Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05468


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Full Text



nno-tfe 1848.
m.______I "BSHHP-
Quinta-feira 90
i
O 1)141(10 oullie-se todos os alias i re-n de cuiriia i ,o">recod auignyar., j,c de
IferaX^'**"
MIASES DA LH.v NO MEA DE A0RIL.
i uo. 3.* borase 41 rom. da Urde.
C.cscenl* I". 30 min-d* Urde,
^chelas 17. aos a mi,,, da tarde.
M!so.Dte.W.>.d.l.rd..
T-T-ay,T lTSP-**
PA.HTIDA DOS CORRBIOS.
*
f'.omina e Parahbasegundas ese ilii feiru
Hio-( runde-do- Norte efuiota eiras ao mcio-ilia
'-abo, Serinli;.>|nrRio-t,'.ormoso, Poilo-Calvoe
_ Waceln, no I.*, a II e Si dcada me.
frrrhaoj e Flonito. lie .
hoa-VH.a e Plores, a llt.
Victoria, as quinlas-leirat.
Olipda, todos os dias.
PRKAMAB DE HJE.
Prlmelra, s 6 horas e 6 minutos da manba.
Segunda, s 6 loras e 30 ioduUm da Urde.
fe-i":;- ::
DIARIO DE
de Abril. Atino XXV.
N. 91.
Di AS DA SEMANA.
17 Secunda. S. Aniceto. AUd. do J. dos orpb,
filio J.oo c. da t y. o do i. 11. da r.
S Terca. S. Galdioo. Aud. doJ.doelv.'da I.
r. edo I. de pot do I dist. del.
19 y nana. S. Hermogenes.
10 Qoiato. S. Ignezde Monte Policiano.
21 Sella. S. Ancelino.
2i Sabhado. Ss. Soler Calo.
51 Domingo. S. Jorge.
CAMWOS NO DA i DR ABRTL.
Sabr Londres a 3T elT'/jd. por Tlrs.aod.
Pars 3ii o 350 rs. por franco.
Lisboa 100 por lio de premio.
Dcsc. da htttras de hots firmal a I '/i Ve
OwroOncabapanholas.... Mf:o 2S|50
ModmdeBiOOTelli. 10/1200 a 1*110(1
de 'ilion or.. 161000 a I6J10
a de yOOO..... PlCO a OJIO
PraU Pataco*.......... l|40 a lf*0
a Peso* columna re*.. IJ920 a !#
Ditos mexicanos.... If80o a IIMO
. Miuda............. I#50a l#*l
Acees dacomp.do lieberibe de a0|000 r. ao paj
\
PIRTE 0FFIC1AL.
COM MANDO DAS ARMAS.
Quarlet do commando das armas nacidade do Recite, 18
de abril de 1848.
OH DEM DO DA N. 91.
Ocommandanto das armas fat certo guarnico, qitr,
o Exm. Sr. concelhclro presidente da provincia foi servi-
do ornear na data de hontenj aoSr. lente dacmnpa-
nhia fia de cavallarla. Manoel Francisco Monteiro, part
ejercer interinamente O lugar de aj ti danto do director
do arsenal de guerra, e por despacho de igual dala con-,
ederao Sr. 1. cadete do2. batalhao de ariitliaria a pe,
.'ezario Marianuo de Albuqurrque Cavalcadti, domine-
" ;s de llcenja na forma da lei (meio soldoj, e ordens do
verno, paraofim de cohduzir sua familia para fura
a capital.
Mantel Ignacio 3* Carvalho Mendonca.
I
Quartel to emulando das armas na cidade do Reeife, 19
de abril di i MU.
01UIF.M DO DA N.* 92.
Tendo de Ir tomar assertto na assembla geral legisla-
lira dojmperio, na qualidade de deputado elcilo psmwt
ta provincia; passo, ca cumplimento la lai, a entregar
agora ao Sr. coronel Joaqu im Jos Luiz de So tiza o coni-
mnndo interino das armas desta inesma provincia.
He do nieudever lonvar e agradecer aosoorpoi de 1.'
linhn. e A Tugrila nacional, lltm enndner mip tlvernrn,
a a disciplina que conservaran! durante o lempo que 01
tenho coininandado, desenvnl vendo sempre o niaior pa-
trioiisma, nmr no governo de S. M. o Imperador,
roniIlHitcao e"ao paiz. Eu Ibes recominendo que se
nao desviein de seus juramentos, que se conservero co-
mo al agora pacficos, continuando a sustentar o ines-
nio governo na pessOa do seu legitimo delegado nesia
provincia, e que Analmente receuaui a minha despedi-
da, que lie saudosa.
Manoel Ignacio dt Carvalho Mendonca.
EXTIBOR.
PARLAMENTO PURTUGUEZ.
m*XO DA CMARA DOS FAHES, IM 7 DiriTI-
BCiBO DE
1MB.
O Sr.Fonieea Maqalhaes : Sr. presidente, em virtu-
de da benevolencia da cmara, concedida na scsso an-
tecedente, tenho de continuar a apreacntar as miiihas
considerajes sobre o assumpto que to seriamente a
tetn occnado, desde que un digno parencetou a dis-
cusiSo sobre a resposta ao discurso do ihrono ; respos-
la eni que apenas alrida se lem tocado, o que eu niio es-
tranbo ; porque depols de lao longo decurso de lempo
em qUe a voz dos representantes da nacfio nao lem sido
ouvida, bein era suppr que multo liavia que dller, c
realmente inulto ha. Nos temo-nos quasi oceupado ex-
clusivamente dos aconteciineiitos 'que encheram aquel-
ledesgracado iolervallo, desgranado, digo, porque as
portas do parlamento se fecharam, nao como as do tem-
plo de Jano em signal de paz ; mas para dar lugar a que
a guerra devastnsse o paiz inteiro.
Acabel, Sr. presidente, dizendo que o ministerio que
se forniou em maio, injustamente se denomina um mi-
nisterio de corrupeo, um governo revolucionario : es-
sc governo sim, nasceu de iwolucao ; mas criou-se para
uo ser revolucionario, e para, acabar casa inesma reyo-
luco.
Nao se teui altendido s circumstancias de enlfio i an-
da se quer dar 4o inesniogoverno o carcter da siuiacao
cm que elle appareceu : mas oque be certo, ndubita-
vel e demonstrado por lodos os seus aclos, he que o seu
prniamento era o desuflbeara rcvolurn pelo nico mo-
do porque era possivel sulica-la nesse. lempo (apoiadot).
Se se eulendesse possivel que tal movlmenlo, e lao ge-
ral, poda ser combalido e rebatido pela frca das ar-
mas, nao se conservara a forra das armes fiel ao gover-
no que se deuiillio ? Slin, mas e%se governo conneceu
que nao poda debellar a revolufo ; convcnceu-sc de
que era urna necessidade fatal o re tira r-se, para o paiz
tt-r paz ; e enlo se o meio que linha ojulgava insufli-
ciente, bem baja, por nao 1er querido ensangueular o
paiz. Mas como se quercr que o ministerio de malo
usasse delle para 6 iHesmo fin ? Una de Unas ; ou a re-
volufo era superior s forjas que podiam empregar-se
contra ella, e rnlo de necessidade sedera transigir ;
ou ero Inferior, e ueste caso fi fraquea ceder-lhe quan-
do baria Hielos de a combater e enfrea-la. Mas, seros
julgastea Impossirel usar de taca meios, para que cen-
suris aqucltes que liveram a inesma uplnio ? Nao que-
ro dier que o governo de malo acertaste euutudo ; mas
quao fcil he argir He fcil o proferir una opinio
fura das cirubmstanc.ias do faci que se quer censurar :
nao cuita a julgar da impericia daquelles que deixaram
destruir pelo incendio parte do edificio para salvar o
reito.
Sr. presidente, transigi, transigi csse ministerio com
as circumstancias, transigi com urna frca maior do
que a que li c poda oppor e eniendeu desempenhar
bein o seu dever, nao se oppondo violciiiainenie ao ino-
vlmeulo em que ento se agitavam as mnssas. Quein nao
vio iiBSIa propria capital o estado de iuquielaco dos
nimos ? Quem nao vio no da 17 de malo, nolavel por
ser das as praciut e ras de I.ijhoa ? t dir-se-ha que all se
linha visto cougregadaa canalha dacapilal 1 Toda ella,
em tal caso, poderla di/.er-sc povoada de canalha (ro),
l'-ni todas as sociedades ha urna ultima classe, a plebe
intima, os proletarios qtie afflucm s grandes povoacAes.
Masquandn um grande aenlimeolo, urna ideia forte se
apodera do poro, val de enrolla cssa chamada canalha
com a priineira clasie da sociedade : a-aristocracia e a
plebe acbam-se nos mesmos ajuutamciitos : he o que vi
com os mcus olhos, c nao era possivel delxar de ser as-
sim : o povo, bein que se npresentasse DO rosto de lodos
o ilgnal da ipquletco, nao traiia armas nm una ap-
pareceu ; nem pratlcou por inuilaa. horas um so acto de
tumulto que tratistoruifne a ont*?ffe pQbca.
IPretendeu-se, sim, dispersa-Io i ftfa. Alguns atten-
tados bouve, e ineritavels em taes nccasiOea, quandn as
I sombras da noite os poderlam nceultar nao os defen-
do, nem os desculpo ; altamente os condemno : mas, le
os compararmns com os queapparecem em outras n-
celes em scmelharile! momentos, tlrerain multo pouoa
importancia. Nao me canso, nem meeansare jamis de
fazer ver o carcter do poro porluguez como slngula-
rissiiDo. o mais obediente, humilde, bondoso, o inals
prompto a esqufeer as injurias, o mal fcil de condu/.ir
e de persuadir (apotados). Em taes circumstancias en-
Irou o miuisterio de malo, como digo, .nascido de una
rerolufio para acabar com ella. Entcndcu que ia empe-
nhar-se em urna larcfa lab ardua, que poderla fazer des-
corar os mais animosos : honra seja a esses homens,
que, tendo a certeza do aeu perigo, nao desmataran!, em-
prehenderam eisa facanha, lalvct na ideia de poderem
conseguir o resultado que procuravam ; mas, eu creio
antes que s riram o sacrificio que iam fazer sna pa-
tria ; e que maior sacrificio do que esse ? E fizeram-nn.
Sr. presidenlo, com que tlifficuldades luta-
ram ?! Ouvi tachar esse ministerio da revolucin a-
rio. nnrniip conspoLio que pormawBcessetn erectas,
e em funccOcs, varias juntas populares, qtie|realmen-
le come^aram revolucionarias ; ouvi tachar esse mi-
nlaterio de connivente com a revolue.o, porque as
no tinha dissolvido, o nSo impedid quo outras se
formnssom ; c ao muito que se temdito eu respondo
sempre ; se-n revnliiQao podi.i domar-so, porque a
n3o tlomastes vos? Rsts appari^rin de jautos ncsle
psiz e no vhinTio, he digna de altenqno. Desgrasa-
da mente, entren, lem hit vido militas rovolurjOes,
ainda que nuo tantas, como em outros povos, con-
laiiiloas naedes peninsulares, antes edepois do uni-
das. Algumas do nosso paiz Tram gloriosas; e sem-
ine om taes occnsiOes se formaram juntas que a re-
volu?flo reconhecou, e que liveram por fim organi-
sar a anarchia, ou, paramelhor dlzer, acabar a desor-
dem (apoiados). lie urna especio de instincto que to-
do o povo tem o de conhocerojie se devo dar orilem
ao movimiento desordenado. Tal he a historia das
juntas queso formarameni Hospanha, no lempo da
guerra peninsular, assim como em l'orlugal entilo,
e ha menos lempo. E como procedcrain essas jun-
tas, quo eram eleitas pelas maiorias, que participa-
vnm de certo daquelle mesmo furor, direi melhor,
daquclle mesmo fogoe enlhusiasmo quo denomina-
va todos os dsjpiritos ? Eu devo ser justo, o (levemos
s-lo todos, cssa he a ohrigacflo mais sagrada
dos que oxaminam os factos, e retlexiorfam sobre
el les.
Essas juntas que o povo creou, o governo as dei-
xou funecionar: niio mandan logo dissolver ne-
nhuma ; consentio-ascoino urna especie de eoncolho
aos gvernndorcs civis, e fez todos os e.sfor<;ns in-
directos para so limitara sua duracilo. Eis-nqui o
facto sabido e conhecido. jUOmo, pois, censurar o
governo, aecusando-o de ter procedido de um modo,
guando Ule ora impossivel proceder (le nutro i1 Mas,
va un > ao mais : sabem todos os meus amigos c mul-
los quo o noo so, e espero provn-lo, que as minlias
alfeicoes pessoses nunca sito influidas por opiniOos
polticas, e nada teem com ellas. A'testa da junta de
SanUrm eslava um amigo nieuc de outras pcssas
que se icham prsenles, o Sr. Manoel da Silva Pis-
aos. Nflo temo pronunciar este nome, porque lie o
de um homeni do probidade, de muilo talento, do
um enthusiasiho, tal vez excessivo ; amunlissimo da
sua patria [apoiados]. lera errado como eu o os ou-
tros, e ainda havemos de errar. Logo que o governo
se estuboleceuem Lisboa, elle correspondeu-se com-
migi), manifestando o maior desejo do quo se oca-
basse a desordem publica, o de que tcrmiiiassein pe-
lo reslaboleciiiienlo da paz is l'uncces ti -i junta a
que presidia em Sanlarm. Eu fiz uso lealmente des-
ta coirespondencia ; dei conhecimento dclla a queui
o devia dar,- :io ministerio, o ainda a quum mais en-
tend necessario ; porquo nella se manifestavam as
melhores ideias de conciliario, e os mais solido.
principios polticos.
