Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05427


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Full Text
T
nno de 1848.
Quinta-fe ira
de Marco
_ nnniO ou!>lici-se todos oj das que nSo
, 1 L urd. o preeo d. aiiSn.tur* he de
DunciBdM" fp0 diUersate, e as
^".vKS'*** ' r*^rnar.o 80 rs. por linfa, e 100 em lypo
PHASRS DA LA. NO ME'/. DB MARQ.
, 5 10 horas e&T min. da raanha.
SS,' ll. i* uoraf m.in- ""h'"
" hria a I. 0 hori c al rata, da Urde.
S2 10 .o. 5* -ta. d. urde.
PAUTIdV DOS CORREIOS.
Goianna e Pa/ahib as segundas esextas feris
lllo-llrancle-dn. Norte quintas irasaomeio-d.'a
Cabo, Seriohiem, llio-Formoso, Poito-Calvo
l|acein. no I .*, a 11 e 31 de caria mez.
(araii!iiiiis e Bonito, a 8 e 23.
Bo-V.'. e Flores, a l e 8.
Victoria, s quiulas-feiras.
Oliuda, todos os dias.
DAS D\ SEMANA.
St
DIARIO
Anno XXV.
w. o.
PREAMAR
l'riineira, s 2 horas 6 minutos da tarde.
Segunda, s S hora e 30 minutos dsmanha.
18 Segunda. S. T*ndro. Aud. do J. dosorph.
edo J.do c. da 1 f. edo J. M. dat i.
59 Terca. S. Romio. Aud. do J. do civ. dal.
V. e do I. de pa?do l dist. de
1 Quarta. S. Adiio. Aud. do J. do civ. da
2 v. e do J. de px do i riisi. de t.
2 Quinta, S. Simplicio. Aud. do I. de orph.e
do J. municipal d.i l.v.
3 Seit. S. Hemeterio. Aud. do J. do civ. da
!, v., e do J. de paz do l. dist. de t.
4 Sahliado. S. Casimiro. A' da I. v. edo J. de paz do I. J;it. de t.
!> Domingo. S. Ttieophilo.
CAMBIOSNDIA 30 DEFEVEREMO.
Sobre Londres a 2T/4 eJT/.d. Pr 6n d-
Pars 2(0 rs. por Tranco.
Lisboa 95 por 100 de premio.
Dcsc. de leltras efe boas firma I a 114 / ao m.
O uroticas heipanhot......38*50 a MI0O
MoedasdeCfiOOvell.. 16*200 a llISnp
a de|00nov.. tOflIOO a I#I0I
d*4|000..... fono a SJino
Praa PaUcoei.......... ifMO a lf80
n l'esos coluiniiares... 1)840 a l#>50
Ditos mexicano*.... 1/800 a 1)820
> Miuda............. I) !!<
Acedes da com. do lleberibede 60JOOO rs. aopa
PRTE 0FFICIAL.
GOMMANDO DAS ARMAS.
Q,iariel do commando da armat nacidade do Reeife, 1 .
demarco d18*8.
OIUIEM DO DA N.* 66.
O co.ninandantc das armas determina que o Sr. ca-
dete Jos Francisco Martin de Almeida, do stimo ba-
t.ilhao de eacadores, faca interinamente o servico de of-
flicial no contingible do nicsiuo balalhSo, aonde se acba
addido.
Hanotl Ignacio 4* Carmino Mendonea.
PERNAI
Cmara municipal do Becife.
7. SESSAO ORDINARIA AOS 18 DE FEVEREIRO
DE 18*8.
FRBSIDBPCIl DO SF.NI10R DR. NERY DA FONSF.C4.
Presentes os Srs. Ferreira, Dr. Aquino, Mamcde,
e audno, abrio-so a sesslio, sendo lida o appro-
vada a acta da antecedente.
Continuou-so na apuracHo de votos para deputa-
dos provinciaes, e dada a hora levantou-se a ses-
so Eu, Joo Jos Ferreira dt Aguiar, secretario a
stibscrovi. ~ Dr. Kery da Fonseca, pro-presidente.
llarrot. Ferreira. Mamede. A. de Barro.
Aquino.
REND1MENTO DA RECEBEQ0RJA DE RENDAS CE-
RAES INTERNAS, NO MEZ T)E FE7iUlR0 PIt-
XIMO FINDO.
A sue :
Foros de trrenos de raarinh...... 6,984
Sizadosbensderaiz......., 5:215,300
Segunda decima de mSo-morla 95,040
Direitos novo e vclhos......... 149,623
Ditosdechanrcllaria.......... 5,250
Dizima da mesma........... 257,945
Matricula do curso jurdico........ 7:321,600
Sello fixo ............ 2:120,360
Dito porporcional............... 1:433,100
Impostos de casas de modas, &c..... 600,OCM)
Premios de depsitos pblicos..... 217,711
Imposto de despachantes daalfandcga. 25,000
Emolumentos de cerlides....... 640
Imposto de lojas abortas........ 1:849,240
Dito desegesecarrinhos........ 12,800
Dito de barcos do interior....... 24,000
Taxus de escravos........... 1:514,000
Rs.....20:848,593
Reccbedoria, 1. do marco de 1848.
No impedimento do escriv2o,
Joito lodrigues de Miranda.
Commuujcario.
Somos informados, porpessoa Adedigna, que, ao ama-
rillecer do tlia 12 de fevereiro ultimo, cahra lint raio no
cngcnbo Qucimadas da freguezla de Una, de que be
O DUQU.U DE GUISE. (*)
pon tfreDmco $)oulie'.
SEGUNDA PARTE.
XIII
Deixamos o duque de uise eucerrando-seem um apo-
sento do son palacio com Francesco e um liumem que
disseinos ser o algoz. Guise se assentou sobre una ca-
deira alta ao lado de urna janella, qual dava as costa,
ciuquanto os rato do sol, calando a prumo sobre o
rosto de Francesco, faziam com que o duque pudesse
examinar as menores cxprcsscs da piysionoinia dcste
rapaz.
Quve, lite disse o duque, e respoude-me com fran-
quein i a tita slnccridadc pode alcantar-lc o perdi;
mas, a menor mentira que disseres, deixarei que esic
iioniciii laca o eu dever ; sabes t|uein elle he?
Sel, respondett Francesco com voz llrme, he o algoz
Andrea.
Como le chamas tu? pcrguntot Guise.
Cbaiuo-mc Francesco.
4 lleves ter oulio notne.
>unca tive outro seno este.
Como se chapia va teu pai?
Noconhi'ci incu pai.
Dize-tne ao menos onomedetua mai.
Noconheci minhamai.
M*s lu s lilho de aples?
(?J Vide /Mario d." 38.
proprietaria D. Anna Victoria de Mello c, desfechando
sobre a estribarla, ah matara um cavallo dos 8 que nel-
la existiain. No momento de cahireste raio, duas escla-
vas da casa da dita proprietaria que dista da estribarla
apenas un 30 passos, foram prost adas ao chao, como
que se feridas fossem do nicsmo ralo, e apeiar de que
ellas e as demais pessoas da casa nrda houvessetn sof-
frido, todava se conservaram espavoridas por todo o
dia, em consequencia do grande eslrondo que se segui-
r ao dito raio. Consta igualmente que em a noite, que
proceder a este successo, cahiram, naqucllc lugar, co-
piosas chuvas, que continuaram quasi todo o da se-
guinlc, do que resultou urna nao pequea enclicnle nos
rios, e inriundaciTo nos campos.
m
VRIEDADE.
A FAMILIA TUGGS EM RAMSGATE.
(Piovella inglexa di coitumei.)
( CotHinuacSo do numero 49.)
0 sol brilhava com todo o se esplendor ; as on-
das rolavam alegremente e como quodancavam ao
som da sua propria msica ; os passeantes eram
numeraveis; as raparigas rinni e fallazavcm; as
mulheres velhas murmuravam e taramclavam : as
criadas dos meninos meneiavam os corpos mostrati-
do a sua galhartliii, o os seus amaveis pupilos cor-
ran.) oni todas as direccOes, meltendo-sc por baixo
dos ps ou por entre as pemas do todos, com gritos
do alegra, gestse modos de salisfaQo ; os velhos
ajudados pelos oculos larejavam por descohrir as
senboras que passeavam. Viam-sc sociedades espe-
rar por outras sociedades, quedeviam chegar no pa-
quete seguinte; ouvia-so rir por toda a parle, por
loda a parto as fallas e os cumprimontos dos encou-
tradicos.
Quem quercarruagem, gritaram quatorzo ho-
menso seis rapazes ao niesino lempo, mal que des-
cubrirn) os Tuggs.
Muito boni clicgado, met senlior, dizia um del-
les fazciido a sua barretada at ao chilo, muito me
alegro de o ver, ha mais de mez e meto quo o espe-
rava, pode subir se quer, meu senhor.
Urna bonita carruagem, leve, e que anda sem-
Kre do trote, meu senhor! Anda quatorze milhas por
ora. Faz perder osohjectos do visla pela relocida-
de com que anda.
Orando carruagem para toda a vosa bagageai,
meu senhor.
A sua carruagem he esta, meu senhor, gritava
um aspirante a coclioiro, subindo para a almofada c
dando com o chicote n'um cavado velho para o pre-
djspr a um moio galope do que ello ja 3 nito lein-
brava, repare meu senhor, veja a Uocura destecoi-
diro, com a frca de urna carruagem do vapor.
Com medo de ceder tentaciio o oHercciincntos
tilo magnifcos, Sir Jos Tuggs l'cz signal ao proprie-
tario de urna pequea carruagem verdo com rodas a-
marellas, e subi para dentro o mais testamente que
Ule foi possivol, com toda a sua bagagem o a sua ex-
cedente familia.
Quantas camas tendes? perguntou madama
Tuggs a urna mulher quo abra n porta da primeira
casa que apresculava laboleta do estalagem.
Quantas vos sao precisas, minha senhora ? ros-
pondou naturalmente a eslalajadeira, su queris ten-
ue o incommodo de subir.
Madama Tuggs apeou-se.
Os viajantes gostaram muito.
Das janellas do fronte gozava-sc de urna vista de
mar magnilica.
Mas o gusto foi breve. Passados poucos instantes,
madama Tuggs eslava furiosa, no liavia sonOo un
quarlu o um colcho.
Nao sei onde nasci.
Enlao que faxias tu quando eras pequeo? onde vi-
veste?
As minhas primeiras recorda9cs nao pcrlcncem
a esta cidade ; narecc-nic ter vivido rm nutro lempo de-
baixo de um eco pardento, onde fazia fro, c entre ho-
mens giierieii us que davam continuaincntcbatallias.
Kdepois, perguntou Guise, onde vl'vcsle mal?
Em outro clima, caob um eco tilo azul c taoqucnte
como o nosso. Mas nao era nciu oco ncm o clima de
Mapolea.
E minora vas na cidade, ou no campo?
Morava na cidade.
Sabes tu o nomc dessa cidade?
No me iembra.
Pode descrever-m'a.
Nao me lembru senao de urna r.ua comprida, orla-
da de laraugei ras, e que la terminar em um rio todo
chcio de navios.
.F.ssc rio nao se chamava o Tejo, c essa cidade nao
se chamarla Lisboa ?
J disse a V. Alteza que nao me (embrava.
A' esta resposta, dada em um lom resoluto, fez o du-
que um signal ao algoz, e entraran) dous bonicos, que
truuxeram varios instrumentos de dar tratos.
Ests rendo? disse o duque a Francesco,- deca-
ra-mc onomc da cidade que ditcs ter esquecldo, senao
abi est com que dar-te memoria, porque tu mentes,
rapaz.
Tein rasao,* responden Francesco sem se perturbar,
cnganci-ine quando disse que o liavia esquecido ; de ve-
rla ante dlzer que nunca o soubc.
O algos dpproxiinou-sc de Francesco, masparou a um
signal de Guise.
E depois dessa poca, onde tcns tu vivido?
Tenho vivido, ora em aples, or ein Scssa; e al-
euin lempo em Syracusa. lJ
_- E que ollicio excrcias durante a tua infancia t
Mcudigava' e dorma.
Mas, ciuSin, alguem tomou cuidado del!, al-
Eucm te iransporlou do clima nebuloso da Alleinaiiba
a Portugal, e de Portugal le irouxeaqui.
Asviageos que lenho l'elto, respondeu Francesco,
tenho-as feito com estrangcii'OS.
Porque diabo nilo disseram elles isso anda a-
gora, disse zangado Sir Jos Tuggs.
Eu sei c, respondeu madama Tuggs.
Patifes, gritou o nervoso Cymon Tuggs.
E a carruagem parti do novo com toda a ramilla.
Pararam porta de outro albergue, lizcram a mes-
ma fergunta, tiveram a mesma resposta eo mosmo
resultado.
Que quer dizer isto ? perguntou Jos Tuggs,
arrenegado devoras.
