Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05471


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Full Text
m
nno de 1848.
Quarta-fcra 36
O DIARIO DuUica-se todps o> dias que nSo
forem de uirdi i o prer.o d aMignttura he de
iiOOf' rs.norquirtel, pagoi.Hi'tiiiaitnt. Os an'V
nucios do *ipintM j5o imeriAi ru3oiie
to ri por liona, 4 ri. m tyno diSereote, e as
oeiirJe pe M- Os que ao fdrem assig-
.nles'pS"r"0 ,0 "* por "" l00 ein l'P
VjiOerenU, por ced publlcacuo.
de n
PI1ASES DA LA NO ME'/. DE ABRIL.
! m novs. 8 ho,M e 41 mi. dt Urde,
r.escentc 1. ao *0 min da urde.
La ebeia l. '> Urde.
n.~*m.d.Urd. -
PARTID* DOS CORIEIOS.
G oanos, Panhiha s segundas e sextasfeiras
Rio-tirande-dn-Norte qu iota fei ras omeiodia
Cabo, Serinlilem, RioPorineao, Poilo-Calvoe
Uaceid, no I.*, a II II de cada mor.
liara ilium e Ronitu. a 8 e 23.
Boa-Vita e Flpres, alia I'.
Victoria, as quintas-feiras.
Olinda, todos os dias.
PnEAMAB DE ROJE.
I'rimeira, s ln horas e 64 minutos da manbSa,
Segunda, s 11 horas a 18 minutos da larde.
de Abr!.
Anno XXV.
N, 94.
das da semana.
2 4 Segunda. >>< S. FidelisSimarinja.
2i Tere. 9. Marcos Evangelista,
36 Quarta. S.Pedro de Rales. Aud.do I.doc.lv.
da i v. e do i. de pai do 2 dist. da t.
17 Quinta. S. Tertuliano. Aud.uo J.dos orph.
cduJ.m da I. Tara.
28 Seata. S. Vital. And. do 1. do eiv. da I v.
. a do '. de pai do l dist. de t.
29 Sabbado. S. Pedro Martyr. Aud.do J.docir.
a do J. de paz do I dist. de I.
80 Domine o. o. Cathariaa de Senm.
CAMBIOS NO DA 24 DE ABRIL.
jSobre Londres a IT d.por l|000 ra. a n dias.
Paris 845 a 350 rs. par tranco.
Lisboa Id por IDO da premio.
-IMC. de lettras da boas firmas I '/, / .m-
OuroOnc.s hespanholas-----}& a 281900
Moedasde8i00velh. l.'ion a I6J30U
, deSfloOnov.. lfOdO a HflOf
a det/oOO...... afo-OO a Jtno
Pralo-Pauces....... ... l#M0 If40
Pesos columnares... III **
Ditos mexicano.... IfSOO a 1*820
> Miuda............. #M0
Aeees da comp.do Beberibe de &0|000 rs. ao pf
DIARIO DE PE11AMBUCO.
0 Diario de Pemambuco contina des>
de hoje no seu follietim a publicarlo das
Memorias di um Medico pelo Sr. Ale-
xandre Dumas.
A' vista da seguranca lormal que o Sr.
Alejandre Dmas dera em Paris os edi-
tores da Presse, podemos piometfer aos
nossos subscriptores que esta importante
obra, a inais vasta, mais dramtica e mais
popular de toda os que o autor ha es-
cripto, nSo ser mais inte r rompida.
4
i q<
di
'

PARTE OFFICIAL.
MINiSTERrO DA FAZENDA.
ElTBACTO DO EXPEDIENTE DO Dt* 10 DB ABRIL DE 1848.
Y Ao nspeclor da recebedora, declarando que,
['tullido seja precito lirar-se formal de partilhas do
que pertenco fazenda nacional, por nfio havor her-
deirn que se preste a pagar a taxa na forma do arti-
go 5.*do regulamenlo sera cargo do casal inventariado a dospeza delicie
abonada ao inventarianle comas mais despezas le-
giliiienic feitas, por isso que a fazenda nacional de-
ve haer inleiro e livrade todos ps encargos o que
Ihe tocar para seu pagamento : e que, no cuso de niTo
te efl'ectuar aarrcmalagflo dos lieos laucado U-
zenda nos prazos marcados, deverSo el les sor admi-
nistrados do mesmo modo que quaesquer outros
hens nacionaes. Adverte-so que a parlilha dos bens
da fazenda nacional uo deve ler lugar quando os
legados Torem em dinheiro, nem a respeito da parte
da lieranca, de que se deva laxa, que consistir em
mooda, e por isso nao se deve dar em bens de qual-
quer outra especie a fazenda a quota que dever ha-
ver em dinheiro da somma pertencenle aos herdeiros
ou legatarios.
EXTERIOR.
ESTADOS-UNIDOS.
PHILADELPHIA 11 DE MAKCO.
PELO TELECnAPDO MAGNTICO.
IKoAi'noon, 10 de marco (10 horas.)
0 leado levantou a sessao as nove horas e moia,
depoiS de ACT1FICAR, PELA MAIOniA DE 38 VOTOS COK-
TA 15, 0 TRATADO CONCLUIDO COM O MXICO.
[Pennsylvania Inquirer.]
BIOGRAPIIIA DE DUPONT I>E L'EURE.
DupQnt msceu om Euro a 27 de fevcrcirp ihj 1767.
Pin 1789, foi recebido advogado no parlamento em
N'nrmandia em 1792 foi presidente da cmara mu-
nicipal ou maire, em Ncubt'.ug, depois administra-
dor no ilistricto de Louvicre o juiz no Iribunal des-
la cidnde. Mr. Dupont foi pleito no anuo oitavo,
,1111'mbro do concelhu dos quinhenlos o nomeado, no
mismo anno, concelhciro.para o tribunal de Koucn,
'lepla, preiidenle do tribunal criminal d'Evrcux.
Km 1811, quando se tralou da reorganisagSt) judicia-
ria, voltou presidencia do tribunal de llouen, e
foi chamado em 1813 pelos eleltorcs do departamen-
MEMORIAS DE LM MEDICO, (*)
por aicjranure j^umajac
TERCEIRA PARTE.
O 0AM*O SOS MORTOS.
Dtpoit dt procelloia lemptttade,
Nocturna tombra i hilante vento,
Trat a manha trena claridade,
Erptrmca de porto t lalvamenlo.
CAH. los. c. iv. est. i.
Eram duis horas, ou quaai duas horaa da madrugada :
grandes nuvens brancas que corriain por cima da cons-
ternada faria desenliavaiii em enrgicos traeos por unta
la palllda c descolada as desigualdades de tu funesto
terreno, cui,.cujos fossos amultidao que fugiaeucontia-
ra a (juda ou morte.
(*) Vej. al.* parte de Jos' Bls*uo, Diario diPtrnam-
bxieo de 9 de srlr.niro'dc 18-sti at 13 de fcveieiro de 1847
(XLIV captulos), e a 2.' parle no mcsnio Diario de 18 de
I feverelro at 28 de setembro de 1847XXXI apUulosy.
todeEure, c, pela escolha do senado, aocorpo le-
gislativo.
Quando I.uiz XVIII, depois da queda do Napoleo,
convoeou, emjunho de 1814, o corpo logislativo,
Dupont foi nomeado vice-presidente desta assem-
bla quasi por unanimidade; e logo nessa mesma
poca foi sentar-se nos bancos da opposicno.
0 departamento de Eure enviou-o durante os
cent diai, cmara dos representantes : e foi segun-
da vez'elcito vice-presidente.
Depois dos desastres de Watorloo Dupont (de
l'Eure) propoz, e a assembla adoptou, essa famosa
declararlo de 1815, na qual os direitos do povo e-
ram expressamenle roservados, e quo devia ser" le-
vada por urna deputacjto legislativa aos soberanos
inimigos, entilo s portas dn capital.
Dupont e seus collegas fram expulsos, a 8 de
julho, pela frga armada, do lugar das sesses. Re-
tirou-ae Dupont para Rouen. Seus concidadflos vin-
garam-no dos ultrajes da restauradlo, enviando-o
em 1817 cmara dos daptitados ; e a restaurarlo,
para se vingar de seus votos legislativos, o demit-
tio, em 1818, das altas funccOes da magistratura, que
por esparo de vinte e cinco annos tinlia exercido
com profundo saber e honra, e o privou dos nicos
meios desua parca subsistencia. Desde esse tempo
tem sidosempre reeleilodeputado.
0 povo triumpbante dopositou, em 1830, a pasta
da justic.a entre as m3os de Dupont [do l'Eure] que
accitou por dedicago causa publica.
A monarchia nova comprehenicu que para radi-
car-se na Franca, e parapaSsar os primeiros tem-
pos de erige, tinia necessidailn de reunir etn torno
le si cidadfos que gozassem a confianra popular.
I'ediram Dupon de l'Eure que conlinuasse no mi-
nisterio. Dupwif conseryou este posto com grande
repugnancia; mas, vendo que todos os seus esforgos
para mantor osystema do poder nos principios j
abandonados da revolueflo de julho, eram imitis,
pedio a sua demisso a 26 de dezembro de 1830 com
l.afayctte, e tornou-se na cmara um dos chefes da
<)|i|iosicao. A morte do bravo Dolong, seu prenlo,
e com elle, deputado de l'Eure, morto n'um ducllo
pelo general Hugcaud em 1834, o deitou n'uma pro-
funda dr. Abslevc-se enl3o de appnrecor na cma-
ra, o deu a sua demisso dedepulado, no queren-
do sercondemnado n ver sem cessar dianle dos o-
1 los o honiem que tinha morto o seu melhor amigo.
Mus a Franca n.lo devia estar longo tempo privada
dos servidos deste grande cidadao.
Foi reeleito, em Brionno, as p.leicOes geraos de
1834, o tornou cmara a combater os projectos li-
berticidas dos inimigos dos interesses e direitos
popularos. N1o recordaremos as Iotas incessantes
deste modelo de prohidado o constancia poltica ;
sfioconhccidas.de toda a Franga. Entre todos os
lances de delicadeza ecansagragfio, do quo a vida
de Dupont de l'Eure est chcia, escolheremos s es-
te : Quando tomn posse do tribunal da chancella-
ra, o chele da contadoria veio. segundo o costutue,
Irazer-lho vinte e cinco mil francos em billietcs do
banco.
Que dinheiro lie cste?perguntou Dupont de l'Eure.
Senhor, he a somma dostinada para as vossas des-
pezas de installagfio.
1'ornai a deposita-la na caixa, replicou o nosso
ministro; minha installagilo custou-me quarenti
sidos [400 rs.] quo dei ao criado que trouxe a mi-
nha mala.
[A Revolucio de Setembro.)
mas pelo Sr. marechal de campo graduado Francisco
Xavier f.almon da Silra Cabral.
OSr. Manoel Joaquim Honriqucs de Paiya ro
nomeado secretario do governo da provincia do
Rio-Grande-do-Norte.
Foi demittidodocommando do 6.balaIhao de
cagadores, como pedir, oSr. coronel graduado Fe-
liciano Jos Nevcs Gonzaga.
{Diario do Rio.)
INTERIOR.
NOTICIAS DIVERSAS.
Tendo-se concedido licenga ao Sr. conde de
Caxias, foi S. Exc. substituido no dominando das ar-
Aqui e alm, ao b^co clarao da la, perdida de lempos
em lempos no seio dessas grandes nuvens Boccolosas de
que liavenins fallado, as quacs como que llie peneiravam
aluz; aqu ealem, dizeiuos nos, borda das escarpas,
no meio dos tremedaes, appareciam innmeros cadve-
res com os vestidoseindesoidem, eom as pomas inteiri-
cadas, com a fronte lvida, com as maos erguidas at
eabeca em slgnal de terror ou de queni ora va a Dos.
No meio da praca, ondas c ondas de fumo amarelento
e infecto, que se cscapavam doepiadeiramentoincendia-
do, contribuiam quanto era posslvel para dar praca de
Luis XV um aspecto decampo de batalba.
No seio dessa praca ensanguentada e mesta, serpen-
teavain uiysteriosas e rpidas varias sombras, que para-
vain, olhavam em torno de si, abaixavam-se, e fugam :
-erkiii os ladroes.da morle, attraliidos para a proza co-
mo a.bulres: nao tinham podido despiros vivos, vinbam
agora despir os cadveres, attonilos ao ver que seus so-
cios os haviam precedido. Escapavam-se descontentes c
espavoridos ao aspecto das tardadoras balonetas que os
amracavam; mas o certo he que no meio dessas tongas
lelras de moitos, nao eram somonte os ladres capo.
licia os nicos que verieis mover-ge.
Passeava por ahi multa gente munida de Linternas,
que tnmarieis por curiosos. Triste curiosidade porin .'
eram pas, prenles e amigos afilelos, que procura-
vain seus lillios, innaos, amigos eamantes, por entre ca-
sas dolorosas reliquias! E chegavam i IL s .Lis bairros
mais distantes, porque a borrivcl noticia se tinha ja cs-
palhado por cima desse corpo de cidade, maoeira de
um tufao rpido e luctuoso, e todas asaoxiedades se ha-
viam convertido sbito em pesquisas.
