Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05467


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Unno fe 1848.
Quarta-feira 19
. ii'110 ouMIci-se todos S dial que hlo
j \|f mnii o urm:o da'aMigiMlur* he !e
\\?Ji. t.i qrte'' P"'-'.'" ?*&i"'1*'- *. ""
I los ai.....ntemi>innciii rs;.o de
I"" norliV'ii. 10 rs e tvi> diOjr.au, e ai
I ""'.;'. o-!a "'"le- lue "*"> ore'n ,SS'S'
'llSnl*' ,.or MdM.ul.lic.cio.
PliASBS DA LA. NO Mli'/. DE ABRIL.
I na 00f. d* 8 '"""".e *J ,"n;,h Urd*' '
r ,J*nte 1". sO'rau.d. urde.
woanW. S8, aos mi. da Urde.
PAHTI3A DOS CORREFOS.
'ioiennae Parnlilbasseguada.e.ext.s feir.
!lu-<;raoHe-dv Norte qu iotas eirasaomeio-dia
(Min, SerinhSem, lvo-r?orraoso, Poito-Calvoa
'Machi, no I.*, alte 11 de cada nez.
( ir-iihmu Qouilo.- a 8 e ?S.
Boa-Vta e Floras, a fie IS.
Victorij, i? quruti-leirai.
Olinda, todos os das.
PIlF.AVIA.l DE BOJE.
I'rimeira, as 5 borase 14 aiinutos da munh.
.Segnodg, 6 boras e 42 minutos da tarde.
Abrir.
Anno XXV.
N. oo:
das da semana.
17 Segunda. S. Aniceto. Aud. do J. los orph.
edo J.do e. d 5 v. e do J. M. daJ %,
18 Terca. S. Galdino. Aud. dol.dociv.d I.
v. e do I. d p..7 ,1o ? dilt. de I.
19 Quarta. S. Ilermogenes.
JO Quinta. S. Ignez ile Monte Policiano.
51 Salta. S. Ancelmo.
a>
21 Sabliado. Ss. Soler Calo.
5J Domingo. S. Jorge.
CAMBIOS NODIA IR DE ABRIL.
Sohre Londres. 17 e 27'/jd. por I* rs.a
a Pars S a Ltalioi 100 por ln de premio.
Desc. de leltrai de boas firmas a I '/, /
OnroOncu hespanbolas.... IMlOO a
. Modas de ilion rclli. tflSO a
deC/iui'nov.. I8|0(10 a
, > de 4j0o..... (ifiOO a
fraia Pataces.......... l|*0 a
Peaoi columnares... IJ9I0 a
Ditos mexicano.... l|808 a
Miuda............. (iSOa
Accoei da compro Heberib. de i0|000 rs,
en d.
o m.
m|5oo
16/inrt
l#IOt
lino
!#
ll
IJ0
ifHfl
ao pu
RIAMBUCO.
EXTEBrO!?.
PARLAMENTO PORTTJGEZ.
|lSAO DA CMARA SOS ABES, EX 5DITCTI-
REIRO DE 18*8.
' (Continuaco lo numero 89.)
i
OSr. Foni/ea Maga i*_ (prospguindo,/ : Passo por-
tanto a nutro objicto qu j he de pnuca importancia,
e de tanto"menor quanto pu fallo depois 'do dignopar o
Sr. condp de Lavrado, na pessoa do Sr. Mousinlio da Al-
buipierque.
O Sr. Mouslnho era, como nos sabemos, um homem
diilincti.iltno, quanto virtuoso (apoiadot. OSr. V. i*
I Ftmti Arcada He verd.de) ; nein sempre e.live de ac-
LJrdo com as (tas ideias em poltica ; mas oque nln-
| jnein pode negar he que oSr. Mnuiinho tinha um cora-
i cao nobre e vcrdadeiramcnlc portugurz (mullo* apota-
I ioi): ha delle urna plirase que so caracle isa o homem.
A respeito da sita opinlao sobre as causas da revolucao,
nao recorro ao que est ricripto nesses papis, de que
aqu se tein fallado : pela ininha honra declaro que n'm
vi taes papis, nein inesmn sei se algum est uiprcsso
enm o discurso do Sr: conde de Thomar : a respeito, di-
i po, da sua opinlao sobre esse objecto, elle disse oque
Viiutra pesso reepeilavel disse igualmeutc s um coni-
Ipleso de causas, todas Importaiiies e ponderosas, podia
'produilr niovlmento lo geral. Cada um tein por prin-
cipneaos motivos que se Ihc alliguram os mais fortes j
t difcordam todos entre si sobre esta preferencia. Mas
nao fique aem referir-ie a pbrase do Sr. Mouainho a que
illudi.
Era no lempo em que o tumulto daspajxAes, o Irene-
i da deaordem estavaih no sen auge, que o Sr. Mousi-
nho fot chamado ao paco, tendo cliegado de fia da ca-
pital, de orem de. M. a rainha, que llie perguntou,
le elle se quera cncarregar da pasta do reino : S. Exc.
respondeu que slm. Houve depois quem reparasse de
nao harer elle fallado em iondfSes e seguranzas. Nao
pedlstrs garanta algumas rainha ? A resposta fui :
ru morro, mas nao peco garantas ininha rainha; eu
be que Ih as devo dar de honra e fidelidadc (apoadui r<-
ftlidai). Itto ouvl eu contar ao Sr. Mousinho, e nao pos-
odclxar de o manifestar: nao dirci que esta resposta
rja jura collocar-se a par dos grandes ditos amigos ;
mis os amigos, guando proccdiam bem. procediam as-
liin. (0 Sr. C. de Lavradio Apolado.)
Sr. presidente, foi inoii-ic o ministerio da maio : an-
tes da forinac.no desse ininisterro houve una tentativa
para formar outro. Nao sei se ha nmilo quem gosio di
ler ministro, apeiar de que ser ministro em certas cri-
tesheinuito honroso: ho ha duvida : .servir o pal.,
servir a soberana, lomar a drccco do actos governa-
tivos, ter a sorte de poder por cmpratlca os principios
niaii apropriados para felicitar a nacao, ludo Isso he
nobre c distincto ; mas tambein he nobre o recusar,
quando a conscienca dita, e a intelligencia aconselha,
que nao se comprometan! os interesses do pai e do
throno. Os primeiros homens que foraiu chamados para
rormaraadminislraco, expozeram a S. Magestade, que
nao eram as pessoaa que as circuinataiicia* reclaiuavain ;
tiveram mesuioa coragem de Ule dizer, respeilosamcnte
como Ibes ciimpria > que o liometn proprio para taes
circutnaiaucii era o duque de Palmella ; eu fui um dos
que recuse!; c uao o digo por querer fallar de uiiin,
ih ni nesiuo porque pretenda appareccr no numero dos
homen de superior intelilgencia ; he siucnte para res-
ponder a certas accuaacOea, que se me teein feto, e
anda ha pouco appareceram n um jornal couhecidu,
de que aapirava a ser ministro dos colligados. Ora, cu
nunca pertanci aos colligados, como posso aspirar a ser
ministro dos colligados I O duque de Palmella entrou
para o ministerio, he verdade ; mas conhecia o grande
sacrificio a que era obligado. Por mais de urna vez o te-
nho visto chamar aos conselhos da soberana ; c por
mais de urna vez lambem o tenho visto obedecer com
grande desgoslo ; nao quanto a ler, como eu, consclen
ca de falta d capaeldade ; certamciite nao, nciu tao
poucc de diiiiinuta intelligencia, porque a sua lie das
maioies-fjue lem Portugal, c direi mesmo das inalorcs
1 que tem a Europa (apoiudo$) ; mas quanto o estado da
sua sade, c a cerlo amor do socego que a lodos nos
eliega, depoii da idade de 60 annus, alm de outros mo-
tivos. Mas, hfim, elle accilou, e eu o vi ministro com
o nobre duque da Terceira.
Sr. presidente, o duque de Palmella e o duque da Ter-
ceira, estavam uniformes c unnimes, porque assiin o
posso dizer de conhicimento proprio e pessoal, nos
lucios de conter a revolucao, ou ao menos na necessida-
dedeaconter. Esta adiuinistracao de dous nicos mi-
nistros contava dous grandes homens do jiaiz, um como
ho.nrm da poltica, e outro como homem da guerra
(numerosos apoiadot) : e pertrncia-lh.e, ainda que entao
ausente, um igualmente distincto ua guerra c na pol-
tica, o Ilustre duque de Saldanha. Esta adinlnlstraco
drvia.'sem duvida, dar garantas aos homens amantes
da ordem, tanto por um como pelo outro carcter : o
duque da Terceira liuha sido aeinpre, como ainda he l.o-
je, pacifico, humano, extremamente polido e affavel.
Ambas estes cavalheiros convieram na proclainaf o de
21 de maio, nein podiamdeixar deconvir, porque sen-
do ambos os responsavels, seguramente em um e outro
devia haver um s pensamento : ambos virain a reyo-
lujo como uina fatalldade, mas com a qual era preciso
obrar com prudencia. Kesta proclainaco, por ambos
"signada, at certoponto se d raso ao movimento in-
surreccional, nao direi aoaeto mesmo. mas s qurixas
mal allendidas dos povos ; porque elles olcialinente
nao podiam.dar rasSo a revolucao. llisscrain-lhe, com-
ludo, que eraui infundados os seusclamores: he o que
e l uesse papel. O qn* eii tenho referido sobre algu-
mas das causas da revolucao est justificado na procla-
I13CRO de maio, be(n como em outra, versas circunstancias, foi posleriormenle jiublicada em
ou cu 6 o hoineiii que ronsulna a revolucao do -Muho
eomo um facto, a que poderosas causas tinhaiu misera-
velmcnte arraslado o paz, sem altribuir a determinadas
pessoal aeco directa para scmelhante resultado.
Direi, poi, os aconlucimeutos j liuliam lulo lu-
gur, o o nobrn duque, de Palmella anda se acliava
indeciso sobro a dissolu^fio da camaru electiva de
1815 : elle iiiclinava-se u conse va-la. Mas houve [o
nao fui eu ] quem Iho fi/osse c(iiisiderQ6es, de certo
nmilo sensatas, i.ois que auibos os ministros as obra-
(,'aram, sobre que aquella cmara tinha urna corla pe-
cha na opiuiflu publica, de no represeutar genuiua-
mento a nago portugueza : fosse ou nSo fsse assim,
o certo lio que nisto-se fundara ni as rasOes que entilo
se produziram ; e houve quem largamente commo-
morasio fados que linhatn tido lugar as eleifdes
em militas partes to reino, e que tinhain destruido
a pureza das mesmns eleiQucs. Recitlio-se ent.lo que,
para uo excitar 'lesconflangas. era'necessariodeter-
tuinailamente ordenar a dissolucSo da cmara ilos
Srs. deptados do 1815. Eu tive pena dessa dissnlu-
co : nan sei se nova cmara vinram desla voz al-
-'iiiis Srs. deputados que portenceram aquella : mais
de um mo parece ter visto. Sei quo na camnra dis-
solvjda linvia caracteres mui rospeitavois, homens
nrdentemente amigos do pai/.[a/)o3(ioil, que, no meu
modo de pensar, se a sessilo durasse, haviam do dar
a conheccr ao governo certa independencia e boa f,
do que lalvcz o governo nlo gostasse, mas que Ihc
havia de servir de maior apoio, do que um voto sub-
miss l.
Eu digo islo, Sr. presidente, com a certeza de tifio
poder ser contradilo. Foi ess cmara dissolvida, e
do modo possivei, porque j o digno par, o Sf. comi
de Lavradio, moslrou bem claramente que tillo era'
possivei, naquclle momento de cxcUqo [som expftr
muKos dos Sis. deputados a alguna dissabores], fa-
zer urna rouniflo de ambos os corpos collegislatrvos
para se intimar a dissolticlo da cmara electiva :
fez-ge corrro podia ser. O governo niio era governo
revolucionario, era sitrt (Iho'da revolucilo; e fra
nomeado no meiodas labaredas populares com a n-
cutnhencia de as apagar; enpezar de todo isto he
denominadofautor da revolucao.
Sr. presidente, a tnissilo do governo do maio era
de pacificacSo ; era urna niissfiodillicullogissima, a
qual ello tinha de cumprir sem uma s violencia,
sem um s tiro de espingarda, ou do cantillo : s as-
sim he que elle podia catninhar, alias augrrentaria o
incendio apoiadot). Fez o governo isto? lio o que
vamos examinar, e o que me pateco se deve discutir,
niio tanto pelos resultados, que esses nlo estilo na
milo dos homens, como pelos actos praticailos por
lies para so conseguirem os litis. He assim que so
far juslica aoscavalheiros quo entilo serviram, os
suas inlengOis.
Sr. presidente, eu ouvi tratar aqu do perseguidor
de alguem ao nobre duque do Palmella'. Km minha
conscienca croio que nunca se fez maior in juslica a
ninpucm [apoiados]. Ouco fallar etn fados ; mas por-
doe-sc-mo dizer queja niio lio para mim o acredi-
tar simples nicnQo do fados quoilizo^i relacilo a
um homem sejn otivir esse homem. Eu uo creio em
imputaces, quando una assercto vai de encontr
aos sent mentos conhecidos, o aos proced metilos no-
torios, o nunca desmentidos desse homem apoiad't).
