Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05433


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Full Text
i m
| Ar\o.o de 1848
Quiita-feira 9
BU/ ta. de Ufarlo.
;o
O DIARIO puMis-#e todo! o d. (?'ic no
frem -l" pnrii i o preeo 'I" aitjgnUur.i lie de
iOOfr r-'.'l q"Wwl> J"1""' "''"''<*'' 0 n
dili'erenw, porcada publicar .o.
PUASES DA LA KO M& UR MARQO.
I un nova, M < ll0r*> e oT '" a* nMa,
Cresccnte a ll. J horas e ti min. da manliaa.
Luacheia a I"- 6 hoips eM min. da tarde.
MnieiMide a 37, s 10 Horas c 58 miu. da tarde.
partov dos correios.
Koianin e Parahili s segundas escitas feirn
Hiii-'lrincle-itn-Ncirte quintas feirasaomcio-dia
''*)vy, Sarlnh.cm, Hio-Forraoso, Poito-Calvne
U.icci-V no I.*, i l! o 21 de cada mci
(iaranhuilS a Bonito. 8c '.'!.
Itoa-Vi.'ta e Flores, a I J e S.
Victoria, s quiiil:is-!rirna.
Olinda, todoa os das.
Anno XXV.
*r. *6.
a
DAS DA SE.UAXA.
C Segunda. S. Olleeario. Aud.do J.dos orph.
cdo J.do c. .1 ; .do J. m. ,|,2 v.
7 Terra, i*. Tliomaz de Aqiiinn. Aud. do J,
do cv. (I.i I.v. edo i. de paido 2 din. de t.
8 Quarta. S. Jo.1o.le Dos. Au-t.d J. doci?.
da 2 v. e do J. de pm do 5 disl. de t.
O ',!i.ti':i. S. Francisca Romana. Aud. do J.
de orpli. e do J. municipal da I. v.
10 Sen. S. Militan Aud. do J. docir. da !.
y., e do l.de nal do I. dist. de t.
li Sabliado. S. Candido. A-'d. do J. doclv.
di I. v. e do I. de paz do I. din. de t.
i Domingo. S. Gregorio.
CAMBIOS NO DA 8 DE MAKCO.
Sobra Londres a 57'/, e 57a/ d. por IJ r
Pars 360 rs. por Trauco.
Lisboa 05 por tOO de premio.
Date, de leltras de boas firmas I a t|4 /
OiiroOirs hespanholas.... 8f 500 a
Moedasde oo velh lefios
a SO d.
ao m.
79/000
MIMO
0/100 a I8|*t)l
alOOO a MI00
||90 a lfMO
IIBIO a l|0
l#7S0 a USto
1*900 a l|85
Acedes da comp. do lleuerilie de 50/090 rj.aO pi

/rola



de 8 f I o'no v..
da 4/000.....
. I'atacoes..........
Pesos columna res...
Ditos mexicanos...,
Miuda.............
Jnl Ws0 *M mmt
EXTERIOR.
LISBOA, ;16 DE JANEIRO.
Soa na Imprenta un brado unisono de reforma. As
desgracat l8n tantas, os abusos fio tamaitos, que nin-
guno ousa dissimula-los. Os interesses mais sofregos
e niais grosaeiros aflectam cnnlcmplaco Bom o bem im-
Mii'o, e os lioiurus mais descrenlrs, goistaa estacio-
narios reconhecem a lai do progreaao social.
r'sla salinar modificacao as Idriaa poliiicas, ette prcl-
to forjado a civilisaco e ao ljoin sent governallvu, ao
("nietos dos trabalhos da opposicao.
Tinliam potto em divorcio nt intcrfscs materiacs e
inoracs do pai/ coiu os quesidcs da organliacao c librr-
> dade poltica. (lulteram adormeceros instinelos popu-
-*" lares, reprimir o dotenrolvimcuto das verdades cons-
lilucionaei, desviando o espi rito da nacao do aeu mellior
emprego, coi rompendo-lhe o coraciio.e sopbiainando os
seus foros.
Kste coimnrttiinenio (raicoelro deu na stibversao de
toda o economa publica, e no rsforco unanliiie do palz
para reconquistar os seus direitot. Aos peculatos, s es-
^wpeculacdeg imprudentes, s exageracoes do imposto,
J aos atreriinrntos do crdito, seguio-sn a banca-rola. Aos
' golpes de estado, s dictaduras, s prepotencias, srguio-
sc a insiirreic.ad c a guerra.
Aquella poltica era arremedo de um pcusamenlo
tao lgico como social, que ncui souberam entendrr,
iiein execula*r. fi'um )iaii onde a rcrolujo polillea se
tinha tornado n'mii sytlema degoverno rflleaz e judi-
cioso, e onde a rcvoluco econmica se prolongava e
Miaolinha, era mister talvcz conter o deseuvolvimeuto
(Uteniporaneo do principio poltico que era o inais for-
te e maia fogoso, c animar c reforjar ledo o poder do
trabadlo para rrcniupor os inlcresses sociacs, segundo
o prograiiima da mxima couimunicajo cin iodos os
feeiit da sociedade.
Entre nos nem a relajao desles dou9 grandes princi-
jjos era a mespia, nem a sita mrja comparativa era
igual. A revolujan que liarla drsfeito a nossa amiga
existencia linda sido mal fermentada c preeoce. 0 que
exisiia-iiiorrcu, definhou mas a sociedade nao tlnliaem
si um pensamento completo de nova vida. O rgimen
da vclha monarclia suicidou-se. Pi o paiz entre um
estado imposslvel c a neceasidada de iimovajcs, c acas-
tellado nos seus preconceitos c vaidades lancou-o as
aventuras da rcvolujiio. F.ra preciso depois guia-lo
consciciictotaniCnte uesse camiiiho, eiisinar-llie ai no-
vas praticaa de governo, illustra-lo e anima-lo. Era pre-
ciso entender que, em ye de furlaa para reprimir, li-
iiliam um pupillo para doutrinar ; que, em ve/. de drnia-
sias para conter, tinliam um movimento para crear.
A revolujao entre mis niio linha programma econ-
mico. A cessajao dos monopolios commerciacs, os pro.
gressos da industria os oulros paizes, tinliani-nos pri-
vado de todas as nossas ganancias habituaes. A trra
era para nos um. presente do eco, e nao urna macliina
de trabalho : a sua cultura una pratfca, e nao nina ar-
te. A ri(|iieza era mais una sorle, do que um premio
da industria. Nrsle ponto nSo liavln seiio o seniiinen-
to do mal, c o desejo de melbora.
Separar estas duas forjas da nova sociedade, a liber-
dade c o traballio p-las u'um antagonismo irritante ;
exagerar a vitalidade de nina, c frailear com a impoten-
cia da outra, era fazer agonizar o pata eui convulsdea
esteris, dcsmorallsa-lo por iiinscrplicisiuodissolvenle,
e entorpecer caltcnuar todas ns suas facilidades produc-
tivas, lsto lie o que ac fez, e os resultados fram estes.
Para reformar, pin tanto, agora, lie preciso primeiro
que ludo emendar csse erro capital que se comuietteu,
e do qual se dirivam todos os no-sos solli imenios. He
preciso ligar com sinecridade e fervor u'um syslema bem
pensado de governo a instiluijo de todas as lilierdades
legaes, c o tomento do irabalbo em lodas as suas fur-
nias e appllcacOes. He preciso, u'uma palarra, iniciar o
pait em todos os exercicios da clrtliiico moderna.
Kinquauo istu se uo fiscr, nos bavemos de ser sem-
pi'd o mais inliino de todos os povos da Ierra e islo de
certa nao se consegue, com reduejoes de ordenados,
com auginentos de decima, com paliativos ao crdito
decahido, e cm todos estes arbitrios mcsquinliot que
por alii se tccui ajunbrado, c que Stlvom su de tcstemu-
iibar as ideias falsas que grassaiu entre inuitos refor-
madores sobre a gravidade da nossa sltuajo, e a clli-
cacia dos nieios que uos pdem tirar della.
DEM, 18 DF. JANEIRO.
Pio lie dado ao poder dos homeus destruir a essencla
das cousas ; impossiveis nem Dos os pude fazer com
toda a sua omnipotencia.
A minora de una junta preparatoria declaru-se su-
perior a todas as leis, c diste no seu louco oigulgo
Ejo um q um. A verdade lie o que eu disser. A
julisprudcncia adiniltida, asseniada lia 22aunos, nun-
ca controvertida, era absurda. A dlsliiicfo entre
inaioiias rffcclivui e maiorias decretadas lie a salvajao
do Imperio. 1 udo errou al hoje. Eu inesma estive en-
cadeada ciuquanlo um raiode luz me nao allumiou.
A lingoagcm lie outada, mas as massas na sua mages-
losa iuipatsibilidadc uo se couiniovem. Kntendem que
o esforjo atee da fraqueza e da uecessidade. Veeni
"ella irrilajao, mas nao energa, exeesso tim, mas lr-
ya nao.
fino lie dispula de opinio, lie a discusso d'uui prin-
cipio fundamental, donde provm a vida legal U'um dos
i orpos do estado : te a consciencia publica uo ficar sa-
titfclla acerca da verdade da sua organisajfio, se a du-
vida inesma pairar sobre todos os nimos, as rcsolujos
da forja, e a anarqua ser u aeu resultado final.
Para a najoser scinprc um corpo anmalo a assem-
bla que se diz electiva, pelo ricio da origcn ; mas a re-
solujao de se constituir com o meinbros ailecta os
principios du mcsnio partido dominante, que llca sen-
do Ilegal aos teus proprios olhos.
Sabemos que liavia ueces-dade de se constituir a c-
mara, mas a necessdade jjuc excede lodas as oulras lie
a de se constituir legaliucutc.
A Carla acha pouco fundados os escrpulo! que umi-
ta gente tein aquclle respeito, mas ae nao ha raso para
escrupullsar lie em seguir praxc dc22annos, que as-
senta na voulade expressa e na Intelllgencla unnime
de unas puucat de asscmblas de ndoles diversas.
^ao adoramo um regiment, mas quando urna dls-
nosjjo constitucional est nelle escripia, nem por sso
Dio a eflecliva (diz a Carla). 'ei lamente, c nao poda pre-
ver nutra. Esse he todo o seu mrito, nisso he que con-
siste toda a legalidade. O regulamento procurando o in-
llexlvel numero de 72 atlendeu a inflexibllidade da
maloria, que, rmquanto ettiver decretado o numero de
142 depuiados, nao pode descera (Mi A nllexiliilidade
do numero nasce da inflexibllidade da lei.
A Carla distingue entre maloria effecliva c a mainria
ticeieliida, e decide-se pela eflectiya. Mas quem deu a
una junta pieparatoria o poder de diminuir < mutilar
urna maioria derre'ada ? O excesso. o crlme, a conticiifo,
como lile rliamou o rollega do Lutilano, consiste em
desallender a maioria decretada, e em crear urna rflerti-
va que llie lie contraria, e que se oppc a lodos os ares-
tos, a lodas as praticaa parlamentares c s resulujdes,
te resolUjOrs se pdem chamar, da maioria da actual
junla preparatoria em quanto o Espirito-Santo nao a
llluminoii.
Se em 1826 nao existase a possibllldade ou a efl'ecti-
vidade das vacaturas, se nas legislaturas em que se tem
tratado esta qucslo uo existissem realmente, a Carla
poda uigumrni.il que o regulamento daquelln auno
nao servia para o nosso caso, porque se verificara uina
hypolhcse que o legislador uo podia prever, mas ne-
gar eoncludencla por esse motivo quelle regiment lie
ofl'ender todas as regias da licrmcneulica para tanecio-
nar um absurdo.
fi'cni se diga que o numero de 72 nao calcula a demo-
ra dos depulados elcilos pelas provincias ultramarinas.
Calcula siin, porque a caria constitucional no artigo 75
1.,manda proceders eleijfles geraes nessas posses-
srs no auno antecedente ao em que linda a legislatura.
E se Isso podia ler alguma objeejao, cessou ella desde
que na junta pr epaiatnria se adiiiillein c se cnmpulam
os depulados velhos elcilos por aquellas provincias.
Quando a le prohibe que um depiitado reprsenle
mais de um circulo, quando determina o lotal da repre-
sentajo, quando manda proceder eleleo para as va-
caturas, enlrnde-se que o depuiado com dous diplomas
uo pode ler dous volns ; mas eutende-se igualmente
que a maioria lie computada pelo total dos membros
(ue esse corpo he obligado a ler. Pols que significa nina
malaria de tai racha que aperla ou alarga segundo a in-
telligencia das minoras ? ( oino pude di/er-se que ha
maio rins tfftctivas e maiorias dientudas, c que aquellas
so as verdadelras ?
Mas, se a jimia antes de se conslilur em junto niio
podia proceder truliallios, separa o romeco delles
se careca desse numero fatal, como he que se escrc-
ve que a junta verilicara islo ou aquillo ? A junta
nada verilicou porque n.1o podia verificar nada.
Una poucos de honicns perguntaram no sr. padre
Marcos quantas cram as rceleices, e S. Exc. salis-
fez ao qnesitos ; mae a declaraclo de S. Exc. niio
he sentenra, c se o fflsse desde logo o ministerio
devia mandar proceder a novas elcicfles.
