Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05432


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Full Text
Auno de 1848.
Quarta-feira 8
O flitklO nnhltea.se toda o> riii rje b^o) PARTID* DOS CORREIOS.
tkrrm de V""" l,re ''" a"'S'""'"-' hc *
DO rs.porqusrtel, P"""' adianl4SAt. Os an- (oiniina e Parahlbasseiiundas-esextai feint
!untos"a\>*'t^na ,''"' ""/''!" rasoda
r.porlt*, OrS.e,ntrpoH,IIr.le, e as
r ,,-iicuei Pl metadc. Os me 11..0 forem ass.'g-
rfjITerenW, por ead publicado.
PI1ASES DA LUA'NO MKY. DE MARQO.
I oa nova. M >ft "'ore 67 mi. da manbaa.
Qtscenle U. 3 'Oras e 21 min. A rn.nl,..
luaelieiaalM 8 boiaj eM min. da tarde.
!, o"nL 57. 10 uor.s e S min. d. taro..
Rio-tlrande-dn- Norte quinta eirasao meio-dia
tabr, Serinlir.cm, llio-Formoso, Poito-Calvoe
Macelo, rio I.*, a I r 21 de cada mrz
Gii-anlmus e Hiinil i. a S 5'.
lio.-Vi-'a e Flores, a fat*.
Viciar!, s quintas-leiras.
Olinda, todos os dias.
PHEAMArt lK UOil-..
Primeira, s o horas cil n iautoi d.i manilla.
Segunda, as 7 horas e 18 minutos di Urda.
de Mar$o.
AnnoXXV.
N.tfL'
DAS DA SEMANA.
Sagunda. S. Ollegario. Aud. do J.doi orph.
cdo J.do c. da 7 t. eHo J. M. d.J v.
7 Terra. S. ftiomaz de Aquino. Aud. do J.
do el, da I.t. edo 1. de pazdo 2 dist.de t.
8 Quarta. 3. Joode Oeos. Aud.do J. ilociv.
da 2 v. e do J. de paz do dist. de t.
0 Quinta. S. Francisca Romana. Aud. do i.
de orph. e dn J, municipal da l.v.
10 Seila. S. Milito Aud. do J. do civ. da !.
v., e rio J. de pac rio I. dist. de t.
11 Sabbarto. S. Candido. A'id. do J. do civ.
da I., edo i. de pazdo Latid, de I.
1 Domingo. S. Gregorio.
CAMBIOS NO DA 7 DF. MARCO.
SobreLondr2V/, t17*/td. por trs.and.
a Parts 360 rs. por franco.
Lisboa 05 por 100 de premio.
Drsc. de lellras ce boas lirnias I a l| 4 Va *"
OuroOncasbespanholas.... 28*500 a OfOOfl
Metidas do Cioo velh #200 a l|4ni)
a de 61400 nov.. 18/100 a tfOs
a a de 4'000..... 9*000 a 91100
l'rnla Palacei.......... t/910 a 1#M0
Pesos eolumnares... If920 a tf940
a Hitos mexicano!.... I|780 a IfttO
Miuda............. 11900 a l|I
Accoes da comp. do lleberibede 60|000 rs.ao paj
DIARIO DE P
BUCO
PIBTE OFFIC1L.
GOVERNO OA PROVINCIA.
F.XPED1F.NTF, DO DA 24 DO PASSADO.
Ollcio. Ao Inspector do arsenal de marloha, orde-
nando faca per em libe rdade o rrcruta Manoel Joaquiui
de Albuquerqoe, visto como, segundo S. Me. participa,
foi julgado incapaz do servico da armada.
i Portara. Conccdrndo a Pedro Delgado de tiorba de-
missiio do lugar de 6.a upplcnte do juiz municipal e
d'oi pilaos do termo do Po-d'Alho. Nomcou-se para
esse lugar aocidadao Antonio Goncalvcs da Luz, efize-
ram-se as communicaedes do estilo.
Dita. Conccdcndo ao tnajor Jos Joaqtiiin da Rocha
Faria a dispensa pue solleitoii do cargo de I.*supplciite
do subdelegado da Tregurzia dcGoianna. Fol substi-
tuido pelo major Arininio Ai ntrico Tavarrs ta Cunlia
Mello ) e participoii-se ao chele de polica.
Dita. Noinvamio a Antonio uonc.nl ves da Lu para
o posto de tnajor cointnaoiUute da seccao de balallio
da guarda nacional da Glora-de-Goit, vago por se ter
mudado para a comarca rio Itlo-Formoso o cidadao Pe-
lero Delgado de Borba. Participou-sc ao chefe da lc-
"glao da guarda nacional do Po-d'Alho cao notncado.
DEM DO DA 20.
Cilicio. Ao commandante das armas, transmlttindo
as guias do cabn-de-esquadra Conrado Jos Dias e do
toldado Manoel Marinho, pertrncentes ao (i. lialalho
de catadores, e vindos das Alagos na charra ('arinca
Cotiiiiiunicou-sc ao presidente da provincia dasAU-
Buas,
Dito. Ao inspeclor da tliesouraria da fazenda, re-
coiuiiicndando mande indcniUjisar o corpo de polica
daquaotia de H/400 lis.qu* se despendeu coin o cala-
bouco para os guardas tiacionacs. Panicipou-sc ao
commandante geral do corpo de polica.
I'ortaria. Nomeando supplentcs do subdelegado do
2.* dlstrlcto da freguezia de Agoa-Preta: em primeiro
lugar, Pedro Francisco de Albuqtierqttc; em segun-
do, Manoel Machado Leal; eui tercciio, LuIzPerrel-
ra Fialiio em quarto, Miguel Francisco Dinii Macha-
do; cin quinto, Miguel Kibeiro de Araujo Lima;
cem sexto, Jos Dias Ferrcira. Communicoti-sc ao
chefe de policia.
DEM DO DA 28.
Ofnclo.Ao administrador das obras publicas, desig-
nando o engenheiro l.ieitthicr para examinar nsepnccr-
tos de que careceni a ponte dos Arrombados c a nova
estrada dcsta cldade para a de Olinda.
Dito. Ao mesme, declarando que o engenheiro Ro-
drigues da Silva hc que deve dar ao arrematante do 9."
lauco da estrada do Po-d'Alho as explicaces de que el-
le precisar para hab!lilar-se a dar principio ao accresci-
nio da quarta bomba.
Dito. Ao iiiesmo,.significando deve pagar-se ao ar-
rematante da obra c aterro da Capunga o que se Ihe cs-
tiver o dever,visto achar-se ella acabada de conformlda-
de com o orcatncnlo.

EXTERIOR,
I-ISnOA, 28 DE JANEIRO.
V.to-so acctimtilantlo os symplomss do alguma
firatulocalamitlade. J sentimos abalada a nossa co-
ragem. Agora lio ineviiuvel alg:im grande transtor-
no. c o momento extremo vai-se nviinhantio.
m\ O ramo do olivoira colindo entre os ea/aes do Mi-
nho tlesapparcceu : os lourosde Almostor mtircha-
^ ra.ru: os juramentos de uniilo infringirnm-sc: as pro-
sa messasde tolerancia quehrantaram-se,.e as palavras
I de paz nunca mais so ouviram. A tempeslade da
rcacco levot comsigo esperanzas e compromissos,
o deisou confundidos os idolrtras do capricho o da
inconstancia.
A siluaco lio lio grave que os homens mnis sizu-
"los o moderados dosla torra j mpuiiham a opos-
trophc, essa arma demaggica, esse cnico revolu-
cionario. Qtiainlo a patrio est realmente em perl-
go, o nico dever de seus filhn.s he acudir a defendo-
la. Entiio os escrpulos o as hesitncOos s.lo um cri-
ine. I'iisso.lo o momento critico, cada um nodo cui-
dar de sr, mas durante el!o fio preciso corrers ar-
mas, o para Lio justo lm todas s,1o licitas e boas.
O giganto deixa-se enUcgor ons Vilisltos, quer affei-
fuai u degrns aot seus rimes, o quer dormitar. O es-
pectculo cotn quo o qtierom envcrgonluir faz as
suas delicias. Elle v o quo so passa, o folgn do o ver.
lazeui gratule jtisliQa aosou orgnllio o auadigni-
uaile, se o sn|ip0cm Instrumento do vontades a-
meias. A reaecilo lio ello que a promovo o quo a con-
Nos tlissemosque o.Sr.duque dcSoldanha era um
i ruiheu, o que ninguem podio colhe-lo, liga-io.
yuizeram, para nos quebrar os ollios, IcnUr esto fei-
lo, mas o preso escapou de lodos 09 ardis, e tSo
Ujirdejando sobro elle as mais pungentes aposlro-
pnes. O hoinciii esl aguerrido neslo genoro do corn-
uales, o n;1o teme todas as figuras de rhetotica. So-
Ru uiagcstosainento o scu caminlio, o nao o des-
viamdelle cutn plnascs terradorns.
aeismaram que o duqua do Saldanha nito era um
"cciosoxaltado, c nomcarom-n caudilho to tuna
certa pareiatidade. Elle aceitn a merco como urna
'otia, mas mo I lio qulz sacrificar os nlercsses.
t.onserya na sita memoria a lembranca do tio gran-
ir.ii!! i "I5"0 c ,08 I110 acabar esta escriptura uno
ieni tiuvtda em cetler aosdesejos dos seus amigos
''-"o eS a proinpto do ludo pata aquello servico. Su a
'ia ta nova casa tifio for a iesma, pa na farda
leiiia urna gola o canhOes novos. lio preciso outra
PM^niaclo,- mas esa lira-so do masso das que es-
"^-rrvromplas para os casos oceurrentes.
* abusos do direilo demissorio so na verdado
'uproiionsiveia, mas as violencias eleitoraes sao ver-
uadeiramente criminosas. A naao as ultimas olei-
qocs foi dcmillida em massa, o foi demittida contra
a lei. Por que a rasfio os que agora lem com tanto
horror as listas expurgatorias notremeram dn in-
dignaefio pela crucldade dos assassinatos, o pelo
desaforo das falsiicaQfies com que. o paiz foi desapos-
satlo da sua primeira o mais sagrada prcrogativa ?
O nobre duque tambem entilo assistia drsassombra-
do n este espectculo do sanguc o do torpeza., o pro-
parava-so para o cnnverler n'uma ovacflo para elle.
Aondc cstnvam cntflo as apostrophes vehementes dn
dio tlehoje Aondocstavam as formas demosthe-
hicas dcsta nova Filippica ? A eloquencia patritica
dormitavo por csses lempos ao lado do duque, 'quo
sonhava concortlias o abracos.
J era touipti tic os homens pensadores so desen-
gaaren! que a nossa siluaco demanda serios cuida-
dos, o que os males pblicos niio pdem remediar-
se jugando com as paixffcs, o com as fraque/as do
individuos, queja tifio pdem fazer senfio mal, eque
aiiuiii niiiit pulor, ssSv quizesse.rn cr.c;;!sv. Te-
mos desandado tutiilo no caminho ta liherdado
constitucional para potlermos ochar salvadlo fra
tos grandes principios o das grandes resolutjs.
DEM, 30 DE JANEIRO. .
O partido liberal em Portugal nao ptle crer que tres
grandes nacOes se cnlligassein para o trahlr, c tcm inul-
ta conllanca na influencia Inglesa, que he hoje pelo
consenso de todos o nico auxiliar das ideias liberaes na
Europa.
O espirito publico est continuamente agilado pelo
luxo e refluxo de espera tifas e receios, cm que o man-
teen-, a; noticias encontradas sobre as inlenjfles da di.
prbmaeia a nosso respeito. He til apresenlar-lhe os
dados, qne o habilitem a julgar por si mesino, c a ve-
as cousas como rilas realmente sito.
Urna das condlcdcs do protocollo era, como se sabe, a
convocacAo do parlamento. Esta clausula mportava
nina suspeico de inconstitucionalidade laucada sobre
o govoruo, e elle confessou essa uspeifan aceilanilo a
clausula. \ questo porttigueza nao versava sobre a
inteirupcao das convoescSes parlainriitares, mss obre
a legalidadc da representacao nacional. P.irl.inicntns
sempre os tlulia havido : cicifdcs livres nunca se li-
nliaiu fclto.
Havia, portento, no Tundo tlaquellas eslpular;0es
urna inlencilo importante, que se dcr|vava da ques-
tiomcsma, eque era escusatlo declarar por pala-
vras. Essa inlcncSocra o verdado em todos os actos
eleitoraes, porque sem ella o protocollo era urna
oslipulaiilo vfia, e inconnexa com os acontccimcn-
trJS que lite linhaiii dado origutn. O uoverno porlu-
guezsophismou o protocollo, como j tinha sophis-
mado a corla. Tendo quebrantado as estipularles na-
cionaes, que obrigavam ao cumprimentti fiel do sys-
teina conslitucional, quchranlou depois as cstipu-
lacfies tliplotnalicas quo linham corroburado as
otitras.
