Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05436


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Full Text
Anno de 1848.
Segunda-fe ira
15
O 014RI0 publk^a-se todo os dias que nao
torero r,"'r" ,r"0 d" **'Ra*",r* ,|C d*
uno ra.porqiurtel, pu^ns adianiadot. Os an-
uncio dos tli'.JnlM rio inser*. rajo de
;0fS.,.orliol., sOrs.em.iTpod.l&r.nte, .as
PHASES DA LA. NO ME'/. QE MARgO.
5, a <0 lioruse 67 mo. d maiihia.
PARTIDA DOS CORRBIOS.
ftoiannae Paralilba s segundase sextas feiras
Ilin-ll.-ande-dn- Norte quima feiras no meio-d
Cabo, Sero!i3em, ftio-Forraoso, Poito-Calvoc
Macei, no I.*, a li e 21 de cada mex.
Garantanse Bonito, a 8 e 23.
Roa-Vina e Plores, a 11 c 58.
Victoria, al quintas-ieiras.
Oliuda, todos osdias.
i... nnra. a 5, a 10 horas e 57 rain, a mannaa.
iS*. I. U > "< ****
r.,Veh a I, s 8 botas e il ma. da tarde. Pri
PREAMAR DE HOJE.
Cte
"utob"u 11, s 10 hora, e S8 mo. d. Urde.
meira, s 10 lionas e M minutos da mauha.
[Segunda, s 11 horas e 18 minutos da tarde,
le Marco.
Anno XXV.
N. 50;
das da semana.
i3 Sqmnda. S. Eufrasia. Aud. do J.dos orph.
odo J.do c. da 1 v. edo J. M, da 2 v.
14 Terca. S. Malbildes. Aud. do J. docv. da
t.r. edo ). de iiardo 2 dist. de t.
15 Qnarta. S. Henrique. Aud.do J. docir. da
2 t. e do i. le psi do 2 dial, de t.
14 Quinta. S. Cyriaco. Aud. doJ.de orph.e
do J. municipal da l.r.
17 Sflla. S. Patricio. Aud. do J. do ci. da !.
v., e do J. de paz do I. dist. de t.
18 Sabbado. S. Gabriel. Aid. do J. docir.da
I. v. edo J. de paz do l. dist. de t.
19 Domingo. S. Jos Esposo de N. Eeuhora.
CAMBIOS NO DA :l DE MAIHJO.
Sobre Londres a 27'/, e27'/4d. porfl rs
* Paris l<0 rs. por Trauco.
-Lisboa 95 por 10G de premio.
Dcsc. de leltras de boas firmas I a 114 /a
OliroOncasbcspanholss.... MO i" a
Moedasde GlOOvelh. I6J200 a
de 61400 no.. ICfOOO a
> d 4*00(1..... gfOOO a
PraU Pataco.*.......... l|980 a
Pesos columnares... lMo a
a Ditos mexicano.... I|780 a
Miuda............. l|02Oa
Acccs dacomp. do llcberib. de 60f000 rs
a0d.
DIARIO
PERNAMBUCO
g-gum
PERNAMBUCO.
TRIBUNAL DA RELA^AO'.
JULCAMENTO NO DA II DE MARCO DE 1848.
Desembargador de lemana o Sr. Souza.
Na o.ppeHaco civel entre Jos de Bastos o Jos Pa-
re ira confirmara a sentenca appellada.
Na lita dita entre Amorim Lina da Cunta e Mello,
e Antonio Alves Vianua, mandaram averbar o im-
posto da dizima.
Na dita dita entre Ignacio Correia de Multo e Fran-
cisco PcreiraCavalcanti, mandaram dar vista s par-
tes.
Na dita dita entre Domingos Jos Pereira e Lou-
renco Jos das Nevos, mandaram cumprir a sen-
tenga sem embaigo dos embargos.
Na dita dita entro Jos Rodrigues e D. Ignacia de
fiouveia Xavier, mandaram comprir a suutenca som
I embargo dos embargos.
' Na. dita dita entre Antonio Annes Jocomo Prese
' Francisco Xavier Cameiro da Cunda e outros, man-
daram tlescer os autos ao juiz a quo para se averbar
o imposto da dizima.
Na dita dita entre Leopoldina Simphrozina da
Silva Cuimarflcs o Antonio Luiz Ferroira, mandaram
dar vista asparles.
Na dita dita entre Herculano Jos de Freitas e Joio
Qui ifiO Lagos, COPniriid iii a acibCiC?.
N dita dita entre ojuizo ta fazenda publica dea
ta cidade e Jos Casimiro da Costa, mandaram dar
vista ao curador geral dos orphSos o ao desembarga-
dor procurador da corda.
Na dita dita entre o juizo, Maria da ConceicSoe
outros,'mandaram dar vista ao desembargador pro-
curador d corda.
Na dila iiii unir Antonio i'eiii m o Domingos dos
Passos, mandaram seguir os termos ulteriores do
liahilitaco.
Na dila dita entre AITonso Saint-Marlin e Anna
Eliznbeth e outros como appellantes; e como appel-
lados os meamos e Nicpluo Cadutit, mandaram dar
vista ao curador geral.
Na dita dita entre a viuva e filhos de Antonio Tei-
xeira Bastos e I). Francisca da Cunha Bandeira do
Mello, mandaram dar vista ao curador geral.
Na dita dila entre Joaqun Pereira e Jos Teixei-
ra, mandaram descer os autos para se averbar o im-
posto.
Na dila dita entro Jos Maria da Costa e outros e
Manoel Ferreira, desprezaram os embargos.
Na dita dita entro I). Maria Joaquina de Castro Pe-
relie oulros o a viuva Sevn c filiaos, mandaram dar
vista ao curador geral dos orphos.
Na dita dila entre Joilo do Barros Reg e Luiz de
SaTcisera Lins, mandaram descer os autos para se
averbar o imposto.
Na dita dita ontro Bento do Barros Falcilo de La-
cerda e filhos, ePetronilla Florentina, confirmaran!
a sentenca.
Na dita dita entro Jos Antonio do Souza Machado
e Manoel Elias do Mouro, confirmaran) a sentenca.
Na dita dita ontre Elias Etneliano Ramos o Carlos
Fretlerico da Silva Pinto, decediratn a favor do se-
gundo.
Na dita dita entre Jos Cactano Ferreira e Joaqui-
na, parda, por scu curador, julgaram a favor da se-
gunda, considerando a su alforria verdadeira.
Na dita dita entro Manoel de Mcdciros a uutro,
confirmaram a sentenca.
tSa oieoucSo de sentonca entre o patrimonio dos
orpliilos e Ftlippe Meno Callado da Fonscc, negaram
provimento.
A requeritnento de Flix Martina da Costa, man-
daram cumprir-se a sentenca^ sem ombargo dos
embargos.
Na appellacfio crime entre Manoel Antonio Dou-
rado Tiulin ea justica, julgaram procedente o re-
curso e mandaram submelter oa autos a novo jul-
gamento.
N. B. Doixamos de mencionar aqui urna causa de
Antonio Alves Vianna, porque o Sr. desembargador
calou o despacho.
diario e PM.yeuco.
13JJJU33) as ana 'caafis a>a aaaa.
Em additamentos noticias trazidas pela galera
hxprm, que j cotnmunicmos aos nossos le i lores
no numero 57 deste piario, daremos hoje alguna
pormenores sobro os acontecimentos que j rofer-
mos, etambem sobre os negocios da Suissa e do;
Estados-Unidos.
Em Londres se haviam recebido gazelas dos Esta-
us-nidosai o ii H !c jor.cru. As iioiioiaa pu!-
ticaseram de pouca importancia, o o estado flnan-
ceiro e commcrcial da repblica nfio sofTrera modi-
licic^lo sensivel, desde o da 4 do Janeiro, data a que
chegavam as noticias que nos trouxra a barca
Coro.
Vcrsavam astliscussOesdo congresso sobre o bil
dos dez regimehtos, que, como j dissemos, lora
enrgicamente sustentado pelo general Cass, n ou-
tros oradores do partido demcrata.
Este bil foi atacado com granito vehemencia por
M Mr. Webslor, Calhouu e outros oradores, 'que
se pronutciara.'n mui calegoricamcnlc canlra s eon-
tnuac.lo da guerra.
Alm dos discursos pro e contra o bil dos dez re-
gimentos, appareccrum varias emendas com o im
desubslituirein esto augmento do exercito regular
dos Estados-Unidos pelo ongBJamento temporario
de baialhOes do voluntarios : estas emenda fdram
rejeitadas, e a mesma sorle leve una proposta para
(juu o prcsiustc retirarse OoXorcilo pur.i aqucu do
Kio-(rande, e concluase a paz com,o Mxico, som
exigir o pagamento das despezas da guerra.
Assoalhra-so em Now-Yorck que Mr. Clay, re-
centcmentc chogado em Washington, liavia recusa-
do a candidatura presidencia da repblica, e quo
os wigs concontrariam os seus osforcos para a elei-
co do general Tayror.
As gazetas do Mxico nQo deixavam de apresentar
afgum inlerosso. anda que nio referissem novo re-
contro entre as partes beiligerantes.
O presidente Anaya publicara um decreto para que
nio houvcsse cleicao naquellas paragens da rep-
blica oceupadas polas tropas dos Estados-Unidos.
Os tres commissarios nomeados pelo governo de
Guoretaro achavam-se na cidade de Mxico, afim de
Iralarem sobre aconclusilo da paz; c dizia-so que
o cnsul ingiez em Vera-Cruz lora para Cuerelaro
com despachos do respectivo governo, destinados a
convencer o governo mexicano da necessidado quo
tinlia de tratar cornos Estados-Unidos.
O general Scott publicara proclamacOes em quo
annunciava que o exercito dos Estados-Unidos oceu-
paria toda a repblica, at que o governo mexicano
se resolvesse a fazer a paz, mediante condicOes ra-
soaveis. Em cumplimento s instruccOcs viudas do
Washington, publicara ello varias ordens relativas
cobranca dos impostos, e prohibir as loteras.
Dizia-so que o general Scolt 1'ra dcrrffttido do
commando do exercito da Uniito, o que as tropas, es-
tacionadas em Sanla-F, se acliavain em completa
insubordiuugao : como qur que seja, elle eslava
preparando una expedirlo para apossar-se das mi-
nas de Sau-Luiz do Potos e Zacatecas, a im de di-
minuir os recursos dos Mexicanos, e suprrir ao mes-
nio tompoas precises do exercito dos Estados-Uni-
dos, lambetn se falla va em oulra expedicSo, dirigi-
da sobro Gueretaro.
As ultimas noticias davam o exercito mexicano
completamente desorganisado. Sant'Aiinu viva se-
gregado dos negocios, em Tehuacan ; e o general
Paredos acbava-so doentoem Talancingo. -
O DUQUE DE GUISE. (*)
por tfreoerico >oiiW.
SEGUNDA PARTE
XVII.
A' hora cm que a secna que precede se passava no pa-
to do duque de Guise, equando elle julgava ler frustra-
do as eonspiraedes de todos os seus iuimigos, Carniole,
tciio vollado sua casa, esperara com impaciencia o
momento de completar a traicao que bavia meditado
com o cardeal Filoiuaiini c mais o bandido Santis. Kn-
('ontrra elle cm casa a Casta e Auna; mas,todo precocu-
pado com os seus projectos, nao dera fi!ao principio da
ausencia de Francesco, neu pensara senao cm Sauiis.
Al qua, no meio desaa impaciencia, c como acordado de
um letliargo, disse a Anita:
Por que rasSo Fraucesco nao vella ao p I E porque, accrescentou elle apontando para Casta,dcixa
^ellesemelhante cuidado a cssa rapariga, que a causa e
abate, e que lem Unta neceasldadc como tu de socego e
descanto?
Se Casta tem necessldadc de descanso, eii velare!
nciia, porque Vm, bein mbe, meu to, que a doenja ha
(?) Vide Diario a.' 58.
O vapor Caledonia, quo trouxe estas noticias dos
Estados-Unidos, trouxo tambem noticias do Carnada
e outras possesses da Gr8a-ltretanlia no norte do
continente americano.
As eleicOes j so haviam concluido no Canad,
mas anda se nio sabia do resultado definitivo. Ape-
nas era condecida a votacllo de 86 collegios ; sendo
16 do alto Canad, e 7 do baixo. No alio venecram
os conservadores em 14 collegios, e no baixo haviam
sido eleitos 5 radicaos. A Nova-Escossia estava tran-
quilla
Os sngrenlos conflictos quo tiveram lugar om Mi-
ln e Pava, nos primeiros dias de Janeiro, com-
quanto tivesscm como causa o geral descontenta-
menloque hamuitos mezes se apoderara dos habi-
tantes da Lombardia, comtudo, primeira vista,
parecem ter sido occasonados por urna rixa insig-
nificante.
