Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05435


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Full Text
nno de 1848.
Sabbado 11
de icreo.
O DI4RI0 pal>le-se todos os das qoe n3o
frem de pori t preijo da asignatura he ga
i.OOf- rs.porquarlel, pispo. *MMtW uncios dos asiignanteJ s'io inseridos i rosioda
icrs.porlinii, tOrs.emtypo diiUronte, e as
|r-Dtl-oes pil metsd. Os que nSq lrero atjlg-
nnnlcs'p"B-' s0 Por ,inn"' l0" *" lYP
aiflerentc, porcada publicacSo.
pHASES DA LA. NO ME'/, DE MARgO.
i u> nova, &. i I" horas e 57 rain, da manha.
(jresceiit a II, is 2 horas e S roio. da nitnhia, j
Luacheia a I*, as 6 hoiai til min, da tarde. iPriincira, as 9 horas e 18 minutos da inaubia.
II utoautaa 37, s 10 tioras e 4t min. da urde. Segunda, s 9 horas e t: minutos d lard,
PARTIDA DOS CORREIOS.
fioianna e Pai-ahlha s segundase sextas reiras
Rio-Grande-dn- Norte quintasfeirasao meio-dia
Cabo, Seriu'iem, l\io-Pormoso, Poito-Calvoe'
Hacei. no I.*, a II e Jt de cada met.
(varanhuns e Rouito, i II f H.
Bon-V'i'ta e Flores, a IS e '8.
Victoria, s quiut.is-fe\ias.
Olinda, todos os dias.
PIIEAMAR HE HUJE.
Auno XXV.
ir.
tt)
\\\. iol-.rl ------------W -t~"-'"I '-.....-
DAS DA SEMANA. CAMBIOS NO DA 10 DE MARCA).
ti Seguuda. S, Ollegaro. And.do J.dos orph.
cdo J.do c. da ? v. do J. M. da 3 .
7 Terca. S. fliomaz de Aquino, Aud. do J,
dociv. da I.t. edo J. d paido J dist.de t.
8 Quarta. S. Jnode Ueos. Aud.do J. dociv.
da 2 r. e do J. de paz do i dist. de t.
9 Quinta. S. Francisca Romana. Aud. do J.
de orph. e do J. rouuicipal da I. v.
10 Sexta. S, Mililo. Aud. do J. docir. da '..
v., e do J. de paz do l. dist. de l.
I Sabbado. S. Candido. A'-d. do J. dociv.
da 1.1, edo i. de paz do I. :t. de t.
J Domingo. S. Gregorio.
Sobre landres a 21'/, e iT/, d. por If rt.a 6fl d.'
Paria 860 rs. por franco,
a Lisboa 95 por 100 de premio.
! lesi de le! i ras de boas firmas I a 114 /, ion,
DuroOuras l-espanholas.... SJ5n0 a'19*000
i ModasdelOOvelh. I6?500 a 16I0O
I '. de|t00nov.. IBflOO a 16/201
da 4/000..... ulnou a 9JII0
Prnla l'atacoes.......... IS53 a l|980
Pesos columna res... 14(10 a I #640
Ditos mexicanos.... 11780 a 1JSO
a Miuda............. M0*a l|5
Acces da comp. do Beberibe de 50/000 rs.ao psj
.EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAMBUCO.
Lisbu, 6 de fevereiro de 1848.
Comegopna cmara dos pare a discusso da res-
posta o discurso do throno, o encelou o dbale o
conde de Thomar, que n'um longo discurso tratou
dodefender-sc das accusacOciiquo sollieteem feito
dentro e forado paiz. Impugno os ataques fritos
no parlamento inglez, sobretodo os emiltidos por
sr rtoherto Peel; fez valor a prosperidade que se
gozavo no lempo do seu governo, o grande credilo
quehavia.ea prolongada paz quo sustentou. No .
potipou tambem os scus inimigos censurando os ac-J dos deputados,
tos do ministerio Palmclln, e nflo hcsitot dm revol- Anda so nao
proferir a sontenca contra os rmlos Cabraes, o du-
que de Saldanha applaudio a sua propria obra com
enthusiasticos apoiados.
Ao conde do Lavradio seguio-so a orar o conde de
Tojal que, apezar das rcvola^oos que fez em apoio
da administraefio a que perlencou, ji.i foi feliz na
siio prelecc,fio, o multa gente opina quo essas reve-
lacOes fizeram inais mal do que bem dita adminis-
traefio.
Falln lamhcm, por parte da opposicfio, o conde
de Bomfim, que igualmente nfio foi foliz. S. F.xc.
oceupou-so quasi exclusivamente com o sou dester-
ro para a costa d'Africa.
Todos estilo anhelando ouvir o Sr. Rodrigo da
FonsecaMagalhfies, cuja oloquencia lio asss conhe-
cida, e que bem injustamente foi roubada cmara
tos
verascinzas do malfndadoMozinbo.de Alhuquer-
que, servindo-se He nm olllco por este dirigido,
quando govornador civil de Leiria," ao duquo de Pal-
mella, dizendo-lhe quo a principal origem da revo-
lucfio do Minho nilotinbam sido as leis do sa le e
de cnntribuicSo ; mas, instado pelo con,la de La-
vradio para que lsse o resto do odelo, que explica-
va as causas da revolta, quo eram a mancira por que
seflzeramas olcices le 1815, e os vesames feitos
aos povos pelos executores da fazenda, o conde de
Thamarse recusoua isso, dizendo que /in s o que
Ihe /Vista confa /
Responden a este discurso o condo de Lavradio,
quo demonslrou quo o melhor mcio que o conde do
Tliomar linha para fazer calar os seus detractores
sobrelercommcllidoactos do conctisso ora prali-
car o mesmo que fez I). Estcvlo ta Gama quo,
antes de aceitar o governo da India, fizera avaliara
sua fortuna quo montnva a 200:000 patdaos, e que,
quando onlregou o governo ao seu successor, nova-
moute fez avaliar a dita sua fortuna, e conbeceu-se
que linlia diminuido 50:000 punaos, poniendo as-*
sim oin benso quetinlia ganboem honra e glora.
Demonslrou tambem que essas venturas de que o
ronde de Tliomar disso que na poca da sua admi-
nistraefio gozava Portugal, nilo eram mais que il-
lusilo. Que o crdito que o governo linha foro o den-
trn do p>izt quo a prosperidado o riqueza tlessa -
poca, sexistiam apparenleint-nte, torca de muitos
sacrificios. Que os capitaes quo afiluiain aos pontos
onde para el les se ofTereciam lucros 'exorbitantes,
abandonaram a agricultura, desampararam o com-
mercio, deixaram definar-se a industria na impo-
tencia e na miseria. Que o governo, para conservar
fura esse crdito facticio, comprru 20:000 libras es-
terlinas de fundos portuguazes, prohibindo que so
lizesso escripturaQfiodisso.ua agencia financial em
Londres. Que a administracilo do conde do Tliomar
s (vera un milco fim, o de conservar-so a todo o
custo, e que linham sido os seus erros e as suas vio-
lencias, quem acarretra a revolnrao tloUiulio.
Na defesa da sua administracilo, o con le de La-
vradio, nflo dissimulando os erros, mostrou queso
lias circunstancias extraordinarias daquclla poca
lies haviam tidu origem, o nilo na na f, ou na
vontade dos ministros de enlfio.
Como he natural, a imprensa da opposic.ilo cen-
sura o discurso do conde do Tliomar. lachando-o
declamocfio vaga, falta ile rasOose do cloquencia, c
elogia o do conde de Lavradio, como a expresso
ingenua de utn liomem honesto. Da sua parte, a
imprensa cabralisla acha que o condo do Tliomar
lulminou cfim o seu discurso os seus adversarios
'polticos, e naila deixnii a (tosejar aos seus amigos
Emquantoao discurso do conde de Lavradio, anda
nada tem dito, por em quanttt ; porin nilo deixar
le 1 to fazer os seus ccmmentai'ios.
Iieve notar-.se que, durante o seu discurso, o con-
de ile Lavradio qucixou-se de Ihe. fallaren) nlguns
documentos que pedir, o que o governo Ihe nfin
facilitar., ao mesmo lempo quo para o Sr. condo de
Tliomar se linham aberto todas as secretarias. Isto
parece dar a entender que existo inteira conniven-
cia enlre o governo o os Cabraes. He verdade que
lludindo o condo de Lavradio nroclamagilo de '.
de outubro cm quo so justificara a revoluefio, e se
Itl nj , onde era o cjinfe do contro.
sabo quando comecar na cmara
O DUQUE DE GUISE. (*)
pon JFreDerico *>oultc'.
SEGUNDA PARTE.
XVI.
Quando o duque de Guise vio cmfim todos os seus con-
vivas suficientemente exaltados, ordenou aos criados
que o lerviain, que dclxassem a sala do feuim.
Ah I ah dase Saolis quasi embriagado; cis o mo-
mento de aabermos ogrande pCojecto que deve libertar
aples dos seus malores nii.,gs.
.,.7- ...V.e/J*de' ",fu die" capitao, respondeu odu-
r.i;.r?aaten^r0,,UD5 e ,ros 'luenc presten a
Todos se inclinaran).
,.7 ^0nl Cu ?* SCkU' b01" cone'hos, contluuou o du-
que ; e peco-tlie tamben), senboi Ruchfort e a V Uler-
e, senhor Mdena. e a V. Merc ta.nbc, "sV Cei'sa le,
queestejam bcut alientos. "'"''""-
(*) Vlde Otario a.' 07.
dos dcpuUdes a discusso ila cesposta ao discurso
do throno, porin ja se diz quejoso Cabra I levar a
fallar tres dins. Nesta cmara nilo ha tantos orado-
res, como na cmara alta, para responder sua pro-
longada prelcccfio.
O projecto de resposta ao Ihrono na cmara dos
deptitados he reputado como improprio da dignidade
de urna assembla legislativa, o das circunstancias
adunes do paiz, sobreludo no seguinte paragrapho :
Prestar a cmara a mais seria altengfioao exa-
me to convenio celebrado em Londres em 21 do
maio de 18t7, o das varias exigencias que se Ihe se-
f;uiram, para saber se no faci da aceitaefio fram
eridas as preiogativas constitucionaes de V. M. e
sou decoro o a independencia da nacHo portuguo-
za.
Esleartigoho improprio de sor repetido por urna
cmara legislativa, por ser contra a dignidade e boa
f. Seas prcrogativa.se o decoro foram forillos, n:To
se acii-isse o prolocollo ; mas, depois do aceito com
essa falta do decoro, para quo quer a cmara dos dc-
putados preslar-lhc a mais seria altnco ? A re-
dacefio desto projecto ho attribuida a Jos Cabial.
O doputado Xavier da Silva inlorpellou ullima-
inonle o governo sobro a continuacitu da conservato-
tia inglcza, restabeleciila quando se stispondeu o
jury, durante a revolta. O citado tleptitailo fez disto
uina qut'stfio ile nacionalidade, clamando que nao
tlevi existir um tribunal excepcional, contra as leis
do paiz e independencia da nacfio. Todos reconhe-
cem quo a coiisci vatoria ingleza devo abolir-se po-
rin lodos vi rain no enlliusiasmo patritico do Sr.
Xavier da Silva um fim uceulto O Sr. doputado he
um dos principaes accionistas do banco, e a uTliuia
pcnliora que se fez ao banco foi por mandado da
conservaloria, c parece que ha mais mandados para
outras penlioras. Ora, acabando a conservatoria, es-
sas causas vilo correr nos tribunaes portugiiezcs, quo
por certo scr.lomais morosos nessas cxccucOes, o
he isto o (neo Sr. Xavier da Silva quer conseguir
O governo, na sua resposta, asseverou quoem brevo
se publicara o decreto da aboliefio da conservato-
ria.
Diz-so que o actual ministro da Justina revogou
varios despachos feitos illegalmentc, pelo Sr. RT-
jfio.
lia suspeilas de que os Cabraes ntcnlam aecusar
o ministerio l'almella. Os documentos pedidos por
ellos em ambas as ca;naras, e um artigo publicado
polo Etiandarle, dizendo quo esso ministerio vender
por 650 coulos ao banco de Lisboa o decreto abusivo
do curso forjado das notas, ludo indica que se tem
essa inleiico. Na verdade custa a crcr que homens,
reputados lano dentro como lora do paiz como os
maioresconcussionarios, ousem acensar desse cri-
ine unta administrafio composta de homens probos
e honestos. Se islo acontecer ser mais urna peri-
pecia poltica as muitns quo temos visto. Os peri-
dicos a Carta e o Patrila toma rain j a defensa da
adminislracao Palmella.