- Sr. presidente, cuslou, o levou lempo a applscar a
eucrvescnncia queso linha apoderado dos nimos ;
mus os aforeos einpregudos para o resliibeleci ment
da paz, foram sempre em progresso al se conseguir
o melhor resultado. As juntas, na maior parle dos
lugares, serviram de auxiliares do governo, lauto
quiiuto podiam ; o ollas l'ram dirigindo essa ordem
de cousas sem derramamenlo de sanguo, sem devas-
sas, sem prisoes, sem exterminios; e, linaliiiente,
sem mcioalgum excessivo, para terminar a rovolu-
eflo. A nSo ser assim, era do recelar que ella cresecs-
se, qtiem sabe at que ponto? Mas queria-se [e bom
era se fsse possivel ] quo o governo creado hoje,
acabasso manhila o excitaniento popular. Esla re-
volusfio nao nnsceu de repente de una causa inme-
diata ; tinha gaiiho successivo incremento nos ni-
mos; uiioera fcil,ao menos ninguemjulgou pos-
sivel subjuga-la de repente. Masneiu porissose ein-
pregou mullo lempo em doma-la. I'ouco dgrou esse
ministerio ; e antes de Ires ou qualio iezcs, som o
menor emprego do violencias, conseguio o reslabo-
lecimcnto da ordem (apoiados). Eu nao digo, nem
quero dizerque a paz publica se achasse em toda u
parle lao radicada como a desejara o governo o toda
a naco; mas comparece-ae o estado do paiz no mo-
nenlooa -entrada da administracao com aquelle quo
se dava tres meses depois; o faca-so justic. Gran-
des dilliculdades e iinmonsai love o governo, nem
poda deixar de ter; c mo sei se a maior era a penu-
ria do thesouro. Um Ilustro cavalheiro, o nobre
conde de Lavradio, que fez parto dessa adminislra-
c;1o,j aqui declarou que ncnltuns meios liavia achtf-
do ; e esta declaraino lem sido feila por outros que
serviram na mesma aUminislracilo, o que aiuda mi
foi contradito. Um flhelo foi publicado por um ho-
mem diguissimo, que servio de ministro da lazeuda
nesse governo. lulhelo a que os jornaes de todas as
-,-.. T,emdad6 o eptheto de modeslo, sincero 6
leal: ainda o nSo vi refutado: o elle explica bem a
situacBo em que a naci se acliava, isto pelo que to-
ca a meios para o prompto ousteamento da despoza ;
porquo, pelo que rospeita ao estado da fazend, eu
nSo terei mais do que apresentar o resallado das
minhas observacocs, e de observacoes de pessas
competentes, a^uem mo tenho dirigido; porque na-
da mais desejo do quedepr a verdade.
Sr presidente, facto he que realmente liavia seis
mozos de atraso uos cu pregados pblicos, isto he
um facto innegavcl c inquestionavel (leu).
Encargos ordinarios, provenientes
das ilespezas do servigo dos diver-
sos ministerios, e encargos geraes
al 31 do maiode1846....... 1.936:300/000
Di vidas companhia Confianza nacio-
nal' ................. 1.976:000^000
Banco de Lisboa........... 850:29l#*i4
Kolgosa, Jiinqucira, Sanios & C*
JoU) Antonio Lopes pastor, e com-
panhia Providencia .......
Emprestimos levantadosm Londres
O emprestimo dos 4:000 coritos f!i-
to em outabro de 1844 tinha dei-
xado um encargo ao thesouro pa-
ra o pagamento do mesmo c amor-
tisaciio de mais de........
434:513^238
518:500/000
734:000/000
6.4*9:604/682
6.300:000/000
18:749:604/682
Silo, pois, 32 milhoos de cruzados de emprestimos c
anticiparles quo pesavam sobre o thesouro, sendo
mnis de metade desta quantia letlras e emprestimos
do vencimelilo prximo e successivo.
Eis-aqui, Sr. presidente, o que eu considero, o
que se lem ditoeescripto, e o que tem Sido asse-
verado por pessoas mais capazos do quo eu, porque
mu raro as minhas locubraQocs leem tido por objec-
lo estes cstudos. Estrnnho s circumstancias espe-
ciaes do servido da fazenda, nflo me considero lia-
bU para disculi-las. Oque aprsenlo he o que me
parece exacto, o no queconveem pessoas que reputo
competentes porsuas hab lilagOes e honeslidade.
Sr. presidente, estas circumstancias eram grav-
simas : ainda quando o quadro fsse exaggerado em
metade, o apuro seria grande.
Eu vojopelasomma geral destas dividas que a fa-
zenda publica so achava extremamente onerada
(apoiados). Estou longe o milito longo de fazer im-
putaces aos membros daquella adminislracilo de
descuido, de abandono do ciimprimeuto dos seus
deveres, do falta de interesse pelo bem da nagTo.
De certo lien) diversos eram os seus maiores deso-
jes: al fariam cortamente todas as diligenciase
esforcos para bem orgonisar a mesma fazenila. Mas
todos coniinoi teinns erros, e rabimos cm engaos a-
pezar nosso. Seria bom confessa-lo, e nSo procla-
mar sempre para urna edr poltica p privilegio de
quo assim fssem discutidas ; porque nos represen-
tantes da nagdo n3o servimos smenle para discutir
leis ; a nossa misslo ho maior, servimos para ins-
truir e esclarecer os povos [apoiados]; e nos que tra-
tamos dos seus interesses, temos obrigaqiio dos ins-
truir, quando legislamos; de os convencer deque
legislamos bem. Porum acaso competi a essa ad-
niinistraQSo de maio publicar aquella lei; os homens
de que ora composta nilo liveram a vaidade de altri-
buir a si a lei que nflo era dcllcs, mas sim dos
representantes da nacfio portugueza.
Sr. presidente, eu imploro a benevolencia da c-
mara para estss transilos, deleito do que tenho si-
do aecusado, e de quo em vilo procuro corrigir-me.
Estou chegado ao capitulo 'das demissoes.Houvo
um certame sobre o numero das demissoes, convin-
do ambas as partes que tinhan feito uso dosse dl-
roitoopprssore brbaro, quando oxercido sem c-
quidade, nem lemperanca. Nilo quero quo um go-
verno mantonha ou nomeie nutoridados do confi-
anza, nflo confiando ncllas: nilo, senhor; porm o
quo eu io pouco approvo he que o governo seja ca-
prichoso e intolerante ; o quo som coromonia de-
milla os seus funecionarios; os quo Iho nflo serven
do instrumento as suas vingancas; os que nflo so
tornam prgadores das suas virtudos ; os que en-
tendem que servir o governo nflo he servir os mi-
nistros. A estes nloadmitto quo so de a demissfto
sb pretexto de que nflo mcrecem confianga. Eu j
estive nos concolhos de S. M., ja pertenci a alguma
adminislracQo, onde poda propOr a tlemissflo de
muilos einprogados : apparoga o numero dos que
cu demitli em dous anuos, e se cho.gar a ineia duzia
sem causa publica e bom justificada, confessar-me-
hci culpado. Mas deixaria o ministerio, a que tivo
a honra de perlencor, de sor obedecido ?... Nflo, se-
nhor; os povos obedeccranv-lhe : apenas houve u-
iii.- ou duas sedicoos como ha em loJa a parle ; a
para suffocar as quaes nfio foi preciso empregar
grandes violencias. Quando levo lugar o tumulto de
14 de agosto do 40, uns poucos do homens encon-
trei eu dentro' do edifivio do arsenal; foram pre-
sos, he verdade, o em flagrante ; mas dentro em
pouco liveram liberdado depois de urna certa cor-,
recebo ; e uinguem se qucixou [apoiado*].
As garantas suspenderam-se por um mez; mas, passa-
doi qunze das, fram restabelecldas, ainda antes de
lindo o prazo da suspeusao; c cu proprio vim esta c-
mara, que entao era de senadores, declarar que nao po-
da adininstrar seui liberdade de imprensa (apoiados).
E agora depassagem protesto fno debaixo de juramen-
to sobre o futuro, porque seria isso temeridadej mas de-
claro que, pelo que hoje enlendo ser de juslica, pelas
eonvicia'ics em i|ilc: estOU, e que ha lempos s:io as mi-
nb.is, que estou determinado a nao rolar nunca mais
por suspeusao alguma de garantas (apoiados): esta de-
clara., ao a i,ico solemnemente. Eu enlendo que a sus-
peusao de garantas nao serre de nada; que a suspendo
das garantas nao d fiirfa alguma fcos goveruos, que lo-
dos em qualquer apuro a ella reeorrom, e dellalaiem,
lalvez sem o quererem, dcsgra;ado abuso. Em lugar de
ganhar l'ur.,is por tal meio, creio que o governo a perde.
A carta faculta essa suspenso; mas apezar disso, b-
do rumo, vamos mu, o vamos por pouco tempo !
(U Sr. conde de Thomar: Apoiado). Vamos por
pouco tempo; porque depois s veremos (liante
de nos um ibysmo. (OSr. conde de Thomar A-
poiado Muilo bem). Muito bem .... Helio .' ... Ex-
cellente.'.... E aqu estou eu para responder: quo
me alirem una pudra.....
Sr. presidente, um digno par a cujo aparte agora
respond, e sem rancor, ilisse : aquellas cmaras
o aquello governo que vos tanto censuris essas
cmaras o esse governo li/eram exolloiilcs leis; e
cilou entre ellas a lei dos foraes. Oh !. so todas us
leis das imss.is corles fssem discutidas como o foi
a le dos foraes, bem jamos nos; a lei dos foraes
nao partencia a urna s cmara, pcrlencia a, muitas
cameras, perlencia a muilas intolligcncias, e per-
tencia a iiitulligencia de V. Exc. que he por todos
considerado como um ornamento da jurispruden-
cia purtugueza [apoiados], ea outras muitas capaci-
dades.Essa lei discutio-so por largo espaco de
lempo ; e porque o mi dstes tambem para ns ou-
tras, o porque ufio tizcslos com as outras o mesmo
quo havicis feito com u lei dos foraes [apoiados] ?
Porque enleixastcs tantas proposlas de lei do diver-
sa imlurcia e ubjoctu, oviesles dizer: approvai-as
todas : o ludas o fiam s vezes em urna s breve e
compendiosa discussSo ; porque be o mesma ap-
pi ovar sem olla que disculir dez ou doze projectos
de urna s ve/, [apoiados]. Como poda o publico a-
valiar ooxauo dossas leis bizia-se quo taes deba-
tes consuman! muilo lempo mas na verdade, o
lempo que se consume na discussSo de leis impor-
tantes gunhu-se, nSo se perde [apoiados]. Ja um dig-
no par que so assenla miiilia direita, o nonio
conde de Lavradio, meneiouou que leis do grande
interesso n'um paiz que pode dar ligues do systeina
constitucional min su a nos, mas ao mundo [poia-
dos\, tiiiham gasto iinmenso lempo a debaler-so, e
al algumas levaraai liiuta c quarenta anuos a a-
.madurecer. Occrlohoque iienhuma dessas leis era
do lIO urgente necessidade, que exigisso um debate
precipitado.
bizia-se que sim, quo cssa impaciencia era orde-
nada pelas uecessidades publicas, quo o paiz nSo
poda esperar ; pois, se o paiz nflo podia esperar por
una lei bem feila, dir-se-ha que dovia ucudir-sc-
llie com- una le mu feila .' .. [Afiiito* apoi'adosj.
Qual sera melhor ? A lei dos foraes era una lei
poltica e ao mesmo lempo do fazenda, o de moraj
O linha ella todas as co.idices mais graves que so
pdeiu api esentur uo pui laiuenlu felizmente foi rc-
cebida do modo por que os povos roceberiam todas as
(fipoiadoi). Sr. presidente, a cxpeiienciamostra que ape-
zar dos moni vi mciiii'i i| ue se iiii iluiein demasiada li-
berdade de iuiprcnsa e%o gozo de todas as outras gara-
nas conslitucionacs, o governo tem todos os meios pre-
cisos, quando bem salba governar, para manter a or-
dem no paiz, e para a restabeleccr quando perturbada,
salvo cm um ou nutro extremo caso. Esta he a miaba
conviccau presente, c pareceme que a ser de futuro;
c por lsso cont que hei de sempre nppr-mc a taes sus-
pensor.-., sem mporlar-me qualquer commenlo que se
loa aesla opinio, qucjulgo fundada em motivos soli-
dos e verdadeiros. Kxponho-afrancamente, taljulgo ser
a minha obrigaco, combata-sc embora esta e qual-
quer outra opinio minha. Fallare! com igual franquea
ao chefe do estado, e como mcmbro do parlamento,
sempre que a lsso me chame o meu dever; e gracas as
virtudes regias, nunca tive motivo de arrepender-me;
nem anda quando ignaro das formas cortezas, mostr
a rudeza plebeia de incus modos.
