Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05465


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Full Text
\nnq de 1848.
Segunda-feira 17
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O DIARIO puMica-se todos 09 das <|ue na
,|e eunr.ii preo da assignafitra he de
liMf' rs.porqiiartel, pa* aiimnMae. Os an
n5 do situantes s* inseridos a r-aso d^
C.porU"'". 40rJ.mtypo di.1w.ote, as
I itise P'1 tle- 1?" ""' f*rem a"'S-
1 I,.j-pa-r5o 80 rs. por hnba, e 160 e.n lypo
flereute. por cada publicado.
PHASES DA LU*. O ME' DE ABRIL.
I no.. *. hr".e *' in-d Urd*-
: cent I", o 30 mm.da Urde.
I Lua cheia II. o* jn- Ja tarde.
jj o^oautea JO, aes J mlu. di tarde.
PARTIDA DOS CO&REIOS.
'aoianna e Paralaba s segundas escitas feiras
lio-lirande-dn. or te quinta eirasao meio-iiia*
Cabo. Serinhem, lU-Pormoso, Porto-Calvoe
*acej (lamuliuns e Bonito, a 8 e 23,
Boa-Vi.-ta e Flores, alta 5.
Victoria, as quinlas-feira.
Oliuda, todos 05 das.
PREAMAR DE HJE.
Primeirn, s S horas e 42 minutos da larde.
Segunda, s 4 horas e (t minutos di manilla
de Abril.
Anno XXV.
N. 8j
DAS D\ SEMANA.
T Segunda. S. Aniceto. Aud. do J. dos orph.
edo J.do c. da 2 v. e do J. M. da2 v.
18 Terca, S. Galdino. Aud. doJ.docir. da
T. edo I. de pa* do 2 dist. de t.
19 Quarta. S. Ilermogenes.
20 Quinta. S. Ignezde Monte Policiano.
21 Seila. S. Ancelrao.
2l Sabbado. Ss. Soler Calo.
31 Domingo. S. Jorge.
CAMBIOS NO DA 15 DE ABRIL.
Sobre landres a 2T e 27 '/, d. par 14 rs. o d.
a Paria 145 a 140 rs.por franca.
a Lislifl ion por 100 de premio.
Dcsc. de latirs de boas firmas t '/, / "
OarOOneas hespanholas.... 8I : Iftodas de Bl 100 relli. 16120o a KflOO
de 6/400 nOT.. 16J000 a ISflO
de 4Jipo..... M11OO a mo
Prala Pataces....... ... I|40 a l|M0
a Peso* columna res... 11*10 a l*t4
Ritos mexicanos.... If860 a 15820
Miuda............. U!0 l|4
Acodes da comp.do Beberibe de 50JOO0 r. ao paj.
BUCO
PARTf OFFICIAL.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quarlel do commando das armas na cidadt do Itecife, 13
de abril de 1848.
ORDEM DO DA N. 88.
Ocommandantcdas armas torminou, no da 12 do
corrento, a in9pccQilo dos batalhfles, 2.* do arlijha-
ria'a p, 6. de caendores, e companhias fixn fo ca-
rdiaria e de artfices. O batalhffo .2*., dopois da ul-
tima inajwcc3 continuo" como at entilo regu-
larmente a escripluracSo da caixa administrativa
Jos .fundos do fardamento o rancho, e somonte a do
hospital a seu cargo se achn escripturada por ma-
neira ditera* d'aquolla que determina o regula-
monto de 17efoverciro de 1832. o seu archivo es-
ta em dia, menos -o livro-mcstre, que apenas leve
principiocom o lancamento dos nomos do algumas
,r,-."s;. o halalhfo G.. som duviJa por s ter ada-
lo na campanh nao escripturou regularmente os
Wros desua caixa dcadminislracfo, osim do 1.* do
sneiro do 18*7 em diante, est ella feila nosenti-
odalci. O seu archivo est em ordem e cm da,
tirante o mesmo lempo, com excepco do livro-
meslra, que so acha em bronco. Os archivos das
companhias de ambos os hatnlhes resontem-se de
atraso e- irregularidades, em parte provenientes das
interinidades,o deaccumulaces decommandos por
falta de oflicias o de odlcines inferiores, alm do
atropello do servico. Estes batalhes estilo armados
cnmnetenlcmente.e equipados. Ascompauhissdoar-|cipios em Franca. Nos bairros ari
tifices e de cavallaria, que sao romeemos de farda- ujcu.
ment pelo arsenal de guerra da provincia, apresen- fontimia a intriga contra oSr. Pe
" J_.........l.ao m i,nm cindn nm .! '"da. Cotno nao teem podido con*
panha, mas nos outroapalzes onde ba um partido repu-.
blicano ouprogresslsta, ba de por frca procurar por
todos os mcios trazer a seu partido a Hespanha, aflm de
ter a sua retaguarda segura nooaso de ser atacada pelo
norte, ou de tratar de invadir a Italia, ondeencontra
hoje os nimos multo prdlsposto9 cm seu favor.
5 rcalidade este he o secuto das rrvoluedes. Anda
uo est completo, e J s cm Franca tres grandes revo-
lufOes teem derribado tres dynaslias, que scjulgavam
bem seguras. Acarrelar eata os inesmus desastres que
a de 1789? Teremos que ver os horrores do reinado do
terror? Todos teem conanca na poca, que nao lie a
inesma.
Apc/.ar do notso governo se mostrar disposto a conju-
rar a tempestado, os seu* partidistas andam cabisbaixos,
Corque sabein bem que osacontecimentos'dc Franca
o de trazer por frca urna mudanca de poltica, quan-
do nao trouxeieni mais alguma cousa, eque piles nessa
mudanca teem tudo a perder enada a ganhar. Pela sua
parte, os progressistas crearain hovos brios, c andam de
eolio levantado, eatj se dizque teem insultado alguns
cabralistas. Aluda bapouco, esperavam tudo da Ingla-
terra, e nada de Franca; agora tudo espcrain desia, c
tcein rasao.
Allirma-se que a esquadra do almirante Napler rece-
ben orde! ::r se retirar do Tejo: provaveliupnlc por
causa dos acn trmenlos de Franca. Ignora-se para on-
de se dirige; mas dii-se que sabe com toda a brevida-
de. ().-. omciaes dcsta esquadra moslraram bem clara-
mente, quando folgavam com as oefurrencias de Franca,
porque viam aellas um motivo para a decadencia da sua
rival. Alm disso, lia quem auspeile que nesses aconte-
ciinentos lem nina grande parte a politica ingleza, que
as provocara como emvkigauca do casamento do du-
que de Monlpensici;.
O entrudo foi aqu festejado multo, c.n varios bairros,
os maia populares ; parece que a patulea quera mani-
festar o seu contentaiurn m pelo triuiupbo dos seus prin-
stocraticos tudo era
taramassuosarrecadacoos em born estado, cm dia,
e regularmente os seus archivos.
0 commandante das armas, reconhecendo a exis-
tencia do outras caixas, alm das administrativas
do fardamenlo, rancho o hospital, mnndou quo fl-
cassem extinetns, tolerando apenas as quo silo des-
tinadas para o melhoramnto e esplendor das msi-
cas, nao admitlindo que ticnhum descont se faga,
queraos Srs. officiaes, qur as prngas de pret, quo
niioaeja expontanco, cumprindo que os Srs. com-
mandantes, na gerencia dos fundos destas caixas, se
regulen por forma quo os contribuinlcs tenham
perfeilo conhecimento de sua applicaijlo.
Determino, em primeiro lugar, que a escriptura-
cilo da caixa concernenteao hospital se faca, dol."
do julho vindouro em diante, conformemente os
modelos appenso ao respectivo regulamcnto : em
segundo, que os livros mestrs dos dous balalnOes
inspeccionados sejam escripturados a contar do
1.' de Janeiro dcse anno em diante, conservndo-
se archivados separadamente e inventariados os
livros, quadernos o outros assentamentos, que dizem
respeito ao lempo anterior, lavrando-so tormos que
tudo declarem, para no futuro so poder conhecer
"lns alterar^Oes havidas cm ditos batalliOes; cm tei-
cciro, que, nlo obslanle as rosOes que motivaram
o atraso da escripturacfo das companhias, os Srs.
commandantesdovem-seesforcar, como Ihes cum-
pre, par leva-la a efeilo, o quo so podo conseguir
havendo (como deve haver) volitado da parte do
quem commanda, sendo certo que, urna vez em dia,
fcil ser trazedla ueste eslado.
Q commandanto das armas lom motivos para os-
esta'r salisfeilb da boa ordom, asseioe subordinacao,
que observou as revistas em ofdein de marcha,
que passou, n5o s aos corpos-e companhias men-
cionadas, mas ainda. ao 5. de fu.zileiros o contin-
gente do 7.a baUlhflo de rajadores, e da os seus
elogios aos ijr.s. cun mandantes respectivos, quem
atlribue eaos seus oflioiues osle lisougeiro estado.
Iieplora, no entretanto, que o atropello do servico
co'disseminamenlodas forcjiadocorpos para'fra do
lugar de suas paradas, hajam concorrido para que
i tropa se ti lo tentia oceupado de sua instruccSo,
ramo importante da disciplina, acliando-so por isso
atrasada lias manobras e evoluces de suas respec-
tivas armas ; todavia encarece aos Srs. comman-
iltnles de corpos cssa importante parte dos seus
deveres, fazendo com que os soldados sejam levados
as escolas do ensino e aos exorcicios, sempre que
o servico de a.isso lugars
Manoel Ignacio de Carvalho Mendonca.
stana, governador da
podido conseguir a sua demissao,
alcancaram a do-Sr. Custodio Manorl Gomes, secretario
geral daquelle governo, de quem o Sr. Peslana be milito
amigo, c cm quem dcposllava toda a confianza; sendo
nomeado para aqiielle lugar um protegido do Sr. Lopes
Liiiia.iiiimigo lig.1d.-1l dn Sr. IVslnua. He natural que este,
vendo-se assim perseguido, pee.i a sua demissao, que be
o que ae deteja.
EXTERIOR.
COnilESPONI)ENCIA DO DIARIO DE l'ERSAMBUCO.
LISBOA, 7 DE MARCO IIK 1848.
Ai noticias dos ltimos aennteclmentos de Franca cba-
main aqu a atten(ao de todos. U goveruo tem lido re-
pelidos concelbos dp ministros ; as tropas teem ficado
nos quarteis, c parece que se querem adoptar ouiras
medidas, como a do augmento dos batalhocs nacionaes,
cujo debate' se apressa na enmata dos pares, apexar da
opposlcan qtte all encentra, mesmo em alguns membros
damaioria. O governo aparenta-se muito forte, e diz-se
disposto a sufi'ocarqualquer tentativa: veremos se he tao
forte nu horas do perigo. Entretanto, pMe estar des-
eansadoque em Portugal nenhuma tentativa e la, eru-
'liiantn a Hespanha esiiver socegada c conservar o ac-
lual governo.
Segundo as noticias recebldas de Madrid, o governo
picpara-se para fazer race revolupo. J pedio s tr-
mjs ser autorisado para suspender as garantas cm caso
ucnecessldade,encerrar o parlamento; e cobrar os tri-
butos, /olga-seque tudo lheser concedido pelas ac-
tuar, corte. Todava acha-se poucT. prudente 'este pro- P ^'''''T^mrdA.hnnarrencio
cedjmenio do governo hcspanUol. Parece um dc,lio. repblica Pr<|U, dea!par ecei do
Frauca.que, quando meamo o exemplo que acaba def dos os poderes constituidos, n,.u tica
^ar nao rellicu, oo*no ha de refleotlr, nio.s emBeu'o poder do povo. Orgaoisou um governo provisorio
Juizo di ltevoluc.no do Selembro acerca dos ltimos
eventos da Franca.
No meio do movimento geral da Europa, quando
todos os espirito* estilo sobresaltados, quando as di-
versas fraccOes da sociedade ou esperam ou temein,
eserevomos estas Multas de animo assonte o pausado,
como so fssemos estranhos aos grandes aconleci-
mentosque so succedem com tanta rapidez.
Ilavia na Franca um rei levantado pelos bracos do
seu povo, conduzido para o throno por cima de mi-
litaros de cadveres, que pareca guiado pela mito da
Providencia para .fazer a felicidade doseu pni/.; quo
soubera pela sua prudencia vencer grandes diflicur-
dades e quebrar grandes resistencias ; que escapara
inclume de setc tentativas contra a sua vida : e esto
rei cahio. Parece que a providencia o salvara de tan-
tos perigos para lhe dar maior castigo, para desacre-
ditar o principio do governo possoal, para acabar
por una vez o tilo decantado partido conservador, e
para mostrar aos potentados da Ierra que a inviola-
bilidado dos reis desapparece quando dcsappareco a
sua vlrtude, e que desde a cabana at ao palacio nlo
ha crime que que impune dianle da soberana do
povo.
