Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05434


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Full Text
Anno de 1848.
Sexta-feira 10
O 01.4/110. pti!ili frem de ""da o !>rc?o d signatura he de
ijini rs.i'or nfnicio'. dos asonantes sin iiiseri.tos rm.ode
,,, porh'ui. *" emtypo dillerente, o as
PARTIDA DOS CORREIOS.
I r*oi!-6 .Sws pkwSo o pr Iinlu' *li e,n 'yp
dinersnW, porcad. uubtJMCao.
PHASES DA LA NO MEZ DE MARCO.
iioiannae Parahlba ssegundase sextas feirtt
lio-'lrande-do- Norte nuiutaifeirasaomeio-dia
i.Vi.i, SernhSem, llio-Konnoso, Poi to-L'alvoe
Vlace. no I.*, a II e 5i de cailn mu.
r Gara ihun'l e Bonito, a S e 5!.
TWVi-t.;. e Flore, a I e '.
Victoria, s quiut.n-feitas.
Olinda, todos os ilias.
PllEAVIAit [iE HOJE.
i ni no. 5, i 10 lloras e 57 min. da nianhia.
Piescente ill.isl lloras c M min. da mauliaa..
1 na chei ** bol* e M m'n. da tarde. l'rimeira, as 8 horas e 10 minuto* Mu mauliia.
ni [i.Miaute a 11, as 10 horas e 58 min. da tarde. Segunda, s 8 horas c 54 a.mulos da tarde.
PAUTE OFFIC4AL.
COMMANDO DVS ARMAS.
Quartel do commnndo das armas na eidade do ftvlft, 6
de marco de 18\H.
ordeh do da n. m.-
0Es.ni. Sr. condelheiro presidente d.i provincia, por
sen despacho de29 de feverclro ultimo, fol servido con-
ceder ao Sr, teen te do imperial corpo de engenlieiros
Jos Batileu Neves Gonzaga, cm commissao activa nes-
ta provincia, tros mezes de licenca na forma da lei t ot-
deus do governo, para Ir a corle do Rio-de-Janeiro tra-
tirdesun sade. Ein consequenela determina o coin-
mandante das armas, que as obras militares, que e es-
to faiendo, sdb a dlrrccao domesmo Sr. teneiite enge-
nhcirrf, nos quarteii do 2." balalhuo de artllharia a p,
rouinaahia flia de cavallaria, e companhia de artfices,
passein a ser administradas pelos respectivos Sis. coln-
iiiandantes, segundo o planta e orcamentn deltas. O
commandante das armas, em obsequio verdade, iulga
rlcv.-r declarar que bnns tSraiii os servleos prestados
nesta provincia pelo Sr. tenentc Neves Gonzaga, que
coin intelligencla, promptidao e economa desempe-
nhou a contento ai coinmiasars de que fui cncarregado.
Manoel Ignacio de Carvalho Mendonca.

t!e Margo.
Anno XXV.
i i ii i ii i
das da semana.
6 Secunda. S. Ollegario. Aud.do J.dos orph.
edo J.do c. i(a v. edo J. M. daS v.
7 Terca. S. Tliomax de Aquino. Aud. do 1.
do civ. da l.v. eds J. de pardo dist. de t.
8 Quarta. S. JoSode leos. Aud.do J. dociv.
da 3 v. e do J. de paa do 2 dist. de t.
0 Quinta. S. Francisca Homa-ia. Aud.do J.
de orph. e do J. municipal da l.v,
10 Sella. S, Mililao. Aud. do J. do civ. da '..
v., c uo J. di' pai do I. dist. de t.
11 Sablwdo. S. Candido. A.-id. do J. dociv.
da I. v. edo i. de pat do I. aKst. de t.
J Domingo. S. Gregorio.
-" Til" i
CAMBIOS NO DA 9 DE MAKCO.
Sohre Loodrai a 27'/* e 27/, d. por If r.a Ai
* Par 800 rs. por franco.
ii LishAa 85 por 101 de premio.
Deje, de lettras d* boas firmas I a i[4 / ,0 "
lluroOnca r-espanhola.....JSjI5iT> a J9f000
alodasde'ilO:) velh. U>0 l#40(l
, de 6/100 uov.. IBflOrt a l/20l
, de JOOO..... ofoOO a Sino
Prata l'alaces.......... I OSO a lf0
a Pesos columnares... 1*920 a l*v*0
Dllos mexicanos.... l|780 a Mffb
Miarla............ 14900" U9""
Acedes da comp. do Hcheribe de 50|00fl rs.i P"
----------------'~~~~z~^^^y^
IAMBUCO.

DIAB.I0 III PEnSalBlICO.
SSUm'PJli ID3 2iaT.0S 3aa333
Pela galera Esprn, entrada ueste porto com 25 dias
de viagenij recebemos gazetas inglesas de 2 a 7 de fc-
verclro.
O estado linanceiro da GrSa-Urclanha c oulras para-
grns da Kuiupa sentir., grande meUiura. S8o iavlam
apparecido fallimenlos de gi-andt! importancia ; uiaiil-
frstra-sc urna alta nos landos pblicos, e ns iransac-
coi's couimerciars ollereoiam niaia lisongciro aspecto.
Os cotuoii, que por milito tempo fluctuaram entre 85 e
86, no dia 6 de revereiro foram quolados, na bolea de
Londres, a 89 /,.
No mesmn dia o 5 % brasilciro subi a 85. O-preco do
algotlo ek-vou-sc mais a '/, d. por r"', c conliuuava a
procura do assucnr.
As noticias rommerciaes das Indias orientaos e.occi-
drntaes nao eram lisongelrns. Apparcceraui numerosos
falimientos em Calcuta, e as transacedes quasi que se
achavam parausadas; mas, como esles eit'eitos eram
uuia consequencla natural da crise do anuo passado,
por isso nenliiiiii abalo causaram na mctropole.
O horizonte poltico da Europa se val toldando de
miseni mais ; e a esta hora, talvrz que a proceda j
teiiha estourado. Al ultimas noticias annunciavam ns
preparativos da luta nos estados do Occidente. Austria
enviara' ao reino Lombardo-Venesiano essas hordas
barbaras que se iornaraut Ifio famosas nas iii.-itanc.as da
Galicia j e 150,000 saldados, chamados de todos os ngu-
los do imperio para aquelle malfadado paz, a custo
enibargavain com o terror os heroicos esforcos da po-
pulacno, e si) nguardavam o sigual para invadiiein ~
rrslo ra Italia, e soccorrercm a el-rei de IVapoles.
OPiemonle, a Toscann eos estados pontificios, pela
son paite, esta va m sob as armas para repellircm os
invasores. A esquadra fi ano-va achava-se em Civila-
\ i-cha aiim de proteger a S. S., e lord Palnicrslon
declarara ao gabinete de Vicua que considerara dc-
claracflu de guerra qualquerviolacao do territorio dos
principes italianos, ouliileivencau armada nos negocios
de aples,
. Entretanto, os principios do goveiuo reprcscntalivo
ilcaucavain um asslgnalado triumpho nas. duas extre-
midades da Europa ; a Dinamarca c as Duas-Sicilias to-
inavaui lugar entre as na(oes constitucioiiaes.
Pelos Ihis de Janeiro prximo passado fallecer Chris-
tiano VIII, rci de Dinamarca, e a cora dcslo reino pas-
sira ao lilho que fura aclamado re, sb o noinc de Kre*-
derico Vil. Assiui que subir ao tlirono, o novo sobera-
no manlfestou a formal iulcncao dercmaUar a obra eu-
criadaprlnsru prezadopai, dando ao seu povo a pro
ineliida constiluir;ao.
Os primeiros actos de Frederico Vil foram de accor-
'Hl
O DUQUE DE GUISE. (*)
pon jfreDenco ^>oulic'.
SKGUNDA PARTE.
XV.
Melcbior Dorgia cntrou com effeilo na sala do Cucu-
"illo, e laucn mu Biliar rpido por toda ella.
. All! ali disse elle com a sua habitual iuilillerenca,
''a temos o iiicu buiu amigo Francesco..... c tu lamben,
illio de Saiauaz .... Quem be este u:jaroe? ai-cit-sceu-
'uu elle, dando um ponta-p no pobre Scipiiio.
Quem eu sou, liorgia? brado'u o Pionue IcvanUn-
o-se vlolentamenle, ..u aquelle que fez recuar tres vc-
vesa luaconipanliladecavallelros; sou aquelle que le
arraiicou a espada c que est prompto a restiluir-t'a se
a quizeres receber pela pona.
Ulna liaicao tm la casa, dainada! disse Boreia
oCucurullo; cu Ja o devia esperar..... mas lmbela,
''eusamiguiitios, quando aqui entre, fu bem aillia(l.
tom mil diabos! se algum de vosss sc meche, abro esle
vdro, ac:rescentouclle, e o derram nesta sala- eos
lunos ni,- ca reguem. se vosss nao caliem todos quei-
inados, e tu rulando em horriveis torturas !
(*) Vidc Diario o.* 54.
do com estas liberaes disposices. Por decreto de 24 de
Janeiro annnilou elle todos os procesaos Intentados por
causas polticas, ouviolacOel la Iri da mprensa, e por
oulro decreto de 28 asscntou as bases da futura consti-
tuicao, que. lugo que estiver concinida, sera Sllbmrlti-
versas categoras do povo de Dinamarca c dos ducados.
A representaran poltica tlesse novo governo cons-
titiicinnalse compor do urna nica cmara, cujos
incmliros sero nomeados ila moneira seguinto:
metatlo pelo reino ta Dinamarca, o melado pelos
ducados do Schleswig c Holsleiu. Kssa cmara se
reunir em pocas lixus, ora nos reinos, ora nos du-
cados.
Osdireitos concedidos os deptitados sSo os se-
guimos : nl" so elfeituan mudanca algumanos im-
poslos cxislonles sem aulorisacilo da cmara, quo
legislar solire ludo que diz respeilo s linancas o
negocios com mutis do reino e ducados, sem quu lo-
davia bossa modificar as ordenaueas de 28 do maio
de i8.li, u de 15 Je uiui Je SSi, que se recrem
orgntsor;.1o dos estados proviuciaes, nem i3o pouco
as actuaos rClacOefl dessos ducados com a conforlora-
Coo germnica. Em margo lera lugar a eleigo dos
delegados que devom do examinar cssa conslilui-
eflo.
Os eventos que precederam e acompanharain a
proelamaefio do paci constitucional, concedido aos
povos das Duas-Sicilias, aprescnlaram um carcter
inteiramente rliffcrente; o n nova consUluicjto loi
aillos arrancada ([to concedida.
A 12 de Janeiro a insiirrcicilo siciliana, que sojul-
gsv.-. riffjcada, annarocu do novo, o irr.mcdiiila-
inente tomn as proporcoes do uma rcvolucio. Na-
quollo dia sublevarain-se os habitantes de l'alermo,
reclamando a tiberdado do imprensa, uma ropresen-
laflo nacional cumvico-roi. 0 movimentofoi tilo
geral, que, dentro em pouen, as tropas Coram expul-
sadas das ras, o se oiitrinclieirnrarn nos respectivos
qunrtcis, no pilado real o ora diversas fortalezas. A
noilo, o duque do Majo, sovejuaduf do l'alermo,
mandou para aples o vapor Vcsuoio, fin .lo pedir
reforco; e no dia 3 comecou a bombardear a cJarle,
sem commtinicar esta deliberagilo aos cnsules es-
trangeiros, como lio de co'stumc. Mas nem or 5So
os habitantes de l'alermo esmorecern), e, pudorosa-
mente coadjuvados pela populago do inletiur, si-
liaram as tropas roaos, o organisaram um governo
provisorio.
Nodia15 as bomhn<< roniimim'.m a cliover sobre
a cidado; o corpo consular redigio um protesto con-
tra esta barbara medida, e os consulos dos Kstailos-
lliiidos, do l-ianca, Suissa, l'russia, l'romoiilo e Itus-
sia se dirigiram por entro as balas residencia do
govornador para pedir-lhoquelizesso cossar o bom-
bardoainento. Ao chegarcm ao palacio, os cnsules
roceboram uma descarga de mosquotaria, quo foliz-
munlu mo os offondeu, o poderatn fallar ao diiqno
do Majo que, a muito custo, concerlou uso armisticio
de 21 horas. No mesmo dia, o condo d'Aquila, irinflo
de el-roi, chogouem Palenuocom urna esquadra de
nove bateas de vaporo um reforco do 6,000 hotnens.
Mas j era tarde para embargar-se a rovolucDo. To-
da a Sicilia acclamara o governo provisorio o pedia a
consliluieflo do 1812, c todas as classes da sociodade
acotiipanhavaii) o brado dos insurgentes de Palormo:
Viva Sania llosalia e a independencia da Sici-
lia.
Ao receber a noticia (lestes lerriveis successos, el-
rei de aplos, a pedido do condo d'Aquila, deco-
dio-so a fuzor algumas concessOes, o, por decretos do
18 o 19, outotgoua Sicilia uma assemblea provin-
cial e um vicc-rei, horneando ao sou iniuio Luiz para
oceupar esto cargo. Estes decrotos frain communi-
cados pelo duque de Majo a 21 de Janeiro ao inarquez
Di Spedalollo, presidente do governo provisorio,
que reuoudcu pela mauoira seguinte:
Kim. Sr., levei ao conhocimenlo do governo
provisorio o oflicio que mo loi euderogado por V.
Exc., e estou autorisado a responder-lhe que as
proposi aceitas pdV u ni povo que ha boje 9 dias he victima
raan
Nao tens traico alguma a temer, liorgia, respon-
deu o Cucurulio coin emphase, e podes guardar os leus
venenos, porque no mesmo lstame caique tu os der-
rauasses nesl.i sala, laucarla eu nclla um licor que llie
dcsli iiir o elleilo.