Senhor presidente, quanl a dimissoel triste meio
de governar! Talvez me engae, mas creio que urna par-
lo dos descostes que padeceu, e dos obstculos quo
enconlruu o ministerio de maio, proveio do usodos-
le expediento govornativo, ou tivosso em vista resti-
luicesa homens quo haviamsido demittidos,ou por
nocessidade de dar lugares, ou de os fazer oceupar
com exclusflo do individuos adversos; ou, finalmoh-
to, por ser abrigado a obtemperar a exigencias, a qo
tantos leem cedido, e talvez estojum cedondo ainda
sem terom, como so diz, a faca aos peitos. Conside-
ro que nada grangeou tantos inimigosaquella adin-
nistraefio como o uso deinissorioajoiadef.J Nflo lio
esto meu pensar trazido aqui para ou dallo fazer
alarde.
Sr. presidente, mo longe de mim se assenla um
Portuguez inligo, um homcm cujo carcter de sin-
cerldade o probidado lio quasi proverbial entro nos,
o nobro viscondo do Sa [apoiados], ello sabe, o mais
nfio me ouve (riso). Ello se recordar com que indig-
narlo cu I lio fullci acerca de certas exeluses ou se- .
paraces de ofl1ciaes*du servico ofreclivo dos corpos
da capital, quando dolles live conhecimento. Taes
medidas sfio erros cracissitnos, alm de injustigus
odiosas. Aclos taes, s.io armas que se pem as mos
dos inimigos, inultos quo o mi teriam sido, a nSo
seren objeclo de taes violencias. Actos taes serviram
de defensa a quom os linha pralicado iguaes, ou pon-
fo monos numerosos,que, talvez nflo pode.ndo justi-
ficar com precedentes os seus, os quiz justificar com
subsequeules. lio verdade que os ofliciaos militares
(ja so v oue a ellcs mo rellro ) que fram separa-
dos dos sous corpos, creio que em-uma s noite,
nunca fram mandados para a 3.'secc3o, nem rece-
beram mao tratamenlo om fortalezas, nem passa-
l

MUTILADO


^
'

1
m por aquellos martyrios que outros soffrej-ara
epois, em virtude. de medidas preventivas, ou de
desconfianea.
(Con linua r- se A a.)
MM
( DIARIO l)E PMsHHiCfl.
jwwjij a*iji unut sa uaaj.
O Exjn. Sr. Manoel de Souza Teixeira acha-su de
posse da administraciio da provincia.
Olllm. Sr. coronel Joaquim Jos Luiz de Souza
assumio hoje ocommando das arma*.
Publicado a pedido.
UMA HORA DE LEILAO' DOBItlCUE BRASILEIRO BEL-
LA-MANOCLLA, NA PRACA DO JRIO-CRANDE-DO-
FORTE.
Em virtude do despacho supra do Sr. doutor
juiz municipal, certifico que, no dia 30 do comente
me*, fui chamado do Sr. Antonio Ccrqueira de
Carvalho, por un sen iilho meuor, para aprogoar em
lciliio o lingiio brasileiro Bella-Manoella, avallado
por 500,000 rs. e.deu-mo o dito Sr. Carvalho um
onminoio por elle assignado o qual apresentei ao
Sr. cu pililo Domingos llenriques do Oliveira pelas
9 horus da uiaiihDa na casa de sua residencia, na
ra i!a Alfandega, o elle escreveu no mesmo annun-
cio a quantia de 501,000 rs. pelo dito brigue e assig-
nou o mu lance : csteannuncio entreguei ao dilp Sr.
Carvalho, que mo mandn apregoar 501,900 rs. ,
ilizenduqiie o lance era de sen aobrinho e depois
(Jisse-iue quecram 10 horas, e que cu poda afTroutar
equeentregasso o rampaoseu caixeiro da sua lu-
ja Tliomaz Comes da Silva seu cunhado, o que eu
cumpri c querendo eu antes ir apresenlaro lance
do Sr. capilSo Domingos llenriques, elle nao o con
*evli'< r Ji/en do-meque o leil.lo era all e assim en-
treguei o dito annuncio, e elle se llcou com elle e
inaudou-me embora do que mcretirei, que pode-
ria ser pelas 10 horas da mniihaa leudo principia-
do o referido leiluo pelas nove horas da mantilla : o
referido he verdade, o quo afllrmo em f do meu
uflicio. Cidadedu Nalal, 31 de marco de .1848. O
meirinho, Vctor Antonio de Freitas. a
Annuncio.
a No dia 30 do correnle me/, vende-se em loilflo .
por conla e risco de quera prctencer, o casco, appa-
relho e mais aprestos do brigue brasileiro Bella-Ma-
noella, no estado em que se acharen), inclusive a
lancha e bote. O invontarioe avaliacSo estarao pa-
tentes na (casa da residencia dos abanos assignados,
os quaes nuo se responsabllisam pelas faltas quo
possam apparocer, por nao estarcm todos os objec-
tos recolhidos a seus armazons. Mo ontraemdita
arre ra la cao una das duas bombas assim como to-
das as vazilhas d'agoa. Riboira da cdade do Na-
lal 18 de marco de 1848. Os consignatarios, /la-
tente Cerqueira Carvalho & Companhia.
CONSULADO PROVINCIA L.#
RENDIMENTO DO DIA 19 .____,____ 999,487
COWWSRCJO.
Alfandega.
HENDIMENTO DO DIA 19...........5:887,985
Detcarregam hoje, 20 dt ubril.
BrigueNono- Yene edor mercaduras.
GaleraSsraphina idcin.
Drigue Tifalo dem.
J.anctia~7Vfi-/rm IMPOHTACAO'.
Soto- Yencrdor, brigue portuguez, viudo de Lisboa, en-
trado no coi rente inri, comignado a Tboinaz de Aquloo
Fonseca, manilettou o seguate:
25 pipas viulio tinto; a Tliomaz de Aquino Fonseca
Jnior. aa.
20 pipas vinho tinto i a Francisco Severianno Rabello
& Filhos.
31 pipas vinagre, 10 barris azeite doce, 15 barris palos,
30 ancorelas aieitonaa, 45 pipas vinho tinto, 50 barris di-
to branco, 20 iuoos de sal, 15 caixai toucinho, 2,000 pa
taces brasileiro; a Tliomaz de Aquiuo Fonseca.
2 caixas com tampos c ilhargas deinadeira para vio-
las ; a Joao Jos da Cruz.
28 pipas e 20 barris vinbo tinto, 10 ditos dito branco,
8 d ios pequeos a /.(-tonas; ao capito.
6 barricas cevada, 2 barris chouricos; a Joao Antonio
Carpinteiro da Silva.
10 caixas rap prinerza; a Joao Jos de Carvalho Mo
raes.
4 pipas e 15 barris \inlio tinto; a Antonio Rodrigues
Sette.
70 barris cal vlrgem; a Jos Ferreir de Hrito & Com-
panhia.
47 pipas vinho tinto da Figucira, 10 ineias ditas dito
luanco da dita ; aGaudino Aeostlnbo de Barros.
60 barris cal em pedra, 28 ditos chouricos, 2 ditos
paios de lombo, i dito palos, presuntos e chouricos, a
Manoel Ignacio de Oliveira.
1 embrulho com uina peca de pauno delinho, 2cai-
sotcs com 2 cbapoa de castor, 1 dito marinelada, 2,000
inoraos de ceblas, 1 fardo lio de vela; a Gomes St Ir-
maos.
2 barris chouricos ; aTcixeira & Andrade.
3 estufas com flores e plantas; a Filippe Mena Ca-
lado. ,
1 caixotinho obras de prata; a Autonio Alves Teixeira
Bastos.
15 pipas vinho tinto da Figueira; a Polycarpo Jos
Layme.
10 pipas vinbo tinto; a Jos Ferreir de Mattos.
12 barris toucinho a Ciclan do Reg Toscano.
1,350 patacas brasiieiras; a Joo Venancio Machado
daj*.
;V!ovJmcnto do Porto*
Navios entrados no liainburgo por Yarmouth ; 142 das e de ultimo parto
47, patacho hainburguez Chfistion, de 125 toneladas,
capitn H. C. Taggeubrock, equfpagem 8, carga fa-
zendas, batatas e mais gneros do pais ; a KalknSan e
Roseinund. Passagelros, Handre Willlam Hanker.An-
na Catrina Krajar.
Rio-Grande-do-Sul ; 42 das, barca brasiteira Generosa,
de 298 toneladas, capito Jos de Oliveira e Souza,
equipagein 23, carga carne ; a Amoriui Irmos.
/Vatios sahidot no mesmo dia.
Rio-de-Janeiro por Mace e Bahia ; vapor brasileiro S.-
Sebatlio, commandante o priiuciro lente A. Torre-
sao. Alin dos passagelros que trouxe dos portos do
norte para os do sul leva a seu bordo : para Macelo,
Manoel Jos Nuno Guinaraes, -Or. Jos Antonio de
Mendonca Jnior, Joo Paulo de Miranda, Eparainon-
das da Rocha Vieira ; para a Babia, Dr. Ambrozim,
Italiano ; Jacob Toble, Allrmao ; Salustio Pereira Mot
ta, e 1 escraVo a entregar ; para o Rio-de-Janeiro, Dr.
Jos Francisco de Arruda Camera com sua familia e 3
escravos, Dr. Jerooyino Villela de Castro Tarares com
1 escravo, Dr. Filippr Lopes Netto com 1 cscravo, Dr.
Manoel Mendcs da Cuuha Azevedo com I escravo,
Evaristo Mendes da Cunha Asevedo, Dr. Joaquim
Francisco de Faria, Antonio da ( osla Reg Mouteiro
com 1 escravo, o luiente Heruardo Pereira do Carino,
Dr. Joao Ferreir de Couto Ferraz com 1 escravo, Dr.
Frederico Augusto Pamplona, 1 segundo sargento e 1
recrula.
Rio-dc-Janeiro ; brigue-escuna brasileiro Vetos, capito
Francisco Bernardo de Mattos, carga ago'ardcute e
assucar. Passageiros, o Kxm. Sr. concelheiro Antonio
Pinto chicharro da Gama com sua familia, o com-
mandante das armas de Pernanibuco Manoel Ignacio
de Carvalho Mendonca, Jos Francisco Goncaives, e 1
escravo a entregar.
Acores ; brigue portugus Tercena, capitn Casseiniro
Maria de Hrito, carga assucar e sola. Alin dos pas-
sageiros que trouxe do Rio de-Jaeiro leva a seu bor-
do : Joaquim Jos Ribeiro.
Liverpool; galera ioglexa Sword-Fish, capito Richard
Grccu, carga assucar, algodo e couros. Passagelros,
Belenotcom suasenbora, Emilio Bedulack, VVilliam
Howie, VVilliam Baymond.
dem ; galera ingleza tmpress, capito Williain Madon,
carga a inesma qne trouxe. Passageiros, Fox com sua
familia, James Crabtree.
.\cw-York ; barca americana Graflon, capito Jobn Fran-
cis, caiga a niesma que trouxe.
New-liedlbrd ; barca americana Charliiton-Packil, capi-
to Besse, carga a mesina que trouxe.
Deca rat^es.
BSBEGDB
Os Srs. accionistas que ainda nao renlisaram a
prostacfto de por cento qoeiram faze-lo, quanto
antes ; certos de que a adrr.inistrac.1o vai dar cum-
prlmonto ao artigo 9 dos estaludot.
- 0 secretario,
B. J. Fernandes Barros.
EDITA ES.
Joo Xavier Carneiro da Cunha /dalgo cavallciro da
casa imperial, cavallciro da ordein de Christo, e admi-
nistrador da mesa do consulado desla provincia, por
S. M. o Imperador, que Dos guarde, etc.
Faz saber quo, no dia 25 do corrate, a urna hora
da tarde, se ha de arrematar em praca, na porta des-
ta repartidlo, urna caixa com assucar branco de se-
gunda qualidade, fabricado no engenho Perereca,
desla provincia, e consignada a Francisco Antonio
Pereira do Brito, apprehendida, por falsificarlo da
tara, pelo guarda agente do trapiche do Ramos:
sendo a arrematado livro de despezas ao arrema-
tante.
Mesa do consulado de Pe mam buco, 20 de abril
de 1848.
0 administrador,
Joo Javier Carneiro da Cunha.
Joo Xavier Carneiro da Cunlia, etc.
Faz saber que, no dia 25 do correte, a urna hora
da tarde, se hilo de arrematar em praca, na porta
desla repaitic.no, 5 saceos com arroz pilado e 14 es-
leirs de perpiry, apprehendidos, por uo trazereni
guia das lagoas, pelo guarda desla mesa Diogo
Baptisla Fernandos, a Jos Joaquim Dias, mestre da
harcaga Boa-Sor le-Navegante, quo os conduzio do
porto de Camaragibe : sendo a arremalacfi livro de
despezas ao arrematante.