I.uz Philippc govcrnou para si, para a sua familia,
e para o seu partido. Esqueceu-se que era rei dos
Francozes para ser re du um bando. Fsqucccu-sc do
mote de Lafayele um throno monarchico cercado de
inslituicOes republicanas. Ksqucpeu-so dos tres das
de julho, e dos quo derramaram o seu amigue. Por
insituic/ies republicanas deu aos Francozes as leis
de selembro. Itesistio ao voto mais pronunciado da
Franca, que pedia quinluto no poder pela reforma
eleiloral c parlamentar. Km voz de secundar as
ideas grandes e generosas da sua nafio, que desoja
exercer no'mundo urna influencia civilisadru, pro-
curou abalar a liberdado do todos os povos cslcuden-
do pennsula a sua influencia perniciosa que lhe
tem cuslado muitas lagrimas, e protocolisando-nos
a nos quando estavamos a ponto do vencer, ao mes-
mo lempo que proclamava a independencia da naco
quando quera deixar em liberdado os nossos oppros-
sores.
Nflo desojamos amargurar o infortunio do um mo-
narcha desthronado, nem nos regostjainos com a
sua actual sltuagao.. Antes quizeramos que, fiel aos
seus juramentos, concorresse para a prosperidad!; da
Frailea ; mas, entro um povo o um rei, decdimo-nos
pelo povo: Se ho preciso sacrificar victimas, um ho-
mcm urna familia valem menos do que uns poucos
de milhOes de habitantes. O coraeo humano com-
padece-se naturalmente da dosgraga ; mas mis nfio
vemos a desgraca s nos palacios, vemo-la as ras
onde jazcni doruinilo o somno da morlo os quo pug-
navam pacificamente polos seus dircitos.
Luiz Filippe cabio, o na sua queda levou coinsigo
a ilynaslia. Quz fazer s a felicidade da sua descen-
dencia, e perdeu-a.
A Franca sobreviveu aos oppressoros, escolheu um
governo, e acha-se tranquilla. Esse governo he o re-
publicano. .
A naco franceza deu a Europa urna grande Iicao
do direilo publico. Aos amigos da legalidade, aos
conservadores respondo ella com a legalidado dos
tres dias ile julho. A' inviolabilidade da realeza op-
pflo a inviolabildado de Carlos X. Constiluio urna
do roda della to-
(icra em p senilo
ment que apeara do throno a Luiz Phillpe e sua dynas-
tia; como ae vera do artigo da Revolucio de Setmbn, que
copiamos na parte extehiob : e se o governo da Seftbora
D. Maria U nao condescender com senicthante partido,
nropondo c adopUndo algumas das reformas, por que
llc ha clamado, ja nalmprensa cj na tribuna, talvcx
que, dentro cm breve, retumbe na capital desse reino o
mesmo grito que, aolto as margeos do Sena, no dia
24 de fevereiro, como que fuera estremecer a todas as
testas coradas da Europa.
A 4 de marco, terminara na cmara do deputado a
discussao do projecto de resposta a falla do throno, ap-
provando-o ella cm todos os seus paragraphos.
As gaietas guardam silencio a respeito das provin-
cias; e por isso nenhuma iuforniaeao podemos dar ao
leltores acerca da mancira como fura recebida ah a no-
ticia da ultima icvoluco franceza; acerca daqual os
Portuguc/.cs sabiam tanto quanto ns. excepcao deum
ououiropoimenardepouca monta.
A pipssito dcsta revelucao, parece que os agente do
governo que nasccra della, nao consentirSo qije o ata-
quem impunemente nos palzcs cstraUgeiros; pois que
o cnearregado dos negocios da Franca, na corte de Lis-
boa, enderecra urna nota ao Sr. duque de Saldanha re-
clamando contra as calumniat atsacadas pela imprensa
ministerial lusitana inesma Franca e sua rep-
blica.
Ao dizer do correspondente, nao se abia o destino
que havia de tomar a esquadra ingleza, do commando
do almirante Raptor, ao sabir das agoas do Tejo; raas a
Revolucao de Selembro annuncira, no derradelro nume-
ro, que a referida esquadra partirla para Cork, a 9 de
mareo, pelas 10 horas da manilla.
Entretanto, o Sr. Napier nao fura o unioo que recebe-
ra ordem do seu governo para deixar Lisboa, muitos of-
licias da mariuha britannica, que ahi scachavam com
licenca, tinhain sido chamados Inglaterra, inclusive o
a.1 mi ra ule Sertorius que, dentro em pouco, embarcarla
cm a nao San-Fcente, para transportar-se a Londre.
Esforcando-se, dcst'arte, por fazer reunir em derredor
de si os olciacs cujos servico julgra dispensaveis, o
gabinete de San-James como que manifesta que e ar-
receia de ab>um evento, que o obrlgue a lancar mao da
forca.
As datas de Hcspanba chegavam a 29 de fevereiro.
* A 28, pela madrngada, sahira para Paris o Sr. duque
de Ahumada, incumbido do conduzir a Madrid o duque
eaduqueza deMcmt-Pcnsier. O Sr. Ahumada nao des-
finpenliai-i, porccrlo a cominissao, sem que sedispo-
Na appellafo civel entre D. Anna Joaquina da Con- nua a Ir um pouco mais longc; e mesmo assim talvex s
ceico c liento Jos lleinardes, refoimaram a "lUeava. r mc,ade: porquanlo aduqueza, sefundp
Na dita dita entre Luis Gomes Ferrcira e Manoel Mas *"
de Moma, nao lomaram coiibecimento da appellacao. | j disscmos, acha-se em Londres; eoduque, conformo
omquanlo nlo he consultada a naco. Essa decidir
ilepois a frms do governo que a ha de reger.
Luiz Filippo foi o maior inimigo dos reis. O povo
francez nos dias do juiho acolhcra-so sombra da
realeza, pensando que all seria o seu paladium. A
realeza foi-lho infiel, e o povo que se engaara urna
vez na sua esculla nSose quiz engaar segunda. 0
escolliitlo do povo, o rei cidadfo, tratara os seus ju-
ramentos, como o rei por graca de Dos havia trata-
do os sous.
Dos abusos da realeza nasceu a repblica. Tudo al-
l foi lgico. A sociodado desfez-se pulo modo por
quo se havia feito. O ro quebrara o pacto, o poder
revorteu para a mesma fonle d'ondo salara.
Nio vemos no cstahelecimonto da repblica ne-
nhum inconveniente. A sua legitimidado deponde
toda da livre aceitacio do povo, e do bom que fizar
ao sen paiz. O melhor governo he o que oblem mais
sampalliias, offendo menos interesses o melhora a
condiefo do individuo e da sociedado ; porque silo
estas as oiidicocsindisilensavcis deum bom gover-
no o da sua legitimidado. Todos.os outros ttulos
silo nuil os.
A repblica nlo ser a repblica sanguinaria do
1793. Assim o afianca a illustrac.ito da Franca, o ca-
rcter dos membros que compem o seu governo, os
seus primeiros actos, os escrintos dos seus publicis-
tas. A repblica ser grande o generosa como o
principio da soberana que a proclamou. So a guer-
rearem as outras potencias, naturalmente ha de re-
sistir, ea frca bruta dos seus contrarios n3o s ha
de oppflr as suas armas, mas" a frqa irroststivol das
suasideias. 0 povo do Paris venceu quasi desarma-
do, e s forto com oscu bom direito ; assim ser a
Franca om retaceo aos outros paizes. A sua civilisa-
Qflo e a santidade do principio que defondo petrifica
os seus adversarios que so inclinaro sobre as ar-
mas, e dcixarao passar as ideiasdo progresso sensa-
to o rasoavcl.
Cidadilos do um paiz constitucional, desejando
quo a realeza pelo bom uso do seu poder mostrasso
que a monarcliia representativa satisfaza a todas as
necessidiules sociaes. cnlendeiido que ora osso mes-
mo o espirito das instituOes, fazemos votos pela
prosperidadeda Franga o pelo triumpho e estabili-
zado da repblica que acaba de proclamar, l'ossa
ella fazer pelo seu bom governo desapparecer todas
as saudades da monarclaa, e tornar bem conhecidas
dos povos as fieces perniciosas que a cercam.
M_l.ll.iill.iaj?a-a________immssm
TK1BNAL DA UELAGAO'.
.JULGAMENTO NO DIA 15 DE ABRIL DE 1848. _
esembargader de semana o Sr. Ilaslos.
Na diia dita entre Manoel Ignacio de Oliveira e Ma-
noel Bllai de Mouia, nao lomaram conhecimento da ap-
pellacao.
Na dita dita entre Francisco Ferrcira da Silva c ua
iiiulhcr c Pedro Antonio de Sampaio, julgaram nullo o
processo.
Nadita dila entre ojuizo c Jos Carneiro da Matta,
muid iran cumplir a sen lenra.
Na dita dita entre Agosliulio de Sa c Joaquim Jorge
dos Sanios, nao toniaram conhecimento da appella(io.
Na dita dita entre Antonio Jos Pimenta daConceicao
e Manoel Jos da Silva "raya, mandaram os autos ao
promotor do juizo.
Na dila dila entre Jos Maria de Jezus e outros c a fa-
enda publica, coufirinarain asentcnca.
Na dita dita entre Antouio Francisco Xavier de Vascon-
celos e Joao Manoel Dias, confirmaran! a sentcnca.
Na dita dita entre Francisco Jos Barboza e outros e
Antonio Gomes Villar, mandaram dar vista as partes.
Nadita dita entre Jos Ramos da Conccicao c JosGo-|
mes Moreira, mandaram dar vista s partes.
Na dita dila cutre Antonio Jos da Costa e Francisco
da Silva Oliveira, receberam os embargos de babili-
t9ao. ... ...
Na dita crime em que sao parles o doutor juiz de di-
reito c Auna de Jezus Barros, mandaram voltar os autos
a novo juizo para se proferir um novo despacho.
Na dita dita cin que sao partes o juizo c Dionizin, es-
clavo de Maria do O', julgaram procedente o recurso
afim de allerar-se a lentenca, quanto pcna.de marte,
p.tra aimiucdiata.
Na dita dita eui que san partes o juizo e Benedicto An-
tonio de Albuquerque, nao lomaram conhecimento da
appellacao.
Na dita dila cm que sao partes o doutor juiz de direito
e Bcinardinodc Sena (reo preso), julgaram procedente
as rases do juiz de direito e mandaram subinettcr a
causa a novo jury.
Na dita dita em que sao partes a justica e Joaquim Jo-
s de Saiit'Anna, julgaram procedente a appellacao e
mandaram submeltcr a causa a novo jury.
UiAlllll DE PBREVAilltUC.
uiitf'j'.'aj aa tf ajiaa sai asasi
O briguc Novo-Vencedor, chegado hontcm de Lisboa,
trouxe-nos jornaes portuguezes que alcaDcatn a 8 de
inar90 prximo lindo; assim como a carta do nosso cor-
respondente* nessa cidade, que ciramos no lugar com-
petente.
Portugal acliava-sc em situacao bem mcliudrosa. O
partido progressiita ostcuUv*-sc approvador do mov-
aos cominunica o correspondente, ou morreu em con-
si qiieueia das feridas que reecbeu, na notc de 33 de fe-
vereiro, cominandando a artilbaria que carrejar so-
bre o povo, ou escapou- se para trras do estado donde o
mandaram buscar.
U gabinete bespaubol concebera mui grave recelo
pela estabilidade do throno de Isabel II, ao constar-lhe a
proclamacao da repblica em Franca; tanto que, corno
saben, os subscriptores, solicitara das cmaras poderes
discrecionarios: mas, ao luc scmelhante sollcitacao,
inculcara que nada tema pela sorte da naco, nem pela
causa da liberdade e da ordem Querem os leitore urna
prova disto ? Ei-la:
Quando n'uma naco limitrophe, grande e po-
derosa, esto occorrendo successos de immensa
transcendencia, o quando em varias estados da Eu-
ropa se sentem fortes abalos polticos, nSo pode nem
deve o governo hespanhol deixar de preparar-so para
todas as eventualidades. Neutral nestes aconteci-
montos, lem a rigorosa obrigaco de velar pelo thro-
no do Izabcl II, pelas in.stituic.oesc pela independen-
cia da patria. Constante no systema de legalidado
que proclamou, conscio da necessidade de ser previ-
denlo, o seu primeiro passo foi dirigir-se s cortes,
para quo ellas lhe dem a frca de que talvez neces-
ite, quando j uo esliverem reunidas; porque om
nenhum caso quer apoiar-se om mcioseslratogicos.