Eu devo etn taes casos pronunciar-me antes pela op-
niflo bem eslabelecida, e quo nunca foi manchada,
do que por uma m inoriiiagiio. O duque de Pal-
mella nlo lio capaz de perseguir itingtieni {apoiados);
e pelo contrario direi.quooseii defeilo he temer que
o persigam a elle. Elle tem sempre os bracos abor-
tos a todos; os seus meios cslBo scmjre merco
dos seus amigos, e al dos que o offenderain na ves-
pera, e o hilo de tratar ingratamente no da seguin-
te [apoiados]. O crdito do duquo de l'almclla esl
formado.
E o ministerio do maio? Esse ministerio, desgra-
ciidissimo, clieio de angustias e de tormentos, este-
ve sempre laucado n'um potro mais cruel anda do
quo esse a quo so desejava applicaro ministerio que
ltimamente acabou. Vamos, pois, aos lacios, o va-
mos a esses fados como homens pblicos ; conside-
remos a siliiago dos ministros de maio ; c vejamos
se os ministros eram icuhores ilella : he por este
tncio que se conlicc o que us homens valem ; e no
se Ibes deve chamar Ineptos, por mo tercio podido
fazer mais.
Uuo houvcsse quem, promctlenilo apoio a esse mi-
nisterio, Ih'o no desse o atoo falseassc, isso creio
u ; he mais uma ruso para o lastimar^ mas sso
nlo admira : em Inscircumstanciasal os homens
mais lirnies so deixam abalar pelas paixQes pol-
ticas.
[O orador conlinuouoseu discvrsonases$ioseguinle.]
iiiiio iie Pfiii\:.iim:ii.
aiiv'jiaj aBffl'J iuuiiiaJi).
Pelo vapor San-Sebasti/o, chegado boje dos portos
do norte, com 19 das de viagem, recebemos joriines
do Pysuhy at 12 de feverciro, do Para at 2S de mar-
co, do Maiunho o Lear at 8 do correte abril, e da
Piirahiha al H deste mesmo mez.
O Pauhy reclama do actual gabinete a mais sera
e apurada ltanclo. Se os homens que lioje se achain
ini'iiiiihidos da direcefio da nao do estado, hilo coui-
prehendido bem o alcance da dillicuitosa missilo de
que se encarregaram ; se, como suppoinos, elles
nlo querem ser continuadores da poltica deoppres-
sllo, que acaba ite por em pro va os seiiliinentqs de
ordem do uma grande parte da populugo do paiz ;
so silo os jaccrdolcs da paz o concordia, o uo os mi-
nistros da guerra e desuniilo;se, com effeito. bus-
cam proporcionar a lodos os Brlsleiros os beneli-
cius quo Ibes outorgam as leis, o nlo dividi-ios em
dous bandos, um de-felizcs o outro de desgranados ;
se, lnalmente, levam cm mira promover os-iuleies-
ses da nacao, e mo os dos paMidos, no pdomdci-
xar de aptessar-so cm eslcnder mio protector uus
'nossos limaos pauhyenses, enviando-Ibes, quanto
1 antes, um presidente que. inteiramenlo estranho as
I parcialidades quo ah se debaletn, v administrar
1 juslica, e s juslica. Quem querque soudar desapai-
xonadamente a 9tuncffodess provincia, roaonhece-
r que smento este alvitre pode sal va-la dos males
quo Iho estilo inminentes: formigam osproces-
sos ; as denuncias snecedem-se urnas s outras ;
os empregados pblicos silo suspensos, oti dnmllli-
dos, apenas manifeslam o menor signal do desap-
provacilo aos actos presidenciaes ; a seguranca in-
dividual como |uo vai dosapparecendo : tudo con-
corre a fazer-nos crr que niio est muito longo o
momento em que, cansados de soffrer, e tendo perdi-
do a rsperanca de seren soccorridospur aquelles quo
devem doacudi-loscom promplo remedio, osoppri-
midos se ergam contra os oppressores, e busquen,
desaggrnvar-so por si mesmos Este nosso recelo he
tanto mais fundado, quanto colligimos de uma carta
escripia cm Parnahiba, e publicada no Pedro II, <\.
701, quo o delegado dessa cidade mandara alliciar
alguns soldados do respectivo destacamento para
assassinarem os mais notnveisopposicionistas do lu-
gar, equea carnificina tivera apparecido, a mo ha-
ver sido denunciado o plano por um dos referidos
soldados, que fra sorprendido por una das victi-
mas em occasi.loquoacspreitava para podrarran-
car-lhe a vida mais a salvo.
Da citada carta se deduz quo, no reconhecendo
a legalidndoda snspensilo decretada pelo presiden-
te da provincia, os vereadores cffectivos da camnra
municipal do Ociras reuniram-se, a 8 de fuvereiro,
em casa do vice-presidente respectivo, o abi, a por-
tas abertas, procederam apuraciio dos votos para
deputados ti assembla geral, da maneira que a
lista icra organisada do modo seguinle :
OsSas. Votos.
Dr. Zachnrias de Gos Vasconcellos 104
Francisco de Souza Marlins 93
A. B. L. Castello-Branco 58
M. A. do Macedo 5,;
M. J. B. a
n J. da C. Lustrosa Parnagu
Jolo da Silva to Miranda 2
Dr. C. G. Castello-Branco. 1
Entretanto, ao passo que os vereadores effeclivos
se haviam porsemclbanlc teor, os supplentes, aris-
ta das copias das aulhenticas, rcmettidas pola pre-
sidencia, tambem procediam oulra apuraefo, cujo
resultado he ntoiramenio contrario ao que (lea no-
ticiado ; o por isso a cmara dos Srs. deputados ter
de verificar os diplomas doqualro ntembros envia-
dos polo Pfauby, c mo de dous smenle, como deve-
ri a de ser.
O Para contn.uava a serdesfeovcrnailo ; faza-se o
recrulatnento em grande escala ; velhos e mocos,
casados e solleiros, lodos eram considerados aptos
para o exorcito e marinha: os gemidos da esposa, os
solucosdus lilhos, os gritos dos pais, as isenefles
estahelecidas por le, eram bar reiras por demas
fracas, para resist rom ao furor dos rccrtitndorcs.
O vapqrque, segundo dssemos d'outra vez, eslava
destinado a facilitar a comintinicaQilo entre o Ama-
sonas o a cidade de IJelctn, como que em nada se oc-
eupra senao na condcelo do rccrulas, dos quaes,
smente a bordo da escuna Guahiba, achavam-so pa-
ra mais de cincoenta, que silo outros tantos
bracos arrancados a lavottra, que necessariamente
se resentir da falta delles, visto como ainda os no
pode dispensar. Domis, os comtnandatites milita-
res proseguiatn cm suas arbitrariedades. 0 Sr. Sa-
bino Jos Bruno inconcra no desagrado do um des-
ses agas do nova especie, e isto fra bstanlo para
que, apsde tnuilas torturas, taes como a do haver
estado no tronco por tongas e dilatadas boras, abat-
uonasso ludo quantopossuia no districtodc Silves.e
se eseapasse para a capital, alim de forlar-sc i pre-
potencia do seu perseguidor.--Avista disto, parece-
nos que o presidente nomeado para essa provincia,
islo he, o Sr. Jeronymo Francisco Coclbo. nao he o
mais apto para admiuUlra-la : quando ella lauto so
rcsenlc da Influencia militar, confia-la, no seu todo,
a um homem do guerra, lie o mesmo quoaggravar-
ihe a situacflo.-l'raza a Dos, que nos engaemos
nesie pensar; euue o procedituonto doSr. Coelbo
nos obrigue a reformar semelhanto jtiizo.
I'assandoem resenha os actos administrativos do
Sr. Ferrcira Peona, o IJoutrinario detxa aperceber
quo esto Sr. podra ter felo maiores beneficiosa
provincia. .
A 5 de Janeiro, fra brbaramente nssassmado o
cidado Manuel de Lima Barros, na villa de Alen-
qttr. O assasstno, Jo.lo do Souza Paz, tinha sido pro-
so, processado e pronunciado; mas, como era pro-
tegido pelas influencias da paragem, suppunha-se
quo mo solTreria a pena em que incorrra.
O Marunhilo como que so ia approxtmando dessa
qua'dra que Ibe enxcrgaramos, quando o Sr. Franco
de Salomara posso da presidencia, e publicara o
seu proeramma. O Sr. doutor Antonio Joaquim Al-
ves do Amaral, que fra substittii-lo, se acliava em
exercicio desde odia 7 do correle. Todos os jor-
nacs, inclusive os da liga, promellain apoio o coad-
juvuciio ao Sr. Amaral; todos eram concordes cm
allirmar que ello declarara mui solemnemente, que
ha de conservar a mais completa neulral.dade as
questes polticas ;- que nao inlervira as prxi-
mas eleicoes de sonadoi ; -- o que adoptara o yate-
ma do seu anlccessor.no locanlo aos meIhoraiiieii-
tos malcraos da provincia. O Sr. A.na.al V^-
ti.iguii-se sobremodo no desempciiho da sua nova
misso acbou o Marauho deso.tipenhado da
grande divida que, hav.a aonos, O veuva : acliou
urna reparticSo de obras publicas, eslabelecida do
modo que o liabilita apreiu exeeucao obras l.o
impurtantesco.no esse canal do Arapahy, do qual
ia denos cotila aos leilores. Apenas tem de lui..r
com duasdilliculdades as intugasexistentes en-
tre os partidos igueiro e exclusivista, as exigen-
cias. dcsaiTBSoauas lalvez, desie* dous partidos
Um eaipeuliar-se-ha por couservar as postos ol-
ficiaes; o outro se niio ha de esquecer de,#for
car-se por conquista-la para si. Mas, atienta, ai de-
claraQiloii que nos referimos a w?nP'e.an le-
das informaces que hemos colindo acerca do w.
Amaral, temos par. nos que ello sabe venc-er estas
tlillculdados. fazondo juslica a lodos quei ha i^o-
clamarom. Alheo s questes lcaos, n da_ d.spos-
to a servir do instrumento a patxles esltanhas, s.
EXc. desemponhara ptimamente os seus deveres.
Nos ltimos dias do administracllo. o Sr Franco
doS oceupava-se seriamente dos interesses de sua
Ierra natal, j mandando orear as despezas a fer
com a abertura Jo canil dcfierljo, Uo ul.1 gwnto
0 do Arapahy; ja ordenando a compra de cor o ci >:
(icio, para est.bolecmonto .le uma escola normal;
ejnprovando o plano o o orcametito para as o-
brasdo que precisa a casa do jury **&**
construida como se acha, mal se presta ai fini quo
ho destinada. Entretanto o Observador ac> nouoiai
a demisslo de S. Exc, o cbrelo mald.coes.'.. ,
Muito pode o espirito de partido.!
No dia 12 de marco, bouvera lugar na cidadod8
Sau-Luiz um banquete poltico, a que con>;.rece-
ram quasi lodosos eletores, .oclusivo oucrotwin
do governo e t. vico-presidente da provincia, o Sr.
doulor Carlos Fernando K.beiro, quo ofidio.
Neslc banquete, tratra-so das prximas eleicoes de
senador: npsdo algum debato, os .r/ueiroaassen-
taram em adoptar a candidatura do Sr. Franco
Je S.
proposito tiestas eleicoes, cumpre declarar aqu,
que, segundo afirnux o Observador, os saquarema* do
Maranl.r.o emponharSo os ltimos dos seus esforcos
pela candidatura do Sr. Paulino Jos Soares de
AoniM* da citada gazeta, Chapada, Paslos-Bons e
e Casias achi.vam-se sb o dominio do punbal e
bacamarto. .. ..
O cambio fluctuva entro 27 o 271/2 d. por 1,000
r OCoar (cara entregue ao frenes dos partidos,
bem manifestado nos peridicos; o sb a v.ce-presi-
donc.a do Sr. Joilo Cl.risostomo de Ollveira. 1 fW
oSr. Moraes Sarment passara a administrado d
provincia, por ter de partir par. a corte, a tomar as-
sento na cmara dos Srs. deputados.
O Sr. Moraes Sarment be u.n dos paaaagelros doS.
SaeailMo. Ao sahirdo Cear.S. Kxc. fg. cu.npr.mentado
pelos membros mais conspicuos dos dous partidos que
alii ha. ,.,
A Parahiba estava tranquilla. .
Al2docor.ci.te, fram demittidos: r do commaii-
do geral do corpo de polio, o Sr. cap.lao franotopodo
Keeo Barros; do lugar, de contador da adiuinistracao
defendas prvnciaes, o Sr. Frederico Augusto Nciva ;
1 c da directora do lycco, 0 Sr. Manrique Vctor de Li-
ma O pri neiro dos d.niltidos fr. subsl.tuldo pelo Sr.
najoVManoel Rodrigues de Paira J. Pf
Sr. Joaqun. llaptlst^Avondano ; e o terceiro, pelo
reverendo Joo do Rfgo Moura.
