Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05455


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Full Text
A n no de J1848.
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Vil-
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O OflflO oul>le-se lodos os dial fue nao
fre "te guarn i aprer.o da aiji^oaiur.. he t\a
4jf)8> rs.pot quartel, pagos atilintados. Os a-
onados dos ssi'Onles sin inseridos i raiiode
OrJ. pnrhnn, 10 rs, e-n typo dilFerentc, e as
repelij'ies pe me' -le. O que n'o frent va-
nantes paasrio O rs. por liuha, e 100 in lypo
dllerente, por cada publicado.
PHASES DA J.UA. NO MLz, DE ABRIL.
I,na no. 1, s. horas c 4 I inn.da Urde..
Crescent a lo. aos 10 mi. d Ufde.
La cheje a 17. aos 3 min. da tarde.
Mne,oanea '8. 0s i min. da Urde.
PWlTia\ DOS CORREIOS.
tSoiann e Paralilba as segundas esextaa feiris
ftlu-G rande-dn- Norte quintas eirasao incio-dia
Cahn, Sern'.'ew, tUo-Formoso, Porto-Calvoe
M iceiit, no I .*, a I! e i I de cada mex.' a,
'liraanona e Ftanlto. a 8 e II.
Hoa-Viftn e Plores, a II e 18.
Vietoria, as quintas-eirat.
Ol rula, todos os din.
PRBAMAR DB HOJE.
Primelra, as 6 horas e 6 minutos da raanha..
Segunda, s 8 horas e 20 minutos da tarde.
de Abril.
Anno XXV.
DAS da semana.
S Seiiunda. S. Ricardo. Aud. do J. dos orph.
edo J.doc. di edo J. M. da? t.
4 Terca. 5. lzidoro. Aud. do J. do c. da
l. v. do 1. de par do 5 dist.de t.
5 Quera. S. Vicente tener. Aud. do i. do
civ. da 5 '/. e do J. de \>,z do 1 dial, de l.
6 guinla. !.. Marcellino. Aud. do J. deorph.
e do J. municipal da I.t.
7 Sexta. S. Epifano. Aud. do J. do ci. da !.
v., e do J. de paa do I. dis. de I.
8 Silbado. S. Amanero. 4ud. do J. do civ. da
I. Y. edo J. de pat do l.dlst. de t.
u Domingo. S. Demetrio.
WBBBBm
CAMHIOS ODIA 4 DE ABRIL.
Sobre Londres a lT/teiT/,fl. por Ifra.a (0 d.
Pars 160 rs. por (rauco.
Lisboa IDO por 100 de premio.
Deac. de leltrtis de boas firmas a I 3|l /, ao m.
OuroOncas hespaubolai.... ?8>fl0 a I900D
Mo'daideC|l00elli. |BJOO a IG/JOi)
deOftOCnoT.. 18/000 a IS/I0I
> de f000..... fl'00 a fljmo
Prola I'ataces.......... IJ940 a l/>80
Pesos columnarea... i alizo a l|N>
Hilos iiiexicnnoa.... 1/800 a 1JIZO
lida...-.......... l|:0a 1/040
Accoea da comp.do lleberibe de 60/000 re. a* pea
AMBUCO.

PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 18 DO PASSADO.
Omclo. Ao commandantc das armas, aecusaudo re-
cebida adeclaraco da junta de aade acerca das mo-
lestia* do capilao Manuel Fernandas da Cruz.
Portarla. Ordenando que ae expeca litlo de com-
mandantc superior interino daguarda nacional do mu-
nicipio do Limoeiro ao coronel de milicias, Christovo
das Mercas Goncalves Guerra. I'articipou-se ao con-
mandanledas anuas cmara municipal do Limoeiro,
ao coronel que eatava encarregado do commando supe-
'.ir da respectiva guarda nacional e ao Horneado.
Dita Nomeando delegado do termo do Limoeiro ao
coronel Ignacio Crrela de Mello. Participou-se ao
chefe de polica.
Dita. Demitindo'so tenentc-coronel Francisco Car-
nriro Machado Rioa do cargo de subdelegado de policta
na fregueaia dos Alegados. Commuoicou-ae ao chefe
de polica.
DEM O DA 20.
OlTiciosAo commandnnlo das armas o ao coni-
missorioipagador, inloirantlo-os de haver S. M. o
imperador permittdo v4esse residir nesla provincia
o -2. (cuento da 3.* classo do exercto, Bernardino
Pereir do Carino.
Dito -- Ao inspector da tlicsotiraria das rendas pro-
vineiaes, ordenando faca enlregarao hacharel An-
tonio da Assnrnpeno.Cabra! a quantia dc4l,760 rs.
para'pagamento do qtiese despendeu com os presos
pobres da cadeia do Limoeiro, durante 0 mez do fe-
voreiro prximo lindo. Participou-so ao chefo do
polica.
Dito Ao coronel-encarregado do commando su-
perior da guarda nacional do municipio do Limoei-
ro, determinando passe os Iivros e papis, perten-
renles a elle, ao commandantc superior interino
Christovlo das Merceos Goncalves Guerra, que j se
acha titulado c juramentado.
Dito -- Ao Administrador das obras publicas, auto-
risandoo pagamento do 150,000 rs.Anna Joaquina
de Vasconcellos e Antonio Carlos dft Silva, por duas
casas sitas na dlrcccflo do 12. lanco da estrada do
Pao-d'Alho.
DEM DO DA 21.
(ilcioAo commandantc das armas, scienlifi-
rtndo-o de haver concedido 1lous mozes de licenga,
para ir provincia da Paraliiba, ao l. cadete do 2.*
l'fllalhSo de artilharia a p, Kranklim do Itego es-
culcante do Albuquerquo Horros
Ditos Ao presidente da relaefo e ao inspector da
tliesotirriada fazenda, inlelligenciando-os de ter S.
M. o Imperador licenciado pordous niozcs, sem or-J
llenado,ao juiz municipal e d'orphlos do termo de
linda, Antonio da Silva Neves.
Ilito ~A administraclo dos estabelccimentos de
raritiade, aulorisando a entroga da oxposta Carolina
Mara a sua mili Mara Joaquina da ConceQlo, urna
vez que, nos tormos-do art. 159 do rcgulamento de
-j da fgvereiro de 1847 satisfaca ella as despezas
l'elas com a mencionada exposta.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAMBUCO.
Liiba, 20 de ftvtrtiro de 18*8.
O duque deSaldanlia proferio um discurso, na c-
mara dos liaros, que nflo deixa do ter importaricia
pelas declarares que fez. S. Ex. manifestou quo a
reaeclo de 6 de outubro tlvora lugar para obstar as
lenlativas miguolistas quo se fazwm em to-.io o rei-
no, e para coarctar os excessos sotcmbrstiis. O no-
ore duqne deelarou tambem que o ministerio a que
presidia quera progresso o reformas, o sobre tudo a
unido da familia portugtiozn. Se o nobre marechal
quizesse, como presidente do concellio e como ho-
mem poltico do influencia, poda fazer um grande
servico ao stu paiz, tlirigindo o governo pelo bom
laminho para chegar a essa nova era do que tanto so
tem fallado, o para a qual poucos teem traballiado
de boa f.
A dscussAo que tovo lugar na cmara dos deputa-
dos, para autorisar o governo a augmentaros bata-
"'>5es naoionaes, foi renhida. O governo e os que o
poiim descrevoram o' paiz como minado pela anar-
ciii, odcclararam que os autoridades nao tinham fr-
?a para fazorexceulaf as les. Os impugnadores do
projeclo julgaram isto um pretexto para tornar mais
urgonto a medida, asseverando quo Catilina nXo etta-
jn ai porlatdt toma; que a crcacilo do novos bata-
noesora um tributo de sangue; quo com isso se
iam reslabelecer as milicias ; c quo os batalhOes
ram porigosos para a liberdade da urna, como se ti-
"* visto as passadiis eloicOos.
r.ntretanto, a proposta foi approvada, autorisan-
"'-so o.gflvernon crear at SObalalliOes nacionaes,
,i ,Bor,nUo esU '' l e votar a fdrea permanente
uo torra pertenccnl ao anno de 18W.
epois desla volaefio, levo lugar um novo debate
... T* PrP0St du deputado Silva Cabral para
m, i!, i ,'in.. es ,lacionaes e guarda municipal, pelos
I se""ce. que prostaram na ultima luta.
de atraicoelra, por querer indispr o paco com a c-
mara. I'izcram-se entSo, por parto da dita maiorio,
grandes manifestacOes de adhesilo e reapeito a el-rei,
mas julgou-se inconvoniente fazer mengfio delle na
proposta, que afinal foi approvada.
Diz-sc que em breve se apresontar urna proposta
pera anticipar a realisacao da dcima e impostos,
[elo ineo quo o governo julgar mais conveniente.
Era escusado fazer duas lets, quando esta clausula
poda muio bem incluir-se-no projecto para o lan-
camenlu da dcima e impostos annexos, ja appro-
vado
Falla-so do desintoiligoncias'enlro os minisloriaes,
liue dizenv estar divididos om oxallados e modera-
dos. Unscaminham a passoordinario, oulrosa mar-
che-marehe; porm, como ambos levajn na procissilo
o andor do governo e caminham irregiilurtnente, lio
do tome- quo o lancom por torra, lio por isso que se
falla em modiicac.jlo ministerial, assoverando-se qua
um dos ministros quo saliem he o da justica, o Sr.
Queiroz, quo parece j podio a sua domissilo.
a o Estatuante de honlcm so l o segui nto .- O go-
verno ingrez mandou, emlim, ordem ao scu rnpro-
sontante nesta corte, para nilo continuara reclamar
contra a legalidade das eleicOes ; antessimdetermi-
nou positivamente quo concorra para dar toda a fdr-
ea aos actos docorpo legislativo, c fazer sentir aos
miguolistas que o governo inglez tory ou wigh
Hito consentir nunca as tentativas a lavor do I).
Miguel, eque, portento, devem perders osporancas
do urna restauraclo ; que, linalmontc, faca sentir
aos revolucionarios que he chegado o lempo de de-
sistir du tolitativas anarchicas, o que dovom tratar
do chegar ao poder smenlo pelos meos lgaos.
A vio, por onde esta noticia he commiinicada, be
alguma cousa suspeita, milito mais leudo precedi-
do a ella factos quo pareoem estar om contrailicQilo.
Ullimamonte correu o boato do que D. Miguel parti-
r de Londres para a Iba da Madciro, e que all des-
embarcara, o mesmo govorno, n'uma portara quo
dirigi aos governadores civis, diz quo Iho consia
teniar-se, nnquella ilha e em uniros pontos, de resla-
belecer o governo do principo proscripto ; e por isso
ordena quo sejam vigiados todos os que frem socla-
rios delle.s, e Icuham lomado parto na ultima rcvol-
ta. So houvcsse, pois, a soguranca da Inglaterra
contra essa restauracno, como diz a noticia dada pe-
lo litlandarlc, o govorno no adoptara ostas medi-
das, quo todos acreditaram ser um pretexto para
dar mais frga concesso da creacitodos batalhOes.
Entretanto, veremos se o Diario confirma oflicial-
nieute a noticia.
Tem continuado a ventilar-so a quesillo das 20,000
libras de fundos, mandadas comprar pela ndminis-
tracio Cabral a favor de M. Hughes. Diz-so quo o go-
ver;io perdn nessa transaccao 2,900 libras nii dille-
ronca do cambio, fra as corretagens, juro, ftc.
No baile dado a favor dos miguolistas stiverami^1
presentes 1,400 pessoas. Diz-so quo o governo foz
todos os esforcos para obstara que tivesse lugares-
la baile, e al parece quo o quiz prohibir. Ajunta-sc | que possais, icm remorsos, renovar a Hiena que se aca-
it fra dizor ao almirante ba de passar-se ante us.
t.iorul.Nao ser exacto que, no botiquim,elle sempre
eslava defronte de ti, eque constantemente olhavas para
oseu fricando ?.... (Hilaridatle.) Isto me pareceu lauto
mais citrauho quanto tu nao gostas de carne. (Riso
geral.)
Jemuj. Mais en n.in posso guardar osolhos no bol-
sinho... .
Juit. Vamos aos factos M Lionel sustenla-vos ha
(res anuos, durante os quaes poz (oda a sua fortuna a
vossa i mi mu ilr 11 ni' a lei nao saucciona.....
Jetimj(com Ihanea) Nao ha por culpa iiiinlia.
Juiz. O autor reclama hoje todas as joias que tendea
comprado com o seu dinheiro.
Jenny. J lh' as eutrrguei mandei Icvar-lhc hons
tem pela manhiia mcu relogio, incu trancclim c c mcu-
brincoa.
Lionel. Multas cousas anda faltam.
Jrnmj. Nada mais tenho.....
Lionel. Se misas, levanta a inao parasustcnta-lo,
Jenny apresentou mao cultivada.
Lionel. Olive, Jenny, nao quero t'obrigar a um jura-
mento falso: porque,abstrahindo das cartas do carroeei-
ro nada lenllo a censurar le, aprnas exijo que me dei-
xes visloiaar-lc inao : tenho que fazer com o leu dedo
Index. (Risogeral).
