Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05458


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Full Text
Auno ()e 1848.
Sabbado 8

O mi t'10 'o'i'dci-setodooj .lUs qie io
ftj'n de "inriii : o >r,?or| asir,itun, he ce
4jn.ifi rs.por qimrfal, Rii adiinla lit. Os n-
ouceins dos a.s jp rsVpirl'rvn. t rs. c-n Iti-> 1>..?alet, as
tt.ot't P ''" m '**'?* *' '!'" "" '^re **''
pniif pagirSo r. por lina, e IStl co lYBO
difieren, >or Jad*public.;'...
PtiAStS DALIU U ME'/. DE ABRIL.
I.ii.i nova, a J, a> & .llorase 41 mo. CictCtnlc a I". es 30 uijii. ii > larde,
tua cheia a rT. aos min. da tarde.
IJiu^oanU JO. aos t min. Ha tarde.

PAUTI.1V DOS CORREIOS.
tanas e Pa rubina as segunda! e sextas eirts
'lio-liraiole-dn. Norte quinta feirnsao raeio-dia
Jab, SaroliJcn, ftie-Forrnoso, Poi to-Cnlvoe
*l.iceH, m l.*, a l't e II de oada mea.
I', na i'iuiii o Honito. a 8 e II.
Hoa-Vi".a e Flores, alie J8.
Victoria, iii qiiintaa-ieiras. .
1 'linda, todos os dial.
PRRAMAA DE HOJE.
I'rineira, s 8 doras e 10 aiinutos d> tambas.
S..lindo a S linv.a ti *nfli i I A- 1.
rruneira, as doras e 10 aiinutos di man
Segunda, s 8 horas e 64 minutos da larde.
e. Abril.
Anno XXV.
N.8I.
__________
OTAS DV SEMANA.
S Secunda. S. Ricardo. And. do J. dos orph.
cdo J.do c. da edo J. M. :la v.
< Terra. S. Isidoro. Aud. do J. do civ. da
l. v. edo J. de p<> do 1 dist. de t.
5 Quart 9. Vicenta l-'errer. Aud. do I. do
civ da r. a do J. de pit do disi. de t.
6 Quiis, S. Marcellino. Aud. do J. de irpli.
r dii J. municipal di I.T.
7 Seita. S.Epifauio. Aud, do J. do civ. da '.
fia e do J. de paa do i. dist. de t.
I Sabbado. S. Amancio. Vu I. .lo i do ci. da
l, T.edo I. de paz do l. dist. de t.
9 Domingo. S. Demetrio.
C. MUIOS NO DA (i DE ABRIL.
Sobre Londres l7y;eJlVr laMUai < *
a Pars 160 rs. por franco,
a Lisboa 100 por I"', de premio.
Dse, de Ion ra de bou firmas a I 3|8 '/a
Uu, oOiicts l-espinholas..., Sttilfl a
Mooda de #' 00 vnlh iB0i> I
* de 8l'i0,> uov idfOSO a
a (e tj)09fl..... Pf'00 a
Frala Patace*.......... IM0 a
a Peso colomnars... Ij9ii) a
a Ditos mexicanos.... l|00 a
a Miu.li............. I.CO a
Acooai da comp.ilo Heberilie de S0|000 rs,
o m.
2 f flilO
na no
i., .i.i".
SlOB
lf*80
ll'.lt
i.mii.o
11940
SO pa*

PJRTE OFFICIAL.
GOVEUNO. DA PBOVINC.A.
RXTEDIENTE 0 DA 29 DIPSSADO.
Ollicio. Ao commandante das armas, recnmmen-
daudo a execuyao do imperial aviso de 28 de fevereiro
ultimo, que manda dar baxa do aerveo ao 2. cadete
e 2. sargento do G. palalhao de catadores do exercilo,
Joiio Perera de Carvaliio Junior.
Dito. Ao inspector da tlies.oiirarl das rendas pro-
vinciaes, ordenando a entrega de727/188 rcia aobacha-
rel Antoaio da Assuiiipcito Cabral, para pagamento do
que se despenden com os eoncertos da eadeia do l.inio-
eiro. l'articipou-seao delegado desse termo.
Dilc. Ao director do arsenal de guerra, ordenando
que, ein cumplimento do imperial aviso de 28 de le-
veieirn prximo fndo, exclita a Marcelino Marlins da
conupanhla dosnprendiies menores do mesmo arsenal,
a'.lentas as rasen. por S. Me. expendidas na represen ta-
Ciio que li/.cra Acerca do referido Marcolino. *
Dito. Ao 2." commnndante geral do corpo de poli-
ca, dando-fe por inteirado de acbar-se S. Me. no coin-
mando geral interino do mencionado corpo.
EXTERIOR,
l'ARLAMENTO PURTUGUEZ.
ESSAO DA CMARA SOS PABXS, IN
RKIRO SE IMS. [*j
i se rrrx-
OSr. Conde re ThoMar(canllnuando).Este ineu pensar1
ein he filho das orcuinstancias, nem tende a captar
a benevolencia do gorerno ingle, uu para melbur d-
zer de algum ministro, pode este continuar a perseguir-
me.se assiui o entender. Fajo estas ilcclarac<3e, porque
riesijii ntrrpr o eompctcut recurso do prucediinento
do governo inglez, e do mesmo parlamento, para a Bran-
de, generosa e justiceira nacao ingle/a, a qual nti lia de
por certoapprovar, cu vista de falsas e calumniosas in-
lonnacoes, se continu a perseguir uin partido poltico,
c anda mesmo un lioinetn. l-'aco estas declaracoes para
que, especialmente os Portugueses, conhecan qual o
meu modo de pensar a tal rcspelto.
Esteiueu pensar, repito, nao he filho das circumstan-
cias quando se assignava eni Londres, a senlenca da
ininlfa condrmnaco poltica, quando se assignava un
prolncolli), que coiiii'ui dispoaiedes injustas a ineu res-
l'eilo, cserevi.K'ii ao governo de S. M.igestade, no senti-
do que a c.ni.a.i va notar.
Simo muito n5i> ter prevenido o Sr. ministro dos ne-
gocios estrangeiros, afim de Ibc pedir liceuca para lar
todo o despacho a.que se refere o trecho que passo
a lir.
O conde di Tltomar ao Sr. V. Manat de Portugal.
Antes de eu ter recebido esias insl.ucroes havla pro-
curado estar de aecrdo, e na inrihnr intellige(icia com
o ministro de S.M. II. nesta corte, porque srinprc en-
tend que nenhuina outra alliaiifa eonvm mais a Por-
tugal do que a de Inglaterra, nao so pelas rasdes por V.
Ex. opresentadas no mencionado despaclio, mas princi-
palmente porque he ella a que nos consom urna boa
parte dos nossos productos, uoinpeusando-nqs assim de
alguma m.ineir.i os muitos que nos importamos daqucllc
ji.ii; inaseuenleiidi, e entendo aluda hoje, que este ac-
cArdo que deve existir entre o ministro de S. Magestade
e o ministro de S. M. Hritanliica, deve ser cm ludo con-
forme .i dignidade e independencia nacional, c nunca
por uin modo subse vienie; assim lie que cu entendo as
minhas insli ueyes, assim estou resolvido a excilta-
l.is ; e se mo he este pensamento do governo, V.|Ex. se
dignar explicai-me quaHe, para minba intelligeacia
e proceAncnios ulteriores. Madrid, 29 de Janeiro de
1847. (ssgnado) Conde de Thnmar.
(guando for presente escamaras a correspondencia di-
plomtica que pedi, e que o Sr; presidente do coucclho
pronielteu apresenlai, liei de mostrar mais elarameiite
nao s a exactidan de ludo qiiantu acabo de expdr, mas
que a meu respeilo se funnaram juios temerarios c cr-
iados, e que o espirito de viuganca de algtins agentes
diploinaUcos e_as Infoi maces ii elle dadas fram a
causa da falsa e errada opinian, que em toda a Europa
se l'oi niiiii a respeilo dos negocios de Portugal; eno
podereuios examinar lainbeiu a conducta do governo so
bre o negocio da intervenea: por agora liiiilto-me ao
que leudo dito, accresccntaudo smenle que, nao me
sendo possivel comprrlirnder n'um so discurso a analy-
sc das asseredes tambeui pouco verdadriras, que no par-
lamenta francs se lizcraui a respeilo dos negocios de
Portugal, a ellas applico ludo o que bei referido sobre o
que se dase no parlamento ingle..
Estou emliiii eliegado ultima parte do meu discurso,
isto he, vou entrar no exame da admiuislraco que se
po frente darevolucao, c cujos actos iorain elogiados
no cslrangeiro, porque driles n.io liouve exacto e per-
feito conhecimeuto. Ilei de eoinpara-los com os actos
dessa adniinisirai.io que lo injustamente foi avahada.
ALT(IIj1 li" I ri nilsnlo. *i i ai urlfiun iiaiit liimirr Ir^tn.l.tn
gem aos principios apresenlou--se como reo aot corpos
collcgislativos, pedindo o 611/ de indemnldadc pelo ex-
celso coiiiincitido, e approvn;ao dessas medidas para
terem frca de lei, c obrigarem como laea.
Examinaremos agora se o ministerio que nos succe-
deu, es9e ministerio composto dos homens da legalida-
de e dos principios seguiram aquella, e fram coheren-
tes com estes. Veremos se nao commetteraiu excessos
que demandaiii a mais seria altencao do corpo legisla-
tivo, porque ludo deso ganisaram.
Entre as medidas que o ministerio a que tire a honra
de pe (eii.'iT jiil;;nu a proposito publicar dietaloi i.ilmen-
te para contri un ponen as tendencias revolucionarias
do poder judicial fui o decreto do 1. de agosto de 1844.
Devo, porm, ubservar de passagem, que, comquanto o
governo publicasse cssa medida para o lim de produzir
uin terror salutar nessa occaslo, nao fex, segundo ml-
uha lembranja, obra alguma por esse decreto seniio de-
pols de Ihe haverein as corles dado a sua plena appro-
vacao.
Esse decreto do l. de agosto foi teinpre mal entendi-
do fra do paiz, porque se pretenderam comparar as
anas disnoaicdei com a legislacao francesa. Nunca se
quiz alteudcr a que a carta constitucional poriugue.a,
lixando aperpetuidade dos Jultrs, admille comtudoa sua-
transferencia pelo modo e forma determinada na lei.
F.sse decreto fui combatido entre nos com o maior vi-
gor pela opposiciio, com o fundamento de que por elle
era destruida a independencia do poder judicial.
Quero conceder que liveasem fundamento todas as ra-
ses da opposicao contra esse decreto, do que nao pode
duvidar-sc he que a nacao tlnha todo o dircita a espe-
rar,dos que proclainaram o santo rigor dos principios,
que, chegados un dia ao poder, haviam de mostrar co-
herencia, eqaie niio viessein pelas suas obras provar er-
gonliosainente que sao os maiores inimigos dessa inde-
pendencia que proclainaram destruida, e de que pre-
tendalo apresen tar-se estrenuos defensores.
O decreto do 1 de agosto c a lei que o cunlirmou fOram
rrvogadot, na penan a cmara asar esse ministerio que
usurpou o titulo de ministerio da legalidade deixouetu
vigora legislaco anterior a esse decreto? Essa legisr-
co alias tQ debatida no pat lamento c approvada pelo
vato de algum dos membros desse ministerio I Leia-se
o decreto de 3 de agosto de 1846 e reconhecer a cama-
i que poi esse decreto fram violados indos os princi-
ilos, e que ueiifsequr bouve jiejo de declarar que se
izia tuna le de circiiinstaneias, quer dizer, una lei
que altendesse smente, como rllerlivamente atienden,
aos interes.es pessuars dos revolucionarios (upoiadoi r-
piiii i, he rcrrlude. heverdade).
Passo a tasar leitura cmara de uiu importante do-
cumento que lamben, cabio as minhas niaos, e que
mostea at que ponto chegava o pensamento revolucio-
nario dos liouieiis de legalidade. Os absurdos que se
contcir neste documenio, as contradiccoes que a cada
passo se encontram, e sobretudo o espirito revoluciona-
rio que o dictou, no pdeui deiXar de cnvergnnbar os
que, aecusaudo os seus adveisarios de violadores da in-
dependencia judicial, a destruirn! inteiramcnlc pela
bate.
Kis-aqui a exposico. que dru lugar resolucao dos mi-
nistros para ser publicado o mencionado decreto de 3
de agosto.
Expoiico para reoluco do concelho de minitltos.
Agora ser patente- a iiijustica com que fomos tratados,
'-oinoj proiuell, cnlrurei smenle na analyse dos actos
que sao do dominio do publico. Em defeaa propria, e s
pordefesa pro|>ria vu entrar ucsla ardua trela. Nada
inc ser mais fcil do que provar que no periodo da
existencia do ministerio presidido pelo Sr. duque de
I aburila, a defeounanea e o odio se coln onis.ir.ini, que
a aiiarchia dictou a lei, que Portugal nunca foi mais ver-
gouhosaincnic ludibriado, nunca mais ineptanicule en-
vernado, e nunca mala radicalmento anreacado de dis-
olucao.
