Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05430


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Full Text
Anno de 1848
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fe.
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eaaasgH9S99HB9HHn
O DMRIO pu'illca-se todos os das que nao
(Arcm 'le B',r" pr8?0 <* gnturi he do
unos rs.porquarlel, W" **tantadat. Os an-'
.; ros Msignuntes s~ ZJZul \o rs. lJPo aU .
..i'i-es Pl metido. Os que n.o lrem assig-
S^reote!p'=.publc.eo.
Segunda-feira 6
PHASES DA LU.V ME' DE MA.RCO.
,... ot, a b, 10 horas e 67 rain. d minhli.
Tiescente a I, 2 l>r* e 2 ">> da msnha.
I nacheia a /. *">" e II min. da tarde.
1 uuoauU 3T, as 10 horas c 58 min. da Urdo.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Parahlbt as segundas esextas feiris
Ro-(5 raode-dn- Norte quintas feirasao meio-dia
Cabo, Serinliem, Rio-Formoso, Porlo-Calvoe
Macei.-no I.*, a II e 51 de cada mez.
(Viraihuns e Bonito, a 8 e 2J.
Boa-Vina c Flores, a 18 e 28.
Victoria, as quintns-feiras.
Olinda, todos osdias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, as 5 horas e 18 minutos da manhia.
Segunda, s 6 hora e 42 minutos da larda
de Marco.
Anno
N. 53.
DIA.S DA SEMANA.
6 Segunda. S. Ollegario. Aud.do J.doi orpta.
edo J.do-c. da edo J. M. da I v.
7 Terca. 8. Thoinaz de Aquino. Au;l. do J.
do civ. da l.v. edo i. de pardo t dial, de t.
8 Quarta. S. Joode Dos. Aud.do J. docir.
da 2 r. e do J. de paz do 2 disl. de t.
9 Quinta. S. Francisca Romana. Aud. do J.
de orph. e dn J. muuicipal da l. r.
10 Sexta. S. Mililo Aud. do J. docir. da !.
T., e do 1. de paz do i. dist. de t.
11 Sabbado. S. Candido. A'ij. do J. docir.
da I. r. edo J. do pazdo l.i.'it. da t.
12 Domingo. S. Gregorio.
CAMBIOS NO DA 4 DE MARCO.
Sobre Londres a 17'/, ei7/4 d. per l| rf
Pars 160 rs. por Tranco,
a Lisboa vapor 100 de premio.
Dse, de lettras de bou firmas I a 114 /
OnroOncas bespanholas.... 281500 a
* Mocdas de 0*100 relh iGjfOO a
de |400 or.. IflflO a
de 4/000..... sf 000 a
Prata PataoSes....... ... l|950 a
a Pesos columnares... IJ10 a
Ditos mexicanos.... 1/780 a
Miuda............. IftOOa
Acones da comp. do lleberibe de 60/000 rs
.a 80 d.
ao m.
20/0OO
I 14 0O
S no
l/PIO
tMO
11810
1/82
aopw
DIARIO DE PERN AMBUCO.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAMBUCO.
Lisboa, 25 de Janeiro le 1848.
Por algum tempn se suppoz que a cmara dos dipu-
tados nao se constituira por falta de numero, e talvez
que alada isso se uo tivesse conseguido se nao fosse a
rcsoluco adoptada ira scsso do dia 12 do crreme;
rrsoliiciio que, comnjuanto produzisse bom efl'eitn para
o ndame uto dos trabalhos parlamentares, vai comtudo
de encontr, nao s i Icltra da caita constitucional e
regiment da cmara, mas tainbein aos precedentes.
Atao sobredlto dia 12, nunca se tinham reunido na
cmara mais do que cincoenta c tantos deputados, nao
obstante saber-sc que exiitiam fin Lisboa setenta e tan-|
tos. Anda hoje, que se diz aharein-se na capital paral
mals de oltenta deputados, nunca se teem reunido mais
de 68. O motivo dcsta falta he anda uin problema ; pos-
to que se altrlbua a diversas causas. Segunda uns, al-
guns dos deputados eleitos, descorcoados de podercm
vingar os seus intentos, islo he, o completo triumpho
do systema cabralista, nao teem querido vir tomar as-
iento na cmara : outros diiem que, eiistindo negocia-
res pendente* entre o govcrho portuguez e o ministro
^inglcz, sobre a validade das eleices, e nao sabendo o
ministerio ge anual se ver obrigado a dissolver as cor-
tes, envin ordem aos deputados das-provincias, para
que nao viess'cm cmara, aliin de que esta nao se cons-
tituase ; porm a viuda de alguns dcstes destroc em
grande parte esta asserco ; posto que, na scsso em que
acamara se consumi, necorreu mu facto de que abai-
xo farei inencao, que d algum vigor coUjectura.
Djsse-se ao principio que a cmara se constituira
quaudo cliegassem os deputados pelas provincias do
norte, que se achavaui no Porto, e que nao tinliam rin-
do, em consequencia do temporal que rcinava, o qual
nao permittia que seguisse vlagcn o vapor Uindello,
queostinha Ido buscar. Ora, em urna das pritnciras
scsses preparatorias, Jos Bernardo da Silra Cabra! ha-
via fcito urna inocuo, para que a cmara decidlsse, se
era possivcl julgar-se constituida co.n numero menor
que o de 72 membros, determinado pela carta constitu-
cional e pelo regiment. Esta inocao foi combatida por
diversos deputados, mesmo por alguns dos coubecidos
por mais allcicoados aos Cabraes, e atln.it rejeitada.
Afinal chegou do Porto o vapor Mindtllo, mas s con-
duzio 13 deputados, que com os que at enuo tinliam
comparecido na cmara uaofaziam mais do que 64. No
da 12, pois, acliaudo-se reunidos os ditos (ii uiembros
eleitos, un delles, o Sr. Jos Maria Eugenio de Almcida,
propoz que a junta preparatoria se declararse constitui-
da, para comecar ns seus trabalhos. Esta proposta fun-
dou-a o seu autor om que os deputados presentes re-
jiresenlavam a maioria da cmara, porque alguns delles
navioni sido eleitos por mais de uin circulo, e por con-
seguinte os representavam ; que, sommando os pre-
sentes circuios representados com os que estavam du-
pla e Iriplicameutc representados por uin diputado,
ciijo numero montava a 16, se adiara a inalorla exigi-
da pela carta e pelo regiment ; que, aldin disso, o
palt careca de que a cmara trabalbasse e se oceupas-
sc dassuas necessldades ; e que prolongar a siluacao
cndalo, porque se dizia geralinentc que a cmara nao
se constitua, porque nao o queriam.
a proposla do Sr. Eugenio de Almeida foi combatida,
dSo spelos poucos membros opposicionistas, mas tam-
bein por alguns do partido cabralista. Achou-se que o
imillaiiiei,to da rcprescntajiio de varios circuios por um
l depuurdo, mcsiiio sendo exacta aconlagem, era um
supliisina, porque a carta e o regiment fallavam de
ni.iinria nao numrica e positiva, e demaioria figurada ;
-que era verdade que o palz careca de quea cmara se
oceupasse das suas necessldades ; porm de urna ma-
nf Ira legal; pois que, comecando a cmara por consti-
Uijr-se illcgalmentc, serla isso um tcrrivcl precedente,
to s para a existencia da mesina cmara, mas para o
uturo, porque ia abrir-se caminho para qualqucr c-
mara futura sejulgar constituida com numero anda
menor do qus o presente ; -- emlim, que era inelhor es-
perar mais alguns das, alien de so reunir o numero le-
gal, do que ir infringir o artigo da lei.
Nolou-se que o baro de Villa-Novo-de-Ourm (Lapo),
actual governador civil de Lisboa, c que, como primei-
ra autoridade administrativa, deve Ser o orgao da poli-
tica do governo, nao s abundou nas ideias da opposi-
cao a proposta,mas declaran que nao votava, e com cf-
li'ito nao votou. Dous dos ministros que se acbavaui
presentes, o Srs. Albano e Kalcao, nao s nao tomaram
parte na discusto mas, quando se tratou de votar, af-
lasiarani-se dos seus lugares, e s a rogos da mesa, he
que os oceuparam. Ito vcio reforcar o boato, de que
acuna faco iiienjao, de que o governo nao desclava a
eonstitulcao da cmara l.io breve.
i>esejasse-o ou nao, a proposta do Sr. Eugenio de Al-
ineida foi appiovada, e a cmara se deelarou constitui-
da com W membros.
Julgo esousado dizer que a imprensa opposlclonista
evantou tvriivcl ecleuma com esta rcaolu[o, c que por
muiios das se oceupou dclla coiiimentando-a sb os
, idanicutos apresentados na dlscussio, lauto pro, oo-
"io contra.
Acamara, logo depois da sua constitu (fio, teve de
'ecupar -se de um assumpto novo nos nossos annaes par-
amentares. Segundo a le que rege para as elelces das
i iovmcias Ultramarinas, os deputados por essas pro-
incias coutinuam a ter assento na cmara, emquanto
i ao se apreseni.uu os novos deputados eleitos. Ora,
"iica liiiha acontecido apresentarem-se os novos depu-
Mos a junta preparatoria, c ssim inuito depois de es-
lJ" a cmara constituida ( se al agora tenho fallado de
amara, deve entender junta preparatoria, pois cama-
" ne s depois de verlicada a validade das elelces,/
pioclaniados os deputados e prestado o competente jura-
"cuto); porque enlo os seus diplomas c o processo cle-
loraleram logo exaniliiadoic julgados legacs c, adinit-
'1008 os novos deputados, licavain excluidos os antigos,
squaes, desde que sabiam que a cmara tralava desle
siiinptu, j uao compareciam all. Agora, porm, deu-
Ji.'asdc se acharcm em Lisboa ijuatro deputados
r ftlncamblquc, os pertencenlcs eleico de 1842, e
'[uc loraiu eleitos em 1845, c que, nao lendo ebegado
iasboa o resultado da sua clcico a lempo de tomn cm
sent na legislatura de 1846, nao o poilcran verilicar
epois, por uo se ter reunido o parlamento. Estes dc-
ulados nao se achavam iccoulieoidos mas, ua quali-
sem dePuWdos eleitos, como lodos os demals, aprc-
eniaram-seuajunta preparatoria, onde tambem se a-
cliaram os antigos deputados por Mocambiqne. Esta du-
plicada representaciio suscitou un acalorado debate,
cbalde os novos deputados por Mocambiqne flzeram
valer em seu apolo a indestructivei rasao de que eram
deputados eleitos como todos os demaie, r que tinliam
tanto direito a tomar parte nos trabalhos da junta, co-
mo riles. Respondeu-se-llies, que nao podlam ser ad-
nittidos sem cstarem reconhecdos como deputados, e
que, liavendo na cmara representantes por Mofamb-
que, nao se dar o iaconreniente de deixar de estar re-
presentada aquella provincia, nem se podia permittir
una duplicada representacao. A junto, pois, decidi
que licasscui os antigos deputados, e que sahissem os
novos at seren julgadas vlidas as suas eleices.
Destc assumpto tambem se tem oceupado a iinprensa,
julgando justa a pretcncao dos novos deputados. l'are-
ce que uin delles pertence opposico, e por isso nao
ha mili tus dcsejos.de oadinlttir. Por mitro lado, nota-se
pouca delicadeza nos antigos deputados, que, sabendo
exislcm j em Lisboa os seus successores, se apresenta-
ram no parlamento, com o Intuito, segundo parece, de
lazerem direito aos 2,880 rls diarios, que cada deputa-
do recebe, e que elles teem recebldo, no s durante
todo o interregno em que se nSo reuni o parlamento,
como suppondo-os fura de suas casas, posto que ambos
lenham residencia em Lisboa, mas todo o lempo que
decorrer at que os novos deputados sejam admitalos.
A junta preparatoria oceupou-se depois da nomeaciio
das tres coinmissdes de verificarn de poderes, a quem
foram distribuidos ns difl'erentcs procesaos elcitoraes, c
essas commisses j aprcsentarain os seus pareceres,
approvando as elelces de Ti as-os-Montes, Minho, Al-
garve, Beira-Alta, Beira-Balxae Alemlejo.
A eleico de Tras-os-Montos foi approvada sem dlscns-
So. Este incidente deiaponlou os Cabraes, os quaes de-
sejavam que desde logo a cmara dsse signaes de vi-
da, e tnoslrasse que nao era urna cmara propriamente
sua, incapaz de conlradizer cousa algiima que elles as-
severassem. .loan Rebeilo da Costa Cabral, presidente
da primeira commissao de poderes, a cuja came per-
tencia a clcico em qucslo, logo depois delta votada,
levantou-se c disse que se admirava de que ningucm
inipuguassc a eleicao de Tras-os-Montes ; pois que a
coiumsso vmha habilitada para responder a todas as
objecces,
Ninguom I lio rcspoudcu. Purcm, abrindo-sco dis-
cuss.I sobre a eli-iQio do Algarve, os tres deputados
ta opposico, Carlos liento da Silva, Isidoro Cucdcs
e l.uiz Augusto Rebeilo da Silvia, pedirm a palavra,
e impugnaram o parecer; nianifostando em primei-
ro lugar,i quo o silencio eloquenle que tiulin reinado
no anterior parecer era a resposta mais victoriosa
que so Ihe poda dar, pois mostrava a falta de oppo-
sieflo quo liavia na cmara, um dos elementos mais
cssenctaes do systema representativo. Lamentaiam
a falta da opposicRd progressista que linha todo o
direito a achar-sealli represeiUada, nilo s porque
all deviam estar representados todos os partidos,
mas tambem porque muitos membros do partido sc-
tembrista tinliam estado a testa da ultima revolla, e
deviam dar contada suu conducta ao paiz. Impug-
naran) tambem a validado das eleices, bascando os
seus argumentos na venalidado dos reccnscanicnlos,
e na pouca seguranca pessool que liavia no reino,
sobre ludo no Algarve, donde tinham emigrado mui-
tts familias.