O governo nada rocc-ia pela sorte da Hespanha,
u cm pela causa da liberdade e da ordem; mas a
sua responsabilidade seria maior se por descuido ou
omissflo cm seus deveres chegassem a compromet-
ter-so tilo sagrados interesses. Comoodisse noseio
da representac.To nacional, o governo nSo se afasUr
do caminho do legalidado e tolerancia que encatou,
nem ser levado de motivos levianos ou considera-
res mesquinhas : s em ultimo casojisari da auto-
risaco que boje pede s cortes; mas, quando tlver
osgotado todos os recursos da prudencia, defender-
se-ba com o forie escudo dessa autocisacao legal, e
quando houverde combater, nehuma duvida ter no
completo triumpho da causa, cuja defesa lhe est
confiada.
a He este o lim que o governo tem em vista apre-
sen lando s cortes, com a devida auloridade deS. M.,
o seguinle projeclo de le; devendo esperar com to-
da a confianga, que, quando se trata do por a coberto
de todos os perigos o llir.ono, as instituices, a inde-
pendencia nacional, a inlegridado* de territorio ea
ordem pnblica,haver unanimidade do opinies cm
lodosos membros da represenlac9o nacional, igual-



.




i
i
*nte Interessados em trio sagrados objectos. Ma-
drid, 27 de fevereiro de 1818.
MOJECTO DE LE.
Art. 1." O gorerno he autorisado
1.* Para que,exigindo-o ascircumstancias, possa
. adoptar as disposigOes qno juigar neccssarias con-
servado da tranqullidado e ordem publica, decla-
rando para este caso suspensas as garantas indivi-
duaes, que concede o artigo 7." da consttuigilo poli-
tica da monareha, com referencia ao que prescreve
o a rtigo 8.o da mesma constituido :
2.* Para que arrecade as contri huigOes, e as ap-
plique nos termos da aulorisacffo legislativa de ti
do correnta
3.'Para que, sendo necessario, possa levantar,
pelo meio que juigar maisconveniente, al quan-
tia de 200 niilhOes de reales, com applicacilo s des-
peas extraordinarias que as circumstancias exigi-
Art. 2.' Esta autorisacffo durar pelo lempo que
decorrer entro a presente c a prxima legislatura, na
qual o gorerno dar conta s cortes do uso quo hou-
ver foito da mesma autorisacSo. Madrid, 27 de feve-
reiro de 1848.
______Correspondencia.
Sr. Redactor. Tendo o Sr. Jos Gomes Villar fei-
to publicar, pelos jornaes desta cidade, a senten-
ca que contra mim derao Sr. juiz municipal sup-
nente Jos Felis de Brito Macedo ; he justo, que
pelos mesmos jornaes eu d toda publicidade a quo
obtive em grao de appellacSo proferida pelo digno
Sr. doulor juiz dedircito Vicente Ferreira Gomes.
Rogo, pois, Sr. flodactor o obsequio de ensirircm
seu concoituado Diario a sentonca constante da cer-
lid,ffo que llie envi. Sou constante leitor.
Leopoldo Jos da Cotia Araujo.
Francisco Ignacio de Athahide, escrivas vitalicio do
uito municipal da segunda vara destv cidade do Re-
cite de Pernambuco, por S. M. o Imperador a quem
Dos guarde, etc.
< Certifico que revendo os autos do appellagffo
crime, de que trata a petieflo retro, dollcs consta ser
o theor da sen tenga pedida porcerlidffo da forma e
manrira seguintc: r.
Vistos estes actos, allegagoos, etc. Attendendo
quo as leis em vigor nifo prohibem o publicagffo dos
actos judiclaes, que pelo contrario, ordenara a maior
publicidade possivel dclles, estatuindo que as au-
diencias sejam feitasom casas publicas, com'as por-
tas a bertas, o precodendo annuncios: quo o exame,
foltias, feito sobre as faeuldades inlellectuaes do
apellado foi procedido em audiencia publica por
ardan de autoridade judiciaria : que a publicagffo
deste acto, pela impronsa, lie tilo licito como a de
outro quaquer acto de autoridade legitima: que
assim como nffo se dove reputar criminosa a publir
mgrio de um despacho que pronuncia, ou do sen-
tenga quecondemna, assim se uo pode qualilicar
crlmo a publicagaodo juizo dos facultativos, dado
por ordem de autoridade judiciaria: que se o ca-
me a folhasconlm algumacousa que pode preju-
dicar a reputado do appellado, aos peritos cabe a
imputagfio ,e nffo aoappellanto, que sem alh'rniar.,
que o apellante eslava louco recorreu aos ineios
que a lci outorga para verificara exlistencia, ou nffo
oxistencia da loucura *. que intentando o appellante
acgffp criminal contra o appellado, e declarando es-
te, om audiencia publica que cstava alienado, ao
ni es m o lempo que nos peridicos dcsta cidnde ap-
jiereciam annuncios em nome da esposa do appella-
do', que punham em duvida a perfeigffo do sen juizo,
e que em tal conjunctura nffo podia o appellanto
proseguir nos termos da sua queixa, sem previa-
mente examinar-se, se o appellado cstava louco,
porque contra os loncos nSo ha acgflo criminal que:
por conseguinte o exame requerido era indispensa-
vel para a realisagffo do direito que liuha o appel-
lante de, julgando-sc oflcndido, intentar acgffo cri-
me contra o appellado : que aquello que usa do seu
direito no|he responsavel pelo daino que a outrcni
resultoi de exercicio de tal dimito : e attendendo as
mais disposigOes de dircilo julgo procedente a ap-
pellagffo iulerposta por Leopoldo Jos da Costa Arau-
jo, e reformando, como reformo a sentenga folhas,
condemno o apellado nas cusas: quanlo a outra
appcllagno interposta por Villar, julgo improceden-
te pelos fundamentos j expostos,Recife, 23 de
margo de 1818. Fcenle Ferreira Gomes.
PRACA DO REC1FE, 15 DE ABRIL DE 1848,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambio ----- pjo principio da semana sacou-
se de 27 i a 27 *. d. p. 1,000 rs.;
mas, nos ltimos das, afrouxou
nlguma cousa e hoje nffo ha
sacadores a mais de 27 d. p. \f
ris.
Algodffo ----- Entraram 924 saccas.O depri-
meira sorte vehdeu-se de 4,400 a
4,500 rs. por arroba; o-ode se-
, Runda, de 3,900 a 4,100 rs
Assucar ------ Vieran ao mercado 603 caixas.
As quaes, assim como as deposi-
tadas, nfo acharis compradores.
A entrada do ensacado foi me-
nos avultada; mas asqualidades
inaa. nao sdeate como doembar-
ricado fram mais procuradas.--
O preco do 1,300 a 1.70Q rs. por
arroba do branco, pode conside-
rar-so como firme.
Bacalho ... O deposito .he de '500 barricas,
pouco mais ou menos. Rcla-
Ihou-so de 6,000 a 12,000 rs. por
barrica.
Carne secca- O marrado foi suppridocom tres
carregamenlos, queclevnram o
deposito a 40:000 arrobas. O
consumo foi pequeo.As ven-
das regularam de 2,000 a 2,600
rs. por arroba.
Cha hysson Vendeu-se do 1,450 a 1,700 rs. a
libra.
Farinha de trigo Atffo tove mudanga do prego.O
deposito he di ni nulo.
Mantciga.....Vendeu-se a 750 rs. a libra da
inglcza, c a 630 rs. a da frail-
ee/.a.
Toucinho.....dem de 3,200 a 3,500 rs. a arroba
do de Santos, e de 7,000 a 7,200
rs. do de Lisboa.
Entraram 16 embarcagOes e sahiram 5. Estilo
no porto 34, a sabe/: 16 brasileiras, 1 chilena, 3 fran-
cesas, 5 inglezas, 4 portuguezas, 2 sardas e 3 sue-
cas.
.> llov ment do Porto.-
&OM.VE

AJandega.
RKNUIMENTO OO OA 49...........8:199,160
IMscarregam hoje, 17 dt abril.
Galera Seraphina inercadorias.
Harea Commercio-do-Hio barricas vasias.
hgac-Deruent inercadorias.
lii igucDeipique pipas e barricas vasias.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DI A 15.
(;?Ml.....!................... 804,846
inversas provincias............... 59,074
863,920
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DA 15........... 642,934
Navios entrados no dia 15.
Mar-Pacifico, da pesca da balcia, tendo sabido deNew-
lledford ha 18 inc7.es, Barca americana Charleikm-
Packtl, de 181 toneladas, capito Alden Besse, equipa-
geni 22, carga aieite depeiac ; ao capitao.
Mar-Pacifico, lendo sabido de Sag-Habor, ba 43 metes,
galera americana S.-I.owrence, de 523 toneladas, capi-
lao F.dward M. liaker, equipagem.24, carga azeite de
peixe ao capitao.
Maranhao ; 19 dias, brigue-cscuna brasileiro laura, de
10.1 toneladas, capitao Antonio Ferreira da Silva San-
tos, equipagem 14, carga arroz ; a Novaes & Compa-
nhia. l'assagelros, Fr. Luiz da Alpa, Italiano Luis
Lopes Caslellobranco, Manoel llenicio Fontenello, do
Maranhao ; do lear, Ivo Cassianno Pamplona com 1
eseravo, Manoel Nunes Cardlo, Francisco Dutra Ma-
chado, Maxuniano Ferreira Borges, Manoel Nunes-de
Mello, Antonio Nunes de Mello Terceira, Herculano de
Andradc Pessoa, Jos Martiniauo de Alencar Jnior,
Leonel de Alencar com um eseravo, Francisco Jos de
Siniri. Joao Maria da Silva, c 9 escravos a entregar.
Bio-Grande-do-Sul; 37 dias, briguc brasileiro Echo, de
230 toneladas, capitao Mauoel Pcreira de S, equipa--
geni 15, carga carne ; a Baltar e Oliveira.
Lisboa ; 35dias, brigue portuguez Novo-Vencedor, de 16S
toneladas, capitao Antonio Jos dos Santos Lapa, e-
quipagem 14, caiga vinho e mais gneros do paiz ; a
Thomaz de Aquino Fonseca. I'assageiros, Marcellino
Jos de Souza, Antonio da Costa Araujo, Portugueies.
Baliia ; 5 dias, hiate brasileiro SanSoo, de 44 toneladas,
capitao Luiz Gomes de Figueiredo, equipagem 6, car
ga Jacaranda c mais gneros do paiz a Jos Mara
Barbota.
Rio-Grande-do-Sul ; 34 diasf escuna brasileira Boa-Fi,
de MU toneladas, capitao Manoel Joaquim dos Reis,
equipagem 8, carga carne ; a Nascimento & Amorim
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio-de-Janeiro ; brigue-cscuna de guerra brasileiro Pi-
raj, commaiidantc o primeiro lente Nuno Alves
l'ereira de Mello Cardoto.
gas, por nffo trazerem guia : sendo a arroma tagao
livre de despeza ao arrematante.
Mesa do consulado do Pernambuco, 15 de abril
de 1848.
O administrador,
Jolo Javier Carneiro da Cunha.
A companhia do Beberibo faz saber quo no dia 1.'
de maio prximo vindtouro entrar no gozo do pri-
vilegio exclusivo de vender agoa ao povo, (que lhe
foi concedido pela le n.' 46, de 14 de junho de 1837,
e contrato do 11 do dezorabro de 1836 e de 31 de
margo de 1841.
E, para constar, manda publicar o presente, e bem
assim ooflicio c osartigosda lei e do contrato, abai-
xo transcriptos.
Esc'riptorio da companhia do Beberibo om sessffo
do 3 de abril de 1848.
Francisco Antonio de Oliveira,
Presidente.'
Bento ot" Fernandu Barrot,
. Secretario.
Oficio de S. tixe. o Sr. presidente da provincia.
Em resposta aos officios de Vmcs., de 27 de Janei-
ro e 31 do margo do eorrento auno, tenho a dizer-
Ihes quo pode essa companhia entrar no goso do
privilegio exclusivo de vender agoa ao povo, nos
termos da lei n. 46, de 14 de junho de 1837, o con-
tratos de II do dezombro de 1838, o 31 de margo
de 1811 Dos guarde a Vmcs. Palacio de Pernam-
buco, I." de abril de 1848.Antonio Finio Chichorro
da Cuma.Srs. presidente e membros da companhia
de Beberibe.
5.' do artigo 2." da citada lei n. 46.
Depoisde concluidas as obras lera a companhia o
privilegio exclusivo de vender agoa ao povo por
espago de. annos, contados do dia em que a*
fornecer na cidade do Itecife, por meio dos aque-
ductos e chafarizes por ella construidos, annuncian-
do-o por editaes e nas folhas publicas.........
Art. 3.' do contracto de 11 de dezembro.
Que depois do principiado o privilegio ninguem
mais poder vender agoa ao povo, sb peua de pa-
gar companhia urna multa igual ao (labro do va-
lor d'agoa que irouxcr a canoa ou lancha, pudendo,
porm, as cmbarcagOos.manda-las quscar a propria
fonte com lanchas tripuladas por marinheiros.
Avisos na ritilos.
