Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05422


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Full Text
yumo de 1848.
O DI4RIO pul>lica-se todos os das que naol
IDA dos conimos.
forero de guani i o prec.o d atsignamr lie di!
4jfl0(> rs.poi quarlal.pagot adianladm. Os an-|Gonnae Paralilha s segundas esextas firs
nuncios dos assignintes iia fterido i raa! de|Riu'-(;rsnde-dr>.;WtequiotBeirasnomo-da
JO rs. porhnh, 0 rs: en tyfw* dl>rmie, e as palio, Serialiem, Rio-Fofns, Pono-Calvo*
repetes pe' inetade. Os quenSo lo.-am si;-| acelri, no I.*, al 1 t II do oda mci.
DtnCM paga!* <* ra. por liaba, e loo na lypo
dillereote, jior soda; pulilicac.o.
PilASeS DA faUA. NO MEZ PE FEYEnF.iRO.
I,na no, a 4, 4 llhoris e z J mi. d Urde.
Cresceiit a 11, i a horas e J min. da tarde.
La chafa a IV. itl hoias e 38 rain. HidkomiW a II, s iwras e 3 min. da tnarahia.lSeeunda, s
de Feverei*o.

Anno XXV.
N. />.
Boa-Vina o Plores, a II e 18.
.Victpri, s (|uiutas-firas.
Oliuda, todos os das.
PP.EAMAR DE BOJE.
Priineira, al 9 horas e 18 minute da nanhSa
hOrai l- minutas da larde.
MAS DA SEMANA.
II Secunda. S. Maxniano. Aud. lo J. dos
orph.cdoJ.doc. da ? t. edo J. M. da I *.
11 Terca.8. Margarida de Corlos. And. do 1.
do civ, da i. v. b do 1. de patdo Idisi. do t,
II Quarta. S. Lzaro. And. do i. do ci. da
1 a do J. de ps do 1 disi. de t.
24 Quima. S. Pretxtalo..Aud. doJ.de orph.a
d > J. inuuicipal da I. v.
1& Sena. %. S. Malillas. Aud. do J. do el, da
. v., e do J. de pat do i. dlst.de i.
16 abliado. 8. Cetario. A-d. do J, do civ.
da I. v. do J .le patdo 1. ah'st. de t.
37 Domingo. S. Torquato.
CAMBIOS NO OA 4 DE PVEREIHO.
9obra Londres a T/, e 17'/, d. por l ri.a 60 d.
Pars 180 rs. por franco,
a Lisboa 5 por 100 de premio.
Ocsc. deleltras de hoas firmas I a l|4 /o ao m.
0f0Onott l'cspanholas.... IlfJAO a 181800
a Moedasdeol'OOvelli. 10*100 a I6|30C
a de 6|40i'no.. 16/000 a J6#l0l
de4f90A..... ofeoo a 94100
frea Pataco*.......... l|0 a l#JS
a Pesos colamnares... 14140 a 18.S0
a Dito mexicano!.... l|460 1*870
a Mluda............. I 900 a l#91o
Accoaa da coiap. do Bebajrilw de iOj000 rt.eopa.
PAftTE OTFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
/XPEDlENTE DO DA 3 DO' COMIENTE.
(/Helo. Ao commanalante das armas, Iransmillliulo
oconcclho dedjsclplina de Manoel daSilva, soldad
desertor dol'batalhode artllharia a pe. Parllelpou-
seaoEnn. presidente das Alagas, o qual remetiera o
mencionado coticeHra.
O Sr. Guizot, fcrto em sua experiencia e talentos, nSo
depor as armas em ter dado bata I ha na arena onde a
sua eloquencia Ihe d inenntestaveis vantagens. Mas, por
multo que elle cont reouperar tola a ana supremaca
na cmara dos deputaflos, nao pode ignorar que o esta-
do do gabinete e as disposifSes em que se achar a co-
rea, sao as causas verdadeiras que terminarad ou pro-
longaran a sua administraco, e que o estado actual dos
negocios, tanto em r'ranca oomo as relacoes externas
do reino, dec aggravar ps perlgos internos do governo.
De ha milito se previa que quando a presidencia titu-
lar do marechal Soultse tomasse incomparivcl coin suas
crescentes ciifcrtnidades, a nouieaco do Sr. Guizot pa-
ra o primeiro lugar do governo seria acompanhada de
animosidades por parte dos outrps uienibros influentes
INTERIOR.
SERGIPE.
Circumslanciai que acompanharam a execucHo do infe-
liz Joio Comee de Retende, condemnado pena uli-
br sao aliar do geu sacrificio; mas, sem perder
jamis a corageni e a firmeza, procurando, quanlo
Ihe era poivnl. s Laucado seguda vei da fdroa, limlou enlSo sua ex-
istencia, depois do quo foi o sau cadver pedido pe-
lo parodio ao juiz, e sepultado dentro Jo santua-
rio.
Assim acabou a vida o desditoso Jo3o Gomes.
ma pelo jury de tabaianna, e levado a (urca no da I So morrn innocente, comoilizla, devemos piamen-
Nunca deu a menor de-
i)ito, -. Ao incsnio coihmandante das armas, Oacultan-,
do a baixa por ubstiluiao, requerida pelo soldado do I I5,b.'l,et- A classe de pessoas, especialmente na vi-
2. batalhiio de artllhaela a pe, Joaquim Francisco dalda Pu,)lica. quepreferc habilidades secundarias pree-
minencia do genio, he mullo' malor do que gcralinente
acere. O juizo independente, a vontade individual e o
carcter imperioso daquellcquc gorerna principalmen-
te por sua tcncao firme e peuctraco, a'ccomiiiodam-se
uiuilo menos coin os habftos e goatos de uina maloria
parlamentar, do que a mediocridade oliicial de um mi-
nistro une nnrtiiha os prejulios e motivos dos seus col-
legas e partidarios. Assim, emquanto o Sr. Gulzot ira-
cava a poltica da Franca em presenca da Europa, tra-
lla o Sr. Iluchatcl para dentro do circulo da sua influ-
encia possoal a maloria' conservadora da cmara dos
deputados ; e emquanto o ministro dos negocios estran-
geiros e presidente do conceibo era o genio, do gover-
no, o ministro do reino diriga a inaioria a sen talante.
Entre dous homens de extrema disparidade de carcter,
e anda assim de tanta paridade de poder e de preten-
efies, nao ho para admirar que teiiham apparecido dif-
terencas graves, e era de esperar que o Sr. Duchatel se
aproveltaria do primeiro revs que soflresse o M\ Gui-
zt em urna questo de poltica externa, para enfraque-
cer a ascendencia do prime)ro ministro. J o anno paa-
sado o ministro do reino rrprllio de si com algumii os-
t. ntacao toda c qualquer parlicipaco no aasumpto dos
casamento hespanhocs, que fura consuininado durante
a sua ausencia de Pars. As recentes mudaucas diplo-
mticas ntreos representantes do governo Trance naS
diil'erentcs cortes da Europa, foram um novo objecto de
ii ntacao, posto seja obvio que a distrlbuico desses
aempregos pertence tanto ao ministerio dos negocios es-
traageiroa emu a nwneseSe m preTritos, etc., a' mi-
nistro do reino. Comtudo, a noineacan do Sr. Kapolcao
Duchatel (irmao do ministro) para urna lega;ao cstran-
geiraesuasubsequebte rejeican pelo Sr. Gulzot, alar-
gou naturalmente a brecha que exista, tornandu-se
suinmauente grave o perigo que corre o ministerio des-
de que o Sr. Duchatel te declaro abe mente em op-
posico poltica seguida pelo Sr. Gulzot noa negocios
da Suissa.
Poucas questOes teem occorrldo durante a long ad-
ininistra';ao do actual ministerio franecz. nne mals em-
b.iracassem o Sr. Gulzot ou que por elle fosscn t5o mal
dirigidas. A coutenda que haalgmnas semanas nao pas-
sava de urna briga entre os cantees sulssos, fol elevada
dliuensoes de um grande successo na Europa. Ogo-
veruo da Cunfedcraco prestou a ana baudeira causa
que iiiais teaiida e odiada he pelos estados conservado-
res, c no espritu da sua resistencia aos principios da
dieta est o Sr, Guizot e perfclto aecrdo com o gabi-
nete da Austria. Ciemos que esta linha de poltica nao
'ic a que a uaco frauceza, as cmaras ou incsiuo os
fus collegas, cousentirao que o Sr Guizot adopte c
aiga. Se, porm, Ja est adoptada c seguida, dar op-
pusic- meios de ataque como nunca leve O objecto he
do pequeo ou iienhum interesse directo para cl-rei,
que reserva todas as suas Turcas oais para thronos ho-
uiogencos, do que para republicanos discordantes. A
posico da Franca he at certo pomo perigosa, e port.m-
to repugnante maloria ; he burlesca, e prtanlo oQ'cn-
siva nacau.
No estado actual da opn.lo publica em Fran9a, sao
dignos de nota lodos os incidentes que pdeiu servir
para indicar a sua marcha. He fcil por sem duvida
lancar o ridiculo sobre a llngoagein e procedimento do
partido popular, e patentear lias columnas de um jor-
nal ininlsCerial a rodomontada do Sr. I.edi ii-ltollin ; a
Lvacilin^ao do Sr. Odiloi) ilarrot, e o expressivo silencio
do Sr. Thiers. Mas as demousiracdes da opinio popu
lar raras vezes se tornam nutaveis por sua sabedoria,
moderacSo ou coherencia. Nao teem valor seno cmo
signal do quantum de opiniao publica hostil apoltica do
governo e hosiil em grande parle s instituiefles do
palla.
No actual estado de apathia poltica em Franca, me-
rece, notar-se que teem havido quasi (|uarrnt i reuiiines
neste outouo ein dift'rrenles pontos para exprimir opl-
nioea do carcter mal decididamente popular, c para
Tascr reviver as lnguidas energas da opposicao. O po-
der da opposico em Franca nu consiste, tanto na sua
Torca numrica, como ua sonnua de cxcitainruo paci,
nal que a sustenta (ora das cmaras. O actual grao de
excitamento nao he ainda por certo urna resnluc/to ve-
hemente ou una conflagraco popular, mas Icm alcan-
cadoj grande grao de Termciuacao, e he acompRIihado
de una profunda A-".....nonrl das insliluicocs do paite
dos homens qin i. c.i. .;.i no poder de 183(1 para c.
Ninguein que (cuba coiihecimrnto Oestes Tactos, percur-
cursores mu slgnliicllvos de oceurrencias inais nota-
veis, piidc suppur que he mister um successo inulto im-
provnvcl ou mullo remoto para reaccender una agta-
coo, para fater apparecci um espirito de carcter muito
nals tcuiivel. Anno ai5s anno do actual reinado, ao
......________ -_ ___!.-... I..I1_____I- A~ *-
Silva.
Dito Ao presidente do concclhogcral de aalubrida-
de publica, recommendandoque, com a possivcl brevi-
dade, remeta para at Alagfias algumas laminas de puz
vaccinieo.Communicou se aoExm. presidente dat Ala-
gas, cuja rrquiico deu lugar expedicao deste of-
uaia,
Dito. Ao adniinislrador das obras publicas, orde-
nando Taca lavrar termo de recebimento da obra da ea-
deiada cidade de Golanna, mande pagar ao respictlvu
aiTemalanteo que, nafOrma do contrato, se llicesliver
adever, e entregar as chaves da mesma cadeia ao dele-
5ado do referido leruio. l'articipou-se ao mencionado
elegado.
Dito. Ao cooimandante geral do corpo de polica,
scieniifieando-o de haver dispensado da iustruccao par-
cial da guarda nacional do Recife ao segundo comman-
dantedcconipanhia, Joao Pacheco Alves, por se char
destacado na comarca do Bonito. Hoineon-se o;tencnte
Francisco de Paula Melra Lima para substituir ao demit-
tidot eparlicipou-se ao commandantc das armas, ao
inspector da thesouraria da Tatenda e ao commaudan-
te superior da guarda nacional do municipio do Rc-
ciTe.
Portarla. Demittiodo o regente do hospital dos la-
zaros, e nomeaudo para esse lugar a Francisco Joaquim
deOllvcira e Souia Particlpou-se admlnlstracao
dos estabeleciinentos decaridadceao nomeado.
DIU. Demiltindo a Joo Francisco do Amaral do
empregode del da inspreeo do assucar. Nomeou-se
para esse emprego a Manoel Sabino da Costa ; e commu-
nicou-te ao inspector da thesouraria das rendas proviu-
ciaes e ao nomeado.
Dita. Recoramendando s autoridades locaes con-
tiniain que, dentro doprazodeum anno, contado de IG
de dezembro ultimo, o cidado Antonio Das da Silva Car-
den! mande buscar ou cortar as mattas desta provincia
e nadas Alagasquarenta diulas de paos de siciipira.
Parlicipou-se ao inspector do arsenal de mai inha,
DEM DO DA 4.
Oflicio. Ao inspector da thesouraria da fazenda, au-
toritando-o a crear urna collectora na villa da Flores-
ta, na. forma, indicada na iiii'nrmacfio, dada por S. S
acerca do officio ein que a cmara municipal dessa villa
solicitara a crencao facultada. Participou-sc i cmara
municipal da Woresta.