Tu nao es mais que um fatuo, replicn Uorga, e
lii-in sabes aiuutilidade da la pretendida sciencia con-
tra os segredos que herdei da uiinha familia.
E tu, llic retorquio o Cocui alio furioso, tu nao s
mais que un chnrlalo que quer nietter medo a estes
rapases; abre o teu vidro, c, se quizeres, d-m'ua respi-
rar; tenho tanto medo dille como de um frasco d'agoa
pura.
i'cdaco d'asuo quadrado, Ihc disse liorgia em hes-
pauliul, nao sabes tu que as pessoas da uossa aualidade
nao gaiiliam nada cm se desacreditar uus aosoutros?
Has dcixcmo-iius dequestdes, pro.seguio elle iminedia-
laiucnle, e diie-me se a agua preciosa que te encom-
uieiidei j est prompta.
-- I'..-,ia p rompa, mas j me nao pertence.
A quem a deste tu, uiiseravcl ?.....
A miin, scubor liorgia, rcspoudeu Guise, cajo am-
pio chapeo Ihc cobiia as l'ei(es.
E queiu s lu, vilau, para pedir urna cousa que me
era destinada'.' restitue-un- csse frasco.
Pede-o a esle rapaz a quem o dei.
A elle, disse liorgia olliando para l-'rancesco, a quem
cu o dt-slinava em recompensa de- um srvifo impor-
tante?
E que elle le prestou, respondeu o duque.
Como! disse Uorga com transporte, puis Guise j
paguu a sua insolencia '......
Guise, rcspoudeu o proprio duque, est neslc mo-
mento esiendido uo seu leilo, devorado por urna febre
mortal, victima de um delirio tcrrlvel, privado da rasao,
despedazado por terriveis tormentos.
Ilurgia baleu palmas, exclamando :
V la, Cucurulio, se os meus venenos sao lio des-
*: sssss;-^', isaws^ss;
dos horrores do um bombardeamonto ; e gloriosa-
mcn'.e dofendo o direitn que tem a estas nocionaes
instititijOos, que silo indispensavois para assegurar
a duradoura prosperidade da Sicilia.
Porlanto, o governo provisorio, fiol interprete
da firme resolucji do povo, persiste nas proposi-
Qflesquc j transmitti a V. Exc em nome del le, e
tonboa honra doscientificar-lhe novamento que os
briosos Sicilianos nlo largar.lo as armas, e nem sus-
penderlo as hostilidades, einqnanto a Sicilia, re-
presentada cmPaJormo por um parlamento nacio-
nal, tifio houvcr adaptado s nossas necessidades
prsenles a constiluicilo de que gozara por tnuitos
seculos, e que, modificada om 1812 sb a influencia
da Crila-Bretanha, foi implicilamente confirmada
polo real decreto do 11 do dezembro do 1816. O
marque: Di Sptdaloto. Palermo, 21 de Janeiro de
1848.
A nota supra ser publicada na cidado do l'a-
lermo, g 6Ti todos >>5 dstrictes da Sicilia.
No mesmo dia 21, os frades benedictinos de Mon-
tn-ltcal, pequea cidade, distante duas leguas de
l'alermo, cmpunliarum ns armas, c, aps de porfiada
batalha, apoderaram-so da cidade e aprisionaran! a
guarnico; ao passo que os insurgontos de Palermo
lentavam novo ataque contra os pontos oceupados
pelas tropas napolitanas.
Entretanto, as Calabrias sublovavam-se novamen-
te ; a cidado dcSalerno expulsava as autoridades;
todos osdistriclos visinhos reclamavam uma cons-
tiluicilo; o os proprios ministros de ol-rei Fernando
co nslharam-no a fazer concessOes ao povo. Em-
lim, criinn se. receasso uma sublevaglo na propiia
cidade de aples, el-rei demittio o ministro da po-
lica, que era mui odiado pelo povo, e o fez embar-
car no dia 27. A 29, corno S. M. visso o povo da ca-
pital sublevado, uomeou um ministerio liberal, e
baixou o decreto seguinte :
APLES, .29 DEJANEUU).
Fernando II, rei das Duas-Sicilias e Jerusalom,
duque de 1'o.rma c IMacenoia, piincopc da Toscana,
ole. ote. etc.: atiendondo ao geral desejo, manifes-
tado pelos uossos mui amados subditos de possui-
rem garantas e inslit icOos, do conformidad) com
a civilisagSo actual, dudramos ser da nossa von-
tado accedermos aos desejos manifestados por el-
les, o datno-lhes uma constituicno. Pera esto lim,
(irili'namns a o nosso novo uiinislro do oslarlo uuo,
dentro do improrogavcl prazo dodezdias, baja de
apresontar nossa real approv.ico un pi ojelo do
consti tjjig.ao, uasbases seguintes :
O podr legislativo sera exorcido por duas c-
maras : acamara dos paros e a dos doputados. O
membros da cmara alia scro nomeados por nos
e os doputados por cleilores, sondo a base daqua-
liOeaffio a propriedade.
A religiilo do oslado ser a roligiilo catl.olica
apostlica romana; c se n,io permiltir oulro
culto.
A pessoa do rci ser sagrada, inviolavcl e niio sub-
jeita responsablidade.
Us ministros scro responsaveis por todos os actos
do governo.
U exercilo e armada dependerao do rei.
Aguarda nacional serorgauisada cm todo o reino
de um mudo uniforme, scmclbanle organisaco da
que existe na capital,
A imprensa ser livre, e nicamente subjeila rc-
presso legal, no caso de ullcnsa religio, a moral,
ordca publica, acl-rei, a sua real familia, aos sobera-
nos das oulras naces c sn.is familias, c lambeni hon-
ra e interesse dos cidados.
Esla he a nossa soberana c livre resoluco, c confie-
mos na lealdade c boui scaso do nosso povo, para que
sejam maulldos a ordca e respeilo, devidos s autori-
dades constituidas. (AssiguadoJ Fernando. Odccrclo es-
lava refcrend.ido pelo duque de Seria Capfola, minis-
tro e secrelariu de estado e presidente do concelho dos
ministros.
Este decreto fura recebido em aples com grande
enlliusiasmo, mas anda se nao sabia da determinaco
que us Sicilianos liaviarn de lomar; lie provavcl quccl-
li-s aceileui a nova coustituico : todava ja proclama-
rain a independencia da Sicilia, c adoptaran! a bandelra
tricolor, corAada por uma aguia. Entretanto, o novo
ministerio napolitano se acha composto da inanelra se-
giiinle : ministro dos negocios cstrangelros e presiden-
te do concelho, D. Nicolao Donnorso Mareaca, duque de
Serra Capriola ; ministro da fazenda, o principe Den ti-
ce j ministro da agricultura, conunercio c nstruccao
publica, D. G aelano Scovauo; ministro das obras pu-
blicas, o principe de Torclla; ministro dajusll(a edos
negocios eclesisticos, D. Cesldo Bonannl; c ministro
do interior, D. Carlos Cianciulli.
Bematareinos este artigo com algumas noticias que,
ainda que importantes, nao ollcrcciam tanto ulerease
comoas de aples c da Dinamarca,
Reunio-se de novo o parlamento inglcz a 2 de leve-
reiro, c fram apreientadas numerosas peticel para a
ciuanclpaco dos Israelitas. rVo liavia nada novo a res-
peilo da Irlanda, c as gazetas se oceupavam cam as
questes da Suissa e Italia.
Em Franca, as demointracoes contra o ministerio
Guizot se m'ultiplicavan, e o governo ae recusava a to-
da e qualquer concesso. A dlsrmsSn da resposta .i fal-
la do throno ja comecra na cmara dos depiiladns, c
por occaaiao do paragraplio quo se refere a Suissa c lla-
lla, Tllicrs rompeu o silencio que guardara desde o ca-
saincnlos de Haspanlia, e atacara coin umita virulen-
cia a poltica seguida pelo ministerio. Guizot snbio a
tribuna para responder-lhe, e julgava-sc que o gabine-
tc loria una inaioria de 50 a 60 votos,
O estado de sadc de el-rel Luiz Fillppe era mui pre-
cario, c, se se verificarcui os boatos que correram a es-
te respeilo, a Franca nao tardar a calar nas dlliculd.i-
des de urna menordade. Semclhantc acontecimento,
uo estado de agilacao cm que se acha a Europa, acar-
iciarla ncalculaveis consrquencias.
As noticias da Hespanha cramOT paawa importancia.
A deficiencia dos cofres pblicos era a maior dlfiicul-
dade com que o ministerio tlnha; a lutar ; entretanto,
o novo ministro da fazenda contratara com o ban-
co de Sau-Fernando um supprimcnw mensal, com que
se ia comrcar o pagamento dos empregados.
Austria continuava os preparativos de guerra cm
grande escala, c para esle lim mandara um enviado a
San-Pelerburgo. afn de conliahlr um emprestlmo de
f>ll:000.0(H) de rublos. DilCID que este cmni-eatlino bavi.i
sido proposto a Rolcliild, que recusara condjuvar o ga-
binete Meternlch nas suas tentativas contra a indepen-
dencia da Italia.
A Kussia aluda pclejava no Caucaso, sem que potsa
trlumpharda indomavel resistencia dos Monlanhcies.
A Persa achava-se em plena revolucao, c o cholera,
que caniinhava vagaroso para 0 occidente da Europa,
mandara como guarda avaucada, para Franca, -- a
grippe, para Hespanha a in^uenia.
VA1UEDADE.
amammtmhmuattr- -rsgi-tt^^afe-j prczivcis como tu cuidas Foi apenas urna gota que se
derramou no comer de Guise e cssa gota seria bastante
para matar a todos os que assistiam a semelhantc fes-
lim. listo segn-do liria valia cssa agoa maiaviihosa que
tu la o linoraliiicalc dcslc a caso liomcm !
i Talvez, respondeu o Cucurulio zombetcando.
E a que horas se asseutou Guise a esse fes lim mag-
nifico? perguntou liorgia todo alegre.
O Icstiin anda se nao accabou, respondeu o duque,
e eu vim aqu para te convidar a tomar parle uelle.
E, dzcudo isto, o duque de Guise lirou o chapeo c
saudoii a Borgia.
Henriquc de I.orena exelamou Borgia recuando;
ah I miscravcl Francesco, tu me trahiste.....
Nao, nica primo; acudi Guise ca lom de remo-
que; .Minenle o que liouvc he que eu contratei com
mais liabilidade do que tu ; tu uo quiaeste pagar sanio
drpois de feilo o sci vico ; cu paguei antes.
l'ois bin '. disse liorgia laucando a inao espada,
o ferro decidir o que o veneno niio pdc decidir.
He assiui que tu recebes acortezia que cu te mos-
tr? Nao dcseiabaiupcs a tua espada, Borgia; porque,
a um sigual niru, viole latiaroni dos mais determina-
dos mitraran nesta sala, C, em ves de mc.acoinpanliaics
para o meo palacio, c do 1,1 entrares hombro a hombro
comniigo, como convui a dous Bous prenles, iras ar-
rastrado, amarrado c gari otado como um criminoso.
Devoras.' disse o Ploune levantando-sc, pols V.
Alicia trouvccoiusigo os meus uiinruni, scohor duqUc,
e coma coin a sua obediencia?
A la fidelidade, respondeu Guise, me he dola
penhor.
A minlia fidelidade, senlior duque de Guise 1......
exelamou o Pionne, porque pceo m'a pagou V. Al-
loza.'.. ..
Km que te oltendi eu, rapaz?.....perguntou o du-
que perturbado,
CHRONtCA HA FAMILIA DE MOYTBRISON EM
FRANCA [ANNO DE 1571.]
nEtiTA i: SKRAMiia*.
A 10 do junbo do 1571 Calbarina do Mediis, o du-
que d'Anji, e os fidalgos o damas mais Ilustres da
corte re Carlos IX dirigiam-sc ao convento dos ca-
puchos, situado nas immcdiaeocs do sitio occupaito
hojo pela ra llivoli, para ossistircm prolissiio do
duque de Joyousc, o qual, debnixo do nomo de Fr.
Angelo, ia tomar o habito do fruJo franciscano.
A conversao repentina deste preclaro fidalgo, quo
era a um totopo poltico profiiu lo o guerreiro de fa-
ma, oxcilava urna curiosidado ardetito c_um intoros-
se palpilanto; egeralmento era ella nttribuida a ddr
causada pela morte da joven esposa, quo elle perder
na dia precisamente dos scus desposorios. Eis-aqui
as circuinstaiicins doslo extraordinario aconteci-
mento, taos quaes fram reveladas em confissilo por
uma religiosa do mosleiro das Agoslinhas em a ra
de San-Jaques :
A tnareclial do Montbiison hevia lixadoo casamen-
to do Scraphina, sua lillia primognita, com o duque
do Joyeusc para os primeiros dias da semana so-
guinto, etatnbcm liavia declarado Berta, sua lilba
mais moga, que antes dessa poca devia ella profes-
sar no convento das Agoslinhas, para o qual desde a
infancia a tinham destinado. Estava a familia de
^^^^aiaa^-aafta^awijBwmiii i la......mi asaiaaaaaaaaaaaaal
Lembra-se V. Alicia das suas palavras, senlior du-
que? disse o Pionne.
__ De todas, respondeu o duque com altivez.
__ E V. Alteza nao me disse que me dava licenca de
ferir no coracao aqucHc que tamben) me havia ferido
no coracao, se cu podesse dcscobri-lo?
Disse.