Desde quo Roma, Florenga o Turin entraram na
senda das reformas, os patriotas do reino Lombar-
dw-Vcnozisiio e agarirn para obterem coucusses
anlogas por parlo da corle de Vientta ; o como fos-
semacintosamente repellidos, assenlaram privar o
governo austraco dos avuilados rendimenlos que
Ihe proporciona o monopolio do tabaco. Para este
im, prohibiramo uso doste genero, e moltrataram
a lodos aquellos quo so nao quizeram submelter a
esla arbitraria prohibido.
Os acontec menlos de Milito o Pava nilo fdram se-
nto consequencis deum conflicto entre os patrio-
tas e os opoixonadosdo fumo, o qual.om rastto do
estado dos nimos e intervencSo das tropas, tomou
o carcter de urna insormieno. Entretanto, ao passo
quo cm Roma, Cenova, Pisa, e outras cdades da Ita-
lia, so manifestava grande indgnacSo contra os
Austracos, om rasSo da crueldade que mostraram,
c so celebravam ceremonias funobres pelas victimas,
a cdrtu do Viina innundava a Lombardia com tro-
pas ; mulliplicava prisdcsosupplicios, c Itadetsky,
general em chefe, publicava a seguinte proclama-
''--
a S. M. o Imperador, firmemente resolvido a pro-
tegor, com todas as veras, o reino Lombardo-Vono-
ziano, assim como todas as outras partes dos seus
dominios, o dcfondiVlo de qualquer altaque, qur
interior, qur exterior, encarregou-me, em qualida-
de de presidente do imperial concelho do guerra,
de pulentear a sua intcncSo a todas as suas tropas
da Italia, occrcscentondo que ello espora encontrar
o maisefllcazapoio na galhardia odevotacito do seu
exercito.
Soldados! vos ouvistes as palavras do vosso
imperador. Ufano-me dehaver sido escolhido para
trazO-liis ao vosso conhocimento. Os csl'orcos dos
fanticos e dos apostlos do chimeneas innovacors
so quebrarito contra a vossa coragem e fidelidade,
comoovidro no rochedo. O meu braco anda pode
empuuhar esla espada que durante 65 annos lenho
brandido com honra em tnuitos campos debatalha ;
e saberei usar della para proteger o soceg deste
paiz, anda hontom tilo feliz, e quo urna racQlo fre-
ntica procura hojo precipitar n'um abysmo de
males.
Soldados o vosso imperador conta com vosco,
e o vosso velho general tem conflanc.a om vos. Bas-
ta Desgranados daquelles que vos ubrgarem a dos-
enrolar a bandeira daaguiado duas caberas, cujas
garras anda se no enfraqueceram Paz c protec-
50o uos pacficos e loaes subditos ; morle ao inmi-
go quo prfida e tragoeirumente procura destruir
felicidado e a paz dos poderes constituidos : seja
a vossa divisa O general m che fe, Itadeltky. Mi-
lito, 15 de Janeiro.
A imprensa europea ha sido unisona cm esligina-
tsar esto insolento apello a fdrea bruta, que alias
no podo sor altribuido exclusivamente ao, general
austraco, mas deve ser considerado como a fiel
expressilo das vistas do gabinete de Vienna, como
se v da carta infra, enderezada pelo imperador
d'Auslria aoarchi-duquo Raner, vice-re da Lom-
bardia.
Tendes devidamonto ponderado os successos
multo lempo rxpulsuu o toinno do meu leito, e, mesmo
sem fallar nadoenca, ador queme mata me nSo delxa
dormir.
Pobre pequea! disse Carniole, porque me enchi
cu de tanto orgulho com a tua bellezaT I Porque.....
E parou ante o pensamento que se nao atreva a ex-
primir, e proseguio colrico:
Mas onde est Francesco ? porque nao est elle
aqu? Tea-ine-ba elledeixado? E, seeumorrer na em-
presa que vou tentar, nao Mear ulnguem que te soc-
corra?
Francesco faz como Vm. meu lio, disse Anita;
corre sua vlngauca. Apenas Vm. sabio desta casa com
Miguel Santis, l'oi-se elle einbora com Borgia.
V. quaea eram os seus designios? perguntou Car-
niole sorpreso.
Que designios suppoe Vm. que ellcs possam tra-
mar juntos, respondeu Anita em tom amargo; aquel-
lo que ministrou o veneno com que desvairaram a rasao
de Masaniello, e aquelle que laueou tal veneno na taca
do bravo laaaronc'.
Eutao clles querem envenenar a Guise? exclatuou
Carniole; e tu o sabias e no m'o tiuhas ditol
JJIase-o a algucm que odevia saber antes deViu. .
respondeu Anita resoluta.
Ento aquem revelaste tu esse projecto?
Anita nao responden; e Carniole, segulndo ocurso
dos seus pensaiucntos, contlnuou immediataniente i
Econseguio elle oque quera? Talvez! porque
0 duque, contra o seu costume, nao sabio de palacio to-
do o dia. Ob mas sao plano se mallograsse, se o rapaz
fosee descoberlo, que supplicios tcrrjveis nao inventa-.
liaGuisecontiaelle! Obi queinfell! que infeliz! Por-
que me nao disseste Isso ha mala lempo, Anita?_T-lo-
hia eatorvado de procurar a sua vinganca em tao peii-
aosocrlme. Mas nao, proseguio Carniole, o rapa? .leve
ter executado o plano a salvo: elle he bravo, impassi-
vel, obiltnado; e, a menos que o duque de Guise nao
trab-
lo da
fosse advertido, deve ler expiado a esta hora
solencia e tj rannia.
Guise foi advertido, respondeu framente Anita.
Por quem ? .
Por mini, meu lio, por mim, que o prevcni dos
projectos de Borgia, e tambem da cilada que Vm. Ihe
devla armar ainauha de manhaa no Mercado-Novo,
acompanhado pelo infame Santis.
E tu hietteisso? exclainou Carniole, colrico e at-
tonllo.
Fia; arraatel-tne inorrendo e ardendo em febre ate
o seu palacio, e l disse -Ihe ludo.
Tul perguntou Carniole, tu! Quem te impellio a
abir-nos? Porque com o risco da la vida te oceupas
da salvacao do duque de Guise ?
Porque o amo, respondeu Anita.
Tu o amas! Ihe tomou Carniole, chelo de coinpai-
xao e de sorpreza.
Diga-uic, meu tio, proseguio Anita em voz triste
e amarga, nao he verdade que he hoje um crime bem
grande o amar cu a Guise? Ob I se eu fura anda bella
como outr'ora, e se Henrique de Lorena estivtsse aqui
a meus ps pediudo-me o meu amor, e eu Ihe podesse
dizer: Slui, senhor, eu o amarei, se V. Alteza quiz-er
conferir a meu tio Carniole o posto de mestre-de-caiu-
po-general dos seus esercitos; nao seria verdade, meu
tio, que Vm. nao adiara cnliio que isso fra um crime,
nein me quererla mal por ter denunciado a Francesco,
arriscaudo-o a passar pelo supplicio que elle talve/. es-
teja agora suHiendo ?
Poisque! perguntou Carniole com sbito trans-
porte, lu nao so denunciaste a Borgia, mas al fallaste
de Francesco?! Oh! desgranada de ti, ae Ihe auccedeu
algum mal! ae Ihe cabio um so cabello dacabeca......
treme Anita! E se elle cstivci inorto I....... O' meu
Dos!....... cxclainou Carniole, cueio de dor e de c-
lera.
occorrdosem MilRo a 2 o 3 do crrante. He eviden-
te para nos que, no reino Lombardo-Veneziano,
existe urna faeqilo que procura perturbar a ordem o
o socego publico. Ja concedemos aos nossos subdi-
tos dsquelle reino ludo quanto vos julgaste* naces-
sario para satisfazer s precisos o d ose jos das difi-
ranles provincias. Nilo estamos do animo a fazer ou-
tras conccssOes. V. A. lovar ao conhecimonto do
publico esta nossa imperial rcsolucSo. A attitudo
da maioriado povo do reino Lombardo-Veneziano
nos nduz a esperar que esses desastrosos aconteci-
monlos so no roproduzirio mois; o cm todo o caso,
contamos com a lealdade e galhardia dos nossos
soldados. Fernando I.
As amoscas contra os estados vznhos, contedas
na proclamacito do fold-marechal Itadetsky, o o gran-
de desenvolvimento de tropas, ostentado pela Aus-
tria, fdram a causa dessas domonstraefles populares
que, om Cenova, Roma, Liorno, turbaran) a tran-
quilizado publica, o assustaram os soberanos da
tilis csp.lrs!; c tambern frau) oa quo eeasc-
naram os armamentos da Toscana e Piomonle, o li-
zeram com quo a Suissa collocasso um exercito do
obsurvacao as fronteiras da Lombardia.
J dissemos quo a Austria concentrara um exerci-
to de 150,000 homons as suas possessoos italianas,
c embargara pelo terror a sublevacilo dos seus vas-
salios. Por ordem vinda de Yonna, a polica prondeu
os marquezos Rosales, Stampa e Villani, assim como
os condes Balaglia, Pertuzali o Durni, o os oncarce-
rouom immundas masmorras, de onvolta com as
mais influentes personagens da Lombardia ; mas
estas o nutras violencias no fdram capszes de re-
frear a indigtiacilo goral que se apoderara de todas
as classes da populadlo.
Nio obstante as prohhicocs da polica, um pam-
phlete, intitulado Os ltimos acontecimentos de Mi-,
lio -, circulava por lodo o reino; e duas heronas do
nomo Bontivogli o Michioli abrirn) uina finta cn\
favor dos feridos de Milito, o apuraran) 800 francos.
0 Pndp*i de Vicetizia cnviou tambem dous mil
francos em nomo dos hab lanos da ciliado. Em Ve-
lona, apuraram-se 1,600 francos dontro da oto lio-
ras ; o so a polica se no oppozesso a estas manifes-
lac,ocs, muitomaiorquantia so houvera tirado. Os
Lombardos silo animados pelo odio mais oncarni-
cado conlra os Austracos ; o receia-so a reproduc-
5Io das horrorosas malangas de Tsrnow e Lemberg.
Tito geral he o terror, que a 21 de Janeiro 300 habi-
tantes dos mais distinctos do Milito podirain passa-
portes polica, afim do se retiraren) para fura da
Lombardia, antes quo se converta n'uma nova Ga-
licia.
O estado desta s provincias traz a corte de Vienna
na niiiior anciedade ; o supremo concelho do estado
multiplica assuassessAcs, dd urna maneira iusolita,
o que revela as mais graves approhensflos. Esto con-
colho foi o thcatro do mui renhidas discussOes. O
principe Melcrnich oppoz-se a toda e qualquer con-
cessOo, porque as reputava signaes do cobarda, s
capazes de animar a insurreicflo. Esta opiniflo do
principe nao mereceu a approvacito do seu collega
e rival, conde Kolowrat, e foi vivamente combatida
pelo archi-duque Luiz, que, ainda quo concordasso
em augmentar-se o exercito da Lombardia, e em so
applicar severos castigos aos perturbadores da or-
dem publica, com ludo votou om favor de algumas
concossOes, e approvou as propostas do archi-duquo
Raner acerca do cortas mudancas na administraco
das provincias do reino Lombardo-Veneziano. O ar-
chi-duque Luiz combateu a opiniao do principe da
Mclernich a respoito da substituigilo do actual vice-
re pelo joven duquo Alberto, que, comquanto seja
mui enrgico, todava alla-lho a prudencia e o la-
lento do archi-duque Rainor.
Em consequencia desta discussito, o supremo con-
celho deliberou que se enviasso a Milao o capitn
Mayer com despachos ao vice-rci, rocommendando-
Ihe a maorenergia contra os cabecas dos ltimos
movimontosinsurreicionaes, o autorisando-o a in-
troduzir na adminislraco da Lombardia as modifi-
ca^Ocs por elle apresentadas. Estas modificaedos, a
quo alludo o imperador na carta que cima pulic-
Se ellecstive inorto, Vm. me matara, nao he as-
sim, meu lio? perguntou brandamente Anita; faya logo
laso. Acabe n'um momento o que a molestia hi com
tanto vagar ; tirc-me desla vida em que so me resta pa-
decer; e, oque ainda he mais terrivel, padecer com a
felicidade de outrem. .
Aila, Anita! nao digas isso, inurmurou branda-
mente Casta; Deo ha de olhar com piedade para o leu
sublime sacrificio, e te consolar.
