
dante Manoel Francisco da Costa Pereira, deve estar
aqui dos portos do norte [boje] 27 o partir no dia
seguinte.
LlBEnDAUE lOOALDADB FllATEiNIDADE.
SubicripfBo aberta no consulado francs em Pernambuco.
SubscripcSo, cujo producto ser remettido cai-
xa de soccorros em Pars, applicavel aos forillos, pa-
ra a defesa das liberdades nacionaes em os dias
22, 23 e 24 de fevereiru ultimo.
N. f. Esta subscripcSo (a pedido de grande nu-
mero (leFrancozes) suspende, poromquanto, o ban-
quete annunciado para o dia 29 do corrente abril.
A listados Srs. subscriptores ser publicada por es-
te Diario.
l'ernambuco, 26 de abril de 1848.
Goutsencourl.
^^i-aw^j
Joo Xavter Carneiro da Cunha /dalgo cavalleiro da
casa imperial, cavalleiro da ordem de Chrisio, e admi-
nistrador da mesa do consulado detta provincia, por
S. M. o Imperador, que Dos guarde, etc.
Faz saber que, no dia 29 do corrente, se hilo de
arrematar em praca a urna hora da tardo, na porta
desta repartirn, 8 saccas rom airo/, pilado, da pro-
vincia das AlagOas, com 20 arrobas a 2,350 rs. a
arroba, consignadas a Fortunato Cardozo de Go-
veia, eapprehendidas no acto da entrada por uo
virem mencionadas no respectivo manifest : a ar-
rematacHo he livre de despeza ao arrematante.
25 de
Mesa do consulado do Pernambuco,
de 1848.
abril
O administrador,
Joo Xavier Carneiro da Cunha.
Francisco de Paula Lopes liis, primeiro escripturario
da mesa do consulado desta provincia, sercindo no
impedimento do administrador da mema, etc. etc.
Faz saber que, no dia 2 do maio futuro, do cor-
rente anno, a urna hora da tarde, se bao do arrema-
tar em praca, na porta desta rcpartigilo, duas caixas
da marca ICL de nmeros 12 e 15, com assucar de
segunda qualidade, do engenho Rio-Formso desta
provincia, consignadas a JoSo Evangelista da Costa,
apprehcndidas por falsificacao da tara pelo guarda
agente do trapicho do Ramos : sendo a arrematagSo
'ivre de despezas ao arrematante.
Mesa do consulado de Pernambuco, 26 de abril de
1818.
Pelo administrador,
Francisco de Paula Lopes Neis.
BEBEQDBBp
Os Srs. accionistas que ainda nSo realisaram
prestaeo de 4 por cento queiram faze-lo, quanto-
antos; certosde que a administracao vai darcum-
primento ao artigo 9 dos estatutos.
O secretario,
II. J. Fernanda Barros.
Grandecosmorama
MUDANZA DE VISTA.
Iloje estario expostas, das 6 horas da larde em
diante, no salflo do Collegio, as segiiintes vistas:
1.' A praca real de Bruxella,jna Blgica.
2." O ataque da tropa contra o povo em Paria no
boulevar da Magdalena na expulso de l.uiz Filip-
pe do Ihiono.
3.a A grande ra de S.-Maria, e igreja do mesmo
nome, em Londres.
4.' A cidade de Jerusalm.
5.' Oei.leriordo santo sepulchro de N. S. Jesus-
Ch risto:
6.* Um inIerro de padre passando em um campo
de Roma para o cemiterio.
7.' As maltas virgens do Brasil.
8.* A passagem do Napoleflo sobre os Alpes em
o anno de 1800, na estacSo invernosa.
9.a O palacio do re da" Suecia em stokolmo
10. O Rio-de-Janeiro pelo lado de N. S. da Gloria.
11. O arsenal de guerra no Kremet de Moscow.
12. O interior de una casa de banho e escola de
natacio, em Vienna.
13. Urna cscala cmTyrol, na Austria.
14- A grande illuminaQSo do ultimo acto da ope-
ra Preciosa no genero do diorama apresentando
mil e tantas luzes.
Os bilhetes vendem-se na porta da entrada a 500
rs. geralmente, sendo gratis para osmeninos de 6
annos para haixo.
O director do -- GRAflDE COSMORAMA tendo
recebido, pelo ultimo navio vindo de Inglaterra, as
estampas da rovoluco franceza em fevereiro do
prosente anuo, tem de ir expondo ao respeitavel
publico os acontecimentos mais notaveis da dita
revolucflo, como se ver na presente exposicao.
Outro sim recommenda o mesmo diretor ao res-
ieitavcl publico, quo concorra pressuroso a ver tam-
ic-in a grande illuminagBo da opera Preciosa pela
belleza da vista que offerece; porque sendo olla
muito dispendiosa por apresentar mil e tantas lu-
zes nao pode por isso durar muitos dias.
A beneficiada espera obter do reapeitavel publica
aquella protecc&o e syinpathias qu em tantasocca-
siOes llio tem manifestado.
Principiar as horas do costume.
THEATllO PUBLICO
DOMINGO, 30 DE ABIIIL
a beneficio da joven Felismina so representar o be-
lissimo drama
Amor e Philosophia.
A linda farc,a
Antes a filha q.ie o vinho,
sendo a falta da cantoria supprida por lindas dan-
cas execuladas pela beneficiada e outra menina.
Atravs da portinhola se via a cabeca de urna mu-' sella de Taverney, que soffre menos do que os senhores
Ihcr, inclinada sobre o liombiu, c como desmalada. pensam.
Ffppe, -acordado de sobresalto a semelhanlc vista. K acabou entregando, com os cuidados mais respeito-
acu um pulo para csse lado. S0Si a donzella nos bracos de seu pal e de Nlcolina.
A portinhola da carruagem se abri, e un hoinem O baio sentio pela primeira vez urna lagrima esca-
.- su ** ------ ------- v ... ...,.... |.. ... y........., > -. ^ ...,,.. nitiiiiid cata*
desceu della, trazendo nqs bracos a Andrea Inanimada, par-se-lhe dos olhos; e, por mais admirado que de si
Morta. mora, liazein-no-la mortal exclainou Fi- mesmo seachassecom seinelhante explosao de sensibl-
lippe, CahllldO dCJOelllOS. IldaHc. drimn mm < l.ii'riiii.-l lliP Mr,.. ll.r. n.l.
Morta balbnciou o barao. Oh! meu senhor, esl
illa na rcalidade morta!.....
Julgo que nao, meus senhores, respondeu tran-
quillaiiieiile o homem cjuc trazia Andreza; e mademoi-
sella deTaveruev, segundo espero, est apenas n'um
deliquio.
Oh .' o feiliceiro, ofeiticeiro! exelamou o barao.
O senhor conde de balsamo, murmuruii Filippe,
t ni seu criado, senhor barao; e dou-nie por^Kf-
to feliz ter rcconliecido a inadanioisella de Taverney
naquelle hoirivcl tumulto.
Aundc a encontrn? perguntou Filippe.
Ao p do Guarda-Morcls.
He verdade, disse Filippe. D'ahl passando de re-
pente da expressao da alegra a urna sombra descon-
lianca. ,
V. Excellencia a irazbem tarde, coude, disse elle.
Senhor Filippe, respondeu Blsamo sem se alterar,
V. Senhoria imaginar fcilmente o meu einbaraco. Ig-
norava onde assistia a senhora sua mana, e maudei-a
transportar pelos meus criados para casa da senhora
marqueta de Savigny, pessoa muito da minha amzade,
que mora perto das cocheiras deel-rei. Eutao, aquelic
bravo rapaz que V. Senhoria all ve, e que me ajudava
a sustentar a madainoisella..... Anda ca, Cointois.
-Balsamo acompanbou estas ultimas palivras deum
aceno, e un boiiiein com libr real sabio da carruagem.
Ento, coutinuou balsamo, este honrado rapaz,
que perlence equipagein real, reconheceu a inada-
nioisella, pela ter conduzido urna noite de La-Muette ao
seupavilhao; e inadanioisella deve este feliz acontec-
ment sua inaravilliosa belle/a. Ki-la subir comtnico
para a carruagem, e ienho a honra de restituir sua fa-
milia com todo o respeito que Ihe he devido, madamoi-
lidade, dcixou que essa lagrima Ihe correase livre pela
face enrugada abaixo. Filippe aprcsentoii a nica mao
que tinha solta a Balsamo.
