Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05431


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Full Text
jirwo de 1848.

Terca-lfeira
O DURIft puldiea-ie todos os das que nlo
. ,|e miaros : o proco da atsigtiatura he na
iioO<. r.porqnartel.jwgot adiantadot. Os oa-
lmcios d assignntes ><'"S"-'.'1,?'" rnsiiode
Imt porl.ni... tO..mtvr*,d,tferentc, .a,
F .,,--oes pela metade. Os que n*o lorem jg_-
S'c-ente, por =ada publ.cac-io.
PHASES DA L0> O MBSt. DE MARgO.
i u nov. a 5. a-* I" ,,nn" e """' d* m""h'",>-
r cenlea ** > hora e 21 mi. da man..,
lu cheia a 19. s 6 hoi.s e SI rain, da Urdo.
M \oauW 27. s 10 hars o 58 mi, da Urde.
PARTIDA DOS CORREIOS.
(ioiannae Paralilbas segundase sextas feins
Rio-(Jrande-do.Morte quintas eirasaomeio-dia
Cabo, Serinlem, Ilio-Forraoso, Porto-Calvoe
M:icei, no l.*, a 11 c t de cada mez.
(vara.iliuiis e Bonito, lli 3.
Boa-Vita e Flores, a IJ e J8.
Victoria, s quintas-leirai.
Oliuda, todos os das.
PREAMArt DE HOJE.
Primeira, s 0 horas e 6 minutos di manhia.
Segunda, s 6 hora e 80 minutos da larde.
le Atareo.
AnpoXxV.
aaaa
^
das da semana.
0 Segunda. S. Oliegario. Aud.do J.dos orph.
nlo J.do c. d 1 v. edo i. M. daJ y.
7 Terca. S. Thomat de Aquino. Aud. do i.
dnciv. da l.v. edo I. de patdo 2 dist. de t.
8 (Juarla. S. Joode Dos. Aud.do J. dnciv.
da 2 v. e do J. de paz do 2 dis!. de t.
9 Quinta. S. Francisca Romana. Aud.do J.
de orph- e d<> J. municipal d.i l.v.
10 Sesta. S. Mililo. Aud. do J. docir. da '.
v., e do 3. de pai do I. dist. de t.
11 Sahhado. S. Candido. A- di I. r. edo J. de pac do I. i.H. de t.
12 Domingo. S. Gregorio.
CAMBIOS WO DA 6 DE MARCO.
Sobre Londreja 21'/, s JT/d. por l rj.a 0 d.
Parts 100 rs. por Tranco.
Lisboa 95 por 100 de premio.
Desc. de lettras do boas firmas I a Ij4 /
OuroOnras hespanholas.... 2(1300 a
Modas de 8#t00 velli. 181200 a
* de SflOO nov.. 18*100 a
de 4/000..... alono a
Praa l'ataces.......... lf50 a
Pesos columnares... 11920 a
Ditos mexicanos.... J|780 a
Mluda............. 11100
OBI.
2SM00
I|40O
I fio*
91100
I
litio
l|2
Acodes da comp. do lleberibe de 50/000 rs.ao psa
=~-
DIARIO DE PERKfAMBUCO.
EXTERIOR.
-"'
CORRESPONDEN! IA DO DIAIUO DE PERNAMDUCO.
Lisboa, 1 defevereiro de 1848.
Depois la dscussilo quo levo lugar sobre a valida-
de dsselcigfles do Algarvo, opposiclo, conhecendo
a inutlidade de seus esforcos, nffo disputen mais
eleico alguma, e todas ellas Tora ni approvadas sem
discussSo. Acamara, pois, constituio-se definitiva-
mentc no da 26 do passadn, e olegeu para seu pre-
tidento, como ja de nntomilo so previa, a Joflo Re-
bello da Costa Cabra I, irmfto do conde da Thomar.
Collocadoum dosCabraes frente da cmara eloc-
tivi, e manifestada assim a vonlade da maioria, fa-
zem-sc mil conjocturas, sobro qual ser o aspecto
quo esta tornea respeito do actual ministerio, isto
he, seo spoiar ou Rfl. Em gera!, uureita-se que o
spoiari, emquanlo convier aos fins dos Cahraes.
Estos j eomecarama manifestar parle dos seus
intentos. Na cmara dos pares, o condo de Thomar
pedio varios documentos aos diversos ministerios :
sobre itnpostos e providencias arbitrarias toma-
das pelo mmissjorio Palmella e subsequentes ; so-
bre os deportados sem processo; sobro us quan-
tias exigidas pelas juntas revolucionarias; sobre
a correspondencia diplomtica para a inlervenco
cslrangeira ; sobre as notas diplomticas para o
cuniprimenlo do protocollo, esobre outros assump-
tos idnticos.
Na cmara dos depulados, um igual roquerimento
foi feito por Jos Bernardo da Silva Cabral, que, alm
disso, annunciou que tinha de interpcllar-o governo
as pessas dos ministros da Justina, do reino o dos
estrangeiros : 1., sobre o decreto do 39 do maio
do 1846 [transferencias de juizes] o sobro despachos
illegacs ; 2.*, sobro a considoracilo om que tinha
o ministro do reino e o concclho do estado ; 3.*,
sobre o desgrasado protocollo de 21 de maio, e sobre
o estado em queseachamas nossas relacOes exter-
nas a este respeito.
O pedido destes documentos o o annuncio destas
interpellaces dSo de sobejo a conhoccr que o lim,
a que se propOem os Cahraes, be suscitar urna vola-
cao da cmara para inutilisar o protocollo, que he
o pesadello que os atormenta, o alm disso vingar-
se dos seus inimigos, com especialidad do duque
de Palmella, quo os fez satn* de Portugal, causando-
Ins desgostos, so por ventura niio poderem conse-
guir outra cousa. E, quando sobre isso houvosse al-
guma duvida, para dissipar todas bastavam os artigos
que a tal respeito tem publicado o littandarte, jornal
de Jos Cabra j.
Esse pcrioilico disse em um dos seus ltimos n-
meros, quo ainda so via o escndalo do eslarem ad-
ministrando juslica ao povo magistrados quo se col-
locaram a frente de guerrilhas-durunlc a revolla/e
que era preciso fazer justiga, adoptando urna medi-
da que acabasse com tal escndalo. N'outro artigo,
tratando dos actos do ministerio Palmella, aecusa-o
de ter commettido um grande erro, su nao um cri-
me, ordenando o curso forjado das notas do banco
do Lisboa, isto por ter obtiilo do dito csUbeleci men-
t um emprestimo do 650 cotilos.
Em vista disto, be indubitavel que os Cahraes, nao
squeremquanmistia, quo resttluioa todos os que
tomaratn parlo no rovolta ossous ompregos, postos,
rondecoraces, etc., lique iuutilisadu, mas parece
que intentam aecusar de concussiunario o ministe-
rio Palmella Tinbu, na verdade, muilo que ver, se
os Cahraes, condecidos, nao s no reino, mas lora
dclle, como os mniores concussionarios, ousassem
aecusar desSo crime ao duquo de Palmella e aos sous
collegss no ministerio, isso. ^---^
Ha quemdiga Umbonrque os Cabraes projectam
com estas inlorpcllaces derribar o ministerio, por-
que o marccIatSaldaiilia contina a dizerque, logo
depois da discussSo da respostu fallado throno,
adiar as corles; far sabir do reino para os seus
racado destes, dissolver a cmara dos depulados,
mandar procodera novas eleic.0es, o recorganisar
o ministerio. Posto quo sesaiba quo ha serias des-
intelligencias entro o duquo de Ssldanha e Jos Ca-
bral, ha muitoquem duvide da sinceridade destas
promessas do marcchal, asseverando-se at que as
intcrpellaces friram enunciadas de aecrdocomos
ministros, que estilo fazendo tu lo'o que querem
os Cabraes, sendo urna das mais evidentes provas o
sem numero de demissOes que leem dado a indivi-
duos progressistas, substiluindo-os por cabralistas ;
contra cujo excesso do poder demissorio tom clama-
do altamente toda a imprensa opposicionista. Kspe-
ra-so, comludo, ver quaes silo as respostas que o go-
verno d s interpellacOes, para melhor so ajuizar
da sua conducta,
Tem-soeslranhado minio que a opposc3o na c-
mara dos pares, onde figuram muitos cheles da ulti-
ma rcvolta, nlo tcnba protestado contra as injurias
fflsrn dos depulados coiilra o parti-
do progressista. A discussSo da resposta ao discur-
so do throno comocou hontem nesta cmara. O
Vrimeiro a fallar foi o condo do Thomar, que prc-
lendcti justificar-se das accusacOcs que contra el-
le pesam. Chamou Uvro negro danaeo portuguesa ao
livroaiul, pelas inexactidOes quo continlia. Disse
que os negocios do Portugal linham sido mal jul-
gados no estrangeiro, e que era necessario mostrar
urna vez, que eramos naQflo. Fallou as maravilhas
to crdito, naaclividade da industria, na vclocida-
do das estradas, e na paz octaviada que so gozou
durante a sua administrarlo ; por conseguale dis-
seque a rcvoluc.to do Minio tinha sido obra das fac-
ces, e n1o motivada pelas leis dos impostos. Para
islo, foi revolver as cifizas do Sr. Mozinho de Albu-
quorque, lendo um oilicio dcste ao duque de Palmel-
la, em que dcclarava que aquella rcvolucSo ntoti-
vera a sua principal origem na lei do sadc ; porm
podindo-lheo comiede Lavradio que lesso lodo o
resto do ofllcio; disso quo s lia o quo llie faz!a
emita. Atacou os discursos dos uradores hntanui-
cos, cujas tendencias disse eram todas a favor da
opposicSo, o reservou-se para continuar boje o sou
discurso. Veremos o que diz mais-
Na cmara dos depulados apieseiiluu-se liontem
o projecto do resposta ao throno, cuja discussSo
devo comecar no (im da semana.
Continuara os rumores sobre exigencias ingle-
zas. Diz-se que a Inglaterra exige o pagamento do
3111 nlientos coritos clu res, como indemnisacSo das
espezas que fez para a terminacSo da guerra
civil, e como parlo da presa pela tomada da esqua-
dra do Porto. Alm disso, falla-se do duas cartas
viudas ltimamente de Inglaterra. Una da rainha
Victoria, para S. M. a rainha, dizendo-lhe quo lio
necessario cumpriro protocollo ; porque, lendo em
breve do reunir-so o parlamento, o sou governo
ver-se-ha obrigadoa faz-lo cumplir n frca, para
evilar os ataques as cmaras. A outra do rei dos
Bolgas, para el-rei Fernando, aconsclhando-o a
que ompregue toda a sua influencia junto de sua
augusta consorte, para quo o protocollo se com-
pra ; pois que, om vista do aspeclo quo os negocios
vSo tomando em franca, lalvoz daqui a alguui
lempo se exija mais do que o cumprimento do pro-
tocollo. Entretanto, tudo islo nSo p'assa de meros
boatos-
O governo mandn suspender venda dos l>i I he-
tes da grande lotera das inscripQes, em troca de
recibos de sidos e ordenados, contra o quo so linha
pronunciado toda a imprensa. A venda contina s
por notas do banco, como so delerminou no decrclo
da instituicSo da loleria.
Tambom se delerminou que as povoacOos em
que seja difllculloso obter olas, ou estas so so ol>-
tcuhain por prego maior do que aquello quo correm
no mercado, os povos possam pagar os seus dbi-
tos om metal. *
Nomeou-se urna commissSo do pessoas inlelli-
gentes para apresenlarem Irabalhos au governo, so-
bre a exploragSo do terronos e desenvolvimento da
industria as provincias ultramarinas.
_ para
destinos,,isto be, para as suasembaixados, o duquo O governo detertninou que, para perseguic.no dos
daTercciro o o conde de Tliuaiar ; oque, desomba- malfeitores quo teora apparecido com abundancia
\
O DUQUE DE GUISE. (*)
pon jffvrDcnco ^oulte'.
, {*) Vide Diario p.
SEGUNUf PARTE.
XIV.