Temos vista nina carta do Rio-Gr.nde, da qual e
infere que ei.a provincia se .chava, em "W"d*,le'
sb a v.ee-presidciicia do Sr. Joao (.arlos Wanderle).
Cousta-nos que, anianha (19). ofc, M.ooel cUbou
leixcra lomar conta da adm.n.strac-o lg**
na qualldade de nrimeiro vlce-prei.dente. ; e Sr.co
nel Joaquim Jos I.uiz de Sou.a Moumlr. o minan.lo
das anuas, en. virtudc do d.sposto as leu militares.
Omcsmp amigo que nos forneceu M no lielaado Bonl-
to, tr.n.n.lttlda aos leilores cm um tauManh
mana linda, obsequiou-nos hoje con, a. qujese guem_
O delegado coucentrava toda a torca nav recelo-
so de que o caitdill.o Vicente Ferre.ra de Paula a iova-
disse.emcumprmentodapromessaquc ll.e fiera em
,,; nr ..ii,. reeebido a U do crreme,
""oconunandante geral do corpo de polica acbava-.e
VESA, de Panda, fra substituido por ou-
tro. Suppunha-se que esta mudanca tivera 1 ugar por-
que o commandante do rcerldo destacamento nao Ina-
pirava ronlianca polica, por ser Pra'^?;, "inhado e
Corra que o lenenie-coronel Barro Silva, cunhado e
amigo iuU.no do coronel Jos Pedro, achava-se no
genho Pedrcz con. urna frca respcitavel, e se d.spunh.
para vir soccorrcMo, caso seja necessario.
ECHO DA REVOLUCAO FRANCEZA.
AVIS1LA.
Teacao5 do, deba es J, diclario, c a reforma eleitor.l:
ebx!grVa tambem que excrcito pre.tas^ juramento a
~FrciUMou convocar a. cmara, ^ntc. do fl.de
mio f o grito: a, arma. I echoou em todos os ngulo,
da kta* Annuuciara..e que o novo .ninl.tro. o prin-
cine 'rede, reunir as tropas e prometlra a el-rei que.
te fosse preciso, ellas lari.m fogo sobre o poro. Lita no-
ica accendeu o furor popular; a.2 hora, da ilarde a
mi tido p. ecipitou-se sobre o arsenal, e delle .e apode-
mu aoOJ de breve luta. ...
"leu hora depois, 6,000 homens, armados de espingar-
das espadas, machados, lancas e alabardas, marchavam
para'os pacos rcaes. Ao cliegareiu a praca dartbelra.
!iue era oceupada por varios batalboes de tropa de buha,
c anuns esquadies colracelros, os insurgentes rlseram
altofe grilla,: para .mpr. a rsp.W.c.! A tropa leve
ordem paraVom.nctte-lo, mas uao se moveu; e a corda
na aja
iafaflaahaiaal
CT-JB


de el-rr Luiz achava-se em perigo manifest; sonao
qund. o principe Cario, irmao de S. Magestade, pre-
clpltou-se entre a multidao armada, e prumetteu, 6b
sua palavra de honra, qae as cmara* seriara couvoca-
das para odia 16 de marco, < quc berdade da imprenta, e annuirla a todas as exigencias
do novo Esta declaracSo produzlo um effcllo.elcctrlco.
Os vivas ti repblica fraiu abafados pelos Ciras ao princeps
!?,' Povo restiluio as armas ao arsenal, edispersou
pacificamente.
Entretanto, nem por isso o mbvimento est acabado.
O partido liberal reclama a crearn de um congreno ge-
ral, cu mposto de deputados de todos os estados da Alle-
naiiha; organlsou-se una jietieao para este tim, e den-
tro de poucas horas se contavaui visite mil asslgnaturas.
KAIIAW.
Na inesmo dia em que era Munich se patsavam os
eventos que cima relatamos, a capital do ducado de
Nassaw tambera testcniunhava acontecimentos an-
logos,
liiimensa multidao reunra-se em frente do palacio
ducal, exigindo o curapritnento das promessas de 1815.
A tropa que guarneca a eidade passou-se para o povo,
e a duquesa viuva, mal do duque reinante, como nao II-
vesse ineios para resistir, apresentou-se varanda com
os seus filhos, reclamou a proteccao do povo, e promet-
teu-lhc que todas as suas exigencias irrisn satisfeita
pelo duque reinante, aspira que voltasse capital; co
ministro Von Oungern, mandou affisar a seguinte pro-
i^iaraac.o:
Fiel habitantes de Nassaw, o duque anda nao vol-
tou. Todava, nao hesito deelarar-vos que, pela inlnha
parte, concordo cora todas as vossas exigencias, sera res-
triocao alguma, c cstou firmemente convencido de que
u duque tambera concordar com ellas.
o Entretanto, S. A. Real, a duquesa e seu filho, o prin-
tipe Mcholas, o nico irmao do duque que se a,cha pre-
sente, se collocam soba vossa proteccao, e como penhor
e garanta destas promessas vos oll'erecein as sua pes-
oas. j
Se o duque nio quizer annuir vossas exigencias,
darei inmediatamente a minlia demisso.
Habitantes de Nassaw,sede fiis! Cidados, protege!
vossa eidade! Sede Allemes! Seje unidos!
Yon Dongein.
Para prova_de que concordamos em tudo e por ludo
cun a declai 11 ;m supra, tambera nos assignanios.
n Paulina, duquesa de Nassaw.
Nicolao de Nassaw.
Esta medida applacou a subir vacuo; e s quatrn horas
e mela da tarde, chegou o duque pelo caminlio de ferro,
e (inmediatamente appareccu varanda e prometteu ao
povo que liavia de cumprir todas as promessas.
No inesmo dia as tropas jurram obediencia consti-
tuico; e no dia immedalo, o duque reiterou as suas
promessas; illuininoii se a eidade ; iiiiprovlsou se urna
guarda nacional.
,2
Tranqullllsem-setodososcidadaes. Os di re i tos pes-
soaes e de propredade serao respriudos; reinara a or
dem, e, dentro em poucp, todos reassumiro as suas ov
cupaedes. O governo provisorio tomar a moderacao por
divisa; e saber* proteger o respeito devldo vontade
e aos (Ilcitos do novo.
O governo provisorio. Castello de Neuchatel 1 de
marco de 1848.
Em consecuencia desta revolufo Neuchatel te aclia
completamente separado da Prussia. he provavei que
Frederico Guilherme nao ha de procurar rehaver ulna
soberana,que era antes um encargo que um accrescimo
de fdrea para a Prussia; ese elle lentassefa/.e-lo, o go-
verno federal nao delxaria de oppr-se; e a Prussia te-
riadelutar cora todos os estados da repblica Helv-
tica.
COMMERCO.
4:417,191
Alfan ciega.
RENDIMRNTO DO DA 18 ..........
Descarregam hoje, 19 de abril.
Brigue Dervenl carvo queimado,
Hlate San-Joo fumo moldo.
Barca Commtreio-do-Rio pipas vaslas e rape".
Ilrigue Titialo barricas vasias-e sabio.
BrigueNovo-Vencedor mercaduras,
BrigueLauro dem.
GaleraScraphina dem.
Iliate Duvidoto barricas vasias.
Hha de Sumatra ; 90 dias, barca americana Grafton, de
340 toneladas, capitn Joltn 'Francia, cquipagem 15,
carga plinenta; ao cnsul. Veio receber orden e se-
gu para Boston.
Parahiba ; 5 dias, hiale hrasilelro 'J'res-lrmaos, de 21 to-
neladas, capito Joao Pereira da Silva, equipagenr 4,
carga toros e barricas vasias ; ao capito.
Macei ; 2 dias, galera Ingleza Emprcis, de 233 toneladas.
capito W. Maidon, equipagem 10, carga algodao ; a
Johnson PatertV ( ompanbia.
Angolla ; 28 da, brigue portuguez Sotn-Sucetito, de
167 tonelada, capilao Joo Maxlmiano Pitta, equipa-
geni 14, em lastro ; a Gabriel Antonio.
Navios sahidot no mesmo dia.
Rlo-de-Janelro; brigue brasileiro Coneelpde, captao
Pructiioso Jos* Pereira Dutra, carga assucar, ago'ar-
dente, sola e mal genero. Passagciros, Joao Alve
Guerra com sua familia e 2 escravos a entregar, Ma-
noel Bruno Alve de Cou to. Brasileiro.
dem ; patacho brasileiro anta-6Vus, capito Joaquim
Antonio Gonralves do Santos, carga assucar, ago'ar-
dente e sola.
Santa-Calharina ; patacho brasileiro Nova-Lu, capilao
Francisco de Paula Fonaeca, carga assucar e ago'ai-
dente.
Lisboa ; barqa portuguesa Tejo, capillo Silverlo Manoel
dos Res, carga assucar. Passageiros, Bento Jos" da
Silva Magalhaes, padre Manoel Garcia lleudes, Manoel
Paulino do Nasclmento com sua familia.
Falmouth ; patacho inglez Amicm, captao P. Weary,
carga assucar.

EDITA L.
FHAIVCFOHT SOBRE O MEIHI.
No inesmo dia :l de marco, o povo de Francfort api-
nlioou-sc nas mas da eidade, exigindo do senado da re
publica as concessues, claradas no seguinte mani-
fest:
u Supremo Senado.
A repblica substituto a monarchia n'mn paiz vizi-
nho do nosso: um sentiniento nico deve apoderar-ae
de todos os corar.es ailciiic : a necessidaiio de inan-
ter a concordia entre todo os estado da confederar.no,
afun de defendermus o nosxi solo nacional contra qual-
quer aggrcsso, que posia ser tentada contra ella. Re-
pulamos un dever sagrado a manifestaco deste geral
senliniento.
ti A liberdade he soque nos pode proporcionar sulli-
i eme frca para no defender, e exigimos as seguinte
garauiias:
1. A revogacao de todas asleis excepcionaes pro-
mulgadas desde 1819 para c.
- 3. Absoluta liberdade de iinprensa.
3." 0julgamenlo pelojury.
(. 4.* Ouc lodo o povo seja armado.
a 5.' Um parlamento geral de todos os povos alle-
mes.
ti.' Igualdadc civil, sera distiuccao de religiao.
a 7. O direilo de reunoes publicas.
a S. Urna amnista geral, e a plena restituirlo dos di-
retos polticos. *
O mesmo sagrado dever, assim como as Icis da jus-
to, i, nosobriga a chamar particularmente avossaatten-
c.o para as solemnes lijOes da historia. Nmhuma guerra
deaggretio contra a Franca, respeito a sua fama de go-
verno,
a Aquello que deseja liberdade deve rrspeitar a de
oulrem.
Nisso consiste as nossas reclama roes e as da nossa
patria coniinum.
iteqiuTcmos, portaoto, ao supremo senado que.
. seguindo o exemple de algn governo da confedera-
cao, no conceda o que exigimos; e se isto nao fr im-
inrdi.uamente pralicavel, esmere-se para acelerar a rea-
lisar.iu. >
Este manifest eslava assignado por 2,300 cidados;
r como o senado promcttrsse satisfaicr as exigencias do
povo, este dispersou-sc pacificamente.
Alguns dias depois o senado deu principio a realisa-
cao destas promessas, e baixou o seguinte decreto:
Artigo 1." A imprenta he lvre, e nunca sepoder
restabelecer a censura.
Art. 2.s As oll'ensas ou crimes commettidos pela im-
prensa, serao punidas de couformidade com as Icis rm
vigor. .
Art. 3." Qualquer livro mpresso trar os ames do
autor e do iinpressor, c qualquer gazeta, os noines do
impressor c do editor responsavel.
mncHATix.
Assim que se soube em Neuchatel dos acontecimentos
de l'ai-s, a pnpulaco sublevou-se ; expulsou a autori-
dades prussianas ; proclamou a repblica, e installou
um governo provisorio, composio do individuo se-
guate: Alexis Mane Piagot, presidente, Luis Brand
Staufter, L. Eduard Montandon, Georges Dubois, lieiiri
tii and Jean, Erliard Borel, Louis iandoi-Morlhier.
Kssa revoliico leve, lugar no dia I." demarco, c no
mesmo dia o governo provisorio enderecou ao povo de
Neuchatel a seguinte proclamara :
Charos concidadios! O povo de Neuchatel recon-
quistou, alinal, os seusdireitos, c de ora eludante j
jijo terciiios duaspatrias: lioje, 1." de marco, a bndei-
i.i federal treniulou sobre as torres do castello; uoine-
ou-se um governo provisorio; convucou-tc urna assein-
lilr.i nacional, e os habitantes de Neuchatel sao convi-
dados a se goveruareiii a si proprios, e diclarem a sua
constituicu. t
n Cada cidadno preste o seu apoto ao governo provi-
sorio, cojos Miembros teemcoutcicucia da responsabi-
lidade que assiiiu.rain. Elle taberao obrar com a ne-
cessaria cnergii; ciimprirao sera reserva todas a suas
obrigacoes, ee toruarao digno da generosa populara
que us escolbsra.