Dito. Ao commissarlo-pagador, ordenando passe
guiaao teen te do 5 batalhode Tuzllelro, Jote Manoel
Draga, que est a partir para o Maraubiio, e adiante-lhe
tresmezes desold. Parlicipou-se ao couunandante
das arma*.
Dito. Ao hachare! Joaquim Jos Nunes da Cunha
Machado, necusando recebldo o ollicio em que dra par-
te de haver entrado no exercicio do cargo de promotor
publico da comarca de Golanna.
Dito. Ao couunandante geral do corpo de polica,
determinando que rebaixe, c corrija nos termos do rc-
C.Ulamento, ao sargento .Ioaqiiim Francisco, pelo modo
irregular porque se portara para com u delegado do ter-
mo de .\azr'(h.
Dito. A' administraran dos estabeleciinentos de ca-
lilla, declarando improcedentes as rasOcs pelas quaes
ella entendeu que devla negar doie e cnxoval expos-
ta pedida em casamento por F. Poiiricr; e reco.....leu-
dando satlsTaeasemelhaute encargo,logo que Trpossivel.
itemcttcu-se'cpla -deste oflicio adiuinisiracao do
patrimonio dos orphos.
DEM DO DA 5.
Offlcio. Ao Exm. presidente das Alagos, acornan-
do remeta de unta caixiuha coin quatro laminas e oito
tubos capillares de puz vaccinieo.
DitoAo commandantc das armas, scicntilicando-o
de ter S.M. o Imperador concedido passageiii, no hic-.
mo posto, para o 2. balalliSo de artllharia a p a o 2.
sargento do 1. da mesma arma, Laurentiuo Ellas Lima.
Dito. Ao eommandanle geral do corpo de polica,'
ordenando caceallcenca que o soldado Joaquim Fran-
cisco Bezerraobtivera da presidencia, c o faca recolher
ao quartel do mesmo corpo.
Dilo. a.' administrarn do patrimonio dos orphos,
declarando que os empregados inaiorcs do respectivo
collegio devem de ser considerados como empregados
provtnclaes, e pur isso eslo subicitos aos descont de-j
ciados pela lei provincial n. 196, do anno prximo pas-
tado.
24 de Janeiro .Morree assim s um hroe !!' A coragem com que
o infeliz Joflo Gomes do Kezendo subi ao cada fal-
so, a sorenidade doseu sembla ule, a sua resignacjlo
com a yontade do Altissimo, o modo admirovel por
quo perdoTu aos seus inimigos, cliainando-osseus
nniigoa, seus irmilos, a posi^fio tocante e religiosa,
com que constantemente era encontrado no oratorio
liante do Crucificado, sitas palavras, seus goslos,
suas raaneiras edillcanles ; ludo, Indo indicava en-
cerrar umn alma innocunto o um coraQ<1o heroico
aquella enran inneorailo lie ui'illitjcs. a consumido
d trabadlos.
Logo que chegou em Itabaianna, onde, dovia ser a-
presenlado o thcalro de sua tragedia, mandou pedir
ao roverendo parodio que o fosse confessar. Dirige-
so ao oratorio o sagrado ministro com algumas pes-
soas mus, e alii onccntram a victima proslrada di-
ante da imagom do Josus'Ghristo, o em l&o profun-
da o aeio, que netn percehou as pisadas dos que n-
caliavam de entrar. Chegou-sea elle o parocho, e
pondo-llie a milo sobro um hombro, se levanta o in-
feliz, o de parto a parto se sadam. Senhor Joilo Go-
mes, disse-lhe o parocho, donde I to veio to gran-
de infelicidade? Ah senhor reverendo rigario
(respomleu) ludo quanlo tetiho padecido, c me fal-
la para padecer, me nao vem senho da Divina Pro-
videncia, fcusuu innocente, assim o declaro peanle
esta itnagem daquello Senhor, que conhecc o fun-
do do mou coraeflo. Ku perdo a todos os meus a-
migos (amigos chama, vede, o nao inimigos) que
silo a causa da uiiiilia inorte. Smenle levo para a
l'llornidade ifous pozares, a letubran^a do tneus li-
Ihos o de mintiainullier, e o me.lo do castigo do
Dcos sobre aquellos quo mo cou'demnam. Ah .' ni i -
uha mulher Ha dezoilo minos que somos casados,
tr nunca formozura alguma, por mais rara que fos-
se, igualava nos meus olhos da minha mulher.
Ah .' meus lilliinhos, ja nilo dormiris mais sobre os
meiisjoelhosoprinieitosomno, o somno da inno-
cencia. Aqui calou-se o reo, e poz-sc a chorar, ten-
do proferido ouirus muitss cousas, Je quo nos n.lo
letnbramos.
u Senhor Joo Gomes, tornou-lhe o parodio, en-
taou sua alma est innocente deste crime, de que o
ucusatn, e por que vai ao suplico ? Senhor reve-
roado vigorio (tespondeu) resta-me ainda alguma
esperanza? HT\o hei de infaJIivclinento cumiirirs
I lo crer que goza do panizo.
' monstrsflo de padecer remorsos em sua conscien-
*cia: todos pelas ras o pranleavam, o bemdiziam :
ennarou a morte com a mesma constancia de um
hroe. Dcos o tenha na sua gloria.
minha sentenca ? Nao devo, porventura, para mi-
EXTERIOR.
O ESTADO DA FRANCA.
LONDRES, 14 DK DEZEMBRO DE 1847.
ly lia muitosannos que os preparativos para a scaso
dat, .amaras trncelas uo sao acoiupanhadas de tan-
tas causas de incerteza c de flaqueza como as que po-
denios distingue- boje no estado e posifo daquelle go-
verno. Por teiu duvida que ba inuiU cxagera9So as
asserce*i de alguna Jornet opposlcionistas ranccias
de quo chele do gabinete medita j una retirada
pionipta, porquanto o Sr. Guiol Un provado que nao
lie haiueni pra ceder o podar pretsao de uina dmlcul-
dade, 014 a exigencias de um rirai, sem ter (aneado
uiau de totlo os recursos para vencer aquella e eama-
(ar este. Se, pois, tenidadoa entender que se retira, d-
vc considerar -se isso ruajs como unieio deponurvar
o poder do que como resolocao de lai ga-lo,
inesino tem'poqae a aaco aceitara a Influencia do ao-
berano, mais carregado c mais incerto se tomava o as-j Ave Mara, e me acompanlieispara a supu
pecio das cousas que cstavjm fora da sua utkv iic y.uiido-mp o olliciu do .N'ossa Setihora I'
diat.i. As tendencias perturbadoras c destruidoras do
partido revolucinario sao permanentcl. comquanto al-
tUUta? yezc parecum descancar, as garandas resultan-
tes de insiituces mais conservadoras o temporarias,
ainda que a sua ascendencia pareen completa. Conla-
ihqs, pois, por diJJercutes causas, com um periodo de
niaior animacao c lalvez de maior |icriga do que aquelle
a que al aqui se tem valo exposto o gabinete do Sr. tjiii-
zot; c nao he de iiiodoalgiim improvavel que as dille-
rencas ulernas do gabinete, ou o dcscoiiicntamcnto da
uaciio, produzam C111 noca nao distante urna modilica-
co graTe no governo A-ancez.
(Times.)
Jorral do Commercio.)
tilia salvaQtlo, declarara verdade tliatito desle Dcos
que me esta ouvindo ? O mcu coraerto est puro: eu
morro innocente. Quero que Vossa Reverendissima
me ou;a do couliss.lo, quo me de os sacramontos da
igreja, que me rozo dianlc de mim algumas oragOcs,
e primeiro que ludo quero que me faca urna caria
a minha mulher, pcdindo a ella, a meus fillios o a
meus prenles que perdoem a todos os quo me fa-
zetn passar por oslo terrivel golpe, Dos tome conla
do lodos para os felicitar, e v.So para os castigar.
Alnrdeslo podido fez o reo oulras declaratOes, que
so podo ver na referida caria.
. Confcssou^sc orco duas vezes, e recebcu os sa-
crainenlos no tneio das maioresdemonslrases do
piedade e de contricgilo. Pedio liccnca ao juiz mu-
nicipal cxeculor da sentones, para sabir do orato-
rio nmorlalhallo, e assim coi reo as ras, e subi
forca, caminhando com passo (irme, sem mostrar a
menor pertrbaQflo de espirito, o pedindo constan-
temente ao parodio, que o acompnuliavn, que o ad-
virlisso de ludo quanlo podesso prejudicar a sua
alma na ultima dora. Chepudo o momento de subir
ao pdtjbulo, pedio ao juiz licnnca para fallar aos seus
irm.'ios, e cutre oulras muilasdtclaracoes de quo nos
ndo recordamos, disse o seguinte : Meus irmflos,
eu tnoiro innocente : o mou coratjOoest puro di-
ante de lieos, por isso nSo lenlio pena do morrer, e
do dizerodeosu esle valle de lagrimas. Ku perdo,
de lodo o meu coracfto, aos meus amigos, que me
trouxcratn aqui. Senhores jurados, juizes do diiei-
to e promotores, vede como fazeis a vossa jusliga.
\ffio vos liis em testemunlias que juram por em-
oli, e por dinheiro, para nfto lerds mais occasiilo
de condcinnardes a innocentes, como eu cstou. A-
deos mundo I Adeos inundo engaoso.' Eu morro
innocente, por issp nao me pesa do te dar as cos-
tas. Meus iruiflos, vede-vos ueste espeiho, e quan-
do eu expirar me rozeis todos un Padre Nosso o urna
a supultura re-
ndu-mp o olliciu d.o Nossa Senhora.Pedio um
clice de vinlio, pedio ao parodio quo subisso com
elle al o patbulo, ao-quai investio com a mesma
coragem de 11111 hroe, sem mudar ao menos as co-
res doseu roslo, antes divisava-se nelle um como
que real semblante da innocencia, decebido o ein-
purrilo do algoz, no iiieiu de urna conslernacao :
pranlo quasi geral, quebrou-se a corda, o padecen-
te, cahindo em pe, parti para sobre a imagom do
Crucifixo, mas quasi suecumbitiu, sem respiraclo,
e sem falla; o depois, recostando-se sobre um ir-
mao, foi lentamente se sentaudo no-chito. AlTrou-
xaraiu-lhe o laro que linha ao pescoco, o, em quan-
lo oulro se preparava por ordetn do juiz, o pad-
cetele lornou em si, pedio mais um clice de yi-
nlio, semio eslis as ultimas palavras, quo prufetio.
Duas pessoas ajudarain-no, coin a maior piedade, a
sqbii segunda vez ao cada falso; pois que, como
eslava quasi do todo desalentado, ja nao poda su-
JtllHha qiietitla e timada apaga.
Viflima de urna supposir-ao, so bem que com to-
das as cores di verdado, ou marcho a dar o passo
extromo para o tmulo, ou antes para n cadaalso,
aondo me conduzio a minha desventura nao para
oxpicflo de alguma enorme culpa, mas para cum-
prir os inexcrutaveis arcanos dessa Providencia E-
Icrna, a cuja vontade soberano est irrefragavcl-
mentesuhjeita assim a vida do homem, como a
duracao do universo. Ah .' minha querida esposa,
eu marcho a ser inmolado no altar mais ignominio-
so : cu vou morrer, mas sabei vos, e saiba o mun-
lo inteiro, que eu morro innocente. K que he o que
agora me resta ? obedecer desassombrado s leis do
meu paiz, curvar-me humildemente ante asaras do
Cordel 10 un maculado, cuja imageiu pathotica e con-
soladora tenho neste momento dianlo dos meus o-
ilios, bcijar as milos que mecondemiisui, eperdoar
aos meus semelhantos.aos meus semolhanles digo, o
nilo aos meus inimigos, porque j os uo tenho neste
dia,em que devofazer de minha alma um presento ao
meu Creador. A vos, por aquella doce, sincera e (iel
niao oni que constantemente vivemos por espado de
l8Jrnnos; a meus queridos (Uhos, pela minha bencito
o por aquelle amor paternal com que semprecari-
nhosamenle os afaguel em meus bracos ; e a meus
prenles o amigos, pelos lucos do sangue quo nos
ligam, eu peco, de joellio curvado o de mitos pos-
tas, que jamis procrenla mais pequea vingimca
contra aquellos quo me levam ao supplicio. Os meus
aecusadores, as lestemunhas que me condemnsm,
os juizes que mo sacrificam, o mesmo braco faterna|
do monarcha brasileiro, que se nSo dignou do ner-
doar-tne* do minorar-mc a pena, nada mais silo do
que instruir.cnlos com que a Omnipotencia quiz ej-
ecutar ueste frgil mortal os seus Infallivois de-
cretos ; perdo a todos, como flhos do mesmo pai,
subjeitos s mesmas leis, s mesmas uecessidades,
aos mesmos deslinos, ao mesmo fin, mesma mor-
to que igualmento nos espera. Qucm visse sobre o
monto a fogueira de Abrflo, dira jazerem all as
cinzasdo Isaac ; mas, emquanto um cordeiro he
consummido pelas chammas, Isaac vive, e vai ser
pai de um grande povo. Quanlas vezes somos en-
gaados por fraqueza da rastto,. ou dos sentidos.'
Grande Dos, ah! so de vos depende a minha feli-
cidad.: Vos conhecis o fundo do meu coracSo, por
isso nem o medonho aspecto deste escuro carcere,
netn o peso dos grilhoes quo arrastro, nem a pavo-
rosa sombra docadafalso, nem o medo da morte,
nem o horror do tmulo, nada, uada me faz suc-
cumbir dante de vossa inexoravcl justica.