A bella Jenny lira aluva c moslr.i ao auditorio a mais
feiticeira iiiao/.inlia. Lionel apodera-se della, e mostra
ao juiz de paz o dedo coberto de aunis.
Lionel. Pcrinilli, senhor juiz, que vos roguc me
acompanheis na busca. Km primeiro lugar fis um ru-
bial..... queni Ih'o den?
Jenny. V..i foste tu.....foi meu primo oculista.
Lionel. Ten primo oculista, duvido; ojui/. julgar-.
Continenlos..... Quem vos deu esta esmeralda ?
J.iniy 'n;i'/irii;'!ii/n.)Uiindoii-mecom ella um oinciai
de geudarmaria, com quem eslive para casar na idade
de deasseisannos. Moricu do cholera.
Linnel. -- Lastimo esse agente da^frfa publica. (Riso
geral). E esta rosa de brilhautes, nao foi comprada com
meu dinheiro? oudeu-t'o alguem que te devia esposar ?
Jenny tira o annel c calca em una mola o annel
abre-so c le-se no interior: Mara C...... minlia chara
ni u. inoi ii a 2 dejunliode 1833.
Jenny (chorando.) Era minha mai: (mot>i*iealo de in-
leresse).
Jais. As provas sao evidentes. Pcrtencc-vos, como
autor, contradicta-las e v^s o uo podereis..... Se liou-
ver jiilgamentn, seris condcinnado as cusas.
Lionel (vexado.) No, anda resta um annel que pos-
so revendicar. (Tira a ultima memoria do dedo de Jen-
ny.) E eis-aqui est, he mu annel de cabellos!..... Sao
os meus.
Jenny (eom vivacidade.) Nao, ingrato..... tu nao o te-
ras ; he ludo quanto me resta de ti..... Leva todos osou-
tros, se assim o i] ni iis. mas deixa-me esta ultima lem-
braiiivi na. (Viva emoli..... Lionel chora.)
Juit (rindo-se.) Vejamos ocoiuo se ha de decidir a
questao convii'condeuinar ar?
Lionel (com vo: trmula.)' O Incidente que acaba de
haVer lugar produzio em inin um cB'eit, que a pers-
picacia do senhor juiz nao ter dcixado de compre-
hender!.....
Je um/ (rindo-se e chorando ao mesmo tempo.) I mi io, j
no estis cioso ?
ionei (rislituindo-lhc os amis.) Nao, meu anjo, to-
ma tuasjnias.
Juiz (com gravidade.) Anda falta urna cousa para
que o marechal Saldanh
Napier, que, na principal sala do baile, estava o re-
trato do D. Miguel. O almirante, encentran do-so
comAim dos colligados, pergunlou-lne so isto era
verdad. O collgailo levou immediatamenle o almi-
rante a sala do bail, a verilicou-so que era mentira.
Comtudo, sao estos os boatos, cuja cxactido uflo
alianco.
Teem tido lugar outros bailes. Omarquezdo Fron-
leira deu ltimamente um muito bullante, ondo, a
par dosanligos brasflos, se vam as illustracOes mo-
dernas, tanto polticas, como Iliterarias e milita-
res.
Ilouvo roprcscntacSo no llieatro aristocrtico to
Tlulia Iteprcsenlou-se uaia comedia do Sr. Aleu-
des Loal, intitulada Quem porfa mala caca na
qual desemponliaram os principaespapoisasExm."
condessa da Lapa o D. Maria da Madre do Dos, Azc-
ved Coutinho, os condes doFarrobo e do Mello, o o
Sr. Alexahdre Castilho. A outra pega foi om fraucez,
e intitula-so a --c/rii--[a Loitora] na qual a Exm.*
Sr." I). Emilia Krus [ madama Azovodo ], que reno a
sua formosura muila gra^a, e urna pronuncia verda-
deramente parisiense, levou a palma do trium-
pho.
O rigor da etlacilo tem abrandado mais, e por con-
soguinle diminuido as molestias, sobre tudo a en-
fadonha grippe, que pareco poucas pessoas doixou
do atacar.
Espora-se quo este carnaval seja muito divertido,
visto que ha dous anuos os negocios polticos teem
privado dessts regozjos os habitantes da capital.
Jenny e Lionel (ao mesmo lempo.) E o que he ?
Juri (eom dignidade.) O laco conjugal.
VA1UEUDES.
iJiBsyss'ir ib &!&&'&&>
.vm deputado da opposiga estranhou que,
o-seagradocimontosaoaxerciti, nSoselizessi
Vo no.comman.lante em chefe, Oro^omo bi
votan-
lizesse mon-
,~.mo be s'abi-
,-quo ei-re nao he muito alToicoado aos Cobraos, e
i'ioposta ora dUes, levaotou-se grande celeuma
r es;e "o'ivo, accusa,ndo a maioria a ooposreSo
Como he bella!..... disseraui ao mesmo tempo, todos
oa espectadores ao verem uiadeino9clla Jenny apresen-
lar-se barra do tribunal..... Qucliellos olhosaziies.....
que talhe seductor! que trancas dVliano apparecein
si'ih sua elegante c moderna cona. Quanto ao p c a nio
da rapariga nao os poderam distinguir; eram i.io pc-
qiirinis.. ..
M', O autor, M. Liouel, mora.comv'osco ha tres I
0 PflASLIN DO SECULO PASS.VDO.
O negocio Praslin agitou a calma fabulosa da vida cam-
pestre. Como a noticia de um aconteciinenlo qualquer
Caz mais iinprrssao no campo do qu na cidade, anda
hoje ae falla all desla horrorosa tragedia da vida priva-
da, i mu rasao se diz que o assassinato da duquesa
mi he um criine de nossos tempo ; mas nao he preciso
remontar aes factos da inedia idade, para encontrar, na
alta sociedade lramr/.v, um acontecimento que a este
se asscmclhe. A proposito, rcprodiuirenios a narracao
de um facto historien, que causn grande admiracao no
lim do sceulo passado, cuja narracao devenios a um ve-
Iho cavallciro de San-Luiz, contemporneo do acontc-
cimciito equeconhecia osseuspiincipaesactores.
Era em 1785, em Aix, capitai de Provenca, no da em
que pela primeira vea foi laucado ao ar um balan aeros-
ttico nesta cidade. Houvc grande sarao no palacio do
inarquez de Gallifct, ao qual compareeeu a alta e baixa
uobreza. Tambem compareceran ao sarao o Sr. d'Entrc-)
casteaux, um dosquatro presidentes do parlamento de
Provenca, c asenhora marqueza de Cubre, joven viuva,
to dislincta pela agudeza do espirito, como pelos en-
cantos pessoaes. O Sr. d'Entrecastraux, irmo do cle-
bre martimo de igual noine. apaixonra-se violenta-
mente por madama de Cubre : a viuva, cuja prudencia
estava a par da bellcz, recusa escuta-lo porque elle era
casado. Comludo o presidente, homeni amavel eapai-
xonailo, Impressionra de tal maneira o seu coracao,
que nesta mi-sma oitc em casa do marqnez de UaUifet,
madama de Cubre, correspondendo s ternas solicita-
cni's ilo Sr. d'Entrecaslcaux, balbucira, acompanhadas
de um suspiro, as seguales palavras : Eu nao posso
ainarscno aohomem que esleja em circunstancias de
vir a ser mcu marido, se fosseis tao livre como cu, espo-
sar-vos-hia de boa vontade. Quem supporiaquc estas
pal.iM-.is ditas aiinplesuiciite e sem scguuda tencao, em
una rcuniao brilhantc e polida, por uina mulhervr-1
tuosa a um hoinein distincto pelo espirito e posi(ao ele-
vada, calariam no intimo d'alma c germiiiariam consc-
Juencias falacs ? Na manhaa do da seguintc, o inarquez
'Arlatan de Lauris, qu-, ainda muito moco, excrcia as
l'u iic, oes de procurador do rei, tendo ido dar o scu pas-
eio costtiniailo, vio una numeroso concurso de povo an-
tia porta do palacio d'Entrecastraux.
Tnlormou-se da causa do ajuntaineuto, soube que
I um assassinato tinhasido cominetido em palacio.
O magistrado perguntou o nome da victima, edisse-
Appareceti o presidente, homem de pequea estatura*
vivo e petulante, de talhe acauhado c Dgura agradavel-
Oseutrajar era proprio da manhaa e todo de fus tao
brauco. A calca comprida e o roupao dessa faxenda,
eran, de una alvina e asseio admiraveis. O andar, O
porte e a physionomia do presidente expriman! a d.'.r,
elle laneuu-se nos bracos do joven magistrado excla-
mando:
.i Sou muito infeliz!
O desespero de que elle se_ ..chava possuido era tal,
que o procurador do rei nao pode arrancar-lhe es-
11 mi iii.eiiio'al-iiui, nada einfin que servssem de base
para o processo. Nao havia de quem suspeilar, nao ha-
viam signacs de roubo c nem tao punco se podia presu-
mir nina vingacca No ineio da profunda c violenta
einoco que se apodernu da cidade d'Aix, no ineio do
terror e espanto Icvanlados por um lio siniatro aconte-
cimento, os contos os mais contradictorios ciroulavam
de todas as partes, subiam c deseiam das ultima* clasies
do povo s sumiiiidadcs aristocrticas; mas a suspeita
sempre indecisa iluctuava aqu c all sem adiar base so-
lida, c sem nicsmo locar de leve no verdadeiro culpa-
do*. Entretanto, iiistauruu-sc o processo, e os magistra-
dos policiacs faiiam pesquisas as mais minuciosas no pa-
lacio d'Eutrecasicaux. A gente do palacio estava com
seniiuellas. vista,- s o presidente, que todos cslima-
vam c lastimavam, estava livre, recebendo a* consola-
dor. de sem, amigos o os psames de toda a cidade. Dous
das se tinham passado depois q .. se dera comecu ao
processo; tinham varejado todos os cantoa do-palacio e
vistoriado escrupulosamente todos os movis sem que
houvessem encontrado o menor l.rdieio,quando, exami-
i. Helo o estojo de barblr^dQ presidente d'Entrccasteaux,
uotaram que em vez de duas uavalhas apenas ah
existia urna. O lugar da segunda navalha estava vatior
A navalha que fallava devia ter sido o instrumento do
criine que o assassiuo iiera dcsapparecer. Perguntaran
ao criado grave do presidente, qual rasao por que o esv
t'ijo nao continha mais do que urna navalha, c como
elle explicava a desapparicao da outra. O criado respon-
der :
Hontcm a 'tarde, quando o senhor presidente se
vestio para ir ao sarao do inarquez de Galiffltt, fui eu
que o barbiei. As uavalhas catavain no estojo, repu-
las ah eom as minhas proprias nios, c Icvel-o para
o quarto competente, onde smente entramos eu e
o senhor presidente Um de nos devia ter tirado a
navalha; o assassino, pois he um de nos, e eu
nao o sou. Depois de urna aecusario tao formal, a sus-
peita atemorisada hesitava recahlr por sobre um ho-
mem tao cousideravel como geralinentc estimado quan-
to o era o presidente. Novos rsclarecimentos dissipain
a duvida da justc.a c da opinio publica. Uina velba,
que, em urna casa vizinba ao palacio d'Enlrecasteaux,
lialii un a as agoas furtadas, donde se observava vontade
tudo quanto se passava no jardim de palacio, deelarou
que ao arrebor da aurora que inmediatamente se segui-
r a noite do criine, abrlndo a janella, apercebra una
aombra branca semclhante um phantasma Introducir-
se em urna das ras do jardim, dirigir-se ao pofo, dc-
hruear-se a borda delle, mover o braco como quem ati-
rava ahi alguiua cousa, e recolbcr-se a palacio.
ltevolvcu-sc o puco e achou-se nelle navalha eo
roupao cusaugueniado pertencente ao presidente. O
parlamento reuuio-sc em sesso secreta; Castillon, pro-
curador geral, cm urna vigorosa requisitoria, resumi
todas as suspeitas que haviain contra d'Enlrecasteaux, e
exigi que se expedisse ordem de priso contra elle e o
encarcurasscni, para ser Julgado com todo o rigor das
les.
Era impossivel dcixar de satisfazer-se requisitoria.
O primeiro presidente do parlamento, teniendo o rs-
e.unalo c guiado talvez por alguui senlimento de oom-
paixo, ou leinInado da amiga confraternidade, chamou
uin portei i o, deu-lhc baixinho alguinas ordens e Ihe en-
tregou um bilhetinho, o qual d'Enlrecasteaux recebeu
um instante depois, e era concebido nestea termos :
a Se estis innocente, iicai ; se sois culpado, l'ugi quan-
' lo antes. Mandei enllocar minha carruagem, puxa-
da por dous cavados de posta, na ra que conlina com
o voaso jardim. Segui caminho d'llalia. Disporel as
a cousas de maneira que anda se demore por duas ho-
ras a diligencia que deve terminar pela vossa pristo.
D'Eiilrecasteaux parti. Foi seguido, mas uo encon-
trado. Ilefugiou-se em Nicca depois passou a Portugal.