Agora he necessario que transportemos os nossos lei-
tores a una torre, situada na extreiuidadc do caes da
(-liiaia, c quasl beira do mar. No alto desta torre via-
je um telescopio do una dimciiso rara para scmelban-
'poca. Alguinas jauellas estrellas c fundas mostra-
vain rxtcrlorinciite (juc a torre eslava dividida om qua-
tio andares: entrava-sc para ella por nina porta baixa
Uccarvalho, guarnecida de ibapas de ferro ede cuoriurs
Hregos de ponto, quadiangulares. Era esta a casa do
"ucurullo,
t-'omecava o da a declinar quando o Pionne bateu
porta, a qual se abri inmediatamente, e o Pionne u-
trou sem que nlngucm Ihc apparecesse; provavelmeiitc
50.
eslava acostumado a esta maneira de ser recebido. por-
que fechou a porta sobre si, e transpoz urna escada es-
trella, mas coberta de um espesao tapete; chegou, den-
tro em pouco, a una ampia sala, c se acbou em presen-
ta de um bomem vestido com nina tonga tnica de vel-
ludo pelo, aperlada cintura por um cordaodeseda
da misma cor. Este bomem se acbava occupndo em es-
petar alttnetes de cabeca vcruiclba em um soberbo pla-
nisferio, que pareca interrogar com todo o cuidado.
cm varios pontos das provincias, se formem, as
freguezias urbanas e navaes, esquadras de cabos de
seguranza publica, armados do armas brancas o de
fogo, e quo estas esquadras coadjuvem os adminis-
tradores de concclho, as suas diligencias contra os
malfeitores. Esta medida, que nSodeixa do ser sa-
lular, tom sido impugnada pela imprensa da oppo-
sicSo, que v nella o restabelecimento das antigs
ordenanzas.
Diz-se quo cm breve todo o rendiment das al-
fandogas sei applicado ao pagamonto dos bonds
vintlos do Inglaterra. Esta noticia parece estar em
contradicho com outra que ha pouco se espalhou, o
contra a qual a imprensa opposicionista lovantou
logo grande ecleuma ; islo he, que o governo, fallo
de recursos, ia crear novos bilhetes admissiveis as
alfandegas. A nSo ser oxacta esta noticia, osim a
primeira, com quoso supprirSo as dospozas do es-
tado?
A imprensa Oabfaiista ten denunciado varias reu-
nios patulai as provincias, a adiada de armas em
varios pontos, o outros indicios do movimenlos po-
pulares. Ou seja com este motivo, ou por qualquer
outro, o governo parece recear-so do alguma cousa.
Falla-se do que o Miiiho vai ser percorrido por des-
tacamentos de tropas, o que do Porlo se remcllcram
para Braga municOos de guerra. Alm diso, diz-se
que from mandados inspeccionar, por ofliciaes do
engenharia e artilharia de conllanca, aspracasde
guerra marilimas prximas a Lisboa.
O banco de Portugal, na conformidade do sou rc-
guiamenlo, proceden eleic3oda sua asscmbla go-
ral e direccSo, eficaram reoleilos todos os antigos
membros. A direccSo aprescnlou oscu rclatorio, o
propoz que se d um dividendo de 3,600 rs. em no-
tas do banco do Lisboa, por acgSo do 100,000 rs o
quo, junto a 2,400 rs. qtiojii so distribuio, profaz
um dividendo de 6,000 rs. por accSo do 100,000 rs.,
para o anuo social quo acaba do terminar. Aprc-
sentaram-so varios Irabalhos sobro mcllioramenlo
do crdito, e nomoou-so nina commissSo para os
examinar.
Cbcgaratn os directores do banco quo fram a
Londres o Pars negociar um emprestimo. Parece
que o conseguiram na ultima destas pragas, mas ig-
nora-se com quo condumio. Etilrelanlo, o agio das
notas lom descido, e acha-se a 1,900 rs.
Apezar disto, a situacSo do banco he pouco lison-
geira, porque ha diassolfreu una penhura, por par-
to da conservatoria ingieza, do 12 contos de ris. O
banco deu a penhora 50 o tantos contos om inscrip-
(Oes, que fram para o deposito publico.
Ocavulheiro Drummotnl, ministro do Brasil ties-
ta corle, deu ltimamente um juntar a quoassis-
lio o ministro inglez, o conde das Aulas, visconde
de sa da Bandeira, Kodrigo da Fonscca MagalhScs,
c outros individuos da opposicSo. Isto deu muilo
quo fallar aus cabralistas ; mas parece que o nico
lim que levo fui avistarem-se do perlo os dous pri-
meiros cavalheiros, o que ainda nSo tinha aconte-
cido.
Befere-se urna ancdota da qual nao adanco a
exaclidSo. Di/.-so que, passando ultimanicnto polo
largo de San-Paulo o condo do Thomar n'uma rica
carroagem, puxadn por duus soberbos cavallos blan-
cos, os caixuiros das lojns daquelle sitio, o a gCnte
que poralli passava, comegaram a gritar Olba
as economas .' He das suas economas I .Nao ha por
ubi urna peca de artilharia ? Aonde est a frca ? etc.
etc. Seja islo ou nSo verdade, oque pareco hoque
o uggredidu pouco se Ihc importa, o s trata do pro-
mover os seus interesses. Segundo scairma, lauto
elle como sen irmSo Jos Cabral j tcom recebido
cada um 1:800,000 rs., por cotila dos seus ordena-
dos atrasados do coticelhuiros de estado.
A polica deu ltimamente urna assaltada a una
casa dejogo prohibido, na ra do Arco-do-Bandei-
i-a, o prendeu tunta o dous jugadores. A mor par-
te eram dos que fazem vida disso; poi'ui outrose-
ram individuos que, pela sua posigSo na sociedade,
tornam-so bastante escandalosos porentregarem-se
a tal vicio. O que ainda excede u osse escndalo, se
lio possivel, he que, segundo se diz, os que fram
para u l.iinoeno, conliniiuiaui na cudcia u jogali-
iia !!.....
A falla de chuvas te dado lugar a alguns dosas-
Iresna nossa navegacSo interna ; porque, nSo lendo
as cheias'dcsobstruido as ombscaduras dos ros,
om villa do Conde foi necessario suspender com lan-
chos um briguc, quealli so linha construido havia
pouco, para n.loserdpstruido, o na barra da Figueir
ra enea Ilion outro navio, do qual se salvou a tripor
lac.lo c a carga, posto que avahada.
Algumas senhoras da nnliga nobleza tratam de
dar um baile no motado dcsto me/, om benefJcio dos
coiiveucionados om Evoramonto. A funccSo devo
ler lugar em casa da marqueza do branles, presi-
dente da associacSo. Cada socia dar 6,000 rs. para
supprira despeza do baile, ccoda bilhetedeadmis-
sSo custar 1,440 rs. A commissSo directora tem-se
dirigido a todas as senhoras da capital sem excep-
cSo de partidos ; assim como admltir ao bailos
cavalhoiros e senhoras de todos os partidos polti-
cos. Esto acto de benellceucia e delicadeza tcm sido
ClCgiwUG C!!t voUoS llS jui CS.
Ilouve ullmamonto na groja de San-Hoque tima
grande festa, fcila pelas senhoras dalgas desta
corle a S. Francisco do Borja, advogado contra os
terremotos. Foi um voto que fizeram poroccasSo
dos repelidos abalos subterrneos, que a todos nos
trouxo aqui em grandes suslos. A festa esleve es-
plendida e muilo concorrida.
Na provincia da Beiru oxiste urna associacSo de
malfeitures, quo leem aquellos povos em grande
consternado pelos roubos o cri mes, quo toem eom-
mellido. Estes scclerados sSo, segundo se diz, em
grande numero, e commctlem os seus maleficios
iascarados. Allrma-so quo se vSo adoptar enrgi-
cas providencias pura exterminar esta quadrilba de
malfeitores.
OSr. Jos Joaqum Das Lopes do Vasconcellos foi
Horneado govcniudor civil do Porto, e o Sr. Jos Ri-
cardo Percira de Figuciredo vai com o mesmo en-
cargo pura Coimbra. O primoiro, posto que cabra-
lisia, he moderado, e se far beinquistar dos povos;
porcm o segundo be um exaltado, quo perseguir
os seus adversatios polticos.
As noticias do Porto dizem que o fabrico dos Ha-
sos cobertores o mantas na Beira tcm cbogado a tal
perfeigSo, o diminuido tanto de prego, que ja de
Despulida se nao inlroduz genero algum destes.
ABD-EL-KADER.
De um peridico Trance* extrahimoi as segulntCi no-
ticias sobre Abd-el-Kader :
" Abd-el-Kader nasceu cm 1808 no ioutr de aen pal,
Si-di-.M.ilii-Addin junto a Mascara. Una aureola decbam-
Uia azulada Ibc rodeou a cabeca durante alguna mna-
los, e su.i 111 .i i exclamou como urna pyihonisa dea lem-
pos antigos : Este he o menino anuuuciado petos atoa*
linos. tlakuiu-Cbcrega, aqui leudes o que csperawei*. *
u Os Hakcm-Clicrcga, poderosa tribu da Oned-el-Bau-
niau, acredilaram na prediccao da sua pjtbonisa. Oto
ven Abd-el-Kader n.lo a dcsinentio. Aos 12 annos esla-
va j esludando poltica em Oran, em casa de Sldl-
Acbuiet-Uen-Kodja, onde 18 meses depois salvou a vida
a seu pai Mabi-Eddin com um rasgo de pretensa de es-
piran, que rcvelava j a sua carreira de astucia a ener-
ga. O bei de Oran, llassau, advinhon a ambiciosa]
.projectos de Mali-Eddiu. Este anuuncUva a todo* q,M
ii fazer urna viagem a Meca para fins commcroiaet;
mas a sua escolta excilava chimes c invejas por uut lu-
io desusado. Abd-el-Kader foi presentado bey defen-
der o vi'lbo morabuto. > Por Alala I disse elle a llas-
sau pero-le que me mandes para met pai. Fallo-te
em iiomc da tribu de llakein-Gherega. Escuta primeira
as provas de innocencia de Mabi-Eddln. O menino fal-
lou enlao com tanta cloqueada c bom xito que, por
i mei ven vio do mesmo llassau, o bey de Tunes pos as
ordens do pai c do lillio um barco para a sua viagem *
Meca por Alexandria.
k Nessa cldadc, cm presenja de Mcbemet-Ali, c sobre-
ludo cm Bagdad, ao p da tumba de um dos seus av,
clebre morabuto cbamado Mulei-Abd-el-Kader, rol
onde o joven concebcu o peusamento de Vcilulr ao
Alias a in.i uaelonalidade rabe. Depois da quVto do
poder turen em is:i parecen liaver chegado a hora des-
ta tentativa. Malii-Eddin prdgou a guerra santa. Seu ti-
mo, em um ataque que travou com a guarnicao franos-
ia dentro dos muros de Oran, perdeu dous cavallos.
Pouco depois reecbeu o titulo de sullao, vestio o seu al-
bornos cor de violeta, c foi proclamado chefe poltico e
religioso dos beduinos. Tinba cnLo Abd-el- Kader 35
anuos.
A nbegada do Pionne nein por Isso o dislrabio de se-1 eslejas calado.
chegada do moco uxsaroii sua casa. O (.'ucurullo sor-
lio-sc outra vez, e perguntou-lhc ii'uin tom paternal:
Porque lixas tu olbos tao ardentes no que eu acabo
de escrever ?
Qucira perdoar-mc, rcspoudcu o Pionne recu-
audo.
Fica abi mesmo, disse oCucurullo; podes olbar.
Nao occullo a nloguem os meios naturacs pelos quaes
diego descob erta da verdade; s o que quero, he que
incibaulc occupacaio c, anda queestivesse com as cos-
as voltadas para a porta por onde liavis entrado o mo-
fo Imaronc, e por conseguinic pareeesse nao o ter vis-
to, disse-lhe em vos branda e grave:
Assenta-te, rapaz, e tein paciencia, porque lie pre-
ciso que eu acabe um calculo deque depende o destino
de urna grande personagem.
Continu, rcspoudcu o Pionne, dando um profun-
do suspiro, que eu terci paciencia.
O (-ucurullo sorrio baixlnho, e conlinuoii o seu traba-
dlo; era elle nossa poca um bomem de cincuenta au-
no, de semblante grave mas ebeio de benevolencia, de
estatura alta, de boa e firme prescuca, c a idade nao ti-
nba tido outra Influencia sobre elle seno a de Ihc lau-
car alguns lios de prata pelos cabellos epela barba, que
era de um negro d'bano. .....
Como o planeta Marte, disse baixlnho oCucurullo
escrevendo alguna jerogliphoi, he a estrella de Hcnri-
que de Lorena, dar.....
O Pionne eatremeceu, c chegou-se para o p do as-
trlogo. ,,,, ... ,
O Cueurullo parou; qur por acaso, quer de proposi-
to, acabava elle de pronunciar mu noine que interessa-
va o Pionne, c que bem lhe poda descobrir o motivo da
t> Pionne licou iuimovel diantc do Cueurullo, o qual
oonliuuan como quein l.illava coinsigo mesmo :
lii/.ia cu que a estrella de Marte se achava em op-
pusico com a estrella de Saturno, que he o cardeal.
O Pionne persisti iinmovel, e o Cueurullo con ti-
linn:
Marte passar necessarlamcntc por ao peda rbi-
ta de Venus, que be Olyupia.