" Senhor conde, Ihe disse elle, V. Excellencia sabe
onde moro c o meu nome. Queira dizer-ine de que mo-
do Ihe poderei cu reconhecer o obzequio que acaba de
fazer-nos.
Cunipri um dever, meu senhor, replicou Balsamo,
e nao devia eu lamban a hospitaldade ao senhor seu
pai r -
E, cumpinieniandu-os immediatainente, deu alguns
passos para se retirar, sem querer aceitar o offereci-
mento que Ihe f azi o barao de entrar em sua casa.
Mas voltando-se :
-- Queira perdoar-me, disse elle, esquecla-me de dar-
Ihe o endereco preciso da senhora marqueza de Savig-
ny ; o leu palacio he na ra Saint-Houore, junto ao con-
vento dos bernardos. Oigo isto no caso de que mada-
moisclla de Taverney julgue dever fazer-lhe una vi-
sita.
Havia nessas explicacoes, nessa precisao de clrcuins-
lancias, nessa accumulacao de pravas, una tal delica-
deza, que tocou profundamente a Filippe e mesmo ao
barfio.
Senhor conde, Ihe disse o barao, minha filha Ihe
deve a vida.
llera o sci, senhor barao : Ienho nisso muito orgu-
Iho, e dou-rae por muito feliz, respondeu Balsamo.
K desta vez, acompanhado de Cointois, que recusou a
bolea de Filippe, toruou balsamo a subir a. carruagem,
e desappareceu.
Quasi que no mesmo momento, e como se a parda
de Balsamo tivesse feito cessar o desmaio da donzella,
Andreza bro o.ollio.
Entretanto licou anda por alguus instantes muda,
altonita, e com os olhos espavoridos.
Publicatjoes Litterarias.
Chronica Litteraria, jornal Je instrucgSo e recreio
publicado no Rio-de-Janciro, semanalmento, porui
ma associaco de litteratos brasileiroa. 0 prego daj^
signatura he de 6,000 rs. por anno, pagos adianta-
dos por 52 nmeros. Recebem-so assiguaturas, plrj
este interessante jornal, na ra da Cadeia do Hecife
lojdo Jofioda Cunha Magalhaes, aonde j se en-
contrarSoos ns.1 a 8.
Namesma loja ae vendem as poesas de Joaodei,e-
mos de Seias Gastol branco, 1 volumo por 1,500 rs
Revista Universal Brastltita, jornal de instruc-
gSo e recreio, 1 voluroe, 5,000 rs.
O AMOR E MELANCOLA, OU A NOVISSMA HELOISA
SEGUIDA DA NOITE DO CASTELLO E DOS CIUMES
DO BARD-
OS mais importantes poemas do Sr. Antonio Feli-
ciano de Castilho, ornados com tres estampas fins
lythographadas. Vendem-se a 3,000 rs., na loja de
JoSo da Cunha MigalhQes, na ra da Cadeia do Re-
cita.
, Publicar" jurdica.
Acha-se sb o prlo o 2o e 3* volumes do Direih i-
vil lusitano, por Mello Freir, augmentado com notu
dos melhoros praxistas o icios, e legislng.lo brasi-
leira, ateo presente publicada. Subscreve-se pin
este volume na praga da Independencia, livraria, ns:
Ge 8, onde se irSo entregando aos Srs. acadmicos'
as folhas que se frem publicando.
Avisos martimos.
^,^^ fc^^
Para Lisboa pretende sahir, at o dia 7 de maio
o briguo portuguez Carlota & Amelia, do que he ca^
pitSo Manoel Joaquim dos Santos: pera .restooa
carga oupassngelros para o commodos, trata-so com o capito, ou com os con-
signatarios Francisco Severiano Rahelto & Filho.
Freta-se a barcaga Conctifo-de-Maria, de segun-
da viagom, para qunlquer porto do norte com pre-
ferencia para o da Parahiba, por ser para all sui
carreira pela quarta parte menos do frete que um
outra qualquer embarcago : quem pretender di-
rija-sea bordo da mesma, ancorada no Forte-do-
Mattos.
I'arao Aracaty segu com brevidade o ljate
Duvidoso ; para carga e passageiros, trata-se com *
mestre, ou com Jos Manoel Martina ao lado do
Corpo-Santo, n. 25.
Para Lisboa sahe imprcterivelmente, no dial,
de maio o brigue brasileiro Virialo por ter o seu
carregamento quasi completo : para o reato e pas-
sageiros, para o que offerece bous commodos, tra-
ta-se com o capitao na praca ou coro o consigna-
tario, Tnomaz do Aquino Fonseca, na ra do Viga-
rio, n. 19.
Para Lisboa, sahe fmpretervelmonte, no dia 2
de maio o brigue portuguez Novo-Vencedor, por ter
a maior parto de sua carga prompta : para o restoe
passageiros, para o que oQerece bons commodos,
trata-s com o capitSo na praga ou com o consig-
natario, Thomaz de Aquino Fonseca, na ra do Vi-
gario, n. 19.
. Para o Rio-Grande-do-Sul sahe, no flm do cor-
rente mez, o patacho Doui-IrmSos, e recebo passa-
geiros e escravos : a tratar na ra do Trapiche, n. 6.
Vonde-se o hiato San-Joo, chegado ltima-
mente da Babia : a tratar na loja de cabos de Casta-
o da Costa Moreira ou na ra do Queimido, lo-
ja n. 7.
Leilad.
No dia sexla-feira, 28 do corrente abril, peran-l
le o cnsul de S. M. Fidelsima e por intervenco I
do corretor Oliveira, ser vendido em leilSo mer-l
cautil, porta da alfandega por Firmino Jos Fe-1
Iix da Rosa, por conta de quem perlencer, o seguiu-l
le : viuho tintofla Figueira vindo da Parahiba,doj
salvado do naufragio do hiato portuguez Bom-SiiC"J
so, capitflo JoSo Nepomuceno Fras de Queiroz, n/t
viagem procedente daquelle porto da Figueira, eml
Portugal, para esta cidade, sendo das seguinleil
marcas : V A & S, 9 pipas ; 36 barris de quarto e li I
quartolas* M *, 6 ditas, 5 ditos: no acto dolcil5o|
serao patentes as condiges da venda.
I lllllHSSf I I HIIS1I1IH
Meu Dos! meu Dos! murmrou Filippe, nao i
la restituira Dos saa e salva?! estar ella louca .''.
Andreza pareceu coruprehender essas paavras, eba-l
loicou a cabeca. Mas continuava sempre rauda, ecounl
que sb o imperio de uiua especie de citase.
Eslava ella era p e cora um dos braeqs' estendidos mi
direccao da ra pela qual balsamo havia deaappaiecido.l
Vamos, vamos, disse o barfio, J he teinpo quels-l
do isto acabe, Ajuda la minia a entrar, Filippe. I
O mancebo sustenlou a Andreza com o braco *V *l
donzella encostou-se do outro lado a Nlcolina ; e canil-1
nbando, mas como pessoa adormecida, cntrou para I
palacete e subi ao seu paviibao.
So ahihe que Ihe voilou a palavra.
Filippe Meu pai! disse ella.
Ella nos reconhece, reconhece-oos enirlin t-
ca i u ou Filippe.
. Sem duvida que reconheco, mas que be que succt-l
deu, meu Dos ? f
E Andreza fecbou outra vez os olhos ; agora nao p,jr
deliquio, mas por um somno brando socegado.
Nicolina ficou com Andreza, despio-a e deilou-a o
cama.
Filippe recolheu-se para o aeu quarto, e ao ealrit
nelle, m achou um medico que o previdente La-Krie
tinha ido buscar a correr, logo que cessra a Inquieu-
fio era que estavan a respeito de Andreza. '
O doutor czarainou o braco de Filippe. Nao estav
quebrado, mas deslocado sinente. Una presaao hbil'
mente combinada, fez entrar, o hombro na ariiculafi
d'onde havia sabido.'
Depois do que, Filippe, sempre desassocegado pelo es-
tado da Irraaa, conduzlo o medico ao p do leito de An-
dreza.
(I doutor toinou o pulso moca, eteutou ihe arcan/1
raco e sorrio. P? j
O somno de sua irraaa be sereno e puro como um menino, disse elle. Deixe-a dormir, cvalhelro, uaol
ha outro remedio a fazer-lhe.
Quanto ao bario, sumcienleinente tnnqutilo a res-l
peno de seu iillio c filha, havia muito lempo queja *''}\
lava dormindo. < I
[ConUnisir-st-k)
x
MUTILADO


V
^?d
Avisos diversos.