Mas seu criine uao lieou impune. Continou-ae com o
processo eui Aix ; foi julgado revelia, condeinnado,
executado em clligie. Ordens secretas o perseguirn!
cm paiz estiangelro, e elle uiorreu as prises de
Lisboa.
L'lT.KMO GUIMOT.
(triduziuo roa A. M.)
CO^^EKCIO.
Alaiitlega.
RENDIMENTO DODIA *............ 1:0U,W
Detcarrega hoje, 5 de abril.
Barca Tejo mercadorias.
Calera SwordFish carvo.
CtNSULADGEBAL.
ItENDIMFNTO DO DA ?.
anuos, nudenioisella?
Jenny. Slm, senhor juiz; eramos enlao bem fellzes.
Hoje tudo est acabado.....
Lionel. Devras, nao foi por culpa vossa?..... Urna
mulhcr que ollia com olhos temos para um .carrocei-
ro.... isso ainda hepouco..... que recebe cartas.....
Jenny.0U, islo scnSodiz.... eu oamorar com um
homem que Ira barrete c plcalas!'..... Quanto suas
cartas, nao podia impedir que nelle me as laujasse
porta.
raiu-lhc que fura asenhora d'Entrecasteaux.
Madama d'Etrecasteaux. com quem elle estivera a
noite antecedente, cm casa do marques dcGallifet, ca
quem deixra porta de seu palacio una hora da
llantina !
Entrou em palacio e subi ao aposento da desgracada
scnhpra aue achou estendida sobre o tapete, bandada
uo proprrosangue, com a cabefa encostada em una pol-
trona, e com um grande e profundo golpe na garganta,
pelo qual se Ihe escapara a vida.
ral.........................2:390,040
Diversas provincias ............... 345,326
2:735,363
CUNSULA-DU PROVINCIAL.
lir.NUlMl-'.Yl'o DO DA 4........... 58,205
MUTILADO


3,
YTiVmPliin (1(1 PlirlO. I *E, para constar, man "a publicar o presente, e bem
TJUV'UJeiHU UU 1 Ifl lu?> Jassim 0 oncio e os arligos da lei ''
W<
Navio entrado no da 4.
Jersey : 45 dias, palaelio inglcz Amicur, de 150 tonela-
das, capitao Vean- equipagem 9, em lastro; a A.
Scliramm & Compannia.
Navios sonidos no mesmo dia.
Trieste; briguc francez l'olof, capitao Mounier, carga
assucar.
Cowrs ; barc ingleza Mary-Queen-o[-ScoU, capitao Wil-
liam YVilcox, carga nssurar.
Sictlin barca russiana IVolg, capitao Lou renco Godo,
- carga assucar. Passageiro, Andre Zachev, Hain-
burguez. ,
Idrm ; brigue kiniphowsiano Ennigkcil, cupito J. C.
Urareus, carga aisucar.
EDITA ES.
Poranto a cmara municipal; dcsta cidade so ha de
arrematar a quem masdr nodia5do corrente lio]e,
o aforamento dos palmos de terreno comprelicndidos
as duas Trentes do becco das Miudinhas do bairro
do Recife, exislindo j na secretaria da mestna c-
mara urna proposta do 200 rs. por palmo. As con-
dig0CS SOrilO expostas aOS piolen.lentes
Pago da cmara municipal do Recife etn sesso or-
dinaria do 3 de abril de 1848.
Hanoel Jvuquim do liego e Albuquerque,
Presidente.
Joio Josc Ferreira de Aguiar,
Secretario.
Miguel Arehanjo Monleiro de Andrade oficial da im-
perial ordem da Rosa, cavalleiro da de Christo e ins-
pector da alfandega de I'ernamBuco, por S. M, o
Imperador, que Veos guarde, etc.
Faz saber, que no dia 8 do corrente, ao nielo-da,
na portada inesnia.se hfio de arrematar em basta pu-
blica, 7 garrafas com marrasquino, no valor do
5.000 rs., apprebendldas no mar sem licenga, pelo
guarda Joiio Diniz o Silva : sendo a arrematarlo li-
vro de direilos ao arrematante.
Alfandega, 4 de abril de 1848.
Miguel Arehanjo Monleiro de Andrade.
I transcriptos.
Escriptorio da companhia do Beberibo em sessSo
de 3 de abril de 1818.
Francisca Antonio de Oliveira,
Presidente.
Bento Josi Fernandes Barros,
Secretario.
Oficio de S. Exc. o Sr. presidente da provincia.
Em resposti aos ofllcios de Vmcs., de 27 de Janei-
ro e 31 de marco do corrente auno, tenho a dizer-
Ihes quo pode essa companhia entrar no goso do
privilegio exclusivo de vender agoa ao povo, nos
termos da lei n. 46, del* dojunho de 1837, o con-
tratos de II do dezembro del838,'o 31 de marco
de 1841 Dos guarde a Vmcs. Palacio de Pornam-
buco, l.o do abril de 1848. -Antonio Pittto Chithorro
da Gama.Srs, presidente membrosda companhia
de Beberibe.
5.* do artigo 2. da citada lei n. 44.
Depois de concluidas as obras lera a companhia o
privilegio exclusivo de vender agoa ao povo por
espago de. anuos, contados do dia emque a
forneccr na cidado do Recife, por meio dos. aque-
ductos o chafarizes por ella construidos, annuncian-
do-o por edilaes e as folhas publicas..........
Art. 3." do contracto de 11 de dezembro.
Que depois do principiado o privilegio ningucm
mais podci vender irgoa ao povo, sb pcua do pa-
gar i companhia urna multa igual ao dobro do va-
lor d'agoa quo trouxcr a canoa ou lancha, podendo,
porm, as embarcagos manda-las buscar a propria
ionio cpm lanchas tripuladas por marinbeiros.
P<* esta subdelegada do polica da fregueziu
dos Afogados so faz publico que existe em deposito
un cavallo alaz3o,frente aborta: quem for seu dono,
comparece para llio ser entregue. Subdelegacia dos
Afogados, 4 de abril do 1848. Lima.
L PafaLisba.sahe, coma maior brevidade pos-
sivel, a barca portugueza Tejo,'capililo Silverio Ma-
noel dos Res por ter seu carregamento prompto :
quem no raesmo quizer carregar, ou ir de passa-
gom paraoquetem excellentes commodos, diri-
ja-se ao referido capitfio ou aos consignatarios ,
Oliveira Irmfios-fc Companhia na roa da Cruz, n. 9.
Compra-se urna barcaga de 16 a 20 caixas quo
seja nova e bem constiuida : oa ra larga do Roza-
rlo, n. 39.
--iPara Liverpool saho impreterivelmente a gale-
ra ingleza Swrd-Fish, capitfio R. Creen, at o dia 18
a 20 do crrante mez, offerocendo para passageiros
as conhecidas vanlagens de commodo o de superior
marcha da mesma ombarcag3o: os pretendentcs di-
rijam-se aos consignatarios, Me. Calmont & C.
Avisos martimos.
Lcilao.
Itoclaracdt's
capitana do porto.
Estando anda por serom arroladas o numeradas
muitas embarcarles empregadas nesta cidade na
pescara, e em diversos outros servicos do mar, in-
clusive as tle servido particular, ni!o obstante os c-
ditaes marcando os prazoscm quo deveramser a-
presentadas para esse lini; faz-se publico aos res-
pectivos propi'ielarios, que, mo subjuitando-as a s-
so no de 15 das, contados da data deste, so pratica-
r contra ellos na conformdade do disposto no aviso
imperial do 22 de fevereiro lindo, cujo contexto de-
clara o cdital dcsta capitana de 3 do corrente mez,
publicado nos Diarios dcsta cidade.
Capitana do porto de Pernambuco, 24 de margo
de 1848.
Rodrigo Theodoro de Freita,
CapilSo do porto.
0 arsenal do guerra procisa de contratar o for-
necimeuto do carne verde de boa qualidado no es-
pago de tres mezes para o sustento _dos aprendi-
zes menores : quem dito fornecimento quizer con-
tratar poder comparecer na sala da directora do
mesmo arsenal, no dia 6 do corrente mez, ao meio-
dia, munido de sua proposta, com seu ultimo pro-
co, cni carta fechada,aflu de, a vista dos concurren-
tes serem abortas as proposlas e se fazerem os
convenientes ajustes. Arsenal de guerra, 3 do abril
de 1848 Joa Ricardo da Silva amanuense.
A adminislragilo geral dos oslabelecimenlos de
caridado manda fazer publico que, no dia 10 do cor-
rete, pelas 4 horas da tarde, na sala das suas ses-
sos, ir.lo praga as rendas da casa n. 68 do Aterra-
da lia-Vi."',a, pelo lempo quodecorrer do dia da ar-
rematag.lo a 30 do junho de 1851.
Administrag3o geral dos oslabelecimenlos de ca-
rilindo, :t de abril de 1848.
0 escripturario,
F. A. Cavalcanle Cousseiro.
Por execugo da fazenda nacional, vilo praca
no dia 6 lo corrente, porta do l)r. juiz dos feitos,
na ra do Hospicio, pelas 4 horas da larde, os bens
seguinles:
Um mulato ofllcal de sapateiro, docnte do frlal-
dade, avallado em 300,000 rs.,'penhorado a Jos
Antonio Serpa
Urna preta do nag.lo Cagange, dosa e 'lente, ava-
llada cm 40,000 rs., penhorada ao mesmo Serpa.
Um preto de Angola, idoso e ceg avallado em
100,000 rs., penhorado a Antonio Jos Mondes.
Diversos bens movis do pouco valor, penhora-
dos a Jos Antonio Serpa.
De renda annual, nm sobrado do 2 andaros na ra
do Padre-Florianno, avahado em 216,000 rs., per-
lencente heranga do aliinleslado Fr. Caclano.
-Um terreno com 64 palmos lo frente o 169 de fun-
do, avaliado cm 381,000 rs., o situado na Passagcm-
da-Magdalena.
Outro dito com 32 palmos de frente e 150 de fun-
do, avaliado em 300,000 rs., e no mesmo lugar sti-
prailito, e ambos penhorados a Jos Joaqun! Be-
zerra.
De renda animal, urna casa na ra la ('.loria n.
28, por 60,000 rs., e penhorada a Antonio Peroira.
Um sobrado no Pogo-da-Panella, avaliado cm
iho.ooii rs por anuo, e penhorado a viuva do Dr.
Benlo Joaqtii.-n do Miranda.
Urna mobilia de Jacaranda, avahada cm 91,000
ri.
Diversos objectos de agougue penhorados a .Ma-
nuel do Nascimenlo, e avahados em 16,500 rs.
O lllm. Sr. desembargador JoaquimTeixcira Pei-
xolo d'Abrco Lima, tondo de retirar-se em breve pa-
ra n corte do Rio-de-Janeiro, far leilfio, por inter-
vongllo do correlor Oliveira, da mobilia da sua ca-
sa, cnsistinr]o em um esplendido piano, jardinei-
ros, sofs, marquezas, consolos, caderas desalas
o de lialanco, bancas de jogo, toucadores, mesa de
costura, commodas, mesa do jantar elstica, arma-
rios, camas, lavatorios, apparelhos do porcollana
branca para mesa, caixa de charflo com fixas para
voltarcte, o seu carro do qualro rodas ( sem arreios^
para seis pessoas, utensilios de cozinha, e. mu tos
outros objectos uteis e neeessarios ; assim como de
varias "obras de ouro, algumas de ln i I liantes, pero-
las e pratas : quinta-feira, 6 do eorrente, s 10 horas
da manlula, ra do Aterro-ds-Boa-Vista,n. 45, se-
gundo o terceiro andares.
Avisos diversos.
Publcales Litterarias.
GR A MM TICA LATINA.
Brevemcnlo sahir luz o Manual novssimo
dos estudanlcs do lalim cxlrahido dos melhores
compendios de grammatica latina, at agora publi-
cados e organisado do modo mais. conveniente pa-
ra se ensinar. Contm, em menor espaco do que a
nrte do padre Antonio l'ereira, quanto ho essencial
saber-se docr, sendo acompanhado em cada pa-
gina de copiosas notas explicativas las regras e ex-
cepgOes mais precisas que so nlo usam dar de cor.
As qualro partes da grammatica silo tratadas com
ordem e clareza ; a syntaxe he seguida de modelos
deanalyse grammatical, para guiar a fraca com-
prcliensao dos principiantes. Contm, alm disso ,
a arte mtrica a niylhologia o um brave tratado
dos coslumes e ceremonias, tanto civis com religio-
sas dos anligos Romanos, materia utilssima para a
intelligoncia dos classicos latinos. O sobredilo ma-
nual formar um volume de cerca de 300 paginas
em oitavo. O prego para os assignanles he 3,000 rs.
cada exemplar ; depois da dislribuii;1o ser elevado
a 5,000 rs. A subscrpgao est aberta na ra do Quei-
mado, loja D. 17 o no terceiro andar por cima da
dita loja e as lojas de livros da praija da Inde-
pendencia e da ra da Cruz, no Recife.
IRIS, .
jornal do sciencias, letlras, conhecimontos uteis,
noticiase variedades, publjcado no Rio-de-Janeiro,
eredigido pelo Sr. Jos Feliciano de Caslillio Bar-
reto o Norotiha.