0 Pionne inciinou-se para os jerogliphos que o Cueu-
rullo t rafa va, como- se elle ah podease comprehender
alguma cousa. O astrlogo laucou osollios Im livos para
o tusiarone, c notou a alicncao com que clic examiuava
esses symbolos mudos. E Cueurullo continuou:
Pode, portanto, acontecer que elle se approxliue
da const'ellafo da Virgciii, que he Casta.....
Um suspiro profundo sabio do peito do Pionne; e tam-
ben! um novo olbar le/, com que oCucurullo conheces-
seque a tilha d'OIyinpia tinha grande parte na visita
que o Pionne lhe fazla. D'ahi continuou, mas entrecor-
tando sempre as palavias com pausas, hbilmente em-
pregados:
Marte se adiara em conjunejao coma Virgciu!....
nao.....he isso impossivel.
1 continuou a escrever:
Como! proseguio elle sorpreso, e fallando comsi-
go mesmo, sempre Guise c Casta juntos!.....Nao ha du-
vida que me engao.
Wao, replicou o Pionne chcio de dr Vui. nao se
engana..... O co diz a verdade, e nunca mente. Guise
a seduzio..... ella o ama; e para o salvar ineentregou
esta carta de sua mal Olympla. Eu Ih'a trouxe para que
Vm. me diga o que eu devo fazer.....
-- Eu te tinha mandado que estlvesses calado, rapas,,
disse severamente o Cueurullo, e vs? fizeste falluro
horscopo que eu queria laucar a respeito do destino
de Guise.
O destino de Guise, disse o Pionne, com um tom
sombro, acba-sc escrlpto sem duvida no co ; mas yin.
bem pode decidi-lo c na trra. Qucira dizer-mc o que
coutem este papel.
O Cueurullo tomou o papel, e lcu-lbe o sobrescripto:
STE HE O B ST^JIBNTO.
Aquein devcicr entregue estacarla?
Casta devia leva-la ao duque de Guise.....Mas Cas-
ta nao o ornaia mais a ver..... Pelo menos, assim o ju-
rn, e me pedio que ih'a euircgasse.
E porque nao Ih'a levas tu?
Porque quero saber o que ella contin.
Huebra o lacre, que o saberos.
Quebrar o lacre de urna caria be um crime, disse
o Pionne, e eu naoocoinmeterei. Mas Vm., para quem
nao ha mysterios neste mundo, nao a podera, porreo-
tura, ler atraves do sobrescripto ?*
Se quebrar o lacre de una carta he um crime, rss-
pndeu o Cueurullo, !-la atraves do sobrescripto Un-
bem o be, e eu nao o farel.
V



-<
O ajsumpto de Marta nao tardou em consolidar t.-
ia eicicao, em que pareca no haver prevalecido mal
que o fanatismo. O priineiro cuidado do novo emir foi
organisar o seu paz dcbaixo do ponto de vista militar,
flnanciale poltico. 0 marechal Hugeaud respe!tou esta
organlsacao tao accorde coin o genio rabe. Ao visitar
os arsenaes de Alejandra, concebeu o lilho de Mab-
Juldin a idela de rosuscitar na Arabia ai inaravilhas do
espirito de invencao, Uto enmmum no amigo Kgypto
IVao cria de todo impossivel que esta ideia fosse a ori-
gen rto seu empenho predilecto por urna pcregrinac.io
a ierra de Meheniet-Ali. v
Kaiua fronte elevada brilha a meditacao religiosa, e
nos olhos meigos e serenos a magestade do patriarcha.
Grave uo repouso, e furibundo ua accao, junlava este
liomem os lances da vontade as lagrimas da melanco-
la, rjtranho contraste de devocao e imperio, de fdrra
Brutal c Insiera evanglica, a que f povoacoes supers-
ticiosas e guerreiras nao podlam negar o tributo da ad-
niracao, e o direito de soberana I
" e*crrad Abd-el-Kader em Marrocos. apezar do
eu poder destruido, pOde-ha seis anuo-Invadir,
todava, a toda a Argelia. Foi necessara a balalha de
Isly para que Muley-Abd-cl-Rhaman coinprcheiidesse a
rapiaa decadencia do cu competidor secreto. Mas o
desenlace inesperado do drama desta existencia n5o pro-
va que, politicamente fallando, tenha ella terminado.
u emir nao conta ainda 40 annos. Aos olhos das povoa-
coes rabes o reflexo da sua gloria lie mais puro que o
ualamadc Ibrahim; co solo do Egypto, desde a esta-
tua mysteriosamente vocal de Memnon at as ferteis
inundaccs do Nilo, est acostumado aos prodigios. De
todo o modo, o sul'.ao destituido nem por isso brilhar
menos em o numero dessa meia duzia de liomcns tao
otaveis, que teein produzido a nossa poca gcralmen-
te aocusada de estril, mas que, ao contrario, lie una
" mais feriis em personagens de alta fama.
(Rtvolucilo de Selembro.)
,2
O Pedro leo Ctarenu ainda sustentavam a po!e-\
mica, de que he principal objecto a administrac!o|
do Sr. Montes Sarment.
Tinham sido capturados c iam ser processados os
autores da carnificina que houvora lugar no Ip, o
de quej Tallamos aos leitoresem um dos nmeros
anteriores.
Temos vista dous exemplarcs do Noticiador Pa-
rahibano, datados a 26 e 29 de fevereiro ultimo, os
quaes nada contcm que possa interessar aos subs-
criptores desto Diario.
COMMERCO.
da
lllilO BE PE8BA1BDC0.
Pelo vapor San-Salvador, chegado boje dos portosdo
norte, recebemos diversos exemplarcs de alguns pc7
riodicos que so publicam nesso lado do imperio. As
datas do Pan alcancam a 19, as do Maranh'ao a 24, o
os do Cear a 28 de fevereiro prximo lindo.
No Para, nada occorrra que nos levo a recear a
mnima altcraqo na paz e tranquillidade, de que
ahi se goza, de certos annos para c.
Dando conta da viagem da barca Guapiass bar-
ra do Rio-Negro, o Sr. capitlo de fragata Joaquim
Manoel de Oliveira Figuciredo afflrmra ao presiden-
te da provincia, que a lcnba de macaca, po-breu,
andirobac po-mulnto substiluecxcellentemonte o
carvOo de pedra no servido dos vapores, e at se Ihe
a van taja : 1., porque sustenta o calrico preciso
para conservar o maromclro coin o vapor elevado de
4 a 5 i pollcgailas, c conenrro para que o pistn faca
de 17 a 21 rolacOcs em um minuto ; 2.*, porque,
arriendo inteiramente, e s produzndo cinza que
passa atraves das grelhas para a parte inferior das
l'ornallias, dispensa a operadlo de limpa-l>s; opera-
?8o que se repele a cada passo qunndo se faz uso do
carvao. c milito retarda o movimento das barcas ;
3.", cmlim, porque he muito menos dispendiosa do
que o outro combustivel ; porquanto a lenha gasta
cm 24 horas importara em 30,000 ris, entretanto
que dentro desse mesmo lempo nfio se consomem
menos de 10 toneladas do carvlto de pedra, cujo cus-
i nfio pode ser inferior a 250,000 reis : u que pro-
duz urna economa de 220,000 ris por cada 24 horas,
que, por corto, nfo he para desprezar.
Em Mamullan, todas as at toncos cstavam voltarias
para a comarca de Vjanna. F.ra ahi quo os exclusivii
tas, representados pelas autoridades judiciarias, e
os ligueiros, personalisados nos agentes da polica,
ostentavain as suas frcas, e provavam que se acham
disposlos a sacrificar ludo ao espirito de partido.
Goadjuyado pelo supplcnlo do juiz municipal cm
exercicio, o juiz de direito dessa comarca forgicava
procesaos contra os membros mais roputados do
partido da liga, c d'esl'arte se esforgava por itnpos-
slbilita-los de figurar as prximas eloicOes para sc-i
nador: em revendida, o delegado, os subdelega-
dos, e os inspectores de quartciro, davam-se pressa
cm perseguir os sectarios do exclusivismo, coin a te-
nacidad* que o desojo to vinganca ho capaz de ins-
pirar. Esta lula, cujas consequencias pdem ser mui
funestas, chegra a tal poni, que, desde o anoite-
cer do da 5 de fevereiro at 3 horas da tarde do im-
mudialo, o delegado conservara em completo asse-
dioa casa do juiz dedireiio, afim de prond-lo, por
ter i He arrancado um criado seu das maos de certo
moldado que isscnlra de recrula-lo porta do pro-
prio amo Nfio sabemos por que circunstancias, o
Medio fura levantado, sem que seelTeituassoa pri-
sfio premeditada.
A presidencia julgra menos legal a apuracao dos
votos para vercadores da cmara municipal do Bre-
jo, c mandara proceder outra, suspenden,lo do
exercicio do presideuto da mesina cmara ao cidadSo
Jlonoralo Iflves de Souza.
Aubradocanal d'Arapahy j proporcionava traba-
Ihoa cento o tantos operarios.
Fallecer o abastado lavrador Antonio Xaxier Fer-
r i ni, pai rio numerosa familia.
F.stava annunciario para este porto o briguo Jo-
sefina.
Do Cear, pouco diremos boje.
Alfandega.
RENDIMENTO DO DA 6............
Oescarregam hoje, 7 de margo.
Rrigue ffiramal.
Rrigue IFiHam-Punlon lijlos.
Barca Creamore bacalho.
Brigue F.-Malthetc dera.
Brigue Afila mcrcadorias.
Barca Cumbetland dem.
Barca Empress dem.
Escuna Restauraran ceblas.
Barca Manchesler bacalho.
5:395,446
IMPORTACAO'.
Deslauraco, patacho portuguez vindo de Lisboa,
entrado no correte mez, consignado a Oliveira Ir-
mios &C, manifestou o seguinte :
80 pipas vinbo tinto; a G. A. do Barros.
16 barricas sardinhas, 2 barris poixo salgado ; a
Manoel Caclano Pereira de Meudonca.
6 barricas el barril sardinhas ; a Polycarpo Jos
Layme.
150 pipas vinho tinlo, 1 sacco palacOos brasilei-
ros, 1 dito ditos hespanhes : a Oliveira Irmaos
&C.
50 harris cal virgem ; a Manoel Ignacio do Oli-
veira.
7 barricas castanlias ; a Thomaz de Aquino Fon-
seca .
55 barricas sardinhas ; a Jos remandes For-
reira.
25 barricas sardinhas ; a Jos Antonio de Maga-
Ihfics.
40 barricas sardinhas; a Jos Francisco Collares.
6 barris e 1 caixa drogas ; a Jos Mara Connives
Ramos.
8 saceos farelos, 1 barril azoite-doce, 1 dito raiz
de espargo, 2 ca i xas drogas, 1 sacco alcerim ; a V.
Bravo &C.
2 barris drogas, 4 caixas agoa ingleza; a Antonio
Pedro das Neves.
8 barris o 1 caixa drogas; a Manoel Elias de
Moura.
1 caixote 1 braco de batanea ; a Antonio Martins
Crvalho.
1:050 molhos de ceblas; a Jos Oliveira Faneco.
28 pipase 4 mcias ditas vinho tinlo, 8 barris dito
dito; a Firmino Jos Flix da Roza.
20 barricas sardinhas; n Antonio Sebastifo dos
Santos.
2 barrilinhos sardinhas ; a Francisco Soveriano
Rabollo&Filho.
30 barricas sardinhas; a Antonio Jos Comoiro
Guimarfies.
Father-Mattheic, brigue inglez vindo de Jersey,
entrado no corrento mez consignado a l.o Bretn
Scliramm & C, manifestou o seguinlo :
2:802 bifrricas c 65 mcias ditas bacalho ; aos con-
signatarios.
cez ; Charlea Poengdeatro, Inglez ; para o Rlo-de-Ja-
neiro, Dr. Ignacio Jos Garca, Silverio Jos da Cruz
Jnior, soldado Antonio Caetano coin sua tnulher e
um liltio menor, e 19 piafas, sendo 7 para a maiinlia e
12 para o exercito.
Navios sahidos no mismo dia.
Trieste ; brigue austraco Lusitano, capitao Ilenrique
Frederico, carga assucar.
Mamburgo por Maceiri ; brigue inglez Proteus, capilao
John Laird, em lastro.
Parahiba; hiate Purexa-dc-Maria, capitao Joo Francisco
Martini, barga varios gneros. Passageiro, Jos de
Aievcdo e Silva.
ltimamente despachados, e de muitas outrasf,.
zemlaslque muito agradarilo a seas reguezes, pe.
los precosequalidades : sexla-foira, 10 do corren te
as 10 horas da manhan, no seu armazom da ru ^
Vigario. _________^^_
Avisas diversos.