A junta tem duas ordena do principios sua dis-
posicTio. Quando quiz- resolver este assumpto, ad-
iniltio os ministros a-votar n5o obstante a carta
lli'o prohibir. A rasfo era' porque a junta s via
nomes, diplomase portadores delles. Quando quiz
motivar a sua resolucio, vio todos os factos, lodas
as repetices de eleico, vio ludo. Para volarem-
os ministros ncni sequrse dignou ver a carta eos
diplomas com as datas da noineacflo ; para sercm
excluidos os depulados eleitos de Mozambique f-
rain folhear urna Icgislaco que nlo cntcnileram.
Aquella juslica tem um olho aborto e oulro fecha-
do. Ite juslica polyphema.
Assim a junta esta constituida illcgalincnte aos
olhos da nacho, aos da lei, o aos do proprio partido
doininaulc.
DEM, 19 DEJAMIRO.
.'deve desprezar. O regiment no numero 72 nao col-
'.- /a tima disposljo indifl'crcute, applkou um artigo
da carta atlendendo maioria decretada.
Mat o icgulaiiieulo previo t a maioria decretada, e
/
A juti la preparatoria era obligada a un trabalho
pon oso c infallivel. Tintia de dar coniu da rasiio le-
al da sua existencia c ilcduzir os (andamentos da
sua auloiidade. Esla larefa era una verdadeira an-
gtislia, urna expiaco, mas era forcoso encela-la.
Encctou-sc hoje com elfeito.
As cleie,0es de todo o reino estilo mais ou menos
eivadas dos ine.smos vicios. Os abusos que nellas so
pralicam nao fiam excessos casuacs. As illegaltdi-
des nlo se circiiiuscro.voratn a certos locaes. As olei-
QOesfrain um sysiema de fraude o do violencia, quo
se cslondeu a lodo o reino, e que em toda a parte se
apresentou com o nesmo carcter. A eleigiiu de qual- I se o uiador,
quer districlo, salvos alguns incidentes partcula- lo governo
res, dcliiie bem o parlamento actual, o pode servir
de tiloma para o debate da sua legalidade. Mo ha
all um processo para examinar ; niio ha una lei pa-
ra superintender o seu cumprimcnlo. Este lio o tra-
balho da vcrificaQflo dos poderes em cIuqcs regu-
lares. Agor todas estas particularidades sao insig-
ficantes. A quesillo lio mais alta e mais importante :
trala-se de enunciar e de coiidemiinr os escndalos,
deque tiasceu o parlamento actual, e por patente a
connexidado desses escandolos com o proposito do
fraudar a represeutac.no nacional.
A upposic.lo esi'olheu as elcices do Algarvc para
cumprtr este seu primeiro dever, o f-lo pela boc-
ea do dous oradores mocos, um dos quaesso cstrcou
na tribuna.
Ambos estes oradores pelos seus precedentes pol-
ticos e pela sua posicfto na cmaro, precisavam fa-
zer um prologo de explicagOes, e mostraren) licitas
bom sensoe honestidado poltica. Esta pequoua dji-
pnsieao nfio su nistallou com licarecinentos faluus
sobren sua importancia o a sua influencia no paiz.
Ella recoulieceu quo a sua frca niio est no seu nu-
mero, nem na piolicieucia exclusiva tas suas dou-
trinas. Est all cuino urna exprobraefio ao partido
don.maule, cuino una legenda poltica n frente dos
bancos da esquofda. Val pelo que nlo pode, e sig-
nifica ainda mais do que val. 0 Sr..Carlos liento o o
Sr. Itcuello da Silva coiifessaiatn franca e nobre-
nientoascoiidicOesda sua sittiagao. o deram docu-
menlo de que lio ncllos menos forte o influxo das
paixOespequenasdo que a luz de grandes verdades
Coustilucionaes. OSr. ltebello da Silva expressou
estas opinies em urna atluso feliz a cxplicaefio
giosseira, estulta e banal, que o Sr. Iteis deu de uo
estar representado na cmara o partido progrossista.
Os tmulos no profanam; o silencio nio se acensa :
disso o orador opontantlo pata as cadeiras da cs-
querda.
Ambos os oradores dcsignaram os inconvenientes
desla representacHo truncada, que dar talvez em
breve serios cuidados, e suscitar graves embara-
ces aos que tornaran! a sua intolerancia o principio
da sua impotencia. Ambos elleslizeram.avullar bem
as influencias imlividuaes, a carencia de principios,
a dobrez da autoridade, e o ilesenfreanicnto da frca
ariunda, que seassociaram para crear urna cmara,
cuja loica moral, e cujo prestigio licou abafado en-
tro os vicios da sua origem.
O Sr. Rebollo da Silva falla com extrema fluidez e
oxubcrantc rhetorica. A sua voz enfraqueeo com
pouco excrccio, e a sua extrema volubilidnde no
fallar desautorisa um pouco o seu tliscurso. Algumas
experiencias mai^darilo ao novo orador a verdadei-
ra medida dos seus tolcntos c dos seus incios: o seu
temperamento fri o a sua cabeca ordenada far-lhe-
hflo crear para si mesmo un sysiema, pelo qual lira
ello lodo o recurso dos seus dotes.
OSr. l'crcira dos Reis apresentou-se como orador
no seu carcter do incorregjvcl c notavel faccioso,
que semprefoi. Elle, clubista insigne, revoluciona-
rio de distinegao, clamou contra as revoluecs por
oflicios, semselemliiarqiie todas as porque temos
passado so lilhas dos erros crassos do poder c il.us
demasas polticas de que elle tem sido sempre um
conbecido faulor.
OSr. l'crcira dos Res prometteu desdoj cnsinar
os eslrangeiros a julgar bem das nossas cousas, o
ameacou os ministros de todas as potencias, se cl-
les mo escreverem para os seus respectivos governos
oque l'r do agrado desle vingador da verdade uli
trujada, dcslc campeflo da nossa honra. A amcaga
lie seria, e he decrer quo os ministros eslrangeiros
se nao exponham a que o Sr. Poreira dos Res Mies
faca alguma desfeila.
OSr. Asss dcbuloli lanihem cin carcter do fac-
cioso, que lodos reconlieccm nelle, e misturou por
tal formo as heresias polticas, as rcvelae.0cs indis-
cretas o as trivialidades da exprcssio. que lornou o
seu discurso a primeirn pega oratoria dcsta famosa
cmara. OSr. Asss romegou por cohibir os ttulos
da sua nomcaclo de depulado, c csses so as suas
qnalidadcs pessoaes. OSr. Asss nlo leve nada
partidos, se he depulado lie porquo o clegeram os
seus compadres do Algaive, os ricos proprielarios,
gente accnmmodnda c sismla, quo se niio mello em
poli lira, que se desenfada de vez em quando em
cspnnctir todo o inundo, c em fazer depulado o Si.
Asss.
Suslcutou o Ilustre membro pelo Algarvc que a
opposicao linha ido urna, porque na cleigo de
l.oul pparrcia um protesto opposicionisla; quo o
balallio do Algarvc era coniposto de genle mullo
teniente a Dos, porque os soldados stnham feito
depredtiges o mortcs na qualidndc de cdadlos ~c
uo na de militares ; que osassassinalos nfio podan)
estar punidos, poique no Algarvc os assassinos le-
va ni u:n auno a dcscobrir, c oulro auno a prender;
e que liualmeiilo niiigiu ni icmdireito a queixar-'sc
(lisias eleigi'S, purqueseu rmflose nfio queixou, o
quando se uno queixa o irmio do Sr. Asss he. arti-
go expresso da carta quo se uo possam qticixar Oti-
lios cdadlos.
OSr. Asss quiz por esta occasiiio dar um vol
coiisciencioso sobre o modo de terminar por nina
vez as revolucOesdo Algarve. Elle lie simples e cja-
io. Os nimigos dosocego publico naquella provin-
cia so tres lamillas com privilegio de cnsules. O
Sr. Asss ri'coinmenda-as ao governo, e pede-lbe
que na primeira suspensfio de garantas as contem-
ple das primnos, lsto disse-oo Sr. Asss, cesta
depulado em S. liento, o l licai nessa qualidadc.
O Sr. Asss demonstrou completamente que as
auloiidadoa linham procedido nos actos eleitoraes
com toda u lealdade, e citou para prova o Sr. go-
vernador civil daquella provincia, que, segundo dis-
eslcve para ser demillidopor alraigoar
liepois deste luminoso discurso a cmara nio po-
de deixar de approvar as cleices do Algarve.
DEM, 23 DE JANEIRO.
A opposicilo da cmara actual canso-se de balde
em couve ter ao pudor aquella maioria. Filha da vio-
lencia, he sna sua cevar as paixOes ms que a agi-
to, m, insultando um partido que llic nao pode res-
ponder.
O silenc o desse pardidd lio para clles um remor-
so. Tcmem que daqucllcs bancos dcscrlos se levanto
um espectro a lancar-Ihe em rosto os males que
causaram ao paiz, criincs que coiiimelteiam contra
iberdado. Rcceiam que a sombra de Batiquo ve-
tilla perturbar o banquete do Nacbelh.
Mas ao mesmo lempo aquello silencio demonstra
victoriosamente a llegalidadc da cmara, lio por
isso que clles o interrogam, quo ellos o invecti-
van!, que clles o condemnnm, que clles o applau-
dein : a lerram-se ilclle c abengoam-no ao mesmo
lempo: sHuagJto extraordinaria, aonde so ve a hi-
capacidadeem lula com a consciencia.
OSr. Isidoro Guedes respoudcu aos oradores da
maioria com fclicidade : mas nem o proprio Do-
mostheiies pollera comuiover aquella cmara : a
intelligciiciu spdc ter acgfio sobro a inlelligun-
cia.
O encarregado de fazor a educago pai lamenlar he
oSr. Pcrcira dos Reis. Reprsenla com pronrieda-
do o papel de pedagof o : nao pronuncia mal o i ti
glez, e pde-so dizer at que falla o francez. Mas o
que a maioria nao sabe, oque a maioria uo prove,
hoque aquelle homem quo ella apoiou com toda a
frca dos pulmOes, he um revolucionario, um anar-
rhista, um inimigo da Caria. N5o somos ni, ha o
Sr. Caldcira que assim o classifica.
Pos a maioria, que so enthusiastnou c enlerne-
ecu quando o Sr. Caldcira taxou do impo o sacri-
lego, o nio sei quo oulros nomos dsse mais, ao
qucoiisasse atacara lei eleitoral, porque est esta-
belecida na carta, he a mesma que applaude o Sr.
Pcrcira dos Reis, quando declara que vota pela ele-
glo diioeta, n qtieest prompto a dar o seu peque-
o .veo/e, quando'so houver do fazer urna le eleito-
ral ? Aonde est a vossa coherencia, dzetnos mal,
anude est o vossn entendmento P Porque nflo ox-
pulsastcs o reprobo, porque nlo amaldigoastos o
traidor, que se atreve a tocar na arca santa ?
Ainda aqu nflo est ludo : csso amigo da ordem,
esse acrrimo conservador crimina o systema do in-
querilo e opoia-so com o cxcmplo de Inglaterra. Foi
feliz.na escollia : os extremos tocam-so. E tem ra-
siio. Para que silo as commissfles de inquerito
u'uma cmara, cleita pela fraude, o pela frca ? Era
menos um acto de hypocrsia estril: era menos
um escndalo, que se poupava ao paiz. Aquella c-
mara nao ha do ferir-seas propra: ha do dar sane-
gao illcgaluladc, porque a sua existoncia he a mais
grande das Ilegalidades.
O Sr. Poreira dos Reis nfio se esqueceu de atacar
a mprensa : nio se-enganou no seu odio, porque a
miprensn be a nica garanta que existe, apezar de
comprimida nos abusos administrativos, o nas exac-
gcs do lisco. He em nonio dola que lhe prohibi-
mos de fallar em piulido vencedor : nos nlo sabe-
mus que as naos do almirante Parker, o as bayone-
tas do general Concha, formem parle do partido ca-
bralista : parece-nos que nenhum dos marinlieiros
da esquadra ingle/a ou dos soldados do exercilo
hespauhol, tem assenlo na cmara de que o orador
faz parte.
. O Sr. Lapa nflo querdeixar o seu crdito por mitos
allieias. Denuncia semipi o que foi, o que he, O O
que ha de ser. Andn pelas cozinhas na sun Infan-
cia, passou i sua adolescencia nos quarteis, e ne-
nhum desles sitios he proprio para dar educacSo o
a deconcia que se requercm u'um parlamento. O
exercilo portuguez nega ao coronel Lapa o direlto
deoadvogar. Aquclle que enviara as bombas, e
apontava as pegas para nietralhar os defensores da
causa liberal, nunca pode erguer a voz em defesa
ilosquodavam o seu sanguo pela carta, e pola rai-
nha. Ao homem que, renegado das filoiras absolu-
tistas vein ser o orgflo do partido cabralista, he-lhe
licito nflo querer scutar-sn ao lado do partido quo
tem pelejado desde o Mindello at Gramido o Setu-
bal pela liberdadc o pela independencia da sua tr-
ra. Oque ca tuna nffronta para o partido progres-
sista, he quo aquella bocea se abrisse para outra
cousa, que nflo fsso para o injuriar.
