Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05461


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Full Text
nno fie 1848
Quarta-feira
de Abril.
ni
O M4M0 pu'tliW-e todos o dias que nao
,.*-, ilo c, iri i' Pre"- < M*' .no* rs.poTiimrie:. W>' "'""'a'1-"- O; n-
nncios do ssi-nanWS s o inser!ota ras.o de
o norl.nh, s ff. IVP d.ll.rejlc, as
fc'ntesV.irS 0 rs. por i,,.'..., e 180 e;0 typo
"illerente, por cada publicac.o.
PHASES DA LA. NO ME2. DE ABRIL.
I u nova, a 3, I""""' e 41 rain. acescente I. "> dl to'd-
L,W chai. 17. os > mio. da Urde.
Mimtoaute a J, aos S nam. da Urde.
PARTID V DOS CORUEIOS.
oi.oiia e Paralilha ssegundas sextas fcirms
Riu-tirande-dn. Norte quinta firasaomio-dia
Cilio, Serinlism, llio-Formoso, Poito-Calvoe
ityceio, no l.\ a II *l de cada mes.
Virn.iiiuus e Bonito, a 8 23.
(loa-Vi'ta e Ploras, a 18 e 28.
Victoria, as quintas-feira'l.
Olinda, todos os dias.
DIARIO
Anno XXV.
N. 84.
ap^-jffl
PKEAMAR DE IlOJE.
l'rimeira, s 11 horas e 5 miuutoi da saaoba.
Segunda, as 12 horas e 8 minutos da Urde.
DAS D.V SEMANA.
Segunda. S. Eiequiel. Aud. do J. dos orph.
cdo J.dp c. di 5 do J. M. !..'.' v.
Terca. 8. Lelio Magno. Aud. do)', dociv.
da I. V. edo I. de pai do 2 dial, de t.
Quarta. S. Vctor. Aud. doJ.do civ. da
2 v. e do .1. de pus do 2 disl. de t.
Ouinta. S. Hermenegildo. Aud. do J. de
orph. c do J. municipal da I. r.
.Sella. S. Lamberto Aud. do J. do civ. da
!, v., o do i. de pas do I. dist. de t.
Sablndo. S. Basilisss. \ud. do J. do civ. d(
I. r. e do l. de paz do I. dist. de t.
Domingo. S. Engracia.
CAMUIOS NO DA II DE ABHIL.
Sobre Londres 21'/, e27>/, Paris 180 rs. por franco,
a Lisboa 10') por 1*0 de premio.
Hese, de leltr de boas firmas a I 3|8 /
Ouro0.ics respanholas.,.. Milln a
MoeMasdo -o '. I8foo
a a d flioo 110T.. IflJO'in a
. da 4/000 ..... fl'00 a
ProU Patacef.......... "I*0
Peaoacolumuares... I|20 a
Ditos mexicanos... I>800 a
a Mind........."..... "4:0
Acedes da comp.do Ileberibe de 50f 000 rs.
CO d.
ao m.
JofflOO
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L 2
PARTE OFFIC1AL
MINISTERIO DO IMPERIO.
tU*. e E.TBi. Sr. Tendo sido presente a S. M. o Iin
perador, coni o omcio de V. Ex. .de 28 de fevereiro pro
jumo findo, oque Ihe dirigir o juiz de paz presidente
da junta de qu.lificacao da parochia de Jaguar!, partici-
pando que suspender os trabalbos da dita junta, visto
que, sendo elle supplehtc do juiz municipal, deparou
cun o aviso do governo Imperial de -de outubro de
1847, que declarouincoinpativel este cargo com o de juiz
de pai, quando o Individuo que os rene, teni efl'ectlva-
incnteexercido as funcedes do primeiro: o nicsmo au-
gusto Sanbor houve por bein appiovar a deliberado,
ijue. ein consequcncia4M,aquel|a participacao, V. Ex. to-
y demarcar novo (na para a reuniao da mencionada
junta, e ordenar ao respectivo juiz municipal, quecon-
rocasse extraordinariamente o cohcelho de recurso, pa-
ra tomar conheclmento dos que llie frem Interpostos
por parte dos interessados na qualificaco da referida
parochia. Oqu* cominunico a V. Ex. par. sus fistcllt-
gencia.
\ Dos guarde a V. Ex. Palacio do Rio-de-Janelro, em Id
Ue marco de 1848. VUconde de Uacah. Sv. vicepre-
sidente da provincia de Minas Geraes.
1H*. Exm. Sr. Coin oofficio dessa presidencia
sb n. 14, e dala de 13 de noveinbro ultimo, fol presente
a S. ftl.o Imperador a eopia de que V. Ex. recebara do
juiz de paz nials votado do dlslrlcto da capital da provin-
cia, propondo-lhe as seguintes duvidas, que encoulrana
execucao da lei regulamentardas eleicfles.
I,' Seojurzdepazcinexercicio lie obligado a remet-
ter a< presidente da junta de qualicaco a relacao dos
cidadaos do seu districto.deterinlnadano final do art. 19,
para revisao, de que trata o art. 25; visto que este arti-
go nada dispde a semelliante respeito..
2." Se acamara municipal uinbem he obrlgada are-
metter no dito presidente da junta novas copias das ac-
t.nf"dequefallaoart.7.0
3.' Finalmente se a junta de qualificafao, de que trata
o citado art. 25, he formada eoln os eleltores e iiipplcii-
tesda elelcao uHinia, 011 se com os da de 1844.
E o mesuro augusto Senhor, de tudo Inteirado, houve
por bein declarar que a presidencia procedeu com acer-
t decldiodo amrmatlvamente a primeira e segunda das
mencionadas duvidas: masque o modo tambeiu awr-
mativo, m que ella re>olveu a terceira duvida, nao
pode merecer a imperial approvAc.o porquanto na
referida junta dequalificacSo deyem fonecionar os elel-
tores de 1844, por pertcnoerem legislatura que de di-
rerto subsiste al 2 de malo do corrente'anno, eni'con-
fonnidade da. anteriores decisOcs e pratica aobre casos
anlogos. Oque cotnmunico a V. Ex., para scuconhecl-
mento e execucao.
Peos guarde a V. Ex. Palacio do Rio-de-Janeiro, em 15.
de marco de 1848. Viiconde di Macah. Sr. presiden-
te da provincia do Rio-Graude-do-Norle.
Itar das eleljdes. Intelrada, e que te aecusasse a fe-
cepfo.
Oulro do fiscal do bairro do Recife, ponderando que,
nao tendo esta cmara marcado prazo para a afericao
dos pesos e medidas deste municipio, e constando-lhe
que, por essa rasiio, inultos estabelecimentos estn ain-
daporaferlr, pedia se Ihe esclarecesse se devia j dar
principio s respectivas fiscalisaces. Que se affixas-
aemeditaes, marcndole o praxo de 21 dias, contados
de hnje, para continuafao da afericao, devendo a revi-
sao ter principio do dia 26 do corrente em diante al 0
ultimo de junho.^
Outro do cidadSo Joo Kfanoel Coutinho, commiini-
ando achar-se na regencia interina dacadeira de pri-
ineiras lettras da povoacao de Jaboato no impedimen-
to doproprietario. Inteirada.
Sendo ida umalnformacio do engenheiro cordeador,
relativamente a queila de Manoel Antonio de Jezus con-
tra a edificacao que est fazendo Benlo Jos de Maga-
lliaes, na ra da Palma, mandou-se rcmetter dita n-
formacao com a do fiscal u o requerimento do queixo
zo coinmisso Uc edificacao, para cmitlir scu pensa-
niento a respeito.
Enlrando em dicua>3a o requerimento do ajuda!><>
do porleiro tiesta*cmara Krauciaco Jos Alves Gama,
pedindo para uno ser obrlgado ao ponto diario, e dando
as rasdes em apoio de sua prelencao, resolveu a c-
mara dispcnsa-lu do mesmo pouto, obrigando-o a com-
parecer tres dias por semana, e uesle sentido deferio a
sua peticao.
Tendo o Sr. vereadorNery da Fonseca reqherido fosse
approvada a planta dos novos alinhamenlos da Soledade
para o Manguind, ficou eate ubjcclo adiado at o
comparecimento do cordeador, cinpudr de quem e
acha a mesma planta.
Foiapprovado um parecer dacomuiissao de edilica-
M hostilidades ; e Odlllnn narrot, novo ministro do in-
terior, aeompantiadopelo pintorHorace.Verncte alguns
deputados, entre os quaesse nntava Osear de Ijfayolte,
dlrigio-se a cavallo ao prtico de S.-Denis ; c, encontrau-
Uo-se com as massas populare que marchavam para as
Tulherias, procurnu dissuadi-las deste intento. Mas esta
tentativa foi baldada. Os chefes do povo responde rain
aos amigavris consclhos do novo ministro, que ja lia-
viam sido engaados militas vezes, e que os lempos das
concessoesjA s haviam passado. Os defensores das bar-
ricadas prohibirn! que Odilou Barrot e seus compa-
mielrol as transpnzessein, eos constrangerain a vollar.
A's 10 lloras, circuloua segiiinlc proclamacao :
Cidadaos Derani-si; ordena necessarias para se ter-
minar o logo. Ei-rcl nos encarregou da orgauisacao de
um novo ministerio. A cmara ser dlssolvida. O gene-
ral Lainoricirc se acha nomcado cominandantc em che-
le da guardi nacional de Pars. Odillou Barrol, lhicrs,
Lainorlcirc c Duvergier de Hauranne, sao niinistros.
I.iberdadc, ordciu, uniao, refnrina. Odillon Barrol.
Thicri. .
Esta proclamado foi Iminediatamente rasgada pelo
povo, que conliiiuou a encaniinhar-sc para as Tulherias.
A's II horas, publicou-se outra proeUlnaflO, que teve a
son da primeira ; e, ao mcio-dia, todas as av..uas das
Tulherias se achavam lomadas.
Nesle momento chegaram ans passos reaes alguns de-
putados que viuhaui dar conta do melindroso estado da
capital. Fram Introduzidos na prca do CarrOuzel pe-
los ajudanles de campo da guarda nacional. A praca es-
lava obstruida de carrojas. eludas de vveres c miini-
90CS de guerra, c oceupada por varios esquadnies de
Coiraceiios c diversos batalliOes delinha, cuja altitude
melanclica revelava o desanimo que dellcs se havia
apoderado. O paco se achava mcrgulbado na piaior
coustcinaci ; grande numero degeneracs e de uniros
funcclonai ios de alia categora se apinlioavam nos sa-
cao, relativamente a prelencao c u. Marianna da Lon-11(-)C, rearSi,. cai avidez piocuravain saber dos aconle-
ceif ao Pereira, pediudo terreno de niarinha c alagados, 1 c,iientos. Achavamse presentes alguns inembros
O.
TRIBUNAL DA. KELAGAO'.
JULGAMENTO NO DJA 11 DE ABRIL DE 1848.
Detembargador de semana o Sr. Ilailox.
Na appellaco civel entre Nuno Mara de Seixas e de
(iuussencourt. gerente do consulado francrz_ negla cida-
de, nao tomaram conhecimciilo daappellaca.
Na dita dita entre Gabriel Alfonso Rcgueira e outros,
confirmarain asenlenca. ... ,
Na dita dita entre Antonio Jos da tosa c Francisco
ilc AssIsOliveira e cutios, collimaiam a sen tenca.
Na dita dita entre Francisco Cavalcanli d'AIbuquer
^.ciiie Lina e Francisco de Paula Lopes Vlanna, confirma-
ran! asenlenca.
Na|dita dita entre a viuva Seve t Filhos c Mara Joa-
quina de Castro Pcreli e uniros, dcsprizaraui os em-
bargos.
Nadita dita entre Manoel (..'aciano Soares Carnclrn
Monteiro e Antonio Jos Vicira de Araujo, mandaram
0111 vista ao curador-geral. '
Na dita ciime em que sao pa res Jos Luiz de Sa e ou-
os c o juizo, julgaram procedente a appcllacao e nian-
darain subiuctlcr a causa a novo Julgaiiiento.
Na dita dita em que so partes Jos de lal e o julio,
julgaram improcedente a appellaco..
Na dita dita em que ao partes o juizo e Alexnndrc de
Soma, julgaram procedente a appella9.n0.
Nadita dita fin que sao partes odoutor promotor pu-
blico eSergio Ooncalves deSouza, mandaram dcsceros
amos e subir por traslado.
Na dita dita em que sao parleso juizo coreo preso Ma-
noel Rodrigues da Cosa, julgaram improcedente a ap-
pellacao.
Na dita dita em que sao parles o reo preso Agostadlo
da Silva Saraiva c o juizo, julgaram procedentes asta-
sfles do juiz de direito e mandaram aiibmeter a causa a
novo jury,
Mandaram dar vista as parles as seguintes appella-
coescfveis: "
Na de Bento de Barro Falco de Lacerda c Pctronilla
Florentina da Soledade;
Na de Joo de Sa Leito, e Joo Eduardo Ghardon
Fia de Joao Peulo Xavier de Salles c outros.
Cmara municipal do lU'cife.
2.' SESSAO ORDINARIA KM 4 HK Altltll: DE 1848.
raMit)EnoiDO seniios anco eaIoquehqui!.
Pi estjnle) os Sj-. Rorros, l)r. Nery, GaudinooMa-
meile, abrio-ao n se ssilo, sendo lida c npprovatla a
acia da antecedente.