Agora, minha amada esposa, lenbo de fazer-vos
os meus ullimos pedidos.Devo urna missa s al-
mas do Cemiterio, um terco cantado ao Senhor do
(lomlltii, e oulro tambom cantado *ao glorioso pa-
dre Santo Antonio. Devo mais a quantia de 10,000
rs. Scnhorzinho, filho de meu compadro Pedro
do Coquciro, de fazendas quo ihe comprei, e a
quantia de 320 rs. a Francisco Manoel Maroto : peco-
vos, pelo amor de Dos, que cumprais por mim u-
quellaspromessas, e paguis eslas duas dividas.
Peco-vos que, as vossas oraoOes, tifio vos esque-
gais de mim, e rezeis sempre em minha tenerlo um
Padre Nosso e urna Ave Mara ; assim como vos peco
quo mandis celebrar por minha alma as raissas
que podrdes.
Aquellos papis lendontes fl repartidlo dos molo-
ques cstfio cm uiao do Sr. JoSo Antonio : procu-
rai-os, e guardai-os para em lempo competento ap-
parecerem, Reccbei do meu compadre Antonio Jo-
s Vieira o gado que est m seu poder, e dello dai
duas vacens paridas minha lilha Ignacia Maria, a
quemdemaisollereco um terno e saudoso adeos,
e a minha bencSo: rocotntnendo-lhe, como pai amo-
roso, quo ame, respeito eobedeca a seu marido, ni-
co pai e nica pessoa a quem deve ella consagrar to-
do o seu coi aciio.
E se tanta cousa vos hoi pedido, que he o que em
recompensa vos delxo? Ai I meus olhos se arra-
san! de lagrimas, meu coraeflo se desraz em pranlo,
a voz me foge, meus labios Iremetn, e nflo posso
proferir no meio da minha dOr t doce nomo dos
mous Albos. Estes sagrados potihoresde meu corceo,
esles amorosos (Vuctos do nosso del consorcio e o
dom mais precioso quo legar-vos posso. Minha mu-
lher, olbai para os nossos lilhos. lnspirai-Ihes o amor
da virtude, e o odio do vicio. Desviai-osde ms com-
panhias, de mos exemplos, de mos conselhos, e do
ludo quanto arreua-lospossa docarainho da honra,da
perfeicao e da gloria. Ah meus lilhos, nicas delicias de
um pai InTelIz, os cos vos abencoeni, e vos facain mais
dilosos que o vosso pal. Eu vos deixo em mcu lugar a
vossa carinhosa inai. Amai, respeiui, obedece! a proge-
nitura dos voasos das : dai-llie houra e gloria : serv-
Ibe de amparo uas suas uecessidades, de ooaaolaco as
suas tristezas, servl-llie linalinente de pas na sus. ve
bice : segu os dictantes, os conselhos e os preceitos da.
tanta religio de vossos pas, ainai a Dos e ao prximo,
tede mansos e humildes de coracao, para podrdes ter
Telizes na eternldade.
MUTILADO
X
^


Recebei emfim, minha ainada esposa, a minha ulti-
ma (.espedida : recebei um adeos, un abraco, una la-
grima. P.hicos iiisi,ii,-s de vida..... ah da agrada
torre reiiimbamn bromes: o relogiu da eteruidade
J me v.l batrr a ultima hora: em breve descere! para
ae. ;>. a ja/.irta dos morios. Adeos. minha chara espo-
sa, adeos at o parata* Mas, ante do p isso extremo,
r<.....'"'' aluda Um abraco, uiliadeos! antes do aparta-
iiientc. eterno, recebe) aluda una lagrima de audade,
tJOr do oratorio vo tributa o vosso infeliz espoto,
\ illa Ua Iubaiauna, 24 de Janeiro de IMS.
Joo Gomei,
(Comi Sergipeme.)
PERttAMBUCO.
Cmara municipal do llccife.
6.' .SESSAO ORDINARIA AOS 17 DE FEVEREIRO
DE 18*8.
PRESIDENCIA DO SENHOI B>R. NEBY Di PORSRCA.
Presentes os Srs. Ferreira, Hr. Aquino, Barata o
Mamede, abrio-so a sessflo, sendo lida capprovada
a acta da antecedente.
O secretarlo fez aleitura dos dona srguintet ofticlo?
do F.xm. presidente da proviucia:
Um, approrando a proposta que o vereadnr presiden-
te desla cmara litera do cidado Joao Manoel Ooutinho,
para reger interinamente a cadeira de primelras lettras
da fi eguezia de Jaboalao, no inipediuicnto do respectivo
professor. Intrirada.
Outro, concedendo aautorisacao que a cmara Ibe pe-
dir para alterar a planta da cidade, smrntc na parte
relativa ao becco das Barreiras. Inteirada, e que se ex-
pediste ordein ao cordeador para fazer a altcracao in-
dicada.
Uelibrrou acamara que se expedisse ordem ao seu
procurador,para que dsse cumprimento ao regulainen-
to interno da casa, na parte que Ihe for relativa, apre-
sentando coininissaa de polica os documentos de suas
despezas, para seren por ella rubricados, conforme dis-
ide o 3. artigo I." do citado regulainento, mandado
tic novo vigorar.
Conlinuou aapurafo de votos para deputados pro-
vlnciaes..
Dcspacharaln-se aspeticct de Cosme Damiao Ferrei-
ra e de Victorino de Castro Moura, e levantou-te a ses-
so Kii, Manoel Ferreira Aeciole, secretario interino,
asubscrevi. ftr. A'ery daFotueca, pro-presidente.--
Ferreira. Aquino. Hamede. -- Karata.
iii.uimi n i1 imbu:i;o.
iJHiWMi ai i'J JfAVJf&liTJll) :J)'JL 233>
Ah oll'erecemos considerado dos lcitorcs um artigo
em que certo communicaiitc do Correio Sergipente des-
creve os pormenores da cxecuc.no da sentcn;a pela qual
Joo Gomes de Rescnde Coi condemnado a pena ultima
pelo jury de Itabaianna ; bemeomo a carta que este in-
feliz escreveu tua consorte, poucos momentos antes
de ser suppliciado.
Levado ante esc jury, para responder por criuie de
homicidio, perpetrado na pessa de Manocl Jos. v*!he
maior de 7U anuos, Joo Gomes, apetar de seus reitera-
dos protestos de innocencia, Tora sentenciado frca,
nao menos de tres vezes: a primeira, cm mciadot de
1846; a segunda, em malo de 1847 eaterceira, em 10
desettmbro deste mesmo anno : como ultima taboa
de sal vacan, recorrer clemencia imperial; mas, ten-
do-llie esta denegada, leve de soU'rcr pena capital, a24
de Janeiro prximo lindo. Entremenles, csse bomem
que se proclama innocente, que se julga victima de iu-
justica clamorosa, ca qucm lalham lodos os recursos de
que ianya nio para escapar a un castigo que, emsua
consciencia, reconhece nao merecer; esse honieni, di-
zt-inos un-, ao tocar o termo das duras provas porque ha
passado, ao approtiuiar-se doalgoz que, autorisado por
seus juizes, vai enriar-1 lie os os da existencia, ao pasto
que contina a alliinar quccsl innocente, nao sola um
quinme contra estes juizes, naoos amaldiya, nao os
Vuta exi'cracao do povo que o ouve, que Ihed mos-
tra de sympaihia e compaixao ; pelo contrario, chama-
os seus limaos, epede-lhes sejam mal cautelosos as
seu tencas que, no futuro, houverem de proferir, para
que ao depuis nao tenliam de lutar coin os remorsos que
assaltam todo aquelle que chega a convencer-se de icr
coucorrido para que parle, a pena de morte o individuo
que nao ha commr-tlido iienhum dos delictos para os
quars a leis lia i fulniiuadosemelhaiile pena: c, oque
inais he, quas na hora extrema, i ecommeuda a inulhcr
v aos lilhos, que nodcteslcm, que nao aborrecam os que
os piivaram dasuacoinpanliia, dos seus cuidados, das
suas caricias!..... Ksle procedimento revela urna alma
bem formada; este procedimento s lie proprio do ver-
dadeiro chrislo, daqueile quenada se aparta dos pre-
ceilos da santa reltgio dos nossos pas ; mas aquelle que
bem coinpirhendc esses preceitos, e que os adopja de
coi cao, jamis se arroja a le mar contra os dias de seus
semelhantes, nem ousa mentir no instante em que se
apresta para comparecer ante o Semino Juiz; logo, he
para crr que Joao Gomes nao foi o assastino de Manoel
Jos, eque, por comeguinte, cuinprio urna sentenca
liilqua.
v \iii imn.
OS4D0i:S GASAMENTOS MOTEMPO DELUIZ XIII. [*]
XI,.
Tres vezes envin os seus criados ao andar supe-
rior, onde Imblava osenhor de Lastic, para saberse
seu primo alli so achava.ou j tinlia voltado, porm
so pode saber, que, quando sabio de casa da duque-
za, haviji subido sua, para mudar de vestuario, o
quo liavia levado n sua espada de combate. Nao Ihe
i eslava duvida alguma unto Lo espantosa realidade,
e por isso deixou caliir a sua abatida cabera sobre o
peito, dizendo tristemento :
Malaram-se, no ha remedio.
Aquella perplexdade a opprimia, e loria querido
todo o cusi aniquilar o lempo, suprimir o es-
paco, ver c saber ludo. Cada momento que decor-
ria Jhetrazia urna esperance, som por isso a livrar
de um tumor; conlava os minutos, e caiculava as
propabilidades. Entretanto o coronel no vinha, e
ella niio se atreva a confessar a si inesina que o que
desejava era isso, nem ousava pedi-lo ao co, com
modo de blasfemar contra Dos. Encostada varan-
da da sua janella, olhava tlenlamenle ao longo da
ra, equalquer bomem que via com espada, se Ihe
figurava que era o coronel; esperava que so appro-
xunasse, via melbor, o, reconhecendo que nilo era,
se comprazia do seu engao.
Do repente vio correr um militar c perlurbou-se
a recoiihecer a estatura, o modo de andar, emlim
toda a ligura do coronel. Approximou-se mais, e
nOd Iho licou duvida alguma de quo era elle, e de
que vmba agitado, paludo, so bem que com os olhos
----------------------------.----------------------- ..,__________
fj Vide Diario n. 4*.
muito animados. Funesto agouro! Desva rada com
a vista de seu primo', reuni as pnucas torcas que Ihe
reslavam para se retirar da janella, e apenas entrou
na sala, cabio sem sentidos sobre urna cadeira ex-
clamando : Morreu
Ao rumor que fez, acudiram as suas criadas, ro-
ilcaram-a, e pouco depois se uni a ellas o coronel,
procurando lodos reanimar a duqueza.
Apenas esta tornou asi; vio seu primo, e dando
um grito de espanto, o ropellio com um gesto furio-
so, e Ihe disse :
iNiio so cheguea mm, que me horrorisa. Ma-
tou-o / Diga quo no !
Est vivo, e silo, respondeu o coronel apressa-
il*mAntn
Isso he falso, oxelamou a duqueza com forca e
levantando-se da cadeira, e se he verdade, jure-o
pela sua honra.
O senhor de Lastic, sem dizer urna palavra, enlre-
roii spiliora de Cuebrianl a carta que o inarquez
de Chauvelin tnha escripto senhora de Fargis. Ao
ver aquelle nomee aquella lettra, tornaram a rea-
nimar-se nella os zelos, porm em virlude de um
signal que Ihe fez seu primo, mandou retirar as cria-
das, e, Meando so com elle, oljiava alternativamente
para o rosto do coronel e para a carta que linha a-
bi-ta na nio. Apezar do toda a sua commoeflo, -
xou por ultimo a vista na carta o leu o ?eguinte :
Senhora : perde-me se deixei atacar a sua re-
putacSo pelo bomem que mais nteresse devia ler
em defende-la, porm ou bem sabia que a sua be da-
quellas reputacOos que pdom arrestar, sem perigo,
os precipicios em queoutras menos solidas licariam,
sem duvida, destruidas.
O senhor de Lastic (evo a fraqueza ou a arrogan-
cia do acreditar os seus olhos, como sea sua virtu-
ilo nao l'sse mais forte que a mesma evidencia.
Com o pretexto de que me vio descer noito passa-
da, por urna cscada de corda, de urna janella que com-
munica com a sua habita^o, leve a loincridade de a
acensar de um crime, de que me suppOe cumplice,
e a senhora sabe que, desgracadamento, estou bem
innocente nessa parte. Porm o erro do coronel veio
muito a proposito, para que eu tivesse a generosida-
de de o destruir, o valeu-me a proposta de um duel-
lo morte, no momento em quo eu esta va escogi-
tando quo genero de morte poderia escolhcr que
uo fosse indigno de um cavalheiro.
O senhor de Lastic est muito incommodado pa
ra fazer-me este servico sem o saber, o lalvez sem o
querer, e a senhora dove presumir quo evitei escru-
pulosamente o desongana-lo. Por isso n0o quiz di-
zer-lhe o que escrevo nesla caria, com o flm do tri-
butar homenagem verdade e virtude, que uo
reparei om difamar sua vista por um momento,
porque me ficava este rucio de Ibes restituir o son
primitivo brilhantismo.