Tambem sesuspeita que os mesmos Cabraes in-
tontam aecusar o Sr. Jos Antonio Mara de Souza
Azevedo, pelo decreto que publicou quando ministro
da fazenda, em 19 de novembro de 1846, que reuni
ao banco de Lisboa as companhias Confianca e Ce
dito Nacional.
F.stamos promptos a ouvir a V. Alteza.
O duque lirn doscugibao alguus papis que depoz
sobre a mesa; e d'alii, pondo os cotovellos em cima del-
ta, n'umaatitudc familiar, proseguio:
Ante de dizer-llics qual he o meu projecto, lie
preciso confessar-lhes que, para ler a certeza de um re-
sultado felia, teoho necessidade de um boin tnestre-de-
cainpo-genrral.
Os tres fidalgos Trnceles pozeram o ouvido alerta
Nao he porque l'altcm pessoas capazes de oceupar
elle posto importante, accrescenlou Guise n'um lom
equivoco, e os papis que aqui estilo sao a melhor pro-
va do que digo; mas he precisamente esta pruva que
me causa embaraco.
Os Napolitanos escutavam com mais curlosidade que
interesse, no entonto que a physionomia dos oiclacs se
tornava mais e inais sombra, porque o tom do duque
ressumbrava um tantod'amargoe zombador, oque co-
uiecava a inquieta-las.
Aqui est.i priincirainente, continuou Guise, una
rcconiuiendaco assignada por Vm,, mestre Pcppc-Pa-
Inuilio, e outros capiuies, a qual me aprsenla especial-
mente Mr. de Rochefort.
He verdade, responde;! Peppc; e julgo que uo
exced os meas poderes apresentando a V. Alteza aquel-
le que eu julgo inais capaz de governar depois do seubor
duque.
Pelo contrario, disse o duque, antes me dou por
multo salisfeito da sua boa Intencao cescolha. Mas aqui
est um segundo requerimento assignado pelo nosso
bom amigo Genuino e scus collegas, qne me rccouimcn-
dam nao com menos ardor a Mr. de Mdena, c coufe-
so-lbes que entre estes dous lidalgo me acho bem em-
bancado..... Noquizera descontentar a ninguein, c hz
com que viessem aqui para os accoinmodar a todos.
A ideia da venda das nossas possessos ultramari-
nas, como o nico recurso que tcom os Cabraes para
subsistir, e de quo julgo j tor-lbe fallado, j tem
advogado na imprensa peridica cabralina. A Unilo
publica um artigo assignado por um tal Lelio e
Lolio, no qual depois de dizer que um estado he como
um proprictario que, nfio podendo pagar as suas di-
vidas, vende parle dos scus bens, para satisfazer os
seus dbitos, o costear o resto da m fortuna, ajun-
ta que as nossas conquistas da Asia o frica foram
A causa da nnssa decadencia, o quo essas possossdes
po-itascm almocda po'leriam vender-sopor cem mi-
l/i0cs de cruzados !
Contra urna tal ideia se levnntou, felizmente logo,
una grande celeumacm toda a imprensa peridica,
cstyginat.sando-a comoanti-nacional. A lembranca
he attribuida ao Sr. Lopes Lima, essehomcm que
sendo govornador da India, foi d'alli expulso por
urna rveluefo, e por ter perdido, como oll.n mesmo
confessou, a opinifio publica ; mas esso homom uo
hesitoucm fazor ha poucoum requerimento na c-
mara dos deputados, todo tendente a menoscabar o
Sr. Pestaa, actual governador da India, liomem
respeitado por todos os partidos como probo o ho-
nesto; roqucriinonto que indignou o propro D.
Marcos, esmolcr-mr, o qual fez outro requerimen-
to pedindo que fossem remettidas cmara as rc-
presentaces do muitos povos da India, pedindo ao
overno a conservacdlo do Sr. Pestaa, polo bem que
tem governado aquelles estados.
O governo tem feito vanas niudangas de governa-
dores civis, transforindo uns, e nomeando alguns
novos. Entre os novamente nomeados liguram os
deputados Jos Joaquim Lopes do Vasconcellos, Jo-
s Ricardo Pereira de Fgueirodo, Freir Falcilo c ou-
tros; assim como o par Antonio Jos de Miranda. O
primeiro dos despachados va i para o Porto, o segun-
do para Coimbra, o o ultimo para Rraganca.
A imprensa da opposigo tem censurado o gover-
no por estas nomeacOcs, por seren contra a carta,
que determina que. s em caso iudispcnsavel lio que
so pdenlo tirar inembros das cmaras, o mesmo as-
sim, s com consentimonto dolas. Ora, q governo
fez as nomeacOcs sem pedir esso consentimonto,
s depois que vio os queixumcs da imprensa, he que
foi pedir essa autorisac.fo que llio foi concedida.
Os Srs. Lopes (tranco, Antonio Emilio Rrandfio e
Albano Caldeira, que serviram do governadores civs
do Viscu, Coimbra e Castello-Branco, durante a re-
volta, frain agraciados com n carta de concelho, pe-
los servicos que entilo prestaram. O Sr. Lopes Bran-
co pedio a deinissfio do cargo de governador civil, e
sora substituido cm Viseu pelo Sr. Albano Caldeira ;
osle em Castello-Branco, pelo Sr. Couceiro ; oeste
em Faro, pfcloSr. Antonio Vicente Peixoto.
A cmara municipal acaba de publicar um cdital
exigiudo quo todos os corretores, ourives, lapida-
rios, moleros, teceloes, barboiros, &c, emfim lodos
os que rcccbcm do alheio, dOem fianga na cmara to-
dos os nios. Este edital podena ser bom noulros
lempos em que a industria nilo estava tilo desenvol-
vida entro nos, porm hoje aprsenla muitos incon-|
Venientes, sendo un dos priucipaes nfio ochar al-
gum dos individuos que se dedcam a qualquer das
prolissOes indicadas quem o afianco, o ver-se assim
privado da sua industria. Espera-so qne acamara
reconsidere o edital.
O emprostimo que os commissarios do banco f-
ram negociar as pracus estrangeiras, nto se real-
sou, c por isso o agio das notas tem subido nova-
mente, o acba-sc u 2#O50 rs.
A intemperie da estaefio tem causado aqui mili-
tas doencas, e a ijrippe tem atacado geralmente ludo,
posto quo nfio tem apresentado casos graves. He
verdade quo lamhcm se.ho nianifestado algumas
gstricas. Ceialmentoa mortandadu tem sido mais
pela gente idosa. as provincias tem cabido nev
com abundancia.
Mandaram-so crear coinniissces filiaos as diver-
sas divisos militares para o apuntllenlo dos oflicacs
miguelistas, quo anda so acharem cm estado do
servir.
Estabeleceu-sc de novo ntrenos a diversfio das
corridas a cavallo. Este dvortimento que tevo mili-
ta vga haver mais de 20 annos, o no qual se fsziam
avultadas apostas, tem lugar como antigamente no
Campo-Grande, os tafuos ostontam a belleza e leveza
dos sous coreis, e a sua destroza o firmeza em tna-
noja-los tanto na corrida como nos saltos barreira
o a valla. Os quo mais so teem distinguido sio D.
Jos de Mello o Castro, sobrinho do conde das Cal-
vlas, cum morgadode provincia, chamado Lima.
Por emquanto anda nilo houverain apostas, mas a
diversfio tem sitio muto concorrida.
Falla-so do que se vai dar novos uniformes ao ex-
crcito, sendo o modelo hespanhola, isto lio, sobro-
casaca o gorro.
Consta ter sido assassinado o administrador do
concelho de Valladares c ferido gravemente o juiz or-
dinario. O doputado Pereira dos Reis inlorpellou o
governo sobre esto crime, asseverando qne linha vi-
sos do poltico. O governo respondeu que ora ver-
dade que n estado da soguranca publica nfio era o
mais satisfactorio, oque os inimigos da ortlem publi-
ca tornaram; porm ano as participagoes ofiicaes
nfio davain aquello crime carcter algum poltico.
MaxM
IIIAKIO IIE,PFillN\BUCO.
Os leitores achara') no lugar competente a carta que
o nosso correspondente de Lisboa escreveu a 6 de l'evc-
reim prximo lindo, e remetteu-nos pelo brigtie Cle-
aenliiin, chegadu boje a este porto rom 30 dia de
viagein.
Ncssa ca>ta nos d elle conla dos trabalbos das cama-
ras portugezal, e de diversos eventos inais ou menoi
importantes, ntreos qtiaes tnrnam-sc mais salientes o
assassinalo do administrador do concelho de Valadares,
e o Icrimcnlodii respectivo juiz ordinario.
Dcsta vez nao recebemos gazetas ; c por isso uada po-
demos accrescentar s informaedes do correspondente.
iibiicaso a pedid.
Pela presente o teafl demittido do !r l o-
crivfio da subdclfgncia dcsta freguezia, devendo fa-
zer intrega de todos os autos o mais papis a pessoa
quo por mim fr nonicada para exerner o lugar do
quoVmc.be demittido. Subdelegada da Ba-Visla.
3 de margo de 18i8.
Clorindo Ferrtira Cali.
Subdelegado da Ba-Visla.
commcio.
Al
andegaa
UK.NDIMENTO 1)0 DA 10............
Pescarregam hoje, 11 de marco.
Hrlguc Einigkeit carvao.
Galera /mpcralris -- mercadorias.
Rrigue llenrtqutla barricas vasias.
PatachonV 6:557,455
aa'AaWBM
Na verdade, dsse Pcppe-Palombo, nao sel o que
tem que discutir os inembros da junta na cscolha de
um incstre-dc-cainpo! Mas eralim, se o Genuino tem
muito empenho em que prevaleca sua recommendacao,
eu retiro o meu requerimento.
Que he isso, senhor?..... exclamen lVochefort.
Vossa Merc foi-mc pedir que o apresentasse, res-
pondeu brutalmente Peppe-Palombo, e eu assignei, pa-
ra me tivi.il' das suasimportunaces.
Eu Ihe darei a paga de semelhante insolencia!.....
vociferou Rochefort.
Espere um momento, senhor Rochefort, dise Gui-
IMl'OlTACAO'.
Expen, galera nglcza, tvinda de Liverpool, en-
trada no corrento mez, consignada a Johnston Pater
& C uianifeslou o seguinte :
19 ca i xas uiachinsino, 10 taixas de ferro, 9 caixas
quincalleras, 2 fardos cabos, 3 caixas linhasdeul-
godfio, 57 fardos fazondas do olgodo, 3* caixas ditas
de dito, -2 ditas sellins, 2 ditas o 1 barrica ferragons,
* fardos fazeudas de lindo ; a G. Keneworthy.
17 fardos o 1 einbrulho fazendas do algodio, 1
embrulho livros ; a Fox Brothers.
Est ourindo, Mr. de Ccrisante ? perguntou Gui-
se ; e V. Meree tamben), senhor Gennaro? Como hr
possivcl que o senhor ousasse fazer semelhante coma?
A' f. senhor duque, respondeu Gennaro coui uio
humor, que tenho a niesiiiadcsculpaqucPeppe-Paloin-
bo e Genuino, isto he,as supplcas c as proincssas de Mr.
de Censante. Mas nao tenho inais empenho nesta no-
mea^o do que os outros na peticao que fizeram.
Cerisaute conteve a raiva como pdde, e Guiae conti-
nuou immediatainente:
Estes senhores nao fallaran) senao deempenhos e
nnor nociieniri, uisae uui- imporliinacdes, mas V. Mcrc falla-mc de promeasaa.....
se, cada um fallar por sua vez..... Dcsta forma, lacstre Em que consistan) eas?
Genuino, o seu candidato he o nico, J que Palombo J Em diier-tnc que, se o acaso da guerra luessecoui
abandona o seu |1ue V. Altez perdesse vida, e que o ominando do
- Coinniclicndo agora porque V. Alteza nos mandou excroilo de aples passasse s suas maos, elle me rea-
chamar, senhor dnque, replicn Genuino; e multo me
alegro de que baja urna leal expiicaco entre nos. Pa-
lombo tem rasan; a jimia excedeu os seus poderes as-
signando nina pelico ciiiiecrnciite a um posto militar ;
mas, se V. Alteza soubesse com quantas importunaces
o barao de Mdena nos fati/ou.....
Isso he gracejo, ou devras ? perguntou o barao
colrico.