ITina das mais fortes accusaccx que foiam dirigidas
contra o ministerio, de que iiz parle, fui a de que lia-
na esse ministerio alternado contra as prerogativas do
parlamento, doptaudo medidas sem o aoncurso das
corles. Pijo lia duvlda de que posteriorinente restau-
racao da carta cm I84i, e a revolta de Torres-Novas em
1844, quero uiitcr, ein oircuinstauclas bem extraordna-
r.as, o governo publicou alguma medidas quejuleou
mdispcnsavcis para o bom andainenio do srrvico u-
blico, e para a sustenla9ao do throno e das Inatituicocs
Nolc-sc, porm, que nunca rev.ogou ou ailerou algum
dos artlgos da lei fundamenta! do estado, nem iegislou
sobre imposto i fez mais, prestando verdadeira bomeiia-
(*) Vi de Diario n. 80,
Desde os primeiros das em que pela'dissolucao das
juntas governativas que dirigiram os niovimentos po-
pulares, e pela iiistailacao dos goveru.idores civis c mais
autoridades administrativas, comecou a rcslabclrccr-se
a ordeni e a accao governativa das comarcas, comrca-
rain lambem os governadores cvis a repiesentar-ine
vivamente a iiecessdade que havia de fazer no pessoal
da judicatura inudancas anlogas s que cu havia feito
no pessoal da adminlstrscao, mostrando a urgencia de
remover e substituir por nutros aqiiclles juizes que se
haviam tornado odiosos aos povos.
Algtins destes governadores civis se dirigiram direc-
tamente no mesmo sentido ao ministerio da juslica, co-
mo me declaruram as suas communicaces, por isso
que riles entendan! que, sem urna medida prompta a
este respeilo, era iinposslvel restabelccer a paz, e sobre-
ludo atlrabir a confianza dos povos, c fazer desappare-
cer as causas e os pretextos para inovmentos revolucio-
narios.
Este pedido poderla fazer urna exigencia infundada se
mullos factos nao comprovassem infelizmente a sua
exactidao, porquanlo lioove desgracadamente mais di-
urna lucalidade, em que o povo se sublevou por esta
causa, como nos arcos de Val-de-Vez. e em Ponte-de-
Lima, e muitas inals ierras liouve ainda, das quaes osl
juizes se ausentaran!, e que nao ousam volt ir pelo re-
celo de aiiimadvrrso publica.
Estes Tactos, corroborando asasserces repetidas das
autoridades administrativas, me convencern, da ne-
cessdade absoluta em que o governo se acha de obrar,
dictatorialiuenlc a este respeilo, e estou certo que, se o
concelho de ministros julgasse a aeco governativa lo
livre n relactio judicatura como adiuinistraco,
nenhuma durida poderla ter ein adoptar oque propo-
nlio, atientas as circuinttancias imperiosas que o re-
claman!.
A pacilicaeo do paiz e una eleigo geral deilopu-
Udu.s pura hurtes silo verdailuir e rigoroaamenlc
un ubcelos q no devenios tor om vista, o para us
qucs dcvcnius empregar todos os meios Juslillca-
dos pelas circumsUiicins om que nos adiamos, e
pola usencia quasi comploU do lodos os meios de
governar, que tio sejarn cxcepcfoiiaes o Tora du
jellra das Icis calculadas para o estado normal do
paiz, e uo para serenar as ondas irregulares o furio-
sas de una revolucSo completa.
Un dos meios mais poderosos, no caso om que
nos adiamos, consiste em remover nao s as cau-
sas, mas at os pretextos fundados, com que se en- j
trelccm nos povos a turbulencia o susto o a des-
conliunca ; e visto quo os juizes odiadoa seconlain
oiilre estas causas o pretextos, forrea lie reino vi)-los
c subsliliii-lus convenientemente, embora para is-
so soja necessario sabir da leltra das lois.
O yovcriio pode hesitar na adifpcao da medida que
proponlio por tres motivos principaes : primeiro ,
poreiilender.que no deve ferir a independencia do
poder judiciario, principal garanta da Itberdadu
civil ; segundo, porque, leudo-se retirado Vsponla-
iinamenie os- juizes obnoxios^. Ocara ua auas func-
c^Oes suppridas por um dos juizes substituios na
forma da le; terceiro, porque, tendo o governo de-
rogado o decreto do 1. de agosto de 1844 ,
contradictorio que faca ilictatorialmenlo aquillo
que podia fazer em virtudo do mesmo decreto. A-
nalyaarei successivamente estas olijcccos, e inos-
trrei o concelho as rasOes pelas quaes me persua-
do nue ellas nilo devem fazer rejeitar a ailopcSn ila
medida que proponho.
QumiIo a priincira djrei, quo no estado regular
da sociedado,'quando o governo tem a frca moral
o pliysiea necessarin (iara conler os povos na or-
dem e obi'iliencia das oa, lio fra de duvida quo o
govornu no deve exercer sobro ellos coacQilo ou se-
dcelo nssaz forte para fazer varillar i biilaiiQa da
justica-, que Ihe he conliada, mas nomciodas ro-
voluefies completas, quando tem sido roloquasj na
lolalidadoo laeo social, ns circunislnicins siio in-
teiramcnlc oulras o o poder judiciario, assim co-
mo todos os ptnleres do estado, loem forcosament
ile ser reconstituidos, por isso quo de faci fram
derribados, e quo para vir a sor indepondente, co-
m !he cutnpre, ha nreciso primeirn min exista, o
para existir he preciso quo seja possivel, isto lio, que
a revoluclo o nfio derribe all, onde pretomlemos
itislala-lo ; no he possivel una batallia em cada
comarca, um batallillo om cada audiencia, nem os
juizes assim sustentados seriam os juizes indepon-
dontesque manda a lei.Quando, portanlo. o gover-
no tomar ii respeilo da judicatura a medida dictato-
rial du Igunms dcmissOcs e substituices necos-
sariasp.ira tranquillizar os povos, alrevo-me a di-
zcr que nfio fere a independencia do poder judicia-
rio, mas quo Ihe da a possibilidade do existir,
primeira condiciio para essa imlcpendencia.
Quanlo 2.', dire que os juizes substitutos s p-
dem na appureiicia, o tiSu mi ronlidado, supprir os
jui/os abnoxios, espontneamente alsenlos, om pri-
meiio luyar porque o juiz em taos circumstncias
pode apparecer a julgnr os povos apenas Ihe aprou-
ver, e esta faculdade basta para manter a irrilacio.
0'susto e descotilianca ; o em segundo lugar porque
os substituios, na generiitidailc linbilatites da Incal
dade, pela maior puiilc advogadus nella, homens
pra quem o julgar lio um incidente, e nao um olli-
cio, que lemem as malqucrencas duquelles entro
quem liSodo viver, o de quem hilo do talvez depen-
der toda a sua vida, sio sempre fracos mo'smo em
lempos ordinarios, e por consequencia nullos na
circumstoncia ncttial.- Esta subslituiclo, portanto,
preetiche a ledra da lei, mas sopliisma na realidade
o principio della, e a verdadeira nccesaidailo publi-
ca na circunstancio.
Quanlo a 3.* ohjoccno, tem ella ainda menos fr-
ca no ineu conceito do que as precedemos. O go-
verno derrogoii e devia derrogar o decreto do 1." do
agosto, por isso que ello era uina lei permanente
para sor executada no oslado normal da sociedado,
e porque nesso estado-o governo cntetideii que ella
ora altenlatoiia a independencia do poder judicia-
rio : obrar em virtud.) della seria sanccinna-la pola
sua acquicsccncia ; serio dar un desmentido so-
lemne ao seu pensar o a suas doutrinas ; tomar, po-
rm, limo medida dictatorial,'por urna vez smente,
Ha ausencia do recurso legal, odcbaixodo imperio
de circumstncias pungentes, no he conlnulicco,
he fazer 0 quo tem feito om muitos assumptos, o
3uc lia de fazer cm mullos outros al couvucacno
as corles.
Em apoio lio quo levo dito, aprsenlo ao concelho
do ministros os ollicios das autoridades administra-
tivas, relativos ii malcra .do que trata esta expoi-
Co. Secretaria de estado dos negocios do reino, om
10 do julho do 1846. Litis da Silva IHoutinhu de Al-
baquerque.
I Continuar-K-ha. )
icettes, de Antonio Ignacio de Torres Handeira, de Henrl-
que Jorge, de Guilbcrme Purcell, da vluva Ramos, e
fevantU-se a sosslo. Eu ./Viao Jos Ferreira de A-
guiar ceretario, a sulicrevi llego Albuquerque,
presidente.-- famele. Dr. Nery rf Fonttta. Har-
rot. A. de farroi. llrala.
PARrCKUKS i QUK SK RFFIKI A ACTA SUFRA.
a A coinnii-so de i ilili. le.in. .i quem foi presente o
requcrlmeiilo de Joaquiui Jos de Almeida Pinto, pe-
dindo por alo..menlo ao governo da provincia 300pal-
mos de terreno alagado, ein fronte d.i estrada nova de
I.ulz do Reg, em scgiiiineuto a ra do Hospicio, tendu
examinado os documentos que iiisrruem a pretciiro do
requcrenle, be de parecer que se informe favoravel-
menie ao mesmo governo da provincia, de conformlda-
slc com a inlbrmavao do 2 teiicnte, encarivgado da me-
difao de taes terrenos. Sala das sesscs.&tc, O verca-
dor, Huala.
A commissao cucarregada de informar sobre o
requeriinento de D Joaquina Josefa Lopes, em presen-
MI d COntcS Bu iiiCimu liquC-i'.IHCnt, cnlede nenhuma inforinaco podo apresentar a esta catAara ;
porquanto, limitaitdo-sc a peticionaria em pedir a S.
tx. oSr. presidente que Ihe mandile medir e demarcar
os dillerenes ieri eiioide ui.irinlia de que est de nosse,
e sobre os quaes estau cdlcadas algumas proprieuades,
parece de inda jusiea que se Ihe delira a sua prclencao,
qual ni-nliiini einbaraco se oppe a vista dos ttulos
que jonioii, e porque ncnhiim- terreno devoluto pede
por aforamento. Hecife, 18 de novembro de 847-
O vereador, llrala.
A couiiuissao cucan egida de examinar o reque-
riinento de Jos Joaqulin de Meaquita, em que pede ao
Exiii. ar. presidente Ihe mande p.is.-.u. Uiulo z terreno
de marinlia de que esl de posse, que teui lieplieia-
do, emende que o requcrenle sl ayas termos de obter
favoravel inl'orniacao, alienta a verttcldade do qc alle-
ga, c segundo as iulbriiiafcs juntas ao seu rcquerinieu-
lo. Rcclfe,29 demarco de 1848. O vereador, /la-
rala.
iiiuo n rgaSAiBiiiiu.
ul JIW'J'Jli ] 3)3 A'Jl J'Ji y'& 13^3
C un ua iiHiuiacipal do ttcGilc.
1 SESSAOOHDINAI'.IA KM M)!-: ABIHL DE 1848.
rBll)E>CIA DO SBSII0B ni;o.O alUQrtl\Qlil!.
PreflMiles os Srs. Barros, Dr. Nery, liarais, (.an-
dino o Mmele, nhrip-S*) a sosslo, sendo lida
approvada i acia ila airweeilciile.,
Osecrelario leu os soguinlcs nlcios :
Um do fiscal da boa-Vista, participando ter pedido o
inspector do arsenal de marinhi pedra para mandar re-
parar o calcaiucnlo do Atcrro-da-lloa-Vista, c nao a ter
obtido, por se fazer preciso ao servico do mesino arsenal
aq e existe. Inleirada.
Outro do'fiscal do Poco, informando acerca da casa
que se est edificando na Casa-Forte, na ra do mesmo
iioiue. Mandou-se informar aocordedor circumsian-
ci.idioieule e com urgencia sobre a niesnii infoi in.ii ;io
do fiscal.
Foi aceita a proposta deManoel Jos Pacheco de Mel-
lo, olle ecemlo a quantia de 240>OO0 ris por arremata-
fau da dcmolijao doquarieirao do lado de leste da ri-
beira do peixe da fregueaia de San-Jos, llcando-lhe per-
tencendo us maleriaes provenientes dessa demoliciin;
mandou-se lavrar o respectivo termo e eipedir ordem
ao procarador, para fazer elecliva a cobranza da quan-
tia oll'ei ecida. .
Foram approvados lees pareceres d commissao de
edificacao, relalivaiuente|jxtcii9des de Joaquim Jos
de Almeida Piulo, 1). loi^Bia Josefa Lopes c Jos
Joaquim de Meaquita, peosWo por aforamento ierre-
nos de niariiiba.
Deliberou a cmara que sr aflixassrm editaes, pondo-
se cm pr.n.a para seren arreinaiados por aforamento,
a quem mais dei, no da do correnie, os palmos de
terreno couipreheiididos as a)uas frentes do breo das
Miudinhas, declarando-sej existir proposta de 200 ris
por palmo.
Dcspacharaiu-sc as jietlces de Auaslacio Xavier de
Cont, de Kilippe Lopes Netio, de Joaquim Kibeiro l'un-
IIonicni, j.i pela tarde, rccebiinos carta do nosso cor-
respondente de Santo-A ntao, datada a -4 do correnie, na
Sua I nos di/.ia elle que at esse din ncnliuoi coalllcto se
na entre gente do cugcnbo Lagct c a Torca que o sitia.
supposlo que senu In.uiie frya estivesse sendo aug-
mentada, de dia para dia, mu diversos contingentes de
guardas nacionaes. Eutietauto, hontem iiicsino c ho-
ra indicada, uina pessoa, chegada das bandas de Sauto-
Anfao, e que acertou de vir nassa casa,, asseguron-nos
que, as iuunediaces do engenho Siuuitt, eitivcra
cun alguns individuos, sabidos dessa comarca na ma-
ulia i de 5, os quaes Ihe all'u inarain traziain ollicios para
a presidencia, informando-a de ter bavido, na noite an-
tecedente, um choque entre a forja.das Lagcs e a da po-
lica, no qual esta perder algumas pracas, litara com
oulras fertdas e deixra ein poder da adversa quarenu
e tantas armas, juntamente com algum carttixaine.