Era este um espectculo mais tcrrivel a contemplar
talve/. que o da propria catastrophe.
'1 mas as impressdes sdesenhavam nesses semblantes
paludos, desde o desespero daquelles que encontravain
o cadver da pessoa idolatrada at melancallca duvida
daquelle que nada encntrava, e que lancava os olbos
vidos para o rio, que ia correndo montono e freinente.
I)izia-se que inultos cadveres tiuham sidoj lancados
bu i o por ordem da municipalidade de Pari, 4U, jui-
Por decretos do 30 do. margo concedeu-se a
demisso que podira do posto o do servigo Fran-
cisco do Reg Barros Brrelo ; aocirurgiSogradua-
do ajudanto do balalho defuzileiros. Jos Joaquim
Machado, passagem para o corpo lixo do Cear; ao
alferes do 5 batalho de cagadores, l.uiz da Fonscca
de Carvalho, passagem para o dito corpo ixo do
Cear, assim como ao 2.' lente do 2/ batalhfio de
artilharia a p ; e por decreto do 1. do crranle, a
Vicente Ferreira Gomes do referido corpo para o 8."
uallifio de fuzileiros.
Foi removido o juiz do direilo Jos Thomaz dos
Santos o Almciila, da comarca de Viana para a d
Guimarfics, na provincia do Maranhfio, e dosla para
aquella o juiz do direilo Joo Gaetano Lisboa.
O 2." tenonte llenrique Pires Rranco foi no-
meado delegado do capito do porto do Para, em
Santarem, em substituigfio do 1." lente Francisco
Eduviges ISricio, que poder!ser emptegado no arse-
nal do marinha daquella provincia como fr mais
conveniente
O tenonte to cstalo-maior da primeira classe
Francisco Egidio Moreira do S. Pedro foi mandado
apresentar-se ao presidonte de Pernambuco para al-
l o empregar s suas ordens.
capililo graduado do 6. batalho de fuzilei-
ros, llcnriquo Cyriaco doSiqueira Cesar, foi demitti-
do do posto o servigo do exercito, por assim o ter
requerido.
O Sr. conego Jos Antonio Marinlio foi oxone-
rado, por decreto de 27 de margo, do cargo de direc-
tor geral dos Indios da provincia de Minas-Geraes,
e nomeado em seu lugar o Sr. baro do Itabira.
Pcloquarlol-general de marinha expediram-se
em 27 de margo as convenientes ordens para serom
os navios austracos considerados como nacionaes
no pagamento dos emolumentos pelas portaras a-
fim de saliirem deste porto.
Foi nomeado o Dr. Manoel Joaquim doAmaral
Gurgcl para servir interinamente o lugar de direc-
tor do curso jurdico de San-Paulo, por ter sido dis-
pensado dusse exercicio o Dr. Jos Maria de Avelar
Brolero.
S. M. o Imperador recebeu em audiencia publ i-
ca de 7 do crrante a despedida de lord Howden, mi-
nistro penitenciario de S. M. Rritannica nesta corte,
que dove partir para Inglaterra no vapor de guerra
Firebrand, lodosos dias esperado do Rio-da-Pnila.
I.-se no Itamontano de 22 de margo :
Fra-m remetlidas ao govcrho da provincia varias
notas falsas de 30,000 rs., apprehendidas em San-
JoBo-NepOmUCeno e na villa Januaria, duas extre-
midades oppostas da provincia de Minas. Em San-
-Joo-Nepomuccno fratn apprehendidas as mos
de dous estrnngeiros de nomos Carlos l.ages c Joflo
Hoerstcr, queja se acham pronunciados pelo crime
do notas falsas e presos na cadeia daquella villa.
Na Januaria dous negociantes de Paracaltt as intro-
dttziram em troca do outra o em pagamento de ol>-
jectos que compraran!, formou-sc o processo, mas
ossujcitosque asapresenlaram j so haviam reti-
rado do lugar quando so rcconheceti a falsidado dol-
as. Ha tempo que se suspeitava quo lenlavam in-
troduzir estas notas falsas na provincia, e todas as
providencias so haviam tomado para apprehcnder
os introductores, o que j so tem em parle conse-
guido, bs caractoristiccs das notas falsas de 50,000
rs. so os constantes do seguinte exime, feito na
theaouraria por ordem do governo da provineia.
SIGNAES DAS NOTAS rALSAS.
Julgmos falsas as referidas notas de 50,000 rs.,
todas da primeira serr n. .3538, 7400, 7577 e 33965,
o as diuerengas que encomiamos sSo as segun-
les: A era 1822 e amelado da palavra --se-
tembro escriptas no emblema so na nota falsa
coberlas pelo assombreado demasiadamente car-
regado, quando as legitimas, a era principalmen-
te, so acham descobertas : a numerago da nota
falsa he de tinta embebida, e os algarismos assaz
irregulares: a folhagem do emblema he mal des-
empenhada, bem como as feigOes das figuras que
mal so divisam : as lettras minsculas so mais
grossas, bem como todas as da nota falsa em geral :
oletreiro-Perkins, liaron, etc., he escripto com
lettras muito mais grossas, comparativamente s
das legitimas, e he de t rabal lio mal desempenha-
do: as lettras com quo estfio oscriptos os nomes
das provincias as palavras Imperio do Bra-
sil silo de carcter imperfeito : oquadroda ola
falsa comprehendido entre as tarjas he muito maior
emsua largura o comprimento do que o das legiti-
mas, o quo facilmento se v, collocada urna sobre
outra : o papel begrosso quasi todo do algodSo e
spero ao tacto : as firmas Ricardo Piras Ferreira,
JooJosda Mot.ta, Antonio de Scqueira Moraes e
Jos Vicente Ferreira, nSo tom quasi semelhanga
com as verdadeiras : emfim, muitas outras irregu-
laridades c imperfeiges existem as quatro notas
falsas que examinamos minuciosamente [o que re-
putamos ser do urna s chapa] mas que, escapando
prespicacia da vista a mais perfeita, s se paten-
team com o snecorro de boas lentes. Porm, os
defeitos queacahamos de enumerarso to salientes,
,iii nos deu a intima conviego da falsidado. Quati-
lo as las de 20,000 rs., 2.* estampa, 1.' serie na.
37.5G2 o 78.373, so de estampa falsa, e das que so
ja muito conhevidas, o por ia*0 prescindimos de sua
analyso.
Dos guarde a V. S. muitos dimos. Ouro-Preto,
21 de margo do 1848.lllm. Sr. inspector da the-
souraria desta provincia.Cesario Augutto Gama.
Ularcal Josilos Santos.
(Comi da Tarde.)
gando-sc criminosa por sua imprudencia, quizara oc-
cultar o espantoso numero de morios que lbe eram im-
putados. ...
D'abi, quando essa gente se fartou de ver tao estril
espectculo, quando, com os ps mergulhados na agoa
do Sena, saturaran! bem a sua alma com esta derradci-
ra angustia que a corrente nocturna do rio arrastrava
comslgo, partiram com as lanternas na 111S0, e la forain
explorar as ras viiinhas da praca, para onde, segundo
dlziam, moitos feridos se arrastraran!, afim de encontrar
algum soccorro, e ao menos fuglr do theatro dos seus
paiti'i iaienlns.
Quando por deagraea encontravam entre os cadveres
o objecto querido, o amigo do coracao, a noiva extre-
mosa, eutao os gritos succediam cruel sorpreza, eos
solucos elevando-se para um novo ponto do sangrento
theatro respondiam a oulros solucos!
De vez emquando resoa ainda a praca com sbito al-
voroco. Da repente cal urna lanterna, quebra-se, c o
vivo ai rciiie{a-sc sobre o morto para ahi o abrajar pela
ultima vez!
Outros sidos de naturcia diucrente anda seouvem
neste vasto cemitero.
Algiius infclizes, cujos inembros se quebraran! coma
queda, cujos peitos frain arados pela espada ou com-
primidos pela oppressao das turbas, l ronquejam uin
grito d'agonia, ou l alcam um gemido em forma de
orac.io, e eis que inmediatamente acoden! aquellos que
esperam encontrar o amigo, mas que depressa se reti-
rain logo que o nao reconbeecm.
Kntretauto, na citremidade da praja, junto ao jardnn,
se oiganisa um hospital ambulante com a dedicacao da
cardade popular. Um joven cirurgiao (ao menos por
tal o reconliecem vislu da profusao de insti unicnlos de
que est cercado), manda que lhc cheguem para o p de
si os homens e as mulheres feridos; c curaos e, ao cu-
ra-Ios, Ibes dirige palavras tacs que antes expriinem odio
contra a causa do que piedade para com o elTeito.
A seus dousajodantet, homens robustos, que com el-
le estao passando esla revista de sanguc, grita elle in-
nanieiucnic. As mulheres, as mulheres do povo,
OSr. concelheiro Aurcliano de Souza eOlivolr
Coulinho entregou hontem [4 de abril] a presidencia
da provincia do Riu-dc-Janeiro no seu successor, o
Sr. desembargador Manoel do Jess Valdetaro.
Por decreto de 28 do crrante [margo] foi no-
meado o bacharel Augusto da Silva Tollos para juiz
municipal o de orphfios do tormo da capital da pro-
vincia ilas Alagas.
Hontem [7 de abril], XVII anniversario da elo-
vago de S. M. o Impcradorao throno, foi da de gran-
ito gula na corlo. SS. M.M. II. assistiram na capolla
Imperial ao Te-Deum laudamus, c dignaram-se de-
pois receber no pago da cidade as militas pessas do
todas as classos que alli concorroram para torem a
honra de aprescnlar-lhcs as suas homenagens. ^
A'noite honraram"SS.MM 11. com a sua presonga
o Ihcatrn de San-Pedro-do-Alcantara.
ODr. Fausto Augusto do Aguiar, nomeado pre-
sidente para a provincia das Alagas, passa para a
do Cear ; e o Dr. Jofio Capistrano Bandeira de Mel-
lo vai presidir a provincia das Alagas..
O Sr. Jos Francisco da Silva Guedes, de 21 an-
nos do idade, alumno du aula do commercio, mora-
dor na ra do Prinoipe-dos-Cajueiros, n. 103, rece-
beu na tarde do dia 5 do corrento urna facada no ven-
tre. Ferido na esquina da ra do Sabilo e do Campo,
foi caliir na da ra de Santa-Auna, c falleceu pelas 2
horas do da 6.
O assassino, que a victima declarou ser um preto
capoeira,*conscguio escapar at agora s pesquzas
da polica. )
os homens, os homens do pova primeramente! Sao
bem facis de conbeccr: sao os que esliverein mala
feridos c vestidos cojn menos gallas.
A scniclhaiites palavras/repetidas no lim de cada cu-
ra com estridente monotona, um mancebo de fronte pal-
uda, que, com um fogano namao, por ahi anda a pro-
curar alguem entre os cadveres, levautou pela segunda
ve a eabeca.
. lie una larga ferida que Ihe sulca a testa, manam-lbe
pela face abaixoalgumas gotas de singue: a casaca sus-
tenta-lhc um braco que elle internara entre dous botdei,
e o rosto coberlo de suor trabe urna emocao iucessante e
profunda.
A nina talreeominendaco do medico, ouvida como
dissemos pela segunda ves, levautou elle a eabeca, e
contemplando tristemente esses membro* mutilados que
o operador pareca encarar com delicia:
Oh! incu senhor, diz elle, para que escolher entra
as victimas/
__ Porque, responden o cirurgiao, levantando tam-
ben! a eabeca a semelhante perguuta, porque niogueui
se importar com os pobres se eu nao pensar otile* ; c
os ricos tero sempre muilo quein os venha procurar :
abaixe o seu logaro e interrogue esse chao, que' ha de
achar cen pobres apar deum rico ou de mu (dalgo.
E ainda assiiu, nesta catastrophe, com urna fellcidade
que ha de um dia cansar a Dos, os fidalgos e o ricos
pagaram apenas o tributo que ordinariamente costu-
mam pagar: um por mil.
O mancebo ergueu o fogarto a altura da fronte ensan-
guentada.
Entao serci eu o nico, disse elle sera se irritar, se-
n-i eu o nico fdalgo perdido nesta multldao, eu, a
quem um coice de cavallo ferirar na fronte, e que que-
br! esle braco ao cahir n'um fossu! Nao falla quem ve-
nha aqui buscar os ricos e os dalgos, diz Vossa Merca,
mas no eirtanto, aqui esloueu, como ve, que anda nao
merec que alguem ae tcinbrasse de inlin, e mecu-
rasse.
V.Senlioria tem o seu palacio..... o leu medlcq
v para sua casa, Jaque pode andar,
MUTILADO
i'


*
a2
T O Dr. Jos Mara da Silva Prannos pedio demis-
s.lo do cargo do secrelario do governo da provincia
do Itio-de -Janeiro.
-- Coneedeu-se ao concelheiro de estado Cuelmo
Mari* Lopes Cama- o foro do fdalgo cavallciro da im-
perial casa,
Embarcaran) hontem (10 do corrente) na char-
ra Carioca, qne hojo lleve seguir viagem, o 1. bata-
Hio de catadores e un conlingenle do 1. corpo de
artilhara a p.
