Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05429


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Full Text
nno de 1848
MUig^WJBgJJLWBBlgB
O fllHIO pnlitte-* todo os das que nJo
frem guari i o prer.o ila iisignatnr* he ii
irtO'- rs.porquartl, pap/it aimtaiins. Os an-
aiincio< os "'rt",,lte3 s- inseridos i ras-oda
2ii n porlinii. 10 rs. e.ntypo difierenio, e ai
eii-,ici pl monde. Os. qua n .o I6rem as;g-
n.l.ltp'K'rj0 80 P*r ''""*' l0,> e' lTD0
dilTcrent, poread. puhticaco.
PHASE9 A LA. O Mfc' UK MARgO.
i uii ora, &.<> hora 5T min' dl raa.nhSa.
rite 12, hora e SI miu. da manlia. j
j.uacheiaa I. OhoiMeM min. (Ja tarda. IVimeira, s lhora e M miatitoi do Urde.
Hmiiauto a M, i 10 Horas W aiiu. da Urda. Segunda, 4 hora c 6 minutos damanh&a.
Sabbado A
PARTIDA DOS CORREOS.
(ioiatina e Pamliiha s segundas esextas feiras
Rio-Or.-imlc-dn-.Norte quiulasfeirasaomeio-dia
Cabo, Serioliem, Rio-Forreoso, Poito-Colvoe
f Gacela, no I.*, a II e II de cada mei.
BaranhMnt e Bouilo. a 8 e 21.
Moa-Vina e Flores, a II e l.
Victoria, t quiutas-feirai.
Dunda, lodos os diai.
DAS da semana.
AnnoXXV.
N" <*.
PltEAMAR DE HOJE.
JR Segunda. S. I andr. Aud. do J. dosorph.
cdoJ.do c. da i v. edo J. IH. da3 v.
59 Terra. S. RoioIo. Aud. do J. dociv. dal.
v. o do I. de pardo 3 dist. de
I Quarta. S. AdiiSo. Aud. doJ. docir. da
i r. e do ). de paz do 2 dil. de I.
Unila. S. Simplicio. Aud. do i. de orpi.e
d > J. municipal da I. t.
5 Sexta. S. Henictero. Aud. do J. docir. da
!. v., edo J. de paz do i. dltt.de t.
\ Sabbado. S. Casimiro. A-id. do J. dociw,
da I. v. edo J. de pudo I. ;it. de t,
6 oiningo. S. Tbeopbilo.
CAMBIOS NO OA 3 DB MAIIQO.
Sobre Londres a 27*/, e 17'/, d. por l| rl.a d.
i Pars I6A rs. por Tranco.
Lisboa 05 par 10(1 de premio.
Uesc. de lellras ile boas firmas I a 111 / *> "'
floroOncas l-espanhola.....58J50O a 28/8(10
MocdaidetliOO velh. tC.lOi a lj.lae
* deltOO or.. lOfflno a I8|I0I
de 4 f000..... fnOO a tjli.n
Pr.ilo Patscoei.......... IJdO a lf980
Pesos columnarei... II40 a l<9.',0
Dito! mexicanos .,, tlaao 14820
Midi............. I060 a lf2
Acedes da comp. do Orlieribc de >0 jfOOO r*. a* pa
PARTE OFFICfAl.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do eommando das armas na eidadt do Recife, 3
de marco de 1818.
ORDEM DO DA N. 67.
Tendo cenado a impedimento do Sr. niajor Jo3o Gui-
lheruie de Bruce, do 6." batalho de caradores, determi-
ii.io cominandantc da* armas, que o mesmo Sr. fnajor
nrita data tome Interinamente o eommando do batalho
que o recebera do Sr. capitao Jos liento Alvares, pas-
tando elfe a exercer as funecet de mandante.
tlanoel Ignacio de Carvalho Mendonca.
contra a Inglaterra c contra o seu ministro que Ibes va-
leu nos maiores apuros. Sabe-se que eites vildes solici-
taran! a rem09.no deslr Seymour daqui desde que elle
ns servio, e para notarnios a sua gralidao continuare-
mos a transcrever parte da mesina nota de 9 de abril.
Diz ella:
a A 111 nba (parcial) condescendencia, qucalTavelmcn-
te mostr! ter para com o pedido dos dnus ininistroi
(D. Manoel conde do Tojal] fol prevendo o risco em que
taiiibcni poderla incorrer, pnrm foi muilo contra a mi-
nlia vontade que dei este pasto, por isso que envoftie o
affaslar-mi da tiricia ntutralidadt, que teni sido os dse-
los do governo de S. M. H. observar durante as turbu-
lencias intcstiuas de Portugal.
ilos provinciaos, o achnndo-so ailiantaila a hora, lo-
vantou-se n sessilo, tendo sido despaeliados os rc-
quei'iineiitos de Joio Tliomaz Pcroira, do Jofio dos
Santos Fernandos, do Cosmo llannio Ferreira de
Carvalho e do l>. Mara Carolina Ferreira d Car-
valho. lili, J0S0 Jos Ferreira de Aguiar, secretario
a subscrevi. tarros, jiro-presidente. A. de llar-
ros. Mametle. remira. Aouino.
EXTEfHOlt.
LISBOA, 9DE JANEIRO.

O partido nacional profesin contra a interferencia,
porque degradava a iiacau, porque nos tolhia a liberda-
de. porque atacara a Independencia de un poro livre.
Ksses protestos achain-sc lavradoa nos registros ulticiaei
da junta do Porto, nos campos do Minlio aoude resisti-
mos invaso do Aleudes Vign, 1101 ollicios dos nossos
generaos qunudu fraui prisioneiros, na convencao de
(ramido anude cedemos s Torcas de tres nacoes pode
rosai. a historia do nosso partido be tima eppa de
patriotismo, de liberdade, de independencia. Fura ni as
virtudes des te povo generoso que llie deram considera-
cao na Europa, que despertaram as sy inpalbias dos scut
111 ais aballsados esladistas, e que lizeram estampar na
testa dos nossos oppicssoics o indelcvel ferrete de igno-
minia.
Quando ellavaiuos com sanguc estes protestos da
nossa dedicaeo, o cabralismo corrupto e cobarde soli-
citara a entrada de lunas cstrangeiras no palz contra
as preter pces da carta, roja va diante dos ministros de
Franca, Hcspauha c Inglaterra pedindo que iiiandassem
cravar nos nossos peitus a pona das bayonetas dos seut
soldados, c venda assim una nacionalidade de sete se-
tc srculos para dcshei dar do poder a maioria da nacio.
0 iiouie do conde de Thomar anda aatociado a caa obra
de traico. A interferencia foi concebida por elle e pe-
lo duque de Saldanha ; e se hoje seqiierem desligar da
mpousabilidade dos seus actos, ah esto as notas diri-
gida! ao govemo ses documento* sao a condcinnaco eterna dos cabralis-
las: o artigo 4.a do protocollo, contra o qual boje se
Misilrgcm, prora s que os alliadus uao quizcraiu que se
pensasse que viidiam restaurar easa adininistracao ac-
cusada dpeculato, concussao e rapia.
Folgamos assim mesmo coin estas declaracdes de que
a interferencia be urna deshonra bein como o protocol-
lo que a regulara. A corle deve flear cntendendo que o
concelbeiroi que a ievarain a dar aquello paiso sao mu
traidores, porque negam hojeaquillo mesmo que u:nr'u-
ra acunsrlbaraiii, e tachaiu de ignoininioso o que pro-
moveram com todas as suas Aireas.
Quando a junta do Porto protestara que Portugal nao
era un feudo, colonia ou provincia, o cabralismo repre-
sentado boje pelo Eitandarlt responda que esse pruleilo
"do partava por fi, c os defensores da independencia nacional
una torre de San-Juliao ver em ar ile festa os nossos
prisioneiros, e vinliam para os seus pagodes celebrar
com infernal tripudio aquella [tila nacional '. Infames^
'I ue nao I lies coraram as laces de vergonba Cobardes,
nuc mj te moslraram valen le depois que os Despalillos,
I11gle7.es e Francezes lan;aram ao mar as espadas dus
nossos ouiejacs, as bayonetas dos nossos soldados, us
eocerraram n'uina prisao, c cntregaraui aos fracaibes
a nossa esquadra, e todo o material da nossa frca de
ierra.
Portugal entilo era feudo boje nao. O conde de Tho-
11111 i ni 17 e 1S de abril declarara ao governo de Ma-
drid e ao ministro de Inglaterra naiiiiciu corle que a
causa cabralista eslava cm graude risco, e que os alija-
dos deviam suilentaro feudo. Os ministros da rainba em
Jj do mesmo niez enlravam espavoi dos em casa Sir H.
seyniour, e pediam o seu prompto auxilio. Kii-aqui co-
io este ministro refere o caso :
(4o visconde Palmtrslon.)
Lisboa 9 de abril.Esta larde recebi urna visita de I).
Nanoel de Portugal e do conde do Tojal, que lit vierain
representar a condifo critica e urgente da causa da rai-
nlia, e o perigo de que linham a reocar-se, tanto pela se-
gu anca da cidade como de S. M. F. e sua augusta la-
milla. .
. "Ocaso era este:as ayancadas das Aireas do conde de
Mcllu j ilnliam ebegado a Selubal, a juncao euire este
e o batalhfio do Algarve s ordens do Maldonado linda-
se cilectuado ; ,i general Schwalback c o barao da Foi
ciiaram impossibililados de te podercm mover de Es-
trouioz ; parte do excrcito insurgente esperara chocar
a Aliada, defronte de Lisboa, uodia 11 do corronte,
e ba da BandCira vinha proaeguindo a sua marcha na
'i'csnia dlrecco.
Esla era anda a parle menos medonha do estado das
sas Se o aspecto das provincial se tornara mc, o da
pital em si toruava-se pclor.
* bjecto que D. Manocl e o conde do Tojal linham
W vista quando mevieram procurar, era inlonnarciu-
' f""10 "zcram de viva voz e por escripto, com que
lan".' '^podia contar, das Aireas naTaes de S. M. Uri-
Ye?UCrCr' ai"da Partido cabralista dcsculpar-se de ha-
"olitltailo a inlervtiicJo! Nao tero o duque deSal-
"anna e coudc de Thomar os chefes desse partido? Ndo
a un presidente do concclbo, c outro ministro pleni-
iotcuciario? Nao scrao ambos rciponaxiveis pela viola-
deo(-iU nM ,c'r,'i,0,'lo. Pe|a quebra da nossa indipcn-
nii.,-' ''"" c'hamrcm estranbos para resolveren! una
aii '"tcrna? Selardiaes una Airea, se tiuhei* o
1 as vussaj ordens, se veucics eui ludos os recontros,
i{l,*'!uc,t8sa*tcs cssa inlcrvcncao, esse auxilio 1111-
' fr<,'ii.i **'"' ou montlam os vustos cheles quaiidu
,."?' c """' pelo locego da capital e pela segu
bu 1 r*,Bba? Curtamente que, seos protestos da
''"""porm per f, portara aeni duvlda para ros
notas do conde de Thomar e dos caracle ei incipac
Uovo partido ,. ..
aepois de tudo isto cauta ledio o ver a arrogancia com
1 'es I''*?*" se declarara defensores da indepeu-
ncianactBaJqueoltrajaraiii, demostrara agallados
He ocioso que cu me alargue mais em demons-
trar os numerosos motivos e obvias circumstaneias
quo nionduziram a apartar-me daquella linha de
proceder qe ne lis? sido marn,u........
Alii esl o pago que aos seus protectores d um
partido faccioso. Sir Seymour, as horas da angustia,
apartou-soda netilralidade quo Ihe fra marcada,
tomou sobro seus hombros urna responsahilidadu
1 mmensa, impedio a victoria da causa popular por
va das armas, e hoje quando oxige o cumprimento
de ".intratado solemne, em virtiide do qual a insur-
rcig.lo foi obrigada a depor as armas, aecusam-no da
parcial, achatn ncommoda a sua presenta, e reque-
ren) a sua sulistiluic.no !
Que lini ter em vista cssa faccio immoral com
a infracgode todas as ostipulaeOes, com a quebra
de todas as conveniencias, com a iiipratidH par
com todos os seus protectores ? Pensar a corle que
asoutras potencias teem obrigacjlo de vir sustentar
os seus caprichos, livra-la das onsequencias dos
mos governos, e sofTrer depois os dosdens da sua
m ediicagilo f NiTo v que a rosistencia ao cumpri-
mento de um pacto solemne, o a falta do palavra, a
desconsideran! na opini.lo da Europa e a inhabilitam
para em iguaes circuinslancias recorrer aos seus al-
liados? No v quo o negar agora urna solicitadlo
quo documentos authenticos alliimam he o mesmo
que cuspir na mflo quo den a csmola P
Mas, depois de tudo declara-so que o protocollo es-
t cumprido, e quando negamos esse cumprimento,
appellando para o testeiminho dos ministros de
Ktungaeliespanha, levunta-aeafolha do conde de
Thomar o seu irmo, esciovendo estas palavras es-
tultas:
O tcstemunho quo se invoca dos ministros de
Franca ellespanha he um ataque independencia
do paiz, c dignidade da conia, o nada mais. O es-
criplorioda fevolucdo de Selembro he tribunal pouco
competente para chamar autora esses cavalhCiros,
inyostidos pelos seus respectivos governos de una
missflo mais augusta, quo essa de apadrinhar as pre-
tencOes exageradas d'um partido turbulento. S. Exc.
de certo nfloderama mais pequea liberado para
quoabusemassun da posico olllcial otn que sea-
cha 111 acreditados nesle paiz, o eslranliamos muitoo
pouco melindre com quo os jornaes da opposicilo
chamam o corpu diplomtico ein seu auxilio e a-
bmio. >
Esta cxplosio de independencia, esto pedantismo
do pedagogo, he um desafogo do Estandarte, que se
vio allicto pelo tostemunho quo solicitamos. Por-
que receia o Estandarte o tcstemunho dos dous mi-
nistros ? Se he por ser um ataque independencia
nacional, porque mo aecusa do mesmo crime o con-
de do Thomar que nlio invocou o tcstemunho do go-
verno heapanhol mas sim requeren a entrada das
suas frcas ueste reino? Donde veio ao Estandarte
estlida pclulancia.de julgardo competencia, o de
estranhar [estranhar I.'] o nosso muito ou pouco me-
lindre para com o corpo diplomtico i" Quem consli-
tuio o Estandarte procurador dos alliadus para estra-
nhar as nossas palavras cerca dclles ?
isto so signilica a diaofojeflo do partido Cabral.