O abaixo assignado,nimiamente gra-
ta aos seos amigos e especialmente aoa
psis de se'us alumnos j.ulga de seu rigo-
roso deverdeclarar-lhes que tem toma-
do as convenientes providencias para que
asna aula, estabelecida no Ateno-da-
Boa-Vista, continne regularmente em to-
dos os seus exercicios, e sem a menor al-
teracao, nao obstante ter sido o mesmo
abaixo assignado reintegrado no emprc-
goque anteriormente occupava
Jos Xavier Faustino Hamos.
Alugam-so as seguinles casas: um sobrado de
um andar com sotSo c lujas, na ra do Sebo, n. 50,
por 300,000 rs. annuaea; urna casa terrea com quin-
tal cacimbaocommodospata familia, na ruada
Uniflo n. 3, por |14,000 rs. mensaes; duas ditas
com iguaes commodos na Trempe ra da Sole-
dade, ns. 93 e 35, por 10,000 rs. mensaes; duas
ditas pequeas, na ra do Sebo, ns. 52 e 54, por 7/
rs. mensaes ; urna dita pequea na ra da Uniflo ,
n. 1, por 40,000 rs. mensaes: a tratar no escriptorio
de V. A. de Oliveira, na ra da Aurora, n. 20.
Cutlaria.
Jos Pradines, cutilerofrancez, morador na ra
larga do Rosario, n. 14, participa ao respeitavel pu-
blico, quealli guacha sempre prompto a txecutar
qualquer obra, por diftlcil que seja, pertencente au
seu ollicio, com a inaior porfelgflo, o por preco com
modo. O mesmo contina a amolar, polir e aliar
qualquer instrumento, as tercas, quintas e sal-
nados.
MDANCA
DA
FUNDICAO
r
O'A VKnl-
Este antigo estabelecimento acaba de ser mudado
para os mu i to espacosos edificios construidos de
proposito na cidade nova de S.-Amaro aondeexis-
tein todas as proporcCes para a factura de qualquer
machinismo, com a maior presteza e perfeiQflo : e
para commodidade dos freguezes, ser conservado
na arrfiga casa, junto a igreja dos Inglezes, um es-
criptorio onde se receberlo todas as encommendas
e ordeis a respeito leudo a loda hora urna barca de
ferro empregada exclusivamente no transporto das
obras do escriptorio fundido.
Agencia depassaporles.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aierro-da-Boa-
Vista, n. 48, c'ontinuam-so a tirar passaporl.es tan-
to para dentro, como parafra do imperio; assim
como despacharn-se escravos: tudo com brevidade.
Attencao !
s
Na loja da ra do Queimado, n. 30, de Jos Joa-
3uim de Novaos, contina a haver um sortim
e obras'feitas ; chapeos de todas as qualidades
ditos para meninos e meninas; ricos chales de seda;
mantas"de seda ; lencos do todas as qualidades ; o
oulros muitos objectos quo ha para vender.
SOCIEDADE
l'flILO-DRAMATICA
O primeiro secretario avisa aos Srs. socios, que os
bilhetes para a recita do dia 29 do correnle prin-
cipian! ser distribuidos boje ,em casa do tliesou-
reiro ;.assim como que a commisso administrativa
se acitara reunida pelas 7 horas da noite dos dias27
e 28 para approvaQflo de convidados para cuja fim
deverfltos Srs. socios remelter .as suas proposlas ,
cornos bilhetes dentro do mencionado prazo por
isso, que findo elle nenhuma proposta mais ser
aceita.
Balduin de Souza Toixeira retira-so para Ma-
ranhflo, levando em sua companhia urna sua escra-
va, de uoine Antonia do gento de Angola.
Jo Lazary, leudo de ir a Europa tratar dos
seus negocios, deixa o Sr. Vctor Lasne oncarrega-
do da procurado da casa de Lenoir l'uget & Com
panhia, durante a sua ausencia.
IIUA DA CRUZ, N. 40, SECUNDO ANDAR.
D. W. Raynon, cirurgio dentista dos Estados-Uni-
dos da America do Norte, tando-s resolvido ficar
mais alguma lempo na cidade de Pernambucfl, pe-
lo presente participa aos seus amigos o ao publico
em geral, que elle sempre se achara prompto a qual-
quer hora para fazer qualquer operado que seja so-
bre os denles como wja chumbar, limpar, e extra -
hir; enfermar denles sobre pi3o c sobro chapa .da
mellior maneira e com a maior perteicSo, conforme
3s ultima dcacoborlas,-tanto na America como na
Europa.
Manoel Vicente de Araujo embarca para Macei
a preta Joapha a entregar a seu senlior francisco
1 rederico da Rocha Vieira
-- Joflo Jos de Carvalho Moraes manda para Por-
tugal o seu fillio menor Joflo Jos de Carvalho Mo-
raes Jnior.
Na loja de barbeiro da rua-do Trapiche, n. 28,
preciaa-se da um.oihoial de barbeiro. Na mesma lo-
ja vetulem -se bichas por todo b preco, eo centoa
6.000 rs.
-ObrigadeiroJos Jaquim Coelho, colman-
danto das armas Horneado para a provincia da lla-
liiu embarca, para u servido do suu*|amilia que
conduz para a dita provincia os seguinles escra-
vos : Dauiao e Manuel, pelos crioulos ; Jounnao
Ursulina, pardas ; Piedade e Mara, pretas; e Flix,
menor, filbo da ultima.
Caetano. Alvos da Costa embarca para o" Rio-
Grande-do-Sul a sua escrava, de noie Mara, de 20
annos, e de nec.flo Angola.
Ao respeitavel publico
O abaixo assignado avisa que se retira impret^cri-
velmenle desta cidade ao fim do 4 a 5 das, e en ra-
sgo de estar muito oceupado na sua mesma casa, na
vespera de sua sabida nSo Ihe he possivel ir mais
em casas particulares : tambem ruga as pessoas que
teem tirado retratos que hajam do os ir buscar at
o Om do presente moz. O abaixo assignado aproveita
esta occasiflo para dspedir-se dos seus amigos e do
publico geral monte,a quem s pode dizer.que lhe fica
muto agradecido pelo bom tralamento e amizade
que tem recebid nesta cidade. Carlos D. Fredri-
cki, professor do daguerreotypo.
Avisa-se aos Srs. estudantes que compraram
compendios de philosopbia por Charm no colle-
gio S.-Antonlo, para que mandem alli receber as
ultimas formas que completam o compendio ; as-
sim como roga-so-lhes o favor de nessa occasiflo sa^
tisfazerem a importancia respectiva.
abaixo assignado pelo presente declara
que,vendo inserido no Diario-Novo de 19 do corren-
te, n. 89 um annuncio bu correspondencia, de-
baixo do nomo o inimigo da importara prometi
dar em tempo competente urna rosposta bera mere-
cida ; pois bem musir aquellc inimigo da impostura
oquantoest empenhado ere desacreditar um ho-
mem, quo sempre fo cxemplar no seu modocom-
mercial e pessoal; pois nunca ao abaixo assignado
lhe fui preciso para sobsistr mandar furtar lettras
do valor, o ncm negocia-las com quem as furtasse.
Jos Gomes Sillar.
Manoel Joaquim deFara faz scinnte a todas as
pessoas que com ello teem contas, quo Jos Martns
Ferreira dcixou de ser*sou caixeiro desde o dia 23
do corrento mez : por isso todas as pessoas que Iho
devem, nflo paguem nada ao dito Ferreira pois que
o annunciante; nSo levar em conta.
Precisa-sede m caixeiro'portuguez, de 15 a 20
anuos, para caixeiro de uina venda, o que-toaba
bastante pratica para a lomar por balanco : na ra
dos Martyrios, n. 36
Quem preciiarde um homem paracorreio par-
ticular o qual d fiador sua conducta dirija-so
a ru da Conceicflo n. 13.
Offcrcce-se um Hespauhol ha pouco ebegadodo
Rio-de-Janeiro, para cozinheiro de alguma casa par-
ticular : na ra do Vigario, n. 2.
Custodio Jos Alves relira-se para fra do im-
perio o declara quo nada deve a pessoa alguma;
tuas*, sealguem sejulgar seu credor, aproseutesua
conta para ser paga.-
Precisa-sc alugar urna ama do Icite que o lenha
em abundancia c seja de bous costumes, para aca-
bar de criar um menino de 5 iiie/.e?. Paga-se bem.
Dirigir-so ra do Rangel, n. 59, segundo andar.