Francesco! onde ests tu, Francesco?, cxdainava
ao mesiuo tempo Carniole, coiu urna perturbacao que
Anita nunca Ihe vira. ,
Mas, quaiidoScoppaatroavaasaiin a casa desesperado,
cyraiido ao redor delU, e repetindo esse nome, entrou
Francesco por ella dentro com o rosto radiante, o peito
ailaiido-lhe, e ojolbos brllbantes de alegra.
Ah! s tu! exclamou Carniole pcgando-lne as
luios ecncarando-o de frente; como veos orgulhosoe
satisfeito! como ineparecesfelis! Guisereata morto, nao
be assim? ...
Guise est vivo, respondeu Francesco Quise trl-
uinpha, c permita eos que elle trlumphe de todoa os
seus iiiimigos; porque elle he grande e generoso.
Ao ouvircm este elogio ao duque de Guise, as duas ra-
parigas olliaiam aoberbas uina para a outra.
Oh exclamou Anita, bem ditia eu coiiiiuigo, que
elle bavia de perdoar.
Scoppa, pelo contrario, cujo rosto exprimir a mais
viva alegra ao entrar de Francesco, tomou de novo utu
ai- sombro e ameacador.
Como : Ihe perguntou elle, pois o leu odio se ex-
tingui primeira palavra desse homem? Exerce elle
tambem sobre os rapazes o imperio lncrivel que Ihe en-
trega o coracao das mulheres insensatas? Sabes tuqueui
te denunciou a Guise, Francesco ? foi Anita.
Bem o sci.
Sabes tu porque ella te denunciou ? porque o
ama.



Wos, Hmitam-se a roduzir o numero dos funcciona-
rios allemfles, e permittir s corponcns provinciaes
enderegarem as suas queixas di rectamente ao impe-
rador. Quantuao vicc-rci, decidio-se que nio seria
removido; ea nica conccssfio feila ao principe de
Metemich consista om mandar-se para Voneza o jo-
ven archi-duquo Albei lo. Este resultado he conside-
rado um revez influencia do chanceller de estado,
que, ha mu i tos annos, eslava acostumado a n.lo en-
contrar opposigSo no concedi supremo, e julga-se
que o esta do da Lombardia muito contribuir para
o arrefecimonto do ardor bellicoso que Austria ma-
nifestara contra a repblica helvtica e principes
reformados da Italia. 0 que he corto he que se fize-
ram algumas concosses, e que o desenlace da rovo-
lucfio ilo reino das Duas-Sicilias e os disturbios que
ltimamente a ppa recera m na Styria dovem de con-
tribuir para quo ellas sejam ampliadas. Entretanto,
verifcou-se a noticia queja demos aos nossos lei-
tores cerca do pedido feito pelo gabinete de Vienna
aogoverno pontificio paraatravessar os estados da
igreja com 30,000 homens, destinados a soccorrorem
el-rei de aples. S S. no s'recusara a autorisa-
SSo como tambem declarara que, de acordo com os
seus alliados repelii ia por va da torca a invasito dos
sens estados, e, com a competente autorisacSo da
consulta, contrahira um empreslimo de 1:000,000 do
escudos, para completar o armamento das tropas ro-j
manas, e por o paz cm estado de defendor-se.
Lord Minio, que ainda se achava ein Roma, sendo
perguntadosoogovcrno inglez permilliria a Aus-
tria enviar soccoiro a aples por mar, respondeu
que a GrSa-Bretanha se nio opporia a que so repri-
missoa nsurrcicao, mas que, sea rovolugfio trium-
phasso e eslabelecesse um governo regular, sb a
actual dynastia de aplos, lord Palmerstoii se op-
poria a qualquer intervensSo. Eis-ahi o actual esta-
do dos negocios na Italia.
0B
COMUEHaO.
A lan llega.
,383
RENDIMENTO BO DA i 1............
Deicarregam hoje, 13 de marco.
Brigue F.-.MaIthetrs -- bacallio.
Brigue Uival idem.
Brigue EUxi idein
Brigue -~Einigkeil carvao.
Patacho-Cfcnwnfina mercado rins.
Brigue Henriqucta dem.
Patacho ItiitaurncSo dem.
IMPORTACAO'.
Rival, brigue ingle, vi rulo de Hallfax, entrado uo cor-
rente inez, consignado a Le Bretn Schrmm & Compa-
nhia, manifeatou o seguinte :
1,92-2 barricas bacalho, 8 caixas peixe secco, 6 barris
carne de vacca, i ditis dita de poico ; aoi consigna-
tarios.
CONSULADO GERAL.
RENDIMFNTO DO DI A 11.
(eral
Diversas provincias.........
1:362,418
43,252
1:405,700
CONSULADO PROVINCIAL.
REND1MENTO DO DA 11............1:176,612
PRACA DORECIFE,U DEMARCO DE 1848,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Rtvisla semanal.
Cambio ----- Flucluou entre 27 i a 27 3/4 d.
por 1,000 rs. As Iransacgcs da
semana fram limitadas.
Assucar- ----- Entraran 309 caixas, o avultada
porc.to de saceos.As vendas do
encaixado regularan) assim :
branco, 800 rs. por arroba sobre
o ferro; masca va do, 700 rs.
O ensaccado o o embarricado f-
ram negociados aos procos se-
guintes: branco, 1,600 a 2,000
rs.;mascavado, 1,250 a 1,280 rs.
AlgodSo- ----- Continuou a ser vendido a 4,800
rs. a arroba de 1.' surte, e a 4,300
rs. a de 2.' Orcam por 610 as
saccas entradas.
Couros ------ Vendcram-so de 95 a 100 rs. a li-
bra.
Agoa-raz-----------dem a 240 rs. a libra.
Jsei; mas que importa? exclamou Francesco,
ella tambem me lia de amar.
Sim, Ihe disse Aila, cu te amarci, porque tu j
o nao odias.
Tu me amars por outra causa, replicn Frances-
co approxiiiiando-sedella; olha para c, Auita, ollia :
vs este frasco ? aqu est esta agua inaravilhosa que
reititue a brllea s pessoas que a perdern), como tu.
Cncurullono m'a tinha querido vender a preco do meu
sangue ; mas o duque deu-m'a cm troca de una s pa-
iavra que llicdei.
Guise deu-t'a para mim ? perguntou Anita com um.
accento noqual pareca ouvircm-sc-llic vibrar de ale-
gres todas as curdas da alma.
Deu, respondeu Francesco, arrastrado pela espe-
ranza que o agitava ; e ao dar-m'a disse-me : Val,
restetuc-lhe a inocidade, a belleza e a Vida, que ella te
amar.
Mas Anita, que cravava em Francesco os olhos chain-
raejaotes, recuou de repente, e repellindo o frasco que
elle lite entregava, respondeu com urna voz surda e
quebrada :
Entao elle quer tornar-me de novo formosa s pa-
ra que eu te ame a ti I Ol! desaventurada .' desaventu-
rada de mim exclamou ella escoudendo a cabeca entre
as inos, e chorando ; nem ao menos pensou que me
podia amar!.....
Pois que! disse Francesco, que empalidecer de
repente e lora accommettido d'um tremor convulso,
poitque. Trabiria eu o juramento que del a Borgla ;
ler-ine-iiei eu esquecido do odio que votava ao duque ;
ter-te-hei trazido a belleza e a vida, e ludo alo s para
qise o teu primeiro pensamento seja pelo duque de Gui-
se, e por elle s I Ol! acabe-se este dom funesto, e
morras tu iniseravel e desfigurada !.....
E Oliendo isto, ia j Francesco atirar o frasco no chao
para o quebrar, quando Scoppa lli'o arraucou violen-
jamente:
Azeite-doce------dem a 2,060 rs. o galio do do
Mediterrauo.
Bacalho- Chegaram dous carroga montos
esta semana com 4:124 barricas,
os quaes venderam-se de 11,400
rs. a 11,800 rs., pouco oais ou
menog." O mercado est sulll-
cienlomenle supprido.
Barricas- ----- As abatidas venderam-se a 1,200
rs., o as levantadas, a 1,400 rs.
Breu.......dem a 5,800 rs. o barril.
Bolachinha dem a 4,250 rs. a barriquinha.
Carne secca O consumo da semana orcou por
5:000 arrobas.Como no liou-
ve entradas, o deposito he de
5:000 arrobas.-- Os procos fram
os mesmos da semana passada,
isto he, 2,500 a 3,000 rs. por ar-
roba.
Carne salgada Vendeu-se a 29,000 rs. o barril
da de vacca. -
Cravoda India dem a 450 rs. a libra.
Farinha de trigo Odeposito he de 4:000 barricas.
A americana vendeu-se de 20,000
a2t,000 rs. por barrica, e a de
Trieste, a 23,000 rs.
Manteiga.....Vendeu-se a 450 rs. a libra da
franceza, a610rs. a da ingleza
de vacca, e do 300 a 360 rs. a de
porco.
Sah3o amarello dem de 120 a 125 rs. a libra.
Vinhos--------- dem a 112,000 a pipa do do mar-
ca PRR, e de 76,000 a 80,000 rs.
o deoutres autores de Lisboa.
Entraram 8 embarcaces e saliiram 16. Estilo
ancoradas no porto 36, a saber : 2 austracas, 1 a-
mcricana, 8 brasileiras, 2 dinamarquezas, 1 fran-
ceza, 11 inglezas, 1 kniphausiana, 5 portuguezas 4
sardas o sueca.
Movimento do Porto.
Navios entrados no dia 11.
Cainaragibe; 4dias, Late brasileiro San-Joi-Glorio/o.
de 32 toneladas, capitao Jos Joaquim Ramos, equipa-
geni 6, carga assucar e arroz ; a Jos de Oliveira Cam-
pos. Passageiro, Mnnoel de Souza S, Portuguez.
dem ; 2 das, hiate brasileiro Novo-Destinoi de 22 tone-
ladas, capitao Estcvo Ribeiro, equipagein 3, carga
assucar e couros ; a Jos Manoel Martin*.
Navios sahidos no dia 12.
gneros do paiz. Passagelros, John Nesbitt, Inglez;
Joaquim Baptlsta dos Santos com um escravo, Por-
tuguez; 2 escravos a eutregar.
Babia ; hiate brasileiro San-Zoao, capitao Luis Gomes de
Figueiredo, carga varios gneros.
Deca raides.
O arsenal do guerra precisa comprar sola es-
colhida, quo sirva para manufacturarlo de corroa-
mes; chumbo em barras da melhor qualidade, e
papel carluxinho : quein taes gneros ti ver dirija-se
directora do mesmo arsenal at o dia 17 do cor-
rente, das 9 horas da mantilla at as 2 da tarde lo-
vando suas proposlas em carta fechada, e as com-
petentes amostras.
Francisco Seraneo de Assis Carmino,
Escripturaro.
O arsenal de guerra precisado olliciaes desc-
pingardeiros, coronheiros, correiroseserralheiros:
quem em taes circumstancias estver e quizer traba-
Ihar as ofllcinas do mesmo arsenal, dirja-so di-
rectora, das9horas4amantilla as2da lardo, afim
de ser examinado e admilliilo.
Francisco Sera/ico de Assis Carvalho,
Escripturaro.
O escrivao da primelra seceo do consulado pro-
vincial faz saber, d'ordem do lllin. Sr. administrador,
que no dia 17 do corrente, ao meio-dia, se ha de arre-
matar em praca, na porta do mesmo consulado, um sac-
co com caf de segunda sorte, pesando duas arrobas,
apprcbendido ein um bote, sein despacho, pelo fiel da
inspeceo do assucar, Jos alaria de Aniorim ; um rolo
de fumo de boa qualidade, pesando urna arroba e trinta
libras, apprehendido pelo fiel da inspeceo doalgodo,
Mauoel Ferreira (baves Jnior; e 400 charutos ordi-
narios, fabricados com tumo da provincia, sendo esta
ultima apprehensao feita pelo fiel da inspeceo. Joo
Francisco dos Santos : sendo at arreruataces vres de
despezas.
Mesa do consulado provincial, 11 demarco de 1848.
/odo Ignacio do Reg.
Piib I cales JL i iteraras.
A VOZ DA RELIG1AO, VOL. 3.'
Este peridico religioso publica-se regularmente
todos os domingos. Conlm um arligo especial acer-
ca da controversia em materia de rcligflo, artigos
A i n* s bem louco, Francesco, lhe disse elle : se
esta dadiva preciosa te nao deve servir de consolaco,
fazc ao menos que ella te sirva de viaganca ; tu cunlie-
ces mal o eoiaco das inullieres, Francesco ; a esperan-
9a de tornar a ser bella, que Anita agora repelle cun
tanto desdm. uo brilhou em vo a seus olhos: aina-
nlia sonhar ella cun isso ; dentro de alguna dias essa
esperanca lhe occupnr a alma Inleira, e dentro cm
pouco tu vers aquella a quem de balde por tantas re-
zes tens rogado de joelhos, arrastrar-se a leus ps c
pedir-te que a lomes formosa. coma premio do amor
que te tocar.