Declaracoes
Ouve, responden o Pinnr, cu nao sou como Gen-
nnro, nem como Sanlis nunca por mcio de roubos
amontoei thesourosque facain inveja a principes; mas
tenho-ine apoderado Icalmentc dos despojos dos lldal-
gos hespanhes que inalei as pelejas, c tenho aceitado
tainbeni os esgastes que me offereceram os prsioneiros
que Hz. Pois licni.' todo o ouro e todas as jolas que cu
tenho ajuntado, ludo cu te dou, se me quiere dizer o
que este cscripto encerra.
. Nao ha thesouros que me possam pagar una ni
acefo; nao a farcl.
Serla 1sto problbadc da parle de Cucnrullo? Seria por-1
que nao poda satisfazer os desejos do Pionnc? las o que
nfio decidiremos; porm o toin, coin que elle fez seme-1
Ilianie recusa, era tan formal, que o Pionne tomou de
novo a carta e disse ao astrlogo:
Poisbeml cnto, re leva-la ao duque de Guise.
K preparava-se a sahlr, quando se envi que batiam
porta da torre deuin modo muito particular.
Sem que o Pionnc podesse ver como he que oCucu-
i iilln responda a este chantado, ouvio a porta abril -se
c dhi a pouco entrar na cmara cm que elle se achava,
Francesco, seguido de um cavallciro envolvido n'um
longo manto.
OPionne se liava retirado a um augulo obscuro da
cmara.
Eu o esperara, senhor duque, disse Cucurullo a
iise, saudando-o respeltosameute.
Guise eraum hornenj de rara coragein c della linha
dado provas quasi
iiiiniri u dos hoiiii'us
CNSULADOGERAL.
RENDIMFNTO DO DIA 6.
Geral.........................1:478,988
Diversas provincias ............... 151,047
1:630,035
O vapor .San-.S'n/vaa'or.clicg.irio dos por-
tos do norte, focha as malas para os do
su I hoje(7) ,ao meio-dia em ponto :
o as correspondencias que vierem de-
[ios desta hora pagarSo o porte duplo at urna
lora; o desla cm diante nfo se recebem mais.
C0MMMANDO DE ARMAS.
So porvontura residir nesta provincia o Snr. Joa-
quim Manoel Pereira, quo,senrio lente da extincta
milicia, lo: a despachado alfares para o primeiro ba-
talhaodocacarioresdo exercito, por decreto do 2
lodczembro de 1839 e lenlo para a companhia
fixa da mesma arma da provincia do Espirito-Santo,
por decreto de 7 de selembro de 1847, de ordem su-
perior baja do comparecer na secretaria militar,
sonde so Ihe dir a rasilo do presente chamamento:
Eso alguooi tiver noticia rio referido Sr. lenle
Peroira, o soubcr em que lugar se acha na provincia,
ou fura della pede-se que tenha a bondado de de-
dcclarar por esto Diario ou em carta dirigida ao
abaixo assignado. liedlo, 6 de marco de 1848.
Jos Ignacio de Medtiros liego Monteiro, lente aju-
riantedeordens.
Puhlcaces Litteraras.
O primeiro volume do Cerco do Porto nos an-
nos de 1832e 1833, com urna riescripcao histrica
desde o principio da monarcha e entrada dos Fran-
cezes em Portugal, nos annos de 1808 e 1809, obra
interessantissima e j amiunciada nesto Diario ,
pelo proco de 3,000 rs., na ra da Cruz, n. 1, se-
gundo andar. Na mesma casa acham-so a venda :
RecordacQcs histricas de Portugal do anno de 1842,
pelo principo l.icknousk'y, Iraduzida do allemSo,
secunda eiticflo correcta o augmentada, um vo-
ume do 220 paginas por 1,000 rs. ; o Muitu PU-
loresco ate o n. 21 ; Organon de llahnemann ou ex-
posiQflcs das doutrinashomoeopalhicas ,e notas ao
mesmo, dous folhetos; Noticias elementares da
homceopathia ou manual do fazendeiro do capi-
tao de navio e do pai de familia, um folheto.
NOVO DICCIONARIO DA LINGOA NACIONAL.
Em selembro e ontubro do anno prximo passa-
do, annuncimos ao publico, que se ia lanzar ao
prlo um novo diccionario da lingoa nacional que
levo por base a ultima edieno do diccionario do
muito digno lilterato o Sr. Moracs, publicado em
Lisboa no anno de 1844 Declaramos entSo quo se- hajam de, no prazo de 3od3S, contados
gimos em ludo o syslema daquello eximio lxico- J. j r v i
grapho, porque sua autoridade, j por si sobas-'desta "ata- naear a niiportancit
LOTKRIA
Do Hospital Pedro II.
Contlnuam-sea vender os bilhetes da tereeir j'
parte da !. lotera do novo hospital, nos lugire!
do costume, e o respectivo thesoureiro previne i0!
senhoresqueindigitaram numeroa para nao serem
vendidos, que hajam de ir busca-losl quanto an-
tes, pois que os mcios bilhetes j so acham em pc.
quena qnantidade. O mesmo tbesoureiro^ vista do
bom acolhimento quo geralmente lem merecido i
actual lotera, faz acienle ao respeitavel publico quo
tem marcado o dia 8 de abril prximo vindouropi.
ra a sua extraccSo.
Joaquim Rodriguos Dusrto vai a Portugal tra-
tar de sua sade.
Manoel Fructuozo da Silva faz publico, que te-
dou e Iraspassou a sua venda a seu mano Joo Fruc-
tuoso da Silva : por isso roga a sous credoresque
Iho apresentem suas contas,. para sorem pagas.
Carlos Ernesto de Mesquita Falco vai a Dilu i
por llacei.
-- Na ra larga do Rozario padaria u. 48, preci-
sa-sedeum amassador.
OTerece-se um rapaz brasileiro para acompt-
nhar qualquer pessoa ou familia capaz para i j;u.
ropa : quem de sou prestimo se quizer utilisir m-
nuncie.
Na ra larga do Rozario, padaria n. 48, d-se
pSo de vondagem offerecendo-se mcllior interetse
que em outra qualquer parte.
Jos Joaquim Machado do Oliveira, subdito por-
tuguez, retira-se para Lisboa.
Qd qiii/.er argar uia irea para o servido de i
urna casa do pouca familia, dirija-se a ra Direiti
n.40.
Jo3o Nesbitt, subdito ingloz, vai ao Rio-de-J;
neiro.
Na ra do Aragflo, n. 4, bairro da Boi-Visti,
fazem-se quaesquer cortinados, tanto de cama como
para janellas, com a niaior perfei^So possivel.
OfTerece-se um homcm com todas as habilida-
des para ser administrador, ousercaixeiro deum en-
genho: quem de seu prestimo se quizer utilisar diri-
ja-se s Cinco-Pontas, n. 10.
Jos FemandesGoItz, subdito portuguez, reti-
ra-se para Portugal.
-- Precisa-so deum homcm casado que seja capii,
para administrar o servico de urna olara. subjel-
lando-sc tambema fazer algum servqo : na ruado
Queiniario, loja ti. 38.
Antonio da Costa Ferreira vai a Portugal, t
deixa encarregado dos seus negocios os Srs. Anto-
nio Joaquim Vidal, Jos Gomes Tavarca o Antonio
Pnlode Rorros, emquanto volta.
0 Sr. Jo:1o Frederico de Abreu Reg dirija-se i
ruado Queimado n. 4.
Os abaixo assigoados rogam a todas
as pesfioas que Mies so devedoras que
pagar a importancia
lanie respeitavel, accrescia a cdc'a sobre quo fun-'seus dbitos Picando certos aquelles que
riamos nosso Irabalho, a dos Ilustres Fr. Francisco a s____-
des, Luiz, Souza Monteiro e padre Castro. Obser- n5 zerem queserao seus nomes pu-
blicados por este Diario. Rccie, 4 ^e
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIA 6............ 710,338
Movjmcnto do Porto*
Navio entrado no dia 6.
Para, Maranhao c Cear ; 13 das e 6 horas e do ultimo
pnrto 11 lloras ; paquete de vapor brasileiro San-Sal-
vador, de 300 toneladas, commandante o primeiro l-
ente Antouio Carlos de Azeredo Coutloho, equipa-
gem 35. Passageiros : para esta provincia, Jeronymo
M. F. de Mello com um escravo, Victorino Pereira
Maiacom um escravo, Pedro Antonio lieniardinn,Ma-
nuel C. (.'amacho, Brasilclros ; .Siman llcrmam, Frao-
A recepcio do Cucurullo o perturbou; mas nao quiz
deixar ccnhcccr a einojao que senta, c rrspondeu des-
embara(.-ido:
ndela, ndela, senhor mgico, nao se esqueja
de que falla a Ilenrique de Guise, e nao a alguuia mulher
supersticiosa ou a algum laxsaronc ignorante.. .. Tu nao
me esperavas.....
Tanto o esperava, respondeu Cucurullo mostran-
do o Pionne, que este moco me achou consultando os
stros para responder o que V. Alteza me val per-
fitinnr.
Com efeito .'diste Guise n'um tom zombeteiro e
' turbado.
He verdade, exclamou o Pionne levantndose e
enllocandn-se defrnnte de Guise, a quem pareca devo-
rar com os olhos ; quando cu chrguei, Cucurullo falla-
va de V. A'teza, e tirava o seu horscopo.
E me promettia um maravlhoso futuro, nao he al-
gn ? perguutou Guise rindo -se.
lie, disse o Cucurullo, cravando os olhos penetran
tes no duque ; a (aboa do seu destino me offerecia o
mais esplendido futuro a sua estrella brilhava com urna
pompa igual do sol ; mas nao sel como isto foi :
chegada deste hoineiu, o co pareceu-mc que se obscu-
reca ; a estrella de V: Alteza cmpallldeceu.....
K, perguntou Guise profundamente abalado, os
leus clculos te disseram que.....
Que V. Alloza eslava cm perigo, disse o Cucnrul-
pad
vamos ainda por aquella occasiSo, que pequeo
seria o resultado da existencia do urna obra tilo
ulil como a de que so trata, se o seu preco nlo
fosse tal, quo habilitasse a todos a poderem ble-
la. Glormo-nos por ter conseguido a resoluclo
deste problema, por isso que o preco por nssigna-
tura seria o de20,000 rs., pagos em ditas presta-
cOes. Hojo ractficamos aquelles ano nucios, accres-
centando que brevemente se achara prompta al.'
parle daquella, em ouc dividimos o nnsso trabalho;
continuando a receber subscrip^Oes porcada urna
dolas, a raso de 1,000 rs., pagos diantadamente.
Subscrevc-se na ra Formosa, ti. 2.
aviso martimo.
Para o Aracaty segu viagem a barcada Alegria-
doltom-Fim; recebe carga para quaesquer dos pintos
do norte: quem quizer carrogar drja-so ao porto do
Forte-do-Maltos.
Le loes.
Jolo Kcller & Companhia faro leilao por in-
lervencSo rio corretor Oliveira rie um bonito sorti-
mento rio pannos merinos e outras fazendas pro-
priasdaQuaresma : quinla-fcirn, 9 do corrcnlc.as
10 horas da manlia no seu armazom, ra da Cruz.
Rolhe & Bidoulac faro leil.to, por intcrvcncilo
do corretor Oliveira dos mulhores pannos pretos
i
loucas; mas pencuda ao pequeo lo ; mas, como a chegada do Pionne me interroiupcu
> do seu eculo jii tinham deposl- .nao posso Ult.-lUc qual he o perigo que o ameaca.
aaoiuv1ui.i0riai;onliancaiiaa8tiologia,postoqucconi| Os perigos que me ameacain, replicoa Guise fm-
vergonha da sua credulidade. Igindo una presenc de espirito que nao tlnlia, sio de
mais de urna especie ; mas, com o soccorro de Dos, es-
pero all'ronla-Ios a todos.
A todos?) exclamou o Pionne em tom sombro ;
V. Alteza est bem certo disso, senhor duque ?
Estou, meu del capitao ; ossiin o espero, principal-
mente com subditos lao devotados como tu
O Pionne arrancou um profundo suspiro, e couti-
nuou :
Ob senhor duque, senhor duque Dos me Ilu-
mine e o proteja!.... Mas conclua o negocio que o trou-
xc a esta torre, e depnis eu Ihe lirel porque estou aqu.
O Pionne tem raso, replicn Francesco, V. Alteza
me prometteu urna cousa, senhor duque, e u lempo pas-
sa ; talvcz que o segredo que eu Ihe (levo revelar dentro
cm pouco seja intil.