Esta pulilicaco lem por fim a instrucgSo, recreio
o interesse das duas nages brasilcira c porluguc-
za, vulgnrisando com especialidado nogOes donde a
ii ni a ou a mira possa resultar proyeito, eforjan!
do-se por tornar ainda mais condecidos na Europa
a natureza c o progresso do Brasil, mais conhecidos
ainda no Brasil os adiantamentus da sociedade eu-
ropea. O Iris saho a luz nos lias 1. e 15 de cada
mez, cm folio, cotia numero contera 32 paginas de
iinpressSo. Nao se tomam assignaturas sen.to por
semestre o auno; porm, o primeiro semestre do
1848 cncerra novo nmeros. A assignatura he paga
adiantada, por semostro 8,000 rs. o por anuo 16,000
rs, na ra da Cadeia do Recife, loja le livros de
Car.lo/o Avies, onde os Srs. que j assignaram,
podem ir buscar o 1." numero.
, !/** ^.^'**
BGBEQQG311
A companhia do Beberibo faz saber quo no dia 1."
de maio prximo vindouro ntrai no gozo do pri-
vilegio exclusivo de vdndor agoa ao povo, quo lhe
foi concedido pela lei n. 46, de i% dojunho de 1837,
o contrato do 11 do dezembro de 1838 o de 31 de
margo de 1841.
Chronica l.illernria, jornal de instrucgfloo recreio,
publicado no Rio-dc-Janeiro, semanaluiente, por u-
ma assuciagilade lilleralos brasileiros. Opreco da as-
signatura he do 6,000 rs. por anno, pagos iidianta-
dos por 52 nmeros. Recebem-so assignaturas, para
esle interessante jornal, na ra da Cadeia do Recife,
loja le Joslo da Cunha Magalhes, sonde j se en-
contrario os ns. 1 a 8.
Na mesma loja so vendem as poesas de Joiio de Lc-
mos doSeias Caslelbrauco, 1 volume por 1,500 rs.
Revista Universal Brasileira, jornal do instruc-
gio e recroio, 1 volume, 5,000 rs.
Sahiram luz as Qucsldes do philosophia ,
conledas no prograimna adoptado para o exame
do hacharclado em lotlras da unversidade de Pars,
por A. Charma traduzidas do francez.da tercoira
edigiio, por Antonio llerculano de Souza Bamleira,
bacharcl em direito, c professor le philosophia no
collcgio das arles d'academia jurdica de Olii.da.
Approvado e adoptado pela congregagSo dos Sis.
lentes, para servir do texto s ligOes e examespre-
paraloiios da respeclva disciplina na mesma aca-
demia.
Vende-sena praca da. Independencia, livraria ns.
6 e 8, a 5,000 rs. brochado a 5,500 rs., niela enca-
dcrnagio, o a 6,000 rs. cncaderuagiio inteira.
Fublicacao jurdica.

Acha-sc sb o prlo o 2 e 3 volumes do Direito
vil lusitano, por Mello Freir, augmentado com notas
dos mclhoros praxistas ciclos, e loyislagflo brasi-
leira, aleo presento publicada. Subscroye-se para
esle volume na praga da Independencia, livraria, ns.
6e8, onde so irflo entregando aos Sm. acadmicos
as follias que se frein publicando.
*&- Joaquim Francisco Lo-
pes Alijo, tendo de retirar-so para o Rio-dc-
Janeiro, e nlo podendo despedir-se de todos os sous
amigos e conhecidos, attenta a precipitago de sua
viagem, o faz pelo presente ; offerecondo-lhes seu
diminuto presumo naquella cOrto.
Futtaram, da porta do armazem do Sr. Onofro
Jos da Costa, na ra da Madre-de-Deos, urna caixa
com passas, a qual se tinha entregado a um preto ;
por isso roga-se a qualquor pessoa a quem for offo-
recda de a tomar e dar parto em Fra-dc-Porlas,
venda n. 145, que ser recompensada; do seu tra-
balho.
= Itoga-se ao autor do nnuncio a respeito da escra-
va que pertence ao Sr. Manoel Xavier (.arneiro de Al-
buquerque, que tenha a bondade de declarar se o fica
que foi paisado, se se entende com Jos da Fonseca e
Silva.
A pessoa que precisar de alugar urna sala
gra nde com alcova e 2 quarlos, na ra do Rozario,
podo dirigir-se a ra do Queimado, n. 16, que ah
so dir quemaluga.
P.recisa-se de urna ama forra ou captiva que le-
nha bastante leite : na ruada Mangueira, fronleira
aporta do recolhmento da Gloria, na Boa-Vista,
casa de Manoel Gregorio da Silva.
Alugam-se tres escravas mogas quo sabem fa-
zer todooservigo do urna casa de familia, sendo, po-
rm, duas mais mogas s para o servigo de casa, por-
que pela sua i da de nlo lovem servir na ra, e silo
mui proprias para coser em alguma loja estrangei-
ra : quem precisar dirija-se a praga da Ba-Vista, n.
32, segundo andar..
= Urna Sra. que ha mullos annos ensina meni-
nas particularmente a lr, escrever, contar e gram-
matica portugueza, coser eliio, fazer lavariutos,'
bordar, marcar, e bem assim flores artflciaes, tudo
com perfoigo o melhodo, declara aos Srs." pas de
familias que quizercm mandar ensinar as suas lilhas,
quo ella se aclia prompta a receber oin sua aula mais
algumas meninas, e prometi empregar o mesmo
zelo e actividado que at hoje tem empregailo, para
que ellas apresenlem adiantamonto em pouco lem-
po : a tratar na ra de Santa-Rila, n. 70, a qufflqucr
hora.
Quem perdeu um chapeo do sol, de panno de al-
godflo, ha qualro mezes, procuro na alfandega o
porteiro da mesis, que, dando os signaes cortos, I lio
ser entregue.
Alga-so urna preta, ou parJa, de dado, que
quera servir em nina casa lo portas lora e ensa-
lmar e coser alguma roupa grossa de escravoi: quem
ostiver neslas circumslaucias, dirja-se a Fra-de-
l'oitas, n. 145.
Arzelinda de Azevcdo (Jarcia retira-so para o
Rio-Grandc-do-Sul, com sua fl 1 lia menor e duas es-
cravas una de nomo Joseplia, croula e a outra de
nomo Felippa, de nago Rengela.
FURTO.
D'cntro as fazendasquoo Sr. Jos Rrandfo J-
nior levou desla cidade -para armar a grja deS.-
Antilo na cidade da Victoria furtaram urna grande
porgo lo setim de varias cores, cem varas do ga-
18o amarello duzentos e tantos covados do volanlo,
com varas le madapolo.uma pequeni porg9o du da-
masco verde. Roga-sc a ouem fOrem offerecidos taes
objectos, quo os apprehenda o leve-osa ra do
Encantamento eslabelccimento de armagio, n. 4.
Precisa se alugar um sobrado do um andar,
para urna pequea familia, as ras Diroila, Cadeia,
llurlas, Colleghi e cstreila do Rozario: nesta lypo-
grapha se dir quem precisa.
Thomaz de Aquiuo Carvalho previne ao respei-
tavel publico ou a quem convier, que nao contra-
ten! nem fagam negocio algum com Mara dos liis
da Coucoig.lo, sobra a casa n. 68 da ra da inalriz
da Boa-Vrsta, poisse acha hypolhecada ao aun ini-
ciante como consta la escriptura publica : o para
quo ao depois nfio reclamem ignorancia, faz o pr-
senle, para evitar contendas.
Joanna Isabel previne ao rcspeitavol publico ,
que ninguem compre, ou faga negocio algum comal
Sma. Senhorinha Anglica Rosa, relativamente a
parda Albina visto qul so acha ompenhada a an-
iiuuciante pela quantia de 200,000 rs. fra os. ju-
ros : o como a annuuciante esleja demandando li-
U sonhora, alimJe obler o seu embolgo, por isso
protesta oppr-sea qualquer disposigSoque houver
a rospeilo da mencionada escrava.
A Vos do Brasil n. 23 sabe hoje em formatq
grande o com urna estampa rica: vende-se a 80 rs.,
nos lugares seguintes : ra iNova, loja do Sr. Curnei-
ro ; praga da Independencia, loja n. 1.4, do Sr. Sou-
za Marinho ; largo do Collegio, teja de Silvestre
Anluuc ; u ra da rraia, u. 45.
Apparece de novo o Sr. Antonio Jacintho d0
Amarn Arago, insistindo na falsldade de sua llrm
na lettra que foi aceita por AngOiras, e por elle g8.
rantida;eque eu havia negociado com o Sr. Jos
Das da Silva; e para fazer sobresahlr a sua negati-
va, e tomar apparenrlns de rasflo, me cobrio de m- .
properios o insultos vlogradantea, pedio que publi-
casso a carta que me dirigi o seu prente, eapre-
sentou umacerlido do tabellino dos protestos d
Parahiba : esle procedimento me nSo aorprendeu,
porque para ler a coragem de negar-a sualirmieo
mais aue pralicou em roconliccimenlo delln, lie pre-
ciso ter a audacia o protervia de aflrontar tudo quan-
to he honesto o de langar sobro os nutres o que js.
tamcnlc lhe cabe. Desde j declaro quenflo quero o
nem desejo manter urna polmica com o Sr. Ara-
go, a qual jamis satisfara a minha honra e rcpn-
tagfio, to indigna e horrivelmente ultrajadas j.a res-
posta que me convem, o que levo dar aos meusa-
migos, s pessoas que com migo teem rolacescom-
' nierciaes o ao publico, he .de accionar ao Sr. Anto-
nio Jacintho f ao Sr. Angoiras pelo pagamento da
lettra, o em julzo competente era ventilada, a falsi-
dade argida, e sero ah convencidos que por meio*
torpes o indignos teem procurado negar a obrig.
go quo contrahram e de que o Sr. Arag.lo se pro-
curou dosonerar para commigo, errlpenhando-ss pa-
ra quo lzesse desapparecer a sua (Irma, mediante a
quantia quo me offereceu e depois que a isto nSo
annu, nem podia annuir foi quo so lombrou de re-
correr ao desesperado e infame procedimento do
negar a sua firma, inventando fados quo nunca ao
passaram, o recorrendo a aloivosias que qualiflcam a
mais descarada immoralidaile. Esta audacia me no
far recuar, e tranquillo em minha conscioncia vou,
como j disse, usar dos meos judciaes, e a condem-
nagilo que a le nfio pode deixar de pronunciar con-
tra o devedor refractario, ser a mais completa satis-
fagflo queeu possa obter, e a nica que desejo. Em
desaffronta das injurias o insultos,Tjue me fram ji-
rigidos, vou tambem chamar o calumniador peral *"
os tribuimos onde levo esperar a reparvgo que mt
he devida, e que a minha honra ultrajada exigo. Para
fazer dosde j sobresahir a protervia do Sr. Aragilo,
que insta pela publicagflo da carta de seu prente,
dando a entender que me compromette, a fago pu-
blicar desde j, assim como a resposta quo del, o
por ah severa que o Sr. Antonio Jacintho reconhe-
cia a divida, e procurava smente, por intermedio
deseuprentc, a quem muito respeito, fazer* um
arranjo favoravel quanto ao pagamento. A cerdflo
do escrivlo. ou tabellino da Parahiba inostra visi-
vclmenteoeinpenho quo tevo de favorecer ad Sr.
Arag3o, abusando do seu ofllcio; porque, alrri do as-
severar que nao existia registro do protesto, que
era obligado a tor, diz quo nflo lizera aviso por lhe
assevcrr o portador da letlra, que os protestadas es-
tavam tratados com o mesmo em lhe esperar; o quo
nao he acreditavel, porque do seu dverera mandar
o aviso ao domicilio dos individuos, cuja letlra era
protestada: c como ousou aquello lahelliio Certificar I
cousas que mo constavam de seus livros, e que
constituan! erro de ofjicio? V-se, pois, que foi nina
crlidao arranjada para favorecer a' protervia leste
devedor, e documontos desla ordem servera mais
para comproaiettcr do quo para justificar. Como
corro impressa a correspondencia do Sr. Arag3o, el
o mon silencio poderia autorisar juizos temerarios,
julguei de meu dever fazer esta deolarag3o, espe-l
raudo pela de JisSo final dos tribuimos, para dar pie-1
na o completa satisfago de mim; e nata mais dirci
a esta respeito at aquella decisao, porque tenbol
em que oceupar-me, e ni. < me convm onlreter u-l
ma polmica estril o dispendiosa para asminhusl
circuoslaucias, quiinlo tenlio recorrido aos tribu-1
naos e reclamado a rcparagiio legal. Recife, 3 dc|
abril de 1848.
Josi Antonio de Magal/mes Bastos.
lllm. Sr. Josi Antonio de Magalhes Basto.Sahel
liojo desla para essa cidade o meu prente o Sr.|
Aulonio Jaciulho do Amaral Aragilo, k tratar de di-
versos negocios nessa praga., Entre esses um ha que I
so refero mui directamente a V. S., o que com V. I
S. lem de ser concluido. Ku desejo que o dito mon I
prenlo seai-ranje satisfaclnriamento com V.'S.j el
ouse esperar que so nao desavirao na conclus.lu t|
entabolamento do tal negocio. Escusado he refe-l
ri-lo; porque V. S. o saber da propria pessoa do|
meu prente, que he o portador dcsta.