Esta fdrga vai rendero batalhao de artilharia que
se acha na Baha, e que deve seguir para as Ala-
gas.
Por decreto de 21 de marco foi nomeado o ca-
ptBo-tenente Manool Jos Vioira para o emprego de
ipiulo ilo porto da provincia do Rio-Graiido-do-Nor-
le, c por decreto de 2S de inarc,o Luz Jos da Victo-
ria, comiuissaio extranumerario da armada, para o
lugar vago de commssario do numero do fragata.
Ha noticias Jo Rio-Grande al 23 do passado
(marco.] Nada do novo liavia occorrido no pro-
vincia.
Carlas do Porlo-Alegre transcriptas no tio-Gran-
dense refeiem que no da 16 se declarara a-assembla
legislativa provincial legalmonle constituida.
Pela fragata americana llrandymne recebemos
hontem [5 de abril] folhas do Montevideo at 23 do
passado.
O dislincto Iliterato argontino I). Florencio Vre-
la, redactor do Comercio del Hala, foi brbaramen-
te assassinado na imito do (lia -20 ao entrar para sua
casa. Na flor da dado, cheio do vida e do esperan-
ces, veio o punhal do assassino cortar-lbo o lio da
existencia. I). Florencio Vrela era amado c res-
peitado por toda a populacho de Montevideo ; o dia
lo seu enterro fui uin dia do lucio publico.
OSr. Core eo CaraoCrosclicguiain a Montevideo,
nquelleem 18, e eslo em 19 do margo. Anda nilo
tinham desembarcado no dia 23 ; mas refere urna
caria particular, que temos vista, que principia-
riam as iicgocacos no da 25.
;:u\rrno do Montevideo prohibi toda a com-
i))unica(iIo com o campo de Oribe.
Recebemos houtoin (1V do corronlu ) folhas e
cartas de Montevideo at 29 do passado.
A nova negociadlo para o ajuste da qunst.lo do
llio-il.i-Prataapenas linha sido inciada. UsSrs. dos
o Core linhss! dirigido olas so governo ut> liutilevi-
do, no general em ebefe doexercito da Cuufedcra-
(Ho Argentina, c ao governador de Buenos-Ayrcs,
liinilando-sc, segundo su assegura, a annunci'ar o
objecto da sua missao, que he a pacificac.ao do Rio-
da-Prata.
O governo do Montevideo e o general Oribe respon-
iloram que preslavam o scu assenlimento. No dia
26 regressou de Buenos-Ayres o vapor iuglez Alecto
com a resposla do. governo argentino, mas iguorava-
soosetiteor. Os agentes das potencias intervento-
ras conservavam-so a bordo.
Eslava suspenso o Moqueta do Salado, da Ensena-
da o do Buceo.
{Jornal do Commercio.)
IMAHIII lili 'SVUBUl).
ra a corte, a tomar astento na cmara dos Srs. depu-
udo.
O -vapor, cuja entrada acensamos actina, trouxe a esta
cidade Exm. e Rvm. $r. Dr. Vicente Prea da Motta,
vigario capitular de San-Paulo, e presidente nomeado
para eita provincia ; o llliu. Sr. Dr. Ignacio Francisco
Vlelra da Motta, secretario da metina provincia ; e o
IIlu. Sr. teneute-coronel Solldonlo Jos Antonio Pcrel-
ra do I.ago, que vem substituir no commando das ar-
mas ao Sr. teucnte-corooel Manoel Ignacio de Carvalho
Mendonca.
S. Kxc. Rvm., o Sr. Dr. Pires da Motta, deve de pres-
tar juramento na cmara desta capital autanhaa (26) a 1
hora da tarde, e tomar posse da presidencia s 2 horas.
Sao inui liiongeira* as informaedes que nos dao acer-
ca de S. Exc. Rvuia. e dos dous funecionarios que o
acompanharam. Praza a Dos que ellas tenham o cu.
nho da verdade.
Segundo nos iiiforiiiam, o Exm. Sr. Manoel de Soma
Telxeira contlnuou hnje a obra encelada no dia 22 do
corrente. Ao passar o governo da provincia ao Exm.
presidente nomeado, S. Exc. recolher-se-ha casa co-
berto das heneaos de militas familias, a cujos chefes
restituio os lugares que ibes haviam sido arrancados,
seni que se cllea achassein cm ncnhuina das circunstan-
cias, que, segundo a juslica e a boa rasao, deveni de sub-
jeitar o einprcgado publico perda do respectivo cargo.
Nns poucos dias de sua lerceira administraran, S. Exc.
oslcnlou-sc verdadeiro Pernambucano, e conquistou a
amzade dos mais preeminentes dos seus compatriotas.
Finou-se hoje e foi sepultado na igrrja da (onceico
dos militares o Sr. brigadeiro Antonio Itorgci Leal.
Correspondencia.
Srs. fedaclores. Tunham a bondade de inserir
na sua mui coiicciluada folha o presento documen-
to que responde categricamente ao perguntador do
n. 92.
O lusliceiro.
Libert, Egall, Fraternt.
a Ctoyen.
Vous les invil prendre partau banquet pa-
trotique qui aura lien Samedi prochain [29 du Ct.]
au Consulat de la Itepublique. .
Fernambouclo 23 avril (848.
LeCitoyenCrant.
Au citoyen ***
sss*m*mmm*>*"'''i**''''i*i*^'**ii*im*,**l*iii'*'ii*
R10-DE-JANE1RO.
CAMBIOS NO DU 14 DE inna DB 1848.
Cambios sobro Londres.......25 i
Pars.........nominal.
llamburgo......665 a 670
Metacs. Oncashespnnhlas......30,200 a 30,800
da patria........ 29,500 a 30,000
Pesos hespanhes..". .... 1,960 a 2,000
. w da patria.......1,880 a 1,900
Pecas de6,400, velhas. 17,000a 17,200
Prata -.............100 a 104
Apoliccs de 6 por cento........86 a 86 i
provinciaes..........nominal.
[Jornal do Commercio.)
BAHA.
ClUalOS NO DU 21 DE ABRIL DE 1848.
Londres ..........25
Paris...............365 rs.
Hamburgo............670 rs.
Lisboa.............. 100a 106p.c. de p.
Oncea hesponhlas........30,000
mexicanas.........29,500
Pesas de 6,400......... 16,500 a 17,000
Modas de 4,000 ......500
Prata............'. ... 105 a 110 p. c.
Accoes do banco 20 p c. nominal.
(Crrelo Mercantil.)
Movimento do Porto.
COMERCIO
aai'ja, as 'j>ia &B3USj u/js aa js.
Pelo vapor San-Saioador, ebegadn hoje dos pnrtos do
sul, recebamos jornaes do Rio-dr-Janeiro at 15, e da
Baha at 22 do corrente.
O* arligos que copiamos sb a rubrica Inlerior refe-
rem o acontecimentos occorridos ou sabidos na corte,
de que os nossos leitores deviam de ser informados
proinpta e iinincdiatauentc. Dcsles acootccinicntos he,
por sem duvida, mui notavel a demissfio do Sr. Aurelia-
no de Soma c Olivcira Coutinho do cargo de presiden-
te do Rio-de-Jaueiro ; porquanto prnva exuberantemente
qncbaqueou a influencia desse Sr. ; influencia que, no
pensar dos mais acreditados collegas fluminenses, fura
, par demais nociva ao paiz. Ao conteudo nesses artig09
apenas accrescentarcmos que o governo cucarrrgra a
presidencia de San-Paulo ao Sr. Dr. Domiciano Leite
Itibeiro.
A lialiia se uao poda dizer em trauquillidade. Em
Santo-S houvera fogo renhido entre o respectivo des-
tacamento policial e urna forja perteaecnte ao clebre
Milito, cujas facauhas anteriores nao sao dcsconheci-
das dos subscriptores deste Diario.
A asscmbla provincial prosegua regularmente em
seus traballios.
O Sr. Joao Jos de Moura Magalhacs passra a admi-
nistracao da provincia ao Sr. desenibargador Manoel
Mcssias de I.eiio, no dia 14 deste mez ; e a 15partir pa-
fagsai!i"w wi vasa' nr.in iynnin
pao lhc peco que me cure, meu senhor, o que eu
procuro he nliiha Irma, urna linda donzella de deza-
acls annos, oh meu Dos! murta, sem duvida! o mais
ella nao he do povo I Tinh.i um vestido branco, c um
collar com urna cruz ao prscoco; e bem que ella tenha
palacio c medico, diga-me por compaixo, t-la-ba V.
Merc visto?
Meu senhor, disse o joven cirurglo com urna ve-
hemencia febril que provava -|ii<- as dlas lhc fervlam
ha limito tenipo no peito, meu senhor, a humanldadc he
, quem me guia i humanldade he que eu me ousagro ;
e quando eu deixo no leto da morte a aristocracia paru
uceorrer o povo que padece, ubedeco lei verdadelra
dessabumanidade, que eu constitu meu numen. Todas
as dr.sgrac.is acontecidas huje, de vos nascem; nas-
uein de vossos abusos, de vossas invases: supportem
portauto .os senhores Mdalgos as conscqucncias. Nao,
meu senhor, eu nao vi sua irmia.
li com esta fulminante apstrophc se poz de novo o
operador a trabalhar. Acabavam de traier-lhc uma-po-
bre mulher a quem urna carruagem bavia esmagado
ambas as peinas.
Veja i, continuou elle, perseguindo com taes gri-
tos a Filippe que ia fugindo, vjala! Serio os pobres
que as festas publicas dcltam por ahi adianle assuas
carruagens cscarnecendo de quem passa a p e esuia-
gam assiui as peina dos ricos I
Filippe, que perteucia joven nobreza que dera
Franca osLafayettes e os Lameths, por mais de una vez
bavia profrssado as mesuias mximas que ora o espan-
lavain na bocea de tal mancebo ; c a applicaco deltas
lbc cabio sobre a cabeca como um castigo.
Com o coracao rasgado se foi elle afastando desse tliea-
tro sangrento para seguir a sua triste exploracao; e ao
cabo de alguna instantes, arrebatado pela dor, o ouvi-
laui clamar todo em lagrimas:
Audrezal Andieza!
Por junto dellepassava orsoe uiomenlo, caminhando
a passos precipitados, um hoiuein j velbo, de casaca
alvaceiiu, meias de t'cltro, eucosiando-ie a una bengal-
la que traz'a na mao diicita, euaesquerda sustentando
1:283,144
lfaiidega.
(tEM)IMENTO DO DIA 25 ...........
liescarregam hoje, 26 dt abril.
Ilriguc Earl-of-Quieschtr mercadorias.
Brigue Carila-Amelia cal.
I'ataelio Christina dem.
Ilrigue Puluam idem.
Galera Seraphina idem.
IMI,OlvTAGAO\
l'uluam, brigue americauo, viudo de Philadelpbia, en-
trado no corrente mes, consignado a II. Forster l Coiii-
panhia, manifestoii o seguime :
1.195 barricas farinha de trigo, 301) ditas bolachinha,
200 barris manteiga de porco, 476 barricas abatidas, 24
ditas com lampos, 500 mullios d'arcos, 75 fardos e 28
caixas fazendas, 1 caixa livros, 1 volunte papel; aos con-
signatarios.
CONSULADO GERAL.
ItENDIME.NTO DO DIA 25.
"eral.........................4:881,600
Divorsas provincias............... 75,678
4:957,278
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO 1)0 DIA 25...........4:067,538
nina lanterna de papel, dentro daqual ardia urna vel<
de cebo.
Ao ouvir assim gemer o triste de Filippe, comprchen-
deu csse homem quanto elle soflria, e murmurnu con-
dofdo:
Cuitado deste inoco I
.Mi. como Ihe | ni i ii-ii que elle ahi se achava por urna
causa idntica sua, foi passando alin.
D'abi, dr repente, como se sentir em si remoraos de
liaver passado por diante de tiio grande dr sem ver ao
menos se era possivcl derramar sobre ella alguiuas go-
tas de balsamo de consola(o:
Meu senhor, lhe diz elle, queira perdoar-me se in-
tento juntar a minha dor sua; mas os que se achain
flidos do mesiiio golpe devein arrimar-se uns aosou-
tros para nao cahireiu. E pur outro lado, a sua pessoa
me pode ser bem til. Parece que ha muito tempo anda
V. Merc em procura de alguem, porque a sua vela est
quasl acabada, e, se assim he, devecouhecer os lugares
mais funestos da piafa.
He verdade! meu senhor, por meuspeccados!
I'ois tambein eu procuro urna pessoa.
Eulaov em primeiro lugar ao fsso grande: ha
de encontrar l mais de cincoenta cadveres.
Cincoenta! meu Deus! tantas victimas moras no
ineio de mu fema'
Tantas victimas! he verdade! ej eu leve! o foga-
i o ao rosto de mais de mil, anda nao cucntrel mi -
nhairmaa.
Suairmaa?