Mesa do consulado de Pornambuco, 20 de abril de
1848.
O administrador,
Joad" -Vai'tsr Carneiro da CunAo.
CONSULADO CfiR AL.
RENDIMENTO DO DIA 19.
^eral.........................1:966,811
Diversas provincias............... 29,192
1:996,003
A companhia do Beberibo faz saber quo no dia t.
de maio prximo vindouro entrar no gozo do pri-
vilegio exclusivo de venderagoa ao povo, que Ihe
foi concedido pela lei n. 46, de 14 de junho de 1837,
e contralodo 11 do dezembro do 1838 e de 31 do
marco de 1841.
E, para constar, manda publicar o presente, e bem
assi 111,0 oftlcio e os'urtigos da lei edo contrato, abai-
xo transcriptos.
Escriptorio da companhia do Beberibe em sessSo
de 3 de abril de 1848.
Francisco Antonio de Oliveira,
Presidente.
Bento hsi Fernandes Barros,
Secretario.
Oficio de S. txc. o Sr. presidente da provincia.
Em resposta aos oflleios de Vmcs., de 27 de Janei-
ro e 31 do margo do corrento auno, tenho a dizer-
Ihes quo pode essa companhia entrar no goso do
privilegio exclusivo de vender agoa ao povo, nos
termos da lei n. 46, de 14 do junho de 1837, e con-
tratos de 11 do dezembro de 1838, o 31 de marco
do 1841 Ocos guarde a Vmcs. Palacio de l'ernam-
buco, 1. do abril de 18\8.Antonio Finio Chiohorro
da Gama.Srs. presidente e merobrosda companhia
de Beberibe.
5.' do artigo 2.* da citada lei n. 41.
Depois de concluidas as obras lera a companhia o
privilegio exclusivo de vender agoa ao povo por
espacode. anuos, contados do dia etnquea
fornecer na cidado do Recife, por meio dos nque-
ductos o chafuriy.es por ella construidos, annuncian-
do-o por edilaes e us folhas publicas......'...
Art. 3." do contracto de 11 de dezembro.
Que depois de principiado o. privilegio ninguem
mais podar vende/ agoa ao povo, sb peua de pa-
gar companhia urna multa igual aodobr do va-
lor d'agoa que trouxer a canoa ou lancha, podendo,
porm, oe embarcarles manda-las quscar a propria
ionio com anonas tripoiadss por marinheiros.
Grandecosmorama
MUDAN? l DE VISTA.
Hoje estarao expostas, das 6 horas da larde em
diante, no salfiu do f.ollogio, as seguintes vistas :
1.' A praca real da Pruss'-.i.
2.' 0 ataque da tropa contra o povo em Pars no
boulevar da Magdalena, na expulsilo de l.uiz Filip-
pe do thiono.
3.' A grando ra de S.-Maria, e igreja do mesmo
norrie, em Londres.
4.' A cidade de Jerusalm.
5.' Oei.teriordo santo sepulchro de N. 8. Jesus-
Christo.
6.* Um interro de padrepaasando em um campo
e Roma para o cemiterio.
7.* As maltas virgens do Brasil.
8.a A passagem do Napoleflo sobro os Alpes em
o anno de 1800 na eslacSo invernosa.
9. 0 palacio do re da Suecia em Slokolmo
10. O Rio-de-Janeiro pelo lado de N. S. da Gloria.
11.0 arsenal de guerra no Kremel de Moscow.
12. 0 interior de urna casa de banho e escola de
natacSo, em Vienna.
13. Urna cscala emTyrol, na Austria.
14. Agranda llumina^So do ultimo acto da ope-
ra Preciosa no genero de diorama atpresantando
mil e tantas luzes.
15. Una illuminacfio mgica.
Os tullirles vondem-sc na porta da entrada i 500
rs. ge.-almente, sondo gratis para osmeninos de 6
annos para naixo.
O director do GRANDE COSUORAMA tendo
recebido, pelo ultimo navio vindo de Inglaterra, as
estampas da rovolucfo franceza em fevereiro do
presente anuo, tem de ir expondo ao respeitavel
publicos acontecmentos mais nolaveis da dita
revolucao como se vera na presente exposicSo.
Outro sim recommenda o mesmo dretor ao res-
peitavel publico, quo concorra pressuroso a ver tam-
bero a grande illuminacao da opera Preciosa pela
belleza da vista que ofterece; porque sendo ella
muito dispendiosa por apresentar mil e tantas lu-
zes nao pode por isso durar nimios dius.
O Sr. Jos Maria do Espirito-Santo tem urna car-
la vinda do Sobral na loja de ferragens da ra da
ConceicDoda Recite, n. 56. de Antonio Joaquim Vi-
dal. M
-------------------^ A
Piiblicacoes Li(telaras.
GRAMMATICA LATINA.
Brevemente sahira luz o Manual novissimo
dos estudanles de latim oxlrahido dos melhores
compendios de grammatica latina, at agora publi-
cados, eorganisado do modo mais conveniente pa-
ra so ensinar. Con tem, em menor ospaco do que a
arte do padre Antonio Pereira, quanto he essencal
saber-sede cor, sendo acompanhado em cada pa-
gina de copiosas notas explicativas das regras e ex-
cepedes mais precisas quo se n8o usam dar do cor.
As quatro partes da grammatica silo tratadas com
ordem e clareza ; a syutaxe he seguida de modelos
deanalyse grammatical, para guiara fraca com-
prehensivo dos principiantes. Contm. alm disso,
a arle mtrica a mylhologia o um bravo tratado
dos coslumes e ceremonias, tanto civis com religio-
sas dos anligos Romanos materia fitilissima para a
iutelligencia dos classicos latinos. O sobredito ma-
nual formar um volume de cerca do 300 paginas
em oitavo. O preco para os assignantes he 3,000 rs.
cada oxnmplar; depois da distribuirlo ser elevado
a 5,000 rs. A subscripto est a berta na ra do Quei-
mado, loja n. 17 o no terceiro andar por cima la
dita loja e as lojas de livros da praca da Inde-
pendencia eda ra da Cruz, no Recife.
Chronica Litteraria, jornal de instruccfio e recreio,
publicado no Rio-de-Janeiro, semana luiente, por u-
ma associscSo de li Itralos brasileros. O preco da as-
signatura lio de 6,000 rs. por anno, pagos adjunta-
dos por 52 nmeros. Recebem-so assignaturas, para
este interessanle jornal, na ra da Cadeia do Recife,
loja de Joao da Cunha Magalhues, sonde ja se en-
contrarlo os ns. 1 a 8.
Na inesma loja se vendem as poesas de Jnuo de l.c-
mos de Seixas Caslelbranco, 1 volume por 1,500 rs.
Revista Universal Brasiteira, jornal de i ns truc-
cao e recreio, 1 volume, 5,000 rs.
m de Souza, em 1519, at D. Marcos do Noronh
Brito, em 1808; outro Sos papas, desde Arexandra
VI, em 4492, al oSS. padrePioIX,que actual efe-
lizmente reina ; e outro, finalmente, dos hispo*, o ar.
rbispbs'do Brasil, com declmelo dos bispados,"
que perlencem, as datas m que estos frain er
dos, e aquolles nomeedos, Ve.
Alm disto, acham-ee tambem (lous mapps u
tislicos dos hachareis formados as duas academia
jurdicas de San-Paulo e de Olinds, e-afinal a listaa0
todas as pessas que se digna rain contribuir fre%
imprcssSo do dito rosumd, a qual prometi oautor
quesera a maislimpa possivcl, om muito hom pj
pe c em formato de oitavo francez.
- Assigna-se para esta obra as livraras dosSrs. R.
guoiroa, na praca da Independencia, o Dr. Coutiq0
esquina defronte doCollegio; e om Oliiula, raan.
Mathias-Ferreira, em casa do mesmo autor.
0 preco de cada assignatura ser tres mil ris al-
gos ao receber a obra.
Nos meamos lugares cima annuncados, exislum
a venda as seguintes obras, compostas pelo msi
profnssor:
1. Novas cartas para aprender a er, as quses sa
mostra que no he noeessario o estudo das 6y||ibls
soladas dos nomes, como se ensina pelas antis
cartas : brox. 80 rs.
2. Compendio de grammatica portuguesa, em molbo.
do claro e fcil, conlendo a doulrine dos melhores
autores. Este compendio tem tido tanta aceilacao
he t.lo adoptado e seguido, tifio so nesla como oa
outras provincias, queja se lem reinipresao por cinco
vezes. Acha-sea venda a 6." edic5o: mcia ene, 640
ris.
3. Resumo das quatro operace* de arithnelica, ic-
commodadoao uso das aulas do sexo feminino, 6 o!-
ferecido s professoras publicas : brox. 240 ris.
4. Caihecismo da douln'na ohrisla, oxlrahido de
Montpellier e de Fleury, dividido em duas parles a
prmeira contm, em forma de dialogo, as precisas
explicacoes da mesma doutrina para o uso das a<
las; e a segnda contm as melhores oraefles par* o
uso de todo o cliristao, e entre ollas, as de Santo
Agostinho, de Santa Barbara, de Nossa Senhora das
Drtres, de Santa Maris eterna vlrgera das virgens, o
offlcio de Nossa Senhora do Carmo, as oracOcs pro-
prias da confisslo, e o competente mctliodo de fuer.
o exame de consciencia para ella, Ao.: oieia ene
800 rs.
5. Resumo de arithmetica, oxlrahido de S. F. La-
crois, para o uso das aulas do sexo masculino, con-
lendo o que he exigido pela loi geral de 15 de ou(u-
bro de 1827, e pela provincial de 10 de junho de
1837: meia ene. 640 rs.
6. Epitome de geometra prtica, com as suat com-
petentes figuras no lim em tres eslampas, 2 ediejlo:
meia ene. 640 rs.
Revista Universal Lisbonense.
Os Srs. assignantes queiram manijar buscar os ti
primeiros nmeros do stimo volume.
Historia do Consulado e do Imperio.
Os Srs. assignantes facam a merc mandar buscar
o quarto volume, na casa n. 1 da ruada Cruz.
Na mesma casa vendem-se por commodos pracos
e$ publicacOes seguintes :
Fiagent na mxnha trra, publicscflo mnito inters-
sanie do bem conhecdo Garrett, 2 pequeos volu-
mes.
Contos da sninhaIerra, os quatro irmios, bel|a tra-
duceflo da provincia do Minho, pelo litlerato Pereira
da Cunha, 1 pequeo folheto.
Universo Pittoresco, jornal de instrucg.lo e recreio,
com bellos e interessantes artigos, e ornado de ex*
cellenles estampas.
Jornal das Bellas-Artes, archivo de pintura, (litera-
tura, archeologia, &c, com muito boas estampas.
Autopsia dos partidos polticos em Portugal, ensaios
sobre as continuas ravoiucoes, 1 pequeo folheto.
Historia do Consulado e do Imperio, por Thiers, ver-
so portugueza, os i volumes publicados.
Ilevista Universal lisbonense, jornal dos interesses
ilteranos, physicos e moraes, collaboradu polos
melhores
mes.
litleralos portuguezes, os 3.' o 4. volu-
Publica;o jurdica.
Acha-se sdb o prlo o 2o e 3a volumes do Direite ci-
vil lusitano, por Mello Freir, augmentado com nota*
dos melhores praxistas o ictos, e tegislccflo brasi-
leira, aleo presente publicada. Subscrevo-so pan
este volume na praca da Independencia, livraria, ns.
e 8, onde se iriio entregando aos Srs. acadmica!
as folhas que se forem publicando.
Avisos mar linios.
------------------------------------------------. i ,i ,. i
Acha-se sobro o prlo um resumo da historiado
Brasil, com posto pelo professor publico Salvador
Heurique de Albuquerque.
Este resumo, alm de conter o mais interessanle
da nossa historia, vai intermediado por bellas estan-
cias do poema Caramur, composieflo do nosso
patricio Fr. Jos de Santa Rita Durflo; e para dar-
mos urna idea da escolha que o autor do resumo fez
das estancias do poema, citaredios a seguinte, collo-
cada no lugar em que trata da mudanca do nomo de
Ierra da Vera-Cruz, dado pelo seu descubridor
-Cabral, para o de Brasil.
Terra, porm, depois chamou a gente.
Do Baasil nSo da Cruz, porque attrahida
D'oulro lenho as tintas exeellente,
Se lembra menos do quo o foi da vida :
Assim ama o mortal o bem presente,
Assim o nome esqueceque o convida
Aos interosses da futura gloria,
Aos bens atiento so da transitoria.
Este resumo leva no fim quatro ndices ohronolo-
gcos; um dos res de Portugal, desde D. Alfonso te o ir de passagem, para o quo lem asseiados com-
Henriaues. em 1139, al D. Joao VI; outro dos go-l molto-. .lira-soans rr.nc;r2i.ri03 -i;s ACotn-
vernadores-geraese vice-reis do Brasil, desde Tuo- 'patihia, ra d Trapiche, nrM.