-
Para Rio-de-Janeiro segu, na presente sema
na, o brigue nacional Despique : quem no mestn
qulzer ir de passagem ou embarcar escravos traiI
com Machado & Pinheiro ,' na ra da Cadcl'a ,,\
37. '
OSrs. carregadores da barca portugueza Leal
sirvam-so levar os seus conhecimentos casa do
seu consignatario, afim desepodrem legallsar os
man 'estos da mesma barca.
Para Liverpool saho impreterivelmente asile,
ra ingleza Sicord-1 ii/i, capitffo R. Green, at o da jj
a 20 do corrente mez, offerecendo para passageiros
aaconhecidas viinlagens de commodo o de superior
marcha da mesma embarcagffo: os pretendentesdi.
rijam-so aos consignatarios, Me. Calmonl & C.
Para o Rio-de-Janeiro sabe, com a maior bre-
vidade possivel, por, ter parte do seu carregamento
engajada, a barca nacional Commercio-do-Rio: quem
na mesma quizer carregar, embarcar escravos a fro-
ta e ir de passagem, para o que lem asseiados rom-
modos, dirija-so aos consignatarios, Novaes k Com-
panhia, ra do Trapiche, n. 34.
Vende-se o hiate San-JoSo, chegado ltima-
mente da ll^|iia i quem o pretender comprar, dirja-
se loja de cabos, de Caetano da Costa Moreira.
Leilao.

Leilffo que faz Vicente Ferreira da Costa de 60
barricas de bacalho : hoje, 17 do corrcnle, pelas
10 lloras da manhffa, na escadinha da alfandega.
Avisas diversos.
Declaraipoes,
A adnimislracffo geral dos eslabelecimenlos de
caridadomanda fazer publico,que,no dia 17 fhojejdo
correnle,pelas 4 horas da tarde,na sala das suas ses-
sOes, irno praga as rendas da casa n. 68 do Atorro-
da Boa-vis tu, pelo tempo que decorrer do dia da ar-
rematagloa 30 de junho de 1851.
Administragilo geral dos eslabelecimenlos de ca-
ridade, 10 de abril do 1848.
O escripturario,
F. A. Cavalcantt Cousseiro.
P..0ftrW.;VgIS-A, commandarfte o teen, S"r IZESEtf" I31'""-' *
teLorry.-Alm dos passageiros que trouxe do Slo dos o organisado do modo maia C
leva a seu bordo, li. Francisca Robiliard. ra se cnsinar. Contm, om menor es
COMMERCIO DK FUNDOS,
LISBOA, 4 DE MARCO DE 1848.
- As notas do banco de Lisboa comprarain-se a 2/120
2/150 e 2/200, e fechou-se o preco a 2/300 rs. ; c vende-
rain-e a2/080,2/100 e 2/150. Varlavel. -
Os eseriptos para as alfandegas compraram-sc a 83, e
venderam-se de 85a 86, em metal sonante.
Aa inscripedes de 5 por cento continuam a comprar-se
a 54, c vendem-se a 54 e meio.
Roalltaraui-sc
companhia das
cento.
Ai accOes do banco de Portugal Tcndem-sc alOOOOO
rs. e compiam-se a 395/000 ra. *
grandes transacoes em cautelas da
obra publicas de Portugal a 4 por
(BebolutXo dtStembro.J
Havre ; briguc francez Beavjtu, capitao Evcrs, carga as-
sucar, couros c algodao.
Navios ertrados no dia 15.
Mar-Pacifico, tendo sahido de New-London ha 33 mezes,
galera americana George-Wa/iinslon, de (500 toneladas,
capitao Strong Holt, equipagem 33, carga azeite de
peite ; ao capitao.
Rio-Grande-do-Sul ; 19 dias, briguc brasileiro JVtro, de
193 toneladas, capitao Joaquim Pedro de S e Parla.
eqnipagem 14, carga carne ; a Leopoldo Jos da Costa
Araujo.
Londres ; 34 dias, brigue inglez George-Ann, de 280 to-
neladas, capitao D. Brown, equipagem 14, em lastro ;
a ordem.
Navio sahido no mesmo dia.
Sag-Habor; galera americana S.-Lowrenc, capitao
fcdward M. Uker, Carga a menna que trouxe.
NOTICIAS MARTIMAS.
No dia 3 de margo, pelas 11 horas da manhla", ar-
ribara no porto do Lisboa, com o mastro grande
partido o com muita avaria, o patacho portuguez
& Verde.
ASI de feverciros arribara tamhem Corunha o
vapor inglez Jpiter, cm esladode nffo poder navegar
poremquanlo, ecom a machina baslanle estragada.
Acha-se em concert, no porlo do Maranhffo,
o vapor San-Sebastido, que se esperava do norto.
Os Srs. accionistas que ainda nffo rcalisaram a
prestagSo de 4 por cento queiram faze-Io, quanlo
antes ; certos de que a adn'.inistragSo vai dar cum-
primento ao artigo 9 dos estallidos.'
O secretario,
II. J. Fernandes Barros.
Publicares Litteraria*.
EDITAES.
Joo Xavier Carneiro da Cunha fidalgo cavalleiro da
casa imperial, cavalleiro da ordem dt Christo, e admi-
nistrador da mesa do consulado desta provincia, por
S. IH. o Imperador, que eos guarde, etc.
Faz sabor que no da 19 do corrente o urna hora
da tarde.se li3o de arrematar em praga,na porta desta
repartigau 10 travos apprehendidas pel guarda
desta mesa Jos Ignacio da Costa Monleiro u Seve-
rino Marquos da Silva, mestre da borcaga Conceicdo-
de-Maria, vinda de Camaragibo, provincia das Ala-
GRAMMATICA LATINA..
Brevemonto sahna luz o Manual novissimo
dos estiidantcs do latim extrahdo dos melhores
at agora puhli-
cnuveniento pa-
espago do que a
arte do padre Antonio Pereira, quanlo he essencial
saber-se de cor, sendo acompanliado em cada pa-
gina de copiosas notas explicativas das regras o ex-
copgOes mais precisas quo se nffo usam dar do cor.
As qualro partes da grammatica sffo tratadas com
ordem e clareza ; a syntaxe be seguida de modelos
deanalyse grammatical, para guiara iraca com-
prehensiio dos principiantes. Contm. alm disso ,
arle mtrica a inytliologia o um bravo tratado
dos costumes e ceremonias, lano civis com religio-
sas dos antigos Romanos materia olilssima para a
intelligcncia dosclassicos latinos. O sobredito ma-
nual formar um volume do cerca do 300 paginas
em oitavo. O prego para os assignantes he _3,t'00 rs
cada oxemplar ; depois da dislribuicffn ser elevado
a 6,000 rs. A subscripgffo est aberta na ra do Quei-
mado loja n. 17 o no terceiro andar por cima da
dita loja e nas lujas do livros da praga da Inde-
pendencia e da ra da Cruz, no Rccife.
Chronica Lilleraria, jornal de instrucgffo e recreio,
publicado no Rio-de-Janeiro, semanalmento, poru-
ma associogffode litteratos brasileiros. O prego da as-
signalura ho do 6,000 rs. por anno, pagos adjunta-
dos por 52 nmeros. Rccebem-seassignaturas, para
este,inleressante jornal, na ra da Cadeia do Itecife,
loja do Joo .la Cunha Magalhes, aonde j se en-
contrado os ns. 1 a 8.
Na mesma loja so vendem as poesas de Joffo de Lo-
mos de Suixas Castclbranco, 1 volume por 1,500 rs.
Revista Universal Brasileira, jornal de inslruc-
go e recreio, 1 volume, 5,000 rs.
Publica^o jurdica.
Acha-se sb o prclo o 2 e 3' volumes do Direito ci-
vil lusitano, por Mello Freir, augmuntado com notas
dos melhores praxistas o icios, o legislagffo brasi-
leira, al d prsenlo publicada. Subscreve-ae para
este volume na praga da Independencia, livraria, ns.
6 c 8, ondo se rao entregando aos Srs. acadmicos
as folhas que se fdrem publicando.
ATTENCAO!
Previne-se, para que ninguem faga negocio al-
gum por venda ou hypotheca obre os escravos:
Joffo, crioulo; Francisco,- da Costa ; Antonio, An-
gola; Bertoleza, crioula, com os filhos Luiz e Mara;
Manoel e Catharina ; os quaes oxistem em poder de
Joffo Xavier da Maia: visto que estes escravos fram
cedidos s filhas do fallecido Thomaz Gardner pelos,
entilo scdstredores, em 1843, Jonhnston PaterA c.,
Slwait Brothers, Patn & C, B. I.assorre & C, |.a-
Uiain & lliborlt, e outrns, tanto desta praga como
da Parahiba, e o simples facto do mesmo Alai* ser
casado com urna das lillias desse fallecido p nlo au-
lorsa vender e hypotliecar escravos que pertcnecm
a seus cimbados.
Precisa-se de um feitor que saiba tratar de bor-
la e enchertar: na Magdalena, estrada da ponte,
6.78.
Rodrigo Jos de Abren, subdito portuguez, re-
tira-so para fura do imperio.
Perdeu-ge no da sexta-feira, 11 de abril, em
SBnta-Thereza, quando so acabou o sermffo, urna
caixa do tartaruga e dous leos de tabaco: a pes-
soa que tiver achado, querondo rertituira seu dono,
dirija-se ra Imperial, padaria n. 37, quesera
recompensada.
Ha urna pessoa capaz que so offerece para ser
ama de alguma casa do hOmem solteiro, islo he,
para o servigo interno: quem precisar dirija-se a
ra da Concordia, nas lojas do sobrado aonde mora
o procurador, oSr. Joaquim de Santiago.
Aluga-so um eseravo bom para tratar de caval-
lo, o outro servigo mais : na ra de Santo-Amaro,
n. 32
No da 13 do corrente, om Fra-do-Portas, na
venda n. 92, chegando o patrffo da- dita venda, de
fra, lhe parlicipou o caixeiro que linha recebulo
um barril com toucinho, porque os negros lhedis-
serani que o patrffo he quo mandava ; e como nao
seja delle,fazsconte, para que quem fr seu dono, se
dirija a mesma venda, que, dando os signaos cerlso,
o pagando a despeza, se llieentregur.
Manoel Luiz da Vega e maisherdeiros do finado
Manoel Luiz da Veiga proleslam opporem-sea psse
de quaquer pessoa que se lolnbrarem de pedir em
aforamento a marinha os terrenos alagados de sua
propredade pois teem justos ttulos da mesma fa-
zonda nacional. Esto protesto j se enlende coma
prelengo do Sr. Antonio Jos de Almeida Pinto, quo
j reconhcccu o dominio dos ditos alagados na pes-
soa do fallecido Veiga sendo como he souemphi-
tenta e bem remisso.
Arrenda-se um sitio na estrada dos Afflictos,
com boa casa de vivenda estribara para dous ca-
vallos plantado de arvoredos de fruclo por prego
muto commodo : a trataa na ra Volha, n. 26.
Quem for dono de um lencinho com a marga
M. I. achado na procissflo da TMumpho dirija-so
a ra do Crespo, n. 14, terceiro andar.
Roga-se a pessoa que tiver achadojima carlei-
ra com um recibo de dinhero de fazendas o mais
papeis.de nenhuma utilidade a quem ochou que
haja de levar a ruado Bangui, n. 10, primeiro an-
dar, que ser gratificada.
Salvador Crrela deSe Benavdcs declara que
que nffo tem negocios a tralar na ra Nova n. 46.
Deseja-se saber do algum prente, ou corre-
pondonte, aqui, do Sr. Antonio Pereira Pinto de F-
ria para se he entregar urna carta : na ra do Ran-
gel, n. 45.
A pessoa que, por ongano, tirou urna cariado
correio, vnda do sul no vapor Psrnambucana pira
Joaquim Fraucisco dos Santos e Silva queremlo
entregara seu verdadoiro dono, dirija-se a praga
da Independencia, loja n. 3.
Joaquim Francisco dos Santos e Silva avisa a
respeitavel publico, que por liaver outro nome igual
aoscu.de ora em (liante so assignar Joaquim
Francisco dos Santos Maya. *
Pertnula-se um pequeo sitio de arvoredos,
com casa, perto do rio Capibaribe no lugar do Bar-
balho por urna casa na Casa-Forte, ou na cidado
do Olinda : a tratar no Atorro-da-Boa-Vista loja n.
14. Na mesma asa vende-se urna rica tipoia, com
todos os seus pertonces.
0 abaixo assignado, professor substituto de phi-
losophia e geometra no collegio das artesd'OIinda,
e ahi residente, na casa em quo tuorou o caailio l'as-
sos, recebe ainda aboletadossb sua duecgffo ; para
o que pde-se Iratar com elle em Olinda, e com seu
rmffo, Miguel Archanjo da Silva Costa, no Itecife,
collego Sanlo^-Antonio.
Joo Vicente da Silva Costa.