Quaudo os seus trabalbos cstivcreui concluidos, el-
les restituirao o poder ao verdadeiro soberauo, o po-
vo! FelU por ler contribuido para a iuaiiguracao de
urna uovu era de liberdade.
Cidados I Sdc unidos; esquecei-vos dessas di-
scaac mesquinlias, seja a prosperldade da nossa pa-
rla coinmum o nosso nico desejo.
IMPORTAGAO'.
Seraphina. galera inglez, vinda de Liverpool, en-
tcada no conente mez consignada Johnston Palor
iv (.'., manifeslou o seguinte:
Ucaixas fazendasdo algoJo, 15 ditas lindas tic
dilo ; a Adamson Howio & C.
10 caixas fazeml.'is do lindo, 93 ditas ditas de al-
godlo, 15 fardos ditas de dito, 1 dito ditas do ISa :
a RssellMellors&C.
2caixas sellins; a W. Smlth.
3 barris ago'ardento, 3 ditos vinho, 6 barricas e
7 caixas conservas, 6 caixas queijos, SboiOei psssas;
a J. Taylor.
30 fardos fazcmlas de'algodto, 70 duzias do ps,
390 Togarciros 1 bnrricu grades para os mesmo, 2
caixas e 30 barricas ferragens, 2 barricas ganchos,
2 ditas vidros, 25 gigos, 75 molos ditos o 1 cesto
lonrii, 1 va xa sellins, 1 dita eaixmbas para pilulas,
71 barris mantcigft, 5 caixas fa^endas do algoilflo,
1 cmbrulho panno, 93 barricas pertences para ditas,
7 ctnbrulhos arcos para ditas; a Johnston l'ater
&C.
118 taixas de ferro, I caixa 1 relogio;a S. P. Johns-
ton & C.
i caixa fazendas delinho; a Me. Calmont & C.
6 caixas fazendas de lindo ; a Jones Patn & C
1 caixa diversos objectos para botica; a V. Bravo
ftC.
18 barricas ferragens, 23 fardos fazendas de algo-
dSo, 3 caixas quincallierias 3 ditas ferragens, 1
di la nucas de piula, 2 ditas fazendas de algodSo;
G.Konewortdy & C.
15* barras de ferro, 1 caldeinlo de dito, 48 cha-
pas de dito, 21 barras de dito, 2 caixas ferragens, 2
barricas barra, 2 ditas cisco de carvfo, 2 saceos re-
fugo de algodiio, 2:000 lijlos; a J. Ridguiy 4 C.
12 fardos fazendas de algodo, 5 caixas ditas de
dito ; a Fox Brothers & C.
1 barrica ferragens; a Brender a Braudis & C.
9 fardos fazendas de algodlo, 8 caixas ditas de
dito; a II Gidson.
9 caixas cobre em folha, 2 barricas foldas de I'lan-
dres, 20 ditas cnxadns; a Silva Barroca.
10 fardos fazendas de algodao ; n F. Robilliard.
I fardo panno; a Dea no Youle & C.
11 fardos fazendas to algodlo ; a N. Iti'eder & C.
32 taixas do ferro, 1 caixa Ijvros; a I). W. Bow-
man.
1 caixa roupa ; a Mawson.
A caixas fazendas de algodao, 2 lardos lencos de
dilo, 3 caixas fezendas de lindo; a Stcwart.
3 caixas fazendas de algodao, 1 cmbruldo panno
de lila, 1 dito luvas ; a Rozas Braga & C.
C fardos fazendas, de algodao ; a l.aliKiine. Ilib-
bert.
20 fardos fazendos do algodlo, 90 presuntos, 1
gigo boiOes vasins, 2 cestos, 5 embrulhos diversos
objectos, 2 caixas queijos, 1 cesto ferragens, 1 cai-
xa clin nido, 1 dita esleirs, 1 dita soberanos: a.J.
Crabtrce & C.
CONSULADO GEBL.
RENIMENTO DO DIA 18.
Joo Xavier Carneiro da Cunha /dalgo cavalleiro da
casa imperial, cavalleiro da ordtm de Christo, e admi-
nistrador da mesa do consulado desta provincia, por
S. U, o Imperador, que eos guarde, etc.
Faz saber qno, no dia 22 do corrale, a urna hora
da larde, se hilo de arrematar em praca.no porta des-
la ruparticio, 2 embonos de sedro o 1 sacco com as-
sucar, apprchendido por uo trazorem guia das
Alagoas, pelo guarda desta mesa Diogo Baptista Fer-
nandes, a Amaro Jos Dias, mestre da canoa Santa-
Cruz, viuda do porto do Gamella: sendo a arrema-
tacflo livro de despegas ao arrematante.
Mesado consulado do Pernambuco, 19 de abril
de 1848.
O administrador,
Joa Xavier Carneiro da Cunha.
Dcclarayoes
eral .
Diversas
......
provincias
896,002
171,971
1:067,973
CU NSULA D PUV1NG1AL.
IIENDIMENTO DO DIA 18...........1:058,6*2
AI ovi ni culo do Porto.
Nario$ entrados no dia 18.
Para, Haranhao, Cear, Rio-Grande-do-Norte e Parahi-
ba ; 19 dia, e 9 horas do ultimo porto, vapor iirasi-
leiro Snn-Sebatio, de 300 toneladas, conimaudante o
primeiro lente A. Torre/.So, cquipagem 31. Passa-
geiros : para esta provincia, D. Izabel de Moracs .Sar-
niento com 1 cscravu, Tdouiaz de Almeida Antunes,
Domingos llenrique de Oliveira, Bento Jos le reir
Ponteiro, e 2 escravos a entregar ; para o sul, o sena-
dor padre Jos M. Alcncar com I escravo, r. Hcrcu-
lano Kerrelra Penna com 2 escravos,' Joao II. Figueire-
do Terinelro Aranha com 1 escravo, Dr. Francisco Jo-
s Fuado cotn 2 escravos, Dr. Antonio Borges Castel-
lo bianco com 1 escravo, Dr. Miguel Joaqulm Ayres
do Nascimento, Dr. Joao Fernandes Barros com sua
aenhora e2 escravos, Dr. Casimiro Jos de Morae Sar-
niento com 1 escravo, Dr. Marcos Antonio de Maccdo
com 1 escravo, Dr. padre I 'liorna/. Pompeo Soma Bra-
sil com 1 escravo, padre Carlos Augusto Peixuto de
Alcncar, padre Domingos Carlos Saboia, Dr. Ilene-
dicto Marques da Silva Acahuain, deputados; o coin-
missario Jos Germano Paz de Carvalho, D. Mara Mag-
dalena, Tlioina/. Augusto Pereira, Francisco Manoel
Gomes, 7 recrutas e 4 soldados.
As malas do vapor S.-Sebastidu com des-
tino aos portos do sul, fecham-se hoje,
19 do corren te, ao mcio-dia : as cor-
respondencias que vierem depois des-
sa hora, pagarSo porte duplo at urna hora da
tarde.
O arsenal de guerra compra 30 arrobas de la-
ti cm Icnces, 60 quintaes do chumbo em barras,
50 resmas do papel carluxinho o 400 meios de sola :
quem taes gneros tiverda meldor qualidado, e os
quizer fornecer, comprela na directora do mesmo
arsenal com a amostra e sua proposta, ao meio-dia
do dia 28 do crtente, com os seus ltimos' precos.
Arsenal de guerra, 17 de abril do 1848.
O escriptumr).
Os arm
dia 20, ficam transferidos para o din 22. as mesmas
horas. Arsenal de guerra, 17 do abril de 1848. O
escriptuiario, Francisco trafico d'Atsis Carvalho.
Avisos inaritiiiios.
Para Lisboa sade impreterivelmente, no dia 1.*
de maio o brigue brasileiro Veriato por ter o seu
carrcgamcnlo quasi completo : para o resto e pas-
sageiros, para o que oflerece bons commodos tra-
ta-se com o capito na praca ou com o consigna-
tario, Thomaz de Aquino Foiisecs, na ra do Viga-
rio, n. 19.
Para Lisboa, sahe impreterivelmente, no dia 2
dn maio o brigue portuguez Novo-Vencedor, por ter
a maior partedesua carga prompta : para o resloe
passageiros, para o quo offereco bons commodos,
trnta-so com o capit.lo na praca ou com o consig-
natario, Thomaz do Aquino Fonseca na ra do Vi-
gario, n. 19-
Para o Cear sahe em poneos dins a sumaca
Carlota, mestre Jos GoncalvcsSimas, por ler a car-
ga quasi prompta : para o restante o passageiros,
trata-se no ra da Cruz, n. 26, com Luiz Jos de S
Araujo,
Para o Rio-de-Janeiro segu, na presente sema-
na, o brigue nacional Despique : quem no mesmo
quizer ir do pnssBgem ou embarcar escravos trate
com Machado & l'inlieiro na ra da Cadela, n.
37.
-- Pam Liverpool sahe impreterivelmente a gote-
ra ingleza Sironl-l-'ish, capito I!. Creen, at o di
20 do correte mez, onerecendo para passageiros
as condecidas vanlagens de commodo e de superior
marcha da mesma cuidar cacio : os pretendenlQs tli-
rijam-so aos consignatarios, Me. Calmont & C.
Para o Itio-de-Janeiro sahe, com a maior bre-
vidado possivel, por ter parle do seu carregamcnlo
engajada, o barca nacional Commercio-do-Rio : quem
na mesma quizer carregar, embarcar escravos a fro-
to c ir do pnssagem, para o que lem asseiados com-
modos, dirija-so sos consignatarios, Novaos & Com-
pendia, ra do Trapiche, n. 34.
Vcndc-se o hiole San-Joo, chogado ltima-
mente da Babia : quem o pretender comprar, dirja-
se a loja de cabos, de Cnelano da Costa Moreira.
-- Precisaba de um| ama de leito, para criar um
menina de 2mezes : na ra do Collegio, n. 15,
A abaixo assignada tndo le intentar acejo !
divorcio contra o seu marido, Jos Manoel dos San
tos Vital, para o queja se acha devidamento den
sitada pelo ecclesiasco ; e tendo noticia do qua i
seu marido prelendettander alguns poucos niove0
c semoyentosquo possneo casal com dividas p|lai? |
tasticas, ou contrnttidas com lucros onormes u, [
oom o flm de a rcdtizir a miseria : avisa ao respeih1
vel publico que ningucm (*$a contrato algn cotn
mesmo sen marido a rspoito dos bens d"casi||
assim como ao mesmo temp roga que ningMl,n' |
se preste a coadjuvar as mas tnlencOes do dito Vii '
e protesta pela nulldado de qualquer contrato 0|!
divida figurada porque tudo he feitoem fraude d.
annunciante, e para cmprometter a ana meiac0
Francisca Maria das Ckagas, '
Os abaixo assignados, tendo aborto urna cirii I
que Ihes fura entregue com o nome do seu 1 ,.
cessor, o fallecido Sr. Antonio Jos do Amorim ; 1
ram que o seu con leudo nao diz reipeito ao fal;"
do : epor isso julgam que.he paro peatoa que resj I
de nesla eidade, com o mesmo nome : quera, boj, f
manda-la buscar ra da Cruz, n. 45, escriptori
dos annunciantea. Natcimnto & morim.
.-Perdeu-se urna carta dirigida por Manoel Feli*.
berto Marinho Falcflo a Antonio Jos ^Cornos : queni
a acdo, queira entregar na ra da Cruz, n. 64.
Precisa-so de-um menino do 12 a H annos : Mi
ra larga do Kozaro, n. 29. '
Roga-se ao Sr. estudante M. J. G. haja de m
pagar a contaque deve, na roa largado Rozario |
n. 29 de importancia do goneros : e se nao pai
nestesoilo dias, ver o seu nomo publicado por e
tonco.
O Sr. que hontem b a loja do
feriente-coronel Moraes, com uma cedti.l
la de toofooo rs. comprar bilhetesdi lo.
teria do hospital 1 edro II, queira dentro
do prazo de a4 .horas ir dita loja dis-J
fazer um engao que houve j do contra-]
rio ver o seu nome publicado por ex-
tenso ueste jornal, e fazer-se-ha patente I
a rasao do engao.
- A viuva ineiera, testamenteira e Inventaran!
dos bens que licaram por faliecimenlo de seu mu-1
rido, Joaquim Bernardo da Silva avisa ao respeiu-J
vel publico que ninguem compro nom fae> contr-
toalgum sobre a escrava Genoveva, criouia, de 24 I
annos, e seus filhos perlencontes ao casal da an-
nunciante, com Maria da lia le iiidnde da Invnneito ili
S -Cruz, moradora no Cacliang a quem frtra doa-
da pelo seu fallecido marido, contra a expressa tlis-1
poslco ila ord. liv. 4." tit 66.'A dita escrava sodre
qual pende emjuizo aceito de nullidado e revbga-
?ilo' daquolla doaq^o : o que annunctunle faz pu-
blico para ninguem encorra.de boa f nas ponas d
ord. liv. 4." til. 10 das vendas o allicacoes de cousas
litigiosas, 3 o 9.