Para Lisboa sahe mprcterivelmente, no dia 1.*
de maio o brigue brasileiro Viriato por ter o sel
carregsmcnto quasi completo : para o resto e pas-
sageiros para o que offerece bous commodos tra-
ta-se com o capito na praca ou com o consigna-
tario, Thomaz de Aquino Fonseca, na ra do Viga-
rio, n. 19.
Para Lisboa, sahe mprcterivelmente, no dis
de maio o brigue portugnez Novo-Vencedor, por ter
a maior parlo dess carga prompla : para o restoe
passageiros, para o que offereco bons commodos,
trala-se com o capitOo na praga ou com o consig-
natario, Thomaz de Aquino Fonseca, na ra do Vj-
gario, n. 19.
Para o Cear sabe em poucos dias a sumac
Carlota, mestre Jos Goncaives Simas, por ter a car-
ga quasi prompla : para o restante e passageiros,
trata-se na ra da Cruz, n. 26, com Luiz Jos de S
Araujo.
-- Para Liverpool sahe impreterivelmente a gale-
ra ingleza Sicord-Fish, capilflo R. Creen, at o dia
20 do corrente mez, offerocendo para passageiros
as conhecidas vautageiisde enmmodo o de superior
marcha da mesma embarcacao: os pretendenles di'
rijam-se aos consignatarios, Me. Calmonl & C.
Para o Rio-de-Janeiro sahe, cora a maior bre-
vidade possivel, por ter parle do seu carregamento
engajada, a barca nacional Commercio-do-Rio: qur-m
na mesma quizrcarregar,embarcar escravos a fre-
MUTILADO


3
.91-*
_ Vende-se o liiate San-Joto, chegado ltima-
mente da Baha : quemo pretender comprar, dirja-
se a loja de.cabos, de'Caetano da Costa Moreira.

Avisos diversos.
Por occaaiflo de retirar-me, a tomar assonto na
cmara .temporaria legislativa, me despego dos
meus dignos patricios. Pernambucanos e amigos,
agraiiocendolhesa conOaiiQa que ainda continua-
rama depositar om mim collocando-nie pela quar-
t vez em o numero do seua representantes. A todos
fago os mous oflerccimentos, e a todos deaejo paz
profunda e prosperidade lomhrando-lhes que esta
sse podo obter pelo maissineoro amor e lidelida-
de pessoa (le S. M. o Imperador, e pelo respeilo a
leiseas instituyos liberaes que nos regem.
Manotl Ignacio de Carvalho lUendonfa.
Joaquim Soares Raposo da Cmara, residente
na cidade do Natal faz sciente ao Sr. Jos Ignacio
de Brlto que nesta data revogou a procuracSo que
lhaliavia feito poroutra nova em que constituio
por seu procurador ao Sr. Domingos Heuriques do
Oliveira : o avisa por isso ao puJ)co que ninguem
contrate coili o mencionado Brito negocio algum,
que Ihe diga respeito. Rio-Grande-do-Norte, 14 de
abril de 1848. Jooguim Soaret Raposo da Cmara.
Furtaram,' da casa do Alahide, na praga da Boa-
Vrsta, 13, urna espevitadeiru ilu prata eom a com-
petente aalvinha a qual lie do forma do urna canoa,
com quatro pszinhos o urna grade do volla da sal-
rinha : quem der noticia desto furto ao mesmo
Atalude, ser gratificado de seu trabalho.
Na travessa dos Marlyrios, n., 6, se olTeroce urna
ajia com inuito bom e novo loite.
Precifi-se de nina ama de leite :
na ruB do Queimado, n. <>.
Quem ti ver e quizer alugar um escravo quocn-
lendaalguma cousa de cozinha, dirija-so ao pateo
/o Paraizo, n. 4, onde, alm da paga, ae faz a van ta-
ii de o aperfeigoar na arle.
--O aferidor abaixo assg-
nsdo faz publico que, em conformdadedas ordens
da lllm. camarii municipal, lem do so concluir a
, ferien no dia 25 do corrente e no da inmediato
principiara a fazer a revisilo quedeve (Indar no ulti-
mo de junlio prximo futuro. Joo Etario de Bar-
ro.
Iloga-se ao Sr. J. F. C. que baja de ir tirar os pe-
nliorea que tem empenbados pela qanta de 7V
rs. na ra da l'rain, no prazo de tres das; do con-
trario, aerilo vendidos para pagamento Ocando o
dito Sr. obrigado por algum restante publicndo-
se o seu nome por extenso nesta folha, para o lim da
dita Venda.
Na ra da Cadeia do Itecife, n. 4, existe urna
carta para o Sr Jos Francisco Marques.
I'recisa-se de tima mulher para o servigo de
urna casa de familia : quem estiver neslas circuns-
tancias dirija-te a Boa-Vista ra dos Coellios, onde
se vende agoa.
Precisa-se alugar urna casa do sobrado, primei-
ro andar, as seguinles ras : Direita, Hurlas, es-
troila do lio/ario, Cruzes, Cadeia, com preferencia de
um s andar: quem tiver dirija-so a praga da Inde-
pendencia, linaria ns. 6 o 8, que se indicar o pie-
tendente. '
O abaixo assignado, professor substituto de phi-
losophia e geometra no collegio das artes d'Olinda,
e ahi residente, na casa em que morn o capitflo Pas-
aos, recebe anda aboletadossb sua direcgflo ; para
o que pode-se. tratar com elle em Olinda, e com seu
irmfio, Miguel Archanjo da Silva Costa, no Recife,
collegio Santo-Antonio.
Joo Vicente da Siiva Coila.
Perdeu-se un relogio, patente suisso, eom cai-
xa de ouro, urna corrente lambem de uro ; consta
ter urna preta o achado. Roga-se a quem o'achou,
e o queira restituir, que o leve a r.ua Direita, podara
n 69, que so llie darflo ossignaes, eaer recompen-
lado. .
Em res posta oo annuncio publicado no Diario
de Pemamtocon. 75, do 1. de abril do corrente'au-
no de 18*8, por Feliciano Jos Gomes, o abaixo as-
signado lem a dizer que, eiri resultado das trasac-
coes commerciaes, havidas entre ello e seu pai, o
Sr.. Alexandre Joso Gomes, Ihe lio este dovedor do
21:112,541ra., liquido al 30 de junho de 1846, co-
mo consta dasconlas que o mesmo ahaixoassigna-
doeatregau em lempo competente : alm disso, lia
ainda outras transaecOes por liquidar em favor do
abaixo assignado, como tudo domonstrar opportu-
namonteem juizo competente. Antes disso, porm,
incumbe interrogar ao Sr. Feliciano Jos Gomes,
qual o motivo por que seu sogro, Sr. Alexandre Jo-
s Gomes, foz urna censu, e nflo offercecu o i i bel lo
em seu rime? Nflo seria por temer a reconvcngflo
eficarcm resultado condemnado a pagaros con tos
rters. que deve ao abaixo assignado? OSr. Feliciano
Jos Gomes que aprsenle n escriplura da cessflo
quo diz no Diario cima referido. Faca publico o
justo particular, na inesma mencionado. Explique
quaes sAu esses por centos da demanda. Publique
outra escriptura de cessflo do valor do 32:255,153 rs.,
feita no Rio-de-Janciro, pelo carlorio de Castro, om
19 de oulubro do 1847, na qual bouve quem cedesse
aquilloquonftoeraseu. Publiquo qualheo objecto
que, pertnncendo a eu dito sogro, esteja desemba-
razado, ou que nflo esleja em nomo dello Feliciano,
e desos do ludo explicado com verdado, se conde-
cora fliyin he o menino bonito e cheiroso. A res-
lieto divida que diz de 6:000,000 r8 propria e mo
cedida ao Sr. Feliciano, o abaixo assignado s dir
que, do inventario do seu casal, pelo juizo de or-
phflos, consta verdade, e que o Sr. Feliciano us
dos nieios ordinarios, para convencer a quem con-
testa-la, o quando estiver liquidada, sera paga na
forma da le. Pode o Sr. Feliciano Jos Gomes con-
tinuar com os seus pnnuncos, aos quaes o abaixo
assignado s tornar a responder se elle apreseutar
os documentos e oxplicagOes exigidas, e na falta se-
r liilo, peranle p publico, como deve ser.
Joii Antonio Gome untar.
LOTERA
Oo Hospital Pedro II.
Os bilhotcs da quarla quinta parte dcsta lotera
acham-se a venJa nos lugares ja annunciados, e
brevmento se marcar o dia impreterivel em que
devem correr as rodas.
O abaixo assignado partici-
pa ao respeitavel publico, abs
aeus freguezes e amig08, que ha
mudado
o seu estabelocmonto da ra doQuemado, n. 11 A,
para o grande irmazem da esquina da mesma ra n.
h aWf anndeso encnnlraro, nflo s as fazendas
-55 / Ja annunriadas, como um grande sorti-
"ment chegado pelos ltimos navios,
para vender por atacado c a relalho, o mais barato
possivel. Ncste novo armazem encontrarlo os con-
curtcntes inelhor commodo para as suas compras,
nflo so polo espacoso armazem, como pelos presos
baraliasimos o completo sortimento.
llaijmundo Carlos Leite.
Furtaram, no dia 18 do co'ronte a urna hora
da tarde, da casa de Manol LUiz Gonv-alvos, as so-
guintes pecas : urna salvado prata com um copo,
arrendada em meio uso; um alflneto grande de
diamantes com duas voltas de cordflo fino ; 2 pares
de botes de punho, sendo um par pequeo e nutro
maior; 2 buidos de abertura esmaltados ; 26,000
rs. om cdulas miudas ; una bolea de prata cen-
tendnduas moedas de 4,000rs. ovaras moediiihas
de 160 rs.: -quem deste roubo souber, dirija-se a ra
da Cadeia do Recife, n. 43, que ser recompensado.
Na tarde do hontem desappareceu do quintal
da casa n. 19, na Boa-Vista, um carneiro branco,
de meio ei grilo assignalado de pintas pretas nos
jarretes e ps ; lem garfo na orollia direita o na ou-
ira couce de porta com duas moscas por cima : fu-
gio com ocabrestoa rasto : quem o levar a dita ca-
sa ,' ser graticado.
~ Aluga-se urna preta ptra todo o servico de urna
casa : quem a prctendor dirija-so a ra do Rozario
da Boa-Vista, n.24.
OITerecem-so dous Portuguezcs para foitores de
silios : na ra das Cinco-Ponas, n. 71.
I'recisa-se de urn criado, quo nflo tcnba mais
de 16 annos, c que de iiador sua conducta : no col-
legio S.-Antonio, no pateo do Carmo, ou no patoo
a S.-Cruz, segundo andar da casa do Sr. doulor Pere-
tli,se pagar vantujosamonte.
OsSrs. Francisco de Paula Fernandos Moreira,
Jos Xavier de Oliveira e Lirio de Souza tcem cartas
na ra da Cadeia do Rccifo, n. 21.
Furtaram no dia 18 do corrente do escrito-
rio do doulor Feiloza na ra do Queimado esqui-
na ao voltar para o pateo do Collegio, n. 29 um re-
logio cuja caxa teni a forma de um poligno re-
cular que trabalha com mola e se acliava pen-
dente de urna das paredes da casa ; o furto fui com-
mcltido com audacia e aubiileza, pois fra cffeitua-
do de meio-dia s 3 horas da tarde estando o mes-
mo doulor Feiloza com companhi na sala de visi-
tas que Pica confronte aoescriptorio. A pessaque
der noticia do dilo relogio ser generosamente
recompensada..
|g CHAPEOS DE SOL g
Ra do Pusseio-Publico
n.
r.
Joflo Loubet participa ao respeitavel publico, que
recebeu, por estes ltimos navios francezes, um com-
pleto sortimento de chapeos deso, do seda, a mais
rica o superior qualidade ; furta-crese outras mul-
tas condecidas, tanto para homens, como para Sras.
e meninos. No mesmo eslabelecmenlo ba um sorti-
mento do chapeos de sol de panninho, dos mais mo-
dernos; dilosmuito grandes, proprios para homens
de campo : lambem lem chapeos de sol de panninho
para meninos e meninas, por screm muito linos : pc~
dem-se chamar chapos de economa. Na mesma loja
ha sortimento do bengalas, bengaliuhas e chicotes
muito modernos; cobre-sequalquorarmacuo de cha-
peo de sol, com sedas de todas as cores e quali-
dades. Na mesma casa ha um grande sortimento de
panninhos trancados e liso.i, imitando seda, para
cobrir os mesmos ': desta fazeuda se vende a retalho.
Concerla-so lodo qua'quer chapeo de sol, por haver
um complolo sortimento de todos os pertencos para cotes, bengalas, bandejas, potes de banha prepara-
Roga-se aoSr. cstudanto M. J.'G. naja de vir
pagar a contaque deve na ra larga do Rozario,
n. 29 f do importancia de gneros ; e se nflo pagar
oestes oito das, ver o seu nomo publicado por ex-
tenso.