Pois bem I respondeu o duque, ouve l, Cucurullo,
tu ine disseste, quando cu le livrel da fogueira, que a
tua scicucia eslava ao meu dspor, e que em qualquer
poca em que cu viesse reclamar de ti a recompensa do
servico que te prestara, tu estaras promplo adar-m'a,
isse-t'o, e cumprirei a inhiba pahvr.i.
Tu possues, que eu o se, o segredo de urna agoa
maravilhosa para apagar as marcas dahorrivel moles-
lia que presentemente assola a cidade de aples.
Possuo, disse o Cucurullo.
Venho pedir-tc um vidro della.
Sabes tu que eu a recuse! a Sua Sanlidade ?
Sua Sanlidade excommungou-te por duas veics, e
eu salvei-te a vida.....
Sabe* tuque eu nao quiz vender um frasquinho
della por cen mil escudos a Mara de Franja ?
Ainda que tu tenhas recusado sementante preco,
pergiinlo-te eu se estimas a tua vida cm menos de cem
mil escudos.,,..
marco de 1848.
Campos & Almeida.
AlexandreJos Gomes retira-se para Lisb*,
ofleroco naquella cidade o seu diminuto prpstimoaos
seus amigos.
Para as pessoas que tencio-
iiam seguir viagem.
Na ra rio Rangcl, n. 9, continuam-se a tirar pas-1
saportes para dentro e fra do imperio, despacham-
se escravos ,e correm-se folhas ludo com brevida-
de e por preco muito e muito commodo, do quo |
j se tem dado exuberante prova no decurso de oito
annos.
Qualquer ollcial de pedreiro que estiver des.-. I
oceupado querendo aproveitaro lempo, dirija-so
a ra do S.-Rita, n. 85, queso precisa ajusfar urna
pequea empreitada.
Achando-so inteiramente atrasada a afercSo,
per faltado concurrencia das pessoas quo a deveni
solicitar, c devendo a reviso ter principio no pri-
meiro do abril prximo fotuto na forma da le, p |
arrematante da mesma afericjlo assim'o faz publi-
co para que os inlcressados comparceam at o ul- (
limo do corrento mez de marco, afim de n3o incor-
rerom as multas a que eslfio subjeilos pela o mis-1
so e possa o mesmo arrematante vencer o trabs-
Iho de tal expediente o que com mais demora 115o
ser possivel conseguir-se. Recifc, a do margo de j
18*8. --J0S0 h tari o de Barros.
Nao, respondeu o Cucurullo ; mas, primeiro qu
tudo e sobretudo, estimo a inhiba palavra. Espera
Dcixou elle a cmara, e subi ao andar superior. 0
Pionne libara n'um canto, absorto em seus pensamen-
tos, ou tal ves entregue a esse horrivel tormn lo em q"t
se Ihe perdiam todos os pensamentos. Francesco, som-
bro, agitado, pareca esperar com una impaciencia
febril.
J he muito tarde, c a hora passa, murmurou elle-
O Cucurullo appareccit ua sala com um frasco de
cryslal na nac.
Tome l, senhor, disse elle ao duque de Guise, sai-
ba smente que este frasco fra vendido poruiim, es
inaiibaa, por um preco que todos os seus ihesuuroi me
uo poderiam pagar.....Agora estamos quites.
He verdade, responden o duque.
Depois, vnltando-se para Francesco, cnlregou-lhe
duque o vidro, dizendo :
Toma l ; aqui tens o que te promet!. Agora di-
ze-me o nome que desejo saber ; dizc-me onde poderci
encontrar o homcm que procuro.
Francesco estendeu a mao, como quem pareca escu-
tar oque se paisava fra, e d'ahi, de repente, exclamen
arrebatado.
El-lo qu bate porta ; e dentro em pouco o vl
V. Alteza ver.
Quasi que ao mesmo lempo se sentio canlarolar na
escada ; e Guise, envolveuilo-se no manto, se relirou
para ao pe do Pionnc, murmurando com voz surda:
Hem uie pareca a inim que era llrela. -
(CotM"inuar-i*-*-)


.
=!
3
AO PUBLICO.
Em mui crescido
al agora molestias
era permttdo ao paciento resignagfo para'soffrcr
um mal de queja nfl hava esperangas de poder li-
bcrta-lo, e ao medico pliilantropico a dr de ver
mu i los de seus sementantes victimas do (informida-
des, contra as quaes so dcclarava impotente, po-
dendo apenas lamentar a fraqueza da intelligencia
humana. Mes, gragas aos prgressos da medicina,
gragas ao zelo do liomens incansaveis, que, nio des-
esperando da nerfectihilidade da scicncia, se teem
deJicado invcsligagfto de remedios que possam
illiviar humanidado dealguns males quo a affli-
gem, o numero das molestias reputadas incuraveis
vai dedia em dia diminuindo. Assim, achardepois
de longos trabalhos, de profunda mcditagflo e reite-
radas experiencias, medicamentos quo nos rostituam
o uso dos dous mais importantes sontidos de que
lie dotado o homem, quando estesj se achavam no
supposto estado de incurabilidade e inteiramente
perdidos, he par certo um dos maiores servidos, quo
se poda prestar humanidado ; eis o que eslava re-
servado um homom philantropo da cidade de Dra-
ga, em Portugal, cuja sciencia, cujo amor de seus,
somelhantes se lom feitogeralmenleconhccer. Os
remedios que ora ofTerrcemos ao publico, nfio en-
trara na classo daquelles que o vido e ousndo char-
latanismo inculca com roucos e descompassados
lirados, e que o crdulo vulgo, por ignorancia, rece-
be na boa f esem discernitnenlo, achando-se de-
pois Iludido; tem, porm, de ocupar mui distincto
lugar entre os medicamentos* que maiores henefi-
cios prestam ao homem : constara clles da dissolu-
gilo nquosa de extractos de plantas medicinaos, do
virtudes mui reconhecidas o verificadas. O longo li-
so, as continuadas e soveras experiencias, a quo por
toda a parte teem ellos sido submettidos, sem que
urna sii voz hajam falhado em seus bons eITcitos, o
desmentido as esperangas que sobre ellos havia fun-
dado o sen inventor, lhe teem grangeado constan-
tes o repetidos elogios dos mais sabios c respeita-
veis mdicos, assim da Europa, como da America,
que unisono u'uiximi e prociamam suu acgio sum-
pre corta e benigna. Um destes licores he destinado
a combater as molestias de olhos, e tem por princi-
.pal virtude restituir aos orgosda viso suas func-
gfles ; reanimar e fazer reapparecer em sua natural
perfeigflo k vista, quando esta estiver Iraca ou quasi
cxlincla, com tanto, porm, que nfo baja cegueira
ipassado outra de igual qnantia e data Declara maf muito forte, propria para aprender a engommar;
- um preto, por 150,000 rs.
Na ra da Cruz, venda n. 32, vende-se urna por-
cilo de arroz brenco do sul, por prego commodo.
Jo obaixo assignado, quo dita lettra linha o lugar do
lo do sacador em branco. rtecifc, 3 d
848. intento Ferreira da Silva Santoi.
numero contavam os mdicos I nom..'0 sacador em branco-- Ftccife, 3 de'marco
ncuraveis, contra as quaossH01"
absoluta covn desorganisagfio das parles ; nfo me-
nos til o enrgico lio para desfazer as cataratas,
destruirs nevoas e de prompto debelar qualquer
inflammagflo ou vermelhidfio dos olhos. Nao causa
dr, ncm estimulo na parlo.
O outro liquido restitue a faculdado do ouvir os
sons ao ouvido tocado de surdez, ainda que invete-
rada, urna vez que o mal nlo seja do nascenca, sem
causar em lempo algum o menor incotnmodo ao (l-
enlo, o sem priva-lo de cuidar em seus negocios.
INSTIIUCQES PAR* 0 USO DOS REMEDIOS.
O dos olhos emprega-se do modo se quinte:
0 doenle, pela manhfa, em jejum, urna hora pou-
comaisou menos depois quo crguer-se do loilo,
tomar sobre a palma da mffo pequea porgflo da-
quellaagoa: e cora ella moldar liemos olhos, fa-
zendo que algumas gottas caiam sobro o globo oc-
cular: sem os limpar, os conservar molhados at
que naturalmente enxuguem : ao deitar-se noite
pratlcar o mosmo : durante o lempo que usar do
comedio evitar o color, acgfo do fumaca c o vento ;
far abstinencia do comidas salgadas, azedas e adu-
ladas com especiaras.
Oremedio dos ouvidos ser applleado do modo que segu:
Odoento, pela manhfa, urna hora pouco maisou
menos depois do ergucr-se, ainda em jejum, far
derramar dentro dos ouvidos quatro ou cinco got-
tas do liquido, tapando-os depois com algod.to em
rama ; noite ao deltar-se repetir a mesma ope-
raco. Durante o uso do remedio evitar expr, os
ouvidos principalmente, a aceflo do calor cdo Ten-
t, afim de evitar grande transpiraglo, havendo oui-
dado em nfio molhar os pos em agoa fra ; fnalmcnle
dove abster-se de comidas salgadas, azedas e ado-
badas.
Ratea remedios eslo a venda na botica de Bar-
lltolamco Francisco de Souzn, na ra larga do Ho-
zarlo, n. 36, nico deposito em Pcrnambuto, pelo
k prego de 2,2*0 rs. cada vidro.
' Ignacio ilo Couveia o Spuza relira-se para fra do
I imperio, a tratar lesna sado.
Aluga-se um segundo andar, na ra da Scnznl-
la-Nova comcommodos para familia por prego
muito mdico: na praga da Independencia, li-
vraria ns. 6e8.
Prccisa-se de um caixeiro: na ra da Scnzal-
la-Nova, n. *
Yendas.
Ilef ratos
do dagucrreolypo coloridos e
/xos. pelos ltimos deseo*
orinientos.
O abaixo assignado lem a honra de participar ao
respeitavel publico c aos seus amigos feralmente,
que acaba de roceber dos Estados-Unidos, por es-
cala do Para,no vapor Imperatriz um bello sorli-
ntento de objectos para retratos: e como tenciona
detnorar-se pouen lempo nesla praga, c seguir bre-
ve para a Haba convida a todas as pessoas quo an-
da precisam dosseus servigos a tproveilarem a oeca-
si3o presento. Como ha tnuilas pessoas de opiniflo
errnea, que estes retratos smente com o Lempo
se acabam o abaixo assignado nio pode dcixar de
dircr quo osla opiniflo s podo ser applicada nos
retratos de fuitiaga que so litaran anteriormente ,
quo os retratos lisos e coloridos nfio sflo capazes
iie sumr-se nunca e que est prompto a mos-
trar a qualquer pessos a differenga quo existe en- v' .
tre um retrato do fumaga cumlixo o colorido, pe-| andar a Saber : UITI linCJO milla
lo novo escobiintento. As horas mais proprias
para lirar estes retratos so das 9 horas da manbfla
us duas da tarde principiando de boje em (liante,
na ra ta Cadeia de S.-Antonio, n. 26.
M. S. Mawson, dentista, rccetilnntcto c;cgr.do
Europa, acha-so resldindo no Hecifo, ra do Tra-
piche-Novo, n. 8, segundo andar, aonde contina a
prdentes mineraes, ficando incorruptiveis, e ap-
parecendo inteiramente como naturaos : taaibem
tira a podra, a qual, nlo sendo extrahida, om pou-
co tempo tanto arruina os (lentes ; chumba com ou-
ro ou prata, para privar de augmentar acorrupgfo;
tambem tira, lima o faz todas as operagOesdent caes
coma maior delicadeza possivol. Elle espera que
os elogios, e o muito patrocinio quo tem recebido
pelos beneficios que tem produzido na sua pratica,
(luanlo 7 anuos do residencia tiesta nidada, scrlo
garantas suUicientcs para as pessoas que, precisan-
do de seu presumo, ufloo deixcm de procurar.
H CHA PISOS DE SOL H
Ra do Passeio* Publico, n. 5.
JodoLoubct participa ao respeitavel publico, que
recebou, por estes ultimosnavios francezes, um com-
pleto sorti ment de chapeos dcsol.de seda, amis
rica e superior qualidade; furta-cres e outras mul-
tas conhecdas, tanto para homens, como para Sras
c meninos. No mesmo estabelecimento ha um sorti-
mento de chapeos de sol de paniulto, dos mais mo-
dernos; ditos muito grandes, proprios para homens
decampo : tambem lera chapos de sol do paniulto
para meninos e meninas, por serom muito finos: po-
u6i-o chamar chapeo? do economa. Na mesm !oj
ha sortimento de bengalas, bengalinhas e chicotes
muito modernos; cohre-se qualquer armaguo de cha-
peos de sol, com se las de todas as cores o qualida-
des. Na mesma casa ha um grande sortimento de
panninhos trangados e lisos, imitando seda, para
cobrirosmesmos: desta fazenda se vende aretalho.