O secretario leu os seguintes ofTicios :
Um do Exm. presidente da provincia, remetiendo o
jornal oflicial n. 73 de 31 de marco ultimo, em que fo
rain publicados os avisos de 7, 8, 9, 12 c 14 do mesmo
met, expedidos a diffe-renles presidentes de provincias,
idus solvendo duvidas relaliva^nfute a le rcgulaiueu-
nos fundos de sua propriedade fronleira igreja do Cor-
po-Santn, e no sentido dcllc se oiliciou ao governo da
provincia.
Continuou a discussao do projeclo de posturas, c fol
approvado todo o Ululo 8." e seus artigos com as emen-
das oS'erecidas.
Despacharam-sc aspetiedes de Francisco Jos Alves
da Gama, de Faustino de Carvalho, de Joao Miguel Tel-
xciraLima, de Jos Antonio Pereira Rodrigues, de, Ma-
noel Antonio GoncHlves, e levantou-so o sesso. Eu,
Joao Joi Ferreita de Aguiar, secretario, a sub?cre-
vi ~ llego Atbuquerque, presidente. A. de Barro.
Barrot. Uatnede. Aqutno. Dr. A'try.
PASECEB A QUE SE RFFKBE A ACTA SUPBA.
D. Marianna da Conceico Pereira solicita ao Exm.
Sr. presidente oaforamento de un terreno de niarinha
de que est de posse, e justifica a sua preteucao com os
documeutos quejuntou ao seu requerimento. Acom-
missiio, reconheceudo a justicada pielendcntc, he con-
forme que se inlbrme favoravclmentc sobre a sua pre-
lencao, de aecrdo com a inforinaco do2.<1 tenentc en-
carregado das mediedes dos terrenos de niarinha. Rctl-
fe, 4 de abril de 1848. Barata.
DIARIO n VMmMA'A).
iaaaiaa aa wj aa^U'i aa aaaa*
REVOLUgA FRANCEZA
O Timf de 28 de fevereiro, com que boje nos obse-
quiaram, habilita-nos a dar aos unssos tritures alguns
pormenorrs da inemoravel rcvolu9ao popular qur aca-
ba de derribar o ihiono em que outra revolueSo havia
collocado a Luiz Pliilippe. e a sua dynastia, e que inau-
guroii, pela pruclama9o da repblica francesa, nina
nova era para todos os povos da Europa, e, porvciitura,
para todo o mundo.
Nao mais fallaremos acerca dos evenlos_ que precede-
rain esta Inesperada"rnanjfeslacfo, nem loo pouco_ acer-
ca dos asontei imentos dos dias 22 e 23, os quaes Ja reia-
lmos n'outro numero deste Diario; e combaremos a
nossa nanajao com os factos posteriores sesso das
cmaras, em que seannunciou oIRcialnienlc a inlssn de
que se ochava enca regado n conde de Mole, c adiou-sc
a acensado dos ininistios, que licaram com as pastas
Interinamente.
Faltam-nos os Timet de 26 e 27 de fevereiro, que pro-
vavelmente devem narrar us acontccimcntos da noilede
23 para 24 ; mas, eoinliido, podemos concluir dos Tactos
subsequentes que o povo uo se mostrara salisfeito com
a deciso da cmara, c que os mais exaltados cerca rain
o palacio do ministro dos negocios estrangeiros, como
intuito, talvez, de se faierein juslija por si proprios. A
tropa que guarneca o dito palacio fez fogo sobre o po-
vo ; e dahi resultou grande inoilanilade.
A noticia desta inesperada aggrcssao eireulou pela
cldade de Paris com una rapidez elctrica ; de novo er-
gueram-se barricadas em todas as mas, e a lula travou-
sc novanientc entre o povo e a guarda municipal, a qual,
coadjuvada por alguna batalhea O linha, ainda obede-
ca s ordens de Guizul c seus collegas.
Tambein be provavel que, uaquellc momento, ainda
Luiz Philippe peusava embargar a revol^ao ; pois que,
entre ouli as medidas lomadas na noilede 23 para 4,
deparamos com a nuuicnvan do marechal llugeaud pa-
ra commandantc da tropa de linha c da guarda nacional
de Paris.
Como qur que seja, a mela-noite, pouco mais ou me-
nos, ao passo que as balas slbillavam em todas as direc-
9des, chegou s Tulherias o conde Mole, e declarou a
Luiz PliilTppe que llie nao fora possivel coinpr um mi-
nisterio, adequado s exigencias dasitu9o, c Thiers,
apparecendo oeste interim, oflereceu-se presuroso para
organlsar um gabinete com homens da esquerda, inclu-
sive Duvergier de Hauranne e Odilon Barrol. Esta pro-
posta foi aceita inmediatamente, e o prlmciro acto do
MVO ministerio foi a demissoo do marechal
Bomwao do general Lau.orlc.re, para subslilu.-lo
no comniando da guarda nacional de Parla.
Entretanto, ao alvorecer do dia 24, os tambores da
rda nacional tocavam a rebate en. todos os pontos da
toda, as legioe. assenlarai wOMt^ffr
guarf
eidade
t se i.rpa.aram para marchar para a. Tulherias.
rnlava o fogo nos bairros de S.-Denis e .y-Martin mas.
u.mo.u. pouco, a tropa recebeu orde.n par. terminar
de
ambas ai cmaras, c dahi a pouco appareceram Thiers,
De Lasteyrie, Dupin e Emilio de Girardin. Este ultinin.
que acabava de percorrer grande parte da eidade, reprc-
sentou a cl-rc o calainiloso estado das cousas, e acon-
sclboii-o qur, para conservar s throno para scu neto,
abdicasse a cora. Luiz. Philippe recebeu oconselho, c
assignou una proclamajaO, em que annuncava ao povo
a sua abdieaeo e a regencia da duqueza de Orleans. Era
una hora da larde ; dentro de poucos minutos, a noti-
ciada realdccisao dlvulgousc. e chegou ao conheci-
mento do novo ; mas j era tarde ; na pra9a do Palacio-
Real, travara-se renhida peleja enlre aa li'nias popula-
res eos soldados do 14. regimeulo de linha, que de-
fendiain o ponto do Chalcau d'Eau.
O furor popular subir ao maiorauge do deses-
pero ; e a multidiio armada, j coinecava a invadir
a praca do Carrouzel, quando Luiz Philippe deci-
dio-se a abandonar as Tulherias ; montn a cavallo,
efugio para Neuilly, depois de se haver demorado
por alguns instantci na piuca da Concordia, alim de
olhar, pela ultima vez, para aqellesumptuoso pa-
lacio, em que reinara por espado de dezoitoannos,
e de que 1 sua louca obstinacio o expulsara para
sempro. A duqueza do Orleans, acompanhada por
seus filhos, o conde do Paris e o duque de Cliar-
tres, e pelos duques de Nemours e de Montpensicr,
dirigiu-sc cmara dos deputados, alim de tentar
o ultimo recurso que resta va n dynastia de julho,
ao passo que o resto da familia real abandonava as
Tulherias, que, dahi a poucos instantes, diz a Refor-
ma, achavam-se em poder do seu verdadeiro som>
bano. ,
No mesmo tempo, o povo se apoderava de todas
as adminislracoes publicas, c substitua ps directo-
res deslas repartices por memhros do partido re-
publicano. Aseurruagensda corte e a mobilia dos
aposentos reaes dn Louvie, das Tulherias, e do
Palacio Real, era ni queimadas publicamente, e to-
da a capital se achava pasmaos do povo, que da-
hi se dirigid para o paco da cmara dos deputados.
Entretanto, as cmaras se achavam reunidas nos
respectivos salOes. No palacio de Luxemhourg, o
presidente da cmara dos pares tomou o seu com-
petente lugar, pelas duas horas da tarde achavam-
se presentes quasi sessenta memhros, eos secretarios
respectivos liajavam o uniforme da guarda nacio-
nal.
O marque/, de Roissy queixou-se por se nao haver
cumprido o regulanieto da casa 110 dia precedente,
quando ello apresentra a proposta para se inter-
uellar os ministros acerca do estado da capital. So-
bre este ponto houve una breve discusso, em que
o conde do Taschcr c M. Rarthe declararam que as
cousas se haviam passado com perfeita regularida-
dc, e que, por oulro lado, o nobro par costumava
abusar da libenladc da discussfio.
0 presidente da cmara levantou-se, e disse : a
Sis., apenas sei, pelo Monttexir, que o gabinete j
nao existe, e que temos novo ministerio. At ago-
ra ainda nao recobi communicaefo alguma a este
respeito. Ilontom comecou-se a discussilo da lei,
relativa reforma do systoma hypothecario as co-
lonias ; como, porm, nfo esleja presente nenhum
dos ministros, 11S0 se pode deliberar sobre este ob-
jecto. i>
O baro Dupin accrescentou que a eamar nlo
tiuha numero suflicienlc de memhros para que se
podesse deliberar ; e o bar.lo Duval disso quo o go-
verno sabia que a cmara so achava om sesso, o pro-
poz que a casa se conservasso em sessSo permanente,
alim de evitar que fsse preciso nrocurar os seus
membros por toda a eidade, noa'aso do governo
llies dirigir alguma cominunicacilo.
Os pares deixaram entilo os assentos respectivos,
ese reuniram em torno da cadeira presidencial, li-
cando suspensa a sesso.
A's 3 horas correu o boato de que a duqueza de
Orleans e o conde de Paris se dirigiam cmara
dos pares.
Alguns momentos depois, o presidente levantou-
so c disse: Ainda nSo receb communicacSo al-
guma ; -mas sou informado que a regente e o joven
vemos tratar agora da dentaco que tem do intro-
dUFmnuaito segundo o costume, st lancavs a mt-
te a?tr lunas8 se enchiam de especUdores entre os
qaes notavam-se muitos guardas nion.u,K*
cadeiras oceupadas pelos secrtanos HwipM
das e substituidas por nutras de .Jamasco, destm.id^
para os reaes visitantes : o proprm pres den e de,
xou o se., senlo, e collocou-se n'um dos bancos
destinados para os ministros.
Entretanto, por volta de 4 horas, anda n.1o appa
recia ningue,' O prcsidente.levantou,. sessau, os
espectadores se retiraran!, n'um estado do gisnde
^Kusso que a sessilo de 24 de fevereiro so con-
clua ,f. camra do. pares com, a placidez.que eoslu-
moria as sessocs mai
cional de 1703. .,.,, ti(
A sessDo publica devia ter lugar as 3 horasi; te es-
te momento, os ileputauos se uevium ocupar com un
raZnos das con.missoes ...as os eventos so preci-
pitara.,! do tal sorlc, que fo. Iterada a ordern pre-
imento os abeleclda, e 1 hora o presidente to-
mou assento. Cerca de 300 deputados se achavam
'''nmlesl.ilittc levantou-sc, i depois de rogar aos
membros da cmara, e mximo aos .los oxtremos.
quo se poi tassem com toda a moderacSo possivel, pro-
!.,7 m, a amara se declarassc em sessao permanen-
numerosos a-
gumns
da as-
poz quo a cmara se declarassc
e. Kstaproposicr.o-roinrolliida com numeoso
poiados; c liutier o C.ambaceres otTereceram algu
omendasquo Wrarn npoiados por tuna parte da
da realeza causou
sen a. I'elo que, declarou o presidente que se nao
,odia nprosonlar outra proposiciio de permanertta
que nlo fsse nos termos seguirte:. K cmara se
acha en, sesso, c nelta permanecer cmquanto se
na., adoptar alguma moeo em contrario _
Nao houve reelamacae contra esta dccisSo do pn!-
sidcnle. o principiou a sessilo.
l)"po s de meiahoru, .ssoalhou-se que a duqueza
de Orleans, seus lUhos. o conde de Pene e o duque do
Charties u0 lardariam a apresertar-se na cma-
ra : e, com efleilo, dahi a pouco entraram a duqueza
e seus filhos, acompanhados pelos duques de Ne-
mours e de Montpensicr. Com muito Custo peRe-
traram olios o Hemicyclo, que eslava obstruido por
muitos deputados e guardas nacionaos, e foram
tar-so derronto da cadena do presidente
A presenca destas reliquias da real
erande sensaeflo na cmara ; mas a attencuodus de-
putados fi em breve atlrahida por eventos de inte-
rseo ainda mais palpitante. Todas as entradas da
cmara Wram immcdialamente oceupadas por im-
mensa multidaode cidadaos e guardas nacionaes ar-
mados, que adespeito dos gritos, nao podis en-
trar, nao tendea direito de entrar, precipitaram-se no
saiaoe invadiram o Hemicyclo.
A duque/a de Orleans levantou-se, c, tomando das
maos dos iovens principes, conduzo-oS para a lila do
cadeiras que licam por tras dos assentos, erntoim
defronte do presidente. Os duques de Nemours o
de Montpcnsier sentaram-se por tras da pnnerza e
de seus filhos. Reinsvn grande agitac,0o em todos os
pontos do salao, e a nvasfto das tribunas polo povo
ainda mais aiigmentou o tumulto.
Dupin subi entilo a tribuna, e no meio de profun-
do silencio disse :. Na presente situacBo da capital, e
avistadas criticas circunstancias em quese-actiao
paiz u cmara llevo comeqar inmediatamente os
seus trabalhos. El-rel acaba de abdicar. (Sensaco.)
