Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05421


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Full Text

jimio de 1848.
Quinta-fera M
O DIARIO puMic-se todos os das que nao
frem de gurii'i o prer.o de assignaiura lie da
4i00 rs.|>oi qmrtel, ptf-n.i adianladns. Os
nuncios !* assignsntes ,3a inseridos rasSo
sO rs. un ttpo difirante,
nuncios
IP rs. porlinn
o
de
e as
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna e Parahlbas segundas esextas feins
ft io-GrandeVin-Morte quintas feirasao me odie
Cabo, SerinliSem, Rio-Kormoso, Porto-Calvoe
^ Maeei. 110 I.*, a II e 2 de cada mez,
Uarxiihuns e lonito.-a 8 e 2J.
Iloa-Vi.'ti'e Flores, A 13 e 28.
Victoria, s quintas-feicas.
Olnda, todos os dial.
>s pela melada. Os que to forem WSie
nantes'paaarSo 80 rs. por linha, e 180 em typo
dilTerente, porc.de publicacio.
PHASES DA LA NO H&'L DE EEyERFIHO.
|.u. or. *. e IIm|D. d. iUra.
desente II. es & liorss e 8 mm. d Urde.
, uaCueia a It. ai 2 hoiaa e 3*mln. da manlia. jl'rlmcra, 8 horas e 80 minutes da nenlia
Miui.oi.ute e 28, s hores e 2 eain. da nnuhe. Segunde, s t hora o 'A minutos de tarde.
DIARIO BE
de Feverero,
Anno XXV.
IV. tf
das da semana.
21 Segunda. S. Maximieno. A mi. do 1. dos
orph.cdoJ.doc. de 1 filo J. M. da2 r.
22 Terca.S. Margarida de Collona. Aud. do J.
Ho civ. da I. y. e do J. de paido 2diit. de t,
2) Quera. S. I .a/.aro. Aud. (Id J. do CV. da
2 r. a do J. de pal do 2 dist. de I.
24 Qain'ta. S. Pretxtelo. Aud. do J. de orpli.e
do J. municipal da I. V.
2.S Selle. >jr) S. Matliias. Aud. da J. docir. de
1, v e do J. de pe do i. dlst. de I.
20 Sabbadb. S. Cezario. A.'id. doJ. do ctr.
de I. y. e do 1. de paz do I. i'.si. de t.
17 Domingo. S. Torquato.
CAMBIOS WO DA 2S DE FEVERElrtO.
Sobr Londres e /, e 27'/, d. por I f ra.a 6n d.
> Paris ISO rs. por Tranco,
e Lislida 85 por 100 de premio.
Dcsc. delettrsrle lioas firmas I a l|4 Vo m-
OuraO.icesl.ejpenhls....78500 a 28*800
> Moldas de 6*100 velli |6|I00 a l3a.> -
i deS|0L> nov. itijnoo a I6|l':
, daifOOo..... Dlooo a j i -
Prut* Pataco*!.......... l|60 a l|8
a Pesos columna res... IS940 a Ij0:,i>
Ditos mexicanos.... Ifteo a usio
Miuda.........- 1*900 a l|2u
AccOas da coinp. do Ueberibe de 50}0u rs.so pa
RMAMBUCG

OFFICIt.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 1." DO CORRENTE.
Olliiio. An coinmandantc das amias, significando
que. d conforinidade com a iuformacao de S. S., e sb
as clausulas das Iicencas anteriores, conceder, as que
reqaweram os soldados voluntarlos do~z\'bataltiSo de
artillara a p, Cloriodo Olindcose Pessoa de Mello e
)i' irinirii) Rrasiliense Pessoa de Mello, afim de contl-
'.'iiiarr:ii scus cstudos.
Dito. Ao mesmo, approvando a nonieacao do alte-
res da tercelra classe do exercito, Quintiliano Henriques
da Silva Primavera, para ajudantc Interino da fortaleza
de Tamandar.
Dito. Ao mesmo, devolvendo os ornamentos era que
o 1." lente do imperial corpo do engenheiros calcula
nu 1:596/G00 res adeepea que se ha de fa^cr com os
roemos do hospital, c em 2:l02^760 reis o que se deve
gastar com os do quarlel de cavallara ; e aittorisau-
do-o a mandar proceder aesses canerrtus son direccao
do mesmo 1.a tenentc. Cominunicou-se ao coinms-
sarlo-pegador.
Dito. 'Ao mesmo coinriSandante das armas, recom-
mendando aexpedicao de sasordena para que toda a
guat uieo da prava seja l'eila por tropa de linha ; e de-
clarando que o corpo de polica lica dispensado dest
servico, c incumbido das rondas nocturnas. Partici-
pou-se ao cominandante do Incncionado corjio.
Dllo. Ao presidente-da relaco, dando-se por intei-
rado de achar-se o dse uibargador Domingos Nunes Ita-
inos Ferreira no exerclcio de procurador da cora, fa-
ior.da e soberana naclnnal.
Dito. Ao commlssario-pagador, aecusando recebido
o ollicio, em que p-u ticipou qoe o escrivfo da reparticao
asru cargo, Jnaqun Marinho Gavalcaulc de Albui]iicr-
que, linba dado parte de duenle.
Dito. Aocoinuiandante gcral do corpo de polica,
ordenando conserve em San-Lourenco-da-Matta a es-
colta que acompanhot un preso, viudo do I.imneiro
para essa povoacao. Parlicipou-se ao chefe de polica,
cuja rcqisicao motivara a expedlfSo desea orden.
Dito. Ao comniandante superior da guarda nacio-
nal do municipio do Recite, determinando faca dispen-
sar do servico da quinta companhia do respectivo 4." ba-
talhao a Joaquim AitreDnano de Castro, que se acba no-
ineado inspector de quarteirao. Paslicipou-sc ao che-
fe de polica.
Poiuiia. Deiniltlndo p 2. supplcntc do delegado
do termo de Guian na, los Ignacio da Cunlia Rcbello.
Foi substituido pelo tenente-coronel Trajano Olimpio da
CunhaOliveira ; e paiticipou-se ao chefe de polica.
Dita. borneando supplentcs do delegado do termu
deGoianna: em 4." lugar, ao tehente-coronel Anto-
nio Saraiva de Araujo ; e em 0.", ao tenente-coronel Jos
Filippe llezerra de Meneics. Parlicipou-se ao chefe de
polica.
Pita. Nomcando supplentesdo subdelegado da fre-
pue/.ia de Muribeca : em 1. lugar, ao capilao Antonio
deSd Aibuquerque ; cjn 2.*, ao capilao Gabriel Germa-
no de Aguiar Montarroios; eni4., a Pvdro Joaquim Go
mes; e em 5.', ao lenle Miguel Mendes da Silva.
Participou-se ao chele de pulida.
EXTERIOR.
O ESTADO DA IRLANDA.
PARS, 3 DE DEZEMBRO DE 1847
O ministerio que se arroia em Inglaterra com o ti-
tulo de liberal, acaba le ressuscitar para a Irlanda
urna ilessas leis eicepcionaes qutv solemnemento ti-
uha borrado do sen programma. Nflo queremos por
modoalgum fazer-lhe por isso urna oxprohracjlo. O
que queremos he provarquanto he intil applicar
Irlanda urna poltica tic partido. Essa Ici do repTes-
s;1o que o ministerio whig propOe hoja, he precisa-
mente aquella, por occasiSo da qual o partido whig,
auxiliado pelos tories descontentos, derribou sir
Hoberl Pcel ha auno o-njeio ; e hoje passou n cma-
ra dos communs quasi unanlmamente.
J dissemosquaes cramas principacs disposi^Ocs
desse bilL He; segundo so diz, a decima-setima do
mesmo genero promulgada ha 45 annos para c;
todas tecm sido quasi lellra morta. Uin dos mem-
brosila cmara dos communs disse na ultima dis-
cussflo : Hn 3 anhos que eslomos em paz com
todas as na^fles menos com a Irlanda. Seria difli-
pil exprimir melhor a situaQo ; a Irlanda est de
foiloem estado de guerra, derevnlta aberta contra
a soeicdade. O mmisto do reino sir Georgo roy
resumo nssim o catalogo dos crimes conimoltidos
"estes 6 mezes : homicidios 96, tentativas do morte
126, roubos tl'arntiis 500.
S n mez |>assado elevou-se a 195 o numero dos
crimes dcste genero. Lord Stanley, que he um dos
pranilcs proprietarios do Irlanda, dizia ha djas que
baviaseismczesnio reeebia un shilling das suas
rendas, e que comtudo as suas trras era;n das mais
bem administradas do reino, e 0 estado da Irlanda,
disse elle, he peior que o da guerra civil. Pco me-
nos na guerra sahornos quem ho nosso inimigo ,
recebemo-lo de arma ao hombro;'mas na Irlanda ,
osmelhor'esproprictarios, os que mais bom fazcm
aos rendeiros acham-sc hoje presos cm suas ca-
sas e cm [seus jardins por (salieren) quo seus
nons*>s eslfb ub Hita negra Cahcm, umaps oulro,
sl*o punhal doassasSino sflbcndo-o e vendo-o lo-
do a populacho. Nonhum bravoso levanta para pren-
der o assassino, nenhuma Voz se ergue para denun-
cia-lo. Ha mait icguriigaem violar a Iti do que cm
obedeeer-lhe.
Ede Teito, como muitas vezes se tem dilo, nessa
connivencia de um povo inteiro que nao julga mes-
mo obrar mal, nessa complicidade moral ho que es-
t o principio mais porigoso do estado social da Ir-
lauda. Os assSSSinos', eicutada a su otra, pOe
mu tranquillamenle a espingarda ao hombro o vta-
se. Todos os veem passar, mas, regia geral, nin-
guem os conhece. Quando a .Mstica interroga os
caoiponezes, nada viram, nada ouviram ; nto se
incommodam por um Uro de espingarda. Sir Geor-
ge Crey referi um exemplo hem singular da ms-
neira por que os asssssinos achsm cmplices mesmo
no lar domestico. Ha diss foi sbitamente invadi-
da urna cosa por sele homens mascarados ; dous dos
moradores langaram mil o das suas espingardas e
desfecharam duas vezes aqueima roupa, foi o mes-
mo quo nada, as armas linham sido, descarrega-
das. Urna das feicOes mais caractersticas dcste fe-
liz estado sooal, he tamliem a complicidade das
enancas. ltimamente am dous proprictariosem
cabriole! pela estrada real; aosubrem urna creos-
la a passo, veo segurar-se na tr.izeir/i urna menina,
o assim acompanhou o carro; n momento cm que
chocando ao alto da encost ia m por o cavallo a tro-
te, bradou sublamenle a menina: Depressa, ra-
pszes, as ri.lo acertis. E assomnrnm loso tres
que fizeram fogo sobro os dous infclizes, um dos
quaos licou fondo mortal mente.
Ha ouro fado referido por sir Uobrt Pocl, quo
denuncia um acto da legislaran pelo menos singu-
lar, a respeilo da complicidade. Occorreu durante
a sua administradlo. Um homem muto rico linha
alugado qunzo assassinos quo collocaram-se por
grupos de cinco em tres, estradas, por urna das quaes
devia passar o scu inimigo, magistrado mui res-
peitavel, disso sir llobertPeel. O magistrado nilo
poda oscoparsorie quo Ihe eslava preparada; foi
Hssasshado Os assassinos recoberam dous guies
cada um. O governo promcllnu una reqompensa de
mil libras esterlinas por cada um dos assassinos
que fossem denunciados. Os proprios assassinos c-
ram os nicos excluidos do beneficio da denuncia.
Fratn denunciados, o por quem? Por aquello mes-
mo que os alugra .' Dous fram presos e convic-
ios; masoque hade mais extraordinario lio que
n denunciante reclamou a recompensa. Raqui jul-
ga mos necnssaTio citar as proprias palavras de sir
Koberlo Peel. a A peisoa, disse elle, que os linha en-
gajado, dcscobrio ludo o reclamou a recompensa da
denuncia. Dous dos assassinos que ella trulia emprc-
gado fram convictos do crimo, e om vrtudeda
promossa do governo lite de pagar a ene Homem duas
mil libras esterlinas !
Ve-se, poia, que essa tal pessoa fes uin bom negocio :
ganhoit um inimigo de menos c duas mil libras de mais.
lie raro que um aeiassinato produza UW pieiulo de vir
lude, c eslava reservado a esse singular paiz que se cha-
ma Irlanda mostrar-nos um governo obrigado a dar una
recompensa honrosa ao Instigador' de urna morte. Se o
respeilavel cidadu de quem se trata cnnsegilisse fazer
enforcar os qulnzc assassinos que alugra a dous gui-
es ppr cabera, cria recebido quinze mil libras. Deve-
nios acreditar que a nada, se poupou para bem enea
miuli.tr a justica. Os esforcos dos liomcns de bem ncn
seuipre tecm a mesma recompensa ; e assim, o que
milito conlribue paia a iinpunidade dos criminosos da
Irlanda, he que aquelles que os denuncia tu sao votados a
vingancas terriveis. Hoje pede-se una le de proleccao
para aquelles que depdeiu como tcslcmunlias; mas em
vao se rocuram meios de protcg-los. Se Hcam no paiz
tcem certea de levar un tito em dia, dado na estrada
ou mesmo em suas casas. Se quercm emigrar para a A-
mciica para escapara essa senlenca lionvel, sao desig-
nados aos seus companheiros de viagem, sao marcados
para o sacrificio, levain comsigo a sua senlenca escrip-
ia na fronte em caracteres invisiveis. A vinganca os
persegue nos desertos c os alcauva no centro do novo
mundo.