A ser lsto exacto, certo que he para lastimar que o
Sr. subdelegado da Escad.i, ltenos prudentemente sem
duvida, c sem a lAudcrajao e rcilectiva calma, que de-
vem de caracterisar os agentes d.i auioi id ule publica,
tivesse provocado a seinelhaiile acto o Sr. corouel Jos
Pedro Velloso da Silveira, ou a algum dos amigos que
se agruparan! cm derredor delle, persuadidos de que o
vai ejo du cngciiho Lages a nada uicuos tenda do que a
exjir o sen proprietario aos furores daquclles que, nao
sabemos porque, desde multo Ihe votam concentrado
odio.
De feito, todos quantos conhecciu ao Sr. Jos l'edro,
qur penoaliuente, qur por tradiccao todos quaa-
los sabein que este Sr. seiuprc se fez notavel pelo res-
peilo c acatamcnlo ao governo ; lodos qUaulos nao
ignoram que o honrado coronel jamis deixou de os-
tentar-se hoinem de urdein todos quanlds $c i mu -
dam dos importantes serv,o, por que este cidado se
distingui na celebreeabannda, petejando denodadamen-
te pela causa da legalidade, c expondo em mais de
uina vez a preciosa vida, sem attencao 'aos riscos c s
dillieiild.nl. a que sua niortc devia de expr urna espo-
sa desvelada e mais de seis filbos, Clli mui tciir.i ulule
anula ; todos quanlos leciu presente o quc_ acabamos
de memorar, dizemos, nao podcrfio negar-se a confea-
sai que fomente o receio de acabar smaos dos inuii-
gos, qual victima resignada, obrigaria o Sr. Jos Pedro
Velloso da Silveira a levar de rojo uiua parte da frca
coih que pretenda Invadir-i:.c a propriedade o agente
policial, condecido gerabncute como um dos mais pro-
nunciados desses inimigos.
Eiitremeutes, parece que qs directores dos nego-
cios da provincia persistem cm fazer varejar o enge-
nho Lagit; porquanto, segundo nos informan*, hon-
teui noite sihir.nu desta colad. unas quaien.la pracas,
com avuli id i porco de aTiiiaincuto e cartuxame, des-
tinadas a habilitar o sobredito subdelegado a ell'eituar
se niel lia 11 le va rejo.
Dos se coinpadcca de ni, e desdobre por obre Per-
nainbucn um manto protector!...
0 conimaiidanle da esc una brasiieira Fulos, chegada
da Baha com 7 dias de viageui, diz que o vapor, que ae
esperado sul, deveria ter sabido do Rio-de-Janelro, no
dia 28 do passado.
A barca Laa-Kookk, que ancorara hontem oeste par-
to, procedente do de Uibrallar, cora 28 dias de viagein,
nao s confirma as noticias de Franja que transmita-
mos aoAeltorrs no nosso numero 70, como aceres-
cenia que, anda entregue ao prurido revolucionario,
no incio do qual Tora aclamada a repblica, Pars nao
havia sido restituido ao seu estado nornal de tranquilli-
dade e que, segundo corra, Luiz Philippe apresta-
va-se a partir para Londres.
*
Alguns dos subscriptores desie Diario teein deixado
aperceber que inulto desojan, acompanbemos. vari pat-




, o movlniento das forra-, que se arham no interior da
proviucia, r os scicn(i(iquenios diariamente do que for
oocorrendo por ah. Asscvrramo-lhe que temo-nos es-
forzado por proceder asslm, c que o proprietario desta
gaiea mis lia roadjuvado em seinelhante empenho,
siitijeitnido-seaalgiinsdisnendiospxlraordinnrios; mas,
Uto nao obstante, atolla nao podemos attingir ao nsso
alvo; ;,iii-ijuaiit-), comi he sabido, he uin pouco, se nao
inui'o dillicil. deparar, uesses lugares, com prssons que
intii'leni os acontccimentoscom a necessaria imparcia-
lidade. Entretanto, afiancamos aos Icitores que prose-
guiremos cm nossas diligencias, c que, logo que co-
Ib unos inforiiiacdVs, seremos lo piomplos em inleira-
los dos sucre .-ios rjue se (lereui nessas paragens, quanto
o temos sido al agora.
NK0C10S DAS DL'AS SIGUAS.
Qiniiilo cl-re do aples se decidi a codor to-
ronlo revolucionarin e a promulgar urna constitui-
g;1o, ii.ui Invi oulro mel de salvara suacora.
Defeilo.j no dia 25 de Janeiro, 8,000 Calabrczes
.-i- achavnm cm armas mis viziiUiuneas de Poesliun, e
ameagavam Salerno. No dia 27, mais do 30,000 Na-
politanos, congregados na ra de Toledo, reelama-
v.'mu n constituido. At aquelle momento, cl-rei
nimia pretenda resistir o esmagaro povo, e pora es-
te lim mandou car a batidora encarnada cm lodas
as fortalezas, a tropa innumlou as ras do aples,
e os pontos principaes fram oceupados por pecis
de arlilhnria.
Urna carta de aplos refere que naquellcmomen-
to el-rei Fernando achava-se no maior auge de ira, c
lera ordem para que o general Itoberli, comman-
iliinledo forte do S.-Elmo, se preparasso para, bom-
liardoara cidade, c que o general Slatolla, governa-
ilor militar, ilispersasso os ajuiilamenlos forga de
armas.
o general Itoberli den a retposta segnintc: Se-
nhor, tifio lenbo animo para bombardear u.na flo-
rescentc cidade, em quo os antecessores do V. M
reinaran) por muitosseculos; no lenbo animo para
seinear a destruidlo entre um povo inoffensivo o
inerme; nesta cruel alternativa, prefiro resignar o
meu commando as mos do V. M.
Ainda el-rei mo bavia acabado de lr esta respos-
ta, o ja enlrava o general Stalella, quo lambom rc-
cusou acoiTuTietter a Mmur pacifica o ilcsar..
Este ultimo golpe exasperou el-rei a tal ponto, qoe,
dirigiodo-SO aos ministros com u;n gesto ameaga-
or, liradou : Toaos so Irahidore; esto demitlidos, e
sniam da minha presenta. Ve-se, poli, que a conslitui-
ciio napolitana foi arrancada frca ; e que, se el-
rei encontrasso qnem o coadjuvasse, sem duvida lo-
ria rcduzido aples a cinzas, antes de fazer qual-
quer concessflo.
Como qur que soja, os decretos de 29 do Janeiro
fdram recebidos com geral cntluisiasmo, e as man-
l'eslaces do regozijo popular duraran) dous dias.
A 3, toda m populado de aples c setis arrabal-
des innniulava as mas da cidade, e por toda a parte
llucliiavam bamlciras e (Has.tricolores, mxime na
ra de Toledo, em cujas verandas os liomens e sc-
iiboras da inaia alta aristocracia correspondan] aos
viva sconlinuos da multidio.
8. M. apresentou-so a en va I lo na ra de Toledo e a
ficrcorreu soznbo por entre as aeclamaQes das tur-
nias, que I lio tcslcinuiibavam a sua gratido, com
repelidos vivas sua pcssa e constluicilo, c des-
cortinando entre uin dos grupos o joven duque do
Albancto, que hava sido preso, poucos das antes,
por causa das suas opinies polticas, cbamou-o para
o p de si, o pedio-lhe que tirasse o tope tricolor,
lizendo-lbe : para que usa tiestas cores que nos
pdem envolver etn difflculdade com as nacoeses-
trangeiras? Temosas nossas cores nacionaes, o a
liosas conslilUHjo nSo nos obliga a muda-las.
O joven duque protnetteu a el-rei nilo usar mais
do tope tricolor, e convidou-o a que appareeesse
noile no thealro de S.-liarlos. S. M. dase quo iria
nn dia aeguinte, ese dirigi a oulros lugares da ci-
clado. N'uma dessas paragens foi Me acolliido por
um grupo da mais inlima classa do povo nopolilano,
o qual saudou-o cotn os gritos de viva a el-rei, fura a
constituirn. S. M. parou, reprebendeu-o, c avistan-
do no meio do povo um fraile, que, pro va vol mente,
era o motor desta manifestado anli-libcral, ordo*
lion-lhe que ilissesse ao povo que a consli l ncalo era
unta forma de governo cuino oulra qualquer, o que
cHo [ el-roi ] adoplra-a livremenlc, porque a jul
gava mais conducente felicidade dos seus subdi-
tos.
Na notc ilo mesmo dia, o tbealro de S.-Carlos
teslemnnliou nova demonstrado de regozijo publi-
co. O director do tbealro ornara o actores com fa-
clias o topes tricolores, oque excitou frenticos ap-
plausos. Todos os espectadores levantaram-se como
um so bomem, agitando longos e (lamillas tricolores,
e dando vivas a el-rei, a cvnstituicao, Vio IX e a Ita-
lia.
No dia 30, se roproduzram as inesmas raanifosta-
ccs ate urna bora mui adjuntada da noite. Ll-re
dirigio-sc ao tbealro do S.-Cnrlos, eahi foi recebi-
do com grande cnlbusasmo. NAo so via um lato
tricolor. .
Era impossivel qlio estas manifestaeocs de regozi-
jo mo fossem aconipnnba.lus de algumas desordens.
Os laizaroni rcuniram-sc em alguna pontos da ci-
liado, bradando : viva el-rei, viva Vi sjnla fe, fura a
constituie, mas a ordem fui resta belculo peas tro-
pas reunidas guarda nacional o numerosos paisa-
nos, pe leiicenles parlo mais dstiucta da popula
cao.
No 1." de fevereiio, S. M. pobllcou urna amnista
peral pura lodos oa delictos polticos, commotlidos
desdo 1830 ; o no dia 10 do mcs"ti;o me/, promulgoli a
prometlida constiluigo, que foi redigida por Boz-
zollf, actual ministro do interior, c auligo conec-
Jbcirodc estado, no lempo de el-rei Mural.
Nao daremos por extenso esta constiluigilo; mas
smente um resumo suscnto. Ei-lo
O reino das Duas-SIcilias d*ora cm vnnte ser urna
monarcliia representativa.
O poder legislativo residir coiijunctanienlo no
re e no parlamento que se compora, a mancara do
parlamento frunce/, de duas cmaras :a dos paros'
e a dos deputados.
A itonieacfio dos pares pertencer exclusivamente
a el-roi, eo seu numero sor Ilimitado. Os pares
silo vitalicios, e scriio Horneados de entre os cicla-
dnos maores de 30 annos, que pertencerem a corlas
categoras, ts principes de angue real silo pares por
direito de nascimeuto.
Os deputadosserSo uomeados por oioitoros; o seu
numero sera determinado pelo ultimo recensoamen-
to, na occasiao da eleijBo, havendo um Jppulado
por cada 40,000 babilonios.
Os deputados serSo nomeados por cinco annos,
deverao gozar dos direitos tle cidadao ; le mais i
pela lei regula-nentar das eloic/cs; serito tambom
eloitores os professores do varias academias scienti-
(icBS, e certos funccionarios pblicos. Os deputados
que acoiUrem emprego do governo sent subjeitos
a nova eligao."
A re'.igilo cjtholica, apostlica, romana sor a
religi.lo do estado, o se nSo tolerar qualquer ou-
tra religi.lo.
A pessoa do rci lio inviolavcl o Sagrada, mas os
ministros silo responsaveis por todos os actos do
governo e os devom referondar.
A accusjiQio dos ministros que cooimellerem al-
gum acto inconstitucional ser privativa da'cmara
dos deputados ; mas o julgamento pertence c-
mara dos pares, e o re nio podor perdoar a um
ministro condemnado, scnfto no caso de !he ser re-
querido o -pordSo expressamente por uina das c-
maras.
O rei lio o chefe supremo do estado, faz a paz, de-
clara a guerra, commanda as forQas militares da na-
(So c perda os condemnados, Perlenco-lhc convo-
car a cmara annualmente, proroga-la ou dissolvc-
laquando julgar conveniente, com a condicSode
convocar nova cmara dentro do tres mezes. I'er-
tonce tambem ao rei a nomsacio do lodos os em-
pregados, o ncnbum dosses actos lera o seu devido
cfl'oito, som que seja referendado por um dos mi-
nistros.
Havor um concelbo de oslado, composto de 24
membros nomeados polo rei.
A mprensa sor livre, o smente subjeila a urna
lei do responsabildade polos abusos commettdos;
o a censura previa s existir para as obras que tra-
taron! do materias tbcologicas, o a professo. |
N:lo se estabolecor taxa alguma sem o concur-
so das duas cmaras. A dotacflo roal sor flxada por
lei, no principio de cada reinado.
Nenbuma tropa estrangeira poder ser admillida
no servico do estado, nem tito pouco orcupar ou
atravessar parto alguma do territorio napolitano,
sem quo urna lei especial Ihe conceda a comptene-
te autorisagao.
A guarda nacional ser orgnnisada em lodosos
districtos do reino.