Pos senlior duque, cuja o dcscobri.....
Bati, disse Guise collocando-sc dianie do Pion-
ne, vnga-le..... mas miodclxcs daqiii sabir livremente
este homrm que s conspirava contra a mi u ha vida para
aniquilar aples.
O Pioune licou paludo, e a mao queapertava o cabo
do iiunli.it caho-llic sem frcas.
Nao, disse elle surdanienie; se cu te in.itasse ella
monera. Smente o que quero be que me permilm
ler o que conten estacarla que he dirigida a V. Al-
lea.....
De quem a recebeste tu?
De Lasla.
De Casia! disse o duque, e tu queres.....
Scnbor duque, deixr-inc lar esta caria, e nao me
pergunto o que ella conten; he tndo o que Ihc peco e
om isto acarnos quite da palavrn que me den.
__ huio qual lie o teu projecto.'
He isso mu segredo da miulia vida, respondeu o
Piomic; he essa a uiiiilia dcrradciracspcranca ; nao
a devo descobrir. Aceita V. Alicia, ou mi '
Aceito, rcspoudeu Guise.
l'ois bem, coiilnuou o l'ionue ; c agora, senhor
Borgia, nao tente urna resistencia, que fura vaa; ren-
da-sc.
Senhor incu primo, disse Borgia entregando a sua
espada ao duque, tenho dircito de ser decapitado, se me
quizer tratar como criminoso ; leuho direito de ser fu-
zilado se me quizer considerar como espio ; o que nao
I quero be ser" caforcado, e he por isso que me rendo.




Montbnson reunida no vastj jtrdim do palacio : a
marochal conversav.t com Seraphina acerca dos a-
prustos do casamento, e o duque de Jovcuse, sen ta-
rto a alguma distancia, contemplava absorto sua bol-
la noiva : sbito vicram despcrta-lo le 13o delicio-
so xtasi o som amortecido de um sino o n cadencia
compassada de um cntico sagrado. Que lie isto?
uisseolle, corno que peguntando a si mesmo : he o
convento das Agostinhas, para onde iroi cm brovo,
responden urna voz que se crgueu ao son la lo : era
pnmeira vez, que Berta ousava dirigir a iialavra ao
'uturo esposo do sua irmaa. Enjertada da natureza,
irajandoja urna tnica denegra estamenha, o com
um rozario pendurado cintura, ella permaneca
v*>> mi urna melanclica taciturnidado. He sem
auyua o sisnahla oradlo das vesperas, o mui cedo
touavia para as freirs se recolherem, disse o duque
olhando para os raios do sol, que anda matizavam o
Horizonte de variegadas cores. Mas ellas teom do er-
guor-sea mcia-noito para entoara ladainha, excla-
nou Berta com voi amnrg.irada, e sobre um cnxer-
g.-odepalhana0sedonno facilmenlo. K para que,
minha chara Berta, escolhestes ordem to severa i'
perRuniou-lhe o duque. Estas palavras minha cha-
ra verla nzeram-na oslremccer, o para logo res-
ponden ella com maisresoluefio. Porque, disse lia,
** muros desso convento estilo all (moslranJo-llio
imite do jardim) o das grades do ferro daquellas
cenas avista-se esto palacio, em quo nasci, e esto
jordifi em que rospirei o pouco ar que me tem sido
concedido. Mas os que habitaren! aqu hilo de pen-
sar militas vezeseni vos, depoisquevos liverdesau-
sic',l'|". rcplicoudeJoyeusc. Ah isso he imposs-
vel, aflirmou a donzella ; pois nunca repararam quo
cu aqu exista. Havia tiestas palavras tflo profundo
desespero, a aomesmo lempo tanta ternura, e tanta
nagoa, que o duque senlio como que una selta de
rogo traspassar-Ilio o paito... percebeu elle o segre-
d (,a '"reliz Berta, e coinprebcndcu ao mosmo lem-
po o amor c os tormentos do sua cuuhada Desdo
ontno fallou-llie com cssa docura, com esso condoi-
mento que excita em nos o amor que inspiramos;
porque o jugamos sempro profundo e arriscado. A
marrclial de Motilbrisnn e Seraphina dirigiam-se ao
s!0!0 da ralnhs, scmpa.iliadas do duque deJoy-
euse; c Berta, condemnada por sua mili a tratare a
pensaras aves dos viveiros, icou assim relegada no
estrello recinto do jardn): tilo comprimido, porm,
scnlio elfa o coraciio, tflo longe daquclle sitio esvoa-
cava seu pensamento, quo desatienta Ihe caba por
entre os dedos o alpista dospassaros; o por um dcs-
ses movimentos despticos e machinaes da nossa
orgenisaciofoiscntar-sejunto a urna arvorc vizi-
nha. Que existencia, meu Dos Quo existencia !
exclmou ella Votada miseria e ao claustro para
leixar minha irmaa opulenta o feliz ; nascer tilo po-
bre do fnrmuzura para vivor escondida um Mimbra
eterna !... Nflo vim ao mundo senlo para fazer
sobrosalur minha rmia, para torna-la mais bella, e
ao depois morrer Accumulam-lheas joias, os ata-
vos ; e, se alguma vez se oceupam de mim para fal-
larem em enfeites, he smente para afllrmarem quo
nada, nada em mim realcaria. Emquanlo Berta as-
sim discoiria, os passaros se evadan) urna um pe-
las portas dos viveros, que ella havia dexado aber-
tasno rneio das IribulacOes, em que seu espirito
lluctuava, e alguns dellesbaloucaiulo-sc nos ramos
daarvore, sb a qual jazia a misera, modelavam
suaves trinados sem que ella os ouvisse, tflo absor-
bida eslava cm seu sombro delirio I Anda nao he
ludo ; por entro as sombras de minha existencia
enluctada lanihem alguma vez luza um raio de ale-
gra ; eu ria, cu cautava quando eslava s.... eu sou
iflo ranea !... Mas ver o duque do Joveuse amar mi-
nhasirmMa, desposa-la.... ah isso lo muito.'.... he
mesmo domis para minha cora ge m Ainci-o desde
o primeiro instante em quo o vi ; elle nom ao menos
percebeu que eu exslia : disfamada em mendiga
fraincu mais ardente desejo passar meus diase
minlias noiles ao limiar da sua habitaeflo : para o
ver sorrr, soffreria voluntariamente todas as dores
e todos os marlyrios : daria mil vezas a vida por el-
le ; mas ello ncm ao menos olha para mim, ncm sabe
aoudc estoii. O objcclo dos scus amores lio minha ir-
n:a .. he ella, que s cuidu em seus adornos Ah I
todos os homens fariam outro tanto; porque ella
he formse e eu sou foia, o a fealdad condemna a
iiiulhcr morte antes mesmo della ter vivido... Des-
granada de mim Minguem me estende u mo E
j'or mais que os muus olhos errem por todos os la-
dos, ncm ao menos um ente da torra me abre o seio
para cu chorar nello .'.. Os passaros continuavam
sempreen scus mulles cantares, e as llores do tilia
o.scillavam as bastes, braudameiite agitadas pelo
bafjoda aragem orvalhada, que as abra nina
urna. Poneos dias depois Hera eslava lio convenio
das Agostinhas, e ludo era uiovuienlo e bolicio no
palacio de Moulbrison, aoude se culebravain as nup-
cias da lilha primognita dessa enliga casa.
Eslava o lempo biumoso, c o co anuviado; e a
calma nbafadica do da crescia na rasuo da ugilacao
Nria que se manifeslava da parte de todos; ao mes-
mo toni|io que a sumptuosidadoc fausto, que res-
plandecan) no | alai io de Monlbrison pareciam
desnaturar o triste e severo aspecto da sua urclnc-
A
Ictiira Asnovidades da moda enllocadas sobre essos
J dolidas pinturas, consagradas pela dado, tnrna-
vam-se una verdadeira profanacio; o as cortinas
delicadas e elegantes, qiio pendiam das pesadas e re-
torcidas columnas do thalamo, faziam com elle um
estranho contraste : modernas tapocarias do estran-
geiro fabrico eobriam os anlgos pannos doraz; ri-
cas liaixellasde ourosedeiramavam profusamento
sobre os bufetes em concurrencia com antigs Inucas
de finos desenlies, e innmeros vasos do flores natu-
r.ios so enileiravam pelas galeras. S o omato das
flores assonta as ricas como as pobres alfaias : he
o nico ornamento quo cabe velhice e a miseria
sm ncn!ts-!as. A capes, perm, tiahs cor.sc.r.ado
toda sua veneravel authenticdade, grabases ordens
da marcchal: seus nicos ornatos eram palmas Boc-
eas colhidas na trra santa, rozarioslrazdos de Ro-
ma por Ilustres perogrinos, escapularios adiados ao
paito do fiis anlepassado, casulas, missaes e lliu-
ribulos, que havinm dado o Sacramento aos mem-
bros ile toda a linhagem de Monlbrison. A ceremo-
nia teve lugar com loda a pompa o recolhimento
convenientes; es6horasa mullidao de jovons fl-
dalgos e dassenhoras da crtodo Calharina de Me-
diis comegava a circular polos salos aberlos uns
apsoulros cm guiza de galera. Emquanto, porm,
o bailo nao principiara, os convidados Irajados de
lustrosas galas perpassavam successivamento por
diante de magnficos espelhos e faustosas decora-
ces, e forma va m brilhantes erupos, que se reprodu-
ziam infinitamente ao farol da illusiiu oplica, pro-
duzida pelas torrentes do luz que so derramavam
dos soberbos candelabros, aqu o all collocados cs-
tudamente; a orclicslra fazia resonr as abobadas
com scus harmoniosos preluilios; as vozos so or-
guiam cm massa e faziam cchoar acclamaccs jubi-
losas e cuUiusiaslicas ; ludo, ludo emfim retumba-
r no mcio do tumulto u do torbilhao do um fes-
tn) ... Ah s nao so ouva iiem o som do sino,
ncm os cnticos do convento, cm que Berta eslava
encarcerada. O duque de Joyeuse mostrava-se at-
tencioso o delicado junto linda esposa, quo elle
amata npaijtotudamente, mas com aquella discri-
eflo _que couvinha sua elevada posicao ; Seraphi-
na, feiz som llovida, mas tmida e trmula, pareca
ter alguma rogativa que dirigir ao seu esposo Em-
liiu. em um momento cm que se nchou s com ello,
pcdio-lhe que Iho permillsso ir ah arar sua irmaa
no convento vizinbo : pareeia-lhe santo devero dar
um testemimlio de amor pobro reelusa, antes de
enlregar-se as delicias do bailo. Nunca a religiosa,
havia sentido to vivamente a realidade do seu in-
fortunio como ncgla oceasiio suproma, em que o
duque de Joyeuse esposava Seraphina; porque cm-
fma nossa desgraca quas sempre deriva fatalmen-
te da felicidado alhoa : ella (lava umolhar de es-
panto no muro do claustro, e no relogio de sol que
all sedebuxava; nesse muro, nesse relogio, dos
quaes o primeiro quera dizer pristi o o segun-
do para tempre Encontrou-a Seraphina no
pe slyllo interior do mosleiro, donde desca ella pa-
ra o pequeo cemiterio, em que suas lina das rmflas
dormam o somno gelado da inorlc sb toscas o pe-
sadas louras, entro cmmaranbados o humildes
cardos.
Fique com a sua espada, senlinr Mclchlor, Ihc tor-
iii.ii Guise, que cu Ihc direl esla noite que usu (leve fa-
lor della um cavallciro.
O Pionnc bateu palmas, arrancando un grito agudo.
Colisa de vlnle lazzaroni armados cnlraran na c-
mara.
Siivam de escolla S. Alicia o senhor duque de
Guise, Ihes disse o rhefc, e obrdr;am lodos s suas or-
dens, quarsquer que ellas srjam.
Quando le tornare! a ver? Ihc pcrguniou o duque.
Ao sei, respondo) o Pionnc, Oros he quem o
sabe.
Qiianln a ti, Francesco, disse o duque, quero dar-te
mais doque le promeltl.... Pdiles dizer a aquellc <|uc
te protega na Allenianha, a quem tu seguiste ein Por-
tugal, e que le abandonou uas praias de [Vapules (relo I
i|in- romp rii'iides a quem me retiro), podes dizcr-lhe
111 < anianliaa de uianha cu estar! no Alercado-IVovo, I
onde elle ihc deve esperar com os seus bandidos......I do principe, e os criados da casa Ihc respondern! que
Berla nao trajava inda as rounagens claustraos ;
eslava, sim, vestida de negro, c dos cabellos pren-
dia-lhc um veo, que pola sua transparencia mal co-
bria-lbo o rosto paludo, abatido, macerado esulca-
do de lagrimas. Aov-la ueste lamentavel estado,
senlio Seraphina o peilo cerrar-sc-lhc dotnstoza, se
bem de ha muito se houvessc acostumado a enca-
rar todo o horror do futuro do sua irmaa. Que I ds-
so ella : apenas ciiegada a csteclauslru ja vestes o
crep do lucio? Trajo as cores do infortunio, res-
ponden o reelusa, assill) como tu as da opulencia c
da alegra.....que digo eu ? S's sempre as li aja-
mus : tiia belleza sempro rocebeu todo o auxilio dos
ornamentos, quo podiam dar-lhe maior relevo : pa-
ra commigo, sempre accrescenlou-so a humildade
do vestir ao desfavor que a uatureza mo imprimi
nas feices..... Nunca so me conccJcu um cnfeilc,
um rnalo; nunca se oxperiinenlou so um diadema
de pcrolns dislarcaria o effeilo da minha cor more-
na ; nunca se procuran saber se um (li cm derre-
dor da caneca suppriria a pobreza das nimbas gra-
ias ; nunca um veslido elegante, nunca u:n lio de
ouro ou do seda se me cnrolou acintura; o comtu-
do mui doces e seductoras sao cm minha idade cssas
prendas delicadas, essas joias preciosas, quo do
toucador parecen) dizer-uos : Vos nao sois nina en-
jeitada, desberdada do todos os hens da torra.....