I'.is-ahi os elementos a que o governo inglez tem de
applicar leis de repressao. De que servilio ellas.' Hou-
vc-as cm todo o lempo e cm lodo o lempo tem liavido
esse reinado do assassinalo e das sociedades secretas.
Em presenca de um mal tilo radical parece-nos que lodo
o goveruo he impotente. Compre contar primeiro que
lmo com a intei venci, com a aeca voluntaria da pro-
pti.t soeicdade, de todas as classes da socledade. Mas
para que ella obre he niislcr antes de tudo mudar,
transformar suas ideias ; he preciso queadquira noces
mais precisas do bem e do mal. At cntao, como dizia
lord Stanley, ser mais seguro na Irlanda violar a Ici do
que obedecer-lhc.
(Journal da Dibati.)
O CHLOROFORME.
Poj, J >e Hurembro de 1847.
Quando nos primeiros dias do mes de Janeiro chama-
vamos a attencao do corpo medico brasileiro sobre os
atluiiravcis elleitos das inlialacues cllieri-.ts, bem loilge
estavamns de peusar que, antes do lim deste niesiiio au-
no, o cihcr, que apenas comecava a gozar do privilegio
de poupar aos doentes as dores Inherentes s operacea
crin gicas, teria de ser subs'.ituido por una ulra subs-
tancia, que ofterece tudas as suas vaiitagens scni apre-
sentar ncnlium dos inconvenientes! a Une dcouvertc
produit sur l'intelligence liumalne I'efl'et du cboc de
l'acier sur le slex : de iiouvellcs dcouvertes lu succ-
dent avec la rapidit de l'clairr
M. Simpson, profssor le Edimburgo, cujos trabalhos
sao de lia muilo conbecidos, depoi de numerosas expe-
riencias proseguidas com o maior zelo c cordadas de p-
timos resultados, acaba dedescobrii un tacto de grande
importancia, anda que j provado em Fiauca por M.
Flourens : queremos fallar da propriedade anestsica do
chloroforme '
Para delxarnjos Franca e a um medico francet todas
as honras de una tal descocerla, citaremos a passagem
eeuintc do Jornalda Academia das Scicncias. sessao jle
8 de marco de IW. t. 24. pag.,342, onde M Hourois se
cxnriuie pela maneira seguinle : -.
i Ou se rapelle que i'eiki' chtorhydnaue ni'a dooiie les
innies resultis que i'iherruqVi?Ue. L lher ehlorhydn-
fleni'acondnit*essayer le corps nouvcau eounu sous
le noin de chlorofornu, '
Au hout de quelques minutes, el de tres-peu de mi-
nutes (de six Uans une prendere exprience, de quatre
dans nciecondc edans une troisiime). I'anlmal, sou-
.::'.?. ii l'iuhalaUon du chlorofarrr.', iti tout--fait tli-
rls. e
He, poitanto. incontestavel que.foi M. Flourens quem
primeiro empregou o cliloroforme ; a M. Simpson po-
rin coube a gloria de primeiro experimenta-lo sobre o
homem.
Desde que se coinecou a empregar o ether, o cheiro
forte, persistente c deaagradavel do etter sulfrico, a
irriuieao que elle produt inultas vezes sbreos bron-
cliius durante as primeiras lnspiracfics, a quantidade
consideravel dcste liquido que lie preciso algumas ve-
les consumir, mxime nos casos moderados, como nos
parto, etc., inspiraran a M. Simpson o desejo de achar
um liquido voltil que otTerecesse as mesmas vantagens
do ether sem apresentar seus inconvenientes.
Por conselhos de M. Waldie, M. Simpson emprchendeu
o estado das propriedades do chloroforme. O chlorofurme
lie um liquido limpfdo e Incoloro, milito voltil, de um
cheiro-agradavcl e sabor assucarado. Foi descoberto e,
deenpto por M. Sonbrirm em 1831', e por M. Lcbg em
1832. Ful M Ihnnas quem delerminou sua composlco
em I8B5. Alsuns meillro o teein prcseriplo interiormen-
te, o llt. Guillot o aconsclha em pequeuas doses, delui-
do em cein partes de vehculo, como antl-spasmadico
contra a nslhma.
Antes de publicar sua descoberta, M. Simpson obser-
vou cun cuidado os cllciics deste nov agente anestsi-
co cm casos numerosos e variados; as extrac5ies de
dentes, aberturas de abeessos, no tratamento da hydro-
pisia etil,jst.nla do ovario pelo galvano-punctura, nos
partos, linalmeiite cm operacocs cirurgicas mais ou me-
nos graves. Ppr um feliz acaso, M. Uiimas achava-se em
Edimburgo na poca em que fram pralicadas as pri-
meiras operaefies com o chloroforme. Esses factos ganha-
i.im maior gr.in de aiillicnlicidade, e, como bem ilsse
ai. SimpsoO, M. Duuias nao pdc ver sem grande intc-
resse os maravillosos elidios de una substancia, a cu-
ja historia chlmlca sen nuine eslava tao intimamente
ligado. Todas as operaedes fram pralicadas na enfer-
marla real de Edimburgo.
A pimcira operacao foi praticada em iini menino de
qualro ou cinco anuos, com necrose de um dos ossosdo
ante-braco. O professor Miller pralicou una incsao
profunda penetrando al o osso, c cuita de piucas cx-
trahlo o radus quasi Inteiro. Durante a operacSo c a
cxploracSo da ferida o docnte nao moslron o menor sig-
nal de soBVImenlo dorma profundamente, e nesse es
lado foi condolido ao leito.
Depuls dcste menino foi operado nm soldado, que a-
presentava na face nina ferida consecutiva a urna esfo-
liaca do osso masillar. O professor Miller fez urna lar-
ga inciso que cruzava o maxillar inferior ; a pclfe en-
durecida, que adhera a este osso, foi destacada por urna
longa disseccSo, os bordos da ferida avivados c toda el-
la nianlida por mullos pontos de costura. Es.te homem
linha anteriormente sofFridn duas operaces somrlhan-
les, porm menos graves ; nenhuma dellas tlnha apro-
veilado, c em ambas o doente dl/ia ter sollrldo multo.
Nesta ullnia nao piolet io o menor gemido, e, logo que
despertou, declarou que nada havia sentido. F.sta ob-
scrracohe.de grande interesse, por sso que_ diz res-
peilo a urna operadlo praticada em urna regiao onde se
dJ que as Inhalaces ethercas nao sao applcaveis.
O terceiro docnte operado foi um 111099 com "ecros
da prmera phalange do grande artelho e ulcera., ao dos
tegumentos. A superficie ulcerada era tao sensivcl, que
o doente nao consenta nem que se Ih'a tocasse, c a mais
lgeira pressao fazia-o gritar. Pratcou-se a ainputacSo
do grande artelho ao nivel da parle media da segunda
phalange. Os bordos da ferida fram reunidos por tres
pontos de costura. Este, como os precedentes operados,
logo que despertou, disse nao ter sofl'rido a menor dor.
Esta operacio foi praticada pelo Dr. Duncan.
A quantidade de chloroforme empregada nesl.es lies
casos nao passou de 15 graminas; o professor Miller de-
clarou que seriam precisas multas oncas de ether para
obterem-se'os mesinos elleitos.
' M. Simpson, que ha mais de seis mezes empregava o
ether, com raras excepces, em quasi lodos os partos
para que era chamado, c sempre com os mais bellos re-
sultados, nao poda por ccrlo deixar de fazer interdi-
nesses mcsiltoscasos o novo agcnlc anestsico. A pii-
meira mulher cm quem M. Simpson experiinentou o
cliloroforme. tinha j tido um primeiro parto, que, dr-
pols de tres dias de soflrlmcntos, nao pode tei ininar-se
sem a perforaco do crneo do feto. IJesta vez, porm,
tres lloras e meia depois do comeco das dores, e antes
que o primeiro periodo do trabadlo se completarte, M.
Simpson submetteu a parturiente inlluencia do clilo-
rofoi nic. O parto leve lugar 25 minutos depois. A mu-
lher ilcou adormecida por mais longo lempo do que a-
contece com o ether ; o choro da crlanca nao pode des-
pcrla-la, o que acontece hnbtualmentc quando se em-
presa este ultimo agente ; s despertou alguns minutos
depois da cxpulsao da placenta. A crianca linha sido le-
vada para umoutro quarlo. Esta mulher, logo que des
pertou, disse que acabava de ter 11 m bom somno de que
linba grande necessidade, e que Ihe darla inalsforcas
para terminar o parto. Alguns minutos depois, nao sen-
tindo mais dores, leve recelos deque o mesmo somno
ihe tlvessc suspendido o trabalho. Nao foi sem grande
difficuldade que se Ihe pode fazer crerque o parlo este-
va terminado, e que a crianca que se Ihe niojliava era o
proprio tilho I
M. .dmpson nao faz uso de apparclho algum no em-
prego do chloroforme, serve-se apenas de urna esponja^
de uin lenco ou de urna compressa embebida nesie li
qudo, que elle applica contra a bocea e o nariz do do-
Todos o factos que acabamos de meqcionat eram ln-
dispensaveis para que se podesse fazer una idcia exac-
ta dos elleitos do cbloroforinc inspirado, e apreciar as
diircrencas dos que sao produzdos pelo ether.
M Simpson j conta mais de cincuenta obseiva-
Ocs de inhalacilo chloaoformca, das quaes esto pra-
menos dispendioso quo a do ether, tanto mais quan-
to se devo esperar que se hilo de simplificar os pro-
cessos para obt-!o,
5.0 O cheiro do chloroforfno nflp be dcsagrada-
vcl, elle nflo adhere s vestimentas dos lenles,
nem estes apresentam o mo hlito que se observa
geralmentecom oolhcr.
6. Como nflo he nocessaria seno una pequea
quantidade, ho muilo mais fcil do transportar que
o ellier.
7." Nenhum apparclho he necessano para sen cin-
prego.
Os sabios, diz M. Simpson, .1 quem .levemos o
conhecimonto do chlororbrmo, nao ponsavam por
ccrlo na ulilidadc pratica que devia ter um da o
producto quo faria o objecto do seus iralialhos 11a
apparenrid puramente especulativa. Rsla ho sem
duvida urna bella rcspo. urna descoberta sonflo quando esta tem um interos-
so pratico immodinto, e condeulnam lodo o trabalho
que he inspirado s por amor da scioncia. Ris-aqui
umsubslancia; qns 3 principio n&a nareria onere-
cer"inte"resse nnoo como objecto de criosidadu sci-
cntilica, c que de repente ganha urna importancia
inmensa oalos beneliuios quo dove prestar a huma
uidaJo sotTredra !
C0MPOSICA0 F. PnEPRA?A0 DO CULOR0F0RMF.
O chloroforme ou percblorureto de formyla he um
composto docliloro o formyla (radical do acido fr-
mico) quo conten, sobre 100 partes88,927decidor
o 11,073 do formyla. Sua formula he, segundo M.
Uuiiiia, C, ll,C'B=FoCfl.
At boje o melhor prncesso para oblc-lo lio o do
M. SoubeYran. Consiste esle processo om tratar o hy-
po-chlorelo de cal por 1/2* tic scu volunto do alcool.
No fim de 2* horas distille-se o liquido a um bran-
1IT1 calor, leudo o cuidado' do nlo encl.cr a retorta
senao at seus dous tercos para que elle nilo tras-
borde. AjuntC-se agoa ao producto para scpaiar do
alcool o percblorureto de formyla que se purifica
em um banho-maria. Para t-lo pe redmenlo, puro
deve-so deixa-lo cm digestfio sobro o chlorurcto do
calcio, e distilla-lo de novo com acido sufnrlco con-
centrado, j .,
Se, como he de esperar, os factos de M. Simpson
se confirmaron) o chloroforme ser objecto do
trabalhos especiaos que teriio por Am delornnn.ir.
do urna maneia tflo precisa quanto possivel, o pro-
cesso o mais convenienlo em todos os sentidos, pa-
ra oblcr esta substancio.
(Oes de inlialacu
lico tirn as conclusOos seguales .
1 He necessario muito menos chloroforme quo
clhcr para produzir a insensibilidadc: cem acento
e visito gotas, algumas vezes monos, silo sulUcieu-
tes.
2. Sua acQilo ho muito mais rpida o completa, o
geialmentomaisdiiravel. No maior numero de ca-
sos baslain dez a vinte largas inspiraijfies.
3." A inhalacSo do chloroforme he muilo mais a-
I
27 de novombroJ linhamos concluido este ar-
tigo quando recebemos a Caseta dos Hvspitaes do
buje, dando noticia do alguns ensai.os do chloro-
fbriiie nos liuspilaes de l'aris. O lomjio falta-nos pa-
ra fallormos .lesses factos, o que faromos cm prxi-
mo ai ligo. As experiencias fram feilas na Canda-
do, por M M. Vclpoau o Cerdy (estavamos na clni-
ca do M. Vclpeau niioccaslo em que esle pratico
ensaiava O cliloroformc); no llolel-Diou, por M.
r.lan lu c pur M. Ricord no hospital do HeO-Oia.