He acola naquella direccao que ella eslava: per-
di-a ao p de um banco: depois voltei, acbci o lugar
em que a perder, mas della..... traconenhum! Vuu-me
por de novo a procura-la du bastiao por dianle.
De que lado iaiu as turbas, meu senhor ?
D'alii, do lado daquellas casarlas novas, pela ra
da Magdalena.
bnlo deve procura-la deste lado daqui.
Nao ha duvida, e he deste lado incsino que eu a te-
nho procurado; mas levantaram-.ic por aqui to terrl
veis turbilhdes' E d'ahi as ondas populares viuliaiu d'ai-
Navios entrados no dia 25.
Rio-de-Janeiro, Rahia e Macelo; 10 dias e do ultimo por-
to 10 lloras, vapor brasileiro San-Salvador, de 24 to-
neladas, cominaudante o primeiro tenente Antonio
Carlos de Aseredo Coutinho, equipageui 30. Passagci-
ros : para esta provincia, o Illrn. e Exm. Sr. Dr. Vi-
cente Pires da Motta, o coinmandante das armas Sol-
lidonio J. A. Pereira dn Lago, o secretarlo Ignacio
Francisco Silveira da Motta, o tenente Francisco Egi-
dio Moreira de S. f curo, o segundo tenente Jos Maria
de Alencastro, Jos Lopes da Silva com 1 menor, o
Francez Simn Luis, Antonio de Vasconcellos Mene-
zes de Druinond com sua senhora, 3 filbos e 3 escra-
vos, Caetano Maria Lopes Gama, Carlos Duarte Silva,
Jos Theodoro da Silva Lobo, o alferes Alexandre A
Frias Villar, Luis Gomes Fcrrelra com sua senhora, 1
lilliu, 1 criado e 1 escravo, D. Maria Pereira Pinto
com 1 escravo, o Exm. presidente das Alagos, Dr. Jo
ao Capistrano Bandeira de Mello, Antonio Luiz dos
Santos com 1 escravo, os Inglezei Thouias Donsley,
Charles Foster ; Antonio Caetano de Alueida llahia,
Procopio Marques de Araujo Cues, Joao Pereira Lagos,
Fr. Francisco de Santa Isabel, Goncalo Maria Barreto
com 1 escravo, Pi Xavier Pereira de Noronha com 1
escravo, Virginio II. Costa com 1 escravo,Pedro Augus-
to Argolo com 1 escravo, Amando Peres Gomes com
1 escravo, liento iiitamcourt com 1 escravo, Dr. Flix
Pelxota de Brito e Mello com 2 criados, Fr. Jacob de
Santa Mara Magdalena, Jos Goncalves Malvinas, te-
nente Joo Marinho Cavalcanti de Albuquerque com
1 cantarada, o cadete Jos Francisco de Assls Campos,
5 pracas de pret e 2 escravos a entregar ; para o norte,
o Exm. presidente do Rio-Grande-do-Norte o desem-
bargador Antonio Jos de Siqueira e o secreUrio Ma-
noel Jos II. de Paiva, o capito Jos Pereira de Aze-
vedn, o alferes Jos Marianno de Barros, Dr.' Antonio
de Barros Vasconcelos, o Exm. presidente do Para o
coronel Jeronymo Francisco Coclho, os segundos l-
enles Henrique Antonio Haptista, Ignacio Augusto
Janfret Argentino ; Franciaco Rodrigues Sancher, O-
legarlo A. de Sousa Araujo e 3 pracas de pret.
Rio-de-Janeiro ; 17 dias, polaca sarda fiameila. de 156
toneladas, capitao Jos Vigo, eqnlpagein 11, carga
carne e sebo ; a Jos Saporiil.
Mar-Pacifico, lendo sahido de New-Bedford ha 34 mezes,
galera americana Francis-Henriitta, de 407 toneladas,
capitn Ibram Porle, equipagein 28, carga azeite de
peixc ; ao capitao.
Liverpool; 42 dias. brigue inglez Safeguanl, de 290 to-
neladas, capitn John Coully, equipagein 14, carga l'a-
tendas ; a Dcane Youllc St Coinpanliia.
KDIT.tL.
Perante a thesouraria de fazemla (desta provin-
cia se ha do arrematar cm hasta publica, nos dias 12,
16 e 19 de ruaio prximo vindouro, a renda dos se-
guintes predios, pertencenles aos proprios nacionaes,
por um triennio, contado do 1.* de junho do crrenle
anno a 30 d junho de 1851, a excopcHo dos dous pri-
me iros, cuja renda principiar no dia em que o arre-
matante fr entregue das respectivas chaves,"a sa-
ber : urna casa terrea na ra das Agoas-Verdes, n.
10; umadila na ra do Noguera, n. 14; urna casa
de dous andares e luja na rua Direita, n. ; urna ca-
sa terrea na rua de Santa-Thcreza, n. 19 ; o quarlel
denominado deSan-Joo na cidade eje Olinda; tres
arinozens sitos no Forte-do-Mattos; urna casa torrea
na rua de Santa-Thereza, n. 21. As pessasquc qui-
"'"^""''pa
li, he verdade, mas urna pobre fnulher que perdeu a
cabeca nao sabe para onde se dirige, e o que quer he
fugir seja para onde fr.
Porm he pouco provavel que ella tenha lutado
contra a crreme : eu vou-me pora procurar par estas
nas, e V. Merc venha commigo; tal ve/, que ambos
reunidos encontremos.....
E quem procura V. Merc? seu lilho ? perguntou
tmidamente Filippe.
Nao, senhor, mas um rapaz que eu quasi liuha
adoptado.
E deixou-o vir s?
Oh! elle he j.i mu mcetele de de zoilo a dezanove
annos. Scuhnr das suas acedes, quiz vir ver a festa, e eu
semei que lli'o nao devia prohibir. D'ahi, eslava entilo
louge de adivinhar esta horrivel catastrophe!..... Mas
a sua vela apnga-se.....
He verdade, meu senhor.
Pols venha, venba commigo, que eu lhc aluiniarei.
Mullo obrlgado por tauta bondade, mas issoseria
incommoda-lo.
Ofi! nao me falle em incommodo: pols nao v que
ando procurando para niim mesiiio? O pobre rapas vi-
nbasemprc para casa a hora certa, continuou o velbo
caminhando por essas ras; mas esta noite linha eu co-
mo um presentiniento: estava-o esperando, e erain ji
onze horas: ful quando minha mulher soube por urna
nossa vitinha das desgracas desta fesU. Espere! mais
duas horas, e elle sem entrar! mas entSo, nao pude isuis
contei-me; julguef que era cobarda em inim ir-wte
deilar sem novas suas.
Entao vamos sempre al as casaras, nao he assim ?
perguntou o mancebo.
Vamos: V. Merc diz me que as turbas iam por
csse lado, e por abi deviam Ir, sem duvida. Ser tatu-
bem por ah fura que ha de ter corrido sem norte u des-
granado rapai! Pobre provinciano totalmente ignorante
uao so dos usos mas al das ruis desta Babilonia! Creio
que al era a prlmeira vez que elle vinha praca de
Luiz XV.
zerem liciUr comparesam nos referidos dia, babili.
tadas na forma da lei.
Secretaria da thesouraria de Pernambuco, i% h,
abril de 1848. n m .
O oflicial-maior
Ignacio dos Santos 4a //
Declara^oes,
PARA OS PORTOS DO SUL
O paquete a vapor brasileiro Paraense, comniin
dante Manoel Francisco da Costa Pereira, deve ests,
aqui dos portes do norto a 27 do corrente, o plrtJ
no da seguinte.
O vapor San-Salvador chegado hon
tom dos portos do sul, recebe as miu
pgra os do norte hoje, 26 do corroote
as duas horas da tarde impreteitiei'
mente.
Avisos inaritimos.
Para Lisboa sahe impreterivelmente, no dia <
de.maio o brigue brasileiro Yiriatp por ter o uQ
carregamento quasi completo : para o restoe pt,.
sageiros, para oque offerecebons commodot, trt.
ta-so com o capitao na pra?a ou com o contiena,
tario, Thomazde Aquino Fonseca, na rua do Vig-
rio, n. 19.
Para Lisboa, sahe impreterivelmente, no das
de maio o brigue portuguez iVoeo-Fenew/or, por ter
a maor parto de sua carga prompla : para o restoe
passageiros, para o que ofterece bons conimoos
trala-se com o capitlo na pra{a oucom o corwirl
natario, Thomaz de Aquino Fonseca, na rua do Vi-
gario, n. 19.
Para o Cear sahe em poucos dias a sanaca
Carlota, mestro Jos Concalves Simas, portera car-1
ga quasi prompta : para o restante e (tsssagelros
trata-se na rua da Cruz, n. 26, com Luiz J<>s *
Araujo.
-- Para o Ro-Grande-do-Sul sahe, no fltn do cor-
rento mez, o patacho Dow-lrmot, e recebe passi-
geiros e nscravns; a tratar na rua do Trapicha, d. 6.
" Para o Porto sahe, cm a maor bravidsds, a
barca portugueza Flor-da~Uaya capiLlo Jos "
Azevodo Canario : quem na niesma quizer csrr
gar, ou ir de passagein, para o que lem excellenlet i
commodos, dirija-sc ao inesmo capullo, ou ao teu
consignatario, Manoel Joaquim Ramos e Silva, tu
rua da Cadeia do Recifc, n. 38.
--Voude-se o Date San-JoSo chegado ullima-
monte da Baha : a tratar na loja de cabos de Caeta-
no da Costa Moreira ou na rua do Queimado, lo- j
ja n. 7.
Leilad.
No dia sexta-feira, 28 do eorrente abril, peran-.
te o cnsul deS. M. Fidelissiina e por intrvencSol
do corretor Olivoira, ser vendido em leilfio Rier-l
cantil, porta da alfandega por Firmino Jos Fe-I
lix da Rosa, por conta de quem pertencer, e seguin-l
le : vinho linio da Figueira vndo da Parahiba dol
salvado do naufragio do hiato portuguez flom-Sucei-l
so capitao JoSo Nepomuceno Frias de Quoiroi, nal
viagem procedente daquelle porto da Figuera eml
Portugal, para esta cidade, sendo das seguintuf
marcas : V A &S, 9 pipas ; 36 barris dequarto e li
quartolas M *, 6 ditas, 5 ditos: no acto doleilo|
serSo patentes as condi;0es da venda.
Avisos diversos.
O al.aixo assignatio,nimiamente gra-l
to aos seus amigos e especialmente losl
pis de seus alumnos julga de seu rigo-l
roso dever dedarar-lhes que tem toma-l
do as convenientes providencias para quel
a sua aula, estabelecida no Aterro-da-l
Boa-Vista, contine regularmente em to-
dos os seus exercicios, e sem a menor al-
teraco, n3o obstante ter sido o mesmo
abaixo assignado reintegrado no empre-l
go que anteriormente uceupava
Jos Xavier Faustino Ramos.
- O brigadeiro Jos Joaqu im Coelho, conirn
dante das armas nomoado para a provincia da ""
hia ombarca, para o servico de sua familia ,
conduz para a dita provincia os seguinte* escra-
vos : Da mi lo e Manoel protos crioulos ; JoannH
Ursulina pardas ; Maria, preta ; o Flix, menor, *
Iho desta.
whwp .....m i mmam
Oh meu Dos! c minha iruiaa que tambein en*
provincia!
Que pavoroso espectculo I disse d velho, vollan*!
as costas a um grupo de cadveres entrglacados.
E ludavia he aqui que necessitamos procurar, diml
o mauerbo, approximaiido resoluto a lanierna deml
inolilao de iiioi tus. r
Oh meu Dos! eu eslremeco todo a lhar para -j
inelhanle desgraca, porque, homem simples como soM
a deslrucao me causa um horror que eu nio poil
vencer.
Tambein eu linha esse mestno horror, mal eiul
noite acostumei-me elle. Repare : aqu esta un ml
co de dezaseis a dezoilo anuos, e parece que foi sf|
focado, porque lhe nao vej ferida alguiua. Nao beciwl
o seu ? J
U velho fez um esforco, e approxuiou a lanierna.
Nao, meu senhor, nao he este. O meu he mais oto-l
yo, lem cabellos pretos, e a face he pal I ida.
Oh meu Dos 1 paludos estao todos riles cstanoil
te, rCplicou Filippe.
Ora vela la, disse o velho, els-nos J ao p do Gusr I
da-Moveis. Veja estes vestigios da lata !*** este ssof" I
pelas paredes, estes (arrapos agarrados ao* varfle i'I
ferro, eslas reliquias de casacas e vestidos que fluctan' I
as lanyas das grades ; e d'ahi, em verdade, uao M
irais por onde camiii: ai.
Por aqui, por aqui, murmurou Filippe.
Que tormentos padecidos I
Al! meu Dos!
Que.be? 1
Um (arrapo branco debaixo deste* cadavare! "I"l
nba iriua eslava com um vestido branco. Enipn'"-'"'!
a sua lanterna, por quem he.
t com cuello, Filippe linha visto eapauhado um fttrf1
po branco, mas largou-o Iminedlatamcnte, porque w"
linha mais que urna mao, e css lhe era precisa para
mar a lanierna.