Emquanto o Estandarte nos aecusa, o Diario no mes-
DIARIO DE PMilBOCO.
aaa'Jiaj sj aia aiAue inaasda,
tno dia e sobre o mesmo assumplo repele urna phrase
que o Estandarte mais vezes repetir. Ei-la ah:
Nega [a Hevoluca-i) que as eloiroes fossom soce-
gadus e livres [os ministros oslrangeiros viram com
seus proprios olhos os partidistas da llevotuco fazer
todos os esforQos para as pe lu bar, sem o podrem
conseguir,]
Cabralislas do Diario, cabralistas do Estandarte,
como vos concillis ? Podereis vos invocar o teslo-
inuiiho dos ministros eslrangeiros, e sor-nos-lia a
nos vedada essa invocaciio? Terflo ellos olhos para
vcrsmenlea vosso lavor? Ho preciso confesssr
que he bem miseravel urna facco que assim se con-
traluz no iiicsmo dia, na mosnia hora, sobre o mes-
mo assumplo.
A causa dos Cabra o est julgada. Silo mis cobar-
des que pediraui a iitervencU), o sfio uns ingratos
porque maldizeni a quem os salvou. So o partido
nacional beque pode triumphar proloslou contra
a interferencia, e obrigado a aceitar as condicOes do
protocollo ha de pugnar sempro pela execucHo
deltas.
[Rtvolufao de Siembro.]
Pela barca Ilnpetcell. vinda de Liverpool c entrada
hontcm noste porto, recebemos gazetas ingle/as at '2
de Janeiro. As noticias da America do Norte c Portugal
eram auleriores sque J publicamos cm outro numero
deste lliuii) as de Pars chogavam ate 21 ; de Iterlim
al 17 ; de Madrid at 14; de Heme ale 15 de Warso-
ria ale 1.1 ; de Mllao at II ; del urlm al 14 ; c de lio-
rna at 10.
O estado fiianceiro da fi aa-Uretanlia bavla sentido
algiima molbura, e o banco de Inglaterra aballara a ta-
la dos sem (Irse-untos, em rasao da grande abundancia
de numerario chegado da America e de diversos pontos
do cominele ; esperava-sc que breve se dara nova
Danta I onirrla^ilo, anda appareciam novos falimientos,
cujos piincipaes o : os de Corgill Headlam & Compa-
nhia llai dni.inn & Coliipanhla*'; I.cslic Aloxander &
Companbia c llonry Hopkins.
A crlse iiuaiiccira connuava na Allemanha, e se ha-
viaiiiiuanifcsudo novos falllmcntos cm Frankfort, Hain-
burgoe Aiuslerdani.
Em Franca, ( rozot Nephcw & Companbia, negociante
de Marselha, e Del.iimaj i Conipanli.i, baviam suspen-
dido os leus pagamoiitus : a prlnieira casa apresentava
um passivo dk 40.000.. o .1 ?suuda de 80.000.
Em San-Potoisburgo tambeur verilicou-se )im fall-
raeulo do grande monta, o de J. C. Plltt, que apresenta
um passivo de dnus millies de rublos em prata ( qtiafi
trox rail contos de ris).
Em 3 de Janeiro, leunirani-se ni Londres 01 credores
de lint ai.de e Makcuzie fez-se urna concordata, em vlr-
tude da qual, os fallidos obtiveram una redueco de
80 % sobre as suas dividas. A casa de WlUiajll Tliornc,
que igualmente baria suspendido os seus pagamentos,
apresentou lira activo de 39.477 e inri passiro del
1.1..1:11 ; em cunsrqueiicia, us rcspccliroa credores cou-
ceilirani-lheufii pratodedoze mezes.
Nao baria noticias da India, mas acosa der>lyn&
Companbia persista em nao aceitar os saques do .VortA
IKcfiern .Vniit.
As iransacces comuirrciaes aprcsciilavan malarac-
tividade. prinoipalmcnlc qiianln aos productos nter-.
tropicaei. O proco do algodo permaneca firme no I
mercado de Liverpool, onde te venderam f>,000 saccas,
110 dia 21. No mercado de Londres, os procos do caf
experimental ni alguma inclino a, e o do assucar una
alta de 1 sb. por quintal, em coiiscqueiicia das anilladas
compras l'citas pelos reiinadores, c da deficiencia do
deposito.
Os fundos pblicos, tanto inglezes como eslrangeiros,
Airara tambera mais procurados do que nos mozos pre-
cedentes, c 00 fechar-sc a bolea de Londres no dia2i,
os contle lora ni colados a 88, e tlveram lugar algumas
iransacccs sobre os 5 /o brasilciro a 82 e 83.
Paaiaremoi agora s noticias polticas.
A respeilo da Inglaterra pouco lemos a aniiiinciar aos
nossos Icitorcs, porque a macan insular desse paiz de
algumi tone o enlloca fra do movimonto revolucio-
nario que agita o continente, e o adiamento das cama-
ras para o dia 2 de feverciro privou as gazelas dossas
discusses polticas que as loriiaram too interessantes
no mez de dezombro prximo passado. Por ora oceu-
paiu-sc diariamente com a possibiliilade de urna inra-
sao franceza, em apparecondo quali|iier rompimento en-
tre os dous paizes, e com as forlilicaces que se cstiio
levantando ao longo das costas da Mancha, aflu de obs-
tar-se qualqucr desembarque.
A infeliz Irlanda contina 110 mesmo estado de mise-
ria. A segu-anca individual e de propiiedade est longo
de restabeleccr-se ; e as cobronc.is ainda sao perigosis-
siraas nos dislriclos 1 ni es.
O emir Abd-cl-Kader ainda se ochava einToulon, e
julga-soque o governo francs nao r.letificar as pro-
messas feitaspelo duque d'Aumale, na occasiSo einque
o emir entregou-to ao commandanle das tropas franco
zai da provincia de Oran. He provavel que o emir soja
conservado em F'ranea, assignanda-se-lhe como prisao
alguina cidade do interior, lie innogavcl quo.se 10 chiii-
prisse o que Aira estipulado, e se se conduzisse Abd-el-
Kader ao Egypto, o go\cruajfraiicez sempro poderia re-
cear que elle apparecosse onda ve/, em Atgeria a dii-
pular-lhea pnsseda regencia, ontrelaiito que osle peri-
go se acha Intcirainento removido, consorvando-o preso
no interior da F'ranea. Pode ser fambem que soja boa
poltica obrar de semellianlo mancira, mas duvidainos
quo se possaapprovar tamaiiba deslealdade.
Presenloinenlc nao se fallava era mudanca de minis-
terio. O gabinete Guizof gozava da contianca do 1110-
narcha ; linha maioria as cmaras, e, se noapparece-
rera grandes complicaroes na poltica exterior, 011 algu-
!!a ^!2b!0V*e-in nnniilftr, |;e pre72VC qUC pCl'lieea no
poderat o fim dasessao.
Austria, Franca o Prmsia parreem penlitir nos seus
projectos denlorveneo nos negocios da Snisaa, mas
nao be provavel quo reeorraiii s armas A dieta germ-
nica, que Aira consultada a esle respebo, dclarou-se
contra toda e qualqnor niervonco; e Inglaterra conti-
nuava a recusar o seu assciitniouto s medida* propos-
tas pola Franca. *
At as ultimas dalas, o nico passo dado pelas tres po-
tencias consista n.1 presentarn ao enverno federal da
ola do que j fallamos om nutro numero deste Pi [rio.
Os ltimos eventos occorridosna Suissa eram a refor-
ma das consumirnos do alguns dos canino-: do exmelo
Soiidcrbuiid, c usiigiadecinicntos a raaampiHMf TBftr
dos pela dicta ao general Dufuur, olliciacs e soldados do
excrcito federal. Por ora nao se fallava em inudiliearo
dopado federal, c a dicta eslava para adiar asuates-
sao por alguns inczos.
Cartas de Varsovia de 3 do Janeiro anniincavain que
o cdigoNapolcao om vigor na Polonia desde a sua
reorgaolsaco no prhiCrpiO do seculo, acabara de sor
subsiiiudo polo cdigo russo, c que o imperador, rc-
ccan.iu uuv.1 subievaco, mandara proceder a um reuru-
lamenlo em grande escala.
A Italia conlitiuava n ser o lliealro do occtirreneias
mili perigosas para o socego da Europa. A insurroi-
can ia lavraudo pelo reino das Duas-Sicilias. llossina
sublovra-sd de novo, ocspalhra-se o boato de quo
o governo austraco pedir licenqa a S. S. para qun
deixasso que um exercito do 30,000 liomens airavos-
snsso as trras da igreja, alim de ir soccorrer a el-rei
do .aplos, o que (lio fra recusado.
Em liorna liotiveruiii alguns disturbios, om conse-
quencia da grande irtita;io popular, occasiuuada
pola oi'c:.p.i(;ii de i'at ,na c Modcna pelas tropas aus-
tracas. Em 2 do Janeiro, o povo dirigio-so ao con-
vento dos jesutas com a intcncHo de deslrui-lo, e
foi preciso que a guarda nacional lomasse todas as
avenidas, para proteger a companhia do Jess contra
a iudignaciio dos lilieraes, quo aecusavam-na de urna
tentativa retrgrada, manifestada na vespera. Fe-
lizmente coiicluio-su o negocio ile um modo paci-
fico.
P%,MW&Wh
O Irth bil rrimes and oulraget, cujas princlpaes dispo-
slcoes te*m por fi m obrlgar as populacdcs dos campos a
coa dj 11 va rom a accao da policio, pouco diminuio o nu-
mero dos roubos c assassinatos, porque oslas popula-
ocs sempro bao protegido os criminosos; codrligodo
iiii-sum bil que pe a cargo dos districtos, onde os cr-
racs sao comiucllidos, as despezas necessarias para re
priuii-los, recabe inaissobieos otTciidid.os, que sao pro-
priotarios 011 rendeiros abastados, do que sobre os oll'cn-
sores que cm gcral perteucom classe dos proleta-
rios.
Dcpui s da inorle de O'Concll, reina a discordia lias fi-
leiras dos repcalcrs : Mr. Obrieo, o com elle, a joven Ir-
landa abandonaran! completamente Concitialion Hall;
eos filbos do libertador excrcera mu diminuta influen-
cia, para mantcrein a unio entre os elementos hetero-
gneos do grande partido irlandez, creado pelo seu fi-
lustre pai. A renda do repeal rott'rcu grande dminulcn
nossos ltimos metes, eos Inimigos da Irlanda com ra-
sao se alegrara por verem divididos os defensores da
verde Erin.
Franca contina na agilaco poltica de que j falla- l,c,,us; a Toscana gozava de piona tranquilidad
o. Os banqugics para a reforma elelloral multiplica- Cartas do lunn de t de Janeiro referem umi
m-sc de tal modo, e conquistarain Untas svmpathias I monslraco popular quo leve lugar, em Geni
rain
Cmara fiiiinicipai do lUcic.
9." SESSA0 0HDINAKIA AOS 22 Dfc FEVEREMO
DE 18*8.
rnESiDENCiA do senuoh Bnaos.
Presentes os Srs. Ferreira, Ir. Aqujno, Gaudino
o Mamode, abrio-so a sessilo,* sendo 1 ida c approva-
da a acta da antecedente.
Continuou-se na apuracuo de votos para depula-
11a magistratura c 110 excrcito, que o ministerio, assus-
lailo por esta togeral inanifesiacao da opinio publica
contra a poltica retrgrada que elle se^ue,ha tanto lem-
po, Ibes consagrara um tpico especial na fallado lliro-
11a, e incelra um sjsieui.i de medidas repressivas, que
I11111 atiestan! o terror que dclle se apoderara.
No dia 19 de Janeiro, amiunclra-se novo banquete
reformla, dado pelos rloitorct e utroscldadaos do
12." arrondittemenl. IJuchalcl prohibi essa rcuuio,pos-
to 11 graude Air;a de policio as iiiiiiiodiayos da sala
em que o banquete devia ter lugar c coriservou as tropas
nos quarteis dcbaixo das armas, rtpera de qualqucr
disturbio quo porvontura apparecesse. Felizmente a or-
dem n3o foi perturbada, e o governo de 1830 nao leve
occasio para ostentar a sua loica.