Asrespostas que se Ihe teem dado hilo sido mais
um aggregado de dopstos e injurias contra o partido
setcmbrisla, do quo um conjuncto de rasOes o argu-
mentos convincentes. Tcm-so dito que as eleices
hilo sido logses e livrcs; que tem reinado segu-
ranca o liberdado em lodo o paiz ; e que, se os
setembristas nlo so acbam na cmara, lio porque os
povos julgaram n3o os dever enviar para alii, porque
nilo be digno de oceupar um lugar na cmara um
partido que assolou o paiz, que deslruio a fortuna
publica e a particular, quo se uni aos miguelislas e
ao carrasco, em summa que commetteu lodo o ge-
nero do crimes. Estes tloestos, dirigidos a um par-
tido quo se nSo acba representado na cmara, mos-
tram pouca delicadeza e generosidado da parle do
quem os emproga. He verdade que ainda lia tres de-
putados da opposicilo na cmara, e que estes teem
mostrado que suslenlaro dignamente a sua posiciio;
porm sao (imito poucos, e nilo pdem sustentar o
combale contra tantos, de mancha quo muitos ar-
gumentos licarOo .scmxesposla, como acouteccuj
na discusso cima mencionada, na qual esses de-
putados cederam da palavra, por so ucbarem cansa-
dos, em consequencia deja lerem fallado bastante;
por consegtiinle, a actual opposicio pode conside-
rar-so como quasi milla. Alm disso, pertence ao
partido carlista reformado, o nio podo defender a
fundo os interessos dos setembristas. A estes, pois,
apenas resta a imprensa, para su dosaggravorem, o
por cci'lo que o nilo fazeni mal.
As eleices do Algarvefrain lambom approvadas,
ea junta oceupa-se actualmente com as da lieira-
Alta.
sito apoiadas pelo ministerio francez; porque, ten-
do-so sir Hamilton Seymour dirigido ao ministro
hespanhol nesla corte, sobre esto assumpto, tivera
em rjsposta, quea Hespanha decidir nSo se in-
gerir nos negocios do Portugal; e disto deduzem a-
quelles a quem apraz este aspecto de cousas, que
a Hespanha nSo dara um semelhante passo, se se'a-
cliasse apoiada pela Franca em s*ntido contraro.
Alm disto, teom-se notado ltimamente repeti-
das reunios dos corifeos cabralistas em casa do con-
de de Thomar, c de seu rmlo Jos Bernardo; e cor-
re quo o conde de Thomar quer sahir do reino, dei-
xando frente dos negocios seu irmiio Jos Bernar-
do, alim do carregar este com a responsabilidado
quo dahi Ihe provenha. Entretanto, parece que a ro-
tirada do conde de Thomar no so verificar antes
da discusso da resposta ao discurso do tbron, on-
de se assovera que o conde de Thomar pretende jus-
tificar-se, na cmara dos pares, das aecusaces que
so Ihe leein feito; e igual justiucacno dizem que fura
Jos Bernardo na cmara dos deputados. Todava,
ludo isto silo boatos, o por conseguidle s os acon-
tecimentos futuros lio que os pdem certificar ou
destruir.
Corrcu.ba dias, o rumor do queoSr. Albano da
Silveira Pinto, ministro da marinha, pedir a sua
demissio; porque, leudo apresentado soberana
um decreto, despachando seu irinHo, Adrilo Acacio
da Silveira Pinto, para govornador general de Ango-
la, S. M. nloo quizera assignar. Entretanto, j se
teem passado muitos dias, e nada mais a tal respei-
to tem transpirado; o que parece dar a entender quo
anuvem passou.
Tambem se tem asseverado que nSo existo a mo-
Ibor harmona ontro os membros do gabinete, oque
o marechal Saldanha procura desfazor-so do minis-
tro do reino, Bernardo Gorjilo llcnrqucs.
O governador civil de Lisboa, a quem o Supple-
mento Jlurlesco do Patrila tinba declarado cra guer-
ra, assim como ao seu secretario goral, Antonio Cor-
reia Caldeira, mandn suspender a publicaqflo do
dito SuppUmento, com o pretexto de que era urna
cousa completamente estranha ao Vainita, om dif-
ferenle formato e typo, e que, para se continuar a
publicar, ora preciso habilitar-se um editor separa-
do, e nao ser o mesmo que o do Patriota. A empreza
desto jornal, depois do mostrar n'um artigo a ftil i
dado dos fundamentos com que era mandada fazer
a supuresso o Supplemento, continuou a publca-
lo; porm, em lugar do sor emmeia folha dobrada
ao centro, he om meia folha ao alto, no mesmo for-
mato do Patriota, trazendo a estampa no flm, em
lugar de a Irazer na terceira pagina. Veremos, so o
governador civil deixa correr a cousa assim, ou sel
t
Na cmara d*s pares s so tem tratado da cleicio
de comuiisscs ; e ussegura-so que nilo so apresen-
tara all a resposta o discurso do llirouo sem que a
cmara dos deputados estoja definitivamente cons-
tituida.
A urgencia de reformas e de diniinuico no dficit
e reclamada por toda a imprensa, como o nico
eio de fazer parar a roda das rcvoliiQes, o salvar
o paiz do abysmo quo o ameaca. Acredita-se que*o
governo so aclui convencido dessa necessidado, o
que as cam aras estilo do aecrdu sobre o assumpto ;
por isso falla-so de grandes redueces no orcamento,
dasupprcssSo de alguns governos civis, (cando s
os das capilaoi das provincias, o de outras medidas
econmicas.
Continuamos rumores do exigencias, da parte do
governo inglez, para quo se dissolvam as cmaras
como llegues, c so mude o ministerio. Estes boatos
tomaram inais incremento desde a chegada de um
addidoa legaco ingleza nesta corte, que foi con-
duzido a este porlo no vapor Terrivel, quo fez a sua
entrada no dia 18. Ajunta-se que oslas exigencias
descobre novo expediento para a supprcsso.
O banco commercial do Porto, apozar dos desfal-
ques quo suli'reu durante a revolla, j paga as suas
notas avista. Este procedimento da lugar a quo os
jornacs daquella cidade apresenlcm um parallelo
entre ello c o banco de Lisboa, e mostrem quanto a-
quelleho digno de ologios, e esle de consura. Se-
gundo os pareceres de diversos advogados, a direc-
c5o do mesmo banco commercial vai proceder contra
os membros da junta revolucionaria.
Do rclatorio do governor civil, dirigido ao minis-
tro do reino, sobro as ultimas pi ises verificadas ua
capital, que sesuppunha sercm para soldados, mas
que anual so soube que eram de vadios, resulta que
fram capturados conlo e tantos individuos ; destes
soltaram-se alguns, por so conhecer quo tinham
modo do vida; outros fram enviados ao servico de
trra e mar, por terem aplidiio para isso; alguns f-
lam entregues ao poder judicial, por so acharein
implicados em diversos dclictos; o finalmente o ros-
to (cot cm custodia, para se Ihe dar posterior des-
tino. A'cerca destes, lamenta-se a falla de urna ca-
sa de correcclo -f e, segundo parece, vai tratar-so
desse objecto, pois por urna portara do ministerio
do reino se mandam consultar diversas corporaces
sobre a manoira de o levar a efl'eito com brovidade.
Os jornacs Estandarte o Carta teem ltimamente
susteiitado*virulenla polmica, com motivo da Car-
la ter dito quo os Cabraes influiam directamento nos
actos do governo. O Estandarte ropelleesta aecusa-
cDo; e, defendendo os Cabraes como dignos o bene-
mritos da patria, declina driles a responsabilidade
dos actos governativos. Dcste assumpto, as dialn-
bos tcom passado as pessoas dos redactores. Anto-
nio da Cunba, rodador do Estandarte aecusa Re-
bsllinho, redactor da Carla, do venal c do ingrato
tiara com o conde do Thomar. Pela sua parto, o Rc-
bcllmho nflo poupa Antonio da t'.unha, cbamando-
Iho apostata, perdulario e tambem venal. Esta po-
lmica tem servido de diversSo ao publico oim-
prensa progressista ; aquellesque conbccem a vida
fublica e particular de cada um dos actores, sabem
om que elles teem nimios lados vulneraveis. Se
l.uil Augusto Rebeilo da Silva foi levantado do po
da Ierra pelo conde do Thomar, e liojo oscreve con-
tra elle, so est prompto a oscrever a quom Ihe
pagar, seja do quo partido fr, Antonio da Cunba
passou de realista a tribuno, sondo redactor do jor-
nal assim intitulado, escreveu as cartas de Gracho a
Tulla, pedio a cabeca dos Cabraes, e agora osla cs-
crevendo a seu favor ; ludo, segundo so diz, para
ser depulado, o que por cm quaulo no conseguio;
mas, em troca, parece que recebeu a nomeac3o do
secretario da legaclo portuguoza, no Rio-de-Ja-
ueiro.
A portara do ministerio do reino, determinando
que so rccolham todas as armas, inclusas as caca-
deiras, lie anda objeclo de discussSo entre a im-
prcusa ministerial e progressista. A ministerial sus-
tenta que a medida he salutar, porque evita que,
no caso de qualquer movimeuto revolucionario,
possa esle ter incremento. A progressista conside-
nstracao temorosa, que arranca aos povos a sua de-
fensa, entregando-os ao arbitrio dos malfeitore;
e cita em seu apoio varios fados de ataques e rou-
bos coramettldos nas provincias.
Foi julgada na relacflo do Porlo a clebre causa
do agio do papel entre o conde do Farrobo oManoel
Joaquim Pimenta e demais contraladores do tabaco,
em 1836. Esta causa, a mais importante que tem
apparecido nos nossos tribunaes, pois monta a 9
milhes de cruzados, devo ser julgada, em ultima
instancia, no supremo tribunal de Lisboa. Sea
senlcoca fr confirmada, talvez a fortuna do conde,
de Farrobo seja seriamente aneciada ; porque, nSo
obstante poder esto demandar o Ihcsouro pela in-
demnisacilo, visto que foi urna lei do governo, que
deu motivo ao litigio, comtudo essa indemnisacao^
ltenlas as circumslancias do nosso thesouro, Urde
sera sal sreita, o Manuel Joaquim Pimenta &Com-
panhia bao do querer ser pagos de prompto.
O marque/, do Vianna deu ltimamente um es-
plendido baile, a que concorreu grandissimo nume-
ro de pessoas, uo s para gozar do esplendor' da
fuuccao, mas para assslir o tomar parto na lotera
que all levo lugar a favor do asylo de mendicidade.
s objeclos da lotera eram riquissimos e do inelhor
gosto ; o n3o podam deixar de o ser, visto sercm
dadivas dos nossos soberanos, de algumas pessoas
reaes cstratigeiras. e de outras distinctas perso-
nagens.
No Hotel da Pennsula houva tambom um grande
baile; e, segundo so diz, o seu producto foi aplica-
do a beneficio das familias que soflreram petos l-
timos acontecimentos polticos.
s joruaes cabralistas, referindo-se a noticias das
provincias, dizem quo os patulea* comceam a rne-
cher-sc, oque j tcom apparecido guerrllhas nos
concelhos de Vieira Povoa-de-Lanhoso, Monco e
l'csqueira ; quo nas immediaqes de Coirtlbra ha
companhias orgauisadas, que formam um total de
2:000 homons ; c quo, tanto na cidade.como (Ora
dola, so fabrica plvora o cartuxamo. Ajuttam qne
o commandante do n. tO do infantaria, que all se
acha de guarnieo, ofllcira ao governo, dizondo que
ora preciso pagar a divida om que se achavam os
seus soldados; do contrario, quo nSo responda por
elles, porque os alliciadores eram muitos, e nSo Ihes
faltava dinheiro.
Acham-se a sahir desle porto para Pernatnbuco o
navios Restaurado o Clemenina, e do Porto o navio
sueco Viyilance.
As noticias de Hespanha annunciam que o gene-
ral Espartero, recontementochegado a Madrid, tem
sido objecto do varias demonstraces de apreco pu-
blico ; o que nao deixa de dar cuidado, na*o s aos
(jornacs moderados liespanhes, mas tambem aos
nossos. Estandarte, oceupando-se deste assump-
to, dirige a Espartero urna proleccfto, dizondo que
nHo sacrifique o seu nomo a paixes ambiciosas, e
n3oso deixo dominar por suggestos dos anarchis-
tas, nem as atienda.
Como em Franca, o ministro da fazenda de Hespa-
nha, o Sr. Salamanca, acaba de ser aecusado como
concussionario. Accusam-nodoter praticado varios
actos do concusso com diversas emprezas de oami-
nhos de ferro ; e sobre ludo de ter (loado con 35
milhes de reales, n'uma convenci que fez da t-
tulos da casa real. A sess3o, om que se apresenton
esta aecusagao, foi urna das mais tempestuosas que
teem havido no congresso hespanhol. Piomeou-so
urna commissSo para examinara accusacSo. Se el-
la so levar a eiTeito, depois do que sepraticouem
Franca com Mr. Teste, he muito mo precedente
para os irmflos Cabraes.