Eu sei c, rcspondeu-lhe mais socegada sua
mulher.
Chogra a noite, depois da carruagem ter subido
quatro ou cinco colinas perpendiculares, quando
parou diante da fachada de urna casa, coberta de no-
era, com urna janella de saccada d'onde se descu-
bra tambcn para o lado do mar um magnifico pa-
norama ; mas liavia s um inconveniente : era que,
chegando o ella, socorra grando risco docahir no
meio da ra.
A familia Tugfes apeou-se da cam!gem
Urna sala rento do chiio, no andar de cima tres
quartos com leitos, do outro lado urna familia com
cinco pequeos, compunham esta estalagem.
Que prego se paga aqu ? porguntou madama
Tuggs.
A dona da casa pensou um poucachinhosodevena
pedir mais d'um guineo. Tossio devagarinho e fin-
gi nlo ter ouvido. _
Que preco se paga aqu ? repctio madama Tuggs
em voz mais alta.
Cinco guineos por semana, entrando o servigo
particular. SorvicopHrlicularqucrdizer quo podis
tocara campainha quando precisantes de otguina
cotisa.
He caro, disse madama Tuggs.
Nunca ninguem disse tal, replicou a eslalaja-
deira son indo-so desdenliosamenlo da mesquinheza
da senhora Tuggs.
Esta percebeu, e pagou inmediatamente urna se-
mana ndiantada.
Urna hora depois a amavel familia eslava tomando
o scu cha na sua nova habitacSo.
Deliciosos camarOes 1 disse Jos Tuggs.
Quo dira madama a capilia Watcrs, disso
miss Carlota, so visse roa... come-tos intciroscalie-
e.i O ludo t
Nao me atrevo a pensar em tal, disso Cymon
oncolliendo itnpercoptivelmento os hombros. Qqe
differenca ponsou elle la coinsigo, da dtiqueza mili
de Dohleton.
Que bonita mulher qno he madama a cap tila
Waters, nilo lio assim ? disso miss Carlota drigindo-
se a Cymon.
lie um anjo de formozura, cxclamou este com
enlliusiasmo, deisando entrever no rosto a ag'itngilo
que desdo pela manlia Ihcperlurbavaa alma.
Que lie isto i' inlciTompeu Jos Tuggs, que lio
isso meu lilho, loma sentido : bem sabes que essa
seniora he casada. E surrio-so maliciosamente
Para que be, exclamou Cymon lovantantlo-so
com un accesso de furor lao inesperado como do
meltor medo, para quo he recordar-mo a minha dos-
graca e a ruina do meu pensamento ? Para que se
tifio de tratar do briucadeia todas as miserias aecu-
mulada sot>re a minha cabera i' Nao ser anda bs-
tanle a... a... a... E o orador calou-so.
Seria falla de termo ou de ar i1 NSo se pode saber.
liavia o qur que era de solemne na voz e nos ges-
t.os do romanesco Cymon, que pegou logo na luz pa-
ra evitar qualquer cnmmenturio o marchou para a
sua alcouva : oque foi imitado meta hora depois
por todos os Tuggs estupefactos, quo nao sabiam
bem o quo Unta querido dizer o scu querido
Cymon.
A scena viva c animada que se passara ao desetn-
Mas quem te levava a esses estrangeiros?
Cada vez me achava, ao acordar, dentro de um na-
vio desconhccldo; cada ve me achava, anda ao acor-
dar, em urna Ierra que eu nunca linlia visto.
Mas, cinquaiilo moravas em cada um desses Uiverr
sos lugares, quem te sustentava ?
Im lioiucm que pareca aiiiar-ine, c que cu nun-
ca deixci al o dia em que elle me abaudouou lias praias
decaples.
K sabes lu o nome dess homcm ;
et-
Tornasie-o a ver?
Tornei. .
Como se chama? '
Essc homem incsnio ignora que cu saiba o seu no-
mc ; esse liumem ignora mesino quccuolenlia reconne-
cidoquando vollou a aples; e este segredo queje
Irtje tcnbo guardado para mim s, nao o direi a V. Al-
teza, como lAo pouco o disse a elle. "
Basta,' disse Guise, cu tambem o conheco e nao ic
a ti que devo perguntaras rasors pelas quacs elle te lia
oceullado quem lu eras. Voltemos agora ao que te irou-
xe a este palacio. Esla-inanhaa, lu te misturaste com
os gaiibadores do mercado que trazcm aqui a provlsoes
para o da?
lie verdade, senhor duque,
Fingiste estar em extremo fatigado, c pediste li-
cenca para descansar a um canto da coiinlia?
He verdade, responden Francesco.
Approxlinaste-te depois das romalhas onde se prc-
iiarava u iiieualmoc e laucaste un licor blanco nos
manjares que me eram destinados?
Tambem he verdade, senhor duque.
Que licor era esse.'
Kra veneno.
A brutal fianqueza desla resposta fez estremecer o
duque de Guise. .
Quem le mandou perpetrar sementante crme.'
Quem me mandou pouco importa, respondeu irn-
cesco; fui eu quem leiilci o eriine; foi por amor de inim
s que eu o quiz perpetrar, por couseguiite he iuulil
que eudigao notite da pessoa que me deu o veneno.
Nao te facas valcmao, rapaz, disse Guise ; porque,
se cu quizeste ouvir essc nome pela tua bocea, os tor-
barquedos Tuggs om Ramsgate, eqa grandemente
excedida pelo ospeclo seductor que opresenlava a
praia no da immediato ao da sua chegada.
O sol j era brilliante e o mar mandava para trra
os aromas da sua briza. Viam-se lias mesmas mu-
lheres, os mesmos homens. os mesmos meninos, as
mesmas alas. Mas as sonhoras empregavam-se em
bordar, fazer caricias para relogios o ter romances.
Os homens devoravam os jornaes. As creancas fa-
ziam riscos na areia com espadas de pao, o faziam
tambom covinbas que enchiam d'agoa. As amas com
os pequoninos nos bracos corriam para as ondas e vi-
ravam depois fugiiido deltas. Do bocado a bocado
parta um bote com urna tripularlo folgazonn; ou-
tras vezes voltavasiloncioso. Mocidadee velhice lu-
do alii eslava junto.
Quo bonita cousa, dizia madama Tuggs no mo-
mento do se sentar com Sir. Jos Tuggs, miss Carlo-
ta Tuggs, e Mr. Simlo Tuggs, todos com seus oito
ps metldos om igual numero dochinellas ama-
nillas. .
Meu Dos exclamou Joso Tuggs, abnndo
urna bocea como do advogado que perdo a sna cau-
sa. Pois liopossivel! olha quede genio vai entrar
no mar!
Entilo pa disso miss Carlota.
Mas v que he verdade, replicou Jos Tuggs.
Ecom ctTeilo quatro raparigas cada urna com
scu lencol na mito, subiram os degros d'uma ma-
china de tomar bonitos. O cavallo entrn n'agoa, a
machina gyrou, o cocheiro apeou-se, e viram-se lo-
go sobrenadar as bauhislas dopois de quatro mer-
gulhos bem dados.
Como isto lio exquisito, disse Jos Tuggs.
Cymon, seu digno lilho, contentou-se apenas com
urna losscsinha.
Que he islo .' que he sto disse enlao mada-
ma Tuggs loda clicia do horror, aquelles homens
que estilo a lomar banhos dianlo de nos.
11c sem cenmuniu do mais, replicou seu ex-
cedente esposo : rcllexao a que miss Carlota respon-
deu tossindo um poucachinho, como tinlia eito scu
innlo.
' Depois reinou um virtuoso silencio ntreos qua-
tro viajantes; silencio que no foi inlerrompido se-
nio com a chegada do novas personagens.
Como tendes passado, minlia querida 7 disso
madama a captila Waters a miss Carlota com toda
ineiguice-do sua voz.
Entilo como estis ? continuou a capiiaa ne-
liiwln Waters.
Soguiram-so mil cumprimentos do parte a parte,
depois destas duas amigaveis pergundos.
Uelinda, meu amor, entilo no veis ? disso o
capililo Waters deitando a luneta para o mar.
Ai.' ho verdade, meu querido, bem vejo ha
llowdy Thompson.
Esl lomando banho o nao da por nos. Olha...
Est colebro disse o capililo Waters.
Se me nao engao aquella ho Mara Polding.
Oraessn Aonde? relorquio a capitaa, dei-
tando para o mar a sua luneta de curo de dous vi-
Desto lado, deslo lado, disse o capililo aponien-
do para una das primeiras banhistas que muito bem
coberta com a sua camisola pegada e enrola-
da a um corpo muito bem feito, pareca ao longo
ouo tinha vestido um maiinlisA.
liedla nilo ha duvida, conhrmou a capttaa
Waters. Islo he extraordinario.
Muito extraordinario.
Bem vedes pa quo isto aqu he costurae, disse
em voz baixii Cymon Tuggs a seu pai.
Ucm vejo, respondou este, mas isso nilo tira
ouo eu nao ache isto ludo muito oxquisito.
Entao que tencionais fazer esta manhga, per-
mentos bem depressa fo teriatn arrancado; mas nao
preciso das las decl.racoe, se que Borg.a te foi 1 o-
curar esla noite em casa de Carnlole Scoppa sei aontte
elle te levou, e quero que me digas em que lugar elle te
deve entregar a recompensa que le prometteu, por teres
querido envenenar-me.
_ a recompensa que me espera pelo que euns, es
nondeu Francesco, he amorte; e estou prompto para
receb-la em loda a parle emque m'aqueira mandar
dar. (nauto recompensa que se me haviapromettido
ieiioro o que era, e nem disso fazia grande caso. Agora
bem vi V. Alteza que Inda menos m me da derecotu-
l'e- Tcns rasao; mas, em tugar do patbulo queohu
Orine merece, posso dar-te con. a vida^tudo o que Bo -
gia le promelju, se quiseres dtzcr-me onde odeves ir
enl0pd'acredilar-inc, senhor dunue, nao foi MIM
mas que mafteliz cu? deque te pode, lu querer vin-
ar ? que ha de coiiiuium entre nos I
- Lcnibra.se V.Altexa, set.hor duque, **JM"
0 perseguio com unto afn desde a cosa deTerratine
alla sa barca eoin orgia envenenador.
_ liavia uessa barca urna lerceira pessoa, que V. Al-
teza nao devia ovildar, porque a sua fala paroupata a
"cole" ; nocanlo ,,e nem V. Altcsa nem Car atole
Scoppa se importara... com o pobre rapaz que lulava
com as ondas. ,,
- Masicomo te salvaste tur Ihc perguntou fuise.
_ Kmauanto V. Alteza discuta com Urntolc Scoppa
se seria convcuieole atirar tima bala a cabeca de Bor-
Uia, eu me ful apegando a urna corda que penda a pd-
na da fala de ^Alteza, e foi assim que eu segu a sua
entrada iriumphal al cidade de apo es.
_ B he cnUo poique me csquecl de ti uesse desastre
iiuc tu me queras envenenar? .
1 1 So. senhor duque, respondeu Francesco, mas he
1 porque a dot.aella que o acompanhou morada de Gen-


**
*

gnntou a capit.la Waters.
del I .'
Vamos almogar a Pegs-
Excellonte lemhranca, capitla, disse madama
TugRs, que nunca ri sua vida tinlia ouvido fallar
om Pegsdcll, mas a quem a palavra almoco soxa de-
liciosamente aos c:'vdos.
Entilo como iremos. faz tanto calor para ir
a p.
Do carrito, ieinbrou Jos Tuggs.
Eu gostnva milito mais de ir a cavallo o ni bur-
ro, ropiicoua engragada Belinda.
Eeu tambem, acudi logo miss Carlota.
Tildo so pode arranjar, acudi o capitto Wa-
ters, aluga-so un carrito e dous burros.
Mas ha urna difllculdade, meu charo, nito seria
bonito dcixar ir iluas senhoras sozinhas ; mas seria
fcil de remediar isso so master Cymon quizesse ter
a delicadeza do as acompanhar.
Cymon Tuggs fcz-se vnrmclho. disse algumas pa-
tarras sorrimlo, c acabou confessando que nito sabia
andar a cavado.
A objeccSo nao foi admittida, o immodiatamcnto
fram alugados um carrito e tres burros, quo o do-
no cerlitlcou seren os mais seguros do mundo.
Assim que Itelinda e Carlota montaram nos bur-
ros, o rapaz que os acompanhava para os fuzer an-
dar, bradou-lhos c os burros parliram de galope.
O burro de Cymon Tuggs parti tambem, e o nos-
so cavalleiro, nilo tondo anda tido lempo do melter
o pe no estribo, deixou arrastar pelo chito n ponta
do p das suas ccmpridissimas pernas.
Ola, ola entrou ello a gritar com quanta Tor-
ca tinlia, ai quo eu caio, ai que eu caio !