Condemnaram-inc sempro penitencia !.... aferro-
Iharam-me aqu, para fazer penitencia !.. .. e peni-
tencia, porque, meu Dos ? Minha pobro irmaa !
cxclamou Seraphina couigungida : Dos te dar va-
lor ; a pedade te consolara. N1o! respondeu Boila:
nao ha sendo urna cousa que mu pode consolar. Vs
lu aquello pequeo recinto, quo se estende aballo
desses graos? he o nosso cemitorio : all vou eu pa-
mente lodos os das lr adata do nascimeuto o do
liespassu daquellas que descanam em seu seio. Ol!
quanla genio morre na flor dos anuos .... b aislar
multo a morte cortar o lio de tSo infeliz existencia ?
O' Berta exclamou Seraphina : pul quem s, des-
terra de ti essespensamentos luctuosos.'Conccdcram-
ERc -: "-' r~' >-- :j -iza.
0 Pionnc ficou por um momento imniovel, e exclamou
tiuiiiii :
Pois beih! si-ja....... Havcmos de ver se ella me
ama.
1 taiiibcm o Pionnc se fui euibora dessa casa.
Volteuios agora ao duque de Guise,
Km una das magnilicas salas do palacio do duijue,
suuipluosamcnte Iluminada, porque j era uoiie, se
arh.iv un reunidas as piinripaes pcrsoiuigeus dcsta liis-
toria. Peppe Palombo (itiln ido coih RochtTorl; Genui-
no liulia aciimpanliado a Mdetia, cGeunaiu Anese fu-
ra levado por Censante.
Una inqiiiel.-ie.ao geial reinava em toda a asscmbla;
todos se olise V..V.HU com curiosidade, e ja Anucse linlia
por iiiuilas vezes leslemuiihado a sua impaciencia por-
que niugueui (lava novas do duque de Guise.
il.ivia-se Cerisanle informado da causa da ausencia
me s um instante para ver-to ; e hei do me ou au-
sentar sem le deixaresse rosto mais sereno, o esses
olhos mais enxutos? A desgranada Berta, ao ver que
sua irmaa voltava para a fosla nupcial, e para jun-
to do duque, sentio o coracSo sacudido ior todas
as tempestadas dociume ; gelado suor inundou-lho
o corpo convulso ; quiz deter Seraphina em seus
bracos, e exclamou : ah .' Oca a chorar commigo
mais alguns instantes! ..... fle ; pois sinistros pre-
sentimentos me cnnegrecoin o espirito, o a justica
do co, cssa justica liidxnravel, eu a vejo cabir j so-
bro a cabeca da nossa in.1i, sobre a tua cabera; por-
que eindm nao he justo que duas irmilas formadas
do mesmosanguu, 5aM luoama carne, lenliam
fados tao diversos ; que una pertoncam todos os
bens, todas as delicias da torra, a outra todos os sof-
frimentos, todos os martyrios.....oh .' tica, (lea an-
da.....Berta .' respondeu Seraphina, repara para es-
to annel Ello indica que perlenco d'ora em diante
ao meu esposo: este ordenou-ma que voltasso em
lu eve para junio de si.....be frca que cu obedeza.
E assaeando-so com um esfurco quas sobrenatu-
ral dos bracos da sen irmaa delirante, rpidamente
se ausentou, ouviudo sempro em toda a progrosslo
do sua car re ira o echo das abobadas que repeta sem
cessar a ultima palavra de Berta desgracada ...
lesgracadade ti!.....Fronteiros ameias desmante-
ladas da volita torre do mosleiro fica o palacio do
Monlbrison; c aquellas ruinas cujas portas estilo
ssmprecscancaradas, s3o oasylo medonho de nu-
meras avos nocturnas: a imito est nublada, e as
religiosas repousam cada urna om sua celia. Trmu-
la c precipitada subo Borla as oseadas sinuosas da
torro, aunada eheg.i einliii ao campanario, e d'al-
l mergulha vidos olhos no interior do palacio.....
Joyeuse! Joyeuse eis o nome que profere; eisa
imagent quo invoca. I'-lo-ha o acaso em algumas
dcssasj.inellas, einquesua vista penotra? Poder
ella dilatar al l esses olhos, que nellese einbebem,
queo cingem, quo 6 envolvom com seus raios ar-
dunles t.....Ei-lo ah que cboga.....lie elle be elle,
mais bello que nunca, mais que nunca admirave
do gracas sb as vestes quo traja, o decorado dessas
(tas, desses eradlas, que Ihe brlham ao neito. e co-
jos diamantes recordiim em caracteres de fgo todo,
o lustro de suas facanbas marciaes Seraphina est
ao seu lado ; ella Iho diz palavras de amor, e se a-
joelha para receber na face o beijo.....Ah / Berla
nunca o vira tilo temo e tilo risonho contemplando
os mantos de urna inulher amada, o abragando-lhe
o eolio que parece arcar de delicia e de amor.... Oh !
csse beijo, lie ella quem o recebe ; he ella que o
seolo mprimir-se-lhe na face, circular em todo sou
sangue oabrasar-lhe o cornejo. Mas quando Sera-
phina so levanta, e que mais claramente a distin-
gue, o-la quo solta um grito de dr, derrama tr-
renles de lagrimas, e com o ionro, quo dilacera cun-
vulsivamento ntreos denles, procura abafar mil
snlueos. Desde osle momento o ciumo converleu-
se-lhe em completo delirio ; e dojoclhus, immovel,
passa ella toda a noite com os bracos cstendidos
para cssa casa ebeia de prestigios infernaos. A tem-
pestare comecou a bramir ; copiosa chuva cahia-lhe
sobre os cabellos, e as aves de agouro, que povoa-
vam a torre, gyrando eai derredor da misera, a fa-
ziam estremecer do terror infantil: o vento abalava
desusadamente as ruinas, sacodia-as pelos alicer-
ees o com sua impetuosidade deslocava pesadas
massas de pedra, que se precipitavam no solo com
asso ni lu oso estampido. O lampejar do rao, eoes-
trepilardo tiovilo cresciam com lamanha intens-
dade e horroroso fragor, que todas as fabricas e edi-
ficios pareciam oscillar em sua base, e-vergar
merc de horrenda convulsao..... Sbito senliu Ber-
ta um moviuiento doesperauca e do alegra. Seo
fgo do co nceudiasse nquelle palacio, diziaclla,
avidamcnln seguindo com os olhos a direccilo eira-
il ia dos relmpagos!.. .. O mais lerrivel de lodos,
coriscando, porm, rpidamente pela cumiada du
palacio, foi emlim niergulliar-.se no Sena, levando
comsgo a ultima esperanza do ciumeo maiscr....
Pois bem exclamou Berta : serv ou, eu uiesina, a
executora desla vinganca, que o co mo recusa.
Berta ja nSo exista na lolalidado das relaces da vi-
da ; e so porventura os movimentos vilaes anda
se nao hariam exlncto de lodo em seu ser incm-
plelo, ora porque a desesperarlo Ih'os alonlava e
inantinha. Dias infiudos do total inodia; noiles inn-
meras de atribuladas vigilias ; a electricidad!) der-
ramada polo espago om virtude da lempestade, o
mais quo tudo a perspectiva dessa Testa nupcial, a
apparicuo do duque de Joyeuse; ludo, tudo a havia
alhoiado do si mesina, a havia perdido : n3o era mais
una mulher, um ente humano; era una misoravel
creatura, despojada de rasflo..... era umu louca !
As lochas deslinaaas s ceremonias fnebres jaziam ar-
rimadas s paredes da velha torre : ei-la que se toma
de una inspiracao diablica ; trava de uina, accende-a
na lampada da escada, sobe de novo ao campanario, e
dahi cun inconccbvel pujanza a arroja sobre o tecto
do palacio.....E eulao periuanece imniovel, oll'egueuta
e cun os ulhus clavados uesse lugar de futuras rut-
ilas 1.....Profunda trev.is cobriram ao priucipio todo
o cimo do edificio mas logo aps, do mcio mesmo da
basta ealigem, um pouto de lu brolou, que, imiuedia-
iiieutc convertido em vermellio claro, se prdpagou por
todo o pavimento superior : o incendio anda nao exis-
tia seno para Hera ; cslava-o ella vendo gerar-se, e
o resto elle ha de enlende-lo.
Seoacbar em casa d'Anil i, respondeu Francesco,
eu Ih'o direl.....porque agora vou para o p della.
Val.'c conta com o seu amor.
Heverdadc, disse Francesco retirando-se, talvez
que ella agora me aniel
Borgia e o duque sahii ain inimrdiatamrnte. O Pionne
6cou scom oCucurullo, c l'ol rasgando mais quede-
|iresa o ubrcsc ipto da ca u d'Olyiiipia. Um vivo ru-
bor Ihe colorio a principio o roiln.
Oh 1 murmuro!! elle, que infame !..... trahia a Cas-
ia pela cortezas.
Oejuiis,accresccntoncom una tristeza profunda:
Ka corteza sem vrrgonha se dedica n salva-lo, co-
elle tinlia sabido com um rapaz e alguns lanaroni",
que piouieltcra Calar de volla s horas da cela, que es-
lava posla na ata prxima. Por lm, Guise appareceu,
c l'ui recebidn com lodos os signaes do mais piofuudo
respcili).
Quciram peidoar-nic, disse elle corlezmentc aos
hospedes ; mas eu ludia que concluir fui a ceno nego-
cio que se liga aos que me li/.crain congregar aqui os
similores. Ora que Ihes parece .' Nos aqui nesta sala es-
tamos milito nial para nos occuparmu de negocios;
far-mc-liao a honra di- passar a outra, c aceitar o ban-
quete que uiaudci preparar. Ncnlium dus senlinrcs, se-
guudo espero, me recusar fazer semelliautc liorna.
A honra que V. Alteza nos f.u lie grande, disse
Gennaro ; mas llevo dizer a V. Altea que se faz ueces-
com ellet certo negocio ; porque as horas do dia nao
baslam para o que ha a fazer na eidade.
New baslam tao poueo para a sua defea, disse
Peppe Palombo ; e julgo que para a seguranza de a-
ples estara eu uiellior no meu quarleiro do que uo
banquete que V. Alteza nos oUreec.
Outro tamo me parece a mim, disse Sanils, toman-
do o chapeo.
Devagar. Nao tenhan tanta pressa, nieiis seuho- .
r. s, Ihes ini nuii o duque ; nao se prcoccujiem tanto da
salvaco de Napulcs.....Quem sabe ?... talvez que o ne-
gocio por amor do qual Indos os similores esl.io com
tanta pressa de me dtixar se decida aqu mesmo.
Os convidados pozeraiii-se a olhar um para o* ou-
tros..... e pareceram cm extremo perturbados. Guise
lingio que nao reparaya uisso, e aerescentou com o ar
mais risonho c solicito possivel:
nao acredltava noque havia fclto...... De repente ai
chammas rebentain e crepitan) pelas Janellai do pavi.
ment combusto; lan(ain-sc aos ares como outras tan-
tas lingoas de fogo, e dessas mil laminas ardenles Jor-
rain torrente de cenlelhas, que cercam e abafam o edi-
ficio com gnea chave : enlao disputan) todos a un,
lempo no arredores do palacio ; o terror, o tumulto
a consternacao se dllnindem em esnacos.t mbito, e ii
s grito se ouve por toda parte.....fogo A desgranada
incendiaria, ao contemplar a obra horrorosa do seu de-
lirio, desee precipitada as escadas da torre, e pelos stt-
tos corredores do claustro rncontra ai religiosas que
desde o couieco da lempestade enloavam processional-
mente a oracao dos raios, e esparglam agoa-benta pe.
las paredes do mo;teiro ; masque neste momento, e.
pavoridas pelo espectculo do incendio, vagavam jei
tino por todos os ponto do claustro, e, com as inaos er-
guida para o co, repetiam unisona o horrendo ara-
do de.....fogo .' No mel deu perturbacJo geral. um
da religiosa, ao ver a impasibllldade de Berta, ilru-
Diada em lagrimas e com vot intercortada Ihc dlnc
Oh! minha ruina! O palacio de Monlbrison se eit
incendiando; o fogo do co cabio sobre elle I Nao!
respondeu-lhe Derla : he o fogo do inferno.....E rpi-
da, correndo ao templo, transpoi a nave, e preclpiuu-
se aos p do altar.
A beuelieio dos promplos soccorros, que de todai^as
parles frain ministrados, salvaram-sc os habltautes do
palacio incendiado : mas Serafina, ao escapar da ruinas
do edificio que ic derrua, recebeu na cabeca uina pe-
i igosa ferda. O anathriu.i que sua irimia Ihe havia ful-
minado, o terrveis vaticinios que Ihe fUera no mos-
leiro, ao mesmo lempo que Ihe accreicenlavam prodi-
giosamente o terror que Ihc inspirava lio medonha ca-
lastrophe, como que Ihe steriotypavam na physionoinla
obrenatural aspecto : julgou-sc cercada das chainmu
de um Dos vugador, e quebrada suas forca derra-
deiras sb esta impressao assustailra, velo ella aeipi-
rar ante que se apagasse a ultima reliquia do incendio.