Cedcu a corrta em favor do sen neto, o conde de 1 a-
ris, o nomcou regentea duqueza de Orleans Estas
ultimas palavras fram acolhidas porapoiados pro-
longados, partidos de todos os bancos do centro, o
de .ligninas das tribunas publicas ; entretanto, o la-
do esquerdo inanifestava claramente a sua dcsappro-
vacilo, e urna voz, saida de urna das tribunas, bradou.
Ja lie tarde. Nesle momento levantou-s grande ce-
leuma uo saino ; muitos deputados deixaram os as-
sentos, ese collocaram em torno da duqueza de Or-
learfs e de seus filhos. Muitos guardas nacionaes os
imitaram.
O deputado Mario'subioa tribuna, e assim que se
restabcleceu a ordem, represculou a cmara a urgen-
cia que havia de se loniarqm algumas medidas, que
amaiuasscm o justo furor popular, o pozessem lima
guerra civil. E qual ser esta medida? accrescentou
elle. Agora mesmo somos sabedores da abdicacfio
de ol-rc, e da nomeacno de regento na pessoa da
duqueza de Orleans: mas ha urna le quo conferea
regencia ao duque de Nemours, e o momento_ nao he
proprio para revogarmossemelhantele. c >ubstilu -
la por outra. AssimSou de op.niao que so nome o
um governo provisorio ; nao para dar novas nrtrWI-
coes, mas para, de aecrdo com as cmaras, investi-
gar OS mcios de salisfazor os desejos do.paii. 0 1lado
esquerdo acolieu U proposUcora v.v.ssimas apoia-
dos; e Cremieux,subindoai,r.buna,d,sse: A.e-
guranca publica exige grande med.da, e nto deve ha-
ver a menor demora em dar ao povo senas garan-
tias Se se tivesse praticado deste modo em 1830,
ora excusada nova revolueSo em 1848. Agora nao
ha ouro remedio senilo esUbelecer-se o governo
provisorio. ( Mol Ndo no centro.) Tributo grande
catamento a duqueza de Orleans;( bravo, bravo ) o
me ofTercso a conduzi-la com a real familia a carrua-
gem quo a dove levar.
Ncsta occasiSo urna pessoa das tribunas bradou :
Bou viagem ; e Cremieux continuou nos termos se-
guintes : Respeitamos sinceramente o infortunio ue
el-rei, mas nem por isso nos lio permittido violar as
Icis l'ma lei votada o sanecionada dispoz da regen-
cia, e neste momento n3o pode ser abrogada, por is-

rei se'dirigen paraaqui. (Profunda sensaedo.) De-' so proponho que se noroeie um governo provisorio,
JMatMkiaaH


composto de cinco membros. ( Numerotos apoiados
nas tribunas. )
A pos de Cremieux, subiram successvamcnte
tribuna o pudre do Genoude, que protestou contra
qualquer medida que -( adoptasse, sem a coopera-
gao do povo francez ; e Odilon Barrot, que appellou
para a generosidado da nacao, apresentou a dynas-
lin de julho, symbolisada n'uma crianca, que s ti-
nha por arrimo o brago frgil de urna mulher, e pro-
poz que se reconhecesse provisoriaraenre a regen-
cia, ese consultaste o paiz para que ractificasse a
decisio da-cmara.
Estas palavras excitavam signaes de desapprova-
g8o Das tribunas, e levantou-se a duqueza de Orleans,
e pronunciou algumas palavras que fram abaladas
pelo borborinho da sala. O marquez de La Bocho
Jacqueleio tomou a palavra. e dlsse que, apezar do
respeito que tributava misera situacSo de algumas
pessoas, se nfio podia osquecer que elle se achava
naquelle lugar para defender o povo o a liberdade;
e que na presente conjunctura, tendo o povo reassu-
mido os scus direitos, a camaraje nio tinha carc-
ter algum ollicial, e por isso n8o podia tomar doci-
s&d algum. listas palavras fram o signa) da desor-
dem. O presidente chamou o.deputado ordem ;
levantaram-se todos os deputados, e no meio do
tumulto, una pessoa, que nao pertencia cmara,
( U. Chevallier, edictorda BibUutheca histrica ) subi
i tribuna, e por entre as interrupges e reclama-
res dos deputados, que Ihe eonlestavam o direito
ilc fallar, disse que a cmara nao tinha direito al-
Sii ni para conferir a cora, mas que, se a duqueza
c Orleans o o joven conde tivosscm a coragem de
se apresentarom nos bouievards'jior entro o povo e a
guarda nacional, talvez a iiagloo aeelamasse re.
Nestc interim ouviram-se no meio do povo varios gri-
tos de viva a repblica! L'ma'mullidad armada eva-
di o saldo e muitos individuos armados com espa-
das, lancas o espingardas oceuparam os bancos dos
deputados. O presidente da cmara poz o chapeo
na cabeca, indicando desl'arte que a sessfto eslava
suspensa ; mas semelliante com porta ment n.lo fez
seno augmentar a desordem. Ouviram-se numero-
sos gritos de : lira o chapeo, presidente e alguns
homens do povo apontaram as espingardas para o
residente. Knlrlunto. I.odru Rollin reelamou si-
lencio em nome do povo, e grande numero da de-
putados, se julgando em perigo, procuraran! sabir do
salSo, ao passo que outros muitos se apinhoavam
em roda da duqueza de Orleans c seus ilhos.
Dcpois de poucos instantes a confusSo foi amai-
nando, e por entre as acclamages populares, Ledru
Rollin protestou em nome do povo contra a pro-
posta do governo, lembrando que elle propro ha-
via protestado em 1842, por occasiSo da lci da ro-
gencia, e cnto reclamara a constituigfio de 1791 e
o appello ao povo, e rematou o seu discurso, re-
querendoa nomeagud de um governo provisorio; es-
ta conclusio foi recebida pelo povo com vivissimos
apoiados. Uns agitavam bandeiras tricolores ou in-
ca i nadas ; outros blandan) as armas : red nava a
maior confusio !
Entretanto, levantou-sc de Lamartine, c tlisse :
< Srs., nSo posso dcixar de compartilharos sentimen-
tos de eompaix3o que justamente assaltaram esta
asscmbla, no contemplar o mais afiliclivo espect-
culo que os annacs da humanidade possam apresen-
tar, urna princezaque, com um innocente filhi-
nho, abandonara o seu ermo palacio para se col lo-
car sb o abrigo da nag3o. Mas, ao passo que tribu-
to o mais profundo acatamenlo a este grande in-
fortunio, nao posso recusar a minha solicitudc e ad-
miracilo a este povo heroico que por espago de dous
dias combateu porfiadamente contra o mais prfi-
do dos governos, para conquistar a liberdade e res-
labelecer a ordem. ( Prolongados applausos nas tri-
bunos 1) Mas, nao nos Ildanlos! nio creamos que
a acclamagiio nesta cmara possa substituir a coo
peracilo de trinta o cinco militos de homens. Seja
qual for o governo que se estabelegu, deve ser se-
mentado por solidase definitivas garantas! Como
he que encontraremos nos elementos fluctuantes
, quenoscercam as condges necessarias para o es-
labelecimento de semelhante governo, a nao ser in-
terrogando as cntranlias do paiz c sondando o pro-
fundo mysterio do direito das nages ? Em lugar de
recorrermos a esses subterfugios, a cssas emoges,
{ara mantcrinos una becao, boje falta de estabi-
idade, proponho que se estabelega, nfio um gover-
no definitivo, mas um governo provisorio, encar-
regado, antes de ludo, de estancar o sangue que
ainda corre,e de por termo guerra civil; um go-
bern que possainos nomear sem por de prteos nos-
sos resent montse indignado ;um governo a que
imponhamos o dever de de convocar a todo o povo,
de consultar todos aquellos que, pelo facto de sc-
rem homens, possuem o direito do cidadao. ( Fre-
nticos applausos do povo'. )
Nestc momento, ouviram-se violentas pancadas
nas portas das tribunas, que fram arrombadas, e
um cardume de homens armados invadirm o sabio,
e apontaram *as espingardas para os deputados e o
pequeo grupo que cercava as reliquias da dynastia
de julho. Entilo, o restante dos partidarios da rea-
leza conduzio em bracos a duqueza desmaiada e scus
dous filnos para fra da sala ; e o duque de Nemours,
que os seguir, despaldo a farda de lente-general,
para vestir-se com a sobrecasaca de um (los indivi-
duos que o cercavam, saltou por urna janella, e fri-
gio pelojardim da cmara. .
Entretanto, Sauzet deixava a cadeira da presiden-
cia, e a maior parte dos deputados abandonava os
respectivos assenlos. A de.-ordem subi ao maior
auge Depois de alguns momentos, achando-se o
silencio quasi restabelccido, Ledru Bollin propoz
para membros do governo provisorio os senhores Du-
pont ( de l'Eure ) de Lamartine, Ledru Rollin, Gar-
nier Pags, |Arago, Mario o Cremieux, cujos nomes
fram acolhidos por aclamaces populares o gritos:
ii Para o Hotel de Ville! Njo queremos lista civil!
Pido queremos rei .'
Como aiguem dirigisse a attencad do povo sobre o
paioel que representa Luiz Phiiippe, jurando obe-
diencia a carta ; o povo bradou : abaixo o painel! e
um operario, armado com urna espingarda do dous
canos, e que se achava no Hemicyclo, bradou : dei-
xem-tne atirar primeramente cm .ais Phiiippe! e no
mesino momento disparou dous tiros sobre o qua-
dro. Levantou-se grande desordem o dous homens
. treparam-se sobre as cadeiras collocadas por tras do
assento do presidente, e trata rain de despedazar o
painel com as espadas.
Entretanto outro operario subi tribuna, e bra-
dou : Respeitai os monumentos pblicos .' respeitai
a propriedade! Para que destruir os quadros com
bajas; temos mostrado que o povo francoz nSo se
deixa dirigir por um mo governo ; agora devenios
mostrar que elle sabe governar-so a si proprio de-
pois da victoria. { Applausos frenticos ;.
Nesto momento Dupont ( de l'Eure ) apossou-se da
cadeira presidencial. De Lamartine e Ledru Bollin
em baldo procuraran) obter'um instante de silenci0Iscienl'ficaram o navo governo que se achavam
podr proclamar os nomc8]Promptas a reconhecerem a repblica franceza e
'manieren) amigaveis relaces. Os duques de Au-
male e JoinVille entregaran) Algeria nos commis-
sarios da repblica; e por decreto do governo pro-
visorio de 5 do margo, todos os cidadSos franceses
so convocados a elegerem, no lia 9 de abril,, os
representantes do povo assembla nacional que
dever organisar a nova conslituig3o.
para Dupont (de l'Eure.
dos membros do governo "provisorio ; o como muitas
vozes requeressom os noo -.s, tomou-se o alvitre de
escrev-los n'um papel, que circulou por toda a c-
mara na ponta de urna bayoneta ; c Lodru Bollin e
seus companbeiros sahiram do salSo por entre gritos
de : Para o Hotel do Ville '. Viva a repblica
Tendo sido a sessio encerrada desta maneira, al-
guns deputados pertenoentesjo partido republicano,
dirigiram-se a repartic&o djjluiisterio do interior,
alim dediscutiremahi a insflH^So do governo pro-'
visorio; em breve, o generarXmoriciere veio jun-
tar-se com elles, e todos se dirigiram para o Hotel de
Ville, onde se installou o governo provisorio, com-
posto dos membros seguintes : Dupont (do l'Eure)
Lamartine, Arago, Marie, Albert, ( operario) Gar-
nierPags, Ledru Bollin, Cremieux, Marrast, Louis
Blanc, Fcrdioand Florn.
Os primeiros actos lo governo provisorio fram: a
proelamaeflo da repblica, que leve lugar na mes-
ma noite le 24, e foi recebida com a maior explo-
s3o le jubilo pelo ocano de homens, apinhoados
no paleo do Hotel de Ville e nas ras ajacentes;
a nonieacfo de um ministerio provisorio, cujos
membros ja demos em um dos nmeros desta gize-
ta ; e varias medidas de urgencia : como, por ex-
emplo, a dissolucfto da cmara o a uomeagSo de di-
versos commissarios.
No da 25, o forte de Vincenncs, e todos os fortes
detachs, caliiram cui poder do povo, sem a mnima
resistencia, a cxccpcio da fortaleza do Mont-Vale-
rien que resisti por espaco de cinco horas; e ron-
summou-se a revohi(,'fo.
Todas as gazolas do Pars, at o proprio Jornal dei
Dbales, adberiram a nova forma do governo. Todas
as casas se Iluminaran) espontneamente ; e, ao
passo que o governo provisorio, que so declarara
em sessao permanente no Hotel de Villo, lava pro-
videncias para o restabcleciincnto da ordem o para
organisagSo dosservicos pblicos, iam cliegandn
de todos os departamentos os protestos de adhesSo
ao governo republicano, c so expediam m.leus pa-
ra Toulon alim de que um vapor de guerra lovasse
Algeria as decises dos directores supremos da re-
publica franceza.
tCOfWMERCIO.
Alfandega.
RENIUMBNTO DO DA 11.........".
Detcarrtga hoje, \2tlt abril.
Patacho Santa-Crui mercadorias.