Nilo o deixcis galopar, disso madama a capitla
Waters.
Al o meu burro quo vai entrar por esta taber-
na dentro !
E o rapaz picava o gritava o mais que podia para
nccolerar anda mais o passo das suas alimaas,
que dentro em pouco nada era capaz de conter.
Tildo ueste inundo acaba o at niesmo o galopo dos
burros.
A fera de master Cymon infastada de sontir bater
nns haes os estribo*, cuja causa ella nflo podia a-
divnhar, encostou-se hbilmente a um muro, e ex-
primi o sen mo humor estregando a perna do seu
cavalleiro contra as podras escabrosas do tal muro.
O burro de madama a capita Waters, que tam-
bem imii.i de cerlo osseus motivos dedesgosto.met-
teu acanoga entre as pernas o einbirroii em nito
querer andar.
O terceiro quadrupede, montado por miss Carlota,
executou tambem urna quanlidado de carreirinhas
c putos, quo fizeram dar altos gritos tmida via-
jante.
A posieito dos tres cavalleiros foi por algum lempo
das mais cmicas ; as senhoras davam ais o pediam
soccorro, a perna do master Cymou continuava com
friegues de muro, os burros orncavam em coro, o
rapaz matava-sc para os fazer andar e elles nfio se
mechiam.
Esta serna durou assim algum minutos, alo que
inalmcnle os burros decidiram-se a ir andando dc-
vagarinho.
Deixa-losir a passo, he urna cruoldade obrigar
a correr estes pobres animaos, disso Cymon Tuggs
.linda pouco senhor de si pelos sustos que acabara
de passar.
Parece-mo isso muilo bem, meu senhor, gritou
o malicioso do rapaz, que percebeu logo o vcnla-
deiro motivo da recommendacfo do master Cy-
mon.
Que bonito passeio, minlia querida, frso Car-
lota.
Oh delicioso.' minha amigiiinha. respondeu
Ileliiida.... Quo linda vista, master Tuggs.
Hererdade, be admiravcl, respondeu Cymon
odiando filo para lelinda. Esta abaixou os odise
fez atrasar devagarinho o seu burro. Cymon Tuggs
imitou-a niachinalment.
Houvo um instante do silencio so intorrompido por
uin suspiro do Cymon Tuggs.
Master Cymou, disso entilo Relinda em voz haixa,
master Cymon, cu son d'oulrem.
Master Cymon nilo achou nada quo dizeracsla ob-
crvagiio, cuja vordado era incoiileslavol.
- Se nao fosso isso, continuou liclinda....
O quo I oque/ oxclainou Cymon com ancie-
dnde. Nito me atormentis .' Nito despedacis a mi-
nha alma Acaba acubai.'
Se nito fosse isso, continuou anda madama a
rantfia Waters, sequando era solleira tvesse ldo
a fortuna docunhcccr um mancebo Ilustre, com um
coragito tito torno, tito ardenle, lito capaz do sentir
e apreciar os seiitimeutos que....
Jess! queouco I'ois lie possivel Posso cu
arredilar que .... Andas, ou no andas (este paren-
thesi bem pouco sentimental, referia-sc ao burro
em que master Cymou Tuggs ia montado, o que,
mexendo-se apenas, com a cabeca quasi no chito,
pareca meditar profundamente sobre o oslado dos
sous sapatos.
Hi! hi! hai! desatou o rapaz a rir.
- Andas ou nito.' repeli zangado master Cv-
mon. *
Nova gargalhada do rapaz ; oou fosse que o ani-
mal tomasso medo ao tom imperioso com que o
iiosso Cymon Iho ralhava, ou pelas exclamacfles rei-
teradas do conductor, ou em im porque se onchesso
de nobre emulagito o quizesse passar a dianto aos
outros burros, o caso he quo apenas ouvio a segun-
da seno de hi, hi, hi! parti com tanta pressa e
lito inesperadamente quo o chapeo de master Cymon
saltou-lhe da cabega para o meio da ra, e dentro
em pouco foi transportado hospedara do Pegsdell,
a cuja porta o desastrado burro o poz no chito lito
mal gemosamente que nem tempo Ihe deu a apear-
se, atirando com elle, por de cima da cabeca, para
dentro du pateo da estalagem.
Ilem grande foi a vergonha de master Cymon
Tuggs quando se vio levantado do chito por dous
mogos da hospedara. Grandos fram os sustos de
madama Tuggs pela queda do seu querido (libo ;
mas nada pode igualar o cuidado de madama a ca-
pitaa Waters. Anda bom que todo esto terror du-
rou pouco, porque logo se vio que Cymon nilo tinha
jcontusilo nonhunia, e a alegra geral ronovou-se
>or GibraKar; 76 dias c do ultimo porto 33, po- la maior parte de seu carrcgamculo prnmpla : pJr,
tiMtihilda, de 144^ toneladas, capitao Agost|-|0 restante e passageiros, para o que offereco excei
, asseiadoscommodos o tratalaniento, trat "
o consignatario, Firmino J. F. da Rosa, na
joutra vez.
( Continuar-se-ha.
COi^i
!11CIO.
AI tandera.
Genova po
laca sa
nho Tortello, equipagem 10, carga sal, faiendas c mais
genero! a Jos Saporiti, Passagciro, Stepbam Mar-
chlcovich.
Hio-Graiidc-do-Sul ; 36 dias, brigue brasileo Competi-
dor, de 199 toneladas, capitao Firmiano Gonfalvos llo-
sa, equipagem 13, carga carne ; a Hallar & Oliven a.
Passagciro, Joao Jos da Cosa Ferreira, llrasileiro.
Marseille; 52 dias, polaca aarda Frnritina. de 176 tonela-
das, capitao Paulo Solar!, equipagem 10, em lastro ;
a Jos Joaqulni de Oliveira. Passagciro, Francisco Xa-
vier de Oliveira, llrasilciro.
Navios sahidot no meimo dia.
Rio-Grande-do-Sul; brigue brasilciro Juno, capitao Jos
Francisco dos Santos, carga vinhoe ago'ardente. Pas-
sageiros, Francisco Jos da Silva Hibciro, llrasilciro
e 2 escravos a entregar.
dem ; barca americana Cora, capitao Thomas A. Mor
grave, carga parte da que trouxe.
Canal; brigue ingles Lady-Paulkland, capitao Jobo Fal-
low, carga assucar.
- na
aianoej
UD1TA 8,.
lentes
se com
ra do Trapiche, o.**, ou com (o captBo
de Oliveira Faneeo.
Os Srs. carregadores da barca Bella* Pernamb*.
cana queiram mandar os scus conhecimentos
casa do consignatario, na ra da Cruz n. 34, ter.
ceiro andar.
Le i I oes.
rtENDIMENTO DO DA 1.0............14:319,7*3
Descarregam hoje, de marco.
Brigue -W.-Punton- bacalho.
Brigue Proleni dem.
Polaca Mtlhilda mcrcadorias.
CONSULADO GERAL.
RENDIMFNTO DO DA 1.
Geral.........................i 978,940
Diversas provincias............... 127,771
Joo Xavier Carneiro da Cunha, fidago cavalleiro da
cata imperial, cavalleiro da orden de Christo, e admi-
nistrador da mesa do consulado desta provincia, por
S. I, o Imperador, que Dos guarde, ele.
Faz saber quo no da 6 do corrente, a urna hora da
tardo, se ha de arrematar em praga, na porta desta
repartigto, 1 barrica com 24 botijas de genebra e 12
garrafas do licor, apprchcndida pelo guarda desta
mesa, Jos Correia Leal, na occasito em que era om-
barcada som despacho a bordo da barcaga Luz-do-
Dia : sondo a arremalago livre de despezas ao ar-
rematante.
Mesa do consulado do Pcrnambuco, i. de margo
de 1848.
O administrador,
Joo Xavier Carneiro da Cunha.
Kalkmann & Rosenmund farflo le lito, porjn.
Icrvengflo do corretor Oliveira de grande sortL
ment de fazemlas francezas, inglezas e allem3as
proprias do mercado e da estagao : hoje, dous
de margo, as 10 horas da manhfla, no seu armazem
ra da Cruz. '
lienry fiibson far leilfio, por inlcrvengo do
corretor Oliveira, de um perfeilo sortimento de fa-
zemlas inglezas, todas proprias do mercado sexta"
fera, 3 do corrente, as 10 horas da manhla, no seu
armazem, ra da Cadoa.
Hcnry fiibson far todito, por intervcngio d0
corretor Oliveira, do um perfeilo sortimento de fa.
zendas inglezas, todas proprias do mercado ; assim
como de grande porgilo do miudezas, inclusive li-
ndas de differentes cualidades scxta-feira, 3 (|n
corrente, as 10 horas da manhla, no suu armazem
ruadaCadeia. '
1 visos diversos.
Declaracad.
2:100,711
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DA 1.*.
1:350,630
RENDIMENTO NO MEZ DE FEVEREIRO DE 1848.
Direitos de 3 por cont...... 31:272 903
Ditos deSporcciflo....... 1:464342
Xaxa ............ 2:293.740
Cpatela.......... 458,24o
Dcima urbana......... 7:830,406
Meia siza .......... 1:094.762
Sello de herangas
Emolumentos de passaportes de polica.
Cinco mil ris por oscravos despacha-
dos ............
Meio sold e sello de patentes da guarda
nacional..........
Novos c velhos direitos......
Matriculado grainmalica latina .
Ditas do lyeeu e seminario.....
Imposto sobro olaras......
Juros ...........
Multas..........
195,008
9,000
75,000
66,800
166,000
570,000
1:030,000
51,200
54,198
67,109
Etiravot apprehendidos pela polica,
Carlos, do Florencia Comes do Jess moradora
no Rio-firande-do-Norte ; Paulo, de Joto Jos,
residente na comarca do l.imoeiro ; Domingos, de
Jos Pedro de Modo, morador em Matape.Estilo na
cadeia desta cidado, e devem do ser reclamados na
subdelegacia da freguezia da ROa-Vista.
46:718,708
Mesa do consulado provincial, 29 de fevereiro do
1S48.
O escrvilo da prmera sccg3o,
JoSo Ignacio di Reg.
Puhlicacao Luterana.
O primeiro volume do Cerco do Porto nos an-
nns do 1832c 1833, com urna descripgilo historien
desde o principio da monarchia centrada dos Fran-
cezes em Portugal nos anuos de 1808 e 1809 obra
interessantissnia o j annunciada ueste Diario ,
pelo prego de 3,000 rs na ra da Cruz n. 1, se-
gundo andar. a mesma casa acham-so a venda :
Recordagoos histricas de Portugal do anuo de 1842,
pelo principo I.icknousl^y, (raduzida do allemiio,
segunda edgilo correcto o augmentada, um vo-
lume do 220 paginas por 1,000 rs. ; o tluseu Pit-
loretco at o n. 21; Organon de Hahnemann ou ex-
posigOcs das dnntrnashomojoualhcas e notas ao
mesmo, dous folhetos; Noticias elementaros da
homceopalhia ou manual do fazendoiro do capi-
tn de navio e do pai de familia, um folheto.
CURSO DE PHILOSOPHIA.
Jos Soares d'Aaevedo tem aberta em.sua casa, ra o
Rangel, n. 59, segundo andar, um curso completo de
philosophia. As pesios que detejarem eitudar esta di.
ciplina, pdem dirigirse indicada residencia, a
qunlnnpr hnrtf^
= Aluga-seou vende-se por barato preco urna caa
om j quartos, quintal murado e cacimba, sita mar-
gemdo rio Capibaribe, no Poco-da-Panella : no Alerce
da Hoa-Vista, n. 62.
== Devendo rc(irar-me para o Rio-de-Janeiro (com
seis mezea de llceufa) no prximo vapor, e nSo me sen-
do possivel despedir-mc pessoalmeote de todos aquel,
les dignos habitantes desta bella provincia, de quem le-
nho recebido nao equivocas pravas de bondade, aniiza-
de e STinpalhia, o faco pelo presente ; dirigindo a lodoi
cm geral, e a cada um em particular, nimbas saudoias
despeddss. Signirtcando-lhes desta maneira minha sin-
cera gralidao, Ihes offereco meu pequeo presumo na-
quella cidade, na ra da fmperatrlz, n. 183.
Feliciano Jos Ntves tontaga.
Manoel Antonio l.essa embarca para o Rio-do-
Janeiro o seu mulatiuho, do nome Manoel, de dada
de lOannos.
sMUAut rfcn.a.
A'ov.mento do Porto,
Navios entrados no dia i.' demarco.
rlchal; 37 dias, brigue Inglcz Caroline, de 188 tonela-
das, capitao William Nant, equipagem 11, carga 2,089
barricas de bacallio a Me. Calmoiiti Campanilla.