No paleo do Paraizo, ti. 4, precisa-se do um co-
zinheiro, preferindo-se eseravo. /
Quem recolheu por bgmanidado no dia 13 do
corrente um cffo bstanlo grande, queira restitui-
lo a Antonio Jos Gomes do Correio, a quem per-
lenco.
- Precisare de um Portuguez part feitof de en-
(genbo : no largo do Livraaiento, n. 30.



Em resposta ao annuncio publicado no Diario
di rernambuco n. 75, do 1." do abril do corrento an-
uo de 18(8, por Feliciano Jos Gomos, o abaixo as-
signado ti'in a dizcr que, em resultado das trasue-
es rommerciaes, llovidas entre elle e seu pai, o
Sr. Alexandre Jos Comes, llie ho este devedor do
21:113,541 rs., liquido at 30dejunho de 18*6, co-
mo consta das contasque o mesmo abaixo assigna-
do entregou em lempo competente : alm disso, ha
ainda outras traosecgfles por liquidar em favor do
abaixo assignado, como tudo demonstrar opportu-
namonle om juizo competente. Antes disso, porm,
incumbe interrogar no Sr. Feliciano Jos Comes,
qual b motivo por que seu sogf, o Sr. Alexandre Jo-
s Gomes, faz urna cessflo, o nflo ollerccot o libello
em seu nome ? Nflo seria por temer a reconvengflo j
e fcar em resultado condemnadoa pagaros contos
de rs. quo deve ao abaixo assignado? O Sr. Feliciano
Jos Gomes que aprsente a escriptura da cessflo
que dit no Diario cima referido. Faga publico o
ajuste particular, na mesma mencionado. Explique
qnaes s3o esses por contos da demanda. Publique
outra esoriptura de cessflo do valor do 32:255,153 rs.,
feita no Rio-de-Janeiro, pelo cartorio de Castro, om
19 de outubro de 1847, na qual houvo quetn cedesse
a|iiillo quAjiiloera sen. Publique qual he o objecto
qu, pertencendo a seu dito ogro, estoja desemba-
rgado, ou que n.lo esteja em.nome dello Foliciano,
edepois de ludo explicado com ver Ja le, se conho-
cer quem he o menino bonito e cheiroso. A res-
peito a divida que diz de 6:P00,000 rs., propria e nflo
cedida ao Sr. Feliciano, o abaixo assignado so dir
que, do inventario do seu-casal, pelo juizo .do or-
phflos, consta a verdade, e que o Sr. Foliciano use
dos meios ordinarios, para convencer a quem con-
testa-la, quando estivor liquidada, ser pagn na
forma da le. Pode o Sr. Feliciano Jos Comes con-
tinuar com os seus annuncios, aos qnaes o abaixo
assignado so tornar a rosponder sr elle apresen lar
os documentos e explicagfles exigidas, e na falta se-
ra tido, perante o publico, como devo ser.
Jos Antonio Gomes unior.
PROCISSAO DAS CHACAS.
A mesa regedora da irmandad do Sr. Bom Je-
ss das Chagas declara aos devotos do mesmo Se-
nhor, residentes na Caba-do-Carmo, ras das Flo-
res, Nova e Trincheiras, que a procissflo deixou de
passar nessas risas, porque rcceiava-se quo appare-
cesse chuva, e que esta estrngasso os ornamentos;
os qnaes, nflo sondo proprios, nao deyeriam de ser
expostos a avarias. Avista, pois, disto, a mesma
mesa espera quo aquellos devotos relevem esta falta
involuntaria.
O secretario da irmandad de San Jos de Ago-
na, erecta no convento do. Carmo, por autorisagflo
da mesa regedora, convida os icmflos da dita ir-
mandad, alim do comparecerem nos actos da sema-
| na santa que pretendem fazer os religiosos, cuja as-
sistencia devora ter principio da quinta-felra at o
domingo da procissflo da resurreicao, sendo eslo ul-
timo acto feito s espensas dos irmflos que assim se
prostarsm. -^ .__
LOTERA
Do Hospital Pedro II.
Atten$a
CHAPEOS DE SOL
Ra to i'aksew-Puhlico, n.
JoSo Loubot participa ao respoitavcl publico, que
recebeu, por estes ultimo navios francoztjs, um com-
pleto sortimonto de chapos de sol, de seda, a mais
rica osuperiorqualidado; furta-crese outros mui-
tas conhecidas, tanto para homens, como para Sras.
e meninos. No mesmo eslabelecimento ha um sorli-
mento do chapeos do sol do panninho, dos mais mo-
dernos; ditos muito grandes, proprios para homons
de campo : tambem lem chapeos do sol de panninho
para meninos e meninas, porscrem muito finos.- po-
dem-se chamar chapeos de economa. Na mesma loja
hasorlimenlo de bengalas, bengalinhas o chicotes
muito.modernos; cobre-se qualquor armagflo de cha-
peo de sol, com sedas de lo las as cores c quali-
dades. Na mesma casa ha um grande sorlimento do
panninhos trancados e liso;, imitando seda, para
cobrir os mesmos : desta fazonda se vende a retal ho.
Concerla-se todo qualquer chapeo do sol, por haver
um completo sorlimento de todos os pertencos paru
.os mesmos, Com toda a perfeigflo e brevidado.
Fugio, do engenho Novo do Cabo, no 1.a do cor-
rente, o mulato Manoel, que servia de pagoin do a-
baixo assignado, e cujos signaos sio osseguintes:
mulato claro, do estatura mediana, nlgum tanto gros-
so do ebrpo, cabellos bom pretos o annellados, suis-
sas.circulando oqueixo, pouca barba ; foi montado
em um cavado ruco capado, sellado o onfriado.
Quem o pegar 0 o levar ao dito engenho, ou no Ater-
ro-da-Boa-Vista em casa do abai<> assignado, ser
bom recomponsado.
Francisco Joii da Costa.
JosMonteiro de Almeida, capitn do brigue
Victoria faz publico quooescravo Patricio, fgi-
do a 31 do passado fot capturado em Olinda c aca-
ba de ser-lho entregue pelo llim. Sr. subdelegado
Jofio Paula Ferrcira por tor sido reconhecido o
proprio, nflo obstante ter all o dito cscraVo incul-
cado-so por Jos, figurado andar fgido ha dous
annos o pertenec- a Domingos Ilenriques de Olivei-
ra do Rio-Graude-do-Norto como dos annuncios,
datados a6 do crrenle, da dita subdelogacia : por
verdade faz a presente dcclaragflo.
Kecebem-sc escravos de ambos os
sesos para se venderem de commissao,
para qualquer parte que os'seus donos de
Na loja da ra do Queimado, n. 30, de JosJoa-
3uim deNovacs, contina a haver um sorlimento
o obras foi tas ; chapeos do todas as qualidades ;
ditos para meninos o meninas; ricos chales do seda;
manas de seda ; tongos de todas as qualidades ; o
outros muitos objectos quo ha para vender. .
Na ra do Aragflo, n. 4, bairro da lloa-Visla,
fazem-se quaesquer cortinados, Unto de cama co-
mo para janellas, com a maior perfeigflo possivel.
--Um estrangeiro propOe-sea dar ligfles particu- .
lares de inglcz o portuguez correclamento, tanto no 'Sgnacs do dito anncl.
Os bilhetes da quarta quinta parte desta lotera
acham-se a venda nos lugares ja annueciados, e
brevemente se marcar o dia imprctorivel em que
devem correr as rodas.
Precisa-so do um feitor para slio que entenda
de borla o plantacOes : na ra do I.ivramento so-
brado n 35.
-OsSrs. doutores JosLourencode Vasconcellos
Moura Manoel Fortunato de Pai va Joas Vertu-
liano Corsino do Macedo e Tiburco da Rocha Lns
toem cartas, no Recife em inflo de Joaquim Pinhei-
ro Jacome.
Precisa-se de um perito amassador: as Cn-
co-Pontas, n. 30.
Offerece-se um rapaz portuguez, que sabe ler,
escrover acontar, para caixeiro de qualqer estabe-
|lecimenlo, qurseja nacional .qursejaestrangei-
ro, ainda mesmo que seja para casa particular pa-
ra o quo dar fiador a sua conducta: quem de seu
prestimo se quizerutilisar dirija-se a ra larga do
Rozario, n. 45 venda doSr. Vallenga.
ATTENgAO".
Perdeu-se, no dia 11 do corrente, um annel do
ouro : julga-se ter sido as ras do Cabug, Cadoia.
ou no largo do Corpo-Santo. Roga-so a quem a
achou que haja de fazer o obsequio do restituir o
seu dono na ra do Torres,junto ao Corpo-Santo,
que fecebero duplo do seu valor e seibo darflo os
fallar feomo no traduzir : p'orm-adverlo que nflo
ho fundado sobre o tal novo metbodo j annunciado
por um oulro concurrente. Quem do sou prestimo
se quizerutilisar, dirija-so a ra da Gloria, n. 86.
Altcncao.
Apnzar da resposta, dada om o Diario d> l'tmambvco
n. 84, pelo Sr. Jos Antonio Gomes1 Jnior, aos an-
nuncios que (iz circular por meio dos jornaes im-
pressos nesta cidado, para que ninguein faga nlgum
negocio sobre os bens do seu casal, e sobre os que a
elle viere'm por qualquer titulo, torno a raclilicar e
insistir em os mesmos annuncios, como meio pre-
ventivo de qualquer engao que possn acontecer em
projuizo de lerceiro. A resposta do Sr. Comes Jnior
merece ser do algum modo paraplirascada I Diz elle
ser credor e nflo devedor de seu pai, o Sr. Alexandre
Jos Gomes : so assim he, por quo rasflo se tem o Sr'.
Gomes Jnior constantemente negado n liquidaras
coalas quo tivera feito com sou pai, por meio de
exame sobre ollas feito por peritos negociantes, co-
mo Ihc foi por muitas vezes proposlo ? Qual he o ne-
gociante que, leudo com outro transacgOes por mais
de viute anuos, se nflo presta a esto passo aconselha-
do pela prudencia, sinceridtdo o boa fe? Como prefe-
rir antes, para esso fim, um processo?* Seja como
for, o certo he que tenho conlas assignados polo Sr.
Jos Antonio Gomes Jnior, em quo elle se confessa
devedor de seu pai, de avallada somma de con los de
rs., e nenhuma tem o dito Sr. Gomes Jnior do mes-
mo seu pai, cm que elle so diga seu devedor : ellas
se acbam juntas no libello que contra o mesmo en-
caminho pelo cartorio do escrivflo, o Sr. P. J. da Cu-
nta, ondo pdem ser vistas o examinadas: as jusli-
gas do paiz decidirflo quem seja o devedor. O Sr.
Alexandre Jos Gomes cedeu o dircito do cobrar esta
divida porque quiz": sendo credor reconhecido, nflo
podia recear reconvengflo; e se o Sr. Gomos Jnior a
ella tem diroito, nflo esl pela cessflo tolhido delle,
porque o pode doduzir por ncgflo : a escriptura-de
cessflo nflo est oculta ; acba-sc no cartorio do ta-
belllo Bezerra, e junta aos ditos autos do libello;
pubiquo-a o Sr. Gomes Jnior, quorondo : quanto
porecntagem pela cobranga, nflo pertence ao Sr. Go-
mes Jnior conhecer o disputar o dircito com quo
fui feita,- o nem isso o deve assustar o nein servir de
argumento, porque, dizendo-se elle credor e nflo de-
vedor a seu pai, o Sr. Alexandre Jos Gomes, nenhu-
ma porcentagom nevera, caso isso so verifique. A es-
criptura do. Rio-dc-Janeiro foi celebrada por quem
a podia fazor.
O Sr. Alexandre Jos Gomes, homcu honrado o
por tal reconhecido por todos ps negociantes da
prega de Lisboa, o pelos das outras pragss ondo o
mesmo negociou, nunca praticou netos leria ; nunca possuio cousa alguma debaixo do no-
me albeio ; e smento o Sr. Jos Antonio Gomos Ju -
nior, lilho n quem olllo beneficiou em prejuizo dos
outros, e quo ainda hoje tem em si o que I le perten-
ce, hoque levo a trislo lembranga de deprimir a re.-
OSr. Francisco da Silveira Martins quoira man-
dar pagar osalugucis que est devendo, do pri-
meiro andar do sobrado que oceupa na ra da
Praia, n. 43, assim como despejar o mesmo andar,
pois que se precisa delle.
~ Na ra do Agoas-Verdes, n. 48, vende-se, Pr
precisflo.e com modo prego, um excelleute escra-
vo perito ofncial do sapateiro e bom copeiro i dous
pardos mogos, de boa conducta, sendo um delle*
bom carreiro; um dito de 26 annos bom carreiro,
equetom bons cstumes; um bonito moleque."-
lannos.duasescravas doa5 a 30 annos. ambas
por 530,000 rs. ; urna dita do 18 annos; umi> P
boa cozinheira do diario de urna casa, por 400,ooo
rs.: todos se dSo a contento, e se afran$am as auas
vendas. '
Chitas pretas asselinadas.
