Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05470


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Full Text

AniiQ de 1848
Terja-feira US
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i- ')I4R!0 pa!'l-7*'*tonos oj di? que n"o
,,m'le Wi" o P<-<"1 'gnturt he d^
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PIIASES DA LA. ISO ME* DE ABRIL.
,,ua no.. *> 8 > min'd' ,,rde-
Vscenle I". aos >0 mta.d urde.
La cheia a 17. ">'" de-tarde.
H psoant 20. os I min, o Urde.
PART IVA DOS CQRREIOS.
Ivoe
lolaun?, Parahlba asegundes elextasfeiras
lUo-Urande-dn-Norte quinta eirasaomeiodia
CtbW, SerinliJcm, IlioFornioso, Purto-Ca
Macelo, no I.*, a II e II de cada mex.
('aranlium e Bonito, lie 25.
Boa-Vi-ta e Florea, a Itt'"
Victoria, as quiutas-feitas.
Dliuda, todos os das.
cJ8.
PRF.AV1AR DE HOJE.
I'rimeira, i I" horas e 8 minutos da aaanbSa.
Secunda, s 10 horas e 30 minuto* da larde.
de Abril.
Armo XXV.
N. 94.
*
das da semana.
I* Segunda. ** S. Fidelis Slmarinza.
25 Terca. >ff S. Marcos^EvaugelisU.
JO Qitarta. S.P-drn i.'eRales. Aud.do l.dociv.
da J v. e do..'. de paa do I diat. de t.
27 Quinta. S. Tertuliano. Aud.do J.dot orpli.
edo J.m da I. rara.
28 Sexta. S. Vital. Aud. do J. do civ. da I v.
e do J. de pat do I diat de t.
20 Sabbado. S. Pedro Marljr. Aud.do .1.do civ.
* do J. de pat do I dist. del.
10 Domingo, a. Cathariua de Seuna.
CAMBIOS NO DA JJ DE ABRIL.
Sobre Londres a 27 d. por l|000 rf. a (0
Paria 115 350 rs. por ("rauco.
a Lisboa loo por loo de premio.
Dse, de lettras de boas firmas I /, '/a
OnroOneas bespanhotes.... #5(m> a
Moldas de J'OO velh lfiOO a
' deOltOO nov.. lSfOOO a
de 4JoOo..... l"n0
Proln Pataco**........ l#920 a
Pesos columnares... 1J02O a
pitos mexicano*.... IfSOO a
Miud.............. IjOa
Acedes da coinp.do Uelieribe Je 50/000 rs
das.
aom.
MllM
Ilioo
iSflO*.
JlftO
lfn*0
l#*f
IJ820
I #940
,ao paa
DIARIO DE PEEKTAMBUCO
EXTERIOR.
CORRBSPONDKNCIA DO DIARIO M PERNAMUTTCO.
Lisboa, 19 di marco de 1848.
As camarai to oceupar-se la grande questao de fa-
lcada. Sap inmensas os interesses vinculados a lio in-
Icrrssante objecto. Se a* reformas es economas se fi-
lerera devida e reflfetidamente, cara linparcialidade e
* bcra do publico, lalvcz scjaiuos salvos, c o nosso cr-
dito se restabrleja. Dlz-se que n parlamento c o gover-
no eslo compenetrados da graridade das circumslan-
clas. Oxalque assim seja.
O prasairiento do governo, rmqunnto necessidade
df reformar, he grande e tncon testavrl, est na cabera e
no coracao de todos os homens (Ilustrados do paiz : pe-
der soflVer alguina modifica jo, porm nd grande op-
posieao j parque todos conlieceiu a absoluta necessida-
dr de cortar rasoavelmente na despeza, para que re-
ceia possa fazer fnce aos gastos do estado. Os sacrificios
que se exlgem sao grandes, mas nlngiirm te deve sub-
Irahir a elles, pois.ao reclamados pelas nonas doloro-
sss cSrcistaicIss. P.r&i-mar sas he c.uii, era dei-
xar na miseria e no esquecimeto mu i tos dos servidores
do estado.
, Na pretenja de m dficit espantoso, augmentado pelas
?cmsequehcias da ultima guerra civil,, e quando talvez
apparecam novos e grandes acntecimantos, he impos-
sivel recusar toda a. annuencla ao systema das redtic-
coi's. Ot errdores do estado a quein tanto" se deve, nao
devein ser as nicas victimas inininladas aos apuros da
slluajfio. Nao se lhes pagar nada, he injusto e atroi:
sejam os seus juros diminuidos; maspaguem-se-lhcs. Os
enipregados pblicos nao sao menos merecedores de que
o parlamento seja compasslvo e juslicciro com elles.
Existe aqui o prf'conccito deque os empregados vlvem
satlsfeilus c replet, e que sao elles o* prlmeiros a
quem deve chegar a fouce das reformas.
povo he de ccrlo merecedor de que os encargos Ihe
peset o menos possivel, e nao he geralmente to feliz,
que possa supportar o augmento de grandes sacrificio;.
Entretanto, ser muito nobre a coragem que se empre-
gar para lne faz.er conip.i-ehcnder a utilidade das rcfir-
inas, redueees e sacrificios. Sein estes sacrificios, e sem
os fazer bem coinprehcnder s partes tesadas, ser tudo
inulil, niio se recobrar nunca o crdito.
Na cmara dos deputados ja hontem se discuti urna
das propostas do governo : a que pede autorlsacao para
levantar 500 eolitos de ris sobre as decimas, ou por nu-
tro mel que julgar conveniente, para fazer face s des-
pezas do pagamento sos servidores do estado, at ao fin
do auno econmico, sto he, al julho. Este projeclo sof-
freu pouca opposieao : as duvidas versavam sobre o lis-
trete do* rendiinentos da junta do crdito publico, que
o projecto taiiibem autoi isa porm, mostrando-se pelo
projecto que esses distracles tinham indemnisacao mar-
rada, e havendo o ministro da fazenda declarado que
niio lancariamio dos rendimentos applicados a paga-
mentos J abertos, o projecto foi approvado.
O inesmo ministro disse que, constando-lhe que os
projecto* do govortfo tinham feito subir o agio das no-
tas do banco, (que se acta a 2/600 ris,; declarava ^que o
governo nao .liuha intencao de as tirar da circilacao
que era verda<}e que creara um papel seu, e tirarla
aquellas o curso Toreado, porm que scriam adiuittldas
un muitos pagamentos e iransaccacs, que, em vez de
deprecia-las, as devlam acreditar nials, pols terlam inais
proinpta ninoriisacao. Veremos se ellas declaraces la-
zem diminuir o agio.
A cmara teiu-se oceupado do projeclo sobre o porte
de arma*, Que sofl're grande opposieao inesmo de alguns
inenibros da maioria, po/que p Julgain iiisulciciile pa-
ra o elRito..
Na cmara dos pares occorreu mn incidente impor-
tante. O conde de Lavradio, membro daqajella cmara,
c eleltor pela frrguezla de San-VIcente-de-Fra, nao
compareceu ultima rcuniSo do collcgio elcitoral, para
supprir as vagaturas, e na qunl ficaram reelcilos os mi-
nistros do reino e da fazenda. Segundo a lei eleitoral
todo o eleitor que faltar sein causa justificada, perde
por 4 auno* todos os seus direltos civis e polticos. Ora,
o conde de Lavradio c o oulro eleitor pela mesina fre-
Kiirzia, o Sr. Jos Mara da Fonseca, anda fiteram inais,
declararam n'um o Hiri que nao compareciam, porque
julgavam o collegio Ilegal. Este particlpou ao governo
o occorrdo, afim de Mrapplicada apena aos infracto-
res; e o governo communicou cmara dos pares a
falla do conde de Lavradio, e este assumpto est affecto
commissao de legislarlo para dar o seu parecer. No
entretanto o conde de Lavradio participou cmara
que, por melindre e dignidade da cmara, nao continua-
ra a comparecer emquanto nao fosse julgado.
O par Souza Azevcdo propoz que se declarasse que
nao havla inconveniente para que o conde de lavradio
ronlinuasse a tomar parte nos trabalhos da cmara, e
que fosse convidado a comparecer. Alguns pares apoia-
rain a proposta ; porin o conde de Tlioinar, nao com-
batendo a primeira parte, impugnou a segunda. Ambas,
porm, fortn approvadas, subsliluindo-se s palavras,
a qur acamara esperara que ocoiyie de. Lavradio, contin-
ale a comparecer que a cmara convidava o digno par
a comparecer.
Os jornaes cabralistas oceupam-se muito dcste as-
sumpio ; pedem que seja imposta pena aos eleitores
qur faltaran! ; porque v nisio a conlinuacao da queito
= de que as elei(5e* fram ilegaes =.
"i eleitores Jos Antonio Pereira Seriedello, Aniceto
Ventura Rodrigues, Jos Paes de Faria Pereira e Jos
Mara Frazo, declararan! nos jornaes, que nao tinham
eoiuparecido por annuirem declaracao dos Srs. conde
de Lavradio c Jos Maria Frazo.
as lelcdes parciaes, que liveram lugar no Porto, sa-
nirain eleitos os Sis. ministros da guerra e da inarliiha,
o roncelbeiro Florido, e o niarecbal Eusebio Candido Pi-
"heiro Enriado.
Pelo Alemtejo sabio eleito o conde de Linhares, D.
Itodrlgo, c pelo Algarvc, o Sr. Antonio daCuuha Sjjuto
Mayor, redactor do Bitandarle.
Os aconteciincntos polticos de Franca coutinuam a
oceupar a atlenc'o publica edo governo: as reuniOes
de deputados, e'a* conferencias depessoas influentes da
't** inulttplicam-se: uns querem Se ceda s cir-
ruiu**uclas, ou tos que se resista. O governo est
o ineio termo, nem quer tudo por mal, era tudo por
bem. Entretanto loma nrecauedes, e parece que man-
dn distribuir plvora a guarda municipal e aos oulros
eorpp* daguarmcao, porque se espalhou o rumor del
que seprMendia fazer urna revclu;no no da da procls-f
sao dos Pasaos da Ora ja, que teve lugar no da 17. Pare-1
ce que nao sepensou emtalcousa; pol, como ja lhe
iiiar.dcl dizer, aqui nada baver emquanto a Hespanha
esthrersocegada, como est. N3o duvldo que baja pre-
parativos, mas nao e tomar anirialiva. Tambera se
falIon aqui muito em dous banquetes patriotas que^ se
deviam dar. Um pelos Francezes residentes em Lisboa,
pela exallacaii da repblica franceza: outro pelos nos-
sos paluttai, pelo inesnu motivo, no Holil da Peniniula.
/ulga-se que tambem uo honre nunca tal ideia. Entre-
tanto, dlz-se que o governador civil, homem pouco pro-
prio para tal lugar, sobretudo nasactuaes circumslan-
cias, mandara chamar o dono da hospedarla, c o tornou
rcspansavcl pelo que liouvcsse, dizendo-lhe que, se se
reunissein aojantar inais de 30 pessoas, elle l appare-
cerla, e que liaviam de conheccr quem era o bardo de
Oureni!
Igualmente se aIRrma que n inesmo governador civil
mandara intimar os donos dos botiqun* do Merrare,
Tavares, Grego, e oulros principad de Lisboa, para nao
consentirem que as suas tojas se fallasse era poltica, c
ajunta-se que mandara chamar e reprehender um ho-
mem que, n'iiiiia casa de pasto, fuera urna sadc re-
publica.
Os jornaes progressistas leeni caroado muito com es-
iaa piguiccs e temores do governo.
' Parece que n'uina das ultimas reunldes do governo ci-
vil se propnz nomear urna commissao, para evitar que
os membros da maioria se incoininodasscm tantas vexes.
Esta .proposta foi rejeilada contra a opiniao do Jos Ca-
bral, que quera ser membro da commissao. Este pare-
ce que se xaugou, enao tornou mais s reunldes, que
dizrin sio presididas pelo visconde de Laborim.
Allirnia-sc que, logo que se discuta e approve|u orca-
mento, as cmaras se cncerraro; alira de ver se o go-
verno lira livre das influencias dos mciubros da maioria,
entre os quacs nao reina a melhor harmona, sobretudo
entre os militares c paisanos. Parece que muitos dos
militares, recelando o futuro, querem que se transija
com o partido progresslsta; visto que os membros da
opposieao na cmara declararam que queriam unio, e
que estavam dispostos a sustentar otbrono da rainha e
as insliluicdes.