Liverpool ; 39 dias, barca inglesa Cumbertand, de 386 to-
neladas, capiliio James Aisken, ecpaipagcm 16, carga
fazendas e caivao de pedra ; a Deane Youillc & Com-
pa libia.
"~1~",*~t*Tri:TnrV~-if,,r- i n lann iii ij
naroAnncseamoua V. Alteza ese esqueceu de Francesco, I ga quem me mlnistrou o venen
do mesmo modo que dellc se esquecra Carniolc. devia receber a minha recompen
hntao luaamavas?
Quando eu era crianca c chorava, miseravel c n,
lias praias de Napoies; Anila, que inorava enlao em casa
de Ronda, sua madrinlia, da va-me muilas vezes a meta-
de do seu pao; drpois, quando me puznoservico de um
pescador, que me atlrava aos ps como salarip alguma
pei|Unina parte do peixn Aila, c seinpre ella m'o cumprava por um preco mulla
superior ao seu valor; era eu o seu latanme, o seu po-
bre, o seu cacravo; de modo que, quando ella voltou
para Seasa, para junto do pai.foi cu tambem paraSaaMi
alim de a nao Mentar. Oque ella me mandava fazer, fa-
zia-o en ; e liavia cliegado a lal ponto a^niuba obedien-
cia que, quando ella me mandava ir ter com liorgia para
lhe dar ahora de alguma entrevista, ia cu chorando,
mas ia.
Kntao tu sabias que ella aamava? pergunlou Gui-
se. Coma be possircl que a tua vinganca se nao tenha
primeiramentc voitado contra elle, que foi quem te
roubou o coracao d'Anila?
He que elle nunca m'o roubou, respondeu Frances-
c cm que lugar eu
o,
recompensa
Guise havia escuudo at'.enln esse mancebo, e se sen-
lira abalado por secreta piedade cm presenca da impla*
cavcl paixao que anlmava a Francesco.
Palavra de honra de fidago, juro conceder-te vi-
da e mandar-te para junio de Aila, se me disseres quem
foi que le ministran o veneno, c mais o lugar em que
deves enconlrar-te com tal pessoa.
Jurel de o nao disrr.eserri liel ao meu juramento,
como V. Alteza osera palavra que acaba de dar-mc.
Ciimprc o teu dever, disse o duque ao algoz.
No momento cm que este ia apderar-sc de Fran-
cesco, tirn o mancebo da algibeira un frasquinho, c o
levou aos labios ; mas Guise laucoii-lhe de repente a
nio ao vidro, c cousrguio lomar-lli'o.
Que be islo? lhe disse elle. ,.
Nao deitel lodo o veneno aos pratos que te estavam
destinados, c rescrvel este para inim.
E poique o nao lomaste tu assim que foste des-
coberto ?
Porque, te eu livesse conseguido o meu fin, res-
pondeu Francesco, nao o quizera lomar senao depois de
ter ido dizer a Aila qual era a inao que arrancara a vi -
avisos iiiaritimos.
Para o Rio-de-Janoiro sabe imprcterivelniente
no da 5 de margo correnta, o patacho nacional San-
Jose'-Americano, do prlme.ira marcha : para passa-
geiros e escravos a froto, dirijam-se a tras do Corpo-
Santo, n. 66.
- Para o Cear, tocando no Ass, sahir impreto-
rivclmente no fim da presente semana, com a carga
quo tiver a bordo, o hiato Novo-Olinda, mestre An-
tonio Jos Vanna : os que nelle pretenderen! car-
regar o ir de passagem, so cntenderito logo com o
mesmo mestre, ou na ra da Cadoa-Velha, n. 17.
2. andar.
~ Para o Porto sabe no dia 5 do margo imprele-
rivclmente, a bem cenhecida barca portugueza
Rella-Pernambucana capiliio Manoel Francisco No-
gueira : para passageiros somonte trata-se como
capiliio, na praga do Commnrcio.
-Para Lisboa partir, coma maior brevdade pos-
sivel o brigue portuguoz Tnruto-Primeiro, forrado
e eneavi diado de cobre e de boa marcha por ter
mwiTumfciaaawBag
co ; he que, se as esperancas insensatas do Pappone (i- da quelle a quem ella ama com la louca paixao.
zcraui andar roda a cabeca de Anila, nunca ellas lhe K tu contavas,
pervcrterain a alma ; he que, quando ella me fallava do
leu futuro, era so com os castellos, com o titulo c com
o noinc de Borgiaque ella sonhava sempre ; mas com
elle oh com elle.. .. cu bem sabia va -
i
ra ; porque, quando me dava parte fe iodos os seus pro-
eclos, sempre inc di/.ia : Ku serei poderosa c rica
rancesco, c nos seremos fellzes ; mas, depois nue el-
la te cncontrou a ti. duque de Guie, j me nao faila
nais do Ululo nem da coia ducal, nem da que tu a,il
vieste procurar ; he de li, de ti s que ella me falla a
cada Instante; c de ti, s o que ella ama he a ti pronrio
nem tem saudades da rormozura perdida, porque nao
tem mais esperancas de vir a ser duqueza ou raan*
ligo: ella nao chora, nao se marlyrisa, nao quer niorier
senSo porque tu a nao podes mais amar. Oh que ella
te ama bem o sinlo eu, pelo odio que te lenho ; e he por
isso que cu le quiz matar ; he por isso que eu anda te
matara te podesse; he, portanto, intil que eu te di-
seni duvida, escapar aos tormentos
se fosses preso, como te acontcccu ?
V. Alteza acaba de ver que era esse o meu desig
nio, respondeu Francesco com una voz chcia de socego
e dedignidade; mas boje he um dia em que eu nao le-
nho fortuna. Diga aos seus algozes que principien!.
Ora, j qafi tu queras morrer prevendo que tai-
vez le pozessem a lormeutos, he sem duvida porque os
tormentos le cspanlam, e porque tu temas que elles te
arraocassum o segredo.....Falla, portanlo, antes que me
obligues a usar de rigores a que infallivehnciite suc-
cumbirs.
v- Altezi se engaa, senhor duque, respondeu
Francesco, eu tem sott'rer, mas nao temi fallar : -- quiz
evitar os tormentos c nao o consegu vcuham ti-
les j.
O duque bateu com o p cm trra, impaciente.
Kntregue-nos rsla erranca, disse o verdugo, e V.
Alteza gabera immediatamente o que deseja saber.
Ainda nao...., replicn o duque. Ouve l,, rapaz,
disse elle ; tenho um contrato a propr-le. Retirem-sej
aecrescentou elle dirigindo-se aos algozes, e esperen)
as mlnhas rdeos.
Senhor duque, disse Francesco assim que dcou a
sos com Henrique de Guise, V Alteza falla-me em con-
tratos.....mande vollar os algozes. As palavras que os
tormentos me nao pdem arrancar, niio ser o seu ouro
que m'as l'ar diter.
Kscuta-me, e comprehende bem o que vou dizer-
le. Tu crea que conheces o Cucurulio, nao lie assim ?
He verdade, disse Francesco, agitando levemente a
cabrea.
I'ois tambem eu o conheco, porque elle foi outr'o-
a corte de Franca, c talvez fsse eu que lhe prestas- '
M. S. Mawson, dentista, reccnteinento cliegado da
Europa, acha-so resldindo no Recife, ra do Tra-
piche-Novo, n. 8, segundo andar, aonde contina
por denles mincraes, (cando incorruptiveis, eap-
parecendo inteiramente como naturaes : tambem
tira a pedra, a qual, nilo sendo extrahida, cm pou-
co lempo tanto arruina os dontes ; chumba com ou-
ro ou prata, para privar do augmentar a corrupco;
tambem tira, lima c faz todas as operngOesdenlicaes
coma maior dolicadeza possivel. Elle espera que
os elogios, o o muito patrocinio que tem recebido
pelos beneficios que tom produzido na sua pratici,
durante 7 unnos de residencia nesta cidade, scrilo
aranlins suflicientcs para as pessoas que, precisan-
uo de seu prestimo, no o dexem de procurar.
Antonio Toixcira Ilaccllar vai a Portugal tratar
de sua sade.
Prccisa-se do um caixero para tomar conla de
una padaria por balango, dando fiador de sua con-
ducta : quem estiver nestas circumstancias, dirja-
se ra Direita, venda n. 4, que ah se dir quem
precisa. #
Precisa-so de um caixero Portuguez que te-
nha pratice de venda, Je 9 a 14 annos, para fura da
provincia : na ra doQueimado, n. 16.
Precisa-so alugar urna escruva para o servigo de
una casa de pouca familia, quo saiba comprar, co-
zinhiir o cnsahoar, dando-se-lhe o sustento, o rs.
10,000 mensacs : na Soledade indo pela Trompe,
lado esquordo, casa n. 42.
Nao, responden o duque, tu me oomprehendi
mal. liu nao tornarci a ver a Anita : conheco-a apenai,
e o seu amor he una loucura de que me compadeco,
mas em que nunca terci parte. Nao sou eu que restltui-
rei a rormozura a Anila,-- sers tu.
Eu ? disse Francesco, clavando no duque os olhoi
altonitos.
Tu ; c julgas lu que haver alguma mulher no
mundo, desfigurada, deforme como est Anila, quepo-
sa recusar o sen amor quelle que lhe irouxcr de novo
a moeldade, a belleza, a esperauoa, a vida inleira ?
E ella tornar-sclila bella ? perguntou Francesco.
K lia de amar-te, meu filho.
Mas se, quando cu lhe tiver restituido a fonnoxu-
ra, prosegnio Francesco n'um lom sombro, ella se
-_ presta.
cn,aou""v'. dequecllemedevahoje a recom- apresentar toda altiva sopor amor de V Alteza, e ie
..i. _____ u aceitar de mi ni esse doin s para depois Ih'o dar ?
hJ&!b!EEu*F*fo qUand0 e"e-,e ?Ch'Va P0i ,U a dP a tal pomo.que a Julgas cap
preso no Llialclct de Pars, sub urna aecusacao de ina-. de semelhaute traico ? "
S.*i2522?"i1 U"\ pr'ces0' e c"e fui coudemnado Oh quem sabe, meu Dos, o que pude o amor ? 0
as fogueiraa da inquisicao. No momento em que elle queeuseihequeaa.no
taina do carcere para o supplicio. foi atacada a procissao Pois decide-le, dissi
por urna duzia de cavalleiros inascarados, ijuc dispersa-
ran) as guardas, roubarain o Cucurulio, e o fizeram sa-
bir do reino de Franca'
Era eu quem commandava esses cavalleiros.
E que me importa a mlmcoin semclhante historia,
senhor duque ?
O Cucurulio possue urna agoa preciossima, que
deslroe, e faz desapparecer as marcas da horrivel mo-
ntesino assim como ella ella,
ase o duque, olha que he tempo;
lestia que aniquilara a belleza de Anita.
Rein o el, senhor duque, porque o velho Giullo
Cucurulio he profundamente versado em todas as sci-
encias do mundo
Pois bem, disse Guise, nao pagaras tu bem' cara
semelhaute agoa, que pode restituir a belleza a Anita?
Pagarla cada gota com urna escudella do meu sin-
gue se o Cucurulio m'a quiesse vender a tal preco, mas
lie que elle n"u Pois a mim ha de querer.....
A V. Alteza ? exclamou Francesco. E V. Alteza res-
tituir a forniozura Anita ? continuou elle com ancie-
dade.
e_, se me nao respondes como desejo, os algozes ah ei-
to, e podes preparar-le para morrer.
E se eu morrer, restituir V. Alteza a formozura a
Amia ? pergunlou Frauccsco a tremer todo.
Talvez, disse Guise, que vio cmfnn empallidecero
mancebo.
K ella tornarla a (car bella ?! exclamou Francesco
com indlsivcl ralva ; c ella te amarla para sempre, du-
que? li tu le atreverlas a ama-la?.....E eu estara tufil-
lo ? / O' senhor duque I d-me a sua palavra de honra
que niio confiar a mais ninguein seno a mim es*
agoa maravilhosa.
Uou-lea minha palavra de honra que s a lia con-
fiarci. E agora dize-iuc quem foi que te deu o veneno,
e em que lugar te deves encontrar com essa pessoa.
Senhor duque, conduza-mc casa do Cucurulio.
cein cambio do dom precioso que me promette, dir-''
Ihe-hci o nome desse liomein, e V. Alteza aber ero
que sitio o devo encontrar.
(Conlinuar-M-ka)
\\


^
: m
_ Alugam-se tros pretos possantes para todo o
servigo : quom os pretender dirija-so ra doIJ-
vramento, n. 16.