O Sr. ltebello da Silva velo duma** estes ranenres
com palavras deconciliagflo e de tolerancia. I.atnau-
liiuios que os dotes eminentes do orador ten Mam da
se esperdigar n'unia larefa inulil. As facgfies sflu
sempre exaltadas : querem pela cxagcragSo arrem-
Jar a frga quo Ibes falla : e, se una vez quizessem
abragar ideas de jtistiga, deixariam de existir, por-
que rasgariam a sua bandeira.
O Sr. Coussciro tema innocencia de acrodittr quo
iodo mpunetiieiilo dar-secptno autoridade consci-
encosa. O seu discurso revelou-nos dous sogrodos.
A sua cuiinstilada administraliva, o a sinceria'ade do
seu depomeiilo. Quando a commissflo eleitoral de
Lisboa instara para que o partido nacional protcs-
tasse, a resposla unnime era de que temiam pela vi-
da, se ousttssem faz-lo.
O Sr. Caldcira pedio a palavra para urna expli-
eaeo. Iieelnroii que no seu iiiitecedenlo discurso
uo quizera injuriar.
A sua explicagflo envolve um dilomma,que lhc n.lo
he demasiadamente agradavel. Ou nlo conlieceu o
valor das palavras (jue profera o foi supinamente
ignorante, ou se conlieceu, recuou peanle a sa
propria virulencia, o deu rasiio s accusaccflos da
Imprensa, pdcescolhcr.
O Sr. Jos Izidoro Gucdos, respondendo ao Sr.
l'crcira dos Res, protcstou que o contrato do taba-
co nflo lomara parto nas eleigOes, e que convidava
a desmentireni-no.
Infelizmente para a cmara, ha um membro quo
nflo deixa em duvida do quanto olla he capaz. Esse
piolere, o antcm de todas as discussCes, o imacia,
pela bilaridade, a imprcssilo penosa quo se experi-
menta ao otivir rugir aquellas paixOes bastardas.
HeoSr. Leal Declarou-so materialmente apto para
sementarnos bancos da esquorda. Os bancos que
lhe igiadegain este desojo fervoroso de os consolar
da solido.
JIESPANA.
MADRID,-i DE JANEIRO.
Na parle ofllcial da (ateta acharo os leitoros con-
lirmada a noticia que, com referencia dos nossos
bem informados correspondentes do Aragflo, dAmos
ha das sobre a cmplela dcsapparigflo dos bandos
facciosos quo incommodavam alguns povos daquel-
ledistriclo militar. Oeste feliz resultado coube nSo
pequea gloria ao commondanle de cavallaria I).
Jos Cid, encarregado pelo governo de perseguir a
canalba.
As noticias da Catalunlia sao tambem satisfacto-
rias. Urna das cabildas rebeldes de alguma conside-
ragflo que cxislcm ainda [por certo das mais consi-
deraveis] acaba de sor aniquilada na provincia de
Gerona.
lie, pois, chogado o momento da paciQcacilo ge-
ral do principado. Aprcsenlam-se os cabegas mais
iiotavcis; deslroem-se as frgas que reslam; e os
povos se levantam em massa para dar cabo dos da-
MUTILADO

----s


*
non?ftgtV0?- Es-qu a importante noticiado
dehontem P Crna' vim,fl correio
i'Per0'M'Z0 de ^ezmbro- -Foi hJ "> dia d<
jubilo para a prov.nc.a, e para toda a llcspauha, por
issoquoH victoria que hontem tarde consoguiram
a vlenles tropas do Sua Magostado, a niinha, ,,o
termo do povo do Orriols contra os rebeldes asso-
gura a completa pacificacTo do principado.
O resultado desio feilo de armas foi tilo brhan-
te quanto era de desojar, porque (icou
w sua,.,.;,., e desojar, porque llcou ein poder das
valentes tropas do cxercilo todo o bando que f.be"
acaudilhava, que se compunha de cincoenta
individuos; licando quarenta e soto prisionei
entro e les tres feridos, o qualro morios na rere
salvndole nicamente o dito caudilho, ferido d
nma estocada do valenlc commandanle d columna
?J 2I"' qu, le\? "m "vllomorto de um o de
O lili]
iros, e
rcfrcga,
quei-
trabucoquo aquello bandoleiro Ihe dispa
ma-roupa.
Foi pequea, posto que sonsivel, a pcrda da nossa
tropa (ousistio n'um ofllciale um soldado da guar-
da civil fendos, e em lous ou tres cavallos morios.
As armas dos roboliies ficaram todas cm poder da
tropa, e lioje entraram nesta cidade os quarenta o
de^fficfae!eir0*' C e"trC C"eS qU*lr C'0'" pSl
ajilo plausivo! successo veioacompanhadoda parle
. que lambem rccel.eu o Exm. capino-cenoral ,|c
liaver sido capturado o caudilho Culell com tres dos
sciis, deixando na refrega dezasete armas c urna cor-
neta. Impedirn.-se immcdiatamcnlo ordens para
que lossoni passados pelas armas.
Tcrrivol lio asorte que espera os rebeldes, segun-
do o bando de S. Exc.; mas conliamos cm que elle
lia de poupar quanto soja possivel o derramamento
uosangue, oque tanto ropugna a sous generosos
senlimentos.
Afora ludo isto lia boje urna bali.la geral cm toda
a provincia, o no momento em que cscrevo, o soni-
do aterrador dos sinos desta ciilade, quo roproduzem
os dos povos da provincia, rene todos os moradores,
desta capital, dede a idade de dezascis al cincoonta
sanos, para iremoecupar os poslos quo a cada um
for destinado, acbando-se a frente da batida o chelo
superior poltico, oSr. intendente, juiz rio primeira
instancia, o domis autoridades com todos os em-
presarios.
O Exm. capilao-gcneral sabio igualmente para a-
cabar do animar os povos com a sua presenca. Leva
no semblante estampada a satisfacfio de baver con-
seguido dai paz elranquillidade nos honrados e la-
boriosos catalOes : honra a tflo dislinctocabo; hon-
ra e gloria ao governo de S. M que rege os destinos
da naco, debaixo de tilo felizes auspicios.
Nosiipplemenloao Postilado do Corona, do 30 de
dezombro, se confirma em lodos os pontos a anterior
noticia. .
De Balaguer recebemos la (liberna seguidle com-
muiiicacno :
lialaguer [Lrida-!, cm 28 de dezembro. Com
rasfo annunciou o presidente do concelho de. minis-
tros, duque do Valencia, ii'uiiia das sesses do con-
gresso, que por todo o corronle mez dcsapparece-
riam da Calalunha os facciosos que a infestavam.
Cracas s enrgicas o acortadas providencias toma-
das pelo dignissnno Sr. marquoz de .Novaliches, e
com zelo auxiliadas pelas columnas quo operam no
principado Entre ellas merece especial meneaos
que percorre este dislricto com a bem posta denomi-
nacSo de columna veanle do Urgcl, mandada pelo
conbecido brigaduiro de cavallai ia, Joo Cunt e-
ras. Gato activo chefo, que por suas boas parles lem
captado a benevolencia dos honrados habitantes da
provincia, acaba do conseguir o mais assignalado
triumphocomaaprcsenlacio do denom i nado coro-
nel carlista D. Miguel Coi laza, clebre pelas suas
correras na passada guerra, c a quem eslava agora
cncairegado o levanlanieiiUidos povos dcsle territo-
rio, por sordelle lilho, e ler bustanles eoiihcciinen-
tos e prestigio entre os scus moradores.
As acertadas providencias do dito brigadoiro
rorcaraniaquello'caudilho a apresentar-se buje em
illu-.\ova-do-Sal; c, leudo elle entrado com a co-
lumna nesta cidade, julgain com rasilo os seus habi-
tantes aniquilada a 1'accHo da provincia, scnJo eila
a nica que podia formar-se.
Esperam-seoulras aprsenteles, por quanto a
do cabera necesariamente deve influir e.nsouscom-
panheiros.
DEM, 29.
Vio-se felizmente rcalisandoos nieus vaticinios.
Agora, que silo qualro da larde, acaba de se a presen-
tar ocapilflo I). Broz Huilla, conbecido na passada
2f. n" r,l.; e RAla 1uo Padecia "" longo
nnnPft'ui* ? m m.omen, "dea estragos, a
ponto de se perdorem a noite todas as esperancas,
onngarain os mdicos a aconselhar a el-rei, quo fi-
lena ministrar os Sacramentos a sua augusta ir-
llilfl,
A meia noite foi chamado o parocho do San-Ro-
que, e apenas a princeza recebeu os auxilios espiri-
luaes, cabio em comploto lethargo, om quo se con-
servou ate s tres horas da madrugada ; sumindo-
se-ine branilamente a vida, como qualquer alompa-
dacujoazeitese acaba, o sem as dolorosas contor-
soos a que a morle obriga.
Todos os membros da lamilia real corcavam, havia
muitas horas, o leito de S. A., cuio ultimo suspiro
recolheu el-rei, aportando a milo gelada do sua que-
rida irmila. El-rei, anda que summamento afflicto
com semelhante perda, manifestou, como sempre,
usual firmeza de carcter, no meo da angustia da
sua familia. S. M. quiz pessoalmente tratar do fu-
neral de sua augusta rutila, cujo cadver estar ex-
posto na capclla das Tulherias depos do embalsc-
mado.
Oduquel'asquicr, chanccller de Franca, empre-
senta do concelho de estado, e ofliciaes-mres do
l'aeo, veio esta manhia dar Icstemunho ollicial do
allecimento da prmeoza. Ao mei-dia ahrio-se o tes-
lamento, o contedodoqual anda nao lio conbeci-
do ; mas ja so sabe quo deixa ao duque do Mont-
pcnsier, a quem era summamento afleicoada, o cas-
tollo de Hanriau, que era o mais pingue scnborio da
deluuta princeza.
Por causa desto fnebre successo niio haverflo as
Tulherias as recepcOes ofliciacs do dia do anuo bom
Igualmente se siispenderam as serenatas dosla noile,
o os thoatros reaes lambem suspeudoram as suas re-
presenta r,ues.
Madame Adelaida nasceu aos 23 de agosto de 1777,
o urna de oxido negro de maganez, c colloque-se
esto preventivo do lado de dentro da porta da ra
das habitacOes, lanzando sobre a mistura urna pe-
quena porcHo de vitriolo. Acorrcnte do ar trans-
mittir entilo o gaz cbloroso a todo o interior da
casa, e cm toda a parto delta se sentir o cheiro
que elle produz, destruindoos miasmas. Sesrou-
pas estiverem infectadas, e o miasma incommodar,
sejam as mesmas roupas acquecidas n'um forno,
na temperatura de 250 ou 300 graos do calor ( como
se fsso para coser pao ), e logo se podor delle
usar sem o menor perigo,. Sou, etc. = Guilherme
Herapath.
Uristol, em 11 de outubro de 1847.
( Mercurio de Uristol.)
VARI El,! DE.
e linda por lano completado setenta anuos, quatro
mais que Lui/. Filippe, cuja boa ou na sorto cunstan-
leinonlc seguio. He por isso quoel-roi Ihe era sum-
mamonteaireicoailo. Amanhna vestir a curto lulo
pelo espaco do Ires mezes.
[Correspondencia do Heraldo.]
UMA PAIXAO INFELIZ.
Novel e na primavera da idade, pal que apenas tocara
ao decimo-quarto anno da existencia, Zulmira commu-
nicava, quasi que magnticamente, a todos os que fre-
quintavamacasa paterna essa leticia folgazaa que, de
ordinario, ostchtain a nossas raparigas quando se a-
cliam nessa situafo venturosa que unto se asscinrllia
a da innocencia; isto he, quando, ioteiramente livres
de pai0i'8 amorosas, smenle senteni pulsar-lhes o co-
rasao virginal pelos autores de scus das, ou pelos ter-
nos compaiiheiros da infancia. Entilo, era para vera
graca quasiinfaiilil com que ella entretinha os nume-
rosos amigos da familia; e, cm mais de urna occasiao,
Ihe admiramos nos, nao su a natural juvialidade, como
a agudr/.a de engenlio que manifestara na agradavel
conversarn.
Ao cabo de alguus meies observamos que a encanta-
dora Zulmira como que evitara acompauhia das pess-
as ante asquaes se inostrava mais prazenteira; not-
luta,.c natural de Campurrcte, no Aragio.
Espora-sc que o verilique lambem I). Joiio Mollevi
y Eslimaidc Cubis, chefe mu i teirivel, o bem pla-
tico do paiz, quo pcrcorreii na ultima guerra, e ou-
trosda rlassc de ofliciaes, vindus todos do Franca.
Com data de SOdizem de Barcelona, que na ina-
nhta do mesmodia baviam entrado uns vinte fac-
ciosos prisioueiros, trazidos por um piqueto de ca-
vdllaria, evini infantes, sendo conduzidos para a
cidadclla.
As noticias mais fidedignas sao conformes emque
os caudiluosMarsal e Esia'lus buscam meiosdoa-
colhcr-so ao indulto, o que cm breve lempo, segun-
do nos riizcm os corresponden tes, veremos roalisa-
dt, acabando com elles os bandos do principado.