O duque de Joyeuse ein sua rieesperacao tomou a he-
roica e corajosa rriolucao, que tao vivamente astom-
brou aos seus contemporneo, e cuja memoria a his-
toria perpetuo!!. Por milito lempo consideravel iniiUi-
dao de individuos concoma para assislir aoa officlos
divino* no convento em que e elle recolhra ; e repeti-
das vezei se obstrua o templo pela extraordinaria f.
fluencia daqucllea que iaui (seguiulo se dizia enlo)
mirar a belleza de fre Angelo sb o felpudo buret i( ,
um capucho, ou fosie porque na realidade uxui bem
sobresaiiiise aquejic lOau augeiicu eucauilbado en
um capuz de frade, ou fosse rinflin porque a cabff
nua c tonsurada de um nobre general, assim ferida da
um raio, excitasse geral curiosidade.
Traduccao de
Y. .<.
COMMEftCJO.
hu dega.
IIKNDI.MENTO DO DI.V 9.............
Detcarrtgam hoje, 10 de marco.
4:797,093
Barca Manchester bacalho.
Brigue Elisa dem.
Ilrigue F.-MaUhea Mein.
Iriguc Eiitigkeit carvo.
Marca Cumbcrlani dem.
PatachoRulauracSo mercaduras.
Galera Impiralrii- dem.
IMPllTAGAO'.
Eliza, brguo inglcz, vindodeTerra-Nnva, entr*-
do no concille mez, consignado a Jamos GribtrN
& C, manifestou o segunto :
2:202 barricas bacalho ; aos consignatarios.
CONSULADO 6QRl:
RENDIMFNTO DO DIA 9.
ral........................, 3:255,588
Diversas provincias............... 1G6.2U
3:421,802
CONSULADO PROVINCIAL.
REMDIJIENTO DO DIA 9............1:838,509
Afov.mcnto do Porto
Navio entrado no dia 9.
Jersey ; 48 dias, brigue sueco Luna, de 200 tonelada).
cap tao P. N. Ilunlman. equipagcui ll, em laslro ; a
Me. Calmoiit &< ompaiihia.
/Varo sabido no meimo dia.
lio-de-.Ianeiro : brigue-eicuna atncricona kenl, capi-
Uio James Alien, em laslro.
Acunipaiiheui-iiic, meus senhores; que eu lhej duque ames que elle podesse tocar cm alimento algum-
prometto de os nao demorar alciu da hora ein que cada
um tem o seu negocio importante a concluir.
mo fez a pobre rapariga a quem elle perder..... Mas crur sana a minl.a preseuca no toircao do Carino, c que he
leilifo lera este horneo) para as encantar asspn ? misu-r que eu l eslea nicla-noite....".
Esschomem hemaior que os seus iniiiigos, res-1 leu, disse Genuino, lenho una entrevista a esta
Jbora
jjoiideu oCucurullo, porque Ihes perda a todo.
l hora com alguna mercadores de trigo, aliin de concluir
Podei-me-hei eu retirar ante de mcia-noile ? per-
giiutou Genuaro.
Por ceno.
f. eu tamben)? perguntou S.intis.
Tamben!; c ale o veneravel Genuino c o meu bra-
vo Palombo daqlii a urna hora estarao livre, para ir dar
a ultima mao aos projectos que tao imperiosamente re-
claniam a sua asistencia.
Esla segurauya pareeeu alliviar grandemente o cora-
cao dos convidados, os quaes acoiiipaiiharaui o duque
sala cm que eslava preparado o fesliiii.
O principe dcsiguou a cada un o seu lugar, tendo
cuidado de separar os Napolitanos por mu dos seus offl-
claes. A principio u.ostruu um desvelo noiavel ; exci-
tou os scus convivas o uielhor que pode, oQereceiido-
llies elle proprio os manjares, e exclamando de vez cm
quando:
.Os senhores nao pi'idcm fazer ideia de quanlo iue
alegro ao ve-Ios assim reunidos ao p de mim !
Todos Ihc agradecern! ; c dahi enutinuou elle um
momento depois :
Ora devo dizer-lhe, meus senhores, que conceb
um projecto capaz de livrar aples dos seus mais pi-
ngosos iniuiigo, e quero que os senhores toiiiem liar-
le nelle.
He o nosjo dever, respondeu Genuino.
Qual he ? perguntou Gennaro.
J o vao saber, j o vao saber ; he um pouco nor
e extravagante ; mas que nipona, com tanto que '"'ll'
Icnha h'Jn xito .'
iNo o poderemos nos saber j, ueste iiiuiuriiln '
perguntou Palombo.
Bulla nao cerne, senhor capitn? disse Guise, pie
eslava de tal surte oceupado com os hospede, que
pagem favorito que o servia levava sempre o prato do
Passou-se pouco mais ou menos meia hora durante i
qual o duque empregou tanto ardor cm ollerecer pralos
e ein provocar os hospede, que acabou por vencer a
apprelieuao que, a priucipio, pareca rcterja conlianca
c a alegra dos convivas. Ao ve-lo lo alegre, neuhuin
dilles pode imaginar que o duque tivesse a menor sus-
pcilu do perigo de que eslava amracado, c podia-se eti-
lo, por'asslin dizer, embriagado com o graude projclu
que uicdilava. Algumas veze o velho Genuino c Gen-
naro trocavam entre si mu aorriso furtivo. S Pcppe-
l'alombo pareca de vez cm quando alllielo com a l-
gria daquclle que elle ia entregar aos Hespanhr ; nas,
para espaucar tal remoraa imporiune, pedia elle viulio
e mais vinho, e locava o copo com o de bautis, iara
quem todo este festim era um asiuiupto de gaudio a de
gritarla.
(CuUintuir-M-M


Pubca.c&o Litterario.
0 primoiro volume do Cerco do Porto nos no-
nos Jo 1832 e 1833, com urna descripcfo historien
os !c o principio da rnonarcliia centrada dos Fran-
'cezes eni Portugal nos annos de 1808 e 809 obra
nteressantissima o ja annunciada neste Diario ,
nulo prego de 3,000 rs na ra da Cruz, n. 1, se-
cundo andar. Na mosnia casa acliam-so a venda :
RccordacOos histricas de Portugal do anno de 18*2,
pelo principo l.ioknousky, Iraduzida do allemlo,
segunda edlc,IO correcln e augmentada, uin vo-
jume de 220 pnginns por 1,000 rs.; o Muieu l'it-
toresco al o o. 21; Urgnudn de llaiinuiiianu ou ex-
posicOts das doutrinas homceopathicas e olas ao
mes mu, dous folhetos; Noticias elementaros da
homcaopathia ou manual do faxendeiro lo capi-
Ulo do navio e do pai Je familia, un folhcto.
avisos martimos.
0 brigue I'aguele-de-Pernambueo seguc para o
Rio-de-Janeiro no dia 11 do corrente ; tcm asseia-
dos commodos para passageiros e recebe cscravos
a frete : a tratar com o proprictario na ra da
Hoila, n. 7.
Seguir, cm poucos dias, par-1 o Rio-Grande e
porto-Alcgre o lirigno Leo capillo Antonio llodri-
(uesGamajo qual podo receber lgons cscravos a
ficto: quera pretender polo cnlendcr-se com os
consignatarios, Amoriin IrmJas, narua da Cadeia,
n. 45.
tr-m
Leudes.
- loilflo.Jque faz Onofre Jos da Costa, do jima
porcio do passas : boje, 10 do corrente na porta
ilesou arinazem por cunta e risco do Sr. JosSa-
poriti.
Knllie & BW!S fsr5o !ci!c, por rnlorvencfln
dn rorretor Olivcira dos. melliorcs pannos pre'tos
iillimamcntc despachados e de muitns outras fa-
zendas que muitu agradarflo a sous froguozos pe-
los precos e qualidades : iioje 10 do correnlo ,
US 10 horas da mandila, no seu armazem da ra do
Vigario.
--Sehnfhoitlin & Toblerfarilo loillo, por inter-
venclo do corretor Olivoira de grando o variado
sortimento de fnzendas de seda Illa b dealgodo ,
todas proprias da eslacilo : segunda-foir.i, 13 do
corrente, as 10 horas da mantilla no seu arniazem
da ra da Cruz.
Avis >s diversos.
LOTERA
to Hospital Pedro i i.
Conlinuam-so a vender os bilhetes da terceira 5.*
parte dn 1.'lotera do novo hospital, nos lugares
do costuran, o o respectivo thesoureiro previne aos
scnliores que indigilaram nmeros para nfio seren
vendidos, que hajam de ir busca-Ios' quanlo an-
tes, pois 0,110 os muios bilhetes ja so acham om pe-
quea qoanlidndo. O incsmo thesoureii'i), a vista do
liom acolhimento quo coralmente tem merecido a
actual lotera, fax scienteao respeilavel publico quo
tem marcado o da 8 de abril prximo vindouro pa-
ra a sua extraoefo.
-- Aluga-se um segundo andar, na ra da Scnzal-
ln-.\ova com commodos para familia por preco
muilo mdico: na praca da Independencia, li-
vraria ns. 6 c 8.
Aluga-se a casa de tres andaros, n 5, da ra do
Vigario, propria para qualqucr seiilior cstrangeiro:
a tratariia mesma, ou na inmediata, n. 7, 1."an-
dar.
---Aluga-so o grande armazem do Forlc-do-Mnl-
tos, largo da Assembla, n. 7 : a tratar na ra do
Vigario, casas ns. 5 o 7, 1.* andar. j
Precisa-so fallar com o Sr. Juliffo Mara Frciro
a negocio quo mo ignora, na iraca da Indepcnden-
cia, n. 17. Na mesma toja compra-sc urna espada do
ferro, porcm de roca, e oslando cm bom estado.
- Oabaixo assignado declara que se nfio respon-
s.ibilisa por debito algum que cscravo seu contraa
, l'ki nomo do abaixo assignado.
Antonio Anntl Jacome Pires Jnior.
Retratos
do dofroerrotitypo coloridos e
fixos. pelos ltimos deseo*
brimentos.
Oabaixo assignado tem n honra do participar ao
respoitavel puhliro o nos seos amigos geralmente ,
quo acaba de receber dos Estados-Unidos por es-
cala do Para, no vapor Imperatriz um bello sorti-
mento de ohjeetos para retratos : e como tenciona
demorar-so pnuco tempo nesta praca, e seguir bre-
ve para a Haba convida a todas as pessots quo an-
da precisara dosseus servcosa aproveitarem a occa-
siSo presente. Como ha militas pessoas do opiniflo
errnea, que estes retratos somante com o tempo
se acabara o abaixo assignado nfio pode deixar de
direr que esta opiniflo s podo ser applicada nos
retratos de fumaca que se tiraram anteriormente,
que os retratos Puose coloridos nao silo capazes
do sumir-so nunca, e quo est prorapto a mos-
trar a qualquer pessoa a differenca que existe en-
tre um retrato do fumaca eum fixo e colorido pe-
lo novo dcscobrmento. As horas inais proprias
para tirar estes retalos silo das 9 horas da maullan
as d mis da tarde principiando de boje em dianto,
na ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 26.
Carlos I'redrick.
Mcrebcm-so cscravos para so venderem cm
commissAo tanto para a trra como para fra por
Uro annuncianto muitn freguezia : s se leva des-
te trabalho urna pequea commissfio o so promet-
i toda a segurauea para os cscravos : na ra das
Floros, n. 17.
Na matriz doS.-Anlonio teem lugar os sermdes
na presento Quaresma nos domingos pelas 10
horas do dia, com toda a solemni lado.
I'recisa-se de urna pessoa cora capacidade para
cobrar fra da praca unas dividas, diindo-so-lho
porccnlagem para o que dar fiador a sua con-
ducta : na Solodade, suioiia tscala.
-- Jos Goncalvcs da Ponte vai u Portugal tratar do
SUa Sade.
Hoje, as horas do coslumo, na sala das audien-
cias, se ha de arrematar urna porco de calcado,
pcnhorado'a Joaqnim Candido da Cruz Siqucira ,
por execueflo de Antonio |*i reir do Miranda, pela
vara do civel.
Precisa-so do urna criada para acompanhar una
pequea familia para a Europa: quera esliver nos-
tas crcumstancias diriju-se a rua da Cadeia-Velha ,
n. 29, para se tratar do ajuste.
D-so 1:200,000 a 1:500,000 rs. a juros de um
e ineio por cei.toaomuz sobre liypotheca em pro-
piedades ucsta cidade : naiua Diroila n. 36, pri-
meiroandnr.
--Offerccc-sn urna pessoa|idosa, para ama de urna
familia,a qual cozinha e arranja urna casa : quera do
seu prestimo se quizer ulilisar drija-se ao becco do
Sarapatel, u. 7.
IIIMANDADE DO SS. SACRAMENTO DE S.-J0SF-'.
Nfio se tendo reunido por diversas vezus nume-
ro legal do irmilos para formaco da mesa o juiz
novnmente convida e rogn a todos os irinfios para
se rcunirom em mesa gcral. no consistorio do N.
S. do Terco, domingo, 12 do corrente, pelas 10 ho-
ras da inanlifla ,aira dse proceder a eleigao dos
mesarios que teem do servir este anno, o ira tar-
so de. diversos assumplos de grande ullidada para
a mesma irmandade.
Joflo Francisco Itcgis Coritio remelle para o
Rio-de-Janeiro a sua escrava Mara, do gento.
-- Joaquim Pinto do Azevcdo remelle para o Riti-
de-Janeiro a sua escrava Mara, do na (lo Rebelo.
Aluga-se una ama secca para tolo o servico de
urna casa : quem a precisar dirija-so ao boceo da
Bomba casa quo lera duas jancllas com vidracas.