He mu pedaca de vestido de mulher queum rap
tem na mao, exclamou elle, e he de um vestido Dra'
seuielbaatcao d Andrea*. Oh! Andieza Aadre*.


Lima, lfaiatc
.narodoLi*ramento, precisa de bon8 officiags de
scu officio o tamliem de costureiras.
a. Alugm-s* as lojas do sobrado da ra da Sen-
zalla-Velha, ti. 58 : a tratar na ra Nova, n 65, pri-
meiro andar.
precisa-se do um trabalhador para urna parte-
ra e que entenda de todo o servico perfetamentc,
otambem para do mantisa vender pflo em urna fre-
ciiezia certa : cumprindo bam com'os seus deveres,
nao se duvida dar hom orJenado : na ra Dreita ,
n.4, confronte a oitao do Livramento, quo se dir
quem precisa.
Quem tiver urna casa que queira dar urna so-
nhora viuva, carregada de filhoso muito capaz, para
nella morare ter todo cuidadoe zelo anuuncie sua
morada para se Ihe fallar.
-- Aluga-a una caga terrea na ra Velha, n. 97 :
a tratar na ra da Cadeia, n. 56.
Manoel da Ponte faz aciente ao respailare) pu-
blico, que deliojo em diante se assignar Manoel
Jos da Silva Pimental.
Precisa-se de um feilor que saiba tratar de hor-
U, pomar e encliertar: na Magdalena, estrada da
Torre n. 78, ou no Aterro-da-Boa-Vista, n. 43.
No dia 27 do correle, se hflo de arrematar,
porta do juiz de paz da freguezia de S.-Jos os bens
constantes de 6 cadeiras americanas cm assento
de madeira 7 ditas com assento de palbinha usa-
das penhofadas a Antonio Poreira Tyranno, por
execueflo de Patricio Francisco Gongalvea.
Precisa-se de um rapaz portuguez' para caixoi-
ro de urna venda ,e que d .fiador a sua conducta:
na ra das Cruzo, n. 14.
JoeRibeiro rctira-se para porlugal, a tratar
de sua sade.
--Precisa-Malugarum preto coiinheiro: na ra
do Trapiche, n. 19.
Quem tiver urna preta quo queira alugar para
vendor verduras, laranjas e mais fructas de um si-
tio Dagando-se-lho pur semana, ou por mez, an-
nuncie.
mr Os abaixo assignadosrctiram-se para Lisboa,
deixando por seu bastante procurador o Sr. Luiz Jo-
s de S Araujo: linio & Ferreira.
Jos Ferreira licito retira-so para Lisboa.
S. H. T.
A direccBo participa a todos os Srs. socios, que o
espectculo desta mez lera lugar no thcatrV) de Apol-
lo na noite de 29 do crranle, c quo os bilhetes
para oingrcssosero distribuidos polo Sr. tliesou-
reiro', no salo do mesmo thealro nos dias 27 o 28,
das 3 as 6 hora da tardo c no dia 29 das 9 a 12 ho-
ras da mantilla, durante cujos dase al esta ulti-
ma- tiora impreterivofmenteseservirflo mandar, os
Srs. socios que o quizaren assuas propostas para
convidados comosbilhetcs om carta fachada, ao
primeirosecretario, em sun casa, na ra da Cruz,
n. 9 a delle procurar o seu resultado no ultimo
dia, das 2as*horaslda lardo i.nprorogavelmeiile.
F.xistem no escriptorio do Oliveira Irmflos &
Companhia duas cartas sendo urna para a Snra.
I). Catharina de Senna Alvarisla, e outra para o Sr.
Pedro Augusto Martina da Silva.
Nancy Snou Hilch reira-se para fra do impe-
rio, levando em sua companhia urna filha menor.
Alberto Forstor .Damon cidadiio americano,
relira-se para os Estadas-Unidos levando om sua
companhia sua senhora, um filho menor o urna
criada.
Furtaram, no dia 21 do crrante, da casa de Jo-
entel, na ra do IUngel, n. 11 u
patento ingloz, com una corren
A VOZ DO BRASIL N. 26
est a venda nos lugares do costume. Este numero
est rico, e por Isso digno de ser lidb.
--O coronel Jnaquini Cavalcanli de Albuquerque
embarca para o Rio-de-Janeiro, ou Rio-Grando-do-
Sul o pardo Felisberlo., escravo do I). Antonio Quei
roz de Mello, todos moradores no engenho Cau-
lista.
-- Domingos Soriano Goncalves Ferreira, Brasi-
leiro, retira-se para Lisboa, a tratar de sua sade.
Precisa-sede urna ama forra ou captiva, para]
o servico de urna casa de familia: na ra da Alegra,
n.ll.
~ Aluga-se o primeiro andar da casa n. 30 da ra
doQuelmado.
Avisa-se aos Srs. estudantes que compraram
compendios de philosoplna por Charm que po-
dem mandar receber as ultimas formas que com-
pleta m o compendio e nesga mesma occasiilo terfio
a hondada de entregar a importancia no collegio S.-
Antonlo.
Existe urna carta para a lllm. Snra. D. Francis-
ca Thomazia da Conceic3o a Cunh no escriptorio
de Oliveira lrm3os& Companhia, na ra da Cruz ,
n 9.
Aluga-se urna casa do um andar, com grande
quintal o cacimba de boa agoa na ra das Trin-
cheras desta cidado: a tratar na ra da Cadeia do
Rccife, n. 25.
Americo Cordeiro Xavier de Brito embarca pa-
ra o Rio-de-Janciro o seu escravo crioulo, por uomo
Angelo.
Pordcram-sedousrecibos, nmdo duas saccas de
algodSo, pertenconte a Antonio Ferreira Lima, com
dala do9 de abril, e ontro de quatrosaccas, perten-
ceute a Thoodoro Correia de Mallo, com data de 19
do mesmo mez, ambos firmados por Joao Uaptisla do
Medeiros: quem os achon, querando-os restituir,
tenha a bondado de os levar na ra Nova, n. 3, ^io
mesmo Antonio Ferreira Lima, porquanto a pessas
que nHo sejam asmesmas mencionadas nSo va lo m
cusa alguma, visto estar o Sr. Medeiros inteirado
para nilo entregar as ditas saccas.
-- Precisa-so de um bom forneiro : na padaria das
Cinco-Pontas, n. 38. '
Aviso as pessas sardas.
Fazem se ouvidores para as
pessas siirdas: na ra Nova,
n. 58, olliciiia de Manoel An-
tonio Alvares de Brito, defron-
te da Conceicao dos Milita-
res.
Na ra do Aragflo, n. 38, se dir quem d al-
gum dinheiro a premio do dous por cento ao mez, o
tambem se dar a um e meio, com tros firmas a con-
tento.
OSr. A.M. M., da cidade de Olinda, queira ter
o bondade de vir na ra do Aragilo, n. 38, poisa
su ausencia lem dado cuidado ao abaixo assig-
nado.
Custodio Jote da Silva.
Precisa-se de urna mulhorque seja forra, para
ir tratando de um menino quo vai para fra do im-
perio : a fallar na ra do Trapicho, casa n. 8, aos
Srs. Henry Forsler &' C.
Na sexta-feira da Paixflo perdeu-se, no conven-
branco com cruz o
LOTRRIA
Do Hospital Pedro II.
Os bilhetes da quarla quinta parte desta lotera
acham-so a venda nos lugares j annunciailos, e
brevemente se marcar o dia impreterivel em que
devam corrers rodas.
Precisa-se de pretal que vendam pflo pagan-
do-se vondagem : na ra do Burgos, (Forlo-do-Mat-
lo) padaria que foi do Allemilo.
O abaixo assignado, profossor substituto de phi-
losoplna e geometra no collegio das artes d'Olinda,
e ahi residente, na casa em quo morou o capUiio Pas-
aos, recebe anda aboletadossb sua direcgo ; para
o que pde-se tratar com elle om Olinda, e com scu
irmSo, Miguel Archanjo da Silva Costa, no Rocife,
collegio Santo-Antonio.
Joo Vicente da Silva Costa.
Dentista.
. to do San-Francisco, um rozsrio
ums andar, que ser gratificado. Roga-se a qual-
quer pessa que por acaso o comprasse, querendo
rologiodeouro ,........- .-,
grossa de prender na casado collete, o qual pode
ser facilmenlo rcconhccido pelos seguintes signaes:
saboneta, com a caixa quas lisa, tendo apenas um
simples bordado a roda falta-Iba o ponlcirinho dos
segundos a mola do fraca j no abre a lampa. O
furlo foi commettido, segundo o que vio urna escra-
va do andar do cima, por um pardo de bigodes, com
caigas pretas a jaqueta rscada que Iho pareccu le-
var umlivro debaixo do braco mas era um estojo
de navalhas com diversas cousas dentro das gave-
tinhaa, que foi lurtado com orelgioe acorrcnle.
Hoga-ae a quem souber, ou aprehender estes ob-
jeclos.que dirija-so a mesma casa quesera re-
compensado.
F. N. Calaco participa aos Srs. quo quizaren)
froquontar alguma das aulas por ello dirigidas, que
do boje[26]em dianteo acharan no bairro de S.-
Antonio, ra larga do Rozario, por cima da loja do
Sr. Lody.
Precisa-se fallar ao Sr. Antonio Jos da Silva
Magalhos a negocio de seu ulerease o para se Ihe
entregar urna caria de seu mano Manoel Antonio de
MagalliScs o Silva residonte em Loanda : no paleo
doCarmo, n. 17.
Quem precisar de urna ama para casa do um
homemsoltero, ou de poca familia, dirija-so a
Comboa-do-Carmo, n. 26.
suspiro, que dilacerava as
E o .nancebo exhalou um
entranhas.
O veMio approximou-se imi|iediatauenlc.
lie ee exclamou ene brindo o bracos.
Semelhaule grito attrablo a alleocao do mancebo.
Gilberto! exclamou igualmente Filippc.
Knuio Vossa Merc conhece a Gilberto, uieusenlior /
He a Gilberto que Vossa Mere* procura ?
Estas duas exclamaces eruzaiam-se simultneamente.
O vclho touiou a mao de Gilberto, esenllo-a toda ge-
Fiilppc abri o collete do mancebo, e pela,abcrtura da
carniza poz-lhe a mo no coraco. ^
Pobre Gilberto diS6e elle.
Meu charo 6lho! disse o velho uapirando.
Mas elle respira.' e vive!.....Ol! vive / nao ha du-
vida, exclainou Filippe. .,,,,, iii.ii
-Nao eaur Vojm Merc engaado ? Vivir elle ?!
Vive, porque o coracoblc-IU\ ,
Hcvefdade reipondeu o velbo. Quem me ajuda .
Quem me aluda Acola temos um clrurglao.
eul creme* iia meamos o moco, meu icnDor ;
inda aflora eu fui pedir ao cirurgio que me varease, e
elle rt'cusou Sazo-lu. .
Mas a esle meu rapaz, elle lia de cura-lo i exci-
mou o vclho desesperado. E qur elle queira quer nao .
AJude-me, meu senbor,ajude-me a coridusir para la a
Gilberto.
Anda que nao tenho senao um braco ; ei-lo todo a
sua dispoalcao, disse Fitlppe.
.B eu, assim'mesmo velho como sou, slnlo-Ure ago-
ra coi Torta Vamos l.
O vclho tomn a Gilberto pelos hombros, e o mance-
bo segviou-llie ambos o pes, po-los debaixo do braco
dirclto, e assiiu lram caminliano com elle at ao gru-
po a que conlnuava a presidir o operador.
Aqol I aqu! que est em perigo bradou o velho.
Primeiro, a gente do povo l A gente do puvo primei-
ro respondeu o cirurgio, fiel Sua mxima, e certo
entrega-lo a sou dono, v* a mesma casa, quo se pa-
gar o quo por ello so tiver dado, o so flear obriga-
ile
gara
'lo. ..
Achou-se, ha muitos das, um veo preto : quem
frseu dono, procuro na ra das Cruzes, n. 16, so-
brado da um s andar, quo, dando os signaes, Iho
ser entregue. ..... .
A'vista do annuncio do Joao dos Cocos, respon-
o Jorge arrefestolado ao casquilhoTl. A. N. que,
apezar de sua merc ter fu macas do Ingloz, deve
guardar os seusgodmes paraflepois de morto, se-
gundo so usa l na tena dos muaes...mesmo porque,
sendo mister Mun um tremendissimo pancada em-
quanto vivo, claro sl quanto deve redobrar depois
de morto em ras.lo, pois, dosta lembrauca, aconse-
llia o mesmo Jorge arrefestolado ao dito I. A. N. que
ha mclhor sua merc continuar na arla que usa
quando quer, qual lord Muxakai, passeiar airoso
n'um soberbo burro deseiscentos do que impor- _
tar-se tom os cocos quo os outros bebem al a vol- abaxo assignado, como tudo demonstrar opportu-
D. W. Raynon, cirurgio dontista dos Estados-Uni-
dos da Amorica do Norte, recentemonte chegado a es-
ta cidade, participa ao respeitavel publico e aos seus
amigos, que toncina seguir desta cidade para os
porlos do sul em breve lempo i assim, roga as pes-
sas que se quizerem ulilsar do sou prestimo, diri-
ja m-se ra da Cruz, n. 40, segundo andar.