Aqu continuo a espera de suas detorrninacocs,!
que cumprirei pressuroso, porque sou do V. S.lten-
lo venerador o menor criadoAntonio Manoel de A-
rago e Melto.n
S. C. na Parahiba, 12 de setembro de 1847.
lllm. Sr. Dr. A ntonio Manoel de Arago Mk\
Pernambuco, 20 do setembro do 184". I
Presadsimo amigo c Sr.Tenho & vista seul
eslimadissimos favores Com data de 12 do correa-I
to, pelos quacs morecommanda o Sr Antonio Ji-I
cintilo lo Amaral Aragao, prenlo de V. S-, aflm del
que cu com elle conclusscmos um negocio que ol
mesmo havia dito a V. S. vireffectuar commigo, i|
a tal respeito permitta-mo V. S. que responda o I
que so me olTcroce: o referido Sr. Antonio Jacintho I
he endossante de una lotlra que rocebi un Irn-1
saegao, cuja lettra nao existo em meu poder, por le'l
igualmente feto igual transaegao com tilla; porcra.l
altendendo A recommendag3o de V. S., como ^l
dever me cumpra, fui fallar coma pessoa em cujl
m3o existe, oesla, a pedido meu,annuia a reformi-l
la |ior mais algum lempo com as inosmas jirniis;!
porm* o Sr. Antonio Jaciulho s quera pagar co|
unirs lellras, o eslas de pessoa dcsconhecida, e|
alm disso passadas irregularmehta, que valor ne-l
nhum linham : vista do que levo expolo, V. 5.1
conhecer bem que, seria impossivcl eiTecluar t*I
arranjo. As allengOes tjue devo a V. S. me obngl
a fazer qualquer arranjo, a que -eslarei prompioain-l
da com algum prejuizo meu; porm V.'S.'.nfio per-.I
miltii quesejs de tal forma, que se-trne 'ItJcir''|
mente precario. Aprovcilo a occasiSo, para otlera-
cer a V. S. meusdiminutos prestimos; esou com
todo respeito e consderago, do V. S. Jos Aniu-1
mu de Magalhes Basto.
A pessoa quo annunciou quorer comprar um i
oceulo, dirija-so a tflvessa da ra da Roda, a.
Precisa-so do urna ama d leite, que sej
desompodida, para tomar conta de urna enaguo ui-
loira e quo tenlia bom o bastante leite novo: "I
ra das Cruzcs, II. 22, segundo andar. .
Prccisa-se do um menino de 10 a 12 nnos'|
dos prximos chegados, para caixeiro : no p'te
io Hospital do Paraizo,. 4. .
A professora substitua das cadeiras de prjmei-i
ras letlras desla cidade ensina parliculafUiWte emi
sua casa, o recebe pensionistas; assim como "
cumbe-se do-preparar quaiquor..qualidado do co
turas ; na ra Uueila, n. 64, segunda andar.


^^pt^^^-
- .. npi .
3
Prectsi-se trocar urna iniagcm do Carmo.dcum
palmo, por preco commoJo : quoni a tiver drija-se a
ra i-rga do Hozario, n. 3, quo so dir quem pro-
"MUDAWU
DA
rUNDICAO
r
A XJl OPyjl.
Ksto antigo estabelecimento acata de sor mudado
para os muito ospafosos edificios construidos de
proposito na ciclado nova de S.-Amaro aondo exis-
to) todas as proporf Oes para a facturado qualquer
machinfsmo, com a maior presteza e perfeifao : o
para commodidado dos freguezes, ser conservado
na antiga casa, junto a igreja dos Inglezes, um es-
criptono onde so receberflo todas as encommendas
e ordens a respeito temi a toda hora unta barca de
ferro empregada exclusivamente no transporte das
obras do escrptorio fundicSo.
O autor do annuncio do Diario-Poto n. 60,
que chara Temotlieo Pinto Leal h toja do Passcio-
l'ublico, n. 14, sondo quo tonha negocios com elle ,
dirijo-sea ruado Vigaro, n. 12.
-- Vicente Jacintho do Souza retira-so para fra
do Imperio.
-- I)'. Anna Procopia da Cruz Muniz, v'ruva de
Vos Hara do Jess Muniz, vai proceder a inventario
do sou casal, por o juizo dos orplitos desta cidade ;
porisso, convida aos credoros do mesmo casal pa-
ra, no dito juizo, se habilitaren), dm do s alton-
dercni suas dividas oso I lies dar pagamento.
jg CU V PEOS DE SOL g|
Ruti do Pasmo*Public o, n. 5.
JoloLoubct participa aorcpeitavel publico, que
recebou, por estes ullimosnavios francezes, um com-
pleto sortimento de chapeos deso, de seda, amis
rica e superior qualidode; furta-cres e outras mui-
tasconhecidas, tanto para homens, como para Sras
e meninos. No mesmo estabole'cimcnto ha um sorti-
monto dechajos de sol de paninho, dos mais mo-
dernos ;' ditos muito grandes, proprios para homens
decampo : tambem tem chapos de sol do paninho
para meninos o meninas, por sercm muito finos: po-
dem-se chamar chapeos de economa. Na mesma loja
ha sortimento de bengalas, bonganlias e chicotes
multo modernos; cobre-se qualquer armafao de cha-
peos de sol, cora sedas do todas as cores e qualida-
dos. Na mesma casa ha um grande sortimento de
paniiiuhos trancados e lisos, imitando seda, para
cobrir os mesmos: desta fazenda se vende arelalho.
Coniorta-se todo qualquer chapeo do sol, por haver
um completo sortimento de todos os pertences para
os mesmos, com toda a perfeifao e breVdade.
VSo comecar no collcgio de Santo-Antonio os
cursos de phUosophia e geometra ; e o respectivo
professor, o Sr. Antonio Pedro dePigueredo, com-
promellc-se a esforcar-se, para que os scus alum-
nos aproveitem-no o mais possivel: os quo quizo-
rent estudarestas disciplinas, apressem-se, quanto
antes, para 11S0 perderem as primeiras lic.0es.
O abaixo assignado partici-
pa ao respeitavel publico aos
seus freguezes e amigos, que ha
LOTERA
Do Hospital Pedro II.
Correm sem duvida neahuma as rodas
desta lotera no da 8 docorrente mez de
abril como se tem annunciado, e o di-
minuto numero de bilhetes que anda
existem s se venderao at as 6 horas da
larde do dia 6, porque desta hora era.
diante, se restaren alguns, ficaro prJ
tencendo a'urna pessoa que os-quer com-
prar.
~ Precisa-so de um Pnrtuguez para fetor do en-
genhoCarah, pretorindo-so casado.e de pouca fa-
milia : quem esliver nestas circumstancias dirija-
so a ra da Moda n. 9, segundo andar ou ao re-
ferido engenho.
Q*!jg*]0WJ0 +iP **& %W10 *\0*\0W0
Rouard,horticultor de |
Lyon, 1
2 tem a honra do participar ao respeitavel
c publico, e principalmente aos amantes das 2
3 bellas flores, que tenciona demorar-se nesta 1
Sprafa smente at o Um do mez: por consc- J
guintc, convida o mesmo Rouanl as pessas
c que quzerem aorovetar-se da occasiao, a se
2 dirgjiein no Aterro-da-Bda-Vista, onde o a-
? char.io veudendo as mosmas flores o sementes
g por todo o preco.
!*M% &* Ufa 61% 0* I* M^ 0*2>:%tJ
i
Dentista.
miniado
o seu estabelecimento da ra doQuoimado, n. 11 A,
para o grande armazcmda esquina da mesma ra, n.
^k m^ aondese encoiilrarno.nilosoas fazendas
*fil# ja annunciadas, como um grande sorli-
Jm M 9 ment chegado pelos uitimos navios ,
para vender par atacado e a retalho, o mais barato
possivel. Ncstc novo armazem encontrarlo os con-
currentes melhor commodo para as suas compras,
naosprflocspaQOsoarjmizem como pelos precos
barilissimos, o completo soi ti monto.
Raymundi Carlos Lene.
Perdeu-se, nanoite de 31 do passado, na occa-
sio do sermfie da ordem 3.' do Carino, um annel
de brilhanlcs, que, desarniflilo, frma-unia pulseira:
quem liver achado o quizer restituir, podera dirigir-
se ao pateo do Carmo, n. 17, ou ao sitio do Mondego,
a fofo Baptista Accol Lins ; quo ser bem recom-(
pensado. ,
-Arrcnda-se om sitio na estrada do S.-Amaro,
com casa torrea davvenda, do podra e cal, cacim-
ba de boa agoa, diversas fruteiras, larangeiras, man-
guciraj coqueiros o outras : no Aterro-da-Boa-Vis-
ta, n. 2, segundo andar.
Arronda-se'um sobrado de dous andares, na
ruadaS'onzalla-Vellia.'n. 110, com dous armazens,
e junto soporto de embarque, com ptimos com-
modos o arranjos para urna grande familia : a tratar
na ra do llortas n. 1*0.
\ mesa regedora da irmandado do Sr. dos I as-
sos da matriz de S.-1'r.-Uedro-Gonfalvcs tendo de
expor aos fiis o mesmo Sc'nhor cm solemne procis-
sno, no dia 7 do crranle mez de abril, Previne
aos moradores das ras, desde a matriz da Boa-vis-
ta em diretura al a ra da Cruz, e doht pelas dos
Tanoeiros e Trapiche para quo tenham bs mes mas
ruaslimpas e "--liadas para maior decencia do um
aeto de te < ::. osidado : tambem roga aos Sr.
sacerdotes e minoristas queso dignarem acouipa-
nhara mesma prociuBo, so apresen arcm com
seos roquetes ojim de quo possam receber o bran-
dao da irmanda'de ,* tornar-so desl'af lo mais pom-
posa e brilhante a mesma prociss3o.
Lic6es% lalim.
-DSo-se MQOes do lalim duas vezes ao dia das6
horas da manbfin al as8 : e das da tarde ale as 6,
na ru lo Queimado, n. 17, terceiro andar : a tratar
com Umbelino Guedcs do Moli, nesse lugar a cs-
sas horas e na Miesourariu da Cazenda enlre as 9
da manhila e as dua tarde.
Alugn-se um sitio na estrada do Remedio,
com solirivel casa, bstanles arvoredos de fruto,
boa agoa urna excellenlo baixa para capim ou
outra qualquer pUnta a. 87.
D.W. Baynon, cirurgiSo dentista dos Estados-Unidos
da America do Norte, recentemonto chegado a esta
cidade, participa n resneiiavel puhlien a aos scus
amigos, quo tenciona seguir dosis cidade para os
portos sul om breve lempo : assim, roga as
pessoasquese quzerem utilisar do seu preslimo,
dirijam-se a ra da Cruz, n. 40,'segundo andar.
Troca-so urna imagemdo Sr. Crucificado, sen-
do bem perfoita : na ra Augusta n. 9i, ou annun-
cio. a
C\SA DE UODA^FUAN-
CEZAS.
M. MILL0CI1.A,
no Alerro-da Boa-Vista,n. I,
primeiro andar,
com a entrada pelo portito do oitito, acaba do rece-
ber, pelo ultimo navio vindo de Franca, um rico
sortimento do modas e de ohjnctos para a Quarcsma,
a saber: lindse escolhidos chapos do sonhora ,
do todas as cores o do ultimo gosto ; sedas prctas
achamalotadas, para vestidos o manteletas; grs do
aplo preto eoncorpado, para os ditos; trancase
franjas pretas, muito ricas para enfeites do ves-
tidos e manteletas ; ricos barogos prelos, sem mis-
tura do algodao o com listras assetinadas; mantas
omanllhaspara a cabeca de rico bico proto, para
senhora e meninas ; veos; bicos pretos vordadoiros,
de muito lindos desenhos e de todas as larguras;
filos de bico preto; dito de linho preto, muito lar-
go ; luvas prelas cem dedos e sem ellcs comprdas
o curtas, lisas e bordadas, de todas as qualidades ;
loncinlios do garfa para gravatuhas do senhor* ;
ditos de rede de retroz; ricas fitas pretas largase
estrellas; um lindo sortimento do camisinhas, col-
larinhos c bordados ; camiiraia de linho; lencos do
mito etc Fazom-se sempro na mesma casa vesti-
dos para casamento o para a Quarcsma, mantele-
tas, chapeos, toucas, c. em geral, tudo o mais do
toilette das senhoras r*tudo por preco muito em
contn e com promplidno.
Jacintho Manoelde Chaces Senra retira-se para a
iIha do San-Miguel.
Na loja de "vaya Ramos 8? C,
na nra Nova, n. 6,
vende-so urna porfao de p3es do prta, pelo diminu-
to preco de 500 rs. o cento e *,500 rs. o milheiro.
-- Vende-se palha de carnauba muilo alva, choga-
da ltimamente do Ass : na ra do Trapicho, n. 6.