Concorta-so todo qualquer chapeo de sol, por haver
um completo sortimento de todos os pertencos para
os mesmos, com toda a perfeigflo o brevidade.
Um eslrangeiro prope-se a dar ligOes parti-
culares deingloze porluguez correctamente, tan-
to no fallar como no traduzir. Advcrte-se que nao
he fundado sobre um tal novo mothodo, j annun-
ciado por um outro concurrento nesta provincia.
Quera de seu prestimo se quzer ulilisar dirija-so a
ra da Gloria n. 86.
MDANCA
DA
rUNDICAO
r
n'/i viionji.
Este antigo estabelecimento acaba de ser mudado
paraos muito espagosos edificios construidos de
proposito na cidado nova de S.-Amaro onde exis-
te! todas as proporgOes para a factura de qualquer
machinismo com a mnior presteza o pcrfeigfto : e
pora commodidade dos freguezes, ser conservado
na anliga casa, junio a igreja dos Inglezes, um es-
criptorio onde se receberSo todas as encommendas
e ortjcns a respailo tendoa toda hora urna barca de
ferro empregada exclusivamente no transporte das
obras do.escriplorio fundigo.
Compras.
Compram-se cadeiras, bancas, marquezas e me-
sas fetas no paiz tanto novas como usadas: bem
como lanternas e mangas do vidro: tambem se
compra um torno com seus pertcocos, para tornear
madeira ; na ra Nova, n. 67.
Compram-se, effectivamenle botijas c garra-
fus vasias : na ra do S.-Hita, reslilugfo n. 85 e na
venda atrs da matriz da Boa-Vista n. 2, que fica
na esquina da praga.
Compram-se, electivamente, todas
as qualidades de garrafas e botijas vasias :
no Aterro-da-Boa-Visla, fabrica de li-
cores n. 17.
Compram-se cabras [ bicho ]: na ra Direita ,
venda n. 72.
. Pannos para leoGes.
Vende-so superior bretanha de Irlanda, do puro
linho, com duas varas o meia do largura fazenda
de mnita ulilidado para lenges a 3,000rs. a vara ;
zuarte azul de varado largura a 240 rs. o covado;
cambraias lisas, a 640,800 e 1,000 rs. a vara ; lon-
gos de seda dos mais modernos o muito finos, do
(tiellior gosto a 9,500 rs.; rolos de brclanha a
1,800 e 2,000 rs.; dita do !nho muito fina a 720
0 800 rs. ; cassa para babados, a 2,600 e 2,800 rs. a
pega ; chales de lila, grandes e do muito bom gosto ,
a 2,d00 o 2,500 rs.; riscados trangados, de muito
boa qualidade para escravos por sercm oscuros c
de muita duragfo a 200 e 220 rs. o covado ; e ou-
tras muitas fazendas por prego muito commodo : na
ra do Collegio, loja nova da estrella, n.l.
Vcndem-so duas pretas de nagflo, sendo urna
de 14 annos e a outra do 20; urna pardinha do 15
annos todas com habilidades : no becco do Sara-
palo! sobrado n. 12.
Chitas pretas assetinadas-
yenden-so ns j bem acreditadas o superiores
chitas pretas assetinadas do ultimo gosto, a 240
1 s. o covado : no ra do Collegio, loja nova n. I.
DEPRECICAO.
Antonio l.uiz dos Santos & C na sua loja de fa-
zendas, na ra do Crespo, n. 11, ven lom cassas pin-
tadas a 200 rs. o covado; chitas de 160 a 200 rs.; ma-
dapoles de 160 a 200 rs. avara; fazendas de gosto
do muitas qualidades, e outras proprias para a qua-
resma, como sarjas lisas o lavradas; cortes ricos do
sotim preto lavrado; ditos d" cores; meias pretas e
brancas, patentes inglezas; chales do fil preto; lu-
cos prctos; chales e mantas de seda : linio por menos
do seu valor.
Vendem-se nulseiras de cabello,
obra franceza multo perfeita, por preco
commodo : na ra do Cabng, loja n. 3.
Vonde-se um escravo da Costa, ainda mogo,
bastante reforgado c que he ocoslumado ao sorvigo
decampo ; pardo dele annos ptimo para pagem,
por saber bem tratar e montar a cavallo, o qual
tambem cozinha algum cousa ; 3 apparelhos do me-
tal branco para cha, por prego commodo; 3 sellins
novos, muito bous e com todos os seus pertences ,
ousem elles ;um dito muito superior: ludo isio so
vende em conta por seu dono retirar-so para fra
da provincia : defronte do theatro novo, n. 11.
Casa e \od,\s fran-
CEZAS.
*M. M1LLOCHAU,
110 Alerro-da Boa-Vista, n. 1,
primeiro andar,
alm dos objectos ordinarios de modas como cha-
peos sedas para os ditos fitas, flores creps, bi-
cos, I uvas, cambraias, filos, etc., recebeu polo
ultimo navio vindo do Eranga um lindo sortimen-
to de bordado, como : camisinltas ; pescocinltos;
cabegoes ; collai inlios ; ntremelos c litas borda-
das, para a ultima moda deroupes e muilnsob-
jectos para aQuaresma ; ricos filos do bico preto;
ditos do soda ditos do Imito do muito lindos pa-
droos; crope preto ; bnrego do listras o de quadros;
tranga e franjas do rctroz preto, para rostidos e
manteletes ; manas de bico preto; tafet largo,
prelo e.muito cncorpado ; um grande o rico sorti-
mento de bicos prctos verdadeiros do nadrOes da
ultima moda. Na mesma casa sempre so fuzem cha-
peos toucas,collarinhos, vestidos, o emgeral lu-
do o mais do toilette das senhoras por prego mui-
to commodo o com promptidilo e gosto.
Recebeu-se nesfes dous das
urna remessa de escravos, todos
de bonitas figuras para se ven-
derem muito em conta, na ra
das Larangeiras, n. 14, segundo
Carlos D. Fredriek.
O abaixo assignado faz sciente ao publico, que,
tendo sacado unta lettra contra o Sr. Leopoldo Jos
da Costa Araujo, a 5 mozos precisos da quaulia de
1:283,035 rs., em dala de 22 de fovorciro prximo
passado este a uceilou o entregou ao annuncianle,
a qual deseucuminhou-so do seu poder: por isso
apressa-sea prevenir ao publico, para que ninguem
laga transaeglo com dita lettra porque est do
nenhum cll'eito, visto o mesmo Sr. Araujo lho haver
titibodc18 annos, com principios do carpira e
que he ptimo para pagem por ser muito esperto ;
tira dito de 16 annos ;um dilodo 22 annos, com
ofllcio desapaleiro; um dito de 25 anuos, muito
fiel o liumilde.do qual se afianca a conducta;dous di-
tos do 35 annos por 330,000 rs. cada um ; 3 pretos
de tiag3o de 20, 23 o 25 annos proprios para o
campo; um moleque de 7 annos, ptimo para apren-
der algum ofllcio; urna moleca recolhida do na-
g9o que cose o faz lavarinto ; urna prcta de 20 an-:
nos que engomma cose o cozinha, ludo muito
bem fcito: duas pretas mogas, que lavam do sa-
bfloovarrella ; urna tltto do nagao Costa, boa qut-
landeira por 330,000 rs.; unta parda de 18 annos,
DE6 HORTAS WJ2
Tsta loja acha-sc sorlida de novo cotn boas
pechinchas encommendadas de proposito,
afim do que os freguezes sejam bem servi-
dos, na forma do costume ; e como as di-
tas pechinchas sejam muitas e do difforen-
tes qualidades smente so annunciam as
seguntes : chitas de cores fixas e de bons
pan nos, a 5,000, 5,500 o 6,000 rs. a pega, e
o covado a 140, 160 180 rs. ; tnadapolfto fi-
no a 2,000, 2,500, 3,000e 3,500 rs. o mui-
to superior, a 4,000 rs. ; pannos finos, a
2,500, 3,000 e 3,500 rs., e muilo lino a 4^
rs.; mantas de seda do cores para homem ,
a 1,800 e 2,000 rs.; ditas de cambroia, para
senhnra, a 1,000 o 1,500 rs.; novos chales
de garga a 1,500 e 2,000 rs. ; ditos do lila ,
de difTerentes qualidades e tamanbos a _>.
e 2,500 rs.; ditos de lila o seda, muito su-
periores a 3,000, 4,000, 5,000 e 6,000 rs.
- Vcndem-se pedras brancas de amolar, da me-
Ihor qualidade que tem vindo do rio de S.-Fran-
cisco cm porgfioo a retalho, por prego comrqodo :
na tua da Praia .u nia/em u. 18.
-- Vende-se sal do Lisboa, fino e alvo, a 1,600
rs. o alqueire da medida velha : na ra da Proia ,
armazem a. 18.
Deposito de vinagre da fabrica
da ra Imperial, n. 7.
na fabrica de licores, de t-'rederico Chaves, no Ator-
ro-da-Boa-Vista, n. 17, onde se achara sempre
grande porgOo e por prego commodo.
Venderse um sitio na estrada dos
Aftlictos, com boa casa de vivenda, de
pedra ocal, com sotao, cozinha fra, es-
tribara para um cavallo, bom poco, o
qual admitte ora, todo cheio de arvo-
redo novo : na mesma estrada, a fallar
com Joaquim de Oliveira e Souza.
FIDivAO' DE FERRO.
Na fabrica de M." Callum t Companhii, enge-
nheiros machinislas efundidores do ferro, na ra
do Brum, no Recife, contina haver um grando sor-
timento do moondas de oanna de todos os lma-
nnos e dos modelos os mais modernos e approvados.
Va mesma fabrica se.continam a construir de en-
commenda machinas de vapor, rodas d'igoa, rodas
dentados e todos os mais objectos de machinismo .
com a perfeigo j conhecida, por prego commodo,
ACENCIA DA FUNulCAO' DE LOW-MOOR.
Na ra de Scnzalla-Nova ,' n. 42, contina har
um completo sortimento de moondas e machinas de
vapor, para engenho de assucar : bem como taixas
de ferro batido e coado, de todos os lamanhos : lu-
do por prego commodo.
SALSA-PAWULIIA DESANDS.
Esto excellente remedio cura todas as enfergii-
dades, as quaes silo originadas pela impureza do
sanguc, ou do systema ; a saber :
Escrfulas, rbeumatismo erupgoes cutneas,
brebuthas na cara, homorrhoides, doengas chronl-
cas, hrehulhas, bertoeija, tinha, inchagOes, dores
nos ossos ojnntas, ulcar, doengas venreas, citica,
enfermidades que atacam polo grande uso do mer-
curio, hidropesa expostos a urna vida extrava-
gante. Assim como chronicasdesordens da cons-
tiluiefio serflo curadas por esta tilo til appro-
vada medicina.
O extracto seguinte he do unta carta recebida do
Sr. Maco poissua ntullter foi atacada de escrfu-
las no nariz, das quaes os melhores doutores cm
Franga n nSo pdenlo tratar.
I lennos, departamento de lile e Vilain.
i Franga, julho 17 de 184*.
Sis. Sands. A salsa-parrilha mandada por Vm.
foi recebida com a maior satisfagilo possivcl, minha
mttlhera tomou, eom pouco tempo se seho" me-
Ihor; pelos grandes beneficios quo recebeu desta
medicina, a considera como urna das melhores me-
dicinas do mundo para taes doengas pois dou-
tores do alta sabedoria nunca a poderam tratar. Mi-
nha mulher a contina a tomar at se achar in-
teiramente boa. Por favor nos queira obsequiar com
algumas garrafas o mais depressa possivel. Srs.,
nos toiemos o gosto de fazer conhecer a sua medi-
cina entro os nossos amigos, assim como* entre o
povo: sem duvida ser usada aqu, bem como em
todo o mundo como efllcaz medicina para alliviar
e tratar o corpo humano. Tenho a honra de ser o
mais aliento venerador.
/. Mace.
N.l. rueLouisPhillppe.
ILcgacSo dos Estados-Unidos,
i Berln, Prussia, abril 8 de 1846.
.Sr. A. li. c\ /). Sands. Srs., tondo-se a sss !-
sa-parrilha usadonestacidade.com grande effeito,
em casos mui severos de escrfulas, me pedem tres
duzias de garrafas da sua medicina as quaes as es-
pero sera falta quo para isso remello o pagamen-
to. Espero que Vms. fiquem do loda a certeza quo
a composgao de salsa-parrilha he urna das melno-
res medicinas do mundo, assim como se vai in-
troduzndo muito entro opovoSou o mais aliento.
Theodore S, Fas.