O projecto de resposta falla do Ihrono foi rodigido
n um sentido totalmente lisongeiro para o ministerio e
passou Com grande-maioria, como era de esperar, vis-
ta da compoiico dessa asseuibla.
Parece que S. S. j so vai aricpendendo de uo
ter retirado os jesuias da Suissa em lempo, afim de
evitar a guerra civil na nesse paiz; eapezar da nota
que ltimamente dirigir dieta, est desposto a
renovar amigaveis rclar;es como actual governo da
confedratelo : para este fim enviou elle a Berno um
prelado, cujos bein conhecidos senlimentos liberacs
prognoslicam tima feliz soluoao as didiciildades pen-
dentes entro a Suissa e S. S.
As ultimas cartas recebidas de Roma annuucia-
vam que a consulta volara, pela maioria do 20 votos
contra ?, un eninrestimo de um milhiTo do escudos,
e que haviam sido nomendos para as diversas parles
do gabinete pontificio os individuos seguintes : (ia-
dial Ferrclti presidente daconcelho e ministro dos
negocios eslrangeiros; monsonhor Amici, ministro
lo interior; para a pasta da instrucQIo publica, o
cardeal Mezzolantc ; para a da justica, mousenhor
Itobciti; para a fazenda, monsenhor llorichini ; os
cardiacs lllario oMasslmo, os monscnhoresRuscoin
e Savelli, oecupam as pastas do commercio, agri-
cultura c bous artes, das obras publicas, da guerra e
da poltica.
Liorna presenci ou igualmente alguns disturbios
no dia 6 de Janeiro, mas fram inmediatamente su-
focados, e o marquez Iridolll, quo em 8 do mesmo
mez fra enviado para essa cidade com urna porco
de tropa, encontrara a ordem rcstabelccida. Entre-
tanto, julgi'ira conveniente prender os principaes agi-
tadores, e remclle-los para Porlo-Kcrraio. Nesta oc-
casilo publicou-se una proclamarlo do grito-duque,
quo linha por lim tranquillisar o povo, exasperado
pela proximidade dos Austracos, e na qual decla-
rara Leopoldo quo a Toscana so chava om estado do
repollir qualqucr iuvasao, o quo elle confiava no
oxercito nacional para defender o seu Ihrono e inle-
gridade do territorio.
Em Pisa lambem appareceram alguns movimen-
tos do pouca importancia, e na data das ultimas no-
o.
ma de-
Genova, e
foi dirigida contra os jesutas. O gorernadorda ci-
dade, o marquez do Lu Planargia, tomara enrgicas
providencias para restabelecera ordem, eos jesutas
licoram do posse do respectivo convento e proprio-
dades: todava, nilo julgando prudente exprem-sea
novos ataques, olios relirarain-se da ctdade.
No da 8 de Janeiro os habitantes do Pnnli etuoli
submetteratn-se autoridudo do novoduquo de Par-
ma, cujos enviados tomaram immediatamenlo posse
da cidade, e publicaran) una proclamadlo do duque,
quo conlirmava as actuacs autoridades, e declarava
que, emquanto nao houvesse dcterminarao contra-
ria, as leis da Toscana permaneceran! em Vigor na
cidado e seu territorio.
No mesmo dia o Italiano de Bolonlia annunciava
que o successor de Mara l.uiza deixara Mode'rti pre-
cipitadamente, depois de ter com o respectivo duque
i


orna seria altercagito, em que declarara nulla a con-
vengan, pela qual soobrigra, em 184*, a ceder Guas-
talla, medanle um emprestimo de 4:000,000 de
francos. O mesmo jornal attribuia no mcsmo duque
o tcr declarado apocripho o manifest publicado em
sen nomo em 26 de dezemhro, eaffimava que pedir
a el-rei de Piemnnle que o ajudasse a expulsar dos
scus estados as tropas austriaciis.
N'um dos nmeros deste Diario annunciramos o
estado de fermciitagflo em que so achava a l.nmbar-
dia, em consequencia da proximidade do foco da
reforma : boje referiremos que no dia 3 do Janeiro a
cidade eMilOo tora o thcatro dos mais tristes acou-
tr rmenlos. I'or occasiflo do um conllicto entre o
poro c a polica, as tropas austracas atiraram sobre
o povo o quasi 80 pessoas fcaram mortas o fondas ;
entro nutras, o Sr. Manganini, concclheiro do supre-
mo tribunal de justica, foi atravessado por urna bala
e morreu immediatamente.
Em Pava se representaran) sconas anlogas, aps
uina disputa entre os estudantes da uuiversidade e
OS soldados da guarnirlo. <
tartas de Milito datadas do 11, ao referirem esses
successos, gnnunciam quo o reino Lombardo-Vene-
siano se acha n'um estado do inedonlia exasperado.
Fcchou-se a universdado de Pava. Os tlieatros,
cafs e outros lugares pblicos estilo dosertos, ea
bons, porque aquelle quo urna vez frem mal con-
ceituado ai d'olle !
O liom conceito he a aureola da moral, o premio
das boas aeros c na trra. A voz da nossa consci-
encia, que nos diga : bein obraste; s d per si
nao abasta nossa alma, ncm que abastasse, ella sera
ouviila na sociedade, ond o bomem como urna par-
te della tem de dar conta da sus vida publica, e deve
com seu bom exomplo moralisar seus scmelhantes
Se desdenharmos o bom conceito perderemos o
maior estimulo das boas arcos.
O hometn probo, o honrado pai de familia, o bom I
i-iiiaiiao; m'ui o ouropel nein a HiilojosG do: figa-
rOes polticos, longo do bulicio das assomblas, que
vive urna vida do paz no scio da sua familia, e pas-
sa seus das nos altans preciosos para o seu viver ;
nao lom quo esperar nesle mundo outra recompen-
sa do seu bem proceder, Benito o bom conceito da
sociodade As honras, os ttulos, o mando, nem sem-
pre se conferem a quem os merece, aquello quo com-
prcbeniloa virtudo e preforeo bom geral dos seus
compatriotas a seus proprios interesaos : sito ordi-
nariamente preza de quem mclhor sabe cmpolga-
los.
Ea posleridade?
A posleridade he para o guerreiro feroz, quo levou
a mortee a destruigito a povos tranquillos; para o
ea 1,900 barrica de bacalho ; a Lalham ;Hlbbet &
Companhla. ,on,
Lisboa ; 25 da, brlgue dinainarquez Hirom, de zu to-
neladas, eapito J. V. Huineriland, equipageui 11,
carga vinho e aal ; a Roth a llidoulack.
Navio lahido no meimo dia.
Stockholm ; brlgue aueco Helena, capitao J. H. Kuoll,
carga aaaucar e couros.
Ob/ervaeSo.
Pundeou no Lamelrao, para acabar de carrejar, o brl-
gue austriaco milano, capitao Uenrlque Frederlck.
armada. Aguardava-se urna sublevarlo geral; ose
attribuia a Inglaterra o ter insinuado estas desor-
dens.
Como quer quo soja, lord Minio, o promotor
da liga italiana, aiiiiln se achava em Mllflo ; Austria
fazia grandes preparativas de guerra, o dos rsenucs
inglezcs, em Malta, havia saliido grande copia do
ainiase mullicos, sem que se sotihesso a que eram
destinadas.
~*
VA It I EDA DE.
assoeiagiio de Jockey-Club foi dissolvida pela frcaisabio que fez urna descoberta intil no llrmamcn-
"' to, que elle contempla da c noite, ignorando-o cada
ver mais; para o litteralo, quo as mais das vezes
consom o lempo om escrever delirios, partos do
urna imaguiagflo preocupada ilo um eiithusiasmo
lotice, vasio esom lim, a que ello chama poesa.
O homom probo, virtuoso, bom pai bom marido,
bom cidado, vive ignorado, talvez escarnecido ;
morro no esquecimenlo, talvez desprezado. Um
brado s nilo ha que o aponto para excmplo dos ho-
rneas. Sua memoria morro com elle : seus beneficios
fram cenlolhas que se perderin no ar,nom ao me-
nos se recorda o seu nome '
Miseria!...
E as estatuas a quem se IcvantamT qual he acui-
z que guardam os mausoleos sumptuosos?
Desgraga .'...
E dost'arte os homens propagam o dmenlo. A
sua assoengito no tem paz duradour, porque elles
corain a guerra; nT he jard'un de virtudes, por-
(luodivinisam os crimes; e o mundo est quasi
inleiro por civilsar, porquo os povos quoiem e
grandecer-so com prejuizo de outros povos.
E a philanlrophia, palavra tilo preconisada em nos-
sas boceas, tito vusa para os nossos coracOes? A phi-
lanlrophia he outra invoiico do hypocrita pura Ilu-
dir a humanidade. Qual de nos a pratica:' a ensi-
lla? a rnlende ?
Houvo um homom que nunca leve igual e jamis
o lera ; sua voz verdadoira voz de pai universal or-
gue-scaprol do todos os homons; seus diclames
furmarain tuna religiito nimilavel ; elle Icghjlou pa-
ra toda a humanidade; c so os seus preceitos fos-
sem seguidos por lodos os homons com a pureza de
intengito necessaria para bem os guaidar, a socieda-
de humana seria uina s. Esto liniuoin foi o llo-
mem-Heos; sua le foi espalhada por toda a trra ;
masaondo lio ella cxeculada ? cm que a fazem
consistir seus sacerdotes ? em que a observam
seus erantes? Ceremonia da lilhurga, pompas de
igroja, preces de bocea, festejos em cerlosdias....
Quem negar a utilidade do culto exterior? Mas silo
outros os preceilos do Crucificado, he mais sublime
a moral evanglica; he mais conscienciosa a sua
pratica; he mais til o seu m.
Ilomens esludaia-a; e seris felizos.
* *
US HOMENS E A MORAL.
Platito foi o primoirn dos philosnphos, que, ele--]
vnndooseu pensauninto aini da torra, divisuu a
mmortalidaile da alma alravs dos cos Aristte-
les no cnconlrou ulm do ospirto senilo n igno-
rancia dos homons. A Biblia, mais saba que os
inaiores philosophos, procurou facer n feliedade
dos humanos, ap|ilicando a moral, cm toda a sua cx-
tensfio, saeges mnis insignificantes da vida. A pa-
ciencia de Job o n innocencia de Jos hasturiam pa-
ra formar o mais bello livro das virtudes.
A moral osla escripta no coralito do lodos os ho-
#mens, o acham-seos seus principios om todos os he-
roicos feitos da humanidade. Mas Jesus-Chrislo foi
o nico que soubc enllocar esta pedra angular do
edificio das virtudes : eo primeiroque pode dzcr
aoS homons:Eis-aqui a baso da vussa feliedade.
Ha corlas aeces boas para lodos os homens. To-
dos elles sentom na sua natureza urna faculdaiic que
ss dirige, c eu ea se chamo rasflooo consciencia,
semprc Ihrs indica o bom e faz notar o mito. Djqui
vem que todos os hoinciis, que nio SO realmente
bous, desojam ao menos parec-lo. Conhecem a ne-
cossidadede o ser; mas, nimiamente fracos para rc-
sistirem as suas paixOes, recorrem ao lingiiiiento,
para merecer o bom conceito dos seus scmelhan-
tes.
Daquia hipocrisia. Os falsos julgamentos. As ter-
riveis consequencias do um priinero engao. Gran-
de parte das desordens sociacs.
Etodavia nilo lioso essaa causa, que nos fez con-
cciluar falsamente um individuo pelo que elle nos
parece, c nilo pelo que elle na realidadc he Um sem
numero de circumstancias nfluem em nos para for-
niarmos lacs julgamentos, mesmo sem quo a hipocri-
aia*concorra para o crio dos nojsos juizos. A posi-
gfiosocipl, as relagOes, as riquezas, certa fama ad-
quirida, a penuria, o solamente, a amizado, a onti-
putliia ; silo accidonlcs que muito predominan! cm
nossos conecitos, porque silo pouquissimos os ho-
mens que profundam as colisas antes de sobre el-
las aniscarem um juizo: as primoiras i.npresses
pilem tanto em nos, quo quasi sem pro hcdidicili-
mo, c militas vezes impossivel, destruir o erro do
quo ellas fram causa. As turbas cm malcras sci-
entificos sao como os discpulos de Arsloleles, em
malcras polticas como os amigos de PlatSo; o tam-
liein lia quem so finja doente para consultar os Mi-
tin ida tes !
Qnanlo nos nos engaamos, porm,no conceito da-
quelles mesmos sobre osquacs o nnsso juizo lio li-
vro, c porventurn cousciencioso Pode havor quem,
apregoandonas pracasos direilos do povo, asson-
lhando a desgraga do estado, declamando contra a
tyranuia, seja tomado por um segundo Frankliu,
quando esse hoineni s quer engrandecer-se a ex-
pensas da nagitoquo illude, c i vu na tribuna por
cm almoeda seus talentos, e vender o seu voto a
quem inclhores inlcresscs Ihe lizer.Eis all um ce-
lbalario, taciturno, de carcter austero, parece um
misanlhropo ; di- lo-heis lioincni inlratavel in-
capaz da menor ncgiio boa : no entanlo lio um ho-
mem honrado, talvez virtuoso,. Nao casou, porque
o sou coracao scnsivcl nio | o Jo ochar outro quo lie
abastasse a ternura; fogo dos homens, porque j
victima das trapassas delles, teme adiar cm todos
SO motivo para os aborrecer; sou rosto no lie pra-
zcnleiro, porque as vicissiludcs do lempo o iizerum
huldfii dos desgranas. Vedes aquello mancebo cs-
touvadocorrondoapsas voluptuosidades. ... I en-
conlra una donzeila a quom seduz.... I vai a urna
orgia onde se cnihriaga.... I entra n'um lupanar
que o contamina.... la joga a sua fortuna e pedo o
que nfio he sen.... Etodavia este mancebo podo ter
urna alma bem formada o o seu corago pendor
para a virlude. A nui odocicBo, ou talvez a falta dcN
la, seus pessimo. conipaiiheros, o arraslaiain
sua perdigue Enea m i n ha i-o, no o abandonis,
instru-io se pdenles, no o insultis. La osla a ra-
san., que Ihe lirada, ella pode einendar-se.