Os jornaes cabralistas manifestara sobejainentc os sus-
to* que os cercara; e, adulando j os membros do go-
verno provisorio de Franja, pelas disposicocs pacificas
3ue manifestara, epela prudencia cora que vio dirigin-
o os negocios, declararam coratudo que nadase conce-
da aos nossos progressistas, porque nao sao a mesina
cousa que os revolucionarios francezes, e aconselhaui
ao governo que esteja precavido, e nao se deixe Iludir.
No Porto, segundo se v dos jornaes, pareceu impossi-
vel a proclamaco da repblica em Franja. Q Defensor,
'ornal cabralisu, trata de disparate o dizer-se que o re
,uiz Filippe tinlia futido. Quando all se soube dos acn-
tecmentos de Franja, appareceram bandos de cacetei-
ros pelas ras, para intiiuidarcm a pupulajin.
Tinham-se desrober;o naquella ridade algiiuias lettras
falsificadas, porm as promptas providencias que se de-
raui liveram em resultado a priso do falsificador. Tam-
bera foi preso era Penafiel um Individuo que havla ro li-
bado ao Sr. Oliveira llraga, negociante do Porto, aquan-
tla de3:214/000 ris, eni22pcjas de8/000 ruis, 1 onja
hespanhola, e 53 soberanos. O roubo achou-se quasl iu -
tacto. -
Fallecen naquella cidade o Sr. Francisco de Oliveira
Marques, juiz da relajao.
Tambem falleceu em Lisboa no dia 15 o Sr. Joao Ilap-
tista Filguelras, de um ataque apopltico fulminante.
Foi deputados cortes em mullas legislaturas, c secre-
tario no congrsso constituinte de 1820. Era actualmen-
te ministro de estado bonororio, e conselheiro do supre-
mo tribunal de justija.
Acha-senesta capital o afamado rebequista Moescr.que
na realidade be um professor na sua arle, pela nitidez
cora que tira os mais delicados e harmoniosos sons, e
com que esecilla os concertos que toca na sua rebeca.
OSr. Moeser tera dado concertos era San-Car los, e tciu
sido ettrondosamente applaudido. Depois do pianista
Llslz anda aqui nao velo um professor como este. Es-
tcvealgum tempo cin Hespanha, e merecen da rainha
D. Izabel II duas condecorajdes, a de Izabcl a Calholi-
ca, e a de Carlos III. Provavelmente receber tambera
alguinas das ordens de Portugal.
Dl.llllll HE PnKVillllL'Cll.
Antonio Borges, Manoel Camello Pessoa, Clorindo
Ferreira Catao e JoSo Ignacio Ribeiro Roma.
Consta-nos, finalmente, que a administraqaq do
theatrofoi confiada ao Sr. Joaquim Jos da Costa.
Estes actos do Rsm. 5r. Manoel de Souza TeiJici-
ra maisquo muito revelam que S. Kxc. encarregou-
se da atlministracjio da provincia, dominado pelo
louvavel desejo de reparar injustigas e cicatri-
zar as chagos que ulceravam o corago da nossa
chara patria. Continu S. Exc. a proceder assim,
que se lia de tornar digno dos encomios o da ad-
miracjlo doshomons sonsatos e imparciaos.
oiMiiaa* aa a>a lasai sa asas.
Consta-nos que, no dia 22 tjo corrrcnle, fram
reintegrados nos ompregos que oceupavam na se-
cretaria da provincia, os Srs. Jos Xavier Faustino
Hamos, Jos Ignacio Soarcs de Macedo e Joo l'oly-
carpo dos Santos Campos; bem como, no commandu
geral do corpo de polica o Sr. tcnenle-coronel An-
tonio Carneiro Machado Itios; no lugar de 2." com-
mandante docompanhia do mesmo corpo, o Sr. Jo-
s Con^alves da Silva; e nos de terceirps escriptura-
rio da thesouraria provincial e da repartico daso-
bras publicas, os Srs. Francisco Antonio Cavalcante
Cousseiro e JoSo Francisco Regis dos Anjos. Estas
rcintegracOos motivaram asdemisscs dos Srs. Ig-
nacio Antonio Borges, Manoel Jos de Souza Luna,
Marcolino Jos deMoraes. Jos Carlos Teixeira, Be-
larmino dos Santos Bolco, Antonio da Silva Pessoa
de Mello elierculano Deodato don Santos.
Consta-nos mais que fram destituidos: de
administrador do theatro publico, o Sr. Joaquim
Claudio Monteiro : de escrivao da 2.* seceflo do
consulado provincial, o Sr. Clorindo Ferreira Ca-
tao; da delegada do 1. districlodo termoflo Re-
cife, o Sr, Jos dos Anjos Vieira do Amorim ; da
subdelcgaeia do San-Frei-Pedro-Goncalves, Sarfc|
Jos, Ba-Vista e PoQO-da-I'anolla, os tt. Ignacio
A leitura pausada dos jornaes portuguezes, cuja
recepg3o aecusmos em o numero anterior, habili-
ta-nos a dizer mais alguma cousa aos subscripto-
res.
O partido progressista em Portugal continuava a
lesenvolver grande enlhusiasmo pelo movimento
quo, em Franca, lanQou por trra a dynastia de ju-
dio. O org3o ofllcial desse partido, queremos dizer,
a llcvolurdn de Setembro consagra sompro o seu pri-
meiro artigo do fundo a apreciarlo desse movimen-
to ; o, por maiorque sojaocmpenho do loitor, elle
u3odescobrir ahi urna expressaoscqtir, condem-
naloria (losados daqucllcs que, tomando a direc-
to do carro da revoluijao, buscam aperfeicoar, em
beneficio do povo> a obra encelada pelo mesmo po-
vo na momoravel noilo de 24 de fevereiro dcste an-
no, que, como prevramos no seu come^ar, pareco
ser o destinado paraos mais extraordinarios even-
tos.
Aps de porfiada polmica com asgazetas cabra-
listas, acerca da authonticidade da nota pola qual o
encarregado dos negocios do Franca em Lisboa re-
clamara contra as injurias e calumnias, irrogadas
pelos peridicos ministeriaes portuguezes rep-
blica franceza, a citada Kevolucao allirmra categ-
ricamente que a nota fra enviada ao Sr. duque de
Saldanha, e que este a responder tervilmtnle.
Os Francezes, residentes em Lisboa, tinham abor-
to urna subscripto em favor dos Paricnses, quo
fram feridos nos di as 22, 23 e 24 do precitado fe-
vereiro, combatendo as lileiras dos que pugna-
va m pelotriumpho da causa popular.
Nada constava das provincias scnilo as noticias
commerciacs que consignamos no lugar compe-
tente.
As datas de Hespanha chegavam a 7 de marco.
Ao seren informadas das ultimas oceurrencias de
Franca, as provincias manifestaran) summo prazer.
Km Barcelona, foi tal a manifestacao, quo as tro-
pas receberam ordem para permanecerem nosquar-
teis.
A vista do furor com que a repblica franceza era
atacada pelos jornaes ministeriaes de Hespanha, e
pelos oradores da maioria parlamentar desse paiz,
receiava-so urna guerra continental. O proprio go-
verno dra mostfas de compartilhar semnlhante
receio ; pois quo afllrmava-se que chamara a Ma-
drid alguns dos regimentos que se achavam fra
d'ahi, c mandara formar um excrcilo.de obscrvac/lo
nos Pyrineos, composto de 50,000 homens, lirados
dos corpos portencentes s capitanas geraes do
Burgos, Aragao, Castella-Velha e provincias vascon-
gadas.
Apezar de bem manifestada opposicSo, passra
no congrsso, o ia ser apreciada no senado, a pro-
posta pela qual o ministerio solicitara atitorisag3o
para suspender as garantas individuaos e contra-
lor um emprestimo de duzentos mlhOes de reales.
Sciente disto, e certo de que o projecto passoria
no senado, o partido liberal resolver supplicar a D.
Isabel II que nfo o sanecionasse: mas, quando j
tnha a repiescntaco redigida, quando comecava a
assigna-la, quando todos os jornaes opposicionistas
e um moderado liaviam transcripto essa representa-
cao, o governo assentou de abafa-la, probibindo a
circuladlo dos referidos jornaes, como se deduz da
carta que vamos copiar aqui, enderezada pela rc-
dacc3o de la Prensa da Naco :
suspensao das garantas mdividuaes, ou, o que ven
a ser o mesmo, a enthronisac.5o da dictadura.
(i Todos os peridicos da opposieao eum modera-
do trasladaran para as suas columnas a menciona-
da exposicao,submissa, reverente, moderad jus-
ta ; o governo, porm, faltando a sua palavra e vio-
lando escandalosamente as lois, impedio por mmo
deum golpe de estado a circulac>> de todos os pe-
ridico!, em quo sohavia publicado a P"J*'
saoosseguintes: El Siglo, ht Clamor Pubhco, ti
Eco del Comercio El Espectador, La Esperanza, 4
Catholico, El Popular, La Prensa.
* Foi esta a causa pela qual n3o romettomos para
as provincias o nosso numero de hontem, o que
participamos em carta particular aos nossos asig-
nantes, na falta do outro qualquer meio quo nos -
presente seguranca. ,.
Ignoramos at onde ir o governo no sysUma de aroi-
Irariedade que acaba de inaugurar ; qualquer, porem.
que teja o terreno em que secollocetr, nem a dictadura
nos intimida, nem afliidonaremoi o miio posto em-
quanto merecemos a con/tanca dos nossos numerosos as-
signantes.
Entretanto, [os progressistas n3o recuaram ante
este golpe de estado accordaram em noraoar urna
commissao para apresenlar rainha a mesma repre-
sentacao. Eleita a commissao, fui admittida a pre-
senta de S. M., no dia 5 de marco, e ahi, perante o
governador do palacio, a camareira-mr e oulros
individuos, o Sr. Corradi, na qualidado do relator,
ao apresentarn petiejo rainha expreasou-se as-
sim :
Scnhofa, a commissao da imprensa progressis-
ta tem a alta honra de por as mos de V. M. esta
peticao, para que's digno, em lempo oppoituno,
negar a sua sancco ao projecto de le. apresenta-
do pelo governo as cortes solicitando ser auton-
sado para suspender as garantas individuaos, e le-
vantar 200 milliOes sobro a receita publica.
tigo, senhora, como as IcadicqOes da monarchia.
Neslo conceito, e quando n3o ha nonhum sympto-
ma que possa dar pretexto sequr a medidas t3o .a-
terradoras, o adopta-las em semelhantes clrcumS-
tancias seria fazer um aggravo lealdade provada
do povo hespauhol, cujo sangue e patriotismo alian-
garam a cora de V. H. em dias do provacSo o do
perigo.
a N3o existo um Hespanhol, senhora, quo com o
seu proceder autorise urnas disposices t3o violen-
tas. A melhor defensa dos Himnos s3o as leis. Com
ellas, o satisfazendo as necessidades da poca, so
conserva a tranquillidade publica, eso augmenta o
prestigio dos res.
S. M. respondeu com visiveis moslras de cjjm-
noclio:
Est muy bien : os doy las gracias he provesri.
Ouvidas estas pala vras do S. M., a commissao re.
lirou-se jubilosa.
Ao noticiar estes acontecimentos, urna das folhas
opposicionistaa declarara que, sen3o fosse attendi-
do este appello i rainha, o o ministerio chegasse a
ser investido de urna dictadura ominosa, a outrem
que n3o a opposieao caboria a rosponsabilidade dos
males quo sobreviessem.
No entanto que tudo isto so passava, D. Flix Gar-
ca, chefe poltico de Ciudad-Real, diriga urna al-
locuc*3oaos manchegos, advertindo-os de quo eslava
disposto a coadjuvar os esforcos do governo, e a
conservar a todo o custo a ordem publica.
Madrid, 5 demarco.A precia vel subscriptor.
Usando do direito que u constituidlo concede aos
lieapanhes, e confiados lias reiteradas protestaces,
explcitas manifestaces do governo as ultimas
sesses do congrsso ; os Hespanhes indeponden-
denles desta corte baviam redigido, ecomecado a
aaaignar una respelosa exposeo rainha, sup-
plcando-llie que negasse a sua real sanccSo ao pro-
jeclo apreenUdc ftio goveruo, noquai se peds i
Tendo-geassoalhado nesta prag alguns boatos as-
sustadores acerca do estado poltico o financeiro da
Europa, particularmente de Franca, procuramos
saber d'ondo elles partam, pod'itnos obter de unt
amigo o Times de 17 de marco, trazido pela barca
Carlota-Amelia, o qual nos habilita a peros nossos
leitores ao alcance dos negocios transatlnticos.