As noticias do Franca annunciam que Ab-del-Ka-
der, esso celebro caudilho rabe quo ha tantos an-
uos lutava com o poder da Franca, se acha em pu-
dor desta. Ab-del-Kador tinlia pertences ao throno
de Marrocos, e intcntou baler por sorpreza o exer-
cito marroquino, commandado pelos dous filhosdo
imperador. Para istodirigio-se de noito ao acam-
pamento destes, o qual achou abandonado. N3o ten-
do com quem combator, oceupou-so em roubar o
acampamento ; porm, quando so quiz retirar, vio-
se cercado por um lado pelas tropas marroquinas, e
pelo oulro pela divis3o franceza do general Lamo-
ricirc. Ab-del-Kader ainda engajou a acQ3o com as
tropas marroquinas; mas, inferior em numero, per-
deu a mor parte dos seus valentes. Com o resto des-
tes, preferio vir apresontar-se aos Francezes, do qu
ser prisioneiro dosMarroquinos. Ab-del-Kador foi
conduzido do Oran a Toulon, onda se acba. DU-sa
que ou ser guardado n'uma cidadella de Franca,
ou ir residir para o Egypto.
PfcRNAMBUC.
TRIBUNAL DA 11ELAA0'.
JULCAMENTO NO DIA DE MARCO DE 1848.
Desembargador de semana o Sr. Nuaes.
Na appellaco clvel entre Prxedes daFonseca CouU-
nho e D. Maria de Pinito llorges e outros, reformaran
a sen tenca.
Na dita dita entre Elias Coelho Cintra e sua mulher
c Sebastio Axiolc I.ins, nao tomaram conhccimcnto.
Ha dita dita entre D. Scverina Francisca da Costa. eD.
Anna Maria Josefa, reformaran! a sentenca.
Na dita dita entre o baeharcl Jos Francisco de Salva,
como curador de um moleque, e Manoel da Fonteca e
Silva como administrador de seus lilhos, mandaram dar
vista ao mesmo curador.
Na dita dita entre Joaquim Teixelra Peixoto e Ilenri-
que de Oliveira, despreiaram os embargos.
Na dita dita entre Neutel Neustron de Alencar Ararl-
jpes e sua mulher e Joaquim Victorlanno de Almeida Pl-
ra-a como abusiva o ty raunica, lillia de urna adrni-1 nbelro e sua mulher e outros, reformaran! a sentenca.
/
MUTILADO
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'fe
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I
r

Nadita crlme em que sao partes o juizo e Mara Fran-
cisca Carolina, nao toinaram condec uninto da appel-
laco.
Mandaran) dar vista partes as seguintes appella-
cdes civeis:
Na de Antonio Joaquim Pinto e Manoel Alves Guerra;
Na de Joaquui Ferreira deGoes cAlexandre Ferreira
da Conceicao e sua mulhcr .
Na de EliasCoelbo Cintra c o
fia 'le Victorino dos Santos e
Mello;
Na do coronel Joaquim Cavalcanti c Albuquerque c
Ambrollo Percira da Costa e outros.
enera! Andrea;
ilva e Antonio Lins de
Cmara municipal do Recife.
10." SESSA ORDINARIA AOS 23 DE FEVEREIRO
DE 18*8.
r-BESIDKNCU DO SBMIIO DB. NMT.
Presentes os Srs. Barros, Ferreira, Dr. Aquino,
Gaudino e Mainede, abrio-so a sessllo, sondo lida c
approvada a acta da antecedente.
O secretario fea a leitura dos dous seguintes ofucios
do F.xm. presidente da provincia:
Uiu, remetiendo copia dos avisos de 15 c 18 de Janeiro
ultimo, o primeiro declarando quaes osclctorcs qUC
dcvcinjunccionar as juntas de qualieaco, cosegun-
ao, o dia para o qual devem ser convocados os Miem-
bros d'asscmbla legislativa da provincia de San-Paulo.
Inleirada e aecusou-se a recep9ao.
Outro, remetiendo exemplares de leis geraes. Inlci-
ia.l.i c aecusou-se a recepcao.
OSr. vrreador Aquino fez o seguinte iciiueriu ntn
que fol approvado:
Hequeero que os cinprogados da secretaria selahl
enea negados de fazer com a inaior brevidade o ndex
das materias de cada um dos lvros de laiif amentos, que
exislein no archivo desw camaramunicip.il. Sala, 23 de
fevereiro de 1848. Joaauim d'Aquino Fonitca.
L'llmou-se a apuraran de votos para deputados pro-
vinciaes, e rizeram-se os convites neccisarios aos mes-
iiios dcpulados e aos geraes, para assistireiu ao IV-
lftum, a que se mandou proceder na tarde deste inesino
da, na matriz de Santo-Antonio desta freguezia.
Despachou-seapetcaodeJos Joaquimjte Mesqulta.
c Icvinlouvse a sessao. Eu, Joo Jos Ferreira de
Aguiar, secretario a subjcrev. ~ Dr. Nery da Fon-
seca, pro-presidente. Barrot A. de Darrot. Dr.
Aquino. Ferreira. Mmele.

diario u prrnaiiiico.
smifi) a ijaiAjiGJ) aauaaa.
Pelo patacho portuguez RiilauracSo recebemos duas
cartas do nosso correspondente em Lisboa, sb as datas
de 15 de Janeiro e 1 de fevereiro ltimos, das quaes exa-
ranios a primeira neste numero do Diario; bem como
diversos exemplares de alguns dos peridicos que se pu-
blicam nessa capital, os quaes tambem alcancam ao I."
de fevereiro, ctratein noticias do Porto at 28, de San-
Miguel ate 15, c de llespanha at 25 do mez antecedente.
que houvcra de inais importante as cmaras por-
tuguesas, refere-o o correspondente de modo que nada
temos que additar sua narrativa.
A ajuizarmos do espirito de partido em Portugal pelo
que vimos nesses peridicos, devenios de suppdr que se
elle cha no inaior grao de exaltacao:pululan) as
reciiini.acocs; formigam as censuras acres; de
lempos a tempos, passa-sc dadiscusso dos principios
daspessoas; eentao, he para lastimar afacilidade
com que os directores da imprensa lisbonense consen-
temque se ella preste a desacreditar os nouies ruisres-
pertavols, asrpulacdes inais bem fundadas; c dcst'ar-
te concorrem para que alguns dos seus concidados
inais notaveis vao perdendo, pouco epouco, o conceito
de. que gozain nos paizes estrangeiros. Ksla polmica
iiicM^uiulia he, por certo, menos digna dos escriptores
que nella se acbam empenhados; c bom ser que, aban-
doiiaudo-a para seniprc, ellcs smcnlc seoccupemdas
queslAcs de alia poltica, as quaes, em inais de una oc-
cisiSo, hao provado habilidade nio vulgar.
Manifestada assim a nossa opinio acerca da lula pes-
soal, emque, dequandoem quando, se entregan) as ga-
zetisaque nos reportamos inais cima ; passaremos a
t'oiiiuiuuicar aos Icitores alguns eventos, que nao vcem
mencionados as cartas cuja recepcao aecusmos.
Principiaremos pelo Fono.
Ahi, foi onde primerainentc se scnliram os ell'citos
di portara pela qual o governo mandara arrancar ao
povo ar as anuas cacadeiras. Ccrlos de que os
pobres camponezes nao cstao em clrcumstancias de
i-epeii-ios, osladrSes os vlsitavam amiudadas vezes; e,
ein ruis de una povoaco, os homens paciaos e la-
boriosos, que durante o dia, vivem entregues ao l'a-
ligoso trnbalho rural, tinham-se visto obrigados a
velar noites nlciras, para guardaren) os seus inin-
".! los possuidos. E nao be su isto o que nos leva a
ererque he mu critica a siluacao dessa provincia: os
espancamentos, os assassinatos succediam-sc uns aos
outros; cas autoridades como que se esqueciam de fa-
zer capturar c punir os perpetradores de seuielhan-
tca dellctos, pois que smente cuidavam de esquadri-
;idar unios para inutilisarein uiua sondada insurrei-
cao, que muilo dava que pensar aos que se acham no
peder.
A proposito de assassinatos, entendemos dever men -
ciouaraqui o que (ora perpetrado na pessa de Antonio
Joaquim dos Reis, inaior de quarenta anuos, no monte
.lo trino, freguezia de Castelles, conccldo de Paredes.
Os assausinos deram-lhe alguns tiros queiina-roupa ;
e ileixaraiu de ser perseguidos, porque sao de tal quila-
te, que a propria autoridade treme de incorrer no odio
delles.
V.m iini dos nmeros dcste Diario, lamentamos nos o
estado de nsubordinaco em que scachava a tropa por-
lu'euse, ao noliciarmos que os uiunicipacs liaviam apu-
pado ao 1." c ao2. commandantcs, naoccasiao cin que,
ti niiltidos dos respectivos poslos, se retiravam ellcs do
qnarti'1: boje vimos annuuciar que, desgracadamente,
esea insubordinarn conlina e progride de mancira a
inspirar recelos inui serios, como rcuonbccero os lei-
tores vista dos dous Lutos que vamos referir.
Despachado por 1-rei D. Femando para servir de obe-
le de eslado-inaior da quarta diviso militar, durante a
amencia do Sr. Paliiieiriui, o Sr. Infante de Lacerda'foi
ter com o olticial que se ochava no cxercieio interino
dessecargo, por uonieaco doSr. conde de Vinhacs, e
aprcscntou-lhe o despacho deS. M. ; mas este ollical,
em vez de cousiderar-se exonerado da coiiuusso que
Ihe fra confiada, c entregar ao Sr. Lacerda ludo quan-
lo eslava ao seu cargo, declarou-lhe mili categrica-
mente que nodeixava o lugar, sem ordem de quem o
nomedra ; c, por consequencia, que nao cumpria a or-
dem d'cl-rc! He este o primeiro facto que nos com-
ro me tiernos narrar aosleitores. Vejamos, seosegundo
e menos significativo.*
Um tal cpilo Rangel recebera ordem para que,
frente de .'10piafas, fosse ao monte das Espadas,districto
d'Elras, prender certo carpinteiro que, acompanbado
le alguns (amaradas, maltratara uina escolta c a pozera
un itcbaudada; mas, bem longe de liiuilar-sc fiel exe-
dessa ordem, de caininho, espancou c ferio di-
versos individuo; chegado ao monte, mandou arroin-
liat as portas da casa de vivenda, atirou-se furiosamen-
te sobre os criados c trabalhadorcs .jue ah cstavan
desapercibido, e, ajudado pelos soldados, malou a um
desses desgranados. Iuforinadu desta oceurrencia, o'
dono do monte dirigio-sc ao governador da praca e ad-1
ministrador do concclbo, coulou-lhe o acootecido, so-1
lcitou providencias ; e, insinuado por alguem, dirl-
gio-se para a sua propriedade. Collado, mal sabia,
elle o risco que la, correr! Apenas poz p em casa, o
capitao insultou-o qnanto pode, e'em presenta do aju-
dante d'ordens do governador, que para all partir
pressa por deteriniuacao deste, Ihe iniiinou que se
ajoelhassc, para ser fuiilado! Entilo um fnrriel iuter-
veio a favor do lavrador, e conseguio garantir-lhc a
vida. Inteirado deste auccesso, o governador fes mar-
char inmediatamente urna torca de 60 pracas, com-
mandadas porummajor, para o sitio emque elle bou-
vera lugar. Essa frca capturou Ocapitao Rangel: mas,
trazido apresenfa do superior, este militar foi posto ero,
liberdade, por se arreceiar umprouunciamento, daparJ
te do batalhao que pertenciall!
O Peroodico doi Pobres fura pronunciado por abuso de
liberbade de imprensa, a requerlinento ro vigario de
Mezao-Frio.
Essa gaieta annuneira que a 19 de Janeiro, um rapaz
de 20 anuos, correjo na praca do Anjo, casara com uina
velha de (0 anuos, vendeira na mesmi praca.
Fallecer o Sr. Manoel de S Osorio de Mello Albn-
querque.
A juslica esforcava-se por descobrir duas orphaas,
uina de 5 e outraue 8annos, cujo tutor as raptara de,
um convento de Avciro, naintencao de desposar uina
e facultar a mode outraa certo amigo, que o coadjuv-
ra no rapto. Perseguidos, riles prctendiam passar-sc
para Inglaterra, alim de esperarem ah que as duas me-
ninas se tornen) capazes de contrahir os casamentos que
devem proporcionar a cada um dos pretendentes a pos-
se de rrmmil erutadoi em moda forte.
Naufragara na barra da Figuera o brigue portuguez
Dom-Pdro.
Na ultima data, as notas do Porto, compravam-sc a 40 e
41; e vendiam-sc a37; regulando assim os precos dos
ccreaes : trigo, 800 a 900 reis ; mllho, 410 a 420 ; --
ccntelo, 420 a 430; cevada, 350.