--Precisa-se de uma preta captiva, para fazer o |
servicode urna casa : no Aterro-da-Boa-Vista, n. 3.
No dia 13 do corrente, em FOra-'de-Portas, ni
venda n. 92, edegando o patrflo da dita venda, de
fra, Iho participou o caixelro que linda reccuido I
um barril com touclnho, porque os negros lliedis-
>>.. c-rVi'*X'T.^! /-. *ain que. o patrilo de que manda va ; e como nio
transferidos pfra 'o d,a IHs' n^m.s ^^^K^,^
- Manoel Luiz da Veiga e mais derdeiros do finado
Manoel luiz ds Veiga proteslam opporcm-sea possa
do qualquer pessoa que se lembrarem de pedir era
aforamento a marind os terrenos alagados lie mu
propriedade pois leem justos ttulos da mesma la-
zonda nacional. Ksto protesto j se enlende coma
ptetencao do Sr. Antonio Jos de Almeida Pinto, quo
j reconheceu o dominio dos ditos alagados na pes-
soa do fallecido Veiga sendo como lie seu emphi-
leuto c bem remisso.
-Jos Joaquim da Silva Maya re l ira-se para fon
do imperio, a tratar do sua sade.
I'recisa-se do 400,000 rs. a juro, com hypolhe-
ca om uma casa terrea sita no (Joelhb, eu em ei-
crsvos : quem quizer dar annuncic.
~ A pessoa que, por engao, tirn uma cariado
correio, vindadosul no vapor/'irnamfitreflaa para
Joaquim Francisco dos Santos e Silva querendo
entregara seu verdadeiro dono ,'dirija-se a praca
da Independencia, loja n. 3.
. Joaquim Francisco dos Santos e Silva avisa ao
respeitavol publico, que por haver outro nome igual
ao seu de ora em dianto se asaignar Joaquim
Francisco dos Santos Muya.
-- Aluga-sea casa terrea da travesa da Vol, n.
6, propria para uma venda : a tratar na ra da Paz.,
nesta eidade, n. 42.
F1CURAS PARA PROCISSAO'.
As pessoas quo leem encommendado figuras tle |
scnturiOcs, profetas etc., no tdeatro, queram vir
ratificar suas encommendas, deixando signa!; sfim
de se llies nlo fallar, at qoarta-feira impreterivel-
ment.
-JosJoaquim Alfonso relira-separa o Porto,'
o deixa por seus bastantes procuradores Joo ap-
tista de Macedo, Antonio Ferreira o Jos Ferreiri
Marinho.
Precisa-se de um feitor queaaiba tratar do dor-
ia e enchertar : na Magdalena, estrada da ponte.
n. 78.
Perdeu-se no tija sexto-feira, 11 de abril, ni
Ssnta-Thereza, quaudo so acabou o aerolito, uma
caixa de tartaruga o dous lencos de tabaco : a pes-
soa que tiver adiado, querendo retituir a seu dono,
dirija-so ra Imperial, podara n. 37, quo ser
recompensada.
Francisco Carneiro da Silva mudou a >ua resi-
dencia para o pateo do Terco, n. II.
Offercce-seuma mullirr paraairuideleita, e ou-
tra para ama secca de urna casa ; slrs da nstriz t!s
Boa-Vista, loja n. 24.
---Jos Joaquim AtTonsq, com venda na eidade de
Avisos diversos.
Joaquim Soares Raposo da Cmara residente
na eidade do Natal faz sciente ao Sr. Jos Ignacio,..
do Brito, quo nesla dala revogou a procuracSo que f0,,?da, rz ver ao respctlrfvel publico que contrahio
Ido havia feito por outra nova em que contituio ociedado na mesma venda com seu caixeiro Joo
por seu procurador ao Sr. Domingos Heuriqucs Jo
Oliveira ;.e avisa por isso ao publico que ninguom
cuntate com o mencionado tirito nagocio ulgum,
quelite diga respeito. Kio-Craiule-do-Norte, 14de
abril de 1848. Joaquim Soaret (apoto da Cmara.
- Furturam, da casa do Atalude, na praca da Boa-
Vista 13, urna espevitadeira de piala com a com-
petente salvinlia a qual do de forma de urna canoa,
cotn qtialro pszinhnie uma grade de volla da oal-
vinlia : quem der noticia desta furto ao mesmo
Aladide, ser gratificado de seu trabaldu.
Na iravessa dos Martyrios, a. 6, se oll'eroce uma
ama com nimio bom e aovo leila.
apttsta de Macedo, o por isso todas as suas trait-
saccoes soriioftttasdedaixo dalirma de Alfonso &
Macedo, responsabilisanilo-se a nova firma pelos
deditos existentes contra a mesma casa.
Na ra do Burgos, podara |n. 31, precisa-se de
um pequeo de 12 a 14 annos de Idade, para caixeiro
da mesilla.
Rodrigo Jos de Abreu, subdito portuguaz, rc-
lira-se para forado imperio. ,
Precisa-so do um lioniem quB esleja "em cir-
cumsUncias de poder sentar praca por outra pessoa:
quem quizer comparecu no ra do Collegio, n. Hi
aum de lratar-se.


mmr
T
m"
LOTERA
Do Hospital Pedro II.
Os bilhetcs da qnarla quinta parte dcsta lotera
yicham-se a venda nos lugares ja. annunciados, e
brovemento se marear odia imprelerivel em qne
devem correr as rodas.
Aluga-su um escravo boni para tratar do eaval-
lo, o outro servigo mais : na ra do Santo-Amaro,
u. 3S .,
-t Q abaixo Bssignado tom-so resolvan, para
maior conveniencia das famlins principaes tiesta cit
dade, > r em um;|s pocts de casas particulares
pura tirar retratos; e roga as pessdas que quize-
rcm aproveitar-se dos seus servicos dcsta manelra,
que venham o maia prev possivel para fallar cora
elle sobre esto.respeito, ostando o din' marcado etw
qucelle lem de seguir viagein para a Baha.
Contina i tirar retratos na sua casa, ra da
Cadeia da Santo-Antonio, n. 26, nos domingos o
dias-santos, das 9 horas da mandila al as da tar-
de, e em qualquor outro da, das II da manha s 4
da tarde.
Carloi D. Freieritk;
Professor do daguerreotypo.
Prccfsa-se de preta*' que vendara pSo pagan-
do- vondagem : na ruado Burgos, (Fohe-do-Mat-
to) padrio que fo do Allemfio.
Precisa-so do um criado quo seja menor de 16
annos : a trotar com o director do cotlegio S.-Anto-
nio, ou com o scu irmfio, era Olinda, junio ao lltca-
tro, ou annuncio.
As pessoas que reccntemonle quizeram com-
prar a venda defronle da matriz da Uoa-Visla, n.
88,bom como oulros pretendontcs pdem tornar
a apparecerna mesma para tratarom qualquer ne-
gocio que convenha : advert ndo-a que so vendo
coiiios fundos que o comprador quizer, pois Se
desinancliou o trato qne a nniitos pretendentes se
dissetva cfTectuado : esla lioa rasno por que so
tornara a convidar.
MUDANCi
DA
FNDICAO
r
O'a vnn/J-
f->ti' anligo eslabeleci ment acaba de ser mudado
paraos niuito ospagosos edificios construidos de
proposit na cidade nova de S.-Amaro aondo exis-
ti'in Indas as proporges para a facturado qualquer
machlnismo, com u maior presteza e perfeiciio : c
para commodidade dos freguezes ser conservado
na ntiga casa, junto a igreja dos Inglezes, um es-
criptorio onde se recebcro todas as eucommendas
e ordens a respeito lendoa toda hora urna barca de
ferro empregada exclusivamente no transporto das
obras do escriptoro fundigfio.
Agencia de passapot les.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aierro-da-Bna-
Vista, n. 48, contlnuam-se a tirarpa.ssaporl.es tan-
to para dentro, como para fura do imperio; nssim
como dospacham-so escravos: tudo com brevidade.
AttencSo'!
Na loja da ra do Queimado, n. 30, de Jos Joa-
<]uitIi de Novaos, contina a haver um sortimenlo
de obras feitas ; chapeos de tolas as qualidades ;
ditos.para meninos e meninas; ricos chales de seda;
mantas de seda ; lencos do todas as qualidades ; c
oulros muitosbjeclos quo ha para vender.
Antonio Fcrreira Lima ombaica para fra da
provincia o sen escravo crioulo de nomo 4edro.
. llanovl d Cimba C.uiniares Fcrreira mudou
sua residencia para o hairro doReciic: quem livor
negocios com elle, procure-o na praga do Commer-
cio, todos os das.
teiTO'da.Boa-Vista, n. 16.
I'ummaleau, cnlileiro e ar-
meiro,
li'in a honra de participar ao respeila'vel publico
que recebeu de Frang, pelo ultimo navio, umsorti-
rr.enlo de armas francezas, espingardas, pistolas de
montara e de algibora superiores espoletas de
marca C; tudo quanto perteuce a cutilaria ; Tinas
navalhas, asquaes so garante; cstojos com todos os
seus perlences para liomein ; brides, esporas, chi-
cotes, bengalas, bandejas, potes de banna prepara-
ba para conservar o lustro lio ac e prahbir quo se
enferruje : tudo por prego commodo.
Precisarse de um moleque ou mesmo negro, das
5 horas da manhfla as 9 do dia : na padaria dama
Imperial, n. 37
Quem quizer dar roupa para lavar e engommar,
dirija-so atrs da matriz de Santo-Antonio, casa
terrea, n. 12.
Os abaixn assignadns fuzrm scienlo quo sepa-
raran! amigavelmenle a sociedade qne liveram na
padaria sita na ra do Burgos, n, 31, hairro do Reci-
fe, sob a firma de Mosquita & Lamas, fleando o dito
Sr. Lamas desoncrado de todas as dividas activase
passivas, por ter recebiilo o quo lile pertenec! de
lucros e fundos com que cntrou para dito eslahelcci-
iiieuto ; ouara constar fazeiuus.o piesenle annun-
cio.
Francisco Antonio Mtsquita.
Antonio Jonquim Lamas.
A parda Emilia que fo escrava da Sara. rsu-
la Apellinara dos Res declara que esta no foso ile
sua libe idade ululada por carta que Ih.i passou sua
dita senora : aja lansada em nota sendo que, por
aso, nlo pode ser despojado do goso e garantas que
por direito Hiocomnctom sera ser houvida o con-
vencida : o o presente annuncio faz, para que chc-
gue ao coiihecimcnlo das.auloridades o do Sr. An-
tonio Joaqtiim de Almeida Cuedes, quo dizcm a
pretende cscravisar.
E~ Existe urna pessfla que tcm Iivrcs as tardes e
3ue | de-sc ompregar em" qualquer servido, depois
as dnas horas al a noitc : quem de seu prest roo
se quizer tilsar annuncie.
Offerece-se um rapaz brasifeiro, quo tcm bqa
[leltra e pratlca do commercio para caixelro de.nl-
gumcscriplorio, ou cobranga o qual da fiador
sua conducta : quem do seu presumo se quizer uti-
lisar dinja-sc a ruado Cabug n. 5, loja de miu-
dezas, ou annuncio.
Compras.
"-'-.. ~i
Compram-seOrjcOes de Cicero em
porlugnez, 3 volames ; Arle potica de
Horacio, tradcelo do padre Thomaz Jo-
J de Aqnino; Obras de Virgilio, traduc-
efe litleraria ; na rna do Crespo, n. n.
Compra-se uma canoa era bom estado, que car-
reguo mil lijlos de alvenaria : na ra do Hospicio,
n. 5.
Compram-seduas rotulasde louro, ou do ama-
relio quo cStcjam em bom oslado e quo lonham
de 4 a 5 palmos de largura o 9 a 10 de altura: no
Alerro-da-Boa-Vista, n. 22.
Compra-so urna escrava que seja da bonita fi-^
gura, sem viejos : na ra Nova, n. 8.
Compram-se ps de larangeiras selectas de 6
palmos : no Aterro-da-Boa-Vista, n, 21.
-- Compra-se um casal de cachorros atravessados,
pequeos, para se criarcm e quo sejam de boa ra-
ga : no Aterro-da-Boa-Vista, n. 21.
Compra-so urna mulatinha* clara o de bonita
figura, que teiilia de ida.le 13 a 16 annos, que seja
recolhida, o sai ha cozer o engommar : advcrle-se
que he para'esta cidade, para dar-se a urna noiva :
quem a livor e quizer vender annuncie, ou dirija-
so a ra da Cadeia do Rccife, n. 32, quo so dir quem
a pretende.
Compra-so um diccionario inglcz : Tompson ;
Vigario ; Historia de Boma : lodos em bom estado :
atrs do lliealrovolho, armazem ns. 16 e 18.
Compra-se um sellim", nao sendo grande, e cora
pouco uso : na ra do Colovello venda n. 31.
mmoaan
Vendas.
Firmino Jos Flix da Bosa lem para vender
bar is com breu .de marca grande; bem como sal
de Lisboa em pequenbs e grandes partidas: os
pretendentes dirijam-se ao mesmo, ou no seu es-
criptoro da ra do Trapiche n. 44.