Nao deixam do ser graves as oceurrencias que
boiive n'um povo da provincia do Iluclva, referidas
a partici|iaciioque cm seguida publicamos. Posto
que sem carcter algum polilicu, segundo cromos,
nem por isso deixa de ser louvavel o zelo com que as
autoridades das provincias loaiaram logo as neces-
sariaH providencias. Eisa carta a queailudimos :
yatverde.Zt. lloutum de larde sabio desto
pontocn, toda a pressa o digno e aclivo juiz del
primeira instancia, I). Jos Maria Tenores, com to-
dos os sous oiiiprog.idus, ea loica da guarda civica
destacada tiesto ponto, com o lim de cslabciecer-so
no povo de Alomo, que negou obediencia s aulo-
ndades da provincia, sublevando-su lodos os mora-
dores, que silo, cm geral, contrabandistas.
De Huelva sabio bstanle fdrea para o ilit.) povo,
eujos habitantes pcilem a demissao do alcaide c do
secretario, negaudo-sea pagar o imuosto sobre con-
sumo.
(Heraldo.]
glua-bretanba.
Jlrilol, 14 de outubro.
A CHOLERA.
No lima de terca-feira adiamos a seguinte carta
a respailo da cholera-morbus, escripia pelo nosso
respeilavcl compatricio W. Herapath :
Ao editor do Times.
Sr. O progresso da cholera para o lado do oes-
te tcm dado lugar a temer dentro em pouco lempo
que ella de novo invada a Inglaterra ; e o paragra-
pho de urna carta que li n'um dos peridicos de Lon-
dres, desexla-fcira, induz-me aacreditarquea maior
parte das pessoas careceriio deque Ibes soja minis-
trada urna preparacao, quo he agora denominada
desinfectante; porque, falsamente se suppoe que lo-
dosos desinfectantes Iccm o mesmo poder sobre o
virus que geni a molestia, por terem todos um chei-
ro superiormente desagradavel. Permilti-mco cor-
ngir semelhante erro, apresentando-vos os resulla-
dos da minha experiencia em quanto tratei da cu-
ra desta horrivol molestia no auno do 1832, em que
na qualidade de chiniico liz mu escrupuloso exa-
me das causas, modo de propagaefio, o acclo' do
docnca, o meios de atalhar. Obtive para o(e rm
informaes c visitei pessoalmente, logo na primei-
ra crise, os atacados da molestia nesta cidade, assim
nos cstabeleciinentos pblicos como em casas par-
ticulares. Ao mesmo tempo examinava os casos de
cholera nos bospitaes, c l'azia as ininlias observa-
cOosa respeito dos quo faileciam ou oscapavam dos
seus ataques, dos seus meios, dos vmitos, que ti-
nbam tido, da atmosphera, que os cercava, c das
roupas que usavam. A concluso que tire be a
seguinlc:
1.* Que a causa da cholera he um veneno animal
sceptieo, que pode conheccr-se pelo cheiro, e se
exhala, ou cerca os cadveres dos cholencos, e os
proprios dpentes da cholera, ou se acha oulranha-
do as suas roupas.
2, Que niio he hydrogcnio sulfurado, nem o hy-
dro sulfrelo de amaonia ; que niio decompOe os
saos de chumbo ou tinco, o que.passando atruvs
do nitrato de prata, forma urna solucSo avermelha-
da quando he visla a luz.
3." Que so introduz nos corpos humanos pelo pul-
mao, e nunca se propaga pela inoculaeSo.
4." Que a infecQao pode sor Iransmitlida as rou-
pas de uso, ou da cama, ele; e que as lavadeiras
sso por este motivo as pessoas mais exposlas a con-
tralur a molestia.
3." Que nem todos correm igualmente o perigo
da mfecgao ; o que o mesmo individuo est a oln
mais ou menos exposto, segundo circumstancias di-
versas.
.> Que o veneno cholenco podo ser destruido
pela CCHo do ch ore gazoso, ou pela do calrico a
tresentos graos do thermomelro do Faharenheit.
Como o (ini do presente he lo smenle dar
opmiao publica mais acertada dircccHo acerca desto
mo-lbc certo acanhamento que nuuca Ihe presenta-
mos; ereconhecemos que, aolhos vistos, se lana de-
preciando os dons que a natureza Ihe prodigalisi a.
Justo apreciador das qualidades nao vulgares de Zul-
mira, e, por conseguidle, seu alt'eicoado sincero, dmo-
nos pressa em iiMagar os motivos que tinham concorri-
do para cicihaau UieUluurpItuie ; e, depois de reite-
radas pcsquizas, eis o que vieinos a saber.
Pcrmlltia o acaso que em certa reunlao, a bella e es-
pirituosa Zulmira se encontrasse coin Adolpho, moco
dotado de perfeifes physicas um pouco seductoras, e
versado nessa lingoagem arrebatadora dos saldes, com
que se ha corrompido mais de um peito puro: protes-
taru-lhe esse mo(o amor extremoso, e Iheassegurra
que, dentro em pouco, splemnisaria oscu protosto pelo
juramento sagrado quo se ligar para sempre dous jo-
rensqueseamam. As expressfles de Adolpho tinham
calado u'alma daquclla a quem haviam sido dirigidas-
-ingenua, e uicapaz de Iludir, ella as crra lilhas da
sinceiidade. Dahi essa differenya entre oseucoinpor-
tamento actual c o de outr'ora; dabl essa tristura,
cuja causa investigramos cuidadosamente ; dahi es-
sa melancola que tanto contrastava com o prazer cm
que a feiticclra menina viva dantes engolfada, e que,
como ja disseinos, tiansmtlia aos outros com poder
quasi magntico. Toda entregue a projectos de um
futuro prospero, como que se esquecia daactualidade;
com a iuiagina(o oceupada smente daquclle que,
pela ve primeira, Ihe fallara de amor, como que a oln-
guoni mais va.
Experimentado as cousas dcsle mundo, e certo da
mauera como os rapazrs tresloucadus costumam por-
lar-sc com as castas donzellas, cujas sympalhias gran-
gcain em um sarao, livemos desejos de dirigir-nos a Zul-
mira, ponderar-lhe os riscos que corria dedicando-se a
um mancebo cujas qualidades inoraei desconhecia, e
dcst'ai te p-la a caberlo dos males lucaleulaveis a que
lava incommodada : declarei-lho* que senta dr
agudas na cabeca, e dest'arte occultei-lhes o vcrdadclr
motivo do estado a que me achava redtuida.
Dous das depois dessa noite de angustias, queiy
seguida de outras quasi idnticas, recebl una carta e
3ue Adolpho, ao passo que ratificara os seus proicn?
e amor extremoso, assegurara-mc que, dentro cm no, *
co, .-. o 1 i i i i ira de meus pais a minha mito. Tire a Imn
dencla de occultar esta carta aquellos para os ninc
nunca devora tersegredos, e, deinais amis, cousenM
que, aps delta, me fossem entregues outras umitas ,J
uiitiindo, assim, urna correspondencia que cada' vp
aleara mais a chamma que me devorara, a qual g(, f.f
interrompida a cabo de quatro mezes.
Semelhante inlerrupeiio trouxe-me o desgosin
alma ; pois que, apezar de toda a minha inexnfiPj
enca, arreceej quo Adolfo me houvesse esquerro
o dcposlo aos pes do outra o coracSo que nio amr'
mera n.1o pertencer-lhe mais. Este meo receio nao
fra infundado : urna amiga, a quem o commiini
quei, e a quem Adolfo nflo era desconhecido. inior
moti-mo que, seduzido pelo brilho do ou'ro ello
contratara casamento com certa moca, para nuern
sempreaolhira com a maior indifforonca..... Ass|m
Adolfo, oobjecto dos meus solidos, o homcm qu
me inspirara senlimentos que cu nunca tivera e 0
qual eu j amara tanto quanto aos mous affocluoso-
pas, havia tido Torca bstanle para abandonar-me
illudindo-mo com urna doslejldade que eu suppo-
zera inpossivel nm qualquer vvente!...
('llegada a esto ponto, a pobre Zulmira nao poda
continuar: os solucus embargaram-lhe a voz, mna
torrente de lagrimas intindou-lho as faces; e, i0ja
trmula e offegante, reclinou a cabeca em urna mes
que Ihe ficava prxima.
Logo que Zulmira doixou cahir a cabeca sobro a
mesa, dissemo-lhe nos
E he por semclbanle homem quo tanto vos amo-
finais, minha chara amiga ? Esquecoi-o para sompro
esforcai-vos por expedir do vosso casto coraeflo u '
foicfio quo ainda Ihe consagris. Esso homem he in-
digno do vos: oulro, que mo olla, deve de ser o
companheiro de vossos dias, o protector da vossi
honra, o substituto de vossos pais nesse amor puro
quo Ibes votis. Aqueiio-que nao treme de provoar
em urna virgem, urna paixflo a que niio est dispost
a corresponder, oque, quando essa paixilo so aclis
no seu maior grao de cxaltacflo, lom fdrea bstanlo
para abandonar a mulher a quem a lom inspirado
esse jamis saber desempenhar as importantes o dp
ficis obrigagOe* rio esposo. Talvez que dentro em
pouco tenhais de ouvir lamentar a sorto da moca quo
leve a imprudencia de subjeitar-se a contrahir casa-
mento com o homein, que sompro a olhou com in-
differenca, e quo s Iho enxergou qualidades rcconi-
mondaveis, o capazos de a lornarom digna da sua
nio, depois quo Ihe fallaram as riquezas do que ol-
la he possuidra. Os consorcios, cuja nica base he
o interesse pecuniario, quasi sempre silo desgrana-
dos: csses contratos nao sao da natureza daquelles
cm que a ideia do lucro deve de dominar sobro to-
das as outras.
Qual o viajor, que, perdido om vias incertas, so-
monte espera por um guia que Ihe mostr a derrota
que ha de conduzi-lo ao verdadoiro caininho, Zul-
mira orguou a fronte; e, depois de me haver con-
templado por alguna momentos, expressou-se as-
sim :
Tendes rasfo; releva que eu trate rio combater
essa paixilo, quo, a continuar, constiluir-me-ha a
mais desgranada do todas as croaturas; mas, sjuiza-
lili Alt mil L' 1 .Iaiiii!.. ha U. 1. a___I_________ >
----------------------------------*.- ""' ......u ii.iillillilVflS a (IIC | i ------- .--------------------* "-i im*-
licaiiaexposta.seporrcniura o sujello das suas medita-1 uo como so,s' doveis comprelienderqtio isto nao ha
ccs fosse um desses gales desprezircls que lazem con-, obra Jl' momento, C quo, pois, cumpre quo me co-
sistu-todo o seu mrito cm abusaren) da boa f^ d> to- adjuris 116830 Combate, em quo mUO raenin ..
V,,A?S.J.0v.e"S,'nexprtf'' co""Iue", P^m trararre- poder conseguir palma da vioioria; poVque.'eu
itt aaerss," '^strs r ?nfesso' meu corano so acha ^
derramar-lhe por sobre as feridas ta nrvi,, i.i..... U,,___
Extremamento compungido, compromcttmo-noj
por sobre as feridas do coraco o balsamo
consolador dus bons conselhos, caso se verilicasse a bv-
pulhesc i|uc lano recejramos.
liein depressa se nos oflereceu occasiao de exceular
suspiros
quo, por si sus, sao mais que sufficicntes para denun-
ciaron aos circunstantes a amargura que nos esforza-
mos por occultar-lliesje, urna rez qucacxaniinavamos
mais altciilamente, vimos jue urna lagrima se Ihe des-
lisava pela face, que de nedia e rubicunda se Ihe torna-
ra rugada c niaeileuta.ompiebeiidemosque era che-
gado o momeiilo de prmos cmaccao todos os alritrea
deque podamosdispor, aflu de restituir a Intercalante
Zulmira a bemarentuanca em que a conhecramos: e
por isso tratamos de conquUtar-lhe a conflanca, para
habilitarnio-nos |a desempcnliar mais fcilmente a pc-
uosa, mas nobre tarefa que a us niesinos uipozc-
ramos.
Nao foi sem grande dilliculdade que obtiveuios de
Zulmira o deixar de ser reserrada para com nosco ; mas,
cnilim, conseguimo-lo: c desde o dia em que lancemos
por trra essa barroii a de ferro, que quasi nos forja a
abandonar o proposito, poicmoa maos a obra, com todo
o vigor deque eramos capotes
Como era natural, eomccino por empeiibarmo-nos
em obtci de Zulmira urna dcscripvo fiel de tudo o que
passara desde o dia fatal emque se avistara com
l-KANCA.
PAIUS.31 DE DEZEMBKO.
---- ir-------------------- *t-^ i*> i.'.^iini-i uiiiic^ c-
tualmente mais populares, o chloreto do zinco, e o
nitrato de chumbo, condecidos pelas denominaces
desir VV. Burnett eLedoyen, do nenhuma ulilid'ado
serilo, anda que promplamcnto applicados renovara
de ordinario os diluvios ptridos.
A nica preparacao chimica que appliquei por in-
finitas vezes foi o chlore gazoso, que reputo encl-
lenle preventivo, havendo completa fumigaeo
Passot cunstanlcmeiite por urna atmosphera delle
impregnada quando me retirava para casa, c nunca
ella loi invadida pela epidemia que aflligio esta
cidade.