" Ao escalar a casa em que vive, ia eu [lie preci-
so confessa-lo] roubar ao meu escudeiro La Terrise,
que tambcni nella esta alojado, cein dohrOes que na
vespera mo linha recusado; apezar de que havia re-
cebido urna dobradaquantia para mi ni; e o fazia
porquo precisava daqueile dinheiro para comprar
um mimo que desejava offereccr, no da dos seus an-
uos, senhora dos ineus pensamentos, mas a ingrata
desprezou o meu al'ccio, e o meu presente, sem du-
vida para me estimular a morrer.
Assim, senhora, espero quo do mesmo modo
que Ihe ser fcil justilicar-se, nao Ihe ser difllcil
perdoar-me em lerempregado a nobre milo do coro-
nel para por termo a urna existencia que me he pe-
sada, desdo quo perd o amor Tenba a bondade de
Ihe dar os agradccmenlos em meu nome, pois bem
conhecer porque o no liz pessoalmenle. 'le
Se pordesgraca, senhora, o coronel soffreral-
gum leve damno, no aecuse disso senio a minha
torpeza, ou a necessidade que Uve de o excitar com
alguma pequea ferida a tirar-me.uma vida, da qual
putiho a seus ps os poucos momentos quo Ihe res-
lain ; licando certa que; lano no outro mundo, co-
mo ueste, continuarci a ser, com o mais profundo
respeilo, sou allencioso.servo. O marques'de
Chauvelin. <
Terminada a Icilura, c no achando a duqueza cx-
pressoi'scom que niunifeslasse a sua alegra, lancou
os ii acos ao pescoco do coronel, e depois do um pe-
queo silencio, exclamou :
Quehoinemlo generoso! Que coracSo to
nobre Porm onde est ?
No campo, esperando que eu alli v, para jo-
garmos ascsloradas, rospondou o senhor do hastie
rindo-se, c bem pode suppr.... at apostara algu-
ma cousa, que esl i mpaciente.
I*i>iiiin essa carta, como veio s suas nios i'
Tirei-a das do mensageiro.... Na verdade, no
foi muito nobre; porm, so nesta occaso tivesse ti-
no mais delicadeza, ludo eslava perdido.
De certo, disse a viuva, que trema de ver que
a existencia do.seu amante estivera pendente de um
lio. K, recordando ento que do coronel linha nasci-
do toda aquella seria equivocaefio, ajuutou em toni
de censura:
Com isto aprender o primo a no ser para ou-
Ira vez io desconHado.
Ambos temos orrado ; respondeu o coronel.
Poim o senhor primeiro, por ler suspeilado
da senhora de Fargis.
La senhora depois, por ler condemnado, sem
o ouvir, ao senhor do Chauvelin ; com o que esta-
mos iguaes.
Naquelle momento viram os dous interlocutores o
marquez que se approximava com aspecto contra-
riado e furioso. O coronel foi receb-lo porta, e o
marquez, ao approximar-se a elle, Ihe disse col-
rico :
Ser necessario lambem vir i i ra- lo de casa
senhor coronel ? No esperava que uie livesso no
campo l'cilo sentinella.
Ho porque j no tem que combater commigo,
respondeu ainnvelmeiite o coronel.
E, pegando-lhe pela nio, o levou ondo eslava a
duqueza, di/endo-lho :
Aqu tem o senhor o seu inimigo.
Sabemos todas as suas aventuras, disse a se-
nhora prendido marquez; c para que no tornea expr-se
a quebrar a cabeca do noite, para ir buscar dinheiro
para fazer-me um mimo, parece-me que o melhor
he prmos em commum os nossos cabedaes, e a nos-
sa leliciJacio. Agrada-lhe isto?
O marquez, sem saber o que se passava e embria-
gado de alegra, lancou-se aos ps daquella mulher
que ia ser sua, e colmo de beijos a sua branca mo.
A duqueza, cheja de enlhusiasmo, vista daquella
secna, estendeu a outra mo ao coronel, e Ihe
disse:
Firmino F.
Quinze dias depois a senhora de Guebriante cura- (se com o consignatario, Fii
ia a sua promessa na presenca de toda a ^^J^f^ **'
-- Para o Cnar cm escala pelo Aracnty tem de
pria a sua promessa na prnsenca
reiapprovou os dous contractos e o marquez
Chauvelin, para manifestar o sou agradecimento
merc regia, disse respeitosamente a Luir. XLLL.
Senhor, nos no podemos deixar decongratu-
larmo-nos ao ver V. me. dignar-so collocar a primeira
podra da nossa felicidad o.
O rei Ihe responden, com um amavel sorriso :
O reato, senhores, perlence-vos; porm sem
duvida o edificio ser bello, se hoi de julgar pelos ar-
chitectos. .
A senhora de Guebriante a senhora de Fargis li-
zeram urna reverencia, como para agradecer ao mo-
narcha aauelle cumprimento, tanto mais preciso,
quanto que Liiiz XLLL, naocosUimava ser wuitw
prodigo de galanteras.
No dia segunto celebrarara-se os dous matrimo-
nios com urna mesma Testa, as aenhoras e cava-
lheiro* da corle, convidados a tomar parte nella, se
manifestaram contentissimos daquella duplicada u-
no, estando-o na realidade OlilitO mais as quatro
pessdas que a conlrahiam.
Rosa, n,
com o capito, Manoel
COMVIEKCIO.
Alfandega.
RENDIME.NTO DO DIA 2*............5:558,828
Deiearregam hoje, 25 de fevereiro.
Barca
Rarca
Thomai-lUellori carvao.
Eilher-Ann dem.
CONSULADO GERAL.
RENDIMFNTU DO DA 24.
fieral............."............3:117,714
Diversas provincias............... 47,401
3:165,118
i'erJoo-lhe, meu primo, o mal que me fez, e
em prova do meu perdfio, comproinelto-me a fazor
com que a senhora de Fargis consin'.a em jogarcom-
nosco uina partida de quatro, por moio de um du-
plicado matrimonio.
CONSULADO PBOV1NCIAL.
RENDIMIENTO DO DIA 24...........2:509,408
Mov.menlo do Porto.
A'oeo entrado no dia 24.
Mar-Pacilico, tendo sabido de New-Bedford ha 27 me-
zes, galera americana Oroirnto, de 588 toneladas, ca-
pi.io James A. Norton, cquipagein32, carga azeitc de
peixe; aocapitao.
Navio taido no meimo dia.
Nevr Bedford galera americana Orozixtbo, capitao Ja-
mes A. Nortoo, carga a mesma que trouxe.
Declaracoes
PARA OS PORTOS DO SUL.
O paquete brasilciro a vapor Imperarit, com-
mandante Jesuino I.aniego Costa deve estar aqu
dos portes do norte, hoje, 25 do corrento, e par-
tir no seguintc.
= Pela delegada do segundo districto do termo da
cidade se fat publico que se aclia recolbido a cade a
um preio de nome Francisco, que diz ser eteravo de um
Celias Machado, reudeiro do cngeuho Cat, em Goian-
na : a pessoa que se adiar com direito a elle aprsente-
le nesta delegada com os seus ttulos, que Ihe ser en-
tregue. O delegado,
OUnda Campillo
A administradlo gcral dos estabelccimentos de
caridade manda fazer publico, que no dia 28 do
correnlc pelas 4 horas da tarde, na sala das suas ses-
soes, ir a praca, pelo lempo que decorrerdo dia da
arremataeflo 30 de junho de 1851, a renda das casas
n. 3 da ra da Roda, e 33 da ra de llortas, sondo a-
quella terrea, e osla de hum andar o solo, ambas
recentomente reedificadas.
Ailiniriislraeo geraldos eslabelecimentos de ca-
ridade, 21 de fevereiro de 1848.
O oscripturario,
Francitco Antonio Cavalcante Cousuiro.
Pela admnistraeo do correio geral se faz pu-
blica, para conhecioienlodo quom convier, a circu
lar da directora geral dos correios, abaixo trans-
cripta :
Circular n. 3. Em consequencia das ordeus
communicadas a esta directora por aviso da secre-
taria d'cstado dos negocios do imperio de 29 do pas-
sado, e em resultado de ajustes feito* como governo
de Sua llageslade Rrilannica, determino a V. S.
quo d as precisas ordens para que tanto nossa ad-
mnistraeo, como as agencias martimas que Ihe
s.1o subordinadas, sejam entregues os jornaes e ga-
zetas britaunicas, a contar do l do crtente mez,
sem exigencia de porte algum, qur sejam vindas
directamente dos por tos daqueile paiz, qur do ou-
tros, urna vez que sejam britannicas; visto no pa-
garemos jornaes brasileiros porli aiuiiin alli. Por-
taulo recommendo a V. S. a exacta observancia dos-
la ordem, para que assim baja rigorosa reciprocida-
de : fazendo publica esta deciso pelos jornaes mais
lidosdessa provincia.
Dos guarde a V. S. Directora geral dos crrel-
os, 3 de fevereiro de 1848. Senhor Bruno Antonio
do Serpa Braudao, administrador do correio de Per-
nambuco. Gabriel Getulio Monleiro de Mendonca.
seguir breve o hiate Novo-Ollnda, sendo que pifa
este ultimo porlo, s se tratara a receber curge, de-
pois de para alli ler sabido, ou ficar prompto de car-
ta o barco que se acha prouosto; os prelendentw
seentenderocom o mestre Antonio Jos Vianna,
no Trapiche-Novo, ou na ra da Cadea-Velba, n. 17_
segundo andar.
-Parao Rio-de-Janeiro sahe, no da 26 do cor-
rente, a velera escuna Galante-Uaria, forrada e pr.
gada de cobre: recebo nicamente passag^ros ee*.
cravos para o que tem bons commodos : trata-si
.-_ c:?- ; Q-isfc n i da Moeda. n. 11.
."."para o Rio-de-Janero sahir breve o brigue
Mercantil, capitflo Antonio Ferroira Lima Fogaco, 0
qual tem bous commodos para passagoiros, o assim
tambem para escravos : quem pretender podo enten-
der-se com o capitSo,ou com Amorim Irmflos, ra di
Cadcia, n. 45.
Para o Rio-Grande-do-Sul pretende sabir, o
mais breve possivel, o brigue Juno, por ter paruj
de seu carregamenlo : quem no mesmo quizer car-
regar r de passagem, ou embarcar escravos, di-
rija-sea ra da Cadeia, n.5, a fallar com Amo-
rim Irmos.
Para Lisboa sahe com brevidade, a muito ve-
lera barca portugueza Ligeira de que he capitao
Antonio Joaquim Rodrigues: quem quizer carre-
gar, ou ir de passagem, para o que tem excelentes
commodos, dirija-so ao mesmo espitad, napraca
doCommercio, ouaos seus consignatarios, |W
csco Severanno Rabello & Filho. \
O* Srs. carregadores da barca Bella-Pemambu-
cana quernm mandar os seus conhecmentos a/'
casa do consignatario, na ra da Cruz n, 34, ter/
ceiro andar.
Lcllao.
Adamson llowio er Companha faro leilo de
um esplendido sorliment dofazondas inglezas de
Sa e de algodo as mais proprias deste mercado,
e para a presente eslaefio : bem como de algumas fa-
zendas avariadas que se vndenlo por todo o di-
nheiro para liquidacHo de contas : hoje, 25 do cor-
rente no seu armazem da ra do Trapiche, n. 49,
as 10 horas em ponto.
Avisos diversos.
Avisos nailunos.
Para o Porto sahe no dia 5 de marco imprete-
rivelmente, a bem eenbecida barca portugueza
Rella-I'ernambueanu ca pililo Manoel Francisco No-
gunira : para passagoiros smenle trata-se com o
capito, na praca do Commnrcio.
Para a Rabia saho, no dia 28 do corrente, o pa-
tacho S.-Crui : para o resto da carga e passagoiros,
trata-se ao lado do'Corpo-Santo foja de massames
u 28.
Para Lisboa partir, com a maior brevidade pos-
sivel o brigue portuguoz Tarv)o-Primeiro, forrado
e enea vilbado de cobro e de boa marcha, por ter
Altencao !
OH QUE BELIZ) RETIRO I
Jos dos Santos Torres, propriolariodo bem co-
nhecido hotel ambulante, Oh que bello retiro!
tem a honra de participar ao respeitavel publico,
quo acaba de erigir um elegante o espacoso Kiosk',
em o lugar da Estancia, onde os freguezes enconl i-
ro toda a quaiidade de bebidas espirituosas e re-
frescos ; bem como champanha-comla, montebelio,
chateau-margo, alie, porter, verdadeiro marrasqui-
no de zara, limonadas gazozas e sorvetes de todas
as frtelas da estacan, llavera lambem com igual
prefuso ; salame, fiambre, rosbiffe. pors, galli-
nhas, pcixe frito, e de escabexe, nio de vacca, em-
palias, pastelees, tortas e pudins, e todas as diversas
iguarias que constituem a boa mesa, e o deleite do
gourmand. As pessas que o honrarem, alm doas-
seio o promptidSo do servico, enconlraro muito a-
colhimento e commodos procos. O annuncianto es-
pera; como sempre, encontrar toda proteccSo e am-
paro da numerosa classe Je seus amigos o fre-
guezes.
v Manoel Francisco faz ver ao respeitavel poblico,
que, por baver outrode igual nome de hoje en
dianto se assignar Manoel Francisco da Silva Casca.