Talrez que Vine, tenha rnso? respondeu Frances-
co tristemente ; ella ha de dizer-me isso, e lalve 1 que
eu a crea ; mas o certo lie que s a elle amar quando
mesmo ae me entregar nos bracos.
Pois, se tu julgas que isso lie assim, appodera-te
oiilra vez do odio que tinhas ao duque de Guise ; ej
que a vinganca que havias tramado com liorgfa te fa-
lliou, associa-tc miuha.
lloiitem eu me oSrecia para tomar parte nella, e
Vine, me recusou speramente, respondeu Francesco.
He que hontem eu tinha urna pessoa com quem
julgava poder contar ; he que nao quera -que tu parti-
Ihasses os perigos de urna empreza em que o teu soc-
corro me era intil. Alas o tempo passa-se, c Miguel
Santis nao appurece ; talvez que o cobarde tenha lido
indo. Acompaiiha-iiic, Francesco, e eu te juro que o
duque de Guise nao escapar s diadas que lhe vou ar-
mar, como cscapou ao veneno que tu devias deilar-lhe
uo comer.
tifio, disse Francesco assentando-se a um canto, eu
nao quero que u duque morra ; antes quero, accrescen-
tou elle olliundo para Anita, dcixa-lo viver, para que
elle despreze a louca nainorada, a quem nao conhece
nem quer conheccr; porque foi assim que elle me fal-
loude ti: ouves tu, Anua?
a resneilo das principaes solemnidades da igreja,
vidas dos santos mais Ilustres, historias edifican-
tes, passagens escolhidas dos mais clebres es-
criptoresantigos emodaraos, relativas s verdades
da religiflo, etc. etc.
Sendo a sua loitura g era I monte til spcssasde
lodosos estados, mui parleularmente o ha aos ec-
clesiaslicosque, n8o ledBPTacilidado de consultar
obras de maior porte, nelle encontranlo ntorossan-
tes artigos sobre pontos que nonhum ecclesiaslico
deve ignorar.
Subscreve-se para este 3. volume, pela quantia
de mil ris por trimestre, na livraria da ra da Cruz
do Rocifo, n. 56, ondo lambemse vondem os volu-
mes l.0e2.*
AS SETE CORDAS DA LYRA.
A quinta lirracSo acha-se venda nos lugares do
costume. Em Santo-Antonio, livraria da praca da
Independencia; no Recita, loj do Sr. CarJozo Ay-
res; na Ba-Vista, loja do Sr. J. E. Chardon.
Publicacao jurdica.
Acha-se sb o prlo o 2. volume do Direilo ci-
vil lusitano, por Mello Freir, augmentado com notas
dos mclhores praxstas o icios, e legislac&o brasi-
leira, at o presente publicada. Subscreve-se para
este volume na praga da Independencia, livraria, ns.
6 e 8, onde se iro entregando aos Srs. acadmicos
as folhas quo se frem publicando.
THEATRO PUBLICO.
CATHARI.W IIOWARD.
DKUUTE Di SKMIORi EMILIA MiTILDB ViLENCi.
Qninta-teira, 16 demarco,
se representar a iao estimada peca
IIENRIQUE VIH DE INGLATERRA,
ou
- CiTBARINA IIOWARD,
na qual a beneficiada tar a grande parto de Cstha-
rina.
A beneficiada espera obter nesta capital a mesma
protecco que cm outras deste imperio tem recebido
do rcspeitavel publico.
A mesma declara ao respeitavel publico, que
os bilhetos para seu beneficio acha-se a venda em
si'u poder, na casa do emprexario, junto ao tlieatro,
at a vespera do beneficio, pois no da, noite, nao
se vndenlo na casiulia como se costuma.
SociedadeApolU.
nea.
Conviila-se aos Srs. socios pora aprosentarem
as propostns para convidados i'partiJa da pri.
avisos iiiautiiiios.
Para Cibraltar sahir por todo este mez a polaca
sarda Ernestina: quem quizer ir de passagom, diri-
ja-se ao consignatario na ra da Cruz, n, 5.
Seguir, em poucos dias, para o Rio-Grande e
Porto-Alegre o brigue I**, captflo Antonio Rodri-
gues Gama ; o qual pode receber alguns escravos a
note: quem-pretender pode enlenier-se com os
consignatarios, Amorim IrmSos, na ra da Cadeia,
n. *5.
Leudes.
Scliafheillin & Toblerfarflo leilflo, por inter-
vensSo do corretor Oliveira de grande e variado
sortimento de fazendas de seda lila e de algod.to,
todas proprias da estae.no : hoje, 13 do corrente,
as 10 horas da manhSa no seu armazem da ra da
Cruz.
Kalkmann ct.Rosenmiind faro le Lio, por in-
tarvonclio do corretor Oliveira, de um cxccllcnte
sortimento de fazendas proprias para a Qnarcsma,
e quo muito agradario u seus freguezes, uo s pe-
la ptima qualidade dellas, como pelo preco : ter-
ca-fera 14 do corrente, as 10horas da manh3a ,
no seu armazem da ra da Cruz.
Avisos diversos.
O LIDADOR N. 266
acha-se a venda.
O TRIBUNO N. 91
est a venda na praca da Independencia ns. 6 e 8, Terco
n, A, e no Recife, iravessa do Vigario, n. 1.
Nesta typographia deseja-so fallar aoSr. Joa-
quim Geraldo de tal.
A pessoa que quer fallar com Antonio Jos Pin-
to Guimares dirija-se a praca da Independencia,
11. 12.
Precisa-se de um cozinheiro a bordo do pata-
cho Clemcntina: quem estver neslas circumstancias
dirija-si' ao capito a bordo, ou ao consignatario
Jos Alfonso Moreira, na ra do Apollo.
I'.sl.i boni ; nao importa! replicou esta n'um tom
bem sereno, antes quero o seu desdm que o teu amor.
O'meu Dos/exclamou Francesco com um grito
desesperado, que hei de eu fazer ? qne hei de cu fazer ?
Como! eu lhe dei a minlia vida, offereci Ibe o meu
sangue, trago-lhc a formoiura, ao mesmo tempo
que o duque de Guise a repelle e a despreza, e ella nao
tem nem urna palavra de ternura para mim, nem nina
maldicao para elle Oh! Vine, tem rasao. mestre Car-
inle, nao ba remedio senao matar semclhante hoincm.
Oiga-me em que posso ajuda-lo, porque estou ao seu
dispar.
Francesco I exclamou Anita toda anclas, Frances-
co, nao des um passo fra desta casa ; nao sei ae Ueos
arrancar ao meu peito esta palxo.insensata que o do-
mina ; nao sei se o chime e o tempo appagaro a cliain-
ma que o devora ; nao sei se aluda odiare a Guise, e se
nao vira um dia eui que cu te seja grata por tanto amor ;
em que eu me nao mostr altiva pela belle/.a que toruci
a adquirir senao por amor de ti s; mas o que te posso
all uar, e jurar diante de Dos, Francesco, he que eu
nunca amarci o cobarde a quem seu nobre inimlgo dei-
xou a vida, c que ora se aproveita da generosidade da -
quelle que tinha direito de mata lo para tentar nova
traicao contra elle.
Francesco parou, mas nao teve frca para responder
nem a Anita nem aCarnlole ; foi sentar-se a um canto,
e poz-se a chorar, dizendo por entre solucos :
O' meu Dos, meu Dos < tendepledade de niiin.
Oh exclamou Scoppa bateado com o p no chao,
furioso, onde est esse iniseravel Santis ?.'
A porta abrlo-se com cstroudo, e aquelle cujo nnme
Carniole acabava de pronunciar se precipitou sbito na
sala, paludo, e laucando cm torno de si olhos espavo-
ridos.
Nao me inataram, disse elle, depois que fechou a
porta sobre si.
Quem? perguntou Scoppa.
moiro de abril, no dia 15 do corrento, pelas 5 ho-
ras da tarde.
Qualquer pessoa que, sendo estabelecida, quei.1
ra lera sua cscripturacAo cm dia e com perfeica0" I
porm, quo essa 11S0 exija de .urna pessoa assidus' I
poderA dirigir-se a ra to Rangel, n. 9, o al acli.ll
r quem se encarregue de fazer em cortos e detall
minados dias a escrpturaQfio que lhe for marcada I
assogurando-se boa lettra e commoddado no ajusJ
to. Outro sim tambem na mesma casa ha quem &
encarregue de por em limpo qualquer qualidadoe]
' escripturaefio atrazada.
GRANDE COSMORAMA .'
Communica-seao respeitavel publico quodoilijj
20 em diante, principiar no salflo do Collegio (ou-
Ir'ora casa da Natalense) a oxposirjffo deumgrudo|
cosmorama com tres gneros de vidros: cosmorj.
mu, neorama e dirama. N3o he possivcl descraver 1
magnificencia das encantadoras vistas que se hilo <|e
a presentar, nom lito pouco o prazer que se gozaao
observar a mancira allusiva por que so representa-
dos osobjectos, a ponto de llgurarom originalmenle.
Ser para desejar que os observadores vejamaqu eni I
seis semanas (tempoquo hade durar a exposicin
ns grandes o princpaes cdades do mundo : c assim I
sohwbltema fallar dellas com todo ocenhecimenlo'
e criterio, como se tivessem feito uina viagentcm
todo o globo. O expositor espera que o judictoso
publico acolha dovidament um objetto que na
realidadecorresponder ao programma.
O abaixo assignado muito admirado ficou quan-
do rece be u umacitaeflo no dia 10 do corrate, pj.
ra comparecer nodia l* sala das audiencias, ilim
de verjurar testemunhas em um processo que s
diz vai ser instruido contra alguns cidadCos, qus 1101
dia S de fevereiro assistiram ao jury do Sr. Antonio I
Borges da Fonseca, t o momento em que fram I
lancados para fra pona de baionetas.das chami-l
das galeras, para nHo testemunhsrem os trabalhoi
do tribunal, por motivo de falta de respeilo, fao-
bedicncia, ou oque he, ao juiz do direito presiden-
te do jury: e nomo o abaixo assignado soaclia nesta I
cidado desde Janeiro de 1836, e nflo tenha t esta da-1
la faltado o respeilo aalguem, que se faz por sua
conducta digno de ser respeitado, er que ha enga-1
no, engao que talvez so repita: para, portanto, ev-1
ta-lo, declara que ha nesta praca um outro cidadilo
desobrenomeCaj, morador na ra do Rangel, a,
qual he inspector do quarteirSo, e que, pois, n5o
confundam os actos de um com outro Caj : assegu-
rando o abaixo assignado que, tendo multa consci-
enca de si, est prompto a responder por lodoi os
seus actos onde quer que seja.
Manoel do Amparo Caj.
O abaixo assignado faz publico, que no dia 11
do correle, pelas 8 horas do dia, lhe appareccuem
sua casa urna preta criouja de nome Mariana, pedin-
do que a comprasso, e dizendo ser escrava do Sr,
Muniz, morador no Itozarinho ; por isso, o mesmo
roga ao Sr. Muniz, apparega em sua casa, no sobrada
do trapiche do'Ramos, para tomar conta delta, ou
quem fr seusenhor; certo de quo o abaixo assignado
nao se responsablisa por morte ou fuga da mesma
oscrava.
J0B0 Evangelista da Costa 0 Silva.
Jos Uguccioni, subdito romano, retira-se para
fra do imperio com sua senhora e dous (Ilhos.
Precisa-sealugar um prelo IraMIador de raas-
seira: quem tiver dirija-se s Cinco-Ponas, n .
Para as pessoas que tencio
iiain seguir viagem.
Na ra do Rangel, n. 9, continuam-se a tirar pas-
saportes para dentro e fra do imperio, despacham-
se escravos e correm-so folhas ludo com brevida-
de e por preco muito e muito commodo, do que
jase tem dado exuberante prova no decurso deoito
annos.
Por detrs do thealro coclieira d Jo.lo da Cu-
nta Res, alugam-se muito bons cavallose bem gor-
dos proprios para passeio e tambem ptimos
quartos para viagem. Na mesma coclieira vendem-
so compram-se o trocam-se cavados de todas a>
Jualidiules: tambem se recebem para se tratarem
a melhor forma possivel, e cura-se qualquer mo-
ostia que os mesmos tenhum.