Tambcm dopositei a quanlidade do substancias,
necessana para o desenvolvimento do mesmo gaz
na lpja tic um droguista de Uristol, que teveagene-
rosidade de distribuir 1:200 porcOes delle gratuita-
mente aos que, no espaco do tres dias, Ih'o pedi-
ram; dando instruccOos sobre o modo de o appli-
car. Posso dizer com grande satisfago que duran-
te este lempo falleca um cholenco entre dez ata-
cados. Estou persuadido de que se todos os navios
que cheyam a Inglaterra vindos de portas infectados
lossem su/eitos a urna rigorosa jumigaedo de clilore
gazoso, no seriamos atacados de semelhante epidemia.
Se a molestia Lransnn7or osla harroir.i .,,-,,.......i,....._
perantc Zulmira a ajuda-Ia no cortamem, que esti-
va disposta a omprehendor, o significmo-lhe que
desde muito nos tinhamos imposto esta obrigacilo,
como a principio declaramos. Desde entfio tomos si-
do incansavel em fallar-lhe no mesmo sentido da
nossa primeiraadmoestaeflo : reconhecemos que
ella compenetra da verdade das nossas palavras, e
que nflopoupa esfrcos para vencer-so, o desquitar-
se dessa paixSo infausta: mas a chaga cr mullo
profunda, o anda nos nao oi possivel cicatrisa-la de
lodo ; Isto he, ainda tino chegmos ao ponto de po-
der pronunciar ante Zulmira o nome do cruel Adol-
pho, som que Ihe presintamos urna com mocito ge-
ral, que nunca deixa d.e Irazer-lho lagrimas aos en-
granados e penetrantes olhos.
COftiMEHCIO.
:
aqui, para q_
res possam avahar como deria estar repassada de des-
goslos o dissabores essa alma anglica a qual um estou-
vadoasseulou deroubar a perenne tranquillidade que
Adolpho, disse ella, he urna dessas crcaturas privi-
egiadas, que, pelo ajustado c esbelto tallie, pola regu-
laridaue das feifes, e por urna pluaseologia agradarel,
conipiiatain as sympalhias de todos com quem cousc-
guem avislar-se Tiveadesdila de vc-lo; e isso bastou
para que sciitlsse por elle o que aluda niio tinha sentido
por ninguein; lodaria, puz o maior cuidado em occnl-
tar-lhc ucleito que sua presenca produilra einniiin.
Apezar, porciii, de lodos os meus esfrcos", Adolpho.
adiestrado, sem duvida, pela experiencia, rceonlieccu
a vaiitagcindasua posicau, capressou-sc em apiovei-
lar-se della: procurou coiivcrsar-ine ; e, havendo prc-
senlid que cu o aliendia com esse interesse que s-
menle nos inspira aquello cujas vozes teem o podar m-
gico de nos fazercid vibrar o corayo, fallou-me de amor,
efallou-idc nesses termos que enredan) a qualquer,
AI fu n dega.
ltEM)IME.\TOO01)l\ 8........a. 6.424,181
Descarregam hoje, 9 de marco.
Brlgue Hiram rinho, farcllos e aal.
Galera Impera Irii mercadorias.
Brlg uc Elisa bacaiho.
Barca ('umberlund barricas vaslas.
Barca Manchetttrbacaiho.
Brigae Mita furlnha, bolachinha, bren o carne sal-
gada.
PatachoReitauraco mercadorias.
>a molestia Iranspozer esta barreira, por qualquer
Qoando na minha ultima caita dissa uu S A li nwma'JLT"!- on.tao,toda8 as casas do bairro simul-
madamo Adelaido, no tinha Mjsl"doqUaa ^luVa' !vezesT^f1'1""1'"1?^ >chtorof pelo menos tres
dM cmaras, lu. por so achardecama, de um atiiquo llasfomesmo ^m'f0 Sen" S* em lod?s. as ca*
tlagnppe. "'quo isas ao mesmo lempo, sera intil, ou quasi intil a
DcsJuuqucllo dia comecou S. A a soutii.... Ih^gaS ,l>ara efectuar a desonvolu?fio do gaz
t-V"" o. a. a sctitii uma I cbloroso misturem-se tres partes do sal cominum
quanto mais a mim, pobre meiiiiia que, pela vei pri-
iiicira, osouria. Ao terminar, assegurou-me elle que
anhelara dcsposai -me.
ii l'oi em una partida que houre lugar o meu primei-
ro enconiro coin Adolfo. Quando, acompanbada de
meus charos pais, voliei para casa, c, depois de me ha-
verdesatariado, iccollii-me ao quarto de dormir, he
que pude teutear a profuudeza da chaga que este moco
me abrir no peilo com suas expresses melifluas e se-
duclras. Completa revulucao se operara em mita : eu
que, ao iiieller-ine no leito, conciliavaidiinedialamcnte
o somiio, rccordaudo-die ajienas das caricias que rece-
bera dos diversos membros da minha familia, e sabore-
ando d'ante-iuao as que me estavaiu reservadas para o
da seguinlc; eu, digo, uao pude pregar olhos luda a
noile, nao cuidando uessas caricias que outr'ora coiisti-
luiam todo o meu prazer, mas pensando naquelle que
me fallara urna lingoagem, iuleiraineiile ora para inini.
A amaahecer, sabido quarto, procurando disfarfar o
que sollria ; mas as miiilias feices oslavam lio altera-
das, que lodul ae deraui prensa eiu perguiiiar-uic ae ea-
IMFOUTACAO'.
Cumbtrland; barca inglcza, viuda do Liverpool,
onl rada no conento ir.cz, consignada a Dcane Youle
& C, manifestou o seguinte :
313 toneladas de car vilo; a 0. Morcira.
03 fardoi fazondas do ulgodilo, 4 gigos o mfio"
ditos louca, 28 cnixas fazendas do nlgoriTo, 226 vo-
Iuiiic aduelas do barricas do farinha, arcosa per-
toncos dos meamos; a Doane Youle & C.
42 barricas cerveja; a J. Ryder & C
22 laxas do ferro; a S. P. l'ohnstoii & 0.
10 fardos fazeudas rio algod.lo, 8 caixas ditas do
dilo, 5 ditas linhas de dito; a II. Gibson.
11 caixaslinhas de nlgodilo, 39 barricas o 15br-
ris pregos, 2 glgos tornos de ferro, 2 Tardos fazendas
no algodiio, 1 caixa roupa feita, 10 saceos progos du
ferro; a S. Kcnworthy.
, 7 fardos fazendas de algodo ; a Fox Brothers.
1 caixa cha los; a Me. Caluiontot C.
i caixa fazendas de algodiio ; a H. Iloyle,
1 fardo panno do laa; a J. Crablrco & C.
1


CONSULADO GE RAL.
ItRNDIMFNTO 1)0 DA 8.
Coral..........
Inivorsas provincias
3:1*0,093
113,420
3:253,513
lotera
1>o Hospital Pedro II.
Continuante* vender os bilhetes
parlo da 1."
do costn un-,
A rapariga portugueza que seoferece no Dia-
rio de 3 do comente para criada de urna casa, diri-
ja-so a ra do Pilar, n. 72, segundo andar.
-- Existe urna possoa quo lom li viesas tardes, o
que pode empregar-seem qualquor sorvico depois
oas iluas horas at a noite : quem do scu prest mo
CONSULADO PROVINCIAL.
liKNDIMKNTO 1)0 IMA 8............1:766,867
Movimcnlo do Porto,
Navio entrado no da 8.
Ilahin ; 22 illa, hlt brasileo lioa-Viagem, Je 22 tone-
ladas, capilo Jos Antonio da Silva, cquipagem 5,
carga charuto*, fumo, caf c mais gneros : a Jos
I,ni/, de Soma. Pasiageiro, Antonio Garrido, llrasl-
leiro.
.. ..a terceira .
lolorin do novo hospital, nos lugares |s0 I"1*" ulilisar annuncio.
o o rospoclivo thesoureiro previne aos
senhorosque iudigitarain nmeros para nao seren
vetiilidos, que hajam do ir husca-losj qiiaulo an-
tes, pois'quc os humos bilhetes j so acham em pe-
quena qiinnlidaclp. Oniesmo thesourciro, vista do
boiii acolliiiicnio que geralmenle tem merecido a
actual Ir,(cria, faz scieuteao respeitavel publico que
tem marcado odia 8 de abril prximo vjndouro pa-
ra a sua extracc^o.
-- Muga-so un segundo andar, nn ra da Senzal-
la-Nova comcommodos para familia por preco
mu lo
vraria
mdico i
ns. 6 e8.
na praca da Independencia li-
Declaracio
COMilMAMiO DR ARMAS.
So porventura rosidir ncsla provincia o Sur. Joa-
qiiim Manoel I'ercira, que.sendo lonenteda extincta
milicia, Coi a despachado alteres para o primeiro ba-
t,ilh2o de caladores do exordio, por decreto do 2
de dezenibro de 1839 o tcnontu para a coinpanhia
lxa da mesilla arma da provincia do Kspirito-Saiito,
por decreto de 7 do sotouibro do 1817 dn ordem su-
perior baja do comparecer na secretaria militar ,
aonde solhedira raso do presento diamntenlo.
I", se alguom "livor noticia do referido Sr. lenlo
Pero ira, souboi oui quo iugarsoacia na provincia,
ou fra della pede-so que tonlia a hondada de dc-
ilcclarnr por este Diario, ou em caria dirigida ao
aliaixo assignado. liecife, 6 de marco dn 1848.--
Joi Ignacio de Httlnirot Reg Mnnlt'To, lenlo nju-
ilantcdeordens.
Retratos
ixos. pelos ltimos deseo-
orinientos.
O abaixo assignado tem a honra do participar ao
respcitavel publico o aos seos amigos geralmenle,
MUDANCA
DA
FUNDICAO
d'a vnon/i.
Este anligo cstabelocimento acaba de ser mudado
paraos muito espaciosos edificios construidos de
proposito na cidade nova de S.-Amaro aonde exis-
tein todas as proporces para a factura de qualquer
macliinisino com a maior presteza e perfeicflo : o
, para commodidade dos fregue/es, sera conservado
quo acaba de receber dos Estados-Unidos, por es- na antga casa, junto a igreja dos Inglezcs, um es-
cala do Para,, no vapor mperalriz um bello sorti- criplono ondo so rccebero todas as encommendas
Publcacoes Literarias.
O prinioiro volume do Cerco do Porto nos an-
nos de 1832c 1833, com urna deseripeo liislorica
desile o principio da uionarcliia adentrada dos Im.-iii-
cozes em Portugal nos anuos de 1808 o 1809 obra
iiitercssantissinia c j anuiinciadn neste Diaria ,
pelo preco de 3,000 rs na ra da Cruz, n. 1, se-
gundo andar. a inesma casa ncham-so a randa:
llecordacOos liisloi cas do Portugal do anuo de 1842,
pelo principo I.icknonsky, Iraduzida do allemfl,
segunda edieo correcta' e augmentada, um vo-
lume do 220 paginas por 1,000 rs. ; o Huieu I'it-
tureseo al o n. 21 ; Organon de llahuemanii ou ex-
posicOes ilas dontrinas homa-opathicas e notas ao
mesmo, dous folholos; Noticias elementares du
liomceopalhia ou manual do fazendoiro do capi-
tilo de navio e do pai de familia, um follielo.
ment de objectos para retratos: o como tencin
demorar-se pouco lempo ncsla praca, e seguir bre-
vo para a liahia convida a todas as pessoas quo an-
da precisam dosseus servigosa aproveitarem a occa-
sio presente. Como lia. militas pessoas de opinio
errnea, quo estos retratos smente com o lompo
se acabam oahaixo assignado no pode deixar de
direr que esta opiniilo s podo ser applicada nos
retratos de fdmaca que se iirrm anteriormente,
quo os retratos lixose coloridos nilo sito capazes
le sumir-so nunca, o que est prompto a mos-
trar a qualquer possoa a differenca quo existo en-
tre um retrato de fumaca o um fixo e colorido pe-
lo novo descobimonto. As horas mais proprias
para tirar estes relalos sao das y horas da mauha
as duas da tarde principiando de boje em dianlo,
na ra da Cadeia deS.-Anlonio, n. 26.
Carlos D. Frtdriek.
\ovn fdCCIONARIO DA I.INP.OA NACIONAL.
Km setembro o ontubro do annn prximo passa-
do, aniiuucimos no publico, que se a laucar ao
prelo um novo diccionario da lingo nacional que
leve por base a ultima mficflo do diccionario do
muilo digno til t rato o Sr. Moraes, publicado em
Lisboa no armo de 1844. Declaramos entilo quese-
guimoseni ludo o systema daquolleeximio ctico-'
graplio, porque sua auloridadc, j pnr si so bas-
tante respeitavel, accrescia a edieo sobro que fun-
damos nosso Irabalbo, a dos Ilustres Fr. Francisco
deS. Luiz, Souza Monlciro o padre Castro. Obser-
vamos ainda por aquella occasio, que pequeo
seria o resultado da existencia de urna obra tilo
til como n de que se trata, se o scu preco no
fosse tal. que habilitass a todos a podeiem obl-
la. Ciorimu-nos por ter conseguido a rcsoluco
dcslo problema, por isso que o preco por assigna-
lura seria o de 20,000 rs., pagos oni unas presla-
i'ics. Hojo raclilicamos aquellos aiimincios, aceres*
rentando que brevemente so achara prompl a I.
parto daquella, em que dividimos o nosso Irabalbo;
.continuando a receber subS"FrlpcOcs porcada una
1 dolas, a i -asilo de 1,000 rs., pagos adianladamenle.