Vendem-se superiores chitas pretas. assetinadas,
muito acreditadas pela sua qualidade, a 940 rs. o co-
vado : na loja da rna do Collegio, n. 1.
Yendo-se por 150,000 rs. um preto do 40 a 50
annos, bastante forte, c que entende de todo o ser-
vigo do campo, por isso quo nelle tem (sempre sido
emprogado: quem o pretender dirija-so venda
do Sr. Nicolao na esquina do Mundo-Novo, das 9
horas em diante.
Vendem-se todos os utensilios de urna ofliclna.
do ourives, cajxcs de trabalho, ferramentas, mol-
des, etc : na ra estreita do Rozario, n. 19.
Vendem-se saccasde farnha, ditas de arroz pi-
lado, ditas de milho ditas de feijao : na ra da
Cadoia do Recife, u. 8.
Vende-se sement de coentro de tocoira, muito
nova a 940 rs. a garrafa v ou a retalho : no magui-
nlto
Compras.'
Compram-se ps do larangeiras selectas de 6
palmos : no Aterro-da-Boa-Visto, n. 21.
Compra-so um casal de cachorros atravessados,
pequeos, para se criarem o que sejam do boa ra-
ga : no Atcrro-da-Boa-Vista, n. 21.
--Compram-sc, para urna cucommenda,2 prclasde
14 a 18annos,le2molequos: no pateo da matriz de
S. -Antonio, sobrado n. 4.
Compra-so urna mulatinba clara o de bonita
figura, quo tenha de dado 13 a 16nnnos, que seja
recolliida, e saiba cozer o engommar: adverte-se
que he para esta cidade, para dar-se a urna noiva :
quem a livor o quizar vender annuncie, ou dirija-
se a ra da Cadoia do Recife, n. 32, quo se dir quem
a pretendo.
Co'.npra-se urna pequea estante com portas de
vnlraga : na ra do Rangel, n. 59, segundo andar.
Compra-so um diccionario inglez Tompisom;
Vigario ; Historia de Roma : todos em bom estado :
atrs do thcalro volho, armazcm ns. 16 e 18.
Compra-so um seflim, nflo sendo grande, c com
pouco uso : na ra do Cotovello vonda u. 31.
Vendas.
terminarein, com a maior brevidade'pos- putacSo do seu pai c bomfeitor.'... o juizo critico so-
si vel ; e a vista da boa ou m venda, se !r.e..es1te:![oce_,lj,,ne-n.,",_* _desdo Jsob o dominio
lbe gratificar ; offerecendo-se toda e
qualqu.er seguranca a respeita dos mes-
mos : na ra das Larangeiras, n. 14, se-
gundo andar.
Precisa-se alugar um sobrado do um andar,
ou um primeiro andar, no bairro do Recife ou de
Sanl-Autonio, sendo as principacs ras : quom
tiver'annuncie; ou dirija-so ao theatro novo.
ixtr j. _.. ....;,, :nin..,n ,i. provincia o sen escravo crioulo do nome Podro.
-Offerece-se urna ama paraoservigo interno de __ ,,rmin. illsliFelii da lio
casa, a qual sabe com perfcigflo exercer o mesmo lu-
do publico: pelo quo me diz respe i lo, a nica res-
posta quedou aoSr. Jos Antonio Gomas Jnior, he
que entrego ao dosprezo seus insultos, o que, por
considerngio e rospeilo a pessoa do sua familia, na-
da mais lbe direi, lembrnndoylhe apenas que nem
sou mo flho, o nem tflo pouco psssimopai, cum-
pro religiosamente os meusempenhos, rospeilo as
leis o as autoridades.
Feliciano Joii Gome.
Antonio Ferrcira Lima embarca'pora fura
da
gar:quoma pretender dirija-se ao Alorro-da-Ba-
Visla, n.44, venda que foi do Muya.
Furtaram, na noitodell do corrente, do sitio
da passigom dos Arrombado, da cacimba do mes-
mo sitio, urna bomba de cobre. Roga-so aos mos-
Ircs de ofneinas que, scndo-lhes offerecida ,
liajam dea tomar assim como outra qualquor pes-
soa particular quo da dit bomba souber, ou lbe
for offerecida, de a lomare participar ao proprieta-
rio do mesmo sitio quo promette, sendo preciso,
guardar segredo do malfeilorquo a furtou ; assim
como gratificar a pessoa quo a descobrir no mes-
mo sitio, ou na ra do Rozario esquina do buceo
do Pcixe-Frito.
Precisa-so alugar una casa do sobrado, primei-
ro andar, as seguimos idas: Direita, Horlas.cs-
treita do Rozario, Cruzcs, Cadoia. com preferencia de
um s andar: quom liver dirija-so a praga da Inde-
pendencia, livrana na. 6 o 8, que se indicar o pre-
tndeme.
O Sr. Antonio Jos Ribciro o Flix do Canta-
licia tenham a bondado de dirigir-so a ra de Hor-
tas, loja de larlarugueiro, das 3 as 6 horas da tarde,
que so lbe deseja fallar a negocio de seu inte-
I08SO.
Manoel da Cimba* Guimarfles Ferrcira mudou
sua residencia para o bairro do Recife: quem liver
negocios com'elle, procure-o na praga do Commer-
cio, todos os dias.
Alag-se, para amado leite, urna parda capti-
va, parida ha pouco : un ra Direita, n. 36, primeiro
ndar.
barriscom bren de marca grande ; bem como sal
de Lisboa, em pequeas e grandes partidas.* os
pretendontesdirijam-se ao mesmo, ou no seu es-
criptorio da ra do Trapiche n 44.
A parda Emilia que foi escrava da Snra. rsu-
la A pollina ra dos Rois, declara que esta no goso de
sua liberdade, titulada porcarta quelhe passou sua
dita senhora : e j la risa da em nota sendo que, por
isso, nflo podo ser despojada do goso e garantios quo
por direito Ihe competem som ser houvida o con-
vencida : e o prsenlo annuncio faz, para quo che-
gue ao conhecimnto das autoridades o do Sr. An-
tonio Joaquim de Almeida Guedes, quo dizem a
pretende escravisar.
--Offerece-se um rapaz brasileiro, que tem boa
Ictlra e. pralica do commercio para caixeiro tle al-
gum escriplorio, ou cobranga o qual d fiadora
sua conducta : quem deseo prestimo se quizer uti-
lisar dirija-se a ruado Cabug n. 5, loja de miu-
dezas ou annuncie. ,
I'rccisa-se do um Portugqez, que seja i-oin tra-
balhador de enxada dando-se-lhe bom ordenado e
comida as Ginco-Ponlas, n. 70.
OSr. Joflo Augusto de Mosquita tom urna car-
ta vinda de Lisboa na ra Nova, n.. 30.
- John .William Crabtree retira-se para Ingla-
terra.
Antonio Alves da Silva Balbom, subdito por-
tuguez, retira-se para fra da provincia.
Quem anuuncioii ter urna crisnga de 2 mc7.es
para dar a criar dirija-se ao pateo de N. S. do Ter-
co n. 30, quo se dir quem pretende encarregar-
sedacriagflo.
Scgunda-fcira, 17 do corrente achar-sc-ha a
vonda, na loja de cncadernagflo na praga da Inde-
pendencia e na mflodo Santos Torres, impressor
e distribuidor do Liiadnr urna excellente brochu-
ro do 190 paginas, cm frmalo igual ao do folhelo
historia da dominagflo da praia ; trata cssa
broebura da eloigflo de sonadores por esta provin-
cia cm o anuo pussado e vende-se pelo diminuto
prego de 1,000 rs. afim de facilitara lodos a lei-
luradeuma tflo iatcressanle exposigflo dos tactos
oocorridosnaquclla poca, e provados com docu-
mentos iiiconlestaveis. O prego, atiento o formato e
volumc da brochura, importa o mesmo como se ella
fosse offerecida gratis. F.ste impresso reunido ao da
historia da dominagflo da praia, quo igualmente se
aclia a venda pelo mesmo prego na referida loja de
cncadernagflo; reunidos, formam som duvida um
livro interessanto para memoria dos feitos do par-
tido dominante.
Vcndc-so o engenho Timb, distanto dosta praga
4 legoas,corrente e^moento com agoa, do boa e regu-
lar producgflo, con a safcji de 2,500 pfles pouco mais
ou menos ou sem ella. Este engenho ho do consi-
dera vel importancia, nflo s no prosento como no
futuro, por conter mais do 4 legoas de terreno co-
berto do maltas virgeits c com capacidade de se le-
vantaren- engentaos d'agoa e de bestas. A tratar no
mesmo engenho, ou no sobrado aolado da caJeia,
n. 23.
Vendem-se os seguintes livros: Curso de direi-
to natural e.publico, por Ahrens; dito porTh. Jouf-
froi; diccionario de Iheologia moral, por Borgier ;
Espirito de direito, porFritot; Elementos de direi-
to publico por Macarel ; observagflo a constituigflo
do Brasil e Portugal, por Silvestre l'inheiro ; Prin-
cipios de direito publico administrativo o das gen-
tos, pelo mesmo : tudo novo, por prego commodo :
na ra Nova. n. 38.
Na ra do Trapiche, u 34, nrmazcm de M. Ber-
nel, vendem-se quoijos londrinos, presuntos in-
glezes conservas em vinagre moslarda cm p ,
conservas de fructas (Jam) i tudo chogado recente-
monte na galera Sutrd-Fih.
Gl
eguem
?u
Os riquissimos chcpelinhos com enfeites milito
ricos, para meninos, proprios para os dias santos
da l'ascoa na ra do Queimado, loja do miudezas,
n. 24.
Yendem-so tres lindos moloques de 16 a 20 an-
nos; tres pretos, sendo um ptimo sapateiro, os
outros proprios.para todo o servigo ; dous pardos
de 16 a 24 annos, sendo um dellcs bom carreiro
urna mulalinha o urna negrinb.a de 13 annos; una
nogrmliadetlO annos com principios do habilida-
des; 3 protas de 20 a 25 annos entre as quaes al-
gumas com habilidades ; urna piola de idade, por
180,000 rs. : na ra do Collegio, n. 3, segundo an-
par, se dir quem vende.
Vcnda-so, por prego commodo, um apparelho
doprata drlei, para cha contendo bule, loiteira ,
tijella o asucarciro : tambem se vendo una escriva-
ninba t)|ra de Lisboa : na ra do Trapicho n. 44.
Vende-so um jogo de diccionarios francezes pa-
ra portuguez e portuguez para francez por Fonse-
cal edigflo de 1839 i no Aterro-da-Boa-Vista n. 84.
Vende-se superior sbq refinado, proprio para
fabricas de velas de carnauba : no armazem de carne
secc, por baixo do sobrado pintado de encarnado,
do trapiche do Ramos.
estrada da Capunga, n. 35.

A 5^500 rs. o covado.
Vende-se merino preto, muito fino que se
se tem vendido a 6 e 7,000 rs. e hoje ven-
de-se a 3,500 rs. o covado ; panno fino pre-
lo o do cores, de 4 at 10,000 rs. cada covado
'M corles do colletes de velludo bordado pre-
3 tos o de cores ; o outras mui las fazendas de
f" de gosto : na loja do Jos Horeira Lopes &
Companhia, narua do Queimado, quatro-
canlos casa amarolla, n.
/i T.l oT.I*WW>r'"'''-"''*^,***"*'^l*^
Vende-so Icnflaem "oros da Parahiba : a di-
nbeiro. ou a troco do lijlos do alvenaria grossa : na
ra da Praia, outr'ora S.-Rita, n. 7.
Estanho em vergunhas.
Vende-so eslanho em vergunhas, por prego mui-
lo commodo : om casa do James Ryder & Compa-
nhia na ra da Cadeia, n. 48.
Vendem-sc bichas pretas muito
superiores, asmis pequeas a 5,ooo rs.
ocento, af1an9a-.se ellas pegaren no an-
tigo deposito de Joaquim Antonio Car-
miro na ra da Cruz, no Hecife, n. 43.
--No Passeio-l'ublico, luja de urna
s porta, parede e mcia a fabrica de cha-
peos de sol vende-se urna poraco de
chapeos de sol, dc seda de armaco de
ac os mais finos e mais modernos que
teem viudo de Paris, pelo diminuto pre-
co de 5,5oo rs. cada um. Na mesma ra ,
n. 19, tambem vendem-se os mesmos
chapeos de sol pelo mesmo preco. Es-
pera-se a concurrencia dos freguezes,
pela boa qnalidade dos chapeos.
Vende-so um moleque de 18 annos, do bonita
figura e muito bom copeiro ; urna negra do elegan-
te figura, com habilidades; um preto de 20 a 25 an-
nos o de todo o servigo : no pateo da matriz de
Santo-Antonio, sobrado, 11.4.
i\a ra Nova loja n. 6, de
Maya Ramos & C.,
ha urna porgflo de luvas de pellica para homem, a
1,000 rs. o par.