Mais devagar, Mr. de Mdena, atalhouGuise; nao
he um gracejo : ver, ver : aldanos reala um terceiro
pretndeme. Mas este foi mais hbil do que os senho-
res; nao pedio o lugar, tomou-o..... Aqu est urna
portarla, assignada peto meu collega o bravo Gennaro
Anucse, que noimta a Mr. de Cerisaute mestre-dc-cam-
po-grneral.
fio tem semelhante direito, diste Mdcua cheio de
clera.
He urna usurpa cao daautoridadede V. Alteza, ex-
claiuou Rochefort.
tituiria a parte da autorldadc que V. Alteza roe rou-
bra.....
Apre! bradouGuise; c diga-mec,mestre Paloui-
bo, o senhor Rochefort nao Ihe prometteu tambem al-
guma consa?
He verdade que prometteu, respondeu Peppe com
desdn), porque me disseque, se elle viessea ser duque
de Mapoles, por derrota ou morte de V. Alteza, cu seria
capito-gencral.
Bellistimaincntc. E a V. Merc, veneravel Genui-
no, continuou o duque, que Ihe prometteu Mr de Mde-
na quando fr duque de aples? porque a ambicio
que o domina au pode ser menor que a de seu fiel ami-
go Mr. de Rochefort.
Screi presidente perpetuo da junta.
Ora eis-ahi est tudo arranjado, diste Guise. Mas
como be possivel, ineus senboret, que mestre. Gennaro,
Peppe-Palombo e V. Merc, mestre Genuino, que ordi-
nariamente se mustravatn to escrupuloso! acerca da


ditof "?Je"-Md?a,od. 7faTd< ditas de
tffiSS^Jtetel^ .! "tas de
Neore & "'" fazen,,a de linh0 >' a Ru*ell
&m taixas de forro fundido; a S. P. Johnston
3 caixas fazendas -lo algodilo,
40 toneladas de cirvfio, l caixa
1 burra de
lencos de
forro,
niego. 451 barricas perteces para barricas 330
^15 fardos fazendas de algodo: a Rozas Braga
16 caixas lionas da algodSo; a Oeane Youle & c
1 cana hvros ; a C. Johnston.
imachmismos, 1 dita rendas do algodflo ;
SBK-^?t^ rolativass verdados
loSos8f.UH'etU|!a 8erfllrt,e"te til s pessoas do
otoXnXf' n8, '"".I0 f,,cilidade ^ consultar
tesarttn .Tk Prte,.nelle enconlrar3o interessan-
t'Srar ^^ qUe "e""um <*' deSm!?irI?Ve'Se.parf' esle 3 volume. Pela quantia
do "cife nPVar'meSlr?' "2 'Vrara da rua da """
mesi e'2"' '""bemae vendemos volu-
aRdgway&C.
& 23 caixas fazendas do algodo; aAdamson How
1-.WiSbSE.:'pe5a de mC"inisrao a '
l iM* P?".,,e ost"Pa; a N. O. Ilieber & c.
* barra tintas ; a C. Krugcr.
40 fardos fazendas do algodo, l caixa enfeites
para senhora, i embrulho papel; a J. nyder
nKu'"nosSn^calgJa0' dM dU de '
dlu.fIi!.f"fB*,,d.,,0,,ff0' 2cai!tas meias, 4
u ?r aV' g0di0.'. llila luv" molas de
Sil .d- r8lnJ" ,i",,' 2 'dioHoi ditas de
algodo e 18 a L Cr.ibtree c.
I caixa sellins; a A. doMornay.
1 caixa livros; a I. Christo;.liers & C.
100 barricas soda; a I). G. I'oreira Lima.
0 presuntos, 22 queijos o 16 pedacos do (oficiabas
uuaLuiisignatarios. ......"'
THE A TRO PUBLICO.
CATHARLMA IIOWARD.
DBBUTBDA SENHORA EM.LIA MATILDE VLELA.
Qninta-teira, 16 demarco,
so representar a lo estimada poca
HENRIQUE VIII DE INGLATERRA,
ou
CATBAaiN* HOWARO,
na qual a beneficiada far a grande parto de .atlia-
nmlpb.Mn'ada eSPera 0l"er "eSU C0PUI a mesm
,tt.f.qu? Cm. ?UlraS doste im''cno tem recebjdo
uo roaiicitavc Dublinn '
rospcitavel publico.
avisos maridillos.
CONSULADO GERAL.
RENDIMFNTO DO DI A 10.
Coral..........
Diversas provincias
3:858,236
226,398
4:084,634
su
rd.,l2L- n,llarsahlrA.Por todo este mez a polaca
ida Awwimo: quem quieer ir de passagem, dir-
ja-seaocoos.gnatario na ra da Cruz, n,5
_ seguir, om nouens das osr.i n :,-..rr,.
SSrSS? **&&&& Vtonlo Rodri!
f,m h i.ama
ficto:
o qual pode roceber alguns escravos a
Boq.u,mn.preend0-r p?Je e"len.|er-se com os
consignatarios, Amonm Irmos.narua da Cadeia,
Leilao,
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DA 10. ..........2:011,198
Movimenio do Porto,
Navios entrados no da 10.
Hn"ao3J,,hnS;br,BUe 'ng'"- W,'lv,/' de l5 toneladas,
tapujo John .iiim, equinngpin 9, carea 1 922 hirri
LwS,C.0*5fCa,nao ; U Rrcl"n Schr..S"n ""'
,nfi',H dias-Pllach0 portugus. CUmenUna. de 131
onelada,. capium Ialdrn Air?, de Soma .enal%
MeS".",h0 C ",aS eCnCr8 d0 ',a,t a 'o.e AlfoT-
Navio* sa/iidos no memo da.
rauagelro, .loacGomes de Amorlinfllrasileiro.
KDITA l."
-Salwfbeaiii & Tobler farflo leilo, por inter-
venco do corrotor Oliveira de grande c variado
sorUmenlo de fazendas de se\la la c .le algo 1 o"
co rennTfAh'8 esi"3 = ^gunda-feira, gl3 d
da ra d Cri! ** S6U armaz61''
Avisos iversos.
MwelJrchanjo Monle.ro de Andrade oficial da im-
pmalordemdalljua, cavalteiro da de ('hrislo e ins-
pector da alfandega de Pernambuco, por S M o
Imperador, que Dos guarde, etc.
ii ii
rr
,. ,tnrfa i q"C n d,a \3 do eorrete> ao n.eio-di..,
nZr a.mS.m"' rri ".*1" publica'se "o do arl
malar 35 arrobase 18 libras do cobre vellio. tira-
" n rfa 'f,vl'. nuosc .cha en, concert, per-
tcncente a alfandegn. no valor do 80 rs. a I lira
sendo dita arren.atacno livre de direitos.
Alfandega, 10 de margo de 1848.
Miguel Archanfo Monteiro de Andrade.
Pulilicacfio Luterana.
A VOZ DA RELIGIAO, VOL. 3.'
Este peridico religioso publica-se regularmente
wm
rcspelto que era deridu as suas menores rccommend
utade?' alJamInem "JC C01" "'" ...aravllbosa fad-
os tres napolitanos olharam una para os outros e
inunnurarain algu.nas palavras de desculpa.
6"
ex
- He este um facto que Ibes peco que notem ,
no (>uise dirigindo-sc aos firtalgos Trnceles,
iplicafao Ibes deve parecer singular.
prose-
e cuja
A ex|licacao he bem simples, rc-snondeu Genuino-
aMignatura que se nos pedia livrava-nos de impo. tu'.
uacOeadesagradavels. c, cm todo o caso, V. Alteza ern
scinprc senbor de fazer o que quizesse
Todos vos menlis ilescaradamente, bradou Guise
levantando-se, e olliando com um ar terrivel para os
tres Napolitanos estupefactos com seniclhante transic-
cao inopinada. Sou cu quem Ibes vou diier, porque Vos-
as Mercs prestaran, essas assignaturas, e porque tao
pouco caso fazem dellas. s ""
Censante, Rochefort c Mdena nao ficaram menos
attomtos; eGu.se proseguio n'um tom severo-
O senhores nao se impoi lam com as suas assigna-
turas porque tabem que, qur attendesse ssuatrc-
^T Pf P'pPrielarios do sitio do lugar da Boa-Via-
de?SnsUen-',erraS ProP"". com tres moradas
de casas, coqueiros e arvoresde fructo, que o hou-
n!II"2n,h.fl0,0,,e donno' alebrado'P eserip-.
tura publica na nota do tabellilo Guilhermc Patri-
d. r?Ea,i;"|V,",C,nle' eco"nr"!"d Por accordam
vlrrl ? r P">vincia, escrivo Joaquim Jos
lerrenadoGarvalbo, na lido quo a sou favor alcan-
ripmvi,TC,1,n/- Ma"oe' F*rreira Ramos, pS-
dem vender o dito silfo, e quem o quizer compra,
ou arrendar annualmcnte annuncie a sua moradia
paraselhoapreseiitarem os competentes ttulos, e
tratar-so sobre o pretjo da venda ou renda referida
poisneslo sitio nada possue o mendiga e enfermo
Francisco Jos dos Prazeres Camboim, como ,1a-
quella escriptura elido se eollige; sendo a vista do
expendido irrisorio o subterfrugioso annuncio auo
indiscretamente mandou publicar aquelle Camboim
sem rencclir, nem agradecer o terem-no ditos pro-
prielanos por conlmiseraco cm um dosquartos das
casas do sitio de que se trata.
.."n Sr-.A",tonio Jo' Alvos da Silva tom urna car-
ta na ra do Crespo, n. 23.
Precisa-so fallar com o Sr. Julio Maria Froiro
einn,'!50C41,0 1" "nU ign,,,^,,' na praca ,la '"dependen-
cia n. n. Na n.csma toja eompra-se u.na espada do
lerio, poiom de roca, e estando em bom estado
---O abaixo assignado declara que so tifio resnon-
sabil.sa por debito algn, que esclavo seu contra a
en nome do ubaixo assignado.
Antonio Annes Jacome Pires Jnior.
fi7L ,u" do Tr8,P'!b, n. 16 deseja-so saber
Pa,X ,'eroco,'resP?>'denle'. nes,a Praca'<10 Sr. Jos
hiba Travasso de Anuda, da provincia da l'.ra-
rami?fr^f",SLU!"a P'"0!.*. Para ama de urna
ramiha.a qual coz.nlia o arranja urna casa : quem de
SarapaST ^^ ^^ --Aluga-se a casa de tres andares, n 5, da ra do
Vigar.o, propna para qualquer senlior cstrangeiro:
a tratarnaniesma, ou na inmediata, n. 7, i?o an-
se dando-os aos .Napolitanos; Tevcm-no< e ,lou a mi.
uhapalavra de cavalleiro queprrdoarei quellc que me
trouxer ....mediatamente o se requerimento assiRna-
dopelocoi.de Flix de Medina. ass.goa
b,-7doFsCl'Xde Med'"a rePe,iram osNapoliianos assom-
E.|co..tra-lo-ba no seu quarteirito, meu bravo Pcn-
pc-Pal,,,bo,e espero que elle juntar essa graca pa-
noite.. .? caP"i,-e"c"" I* f'e Ihc deve entregar esta
LOTKRIA
Do Hospital Pedro II.
Conlinuam-se a vender os bilheles da terceira 5.'
parte da 1.-lotera do novo hospital, nos lugares
no costume, e o respectivo thesonreiro previne aos
senhores que indigitaram nmeros para nflo serem
vendidos, que hajam de ir busca-los| quanto an-
ta* pois que os meios bilhetes j so acham em pe-
quena qiianlidade. O mesino thesoureiro, vista do
oomacolhimento que geralmente tem merecido a
actual lotera, faz scienteao respeitavel publico que
tem marcado odia 8 de abril prximo vindouro pa-
ra a sua extracco.
-- Aluga-se um segundo andar, na ra da Senzal-
la-Nova comcommodos para familia por preco
muito mdico: na praca da Independencia. Ii-
vraria ns. 6 o 8.
Quem annunciou querer comprar urna venda,
sua inorada.
Osbens da horancajacente do padre Jos Go-
mes Flores vffo a praca, para serem arremstados, por
c*ecuQfio de Bernardo Manriques contra o curador
nomoadojn uiosnia heranca, e a dita arrematado tem
eser feta no lugar, ou na ra do Amonm, na mes-
'"a casa onde morou o dito padre Floros, o a olla
tem de presidir o Sr. doutor juiz do orphos e au-
sentes, Regueira Costa ; o isto nos das de audien-
cia, que sfio as segundas e quintas-miras e a pri-
mera praca no dia 13 do correnlo. Quem quizer lau-
car podo comparecer.