Vende-seoengenbo Timb, distante dcsta praga
4 legoaS,corrento c moente com agoa, do boa e regu-
lar produceflo, com a safra de 2,500 piles pouco mais
ou menos ou sera ella. Este engenho lio do consi-
dcravel importancia, nao s no presente como no
futuro, por conler mais de 4 lgoas do terreno co-
berto do maltas virgens o com capacidade de se le-
vantaren! engenbos d'agoa e do bostas. A tratar no
mesmo engenho ou no sobrado ao lado da cadeia,
n. 23.
Vende-sc um molcquo de 12 annos, bastante
sadio e robusto proprio para qualquer sorvico, che-
gado do Aracaly: na pracinha do Livramento,
n. 45.
\mm/,
DE6 PORTAS NV2
I Nesta loja vendem-so cortes de rambraia do
^icos pailrOes o tintas seguras a 3/, 3,500
Vcndc-se um moleque de 18 annos, de bonita
figura q milito bom copclro ; urna negra do elegan-
te figura, com habilidades; um preto de 20 a 25 an-
uos o 'de todo o servigo : no pateo da matriz de
Santo-Antonio, sobrado, o. 4.
Participase
aos fregueses do bom o barato, que se vendem cha-
les de balzurina, a 9,000 rs.; setim preto maco, a
2,200 rs.; cambraias de seda, a 10,000 rs.; chapeos
do sol, de aada, a 5,500 ; cortes de cambraa abar-
la, a 4,500 r,; pegas de bretanha de Fringa, a 3,500
rs.; chales de seda, a 10,000 rs.; ditos de Ifla e seda,
a 5,000 rs.; meias de seda prcta, para senhora, a
1,800 rs.; luvasde dita, a 600 rs; lcngos bordados,
para senhora, a 320 rs.; mantas de seda, a 8,500 rs.:
casimira prcta elstica, a 3,000 rs. ocovado; lspre-
tos, a 2,400 rs.; fazeuda du calca, a 240 rs. o cova-
do; chitas do coberta, a 200 rs. o covado, e a peca a
7,000 rs., e de cores fixas; cambraias de cOres li-
sas e padrOes modernos, a 640 rs. a vara; sarja
hespanhola, a 2,400 rs.; longos de seda de peip, a
2,000 rs.; camisas de meia, das melhores que appa-
recem no mercado, a 1,400 rs.; brim branco, de pu-
ro linh, a 1,400 rs. a vara;dito trancado pardo, de
lu lio, a (i'm rs. a vara; biros de todas as qualida-
des; merino; esguiflo fino; cambraias; cassas ; e
outras umitas fazendas, por procos mdicos, o sem
defeitos : franqueiam-se amostras aos compradores :
na ra do Queimado, u. 46, loja do MagalhBes e lr-
milo.
Na ra da Cruz do Recife,
ii. 55
beiro,
loja nova de'bar-
pa
e 4,000 is.
Vendem-se 8 escravos, sendo: 2 prctos pro-
prios para lodo o servigo, mogos; 3 prctas sendo
duas boas(|uitandeiras o a oulra de 18 annos de
Bacilo, o de bonita figura ; duas pardas, urna de 28
anuos c a nutra do 22 com algumas habilidades;
nina iniilaiinlia de 6 a 7 anuos : todos sem defeitos
ncm achaques : no puteo da S.-Ciuz, n. 14, se dir
quem vende.
lo ces da ultima moda.
Vcndcm-se mu lindos bonetes do palhinha, para
meninos da ultima moda do Pars, chegados na
barca Zilia ; bem como chapeos franeczes do mais
apurado goslo : na ra do Queimado, loja de cha-
peos, n. 38.
Vendem-se duas escravas sendo urna parda,
de 13 anuos, de muito linda figura, com algumas
habilidades; e urna de Angola, do 20 annos, que
cozinha bem coso e engomma : no becco do Saru-
patol, sobrado n. 12.
Vendem-se os mais ricos manteletes o capoli-
nhos, de seda nobreza edeblond, proprios prase-
los de igreja bailes ou passeios, o veos de fil pa-
ra cabega : na ra do Queimado, n. 39, loja do Gus-
mfio Jnior tlrmio.
Vcnde-se urna linda escrava, crioula, de 22 an-
nos, com principi-. de engommado e de cozinha,
piopria para todo o servigo eque he do boa conducta:
na ruucstreila do Bozario, 1. andar, n. 31.
FARLUNOVO,
a 4?>00 rs.
Saccas grandes de 3 arrobas com farelos: no a rma-
zom de J. J. Tasso Jnior, na ra do Amorim, n. 35.
Vendem-se saccas de farinha, ditas de arroz pi-
lado, ditas ile milho ditas de fe jilo : na ruada
Cadeia do Recife, n. 8.
-'- No Fasseio-Hiiblico, hija de uina
s porta, parede e meia a fabrica de ch-
peos de sol vende-se uina ponteo de
chapeos de sol, de seda de .armaco de
ac os mais lino* e mais modernos que
leem vin-Jo de l'aris, pelo diminuto pre-
co de 5,f>oo rs. cada um. Na mesma ra ,
U. iq tamliem vendem-se os mesmos
cliapos de sol pelo mesmo proco. Es-
pera-s a concurrencia dos freguezes,
pela boa qnalidade do chapeos.
vendem-se c alugam-se as verdadeiras bichas ham-
burguezas, por prego mais barato do quo em outra
qualquer parte, e lambem se vfio applicar qual-
quer hora do dia ou da noite, para commodidade
dos pretendentes.
Cbeguemanlcsquc se acaben)
Vcndcm-se ptimos c bellos lcngos de cambraa
de verdadeiro linho circulados de bico, proprios
para os actos da semana-santa, a 4,000 o 5,000 rs. :
na loja de miudezasde Joaqum Henrqucs da Sil-
va ao p do arco do S.-Antonio.
Cheguem !!!
Os riquissimos cbaplinhos com enfeites muito
ricos, para meninos, proprios para os das santos
da l'ascoa : na ra do Queimado, loja de miudezas,
n. 24.
Vendem-se tres lindos moloques de 16 a 20 an-
nos; tres pretos, sendo um ptimo sapateiro, e os
oulros proprios para todo o sorvigo ; dous pardos
de 16 a 24'annos, sendo um dclles bom carreiro ;
urna mulatinbae urna negrinha do 13 annos; tima
negrinba de 10 annos, cora principios de habilida-
des; 3 prctas de 20 a 25 annos entre as quaes al-
gumas com habilidades; urna preta de idade, por
180,000 rs. : na ra do Collegio, n. 3, segundo an-
dar, se.pr quem vende.
Estanto em verguinhas.
Vende-sc cstanhb em vorgunbas, por prego mui-
to commodo : cm casa do James Ryder & Compa-
nhia na ra da Cadeia, n. 48.
Vende-so, por prego commodo, um apparelbo
de prata de lei, para cha conlendo bule, Iciteira ,
ljella oassucarero : lambem se vende una escrva-
ninlia obia do Lisboa : na ra do Trapiche n. 44.
Vcnde-se um jogo de diccionarios franeczes pa-
ra poi tuguez e portuguez para francez por Fonse-
cal ediglodo 1839 : no Aterro-da-Boa-Vista n.84.
Vcnde-se superior sobo refinado, proprio para
fabricas de velas do carnauba no armazem do carne
secca, por liaixo do sobrado pintado do encarnado,
no trapiche do Ramos.
Cilas prctas assetinadas.
Vendem-se superiores chitas prctas assetinadas,
muito acreditadas pela suu qualidade, a 240 rs. o co-
vado : na Toja da ra do Collegio, n. 1.
Vendo-se por 150,000 rs. um preto do 40 a 50
annos, bastante forte, c que cntende de todo, o ser-
vigo decampo, por issoquo nelle tcm [sempre sido
empregado : quom o pretender dirija-sc venda
do Sr. Nicolao na esquina do Mundo-Novo, das 9
horas cm diantc.
Vendem-so todos os utensilios do urna ofliclna
de ourives, caixOcs de trabalho, ferramentas, mol-
des, etc : na ra cstreita do Rozario, u. 19.
Vcnde-se um carro do 4 rodas cm meio uso ,
com urna boa parclha de cavallos: na ra da Sen-
zalla-Nova, n. 42.
rTMipi' DE FERRO.
Na fabrica de M. Callum & Cbmpanhia engo-
nheiros machinistas e fundidores de ferro, na ra
do Brum, no Recife, contina haver um grande sor-
ti ment de laxas paraengenhos e moendas de can-
ua de todos os tamaitos o dos modelos os mais
modernos e approvados. Na mesma fabrica conli-
na-se a construir de encommenda machinas do
vapor, rodas d'agoa, rodas dentadasc lodosos mais
objectos de machinismo com a perfeigfloj conhe-
cida, por prego corfimodo.
JOUFROY E LIZ TEIXF.IRA.
Vende-so um excmplar do Direito natural, por
Joufroy e outra de Liz Texeira curso do direito
civil : na praga da Independencia, loja de encader-
nagilo n. 10.
Vende-se um mulatinho de 8 a lo
annos : na ra do Cabug, loja de miu-
dezas- doGuiniaraes.
--Vendem-se 3 mulatinhasrecolhidas, de 14 an-
nos com principios de costura e engommado; um
escravo ptimo cozinheiro: um moleque de 16 an-
nos; 5 escravas mogas, com varas habilidades : na
ra Dircila, n. 3.
Vende-se urna preta, que sabe muito bem coser,
e muito melhor engommar : na rtiade Apollo, n. 15.
Vende-se urna porgilodc coolhos brancos o gran-
des: no Alerro-da-Boa-Vista, n.ai.
Na loj t do nicho, ha pechin-
chas novas, para a l'ascoa
Na esquina do Livramento loja do nicho, ven-
dem-se cortes de cassis fins e de cores fixas, a 3/
3,500 e 4,000 r*.
j___________________-.-. ._________~-~ T
Vendam-se duamolatinhas, urna de 25 annoa,
de bonita figura quo cozinha, cose e faz todo o ser-
vico da una casa e a outra de 6 aono, muito lin-
da figura, propra para edgear-se : na ra do Hos-
picio, n. 42. .
Vendem-se 3 escravos sendo: uro u# naoao, a
25 annos', proprio para todo o servco ; uma criou-
la de 82 annos, que engomma, cose chao, cozinha e
lava de sabflo ; uma dita da mesma idade, que co-
zinha lava e vende na ra : na ra das Cruzo, o. 22,
segundo andar.
MEDICINA UNIVERSAL,
Pilulas vegetaes de James
Morison.
A medicina vegetal universal heo reaultado de 80
annos de investigados do clebre James Morison.
Por meio destas pilulas consegio scu autor inn-
meras eadmlraveia curas desde as affecgrtes quo
atacam as criancas do pcito at as molestias chroni-
cas do anciHo.
A Europa saudou este remedio como remedio uni-
versal para todas as doongas, e at boje anda nUo
fo desmentido tal titulo.
Esta medicina vom acompanhada da uma receita
que ensina o lacillita a sua applicaglo. Consiste em
tres preparacOes, a saber duas qualidades da pilu-
las distinctas por nmeros, o um p : cada qual goza
de modos e aeges diversas.
As pilulas n. 1 so aperilivas ; purgam sem abalo
os humores biliosos e vlcoso, e os expulsara com
cfflcacia.
As don. 2 expulsara com esses humores, [igual-
mente com grande torga os humores serosos, acres
e ptridos, de que o sangue se aoha a miudo infecta-
do ; percorrom todas as parles do corpo, eso ces-
sam de obrar quando teem expulsado todas as im-
purezas.
A terceira preparaeflo consiste em uma limonada
vegetal sedativa : he apurativa temperante e ado-
gante-: torna-se cm commum com as pilulas e facil-
lita-lhesos melhores efieitos.
A posigfio social do Sr. Morison, a sua fortuna in-
depondente, repellom toda a ideia do charlatanis-
mo ; e as admiraveis curas, operadas com o sed
systcma no collegio de saide de Londres, g3o mais
que garantes da efllcscia do seu remedio.
Recommendn-se esta medicina, que no pede nem,
resguardo de tempo, nem do posigfio da parte do
docnte a todos os que, atacados de molestias jul-
gadas incuraveis, se quizerem descuajar da sua
virtude.
Oxal que a huinanidndo feche os ouvidos aos in-
leressados em desacreditar estes remedios tilo sim-
ules l fio com modos e l.in verdadeiros.
Vende-se.smenlo cm casa do nico e verdadeiro
agente.J O. Elster, na roa da Cadcia-Vclha, n. 29,
Veiido-se assucar refinado em piles de 10 a II
libras : na ra do Trapiche-Novo, n. 22, armazem
de Hcbrard & Companhia.
Historia universal,
publicagiio nova do Rio-de-Janeiro 5 v., com mu-
tas estampas finas : vonde-so na livraria da esquina
do Collegio.
SAI.SA-PABR1LHA DE SANDS.