Foi sempre intcngo do governo dar-so por des-
embarazado tos devores do protocollo. logo que
podessesalisfazer a quarta condigno dello com a
rcutii.lo das cmaras, mas ntlo podendo negar-se a
recouhecer esta obrigagio nflo pode tambem contes-
tar s potencias, com quem se obrigou, o direito de
julgarem se tal obrigaclo estova bom cumprid,
quando o pelo modo que se llics propozesse. DrJSle
motloa questfo sobre o valor moral tic todos os
actos que se referetn cxccuco do protocollo res-
peita as pontencias contratantes, e urna nota do
Sr. duque do Saldunha abri francamente o debato
dola com os gabinetes interventores.
No dia 2 de Janeiro reuniram-se as cmaras c no
dia 3 o Sr. duque to Saldanha notilicou aos minis-
tros das potencias signatarias do protocollo o cum-
primeuto dellc. A nota, pela qual se fez esta cotn-
municactTo, segundo o que so le no Times, lio do
theorseguinle :
< Tenlloa honra docommtinicar a V. Excs. quo
hontotn leve logara sessfio real d'abertura das cor-
les da nacfio poi lugueza, o com este acto o proto-
colln de 21 do maio do anno passado rocebeu a sua
tnleira e completa execuefio.
Entrando por estes meios pacilicos no verdadei-
ro caminho constitucional, e estando as cortes pr-
ximas a oceupar-se das medidas que as necessida-
des publicas requerem, com o fim de reparar os ma-
les que allligiram o roino, Sua Magestade, a rainha,
minha augusta ama, leudo a maior a satisfacflo por
leroblido esto importante resultado, me eucarrega
do rogara V. Excs., quoiram ftrzer conhecer aos au-
gustos alliados de Soa Magestade nos termos mais
significativos a expressfio dos seus profundos agra-
decimentos pola mancira por quo ellos Iho preslo-
ram o suu auxilio, o a cuadjuvaratn a eslabelecer a
|iacificacfio do reino.
a A prove to a occasifo de reiterar a V. Excs. a ex-
pressfio dos senlimentos du alta considcragilo, etc.
O duque de Saldanha.
Para.s. excs. i. i.uz Lopes de la Torro Ayion,
harflode Varenares, Sir. Ilamilton Soymour.
Os ministros de Franca o Hespanha deram a esta
nota simples respostas de expediente sem deixaretn
apparecer o mais ligeiro indicio da sua opinifio,
nem prejudicarem a dos seus respectivos governos.
A ola da resposta do ministro iugloz he mais ex-
plcita e significativa. Eis-aqui a copia della, uxtra-
hida do 2'i'me.s do 17.
lcar-lhe qnto longe estat de ajustar-se esta opl-
nifto com a que tem o governo de Sua Magestade Rri-
tannica a respeito dos actos que precoderom aber-
tura das cortes, nem he provavel quo a opinifio do
mestno govorno sobre este ponto me seja condecida
antes do novas communicagOcs com os gabinetos de
Paris o Madrid.
Entretanto he do mcu dever levar a nota de V.
Exc. an eonhecimcnlo do governo do Sua Magesta-
de, o qual em todo o caso ter muita satisfagilo pe-
las cxpresscs com que a rainha, vossa augusta
ama, houve por bem recouhecer os esforcos dos ai-
liados de Sua Magestade para a pacificarlo do reino
Aproveito esta ocensifo para repetir V. Exc. a
seguranza da minha consideraco. G. Unmillon
Srymour. AS. Exc. o duque de Saldanha.
Estes dous documentos apresentam claramente o
estado da questfo. A diplomacia est julgando em
ultima instancia a causa daslibenlades porluguezas.
A scnlenca que ella tiver ha de em breve ser coniic-
cda do publico. A Inglaterra toinou em mlo o ne-
gocio, e solicita as narocs suos companhoirns na
nleivetiQo para a secundarcm nocumprimento das
ubrigagOcs, que todas lomaram por esse feito. A
Franca c a Hespanha scrOoou j fram emprazadas
para declararen) se por sua parte achara cumprido o
protocollo polos actos com quo o governo porluguez
otl por satisfeilo As respostas destes dous gabine-
tes doterminarflo a politica futura do Inglaterra; por-
que, so anda para este caso subsistir enlro as naces
iulervenloras o aecrdo do que resultou a nvasfo
do Portugal, essas mesma potencias contlrangarSo
sem duvida o governo porluguez a cumprir a carta ;
e su pelo contrario esse aecrdo desapparocor, he
natural quo a Inglaterra nflo nos deixe sem o hon-
roso patrocinio quo boje est dando a todos os po-
vos aspirantes liberdado constitucional, o quo nfiu
abdiquen sua influencia em Portugal quando ella
toinou o prestigio da popularidndc, de que raras vc-
zes tem gozado. Este o estado da quesillo.
DEM, 31 DE JANEIRO.
O drama que vai comec,ar a ropresent'ar-se as
duas casas do parlamento porluguez he de um ge-
nero to bnixamento cmico e tilo indecente, quo
nflo ho sem algtim escrpulo o bem entendida re-
pugnancia que o acceitamos da tribuna para o cam-
po da imprensa.
Parece-nos indecente o ohjecto, miseraveis qs
meios, execrandos os fins, esobre tudo ridiculissi-
mo o modo.
O protocollo tralou da corte edo chefe do estado
como poder obsol'uto, do partido progressista como
embaraco armado e legal ao exerccio dnquello po-
der ; o dos (la brnes o seus partidarios como causas
de pcrlurbagao, to desorden o do malvers.iQfio.
Ao chefe do estado como potlr absoluto impoz-
Iho o rgimen constitucional ; ao partido progres-
sista obrigou-o a dcsarmar-se, porquo iam cessar
as causas que legalisavam a sua resistencia; aos
Cahraes enxotou-os como aos vendelhOcs do tem-
plo, prestando homenagem opinifio da Europa in-
leira, que os aecusava do revolucionarios, o de pou-
co escrupulosos na gerencia dos tlioheiros pbli-
cos.
Se o protocollo interpreto!) com injusticn as inten-
roes ilo chele d(i estado, SO julgOU eotu severidad!!
os seus actos, so lhe attrbuioa iuloncflo de ususpar
Pesposta :
a Lisboa 5 de Janeiro de 18*8. Senhor duque.
Tivo a honra do recebor a nota collcctiva, que V.
Exc. me dirigi em 3 do Corrento a mim e uo mi-
nistro de Franca o de Hespanha, na qual V. Exc. me
communica que, estando aborta a sessfio tas corles,
o protocollo tic 21 de maio passado, segundo a opi-
nifio do governo de Sua Magestade Fidelissima, reco-
beu o sn inleiro o absoluto cumprimoiiio.
Devo observar a V". Exc. que nao posso signi-
pet peina tu fiilo as altribuif oes dos otilros poderes
eslado, embora : tifio hc esta a occasifo de tratar un
negocio cuja sontenca a parto inlcressada aceilou, c
do que exigi logo a mais rpida o violenja execu-
efio. O embaixador tle S. M. F. em Londres era o pro-
prio fiara reagir contra o slygma imposto pelos re-
presentantes da Inglaterra, Franca c Hespanha, re-
cusando a sua assignalura ao protocollo tle 21 de
maio; e ao ministerio porluguez cumpria nflo aceta-
lo, se elle era deshonroso para a cora : so o nffo II-
zcram, nfo so aos poder exigir quo sejamos mnis
realistas do que a realeza. Nflo lio, pois, do dcsaggra-
var o elude do estado oiiondido pela tribuna, o pela
imprcusa das migos iiiaiscivilisadas da Europa, que
vai oceupar-se o parlamento porluguez.
O partido progressista foi desarmado Ircsvezes:
a primeira pelas Torcas estrangeiras ; asegunda pe-
los destacamentos protectores to duque de Satdanna,
oa terceira pela portara doGorjfio contra as caga-
deiras. Anda fui desarmado quarta vez, porque a ul-
tima arma que devia roslar-llic, a arma legal da ur-
na, essa mesma I hc arranca rato com a falsilicncfodos
recenseamentoso mais fraudes eleitoraes, quo fize-
ram ila e le i cao do 46 urna poca detorpezas inacrc-
ditavois-
Sem reprosentaglo na cmara dos deputados, o
partido progressista nao podorfazor ouvir as suas
quoixas na tribuna, mas que as podesso levar all,
quo na cmara dos pares exponha claramente a sua
iustica, niio ser contra o protocollo que se hade
levantar a sua voz.
A iiccilaco do protocollo foi um acto indecente,
mas o jiensainento, quoodictou da parto dos a II la-
dos, devia de ser oesiabeleeimento do governo re-
prasciitativo, o o acabanienlo daquclla santa emo-
derada forma do governo, que povonva os arcaes da
frica com os mais honrados restos dos bravos do
Miudello, com os qoe deviam inorrer honrailos pe-
lo favor do llirono cujos aliccrces regaram profusa-
mente com oseu saugue. O partido progressista tem
direilo a exigir dos adiados o cumprimento das suas
promessns, nina Ierra que Ibes seja patria um go-
vorno que Ibes de proteccilo, o que llios adminis-
tre juslica, o asganmiias t|uo a le do eslado asse-
gura, o que fram gaulias em centenares do comba-
tes a cusa de muito o precioso sangue porluguez
oas nao he dessa resliluigao t'rt iniearsm quo tera
de oceupar-se o parlamento.
De quo se trata, pois r D'um nico ohjecto, d'tima
nica restauraco.
O parlamento porluguez vai chamar barra a Eu-
ropa inteira, e all castigar severamente os insolen-
tes quo ousaram prem duvida a limpeza do mfios
dos Sis. Cabrees.
O conde de Thomar nflo dir chamram-mo la-
drlo, o eu cstou pobre como Job ; chamaram-mo
revolucionario, o eu anda mo liz una rovolucfio;
chamaram-me provocador de odios contra o sobera-
no, o nunca ello foi mnis respeilado como no lem-
po, o tlcpoisdo mcu governo.
Nenhuina tiestas cousss dir o condo de Thomar,
porqueS. Exc. tem palacios o caslellos, anda nflo
foz senilo motins c desordens, e nunca o chefe do es-
tado leve menores sympathins, nunca tova de por a
cornaos ps dos eslrangciros senflo depois queS.
Exc. so introduzio nos concelhos da cora.
O conde tle Thomar preparou sombra de nm
ministerio quasi irresponsavel o analphaboto unta
inaiorf eabrniisiu, depois de rcproduzir as rases
que a opposicSo tantas vezes nulvciisou na tribuna
o na imprensa receber a u)soIvjq1o plenaria do
tudo quanlo fez, e a Europa ver com pasmo e com
nm soi riso de desprezo os cumplices julgando os
seus proprios cheles, o juslificando-os dos feitos do
que cada um dellcs foi instrumento activissiroo e
Incessante.
As cmaras vioorcupar-so, pois, do um negocio
de familia, o preparar a ovaefo quo ha do conauzir
s portas do paco real o condo do Thomar o seus ir-
mflos.
Esta situacno, qusn.loho destituida do novidade
nos paizes constilucionaes, esta reslauracflo mais
oxigente o frentica quo a dos llourbons em Franca,
eonitn um cunho do ridiculo, urna necessidade do
agitacao o de violencias, e tilo iuevilaveis desgrn-
eas paroslo pai, que nem os proprios instrumen-
tos dessa ebra du iniquidado o descnhcccm; mas,
passada a hora de instaurar um governo conciliador,
luirnic c constitucional, uo ha parsgen; posstve!
para cues al aorochedo ondeos chama irrcsiativel-
mento a correle dos proprios desvarios, o ontle
praza a Dos que o naufragio nao nos perca a todos
nos.
A independencia do Portugal, a sorte do seu lliro-
no, o sangue do povo porluguez,jluilo arremegaram
os Cabraesao fosso quo os sopara ilo poder at quo
bem cheio Ibes abra o caminho para o sondado po-
to/i de novas riquezas o de iucalculaveis abusos de
atiloridade.
Seja pois assim.Se a Europa o consentir,Dos ve-
lara por nos.Queira elle salvar o throno, a nacfio e
os assos proprios i ni nugos.
A cmara dos pares chamou hoje sobre si a attencao
publica. Erajustica. A cmara electiva deu o que havia
tle dar. As altas.capacidades que ella encerra tratam d
salvar o paiz as cominisscies, c desdenham de electri-
sar as massas com os vtis da sua eloquencia. Toda a
agitaco, toda a enrr^ia que sempre acompanba as as-
seinbias democrticas, passou para a cmara heredi-
taria.
O grande honicn ia justificar-sc, c confundir os seus
in i nngos, oannuncio otllcial deslc acontec ment cor-
rer de bocea em bocea ; e fliera estremecer a pTopria
Inglaterra.
Este povo que se levantara cm massa contra a admi-
nistracao do eoudc de Thomar, csses parlamentos que
linham tido a audacia de duvidar da sua hooestiaa-
de, csses governas ineptos que haviain prestado o sen
soccorro, sb a coudicao ciprcssa da sua rxclusiio do
potler, iam todos convencer-te da altura das suas eO'u-
cepvoe.s governalivas, e dus meios innocentes emprea-
dos para as executar.