Ao passo que os Napolitanos testemunbavam o
SOQ enl!iii8sn!!>, guerra e:vi! ia !vrando nel.i Si-
cilia, mais encarnizada que nunca. Os Palermilanos
apoderavam-so de lodos os pontos fortificados dos
arredores de Palermo, a excepgfio do forle Castella-
mare ; e as tropas quo os pecupavam, a cusi se re-
liravam para o acampamento do general do Sau-
gele. A 28 do Janeiro ebegaram a aples 200 lio-
mens feridos, e S. M. expedio mmediatameitle as
ordonse os vapores necessarios para reconduzir pa-
ra a capital o general de Saugct o as suas tropas.
O embarque leve lugar cm Slenlo, o as tropas
napolitanas, para chegarem a este ponto, fram
nlirigadas a oaminbar dous das e duas noites. por
entro as guorrilbas sicilianas, quo as accommoltiam
incesantemente. Na ultima noito erraram ellas o
caminbo, e toriam sido aniquiladas pelos campo-
uezes, so ndo cncontrassetn um mendigo que, em
cambio de alguns pedacos de pio, preslou-se a guia-
las. Estas reliquias do exercito napolitano cbogaram
om aples a 2 do fevereiro, e o governo reenviou os
vapores, no s para reconduzirom 800 liomens que
haviam fie ido no forte de Caslollamarc, como tam-
bem a guarnigfo da fortaleza-d Trapani.
Os oulros poulos da Cicilia, ainda oceupados por
tropas napolitanas, estavam para ser em breve eva-
cuados, a excepto das fortalezas do Syracusa e Mi-
lano.
Entretanto, desastrosos acontecimoiitos Uveram
lugar em Messina. O general Nunziante por varias
vezes provocara os habitantes daquella cidade, o n3o
obstante as ordens do general Dominico Cardamo-
na, commandanlo em chefe da provincia de Messina,
essa cidade foi bombardeada. 0 cnsul de Franca e
o commandanlo do navio de guerra ingloz Thetit,
enderoQara'n enrgicas reclamaijos ao general Car-
damona, o qual Ibes responden que o bomhardea-
meulo lora o resultado do um engao, porque elle
bavia dado as ordena convenientes, para quo s se
lizesse fogo sobre a cidade, em caso de bloqueio; o
promelieuquo o general llusacca, quo bavia orde-
nado o bombardoameulo, seria enviado para ap-
les, alim do entrar em concelbo do guerra.
As ultimas noliclas de aplos roferiui a ebega-
da de lord Minio nessa capital, e corra comocerto
que 8. M., el-rei Fernando, ceilendo aos concelhos
(Inste diplmala o do almirante Carlos Napier, asson-
lira em oulorgar aos Sicilianos a coustiluigo de
1812, c por conseguidlo o governo tolalmenlo indo-
lieiidcnlo do de aples. Resta saber s.e o ocho
da revolucalo francoza, reperculiudo na Sicilia, sus-
citar novas complicares nos negocios desta parte
da Italia.
Rodrigues. Passageiros, Jos Manoel Rarboza, los/
l Antonio Plnio, Antonio Rjyiuundo da Costa, Brasi-
leros.
KDITA
Acompanbiado BaioribTazsbeT qun no diu I.
de maio prximo vindouro entrar no gozo do pri-
vilegio exclusivo do venderagoa ao povo, quo Ihe
foi concedido pela lei n. 46, do 14 dejunho de 1837,
e contrato do 11 do dezembro de 1838 e de 31 de
marco de 1841.
E, para constar, manda publicar ojiresoute, e bem
assiin o ollicio c os arligos da lei do contrato, abaixo
transcriptos.
Escriptorio da companiia do Beberibo em sess3o
do 3 de abril do 1848.
Francitc Antonio e Oliveira,
Presidente.
Dent lust Fernandet Barroi,
Secretario.
Oficio de S. hxc. o Sr. presidente da provincia.
Em respostn aos (inicios de Vmcs., de 27 de Janei-
ro e 31 de marco do corrento anno, lenbo a dizer-
llies quo pode essa compnhia entrar no goso do
privilegio exclusivo de vender agoa ao povo, nos
termos da lei n. 46, de 1* do junho de 1837, o con-
tratos do II do dezembro de 1838, o 31 de margo
de 1811 Dos guarde a Vmcs. Palacio de l'ernatn-
buco, 1. de abril de 1848. Antonio Pinto Chiehorro
da Gama.fin. presidente e membros da coinpanhia
de IteUoribe.
5.* do artigo 2. da citada lei n: 48.
Depois de concluidas as obras lera a companhja o
privilegio exclusivo de vender agoa ao povo por
esparo de annos, contados do dia em que a
fornecer na cidade do Itecife, por meio dos aque-
ductos o cbafarizes por ella construidos, annuncian-
do-o por editaos e as folhas publicas........
Art. 3." do contracto de 11 de desembro.
13. A aurora boreal do polo rtico.
14. A cidado de ilamhurgo o Aliona, pola janella
torro da igrejaOUenscn.
dal5. L'macascata cm Tyrol, n'Austria.
Adverte-sa-que os bilhetes voiidcm-so ha poita da
enlrada a 1,000 rs. para liomm, o n 500 rs. iara
as senhoras c meninos.
Odiroctor do--CHAGE COSMOHAMA faz sci-
entoao respoitavel publico que a presento expos.
(Bode vistas lindar domingo, principiando de se-
gunda-feira, 10 do corrento, por toda a semana no-
vas e magnificas vistas, como ser annnciado.
Avisos martimos.
Para a Rabia sabe com brevidade a sumaca Cor-
loia, por ter a maior parte da carga prompta : para
o restante e passageirns, trata-se com o mostr, Jos
Concalves Simas, ou com l.uiz Jos de S Araujo, na
ru da Cray, n. 26.
Para Lisboa sabe, coma maior brevidade pos-
sivol.a barca portugueza Tt\o, capitlo Silverio Ma-
noel dos Reis por tr seu carregamonlo promplo :
quom no mesmo quizer carresar ou ir de passa-
"gom, para o qnelcm excedentes commodos, diri-
ja-so ao referido aapitSo ou aos consignatarios ,
Oliveira Irm.los tTOmpanhia na ra da Cruz, n.9.
--Para Liverpool saho Impreterivelmento a gale-
ra ingleza Steord-eh, capitn R. Creen, al o dia 18
a 20 do corrento mez, offerocendo para passageirns
as condecidas vautagens de commodo c tic superior
marchada mcsmacmharcac.no: os pretndanles di-
rijam-so aos consignatarios, Me. Calmont & C.
Avisos diversos.
Que depois de principiado o privilegio ninguem
mais poder vender agoa ao povo, son peua de pa-
gar compnhia urna multa igual ao dobro do va-
lor d'agoa que Irouxcr a canoa ou lancha, pudendo,
porm, as emharcacos manda-las buscar propria
fonle com lanchas tripuladas por marinheiros.
Declaracoes.
A adminislraco geral dos estabelecimcnlos de
caridadu manda fazer publico que, no dia 10 do cor-
rente, pelas 4 horas da larde, na sala das suas ses-
scs, i rilo praea as rendas da casa n. 68 do Atorro-
da Ba-Vista; pelo lempo quo docorrer do dia da ar-
remalacilo a 30 de junho de 1851.
Adminislraco geral dos cstabclcciii.cntos do ca-
rdude, 3 de abril de
0 escripturario,
/'. A. Cavalcanle Coutteiro.
(i abaixo assignado, segundo' lente encarre-
gado das medices o demarca^Oes dos lorronos de
inarinlia. faz sciente aos diversos posseirose preten-
duiilos dos terrenos no lugar das salinas de Santo-
Amaro at a ponte da Tacaruna, quo, em cumpri-
mento do oflicio do Exm. Sr. presidente da provin-
cia, quo Iho fui romctlido com data do 10 de feverei-
ro passado, passar a roconhecer toda a extenso
dos referidos terrenos no dia 12 do correte, pelas
4 '/i horas da tarde. Para o que convida, pelo pro-
sete, aos mesmos posseiros e pretendentcs a com-
parecercm, munidos de scus ttulos do posse, no
lugar indicado, s horas designadas.
Itecife, 6 do abril de 1848.
Antonio F.gidio da Silva.

LOTERA
Do Hospital Pedro II.
Correas as rohsdesh:
lia hoje,,s 9 lloras, no consis-
torio da igroja de IV. Sen bora
o Livramento, aowie o res-
peitavel publico encontrar
um commodo assento para as-
a sna extraccao.
Puhiica^ao ii pedido.
EXPEDIENTE DO MINISTERIO DA FAZENDA DO DIA
29 DE DEZEMBRO DO ANNO DF 1845.
A ilii'soui aria da Babia, declarando cm vista dol qur-
sitos nroposts : I .,,rt as partes devem salisfaicr como
cusas a mesilla importancia, da commissao 'que j li-
ndan) rcccdiiio da tbeiourarla oj einprrgadns do julio
dos foilos, quando alinal as inesmas partes si-jam ven -
ccdiiias, e s.e Ibes baja de restituir a quaulia entrada
para os cofrl da fa/.euda por via de execncao do jimo ;
2, se a diiina qur' cgiiiido o uso do foro contencioso,
de incluida na somina de cusas, leudo ella sido aver-
ba.la por centa da l'a/i'iida ou paga pelas parles ante
da sentenca final. dvc sor salifleii i por quem fir con-
deiiinado nas cusa, quando nao seja a l'.i?.enda vence-
dora, se respond : !., que, quando aconlcca, por cau-
sa de relrma, ou revogaco de senienra. que a iliesou-
raria leuda de restituir s parles o que dellas se tenha
davido por execucoes, deverao laindein restituir os eni-
pregados do juizo o que tiverein recebido de porcenta-
geindasqnanlias, que, entradas no cofre cm vil lude de
procedimenlo judicial, tcem dq ser resliluidas pela so-
lo i .lila rasao ; porque, ueste caso, nem a' fazenda deve
ier o prejuio de pagar comiuissao do que cn"eclvamen-
tc nao recebe, nem se deve laucar a cargo da9 partes
vencedoras o que ellas, a nenliiiin titulo, leeui obriga-
(3o de pagar, c muito menos em beneficio de venciinen-
tos indevidos de empregados ; ene demai necessirfade ti-
la reitiluict'w frita pelu empreyadni, para ot advertir da cir-
cumtptcfo e imparcialidaile, com que lliei cumprc proctder
nai execufes movida parparte da fazenda'; 2.", quC, no
caso de ser vencida a fazenda nas causas em que seja
autora ou r, a di/ama da chancellara ge nao deve pa-
gar, e livcr sido averbada, c se da de restituir parte
vencedora, se j cJl'ectivaiuejitc a livor satisfeito.
r t+j*. m./%. r%r
Os Srs. acciomsias que ainda nfo realisaram a
prestagilo de 4 por cento quoiram fazo-lo, quanlo
antes; certos do que a adir.inisirao.iovai dar cum-
plimento ao artigo 9 dos estatudos.
0 secretario,
U. J. lernandes Harroi.
tu i<:a rito
DOMINGO
PUBLICO.
a beneficio de 'madama Idcltrudcs,
niagesloso drama
9 DF. ABRIL ,
so representa o
Jos II,
Mov ment do Porto.
Navio entrado no dia 7.
vintee cinco annos; possuir certo rendimonlo
nilo lersolVridocondemnacao criminal. 1 p .
O poder eleitoral residir nos cidados quo paga-j
jem corla quola de imposto, que sera determinado' caiga caf, fuitfe barrteaa vatias
ibia ; 7 diai, escuna brasilcii a Vela:, de 255 louclada,,
capilao riaiuiaco iirriiiuuo de'Matos, rqilfpllgeltl 10,
12. A
Manoel Duarte I Roma.
imperador de Allemonha, visitando os carceres,
com loda a pompa o brilbanlismo que pedo seu
J,aulor.
.U lim >U) I acto a senhora Emilia Matilde Va-
leu'ca cantara a hrilliaulcaria Unavocepocnf.i Jo
meslto Rociui.
Il'iincipiara s horas do.costume]
Grandecosmorama
111 Dl\<; AS DE VIS I A$.
Iloje cslaraoepostas, das 6 |ioras ila lardo cm
(liante, no saldo do Collogio, junto a CongregaciTo,
as scguinles\istas :
Pcrnanibuco, pelo lado da fortaleza do llrum.
Ilolii-Fogo, suburbios do Rio-de-JaiTeiro.
() palacio dasTulbcrias, cm l'aris.
A cidado de Coimlira.
A cidade llillab, ruinas de Robilonia
A o airada da rainha Victoria em Golla, cida-
de da Aemanlia.
7." A ea d'O' Conncll, na capolla de Martboru, na
Inglaterra.
8.' Ojantardos frades norcfeHorio do convenio,
na Blgica.
9 A cidade de Vera-Cruz,-pelo lado do mar.
10. O Pico de Tenerife, pelo lado do mar.
ti. A cidade do Lima, capital do Per.
* grande pra?n d'EI-Ppolo [do povo] em
1."
2.'
3/
4.'
5."
ti.'
sistir
COMO TEEM do correr hojeas rodas da lotera
do hospital Pedro II roga-se ao lllm. Sr. juiz presi-
dente da mesma lotera, <|te mando, na occasiao do
andamento, mecheros bilhetes quo se acham nas
urnas para que, como das outras paseadas no
saiam os premios cm urna s casa de numorac.no.
Um que deseta ler premio.
l.uiz Antonio de Barros, com venda na ra
Augusta ii. 1, participa ao publico que, lendo um
no.Diario n 80 que so retira para Portugal, decla-
que nao se cutemlo com elle ; e desde boje em disn-
l so assignar por l.uiz Antonio da Cunta Barros.