Proparada o vendida porjuntooa retalho, assim
como so exporta por A. II. Y. D. Sandsf chimicos e
droguistas, n. 100,Fultou-Slreet, esquina de Wil-
lam, New-York.
Vonde-se na botica do agente, Vicente Jos de
Brito, na ra da Cadcia-Velha, n. 61.
Vendem-so relogios de ouro, |patcnte inglez :
na ra da Scnzalla-Nova, n. 42.
MEDICINA UNIVERSAL.
Pilulas vegetacs de James
Morison.
A medicina vegetal universal he o resultado de 90
anuos de nvestigages do clebre James Morison.
Por mcio dcstas pilulas consogio sen autor inn-
meros c admiraveis curas desde as affecgoes que
atacam ss criangas do pcito al as molestias chroni-
cas do mcifio.
A Europa-saudou este remedio como remedio uni-
versal para todas as doengas, o al hoje ainda dQo
foi desmentido tal titulo.
Esta medicina vom acompanhada de urna receita
quo ensina e lacillita a sua applicago. Xonsisteem
tres prcparagOes, a saber : duas qualidades de pilu-
lasdistinctas por nmeros, c um p : cadaqual goza
de modos e acgOes diversas.
As pilulas n. 1 silo aperitivas; purgam sem abalo
os humores biliosos evicosos, e os expulsara, com
eflicacia.
As do n. 2 .expulsara com esses humores, igual-
mente com grande frga os humores serosos, acres
o ptridos, de que o sanguc seacha a miudo infecta-
do; percorrem todas as parteado corpo, os cos-
sam do obrar quando teem expulsado todas as im-
purezas.
A terceira preparagiio consisto em urna limonada
vegetal sedativa : lio aperaliva temperante e ado-
cante : torna-so cm commum com as pilulas o facil-
lita-lhes os melhores elcitos.
A posigfio social doSr. Morison, a sua fortuna in-
depondentc, repellen) toda a ideia do charlatanis-
mo ; eas admiraveis curas, operadas com o seu
systema no collegio desande de Londres, sSo mais
que garantes da eflicacia do seu remedio.
Iiecommcnda-so esta medicina, que nlo pede nem
resguardo de tempo, nem do posigfio da parte do
doenle a todos os que, atacados de molestias jul-
gadas incuraveis, se quizerem desengar da sua
virtude.
Oxal que a humanidade feche os ouvidos aos in-
teressadosem desacreditar estes remedios tfto sim-
ples tilo com modos e tilo verdadeiros.
Vende-se smente em casa do nico e vardadoiro
agente J O. Elster, na ra da Cadcia-Velha, n. 99.
Na ra Direita sobrado de um andar n. 33, ao
p de dous de verandas douradas, vendem-se 3 h-
celas grandes de doce secco de caj, ricamente en-
feiladas proprias para algum presente : tambem
se fazcm lilltcs de seringa o de outras qualidades ,
bolinhos, pastis de carne e de nata po-de-l en-
feitado de alilnim tremedeiras, empadas, e tudo
o mais quanto he o sobre-mesa, com perieicao
por prego coutmodo.
~.



l^i
*z
B Na fabrica de chapeos da ra do Queimado,
H. n- 22, vcndcm-se superiores chapeos de cas-
^*"tor hrnncos, tanto com pello como som elle,
de-,500 ate 5,000 rs.; chapeos envernizados, pro-
pnos para o brnquedo de enlrudo por serem jro-
vr d agoa, e tambero silo proprios para viagem ;|cha-
peos de massa do todas as qualidades de 2,400 rs.
para cima: tambero se rccebeni encommendas de
todas as qualidades, perteneciles a cnapeleiro e
cobrem-se chapeos de mola a vontade dos fregue-
ses : tudo por prego maiscommodo do que ero ou-
tra qualquer parte.
Vende-se um bonito cavallo preto : na ra do
Oueitnadn. n. 30.
Vendem-soancoretascom cal virgem a mais
nova que exisle no mercado, por prego mais com-
modo do quo em outra qualquer parte; urna por-
ilo de pesos do duas arrobas de ferro e algumas ser-
ras grandes para serraren) madeiras : na ra da
Mooda, armazem n. 17.
Panno-Couro.
Vondem-se superiores cortes de caigas da fazonda
panno-couro par ser do durag.lo extraordinaria, o
de padres oscuros proprios para o trafico, pelo
diminuto prego de 1,600 rs. o corte : na ruado Col-
legio, leja nova da estrella, n. 1.
Casimiras finas c clsticas.
Vcndem-so superiores casimiras finase elsticas,
a 1,000 rs. ocovado; corteo de ditas do cores, muilo
linas, u 6,000 rs.; superiores casimiras prelas da
melhor qualidado, a 6 o 9,000 rs. o corto : na ra do
Oollcgio, loja nova n. 1.
zasn. 11, charutos finos da Baha, denominados
a fama a prego de mil rs. a caixa.
Cortes de alena.
A fazenda mais perfeita que tero appa-
recido sao os cortes de alcina, para ves-
tidos de senhora, nao s pelas delicadas
cores, como pelos lindos padrees, por
nao desbotaiem, o por serem do ultimo
gosto de Paris. Estes cortes vem pti-
mamente acondicionados, cada um em
sna capa, e sao eitos na principal fabrica
de Paris ; sendo de quatro qualidades dif-
ferenles, e aos precos de 3,200, 3,6oo,
3,8oo e 4,000 rs.: na loja nova de fay-
mundo Garlos Leite, na ra do Queima-
do, n. 11 A.
Vende-se o'engenho Timb, distante desta
praga4legoas crrente e moente com agoa, do
boa e regular producgflo com a safra do 2,500 pSes
pouco mais mi menos, ou sein ella. Este engenho
he de consideravel importancia nAos no presen-
te como no futuro, por conler mais do 4 legoas do
terreno coburto de maltas virgens com capacidado
para se levantaren) engenta d'ngoa e de bestas : a
tratar no mesmo engenho, ou no sobrado ao lado da
cadeia, n. 23.
fe: a tratar na mesnia ou na ra da Sonzalla-
Nova, o. 4.
Fariiilia de mandioca.
No armazem de farinha da ra do Cotlegio, n. 21,
veiulem-sesaccascom familia a. mais fina possivel,
por prego rasoavel.
Neslo loja acha-se um completo sortimenlo do
obras fcitas, de todas as qualidades: bem como
pannos finos pretos merino ricos cortes de Gol-
lete de gorgnrflo bordados, por prego commodo
Vende-se um alambiquo de cobre de carga de
3o caadas com serpentina de estanto : ludo em
bom estado por prego connnodo : na ra de S.-Ri-
ta, n. 85.
-- Vcndem-se, na ra da Cadeia do Recite arma-
zem do Braguez, saccas com superior farinha de
mandioca ditas do arroz do vapor e da fabrica
vindas prximamente doMaranblo, pelo brigue-cs-
cuna Laura :.ludo por mdico prego.
Pannos finos.
Vendem-se superiores pannos finos, prova de li-
m5o, preto e azul, a 3,000 rs. o covado; dito fino
azul e preto o 4,500 rs.; dito preto de superior qua-
Iidade e ja bem conhecido pela sua barateza.a 5,000,
o,500,6,500e7,000 rs.; .casimira preta liroiste da
melhor quahdade, largusa de panno, muito fina a
f,000 e 12,000 rs. o erte de caiga : na ra do Col-
legio, loja nova da estrella, n. 1.
- Na ra do Trapiche, n. 17, con-
tina a haver deposito da verdadeira cal
virgem de Lisboa, ebegada prximamen-
te ; ndvertindo-se eos compradores des-
le genero que o deposito be j muito pe-
queo, e que da nova nao ha mais em
liarle alguma.
- Vende-se, ou arrenda-so um grande sitio na ra
imperial, coro duas moradas do casas, una para
grande ramiha, na frente da ra c outra mais pe-
quea dentro do mesmo sitio com bons parreiracs
e militas rruteiras de boas qualidades todas novas
o ja dando fruto, com uro grande viveiro no lundo :
na ra Direila, n. 135, loja do cera onde se far
qualquer dos negocios, pqr scu dono ter de retirar-
se por molestia.
Vc',.,le-S0 uni terreno com 117 palmos do fren-
te e 89 ditos de fundo em estado do so edificar,
por tifio precisar aterro em cujo terreno podem-so
jazer ires ptimas mei'agoas na ra do Pilar, ero
ora-tlo-Portas, do lado da maro grande: nadita
ra, n l|,fo pateo da igreja do Pilar, das 6 horas
ila munh3a as 8.
Vendem-se chapeos de superior
castor, brancose pretos, por prego
muilo barato : na ra do Crespo,n. la,
loja de Jos Joaquim da Silva Maya.
Baealho !
Aos Srs. de engenhos e caas
de familias.
Acaba de cliegar para a Quaresma una porgfio de
baealho de escama de qualidado muito superior
u. quo at aqui| tero chegado a este mercado, o
qual no prcforivol. nilo s icio seu mdico prego
que iio de 9,uo0rs.0 quintal, mas tambero porser
da melhor cura pudendo conservar-se urna barri-
ca aborta dous ou tres mezes se ni humidecer, ou
deteriorar-se. Vende-se no armazem do Antonio Ati-
nes no caes da Alfandega n. 5, o em casa de J. J.
Tasso Jnior, 11a ra do Auiorim n. 35.
VEXDE-SE
Cha muito superior
1'abriendo no Rio-de-Janeiro, _
Denominado Brasileiro,
o melhor que tem apparecido neste mer-
cado, pola sua qualidade ser mais supe-
rior do que a do mesmo cha hysson, de
urna libra para cima por prego com-
modo : no liro da ra da Aurora n. 4, a
fallar com Jos de Almeida Brrelo Bas-
tos das 6 as 9 horas da mandila, e de 1
as 2 da tarde.
Som c barato.
Vendem-sc superiores los pretos de
seda bordados, de lodos ostamanhos ;
legitima sarja preta hespanhola; ri-
cos cortes de seda preta lavrada ; cha-
malote do soda, ondeado e de listras;
meias de seda preta de peso ; supe-
rior setim preto para vestido, panno
preto de todas as qualidades ; casimi-
ra preta e elstica muito superior;
chapeos francezesda ultima moda; e
outras inuitas fazendas : tudo muito
em conta, e com grando sortimenlo
para cscollior: na nova loja de Jos
Moreira Lopes & Companhia na ra
do Queimado,, nosquatro-cantos, ca-
sa amarellla n. 29.
Milho.
Vende-so milho, a 2.000 rs. a sacca : no caes
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
da
9.a lotera do Rio-de Janeiro
a beneficio do tlieatro da im-
perial cidade de Nictheroy.
vcndem-se bilhetes e rucios ditos desla lotera:
jia ra da (adeia-Vellia, n. 29, casa de J. O. ELSTER.
\ ondem-se, nu ra do Crespo, loja d* miude-
- Vendem-se acc;es da ex-
mela companhia de Pernambuco
e Farahiba: no escriptojio de O-
liveira limaos & C, ra da Cruz,
n. 9.
Vende-se, na ra da Cadeia do Recife arma-
zem o Braguez, superior trelo de Lisboa, por m-
dico prego.
Vende-so colla de superior qualidade, das fa-
bricas do llio-Grandc-do-Sul: na ra da Moda ar-
mazem n. 7.
Vendem-se ancorlas de
diversos tamaitos, com vinho da
Madeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade: no escriplorio de
Oliveira Irmos & C, na ra da
Cruz, n. 9.
Vcndem-so duas boas cscravasj crioulas de
bonitas figuras o mogas, quecozinham, la va 111 mui-
to bem e engommam siio sadias, o 11S0 se duvida
dar a contento para serem experimentadas : na ra
do Queimado, loja n. 51.
i
Polassa e cal virgem.
Vcnde-se muito superior potassa e cal
virgem de Lisboa, prximamente desem-
barcada: no deposito de Baltar & livei-
10, na ru d> Cadeia do Recife, n. 12.
-- Vendem-se cabos de cairo em grandes, ou pe-
Sucnas porgOes : no trapiche do Ramos, armazem
a esquina.
Na ra do Trapiche, n. 17
vendem-se barris com superior
cal virgem, chegada ltimamente
de Lisboa, a cinco mil reis cada
barril.
Vende-so um carro de 2 rodas, quasi novo,
com cavallo j ensillado : tambero se vendo cada
urna das eousas em separado: na ra da Cadeia
n. 4.
VenJom-sealguidaresde gomos, muito gran-
des e tambero pequeos; papciros grandes e pe-
queos; panel las de varias qualidades, grandes e
pequeas ; cagarolas de lodos os tamaitos ; l'rigi-
deiras muito grandes ; boiOes para matileiga ou
doco; urna porgfio de frigideiras e papeiros com
pequea, (falla pnrprego muilo baixo : na ra de
EncuiilatnouU), armazem no p da cacimba.