Mas anula foi maior o assombro, quando o profundo
estadista, cm vcx de colher logo as palmas do tritimpho,
se apresentou como simples reo. Esta adinlravel inodct-
tia cora dignamente a sua victoria. A niaioria que re-
conhecia a priori a cxcellcncla das suas intencOes, quasi
que se ia alerantando para protestar da falsidade du
epitbeto. lnfelitmeute poucu lempo lhe |oude durar
esse desejo: oSr. conde deThoinar nao se del'endeu
accu.suu : aquella anglica natureza nao he capaz de
sustentar, nem por bvpotbcse, um papel que a des-
dourc.
O discurso foi a reprodtirito calculada dos artlgot do
Estandarte. O orador extasiou-sc peranle a ordem que
havia reinado durante a sua aduiiiiislracao, c diste que
as rcvoluocs titiham partido dos jeus adversarios. Esta '.
asserciio tcm bastante de maiavilhosa. Pois seria o pro- ,
pilo governo que conspirasse contra si? Em iienhuin
paiz do ni mido ha cxeinplo de scmelhaiite extravagan-
cia-: s em Portugal ha um precedente, c pertence ao
pi optio orador; foi elle o chele da revoluco de 1842,
e nesse ponto uingueiu lhe pode negar as honras da orl-
giualidadc.
A imaginafo de S. Ex. foi verdaderamente fecunda
quando pintou o estado do paiz antes da revoluco de
maio. A admiracao para euiusigu mcsiiio toeou os limi-
tes da adoraco. Ajoclliou peraote as luaravilbas do cr-
dito, daactividade da industria, da veloeldade das es-
tradas, da abundancia do numerario, e sobretudo da-
quclla paz ociaviana, que ameacava fechar para sciupre
os portas do tempio de Juno.
Accusam o ineu ministerio de commetter illegalida-
dcs? Pois aonde te vlram elfiedes mais livres que as
del8t?
Esta appellacao impudente contelencia do paiz, bas-
ta t para caracterisar como deve lodo oteu discurso.
Se naquelle inouicnlo as sombras das victimas se er-
guessem das campas, lalvez assim inrsiiio nao retrahis-
se as suas palavras. Acrcditamo-lo lirmemcntc, utas
mi leve reiiiorsos de ir revolver as cinzas de um illus-
tre linadu, do Sr. Moutlnbo de Albuquerque, para se ser-
vir miseravelmcnte das primeiras ludias de um ollicio
des:: ao Sr. duque de Falmella, em que declarava que
a revoluco nao livera a sua principal origem as lela
da decima de repariicao, das estradas e de sade publi-
ca ; he capaz de tudo. E quando o Sr. coude de Lavradio
lhe pedio que leste todo o ollicio, respondeu que s lia
o ue (he /lisio cont. Aceitamos a declaracao, e o paiz
ha de tambem registra-la. Mutilar o pensaniento de um
homein, cuja memoria elle mais duque uinguein de-,
via reapeltar.c applaudlr-se petulantemente desta safada
I rabullce foi na realidade tornar-sc inferior indignacao '
'


publica. (Vorador desplo ai suas prctencoes de estadista,
paraseaprosentarcomhe, e como ha dcsersempre,
umpaopim faccioso.
A opposicao da cmara de 1846 exista apenas por um
descuido generoso deS. Ex. Quli ter de* depulados pa-
ra o advertircm de qualquer excesso de legalidade. Fe-
lmente arrependeu-se cedo deste rasgo misericordio-
so, k ioVC rasjo: essa pequea phalangeconcentrou em
6i as sympathias do paiz.emezes depois as prophecias se-
extenUC Parlira"i. vcrificaram-sc em toda a sua
Esperamos a ultima paite do discurso de S. Ex. Ha de
On.ni 80breJ1o nosss negocios com as nacOes alliadas.
yuei cinos%-r cuino o. mbaixador em Madrid, que so-
iicitou a intei vrnciio fnstlHcn esses extremos pela inde-
periei,cla naional, que demonstrou o presidente da as-
sociacao da Ra dot Morros.
m S. Exc. nlo he exclusivo : a aecusaclodo venali-
u.uounua toma para si, o para seu irmio, a quem
principalmente tem sido dirigida : repartio-a mag-
nnimamente por todo o ministerio: quiz assoca-
10 as honras do seu injusto martyrio. S. Exc. nflo
deciinou a qualidade, mas a quantidade da concus-
ninL-r n0U qU.e a 8Ua Propriedade em Thomar
3o renda 528 conlos do ris, como aleivosamenle
tirilla repelido um memoro do parlamento inglez
S
das aquella, figuras. Esta obra primorosa leve expo.
U, por alguns das, na lo ja do pnsleleiro qne a fez.
(Coroetpondeneia do Heraldo.)
ecbor en diu para nflo prevaricar
jlooquepossuia por 8 mil crusa'dos, lioje nflo v
P,',!!,5n08de.a8 cont tacto hnanceiro quo omproga para fazer medrar a
Ma ortuna oapplicasso em beneficio do paiz, nscu-
hanamos o alvitro do Lelio e /.olio, o poderiamos lo-
os andar do sege como o honrado conde.
"> fcxc. continua amanhla a sua apologa.
[Revoluto de Setembro.]
GKAM-BBETANHA.
LONDRES, 5 DE JANEIRO.
Kis-aqui a formula do juramento que devem prestar
os Judeos que toinareiu assento no parlamento.
Juro c prometi solemnemente ser subdito fiel e
tributario de S. M. a rainha Victoria ; c que a defende-
r! de todas as couspiracSej c tentativas que sefizerem
contra a sua pessoa, cora e dinnidsy.. Pro!"in fiel-
mente inanter, sustentar e defender com todas as iiii-
nlias (prcas a suecessiio ao throno, que segundo o con-
texto de urna cana intitulada : Ana pura n nnv
limites da corda, e melhor banca dos direitos e llberda-
deg do subdito est c se conserva limitada apiincea
bophia cleitora de Hanovor, e a seus herdeiros protes-
tantes negando-mc a prestar obediencia de qualquer
.modo que seja a outra pessoa que aspire ao throno.
Dcsapprovo c abjuro solemnemente todos c quaes-
quer designios de alterar ou destruir a presente forma
la igreja anglicana, segundo se aoha eslabclccida pela
le deste reino ; c juro solemnemente nao fazer uso em
tempo algum de qualquer privilegio a que tenha ou
possa ter dircito, que perturbe ou poa perturbar o
governo protestante do Reino-Unido ; c com toda a so-
lemnidade, c perantc Decs declaro e certifico que faco a
presente declaracao e quanlo nclla se conim no senti-
do genuino c ordinario das palavras, da formula deste
juramento, sem nenhuma reslriccao ou reserva mentai :
assiinDeos me ajude.
Os Judeos licam anda inhabilitados para os cargos
I"*'icatholicos nao lie tambem dado ejercitar:
luto podciu ser juitis, grio-chancclleres. guarda-sellos,
lord logar-tenentcs ou governadores da Irlanda.
Jaopouco pdem solicitar admissao aos beneficios cc-
clcsiasticos.
(Morning Chroniclt.)
FRICA PORTUGUEZA.
Rccobmos jomaos de I/>anda desde 16 do outu-
bro al 13 de novembro do anno passado, e pelas
providencias nelles publicadas v-seque o governo
do Angola se oceupa dosvcladamente da sua admi-
nistraglo.
Adiamos lambem uestes jornaes noticias eslals-
ticas mu preciosas, e importantes de quo vamos
dar um breve resumo.
Aimnortacuoecxnnrtne.no na alfunrW ,1 Rn.
guclla no mez de setembro tinha sido a seguinte:
A importaco em valore 43:698,355 ris, -sondo em
navios nacionaes 32:067,980 ris.
A exportac&o foi de 1:992,500 ris, toda em navios
nacionaes. Os direitos arrecadados naalfandega im-
portaran! om 4:183,756 ris.
Em Loanda ha um hospital militar dirigido polo
Sr. Basts, onde se trataram no mez de setombro
iiii el occ"sl"0' dlsse nfl. feninesma.q"anfla- O nobre conde neslo ponto i ment 73, sahiram curados 199; por esta occasiilo
conario : liaseis annos pedia para re-lfuz aquelle facultativo as observaces seguimos,
ha tres dava tu- iquoextraliimos do Botelim oflicial do govorno geral
" da provincia de Angola :
a Arinuncimos quo, urna vez desterrado o terror
que aos Europcus causava esle paiz, pela mortandade
que costumava largamcnto pesar sobro el les, olle,
deixando de ser lauto temido, seria por lodos os
Portilguezos buscado; porquantoa palrio, j cau-
sada, dilacerada por continuas commoedes polticas,
e do todo esbausta, com diHiculdadc pedera offerc-
cer-lhcs os nicios do all vivor.
Era iiussii conviceflo que o resultado do Irata-
mento bojo aqui empregado conlra as febres do An-
gola, em oulro lempo gravissimas, o muitas vezes
morlacs, boje do fcil cura em quasi lodos os casos,
proclamado ncsla ful ha, deveria un dia trazertuna
colbcita tilo proveilosa, o para a qual nos pelos nos-
sos constantes e laboriosos dosvelos lodos os das
dispunhamos oslo ingrato slo.
a Foi osla urna esperanca que, nos momentos de
cSni'critG a que siiiuS ubjuitos, pdu s ui-nos a
coragem necessaria para supportar failigas&em nu-
mero, c ir de encontr, o destruir preconecitos quo
seoppunhan ao verdadeiro progrosso da medicina
neslo paiz; e que lornaram esta tarifa mais penosa
doqueofra, senflo cncontrassemos aquellos obs-
tculos.
ii llojo felizmente, se nlo lio j realisado o nosso
vaticinio, he claro que nSo esla longe o tempo om
quo o nosso volho Portugal mande seus fi I los so m
receio a esla colonia, para que elles daqui Ihc levem
as riquezas de que tanto carece ; o que, com o an-
dar dos tempo, o passaJa u crise nogro-plu'la, quo
hojo em parto annulla os esforcos do governo desta
provincia, o difficulla a realisaeflo dos melhorame ti-
tos projeelados, eem parto j comecados, el les aqui
virti fcilmente adquirir
Conliece-sej lioje una enrgica rehabililac.30
dos nimos oulr'ora timoratos. Esla reacco, forle
boje, constante no futuro, he precursora do urna no-
va era, que deve ser feliz e duradoura, porque ho
bascada sobre elementos do seguranca pessoal, o do
mclboramcutos do paiz, que devom, osles promotlor
facilidadc para adquiriros bens da fortuna, aquella
probabilidado de poder ter longos annos para go-
za-los.
A missSo por nos emprobendida caminha a pas-
so seguro e (irme. A morlalidado rcduzida que
seencontra nos bospilacs da Europa prova bein que
as nossas asserefies fi\ram verdadeiras quanJo pro-
mettomos, c as nossas esperanzas bem fundadas
quando contamos que ainda veramos raiar o dia
em que esle paiz deixaria os andrajos morluarios
para rcsveslir a galas da felicdade. lioje os movi-
mentos dos dous bospilacs desta cdade o mostram.
No militar nao cbeginos a perder dous por cont
dos enfermos que all fraiii tratados; puslo quo
Ircs que pereccram de diarrhea l'ossem dos degrada-
dos, novamenteaqui ebegados.
O hospital da Misericordia deu a morlalidado
igualados bospitaescvisda Europa. S um on-
fermo niorrcu de febre, sendo os outros victimas do
molestias communs a todos os paizes. Di: M. M.
II. de llatlos, physico-mr.
Em Loanda ha mais ou'.ro hospital, o da Misericor-
dia, cojo movimento no mez de setembro foi:
trasladados 30; morios 4; licaram ni tralamonto
13; sahiram curados 13.
Em llenguella ha tambem um hospital cujo mo-
vimento no mez de setembro foi o seguinte : tra-
tados 26; sahiram curados 16; licaram em tra-
taineiilo 10; tifio houvc fallecimento algum.
Os doenles fram poucos e as molestias benig-
nas, segundo observa o respectivo facultativo o Sr.
Fernanda Pires; u altribuu a diminuicao das mo-
leslias uioiiilica^iio do clima, por etTeitos dos pro-
gressivos inelhorainenlos que tem expeiiineulado,
o aos cuidados hygienicos empregados.
IDKH 7.
Iloutcm noitc publicou o governo a couta do anno
de 1847, que, aegundo a contabilidade oflicialmenlc cs-
tabelccida cm Inglaterra, (inda no dia 5 de Janeiro de
cada anno.
O dtficit toia\ ijn aano de 1647 sobe a libras slcrlinas
2.217.454. Os peridicos ministeriaes para consolarem o
publico, dizein que o mesmo dficit he muito menor do
que devra temerse. Apezar dos esforfos de lord John
II usseii todos perguntam com que meios conla o gover-
no para restabelecer o equilibrio entre a receita e dcs-
peza. O emprcstiino, que parece indispensavel, cubri-
r o dficit actual, mas nao basta para firmar o equili-
brio do orcamento. He, pois, necessario que o gabinete
cure de augmentar os rendimentos por mais de um no-
vo recurso permanente. O augmento do imposto sobre
as rendas (ineomc tax) nao bastar, porque a crsc com-
mercial c monetaria, abateu milito as rendas de quas
todas as casas : para que o meme lax produza tanto
como o anno anterior, ser preciso augmcnta-lo por to-
dos os modos.