Rm lodos os operados a insensibilidadc fui comple-
ta : os doentes,-porm, de ftl.M. Cerdy c llicord b>-
ramacconimetlidosdo vmitos logo que desperta-
ran). H. lla'iidin pensa quo a impureza do cliloio-
fornio lie a causa dos vmitos.
O Manoel Jos* IIabbosa.
{Jornal do Comimrcio.)
PERNAMBVX'..'
Cmara municipal do Kecifc.
5." SESSAO .0HD1.NAHIA AOS 16 l)K FEVERfilRO
DE 18*8.
rluSlOE^clA no SMiiob bb. nerv DA fonsc.
Presentes os Srs. Barros, Fcrrcira, Dr. Aquino,
Gaudino oMameJe, abrio-se a sessilo, sendo lula o
approvada a acta da antecedente.
Mandou-se por em vigor o regulamcnto interno
da casa, o foi nomeado o Sr. vereador Aquino para
a commisso de polica.
Contnuou a apuragHo geral dos votos para impu-
tados provincaes. .
Frtrnm despachadas as petiQfies do Manoel Anto-
nio da Silva Molla, Jo.lo Matheus de Vito, Antonio
do Sacramento Pessoa, o Icvanlou-se a sessilo fcu,
JoUoJaM Ferreira de Aguiar, secretario, a suscrcvi.
Dr. Kery da l'onseca, pro-presidente. lerrexra.
tamede. Karata. Aquino.
Hubicago a pedido.
ELEICAO fio* devoto e devola* que km de
festejar o glorioso S. ,1,ir*MRO,
na anuo de 18J._
JUIZ POR ELEICAO.
O III111. Sr. Domingos Aflbnso Ncry Ferreira.
JUIZA POR eleiqAo.
A lllfll. Sr." D. Mara de Gusmao Reg.
JUIZ POR I>EVOCAO.
O Exm. Sr. concelhelro Antonio Peregrino M. Monteiro.
JUIZA POR DEVOgO.
A lllm. Sr." I). Justa Rofina do Reg Harros.
TIIESOUREIKO.
gradavel quo a do ether.
MUTILADO


A
\i
ESCRIVAO.
O Ilion. 6r. inajor Thomaz Joa da Silva Cu simio Jnior.
KSCRIV.A.
A Illm. Sr.' D. Anna Nabuco de Araujo.
PROCURADORES.
O Illm Sr. AntonioJoaieGomrsdo Crrelo. -
JoaquimFranciscoPacs Brrelo.
MORDOMOS.
O Exm. Sr. RnrSo da Boa-Vista.
" Concclheiro Sebastio do Reg Barros.
O Illm. Sr. LourcncodeS e Albuqucrque.
" > Major Guslavo Jos do Reg.
" T.*-vvi'GnC .*ntc"ic ',--, n:-u- l>---.
. Manot-I Juaqiiirn do Reg Harreto.
> I)r. T.uiz de Carvalho Paea de Andrade.
M.ijorJoao Pinto de Lemos Jnior.
Francisco Pacs Brrelo (Jfutnoir).
- Dr. Vlctorlauno de Si Albuquerquc
I)r Antonio Coelho de SAlbuqucrque.
Dr. Jcronytno Martiniano Figueira de Mello.
Dr. Jos Thomaz Nabuco de Araujo Jnior.
Dr. Joao Jos Ferrcira de Aguiar.
Dr. Jos Raymundo da Costa Menczes.
Dr. Francisco Rodrigues Sette.
- Dr. Jom! Bernardo Galvao Alcanforado.
> Major Joao do Reg Barros (Huranhem).
Coronel Fraucisco Josc da Costa.
Joao Francisco Paes Barrcto (l'apugi).
Antonio Jauuario Paes Brrelo.
>' Antonio dos SaniosSouza Leao.
Domingos de Souza Leao Jnior.
P.' Jos Luiz Pereira de Queiroi {Y. do Ca6o).
T'-coroncl Joaquim Manoel de Reg llarreto.
Capito Jos Ignacio Soares de Macado.
Francisca debat cAlbbuquerque.
Marianno de S Albuqucrque.
Manuel Cardoto da Fonseca.
Augusto de S Albuqucrque.
Luurencn de S Albuquerquc Jnior.
Jos Pcj-eira Vianna.
Manoel Custodio Pcixoto Soares.
Anlonio Flix dos Santos.
Virissim Antonio da Cruz Soares.
Pedro Dias dos Santos.
JosGonealves Ferreira Costa.
Joaquim Rodrigues Plnheiro.
Fi'AneUen fie Paula Oueiroz Fonsera.
Joao Canelo Gomes "da Silva.
Joao Pinto dos Santos.
Major Sebastio Jos Lopes fulmares.
Un cilla 1,0 Alves da Silva.
Major M.iuoi I ilo Piascillicnto da ('.. MolHclro.
Jos Francisco do Reg Barros.
Luiz Francisco de Barros Reg.
Fllippe de S e Albuquerquc.
Jos Francisco do llego Barros, "
Tcncntc-coroncl Manoel Jos da Costa.
MORDOMAS.
A Illm. Sr.' Baroneza da Boa-Vista.
" D. Francisca do Reg Barros.
" D. \aii i-a de Gusino.
D. Anna Joaquina Pacs Brrelo.
D. Adelaide Zeferina Coelbo da Silva.
1). Marta Rita do Reg Barros.
D. Tliercza Zeferina Coelho da Silva.
I). Francisca, mulla do Sr. capitao Joo do
Reg Barros Faleiio.
D. Marcelina Coelho Lcite.
> I). Izabel de S Albuqucrque.
D. Anna Delna Pacs Barreto.
1). Candida de S Albuquerquc.
D. Francisca das Chagas Branca.
' I). Carlota da Fonseca Pelioto Soares.
Madama Sarniento.
" >' D. Rita Zeferina Paes de Andrade.
u D. Filippa do Reg Rarros.
A Exm. Sr." Marqueta do Rccife.
A Illm. I). Caetana Candida da Costa.
D. Rita Branca Pcrcira Vianna.
D. Francisca Dias dos Santos.
*, D. Maria Antonia da Cruz.
11. Carlota Zeferina Coelho da Silva.
D. Maria Coelho da Silva.
1). Hita de S Albuquerquc.
D. Izabel das Chagas Branca.
D. Carolina Rodrigues Pinheiro,
I). Candida SimoM Gomes da Silva.
> D. Auna Victoria de S Albuqucrque.
D. MaraGiiilherinina Souza Leo.
I). Irmilinda Paes Barreto.
D. Annunciada Perrtti Alves da Silva.
>i D. Anua Vielra daCuuha.
PROfL'RADOR GERAL.
O Illm. Sr. RuiinoJosCorreadeAlmeida.
JUIZ PERPF.TUO.
los Joaquim do Reg Barros (proprittario da
capel la).
Ovigarlo Manoel Joaquim Xavier Sobreira.
CONSULADO GERAL.
RENDIMFNTO DO DA 23.
(eral..........
Diversas provincias
3:592,710
77,48*
3:670,194.
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DA 23 ........... 1:728,389
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M
1) N
H
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11 11
1
o partido, afim do economissr o tempo, do nfo de-
ferir mais a sua entrada. Bateu, poia, porta, e cora
bstanlo frca,porque, possuido da sua agitagflo, nflo
estavo no caso de seguir estrictamente o que exiga
a boa educago. Ape7ar disso, ninp'iem veio abrir-
Ihe ; esporou um pouco, applicanuo o oovido, pc-
rm ninguem so movia no interior. Tornou a baler,
o tove o mosmo resultado, e onlio j nilo pode duvi-
dardoquo pessa alguma existia dentro.
Estecontratempoodesesperou', pois he claro que
as circumstancias particulares em que se acliavo,
no podia*consolar-socom o adagio que djz quo o
que se difiero nilo esta perdido, pois demasiado per-
dido era para elle, que' talvez.nunca voltaria. Este
ltimC CC'pC 0 SffcClCU tnto 72S rt'"*rit9 "* nin
ii tinlia previsto; julgou-o como urna cruel injus-
tiga dasorteque o opprimia, e afim'de podersup-
portar aquella adversidade, soccorreu-se ao oilio
que tinlin aoseu rival, tratando de -reanimar o seu
valor para a hora du vingangaque ia soar.
Entregue a todos estes terriveis pensamentos des-
een pouco a pouco a oseada, e quando sahia pela
porta da ra cncontrou riolla a um cabo de urna
companhia do seu regiment, quo pareca muilo a-
fiidigadoem verificar as'indicagGcs quo desigtiava o
sobrescripto de urna carta que trnziu na mito, e que,
ocenpado em oihar alternativamente para as casas,
e para o sobrescripto da carta, foi tropegar brutal-
mente cora o coronel.
Nfo ves, estupido ? exelamou este com voz
forte o colrica.
E examinando o cabo, que ficra estupefacto e pro-
cura va desculpar-so,' pareceu-lhe reconhecer o so-
brescripto da carta, e Ih'a arrancou das mflos,
Quom to deu esta carta f Ihe perguntou.
Osenbor marquez de Chauvolin, o vinha en-
trega-la.
.N;'o me enganei, ponsou o coronel; e dirigin-
do-se ao cali ajiintou : pois a casa quo procuras he
esta, porm eu acabo de bater l em cima, iiiuguom
me responden, e julgo que todos sahiram. Diz da Fago saber a quem convier, que, em observancia
minha parte aosenhor marquez de Chauvchn, que eu me encarrego da mensagom. e quo a carta ser i gem sora matriculado cm nenhum dos anuos do
entregue pon'.ualmente. curso jurdico, sem que aprsente cortidflo, ou at-
Ocabonffo se mostrava muilo conformo com a testado de j haver ttdo boxigos naturaes, ou vacci-
vontaile do seu coronel, pois permaneca quieto no nadas, ou que foi vaccinado infructuosamente tres
mesnio lugar, sorprendido, admirado, e conhecendo vezes pelo menos.
22 de
Movmenio do Porto.
.Vario entrado no Ha 23.
Itio-Grande-do-Sul; 36 da, patacho hrasilelro Et-
padarte, de 125 toneladas, capitSo Felizardo Jos
Maria, equipagem7, carga carne, a Manoel Igna-
cio de Olireira. I'assageiros Malinas Jos de
Souza, Joao Anlonio e Ignacio Maria de Noronha.
Navios sonidos no metnw dia.
Trieste; barca austraca Mary, capitao G. Bonetich,
-carga assucar.
Macei; corveta de guerra B.-Francitca, comman-
' dante o capitlo-tenente Manoel Maria de BuIhOes
Ribeiro. Passageiros, D. I.uiza Alexandrina de
Barros Mondonga el lilho menor.
EDITA L.
-Para o Rio-de-Janeiro sane, no dia 26 do cor-
rente, a veleira escuna.Gi/an/e-fan'a, forrada e pre-
gada de cobre: recebe nicamente passageiros e ej-
cravos, paraoquetem bons commo'dos: trata-j
com Silva & Grillo, na ra da Moda, n. ti.
Para o llio-de-Janeiro sahir .breve o brigug
Mercantil, cpitfo AntonioTerruir Li"ia Fogago, o
qoal tem bons commodos para passageiros, e assim
tambem para escravos : quem prelender podo enten-
der-se com o capitlo.ou com Amorim IrmBos, ra di
Cadeia, n. 45.
Para a Baha segu viagem com brevidade0
hiate San-Joo: para carga e paasageiros, piodem en-
tender-se na ra da Cruz, n. 26, com Luiz Jos de S
Araujo..
Para o Kio-timnle-do-Sui pretende sabir, o
mais breve possvel, obrigue Juno, por ter parle
do seu carregamento : quera no roesrao qizercar.
regar ir de passagem ou embarcar escravos, di-
rija-ge a ra da Cadeia, n. 5, a fallar cora Arao-
rim Irmfos.
Para Lisboa sahe com brevidade, a muito ve-
leira barca portugueza Ligeira de que he capitSo
Antonio Joaquim Rodrigues.* quem quizer carra,
gar, ou ir de passagem, para o que tem excellentes
commodos, dirija-se ao mesmo capito na praca
do Gommercio ou abs seus consignatarios, Fran-
cisco Soverianno Rabello.& Fillio.
Os Srs. carregadores da barca Bella-Pernailn.
cana queiram mandar os scus conhecmentos i
casa do consignatario, na ra da Cruz n. 34, ter-
ceiro andar.
HI^^W^^BgI-----JJ-U-llgeHg^HB
Le loes.
>
VcIRIEDADE.
OS DOUS CASAMEMOS NO TEMPO DE LUIZ XIII. [*]
X.
Depols, sem duvida enternecido pelo doloroso es-
pectculo que se aprcsentnvn a sua imaginacSo,
passava do rigor a uniros nfTeclos mais temos :
a Porm, que conseguirci ou com envergonha-la ?
Nilo ser semprc a Sua ninldade a mesma .'.Por outt
parte, seria causar remoraos eternos prfida, eo-
briga-la u que me miasse depois do morlo, o usar
com ella de generosidade al ao extremo. Ser mc-
llior cncerrar-me n'uma magnanimidaJe digna o si-
lencioso, deixa-la ignorar que conhecoa sua falta,
o ssud-la com sorriso nos labios, como os gladiado-
res do circo saudavam o imperador diante do qual e
polo qual iaui expirar na arena. Dosle modo, ou se
tiriliua o ineii sacrificio a urna cega confianga, ou
a una sublime clemencia, gempre lera de sentir
crueis rcniorsos pela minha moilc.