Lima, alfaiate
na ra do Livramento, precisado bons ohtciaos de
seu ofiieio c tambem de costureiras.
Alugam-so as lojas do sobrado da ra da Sen-
zalla-Velha, n. 52 : a tratar na ra Nova, n 65, pri-
meiro andar.
Precisa-se de um trabalhador para urna pada-
ria o que entenda de todo o servico perfeitamenlo
o tambem para do manliua vender pflo em urna fre-
guezia certa : cumprindo bem cornos seus deveres,
nflo se duvida dar bom ordenado : na ra Direita ,
n. 4, confronte a oitflo do Livramento que se dir
quem precisa.
~ Quom tiver urna casa que quoira dar a una so-
nhora viuva, carregada de lilhosc muito capaz, para
nella morar e ter todo cuidado e zelo, anuuncie sua
morada para se lhe fallar.
Aluga-so urna casa terrea na ra Vellia, n. 97 :
a tratar na ra da Cadoia, n. 56.
Manoel da Ponte faz sciente ao respeitavel pu-
blica, que do boje em dianle se assignar Manoel
Jos da Silva Pimentel.
Precisa-so de um reilorquesaiba tratar de bor-
la, pomare encherlar : na Magdalena, estrada da
Torre n. 78, ou no Aterro-da-Boa-Vista, n. 43.
Iloje, 27 do correte, se hito de arrematar,
porta do juiz de paz da freguezia de S.-Jos os hens
constantes de 6 cadeiras americanas com assento
de madora 7 ditas com assento de palhinha, usa-
das penhoradas Antonio Pcreira Tyranno, por
execuQflo de Patricio Francisco Concalves.
Jos Itibeiro relira-se para porlugal, a tratar
do sua sado.
Precisa-so alugar um preto cozinheiro
do Trapiche, n. 19.
Quem tiver urna preta que queira alugar para
vender verduras, laranjas e mais fruclas de um si-
tio pagando-se-lhe por semana, ou por mez, au-
nuncie.
--'Osabaixoassignadosrctiram-se para Lisboa,
deixando por seu bastante procurador o Sr. Luiz Jo-
s de S A ra ujo. tirito & Ferreira.
Jos Ferreira Brito retira-se para Lisboa.
S. H. T.
A direceflo participa a todos o Srs. socios, que o
espectculo deste mez lera lugar no theatro d Apol-
lo na noite de 29 do correte, e que os bilhetes
para o ingressoserflo distribuidos pelo Sr. Ihosou-J
reiro no salflo do mesmo theatro nos das 27 o 28,
das 3 as 6 horas da tarde e no da 29, das 9 a 12hq
calcas pretas e jaquel riscada, que lhe parecen le-
var um livro debaixo do braco, masera um estojo
do navalhas, com diversas cousas dentro das gave-
tinhas, que foi furtado com o relogio o a corrente.
Roga-sea quemsouber, ou apprehender ostes ob-
jectos, que dirija-so a mesma casa, que ser re-
compensado.
F. N. Calaco participa aos Srs. que qnizerem
frequontar alguma das aulas por ello dirigidas, que
de boje [26]em dianteo acharflo no bairro de S.-
Antonio, ra larga do Rozario, por cima da loja do
Sr. Lody.
Precisa-se fallar ao Sr. Antonio Jos da Silva
Magalhflesa negocio de seu interesse e para so lhe
entregar urna carta de seu mano Manoel Antonio de
Magalhiles o Silva residente om Loanda : no paleo
doCarmo, n. 17.
Quem precisar do urna ama para casa do um
homenisol te i ro ou de pouca familia, dirija-so a
Comboa-do-Carmo, n. 26.
- O coronel Joaquim Cavalcanti de Albuquerque
embarca para o Rio-de-Janeiro, ou Rio-Grando-do-
Sul o pardo Felisberto, escravo de D. Antonio Quei-
rozde Mello, todos moradores no engenho Pau-
lista.
-- Domingos Soriano Goncalves Ferreira, Brasi-
lero, retira-se para Lisboa, a tratar de sua sado.
Precisa-so de urna ama forra ou captiva, para
o servico de urna casa de familia: na ra da Alegra,
n. II.
Existe urna carta para a lllm. Snra. D. Francis-
ca Thomazia da ConceicSo e Cunha no escriptorio
de Oliveira lrmilos& Companhia, na ra da Cruz ,
n. 9.
Ajuga-so urna casa do um andar.com grande
quinlal e cacimba do bou agoa na ra das Trin-
cheiras desla cidade : a tratar na ra da Cadeia do
llcnli', ll. 25.
Avino as pessoas sur das.
Fazemse ouvidores para as
pessoas surdas: na ra Nova,
n. 58, oTiciiia de iaiiocl An-
tonio Alvares de Brito, defron-
te da Conceicao dos Milita-
res.
Na ra do Aragflo, n. 38, so dir quem d al-
gum. dinheiro a premio de dous por cenlo ao moz, o
tambem so dar a um e moio, com tres firmas a con-
tento.
Precisa-sede urna mulher que seja forra, para
ir tratando de um menino que vai para fra do im-
perio : a aliar na ra do Trapicho, casa n. 8, aos
Srs. Ilenry Forster & C.
Na sexta-feira da Paixflo perdeu-se, no conven-
to do San-Francisco, um rozario branco com cruz e
padre nossos de ouro: quem o achou, querendo res-
tilui-lo, dlrija-se ra das Cruzes, n. 16, sobrado de
um s andar, que ser gratificado. Roga-sc a qual-
quer pcssa que por acaso o comprasse, querendo
entrega-lo a seu dono, v a mesma casa, que se pa-
gar o que por ello so tiver dado, e so litar obriga-
do.
Achou-se, ha muitos dias, um veo preto : quem
frseu dono, procure na ruadas Cruzes, n. 16, so-
brado de um s andar, que, dando os signaos, lhe
ser entregue.
No domingo de Pascoa do manhila, desde
travessa do Lobato atrs da ra de S.-Thereza at
a rna das Agoas-Verdes perdeu-se una redoma da
marfim, com vidroe virola de ouro, em que vinha
pintada a efigie de N. S. ede seu SS. Filho : quem a
achou pode entregar na dita travessa casa n. 12,
do padre Brrelo, quo recompensar.
H CHAPEOS DE SOL $j>
Rna do Passeii-Pablico n.
Joflo Loubet participa ao respeitavei publico, que
recebeu, por estes ltimos navios francezes, um cm-
plelo sortimento de chapos de sol, do seda, a mais
rica o superior qualidailo; furta-cres e outras mili-
tas conhecidas, lano para hoincns, como para Sras.
e meninos. No mesmo estabolecimento ha um sorti-
mento do chapeos do sol do panninho, dos mais mo-
dernos; ditos muito grandes, proprios para homens
de campo : tambem tem chapeos de sol do panninho
para meninos e meninas, por screm muito linos: po-
dem-se chamar chapeos do economa. Na mesma loja
na ra ha sortimento de bengalas, bengalinhas o chicotes
muito modernos; cobre-se qualquer armaeflo do cha-
peo de sol, com sedas de lodas as cores e quali-
dades. Na mesma casa ha um grande sortimento de
panninhos trancados e liso), imitando seda, para
cobrir os mesmos : desta fazeuda so vende a retalho.
Concerta-se todo qualquer chapeo do sol, por haver
uqr completo sortimento de todos os pertences para
oslncsoios, com toda a perfei^flo e brevidade.
Fabrica de pianos, na ra do
Queimado, n. 12.
Jo Vignes, tendo dirigido urna das prlmelras fa-
bricas de pianos de Paris, o tendo residido quatro
anuos tiesta cidade, pela quantidade do pianos de
lodos autores o do todas as nacfles que tem con-
certado patinado, acha-se habilitado para apreciar
i""? '"? l^OsdefitOSdestes; por isso fez fabricar pianos do
, durante cujos das cate est, ulti- pro|,oslta ()ari, esto paiz, os quaes offerecem todas
ma hora imprelerivolmente se servirse mandar, iWL
Srs. socios que o quizerem as suas proposlas par
convidados comosbilhetes em carta fechada, ai
primeiro secretario, em sua casa, na ra da Cruz,
n. 9 o delle procurar o seu resultado no ultimo
dia, das 2as 4 horas da larde i.nprorogavelmente.
Exislem no escriptorio de Oliveira lrmiios&
Companhia duas cartas i sendo urna para a Snra.
D. Catharina de Senna Alvarista e outra para o Sr:
Pedro Augusto Martina da Silva.