Chcguera,frguezes dobom e
barato,
as lojasdo Passcio-Publico ns 9e 11, de Firmia-
no Jos Rodrigues Fcrrera n verem os baratos
cortes do chita-cassa de cores fixas, a 2,400 rs. cada
corte, isto antes quo se acabem.
A o bello sexo reminino.
ptimos e beajos lenfos do cambraia do verdadei-
ro linho, circulados de bico, proprios para os actos
da semana santa : na loja de miudezas d* Joaqun)
Henriques da Silva, ao p do arco de Santo-Anto-
nio.
Vende-so urna escrava de1 ;najao, que coznha ,
cose e engomma : na ra do Queimado, n. 6.
Vendem-se ospadas ricas para ofcaes da guar-
da nacional : na ra Nova, loja de ferragens_, u. 16.
Vende-so urna preta de nafao, de meia" idade ,
que coznha o diario do urna casa por 250,000 rs. :
na ra de llortas, n. 64.
Vendem-so duas escravas do 20 annos boas
coziuhoiras e quo lambom ongommam ; urna par-
diuha do 15 anuos, que coso bem o coznha : no nec-
eo do Sarapatel sobrado u, 12.
Vendem-so dous moloques, sendo um dolles
cozinheiro,e que engomma hom ; dous escravos
carreiros ; 3 ditos do lodo o servic,o ; urna escrava
boa cozinheira, o que engomma bem ; 3 diUs do 22
annos de bonita figuras com varas habilidades;
3 miilatnhasrocolliidas mu lindas; urna negri-
nha de 12 a 13 annos: na roa Dircila, n. 3.
Vende-se um rico lustre de oito lu-
lodo de bron/e ; 10 cortinados de
ricos, e com torios os seus
pertences ; 18 serpentinas, com as suas
Compras.
zes
cassi, muito
por preco cooimo-
Compra-so um taixo do cobre, cm segunda inflo,
que tenha 3 a 4 palmos de largo na bocea : na ra da
S.-Cruz, venda n. 5*
~ Compra-se um sellim inglez, com pouco uso :
na ra Nova n. 32, segundo andar.
Compra-so um diccionario inglez e portuguez,
grande, por Vicira: na ra Nova loja do ourives ,
" 33- w
--Compra-se umoculo deverao longe. em bom
uso, quem livor annuncio.
Compra-se o segunle fardamento para to-
nenta-quarlel-mestre de legiSo : urna barretina com
pluma o cordOes; canana de um ou dous apitos ,
sendo esteja no uso ; lalim com pasta do uso ; ban-
da de bacalho ; espada do roca, como so usa ; es
poras d latflo de salto o de mola, se competir.
Vendas.
-- Vende-se, sem fetio, urna colher grande para
sopa um copo e urna salva : ludo de prata do le:
na ra Direita, n. 122.
Vende-se um escravo de nafAo, de 25 annos de
bonita figura : na ra Estreita do Rozarlo, n. 17, se-
gundo andar.
Vendem-se duas bandas eum par de dragonas
queservem para guarda nacional: udo novo o em
conta : na ra das Urangeiras n. 14, segundo an-
dr- K
-- Vendem-se atios bolins francozes, para ho-
rnera
nhora
Vende-se uma caUteira de amarello, de djus
faces, com dous mochos de palhinha, da mesma m-
deira, anda quasi nova, com fechaduras todas de
broca folus no paiz ; urna caixa de ferro ; dous
canteros muito torios o que arrumara 4 pipas a
vontade : na ra larga do Hozario, venda n. 46.
r.Vendcm-sesapatOesde couro de lustro, obra
muito bem feita, a 3,600 rs. o par: no Aterro-da-
B.-VVelds? venda do Becco-I.argo, n. 1. por
seu dono ter de ret rar-se para fra : a tratar
rpesma veuda.
competentes mangas,
do : na ra Nova, n, 35.
~ No Atcrro-da-Boa-Vista, n 1, primeiro andar,
defronte do chafariz ha para vender cabecOes de
bico preto para talhos de vestidos ; ricas maulas de
bico piolo, para cabefa o para hombros"; luvas mui-
to finas pretal o de malas abortas curtas o com-
prdas; bicos pretos verdadoiros, de todas aslargu-
ras ; cortes de vestidos do soda preta, do lila o seda ,
edelaa pura, muito proprios para luto; mantas
pretas do 1.1a e seda ; o outras muitas fazendas pre-
tas, por prefo muito barato.
Vendem-se osseguintes objectos para ofliciaes
da guarda nacional: 2 bandas, 1 espadado roca, 2
cananas 2 barretinas um talim, um dito com
pasta, um pardo dragonas com franjas, um par
de globos de ouio : ludo novo e por prefo commo-
do : na ra do (abug, leja da esquina, junto a bo-
tica.
Vende-se uma negrnha do 12 annos, muito bo-
nita o que lie propria para aprender a coser o en-
gommar ; um molccole de 18 anuos, de muito bo-
nita figura e robusto ; uma preta de 25 annos que
vondo muito bem na ra por tor pratca o coz-
nha com perfef3o ; um pardo do 30 annos, perito
official de sapalciro-: na ra de S.-llita, n. 44.
Vendem-se 8escravos, sendo : 1 pardo proprio
para pagem ; 2 prelos para todo o servico; 3 pretas,
uma I>o quitandeiru cozinha soffrivel c lava bom
do sahao o varrella ,a outra boa engoinmadnira e
costurera muito mofa da qual se aianfa a con-
ducta o a outra de nacSo, do 18 annos de muito
bonita figura; 2 pardas mofas.quecozinham o diario
do uma casa c lavara : no patoo da S.-Cruz, n. 14,
so dir quera vende.
OBRAS DK ECONOMA POLTICA.
Na prafa da Independencia, livrara ns. 6 o 8, ven-
dem-so as seguintes obras, por prefo muito com-
modo : Ricardo economa poltica 2 v.; Mallhus,
economa poltica 2 v.; Schmalz, economa poli-
tica, 2 v.; Sinlh Reclierchcs sur la nature et les
causes de la richesso ; Dutcns, philosophio de l'eco-
nomio politiquo, 2 v.; Fereir Borges, economa
poltica.
Ao hom lom J^parisiense.
Vendem-se os mais modernos c superiores cha-
pos francezes, do mais apurado gosto do Pars ,o
cliegadcs ullimamento no brgne francez Y :
na ra do Queimado, loja de chapeos, n. 38.
Nu ruado Aoas Verdes, n. 4(i,
vendom-sc, por prccisilo, 3 escravas de nacao, boas
qutanderas c que cozlnham e lavara ; una par-
da boa cozinheira, por 400,000 rs.; um bonito mo-
lequc do 12 annos]; um oscravo ptimo carreiro; um
pardo bom pagem, de 18 annos.
- SL Allen< aos chapeos ba- jj
ralos.
Na nova fabrica de chapeos do Alorro-da-Boa-Vis-
ta, confronte calunga, ha chegado um sortimen-
to do chapeos francezes para homem e para moni-
nos; assim como brancos sem pello, quo serflo von-
ddos de 1,000 a 4,000 rs., bem como um grande sor-
timento dolles lelos na dita fabrica.
Venuem-SB meius u-jums ihiumm, pa. ..-
a 2,500 rs. o par ; sapatos do setm, para so-
, a 800 rs. o par: no Aterro-da-Bo-Vista ,
na
Lotera do Rio>de-Janciro.
AosUO:000#OOOders.
Vende-so na ra da Cadcia do Recito, loja de cam-
bio da Viuva Vieira & Filhos, bilhetes c meios ditos
da 5. lotera extraordinaria a. benelleio do thealro
da imperial cidade do Nilheroy: acllesquea lista
vem no primeiro vapor.
Cl i a rulos fama va de S- F-
lix.
No deposito de fharutosda ra larga do Rozario,
n 32, acha-se um sortimento do charutos da Saina
do diversas qualidades, como sejam os verdadeiros
Stii-Folix, forma Havana, soberanos da llavana, a-
vista-fa'z-r, trabuquilhos, os npreciavois ; sigarros
do la llavana ; ditos de la fama e os afamados marca
do togo: todas eslas qualidades de charutos oflo fabri-
cadas do melhor Tumo; so venden) por menos do que
em oulra qualquer parte, e so responsabilisa por
elles.
Vende-se muito" bom capim, pelo diminu
preco de 240 rs. o regular de um P'0"^
tambera se vende boa verdura : ao entrar sagora para a Torre, primeiro sitio pertoncente as
trras da mesma, do lado direto, com casa na bei- -
ra da estrada, com quatro pilares na frento
Vendem-so 520 mcios de sola a 1,400. na ra
dos Tanoeiros, n. 5.
PARA ESCRAVOS.
Cobertores de algodao ameri-
can,a 7lrs;
iwcasdezuarteda luda, com 24 covados, a 4,80
rs.; dita de algodao trancado azul, de chadrez, com
40covados, a 7,000 rs. ; dita dd ganga zul com 13
covados a 960 rs.; algodflozinho com um poqueno
toque, a 100 rs. a vara : na ruado Crespo, loja n.
10, do antigo barateiro, Jos Joaqun de Freitas
Cuimarfles. -
Travs.
Vendem-se travs de boas qualidades ,
de 3o, 35 e 4o palmos de comprimento:
na ra da Praia, serrara de Silva Car-
dial.
Vende-se, na loja de miudezas, de quatro por-
tas na ra do Cabug, de Francisco Joaqun Duar-
to, um sorlimenlo .lo bicos largos o ostroitos;
filas ordinarias, a 80 rs. a vara; luvas de pellica ,
para senhora, entortadas o bordadas do seda ; ditas
pretas, de diversas qualidades ; ditas ordinarias a
320 rs. o par lencos de garfa do bonitas cOros a
I.OOOrs.; meas (lo algodao, proprias para padres,
a 800 rs. o par; canvotos linos,do cabos do madro-
perola e viado de uma a tres folhas, para ponnas ;
casticaesdo vidro do bonitos padres, a 2,600 rs.
o par-; frocos de todas as cores ; fitas de velludo a
120 a vara ; bengalas finas a 320 rs.; chicles d
prata a 3,500 rs.; dilos ordinarios, a 800 rs. ; espe-
dios redondos, do augmento, a 640 rs ; tinteiros
do porcellana a 960 rs.; e outras muitas miudezas, ..
por preco mais commodo do que em outra qualquer
parte.
Cheguem as novas pechin-
chas.
Na ra dol.vrsmonto, n. 14, vendom-se chitas da
coberta a 160 rs. o covado, o a pef a a 5,400 rs.; di-
tas para vestido rrtxas e do coros, a 160 rs.; mada-
poiao fino, a 4,000 rs. a pef a ; casimira prola supe-
rior ; sarja hespaiihola, a2,500 rs. o covado; len-
fos brancos, a 240 rs ; e oulras muilas fazendas ba-
ralM.
Vende-se assucar retinado, em paes
de io a u libras, de superior qualidade :
na ra do Trapiche-Novo, n. 11, arma-
zem de Ilebrard & (i.
Vendc-snsal grosso doAss, a bordo do Pata-
cho Uout Irmos : a tratar uo armazem do Sr. Anto-
nio de Araujo no becco do Manoel l.uiz Goncalves.
Vendem-se pipas abatidas, por pro-
co muito commodo : na ru do Crespo ,
loja n. ?. a.
__Na padaria da ra estreita do Rozario, n. 13,
ha um sortimento de costas d'arcos ; balaios de cos-
tura do diversos modelos e tamanhos ; condecas ;
bichas de llamburgo, para alugar o vender; peneiras
de rame ; plulas do familia ; fechaduras grandes
proprias para porta do armazem; bolacha para escra-
vos, por 2,560 rs. a arroba ; tudo por menos preco
do que om outra qualquer parle.
AGENCIA DA FUNDICAO" DE LOW-MOOR.
Narua delScnznlla-Nova,n. 49, contina haver
um completo sorlimenlo de moendase machinas da
vapor. para engenho do assucar : bem como taixas
do ferro batido e coado do todos os tamanhos : tur
lo por prefo commodo.
Vonde-so um carro de 4 rodas om mel uso ,
com uma boa parodia de cavados: na ra daSen-
zalla-Nova, n. 42.
__*Vendem-so relogos do ouro, patente inglez :
na ra da Senzalla-Nova, n. 42.
Vendo-so o sobrado n. 7 na travessa da Madre-
de-Deos, de dous andares o sotflo com varandas
do torro a tratar na ra da Cruz, n. 50.
rotera do Rio-de-Janeiro.
Vcnde.m-so bilhetes e meios ditos da quinta lote-^
ria a beneficio Jo theatroda imperial cidadq de Nic-
theroy: na ra da Cadeia. loja de cambio, n. 38, da
Manoel Comes da Cunha eSliva.
__Vendem-so elementos de msica, pelo syste-
raa moderno, explicados com precisflo e clareza :
nns lojas dosSrs. Santos & Companhia e viuva Car-
dozo Avrcs no Recito,; Figueira e Guerra* Sil va,
em S.-Anlonio; Jos Ignacio do Monte, na Boa-Vis-
ta. Este opsculo he dos do seu genero vend, o
nico quo contm o preciso em poucs regras.