Ciitilaria.
Jos Pradincs, cutileiro francez, morador na ra
larga do Rosario, n. 14, participa aoreSpeilavol'pu-
blico, quo alfi se echa aempre prompto a exoculnr
qualquor obra, por dillicil que seja, pertcncente ao
seu ollicio, com a maior porfeicfln, e por preco com
modo. O mesmo conlina a amolar, polir o aliar
qualquer instrumento, nas tercas, quintas e sab-
bados.
A pessoa quem Ihe faltar urna bocela do tar-
taruga, difija-se a ra do Hortas, b.IIO, que, dando
os signaos ccrtosjjho ser entregue, pois foi tomada
da mflo,de um pelo por a andar ofTerccendo por
80 res.
lia muito quo se ocha noengenho Tamatspe-
do-Flores umcavallo ala/fio : quem for seu dono,
dando os signaes cei los, Ihe sera entraguo.
AKencao.
0 abaixo assignado, lendo no Diario de 0 do cor-
rente, um annuncio feito por Miguel Archanjo Pee-
nandes Vianna, apenas se limita a respondor-lho
i que o crdito do abaixo assignado ke bem conhe-
| cido pelo commercio desta praca e quo uno nega
. a existencia das duasleltras, ambas provenientes
d comprado parte da heranca paterna fcaua mu-
Iher, o nao do dinhoiro de primor como ifBulca no
seu estonteado annuncio ; pois quem ten) andado
sempre a oceupar ao abaixo assignado pedindo-lho
ale 30,000 rs. por couta de urnas cusas do cartoru
donde he cscicvente e nom podendo pagar a leltr
do 28,125 rs. que aceitn ao abaixo assignado, nSo
sabe donde, e de que mancira podia-ter ter dinhei-
ro para dar de primor .'! Tambem diz o anfluncian-
le quo so reconbecea dividir do F. e V. : no admira
o aniiuncianto di/oi L.I, quando nega no ...inventario
a existencia de oulioscredorcs, o at do objectos
queja receben como ludo se pode ver peto cailn-
rio iio e.-env.M! iii^.,, Hri 0 aiinunoiaHle nega o
que j appniiuu, esoacha assignado por sen puubu;
assini ci o.o lo-aaqullo do que passuu recibo au
atis o assigjiailo de ludo o que leva, dilo o abaixo
assigiiatluoll'ciocc a quajquw pessoa quo quizer ver
emsua casa os documentos do punlio do dito Vian-
na para delle fazer o juizo que merece. Quanlo a
dissoliic,aoda. venda que o aiinunciaulo offereceu,
tambembe projirio do seu carcter, porque Ihe
faz muita cotila llcar com a loltra do qm cont e
cem mil rs., c mais os 200,000 es. que rccebeuem
diiiheiro do abaso assignado ,. do quo femos te-
Icmuiihas ; poriautu, de novo protuala o abaixo as-
signado nao pagar as ditas lollras sem quo se le-
nham acabado as (Iuvidas postas pelo mesmo Fcr-
nandes Vianna no inventario ,v leccbujido sem di-
minuicao o abaixo assignado o objeclo de sua com-
pra. Manoel Luiz da Vtiga. .
No juizo do civel desta cidade, porexecufiode
Manoel Joaquim Pinto Machado Guimnrftes contri
seu devedor Francisco Xaviordas Chagas Sicupiri.
se aclia om praca publica ncaaa torrea, sita na ra
imperial datta cidade. n. 114, e lindos os dias da le,
dado ser arrematada a quem mais der : quem n'cl-
laquizer laucar pode comparocer no diafpara so re-
ceber o seu tango
; I'rocisa-se uo dous caixeiros para venda de ii
a 14 annos : na ra da Cruz, n. 32.
~ O linturoiro quo morou na ra d:Agoas-Ver-
des.uira na ruade 5.-Thercza, travessa do Pofi-
nbo, n.|70, lingo lodaaqualidado de fazenda, tan-
to de Ida como de seda : tambem tingo l para pre-
(o o chapeos de palha.
V/
Jbk
^.
J


OTOTOBSBBS9
Bernardino los Montoiro
quo na*o se responsabilisa por q
que em sen nomo possa effectujr seu ontcado Jfio
Jos da Costa l'erreira.
Paulo Solari, capito do brgue sardo Ernestina,
quo sqTreu grando varia da galera porugeza'
Tentadora, na suasaluda desle porto com destino!
oaraGibraltar, precisa, a risco martimo, urna quan-.
iii de quntr a cinco contos do res sobre o casco
c frete do sobredito bigue Ernestina c do carrega-
menlodo assucarque tem o sen bordo i o para este
|m convida aos pietendentes da entregaren! as suaa
offcrtas, em carta Techada no vict-consulado de
Sardenha na ra do-Trapiche, n 19.
Jcinlha Mara da Conroig.lo previno que nin-
guom faca negocio, ou qualquer transacgio com seu
irido Paulo da Costa Miguis, a rospoito da escra-
va Mara Benedicta, de Angola, de eslalur i baixa ,
demaiwiraquonflo representa a idade que-lem,'
do maiside 20 annos. e qu->, por ordom da policia J
hii tirada hontem, 30 ilo marco, do cava da annuu-
ciante; porquecsU reclamando o se dirutft'em
juizo, e co'tawenti polfcianio tem competencia
para se engerir em queslOes eiveis. K semelhanle-
mente provine a respnilo d'outros quaesquer bens.
-- Aluga-se urna ama captiva que lenha bom loi-
le e soja sadia : ih> boceo do S.-Pedro, u fallar
rom Jos Joaquim Duarte, que dir quemprccfsa :
^:irS^ ,da' Tie gratificar aqun de^cobrir, tan-
to o ladraocomo os prancboes e guar-
dar segredo.
Alugam-so dous pretos para armazem de assu-
car, ou para oservigode pmlreiro por tereffl bas-
tante pratica : na ra do Collegio, n. 3, segundo
andar. -' l
- Troca-seum sitio na estrada do"Arrail, com
casa do lijlo toda onvidracada, cbi t's fallar1,
um gabinete, dunsalcovas, dous quartos' airas oo-.
z'rnha fra quarto parafoitor, dito para pretos, es-'
trillara pira tres cavallos recreo na frente' todo
corrido de assentos muitos arvoredos de fructo do
diversas qualidades, muita abundancia de coquoi-
ras, baixa para caprm, Cercado para vaccas, capuel-
rs de tirar lenha, muita trra para plantagOes de
oca, por ou tro mas,jequ,rl ,~0u por predios tiesta
lambem se a luga forra e se ni lilbA
Procisa-se lugar u prWciro "andar as so-
guintes ras : Direita, Moras, estrella do Hozario,
Cruzes o Cadeia com preferencia um sobrado de
uni andar: quem livor dirija-so a praga da Indepcn-
doncia, liyraria us. i e 8, quo su dir.quom precisa.
Quem precisar de-una ama para cugommar e
coser, dirija-se a Camboa-do-Carmo, n. 26
Um lupa/, que loui boa lellra e bastanto prali-
ra do pscripturuglo, se olferec para escrover om
Igum cscriptorio, desdo as 3 horas at as 6 da lar-
de, mediante u na paga relativa ao seu tribal lio:
quem do seu presumo se quizor ulilisar dirija-se a
rua do Rangel, sobrado n.9, quo se dir que n be.
Oslierdeiros do coronel francisco do llredrodo
Andrade fajern publico que obtiveram no li-
'"" .;.il supromo de jusliga concessifo da rovista quo
rpozeram na causa em quo a Sura. D. Mara do
i'mho lioi'ues demandava a rescisilo, por nu'llda-
dee falsidade, da venda da mcladedo engcnlio Ca-
lug que a dita souliora fizora aquello pai o sogro
dos aiinuiicianlos; sendo os fundamentos da dila
concessfio,injuslica notoria e nulldade.como cons-
ta da gazcla licial n, 11 de 15 de Janeiro do cr-
lente anno, aonde vem transcripto assiin : Pro-i
cesso ilo revista civel entro parten, os berdeiros do
coronel Francisco do Bredrodo Andrade e I). Marrf
do Pinho Burgos. Consedeu-so a revista por injus-
lica notoria o pela nullidade de inlervir um juiz
incompetente, qual u desembargadur Poncode Lefio,
dcbaixo da presidencia do desomhargador Ramos,
quelite he inferior em antiguulado. u I-, assim,
prorinom os annunciantes que uiiiguoin fac/a nego-
cia qualquor com a' dila Snra. I). Mara de l'inlio
llorges ou com sous procuradores e anda mesmo
em praca judicial, subi a dila parl do referido en-
golillo.
-- Luz Antonio de Barros, Brasilor.o,retra-se pa-
ra Portugal,
Precisa-se saber quom be nesta praga o corres-
pondente do Sr. Joto Climaco Fornandes Cavalcan-
te : na rua da Praia, u. 37.
Agencia de passaporlcs.
Na rua do Collegio, n. 10, o no Aierro-da-Uoa-
Vista, n. 48, continuam-so a tirar pa.ssaport.es tan-
to para dentro, como para fra do imperio; assim
como despacham -se ese ra vos: tudo com brevidade.
Joaquim Jos Congalvcs dcixou do ser caxoiro
de Antonio Francjsco de Moraes, desde o da 6 do
corren to abril.
--Ricardo Jos do Frailas, Rbeiro fazscionto, prin-
cipalmente as pessoas que tcem conlas na sua luja
da na do Crespo, n..4, que o seu caixoiro luM Vic-
toiiuode Paiva foi boje despedid*, o que, portanlo,
ni tem mas gerencia na djla loja ; assiin como
igualmente previne aqiicn convite que o seu cai-
xoiro de. cobrancas Jos da Silva Campos foi igual-
monto despedido. Itecifc, 6 de abril de 1848.
Perdeu-se, na rua da Cadea, junto ao conven-
to de S. Francisco, na tarde-do 7, pelas 5 horas, a
uuanlia do 180.000 rs. punco maisou menos, sendo :
2 sedlas do 5,000 rs urna de-20,000 is. o ornis
miudas, embrulbadas em um longo. Roga-so. pes-
soa que lver achado essa quantia o favor de a entrp-
gar na rua do^ueimdo, u. 6, quesera generosa-
mente recompensada.
loel Jos deMcdeiros retira-se para ilha de
praca : tambem se vondo, ou arrenda-so ; a tratar
qualqbr des "legoolos, no' Aterro-da-Bpa-Vista ,
foja n. -T8.
PFecisa-se do lim dest'itadar perito em sua ar-
te : na rua do Collegio venda n. 17.
Rouard August, subdito francoz chegado ha
poiico nesta cidade segu para o Maranhto.
-- Roga-se ao Sr. AlmeidJJ/tiuedes, que foi thesou-
reiro da 'rimoira parteda prmeira lotera a favor
da Igreja malrizdeS. t'edro-du Olmda que baja de
declarar aonde pode sor procurado, para se Iho apre-
senlaro bilhoto n. 1,620 do anuo de 1812, quo se
acha premiado.
-O abaixo assignado
pa ao respeitavel
seus reouezes e
partici-
publico aos
amigos,
mudado
que
ha
Compras.
Compra-sc urna historia romana om inglez: na
run das Cruzes, n. 85.
--Coinprain-sc, para urna oncommenda,2 pretas de
14;l8vaos,2moleques : no pateo da matriz de
S.-Anlonlo,-sobrado n. 4.
-- Conipra-se rbetorica do Quintiliano, em bom
uso : na praca da Boa-Visla, venda n. 4.
--Compra-sc-, ou aluga-se um braco de batanea
com pesos o mais pertences, que possam pesar 12
arrobas: na rua do Rangel, n. 36, primeiro andar.
Vendas.
[idiii u ni ai
27,
o seu estabeleciment da rua doQueimado, n. 11 A,
para o grande armazem da esquina da mesma rua, n.
aondo se enconl rarao, nao sil as la/ondas
j annunciadas, como um grando sorti-
mciilo ebegado pelos ltimos navios
para vender por atacado o a rctnlho o mais barato
pessive!. Ncste novo armazem enronlraro os con-
currentes melbor ciimmodo para as suas compras,
n3o s pelo espagosonrmazem como pelos precos
buralissimos c completo sorlimento.
Raymundt Carlos Lelte.
, Precisa-so do pretas que vondam pilo, pagando-
se-Ihes vendagem s no Forte-do-Mallos, rua do Bur-
gos pailaria quo foi do Alloman.
Precsa-so alugar um sobrado do um andar, ou
I." andar para pequea familia, as ras larga do
Hozario, Quoimado, Collegio, Cadea, Cabug, .Nova
e Uvramentu : quem livor dirija-se a praga da In-
dependencia, linaria us. 6e8, quo se indicar o
pretendente.
Aluga-se nina casa com sotan, e com quintal
grande,'com bastante plantaglo, na rua da Soteda-
de, n. 42, por 200,000 rs, animaos: a tratar na rua do
Quoimado. n. 20.
K-ugio do engcnlio Novo do Cabo, no i." do cor-
rento, o mulato Monnol, que servia de pagem do a-
baixo assignado, Hcujossignacssrioossecuiutes: mu-
lato claro, de estatura mediana, algum lano grosso
do corpo, cabellos bem prolos oanuellados, snssas
circulando o qucixo, pouca barba ; foi montado em
um cavallurusso capado, sellado e enrfeiado. Quom
o pegar e o levar ao dito engenho, ou no Alterro-da-
Roa-Vsta om casa do abaixo assignado, sera muilo
bom recompensado.