--Nancy Suou Hilch relira-se paro fra do impe-
rio, levando em sua companhia urna filha menor.
Alberto Forster.Damon, cidadio americano,
retira-so para os Estados-Unidos levando em sua
companhia sua senhora, um filho menor e urna
criada.
Furtaram, no dia 21 do-correnle, da casa de Jo-
s de Barros Pimentol, na ra do Rangol, n. 11 um
relogiodoouro patente ingloz, com urna corrento
crossa do prender ha casado collcte, o qual podo
ser fcilmente rec'onuecido pelos seguales signaes:
sabonele.com a caixa quasi lisa, tendo apenas um
simples bordado a roda falta-lhe o poiiteirmho dos
segundo, a mua defraca j nflo abro a tamps. O
furlo foi commetlido, segundo o que vio urna escra-
va do audar de cima, por um pardo de bigodes, com enferruje : tudo por prec,o comuiodo.
as vanlagans reunidas, que vom a ser : seguranza,
bonilcza.foz superior ; sflo riquissimos o de mode-
los novos,Spmo nflo teem apparecido ; por isto con-
vida a toditos apreciadores a verem e experimenta-
remos clitttinstrumentos, que so allane ans com-
pradores, wkmbem tem um grande sortimento de
aviamenloMara os ditos inslrumontos, de primei
ra qualidndlye vende cordas, em poreflo e a re-
lalho. L
Aterro-da-BoaVista, n. 16.
Pommaleau, culileiroe ar<
meiro,
tem a honra de participar ao respeitavel publico
que rocebeu de Franca, polo ultimo navio, um sorti -
ment de armas francezas, espingardas, pistolas de
montara e do algibeira, superiores espoletas de
marca G ; tudo quanto perlence a culilaria ; finas
navalhas, as quaes se garante; eslojos com todos os
seus pertences para homem ; brides, esporas, chi-
cle*, bengalas, bandejas, potes de banha prepara-
da para conservar o lustro do ac,o e prohibir que se
LOTERA
Do Hospital Pedro II.
Os bilhetes da quarla quinta parte desta lotera
acham-se a venda nos lugares j annunciados, a
brevemento sa marcar o da impretorivel em q"uo
devem correr as rodas.
Procisa-se de preta que vendam p3o pegan-
do-se vondagem : na ra do Burgos, (Forte-do-Mat-
to padaria que foi do Allemflo.

ii mm.m 1 .. .-. "
Compras.
Compra-so um turibulo e urna naveta da prata:
na ra do Queimado, n. 40, segundo andar.
Vendas.
MEZ MARIANO,
a mil rs. : na praca da
Independencia,
vende-se
ns. 6e8.
Lotera do Rio-de-Janeiro, a
ll^OOO rs. o mei > bilhetc.
Chegaram bilhetes e meios ditos da o lava lotera
das casas de candado du Rio-de-Janeiro cuja lista
chogar no prximo vapor: vendem-so na ra da
Cadeia do Recife, n. 17 loja do miudozas de Pon-
tes & Mello.
Vende-seuna preta moca, do bonita figura :
na ra da Cadeia-Velha, n. 33.
Vendem-se espadas ricas para ofllciaes da guar-
da nacional: na ra Nova, loja de ferragns, n. 16.
Contina-se a vender chocolate novo, de muito
boa qnalidada a 240 rs. a libra e 6,400 rs. a arro-
ba : na esquina da ra de Hortas, n. 2.
SALSA-PARRILIIA DE SANOS.
F.ste excellente remedio cura todas as enfermi-
dades, as quaes sflo originadas pela impureza do
sanguo, ou do systema ; a saber :
F.scrofulas rheumatsmo empeos cutneas,
brebuthas na cara, homorrhoides, doencas chroni-
cas, brebulhas, bertoeija, tiulia, inchacOes, dore*
nos ossos c juntas, ulcar, doencas venreas, citica,
enfermidadesqiio atacam pelo grande uso do mer-
curio, hidropesa exposlos a urna vida,extrava-
gante. Assim como chronicas desordena da cons-
tiluicflo serflo curadas por osla tflo til appro-
vada medicina.
O extracto seguinte he do una carta recebida do
Sr. Mace, pois sua mulher foi atacada de escrfu-
las no nariz, das quaes os melhores doutores em
Franca a nflo poderflo tratar.
| Rennes, departamento do Ule e Vilain.
i Franca, julho 17 de 1844.
Sis. Sands. A salsa-parrilha mandada por Vm.
foi recebida com a maior satisfago possivel, minha
mulher a tomou, eem pouco tempo se achou me-
Ihor; polos grandes beneficios que recebeu desta
medicina, a considera como urna das melhores me-
dicinas do mundo para taes doencas pois dou-
tores de alta sabedoria nunca a poderam tratar. Mi-
nha mulher a contina a tomar at se achar in-
teiramento boa. Por favor nos queira obsequiar com
algumas garrafas o mais depressa possivel. Srs.,
nos teremos o gosto de fazer conhecer a sua medi-
cina ntreos nossos amigos, assim como entro o
povo : sem duvida ser usada aqui, bem como em.
todo o mundo, como efllcaz medicina para alliviar
e tratar o corpo humano.Tenho a honra da ser o
mais atiento venerador.
/. Mace.
N.l, ru LouisPhilippe.
jLogacflo dos Estados-Unidos.
i Berln, Prussia, abril 8 de 1846.
Srs. A. B.& D. Sands. Srs., tendo-se a sua sal-
sa-parrilha usado nesta cidado, com grande effeito,
em casos mui severos de escrfulas me peden) tres
duzas de garrafas da sua medicina as qaos as es-
pero sem falla que para isso remello o pagamen-
to. Espero quo Vms. fiquem do toda a certeza quo
a composieflo de salsa-parrilha he urna das melho-
res medicinas do mundo, assim como se vai in- '
troduzindo muito entre o povo Sou o mais atiento.
Theodore S. Fay.
Preparada e vendida por junto e a retalho, assim
como se exporta por A. B. Y. D. Sands, chimicos a
droguistas n. 100, Fu1lon:Slreet, esquina de Wil-
liam, Ncw-York.
Vende-se na botica do agente, Vicente Jos do
Brito, na ra da Cadeia-Velha, n. 61.
Vendem-se, a moeda ou a prazo, com boas fir-
mas, ou pormutain-so com propiedades nesta pra-
(a, muito bons terrenos, e proprios para sitios, nos
lugares seguinles : na malta da Torre, margem d
Capbaribo, um com otocenlos palmos de frente, o
fundos duplicados, a 5,000 rs. o palmo ; outro na es-
trada do Toque, com 600 palmos de fronte e 1200 do
fundo, a 4,000 rs.; outro na antiga estrada do Ciqui,
com 600 palmos de frente e 160 de fundo, a 3,000 n.
o palmo ; outro na estrada nova, defronte do enge-
nho da Torre, com 600 palmos de frente o 3500 do
fundo, a 10,000 rs. o palmo ; outro oa estrada do
Bongi.com 600 palmos de frente o 2000 de fundo, a
6,000 rs. o palmo: quem os pretender dirija-se a
ra Nova, casa n. 47, segundo andar, ou ao engeulio
San-Joflo da Varzca.
Mais barato nao he possivel.
Vendem-se chitas de ratnagem a 5,400 rs. a pe?a,
o a 160 rs. o covado ; ditas de cores (xas o de bom
panno a 160 rs. o covado ; cortes de cassa preta ,
com 10 varas, a 4,000 rs. ; chales pretos ;cortes de
vestido de barra; sarja hospanhola superior a
2,400 rs.o covado ; casimira prola ; merino de su-
perior qualidade a 2,600 rs. o covado; o outraa
muitas fazendas baratas: na ra do Livramento,
n. 14.
Cal

I

\
vi r geni.
Cunha & Amorim vendem ancoras com 4 arrobas do
cal virgom vinda no ultimo navio de Lisboa as-
severaudo ser de superior qualidade por j se ter
experimentad!) : na ruada Cadeia do Recite, n. 50.
Vende-se.o vinho genuino da companhia geraL
da agricultura das vinhas do Alto-Domo, muito
proprio para mesa em pipas, meias ditas e barris
de quarlo a tratar no a*mazem de Joflo Tavaros
Cordeiro, ou com Antonio Francisco de Moraes,'
I agente da mesma companhia.
" H
msm
tti


tt-
i
--

Vcndem-so postillas analyse de constituido
para o segundo atino da academia de Olinda ; ditas
de direito publico para o primeiro anno : na ra da
Madre-de-lieos, loja n. S6.