Ilaahi cortesia, que o habito anda nao podo en-
durecer no crime; ecllachoia a sos comsigoos
momentos que son i com outroni; o sua alma exis-
te quasi pura n'uma morada vil como o p docar-
v3o, immunda como um lodacal. E o mundo nilo a
conheco, despreza-a ; ea desgragada baixara ao
tmulo corroda pelo pesar ; o nem sequer urna la-
grima ha de cali ir sobre a luisa da malfadada .' Pode
haverdama de Ilustre estirpe, a quem os cortejos
sobrem e u gloria cerque, c o seu corceo nao bala
urna s pulsuco de virlude, e sua alma seja torpe
como o ceno das ras. Mas o inundo ha de exalta-
la, c ler-se-ha como honra olharseu sorriso. Ella
descansara em monumento duradouro, e ha de en-
toar-se em seu pasamento um rquiem blasphemo I
Comtudo ainda quo o mundo sejalnjuslo no jul-
gamenlo dos homeus, os seus conecitos silosempre
lerriveis. Couvem desvelar-nos em raerecer-lhos
0D1TAL
app
Jos Tavarcs do Souza
de direilos.
Alfandega, 3 de margo de 1848.
Miguel Archan)o Monleiro de Andrade.
Precisa-sedeurna ama que tenha bom leite,
forra ou captiva: paga-so bom: na ra Dircita, n. 8,
segundo andar. *
-- Quem Ihe convicrcncarregar-se da cobranga de
urna divida em Caruar prestando fiang, dirija-ao
a ruado Hospicio, n. 56.
Alexandre Jos Comes retira-so para Lisbi,
ofTerece naquella cidade o seu diminuto proslimoaos
seus amigos.
i) baile mascaraclo.
0 meslre-sala faz sciento aos Srs. socios que le-
ra lugar na noite do da f. do correlo na Estancia,
._ .?-- ~ nim sr. Jos aptista Itibeiro aerarm.
oba^ri^scarado.liutrosim.que no podor en-
trar mascarado algum, sem que pnmciro seja reco-
nhecido pelo mcjtre-sala, ou sous ajudantos; e pin
isso havor lugar separado.
Para as pessoas que tenco-
nam seguir viagem.
Na ra do Rangel, n. 9, continuam-se a. tirar pas-
saportcs para dentro e fra do imperio, despachar-
se escravos e correm-so folhas ludo coro brevida-
de, e por prego muito o muito commodo. do qw>
das
Miguel Archanjo Monleiro de Aniradt, offietal da im-
perial ordem da Rota, cavalleiro da de Christo etnt-
vector da alfandega de Pernambuoo, por S. M. o
Imperador, que Deot guarde, etc.
Faz saber que no dia 8 do corrente, se hijo do ar-
rematar em praga publica, porta da alfandega, ao
meio-da, duas pulseiras, no valor de 30,000 rs.,
apprehendidas no mar, sem despacho, pelo guarda
sendo a arrematagilo livre ]' tem daIo exuberante prova no decurso deoito
Declaracoes
PARA OS PORTOS DO SUL.
O paquoto brasileiro a vapor San-Salvador, com-
mandante Antonio Carlos de Azerodo Coutinho, de-
ve estar aqu dos portos do norto at 5 do corrente,
o partir no dia segunle.
__darsenal de guerra compra azoite de carrapa-
toe de coco, fio de algodo, pavios e duzenlas vas-
souras de timb : quem ditos gneros quizer reme-
cer mandar sua oronnsta em carta fechada direc-
tora do mesmo'arsenal, at o dia 6 do corruuie
mez.
Arsenal
de guerra, 2 de margo de 18*-
loo Ricardo da Silva,
Amanuense.
(Revilla Universal Litboncnte,)
COMMERCIO.
PublicAcao Litteraria.
O primoirn volume do Cerco do Porto nos an-
nes do 1832 c 1833 com urna descripgfio histrica
desde o principio da monarchia e entrada dos Fran-
eczes em Portugal nos annos de 1808 e 1809 obra
interessantissima o j annunciada neste Diario ,
pelo prego de 3,000 rs na ra da Cruz, n. 1, se-
gundo andar. Na mesina casa acham-se a venda :
RecordacOes histricas de Portugal do anuo de 1842,
pelo principe l.icknousky, Iraduzida do allemflo,
segunda edico correcta o augmentada um vo-
lume de 220 paginas por 1,000 rs. ; o Mutcu Ti-
toresco at o n. 21; Organon de Hahnemann ou ex-
posges das doutrinas homoBopathicas o notas ao
meslno, dous folhotos; Noticias elomentares da
homoeopathia ou manual do fazendoiro do capi-
tSo de navio e do pai de familia, um folhoto.

Avisos martimos.
Alfaiultga.
IIRNDIMENTO 1)0DIA 3 ...'.........
Deicarregam hoje, 4 de marro.
Polaca Mtthilda niercadorias.
Ilriguc Meta idrin.
PatachoJifrnl farinha.
Barca Manehester bacalho.
0:871,281
IMPOIITAGAO'.
Emigheil; briguc kniphausiano, viudo de Harllc-
poul, entrado no corrente inez, consignado a Lenoir
Pugeti C, manifestou o soguinle
190 toneladas de carvio do pedra o 100 cadeiras ;
aos consignatarios.
Meta; briguu americano, viudo de Philadclphia,
entrado no crrente mez, consignado a Luiz Gomes
Kerreira & C, manifestou o soguinle :
1:650 barricas fari nha ilc trigo, 150 dlias hrou ,
20 ditas carnedo vacca salgada, 400 barricas bolachi-
nhas, 200 barrs manteiga de porco, 250 caixus cha,
12 fardos eravo, 24 raixas e 133 fardos algodflnzi-
nho, 4 pedagos de madeiras diversas c 1 caixa folhas
do niadeiru; aos consignatarios.
Rimac; hrigue sardo, viudo do Genova, entrado no
corrento mez, consignado a Joilo Piulo do Lemos
c5c Filhos, manifestou osegunto :
250 caixns de massas c 60 barris do azeite-doce ;
aos consignatarios.
CONSULADO GERAL.
HEND1MFNTO 1)0 1A 3.
Geral..........
Diversas provincias
2:079,299
99,038
2:178,337
CONSULADO PROVINCIAL
RENDIMENTO 1)0 DIA 3.
1:193,328
iWovimcnlo do Porto.
Navloe entrado no dia 3.
Trrra-Nova 37 dias. barca iogleza Mancheiltr, de 158
toneladas, capitao Tbuuias Suiitb, epuipagein 1S, car-
Para o Rio-de-Janoro segu por estes dias o
patucho nacional Livramenlo: quem no mcsmo qui-
zer ir do passagem, ou carregarescravosa frete, di-
rja-sc ao seu consignatario, Manoel Ignacio de Oli-
veira, ra da Cadeia-Velha, n. 40.
Para o Rio-de-Janciro saho impreterivelmente
no dia 5 de margo corrente, o patacho nacional San-
Jotc-Americano, do prlmeira marcha : para passa-
geros o cscravos a frefe, dirijam-sc a tras do Corpo-
s.do, n. 66.
Para o Porto sabe no dia 5 de margo imprete-
rivelmente a bem cenhecida barca porlugueza
flelta-l'ernambucana capililo Manoel Francisco No-
gueira : para passageiros smenle trata-se com o
capililo, na pingado Conimercio.
Os Srs. carregadores da barca Bella-Pernambu-
cana queiram mandar os seus conheciinentos
casa do consignatario
ceiro andar.
na ra da Cruz, n. 34, ter-
A\is s diversos.
LOTKRIA
Do Hospital Pedro
II.
Conlinuam-sea vender os bilhetes da tercera 5.*
parlo da 1.a lotoria do novo hospital, nos lugares
do costume, e o respectivo thesoureiro previne aos
senliorcs que indigitaram nmeros i ara nao seren
vendidos, que hajam de ir busca-Ios' quauto an-
tes, pois que os mcios bilhetes j so acham em pe-
quena quanlidade. O mesmo thesoureiro, vista do
bom acolhiment que geralmcnte tem merecido a
actual lotera, faz scienle ao rcspeitavel publico quo
tem marcado o dia 8 de abril prximo vindouro pa-
ra a sua exlracgo.
Quem quizer alugar urna piola para oservigo de
uina casa do pou.ca familia, dirija-so a ra Di i ui La ,
1.40.
-- A aula do educagSo primaria para meninas, quo
so achava cstabelecida na ra da Ssledade adia-
se mudada para a ra do Rozaro da Boa-Vista n.
44, aonde contina a receber meninas nilo s para
o ensiiio como pensionistas o meias pensionistas.
Esto estabelecimento he dirigido por urna senhora
casada rujo desvelos no tratamento o adianlamen-
to do suas alumuas tem-so tornado notorio pelas
pessoas que se teeni dignado enlregar-llic suas fi-
llias.
__Dfo-sc 300,000 rs. sobre hypotheca em urna
preta quo saiba cozinhar, coser e engommar, e quo
nilo leulia vicios, Meando os juros pelos servicos
da mesina : quem este negocio quizer fazer, dirja-
se ao Alerro-da-oa-Vista n. 58. Na mesma casa
vende-se com meiofeitio um lindo trancem de
o uro do lei com seu competente passador muito
moderno. .
Nilo so ontende com o Sr. Jos Luiz Guaiaco o
anuuncio de J. L. G.
a"-n-Pede-se ao autor do annuncio das lettras ini-
ciaes J I, G. inserido nos Diario de 2 e 3 do cor-
rente, o favor de declarar soseentendo com Jos
Lourengo Gongalves.
i>recisa-so de um monino forro, ou captivo, pa-
ra aprender latueiro, ou funileiro : quem o livor*
quizer appliea-lo a qualquer desses ollicios, dirja-
se a ra das Cruzes, n 33. ...
--Qualquer oflicial de pedreiro que esttver des-
oceupado querendo aproveitar o lempo, dinja-io
a ra de S.-Rita, n. 85, que so precisa ajustar urna
pequea empreitada......
-- JoBo Ncsbilt, subdito ingloz, vai ao RiO-do-Ji-
- Beroardo Jos da Costa tendo do fazer urna
viaRem a Portugal, deixa por seus procuradores sua
inulner D. Maria do Espefto Fcrrcira, laoei au-
tonio da Silva Jos Antonio Corrcia Jnior e Fran-
cisco Jos Gongalves.
- O abaixo assignado liw-scientfl ao publico, qu tondo sacado urna lelUa contra o Sr. Loopoldo los
da Costa Araujo, a 5 inezes precisos da quantia da
1:283,035 rs. ,em dala de 22 de fevereiro prximo
passado este a aceilou e entregou ao annunciante,
a qual desencaminhou-so do sou poder: por isso
apressa-sea prevonirao publico, para que ningucia
faga transacgfo com dita lettra porque est do
nenhum elTeito. visto o mesmo Sr. Araujo Ihe haver
passado outra de igual quantia c data. Decir Bl:
o abaixo assignado, que dita lettra tinha o lugar do
nome do sacador em branco- -- Recife, 3 de marea
de 1848. Antonio Ferreira da Silva Santo.
Um eslrangeiro propOe-se a dar ligos parti-
culares de ingleze porluguez correctamente, tan-
to no fallar como no traduzir. Advorte-se que niio
he fundado sobro um tal novo molhodo, j annuu-
ciado por um outro concurrente nesta provine..
Quom de seu prestimo se quizer ulilisar dirijn-sc i
ra da Gloria n. 86.
A VOZ DO BRASIL N. 18
est a venda nos lugares seguintes : ra Nova, lojt
do Sr. Carnciro; praga da Independencia, do Sr.
Souza Marinho, n. 14; largo do Collegio na loja
do sobrado onde a municipalidade fazia suas ses-
ses ; na lypographiada ra Praia, n. 45. itecom-
menda-se a leilura deste numero, que trata da lei
dos caixeiros.
A abaixo assignada declara e faz publico, que o
seu annuncio inserto no Diario do hontem nilo s
entendesmente comas pessoas nello conteda;
nias.tombom com todas as outras que teem casas om
o terreno perlencente a annunciante,e quo se acham
a dever foros, a quom por este avisa que hajam
quanto anles do pagar na ra Nova sobrado do 4
andares n. 21 sb pena de, o nilo fuzendo dentro
cm oito dias se proceder com todo o rigor da lei.
Recite, 4 de margo do 1848 Maria Severino di
Rocha Lins.