Existe una pessoa que tem Iivres as tardes, e
3uc pilcempregar-se emqualquor servico, depoil
as 2 horas al a noito: quem de seu prestidlo se
quizer ulilisarannuncie.
Perdeu-se, da ra estreita do Rozaro at a rui
de Apollo ,noi vale da quantia de 160,000 rs., pas-
sado pelo Sr. Fredcrico Chavos: e como o mesino
Sr. j pagou o saldo da importancia do mesmo, pre-
vi ne.-se ao publico para que Iransacco alguma fac
com o dito vale pos valor algum tem.
A rrema ta-se por venda no dia 20 do corren-
te na porta do Sr. doutor juiz do civel, na ra For-
mosa um sobrado mci'agoa em 3 andares silo tu
ra do Encantamento.
Quarta-fcra as 11 horas da noite, foi pegado
um cavado castanho, defronte do becco do Ferre-
ro : quem for seu dono drija-se ao Aterro-da-Bo-
Vista, n. 37, que, damlos os sgnaos e- pagando el
despezas que se fizerem com o dito cavallo, Iho ser
entregue
IRMANDADE DO SS. SACRAMENTO DE S. JOS'.
NSo se tendo rennido, por diversas vezes, nume-
ro legal do irmflos para a fonnaeo da mesa o juiz
novamente convida e roga a todos os irmflos para le
reunirem em mesa geral no consistorio da igrej
defi. S. do Torco, domingo, 27 do corrento pel
10horas da manhfla afim de so proceder a cleicJo
dos mesarios que leem de servir este anno e Ira-
tar-se de diversos assumptos de grande ulilidade pi-
ra a mesma irmandade.
O abaixo assignado avisa, em tompo, que o Sr.
Jos Fernandes Percira nSo pude vender a pailsni
de que outr'ora foi socio o abaixo assignado, sem
llio sntisfazer primeira a quantia de quo o mesoio Ihe
he devedor, proveiiianto da parte que o abaixo Re-
signado tinli,] em dita paitara a ello cedida con-
forme a clareza que o mesmo Fernandes ao abaixo
assignado passou : o para que ninguem so chame a
ignorancia, faz o presente annuncio.
fictorino da Rocha Pinto.
Desapparecou, no dia 23 do corrente, da ponte
pequea da Passagem-da-Magdalona um cavallo
pedroz com ps pequeos o mos grandes cauda
aparada,tirado do corto para cima, e a dina tambem
aparada. Iloga-so a quem o pegar, quo o leve o
dilo lugar, sitio que foi do Sr. Jos Joaquim l'czer-
ra Cavalcanli.
Hezer-
aoei-
maior parle de seu carregamenlo prompta : paralda esquina do becco do Scrigado i
o resiento e passageiros, para o que ofTcreco excel-l andar, des 6 s 9 horas da mantilla
lentes asseiados commodos e tratatamento, trata-1 da tarde.
Quem tiver dividas para o serlflo, e quo as q"
ra cobrar, annuncio, que ha quem queira dando
um grande fiador.
-Jos Remardino da Cunha Osorio, subdlo por-
luguez, retira-separa fra do imperio a Iratarde
sua sade.
-Aluga-se o segundo andar do sobrado d* r"1
Hireita, n. 20, com bons commodos para famiH.
por preco mdico : a tratar na mesma ra, sobrado
n. 93, prme|r.
e das du**


AO PUBLICO.
Em mui croando numero contavam os mdicos
at agora molestias incuraveis, contra as quaes s
era permittido ao paciente resignagto para soflrer
u.n mal de queja tifio liavia esperanzas de poder li-
bertH-lo, e ao medico philantropico a dr de ver
nniito de seus semelhpntes victimas de onfermida-
des, contra as quaes se dolarava impotente, po-
dando apenas lamentar a fraqueza da intelligencia
humana. Mas, gracas aos progressos da medicina,
gracas ao zelo de hnmens incansaveis, que, nfio des-
esperando da perfertibilidade da sciencia, se teem
dedicado i invesligaefio de remedios que possam
alliviarhumanidade dealguns males que a alTli-
gem, o Quiere ;! n;e!e;t!ss rcputn-Js: incaravcis
vaidediaem dia dminuindo. Assim, achar depois
de longos trabalhos, de profunda medilagio e reite-
radas experiencias, medicamentos quo nos restituam
o uso dos dous mais importantes sentidos de que
he dotado 0 homem, quando estes ja se achavam no
supposto'estado de incurabilidad!! e inteiramento
perdidos, he por certo um dos maiores servicos, que
se poda prestar humanidade; eis o que eslava re-
servado um homem philantropo da cidade de Dra-
ga, em Portugal, cuja sciencia, cujo amor de seus
sementantes Re tem feito geralmenle conhcccr. Os
remedios que ora offerecemos ao publico, nto en-
tram na classo daqulles que o vido e ousado char-
latanismo inculca rom roucos o descompassados
brados, e quo o crdulo vulgo, por ignorancia, rece-
be na boa f c sem discernimento, achando-se de-
iois Iludido; 'tem, porm, de ocrupar mui distincto
ligar entre 0s medicamentos, quo maiores benefi-
cios prestar^ ao homem : constan) clles da dissolu-
cfiojmuusa de extractos de plantas medicinaos, de
IWh 'mu' reconhecidas o verificadas. 0 longo u-
lo, Jnttnuadas e severas experiencias, a quo por
!(,'' "j parte teem clles sido submeltidos, sem que
urna s vez hajam ralbado cm seus bons ciTcitos, o
desmontido as esperancas quo sobre ellos liavia fun-
dado o seu inventor, Ibc teem grangoado constan-
tes o repetidos elogios dos mais sabios e respeta-
veis mdicos, assim da liuropa, como da America,
que unsonos abonam e proclamam sua ncclo sem-
pre certa e benigna. Um destes licores he destinado
a combater as molestias de olhos, e tem por princi-
pal virtudo restituir aos orgfiosda visflo suas func-
gOes; reanimar fazer reapparecer om sua natural
perfeigflo vista, quando esta estiver fraca ou quasi
extincta, coin tanto, porm, que nfio haja cegueira
absoluta cun desarga nisago das partes ; nfio me-
nos til e enrgico be para desfuzer as cataratas,
destruirs nevoas e de 'prompto debelar qualquor
inflaoimagflo ou vermelhdito dos olhos. Nflo causa
dr, nem estimulo na porto.
Ooutro liquido rcstiluc a escaldado do ouvir os
sons ao ouvido locado de surdoz, anda que invete-
rada, urna vez quo o mal nflo seja ilo nascouga, sem
causarem lempo algum o menor incommodu ao do-
ente, o sem priva-lo de cuidar em seus negocios.
INSTIIUCQES PAB4 O USO DOS HKMBOIOS.
O do olhos emprega-se do modo teguintt:
0 donte, pela manhla, em jejum. urna hora pou-
comaisou menos depois que erguer-so do loito,
tomar sobre a palma da mito pequea porgao da-
qunlla agoa ; e cometa mol liara hemos olhos, fa-
zendo que algumas gottas caiain sobre o globo oc-
cular: sem os limpar, os conservar molhados at
que naturalmente enxuguem : ao detar-se no i te
pralicar o mosmo : durante o lempo quo usar do
remedio evitar o calor, acgfio de fumaga eo vento ;
far abstinencia de comidas salgadas, azedas c adu-
ladas con especiaras.
Oremtdio do ouvidot ser applicado do modo que segu:
Odoente, pela manhfla, urna hora pouco mais ou
menos deptafc de ergner-se, anda em jejum, far
derramar dentro dos ouvidos qualro ou cinco got-
tas do liquido, tapando-os depois com algndfio cm
rama ; a noitc ao deitar-se repetir a mesma ope-
laco. Durante o uso do romedio evitar expr, os
ouvidos principalmente, a acgflo do calor c do ven-
to, a li ni de evitar grande transpiraefio, ha vendo cui-
dado em nfio moldar os pos em agoa fra ; finalmente
deve ahstcr-sc de cuntidas salgadas, azedas o adu-
ladas,
lisies remedios csliio a venda na botica de Bor-
lliolamco Francisco do Souza, na ra larga do Ho-
zarlo, n. 36, uniro .deposito em Pernambuto, pelo
prego de2,240 rs. cada vidro.
Antonio Jos Alvos relira-se para fra do im-
perio.
Quem annunciou no Diario de 24 do correntc,
tor urna casa envidracada paru hypolhecar ou para
vender, dirija-so a esta typographia, ou annuncie
sua morada.
OTRIBUNON. 87
e( a venda nos lugares do cosluihc : vem muilo noti-
cioso, e coin etrcellente, noticias diversas, ai quaVs se
recommcndan ao r*spe icavrl'.O redactar agradree muito
ao seus amadores a extraceio extraordinaria que teem
dado ao peridico.
CURSO DE RHET0R1CA E POTICA.
Josi Soares cPAatvedo tem aberlo em ano caa, rua do
Rmgel, *. 59, segundo andar, um curso completo de
ItnKTOMCA B POTICA. As pessoas que desojaran es-
udar estas disciplinas pdem dirigirse indicada resi-
dencia, a qttalquer hora.
--Precisa-sede urna ama para todo o servlco de
ama casa de homem solteiro : na rua Nova, n, 40.
Na ru da Cruz, n. 1*. vesterrt-soanjos, por m-
dico prego; tambem soensinam meninas a ler, es-
crever, contar, coser o bordar, e recebem-so pen-
sionistas : tudo por menos preco do que em oulra
qqalqucr parto. >
Itoga-sc ao Sr. Salvador Corroa de S que quei-
ra annuiiciorsua morada, para negocio do seo in-
terosse. i LfMU ,..!. j'Vf.' *'>''
, BARCA DE BAMtS.
Precisa-se de um caixeiro, quo seja portuguez ,
d 15 a 20 anuos i quem estiver noslas circumslan-
cias dirija-so a barca de banhos.
Precisa-se de duas coaluifiras que
enlendam de obras dealfaiate, para tra-
balharem por das dando-se-Ibesalmoco e
jantar, e urna pataca por dia : na rua No-
va, n. 6o.
O abaixo assgnado t substituto de pliilosophia
e geometra do collegio das artos va i residir em
Olinda do prmoiro do marco do corronto anuo em
diante na casa quo desoecupou o capitlto Passos ,
junto ao theatro e recebe abolctados sob sua diroc-
cilo: quem o pretonder pode j outender-so com o
seu amigo, o substituto de lalim na ladeira da S,
ou com o abaixo assgnado no pateo da S.-Cruz,
sobrado do doulor Perelti.
Joan' Vicente da Suva Coila.
Aluga-so um bom armazem para carno secca ,
na rua da Praia, n. 43, com commodos para fami-
lia.: alistar no niesmo armazem.
H CHAPISOS DE SOL gg
Rua (h) Passeio* Publico, n.
8.
Joio Loubct participa aorcspeitavel publico, que
receben, por estes ullmosnavos francezes, um com-
pleto sorlimenlo do chapeos desol.de seda, amis
rica e superior qualidn'uV; furta-cres e outrss mili-
tas conhecidas, lano para hornera, como para Sras
e meninos. No mesmoostabeiccimento lia um sorli-
menlo de chapos do sol de paninho, dos mais mo-
dernos; ditos muito grandes, proprios para homens
de campo : tambem tem chapos do sol de paninho
para meninos o meninas, por serum muito finos: po-
dem-so chamar chapeos de economa. Na mesma loja
lia sortiinento do hengslss, bengalinhas e chicotes
muito modernos; cobre-sc qualqucr armaco do cha-
peos de sol, com sedas de todas as cores e qualida-
des. Na mesma cosa ho um grande sortimento de
panniilios trancados e lisos, imitando seda, para
cobrir os mesmos: desla fazenda se vende aretalho,
Concorta-se todo qualquer chapeo de sol, por haver
um completo sortimento de todos os pertcnecs para
os mesmos, com toda a perfejao e brevidado.
-- xisle parase arrendar ma
muito boa loja, no inelhor lugar
da rua do Queimado, para qual
(juer estabelecimeuto commcr-
cial : d se seguranza do arren-
damenlo por tenipo suficienle.
Ospreleadeules dirjam-se a mes-
ma rua, n. 2.
Precisa-sede um caixoiro no llotel-Commer-
co, da rua da Cadca deSanto-Aiilonio, n. 13.
Na rua da Alegra, n. ti, precisa-se do urna a-
ma, forra ou captiva, para o servico do una casa
de familia.
Desapparcccu da rua Formosa, casa n. 5, um
jacouim, passaro do Para, todo prelo, o do tama-
nbo de una gallinha i quem o achar, levo-o mes-
ma casa, ou annuncie, qu ser generosamente gra-
tificado.
. Participa-se ao respeitavcl publico,
que o botel (Joimnercio nuidou a sua re-
sidencia da rua do Queimado para a da
Cadeia de Santo-Antonio, n. i3.
Perdcu-sc, no dia 14 do correntc, um cdula do
Nova fabrica de chapeos.