Vonde-se um moleque muito lindo, de 12 ali-
os ; um pardo de bonita figura de 30 annos por-
fcito c-arroiro e cortador de carno; urna prela mui-
to moca com algumas habilidades : na ra do Vi-
gario, n. 24, se dir quom vende.
Vendo-so urna corronte para senhora; um re-
loglo do ouro ; um dito dourado; e outras mais
obras de ouro : mi ra do Itangel, n. (0.
Vcndem-.sc saccas com arroz de casca, a 3,200
rs. : na ra da Cadeia de S.-Antonio, n> 91.
Vonde-se um preto de nacTo ou aluga-se : na
' ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 91.
Es tojos com chas n a val has i n-
glczas, para barba,
fabricadas pelo melhor autor, chegadas no ultimo
navio de Inglaterra por 2.000 rs. cadu estojo. Es-
tas navalhas silo garantidas, porque nSo so so tro-
camas que porventura nflo saiam boas, como tam-
bem se restituoo su importe, quando o compra-
dor por acaso se nflo. agrade de nenhtrma deltas,
depois do experimenta-las, isto estando sem ferru-
geni e bem tratadas: vendem-so na ra larga do
Rozarlo, loja do miudezas doLody, n. 35.
Novos gambreoes.
Vendem-se corles de caigas da excedente e supe-
rior fazenda denominada gambrelo, pelo barato
prego de 1,800 rs. o corte esta fazndn tanto eni
posto como em qualidade, rival isa com as melho-
res casimiras : na ra do Collegio, nova loja da es-
trella, n. 1.
Vende-so, ou arrenda-sc umgrando sitio na ra
Imperial, com duas moradas de casas urna para
grande familia, na frente da ra e 'outra mais pe-
quena dentro do mosino sitio, com bonsparreraes
e militas fruleirasdeboas qualidades todas novas
c j dando fruto, com um grande viveiro no lundo :
na ra Direita, n. 135, loja do cera onde se l'ar
qualquor dos negocios, por seu dono ter de retirar-
se por molestia.
Vcmle-se brim pardo liso, delinho muito fino ,
a400rs. a vara ; Instilo pintado, a 320 rs. o cova-
do ; macedonia mesclada, a320rs. ocovado; fran-
klim do cores, a 800 rs. o covado ; chitas escuras, a
80 rs. o covado; cbapos do sol, a 5,000 rs.; e ou-
tras multas fazendas por commodo prego na ra do
Queimado, loja n. 8.
Vendem-se 3 lindos molcques do 15 a 18 annos ;
2 pretos de25annos, proprios para todo o servico ;
a pardos de 16 a 24 annos sendo um dellos bom
carreiro; urna mulatinba de 10 annos; unta mu-
latinha o uina negrinbade 13 anuos; nina de 10 an-
uos com principios de habilidades ; 3 prelas de 20
a 25annos, urna das quaes com habilidades; urna
preta doldade, por 160,000 rs. ; um casal de ese ra-
yos do servico de canino e do boas figuras : na ra
do Collegio, n. 3, segundo andar, se dir queo
vendo.
- Veude-ao o Corsario portuguez, romance cm 2
v. ; os Mysterios de Pars, 10 v. ; Jo3o sem medo, ou
a justica dos maridos t y.; livrinhos de sortes para
a noite de S. JoSo ; folhelinhos de forma de assen-.
tar dinheiro, para meninos de escola ; um sorlimen-
to de oragocs sendo de S. Bonediclo S. Filomena,
S. Luzia, S. Hila de Cassia S. Pedro Apostlo, S.
BarUiolomeu S- Onofro ; exorcismos contra as
lombrigas; Memorias das indulgencias da cora
dos marlyriosde.N. S. Jesus-Clirislo : ludo por ba-
rato prego : na ra das Crzcs, n. 12.
C'heguem,freguezes, antes que
se acaben! aspechinchas do
barateiro .Hanol Joaquim
l'ascoal liamos, no J'asseio
Publico, n. 19.
ticaes o campainhas, redondos, quadrados e trian-
gulares bordados c do oloado com lindas franjas
de 19a de todas as cores; luvas de torca I, proprias
para a Quarosma, ao ultimo gosto de Paris, prelas e
brancas com dedos o sem ellos, a 1,600 rs. o par ;
alpaca de linho, a 640e 800 rs. o covado na ra do
Queimado, n. 27, novo armazem do fazendas, de
Itaynmndo Carlos l.eite.
Sarja hespanhola.
No novo armazem de fazendas, de Raymundo Car-
los Leite, na ra do Queimado, n. 27, ha chegado
um ptimo sortimento da verdadeira sarja hespa-
nhola, a 3,200 rs. o covado ; tambem ha do 2,200,
2,500, 2,800 e 3,000 rs.; panno fino, prova de li-
mSo, a 3,800, 5,000, 7,000,8,000, 9,000 6 0,000 rs.,
chapeos francezes finos, do ultimo gosto de Paris ,
com aba maior, conformo a nova moda, a 7,000 e
8,000 rs. Neste armazem tambem se vondem fazen-
das por atacado o mais barato possivel. .
Sarja mais barata nao he
possivel.
Vende-se superior sarja preta hespanhola, po-
lo barato proco do 2,000 rs. o covado : a sua quali-
dade he sufficiente para chamar os compradores:
na ra do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
Poiussa e cal virgem.
Vende-se muito superior potasas,
poneos dias desembarcada, e cal de Lis-
boa : no armazem de Bailar & Olitfeira,
na rua da Cadeia no Recite, n. 19;
Riscados ministros.
Vendom-se riscados francezes a Mi rs. o cova-
do do vara de largura e os seus padrdes o quali-
dades so os melhores que se pdem dosejar: na
ra do Collegio, loja neva daestretla, t. 1.
t HIIUO
uiii/Si
Vendem-se chitas muito finas, a 120,140,160,
200, 240 e 300 rs. O covado, o a peca a 4,500, 5,500,
6,000, 7,000, 8,000 e 10,500 rs. ; cassa-chita, a 1,920
rs.; ditas finas, a 2,500 rs. ; lengos de seda, a \#
rs. ; dilos para grvala a 400 rs. ; esguiilo, a 2,000
rs. ; panno fino a 4.500, 5,000 e 5,500 rs.; dito
azul, a 4,000 rs. ; madapolilo de todas as qualidades,
a 3,000, 3,200, 3,500, 4,000, 4,500 e 5,00) rs. ; algo-
15o, n 2,000 rs. a pega ; sarja hespanhola, n 2,000,
2,300 e 2,500 rs.; ricos riscados francezes, a 200 rs.;
corles de lila para caigas a 2,500 rs.; ditos de ca-
simira a 6,000 rs.; diales de lila linos a 2,400
re.; ditos de tai la tana, a *>00 o 800 rs.; ditos de
nielim a 1,000,1,200 o 1,280 rs. ; polle do diabo a
20*1 rs. ; grvalas do cassa, a 200 rs. ; chapeos de
sol, do seda do melhor goslo que tom apparecido,
a 5,500 rs.
-- iNo Fasseio-Fublico, loja de urna
s porta.,- parede e meia a fabrica de cha-
peos de sol vende-se urna ponteo de
ebapeos de sel, de seda de ar macao de
ac os mais finos e mais modernos que
teemvndo de Paris, pelo diminuto pre-
co de 5,5oo rs. cada um. Na inestrid ra ,
n ig, tambem vendem-se os mesmos
chapeos de sol pelo mesmo preco. Es-
pera-se a concurrencia dos freguezes,
pela boa qualidade dos chapeos.
Brius trancados de lis, ras e
quadros.
Vondem-s suporiores cortes de brim trangadode
listras e quadros, para calcas, de lindos gostos e
do'ioa qualidado pelo preco de 8,000 rs. o corte :
na ua do Collegio, loja nova da estrella o. 1.
Casimira elstica, a 7!O rs, o
covado.
Na loja da esquina que volta pitra a ra do Colle-
gio n. 5, vende-se casimira elstica do 19a e algo-
do de luidos padrdes o muito eucorpada pelo
barato prego de 790 rs. covado e que sel torna
recommendavel para a astagSo presente.