11;01,70*
Pola barca Serafina, entrada hoje neste porto, pro-
cedente de Liverpool, com 28 dias de viagem, rece-
bemos gazetas de Londres at 13 do margo p. p.;
e sabemos agora nao s de todos os pormenores da
revolucao franceza c dos actos do governo proviso-
rio, como lamben) das consequencias que ellaacar-
retou, na maior parte dos estados da Europa,
Ainda nSo nos consta que apparecesse guerra al-
gum no continente europcu, nem lito pouco que
se haja consummado alguma revolucio anloga de
Pars, mas tudo tende para este resultado.
Luiz Phiiippe e sua familia se achavam no castello
Claremont( na Inglaterra), e a duqueza de Orleans
em Berln. Mas todos os outros soberanos, e ateo
proprio rei da Blgica anda se achavam sentados
nos seus- respectivos Himnos, posto que abalados
pelos grandes principios polticos e sociaes, pro-
clamados pelo actual governo da repblica fran-
ceza.
Na Inglaterra, agitam-se os carlista*, e a insur-
reicSoja ergueu o eolio em Glaseow, Edimburgo,
Manchester, o at com Trafalgar-Square na pro-
pria cidade de Londres ; ao passo que a Irlanda
amcacava os seus opprcssores com geral sublevac.To,
as garantas tinham sido suspensas em Hespanha.
O povo levantou-se em Mavence, Cologne, c outras
cidades das margens do Rheno; nos grilos-duca-
dos de Badn e do Hesse-Darmstad, no eleitorado de
Hesse-Cassel; na Saxonia ; na Belgia, c na navie-
ra. Todos estes movimentos fram victoriosos no
outro lado do Bheno.
Nas outras partes da Europa, onde scnoconhe-
ciam porfetamente os eventos que a Franca acaba
de presenciar, continuava o movimenlo instaurado
pelo magnnimo Pi IX.
Em Turin, installou-sea guarda nacional; em Bo-
ma e Florcnca publicaram-se as bases das promet i-
das constituyos ; na Sicilia accendeu-se de novo o
faeno da guerra civil. El-rci Fernando, apezar da
mediaco de lord Minio, recusou conceder aos Si-
cilianos a con.stilnicao do 1812; e reforcou aguar-
nicHo lo castello de Messina, que, por espaco de 42
horas, laucn sobre a cidade um chuvoiro do bombas,
e foi emfini tomado de assalto pelos comprimidos;
mas todos acarretaram concosses da parte dos seus
respectivos soberanos. El-rei da Prussia ampliou os
direitos da nova dicta o dos estados provinciaes. O
SrSo-duque de Hesse-Danustad abdicou A duqueza
e Nassaw, o eleitor de Hesse-Cassel prometteram
constituientes, e el-rei de Baviera fez novas conces-
ses ao povo.
Entretanto, os soberanos da Allemanha em balde
procura ni embargar, por meio de somelhunles me-
didas, as tendencias revolucionarias dos seus subdi-
tos, e amedrentar a Franca com grande desenvol-
v monto do frcas, votadas pela dieta germnica, por-
que nem por isso poderRo evitara invaso das ideias
heroicas messinenses.
El-rei Fernando perdn a Sicilia por causa da
sua louca obstinacilo, e lie provavel hoje que a Sici-
lia so constitua em repblica, com o apoio do Fran-
ca ou de Inglaterra.
Na Lombardia Austria augmentoii o exercito
permanente com mais 30:000 homens; recrutou
torio e a direito ; suspendeu o exercicio los tribu-
naescivis, e instaurou a lei marcial. Reina a maior
coiislcrnacao em todos os pontos daquclle paiz ; as
transaeces eommerciaes pararam inteiramente,. o
cada instante se aguarda um rompimento ao pas-
so que a Hungra se agita de novo ; e se s3o vorda-
deiaos os boatos que cKiam, j ella proclamou a
sua independencia.
Em Franca, o governo provisorio vai progredin-
do com firmeza na sua ardua tarea, coadjuvado pe-
la completa adhesflo do clero, do exercito e (Teto-
dos os homens distinctos daquello paiz.
Tomaram-se medidas enrgicas para refroara au-
dacia doaoialfoitoresquese haviam aproveitmlo do
estado momentneo da anarchia que acompnnhra a
revolucOa, para ron harem e incendiaren) as proprie-
dades. Organ(saram-se 24balalhes de voluntarios,
para dar occupacSo A fracaso mais bellicosa do povo
parasiense. Decrctou-se que cada cidadao tinha di-
reito di exigir da sociedade TRABAI.HO E SALARIO
SIJFFIC1ENTE PARA SE MANTEII A SI E SUA FA-
MILIA. Abnram-seofficinas nacionao para os ope-
rarios sem trabalho, e lixou-se os salario* dos olirei-
ros das'diversas industrias.
Muitas outras medidas do grande importancia f-
ram tomadas pelos.ministros da repblica; mas fal-
lece-nos o Lempo para relata-las, e adiaremos esta
larefa |,ara os nmeros seguintes.
ICntrotantu, u mor parte da natos esliaugeiras
.leraI .
Diversas
CONSULADO GEIUL.
REND1MENTO DODlAU. '
.......................1:671,268
provincias............... 327,519
1:998,787
CONSULADO PROVINCIAL.
ItBNDIMKNTO DO DA II...........1:402,654
Movmeno do Prto>
Navios entrados no da ti.
Liverpool ; 28 da, galera ngleza Sira/lna, de 299 tone-
ladas, capitn John Taylor, cquipagem 17, carga fn>
zendas ; a Johnson Pater & Coiupanhia.
Havre ;_37 dias, barca franceza Zilia, de 237 toneladas.
capitn Le Mettez, equlpagein Vi, carga fatendas
mais generas ; a Columbio-* Si Dedier. Passageiro, Tu-
go, Fi anee/..
Parahba 3 das, lale brasileiro Pureta de-Maria, c
21 toneladas, capitSo Joo Francisco Martina, equipa-
geni 4, carga toros de mangue e barricas vastas.
Navios sahidos no mesmo dia.
Portos do norte ; vapor brasileiro Pernambueana, com-
mandante Joo Miliiiio Henrlqiies. Alm dos passa-
geiros que trouxc dos portos do sul para os do norte
leva a seu bordo : pira o Ce ara, Antonio de Souza
Lean com 2 criado* e 3 osera vos, Antonio Joaquim de
S e 1 cscravs a catre^sr; para o Maranhao, Jos Ma-
noel Barbosa.
Msceij barca Inglesa rutean, cpito Philip llutrirm,
carga a iiiesma que trouxc.
no dia 14 do corronte mez ao meio-dia na sa| j.l
directora do mesmo arsenal, munido de sua prop0.1
ta com scus ltimos precos em carta fechade, e jij
amostras, afim de, vista dos mosnios concurrentes
seren abortas o lidas as propostas, c^darom-se'
convenientes preferencias.
Arsenal de guerra, 11 de abril de 1848.
, Jcae Ricardo da Silva,
Amanuense.
Aadministracltogeral dos ostabelecimontosdel
caridade manda fnzer publico, que, no dia 17 i)0|
corrcnlo,pelas4 horas da tarde.nasala das uas se$.I
sos, irSo pra?a as rendas da casan. 68 do Aterro-1
da Ba-Vista, pelo lempo que lecorrer do dia da ar-l
rematacffoa 30 dejunhode 1851. I
AdgjfnsilrapSn gprii) dos estabelecimentns'd M.|
ridade, 10 de brrde 1848.
O escripturario,
F. A, Calateante Qouiteiro.
CONSULADO DE PORTUGAL.
Tendo fallecido ha 6 annos, na villa deMda, cnn-l
cclho administrativo da Guarda, reino de Portugal,!
na qual era residente, o Dr. Jos Placido Sonres, iris-1
lituiiido por universaes herdeiros seus sobrinlios,re.|
sidentcs ueste imperiu, cujos nomes, iliacflo e lu-l
garcerto.de domicilio nio leclarou no testamento I
por ignorar todas estas circumslancias; c nSo tcrnll
esses herdeiroi mandado tomar conta da beranc,!
ou porque desconhecem ossa nslituiclo, ou porque!
nao existem: roga-se aos mesmos, rsidireol
nesta cidade ou provincia, ou a quem dclles souberJ
se dignem comparecer ou participado ueste consuj
lado, na casa n. 1 da ra da Cruz.
Jaa Baptieta Mmeira,
Cnsul.-
jws. w m % t
**
BEBBBOBBo
Os Srs. accionistas que ainda nto realisaram '<
p'reslacSo de i por cento queiram faze>Io, quan!*
antes; cortos do que a admiitislrac<1o vai dar cuui- ]
primento ao artigo 9 dos estutudos.
O secretario,
B. J. Fernanda Barros.
KDITAES.
Miguel Archanjo Monteiro de Anirade o/flcial da im-
perial ordem da Rosa, cavalleiro da de Christo e ins-
pector da alfandega de Pernambuco, por S. M.o
Imperador, que Dos guarde, ele.
Faz saber que, no dia 13 do correte, ao meio- lia,
na porta da alfandega, se hito do arrematar 13
duziasile perfumirias, no valor de 100,000 rs., im-
pugnadas pelo a manilense Congalo Jos da Costa e
Sa, no despacho sobo n. 4,196: sendo dita arrg-
niutAcfto subjeila ao pagamento de direitos.
Alfandega, II de abril de 1848.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
A companhia do Beheribo faz saber quo no dia i*
de maio prximo, vindouro entrar po gozo do pri-
vilegio exclusivo de venderagoa ao povo, quo Ihe
foi concedido pela lei n. 46, de"14 de junho de 1837,
c contrato de 11 de dezembro de 1838 e de 31 de
marco de 1841.
E, para constar, manila publicar o presente, e hem
assim o oflicio e os artrgos da lci do contrato, abaixo
transcriptos.
Escriplorio da companhia do Bebcribe cm sessao
do 3 de abril de 1848.
Francisca Antonio de Oliveira,
- Presidente.
Btnlo los l'ernandes Barros,
Secretario.
Oficio de S. hxe. o Sr, presidente da provincia.
Em resposta aos offjcos de Vmcs., de 27 de Janei-
ro e 31 de margo do colente auno, tenho a dizer-
Ihcs quo pode essa companhia entrar no goso do
privilegio exclusivo de .vender agoa ao povo, nos
termos da lei n. 46, de 14 de junho de 1837, e con-
tratos de 11 do dezembro de 1838, e 31 do margo
de 18tl Dos guarde a Vmcs. Palacio de Pernam-
buco, I." le abril de 818.Antonio Pinto Chicharro
da Gama..Srs. presidente e membros da companhia
de Iteberibe.
5.0 do artigo 2.* da citada lei n. 48.
Depois de concluidas as obras ter a companhia o
privilegio exclu ivo de vender agoa ao povo por
espago de. annos, contados do dia em que a
fornecer na cidado do Recife, por meio dos aque-
duclos o chafarizes por ella construidos; aunuiiciaii-
do-o por editaes e nas folhas publicas..........
Art. 3.' do contracto de 11 de dezembro.
.Que depois de principiado o privilegio riinguem
mais poder vender agoa ao povo, sb pua de pa-
gar companhia urna multa igual ao dobro do va-
lor d'agoa que trouxcr a canoa ou lancha, podendo,
porm, cscmbarcagOes manda-las buscar a propria
fonto com lanchas tripuladas por niariuheiros.
DccIarncouH
Grandecosmoramal
Hoje estarSo expostas, das horas da larde em|
dianle, no salto do Collogio, junto Congregago,
as seguintes vistas:
1.* Pernambuco, pojo lado da fortaleza do Bru. |
2.* Alaga do Rodrigues, no Rio-de-Janeiro.
3.a A columua do Alexandre em S.-Pelersburgo.
4.* Os arces das agas-livres em Lisboa.
5.* O arsenal de guerra em Kreinel de Moscow, nal
Russia.
6.* O enterro d'O' Connoll em Dublin, na Irlanda
7." A cidado de Cothumberg, na Suecia.
8.a A cidade de Thun pelo lado docemiterio, ni|
Suissa.
9. O interior da matriz de S.-Jos, que aqoi se o-
ti edificando.
10. O interior de una casa de banlio e escola del
nadar, em Vienna.
11. A cidade de aples.
12. A praca d'EI-Ppolo.[do povo] em,Roma.
13. Os tmulos de D. Pedro I e de D. Ignez de Cas-I
tro, na igreja de S.-Vicente-de-Fra, em Lisboa.
14. O naufragio da galera franceza Medusa, em i|
do julho de 1816.
15. Urna cascota emTyrol, na Austria.
Adverle-se que os hilhcles vendem-so na porta i:
entrada a 500 rs. geralmente, sendo gratis para
meninos de 6 annos para haixo.
O director do GRANDE COSMOBAHA tendol
annunciado fazeras cxposigOes das vistas em 6 se-l
manas: agina, por pedido de muitas pessoas, sevl
obligado a dilatar por mais um mez, lindas as el
semanas, e por isso niodificou o prego da enlradil
para que o respeilavel publico fique-do lodo satisfei-l
lo; assim como pela mesilla ordem tem deirrepfrl
lindo as vistas da priineira cxposigflo, porque uiuij
to agradaran!, e elle deseja qu todos as vejam.
m*ATBO PUBLICO.
ULTIMA RECITA DA QUAltESMA.
Sabbado, 15 de abril,
a beneficio do autor Antonio daCunha Soares Guimarnn,\
se representa a famosa pega
O HOMEM DA SELVA NEGRA,
ou
A Fg* DA IHTItlC.