O movimento reformista, vai progrodindo em toda
a Europa sem encontrar o menor bice.
A dicta germnica aulorisou os diversos estados da
confederac3o a concederem a liberdade do imprensa
aos respectivos subditos.
O sonado de Hamburgo aproveitou-se da autorisa-
C0o, e, a exeniplo do de Francfort, aboli completa-
mente a censura.
A 5 de marco, os habitantes do principado de Mo-
naco sublevaram-se; organisaram um governo pro-
visorio, instituirama guarda nacional, e expulsaran!
o respectivo principe, que fugio para Nice, edahi
parti para Pars.
A 9 de marco, o povo de Wbimr congregou-se em
frento do palacio do gr3o-duquo, e reclamou as mes-
mas concesscs que se hviam feto aos povos da
naviera, Nassaw, Haden, e de outras partes da Alle-
manha, exigindo emprimelro lugar a liberdade da
imprensa. Foi tal o molim que o gr3o-duque vio-so
ohnga lo a aprasentar-se varanda do palacio, o
prometteu ao povo satisfazer-lhe todas as suas exi-
gencias.
El-rei da Sxokia, o eloitor de Hess-Cisskl, e o
duque de Saxe-Coboroo-Cotha concederam tambem
a liberdade de imprensa, e espera-se quo.a propria .
Austria brevemente imitar os oulros estados da Al-
lemanba : So o nao fizer, diz o rimes, o aeu impe-
rio cahir aos pedacos '
Em Kassrl, o respectivo eleitoV resisti at o ulti-
mo momento, e so cudeu quando vio o palacio cer-
cado pelo povo da cidade armado do espingardas, es-
padas e outras armas olVcnsvas. .
I NUMERACAO INCORRETA


i
Em AmsteiidaiI, el-rci lamben qulz resistir; mas,
cedondo, aflnal, manifestacSo geral da opiniSo pu-
blica, dominio o ministerio; substiluio-o por indivi-
duos do partido liberal, econvidou a segunda cma-
ra dos estados geraes n propr as modificages do
pacto fundamental, que julgasse necossanas. S. M.
ac~rescentou que se conformara com as pro postas da
cmara ; o semelhanto sseveraclo nao soccasio-
nou um contentamento geral como tambem urna al-
ta nos fundos pblicos.
lima cirln de Vienna, de 4 de marco, refere que o
imperador d'Austria eslava para conceder aos seus
subditos urna constituicio anloga quo foi pro-
mulgada por Fredcrico Guilhorme, no anuo passado.
Dizcmque o concolheiro de estado Von Ppitz se
achava encarregado do organisar esssa constituicio,
a qual, depois de revista pelo barSo Pillcrsdorff, se-
r submettida aoconcelho de estado. A constituoslo
ser commum a todos os estados hereditarios da Al-
lomanha, que pertencem ao imperador de Austria ;
mas os estados da Italia n!io gozarSo dos henelicios
outorgados por esta medida, omquanto elles so n.1o
tornarem menos hoslisao dominio auslriaco.
Km aples e Tuium, mudaram-soos respectivos
gabinetes no sentido liboral, e a joven Italia prega
a abolicSo de todas as divisOes territoriaes c a reor-
ganisagflo du unidaded Italia.
Em Wahsovi, a censura prohibi a publicngfto de
ludo quanto se refero rovoluclo franceza. Cor-
reio de Warsovia, de 2 de marco, refere o seguinte :
O conde Mole foi encarregado de organisar um no-
vo gabinete ; a mesma gazeta annuncia, no dia 3,
que a cmara dos pares de l'ranca occ'ui>ar-se, nos
dins 22 e 23 do feverciro, com varias petiges ; os n-
meros de 4 e 5 do margo nilo contecn palavra algtt-
ii..i sobro a Franca.
Em Posen, as noticias da rovoluc.lo franceza occa-
sionaram grando sensago; todava nilo screcciava
tima insurreico immediala.
Em S.-Pktb*sbco, o imperador soube da procla-
mngffo da repblica no dia t. do marco, por va da
linlia tnlcgraphica, estalielocida ontre Warsovia < a
capital da lus-ia. As gazetas francezas que narra-
vam os acontecimontos de 2* do fovereiro chegaram
ubi a 3 do marco, mas fram interceptadas no cor-
rcio. eaomesmo lempo a gazeta do S.-Petcrsburgo
innunciou que suspenda a stia publcago iliaria
ateo dia 7. Esta sbita decisilo da gazela olticial
causou grando admiraco, e dentro em pouco sou-
be-sede lodosos pormenores da rcvolucHo de Pars
por meio das cartas particulares edas communica-
gOesverbacs, feitas pelos ministros das nagOcs es-
trangeiras aos dalgos russos da sua. amizado. Na
data das ultimas noticias, S.-Pctersburgo se achava
niui agitada.
Rm VtrsaA, fallava-se de um congresso geral, com-
posto de todos os soberanos nllemSes, que se devia
reunir em Dresda, para deliberarem commum acer-
ca da poltica interna e externa do paiz, o o trank-
furter-l'ost-Amts-Zeitung tlizia saber do fonte lmpida
que a dieta germnica claborava um projeelo para a
revisita do pacto federal.
Em summa, o movimento reformista he gcrftl em
toda a Allcmanlia. Os dilYercntcs povos dessa re-
gulo reclamam a unidade da Allemanha, da mesma
sorlequoos da Italia reclamain a uuidade da Italia ;
c nao lie provavel que os respectivos soberanos pos-
sam embargar este geral movimento para a reorga-
nisaeflo das nacionalidades.
A opinlo publica pronunciou-sc igualmente em
toda a Allemanha contra qualqucr hoslilidade no-
va repblica franceza ; e a propria Austria deelarou
ofliclalmenle ao governo provisorio que mo tinlia
tongilo alguma de interferir nos negocios internos
daquello paiz.
Kis-ahi as noticias polticas: quanto s outras sa-
bemos, como era fcil prever, que os fundos pbli-
cos se acham inuito baixos, o as IranssccOes cotn-
mrciacs quasi paralisaddas nos priucipaes merca-
dos da Europa. Em Amsterdam appareceram diver-
sos falimientos importantes, como sejam os dos
banquciros Swarlh e Schcllwald, c Bleekcr e Joos-
ting, A casa Carp & Companltia suspender tambem
os sea* pagamentos, mas esperava-se que os reassu-
misse em breve.
No grao-ducado de Badn, os camponezes so reu-
niram em diversos pontos, e comegaratn a saquoar
os castellos e as casas dos recebedotcs dos nipos-
tos; de Carlsruhe mandarani-sc tropas para obsta-
re m essas aggrcssOes injustificaveis, eas ultimas no-
ticias recebidas daquella parte da Allemanha eram
niais satisfaterLas.
Agora fallaremos da Franca, acerca da qual se es-
palbaram os mais assusladores boatos, e at houvo
quem a reputasse entregue aos honores da banca-
iota c de urna contra-revolucDo.
Procuramos com solcitude a fonte destes boatos,
.o deparamos com muilo cusi as tolumnas" do Ti-
nta um pnico momentneo quo assaltou os peque-
nos capitalistas da l'ranca, c algum descpntentamen-
to entre certas companhias privilegiadas da guarda
nacional de Pars, que nilo ilcaran salisH-itas com
um derrto do ministro do interior, l.odru Rollin, o
qual Ibes tirara os privilegios o as equiparara s de-
ntis companhias.
Ao narrar os pormenores tlcsscs aconleciincntos,
o correspondente do Times em Pars nilo su moslrou
mu favnravel joven repblica, c de alguma sortc
representou o papel d'alaruiisla, o que attribuimos
iis demonstraces hoslis da plebe dos departamen-
tos do norte da l'ianga contra os operarios inglezos,
ompregados nos caminhos do ferro e diversos esta-
belecimenlos industria**, existentes naqnclles de-
partamentos. Entretanto, todos os factoS aprcscnla-
dos pelo dito correspondente, ott teem na rcalidade
pouca importancia para com a estabilidaile da joven
repblica, ou silo ronsoquencia incvitavcl de qual-
quer revolugao, e se podam prever de antemo.
Com ofleilo, quanto parte financeira encontra-
mos os factos seguidlos
Appareceram numerosos fallmenlos. Os banquei-
rosGanneron & Companltia suspenderam os seus pa-
gamentos. Assoalbou-so o boato do que o proprio
banco de Franca so achava abalado; os portadores
(lelas se dirjgirum a esso estahelecimento alim
do troca-las por utoeda metlica ; sendo tal a con-
currencia, une elles so viran obrigados ase coljoca-
mn [enqueue] uns por Irs dos outros om um com-
prido cordao, como acontece a porta dos Diestros
em dia de cstrea de algm drama celebro. Emfim, u
governo provisorio baixou um decreto que augmen-
louopanicoa lal poni, que houve quem dsse urna
nota de 1,000 fr. por 105 fr. em ouro. Eis-aqui o de-
creto :
< Artigo 1.a A contar da data da punlioacfio do
presente decreto, as notas'do banco de Franca serlo
recebidas como moeda legal, em todas as estacOes
publicas, o pagamentos entre particulares.
Art. 2. At nova doterminagao.o banco tica dis-
pensado da obrigagao de pagar as sitas notas om es-
pecie metlica.
Art. 3. A cmisso do banco e dos estabeleci-
mentos filaes nunca poderlo exceder a 350:000,000
francos.
ii Arl: 4. Para facilitar a cireulaeflo, o banco da
franca fiea autorisado a emitir notas de pequeo va-
lor, sendo 100 francos o lmite inferior.
Accrescentou o Tima que a crise|flnnceira graeava
em topa a Normanda, e que alguns navios america-
nos que havam chegado ao Havre com carregamen-
tos de Mgodffo, fram despachados immediatamente
para Liverpool.
Naesphera politica, achamos que o ministro do
interior ordenara a dssolucSo das companhias, cha-
madas de/e, da guarda nacional de Pars, e fundio-
as com as outras companhias'; alm disto decidi
que as eleices para otTlciaes fssem feitas, nilo por
companhias, mas por bataihOes. Esta medida parece
ter causado grando irritacSo nos cidadilos soldados.
Verihcou-sroodia 14 urna reuniHo preparatoria dos
guardas nacionaes da segunda lego, para discutir
o merecimento dos candidatos quo pretendan) o
poslo de coronel da mesma legio. Tuve lugar urna
discussilo violenta entro os moderados e os exalta-
dos acerca da ultima decisilo do ministro do inte-
rior. Rufaram-so os tambores na sala da reuniflo,
o a assembla so dissoLvou tumultuosamente sem
tomar decisilo alguma. O correspondente do Times
pretende que no mcio da confus.lo se ouvram alguns
vivas a llenrique V.
No dia seguinte,grande numoro do guardas naci-
naos, perlcncontes s legOes de l'aris e da Banlieu,
dirigiram-se ao hotel do Ville, e exigirn a revoga-
cao do decreto da fusSo. O governo provisorio nSo
allendeu a esta reciamagao; e os guardas se rot-
ram dizendo qne naquellt dia linham vinio desarma-
dos, nial que, se no nutro dia o decreto n&ofosie revoga-
do antes das noct horas, elles toltariamarmados.
Em seguida encontramos na mesma gazeta o tre-
cho seguinte.
Esta ameaca..... produzio-consitleravol alarma
em Pars, e esta primeira demonstradlo de frca e
coragem da guarda nacional de Pars deve ser con-
siderada contQ unta advertencia aoscommunistas c
outros exaltados, alim de ccrtifica-losquo os guar-
das nacionaes bao do proteger a proprledado e a li-
bordado publica o particular.
As refloxOes do Tima resentem-se da rritaQflo que
causou na OSa-Bretanha o procedimento da plebe
do Havre e departamentos vizinhos contra os opera-
ros inglezes. A manifestacao dos guardas nacio-
naes n.'io lent rclaco alguma com os diretos do ci-
dadflo, nem tflo pouco com o respeito que so deve A
propriedade. As companhias privilegiadas eram um
conlra-senso, vista dos principios proclamados pe-
lo governo republicano; e a eleicSo por companhias
deixava demasiado poder s influencios do localida-
do. Estas companhias compunham-so dos cidadaos
mais ricos, oconstituiain urna espocie do aristocra-
cia que uo podia continuar a subsistir sem occasio-
narem conflictos funestos entre as companhias de
lite o as do centro.