Ricos tapetes
para ornar salas, mosas,je*ndieiros, anUruas, eas-
Vendem-se superiores pannos finos, prova de li-
mito azul, a 3,000 rs. o covado ; ditos pretos j
bem conhecidos pela sua baraleza o qualidade a
4,500, 5,000, 6,000, 6,500 o 7,000 rs. o covado ; casi-
mira preta do boa qualidade a 6,000 rs. o corte;
dita limisto, de largura de panno, de superior qua-
lidade o mais Gno que ha a 11,000 e 12,000 rs. o
corte : na ra do Collegio loja nova do estrella ,
n. 1.
>-- Vendem-se aeces da ex-
mela companhia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira .'tinaos & C, ra da Cruz,
n. 9.
--Vendem-se presuntos, baldes o linas proprias
para lavar roupa ; vassoura para varrer salas o t-
peles : tudo ltimamente chegado dos Estados-Uni-
dos : na ra da Cruz, n. 7, armazem do Davis & C.
Novo panno para lences.
Vende-se superior panno para lengcs, com 2 \
varas de largura pelo barato prego de 3,000 rs. a
vara : osla fazenda he melhor do que a bretanha de
Irlanda, da niesma largura,que ltimamente se ven-
deu ncsla mesma loja por ser de puro linho : na
ra do Collegio, loja nova da ostrella, u. 1.
A 1,000 rs. o par.
Na loja de Cuimaraes & Companhia confronte ao
arco de S.-Antonio n. 5, vendem-so meias de seda
preta curtas pelo barato prego do 1,000 rs. o par.
ilf i ho.
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes da
Alfandega, armazem do Antonio Annes.
Cambraia para cortinados e
mosq nuciros.
Vendem-se superiores cambraias de ramagens o
mais fino o do sublime gosto que teem apparecido,
dar cortinadose mosquiteiros, pelo barato prego
pe 1,000 e 1,200 rs. a vara : na ruado Collegio. loja
nova da estrella, n. 1.
Vendem-se ancoretas de
diversos tamanhos, com vinho da
Madeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade: no escriptorio de
Oliveira Irmos & C, na ra da
Cruz, n. 9. \
Vendem-se chapeos de superior
castor, brancose pretos, por preco
mulo barato : na ra do Crespo, n. la,
loja de Jos Joaquim da Silva Maya.
to a bolina, fetos no Aracaty 'obra milita boa ;
urna grande porgflo de aaccoa.vasios, quo aindauSo
serviram, proprios pana farinha por. levarem um
'aiquei.ro raso da medida velha ; superiores pennas
do ema; .sola ; couros miudos; o bezerros.
Vendem-se 2moleques um do 10 annos, e
o oulro de 18, de bonitas figuras: na ra da Cadeia
do Recife, loja de JoSo da Cnnha MagalhSes.
Vendem-sfl 2 pardos mogos, do bonitas figuras,
sendo um bomonTcial do sapateiro, e o outro al-
faiate; um cavallo novo, bom esquipador, passei-
ro o carregador : todo por l prego commodo : na
ra de Hortas sobrado n. 48.
Vende-se urna preta do20 annos de bonita fi-
gura que engomma, cozinha e faz todo o servigo
da urna casa ; um preto mogo, borri para todo ser-
vigo tanto da praca como do campo : na roa do
asseio, loja n. 19, se'dir quem vendo.
Acuda ni ao barat freguezes !
Toucas de setim bordadas marca; ditas de fil do linho, forradas de seda ; di-
tas sem serem forradas: tudo obra muito bem feita,
por baratissinio preso : na ra do l'asseio, n. 13.
Vende-se um mulatinho muito lindo de 15 an-
nos, ptimo para pagem ; um moleque da mesma
idade; 4 escravos mogos, de bonitas figuras ; 'tres
mulatinhas de 14annos, recolhidas ; urna negrinha
de 13 annos ; 6 escravas mogas, com' varias habili-
dades: na ra Direita, n. 3.
Vendem-se 59 alqueires de farinha da trra ,
por prego commodo, muito nova e boa : na ra de
Hortas, n. 106, ou na ra da Cadeia do llecife, casa
do Joo da Cnnha Magalhaes.
Vende-se, ou iroca-se por prodios aqu na pra-
ca una escolente fazenda de gado, na ribeira do
Ass ,com periodo 600 cabogas de gado vaceum ,
larga extonslo de terreuo e abundancia de rama ,
que durante os Iros ltimos annos do secca nenlium
prejuizo sollreu atientas nsvanlagens cima apon-
ladas : na ra do Hospicio, n. 21.
Vendo-se cevadinha do I-ranga gomma do
araruta tapioca do MaranhSo cavada por prego
commodo : na ra das Cruzes, n. 40.
Vende-se um pardo de 22 a
24 annos, ptimo bolieiro : na
ruada Cadeia-Vellia, n. 37.
Fogo.
Na fabrica de licores do Aterro-da-Boa-Vista, n.
17, de Frederico Chaves ha sempro porgio de pali-
tos de fogo cm magos grandes a 2,000 rs. o canto ,
os quaes sflo feitos com toda a perfeigio, e nflo do-
genoram no invern.
Chitas pretas assclinadas.
Vendom-se superiores chitas pretas assclinadas,
muilo acreditadas pela sua qualidade, a 240 rs. o co-
vado : na loja da ra do Collegio, n. 1.
Participase
aos freguezes do bom e barato, que se vendem cha-
les de balzurina, a 2,000 rs.; setim preto maeao. a
2,200 rs.; cambraias de seda, a 10,000 rs.; chapeos
de sol, de seda, a 5,500 ; cortes de cambraia abor-
ta, a 4,500 rs.; pegas do bretanha de l'ranga, a 3,500
rs.; chales de seda, a 10,000 rs.; ditos de lila e seda,
5,000 rs.; mcias do seda preta, para enhora, a
1,800 rs; luvas de ditu, a 600 rs.; lenco bordados,
para senhora, a 320 rs.; mantas de seda, a 8,500 rs.:
casimira preta clstica, a 3,000 rs. o covado; los pre-
tos, a 2,400 rs.; fazenda de caiga, a 40 rs. o cova-
do ; chitas de coberta, a 200 rs. o covado, e a pega a
7,000 rs., o de cores isas; cambraias de cures fi-
xas e padrees modernos, a 640 rs. a vara; sarja
hespanhola, a 2,400 rs.; lengos de seda de peso, a
2,000 rs.; camisas de meia, das .melhores que appa-
recem no mercado, a 1,400 rs.; brim branco, de pu-


A fl/OOO rs. ocovado.
pe
esquina quo vojta para a ra do Collegio, n.*5, de
Cuntanles & Companhia.
Casimiras elsticas, a 640
rs. ocovado.
Vendem-se casimiras clsticas de lila e algodSo ,
pfo diminuto prego de 640 rs. o covado : esta fazen -
da torna-se muito recommendavel para a estagflo
presente, por ser muilo eucorpada o os seus pa-
drdes o mellior possivel: na. ra do Collegio, loja
nova da estrella, n. 1,
FARELONOVO,
a 4#i>00 rs.
Saccas grandes de 3 arrobas com farelos: no arma-
zem de 1.1. Tasso Jnior, na ra do Amorim, n. 35.
Vende-se na ruada Cruz, n. 26, venda de S
Araujo, cera de carnauba muilo superior; aapa-
des ; merino ; esguiilo fino; cambraias; cassas ; e
outras muitas fazendas, por pregos mdicos, e sem
defeitos : franqueiam-se amostras aos compradores :
na ra do Queimado, n. 46, loja do MagalhSes e Ir-
mlo.
Vendem-se saccas de farinha, ditas de arroz pi-
lado, ditas de milho ditas de eijao : na ra da
Cadeia do Itecife, n. 8.
Vonde-se urna armago, 2 bragos do balanga ro-
mana urna balanga grande e pesos temos de me-
didas, e outros utensilios da venda da ra 4a Cruz ,
n. 66 : a tratar com Miguel Joaquim da Costa, na roa
da Senzalla-Nova, n. 4.
d'oleo e outraa madoinas proprias pw^marceneiro
por prego muito barato.
Vende-se urna venda em opmo local da Boa
Vista eom prazo favoravel e com poucos fundos"
a tratar na ra do Queimado, loja n. 38.
Na ra das Agoas-Verdes
n. 46.
vende-se urna excellente mulalinha de \x annos
propri para se eduoar; 2 Scratba de nagilo, de 9
a 24 annos, sendo um delles ptimo carreiro um
bonito escravo bom sapateiro, e que ho muito'fiel
duas escravas de nagao, de meia idade por 570 oo
rs. ambas; urna eacrava que cozinha lava e ventl
na ra par 400,000 rs.