Antonio Jos Raymundo Chaves. Porluguez,
rclira-se para fra da provincia.
-- Urna mulher de bons costuraos se encarrega da
criacio de meninos de peilo impedidos e desimpe-
didos : tambem recebe meninos para desmamar,
no que promclte esmerar-sc: na rua Direita, u. 30,
lerceiro andar.
Perdeu-se, na tarde do dia 7 do corrente, da
rua du Madre-de-Deos al a travessa do niesnio no-
mo um nnnel de ouro com urna trama de cabel-
lo no ineio e as letras scguinles todas juntas ,
J. D. F. L., o pela parlo do dentro com as Seguidles
T. M. O. : quemoacbou o quizer restituir, dirja-
se a rua da Cadeia do Recifo loja n. 55, de Luiz de
dos proprios para passeio e tambem ptimos
quartospara viagem. Na mesma cocheira vendem
se compram-se e trcam-so cavallos de todas as
3iialiilndcs: tambem se recebem para se tratarera
a mclhor forma possvel, o cura-so qualquer mo-
lestia qne os mesmos tenham.
-- Aluga-se una escrava parda, de 2* annos, com
muito o superior leitc para criar: na rua do Cres-
po, n. 12.
-- O abaixo assignado roga as pessoas que lite es-
Co devendo, hajam de r pagar no prazo do 15
dias contados da data dosto ; (cando certus aquel-
les que onflo llzerem, queseusnomes serflo publi-
cados por eslo Diario. Recife, 9 de marco de 1848.
lodo da Cunha Heis.
O secretario da irmandade de
S. Jos da Agona,
erecta no convento do Carmo faz sciente aos ir-
milos da mesma irmandade, quo domingo, 12 do
corrente haver mesa geral, para so tratar da etoi-
Cflodos membrosque devem compor a nova mesa
regedora.
Existe nina pessoa quo tem livresas tardes e
que pode empregar-seem qualquer servico depois
Gas tinas horas at a imite : quem de seu prestimo
se quizer ulilisar annuncio.
Sr, HeJactorts Em virtude do annuncio feito
por mou (litio Joto Florentino Cavalcanti do Albu-
querque, cumpre-mo, a mim abaixo assignada, fa-
zor ver ao respeilavel publico, que ha 21 anuos quo
fallcceu meu marido, fiz em amigavel composiefo
partilbascom dito meu filho, do que Ihe caba da
parle do seu pai, e sendo o dito convocado por mm
para que ora priraciro lugar pagassemos as dividas
do seu pai para entilo pai tirnios, nfio quiz annuir ;
emlim, eu do minha parte as paguei todas, e nn de-
curso dos annos cima ditos, tenho-mo conduzido,
como he publico, com boa reputaeflo. e at lido aug-
mento cm ineus bcus, sem que para isso meu filho
tenha coadjuvndo, o estando om meu juizo perfoito
nfio posso tolerar o dizor mou Pilho quo desde ja
pi'tosta contra qualquer contrato que sobre minha
firma baja de appnreccr inda que soja com data
antecedente ao seu aviso : e como o nfio considere
meu tutor, taco ver ao respoitavol publico o cima
cxposln, assim como o tvr cu reraettido a Manoel
Dias de Toledo alguns papis em branco por mira
lirinados, c isto por pura siraplcidade, o quo res-
pondo quo o fiz por reconhecer na possoa do dito
iuteira capacidade, ser casado cora urna minha lici-
ta, c ter morado commigoseis annos, sendo o agen-
to de ineus negocios, e no decurso de todo esse lem-
po ler-nic dado perfeila conla t do menor real, e
mais que os papis quo Ihe remetti fram tres para
ofim domo vender tros escravos, o como s ven-
ilcs.se um, mo reraetleu o dito Manoel Dias os dous,
que so acham em meu poder ; assim como os dous
escravos. E para quo conste ao respeilavel publico,
fago vera resudado Canzanzo, 9 de marco do 1848.
Clara Cavalcanti de Albuqutrque.
Compras.
- Nn rua do^ra p^e? V 7d7 usej.-7c17a ber Olivera Lima, que recompensar.
quem he correspondente, nesta praca, do Sr. Jos
Paulo Travasso de Arruda, da provincia da Para-
hiba.
IGIUUA DO COUFO-SANTO,
R CHAPEOS DE SOL $
Rua do Passeio-Publico, n. S.
JoSoLoubot participa ao respeilavel publico, que
A mesa regedora da irmandade de recebou, por estes ullmosnaviosfrancezes.umcom-
_: c -j i Dlelosortimenlo de chapeos do sol, de seda, a mais
feanlissiino Sacramento convida a todos }:ca e superior qualidade; furta-cres c outras mui-
os irmaos, em jreral, para reunio, do- tasconhecidas, tanto para homens, como para Sras
_ i i- i i p ineiiinris No mesmo estabelecimento ha um sorti-
mingo, iq do corrente, pelas 9horas da ^XTchaJosdeiol depaninho, dos mais mo-
iiinnli;M, no seu respectivo consistorio, a-
fini de se delibrmr solire negocios de
grande
dade.
interesse para a mesma irman-
Precisa-so de urna ama forra, 011 captiva, para o
servico de nina casa : na rua de Dorias, 11. 16, pri-
moiro andar.
Quem tiver urna sala, 011 um pequeo undur, quo
nucir*atufar por proco commodo, om quaesquer
das scguinles ras Cadeia o Cruz, nn Recife, Quei-
mado, Crespo, Collogio, Cadeia o Ro/.ario, em S.-
Antonio, dirija-se a rua da Cadeia-Vojha, botica n.
', ou antiuncie.
Dentista.
I>. W. Rnynon cirurgifiodentisla dosEslados-Undos
da America pnrliripn no respeilavel publico e aos
seus amigos, quo tenciona demora i-so pouro lem-
po nesla eidade por Icr de seguir para o snl dcsta
provincia : poi tanto, rogn a todas as pessoas que de
seu prestimo se quierem ulilisar qiiodirijara-sc a
rua dn Cruz, 11. 40, segundo andur.
. Precisa-sede um fornciro 011 mesmo de al-
gum amassadnr quo cnlendado cortar iiiassa ao
menos n do pfio : tambera so precisa de um caixei-
10 que tenha alguma pratica do padaria e que
abono a sua capacidade : na praca da S.-Cruz, pada-
ria do una s porta.
fo-se 500,000 rs. a premio sobre penliores de
ouro, ou prata : na rua do 'adre-Eloi iano, n. 35.
demos; ditos muito grandes, proprios para homens
decampo : tambem tem chapos de sol do paninho
para meninos c meninos, por seren muito linos: po-
dem-so chamar chapeos deeconomin. Nn mesma loja
ha sortimento de bengalas, bengnlinhas c chicotes
muilo modernos; cobro-sc riunlqucr armario de cha-
peos deso, com sedas de todas as cores equalida-
des. Na mesma casa ha um grande sortimento de
paniiiiihos trancados e lisos, imitando seda, para
cobrires mesmos: dcsta fazendn se vende aretalho.
Concerla-o todo qualquer chapeo de sol, por ha ver
um completo sortimento do todos os pertenecs para
os mesmos, com toda a perfeieo e brevidade.
-- Na rua larga do Rozario, padaria n. 48, d-so
pfo do veiidagciii olTercccndo-se melhor interesse
que cm oulia qualqucr parle.
Quem precisar de urna mulher de meia dado,
natural da i 1 lia dcS.-Mguel, para ama de urna ca-
sa de familia dirjn-so a rua do Vigario, n. 8.
Urna senhora quo vai para Europa precisa de
urna criada branca, 011 mesmo parda, para ir em
suacompanhia e tratar do meninos: quem esli-
ver neslas circunstancias dirija-so a esta typogrn-
phia, que se dir quera precisa.
- Antonio Carlos Perelra de Burgos embarca para
oltio-Crando-do-Sul a sua escrava Firuiina, parda,
de 11 annos,
- Anda ha a sublime banha francesa para con-
servar o cabello, pela sua frescura e bom aroma,
cm potes de d as libras, pelo diminuto preco de
I 600 rs : vende-sc 11a rua larga do Rozario, 11. 24.
' por detras do thcalro cocheira do Joflo da Cu-
nha lois, alugam-se muito bons cavallos e bem gor-
Compram-se dous pares de linternas de vidro ,
pequeas que estejam cm bom uso : quem tiver
annuncio.
Compra-se um quarto que sirva para carga : na
rua de S.-Congalo, 11. 34.
Comprara-secadoiras, bancas, marquezase me-
sas feitas no paiz, tanto novas como usadas: bem
como lantcrnas e mangos do vidro 1 tambem so
compra um torno cora seus pertencos, para tornear
madeira ; na rua Nova, n. 67.
Compram-se, effectivamenle botijas e garra-
fas vasias : na rua do S.-Rila, reslilaeio Ir. 85 e na
venda atrs lia matriz da Boa-Vista 11, 2, que fica
na esquina da praca.
Compram-se, elTectivamente, todas
asqualidades de garrafas e botijas vasias :
no rUcrro-da-Boa-Vista, fabrica de li-
cores 11. 17.
Compram-so duas cabras[ bicho]
bastante leile : nesta typogranhia, so
compra.
Compra-so urna venda cora raucos fundos, quo
tenha alguma freguezia tanto para a trra cumo
para o mallo e que sejs era rua publica : quera ti-
ver aiinuncie.
, que decm
dir quem
Vendas.
Recebeu-se nes(es dous dias
urna remessa de escravos todos
de bonitas figuras para se ven-
derem muito em conta, na rua
das Larangeiras, n. 14, segundo
andar, a saber : um lindo mua
tnhodo18 anuos, com principios de carpina e
que heoplimo parn pagem por ser muito esperto ^
um dito de 16 anuos ; um dito de 22 minos, com
oflicio de sapateiro ; um dilo de 5 annos, muilo
liele humilde,do qual so aliancaa conducta;dous di-
tos do 35 anuos por 330,000 rs. cada um ; 3 pretos
do nacflo de 20, 23 e 25 anuos proprios para o
campo ; um moleque de 7 annos, ptimo para apren-
der algum oflicio; una molcca recolhida do na-
cio, quo coso o fazlavaiinto; urna prela de 20 an-
uos que engommn cose e cozinha, ludo muito
bemfeito; duus netas mocas, que lavam de sa-
bfloo varrella ; urna dita do iioeflo Costa boa qui-
tandeira por 330,000 rs.; una parda do 18 annos ,
muilo forte propria para aprender engommar ;
um prelo, por 150,000 rs.
Chitas pretas asseliiiaclas.
Voiidcm-se as j bem acreditadas, o superiores
chitas prelns assetinadas do ultimo gosio a 240
rs o covado : na rua do Collogio, loja nova n. I.
Vendo-so urna negrinha de 10 aunos pouco mais
ou menos i na rua dn Praa n. 20 vista do com-
prador so dir o motivo por que so vendo.
Vende-se por preciado', um prelo de 28 annos,
do qual se aliauca com responsabilidade a condne-
U : no pateo da S.-Cruz n. 14, se dir quem
vende.
Vcndc-senm.carrinhode* rodas, cm bom es-
tado: na cocheira do Sr. Adolplio Bourgeois, rua
Nova.
Para pagens.
Vendem-se chapeos invernizados galflo de ouro
e prata : na rua do Queimado loja de cirgueiro ,
n. 10. .
Vcnde-se um preto sem vicios, e que ho mul-
to fiel, por preco commodo : na rua das Saudades ,
confronte a rua do Hospicio, a primeira casa que
lera mirante.
DEPRECIACAO.
Antonio Luiz dos Santos & C na sua loja de U-
z o i ila, "a rua do Crespo, n. II, vondom cassas pin-
tadas a 200 rs. o covado; chitas do 160 a 200 rs.; rot-
dapnles do 160 a 200 rs. a vara; fazendas de goslo
de muitasquulidndes, o outras proprias para a qua-
resma, como sarjas lisas o lavradas; cortos ricos do
solim preto lavrado; ditos do cores; majas pretas o
brancas, patentes ingle/ns; chales do lit proto; bi-
cos pretos; chales e mantas do soda : ludo por menos
do seu valor.
m
w
MENEZES.
Praca da Independencia, n. 17,
LOJA DK SIRGUEIRO.
@) Vendem-se uniformes para todas
as patentes tanto para guarda
nocional como para primeira ti-
rilla, e cbaposenvernizados e de
sedj para pagem, g;lao de ouro
e prata, espadas nrateadas de ro-
ca e sem ella, e outros mais ob-
,5f>, jecios pertencentes a mesma ar-
JJ te: ludo por preco mais comino-
V do possivel.
Vende-se, na rua do Queimado loja de miude-
zas u. 24 luvns protas compridas e onfeitadas ; di-
tas de pellica, para senhora o homom de todas as
qualidades ;] los pretos dos mais finos, por barato
preco; lencos de setm preto para gravata ; fita de
velludo de todas as larguras; caitas de inassa de
tartaruga ; corles do colletcs dogorgurao de seda ;
peales de tartaruga para marraras ; abotuaduras
para casacas ; inoas do seda para senhora por ba-
rato prego.
Vendc-sc una escrava de bonita figura, que
cozinha o diario de urna casa lava do sabffo e he
boa quilandeira; aliauca-se a sua conducta : em
l'ra-do-Porlas, n. 80.
Vcndom-so as melliorcs poslilhas aue existem
para o primoiro anno da academia jurdica de (Hie-
da, por mdico proco:
n. 36.
na rua da Madrc-dc-Deos
Novo e esplendido sortimento de hien-
das pretas, proprias pira a presente
Quaresma.