Subscrcvc-sc na ra Formosa, n. 2.
e ordens a respeito leudo a toda hora urna barca de
ferro empregada exclusivamente no transporte das
obras do eso iplorio a fundicilo.
Um cstrangelro propOc-sc a dar licOes parti-
culares de inglez e portuguez correctamente, tan-
to no fallar como no traduzir. Advurtc-sc que nilo
lio fundado sobro um tal novo mothodo, j anuun-
ciado por um oulro concurrente nesta provincia.
Quem de seu nrestimose nuizur utilisar dirija-se a
ra da Gloria u. 86.
Precisa-so de urna ama forra, ou captiva, para o
servio,!) de urna casa : na ra do Horlas, n. 16, pri-
mciro'andar.
Compras.
SB
.wisos inai'itiiiios.
0 brigue l'aquele-de-l'ernambueo segu para o
ltio-dc-Jneiro no dia 11 do correte ; tem asseia-
doscommodos para passageiros e icccbe cscravos
afreto: a tratar com o propietario na ra da
Moda, n. 7.
-- l'ara a Uahia sabe, no dia 10 do crranle, o hia-
to 6".-./oao capilo IjUz Cornos de Figueircdo : pa-
ra o resto da carga trata-se ao lado do Corpo-San-
10 h'ja do massame u. 25.
*W"U>ei
Le loes.
--Joo Keller & Companhia farflo Icililo por in-
tervnujio (i0 corretnr Oliveira de um bonito sorti-
menlo dC pannos, merinos o nutras fa zondas pro-
|>riasila Quaresma : hojo, 9 do crlente, as 10 horas
"I manha no scu armazn), ra da Cruz.
-- I-cilao, que faz Onofrc Jos da Costa, de una
porcilo d passas : sexta-foira, 10 lio corrento na
porta de seu armazem por cunta e risco do. Sr. Jo-
so Sapnriti.
-- olbe llidoulac faino Icilflo, por intei veneno
'lo cor rotor Oliveira dos melliores pannos pelos
intimamente despachados o de multas oulias fa-
zendasque muito agradanlo a sous freguezes po-
los proouscqnaliila.les : sexta-foira, 10 do corrento,
M 10 horas da iiiiinlia, no seu armazem da ra do
zigano.
A vis's diversos.
O 1.1 DADOR >. 265
*cha-sc a venda : annunciamos esto numero pela
interessanlc o variada materia de que se compe, c
'comnieiiilamos a todos a sua leitura.
Jos Joaquim Machado do Oliveira, subdito por-
tuguez, retira-se para Lisboa.
M. S. Mawson, dentista, recentomentn chegado da
Kinopa, acha-so residiudo no Recife, ra do Tra-
piche-Novo, ii. 8, segundo andar, aondo contina a
por denles minoraos, (cando iucorruptiveis, o ap-
parecendo inteiramcnlo como naturaos : tambem
tira a pedra, a qual, nilo sendo extrahida, em pou-
co lempo tanto arruina os dentcs ; chumba com mi-
ro ou prata, para privar do augmentar a corrupcilo;
tambem lira, lima e faz todas us operaQcsdenticaes
com i maior delicadeza possivel. Elle espera quo
J elSios, o. o muito patrocinio que tem rccebiJo
pelos lienoficios que tem produzido na sua pralica,
durante 7 anuos de residencia nesta cidnde, scrilo
garantas sedicientes para ns pessoas que, precisan-
do de scu prestimo, uo o deixcm du procurar.
m CHAPEOS DE SOL ^
Hita do Passeio+Publico, n. 5.
Jo5o l.oubet participa ao respeitavel publico, que
receben, por estes ultimosnavios fraocezes, um com-
pleto sortimenlo do chapeos deso, de seda, amis
rica e superior qualidade; furta-cres e oulras mui-
tas conhecidas, tanto para homens, como para Sras
e meninos. No mesmo e^tabeleclmento ha um sorti-
menlo de chapeos de sol de paninho, dos mais mo-
dernos; ditos muito grandes, proprios para homens
decampo: tambem tem chapeos de sol do paninho
para meninos e meninas, por seren muito finos: po-
dem-se chamar chapeos de economa. Na mesma loja
ha sortimenlo do bengalas, he.ngallnhas o chicotes
muito modernos; cobre-so'qualqur armacilo de cha-
peos de sol, com sedas de todas as cores equalda-
des. Na mesma casa ha um grande sortimenlo do
paniiinhos trancados o lisos, imitando seda, para
cobrir os mesmos: desta fazenda se vende arelalho.
Concerta-so todo qualquer chapeo de sol, por haver
um completo sortimenlo do todos os pertences para
os mosmos, com toda a perfeiclo e brevidade.
Joaquim Rodrigues Duarto vai a Portugal tra-
tar de sua sade.
Ca ros Krnesto de Mosquita Falcilo vai a Babia
por Macelo.
Na ra larga do Rozarlo padaria n. 48 preci-
sa-so de um amassadoc
Na ra larga do Rozario, padaria n. 48, d-se
pSo devondagem offerecendo-se melhor interesse
que em outra qualquer parle.
Quem precisar de una mulher do meia idade ,
natural da iha deS.-Miguel, para ama do urna
sa do familia dirija-se a ra do Vigario, n. 8.
-- Urna senhora quo vai para Europa precisa de
urna criada branca, ou mesmo parda, para ir em
sua companhia o l ral ir de meninos: quem esti-
ver tiestas circunstancias dirija-se a esta typogra-
pbia, que so (lira quem precisa.
Antonio Carlos I'ercira de Burgos embarca para
oltio-Graiiile-do-Sul a sua escrava Firmina, parda,
de 11 anuos.
Ainda ha a sublime banha franceza para con-
servar o cabello, pela sua frescura o bom aroma.
om potes du duas libras, pelo diminuto preco do
1,600 rs.: vende-so na ra larga do Rozario, n. 24.
O secretario da irffiaudarfc del
-- Compram-so dous pares do linternas de video ,
pequeas, que estejam om bom uso: quem livor
anD unci.
Compra-so um quarliio que sirva para carga : na
na deS.-Concilo, n. 34.
Comprani-secadeiras, bancas, marquezasente-
sas (citas no paiz tanto novas como usadas: bom
como lautcrnas c mangas de vidro : tambem so
compra um tomo com sous pertences, para tornear
madrir ; na ra Nova, n. 67.
Compram-so, cITocti va mente boljas c garra-
fas vasias : na ra do S.-llila, loslilaco u. 85 e na
venda atrs da matriz da Boa-Vista u. 2, que lien
na esquina da praca.
Couipiam-se, (lectivamente, todas
asqualidades de garrafas e botijas vasias :
no Atcrro-da-Boa-Visla, fabrica de li-
cores n. 17.
Compram-se duas cabrasf bicho] que deem
bastante Icile: nesta typographia, so dir quem
compra.
Vendas.
-Uecebett-se uestes dous das
urna remessa de eseravos todos
de bonitas figuras para se ven-
derem muito em conla,, na ra
das Larangeiras, n. 14, segundo
andar, a saber : um lindo mua-
tinho de 18 annos, com principios de carpina e
que he ptimo para pagem por sor muito esporto;
um dito de 16 annos; um dito de 22 anuos, com
oflicio dosapaloiro ; um dito de 5 anuos, muito
fiel c humilde,do qual se aflancaa condurtajdous di-
tos de 35 anuos por 330,000 rs. cada um ; 3 prctos
de naco de 20, 23 e 25 anuos proprios para o
campo ; um moleque de 7 annos, ptimo para apren-
der algum olllcio; tima molcca rocolhida de na-
co, quo cose o faz lavarinlo ; una pela de 20 an-
uos que ongomma cose o cozinha, todo muito
bemfeilo; duas prctas mogas que lavam do sa-
lino o varrella ; una dita de naco Costa, boa qui-
tandeira por 330,000 rs.; urna parda de 18 anuos ,
multo forte propria para aprender a engommar ;
um prelo, por 150,000 rs.
Chitas pelas asselinadas-
Vendem-se as j bem acreditadas o superiores
chitas pretasassotinadas do ultimo gosto a 240
ca"h-s. o covado : na ra do Collegio, loja nova n. 1.
- Novo o esplendido sorlimento do fazendas pre-
tas proprias para a presente Qnaresma na nova
loja da raa da Cadeia do Recife n. 32, de Claudino
Salvador l'oroira Braga, onde vcndein-so sarjas lar-
gas hcspanholas, a 2,240, 2,560 o 2,760 rs.;|ditas mais
estreitas, a 1,500 o 1,760 rs.; dita lavrada a 1,000
rs ; sarjado 19a a 800 rs. ; macedonia a l,nno
rs. ; duraque, a 800, 950 o 1,000 rs. ; alpaca, a
1,100 c 1,300 rs.; dita do cordo, a 1,280 rs. ; la-
pim muilissimo fino, a 1,300 o 1,600 rs.; dito de
cordo, a 1,000 rs. ; panno lino para casaca, a 4, 5
o 6,000 rs ; casimira franceza a 2.800 o 3,200 rs.;
setim macu-, a 2,240 3,500 e 4,200 rs. ; dilo fran-
coz fino a 1,000 rs ; cortos de colletes do relindo
DEPBECIACAO.
Antonio Luiz dos Santos & C na sua loja de fa-
zendas, na ra do Crespo, n. 11, venduin cas3as pin-
tadas a 200 rs. o covado; chitas de 160 a 2O0 rs.; ma-
dapolOes de 160 a 200 rs. a vara; fazendas de goslo
de muitasqualidades, o mitras proprias para a qua-
restna, como sarjas lisas o lavradas; cortes ricos do
setim prelo lavrado; ditos de cores; meias pretase
brancas, patentes inglezas; chales do filo preto; Di-
eos pretos; chales e mantas de soda : ludo por menos
do seu valor.
MEDICINA UNIVERSAL.
Pillas vegetaes de James
Morison.
A medicina vegetal universal he o resultado de 20
anuos de invcstigacOcs do celebro James Morison.
Por meio dcstas pillas consegin scu autor inn-
meras e admiraveis curas desdo as afTeccfies que
atacam as enancas do peito al as molestias chroni-
cas do anciflo.
A F.ttropa saulou osle remedio como remedio uni-
versal para todas as dooncas, e al hoje ainda uo
foi desmentido tal titulo.
Esta medicina vom acompanliada de urna receita
que anana o facililla a sua applicac.lo. Consiste em
tres preparaces, a saber : duas qualidados de pitu-
lasdistinctas por nmeros, eum p : cada qual goza
de modos e acQOes diversas.
As pillas n. 1 sito aperitivas ; purgain sem abalo
os humores biliosos c vicosos, c os expulsan) com,
cfllcacia.
As do n. 2 .expulsan) com esses humores, igual-
mente com grande for<;a os humores serosos, acres
o ptridos, de que o sanguo se acha a miudo infecta-
do ; percorrem todas as partes do corpo, e s cea-
vi ni de obrar quando tcem expulsado todas as im-
purezas.
A terceira prepararlo consiste em urna limonada
vegetal sedativa : he api* ral i va lomnarnnte e ado-
cante : torna-se em commum com as pillas e fcil- v
lita-lhes os melhorcs efleitos.
A posieo social do Sr. Morison, a sua fortuna in-
dcpendenlo, repellem toda a ideia do charlatanis-
mo ; cas admiraveis curas, operadas com o scu
sysloma no collegio de sade de Londres, so mais
quo garantes da cllieacia do seu remedio.
Ilccommenda-se esta medicina, que uo pede nem
resguardo de lempo, nem do posieo da parle do
docnte a lodosos quo, atacados de moloslias Jul-
gadas incuraveis, so quizerem desengar da sua
virtude.
Oxal que a humanidado feche os ouvidos aos in-
teressailosem desacreditar estes remedios to sim-
gles tocominodus e tito verdadeiros.
Vende-so somonte em casado nico o verdadeiro
agente J O. ICIster na ra da Cadeia-Velha, n.29.
-- )\a roa Nova loja do alfaiale, do M. A. Caj ,
n. 18 vende-se muilo larga esuperior sarja despa-
lillla para vestido do scnhoia ; um completo sor-
limento de roupa feila e fazenda pora se fazer eti-
rommenda de qualquer obra : tambem se vende l
jaqu do polica, por 8,000 rs. c oulro dito por
10,000 rs : so de panno superior e veudem-sc por
este preco por j terem um pequeo uso.
Charutos lama-va, de
S.-Felix.
Vende-sc, por prego commodo, para se .fecharam
contas urna poreo desles afamados charutos che-
gados no ultimo navio : na ra da Cruz, n. 46, pri-
meiro andar.
Ha nacional Andarahy.
A oxlracco que tem tido o rap nacional Adama
by moslra oquantoteni sido apreciado pelos ama-
dores da boa pitada; portanto, sempre o acharo
fresco em libras o meias ditas, o frascos de dito
vinjado no deposito da ra do Trapiche, n. 34, on-
de se vende de 10 libras para cima, e a retalho naa
lujas j n milicia,las.
Vinhotle nordeaux.
DEPOSITO
NA RA DA CRUZ, N. 20.