- Achaiido-so iniciramente atrasada a aferigio,
per falla de concurrencia das pessoas que a devem
solicitar e devendo a revisio ter principio no pn-
meiro do abril prximo fututo na ferina da lei, o
arrematante da mesma aferigio assim o faz publi-
co para que os interessados comparegain al o ul'
limo docorrenle mez de margo, alim de nilo incor-
rerem oas multas a que estilo subjoitds pola omis-
silo e possa o mesmo arrematante vencer o trab;
Iho de tal expediouto o que com mais demora nSo
ser possivel conseguir-so.--Recifo, 2 do margode
1848. JoSo hlario de tlarrot.
A abaixo assignada avisa aos Srs. BelrhorJose
do Res, Jos Fernandos da Silva, Francisco Estanis-
lao da Costa, Francisco das Chagas, Jeronymo Jos
Ferreira, Antonio da Rocha Compasso, Jollo Francis-
co Teixcira, viuvn c herdeiros do Antonio Teixeir
Lopes, viuva c herdeiros de Joilo Maria Sovo e Jo
auna Libania, quo a mesma abaixo assignada hese
nbora e possuidora, por justo titulo dos terrenos
Fra-de-Portas, o por isso hajam os mesmos S
de vir no prazo do 8 dias o casa de sua residenen
na ra Kova desta cidade, n. 21, para Ibes pagan""
os foros dos mesmos terrenos que so acham a dever
e controlaren) com a mesma senhora a tal rcspeito
com a pena da lei.
Mara Severina da Rocha L\n>.
Precisa-se de urna ama de leite :
na ra da Lingoeta,- n ,a> sobrado de
um andar, junto do Sr. Caivalho.
300,000 ris.
D-so a juros sobre penhores de ouro n quan-
tia de 300,000 rs. pelo lempo quo se convcncionar:|
n quom convier semelhanto negocio, dirija-so ao|
pateo do S. Podro, n. 3, casa de um andar, com '
randa de ferro. (
Precisa-so de umeaixeiro Poituguez tiue te-j
nha pratica de venda, Je 9a 14 annos, para forn o* T
provincia : na ra doQuoimado, n. 16.
Precisa-so alugar urna escrava para o servigo uina casa de pouca familia, quo saiba compi"ar>co'
zinhar o ensaboar, dando-se-lho o sustento, o rs. ]
10,000 mensaes : na Soledado indo pola Trompo,
lado esquerdo, casa n. 42.
Antonio Peroira de Miranda faz sciento a toJ'
as pessoas quetteem penhores do ouro e prata e"1
seu poder.que os vilo resgatar no prazo de8dias,cfn'
lados da dala desto annuncio; do contrario, sef''
vendidos para pagamento do annunciante visto tj'
de retirar-so para fra da provincia, e nilo duverufi
estar empalado por causa dos dilos penhores.
Frederico llanson, propriotario do omnibus'
participa aorespeitavel publico que o mesmo m-
nibus principia a seguir daqui para Olinda no di t
do correrte as 7 horas da manlia o continuar
lodos os dias as mesmas horas. Os Srs. que qu'
rem ajustar mensalmente dirijam-se ao annun-
ciante.



_= Joaquim Pinto, morador nesta cidadc, e negoc-
enle ovillia gorda, a mais superior que se apresrritou em
"ordnra, cuja carne eslava perfeita de maneira que
(aiia gosto comer tal carne, por ser de re do pasto de
Colaona, como podem altestar militas testemunhas.
f'sa 'ida para os acuuguc, onde, se eslava vendando a 13
natacas; iiiosmoassim nao dava menos do 4/000 c ton-
tos rl- Qulnta-felra, pola manbia, vito, na ra do f.-iu-
,el o fiscal e o medico aoi tallius onde se eslava ven-
ea'ilo a carne ; e. acliando-a com ctieiro, inandaram
j-Ha-la na piala, e enndemnaram o aniiiiiiciantc. Se a
carne tinha algum mo chelro, culpa nao era do annun-
rianie i pois que, tendo a inort'o perfeita, fui nos Millos
-..- asse m.i cheiro se manifestou ; culpa era de
oem contente que morcm familias nos-acougues, la-
teado fugo, c concorreudo, por conseguinle, para que,
coin o calor resultante do inesmo fugo, se arruinem as
rariics expostas venda. Mas niio lie scate o inctinvc-
iiienti' que resulta da inorada de familias as proprlas
casas em que se acham os acuugues incsum nos paizes
fros a circunstancia de haver orina e eitruine uessas
casas he mais que auracienle para que as referidas car-
nes apresentem inao cheiro. O annuncianle lem morlo
eado, ha9annos, em23cldades de Portugal e Brasil,
eicep'to o Rio-de-Janeiro, e nunca vio inorar geu le nos
acou"ues ; em ontros piir.es os acougues sao as ribei-
ras, e bem ventilados. O inaior desaforo que ha nesta
cidade he os carnlceiros diicrem palavradas indecentes
s negras, p'erante as familias, sendo a roa em que
tiles estilo a mesina em que moram o Sr. chefe de poli-
ca o Sr. Soma Telsdra, e mullos oulrns homens de
bem. Smente poderu providenciar a semclhanle res-
neo o Exm. presidente e a cmara.
__Procisa-se do urn caixeiro para tomar conla de
uma padariu por balaogo, dando fiador de sua con-
ducta : quem estiver nostas circumslancias, dirja-
se ra Direita, vendan. 4, que ah so dir quem
precisa.
Manoel Antonio l.essa embarca para o llio-dc-
jsneiro osou mulatiuho, de nome Manoel, de idade
Jo 10 annos.
Antonio Toixeira Baccllor vaia Portugal tratar
desiia saiitle.
-Ignacio de Gouvein e Souza relira-se para Pora do
impciio, i tratar dosua sade.
Vendo-sea casa n. 105 da ra Vellia, no bairro
da ja-V: que:;', so jigm cum uuvits a o".;,
aiinuncie. '.'"''. .
;__No da 29 do Tevereiro, entre Aro gados o o en-
(irenlioSuassuna|porderam-se dous papis grandes en-
rolados: conten olles os riscos de uma serrara para
o engenho Quilanduba, cujo nomo pensa-se quo est
escripto nos papis, e leom no canto o nome F. de
Mornay: quem adiare entregar em casa do Sr. Mor-
nay, no llaiigu'mho, ser gratificado.
--amado Aterro-da-Boa-Vista, n. 1, pnmeiro
andar.o precisa-so de um molcque e do uma negra,
pagando-se monsalmento.
Precisa-so do tuna escravs de meia-idado, para
urna casa do pouca familia : ua ra da Aurora, loja
n. 42.
__Procisa-se alugar um moleque, ou um preto,
para o servigo do una casa do lioniem solteiro ; dan-
do-se-lhe do comer, vestir, o sois mil ris mensaes;
o saliendo cozinhar, entilse convencional no pro-
co : quem o livor dinja-se a ra daTaduia do Reci-
fe, loja u. 40.
--Na ra Nova, loja de alfaiale, n. 18, de M. A.
Caj, ha um sortimento do roupa do todas as qua-
lidades, c fazendas para se fazer qualquer obra.
Na mesma vendom-se dous jaqus para polica, por
8,000 rs.; um outro, por 10,0.00 rs., do panno inuilo
lino : sflo por esto prego por j terem um pequeo
uso.
Na ra do Araglo, n. 4, bairro da Boa-Vista,
fnzem-soquaesquer cortinados, tanto do cama como
para jancllas, com n maior perfcigflo possivel.
MDANCA
DA
FUNDICAO
DAvnorij.
Rite anligo estabelecimento acaba de ser mudado
[paraos milito ospagosos edificios construidos de
rroposilo na cidade nova de S.-Amaro aonde cxis-
loin todas as proporges para a faclira de qualquer
machinismo com a maior presteza o pereigao : o
para commodidade dos freguezes sera conservado
naanligacasa, junto a igreja dos Inglezes um es-
criptorio ondo so recbenlo todas as encommendas
e ordena a respeito lendua toda hora tima barrado
ferro emprogada exclusivamente? no transporto das
obras do escriptorio fundigflo.
Preclsa-se do duas pelas para venderem limas
de rbero, nos tres dias : na ra da Assumpgao,
n. 16.
--Manoel Azevodo de Andrade, subdito portuguez.
retira-so para fra do imperio.
Silva, sangrador o dentista, mudou-se ila ra
das Larangeirus, n. 14, para a ra estrella do Itoza-
fio, n. 17, segundo andar, aondo offoiece o snu
preslimo ao rospoitavel publico qualquer hora :
lambern applica ventosas do qualquer modo que lhe
for indicado : tanibein precisa alugar uma prota for-
ra, ou escrava para pequeo servigo.
-Manoel Gongalves da Cruz, Brnsileiro, vaia
Portugal tratar do sua sade, levando em sua compa-
nbiao sou sobrnho Antonio Joaquim Froiro da Costa:
c dcixa por seus procuradores nesta praga "
mullmrl). Constancia Mara da Cruz Pedro Alexan-
drino (Jumes Jos Gongalves Torres e Antonio Joa-
quim f.nelho.
Jos Moreira de Souza tendo de retirar-so para
fra do imperio a tratar de seus negocios, declara
quenada deve; mas, se poresquecimento liouver al-
gueniquesc julgue scucredor, queira aprsenla!-
sua conta para ser paga isto no prizo de oito dias ,
contados da publicsgas deste anndncio.
~Precsa-se alugar urna escrava que saiba coser,
engommnr, o que soja bastante desembaragada : na
ruada Concordia ultimo sobrado, a tratar com
Manoel Fumino Forreira.
O Sr. Antonio de S Cavalcanti Lins, senhor do
engenho Po-Seccd ao pede S.-AntSo, queira man-
dar buscar o seu eseravo Antonio, de Angola a casa
doabaixoassignado a quom o niesmo eseravo se
apresenlou para o comprar, no dia 27 do prximo
passado. Oahaixo assignado induzio o mcsino es-
eravo para que so conservasso em sua casa, alim de
nio chegara parle aonde levasse extravo, c mo se
responsabilisa por qualquer fuga quo o sobredi -
to eseravo possa fazer. Manoel Jote Goiicalves
Braga.
M. 8. Mawson, dentista, rccentemento chegado_da
Europa, acha-su rsiiiuo no Itccifo, iua piche-Novo, n. 8, segundo andar, aonde contina a
por denlos minoraes, flcando incorruptiveis, e ap-
parecendo inteiramento como naturaos : Umbem
tira apedra, aqual, nfo sendo extrahjda, om pou-
co tempo tanto arruina os dontes ; chumba com mi-
ro ou prata, para privar do augmentar a corrupto;
lambern. tira, lima e faz lodas as operages denlicaes
coma maior delicadeza possivel. Elle espera que-
os elogios,'e o milito patrocinio que tem recebido
pelos beneficios que tem produzido na sua pratica,
duranlo7annosde residencia nesta ciliado, sorlo
garantas suflicientcs para as pessoas que, precisan-
do de seu prestimo, nao o deixcm de procurar.
HCHAPEOS DESOL
Ra (lo i*asseio"Publico,
Joflo Loubct participa ao rcspeitavel publico, que
recebou, por estes ltimos navios francezes, um com-
pleto sortimento de chapeos de sol, de seda, amis
rica e superior qualidade; furta-cres e outras nim-
ias conhecidas, lano para homens, como para Sras
e meninos. No mesmoestahelecimento ha um sorti-
mento de chapeos de sol de paninho, dos mais mo-
dernos; ditos muilo grandes, proprios para homens
decampo : lambern tem chapos de sol do paninho
liara meninos o meninas, por serern muilo finos: po-
i!ein-o eiinmnr chapeos de economa. Na mesma loja
ha sortimento do bengalas, btmgaiinhas e chicotes
muito modernos; colire-so qualquer armado de cha-
pos deso, com sodas de todas as cores equalida-
des. Na mesma casa ha um grande sortimento de
paniiinhos trancados e lisos, imitando seda, para
cobrirosmesmos: desta fazenda se vendo aretalho.
Conccrla-se todo qualquer chapeo do sol, por haver
um completo sorlimonto de todos os pertences para
os mesmos, com toda a perfeicilo e brevidade.
Prccisa-se do um raixeiro que Icnha alguma iu-
telligencia, o quo saiba ler e escrever liem, para se
lhe entregar a administrnc/io do uma padaria'com 12
escravos 2 trabalhadores blancos o um quo faz as
vezes do segundo caixeiro: quem so adiar nestas
circumstanciasdc desempenhar bom os deveres de
um bom administrador, dirija-so a ra larga do
Rozario loja n. 20, que so lhe dir quem pretendo,
n;lo se duvidando dar-se-lhe um ordenado corres-
pondente a sua capacidado.
Precisa-so de um nacional, ou eslrangeiro.de
boa conducta, quo queira so cncarregar dO liula-
mcnlo de urnas vaccas o quo saiba tirar loile : e so
liouver algum preto, ou pardo eseravo que nlo seja
vicioso, e que seu senhor o queira alugar para o
servico cima dirija-so a ruada Cadeia do S. An-
tonio, no prmeiro andar do sobrado por cima da
venda n. 2, ou estrada nova casa que lem as pa-
redes azuladas, e que est collocada em fren lo da
propriedade do engenho da Torre.
-- Prccisa-ae alugar duas pelas para venoFcm na
rita e mais algumas para venderem do vendageni,
papando-sc-lhes bem: na ra da Senzalla-Nc^va,
"25- ....
Manoel Joaquim Mauricio VVandcrley retua-sc
para Lisboa, a tratar de sua sade levando em sua
companhia o Portuguez, de nomo Jos Garca : e
como nao s pelo sou estado do molestia como pela
brevidade do sua viagem deixa dse deapedir de
seus amigos no geral, asscgura-Ihcs naquella ci-
dadc o sen diminuto presliino.