Em Coiinbra, como que ia desapparecendo a seguran-
za individual: nao era s apadriuhados pelas trevas da
imite que os salteadores acoinmcttiam o desprevenido
viandante; me sino de dia, ellcs o faziam estacar as ras
inais publicas da cidade, como succedeu a um tal Chrs-
tovan Pinto ; o qual, s 4 horas da tarde de 10 de Janei-
ro, foi assaltado por dons inalfeitores, que, depois de se
haverem desengaado que elle nada trazia as algibci-
ras, descarrcgaram-lhe duas bofetadas, obrigaram-uo a
correr, e dlsparam-lhe duus llros. ApczsT de ser este ac-
to presenciado por algumas pessoas, os salteadores nio
li avia ni soflfrido o mnimo incommodo.
Nessa cidade, as notas compravaiu-se a 3/100, even-
diam-se a 2/000 ris: os precos dos cereaes eram os se-
guintes : milito braneo, 330 ris ; mllho amarel-
lo, 320; cevada, 260 ; trigo tremez, 550; ~ trigo
braneo, 500.
Em San-Miguel, eram as elciedes o objecto que inais
oceupava a atlcncao publica. O partido nacional abando-
nara as urnas, por ter reconhecido que nada poda con-
seguir, alienta a falsificado dos receuseainentos. A' vis-
la disto, era para crer que seriam eleltos deputados os
Sis. Sebastian Francisco Grim Cabreira e doutor Joao
de Ketteneourt Andrade, candidatos da parcialidade ca-
balista.
Em a note de 5 para 6 de Janeiro, roubaram alguns
vasos sagrados da igreja parochial da Taja-dc-Balxo, e
deixaimu espalhadas pelo pavimento as sagradas formu-
las. A igreja fra declarada interdicta. Traiava-sc de
descobrir os sacrilegos.
Terminando aqui o que tinliamos a dizor acerca
dos negocios do Portugal, procuraremos transmittir
as novas do llespanha aos subscriptores dcsta folha.
Esse paiz aimia eslava a salvo das crises minis-
teriaes.
0 Sr. duque da Victoria, tomara assento no
senado c prestara o juramento do ostylo, na sessflo
de 13 do correte. S. Exc. dispunha-se a partir para
Logroo.
A inais calorosa das sessoes da enmara dos
deputados fra ossa em que oSr. Pidal depois de
fazer muitas accusacOes ao Sr. Salamanca, cx-mi-
nistroda fazonda, assegurou que este Sr. tnellOra
na algibeira vinie e cinco milhit. Estas expressOes
deraincausaa desenvolver-se extraordinaria con-
fusflo, tanto na sala da assombla, como as galen-
as. Em vo o presidente so esforzara por conseguir
que a ordem se rcstabeleccsso: suas vozes, os to-
ques de campanhia, perdiatn-se por entre os gritos
e as exclamac/Oes dos dcpulados c dos espectadores.
Foi tal a com ni oo.no que sentioo Sr. Salamanca, ao
ser atacado de um modo tilo desabrido, que sabio
da sala nos bracos de alguns amigos, e quasi sem
sentidos, depois de baver bulbuciado algumas pala-
vrasein sua defesa.
Ao cabo de alguns dias, o Sr. Salamanca publicara
um follielo, em que se defende das iccusacdes que
se liic fazem.
O governo hespanhol cuidava em proporcionar
Irabalhoa mu tos jornaleiros, que, mo tendo em
que oceupar-se, eslavam a bracos com a miseria.
Do conformitlade.com ns ultimas participacOes of-
liciaes, annuncira-sequeo reino de Hcspanha es-
lava inteirnmente livre das tuerrilbas carlistas;
mas pouco tardou quo arrefecessoo prazer resultan-
te dcste :i ti ii ii ni-1 o ; pois que dcscobrira-so urna
coiispira;3o em Alicante, dirigida pelos partidarios
de I). Carlos, entro os quaes tornava-se mui notavel
o bispo do Orihuela que j so achava proso-
Gtarava pelas provincias a molestia condecida por
gripe. Em Pamplona, melade da populacho solfria
deslo mal.
O Sr. general Serrano tomara posso das Ibas Cha-
farinasna costa d'AIVica, o as denominara assim:
do centro, I). Isabel II; -- do losto, de El-
Rei; o a ilo oeste, Congresso.
11 ii I n: ni fallecido o Sr. marquez de Zambra no, que
foi ministro da guerra no reinado de Fernando Vil,
c o Sr. general Linagc. Este general oceupra gran-
des cargos ; mas achava-so 13o pobre, que, tendo si-
do convidado para assisltr a um baile dado pela rai-
nha,disse que nao pudn ir gozar da honra que S.
iW. Ihe fazia, porque dos uniformes de general,. l Ihe
retlava a espada, porquanlo os demais os linha vendido
para comer O governo mandara pagar viuva o fl-
Iliodeste bom servidor do estado ludo quanlo so
Ihedevia.
Othcalro licspnnbol ia ser reformado.
.*9W
:omm
neladas, capitao VVMllm'Mardon, equipagein 19, Cjr.|
n Paterfc Cotn.l
iard Logan I
i; a Jodnslon Pater U Coui.
panhla. Passagelros, C, C. Johnston, "
Alfandega.
RENDIMENTODODIA
Detcarregam hoje, 6 de marco.
Higue rFilHem-PimloJWrjolos.
Barca Creanori bacalho.
Patachor-lTea Clrin
Brigue Mel0_farinb, bolaehtnha e breu.
Barca Cumfirtund mcrcadorias.
Mrigua iram dem. gg ^ $
Inglezes.

IM^RTACACT.
**m*
//ira, brigue lnamaeques.^lado de IAaba. entrado
no corrente mez, consignado a Rothe i Bldoulack, ma-
iiifestou oseguiute :
30 pipas vriho Unto, 50 bar u dito hranco, 50 barri-
cas seuieas ; a Tbomas de Aquino Fonseca.
20caixa oucinho ; a Mendes Si JsTrc*. _*'**
150 molos sal, 1,500 mlhos cebla ; ao capitao.
Manchtttr, barca Imylea, vlnda deTerra-Nova, en-
trada no corrente mez, consignada a Latham 8t Hibbert,
manifestou o seguinte :
1,900 barricas bacalho ; aos consignatarios.
CONSULADO GERAL.
RENDIMFNT DO DIA .
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio-de-Janeiro ; charra brasileira Carioca, cotninan-J
dante o capluio-tcnente Flllppe Jos Ferreira. 1
Brcnime ; barca sueca /itocenca, capitao S. PettertoaJ
carga assucar. I
Porto; barca portuguesa fli/a-PernamoueaiKi, cap||}0|
Manoel Francisco Nogueira, carga assucar e courot.1
Passageiros, Manoel Joaquim Venancio, Manoel Joi|
Peres, Portugueses; Antonio Aires de Castro RabelloJ
Brasilelro. ,
Lisboa ; barca portugueza Ligeira, capitao Antonio J0J
- qulin Rodrigues, carga assucar couros e inais gene.l
ros. Passageiros, Antonio Pedro de Mendonca CottJ
Real com criado, Bernardo Jos da Costa, P8rtuguc.l
zes ; Ricardo Royle, George Chodivich, Iuglezes; J0.
Mari fe Sam'palo, Brailtelro.
Rio-Grande pelo Rio-de-Janelro ; patacho braslltirol
San-Joti-Anuricano, capitao Antonio Jos Mattoslnlio.l
carga estucar c cscravos a entregar. a
^^^J^TICIA 31AR1T1I
Reral Diversas provincias . 1:976,895 69,472
2:046,297
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIA *............ 73*,850
PRACA DO RECIFE, DE MARCO DE 1848,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambio ----- Fluctuou, como na semana pas-
sada entre 27 a 37 3/4 d.
por 1,000 rs. Limitadas fram
as transaccOrs que se effectua-
ram a este cambio.
Algodfo- Ode 1.' sorte vendeu-se a 4,800
rs. por arroba, e o de 2 a 4,300
rs.Enlraram 876 saccas.
Assucar- ----- O mercado receben mais 405cai-
xas- Os precos regula rain assim.
Assucar encaixado:braneo, 800
rs. por arroba sobre o ferro;
mascavado, 700 rs. Assucar en
saccado eeinbarricado:braneo,
1,600 a 2,000 rs. por arroba; mas-
cavado, 1,200 a 1,280 rs.
Couros ------ Fram oflerecidos a 100 rs. por
libra.
Alpista------- Vendeu-se a 22,000 rs. a barrica.
Azeilo-doce dem a 2,050 rs. o galSo.
Bacalho ----- Dos carregamentos chegados l-
timamente, seguiram dous pa-
ra os portos do sul, e tres fica-
ram aqui. Estes elevaran) o de-
psito a 10,000 barricas e fram
negociados de 11,500 a 11,750 rs.
por barrica. As vendas a rela-
llio rogularam de 11,500 a 12,000
rs. por barrica.
Bolacha ------ A americana foi vendida a 10,000
rs. por barrica.
Ilolachinha Vendeu-se a 6,400 rs. a barriqui-
nha.
Carne secca-------I'or ter entrado um carregamen-
lo,o deposito he de 11:000 arrobas
Vendeu-se do 2,500 a 3,000 rs. a
arroba.
Farinha de trigo Chogaram dous carregamentos
queelevaram o deposito a 4:400
barricas.A americana vendeu-
se de 21,000 a 21,500 rs. ; e a de
Trieste, de 22.000 a 23,000 rs.
Massas ------ Venderam-se a 7,500 rs por ar-
roba.
Oleo de lindaba- dem a 2,000 por galo, om cas-
cos de madeira
Entraram 17 embarcares, e sahiram 11.Estilo
ancoradas no porto 43, a saber : 4 austracas, 3 a-
mcricanas, 13 brasilciras, 2dinamarquezas, 1 fran-
ceza, 9 inglezas, 1 kniphausiana, 5 porluguezas, 3
sardas o 2 suecas.
Movimenio do Porto,
Tiavios entrados no dia 4.
Jersey ; 42 dias, brigue ingle/. Falher-Mathtut, de 248
toneladas, capitao George Le Marqiiand, equipagein
13, carga bacalho ; a Le Ilreloii chraium Si Com-
panhia.
Ass ; 8 dias, brigue-escuna brasilelro Hjnriqucta, de
135 toneladas, capitao Jos Joaquim Alves da Silva,
equipagein 11, carga sal e inais ge. eros ; a Joaquim
Francisco Pedro da Costa. Passageiros, Jos Antuncs
de Castro, Jos Montero da Silva, liento Jos da Fon-
seca e Silva, Joaquim Facundo de Castro e Silva, Jos
Anastacio de Albuquerque com sua familia, lUnbeli-
no da Silva Loureiro, Urasileiros ; e 1 escravo a en-
tregar.
Lisboa ; 30 dias, patacho portuguez /taaiirafao, capi-
tao Jos de Ollvcira Faneco, equipagein 9, carga vi-
nho e mais gneros ; a Oliveira Irmaos & Campanhia.
Passageiro, Joao Lages, rlespaubol.
Na noilo do 9 do corrente, em frente do pa-
ticio episcopal da Solcdadc, o Sr. Manuel Antonio
do Azevedo, que lem loja do fazendas no Aterro-tla-
lloa-Vislii, recedeu duas punlialadas no braco es-
querdo : urna cima do colovello desse braco, e ou-
(raaquatro lindas da arteria quo Ihe corre pelo
respoctivo sangradouro.
OSr. Azevedo buscava a casa em que reside, no
largo da Solodado : e, como n3o lem inimigos capi-
laes, nao sabe a quem deva atlribuir o nuil quo sof-
freu ; tanto inais quanto n3o podo conheccr o indi-
viduo que lde atirou as pundaladas, o qual ora um
prcto, quo estava n da cintura para cima, Irazja as
caigas regaladas at o meio das peritas, e deitou a
correr logoquoscconvcuceu de que esto Sr. so a-
edava ferido.
He para notar quo, em quanto o Sr. Azovedo lula-
va com o piolo, e dradava por soccorro, dous suiei-
los, que elle lambn, nao condece, conservava.n-se clseu Corrcu *"'. car8* var,0> ene"n
iinmoveis, a dozeouquinze passos de distancia. Navio entrado no dia 5.
IA.
O brigue Carvalho que sahira do porto do Rio-dc-l
Janeiro para ode Angola, fra ahi julgado boa prc-J
sa, por se etiprflgar no trafico o scrawtura.
EDITA L.
.-----------------------------------------------*-
Jodo Xavier Carneiro da Cunha, /dalgo cavmlltiro d
casa imperial, cavalleiroda ordem de Chrislo, admt-l
nislrador da mesa do consulado desta provincia, por I
S. U. o Imperador, que Dos guarde, etc.
Faz saber que no dia 10 do corrente, ao moio-tlii
se ha de arrematar em pra^a, aportada mesma, u-l
ma caixa do assucar mascavado do engenho Maito-I
Grosso, u. 32, consignada a Antonio Percira de Mel-I
lo, apprehondida, por ralsificagSo d tara.peloguar-l
da Jos Correia Lea!: senda a srrsrnatac,3o SSrr o
despezas ao arrematante.
Mesa do consulado do l'ernambuco, 4 de oiarccj
de 1848.
O administrador,
Joo Xavier Carneir da Cunha.
Declaradlo*
O arsenal de guerra compra azeite de carrnpa-l
toe de cco.lo dcalgodo, pavios e duzonlss vas-l
souras de timb : quem ditos gneros quizar fornc-l
cer mandar sua proposta em carta fechada d i i ce-1
loria do mesmo arsenal, at o dia 6 do corrcnlel
mez.
Arsenal de guerra, 2 de margo do 1848.
Jotto Ricardo da Silva,
Amanuense.
PuliliCACo Luterana.