Se hotivrrinos de dar crdito ao que fdicmn pessoas
que tceiu intima rclaco com lard John Uussell, couta
este propr u tributo no gaz, que dar uns duzentos
milhoes de reales por anno. Cobrar-se-ha o tributo na
rasan de cinco re* por cada mil pes cbicos. He certo
que de todos os ramos de industria, o do fabrico do
t;aj, he o mais prospero, e que d maiores inlercsses.
So cm Londres ha quatorzc comp.nnliias de gaz, que lu-
craiu anr.ualmcnte seiscciilas mil libras slerlinas. He,
poi tanto, justo que, no momento cm que t3o sobrecar-
regadas csto asdemais industrias, contribua esta igual-
incntc com o seu Quantum A propriedade tai ritorial he
nipossivel sobrecarrega-la mais, especialmente depois
da abolicao dos ceicaes. Sobre a propriedade territo-
nal pesamos tmpostos sobre Inxo, mu consideraveis
ni Inglaterra, e lancando-sc-llie agora novos tributos,
corre o perlgo de que diminuam os oulros, c o impos-
to sobre o luxo produi grandes quantias, porque re pa-
ga por criados, carmagens c caes ; de forma que o ter,
l'orueuiplo, dote criados, (Ciista 7,636 reales aunuaes,
aleiu do salario que vencem. Al o poder usar do sello
nas armas de familia, custa 240 reales. Paga tributo o
que tem baixela de prata, c quem tem criados que usem
nu a de seda. Quando um esiiangeiro chega a Londres,
censura o ver lacaios com o cabello empoado ; e mal
mbc ciic que he urna oslt-utacao que cusa cara. Final-
mente, no pas classico da liberdade precsa-se de liccn-
ca das autoridades liscaes para nascer, para comer, pa-
ra dormir, para casar, para qualquer se divertir, c al
para exalar o derradeiro suspiro.
O duque da Victoria, na vespera da sua sabida de
Londres, tere a honra, pela primeira vez, de ser rece-
1-nlo pela rainha Victoria, que o tratou com toda a con-
snlcracao.
Tcnlin observado que cm .Hcspanha c Franca se tem
dado muito mais importancia do que entre nos carta
>|iie 0 duque de Vallington cscieveu sobre o estado de
defensa das costas tic Inglaterra, como se este paiz csli-
vesae para ser invadido pela Franca.....O Punch con
--------wv-.....~...uu t... .lau^a.....\j i unen luii .......... *,... ,.w. v.
teuisobre! esteassiimpto un; artigo picante, que, real-'niilbOcs do cruzados ]
nchte, expressa a verdadeira opinlao publica sobre a
carta do duque aucio. Diz elle que nao ha duvida de
que o hroe de Walerloo exagerou de proposito o esta-
llo das cousas para causar amargura ao gabinete whlg,
de quem he adversario como bom ultra-tory que he.
I o pouco se assuslon o paiz com as carias do duque,
pie todos fallain no ai ligo do Punch, que pinta Londres
invadida por mu excrcito fraucc/. s ordeus do marc-
< h I Bugeaud ; ditendo a tal respe!lo aquelle peridico
' "lisas cugracadissimas.
Ilontem apnarcecu na mesa da rainha tuna torta com
* de -dimetro, que, na oplnio dos entendedores
.TAobra.prima de pasielaria. Representaba a torta
templo da gloria, contendn os tropheos das victorias al-
< aneadas ltimamente na China c Indias. Prodigiosa
(|iiantidade de figuras allcgoiicas atlornava o templo por
tlentroa por Wra. Apertando-se urna mola oceulta ou-
; ia-se su" niiisi.-a NOTICIAS DIVERSAS.
As noticias do S.-Pctcrsburgo om 10 tle dozem-
bro seferem-sc ceremonia da inauguraco'da maio-
ridade do grio-duque Constantino, lilho segundo
do imperador, que comega o seu 26." anno de ida-
de. A ceremonia foi ao mesmo lempo religiosa, e
de corte. 0 imperador brindou com urna riquissi-
ma caixa cravejada de diamantes ao general que ti-
nha sido aio do grflo-duquo; e elle, querendo assig-
nalarocomeco da sua maioiidadc por um aclo de
beneficencia, mandou distribuir una somma de
7,500 rublos de prata pelos indigentes da capital.
I.-ic no Conslilulionnel: .No 1. de agosto
desto anuo (1847) havia em Paria.e nos seus arre-
dores 25,000 Inglczes. lluvia 7,000em Bolonha e
4,000 cm Calais; c 25,000 residiam em diversas ou-
tras torras om Franca. Avaliava-so a despeza quo
razian} cm perlo de 5:000,00o sterliuos'L quasi 50
*-- Lomos no Conslilulionnel o seguinte :
Fratricidio Anarracflo do seguinte allentado
far lemLfraraos nossos leiloros urna scona de Ca-
raibas. Pedro Narciso Guillemot malou seu irmflo
Edmundo Jolo 3aptisla, em circumslancias que,
consideradas juridicamcnle, soriam talvezattenuan-
tes, mas que, olhadas sb oulro aspecto, tomain
corlo carcter particular do brutalidade selvagem.
O logarejo de 'lites- FatUesiiHo se compOe, todo
elle, de mais do cinco babitacOcs, pcrleucoutes
familia (iiillemont, a qual Forma all urna seme-
Ihanca to colonia.
Ochefeque presido a esla especio do tribu con-
cedou a cada unido seus lillios corla porgSo de ter-
reno para o cultivaren!, o ubi fa/oro.n as suas cous-
triicgOes ; porm, u3o iiouvo oto algum do a tuna-
qSo, que dase possedos filhos um carcter defi-
nitivo e irrevogavel; dosorteque seopai, se assim
conseguio por urna partealcancaro rospeitoe sub-
misslo dos filhos, foi por oulro lado crear urna cau-
sa permanente de discordias. Cada um dos inte-
ressados conheccti logo a possibidndo de vir a ser
desapossado de seus bar.s; o o grao do afleicfto ma-
nifestado pelo pai a uns he para os outros urna
aincaca, que os torna mutuamente aggressores c
violentos.
Semelhando as pessoas que vivem solitarias nos
bosques, os nicnibros da familia Guillemot teora
enntrahido hbitos selvagons, que frequentemonte
passam a violencias Imitaos.
Corto diu cm que urna sobrinha de Pedro apanha-
U-------!----------, _____ ._, .._..?_ IL- 1!-
' IIUI l i i,u.J II lllll l se seu lio:
Para quo apanhas lu isso ?
A crianza, intimidada pelo tom spero do inter-
locutor, flcou silenciosa ; e como seu pai entilo ap-
parecesse, o irmflo repetio ao outro o que tinha dito
sobrinha.
Nao, respondeu Edmundo, mas, quando assim
fosse, estas hervilhas tanto pertencem a mim como
a ti.
Seria isto urna llusflos contingencias do arbi-
trio paterno, ou simplesmento clera ?{
Ho difllcil dize-lo ; mas o que he certo he que Pe-
dro Guillemot disse para seu irmflo s capaz de
repetir isso f
E Edmundo repeli o que tinha dito.
Entilo Podro correu casa, lancou mito de urna
espingarda e voltou para o lugar onde o esperava
seu irmflo, armado de outra espingarda, mas de
dous canos
O que cntTo se passou entro estes dous homens
ainda he segredo que s Dos o o reo sabem ; mas
ofacto ho quo se descarregou urna espingarda, e
quea bala foi ferir'a cabeca do Edmundo Guillemont,
quo logo cabio por Ierra, para nunca mais se levan-
lar. Julgou-se impossivel a extraerlo da bala ; to-
dava os facultativos livcram por algum lempo es-
perances de fazer a cura, que a morle do ferido veio
cm breve destruir.
Ajiisiic.ii qualicou esta morle de assassinio.
Pedro sustentou quo nlo tinha havido mais do
que um combato leal, de homem contra homom, o
de espingarda contra espingarda ; una especie do
ducllo de familia, mancira dos que algumas re-
zos se Iravam as colonias.
Ojury declarou roo de homicidio, mas com pro-
vocagflo, o aecusado Pedro Guillemont; o o tribu-
nal superior de justica o condemnou em 15 annos de
trahalhos pblicos
Jppari(3o de lobis. Dizem o seguinte de
Scvilha, com data de 31 do dezembro ultimo :
<< Urna horrorosa apparicflo do lobos tom em
grande susto os habitantes das povoacOes destes con-J
tornos. Vem-se bandos delles de seis o olio a qual-
quer hora do dia, tendo j causado muitas desgra-
sas o prejuizos cm gados de toda a qualidade, com
o scntimcnlo do ver perdidos os lavradores a quem
devoram os bois. Conla-se como cousa averiguada
quehaj muitas victimas da ferocidad dos lobos.
No meio do Iflo horrivel praga, quo ja dura ha muilo
tempo, nada absolutamente so tem feito em pro dos
atemorisados povos ; ou fosse dando-lhes urna ba-
tida geral, ou recorrendo ao meio tilo oflicaz de
procurar que ellescomam carne envenenada.
Urna carta do Granada refere o seguinte :
Acaba do fallecer aqu urna menina muilo esti-
mada, que so julga haver suecumbido ao envenens-
mcnlodoquarenta phosphoros que a si ministrou,
como remedio efilcaz para curar urna enfermidado
de espirito.
iiu iiorrorosamcnle ridicula a mana que vai
grassando no bello sexo, mais do que devra espo-
rar-so n'uma sociedade morigerada: grabas ao
passndo romanticismo, ao sentimentalismo presen-
te, ao socialismo flammanlc dos novellistas o drama-
ticos nacionaes e cstrangeiros.
' lamhem nos contam que aqui, bem comonos-
sa corte, os desafios e sous accossorios estilo om or-
dem do dia Nflo nos ochamos, porm, bastante-
mente informados para dar mais extensas noticias a
sernelhanto respeilo.
A temperatura lem aqui esfriado muito : as
senas mais prximas eslflocobertas de nev at s
faldas o que nos faz temer a apparigflo do tempo
ainda mais gelado.
L-se no Constilutionel:\caba deconstruir-se a
grande pristi celiular-modelo, Travcssa do San-
to Antonio cm Pars destinada a substituir a enli-
ga prisiio denominada la Forc que vai ser de-
molido.
A nova prisflo ser aqtiecida por um poderoso ca-
lorfero, e arejada por numerosos ventiladores.
A agoa e o gaz serflo em abundancia.
A porta principal fica virada para leste. -
A prisflo celiular-modelo he destinada para con-
ter completamente isolados 1:200 presos, e he, na
sua totaldado, construida de ferro e podra de can-
tara.
Esta prisflo tem cinco dormitorios de tros anda-
ros. Estes dormitorios, ou alas, partem irradiando
do una rotunda central; de sorte que tres pessoas
collocadas no centro da prisflo, urna em cada an-
dar, podero vigiar todos os corredores, para os
quaos se abrem as cellulas.
0 novo barmetro chamado aneroide ao
qual muitos professores c ofllciaes de marinha leem
j dado numerosos testcmunhosd'approvacflo, nflo
tem os incoveniontes do antigo barmetro de mer-
curio, quo vai ser substituido com grande vanta-
gem por este novo barmetro, cuja base scientlica
he o principio da elasticidade dos corpos solidos ;
lio do tamanho de un rhronometro, e como he in-
teiramenle de metal, e sem nenhum liquido, como o
indica o seu nome, o seu transporte nflo exige pre-
caueflo alguma. Poder, pois, daqui em diante ha-
ver em toda a parte, e por um pequeo prego, um
barmetro de urna regularidade Iflo perfeita como
os do observatorio do Paris, ou Greenwich. MM I.e-
rebourse Secretan, machinista do observatorio e
da marinha, residentes nH praca da Ponle-Nova, n.
13, em Paris, acham-sc cncarregados exclusivamente
do fornecimonto destes instrumentos, e dflo justa-
mente com elles um prospecto quo indica o modo
do o regular, segundo as diversas alturas barom-
tricas.
Acabado publicar-so em Bavicra, acolhido com
geral regosijo, o seguinto
Decreto.
Luiz, por graca de Dos, re de naviera, etc. '-
Considerando, em vista da lettra e espirito da
constituigflo, quo a censura reservada pelo 2.'do
i." additamento constituieflo nflo importa urna
obrigaeflo, mas simplesmento um privilegio da co-
ra, c que elle fixa nicamente os lmites dentro
dos quaes depende da docisflo do soberano o empre-
go das providencias preventivas; tjuerendo, alm
disto, dar aos nossos fiis subditos urna prova rre-
fragavel 'da nossa paternal coniahca, ordenamos
at ulterior dterminocuo, e ficando salvos os direi-
tos da cora, o seguinte :
Artigo 1." A contar do 1." de Janeiro de 1848 em
diante, a censura previa ser dispensada a respeito
de todos os artigos quorespeitarem os negocios in-
ternos do paiz ; os regulamentos, que se obser-
varam desde 1832 at 1837 a respeito desta parte da
mprensa peridica, entrarflode novo om vigor.