-- Acha-se impressa o venda na livraria da pra-
ca da Independencia, ns. 6 c8, a ascendencia de Je-
ronymode Albuquorquo e parte de sua descenden-
cia. ConvemqucosSrs. Cavalcantis, llollandas Al-
nuquerques e mais senhores que se considoram ne-
tos do mesmo Jnronymo a comprem para so prem
a par de sua ascendencia. Proco 100 rs.
Deseja-se fallar aoSr. Antonio Jos Pinto, que
teve loja de livros no pateo do Collegio o como se
IPllOra a.Slin mn/l r.r.!.-.-:.-. i.-, m--------"
haja de declarar por esta folha, ou por outra qual-
quer, a casa de sua rosidencia, para ser procurada.
A VOZ DO BRASIL N. 19
est a venda na ra Nova, loja do Sr. Carnoiro ; pra-
ca da Independencia loja n.14; largo do Colle-I
gio,loja dealfaiate junto a escada da casado Sr.
Joaquim Claudio Monteiro, e na typographia da ra
da Praia, n. 45, Esle numero est muito inters-
enle porque no religioso, o proprio para o lem-
po da Quaresma.
-- Aluga-se um sobrado com commodos para fa-
milia silo na ra da Piedade, no Forte-do-Maltos :
a tratar na ra da Cruz, n. 64.
Antonio Soares Ferrcira dos Santos retira-se
para tora da provincia a tratar de seus negocios.
Precisa-sede-dousoulciaes do marceueiro o de
dousaprcndizes:na ra da Cadeia do S.-Antonio ,
II. lo,
Arrenda-seuma olaria nos Remedios.com bar-
ro para (oda a qualidada de obra, grande terreno-j
que sustenta 10 vaccas snnualmente: lambom ar-
renda-se metido do sitio que fol do Uado Cunha
Machado com duas casase urna olaria com barro ,
eduas canoas bertas para conducco do mesmo
barro : a tratar na ra da Cadeia de S.-Antonio. ar-
mazom n. 17.
-- D-se dinbeiro a premio com penhores : na ra
no itangel.n. lo. Na mesma casa vendem-se obras-
de ouro.
Peppe-Palombo escondeu acabeca entre ns maos
- ftao deve elle estar e,u sua casa ineia-nollc ? per-
guutou Guise a Genuino; va encontrar-se com elle.nuc
piovavelmcnte nao recusar esse pequeo servico aquel-
- te dariuntae'" "^ "" algibeira a '"""eaco de pioiden-
Geuuino calou-se; c Guise, vollando-se para Gennar
accrescentou anda:
jj| CHAPKOS DE SOL jg
Ra do Vasseio+Pubco, n. S.
Jofio Loubot participa ao respeitavel publico, que
receben, por estes ultimosnavios froncezes, um com-
pleto sortimento de chapeos deso, de soda amis
rica e superior qualidade; furta-cres e outras mui-
tasconhecidas, tanto para homens, como para Sras
o meninos. No mesmo estabelccimenlo ha um sorti-
monlo do chapeos de sol de paninho, dos mais mo-
dernos; ditos muito grandes, proprios para homens
decampo : tambem tem chapeos de sol de paninho
para meninos o meninas, por serem muito linos- po-
dem-se chamar chapeos de economa. Na mesma loia
ha sorlimento do bengalas, bengalinhas e chicotes
muito modernos; cobre-se qualquer artnacSo de cha-
peos do sol, com sedas de todas as cores e qualda-
des. Na mesma casa ha um grande sortmento de
paiminhos trancados e lisos, imitando seda, para
cobnr os mesmos: desta fazenda se vende arelallio*
Concerta-se todo qualquer chapeo de sol, por havor
um completo sortmento de todos os portencos oara
os mesmos, com' toda a perteicflo e brevidade
-- Urna senhora quo vai para Europa precisa do
urna criada branca, ou mosmo parda, para ir em
suacompanliia e tralar de meninos: quem esti-
ver nestas circunstancias dirija-se a esta typogra-
phia, que se dir<]uem precisa.
-- Antonio Carlos Pereira de Burgos embarca para
ollio-Grando-do-Sul a sua escrava Firmina. parda
de 11 annos. '
- Aluga-se urna escrava parda, de 24 annos, com
muito o superior leile para criar na ra do Cres-
po, n. 12.
0 abaixo assignado roga ao Sr. A. V p
A. V. o favor de se dirigir ruado Aragfio, n'
adm do se ultimar o negorio que no igno'r-'.
este curto annuncio produzir o cfTeito deseiado' ll
se veri o abaixo assignado ohrigado a publicar a,
tro mais extenso, pois no pode lor mais condese!!
dencis. "
Custodio Jos da Silva
Furtnram, na noite de sexta-feira parasaUi
do 4 do corrento, do sitio de Elias Coelho Cintra e*
Santo-Amaro,, um cnvallo castanho, enm caben"1
finos, tamanho regular, com o p direilo brane"'
e debaixo do tpele tem una pequea estrella brs!'
ca ; carrega por cima o porbaixo, e baralha; |BV|!'"
freioesellim inglez em meio uso. grande, pr0Dr
para homem gordo : quem der noticia delle 0u
pegar, pode leva-lo a ra do Aterro-da-Boa-Vis|.
n. 18, no primeiro andar da casa do Sr. J)r. Gome'
ou no Hospicio, n. 4, casa de Arcenio Fortunatoii'1
Silva, quo ser bem recompensado.
Precisa-sede urna ana de leile forra, que .;
de boa conducta, para tomar conta de urna criaac
quem estiver nestas circumstancias annuncie.
Antonio Francisco deMoraes remelle para
Aracaly a sua escrava crioula, de nome Fauslinan
a qual vai docnte para ahi ser tratada, e restabele-1
cidaqueseja temde voltar para esta cidade a,\\
seu poder. *
-- Anda ha a sublime banha franceza para con
servar o cabello, pela, sua frescura e bom aroma
em potes de duas libras, pelo diminuto preco de I
1,600 rs.: vende-se na ra larga do Rozario, n. 24
Por detras do theatro cocheira de Jofio da (a.l
nha Rois, alugam-so muito bons cavallos e bem cor
dos, proprios para passeo e tambem ptimos
quartospara viagem. Na mesma cocheira vondam
se comprain-so o trocam-so cavallos de todas as
qualulades: tambem se recehem para so trataremi
da melhor forma possivel, e cura-se qualquer mo-
lestia que os mesmos tenham.
--UMAPESSOA, ltimamente chegada a esta pro-1
vincia e que sabe grammatica da lingoa nacional e
franceza, geographia o arithmetica sb nmeros in-
ieifo, oTereco o seu presumo a aiguma possoa qU i
doliese quizer ulilisar, para fra da cidade: nwu
typographia, se dir quem b'.
IHMANDADE DO SS. SACRAMENTO DE S.-JOSE'.
No se tendo reunido, por diversas vozes nume-
ro legal de irmfios para formago da mesa o juiz
novamente convia e roga a todos os irmfios pin
se reunirem em mosa geral. no consistorio de K
S. do Terco, domingo, 12 do corrente, pelas 10 h*
ras da maulifia, alim de se proceder a eleicfio dos
mesa ros que teem deaerrreslo snno e tratar,
se de diversos assumptos de grande utildade nsra
a mesma irmandade.
0 abaixo assignado roga as pessoas que Ihe es-
tfio devendo, hajam de ir pagar no prazo do 15
das, contados da data dosto ; llcando certos aquel-
lesqueo nfio izerein, que seus nomos sero publi-
cados por este Diario. Recite, 9 de margo de 1848
too da Cunks Rtis.
O secretario ra irmandade de
S. Jos da Agona,
erecta no convento do Carino, faz sciente aos ir-
mfios da mesma irmaudade, que domingo, 12 do
corrente, haver mesa geral, para se Ijratar da elei-
cfio dos membros que devom com por a nova mosa
rogedora.
~ Existe urna possoa quo tem livres as tardes, e
que pode empregar-seem qualquer servico depois
oas duas horas at a noite : quem de seu presumo
se quizer utilisar annuncie.
Retratos
do daguerreotypo coloridos e
fixos. pelos ltimos deseo*
orinientos.
O nbaixo assignado tem a honra de participar 10
respeitavel publico o aos seus amigos geralmente,
que acaba de rece be r dos Estados-Unidos, por es-
cala do Para, no vapor Imperalrit, um bello sort-
mento de objeetos para retratos: e como tencin
domorar-se pouco tempo nesta praca, e seguir bre-
ve para a Baha convida a todas as pessoas quo an-
da precisam dosseus servicosa aprovcUarem a occa-
sifio presente. Como ha militas pessoas de opin
errnea, que ests retratos somonte com o tempo
se acabam o abaixo assignado nfio pode deixar de
direr quo esta opinifio s podo ser applieada nos
retratos de funiaca que se tiraratrt anteriormente,
que os retratos (xos e coloridos nfio silo capazes
de sumir-se nunca e que esl prompto a mos-
trar a qualquer pessoa a diirenmca.que existe en-
tro um retrato de fu maca e um fixo o colorido, pe-
lo novo dcscobrmento. As horas mais proprias
para tirar estes retratos sfio das 9 horas da mantilla
os duas da tarde principiando de boje em diante,
na ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 26.
Carlos D. Fredrick.
- Senhor duque, respondeu Genuino procurando to- hidoies : entre o,
n2 o^cTcu^T0' lma' deu",ale"'vel ca- que hecom elfc
commendacoes, qudr reconhcccsse este diploma, ama-
t^.rte.a "'" 8e'L' ValoI' Pr9ue MHMpsnhdca
amanhaa devem ei senhores da cidade.
Se^i,atoZa.S,f,5ramCO'nOU','raio' ''ue cahionaos-
-semwiea. todos licarain como que aniquilados' E todi-
v... a, cabo > alRu5 in.un.e1,, replico,, Genuino:
? .c<,'P"hcndo, senbor dique, c..
Mleocio contlnnou Guise com autoridade c o
cau-we ettiu auenco..... Confesso-lhes, que .sneito
mal. as sua, assignaturas do qe o, senhore",nes.no o
fW : S.ncc,onarei aquella que me voltar daql a P-
co acompanhada de urna apostilla omnipotente. Aai
* os ieus papel,, SS ^=,"accre^n[ou b^?Z^^ *fe
o,
Quanto a V. Merc, senhor Gennaro, pedio lao nun-
ca cousa a Medina para Ihe entregar o toi-rrao do Car-
ino, que Ihe be devida esta ultima recompensa. Ouei-
ram ir, por obsequio..,., vo:.... -Yw
Os tres Napolitanos levantarm-se todos confuso, uao
oendo se deviain fallar ou se deviam sabir.
Apresscm-se, disse Guise; e aquello dos senhores
que obtiver essa assignalura, entregar a sua pelico
ao nosso bel capitao Sa.ilis, que m'a apresentar ama-
nl.aa na punta da espada com a qual me deve atacar 00
Mercado-Novo.
rerhfg.1"ra,mbe'n. a V* San" lren,cr e cmpallide-
fn .,' 1 .f ,"* reot >?"> 0">< desesperado, em
torno de al. bem convencidos de que esta cruel zoi.i-
Ah/ be rerdade, entendo, emendo, disse Guise
os senhores temem talvez nao encontrar mais a Flix de
Medina no lugar da entrevista. Pois bem! cu Ibes atie-
ro poupar o trabaibo de o ir procurar.
Wateu palmas o duque, e iu.mediatamente Medina con-
duzldo por quatro latsaroni eutrou na sala
A se.nelbante vista, os trahidores cahiram de joclho
por um mesmo mo vi ment, exclamando :
l'crdao I perdo I
Guise os deixouassim por um momento; e, vollaud-
se para Censante. Rochefo.t c ldena, que nao eslava,,,
menos confusos que os outros, contimiou :
que. Ibes disse Guiae, os senhores hesitam ?
7 i.rf ani leeui' l,,eu senhores, vejam que espect-
culo : Eis-alu no que d;lo ambicoes vergonhosas.....
Senhor duque, disse Censante com altivez, eu nao
cstou acostumado a deixar que me fallen, em seme-
llian 11- loin.