Portanto, o governo leve sobejos motivos para to-
mar a decisBo de que ja fallamos ; e os guardas na-
cionaes quo tomaran parlo na demonstroslo de 15
de marco tifio ro prese na va generosa, mas um punsamento aristocrtico, e de
mesquitilia vaidade.
Quanto ao alarma de que falla o Times, julgamo-
lo destituido do fundamento. As companhias privi-
legiadas nao passam de urna diminuta minora no
seio da guarda nacional, o o governo provisorio na-
da ten a recelar por este lado. Quanto aos vivas a
llenrique V ; osle facto, a ser verdadeiro, anda he
mais insignificante. A embranca do ramo mais vo-
lito da casa de Bot bao se acha de todo oxlincta na
memoria do povo parisiense, cquando, nos prmei-
ros das to mez passado, ajuventude legitmista do
faubourg S.-Germain apresenlou-se as ras, con-
vidando o povo aacclamaro legitimo descendente
do llenriqueIV, ella foi acolhida com exclamares
do sorprezaeperguntas roicas, e retirou-se sem
conseguir occasionar o menor tumulto.
A crise liminceira o as difliculdadcs pecuniarias
em que so acham o contmercio e a industria da Fran-
ca, sao cousas mais serias; mas, todava, nao devom
inspirar grando rocoto para o futuro. A situacSo ac-
tual da Franca he, sb esta relacSo, menos assusla-
dora do quo o era a da Inglaterra no mez de outubro
prximo passado Os capitaes que existan em Fran
qi no mez de Janeiro anda i seacbam hoje,oacr-
so actual apenas proven da desconlianca quo apo-
derou-sc dos pcquenoi capitalistas, ao vrcm quo o
governo nao podia restituir immediatamente os fun-
dos depositados as caxas de economa; desconfi-
anca que em breve desapparecer, assim que o go-
verno for reconhecido pelas nac,0es estrangeiras. O
governo monarchico legara repblica um dficit
immenso; masas providencias tomadas pelo gover-
no provisorio, em consequencia do relatorio do mi-
nistro da fazenda, permiltem-lhe salisfazer todas as
despezns da administraban o diminuir a importancia
da divida iluctuante. A divida fundada do Franca,
ainda que mu consideravel, nilo ho aquarta parlo
da do Inglaterra, e so nao deve recciar de mancira
alguma que o governo falle os seus contratos.
Os receles relativos a cstabilidade do banco de Fran-
ca e o pnico que se seguio sabia medida do governo
provisorio ainda sao menos justiiieaveis. A soinma lolal
das notas emiuidas pelo banco e pelos estabclecimen-
tos tiliaes nao he a guara parte do rendiniento annual
dos itnpostos, e como boje ellas sao recebidas as esla-
ces publicas, nao lia motivo algum para o extraordi-
nario depreciainenlo de que o Tima fa?. nn-n.;;i. as
melindrosas eitcumslancias em que se achava o com-
niercio, e vista das numerosas exigencias de moda
metlica, feitas pelos portadores de notas, o banco nao
podia ao uicsiuo tc.npo reembolsar as notas e conti-
nuar o descont das lettras de coininercio. Restringir o
descont era augmentar as difrlculdades do coinuiercio
c tomar a crise inda mais terrivel; ao passo que a me-
dida tomada pelo governo be a mais propria para raci-
mar as operaces coiumerciacs e fazercom que as cou-
sas voltein em breve ao seu estado normal.
A 15 de marco, o banco e os estabelecimentos liliaea
ainda continhain mais de 110 000,000 em moeda metli-
ca, c a prudeuciacondecida cen que asoperafdcs des-
se cslabelecimeulo sentpre fram dirigidas deve remo-
ver qualqucr rccio de se achar elle comproinetlido nos
falliineatos que at agora teem apparecido.
Enlrelaiilo, para allgeirar a crise, o governo decretara
o estabelecitnenlo de bancos nacionaes de descont em
todos os centros de contmercio ; e o de Pars, que se
achava delinitivamente constituido, devia coiuecar s
suas operacocs sabbado, 18 de inarfo.
lublica<;ao a pedido.
A" DESPEDIDA DOMEU AMIGO
Juaqitim /". l'erreira Lopes Yianna.
i.
Adcos..... Adeos. Oh charo amigo,
Praitto aaudozo a voz me embarga;
Pungentes suspiros o coracSo me cortam, .
Tu me dixas oberado de dor amarga.
2.
Ausente de ti, oh Dos, como vver poderei;
Ausente de ti, Simulacro d'amizade,
Portento de vardadeira sapiencia,
Painel da virtude e lealdade.
3.
Baixel lgeiro as ondas corto,
t Galerno vento as vellas sopra ;
Tu me doixas emflm, amigo charo,
Praza a Dos abrevie a tua volla.
Separado do ti por espaco immenso,
Passo o tempo todo a suspirar;
Ah volla..... volta aos bracos meus;
Basta de tanto penar.
J. N.
COMMERCIO,
Alfaudega.
IIENDIMENTO DO DIA 32............
Descarregam hoje, 25 di abril.
Galera Straphina barricas vastas.
flate Espadarte dem.
PatachoChriitina mercadorlas.
Brigue A'oo-Kiie Brigue Carlota-Amelia dem.
Brigue Earl-of-Quiescher dem.
4:456,503
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DIA 22.
.'.eral..........
Diversas provincias
3:859,576
65,557
EDITA L.
3:925,133
CONSULADO PROVINCIAL.
IIENDIMENTO DO DIA 22...........2:045,880
PRAGA DO IIECIFE, 22; DE ABRIL DE 1848,
AS 3 HORAS DA TARDE.
. Revista semanal.
27
A companhia do Beberbe faz saber qufi no da i.i
de maio prximo vndouro entrar no gozo do pr.
vlegfo exclusivo de vender agoa ao povo, que ||,8-
foi concedido pela le o- 46, de 14 de jttnho de 1837,
e contrato de II do dezembro de 1838 e de 81 u
marco de 1841.
E, para constar, manda publicar o presle, e hem
assim o ofllcio e os artigos da le o do contrito, abai-
xo transcriptos.
Escriptorio da companhia do BeneriDe em sesso
de 3 de abril de 1848.
Francisco Antonio Presidente. \*.*-
Bento os*" Fernandes Barros,
Secretario.
Officio d* S. hxc. o Sr. praidenfdsipnvtncia.
Em resposta aos oillcios de Vmcs., de 27 de janai-
ro e 31 de marco do corrento anno, tenho a diier-
Ihcs quo pode essa companhia entrar nogosodo
privilegio exclusivo de vender agoa ao povo, nos
termos da le n. 46, do 14 dejunho de 1837, o con-
tratos de II do dezorobro de 1838, o 31 de marco
de 1841. Dos guarde a Vmcs. Palacio de Pernam-
buco, 1. de abril de 1848.Antonio Pinto Chsthorro
da Gama.Srs. presidente e membrosda companhii |
de Beberbe.
5. do artigo 2." da citada M'n. 4.
Depois de concluidas as obras lera a companhia oj
privilegio exclusivo de vonder agoa ao povo porT
espaco de. annos, contados do dia emqtii|
fornecer na cidade do Recife, p'or meio dos aq*-.
duelose chafarizes por ella construidos, anouncun-'
do-o por editaos e as folhas publicas... -1^
Art. 3." do contracto de 11 de dezembro.
Quo depois de principiado o privilegio ninguera
mais poder vender agoa ao povo, sob peua de pa-
gar A companhia urna multa igual aodobro do va-
lor d'agoa que trouxcr a canoa ouJancha, pddendo,
porm, os cmharcacos manda-las quscar a propria
fonte com lanchas tripuladas por marinheiros.
Declara^oes.
T

PARA OS PORTOS DO SL.
O paquete a vapor brasleico Paraense comman-
danle Manoel Francisco da Costa Pereira, deve estar
aqui dos porlos do norte a 27 do correle, o partir'
no dia seguinte.
y^jt- i% I^kT
***
Cambios ----- Houve poucas transaccOes a
d. p. 1,000 rs.
Algodfio O de 1.' surte vendeu-se a 4,400
rs. por arroba, o o de 2.' a 1,900
rs.--Entraran 478 saccas.
Assucar......Apenas vieram ao mercado 293
caxas.-- O encaixadobranco ven-
deu-se a 600 rs. por arroba sobre
o ferro, e o mascavado a 500 rs.
O embarrcado e o ensaccado
fram negociados de 1,300 a 1,700
rs., sendo branco; e de 1,000 a
1,040 rs., sendo mascavado.
Couros......Fram ofTerecidos de 90 a 95 rs.
por libra.
lia cal bao O deposito est reduzido a 1:000
barricas.Itetalhou-se de 6,000
a 12,000 rs. por barrica.
Carne secca Exislem no mercado 62,000 ar-
robas inclusive um varrega-
mento entrado esta semana.
O consumo foi diminuto. Os
precos Quctuaram entre 2,000 e
2,400 rs. por arroba.
Farnha de trigo Apenas flearam em ser urnas 700
barricas. O mercado esl des-
provido das farinhas de Itich-
niond Baltimore e TriesteA
do Philadolpha vendeu-se de
20,000 a 21,000 rs. por barrica.
Entraram 15 embarcacOes esahiram 10.Acham-
so no porto 39, a saber: 19 brasileiras, 1 chilena, 3
francezas, 1 bamburgueza, 6 inglezas, 5 porltigue-;
zas. 2 suecas e 2 sardas.
BGBGBOBB,
Os Srs. accionistas que ainda nflo realisaram i
prestacao de 4 por cento queiram faze-lo, quanto
antes ; certos de que aadministrncjlo vai darcum-
primento ao artigo 9 dos estatutos.
O secretario,
B. J. remandes Barros.
NOTICIAS COMMICRCIAKS.
PORTO, 14 DE MAligo.
As notas flucluavam entre 41 e 42 por cento, e os
precos dos cereaes eram os soguintes :
Trigo........; ... 860 a 920
Milito............. 430 a 410
Genleio............440 a 470
Gevada...........320 a 340
COIHBRA, 14 DEMARCO.
As notas compravam-se a 2,750 e vendiam-se a
2,850 rs. Quanto aos cereaes, eis os seus precos :
Milho branco ...........310
amarello ..........290
Gevada......'.......260
Foij3o vcrmelho...........400
branco.........; 370
rajado ...........300
A agoardenle obtevo o prego de 36,000 rs. por
pipa.
Movimento do Porto.
Navio sahido no dia 22.
fiew-Londan galera americana .owell, capito G. Ben-
jamn, carga a mesma que trouxe.
Navio entrado no dia 23.-
l'hiladelphia ; 42 das, brigue americano Puluam, de 187
toneladas, capito Joscph Karrell, equipagciu 10, car-
ga farinha e mais gneros do paii ; a H. Fosler S Com-
panhia. Passageiro, Edvrin F. Adama.
A'avo sahido no mamo dia.
Rlo-de-Jaaelro ; brigue brasilelro Despique, capito Joa-
qun! Jos dos Santos, casga assucar, ago'ardeute e
mais gneros.
Grandecosmorama
MUDANZA DE VISTA.
Hoje estarSo expostas, das 6 horas da tarde en
diante, no saino do Gollegio, as seguhites vistas:
1.a A praga real do Bruxella,jna Blgica.
2.' 0 ataque da tropa contra o povo em Pars, no
boulevar da Magdalena na expuIsSo de l.uiz Filip-
pe do throno.
3. A grande tua de S.-Maria, e igreja do mesmo
nome, em Londres.
4.a A cidade de Jerusalm.
5." oct.leriordo santo scpulchro do N. S. .Jess-
Christo.
6.* Um inIerro de padre passando em um campo
de Roma para o cemtterio.
7.a As mattasvirgens do Brasil.
8.a A passagem de Napoleflo sobre os Alpes,
o anno de 1800 na estagao invernosa.
9.a O palacio do re da; Suecia em Stokolmo
10. O Rio-de-Janeiro pelo lado de N. S. da Gloni
11. 0 arsenal de guerra no Kremel de Moscow.
12. O interior de una casa do banlto e escoli df|
natagSo, em Vienna.
13. 1,'ma cscala em Tyrol, na Austria.
14. A grande illuminagao do ultimo aclo da ope-
ra Preciosa no genero de diorama apresentando
mil e (antas luzes.
15. Urna illuminagao mgica.
Os bilheles veudem-so na porta da entrada, a
rs. geralmente, sondo gratis para osmeninos de
annos para baixo.