O coronel anda hesilava, sem acabar de resolver-se
a seguir ueiihun dos dous systcmus oppostos, qqan-
do o lerchegado ao termo da sua viagem o poz no
caso de decidir-so. Subi, pois, vagarosamente, com
a cabeca baixa o a nt[P direila posta sobre o cora-
c.To, a oseada i|ue dav.a para a hahitocilo da senhora
de Fargis, deixando a cargo da impressilo que Ihe
rausassem as circumstancias o improvisar urna de-
terminaeflo.
Ao'chcgar porla levo quedemorar-sc, afim de se
tranquillaar um pouco, pois Ihe pareca que com a
laquella casa jam abrir-se para elle as portas da vi-
da eterna. A sua immobilidade Iho permitlio sentir
us precipitadas puUagOes de seu corago, e levou a
nio fronte, como so quizesse conter os tumultuo-
sos pensamentos que a iullamaiavam, e convertan!
quasi n'uiii volcan. Mas como vio que todo aquelle
apparato niio Ihe proporcionavu socego algum, tomou
[*] Vlde Diario n. 48.
que nilo precnchia ilevidamente a sua misslo, e que
o coronel obusava da sua autoridade. Porm, quo
havia de fazer ? Pura descargo da sua consciencia,
ousou dizer algumas palavras em forma de protesto;
mas o coronel n3o as ouvio, ou fez quo as nflo ou-
yia ; pois sem nada responder vollou-lhe as costas,
c continuou o seu caminho.
la marchando, anda que sem se apressar, para o
lugar em que devia veriljcr-seodueilo, levando na
mTo a carta que acabava de interceptar, e cujo con-
tedo desejava com impaciencia conhecer; mas
para a lr era preciso alTaslar-se do soldado, a quem
acabava de lira-la, o das pessoas que transitavam
pelas ras da cidade. Pcnsou, pois, que o sitio mais
proprio para a lr, seria algum lugar solitario fura
das muralhas, c apressou o passo para sabir quanto
antes da praga, entregando-se pelo caminho s refle-
xOes que Ihe devia suggeriresto novo incidente.
Pela minha vida, dizia comsigo mesmo, c com
urna raiva concentrada, al cerlo ponto se manifesla
justa a sor le. Eu no pude v-la, celia niio recebera
a sua carta. E que ser o que elle Ihe escrevia ? Al-
guma despedida muito terna o pattica... Ora, pois,
quer que o chorem com anlicipiigo ; antes de mor-
rer ... quer que 0 aeonipaiiliem o o susteutem no
combato os votos, e as commogCes da sua amante ..
Sua amante! Ella que foi sempre para mim um idolo
ante o qual meprostrei respeitosamente Oh Mui-
to se tero rido ambos da minha nescia seguran-
ga....! Qulo vilmente meleem engaado!.... E
vista disto deyo cu acreditar om cousa alguma Niio,
de boje em dianle, so acreditarei na folha da minha
espada, porque a tenho sempre mSo, disposla a
del'ender-mo e a vngar-me...... Kmquanto nrta,
nflo aabrirei .. Para que. Nflo sci ludo o que pode
conter? Bssta-ir.e ter demorado por algumas horas
que chogucao seu destino, c vou cntreg-la no mes-
moque a escreveu..... Porm, para quo hei de usar
esta delicadeza com uui homem quo me oliendo no
que mais amo ? Porque hei do proceder com nobre-
78 a respeilo de quem me alraiga nos mais sagrados
affectos ? Hcl de ter consideragOes, com quem. me
matar, se eu niio conseguir mata-lo prmeirol Na
verdadeo momento e o honiem sflo pouco proprios
para que eu me anime do una grandeza d'alma ri-
dicula.... Nflo, nflo; hei do lr esta carta do mcu
rival Que posso eu temer? Nada. Eque vou arris-
car nsso? Nada tilo pouco. A casualidado fez com
que cahssccm minhas mflos, esoria urna necedade
perder a occasiflo .'... Succcda o que succeder, l-la-
he... Est resolvido.
Todas estas reflexos que nflo se aprcscnlavam na
cabega do coronel com a promptidflo que se lcm
depois de escripias, ooecuparam por algum tempo,
de maneira que, no lim do seu monologo, o senhor
de IjisIc achava-se ja no campo, onde se delermi-
nou a sua rcsolugflo, tanto pela tentagflode seusdo-
sejos, como pela facilidadc com quo os poda satis-
fazer n'um sitio cm que ninguem ora leslcmunha
da sua indiscrigflo.
Escondeu-se, pois, por deltas de urna palligada, e
depois de ter olhado bem em roda do si, por um ex-
cesso do precaugflo, abri a carta resolutamente. '
Voltcmos sonhora dcGuebriant, a quem deix-
mos su, entreguo a una terrivcl desolagflo, causada
pelas tristes noticias que lho deu l.a Terrise, c pela
inquictagflo em quo a dcixou a sua repentina parti-
da. A pobre duqueza esqueceu todas as faltas do seu
amante, para s pensar no perigo quo corra a vida
dcste, ca raneando com mflo fronelica os adornos
do que se linba valido para triumphar delle, os pi-
su aos |s, junlauente com todos os mimos quo
Ihe iinbaiii feto, e quo haviam servido para bumi-
lliai o senhol' do Chauveliu.
Secretaria da academia jurdica de Olind
feverciro do 1848.
Miguel do Sacramento Lope Gama,
Director.
Declarares.
PARA OS PORTOS DO SUL.
O paquete brasileiro a vapor ImperatrU, com-
rnandanie Jesuino Lamego Costa, deve ostar aqu
dos portos do norte at o dia 25 do cor rente, e par-
tir no seguinte.
Aadminislragflo geral dosestabelecimentosde
caridade manda fazer publico, que no dia 28 do
concille pelas 4 horas da larde, na sala dassuas ses-
sOes, ir a piara, pelo lempo que decorrer do dia da
arrematagflo a 30 de junho de 1851, a renda das casas*
n. 3 da ra da Roda, e 33 da ra de Hortas, sendo a-
quella terrea, e esta de hum andar o solfio, ambas
recentemento reedificadas.
Ailniinistragflo geral dos estabelecimentos de ca-
ridade, 21 de fevcrero de 1848.
O escriplurario,
Francisco Anlonio Cavaloante Cousseiro.
Piihlicaco Luterana.
NOVO DICCIONARIO DA LINGOA NACIONAL.
Em setembro e ontubro do anno prximo passa-
do, annuncirnos ao publico, que se ia langar ao
prlo um novo diccionario da lingoa nacional que
levo por base a ultima cdigflo do diccionario do
muilo digno Iliterato o Sr. Moracs, publicado cm
Lisboa no anno de 1844. Declaramos entilo quo se-
guimos cm ludo o syslema daquello eximio lxico-
grapho, porque sua autoridade, j por si o bas-
tante rospeitavel, acresela a edigo sobre quo fun-
damos nosso Irabalho, a dos Ilustres Fr. Francisco
des. Luiz, Souza Monleiro e padre Castro. Obser-
vamos ainda por aquella occasiflo, que pequeo
seria o resultado da existencia do urna obra tflo
til como a de que so trata, seo seu prego nflo
fosse tal, que habilitasse a lodos'a poderem ble-
la. Giorimo-nos por ler conseguido a rcsolugflo
deste problema, por isso que o prego por assigna-
tura seria o de 20,000 rs., pagos em duas presta-
gOes. Hojc ractilicamos aquellos annuncros, accres-
centando que brevemente se achar prompta a I."
parto daquella, cm que dividimos o, nosso trabalho;
continuando a receber subscripgOes por cada urna
dellas, a rasflode 1,000 rs., pagos adiantadamenle.
Subscreve-sc na ra Formosa, n. 2.
UMB.ULE MASCARA DO.
Pela concurrencia dos compradores dos bilhetes,
ica adiado para o carnaval de 1868 ou 1870:
( Continuar-st-hu. )
lommCiQ.
Avisos iiiarif!!'!
Adamson Howio & Companhia farflo leilflo
um esplendido sortimento do fazendas ihglezas i
lila e de algodflo as mais proprias deste mercado,
e para a prsenle eslacflo : bem como de algumas fa-
zendas avariadas que se veadero por todo o d-
nbeiro para liquidagflo de contas : soxtn-feira, 25
lo crrente no seu armazem da ra do Trapiche ,
n. 42, as 10 horas em ponto.
James Cockshott & Companhia farflo leillo,
por intervenga do correter Olvaira, ue.grandn sor-
timento de fazendas todas rrroprias do mercado,
inclusivo um rico sortimento do pannos prelos,
proprios para a prxima Quarcsma : hoje, 24 do cor.
rente, as 10 horas da manhffa no seu armizom^da
ra do Trapiche-Novo.
Avisos diversos.
LOTERA
Do Hospital Pedro II.
Hoje (24) correm as rodas da loleria
do novo hospital, no consistoiio da igre-
ja do l-ivi-omenlo. Convida-se a assis-
tencia do rrspeitavel publico.
Na r ua da Alegra, n. II, precisa-so de urna a-
ma, forra ou captiva, para o servigo de uaia casa
de familia.
Desappareceu da ra Formosa, casa n. 5, um
jacomim, passaro do Para, todo prelo, e do lama-
nho de urna gallinha : quem o achar, leve-o mes-
ma casa, ou annuncic, que ser generosamente gra-
tificado.
-Nova fabrica de chapeos.
J. J. deFarias Ferreira & C. fazem scientoao res-
peitavel publico quo acabam oe estabelecer no A-
terro-da-BOa-Visla, defronte da calunga, urna fabri-
ca de chapeos, aonde os freguezes os acharflo sem-
pre com abundancia, de todas as qunlidades, assim
como se farflo todos os concertos tendentes ao mes-
nio oh'cio, o por menos que cm outra qualquer
parle.
-rllypolheea-se urna casa de pedraecal toda cr-
vidragada, pela quantia de 400,000 rs., e (ambem
se vendo por 600,000 rs. : quem precisar annuncie.
Quem Ihe faltar urna chave de broca e bstanle
grande, dirija-sc a ra Direila, 11.4, que se dir a-
onde existe.
Engenho.
Traspnssam-se as oilo safras de arrendamento do-
novo engenho Agoas-Claras, situado entre os enge-
nlios llruc e Malmajuda : elle dista dez logoas des- .
ta praga, e tres da villa deSanto-Antflo, he excellen-
to d'agoa, copeiro^a suu producgflo he prodigiosa,
veem-soalli cannas de seis folhas, quasi tflo boas
como as da plaa, tem boas maltas, com ptimas
madeirasde conslrucgflo, ele.: quem o pretender
dirija-so a Uoa- Vista, na Soledade, sitio da Cascan, a
tratar com o Burgos.
Rentista.
lfandega.
niND!MK\'IO DO DIA 23............7:898,136
Descarregam hoje, 24 de fevereiro.
Brgue Cora facililla.
Barca Tliomai-Mellors carvao.
Barca Etlher-Arm dem.
Para o Porto saho no dia 5 do margo imprcle-
rivelmenle, a bem cenhecda barca portugueza
clla-Vernambucana capito Manoel Francisco No-
gueira : para passageiros smenlc trata-se com o
capililo, na praga do Commorcio;
-- Pora a Baha sahe, no dia 28 do crrente, o pa-
tacho S.-Cru: : para o resto da carga c passageiros,
Irata-so ao lado do Corpo-Santo loja de massames
11. 28.
Pora Lisboa partir, com a maor brevidade pos-
svel .obrigue portuguoz Tarvjo-Primeiro, forrado
e encavilhado do cobre e de boa marcha por ter
a maior parte.de seu carregamento prompta : para
o restante e passageiros, para quo offereco excel-
lentes asseiados rominodos o tratatamento trata-
se com o consignatario, FirmLqp J. F. da llosa, na
ra do Trapicho 11.44, ou-com o capito, Manoel
de Olivcira Faneco.
Para o Ccar cm escala pelo Aracaly tem de
seguir breve o hiato Novo-inda, sendo que para
este ultimo porto, s se tratara a recober curga, de-
pois ile para all ter ardido, ou licar prompto de car-
ta o bairo que se acha proposto; os prclendciites
soenlenderflocooi o mestre Antonio Jos Vianna,
no Trapicho-Nevo, ou na ra da Cadeia-Velha, n. 17,
segundo andar.
-
D. W. Baynon, cirurgifo dentista, recentementa
chegado dos Eslados-Unidos do norte a este porto
do Pernambuco, avisa aos seus amigos bao respei-
lo vcl publico, que so ar.ha prompto o exercepdo 11
funcgOes da sua arle, em opcragOes dentaes asmis
dillicultosas, conforme a moda mais moderna da ar-
le, e com destreza e facilidado om chumbar, limpar
elirar denles por mais difllcultoso que seja : quem
precisar do seu prestimo o so quizer utilisur, diri-
ju-se o ru da Cruz, 11. 40, segundo andar.
Precisa-sede uuia ama para lodo o servigo de
urna casa de homonr solteiro : na ra Nova, n. 40.
Na ra du Cruz, n. 14, vestem-soanjos, por m-
dico prego; lambem soensinam meninas a lor, 01-
crever, contar, coser bordar, e recebem-se pen-
sionistas : ludo por menos prego do que em outra
qualquer parte.