Este excedente drama he dos mclhoros que po-l
lem nas presentes circumslancias subir .scena, nlt!
s por sua moral e dcsenvolvimento, corad porser]
muito apropriado poca e frga da actual comp'-
libia.
O beneficiado, coadjuvado pelo director, seoir-pe-
itha em que elle deixe salijfeito o respeilavel pu-
blico.
PARA OS PORTOS DO SL.
O paquete de vapor brasileiro San-Sebastiao, com-
mandauto Antonio Xavier de Noronha 1 orresSo, de-
ve estar aqu dos portos do nortalo ao dia 15do
corrente, c partir no seguinle.
O arsenal de guerra compra 8 duzias de pratos cumprir umadassuas princ'paesl)bcigiigOes,
)ubJicacoes Literan'as.
1.IVRARIA DA RA DA CRUZ N. 56-
Calhecsmo doutrinal, com pralica sormfles pa-
ra os domingos o fstas prim-ipaos do auno, orde-
nados por D. Fr. Barlliolameu dos MartyreSi arce'
bispo de Braga, o primaz das Hespanhas, para
lr nas parochias do seu arcebispado : a que se jun-
ta a vida do mesmo autor, escripia pelo arcebisp I
D.Rodrigo da Cunta, 1 grosso volunte em 18, maxtmo,
prego 3,000 rs., e encaUornagno do marruquim com
filete dourado, 4,000 rs.
He bem notoria a falla delivros, de-qt se poH
aam servir os reverendos parochos quo descjur
Ollfl\l>rr limu iln^ i?fi -.. nnn^li.i.n ivlvri H'icAc.- J '''
de louga branca de p de pedr-, 8 duzias de ligellas explicar nos domingos*o dias fesiivos"aos seus p>-1
do dita louga, 65 cobertores do algodo, 400 varas f roehianos a doutrina chstla, e os sagrados inys-l
debrim liso e 110 covados de chita para coberlas : torio da nossa santa reliei3o.Para[ occorrer a esta!
quemdiiu gneros quizor fornecer comparecer falla lembraram-se os sdictores do publicar a oVJ
ILEGIVEL


:' ___
cima ; no que Ihes parece haverem fcito igreja'um
servigo nolnvr', pois que ahi -echarSo os reveren-
dos parochos zelosos do aproveitamonto das almas
nxposto nm breves discursos o sermoes tudo quan-
todevem explicar ao povo: ahi achara o povo que
deseja instruir-so na sita dutrina, a desenvolv
ment das verdades evangelices, com clareza lal,
que pdom ser'entendidas anda pola mais curta
inteligencia. Ho, pois^um livro cuja leilura ser a
todos dusumma ulilidado.
Knsuiosobre alguns synonymos da lingoa por-
toguoza, por I. Fr. francisco de S.'Luiz, socio ef-
rcclivo da academia das sciencias de Lisboa, etc.
etc., 1 volunto em 12, mximo oncadernado 4,000
iia.
A nenhum ltlerato he desconhecido o nomo do
Ilustre philologo,autor dosto livro; nenhum des-
conheae este inesmo livro : o todos estilo convenci-
dos da necessidade que tocm do o estudar e consul-
tar a cada momento oescriptor que deseja expri-
mir-se c'ompropriedade de termos em suas com-
posicOcs. Limilamo-nos, pois, a dizer que
presento edicRo, alm'do ser executada com to
da a correccio, o com o asseio que falta na de Lis-
boa, tQTi do mais a vanligem de ser vendida por
ti ni proco que lie quasi metade do que so cos-
tuma levar por aquella cdiglo em papel pardo.
Avisos martimos.
Para a Bahia snhe com brevidade a sumaca Car-
ila, per ter a maior parle da carga prompta : para
o restante e passageiros, trata-se com o mestro, Jos
(oncalvos Simas, ou com Luiz Jos de S Arnujo, na
ra da Cruz, n. 26.
--Para Lisboa sabe, co,n a maior brevldado.pos-
sivel, barca portugueza Teto, capitio Silverio Ma-
noel dos Ites por ter seu carregamonto promptq :
quom no inesmo quizer carregar, ou ir de passa-
gom, para o quetcn escolenles coiiimqdos, diri-
ja-se ao referido capitflo, ou aos consignatarios ,
OlivcirjtonilOs & Companhia na ra da Cruz, n. 9
Pafrb Pcrtoprsieds iiir.%n d ir .lo cor-
rortte, a barca porloguoza Leal, capitilo Manoel Al-
ves da -Cunda : quem nella quizer carregar ou ir
de passagem, para o que tcm excedentes' coim,io-
dos, dirijn-se u Beu consignatario, Hanoel Joaquim
Ramoso Silva.
Para o Porto pretende sabir com muila brevi-
dade a barca portugueza Flor-da-Maya: quem na
mesma quizer carregar ou ir de passagem, para o
que tem cxcellentcs commodns, dirija-se a seu con-
signatario, Manoel Joaquim Rumos o Silva.
-- Para Liverpool sabe mpreterivelmento n gale-
ra inglnza'Swbrd-Fih, capilflo R. Creen, at o da 18
a 20 do corronte mez, oirerccendo para passageiros
asconhecidas viintagcnsde" commodo e de superior
marcha da mesma embarcagAo : os pretndanles di-
rijam-se aos consignatarios, Me. Calmonl & C.
Leilao,
C. F. Fox, estando prximo a rotirar-sa com sua
familia para Inglaterra, far leilo, por intervengSo
docorretorOIiveira, do toda a mobilia de sua casa,
feita a moderna, e" tanto monta nova por ter sido ha
pouco lempo comprada, e parto mandada vir de f-
r consistindo em lindas cadeira* do todas as qua-
lidades inclusive de bataneo, mesas redondas e com-
prida.s para mi'io de sala sophs, consolos, mesas
dejogoe oulras pequeas, marquezas, guarda-rou-
pa toucadores, comuiodus, umu ptima mesa elas-.
tica de jantar, aparadores, lindos lcitos grandes e
pequeos, do ferro e com cortinados do melbor
gosto tpelos, lanternas, Iam-pefJs de globo ricos
appareldos de louga para mesa o para cha, facas e
garfas, colheres, tiem do cozinhu utensilios de
agricultura, um cavallo do sella, seilins, etc.,
primorosos vinhos do Porto, Xcrez cBucellas en-
garrafados, e de multas nutras quididades, c ou-
tros muilos e valiosos arligos, lano utes como
necessarios, aqu mo annunciados, para evitar
maior xtengDo dcsto annuncio : Quinla-feira, 13 do
corrente as 10 horas da mantilla, na Magdalena ,
segunda casa do dous andares, a esquerda pausan-
do a ponte.
corrotores que andam pelas ras, desta praca illu-
dndo os matulos que trazom cargas de genoros de
primeira necessidade, pois por esta forma fazem-se
os ditos gneros muito mais caros.
Precisa-se alugar un sobrado do um andar,
u um prmeiro andar, no bairro do Recife ou do
-anto-Antonio, sendo nas principaes ras i-quem
tiver annuncie, ou dirija-se ao Iheatro novo.
-~ OfFerece-se urna ama para oservico interno de
casa, a qual sabe comperfeicflo exercero mesmo lu-
gar : quem a pretender dirija-se ao Alerro-da-Ra-
Vista, n. 44, venda que foi do Moya.
Aluga-se, pelo prego de 8,000 rs. rensaes, o
segundo andar do sobrado sito na ra da Guia, n.
64 : quem o pretender dirija-se a fallar com Victori-
no & Coima rites, na ra larga do Rozarlo, ou com o
Sr. Inu Pereda, na ra d Sonzalla, n. 7, com
venda.
Quem (ver para alugar. urna ou doas escravas,
pagando-se mensalmcotoe afiancando-seo bom Ira-
lamento das mesmas, drija-se a ra Augusta a ven-
da de Bernardo Antonio Ramos, quo ahi se Ihe dir
quem as pretende alugar, aflm de so tratar do ajuste,
ou annunoie por este Diario, para ser procurado.
Perdeu-se um relogio, patente suisso, com ca-
xa do ouro, urna correnle tambem de ouro ; consta
ter urna preta o achado. Rga-se a quem oachou,
e o queira restituir, quo o leve a ra Direila, padaria
n. 69, que so Ihe darSo os signaes, c ser recompen-
sado.
A abaixo assignado, tendo de intentar acglo do
divorcio contra seu marido, Jos Manoel dos Santos
Vital, para o que j se acha devidamente depositada
pelo ecclesiastico ; o tendo noticia do quo o mesmo
seu marido pretendo vender alguns poucos movis e
somovenles quo possue o casal, e inesmo compro-
metter o casal com dividas plinn tas ticas, ou con ta li i-
dascom lucros enormes, ludo com o nm de a redu-
7ir miseria ; avisa ao respeitavel publico quo nin-
gem faca eontrato algum com o mesmo seu marido
respeito dos bflns do casal, assim como ao mesmo
lempo roga que ninguem so presto a coadjuvar as
mas intencOcs ilo dito Vital, e protesta pela nulli-
dado do qualquer contrato ou divida figurada, por-
que ludo he fuilo om fraude da annuiiciante, e para
comprometiera sua meagilo.
/>>(ri'i/yi Maria das ChaattS.
A moa regedora da irmanJade do Scnhor dos
Passosda freguozia tic San-Frei-Pedro-Gongalves ro-
ga ciicarccidiinieiitea lodosos i minos, para quo se
dignom do comparecer s 3 horas da larde do da
sexta-feira, 14 do correntemez do abril, alim de ac-
companharem a procissaodo triunipho, quo tom to
sahir da ordom 3 do Carino; esperando da relgio-
sidatle dos mesinos ir nulos a sua prompla coadjuva-
gfio, para maior esplendor desle acto venerando.
Desencaminhou-se, no da 7 do correnle, ao ie-
colher-se a procissao do Senbor dos Passos para
sua Ig'reja. urna salva pequmn. do pratn : qualquer
pessoaque por descuido a.tenlia levado e ignore aon-
de a deva entregar, o potlor fazer na luja do cora do
Fortunato Carduzo de Gouveia, na ra da Cruz, por
detrs da igreja do Corpo Santo, que ser recom-
pensada.
I'recisa-sc de um caixeiro porluguez, de 12 a t6
anuos, que d fiador a sua conducta : em Fra-de-
Porlas, laigo do Pilar, n. 17.
--Na padaria da Santa-Cruz, casa de urna porta,
precisa-se do um caixeiro para a mesma padaria.
Tora lugar, sexta-feira, a ultima praca da pro-
pricilatle sitana travessa do Encantamento do bair-
ro do Itecife, por oxecucSo pendente nojuizodoci-
vel) o na sala das audiencias.
Vende-so um moleque de dozo annos,
muito lindo c esperto, sem vicios era
achaques ; urna negra Mozambique ,
muito moga, sem vicios, que cozinha-
perfeitamente, oneo/nma soffrivel, co-
se, lio perfeita Utadeira, e vende na
ra ; urna crioula opilo moca. Com al-
guma habidade; n ra do Vigario, n.
24, se dir quem vende.
Avisos diversos.
r^SP-
Der Vorstand des doutschen lllfsvcrein rrsu-
cliet die Mitglieder desselben am Donnerstag den 13
April um 19 Uhr sich im Hause.n. 4 ra da Cruz zur
allgemeinen Vcrsammlung einzufinden.
Reccbem-sc escravos de ambos os
90X08 pora se venderem de commisso,
para quulrjuer parle que os seus donos de
Koga-se ao Sr. fiscal da Boa Vista
que lance suas vistaspara o becco dos Fer-
"__ reros, que esl em estado de se nao po-
der transitar.
Em resposta no annuncio publicado no Diario
de Pernambuco n. 75, do l.o do abril do corrento au-
no de 1848, por Feliciano Jos Comes, o abaixo as-
signado Umu a alizer que, em resultado das tresac-
efies commerciaes, havidas entre elle o seu pai, o
Sr. Alexandre Jos Comes, Ihe ho este devedor de
21:112,541 rs., liquido al 31) do junlio de 1846, co-
mo consta das contasque o mesmo abaixo assigna-
do entregbu em lempo competente : alm dis.so, ha
ainda oulras IransacgOes por liquidaren! favor do
anua outras iransaccocs por uquiuar em laiuruu
terminaren!, com a maior brevidacle pos- abaixo 89Sjgna,|0l como ludo demonstrar opportu-
H
sivcl ; e a vista da boa ou m venda se
Ihe gratifcala ; olTerecendo-se toda e
qualquer seguranca a respeita dos mea-
mos : ama da Larangeias, n. 14,se-
gundo andar.
PltOClSSAODOTRIMPHO.
K mosa'regcdorn da veneravel ordem terceira do
Carmo tlesla cidade, tendo de apreseular, no dia 14
do do corrento, polas 3 horas da tarde, a procissflo
do triumpho dos pasaos do Senhor roga aos mora-
dores das ras,estreita do Hozario, do Queimado,
das Cruzes, travessa -da ordem tercoira do S. Fran-
cisco, mas da Cadeia de S.-Anlono, do Recife, da
Cruz, travesa Trapichean Vigario.travessailo Encanlanieiito a sabir
nartiadaM.nlit'-le-Deos.edeslaiida Cadpiaeinaogiu-
int'iilo ns do Collegio, do Queimado, do Livramenlo,
^K travossn do iMarisco, ra de llrlas o palco
no a r.>colhVr-M!, mantfem limpar ditas ras
acbarom com a precisa decencia de por
.fpodr transitar o Salvador do mundo. C.onvi-
i iguamenle pelo presente annuncio i todos os
Srs. reverendos'sacerdotes que a quizefem o'obse-
quiar e cooperar para o esplendor de tito acto, a
que comparecaiu na gruja da mesma ordem s horas
indicadas, para acompaiiharoi a referida procissro.