1. J. de Furias Ferreira ct C. fazem scentc ao res-
peilavel publico quo acabam oe estabelecer no A-
terro-da-Ba-Vista, defronte da calunga, urna fabri-
ca de chapeos, aomlo os freguezes os achanto sem- _,
preeom abundancia, de todas as qualidades, assim 50000 rs do oscr.ptor.o de James Crablrc* & C.
como se farotodos osconce.tos ten.lcn.es ao mes- l 1><>* ,da. lfndega : quem a achou o t quizer
moofilcio, o por menos quo em oulra qualquer resl.tu.r dmja-se a ravessa da Madre-de-Dcos,
sobrado n. 1, quo sera bem gratificado.
--Altiga-so a casa novado boceo da Campia na
Boa-Vista, defronto do acouguo mui piopria para
venda: a tratar na rua do Vigario n. 13, lerceiro
andar.
()fferece-c- <.-"- :.;'cr forra para ama ifecasa
de homem solioiiu : ^ucindoseu prestimo se qui-
zor utilisar dirija-so a rua do Fogo, n. 49.
~ Prccisa-se de um caiseiro brasileiro ou portu-
guez, para uina venda, ao qual, leudo as qualidades
necessai ias nflo so duvidar dar bom ordenado:
em Olinda nos Qualro-Canlos venda da esquina,
com portas para a rua du Coxo.
Quem quizer alugar una escraya com habilida-
parte.
. Hypolheca-se urna casa de podra ecal toda en-
vidracada, pela quantia do 400,000 rs., e tambem
so vendo por 600,000 rs. : quem precisar annuncie.
Quem Ibc faltar una chave de broca o bstanle
Rrando, dirja-sc a rua irota, n.4, quo se dir a-
onde oxisto.
Eugenho.
Traspassam-sc as oto safras de arremlamento do
novo ougenho Agoas-Claras, situado cutre os onge-
nhos Uruc e Malmajuda : elle dista dez leguas dos-
ta praca, o tres da villa deSanto-AnlHo, heexcellen-
te d'agoa, copciro, a sua proiluccfio ho prodigiosa,
vem-sealli canrias de seis folhas, quasi tilo boas
como as da planta, tem boas mattas, com ptimas
tnadeirasde conslruccBo, etc.: quem o pretender
dirija-so a Boa-Vista, na Soledade, sitio da Cscala, a
tratar com o Burgos.
V
Rentista.
D. W. Bsynon, cirurgiflo dentista, reccnlomento
chegado dos Estados-Unidos do norlo o esto porto
de Pernambuco, avisa aos seus amigos e ao respei-
lavel publico, que so cha prompto e exercondo as
funccOes da sua arte, em operacOes dcnlaes as mais
diflicultosas, conformo a moda mais moderna da ar-
te, e com destreza e facilidado cm chumbar, limpar
e tirar denles por mais difflcultoso quo soja: quem
I ^orecisar do seu prestimo o se quizer utilishr, diri-
ju-s rua da Cruz, n. 40, segundo andar.
lugar cima indicado, ser recompensado, (cando
certo de que o aceitante est prevenido de tal ex-
travio. Ifecife, 22 ile fevereiro de 1848.Flrmmo Jo
si Flix da lima.
Manoel Joaquim Venancio de Souza vai fazer
urna viagem a Portugal.
; Hontem, pelas 9 horasda note pouco mais ou
menos foi cm casa do abaixo assgnado um preto
croulo, donme Kleulcrio, pedir para o comprar ,
dzeildo ser eseravo do Sr. Jos Lino Bezorra, mora-
dor em Ierras do engenlio S.-Francisco : e por isso
seu senhor mando lomar conta delle, quanlo antes,
na rua do Vigario,n. 24; certo do que se nfio rnspon-
sabilisa pola fuga quo o dito eseravo possa fazer.
Reclfe, 22 Je fevereiro de 1818. .Vanos! de Almei-
da lapes.
Alqg-se a prensa, ou grande armazem, silo no
largo da Assembla em que teve algodSo Manoel
Ignacio de Olivoira Lobo : a tratar na rua do Viga-
no, ns. 5 e 7.
OOerece-se urna mulber branca para ama de al -
cuma casa : na rua da l'enba n. 29.
Precisa-so de um aprendiz do charuteiro, e
juntamente de um molequo : em Fra-de-Portas, fa-
brica n. 127.
Precisa-se de urna ama de meia- idade, para to-
do o servico de urna casa do pouca familia : na rua
das Flores, n. 21.
-- Aluga-se o segundo andar do sobrado defronte
da botica da rua do Rangel: a tratar na rua do Ca-
bug, loja de miudezas de Joaquim Jos da Costa
Fajozes.
Jo9o alaria de Souza o Almeida retira-so para
fra da provincia, com sua filha menor e um es-
eravo.
~ Um homem j de idade tendo um filho em sua
companhia se offereco para caixeiro do engenho ,
ououtra qualquer oceupactio desta ordom tanto
dentro como fra da praga mesmo para ensinar a
ler e escrevor: quem de seu prestimo se quizer uti-
lisar annuncie sua morada.
As pessoas que querem comprar os seguintos
livros dirijam-sea rua do S.-Francisco, oulr'ora
Mundo-Novo n. 66 : Geographia de Vello/ ; Histo-
ria anliga ogrega ; Atlas de differentes qualidades;
Tito Livio ; Horacio ; Historia sagrada.
MDANCA
DA
rUNDICAO
t
D'A V HORA:
JEsto antgo estabelecimento acaba do ser mudado
para os muito espaeoso edificios construidos de
proposito na cidade nova de S.-Amaro aondo exis-
tem todas as proporcOes para a facturado qualquer
machnismo, com a maior prosteza e pcrfeico : e
para cominodida,de dos fregue/cs sera conservado
na anliga casa, junto a igreju dos Inglezcs, um es-
criptorio onde so recbenlo todas as encommendas
e ordens a respeito leudo a lodo hora nina barca de
ferro empregada exclusivamente no transporte das
obras dojescriplorio fundico.
Attencao !
Na loja da rua do Quejmado, n. 30, de Jos Joa-
qun) de Novaos, contina a baver um sortimento
de obras foi tas; chapeos de todas as qualidades;
ditos para meninos e meninas ; ricos chales de seda;
mantas de seda; lencos de todas ns qualidades; c
uniros muitos objectos que ha para vender.
Agencia de passaporlcs.
Na rua do Collcg.10, n. 10, o no Aierro-da-Boa-
Vsta, n. 48, continuam-sc a tirar passaportes tan-
to para dentro, como para fra do imperio; assim
como despacham -so escravos: tudo com brevidado.
Compras.
Compram-se barris de mel, de quatro em pi-
pa: quem tiver annuncie.
Comnram-se duas loalhasdo lavarinto em ro-
da de esgui.lo bom fino quo sejain de muito bom
gosto, e com os seus competentes bicos: na rua do
Codorniz, n. 1
Compram-se cabras [ bicho ]: na rua Direita ,
venda n. 72.
Compram-so duas canoas de um s pao sendo
urna de 4 palmos do largura o a oulra de 2 i a 3
palmos. esta nito mais de 30 palmos de compri-
monto o aquella at 45 ditos: na rua do Vigario,
ns. 5 e7.
Compra-se um ferro de fazer hostia, sendo de
duas grandes e duas pequeas do cada vez e que
tenha pouco uso : quom o tiver o o queira vender,
annuncie a sua morada, ou dirija-se a rua da Ca-
deia de Santo-Antonio, casa deum andar, n. 18.
Compram-so, cffectivamentc, garrafas, mcias
ditas e botijas vasias : no Atcrro-do-Boa-Visto fa-
brica do Meares u. 17.
des, para osorvico.do urna pasa, .diiija-so 4wui da
S.-Rita-Nova, n. 43.
Aluga-se um'sitio na estrada dos Remedios,
passando a ponlezinha no segundo portlo : a tra-
tar no mesmo sitio ou na rua do Codorniz, n. 1.
Aluga-so um segundo andar, na rua da Senzal-
la-Nova comcommodo; para familia por preco
muito mdico: na praca da Independencia, li-
vraria ns. 6e8.
Precisa-se de urna pessoa capaz, hornera ou sc-
nhoru, que queira ensinar msica vocal e tocar pia-
no em um engenho, pouco distanto desta praga :
na rua larga do Kozario, n. 48, segundo andar.
Desencaminhou-so do'meu escriptorio na rua
do Trapiche, n 44, urna leltra de rs. 636,000, por
mim sacada emltde outubro do 1847, a pagar
minba ordem, a 6 mezes precisos, contra o Sr. Joa-
3uim Francisco do Alm, quo a aceitou na mesma
ala. Quem a entregar ou della dr noticia certa no

Vendas.
H----------____
:.'' '---------------
Ven,dem-se latas com sardinhas fritas, vi mas
do Lisboa polo briguo Tarujo : no armazem do Sr.
Dias Ferreira, ao pe d'alfandega.
Vende-so cha muito superior fabricado no
Ilio-de-Janeiro denominado Cha Brasileiro ,
o mclhorquelem appareedo nesto mercado pela
sua -qualidado ser anda mais superior do quo a do
mesmo cha hysson de urna libra para cima, por
barato precn I no fim da rua da Aurora, n. 4, a fal-
lar com Jos de Almeida Brrelo Bastos.
Novo deposito das verdadeiras bichas de Hamburgo
na praca da Independencia, n 36.
Manoel|Josc do Souza Favolla de novo avisa aos
sous freguezes quo tem para vender e slugar es
Vende-se, por precls.lo urna escrava do 19 an-
nos.com urna cria de 4 annos, de bonitas figuras,
sabendo aquella engommar, ensaboar, cozmhar o
fazer o mais servico de urna casa, e sendo do naci
Mocombque: na ruado Vigario ns. 5 e 7 : onde
tambem se vendem pelo mosmo motivo al^tins
escravos, proprios para todo o servico interno o
externo de qualquer casa ou sitio.
Na coxeira por tras do thea-
tro publico
vendem-se bous cavallos hom gordos por preco
commodo, a saber : 1 pedrea muito gordo por
120,000rs.;1 declinas brancas, por 100,0'Wrs ; t
cachitinho muito bom, por 150,000 rs.; 1 alasflo-
cachito,por 80,000 rs.; I pedrnz, por 45,000 rs.; 1
mellado, por 50,000 rs.j 1 dito mellado-bato,-por
45,000 rs.; 1 castanho pequeo, por 50,000 rs.; 1
rugo, que foi do carro, por 60,000 rs.; 1 rozilho,
por 120,000 rs.
Vende-se urna esorava de idade de
n nnnos, de bonita figura, sabe cozi-
nbar o diario de urna'casa, lava bem d
sabao, e f.iz todo o mais arranjo de urna
casa com muita perfeicao com um mui-
to lindo mulatinbode tres mezes e com
muito bom leile, tanto que pode criar
outro menino : tambem troca-se por u-
ma negrinba de loa 12 annos, que sir-
va para andar com urna menina, voltan-
do-sc o resto : na na do Crespo, n. 12.
Vende-se urna negra de bonita figura, do 24 a
26 annos do idade, muilo sadia, boa lavadeira, que
cose o cozinha soffrivcl; um moleque, de 6 a San-
nos, muito bonito na rua da Cadca do Recife, loja
de Joloda Cimba Magalbfies.
Vende-se um balero com tros cavlas, um fitoi-
ro proprio para guardar miudezas ou oulra qual-
quor cousa, por prego commodo ; doce de caj sacco
muito superior com caslanha confoitada : na rua
das Trincheiras, sobrado de um andar, n. 16.
Vende-se um sitio, ou troca-so por casas ter-
reas nesto Rocife em Santo-Amaro, na estrada que
vai para Belm, segundo sitio, a direita, onde s
achara com quem tratar, ou na rua do Cbug,
loja do ourives, n. 3 : o dito sitio tem urna grande
casa, bou agoa e bastantes ps do fruteiras, que
todas dflo Cructos, boa baixa para plantagOes do
meles, maccheira ou oulra qualquer cousa.
Vendem-scos sognutes livros: Brevioros ro-
manos ; Ceremonial dito; Sinopsis do genoral Abreu
Lima ; desposta do mosmo ao conego Januario ; o
Chrisliio onfermo o moribundo ; Historia da creag3o
do mundo ; Cntico ccclosiastico; o Feliz indopen-
dente ; Taimas de rediicgio para so aprender a pi-
loto ; Hbetorica de Maiinho ; arthmelica ; geome-
tra e algebra de Lacrois; LigOos de eloqueucia ,
por Lopes Cama : Nova F.loisa ; l>. Joio de Castro ;
I). Joio un Falpura ; Cont das pitadas ; Escola mer-
cantil ; Delrotcrro para os nuticos : na rua de S.-
Francisco oulr'ora Mundo-Novo, n. 66.
Vcndc-so urna prela bom moga com boas ha-
bilidades com urna cria de 5 anuos ou sem ella :
o motivo por quo se vende se dir ao comprador:
na rua do Agoas-Verdes, n. 44.
Vendem-se ancorlas de
diversos tamanlios, com vinho da
Madeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade: no escriptorio de
Oliveira Irmos & C, na rua da
Cruz, n. 9.
Vendem-so duas pretas muito mogas, que co-
zinbam bem o diario de urna casa, engommam co-
sem chito fazom renda e vendem na rua ; urna far-
da de 22 anuos que coso bom engomma cozinha
o faz todo o mais arranjo do casa, por ser desemba-
rgada c nflo ler vicios; um caboclinbo de 9 a 10 an-
nos muito lindo o esperto ; dous prelos muito mo-
gos bons para todo o servigo: na rua do Vigario ,
n. 26, se dir quem vende.