Precisa-so de urna ama de leite forra, que seja
de boa conducta, para tomar conta de urna crianexj,, |
quem estver nestas circumstancias annuncie.
Anda ha a sublime banha franceza para con-
servar o cabello, pela sua frescura e boni aroma.
em potes do duas libras, pelo diminuto prego de
1,600 rs.: vende-so na ra larga do Rozarlo, n. 24.
Precisa-so de dous ofllcaes do marceueiro o de
dousaprendizes : na ra da Cadeia de S.-Antonio,
n. 18.
Os criados de Guise, respondeu Santis. i Correram
atrs de mim, aiorragando-mc com as crrelas dos ca-
vallos, desde o palacio at praca do Carino.
Etu te admiras de que riles te nao tenham mata-
do 1 perguntou Carniole ; nao esls tu costumado a le-
var pao como um burro, e a apanhar com um chicote
como um cae ?
Nao, respondeu Santis todo espantado; ou riles e
esqueceram da ordem do duque, 011 enlo eu fugi mul-
to depressa ; mas, quando elle me cxpulsou do palacio,
o seu nlli.u- era terrivcl ; e ordenra-lhcs que me iua-
lasseni ; estou bem certo que elle me nao perdoou.
Guise te expulsou do seu palacio i1 perguntou Car-
niole.
Expulsou, respondeu Santis, que parcela j exhaus-
to de frcas.
K tu diz.es que elle te nao perdoou ? que tinha elle
que te perdoar ?
Guise sabe de tudo, respondeu Santis cun uina ro
medonha.
Que qneres tu dizer ?
Quero dizer,respondeu Santis, que elle sabe que
Genuino, Peppe-Palombo v. Gcnnaro quizerain rnde-
lo a Medina.
evras! disse Scoppa, e sabes tu quem serla que
o adveitio da conspiraco desses tres Ilustres socios !
Sei eu, respondeu Anita.
Guise anda sabe mais, proseguio Santis odiando
em torno de si, (como se Uvera nedo que a sua voz fs-
se ouvlda alin das paredes da sala cm que eslava); ka-
be que Borgia o quiz mandar envenenar ; sabe tambem
da embiscada que o esperava amanha no Mercado-
Novo, c qual he mister que renunciemos.
E que sabe elle mais? perguntou Scoppa.
Mala nada, respondeu Santis.
<-oiii etteito !.'! disse Carniole; c como soubeste
tu que o duque tinha sido (ao bem informado r
Santis contou o que ae passra na cela ; e Caraioi*


1
'" '
-Aluga-seo grande armazom do Forte-do-Mat-
tos, largo da Assembla, n. 7: a tratar na ra do
Vicario, ns. 5 e 7 priiiieiro andar.
.- Manoel Vieira da Cunha. morador no engonho
Macaco, da freguezia de Ipojuca declara que ha-
l/enilo outro de igual nome, chamar-se-ha de hoje
fiMii diante Manoel Vioira da Cunha e Moli.
Quem precisar deum hotnemque sabe todo o
servico de padaria, dirija-so a ra larga do Rozario,
ii. 19-
Aluga-.se urna prela para o servico interno de
una casa : quem a pretender dirija-se a Antonio
Jos (orneado Correio.
.. procisa-se larga do Rozario, padaria n. 18.
.. Quem precisar de una mulhor para ama de
uma casa de homem solteiro para lodo o servico ,
dirija-se a Boa-Vista junto ao armazem de sal,
tima pessoa habilitada para despachar navios,
ie ofTerece para caixeiro de alguma casa do com-
mercio: qncm de seu prestimo se quizer utilisar
innunci. "*
_ Precisa-se de um homem que tenha pralica de
padaria para fra da praca : na ra da Senzalla-Ve-
lia, n. 100.
Pergunta-se ao Sr. distribuidor das capas da ir-
mamlado do Espirito Santo, se as mesmag se distri-
buem com seleccflo ; porque tendo alguns irmos,
i com antecedencia pedido capas para acompanha-
rem a procissfto de Cinza, esUs Ihes n:1o forain en-
tregues c tivoram o desgosto de vercm umitas pes-
soa) acompanhando de capa sem seren irmSas : esta
pergunta faz
Um irmo aggravado.
Pergunta-se aoencarregadosda liquidacSo da
jeitincta sociodade Amizade-nos-Une, qual o moti-
vo por que nilo tem concluido semelhanto liquida-
cSo : com a resposta voltar outra vez
O tocio que te julga Usado.
Srs. Redactores.Em virtude do annuncio feito
pormcufllho Joito Florentino Cavalcanti de Albu-
querque, cumpre-me, a mim abaixo assignada, fa-
zer ver ao respeitavel publico, que ha 21 anuos que
fallcceu meu marido, fiz em amigavel composico
I partilhas com dito meu filho, do que Iho caba da
parte do seu pai, e sendo o dito convocado por mim
Lira que om primeiro lugar pagassemos as dividas
I Jo seu pai para entflo partirmos, nilo quiz annuir ;
emlim, eu do minlia parte as paguci todas, e no de-
fcurso dos anuos cima ditos, leiiho-mo conduzido,
como be publico, com boa reputac.no. e at tido aug-
I ment em meus bens, sem que para isso n\cu iilho
llcnha coadjuvado, costando em meu juizo perfoito
I mo posso tolerar o dizer meu li I to que desde ja
[protesta contra qualquer contrato que sobre minhn
[firma haja de apparecer, inda que se ja com data
I antecedente ao seu aviso : o como o nilo considere
I meu tutor, faco ver ao respeitavel publico o cima
exposto, assim como o ter cu remetlido a Manoel
Ifias de Toledo alguns papis em branco por mim
llirmndos, o isto por pura simplicidade, o qno res-
pondo que o.fiz por reconbecer na pessoa do dito
iuteira capacidade, ser casado com uma niinha nct-
ta, e ter morado commigo seis a unos, sendo o agen-
te de meus negocios, e no decurso do todo csse lem-
po ter-me dado perfeita conta t do menor real, o
mais que os papis que Ihe remetti fc-ram tres para
I o fim de me vender tres escravos, e como s ven-
lilcsseum, me remetleu o dito Manoel Dias osdous,
Une se acliam em meupoder ; assim como osdous
[escravos. 10 para quo consto ao respeitavel publico,
I faco ver a realidad Canzanza, 9 de marco do 1848.
Clara Cavalcanti de Albuquerque.
LOTERA
Do Hospital Pedro II.
Agencia depassaporlcs.
Na ra do Collegio, n. 10, c no Aterro-da-Boa-
I Vista, o. 48, continuam-sc a tirar passaportes tan-
no para dentro, como para fra do imperio; assim
|comodespacham so escravos: tudocom brevidade.
Manoel Jos Barboza Braga avisa a todos os
[uscredores que, no prazo de 8 dias Iho apre-
Isenlem todas as suas contas para serom immediata-
Irnenle pagas ; na certesa do quo, depois dcste prazo,
Iniloannuir qualquer reclamacao quo se Ihe faga,
[por julgar nada dever.
Precisa-se fallar com o Sr. Juli.lo Maria Freir
la negocio quo nlo ignora, na praca da Independen-
Icia, n. 17. Na mesma loja compra-se uma espada do
|ferro, porm de roca, e estando em bom estado.
O abaixo assignado declara que se nao respon-
lubilisa por debito algum que cscravo bou contraa
I om nome do abaixo assignado.
Antonio Annet Jacome Pires Jnior.
Na ra do Trapicho, n. 16 deseja-so saber
| quem he correspondente, nesta praca, do Sr. Jos
' nilo Travasso de Arruda, da provincia da Para-
laba.
Aluga-so a casa do tres andares, n 5, da ra do
Vigario, propria para qualquer senhor cstrangeiro:
a tratar na mesma, ou na inmediata, n. 7, 1. an-
dar.
Antonio Soares Ferreira dos Santos retira-se
i para fra da provincia a tratar de scus negocios.
Continuam-se a vender os bilhetes da terceira 5."
parte da 1.a lotera do novo hospital, nos lugares
do costume, o o respectivo thesoureiro previne aos
senhores que indgitaram nmeros para nilo serem
vendidos, que hujam de ir busca-Ios' quanto tn-
tes, pois que os meios bilhetes j se acham em pe-
quea qoanlidade. Omesmo thesoureiro, vista do
bom acolhimento que (oralmente tem merecido a
actual, lotera, faz scienleao respeitavel publico que
tem marcado odia 8 de abril prximo vindouro pa-
ra a sua oxtraccTo.
Os proprietarios do sitio do lugar da Boa-Via-
gem, situado em trras propras, com tres moradas
de casas, coqueir'os oarvoresde fructo, que o hon-
veram por titulo de doac.no, celebrado por escrip-
tura publica na nota do tabellilto Guilhermo Patri-
cio Bezerra Cavalcante, e confirmada por accordam
da relacHo desta provincia,'escrivifo Joaquim Jos
l'orrera deCarvalho, na lido queascu favor alcan-
oii o negociante Manoel Ferreira Hamos, preten-
loin vender o dito sitio, e quem o quizer comprar
ou arrendar annualmente annuncie a sua moradia,
para so Iho apresentarem os competentes ttulos, e
tratar-so sobre o prego da venda, ou renda referida :
pois neste sitio nuda possue o mendigo e enfermo
Francisco Jos dos Prazcres Camboiin, como da-
quclla escriptura eldese collige ; sendo a vista do
expendido irrisorio o subterfrugioso annuncio que
indiscretamente mandn publicar aquello Camboim,
sem refluclir, nem agradecer o terein-no ditos pro-
prietarios por commisorac&o em um dos quartos das
casas do sitio de que se trata.
Aluga-so um segundo andar, na ra da Sonzal-
la-Nova comcommodos para familia por prego
minio mdico: na praca da Independencia, li-
vraria.ns. 6 o 8.
Quem annunciou querer comprar uma venda,
dirija-se a ra do Senzalla-Nova, n. 4, ou annuncie u
sua morada.
Os bens da heranca jacente do padre Jos Co-
mes Flores vilo a praca, para serem arrematados, por
oxecugilo de Bernardo llenriques contra o curador
uomcado'a mesma heranca, o a dita arrematadlo tem
de ser feita no lugar, ou na ra do Amorm, na mes-
ma casa onde morou o dito padre Flores e a ella
tem de presidir o Sr. doulor juiz de orphSos e au-
sentes Itegucira Costa ; e isto nos dias de audien-
cia, que silo as segundas o quintas-fniras e a pri-
meiro praca no dia 13do curenle. Quem quizer lan-
zar pode comparecer.
~ Descja-se fallar ao Sr. Antonio Jos Pinto, que
tevo loja de livros no pateo do Collegio o como se
ignora a sua moradia pede-se ao inesmo Sr. quo
baja do declarar por esta folha.ou por outra qual-
quer, a casa de sua residencia, para ser procurada.
-- iuga-se um sobrado com commodos para fa-
milia sito na ra da Piedade, no Forte-do-Mattos :
a tratar na ra da Cruz, n. 61.
Arrcnda-so urna olariu nos Remedios, com bar-
ro para toda a qualida'dc de obra grande terreno
que sustenta 10 vaccas annualmente tambem or-
renda-se metido do sitio que fot do finado Cunha
Machado com duas casase uma olaria com barro ,
e duas canoas abortas para condcelo do mesmo
barro : a tratar na ra da Cadeia de S.-Antonio, ar-
mazem n. 17.
Iia-se dinheiro a premio com penhores : na ra
do Rangel, n. 10. Na mesma ca9a vendom-s obras
de ouro.
Urna senhora que vai para Europa precisa de
uma criada branca, ou mesmo parda, para ir em
sua companhia e tratar de meninos: quem esli-
ver nestas circunstancias dirija-so a esta lypogra-
phia,que se dir quem precisa.
~ Aluga-so uma cscrava parda, de 2i annos, com
muito e superior leite para criar : na ra do Cres-
po, n. 12.
O abaixo assignado roga ao Sr. A. V. P. B.
A. V. o favor do su dirigir ruado Arago, n. 38,
afim de se ultimar o negocio que nilo ignora: ose
este curto annuncio produzir o effeilo ilesejado, niio
se ver o abaixo assignado obrigado n publicar ou-
tro mais extenso, pois nilo pude ter mais condescen-
dencia.
Custodio Jote da Silva.
t Antonio Jos Raymundo Chaves. Portuguez ,
relira-se para fra da provincia.