O director do GRANDE COSMORAMA tea
recebido, pelo ultimo navio vindo de Inglaterra,
ostampas da rovolugflo franceza erh fevereiro
prosenle anno, tem de ir expondo ao respeiH*
publicos aconlecnnentos mais nolaveis da. o
revolugSo, como se "ver na presente exposici
Otttro sin, recoinmcnda o mesmo diretor ao r
pcitavel publico, quo concorra pressuroso a veri'
bem a grande illuminagao da opera Precioso P,
belleza da vista que oflerecej porque sendo cij
muito dispendiosa por apresenlar mil e tantas l"-|
zea, nao pode por isso durar minios das.
Publicacues Liiteraras.
C.hmnica Litttmria, jornal de inatrueflflo e recreio.l
publicado no Rio-de-Janeiro, semanalmonto, poru-l
ma aasuciagilode Iliteratos brasileiroe. Oprego do^l
signatura ho de 6,000 rs. por anno, pagos adiinf'l
dos por 52 nmeros. Recebetn-se aasignaturas, p'r,l
este interessante jornal, na ra da-Cadeia do lteci>el
loja de Jo3o da Cunha Magalhfies, aonde ja se eu-l
contraroos ns. 1 a 8. I
Na mesma loja se vendem as poesas de Joio de Vi
mosdeSeias Castolbraoco, 1 volume por 1,500 rM
Revista Universal Brasileira, jornal de DSiruc
g3oetecreio, l volume, 5,000 rs.
>


-'
Revista Universal Lisbonense.
OsSrs. assignantesqueiram mandar buscar 08 12
primeiros nmeros Jo stimo volume.
Historia do Consulado e do Imperio.
Os Srs. .asignantes facam a merc mandar buscar
o quarto volume, na casa n. 1 da ra da Cruz.
Na mesma casa vendem-se por commodos presos
aS publicc.ooaseguintee:
fiagens na minha Ierra, pubcacao muito interes-
sante do bem conhecido Garrett, 2 pequenoa volu-
mes. J^J
Qontot da minha (erra, os quatro irm!tos bella Ir-
dut-QSo da provincia do Minho, pelo litteralo Pereira
di Cunha, 1 pequeo fdlielo.
Univerto Pittoresco, jornal de instruc<;io e recroio,
com bellos e interessantes artigos, e ornado de ex-
cellenles eatampas.
jornal das Belhs-Artts, archivo de pintura, llttera-
tura, archeologia, &c, com muito boas estampas.
Aulopiia doi partidos polticos em Portugal, ensaios
obre as continuas revolucOes, 1 pequeo fallilo.
Historiado Consulado i do Imperio, por Thiers, vor-
i9o portuguesa, os 4 volumes publicados.
tenista Universal Lisbon nse, jornal dos interesscs
lilterarios, physieos e moraos, collaborado pelos
melhores Iliterato, portuguezes, os 3. o *." volu-
mes.
Publicarlo jurdica.
Acha-ie sdb o prlo o 2 e 3* volumes do Direito ci-
vil lusitano, por Mello Freir, airgmontado com notas
dos melhores prsxistas ciclos, o legislacao brasi-
leira, at o presente publicada. Subscrove-se para
este volme na praca da Independencia, livrana, ns.
6e8, onde se rSu entregando aos Srs. acadmicos
as folbas que se frem publicando.
AVS08
martimos*
achou pode entregar na dila travessa casa n. 2
do padro Brrelo, que recompensar.
Quemtiverum pretQOuprota que sirva para
vender fazendas e a quizer alugar annuncic ou
dirija-se eo Atorro-da-Boa-Vista', n. 39, prlmeiro
andar.
-- Precisa-so fallar ao Sr. Antonio Jos da Silva
Maga I hiles a negocio de seu interess, e parase Ihe
entregar urna carta de seu mano Manoel Antonio de
Magalhiles o Silva residente em Loanda : no pateo
doCarmo, n. 17.
Qu'cm precisar de urna ama para casa do um
homem solteiro, ou de pouca familia, dirija-se a
Comboa-do-Cirmo, h. 26. "
O 8r. Antonio SebastiSo de Mello Reg tenha a
bondado de dirigir-se a ra de S.-Rita n. 91, a ne-
gocio que se tem de tratar com, o mesmo Sr.
- O coronel Joaquim Cavalcanti de Albuquerque
embarca para o Rio-de-Janeiro, ou Rio-Grande-do-
Sul o pardo Felisberto, escravo do D. Antonio Quei-
roz de Mello, todos moradores no engenho l'au-
lista.
Domingos Soriano Goncalves Ferreira, lirasi-
leiro, retira-se para Lisboa, a tratar de sua saude.
Roga-so ao Sr. C. F. J. por appellido Andrc
M. que, quando estiver behendo os sous cocos e o
seu groguo, rias vendas de Frn-de-Portas, baja de
nao andar fallando na vida alheia nem. andar con-
tando ludo que se passa em cortas casas nem di-
rigindo cartas annimas, porque Ihe pode sahir caro:
beba os seus coquinhos com descanso, mas nflo Tal-
lo em certas familias de quem deponde O mesmo
Joo dos Cocos. '.
-Precisa-sede urna ama forra ou captiva, para
o servico de urna casa de familia: na ra da Alegnu,
" ^ i
-- Aluga-se o primeiro andar da casa n. 30 da ra
do Queimado.
Avisa-se tos Srs. estudantes que compraram
compendios de philosoplna por Charraa que p-
dem mandar receber as ultimas formas que com-
pletan) o compendio e nessa mesma occasiao lerao
a bondade de entregar a importancia no collegio S.-
-- Existe urna carta para a Ulm.Snra. D. Francis-
ca Thomazia da Conceicao e Cunha no oscriptono
ile Oliveira Irmaos & Companhia, na ra da Cruz ,
9.
cular aue trabalha com mola e se achava pen-
dente de urna das paredes da casa ; o furto fo.com-
mettido com audacia esublileza, po.s oraetoitua-
do de.meio-dia s 3 horas da tarde, estando o mes-
mo doutor Feitqza com compacta a sala de visi-
tas, quefica confronte aoescriptono. A pessoaqje
der noticia do dito relogio sera generosamente
recompensada.
3 CHAPEOS DESOL
Ra do Passeio-Publtco. ti.
5,
LOTERA
Do Hospital Pedro II.
Os bilhetesda q> 'i->^!!^.d0(r,|
acharn-se a venda nos lugares ja u"c'amL'u"
brevemonto se marcara o da impretenvel em que-
dovem correr as rodas.
- Precisa-se do pretai que vendam pao paga-
do-se vondagem : na ra do Burgos, (Forte-do-aiai-
Tto) padariaque foi do Allomlo.
- Para Lisboa sahe improterivelmente, no da 1.
de maio o brigue brasileiro Viriato por ter o seu
carregemonto quas completo : para o resto e pas-
sageiros, para o que offerece bons commodos tra-
ta-se com o cauito na praca ou com o consigna-
tario, Thomazde Aquino Fonseca, na ra do viga-
"-Para Lisboa, sahe impreterivelmente, no dia2
de maio o brigue portuguez Novo-Vencedor, por ter
maior parto de sua carga prompta : para o resto e
passageiros para o quo offerec bons commodos ,
trala-se com o capitao na praca oucom o consig-
natario, Thomaz do Aquino Fonseca na ra do vi-
nario, n. 18
- Para o Ccar alie cm poneos das a sumaca
Carlota, mestre Jos Goncalves Simas? por lera car-
ga quasi prompta : para o restarle o passageiros,
trata-se a ra da Cruz, n. 26, com LurzJos deba
fJVende-se o hiate San-Joio, chegado ultima-
mente da Bahia : quemo pretender comprar, dirja-
se loja de cabos, de Caetano da Costa Moreira.
- |>ara o R'io-Grande-do-Sul sahe, no Ilrn do cor-
rente mez, o patacho Doui-lrmcs, e recebe passa-
geiros e escravos : a tratar na ra do Trapicho, n. 6.
- Para o Porto sahe, com a maior brevidade, a
barca portugueza Florada-Maya capitao Jos de
Azevedo Canario : quem" na mesma quizer carre-
gar, ou ir de passage.n, para o que tem "ccllenlcs
commodos, dirija-se ao mesmo capilio, ou ao seu
consignatario, Manoel Joaquim Ramos e Silva, na
ruada Cadeia do Recife, n. 38.
Avisas diversos.
- abaixo assignado,nirniamente gra-
to aos seus amigos e especialmente aos
pas de seus alumnos julga de seu rigo-
roso deverdeclarar-lhes que tem toma-
do as convenientes providencias pora que
a sua aula, estabelecida no Aterro-da-
Boa-Vista, contine regularmente em to-
dos os sebs exercicios, e sem a menor al-
terarlo, nao obstante ter sido o mesmo
abaixo assignado reintegrado no empre-
go que anteriormente oceupava
JosJiavier Faustino Hamos.
- O brigadeiro Jos Joaquim' Coelho comman-
danle das armas nomeado para a provincia da iia-
hia .embarca, para o servico de sua familia que
conduz para a dita provincia os seguinles escra-
vos : Damiaoe Manoel, pretos erioi.los; Joannao
Ursulina pardas ; Maria, prcta ; e Feliz, menor, li-
bio desla. .
Lima, alfaiale
na ra do Livramento, precisa de bons olciaes de
seu orncio e tambero de costureiras.
- Alugam-se as lojas do sobrado da ra da Son-
zalla-Velha, n. 52 : a tratar na ra Nova, n 65, pn-
n,:.rrquim Soarcs Raposo da Cmara residente
na cidade do Natal, faz publico que iiac>W*
contrato de arrenda ment, aforan.ei.tc., ou preu.
rencia que tenha feito, ou pretenda tnWfim nome
do anniincianto algum dos seus Procuradoras^ ela
livamente ao morgado que seu pai, o Sr. Benl"
mor Luiz Soares Raposo da Cmara, tem na ll de
S.-Miguel pois aquello vinculo esta ac alente
arrendado por lempo de nove annos, a nd^a 'n*
de agosto de 1851; arrendamonto esle faite> pelo an
nunciantee seu pal.no Rlo-Grande-do-^ idade
8r. Amonto Mnniz Pereira ; que na mesma cidade
pretende o annuociante fazero futuro "n"6"
to;quenaoautorisoupessoaalguma pera cewurar
semelhente contrato: e, se alguom so J"a wv0*"
do de poderes, emvirtudede procura?aobstanlo,
o annunciante deade ja declara sem validado ai-
guma.-Recife, S^de abril de 18*8.- Por procu-
rac,3o de Joaquim Soares Raposo da Cmara, Domin-
gos Henriques de Oliveira. .
No domingo de Pascoa do manhaa, desde a
Uavessadol-obatoatrta da ra de S.-Tliereza a
-Aluga-se urna casa do um andar, com grande
quintal o cacimba do boa agoa na ra das Trin-
cheirasdesta cidade: a tratar na ra da Cadeia do
Recife ii 25
- Americo Cordeiro Xavier de Brito embarca pa-
ra o Rio-de-Janeiro o seu escravo crioulo, por nome
"-OsSrs. Fernando Barata da Silva o Francisco
Luiz Fernandes da ('.osla queiram ter a bondado de
dirigir-.se a ra da Cadeia do Recife, n. 38, alnn de
se Ibes entregaron carias, viudas do Portugal.
Perderm-se dousrecibos, nm do duas saccas de
algodno, portencente a Antonio Ferreira Lima, com
dala do 9 de abr I, e outro de quatro saccas, porten-
cente a.Theodoro Corroa do Moli, com data de 19
do mesmo mez, ambos firmados por JoSo liaplista de
Medeiros: quem os achon, querondo-os restituir,
tenha a bondado do os levar na ra Nova, n. 3, ao
mesmo Antonio Ferreira Lima, porquanto a pessoas
que nflo sejam as mesmas mencionadas nao vaiom
cousa alguma, visto estar o Sr. Medeiros mteirado
para nao entregar os ditas saccas.
-- Precisa-so de um bom foroeiro : na padaria das
Cinco-Pontas, n. 38. .
Precisa-se de uina ama de leite :
na ru6 do Queimado, n. 6.
-O aferidor abaixo assig-
nadofaz publico qne, em conformidadodasordons
da lllm. cmara municipal; tem de so concluir a
rerieo no dia 25 do crrante e no da immediato
principiar a fazer a revisSo que deve findar no uili-
ino do junlio prximo futuro.- JodoEhnode Bar-
ro.