O primeiro volumedoCcrcodo Porto nos an-
nosdo1832e 1833, com una descripcllo historial
desde o principio da monarchia e entrada dos Fran-1
cezes em Portugal nos annos de 1808 e 1809 obra I
interessantissima e j annunciada oeste Diario,
polo prego do 3,000 rs., na ra da Cruz, n. 1, se-1
gundoandar. Na mesma casa acham-so a venda:
RecordagOes histricas de Portugal do anno de 1842,1
pelo principo l.icknousky, traduzida do allemao,
segunda edigo correla o augmentada, um vo-
lume de 220 paginas por 1,000 rs. ; o lUuseu PH-\
toresco at o o. 21; Organon de llahnomann ou es-
posiges das doutrinas homceopatbicas, e notas ao
mesmo, dous folhetos; Noticias elementares da
domceopatliia ou manual do fazendoiro do cap-1
tflo de navio e do pai de familia, um folheto.
aviso iiiantimo.
Para o Hio-de-Janeiro segu por estes dias o
patacho nacional Livramento: quem no mcsmoqui-l
zer ir do passagem, ou carregar cscravos a frete, di-1
rija-se ao seu consignatario, Manoel Ignacio de 0li-|
veira, ra da Cadeia-Yelha, n. 40.

Navios sahidos no mesmo dia.
Rio de-Janeiro ; patacho brasilelro Laureniino, capitao
iao Martins dos Santos Cardoso, carga varios ge-
sros
Maranho ; brigue-escuna brasileiro Laura, capitao An-
tonio Ferreira da Silva Santos, carga dill'ereuies g-
neros.
Malta e Coiisiautinopla ; barca sarda Sagrado-Coracio-
de-Jesu, capilo Paulo Jos Caporro, carga assucar.
Trieste; brigue austraco Ouena-Slalhildt, capitao L.
Mafl'ria, carga assucar. .,..
Genova; polaca sarda Pidancote, capitao P. A. Rbufle,
carga assucar. .
Parahiba; biatc brasilelro Trtt-lrmaos, capitao Fran-
I Liverpool; 55 das, galera logleza Emprtss, de 332 lo-
Aviscs diversos.
LOTERA
Do Hospital Pedro II.
Conlinuam-se a vender os bilhetos da terceira j.'l
parte da 1.* lotera do novo hospital, nos lugares
do costume, eo respectivo thesoureiro previne os
senhoresque indigilaram nmeros para nito seren
vendidos, quo hajam de ir busca-losl quanto anj
tes, pois que os meios bilhetes j so acham em |icj
quena quanlidade. O mesmo thesoureiro, vista do1
bom acolhimenlo que gcralmcnla tem merecido a
actual lotera, faz scienlo ao rcspeitavel publico quoi
tem marcado o dia 8 de abril prximo vindouro pa-|
ra a sua exttacgfo.
O NAZArtENO, DIARIO DA TARDE, N. 1.
Sabe hoje as 5 horas da larde em ponto, e so ven
do na praga da Independencia, livraria ns. 6o8
noTcrgon. 4, aqui om Santo-Antonio: no Recife
travessa do Vigario, loja n. 1 do Sr. Sicillo: o na
Boa-Vista na typographia Nazarona, ra dalori.i
n. 7. NKosediz nada dello, quotn quizer ver com-
pro a 100 rs. cada um,
--Quem quizer alugar urna preta para oservigotlo
urna casa do pouca familia, dirija-se a ra Dircita,
n.40.
Precisa-se de urna nina de leilc:
na ra da Lingoela, n, la, sobrado de
um andar, junto do Sr. Caivalho.
)Precisa-so do urna ulna quo tenha bom leilo,
forra ou captiva: paga-se bem : na ra Dircita, n
segundo andar.
-- Quem Ihe convier encarrogar-se da cobranca do
urna dtviila otn Cattiar prostando llariga, diru's-s
a ra do Hospicio, n. 56.
JoSo Nesbitt, subdito ingloz, vai ao Rjo-do-J-
neiro.


Precisa-se do um menino forro, ou captivo, pa-
ra aprender latueiro, ou funiieiro : queni o livor e
quizer npplica-lo a qualquer desses oflicios, dirja-
se a ra das Cruzes, n. 33.
Oferece-se umhomcmcom todas as habilida-
des para ser administrador, ousercaixeirodeum en-
pe.iho : quem de seu prestimo se quizer utilisar diri-
ja-so s Cinco-Pontas, n. 10.
-Jos FernandesGoltz, subdito porluguez,reli-
ra-so para Portugal.
Precisa-so de ifm homem casado que seja capaz,
para administrar o servico de uma olaria subjei-
tando-se tambem a fazer algum servico : na ra do
Quoimado, loja n. 38.
O reverendo missionario episcopal Francisco
Jos Correia abre a sua missfio nesta cidado na gre-
ta de S.-Jos, pelas 4 horas da larde do dia quinta-
rsiri 9 do onrronle. Freguezia do S.-Jose, 2 de
margo de 1848. O conego vigano Lourenoo Cor-
reia de S.
OfFercce-se um homem para o servico de cam-
po do qual tem muila pratica por ter sido Iavra-
dor em Portugal e chegado no dia 2 do corrente:
quem de seu prestimo se quizor utilisar, dirija-se a
ra larga do Rozario n. 17. Nj mosma casa vnde-
se uma excedente clarincta apparclliada do prata,
por proco commodo.
Antonioda Costa Ferreira vai a Portugal, e
dcixa cncarregado dos seus negocios os Srs. Anto-
nio Joaquim Vidal, Jos Gomes Tavaros o Antonio
Pinto do Barros eniquanto volla.
O Sr. Joilo Frederico de Abreu Reg dirija-so a
ra do Queimado, n. 4.
Os abaixo assignados rogam a todas
as pessoas que llies sao devedoras que
hajam de, no prazo de 3odias, contados
desta data pagar a importancia dos
seus dbitos ficando certos aquelles que
o nSo izercm quescro seus notnes pu-
blicados por este Diario. Recile, 4 de
marco de 1848.
Campos & Ahncida.
Alejandre Jos Gomos retira-so para Lisbi,
oflerece uaquella cidado o seu diminuto prostimoaos
I seus amigos.
A abaixo assignada avisa aosSrs. Belchor Jos^/ --Compram-se, -eflectivamente botijas e garra-
do Reis, Jos Fernandes da Silva, Francisco Estanis-
lao da Costa, Francisco das Chagas, Jeronymo Jos
Ferreira, Antonio da Rocha Compasso, JoBo Francis-
co Teixeira, viuva c herdeiros de Antonio Tciscira
Lopes, viuva e herdeiros de Joflo MariaSevo eJo-
anna Libania, que a mosma abaixo assignada hese
nhora o possuidora, por justo titulo dos terrenos
Fra-de-Portas, o por isso hajam os mesmos Srs.
de vir no prazo deSdiasa casa de sua residencia
na ra Nova desta cidade, n. 21, para Ihes pagarem
os foros dos mesmos terrenos que so acham a dever,
e contrataren) com a mesma senhora a tal respoito,
con a pena da lei.
Mara Severlna da Rocha Litis.
Frederico Hansen, proprietario. do mnibus,
participa ao respeitavel publico que o mesmo m-
nibus principia a seguir daqui para Olinda no dia 15
do cnente, <;s 7 hors; d mohga ) o continuara
todos osdiasas mesmas horas. Os Srs. que quizo-
re m ajustar mensalmente dirijam-se ao annun-
cianto.
300,000 ris.
fas vasias : na ra de S.-Rita, restilago n. 85 e na
venda atrs da matriz da Boa-Vista n. 2, que flca
na esquina da praca.
Compram-so mariscos dos que se fazem flores
e outras obras artificaos chamadas rocaillo: pagam-
se bem 1 nesla typographia, se dir quem compra.
Compram-se, e (Tec ti va mente, todas
as qualidades de garrafas e botijas vasias :
no Aterro-da-Boa-Vista, fabrica de li-
cores n. 17.
Compram-se cabras [Dicho]: na ra Direita ,
venda n. 72.
Vendas.
Para as pessoas que tencio
nain seguir viagem.
Na ra do Rangol, n. 9, continuam-se a lirar pas-
saportes para dentro e lora do imperio, despacham-
so cscravos e correm-so folhas ludo com brevida-
do, e por prego muito o muito commodo, do que
j se tem dado exuberante prova no decurso de oito
annos.
~ Qualquer oficial de pedreiro que estiver des-
ucupadu querendo sprcveit&r o lempo, dirija-se
a ra do S.-Rita, n. 85, queso precisa ajustar uma
pequea empreilada.
Attencao
!
Na loja da ra do Quoimado, n. 30, do Jos Joa-
quim de Novaos, contina a haver um sortimento
de obras feilas; chapeos do todas as qualidades;
ditos para meninos e meninas ; ricos chales de seda;
mantas de seda; lencos do todas as qualidades; o
oulros muitos objeclos que ha para vender.
Agencia de passaporles.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aterro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-se a tirar passaporl.es tan-
to para dentro, como para lora do imperio; assim
como despacham -se escravos: tudo com brevidade.
Retratos
do dagucrreotypo coloridos e
fixos. pelos ltimos deseo
brimentos.
0 abaixo assignado tem a honra do participar ao
respcilavel publico o aos seus amigos geralmenle,
quo acaba de receber dos Estados-Unidos, por es-
calado Para,,no vapor Imperalriz um bello sorti-
menlo deobjectos para relrulos: o como lenciona
Jemorar-se pouco lempo nesta praca, e seguir bre-
ve para a Rubia convida a todas as pessoas quo ain-
ada precisan) dosseus servicos a aproveitarem a occa-
3o presento. Como ha muilas pessoas de opiuiSo
errnea, quo estos retratos somonte com o lempo
so acabam o abaixo assignado niio pode deixar de
direr que esta opinifio s podo ser applicada nos
retratos de fumaca que se tiraran anteriormente,
que os retratos (ixos e coloridos nIo silo capazos
'le sumir-si! nunca o que est prompto a mos-
trar u qualquer pessoa a diiTcrenca que existe en-
tro um retrato de fumaba e um ixo o colorido", po-
lo novo dcscobrimonto. As horas mais proprias
para lirar estes retratos silo das 9 horas da mauliila
a* duas da tarde principiando de boje om dianto ,
" ra da Cadeia de S.-Antonio, O. 26.
Carlos D. t'redrick.
.--Bernardo Jos da Costa leudo do fazer urna
vi:ipc(n a Portugal, deixa por sous procuradores sua
inulhcr D. Maria do Esperlo Ferreira, Manoel An-
tonio da Silva Jos Antonio Correia Jnior e Fran-
cisco Jos Gocalves.
O abaixo assignado faz sciente ao publico, quo,
leudo sacado uma lellra contra o Sr. Leopoldo Jos
da Costa Araujo, a 5 mezes precisos da quantia do
1:283,035 rs., em data de 22 do feverciro prximo
passado este a aceijoii c entregou ao annunciante,
qual desencaminhou-se do seu poder: por isso
apressa-sea prevenir ao publico, pan que ninguen
'ac transaeglo com dita lellra poique est de
nenhum eflbito. visto o mesmo Sr. Araujo II10 haver
passado outra de igual quantia e data. Declara mais
o abaixo assignado, que dita lellra liiihs o lugar do
"orne do sacador en branco. Rccifo, 3 do margo
de 1848. Antonio Ferreira da Sitm Sanios
Achnndo-so iniciramento atrasada aaferigilo,
per falln da concurrencia das pessoas quo a deven
solicitar, e deveudo a rovislo ter principio no pri-
meiro de abril prximo fututo na forma da lei, o
arremalanio da mesma afuricto assim o faz publi-
copara que os interessudos comparceam at o ul-
timo do crrenlo mez de marco, alim de nfio incor-
fercm as multas a que estilo subjoitos pela oniis-
sao e possa o mesmo arrematante vencer o traba-
lho de tal expedienle, o que com mais damora nfio
ser possivel cousoguir-se. Recife, 2 de margo de
1848. Joio blario de iiarrot.
D-so a juros sobre penhores de ouro a quan-
tia do 300,000 rs pelo tompoque se convencional:
a quem convier semelhanlo negocio, dirija-so ao
pateo do S. Pedro, n. 3, casa de um andar, com va-
randa de ferro.
Antonio Pcreira do Miranda faz sciente a todas
as pessoas que teem penhores do ouro e prata em
seu poder,queos vfloresgatarno prazo de8dias,cun-
ta, los da dala desto an'nuncio; do contrario, scrio
vendidos para pagnmontodo annunciante, visto ter
do retirar-so para fra da provincia, c niio dever do
estar empatado por causa dos ditos penhores.
Ignacio do Gouveia e Souza relira-se para fra do
impeiio, a tratar desua sade.
No dia 29 do feverciro, entro Afogados e o en-
genhoSuassuna|perderam-so dous papis grandes en-
rolados: contem ellos os riscos de uma sorraria para
o ongonho Quitanduba, cujo nomo ponsa-so quo est
escriplo nos papis, e leem no cauto o nonio F. de
Mornay: quom achare entregar em casa doSr. Mor-
nay, no Ma'nguinho, ser gratificado.
Precisa-sede umaescrava do meia-idade, para
uma casa de pouca familia : ua ra da Aurora, loja
n. 42.