- Perdeu-se, na tarde do dia 7 do corrente, da
ra da Madre-de-eos at a travessa do mesmo no-
me um annel do ourocom uma tranca de cabel-
lo no mcio, o as letras seguintes todas juntas ,
J. D. F. L., e pela parte de dentro com as seguintes
T. M. O. : quemoachou e quizer restituir, dirja-
se a ra da Cadeia do Rccfe loja n. 55, de Luiz de
oiivcia Lima que recompensar.
-- Jos Concalves da Fonte vai a Portugal tratar de
sua sade.
Compras.
-- Compra-se urna rotula para porta embora pre-
cise de algum concert : na praca da Independen-
cia, loja de encadernador, n. 12.
-- Compra-se uma preta de 40 annos, boa cozi-
aheira sem vicios nem achaques: na ra da Sen-
zella-V'elha, n. 110, das 9 horas as 3 da tarde.
Compra-se ouro, mesmoem obras quebradas :
na ra do Rangol, n. 10, primeiro andar.
Compram-se, efectivamente botijas c garra-
fas vasias : na ra do S.-Rila, restilac.no n. 85 e na
venda atrs da matriz da Boa-Vista n. 2, que fica
na esquina da praca.
-- Compra-so uma venda com poucos fundos, quo
tenha alguma freguezia tanto para a trra como
para o mallo e que seja em ru publica : quem ti-
ver annuncie.
Compram-se, para um eucommenda, dous mo-
loques e duas negrinhasde 12 a 14 annos : no pateo
la matriz deS.-Autonio, sobrado n. 4.
Compram-se, efectivamente, tocias
asqualidades de garrafas e botijas vasias .*
no Aterro-da-Boa-Vista, fabrica de li-
cores n. 17.
-- Compram-so duas cabras[ bicho] quo deem
bastante leite : nesta typographia, se dir quem
compra.
Compra-so um prelo bom carniceiro : na ra
larga do Rozario, ao p dos quarteis ns. 6 e 8. Na
mesma casa d-se dinheiro a juros sobre penhores
de ouro.
Vendas.
0 abaixo assignado roga as pessoas que Ihe es-
tilo devendo bajam do ir pagar 110 prazo do 15
dias contados da dala doste ; (cundo certos aquel-
los que o nilo lizerem, que scus nomes scrlo publi-
cados por eslo Diario. Recife, 9 do margo do 1848.
lodo da Cunha Iteis.
-- Existe tima pessoa que lem livres as tardes, e
que pode empregar-seem qualquer servico depois
oas duas horas at a noitc : quem de seu prestimo
Se quizer utilissr annuncie.
; Quem tiver uma sala, ou um pequeo andar, que
queiraalugar por prego commodo, em quaesquer
das seguintes ras, Cadeia e Cruz, no Recife, Quei-
mado, Crespo, Collegio, Cadeia e Rozario, em S.-
Antonio, dirija-se a ra da Cadeia-Volha, botica n.
3, ou annuncie.
tpraeat;
que o eseulra ondoso replicn com um interesse in-
crivrj:
E rile.nao le falln do que se tinha conveucionado
entre nos cm casa do ca dial Fllomarinf ?
Nao, responden Santis, nlsso nao fallou elle.
4 Anda bein! entilo nimia nos resta essa esperanza,
cortinuou Carniolc. Segue-mc, Santis, vamos por em
execufo o noiso projecto ; e este, nao haver duvida
1 que Ir ao fin.
Nao comes commigo, replicou Santis, nao seise Gui-
te est instruido dos uossos designios, mas acredlla-me,
nao procuremos lutar com scmelln.nlc homem ; nao sei
que espirito celeste ou infernal o protege, mas elle v
ludo o que se passa na noite, e ouve o que se diz na so-
lidan ; saher o nossu projecto antes que tenhamos sa-
bido daqui para oexecutarmos.
Qual, historia disse Carniole ; nem sempre have-
' "> inulheres insensatas para o proteger; c, se tu o nao
disseste a ningueui, posso afiancar-le o silencio de F-
loinai ni e o meu. Scguc-me.
Nao posso, responden Santis com tuna voi quasi
eitincta ; nos nao taremos nada, estou bein certo disso ;
e sabes que mais ? a generosidade ennsa-sc, a paciencia
esgota-se ; c cite nao me perdoar terceira vez.
Alttm disso, accrescentou Aulla com alegra, liouve
anda urna mulher insensata que advertio a Guise das
suas conspi races.
A inda! cxclamou Scoppa estupefacto.
He vrrdade, disse Anita ; a carta que Vine, rece-
Ibeu de Olyinpia e que entregon n sua tilha Casta, dUia
'Guise os perlgos de que Vine, o ameacava.
E oude est cssa carta ?.....perguntou Scoppa fu-
| tioso.
Foi entregue a Hcnrique de Lorcna, respundeu
I Aoiu.
Por quem ? cxclamou Scoppa tirando dopunhal.
i'ioiinc I'ionne fe poz a bradar Scoppa, rugindo
E como, se nesta no'ue singular, todos aqucllcs par
quem elle chamara tivesscm de responder sua voz,
apparcccu o Pinnne iiimcdiatameulc, c foi perguutan-
do com voz grave :
Porque me chamas tu assim, Carniole Scoppa >
Chamo-te, respondeu o bandido, para le punir de
haveres servido s denuncias dessas miscraveis rapari-
gas ; chamo-te para te perguniar que iizeslc da caria
Jcssa infame Olyinpia, que, no momento em que ru Ihe
poupava d vida, entregara a ininha cabera a lieiiriquc
de l.orena.
Essa carta, disse o i'ionne cm tom mui fri, est
aqu, Carniole.
Tu no a entregaste ao duque?
Nao.
Ignora elle o que ella conten?
-- Ignora.
V. coinludo, ella fui aberta .'
Fuieu que a 11.
I'.nto tu sabes os nossosprojeclos?
Sei.
Vleste sem duvida aqui para os frustrar.
VI111 aqui para tcajudara cxccuta-los.
Tu disse Lamile, olhando o I'ionne com a mais
pronunciada suspeita.
Tu! cxclamaram as raparigas com um grito dees-
panto e adiniracao.
Eu.proscguio Scipiao, que maia que neuniim de
vos tenho direilo de me vingar delle.
E nao t tu, perguntou Scoppa, o seu fiel capilao
doslfliuroni? Nao le estima elle mais que a todos os
scus fidalgos cque aos mais poderosos cheles de ap-
les? Tesicmun!:astc-lhe tu algum desejo que elle te
nao atisliiessc?
Pergunta a Casta, respondeu o Pionne com esse
= Vendc-se um linda preta, de boa conducta, de 20
aunns, que cozlnha, rngoinma, cose che propria para
todo o servico : na ra eslreila do Rozario, n. 31, pri-
meiro andar.
Ven de-se urna corrogu de conduzir pipas ,
prompta de um ludoe novo, o um carro de cainei-
rocom o dito, 011 sem elle: na Ba-Visla ruado
Pires, n. 3.
Vende-so uma venda com poucos fundos: na
ra da Praia, n. 42: quem a pretender dirija-se a
mesma.
Vendem-se hervilhas novas o boas, propria*) pa-
ra Ramear na ra da Praia, n. 22
Vendc-se feijiio branco por pre^o commodo :
na ra do Apollo, 11.15.
Pannos para lenges.
Vende-se superior bretanha do Irlanda, do puro
linho, com duas varas o meiade largura fazenda
de milita utilidade para lences a 3,000 rs. a vara ;
zuarte azul de vara de largura, a 240 rs. o covado;
cainbi aias lisas a 640, 800 e 1,000 rs. a vara ; len-
cos ir seda dos mais modernos e muito finos do
nielhor gosto a 2,500 rs. ; rolos de bretanha a
1,800 c 2,000 rs. ; dita de linho muito fina a 720
0 800 rs. ; cassa para bailados, a 2,600 o 2,800 rs. a
pe; a ; chales de lila,'grandes c de mu tu bom gusto ,
a 2,000 o 2,500 rs. j riscudos trancados, do muito
boa qualidado para escravos,'por serem escurse
de multa duraco a 200 o 220 rs. o covado ; e oiir
tras militas fazendas por prego muito commodo : na
ruu do Collegio, loja nova da estrella, n,l.
Vende-se um preto sem vicios, e que lio mui-
to fiel, por proco commodo : na ra das Saudades ,
confronte a ra do Hospicio, a primeira casa que
tem mirante
DgPBECIACAO.
Antonio Luiz ilos Santos &C, na sua loja de fa-
zendas, na ra do Crespo, 11. II, vendum cassas pin-
tadas 11 200 rs. o covado; chitas do 160 a 200 rs.; ma-
dapolcs do 161) 1 200 rs. a vara; fazendas de gosto
do muitus qualidades, c outras proprias para a qua-
resma, como sarjas lisas o lavradas; cortes ricos de
setim preto lavrado; ditos do cores; meias prctasc
brancas, patentes inglezos; chales de (lo preto; bi-
cos pretos; chales e mantas de seda : ludo por menos
do seu valor.
Vefide-seuma pequea casa na ra de S.-Jos ,
n. 10, em chilos proprios : a tratar na ra de S.-Rita,
n. 18.
Vende-se superior panno do algodilo da trra ,
muito largo ecncorpado : na ra do Crespo, n. 23.
Vendem-se pecas de chitas pardas, limgis, o
muito fortes, a 5,000 rs., e sete vintens a retalho ;
ditas cor de rosa, muito bonitas e do tintas |flxas a
5,500 rs. e a 160 rs. a retalho ; sarja prota limpa ,
a 1,280 rs. : na ra ostreita do Rozario, n. 10, ter-
ceiro andar.
Vendem-se, por conta o risco de seu dono,
afiunenndo-se ser ouro do lei, as obras novas se-
guinles: 1 cordo com 24 oitavas, um trancelim
com2S oitavas e moia, uma corrente lindissima com
35 oitavas o moia um cordilo com 5 oitavas, um
annello com 3 oitavas, um par de brincos de Ola-
grana com duas oitavas um laco com brincos do
pedras com 5 oitavas, dous encastares de corss,
um passador de trancelim com dous ricos brilhan-
tes, uma bandeja de prata moderna com 177 oita-
vas ; na ra larga do Rozario, ao p dos quarteis ,
ns. 6e8.
Vcndem-se, na loja do miudezas da ra do Li-
vramento, ao p do nicho, luvas de pellica (loas,
para homem, a 1,000 rs ; ditas para senhora; di-
tas de seda com palmas; ditas de pellica enfeitadas;
ditas de seda de coros, para senhora e meninas;
eaixas de tartaruga linas ; cortes do colletos de gor-
gurilo ; bengalas de castoes finos ; couro do lustro;
murroquim de todas as coros : ludo por preco com-
modo.
Vcndem-se di-
versos escravos che-
gados prximamen-
te do Cear, entre
os quaes uma ne-
gra perfeita engom-
madeira, e um mu-
lato proprio para
pagem,de mui linda
figura eque heoffi-
cial de alfaiate. iva
ruado Crespo, loja
11.A se dir quem
vende.
Para pagens.
Vendem-se chapeos nvernizados, gal a o de ouro
e prata na ra do Queimado loja de cirgueiro ,
n. 10.
MENEZES. W
Praclt ild Independencia, n. 17, S
m
I.OJA III" SIRGUEIRO. ,/a^
9
1
m
Ycndem-sc uniformes para todas (3)
as patentes tanto para guarda |jft
nacional como para primeira li- ^
nlia, e chapeos envernizados e de _
sed 1 para pagem, galo de ouro -)
e pratn, espadas prateadas de ro- (g|)
ca e sem ella, e outros mais ob- ig)
SC jectos pertencentes a mesma ar- m.
f te: ludo por preco mais comino- ,
do possivel.
i
Vendem-se as melhores poslilhas que oxistem
para o primeiro anno da academia jurdica de < Jl i ti
da, por mdico preco: na ra da Madre-de-Deos ,
11. 36.
m
- Pelo Pionne, reipondeu Casta, a quem eu propria tom impasslve 1 e lento que lornava algum tauto solcni-
entreguel. nes as auas palavras; pergunta a Caita qual he o hoiuein
a entreguei
que ella recebeu esta noite na sua cmara? qualheo
liomeiii por amor de quem o avA a amaldicoou c expul-
aou de casa?
Kntao foi Guise? exclamoii vivamente Scoppa.
I'oi, respondeu o Panino; agora no tens mais ne-
cessidade de me perguntar porque me quero vingar de
Guise.
A i ma lirin .' In.idnii Scoppa; este, pelo menos,
nao se deixar engaar pelas falsas appai encas de ge-
nerosidade de tilo insolente Frailee/.. Vamos, parta-
mos.......
Einquanto eiles assim fallavam, Casta se levantava
devagarinho, e, andando ao redor da sala, se foi por fnn
encastar junto porta da ra.