Aluga-sc um segundo andar, na ra da Sonzal-
la-Nova cum commodos para familia por prego
muilo mdico: na praca da Independencia, li-
vroria ns. C e 8.
Oabaixo assignado roga ao Sr. Chrislovo de
Hollanda Cavalcante senhor do engenho Mariecns,
em Porto-Calvo, quo baja do declarar por esla fo-
lln quem Ihovendeu o sitio denominado Pimenta ,
na Barra-Grande, que foi do fallecido Ignacio Po-
reira Freir e sua mulher Calharina Vioira do Moli.
Jno foirigutt llandeira.
Oflerece-so uma lapariga portugucz.a para
criada de qualquer familia, quo tenlia do seguir para
Portugal: quem a pretender anniincio a sua mora-
dia.
Uma senhora branca, sem a menor pensio, se
ofiereco para reger alguma casa de.pcss6a quo lenha
pouca familia, tanto do liomcm como de senhora,
que desempenhar bom seu ministerio: quem a
pretender, dirija-so no boceo do Padre, ti. II.
Alugam-se dez escravos, juntos ou separados,
do servico decampo, os quaes scivem para arnia-
zem deassucar. ou oulro qualquer trafico ; assim
como duas canoas grandes quo servem para carre-
garareia ou lijlos, com os seus competei.testano-
eiros, lambern captivos: a tratar com Manoel Fir-
mino Ferreira, na ra da Concordia, o ultimo so-
brado.
O padro Joaquim Mancio Maciel d licOos do phi-
losophia na Boa-Vista, ruado Scve, n. 1. Oscslu-
danles que so quizerom utilisar do sou prestimo,
pdein anda principiar o-curso esto inez ; pois quu
leem bastante tempo para o completar, e conseguir
habiltaclo precisa para os seus examos no (m do
auno.
Tem-se contratado com o Sr. Manoel Antonio
da Silva a compra da casa terrea da ra da Man-
gueira, na cidadc do Olinda ; so alguem se julgar
com algum drcito, ou liverdo fazor algumas recla-
ma?oes, queira annnnciar no prazo de 4 dias.
Mananta Hermogenes da Conceicflo Sampaio,
na qualidado do tutora do suas filhas menores, faz
sconte ao publico, quo va ser arremalnda por ven-
da a casa n. 19 da ra dos Pescadores, por execuefto
de alimentos provisionaes dos menoros, Gorino e
Fclismiia, que so ineuleam fillios adulterinos do li-
nado seu marido ; advertindo que contra esta oxe-
cucilo interpoz appcllacilo, o espera completa re-
paiac.no, vslo que fram desaltondidos os embargos
que oppz.cujos fundamentos s3o do eterna justica;
que nlo poda ser arrematada por vonda, a proprie-
dade de um dos menores para alimentos provi-
sionaes de ilhos adulterinos, havendo-so provado
nueosreiidimuiitos, que teem as menores, apenas
chegain para o necessaro do sua educaco e Hiimun-
tos por pertencer a casa a menor Joanna, e ir a
prac^a para pagar-se ulitneutos pela menor Rosalas,
eo maior Jo;lo Kofino, nfo bavendo solidariedade
em taes casos, etc. etc. K, para que alguem se n.lo
chame ignorancia, arrematan.lo com o risco do
perder,.se fszo presento anniincio, quesera ao ines-
mo tempo um protesto perante as teis c o poder ju-
iliciario.
Joflo Albino da Silva Souza retira-so com sua
familia para fra do imperio, e leva em sua compa-
nliia a sua criada parda, de nomo Tlieodora. O an-
uuucianlo julga nada dever; porm, so alguom se
julgar seu credor, aprsenlo suas contas lega! isa,las
para screm salisfoilas; o mesiuo pode aos seus de-
vodores, quoilie venham pagar os seus bobitos no
prazo de quinzo dias, a contar da data desto an-
nuncio,
~ Offcrece-se uma ama para servir em uma casa
do liomem solleiro, ou do pouca familia : na ra do
Hurtas, il. 126.
Aluga-seo primeirosilo do portflo verde que
vira da Trompo para a Soledado, a direita com
ptima casa de vvenda e varios arvoredos do fru-
to : na.ra' do Quoimado, loja n. 44.
Na ra do Quemado, loja n. 44, existe uma car-
ta vinda do Uio-Grande-do-Sul, para o Sr. Zefo-
rino Francisco da Silva.
Aluga-soa cocheira da casa sita no largo da
matriz do S.-Antonio n. 2 : a tratar na ra Direita,
n. 29, primero andar, ou na ra da Cruz n. 40.
Precsa-se de um caixeiro: na ra da Senzal-
la-Nova, n. 4
Gompram-se, effecli va mente botijas c garra-
fas vasas : na ra do S.-ftta, rcstilacilo n. 85 o na
venda atrs da matriz da Boa-Vista n. quo fica
ua esquina da praga.
Compra-sc, ou aluga-so uma escrava coslurei-
ra : no Hospicio, sitio do Leo.
Compram-se mariscos dos quo se fazcm flores
o outras obras artificiaes chamadas cocaillo i pagam-
se bom : nesta typographia se dir quem compra.
Compra-so una venda com poucos fundos,
quo seja em ra publica, c quo fuga negocio tanto
para o matlo como para a prac.a.
Compra-so um braco de balanca grande, com
conchas o pesos, ou sem estes : na ra Nova ar-
mazoin n. 67.
Compram-se, efectivamente, lodas
asqualidades de garrafas e botijas varias :
no Aterro-da-Boa-Vista, fabrica de li-
cores n. 17.
No Ilecfe, ra de Apollo, sobrado n. 6, com-
pram-se 2 hmres grandes una loa)ha uma fro-
nda grande para tiavesseiro duas ditas pequeas ,
4 camisas de mulher, 2 vestidos: ludo com lava-
rinloeliico: scqdo obra* bem fcila e que agrade,
paga-so bom.
Comprani-sc cabras [ bicho ]: na ra Direita ,
venda n. 72.
Vendas.
-jReeebeu-se uestes dous dias
uii?a remessa de escravos todos
de bonitas figuras para se ven-
derem muito em corita, na ra
das Larangeiras, n. 14, segundo
andar a saber : um lindo mua
linho de 18 annos, com principios lo carpina.'e
quo be ptimo para pagem, por ser muito esperto;
um dito de 16 anuos ; um dito do 22 anuos, com
oflicio desapateir'o ; um dito de annos, muilo
fiel o humildo.doqual scaliancaa conductajdousdi-
tos de 35 annos por 330,000 rs. cada um ; 3 pretos
de naco de 20, 23 e 25 annos proprios para o
campo ; um moleque de 7 anuos, ptimo para apren-
der algum oflicio; uma molcca recojhida de na-
eflo, que cose o faz lavaiinlo ; uma prela de 20 an-
uos que eiigomma cose e cozinha, ludo muito
bem feito ; duas pelas mogas quo lavam do sa-
lino c vai relia ; uma.dita do nae/io Costa, boa qui-
tandeia por 330,000 rs.; urna parda de 18 anuos ,
muito forte propria para aprender a eugommar;
um preto, por 150,000 rs.
Vende-so un casal do escravos casados ambos
muito fiis o humildes : a prela he do una figura
elegante o ho ptima para se lhe entregar o
arranjo de uma casa por ter bstanle pralica o o
preto he bom ganhadordo ra pois ganba 640 rs.
por dia : na ra das Larangciras, n. 14, segundo
andar.
Vendc-se uma prcta do bonita figura : na ra
do Queimado, n. 46.
Casa E'MQA FRAN-
CBZA&.
M. MILLOGHA,
no Alerro-cla-Boa-Vista, n.s 1,
prmeiro andar,
alm dos objeelos ordinarios de modas como cha-
peos sedas para os dilos, fitas, llores creps, bi-
cos, I uvas, enmbraias, filos, ele., recebeu polo
ultimo navio viudo do Franca um lindo sortimen-
to de bordados como: camisinhas ; pescocinhos ;
cabecees jcollarnhos ; ntremelos e tiras borda-
das, para a ultima moda deroupes e muilos ob-
jeelos para a Quaresma ; ricos filos do bico prolo ;
dilos de soda ; ditos do linho de muito lindos pa-
drees ; crep pelo ; barago do listras e de quadios;
tranca e franjas do rotroz prolo, para vestidos e
manteletes ; mantas de bico preto; lafet largo,
preto o muito oncorpado ; um grande o rico sorti-
mento de bicos pelos verdadoiros do padrOes da
ultima moda. Na mesma casa sempre so fazem cha-
peos loucas, collarinbos, vestidos, c em geral lu-
do o mais do toilette das senhoras por proejo mul-
lo commodo o com proniplidlo egosto.
Vendem-se presuntos e queijos muito Descaes,
clieuados ltimamente dos Estados-Unidos ; vassou-
rasde palha de trigo proprias para varrer salas o
tapetes : na ra da Cruz n. 7, armazom do Davis &
Companhia.
-Vende-so, o retalho o em porgos muito boa
carnauba por prego mais commodo do que so cos-
tuma vender : na ra de S.-llila n. 63.
Vendo-se urna parda de bonita figura com al-
gumas habilidades ; um moleque do 14 annos com
principios de podreiro ua ra Imperial, u. 39.
lotera
do Rio-de-Janeiro.
Vendem-se bilhetcs. meios dito &.***<
beneficio do theatro da imperial c.dade i le> N clhe-
roy, no Itecife, loja do cambio da ra da Cadeia. n,
K. da viuva do Vieira & Filho ; a ellos antes que, o
vapor do sul choguc, quo deve estar aqu nostes
'Vendom-se 7 escravos, sendo: 1 bom pardo,
optuno para pagem, do 20 annos; 4 prelas com
habilidades ; 2 pardas com habilidades : todos mui-
to mogos o sem defeitos : Umbem so v_e-nde,Ja
oasa terrea, para grande lamiiia U "i ruu -O --
tovello, n. 85, e uma prela de meia idatle por
240,000 rs.: no patoo da S -Cruz, n. 14, se aira
quem vende.
Pannos para lences.
Vende-so superior bretanha de Irlanda, de puro
linho, com duas varas e meia de largura fazenda
de muita utilidade para lenges a 3,000 rs. a rara ;
zuarte azul de vara de largura a 240 rs. o covado ;
cambraias lisas, a 640, 800 o 1,000 rs. a vara ; len-
gosde seda, dos mais modernose muito finos, do
mclhor gosto a 2,500 rs. ; rolos de bretanha, a
1,800 e 2,000 rs. ; dita de linho muilo lina a 720
o 800 rs. ;cassa para baados, a 2,600 o 2,800 rs. a
pega ; chales de lila, grandes e do muito bom gosto ,
a 2,000 o 2,500 rs. ; riscados trangados, de muilo
boa qualidade para escravos por serom escuros e
de mulla duragflo a 200 o 220 rs. o covado ; e ou-
tras militas fazendas por prego muito commodo : na
ra do Collegio, loja nova da estrella, n.1.
Chitas prelas assetinadas-
Vendem-sc as j bem acreditadas e superiores
chitas prelasasselinadas, do ultimo goslo, a 240
rs. o covado : na ra do Collegio, loja nova n. 1.
-- Mascaras para o carnaval,
as melhores que presentemente se
encontram : na ra Nova, D. 6,
loja de Maya Ramos & Cumpa-
nhia.
Vende-se urna nasa na ra do Nascente, com
duas salas, dous quarlos, cozinha, quintal, cacim-
ba, em chaos proprios paredes dobradas, e quo ron-
de oito mil rs. mensaes I na ra da Concordia, ulti-
mo armazem do madeiras. t
Na ra Direita sobrado dp um andar n. 33, ao
u de dous de varaudas douradas yendem SC 3 h-
celas grandes de doco secco do caj ricamente en-
filadas proprias para algum presento : tambom.
so fazcm lilhcs de seringa c do outras qualidadcs ,
bolinhos, pastis de carne o do nata p.lo-de-lo en-
filado de allinim tremedeiras, empadas, e ludo
o mais quanto he do sobro-mesa, com perfeigao o
por prego commodo.
&%WW*10 *10 *1-S W t>!0 PtlaWli
I Klouar(lfliorlciiltorde |
S Lyon, J
^ tendo cliegado ltimamente de Franga com &
f um grande sortimento dearvores fructferas, .
plaas de flores, semontes do ditas e horta-
flices avisa ao respeitavcl publico que o qui-
zer honrar com a sua confianga que elle
abri urna loja na ra do Aterro-da-oa-Vis-
U ta n. 6, ondo aclianlo venda um sortimen-
|g lo como at boje nao cliegou em Pernambu-
3 co, lanto pela qualidade das plantas como po- &
K la boa qualidade das sementcs, das batatas o j^
',.' das cebollas. '^
0fH/m0\*0[% 01% 0% t% fl% afl* *I%>
Vendem-so duas pelas de nagSo sendo urna
de 14 annos e a outra do 20 ; uma pardinha de 15
unos todas com habilidades : no beceo do Sara-
patel sobrado n. 12.
Vcndc-seum cavallo rugo, em boas carnes,
bom ca regador baixo at meio por prego com-
modo : na cocheira da ra da Boda.