Francisco Jo$c da Cotia.
9
--Vendem-so meiasdo'.seda prota do peso, para
sonhorae para padres ; barretes de retroz, para pa-
dres; luvas prtasMo retroz para homem; lengos
de seda da fbrica de Lisboa ptima fazenda : na
rua da Cadeia u. 15, loja do Bourgard.
Potassa e cal virgem.
Veide-Sfe milito superior potassa,
A
.Attenco.
MDANCA.
DA
FUNDICAO
D'yl UROKSl.
Kste anligo estahelecmenlo acaba de ser mudado
paraos milito ospacosos edificios construidos de
proposito na cidndo nova de S.-Amaro aondo exis-
lein todas HsprnpurgOes para a factura de qualquer
machinsmo com n maior presteza e perfcicflo : c
para commodidade dos freguezes ser conservado
na amiga casa, junto a Igreja.dos Inglozes, um es-
criploric*ondc se receberiio todas as encommendas
e ordena a respe lo leudo a lodo hora nina b^ira ^
ferro empregada exclusivamente no transporto das
obras do escriptorio funiligo.
Furlaram de Fra-de-Fortas, do
lado da mure pequea, junio da fundidlo
do Sr. Mr. Calum 6< Companlna, dous
prandicH de iuuro ,de largura de dous
.palmos a dofc c mcio, com a marca i M
eG por baixo do M lioga-seaos Sis. do-
nes de Mrraria ou uieslre de eslalei-
os ou onlia qualquer pessoa o quem
fdrem oJFerecidos., que os apprehencatn,
eparlicipcm a Jaquim iiopcs de Airoei-luri'ioj* o mesmo sobrado.
Knsina-so a arto.de tacbgraphia, e.m 20 lieoos, c
recebem-se eingralicagilo, pelo cnsino, 25,000 rs.,
pagos andiantadanioiile.
As lices comegam no da iodo corronte nfez, c
(indain no dia C do futuro mez do maio ; o terSo lu-
gar todos os das nflo santificados, s 9 horas da ma-
nlifla. As pessoasque quizercui aprender arlo, hfio
de iuscreyer-sc dcsdc.o dia de boje (4) at ao dia 8 in-
clusive, na rua Formsa n. 2, aonde tambom Ionio
lugar as lie,Oes.
N. B. So bouver maior numero do que o de i
alummos, que na cidade de Olinda queiram apren-
der a mencionada arte, nao se duvida ir all enslla-
la, ao mesmo lempo ; porm em horas differentcs.
Precisa-so de um Portuguez que entenda do
tralamcnto do flores e arvores, para um engenho
distante daqui 8 legoas : aprcscnlando alleslado
de sua boa condula, poder se dirigir ao sitio dh
cscala, na Soledade.
, Precisase alugar urna casado um andar que
soja fresca, com quintal, no bairro de Santo-Amo-
nto, ou no de Ba-Vst : Irata-se com o Burgos,
no sitio da cscala, ou parlicipa-so as tojas dos
Sis. Vicente Cardozo Ayrca, rua da Cadeia do lo-
rilo, o Gabriel Gongalvcs Lomba, na esquina da
rua do Livramento.
--'iiba'xo assignado professor provsionario de
pi uncirs lottras contina a ciisina-lni> na rua es
lieila do Hozario n 30 ; e promeitu indo o dos-
veln o coi lado no mesmo cnsino- Lento Lui; da
Gama Millo N.
Alexandro Jos Comes, negociante da cidade
de Lisboa, tendo lido conlas provenientes de transac-
cOcs do coinnierciii cbuiscu f i I lio Jos Antonio Gw-
mes Jnior, negociante-cm l'crnambuco, rosultou
d'ellas icar esto a devcrquclle, pouco mais ou me-
nos, desdo u auno de 1822 al Janeiro docor.-enlc
anuo, a quantia ilo cincocnla coulos de ris em mo-
da do Brasil ; o uo tendo podido aquello- credor
concluir amigavelineiilo o ajnslamento de suas con-
las por nieo do peritos, porque a tinto se negou o
dito Comes Jnior, fez ccsslo desse crdito ao a-
baixo assignado, para cumplir obrigages, pelo cre-
dor conlrahidas ; e por isso tem o mesmo demanda-
do ao sobredito devedor, para pafcar a referida quan-
tia : c porquanto consta que se est procedendo a
inventario, tanto dos bens do fallecido sogro do dito
Cornos Jnior, como dos bens des te, por falleci ment
do sua iiiullier D. Mara Casimira di) Saut'Anna, o
Vendem-so, na rua do Trapicho, n. 34, armazn)
de M. Bcrnel, queijos londrinos presuntos ingle-
zes, conservas em vfnagre, mostarda m pd con-
servas de frutas ('anx): tudo chegado recentomen-
te na galera Sword-Fih.
Vende-so urna preta por 350,000 rs., quo co-
zinha lava o vende na rua sem falta alguma : no
patoodo Carino, loja n. 7.
Vendem-so poslillas da analyso do consttui-
eflo, para o segundo anno d academia do Olinda ;
ditas de dirnito publico, para o primeiro anno : na
rua da-Madre-de-Deos, loja n. 36.
Vendc-se na loja de miudezas, de quatro por-
tas, na rua doCahuga, de Francisco Joaquim Dn.ir-
to, um sorlimento do bicos largos a eslrelos; litas
ordinarias, a 80 rs. a vara ; luvas de pellica para
senbora, enfeiladas e bordadas de seda ; ditas pre-
tas de diversas qualidades; ditas ordinarias a 320
rs. o par ; longos de garga, do bonitas coros, a 1/
rs.; nudas do algo lio, proprias para pidros a 800
rs- o par; canivetos linos de cabo de viado o madre-
porola do iima e 3 folhas, pira peunas ; castigaos
do vidro, de bonitos padrites, a 2,600 rs. o par;!
frocos do todas as odres; fitas de velludo, a 1201
rs.; bengalas finas a 320 rs. ; chicotes do cabo do
prata a 3,500 rs.; ditos ordinarios, a 800 rs.; es-
pedios redondos do augmento, a 640 rs. ; linlcirus
de porcellana, a 960 rs. ; c nutras militas miudozas,
por prego mais commodo do que om outra qualquer
arte.
Vendo-so o engonho Timb, distante desta
praga 4 legoas, inocule com ngoa de boa o regular
produegao com a safra de 2,500 piles pouco mas ou
menos ou sem ella_ F.sto ongenho ho do consde-
ravel importancia no s no presento como no fu-
turo, porconter mais do 4 logoas do terreno cobar-
to do malta vrgem e com capacidad* de so levan-
tar engenhos d'agoa o do bostas V tratar no mesmo
ongenho ou no sobrado ao lado da cadeia, n. 23.
Ba leas
para esparlilhos q para vestidos: vendom -se na fa-
brica do cbapos de sol no l'asscio-l'ublco, n. 5.
Vendo-so superior cal branca de Jaguaribo a
retalhoe em poigcs grandes por progo commodo :
na Boa-Visla venda da Poute-Velba, n. 33.
Vendo-so salitre refinado, de muilo boa quali-
dado : no cscriptorio de Claudio liubeux na rua
das Larangeras, n. 18.
Vende-se por prego commodo um preta de
moia dado, sadia o exerclada 110 servgo do una
casa e rua : na rua Volita, n. 71.
Vendem-so queijos londrinos, presuntos para
fiambre, latas com lagosla guznda, frascos do mos-
tarda e conservas ditas para podios, talas de sar-
dinhas o hervidlas : tudo do muilo supi rior quali-
dade : na rua do Trapiche, n. 44.
Vendom-so duas negrinbas, urna de 14 annos ,
c a outra de 9 ambas coscm c a primera coznba:
na rua larga do Hozario, II. 46, primeiro andar.
, Vendem-semeios bilhetes da lote-
ra do hospital Fedro II que corre hoje:
na i na Oiieila, n. -.
Vehde-so urnaescrava de 14 a 16 annos, do
liomia figura : o motivo poijquo se vendo se dirao
comprador : na rua estrella do Hozario, u. 20, pri-
meiro andar.
Marciana.
Vendem-so superiores cortes da fazenda denomi-
nada-Marciana, assentada om chitas os padrOes
os mais bonitos e dOj melbor gosto que tem appa-
rocdo, pelo diminuto prego do 4,500 rs. com 14
cuvados : na rua do Collegio, loja II. 1.
3 %
j A 5^500 rs. o covado. gj
jt Vendo-se merino preto muilo fino que se p|j
st tom vendido a 5 e 6,000 rs. o boje vende-so >j
j; a 3,500 rs o covado; pannos linos pretos o ^
m de cores, d*at 10,000 rs. cada covado; cor- fg
:A les do colletes d velludo bordados, pretos jjjj
edo cores ; c outras militas fazciMas do gos- g:
do abaixo assignado, e aquo est responsavcl O mes-
mo casal ; desde j so jirevinu a lodos aquellcs
quem interesssr possa, que iiiuguem faga algum
contrato rom o referido devedor acerca dos bens
do seu casal, ou que a elle vicrom por titulo d he-
rauga ou oulro qualquer, porque os niesmos estilo
subjeitos ao pagamento dos referidos dbitos.
cliciano Jos Gomes.
--Anda est para alugar-sc o primeiro andar do
sobrado atrs da matriz da Boa-Vista, n. 26 : o tra-
tt lo : na loja de Jos Morcira Lupes & Campa
M nbia na rua do Qifoiuiadu quatro-eantos 33
jj casa amarclla n. 29. (j
Vendc-se semfeilio, uma'cblbcr grande para
sopa nm copo e una salva : tudo do prata de le:
na rua Direita, n. t-22.
Vende-se um escravo de nacio, do 25 annos de
bonita figura : na rua Estrella do Uo/ai i<>, n 17, se-
gundo andar.
Vendem-so duas bandas cum par do dragonas
que serven)-para guarda nacional: tudo novo e em
conta : na rua das Larangeras n. 14, segundo an-
dar.
iNaloja de :!aya Hamos Sf C,
na rua Nova, n. 6,
vendo-so urna porgan de piles de prata, pelo diminu-
to prego do 500 rs. o canto e 4,500 rs. u milliciro.
-Vendem-so duas escravas de 20 annos, boas
tambom ongommam ; urna par-
que coso bem o coznba : no hec-
sobrado u, 18.
molcquc de 10 a II annos, de bo-
o i I a figura muito esperto o com principios do
coz in 11 ;> : na rua na Madre-de-Dcos n. 9
Vende-se, ou arrenda-so um grande sitio na rua
Imperial, com duas moradas do casas, una para
grande familia, na frente da rua ,e outra mais pe-
quena dentro do mesmo sitio com bons parrcraos
e militas frulcirasdeboas qualidades todas novas
o j dando fruto com um grande viveiro no lundo :
na na Direita, n. 135, loja do cera, onde se lara
qualquer dos negocios, por seu dono ter de retirar-
so por molestia.
poucos das desembarcada, e cal de Li-
ba : no armazem de Bailar |6k OHveira,
na rua da Cadeia no Recife, n. 11.
Vendem-se ospadas ricas para ofciaes da guar-
da nacional : na rua Nova,' loja de ferragens, u. 16.
Cheguem, fregue/es do bom e
barato,
as lojas do Passoio-Publico ns 9o II, de Firmia-
no Jos Rodrigues Forreira a verom os baratos
cortes docilita-cassa do cores filas, a 2,400 rs. cada
corlo, isto antes quo so acaben).
\ o bello sexo feminino.
ptimos o bellos longos docamliraia do verdadei-
ro linho, circulados de bico, proprios par* os actos
da semana santa ; na loja .lo miudezas d Joaquim
llonriques da Silva, ao p do arco do Santo-Anto-
nio.
No Atorro-da-Boa-Vista, n 1, primeiro andar,
defronto do cbafariz lia para vender cabegOes do
bico preto para talbos de vestidos ; ricas maulas de
bico preto, para cabega' e para hombros; luvas mui-
lo finas pretas c de maias bertas, curtas o com-
pridas; bicos pretosverdadeiros, de tolasaslargu-
ras ; cortes de vestidos do seda preta, de lila c so la,
c de lila pura, muilo proprios para lulo; mantas
pretas do lila o seda ; e outras umitas fazondas pre-
tas por prego muito barato.
i>T\)n,:t)' ne Fumn.
Na fabrica de M. Callum & Companhta enge-
iilieirosuiao!iiiii.siaso fundidores de ferro, na rua
do Brum, no Itecifc, contina haver um grando sor-
timeniodn mnoadas do caima de todos os la ma-
nilos e dos modelos os mais modernos e approvados.
Na mesma fabrica contna-se a construir deeu-
conimenda machinas de vapor, rodas d'agoa, rodas
dentadas o todos os mais objectos do machinsmo
com a pcrfeigiloj conhecida, por prego commodo.
AGENCIA DA FUNDICAO' l)K I.OW-MOR.
Narua de|Scnzall.i-Nova,in. 42, contina haver
um completo sorlimento de raoondas e machinas de
vapor para engenho de assucar : bem como taixa9
do ferro batido e eoado do todos os lmannos : tu-
do por prego commodo.
Vendc-se um carro do 4 rodas om meio uso ,
com urna boa parclba do cavallos: na rua daSen-
zalla-Nova, n. 42.
VenJem-sc rclngios de ouro, |patente inglez :
na rua da Scnzalla-Nova, n. 42.