Kntao tu esqueceste-te dapromcssa que me li/os-
le, Scipiao? Ihe disse ella encaraudo-o defronte.
Nao me esqueci de nada do que te prometti, res-
pondeu o Pionne.
Tu me tinhas promettido entregar esa carta ao
duque.
K eu entreguei-a ao duque.
lailn elle leu-a, sem duvida.
Niio; porque cu turnci-lli'a a pedir, como recom-
pensa de um servico que su eu Ihe poda prestar, e elle
reslitulo-m'a. Agora a carta me pertcnce Icalincntc.
Mas quando tu nos deiaste, cxclamou Casta deses-
perada, tiulias tidocompaixao das nossas lagrimas ; nao
tinlias jurado a perda dcHenrique de Lorena; parecas
mesmo disposto a proleg-lo contra os scus inimigos.
Quando eu as dcixei, respondeu o I'ionne com o
mesino socego imperlurbavel, disse-ihes que decidirla
do destino de Guise; e j decidi.
Oh' nao o mates, Scipiao 1 nao o mates! exclama-
rain juntas Anita e Casta, lancaudo-se dejocllios aos
|n do Pionne.
Para tras, para tras, desgranadas raparigas disse
Scoppa repellindo-as brutalmente;e para que nao di nal a dlrcccSo da porta d'Aversr.
cdbeva nein de uina nem de outra o tornaran a come, ar |
as suas visitas noclurnas e revelaeoes amorosas, pega
tu na Casta, Santis, c amarra-a aos ps deis cania,
einquanto eu vou amarrar a Anita em cima do sea
ieito.
Pi momento cm que Santis poi maos profanas em
Casta, o Pionne liiipallideccu, e pareceu prestes a lao-
car-se sobre o bandido; mas voltou-se framente, edei-
xou Santis executar as ordens de Carniole, einquanto es-
te amarrava Anita.
E agora, disse Carniole, tu lias de acorapcnhar-ine,
Santis, o tu tambem, Francesco; o mudo que o duque
inspira a um, eo reconbecimento que o outro sent pa-
ra com elle, poderlam leva-Ios a soltar estas duas rapa-
rigas, se he que vossls nao cedessein aos seus rogos e
nao rssem mesmo advertir o duque..... Nos nao deve-
nios perd-los de vista.
Francesco e Santis obedeceram. Assim que sabirain
da sala, Carniole fechou a porta com cuidado e inetteu
a chave na algibeira; depois I'oi o primeiro quedesceu.
Porque nao salinos nos pela porta da ra? per-
guntou Santis.
Porque pode succeder que os espides de Guise es-
tejam Id A espreita. A adega desta casa tem urna porta
escusa, que ninguem suspeita; sahiremos por li.
Aluda bem, disse Santis.
EJcoiitinuaram adesccr, e chegaram entrada de aax
estreito subterrneo.
Passa, disse Scoppa a Santis; anda, Francesco, e
tu tambem, Pionne.....
Os-dous primeiros entraram para o subterrneo roaa
no momento cm que Pionne os ia seguir, Scoppa se Ihe
arronuvMii ao liraco violento, einpuchoii-o a si, e fechou
a porta a duas voltas.
E agora que nao temos mais indiscretos a temer.....
vamos.
No mesmo iustante se pozeram a camlnho, e lomaran
(ConiMar-#-a.)


- Vender, ou arrenda-sc um grande sitio na ra
impennl ,com duas moradr.s de casas, urna para
grande familia, na frente da ra e outra mais pe-
quena dentro Jo rresmo sitio com bonsparreiraes
c minias fruteras de boas qualidades todas novas
e ja cando fruto com uu grande vivciro no lundo :
na ru ureita, n. 135, loja de cera onde se Tara
qual-.;ior oos negocios, per cea dono ter do retirar-
so por molestia.
Vende-se um terreno com 117 palmos de fren-
te e 89 ditos de fundo em estado de se edificar
por nSo precisar aterro em cujo terreno podem-se
fazer tres ptimas mei'agoas na ra do Pilar em
Fora-do-Portas, do lado da mar grande: nadita
ra, n. 1f, no pateo da igreja do Pilar, das 6 horas
da mandila as s.
JP^ Veridem-se chapeos de superior
^>% castor, brancos e pretos, por preco
muito barato : na ra do Crespo,n. la,
loja de Jos Joaquim da Silva Maya.
. Baealho!
Aos.Srs. de engenhos e casas
de familias.
Acaba de chegar para a Quarcsma urna porcSode
bacalbo de escama de qualidado muito superior
ao que t aqu tem chegado a este mercado, o
que he do 9,000 rs. o quintal mas tambbm por ser
da melhor cura podendo conservar-se urna barri-
ca aberta dous ou tres mezes sem humidecer, ou
deteriorar-se. Vende-se no armazem de Antonio A-
iles no caes da Alfundega n. 5, e em casa de J. J.
Tasso Jnior, na ra do Amorim n. 35.
lilho.
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes da
Alfandega, armazem de Antonio Atines.
IVovos riscados
EUOnstros.
Na loja confronte ao reo do S.-Antonio, n. 5,
chogou tim novo sortimento de riscados monslros,
decores fixas e lindos padrOcs com urna vara do
largura, pelo barato preco de 320 rs. cada um co-
vado.
H Attencao! JJ
Na nova fabrica do Atorro-da-Bba-Visla, confron-
to a calunga, vendem-so chapeos finos francezes;
ditos de castor branco fabricados em Lisboa ; ditos
sem pollo, brancos e pretos ; bem cifho bonetes de
panno fino, proprios para ofllciaes da armada. Na
mesma fabrica seconcertam chapeos de todas as
qualidades. A elles que o preco convida.
Vendo-so um sitio na Torre, com 600 palmos
de frente e 1,200 ditos do fundo pouco mais ou me-
nos na mar ge ni do Capibariho, com aiguns pos de
coqueiros ; alm dos palmos ditos ha urna grande
baixapara capim ou viveiros : na ra da Cadeia
de S;-Antonio, armazem n. 17,
Novo bramante,
de 11 palmos de largura.
Na loja da esquina que volta para a ra do Colle-
gio n. 5, vonde-se o novo bramante de puro linlio,
com 11 palmos do largura, pelo barato prego de
2,800 rs. a vara.
Vendem-se quarlinhasde todas as qualidades,
viudas pelo ultimo navio chegadoda Baflia; bemeomo
alguidares grandes de gomos proprios para lavar
meninos, por prego commdo: na ra Augusta ,
venda n- 1, se dir quem vende.
-- Vende-se a venda defronto da matriz da Boa-
Vista n. 88. As fiessoas que tecm estado em nego-
cio com ella, dirijam-sea mesma, quo se far qual-
quer trato que melhor Ibes cuuvenha ; bem co-
mo outra qualqucrpessoaquea quoira comprar.
Panno-Couro.
Vcudom-se superiores cortes do caigas da fazenda
panno-couro, par ser do duragio extraordinaria e
de padroes escuros proprios para o trafico pelo
diminuto prego de 1,600 rs. o corto : na ra do Col-
legio, Inja nova da estrella, n. 1.
azul o preto e 4,500 rs.; dito preto de superior qua-
lidade e j bem conhecido pela sua barateza.a 5,000,
5,500, 6,500 e 7,000 rs.; casimira preta limiste da
melhor qualidade, Iargusa de panno, muito fina a
11,000 e 12,000 rs. o corte de caiga : na rus do Col-
legio, loja nova da estrella, n. i.
Na ra do Trapiche, n. 17, con-
tina a haver deposito da verdadeira cal
virgem de Lisboa, chegada prximamen-
te ) ndvertindo-se nos compradores des-
te genero que o deposito he j muito pe-
queo, e que da nova nao ha mais em
parte alguma.
Vende-so urna porglto de enchameis o taboas;
duas portadas do caixiloos com vidros para alcova ;
urna grade para portlo; urna dita de almofadas e
vcrgallies, para oseada ; um par de ananazes de
chumbo para sacada : na ra da Concordia sobra-
do da esquina passando a pontezinha.
Cortes de a Id na.
A fazenda mais perfeita que tem appa-
recido sao os cortes de alcina, para ves-
tidos de senhora, nao s pelas delicadas
cores, como pelos lindos padi'Ses, por
nao desbotarem, e por serem do ultimo
gosto de Paris. Estes cortes vem pti-
mamente acondicionados, cada um em
sua capa, c sao feitos na principal fabrica
de Pars ; sendo de qualro qualidades dif-
ferentes, e aos precos de 3,aoo, 3,6oo,
3,8oo e 4)000 rs.: na loja nova de Ray-jcores, a soors.; le'n
mundo Carlos Leite, na ra do Queima- ^StA^
do, n. 11 A.
vendemse barris com superior
cal virgen^ chegada ltimamente
de Lisboa, a cinco mil reis cada
barril.
Vendom-se 5 lindos moloques de 16 a Pan-
nos sendo um delles carreiro; dous pretos de 25
anuos sendo um bom cozinheiro e outro ptimo
sapateiro ; dous pardos um proprio para todo o
servigo, e o outro bom carreiro, de 16 a 18 anuos;
urna mulatinha de 13 annos.com principios de ha-
bilidades ; 4 pretas de 20 a 25 anuos, entre as quaes
algumas com habilidades: na ra do Collegio, n.
3, segundo ""''r. dir* qom vende.
No Aterro-da~Boa-Vista loja
n. 7,
vendem-se sapa tos do couro Je lustro, para meni-
nas de 3 a 14 annos ; ditos de marroquun, para me-
ninos de 1 a 5 annos; bem como sapatos de lustro,
para senhora.
.- Vende-se um moleque de 12 a 14 annos, muito
esperto e sadio, proprio para aprender qualquer
oiiirin : no caes do Ramos, casa da osquin pintada
de encarnado, por cima da venda.
francez c portoguez ; Chefs d'ceuvro do Voltaire, 5
v.; l.icfies de eloquencia nacional, pelo padre me'S-
tre M.. do Sacramento Lopes Gama, 2 v., por bar-
to prego: tambem trocam-se quaesquor destas obras
por outras estando completos.
Vende-se um cavallo alazffo, bom earregador
na cocheira da ra da P|0'
proprio para viagcm
rentina.

Na loja de Magalhacs & Ir-
mo, na ra do Qiieimado ,
n. 46,
Casimiras finas e elsticas.
Vendem-se superiores casimiras finase elsticas,
a 1,000 rs. o covado ; cortes de ditas do cores, muito
finas, a 6,000 rs.; superiores casimiras prelas da
melhor qualidado, a 6 o 9,000 rs. o corle : na ra do
Collegio,loja nova n. 1.
- Vendc-se um diccionario do Moracs, em bom
estado: no pateo do Carmo, n. 5.
Los pretos,
a 3^440 rs. cada um.
Na loja n. 5, confronto ao arco de S.-Antonio ,
vendem-se los pretos, grandes, a 1,440 rs. cada um
Vendem-se ancorlas com cal virgem a mais
nova que existe no mercado, por prego mais com-
mdo do que em outra qualquer parte ; urna por-
c5o de posos de duas arrobas de ferro c algumas ser-
ras grandes para serrarem maireiras : na ra da
Aloda, armazem n. 17.
Vende-so oj engenho Timb distanto desta
praga 4 legoas corrento e uniente com agoa de
boa e regular produego com a safra de 2,500 p3es
pouco mais ou menos, ou sem ella. Este engenho
he de consideravel importancia nfios no presen-
to como no futuro, por conler mais de 4 legoas de
terreno cnberto de maltas virgens com capacidade
para se levantaron engenhos d'a,goa e de bestas : a
tratar no mesmo engenho, ou no sobrado ao lado da
cadeia, n.23.
Vcndem-se, na ra da Cadeia do Rccife arma-
zem do Bragucz, saccas com superior farinha de
mandioca ditas de arroz de vapor e da fabrica
viudas prximamente do Maranhfio, pelo brigua-es-
cuna Imito : ludo por mdico prego.
Nesta loja acha-se um completo sortimento do
obras feitas de todas as qualidades: bem (como
pannos finos prelos merino ricos corles de col-
lete de gorgorito bordados, por prego com modo.
Vende-se um alambique de cobre de carga de
3ocanadas.com serpentina de estanto : ludo em
bom estado por prego commodo : na ra de S,-Ri-
ta, n. 85.
- Vendem-se aeces da ex-
mela companhiade Pernambuco
e Paraliiba: no escriptorio de O-
liveira limaos & C, ra da Cruz,
n. 9.
Vendc-se, na ra da Cadeia do Rccife arma-
zem do Bragez, superior farclo de Lisboa, por m-
dico prego.