I>artcpa-se
aos freguezes do bom e barato, que so venden) cha-
les de bnjzurina, a 2,000 rs.; setim preto macio. a
2,200 rs.; cambraias de seda, a 10,000 rs.; chapeo*
deso, de soda, a 5,500 ; cortes decambraia abor-
ta, a 4,500 rs.; pegas de bretanha de Franca, a 3,500
rs.; chales de seda, a 10,000 rs.; ditos de Ifla e soda,
a 5,000 rs.; moias de seda preta, para senhora, a
1,800 rs.; luvas do* dita, a 600 rs.; longos bordados,
para senhora, a 320 rs.; mantas de seda, a 8,500 ra.;
casimira preta elstica, a 3,000 rs. o covado; los pre-
tos, a 2,400 rs.; fazenda do caiga, a 240 rs. o cova-
do ; chitas de coberta, a 200 rs. o covado, e a peca a
7,000 rs., e de cores fixas; cambraias de cores fl-
xas e pdrOes modernos, a 640 rs. a vara; sarja
hespanhola, a 2,400 rs.; longos de seda de peso, a
2,000 rs.; camisas de meia, das melhores que ppa-
recem no mercado, a 1,400 rs.; brim branco, de pu-
ro linho, a 1,400 rs. a vara; dito trangado pardo, do
linho, a 640 rs. a vara; bicos de todas as qualida-
des; merino; esguiflo fino; cambraias jcassas; o
outras muitas fazendas, por progos mdicos, o sen
defeitos: franqueiant-so amostras aos compradores :
na ra do Queimado, n. 46, loja do Magalhfiei e lr-
mflo.
Na ra da Cruz do Recife,'
n. 55 loja nova de bar-
beiro,
vendem-se e altigam-se as verdadeiras bichas ham-
burguozas, por preco mais barato do que em outra
qualquer parte, e tambem se vtoapplicar qual-
quer hora do dia ou da noite, para commodidada
dos pretendentea. #
Phosphoro, a Wff rs. a libra ,
em porco e a retalho : na ra larga do
Rozario, ns. 6 e 8.
Vende-se urna casa terrea, cita na ra de Horta*
n. 112: a tratar na mesma.
Chegucm antes que se aeabem.
Vendem-se ptimos e bellos lengos de cambraia
de verdadeiro linho circulados de hico, proprios
para os actos da semana-santa, a 4,000 e 5,000 rs. :
na loja de miudezas de Joaquim Henriques da Sil-
va ao p do arco de s.-Antooio.


iitti
fe


\
lotera do rio-e-janeiro.
Vendem-se bilhetes e meios ditos Ja 14.a lotera a
beneficio do Monte-Pio : na ra da Cadeia, loja ;de
cambio, n. 38, de Manoel Gomes da Cunba o Silva.
Vende-se salitre retinado, de muilo boa qua-
lidade : no escriptorio de Claudio Uubeuz, na ra
dfi Lnrangeiras, n. 18.
-- Vendem-so duas negrinhas, urna de 1* annos,
e aoutra de 9: ambascosem.e a primeira coz i n ha :
na ra largado Rozario, n. 46, 1.pandar.
Vendem-so poslillas da analvso de constituido
para o segundo anno da academia de Olinda ; ditas
ilo direito publico para o primeiro anno : na ra da
!ailri-do-f)oos, loja n. 36.
A bolachinha annunciada como tituloRega-
la s se renda na padaria d urna porta, na praga
da Santa-Cruz, oa esquina da ruado Colleglo, ven-
da do Jos Gomes Sobral, e travessa da Madre-de-
Deos, n. 13: o eu prego he de 320 rs. a libra. Na
mesma padaria ha para vender alguns mergulhos
de parreiras, com muito lindos caixos de uvas mos-
catel-jo sm i m.
Vende-se um diccionario de ingles para por-
tuguez, proprio para aprender a lingoa ingleza ; um
dito de francez para pgrtugucz: ludo por barato
preco : na ra da Cadeia do Recife, loja de JoHo Jo-
s do Carvalho Momea.
--Vende-se,oualuga-se um escravo de nagao:
na ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 21.
Vendo-seo vinhogenuino da companhia geral
da agricultura das vinhas do Alto-Douro, muito
proprio para mesa om pipas, meias ditas e bnrris
de quarto: a tratar no armazcm do Jofio Tavares
Cordeiro, ou com Antonio Francisco de Moraes,
agente da mesma companhia.
WWW*
8^
Vendem-sc cortes de chitas finas, com 13
i covados, pelo baralissimo prego de 2,240
rs.; casias de cores (ixas o de bonitos pa-
) drfles, a240 rs. ocovaJo; cortes do cal-
cas de meia-casimira, padres escuros ,
i proprios para o invern, a 3,000 rs. cada
I corto; e outras muitas fazendas muito em
conta : na loja de Jos Morena Lopes &
Companhia, na ra doQuoimudo, qualr-
canlos, casa uinnrclla, n. 29.
w
parda boa padeira e oatra engomma-
deira, cozinheira e lavadera ; um pardo
com oficio de alfaiate, e que he proprio
para pagem ; urna preta com urna cria
de poucos das, e que tem muito bom
leite, prbpriapara criar em qualquer casa
de familia : na ra do Crespo, loja n
a A, se dir quem vende.
Cbeguem,freguezes, antes que
se achom ispeehinchas do
barateiro Manoel Joaqun*
Pascoal Ramos, no Passeio-
Publico, n. 19.
Vendem-se chitas muito Anas .a 120 ,140 ,160 ,
200, 210 n 300 rs. o novado, e a peca a 4,500, 5,500,
6,000, 7,000, 8,000 e 10,500 rs.; cassa-chita, a 1,920
rs.; ditas Anas, a 2,500 rs. ; lencos de seda a 1/
rs. ; ditos para gravata a 400 rs.; esguio, a 2,000
rs. ; panno fino a 4,500, 5,000 e 5,500 rs.; dito I
azul, a 4,000 rs.; madapolSode todas as qualidades,
a 3,000, 3,200, 3,500, 4,000, 4,500 e 5,00D rs. ; elgo-
dSo, a 2,000 rs. a pegn; sarja hespanhola, a 2,000,
2,300e 2,500 rs.; ricos riscadosfrancezos, a 200 rs.;
corts de la para calcas a 2,500 rs.; ditos de ca-
simira n 6,000rs.; chales del.la linos, a 2.400
rs.; ditos do tarlatana n 500 o 800 rs.; ditos de
metim a 1,000,1,200 e 1,280 rs. ; pello do diabo a
200 rs.; grvalas de cassa, a 200 rs.; chapeos do
sol, de seda do melhorgoslo que tom apparecido,
a 5,500 rs.
dos de chumbo com torneiras de bronze em bai-
xo, proprios para qualquer liquido; Om deposito
do ferro, que leva duas pipas tambemcoin tornei-
ra ; urna porgllo do formas de forro para queimar
carvffo animal; 30 pipas vasias arqueadas He ferro ;
ooulrosobjclos pertencentes a fabrica de refina-
cflodolinndo Navarro : no escriptorio de Claudio
Dubeux, na ruadas Larangeiras, n. 18.

pardo -muito
que he opli-
Vende-se um bonito
humilde orte e sadio, e
xno marinheiro ; um dito de a3 anuos, de
bonita figura sem vicios nem achaques ,
c que he ptimo para pngem ; dous mn-
latinhos, um de 12 annos c o outro de
10 bonsparaaprenderem algum oficio ;
um moleque de 8 annos y urna linda mo-
ler de l5 annos ; urna honita escrava de
20 annos, que engomma, cosee cozinha;
um pardo muito barato por estar moles
to ; um preto hom trahalhador da enxa-
da ; urna preta de meia idade, que se
vende por todo o preco, por estar emper-
rada : na ra das Larangeiras, n. 14 se-
gundo andar.
FREGUEZlA.
03T No pateo do Terco, venda n. 7,
vende-se farinha de araruta, muito su-
perior propria para bolachinha a aoo
rs. a libra,
Vendem-se ps de larangeiras selectas de 5 a 6
palmos: no pateo do Carino loja do tarlaruguei-
rp, pu no sitio do Cajueiro junto a Francisco Ri-
nc'irdo llrito, n. 5.
Vende-se, na 1 ua do Crespo, n. 11, grammati-
cadeSevene, meia encadernagilo por 5,000 rs.;
um terceiro lomo de breviario romano ; Ofllcio da
semana-santa, em bom estado; e outros muitos |li-
vros por prego muito commouo.
Estajos com duas uavalhasin-
glezas, para barba,
fabricadas pelo melhor autor, chegadas no ultim
navio de Inglaterra por 2,000 rs. cada estojo. Es-
tas navalhas sao garantidas, porque nilo so so tro-
cara as que porventuranSo saiam*boas, como tam-
Jjem se restitue o seu importe, quando o compra-
dor por acaso se iio agrade de nenhuma deltas,
depois de experimenta-las, isto estando sem ferru-
gem e beni tratadas : vendem-so na ra larga do
Rozarlo, loja de miudezns do Lody, n. 35.

Novos gambrees.
Vendem-se cortes decaigas da excellenle e supe-
rior fazenda denominada gambreSo, pelo barato
prego de 1,800 rs. o corte : [osla fazenda tanto em
gosto corgo em qualidade, rivalisa com ns mclho-
res casimiras : na ra do Collegio, nova loja da es-
trella, n 1.
*- Vendem-se aeces da ex-
mela Companhia de Pernambuco
e rarahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, ra da Cruz,
n. 9.
Vcndc-se urna preta de 18 annos, do elegante
ligura, que cozinha o diario de urna casa, lava e en-
gomma lito: na ruado Amorim, 11. 13, segundo
andbF.
- Vende-se, ou arrnda-sc um grande sitio na ra
lmperiaj.com duas moradas de casas, urna para
grande ftmilia, na frente da ra e [outra mais pe-
quena dentro do mesmo silio com bons parreirues
e muitas frulairas de boas qualidades todas novas
c j dando fruto com um grande viveiro no lundo :
a ru Direita, n. 135, loja de cera, onde se far
qualquer dos negocios, por seu dono ter de retirar-
te por molestia.
Vendem-se diversos escravos, pre-
tos, pretas, pardos c pardas, lodos mo-
cos e de boas figuras, entre os quaes una
JEft Vendem-se chapeos de superior
mu'lo barato : na ra do Crespo, n. 12,
lojde Jos Joaquim da Silva Maya.
Urina trancados de stras e
quadros.
Vendem-so suporiores cortes de brim trancado de
listras c quadros, para caigas, do lindos goslos o
de '10a qualidade pelo prego de 2,000 rs. o corto :
na .ua do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
Casimira elstica, a 7'JO rs. o
covado.
Na loja da esquina que vnlta para a ra do Colle-
gio n. 5, veude-so casimira elstica de ira e algo-
do de lindos padres e muito ncorpada pelo
barato prego do 720 rs. o covado, e que se torna
rejcommondavel para a estagflo presente.
Ricos tapetes
para ornar salas, mesas, candieiros, lanteruas, cas-
iigaes c campainhas, redondos, quadrados e trian-
gularos bordados e de oleado, com lindas franjas
de 13a de todas os cores; luvas de torga I, proprias
para aQuaresma, ao ultimo gosto do Pars, pretas
brancas com dedos e sem el I es, a 1,600 is. o par;
alpaca do linho, a 640 e 800 rs. o covado : na ra do
Queimado, n. 27, novo armazem de fazendas, de
Hay mundo Carlos Leite.
A 1^600 rs. ocovado.
Vende-se merino preto de 7 palmos de largura ,
pelo barato prego de 1,600 rs. o covado : na loja da
esquina que volla para a ra do Collegio, n. 5, de
Guimaraes & Companhia.
Casimiras elsticas, a 640
rs. ocovado.
VonJem-se casimiras elsticas do lila e algodSo,
pelo diminuto prego de 640 rs. o covado: esta fazen-
da torna-se muito recommendavcl para a estagSo
presento por ser muilo encorpada e os seus pa-
drOeso melhor possivel: na ra do Collegio, loja
nova da estrella, n. 1.
Vondem-sc pegas de chitas limpas escuras e
muito encorpadns, a 4,800 rs., e a seis vintona o
covado ; dilas cor ile rosa, muito bonitas c de bons
pannos, a 5,500rs., ea meia pataca n retalho : na
ra estrella do Rozario n. 10, terceiro andar.
Sarja hespanhola >.