Troca-se una imageni ilo Menino-fleos, coroen-
feites de ouro, muito hem acabada : na' ra do Pa-
drc-Floriano, n. 35.
Iloga-So as auloitlades do |Hm. Sr.-chcfo de
polica que dem providencial respeito de tintos
mente em juizo competente. Antes disso, porm,
incumbe interrogar ao Sr. Feliciano Jos Comes,
qual o motivo por que seu sogro, oSr. Alexandre J'v-
s (.ornes, fez urna cessao, e nflo oH'crcceti o libcllo
em seunome? Nlo seria por temer a reconveng;lo
e ficar cm resultado condemnadoa pagar os tontos
ders. que deve ao abaixo assignado? OSr. Feliciano
Jos Gomes que aprsenlo a escriptura da cessilo
que diz no Diario cima referido. Faca publico o
ajusto parlicXilar, na mesilla mencionado. Explique
quat's sao, e<|tqs por contos da demanda. Publique
qulra esrJrtplurn de cessSodo valor do 32:255,153 rs.,
feita no Rio-de-Janeiro, pelo cartorio de Castro, em
19 de outubro de 1847, na qual houve quem cedosse
aquillo que rulo era seu. Publique qual he o objectu
que, porueando a seu dito sogro, esteja desemba-
racado, ou quo nTo esteja on nomo dellc Feliciano,
e depois do tudo explicado com verdado, se conho-
cef quem he o menino bonilo e cheiroso. A res^
peito a divida qtieddo 6:000,000 rs., propria o nlo
cedida ao Sr. Feliciano, o abaixo assignado s dir
que, do inventario do sou casal, pelo juizo de or-
phfios, consla a verdade, e que a Sr. Feliciano use
dos meio ordinarios, para convencer a quem con-
testa-la, o guando estivor liquidada, ser paga na
forma da leflHtfe o Sr. Feliciano Jos Comes con-
linuar coin'flHua annuncios, aos qnaes o abajxo
ssignado s6 tornar a rosponder so elle apreseular
os documentos e explicagOes exigidas, e na falta se-
ra tido, perante o publico, como deve ser.
Joii Antonio Gomes Jnior.
precisa-so de um rapaz, para caixeiro de venda,
que tcnba alguma pratica: na venda da esquina da
Camba-do-Cartno,
LOTERA
Do Hospital 3*0(1 ro II.
O thesoureiro desta lotera principia apagar, do
dia 13 do brrente em divnle, os premios sabidos na
terceira quinta parte da mesma lotera : cm sua
casa, ra Direila, n. 88. Os bilhetes da quarta quin-
ta parte desta lotera acham-se avonda nos luga-
res j amanenlos, o brevemonte se marcar odia
impreterivellPquodevom corrers rodas.
Quem tiver urna cadeira de arruar, da forma das
que se usam na Bahia, e a queira vender, dirija-so a
casa de Jos Francisco Relm, no Forte-do-Mattos,
que far negocio.
William Raymond retira-so para Liverpool.
Precisa-se de alugar urna preta de meia idade,
ou preto de boa conducta, para o servico de casa, e
tambem se compram : na ra larga do Hozario,
n. 25.
. A Voz do Brasil n. 24 osla a venda nos lugares
do costum.
Precisa-se do urna preta captiva para fazer o
muito pequeo servico da cozinha de urna casa do
muito pouca familia-. a fallar na ra. do Aterro-da-
Boa-Vista, n 3, na loja.
0 Sr. A. A. F. J. queira vir tirar seus penhores
que tem na m,"o do Jos Francisco do Lima, na ra
Direila, n. 78, no prazo de 8 dias, contados de hoje:
do contrario, serilo vendidos para seu pagamento
to principal o juros, e o mesmo Sr. cima perder
todo odireiloaos mesmos penhores. Recife, 11 de
abril de 18)8.
Ama de leite.
Na ruada Cadeia do Recife, n. 44, segundo andar,
com frente para o becco da Cacimba, precisa-se de
urna ama que tenha bom leito, sendo forra e som
cria.
Quem quizer encarregar-se da criaco de urna
manea do dous mezes, annuncie por esto Diario, pa-
ra ser procurado.
-- Precisa-se de urna ama do loito, qur da pra^a
ou do licito : na ra do Queimado, loja de Antonio
da Silva Cusmilo Jnior & Irmlo,
Precisa-so do urna ama para o servico de um*
casa de familia na ra do Trapicho, n. 44.
Alugam-se dous protos, proprios para armazem
do asaltear, ou servico de pedroiro : na ra do Colle-
gio, n. 3, segundo andar,
No dia quinta-fer, t3 do correnle mez de abril,
he a ultima praca cm quo so tlevem arrematar o si-
lo do Salgadiiilio e os trastes da Iterativa jronle do
padro Jos Comes Floros : a arrematadlo he na por-
ta da casa da residencia do Sr. doulor juiz dos or-
phflos o ausentes, na DOa-Vista, as quatro Horas da
tarde.
Itothe & Bidoulac constituem para seu bastantes
procuradores aos srs. F II. Luttckens o F. A. Dose.
Emilio Bidoulac vai fazer urna viagem Eu-
ropa.
Jos de Barros Pimenlel, natural da provincia
das Alagoas, onde reside, saliendo que ha oulra
pessoa do igual nome, scientilica ao publico que da-
Mi por (liante assignar-se-ha Jos de Barros Pi-
menlel do Reg Falcffo.
Manoel Caetano Pereira de Mondonga rctira-se
para a Europa.
Guilherme llowie, subdito Inglez, relira-so pa-
ra a Inglaterra.
Precisa-so de um homem Porluguez que enten-
d de jardim o planlacOcs de arvoredos para um
pequeo sitio porto de cidade: no pateo de S.-Pedro,
sobrado n. 1.
Compras.
- Compra-sn um escravo que sirva para sitio e
tenha boa conducta ; urna escrava boa para ra e
que nao soja viciosa : paga-so bem : na ra de
A'goas-Verdes, n. 46.
-- Compra-sea obra de direito civil, em latim ,
por PascoalJos de Mello Freir ; quem tiver, an-
nuncio.*
Coinpram-so com ps de larangeiras, de seis
palmos : na ra do Queimado, n. 12, ou annuncie.
Conipra-se, ou aluga-se um brat;o do balanza,
com pesos o mais pertences que possam pesar 12
arrobas : na ra do Raugel, n. 36, primeiro rndar.
Compra-se, para o Rio-do-Janeiro, una escra-
va parda clara, de n3p maior idade, 1|ue tenha 18 a
20 annos, que nlo tenha deleito algum pbysico, e
quo tenha alguma babilidado, para criada grave de
uina casa do familia respeitavel: na ra do Amo-
rim, n. 15.
Vendas.
Vcndem-se Breviarios romanos; Ceremuniaes
dilos ; ilual de Paulo V ; Rhetorica pelo rev*
rondo Falcilo Padilha ; LicOes do eloquencia, pelo
reverendo Sacramento Lopes; ditas por Carvalho ;
Tompsom ; Ahrns ; Ferros; Portclet; o outros mui-
4os livros : na ra de S.-Francisco, outr'ora Mundo-
Novo, ii. 66.
,v
o helio sexo femenino.
i. 4.
Vendem-se ptimos e bellos lengos do cambraia
de vordadeiro linbo circulados do nido, proprios
para osados da semana-sania na loja de miude-
zasde Joaquim Henriques da Silva, ao p do arco
do S.-Antonio.
Cabellos pretos.
Continua sea vender agoa do Ungir o cabello e as
suissas : na ra do Queimado, n. 31. O inolhodo de
pplicar-se dita agoa acompanha os vidros.
- Vende-so urna poiyilo do prats em obras, isto
he, collieros. salva, ele. etc. i nesta typograplua se
dir quem vendo.
LOTERA ll RIO-nE-JANEIRO.
Vendem-se bilhetes e meios ditos da 14.' lotei ia a
beneficio do Monte-Po: na ra da Cadeia, loja do
onmbio, n. 38, do Manoel Gomes da Cujihte Silva.
Vende-se una negra de nacSo,ptima bocetci-
ra, que cozinha, trata muito bem do urna casa.e n3o
lem vicios nem achaques: vendo-se por necessidade,
e d-se por preco commodo : na ra do Arago, n. 9.
Vondc-se una cadeira de arruar, em muito bom
estado : na ra do Amorim, n. 15.
Vende-sc una marqueza duas banquiuhasde
meio de sala do angico, am bom ostado, por coir-
modo preco : na ra da Praia, outr'ora do Fagun-
des, n. 50.
___Vendem-se 4 temos de medidas de folha eum
de pao, ludo muito em conta : nas Cinco-Pontas, n.
106
-- Veude-se o Museu Pittorttco, encadernado em
bom estado, por preco co.nmodo: na rut mreiia,
padaria n. 82.
Sarja hesparihola
de superior qualidade; Jos pretos de todos osi ta-
manhos; chales o mantas de seda pira senhora ,
flores muito lindas, para caberla e chapeos ae se-
nhora ;borzeguinsesapatos de lustro, para senno-
ra; loncos de seda para mSo; ditos de aetim preto
para grvala ; lavas de pellica a do seda para senno-
ra ; ditas de seda pretalpara homem ; crepo de to-
das as cores; chapeos de sol, de seda, para homem
cscr.hora; ditos de massa francesa,,ii -'""rior
qualidado e do ultimo gosto de Pars ; dilos de se-
da para cabeca de senhora; o outras mais ralea-
das quo se venderBo na loja nova de Domingos An-
tonio de Oliveira, ra Nova, n. 80.
LIVRARIA DA RA DA CRUZ, P. 5.
ntreos livros de direito o outros, chegados pr-
ximamente de Paris, notam-se os seguntea:
Colombel, desinstitutionsde la France,.consid-
reos au double point do vue civil et poTitique, t
vol. 118.', 1846. ?
Story, commentaire sur la constltutlon dos Elals-
Unis, traduil par Paul Odent, 2 vol. ii8.. 1845..
Eschbach, cours d'introduction general a rtude
du tkoit, 1 vol. inl2, 1846.
Ilenri Jouffroy, catechisme do droit naturel a
l'usago tles otudiansen droit, I vol. in 8.', 1841.
Malepeyro, traite lmentaire du droit naturol ct
du droit des gens, 1 vof. in 32, 1849.
Na ra Nova, loja de alfaate
n. 14,
acha-sc um riquissimo sortimento de obras feitas,
assim como um completo sortimento de fazendas,
como sejam: pannos Anos pretos, do molhor que ex-
iste no mercado; ditos do todas as cores; alsira mes-
ciada, da largura do panno, para palitos ; casaca ;
sobrecasaca; vestido de montarv ; casimira elsti-
ca e bonitos padrn*; rico* riSrlos de colletos de se-
da; gorgurilo; volludo; setim maco superior; as-
sim como oulras muitas fazendas, tudo por preco
commodo. '
Vende-se, no valor do 3:750,627, rs., o sobrado
do pateo de N. S. do Terco, na esquina do becco do
Lobato, com chaos proprios, livres o desembarace-
dos de toda o qualquer quostBo judicial : na ra dos
Assoguinhos, n. 25. Na mesma casa vende-sa um pa
lanquim e urna colcha d damasco encarnado.
A bolhacbiiha aiiuunciada com 0 tituloRega-
la--s se vende na pallara de urna porta, na praca
da Santa-Cruz, oa esquina da ruado Collegio, ven-
da de Jos Comes Sobral, "e travessa da itaare-ilu-
lloos, n. 14 : o seu preco he do 320 rs. a libra. Na
mesma padaria ha para vender alguns mergulhos
de parreiras, com muito lindos caixos de uvas mos-
calel-jsmim.
Diccionarios inglezes.
Vende-se um jogo de'diccionariqs inglezea, em
formato grande, por Vieira, pelo preco mui com-
modo de 20,000 rs.: no Aterro-da-Boa-Vista, loja
n. 78.
DIREITO PUBLICO CONSTITUCIONAL.
Vendem-so licfles do direito publico constitucio-
nal, por Ramn Sales, traduzido em porluguez,
o encadernado por 1,600 ra. : na livrsria da praca
da Independencia, ns. 6 o 8,
Vondeni-se quoijos londrnos; presuntos para
fiambre; latas com lagosla guizada; frascos de mos-
tarda e conservas ; ditas para podins ; latas de sar-
dinhaseliervilhas : tudo de multo superior quali-
dado : nn ra do Trapiche, n. 44. ,
Vendc-so um palanquimda Babia o um guar-
a-vestidos : na ra Nova, n. 32, segundo andar.
~ Vendem-se cortes de colletes de casimira pe-
lo barato prego do 2,560 rs.; dilos de velludo, su-
perior fazonda crieos padrOes, polo diminuto pre-
go do 4,000 rs. : na ra do Queimado, loja nova,
Vende-se, na loja da ruado Crespo, n. II, dic-
cionario MagnOin Lexicn, edicHo |portugueza, cora
727 folliasjChefsd'ceuvredo Voltaire, 5 v. ; Salus-
tio ; Virgilio ; Horacio; Tito Lvio ; Solela ; Fbu-
las ; e um completo sortimento de livros por preco
muito commodo. ...