_ A mesa regedra da veneravel ordem torcoira
do San-Francisco tem de solomnisar a procisso
do cinza com todo o esplendor e brilhanlismo, na
tarde do dia 8 do correte, a qual dever percorrer
s mas seguintes : travessa do San-Francisco, ra
dasCruzcs, om seguimentoa ra do Queimado, Li-
vramento, Direita, at a igroja do Terco, voltando
para a de Agoas-Verdes, a sahir na travessa de San-
Pedro, para o pateo do Carmo, e d'ahi seguir a
Gamboa do mesmo, rua das Flores, Nova, Cabug,
praca da Independencia, Crespo, seguindo para o
Recife pelas ras da Cadeia, Cruz, at o arco do liom-
Jesus, ra do Trapiche, praga do Corpo-Santo, ra
do Vigario, Encantamento, Madre-de Dos, o ao
voltararuacla Cadeia do Santo-Antonio, so reco-
llier. Roga-se, por isso, aos moradores das mencio-
nadas ras, que tenham a bondade de limpar as tos-
tadas de suas casas. Outrosini, pelo presente con-
vida aosirmflosemgeral, para comparecerem no re-
ferido dia, tendo em vista o quo determina o artigo
208 dos nossos estatutos.
O abaixo assignado avisa ao Sr. Faancisco Ca-
valcante, morador no Rozarinho, quo v ou mando
pessoa competentcmentn autorisada, ao sou engo-
lillo Novo do Cabo, receber um preto que, l appare-
ceu procurandosenhorpara ocomprar, que, dando
os signaes cortos, I he ser entregue; corto do que
so n3o responsobilina pela sua seguranca.
Francisco Jos da Coila.
Teemde ira praca, a arrematarem-se de venda,
os bens penhorados heranga jaecnte do fallecido
padre Jos Gomes Flores, na porta do Dr. juiz d'or-
phlos o ausentes, na ra do Hospicio, por execu-
eflo do Bernardo Henriques, cujos hnns sito : unta
parto de m sobrado na ruado Amorim ; urna casa
terrea na ra da Senzalla-Velha ; um sitio na estra-
da do Salgadnho em seguimento para Oliida ; as-
siin como varios trastes.
-A viuva do Joaquim Martina Ramos convida a todo
os seus credores para quo hajam de apparecer no dia
2 do concillo, as 10 horas da manh.ta, por cima da
vendado Sr. AlOm afin de satisfazer lodo oa seu*
dbitos.
I'recisa-se fallar ao Sr. Jos Ribciro Ribas, r-
mio do fallecido Jolo RHieiro Ribas, que mora ou
morou nos Afogados : na ra da Aurora, n. 44.
Precisa-so de um caixeiro capaz para urna ven-
da : na run da Praia n. 82, se dir quem precisa.
- Oflerece-se una mulher de idade e robusta para
tomar sentido em algum sitio pertodesta praga, ou
fazer companhia a alguma senbora n qual d co-
uhecimento do sua conducta: na ra do Pires,
n. 38.
O padre Antonio Gor.galvcs Lopes retira-se para
fura do imperio, n tratar do sua sade.
Aluga-se a casa terrea sita na rua da Alegra ,
n. 38, nobairrodu Boa-Vista com cominodos suf-
(icicntes para familia : a tratar na rua da Cadoia do
Recife, n. *4.
~ Precisa-se de um andar do sobrado em urna das
principacs ras da Roa-Vislarquem o livor para lu-
gar dirija-so a rua da Cruz u 40.
Precisa-se do urna boa lavadeira, que, sendo
captiva, seja aliangada por sou senhor o sendo for-
ra d fiador : podo procurar a Jos Bernardina de
Scena na casa que foi dos es pos tos na rua da
Roda.
Precisa-so do um mogo portuguez, de 12 a 14
annos, que entenda de venda, e mesmo dos chega-
dos ha pouco : na rua da Cruz, n. 32. Na mesma ca-
sa compra-se um pao de caima do Angola para
rede.
Francisco Dominguos Tavares, Joaquim dos
Santos o Antonio Francisco Correia Portuguczes,
rctirani-se para fra do imperio.
Domingos Jos Tavares, subdito do S. M. F., re-
lira-se para fra do imperio.
--.DSo-se 200,000 rs. at 400,000 rs. a premio so-
bre penbores de o uro ou prata : no boceo da Un-'
gota n. 8, so dir quem d.
Aluga-se um segundo andar, na rua /la Senzal-
la-Nova com com modos para familia por precc
muito mdico: na praga da Independencia, li-
vraria ns. 6 c 8.
O padre Francisco Pereira da Silva relira-so pa-
ra fra do imperio, a tratar de sua sade.
Acha-sc justo, por compra o sitio denomina-
do Meia-obla pcrlenccnte ao Sr. Francisco
Soverino Cavalcanto do Albuquerquc, com o Sr.
Horculano Jos do Ficitas : caso baja algum cm-
barago, poderlo annunciar por esla folha no prazo
de 3 dias.
--Oabaixo assignado roga ao Sr. Chrislovto de
Hollando Cavalcante senhor do engenho Marrecns,
em Porto-Calvo que baja do declarar por esta fo-
lha quem llio vondeu o sitio denominado Pimenta ,
na Barra-Grande, que foi do fallecido Ignacio Pe-
reira Freir c sua mulher Calharina Vieira de Mello.
Joo Itodrigues Dandeira.
Propfie-sc urna pessoa, dando fianga idnea ,
cobrardividas nestapraca medanlo urna peque-
a porccntngem : quom precisar annuncie.
Existe urna pessoa que tem livres as lardes e
que pode empregar-se em qualquer servigo
ilas 2 lloras al u nuto : quem de seu prest
quizer utilisar annuncie.
Aluga-se a casa nova do becco da Campia na
Boa-Vislu, defronte do agouguc mui piopria para
LOTERA
Do Hospital Pedro II.
O thesoureiro desta lotera
principia a pagar, do dia 2 de mar-
go em diante, a qualquer hora do
dia, os premios sabidos na extrae-
cao da segunda quinta parte, ean
nuneia ao respeitavel publico;nnp
os bithefes da terceira parte, em
conformidade do mesmo plano,
j se acham venda nos lugares
que teem sido annunciados.
Na rua do AragSo, n. 4, bairro da Boa-Vista,
fazem-se quaesquer cortinados, tanto de cama como'
para janellas, com a maior porfeigSo possivel.
OfTerecc-so urna lapariga portugueza paraj
criada de qualquer familia, que tenha de seguir para
Portugal: quom a pretender annuncie asua mora-
dia.
Urna senhora branca, som a menor pcnslo, so
ofTerece para reger alguma casa de pcssa que tenha
polica familia, tanto do homcm como de senhora,
que desempenhar bem seu ministerio: quem a
pretender, dirija-se no becco do Padre, n. 11.
I,emhra-se ao Sr. J. i.. G. o pagamento de
dnas barricas do farinha, quo est devendo desdo o
dia 7 de agosto de 1845.
Alugam-se dez escravos, juntos ou separados,
de servigo decampo, os quaes servom para arma-
zem deassucar, ou outro qualquer trauco ; assim
como duas canoas grandes quo sorvem para carre-
gar areia ou lijlos, com os sous competer.tes cano-
eiros, tambom captivos : a tratar com Manuel Fin-
mino Ferrcira, na rua da Concordia, o ultimo so-
brado.
O TRIBUNO N. 90
osla a venda na praga da Independencia, ns.6 e 8,
na forma do cstylo.
O Sr. Antonio de S Cavalcanti l.ins, senhor do
engenho Po-Secco ao pede S.-Antito, queira man-
dar buscar o seu escravo Antonio, de Angola a casa
do abaixo assignado a quem o mesmo escravo se
apresentou para o comprar, no dia 27 do prximo
passado. Oabaixo assignado induzio o mesmo es-
cravo para que so conservaste om sua casa, allm de
naocliegara parto aonde lovasso extravio, enSosc
responsabilisa por qualquer fuga quo o sobredi-
lo escravo possa fazer. Manuel iotl Concalves
Braga.
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u
^30*1
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n
h
Faz-se publico a todos os senhores ese- "
nhoras quo morarem nos arrabaldos des- e
ta cidade, como bem Capunga, Mangui- ^
nho, Passagem, Estancia, ote. eoutroa lu- <
gares scmelhantes, e mesmo dentro da ci-
dado, quo precisarom do urna pessoa pa-
ra ensinar particularmente em suas casas,
a lr, cscrever, contar, doutrina christla
o grammalicu portugueza com cxplica-
gOcs, dirijam-se a casa sita na rua da
Calgadu.-ii. 2, a tratar com a dita pessoa. (8
Precisa-sede una preta forra,ou captiva para
engommar, lavar, comprar e cozinhar : na rua da
Palma, n. 17.
Precisa-se do gente para trahalhar om um sitio:
na rua do Collegio, n. 15.
^CHAPEOS DE SOL fe
n. 5.
Hhii do Passeio* Publico,
Joo Loubct participa ao respeitavel publico, que
receben, por estes ultimosnavios francezes, um com-
pleto sortimenlo do chapos dcsol.de seda, amis
rica e superior qualidade; furta-cres c outras niui-
- padre Joaquim Mancio Maciel d lgos'.de phi- tasconhecidas.tanlo para homens, como para Sras
sophia na Boa-Vista, ruado Seve, n. i. s eslu- e meninos. No mesmo estobelecimento ha um sorti-
menlo de chapeos do sol de paninho, dos mais mo-
dernos ; ditos muito grandes, proprios para homens
decampo: tambem tem chapeos de sol do paninho
para meninos c meninas, por sercm muito linos: po-
dem-so chamar chapeos de economa. Na mesma loja
ha sortimenlo de bengalas, bcngaliuhas e chicotes
muito modernos; cobre-se qualquer armagito de cha-
peos deso, com sedas de todas as cores cqualida-
des. Na mesma casa ha um grande sortimenlo de|
panniulios trangados c lisos, imitando seda, paral
cobrir os inosmos: desta fazeuda se vende aretalho.
Conccrla-se todo qualquer chapeo do sol, por haver
um completo sortimenlo de todos os pertences para
os mesmos, com toda a perfcigfo e brtvidado.
losopl
danies quo so (jui/.crcni utilisar do sou prestalo,
pdein anda principiar ocurso esto mez ; pois que
teem bstanlo lempo para o completar, e conseguir
habilitago precisa para os sous examos no (im do
armo.
Tem-se contralado com o Sr. Manoel Antonio
da Silva a compra da casa terrea da rua da Man-
gue ira, na cidade de Olinda ; so alguem se julgar
com algum dircito, ou livor do fazer algumas rccla-
magOes, queira annunciar no prazo do 4 dias
Marianna llermogenes da ConceigOo Sampaio,
na qualidade do tutora jlo suas lilhas menores, faz
sciente ao publico, quo vai ser arrematada por ven-
da a casa n. 19 da rua dos Pescadores, por execugao
de alimentos provisionacs dos menores, Gorino e
Fulismina, que se ineuleam lilhos adulterinos do fi-
nado seu marido ; advertindo que contra esta oxo-
cuglo inlcrpz appoagito, o espera completa re-
paragffo, visto quo fram dcsattendidos os embargos
que oppz, cujos fundamentos sSo do eterna justign;
que nito podia ser arrematada por venda, a propric-
dade do um dos menores para alimentos provi-
sionaesde lil'ios adulterinos, havendo-sc provado
que os rendimontos, quo teem as menores, apenas
chegam para o necessario do sua educacito e alimen-
tos ; por porlenccr a casa a menor Joanna, eir
praca para pagar-so alimentos pela menor Rozalina,
eo inaiorJoSo Rofino, nlo havendo solidaricdadc
em taes casos, etc. etc. E, para que alguem so nilo
chame ignorancia, arrematando com o risco de
perder, so faz o presento annuncio, que ser ao mes-
mo lempo um protesto peranto as leis c o poder ju-
diciario.
Joio Albino da Silva Souza retira-so com sua
famili a para fra do imperio, e leva em sua compa-
nhia a sua criada parda, de nomo Thvodora. C-an-
nuncante julga nada dever ; porm, se alguem se
julgar seu crodor, aprsenle suas coulas legalizadas
para sercm salisfeitas; o mesmo pode aos seus de-
vedores, que Ihe vcnliam pagar os seus bebitos no
prazo dequinzo dias, a contar da data desto an-
nuncio.
No dia 3 do correnle, peranto o juiz do civel,
vai em ultima praga una casa terrea atrs do S.-
Jos u. perlencenlo aos bens do linado Peixo,
por cxecugiio de uns menores.
OlTercco-so urna ama para servir em urna casa
dehomem soltciro, ou de pouca familia : na rua de
Hurtas, n. 126.
Aluga-se o primeiro silio de porlo verde que
virada Trompo para a Soledado, a direita, com
ptima casa do vivenda e varios arvoredos de fru-
to : na rua do Queimado, loja n. 44.
Na rua do Queimado, luja n. 44, oxisle urna car-
ta vinda doltio-Grande-do-Sul, para o Sr. Zefe-
rino Francisco da Silva.