Vende-so um preto da Costa, ainda mogo e
bastante reforgado ; um pardo de 15 a 16 annos,
muito proprio para pagem, por saber bem montar
otralarde cavallos, tambem entende do cozinha
alguma cousa : vande-se por seu senhor retirar-se
para tora, da provincia : defronte do oitSo oo theatro
novo, n. 11. Na mesma casa tambem se vendem!
ou 4 apprcllios de metal branco para cha por pre-
go commodo.
Vende-se urna armaclo, propna
para loja de miudezas, ou outro qualquer
estabelecimento: na ruada Cadeia-Velha,
n. 9.
I"ariiilia de mandioca.
No armazem de farinha da rua do Collegio, n. 21,
vendem-sc saccas com farinha a mais fina possivel,
por prego rasoavel.
Vendem-sc 10 escravos sendo 2 lindos mo-
leques de 16 annos; 3 pardas mogas, com habilida-
des ; 2 prelos bem robustos, sendo um delles bom
carreiro ; 3 pretas com habilidades sendo urna del-
las por 180,000 rs.: no pateo da matriz de S.-An-
tonio, sobrado n. 4.
Lotera \o Ilio-de-Janeiro.
Vendem-se hilheles e meios ditos da nona lotera
a beneficio do theatro da imperial cidade de Nic-
theroy : na rua da Cadeia n. 38, loja de Manoel
Comes du Cunha Silva.
Oireilo civil patrio .
ou commentarioa Pascoal Jos de Mello, pelo dou-
tor A. R. de Liz Teixeira lente da universidade de
Coimbra 3 grossos volumes encadernados : ven-
lem-se alguns exemplares desta obra, recentemen-
t publicada na livraria da esquina do Collegio.
Charutos fama-va, de
S.-Fclix.
Vende-se, por prego commodo, para se fecharen
contas urna porgito destes afamados charutos che-
gados no ultimo navio : na rua da Cruz, n. 46, pr-
ineiro andar.
Vende-se um carro do 4 rodas om meio uso ,
melhorcs bichas que teem apparecido por prego l com urna boa parelha de cavallos: na rua daSeu-
mais commodo do que em oulra qualquer parte. zalla-Nova, n. 42,
MUTILADO
___


bm


No pateo do Terco, venda, n. 7,
*en ra, propria para embarque, a 2l56o r.
rorba.
Vende-se, urna escrava 11105a, com a Ig urnas ha-
bilidades ,e que he ptima vendedeira do ra : na
ra Itireila n. 6*, primeiro amlar.
Vonde-seiuo oavallo de sola per prego com-
modo : na cocheira da ra da Florentina.
Gaz
XA'CaSADE GAUMONT,
dourador, na ra > ova, n. 52.
fabrica de candtciros,
Unto de gaz como de azeite, Ja se acba prompto un
Rrande sortimento de* meamos, de multo hom cos-
to, o mesmo fabricante avisa ao respcilavel publi-
co, que vende ogcandieiros mais om conta do que
em nutra qualquer parte polsquo elle mesmo os
fabrica, e se responsabilisa pela sua boa qualidade :
tambem doura, prale e bronzea todos os metaes de
diversas cores ; concerta o torna a por do novo to-
dos os canrtieims, tanto de gaz como de azeite;
E5e os candieiros tic? azeile para gaz ; concerta tam-
r-m qualquer objeeto de metal. Tambem tem pa-
ra vender um grande sortimento do objectos de
. nidal para igrejas tanto dourados como pratcados
ebronzeados. Aluga lambem para bailes candiei-
ros candelabros e lustros, por commodo prego;
compra todaas qualidades de metaes ; c precisa do
um aprendiz para o mesmo ofliciu.
--Vende-so dore de caj, tamarindos, grozelas ,
sidrflo, laranja, secco e de calda milito bem fcito,
em Frascos do 8 libras : na ra da Senzalla-Nova ,
n. 7.
Vende-sc um rico orna-
mento p va sala enntendo os
segumles objeclos : um Itis^
tro ile bronze com oito lu/.es muito bem Coito e
moderno ; tO cortinados de cassa, com todos osseus
perlences ; 18 serpentinas com as suas compe-
tentes mangas, por preco commodo: na ra Nova,
n. 35.
Vende-se, ou permuta-se por predios nesta pra-
ca um terrouu com 200 palmus do Trente o fundos
desdo a ra da Aurora at ao Hospicio com urna
cacimba e olaria na ra doSeve com alicercesj
principiados para urna casa : tambem vende-se, ou
permuia-se metado desle terreno : a tratar na larga
do Hozario, n. 20, primeiro amlar. Na mesma casa
vende-se um estojo do engenharia, por preco mui-
to commodo.
Vendem-se duas cccravns recolhidas sondo
urna parda do 16 annos,e a outra prcta de 20 ali-
os que sao de lindas figuras, c com habilidades :
lio becco do Sarapntel, sobrado n. 12.
.S quem nao titer miio
IMxara de ler /ra nata oecatio.
Na loja nova n. 17, do Passeio-Publico, vendem-
so luvas de algodo do cores, para homom e senho-
ra, a 160 rs. o par; ditas de seda, a 1,000 rs.
9.a (olera do Rio-de Janeiro
a beneficio do theatroda im-
perial cidade de lNicthejrny.
Vcndem-sc bilhetes e mcios ditos desta lotera :
na ra da Cadeia-Velha, n. 29, casa de J. 0 ELSTETt.
A 70 rs a libra,bolacha, a 701-8. a libra,
de familia de milho muito sonorosa propria para
a pobresa, por ser barato ; na ra larga do Hoza-
rio padaria n. 48.
Na ra do Trapiche, n. 17, con-
tina a haver deposito da verdadeira cal
virgen de Lisboa, ebegada prxima men
te ; advertindo-sc sos compradores des-
. te genero cjue o deposito be j muito pe-
qtieno, e rjue da nova nao lia mais em
parle alguma.
Vendem-se acedes da ex-
mela conipanluade Pernajnbuco
e Paratiiba : no escriptorio de O-
liveira rmeos & C, ra da Cruz,
n. 9.
Vendem-se chitas llmpas para luto de bons
pannos sele vinlens o covado; ditas escuras a
120 rs. ; ditas cor de rosa muito bonitas, a J60 rs. ;
um sobrado novo do em andar e sotflo, paredes do-
feradas chaos propiios, quintal pequeo e murado,
O qual Sobrado rendo 34,000 rs. mensalrocjile : luui-
bem se permuta por nlgum sitio pequeo perlo do
Rccifo 011 casa terrea : na ra estreita do Itozurio ,
n. 10, terceiro andar.
fe Vendem-se chapeos de superior
^^ castor, brancose preto*, por preco
tnuilo barato : na ra do Crespo,n. la,
toja de Jos Joaquim da Silva Maya.
Milho.
da
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes
Affandega, armazem de Antonio Annes.
Vende-se un> terreno coni 117 palmos de fren-
te e 89 ditos de fundo em estado de se edificar,
por n&o precisar aterro em cujo terreno podm-se
(azor tres ptimas mei'agoas na ra do Pilar, 941
Fra-d-Portas, do lado da mir grande : na dita
ra, n. 11, no pateo da igreja do Pilar, das 6 tora
da mandila as 8.
Vendem-se 4 grandes depsitos de parafusos ,
para assucar; urna excellente balanca grande com
um braco de autor; 12arrobas de pesos; o outros
utensilios para armazem de assucar, mullo baratos,
em rasiloda nnidaiica da casa : na ra da Senzatla-
Velha. n. tlO.
Vendem-se cabos de cairo em grandes ou pe-
3nonas porefles : no trapiche do Ramos, armazem
a esquina.
Vondem-s ancorlas com cal virgem, a mais
nova que existo no mercado por preco mais com-
modo do que em outra qualqucr parto : na ra da
Moiida, armazem n. 17.
Aos amante* da ha pitada
se ofTerece o rap princezn Novo-LisbOa : acha-se i
venda, em poroto e a retallio no deposito da ra
larga do Roznrio, 11. 24.
FARELOS.
Vendem-se saccascom Trelos, ehegadas ullima-
mento, a 3,500 rs.: no armazem de J. J. Tasso Jnior,
ra do Amorim, n. 35.
Vende-se o engenho Bom-Jesus-da-Matta co-
marca do Po-ilo-Albo, com ptima casa de vivonda,
outra dita mais ordinaria e 3 para lavradores, bom
cercado de pasto campias que servem do sollispa-
ra gado ptima destilacKo organisada de cobre ,
moenda de ferro, muito boas Ierras, lanto para can-
na como pura outra qualquer plantaofi0' "as quaes
ha ptimas vaneas o maltas contando cerca do
legoa o meia do fundo : rende de foros 700,000 rs.
annualmcnlo com os vencimentos em o mez de Ja-
neiro : a tratar na ra do Concordia, 11. 25, com Joa-
quim Teixclra Pcixolo, que se acha autorisado para
ultimar o ajuste a dinheiro ou prazo.
Vendem-se chitas prcias finas assetinadns do
ultimo goslo : na ra do Queimado, li'ja n. 5.
tes francezaa de differantaa atieres e edicoes; Dio-
cionarios francezes e inglezes; ditos italianos e
fVancezes e vice-versa; Telemaco francez do dif-
ferentes editos e inglez; Fbulas de U Fon-
tame; Historia de Inglaterra; dita da Grecia; Thomp-
son ; Airens ; Poufendorf; Zniller ; LicAes de di-
reito publico constitucional; Modo de injuriar por
jurado; Instituas de Justiniano, latinas e francezas;
colIeccSo das leis do Brasil, de diffornntet annos ;
Diccionario histrico ; Tratado da roligiao; Direc-
tor ecclesiaslico; Breviarios romanos; Ceremonial
dito; Prosodia do Percira ; Diccionario historio;
e outras muitas obras, que tillo te annunciam por
n&o fazer muito extenso o anminelo : na roa de
S.-Francisco aiitigamenle Mundo-Novo o. 66.
LVlfARtS, ALVI^ARAS!
He ehegadonovamente o anii~
go baraeiro a frente-e con-
tinnando a vender por to-
do o dinheiro.
O antigobarateiro contina a vender na sua bem
conhecida loja da ra do Colleglo, n. 9, papel alma-
co, a resma a 9,600, 8,600 e 8,200 rs.: dito de peso,
a 2,700 e 3,200 rs.; multo finos chapeos de sol para
senhora do soda a sete patacas cada um ; caixi-
nhas com agulhas inglezas cantlas a pataca ; di-
tas francezas, a 380 rs, ; travessas de tartaruga,
para marrafa a 960 rs. o par ; ca xas de tartaruga
para rap, a 1,600 rs., grandes ; ditas pequeas, a
1,200 rs. ; caixinhascom linhas de marear, a 180
rs. cada urna ; escovas de dentes, a 80 rs. ; ditas para
Cato a 320 rs. cada urna ; luvas de seda curtas e
sem dedos, a 400 rs. o par; ditas com pridas com de-
dos a 800 rs. o par; torcidas para candiel, de to-
dos os nmeros, a 100rs. a duzla ; linha de carre-
tel em duzia, a 320 rs., branca e de cores; tosou-
ras com toque de ferrugem a t20 rs. ; caivetes de
una folha, a 200 rs. cada um ; ditos do duas follias ,
a 480 rs.; e ou tras muitas miudezasque ninguom dei-
xaro do comprar pelo sen diminuto preco pois lie
para fochar conlas.
Vende-se um piano horizontal, de cinco oita-
vas, por 120,000 rs : na roa do Rangel, n. 10, pri-
meiro andar.
Vende-se urna venda, sita na ra da Praia ,
n. 42 : a tratar na mesma venda.
Vende-sc 1 commoda do mogno, com pouco uso,
e diversos trastes novos por prego commodo : na
ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 18.
Vende-se um casal deescravos acostumados ao
servico decampo sendo o preto velho, e proprio
Vendcni-sc duas boas cscravas; rrioulas do' para algum sitio, pois disto tem bastante pralica : na
Cortes de aleina.
A azrnda mais perfeita que tem oppa-
recido sao os corles de alcina, para ves-
tidns de senhora, nlo s pelas delicadas
cores, copio pelos lindos padrees, por
nao desbotarem, c por serem do ultimo
goslo de fafp. Ests cortes vem pti-
mamente acondicionados, cada um em
na capa, e sao itabos na principal fabrica
de Faris ; sendo de qualro qualidades df-
ferentes, c eos piceos de 3,aoo, 3,6oo,
3,Hoo e 4,peo rs.: na loja aova de ltay-
mundo Carlos Leite, na ra do Queima-
do, n. 11 A.
lia noel da Silva Santos
contina a vender superior ia-
rinha de trigo da marca SSSF.
bonitas figuras e mocas, que cozinham, Uvam mui-
to bem o engommam silo sadias, e 11S0 se duvida
dar a conteni para serem experimentadas : na ra
do Queimado, loja n. 51.
Vende-sc, 011 arrenda-sc um grande sitio na ra
Imperial, com duas moradas de casas, urna para
grande familia, na frente da ra e outra mais pe-
quea dentro do mesmo sitio com bons parreiracs
e muitas fruteirasdeboas qualidades todas novas
e ja dando fruto, com um grande viveiro no lundo :
na ra Direita, n. 135, loja de cera onde se l'ar
qualquer dos nogocios, pqr seu dono ter do retirar-
se por molestia. .