Vendc-se um cavallo rugo, muilissimo gordo o
de bonita figura andador baiso a meio e isto no
passo e que ho proprlO para senhora por ser mul-
lo manso : ua ra estreita do Hozario, n. 30, se-
gundo andar, i r\n
- Vendenrse, a 1,400 rs., cai-
xas com charutos muito bons ,
viudos ltimamente da Bahia: no
Alerro-da-Boa-Visla, loja delou-
ga de barro, n. \"i.
DF.I'RECIAgA.
Antonio l.uiz dos Santos &C, na sua loja de fa-
zendas, na ra do Crespo, n. 11, vendom casasjin-
tadasa200rs. o covado; chitas de 160 a 200rs.; m
dapobles do 160 a 200 rs. a vara; fazendas/de gosto
do militasqualidades,*o outras proprias/ara a qua-
resma, como sarjas lisas o lavradas; crtCs ricos do
selim prelo lavrado; ditos do cores; ijfaias pretasa
brancas, patentes inglozas; chales de fij preto; bi-
cos pretos; chales e mantas de seda : ludo por menos
do seu valor. ...
Vendein-se pulseiras de cabello,
obra franceza milito perfeita, por preco
commodo: na ra do (iabog, loja n. 3.
Vende-so una n3o pequea heranga na illia do
San-Miguel, composta de boas yinl.as, casas e ier-
ras do maltas lavradias, quo fram do casal do Ua-
do padre Antonio Francisco do Mello, cuja heranga
so vende a dinhelro, ou troca-se por escravos, e pro-
priedades nesta cidade : quem quizer enlenda-so
nesta mesma cidade como Sr. Joflo Manoel Rodri-
gues Valonga, morador na ra larga do Rozario, ou
dlrija-se aos espcciivos berdeiros |iroprietanos,
o domiciliarios em o engenho Queimadas, na fregue-
zia do U na, comarca do Rio-Formoso.
Vende-se um eseravo da Costa anda mogo ,
bstanlo reforgado c que he acostumado ao servigo
de campo ; pardo de 16 annos ptimo para pagem.
por saber bem tratar e monUr a cavallo, o qual
lambern cozinha algum cousa ; 3 apparelhos de me-
tal branco para cha por prego cormodo; 3 sellins
novos, muilo bons e com lodos os seus pertences .
ou sem ellos ; um dito muito superior: ludo isto se
vendo em conta por seu dono retirar-so para fra
' da provincia ; defronte do theatro novo, o, 11.
MUTILADO L


Vendem-se os seguintes livros, om muilo bom
estado, por prego commodo, no paleo do Carmo ,
n. 17: Universo l'ittoresco, 8 v., encadernados :
Museu Piltoresco 1 v.; Jesus-Christo perenle o sa-
culo, 1 v.; diccionario jurdico, 1 v. ; Historia de
Napoleflo,2 v. ; Restauragilo do Portugal, 1 v. ; Sir
. Walter Scott, 2* v.; Almocreve de Petas, 3 v.; An-
ua de Geiersteins ou a donzcla do novoeiro 4 v.;
OsNatchnz, 4 v. ; o Derradeiro Mol i cano v. ; H8-
' Irii de G'lbraz do Santilhana 4 v.; Historia de
D. Alfonso Braz 2 v.; Viagens de Antenor 4 v.;
Descobrimcnloda America, 2 v. ; Historia romana,
iv. j Corma, ou a Italia, 2 v.; os Puritanos da
^?.'.a* v" 'D; QlJ*?le de Mancha, 8 v. ; o
"sote c sculo XVfii, 4 v.; Historia do Estovinho
ongalves ,St,;o Biabo coso, 2 v. ; l.azarilho de
Tornies ,lv.a Noitc do Castello 1 v.; Viagens de
Gulhver, 4 v.; Aventuras do Robinson Cruso 6
v.; Numa Pomnilio, 8'v,; Guillierme Tell, 1 v.; No-
vellas e cautos, 2 v. ; Gustavo, 3 v. o Filho do mi-
nhamuther.Sv.; Cartas do Heloiza e Abailard ,2
v.; Orlando amoroso, 3 v. ; Thesouro da mocida-
de, lv.;o Robinson de 12 annos, 2 v. ; Barbarinski,
2 V. Behzario, 1 v.; Henriquinlio, 1 v. ; Elogio de
arcos Aurelio t v.; ;.Cypraiino, 1 v.; os Rccreios
de bugema, 1 v.; Isabel, I v.; a Caverna do Slrozzi.
1 y.; Calatea, 1 v.; Estella, i v. ; tala, 1 v.; Li-
ces do Fenelon 1 v. ; Verdadeiras Bornardico I
Y.; os Luzadas do CamOes, 1 v,; JuliiTo o apostata,
2 v. ; vida do I). Joo de Castro, 1 v. ; Manual Kucy-
clopcdico, Iv. a Kcdempcffo poema pico, 1 v ;
Nnvdlascscolhidas, 3 v.; D. Ignez de Castro, 1 v. ;
\iagcni a rodado mundo, 1 v.; o Tratado dn ty-
rannia, lv, Mez de Mara, I v. Horas Marianas,
, Iv,; Heos lio lodo puro amor I v.; Calera pitto-
rraca I v.; a Mylologia, I v.; o Castello de Cras-
villo, 4 v ; o Sepuleltro, 3 v. ; l.avatcr, 2 v.; lloras da
semana santa, I v.; Fogatas deJ. B. F. A. MaranhSo.
Paniio-Couro.
Vendem-se superiores cortes de caigas da fazon.la
paiino-couro, par sor do duraciio extraordinaria e
de padres cacuros proprios para o trafico, pelo
diminuto prego de 1.600 rs. o corte : na ra do Coi-
Jegio.loja nova da estrella, n. 1.
- Vendc-se una ptima balance com braco de
Jlomao o correntesde reno, muilo propria paraar-
inazem do assucar ou de couros pela sua boa qua-
Jidacie por preco muilo commodo : na ra Nova ,
Vendem-selingoas do Ilo-Grande-do-Sul, mui-
to superiores e por prego cummodo : no armazem de
carne secca na travessa do Arsenal, n. 1.
Casimiras finas e elsticas.
O|Vnne"'"!i,!SUp,er0r5scasi,"iras ,in,,so elsticas,
a 1,000 rs. o covado; cortes de ditas de cores, muito
linas, n 6,000 rs.; superiores casimiras prelas dn
melhor qualidade a 6 e 9,000 rs. o corte : na ra do
CollcRio.loja nova n. 1.
- Vcndem-se, na ra da Cadeia do Recife arma-
zem do Braguez, sacras com superior farinbn de
mandioca ditas do arroz .le vanor e da fabrici
vinuas prximamente do Maranho, pelo bii:ue-es-
cuna Ijrnra : ludo por mdico prego.
-- Vendcrn-sc na ra do Crespo, loja de miude-
zasn.li, charutos finos da Babia, denominados
a rama a prego de mil rs. a caixa.
quena dentro do mesmo sitio com bonsparreiraes
e miiilas fruteirns de boas qualidades todas novas
e j dando Iruto, com um grande viveiro no lundo :
na ra Direila, n. 135, loja de cera onde se far
qualquer dos negocios, por seu dono ter do retirar-
se por molestia.
Cortes de aldna.
A fazrnda mais perfeita que tem oppa-
recido s5o os cortes de alcina, para ves-
tidos c cultora, nao s pelas delicadas
cores', como pelos lindos padr5es, por
nao desbotarcm, c por seren do ultimo
gosto de Paris. Estes cortes vem pti-
mamente acondicionado!, cada um cm
sua capa, e sao (eitos na principal fabrica
de Paris ; sendo de quatro qualidades de-
ferentes, e nos precos de 3,aoo, 3,6oo,
3,8oo e 4,000 rs.: na loja nova de ay-
niundo Carlos Leile, na ra do Queima-
do, n. ii A.
Vende-so o] engenho Timb, distanlo desla
praga4legoas correlo e moente com agoa, de
bon e regular producgo com a safra de 2,500 pues
pouco mais ou menos, ou sern ella. Esle engenho
he de cousideravel importancia nflos no prsen-
le como no futuro, por conler mais do 4 logoas do
terreno cbelo de mallas virgens com capacidade
para se levanlarcm engenbos d'agoa e do bostas : a
tratar no mesmo engenho, ou no sobrado ao lado da
cadeia, n. 23.
P8t
Pannos finos.
Vendem-se superiores pannos finos, prova deli-
iiiSo, pretoo azul, a 3,000 rs. o covado; dito fino
azul e preto o 4,500 rs.; dito preto de supci ior qua-
Iidade c j bem conhecido pela sua baraleza.a 5,000,
5,500,6,500 6 7,000 rs.; casimira preta limisle da
melhor qualidade largusa de panno muilo fina a
11,000 e 12,000 rs. o corte de calca : na ra do Col-
Jcgio, loja nova da estrella, n. 1.
-- Vendc-se, ao p do nicho do Uvramento loja
do couros, muito bonscouios miudos, sola, bezer-
ro da Ierra, de superior qualidade lamancns do
todos os tamanhos, sapolf.es, espiras, chapeos de
palhn bonetes sorlidos couro de porco do mallo
marroquim, couro de lustro, contras muitas coli-
sas : ludo por prego commodo.
- Vcndc-sc, ou permuta-so por predios ncsla pra-
ca iim terreno com 20Opalujos de frente e fundus
desde n ra da Aurora at ao Hospicio com una
caenrbae olana na ra cloSevo com oliccrccs j
principiados para una casi,: tambem vende-sc, ou
permula-se metade desle terreno : n Iralar na larca
do Rozario, n. 26, primeiro andar. Na mesma casa
yende-se um estojo de engenbaria, por preco mui-
to commodo.
- Na ra do Trapiche, n.17, con-
tina a Imver deposito da verdadeirn cal
virgem de Lisboa, ebe^ada pi-oximamen-
te ; advertindo-se aos compradores des-
te genero que o deposito he j milito pe-
queo, e que da nova nao ha mais em
parle olguma.
. "~Jf(.,^"S(; um lerreno com 117 palmos do fren-
te e 89 dilos de fundo em eslado do so edificar,
;ior nnp precisar alerro cm cujo lerreno podem-sc
fazer tres ptimas mci'agoas na ra do Pilar em
I'ra-do-Portas, do lado da* maro grande: nadita
1 na, n 11, no palco da igreja do Pilar, das 6 horas
da manbaa as8.
J& Vendciii-sc chapeos de superior
^Hi^castor, brancose pelos, por preco
muilo barato : na ra do Crespo,11. 12,
Jujadc Jos Joaquim da Silva lava.
FARELOS.
Vendem-se saceos com fardos, ebegadas ullima-
/neute, a 3,500 rs.: no armazem de J. J. Tasso Jnior,
ra do Amorm, n. 35.
.liilho.
Vendc-se milho, a 2,000 rs a sacca : no caes da
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
0.a Iqterta lo filio-de Janeiro
a beneficio perial cidade de Nictheroy.
Vendem-so bilhetes e mios ditos desla lotera :
na ra da Cadeia-Velha, n. 29, casa de J. O. EI.STEB.
Vende-sc, ou rrenda-so um grande sitio na ra
Imperial, 00 m duas moradas de casas, una para
grande familia, na Ireute da ra e oulra mais pe-
VNDESE
Chd milito superior
fabricado no Hin -de-Janeiro
Denominado Brasileiroj
o melhor que tem apparecido neste mer-
cado, pela sua qualidade ser mais supe-
rior do que a do mesmo cha hysson de
urna libra para cima, por prego com-
modo : 110 lim da ra da Aurora 11. 4, a
fallar com Jos de Almcida Brrelo Bas-
tos, das 6 as 9 horas da manhSa, e del
as 2 da tarde.
pequeas ; cagarolas de todos os tamanhos; frig-
deiras rouito grandes ; boiOes para manteiga ou
doce; urna porglto de frigideiras o papeiros com
pequea' (falla, porprego milito baixo : na ra do
Encantamento, armazem ao peda cacimba, p
Na ra da Cadeia-Velha. n.
29-Ioja4fc4.0.JEbter,
vendc-se vinho do Porto, de diversas qualidades ;
dito da Madeira; dito de Malaga; dito de Sherry ;
dito de Carca vellos; dito de I.isljoa ; dito de Graves;
dito Sauterno; dito San-Julien; dito de Bordcaux ;
dito Chatcau-la-llosc'; ditodo San-Gcorge; ago'ar-
dentede Franga, de diversas qualidades ; whiskey;
cherry-cordial; marraschino ; licores finos ; punsch
da Succia ; xaropo de framboises ; ptima charapa-
aba em garrafas e meias ditas ; velas de composi-
gSo ; chi preto e verde do superior qualidade; pro-
sunlos e salames de Hamburgo; sardnhas em latas
e vidros; petits-pois em ditas; salmn em ditas;
mostarda ingleza e franceza; frutas em vidros com
calda de assucar e espirito; agoa de flor de laranja;
charutos do Havana o da Baha : ludo cliogado re-
contcmente e de superior qualidade.
Facililla de mandioca.
No armazem do farinha da ra do Collegio, n. 21,
vcndcin-se saccas com farinha a mais fina possivel,
por prego rasoavel.
Na loja do Porfirio ra do S.-Bento, emoiii
da vende-se constantemente o Lidador.
-Vande-se urna pedia de filtrar agoa, uma q
xa grande, ou arca de nmnrello, uma estante i.m
molas para msica um relogio do parede, caixas
vasias para cera, temos de medidas de folha afe-
ridas, e (landres para se vender azeite : naruid.