Vondem-se elementos do msica pelo syste-
ma moderno explicados com preoiso o clareza :
as lojas dos Srs. Santos & Companhia o viuva Car-
dozo Ayros no Recife ; FigueirOa e Guerra & Silva,
em S.-Antonio; Jos Ignacio do Monte, na Boa-Vis-
ta. Kslc opsculo lio dos do scu genero venda o
nico que conlm o preciso em poucas regras.
Deposito de vinagre da fabrica
da ra Imperial, n. 7.
na fabrica de licores, de Frederico Chaves, no Ater-
ro-da-ltoa-Vista, n. 17, onde so achara sempre
grande poreo o por proco commodo.
Ventic-se tun sitio na estrada dos
All icios, com boa casa de vivenda, de
pedia ecal, com -otar, cozinha fra,'es-
tribara para
qual admtte
redo
com
um cavallo, bom poco, o
ora, todo ebeio de arvo-
novo : ni mesma estrada, a fallar
loaquim de Oliveira e Souza.
mm
uv
1)1/
uu
PEBIIII.
S. Jos da Agona,
crocta no convento do (.'armo, faz scionto aos ir-
mos da mesma irniaudade, quo domingo, 12 do
correte haver mesa gcral, para se tratar da oloi-
ro dos memlirosquo devom coinpr a nova mesa
regedora. .
-- Do-se 500,000 rs. a premio sobre penhoros do
ouro, ntrala : na ra do >>adre-Floriano, n. 35.
Ha 5 para 6 diasdeixou um moleque urna ban-
ca de Jacaranda ,' toda desgrudada na porta da ven-
da n. 2 do paloo da S.-Cruz : o como at hoje no
tenha apparecido se faz o prsenlo, para quem for
seu dono a procurar, dando para isso os signaos.
lavrado, a 4,000 rs. ; ditos;boi dados, a 6,000 rs.; di-
tos de gorgurflo bordados, a 7,500 rs.; loncos do so-
da com franja a 800 rs.; ditos tinos som franja n
1,200, 1,500 6 1,800 rs. ; ditos de setim macu com
barra larga a 4,500 rs.; meias do soda, lisas, para
senhora, a 2,400 rs. ; ditas bordadas a 3,200 rs ;
ditas para liomeni a 1,200 rs. ; ditas do algodo ,
para homcm 240, 280 o 320 rs.; ditas para se-
nhora a 440, 500, 560 o 640 rs. ; luvas curtas de
seda c sem dedos para senhora, a 1,000 o 1,200 rs. ;
ditas comprlas com dedos o som ellos a 1,000 c
1,500 rs. ; los de lodosos lmannos a 2, 3,4, 5, 6,
7, 8 c 10,000 rs.; veos, a 6,000 rs.; luvas do soda
pura liomcm, o 1,000 rs.
Na fabrica de >!. Callum & Companhia, enge-
o lie i ros machinistas e fundidores do ferro, na ra
do llrum, no Itecifo, contina haver um grande sor-
timenlo do moendas de caima, de todos os tama-
nhos o dos modelos os mais modernos e approvados.
Na mesma fabrica se continan) a construir de on-
comraonda machinas do vapor, rodas d'agoa, rodas
dentadas o todos os mais objectos de machinismo .
com a perfeieo j conhecida por proco commodo,
AGENCIA DA FUNDICAO' DK i.OW-MOOl!.
Na ra de Sonzalla-Nova, n. 42, contina liavo
um completo sortimenlo de moendas o machinas de
vapor, para ongcnbo de assucar : bom como laixaa
de ferro batido o coado de todos os tamaitos : tu-
llo por preqo commodo.
Vende-se sal de Lisboa, Guo e alvo, a 1,600
rs. o alqueirc da medida vclha : na ra da l'raia ,
[armazem n. 18.


^
me Na fabrica de chapeos da ra do Queimado,
|I n. 22, vendem-se superiores chapeos de cas-
2*""**tr broncos, tanto com pello como som elle,
de 8,500 ale 5,000 rs.; chapeos envernizados, pro-
prios para o hrinquedo de ontrudo porserem pro-
va d agoa, e tambem sSo proprios para vingem ;Jcha-
pcos de massa de todas as qualidades do 2,400 rs.
para cima: tambem so recobem encommendas de
todas as qualidades, pertenecntes a chapoleiro e
colirem-se chapeos do mola a vontade dos fregue-
7es :tuo por prego mais com modo do que omou-
tro qualquer parte.
Vende-se um bonito cavallo preto: na ra do
Queimado, n. 30.
Veruleni-soancoretascom cal virgem a mais
nova que existo no mercado, por proco mais com-
modo do quo cm outra qualquer pacte; urna por-
Co de pesos ras grandes para serraren) madeiras : na ra da
Juoeda. armazem n. 17.
Panno-Couro.
Vcndeni-se superiores cortes de calaos da fazenda
panno-eouro par ser de duragao extraordinaria e
de padrocs escuros proprios para o trafico pelo
diminuto prego de 1,600 rs. o corlo : na ruado Col-
legio, loja nova da estrella, n. 1.
Casimiras finas c clsticas.
Vcndem-sc superiores casimiras finase elsticas,
a 1,000 rs. o eoyado; cortes de ditas do coros, milito
finas, n 6,000 rs.; superiores casimiras prclns da
melhor qualidade a 6 e 0,000 rs. o corlo : na ra do
Collcgio, loja nova n. 1.
ZL
mWHM>M'"HH'Jfii
Ncsto loja acha-se um completo sorlimenlo de
obras feitas, de todas as qualidades: bem como
pannos finos prclns merino ricos corles de col-
lele de gorgurflo bordados, por proco commodo.
-- Vcnde-se um alambique de cobre de carga de
3ocanodas.com serpentina de estando : ludo em
hom estado por prego commodo : na ra de S.-Ri-
ta, n. 85.
-- Vendem-se, na ra da Cadeia do Itccife anna-
7em do Braguez saccas com superior farinha de
mandioca dilns de arroz vindas prximamente do Maranhflo, pelo brigue-cs-
cuna Lavra ; tudo por mdico proco.
Eraga 4 legoas, corrento e moente com agoa, de
oa o regular prodcelo com a safra do 2,500 pfies
pouco maisou menos, ou sem ella. Este engonho
he de consideravol importancia nfos no prsen-
lo como no futuro, por conler mais do 4 legoas de
terreno coberlo de mallas virgens com cupacidade
para se levantarem engenhos d'ogoa o de bostas: a
tratar no mosmo engenho, ou no sobrado ao lado da
cadeia, n. 23.
Cortes de alena.
A fazenda mais pereita que tem appa-
recido sao os cortes de alcina, para ves-
tidos de senhora, nao s pelas delicadas
cores, como pelos lindos padrScs, por
no desbotarcm, e por serem do ultimo
gosto de Paris. Estes cortes vem pti-
mamente acondicionados, cada um cm
sua capa, e s2o eitos na principal fabrica
de Paris ; sendo de quatro qualidades dif-
ferentes, c nos precos de 3,200, 3,600,
3,8oo e 4,000 rs.: na loja nova de Kav-
imindo Carlos Leite, na ra do Queima-
do, n. 11 A.
VEM)E-SE
Ch muito superior
/abriendo no llin-de-Janeiro*
Denominado Brasileiro,
o melhor que tem apparecido nesto mor-
cado, lula sua qundade ser rnais supe-
rior do que a do mesmo cha hysson, do
una libra.para cima, por prego com-
modo : no fim da ra da Aurora n. 4, a
fallar com Jos do Almcida Brrelo Bas-
los das fi as 9 horas da mandila, c de 1
os 2 da tarde.
Vende-se urna parda de 30 annos, que cozinha,
engomma e que faz doces propria para o arranjo
de qualquer casa de familia : nobeccoda l.ingoeta,
n. 8.
Vendem-se 3 escravos, sendo : urna lindo parda
de 18 annos, qne engomma, cose, cozinha o lava de
sadno; urna crioulade22 annos, com as mesmas
habilidades; urna preta do agito, de40 anuos, que
cozinhae lava : na ruadas Cruzes, n. 22, segun-
do andar.
Pannos finos.
Vendem-se superiores pannos linos,'prova do li-
mao, preto c azul, a 3,000 rs. o covado; dito lino
azule preto e 4,500 rs.; dito preto de su| ciior qua-
lidade e ja bem condecido pela sua bnn>loza,a .*i,noo,
5,000,6,600 e 7,000 rs.; casimira preta I miste da
melhor qualidade, largusa de panno, muito fina a
11,000 e 12,000 rs. o corto de calca : na ra do Col-
Iegio, loja nova da estrella, 11. 1.
- JNa ra do Trapiche, n. 17, con-
tina a liavcr deposito da verdadeira cal
virgem de Lisboa, chegada prximamen-
te ; odvcrlindo-se os compradores dis-
te genero que o deposito he j muito pe-
queo, e que da nova nao ha mais em
parle algonia.
: Vcjndo-se, ou arrenda-sc um grande sitio na ra
lmpciial.com duas moradas de casas una para
grande familia, na fenle da ra o outra mais pe-
quena dentro do mosmo sitio com bous parreiraes
' mullas ir Hienas do boas qualidades todas novas
ja dando fruto, com um grande viveiro no lundo :
na ra Dircila, 11. 135, loja do cera onde so tara
qualquer dos negocio*, por scu dono ter do retirar-
se por molestia.
Vendc-se um terreno com 117 palmos de fren-
te c 89 dilos do fundo em estado de se edificar,
por no precisar aterro em cujo terreno podem-sc
uzer tres ptimas moi'agoas na ra do Pilar cm
Fora-do-Porlas, do lado da mar grande: nadita
ra, n. 11, no palco da groja do Pilar das 6 horas
la inanlifia as 8.
Vendem-sc chapeos de superior
castor, broncosc pelos, por preco
mullo barato : no ra do Crespo, 11. 12,
loja :!c Jos Joaquim da Silva vaya.
Baealho !
AosSrs. de engenhos e caaS
de familias.
Acaba de cliegar para a Quarcsma urna porgo de
liacalh de escama de qualidade muito superior
110 que al aqui lom chegado a eslo mercado, o
quul he prcferivnl, nlos pelo scu mdico preco
que lie d 9,000is. o quintal mas tambem por ser
da'mrllior cura pudendo corrservar-se urna Mrri-
ra aborta donsoii tres mezes sem dumidecer, ou
deteriorar-se. Vende-se no armazem de Antonio Au-
nes, no caes da Alfandcga 11. 5, c em casa de J. J.
Tasso Jnior na ra do Aniorim 11. 35.
Aliiho.
Vendo-se milho, a 2,000 rs u sacca : no caes
All'aulitga, ariiazcni de Antonio Annes.
da
9.a lotera do Rio-de daen o
a beneficio rio thcalro ta im-
perial cidade de Nicthcr Vondein-se bilhetese meios dilos desla lotera:
na ra da Cadeia-.Vclba, n. 29, casa do J. O EI.STKR.
, Vende-se o,'engenho Timb, distante dasta
Vendem-sc aCQes da ex-
mela companiia de Pernambtieo
e Parahiba: no escriptorio de O-
livcira Irmos & C, ra da Cruz,
n. 9.
Vende-se, na ra da Cadeia do ftecifo arma-
zem do Braguez, superior fardo de Lisboa, por m-
dico preco.
Vende-se colla de superior qualidodo, das fa-
bricas do Rio-Crandc-do-Sul: na ra da Mor Ja or-
mazcm 11. 7.
- Vendem-se ancorlas de
diversos tamaitos, com vinho da
Madeira, linio e branco, de supe-
rior qualidade : no eseriplorio de
Oliveira Irmos & C, na ra da
Cruz, n. 9.
Vendem-se duas boas cscravasj crioulas de
bonitas figuras o mofas, que cozinliam, lavam mui-
lo bem o engommam sao sadias, o nfo se duvida
dar contento para serem experimentadas : na ruu
do Queimado, loja n. 51.
Potassa e cal virgem.
Vende-se muito superior potassa e cal
virgem de Lisboa, prximamente desem-
I) uvada: no deposito de Baltar & Olivci-
ro, na ra d-i Cadeia do Recite, n. 12.
Na ra da Cadeia-Velha, n.
!9, loja dcJ. O. ilsler,
vendc-se vinho do Porlo, de diversas qualidades ;
dito da Madeira; dito de Malaga; dito do Slicrry ;
dito de Carca Vellos; dilo de l.isba ; dito de Graves;
diloSauterue ; dito San-Julien ; dilo do llordcaux ;
dito Chatcau-ln-Rose; dito do San-Ccorgo; ago'ar-
dente de Franca, de diversas qualidades; whiskey;
cherry-L'ordial ; niarraschino ; licores finos ; punsch
do Succia ; xarope de framboises ; ptima ehampu-
nlia cm garrafas o meias dilas ; velas do composi-
gflo ; cha preloe verde de superior qualidade ; pro-
suntos c salames de llamburgo ; sardinhas cm latas
oviilros; pelits-pois cm ditas; salmn om ditas;
moslarda ingleza o franceza ; frutas cm vidros com
calda de assucar o espirito ; agoa do flor do laranja;
charutos de llavana o da llahia : ludo chegado re-
cenlomoulee de superior qualidade.
Farinha de mandioca.
No armazem de farinha da ruu do Collogio, n. 21,
vemlcm-se saccas com farinha a mais fina possivel,
por prego rasoavel.