__Vendem-se bauszinhosde tartaruga,
proprios para se guardar joias, pelo pre-
co de i,6oo a q\ooo rs. j uma caixa de
prata dourada, por 8,ooo rs. : na praca
da Independencia, n. 3.
__Vende-se um bonito moleque de 19 annos, pro-
prio para qualquor servifo : na ra Direita, u. 36,
primeiro andar.
rT\l)li;W DE FERRO.
Na fabrica de M. Callum & Companhia, enge-
nheiros machinistas e fundidores de ferro, na ra
do Brum, no Recito, continua haver umgrando sor-
timento do iiiooudas do canna, drtOBM~8Sla-
nhos e dos modelos os mais modernos e approvados.
Na mesma fabrica contina-se a construir deen-
commenda machinas do vapor, rodas d agoa, roda
dentadas o todos os mais objectos de machinisrao
coma-perfeifaojconhecida, per preco commodo.
Vende-seura moleque do 10a 11 annos, de bo-
lilla figura, muito osperto, com principios da
cozinha : na ra da Madre-de-Deos n. 9.
Potassa e cal virgem.
Vende-se muito superior potassa, 4
poneos das desembarcada, e cal de Lis-
boa : ho armazem de Bailar ck Uliveira;
na ra da Cadeia uo Recite, a. i.


MUTILADO


r,h7.Jl" !"sa'U!n cannaP o 6 cadoiras de palhi-
iiim.aeJacaranda, eni bom.uso', limpas e enverni-
a'daV "" rU* eStr0t" ',0 Ro"rio <0- tereeiro
~Vende-.sc estanho crh verguinha.por prego com-.
moao : em casa de Jarnos Ryder & Companhia na
roa da Cadeia, n. 48.
- Vende-se o sobrado de dous andares o sotflo ,
no na ruada Sehzalla-Nova. n. 1, o qual rende
mensalmente 89,000 rs. : a tratar na ra do Viga-
no n. 19, com Thomaz do Aquino Fonscca Jnior ,
que se acha competentemente autorisado para elTei-
tuar a dita venda.
Vende-seo engenho Timb a 4 legoas distan-
te testa praca, crrente e moentecom agoa de bea
e regular produccto, com a safra de 2,500 p8es pou-
co mais ou menos, ou sem ella : este cngeaha he de
considoravel importancia, nao s no presente como
no futuro,por contar maisdequatro legoas de ter-
reno caberlo de matta virgem, o com capacidade
de lovanlar ongenhos d'/igoa e de bostas : a tratar
no mosmo ongcnho, ou no sobrado ao lado da ca-
deia n. 23.
.- Vendem-se presuntos o quciios americanos,
ltimamentechegados dos Estados-Unidos, muito
rreseaes; yassouras para varrar salas e tapetes ; bal-
des e balaios americanos, proprios para embarque:
e oulros objectos por prego commodo: na ra da
cruz, n. 7, armazem do Davis & Companhia.
Mais barato nao he possivel.
Vendom-se cortes do calcas do casimira do pa-
.JrOii oscuros e claros a 3,000 e 3.500 rs. cada cor-
to ; ooutras muilas fazeudas muito om conla : na
Jeja do Joso Moreira Lopes & Companhia, na ra do
Quemado, quatro-cantos, casa amarclla n. 29.
Pannos finos.
Vcndom-se superiores pannos finos prova do li-
uiao, preto o azul, a 3,000. rs. o covado; dito fino
azul epreto o 4,500 rs.; dito proto do superior qua-
lidade e j bom conbecido pela sua barateza.a 5,000,
5,500,6,500o",000 rs.; casimira preta limislo da
melhor qualidado, largusa de panno muito fina a
11,000 e 12,000 rs. o corte do caiga : na ra do Col-
legio. Inj nova ds estrella, u. i.
Ronele.sdc marroquim.
No Aterro-da-Roa-Vista, loja n. 78, vendcm-so
bonetes de muito bom gosto o durarlo, para ho-
rnero a 3,500 rs. cada um.
Ramo, vende-iegalSodeouro, de todas as largu-
ras ; bemoomocanutSode ouro, do todos os n-
meros a 720 rs. a oitava.
Sarja hespahhola.
No novo armazem de fazendas, de Baymundo Car-
los Le i le, na ra do Queimado, n. 27, ha chegado
um ptimo sortimento da verdadoira sarja hespa-
nhola, a 3,200 rs. o covado ; tamhem ha do 2,200,
2,500, 2,800 e 3,000 rs.; panno fino, prova de li-
mSo,_ a 3,800, 5,000, 7,000, 8,000, 9,000 0 10,000 rs. ;
chapeos francozes finos, do ultimo gosto do Pars ,
com aba maior, conformo a nova moda, a 7,000. e
8,000 rs. Noste armazem tambem se vondem razon-
as por atacado o mais barato possivel.
Pannos para lences. ...
Vende-so superior bretiinha de Irlanda, do puro
linho, com duas varas e meiadc largura fazonda
de muita utilidade para lonccs, a 3,000 rs. a vara;
zuarteazuldo vara de largura, a 240 rs. o covado;
cambraias lisas, a 640,800 e 1,000 rs. a vara ; len-
cos do seda, dos mais modernose muito finos, do
melhor costo, a 2,500 rs.: rolos do bretanha, a
1,800 o 2,000 rs. ; dita de linho muito fina a 7201
o 800 rs.; cassa para babados, a 2,600 e 2,800 rs. a
poca ; chales de 1.1a, grandes e do muito bom gosto I
a 2,000 o 2,500 rs. ; riscados trancados, de milito
boa qualidado para escravos, por screm oscuros o
de muita duraglo a 200 e 220 rs. o covado ; e ou-
F reos.
NoAterro-da-Boa-Vista loja n. 78, vendem-se
frocos de todas as cOres o grossuras, por prego que
nio desagradar a quem queira compiar.
No Passeio-Publico,
loja de urna s porta parede o mcia da fabrica de
chapos d sol, vendem-se chapeos do sol, de seda,
de armagflo de ac-, os mais finos e mais modernos
quolcemvindo de Paris, a 5,500 rs. Roga-se aos
amamos do bom gosto que os venham vor, porque,
os vendo, nao deixarflo de os comprar. Na mesma
ra, n. 19, tambem |ia os mesmos chapeos de sol. .
Bonetes de riscados.
No Aterrn-da-iioa-Vista loja n. 78, vendem-se
bonetes para meninos os quaes so estilo acabando,
por custar cada um 320 rs.; bem como bengalinhas,
proprias para passeio pele mrsmo prego.
Vende-se una preta da Cosa, db boi
Sana toes.
No Atorro-da-Boa-Visla, loja n. 78, vcndom-se sa-
paloes, pelo baixo prego do 1,200rs. o par.
Vende-se um terreno com'117 palmos de fren-
te e 89 ditos do fundo cm estado do so edificar,
por nflo precisar aterro em cujo terreno podem-so
fazer tres ptimas mei'ngoas na ra do Pilar, em
Fra-do-Portas do lado da maro grande : na dita
ra, n. 11, no pateo da igreja do Pilar, das 6 horas
da man lina as 8.
Vende-se urna preta por 350,000 rs., que cozi-
nha lava vende na na o nSo tem falla alguma :
no pateo do Carmo loja n. 7.
Vende-se um crescentede cabellos louros: quem
o pretender annuncic por esta folha.
Vende-so na ra do Crespo, loja de miude-
aas, n. 11, rap de Lisboa, chegado no ultimo na-
vio : tambem se vende um cinteiro de ouro do le
para changa, com 6 pegas, do bonito gosto.
jgjNa loja de Jos Manoel |f
Monteiro Braga, na ra S
do Crespo, n. 16, esqui- R'
na que vira para a
ra das Cruzes,
I
(TL vendem-se ricos corles de vestidos do soda
Lj1 echmatele, prelos, brancos o de cores, o
Irjj mais moderno o lindo gosto que he possivel; H
171 sarja pela do seda, larga o do todas as quali- i*A
Im dados. m
lucos tapetes
para ornar salas, mesas, candieiros, lanteruas, cas-
" tgaes ecampeinhas, redondos, quadrodos o trian-
gulares bordados e do oleado com lindas franjas
de l!fa de todas os cores ; luvas de lorcal, proprias
para aQuarosma, ao ultimo gosto de Paris, pretas e
brancas com dedos e sem elles, a 1,600 is. o par ;
alpaca do linho, a 640 e 800 rs. o covado : na ra do
Queimado, n. 27, novo armazem de fazendas, de
Itaymund Carlos l.eite.
rio desengao do boui e
barato.
Vende-se superior sarja preta despatillla, pelo
baralo prego de 2,0D0 rs. o covado : a sua qualida-
delietao excellenlo quo nflo precisa de elogio al-
gum: na ra do Collegio, na nova loja da estrella,
n. 1.
Vcndom-se dous grandes banheiros de ama-
relio: ama de Apollo, armazem por baixo do
consulado provincial.
Vendo-se um si lio na estrada de S.-Amaro para
Iiel.n, passundo a ponte, o primcirodolado direito,
com muito arvoredos de fruto pasto para 8 vaccas
de leite, 3 vivciros baixa para Capim o terreno pa-
ra plantar : tambem se vendo outro mais pequeno
na mesma airada : a tratar no iiiesmo sitio cima,
ouna ra Direilo, n. 4.
Vendem-se 3lindos molcqlics do 16 a 18 annos;
3 preto, sendo um delles ofllcial de sapateiro de to-
da obra um carreiro e oulro para todo o servigo,
do 25 anuos; 3 pardos do 16-a 24 annos, sendo um
bomcarreiro e os outroS proprios para todo o ser-
vigo; urna mulalinha e urna negrinha de 13annos,;
urna dita d 10 annos, oom principios de habilida-
des ; 3 preta, entro as quaes algumas com habili-
dades, de 20 a 25 annos ; urna preta por 180,000 rs. ;
na ra do Collegio, n, 3, se dir quem vende.
ras militas fazendas por prego muito commodo : na
ra do Collegio, loja nova da estrella, n.l.
liias pretas assetinadas.
Vendem-se as j bem acreditadas o superiores
chitas pretas assetinadas do ultimo gosto a 240
rs. o covado:. na ra do Collegio, loja nova n. 1.
>- Vendeoi-se acedes da ex-
mela companhia de Pemambuco
e Paraliiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C. ra da Cruz,
n. 9.
Panno-Couro.
Vendem-se superiores cortes de caigas da fazonda
panno-couro, par ser de duraefio exlraordinaria, e
de padrOes cacuros proprios para o trafico, pelo
diminuto prego de 1,600 rs. o corto : na ra do Col-
legio, loja nova da estrella, n. i.
Casimiras finas e elsticas.
Vendem-se superiores casimiras finase clsticas,
a 1,000 rs. o covado; cortes de ditas de cores, muito
linas, a 6,000 rs.; superiores casimiras pretas da
melhor qualidado, a 6 o 9,000 rs. o corto : na ra do
Collegio,loja nova n. 1.
JEfr Vendem-se chapeos de superior
^^c.i.sUir, brancose pretas, por preco
muito barato : na ra do Crespo, n. la,
loja de Jos Joaquim da Silva Maya.
Bonetes para meninos.
No Aterro-da-Boa-Vista, loja i. 78, vendem-se bo-
netes do velludo e de panno, a 800 rs. ; ditos de
merino, obra muito delicada a 4,000 rs. cada um.
bonita figu-
ra boa boceteira com duas lilhas muito lindas,
de 10 annos; urna parda de 18 annos,'com muito boas
habilidades e do bonita figure; urna preta por 700/,
por ter habilidades e ser de bonita figura, e perita
|cm govemo do urna casa ; um preto pescador, mo-
go e de bonita figura : na ra das Floros, n. 17.
vendo-so um pre.o da Costa, anda mogo e
bastante robusto; 2 sellins novos com todos os sous
pertcnces; 2 ricos apparelhos de metal branco, para
cha : tudo se vonde por prego commodo por seu
dono ter de retirar-se para fra da provincia : de-
fronte do theatro novo, n. 11, ou na cocheira e
Joflo da Cunta Heis por detrs do theatro volho..
Vende-se estanho cm vorguinha por prego
muito commodo : na ra do Vigario, n. 23, casa do
IlussellMeltors & Companhia.
Vende-se um piano forte novo, da mais acre-
ditada fabrica de Collard And Collard do Londres :
na ra do Vigario, n. 23, casa de Russell Mellon*
Companhia.
Vende-se urna negrinha de 14 annos, que cose
o cozinha na ra de S.-Jos, n. 21 : a vista do coro-
prado r so diro motivo porque se vende.
-- Vende-se, ou irnea-se por lijlos do alvenaria
grossa urna canooa nova do um pao com 42 pal-
mos de comprimento, oropria para abrir : na ra
do Coclho, confronte ao "hospital, n. 13.