- Roga-se ao Sr. J. F. C. quo baja de ir tirar os pc-
nlioros que tem empenhados pela quanlia ue 75#
rs. na ra da l'raia, no prazo de tres das; .do con-
trario serflo vendidos para pagamento ficando o
dito Sr. obrigado por algum restantt publicndo-
se o seu nome por extenso nesta folha, para o hm da
dita venda. ..
O abaixo assignado, professor substituto do piu-
losophia e geometria no collegio das artes d OlniUa,
e ahi residente, na casa cm quo morou o oapllBO 1 as-
sos, recebe anda abolctadossob sua direccao ; para
o que pde-se Iratar com elle em Olinda. e com seu
Jo.1o ouhotoarticiDa ao respeitavel publico, que
receeu^or Stes ltimos navioVfrancezes um com-
pleto sorii ment de chapeos de sol.de sed, a mas
rica o superior qualidade; f..rta-c6ra,eoutras mu
tas conbecdas, tanto para homons, como para s,ra .
e meninos. No mesmo estabelecimento ha um.sor .-
ment do chapeos de sol de pann.nho, ds '8
demos ; ditos muito grandes, propr.os pa;^"
de campo : tambem tem chapeos de sol do Pnn'nho
para meninosemeninas, porsere-n muitolint po-
dem-sechamarchapos de economa. Na moama loja
ha sortimento de bengalas, bengelinha o. chicotes
muito modernos; cobre-se qualquor armado do cha-
peo de sol, com sedas de todas as cores e qual -
dades. Na mesma casa ha um granito sortimento de
panninhos trancados o liso, imitando sda, para
cobrir os mesmos i dosta fazenda se vende a reUIho.
Concerta-se todo qualquer chapeo de sol, por naver
um completo sortimento do todos oa pertences para
os mesmos, com toda a perteicao e brevidade.
-Precisa-se de urna preta captivi,, parafazer o
sorvico de urna casa: no Aterro-da-Boa-Vita, n. 3.
Fabrica de pianos, na ra do
Queimado, n. 12.
Joo Vignes, tendo dirigido urna das prltnoiraii fa-
bricas do pianos do Pars, e tendo residido quatro
annos nesta cidade. pela quantidade do pianos^de
todos autores e do todas as nacSes que tom con-
certado eaflnad. acha-se habilitado para apreciar
osdeo.tosdestes; por isso fez fabricar pianos de
Jopo'to para este paiz, osqu.es ofterecem.todas
as vantagons reunidas, que venta ser: MK>>""^>
bonileza. voz superior ; sao riqu.ss.mosi o de mode-
los novos, como nHo teem apparocido ; por sto con-
vida a todos os apreciadores a verem e exporimenU-
rarn os dilos instrumentos, que se .flanea > con]
pradores. Tambem tem um grande *
aviamentos para os ditos instrumentos, de piimei-
ra qualdade, e vende cordas, em porclo e a ic-
*mresposta ao anninicio publicado no Diario
de Pernambcon. 75, do 1. de abril do corrento^ au-
no do 1848, por Feliciano Jos GMM. O'^t
signado ten a dizer que, cm resultado das trasne-
COes commcrciaes, havidas entre ello o WW,
Sr. AlcxandreJos Comes, Ihe he este .levador de
21:112.541 rs., liquido at 30 de junho do 1846, co-
mo consta das contas que o mesmo >M'fl>
do entregou em lempo competente : lm M,
ainda nutras transacQfles Porl'qu' mBf'*" d.
abaixo assignado, como ludo demonstrara opportu-
lamenteem8 juizo competente. Antes d.sso, porem
nc.n.bo interrogar ao Sr. Feliciano Jos^ Comes
qual o motivo por que seu sogro, o Sr. Aleundro Jo
s Gomes, foz urna ceSsBo, o nHo offereceu o libcllo
em seunomo? NHo seria por temer a roconvenQo
eficarcm resultado condemnado a pagar os contos
de rs. que deve ao abaixo assignado? O Sr. I elicano
Jos G0UIM que aprsente a esenptu.^ d. CMaO
que diz no Diario cima referido. Fa,a MMMO
ajusto particular, na mesma mencionado. Eip que
quaeaaflo esses por centos da demanda 1 ubl.qut
outra escriptura de cesslo Jo valor de jffijff J
feita noRio-de-Ja..eiro, pelo cartorio de Laslro, n
19deoulubrode 1847, na qual houvoquen, cedesse
lfi
-que-pde:se tratar com elle em Olinda, e com seu *g^%jBtZS&X
irmfio, Miguel Archanjo da Silva Costa.no Recife, rfttdo, fMUo pWHOOf ^^^ J(
Compras.
- Compram-se vidros velhos que foram de flspe-
Ihos tanto poquonos como grandes; 6 pesos de
ferro do urna arroba cada um sondo elles inservi-
veis : na ra larga do Rozario, ns. 6 e 8, outr ora dos
Compra-se urna mulatinha clara e de -bonita
figura, que tenha de dado 13 a 16 annos, que ya
rocolhida, e ssiba cozer e engommar: adverse
que he para esta cidade, para dar-se a urna no.va :
quem a livor o quizar vender annuncie, oui dirja-
se" aua da Cadeia do Recife, n. 32, que se dlra quera
8 I6Compra-so urna padaria que soja em boa ra, o
esteja afreguezada, no bairro de Santo-Antonio, ou
Recife: quem a tiver e a queira vender, sendo livro
e desembaraijada, annuncie.
"Vend
as.
mi
MEZ MARIANO,
rs. : na praca da Independencia,
collegio Sanlo-Antonio.
Joo Vicente da Silva Costa.
Dentista.
D W Baynon, cirurgiao dentista dos Estados-Uni-
dos da America do Norte, recentcmenlo chegado a es-
ta cidade, participa ao respeilavel publico e aos seus
amigos, que tcnciona seguir dcsta cidado para os
Josi Antonio Gomes iunior.
maior; 2 bolfles do abertura esmalta do ,W
amigos, que tcnciona seguir uesw c.uuo ya.*,- tcniIoduas m0das ue ,u .,.."-"-- ,
porlos do sul em breve lempo : ass.m, roga as pea- d M rs duas b,nd usadas deofflciilde||ant
sas que se quizercm utilisar do seu presumo, din- .......,. ... <|Mta roubo souber, dir
jam-so ra da Cruz, n. 40, segundo andar.
- Precsa-se de um caixeiro que seja portuguez,
6 que entenda de venda, defronto da malriz da Boa -
Vista, n. 88 : quem esliver nestas circumstancias di-
rija-se mesma. 1
Roga-se encarecidamente, ao Sr. de Goussek-
cout o favor de declarar por esta folha se elle reco-
nhecoa repblica franceza, ou se anda se considera
representante do ex-governo monarclnco.
-- Alugam-se asseguintescasas: um sobrado do
um andar com sotao e lojas na ra do Sebo, n. 50,
por 300,000 rs. annuaes ; urna casa terrea com quin-
tal, cacimba e commodos para familia, na ruada
Uniao.n. 3, por |14,000 rs. mensacs; duas ditas
com iguaes commodos na Trempe ra da Sote-
dade, ns. 33 e 35 por 10,000 rs. mensaes; duas
ditas pequeas, na ra do Sebo, ns. 52 e 54, por ig
rs. mensaes ; urna dita pequea na ra da llniao ,
n. 1, por 10,000 rs. mensaes: a tratar no escriplono
de F. A. de Oliveira, na ruada Aurora, n. 26.
Cutilaria.
Jos Pradines, cutileiro francez, morador na ra
larga do Rosario, n. 14, participa ao respeilavel pu-
blico, que all sefacha sempre prompto a eucutar
aualuer obra, por dillcil quo seja, pertcncente ao
Su'Sco. comPa maior perfe.^o e por ..rece, com
modo. 0 mesmo continua a amolar, polir e aliar
Jialjuer instrumento, as tercas, quintas e s.b-
ba!0Furtaram '. no di. 18 do crrante do escri po-
?a coucedep tacorn duas moscas porcima:fu-
gl'o com o cabralo a rasto: quem o levar a ditaca-
*L"StSSSSm Portuguczcs para feitores de
^i>:^SSc;K-Unir.i5
na ra da Cadeia do Recife, n. \.
Aterro-da-BoaVista, n. 10.
Pommateau, culileiro e ar*
meiro,
Sr^tQdoiuanrc perSmce a cutilaria linas
Sah,' asdqurse garante; estojos com todos os
vende-se n
ns. 6e8.
Na ra das A^oas-Verdes,
n. 46.
vende-se um bonito escravo bom carwiro; ummo-
KXdenaSto. deidadede 1 annos; um dito do
WnnoVum bom osoravo P"r'l* serE; *
escravas por commodo preco; um escravo bom pa-
gem c copeiro. muito hbil e do no. conducta
Vende-se urna escrava com habilidades, e sem
vicio algum: na ra do S.-Jos, junto a .groja,
n. 49.
Msicas pira pianos.
Na ra do Queimado, n. 12, .\ andar, ha um
,rande sortimoiito de msicas as m.is modernas que
ha na Enrona, c dos primeiros moslros.
- Vende-se o engenho Timb, distanto desta praca
4 |egoa.,corronle e moente com agoa, de boai e regu-
*ar produceno, com a .airado9.500pea poucom a
ou menos, o. sem ella. Esle engenhd lie do consi-
doravol importancia, nSo so no presen te con o ne
futura, por conter maisdo leguas de MM co-
berto de maltas virgen., o com c,p.c,dade do le-
vanta.cn. engenho. d'agoa e de bertas.A tratar no
mesmo engc.i.o, ou no sobrado aolado da caJe.a,
n. 23.
SALSA-PARRILHA DESANDS.
Este exccllente remedio cura tj" 0"ferm
dades, as quaes so originadas pola impureza ao
san"uc. ou do systema ; a saber:
FJcrofuUs, heumatismo.erupces cutnea,
brebuthas na cara, homorrhodes, do""? h"^
cas, brebulhas, bertoeija, l.nha, nchacOes dores
nos ossos ejnntas, ulcar, doenca. w1neirot,^,,ci:
enfermidades que atacam pelo grande uso do mer-
curio, hidropesa, oxpostos a urna vida eitra?a
-ante. sfm como chronicas desordena da cons-
ft"i?ao serao curadas por esta Uo ut.l ppro-
V"o\!!,t5.dcon8eguinte he do urna carta recobida do
Sr Maco pois sua n.ull.er foi atacada de escroru-
fas no nariz, das quaes os melhores doutores em
Franca a nao poderSo tratar.
I Rennes, departamento de lile o Vil.in.
I Franga, julho 17 de 184*.
Ss San. salsa-parrilha mandada por Vrn.
foi ceSda com a ^^^'^J^SSoTo.
Jpdicia a Considera como 1%&Z
1 cimas d mundo para taes doenijai, po s dou.
e do alta sabedoria nunca a poderam ftar. Mi-
.tamuIhW a contina alomar, at se achar ln-
! ramenlc boa. Por favor nos queira obsequiar com
eslora; ^:=H=
mais atiento venerador. j Macg
N.l, rueLoul.Philippa-
iLegacSo dos Estados-Unidos,
Berln, Pruss.a, abril 8 de 1846.
Srs A D.&D. Sands.- Srs., tendo-se a sua sal-
duzas de garrafas da su. medicina _,as flgg~
a compositjuo do salsa"P*rn"',m coroo se vai Q-
res medicinas do mundo, ass.m cora.
iroduzndo muito entre opovo -Souomais.
Theodors S. Fay.
I
Uavessa do l/)b.to atrae oa ra oe au-iere* j 7rFeit0Ill na ra do Queimado esqu -
a ra das Aguas-Verdes perdeu-se urna domp-de rio do doulor rcuo ^ Co|legj0( B um _
..rfirn, com vidroe virola de ouro. em que v.i.ha na a o voltar paracmp de m pol)gQO re.
pintada a eflgie de N. S. e de seu SS. Filo : quem a logio, cuja ca w *
S^rioorFuosioet, esquina de W,t-
,avmendNne-Ynakbolic.dc, agente Vicente Jos d.
Brito. na ra da Cade.a-Velha,... 61.
AGENCIA DA FUNDICAO" DE I-OW-MOQ.
AG ..',., Nova 'n. 42, contina h.ver
Na ra de .ScnzaUa-Nova ,, n^ machinas dea
um completo sorl m fm como Mg
KoPrtToBeeS^,8d^odos os tamanhos: tu-
d0^rvPerndem-so ralogios do ouro, .patente inglez i
na ra da Senzalla-Nova, n. 42.