No novo armazem de fazendas, de Raymundo Car-
los Leite, na ra do Queimado, n. 27, ha chegadoj
um ptimo sortimento da verdadoira sarja hespa-
nhola, a 3,200 rs. o covado ; tambem ha de 2,200,
2,500, 2,800 e 3,000 rs.; panno fino, prova de li-
mSo, a 3,800, 5,000, 7,000, 8,000, 9,000 e 10,000 rs.;
chapeos francezes finos, do ultimo gosto de Pars ,
com aba maior, conformo a nova moda, a 7,000 o
8,000 rs. Noste armazem tambem so vondem fazen-
das por atacado o mais barato possivel.
Sarja mais barata nao he
possivel.
Vende-se superior sarja preta hespanhola, pe-
lo barato prego de 2,000 rs. o covado : a sua quali-
dade he sulTiciento para chamar os compradores:
na ra do Collegio, loja nova da estrella, n. 1.
Novo bramante,
de i 1 palmos de largura.
Na loja da esquina quo volla para a ra do Colle-
gio n. 5, vende-se o novo bramante*de puro linho,
com 11 palmos de largura, pelo barato prego de
2,800 rs. a vara.
Vendem-se presuntos, baldes e linas proprias
para lavar roupa ; vassourar para varrer salas e ta-
petes : ludo ltimamente chogado dos Estados-Uni-
dos : na ra da Cruz, n. 7, armazem do Davis & C.
Novo panno para lences.
Vende-so superior panno para lengcs, [cam 2 {
varas de largura pelo barato prego de 3,000 rs.
vara : osla fazenda tie melhor do que a bretanha do
Irlanda, da mesma largura,que ltimamente se ven-
den nesla mesma loja
A 400 rs. o par.
Ntf loja de GnimarSes & Companhia confronte ao
arco de S.-Anlonio n. 5, vendem-so meias de aeda
preta curtas pelo barato prego de 400 rs. o par.
liilho.
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes da
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
Cambraia para cortinados e
mosquiteii os.
Vendem-se superiores cambraias do ramagens o
mais fino e de sublime gosto que teem apparecido ,
para cortinados e mosquiteros, pelo barato prego
de 1,000e 1,200rs. a vara :na ruado Collegio, loja
nova da estrella, n. 1.
- Vendem-se ancorctas de
diversos tamanhos, com vinho da
Madeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade: no escriptorio de
Oliveira Irmos & C, na ra da
Cruz. n. 9.
Potassa e cal virgem.
Vende-se muito superior potassa, a
poucos dias desembarcada, e ca de Lis-
boa : no armazem de Baltar & Oliveira
na ra da Cadeia no Hecife, n. ia.
Acncuo a pechincha.
Vendem-se ealugam-se bichas, por todo o preco'
tambem se vendem a 8,000 rs. o cento por se que-
rer liquidar esta fazenda : na ra do Trapiche loia
de barbeiro n. 28. .
. n.
Vende-se, por 10,000 rs., cada urna das obras
de Bergier; diccionario de theologia; o de Fritot,
sciencia do publicista: na pra$a da Independencia,
liviana ns. (i e 8.
Vend-se, pqr muito commodo preco, urna ca-
noa de conduzir agoa que depois de aborta servir
para aterros : urna balanga grande, com brago e pe-
sos; urna ummeira do amarcllo. com alguna ner-
tencesde padaria ; um relogio deiparodo com cai-
xa de madeira : na ra Nova, loja n. 33.
Mtisquina.
Esta fazenda he muito propria para so fazer cal-
cado principalmente para as pessoas que sito doidas
dos calos, e torna-se recommeiidavel pela sua mui-
taduragio.epclo seu brilhanle verniz : vende-se
nicamente na loja de calgado de J. P. Arantes, na
praga da Independencia na. 13 e 15. Na mesma lo-
ja acaba-so de receber, pela barca (francoza Y., mui-
to bom calgado, tanto para homem como parase-
iihora e criangas; bem como muito boas perfuma-
ras e algumas malas de|couro para viagem.
Sarja hespanhola
de superior qualidade; los pretos de todos os tama-
nhos; chales e mantas de seda para senhora ; flores
muito lindas, para caliega e chapeos do senhora;
burzeguinse sapalosdo lustro, para senhora ; lon-
gos deseda para mSo; ditos de setim preto para
grvala; luvas de pellica e de seda para senhora ;
ditas de seda preta para homem crep de todas as
cores ; chapeos de sol, de aeda, para homem e se-
nhora ; ditos de massa ; francezes, de superior qua-
lidade e do ultimo gosto de Paria; ditos de seda,
para cabera de senhora; o outras mais fazendas que
se vendero na loja nova de Domingos Antonio de
Oliveira na ra Nova, n. 30.
Vende-se, por prego muito commodo, urna
bomba de ferro ; muito bem feita e com difieren-
tes utensilios de sobrecaliente: na ra Nova, lo-
ja n. 33.
- Vende-se Costa e S, ou
Manoal de Souza; diccionario francez e portuguaz ;
o Rccrcio, jornal das familias ; Rui, o escudmro ; o
terceiro lomo de Virgilio; Arte potica ; o soxtoio-
mo de Pascoal; Repertoriodramalico ; Grainmatica
francez de Hamonire; Ksposigfio da doulrina chris-
la ; Fbulas de I lorian ; Vida de I). Joo de Castro;
Noticias recondilasdo padre Antonio Vieira sobre
o modo do proceder inquisig3o de Portugal, por
prego commodo : no Aterro-da-Boa-Visla, n. 84.
- Vende-se cimento do muilo boa qualidade ,
por prego commodo : no armazem do Braguez, ao
p do arco da Conceigao.
Vende-se .urna venda com poucos fundos sita
na I! o a-Vista em ptimo local: vende-se a prazo
com lettras a contento : arralar na ra do Queima-
do, Foja n. 38.
Vende-se urna Historia sagrada do velho e no-
vo testamento, por Itoyaumont, em muito bom es-
tado : na ra eslreita do Rozario loja de relojoeiro,
0. 14.
VELAS DE CERA.
Vende-se na ra da Ca.
deia do Recife, n. 37, cera
0 em velas, de superior qua-
!) lidade, fabricada em Lis-
(fP boa e no Rio-de-Janeiro,
0 em caixas pequeas e sor-
) tidas ao gosto do compra-
|| dor : tambem se vendem
;0) barandes, por prego mais
barato do que em oufra
qualquer parte.
Cabellos pretos.
Continua se a vender agoa de tingir o cabello o as
suissas: na ra do Queimado, n. 31. O methodo do
applicar-se dita agoa acoinpanlia os vidros.
Riscados monstros.
Vendem-se riscados francezes, a 320 rs. o cova-
do de vara de largura e os seus padres e quali-
dades silo os melhorcs que se pdem dosejar: na
ra do Collegio, loja "nova da[eslrella, n. I.
Pannos finos.
Vendem-se superiores pannos finos, prova de li-
mSo azul, a 3,000 rs. o. covado; ditos pretos, j
bem condecidos pela sua barateza o qualidade, n
4,500,5,000,6,000, 6,500 e 7,000rs. o covado; casi-
mira pela de boa qualidade, a 6,000 rs. o corte;
dita limisle, de largura de panno, de superior qua-
lidade o mais lino que lia al 1,000 e 12,000 rs. o
corte : na ra do Collegio, loja nova do estrella
n. 1.
Vende-se sal de Lisboa, fino o alvo, a 1,600 rs.,
dequarta para cima : na ra da Senzalla-Vellia,
venda n. 48.
- Vorulc-se, ou permuta-s por casas ou escra-
vos, um grande sitio perto da praga, com boa casa,
muitas Iructas, com mais de 500 ps.do mangaba-
ras, coqueiros e urna malla de dedezeiros, urna
grande planta do capim e grandes baixas para, con-
tinuagaoda mesma planta um cercado que sus-
tenta 30 vaccas de leite na maior frga do vcrSo,
urna boa malta com boas madeiras para cercas e
boas lenhas para padarios o olariaa, Ierras para
- Vende-se assucar refinado em pues de 10 a 11
libraa : na ra do Trapiche-Novo, n. 22, armazem
de Hebrard & Companhia.
Deposito de vinagre da fabrica
da ra Imperial, n. 7.
na fabrica de licores, de Frederico Chaves, no Ater-
ro-da-Boa-Vista, n. 17, onde se achara sempre
grando porgSo e por prego commodo.
Vendem-se elomentoa de msica pelo syste-
ma moderno,explicados com precisao o clareza :
as lojas dos Srs. Santos & Companhia e viuva Car-
do/o Ayres no Recife ;Figueir0 eGuerra*Silva,
em S.-Anlonio; Jos Ignacio do Mente, na Boa-Vis-
ta. Este opsculo he dos do seu genero venda o
uniCo que contm-o preciso em poucas regras.
Vonde-se um moleque muit esperto e bonito ,
de 10 annos; urna negrinha de 10 annos, muito lin-
da, propria para se educar, por ser muilo esperta :
na ra de S.-Rita, 44.
-- Vende-se um moleque de 13 annos, por 200,000
rs., por ser alguma cousa mudo, porm faz tudo
quanto se Ihe manda fazer, e que he ptimo para
servente de pedreiro ou para olaria, e mesmo para
pastoraranimaos : na ra estreita do Rozario, venda
o. 1.
Vende-se, para lora da-provincia bu para en-
genho, um escravo criulo : na ra Nova n. 3.
Vendem-se bichas de muito boa qualidade ,
e muito em conta; tambem so.vendem olhos de ro-
polho, a mil rs. cada cento, proprios para so plan-
rarem : na ruada Lingota, vendan. 8, de, Manoel
Gongalves I'ereira.
Vende-se, ou troca-se urna burra de ferro, pe-
quena, propria para qualquer repartigSo, ou ir-
mandade, por ter tres chaves : 'na praga da Inde-
pendencia os. 6 e 8, se dir quem troca, ou vende,
Escravos Fgidos;
eu nesla mesma loja por ser do puro linho i iiajplanlagOes de mandioca, que rcgulam 102 alqueires
ua do Coegio, loja noy da estrella, n. 1. |E meio do farifrba a tratar coa c proprie'.r'o da
Vendem-se caldeiras de cobre; caiiOes forra-1 padaria do Manginho. ""
Fugio, no dia 18 do janelro. um cabra, de nome
Joaquim, alto, reforgado, de idado, com a barba
branca cabellos corridos o bem pretos; levou um
surrlo de pelle de carnciro chapeo do baota usa-
do, caigas de algodo do listraa rotas no assonto ;
tem os tornozellos dos ps um tanto incitados. Es-
to escravo j foi pres cm'S.-l.ourengo-da-Matta ,e
tornou a fugir junto aos Remedios, do poder de
urna pessoa que o r.ondpzia para esta cidade; vcio
do Maranho e diz ser de Casias : quem o pegar le-
ve-o a ra do Vigario, ti. 24, que ser recompen-
sado.
Fugio, no dia 11 do crrante, pola madrugada,
o pardo Jos, de estatura regular, olhos vermelhos,
com tres pintas azues junto aos olhos, e no brago
um signa) tambem azul, feiloa mito como umeo-
raglo; foi encontrado no Atierro-dos-Afogados, com
um sacco com roupa sapalos er na mSo urna pis-
tola caigas arregagadas: quem o pegar leve-o a
ruado Hospicio, n. 4, ou na alfandega a entregar
a seu senhor, Arconio Fortunato besappareceu, no dia 13 do corronl, indo ven-
der pflo em um bnlaio redondo, a preta Joaquinaf,
Cassange que parece crioula de 18 annos de es-
tatura regular, cor bstanlo preta-, rosto redondo,
de bonita figura, secca do corpo, mos o ps regu-
lares; tem na cabega irma falta |de cabellos, a se-
melhanga de urna corta, proveniente da rodilha;
he muilo condecida por vender pes a 6 por quatro
vintens; lem bastante conhecimento pelas partes
do Barro; levou vestido de chita j usado, panno da
Costa azul. Roga-se as autoridades policiaes, cap-
tacs* de campo e mais pessoas particulares que a
apprehendam e lerem-na na ra Vellie, casa do pa-
dre limz, ou na ra doCabug, n. 9, terceiro an-
dar quo serio gratificados.
Fugio, ha 15 dias, preto Constancio de na-
go Inhambane [ Mozambique ] de 18 a 20 annos,
bastante reforgado ; tem falla de um denle na fron-
te falla muito claro, altura regular; levou ferro
no pescoco o p. Eiite escravo pe lance a Vicente
Thomaz dos Santos, morador na ra Imperial, n.
67, primeiro andar, onde ser recomponsado quem
o pagar.
--Desapparecou, no dia 9 do correte o escravo
Alberto, quo so intitula por Manoel, baixo, secco ,
com pouca ou neahuma barba rosto descarnado o
com algumas marcas de bexisas falla inai pqrlu-
guez ; levou caigas de brim trngada escuro, camisa
de madapolio colletc de setim rxo bordado anda
novo: quem o pegar leve-o a ra do Rozario da
Boa-Vista, n. 48.
1'SHN. : NA TYP. DBM. F. DE TAIMA. *lOflu


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