Va 'no va loja da rua da Cadeia do Recife numero
32, de Claudino Salvador Pcreira Braga, onde
vendem-se sarjas largas bespanholas, a 2,240,
2,560 e 2,760 rs. ; ditas mais estrellas, a 1,500 s
1,760 rs. ; dita lavrada a 1,000 rs. ; sarja de
lila a 800 rs. ; macedonia, a 1,000 rs.; du-
raque, a 800, 950 e 1,000 rs. ; alpaca, a 1,100
e, 1,300 rs. ; dita de cordflo a 1,980 rs. ; la-
pira muilissimo fino, a 1,300 o 1,600 rs.; dilo de
cordio, a 1,000 rs.; panno fino para casaca, a 4, 5
6,000 rs ; casimira franceza a 2,800 e 3,200 rs. ;
setm macu a 2,240 3,500 o 4,200 rs.; dilo fran-
ecz fino a 1,000 rs ; cortes de colletes do velludo
lavrado, a 4,000 rs.; ditos.bordados, a 6,000 rs.; di-
tos de gorgurSo bordados, a 7,500 rs.; lencos do se-
da com franja a 800 rs.; ditos linos sem franja a
1,200, 1,500 e 1,800 rs. ; ditos de setm macu com
barra larga a 4,500 rs.; mcias de seda, lisas, para
senhora, a 2,400 rs.; ditas bordadas, a 8,900 rs. ;
ditas para homem a 1,200 rs.; ditas de algodilo ,
para homem a 240, 280 o 320 rs.; ditas para se-
nhora a 440, 500, 560 o 640 rs.; luvas curtas do
seda e sem dedos, para senhora, a 1,000 o 1,200 rs. ;
ditas cumpridas com dedos o som elles a 1,000 o
1,500 rs. ; los do lodos os la manhos a 9, 3,4, 5, 6,
7, 8 e 10,000 rs.; veos, a 6,000 rs.; luvas de seda
para homem, e 1,000 rs.
Casa de modas fran-
cezas.
M. MILLOCHAU,
no Aterro-ca-Boa-Vista, n. 1,
primeiro andar,
alm dos ohjeetos ordinarios de modas como cha-
peos sedas para os ditos fitas, flores creps, lu-
cos, lavas, enmhraias, filos, ele., reeebcu pelo
ultimo navio viudo do Franca um lindo sorlimen-
to de bordados como : camisinhas ; pescocinhos ;
cahccOes; collarinhos ; ontremeios c tiras borda-
das, para a ultima moda de roupdes e muitsoh-
jeetos para a Quaresma ; ricos filos'do bico proto;
ditos de seda; ditos de linho de muito lindos pa-
drees ; crep prelo ; barago do ristras e de quadros;
tranca e franjas do rotroz proto, para vestidos e
manteletes ; mantas de bico preto; trela largo,
prelo o muilo cncorpado ; um grande e rico sorti-
mento de bicos pretos verdadoiros de nadroes da
ultima moda. Na mesma casa sempre so fazem cha-
lieos toucas, collarinhos, vestidos, o em geral lu-
do o mais do toilette das senhoras por preco mui-
to commodo o com promptid3o e gosto.
Na rua Nova loja de alfaiate, do M. A. Caj ,
n. 18 vende-sc muilo larga esuperior sarja hespa-
nhola pura vestido do senhora ; um completo sor-
timento de roupa feilo efazenda parase lazeren-
commenda do qualquer obra : tambem se vonde t
jaqu do polica, por 8,000 rs. e outro dito por
10,000 rs : silo de panno superior, e vendem-se por
esto preco por j lorem um pequeo uso.
Vendem-se pedras brancas de amolar, da me-
lhor qualidade que tcm vindo do rio de S.-Fran-
csco cm porco o a retalho, por preco commodo :
na rua da Praia armazem n. 18.
Vende-se um carro do 4 rodas om meio usu ,
com urna boa parclha de cavallos: na rua daSen-
I zalla-Nota, n. 2,

aa


R Na fabrica de chapeos do rea >_ n. 22, vcndeni-so superiores chapeos de cas-
ae 2,500 ale 5,000 rs.; i.apo, envernizados, pro-
Kdn? o0',r,r1ul)d;'' ""rudo por seren pro-
va o f.poa, e tambera sito proprios para viage-n Sciin-
pes do luassa de todas as qu*lindes de a,40 rs
tftii^.L"* : u,''lH;m so peonen encommendas de
col rom 3!5,d5de* !**" a chapeleiro e
SPtSSS.'*08 da 'n0,ail vo,,,l"d,e dos ^uc-
t-s.iuao por preco mais commodo do que eraou-
ir qualquer parte.
estado : no palco do Carato, n. 5.
- Vende.n-scancoietascom cal virgem a mais
nova que existe no mercado, por precS mais com-
^?.0nqU''.em.0"lra V<'iuer parte ; urna por-
c..o de pesos do duas arrobas de ferr e algumas ser-
ras grandes para scrrare.m madeiras : ra ra da
lodi, armaxem n. 17.
Panno-C'uro.
Vondem-so superiores corles de calcas da fazenda
pnnno-couro par ser do duraeo extraordinaria e
Ue padrOcs escuros propiios para o trafico, pelo
diminuto preco de 1,600 rs. o corte : na ra d Col-
legio, loja nova da estrella, n. 1.
Casimiras finas e elsticas.
Vendem-se superiores casimiras finase elsticas,
a ',000 rs. o covado; cortes de ditas do cores, muilo
linas, a 6,000 rs.; superiores casimiras pretas da
nielhor qualidade, o 6 o 9,000 rs. o corto na ra do
tollegio,loja nova n. t.

ISItH:

K.LT"8' c?rrente e moentecom agoa, de
"nl!l,r Prodi.cg.3o com a safra do 2,300 pSes
hTn'8,-,Ume.n.08' ousem ella. Este engenho
ccnrnnnn'reaVel """^cia nflos no presen-
o como no futuro, por conlcr mais do legoas de
terreno cobetto do maltas virgons com capacidade
ara se levantaren) engenhos d'agoa o do bestas : a
ira lar no mesmo engenho, ou no sobrado ao lado da
cadeia, n 23.
Cortes de aleina.
A fazenda mais perfeta que tem apna-
recitlo sSo os cortes de aleina, para ves-
tidos de senhora, nao s pelas delicadas
cores, como pelos lindos padrSes, por
nao desbotarem, e por serem do ultimo
gosto de Pars. Estes cortes vem pti-
mamente acondicionados, cada um em
sna capa, e s5o Jeitos na principal fabrica
de Pars ; sendo de quatro qnalidades dif-
ferentes, e aos precos de 3,aoo, 3,6oo,
3,8oo c 4,ooo rs.: na loja nova de Hay-
mundo Carlos Lete, na ra do Queima-
do, n. ti A.
?A
nos, sendo umdelles carreiro; dous pretos de 25
anuos, sendo um bom cozinheiro e outro ptimo
sapateiro ; dous pardos um proprio para todo o
servigo,e o outro bom carreiro, de 16 al8annos;
urna rnulatinha do 13 annos.com principios de ha-
bilidades ; 4 pretas de 20 a 25 annos, entre as quaos
algumas com habilidades : na ra do Collegio, n.
3, segundo andar, se dir quem vende.
Nesla loja ach.i-se um completo sorlimento do
o.rasro,laSf dc l0l|M M j,,^. h*
pannos finos pretos merino ricos cortes de c -
Jete de gorgurfo bordados, por prego commodo
- \cndo-se um alambique de cobre dc carga de
3ocanadas.com serpentina de estanto : lud em
bom estado por prego commodo : na ra de S.-Ri-
'i n. 85.
-- Vendem-se, na ra da Cadeia do Recita arma-
zem do Bregue* saccas com superior farfulla dc
mandioca, ditas do arroz .le vapor e da fabrica
vindas prximamente do Maranhao. pelo friaue-ea!
cu na Laura : tudo por mdico proco.
Pannos finos.
Vendom-se superiores pannos finos, prova de li-
mar,, pre o e azul, a 3,000 rs. o covado; dito fino
azul e preto e 4,500 rs.; dito preto de su o ior, -
5 Sofi t Z',"*C,''I PC.'a ?"' b,ral. A
.>.->00,6,o00e 7,000 rs.; casimira preta limiste da *
VTooV.^^ lmto e hranco, ele supe.
ii.uuue u.ooois. o corle de calca : na ra do fni-' i- .
leg.o, loja nova da estrella, n. 1. NOr qtialldode : IIO eSCI'iplOI'10 de
Na na i\n T.a.ti/.l, ._ ... *"*!-; i o .-.
No Aterro da-Boa-Vista loja
n. 78,
ven.lein-sesapatos.locouro do lustro, para meni-
nas do 3 a 14 annos ; ditos de mirroquim, para me-
ninos de 1 a 5 annos; bem como sapatos de lustro,
para senhora. '
- Vende-so um molequedel2 a 14 annos, multo
esperto e sadio proprio para aprender qualquer
oflicio : no caes do Ramos, casa da esquina pintada
de encarnado, por cima da venda.
No Aterro-da-Boa-Vista, ioja
n. 78,
yendem-se sapatOcs do bezorro, para hornera, a
1,280 rs. ; balms para costura de 1,000 rs. a 2,560
rs. ; bonetes de velludo e panno, para meninos;
ditos dc merino do muito bom goslo ; ditos de
marroquim, para homem, obra de muito bom
goslo, e dosi quaes s resta urna pequea quantidade.
- Vendem-se aeces da ex-
mela companhiade Pernambuco
e Paradina: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, ra da Ci uz.
n. 9.
Vcnde-se, na ra da Cadeia do Recito, arma-
zem do Bragucz, superior Trelo dc Lisboa por m-
dico preco.
Vendc-se colla de superior qualidade. das fa-
bricas do Rio-Crandc-do-Sul: na ra da Moda ar-
muzcn n. 7.
Bom e barato.
Vendem-se superiores los pretos de
seda bordados, do lodos oslamanhos ;
legitima sarja preta hespanhola ; ri-
cos cortes do soda preta lavrada ; cha-
malote de seda, ondeado o de listras;
meies de seda preta, de peso; supe-
rior setim preto para vestido, panno
preto de todas as qnalidades; casimi-
ra preta o elstica muito superior;
chapeos franeczes da ultima moda; e
OUtras militas fazendas : ludo milito
em eonta, o com grande sortimento
para escolher: na nova loja de Jos
Morcira tapes & Companhia na ra
do Queimado,, nos qualro-cantos, ca-
sa amarellla n. 29.
Vendemse ancorlas de
diversos tamaitos, com vinlio da
Na loja de Magalhacs & r-
mo, na roa do Queimado ,
n. 46.
vondem-se mantas de garfa dc seda a 1,600 rs. ;
sarja preta a mais superior quo apparece ; corles
decambraiadeseda, a 11,000 rs. ; ditos de cam-
braia aborta, a 5,000 rs.; cortes de coiletes conl
listras e palmas do seda a 4,000 rs.; ditos do se-
tim preto de listras, a 4,500 rs. ; ditos do fustSo de
cores a 800 rs. ; lencos de seda, muilo linos a 2/
rs ; chales do seda do 14 quartas a 11,000 rs. ;
mantas de seda a 9,000 rs. ; pecas do bretanha do
Franca, com 5 varas, a 3,500 rs.; chapeos de sol,
de seda a 6,000 rs., com basteas de ferro ; meri-
no muito fino, a 3,000 e 3,600 rs. ; lauziulias de dif-
ferentes cores, para vestidos de senhora, a 360 rs.
o covado; cambra a de cores", a 60 rs. a vara ;
brimde algodio pura caigas, a 240 rs. ; riscados
rrancczes,a220rs. ; brim branco trancado de li-
nho,a 1,120 e 1,400 rs. a vara; bicos; meias para
homem, senhora menino e menina; eum sorti-
mento de fazendas que devein agradar aos freguezes,
em qualidade o prego. Franqueam-se as amostras
e vende-se na ra da Cadeia n. 15, loja do Bour
gard.
Vende-se urna canoa nova, de 35 palmos ii
comprimonto por 25,000 rs. : na ra da.Praia r
mazem n. 43. No mesmo armazem ha um moco Dar*
tuguez, do 16annos, que sabo lcre escrever nr"
se arrumar. *"'*
Vendem-se pulseiras de cabello
obra franceza muito perfeita, por prec0
commodo : na ra do Gabng, loja n. j
Pannos para lences.
Vende-se superior bretanha de Irlanda, de D!1.
linho,com duas varase meia de largura hien
de milita utilidade para lences a 3,000 rs vr
zarte azul de vara de largura a 240 rs. o corada'
cambraias lisas, a 640, 800 e 1,000 rs. a vara
eos do seda dos mais modernos e muito finos i
melhor gosto a 2,500 rs. ; rolos de bretanha' .
1,800 e 2,000 rs. ; dita de Imho muito lina Van
e 800 rs. ; cassa para babados, a 2,600 e 2,800 rs
peca ; chales de lita, grandes e de muito bom oosn
a 2,000 e 2,500 rs.; riscados trabados, de muiu
boa qualidade para escravos por serum escuro,.
de muita duraeflo a 200 o 220 rs. o covado a oV
tras-multas fazendas por preco muito cemm.lo ni
ra do Collegio, loja nova da estrella, o,1.
Na loja do nicho ha nutra pe-
chincha melhor.
Na loja do nicho, na pracinha do livramento
vendem-se chitas oscuras, do pannos linos o Hnl.c
seguras, a 4,400 rs. a poca, e a 120 rs. o ovado h
raUM1*10' ''osedade l0llas as lliri",as, muito'b,.