Vende-so una porc3o do seb<, refinado muito
puro ealvo 1 a tratar na arcada a alfandga, com
o preto Benedicto.
Fabrica de salmo.
NA RA IMPERIAL, N. 116,
vende-sesabSo amarello o preto, encaixado, em
poi oiies a volitado do comprador, pelos presos se-
guintes : amarello, a 100 rs. ; preto, a 90 rs,; e sen-
do partidas de mais de cem caixas ser menos 5 rs
em libra.
Vendem-se5escravos, sendo: um preto para
todo o servico; duas pardas o duas pelos sendo
urna perfeita cozinheira o outra boa engommadei-
ra e que cozinlia bem o diario de urna casa : no pa-
leo da S.-Oruz, n. 14, se dir quem vende.
Potassa e cal virgem.
Vende-se muito superior potassa e col
virgem de Lisboa, proximomente desem-
barcada : no deposito de Saltar ck Ulivei-
ro, na ra da Cadeia do llecife, n. 12.
Vende-se urna prela de nac.fo, que cozinha o dia-
rio de urna casa lava do sal.fio e he boa quitan-
deira : d-so por preco commodo visto vender-se
por necessidade : na ra da Gloria, n 85, se dir
quem vende.
Na nova loja da ra da Cadeia do Recite, n. 32,
do Claudino Salvador Pcrejra liraga vendem-se pe-
gas de chita de cores escuras o claras a 4,500 e
5,300 rs., e em covados, a 120 e 140 rs.; los pelos
coi palmas, muito modernos, a 11,000 rs.
ra da Cadeia n. 59, a fallar com Jos Dias da
silva.
Vende-se urna negrinhn do 12 annos muito
linda que cozinha o diario do urna casa, o com
principios de costura : na ra do S.-Rita, n. 44.
~ Vende-se um cscravo do 20 annos, proprio para
qualquer servico : na ra da Cadcia-Velha, 11. 61.
Na ra do Trapiche, armazem
n. 54,
vende-se assucar refinado, em pi, a 200
rs. a libra.
- Vende-se cera para limas
de cheiro, pelo preco de 880 rs.
a libra : na ra do Rangel, so
brido n. 51.
VnihodeBordeaux.
DEPOSITO
NA RA DA CRUZ, N. 20.
Vendem-se duas propiedades de casas, sen-
do una de sobrado, cm Olinda, na ra do Coxo :
una dita de sobrado osotflo, na ra da Sonzalla-No-
va, n. 37 : a tratar na ra dn Cruz, n, 49, com Mon-
des & Tarrozo, que se acham competentemente ou-
tonsados |Mtru esta renda, por conla de quem per-
tenecr. -ii-
p Vende-so o engenho Timb, distante desta
praca 4 legoas correnle e moonto com agoa de
boa e regular produceflo com a safra do 2,500 pSes
pouco mais ou menos, ou sem ella. Este engenho
lio de consideruvel importancia nflos no presen-
te como no futuro, por conter mais de 4 legoas -do
terreno coburlo de mallas virgpns cpm capacidado
para so levantarem engenhos d'agoa e do bestas i a
tratar no mesmo engenho, ou no sobrado ao lado da
cadeia n 23.
Vende-so um escravo de nacSo, proprio para
todo o servico, principalmente para o de armazem
Je assucar do que tem bastante pratica e que be
de cmiducti afianzada na ra Nova, u. 71, se dir
quem vende.
- Vende-se urna parda, muito propria para se
Ihe entregar a administracto do urna casa por ter
distotuuitapratica.osaoerbem cozinjiar, coser e
engommar: em Fra-dc-Portas, ru.i do Pilar,
Vendem-se sapates inglezes, de differentes
qunliUades, para honicm ; djtos de lustro, para ho-
niem c menino ; borzeguins para senhora ; aspa tos
de lustro, marroquim o duraquo, para senhora: Ji-
los de lustro, para meninos; borzeguins para ho-
rnero a 3,600 rs. o par; chinelas rasas do Porto; e
outras muitas cualidades do calcado por proco co'ii-
na ra da Cadeia-Vellia n. 35, loja do Mo-
Garlos llai d\. o orives, na ra
Aova. o. 5,
acaba de receber, pelo ullimo novio, um lindo sor-
ti ineiilo de obras de ouro de lei, como se jaro : ade-
reces com pulseirase sem ellas; aderecos de mo-
saqne; garganlilhas soltas ; alfinetes para senhora ;
brincos; annejs; bolOes para camisa de liomem :
bem como outro sortimento de obras da trra tam-
bem de puro de le. Na mesma loja vondeni-su tou-
cas e vestidos para baplisar meninos : ludo do bom
goslo e muilo barato. ,
JNa ra do Trapiche, n. 17
vendem-se barris com superior
cal virgen, chegada ltimamente
de L'sba, a cinco mil res cada
barril.
Vendem-se caixas com muito bons charutos,
chegados ltimamente da Baha por preso muito
commodo : no Aterro-da-Boa-Vista loja do louca
de barro, n. 47.
Vendem-se, ou trocapi-se effecljvamente Jivros
por outros, que, apezar de velhos, nilo Ihe fajtem
folhas.asabor: Arles latinas do diirercnles autores
ecdisocs; SeleUs; Fbulas | Virgilio ; Coroelio ;
Eulropio; Carlas de Cicero; Horacio; Salustio'
latino, e traduzido ao p da lettra; Tito l.ivio i
Terencioi Sintaxe do Dantas; Ovidio; Melh-
mophorzes ; Oiccioneros de Fonsaca da fbula ; do Uueiaiado. iM chkaat i
fwiaeea, latino portuguez; OtiHflA, jtc.; Ar-I -- f," e^o^-WS '
urna senhora qiw se retira paaa a Europa um bo-
nito moleque de 18 annos que cozinha bem o f,z
todo o mais servio de urna casa ; 3 ditos de 12 a 13
ainoa; 5esoravas para tolo o son-ico; um pm0
para o mesmo ; urna bonita moleca de naci Ifo-
cambique de 16 annos-
Vende-se vinlio tinto do .Porto, muito supe,
rior, em barris de quartr o qitavo ; panno de linho-
coeirosdealgodfo ; fio de Tela; linha roriz.; eeri
de Lisboa em velas, emcaixotes com bons soriimen.
tos; oal|irgem em barra: na ra da Ctut,n. 4, ci
de Mendes & Tarrozo.
DEG PORTAS WM
Esta loja acha-so sortija de'novo com l>oas
nc'chfnchas encommondadas de proposito,
aflm de dueosfreguezes sejm bem servi-
dos, na forma do costume; c como as di-
tas pechinchas sejnm' muitas o do difToren-
tes qualidades, smenlo so aniiuuciam as
seguintes : chitas de coros fixas e de bom
pannos a 5,000, 5,500 o 6,000 rs. a peca, e
o covado a 140, 160 o 180 rs.; madapofo fi-
no, a 2,000, 2,500, 3,000 e 3,500 r. o mui-
lo superior, a 4,000 rs.; pannos Nios, 1
2,500, 3,000 o 3,500 rs., e muilo lino, .a 4/
rs.; mantas de seda do cores para ho/r,*
a 1,800o 2,000 rs.; ditas de cumbraia. c,
senhora, a 1,000 o 1,500 rs.; novos can
de garca, a 1,500 o 2,000 rs. ; ditos de lila,
de oiflerentes qualidades o lmannos, a 2j
e 2,500 rs. ; ditos de lila o seda, niuitu su-
periores a 3,000, 4,000, 5,000 c 6,000 rs.
Vende-se, na ra da Cadeia do llecife, armi-
zem do Braguez, superior Carolo de Lisboa por m-
dico prego.
Vende-se colla de*uperinr qualidade, das fa-
bricas do Rio-Grandc-do-Sul: na ra da Moda .ar-
mazem n. 7.
Na loja do nicho ha pechin-
chas novas para a Quaresma,
Na esquinado Livramento, loja do nicho, ven-
dem-se sarjas hespanholas, milito superiores, 1
2,200 e 2,400 rs. o muito largas a 2,600 rs.; ca-
simira preta muito superior a 2,800 e 3,000 r.,
e muito encorpada a 3,500 rs.; panno fino prefo,
a 2,500, 3,000, 3,500 e 4,000 rs., e muito fino prora
do limflo a 5,000, 6,000 o 7,000 rs.; princeza prc-
ta a mais fina que tem aupareeido 860 o900rs.;
los pretos de linho, a 2,000, 3,000, 4,000 o 5,000 rs.;
setim maco muito encorpadn o de pura seda a 2/
e 3,000 rs., e do mais superior, a 4,000 rs.; o ou-
tras muitas pechinchas, que avista dos urecos e
qualidades cpnvidam os freguezes, na forma do
costume.
Vendem-se 2 casas terreas citas no largo de N-
S-da-Paz, na povoacSo dos Afogados, as quaes tem
communicscSo por dentro, silo novas e construidas
a moderna, com duas cacimbas e parreiral no quin-
tal : atratar na ruada Cadeia-do-ltecife, casa n. 59;
la mbom se Irocam por outras no llecife, voltando-se
departes parle,adifTurcnca que ouver.
Escravos Fugdfts.
do coudur quasi
ira de urna s face,
modo
reir.
Vende-se urna commoda
nova obra moderna; urna carti
oomgaveta grande, propria para homcm solleiro i
ludo por preco commodo : na ra da Calcada ven-
da n. 9.
ULTIMA MODA.
Vendem-se superiores chapeos francezes. do
ulti'no goslo de Pars; chapeos para criancaa a
moda do Heiiriquc IV chegados na barca rau-
ceza Neit-Malhildf. chapos de castor prolo, de ele-
gantes formas, ap barato prco de MoO rs. j cha-
peos de todas as qualidades. a preces que chegam a
lodos ; bonetes para bornean e moniuu : 11a ra do
.Queimado, loj de chapeos 38,
Vode-eium sopha e una mesa de meio de
Sala Je jaCjara^d^qm imito boga estado i na roa
46, vead-io, Fugio, nodia 15 do corrento do engenho |Co-
queiro um preto, de nome Manocl, crioulo, de J5
annos, bem conhecido por ter urna perna : que
o pegar leve-o ao dito engenho ou a ra da Crui,
no llecife, n. 43
~ Ansentou-se, nodia 13do correte, oescra
Antonio cabra, baixo, grosso nlhos um lano en-
covados o amarclladns, testa o cantos largos; ba
ponen tempo levou um caustico deba izo do braco
esquerdo; ho muilo conversador, toma bstanle
rap ; foi holiniro neste cidade andar calcado,
e inculco-se forro; foi vendido nesla pracn pelo Snr,
Hay mundo do Araujo Limii.tendo sido escravo do cl-
rurgiflo Lourenco do Castro e Silva do Geera : quem
o pegar leve a ra da Senzalla-Vellia n. 138, aseu
senhor, B. Lassnrre, que gratificar generosamente.
-- Fugio, no dia 22 do crrenle, a prcta da Costa,
de nomo Mariana ; representa 24 minos ; levou ves-
tido de chlla parda com quadros o palmas azues;
he alta e reforcada bem parecida ; ando pelas ven-
das do Manguinho e em Beberibe por ser lavadei-
ra ; quem a pegar leve-a a ru da Cadeia-Vellu >
n. |.
Acha-se fgida, desde odia 16 do julbo de 18*7,
a preta Joann d nacuo llenpuela de 30 a 35 an-
nos pouco maisou menos; ho bem ronhecidn pof
usar de vender sapatos paro senhora, fruas, bolos,
etc.; be alta, cecea do corpo, cor fula, rosto eotn-
prido, olhos fundos, nariz um tonto afilado, dentes
limados, beicos grossos ; tem no lado esquerdo do
rosto urna marca anliga proveniente de uan den-
tada que Ihe doram ; bracos finos o compridos oes
seceos e tambem compridos, peinas ebeiasde veas
e encorozadas; ho bastante ladina. Esta prela,por
ler muitos conhecimntoi, julga-so estar acoilaui:
por isso, prolcsla-sc usar de todo o rigor da lei con-
tra quem a tiverem sua casa c muilo so reco-
menda as autoridades pqliciaes, capites do campe
e mais liessoas do 1 ovo.que a apprehcndam o Icveai-
na ao A lerro-da-Boa-Vista, n. 17, fabrica delira-
res, de Frcderico Chaves, quo promello ao lti-
mos boa recompensa.
-- Ausentou-se, na noiledo dia 8 de oulubro Ja
18*7, o escravo llerculano, crioulo, do cor lio ful
quo parece cabra,cabera pequona,cabello ralo.alh'
pequeos, corpo grosso, pouca barba, estatura re-
gular ; lein nina cicatriz no hombro esqumrdo qu
pode ler 3 a noWe'gadas de compriinento \osturo
11 embebedar-see ueste caso se intitula por Hercu-
lano Jos dos Sanios Tranea-ltua ; levou camisa e
calcas do alf-odfio trancado azul e algumas camisas
de madapoliio: quem o pegar leve-o a cidade J"
Olinda, ra da Boa-Mora aseu senhor, Jos F*f"
reir Mariuho, que dar boa grtificacflo.
W9
Pn.v.
XA TTP. DE. F. DE PARIA
. -1848
.a***.


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