-- lloga-sc ao Sr. Salvador Correia do S que quei-
raannunclar sua morada, para negocio de seu in-
A pessoa quo annunciou querer comprar o
compendio da historia sagrada por Bernardiao
freir; dito do historia antiga o grega ; e o all
geograpbicodeSimencourt, dirja-sea, ruada Ca-
deia, n. 57, pnmeiro andar, no sala de detrs. \
BARCA DE BANH0S. *
1 recisa-so do um caxeiro, qo seja portuguez,.
uo 15 aaoannos : quem eslver nestas circumstaar
Ciasainja-so a barca de banhos.
Quem liver alguma casa quo-queira dar rali
urna senhora viuva carregada do filhas e muito
capaz para morar c ter todo o cuidado era dita ca-
sa annunetc. -
# '.a Atnl0,nio Drlsla Gilirana embarca para os por-
to adoj sul o seu escravo Antonio, pardo.
- ._.
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CR80 DE RHETORICA E POTICA. .
Jos Soares d'Azevedo tem aberlo em sua cata, rua do
I Rangel, n. 59, segundo andar, um curso completo de
I RHETORiCf E pobtica. As peisoas que desejarem es-
I tudar estas disciplinas pdem dirigirse indicada resi-
I dencia, a qualqver hora.
O pai dos meninos Jos e
Alexanclre Uguccioni faz publu
co, que, continuando a molestia
I de um dos mesmos meninos, nao
I pode tef logar o divertimento,
I anunciado para o dia 26 do corren-
I te, Picando transfer do para o dia
I 29 do mesmo mez.
Aluga-so urna boa casa tarrea, com grande
I-quinlal murado na frente cercado pelos lados, com
I escolenlo agoa de beber, parreiral, figueiras, ro-
I meiraso outros arvoredos de fruto, no principio da
I estrada dos Afilelos,'ao pe do Manguinho: outra
I casa com solo corrido .cacimba o sem quintal no
I becco do Scrigado : a tratar na ra da Cadeia do
I Recife, n. 35.
I Mappa lopograpliico da cida-
dc da Baha c seus s ibur-
bio$.
Acha-se depositada na sala da associagflo com-
ncrcial urna lista para as assignaturas das pessoas
Ru quizercm subscrever para um 011 mnis cxompla-
P_tdo tnappa cima a rasilo de 20,000 rs. cada
ejemplar, pagos, a melado no acto da assignatura ,
ea oulra ao receber o referido mappa. A fiel en-
trega ser garantida pelo Sr. F. H. Lullkeis, nego-
cianto cslabclcciilo nesta proga, com escriptorio na
rua da Cruz, n. 40 o aim! e- cncarrega de rocober
as assignaturas.
IJeniz, alfaiate francez,
faz soiente ao respeitavel publico que abri urna to-
ja de alfaiato, na rua Nova, n. 34, e quo elle oncarre-
ga-se de confeccionar ou fornecer qualquer roupa
que Ida for encommendado, com todo o' goslo c
prornptidfio desjavel, por prego rasoavol.
Precisa-se de duas costureiras que
entendam de obras de alfaiate, para tra-
balharem por dhs dand-se-Ihesalmococ
jantsr, e lima pataca por dia : na rua No-
va, n. 6o.
0 aboixo assignado substituto de philosophia
e geometra do.collegio das artes, vai residir em
Olinda, do prjrneiro de marco do corrento auno em
diante na rasa quo desoecupou o eanito l'assos ,
junto ao thealro c recebe abolelados sb sua dii cc-
gilo: quem o pretender podo j nlender-se com o
seu amigo, o substituto do laim na ladeira da S,
oucomo abaixo assignado, no pateo da S.-Cruz,
sobrado do doutor l'erctti.
Joao* Vicente da Silva Costa.
--Aluga-so um bom ormazem para carne secca ,
na rua da Praio, n. 43, com commodos para fami-
lia : tratar no mesmo irmazem.
i>.
j| CflAPJS DE SOL |
Ba
  • Passeio-Publico, n.
    Jolo Louhct participa ao respeitavel publico, que
    recebou, por"estes ltimos navios francezes, um com-
    pleto sortimento de chapeos de sol, do seda, amis
    rica c superior qualidade; furta-cres e outras mui-
    tas condecidas, tanto para homens, como para Sras
    e meninos. No mesmoestabelecimenlo lia um sorli-
    menlo decliapos de sol de paninho, dos mais mor
    demos; ditos muitograndes, proprios para homens
    decampo : lambem tem chapeos de sol do paninho
    para meninos o meninas, por sorom muito finos: po-
    dcin-se chamar chapeos de economa. Na mesma loja
    hasorlimenlo de bengalasi bengalinhas e chicotes
    muito modernos; col)re-se qualquer srmaguo declia-
    pos de sol, com sedas de todas as cores equalida-
    des. Na mesma casa ha um grande sortimento de
    panninhos trangados e lisos, imitando seda, para1
    cobrirosjoesmos: dosta fazenda se vende arelallio.
    Aluga-se a casa nova dd becco da Campia na
    Boa-Vista, dfronte do agougue mu piopria para
    venda : a tratar na rua do Vigario., n. 13, terceiro
    andar. .
    CURSO DE GEOMETRA.
    F. N. Colago pretende abrir, no dia dia 6 de mar-
    co, um curso de geomotria. OannuncianteensinaT,
    nilo s a parte nocossaria para a academia, como
    tambem.para os que quizerera, algebra e trignome-
    tria. As pessoas que dosejarom frequentar este cur-
    so dirijam-so ao annunciante no bairro. da Boa-
    Vista rua da S.-Cruz, n. 38. As ligoes serfo dadas
    no bairro deS.-Antonio.
    OfTcrece-se urna mulher forra para arpa de casa
    de homem solleiro : quem de seu presumo so qui-
    zer utitisar dirija-sc a rua do Fogo, n. 49.
    I'recisa-se de um caixeiro brasileiro ou porlu-
    guez, para urna venda, ao qual, tendo as qualidados
    necessarias, n3o so duvidur dar bom ordenado:
    em Olinda nos Quatro-Cantos, venda da esquina,
    com portas para a rua do Coxo.
    Quem quizeralugar urna escrava com habilida-
    des, para o sorvico de urna casa, dirija-so atrs do
    S.-Rita-Nova, n. 43.
    Aluga-so um sitio na estrada dos Remedios ,
    passando a poutezinha no segundo portlo : a tra-
    tar no mesmo sitio ou na rua do Codorniz, n. 1.
    --Aluga-se o segundo andar do'sobrado da rua do
    Rangel, n. 46, bastante fresco com duas alcovas ,
    4 quartos, ptimo para urna grando familia : a tra-
    tar na rua Direita, n. 3.
    Precisa-se do um homem que seja acreditado e
    hbil, para ajudante do um procurador do causas:
    na rua do Rangel, n. 36, segundo andar.
    -- Aluga-so um segundo andar, na rua da Senzal-
    la-Nova com commodos para familia, por prego
    muito mdico: na praca da Independencia li-
    vraria ns. 6e8.
    --Joflo Gomes Martins, solicitador vitalicio ;de
    causas, transferio a sua residencia do pateo do (ar-
    mo para a rua do Rangel, n 3G, jeguiido andar,
    Aluga-so, por prego commodo o solfto do so-
    brado n. 36 da rua do Rangel com bous commodos
    para homem que nflo lenha familia : a tratar no so-
    {jj.indo sndar do mesmo sobrado.
    Precisa-se do um caixeiro portuguoz do 12 a 14
    annos: na venda da rua do Caldeireiro, n. 94.-Po
    mesma lambem se vendom tres pipas vasias, proprias
    paro ago'ardonlo.
    Jos Cactano de Carvalho vai Babia.
    Por detrs do thealro na cocheira do Joio da
    (milla Rcjs, alugam-so muito bous andadores c
    gordoscavallos, proprios para passeios : lambem so
    alugom ptimos quartos para viagens, com muito
    lioiis arreios : tildo a gosto dos prctendentes. Na
    mesma cocheira vendem-so 3 escolenles cavallos,
    com todos os andares novos, gordos o sem acha-
    ques.
    Precisa-se de um bom ofllcial do cbaruteiro ,
    para ir Irabalhar em urna fabrica em Nazarelh : pa-
    ga-so bem : na ruado S.-Cecilia n. 9.
    Precisa-se de urna pessoa capuz, homem ou se-
    nhora, que queira ensinar msica vocal o tocar pia-
    no em um engenho, pouco distante dosta praca :
    na rua larga do Rozario, n. 48, segundo andar.
    I'recisa-se alugar um prcta do mcia ida-
    do, para vender em urna canoa agoa, estacionada na
    comboa da travessa Imperial : a negocio procure na rua Augusta n. 60. Na mesma
    casa vende-se urna bomba do sicupira com 22 pal-
    mos de compriment c que est prompta.
    Desencaminhou-so do meu escriptorio na rua
    do Trapiche, n 44, urna loltra de rs. 636,000, por
    mim sacada emlldo outubro do 1847, a pagar
    minlia ordem, a 6 mezes precisos, contra o Sr. Joa-
    quim Francisco do Alm, que a aceitn na mesma
    data. Quc:n a entregar ou della dr noticia certa no
    lugar acim.i indicado, ser recompensado, ficando
    cedo de quo o aceitante esl prevenido Uo tal ex-
    travio. Recife, 22 do* fevereiro de 1848.Firmino Jo
    si Fex da Hoza.
    Manoel Joaquim Venancio de Soozi vai fazer
    urna viagein a Portugal.
    Honlem, pelas 9 horas da noite pouco mais ou
    menos fui ein casa do abaixo assignado um preto
    crioulo, de nomc Klculerio, pedir pura o comprar,
    dizendo ser oscravo do Sr. Jos l.ino Itezcrra mora-
    dor em trra do engenho S.-Francisco : c- por isso
    seu senhor mando lomar conta delle, quanto antes,
    na rua do Vigario.n. 24; certo do quo so nio respon-
    sabilisa pela fuga que o dito cscravo possa fazer.-
    Recife, 22 de fevereiro do 1818. Manoel de Almei-
    da lapes.
    Aluga-se a prensa, ou grande armazcm sito no
    As pessoas que querem comprar os seguintes
    livros dirijam-sea rua de S-Francisco, outr'ora
    Mundo-Novo n. 66 : Geographia de Vellez ; Histo-
    rio anliga ogrega ; Atlas de diferentes qudidades;
    Tito Livio ; Horacio ; Historia sagrada.
    Compras.
    Compram-se cabras [ bicho ]: na rua Direita
    venda n. 72.
    Compram-se duas canoas de um s pao, sendo
    urna de 4 palmos de largura e a outra de 9 4 a 3
    palmos, esta fio mais de 30 palmos de compri-
    monto o aquella at 45 ditos : na rua do Vigario,
    ns 5e7.
    Compra-se um ferro do fazer hostia, sendo de
    duas grandese duas pequeas do cada vez, o quo
    lenha pouco uso : quomotivero o queira vender,
    anriuncie a sua morada, ou dirija-se a rua da Ca-
    deia de Santo-Antonio, casa de um andar, n. 18.
    Gompram-so, cfTectivainente, garrafas, meias
    ditas e botijas vasias : no Alerro-da-Boa-Vista fa-
    brica do licores ti. 17.
    C*rv.r211XXIEI2EBC3E
    Vendas.
    Na coxeira por tras do thea-
    tro publico
    vendem-se bons cavallos bem gordos por prego
    commodo, a saber : 1 pedrez muito gordo por
    120,000 rs.; I de dinas brancas, por 100,0JO rs ; i
    |Conccrta-se todo qualquer chapo de sol, por baver largo da Asscmbla em quo teve
    f um completo sorlimenlo de todos os perlenccs para
    os mesmos, com toda a perfeicSo e brevidade.
    odio Manoel
    rua do Viga-
    Existe" para se arrendar urna
    muito boa loja, no inelhor lugar
    da rua do Queimado, para qual
    quer estabelecimentd comnicr-
    cial: d se senuranca do arren-
    I u Aluga-se o sogunuo anuar uo sourauo ocironte
    UamentO por tem DO SUf UCiente. da botica da rua do Rangol:a tratar na rua do Ca-
    r\ i I* bug, loja de miudezas, de Joaquim Jos da Costa
    Ignacio do Oliveira Lobo : a tratar na
    rio, ns.5e7.
    Offercce-seuma mulher branca para ama deal-
    guma caso : na rua. da Penha n. 29.
    Precisa-se do um-aprendiz de chartileiro,
    juntamente de um moleqiie : em Fra-dc-Portas, fa-
    brica n. 127.
    Precisa-sede urna ama de mcia-dado, para to-
    do o servico de urna casa do pouca familia: na ru
    das Flores, n. 21.
    Aluga-se o segundo andar do sobrado defronte
    Ospreleadentes dirijam-se a mes-
    ma rua, n. 2.
    Procisa-se de um caixeiro no Holel-Commer-
    co, da rua da Cadeia de Santo-Antonio, n. 13.
    Pai.ticipa-se no respeitavel publico,
    que o liotel (Joiiiinei ci mudou a sua re-
    sidencia di rua do Queimado para a da
    Cadeia de Santo-Antonio, n. i3.