Pois, nao obslanle, ha de solii-e-Io, senhor Ceri-
sante, continuou Guise com desdem, at que inereca
que o traten, como um genlil-boineiii. Chamo ambi-
coes vergonhosas aquella que, para chegar aos seus
luis vao por camiiihos veigouhosos eobliquos. Mas o*
senhores deven, estar bem altivo pela coolianca que
inspiran, a estes.homens; porque, no mesmo luslanle
em que Ibes promeltiam o priu.eiros cargos do estado,
ellrs os coinpravau. a Flix de Medina. Kis-ahl, torno
euiadizer, o resultado de intrigas obscuras e baixas.
ftao fol assim que eu 11, meu senhores ; quaudo vim
a esta cidade para combaier o llespanhes, vim con, u
rosto descoberto e i luz do sol. K que achel eu entre
ete povo, que me chamava ? trahidores ; entre a
quelles que me baviam oflerecido la espada ? tra-
os meu iuinigos? trahidores; por-
cito iraico que um gcalil-liomcn a
quem eu nuuca recuse! combate,, entre na minha ci-
dade como um cobarde espio, para comprar tralfes
ue miseraveis menos cobarde que elle, porque nao teca,
que usteular a honra de um nome Ilustre.
Senhor duque, responden Medina, V. Alteza se es-
cuece de que insultar uu, prisiuneirohe a inaior da co-
bardas.....
ndela, senhor Medina, ndela, replicou Guise;
essas moralidsdes sao boa para um claustro ; mas, pe-
lo amor de fleo, pcrmitu-ine que Ihe diga que o er
apandado n'uma accao infame nao d direito a cr
penado. Segundo esse seu modo
de eutender, cada ua,
uestes tres homens pode dizrr-ine isto : Ku quiz ven-
Ue-lo aos seu nimigos ; fiz unta accao de Judas ; mas.
como o nao contegul, nao ten, nada mais que me dizer.
O senlior duque tem o direito de o manda, en-
lorcar, respondeu Medina, e o de me mandar mala, a
lulm..... vamos l com isso.
Esta propnsic.no parece que nao agradou multo aos
quatro aecusados, porque comccarain de noto a pedir
perdao; e San lis e Genua, o urravam c choravam.
Ma' um momento, senhor Medina, disse o duque
de Ouise ; anda nao acabei. Sabe o senlior que eutie os
llilalgo do duque d'Arcos lia una nobre cmulacao pe-
la minba perda f Os senhores me lornain orgulboso pe-
lo encarn,;ameulo com que a procuran!. Tal vez o se-
nhor conde pense que cscolheu o caminbo mai hon-
rlo e mais curio para chegar a ella. Dcseugane-e ; ha
um dos seus amigos que se teiia adiantado neita valen-
te; empreza, se eu o dcixassc oblar
Me.lina nao respondeu.
O senhor nao me parece curioso de o conhecer,
contiuuou Guise comludu he preciso que eu le diga


Si.-p.-2i.
O primeiro secretario avisa aos Srs. socios orn go-
ralparaasuareun.So, hoje, 10 do correte, as 6 e bastante leite: nesta typographia, se dir quem
1/2 horas da larde.
Compi'am-se, efectivamente, todas
asqualidades de garrafas e botijas vasias
no Aterro-da-Boa-Vista, fabrica de li-
cores rj. 17.
i compra.
Antonio Jos rtaymundo Chavos. Portuguez ,
retira-se para fra da provincia.
OSr. Antonio Jos llaymundo Chaves, que, pe-
ln. 57 ''**!* filn*!n An 4 f\ *J/) CO^rPltS nf*l**m *n
tirar-se para fra desta provincia tem urna earta ,
vinda de Lisboa na rita da Gru, n. 45.
Na roa dp Araglo, n. 4, bairroi da Boa-Vista,
fazcm-sequaesquor cortinados, tanto de cama como
para janellas, com a maior pcrfcicSo possivel.
-- Urna mulher de bons costumcs se encarrega da
criando de meninos de pcito impedidos e desimpe-
didos : tambem recebe meninos para desmamar ,
no que promette esmerar-se: narua Direita, n. 30,
terceiro andar.
-Perdeu-se, na tarde do dia 7 do crrante, da
ra da Madrc-de^Deos at a travessa do mesnio no-
mo, um annel do ouro com urna tranca de cabel-
lo no meio e as letras seguimos todas juntas ,
J. D. F. L., e pela parte de dentro com as seguidles
T. H. O.: quem o achou e quizer restituir, dirja-
se a ra da Cadeia do ftecifo, loja n. 55, de Luiz de
(Kiveira Lima, que recompensar.
IGBEJA DO CORFO-SANTO,
rm u a-toiria
Vendas.
A mesa regedora da irmandade de
Santissinio Sacramento convida a todos
os irmaos, emgeral, para minino, ilo-
mingo, 11 do corren te, pelas () horas da
manliiu, no seu respectivo consistorio, a-
fim de se" deliberar sobre negocios de
grande interesse para a mesma irman-
dade.
Precisa-so de urna ama forra, ou captiva, para o
servico do unta casa : na ra de llorlas, n. 16, pri-
meiro andar.
Quem tiver urna sala, ou um pequeo andar, que
queira alugar por prego commodo em quaesquer
das seguidles ras Cadeia e Cruz, no Recia;, Quei-
mado, Crespo, Collegio, Cadeia e Rozario, ero S.-
Antonio, dirija-se a ra da Cadeia-Velha, botica n.
3, ou aniiuncie.
Precisa-sede um forneiro, ou mesmo de al-
gum amassador que cntendn de enriar mista n
menos a dnpfio : tambomae precisa de um caixei-
ro que tenha alguma pratica de padaria, o que
abono a sua capacidade : na praca da S.-Ciuz, paita-
ra do urna so porta.
-- Dilo-so 500,000 rs. a premio sobre penhores de
ouro, ou pral'a na ra do i'adre-Floriano, n. 35.
-- Jos Goncal ves da Fon te vai a Portugal tratar de
sua sadn,
Recebem-so cscravos para se venderem cm
commisslo, tanto para a Ierra como para fra por
tnr o annuncianto muila freguezia : s se leva dcs-
le irabalho uma pequea commissao, e se promet-
te toda a seguranza para os cscravos : na ra das
Flores, h. 17.
Precisa-se Je uma pessoa'com capacidade para
cobrar fra da praca urnas dividas, dando-so-lho
porcentagem para o que dar fiador a sua con-
duela : na Soledad, sitio da cscala.
--D-so 1:200,000 a 1:500,000 rs. a juros de um
c meio por cento ao mez sobre liypolheca em pro-
piedades nesta cidade : ua ra Direita U. 36, pri-
meiro andar.
Recebeu-se nestes dous das
uaia remessa de escravos todos
de bonitas figuras para se ven-
derem muito em conta, na ra
das Larangeiras, n. 14, segundo
andar, a saber : um lindo mua*
tinhodeis annos, com principios de carpina e
que he oplimo para pagem por sor muilo esperto ;
um dito xle 16 annos ; um dito de 32 annos, com
oUcio desapalciro ; um dito de 25 annos, muito
fiel o humilde,do qual se afianca a coniluctajdous di-
tos de 35 annos por 330.000 rs. c*da um; 3 prctos
de nacflo de 20, 23 e 25 annos proprios para o
campo; um moleque do 7 annos, ptimo para apren-
der algum oflicio ; uma moleca recolhida do na-
cflo, que cose o fazlavarinto ; uma preta de 20 an-
nos que engomma cose e cozinha, ludo muito
bom feilo; duas pretas mocas, que lavam do sa-
bfloe varrolla ; uma dita de nacflo Costa, boa qui-
tandeira por 330,000 rs.; uma parda de 18 annos,
muito forte, propria para aprender engommar;
um prclo, por 150,000 rs.
"l II,;
Vendem-sc, para a guarda na-
cional, fardas de panno fino, a 6$
rs, ; assim como talins proprios
para inspectores de quarteiro, a
a,5000 rs.: na praca da Indepen- jjj]
dencia, n. 19 U]
Compras.
-- Compra-se uma rotula para porta embora pre-
ciso do algum concert : na praca da Independen-
cia, loja do oncadornador, n. 12.
--Compra-se uma preta de 40 annos, boa cozi-
aheira sem vicios nem achaques : na ra da Sen-
zolla-Velha n. 110 das 9 horas as 3 da tarde.
-- Compra-se ouro, mesmo em obras quebrad as :
na ra do Rangel, n. 10, primeiro andar.
Compram-se dous pares de Linternas do vidro ,
pequonas quo ostejam em bom uso : quem tiver
annuncie.
Compram-secadciras, bancas, marquezase me-
sas feitas no paiz tanto novas como usadas : bem
como lantcruas e mangas de vidro tambem se
1 compra um torno com seus perte ac*, para tornear
niudcira ; na ra Nova, n. 67.
Compram-se, effectivamenle botijas e garra-
fas vasias : na ra de S.-Rita, reslilacio n. 85 e na
venda atrs da malriz da Boa -Vista n. 2, que Dea
na esquina da praca.
-- Compra-se uma venda coiu poucos fundos, quo
tenha alguma freguezia tanto para a torra como
para o mallo e que seja em ru publica : quem ti-
ver annuncie.
Compram-se, para um ouconimenda, dous mo-
lequese duas negrinhasde 12 a 1* annos: no pateo
la matriz deS.-Anlonio, sobrada n. 4.
quem elle he .... porque, se o senhor conde se tornar
algum da seu nimigo, bem |Hide succeder que, em-
nuaiito'lhc comprar os criados para o matar sem defe-
sa, ille llie corrompa os seus para o mandar enveneuar.
Como !... rxclamou Medina estupefacto, Borgia!...
Guise desatou a rir, c rxclamou em alta voz :
Entre, meu bello primo.....entre.....
Ilorgia apparcceu inmediatamente, escoltado por al-
guna soldados.
t) senhor Mclchior deve estar coiitculissimo, Ibe
disseGuise, coma cxcctlebCU da sua reputacao. Apenas
pronunciei a palavra = tventnamento =, o seu amigo
Medina respondeu-me com o seu noine.
Que quer que Ihe faca? He uma reputacao de fa-
milia, responden Ilorgia com o maior dcscarameiilo.
He como quando se fallar de principes enfatuados da
sua pessoa, que se julgam iguaes aos reis, c que todo o
poder que llveram Ibes veio da canalha, que todos res-
l'undero eom o nomc de Guise.
O meu bello primo, Ihe tornou o duque eom o ru-
bor nat faces, quitera levar me por essa injuria atroz a
commeUer alguma violencia para com sigo ; mas o er-
ro de um Guise espantarla de tal modo o mundo, que
eobriria o criine de um Borgia.....Nao tenha semelhan-
te esperanca ; -- o senhor Borgia he, e ficar sendo sem-
pre um envenenador.
Toda a preseuca de espirito de Borgia nao o pode sal-
Ijar de rmpallidccer ; ma procurou anda mostrar a aua
'diilercnca.encolheiido os hombros e atirando-se em
euna de urna cadeira.
Quando se acabar esta comedia e pos maudareiii
Para as m.-.s do algoz, disse elle estendendo-se, acor-
ua-me la, Medina; tenho agora vonlade de dormir.
Faz multo mal, senhor Borgia, Ihe disse Guise lo-
mando de novo o tom de chasco, porque eu Ihe havia
-Vende-so um sitio na ra do Bom-Sucesso, em
Olinda junto ao sitio do Sr Crispim com uma ca-
sa de regular tamanho e unido n esta um caixflo
para outra casa maior tudo do lijlo com algre-
te grande para flores muitas larangeiras, manguei-
ras, jamhreiros pinhoiras, figueiras etc., tudo
j dando fruto c em chaos proprios : lamben) se
arrenda ou aiugn-su, por proco commodo: no
pateo do Carmo n. 18, segundo andar.
Vendem-sc duas cscravas, uma de 20 annos,
muito boa engommedeira e costuroira e outra cn-
/ i ii he i la e doccira : vendem-se por seu senhor re-
tirar-se : no ptaeo da malriz de S.-Anlonio, sobrado
n. 4.
Vende-so cimento de muito boa qualidade : no
armazem do Braguez ao p do arco da Conceico.
Na ra floCabug, junto a bo-
tica, loja de .11 a noel Pinhci-
ro de Mendonca,
vendem-se as mais superiores sarjas pretas quo ha
no mercado; veos pretos muito finos, do diversos
lmannos; mui ricas mantas do seda; um lindo
sorlimento do luvas do seda e de pellica, tanto para
senhoras como para homons ; mcias de seda pretas
o brancas; borzeguins para senhora; sapatos de
courode lustro par senhoras o meninas ; mui lin-
dos lencos do seda [foulard] do padres mui pro-
prios para pescoco de senhoras; superior merino
preto ; chapeos prctos francezes de superior quali-
dade ; e outras muitas fazendas, por presos com-
modos.