Vendert-se nr praca da Indopnd>nca, n 5
sapates de bezerro pelo baratissimo prego de
1,200 e 1,600 rs. o par, ojmolhorcs qi pin ap-
parecido, e que silo ptimos para o inverno.'A elles
antes que se acabe a pechincha.
MEDICINA UNIVERSAL.
Pitillas vegetaes de lames
Morison.
A medicina vegetal universal he 0 resultado de 2
annos de investigages do clebre James Morison.
Por molodestas pilulas consegio seu autor inn-
meras eadmiraveis curas desde as affecgOes que
otacam as criangas de peito at as molestias chroni-
cas do anoio.
A Europa saudou este remedio como remedio uni-
versal para todas as doengas, e at hoie atada nln
foi desmentido tal titulo.
Esta medicina vom acompanhada de urna receita '
que ensina e lacillita a sua applicaglo. Consiste em
tres preparagOes, a saber : duas qualidades de pilu-
las distinetas por nmeros, e um p : cada qual goza
de modos e aeges diversas.
As pilulas n. 1 silo aperitivas ; purgara sejn abalo
os humores biliosos e vlcosos, e os expulsam com
efficacia.
Aa.lnn O fl.iMilimn o. Afana k------------ *- i
... ... -. w_r__... ._. .,.., uuuiuioj, pituai-
mente com grande forga os humores serosos, acres
e ptridos, de que o sangue se acha a m'iudo infecta-',;
do; percorrem toda a parteado corpq, eso ces-
sam de obrar quando toem expulsado todas as im-
purezas.
A terceirapreparagflo consiste em urna limonada'
vegetal sedativa': he aperad va, temperante'e ado-
ganle : torna-se em commum com as pilulas e facil-
lita-lhcsps melhores ofleitos.
A posigflo social do Sr. Morison, a sua fortuna in-
dependente, repellem toda a ideia do charlatanis-
mo ; e as admiraveis curas nperad" **?* o Sa
systema no collegio de sade de Londres, V?0 "mais
que garantes da efilcacia do seu remedio.
Kecommenda-se esta medicina, que nflo pede nem
resguardo de tempo, nem de posigOo da parle do
doento, a todos os que, atacados "de molestias Jul-
gadas incuraveis, se quizerem descoger da sua
virtude.
Oxal que a hunutidade feche os ouvide. o in-
teressadosero desacreditar estes remedios tito sim-
gles ISoeoinmodos e tSo verdadeiros.
Vende-se smente otn casa do nico e verdadoiro
agente J. O. Elster, na ra da Cadeia-Velha, n. 29.
Escravos Fgidos.
Fugio, no dia 18 de Janeiro, um cabra, de nome
Joaqun, alto, reorcado, de idade com a barba
branca cabellos corridos e bem pretos; levou um
surrio de pello de carneiro chapeo de bata usa-
do, caigas de algodilo de listras rotas no assento ;
temostornozellos dosps um tanto jachados. Es-
ro linho, a 1,400 rs. a vara;dito trancado' paVdo/det^f"!0^*/'?',,?!?0 em |--Lourengo-a-Matta ,e
linho, a 640 rs. a vara; bicos de todas as qual ida- l0rn0U f g J aS- R,'modl! do Pdr ^e
urna pessoa que oconduza para esta cidade; veio
do MaranhSo e diz ser do Casias : quem o pegar le-
ve-o a ra do Vigario, n. 24, que ser recompen-
sado.
S0#OOO rs.
JVlusioas para pianos.
Na ra do Queimado, n. 12, 1." andar, ha um
grande sortimento de msicas as mais modernas que
ha na Europa, e dos primeiros mestres.
Vende-se o engonho Timb, distanta desta praga
4 legoas.corrente clmoente com agoa, do boa e regu-
lar produego, com a safra de 2,500 p8es pouco mais
ou menos ou sem ella. Este engenho he de consi-
deravel importancia, nao s no presente como ne
futuro, por conter mais de 4 legoas de terreno co-
berto do maltas virgens, e com capacidade de se le-
vantarcmengenlios. d'agoa e de beslas. A tratar no
mesmu engenho, ou no sobrado aolado da cadeia,
n. 23.
' --Vendem-se saccas com farinha de mandioca,
por prego commodo : na ra da Cadeia do Recife ,
loja n. 51, do Sr. Joio da Cunda Magalhaes.
Vendo-se urna negrinha de 10 a II annos com
-/r--------------------------- miu-se una iiogriima ae iw a ii annos c
Vende-se merino preto de 7 palmos de largura, principios de costura eque he muito diligente :
lo barato prego de 1,600 rs. o covado : na loja da ra de S.-Francisco, n.'12, casa terrea junio ao
na
so-
brado.
Vende-se, por prego commodo, um sitio oom
boa casa de vivenda estribara, com sufiiciencia
para ter 4 vaccas de leite silo no lugar de Agoa-
Kria ; o qual tambem sealuga : no pateo da matriz
de S.-Antonio, loja de.chapelero, n. 2.
Vende-se na praga da Independencia livra-
ria ns. 6 o8, Itossi, direito penal, 3 v.; Direito pu-
blico por S. P. 9 v.; Quintiliano por Soares llar-
boza ; Pereira e Souza; Proccsso civil, 2 v. ; Trata-
do do tombos ; dito orphauologico, por Carvalho;
Bou trina das aegoes, por Cerrera Telles ; Caminha,
libellos.
Vende-se urna bomba de cobre, muito boa ; na
ra do Hospicio, n. 2.
Vcnde*se um escravo pardo de 17 annos, pro-
prio para pagem e com cilicio de sapateiro ; um di-
to de 30 annos com oftloio de canoeiro o ja tem ser-
vido de mostr de barcaga, e he pralico da costa de
Maceiatao Ceara : na ra do Collegio, venda de
Sebasliao Jos Comes Penna.
Vondem-sc, atrs do tbeatro velfio, prtnches

Fugio.no dia 32-de marga prximo passado, do
engenho S.-Francisco, em S.-Antonio-Grande, pro-
vincia da Alagas, a escrava Benedicta, parda, bem
parecida clara cabellos corridos, olhos pretos,
beigos grossos, denles limados, peitos grandes, ps
seceos; tem no brago direito um sino salamSo; e
no outro um coragflo destes feitos do agulha cora
tinta azul ; tem 20annos de idade. lista escrava he
de Gongalo Rodrigues Marinho, morador em o dito
engenho aonde pode ser entregue, que receber
a gratificaeflo cima ou ncsla praga a O. Csmpos,
na ra do Queimado, n. 4.
- Fugio, na noile do dia 24 do correnle., de bor-
do do patacho Doui-lrmio* um preto, de ome Joa-
quim do nagilo Angola de 28 annos, de eslatur
baixa, cor bem prela ; levou camisa de riseado ame-
ricano caigas de brim chapeo de palha, tudo sujo
de alcatr3o : quem o pegar love-o a roa db Trapi-
che, n. 6, que ser bem recompensado.
-- Fugio, no dia 23 do crrante pelas 7 horas da
noite o preto Elario bastante alto e cheio do cor-
ro ; tem algumas marcas do boxigas pela cara.e
falta de algunsdentes na frente ; temos ps muilo
grandes; levou camisa de madarolflo muito suja a
rota ceroulasuu caigas brancas, bata encarnada,
o.sem chapeo : quem o pegar levo a ruadasLaran-
geiras, n. 14, segundo andar, que ser recompen-
sado.
--Fugio.no dia 18 do correte mez de abril, o es-
cravo Severino, pardo, de 32 annos pouco mais ou
menos. Esto escravo fol comprado no dia anterior
[17] por Jos Pereira d Araujo ao Sr. Simplicio Jos
deSousal.ima morador no lugar Espinlio-Preto,
comarca do l.imoeiro; ha toda dcsconfianga que o
dito escravo fugjo para aquello lugar, or ser all
casado segundo ello inesmo disse; levou caigas de
brim. e camisa de algoditozinho por cima das mes-
mas caigas c chapeo de couro; tem em un dos la-
dos da cabega um signal ainda fresco do pancada
quo levon. Roga-se as autoridades policiaes e ca-
pil.les de campo ou outra qualquer pessoa', que o
apprehendam o loveni-no ao dito seu sculior aciota ,
Jos Pereira de Araujo, no engenho Ajudante, fro-
guezia da Escada ou nesla praga a seu coriespon-
dente Rodrigo da Costa Carvalho, que serSO recom-
pensados.
Pe..
DEM. P. DB PARIA
4 848 4
\
'
me
in ii iHiiall


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