Artigo 2." A contardo mesmo dia, serflo nica-
mente sujoitos a urna censura provisoria: l.% os as-
sumptos relativos poltica exlerna; 2,% os ar-
tigos que importarem a transgressflo de nlguma le
penal existente : 3.', os quo mportarem ataque
jj.-.. ;---- .i=;- ;7'.ic-!:rw'o.
Artigo ." 6 ministro do interior, dos cultos e
instruceflo publica, he encarregadodaexecuefio des-
tas benvolas intencCes. Munich, 16 de dezembro
de 1847. = Luiz.
( Referendado pelos ministros.)
Um jornal italiano havia j publicado a seguin-
te noticia, dada pela Gasetade CarlsruAa :
u Diz-se que, por occasiio das manobras de Wini-
ca, o imperador da Russia dirigir aos seus gene-
raes as palavras seguintes -. Oquehoje fosemos n*o
pasta de theoria; mas dentro em dout annos comlusi-
rei este exercito ao campo da gloria em- oulros paizes ;
alurma-se tambem que o imperador, dirgmdo-so
mais particularmente a um general, Ihe dissora :
Vos, general, commandareis a vanguarda ; estou ponto
salisfeito dos meus vitinhos, e tenciono procurar-outros
atliados. Estas palavras commentadas pelos gene-
raes fizeram crer ao general Orlow, que havia desin-
telligoncias com o gabinete prussiano, e que se tra-
tava de allianca com a Franca.
P editor responsavel do jornal A Reforma, que
tinha sido condemnado no juizo de polica correc-
cional a um mez (te prisio ea500 francos (85/000
ris) de multa, por ter publicado urna deliberaeflo
interior da cmara dos pares, nflo pode obter provi-
mentona appellacflo que interpoz perante o com-
petente tribunal tle 2.a instancia, que. confirmo*! a
primeira sentenca.
O Progresso falla da volta do M. Jacques, d'AN
ras, quo estivera na Russia 18 mezes, empregado em
estabelecer os apparelhos e machinas de duas fabri-
cas de assucar. Estas fabricas sflo numerosas nos
arredores de Moscow, e todas dirigidas por frasee
zes eisentasdeimpostos. Acolheita da beterraba
na Russia nflo leva mais do Iros mezes.
Pela primeira vez depois de 1830, mas da mes-
ma forma que no tempo da restauraeflo, teve lugar
a missa do Espirito-Santo, celebrada em Paris no
da 28 de dezembro de 1847, com acompanhamento
de msica ao Venl Creator, por occasiflo da abertu-
ra dascamaras legislativas, que havia de ter lugar
no dia inmediato.
( Diario do (jovemo ).

COMMERCIO.
Aifandega.
lUilNIUMEiNTO U0 l.V 6............5:395,446
Descarregam hoje, 8 de marco.
Brigue Iliram tal.
Rriguc IFi/tiam-Puiion lijlos.
Barca Criamon bacalho.
Brigue F.-Mattheu dem.
Brigue Mita mcrcadorias.
Barca Cum6riund dem,
barca Kmpresi idem.
Escuna RtstauracSo ceblas.
Barca Mancheiter bacalho.
CONSULADO GERAL.
ItENDIUFNTO DO DIA 6.
Geral.........................1:478,988
Diversas provincias
151,047
1:630,035
CONSULADO PROVINCIAL.
RENMMENTO DO DIA 6............ 710,338
AovjiticiiIo -
Navio entrado no dia 7.
Baha ; 11 dias, barca austraca Jfurr neladas, capito Geovano Cainalich, equipagem 19,
carga assucar e caf ; ao cnsul. Segua para Ve-
nca, c arribou a esle porto por se achar o capltao
docnte.
Terra-Nova ; 42 dias. brigue iuglez Elisa, de 179 tone-
ladas, capltao William Sutob. eqiiipagem 9, carga
2,202 barricas com bacalho ;. ordem.
Navios sahidos no mamo dia.
Gothenburg ; brigue sueco Clara, capltao L. Brogman,
carga assucar e couros.
Portos do sul; paquete de vapor brasileiro San-Salmdor,
coinmandaiilc o ptimeiro lente Antonio Carlos de
Areredo Cnutinho. Alm dos passageiro que trou-
xe dos portos do norte para os do sul leva a seu bor-
do : o Coronel Feliciano Jos Heves Cion/.aga com seu n-
llio o engenhelro lenle Jos ilasileo Nev Goniaga,
Jos Caetauo de Carvalho c Domingos Paca.
fieclaracto.
COMMMANDO DE ARMAS.
Soporventura residir nosla provincia o Snr. Joa-
quim Manoel Poreira, quo,scndo lenle da exlincta
milicia, foia despachado alferes para o primeiro ba-
lalliflodecacadoresdo excrcito, por dicrcto do 2
do dezembro de 1839, e tenento para a compaiihia
lixa da mesma arma da provincia do Espirito-Santo,
por decreto de 7 do setembro de 1847 do ordem su-
perior haja de comparecer na secretaria militar,
aonde se Ihe dir a rasilo do presonto chamamonto.
li se alguom livor noticia do referido Sr. loncnto
Percira, esoubor om que lugurseacha na provincia,
ou fra della pede-so que tenha a hondada de tr-
cela rar por esto Diario, ou om Carla dirigida ,,->
abaixo assignado. Itecife, 6 de marco do 1848.--
Jos Ignacio de Medciro llego il tintara, teen le aju-
dantedeordens.
MUTILADO
.i
i


RW
Publcales Litterarias.
O primeiro volume do Cerco do Porto nos an-
nos do 1832 e 1833 com urna descripclo historien
desde o principio da monarchia centrada dos Fran-
ceses cm Portugal, nos annos de 1808 e 1809 obra
nteressantissima e j annunciads nesle Diario,
pero preco de 3,000 rs., na ra da Cruz n. f, se-
cundo andar. Na mesms casa achara-so a venda:
RecordscOos histricas de Portugal do auno de 1842,
pelo principe J.icknousky, Iraduzida do allemo
segunda cdlcffo correcta o augmentada, um vo-
lume de 220 paginas por 1,000 rs. ; o iluten Pit~
lomeo at o n. 21 j Orgnon do llahueman ou ex-
nnsirfies das iloutrinas homn;onitlifrn< o nni< in
inesrho, dous folhetos; Noticias elementares da
homceopathia ou manual do fazendeiro do capi-
llo de navio e do pai de familia, um folheto.
NOVO DICCIONARIO DA LLNGOA NACIONAL.
Em setembro e ontubro doanno prximo pssa-
do, annuncimos ao publico, que se ia lancar ao
prloumnovo diccionario da lingos nacional que
tere por base a ultima odielo do diccionario do
muito digno lilterato o Sr. Moraos, publicado cm
Lisboa no anno do 184*. Declaramos entilo que se-
guimos em ludo o syslemadaquello eximio lcxico-
grapho, porque sua auloridade, JA por si so bas-
tante respeitavel, accrescia a edicto Sobre que fun-
damos nosso trabadlo, dos Ilustres Fr. Francisco
do S. I.uiz, Souza Monteiro o padre Castro. Obser-
vamos ainda por aquella occasiiio, que pequeo
seria o resultado da existencia do urna obra tfo
til como a de que se trata, se o seu preeo nfio
fosse tal. que habilitasse a todos a podereni ble-
la. Glorimo-nos por ter conseguido n resoluclo
deste problema, porissoque o preco por assigna-
lurn seria o de 20,000 rs., pagos em duas presta-
r/es. Hojo ractideamos aquclles annuncios, accres-
(ceutando que brevemente se achara prompta u 1.'
' parle daquella, em que dividimos o nosso trabadlo;
cuntiniiHiido a recober subscripges porcada una
dellas, a rasfio.de t.000 rs., pagos adianladamenlc.
Subscrove-sona ra Fortunan, n o.
1:283,035 rs., em data de 22 de fevereiro proxim0
passado este a aceitou e cntregou ao annunclante
a qual desencaminhou-se de seu poder: por iso
npressa-se a prevenir ao publico, para que ninguem
faca transacjfJo com dita lettra porque est do
nenhiim effeito, visto o mesmo Sr. Araujo lho haver
passndu oulu do igual quantia e data. Declara mais
o abaixo :issi;;nnilo, que dita lettra lnlia ndugar do
nomo >lo arcador em branco. -- Recife, 3 d margo
do 1848. -- Antonio Ferreira du Silva Santos
como lanternas e mangas de vldro tambem se
compra um torno com scus pertences, para tornear
modeira ; na ra Nova, n. 67.
Compram-se, effectivamente botijas e garra-
fas vasias: na ra de S.-Rita, resilladlo n. 85 o na
venda atrs da matriz da Boa-Vista n. 2, que fica
na esquina da praca.
(iompram-se, efectivamente, todas
tas qualidades de garrafas e botijas vasias :
no Aterred'a-Boa-Vista, fabrica de li-
cores n 17. *
Compram-se duas cabras[ bicho] que deem
bstanle leito: nesta typographia, se dir queni
compra.
M. S. Mawson, dentista, rccentemcnlo chegado da
Europa, acha-so residindo 110 Recife, ra do Tra-
piche-Novo, n. 8, segundo andar, aonde contina a
por dentes minoraos, licando incorruptiveis, e ap-
parecendo inteiramento como naturaes : tambem
tira a podra, a qual, nfio sendo extrahid, em pou-
co lempo tanto arruina os dentes ; chumba com ou-
ro ou prata, para privar de augmentar a corrupeo;
tambom tira, lima o faz lodas as operacOesdenlicaes
coma maior delicadeza possivel. Elle espera que
os elogios, o o mullo patrocinio que tuin reccbi.lo
pelos beneficios que tom produzido na sua pratica,
durante 7 annos de residencia nesta cidade, serflo
garantassuflicientcs para as pessoas quo, precisan-
do de seu presumo, nao o deixcm do procurar.
avisos mantnnos.
0 brigue Paquele-de-Pernambueo segu para o
Rio-de-Janeiro no dia 11 do corronto ; tem asseia-
doscommodos para passageiros e recebe oscravos
afreto; a tratar com o propriotario na ra da
Moda, n. 7.
-- Para a llalli.! sali, no dia 10 do crranle, o hia-
to S.-JoUo capillo I.uiz Gomes do Figueiredo : pa-
la o rusto lia carga traia-se ao iauo do Corpo-San-
to', loja de massame n. 25.
^CH.A PISOS Dfi SOL j
Ra do Passeio+Publico, w.
S.
Joflo I.oubct participa ao respeitavel publico, que
recebou, por estes ultimosnavios francezes, um com-
pleto sortiment do chapeos do sol, de seda, a mais
rica c superior qualidade; furta-cres e nutras mul-
tas condecidas, tonto pora homens, como para Sras
No mesmo "tnbelecimento ha um sorti-
U IIICIIIMUS.
Vendas.
en
Leiloes.
- Lcilito,|que faz Onofre Jos da Costa de urna
porefio do passas : sexta-foira, 10 do correte na
porta de seu armazcm porcouta e risco do Sr. Jo-
s Saporiti.
-- Joflo Keller & Companhia farao lcililo por in-
terveneflo do corretor Oliveira de um bonito sorti-
mento do pannos merinos e outras forondas pro-
prias da Quaresma : quinta-feira, 9 do corronto as
10 horas da mandila no seu ormazom, ra da Cruz.
Rothe & liidoulac faro IcilSo, por intervoncao
ilo corretor Oliveira dos mclliores pannos pelos
illimamente despachados e de muitas outras fa-
zendas que muito agradarlo a scus freguezes pe-
los prepusequalidades : soxla-feira, IO1I0 crreme,
as 10 horas da manhH, no seu armazem da ra do
Visar! a.
>igario.
Avisos diversos.
LOTKRIA
Do Hospital Pedro II.
Oonlinuam-sea vender os bilhotes da terceirn 5."
parte da 1." lotera do novo hospital, nos lugares
[ >|o costumr, o respectivo thesourolro previno aos
s/nliores que indigilaram nmeros para uo seren
vendido! que hajam de ir busca-Ios' qiiaulo a-
ile, poisqueos inoios bilhetes j so acham cm po-
rquera qnanlidade. Omesnio thesoureiro, vista do
|hom acolhimento que geralmenle tem merecido a
actual lotera, faz sciente ao respeitavel publico quo
tem marcado o dia 8 de abril prximo vindouro pa-
ra a sua exlraccflo.
Aluga-se um segundo andar, na ra da'.Senzal-
la-Nova enmeommods para familia, por preco
mullo mdico: na praca da
vraria ni. 6 c8.
- Precisa-se de um caixeiro
la-Nova, n. 4
ment de chapeos de sol de paninho, dos mais mo-
dernos ; dilos muito grandes, proprios para homens
decampo : tambem tem chapeos do sol do paninho
para meninos o meninas, por sororn muito finos: po-
dom-se chamar chapeos do economa. Na mesma loja
ha sorlimenlo de bengalas, bengalinhas e chicotes
muito modernos; cobre-se qualquer armaeflo de cha-
peos de sol, com sedas de todas as cores e qualida-
des. Na mesma casa ha um grande sortimento de
paniiinhos trancados e lisos, imitando seda, para
cobrir os mesmos: desta fazenda se vende areladlo.