Vende-se um molequode bonita figura de 13
14annos : na ruado Cabuga, u. 3,a fallarcomMa-
noel Antonio Concalves.
Vendem-se com modas, cadenas sophs, jogos
ile bancas toucadores e mais trastes do Jacaranda e
em meio uso por preco mdico : na ra da Cadeia
de S.-Antonio, n. 18.
Vendem-sc duas pretas de 18 a 20 annos que
cozinham muilo bem o diario de uma casa engom-
mamsoflYivol, lavam mui beme cosem chflo ; um
mulatinhodo 15 annos; um caboclinho do 9 a 10
annos muito esperto ; dous i rolos miiilo mocos,
hoi.s para lodo o servico : na ra do Vigario, n. 24J
se dir que vende.
Chitas pretas assetinadas.
Vendem-so as j bem acreditadas o superiores
chitas pretas assetinadas do ultimo gosio a 240
rs. o covado : na ra do Collegio, loja nova n. 1. .
Vendem-se di-
versos escravos che-
gados prximamen-
te do Cear, entre
os quaes uma ne-
gra perfeita ciigom-
madeira, enm mu-
lato proprio para
pagem,de mui linda
figura, e eom prin-
cipio de officio de
pedreiro. iva ra do
Crespo, loja n. 2 A
se dir quem vende.
Vende-se por precisSo, una prelo de 98 anno*
do qual se afianca com responsabilidades conduc-
ta : no pateo da S.-Cruz n. 14, se dir quem
rende.
Para pagens.
Vendem-se chapeos invernizados galflo de ouro
e prata : na ra do Queimado loja de cirgueiro ,
10.
m
m
m
i
m
MENEZE3.
Praca da Independencia, n. 17,
LOJA DK SinCDEIRO.
Vendem-se uniformes para todas
as patentes tanto para guarda
nacional como para primeira li-
nha, e cliapc'os envernizados e de
sed para pagem, gl3o de ouro *
c prata, espadas prateadas de ro- @)
ca e sem ella, e outros mais ob- (g\
jectos pertencentes a mesma ar- ^g,
te: ludo por preco mais comino- .
do possivel. w
dos
preparad; uma bella occasio de estudar o effeito
seus venenos.
Devras? perfruntou Horgia.
He verdade. Julguei que era dar muito que fa/.er
ao verdugo decapitar tres dos meus gentis-homens co-
mo estes, e enforcar qualro viloes romo aquel les ; e por
~ Na ra do Queimado, n. 18, vendom-se riqu-
simas maulas de velludo matizadas de variadas co-
ros c sublimes franjas, chegadas do llamburgo a
esta praca pela primeira voz. Tilo precioso o delica-
do adorno tein de ofTerecer um graciozo jogo do
preferencia entro o hrilhantissimo circulo do bello
sexo pernamhncano que ama os espectculos,
onellesusa a prsenla r-se com o mais sublime
fausto ; pois quo sendo as mantas ao todo se-
ment 18, e nio sondo possivel reproduzirem-se,
lee ni de fazeralgnns descontentes o quo o annun-
cianto sent nio poder remediar.
Sermonarios em portuguez,
chegados de novo livraria da esquina do Collegio,
rica e variada colleccflo por diflerentes autores ,
entro os quaes os seguintes : SormOcs de Fr. Fran-
cisco da Madro-de-l)oos Pontos, 5 v. ; OracOcs sa-
gradas de Fr. lenlo, 6 lomos em 3 v. nova edieilo;
orncOes noTisslmas, por um benedictino, 2 v. ; Ser-
mfles de Fr. Valen ti ni da Mai dos Homons, 5 v. ; di-
tos do padre Theodoro de Almeida, 4 v. ; SermOcs
quaresmacs, 4 v. ; SermOes inditos de um bispo
de Franca. 1 v.; Anno panegyrico echristfo, 2 v. ;
Panegyricos e discursos evanglicos, extrahidos dos
mol hores autores francezes o italianos, 4 v.; Ser-
mOes do Figueiredo, 1 v.; SermOes apostlicos, 1
v. ; idelogo e orador christflo instruido sobre as
regras de entender e eipdr a sagrada escriptura ,
nos 4 livros da I). Ctl. do S. Agostinho 2 v.; Pre-
gador instruido as qualidades esseuciaes do mi-
nisterio, 1 v.; Panegyricos modernos, adornados
de smiles muito naluraes, 2 v.; Thesouro depre-
gadores, 2 v. ; Orajes do bispo I). Antonio Pi-
nheiro, 2 v.; Panegyricos do Carvalho, 1 v., etc.
AOS ESTUCANTES.
Vende-se o diccionario de theologia moral de
Bergier da ultima edicHo ; Curso do diroito natu-
ral do TI). JoufFroi : na ra Nova, n. 38.
Vende-se um pardo bastante claro e moco ,
proprio para pagem, eque cozinha o diario de uma
casa, c tom principios do alfaiato na ra Direita,
n. 45.
- Vondc-se um bote de 2i palmos do comprman-
lo om bom estado, e com lodos os seus pertcnecs:
na ra da Praia, n. 32.
Na ra de Agoas-Verdes,
u 46,
vende-se um excellcnto pardo do 18 annos ptimo
pardo e com principios de alfaiate ; dous escravos
para todo o servico; um dito de niela idade, por
300,000 rs.; uma bonita escrava com loitc para criar,
o que he muito carinhosa para meninos; duas ditas
para todo o servico uma dila boa lavadeira e cozi-
nheira, por 2-20,000 rs.; uma dita perila quitandoi-
ra por 320,00o rs.: dous mulatinhos o um lindo
molcquinho de 8 a 10 annos.
Vende-so uma negrnha do 10 annos pouco mais
ou menos : na ra da Praia n. 20 : vista do com-
prador se dir o motivo por que se vende.
~ Vendom-soas mefhoros postilhaa que existem
para o primeiro anno da academia jurdica de Olin-
da, por mdico preco: na ra da Madre-do-Deos ,
n. 36.
Novo e esplendido sortimento de fazen-
das pret, propms pira a presente
Quaresma.
Na nova loja da ra da Cadeia u Recife numero
trinta e dous de Claudino Salvador l'ereira Braga ,
vendem-so sarjas largas hespanholas, a 2,240 ,
2,560 e 2,760 rs. ; ditas mais estreilas, a 1,500 e
1,760 rs. ; dita lavrada a 1,000 rs. ; tarja de
lila a 800 rs. ; macedonia a 1,000 rs. ; du-
raque a 800, 950 e 1,000 rs. ; alpaca, fa 1,100
e 1,300 rs. ; dita do cordilo a 1,280 rs.|; la-
pim muilissimo fino, a 1,300 o 1,600 rs.; dito de
conllo, a 1,000 rs.; panno fino para casaca, a l, 5
e"6,000 rs.; casimira franceza a 2,800 e 3,200 rs. ;
setim macu a 2,240 3,500 e 4,200 rs.; dito fran-
coz fino a 1,000 rs. ; cortes de colleles de velludo
lavrado, a 4,000 rs.; ditos.bordados, a 6,000 rs.; di-
tos de gorguro bordados, a 7,500 rs.; lencos do se-
da com franja a 800 rs.; ditos finos sem franja a
1,200, 1,500 0 1,800 rs. ; ditos do setim macu com
barra larca a 4.50O rs. ; meiM de seda, lisas, para
senhora, a 2,400 rs.; ditas bordadas, a 3,200 rs.;
ditas para homem a 1,200 rs. ; ditas de algodo ,
para homem a 240, 280 o 320 rs. ; ditas para se-
nhora a 440,500, 560 o 640 rs. ; luvas curtas de
seda e sem dedos para senhora, a 1,000 o 1,200 rs. ;
ditas compridas com dedos e sem olios a 1,000 e
1,500 rs. ; los de todos os la manilos a 2, 3, 4, 5, 6,
7,8 e 10,000 rs.; veos, a 6,000 rs.; luvas do seda
pura homem, e 1,000 rs.
CaSA de modas fran-
cesas.
M. MILLOGHA,
no Aferrn-ria-ISoa-Vista, n. I,
primeiro andar,
alm dos objectos ordinarios do modas, como cha-
peos sedas para os ditos fitas, lloros, creps, bi-
en-., luvas, camhraias, filos, etc., recebeu pelo
ultimo navio viudo do Franca um lindo sorlimen-
to de bordados como : camisinhas; pescocinhos ;
cabecOes; collarinhos ; entreineios e tiras borda-
das, para a ultima moda de roupOes e muitosob-
jectos para a Quaresma ; ricos filos de bico preto;
ditos de seda; ditos do linho de muito lindos pa-
dres ; crep preto ; barege do listras o de quadros;
tranca e franjas de retroz preto, para vestidos 0
manteletes ; mantas de bico preto; tafet largo,
preto e muito cncorpado ; um grande e rico sorti-
mento de bicos prctos verdadoiros, de padroes da
ultima moda. Na mesma casa sempre so fazem chi-
pos toucas, collarinhos, vestidos, e em geral lu-
do o mais do toilette das senhoras por preco mui-
to commodo e com promptidilo e gosto.
Vende-se, na ra do Queimado loja de miudo-
zas n. 24 luvas pretas compridas e enfeitadas ; di-
las de pellica, para senhora o homem de todas as
qualidades ;| los pretos dos mais finos, por barato
preco; loncos de setim preto para gravata ; filada
velludo de todas as larguras; caixas de massa de
tartaruga ; cortes de colleles do gorguro de seda ;
Vende-se um carrinbo de 4 rodas, em bornes- penles de tartaruga para marrafas ; abotuaduras
tado: na cocheira do Sr. Adolpho Bourgeois, ra
Nova.
/Kavmeuu
EjulgaV. Alteza, senhor duque, que esta aeco
nao tcnlia tanto valor como as sciiucccs que cu fiz a
esta honrada gente, c mais os projectos de ilorgia ? Isto
Ihe ser contado na historia das suas conquistas.
Assim o espero, tornou Guise, como urna lic.o sa-
lutar, dada a estes senhores, e que Ihes mostrar que, se
,ln'KmC"l2(lH|Ue' ChT tratl "'e ti0'x\v"\ eu me rmuesse servir contra elles das armas que se e'm-
2lrliSm ',an .I 'ena"w* a8r,adavel P'OKan. contra mim, seria nisso muito mais 'hbil que
o Ir la tamban procurar o castigo. ... Nao toquei, por- os senhores todos.
Como I disse Dorgia, pois isto nao passa de uma
raca ?
toquei, po.
tanto, no banquete preparado para.mim, c acabo de o
mandar servir a estes senhores. que me Bzcra; o favor
de se regalar com elle.
A'seinelhantu declaraco de Guiae, os infelJ7.es, que
se julgavam victimas de uma espantosa esparrela, alca-
ram gritos desesperados. Gennaro apertava a barriga
enm horrivtit caretas, urrando com toda a forja, eui-
iiuaiiioSantis, cornos ollios espavoridos, a paldci no
rosto, e estremecendo com todos os inembros, seen-
costava a urna parede para nao cahir. Peppc-Palombo
gyrava como um pio em roda da casa, gritando : (jm-
he isto I que he isla ? como se uo Uvera compre-
hendido o que acabava de ouvir.
Genuino tomara uma iuimensa garrafa, e adespe-
java com furor ; Censante, Kochefort e Mdena faziain
todos os cslbrcos para nao parecerem assiutados. mas
os seus olhu eraui leroies, os denles rangiau-lbes, e
procuravain em vio di/.er alguma palavra. Emquanto
isto se passava, rolava ilorgia sobre os coxins em que se
havia deludo, e ra a bandeiras despregadas, cicla-
mando :
Oh 1 que comedia!.....que boa peca I.....que en-
granadas tlguras estas!.....isto he morrer.....
K continuava a rir, a rir, a rir.
Mediaa, porin, mals tranquillo, exclamou de re-
pente :
grac
Meu primo a teria tornado mais seria, nao he as-
sim, Borgia P
Por certo, respondeu este, framente.
Urna Braca replicou Cerisaute em tom aiheacador.
Uma graca! repetiram depois dellc Kocheford e
Mdena.
He verdade, meus senhores, respondeu Guise, e
espero que se esquecero della, como eu me esquecerei
da leviandade criminosa do seu proceder, das suas es-
peran cas e das suas pompas. Voltem para os seus pos-
tos, meus senhores, e lembrein-se que cu sei tudo, e
vejo tudo.
K nos ? c nos ?.....exclamou Gennaro.