Precisa-se de um caiseiro quo seja portuguez,
o que entenda de venda, defronte da matriz da Boa -
Visla, n. 88 : quem estiver nestas circunstancias di-
rja-se mesma.
No domingo do Pascoa do manhaa, desdo a
travessa do Lobato atrs da ra de S.-Thoreza at
a roa das Agoas-Verdes perdeu-se urna redoma do
marfim, com vdroe virola de ouro, em quo vnha
pintada a efigie de N. S. e de seu SS. Filho : quem a
achou pudo entregar na dita travessa casa n. 12,
do padro Brrelo, quo recompensar.
CHAPEOS 1)15 SOL g
Ra do Passeio-Publico. w. &
Joao Loubot participa ao respeitavel publico, que
recebeu, por estes ltimos navios francezes, um com-
pleto sorlimento de chapos deso, do seda, a mais
rica o superior qualidade; furta-cores a outrasmui-
tas conhecidas, tanto para homens, como paraSras.
e meninos. No mesmo estaboleciment ha um sorli-
mento do chapos do sol do panninlio, dos mais mo-
dernos; ditos muito grandos, proprios para homens
do campo : tambem lem chapos de sol do panninho
para meninos e meninas, por seren muito linos : po-
dem-se chamar chapos de economa. Na mesma loja
ha sorlimento de bengalas, bengalinhas o chicotes
muito modernos; cobre-sequalquerarmac&o do cha-
peo de sol, com sedas do tolas as cores e quali-
dades. Na mesma casa ha um grande sorlimento do
panninhos trancados e lsot, imitando seda, para
cobrir os mesmos : desta fazonda so vende a retalho.
Concerla-so todo qualquer chapeo do sol, por liaver
um completo sorlimento do lodosos perloncos para
os mesmos, com toda a perfeigao e brovidado.
Fabrica de pianos, na ra do
Queimado, n. 12.
Joao Vignes, tendo dirigido urna das primeiras fa-
bricas de pianos de Paris, e lando residido quatro
unios nesla cidade, pela quautidade do pianos de
todos autores e de todas as naces que tem con-
certado e afinado, acha-so habilitado para apreciar
os defeitos des tes ; por isso fez fabricar pianos de
proposito para este paiz, os quaes offerocem todas
as vantagens reunidas, que vem a ser : soguranca,
boniteza, voz superior ; sflo riquissimos e de mode-
los novos, como tifio team apparecido ; por isto con-
vida a todos os apreciadores a verom o experimenta-
ren! os ditos instrumentos, quo soaanca aos com-
pradores. Tambem tcm um grande sorlimento de
aviaraenlos para os ditos instrumentos, do piimei
ra qualidade, o vende curdas, em poreflo e a rr-
lalho.
F.m resposta ao annuncio publicado] no Diario
de l'ernambuco n. 75, do 1. de abril do corrento an-
uo de 1848, por Feliciano Jos Comes, o abaixo as-
signado tem a dizer que, em resultado das trasac-
ces commarciaes, havida entre elle o seu pai, o
Sr. Alexandre Jos Comes, Ihe he este devedor de
21:112,541 rs., liquido al 30 de junho de 1846, co-
mo consta das contasque o mesmo abaixo assigna-
do cntregou em lempo competente : alm disso, ha
anula outras IransaccOes por liquidar em favor do
re rs. que deve ao abaixo assignado? 0 Sr. Feliciano-
Jos Comes que aprsente j ascnplura da cossito
quo diz no Diario cima referido. Faca publico o
ajuste particular, na mesma mencionado. Euiraw
quaes sao assos por ceios da demanda. PuW'quai
outra escriptura de cessaodo valor de 32:255,153 rs..
feita noRio-da-Janeiro, pelocartono de Castro, em
19 de outubro do 1847, na qual houve quem c'!cs>
aquillo que n3o era seu. Publique qual he o obj. oto
que, partoncendo a scu dito nogro, cat>ja >Memb-
racado, ou quo ito esteja em nome del a Feliciano,
o Jcpois de tudo explicado com verdade, se conhe-
cor quem he o menino bonito o cheiroso. A res-
peito a divida que diz do 6:000.000 rs.. propria a nao-
cedida ao Sr. Feliciano, o abaixo assignado s dir
que, do inventario do seu casal, pelojuizo ae.or-
phaos, consta a verdade, e que o Sr. Feliciano use
dos meios ordinarios, para convencer a quem con-
testa-la, e quando estivor liquidada, sera paga na
forma da lei. Pode o Sr. Feliciano Jos Comes con-
tinuar com os seus annuncios, ao quaes o abaixo
assignado s tornar a responder se elle aprsentel-
os documentos e explicares exigidas, e na ralla se-
r lido, parante o publico, como deyo ser.
Josi Antonio Gomes Jnior.
__aprecisa-sade um criado, quo n3o tenha maiss
do 16 annos, e que d fiador sua conducta : no col-
legio S.-Antonio, no pateo do Carmo, ou no pateo
a S.-Cruz, segundo andar da casa do Sr. doutor Pere-
tti.se pagar ventajosamente.
la, misior Romper de Mu3.
O Jorge {Jaco ingle* Pancada.
Quem tiver um preto ou preta que sirva para
vender fazendas, eaquizer lugar annuncic ou
dirija-se ao JUorro-da-Boa-Vita n. 39, primeiro
andar.
muri de admiracao no meio do grupo que o cer-
de que, oadavez que a**iui responda, exviUv. um mar- ra aquelle cujo sotcorto invotava.
He um homein do povo que eu trago, disse o vcllio rollada eemurebecida, como a de um ycim., o r
com ardor, mas comecando tambem asentir o influxo bras flaccidas cobriaiulhe uns olhos de aernente,
da geral adlniraco que esse absolutismo do joven dou- bocea tinha-a retorcida como a de um epilptico ct
loraublcvova em redor de si.
Entn, depois das inulheres, disse o cirurgio : os
homens teem mais lrca do que as mulheres para sup-
porlar a dr.
Urna simples sangra, senhor doutor, disse o velho,
una simples sangra, ser bastante.
Ahi anda lie V. Senhoria, senhor Udalgo, excla-
miiii o cirurgio lobrigando a Filippe, antes de se aper-
ceber do velho.
Filippe nao rospiimlru urna palavra. O velbo julgou
que esse chasco se Ihe diriga.
yo sou dalgo, disse elle, aou homein do povo :
chamadme Joao Jacques Rousseau-
O medico alcou um grito de aorpreza, e fazendo um
sigual imperativo :
Deixeiu passar, diz elle, deixem passar o hornero da
natureza Dem lugar ao emauoipador dahumanidade .
Abrain camiuhoao cidado deGenebra !
Muito obrigado, meu senhor, inulto obrigado, disse
Rousseau.
Aconteceu-lhe algum incidente, meu senlror, per-
guntou o joven medico. '
A miin nao, masa esle pobre rapas : veja.
Oh Vossa Merc he como cu, exclamou o medico,
tambem representa a causa da humanidade I
Rousseau, penetrado d'emoco com semelhante trl-
umpho repentino, apenas pode balbuciar algumas pala-
vral ouasi inintelligivels.
Filippe tomado de estupefacto por se adiar em lace
do philosopbo que elle tanto admirava, arredou-se para
UIAjudaraiu a Russeau a depor a Gilberto ainda des-
uaiado sobre a mesa do sangue. ___
Foi nesse momento que Rouseeau lanfou oa olhos pa-
......- ha um mancebo aa
mente em juizo competente. Antes disso, poroto,
incumbe interrogar ao Sr. Feliciano Jos Comes,
qual o motivo por que seu sogro, o Sr. Alexandre Jo-
s Gomos, foz urna cessSo, o uflo o'ereceu o libollo
em seu nome ? N3o seria por temer a racoiivencao
e licar cm resultado condcninadoa pagar os contos
Idade Ae. Gilberto, pouco mais ou menos, mas am quen
traco algum mais recordava a juveutudeta lezcraama-
J. .._.._m|.aIA~ Mn.MA a .la i..n i'i'llm flS pilllK'
c a
ni ac-
cesso. \
Com as mangas arregazadas at aos cotovejlos, os
bracos cobertos de sangue, cercado de trocos humanos,
dissereis antes um carrasco a trabalhar, cnthusiasifl do
scu oflicio, do que um medico dedicado, que preencjiia
a sua triste c santa tbalo. \
Entretanto, o nome de Rousseau tanta influencia nel-
le produilra, que por um instante pareccu renunciar a
sua ordinaria brutalidade : abri delicadamente eom
urna tesoura a manga de Gilberto, comprimio-lhe o
braco com uiua atadura de liuho, e picou a vela.
O sangue correu gola a gota ao principio, mas d ah a
alguns segundos, esse sangue puro c generoso da moci-
dade rebentou como urna fonle.
Ora basta de sustos salva- loUemos, disse o ope-
.adoi% mas he necessarlo muito cuida.do com elle, por-
que o pello est em extremo amassado.
Resta-me agradecer-lhe, meu senhor, dlssc Rous-
seau, e tambem iouva-lo, nao pela exclusao que laz em
favor dos pobres, mas pela sua dedicacao pelos pobres.
Todos os homens sao maos.
At" os nobres, at os aristcratas, at es ricos ?
perguntou o cirurgio com tal aspeilo, que os agudos
ulhos Ihe brilharam sb as pesadas palpebras.
At os nobres, at os aristcratas, at os ricos,
quando padeceni, respondeu Rousseau.
Queira perdoar-me, meu senhor, continuou
rurglao, mas eu sou de Baudry, ao p
sou tiuisso como Vossa Merc, e por conseguate um
pouco demcrata.
Meu compatriota : exclamou
Como se chama ? Que nome tem ?
Um homein obscuro, meu senhor, o nome
Aterro-da-BoaVista, n. 16.
Pommateau, cutileiroe ar*
meiro,
tem a honra do participar ao respeitavel publico
que recobeu do Fra,nc. polo ultimo navio, um sort -
atento de armas francezas, espingardas, pistolas do
montara e de algibora, superiores espoletas de
marca G ; tudo quanto portence a cutilana Unas
navslhas, as quaes so garante; estajos com todos os
seus pertonces para homem; brides, esporas, chi-
cotes, bengalas, bandejas, potes do banha prepara-
da para conservar o lustro do ac o prohibir que so
enferrujo tudo por preco commodo.
Compras.
Compram-se vidros velhos quo foran de espe-
lhos tanto pequonos como grandes; 6 pesos do
ferro de urna arroba cada um sendo olles inservi-
ves: na ra larga do Rozario, ns. 6 a 8, outi-ora do
Quarteis.
Compra-so urna mulatinba clara e de boniU
figura, que tenha do idade 13 a 16 annos, que seja
recolhida, e saiba cozor o engommar: adverte-so
que he para esta cidade, para dar-se a urna noiva :
quomativor e quizar vender annuncie, ou dirja-
se a ra da Cadeia do Recife, n. 32, quo se dir quem.
a pretendo.
Ccmpra-so urna padaria quo seja em boa ra, o
esteja afreguezada, no bairro do Santo-Antonio, ou
llecifo : quem a tiver a a queira vender, sendo livro
o desembalada, annuncio.
Vendas.
mil
MEZ MARIANO,
rs. : na praca da
Independencia,
O Cl-
dc Ncuchalel ;
Rousseau ; Suisso
de um
Iilll UUIIICIfl UMV*., i.vw *^....--------------- --
homem modesto que vota a sua vida ao cstudo at po-1
dr um dia, como Vossa Merc, dedica-la a fellcidade do I
geuero huiusus cUaiao-we Joao Paulo Maial. I
vende-se a
ns. 6 e 8. i n
__Vendem-so, a moeda ou a pra-zo, com boas ur-
mas, ou permutam-so com propriedades uosta pra-
ca, muito bons terrenos, e proprios para sitios, nos
lugares seguintes : na matta da Torro, a margom do
Capibaribo, um com oilocentos palmos de fronte, o
fundos duplicados, a 5.000 rs. o palmo; outro na es-
trada do Toque, com 600 palmos do fronte o lOO do
fundo, a 4,000 rs.; outro na anliga estrada do Giqui3,
com 600 palmos de frente o 160 do fundo, a 3,000 rs.
o palmo ; outro na estrada nova, defronte do enge-
nho da Torre, com 600 palmos de Trente e S500 do
fundo, a 10,000 rs. o palmo ; outro oa estrada do
Bonci.com 600 palmos do frente e 2000 da fundo, s
G000 rs. o palmo: quem os pretender dinja-soa
ra Nova, casa n. 47, segundo andar, ou ao engenho.
San-Joo da Varzea.
FlMIHiMI' DE FERRO.