Aluga-soa cocheira da casa sita no largo da
matriz de S.-Antonio n. 2 : a tratar na rua Direita,
"-- Vendem-se 7 escravos, sendo : 1 bom pardo ,
ptimo para pagem, de 20 annot; 4 prelas com
habilidades ; 2 pardas com habilidades : todos mui-
to mogos e sem defeitos : tambem se vende urna
casa terreo, para grande familia sita na rua do Co-
tovello, n. 85, e urna prcla de moia idado, por
240,000 rs.: no pateo da S.-Cruz, n. 14, so dir
quem vendo.
Vcnde-seuma pequea casa do taipa sita na
Capunga, na estrada do Jacobina : na rua da Mo-
da, armazem n. 17.
Vcnde-so urna bonita preta do 24 a 26 annos,
muito sadia boa lavadolra engommadoira e cos-
lurcira ; na rua da Cadeia do Recife, loja de Jo3o
daCunhaMagalh.tes.
Vende-se a retamo o em porgues ~uit? bo
carnauba por prego mais commodo do que ae cos-
tuma vender : na rua de S.-Rita n. 63.
Na rua de Agoas-Verdes, n. 46 vende-M, de
urna senhora que se retira para a Europa, um es-
cravo de 18 annos, bom cozinhelro, som molestias
nem vicios ; urna mucama do IC annos, (lo nago
Mogambique; um pardo do 18 annos, perfeto pa-
gem ; um moleque do 20 annos, ; 3 cscravas por
commodo prego ; 3 mulalinhas do 10 a 12 annos ;
urna mulalinlia de 8 annos; uina escravado nacao,
peiTcila lavadeira quitandeira e quo lie de boa
conducta.
Vende-se um cavallo rugo muitissmo gordo e
de bonita figura andador baixo a mcio e isto no
passo o quo he propro para senhora por sor mui-
to manso na rua eslreita do Rozario, n. 30, se-
gundo andar.
Vende-se o Atlas gcographico de Simencourl,
por 8,000 rs; os dous compendios do Historia sagrada
por B. Freir, cncadernados em 1 v., por 3,000
rs.; o compendio da Historia antiga, por 2,000rs;
Secretario portuguez, por 2,000 rs.; o compendio
de geographia, pelo abbade Gaultier, por 2,000 rs.;
os cinco lomos de Voltaire, por 3,000 rs.; Don Ja-
inin, por 3,000 rs. ; Lgica popular, novo, por 1,000
rs. Na rua da Cadeia do Recife, n. 57, primeiro an-
dar, na sala de detrs.
Vende-se urna no pequea heranga na ilha do
San-MgUel, CODiposU de boas vnhas, casas o tr-
ras do mallas lavradas, que fram do casal do ua-
do padro Antonio Francisco do Mello, cuja heranga
se vendo a dinhclro, ou troca-se por escravos, o pro-
piedades nesta cidade : quem quizer onWnda-so
nesta mesma cidade com o Sr. Jo3o Manool Rodri-
gues Valonea, morador na rua larga do Rozario, ou
dirija-se aos respectivos herdeiros proprielarios,
o domiciliarios em o engenho Queimadas, na fregue-
zia de Una, comarca do llio-Formoso.
(ts- Fregueses!
Compras.
ilcnnis n- 29> primeiro andar ou na rua da Cruz n. 40.
'limo e "cm precisar de urna parda de bous .coslumes
se |iai.1 cra,ia( dirija-se a rua doCaldeirciro, n. 1.
Compra-so um brago de balanga grando.com
conchas e pesos, ou sem cslcs : na rua Nova ar-
mazem n. 67
Compra-se um gamito: na rua eslreita do Ro-
zario, n. 22.
Oompram-.se, eiTectiv asqualidades de garrafas e botijas vasias :
no Meiro-da-Boa-Visla, fabrica de 1-
coies n. 17.
No Recife, rua de Apollo, sobrado n. 6, com-
pram-se 2 lenges grandes urna (oalha una fro-
nda grande para travesseiro ,duns ditas pequeas ,
4 camisas de mulher, 2 vestidos: tudo com lava-
rilo e bico : sendo obra bem feita o que agrade,
paga-se bem.
Compra-sc una ou duas vaccas que deem bas-
tante leite : no Alcrro-da-Boa-Vista, n. 17.
Compra-so urna commoda de Jacaranda sen-
do moderna ; urna marqueza ou canap ; duas ban-
quinhas o algumas cadeiras : sendo ludo em bom
uso : na esquina do I.mmenlo loja de 6 portas.
Com p rain-se pedras para enfeitesde anjos : na
rua do Cabug, n. 9 lerceiro andar. Na mesma ca-
sa veslem-so anjos com todo asseio o por prego com-
modo.
Compram-se cabras [bicho]: na rua Direita ,
venda n. 72.
ven-
Vendas.
venda
andar.
a tratar na rua do Vigario n. 13, lerceiro
Quemcleixarde
comprar
liorzeguins para liomem, muito bona,
pelo diminuto preco de 3'6oo rs. ; assim
como sapatos de marroqu), francezes,
para senhora, a dez lusloes o par, tudo
chcgdo de novo ? Vende-se na rua da
Cadeia Vellia, n. 35, loja do lMorcira.
O padre Jos Joaquim Marlins Gesteira retira-
se para fra do imperio.
Berna rilo Jos da Costa, subdito portuguez,
retira-se para Lisboa.
I'recisa-se de um bom ofllcial de lanoeiro quo
queira ir pora um engenho na provincia do Itio-
lo-Grande-do-Norte ao qual so ofTerece alguma
vaulagem : quem esliver nestas circunstancias di-
rija-so a rua da Cadeia do Recife n. 38.
Precisa-se alugar um preto por mez. dando-
se-lhe o sustento eoaluguel queso Iratar, para o
servigo ordinaria de urna padaria : no pateo da S.-
Crus, padaria de uuu s porta.
Precisa-so d um caixeiro: na rua da Scuzal-
la-Nova, n. 4
Precisa-se de duas prelas para venderem limas
dccheiro.nos tres das: na rua da Assumpgio.
n. 16.
Manoel Azcvedo de Andrado, subdito portuguez,
retira-se para fra do imperio
Precisa-se alugar duas prelas para venderem na
rua e mais algumas para venderem do vendagem ,
pagando-sc-lhes bem: na run da Senzalla-Nova,
11. 25.
Manool Joaquim Mauricio Wanderley retir.a-e
para Lisboa, a Iratar do sua sado levando em sua
companhia o Portuguez, de nomo Jos Carcia : c
como nao s pelo seu estado do molestia como pela
bievidade do sua viagem deixa de se despedir do
seus amigos no geral, assegura-lhes naquella ci-
dade o seu diminuto preslimo.
Jos Moroira de Souza leudo do relirar-sc para
fra do imperio a Iratar de seus negocios, declara
quo nada deve; mas, so poresquecimento houver al-
guem que se julgue seu credor, queira apreseotar
sua conta para ser paga isto no prizo de oito dias,
contados da publicagfls desto annuncio.
__precisa-se alugar urna escrava que saiba coser,
cngommnr c que seja bastante desembaragada : na
rua da Concordia ultimo sobrado, a Iratar com
Manoel Firmino Ferreira.
Na rua do Collegio.n. 15,d1o-sealvigarasa quem
levar, ou der noticias de um cachorro raleiro inglez,
preto de quatro olhos e mitos pardas amarellas, nao
hodos maiores nem dos mais pequeos da raga, que
o suppOo hulado.
Chitas prelas assetinadas.
Vendem-sc as j bem acreditadas o superiores
chitas pretas assetinadas do ultimo gosto a 240
rs. o covado : na rua lo Collegio, loja nova n. 1.
Pannos para lences.
Vende-sc superior bretanha de Irlanda, do puro
linho com duas varas e meia de largura fazenda
de milita ulilidade para lenges a 3,000 rs. a vara;
zuarle nzul'de vara do largura a 240 rs. o covado;
oambralaa lisas, a 640, 800o 1,000 rs. a vara; len-
cosde seda dos mais modernose muito Tinos, do
niclhor gosto a 2,500 rs.; rolos de bretanha a
1,800 o 2,000 rs. ; dita de linho muito fina a 720
08OO rs. ; cassa para babados, a 2,600 e 2,800 rs. a
pega ; diales de lila, grandes o do muito bom gosto
a 2,000 o 2,500 rs. ; riscados trangados, do muilo
boa qualidade para escravos, por serem escurse
do muila duraglo a 200 e 220 rs. o covado; e ou-
ras muitas fazcmlas por prego muito commodo : na
rua do Collegio, loja nova da estrella, n.l.
Vendem-se 4 moloques de 16 annos sendo um
delles cozinheiro e quo engomina bem; 5 oscravos,
sendo dous carreiros; 4 mulalinhas recolhidas to
14 annos ; 5 cscravas do bonitas figuras quo cozi-
iiliiim e cngonimain bem ; 4 ditas ptimas para todo
0 servigo ; 3 pardos para o servigo do campo: na
rua Direla n. 3.
Vende-se um casal do escravos casados ambos
muito fiis e humildes : a preta he do una figura
elegante o he ptima para so lhe entregar o
arranjo do urna casa por ter bastante pratica o o
preto he bom ganliador de rua pois ganlia 640 rs.
por dia : na rua das Larangeiras 11. 14, segundo
andar.
Vendem-se presuntos c queijos muito frescaes,
cheaados ltimamente dos Estados-Unidos ; vassou-
ras'de palha de trigo proprias para varrer salase
tapetes : na rua da Cruz n. 7, armazem de Davis &
1 Companhia.
Sopeteo do Terco, vendan,
dem-sc bolachas da trra, de muito supe-
rior qualidade, a 100 rs. a libra :o an-
minciantc se responsabilisa pela quali-
dade.
Vendem-se 6 caixilhos grandes envidragados ,
piopiios para armagSo de loja lodos juntos, ou se-
parados por prego commodo : no Atcrro-da-Boa-
Vista, n. 14.
Vendem-se formas para sapateiro por lodo o
prego : no Alerro-da-Boa-Vista n. 14.
Vende-su urna preta lo 20 annos, que cozc,
cngonima ecozinha : na rua do l.ivramonto, n. 38,
at as 9 horas.
Vende-se bom capim, a 200 rs. a arroba, ea
1C0 rs. do ordinario : cm Olinda rua da Boa-llo-
ra na casa do muro novo.
Frocos.
Frocos soiiidos para fazer capellas ; flores fi-
nas do todas ns qualidades ; capellasdo flor de la-
ranja muito lindas ; meiasdosoda brancas e prelas;
luvas dedita ditas; sarja preta hospanhola mui-
to lina ; los do seda preta ; bicos do linho, do soda a
de retroz preto e branco; luvas de pellica, para se-
nhora c homem ; sapatos de couro do lustro, de du-
raque francez e de cordoviio ; ditos lo marroqiiim,
a 1,120 rs ; sapiitnhos do couro de lustro e corda-
vfio, para nionnas; fil de linho, liso c lavrado ;
borzeguins para senhora ; bonetes de panno, forra-
dos de seda, para homem ; ditos para meninos; bo-
necas do massa ; pentes de tartaruga para prender
cabellos; dilos de marrafas; o outras muitas fazen-
das: ludo por prego commodo : assim como mantas
e diales ricos, etc. : na rua Nova, n. 10, loja de Hi-
plito Saint. Maiiin <\ Companhia.
-- Vendemse, a 1,400 rs., cal-
atas com charutos muito bons ,
viudos ltimamente da Baha : no
Aleiro-da-Boa^Visla, loja de lou-
ga de barro, n. 47.
Vende-se urna casa lerrea sita na bica do S.-
Pcdro-Martyr, n. 26: a tratar na mesma casa.
Vende-se arroz branco, dito vcrraelho, tanto
a relalho comoom alqueres da medida volha por
prego muilo commodo : na rua da Praia, n. 39.
Vcndc-se una negrinha do 12 a 14 annos, que
cozinha e tem principios do costura : vende-so por
necessidado o por prego commodo : na rua do S.-
Ilita, n. 44.
Vendem-se ricas fazendas prelas
proprias para a Querosina ; pannos finos
de lodas as qualidades; casimiras ; se-
tiris ; sedas ; sarjas hespanbla e alle-
maa ; cortes de colletes de gorgurao bor-
dados a agullia, o mais rico possivel ; di-
tos de setim bordados e lavrados ; e to-
das e quaesquer fazendas que os fregue-
ses procurem, qurseja de seda, 13a, li-
nho e algodo, superiores c inferiores ;
assim como chapeos de massa muito finos
para homcm : na rua do Queimado, n.
39, esquina do becco da CongregacSo,'
loja de GusmSo Jnior & Innao.
Vende-se um moleque de 15 annos, muilo bom.
cozinheiro propro para algum homem sollciro ;
alianga-se a sua boa conduela : na rua de S.-Rita ,
n.44.