F.ste encllenle remedio cura todas as enfermi-
ddes, as quaes silo originadas pela impureza do
sangue, ou do systema ; a saber :
Escrfulas rheumatismo erupgOes cutneas,
hreluit lias na cara, homorrhodes, doencas chroni-
cas, breblhas, bertoeija, tinha, incliagtes, dores
nos ossos e jnntas, olear, doencas venreas, citica,
enfermidades que atacam polo grande uso do mer-
curio, hidropesa expostos a uma vida extrava-
gante- Assim como chronicas desordena da cons-
tituigio serio curadas por esta t5o ulil appro-
vada medicina.
O extracto seguinte he do uma carta recebida do
Sr. Maco, pois sua mullter foi atacada de escrfu-
las no nariz, das quaes os melhores doutores cm
franca a nao podorilo tratar.
I Rennes, departamento de lile e Vilain.
j Franga,julhol7de 1844.
Sis. Sandi. A salsa-parrlha mandada por Vm.
foi recebida com a maior satisfacJIo possivel, miaba
mulhera tomou, eem pouco tempo se acbou me-
ntor; pelos grandes beneficios que recebeu desta
medicina, a considera como uma das melhores me-
dicinas do mundo para laes doencas pois dou-
tores do alta sabedoria nunca a poderam tratar. H-
nha mulher a contina a tomar at se achar In-
leiramente boa. Por favor nos quera obsequiar com
algumas garrafas o mais depressa possivel. Srs.,
nos teremos o gosto de fazer conhecer a sua medi-
cina entre os nossos amigos, assim como entre o
povo: semduvida ser usada aqu, bem comoeoz
todo o mundo como efilcaz medicina para alliviar
e tratar o corpo humano.Tenho a honra de ser o
mais attento venerador.
/. Mtee.
N.1, rueLousPbilippe.
I Legaglo dos Estados-Unidos,
i Berln, Prussia, abril 8 de 1846.
Sr$. A. B.& D. Sands. Srs., tendo-se a sua sal-
sa-parrlha usado nesta cidado, com grande effeito,
em casos mu severos de escrfulas, me pedem tres
duzias de garrafas da sua medicina as quaes as es-
pero sem falta que para isso remeti o pagamen-
to. Espero que Vms. liquem de loda a certeza que
a composigfio de salsa-parrlha he uma das melho-
res medicinas do mundo, assim como se vai in-
troduzindo muitoentreopovo Sou o mais aliento.
Thtodort S. Fay.
Proparada e vendida por junto e a retalho, assim
como se exporta por A. B. V. D. Sands, chimicoe>
droguistas, n. 100, Fulton-Street, esquina de Wil-
liam, New-York.
Vende-so na botica do agente, Viconlo Jos de
Brito, na ra da Cadeia-Velha, n. 61.
Vende-se o sobrado n. 7 na travessa da Madre-
le-Dcos, de dous andares e sntio com varandas
do ferro a tratar na ra da Cruz, n. 50.
AGENCIA DA FNDICAO' DE LOW-MOOR.
Na ra do.Senzalla-Nova n. 42, contina haver
um completo sorli ment de moendas e machinas da
vapor, para engenho de assucar : bem como laxas
de ferro balido e coado do lodos os lmannos i lu-
do por prego commodo.
Vendem-se relogios de ouro, |patenle inglez :
na ra da Senzalla-Nova, n. 43.
Vende-se panno dealgodSo da Ierra, da mais
superior qualidade ; na ra Crespo, n. 33.
^ttitftoazriSOktM


Tpr-
Vendem-85 3 conloes grossos de ou-
r, com o peso de 26 a 3o oitavas C3da
um sem leiiio ; um par de casticaes de
prata, novos ; na ra do Rangel,'n. 46.
CALCADO.
Veidem-se borzeguios muito finos ,
para senhora ; sapatos de lustro ; ditos
de marroquim e duraqne, par senhora ;
ditos de marroquim, d.naque e de lustro,
para meninas y um completo sortimento
de sapalinhos de colchetes, de lustro e
de inarroquim, para meninos : tudo ene-
jado uestes ltimos navios na ra da
Cadeia do Recife, n. 35.
-Vendem-so postilias da analyse de constiluicSo
para o segundo anno da academia de Olinda ; ditas
do dneito publico para o primeiro anno : na ra da
Maiirc-dc-eos, loja n. 36.
A S#400 rs.
Vendem-se cortes de cassas do cores, pannos li-
nos do tintas ixas, pelo barato prego do sete pata-
cas e meia no corto, sondo de sete varas ; assim co-
mo um bom sortjmento do fazendas, quo so vendem
atacado o retalbo pelos mais commodos procos;
cortes de fustflo, a jfi*o, 800 o 1,120 rs., de boa
qualidade; chitas ^ks, a MO, 150, 160,180 e 200
rs. no covado ; climas superiores, a 220 e 240 rs. ao
cuvado ; ditas em peca, a 5,200, 5,500, 6.000, 6,400
e 7,000 ipis; madapolOes boas, a 3,000, 3,200,
3,000, 3,800 o 4,000 rs. ; ditos superiores, de 4,500 a
5,500 rs a peca ; e outras militas fazeridas que serilo
patentes aos freguezes : na ra da Cadeia, loja n.
50, de Cunha & Amorim.
Vende-so ,ou aluga-seum escrnvo de naciJo :
na rtia da Cadeia de S.-Antojnio, n. 21.
]Va loja de Haya Ramos # C.,
na roa Nova, n.6.
vendem-se reos veos do seda preta dos mais mo-
denos que prescniemenio a por pruai muito ra-
soavl; meias do soda para senhora, bastante els-
ticas e de boa qualidade; luvas de seda preta e
decores, para senhora ; ditas de pellica, para senho-
ru, curtasecompridas estasenfeitadase cada par
em sna calxinha polo mdico pieco de 3,000 rs.;
loncos do setim preto para grvala ; ditos de coros
bicos pretos de seda que imitam aos de blondo ;
ditosbrancosda mesma qualidade; guarnieses do
lloros para vestido .lo noivas ; lindas capellas com
os seus competentes ramos para o peito ; chapeos de
palha da Italia para senhora os mais linos quo ha
nesto genero; lan!ern coa ps do vidru, casquinha
e bronzeados, por muito baixo preco; jarros com
llores artilicines, para ornamentos de salas ; chapeos
deso para senhora ; ditos para homem pretos e
furtu-cores ; chapos de palha para meninos; di-
tos de massa franceza, para homem; candeiros para
molo de sala com globos, ingleza ; sapatos de
lustro para senhora ; borzeguins para senhora ; sa-
patos do setim branco ; ditos do damasco, branco
e ilo cores; silhOes] com assenlo de couro do porco,
camurgaede velludo bordaJo; luvas do pellica
muito novas, para homem, a 1,000 rs. o par.
FREGUEZlA.
t=5" No paleo do Terco, venda n. 7,
vende -se farinha de nraruta, muito su-
perior propria para bolachinha a aoo
rs. a libra,
Vcnde-se um bonito pardo mnito
humilde orte e sadio,'e que he pti-
mo marinheiro; um dito de ?3 annos, de
bonita figura sem \ icios nem achaques ,
<> que he ptimo para pngem ; dous mu-
Jalinhos,. um de la annos e o outro de
lo bons psranprenderem algum oflicio ;
um moleque de 8 tnn >s ; urna linda mo-
ler de 15 annos ; urna bonita escrava de
jo anuos, que engomna, cose e cozinha;
um pardo muito barato, por estar moles'
su pur mu
JL
quena dentro do mesmo sitio oom bons parreiraes
e muitas fruleirasde boas qualidades todas novas
o ja dando fruto com um grande vivelro no lundo :
na ra Direita, n. 135, loja d cera ondo se far
qualquer dos negocios, por seu dono tr do retirar-
so por molestia.
Vendem-se chapos ltimamente chegados
do Franca, para meninos, dnmelhor goslo
quo tem apparecido no mercado pela ga-
lantera com quo estAo. enfeitados; chapos de cas-
tor branco, com pello e sem ello de- 8,500 a 5,0oo
rs.; ditos de massa pretos o de todax as qualida-
des de 2,400 rs. para cima : na ra do*Queimado ,
n. 22, fabrica de chapos.de Domingos Erancisco Ita-
malho. Na mesma fabrica se recebem encorameculns
para qualquer obra perteocento a chapeloiro. .
CbegueK,fregaezes, antes que
se acabem aspe-chinchas do
baraleiro Manoel Joaquim
Pascoal Ramos, no Passeio-
Publeo, n. 19.
vara : esta fzenda lie melbor do que a bretanha de
Irlanda, da mesma largura.quo ltimamente so ven-
deu bosta mesma loja por sor do puro linho : na
ra do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
A 400 rs. o par.
Na loja de Gulmarfles 6c Companhia, confronte ao
arco de S.-Antonio n. 5,,vendem-se m.eias do seda
preta curtas, pelo barato preco de 400 rs. o par.
Milho.
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes da
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
Cambraia para cortinados e
, mosquiteros.
Vondem-se superiores cambraias de ramagens o
mais fino e de sublime gosto quo tee'm apparecido,
dar cortinadose mosquiteros, pela barato preco
pe 1,000 o 1,200 ra. a vara : na ra do Collegio, loja
nova da estrella,". 1.
- Vendem-se ancorctas de
servente de podreiro oo para olaria, e mesmo nr,
pastorar animaos : na ra estreita do Rozario vi.nl
n. 1.
diversos tamanhos, com vinho da
Vladcira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade: no escriptorio de
Oliveira Irmos & C, na ra da
Vendem-se chitas muito finas, a 120, 140 ,160 ,
200, 240 e 300 rs. o covado. o a peca a 4,500, 5,500,
6,000, 7,000, 8,000 e 10,500 rs. ; cassa-chita, a 1,92o
rs.;.ditas finas, a 2,500 rs. lencos de seda a 1/
rs. ; ditos para grvala a 400 rS. ; esgui.lo, a 2,000
rs. ; panno lino a 4,500, 5,000 e 5,500 rs. ; dito
azul, a 4,000 rs. ; madapolfto de todas as qualidades,
a 3,000, 3,200, 3.500, 4,000, 4,500 e 5,003 rs. ; algo- C.Vll7 n 9
irniA | *-* /.
Veiule-sc, por muito commodo proco, urna ca-
noa de conduzir agoa que depois de aborta servir
para aterres: urna balanca grande, com braco e pe-
sos; urna masseira do amarollo com alguns per-
toncesde nadara ; um relogio de parode com cal-
ta de maileira :
dito, a 2,000 rs. a pega ; sarja hespanhola, a 2,000,
2,300 e 2,500 rs.; ricos riscudos francezes, a 200 rs.;
corles de lila para calcas a 2,500 rs.; ditos de ca-
simira a 6,000 rs.; chales de lila linos a 2.400
rs.; ditos de tarlatana a-500 e 800 rs.; ditos do
melirn a 1,000,1,200 o 1,280 rs. ; pello do diado a
200 rs. ; gravatas de cassa, a 200 rs.; chapos de
sol, de seda do molhor goslo quo tem apparecido,
a 5,500 rs.
Vendem-se chapeos de superior
castor, brancose pretos, por preco
mu'lo'barato : na ra do Crespo, n. n,
Josc Joaquim da Silva Maya.
o,ovu >s
na ra Nova, loja n. 33.
lo; um pieto bom trabalhador da enxa-
da ; urna preta de meia idade, que se
vende por todo o preco, por estar emper-
rada : na ruadas Larangeiras, n, 14, se-
gundo andar.
Esto jos com duas naviilhas in-
gleza s, para barba,
fabricada pelo melbor autor, cliegadas no Ultimo
navio de Inglaterra por 2,000 rs,. cada estojo. F.s-
tas rtavnlhas silo garantidas, porque nlossc tro-
camas quo poiventura nflo saiam boas, como tam-
ben se restitue o seu importe quando o compra-
dor por acaso se nio agrade do nenhuma dellas,
depois de experimenta-lus, isto estando sem forru-
gem e bem tratadas : vendem-so na ra largit do
Hozarlo, loja de miudezas do Lody, n. 35.
Novos gambredes.
Vendem-se cortes de calcas da exccllenle o supe-
rior l'azenda denominada gamhre.lo, pelo barato
proco de 1,800 rs. o corte: esta fazenda tanto em
gosto como em qualidade, rivalsa com as meiho-
res casimiras : na ra do Collegio, nova loja da es-
trella, n 1.
- Vendem-se accoes da ex-
mela companhia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de -
iiveira irmos & C, ra da Cruz,
n. 9.
Vende-so urna preta de 18 anuos, de elegante
figura, que coziuha o diario de urna casa, lava o en-
gomma liso: oa ruado Amorim, n. 13, segundo
and-r. -
Vende-se, ou arrendarse um grande sitio na ra
Imperial, com duas moradas de casas, urna para
grande familia, na frente, da ra ,eoulra mais pe-
Brins trancados de listras e
quadros.
Vondem-se superiores cortes de brim trancado.de
listras c quadros, para caigas, de lindos goslos e
Jo 'oa qualidado pelo preco de 2,000 rs. o corte :
na .11a do Collegio, loja nova da estrella n. 1.