Vende-se colla de superior qualidade, das fa-
bricas do Ilio-Crandc-do-Sul: na ra da Moda ar-
mazem n. 7.
Vendem-se ancorlas de
diversos tamanhos, com vinho da
Vladeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade: no escriptorio de
Oliveira Irmos & C, na ra da
Cruz, n. 9.
vendom-se mantas de garca de seda, a 1,600 rs. ;
sarja preta a mais superior que apparece ; corles
do cambraia de seda a 11,000 rs. ; ditos de cam-
braia aberta a 5,000 rs.; corles de cohetes com
listras o palmas de seda a 4,000 rs.; ditos de sn-
tim preto de listras, a 4,500 rs. ; ditos de fustito de
loncos de seda, muito linos a 2/
de 14 quartas a 11,000 rs.;
000 rs. ; pegas do bretanha de
Franga, com 5 varas, a 3,500 rs.; chapeos do sol,
de seda a 6,000 rs., com basteas de ferro ; meri-
no muito lino, a 3,000 e 3,600 rs. ; lanzinhas de dif-
ferentes cores, para vestidos de senhora, a 360 rs.
o covado ; cambraia de coks a 640 rs. s vara ;
brim de algodfio para caifas, a *40 rs ; riscados
francezes, a 220 rs. ; brim branco trancado de li-
ului ,a i.iOe 1,400 rs. a vara; bicos; meias para
homcm, senhora, menino o menina ; eumsorti-
mento de fazendas que devem agradar aos freguezes,
em qualidade e prego. Frauqueam-se as amostras.
No Aterro-da-Boa-Vista, ioja
11. 78,
vendem-se sapatOcs de bezerro, para homem, a
1,280 rs. ; bahus para costura do 1,000 rs. a 2,560
rs. ; bonetes de velludo o panno, para meninos;
ditos de merino de muito boro gosto; ditos de
marroquim, para homem obra de muito bom
gosto, e dos quaes s resta urna pequea quanliuade.
VELAS DE CERA.
Venderse na ra da Ca-
deia do Recife, gm em
velas, de superior qualida-
de, fabricada em Lisboa e
no Rio~de-Janeiro em
caixas pequeas e sorti-
das ao gosto do compra-
dor : tambem se venden]
dragonas, por prego mais
barato do que em outra
qualquer parte.
im&
Vende-se o engenho CoticeigSo, prompto de
todo o necessario para o andamento, silo na povoo
de Beberibe com boas matlas, e terreno sullician-
te para canna e roga, por prego commodo : na pra-
ga da Boa-Vista, 11. 32, torce iro andar, a fallar com
Manoel Elias de Moura.
Escravos Fgidos.
Bom c barato.
Vendem-se superiores los pretos de
seda bordados, do lodos oslamanhos ;
legitima sarja preta" hespanhola; ri-
cos cortes de seda preta lavrada ; cha-
malote e seda, ondeado o de listras;
meias de seda preta de peso; supe-
rior setim preto para vestido, panno
preto de todas as qualidades ; casimi-
ra preta e clstica muito superior;
chapos francezosda ultima moda; o
outras inintas fazendas : tudo muito
em conta, o com grande sortimento
para escolhor: na nova loja de Jos
Moreira Lopes & Companhia na ra
do Queimado,, nos qualro-cantos, ca-
sa amarellla n. 29.
Vendem-se duas boas escravas crioulas, de
bonitas figuras e mogas, que coznham, lavam mui-
to bem e engommam silo sadias, e nOo se duvida
dar a contento para serem experimentadas : na ra
do Queimado, loja n. 51.
Pannos finos.
Vendom-se superiores pannos finos, prova deli-
mito preto e azul, a 3,000 rs. o covado;; dito lno
Potassa e cal virgem.
Vende-se muilo superior potassa e ca
virgem de Lisboa, prximamente desem-
barcada : no deposito de Baltar & Ulivei-
10, na ra di Cadeia do Recife, n. 12.
Na ra da Cadeia- Vellia, n.
i9, lojadeJ.O. Elster,
vende-se vinho do Porto, de diversas qualidades ;
dito da Madeira ; dito de Malaga ; dito do Sherry ;
dito de Carca vellos; dilo de Lisboa ; dito de Graves;
dito Saulcrne; dito San-Julien ; ditodo Bordcaux ;
dito Chatcau-la-ltosc; dito de San-Goorge; ago'ar-
dontede Franga, de diversas qualidades; whiskey;
cherry-cordial ; marraschino ; licores finos ; punsch
da Suecia ; xaropu de framboises; ptima champa-
nha em garrafas e meias ditas ; velas do composi-
gSo ; cha preto e verde do superior qualidade ; pre-
suntos e salames de llamburgo; sardinhas coi latas
o vidros; pelits-pois em ditas; salmn em dilas;
mostarda ingleza o franceza ; fruas em vidros com
S Ida de assucar e espirito; agoa de flor de laranja;
charutos de llavana e da Baha : tudo chegado re-
centementc o de superior qualidado.
Farinha de mandioca.
No armazem de farinha da ruu do Collegio, n. 21,
vendom-se saccas com farinha a mais fina possivei,
por prego rasoavel.
Vende-so um carro de 2 rodas, quasi novo,
com cavallo j onsinado: tambem se vende cada
urna das cousas em separado : na ra da Cadeia
n, 4.
Vende-se, ou permuta-so urna casa terrea, si-
ta na ra do Bom-Sueosso, na cidado deOlinda, com
um sitio em chilos proprios : na praga da Boa-Vis-
ta n. 6, ou na ra do |S.-Francisco, casa da esqui-
na que volta para a ra da Florentina.
Ovas do se ra o.
Vonde-se este encllente petisco ; bom como mui-
to bous queijos de qualha o 150 esteiras de carnau-
ba muito grandes e bem feitas : na ra do Quei-
mado n. 10.
iNao pode ser mais barato.
Vendom-se cortes de fusto branco, amarelloe do
outras cores a 480 ; mursulinas muito largas a 240
rs. a vara ; ditas escuras, a 4,500 e 4,800 rs. a pega :
na ra da Cadeia doJRecife, n. 32.
---Vonde-se um boi para carroga gordo e bas-
tante grande e bom : na praga da Boa-Vista, venda
ds Amonio Jos do Magalhaes por baixo do sobra-
do do escnv.to Atalude.
Chegou novamentn a superior calda de tomates,
o vende-se na ra da Cadeia n. 15, loja do Bour-
gard.
Na loja do nicho ha outra pe
chincha niehor.
Na loja do nicho, na pracinha do livramenlo ,
vendem-se chitas escuras, do pannos linos e tintas
seguras, a 4,400 rs. a pega, e a 120 rs. o covado ; bi-
cos pretos de seda de todas as larguras, muito ba-
ratos.
Vendem-se 12 escravos, sendo : urna prelado
18 annos, muito boa engommadeira o cozinheira ;
una dita de 20 annos, de bonita figura; urna par-
da de 20 anuos ; 3 pretas com habilidades; 2 molo-
ques de 18annos ; um mulatinbo de 10 annos; 2
prelos bem robustos ; um dito carreiro : 110 pateo
da matriz de S.-Antonio, sobrado n. 4.
Vendem-se pelles de bezerro fran-
cez, de superior qualidade, a 2,000 e
2,5ou rs. : no Aterro-da-Boa-Vista, lo-
ja 11. 78.
Vendem-se, na loja da ra do Crespo, n. 11,
novelias francezas de Sir Walter Scott, do 4, 5 e
Na na lo TraniVli* I 7lvolnmcs, muilo baratas; obras de Virgilio jSnlus-
*^a ua uu iicipiiut, n. IiiuojFabutasiSelecUjAvanlurasde Telemaco, em
Fugio, no dia 26 de feverciro do corremle 10.
no, da Passagem-da-Magdalena o preto Francis-
co maior de 40 anuos baixo, grosso, rosto opi.
do,nariz muito largo, olhar de poico; finge nlo
entenderaquilloque se lite diz [sondo muito ladi-
no ] ; lovou camisa e caigas de algodfio. liste preto
foi escravo do fallecido Voigas do S.-Amaro arre-
matado em praga em outubro do anno pasi
foi visto em S.-Amaro, no dia primeiro ln rnrre.nl
to na venda de Francisco Botclho de Andrado. Ito-
ga-se as autoridades policiaes, capitfies de campo,
que o apprehcndam e levem-no ao dito lugar da
l'assagem por cima da venda do Machado, ou no
ra larga do Rozsrio, n. 50, que sorfio generosi-
mento recompensados.
Fugio, no dia 8 do corrontc, tarde, o preto
JoSo que diz ser natura! ita uida do Mara!3o;
he de altura regular, cor fula, rosto compridot
com algumas marcas de bexigas, o cabello atrs
sercilhado, falla um tanto descansada ; temas cos-
tase nadegas bastantes cicatrizadas de chicle ; le-
vou camisa de chila azul, caigas de algodfio risca-
do e jaqueta branca: quemo pegar leve-oa ruado
Collegio, n. 5, que ser recompensado.
Fugio, no dia 5 do cor rente, as 10 horas do dia,
o preto Patricio de 30 annos pouco mais ou menos;
hoseccodo corpo ; tem urna fstula de um lado di
cara por causa dos denles; levou caigas de risa-
do, camisa de algodfio; faltam-lhe dentes na fren-
te ; falla bem descansado por ser crioulo do ser-
tilo : quem o pegar love-o a ra da Cruz, n. 26, que
se gratifica r generosamente,
Fugio, no dia 18 de Janeiro, um cabra, de nome
Joaquim alto, reforcado, de dado com a barba
branca, cabellos corridos o bem pretos; levou un
surro de pello de carneiro chapeo do baota usa-
do, caigas de algodfio de listras rotas no assonlo;
tem os tornozellos dos ps um tanto ochados. Es-
to escravo j foi preso om S.-Lourengo-da-Malta,e
tornou a fugir junto aos Remedios, do poder de
urna pessoa que o noaduzia para osla cidade; vcio
do Maranhflo e diz ser do Caxias : quem o pegar le-
ve-oaruado Vigario, 11. 24, que ser recompen-
sado.
Fugio o cabra Egidio, escravo do Sr. A. V. M.
Orummond : quemo pegar leve-o a ra da Cruz,
n. 40.
Fugio, no dia 4 do corrente o moleque Antonio, W
crioulo, de 12a 14 annos pouco mais ou menos,_J
cor nfo preta ; quaudo anda parece ser coxo de ui<
perita porm nflo he; levou caigas de algodfio azul
trancado ja vellias, camisa do riscado largo do algo-
dolo americano; quantlo tem o cabello grande tica
com elle tneio vcrmelho assim como empigens no
rosto ; tom a cara redonda e oreihas acabaadas;
heum tanto cheio do corpo : quem o pegar lovc-o
a ra da Cruz, no Recife, n. 26, que ser generosa-
mente recompensado.
-- Prudencio, crioulo, do 40 e tantos annos poi-
co mais ou menos, cor preta, rosto grande, bstan-
le barbado com suissas, denles limados, muilo
encorpado, ps grandes e chatos. Manoel, crioulo,
de 30a40 annos pouco mais ou menos, de estatura
alta, corpulento com suissas, denles limados,)
bem tirado de pernas. Antonio, crioulo, de 20 e un-
tos annos pouco mais ou menos de estatura ordi-
naria cor preta, espaddc, pescogo enterrado,
pouca barba sem suissas, e pernas Anas. Agosti-
nho, do nacfio Angola, de 40 e tantos annos pouco
mais 011 menos de estatura alta, meio fulo com
suissas, ps cheios de bichos e em um delles con
principios de calor de ligado. Lourengo, de m"0
Angola, de 30 o tantos anuos pouco mais ou menos,
de estatura ordinaria, meio fulo, secco do corpo,
sem barba com algumas marcas de bexigas pelo
rosto o peinas linas. Benedicto, de nagSo Angico,
de iO annos pouco mais ou menos de estatura al-
ta roslo bstanlo lalhado quebrado de urna,oU
de ambas ss vorilhas, o de pernas muito grossas
Estos pretos desapparoceram da casa do scu sewWi
aoamanhecerdo dia 7 do correle e coosta leroin
seguido o caminho do Recife, levando passaportos e
ca tas falsas afim de Iransitarem livremente. u0"
ga-se, porlauto, a todas as autoridades policiaes
capitfies de campo, que osapprehendam e levem-no
ao engenho Hozario freguezia de Serinhflcm, aseu
senhor, Antonio Germano Regueira Pinto de Souz.
ou no Ilocife a Gabriel Alfonso Regueira. que #
rao generosamente gratificados.
PeRN. .* NA TYP. DIH. F, DEFAMA. X


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