Conccrla-o todo qualquerchapeo do sol, por haver
um completo sortimento de todos os pertences para
os mesmos, com toda a perfeiclo e brevidade.
Joaquim Rodrigues Duarto vai a Portugal tra-
tar de sua sndo.
Manoel Fructuozo da Silva faz publico, que ce-
ilou c trospassou a sua venda a seu mano Jofio Fruc-
tuoso da Silva : porisso roga 11 seus credoresque
llio aprescistem suas contas, pira i'ivm nagas.
Curios Ernesto Uc Mosquita Falcilo vai a llahia
por Macei.
-- Na ra larga do Rozario padaria n. 48, preci-
sa-se de um amassador-
Na ra larga do Rozario, padaria n. 48, d-so
pSodcvendagem offurecendo-se melhor interesse
quo em oulra qualquer parle.
Jos Joaquim Machado de Oliveira, subdito por-
tuguez, rclira-se para Lisboa.
Offerecc-sc um liomcmcom lodos as habilida-
des para ser administrador, ou sercaixeiro deum en-
genho : quemdoseu prestimose quizerulilisardiri-
ja-se as Clnco-Ponlas, n. 10.
ttA
Recebeu-se uestes dous das
urna remessa de escravos todos
de bonitas figuras para se ven-
uerem muito em conla, na ra
das Larangeiras, n. 14, segundo
andar, a saber : um lindo mua-
linhode18 anuos, com principios do carpina ,
que he ptimo para pageni, por ser muito esperto;
um dito de 16 anuos ; um dito de 22 annos, com
oflicio de sapaleiro ; um dito de 25 annos, muito
fiel o humilde,do qual so aflancaa conducta;dous di-
tos de 35 annos por 330,000.rs. cada um ; 3 prctos
de nneflo do 20, 23 e 25 annos proprios para o
campo ; um molcquc de 7 annos, ptimo para apren-
der algum oflicio; urna moler recolhida do na-
cto, que coso e faz lavarinto ; urna prcta de 20 an-
nos quo engomla cose e cozinha, ludo muito
bem fcito ; duas prctas mocas que lavnm de sa-
biocvarrella ; uina dita do nacfio Costa, boa qui-
tandeira por 330,000 rs.; una parda de 18 annos .
muito forte propria para aprender a engommar,;
um prclo, por 150,000 rs.
Na ron dn Cruz, venda n. 32, vende-se urna por-
cto de arroz branco do sul, por proco commodo.
Chitas prctas assetinadas-
Vendcm-se as j bem acreditadas o suporiores
chitas prctas assellnadas do ultimo gusto, a 240
rs. o covado : na ra do Collegio, loja nova n. 1.
ttencao
AO PUBLICO.
Em mui crescido numero conlavam os mdicos
al agora molestias iiictirnvcis, contra as quacs s
era permiltido ao paciento resignadlo para sofTrcr
um mal de quej uo liavin osperancas de poder II-
bcrtn-lo, e ao medico philantropico a dr do vr
muitosdo scus semelhautes victimas de enfermida-
des, contra as quaes so deelarava impotente, po-
humana. Mas, gragas aos progressos da medicina,.
graqns ao zelo do homens incansaveis, que, no des-
esperando da perfectibilidade da scioncia, so tcem
dedicado invcsligaqo de remedios quo possam
alliviar liiimanidado de alguns males que a iffli-
yem, o numero das molestias reputadas incuraveis
vai de dio em dia diminuinilo. Assim, achar depois
de longos trabalhos, de profunda medita cao e reite-
radas experiencias, medicamentos que nos restituam
o uso dos dous mais importantes sentidos de que
he dotado o hornero, quando estes j se achavam no
supposto estado de incurabilidade o inteiramento
perdidos, he por certo um dos maiores servicos, que
se poitia prestar humanidado ; cis o que eslava re-
sorvodo um homem philantropo da cidade do Bra-
ga, em Portugal, cuja scicncia, cujo amor do seus
8emelhantes se tem feilo geralmcnteconhcccr. Os
remedios que ora ofl'erecemos ao publico, niloen-
tram na classe daquellesque o vido o ousado char-
latanismo inculca com roucos e descompassados
brados, o que o crdulo vulgo, por ignorancia, rece-
be na boa f e sem disccrnincnto, achando-sc de-
pois Iludido; tem, porm, de oceupar mui distincto
lugar entre os medicamentos, que maiores benefi-
cios prestan) ao homem : constara elles da dissolu-
5I0 oquosa de extractos de plantas medicinacs, do
virtudes mui reconhecidas o verificados. O longo li-
so, as continuadas c severas experiencias, a quo por
toda a parte leem elles sido submettidos, sem que
dado em nSo molhar os ps em agoa fra; finalmente-
dove abster-se de comidas salgadas, azedas e anu-
badas. ,. _
Estes remedios esto a venda na botica de Bar-
tholameo Francisco de Souza, na ra larga do Ro-
zario, n. 36, nico deposito cm Pernambuco, pelo
preco do 3,240 rs. cada vidro.
C\SA DE MODAS FRAN-
CESAS.
M. MILLOCHA,
no Alerro-cla Boa-Vista, n. 1*
primeiro andar,
alm dos objectos ordinarios do modas, como cha-
peos sedas para os dilos filas, flores creps, bi-
cos, luvas, cambraias, filos, etc., roeclicu, pelo
ultimo navio vindo do Franca um lindo sortimen-
to de bordados como : camisinhas ; pescocinhos ;
cabecOes; collarinhos ; ontremeios e tiras borda-
das, para a ultima moda deroupoes e muitos ob-
jectos para a Quaresma ; ricos ftls de bico preto;
ditos de seda; ditos do linho de muito lindos pa-
drOes; crep preto ; barego do listras e de quadro;
tranca e franjas do retroz preto, para vestidos
manteletes ; mantas de bico preto; tafet largo,
prclo e muito encorpado ; um grande e rico sorti-
mento de bicos pelos verdadoiros de padrOes da
ultima moda. Na mesma casa sempre so fazem cha-
peo tonca, collarinhos, vestidos, e em geral lu-
do o mais do toilelto das senhoras por preco mui-
to commodo o com promplidilo egosto.
SAI.SA-PARRILIIA DESANDS.
Este excedente remedio cura todas as enfermi-
dades, as quaes so originadas pola impureza do
sanguc, ou dosystema ; a saber:
Escrfulas, rheumalismo crupcOes cutneas,
bivlutlias na cara, homorrhoides, doencas chroni-
cas, brebulhas, bertoeija, tinha, inchacOes, dores
nos ossos e jnntas, ulcar, doencas venreas, citica,
enfermidades que atacam polo grande uso do mer-
curio, hidropesa cspcslos a na vida extrava-
gante. Assim como chronicas desordens da cons-
liluicllo scrilo curadas por esta tilo til appro-
vadu medicina.
O extracto seguinte he de urna carta recebida do
Sr. Maco poissua mulher foi atacada de escrfu-
las no nariz, das quaes os medrares doutores en
Franca a no podcrio tratar.
II-
Independencia
na ra da Scnzal-
Retratos
do daguerreolypo coloridos e
fixos. pelos ltimos deseo-
brimentos.
Oabaixo assignndo tem o honra do participar ao
respeitavel publico c ao seus amigos geralmenle ,
quo acaba de receber dos Estados-Unidos, por es-
calado Para, no vapor Impcratriz um bello sorti-
mento de objectos pnra retratos: e como tenciona
domorar-se pouco lempo nesta praca, e seguir bre-
ve para a Rahia convida a todas as pessoas quo ain-
da precisa m dos seus servicos a aproveitarem a occa-
siiio presento. Como ha umitas pessoas de opinio
errnea, que estes retratos smento com o lempo
soacabam oabaixo assignado no pude deixar do
dircr quo esta opinio s pode ser applicada nos
relalos de fumaca que so tiraram anteriormente,
que os retratos fixose coloridos uo silo capazos
do sumir-so nunca, e quo osla prompto a mos-
trar a qualquer pessoa a differenca quo existe en-
tre um retrato de fumaca o um fixo e colorido po-
,lo novo descobi ment. As horas mais proprias
para I i rar osles retratos so ds 9 lloras da manlia
"s duas da tarde principiando de bojoem diante,
"& da Cadeia deS.-Antonio, n. 26.
Carlos D. I'rtdrick,
O abaixo assignado faz sciento ao publico, que,
leudo sucadu uuia iellra contra o Sr. Leopoldo Jos
Na loja da ra do Quclmodo, n. 30, de Jos Joa-
3uim de Novaos, contina a haver um sortimento
eobras feitas; chapeos do lodas as qualidades;
ditos para meninos e meninas ; ricos chales de seda;
mantas do seda; lencos do lodas as qualidades; e
oulros muitos objectos que ha para vender.
Agencia de passaporles.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aterro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-so a tirar passaporles tan-
to para dentro, como para Tora do imperio; assim ..
como despacham so escravos: tudo com brevidade. uma s vez hajam falhado em seus bons cITeitos,
' Na ra do Arago, n. 4, bairro da Roa-Vista, desmonlido as osp
fazem-sequaesquor cortinados, tanto decana como
para janellas, com a maior perfeigo possivel.
__s abaixo assigoados rogam a todas
as pessoas que I lies s5o deyedorns jque
hajam (le, no prao d? 3o das, contados
desta data pagar a importancia dos
seus debilos ficando certos aquellos que
o no fizerem que scrao seus nomes pu-
blicados por este Diario. Recife, 4 de
marco de 1848.
Campos & Almeida.
-JosFernandesCoItz, subdito portuguez, reti-
ra-sc para Portugal.
-- Precisa-so de um homem casado que seja capaz
para administrar o sorvico de uma olaria subjei-
tondo-so tambem a fazer olgum servco : na ruado
Qucimado, loja n. 38.
Antouioda Costa Ferreira vai a Portugal, c
deixa encarregado dos seus negocios os Srs. Anto-
nio Joaquim Vidal, Jos Gomes Tavarcs o Antonio
Pinlo de Uarros, omquanto volta.
-- O Sr. Joflo Frederico de Abreu llego dirija-so a
ra do (jueimado n. 4. ,
Quem precisar de uma mulher do me i a idado ,
natural da iiha doS.-Miguel, para ama do uma ca-
sa de familia dirija-sn a ra do Vigario, n. 8.
Umasenhora quo vai pora Europa precisa de
uma criada branca, ou mesnio parda para ir em
sua companhia o tratar do meninos: quem esti-
ver nestas circumstancias dirja-se a osla typogra-
pjiia, que so dir quem precisa.
-- Precisa-so de uma ama forra, ou captiva, para o
servicode uma casa : na ra do llortas, 11. 16, pn-
meirojandar.
Compras,
sas
- Compram-se eadeiras, bancas, marquezaseme-
feitas no paiz, tanto novas como usadas: bem
osperanQas quo sobre ellos havia fun-
dado o seu inventor, lhc teem grangoado constan-
tes o repetidos elogios dos mais sabios e respeita-
ves mdicos, assim da Europa, como da America,
que unsonos abonam e proclamara sua oceflo sem-
pre certa e benigna. 11 m destes licores he destinado
a combater'os molestias ite odios, elem por princi-
pal vii'tude restituir aos orgflosda visilo suas func-
{Oes; reanimar e fazer reapparecerem sua natural
perfeiclo i vista, quando esta cstiver fracaouquasi
extincta, com tanlo, porm, que nilo haja cegueira
absoluta com desorganisaeo das partes ; uo me-
nos til o enrgico he para desfazer as cataratas,
destruirs nevos e de prompto debelar qualquer
inflammacSo ou vermelhidlo dos odios. N3o causa
dor, nem estimulo na parte.
O outro liquido restilue a faculdado de ouvir os
sons ao ouvido tocado de surdez, ainda que invete-
rada, uma vez quo o mal nilo seja de nascenga, sem
causar em tompo algum o menor incoinmodo ao do-
enlc, o sem priva-lo de cuidar em seus negocios.
INSTOOCQES PARA O USO DOS HKMEIllOS.
O dos olhos emprega-te do modo teguinle :
O doente, pela manh.la, om jejum, uma hora pou-
co mais ou menos depois que erguer-so do loilo,
tomar sobre a palma da inflo pequeua poreflo da-
quella agoa; e com ella moldar bem os odos, fa-
zondo quealgumasgottas caiam sobro, o globo oc-
cular: sem os limpar, os conservar moldados at
quo naturalmente enxuguem : ao detar-so noite
pralicaro mosmo: durante o lempo quo usar do
remedio evitar o calor, aeco de fumacu e o vento ;
far abstinencia de comidas salgadas, azedas o adu-
badas com especiaras.
Oremedio do ouvidos ser applicado do modo que segu:
O doente, pela manhfla, uma hora pouco mais ou
menos depois de ergucr-so, ainda em jejum, far
derramar dentro dos ouvidos quatro ou cinco got-
tas do liquido, tapando-os depois com algodo em
rama ; a noite ao deitar-sc repetida mesma ope-
rario. Duranto o uso do romedio evitar expr, os
I Rennes, departamento de lile e Vilain.
i Franca, judio 17 de 1844.