    Pcrdeu-so, no dia 14 do corronte, um cdula de
    50,000 rs., do escriptorio do James Crabtree & C.
    tic porta do olfandega : queni'a achou e' quizer
    restituir, dirija-se a travessa da Madre-de-Oeos,
    sobrado n. 1, que ser bem gratificado.
    l'erdeu-se no dia 17 do corronte,
    desde a venda do Leo d'otiro, na rua do
    Hospicio, at o cemiterio ingleaFcm San-
    *-Ariaro, nina vernica d'oHro, recor-
    tada, peb beira, e com os tres Heis Ma-
    gos, Nossa Senhora, e o Menino Dos de
    urn lado, certos nomes no verso ua
    roegrna vernica ; e por isso pede-se a
    quem a acbar, que baja de 'entregdl-a na
    rua do Hospicio, n. i-4, certo de que se
    lite dar urna generosa gratiicacao.
    V
    Fajozes.
    -- Podro Borgesde Cerqueira comprou, por conta
    de Manoel Marciano Fcrreira, um buhlo da segun-
    da quinta parte d primeira lotera do hospital Pe-
    dro II de n. 17-.
    Jofto Maria de Souzo o Almeida relira-so para
    fra da provincia, com sua lilho menor-c um cs-
    cravo.
    Algunsdepsitos para assucar que restam para
    vonder no armazcm n. 110 da rua da Sonzalla-Ve
    Iha torram-se por todo o dinhelro para so mudar
    de casa.
    Descncaminhou-se um meia bilhele da segun-
    da quinta parte da primeira lotoria 1I0 hospital Pe-
    dro II, quo corre hje, 21 do corrente, de 11. 84:
    por isjo, rogo-s ao Sr. thesoureiro, que, caso saia
    premiado ,nflo|pagun senio aos proprios donos,
    JosMarlinsde Couto Vianna o Manoel Joaquim da
    Rocha.
    Um homem j de idade tondo um flllio em sua
    eompanhia, se offereco para caixeiro do engenho ,
    ou outra qualquer occupagflo desta ordem, tanto
    dentro como fora da proga mesmo para ensinar a
    leroescrever: quem dese prestimo se quizer uti-
    lisar annuncie sua inorada.
    OTRIBUNON. 86
    est a venda na praga da Independencia, livraria
    ns. 6 e 8 ; no pateo do Terco, loja n. 4, do Sr. Pinto
    Guimarfici. Muilo inleressante osla e digno de ser
    considerado por lodos para desengao dos fac-
    ciosos. .-;<,
    cachilinho muito bom, por 150,000 rs.; 1 alas.lo-
    cachilo, por 80,000 rs.; 1 podrez, por 45,000 rs.; 1 L
    mellado, por 50,000 rs.; 1 dito mollado-baio por
    45,000 rs.; 1 caslanho pequeo, por 50,000 rs.; 1
    rugo, quo foi do carro, por 60,000 rs.; J rozilho,
    por 120,000 rs.
    Vendc-se, por precisiTo urna oscrava do 19 an -
    nos.com urna cria de 4 annos do bonitas (guias,
    saliendo aquella engommar, ensaboar, cozinhar e
    fazer o mais servico de urna casa, e sendo de nagio
    Mogambiquo: na ruado Vigario, ns. 5o7 : onde
    lambem se venden), pelo mosmo motivo, alguns
    escravos, proprios para todo o servigo interno e
    externo de qualquer casa ou sitio.
    Vende-se urna escrava de idade de
    11 anuos, de bonita figura, sabe cozi-
    nbar o diario de urna casa, lava bem de
    sabiio, e faz todo o mais ai 1 unjo de urna
    casa com muita perfeicao com um mui-
    to lindo mulatinbodc tres mezes c com
    muito bom leile, tanto que p'le criar
    oulro menino : lambem troca-so por u-
    ma negrinba de loa 12 annos, que sir-
    va para andar com urna menina, vollan-
    do-sc reslo ; na rua do Crespo, n. 12.
    Vcndc-seuma negra de bonita figura, do 24 a
    26 anuos de idade, muito sodia, boa lavadeira, que
    cose o cozinha soffrivel; urn moleque, de 6 a San-
    nos, muito bonito : na rua da Cadeia do Recife, loja
    de Joflo da Cundo MagalhSes.
    Vende-se utn baldo com tros cvelas, um litei-
    ro proprio paro guardar miudezas 011 outra qual-
    quer cousa, por prego commodo ; doce de caj sueco
    muito superior com castanlia confeitada na rua
    dos Trincheirss, sobrado de um andar, n. 16.
    Vonde-se um sitio, ou troca-sc por casas ter-
    reas neslo Recife em Santo-Amaro, na estrada que
    vai pora elm, segundo sitio, a direita, onde se
    achar com quem tratar, ou -na ruu do Calinga,
    loja de oui ives, 11. 3 : o dilo sitio tem uina grande
    casa, boa agoa e bastantes pes de fruteiros, que
    lodos dlo fructos, boa baixa para plontagcs de
    melcs, inacchcira ou outra qualquer cousa.
    Yendem-se os seguintes livros: Breviarios ro-
    manos ; Ceremonial dilo; Sinopsis do general Abren
    Lima ; Resposta do mesmo ao conego Jan'uorio ; o
    Christlo enfermo e moribundo ; Historia da creuglo
    do mundo ; Cnticoecclesiastico ; o Feliz indepen-
    dcnle ; Tobos de reduego para so aprender 11 pi-
    loto ; Rhetorica de Mantillo; lorillimelica ; geomo-
    tria n algebra de Lacrois; Ligrs de cloqueucia ,
    por Lopes Cama : Nova Elosa ; I). Jolo do Castro ;
    D. Joflo da Falpuro Cont das phadas ; Escola mer-
    cantil ; llclroterro para os nuticos : no rua de S.-
    Froncisco outr'ora Mundo-Novo, 11. 66.
    Vcndc-se una prela bem moga com boas ha-
    bilidades com urna cria de 5 anuos ou sem ella t
    o motivo por quo se vende se dir ao comprador
    na rua de Agous-Verdes, n. 44.
    deste possa fazer-se, e a prova deste he a grande sa-
    bida que este maravilhoso remedio tem lido as
    provincias do Brasil, principalmente na Baha e
    Rio-de-Janeiro, ondo ha Untas Ilustradles me-
    dicas.
    AVISO ESSF.NCIAL.
    Dcve-se smente iirteira confianga s garrafas que
    teem urna'..arca que leva a firma do autor, seme-
    Ihante aquella quesev em baiso. Emfim, para e-
    vitar o perigo das falsillcagoes, os accidentes quo
    poderiain acontecer, o arrestar a cobica dos falsa-
    rios, o publico he prevenido que cada garrafa deve
    ser acompanhada de urna instruego impressa quo
    indica a maneira de empregar este medicamento,
    compilado pelo Sr. Guilli, com a sua firma, eim-
    presso em Pars por o Sr. Goetschy; carcter esse-
    senciaes para evitar a fraude.
    - Yendem-se ancorctas de
    diversos tamaitos, com vinho da
    Madcira, tinto e branco, de supe*
    ror qualidade: no escriptorio de
    Oliveira Irmos & C, na rua da
    Cruz, n. 9.
    Vendem-se duas pretas muito mogas, que co-
    zinham bem o diario d urna casa, engommam co-
    sem chSo fazom ronda o venden na rua ; urna par-
    da de 22 annos que cose bom ongomma cozinha
    faz todo o mais arraujo de casa, por ser desemba-
    rgada e nflo ler vicios; um caboclinho de 9 o 10 an-
    nos, muito lindo o esperto ; dous pretos muito mo-
    gos, bons para todo o servigo : na rua do Vigario ,
    n. 26, se dir quem vendo.
    Vende-so um preto da Costa, ainda mogo e
    bastante reforgado; um pardo de 15 a 16 annos,
    muito proprio para pagem, por saber bem montar
    e tratar de cavallos, tambom ontendo do cozinha
    alguma cousa : vande-so por sen senhor retirar-se
    paro ra da provincia : defronte do oitilo do thealro
    novo, n. 11. Na mesma casa tambem se vondom 3
    ou 4 apparelhos do metal branco para cha por pre-
    go commodo.
    Vende-se urna aimacao, propria
    para loja de miudezas, ou outro qualquer
    eslabeleciinento: na ruada Cadeia-Velba,
    n. o.
    Faritilu de mandioca.
    No armazem do farinlia da rua do Collegio, n. 21,
    vendem-sesaccas com furinha a mais lina possivol,
    por prego rasoavel.
    Vcndem-sc 10 escravos sendo : 2 lindos mo-
    lernos do 16 annos; 3 pardas mogas, com habilida-
    des; 2 pretos bem robustos, sendo um delles bom
    ciirreiro ; 3 pretas comJiabihdadcs sendo urna dal-
    las por 180,000 rs.: no pateo da matriz de S.-An-
    tonio, sobrado 11. 4.
    y
    jsSL
    ELIXIR TNICO
    ANTI-FLBUMiTICO,
    pelo tenhor doulor Guillii, medico da faculdade de Va-
    ris, membro de varias sociedades medicas, assim na-
    cionaes como estrangeiras, cavalleiro da real ordem da
    legio de honra, etc.
    .(Dupont, pharmsceutico, em Paris, rua T-
    quetonne, n. 14.)
    O nico deposito verdadejro dosle elixir he csta-
    bclecido pelo mesmo autor na botica do Sr. Jos da
    Rocha Prannos, rua estreita do Rozario, n. 10, em
    Peruambuco.
    O elixir anti-deumatico he essoncislmonte tnico,
    reanima o principio vital e d Jorga s fibras, des-
    taca os humores viscosos, os precipita embaixo, a-
    vivo o appetite e fortifica o estomago.
    Pde-se administrar na mais tenra infancia como
    na volhice; nada he mais doco q>io o seu effeilo: fun-
    de, dissolvo os humores olhes d sabida som algu-
    ma agitadlo, som suspender as oceupoces, nem
    mudaros hbitos: se pode tomar deste officazmento
    umacolher do msnhSa em jejum, parlicularmenlo
    no invern o nos lempos hmidos.
    Os asmticos, golosos, hydropicos, aquclles cuja
    fibra he mollc, Ticum satisfeitos do son uso; bom
    como os quo soffrem delluxlo catarral do peito, a-
    zedumes do estomago, syncopes e palpitages do
    coragflo, clica, empigens, catarro da bexiga, apo-
    plexio cerosa, reumatismo, fluxos alvos, doengas
    do leitonassenhorss, indigestflo, vermes intestinses
    nascriangas, c outras muitos enfermidad'es quese-
    ra longo enumerar.
    Este medicamento solutar tem produzido os mais
    fsvoroveis olTeitos, nos casos, para assim dizer, des-
    esperados. Desta sortu, desde seis annos foi pres-
    crplo por lados os mdicos Ilustres, e os successos
    quolid.ianos queobtm, tanto em Franga como nos
    paizes estrangeiros, formara o mcllior elogio que
    Vendem-se 5 molecSes, de 18 a n
    annos, umdos qnaes he peritoearreiro ; 1
    pardos de boa conducta um negro de 35
    annos, por 36o'ooo rs. ; um dito por
    i8os'oon rs. ; um moleque, de t3 annos ;
    um dito de nBt3o, de n annos, queja
    cozinha soFrivelmente ; urna negrinba de
    11 anuos; urna negra boa quitandeira,
    de nacao Costa j urna mulatinha de 18
    annos, que ecze muito bem, engomma e
    annos, com
    negras
    pardas
    mocas
    le
    cozinha ; urna moleca de 19
    as mesillas habilidades ; duas
    (iplini.i conducta : duas
    ptimas parao trabalho de campo : na rua
    das Larangeiras, n. i4, 2."andar.
    ' Vendom-so 2 casas terreas citas no largo de N-
    S-da-Paz, na povoaglo dos Afogados, as quacs tem
    commutiicagflo por dentro, sao novas e construidas
    a moderna, com duas cacimbas o parreiral no quin-
    tal : alralor ua rua da Cadoia-do-Recifo, casa n. 59 ;
    lambem se trocom por outras no Recife, voltando-sc
    do parle .1 parle, a differenga que ouver
    Yendem-se os utensilios de urna fa-
    brica de phrJsphoros, qual nada falta
    para poder fabricar ; ao comprador se en-
    sinar gratuitamente a faze-los com toda
    a perfeic^o : o dono os vende por se querer
    retirar para fra: no Aterro-da-Boa-Vis-
    ta, ou na rua do CamarSo n. 5.
    Lotera do Stio-de-Janciro.
    Vendem-se bilhclcs c meios ditos da nona lotera
    a beneficio do theatro da imperial cidado de Nic-
    theruy : na rua da Cadeia 11. 38, loja de Manoel
    Gomes do Cunha Silva.
    Vende-se um carneiro grande e
    bonito, proprio para menino montar, por
    ser muilo manso na rua do CamarSo, n.
    FUNOICAO' DE FEIIIO.
    Na fabrica do M. Callum & Companhia, enge-
    nheiros macbinistas e fundidores de ferro, na rua
    doBrum, no Recife, contina havr um grandosor-
    timentodc moendas do raima, de lodos os tams-
    nlios o dos modelos os mais modernos e approvados.
    Na mesma fabrica se continam a construir de cn-
    conimonda machinas do vapor, rodas d'agoa, rodas
    dentadas e todos os mais objectos de machinismo .
    com o pcrfcigfo j conhecida por prego commodo,
    Rn nacional \ndaraliy.
    A cslracgSo que tem lido o rap nacional Andara-
    hy mostra o quanto tem sido apreciado pelos ama-
    dores da boa pilada ; .portanlo, sempro o ncharo
    fresco em libras o meias ditas, e frascos de dito
    viajado 110 deposito da rua do Trapiche, n. 34, on-
    de se vende de 10 libras para cima, e a retalho as
    lujas j annunciadas.