Na fabrica do M. Callum & Companhia enge-
nbaros machinistas e fundidores do ferro, na ra
do Brum, no Recie, continua havur um grande sor-
limento de taixas para engenhos e moendas de can-
oa de lodos os lmannos e dos modolos os mais
modernos o approvados. Na mesma fabrica conti-
na-se a construir do encommenda machinas da
vapor, rodas dagoa, rodas dentadase todos Mmato
ohjectos de machinismo com a perfeicSoja conha-
cida, por preco commodo.
aMawaaSB
_ Muito obligado, senhor Marat, diss.'".'
ao esclarecer este povo acerca dos seua direilos, oio
excite vlnaanca ; porque, se elle um dia se qulzer vm-
gar, tavez qBue Vosia MercO mesmo se amedronU come*
represalias. ,.
Marat surrio con. um sorriso diablico __
Oh se esse dia assomar c eu lor vivo l ante, ene ,
se eu tiver a fortuna de ver esse Ha.....
Rousseau oiivio casa* palavras ; c aimato caa f-
cenlo con, que fram dilas, como o v ajor ^
o primeiro roncar de um Irovao longlnquo, tomou aOll-
berto nos bracos e tentou carrega-lo. A-cidid
Vcnham dahi dous homens de. vontade oaciauM
para judamu a Mr. Rousseau : dou. horneo, do po-
vo. disse o cirurgio.
Nos nos nos! gritaran dez vozea.
Rousseau podia e.colher o. que V*^***
dous dos mais vigorosos, que tomaran a Gilberto uoa
b,ECao'rtirar-.e paaftra o phllosophd por junto de Fl-
11 P-Tome l, meu senhor. Ihe disse elle agorainJ. te-
'hEcotinnou o seucaminho eatiemecendo aceda^ina-
uuio, porque se ouvia sempre vibrar por cima dessa
campo de lucio a voz estridente do cirurgio que gll-
" A gente do povo S a gente do povo Malditos ic,
jam os nobres, oa ricos e os aristcratas .
I
(Comwwar-ai-ae)
MUTILADO


*6
ma

Vendem-se postillas da analysede coostituglo
? rao segundo anno da academia de Oloda ; dilas
"direito publico para o primeiro anno .- na ra da
Madre-de-fleos, loja n. 3fi.
Vende-so um moleque muito lindo, de 12 aor
nos; um pardo de bonita figura de 30 minos, per-
fcilo carreiro e cortador de carne ; urna preta mui-
to moca com alcumas habilidades : na ra do Vi-
gario, n. 24, se dir quom vende.
Vendc-se urna correte para senhora ; umre-
logio do ouro ; um dito dourado; e outras oais
obras de ouro : na ra do Rangcl, n. 10.
Vcndem-so saccas com arroz de casca, a 3,300
rs.: na ra da Cadcia de S.-Antonio, n. 21.
Vende-se um prto de nagio, ou aluga-se: na
ra da Cadcia de 5.-Antonio, ti. 21.
Estojos com rluas iiavalhasii
glezas, para barba,
fabricadas peto melhor autor, ebegadas no ultimo
navio de Inglaterra por 2,000 rs. cada estojo. Es-
tas navalhes s0o garantidas, porque nflosselro-
camasquoporventuranlo saiam boas, como tam-
bem so restittie o seu importe, quando o compra-
dor por acaso se nlo agrade do nenhuma del las,
depois do experimenta-las, isto estando som ferru-
gem e bem tralndos : vendem-se na run larga do
Rozarlo, loja de miudozas do Lody, n. 35.
Novos ganibrces.
Vendem-se corles de digas da encllente o supe-
rior ftzenda denominada gamlirefio, pelo barato
privo de 1,800 rs. o corte : esta fazendn tanto cm
goslo como cm qualidaric, rivalisa com ns meldo-
res Casimiras : na na do Collcgio, nova loja da es-
trella, n 1.
Vendc-se, ou arrenda-so um'grande sitio na run
Imperial, com duas moradas de casas una para
grando familia, na frente da ra e oulra mais pe-
quena dentro do mestno sitio com bons parre i raes
c militas frtiteiras de boas qualidades todas novas
e j dando fruto, rom um grande viveiro no lundo
nariia Hireita, n. 135, loja de cera onde se tara
qualqucr dos negocios, por seu dono ler de retirar-
se por molestia.
Vende-se brim pardo liso, de lindo muito fino ,
a400rs. a vara ; fuslflo pintado, a 320 rs. o cova-
do ; macedonia meclada, a 320 rs. ocovado; fran-
klm do cores, a 800 rs. o covado; chitas escuras, a
80 rs. o covado ; chapeos de sol, a 5,000 rs. ; o ou-
tras muitas fazendas por commodo prego : na ra do
Qtioitnado, loja n. 8.
--Vendem-se 3 lindos moleques de 15 a 18 annos ;
2pretos de25annos, proprios para todo o servigo ;
2 punios de 16 a 24 annos sendo um dulles bum
rarreiro ; urna mulalinlia de 10 annos ; unta uiu-
lntinha e urna negrinha de 13 annos ; unta do 10 mi-
nos com principios de habilidades ; 3 pretas de 20
a 25 annos, urna das quaes com habilidades; urna
preta de idndc, por 160,000 rs. ; um casal de escla-
vos do servido de campo e de boas figuras: na ra
do Collegio, n. 3, segundo andar, se dir quem
vende.
Vende-se o Corsario portuguez, romaneo cm 2
v. ;osMysterios de Pars,'10 v._; Jobo sem medo, ou
* justicados maridos 1 v.; livrindos de sortes para
anoitedeS. JoSo; folhelinhos de forma de asson-
tar dinheiro, para meninos de escola ; um sorliiiien-
to de oruces sendo do S. Benedicto S. Filomena,
S. Luzia, S. Hita de Cassia S. Pedro Apostlo, S.
Bartliolomeu S. Onofre ; exorcismos contra as
lotnbrigas ; Memorias das indulgencias da cora
dos martyriosde Y S. Jesus-Chrislo : ludo por ba-
rato prego : na ra das Cruzes, n. 12.
C'heguem.freguczes, antes que
;.e acabem as pech indias do
baraleiro M a noel Inaqoui
Pascoal liamos, no Passeo
Publico, n 19.
Vcndem-so chitas muito finas, a 120,140,160,
200, 240 e 300 rs. 0 covado, e a peca a 4,500, 5,500,
6,000, 7,000, 8,000 o 10,500 rs. ; cassa-ebita, a 1,920
rs.; ditas finas, a 2,500 rs. ; longos de seda, n \#
rs. ; ditos para grvala a 400 rs. ; csguiiio, a 2,000
ts. ; panno fino a 4,500, 5,000 e 5,500 rs.; dito
azul, a 4,000 rs. ; mailupolflo de todas as qualidades,
a 3,000, 3,200, 3,500, 4,000, 4,500 e 5,003 rs. ; a I (jo-
dii, n 2,000 rs. a pega ; sarja despatillla, a 2,000,
2,300 o 2,500 rs.; ricos i iscados francezes, a 200 rs.;
cortes de lila para caigas a 2,500 rs.; ditos de ca-
simira o 6,000 rs. ; chales de I fa finos a 2,400
rs.; ditos de larlatana a 500 o 800 rs.; ditos de
nietim a 1,000, 1,200 e 1,280 rs. ; pelle do diabo a
200 rs. ; grvalas de cassa a 200 rs.; chapeos de
sol, de seda do melhor goslo que tem apparecido,
a 5,500 rs.
No Passeio-Publico, loja de urna
soporta, parede e meia a fabrica de cha-
peos de sol vende-se una poraeo de
chapeos de sol, de seda de armacSo de
ac os mais finos e mais modernos que
teem viudo de Paris, pelo diminuto pre-
So-deS^oo rs. cada um, Na iiicmn i rua ,
n. 19, tambem vendem-se os mesmos
chapeos de sol pelo'mcsmo preco. Es-
pera-se a concurrencia dos fregueses,
pela boa qalidade dos chapees.
Itrios ti aneados de Ijsiras e
q uad ros.
Vendem-se superiores cortes de brim (raneado de
lis tras c quadros, para caigas, de lindos goslos o
ii'e 'oa qalidado pelo prego do 2,600 rs. o corto
na ua do Collcgio, loja nova da estrella n. 1.
Casimira elstica, a 7110 rs. o
covado.
Na loja Ua esquina que volta para a rua do Collc-
gio n. 5, vetule-se casimira clstica tle lila e algo-
lo de lindos padrflos e muito encorpada pelo
btalo prego do 720 rs. o covado, e que se torna
recommenavel para a eslago presente.
lucos tapetes
para oroar salas, mesas, candieiros, lautcruas, cas-
tigaos ocampainhas, redondos, quadrados o trian-
gulares bordados o de oleado com lindas franjas
de 18a do todas as edres; luvas de torgal, proprias
para a Quaresma, ao ultimo Rosto de Paris, pretas e
brancas com dedos o sem ellos, a 1,600 ts. o par ;
alpaca do linho, a 640o 800 rs. o covado : na rua do
Queimado, n, 27, novo armazom de fazendas, de
Raymundo Carlos Leite.
Sarja hespanhola.
No novo armazcm de fazendas, de Raymundo Car-
los Leite, na rua do Queimado, n. 27, ha chegado
um ptimo sortimento da verdadeira sarja bespa-
nhola, a 3,200 rs. o covado ; tambem ha do 2,200,
2,500, 2,800 o 3,000 rs.; panno fino, prova de li-
mad, a 3,800, 5,000, 7,000,8,000, 9,000 o 10,000 rs. ;
chapeos francezes finos, do ultimo gosto de Paris .
com aba maior, conformo a nova moda, a 7,000 o
8,000 rs. Ncsto armazem tambem se vendem fazen-
das por atacado o mais barato possivel.
Sarja mais barata nao he
possivel.
Vende-se superior sarja preta hespanhola pe-
lo barato prego do 2,000 rs. o covado : a sua quali-
dade he sufiiciento para chamar os compradores:
na rua do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
Polassa e cal virgem.
Vende-se muilo superior polassa,
poneos das desembarcada, e cal de Lis-
boa : notarmazem de fialtar & Oliveira,
ni rua da Cadeia no Itecife, n. n.
- Vendem-se aeces da ex-
onda companhiade Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, rua da Cruz,
ir. 9.
Vendem-se presuntos, bldese tinas proprias
para lavar roupa ; vassoura para varrer salas e ta-
petes : ludo ltimamente chegado dos Estados-Uni-
dos : na rua da Cruz, n. 7, armazem do Davis & C.
Novo panno para lcnces.
Vende-se superior panno para lenges, com 2 |
varas do largura pelo barato prego de 3,000 rs. a
vara : esta fazenda lie melhor do que a bretanha de
Irlanda, da inesma largura,que ltimamente se ven-
deu nesta mesma loja, por ser do puro linho : na
rua do Collcgio, loja nova da estrella, n. 1.
A 400 rs. o par.
Na loja de Guimariles 5c Companbia confronte a
arco de S.-Antonio n. 5, vendem-se meias de seda
prcla curtas pelo barato prego de 400 rs. o par.
Ililho.
Vendc-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes da
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
Cambraia para cortinados e
mosquiteiros.
Vendem-se superiores camjiraias do ramagens o
mais fino o de sublimo gosto que teem apparecido ,
dar cortinadose mosquiteiros, pelo barato prego
pe 1,000 o 1,200 rs. a vara : na ruado Collegio, loja
nova da estrella, n. 1.
Vende-se, ou permuta-se por casas ou escra-
vot, um grande sitio perto da praga, com boa casa,
muitas (rucias com mais de 500 ps de mangabei-
ras, coque iros c urna malla do dendezeiros urna
grmdc planta de capim e grandes bailas para con-
tinuagfoda mesma planta, um cercado que sus-
tenta 30 vaccas de leite na maior frga do verSo,
urna boa malta com boas madeiras para cercas e
boas lenhas para padarias o olurias, trras para
plantagOcs de mandioca, que regulam 102 alqueires
o meio de familia : a tratar com o proprictario da
padaria do Manguind.
- Vendem-se ancorclas de
diversos tamaitos, com vinho da
Madeira, linio e branc, de supe-
rior qalidade: no escriptorio de
Oliveira Irmos & C, na rua da
Cruz, n. 9.
- Vendem-se, na
Francisco Joaquim
E& Vendem-se chapeos de superior
j^BS^castor, brancose pretos, por preco
mu lo barato : na rua do Crespo, n. la,
!oj& de Jos Joaquim da Silva Maya.
A I#600 rs. ocovado.
Vendc-se merino preto de 7 palmos de largura ,
pelo barato preco de 1,600 rs. o covado : na loja da
esquina que volta para a rua do Collcgio, n. 5, de
Guimares & Companhia.
Casimiras elsticas, a 640
rs. o covado.
Vendem-se casimiras elsticas de 13a e algodSo ,
pelo diminuto prego de 640 rs. o covado : esta fazen-
da torna-se muito recommendavel para a estagSo
presento, por ser multo encorpada o os seus pa-
drOes o melhor possivel: na rua do Collegio, loja
nova da estrella, n. 1,
Vcnde-se um grande e bonito cavallo mellado,
nrdigo e bom andador sobre as redeas de passo a es-
quipar de redea solta : na rua do Queimado, n. 30.