Prccisa-se alugar um moleque, ou um prcto,
para o servico de uma casa de homem soltciro ; dan-
do-se-lhe de comer, vestirle seis mil ris monsaes;
e sabendo cuzinhar, entilse convencionar no pre-
go : quem o liver dirija-se a ra da Cadeia do Reci-
fe, loja n. 40.
~ Manoel Gongalves da Cruz Brasilciro, vai a
Portugal tratar de sua sade, levando em sua compu-
nhiao seu sobrinho Antonio Joaquim Freir da Costa:
odoixapor seus procuradores, nesta praca, sua
mullierl). Constancia Maria da Cruz Pedro Aloxan-
drino Gomes Jos Gongalves Torres e Antonio Joa-
quim Coolho.
M. S. Mawson, dentista, roceulemento chegado da
Europa, acha-so residindo no Recife, ra do Tra-
piche-Novo, n. 8, segundo andar, aondo contina a
por dentes minoraos, ficando incorrupliveis, e ap-
parecendo inleiramente como naturacs : tambem
tira a podra, a qual, niio sendo cxtraliida, om pou-
co tompo tanto arruina os dontcs ; chumba con ou-
ro ou prata, para privar do augmentar a corrupgo;
tambem tira, lima o faz todas as opcragGcsdenlicaes
com a maior delicadeza possivel. Ello espera quo
os elogios, o o milito patrocinio que tem rcecbido
pelos beneficios que tem produzido na sua-pratica,
llura 11 lo 7 anuos do residencia nesta cidade, seriio
Saranliassufllcienlcs para as pessoas que, precisan-
0 de seu prestimo, nao o deixcm de procurar.
3H CHAPEOS DE SOL
Ra do l'asscio-Publico,
n.
5.
Recebeu-se uestes dous dias
uma remessa de escravos, todo;
de bonitas figuras, para se ven-
derem muito em conla* na ra
das Larangeiras, n. 14, segundo
andar, a saber : um lindo mua
(inhnilels anuos, com principios do carpina.'e
que he ptimo para pagem, por ser muilo espert;
um dito de 16 annos; um dito de. 22 anuos, com
oflicio dosapalciro; um dito de 25 annos, muito
fiel o humilde,do qual se afiangaa conduela; dous di-
tos de 35 annos por 330,000 rs. cada um ; 3 pretos
de nagilo de 20, 23 o 25 annos pruprios para o
campo; um moleque de 7 annos, ptimo para apren-
der algum oflicio; uma molcca rccolhida de na-
gilo, quo coso o fazlavarinlo; uma prela de 20 an-
nos quo engomma cose o cozinha, tudo muito
bemfeito; duas pretas mogas, que lavam de sa-
bfloo varrella ; uma dita do uagfio Costa, boa qui-
tandeira por 330,000 rs.; uma parda do 18 annos,
muito forte propria para aprender a engominar;
um preto, por 150,000 rs.
Vende-se um casal do cscravos casados, ambos
muilo fiis e humildes : a preta ho de uma figura
elegante e lio ptima para se 1 lio entregar o
arranje de uma casa per ter basiante pratica o o
preto he bom ganhador de ra pois ganha 640 rs.
por dia : na ra das Larangeiras, n. 14, segundo
andar.
Vende-se uma preta de bonita figura: na ra
do Quoimado, n. 46.
Vende-se, a rctalho o em porcOes, muito boa
carnauba por prego mais commodo do quo so eos-
tuina vender : na ra de S.-Rita n. 63.
Vendem-so 15 traslados em bom uso, por pre-
go commodo na ra do Mondego, n. 51.
Vende-se o Panorama completo e encaderna-
do : na ruadeS.-Bcnto om Olinda, venda do Jero-
nymo Francisco da Cunha.
Ni ra da Cruz, venda n. 32, vende-se. una por-
cao do arroz branco do sul, por prego commodo.
BICHAS.
Vendem-se cinco caixas com bichas, por prego
commodo muito superiores grandes o pretas : na
i ua da Gru, no Recife n. 18.
Vende-so uma preta crioula, do idade 24 an-
nos, com alguinahabilidade, sem defoitos non acha-
ques : a tratar na ra do Palacio do Rispo, u, 3.
AOS ESTDANTES.
Vonde-se o diccionario do theologia moral de
llergcr inteirnmenlo novo ultima cdigDo em 4
volumes ; Curso do dircito natural do Th. Jouflroy ,
obras interessantissimas pura us esludantes do pri-
moiro c segundo annn do curso jurdico : na ra
Nova, n.38.
LOTERA
do Rio-Je-Janciro.
Vendem-so bilhetcs, melos ditos da 9.' lotera, a
beneficio do thealro da imperial cidade de Nicthe-
roy, no Rccifo, loja do cambio da ra da Cadeia, n.
24, da viuva de Vicira & Filho ; a ellos antes que o
vapor do sul chegue, quo devo estar aqu nestes
dias.
~ Vendem-so 7 escravos sendo: 1 bom pardo,
ptimo para pagem, do 20 annos; 4 pretas com
habilidades ; 2 pardas com habilidades : todos mui-
lo mogos o sem defoitos : lambn) so vendo urna
casa terrea, para grande familia sita na ra do Co-
tovello, n. s e urna preta de mcia idade, por
240,000 rs.: un pateo da S.-Croz, n. 14, se dir
quem vende.
Joo Loubct participa ao respeitavel publico, que
receben, por estes ultimosnavios francezes, um com-
pleto sortimenlo do chapeos deso, do^eda, amis
rica c superior qualidade; furta-cres e outras mui-
las conhecidas, tanto para homens, como para Sras
e meninos. No mesmo estabolecimento haum sorti-
menlo do chapeos de sol de paninho, dos mais mo-
dernos; ditos muito grandes, proprios para homens
decampo : tambem tom chapos do sol do paninho
para meninos o meninas, por serem muilo linos: po-
dem-se chamar chapeos de economa. Na mosma loja
ha sortimento de bengalas, bengalinhas e chicotes
muito modernos; cohre-se qualquer armagio do cha-
pos deso, com sedas de todas as cores o qualida-
des. Na mosma casa ha um grande sortimenlo de
paniiinhos trangados e lisos, imitando seda, para
cobrir os mesmos: desta fazenda so vende aretallio.
Conceita-se todo qualquerchapo de sol, por haver Cos.do seda dos mais modernose
um completo sortimento de todos os pertonecs
Pannos para lences.
para
os mesmos, com toda a perfeico c brevidade.
Precisa-so de um caixeiroquo tcnhaalguma n-
telligencla.o quo 88iba ler e escrever bem, para se
llie entregara adminislragiio do uma paduria com 12
cscravos 2 trabalhadores brancoso um quo faz as
vezes de segundo caxeiro: quem so adiar neslas
circumstancias de desempenbar bem os deveros de
um bom administrador, dirija-so a ra larga do
Rozario, loja n. 20, quo so Ihedir quem pretende,
nfio se diividando dar-se-lhe um ordenado corres-
pondente a sua capacidade.
Precisa-se de um nacional, ou cslrangeiro de
boa conducta, que queira so cncarregar do trata-
mcnlo de urnas vaccas o que saiba tirar Icile : e so
bouver algum preto, ou pardo cscravo que niio seja
vicioso, equescu senhor o queira alugar para o
servigo cima dirija-se a ruada Cadeia de S.-An-
tonio, no primeiro andar do sobrado por cima da
venda n. 2, ou estrada nova casa quo tem as pa-
redes azuladas, e quo est enllocada em fient<#da
propriedade do engenho da Torro.
-- Aluga-se um segundo andar, na ra da Senzal-
la-Nova com commodos para familia por pre^o
muito mdico: na praga da Independencia, II-
vraria ns. 6 o 8.
Precisa-so de um caixeiro: na na da Senzal-
la-.Nova, n. *.
Compras.
- Compra-so, ou aluga-se. uma escrava costurei-
ra : no Hospicio, sitio do Lefio.
Vende-se superior bretanha de Irlanda, de puro
linho,com duas varas o moia do largura, fazenda
de milita ulilidade para lengcs a 3,000 rs. a vara ;
/liarle azul do vara de largura a 240 rs. o covado ;
cambraias lisas, a 640,800 e 1,000 rs. a vara ; lon-
nais modernose muito finos, do
nielbor gosto a 2,500 rf.; rolos de bretanha, a
1,800 e 2,000 rs. ; dita de linho muito fina a 720
c800 rs. ; cassa pura baados, a 2,600 e 2,800 rs. a
pega ; chales de lila, grandes e do muito bom gosto ,
a 2,000 o 2,500 rs. ; riscados trangados, de muilo
boa qualidade para escravos, por serom escurse
de muila durago a 200 e220 rs. o covado ; o mi-
iras militas fazendas por prego muilo commodo : na
ra do Collegio, loja nova da estrella, n.l.
Na ra Direita sobrado do um andar n. 33, ao
p do dous de verandas douradas yendem-so 3 h-
celas grandes de doco seceo de caj ricamente en-
lejiadas proprias para algum presento: tambem
so fazom filhes do seringa c de outras qualidades ,
bolinhos, pastis do carne o de nata po-de-l cn-
feitado de alfinim tremedeiras, empadas, e ludo
o mais quanlo he desobro-mesa, com perfoigfio e
por prego commodo.
Vendem-so duas pretas de nagilo sendo uma
de 14 annos ,o o outra do 20; uma pardinha do 15
annos : todas com habilidades : no boceo do Sara-
patel sobrado n. 12.
Vende-se um cavallo rugo, em boas carnes,
bom carrogador baixo at moio por prego com-
modo : na cocheira da ra da Roda.
-- Mascaras para o carnaval,
as melhores que presentemente se
mcontram : na ra Nova, n. 6,
oja de Maya Ramos & Compa
nhia.
AO PBUCO.
Em niui crescido numero contavam os mdicos
at agora molestias incuraveis, contra as quaes s
era permittido ao paciente resignaco para soffrer
um mal de queja nfio havia esperanzas de poder li-
berta-lo, e ao medico philantropico ador dever
muito de sous semelhantes victimas de enfermeda-
des, contra as quaes so declarava impotente, po-
dendo apenas lamentar a fraqueza da nlelligencia
humana. Mas, gragas aos progressos da medicina,
gragas ao zeloTle homens incansaveis, que, nfio des-
esperando da perfectibilidade da sciencia, se teem
dedicado invesligago de remedios que possam.
alliviar liumanidado de alguns males quo a aflli-
gem, o numero das molestias reputadas incuraveis
vai de dia em dia diminuindo. Assim, achardepois
de longos trabalhos, de profunda meditaefio e reite-
radas experiencias, medicamentos que nos restituam
o uso dos dous mais importantes sentidos de que
ho dotado o homem, quando estes j se acharan no
supposto estado de incurabilidadu e inteiramento
perdidos, he por certo um dos maiores servicos, que
se podia prestar liumanidado; eis o que asura re-
servado um homem philantropo da cidade de Bra-
ga, em Portugal, cuja sciencia, cujo amor de seus
semelhantes so tem feito geralmenle conhecer. Os
remedios qlic ora offerecemos ao publico, nfio en-
tran) na classo daquelles que o avidoe ousadochar-
latanismo inculca com roucos e descompassados
brados, c que o crdulo vulgo, por ignorancia, rece-
bo na boa f e sem disccrnhnenlo, achando-se de-
pois Iludido; tom, porm, deoecuparmui distincto
lugar entro os medicamentos, que maiores benefi-
cios prestam ao humen) : constam ellos da dissolu-
gioaquosa de extractos do plantas medicinaos, do
virtudes mui reconhocidas o verificadas. O longo u-
so, s continuadas o severas experiencias, a que por
toda a parte leem ellos sido submettidos, sem que
uma s voz hajam falhado em seus bons effeitos, o
desmoutido as osperangas que sobre ellos havia fun-
dado o seu inventor, lhe teem grangoado constan-
tes o repetidos elogios dos mais sabios e respeita-
veis mdicos, assim da Europa, como da America,
que unsonos abonam e proclaman! sua acefio som-
pre corta e benigna. Um destes licores he destinado
combateras molestias de olhos, e tem por princi-
pal virtudo restituir aos orgfiosda visito suas func-
crs; reanimar o fazer roapparecerem sua natural
perfcig-Ko a visln. mmndn esta .liver fraca ou nuasi
extincta, com lano, porm, que nfio haja cegueira
absoluta com dcsorganisagfio das partes ; nfio me-
nos til e enrgico he para desfazor as cataratas,
destruirs nevoas o do prompto debelar qualquer
inflammagiio ou vermelhidfio dos olhos. Nfio causa
dr, ncm estimulo na parte.
O outro liquido restitue a faculdade de ouvir os
sons ao ouvido tocado de surdez, anda que invete-
rada, uma vez que o mal nfio seja de nasconga, sem
causar en lempo algum o menor iucommodo ao do-
cnlc, e sem priva-lo de cuidar em seus negocios.
iNsrnucgES para o uso uua kkmcdios.
O dos olhos emprega-se do modo seguintt:
O docnlc, pela manhfla, om jejum, uma hora pou-
co mais ou menos depois quo crguer-so do loto,
tomar sobro a palma da mfio pequea porefio da-
q india agua ; o COI) ella moltura bem OS olhos, fa-
zendo quo algumas gotUs caiain sobre o globo oc-
cular: sem os lmpar, os conservara molnados at
quo naturalmente enxuguem : ao deitar-se noito
praticaro mesmo: durante o lempo que usar do
remedio evitar o calor, acgfio de fumaca e o vento;
far abstinencia de comidas salgadas, azedas e adu-
badas com especiaras.