Vende-se um carro novo e moderno, de 4 as-
sentos, com seus pertences o arreios para dousca-
vallos : na rua Nova, n. 54.

IBM


Vemic-se, ou permuta-so por predios nesta pra-
ca um terreno com 200 palmos ilo frente, e fundos
desi'c a ra da Aurora at ao Hospicio com urna
cacimba e olaria na ra doSevo com alicercesja
principiados para urna casi.: tambem vcnde-se, ou
permula-se metade desle terreno : a tratar na larga
do Rozario, n. 26, primeiro andar. Na mesma casa
vende-se um estojo de engenharia, por proco mui-
to commodo.
Na ra do Trapiche, n. 17, con-
tina a liaver deposito da verdadeira cal
virgem de Lisboa, chegada prximamen-
te ; advertindo-se aos compradores des-
te genero que o deposito he j mnito pe-
queo, e que da nova nao ha mais em
parle aJguma.
Vende-se um terreno com 117 palmos do fren-
te e 89 ditos de fundo em estado de so edificar,
por nflo precisar aterro em cujo terreno podem-sej
fazer tres ptimas moi"agoas na ra do Pilar, em
Fora-do-Portas, do lado da niar grande: nadita
ra, n. 11, no pateo da igreja do Pilar, das 6 horas
da manhna as 8.
f^fe Veiuleiii-.se chapeos de superior
^^^castor, brancose pelos, por pceo
inuilo barato : na ra do Crespo,n. 12,
Joja de Jos Joaquim da Silva Maya.
PRELOS.
Ycndemse saccascom.farelos, chegada ltima-
mente, a 3,500 rs.: no armazem de J. J. Tasso Jnior,
ra do Amorim, n. 35.
pouco mais ou menos, ou sem ella. Este engenho
no de consideravcl importancia n3os no presen-
te como no futuro, por conter mais de 4 legoas de
terreno coberto de mattas virgens com capacidade
para so levantaren) engenhos d'agoa e de bestas : a
tratar no mesmo engenho, ou no sobrado ao lado da
cadeia, n. 23.
- Vendem-se acgdes da ex-
tineta companhiade Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, ra da Cruz,
11.
n
o.
liilho.
Vende-se milho, a 2,000 rs a sacca : no caes
Alfandega, armazcm de Antonio Annes.
da
9." lotera do Rio-de Janeiro
a beneficio do theatro da im-
perial cidade de Niclhemy.
Vendem-sc bilheles c humus ditos dcsta lotera:
na ra da f.adeia-Velha, n. 29, casa de J. O ELSTER.
Cortes de a le na.
A fazr-nda mais pcreitn que tein appa-
recido sao os tiits de alcina, para ves-
tidos de senhora, nao s pelas delicadas
cores, como pelos lindos padrocs, por
nao desbolarem, c por seren do ultimo
goslo de Pars Estes cortes vem pti-
mamente acondicionados, cada um em
sua capa, e sao leitos na principal fabrica
de Pars ; sendo de quatro qualidades di-
ferenles, c nos piceos de 3,200, 3,Goo,
3,8oo e 4iOo rs.: na loja nova de Hay-
mundo Carlos Leite, na ra do Queinia-
do, n. u A.
VES DE-SIS
Chd inuito superior
]'abriendo no liin-de-Janeiro,
Denominado Brasi/eiro,
o mclbor que tein apparecido ueste mer-
cado, pela sua qunlidade ser mais supe-
rior do que a do mesmo cha hysson de
111r.ii I i Ira 1 ;ir,i cima, por pire" com-
modo : 110 (Ira da ra da Aurora 11. 4, a
fallar com Jos de Almcida Brrelo Bas-
tos das 6 as 9 horas da manlia, e de 1
as 2 da tarde.
Vende-se urna porcSo de sebo refinado mu i lo
puro e alvo : a tratar na arcada da alfandega, com
o preto Benedicto.
Vende-se, 011 arrenda-so um grande sitio na ra
Imperial com duas moradas de casas, urna para
grande familia, na frente da ra c outra mais pe-
quea dentro do mesmo sitio com bous pnrreiraes
. mnitas frute i ni s de boas qualidades todas novas
1 j dando fruto com um grande viveiro no lundo :
na rua Direita, 11. 135, loja de cera onde, se l'ar
qualqucr dos negocios, pojr scu dono ter de retirar-
se por molestia.
Vendem-se duas boas cscravasj crioulas de
Lonilas figuras o mocas, que cozinhain, lavam mili-
to lio ni c engommam sao sadas, o nao se duvida
Jar a contento para screm experimentadas : na rua
do Queimado, loja 11. 51.
Potassa e cal virgem.
Vende-se limito superior potassa e cal
virgem de Lisboa, prximamente desem-
barcada: no deposito de Hallar & livei-
ro, na rua dt Cideia lu Recife, n. 12.
Aos amantes da boa pitada
so oflereceo rapeprincozn Novo-Lisba : a cha-so
venda, em poreflo o a retalho no deposito da rua
larga do P.ozario, ti. 2*.
Vendem-se cabos de cairo em grandes ou pe-
quenas prcOcs : no trapiche do Ramos, armazem
la esquina.
Na rua do Trapiche, n. 17
vendenvse barris com superior
cal virgem, chegada ltimamente
de Lisboa, a cinco mil res cada
barrd.
Vende-se o engenho Timb, distante- desta
praga 4 legoas corrento o moonte com agua de
Aoa e regular producto, com a safra de 2,500 piles
Vende-se vinho tinto do Porto, rnuito supe-
rior, em barris de quarto o oitavo ; panno de linho;
coeiros do algodfo ; fio de-vola; linha roriz; cora
de Lisboa em velas, om caixotes com bons sortimen-
tos; cai,virgem em barris: na rua da Cruz,n. 49, casa
do Mendos & Tarrozo.
Vende-se, na rua da Cadeia do Recifo arma-
zcm do Bragucz, superior farclo de Lisboa, por m-
dico prego.
Vende-so colla do superior qualidado das fa-
bricas do Rio-Grandc-do-Sul: na rua da Moda ar-
mazem n. 7.
Para a Santa.Quarenlena,
Na nova loja da rua da Cadeia do Rccifc, n. 32,
de Glaudino Salvador Pereira Draga vendem-so
novos e ssciados los prelos do linho,com o bordado
das palmas c o da barra muilo modernos para mo-
cinhas a 4,000 rs.; ditos do tres pontas a 2,000
rs.; ditos para senhora a 3,000 rs.; ditos de qua-
tro pontas, a 0,000 rs.; ricosedecentes veos pre-
los do linho, propiios para confissflo a 4,000 rs. ;
sarja prota fina para vestido, a 1,600 rs.; luvas
compridasde seda prcta, a 1,500 e 2,000 rs. o par;
meias de seda prelas lisas para senhora, a 2,000 rs.;
ditas bordadas, a 3,200 rs.
Na rua da Cadeia-Velha, n.
29, loja deJ.O. Klslcr,
vende-sc vinho do Pnrlo, de diversas qualidades ;
dito da Madcira; dito do Malaga; dito do Shcrry ;
dito de Crcavcllos; dilo de Lisboa ; dito de Graves;
dito Sauterne ; dito San-Julien ; dito de llordeaux ;
dito Chatcau-la-Rosc; dito de San-Gcorgc; ago'ar-
dentede Franca, do diversas qualidades ; whiskey;
cherry-eordiol ; marraschino ; licores finos ; punsch
da Succia; xarope de framhoises; ptima champa-
una em garrafas e meins ditas; velas de eomposi-
cSo ; cha prcto o verde do superior qualidado ; pre-
suntos' e salames de Iiamburgo; sardiuhascm latas
o vidros ; petits-pois em ditas; salmn em ditas;
niostarda ingle/a e franceza ; frutas em vidros com
calda do assuear o espirilo ; agoa de flor do laranja;
charutos do llavana o da llahia : ludo chegado ro-
centemciitc e do superior qualidado.
Na rua do Trapiche, armazem
n. 54,
vende-se assuear refinado, em p5o, aioo
rs. a libra.
. Vendem-se ancoretas de
diversos tamaitos, com vinho da
Vladeira, lalo e branco, de supe-
rior qualidade: no escriptorio de
Oliveira Irmos & C, na rua da
Cruz, n. 9.
Vcndcm-sc 10 escravos sendo : 2 lindos mo-
loques do 16 anuos ; 3 pardas mocas, com habilida-
des ; 2 prctos bem.robustos, sendo um dellcs bom
Carreiro ; 3 pretascom habilidades .sendo urna del-
las por 180,000 rs.: no pateo da matriz de S.-An-
lonio, sobrado n. 4.
Vendem-se 4 lindos moleques de 16 a 20 an-
uos ; 2 piclus sendo um bom cozinheiro o o ou-
tro ptimo sapsteiro ; 2 pardos um ptimo carreiro,
e o outro proprio para lodo o servigo do 16 a 18
anuos; urna mulalinha de 13 annos, com princi-
pios do habilidades ; 4 prctas do 20 a 25 annos, en-
tro as-quaes algumas com habilidades: na ruado
Gollcgio.ii 3, segundo andar, so dir quem vende.
Farinha de mandioca.
No armazem de farinha da rua do Gollegio, n. 21,
vendem-se saccascoin farinha a mais fina possivel,
por preco rasoavel.
Bom c barato.
Vendem-scsuporiores los prctos de J
seda bordados, do lodos osUnnanhos ;
legitima sarja prela hespanhola ; ri-
cos cortos de seda prela lavrada ; cha-
maloto do seda ondeado e de ristras ;
meias de seda prela de peso; supe-
rior selim preto para vestido, panno
prcto de todas as qualidades ; casimi-
ra prela o elstica muito superior;
chapos fraueczes da ultima moda ; c
outras multas Calendas : ludo muilo
em conta, o com grande sortimenlo
para escolhcr: na nova loja de Jos
Morcira Lopes & Companhia na rua , do Queimado,, nos quntro-canlos, ca- iSsf
sa amarellla n. 29. /
Vende-se urna bonita mulalinha recolhida, do
13 a 14 annos que cose muito bem, marca, Taz
lavarinto, ongomma soffrivel, lio muito desemba-
razada para o arranjo do urna casa o carinhosa pa-
ra enancas; una dita do 22 annos, quo cosc.c.igom-
nia, cozinha c mo lom vicios ; duas prelas de 18
a 26 anuos, quo cozinham engommam, fazcm o
mais servigo de urna casa e vondem na rua ; um ca-
boclinlio de 9 annos,muito lind e esperto; um pre-
lo moco ptimo para todo o servigo : na rua do
Vigario n, 24, so dir quem vende.
~ Vendem-aCespingardas ile dous canos, finas om
qualidade, epstolas de dificrenles tamaitos: na
rua Nova, loja n. 16.
Vende-se um carrinho para enancas, com
o scu competont carneiro, ou sem elle: na Boa-Vis-M
ta, rua do Pires, ti. 3.
Vende-se urna carroca de dous bois de carre-
gar pipas porbaixo, comsuas correntes e promp-
ta ile um tudo, a qual he nova : na Boa-Vista, rua do
Pires, n. 3.
Vende-se tima olaria no lugar da Torre jun-
io ao sitio do fallecido Marcolino Antonio Pereira,
com o lerreno quo o comprador quizer para plan-
tacfo com muilo bom barrp e escolente banho : na
rua do Rangel, n. 8.
Vendem-sc 6 escravos, sendo urna linda parda
de 18 annos, que engomma, cose, cozinha e lava de
sabo ; um molecoto crioulo, de 18 annos, proprio
nara todo o servico; urna crioula de 24 annos, que
engomma, cose, cozinha e lava para fra da pro-
vincia ; una linda negrinha de 11 annos, e a mfli
da dita que he de nacflo, de 28 annos, que s
vendetn ambas; urna prela de naci de 40 annos,
3uc cozinha o lava: na rua cas Cruzes, n. 22,sogun-
o andar.
Na loja de Manoel Pinheiro de. Mondonga na
ra do Cabug junto a botica do Sr. JoSo Moreira,
vende-se excol lente sarja prela ; cha malote de lis-
tras ; veos prctos; meias prelas ; luvas de seda e de
pellica ; sapalos do lustro, solim, marroquim o cor-
dovflo para senhora e meninas; borzeguins muilo
novos j sedas brancas para noivados; capellas do flor
de laranja ; pennas brancas muito ricas; mantas;
lencos do seda, boa fazenda e de lindos padrOes ;
chapos francezes para homem ; o outros muitos
objeclos de moda ; bem como mascaras para o en-
trudo, deraricacluras asmis exquisitas, por pre-
co commodo.