O Sr. que hontem foi a loja do Sr.
ttente coronel Moraes, com urna cdu-
la de lOoifooo rs. comprar bilhetesd lo-
tera do hospital l'edrojll, queira dentro
do piraio de tl\ horas ir a dita loja des-
fater um engao que hotive j do contra-
rio' ver o sen nome publicado por ex-
tenso neste jornal, e- fazer-se-ha patente
a rasSo do engao.
A viuva meieira, tetamenteira e invenlariante
dos bens que fcaram por fallecimeuto de seu ma-
rido, Joaquim Bernardo da Silva avisa ao respeita-
vel publico que ninguem compre ero faca contra-
to algum sobro a escrava Geooveva, criouia, de 24
annos, eseusfilhos, pertencenlesao casal da an-
nunciante, com Maria da Matemldade da Invencflo da
S.-Cruz, moradora no Cachang a quem fra doa-
da pelo seu fallecido marido, contra a exprossa dis-
posicflo da ord. liv. 4. tt. 66. A dita escrava sobre
a qual pondeom juizo aceito do nullidado o revoga-
?So daquella doacflo : o que a annunciante faz pu-
blico para ninguem encorra de boa f uas ponas da
ord. liv. 4 tt. 10 das vendas o alheaocs de cousas
itigiosas, S :i o 9.
I'recisa-se de urna preta captiva para fazer o
servigo de urna cosa : no Aterro-da-Boa-Vista, n. 3.
-Jos Joaquim da Silva Maya relira-so para fra
do imperio, a tratar desuasado.
--Aluga-se a casa terrea da travessa da Polo, n.
6, propria para urna venda: a tralar na ra da Paz,
nesta cidade, n. 42.
Jacintha Maria da Concclcflo previne que nin-
guem faca negocio, ou qualquer transacgflo com seu
marido Paulo da Costa Miguis, a respoito da escra-
va Maria Benedicta, de Angola, de estatura baixa,
de maneira que nflo representa a idade que lem ,
de mais de 20 annos, e quo, por ordem da polica,
foi tirada no dia 30 de margo da casa da annuncian-
te porque est reclamando o seu direito em juizo,
ecertamentea polica nflo tem competencia para
so ingerir em quesles civois. E semelhantemeuto
provino a respeito d'outros quaesquer bens.
FIGURAS PARA PROCISSAO'.
As pessoasque toem encommendado figuras de
senturiOes, profetas etc., no theatro queiram vir
ratificar suasencommendas.deixandosigna!, afim
doselhos nflo faltar, at quarta-feira impreterivol-
mento.
-- Jos Joaquim Alfonso retira-se para o Porto,
o dcixa por sous bastantes procuradores Joflo Bap-
tista de Macedo, Antonio Ferreira e Jos Ferreira
Marinh.
Francisco Carneiro da Silva mudou a [sua resi-
dencia para o pateo do Terco, n. 11.
O abaixo assignado tom-se resolvido, para
maior conveniencia das familias principaes desta ci-
dade, a ir em urnas poucas do casas particulares
para tirar retratos; e roga as pessoas que quize-
rem aproveitar-se dos seus seryieos desta maneira,
que venham o mais breve possivel para fallar com
elle sobreest respeito, estando o dia marcado em
que elle tem de seguir vagom para a Baha.
Contina a tirar retratos na sua casa, ra da
Cadeia de Santo-Antonio, n. 26, nos domingos, e
dias-santos, das 9 horas da manhfla at as 2 da tar-
de, e om qualquer outro dia, das 11 da rnanha s 4
da larde.
Carlos D. Frtdericks,
Professor do daguerreotypo.
Precisa-se de pretal quo vendam pflo pagan-
do-se vendagem : na ra do Burgos, ;Forle-do-Mat-
lo) padaria que foi do Allemflo.
Aterro-tla-Boa-Vista, n. 16.
rom maleau, culileiro e a
meiro,
lem a honra de participar ao respeitavel publico
que recebeu de Franca, pelo ultimo navio, um sorti-
mento de armas francezas, espingardas, pistolas de
montera e do algiboira superiores espoletas do
marca G ; ludo quanto perlence a cullaria ; finas
navlnas, os quaes se garante; eslojos com todos os
seus pertences para homem; brides, esporas, chi-
Dentista.
t>. W. Baynon, cirurgifio dentista dos Estados-Uni-
dos da America do Norto, recntenteme chegado a es-
ta cidade,'participa ao respeitavel publico e aos seus
amigos, que tenciona seguir desta cidade para os
porlos.do sul em breve tempo : assim, roga as pes-
-saaque'sc quizerem uiilisar do seu preslimo, difi-
jam-se ra da Cruz, n. 40, segundo andar.
-- Offerece-se nin rapaz portuguez para caxeiro
de venda, do que tem pralica, ou para loja de fer-
'agens e mesmo para armazem de assucar, ou de
caru*-*; ;; ru nireil. relinacflo do Sr. Nico-
lao.
os mesmos, com toda a perfeicflo e brevidade.
Alugam-so as seguidles casas um sobrado de
um andar com soto e lojas na ra do Sebo, n. 50,
por 300,000 rs. annuacs ; urna casa terrea com quin-
tal cacimba e commodos para familia na ra da
Uniflo n. 3, por |14,000 rs. monsaes ; duas ditas
com iguaes commodos na Trempe ra da Sole-
dade ns. 33 e 35 por 10,000 rs. mensaes ; duas
ditas pequeas, na ra do Sebo, ns. 52 e 54, por 7/
rs. mensaes; urna dita peqdena na ra da Uniflo,
n. 1, por 10,000 rs. mensaes: a tratar no escriplorio
do F. A. do Oliveira, na ra da Aurora, n. 26.
C'titilaria.
Jos Pradnes, culileiro francoz, morador na ra
larga do Rosario, n. 14, participa ao respeitavel pu-
blico, que all seacha sempre prompto a executar
qualquer obra, por dfilcil que seja, pertcncente ao
sou oOlco, com a maior perfeleflo, e por prego com
modo. O mesmo contina a amolar, polir 0 aliar
qualquer instrumento, oas tergas, quintas e sati-
nados.
Precisa-se de urna ama de leite, para criar urna
menina de 2 mezes : na ra do Collegio, n. 15.
Os abaixo assignados, tendo aberlo urna carta
que Ihes fra entregue com o nome do seu ante-
cessor o fallecido Sr. Antonio Jos do Amorim vi-
ram que o seu contedo nflo diz respeito ao falleci-
do : o por isso julgam que lio para pessoa que resi-
de nesta cidade, com o mesmo nome : queira, pos,
manda-la buscar ra da Cruz, n. 45, escriplorio
dos annunciantes. Kaicimmlo & Amorim.
__Jos Joaquim Alfonso, com venda na cidtdc de
Olinda, faz ver ao respeitavel publico que conliahio
sociedado na mesma venda com seu caixeiro Jofio
Baptista de Macedo, epor isso todas as suas tran-
saeges soriiofetasdebaixo da firma de Alfonso &
Macedo, responsabilsando-se a nova firma pelos
debilos existentes contra a mesma casa.
-- Na ra do Burgos, padaria n. 31, precisa-sede
um pequeo de 12 a 14 anuos de idade, para caixeiro
da mesma. ..
Offerece-se urna mulher para ama de leite, e ou-
tra para ama aecea de urna casa : atrs da matriz da
Boa-VisU, loja n. M.
da para consorvar o lustro do ago e prohibir quo se
enferruje : ludo por prego commodo.
Preeisa-se de um muleque ou mesmo negro, das
5 horas da manhfla as 9 do da: na padaria dama
Imperial, n. 37
Os abaixo assignados fazcm sciente que sepa-
raram amigavelmento a sociedade qno tiveram na
padaria sita na ra do Burgos, n, 31, barro do Reci-
fe, soba firma de Mesquita & Lamas, (icando o dito
Sr. Lamas desonerado de todas as dividas activase
passivas, por terTecebido o quo Ihe pertenceu de
lucros o fundos com que entrou para dito estabelec:
ment; o para constar fazemos o presente annun-
cio.
frtmeitco Antonio Metquita.
Antonio Joaquim Lamai.
Compras.
Compram-se vidros velhos quo foram de espe-
Ihos tanto pequeos como grandes; 6 posos de
ferro de urna arroba cada um sendo elles insorvi-
veis : na ra larga do Rozario, ns. 6 e 8, outr'ora dos
Quarteis.
Comprau-seOracOes de Cicero en
ioiluguez, 3 voluraes ; Arte potica de
ioracto, traducc8o do padre Thomaz Jo-
s de Aquino; Obras de Virgilio; tradne-
cao litleraria : na rna do Crespo, n. n
Cpmpra-se uina canoa em bom estado, qno qar-
reguo mil lijlos do al venara : na ra do Hospicio ,
n. 5.
Compram-se duas rotulas do louro, ou do ama-
relio que estejam em bom oslado e que tonham
do 4 a 5 palmos de largura e 9 a 10 de altura: no
Atorro-da-Boa-Vista, n. 22.
' Compra-so urna mulatinha clara e de bonita
figura, que tenha de idade 13 a 16 anuos, que seja
recolhda, e seiba cozer c engonwnar: adverle-se
que he para esta cidade, para dar-se a urna noiya :
quem a tiver egsinr vor.dcr aa&uncie, cu dirja-
se a ra da Cadeia do Recife, a. 32, que se dir qaent
a pretende.
Vendas.
Na ra das Afroa*-Verdes,
n. 46.
vendo-so um bonito escravo bom Crrciro; um mo-
lequede nagflo, de idade do 18 annos; un dito de
12 annos; um bom escrvo par todo o ienijo
escravas por commodo prego; um escravo pom pa-
gem e copeiro, muito hbil e do boa conducta.
Vendem-se dous pardos mogos, do boas figuras;
om ditoofflculdesapatero e outro l"* "m
cavallo novo, bom esquipador, passoiro e carrega-
dor, por preso commodo : na ra de Hortas, soora-
Virmino Jote Flix da Rosa tem para vender
barra com breu de marca grande ; bom como sal
de Lisboa, em pequeas e grandes partidas; os
pretndanles dirijam-se ao mesmo, ou no seuos-
criptorio da ra do Trapiche n. 4.
-- Vende-se oengonho Timb, distante desta praga
4 legons.corrente e^moente com agoa, do boa e regu-
lar producgflo, com a safra de 2,500 piles pouco mus
ou menos ou sera ella. Este engenho lio de consi-
deravel importancia, nflo s no presente como no
futuro, por conter mais de 4 legoas do terreno ce-
barlo de maltas vrgens, ecom capacidada.dese le-
vantarem engenhos d'agoa e do beatas. A tratar no
mesmo engenho, ou no sobrado aolado da cadeia,
n. 23. ,
Vonde-*e um moleque de 12 annos, bastante
sadioe robusto, proprio para qualquer servigo, che-
gado do Aracaty : na pracinlia do Ltvramonto,
ii. 45.
--Vendem-se8 escravos, sendo: 2 protos pro-
prios para todo o servigo, mogos; 3 prolas sendo
duas boasquitandeiras .e a outra de 18 annos do
aagflo, o do bonita figura ; duas pardas, imili) 28
annos o a outra de 22, com algunas Habilidades ;
urna mulatinha de 6 a 7 annos: toJos sera uureitu*
tem achaques: no pateo da S.-Cruz, n. 14, se d.r.i
quem vende.
Bonetes da ultima moda.
Vendom-se mui lindos bonetes de palhiuha, para
meninos. da ultima moda do Paris, chegados na
barca 2ifia ; bem como chopos francezes do mais
apurado gosto : na ra do Queimado, loja de cha-
pos, II. 38. ,
-Vcndem-seduas escravas, sendo urna parda,
de 15 annos, de muito linda figura com algtimas
habilidades; e una de Angola, do 20 annos, quo
cozinhabcm cose eengomma : no becco do Sara-
patel, sobrado n. 12.
Vendom-so os mais ricos manteletes e capott-
nhos, de seda nobreza o de blond, proprios para ac-
tos de groja baijes ou passeios, e veos denlo pa-
ra cabega : na ra do Queimado, n. 39, loja de Gus-
mo Jnior & Irmfio.
Vende-se urna linda escrava, crioul, do 22 an-
uos, com principio de engommado e de cozmha,
piopria para todo o servigo e que hede boa conducta:
na ra estro i la do Rozario, t. andar, n. 31.
FARELONOVO,
a 4^500 rs.
Saccas grandes de 3 arrobas com farelos: no arma-
zem de J. J. Tasso Jnior, na ra do Amorim, n. 35.
Vendenf-se saccas de farnha, ditas de arroz pi-
lado, ditas de milho ditas de feijflo : na ra da
Cadeia do Recfo, n. 8.
No Passeio-Fublico, luja de urna
s porta, porede e meia a fabrica de cha-
peos de sol vende-se urna poraco da
chapos de sol, de seda de armecao de
ac os mais finos e mais modernos que
teemvindo de Paris, pelo diminuto pre-
co de 5,5oo rs cada um. Na mesma ra ,
n 19, tamhem vendem-se os mesmos
chapeos de sol pelo mesmo preco. Es-
pera-se a concurrencia dos fregueses,
pela boa qualidade dos chapos.