Vende-se vinho de Lisboa; mnito superior cha
hysson, vindode Lisboa, a 3,520 rs. a libra ; latan
com ameixasbrancas e pretas ; ditas com peras;
ditas com figos; ditas com sardinhas: diUs co-n
hervidlas ; prosuntos i nglozes para fiambre; con-
servas, ele.: na ra Nova, n. 3, venda de Antonio
erreira Lima. .
Vende-seassucarrefinado empaes dolo a it
.ibras :na ruado Trapiche-Novo, n. 22, armazem
de Hebrard & Companha.
Vendc-scuma preta que cozinha o diario da
ia casa, lava de sabHo e van ella o vonde na ra : ,
, ra de llortas, n. 110.
Vende-se urna escrava do nacao, moga, boa
engommadeira e que cozinha o diario de urna ca-
e cose chio na ra do Queimado, loja n. 19, se
r o motivo da venda.
Vendem-se barricas vasias, por prego commodo:
) caes .la Alfandega armazem de F. D. Ferreira.
Vende-se urna casa terrea cm. Fra-de-Portas ,
quasi no (im da ra, de porta e janella. assoalhada,
com tres quartos, cozinha fra, com quintal e por-
toparaa ra dos Cuararapes; assim como urna
casinha no fundo da mesma casa com frente para a
dita ra dos Cuararapes a fallar conj o escrivSo
Alcanforado, ou com o caixoiro do Sr. J. J. Montei-
rL_nvcndem-se dous moloques, um mulatinho eum
nroto-do nago, muito mogo, do bonita "gura, bom
CQZiniieiro,que faz toda a comida que so Ihe mandar
fazer: na ra da Penha, n. 21.
Nobotquim da Cova-da-Onga na ra larga
do Hozario, n. 34, continuam-se a vender superio-
res bichas do llamburgo, as maioros, a 300 rs.; im- .
medalas, a 200 rs.; e pequeas a 100 rs.; um pa-
pagaio bom Tallador; e cinco barris servidos de vi-
nlio por progo muito commodo.
Vendom-secaixas, moias ditas e quartos cora
passas do superior qualidade: no armazem do Sr.
Dias Ferreira derronle do guindaste da alfandega. ^
Vende-se salilro retinado, do muito boa qua-7
lidade : no escriptoro de Claudio Dubeux, na ra
das Larangeiras n. 18.
~ Vendom-so duas negrinhas, urna de 14 annos,
e a oulra de 9: ambascosem.oa primeira cozinha i
na ra larga do Rozarlo, o. 46, t.audar.
TO1J
na
s:
di
no


M-
Vende-se urna preta de 18 annos, de elogante
figura, que cozinha o diario de urna casa, lava e en-
gomma liso: na ruado Amorim, n. 13], segundo
andar.
flfe Vendem-se chapeos de superior
^C^ castor, brancose pretos, por preco
j milito barato : na ra do Crespo, n. la,
foja de Jos Joaquim da Silva Maya.
Na nova tajada ruada Cadeia
do Recife, n. 32, de Claudia
no Sal ador Pereira Braga.
vende-se casimira carDda fina e enfeslada, para
capas dos irmSos doSS. Sacramento a 2,000 rs. o
covado.
Casimira elstica, a 720 rs. o
covado.
Na loja da esquina que volta para a ra do Colle-
gio n. 5, vende-se casimira elstica de Ifia e algo-
do de lindos padrOes o muito encurpada pelo
bantoiirego do 720 rs. o covado e que so torna
recommendavel para a ostagfio presente.
Ricos tapetes
para ornar salas, mesas, candioiros, lanteruas, cas-
tienes o campanillas, redondos, quadrados o trian-
gulares bordados u de oleado com lindas franjas
de lila de todas as coros; luvas do torca I, proprias
para aQuaresuia, ao ultimo gusto do Caris, pretas e
brancas com dedos e som ellos, a 1,600 is. o pnr ;
alpaca de linlio, a 640e800 rs. o covado : na. ra do
Queimado, n. 27, novo armazein de fazendas, de
l!;iyMiiimlo Carlos l.eite.
-* Vende-se a venda defronto da matriz da Boa-
Vista n. 88. As pessoasque tecm oslado em nego-
cio com ella, dirijam-se a inosma, que se fai a qual-
quor trato que melhor Ibes cunvenha; bem co-
mo outra qualqucrpessoaqueaqueira comprar.
A I #600 rs o co va rio.
Vende-se merino preto de 7 palmos de largura
pelo barato preco de 1,600 rs. o covado : na loja d
esquina que volta para a ra do Collcgio, n. 5, de
Cuimarfies & Compauhia.
.. Ao desengano do bom
barato.
Vende-se superior sarja preta hospanhola, pelo
barato prego de 3,030 rs. o covado : a sua qualida-
' de ho tilo excellento quo nao precisa de elogio al-
gum i na ra do Coogjo, na nova loja da estrella,
n. 1.
Faunos
finos.
Vendem-se superiores pannos finos, prova de li-
milo, pretoe azul, a 3,080 rs. o covado; dito fino
azul o preto e 4,500 rs.; dito preto de superior qua-
lidade e j bem conhecido pela sua baraleza.a 5,000,
5,500,6,500e7,000 rs.; casimira preta limisle da
mellior qualidade, largusa de panno muito fina a
11,000 c 12,000 rs. o corte de caiga i na ra do Col-
legio, loja nova da estrella, n. 1.
Chitas pretas assetinadas-
Vendem-se as j bem acreditadas o superiores
chitas pretas assetinadas, do ultimo gosto a 240
rs. o covado : na ra do Collcgio, loja nova n. I.
i
VELAS DE CERA.
Venderse, na ra da Ca.
deiado Recife, n.37, cera
em velas, de superior qua-
lidade, fabricada em Lis-
(& bae no Rio-de-Janeiro,
r-
m

rfc
R
em caixas pequeas e sor-
lulas ao gosto do compra (g|
dor : lambem se vendem (i
barato do que em olra
ualqiier parle.
-- Vendem-se acedes da ex-
mela compauhia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de 0-
liveira limaos & C, ra da Citiz,
n. &
Pan no (Jo uro.
Vcndem-se superiores cortes de calcas da fazonda
panno-couro par ser do duragfio extraordinaria o
de padrdes escuros proprios para o trafico polo
diminuto proco de 1,600 rs. o corto : na ra do Col-
legio, loja nova da estrella, n. 1.
Casimiras finas e elsticas.
Vendem-se superiores casimiras finase elsticas,
a 1,000 rs. o covado; cortes de ditas do cores, muito
linas, a 6,000 rs. / superiores casiuiiras pretas da
mellior qualidade, a 6 o 9,000 rs. o corte : na ra de
Collegio,loja nova n. 1.
Xovo bramante,
de II palmos de largura.
Na loja da esquina que volta para a ra do Collc-
gio n. 5, vende-se o novo bramante de puro linho,
com 11 palmos do/largura pelo barato preco de
2,800 rs. a vara.]
Vendem-se, na ra do Queimado, loja do miu-
dezas n. 24, luvas de pelJica, para senhora e homom;
ditas de soda compridas pretas e de cores; los de
seda preta muito finos ; couro do lustro muito bom
o barato; marroquim de coros; longos de setim
preto; ditos de cores, de ricos padrOes; chapeos de
pal ha fina ila Italia, para homem c meninos; cortes
de collete de gorgurflo do seda ; bengalas finas; co-
Iberes de casquinha; caixas de massa de tartaruga ;
meias de seda preta para senhora : ludo por preco
mais barato do que em outra qualquer parte.
llilho.
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes da
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
Vendem-se cortes de vestidos do seda
preta lavraJa ; verdadeira sarja de se-
da hespanhola; los de linho preto, bor-
dados de seda; cortes de colletes de
velludo lavrado, pretos e brancos de
ricos gostos; superior setim preto do
Maru para vestido; chamaloto do
lislras o ondeado; merino preto muito
fino a 3,500 rs. o covado; chapos de
massa francezes os mais modernos ;
superiores chales e mantas de seda ;
meias de seda do peso, brancas o pre-
tas ; longos de seda para grvala de
bom gosto ; riscados francezes pa-
drOes novos o muito finos para vesti-
dos; pannos de cures e pretos, de todas
as qualidades ; e outras muitas fazen-
das de gosto por menos preco do que
em outra qualquer parte : na ra do
Queimado, loja do Jos Morara Lo-
pes& Compauhia qualro-cantos, ca-
sa amarella, n. 29.
Sarja hespanhola.
No novo armazem de lazendas, de Raymundo Car-
los Loite, na ra do Queimado, n. 27, ha chegado
mu ptimo sortimenlo da verdadeira sarja hespa-
nhola, a 3,200 rs. o covado ; tambem ha do 2,200,
2,500, 2,800 e 3,000 rs.; panno fino, prova de li-
mfio, a 3,800, 5,000, 7,000, 8,000, 9,000 e 10,000 rs. ;
chapeos francezes finos, do ultimo gosto de Paris ,
com aba maior, conformo a nova moda, a 7,000 e
8,000 rs. Nestearmazom tambem se vendem fazen-
das por atacado o mais barato possivcl.
Cheguem as novas pechin
chas.
Na ra dol.ivr&mento, n. 14, vondaoi-se chitas de
coberta a 160 rs. o covado, e a peca a 5,400 rs.; di-
tas para vestido, roas e de cores, a 160 rs.,- mada-
polfio fino, a 4,000 rs. a pega ; casimira prota supe-
rior.; sarja hespanhola, a 2,500 rs. o covado; len-
cos brancos, a 240 rs ; e outras muitas fazendas ba-
ratas.
Vendem-se ancorctas de
diversos tamanhos, com vinlio da
Madeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade: no escriptorio de
Oliveira Irmos & C, na ra da
Cruz, n. 9. t
Vendem-se presuntos, baldes e linas proprias
para lavar roupa ; vassoura para varrer. salas e ta-
petes : tudo ltimamente chogado dos Estados-Uni-
dos : na ra da Cruz, n. 7, armazem de Davis & C.
Vovs riscados
inonstros.
Na loja confronte ao arco de S.-Antonio, n. 5,
chegou um novo sortimento de riscados ministros,
decores lisas e lindos padrOes com urna vara de
largura pelo barato prego de 320 rs. cada um co-
vado
-- Vende-se, on permuta-se urna casa torrea si-
ta na ra do Bom-Sueosso em (Huida, tuda recti-
ficada de novo, com um sitio em clifios proprios,
por barato prego na praga da Boa-Vista, n. 6, ou na
ra de S.-Francisco casa da esquina quo volta para
a ra da Florentina.
--Vende-se um preto bom carreiro; 1 pardo do
20 anuos proprio para pagem ; una parda de bo-
nita figura ; 2 pretas com habilidades; 1 dita boa
doceira : no pateo da matriz do S.-Antonio., sobra-
do n. 4.
_vende-se milho nriilo bom, a 3,200 rs. pela
medida velha om porgflo de .-.Iqueire, o mesmo a
rctnlho de quarta para cima ; farinhada trra mui-
to fina, por prego commodo : na ra da' Praia, ven-
da n. 27.