Vcudein-se diversos esciavos, sen-
do : pretos, pardos, pretas e pardas, to-
dos mocos c de boas figuras, entre os
quaes urna parda boa padeira ; outra en-
gommadeiro, cozinlieira e lavadeira ; um
pardo com ofilcio deallaiate, proprio pa-
ni pagem ; urna preta com urna cria de
poucos dios, propria para criar em qual-
quer casa de familia : na rus do Crespo,
loja n. 3 A, se dir quem vende.
OIREITO PUBLICO CONSTITUCIONAL.
Vendem-so ligues do dircito publico constitucio-
nal, por Ramn Sales.*lraduzido em portuguez o
cncadeinado, por 1,000rs. : na praga da Indepen-
dencia, livraria ns. 6 e 8.
Vende-so una marqueza, duas hanquinhas de
meio do sala de angico, em bom estado, por pre-
go commodo : na rua da Praia, outr'ora do Facun-
dos, n. 50.
Vehdc-se bom vinho do Porto, do Selle, a 1,200
rs. a caada e a garrafa a 160 rs. : defronle da ma-
triz da Boa-Vista n. 88,'junto a botica.
fl3>1010 *10 *\0 *0*!* UWWQ
ff Vende-se um bonito moloque de 12 a 1S an-
ft nos som vicios ncm achaques ; duas pretas
ffi muilo mogas cnmalgumas habilidades: na
la na rua do Vigario, n. 24, se dir quem vende.
0>ft>fc 0ft 01<& 0% fPaa 01% 01% 0!%01%C>
larlcipa-se
aos freguezes do bom c barato, que se vendem cha-
les de balzurina, a 2,000 rs ; selim preto macio, a
2,200 rs.; cambraas de seda, a 10,000 rs.; chapeos
do sol, do seda, a 5,500 rs.; cortes de cambraia abor-
ta, a 4,500 rs.; pegas do brclanha de Franca, a 3,500
rs.; chales de ma, a 10,000 rs ; ditos de lila e seda,
a 5,000 rs.; meas de seda preta, para senhora, a
1,800 rs.; luvas de dita, a 600 rs.; lengos bordados,
para (inora, a 320 rs ; mantas de seda, a 8,500 rs.;
casimira preta elstica, a 3,000 rs. o covado; los pro-
tos, a 2,400.rs.; fazenda de caiga, a 240 rs. o cova-
do ; chitas de coberla, a 200 rs. o covado, c a pega a
7,000 rs., o de cores fixas; cambraas de cOres (1-
xas c padrOes modernos, a 640 rs. a vara ; sarja
bespanhola, a 2,400 rs.; lengos de seda de peso, a
2,000 rs.; camisas de meia, das melbores que appa-
recein no mercado, a 1,400 rs.; brim branco, de pu-
ro linho, a 1,400 rs. a vara; dito trancado pardo do
linho, a 640 rs. a vara ; bicos do todas as qualida-
des; merino; csgu.lo lino; cambraas ; cassas ; a
outras muitas fazondas, por procos mdicos, e sera,
dcfilos : fraiiqueam-sc amostras aos compradores :
na rua do Quoimado, n. 4a, loja do MagaUia"os& Ir-
inflo.
OBRAS DE ECONOMA POLTICA.
Na praga da Independencia, livraria ns. 6 o 8, ven-
dem-so as seguintos obras, por prego muito cora-
modo : Ricardo ,. economa poltica 3 v.; Malthus,
economa poltica 2 v.; Schmalz, economa pol-
tica, aj.; Smilli, Recberchessur la nature et las
causes "do la richesse ; Dutens, philosophie de l'eco-
nomio poliliquo, 2 v.; Ferreira Borgos, economa
poltica.
Vende-se tima rica lipoia com todos os seus
pertences: no Alerro-da-Boa-Vista, n. 14, so dir,
quem vendo.
Vendem-so 520 meios de sola a 1,400: na rua
dos l'auoeiros, u. 5.
.
MUTILADO


^^^*p
*?
r
- Vendem-se sapa toes (l(
eouro Je lustro a 2,400 rs. o,
par-; ditos de becerro, a I 00
rs.; ditos superiores, a 1,600
rs. IVfio pode lia ver nada mais
barato a t lies freguezes : na
pra^a da Indepe rfeeia loja
ii. 5.
Vende-se urna negrinha del* anuos, tfu cose
cM.nharMruadeS.-Jos.n.Si : a vista,do com-
prador se dir o molivo por que se vende.
Milho.
Ai&L'tt6 milh0'a *.,000rs a sacca: no cacs ua
Alfandcga, armazem de Antonio Annes.
Sapa tos para senhora.
R.,M->.nStlr.7",Ja"lBo''Vis,ta' l0Ja n- 78> vendem-se
sapa tos para senhora fazenda nova de n. 27 a 39.
Ka nova lojada ruada Cadeia
do Rccife, ii. r, de Claudia
no babador Percira Braca.
vcude-socsimira encarnada lina o enfestadafpara
opas dos irm.los doSS. Sacramento a 2,000 rs o
cnvado.
Frocrjs.
NoAlcrro-da-noa-Visls, toja n. 78, vcndem-sc
rroco de todas as cores o grossuras, por prego que
nao desagradara a quem queira comprar.
Bonetes ftc riscados.
No A terro-da- Boa-Vista, loja u. 78, vendem-se
inmoles para meninos os quaes so esto acallando.
por aislar cada um 320 rs.; bem como hcnsalinlias
proprias para passeio pelo mesmo preco.
Kicos tapetes
para ornar salas, mesas, candieiros, lanleruas, cas-
tices ecampainhas, rodondos, quadrados e iran-
piares, bordados e de olqado, com lindas franjas
de lila de todas as cores; luvas do loreal, proprias
paro a Quaresm, no ultimo costo do Pars, pretas e
J raneas, com dedos e sem clles, a 1,600 is. o par;
alpaca de hubo, a 6*0e 800 rs. o covado : na ra d
Queunado, n. 27, novo- armazem de razfttfas, de
llavinundo Carlos l.eito.
Ao desengao (lo bom e
bajtato.
Vendc-se siuwrf^rja prela bespanhola, pelo
burato preco de. 2.000 rs. o covado : a sua qualida-
delietaooxcellentoque mo .precisa de elogio al-
guin: na ra doCollegio, na nova loja da estrella,
Pannos para lenges.
Vendo-so superior bretanlm de Irlanda, de puro
linbo.com duas varas e moia de largura fazenda
de minia utilidade para lenges a 3,000 rs. a vara
zuarle azul de vara de largura a 2t0 rs. o covado
cambraias lisas, a 6*0,800 e 1,000 rs. a vara ; len-
'1. fJM^s mais modernose milito Olios, do
mclhor Rjjf6 a 2,500 rs. ; rolos de brctanlia a
1.800 c 2,000 rs. ;dita de linho muito lina a 720
"800 rs. ; cassa para babados, a 2,600 e 2,800 rs a
peca ', chales de Ifla, grandes de muito bom gosto
a 2,000 o 2,500 rs. ; riscailbs trancados, do muito
boa qualidade para esclavos, por ser.-m escurse
de minia duracilo a 200 e 220 rs. o covado : o ou-
Irai multas lateada* por prego muito com modo : na
na doCollegio, loja nova da estrella, n.l.
modo; em casa de James Ryder & Companhia na
ra da Cadeia, n.*8.
Panno-Couro.
Vcndem-se superiores cortes de calcas da fazenda
panno-couro, par ser de-duragSo extraordinaria e
de padroes escuros proprios para o trafico, pelo
iiminulo preco de 1,600 rs. o-crte na ra do Col-
Iegio, loja nova da estrella, n. ^
Casimiras finas e elsticas.
Venden-se superiores casimiras finase elsticas,
a 1,000 rs. o covado; cortes de ditas do cores, muito
linas, a 6,000 rs.; superiores casimiras pretas da
melbor qualidade, a 6 o 9,000 rs. o corte : na ra do
Collegio,loja nova u. i.
Novo braoiaate,
de 11 palmos de largura.
Na loja da esquina que volta para a ra do Colle-
gio n. 5, vendc-se o novo bramante do puro linho,
com II palmos de largura, pelo barato preco de
2,800 rs. a vara.
--Vendc-se um sitio na estrada de S.-Amaro para
Itele.n, passando a-ponte, o primeiro do lado direito,
com muitos arvoredosde fruto pasto para 8 vaccas
do lene 3 viveiros baixa para capim o terreno pa-
ra plantar : lambom se vende outro mais pequono
na mesma estrada : a tratar no mesmo sitio cima,
ou na ra Direila, n. *.
Vendem-sc chapeos de superior
castor, blancose pretos, por preco
limito barato ; na roa do Crespo, n. 12,
loja de Jos Joaquim da Silva Maya.
Bonetes para meninos.
No Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 78, vcndc'm-sc bo-
netes de velludo e de panno, a 800 rs. ; ditos de
merinoA obra muito delicada a 4,000rs. cada um.
-
Vende-so um pardo de 16 snnos, do muito boa
figura, que be bom co/.inheiro: na Soledadc, sitio
da cscala.
Vendc-se urna preta de i# anuos, do elegante
figura, quecozinba o dariie urna casa, lava o en-
gomma lise : na ra do AnTorim, n. 13, segundo
andar.
Vcndem-se 8 eacravos, cando : 1 pardo proprio
para pagem; 2 pretos para lodo o servigo; 3 pretas,
urna boa quitaodeira cozinha soflnvcl e Uva bem
dcsabSoe varrella ,a outaa boa engommadeira e
Cbstureira muito moca da qual se alianca .a con-
ducta ea outra de nagua, de 18 anuos da muito
bonita figura; 2 pardas mocas.quecozinham o diario
de urna casa e lavam : no pateo da S.-Cruz, n. 1*,
se dir quem vende.
Attenco.
Vendem-sc cortes de cambraia com 6 varaa de
muito bonyosto, pelo barato pre.50 d 2,2*0 rs,
cada crteYna ra Direila, junto a refinacSo, n. 10.
Chapeos deso.
No Alerro-da-Boa-Vista, loja n. 78, vondem-so
chapos de sol, de seda, para senhora, a *,000 rs. ;
ditos de panninbo que imitam seda, para bumcm ,
por mais barato proco do que em outra qualquer
parle.
VELAS DE CERA.
Venderse, na rua daCa.
deiado Recife, n.37, cera A
em velas, de superior qua- |s
Jidad, fabricada em Lis- (g
Loa e 1.0 Hiode-Janeiro, M
({> em ciixas pequen i se sor- |s|
tidas ao gosto d compra- ^
dor : tambem se vendcjn
barandoes, por preco mais
barato do que em outra
qualquer parte.

1
H
&
B
Montciro Braga, na rua
do Crespo, n. 16, esqui-
na t(ue vira para a
rua das Cruzes,
Iv

SI
1
I
vendem-sc ricos cortes de vestidos do seda |1
echamalole, pretos, braneos e do coros, o -'
-j mais moderno e lindo gosto que be possivel; ^jl
II sarja prela de seda, larga e de todas as quali- fr
i-Ti ,!|"|ps- a
Pannos finos.
Yendein-sc superiores pannos finos prova do li~
n fio preto c azul, a 3,000 rs. o covado; dilo fino
azul o preto e 1,500 rs.; dilo pelo de suneiior qua-
Inlade c j bem conhecido pela sua barnleza.a 5,000,
5,500, 6,500 e 7,000 rs.; casimira preta limisle da
niolhor qualidade, largusa de panno muito fina a
11,000 o 12,000 rs. o Corle de caiga : lia rua do Col-
legio, loja nova da estrella, n. 1.
GALAO' DF OURO,
a 7.40 rs. a oilava.
Nm praca da Indepemlencia, n. 19, loja do Oliveira
hamos, vonde-se galJo deouro, do todas as largu-
ras ; bum como canudo do ouro, do lodos os nu-
mero a 720 rs. a oitava.
Chitas pretas assetinadas-
Vcndem-se as j bem acreditadas o suporiores
chitas prelas assetinadas do ultimo gosto a 2*0
rs. o covado : na rua do Collegio, loja nova n. 1.
'- Vendem-se acedes da ex-
unca companhia de Petnambuco
e Paraliiba: no escriplorio de 0-
liveira (raaos & C., ra da Cruz,
n. 9m
Vende-se stanho.cni verguinha,por pre?o com-
Vendeni-se corles de vestidos de seda
prela lavraJa ; verdadeira sarja do se- {
da bespanhola; los de linho preto, hoi- '^
dados de seda ; corles de colletes do
velludo lavrado, pretos o braneos do
ricos gostos; superior setim preto de
Macu para vestido ; cbamaloto de
lislras o ondeado ; merino preto muito
fino a 3,500 rs. o covado ; chapos de
massa francezes os mais modernos;
superiores chales e mantas de seda ;
meias de se.la do poso, brancas o pre-
tas ; lencos do soda, para grvala, do
bom gosto; riscados francezes, pa-
droes novos c muito finos para vesti-
dos; pannos de cores e pretos, do todas
as qualidades ; e nutras umitas fazen-
das de gosto por menos prc^o do qua
em outra qualquer parlo : na rua do
Uueiinado, loja de Jos Moreira Lo-
pes A Companhia qualro-canlos, ca-
sa amaiella, n. 29.