- Vendem-se 60 pipas com ago'ardcnto de 93 a
^.f^-cliegarem uestes 3 das: em Kora-de-Por-
-Vendem-se 12 escravos, sendo : urna preu ,1,
18 aunos, muito boa engommadeira c cozi::"---a ''
una dita de 20 anuos, de bonita figura; urna par-'
da do 20 anuos ; 3 pretas com habilidades} 2 mole-
qucsdet8annos;um mulatinho ds lo nnos a
P.retos bem robustos ; um dito carreiro: no pateu
da matriz de b.-Antonio, sobrado n. 4
Vehdem-se pellcs de bezerro l'ran-
cez, de superior qualidade, a 3,ooo e
3,5oo rs. : no Aterro-da-Boa-Vista, |0-
ji n. 78.
Vende-se urna grande porcSo de movis de
lodo o genero perlencenles a urna familia que se
reljra : no sobradinlio do Sr. Corrcia Jnior, na
rua da Concordia a esquerda passando a poute-
ziulia.
LOTCIUA
do Rio-de-Janeiro.
ma do Trapiche, n. 17, con-
tinua a baver deposito da verdadeira cal
virgem de Lisboa, chegada prximamen-
te ; .idvcMn,do-se eos compradores des-
te genero qe o.lr-posito he j muito pe-
queo, e que da nova nao ha mais em
parte alguma.
irJ^lT' .".arrend-f iimgramlositio na rua
li.ipe ni I com duas moradas de casas, urna para
""" n "'' f'e"< da rua, eonra mais Pe-
m e?i- r "VT S,li0 Com l""!S l">Teiraes
1 las.f,f,!";";,s,I<^"s quaJidades todas novas
lo fruto, con, um gr:1dc vivoiro o |undo :
a rua lirita, 135, |oja de coril ond ,. .
tSSmSF?* ^ SC" "0,, lC'" d rclirar-
tor*Qtr,|,e"S' "r" le,,ri'no ComlToalmO do fren-
te e 89.iilos de fundo, cm estado do se edificar
tZJtfOW" ",err? cm cuj0 lerrcno podem-M
nzei tres ptimas moragoas na rua do pflar em
ora-do->ortas, doladoda mar grande : n dita
da%annn,a:rtCOdaigr(l,ailOP,i"''das6 "ras
Vendem-se cliape'os de superior
casto*, blancos e pretos, por preco
muilo barato : na
rua
do C
rcspo,n. 12
lojadc Jos Joaqnm da Silva Maya.
?
as
Aos'Srs. de cugenhos e ca
de familias.
Acaba .le chegar para a Quaresma urna porcilode
bacalho de escama de qualidade muilo superior
ao que al aqui lein chegado a esto mercado, o
qualhe preforivel, nio s pelo s.;ti mdico preco
que be de 9,000 rs. o quintal, mas lambem por ser
da melhor cura podendo conservar-se uina barri-
ca aborta dous ou tres mezes sem humidecer, ou
deteriorar-se. Vende-se no armazem de Antonio Au-
nes no caes da Alfsndega n. 5, e em casa de 1. J.
Tasso Jnior, na rua doAmorim 11. 35.
Afilho.
Vende-se milho, a 2,000 rs a sacca : no caes
Alfandega, annazein de Antonio Annes.
Oliveira limaos 8c C, na rua da
Cruz, n. 9.
Vendem-se duas boas escravas; crioulas do
bonitas figuras o mocas, que coznham, lavam mili-
to bem e engommam silo sadias, o nao se duvida
dar a contento para seren experimentadas : na rua
do Queimado, loja n. 51.
r>ofassa'e cal virgem.
Vende-se muilo superior potassi e cal
virgem de Lisboa, prximamente desem-
barcada: no deposito de Bailar & Olivei-
10, na rua di Cadeia do Hecile, n. ia.
Ua rua da Cadeia-Velha, n.
29, loja deJ.O. iilslcr,
vende-se vlnho do Porto, de diversas qnalidades ;
dito da Madeira; dito de Malaga; dito de Shcrry ;
dito de Carcavcllos ; dito de LlShOa ; dito de Graves;
dito Saulcnic; dito San-Julieii; dito de Itordeaux ;
dito Chatcau-la-l!osc; dito de San-Ceorgc; ago'ar-
dcnto de Franca, de diversas qualidades ; wliiskcy;
clicrry-eordial ; niarrascliiuo ; licores linos ; punsch
da Suecia; xarope de frainboises ; ptima cliampa-
nha em garrafas e meias ditas ; velas de composi-
eno ; cha preto e verde de superior qualidado ; pre-
suntos e salames de llamburgo ; sardinliasem latas
evidros; pelits-pois em ditas; salmn em ditas;
mostarda inglesa c franceza ; fruas em vi.lros com
calda de assucar o espirito ; ugoa de flor do laranja;
charutos do Havana e da Baha : ludo chegado re-
cenlemenlo c de superior qualidade.
Escravos Fgidos

da
).1 loltiia do Rio-de Janeiro
a beneficio do theatro da im-
perial cidade da iicther.y
Vendom-sobilheteso meios ditos desta lotera :
na rua da Cadeia-Vellia, n. 29, casa de J. O. ELSTF.R
Vende-se o.'eugenho timb, distante desta
Fariuha de mandioca.
.No armazem de familia da rua do Collegio, n. 21,
vendem-se saccas com fariuha a mais fina possivel,
por prego rasoavel.
Vende-se um carro de 2 rodas, quasi novo,
com cavallo j ensinado : tamhcm so vende cada
niadas cousas em separado: na rua da Cadeia.
n. 4. '
Vcndc-so a venda da rua da Cruz, n. 66 que
foi do fallecido Araujo una das melborcs do Ue-
ciro:a tratar na inesma ou na rua da Senzalla-
Vova, n. 4.
- Vcn.lem-sc cabos de cairo cm grandes ou pe-
quenas porcOcs: no trapiche do Ramos, armazem
da esquina.
No rua do Trapiche, n. 17
vendem-se barris com superior
eal virgem, chegada ltimamente
de Lisboa, a cinco mil res cada
barril.
Vendem-se 5 liados moloques do 16 a 20 an-
Vcndem-se bilhetos, meios ditos da 9. lotera, a
beneficio do theatro da imperial cidade de Nicthe-
roy, no Recito, loja do cambio da rua da Cadeia n
24, da viuva do Vieira & Filho ; a elles antes que o
vapor do sul chegue, que deve estar aqui uestes
das.
Vendem se, por preco commodo ,
poldros e poldr.is experimentados e moe-
doresde toda de elegantes figuras: no
jnho Caraba da fregueda de Tra-
cunhaeui a tratar com o seu propie-
tario.
Vendem-se 8 escravos, sendo : 4 prelas com al-
gumas habilidades ; duas pardas ; um bonito pardo, crioulo", ii
proprio para pagem do 20 annos sem defeitos nem aqui vind
achaques; u ma preta dc meia idade por 240,000Jra, 28 de fe
rs. : no paleo da S.-Cruz, n. 14, so dir quem vciide.fprelo ; lem i
Vciide-sc.ou permuta-s nina casa terrea, si- "
la na rua do Rom-Sueesso, na ci.la.le de Olinda, com
um sitio em chaos proprios : na praea da Boa-Vis-
ta n. C, ou na rua do ,S.-Francisco casa da esqui-
na que volla para a rua da Florentina.
Ovas do setio.
Vonde-seesteexcllente petisco ; bom como mui-
lo bonsqueijosde quallia ,(e 150esleirs do carnau-
ba milito grandes o bein feitas: na rua do Quei-
mado n. 10.
Vende-se um cavallo alazfio-foveiro grande,
proprio para carro por j se ler experimentado : na
na do S.-llita, 11.91. Na mesinn casa compra-so um
pao para tipoia, com os competentes treparos, e
que estejam em bom uso.
Vende-se,a dinhero, ou a prazo, urna venda
com muito poucos fundos, sita em Olinda, na rua
de Malhiiis-Fcrrcira, que faz esquina para a ladeira
da Misericordia : vende-se per seu dono se adiar
muito doento : a tratar na uicsma venda.
Vende-se superior gomnia de mandioca, em
saccas ; esleirs de palha dc carnauba; sapalOe's do
sola e vira ; ditos dc couro do lustro : por detrs do
Corpo-Santo, vendan. 62.
; ao de ser mais barato.
Vendem-se cortes de fuslao branco, amarelloe de
outrascorea a 480 ; mursulinas inurto largas a 240
rs. a vara ; ditas escuras, a 4,500 e 4,800 rs. a peca :
na rua da Cadeia dojltecife, n. 32.
Esleirs de Angola
Vendem-se esleirs do Angola ; holachinha do
araruta superiores presuntos para fiambre: ludo
por prego commodo: no caes da Alfandega, arma-
zem n. 1.
IV? \tcrro-da-Boa-Ysta, de-
ro: te da catanga,
he chegado, pelo ultimo navio frunces, uin com-
pleto sortimento de calcado de todas as qualidades,
lano para homem como para senhora meninos e
meninas por preco mais commodo do que em ou-
tra qualquer parle.
-Vende-se un boi para carroca gordo o bas-
tante grande e bom : na piaca da Bou-Vista, venda
ds A ntonio Jos de Magalhaes por baixo do sobra-
do do esenvao Atabidc.
- Cliegou uovamentoa superior calda de tomates,
- Fngio.no da 26 de fevereiro do corremle in-
no da Passagem-da-Magdalena o preto Franci-
co ma.or de 40 anuos baixo, grosso, rosto opa-
do, nariz muito largo, olbor de pnreo ; finge ndo
entenderaquilloqueselhe diz [sendo muito la.lj.
no ] ; levou camisa e calCas de algodito. Ksle preto
Ibi asento do fallecido Volgns de S.-Amaro nre-
matadoompraca, em outubro do auno passado;
foi ttstoemS.-Amaro, nodia primeiro do cor rea-
to na tenda dc Francisco Uotclbo do Andrado. Ro-
ga-se as autoridades policiaes, capiteles de campo
que o apprehendam e letem-no ao dte lugar di
l'assagem por cima da venda do Machado ou ns
rua larga do Rozano, n. 50, queserio generosi-
mento recompensados.
--Fugio, no da 8 do corronle, tarde, o preto
Joilo que diz ser natural da cidade do Maranl.ao;
he de altura regular cor fula, rosto compridoo
com algumas marcas de bexigas, o cabello atrs
semillado, falla um tanto descansada ; tem as cos-
tas e nadegas bastantes cicatrizadas de chicote ; le-
vou camisa di dula azul,' caigas dc algodio risca-
do etiqueta branca : quemo pegar lete-oa ruado
Collegio n. 5, que ser recompensado.
.IT..I B 1 di.a 2.'' co,rcnle o prelo Manoel,
crioulo. nalural do Para, o qual desembarcou
ido no vapor Itnperatrit, na segunda-fei-
r?vereiro prximo passado ; he alto, bem
urna marca de ferro, na perna dircili;
S T'5' CC,alssnzl",s',le ,,mfl '21-ndii como
nVrfi', i'- d0 P"lh"J vclho Este preto Iralia-
hou tres das.na capnlazi* externa da alfandeg;
Ii r .8equS-<,ucirn ir >,,rn nio-de-Jaaeiro,
nondo diz ler inS.; tem andado embarcado e poris-
o taires que tenha procurado algum navio para em-
4 ^..T0Jnia"rl'ei0- -o portanto, ao '
f>rs. capitnes de navios se em algum apparecer, o
stgurem e manden, levar a Arsenio Fortunato da Sil-
va na arcada da alfandega ou ao Hospicio, n. i
A inesma reconimcndacfo se taz as autoridades po-
nciacs c capilflcs de campo, os quaes se rccoinpensa-
-- Fugio, nodia 3.1o corrronto a preta Joseph,
ue Angola do 0 annos ; tem os pos raxados o grus-
sos, procedido de calor de ligado; levon dous tes-
iios um de chita preta o oulro do riscado azul ,
panno da (.osla j velho, rom franja branca ; Toi os-
era va do engenho Mucupinho. Roga-so as aulnriila-
< es policiaes ecaptitos de campo, que a approheu-
dam c levem-na ao Alerro-da-Roa-Vista, junto a ma-
triz loja de marconelro, do J. C. L quo gratificara
generocamenle.
Fugio, na imito do da 3 para 4 do correte,
uina escrava crioula, do nomo Raymiinda, de 20 <
22 anuos do cor preta miito retinta, com um
marca sobre a sobrancelha de um dos olhos, pro-
venientede urna queda nutra dila no liraco il-
cito olios pequeos bem feita de corpo e mi-
to desemharacada ; levou vestido de chita de oscu-
lo branco com flores do diversas cores, dalos de
tinta de assenlo azul com ramagens brancas sapa-'
los do marroquim aniarello; supp6r-.se quo es teja
acollada para as bandas de l'onte-de-Ucha, ou Cwn-
po-(,rando, por ler nestes lugares bastantes ainiza-
quem a pegar love a sua senhora, nos Coelhos, si-
tio em que tem olaiia oSr. Miguel tarneiro, no so-
brado do um andar junio ao rio, quo ser recom-
pensado generosamente.
Fugio, no .lia 5 do correte, as 10 horas do di,
o preto Patricio do 30 anuos pouco mais ou menos;
he secco do corpo ; tem uina fstula dn um lado da
cara por causa dos denles; levou calca, do risca-
do camisa do algodo ; lallam-lho .lentes na imi-
te; falla bem descansado por ser crioulo do ser-
la : quem o pegar leve-o a rua da Cruz, n, 26, que
se gratifica ra generosamente.
PEII.V. : NA TYr. DEM. F. DEFAMA. 8$

Mi
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