O seu posto esl oceupado, disse Guise; o torreao
do Carino j me pertcnce, mestre Gennaro, e um dos
meus olliciaes est encarregado de me trazer de l cem
mil escudos para provr s necessidades da trra. Coin-
tudo Vossa Mcrc anda pode ir inorar l, porque n'011-
traqualqucr parte em que o apanhassein enorca-lo-
liiaiu. Quanto a sua pessoa, mestre Genuino, anda que
os seus cnnselhos me parecam servir mais aos nteres-
para casacas ; mcias do seda para senhora por ba-
rato preco.
II "" l" IBMMMMMMaMaSM
Merc tomar de novo o commando do seu quarteiro,
Peppc-Palombo, proseguio anda o duque ; a corageiu
que tein mostrado contra os llcspanbes, resgata a sua
traifo
K cu ? perguntou Santis.
Laucan daqui para fra este inaroto a chicote, e
que eu nao tica mais fallar dellc disse Guise aos tttt-
znroni, os quaes se apressaram em obcdecer-lhe.
R nos? perguntou Borgia com uma alegria cheia de
impertinencia.
Os senhores voltem para o campo do duque d'Ar-
cos, c vao-ihe dlzer como he que eu puno o trahidores,
o assassinos e os envenenadores; e se o meu bello
primo quizer cruzar contra a ininha a espada que Ibe
deixei, achar-me-ha cm toda a parte em que se com-
bate a lu do sol. Vo, meus senhores. as portas estao
livres.
Os Napolitanos c os officiaes franceses sahiram de ca-
beca baixa, com o rosto chelo de confusao.
He grande c generoso, disse Medina deixando o
duque ; Dos te proteja!
Dcos Ihe d fortuna, disse Borgia laudando o du-
que, c lembre-se que me nao esquecerei nunca da ma~
neira por que me tratou.
K sahiram.
Nunca homem algum, disse Medina, se vingou
mais nobremente dos seus lnimigos!
-5 Nunca homem algum, accreacentou Borgia, o*
creou mais implacavris c mais encarnicados.
Mas perdda-lhes.
Nao he assim : humilha-os.

Iv
------v.....uw lllt j,a,(ry[ii ^iivir indis aos inieres-
ses dos Hespanhes que aos meus, continu as suas |
uuccOe ; nao quero deshonrar a sua velhice. Vossa |
(L'oiilWMar-f-sM.J


b
JJ A ttenca JJ
Na nova fabrica rifc Aterro-da-Boa-Vista, confron-
to a oalunga, ve^aetn-so chapeos finos francezes;
ditos de castor branco fabricados em Lisbc-; ditos
som pollo, brancos e prctos ; bem como bonetes de
panno fino, proprios para olllciacs da armada. Na
mesina fabrica se conoertam chapos de lodas as
qualidades. A elles, que o prego convida.
Vende-se nm silio na Torro, com 600 palmos
de frente c 1,200 dilos de fundo ponco mais ou me-
nos na margem do Ca piba ribo, com alguns ps de
coqueiros: alm dos palmos ditos ha urna grande
baiza para capitn ou viveiros : na ra da Cadeia
iIa R-AnlAnin nrmn7HfK n Al .
'IVovo bramante,
de II palmos de largura.
Na loja da esquina que volta paraba ra do Coll'e-
gio, n. 5, vende-se o novo bramante do puro linho,
com 11 palmos do largura, pelo barato preco de
2,800 rs, a vara.
. Vendem-se quartinhasdelods as qualidades,
vindas pelo ultimo navio chegadoda Bahia; bom como
alguidares grandes de gomos proprios para lavar
meninos, por prego comtnodo: na ra Augusta,
venda n-1, se dir quom vende.
~ Vonde-sc a venda defronto da matriz da Boa-
Vista n. 88. As possoas que teem estado em nego-
cio com ella, dirijam-se a mesma, que se fara qtial-
quer trato que nielbor Ibes convonh; bem 'co-
mo outra qualquer pessoa que a queira comprar.
Panno-Couro.
Vcndem-se superiores cortes de calcas da fazonda
panno-couro, par ser do duracao extraordinaria e
de padres oscuros proprios para o trafico, polo
diminuto prego de 1,600 rs. o corto : na ra do Col-
Jegio, loja nova da estrella, n. i.
Casimiras finas c elastio.m
Vendem-sc superiores casimiras finase elsticas,
a 1,000 rs. o covado; cortes de ditas de cores, muilo
finas, a 6,000 rs. ; superiores casimiras pretas da
melhor quulidade, a 6 o 9,000 rs. o corte : na ra do
Col.legio, loja nova n. 1.
wmm Na fabrica de chapeos da ra do Queimado,
n. 22, vendem-se superiores chapeos de cas-
.rWPa. tor brancos, tanto com pello como sem elle,
He 2,500 al 5,000 rs.; chapos envernizados, pro-
prios para o hrinquedo de cntrudo por seren pro-
va d'agoa, e tambem silo proprios para viagem ;t,cha-
pos de massa do todas as qualidades do 2,400 rs.
para cima : tambem se recehem encommendas do
todas as qualidades, perteucentos a chapeleiro e
cohrem-se chapos do mola a vontade dos fregue-
zes : tudo por prego mais commodo do que em ou-
tra qualquer parto.
- Vendc-se um diccionario do Moracs, em bom
estado : no paleo do Carino, n. 5.
Los pretos,
a J$440 rs. cada um.
Na loja n. 5, confronto ao arco de S.-Antonio ,
vendem-se los pretos, grandes, a 1,440 rs. cada um
Vendem-se ancoretas com cal virgem a mais
nova que existe no mercado, por prego mais com-
modo do que em outra qualquer parte; urna por-
glo de pesos do duas arrobas do ferro e algumas ser-
ras grandes para serrarem madeiras : na ra da
Moda, armazom u. 17.
Imperial, com duas morada* de caas, urna para
grande familia, na frente da ra e outra mais pe-
quea dentro do mesmo sitio, com bons parreiraes
c mullas fruteiras dnboas qualidades todas novas
a jii dando fruto, com um grande viveiro no lundo :
na ra Direita, n. 135, loja do cera onde se far
qualquer tos negocios, por seu dono ter de retirar-
so por molestia.
Vende-se um terreno com 117 palmos da fren-
te e 89 ditos de fundo em estado de se edificar,
por nao precisar aterro em cujo terreno podem-se
fazer tres ptimas mei'agoas na ra do Pilar em
Fra-do-Porta, do lado da mar grande: nadita
ra, n. 11, no pateo da greja do Pilar, das 6 horas
.1 mnnhB e O
Tiesta loja cha-se um completo sortimenlo do
obras fcitas, do todas as qualidades: bem como
pannos finos prelos merino ricos cortes do col-
lete de gorgorito bordados, por prego commodo.
Vende-se um alambique de cobre de carga de
3pcanadas.com serpentina de estanho : ludo em
bom estado por prego commodo : na ra do S.-Ri-
ta, n. 85.
Vende-se oj engenho Timb, distante desta
praga 4 legoas corrento e moente com agoa do
boa e regular produeg.lo com a safra de 2,500 piles
ponco mais ou menos, ou sem olla. Este ongenho
he de consideravel importancia nlos no presen-
te cmo no futuro, por conter mais de 4 legoas do
. terreno Cobcrto de maltas virgens com capacidade
para se levantarem engenhos d'agoa e de bestas : a
tratar no mesmo engenho, ou no sobrado ao lado da
cadeia, n. 23.
Vcndem-se, na ra da Cadeia do Recife arma-
zem rio Braguez, saccas com superior familia do
mandioca ditas do arroz Uo vapor o da fabrica ,
vindas prximamente doMaranhflo, pelo brigue-es-
cu na Laura : tudo por mdico prego.
Pannos finos.
Vendem-se superiores pannos finos, prova deli-
mito, pretoe azul, a 3,000 rs. o covado; dito fino
azul e preto o 4,500 rs.; dito preto de superior qua-
lidade e j bom contiendo pela sus baratez,a 5,000,
5,500, 6,500 e 7,000 rs.; casimira preta limisle da
melhor qualidade, largusa de panno muilo lina n
11,000 e 12,000 rs. o corte de caiga : na ra do Col-
legio, loja nova da estrella, n. 1.
JNa ra do Trapiche, n. 17, con-
tina a luver deposito da verdadeira cal
virgem de Lisboa, ebegada prximamen-
te ; advertindo-se aos compradores des-
te genero que o deposito he j muito pe-
qucDO, e que da nova nao ha mais em
parle alguma.
Vende-se, ou arrenda-so um grande sitio na ra
J^ Vendem-se chapeos de superior
^^^ castor, brancose pretos, por preco
muilo barato : na ra do Crespo,n. i'a,
loja de Jos Joaquim da Silva Maya.
Baealho !

AosSrs. de engenhos e cadas
de familias.
Acaba de chegar para a Quaresma urna porclfo de
baealho de escama de qualidado milito superior
ao que at aqu tom chegado a esle mercado, o
qual he prcferivel, ntos pelo seu mdico prego
que he do 9,000 rs. o quintal mas tambem por ser
da melhor cura pudendo eonservar-se urna barri-
ca aborta dous ou tres inczcs sem humidecer, ou
deteriorar-sc. Vende-so no armazem de Antonio Au-
nes no caes da Alfnndega n. 5, e cm casa do J. J.
Tasso Jnior na ra do Amorim n. 35. _
MllO.
Vendc-se milho, a 2,000 rs a sacca : no caes da
Alfandega, armazom de Antonio Annes.
iVovos riscados
monstros.
Na loja confronte ao arco le S.-Antonio, n. 5,
chogou um novo sortimenlo de riscaos monstros,
decores fixas c lindos padrOes com urna vara de
largura pelo barato prego do 320 rs. cada um co-
vado.
Vende-so urna porgiodeenchameis o taboas;
duas portadas do caixilhosconi vidros para alcova ;
urna grado para portto; urna dita do almofadas c
vergalhoes, para escada ; um par de ananazos de
chumbo para sacada : na ra da Concordia sobra-
do da esquina passando a ponteziuha.
Vende-se um baixo de harmona om segunda
mSo, com muito boas vozes e muito doco: na ra
do Rozario da Boa-Vista, n. 24.
Cortes de a Id na.
A fazenda mais perfeita que tem appa-
recido sao os cortes de tfleina, paro ves-
tidos de senhora, nao s pelas delicadas
cores, como pelos lindos pacimos, por
nSo desbotarem, c por seren do ultimo
gosto de l'aris. Estes cortes vem pti-
mamente acondicionados, cada um em
sna capa, e sao leitos na principal fabrica
de Pars 5 sendo de qualro qualidades dif-
ferentes, e aos precos de 3,200, 3,600,
3,8oo e 4,000 rs.: na loja nova de Ray-
mundo Carlos Leite, na ra do Qtteima-
do, n. 11 A.
*- Vendem-se aeges da ex-
mela companhiade Pernambuco
e Paraliiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, ra da Ci uz,
n. 9.
Vendc-se, na ra da Cadeia do Recife arma-
zom do Braguez, superior farelo de Lisboa por m-
dico prego.
Vende-se colla do superior qualidado, das fa-
bricas do Rio-Grandc-do-Sul: na ra da Moda ar-
mazom 11. 7.
- Vendem-se ancorlas de
diversos tamaitos, com vinlio da
Vladeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade: no escriptorio de
Oliveira Irmos & C, na ra da
Cruz, n. 9.
Vendem-sc duas boas cscravasj crioulas do
bonitas figuras c mogas, que cozinliam, lavam mui-
to bem e engommam sito sadias, e nao se duvida
dar a contento para serem experimentadas : na ra
do Queimado, loja n. 51.
Potassa e cal virgem.
Vende-se muito superior potassa e cal
virgem de Lisboa, prximamente desem-
barcada : no deposito de Baltar & Olivci-
i-o, na ra d Cadeia do llecife, n. 13.
Na ra da Cadeia-Velha, n.
29, loja dcJ. O. Elster,
vende-se vinho do Port, de diversas qualidades ;
dito da Madeira ; dito de Malaga ; dito do Sherry ;
dito de Carcavellos; dito de Lisboa ; dito de Graves;
dilo Sauternc ; dito San-Julicii; dito de Bordcaux ;
dito Chateau-la-ltose; dito de San-Gcorge; ago'arr
dente do tronga, do diversas qualidades ; whiskey;
chcrry-eordial ; marraschino ; licores finos ; punsch
da Succiu ; xarope do framboises ; ptima chaiupa-
ulia em garrafas e meiaa dilas ; velas de composi-
eflo ; cha pretoe verde do superior qualidado ; pre-
suntos e salames de Hambufgo; samiiihas em latas
o vidros; petils-ppis em ditas; salmn em dilas;
mostarda ingleza e franceza.; frutas em vidros, com
calda de assuear espirito ; agoa de flor de laranja;
charutos de Havana c da Bahia : tudo chegado re-
centementee de superior qualidado.