    M
    MUTILADO



    A
    *=
    =
    ______
    Yendem-sc6 cadcirasde pod'oco urna mar-
    que/ a imitado de soph unvpar de bancas ami<
    cama de casal, urna mosa de jantar: tudoem bom
    uso : na ra do Nogueirn, n. 47.
    Vende-se urna prcta moga, de bonita figura ,
    que lava, icose, cozinlia e engomma : vende-se por
    scjM(mk) retirar-se,e|porissosoad barato: na ra
    larga do Rozario, loja n. 35, se dir quetn vende.
    Gaz.
    na casa de caumont,
    dourador, na rua Jtf ova, n. 5*2.
    fabrica de candieiros,
    lauto de pnz mo de azeite, j se ncba, prompto um
    grande sortimento dos mesmos.de muito bom gos-
    to. O mesmo fabricante avisa-ao respeitavel pnbli-
    eo, quoven.looscajvdioirosmais ocn conta do que
    cm nutra qualquer parte pois quo elle mesmo os
    fabrica, e so respojwabilisa pela sua boa qualidade :
    tambem doura, prala o bronza todos os metaes de
    diversas coros ; concerta o torna a por de novo to-
    dos os candieiros, tanto de gaz pomo de azelte;
    pOe os candieiros de azfcrle para gaz ; concerta tam-
    ben qualquerobjecto do metal. Tambem tem pa-
    ra vender um grande sortimento de objectos de
    metal para igrejas lauto dourados como prateados
    ebronzeados. Aluga tambem para bailes candiei-
    ros, candelabros e lustros, por commodo prego;
    compra tedas as qualidades de metaes; o precisa de
    um aprendiz |iara o mosmo olllcio.
    Vcndeni-se 5 lindos moloques de 1G a 20 anuos;
    dous molos um bom cozinheiro e o oulro opli-
    fn olhcial de sapatoiro, de 25 anuos; 2 pardos,
    vendo um proprio para pagem e oulro bom car-
    reiro de 10 a 18 annos ; urna mulatinba o duas nc-
    giiiihasdc 12a 13annos, com principios de habi-
    lidades; 4protasde25 annos, cutre as quaos al-
    gumasconi habilidades : na rua do Collegio, n. 3,
    segundo andar, se dir quem vende.
    9." o!na do Rio-de Janeiro
    a beneficio do (licalroda im-
    perial cidade do Nicthcmy.
    Vendem-sc bilhetes e meios ditos dcsta lotera:
    na rua da Cadeia-Velha, n. 29, casa de J. O ELSTIR.
    Vendem-se duas cco.ravas.rccolhidas, sondo
    lima parda de 16 anuos ,e a outra prota de 20 an-
    uos, que sao de lindas (guras, o com habilidades:
    no boceo do Sarapatel sobrado n. 12.
    So quem nao tirer mito
    Deixara de ter luas nata occatio.
    Na loja nova n. 17, do Passeio-Publco, vendem-
    sc luvas de algodiio de cores, para homcm e senho-
    ra, o 160 rs. o par; ditas de seda, a 1,000 rs.
    Vcndo-se, ou pcrmuta-se por predios nesta pra-
    ca um terreno com 200 palmos do frente o fundos
    desde a rua da Aurora at ao Hospicio com urna
    cacimba e olaria na rua do Sevo com aliccrcesj
    principiados para urna casa : tambem vendo-se, ou
    permuta-se motado deslo terreno : a tratar na larga
    do Itozario, fi- 26, primeiro andar. Na mesma casa
    vende-so um estojo de engenbaria por prego mui-
    to connuodo.
    A 70 rs a libra, bolacha, a 70 rs. a libra,
    do farinba de inilbo muito saborosa ; propria para
    a pobresa, por ser barato; na rua larga do Hoza-
    no padaria n. 48.
    Na
    de Pars ; sendo de qualro qualidades de-
    ferentes, c aosprecos de 3,200, 3,6oo,
    3*800 e 4,000 rs.^ na loja nova de Kay-
    inundo Garlos Leite, na rua do Queima-
    do, n. 11 A.
    Man o el da Silva Santos
    contina a vender superior fa-
    rinha de triso da marca SSSF.

    na do Trapicho, n. 17, con-
    tina a luvcr deposito da verdadeira cal
    virgem de Lisboa, ebegada |iioxmamen
    te ; odvci tindo-se aos compradores des-
    te y. ero que o deposito he j muito pe-
    queo, e que da nova nao ha mais em
    paite olguma.
    Yendem-so chitas pelas finas asselinadas do
    ultimo gusto : na rua do Queimado, loja 11. 5.
    -Vcnilem-se duas bous oscravtts: criolitas de
    bonitos figuras e mocas, que cozinhm, lavam mui-
    to bem e engommam s3o sadia's, o riflo. se duvida
    dar n conteni para serem experimentadas : na rua
    do Queimado, loja n. 51.
    FAZKNDA DO NORTE, A 640.
    Na 1 Ja nova da rua do Qnc-
    c 11,ido, n. II A, dcUaymnn-
    clo Carlos Leite ,
    acha-sc um novo sortimento de alpaca de linho, ou
    fazeiida do norte a 640 rs. o covtfdo. lisia fnzenda
    torna-so recommendavel pela sua boa qualidade o
    acertados padrees : seu principal uso he para col lo-
    tes palitos e calcas.
    - VenJem-se acedes da ex-
    mela componhiade Pernambuco
    e Pa rali iba: no escriptorio de O-
    liveira frmos & C, rua da Cruz,
    . 9..
    flfe Vendcm-se chapeos de superior
    ^La^castor, brancose pretot, por preco
    muito barato : na rua do Crespo,n. la,
    loja de Jos Joaquim da Silva Moya.
    MilliO.
    Vendo-so milho, a 2,000 rs a sacca : no caes da
    Alfandega, armazem do Antonio Annes.
    Vende-se um terreno com 117 palmos de fren-
    te e 89 ditos de fundo cm estado de se edificar,
    por nffo precisar aterro, em cujo terreno podem-se
    fazer tres ptimas mei'agoas na rua do Pilar em
    Fra-do-Portas, doladoda mar grande : nadita
    rua, n. 11, no pateo da igreja do Pilar, das 6 horas
    da.manli.1a s8.
    Vendem-sc 4 grandes depsitos de parafusos ,
    para assucar; urna escolente batanea grande com
    um braco do auto."; 12 arrobas da pesos; o outros
    utensilios para armazem de assucar muito baratos,
    cmrasDoda intidanca da casa: na rua da Sqnzalla-
    Velba, n. 110.
    ~ Vendem-sc cabos do cairo cm grandes, ou pe-
    quenas porgos : no trapiche do Ramos, armazem
    da esquina.
    --Veiidein-so ancoretas com cal virgem, a mais
    nova que existe no mercado por preco mais com-
    modo do que em outra qualquer parlo : na ruada
    Moda, arraazoin n. 17.
    Vendem-se chitas limpas para luto de bous
    pannos a sote vinlcns o covado; ditas escuras a
    190 rs.; ditas cor de rosa muito bonitas, a 160 rs. ;
    un sobrado novo de um andar e slito, paredes'do-
    bladas clio.s prop ios, quintal pequeo e murado,
    o qu.il sobrado rende 34,000 rs. msnsalmente: tam- com palmas, muito modernos, a 11,000 rs.
    bem se permuta por ,-ilgum sitio pequono porto do|
    Jiccifc ou casa terrea : na rua estrella do Itozario ,'
    li. 10, terceiro andar.
    Aos amaiilo da 1 a pitada
    se ofTcrecp o rap princeza Novo-Lisboa : acha-se
    venda, cm porclo e a retalbo no deposito 4a /ua
    larga do Rozario, n 24.
    FAREI.OS.
    Vendem-se saccascom farelos, chegadas ltima-
    mente, a 3,500 rs.: no armszem de J. J. Tasso Jnior,
    rua do Amorim, n. 35.
    Vende-seo engenho Bom-Jesus-da-Matta co-
    marca do l'o-do-Allio, com ptima casa de vi venda,
    outra dita mais ordinaria ,e 3 para lavradores, bom
    cercado de pasto campias que servom do soltaspa-
    ra gado ptima destilagflo organisada de cobre ,
    moenda de ferro, muito boas Ierras, tanto para can-
    na como para outra qualquer plantagno', as quaes
    lia ptimas varzeas o mallas contendo cerca do
    legoa e mcia de fundo : rende de foros 700,000 rs.
    annualmcntc, com os vencimentosem o mez do Ja-
    neiro : a tratar na rua do Concordia, n. 25, com Joa-
    quim Teixelra l'cixolo que so acha autorifado para
    ultimar o ajuste a dinheiro, ou a prazo.
    Na loja nova da na do Quei-
    mado, n. 11 A, de Itaymun-
    do Carlos Lcilc,
    acba-so um completo sortimento de pannos finos de
    todas as cores, principalmente pretos : bem como
    chapo francezes; los pretos, de seda e linho; sar-
    ja hespanhola, verdadeira ; o todas as mais fazendas
    ja annunciadas por precos mui rasoaveis : tambem-]
    ha chapeos do Chili, viudos do Montc-Christo da
    melhor qualidade a 16,000 rs. ; chitas francezas
    muito largas a 240 rs. o covado ; ptimas pecas do
    lustrim sem defeilo cor de caf, verdee azul, a
    6,400 rs.
    Vende-se, ou arrenda-se um grande sitio na rua
    Imperial,com duas moradas de casas, urna para
    grande familia, na frente da rua e outra mais pe-
    quea dentro do mesmo sitio com bons parreiraes
    e militas frulcirasdeboas qualidades todas novas
    e j dando fruto com um grande viveiro no lundo :
    na na Direitu, n. 135, loja de cera onde se l'ar
    qualquer dos negocios, par seu dono ler de retirar-
    se por molestia.
    Vende-so urna perfilo do sebo refinado muito
    puro e alvo a tratar na arcada da alfandega, com
    o preto Benedicto.
    Fabrica de sabao.
    NA RUA IMPERIAL, N. 416,
    vende-sesabSo amarello e preto, cncaixado,' em
    porges i vonlade do comprador, pelos procos so--
    guintes : amarello, a 100 rs. ; preto, a 90 rs, ; o sen-
    do partidas de mais de com caixas ser menos 5 rs
    em libra.
    Vmtem-se 5 escravos, sondo : um preto para
    todo o servico ; duas pardas c duas pelas sendo
    urna perfeita cozinheiro o outra boa engoDimadci-
    ra oque cozinba bem o diario de urna casa : no pa-
    teo da S.-Cruz, n. 14, se dir quem vende.
    Vende-so u in.-i prela de nacHo, que cozinba o dia-
    rio do urna casa lava do sabilo e he boa quitan-
    deira : d-se por prefo commodo visto vender-so
    por necessidado : na rua da Gloria, n 85, se dir
    quem vende.
    Vende-se um deposito de assucar quo faz bom
    negocio e tem moradia para familia: na rua Hirci-
    ta, n. 54.
    -- Na nova loja da roa da Cadeia do Recife n. 32,
    do Claudino Salvador Pcrcira Braga vendem-so pe-
    cas do chita de cores escuras e claras, a 4,500 e
    5,300 rs. e em covados, a 120 o 140 rs.; los netos
    Cortes de alrita.
    A lazenda mais perieita que tem appa-
    recido so os cortes de olena, para ves-
    tidos de seniora, ao m pelas delicadas
    cores, como pelos lindos padroes, por
    nao desbotarem, c por serem do ultimo
    gosto ile Fari.. Estes cortes vem pti-
    mamente acondicionados, cada Um cm
    ?oa capa, e sao leos na principal lubrica
    Carlos Hardy, ourives, a rua
    Nova. o. 5*1,
    acaba do receher, pelo ultimo navio, um lindo sor-
    timento de obras de ouro do leii como sejam : ade-
    remos com pulseirasfi sem ellas; aderecos de mo-
    saiqne ; garganjilhiis solas ; allinetcs para senbora ;
    brincos; anneis; bnldes para camisa de homcm:
    bem como ourro sortimento do obras da trra tam-
    bem de ouro de le. Na mesma foja vondem-se tou-
    caa e vestidos para haplisar meninos : ludo de bom
    gosto e muito barato.
    Na rua do Trapiche, u. 17
    ?endentase barris com superior
    4\ virgem, eliegad ltimamente
    VIHV |Bv W^

    de Lisboa, a cinco mil reis cada
    barril.
    Na na de Agoas-Verdes, n. 46,
    vendem-sc, para liquidacflo, 2 excellentes moloques
    de 12 a 13 annos ; 3 escravas para todo o servico ; 3
    mulatinbos de 9 12 annos.
    Vendem-se caixas com muito bons charutos,
    chegados ltimamente da Babia por preco muito
    commodo : no Aterro-da-Boa-Vista loja do looca
    de barro, n. 47.
    ALVINAR iS, ALVIAR.*S!
    He chegado novamente anii~'
    go barateiro a frente e con-
    tinuando a vender por to-
    do o dinlieiro.