Na ra da Cadeia-Velha, n.
9, loja del. O. Elsler,
vende-sc vinho do Porto, de diversas qualidades ;
ditp da Madeira dito de Malaga; dilo de Sherry ;
dito de Carcavcllos; dito de Lisboa ; dito de Graves;
ditoSaulerne ; dilo San-Julien ; dilo de llordeaux ;
dito Chateau-ia-ltose; dito de San-Coorco; ago'ar-
dentode Franga, de diversas qualidades; whiskey;
cberry-cordial; marrasebino; licores finos; punscb
da Succia; xaropo de framboises ; ptima cbampa-
uba em garrafas o meias ditas; velas de composi-
g8o ; cha preto e verde de superior qualidade ; pre-
suntos o salames de Hamburgo; sardinhas ero latas
ovidros; pelits-pois em ditas; salmn ero dilas;
n-ostarda ingleza o franceza ; frutas em vi Iros com
calda de aw.icar e espirito; ago* de flor do Urania:
charutos de Havana e da Baha: ludo chegado ro-
cen lmente e de superior qualidade.
Vendo-so a venda da ra da Cruz, n. 66 que
ro do fallecido Araujo urna das mclhores do Jle-
Na loja de JMagalhes & Ir-
nifio, na ra do Queimado ,
n. 46,
vendem-se mantas do garrea de soda, a 1,600 rs.;
sarja preta, a mais superior que apparece; cortes
de caro lira a de seda a 11,000 rs. ; ditos de cam-
bra ia aborta a 5,000 rs.; cortes de collelcs com
lQtrno < s-imss de s*d& A.onn r; '!* '**' s-
tim preto de listras, a 4,500 rs.; ditos de fustSo de
cores, a 800 rs.; lencos de seda, muilo linos a 2/
rs.; chales de seda de 1* quartts a 11,000 rs.;
man tas de seda, a 9,000 rs. ; pegas do bretanha do
Franga, com 5 varas, a 3,500 rs.; chapeos do sol,
de seda, a 6,000 rs., com basteas de ferro ; meri-
no muito fino, a 3,000 o 3,600 rs. ; lanzinhas de de-
ferentes cores, para vestidos de senhora, a 360 rs.
o covado; cambraia de cores, a 640 rs. a vara;
brim de algodSo para calcas, a 240 rs.; riscados
francezes,a220rs. ; brim branco trancado de li-
nho,a 1,120 e 1,400 rs. a vara; hicos; meias para
hornero, senhora menino o menina ; e um sorli-
inento de fazendas que devein agradar aos freguezos,
em qualidade e prego. Franquearo-so as amostras.
Na ra de Agoas-Vcrdes,
n. 46 ,
vendo-sc um molequo de 18 annos, de bonita figura,
sem vicios nem achaques, o qual lio bom cozinhei-
ro ; 3 cscravos para todo o servico ; 1 dito bom car-
i'c'iro ; uro elegante mulatinho de 16 anuos, ptimo
pagein ; 3 ditos de 10 a 12 anuos ; 4 esoravas para
todo o servigo por prego commodo ; urna dita ex-
cedente lavadeira e que cozinha o vendo, por 250/
rs. ; urna dita de meia idade boa cozinheira por
280,000 rs.
Vende-se ou permuta-so por urna casa terrea,
ou escravos, um terreno de propriedade, na run
Imperial, com 220 palmos de frento c mais de tres
mil de fundo : na ra Dircita. n. 121.
Vcnde-se urna grande porgSo de movis de
todo o genero pertencenles a urna familia que se
retira : no sobradinho do Sr. Correia Jnior, na
ra da Concordia a esquerda passando a ponte-
zinha.
OVAS DO SERTAO'.
Vende-se este excellente peslico, bem como bons
queijosde qualha muito frescaes, por prego com-
modo : tambero se vendem 150osteiras de carnau-
ba, muito grandes o bem feitas: na ra do Quei-
mado, loja de ferrageus, n. 10.
-- Na ra Nova loja de all'aiate, de M. A. tyj ,
n. 18 vende-se muilo larga esuperior sarja hespa-
nhola pura vestido de senhora ; um completo sor-
timento de roupa feita e fazenda para so fazer en-
coromenda de qualquer obra : tambero se vendo 1
jaque do polica, por 8,000 rs. e outro dito por
10,000 rs : silo do panno superior o vendem-se por
esto prego, por j torem um pequeo uso.
Chegou novamente a superior calda de tomates,
e vende-se na ra da Cadeia n. 15, loja do liour-
gard.
Vende-sc urna parda de 30 annos, que cozinha,
engomma e que faz doces, propria para o arranjo
de qualquer casa do familia : no becco da I.ingocta,
n.8.
--Vendem-se3escravos,sendo: urna linda parda
do 18 annos, que engomma, coso, cozinha o lava de
sabio; urna crioula do 22 annos, com as mesmas
habilidades; urna preta do nago, de40 anuos, que
cozinhaeUva: na ruadas Cruzcs, n. 22, segun-
do andar.
Charutos fama-vda, de
S.-Fclix.
Vcnde-se, por prego commodo, para so[fccbarem
contas una porgSo destes afamados charutos che-
gados no ultimo navio : na ra da Cruz, n. 46, pri-
iiieiro andar.
qualidades convidara os freguezes, na forma do
costume.
Vinhode uordeaux.
DEPOSITO
NA RA DA CRUZ, N. 20.
Vendem-se elomentosde msica pelo systc-
ma moderno,oxplicados com preciso e clareza:
as lujas dos Srs. Santos & Companhia o viuva Car-
duzo Ayres no Recife; Figueira e Guerra & Silva,
em S.-Anlonio; JosC Ignacio do Monte, na Boa-Vis-
ta. Esto opsculo he dos do seu genere venda 0
nico que contm o preciso em poucas regras.
BICHAS.
Vendem-se cinco caixas com bichas, por prsgo
commodo muito superiores, grandes e pretas na
ra da Cruz, no Kecife n. 18.
Vonde-se urna preta crioula, de idade 34 an-
nos, com alguma babilidade, sem defeitoa nem acha-
ques : a tratar na ra do Palacio do ISispo, n, 3.
AOS ESTUDANTES.
Vende-se o diccionario de thoologia moral de
Oergcr inteiramete novo, ultima eiHglo, em 4
volume.s; Curso de direito natural do Th. JoufTroy,
obras interessantissimas para os estudantes do pri-
rociro o segundo anno do curso jurdico : na ra
Nova, n 38.
LOTERA
. do Rio-iie-Janeiro.
Vendem-se bilhetcs, molos ditos da 9.* lotera, a
beneficio do tlieatro la imperial cidade de Nicthe-
roy, no Recife, loja de cambio da ra da Cadeia, n.
24, da vuva do Vioira & Filho ; a ellcs antes que o-
vapor do sul chegue, que deve estar aqui uestes
das..
Vnndn-sA iimn nrnla i! linnjtn ficurn ; na *
do Queimado, n. 46.
Vendem-se 15 traslados em bom uso, por pre-
go commodo : na ra doHon'dego, n. 51.
Vende-se o Panorama completo e encaderna-
do : na na ileS.-liento em Olinda, venda de Jero-
nymo Francisco da Cunha.
Rouard. horticultor de
Lyon,
tondo chegado ltimamente de Frange com
um grande sortimenlo dearvores fructferas,
s plantas de flores, semontes do ditas c horta-
9 ices avisa aorespeitavel publico que o qui-
zer honrar com a sua confianga que elle
abri urna loja na ra do Aterro-da-Uoa-Vis-
ta n. 6, ondo acliarflo venda um sortimen-
lo como at hoje nfo chegou ero Pernambu-
co, tanto pela qualidade das plantas como pe-
la boa qualidade das semenles, das batatas e
das cebollas.
1
o t?i0tf0i % m* o^ e\% o>\* amo
Escravos Fgidos.
H(k nacional Andaraliy.
A exlraccilo que Ipm (ido o rap nacional Adnaar
by musir o quanto tero sido apreciado pelos ama-
dores da boa pilada; poi lauto, sem pro o achariio
fresco er libras o meias dilas, o frascos de dito
vjado, no deposito da ra do Trapiche, n. 31, on-
de se vende de 10 libras para cima, e a retalho tas
lujas j annunciadas.
Na loja do nicho ha pechin-
chas noVaspara a Quaresma.
Na esquinado Livramcnto, loja do nicho, ven-
dem-se sarjas hespanholas muito superiores a
2,200 e 2,400 rs. e muilo largas a 2,600 rs. ; ca-
simira preta muilo superior a 2,800o 3,000 rs. ,
e muilo euc.orpada a 3,500 rs. ; panno fino preto ,
a 2,500, 3,000, 3,500 c 4,000 rs. e muito tino prova
ile Iaia~o a 5,000, 6,000 e 7,000 rs.; princoza pre-
ta a mais fina que tero apparecido, a 800 c 900 rs. ;
la >i dos de liulio, a S.ce, 3,000, 4,000 c 5,000 ti.;
setim raaco muito encorpado e de pura seda
Nodia 20 defeverc'iro do corrento anno, des-
appareceu o crioulo Manocl Cabiso, de 28 a 30 an-
nos, altura ordinaria chcio do corpo olhos pe-
queos, e vermelhos, e em um delles parece ter una
buida ps grossos quo parecem inchados ; quando
fugio tiltil ero ambas as peritas duas pequeas fc-
ridasquo talvezj nilo as tenha mas ha de teru
cicatrizas ; leyou caigas de algodflo azul, jaqueta
branca chapeo do seda velho ; anda calgado, por
se. intitular forro ; he sapaleiro o intende do serv-
godo padariaj: quom o pegar traga-o a esta typo-
craphia ou a ra de Horlas, n. 62, quo se grati-
ficar.
Fugio, no da 2 do corren te o prolo Manoel,
crioulo, natural do lar, o qual desembarcou
aqu vindo no vapor Imptratriz na segundi-fe-
ra, 28 de fevoreiro prximo passado; he alio, bem
preto; tem urna marca de ferro, na porna dircita;
levoucamisaecalgasazues.de urna fazenda como
chila, chapeo de palha j velho. Esto preto traba--
Ihou tres das na capalazia exlerna da alfandega ;
desconfia-seque queira ir para o Ro-de-Janeiro,
aonde diz ter mii; tem andado embarcado o por is-
so talvez que tenha procurado algum navio para em-
barcar como marinbeiro. Roga-se portanto, aos
Srs. capitiles do navios, se om nlgum apparecer, o
segurem e mandem levara Arsenio Fortunato da Sil-
va na arcada da alfandega ou ao Hospicio, n. 4.
A mesnia rocoromendacSo so faz as autoridades po-
liciacse capililes de campo, osquaes se recompcnsi-
r3o.
-- Fugio, nd da 29 do proxi mo passado, do sobra-
do da ra das Cruzos n. 23, u ro escravo crioulo. de
noroe Antonio do 20 annos, est atura regular, gros-
so do corpo, bem preto, nariz chato, ps um Unto
largos bstanlo fargola quando falla ; levou cai-
gas de estopa camisa de roadapolHo com pregas ni
abertura e engommada efoi sem chapeo. Este es-
cravo foi comprado, no da 3 de dczeinbro prximo
passado ao Sr. Antonio Thomaz da Silva morador
em Macei, o agorJ consta que esto Sr. ost moran-
do em o Rio-Formoso. Roga-so as auloridades po-
liciacse captaosde campo, quo o apprehendamo
levem-o a dita casa, que ser3o generosamente grati-
ficados.
Fugio, no da 3 do corrale, a parda de ne-
me Bahiana, de 31 annos pouco mais ou menos;
ho secca do corpo, cabellos corridos; levou com
sigo urna cria sua (Iba com 2 mozos de nascida, o
uina trouxa de roupa do urna o outra ; foi visla na
estrada de Deber i be, o desconiia-se quo v seguindo
para o Rio-Crande-do-Norlo d'ondo he atural:
quero a pegar leve-a a ra do Sebo, n. 38, quo ser
bem recompensado.
-- Fugio, no da 5 do corrente urna preta, de no-
mo Joaquina, donagilo Nagou ; lio bastante all.
cheia do corpo boro preta ; levou vestido do chita,
de listras o flores encarnadas, novo, panno da
Costa j roto camisa de algodaozinbo o um pan-
no amarrado na cabeca : quem a pegar lovc-a a
ra da Guia, casa torrea n. 37, em que mora alaria
Francisca da Conceig3o, que sor bom recompen-
sado.
a 2/
e :,uO(i rs., o do mais superior, a 4,000 rs.; e ou- u
tras mitas pechiachas, que avista dos pregos e'"A\. : na typ. dM. f. defama. 14"
..A


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