Vendem-se, na loja do miudezat de quatro
portas, na ra do Cabug de Francisco Joaquim
Duarte um completo sortimenlo do botes pre-
los para casaca ; aboluaduras amarellas ricas, as
melhoresjrjue aqu teein apparecido ; botOes do Pe-
dro II, proprios para militares, ricos; ditos ordi-
narios; ditos com lettra A para alfandega ; ditos pa-
ra marinha ditos para cavaaria da guarda nacio-
nal ; ditos do madre-prrola para palitos, a 800 rs. a
(iiizia ; ditos de vidro o mussa proprios para enfei-
se queima por todo o preco ; assitn
mo louro e forro .do mesmo.
co-
VELAS DE-CERA.
Venderse ,.na ra da Ca.
deiado Recife, n.37, cera
em velas, de superior qua-
lidade, fabricada em Lis-
bae nt Kio-de-Jan^iro,
em caixas pequeas e or-
datT ao gosto do compra-
dor : tambem se vendra
barandoes, por preco mais
barato do que cm outra
qualquer parte.
Azeite de ca rpalo,
a 40 rs. a medida : na Catnboa-do-Carmo, n. 33.
SARJA HESPANHOLA, A 2,500 Rs.
Na ra do Livramnto, n. 14, vende-se sarja hes-
panhola, de duaS lar guras, a 2,500 rs. o covado; ca-
simira preta muito superior, a 3,000 rs. <
Escravos Fgidos.
Fugio, no dia 24 do Janeiro do corronte anno ,
da cidade da I'arahi ba-do-Norle do poder do seu se-
nhor, Jos Pe re ira Guimarfles um proto crioulo,
do nomo Jos Mara, j velho, de 40 a 50 annos, al-
to o alguma cousa sueco do corpo barbado; lo-
vou caigas e jaquel'* de algodik riscado trangado ,
camisa de madapolflo c chapeo de bata branca-
quandoanda hesempre decabega baixa, epara me-
lhor signal tem um lobinho no cachafo, guo vem
a ser carne crescida sobr o mesmo cachaco. Este
escravo he natural da lian la. Roga-se a todas as au-
toridades policiaese capiles de campo, queoap-
. 'a enfei- prehondam eTevem-noa seusenhor, ou na ra da
lesderoupa de meninos c eufeites de montana; Cadcia-Velha, loja n. 22, de Joo Pereira Moutinho
GALAO'DK.OUftO,
a T%0 rs. a oitava.
N P.r# iV Iptlpeoeoeia, n. i, lojade^ Wivaira
Chapeos de sol.
No Aterro-da-Boa-Vista, loja 11. 78, vendem-se
chapeos de sol, de seda, para senhora, a 4,000 rs. ;
ditos de panninho que imitam seda, para lamem ,
por mais barato prego do que em oulra qualquer
parte.
Vendem-se, na ra do Queimado, loja de miu-
dezas n. 24, luvas de pellica, para senhora e homem;
ditas do soda coirrpridas pretas e de cores ; los do
seda preta muito finos ;couro de lustro muito bom
o barato; marroquim de cores; leugos de setim
preto ; ditos de cores, de ricos padrOes ; chapos de
palha fina da Italia, para homem e meninos ; cortes
de colleto de gorgurao de seda ; bengalas finas; co-
Iheres de casquinlia ; caixas de massa de tartaruga ;
mciasde seda preta para senhora : tudo por prego
mais baruto do que om outra qualquer parte.
iNa loja de Manoel Joaquim
Pasconl Hamos, no Passeio-
Publico, n. 19,
ha chegado novamente um sortimento de fazendas
linas e grossas bem como urna grande porgito de
chitas escuras de pannos finse cores llxas, a 4,500
rs a pega o o covado a 120, 140, 160, 200, 240 e 300
rs. ; cortes de cambraia dequadrose listras azues,
de muito bom gosto 1,920 rs.; ditos do muito su-
perior qualidado, a 3,000 rs. ; longos do seda de
cores muito bonitos, a 1,000 rs.;' ditos para grva-
la 400 rs. ; ditos de caga, a 200 rs.; casimira fina,
a 6,000 rs. o corto ; dita de 13a, a 2,500 rs. ; panno
preto, a 4,500 e 5,500 rs. dito azul ; merino muito
lino a 3,-200 rs. o covado; sarja hespanibla do duas
arguras, muito boa a 2^ e 2,500 rs.; dita de urna
largura, a 1,500 rs., esta sarja he a melhor que tem
apparecido; riscados francezes a 200 rs.; algod.lo-
zinho azul, a 180 rs.; pelle do diabo, a 200 rs.; cas-
tores de todas as qualidades, a 220, 280, 300 e 320
rs.; chapos do sol, de soda, a 6,400 rs.; setim pre-
to a 880 rs. ; madapolSodo todas as qualidades, a
2,800, 3/, 3,200 3,500, 3,800, 4,000, 4,50b, 4,800 e 5/,
rs.; o tudo o mais que pertence a loja de fazendas,
por menos prego do que em outra qualquer parte.
tlilho.
Vendc-se milho, s 2,000 rs. a sacca : no caes da
Alfandega, armazem do Antonio Annes.
ditos brancos e amarcllos, de ricos padrOes para
libr de pagens tanto lisos como lavrados; ditos
amarellos para infamara de linha entre-linos; e
outras muitas qualidades, por prego mais commo-
do do quo em outra qualquer parte.
MEDICINA UNIVERSAL.
Pilulas vegetaes de James
Mor son.
A medicina vegetal universal he o resultado de 20
annos de invcstigacOes do clebre James Morisou.
por meio dostas pilulas consogio seu autor inn-
meras eadmiraveis curas desde as aiTeeges que
atacam as criangas do pcito al as molestias chroni-
cas do ancio.
A-Europa saudou este remedio como remedio uni-
versal para todas as doengas, o al hoje anda nto
foi desmentido tal titulo.
Esta medicina vom acompanhada de urna receila
que ensina o laciila a sua applicagiio. Consiste m
tres preparages, a saber : duas qualidades do pilu-
las disiiactas por nmeros, c um p : cadaqul goza
de modos o acgOes diversas.*
As pilulas n. 1 sao aperitivas ; purgam som abalo
os^humores biliosos evjcosos, e os expulsam com
6 (Reacia.
As do n. 2 expulsam com sses.humores, igual-
mente com grande frga os humores serosos, acres
o ptridos, de que o sangue'seacha a miudo infecta-
do; percorrem todas as partos do corpo, e s ces-
sam de obrar quando toem expulsado todas as im-
purezas.
A terecira preparagflo consisto em urna limonada
Sapa tos para senhora.
NoAterro-da-IJoa-Vista, loja n. 78, vendem-se
sapatos para senhora fazenda nova', de n. 87 a 39.
Na nova loja da ruada Cadeia
do Kecife, n. 32, de Claud*
no Sal ador Pereira Braga.
vender casimira encarnada fina e enfestada?Dara
jJ"J rrma* a^S- ^"amento 2,000 rs. o
que recompensar.
IO.ooi rs. do gratificagQo
a quem levar casa da ra da Aurora, n. 26, ou io
engenho Queluz da freguezia de IgojuCa o preto
Antonio, do nagflo Rengela, escravo de Miguel Au-
gusto de Oliveirft, que o comprou a Manoel do Al-
meida Lopes, dsta praga ; fgido do dito engenho
no dia 17 desetembro do anno prximo pasudo,
com os signaes seguintes : estatura alta e bem cor-
po olhos grandes e um tanto avermclliados ; jt tem
alguna cabellos brancos; levou camisa de chita azul-
de quadrinhos ceroulas de algodfiezinho brenco ,
ou hamburgo c mais alguma roupa em urna trou-
xa e urna cnxada oncavada. Este escravo comprou-o
oSr. Manuel de Almeida Lopes a Ignacio AIVm
Coulo, da villa do Crato na barra-Grande.
-- Fugio, no dia 18 de Janeiro, um cabra, de nome
Joaquim, alto, reforcado, do idado, com a bari
branca cabellos corridos e bom pro tos ; levn WB
surrao de pollo de carneiro chapeo da basta usa-
do, caigas delilgodao de listras rotas no assento ;
tem os tornozellos dos ps um tanto inchados. s-
to escravo j foi preso em S.-Lourengo-da-Malta e
lornou a/uglr junio aos Remedios, do poder do
urna pessoa que ocouduzia piara esta cidade; veio
doMaranhao ediz ser de Caxias: quem o pegar lo-
ve-oaruado Vigario, n. 24, que ser recompen-
sado.
Fugio, no dia 28 do prximo passado, um* pre-
ta de Angola, do nomo Mara, de cor fula, nariz
chato baixa, e magra ; levou vestido de chita pre-
ta com pintas brancas j usado, e panno da Costa,
com Mstras azues : quem a pegar leve-a ra da
Assumpgilo, n. 24, que ser recompensado.
--Fdgio, no dia 27 de margo prximo pasudo,
_ do engenho Novp de Scrinhaem, do sitio do abaixo
vegetal sedativa : lio aperativt, tomperante e ad- asignado o preto Feliciano, crioulo ; representa'
tor mais do 24 annos bem parecido pouca barba,
rosto secco beigos um lano compridos, bem prt-
io, pea pequeos cabello cortado montado em
um cavallo rugo-pedrez magro, muito passeiro e
esquipador, com os buracos por cima dos olho* mui-
to fundos, com urna ferida no espinhago : esto ca-
vallo levou cangalha com capa de estopa, e tilvez
a estopa tonha as leltras M I M, todas juntas, cum
o ferro no quarlo direito -KM-, Esto preto levou
camisa de madapoln, jaqueta de bretanha, um
bonete e um surrflo com mais roupa caigas de pan-
no, ou casimira preta. Roga-se as autoridades poli-
ciacs o espitaos do campo,-que o appreheidame
levcm-noaoRio-Formoao, ra do Mucado.n 83,
uu na ra da Cadeia do Rccife, loja n. 55.
Manuel Jos de Miranda.
Fugio, no dia 25 do prximo passado, do en-
Senlio Carauna do Sr. leuente-coronel Domingos
e Souza l.cao, a escrava Theroza, crioul, tirando
a cabra, de 30 annos, do {mediana estatura, secca
do corpo, cara comprida o secca denles aberloa,
o muilo castigada de relhi) nas costa : quem a pe-
gar Icve-^ao dito engenho, quo ser gratificado.
Fugiode burdo de brigue Victoria, na nbitede
31 do margo. o escravo mariiiheiro do nomo pa-
tricio, crioulo c lral da" Purahiha cor preta,
sem barba, de estatura regular, cheio do corptfj
representa 28 anuos pouco mais ou menos JJevou
caigas o camisa branca chapeo do palha com una
corrento do ferro no p direito : recooimenda-so
ocaptura do mesmo, e quem o levar a bordo do di-
to brigue ou a casa de4Hr>im Irmaos na ra da
Cadeia n. 45, que dari'VU gralificagao.
^-Fugio.do engenho S.-Anua, no-da sabbado ,
primeiro do corrento, o molecot'c Eufrazio du na-
g3oMogambiquo de marca pequaiia bonito, cos-
tuma, as vezos, fumar charutos, anda um pouco em-
pinado pos pequeos; tem em cada urna das c$~
nellas feridas pequeas: quem o pogr levo-o a
ditooiigenho, ouao Coeihu, otaria de Miguel Car*.
iioiro aSnra. Maria do Carvalho l'aes d Audra-
de, que recompensar. .
gante : torna-se em commum com as pilulas e. facil-
li.ta-ihes os melhorcs efleitos.
A posigao social do Sr. Morison, a sua fortuna in-
dopendente, repellem toda a ideia do charlatanis-
mo ; cas admiraveis curas, operadas com o sen
systema no collegio desaide de Londres, sao mais
quo garantes da efilcacia do seu remedio.
Iterommenda-so esta medicina, que nao pede ne'm
resguardo do tompo, nem do posigao da parle do
doonte a lodos os que, atacados de molestias jul-
gadas incuraveis,* se quizerem desengar da sua
virtude.
Oxal que a humanidado foche os ouvidos sos in-
teressados em desacreditar estes remedios tilo sim-
gles, tilo com modos e tao verdadeiros.
Vende-se somonte om casa do nico e verdadoiro
agontc J O lster, na ra da Cadeia-Velha, n. 29.
Na ra do Trapiche, n. 17, con-
tina a lnver deposito da verdjdeira cal
virgem de Lisboa, chegada prximamen-
te ; advertindo-se aos compradores des-
e genero que o deposito he j muito pe-
picno, e que da nova nao ha mais em
parle alguma.
Vonde-se um cavallo castanho, de bonita figu-
ra, novo, com bong andares, e muito forte : na ra
Augusta, n. 60.
Atrs do theatro velho, nos antigos
armazensde Joaquim Lopes de Almeida ,
jp.zeiro do Sr. Juo Malheus acha-se
um grande sortimenlo de Uhoi de pinho
da Suecia, proprias para ermocoesde to-
jas e venda por se poder at enverni-
zar por nSo ter nos : bem como coata-
do cosladinho, assoalho fono e para
faodos de barricas por preep mais ba-
/ 1 1 f ..... -----
rato possivel. Cheguem iregueiesj qoeji
EU.V.
NA TTP. DBH. F. DE PARIA.----l8-l


Full Text
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