Vendcm-so, na rua doQiicimado, loja de miu-
dezas n. 2*, luvas de pellica, para senhora e hoinem;
ditas do seda compridus pretas e de cdies ; los de
seda preta muito linos ;couro do lustro muito bom
o barato; marroquim de cores; lencos do setim
prcln ; ditos de cures, de ricos padrOcs ; chapeos de
palha lina da Italia, para liomeui o meninos ; cortes
de col lele de gorgurflo do seda ; bengalas finas ; co-
meres de casquinha ; cnixasde massa do tartaruga ;
meias do seda preta para senhora : ludo por preco
mais barato do quo em outra qualquer parle.
Bonetes de marroquim.
No Alcrro-da-Boa-Visla loja n. 78, vcndem-se
bonetes de muito bom gosto o duraeflo, para ho-
rnero-, a 3,500 rs. cada um.
8a palo es.
No Aterro-da-Boa-Vjsla, loja n. 78, vcndem-se sa-
pates pelo baixo preco do 1,200 rs. o par.
Sarja hcspanhola.
No novo armazem de fazendns, de Raymundo Car-
los Leite, na rua do Queiniado, n. 27, ha cliogado
um ptimo sorjimento da verdadeira sarja bespa-
nhola, a 3,200 rs. (lavado ; tambero ha do 2,200,
2,500, 2,800 e $000 rs.; panno fino, prova do li-
mo, a 3,800, 5,000, 7,000,8,000, 9,000 c 10,000 rs. ;
chapeos francezes linos, do ultimo gosto de Pars ,
comalia maior, conforme a nova moda, n 7,000 e
8,000 rs. Ncsto armazem tamben se vendem fazen-
as por atacado o mais barato possivel.
Na rua do Trapiche, n. 17, coa
tiua a inver deposito da verdadeira cal
vfrgem de Lisboa, chegada prxima lten-
le ; dverlindo-se sos compradores des-
!e genero que o deposito he ja inuilo pe-
queoo, e que da nova nao lia mais em
parte algiinii. 1
Vende-se a venda da rua da Cruz, n. 66, a di-
nheiro ou a prazo : a tratar na mesma venda.
Ka rua efe Ag-oa--Verdes n. 4(>,
vende-se urna bonita cscrava do nacffo, de 18 annos
do boa conducta o melhores habilidades ; nina dita
de moia idade, boa cozinheira, lavadeira, c que
engomma ptimamente roupa de hornero por 250/
rs,; duas ditas para todo o servico; um bom escra-
vp carreiro ; um bonito moleque de 12 annos : urna
escrnva de 20 annos .quecozinba c lava bem. or
tdO.OOO rs v
Vende-so umcabriolet de muito bom gosto,
pintado de i.ovo o com bons arreios : na rua do
Collegio, n. 1*, primeiro andar.
Vcnde-se, por commodo proco, urna armacilo
toda envidracada propria pora loja de riiiudezas :
na praca da Independencia, n -17.
Ordenacoesdo reino,
nova ciliciio de 18*7, muito bem impressas em bom
papel por preco baixo : na livraria da esquina do
Collegio : aonde tambem se vende Ahrcns direito
natural.'
--Venden-se ricas colchas
pv seda,, por conmudo preep :
ha. rua do Queimado, loja
11. 17.
Cortes, a S >0()0 rs.
Quem deixar de andar do vestido do cambraia ,
do uadrOes modernos e ptima fazenda pelo bara-
tsimo preco do 3,000 rs. o corte? A elk's.frcguezas,
antes que so aeabem. Na rua rua da Cadeia do Heci-
fe confronto a rua da Madre-de-Doos n. 50, loja
do liara le ro.
Vcnde-se a venda dcfronle da matriz da Boa-
Vista n. 88. As pessliasquelccm estado em nego-
cio com ella, dirijam-sea incsin, que so l'ar qual-
quer trato que melbor Ibes convenha; bom co-
mo outra qualquer pessoa que a queira croprar.
laidos
de : ludo se vende por commodo preco', e por mo-
no do qne em outra qualquer loja : outro sim, tam-
ben! ha bons e baratos merinos ; bom panno preto
para 3,000 e 3,500 rs. ao covado ; dito verde cor ,e
garrafa, superior, a 3,500 rs. Ulo-se as amostras.
SALSA-PARRILHA DE SATOS.'
Ksle excellente remedio cura todas as enfernii-
dades, as quaes silo originadas pela'impureza do
sangue, ou do systema ; a saber :
Escrfulas rhcumalismo erupcOes cutneas
brebuthas na cara, homorrholdes, doencas chroni-
cas, brebulhas, bertoeija, linha, inchacOes, dores
nos ossosojnntas, ulcar, doencas venoieas, citica
nfermidades que alacam pelo grande uso do mer-
curio, hidropesa expostos a urna vida extrvi-
ganle. Assiin como chronicasdesordens da cons-
tiluicao sero curadas por esta tilo til appro-
vada medicina.
O extracto soguinle he de una carta recebida do
Sr. Maco pois sua niullier foi atacada do escrfu-
las no nariz dasquaes oa melhores doutores en
Franca a nfio pdenlo tratar.
* 'S >
I Iteniies, departamento de lile e Vilain.
i Franca, julho 17 de 18**.
Su. Sandi. KMsa-pr.rrilha mandada por Vm.
foi recebida com a maior satisfacio possivel, minha
inulhera tomou,j*em pouco tempo so, achou nic
Ihor; pelos granres berrefioios quo roccheu tiesta
medicina, a considera como urna das melhores me-
dicinas do mundo para tacs'doengas pois dou-
tores de alia sabedoria nunca a poderam tratar. Mi-
nha mufliera contina n lomar, al se adiar &.
leiramente boa. Por favor nos queira.obsequiar com
altamas garrafas o mais depressa possivel. Srs.
nos teremos o goslo de fazer conhecer sua medi-
cina entre os nossos amigos, assim como entre o
povo: semduvida scrl'nMda aqui, bemconiocm
todo o mundo como cflicaz medicina para alliviur
* tratar o corpo humano. Tcnho a honra do ser o
mais ltenlo venerador.
J. Mac
N. l.rue LouisPhilip,.
} Legarlo dos Estados-Unidos,
i Berln, Prussia, abril 8 de 18*6.
Srt. A. B.Si D. Sands. Srs., Icndo-sc a sua sal-
sapai-rilha usado nosta cidade, com grande effeitn,
em casos mui severos de escrfulas, me podem tros
iluzias de garrafas da sua medicina as quaes as es-
pero *em falta que para isso remello o pagamen-
to. Espero que Vms. liquem de* toda a certeza que
a composicodesalsa-parrilha he urna das melho-
res medicinas do mundo, assiin como se vai in-
troduiindo moilo entre opovo Sou o mais atiento.
ThtodottS. i'ay.
Preparada e vendida por junto eFretellio, assiin
como so exporta por A. I!. Y. I). Sands chiinicose
droguistas, n. 100; Fulton-Street, esquina do Wil-
liam, New-York.
Vende-se na botica do agente., Vicente Jos do
Brito.jia rua da Cadoia-Vclha, n. 61.
Vnde-se o sobrado n. 7 na Iravcssa da sladrc-
de-Deos de dous andares o solSo com verandas
de ferro a ti alar na rua da Cruz, n.50.
Lotera do Ho-de-Jancir<.
Vcndom-se bilhelese mcios ditos da quinta lote-
ra a beneficio Jo thealroda imperial dado do Nic-
Hieroy : na rua da Cadeia. loja do cambio, n. 38, do
Manuel Comes da Cunha e SI iva..
Vendem-se psdras brancas de amolar, da mc-
Ihor qualidade que tom viudo do rio do S.-Fran-
cisco ero porcto e a retalho, por prego commodu :
na rua da Praa arniazem n. is.
Vende-so sal do Lisboa, fino e alvo, a 1,600
rs. o alqueireda medida velha : na rua da Piuia,
armazem n. 18.
Escravos Fgidos
em barricas, chegados ullimamento : no {armazem
de J.i.Tosso Jnior na ruado Amoiiin, n. J5.
Vende-se um.sitio na Torre, com 600 palmos
ile fio;, tu e 1,200 ditos de fundo ponen mais ou me-
nos, na margem do Capibaribo, coro alguns ps de
coqueiros : alm dos ditos, lia urna grande baixa
para capim, ou viveiros : na rua da Cadeia do S.
Antonio, armazem 11. 17.
Vendem-sc presuntos, baldes o linas proprias
para lavar roupa ; vass'oura para varrer salas o ta-
petes : ludo ullimamento cliogado dos Estados-Uni-
dos : na rua da Cruz, n. 7, armazem do Davis Si C.
1 Vcnde-se, ou permuta-sc nina casa torrea si-
ta na rua do Boin-Sucesso em Oliuda, toda rceli-
ficada d.o novo, com un sitio em chaos proprios,
por barato proco : na praca da lina-Vista, n.-O, nu na
rua de S.-Francisco casa da esquina quo volta pata
a 111a du Florentina.
Vendem-sc me ios hielcs da lote-
do hospital Pedro II : na rua do Gubug,
loja junto a botica.
Fugio, no dia 18 de Janeiro, um cabra, de nome
Joaquiui alto, reforjado, de idade com a barba
branca cabellos corridos c bem pretos; levpu uia
surrio de pello de carnuiro, chapeo do baeta usa-
do calcas de algodao do lislras rotas no assonto ;
temostoinozellosdnspsum tanto incitados. Ks-
|e escravo j foi preso em S.-Lourotco-da-Matta .e
tornou a fugir junto nos Kemcdios, do poder do
urna pessoa que o eonduzia tiara esta cidade; voio
do Maranh-io o diz ser de Cimas : quem onegar tt-
ve-oaruado Vigario, n. 2*, que ser ibmpeii-
sado.
Fugio do bordo do briguo Victoria na noile do
31 du marco o escravo niarinhei/o do nonie-Pa-
tricip, crioulo c natural da Pnrabiba cor preta,
sem barba, de estatura regular, ebeio do corpo;
reprsenla 28anuos pouco mais ou menos; levou
caigas o camisa branca chapeo- de palha tfoin nina
corrento de ferro no | direito : iccomBjenda-so
a captura do mesmo e quem o levar a bunio do di-
to brigue nu a casa de Amorim Intuios., na rua da
Cadeia ri. *5, que daia boa grallficncle.
Fiigin,.lo eifgenho S.-Alina, nO dia sabbtilo ,
pnineiro iln rotr.-nle o wilccoto Fiifr.i/.io de m-
, i'e marca pequea bonito eos-
cao Woe>utj.i|ii>
tuinii, iis \o/ .-, fumar charutos, amia uro pouco em-
pTiiado .'ji-.s i|uenos; tem rm rada uro das crf-
nellas ftidas pequeas:- o 11 pegar leve-o ao
aria lie Miguel Car-
dito engenho, 011 ao Cocino, otaria do MigUbi
nciio aSnra. I). Mara de Carvalho l'aes do Aildra-
dc, que recompensara.
--Fugio, no ilia 3 do correle, um molccote criou-
lo de 16a 17anuos alto, seeco .lo corpo, ps e pei-
nas grandes, bem preto ; levou caigas de ganga azu.li
.,.. J..M.I, o 11.1m.1i. 111a gianues, beut preto; levou caigas do ganga azul,
Vcnde-se a-obra do direito natural, por Felice ca,sa de riscado azul: quem o pegar leve a na
V. : O a de economa nnlitinn dn 1 II c. ...... Nova 11. 3. venda ile A I.' I imn
So Atciio da-loa-Vista, de-
fronte da calunga,
lia dragado, peloaillimo navolrancoA, m comple-
to orumento du calcado do todas as qualidmdos ,
tanto para linmem como para sedwra, mentiros o
meninas, qjieso vfiulor por preeo mais comino-
do do que em outra qualqner parle. at
* v. ; o a de economa poltica do J. B. Say, 6 v., por
prego commodo : em Olinda loja da "esquina da
rua do liom-Sucesso sobrado de dous andares.
-- Vende-se doce do goiaba e de arar muito fi-
no 0111 porgilo e a ictalho : no pateo do Terco, ven-
da n. 139.
Vende-se tima eseravn crioula, de 16 annos,
de bonita figura sem vicios por prego commodo.
na rua Direila, confronte ao oitito da greja do l.i-
vramento venda n *.
Vende-se uro relogio mnilo bom regulador,
palete inglez, e todo do ouro, por preg commo-
do : na rua Dircitn, n. 78.
A tlcnco.
Na Jojn n. 50, na rua da Cadeia, de Cunha & Amo-
rim, ha .um1 completo sorlimcnto de. fazendns pro.
pis para Quaresnia como sejam: -boas sarjas
prelas c veos ditos; luvas ; casimira pretas,f setius
pannos pretos linos e de superior qualida-
prolos
Nova n. 3, venda de A. F Lima
Fugio, no dia 6 do correnle, do sitiolo abaiso
assigiiauo na Pontc-lc-Ueb0a, o scu escravo, do
nome Pedro, por alcuuha l'hit; he de nago, de csla-
tura baiia, cheo do corpo"; representa ter 2* anuos;
jevou camisa e caigas de riscado, e chapeo- preto :
quem o pegar leve-o no referido sitio ou a rua do
Trapiche, no scu escriptorio, n 16, iiuo ser bem
recompensado.
G. A. Brtndtr Brandit.
-- Fugio urna parda agabocJada, do cor avorme-
lliada, cabellos acaracolados, Leigos giossos cr-
iatura baixa, chela do corpo, de 2* aJiflos jiouco
mais; levou vestido j usado, do assenlo cr do
rosa com flores a.marellas brincos c volta de coreas
aztics chale azul o sapalos : quem t pegiir levo-a a
rua dn Cadeia do Itecile 11. 53, segundo andar, quo
ser recomiiep- '
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