Oremedio dos ouvidos ser applicado do modo que segu:
O doente, pela mantilla, uma hora pouco mais ou
menos depois do erguer-se, anda em jejum, lara
derramar dentro dos ouvidos quatro ou cinco got-
tas do liquido, tapando-os depois com algodfio em
rama ; noite ao deitar-se repetir a mesma ope-
raeao. Durante o uso do remedio evitar expdr, os
ouvidos principalmonto, acgfio do calor edo ven-
to, alim do evitar grande transpiragfio, havendo cui-
dado em nfio molhar os ps em agoa fra; ilnulmonlo
dove abster-se de comidas salgadas, azedas e adu-
ladas.
Estes remedios eslo a venda na botica de Bar-
tliolameo Francisco de Souza, na ra larga do Ro-
zario, n. 36, nico deposito em Pernambuco, pelo
prego de 2,240 rs. cada vidro.
MEDICINA UNIVERSAL.
Pilulas vegetacs de James
31 o riso n.
A medicina vegetal universal he o resultado da 20
anuos de invcstigagOes do clebre James Morison.
Por moio dcstas pilulas coosogio seu autor inn-
meras cadmiravois curas desde as affecgOes quo
atacan as criangas do pclo al as molestias chroni-
cas do ancifio.
A Europa saudou este remedio como remedio uni-
versal para todas as doongas, o at hoje anda nfio
fui desmentido tal ttulo.
Esta medicina vom acompanhada de uma receita
que ensina o lacillta a sua applicagfio. Consiste em
tres preparagOes, a saber : duas qualidades de pilu-
las dist netas por nmeros, o um p : cada qual goza
do modos o aeges diversas.
As pilulas n. 1 silo aperitivas; purgam sem abalo
os humores biliosos e vicosos, o os oxpulsam com
eflicacia.
As don.2 expulsam com esses humores, igual-
mente com grande frga, os humores serosos, acres
o ptridos, de que o sangue seachaa miudo infecta-
do ; percorrem todas as partos do corpo, e s c*s-
sam de obrar quando teem expulsado todas as ira-
purezas.
A torecira prcparagfio consisto em uma limonada
vegetal sedativa : lio aperalira, temperantes ado-
cante : lorna-so cm commum com as pilulas e facil-
ita-lbesos melhores eleitos.
A posigiio social do Sr. Morison, a sua fortuna In-
dependenle, repellen) toda a ideia do charlatanis-
mo ; c as admiraveis curas, operadas com o seu
systema no collegio de sade de Londres, sfio mais
quo garantes da eflicacia do seu remedio.
Recommenda-se esta medicina, que nfio pede nem
resguardo do tompo, nem do posigiio da parle do
docnto a lodos os que, atacados de molestias jul-
gadas incuraveis, so quizorem desengar da sua
virtude.
Oxal que a liumanidado feche os ouvidos aos in-
teressadosem desacreditar estes remedios tfiosim-
gles Ifio commodos e tfio verdadeiros.
Vende-se somonte em casa do nico e verdadeiro
agente J, O. Elster, na ra da Cadeia- Vclba, a. 89.


A
Vando-se urna pedra de filtrar agoa, urna cai-
xa grande, ou arca do amarello, urna estante de
molas para msica um relogio de parede, caixas
vasius para cera tcrnos de medidas de iblha ate-
ridas ,e (landres para se vender azeito :'na ra da
Senzalla-Vclha, n, lio.
Vende-se a venda da ra da S.-Cruz n. 5: a
tratar na ra daMangucira, n. 16.
IR >a fabrica de chapeos da ra do Queimado,
n. 22, vendem-se superiores chapeos de cas-
-^^^^torbrancos, tanto com pello como sem elle,
de 2,500 at 5,000 rs.; chapeos envernizados, pro-
prios para o brinquedo de entrudo por serem pro-
ra d'agoa, e tambem s3o proprios para viage-n ;Jcha-
pos de massa de todas as qualidades de 2,400 rs.
para cima: tambem se receben) ncommendas do
tn.Uao. 5^;;iJsc3, pcr'.cculc* a c'uapeieiro e
cobrem-se chapos de mola a vontade dos fregue-
ses : tudo por prego mais commodo do que cni ou-
tra qualquer parte.
Vcude-ae um bonito cavallo preto: na ra do
Queimado, n. 30.
Vendem-se ancoretas com cal virgem a mais
nova que existe no mercado, por prego mais com-
mododoquoem oulra qualquer parle; urna por-
c3o de pesos do duas arrobas de ferro e algumas ser-
ras grandes para serraren! madeiras : na ra da
Moda, armazem n. 17.
Panno-Couro.
Vcndem-sesuperioros cortes de caigas da fazenda
panno-couro, par ser do durag.lo extraordinaria, e
de padres oscuros, proprios para o trafico, polo
diminuto prego de 1,600 rs. o corte : na ra do Col-
legio, loja nova da estrella, n. 1.
Vcndc-se urna ptima balanga com brago do
RomRo o correntesde ferro, muito propria para ar-
mazem do assucar, ou de couros pola sua boa qua-
lidado, por prego muito commodo : na ra Nova ,
n.27.
-- Vendo-se um alambiquo de cobre de carga do
3o caadas, com serpentina de estanho : tudo em
bom estado, por prego commodo : na ra do S,-Ri-
ta, n. 85.
Vendem-se lingoas do Ro-Crande-do-Sul, mui-
to superiores e por preco cummodo : no armazem rio
carne secca, na travessa do Arsenal, n. 1.
Casimiras finas e elsticas.
Vendem-se superiores casimiras finase elsticas,
a 1,000 rs. o covado; cortes de ditas do cores, muito
linas, a 6,000 rs.; superiores casimiras protas da
melhor qualidado, a 6 o 9,000 rs. o corto : na ra do
Collcgio,loja nova n. i.
Ven uVse, ou permuta-se por predios nesta pra-
ca um terreno com 200 palmos de frente, e fundos
desde a ra da Aurora at ao Hospicio com-uma
cacimba e olaria na ra doSeve com alicercesj
principiados para urna casa : tambem vende-se, ou
permuta-se roetade deste terreno: a tratar na larga
do Rozario, n. 26, primeiro andar. Na mesma casa
vonde-se um estojo de ongenharia, por prego mui-
to commodo.
Na na do Trapiche, n. 17, con-
tina a haver deposito da verdadeira cal
virgem de Lisboa, chegada prximamen-
te ; advertindo-se aos compradores des-
te genero que o deposito he muito pe-
queo, e que da nova nao ha mais em
parte alguma.
Vende-se, 011 arrenda-so um grande sitio na ra
Imperial, com duas moradas do casas, urna para
grando familia, na frente da ra eoutra mais pe-
quena dentro do mesmo sitio com bons perreiraes
e militas fruteiras de boas qualidades todas novas
e j dando fruto, com um grande viveiro no lundo :
na ra Direita, n. 135, loja de cera onde se far
qualquer dos negocios, pojr scu dorio ter do retirar-
so por molestia.
Vcndc-se um terreno com 117 palmos do fren-
te e 89 ditos do fundo em estado de se odificar,
por no precisar atorro em cujo terreno podem-so
fazer tres ptimas moi'agbas na ra do Pilar cm
Fra-do-Portas do lado da mar grande: nadita
rus, n. U, no pateo da igreja do Pilar, das 6 horas
da manhaa s8.
Vendem-sc chapeos de superior
castor, lira neos e prctos, por preco
muito barato : na ra do Crespo,n. a,
ja de Jos" Joaquim da Silva Maya.
Nesta loja acha-se um completo sorlimcntb do
obras taitas, do todas as qualidades: bem como
pannos finos prctos, merino ricos cortes de col-
letc de gorgiiriio bordados, por prego commodo.
Vendem-se os seguintes livros, em muito bom
estado, por prego com modo, no paleo do Carino ,
11.17: Universo Piltoresco, 3 v., encadernados;
Musen Piltoresco 1 v.; Jesus-Christo peranle o Ba-
silio ,lv. diccionario jurdico, 1 v. ; Historia de
Npole8o,2 v. ; Reslauragiio do Portugal, 1 v. ; Sir
WalterScott,24 v.; Alinocrcvcdc Petas, 3 v.; An-
ua de Gcierslcins ou a rionzela do ncvoeiro v.;
osNalchez, v. ; o Dorradeiro Mohicano 4 v.; Mis-
iona do Gilbraz do Sautilhana 4 v.; Historia de
1). Alfonso Braz ,2 v ; Viagons do Antonor 4 v.;
Descobrimcnlo da America 2 v. ; Historia romana,
1 v. ; (orina ou a Italia, 2 v. ; os Puritanos da
l'.scoeia, 4 v. ; I). Quixotc de l.a Mancha 8 v. ; o
Quixote do seculo XVIII, 4v.; Historia do Estcvinbo
Gongalvcs 2 v.; o Dabo coso, 2 v.; l.azarillio do
Tormos, 1 v.; a Noito do Castello 1 v.; Viagcns de
Cullver, 4 v. ; Aventuras do Robnson Crtisoc, 6
v.; Numa Pompilio, 2\,; Cuilncrmc Tell 1 v.; No-
vellas e coulos, 2 v. ; Gustavo, 3 v.; o Fillio do mi-
nlia mulher 3 v. ; Cartas do Heloiza o Abailard 2
v. ; Orlando amoroso 3 v. ; Thesouro da mocida-
dc, 1 v.; o Itobinsonde 12annos, 2 v.; Iiarbarinski,
2 v.; Balizarlo, 1 v.; llcnriquinho 1 v. ; Elogio de
arcos Aurelio 1 v.; Cyprianno, 1 v.; os Itccreios
de Eugenia, 1 v.; Isabel ,1 v. ; a Cavorna do Strozzi,
1 v.; Calatea, 1 v.; Eslella, 1 v. ; tala, 1 v.; |,-
coes de Kenclon 1 v.; Verdadeiras Rcrnardices 1
v.; os l.uziadasdoEamOes, 1 v.; Jullo o apostata,
2 v. ; vida de I). Joiio do Castro, 1 v.; Manual Eucy-
clopedieo, 1 v ; a Kedempgilo poema pico, 1 v. ;
Novillasc6Colbidas, 3v.; 1). Ignoz de Castro, 1 v. ;
Viagem a roda do mundo ,1 v. ; o Tratado da ty-
rannia 1 v.; Mcz de Maria, 1 v.; Horas Marianas,
1 v. ; Heos lio lodo puro amor 1 v.; Galera Pitto-
resra ,lv. Mylologia, 1 v.; o Castello de Gras-
ville, 4 v.; o 8ep*ulchro, 3 v.; l.avater, 2 v.; lloras da
semana sonta, 1 v.; ('ocsias do J. B. 1". A. Maranho.
Vendem-se, na ra da Cadeia do Itecife arma-
zem do Uraguez, saccas com superior familia de
mandioca ditas do arroz do vapor o da fabrica,
vimlas prximamente do Maranhfo, pelo brigue-es-
cuna laura : tudo por mdico prego.
-- Vcndcm-so na ra do Crespo, loja de tniude-
za*n. 11, charutos finos da Babia, denominados
a fama a prego de mil rs. a caixa.
FARELOS.
Vendem-se saccas com fardos, chegadas ltima-
mente, a 3,500 rs.: no armazem de J. J. Tasso Jnior,
ra do Amorim, n. 35.
Milho.
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes da
Alfandega, armazem de Antonio Anncs.
9.a lotera do Kio-de Janeiro
a beneficio do theatroda im-
perial cidade de Niclheroy.
Vendem-se bilhetes e mcios ditos desta lotera :
na ra da Cadeia-Velha, n. 29, casa do J. O. ELSTEIt.
Cortes de a Id na.
A fazenda mais perfeita que tem appa-
recido sao os cortes de alcina, para ves-
tidos de senhora, nao s pelas delicadas
cores, como pelos lindos padroes, por
n5o desbotarem, c por serem do ultimo
gosto de Pars. Estes cortes vem pti-
mamente acondicionados, cada um cm
sua capa, e sao leitos na principal fabrica
de Paris ; sendo de quatro qualidades dif-
ferentes, e aos precos de 3,aoo, 3,6oo,
3,8oo e 4o W.: na loja nova de R ay-
nundo Carlos Leite, na ra to Queima-
do, n. 11 A.
Vendo-se oj engenho Timb, distante desta
praga4 legoas, corrento o moente com agoa, de
boa o regular producgSo com a safra de 2,500 piles
pouco mais 011 menos, ou sem ella. Este engenho
lie de consideravel importancia no s no presen-
te como no futuro, por conter mais do 4 legoas de
terrono coberto de maltas virgens com capacidado
para se levantaren! engenhos ifagoa e do ln-stas : a
tratar no mesmo engenho, ou no sobrado ao lado da
cadeia 11. 23.
VENDE-SE
Cha muito superior
1'abriendo no Rio-de-Janeiro,
Denominado Brasileiro,
o mclliorquo tem apparecido nesto mer-
cado, pola sua qualidado ser mais supe-
rior do que a do mesmo cli hysson do
urna libra para cima, por prego com-
modo : no fim da ra da Aurora 11. 4, a
fallar com Jos de Afei cid a Brrelo Bas-
los, das 6 as 9 horas da manhla, e de 1
as 2 da tarde.
Pannos finos.