Mais barato nao he possivel
Vcndem-se chitas de ramagetrr.a 5,400 rs. a pega,
e a 160 rs. o covado ; ditas de cores fixas e de bom
panno a 160 rs. o covado ; cortes de cassa preta ,
com 10 varas, a 4,000 rs. ; chales pretos ; cortes de
vestido de barra; sarja hespanhola superior a
2,400 rs.o covado ; casimira prela ; merino de su-
perior qualidade, a2,600 rs. o covado; o outras
muitasfazendas baratas: na ra do l.ivramento,
n. 14.
Deposito de vinagre da fabrica
da ra Imperial, n. 7.
na fabrica de licores, de FredeTico Chaves, no Ater-
ro-da-Boa-Vista, n. 17, onde se achara sempre
grande porgflo e por prego commodo.
Vende-se urna prela, que sobe muito bem coser,
e muito molliorengommar: na ruado Apollo, n. 15.
Na loj ido nicho, ha pechin-
chas novas, para a Pascoa
Na esquina do Lvramento, loja do nicho, ven-
dom-se cortes de cassos finas o de cores nxas, t if
3,500 c 4,000 rs.
-- Vendom-se duasiiiuUliuhas.'utiiade* auaos,
de bonita figura quo cozinha, cose e faz todo o ser-
vigo de urna casa e a outra de 6 annos, muito lin-
da figura propria para educar-so : na ra do Hos-
picio, n. 42. .
Vcndem-se 3 escravos sondo: um de nagflo, de
25 anuos proprio para todo o servigo ; urna criou-
ia de 22 annos, que engomma, cose chflo, cozinha e
lava do sabflo ; urna dita da mesma idade, quo co-
zinha lava e vende na ra : na ra das Cruzes, n. 22,
segundo andar.
Vende-so panno dealgodfio da Ierra, da mais
superior qualidade : na ra Crespo, n. 23.
Ca\ virgem.
Cimba & Amorim vendem ancoras com 4 arrobas d
cal virgem viuda no ultimo navio do Lisboa, as-
sevorando ser do superior qualidade, por ja se ter
I experimentado : na ruada Cadeia do Recite, u. i'i.


ass
. *..._ .. .. I v. .ya.

-- Vendem-se 3 cordOes g'rossos de ou-
ro, con o peso de a6 a 3o oitavas cada
um sem leitio ; um par de casticaes de
pr.ila, novoa : na rua do B ngel, n. 46.
Vendem-sc poslillas Ja analyse do constituidlo
para o segundo tuno da academia de Olinda ; ditas
de direito publico para o primeiro anno : na rua da
Mudre-de-Deos, loja n. 38.
Vende-se ou aluga-seum escravo de nacSo :
na rua da Gadeia do S.-Anlo nio, n. 21.
]Na loja de Maya R.irnos C.,
na na Nova, n.G.
vendem-se ricoi veos de seda preta, dos oais mo-
denos que presentemente ha por preco muito ra-
soavel; meias de seda para senhora, bastante els-
ticas e de boa qualidade ; luvas do seda preta e
de cores, para senhora ; ditas de pellica, para senlio-
r curiasecompridas estasenfeitadase cada par
emsua calxinfaa pelo mdico pieco de 3,000 rs.;
lenc' de si'tim pelo para grvala ; ditos de cores ;
bico's prclns do Seda que imitam aos de blonde ;
ditos braucos da mesnia qualidade; guarniefles do
flores para vestido do noivas ; lindas capellas com
os seos competentes ramos para o poito ; chapeos de
palha da Italia pora senhora os mais linos que ha
neste genero; lanternas com ps de vidro, casquinha
e hronzeados, por muito baixo prec,o; jarros com
llores artificiaos, para ornamentos de salas; chapeos
i!o sol para senhora ; ditos para homem pretos o
fin la-cores ; chapos de palha para meninos; di-
I s de massa franceza, para homem; candieiros para
lucio de sala cun globos, iugleza ; sapatos de
lustro p.ira senhora ; horzeguins para senhora ; sa-
patos ilc selim branco ; ditos de damasco, branco
e de cores; silhCes com assento de couro de porco,
enmure; c de velludo bordado; luvas do pellica,
muito novas, para homem, a 1,000 rs. o par.
Vende-se um bonito pardo, muilo
humillo orte e sadio, e que lie pti-
mo mai nlieiro ; um dito de a3 annos, de
bonita figura sem \ icios netn achaques ,
e que he ptimo para pngem ; dous mn-
latinhos, um de ta annos e o outro de
io bons paroaprendercm algum oflicio ;
um moleque de 8 annos ; urna linda mo-
ler de 15 annos ; nina bonita escrava de
20 annos, que engomma, cose e cozinha;
um pardo muito barato por estar moles
to; um pieto bom trabalhador da enxa-
da ; urna preta de ineia idade, que se
vende por todo o preco, por estar emper-
rada : na ruadas Larangeiras, n. 14, se-
gundo andar.
Vendem-se chapeos de superior ^,^'|JJ'J2eltd0 Rec'",it de,0*0,"
Es tojos com duas navalhas in-
glezas, para barba,
fabricadas pelo melhor autor chegadas no ultimo
navio de Inglaterra por 2.000 rs. cada estojo. Es-
tas navalhas silo garantidas porque nlososo tro-
can) as que porventura nilo saiam boas, como tam-
ben) se restitue o seu importe, quando o compra-
dor por acaso se nlo agrade de nenhuma dellas,
depois do experimenta-las, isto estando sem ferru-
gem e bem tratadas : vendem-se na 'rua larga do
Hozarlo, loja de miudozas do Lody, n. 35.
Novos gambreoes.
Vendem-se cortes de calcas da excellenle o supe-
rior fazenda denominada gambrcHo, pelo barato
pceo de 1,800 rs. o corte : esta fazenda tanto em
goslo como cm qualidade, rivalisa com as melho-
res casimiras : na rua do f.ollegio, nova loja da es-
ticlla, 11. 1.
- Vendem-se aceces da ex-
mela companhiade Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, rua da Cruz,
n. a.
Vendc-se, ou arrenda-sc um grande sitio na rua
Jmperial.com duas moradas de casas, urna para
grande familia, na frente da rua ,e[outramais pe-
quea dentro do mesmo sitio com bons parreiraes
e muitas fruteiras de boas qualidades todas novas
o j dando fruto com um grande viveiro no lundo :
na rua Direita, n. 135, Joja de cera, onde se far
qualquer dos negocios, por seu dono ter de retirar-
se por molestia.
JJT| Vendem-sc chapeos ltimamente chegados
1 de Franca para meninos do melhor goslo
- '"parque tem apparecido no mercado, pela ga-
lantera com que estilo enfeitados ; chapeos do cas-
tor brnnco com pello o sem elle de 2,500 a 5,000
is.; ditos de massa pretos c de todas as qualida-
des de 2,400 rs. para cima : na rua do Queimado .
11. 22, fabrica de chapos,de Domingos Erancisco lla-
madlo. Na inesma fabrica se receben) cncommendas
para qualquer obra pertencento a chpeleiro.
( lipguem,freguczes, antes que
.ve acabem aspechinchas do
baraleiro V: a no el Joaqun)
Pascoal. liamos, no Passio-
Publieo, n. 19.
Vendem-se chitas muito finas, a 120,140 ,160,
200, 240 e 300 rs. o covado, e a peca a 4,500, 5,500,
6,000, 7,000, 8,000 10,500 rs. ; cassa-chila, a 1,92o
rs.; ditas finas a 2,500 rs. ; h-ncos de seda a 1/
rs. ; ditos para grvala a 400 rs. ; csguilo, a 2,000
rs, ; panno lino, a 4,500, 5,000 e 5,500 rs.; dito
azul, a 4,000 rs. ; madapolao de todas as qualidades,
a 3,000, 3,200, 3,500, 4,000, 4,500 e 5.00D rs. ? algo-
dao, a 2,000 rs. n peca ; sarja hespanhola, a 2,000,
2,300 e 00 rs: ; ricos riscados Trancazos, a 200 rs,;
corteada" l para calcs a 2,500 rs. ; ditos de ca-
simira n 6,000 ra. ; chales de lila linos, a 2,400.
is ; ditosde luilatnria, a 500 e 800 rs.; ditos Ue
nietini a 1,000,1,200 e 1,280 rs. ; pelle do diabo a
200 rs. ; grvalas decassa, a 200 rs.; chapeos de
sol de seda do ll'.elhy; gstu que luui apparecido,
a 5,500" S.
astr, brancos e pretos, por preco
mulo [jarato : na rua do Crespo, n. la,
lojde Jos Joaquim da Silva May.
Itrios trancados de lis! ras e
q uad ros.
Vendem-se superiores cortes de lirim trancado de
lislras e quadros, para calcas, de lindos goslos e
de loa qualidade pelo preco de 8,000 re. o corte :
na .un do Collegio, loja nova da estrella n. 1.
Casimira elstica, a 720 rs. o
covado.
Na loja da esquina que volta para a rua do Colle-
gio n. 5, vende-se casimira elastrea de 13a e lgo-
do de lindos padrOes e muito encorpada, pelo
barato preco de 720 rs. o covado, que se torna
recommendavel para a estacSo presento.
Ricos tapetes
para ornar salas, mesas, candieiros, lanleruas, cas-
tices o campainhns, redondos, quadrados e trian-
gulares bordados c de oleado com lindas franjas
de lila de todas as cores; luvas de torca I, propnas
para aQuaresma, ao ultimo Rosto de Paris, prelas e
brancas com dedos e sem ellos, a 1,000 is. o par;
alpaca de linho, a 640o 800 rs. o covado : na rua do
Queimado, n. 27, novo armazn) de fazendas, de
Hay mundo Carlos l.ei te.
A 1^600. rs o covado.
Vende-se merino preto de 7 palmos de largura ,
pelo barato preco de 1,600 rs. o covado : na loja da
esquina quo volta para a rua do Collcgio, n. 5, de
Cuimarfles & Companhia.
Casimiras elsticas, a 640
rs. o covado.
VcnJem-se casimiras elsticas de Illa e algodiio ,
pelo diminuto preco de 610 rs. o covado : esta fazen-
da torna-sc muito recommendavel para a estaclo
presento, por ser muilo encorpada e os seos pa-
dres o melhor possivcl: na rua do Collegio, loja
nova da estrella, n. 1,
Vendem-se pegas de chitas limpas escuras e
muilo encorpadas, a 4,800 rs., e a seis vintcns o
covado ; ditas cor de rosa, muito bonitas e de bons
pannos, a 5,500 rs., e a meia pataca o retalho : na
rua cstreita do Kozario n. 10, terceiro andar.
Sarja despatillla.
No novo armazem de fazendas, de naymundo Car-
los Leite, na rua do Queimado, n. 27, ha chegado
um ptimo soi limento da verdadeira sarja hespa-
nhola, a 3,200 rs. o covado ; tamliem ha do 2,200,
2,500, 2,800 e 3,000 rs.; panno fino, prova de li-
mSo, a 3,800, 5,000, 7,000,8,000, 9,000 e 10,000 Ya. ;
chapeos fiancezes finos, do ultimo gosto de Paris ,
com aba maior, conformo a nova moda, a 7,000 e
8,000 rs. Neste armazem tambern se vendem fazen-
das por atacado o mais barato possivel.
Vende-se, por preco muito commodo, urna
bomba de ferro ; muito bem frita e con difieren-
tes utensilios de sobressallento : na rua Nova, lo-
ja n. 33.
--Vende-se,ou perronta-se por casas ou esera-
vos, um grande sitio perto da praca, com boa casa,
muitas tructas com mais d 500 pt de mangabei-
ras, coqueiros e um malta de djpdezeiros urna
grande planta de capim e grandes Bailas para con-
tinuadlo da mesma planta, um cercado que sus-
tenta 30 vaccas de leite na maior torca do verlo ,
urna boa malta com boas ma (Te i ra para cercas e
boas lenhas para padarias e otarias, trras para
plantacOes de mandioca, que regulam 102 alqueires
o meio de farinha : a tratar'com o proprietario da
padaria doManguinho. .
Potassa e cal virgem.
Vende-se muito superior potassa, a
poucos das desembarcada, e cal de Lis-
boa : no armazem de Baltar & liveira,
na rua da Cadea no Hecifc, n. ta.
-- Vendcm-se, na loja de
Francisco Joaquim Duarte,
na ruado Calinga, n. i.G, lencos de gar-
ca, de lindospadrSes, a/ i,ooo rs.; ditos
de seda para gravatas pretos e de cores;
luvas de seda, curtas e compridas, para
senhora ; ditos de pellica, bordadas c li-
sas : bengalinhss fines, a 320 rs. ; o nu-
tras muitas mindezas de bom gosto, por,
muito barato preco.
l seados monstros.
Vendem-se riscados francezes a 320 rs. o cova-
do de vara de largura os seus padrOes e quali-
dades ioos melhorcs que se pdem desojar: na
rua do Collegio, loja nova da|estrella, n
1.
Pannos finos.