S>. Sandt. A salsa-parrilha mandada por_ Vm.
foi recebida com a maior satisfacHo possivi, uiia
mulhera tomou, eem pouco tempo se acliou me-
lhor; pelos grandes beneficios que recebeu desta
medicina, a considera como uma das melhores me-
dicinas do mundo para taes doencas pois dou-
lorcs de alta sabedoria nunca a podoiaro tratar. Mi-
nha mulhera contina a lomar, at se achar in-
teiramento boa. Por favor nos queira obsequiar com
algumus garrafas o mais depressa possivel. Srs.,
nos teremos o gosto de fazer conhecer a sua medi-
cina ntreos nossos amigos, assim como entre o
povo: sem duvida ser usada aqui, bem como em
lodo o mundo, como efllcaz medicina para alliviar
e tratar o corpo humano. Tenho a honra de ser o
mais atiento venerador.
J.Mac*.
N.l, rueLouisPhilippe.
(Legaclo dos Estados-Unidos,
, Berln, Prussla, abril 8 de 1846.
Sr$. A. B.& D. Sand.1. Srs., tendo-se a sua sal-
sa-parrilha usodo nesta cidade. com grande efleito,
em casos mui severos de escrfulas, mepedem tros
duzias do garrafas da sua medicina as quaes as es-
pero sem falla quo para isso remello o pagamen-
to. Espero que Vms. (iquem de toda a certoza que
a composicSo de salsa-parrilha he uma das melho-
res medicinas do mundo, assim como se vai in-
trod uzindo mu ilo entre o povo.Sou o mais aliento.
Thtodort S. Fay.
Preparada o vendida por junto ea retallio, assim
como so exporta, por A. II. Y. 0. Sands, chimicose
droguistas, n. 100, Fulton-Street, esquina do Wil-
liam, New-York. x ,
Vendo-sc na botica do agente, Vicente Jote M
Brilo, na ra da Cadeia-Velna, n. 61.
rTMIlCW DE FERRO.
Na fabrica de M. Callum & Companhia, enge-
nheiros machinislasefundidores de ferro, na roe
do Brum, no Recife, contina haver um grando sor-
timento do moendas de canna de lodos os tama-
nhos o dos modelos os mais modernos e approvados.
Na mesma fabrica se continam a construir de ea-
commenda machinas de vapo/, rodas d'agoa, rodea
dentadas e todos os mais objectos de machinismo .
com a perfeiclo j conhecida por proco commodo,
AGENCIA DA FUNDigAO" DE LOW-MOOR.
Na ra de ,Senzalla-Nova n. 42, contina havo
um completo sortimento de moondas e machinas de
vapor, para engenho de assucar : bem como taizaa
do ferro batido e coado ,de todos os tamanhos : tu-
do por preco commodo.
d&J0Q10ai0 fe]0 W Qlt? 10 t#la?*laVg
%
I Sonard, horticultor de
tendo chegado ltimamente de Franca com-
um grande sortimento de orvoros fructferas,
jB plantas de flores, somentes de ditas e horta-
' lices avisa ao rcspoilavel publicoque oqui-
1 zcr honrar com a sua confianca que ello
? abri urna loja na ra do Aterro-da-Boa-V'is-
I la 11. 6, onde acliarflo venda um sorlimen-
" lo como at hoje nfio chegou 0111 Pernambu- ^
co, Unto pela qualidade das plantas como pe- *g
" das batatas e a.
la boa qualidade das semenles
das cebollas.
ouvidos Drincipalmcnte, a acco do calor o do ven-I rs. o alqueiro da medida velha : n ra da
to, aOm ile evitar grande transpirado, havendo cui-l armazem n. 18.
. Vendem-se pedras brancas de amolar, da me-
lhor qualidade quo lem vindo do rio de ii.-Fra.n-
cisco em porclo e a retalho, por preco commodo :
na ra da Praia armazem n. 18.
Vende-so sal do Lisboa, fino e alvo, a 1,600
Praia ,
1
m



v-JL
mS Na fabrica do chapos da ra do Queimado,
^^U^ n. 22, vcndem-sc superiores chapeos de cas-
j or^ """ancos, tanto com pello como sem elle,
V00ate 5,000 rs.; chapeos envernizados, pro-
prios para o brinquedode entrudo por seren pro-
vn a agoa, e tambem sSo proprios para viagem ;tcha-
peos de massa do todas as qualidades de 2,400 rs.
?"!:'c,ma: tambem so recebem encommendas de
loaasns qualidades, pertenecntes a chapeleiro e
conreni-se chapos do molan vontade dos fregue-
ses : tuJo por prego maiscommodo do que em ou-
tra quaIquerpart,o.
Vende-se um bonito cavallo proto: na ra do
Uueimado.n. 30.
Vchdem-soancoretascom cal virgem a mais
nova que existe no mercado, por prego mais com-
modo do que cm outra qualqucr parte; urna por-
gflo do pesos do duas arrobas de ferro o algumas scr-
J-as grandes para serrarem madeiras : na ra da
Moedn, armazem n. 17.
Panno-Couro.
Vondorri-se superiores corles do calcas da faznnda
panno-couro par ser do duracHo extraordinaria e
de padrOes cacuros proprios para o trafico pelo
diminuto prego de 1,000 rs. o corlo : na ra do Col-
Jegio, loja nova da estrella, n. 1.
Casimiras Anas e elsticas.
Vendem-se superiores casimiras finase clsticas,
a 1,000 rs. ocovado; cortes de ditas de cores, muito
linas, a 6,000 rs. ; superiores casimiras pelas da
melhor qualidade, a 6 o 9,000 rs. o corlo : na ra do
Collogio.loja nova n. 1.
praga 4 legoas, corrento e moente com agoa, de
boa e regular prodcelo com a safra do 2,500 p3es
pouco maisou menos, ou sem ella. Este engenho
he de consideravel importancia, nilos no presen-
to como no futuro, por contnr mais do 4 Ipgoas de
terrenocoberto de maltas virgens com capacitado
para se levantarem engenhos d'agoa e do bestas : a
tratar no mesmo engenho, ou no sobrado ao lado da
cadeia, n.23.
Cortes de a Id na.
A faenda mais perfeita que tera appa-
recido sao os cortes de alcina, para ves-
tidos de senliora, nao s pelas delicadas
cores, como pelos lindos padrSes, por
nao desbotarem, e por serem do ultimo
gosto de Pnris. Estes cortes vem pti-
mamente acondicionados, cada um em
sna capa, e sao Jeitos na principal fabrica
de Pars ; sendo de quatro qualidades dif-
ferentes, c oos precos de 3,aoo, 3,Goo,
3,8oo e 4,ooo rs.: na loja nova de Hay-
mundo Carlos Leite, na ra do Queima-
do, n. ii A.
Vonde-se urna pnrda de 30 annos, que cozinha,
engomma,eque faz doces, propria para o arranjo
de qualquer casa de familia : no becco da Lingola,
n. 8.
Vendem-se 3 escravos, sendo: urna linda parda
do 18 annos, qne ongomma, cose, cozinha e lava de
sabto; urna crioulade 22 annos, com as mesmas
habilidades; urna preta do nacSo, de 40 annos, que
cozinha e lava: na ra das Cruzes, n. 22, segun-
do andar.
VN.0-8E
Ch umita superior
7*abriendo no liin -de-Janeiro,
Denominado Brasi/eiro,
o melhor quo tem apparecido nesto mer-
cado, pela sua qualidade ser mais supe-
rior do que a do mesmo cha hysson de
urna libra para cima, por prego coni-
modo : no fim da ra da Aurora n. 4, a
fallar com Jos de Almeida Brrelo Bas-
les, das 6 as 9 horas da manhiTa, e del
as 2 da tarde.
Booi e Iwrato.
Vendem-se superiores los pretos,
seda bordados, do lodos oalamanlios ;
legitima sarja preta hespanhola; ri-
cos cortes de soda preta lavrada ; cha-
maloto do seda ondeado o de listras;
meias de seda preta du peso ; supe-
rior setim preto para vestido, panno
preto de todas as qualidades; casimi-
ra preta o elstica muito superior;
chapeos francezesda ultima moda; e
nutras umitas fazendas :-ludo muito
em conla, o com grando sortimento
para escolhcr: na nova loja de Jos
Moreira Lopes &Companhia na ra
do Queimado,, nosquatro-cantos, ca-
sa amarellla n. 29.
>c puiocuas uc uaueiio,
mito perfeita, por preco
aa do Cabiig, loja n. .i.
Nesta loja acha-sc um completo sorlimento de
obras fcilas, do todas as qualidades: hem como
pannos finos prelos merino ricos cortes de col-
Jete do gorgorito bordados, por prego com modo
- Vende-se um alambique de cobre de carga do
3ocanadas.com serpentina de estanto : ludo cm
bom estado por prego commodo : na ra de S -Iti-
ta, n. 85.
Vendem-se, na ra da Cadeia do Ilccife arma-
zem do Bragucz, saccas com superior farinha de
mandioca ditas do arroz de vapor o da fabrica
viudas prximamente doMuranhfo, pelo bri"uc-es-
cuna Laura : tudo por mdico prego.
Pannos finos.
Vendem-se superiores pannos finos, provn deli-
mao, preto c azul, a 3,000 rs. o covado; dito fino
azul o preto o 4,500 rs.; dito preto de superior qua-
lidade e ja bem condecido pela sua barnlcza.a 5,000,
5,500,6,500 6 7,000 rs.; casimira prcla limiste da
melhor qualidade, largusa de panno muito fina a
11,000 e 12,000 rs. o corle de caiga : na ra do Col-
Jcgio, loja nova da estrella, n. 1.
- Na ra do Trapiche, n. 17, con-
tina a baver deposito da verdsdeira cal
virgem de Lisboa, chegada proximamen
le ; odvertindo-se pos compradores des-
te enero que o deposito be j muito pe-
queo, e que da nova nao ha mais em
parle alguma.
- Vcnde-sc, 011 arrenda-sc um grande silio na ra
Imperial, com duas moradas de casas, urna para
grando familia, na frente da ra ,e outra mais pe-
quea dentro do mesmo silio com bous parreiracs
e ja dando fruto com um (raudo viveiro no Iudo :
na ra llireita, 11. 135, loja de cera onde se far
qualquer dos negocio*, por seu dono ter do retirar-
se por molestia.
Vcnde-sc um lerreno com 117 palmos do fren-
te c 89 ditos do fundo em oslado do so edificar,
por nfio precisar aterro cm cujo lerreno podeni-su
fazertres ptimas mei'agoas na ra do Pilar cm
Iora-do-|'orlas, do lado da maro grande: nadita
rua, n 11, no pateo da igreja do Pilar das 6 horas
da man lina as 8.
frjB \ cndem-sc chapeos de superior
^O^castor, broncose pretos, por pceo
moho barato : na 4-ua do Crespo,n. 12,
ja de Jos Joaqtiini da Silva Alayj.
Ilaealbo !
'j
AosSrs. de engenhos o ci.as
do familias.
Acaba do ebegar para .1 Quarcsma urna porgfo'do
bacalho de escama de qualidade muito superior
ao'quo al aqui tcni chegado a este mercado, o
qual be profcrivel, nao so pelo seu mdico prego
qqf he do 9,000 rs. o quintal mas tambem por ser
ca aborta dous otl tres mezes sem humidecer, ou
deteriorar-se. Vende-se no armazem de Antonio An-
uos no caes da Alfandega 11. 5, c cm casa de J. J.
'J'asso Jnior, na ra do Amorim n. 35.
IfSilho.
Vcndo-se milho, a 2,000 rs a sacca : no caes da
Alfandcga, awnazciu du Antonio Aunes.
9*.a lotera do Uio-dc Janeiro
a beneficio do thealroda im-
perial ciilacie de Niclheroy.
Vendem-se bilhetes o meios ditos desta lotera:
IM rila da Cadeia-Velhn, n. 99, csa de J. O. ELSTEIt.
Vende-so o', engenho Timb, distante desta
Vendem-se aeces da ex-
mela companhiade Pernambuco
e Paraliiba: no escriplorio de O-
liveira lrmos & C, rua da Cruz,
n. 9.
Vende-se, na rua da Cadeia do Rccifc arma-
zem do Braguez, superior farclo de Lisboa por m-
dico prego.
Vende-sc colla de superior qualidade das fa-
bricas do Bio-Grandc-do-Sul: na rua da Moda ar-
mazem n. 7.
Vendem-se ancorlas de
diversos tamaitos, com vinho da
Madeira, titilo e branco, de supe-
rior qualidade: no escriplorio de
Oliveira lrmos 8c C, na rua da
Cruz, ri. 9.
Vendem-so duas boas escravasj crioulas de
bonitas figuras c mogas, que cozinham, lavam mui-
to bem e engommain s"o sadias, o no se duvida
dar acontento para seren experimentadas : na rua
do (Jueimado, loja n. 51.
Potassa e cal virgem.
Vende-se muito superior potassa e ca.
virgem de Lisboa, prximamente desem-
barcada: no deposito de Baltarck Ulivci-
ro, na rua di Cadeia do Recite, n. ia.