-i Historia universal,
da para conservar o lustro do ac MironiDir que so CoUegio.
enlerruje i ludo por prec.o commodo.
MUTILADO
!*:
>ae a!'*1
mhOSk


A
as
-
gles
Vendem-se poslillas da onalyse do constituido
para o segundo auno da academia de Olinda; ditas
do dircito publico para o primorro anno : na ra da
Waiirc-do-Deo8, loja n. 36.
Vende-e m moleque muito lindo, de 12 an-
uos ; un pardo de bonita figura de 30 nnnos t per-
lero rarroiro o cortador de carne ; urna preta mui-
to moca com algumas habilidades : na ra do Vi-
gario, n. 24, so dir quem vonde.
Vendc-se urna correnle para st-nhora ; um re-
loglo do onro ; un dito dourado; e outras oais
obras do ouro : na ra do Rangol, n. 10.
-- Vendem-sc saccas com arroz do casca, a 3,200
rs.: Jia ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 21.
-Vcnde-so um pelo de haglo ou aluga-se: na
ra dn Cadeia dea.-Antonio, n. 21.
Estojos cooj duas naval ha*in-
tafes, para barba,
fabricadas pelo mellior autor, chogadas no ultimo
navio de Inglaterra por 2,000 rs. cada estojo. Es-
tas navallias silo garantidas, porque niososo tro-
can as queporventuro nao saiam boas, como tam-
bero se resti le o scu importe, quando o compra-
dor poracnsp se nao grade de iienhuma dolas,
ib-poisdoqxperimoiita-la, Uto Miando sem forru-
Kum o hem tratadas : vcndcin-so na ra larga do
Hozarlo, |oj;i da miudezas doLody, n. 35.
Novos gambreoes. '*
Vrndoin-sc cortes decaigas da excellenle o supe-
rior fazenda denominla gambrcHo, velo baralo
prego de 1,800 rs. o cort esta fa/.omla tanto cni
posto cuino cm qualidndo, rivalisa com as melho-
res casimiras : na ra do Collegio, nova loja da es-
trella, n I.
Ven de-se um bonito pardo, mtiilo
Jinmildc orte c sailio, e mo ir.arinieiro; un dito de a3 nnnos, de
bonita figura sem s icios ncm achaques ,
e que be ptimo para pagem ; dous mn-
Jalinli05, um de 12 annos c o" mitro de
lo bous piraaprendercm algum oflicio ;
tim moleque de 8 ennos ; urna linda mo-
Jeca de 15 annos ; urna bonita escrava de
30 annos, que eiigommo, cose e eozinba:
nm par.fo niuilo b trato, por eslar moles-
to; 11 m pteto l.om Irabalbndnr da cnxa-
da ; tima preta de mcia idade, que se
vende por todo o preco, por eslar emper-
rad: oa ruadas Larangeiras, n, 14, se-
gundo andar.
*-- Vendem-sc aeges da. ex-
mela companhia c Paralaba-: no cscriptorio de O-
liveira Irmos & C, ra da Cruz,
n. 9.
Vende-se, ou aircnda-se um grande sitio na ra
Imperial,com duas moradas do casas, una para
grande familia, na frente da ra c ootra mais pe-
quena dentro do mesmo sitio com bonsparreiracs
1; moilas frulciras de boas qualidades todas novas
e ja dando fruto com um grande viveiro lio lundo :
mi rua Direita, n. 135, loja de cera, onde se lar
qtialguer dos negocios, por seu dono ter do retirar-
se por molestia.
Vende-so brim pardo liso, delinlio muito fino ,
a400rs. a vara ; iusUIO pintado, a 320 rs. o eova-
lo ; maccdonia nicsclada, a 330 rs. o novado ; fran-
klim de niies a 800 rs. o corado ; cintas escuras, a
80 rs. o envado ; chapos ilc sol, a 5,000 rs. ; o ou-
tras ni uitas fazondas por cominodo prego : na ra do
Queimado, loja n. 8.
-Vendcm-se 3lindos moloques de 15 a 18 annos;
2 pretos de 25 annos proprios para todo o servigo ;
pardos do 16 n 21 annos, sendo um dullcs bom
carreiro ( urna niulalinba dn 10 annos ;*um mu-
latinhac una negrinlia de 13 annos; nina de 10 an-
uos com principios de habilidades ; 3 pretas de 20
a 25 annos. unta das quaes con habilidades; urna
preta de idade por 1C.000 rs. ; um casal de ejera-
:osjlo servico de campo e de boas figura: na ra
doCoflegfl, .'.>. -$, segundo andar, se dir quem
vende. /
Vende-sc o Corsario portuguez, romance cm 2
v. ; os Mvslerios de I'aris, 10 v. ; Ji)fio sem meilo, ou
justica dos maridos 1 v ; livrinbos de serlos par
a mniodcS. Jo.Do; foltielinhos de forma do assen-
tur dihbeiro, para meninos de escola ; um sorlimen-
lodcoraces sendo do S. lionodicto S. Filomena,
S. L'uzla,S. Hila de Cassia S. Pedro Apostlo, S.
Iiariliolomeu S. Onofre ; exorcismos contra as
lonilnigds ; Memorias das indulgencias da corra
dos marlyrios de N. S. Jesus-Clirislo : ludo por ba-
ralo proco : na ra das Cruzes, n. 12.
C'Jieuem,fivguezes, antes que
se acabem aspeen indias do
baralciro Manoel Joaquim
l'aseonl liamos, no Passeio-
Publico, n 19
Vendem-se chitas muilo finas a 120 1*0 ,160
200, 240 e 300 rs. o envado, o a peca a 4,500, 5,500
6,000, 7,000, 8,000 e 10,500 rs. ; cassa-ebita, a 1,9
rs.; ditas finas n 2,500 rs. ; lencos de seda, a 1/
rs. ; ditos para grvala a 400 rs. ; csguiio, a 2,000
rs. ; panno lino, a 4,500, 5,000 e 5,500 rs.; dito
azul, a 4,p00rs. ; inadanoliiodc todas as qualidades,
a 3,000, 3,200, 3,500, 4,000, 4,500 o 5,605 rs. ; algo-
dan, a 2,000 rs. a peca ; sarja hespanbola, a 2,000,
2,300 e 2,500 rs.; ricos riseadosfrancezes, n 200 rs.:
corles de lila para calcas a 2,500 rs.; ditos de ca-
simira o 6,000 rs.; chales de lila linos, a 2,400
-- No Passeio-Publico, loja de urna
b porta, parede e meia a fabrica de cha-
paos de sol vende-se tuna poraco de
chapeos de sol, de seda de artnscao de
ac os mais finos e mais mdertos que
leem vindo de Paris, pelo diminuto pre-
co de 5,5oo rs. cada um. Na mesma ra ,
n. 19 lambem vendem-se os mesmos
chapeos de sol pelo mesmo preco. Es-
pera-se a concurrencia dos freguezs,
pela boa qnalidade dos chapeos.
itrios trancados de listras e
q uad ros.
Vcndem-jo superiores cortes de brim trancado de
listras e quadros, para caigas, de lindos goslos e
.1;:' on qualidado pelo prego de 2,000 rs. o corto :
na ua do Collegio, loja nova da estrella n. 1.
Casimira elstica, a 720 r. o
covado.
Naloja da esquina que volta para a ra do Colle-
gio n 5, vonde-se casimira clstica de lilao atgo-
dfio do Imdos.padrOes o muito enCorpada pelo
baralo prego do 720 rs. o covado, c que se torna
rccomincndavel para a cstaglo presonte.
Hros tapetes
para ornar salas, mesas, candieiros, lanleruas, cas-
ligaes o campainbas, redondos, quadrados o trian-
gulares bordados e de oleado com lindas franjas
de lila de todas as cores ; luvas do torga I, proprias
paro a Quaresmo, o ultimo gosto de I'aris, pretas e
brancas com dedos-e sem ellos, a 1,600 is. o par ;
alpaca de linbo, a 640e 800 rs. o covado : na ra do
Oucimado, n. 27, novo armazem do fazondas, de
liaymundo Carlos l.eite.
Sarja despalillla
No novo armazem de fazondas, de liaymundo Car-
los l.eite, na ra do Queimado, n. 27, ha chegado
um ptimo sortimenlo da verdadeira sarja hespa-
nbola, a 3,200 rs. o covado ; lambem ha do 2,200,
2,500, 2,800 e 3,000 rs.; panno fino, prova do li-
mao, a 3,800, 5.000, 7,000, 8,000, 9,000 e 10,000 rs. ;
chapos francotes linos, do ultimo gosto do Paris ,
com aba maior, conformo a nova moda, a 7,000 e
8*8 t bengaiinhas finas, a Sao rs. ; e ou-1
tras ronitas mindeas de bom gosto, por
muito barato preco.
Hiscados monstros.
Vendem-se riscados franceses, a 320 rs. o coya-
do de vara de largura e os seus padrOes e quali-
dades sffe es melhores que se pdem desejar: na
ra do Collegio, loja neva daestrella, ni.
Pannos finos.
Vendem-se superiorfpannosfinos, prova de li-
mito azul, a 3,000 rs. (> covado; ditos pretos,
bem condecidos peta sua barateza e qualidad, a
4,500, 5,000, 6,000, 6,506 e 7,000 rs. o covado; casi-
mira preta de boa qualidad a 6,000 rs. o corto;
dita limiste, de largura de panno, de superior qua-
lidad o mais fino que M al (,00o e 12,006 rs. o
corle : na rua do Collegio leja nova do estrella ,
ni,
Vende-se, para ton da provincia, um esenavo
pardo de 30 annos pouco mais ou menos, sedie, do
boa figura, bom carreiro e cargueiro e que he h-
bil para lodo o servigo de engenho e mesmo para
pagem : na rua do Collegio, n. 23, a fallar com Jos
Antonio de Souza Machado.
A 1^600 rs. o covado.
Vende-se merino preto de 7 palmos de largura ,
pelo barato prego de 1,600 rs. o covado : na loja da
efcqui/wi que volla para a rua do Collogio n. 5, de
Cu i maraes & Companhia.
Casimiras elsticas, a 640
rs. o covado.
VonJem-se casimiras clsticas de 19a e algodflo ,
pelo diminuto prego de 640 rs. o covado : esta fazen-
da torna-so muito recominendavel para a estagSo
present, por ser muito encorpada e os seus pa-
drees o melhor possivel: na ruado Collegio, loja
nova da estrella, n. 1.
Vende-se um grande e bonito cavallo mellado,
ardigo e bom andador sobre as rodeas de passo a es-
quipar de rodea sola: na rua do Queimado, n. 80.
FARELONOVO,
a 4?500 rs.
Saceos grandes de 3 arrobas com farelos: no arma-
des ; merino; eguiBo fino; eumbralas; eassas 0
outras militas fazendas, por precos mdicos, a sem
defeitos -. franqeiam-se amostras aos coijjiradoire4
na rua do Queimado, n. 46, loja do MagfihBes e Ir-
milo.
Vende-se panno dealgodo da trra, da mais
superior qualidad ; na rua Crespo, n. 23.
Vendem-se 8 escravos,'sendo : 2 pretos pro-
prios para todo o sorvigo, mogos'; 3 prel.is sendo
duas boas quitnndniras a nutra de 18 annos da
agao, o'de bonita figura ; dqas pardas, urna de 28
annos o B outra de 22 com algumas habilidades -
urna mulatinha de 6 a 7annos : todos sem defeitos
nem achaques: no pateo da S.-Cruz, n. 14, se dir
quem vende.
Vendem-seduas esqravas, sendo urna parda,
do 15 annos, de muito linda figura cpm afgumis
habilidades; e urna de Angola, de 20 annos, qu
eozinhabem cuse o engomm'a : no becco do Sira-
patel, sobrado n. 12.
8,000 rs. .\csle armazem tainbem se vendein fazen- izcm do J- Tasso Jnior, na rua do Arrtorim, n. 35.
Vendem-se saccas de familia, ditas de arroz pi-
lado, ditas de milho ditas de feijilo ; na rua da
Cadeia do Recife, n. 8.
das por atacado o mais barato possivel.
Sarja mais barata nao
he
possivel.
- Vende-sc superior sarja preta hespanbola pe-
lo barato preco de 2,000 rs. o covado a sua quali-
dad he suficiento paru chamaros compradores:
na rua do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
rotassa e cal virgem.