Na ra do Sol, n. 13, vendem-s os seguimos li-
vros muito em conta, lodosjuntos, ou separados:
F.scola palheographioa, ou de ler lollras antigs des-
dea entrada dos Godos onvHespanha at o nossos
dias obra indispensavel para quem teni a seu car-
go cartorios de conventos irmundades, etc.,; Geo*
graphia da Europa, por M. V. Parlsot.lv.; Revo-
lugesde Portugal, por Verlot; Estmulos do amor
de Mara.; Sinlaxe latina do padre Dantas; Historia
da condessa de Bregi; Flores de llespanha e excel-
lencias de Portugal, em que brevemente se trata do
molhor desuas historias e as de todo o mundo,
desde o seu principio ate nossos lempos : Theologia
do Cuniliali,2 v.; Constituiges de bispado doCoim-
hra ; Atlas elementar com 33 mappas Iluminados,
aondese v a prodigiosa grandeza di Franca no
lempo de Napolefio, rica encadernnefio ; Methodo
geograohico, 2 v.; Quintiliano em latim ; Historia
da revolugfio franceza, por Minhi; D. Migue!, suas
aventuras escandalosas etc.; Arithmetiea de La-
crois; decretos do concilio doTrento, quesedevem
publicar cm as parochias; 3 Breviarios ; 2 cadornos
do Santos novos ; Qnintiliano traduzido por Jerony-
mo Soares; Avisos e reflexOes sobre o estado reli-
gioso ; Virgilio; Sinlaxe explicada; Exame do
confessores; Historia ecclesiastica do Gmeiner ; 12
tomos dos sermOes do grande padre Antonio Vieira ;
Directorios de parochos; Sol nascido no occidente,
etc., ou vida de S. Anlonio;|G!Tlcio da semana-santa,
vulgo ripanso ; Dragues do Cicero ; Arto de pregar ;
Theologia do Larraga com illuslrages, 4 v. ; Ele-
mentos de historia, geographia, [chronologia, bra-
ziio, historia universal, etc., 2 tomos cada um
SermOes escolhidos dos melhores autores italianos
e francezes, 3lomos ; Noticia succinta dos monu-
mentos inligns da lingoa e dos subsidios necessarios
para o esliido da mesma por Jos Vicente de Mou-
i i a, obra rara e indispensalvel aos professoros de la-
tim 2 v.; Biblia sagrada, por Joflo Baptisla Homel,
2 v.; Julio chrstfio ou epstolas selectas de S. Je-
ronymo; Promptuario de theologia moral de Larra-
ga : Salustio Stira dnSulpicia, matrona romana:
Deducgfio chronologica aonde so vem os motivos
por que os jesutas formn expulsos de Portugal;
Actas de lodos os concilios geraes o particulares ce-
lebrados desde o lempo dos apostlos at nosso lem-
po, 2 v.; Burro de Virgilio, 2 v.; Arlo explicada de
Mtdureira, 2 v.; os 3 livrosdo Cicero sobre as obri-
.;ih;o.'s civis traduzidos cm porluguez; Vida de
Marco Brulo; Resumo das nocOes preliminares de
arithmetiea pelo professor de primeiras ledras do
Olinda ; certezas da religiflo 1 v.; Biblia sagrada ,
traduzida por Sarment, com texto latino em fren-
te, o ptimas notas; Discordia concors. aondo so
comlunam differentes lugares dos Evangelistas que
parecem oppostos ; Pralica criminal do. foro militar,
para os concolhos de guerra ; Esludo curioso livro
de theologia moral; Tribunal de ordenandos ; Me-
Ihaphysica de Cenuense ; Thesouro de pregadores,
3 v.; Tratado dos maleficios, etc. ; Burro de Salus-
tio ; Arte explicada por Madureira 1 v. ; Conlos
moraes; Etioa de Heineceo, traduzida em porluguez;
Telemaco com estampas; Promptuario do theologia
moral, por I,ai raga ; Cadornos de Santos novos; Pa-
negricos recopilados dos melhores autores, 3 v.;
Geographia histrica, 8v.; Cornelio Nopolis 1 v. ;
llaptisterium et ceremoniale cacramentorum santo ;
Romanse'ecclisiffi et rituali Paulequinte, I v.; Biblia
sacra, 5 v.; SermOes panageryeos de la Tourdpin,
terceiro v.; lleinecii fundamenta stili, 1 v.; Insti-
tutiones theologia; a Gaspar Juenin, 7-v.; Inslitutio-
nesphilosophii'ica Francisco Jccquier, *
dos Santos Conegos Regulares, 1 v.
Oflicio
Marciana.
i
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MMf
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>C^|
&
Vcndem-se corles de chitas linas, com 13
covados pelo baratissiino prego de 2,240
rs.; cassasde cores lisas o de bonitos pa-
drOes, a240 rs. o covado ; crlesele cai-
gas de meia-casimira, padrOes escuros,
proprios para o invern a 3,000 rs. cada
corteje outras muitas fazendas muito em
cunta : na loja de Jos Moreira Lopes &
Compauhia, na ra duQueimado, qualro-
cantos, casa amarella, n. 29.
m
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m
i I
*;
:*V
Vende-se muito bom capim pelo diminuto
prego de 240 rs. o regular de um preto carrgar -.
tambem se vende boa verdura : ao entrar da Pas-
sageni para a Torre, primeiro sitio pertenecnte as
Ierras da mesma, do lado direito, com casa na boi-
ra da estrada, com quatro pilares na fronte.
Vende-se umeannap e 6 cadeiras de Jacaranda,
em muito bom uso: na ra eslroita do Rozario, n.
10, terceiro andar.
Vende-se uni mcleque de 19 annos, sadio e de
bonita figura : na ra ireita, n. 36, primeiro andar.
A 400 rs. o par.
Na loja de GuimarSes 5t Compauhia confronte ao
arco.de S.-Antonio n. 5, veudem-ac molas do seda
prea curtas, peto barato prego de 400 r, o par.
g rende familia, na frente da ra e outra mais pe-
quea dentro do mesmo sitio com bons parreiraos
e muitas fruteiras do boas qualidades todas novas
o j dando fruto com um grande viveiro no lundo
na ra Direita, n. 135, loja do cera onde so fara
qualquer dos nogocios, por seu dono ter de retirara.
so por molestia.
Potassa e cal virgem.
Vende-se muito superior potassa, a
poucos dias desembarcada,' e cal de Lis-
boa : no armazem de Baltar & Oliveira,
na ra da Cadeia no Recife, n. a.
Cneguem, freguezes do bom e
barato,
as lojasdoPassnio-Publico, s 9 o 11, de Firmia-
no Jos Rodrigues Ferreira a \ uom os baratos
cortes do chita-cassa de cores fixas, a 2,400 rs. cada
corlo, isto antes que se acabem.
--No Aterro-da-Boa'-Vjst, n 1, primeiro andar,
defronte do chafariz ha para vender cabogOes do
bico preto para talhos de vestidos; ricas mantas lie
bico preto, para cabega e para hombros; luvas mui-
to finas pretas e de maias abertas, cutIbs o com-
pridas; liicos pretos verdadeiros, de todas aslargu-
ras ; cortes de vestidos de soda preta,'de lita o seda ,
e de lila pura, muito proprios para luto; mantas
pretas do Ifia e seda ; n outras muitas fazendas pro.
tas, por prego muito barato.
Tcsouras de Lisboa, para
alfaiate,
vendem-se na ra da Cadeia do Recife, n.56. \
-- Vendem-se diversos escravos, pre-
tos, pretas, pardos e pardas, todos mo-
cos c de boas figuras entre os quaes urna
parda boa padeira e outra engomma-
deira, eozinbeira e lavadeir/i ; uaj pardo
eoi ocio de alfaiate, e qiu: c proprio
para pagem ; urna preta com urna cr
de poucos dias, e que tem muito bom
leite, propria para criar em qualquer casa
de familia : na ra do Crespo, loja n
i A, se dir quem vende.
Na ra do Agoas-Verdes, n.'48, vendo-so um
excellento escravo ofilcicial perito de sapateiro ; um
dito bom pagem, da 19 annos; um dito bom car-
reiro ; urna escrava de nsgfib d meia dado com
escel lentes habilidades; urna dita de 18 annos; urna
dita boa quitandeira de meia idade ; um escravo
para todo o servigo bom trabalhador de nxada ;
um bonito molcquo de 12 annos; urna escrava de
nugfo, de 18 annos de boa conducta muito ha-
bilidosa e de bonita figura a qual vende-se por ur-
gentejnecessidade.
Vende-se ura molecotede 18 annos, pega-, do
muito bonita figura; urna negrtnha de 13 annos,
muito linda que j engomma soffrivol e cote; urna
dita de 11 annos muito bonita ; um pardo -^trilo
oflicial de sapateiro : na ru de S.-Rita, n. 44.
Vendem-se 3 escravas sendo : urna crioula ,
de 24 annos, de b onita figura que cose chfio, coi
zinha elava dosabfio; urna dita de 15 annos, om
Srincipios de habilidades .: urna dita d 35 anuos, du
oa figura propria para vender ha ra, por ter
poucas habilidades : na ruadas Cruzes, n. 22, se-
gundo andar.
Escravos Fgidos.
Vendem-se superiores cortes da fazenda denomi-
nadaMarciana, assentada em chitas, os padrOes
os mais bonitos e de] melhor gosto que tem appa-
recido, pelo diminuto prego de 4,500 rs., com 14
covados : na ra do Collegio, loja n. 1.
Vende-se um preto de naglo, proprio para to-
do o servigo: na ra da Cadeia de S.-Antonio,
n. 21.
-Vende-se,ou permuta-so por casas ou escra-
vos, um grande sillo porto da praga com boa casa,
muitas (rucias com mais de 500 ps de mangabei-
ras, coqueiroso urna malta de dendezeiros um
grande planta de capim e grandes baixas para con-
tinuafao da mesma plaHla um cercado que sus-
tenta 30 vaccas de loite na maior fOrga do verfio,
urna boa malla com bous madeiras para cercas e
boas lenhas para padarias o otarias, torras para
plantag.Oes de mandioca, que regulam 103alqucircs
o meio de farinha : a tratar com.o proprielario da
padaria doManguinho.
Vcndem-so 2 molequos de boas figuras, de 18
a 20 annos ; 3 prelos, sondo um ptimo sapateiro ,
e os outros proprios para todo o servigo; 2 pardos
do 16 a 24 onnos sendo um dalles bom carreiro ;
urna mulalinha e umauogrinha.de 13 anuos; urna
uogrinha de 10 annos, com principios de habilida-
des ; 3 pretas do 20 a 25 annos entre as quaes al-
guinascom habilidades; urna preta de idade, por
180,000 rs.: na ra do Collegio, n. 3, segundo an-
dar, so dir quem vende.
~ Vende-se urna escrava boa engommadeiro, cos-
tureiraccozinhqia do bonita figura e muito mo-
ga : na ra do Queimado, loja de Gusmfio Jnior &
Iriuilo.
Vende-se um molequo de 16 annos; 3 niulati-
nhasde 15 anuos; 4 escravas mogas; 3 pardos mo-
gos ; 2 escravos mogos : na ra liireila, u. 3.
Vendem-se superiores bichas, a 10,000 rs. 0 con-
t : tambem se alugam, por preco commodo : no.
Atorro-da-Boa-Vista venda que foi do Haya.
Pannos para Icnces.
Vende-se superior oretanha do Irlanda, de puro
linho, com duas varas e meia do largura fazonda
de milita ulilidade para lengoes, a 3,000 rs. a vara;
zuarte azul de vara de largura a 240 rs. o covado;
cambraias lisas a 640,800 e 1,000 rs. a vara ; len-
cos de seda dos mais modernos o muito finos do
melhor gosto a 2,500 rs.; rolos de brelanha a
1,800 e 2,000 rs. ; dita de linho, muito fina a 720
e 800 rs. ; cassa para babados, a 2,600 e 2,800 rs. a
pega ; chales de Ifia, grandes e de muito bom gosto ,
a 2,000 o 2,500 rs. ; riscados traugados, de muito
boa qualidade para escravos, por serum escuros o.
do muila duragfio a 200 e 2i0 rs. o covado; e ou-
tras muitas fazendas porprego muito commodo : na
ra do Collegio, toja nova da estrella, n.l,
Vende-se, ou urrciida-so um grande sitio na rila
Imperial,com duas moradas de oasss, urna para
-- Fligio, no dia 18 do Janeiro, um cabra, de nome
Joaquim, alto, reforcado, de idade, com a barba
branca cabellos corridos c bom protos ; levou um
surrfide pello de carnciro chapeo de bata usa-
do, caigas dcalgodfio de lislras rotas no assonto ;
temostornozellos dosps um tanto inchados. Es-
te escravo j foi preso em S.-Lourengo-da-Matta o
tomou a fugtr junto aos Remedios, do poder de
urna pessoa quo o conduzia para est,a cidade ; veio
do Maranhfio e diz ser 4o Caxias : quem o pegar le-
ve-o a ra do Vigario, u. 24, que ser recompen-
sado.
Fugio, nodia 5 docorrente, urna moleca de 9
a 10 annos, crioula, de nome Theodora ; levou ves-
to de chita, com campo rxo ;julga-se ter sido se-
duzlda por urna crioula forra quo seguio para a oi-
dade do Goianna : quem a pegar levo a ra do Li-
vramento u. 32, que ser bem recompensado.
Fugio de bordo do brigue Victoria, na noie da
31 do margo o escravo marinheiro de nome Pa-
tricio crioulo e natural da Parahiba, cor preta,
sem barba, do estatura regular', cheio do corpo;
representa 28annos pouco mais ou menos; levou
caigas c camisa branca chapeo de palha com urna
corrente de ferro no p direito : recommenda-so
acaptura do mesmo, e quem o levar a bordo do di-
to brigue ou a casa de Amorim Innfios na ra da
Cadeia n. 45, quo dar boa gralificagfio.
Fugio, no dia 8 (.ocurrente, o preto Manocl,
crioulo, de 45 anuos do idade, alto, rosto pequeo e
um pouco comprido; tem un lonbinho na junta do
braco esquenlo e outro no quarlo do mesmo lado,
peritas bastante gressas o com algumas cicatrizes
do feridas; lovou ceroula c camisa de aUgodfio epor -
cima dessa urna outra camisa do baetu verde : ro-
ga-so a todos os capilfios do campo e pnssoas pa
tieulares o approheidam o o enlreguom na ru larga
do Rozario, padaria de Alanoel Antonio de Jess, que
se gratificar com generosidade.
Fugio, nodia 11 do correte, pola madrugada,
o pardo Jos, de estatura regular, olhos vermelhos,
com tros pintas azues junto aos olhos, o no brago
um signal tambem azul, fciloa mfio como um co-
ragfio; foi encontrado no Atierro-dos-Afogadoi, com
um sacco com roupa sapatos e na mfio urna pis-
tola caigas arrezagadas: quem o pegar lvelo a
ra do Hospicio, n. 4, ou na alfandega a entregar
a seu senlior, Arccuio Fortunato da Silva.
Fugio, no dia 8 do crreme pelas 4 horas da
tarde, do sobrado ti. 33, da ra larga du Rozario ,
a preta Isabel, de 50 anuos; coxeia do um quarlo,
levou com sigo urna bandeja e um sacco com diver-
sas cousas, e no corpo um vestido de ramagens com
babados : quem a pegar leve-a ao dito sobrado,
que ser recompensado.
DE PARIA. ----1#48
..l


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