Vende-se nm dos melhores sitios da
Capurga, com boa casa de vivenda, sen-
zalla para pretos, coclicira, boa cacim-
ba d'agoa de beber, bastantes arvoredos
de fruto, nm grande viveiro de peixe :
tambem se vende um sobrado de dous
andares, que rende os juros de um por
cento ao mez '. tudo por preco muito em
conta : na i tu do Crespo, n. i?
Na loja de Magaihes & Ir-
mo, na rua do Queimado ,
n. 46,
vcndom-se mantas de garca de seda, a 1,600 rs.;
sarja prela, a mais superior quo apparece ; corles
de cainbraiadeseda a 11,000 rs. ; ditos de cam-
braia aborta a 5,000 rs.; cortes do colleles com
iislras e i>.limas do Seda a 4,000 rs.; ditos do so-
lim preto do Iislras, a 4,500 rs. ; ditos de fustao de
coros a 800 rs. ; longos deseda, muito linos a 2/
rs.; chales do seda do 14 quartas a 11,000 rs. ;
inanias de seda a 9,000 rs. ; pegas do bretanha do
Franca, com 5 varas, a 3,500 rs.; chapos de sol,
de soda a 6,000 rs., com hasteas de ferro ; meri-
no muilo lino, a 3,000 e 3,600 rs. ; lauzinhas de dif-
icrenles cores, para vestidos de sonhora, a 360 rs.
o covado ; cambraia do cores, a 640 rs. a vara;
brim de algodSo para caigas, a 240 rs. ; riscados
francezes, a 220 rs. ; brim branco trangado do li-
nho a 1,120 e 1,400 rs. a vara ; bicos; meias para
homem, senhora menino o menina; eumsorli-
inonlo do fazendas que devem agradar aos freguezes,
era qualidadee prego. Franqueam-se as amostras.
Vende-se a fabrica mais acreditada para pali-
tos de phosphoros, com fornecimento de materias
primas para mais de um anuo e pe.lo molhor me-
ihodo de fabricaglo que at o presente lom appare-
cido, o quo tem merecido melhor aceitagilo, o
juntamente com urna grande freguezia : na ruada
Gruz, n. 26, primeiro andar.
Vendem-se chapas quadradas, de 5 o 6 boceas ,
para fogOes : na rua Nova, loja de ferragens, n. 25*
arcos Aurelio, iv ; ICyprianno, 1 v.; os Recreio8
de Eugenia, 1 v.; Isabel, 1 v.; a Caverna do Strozzi,
1 v.; Galata, 1 v.; Estella, 1 v. ; tala, 1 v.; j_j.
cCesdeFenelon 1 v.; Vcrdndetras Bernardices.i
v ; os LuziadasdoCamOes, 1 v ; Jttlifo o apostata,
2 v vida do D. Joflo do Castro, 1 v. ; Manual Eucy.
clopedico, 1 v ; a Redempgio poema pico, i v.
Novellas escolhidas, 3 v.; D. Ignoz de Castro, i v.
Viagem a roda do mundo ,1 v.; o Tratado da ty.
rannia 1 v.; Mez de Mara, 1 v.; Horas Mari.nas,
1 v. ; Dos he todo puro amor 1 v.; Galera Pitto-
resca 1 v.; a Mytologia, 1 v.; o Castello de Gra.
ville, v.; o Sepulchro, 3 v.; .^viter, 9 y.; Horas da
semana santa,1 v.; Poesas de J. B. l. A- Maranhao.
Vende-se um cavallo de estribara, com bons
andares : na rua das Cruzes, n. 42.
Vende-se urna rede muito superior, vinda do
MaranhSo : na rua do Cabug, loja do oaquim Jos
da Costa Fajozes.
Vende-se marmelada do llio-t.ranoe da encar-
nada, propria para doentes em pequeas lats,
por prego commodo : na rua da Praia, n. 20.
Casimiras finas e elsticas.
Vendem-se superiores casimiras finase elsticas,
a 1,000 rs. o covado; cortes de ditas de cores, muito
finas, a 6,000 rs.; superiores casimiras prelas da
melhor qualidado, a 6 c 9,000 rs. o corl : na rua do
Gollegio,loja nova n. 1.
Vcndem-se, na rua da Cadeia do Recife [arma-
zem do Braguez, saccas com superior farinha do
mandioca ditas do arroz de vapor o da fabrica,
vindas prximamente do MaranhSo, pelo briguc-es-
cuna Laura : tudo por mdico prego.
Vendem-se na rua do Crespo, loja de miude-
zasn.1t, charutos finos da Babia, denominados
n fama a prego de mil rs. a caixa.
Vende-se um cavallo melado, de dinas pretas,
bastantegrando egordo, proprio para carro, por
j ler sido experimentado o trotar mullo bem; na
rua da Aurora, n. 50.
ramios finos.
Vendem-se superiores pannos finos. prova de li-
m3o, preto e azul, a 3,000 rs. o covado; dito fino
azul e preto, e 4,500 rs.; dito preto de superior qua-
lidade e j bem conjiecido pela sua baratcza.a S-,000,
5,500, 6,500 e 7,000 rs.; casimira preta limiste da
melhor qualidade, largusa de panno, muilo fina a
11,000 e 12,000 rs. o corte de caiga : tu rua do Gol-
legio, loja nova da estrella, n. 1.
Panno Couro.
Vcndem-se superiores cortes de caigas da fazemli
panno-couro par ser de duragfio extraordinaria,e
de pudroes escu ros propiios para o trafico, piu
diminuto prego de 1,600 rs. o corle : na rua do Col-
legio, loja nova da estrella, n. 1.
Voude-se urna ptima lia langa com brago de
Romo o correntos de ferro, muito propria para ar-
mazem de assuear ou de couros pela sua boa qua-
lidade por prego muito commodo: na rua Ho\-t,
n. 27.
Escravos Fgidos.
S quem nao tem cabeca lie
que uo eomprar cha reo
na nova fabrica do Alcrro-da-Boa-Vista, n. 12;
pois alu so vendem polka masurka e de lodos
os usos em geral, sendo seu prego menor do que em
mida qualquer parle. A cllcs, pois agora esl.lo fres-
quinhos.
-Recebeu-se uestes dousdias
una remessa de escravos todos
de bonitas figuras para se ven-
derem muito em conta, na rua
das Larangeiras, n. 14, segundo
andar, a saber : um lindo mul;i-
linhodcis annos, com principios do carpina e
que he ptimo para pagoni, por ser muito esperto;
um dito do 16 anuos ; um dito de 22 annos, com
oflicio desapatoiro ; um dito do 25 annos, milito
fiel n humilde,do qual so afiaugaa conducta;dous di-
tos de 35 annos por 330,000 rs. cada um; 3 prctos
do nagfo do 20, 23 e 25 annos, proprios para o
campo; um moleque do7annos,ptimo para apren-
der alguin ofllcio; uina molcca recolhida, do na-
gio, que coso o faz lavarinto ; urna prcta de 20 an-
nos que engomma coso e cozinha, tudo muito
bemfeiloj duas prelas mogas, quo lavam de sa-
liioo varrclla ; urna dita do nagio Costa, boa qui-
tandeira por 330,000 rs.; una parda de 18 anuos ,
muito forte propria para aprender a engommar;
um prelo, por 150,000 rs.
Vendem-su os seguintes livros, em muilo bom
oslado, por prego commodo no paleo do Carmo ,
n.1": Universo l'ittoresco, 3 v., encadernados;
Museu l'ittoresco, 1 v.; Jesus-Christo peranto ose-
culo I v.; diccionario jurdico, 1 v. ; Historia de
.N'apoleio, 2 v. ; ReslauragOo do Portugal, 1 v.; Sir
WallerScolt, 24 v. ; Alinocrevedc Pelas, 3 v.; An-
ua de Geicrslcins ou a donzela do nevoeiro 4 v.;
os .N'atchez, 4 v. ; o Dcrrodeiro Mullicara), 4 v. ; His-
toria de Gilbraz de Sanlilhana, 4 v. ; Historia de
I). AfTonso Braz 2 v ; Viagens do Anlcnor 4 v.;
Descobrmento da America 2 v. ; Historia romana,
1 v. ; Cocina ou a Italia, 2 v. ; os Puritanos da
Escocia, 4 v. ; I). Qusole de La Mancha 8 v. ; o
Quixote do seculo XV'lll, 4 v.; Historia do Eslcviuho
Gongalves 2 v. ; o Diabo coxo, 2 v. ; l.azarilho de
Tormos 1 v.; a Noit do Castello 1 v.; Viagens de
Gulliyer 4 v. ; Aventuras do Robinsou Cruso, 6
v.; Numa Pompilio, 2|v,; Guilbcrme Tell, 1 v.; No-
vellas e cotilos,' 2 v. ; Gustavo 3 v.; o I'illio do mi-
nha mullier 3 v. ; Garlas do lloloiza o Abailard 2
v. ; Or|ando amoroso, 3 v. ; Thesouro da mocida-
do, 1 v.; u Robinsou de tannos, 2 y,; llarbarinski, I .
2 v.; Bolizario, 1 v.; lleiiriqdlhno, l v. j Elogio do |rEnN. : >
No dia 20 de feverciro do corrente anno, des-
appareceu o crioulo Manoel Gabiso do 28 a 80 an-
nos, 8llura ordinaria, chcio do corpo olhos pe-
queos, e vormelhos, om um delles parece tet urna
bilida, psgrossosque pareccm inchados; quando
fugio linha om ambas as pomas duas pequeas fe-
ridas que lalvez j nflo as tenba mas ha do leras
cicatrizes ; leyou caigas de algodilo azul, jaquel!
branca ,chapeo de seda vcllio ; anda calcado, por
so intitular forro ; he sapateiro o intendo do servi-
co de padaria|: quem o pegar traga-o a esta lypo-
graphia ou a rua de Horlas, n. 62, que se grati-
ficar.
Fugio, no dia 29 do prximo passado do so-
brado da rua das Cruzes, n. 22, um oscravo criou-
lo, de nomo Antonio de 20 annos, estatura rega-
lar grosso do corpo bem prelo, nariz chato, pea
um tanto largos, bstanlo fargola, quando falla;
levou caigas de estopa camisa de inadapollo de
pregas na abertura, ongommiida, o foi sem chapeo.
Ksto oscravo foi comprado, om 3 de dezembro pr-
ximo passado, ao Sr. Antonio Thomaz da Silva, mo-
rador em Macci o agora consta que este Sr. est
morando em Rio-Formoso. Roga-se a todas as auto-
ridades policiacs o capitules do campo, quo o apprc-
hendamo levem-no a mencionada casa que serilo
generosamente gratificados.
Fugio, no dia29derevoiro, noite, um pardo,
do nome Joio, grosso, de boa estatura do 26 an-
nos do sitio da Cruz-de-AImns, om caigas smrn-
to ; lio do TeigOes carrogadas e muito bom construi-
do. Recommenda- so s autoridades policiacs, o do-
se boas alvicaras a quem o levar ao dito sitio, quo
foi da Madro-de-l)oos ou na rua do Collogio, n. 15.
Fugio, no dia 22 do prximo passado do en-
genho Campo-Alegre freguezia do S.-Antflo o os-
cravo Antonio de naglo alio, secco, falla um lan-
o enihaiacida ; lom urna bellda no oiho dircito ;
levou camisa e coroulas do algodSozinho; suppoe-
se andar nosln praga : quem o pegar leve-o ao Atcr-
ro-da-Uoa-Vila n. 8, ou ao dilo engenho, que sera
gratificado.
Fugio, no dia 21 do prximo passado, da villa
do Rio-Formoso o cabra Agoslinho acaboclado
escuro .cabellos um tanto corridos baixo, choio
do corpo olhos pequeos e avermelhados falla
branda sem barba ou com muito j.ouca, do 25 a 30
annos: quem o pegar leve-o ao engenho Cuca ,
termo do Rio-Formoso, que ser generosamente
recompensado c nesta praga ao Snr. Manoel Con
gal ves da Silva, na rua da Cadeia do Recife.
Fugio, no dia primeiro de feverciro a pre"
Benedicta, crioula, do 40 annos pouco mais ou me-
nos, estatura rogular socca do corpo olhos aver-
inelhados, rosto descarnado, desdentada; le* os
psapapagaiados com una cicalriz na cabega
algumas no pescogo, do ocrufulas quo leve : quem
a pegar love-a ao sitio ile Paulino Augusto da Silva
Froiro na jravessaquo vai do Arraial para a Casa-
Furto que ser pago de seu trabalbo-
-- Fugio, no dia 20 do.corrcutu do engenho Es-
trella uo Rio-Formoso um cubriuba de nome
Matute! de 12a14annus, os olhos vivos, beicos
virados ; lem a falla um pouco descansada ; con*1*
andar pela Lslaucia, Passagoui-da-Magdalena etc.
quem o pegar leve-o ao escriptorio do Manool Gon
galvec da Silva que ser regmpensado.
1
NAXP. DM. K. DEFAMA.
1


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