Vende-se muito superior polassa, a
poneos das desembarcada, e cal de Lis-
b
na na da Calci i no Hecife, n. ll.
Vendem-se presuntos, baldes o linas proprias
para lavar roupa; vassoura para varrer salas e t-
peles : ludo ltimamente ehegndo dos Estados-Uni-
dos : na rua da Cruz, n. 7, armazem do Davis & C.
i: no armazem de Bailar & liveira, Vendem-se sapatdes de bexe
Firmino Jos Flix da liosa tem para vonder
barriscom bren de marca grande ; bem como sal
de Lisboa, em pequeas e grandes partidas: os
pretendentesdirijam-se ao mesmo, ou no soues-
criptorio da rua do Trapiche n. 44.
Vende-sc a armagfio o utensilios da venda da
rua da Cruz, n 66 : a tratar com Miguei Joaquim
da Costa na rua da Senzalla-Nova, n. 4.
Vende-se a escrava -CTionla/ de]
I? annos de bonita figura :" na rua do
langcl, n. 46.
Novo panno para lenccs.
Vende-se superior panno para lenges eoin 2 4
varas de largura pelo barato prego do .000 rs. a
vara : esta fazenda be melhor do QV4 bretanlia de
Irlanda, da inesma largura,qui-ultimamcntcse ven-
deu nesla mesmo loja pw ser de puro liiiho : .na
rua do Collegio, loja n>,>a da estrella, II, I.
A 400 rs. o par.
Nt oja de (iuimaroes >S. Companhia confronte ao
a* e<> de s.-aiitoni>, n. 5, vendem-se incias de seda
preta curtas pelo barato prego de 400 rs. o par.
KSilho.
Vende-se milho, a 2,000 rs a sacca : no caes da
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
rs.; ditos de larlalana
I 500 c 800 rs.; ditos de
nielini a 1,000, 1,200 c 1,280 rs. ; pelle do diabo a
200 rs. : grvalas '~
sol, de seda
u 5,500 rs.
de cassa a 200 r*.; chapos do
do melhor gosto que loui ap'parecido,
Yertdem-se chapeos de superior
acast6r,'branco8e pretos, por preco
mato barato : na rua loj de Jos Joaquim da Silva Haya.
Cambraia para cortinados c
mosqoitciros.
Vendem-se superiores cambraias do ramagens o
mais fino e de sublime gosto que teem apparecido ,
dar cortinados e mosquita ros, pelo barato prego
pe 1,000 c 1,200 rs. a vara no rua do Collegio, loja
nova da estrella, n. 1.
Vejidc-se, ou permuta-so por casas ou escra-
vos, uro grande sitio porto da praga com boa casa,
inqilas Inicias com mais de 500 pos do mangabei-
ras, coqueiros o urna malta do dendezeiros urna
gra-nle plaa de capim o grandes ha i mis para con-
linuacSo da mesma planta um cercado que sus-
tenta 30 vaccas de leite na maior frga do verti,,
urna boa malta com boas madeiras para cercas e
boas Icnhns para padarins o otarias, Ierras para
planlagOcs de mandioca, que regulam 102 alqueire.s
e meio dofarinha : a tratar com o proprielario da
padaria do Manguind.
.... Vendem-se ancorctas de
diversos tamanhos, com vinho da
Madeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidad: no eseriptorio de
Oliveira Irmos & C., na rpa da
Cruz, n. 9.
- Vendeni-se, na loja de
Francisco Joaquim Duarte,
na ruado Cabug, n. 1 lencos de gar-
ca, de lindos padres, a 1,000 rs. 5 ditos
de seda para grvalas pretos e de cores;
luvas de seda, curtas e compridas, para
senhora-, dita de p?%, bordadas e li-
rro
pelo barato preco de 1,200 rs. \, supe-
riores a 1,600 rs. a retalbo ; tajnbetn
se vendem em porces : a prffca da In-
dependencia, .-i. -j.
Vende-se urna casa no l'ogo-da-l'anella na
rua do Rio, com frente para o sul, com muitos com-
modose sseiada, com quintal soflrivel, com urna
grande rampa que faz patamar, com altura suficien-
te que fica assobradada pela frente : na rua de Mor-
as, n. 106.
Vcndem-se saccas de farinha fina ; ditas com
milho: na rua do Queimado n. 44*
Fogo.
Na fabrica de licores do Aterro-da-Bpa-Vista, n.
17, de l'redei ico Chaves ha sempre porgo de pali-
tos de fogo em magos grandes a 2,000 rs. o cenlo ,
os quaes silo feitos com toda a perfeigSo, e nSo de-
genoram no invern.
Chitas pretas assetinadas.
Vendem-se superiores chitas pretas assetinadas,
muilo acreditadas pela sua qualidad, a 240 rs. o co-
vado : na loja da rua do Collegio, n. 1.
!\a rua da Cruz do Recife,
11. 55 loja nova de bar-
beiro,
vendem-so c alugam-se as verdadeiras bichas bam-
b rguezas, por prego mais barato do que em outra
qualqucr parle, o lambem se vitoapplicar qual-
querhorn do da ou da imite, pora commodidade
Cheguemantesque scacabem.
Vcndem-so ptimos c bellos lengos de verdadeiro linbo circulados de bico, proprios
para os actos da semana-santa, a 4,000 o 5,000 rs.
na loja de miudezas de Joaquim Henriques da Sil-
va ao p do arco do S.-Antonio.
Participase
aos fregaezes do bom e barato, que se vendem cha-J
les de balznrina, a 2,000 rs.; setim preto macao. a
2,200 rs.; cambraias de sedo, a 10,000 rs.; chapeos
do sol, de seda, a 5,500 ; cortes de cambraia aber-
ta, a 4,500 rs.; pegas do bretanha de Franca, a 3,500
rs.; cheles de seda, a 10,000 rs.; ditos de lila e seda,
a 5,000 rs.; meias de seda preta, para senhora, a
1,800 rs; luvas de dita, a 600 rs.; lengos bordados,
para senhora, a 320 rs.; mantas de seda, a 8,500 n.;
casimira preta elstica, a 3,^)00 rs. o covado; lspre-
los, a 2,400 rs.; fazenda do caiga, a 240 rs. 6 cova-
do ; chitas de coberta, a 2*0 rs. o covado, e a pega a
7,000 rs., e de cores fixas; camnraias de cores fi-
tas e padrees modernos, a 640 rs. a vara; sarja
hespanbola, a 2,400 rs ; lengos de seda de peso, a
2,000rs.; camisas de meia, das melbores que sppa-
reccm no mercado, a 1,400 r.; brim branco, de pu-
ro linbo, a 1,400 rs. a vara; dito trangado pardo, de
Mais baraton&o heposshel.
Vendem-se chitas de ramagem a 5,400 rs. a peca
c a 160 rs. o covado ; ditas de cores litas de bon
panno, a 160 rs. o covado ; cortes de cassa preta,
com 10 varas, a 4,000 rs. ; chiles pretos ;cortes d
vostido de barra; sarja hespanbola, superior,
2,400 rs. o covado ; casimira preta ; merino de ju-
periorqualidpde, a 2,600 rs. o covado; 0 b'utrii
multas fazendas baratas: na rua do Uvramonl
A 8#400 rs.
Vendem-sc cortes de eassas de edres, pannos li-
nos do tintas llxas, pelo barato prego de selo pata-
cas e meia ao corto, sendo de seto varas ; assim co-
mo um bom sortimenlo do fazendas, quo so vendo
atacado o a retalbo pelos mais commodos prego
cortes de fustilo, a 640, 800 o 1,120 rs., de L.,
qualidado; chitas boas, a 140, 150, 160, 180 e 200
rs. ao covado ; ditas superiores, a 220 e 840 rs. 10
covado ; ditas em pega, a 5,200, 5,500, 6,000, 6,400
e 7,000 ris; madapolea boas, a 3,000, 3,200
3,600, 3,800 e 4,000 rs.; ditos superiores, do 4,500
5,500 rs. a pega ; e outras muitas fazondas que serio
patentes aos freguezes: na rua da Cadeia, luja n.
50, de Cunha & Amorim.
Vinhode nordeaux.'
DEPOSITO
NA RUA DA CRUZ, N, 20.
.
Cal vii geni.
Cunha & Amorim vendem ancoras com 4 aironas de
Cal virgom., vinda no ultimo navio de Lisboa as-
sevorando ser de superior qualidado, por ja se ter
experimentado : na rua da Cadeia do llecife, n. 56.
--Vende-se.o vinho genuino da companhia geral
da agricultura das vinbas do Alto-Douro, limito
proprio para fnesa em pipas, meias ditas e barris
do quarto : a tratar no armazem de JofidTavares
Cordiro, ou com Antonio Franoisco de Nortes,
agente da mesma companhia.
Escravos Fgidos.
-- Fugio, no dia 18 do Janeiro, urq cabra, de noma
Joaquim, .i.'.cv reforgado, dn JLftrVr, com a barba
iranca, cabellos corridos e bem pretos ; levon utn
surro de pelle de carneiro chapeo de baila usa-
do, caigas do algodo de listras rotas no assanto ;
tem os Ionio/ellos dos pos um tanto ochados. Es-
te escravoj foi preso em S.-I-ourengo-da-Matta e
tornou a fugir junto aos Remedios, do poder de
urna pessoa que o conduzia para esta cidade ; veio
do Maranhao e diz ser de Caxias: quem o pegar le-
ve-o a rua do Vigario, n. 24, que ser recompen-
sado.
50,?000 rs.
Fugio, no dia 22 de margo prximo passado, do
engenho S.-Francisco, em S.-Anlonio-Grande, pro-
vincia das Alagas, a escrava'Benedicta, parda, bem
parecida clara cabellos corridos, olhos pretos ,
beigoS grossos, denles limados, peitos granaea, ps
seceos; lem no brago direito um tino salamCo. a
no outro um coraglo destes feitos de agulha com
tinta azul ; tem 30 annos de idade. Esta escrava he
de Congalo Rodrigues Marinho morador em o dilo"
engenho, aonde pode ser entregue, que receber
a gralificag&o cima ou nesla praga a J. O. Campos,
na na do Queimado, n. 4.
Luzia, natural do Aracaty de 18 a 20 annoi
pouco mais on menos, de estatura regular, chela do
corpo, =cobega grande, cabellos De cabra, cor fula,
olbosgrandes nariz ambilado, bocea regular,
denles curtos e trigueiros queixo um tanto sabi-
do; tomo brago direito o a mo mais grossas que
a esquerda ; tem os ps grandes; quando anda pare-
ce pular; sanio' de casa na segunda-feira-santa, a
levou um roupflo de chita escura do mais ; foivelli-
da com umvestidode chita sujo; he de presumir
quo traga o roupflo com as mangas deteidaa : quem
a pegar leve-a a casa dodoutor Alcanforado, ou ao
caixeirodoSr. J. J. llonleiio, no llecife, que aera
bem recompensado.
Fugio, no dia fi do correnle, do engenho l'indo-
baI, do iciiciile-coronel Jos Francisco Lopes Lima,
si i nado na comarca de Nararelh, o cabra Mathias, ca-
bellos carapinhados, rosto largo, pouca barba,grosso
do corpo; levou vestido camisa do nlgodilozinlio azul
Irangado; lie carreiro,-e tem costume de andar de
apragalas; consta estar para Agoa-Fria, ou Maria-
Simplicia.na cidade d'Olinda: roga-seas autoridades
poiiciaes, capilfles de campo e pessas particulares,
que o apprehcndam e o couduzam par* o dito ange-
nho, que serSo geuerosaniente recompensados.
Fugio, na noile de 16 do correnle, um preta
de meia idade, do nago, de noma Rosa : levou ves-
tido deentta preta panno tambom preto, saia do
lila, e por baixodesta una boleos dacourosaJero disto
levou uoi lengo preto ua cabega, com o qual anda
constantemente para occullar os muilo cabellos
brancos que toni SuppOe-soque asta preta tomara
caminho da Boa-Viagom onde lem muitos conliu-
cimentos, por ter sido escrava do fallecido Jerony-
mo Ferreira de Moraes Portella, que ah residir.
Quem a pegar leve-a a rua da Cruz, n. 57, que sera
gratificado.
t
I
n
di
U
-4"
n
ii
E
ti
fi
nCj-Ml-
ro unno, a 1,400 rs. a vara;uno trangiuo paruo, uc ., Q .0
**?* r. a vara; J>ico#te|.oda as quahda- IeR-v. : na typ. de.m. f. defabia. 140




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