FARELUNOYO.
a 4,?300 rs.
Saccas grandes de 3 arrobas com trelos: no arma-
zom de J. J. Tasso Jnior, na rua do Amorim, n. 35.
Vendem-se saccas de farinha, ditas de arroz pi-
lado, ditas de milho dilas de l'eijao ; na rua da
Cadcia do Recife, n. 8.
Vende-se urna casa no Pogo-da-Panclla, na
rua do Rio, com frente para o sul, com muitos com-
niodos e asseiada, com quintal sofTrivcl, com urna
grande rampa que faz palamar, com altura suficien-
te que fico assobradada pela frente : na rua de Mor-
as, n. 106.
Fogo.
Na fabrica de licores do Aterro-da-Boa-Vista, n.
17, de Frederico Chavos ha sem pro porgio de pali-
tos de fogo em magos grandes a 2,000 rs,. o cento ,
os quaes silo feitos com toda a perfeigo, e nao de-
generam no invern.
Chitas pretas assetinadas.
Vendem-se superiores chitas pretas assetinadas,
muito acreditadas pela sua qalidade, a 240 rs. o co-
vado ': na loja da rua do Collegio, n. 1.
Participa-se
nos freguezes do bom o barato, que se vendem cha-
les do bal/orina, a 2,000 rs.; setim preto maceo, a
2,200 rs.; cambraias de seda, a 10,000 rs.; chapeos
de sol, de seda, a 5,500 ; cortes de cambraia abor-
ta, a4,500 rs.; pegas do bretanha de Franga, a 3,500
rs.; chales de seda, a 10,000 rs.; ditos de Ifla e seda,
a 5,000 rs.; meias do seda preta, para senhora, a
1,800 rs; luvas de dita, a 600 rs.; lencos bordados,
para senhora, a 320 rs.; mantas de seda, a 8,500 rs.:
casimira preta elstica, a 3,000 rs. o covado; los pre-
tos, a 2,400 rs.; fazenda de caiga, a 240 rs. o cova-
do ; chitas de coberla, a 200 rs. o covado, e a pega a
7,000 rs., o de cores lisas; cambraias decores li-
sas c padrOes modernos, a 640 rs. a vara ; sarja
hespanhola, a 2,400 rs.; longos de seda de peso, a
2,000 rs.; camisas de meia, das molhores que appa-
recem no mercado, a 1,400 rs.; brim branco, de pu-
ro linho, a 1,400 rs. a vara; dito trangado pardo, de
linho, a 640 rs. a vara; bicos de todas as qualida-
des; merino; esguiflo fino; cambraias; cassas ; e
outras limitas fazendas, por pregos mdicos, e sem
dfeitos : franqueiam-se.amostras aos compradores :
na rua do Queimado, ti. 46, loja do Magalhfles e Ir-
md.
Vende-se panno de algodSo da Ierra, da mais
superior qalidade : na rua Crespo, n. 23.

loja de
Dnarte,
na ruado Calinga, n. i C, lencos de gar-
c-i, de lindos padroes, a 1,000 rs. ; ditos
de seda para gravatas pretos e de cores;
luvas de seda, curtas e compridas, para
senhora ; dilas de pellica, bordadas e li-
sas ; benglinhas linas, a 3so rs. ; e ou-
tras militas mindezas de bom gosto, por
muito barato preco.
Hiscados ministros.
Vendem-sc riscados francezes a 320 rs. o cova-
do de vara de largura u os seus padrees e quali-
dades silo es lucidores que se pdem desejar: lia
rua do Collegio, loja nova da)cstrella, n 1.
Faunos finos.
Vendem-se superiores pannos fios, prova de li-
mito azur, a 3,000 rs. o covado ; ditos pretos j
bem condecidos pela sua baraleza o qalidade, a
4,500, 5,000, 6,000, 6,500 e 7,000 rs. o covado; casi-
mira preta de boa qalidade, a 6,000 rs. o corle;
dita litniste, de largura do panno, de superior qa-
lidade, o mais fino que ha a 11,000 o 12,000 rs. o
corte : na rua do"Collegio loja nova do estrella ,
n. 1.
Vende-se, para fofa da provincia, um escravo
Sardo de30annos pouco mais ou menos, sadio, di-
cta figura, bom carreiro o cargueiro, e que he h-
bil para todo o servigo de engendo e mestno para
pagetn : na rua do Collegio, n. 23, a rallar com Jos
Autouiode Souza Machado.
Nesta loja vendem-se cortes de cambraia do
ricos padrOes o tintas seguras, a 3/, 3,500
c 4,000 rs.
Mmfflwmmwami
Vendo-se assucar refinado em pSes do 10 a 11
libras : na ruado Trapiche-Novo, n. 22, armazem
de Ilebrard & Companhia.
Vendc-se o sobrado n. 7 na travess da Madre-
de-l)eos de dous andares e solSo com varandas
de ferro a tratar na rua da Cruz, n. 50. .
-- Vende-se um pardo de 22 a
24 annos, ptimo bolieiro : n a
rua da Cadeia-Velha, n. 37.
~- Vende-se na ruada Cruz, n. 26, venda de S
Araujo, cera de carnauba muito superior; spa-
los e botins feitos no Aracaty obra muito boa ;
urna grande porgio de saceos vasios, que anda ttSo
serviram proprios para farinha por levarem um
alqucire raso da medida velba ; superiores pennas
do etna ; sola ; couros miudos; o bezerros.
Vendem-se 2 moleques um de 10 annos, e
o oulro de 12, de bonitas figuras : na rua da Cadeia
do Recife, luja de Inflo da Cunda Magalbaes
Vendem-se 2 pardos mogos, do bonitas (guras,
sendo um bom oflicial do sapaleiro e o outro al-
faiate; um cavallo novo, bom esquipador, passei-
ro e carregador : tudo por prego commodo: na
rua do Moras sobrado n. 48.
Vende-so urna preta de20anoos de bonita fi-
gura que ougomma, cozinda e faz todo o servigo
de urna casa ; um preto mogo, bom para todo oser-
vigo, lano da praga cerno do campo: na ruado
'usseio, loja n. 19, se dir quem vende.
leu da m a o barato freguezes !
Toucs de setim bordadas de seda e de ponto do
marca ; dilas de lil do lindo, forradas de seda ; di-
tas sem seren forradas : ludo obra muito bom feita,
por baratissimo preco : na rua do l'asscio, n. 13.
Veudc-se um oiulalinho muito lindo de 15 an-
nos ptimo para pagem ; um moleque da mesrn
idade; 4 osera tros mocos de bonitas figuras; tr
mulatinhasde14annos, recolhiJas ; urna negrinhi
de 13 annos; ( escravas magas, com varias habilL
dades : na rua Direita, n 3. ^'
Vendem-se 59 alqueires de farinha da terr
por prego commodo, muito nova e- boa : na ruij
Hortas, n. 106, ou na rua da Cadeia do Recife, ciu
de Joflo da Cnnha Magaldes.
Vendo-se, ou troca-so por predios aqui na pn.
j urna escolente fazenda de gado, na ribeiraJo
ss com periodo 600 cabocas do gado vaceum
larga estensSo do terreuo e abundancia de rima'
que durante os tres ltimos annoadn secca nenlturn
prejuizo soflreu attentas as vanlagens cima acon-
tadas : na rua do Hospicio, n. 91. ,
Vende-se cevadinda de Franga, gomma di
araruta tapioca do MaranhBo, oevada por preco
commodo : na rua dsi Cruzes, n. 40.
Vende-se um itio na estrada doj
Alllictos, com boa casa de y venda, de
pedra e cal, com sotao, cozinha fra e.
tribaria para m cavallo, bom poro o
qual admilte ora, todo cheio de arvo-.
redo novo : na mesma estrada, a fallar
com Joaquim de Oliveira e Suia.,
Deposito de vinagre da fabrica
da rua Imperial, n. 7.
na fabrica de licores, doFrederco Chaves, no Ater-
ro-da-Roa-Vista, n. 17, onde se achara sempre
grande porgio e por prego commodo.
Vende-se urna armagio 2 bragos de balanga ro-
mana urna balanga grande e pesos, tornos de me-
didas, e oulros utensilios da venda da rua da Cruz
n. 66 : a tratar com Miguel Joaquim da'Costa, naru
da Senzalla-Nova, n. *.
Vende-se urna escrava com habilidades, e sem
vicio algum: na rua de S.-Jos, Junto a igr_eja,
n. 49.
Msicas para pianos.
Na rua do Queimado, n. 12, 1.* andar, ha um
grande sortimento de msicas as mais modernas que
ha na Europa, e dos primeiros mestros.
Vende-se o engenho Timb, distanto desta prtcs
4 legoas,corrente e.moente com agoa, d boa e regu-
lar producgfio, com a safra de 2,500 pSes pouco miis
ou menos ou sem ella. Este engenho he de consi-
deravel importancia, nlo s no presento como no
futuro, por conler mais de 4 legoas de terreno ca-
berlo de maltas virgons, e com capacidade de se le-
va uta rem engenhos d'agoa e de beslas. A tratar no
mestno engenho, ou no sobrado aolado da cadcia,
n. 23.
Esc ra vos Fgidos-
Fugio, no da 18 do Janeiro, um cabra, de tiome
Joaquim alto, reforcado, de idade com a barba
branca ,cabellos corridose bem pretos; levou um
surrlo de pOlle de carnefro chapeo de bala usa-
do caigas de algodito do listras rotas no atiento ;
tem os torno/ellos dos ps um tanto Jochados. Es-
te escravo j foi preso em S.-Lourengo-da-ratta e
tornou a fugir junto aos Remedios, do poder de
urna pessoa que oconduzia para esta eidane; teio
do Maranbo e diz ser de Casias: quem o pegar le-
ve-o a rua do Vigario, n. 24, que ser recompen-
sado.
50#000 rs.
Fugio, no dia 22 do margo prximo pastado, do
engenho S.-Francisco, em S.-Antonio-Grande, pro-
vincia das Alagoas, a escrava Benedicta, parda, bem
parecida clara cabellos corridos, olhos pretos,
beigos grossos denles limados, peitosgrandes,pet
seceos ; tem no drago direto um sino salamlo, a
no outro um coraglo deslrs feitos de agulha com
tinta azul; tem 20 annos de idade. Esta escrava he
de Gongalo Rodrigues Marinho morador em o dito
engenho sonde pode ser entregue, que receber
a graliiicnglo cima ou nesla praga a j. O. Campos,
na rua do Queimado, n. 4.
Fugio, no dia 6 do correle, do engenho Pindo-
bal, do tenenle-coronel Jos Francisco Lopes l.iins,
situado na comarca de Nararelh, o cabra Mathias, ca-
bellos carapitillados, rosto largo, pouca barba,grosso
do corpo; lovou vestido camisa de elgodUozinho azul
trangado; he carreiro, o tem cosltfme de andar de
apragulas; consta estar para Agoa-Fria, ou Mara-
Simplicia,na cidado il'Olinda: roga-se as autoridades
policiaes, capilDesdc campo e pcssas particulares,
que o apprehendam o o conduzam para o dito enge-
nho, que serSo generosamente recompensados.
Fugio, na noite do dia 24 do correlo, de bor-
do do patacho Dout-lrmdo$, um preto, de tiome Joa-
quim de nag.to Angola de 28 annos, de estatura
baisa, cor bem preta ; levou camisa de riscado ame-
ricano caigas de brim chapeo de palha, tudo sujo
de alcairin : quem o pegar eve-o a rua do Trapi-
che, u. 6, que sera bom recompensado.
Fugio, no dia 25"do correle pelas 7 horas Ja
noito o preto Elario bastante alto e cheio do cor-
po ; tem a'lgumas marcas do besigas pela cara, o
falta de alguns denles na fronte; tem os ps muilo
grandes; levou camisa d modarolo muito tuja
rola-, ceroulasou caigas brancas, bata encarnad*,
o sem chapeo: quem o pegar levo a rua das Laran-
geiras, o. 14, segundo andar, que ser recompen-
sado.
Fugio, no dia 18 do correte mes de abril, o es-
cravo Sevcrino, pardo, de S2 annos pouco' mais ou
menos. Este escravo foi comprado no dia anterior
[17] por Jos Pereira de Araujo ao Sr. Simplicio Jo
oSousa Lima morador no lugar Rspihno-l'reto,
comarca do Limoeiro ; ha toda dcsconflatiga que o
dito escravo fugio para aquello lugar, par.ser lili
casado sogundoolie mesmo diste; levou caigas de
brim e camisa (le algodOozinho por cima das mes-
mas caigas ; e chapeo do couro tem cm um doa 1-
dusda cabega um signal anda fresco do pancada
quo fevon. Roga-se as autoridades policiaes ca-
pitiies d.e campo ou oulra qualquer pessoa que
appredendatn e lovem-no ao dilo seu sonhor cima ,
ios Pereira de Araujo, no engenho Ajudaiite, fre-
guezia da Kscada ou nesla praga a seu coffespou-
dente Rodrigo ta Costa Carvalho, quo serSo recom-
pensados.
Per*.
VA TxP. DEM. F. DE PARIA.
-i848


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