    0 nnligo barateiro contina a vender na sua bem
    conheciila loja da rua do Collegio, n. 9, papel atraa-
    CO, a resma a 2,600, 3,000 e 3,200 rs.: dito de peso,
    a 2,700 e 3,200 rs. ; muito Anos chapeos de sol para
    senbora do soda a sote patacas cada um ; cam-
    uas com agulhas inglezas cantoras a pataca ; di-
    tas francezas, a 280 rs.; travessa.s de tartaruga,
    para marrafa a 960 rs. o par ; caixas de tartaruga
    para rap, a 1,600 rs., grandes ; ditas pequeas, a
    1,200 rs.; caixinhas com llnhas de marcar, a 120
    rs. cada urna ; escovas do denles, a 80 rs.; ditas para
    falo a 320 rs. cada urna ; luvas do seda-, curtas e
    sem dedos, a 400 rs. o par; ditas comprids com de-
    dos a 800 rs. o par ; torcidas para candieiro, de to-
    dos os nmeros, a 100 rs. a duzia ; linha' de carre-
    tel em duzia, a 320 rs., branca e de cores ; tosou-
    ras com toque de ferrugem, a 120 rs. ; caivetes do
    urna folha, a 200 rs. cada um ; ditos de duas folhas ,
    a 480 rs.; e outras muilas miudezasque ninguem dei-
    xaro de comprar pelo seu diminuto prego pois be
    para fechar contos.
    Vendem-se, ou trocam-so effoctivamente livros
    por outros, que, apezar de voltios, tifio Ihcs fallem
    folhas, a saber: Arles latinas do dilterentes -autores
    eedictos; Seletas; Fbulas; Virgilio; Cornelio
    Kutropio; Carlas de Cicero; Horacio; Salusti
    latino, e traduzido ao p da lettra; Tito Llvlo
    Tercncio; Sintaxe do Dantas; Ovidio; Mclh-
    mophorzes ; Diccionarios de Fonseca da fbula
    Ponseca, latino o portugoez ; Callipinos, etc.; Ar-
    tes francezas de differentes autores e cdicOes ; Dic-
    cionarios francezes o inglezes; ditos italianos e
    francezes o vico-versa; Telemaco francez do dif-
    ferentes edicOcs e inglez; Fbulas de la Fon-
    lame; Historia de Inglaterra; dita da Grecia; Thomp-
    son ; Aircns ; Poufendorf; Zoiller ; Ligos do di-
    reilo publico constitucional ; Modo de injuriar por
    jurado; Instituas de Justiniano, latinas o francezas;
    collecclo das leis do Brasil, do differentes annos;
    Diccionario histrico ; Tratado da roligiilo; Direc-
    tor ccclesiastico; Breviarios romanos; Ceremonial
    dito; Prosodia do Pcrcira; Diccionario historio;
    e outras muitas obras, que nao se annunciam por
    nao fazer muito extenso o annuncio na rua de
    S.-Francisco antigamonte Mnn(lo-Novt>, n, 66.
    Vende-se um piano horizontal, de cinco Ota-
    vas, por 120,000 rs : na rua do llangcl, n. 10 pri-
    meiro andar.
    Vende-se urna venda, sita na rua da Praia,
    n. 42: a tratar n mesma venda.
    Vende-se 1 commoda do mogno, com pouco uso,
    e diversos trastes novos por prego commodo: na
    rua da Cadeia de S.-Antonio, n. 18.
    Vende-so, por prego commodo, urna casa ter-
    rea, bem construida sita no bairro da fioa-Vista :
    na rua da S.-Cruz, n. 38.
    Vende-so um casal de escravos acostumados ao
    servigo decampo sendo o preto velho e proprio
    para algum sitio, pois disto tem bastante pratica : na
    rua da Cadeia 11. 59 a fallar com Jos Mas da
    Silva.
    ',Vendem-se meios bilhetes da lotera do hospi-
    tal Pedro II, cujas rodas andam quinta-feira, 24 do
    corrente : na rua Direila n. 7.
    Vende-se urna negrinha do 12 anuos muito
    linda que coziuha o diario de urna casa ,- o com
    principios de costura : na rua do S.-ltita, n. 44.
    Vende-se um escravo de 20 annos, proprio para
    qualquer servigo : na rus da Cadeia-Velha, n. 61.
    Vendem-se 3 escravas do mallo, sendo: una
    crioula, de 13 annos com algumas habilidades ;
    urna dita de 32 annos muito sadia ; um mulotinho
    de 15 a 16 annos : na rua do S.-Francisco no pala-
    cete de mantilla al as 9 horas e das 3 s 4 da
    tarde.
    SLSA-PARRILIIA DE SANDS.
    F.ste escolente remedio cura todas as enfermi-
    dndes, as quaes silo originadas pela impureza do
    sanguc, ou do syslcma ; a saber :
    Kscrofulas rbcumatismo crupcOes cutneas,
    brebutbas na cara, hemorrhoidcs, uoengas chroni-
    cas, brebulhas, bertoeija, tinha, inchages, dores
    nos ossos e jnnlas, ulear, doengas venreas, citica,
    enfermidades que alacam pelo grande uso do mer-
    curio, hidropesa expostos a urna vida extrava-
    gante Assim como ((irnicas desrdeos da cons-
    tiluigllo serflo curadas por esta tflo til appro-
    vada medicina.
    O extracto seguinte lio do urna carta recebida dd
    Sr. Maco, pois sua niulherfi atacada de escrfu-
    las no nariz, das quaes os melbores driutores em
    Frange a nifo poderflo tratar.
    I Itennes, departamento de Ule o Vilain.
    - I Frange, julho 17 de 1844.
    Str. Satidt. A salsa-parrilha mandada por Vm.
    fui recobida com a maior salisfagiio pnssivcl, minlia
    mulbera tomou, e cm pouco lempo se ncliou me-
    lhor; pelos grandes beneficios que recebeu dcsla
    medicina, a considera como urna das memores me-
    dicinas do mundo para laes doengas, pois don-
    lores do alta-sabedoria'iiuncaa poderam tratar. Mi-
    nha mulhcr a contina a tomar, at se achar in-
    teiramente boa. Por favor nos queiraObsequiar com
    algumas garrafas o mais depressa possivel. Srs.,
    nos teremos o gosto de fazer conhecer a sua medi-
    cina entre os nossos amigos, assim como entre o
    povo : sem duvida soi usada aqui, bem como m
    lodo o mundo cuino efllcaz medicina para alliviar
    e tratar o cor-po humano.Tcnho a honra de ser o
    mais ltenlo venerador.
    J. Mace.
    N. 1, rueLouisPhilippo.
    ) Legaglo dos Estados-Unidos,
    Berln, Pruasia, abril 8 de 1846.
    Sr$. A. B. &, D. Sanas. Srs., Lendo-se a sua sal-
    sa-parrilha usqdo nesta cidade, com grande effoito,
    em casos mui se.voros de escrfulas me pedem tres*
    diucas do garrafa* da sua medicina as qoaosas es-
    pero sem falla que p^ra isso remeti o pagamen-
    to. Espero que Vms. fiquem de toda a certeza qnji
    a composigSo de salsa-parrilha be urna das melho-1
    res medicinas do mundo, assim como se vai n.
    troduzindo muito entre opovo Sou o mais altonto, I
    TheodoreS. Fy.
    Pronarada e vendida por junto ea retalho, assim
    como se exporta, por A. B. Y. D. Sands, chimiem,
    droguistas, n. 100, Fulton-Stret, esquiat de Wi|.
    lian), New-York. \
    Vende-se na botica do agente, Vicente Jos do
    Brito, na rua da Cadeia-Velha, o. 61.
    Vende-se urna escrava moga, com algumas hi-
    bilidadee.eque he ptima venddeira le roa,: ni
    ruaDireita. n. 64, primeiro andar.
    Vndenle ufn cavallo de sella 1 por prego con-]
    modo : na cocheira da rua da Florentina.
    Deposito de vinagre da fabrica!
    da rua Imperial, n. 7.
    na fabrica de licores, de Frederico Chaves, no Mer-1
    ro-da-Boa-Vista, n. 17, onde se achara sempr
    grande porgflo e por prego Commodo.
    -VenJem-se ricas mantas e veos de fri pretos I
    c brancas ; luvas do ultim gosto; asmis lindas
    fitas para cinteiro ; meias de seda; lcques ; sarja I
    de soda superior; bicos de seda o de 1)Iotide tudo
    proprio para a Quaresma: na praga da Indepen-
    dencia n. 39, loja de C. G- Breckenfeld.
    ~ Vende-se doce de caj, tamarindos, grozelis,]
    sidrflo, laranja, secoo e de calda, muito bem feito, I
    em frascos de 8 libras i na r.ua daSenzHa-Now.l
    n. 7.
    Vende-se cimento de boa qualidade,. a 11 ,oco
    rs. a barrica : no armazem do Braguez "o p do
    aroo da Conceigflo.
    Vende-se um rico orna,
    mentopar sala, contendo oj
    se^uintes objectos : um h-
    tro de bronze, com oito luzca muito bem feitoe,
    moderno; 10 cortinados do cassa, com todos os seos I
    perlencos ; 18 serpentina, com as suas compe-
    tentes mangas por prego commodo : na rua Non. I
    n. 35.
    Foassa e cal virgem.
    Vende-se muito superior potassa e ctl,
    virgem de Lislia, prximamente desem-
    barcada: no deposito de Bailar & Olivei-1
    ro, na rua d Cadeia do Recre, n. u.
    Vende-se cera para limas
    de cheiro, pelo prego de 880 rs.
    a libra: na ruado Rangel, so.
    brido n. 51.
    Vende-se vinho do Porto em pipa o barris do
    4." a 8, superior e mais inferior ; peneirs do ra-
    me deltelo; panno do linho ; cal virgem de Lisboa
    em barricas pequeas e grandes; semen tes de horta-
    liee : tudo por precos commodos, na rua do Vigario,
    armazem A. 11.
    Na rua do Trapiche, armazem
    n. 54,
    vende-se assucar refinado, em p3o, a 2001
    rs. a libra.
    Escravos Fgidos.
    ------------------:-------:----------------'
    -- Fugo, no da 15 do corrnnto do ngonlio |Co-
    queiro um preto, de nomo Manoel, criolo, deJSS
    annos, bem conbecido por s ter orna perna : quem
    o pegar lovc-o ao dito engenho ou a rua da Cruz',
    no Recife, 1. 43
    Ansentou-se, no da 13 do corrente, oescraro
    Antonio cabra, balxo, grOsso olhos um tanto en-
    covados O amarclladns, testa o cantos largos; h
    pouco lempo levou un caustico dcbaixo do braco
    esqiierd'o; be muito"conversador, toma bastante
    rap; foi bolielro neste cidade andava calcado,
    e inculca-se forro; Coi vendido nesta praga pelo Snr.
    Hay mundo de Araujo l.inia.tendo sido escravo do ci-
    furgio I .ou ronco do Castro e Silva rfo Cear : quem
    o pegar levo a rua da Senzalla-Veltia n. 138, a seu
    senhor, B. Lasscrre, que gratificar generosamenle.
    Acha-se fgida, desde o dia 16 de jtilho de 1847,
    a prota Joanna de nagflo Henpuela, de 30 a 35 an-
    nos pouco matsou menos; he btm conhecida por
    usar de vender sapatos para snliora frutas, bolos,
    etc.; benita, secca do corpo, cor fula, rosto coni-
    prido, olhos fundos, nariz um lano afilado lentes
    limados, beigosgrossos; tem no lado esquerdo do
    rosto urna merca antiga proveniente de urna den-
    tada quo Ihe denim ; bracos finos O compridos pes
    seceos e tamoem compridos, pernas cticiasde veiis
    o encarogadas; bo bstanlo ladina. F.sln prela, por
    ler mullosconbecimenls, julga-sfi estar aceitada:
    Kr isso, protesta-sc usar de todp o rigor da lci con-
    1 quem a tiver em sua casa, e muito se recom-
    menda as autoridades policacs, capitales de campo,
    e mais pessoss do povo,que a apprehendam e levem-
    naao Alerro-da-Boa-VisU,n. 17', fabrica de lico-
    res, de Frederico Chaves, que promette aos lti-
    mos boa recompensa.
    -- Ha 30 e tantos dias desappareceu da cocheira de
    Joo da Cunta Reis o escravo crioulo-, do nomo
    Candido alto seca; representa 40 annos ; por
    sagacidade, unas veies te lingo mudo e outrjs leso;
    intitula-so forro, o costuma dizer que lie soldado,
    mas v-seo contrario pelo poico trajo o mo trato
    de lodo o corpo ; tem muito pouc barba e lguns
    signees do chicote; suspeita-se ler ido para as par-
    tes de Coianna aonde ju foi captivo : quem o pfg"
    loyo-o a dita cocheira, que ser gratificado.
    -- Ausentou-so, na notedo da 8 de outubro do
    1847, o escravo Herculano, crioulo, do cr Wo ful
    quo,parece cahra,cahcga pequeo,cabello.ralo,olhos
    pequeos, corpo -groas, (ronca barbs estatura re-
    gular; tem urna cicatriz no hombro esquerdo quo
    pode ter 3 a 4 pollegadas do coinnrimenlo t costuma
    a embebedar-se o neste caso se intitula por 'lorcu-
    lano Jos dos Santos Tranc-llua ; levou' earaiM
    caigas de algodiio trangudo azul e algumas camisai
    de madapoliio: quem o pegar leve-o a cidade de
    Olinda, rua da Boa-llora a Sen Seimor, )ot^ r"er-
    reir Marinlio, que dar boa gratiicaglo.
    Pean. : fkivtti x>%*. r. d^i**hia. i84^
    MUTILADO


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