Sarja mais barata nao he
possivel:
Vende-se superior sarja preta hespanhola pe-
lo barato preco do 2,000 rs. o covado : a sua quali-
dade he sullicienie para chamar os compradores:
na rua do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
Novo bramante,
de 11 palmos de largura.
Na loja da esquina que volta para a rua do Collc-
gio n. 5, vendc-se o novo bramante do puro linho,
com 11 palmos de largura pelo barato preco de
2,800 rs. a vara.
. Vendem-se presuntos, baldes o linas proprias
para lavar roupa ; vassoura para varrer salas e ta-
petes : ludo ltimamente chegado dos Estados-Uni-
dos : na rua da Cruz, n.7, armazem do Dayis & C.
Novo panno para lences.
Vende-se superior panno para len?es, com 2 \
varas de largura pelo barato preco de 3,000 rs. a
vara : esta fazenda he melhor do que a bretanha de
Irlanda, da mesma largura,que ltimamente se ven-
deu nesla mesma loja por ser de puro linho : na
roa do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
A 400 rs. o par.
Na loja de CuimarSes \ Companhia confronte ao
arco de S.-Anlonio n. 5, vendem-se meias de seda
preta curtas, pelo barato preco de 400 rs. o par.
Milho. -
Vende-se milho, a 2,000 rs a sacca : no caes da
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
Cambraia para cortinados e
mosqiiiteiros.
Vendem-se superiores cambraiasde ramagens o
mais fino e do sublime gosto quo tem apparecido,
dar cortinados e mosqtiileiros, pelo barato preco
pe 1,000 e 1,-jOOrs. a vara : na rua do Collcgio, loja
nova da estrella, n. 1.
Vendem-se ancorlas de
diversos tamanhos, com vinho da
Madeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade: no escriptorio de
Oliveira Irmos & C, na rua da
Cruz, n. 9.
Vendem-se superiores pannos finos, prova de li-
mito azul, a 3,000 rs. o covado ; ditos pretos, j
bem condecidos pela sua barateza o qualidade, a
4,500, 5,000,6,000, 6,500 e 7,000 rs. o covado; casi-
mira preta de boa qualidade, a 6,000 rs. o corle;
dita limiste, de largura de panno, de superior qua-
lidade, o mais fino que ha a 11,000 e 12,000 rs. o
corte : na rua do Collegi loja nova do estrella ,
11 1.
Vende-se, para fra da provincia, um teravo
pardo de 30 annos pouco mais 011 menos, adi, de
boa figura, bom carreiro e cargueiro, e que he h-
bil para lodo o servico de engenho o mesmo para
pagem : na rua do Collegio, n. 23, a fallar com Jos
Antonio de Souza Machado.
Vende-se a bem conhecida venda de garapa ,
das Calcadas-Altas, com poucos fundos : a tratar na
mesma venda, das 6 as 9 horas da manha.
Lotera do It io-de-
Jaiieiro.
Vende-se um res I o do bilheles o meios ditos da
14.' lotera a beneficio do monte-njo, sendo os bi-
lheles a 22,000 rs. e os meios a 11,000 rs. : na rua da
Cadeia, toja de cambio ,n. 38, deManocl Comes.
Vende-se um moleque muilo esperto e bonito ,
de 10 annos ; urna iicgriiiha de 10 annos muito lin-
da, propria para se educar, por ser muilo esperta :
na rua de S.-fllta, 44.
Vende-se urna cama de casal, feita em Lisboa ,
com colchOes, 011 sem ellos: defrontc do quartel de
polica n. 11.
Vendc-se um grande e bonito cavado mellado ,
ni digo e bom andador sobre as redeas de passo a es-
quipar de rede sola : na rua do Queimado, n. 30.
Vendc-se um guarda-Iivros de amarello, com
commoda cm muito bom estado por barato pre-
co : no pateo do Carino, n. 17.
Vende-sea armaco e utensilios Ja vendadla
ruada Cruz n 66: a tratar com Miguel-Joaquim
da Cosa na rua da Senzalla-Nova, n. 4
Vende-se urna escrava crioula, de
\i annos de bonita figura : na rua do
llangel, n. 46.
Yendem-se sapaldes de bezerro ,
pelo barato preco de r,2oo rs. e supe-
riores a 1,600 rs. a retalho ; tambem
se vendem em porcfi.es : na pra^ da In-
dependencia, i). 5.
g Vende-se urna casa no Poco-da-Panella, na
rua do Rio, com frente para o aul, com muilos com-
modos e assejada, com quintal soffrivel, com urna
grande rampa que faz palamr, com altura sullicien-
tc quo tica assohradada pela frnle : na rua de (lor-
ias, f. 106.
Vendem-se saccas de farinha fina; ditas com
milho : na rua do Queimado, 11. 44.
Chitas pretas asselnadas.
Vendem-se superiores editas pretas asselinad
muito acreditadas peta sua qurilidWe, a210rs o en
vado : na loja da rua do Collegio, n. 1. w",
Vende-se por 150,000 rs. um preto de 40. w
annos, bstanlo forte, e que ontende de todo o ser
vico de campo, por isso que nelle tem serupre \\1
empregado : quem o pretender flirija-se vend
do Sr. Nicolao na esquina do Mundo-Novo, duq
horas cm diante.
Vendem-se todos os utensilios de umaollcin.
deourives, caixOesde Irabalbo, ferramenjas, tnoi
des, ote : na rua estreita do Rozario, n. I.
Estanho em vergirinhn
Venderse estanho em vergiiinhas.
to romrhbdo : m casa de James
nhi na rua da Cadeia. n. 48.
Vertde-so, por preco ctfmmoilo, um
de tora ta de lei, para cha, cotitendo bule, .,
tijelra e assucareiro : tambm se vende una'escrin'
ninlia obra de Lisboa : na rua do Trapiche n.44
Vende-se Superior sebo refinado, propno ptrj
fabricas de velas de carnauba :'no armazem de carne
secca, pot baixo do sobrado pintdo dB'nfearnado
no trapiche do llamos.
;or preco mil .
'W& Comp-
l^a rna da Crua do llccife,
n. 55 loja nova de bar-
berro,
vendem-se e alugam-se asverdadelrn bichas him.
burguezas, por preco mais barato do que em outri
qualquer parte, o tambern so vilo applicar (pul
quer Hora do dia ou da noite, para commodidd
dos pretendents.
Cbeguem antes que se aoaber'
Vendem-se ptimos e bellos lencos de cambnil
de vordadeiro linho circulados de hico, proprios
para os actos da S8rnar.s-ssr.ts, a 4,000 o 5,ooo rs
na loja de miudezas do Joaquim Henriques da g|.
va ao p do arco de S.-Anionio.
Vendem-se tres lindos moloques de 16 a 20 ip
nos j tres prelos, sendo um ptimo sapateiro, e o*
outros proprios para todo a servic.0; dous pardos
de 16 a 24 annos, sendo um dellos bocrreirn-
urna mulalinha e una negrinha do13 annos; mi
negrinhade 10 annos com principios de habilida-
des ; 3 pretas de 20 a 25 annos entre as quaes I-
gumas com habilidades ; urna preta de idade, por
180,000 rs. : na rua do Collegio, n. 3, segundo an-
dar, se pir quem vende.
Vcnde-se, por muito commodo preco, urna ca-
noa decondnzir agoa que depois de hera servir
para atorros : urna balanca grande, com braco e. pe-
sos; urna inasseira de amarello, com alguus por-
toncesde padaria ; um relogio de parode com cr-
ea de madeira : na cua Nova, loja n. 33.
Vende-se um diccionario de ingles par por
iuguez prqprio para sprqndcr a liugoa ipgloza ; um
dito de francez para portugus: tudo, por barato
Fogo.
Na fabrica de licores do Alerro-da-Boa-Visla, n.
17, tle Frederlco Chavos, ha sempro porcSo de pali-
tos de fogo em magos grandes a 2,000 rs. o cento ,
os quaes sSo feits c-iii toda a perfeicflo, o nlo de-
generan) no invern.
Vexidc-w um habito de terceiro deS.-Francisco,
em muito bom estado e de superior fazenda 1 no
Porto-das-Cauoas, em casa de Jos Percira.
JOUFROY E LIZ TEIXEIRA.
Vendc-se um ejemplar do Dircilo natural, pqr
JoyTroy e outra de Liz Tcixeira curso de direito
civil : na praca (la Independencia, loja de cucader-
nasHo n. O. .
Vende-se um mulatinho de Bato
annos : na ra do Cabug, loja de miu-
dezas- doGuimaraes.
Vendem-se 3 mulatinhas reeolhida de 14 an-
uos com principios de costura e eiiRommado ; um
SC-faVu uyliuiu euzMhuiru; i iiMin^iie d%16 an-t
nos; 5 earavas mocas, com varias habilidades : na
rua Direita, n. 3.
Participase
aos freguezes do bdrn e barate, qne se vendem chi-
les de balzurina, a 2,000 rs.; selim preto macio, 1
2-.200 rs.; cambraias de soda, a 10,000 rs.jchapoi
de sol, de seda, a 5,500 ; cortes de cambraia aber-
ta, a 4,400 rs.; pecas de bretanha d Franca, a 3,50
rs.; chales de seda, a 10,000 rs.; ditos de ISa e seda,
a 5,000 rs.; meias de Seda preta, para senhora, a
1,800 rs.; luvas de dita, a 600 rs; lencos bordados,
para senhora. a 320 rs.; mantas de seda, a 8,500 w.;
casimira preta elstica, a 3,000 rs. o covado; los pre-
tos, a 2,400 ra.; fazenda do cala, a 240 ra. o con-
do ; chitas de coborta, a 200 rs. o covado, 6 a pepi
7,'000 ra., e'de cures filas; cambraias de cores iM
xas e padrOes moderno, a 640 rs. a vara; sirji
hespanhola, a 2,400 rs.; lengos de seda de peso, i
2,000 rs.; camisas de meia, das memores que appi-
recen no mercado, a 1,400 rs.; brlm branco, do pu-
ro linho, a 1,40o rs. a vara; dito trancado pardo, de
linho, a 640 rs. a vara; b i eos de todas as qualida-
des ; merino; esguiOo fino; cambraias ; cassas; 1
outras muitas fazendas, por precos mdicos, e sea
defeitos: franquciam-se amostras aos compraJur
na rua do Queimado, 11. 46, loja de MagalhRes e !n
lilao.
Vcnde-se um moleque d 18 anntrt, de borlli
figura e muito bom cope Iro ; orna negra de eleg
te figura, com hbil ida des; um preto d 20 a 25 tu-
nos o de todo o servico: no pateo da matriz di
Santo-Antonio, sobrado, n. 4.
--Vendc-se;-o vinho genuino da companhia geni
da agricultura das viudas do Alto -Honro, muilo
proprio para mesa em pipas, meias ditas e barris
dequarlo: a tratar no armazem de ajpflo Tarares
Cordeiro, ou com Antonio Francisco de Moras
agente da mesma companhia.
Escravos Fgidos
Fugio, no dia 18 de Janeiro, um cabra, de nome
Joaquim, alto, reforcado, de idade, coma buba
branca ,cabellos corridose bem pretos; levou um
surrflo de pclle d carneiro chappde bata us-
do, calcas de algodiio de listras rolas no assenlo;
tem os torno zellos dos ps um tanto inchados. Es-
te ecravpj foi preso em S.-l.ourenco-da-JIalt
(ornou a fugir junio aos Remedios, do podf
urna pessoa que oronduzia para esta cidade;
do Maranliin e diz ser de Casias : quem opegar|('
ve-o a rua do Vigario,. n. 24, que ser recompt0"
sa do.
50^000 rs.
Fugio, no dia 22 do marco prximo passado, dio
engenho S.-Franci^:o, em S.-Anlonio-Crando, pro-
vincia das Alagas, a escrava Benedicta, parda, h
parecida clara cabellos corridos olhos preW
beicos grossos, denles limados, p.eitos granucs,P
seceos; tem no braco direito um sino salan)*'.
no outro um coradlo destes fritos do g'Jh : coi
tinta azul ; tem 20 annos de idade. Esta cscrav w
deGoncalo Rodrigues Marinho morador cm o di
engenho aon de pode ser entregu, que recebe"
n gratificaclo cima ou ncsla praca a J. 0. CaOip
na rua do Queimado, n. 4.
Fugio, na noile de 16 do corren te, urna rf*"
de meia idade, de nacfo, de riorrte Ros"a : levou1
tido de chita preta panno tambern preto, saj*'
lila, e por bafodesta uns boleos do couro: alm dis
levou um lenco preto na cabeca, com o qual "["'
conslanlemenlo para occultar os muilos cabfN"
brwtcos quo tom. SuppOe-se que esta preta lo"14"
caminho da Boa-Viagem onde tem muilos conli'^
cimentos.por tersido escrava do fallecido Jerni-
mo Kerreira de Moraea Prlella que ah residir.
Quem a pegar leve-u a rua da Cruz, fl. 57, Que s |
gratificado).
ItBB
JPERN. : NA TTP, DE M. F. DE FAB1A
X
MUTILADO


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