Na rua da Cadeia-Velha, u.
vende-sc vinho do Porto, de diversas qualidades ;
dito da Madeira; dito de Malaga; dito do Sherrv ;
dito de Carcavcllos ; dilo de Lisboa ; dito de Graves;
dito Sauternc ; dito San-Julien; dito de llordoaux ;
dilo Clwleau-la-ltose ; dilo de San-Georgo; ago'ar-
dcnle de Franca, de diversas qualidades f whiskey;
elicrry-cordal ; marraschiiio ; licores finos ; punsch
da Succia ; xaropc de framboises; ptima cliampa-
nha cm garrafas e meias ditas ; velas de composi-
gito ; cha pretoe verde do superior uualidado ; pro-
suntos- c salames de llamburgo;ardinliascm latas
o vidros; petits-pois em ditas; salmn em dilas;
mostarda inglezao franceza ; frutas om vidros com
calda de assucar o espirito ; agoa do flor do laranja;
charutos de llavana e da Babia : tudo chegado ro-
centcmciilco de superior qualidado.
Fariulia de mandioca.
No armazem do farinha da rua do Gollogio, n. 21,
vendem-se saccas com farinha a mais fina possivel,
por prego rasoavel.
Vende-so um carro de 2 rodas, quasi novo,
com cavallo j en.sinado : tambem se vende cada
urna das cousas cm separado: nu rua da Cadeia.
n.4.
Vende-se a venda da rua da Cruz, n. 66 quo
foi do fallecido Araujo urna das melliorcs do lto-!
cifo: a tratar ua mesma ou na rua da Scnzalla-
Nova, n. 4.
-- Vendem-se cabos do cairo ,em grandes, ou pe-
queas porgOes : no trapiche do Ramos, armazem
da esquina.
Na rua do Trapiebe, n. 17
vendem-se bairis com superior
cal virgem, ebegada ltimamente
de Lisboa, a citico mil reis cada
barril.
Na loja de Magalbcs & Ir-
mo, na rua do Queimado ,
n. 46,
vendem-so mantas de garga de seda a 1,600 rs.;
sarja prcla a mais superior quo apparece; cortes
de cambraiadeseda a 11,000 rs.; ditos de cam-
braia aborta a 5,000 rs.; cortes de collctcs Com
listras o palmas do seda a 4,000 rs.; ditos do so-
tim preto de listras, a 4,500 rs. ; ditos do fust3o de
cores a 800 rs. ; lengos de seda, muito finos a 2/
rs.; chales de seda do 14 quartas a 11,000 rs. ;
manas de seda, a 9,000 rs. ; pegas de bretanha de
Franga, com 5 varas a 3,500 rs.; chapeos de sol,
de seda, a 6,000 rs., com hasteas do ferro; meri-
no muito fino, a 3,000 e 3,600 rs. ; lanzinhas de dif-
ferentes cores, para vestidos de senhora, a 360 rs.
o covado; cambraia de cores, a 610 rs. a vara;
bnm de algodo para caigas, a 2*0 rs.; riscados
francezes,a220rs.; brim branco trangado de li-
nho, a 1,120 c 1,400 rs. a vara; bicos; meias para
homem, senhora menino o menina ; eum sorti-
mento do fazendas que devem agradar aos freguezes,
om qualidade e prego. Franqucam-se as amostras.
de bonitas figuras ; um dito do meia dado ; 4 mu.
latinhasrecolhidas, muito lindas; urna oscrava do
nagrio, do 16 annos, que cose, ongomma bem e fnz
lavarinto; 3 ditas mogas, que cosom o engommam
bem; 11 escravas de todo o sftrvigo : na rua D.
reita n. 8.
Na lujado nicho ha nutra pe-
chincha melhor.
Na loja do nicho, na pracinha do livramento
vendem-se chitas escuras, do pannos finos o tintas
seguras, a 4,400 rs. a pega, e a 120 rs. o covado ; bi-
cos pretos de seda de todas as larguras, muito ba-
ratos
-- Vcnde-sc um carro de 4 rodas cm meio uso
com urna boa parelha do cavallos : na rua daSen-
zalla-Nova, n. 42.
Vendem-se pulseiras de cabello
obra franceza mi ^
commodo: na rus
Vendem-se duas pretas de naci sendo ti mi
de 14 annos, o a outra de 20; urna pardinha do 15
annos: todas com habilidades : no becco do'Sara-
palel .sobrado n. 12.
DEPRECIAgA. j
Antonio Luiz dos Santos & C na sua loja do fa-
zendas, na rua do Crespo, n. 11, vomlom cassas pin-
tada a 200 rs. o covado; chitas de-IMfe 200 rs.; ma-
dapolOes do 160 11 200 rs. a vara; razendaa de gosto
de militas qualidades, e outra* proprtas para a qua-
resma, como sarjas lisas o lavradas; cortes ricos de
scti 111 preto lavrado; ditos de cores; netas pretaso
brancas, patente nglozaa; chales de lit preto; bi-
cos pretos; chale emantas de soda : tudo por menos
do seu valor.
Pannos para lences.
Vende-se superior brelaoB de Irlanda, de paro
linho, com duas varus o moiade largura fazonda
de muita utilidade para Icngoos, a 3,000 rs. a vara;
zuarte azul do vara de largura, a 240 r. o covado;
cambraias lisas, a 640,800 e 1,000 rs. a vara ; len-
cos do seda dos mais modernose muito finos, do
melhor gosto a 2,500 rs.; rolos de bretanha, a
1,800 e 2,000 rs. ; dita de linho muito fina a 740
o 800 rs.; cassa para babados, a 2,600 o 3,800 rs. a
pega; chales de lila, grandes e do muito bom gosto ,
a 2,000 o 2,500 rs. ; riscados trangados, do muito
boa qualidado para escravos, por serem escuros o
de muita duragflo a 200 e 210 rs. o covado; o ou-
Iras muitas fazendas por prego muito commodo : ua
rua do Collegio, loja nova da estrella, n,1.
^
l Vende-se urna grande porgflo de movis de
todo o genero pertencenles a urna familia que so
relira : no sobradinho do Sr. Correia Jnior, na
rua da Concordia aesquerda, passando a ponte-
zinha.
BICHAS.
Vendem-se cinco caixas com bichas, por prego
commodo muito superiores, grandes e pretas : na
rua da Cruz, no Recite n. 18.
Vende-so urna prcla crioula.de idado 24 an-
nos, comalgumahabilidade, sem dofeitos nem acha-
ques : a Iratar na rua do Palacio do Hispo, n, 3.
AOS ESTUDANTES.
Vende-se o diccionario do thoologia moral de
Bcrger, inteiramenlo novo ultima edicto em 4
volumes; Curso do direito natural de Th. Jouflroy ,
obras interessanlissimas para os osUidontes do pri-
mciro c segundo anno do curso jurdico : na rua
Nova, n 38.
LOTlRIA
do Bio-de-Janeiro.
Vendem-so bilhetes, molos ditos da 9. lotera, a
beneficio do thealroda imperial cidado do Niclhe-
roy, no Becifc, Inja do cambio da rua da Cadeia, n.
24, da viuva do Vicra & Filho ; a ellos antes que o
vapor do sul chegue, que deve estar aqu nestes
das.
Vende-se o Panorama completo e encaderna-
do : na ruadoS.-Bcnto em Olinda, venda de Jcro-
nymo Francisco da Cunha.
Escravos Fgidos.
DEG PORTAS HJ2
Ncsla loja vendem-se cortos do cassa preta
muito superior, co m 15 covados, por iH
rs. ; sarja hespanhola a 2,240 rs.; o outras
muitas fazendas prelas proprias para a
Quaresma, por barato prego, na forma do
do costumo.
iNo 1 de ser mais barato.
Vendom se cortes de uato branco, amarelloe do
outras cores ; mursulinus muito largas a 240 rs. a
vara; ditas escuras, a 4,500 o 4,800 rs. apoca: ua
rua da Cadeia do Bccifo, 11. 32.
Chegou novamonle. o suporior calda de tomates,
0 vende-se ua rua da Cadeia n. 15, loja do Bour-
6rd.
Esleirs de Angola.
Vendem-so esleirs de Angola ; bolachinha do
arar uta superiores presuntos para fiambro: tudo
por prego commodo: no caes da Alfandcga arma-
zem n. 1.
Ro aterro-da-Boa-Vista, de-
fronte da calunga, -
he chegado, pelo ultimo navio francez, um com-
pleto sortimento de calgado de todas as qualidades,
tanto para homom como para senhora meninos e
meninas por prego maiscommodo do que em ou-
tra qualqucr parWr
Vendem-se 35 escravos, sendo: dous escra-
vos carroiros um dilo cozinhoiro; um dito carpi-
na ; 4, molecofcjs de 16 auoosj LO eacravos mogos ,
-- No da 20 de fevereiro do corronlo anno, dcs-
appareceu o crioulo Manoel Gabiso do 28 a 30 an-
nos, altura ordinaria chelo do corpo olbos pe-
queos, o vcrmclhos, e cm um delles parece ter uina
bilida pjgrossosque parecem incitados ; quando
ugio tinha cm ambas as pernas duas pequeas fo-
ndas que talvez ja nto as tenha, mas ha de t'eras
cicatrizes ; levou caigas de algodflo azul, iaqnela
branca chapeo de seda velho ; anda calgado, por
se intitular forro; he sapateiro o ntendo do serv-
gode padaria;: quam o pegar traga-o a esta typo-
graphia ou a rua de Hoilas, n. 62, quo se crali-
ficarA.
Fugio, no dia 2 do corronte, o preto Manoel,
crioulo, natural do Para, o qual desembarcou
aqu vindo no vapor Imperatris na segunda-rei-
r, 98 do fevereiro- prximo passado; he alto, bem
pi*to; tcm urna marca de ferro, na perna dircta.;
levou camisa o caigas azues.de urna fazenda como
clula chapeo do palha j velho. Este preto traba-
Ihou tres das na rapalazia exterua da alfandcga;
desconfia-sequequeirii ir para o Rio-Je-Janeiro,
aondo diz ter mfli; tem andado embarcado e por te-
so taivez que tenha procurado algum navio para em-
barcar como marinheiro. Boga-se portanto, aos
Sis. capities do navios, se em algum npparecer, o
segurememandem levara Arsenio Fortunato da Sil-
va na arcada da alfandega ou ao Hospicio, 11. 4.
A mesma recoiumendagiio so faz as autoridades po-
liciacso capilos de campo, os quaes so rccompcnsi-
-- Fugio, no dia 29 do prximo passado, do sobra,
do da rua das Cruzes n. 22, um esclavo crioulo, da
nomo Antonio, de 20 nnnos, estatura regular, gro*--
so do corpo, bem preto, nariz chalo, ps um Uolo
largos bstanlo f.rgola quando falla ; lovou cai-
gas do ostopa camisa de madapolflo com pregas na
abertura e engommada e foi sem chapeo. Este cs-
cravo foi comprado, no dia 3 de dezemhro prximo
pasiado ,10 Sr. Antonio Tliomaz da Silva morador
cm Maccio, e agord consta que este Sr. est moran-
do em o Bio-Formoso. Boga-so as autoridades po-
iciaes e capiUtea de campo, quo o apprehendain e
evein-o a dita casa, que se rao generosamente grati-
ficados.
- Fugio, no dia 3 do crranle a parda de no-
mo badiana de 31 annos pouco mais ou menos;
hoaeccado corpo, cabellos corridos; levou com
sigo urna cria sua lilha com 2 mezes do nascida o
uina trouxa de roupa do urna o outra ; foi vista na
estrada de Bebcribe, e desconlia-se que va seguindo
para o Bo-Grande-do-Noi lo d'ondo he natural :
quem a pegar leve-a a rua do Sebo, n. 38, quo acra
bom recompensado.
DAO'-SE 100,000 RS. DE CRATIFICACAO.
Fugio, ou foi ruado, cm 27 de setembro do 1844,
um molcquc, de nomo Carlos, devendq ler boje
13 para 16 anuos, robusto o cheio do corpo, com
una belida nocautodo olho direito e com urna
marca de ierro porto do poito direito.que-parece ser
AF, e contra-marca por baixo destas letlra,que nDo
se pode bem distinguir: falla anda muito pouco,
por isso com estes signaes bem fcil lio de sor co-
nhecidade. Boga-so a todas as autoridades e capi-
tilcs do campo que o apprchendaiii e tragam a esta
typograpnijquereceherfo 100,000 rs. de gralifi-
oaglo c se pagarilo todas as despezas.
Fugio, no da 5 do correte, as 10 horas do dia,
o pelo Patricio de 30 annos pouco mais ou menos;
ioseccodo corpo; tem urna listulada um lado da
cara por causa dos denles; levou caigas Jo rsca-
do, camisa de algodao ; faltam-llio denlos na fren-
te; falla bem descansado, por ser crioulo do ser-
13o : quem q pegar love-u a rua da Cruz, 11. 26, "^uo
se gratifica r generosamente.
,
iffi&N. : ha ijp. deh. r. defama.
-J
i
v,
(I
d
I)
SI
I>
di
II!
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os
sr
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