Senzalla-Velha, n. 110. 'f
~ Vende-sea vendada ra da S.-Cruz n.5 ,1
tratar na ra daMangueira, n. 16. '
Bom c barato.
Vendem-so suporiores los pretos de
seda bordados, do lodos ostamanhos ;
legitima sarja preta hespailhola ; ri-
cos cortes de seda preta lavradn ; clin-
malote do seda, ondeado o jlc listras;
meias de seda preta de peso; supe-
rior setlm preto para vestido, panno
preto de todas as qualidades ; casimi-
ra preta o elstica nfuito superior;
chapos francezos da ultima moda ; e
outrns muitas fazendas : ludo muito
em conta, o com grande sorlimento
para cscolhcr: na nova loja de Jos
Moreira Lopes & Companliia na ra
do Quomado,, nosquatro-cantos, ca-
sa nmarcllla n. 29,
Vendem-se acedes da ex-
mela companliiade Pernambuco
e Paraliiba: no escriptorio de O-
liveira I roaos & C, ra da Cruz,
n. 9.
Vende-sc, na ra da Cadeia do Recife arma-
zem do traguee, superior farelo de Lisboa, por m-
dico prego.
Vende-sc colla de superior qualidade das fa-
bricas do llio-Crandc-do-Sul: na ra da Moda ar-
mazem 11. 7.
- Vendemse ancorctas de
diversos tamanhos, com vinho da
Vladeira, linio e branco, de supe-
rior qualidade: no eseriplorio de
Oliveira limaos & C, na ra da
Cruz, 11. 9.
Vcndcm-sc duas boas cscravas' crioulas de
bonitas figuras o mogas, que coznbam, lavam mui-
lo bem e engommam silo sadias, o niio se duvida
dar a contento para seren experimentadas : na ra
do Qucimado, loja n. 51.
Vende-so uma bonita miilatnlia recolliida, de
13a 14annos,qjue cose muito bom, marca, faz
lavarinto, engomma soffrivel, lio muito dosemba-
ragada para o arranjo de uma casa e carinhosa pa-
ra mangas; uma dita de 22 minos, quo cose.engom-
ma, cozinba c nao tem vicios ; duas protas ile 18
a 2G anuos, que coznbam, engommam, fazem o
mais servigo do uma casa e venden na ra ; um ca-
hocliiiho de 9 anuos,muilo lindo eesperto; um pre-
to mogo, ptimo para todo o servigo: na ra do
Vigario, 11. 24, so dir quem vende.
Vendem-seespingardas do dous canos, finas cm
qualidade o pistolas de differentes tamanhos : na
rua-Nova, loja n. 16.
Neeta loja acba-se um completo sortimanlo de
obras fcitas de todas as qualidades : bom como
pannos finos pretos merino ricos cortes do col-
lete de gorgurSo bordados, por prego commodo.
M| Na fabrica de chapeos da ra do Queimauo
n. 22, vendem-se superiores chapos de cas-'
-,m"^tor blancos, tanlo com pello como sem elle
de 2,500 al 5,000 rs. ; chapos envernizadps, tiro!
priospara o hrinquedo de cnlrudo porsorem pro-
va d'agoa, o tambem s3o proprios para viageii {cha.
pos de massa.de todas as qualidades do 2,4oo r
para cima : tambem se recebem ncommendas M
todas as qualidades, pcrlenccntes a chapeleiro
cobrem-so chapos de mola 11 vonlade dos fregu-
zes ludo por prego mais commodo do que emou
tra qualnuer parto.
Vendc-se um bonito cavallo preto: na ra do
Qucimado, n. 30.
Vendem-se ancorctas com cal virgem a mai
nova quo existe no mercado, por prego mais ccmi
modo do que om outra qualquer parle; uma por
cao do pesos do duas arrobas de forro c algumas Ber-
ras grandes para serrarem madeiras : na ra di
Moda, armazem n. 17.
Vende-se umalambiquo de cobro decargjde
So caadas, com serpentina de estanto : ludo cm
bom estado por prego commodo : na ra de ,-Ri-
ta, n. 85. .
Vende-se uma pequea can de taipa, sita na
Capunga na estrada do Jacobina : na ra da M
da armazem n. 17.
Vende-se uma bonita preta de 24 a 26 annos,
muito sadia boa livadeira engommadeira e ;cos-
turoira : na ra da Cadeia do Rocfe, loja do Joo
da Gunha Mag^lhiles.
Folassa e cal virgem.
Vende-sc muilo superior potassa e cal
virgem de Lisboa, prximamente desem-
barcada: no deposito de Bailar & livei-
roj na ra \ Cadeia do Recife, n. 11.
-- Vendem-se cabos de cairo cm grandes ou pe-
quenas porgOcs : no trapiche do Ramos, armazem
da esquina.
Oa ra do Trapiche, n. 17
vendem-se barris com superior
cal virgem, chegada ltimamente
de Lisboa, a cinco mil reis cada
barril.
Vcnde-se um dos melbores sitios da
Capunga, com boa casa de vivenda, sen-
zalla para pretos, cocheira, boa cacim-
ba d'agoa de beber, bstanles arvoredos
de fruto, um grande viveiro de peixe :
tambem se vende um sobrado de dous
andares, que rende os juros de um por
cento ao mez s tudo por preco muito em
conta : na ra do Crespo^ n. I a
Vendem-se, nos Arrombados, trates de 25 a 40
palmos cnchameis de 22 a 36 dilos mTo-travcssas
de 30, caibros de 25 a 30 palmos madeiras todas de
qualidade. O aiiuuuciante bola om qualquer porto
que os compradores quizerem o tambem tira loda
o qualqner madeira que se llie enoommendar com
hrevidadi) e por prego muito commodo.
Venderse um banco para carpina em muito
bom eslado por prego commodo: na ra da Ma-
dre-de-Boos, u. 9.
Vende-so um carro do 2 rodas, quasi novo,
com cavullo j ensinado: lamben so vonde cada
una das eounas em separado : na ra da Cadeia .
n. 4. '
Vendem-sealguidaresde goinos, muito gran-
des o tambem pequeos; papuiros grandes e pe-
queos; panullasde varias qualidades, grandese
Xa loja de Magalhaes & Ir-
mao. na na to Qtieimado ,
V 40,
vendem-se mantas do garga de seda, a 1,600 rs.;
sarja preta a mais superior que appareco ; cortes
de cainbniiadcseda, a 11,000 rs. ; dilos do cam-
braia aberta a 5,000 rs.; cortes de colletes com
listras o palmas de seda a 4,000 rs.; dilos do se-
tiffl pelo de listras, a 4,500 rs. ; dilos de fustao de
cores a 800 rs. ; lengos de seda, muilo finos a 2/
rs.; chales de seda do 14 quartas a 11,000 rs ;
mantas de seda a f,000 rs. ; pcgas.de bretanha de
Franga, com 5 varas a 3,500 rs.; chapeos de sol,
de seda a 6,000 ri., com hasteas de ferro ; meri-
no muilo fino, a 3,000 o 3,600 rs. ; lonzinhas do dif-
ferentes cores, para vestidos de scnliura, a 360 rs.
o covado; cambraia de cores, a 610 rs. n vara;
brim de algodito para caigas, a 240 rs. ; riscados
francezes, a220rs. ; brim branco trangado de li-
nho ,a 1,120 c 1,400 rs. a vara ; bicos; meias para
homem, senhora menino o menina; cum sorli-
mento do fazendas que dovem agradar aos freguezes,
om qualidadee prego. Franqueam-so ns amostras.
Vcnde-se a fabrica mais acreditada para pali-
tos de phosphoros com fornecimento de materias
primas para mais de um anuo e pelo melhor me-
llioilo de fabricagilo quo al o-presento lem appare-
cido, e que tem merecido a melhor aceitacHo, o
junlamcnlo com urna grando freguezia : na ruada
Cruz, n. 26, primeiro andar.
Vendem-se chapas quadradas, de 5 e 6 boceas
para foges : na ra Nova, loja de ferragens, n. 25.
S quem nao tem eabeca he
que nao comprar chapeo
na nova fabrica do Alerro-da-Boa-Vista, n. 12-
pois alu se ven.lem polka masurka e do todos
os usos cm gcral sendo sou prego menor do quo em
oulra qualquer parto. A clles, pois agora eslflo fres-
quinbos.
Na rua de Agoas-Verdes,
n 46 ,
vende-se um molequede 18 annos, de bonita figura,
sem vicios nem achaques,'o qual he bom cozinhei-
ro ; 3 oscravos para todo o servigo ; 1 dito bom car-
reiro; um elegante mulalinho de 16 annos, ptimo
pagein ; 3 ditos de 10 a 12 anuos ; 4 escravas para
todo o servigo porprego commodo; urna dita o
cellente lavadeira e quo cozinba e yendo por 250/
rs. ; uma dita de inoia idade boacozinheira por
280,000 rs.
Vende-se uma banca do muio do sala e urna
banquinha, ambas do Jacaranda e em muito bom
uso por prego commodo ; bom como dous globos
de vldro com peixinhos, vindos de Lisboa : na rua
lo llozario da Boa-Vista, n. 44.
Vende-se ou permuta-so por uma casa terrea,
oucscravos, um terreno de propried&dc, na rua
Imperial, com 220 palmos do frouto c mais de tres
mil de fundo : na rua Direita. n. 121.
Vende-so a venda da rua da Cruz, n. 6, que
for do Tallecido Araujo urna das melhores do Ro-
cfe: a tratar na mesma, ou na rua da Senzalla-
Nova, n. 4.
lscravos Fgidos.
No da 20 de fevereiro do correte anno, des-
appareceu o crioulo alanocl Cabiso do 28 a 30 an-
nos, altura ordinaria chcio do corpo olhos pe-
q lenos, e vormelhos, e cm um delles parece ter uma
bilida ps grc*sos que paregem inchados ; quando
fugio tlnha om ambas as pernas duas pequeas fe-
ridas que lalvezj au as tenba mas ha do teraj
cicalrizes ; leyou caigas de algodfio azul, jaqueU
branca .chapeo de seda velho ; anda calgado, por
se intitular fono ; he sapaleiro o iniciado do servi-
gode padaria;: quem o pegar traga-o a esla lype-
graphia ou a rua de Horlas, n. 62, quo se grali-
licur.
l-'ugiram, no da 21 do prximo pa3sado,-do en-
genho Cuca, comarca do Itio-Formoso detis par-
dos um de nome l'atricio quasi ac ou gazio,
de estatura regular, de 16 a 20 annos, cabellos pi-
rhaim e um tanto vormclho : c o uutro do nonie
Agoslinho ()uusi cabra negro acaboclado, cabello
um tanto corridos e crescidos de estatura baixa.
cheiodo corpu, olhos pequeos o um laulo aver-
molhados, falla bi anda ; nio lem barba o se a tem
he mui pouca; representa 25 a 30 annos. Itoga-sca
todas as autoridades o pessoas particulares, quo os
apprehendam e levom-nos ao eseriplorio do Sr. la-
noel Gongalves da Silva un rua da Cadeia do Ret-
fe ou no mesmo engenho Cuca que serSo bem
recompensados polo Sr. Francisco da Silva Santiago,
senhor dos dilos cscravos.
Fugo, no da 2 do crrante de bordo do pa-
tacho S.-Josi-Americuno o niolequo de nomo Ha-
noel, crioulo, oquul veio do mallo ha pouco lem-
po ; he reforgado do corpo biiixo, de 18 SO aiiino;
lem do um lado do rosto signaos de pannos ; levoa
camisa e calcas do cliila azul, o chapeo de couro!
quom o pegar levfl-o atrs do Corpo-Santo n. W.
quesera recompensado.
Fugio, no dia 29 do prximo passado, do so-
brado da rua das Cruzcs, u. 22, um escravo criou-
lo, do nomo Antonio, de 20 annos, estatura regu-
lar grosso do corpo bem preto, nariz chalo ps
um tanto largos, bastante fargola, quando falla;
lovou caigas de estopa camisa de .madapoln, de
pregas na abertura, engommada, e foi sem chapeo.
Este escravo foi comprado, om 3 de dezanibro pr-
ximo passado, ao Sr. Antonio Thomaz da Silva, mo-
rador ein Alacei o agora consta que oslo Sr. osla
morando om Itio-Formoso. Roga-se a lodas as auto-
ridades policiaes o capiliies do campo ,"quo o appre-
hendam o levem-no a mencionada casa, que sero
generosamente gratificados.
Fugio, no dia 2 do corronto o preto Maiioel,
crioulo, natural do l'ar, o qual desembarcou
aqui vndo no vapor Imptratrit, na segunda-fei-
ra, 28 de fevereiro prximo passado ; he alio, bem
preto; tem uma marca de ferro na'porna direila;
levou camisa o caigas azues, de uma fazenda como
dula chapeo de palha ja velho. Ksto ^reto Iraba-
Ihou tres das na capalazia exlorna da alfandega;
desconfla-seque queira ir para o Rio-Je-Janeiro,
aonde diz ter mi; tem andado embarcado e por is-
so talvez que tenba procurado algum navio para em-
barcar como inarinheiro. Roga-se porlanto, aoi
Sis. capitcs do navios, se om algum apparocer, o
segurom e mandom levar a Arsonio Fortunato da Sil-
va na arcada da alfandega ou ao Hospicio, *
A mesma recommoinlagao so faz as autoridades j po-
liciaes e capitcs de campo, osquaes se recompensa-
rlo.
-
SB0
|a7EHM. : .NA *i'. OE SI. F. DE FAMA. 184


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