Vendem-se superiores pannos finos, prova de li-
ino, pretoe azul, a 3,000 rs. o covado; dito fino
azule preto c 4,500 rs.; dito preto de superior qua-
lidado e ja bem conhecido pela sua barnleza.a 5,000,
5,500, 6,500 e 7,000 rs.; casimira prcta I i miste da
melhor qualidado largusa de panno muito fina a
11,000 o 12,000 rs. o corte de caiga : na ra do Col-
legio, loja nova da estrella, 11.1.
-Vende-so, ao pe do nicho do Livramento loja
do couros, muilo.bons couros miudos, sola, bezer-
10 da lena, de superior qualidado, tamancos de
lodosos tanianhos, sapatoes, esleirs, chapos de
puma, bonetes sortidos, couro de porco do mallo,
iiiarroqtiim, couro de lustro, e outras muitas cou-
sas : tudo por preco commodo.
- Vendem-se aeges da ex-
mela companbiade Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O*
liveira Irmos & C, ra da Cruz,
n. 9.
Vendc-sc, na ra da Cadeia do Rocife arma-
zem do Rragucz, superior farclo de Lisboa, por m-
dico prego.
Vende-se colla do superior qualidado, das fa-
bricas do Rio-Grandc-do-Sul: na ra da Moda ar-
mazem 11. 7.
--- Vendem-se ancorclas de
diversos tamaitos, com vinho da
Madeira, tiulo e branco, de supe-
rior qualidado: no escriptorio de
Oliveira Irmos & C, na ra da
Cruz, n. 9.
Vendem-se duas boas escravasj.crioulas, do
bonitas figuras o mogas, que cozinham, lavam mui-
to bem e engommam sao sadias, e no se duvida
dar a contento para serem experimentadas : na ra
do Queimado, loja n. 51.
Potassa e cal virgem.
Vende-se muito superior potassa e cal
virgem de Lisboa, prximamente desem-
barcada: no deposito de Baltar & Olivei-
10, na ra di Cadeia do JAecife, n. 13.
Vendem-se cabos do cairo em grandes, ou pe-
quenas porgoes : no trapiche do Ramos, armazem
da esquina.
INa ra do Trapiche, n. 17
vendem-se barris com superior
cal virgem, chegada ltimamente
de Lisboa, a cinco mil reis cada
barril.
Vende-se um banco para carpina, em muito
bom estado por prego commodo : na ra da Ma-
ri rc-de-Dcos, n. 9.
Vende-so um carro de 2 rodas, quisi novo,
com cavallo j ensnado: tambem se vende cada
urna das cousas em soparado: na ra da Cadoia ,
n.4.
VcnJom-sealguidarcsdo gomos, muito gran-
des o tambem pequeos; papciros-grandes e pe-
queos; paiicllas de varias qualidades, grandes e
pequeas ; cagarolas de todos os tamanhos ; frg-
riciras muito grandes ; boiOes para manleiga ou
doce; urna porgflo de frigideiras e papoiros com
pequea, (falla porprego muito baxo: na ra do
Encantamento, armazem ao p da cacimba.
Na ra da Cadeia-Yclha, n.
29, loja deJ. O. Elster,
vende-so vinho do Porlo, de diversas qualidades ;
dito da Madeira ; dito de Malaga ; dito de Sherry ;
dito de i.arcavellos; dilo de Lisboa ; dito de Graves;
dito Sautcrno ; dito San-Julien ; dito rie Bordoaux ;
dito Clintcau-la-ltosej dito de San-Gcorgo; ago'ar-
dcnlede Fringa,de diversas qualidades; whiskey;
cherry-cordial; marraschino; licores finos ; punsch
da Succia; xaropo de framboises; ptima champa-
uha em garrafas o meias dilas ; velas de oomposi-
gfio ; cha preto o verde do superior qualidado; pro-
suntos e salames de Hamburgo; sardinhas em latas
< vi. l ros; pelits-pois cm ditas; salmn em dilas;
mostarda inglezae franceza ; frutas em vidros com
calda de assucar o espirito; agoa de or do laranja;
charutos de iiavana o da Babia : ludo chegado re-
centemente o de superior qualidado.
Familia de mandioca.
No armazem de familia da ra do Collegio, n. 21,
vendem-se saccas coin furinha a mais fina possivel,
por prego rasoavcl.
pagem ; 3 ditos de 10 a 12 annos; 4 escravas para
todo o servigo, por prego commodo; urna dita ex.
callente lavadeira e que cozinha e vende, por 250^
rs. ; urna dita de meia idade boa cozinheira por
280,000 rs.
Vende-se ou permuta-se por urna casa terrea,
ou escravos, um terreno do propriedado, na ra
Imperial, com 220 palmos do (rente ornis de tres
mil de fundo : na ra Direita, n. 121.
ui:-
Esta loja acha-so sortida do novo com boas
pechinenas uncommendadts de proposito,
alim de que os freguezos sejam bem servi-
dos, na forma do costume; c como as di-
tas pechinchas sejam muitas o de diferen-
tes qualidades somonte se annunciam as
seguintes : chilas de cores fixas e de bons
pannos a 5,000, 5,500 o 6,000 rs. a poga, o
o covado a 140, 160e 180 rs.; madapolilo fi-
no a 2,000, 2,500, 3,000 e 3,501) rs. e mui-
to superior, a 4,000 rs..; pannos finos, a
2,500, 3,000 o 3,500 rs., o muito lino a 4/
rs.; mantas de soda do coros para homeni ,
a 1,800 e 2,000 rs*; ditas do cambraia, para
senhora, a 1,000 o 1,500 rs.; novos chales
rio garga a 1,500 e 2,000 rs. ; ditos de lila ,
de difTerentes qualidades e lamanhos a 2*
o 2,500 rs.; ditos de lila o seda, muito su-
periores a 3,000, 4,000, 5,000 e 6,000 rs.
Bom c barato.
Vcndem-se superiores los pretos, do
seda bordados, do lodos ostamanhos;
legitima sarja prota hespanhola; ri-
cos cortos do soda prcta lavrada ; clia-
malote do soda, ondeado o de listras;
meias de seda preta, do peso; supe-
rior setim preto para veslido, panno
preto de todas as qualidades; casimi-
ra preta e elstica muito superior;
chapos francozesda ultima moda; e
outras muitas fazendas : tudo muito
em conta, e com granda sortimento
para cscolhcr: na nova loja de Jos
Moreira Lopes & Companhia, na ra
do Queimado,, nosqualro-cantos, ca-
sa nmarcllla n. 29.
Vendo-so a venda da ra da Cruz, n. 66 ,
foi do fallecido Araujo urna das melhor.es do
que
Ite-
cife: o tratar na mesma, ou na ra da Senzalla-
Nova, n. 4.
Vende-se urna bonita mulatinha recolhida, do
13 n 14 annos que cose muito bem, marca, faz
lavarinto, engomma soffrivel, lio muito desemba-
rgada para o arranjo de urna casa o carinhosa pa-
ra .criangas ; urna dita rio 22 annos, que cose,engom-
ma, cozinha ,e nlto tem vicios ; duas pretas de 18
a 26 anuos, que cozinham, engommam, fazcm o
mais servigo de urna casa o vendem na ra ; um ca-
jocliuho de 9 annosjinuilo lindo o esperto; um pre-
to mogo, ptimo para todo o servigo: na ra do
Vigario, n. 24, so dir quem vende.
Na toja de Magalhcs & Ir-
mao, na ra do Queimado ,
n. 46,
vendem-se mantas do garga do soda a 1,600 rs.;
sarja prcta, a mais superior que appareco ; cortes
de cambraia de seda, a 11,000 rs. ; ditos de cam-
braia borla a 5,000 rs.; cortes de colloles com
listras o palmas do seda a 4,000 rs.; ditos de so-
tim preto de listras, a 4,500 rs.; dilos do fuslo de
cores, a 800 rs.; longos de seda, muito linos a 2/
rs.; chales do seria do 14 quartas a 11,000 rs. ;
mantas do seda, a 9,000 rs. ; pegas do brelanha de
Franca, com 5 vargs, a 3,500 rs.; chapeos de so!,
de soda a 6,000 rs., com hasteas de ferro ; meri-
no muito fino, a 3,000 o 3,600 rs. ; lanzinhas de de-
ferentes cores, para vestidos de sonhora, a 360 rs.
o covado; cambraia do cores, a 640 rs. a vara;
brim de algodao para caigas, a 240 rs. ; riscados
fra|pces a 220 rs. ; brim blanco trancado do li-
ndo a 1,120 e 1,400 rs. a vara ; bicos; meias para
homem, senhora menino o menina ; o um sorti-
mento do fazendas que devein agradar aos freguezes,
em qualidadoe prego. Franqueam-so as amostras.
Na ra de Agoas-Verdes,
n. M ,
vende-se um molcquo do 18 annos, do bonita figura,
sem vicios nem achaques, o qual he bom cozinhei-
ro-: 3 escravos para todo o servigo ; 1 dito bom car-
Vende-e um sitio na estrada dos
Alllictos, com boa casa de vivenda, de
pedra a ci, coin auiao, cuziohu fura, es-
tribarla para um cavallo, bom poco,-o
qual admitte ora, todo cheio de arvo-
redonoto. na mesma estrada, a fallar
com Joaquim de Oliveira e Souza.
- Vendem-se pedras brancas de amolar, da me-
lhor qualidado quo tem vindo do rio de S.-Fran-
cisco em porgo e a retalho, por prego commodo;
na ra da I'raia armazem n. 18.
Vende-se sal de Lisboa, fino e alvo, a 1,600
rs. o alqueiro da medida velba : na ra da i'raia ,
armazem n. 18.
Deposito de vinagre da fabrica
da ra Imperial, n. 7.
na fabrica de licores, de Frederico Chaves, no Aler-
ro-da-Boa-Vista, n. 17, onde so achara sempre
grande porefo e por prego commodo.
Vende-se um sobrado de um andar, com bous
fundes, sito na ra da Senzalla-Velba, por prego
commodo : na Augusta, n. 72.
Vende-se urna banca do nieio de sala o urna
banquinha, ambas de Jacaranda e em muito bum
uso por prego commodo ; bem como dous globos
do vidro com peixinhos, viudos de Lisboa : na ra
do llozario da Boa-Visla, n. 44.
\
Escravos Fgidos.
-- No dia 20 de fevereiro do corronto anno, des-
appareceu o crioulo Manuel Gabiso do 28 a 30 an-
nos, altura ordinaria chcio do corpo olhos pe-
queos, e vermelhos, ocm um dclles parece ter una
bilida ps grossos quo parecen) incluidos ; qoando
fugio liulia em ambas as pomas duas pequeas fo-
ndas quo tolvezj nflo as tenba mas ha dolers
cicatrizes ; levou caigas de ulgodilo azul, iaqueta
branca ,chapeo de seda vclbo ; amia calgado, por
se intitular forro; lio sapateiro o intendo do servi-
go de pariaria,: qucni o pegar lraga-o a esta lypo-
craphia ou a ra de Hortas, n. 62 que se grati-
ficara.
Fugiram, no dia 21 do prximo passado, doen--
genho Guca, comarca do Itio-Formoso duus par-
dos um do nomo Patricio, quas aga ou gazio ,
do estatura regular, de 16 a 20 annos, cabellos pi-
chaim e um tanto vnrinclho: o o entro do nome
Agostinho qunsi cabra negro acaboclado', cabello
um tanto corridos e crescidos de estatura baixa ,
ebeodo corpo, olhos pequeos o um tanto aver-
melharios falla branda ; ulto lom barba e se a tem
he mu pouca ; representa 25 a 30 annos. Roga-sea
todass autoridades o pessoas particulares, que os
apprehendam e levom-nos ao escriptorio do Sr. Ma-
noel Concalves ila Silva na ra dn Cadeia rio Reci-
fo', ou no mesmo engonho Cuca que serto bem
recompensados pelo Sr. Francisco da Silva Santiago,
senhor dos ditos escravos.
Fugio, no dia 2 do correntii, de bordo do \it-
laclio S.-Jos-Atnen'eanu o inoiequo de nome Ma-
nocl, crioulo o qual vcio do mallo lu pouco lem-
po ; he reforgado do corpo baixo, de 18 20 anuos;
tem ile um lado do rosto signaos do pannos ; levou
camisa e caigas do chila azul, o chapeo de couro !
quemo pegar lovo-o atrs do Corpo-Sanlo n. 66,
quesera recompensado.
--Fugio, no dia 2 rio cnente, o proto Mauocl,
crioulo natural do Par, o qual d ese ni ba re ou
aqui vindo no vapor Imperatriz ha segunda-fei-
ra, 28 de fevereiro prximo passado; he alto, Nni
preto; tem urna marca de ferro, na perna direita ;
leyoucamisa ecaigas azuos,do urna fazonda como
chila chapeo de pa i lia ja velho. listo prelo traba-
Ihou tres das na capalazia oxterna da alfandoga ;
desconfia-sqque queira ir para o Hio-Jc-Janoro ,
aondo diz ter mili; tem andado embarcado e por s-
so talvez quo lenlia procurado algum navio para em-
barcar como marioheiro. Roga-se portanlo, aos
Sis. capitfles do navios se um algum apparocer, o
segurem o mamlcn levar a Arsenio Fortunato da Sil-
va na arcada da alfandoga ou iio Hospicio, n. 4.
A mesma recommcndagSo se faz as autoridades po*
liciaes e capitiles do campo, os quaes se rocompensa-
rffo.
u, ijLiaiuspui lUUUUUIViyu ,1 UILD IJUIII Cal- I ,. C/8
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