-Vendc-se um carro 1I0 2 rodas, quasi novo,
com cavaiio ja ensillado : tambem se vende cada,
untadas cousas cm separado: na ra da Cadeia ,
n.4.
Vendo-se a venda da ra da Cruz, n. 66 que
foi do fallecido Araujo urna das mclhorcs do llo-
cife: a tratar na mesma ou na ra da Senzalla-
Nova, 11. 4.
Vendem-se cabos de cairo em grandes, ou pe-
quenas porces : no trapicho do llamos, armazem
da esquina.
Na ra do Trapiche, n. 17
vendem-se batris com superior
cal virgem, chegada ltimamente
de Lisboa, a cinco mil res cada
barril.
- Chegou novamentoa superior calda de tomates,
o vende-se na ra da Cadeia n. 15, loja do Bour-
gard.
c barato.
Vendem-se superiores los pretos, de
seda bordados, do lodos ostamanhos ;
legitima sarja prcla hespanhola ; ri-
cos cortes de seda preta lavrada ; cha-
malote do seda, ondeado o de listras;
meias de seda preta de peso ; supe-
rior setim preto para vestido, panno
prolo de todas as qualidades ; casimi-
ra preta e clstica muito suporior;
chapeos francezesda ultima moda; e
oulras muitas fazendas : tudo muito
cm conta, e com grando sorlimenlo
para escolher: na nova loja de Jos
Morcira Copos & Companhia na ra
do Queimado,, nosqualro-cantos, ca-
sa amarcllla n. 29.
Na loja de Magalhcs & Ir-
mao. na na do Queimado ,
n. 46.
vendem-sc maulas de garco de seda, a 1,600 rs. ;
sarja preta, a mais superior que appareco ; corles
de csmbrsis de seda, 11,000 rs.; ditos do emu-
braia aborta a 5,000 rs.; cortes de clleles com
listraa e palmas do seda a 4,000 rs.; ditos de se-
lim preto de otras, a 4,500 rs. ; dilos fi resino de
cores a 800 rs. ; lencos de seda, muilo finos a 2#
rs.; chales de seda do 14 quartas a 11,000 rs.;
maulas do seda, a 9,000 rs. ; pecas de brotando do
Fiama, com 5 varas a 3,500 rs.; chapeos de sol,
de sed.a a 6,000 rs., com bsicas do ferro ; meri-
no muito fino, a 3,000 e 3,600 rs. ; lanzinhas do dif-
erentes cAi es, para vestidos de senhora, a 360 rs.
o covado; cambra i a de cores, (lo rs. a vara;
brfm de aigO'Jftn para caigas, a 248 n.; ,-iscsdos
francezes, a 220 rs. ; brim branco trnsate da li-
ndo a 1,120e 1,400 rs. a vara ; lucos; mU$ para
homem, senhora menino e menina ; o um sorli-
menlo de fazendas que dcvcn agradar a>s freguezes,
em qualidade o preco. Franqucam-se as amostras.
do bonitas figuras; um dito de meia idado ; 4 mu.
latinhas recolhidas, muito lindas; urna escrava de
racHo, do 16 annos,. que cose, engomma bem o faz
lavarinlo ; 3 ditas mocas, que cosem e engommam
bem; llescravas de todo o sorvico: na ra D-
reita n. 3.
Na lujado nicho ha outra pe.
chincha melhor.
Na loja do nicho, na praemha do livramento
vendem-se chitas oscuras, do pannos finos o tintas
seguras, a 4,400 rs. a peca, e a 120 rs. o covado ; bi-
eos pretos de soda de todas as argas, muito ba,
ralos.
Vendem-se pulseiras de cabello,
obra franceza muito pereita, por preco
commodo: na ra do Cabug, loja n. 3.
Vendem-so duas pretas de nacSo sendo uou
de 14 annos e a outra de 20; urna pardinha de u
annos. todas com habilidades : no beoco do Sara-
palel sobrado n. 12.
Pannos-para Icnces.
Vende-so superior'bretanha de Irlanda, (Jo puro
liulio com duas varas o meia de largura fazenda
de milita ulilidade para Icnces a 3,000rs. a varo;
zuarte azul de vara do largura a 210 rs. o corado;
camhraias lisas a 640, 800 e 1,000 rs. a vara ; len-
cos do seda, dos mais modernos o muito finos, do
melhor gosto a 2,500 rs. ; rolos de brelanlia a
1,800 e 2,000 rs. ; ilii.-i de linho milito lina a 790
c 800 rs. ; cassa para hadados, a 2,600 e 2,800 rs. a
peca ; chales do lita, grandes e do muilo bom gosto ,
a 2,000 o 2,500 rs. ; riscados trancados, do inuilu
boa qualidado para escravos, porserem escurse
de milita duracilo a 200 c220 rs. o covado ; o oiir
tras muitas fazendas por prego muilo cummodo : ni
ra doColIegio, loja nova da estrella, n.l.
Escravos Fugidos.

Vende-so urna grande porglo de movis do
lodo o genero pertcncentes a una familia quo se
relira : no sobradinho do Sr. Corrcia Jnior, na
ruada Concordia a esquerda passando a ponte-
zinha.
LOTKKIA
do Bio-de-Jaheiro.
Vcndcm-sobilhetcs, meios ditos da 9." lotera, a
beneficio do thcalro da imperial calado de Micthe-
roy, no Itccife, loja de cambio da ra da Cadeia, n.
24, da viuvo do Vicira & Filho ; a el les antes que o
vapor do sul chegue, que deve estar aqui uestes
das.
Vendcm se, por preco commodo ,
podros e poldras experimentados e moe-
doresde roda de elegantes figuras no
engerido Curaba da fregue/ia de Tra-
cuuliSem a-tratar como seu proprie-
tario.
Vendcm-se8escravas, sendo: 4protas com al-
gumas habilidades ; duas purdas ; um bonito pardo,
proprio para pagom do20 annos sem defeilos nem
achaques; umu preta do moia idaile por 240,000
rs.: no paleo da S.-Cruz, n. 14, sodirquem vende.
Vende-so, ou permuta-suurna casa terreo, si-
ta na ra do Bom-Suoosso, na ei lado de Oliud*, com
um sitio cm chaos proprios : na piara da Boa-Vis-
la, n. 6, ou narua do.S.-Francisco, casa da esqui-
na que volla para a ra da Florentina.
Ovas do sert&a.
-Vondc-so esleexccllonle petsco ; bem como mui-
lo hons queijos de qualda ,o 150 esleirs do carna-
ha muilo grandes e buin feitas: na ra do Quei-
mado u. 10.
~ Vcudc-soum cavallo alaza"o-fovero, grando ,
proprio para carro por j so ter experimentado : na
ra de S.-Hita, n. 91. Na mesma casa compra-so um
pao para tipoia con os co ai petantes propiros o
qucestejam-einbom uso.
Veiide-ae,o dinheiro, ou o prazo, urna vendo
co m muilo poneos fundos silo em Olindo na ruu
do Malhias-Ferreira, quefaaesquina para a ladeira
da Misericordia : vcnde-se por seu dono se adiar
ni u lo (nenie : a tratar na mesma renda.
Vende-se superioi goniina do mandioca, em
atecas; esleirs de palda do carnauba; sapalOes do
sola e vira ; ditos de couro de lustro : por dolas do
Corpo-Sanlo, vendo n. 62.
; ao de ser mais barato.
Vondem -se corles de fusto branco, amarello c de
oulras coros a 480 ; mursulinas niuio largas a 240
rs. a vara ; ditas escuras, a 4,500 c 4.S00 rs. a pega :
na ra da Cadeia dollecife, n. 32.
Esleirs de Angola
Vendem-so esleirs do Angola ; holachinlia
araruta ; superiores presuntos para fiambro
de
ludo
por prego eoinniodo : no caes da Alfandcga arma-
zem n. 1.
Rio .\ terro-da-Boa-Vista, de-
ro i le da calimba,
he chegado, pelo ultimo navio francez, um com-
pleto sortimento do colgado do todas as qualidades,
tanto para hotnom como pora senhora, meninos o
meninas, por prego mais commodo do que om ou-
tra qualquer parto.
- Vendem-se 35 escravos, sendo: dous escra-
vos carreiros ; um dito cozinheiro ; um dito carpi-
ra ; 4 molecotea de 1 annos; 10 esertvos mogos,
No dia 20 de fevereiro do corrente nnno, des-
apparoceu o crioulo Manool Cahiso do 28 a 30 an-
nos, altura ordinaria chelo do corpo olhos pe-
queos, e vcrmelhos, o om um dellcs parcee ter urna
bilida ps grossos que parecem inchados ; quando
fugio linha em ambas as pomas duas pequeas f-
rulas que talvez ja n!o os tenha mus ha do tera
cicalrizes ; leyou calcas de algodlo azul, jaquel
branca .chapeo de seda yol lio ; anda calgadoi por
se intitular forro ; he sapateiro o intendo do sorvi-
co de padario: quom o pegar Iraga-o a esta typu-
graphia ou a ra de Moras, n. 62 que se grati-
fica r.
<- Fugio, no dia 2 do corrento, o preto Manool,
crioulo, natural do Par, o qual dciembnrcoii
aqui, vindonn Vapor mptrelriz na segunda-fci-
ra, 28de fevereiro prximo passado ; heallo, beqi
preto; tem urna marca de ferro, na porna diroila ;
lovou camisa o calcas azuos, de urna fazenda como
chila chapeo do palha j vclho Este ^reto traba-
Ihou tres diasna capatazia externa d airandeg;
desconfio-se que queira ir para o Rio-Jc-Janeiro,
oonde diz ter mfli; tem andado embarcado e por is-
so tnlvez que tenha procurado olgum navio pora em-
barcar como marinheiro. Itoga-so portanlo, aos
Srs. capities do navios se em ulgum apparecor, o
segurem e mandem levara Arsenio Fortunato da Sil-
va na arcada da alfandcga ou ao Hospicio, n. 4.
A mesma recoinmondagao se faz as autoridades po-
liciaes o capities de campo, os quaes se recompcnsi-
r.1o.
Fugio, no dia 29 do prximo passado, do sobra-
do da ra das Cruzas n. 22, um escravo crioulo, da
nomo Antonio do 20 anuos, estatura regular, gros-
so do corpo, bem piolo, nariz chato, | s um tanto
largos bastante farcola ojiando falla ; levou cal-
gas do estopa camisa de madapolflo com pregas ni
abertura o engommada e foi sem chapeo. Este es-
cravo foi comprado, no dia 3 de dezembro prxima
passado no Sr. Antonio Thomaz da Silva morador
c m Macei, e agora consta que cslc Sr. est moran
do em o Hio-Formoso. Koga-se as autoridades po-
liciaese cnpillosde campo, quo o apprchendame
levem-o a dita casa, que serilo generosamente grati-
ficados.
-- Fugio, no dia 3 do corrente, a parda de ne-
me Rubiana, de 31 minos pouco mais ou menoy,.
he secca do corpo cabellos corridos ; levou coni'
sigo urna cria sua lilha com 2 mezes do nascida e
una trouxa doroupa de urna o outra ; foi vista
estrada de Beberibc, o desconlla-se quo va seguinde
para o Itio-Craiido-do-iNorto d'onilo he natural;
quem a pegar leve-a a ra do Sobo, n.,38, quesera
bem recompensado.
-- Fugio, no dia 3 docorrrento o preta Josopha,
de Angola, de 40 annos ; tem os ps rasados o gros-
sos, procedido do calor de ligado ; levon dous ves-
tidos um do chita prela c oulro de riscado azul ,
panno da Cosa ja velho, com franja branca ; foi es-
crava do engonho Mucupinho. Boga-so as autorida-
des policiacs o capitflos de campo, que u opprohen-
dam e levem-na ao Atcrro-da-Iioa-Visla, junto a nu-
triz loja do marconeiro, de i. C. I, que gratificara
gencrocamenle.
Fugio, na noite dodia 3 para 4 do corrente,
urna escrava crioulo de nomo llaymunda, do 20 a
22 anuos, do cor prela muito retinta, com urna
marca sobre a sobransclha de um dos olhos, pro-
veniente de una queda o outra dita no Vago di-
reito olhos pequeos bem mita do corpo o mul-
to desembaragada ; levou vestido do chita do asien-
to branco com llores do diversas coros, chales da
chita de assonlo azul com ramagens brancas spa-
los do marroquim amarello; suppOe-sn que eslja
acuitada pura as bandas de Poiite-de-Uchua, ou Caia-
po-Crando por ler nestos lugares bstanles amiza-
dcs ; foi vista nos lugares dos Remedios o A fugados :
quema pogar levo a sua senhora nos Coclhos, si-
tio em que lom olaria o Sr. Miguel Carneiro, no so-
brado de um andar junio ao rio, quo ser recom-
pensado generosamente
--Fugio, no dia 5 do crrante, as 10 horas do dia,
o preto Patricio de 30 annos pouco mais ou monos;
lio secco do corpo ; lom urna fstula de um lado da
cara por causa dos denles; levou caigas do risca-
do camisa do algodo ; Taltam-llio denlos na fren-
te j falla lioin descansado por ser crioulo do ser-
illo : quem o pegar leve-o a ra da Cruz, n. 26, que
se gratificara generosamente.
m \
Pehn.
NA TIP. DE B. F. DE PARIA.


Full Text
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