Farinha de mandioca.
No armazem de farinha da ra do Collogio, n. 21,
vendem-se saccas com farinha a mais fina possivel,
por prego rajoavel.
^ Vende-se um carro de 2 rodas quasi novo ,
com cavallo j ensinado : tambem se vende cada
urna das cousas em sopando : na ra da Cadeia ,
n.4.
Vendem-se cabos de cairo em grandes, ou pe-
quenas porgOes : no trapicha do Ramos, armazem
da esquina.
Na ra do Trapiche, n. 17
vendem-se barrs 'com superior
cal virgem, chegad ltimamente
de Lisboa, a cinco mil reis cada
barril.
Vendem-se 5 lindos moleques do 16 a 20 an-
uos sendo um delles carreiro; dous prctos de 25
(anuos, sondo um bom cozinheiro e outro ptimo
sapaleiro ; dous pardos, um proprio para todo o
sorvigo, o o outro bom carreiro, de 16 a 18 anuos;
urna mulatinna do 13 unnos.com principios do ha-
bilidades ; pretas de 20 a 25 annos, entre as quaes
algumas com habilidades : na ra do Collogio, n.
3, secundo anidar, se dir quem vende.
Ro Aterro-da-Boa-Vista loja
n. 78,
vendem-sosapatosdo ceuro de lustro, para meni-
nas de 3 a 14 anuos ; dito do marroquim, para me-
ninos de 1 a 5 anuos; bem como sapatos de lustro,
para senhora.
Vende-se um moleque de 12 a 14 annos, muito
pert o auiu prupriu pif apreiiir qnjiier
oflicio : no caea do Ramos, casa da esquina pintada
de encarnado por cima da venda.
Bom c barato.
Vendem-se superiores los pretos de
seda bordados, do todos ostamanhos; i
25 legitima sarja preta hespanhola; r-
cos cortes de seda preta lavrada ; cha-
malote do seda ondeado e de listras ;
Inicias de seda preta de peso ; supe-
rior sotim preto para vestido, panno
preto do todas a qualidades; casimi-
ra preta e elstica muito superior;
chapeos francezes da ultima moda; e
nutras umitas fazendas : tudo muito
em conta, e com grande sortimenlo
para escolhcr: na nova loja de Jos
Moreira Lopes & Companhia na ra
do Queimado,, nosquatro-cantos, ca-
sa amarellla n. 29.
proprio para carro, por j se ter experimentado n
ra deS.-Riln, n.9t. Na mesma casa compra-se Uni
paoparatlpoia.com os competentes preparos, 0
que estelan em bom uso.
-Vende-se, a dinhoiro, ou a prazo urna venda,
com muito poucos fundos, sita em Olinda, na ra
de Mathias-Ferreira, quefazesquina para a ladeir.i
da Misericordia : vepde-se por seu dono se char
muito doente: a tratar na mesma renda.
j> ao pode ser mais barato.
Vadera-se cortes de fusto branco, amarelloe de
utras cores a 480 ; mursulinas muHo largas a 244
r;. 2 VHT? ditas nsr.urs; a 4.500 a 4.800 rs. n..
na ra daCadeia doJRecife, n. 32.
Wo Aterroda-Boa-Vista, de-
I ron te dacalunga,
he chegado, pelo ultimo navio franeez um Com-
pelo sortimento de calcado de todas as qualidades,
tanto para homom como para sonhora meninoi
meninas por prego mais commodo do que em ou-
tra qualquer parte.
VenJe-se um boi para carroga gordo e bit-
tanto grande e bom : na praga da Ro-Vista, vend
ds Antonio Jos de Magalh-tes por baixo do soum-
db do escrivilo Atahde.
Chegou novamenlna superior calda de tomates,
e vehde-se na ra da Cadeia n. 15, loja doBour-
gard.
Vende-se urna canoa nova, de 35 palmos do
comprimenlo por 25,000 rs.: na ra da l'raia r-
mazcm n. 43. No mesmo armazem ha um mogo por-
tuguez, de 16 annos, que sabe 1er e cscrever, pan
se arrumar. ^
a I ja do nicho lia outra pe*
chii cha melhor.
Na loja do nicho, na pracinhn do livrament,
vendem-se chitas escuras, dopannos finos e tintas ^
seguras, a 4,400 rs. a pega, e a 120 rs. o covado j lu-
co pretos de seda d todas as larguras, muito b
rstes-
""LVendem-se 12>scravos, sendo :
18 annos, muito boa engommadeira
urna dita de 20 annos, de bonita figura; urna
da do 20 annos ; 3 pretas com habilidades; 2 mbi
quesde 18annos ; om mulatinho de 10 annos;
pretos bem robustos ; um dito carreiro: no palto
da matriz de S.-Antonio, sobrado n. 4.
Vendem-se pelles de bezerro fran-
eez, de superior qualidade, a 2,000
a,5oo rs. : no Attrro-da-Boa-Yista, lo-
Na loja de Magalbacs & Ir-
mo, na ra do Queimado ,
n. 46,
vendem-^e mantas do garga de seda, a 1,600 rs.;
sarja preta a mais superior que apparece ; cortes
de cambraiadeseda a 11,000 rs. ; ditos de cam-
braia aborta a 5,000 rs.; cortes de colletes com
listras o palmas de seda a 4,000 rs.; ditos de so-
tim preto de listras, a 4,500 rs. ; ditos de fustito de
cores a 800 rs. ; lengos de soda, muito linos a 2/
rs ; chales de seda de 14 quartas a 11,000 rs. ;
mantas do seda a 9,000 rs. ; pegas de bretanha do
Franga, com 5 varas a 3,500 rs.; chapeos de sol,
de seda a 6,000 rs., com hasleas de ferro ; meri-
no muito lino, a 3,000 o 3,600 rs. ; lanzinhas de dif-
fereutes cores, para voslidos de senhora, a 360 rs.
o nevado ; cambraia de cores a 6W rs. a vara ;
brim de algodflo para caigas, a 240 rs.; riscados
francezes, a 220rs.; brim branco trangado do li-
nho a 1,120 e 1,400 rs. a vara; ni eos ; meias para
lioniein, senhora menino o menina ; e um sorti-
menlo de fazendas que devem agradar aos freguezes,
em qualidade o prego. Franqueam-se as amostras.
Vendem-se, por preco commodo ,
poldros e poldras experimentados e moe-
doresde roda de elegantes figuras: no
engenbo Caraba da frcguciia de Tra-
cunbaein a tratar com o seu proprie-
ta rio
Vendem-se 8 escravos, sondo : 4 prelas rom al-
gumas habilidades ; duas pardas ; um bonito pardo,
proprio para pagem de 20 anuos sem defeitos nem
achaques ; urna preta de meia idade por 240,000
rs. : no paleo da S.-Cruz, n. 14, so dir qem vende.
urna preta de
e cozinhein
ItoW
Escravos Fgidos.
ioja
No Alerro-da-Boa-Vista,
11. 78,
vcndem-se sapatOes do bezorro, para honiem
1,280 rs. ; bahus para costura de 1,000 rs. a 2,560
rs. ; bonetes de velludo e panno, para moninos ;
ditos de merino, de muito bom gosto; ditos de
marroquim, para homcm obra de muito bom
gosto, e dos quaes s resta urna pequea quantiuade.
Vende-se urna grande porgSo de movis de
todo o genero portcncentes a urna familia que se
retira ; no sobradinho do Sr. Corris Jnior na
ra da Concordia a esquerda passando a ponte-
zinha.
Vende-se ou permuta-suuma casa terrea, si-
ta na ra do Bom-Suecsso, na cidado de Olinda, com
11 m sitio ein chilos proprios : na praga da Boa-Vis-
ta 11. 6, ou 11a ra dolS.-Francisco casa da esqui-
na que volta para a ra da Florentina.
Ovas do serlAo.
Vende-se este excellente petiseo ; bom como mui-
to bons queijos de qualha ,',e 150 esleirs de carnau-
ba muito grandes e bom feitas : na ra do Quei-
mado 11. 10.
Vende-se um cavallo alazSo-foreiro, grande ,
Fugio, no dia 26 de fevereiro do corrcmle an-
no, da Passagem-da-Magdaiei'm o prelu Franc-ii-
co inaior de 40 anuos baixo, grosso, rosto opa
do, nariz muito largo, olhor de porco ; finge no
entender aquillo que se Ihe diz [ sendo muito ladi-
no ]; levou camisa e caigas de algodilo. Este preto
foi escravo do fallecido Voigas de S.-Amaro arre-
matado em praga em outnbro do anno pissido;
foi visto em S.-Amaro, no dia primeiro do corren-
te na venda de Francisco Botclho de Andrado. Iio-
ga-se as autoridades policiaca, cipitncs de campo,
que o apprehendam e levem-no ao dito lugar di
l'assagem por cima da venda do Machado,, ou n
ra largn do Rozario, n. 50, que sorilo generosa-
mente recompensados.
Fugio, no dia 8 do corrente tarde, o preto
Joiio que diz ser natural da cidado do Marinho;
he de altura regular, cor fula, rosto compridoo
com algumas marcas de bexigas o cabello tras
sercilhado, falla um tanto descansada ; temas cos-
tas o nadegas bstanles cicatrizadas de chicote ; k-
vou camisa de chila azul caigas de algodfio riica-
do ejaqueta branca : quemo pegar leve-oa ruido
Collegio n. 5, que sera recompensado.
Fugio, nodia 3docorrrjnto, a preta Josepha,
de Angola, de 40 anuos ; tem os ps raxadoa o gros-
sos, procedido-de calur de ligado; levon doua ves-
tidos um do chita pela o outro de riscado azul,
panno da Costa j velho, cdni franja branca ; o\ &
crava do engenho Mucupinbo. Roga-se as autorida-
des pliciaos o espitaos de campo, que a apprehen-
dam e lovem-na ao Alerro-da-Boa-Vista, junto_a ma-
triz loja de marecneiro, do J. C. L., que grafiw
gencrocamenfe.
Fugio, na noiledodia 3 para 4 do corrente,
urna oscravacrioula, de nomo Itaymunda, de 20 a
22 anuos de cor prcln muito retinta com u"14
marca sobre a sobrancelhu de um dos olhos, pro-
veniente do urna queda o outra dita no brago fli-
reito-t olhos pequeos bem feita de corpo e mui-
to desembaragada ; levou vestido de chita de ssen-
lo branco com flores do divorsas cores, chales de
chita deassento azul com ramagens brancas sapa-
tos de marroquim amarello ; suppOc-so que osleja
acollada para as bandas de Ponte-de-tlcha, ou Cam-
po-Grande por ter uestes lugares bstanlos anuz-
des ; foi vista nos lugares dos Remedise Afogados:
quem a pegar leve a sua senhora nos Coclhos, si-
tio em que tom olaria o Sr. Miguel Carneiro, no so-
brado de um andar junto ao rio, que ser recom-
pensado generosamente.
Fugio, no dia 5 do corrente, 8910 horas do di,
o preto Patricio de 30 annos pouco mais ou menos,
hoseccodo corpo ; tem. urna fstula do um lado"
cara por causa dos denles; levou caigas do risca
do camisa de algodDo ; faltam-lho (lentes na freo-
te ; falla bem descansado por ser crioulo do scr-
tflo : quem o pegar love-o a ra da Cruz, n. 26, 40a
se gratificar generosamente.
Fugio, no dia 18 de Janeiro, um cabra, de nonie
Joaquim alto, reforgado, de idade, com |,,r*
branca cabellos corridos o bom pretos; levou uro
surrflo de pollo de carneiro chapeo do bafita usi-
do. caigas de algodfio de listras rotas 110 assonto;
tem os tornozellos dos ps um tanto luchados. **
to escravo j foi preso 0111 S.-l.ourengo-da-MaU"
lornou a ugir junto aos Remedios, do poder o
urna pessoa que o conduzia para esta cidade; v
do Maranhlo e diz ser de Caxias : quem o
rlo-
tc-oaruado Vigario, 11. 2t, que ser recompen-
sado, y
Fugio o cabra Lgidio escravo do Sr. A. > '
Drummond : quom o pegar levo-o a ra da Cruz ,
n. 40.
J?RX.
NA TVP. DE H. F. DEFAMA
. -l84


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