Casimira elstica, a 7*2(9 rs. o
covado. .
Na loja da esquina que volta para a ra do Colle-
gio n. 5, vende-so casimira elstica de lila o algo-
do de luidos padrOcs e muito encorpada pelo
barato prego do 720 rs. o covado, e quo se torna
recominendavel para a ostagflo presente.
Hcos tapetes
para ornar salas, mesas, candeiros, lanteruas, cas-
tigaos e campanillas, redondos, quadrados o trian-
gulares bordados o de oleado com lindas franjas
de 13a de todas as cores; luvas do torca I, propnas
para a Quaresma, ao ultimo gosto do Paris, pretas o
brancas com dedos e sem ellos, a 1,600 is. o par;
alpaca do linho, a 640 e 800 rs. o covado : na ra do
Qucimado, 11. 27, novo armazem do fazendas, de
Raymundo Carlos Leite.
A 3^600 rs. o covado.
Vend-se merino preto de 7 palmos de largura ,
pelo barato preco de 1,600 rs. o covado : na loja da
esquina que volta paran ra do Collegio, n. 5, de
Guimaics & Companbid.
Casimiras elsticas, a 640
rs. o covado.
Vendem-se casimiras clsticas do lila e algodilo ,
pelo diminuto prego de 640 rs. o covado : esta fazen-
da lorna-se muito recommcndavel para n estag.lo
presento por ser muito encorpada o os sous pa-
drOes o meltior possivel: na'ra do Collegio, loja
nova da estrella, n. I.
--Vendem-se pegas de chitas limpas escuras o
muito cncorpadas, a 4,800 rs.', o a seis vintcns o
covado ; ditas cor de rosa, muito bonitas c de bons
pannos a 5,500 rs., e a meia pataca a retalho : na
ra estreita do Rozario n. 10, lerceiro andar.
Sarja hespanhola
No novo armazem de fazendas, de Raymundo Car-
los Leite, na ra do Queimado, n. 27, ha chegado
um ptimo sortimonto da verdadeira sarja hespa-
nhola, a 3,200 rs. o covado ; tambem ha do 2,'200,
2,500, 2,800 o 3,000 rs.; panno fino, prova do li-
mito, a 3,800, 5,000, 7,000,8,000, 9,000 e 10,000 i S. ;
chapeos francezes linos, do ultimo goslo de l'ai is,
com aba inaior, conforme a nova moda, a 7,000 e
8,000 rs. .Veste armazem lambem se. vendem fazen-
das por atacado b mais barato possivel.
Lotera do Rio-de-
Janetro.
Venu-Bc t rest de biiimies o meios dos da
14.' lotera a beneficio do monto-po, sendo os bi-
Ihetes a 22,000 rs. o os meios a 11,000 rs. : na ra da
Cadeia, loja de cambio n. 38, de.Manoel Comes.
Vinhode Bordcaux.
DEPOSITO
NA RA DA CRUZ, N. 20.
Vende-se um diccionario de inglez para por-
tugus proprio para aprender a liogoa ingleza ; um
dilodo francez para porluguez: tudo por barato
prego : na ra da Cadeia do Recifo, loja de JoSo Jo-
s de Carvalho Mora es.
Vende-se, por prego muilo commodo, urna
bomba de ferro; muilo bem feita e com diferen-
tes utensilios de sobressallente: na ra Nova, lo-
ja n. 33.
Cal virgen?,
Cunha & Amorim vendem ancoras com 4 arrobas de
cal virgem vinda no ultimo navio de Lisboa as-
sevorando|ior de superior qualidade, por j se ter
experimentado : na ra da Cadeia do Recite, n. 50.
R seados monstros.
Vendem-se riscadns francezes, a 320 rs. o cova-
do de vara do largura e os seus padres o cuali-
dades sflo os melhorcs que se pdem desojar: na
ra do Collegio, loja nova dajestrella, n. f.
Pannos finos.
Vendem-se superiores pannos Tinos, prova de li-
mito azul, a 3,000 rs. o covado ; ditos pretos j
bem condecidos pela sua barateza o qualidade, a
4,500, 5,000, 6,000, 6,500 e 7,000 m. o covado ; casi-
mira preta de boa qualidade, a 6,000 rs.* o corte;
dita limisto, de largura de panno, de superior qua-
lidade o mais fino que ha a 11,000 o 12,000 rs. o
corte : na ra do Collegio loja nova do estrella ,
n 1.
Rozario, venda
Vende-se um moleque muito esporto e bonito
de 10annos; urna negrinhade 10annos, mujto |n'
da, propria para se educar por ser muito esoert
na ra de S.-Rita, 44. Bi
Vendem-so bichas de muito boa qualfdajn
e muilo em conta : tambem se vendem olhos do t
polho, a mil rs. cada rento, proprio para *e^plan-
rarem : na ra da I.ingota, venda n. 8, de Manoel
Concalves Pereira.
Vende-se, ou trocarse urna burra de ferro, p.
quena propria para qualquer repartigiio ou' ir-
mandade, por ter tres chavea: na praga da inde-
pendencia ns. 6 o 8, se dir quem troc, ou vende'
Potassa e cal virgem,
Vende-se muito superior potassa, a
poucos dias desembarcada, e cal .de Lia.
boa : no armazem de Bailar & Oliveira
na ra da Cadeia no Recife, n. i?.
-- Vendem-se, na loja de
Francisco Joaquim Ihiarte,
na ruado Calxig, n. i G, lencos do gar-
, de lindos padroes, a i ,ooo rs. ; ditos
de seda para gravatas pretos e de cores;
luvas de seda, curtas e compridas para
senhora ; ditas de pellica, bordadas e |.
sas : bengalinas (as, a 3 >o rs. ; e ou-
tras muitas miudezas de boto gosto, por
muito barato preco.
Vende-se, para fra da provincia, um escrnvo
pardo de 30 annos pouco mais ou-monos, aadio, da
boa figura, bom carreiro e cargueiro e que he ha.- ,
bil para todo o servigo do ongenho e mesmo para
pagom : na ra do Collegio, n. 23, a.fallar com Jos
Antonio de Souva Machado.
Vende-se um 'escravo do 25 annos, proprio
para todo o servigo: na rua da Moda, n 11.
-Vonde-se a bem conheeid* venda- de Karana.
das Calgadas-Altas, com poucos fundos : a tratar ni
mesma venda, das 6 as 9 horas da manba.
Vende-se urna cama de casal, feita em Lisboa.
com eolchOes, ou sem clles : dofronte do qusrtcj di "
polica n. 11.
Vende-se um grande e bonito cavallo mellado,
ardigd o bom andador sobre a rodeas de pisso a es-
quipar de rodea sola : na rua do Queimado, n. 30.
-- Vende-se um guarda-livros de amarello, com
commoda em muilo bom estado por barato pre-
go : no paleo do Carmo, n. 17.
Vendem-se chapeos pre.
tos francezes; veos pretos: borzeguins para senho-
ra ; luvas de seda o do pellica, para homem o se-
nhora ; leques guarnecidos com permasde marab ;
e outros mu tos objectos proprios para a Qufesma:
ludo de superior qualidade e a pregos rasoaveis: na
rua do Cabug, loja franceza, junto a botica, de Ma-
nuel l'inleiro do Mendonga.
Vende-se a armagSo o utensilios da venda da
rua da Cruz, n 66 : a tratar com Miguel Joaquim
da Costa na rua da Senzalla-Nova, n. 4.
Escravos Fgidos.
Sarja mais barata nao he
possivel.
Vendc-so superior sarja preta hespanhola pe-
lo barato prego do 2,000 rs. o covado : a sua quali-
dade he sufflcienle para chamar os compradores:
nu rua do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
Vovo bramante,
de 11 palmos de largura
Na loja da esquina quo volta para a rua do Colle-
gio n. 5, vende-se o novo bramante do puro linho,
com II palmos do largura, pelo barato prego de
2,800 rs. a vara.
-- Vondem-se presuntos, baldes e linas proprias
para lavar roupa; vassoura para varrer salas'o ta-
petes : tudo ltimamente chegado dos Kslados-L'ni-
dos: na rua da Cruz, n. 7, armazem de Davis & C.
Novo panno para lences.
.Vende-sesuperior panno para lengcs, com 2 \
varas de largura pelo barato prego da 8,000 rs. a
m VELAS DE CERA.
fb Vende-se na rua da Ca.
'% deado Recife, n.37, cera
em velas, de superior tfua-
,) lidade, fabricada em Lis-
boa e no tuwle- Janeiro ,
em caixas pequen -se sor-
tulas ao gosto do compra-
dor : tambem se vendem
barandes, por prego mais
barato do que em oulra
qualquer parte.
m
m
9
8998 Cn
Vende-se, ou porrouta-se por casas ou escra-
vos um grande sitio porto da praga < com boa casa,
muitas huelas com mais de 500 ps de mnngabci-
ras, coqueiros o urna malta do dendezeiros una
gra-idc planta de capime grandes baixas para con-
tinuagilo da mesma planta um cercado que sus-
tenta 80 vaccas de leitp na inaior frga do verffo,
urna boa malta com boas, mailoiras para cercas e
bons I en has para padarias o ohirias, Ierras para
plantages de mandioca, que regulam lOSalqueires
o meio do farinha : a tratar com o proprielario da
paduria doManguinho.
Vende-se um moleque de 13 annos, por 200,000
rs., por ser alguma cousa mudo, poro ni faz ludo
quanto se Iheuiauda fazer, o que lio ptimo para
Fugio, no dia 18 do Janeiro, um eahra, de nome
Joaquim, alto, retorgado, d bWde, coma barba
branca cabellos corridos e bem pretos; levou uai
surrlo de pello de carneiro chapen de bata usa-
do, caigas do algodilo de listras rotas no assenlo;
temos tornozellos dos pos um tanto fachados. Es-
te escravo j foi preso em S.-I.ourengo-da-Malta ,e
tornou a fugir junto aos Romodios, do poder do
urna pessoa que o conduzia para esta cidade ; vcio
do Maranho e diz ser do Caxias : quem o pegar le-
vc-o a rua do Vigario, ti. 2*. que ser recompen-
sado.
-- f)esnppareceu, no dia 13 do corrente, indo ven-
der ptlo em um balaio redondo, a preta Joaquina ,
Cassango que p8roce crioula de J8 annos de es-
tatura regular, cor bastante preta rosto -redondo,
de bonita figura, secca do corpo mflos e ps.regu-
lares ; tem na ca liega urna falta de cabellos, a se-
melhanga de urna cora proveniente da rodilha ;
he muito conhecida por vender pSes a 6 por qualro
vinlons ; tem bostante conhecimenlo pelas partes
do barro ; levou vestido de chita j usado panno da
Costa azul. Roga-so as autoridades policiaca cap-
tios de campo o mais possoas particulares quo a
apprehcndam o lovoni-na na rua Vclha, casa do pa-
dre Braz ou na rua do Cabug, n 9, terceiro an-
dar que serio gratificados.
30,?000 rs.
Fugio, no dia 22 do margo prximo pssado, do
engenho S.-Francisco, cinS.-Antonio-Grande, pro-
vincia das Ahigoas, a escrava Benedicta, parda, bem
parecida Ciara cabellos corridos, olhos pret*,
hcigos grossos denles limados, peilos grandes, ps
seceos; tem no brago direilo um sino salamflo, a
no outro um coraglo destrs foi tos de aguiha con)
tinta azul; tem 90annos do ida.lo. F.sta escrava he
de Congalo Rodrigues Marinho, morador em o dito
engenho sonde pode sor ontreguo que receber
a gralificagilu cima ou nesln praga a J. Campos,
na rua do Queimado, n. 4.
Fugio, na noite de 16 do corrento, urna preta
do meia idode, de nago de nome Rosa : levou ves-
tido de chita preta panno tambem preto, snia de
lila, e por baixodcsla uns bolge-s de couro: alm disto
levou um lengo preto na cabega, com o qual onda
constantemente para oceultar os muilos cabello!
Iiranoos que tem. SuppOO-sc quo esta preta toman
caminho da Boa-Viageni ond tem muitos conlio-
cimenlos, por ter sido escrava do fallecido Jerni-
mo Ferroira du Moraes Portel la que ahi residir.
Quem a pegar leve-a a rua da Cruz, u. 57, que ser
gratifica d o.
|)esappareceu, no dia 9 do correle o escravo
Alberto, queso intitula por Manoci, do |iisgTo Ca-
buuda, baixo, seceo, com pouca ou nenhuma barb,
rosto, descarnado o com algumas marcas de licxig>
fulla mal porluguez ; levou caigas de brim tranca-
do escuro, camisade madapolio, col lele de setim
rxo bordado aiudanovo: quem o pegar kve-o i
rua do Rozario da Boa-Vista, n. 48.
rss
EH.\'. : NA 1YP. E U. P- DEFAHIA.
iBiS


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E7CJYAVT2_1AWGTP INGEST_TIME 2013-04-13T00:52:46Z PACKAGE AA00011611_05467
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES