Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05419


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Full Text
*^T
Unno de 1848.
Terja^fein .99
n D/JRIO nu'ilioa-ae todos os diat que nao
I ,ie suarda o preco da anignMur* lie de
liioofr rs.porquarlel, W' *""<**< O ao-
I4' gf signantes sao inseridos rasod
hoTs, porlinh-v < I i'-es P,la '"*< Os-que nao lrern assig-
\'ep,.,'"nsgaro 80 r. por linlia, e IOi) em l-po
IpHASES DA LUi O MEZ, DE FEVERERO.
lina nova. Hlion eJJmin.daUr.ia.
r.f cente a 11. as > horas e J6 mo. da tarde.
1 u cheia a I, as 2 hoias a 8 min. da pianliia.
uluoaie a !8,s o boras e : mi. da mauha. Segunda, s 1 horas a 18 minutos da urde.
ti
PARTIDA DOS CORREIOS,
Goianna e Paral) iba s segundas sextas faina
Rio-tirande-dn- Siorle quinta feirasao maio-dia
Cabo, Sennliiem, Rio-Forrrioso, Poite.-Calvoe
Macei. no I.*, a 11 e'ti de cada mez.
(iaranliuus a Bonito, a 8 e J.
Boa-Vita e Floras, a IS e *8.
Victoria, s quinUs-leirai.
linda, todos os das. '
PREAMAR DE HOJE.
ua che> a 19. s 5 hoias a 83 min. da punliia. [Primeara, s 6 horas a U miuutoa da mauuaa
Feverero.
Anno XXV.

DAS da semana.
II Segunda. S. Maximiano. And. do i. dos
orph. edo J.doc. da 2 v. edo J. M. da! v.
22 Tarea.. alargarida de Collona. Aud. do J.
do civ. da l. v. e do I. da pedo Idist. de t.
2J Ouarta. S. Lzaro. Aud. doj. do cir. d
2 v. a do i. de pa do 2 disl. da t.
24 Quinta. 8. Pretxtalo. Aud. do J. de brpli.e
di J. municipal (|j I. y.
26 Sexta, iff S. Malinas. Aud. do J. do cir. da
!. v., a do J. di pai do i. dlst. de t.
20 abbado. 8. Cazarin. A'id. to J. do cir.
da I. v. e do '. de pat do t. dial, de t.
17 Uomiago. S. Torquato.
CAMBIOS NO DA 21 DEFEVEREIHO.
Sobre Londres a 27/, e 27'/, d. por l# rs
* Pars 380 rs. por Tranco.
Lisboa 95 por 100 de premio.
Uesc. de leltras de boas tirinas I a l|4 */s
OuroOnras bespanholas.... 2856" a
Moedasde sjltoo velh ICJ100 a
* do SftOO nov.. |8|000 a
." > de 4|000..... Bino*
Va la PaUces.......... I fMa a
a Pesos columnares... 1*940 a
a Ditos mexicanos.... If460 a
Miuda............. I*900a
Accoes da comp. do IIeberibe de 60/000 rs
a 0 d.
ao m.
SSfgOO
ISfSOP
l/IOt
9*100
tfaao
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IJ7
i|Ka
io par.
DIARIO DE P
-P
PARTE OFFCIAL
COMMANDO DAS ARMAS.
|(>uar(e/ do eommando das armas na cidade do Rtcife, 16
de feverero d.e 1848.
OI1DEM DO DA N." 60.
Fai-se rublico, para conheciinento da guarnicao, o
ue se iegue:
1 Que S. Mi o Imperador houve por bem, por aviso
eedidopela reparllcao'dos negocios da guerra na da-
"i) 9 dedeiembro ultimo, conceder tres mese* deli-
nca coni soldn ao Sr. clrurgian-inr do quinto bata-
So de fuzilciros, Jos Sergio Ferreira, para ir pro-
r ncia do Maranhao tratar de seus interesses, sendo ri-
ta licenca contada do dia em que se Hsialiaou a que ob-
teve para-ira cdaaje-.
2. Qoeouaaars augusto Senhor, em aviso da 7 de
Janeiro prximo lindo, foi servido conceder tambem
tres metes de licenca coin sold, para vir esta provin-
cia, ao Sr. alteres do segundo uaiaiho de cacauores lio
excrclft), Jos ftegreiro de Almeida arinho,
3.( Finalmente, que o Rxm. Sr. concclheiro presiden-
te da provincia cncedeu,. por seu despacho de 9 do
corrate, licenca para rstudar ns preparatorios neces-
sarios para ser admitildo na escola militar, com a mes-
nia clausula das anteriores, ao primelro sargento do se-
gundo balallio de arlilharia a p, Antonio da Franca
Aihayde Moscoso que fica recolliido da diligencia cm
que se aclia na secretaria do couiuiaudo das armas.
lanoel Ignacio de Carvatho Mendonca.
Quartel do eommando das armat na cidade do Itecife, 18
defewrtiro d>1848.
OIIDEH DO DIA N.* 61.
O F.xm. Sr. coucellieiro presidente da provincia; por
seu despacho d I_t> do corrente, fui servido conceder ao
Sr, segundo cadete do sexto batalho de cavadores, Joo
Paulo de Miranda Jnior, cenca para esludar os pre-
paratorios exigidos para ser matriculado na escola mi-
litar, sol) as inesnias clausulas com que tem j conferido
teineihaDtes liceticas.
Manoel Ignacio de Carvalho Mendonca.
McnHagem do presidente dos Estados*
Vnidtmmm mnisreuw* yeapwtttK.
CONTINUAtJAfl DO Vi 37.
No niou entender, sap*B*jptar b poltica
que fdra ssggerida, e retirar o nosso exercito do ter-
ritorio fniroige ; nem mestiiochama-lo para dontro
Idas fmnleiras quo erigimos o ahi colloca-lo n'uma
I altilude defensiva. Retirara nosso exerito do urna
I conquista, que Iho grangearn a sua incompnrayel
Igalhardia, n'uma guerra justa, quo as aggressOos do
inimigonos nllo permittiam evitar sem quebra da
nossa honra, p nos cusiera muitosanguoo dinlieiro,
rOra degradar a naco na sua propria estima e ua do
| mundo.
Retirar o nosso exercito para dentro das frontoiras
indicadas ealii colloca-lo n'uma altitudo defensiva,
Jilo poria fip ucrra o pelo contrario tendera a
L|frt>langa-la ndcflnilauento, porque semolhante me-
ilida animara o nosso adversario a persevorar na
Isua obstinarlo. Nao so pode esperar que o Mxico,
Iuepois de nos recusar estes limitos, como frontoira
I permanente, hojo quo o nosso exercito victorioso se
lacha do posso. da capital, o no coracilo do paiz, nos
Ideixassc permanecer nplles, sem qucd'ahi nos pro-
cursseexpellir-nos; pelo contrario, lio inJubilavcl
Ique elle continuara n guorra dcliaixo da forma mais
capaz de incommodar-noso cansar-nos. A zona des-
povoada que se estemlo sobro esta comprida linha
ue rronleiras, seria o tlieatro de continuasaggressOes
|c nos fora necessaro mantermos constantomenlo
Jim poderoso exercito, estacionado nos diversos pon-
tos deste zona para proteger e defender o nosso ter-
ritorio. O inimigo, llvre do peso das nossas armas
polo lado do mar, o nos districtos povoados do Inte-
rior, dirigirla entSo toda a sua alten<;3o para a linda
oceupada por nos, e concentrara todas as sufes fr-
cas, allm de atacar os pontos solados da nossa
fronteira. Fr esta urna situnco que os Mexicanos
ireferoriam a outrq qualquer, para proseguirem no
seu favorito syslema deguerrilhas ; e, se annuisse-
raos desta guisa a altitudo defensiva, todas as vanta-
gons, em semclhanti! guerra, caberiam ao inimigo.
J nos nflo seria possvel levantar sobro olio contri-
buicOosnemdo oulra qualquer manera sobrebrre-
ga-lo com as calamidades da guerra; inassor-nos-
liia necessaro esperarmos em inacclo quo elle nos
acommetiesse, sem nunca sabormoi qual o ponto
da linda que ello atacara, nem o momento om quo
serealisarioa aggrossAo. Os Mexicanos podoriam
juntareorganisar consideraveis frcas no interior
do seu pai*1, o, oocultando as suss inteneflos, atana-
riatn di repente algum dos nossos pontos assaz dis-
tantes dos outros, para que n.lo fosse possivel soc-
corr-io uu ic"orfa-!so^; tsr.pr!. "c-sa sortc u uu.->-
so valeroso etercllo correra -o risco do_ ser des-
truido m ataques parciaes, e, se pela sua bravura
e iuimitavel galhartla, ostentada' por toda a parto,
duranto a guerra, conseguisse repellir o invasor, o
diminuto numero de soldados que se ncharam es-
tacionados om cada ponto, nao permittiria perso-
gu-lo.
rtepcllidos n'um ataque, os Moxicanos apenas se
retiraran) para dentro do seu torritorlo; o, nao leu-
do a temor um oxorcto que os persoguisso, so re-
fnreariam cen descanso para tentar novo ataque
sobre esseou outro ponto da nossa linha. Poderiam
tambem transpor a fronteira por entro os nossos
postos, o effeituar rpidas incursOes sobro o*nosso
territorio, assassinar os habitantes, saquear o paiz e
relrar-se, antes que se tenha reunido urna frga ca-
paz de persegui-los. Tal seria provavelmcntc o carc-
ter desanimador que a guerra apresontaria no caso
de roduiirmos o nosso exercito allitude defensiva
l'or uulrolado, autersarmos os nossas frgas, cm
endo atacadas, ou ameacadas de s-lo, a Iranspra
fronteira, desbaratar o inimigo, o tomar-lho o ter-
ritorio, ser isso invadir de novo o Mxico, depois to
termos abandonado voluntariamente todas as van-
tagens que as nossas conquistas nos proporcionam.
Porlanto lio mu duvidoso quo, para nos manter ctim
seguranca nos referidos limites, tenhamos precisflo
de um exercito menos consideravel do que pan
conservadnos as nossas conquistas actuaos; e levar-
mos a guerra avanto ao coraQo do paiz ininiigo; e
tambom n!io he ouiitocertoqllfl-semcllianto poltica
dimiaat-asbVspezasda guerra.
Estou persuadido quo o mellior nieiu de defender-
mos a honra o os interesses naconaos, o conduzir-
mosa guerra a um fim honroso lio ptoseguirmo-la
com dupla forra o energa, as partes mais vtaos do
terrilorio inimigo.
Na minha mutual mensagem,endcrecada ao con-
gresso cm dezembro passado, declarei que < a guer-
ra nfo fdra tmprebondida com o fim de fazermos
conquistas, mas que foi o Mxico quem comecra os
hostilidades, em consequoncia das quacs levamos a
guorra ao sou territorio, o que, proseguindo com vi-
gor as operacOes militares, nSo tivo outra nloncao
mais que a deobter uina paz honrosa, urna ampia in-
domnidadoidas despozas da guerra, e o pagamento
das consideravoia sommas, duvidas pelo Mxico aos
nossos concidadilos. Mo mou entender, tal deve con-
tinuar a sera nossa poltica, c este ho o nico meio
que offereco alguma proh.ibi.i lude de conduzir-nos
a urna paz deliiiiliva.
, Nunca pens i que o objecto da guorra fosse a con-
quista definitiva da repblica do Moxico, ou a sua
aniquilacOo como uariio indepur.dento. Pelo con-
trario, hei sem pro desojado que olio mantenha a sua
racionalidade, osb um bom governo, adaptado
sua'condicao, lorne-se urna repblica livre, iudo-
pendento o prospera. Os Estados-Unidos fram a
priineira nago quo reconheceu a independencia do
Mxico, esempro h3o procurado manter com elle re-
!l;desdeamizado o boa vizinhanca; mus nao lo
mos correspondidos com igual proccdimeulo. Os
Mexicanos fram os proprios que com as sitas ag-
grossoes nos en volver m na lula actual. Tizemosa
O liUQUi DE GUISE. (*)
por f rrDertco ^>oule'.
SEGUNDA PABTE.
XII
Anlu, aoacntirque Ihe detfnhain o golpe, voltou-sc
icoin o rosto infla minado de clera; e Casta flcou linnio-
I i'egante e desvairada, buvindo o I'ionne (porque
era elle quem Ihe prenda a uiaol dlzer com vozsolem-
| nc e lenta:
Chama-se Ucmique de Guise?
Chauia-e, rcspoadeu Anlta arrebatada de furor ;
euaoania; e, para se entregar ao duque, expulsou-te
Ido lumiar da sua porta; nao he verdade, Scipio, que ci-
lla merece morrer ? *
illa, disse o Pionne olbando para Casia, sempre
['mmovel no seu terror; ella, nao; nSo morrer mas
ia..... elle ha de morrer, ouves tu, Aila.
(*) Vlde Diario, n.' 36.
Elle!..... exclamou Aila que tambem ficara tr-
mula c atlonita.
Se teu to C.11 ni. !' i t i cansado da (yrannla do du-
que de Guise, cuuiinuuu o I'ionne cm tona sinlslro, po-
des diter-lhe que ha ineio de poupar-se a um crite, por-
que dentro de Uina hora le re eu feito justlca.
Como! perguntou Auita com clera uirsclada du
despreui, tu te atreveras a feri-lo! tu le atreverlas a to-
car nessa cabeca sagrada!
K tu iiiesina nao eslavas l quando elle m'adeu?
perguntou o Pionne i nao eslavas l. Ailo, quando elle
me disse-; I'dcs.fei ir o coracao daquelle que te ju-
nlialou o coracao; eu te pe do desde j cucenme.
E porque elle foi geqeroso, te queres tu tornar as-
sasino.' e porque elle te deu a vida, tu Ih'a queres ar-
rancar ?
" Eu a arrancarei; inata-lo-bei como tu queras
matar a Casta.
Mas tu me dcli veste, responden Auita; mus tu an-
da conservas a ininba nio na la. He porque turnio
queres que eu a mate, sem duvida.
l'ois bem replicou o I'ionne com vox sinistrq pois
bem 1 mata-a entao, que eu vou procurar a Guise.
Aila voltou-se para Casia; e, vendo-a sempre imrao-
vcl no seu espauto, eiciamou desesperada:
K tu? tu nao dites nada parasalva-lo? vs que o
Pionne vai mata-lo, e tu nao o deten* ?
Scipio I Scpiao! ouve-me pelo amor de Dos!
exclamou Casta, arrastando-se at aosps do inllexivel
mancebo.
Scipio, conlinuou Auita pegando tambem ncllc,
tu amaste a Casia e ainda a amas, podes perdoar-lhe,
guerra, nilo para riscarmos o Mxico do mappa das
pagos, mas paro vlngarmos a nossa honra nacional,
0 obtermos satisfago das injurias quo recebemos, o
a indemuisagno qo justamente reclamamos. Te-,
mos procurado concluir urna paz honrosa, com in-
domnidade para o passado, e soguranga para o futu-
ro, o at" hojo o Mxico ha recusado todas as propo-
sices que podiam canduzir a este tilo desejavcl re-
sultado.
Foi sempra.com o ramo de oliveira as nulos que
as nossas tropas progrediram do> victoria em victo-
ria, desdo o comego da guerra o Mxico poda acei-
ta-lo om qualquer mmenlo, o desta arto por fim s
hostilidades.
Grande obstculo concluso da paz resultou in-
dubitavolmentade ter vivido o Mxico, ha longo tcm-
po, snlijeito ao fiicg'oso dominio do successivos u-
surpadoros militares, cujos governos so acharam
tilo faltos do ostabildade quo se nilo atrevan) a ne-
gociar a paz, receando quo a faceflo rival se nilo a-
ptoveitassedesse passo para derriba-Ios. Foi iatoo
une rorili-enu nm tBt^eiun ailministi aeo do pre-
sidente Herrera, quo se acliava disposto a aceitar as
propostas quo os Estados-Unidos linham feito na-
quolla poca para prevenir a guerra ; e isto inesnio
foi confirmado pela correspondencia offlcial, quo le-
vo lugar no mez do agosto prximo passailo entre
oll.e(o,e,govorno moSicano, o cuja copia nos foi coin-
municada. A rovolugiio que Ihe tirou o poder, pa-
ra collocarem sou lugar o general Paredes, nilo tove
outro motivo. O actual govorno do Moxico resen-
le-se da mesina falta de estabildade.
Un incontcstavel quo os pacficos habitantes do
Mxico estilo convencidos do evidente nteresse que
tem o seu paizom concluir urna paz honrosa com
os Estados-Unidos-; mas o receo do so tornarom
victimas do alguma facgfio, ou usurpador militar,
liles devia ter embargado a manifestagilo publica da
sua opinio. So se removosso a causa (lestes recebs,
era provavel que clles manifeslassem os sens verda-
deiros sen tmenlos, e ailoplassem as medidas neces-
sa ras pura a restaurarlo da paz. Gomo a lula fosse
trovada entre nos o um povo distrahido o dividido em
faeges eiicarnigadas, e cujogoverno se acha exposlo
a repetidas tnudangas, em consequenca das revolu-
ges quoahi se succedein, os ropelidos triumphos
do nosso exercito nflo podiam conseguir tima paz
satisfactoria. Nesta circumslancia, tornou-se con-
veniente ordenar aos nossos generaos que houves-
sem de animar o proteger os amigos" da paz no M-
xico, para esta belecer-so o mahter-se um govorno
ivro o republicano da sua cscolha, capaz c desejoso
do concluir urna paz que ibes fosse favoravel, e ao
mesmo lempo nos assegurasse a iudemnidado que
reclamavamo. Nilo havia outro meio para obter-se
a paz. Se se alcangasse semelhante resultado, esta
guerra cm quo o Mxico nos envolveu mo grado
nosso, so couverteria para elle n'uma fonlo de pros-
peridades. Encontramos o Mxico dividido o dilace-
rado por faeges, e despticamente governado por
militares 11,111 -pudores, e o deixramos no gozo de
um governo republicano, de urna verdadera inde-
pendencia, do paz e prosperidade interna, represen-
lan.ro o papel quo Iho competo na grande familia
das iiagos, o promovendo a sua felicdade por meio
do leis sabias e belmente exceuladas.
Depois do havermos dcsta arle coadjuvado o pro-
tegido os sectarios da paz no Mxico, acabamos de
ver frustrados os persevorautes e sinceros osforgos,
quo lizoinos desde que o Mxico cotnegou a guorra,
o antes deste lompo, para removermosos desavengas
quo occorreraui entro as duas nages. Temos, por-
lanlo, ex lian rulo lodos os meios honrosos deconsc-
guirmos a paz, o boje ho do nosso dever continuar-
inos na militar occupagfl do tercitorio inimigo, to-
niarmos medidas apropriadas para nos iudctnnisar
pelas nossas proprias mitos, e coiistranger os Mexica-
nos a nos dar a salisfagflo que a nossa .honra exige.
No acluai estado de cousas do Moxico, se obrasse-
mos de outra surte, e rctirassemos o nosso exercilo,
sem concluinnos a paz, nflo s as injurias, de que
nos qucixamos, licatian impuuidas, mas a retirada
das iiussus tropas seria o signal de novas dissonges
erevoluges', o quo fra igualmente hostil a mauu-
lengo do pacilicas relages com os Estados-Unidos.
Alm disto, a retirada das nossas tropas antes
quo a paz seja concluida entre os Estados-Unidos e o
porque ella he bella, pode arrepeuder-se c amar-te ain-
da um dia. Ouve-a; tetas couipaixo dclla, nao malea a
Guise.
Scipio lancouolbos estupefactos a una e oulra deslas
mocas que ihe pediaincouipaixo, de joelhos.
Assim, disse elledirigiudo-sc a Amia, tu Ihepcr-
das?
l'erdou, respondeu Aulla com vos breve; viva lien-
rlque, que eu perdoarei a Gasta.
, E tu, Casta, perguutou Scipio profundamente
cominovido, que lars7
Viva elle, que eu jiromctlo de nunca mais o. ver,
respondeu Casta com voz trmula.
1: tic assim que o ama 111.' disse o Pionne esconden-
do a cabeca com a mo ; porin quem me diz a miiii.
Aila, que, se eu le proineiici icspeilar os das de Gui-
s, tu nao extinguirs a vida de Casia.'
Pois que parta, rcspoudcu Anua, que se v em-
bola, c que eu nunca mais a veja ; leva-a couitigo, Sci-
pio : o perico que ella lei'n correr nao durar milito,
porque nao loi impune que eu all'roiilei o frm da uoite
para salvar a Heurique de Guise das coiispiraccs de Mi-
guel Sautis c de incu lio. Simo a inoite, que me havia
deixado, vollar com ui seus sonhos funestos c os scus
plianwsinashediondos; leva-a comligo, se temes que o
meo eliinie se despert.
Auial'ui seuiar-c borda da cama, cansada pela lu-
la le 1 ve I que havia supporlado durante a uoite.
E tu queres seguir-me, Casta? 4>erguulou o Pion-
ne, du igindo-se moja.
Scipio. Ihe respondeu Casta com voz triste ebran-
Mexico, ainda seria perigosa, sb outro ponto do
vista, nevemos recoar, que, nesto caso, os Mexica-
nos, cansados pela suas repetidas revolugOes, e
privados da seguranga individual o de propriedade,
cedam s suggestes viudas do exterior, o se I a 11 cent
nos bragos de algum monarcha europou afim de
solivrarem da anarchia o dos soffrmenlos que ella
gora. Entilo, para nossa propria segranos o presc-
iencia da nossa antlga poltica, fra mos obrigados a
oppr-nos a somelnante protectorado. Nflo podemos
em lempo algum consentir que o Mxico se con-
vorla om monarcha govemada por um principos*
trangeiro.
O Moxico he nosso vizinho, e os seus lmites sflo
contiguos aos nossos, em toda a exlonsflo do conli-
nonte da America do Norte do 11111 a autro oca-
no ; o por conseguinle, tanto sSb arelagflo pollti-
oa, como sb o ponto de vista do nosso commor-
co, deveinos cinpenhar-nos para v-lo regenerado e
prospero, e nflo he possvel que, no intorosso da
nossa propria seguranga, possaroos cm lempo al-
gum ser indilTereiitos a sua surto.
Tal voz que o povo o o govuii.G 'n .virano tcniam
nial iiilurprota^lo o mal comprehendido a nossa ge-
nerosidade, o os nossos desejos de terminarmos a-
migavelinonte as desavensas que existem entre os
dous paizus ; talvez hajam supposlo que pretenda-
mos impr-lhos condiges ovillantes, ou que, em
consequenca do falsas informagucs sobro o estado
daopiuiflo nos Estados-Unidc-a em relagflo a asta
guerra, lenham pensado tirar vantagom da conti-
tuiaco da lula, ejulgado que, por fim, -seriamos
obligados a abandona-la, sem obtermos nem in-
demnidado territorial, nem outra qualquer. Entre-
tanto, soja qual fr s opinHtO errnea quo Ibes dic-
tara somelliante proced ment, a adopcSo o perse-
verante applieagflo da poltica que hei aconselbado,
em breve os desengaara.
as ulteriores operages da campanha, devenios,
mas do quo at buje se ha pratieado, ouerar o ini-
migo com o peso e calamidades* do guerra. Ao
principio, julgmos convenienlo moslrarmos as
nossas relages cq o pvo mexicano um espirito
do gcuorosidado o liberarsmo; neste intuito, adop-
taram-se-medidas quo nos grangoassem, quanto
permillia o estado de guorra, a sympathia da po-
pulugu mexicana ; o procurou-se convenc-la que
a guerra nflo era dirigida contra os pacficos habi-
tantes do Mxico mas sim contra o seu traidor
governo, quecomegra as hostilidades; procurou-se
desvanecer a falsa opiniflo quo os seus interessados
dominadores haviam espalhado adrede, de que a
guerra era eniprehendida por nos alim deconquis-
lannos o territorio dos Mexicanos, o dirigida cun-
ta a sua religifloc igreja, que deviam ser viola-
das o demolidas, einfun, contra as suas pessoas o
propriedado que se tornara preza dos vencedores.
Para remover estas falsas impresses, os nossos
commandanles militares receberam ordens para res*
pcilarem escrupulosamente a religifloc os templos
dos vencidos, o para quo nflo consenlrssem que se *
violassem as propredados das igrejas ; recoinmen-
douse-lhes igualmente o maior respeilo para com as
pessoas eprupriedades daquelles que nflo haviam
ompunhado armas conlra nos.
Do conl'orinidudu com asiustrueges que baixa-
rom da secretaria da guerra no mez de junlto de
1846, o major general Taylor dirigi urna procla-
maran ao povo mexicano cun o liui de iuleira-h
dessas nossas inlengcs ; e o major general Scoit,
na sua proclaniagfio de ti de maiode 18t7, julgou
convoiiienlo retirar as asseverages do general
Taylor.
Nesto sentido liberal e conciliatorio, e para evitar
quo tuda a populagiWi mexicana inipunhasso as ar-
mas contra nos, fui que dirigimos as operacOes da
guerra. Os vveres e outtos supprimenlos, forneci-
dus ao nosso exercilo pelos ridadflos mexicanos,
fram pagos por alo prego, ajustado entre as par-
tes. A experiencia de cinco mezes ha provado que
as nossas.declarages o proceder nflo haviam pro-
ducido o ell'eilo desojado sobre a populagflo mexi-
cana. Comquunlo nos tuuhainos portado na guer-
ra do aecrdocom os principios de liberalismo o liu-
manidade, praticados pelas nagOcs civilisadas, o
.Moxico, pela sua parle, obrou do inauera inteira-
tneiiio opposla. A nossa generosidade nflo foi a-
i> mil miitmvmrammm^immasam^^m^KtiKm^immm
ves podesse occuilar o ineu crinie ; nao vou habitar a
tea casa, para nao accrescenlar inais urna deshonra 4
queja me macula.
Eulo para oude irs tu? ihe respondeu o Pionne;
cm que asylo irs oceultar a tua vergonha?
Na occasio cm que Garniole inccondu/.io para es-
ta casa, entregou-me una carta de minha uii;be a
priineira lembranca que dclla recebo, ha quinze anuos
que me deu luz ,- talvez seja algum asylo que me ella
ollreca!
I lu asylo em casa de tua mi! exclamou o Pion-
ne ; um asylo cm casa da corieia sera peljo que te ha
descouhecido ale boje, ecujo noine te fazia horror r
Oh! disse Casia (e as lagrimas corrlain-lhe lenUs
pelo rosto paludo abaixo), Dos aiiialdlcda o lillio que
aiualdica sua mi; eu escarnec dos seus erros, e Dos
ui'ol envin, como um castigo de scmclbaiite escar-
nen. Acrediu-iue, Scipio, a iilha perdida pode aceitar
o asylo que Ihe d ainl criminosa.
Le enlo essa ca ta, respondeu Pionne", edepois te
dlrei o que espero de li c dclla, accresceuloj elle indi-
cando a Aila.
Casta rompeu o sello que fechava o sobrescripto ciu
que eslavaiu encerradas as duas cartas que Olyinpia en-
tregara a Carniole. Leu a que ihe era pessoatmeute di-
rigida, e licou como que aniquilada depois de seme-
lliaue Icilura. Olhava ella alternativamente (para o Pi-
onne e para Anita, como se procurasse certiticar-se, pela
presenca de ambos, de que nao era o ludibrio de al-
gum sonho espantlo.
Que he isso? Ihe disse vivamente o Pionne, adini-
d*, tu me- fizeste expulsar da casa de meu av, que tal-1 cado tambem pela esiranba e-pressio do rosto de Casta,
MUTILADO
i
M


./'
.V
preciada; opovo mexicano mostrou-se geralmen-
hostil aos Estados-Unidos, eaproveitou-so deto-
nas as occasifles para commettar sobre as nossas
tropas actos da mais requintada elvajaria. Crando
parlo da populado lancou mlo das armas e orga-
"'^""^figiierrilhaspara ronbar e assassinarfls
soldados solados, cas pequeas partidas que, ca-
sualmente, ou por qualqiifir motivo, se achavam se-
parados do nmo du nosso exereito. Bandos de gr-
rimas c de salteadoras infcstaram as estradas, ata-
cramos rrossoscombois, e roubavam as nossas ba-
gagens, todas as vezes que cahiam em sou poder.
(Contimar-K-ka. )
'trimBuU.
Cmara municipal do liedle.
3." SESSAO ORDINARIA AOS 9 DE FEVEREIRO
DE 18*8.
PRESIDENCH DO SEWIOR BSGO E>LBUQUE(JOK, "
Presentes os Srs. Barros, Fe.reir, Dr. Aquino, Ba-
rata, e Dr. Nery, que logo rotirou-so, abrio-se a ses-
Bio, sendo lida capprovada a acta da antecedente.
O secretario fez a leitura dos segu ntcs offlcios do
Exin. presidentnda provincia:
Um, ordenando que a cmara mande proceder aos
devidos doscontos nos ordenados dos seus empre-
gados, e nos rendimentos do que trata o 3. do
artigo l.o da loi provincial de 20 de abril lindo, a
contardo-1. do correte- Inteirada, aecusou-so
i rccppcio o .expedio-se a conveniente ordem ao
procurador.
Outro, communicando ter removido o promotor
do termo deCoianna, Eslcvilo do Mello montenegro,
para o do Uecire, e o deste, Joaquim Jos Vunesda
Cunha Machado, para aquclle.-lntoirada.e aecusou-
sc o recebimentd.
Outro, exigindo a rcmessa das copias aulhenlicas
Oas actas da elcig.To de cleitores, a que so proceden
ms rrcguezias deste municipio no da 7 do novom-
jro do anr.o >asss..-Qe se remettessooi ditas
copias, visto estarom j tiradas.
Outro, participando ter, por portara de 3 do cor-
rento adiado para 20 du maio prximo futuro
reuniiio asscmbla llcglslativa provincial, c que
isto mesmoparticipass a cmara aos membros del-
ta, quandq llios enviasse o competente diploma.--
Inteirada e aecusou-so a recepto.
Outro, remetiendo copias dos avisos imponaos de
13e I* do dezembro do auno passado, edo*e5de|
Janeiro corrento, relativamente le das elcicies '
Que se aecusasse a recopilo do olcio, e se dossem
as providencias do costme.
Outro, recommendando em vrludc do aviso impo-
riul de 13 do Janeiro passado, que esta cmara ex-
pedase ordem para que as parochias de seu mu-
nicipio, onde anda se nio tenham feito as revisos
le que trata o artigo 25 c seguintes da lei do 19 le
agosto do 1846, so facam com os eleitores de 1814 no
da immediato ao em que so fndassem os- nula dos
odilaes que manda afuxar o artigo i." da inesma
lei.Que se aecusasse o recobmento do ofllcio, e
so dessein as convenientes ordens no sentido delle
Outro, exigindo se Iho iuformasse se em algumas
fregue2ias deste municipio deixou do fazer-sea re-
visti de que trata o artigo 23 o seguintes da lei de
l'J de agosto de 1846, com a dcclaragflo dellas; o
Lera assim que eleitores funcoionaram as em que
tove lugar a mesma revisilo, se do 1844 ou do 1845
Que se respondesso do que conslass.
Conlinou-se na apurac.lo dos votos para de-
putados a assembla gcral legislativa.
Mandou a cmara chamar doiissupplentes (le seus
iiiembros para tomarem assento no impedimento do
Sr. Carnciro Montolro, que so aclia licenciado, o do
Sr. Dr. Aquino que deu parto de incommodado.
Despacharam-se as petigoes le Amaro Antonio le
Faria, de Jos Antonio Congalves do Mello, do Mi-
guel Lourenco Lopes, le Francisco da Silva Mcdei-
iu, de Fortunato Correia do Menezes, de los Anto-
nio de Azcvedo Sanlus, do loo Vaz de Oliveira. de
Domingos da Silva Ferreira, de Antonio Marceliuo
de Mello, u levantou-sea sesso En, Joo Jos ferreira
de Atjuiar, secretario, a subscrovi. liego Albu-
querque, presidente. Dr. Nery da l'onseca. nar-
ros. A. de llarrot. ferreira.Aquino.
peremos pelo filho do magistrado benfico e virtuo-
so que vira anda dilatar o bom nome que lierdou ,
e que, quanto a mim, he a mais rica esumptuosa
fortunada sua casa. Aceite, Sr. Redactor, estes pa-
samentos dictados pela amizade, e Isto tornar
mais roconhecido ao seu constante Initor. 7odo
de Barros Falcao' de Albuquerque Maranhao'.
C08JMERCIO.

Alfandega.
RENDIMENTO DO DA 21..........., 8:005,852
Detcarregam hoje, 22 de fevertiro.
Escuna Laura azeite e barricas vallas.
Brigue --Cora mcrcadorlas.
Barca Thomat-Mellort Itjein.
Ecuoa Galante-Maria dem.
Narciso Antonio Campos.
Pedro Cezar Castanhcde Pedro Cavalcante Albu-
querque Lint, Podro los Viera. -
Rodrigo Joaquim Correia Raymundo Jos Rabel-
lo Jnior, Ricardo DecioSalazar, Rodrigo dos San-
tos.
'I'lioma/. Antonio Nunes.
Francisco Le te de Oliveira.
Cculio Audruni.
J. F. Vageled & C,
Edcv Le relie.
Avisos martimos.
>Pr lt*Ma ;;he, cdis 2S O COrrn'- na.
tacho S.-Crut: pira 0 resto da carga e passageiros,
trata-se ao lado do Corpo-Santo, loja de massames
n. 28.
".eral .
Diversas
CONSULADO GERAL.
REND1MFNTO DO DlA 21.
provincias..............'.
123,885
3:186,059
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DlA 21...........1:804,459
Movimcnto do Porto,
ynrio tullido no da 21.
Canal; barca ingleza Ksk, capillo George Wiso, carga
assucar.
EDITA ES.
Correspondencia.
Sr, Redactor. A dcliberacio que acaba de lomar
o lllm. Sr. loo Ozorio de Castro Maciel Monteiro ,
linio do fallecido baro de Itamarac retirando-so
desta provincia para continuar os seus cstmlos na
Europa he, sem duvida, credora do elogio de todas
as pessoas, que aprecian) as ledras c amain o paiz.
Gozando este joven de una fortuna considcravel ,
o per seus antepassados de um nome de boas re-
cordarles entre nos, elle voltura esclarecido pelo
pharol das sciencias, c isto niesmo contribuir pa-
ra quu a sua memoria se perpetu entre os seus con-
terrneos. Lntflo, mnestrado pelas viagens, assim
como pelo saber, ello se tornar um matiz brilhan-
lO' sua patria.
felieitemo-Io por esta dclibcracflo salutar, o cs-
Que diz cs9acarta? perguntou Auita,approxlinan-
dd-sc vivamente.
Quedi/.?! reprtio Casia coi voz entrecortada, dii
iue o duque de Guise est perdido, se cu o nao vir boje
mCsino, e dentro de um instante.
E porque? perguntou Aila, que pareca lcr-se in-.
telraineiitc esquecido do seu odio contra Casta, porque
tila elle perdido?
I.II.i mente! rxclamou violento o Piounc, quer tor-
nar a ve-io, 'quer mentir a nromessa, que acaba defa-
zer-uie, de o :to tornar v*r.
Se isso fsse verdade!..... disse Aila com 41111 ges-
to ameaeadur.
Toma, I lie disse Casta dando-llie aprimeira carta,
\i oque uic cscreve miuuaiui.
Aila tomou a carta c leu o que se segu:
Miuha lillia, nunca lespoudeste aos recados de tua
mj; Dos o perdoe, ainda rjuc lio commum srja s
pessoas innocentes icr p(rdade las criminosas. Dore-
vt>le esta carta dcbaixo do puuhal de um assassino.
Nao te peco que me respondas, porque he provavcl que
a morte, que me aineaca, me (ira antes que a tua res-
posta uiecheguc; mas, se ten couipaixo de tua mi
que padece, de tua mai que vai morrer, executars a mi-
ulia ultima voutade: Jioje niesmo, hoje, emendes? irs
entregar pessoalmente ao duque de Guise a caria que
aqu te incluo, e sobre a qual escrevi eslas patarras:
E.Tg ni o utv testamento. Tu na a conlieces ao duque de
Guise, Casia; mas, em coinpeusacao da pouca felieida-
de que elle deu a tua pobre uil, dcsprriada e amaldi-
coada de todoi, cu devo salva-lo; e, se elle nao reeeber
ou carta boje hmido, est pc.r Miguel Archanjo Monteiro de Andrade oficial da im-
perial ordem da Rota, cavalleiro da de Chritlo e ins-
pector da alfandega de I'ernambuco, por S. A7. o
Imperador, que Dos guarde, etc.
Faz saber que no da 24do corrente, ao mcio-dia,
na portada inesma, em hasta publica, so hado ar-
rematar urna caixa com perfumaras, no valor de
100,000 rs., e quatro cartOes com qatro duzias de
palmas do llores arliliciaes, por 68,000 rs., impug-
nados pelo guarda Luiz lie/erra Monteiro Padilha,
no despacho por factura sb n 3:528: sendo a ar-
remataeflo subjeita aos dircilos.
Alfandega, 21 de fevereiro de 1848.
Miguel Archan\o Monteiro de Andrade.
Part Lisboa partr_, com a maior brevidade pos-
sivel o brigue portuguez Tarv/o-Primairo, forrado
eencavilhado decobre, ede boa marcha, por ter
a maior parte de seu carregamento prompta : para
] o restante e passageiros, para o que offereco excel-
lenles asseados commodos e tratatamento trata-
Ise como consignatario, Firmino 1. F. da Rosa, na
ra do Trapiche, n. 44, oucom o ca pililo Manoel
3.062,174'" Oliveira Faneco.
ParaoCoarom escalla pelo Aracaly tem de
seguir breve o hiato Novo-Ulinda, sendo que para
este ultimo porto, s se tratar a reeeber carga, de-
poig de para all ter sabido, ou icr prompto de car-
da o barco que se aoha proposto; os pretendentcs
secntenderilocom o mestre Antonio Jos Vianna,
no Trapiche-Novo, ou na ra da Cadeia-Velha, n. 17,
segundo andar.
-Para o llio-de-lanoiro sahe, no da 26 do cor-
rente, a veleira escuna Galante-Maria, forrada e pre-
gada de cobre : recebe nicamente passageiros e es-
clavos para o que tem bons commodos: trata-se
com Silva & Grillo, na ra da Mocda, n. 1*.
Para o tlio-de-Janeiro sahir breve o brigue
Mercantil, capitio Antonio Ferrolra Lima Fogaco, o
qual tem bous commodos para passageiros, e assim
tambem para escravos: quem pretender podo enten-
der-se com o ca pi tilo, ou com Amori m I r mil os, ruada
Cadea, n. 45.
Para a Baha segu -viagem com brevidade o
hale San-Joo: para carga o passageiros, pdem en-
lendcr-so na ra da Cruz, n. 26, com Luiz lose do S
Araujo.
Para o Rio-Grande-do-Sul pretende sabir, o
mais breve possivel, o brigue Juno, por ter parle
do seu carregamento : quem no niesmo quizer car-
regar ir de passagem ou embarcar escravos, di-
rija so a ra da Cadeia, n. 5, a fallar com A mo-
r m lrmIos.
Para Lisboa saho com brevidade, a multo ve-
leira barca purlugueza Ligeira de que he capii.au
Antonio. Ioaquim Rodrigues: quem quizer carro-
gar, ou ir de passagem, para o que tem excellenles
commodos dirija-se ao niesmo capitio na praca
doCommercio, ou aos seus consignatarios, Fran-
cisco SoveriannoRabcllo & Filho,
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade, ele.
Faz saber que no diu 24 do corrento, ao mcio-dia,
na porta da mosma, se hilo de arrematar em hasta
publica 12 pulsoiras decabcll, pelo valor do 10,000
rs., impugnadas pelo 2 escriplurario Antonio Fran-
cisco de Moura, no despacho por factura n. 3:528:
sendo a arremataco subjeita a pagamonto do di-
roito.
Alfandega, 21 de fevereiro de 1848.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
Declararan.
Lista das cartas viudas em todo o mez de Janei-
ro de 1848.
[ContinuacSo do numero 38]
Luiz M. Saldanha, Leocadio Pereira C., Lourengo
Ferreira Alvos Luiz Antonio Goncalves Luiz Pe-
reira Rapozo, Luiz Rapozo.
Malfada Augusta P., Mara Jess, Mara Jeus Pi-
mentel, Mara los Amalia, Mara Isabel, Melxior
... .n. i ..mi i.i jw.m- .-1111,111,1, maiia isanei aioixior
los Comes, Miguel Candido M., Miguel Jos Ro-
drigues F., Martinho Silva Costa Manoel Alvos
Ferreira Silva, Manoel Antonio Concedo M. Ma-
noel Antonio Santos Fonte, Manoel Antonio Tcixei-
ra, Manoel Bolelho Cordoiro, Manoel Correia do Co-
telho, Manoel Espinla Mondonga Manoel Ferreira
Mesquta Manoel Ferreira Sotiza B. .Manoel Forrei-
ra Silva Manoel Feliciano Comes F Manoel Fran-
co, Manoel Francisco Gozar, Manoel Joaquim Gou-
yea, Manoel Joaquim Miranda o Souza, Manoel Jos
Alves, Manoel Jos Araujo M. Manoel Jos Uarboza,
Manoel Jos Lopes Sanios Manoel Jos Nascimento
o Silva Manoel Jos Souza Carneiro, Manoel Jos
Souza Bastos, Manoel Jos Soares A., Manoel Luiz
Viera Manoel do Olivoira Manoel Machado Ma-
noel Odorico Cavalcante Albuquerque?, Manoel Pe-
reira, Manoel Pereira de. Magalhues, Manoel Pinto
C., Manoel Rers Saraiva, Manoel Reg Viveiros ,
Manoel Reg Soares, Manoel Rodriguos Andrade C.
Manoel Rodrigues Bastos, Manoel da Silva.
te peco. Casta, lembrando-le deque talvez d'aqui a pou-
coeu esteja mura; e que Dos talveiperddc a mai cri-
minosa que mereeeu compaixao da liliia innocente.
Oh! vai levar llie esta carta! ex,lamen repenti-
namente Aila; vai salva-lo, e nao s cu te dcixarei vi-
ver, Casta, como te perdoarei por seres bella, le ama-
rei pelo teres salvado.
Casta nao deve tornara ver o duque de Guise, ex-
clamou o Pionne eolerieu.
Pois eiiio irei eu disse Anita ; e irci, com o rollo
dcscoberlc, arriscar-me a v-Io fugir de miiu de horror.
Nao vai ueiu urna neni outra, disse o Pionne.
Entao mala-nos a ambas exclamou Anita ; por-
que, se tu me matares a mim, ir ella ; e se a malares a
ella, irei cu.
O Pionne ficou ento mudo, e as duas mocas acredi-
taram por alguns momentos que a loucura, que lao IVe-
quentemenle obscureca a intelligencia do lattarone, ia
outra vez apodrrar-se-lhe do espirito: aguardavain,
pois, a rrsposta do mancebo em una profunda ancieda-
de, quaudo o viram de repente cahlr de joelhos, excla-
mando com uina voz inspirada :
Meu Dos! no ilia cui que mcu iriuo Masaniello
perdeu a rasiio, o duque d'Areos me inandou dlzer r
Frre-o com o teu punlial, e livra aples da sua ly-
ranuia ; e cu vos iuvoquci, e ouvi a vusa voz que me
responden: Delxa obrar os assassinos, c nao manches
as las nios uo sangue innocente. Senhor I no da
em que o principe Jo Masa vendia a nossa cidade aos
llespanhes, Genuino veio dizer-me: Fere-o com o
-Na ra de AgoasrVordes casa defronte do Cnn
_.ilorio de S.-Pedro n. 22, junto ao sobrado de o
andares erisinam-so menina a ler, cscrever, con
lar, marcar, bordar e fazer lavarinto pelo barai
prego de mil rs. : tambem se recebom escravas ,
640 rs. por mez.
-- Aluga-sc m segundo andar, na ra da Scnzii
la-Nova com commodos para familia por pr, "
muilo mdico: na praca da Independencia, |_
vrrria ns. 6 c 8.
Pertence a Senhora Anglica Mara Rosa dogj.
prito-Sanlo residente em Macei, melada do rne"
Dilhete n. 399 da segunda quinta parte da prinieira
lotera do hospital Pedro 11, em I'ernambuco.
JoSo Gomes Mar ti ns, solicitador vitalicio de
causas, transferio a sua resjdencia do pateo do Car-
nio oara m lo Ransel n 36, segundo andar:
Aluga-se, por proco commodo, o sotSo doso-
bradon. 36 da ra do Rangel, com bons commodoj
para homem que notenha familia : a tratar no s&.
gundo andar-do niesmo sobrado.
Na ra dasCruzes, n. 18, ha urna ama deleito
moga o sadia que pretende alugar-s. 't
Precisa -se de um caixeiro portuguez de 12 a ti
annos: na venda da ra doCaldeireiro, n. 94. p
inesma tambem se vendom Ires pipas vasias, proprjn
para ago'erdente.
Precisa-se de um caixeiro para venda, que te-
nha pratica ds mesm quem quizer d irija-ss dcii-
tro da- ribeira da BOa-Vista, confronte ao coueuf
n. 25.
Jos Caetauo de Carvalho vai Babia.
Por detrs do thcalro na cocheira (de jaSodj I
Cunha Reis alugam-se muilo bous andadores e
gordos cavados, proprios para passeios1: lambetn se
alugam ptimos quartaos para viagns, com muilo
bous arreos : ludo a gosto dos. pretndanles. Na
rnesnia cocheira vendem-se 3- escolenles civallos
com todos os andares, novos, gordos o sem cla-
ques.
Precisa-se de um bom offlcial de charuleiro \
parairtiabalharem uina fabrica em Nazareth : p!
ga-so bcro : na ra do S.-Cecilia n. 9.
-Hoje, depois da audiencia do Sr. doutor juz do
civel interino, serflo arrematadas as seguintes pro-
pridades, penhoradas a Francisco lacintho por
oxocugilo de Thomaz de Aquino Fonseca umalcasi
com sitio no lugar do Caideireiro e um terreno fo-
reiro no lugar do Monteiro.
Prcclsa-se de urna nesso capaz, homem ou se-
nhora, que queira ensinar msica vocal e tocar pia-
no, era um engenho, pouco distante desta praca
na ra larga do Rozario, n. 48, segundo andar:
Precisa-se singar um preto de meia ida-
de, para vender em urna canoa agoa, estacionada na
combos da traveasa Imperial: a quem convier este
negocio procure na ra Augusta, n. 60. Na mesmj
casa vende-seuma bomba dosicupira com 22 pal-
mos de comprimetilo o-queest prompta.
Roga-se a pessoa que por engao, tirou um
carta para |Manoel-Rodrigues das Naves vindado
Maranhflo pelo vapor Faraense, entrado em 13 do
corrento, que naja do a entregar na roa da Cadcia-
Velba, ti. 50, ou annuncie.
Antonio Pinto de Barros mudod-se para a rui
da Concordia e embarca para o Rio-de-Janeiro urna
sua escrava crioula, do nome Ignoz.
--Oabaixoassignado faz sciente ao respciUvel
publico, quo Ihe lem constado que o seu ex-patro
Me. Calmont & C. far3o leillo, por intervengflo s"- Ja Antonio Carpinteiro da Silva tem posto
do corretor Oliveira, do grando variedade de fazen- aD*ixo assiguado do'.mo concedo para como o pu-
das inglezas, proprias do mercado, e entre ellas; bl'eo < tondoo mesmo abaixo assignado ihe dado
LedtS.
algumas averiadas : hoje, vintedo douscorrento, as
10 horas da mandila, no seu armazem largo do
Corpo-Santo.
0corretor Oliveira far leilllo de urna esplendi-
da mobilia quasi nova, e mais objoctos de casa,
inclusive obras de prata, sendo bandejas, salvas,
castigaos, apparelho para cb e ca, etc. etc.: quar-
ta-feira, 23 do corrente, as 10 horas d tnanhSa, no
1.' andar da sua casa, ra da Cadeia.
Avisris diversos.
O NAZARENO.
Para este Diario, quo saldr iihpreterivelmente
no dia 6 de margo, se subscrove na Roa-Vista, typo-
graphia Rrasilcira, n 7; na praga da Independencia,
ns. 6 c 8 o n. 12 ; e na praga do Tergo, loja n. *, do
Sr. Pinto Guimarosf Manoel Poquenino}.
O TRIBUNON. 85
osla a venda na praga da Independencia, livraria
ns. 6 e 8 e na praga do Tergo", n. 4, loja do Sr. Pin
lo iiimariles Traz um excedente soneto vindo de
i ai ia lia pelo va por Imperador relativo a cleigflo ul-
tima de senadores ; interessantes noticias da corte,
despachos, etc. A elle.
-- Manoel los de S Araujo responde ao annun-
cio do Sr. Callado, que elle nunca encarregou ao
a nnunciante de reeeber, como diz, da casa do Sr.
Oesenclos os i, 115 rs., pois o annuncianto nunca foi
seu caixeiro e s sim o Sr. Callado por duas vzes
perguntou etn casa doannunciante, se o caixeiro do
Sr. Dcsenclos deixou algum troco para elle ao que
respond quo nOo : e por isso lio escusado o Sr. Cala-
do andar moliendo o annuncianto em polmicas,
pois tem mais cm que cuidar.
Precisa-so de um homem que seja acreditado e
hbil, para ajudante de um procurador lo causas:
na ra do Rangel, n. 36, segundoandar.
sempre boas ponas, como prova com o lucro de
1:424,55t rs., livre de todas asdespezas, no espa-
go de 14mezese 19 dias que estove em sua casi.
Outro sim o abaixo assignado faz ver ao publico,
que a sua sabida u5 fui por causa do Sr. Carpin-
teiro mas sim por (intrigas dos vizinhos ; antes o
Sr. Carpinteiro sempre o tratou muilo bom de ca-
jo Ira lamento Iho est muilo obrigado.
Manoel tanasco de Souza Brilo.
Precisa-se arrendar annu al trenle,
um sitio que seja na Passagem, Monde-
go, Trempe, ou em outro lugar prximo
a estes, cuja casa de. vi venda tenha bons
commodos para familia : na ra do Ara-
gao, sobrado n. 12, se dir quem pre-
cisa.
Perdeu-so no dia 17 do corrente, desde da ra
doi Crespo al a Passagcm-da-Madalcna, trezenlos e
-cincoonla mil ris, embrudiado em.meia folha de
papel ; sendo duas cdulas do cinco mil ris bran-
cas, urna do cincoenta, o cinco do vinte ; roga-se a
quem achou de restituir nesta typographia, quoteii
cincoenta mil ris de gratificag.to.
JoSo Toseli, subdito romano, vai a provincia
da Bahia.
respondeslcs: .Deixapbrar-oa!-../.. e nao manches as
las niaos uo sangue criminoso. Hoje nao he neiii a
vo do duque d'Areos, uem a de Genuino que me fal-
lan! ; he a ininha proprla que me diz : Mata o du-
que de Guise. > Devo cu ouvi-la, meu Deo.' I Nao sigo
cu, como aquclles que me acontrlliaram, o niesmo ho-
micidio de que vi me livrastes? Nao ser o meu odio
quem me iinprlle, em vei da causa gloriosa do povo a
que vos me dedicasles ? Tende pjedade de niim, Be-
nlior ; fazei que eu hoje nuca a vossa palavra soberana,
coiuoj o Cuestes : devo eu perder aquella que pode
aalvar o povo? devo eu matar aquelle que me maiuu a
miiilia felicidade?
E, fallando assim, o Pionne se liiclinou com o rosto
porterra^ Ficou por mu momento iiiimovel emudo em
tal posco,.emquanlo Anita Casta, cum aamaoruma
na outra, o olliavaui com admiracao e piedade, espe-
rando a decisao que oceo Ihe ia inspirar. Dentro cm
pouco, o I'iouue sl levautou o rusto lluha perdido a
expresso inspirada que o auimava emquaiuo orara, e
o odiar se Ibc lorra incerlo as felcoes cahirain de
uovo na iuiniobilidade costumada; pareclam nao guar-
dar mus traco algum da culera vioieata que o havia agi-
tado uiu instante antes.
Anita e tu, Cast, disse elle s duas mofas, eiten-
dendo-lnes a mao, le Uros quier que eu morra antei
de vosstU, que he o desuno mais proravel d'aipjellc que
vai todos os dias all outar a balallia, se eu morrer aina-
nlia, vosss faf am levantar a ininha sepultura uo lugar
em que eslava a cabana em que mora va miuli
- Goorge Chadwck, subdito inglez, vai a
Ierra.
Ingla-
--Aluga-se urna boa casa torrea, com grando
quintal murado na frente cercado pelos lados, com
excedente agoa do beber, parrciral, Bgueiras, ro-
meiras e outros arvorei|os de fruto, uo principio da
ostradados Affliclos, ao p do Manguinho: outra
casa com slito corrido cacimba e sem quintal, no
beccodoSerigado : a tratar na ra da Cadeia do
ReciTe, n. 25.
Precisa-se alugar um molequc bom cozinlieiro;
na ra Direita, n. 12.
- _____..... mmmmmmmmmmmmjmmmm
foi l que eu a enterre! quando ella uorreu de miseria,
de fome e de Trio ; quero repousar junto della, que we
amava, a mim, a quem ningiiom ama nesta.vida I
O'Scpio Scpiao I nao digas isso, repticou AniU.
Nao digas isso, accreacemou Casta.
Juram-me vosss cumprir o que llics peco ?
Juramos, responUeram as duas mocas.
Pois uem, respondeu o Pionne, adeos!.....
E ao pronunciar estas palavias. tomou o Pioune a car-
la que Casta ainda liulia as niaos, e se retirou arreba-
ladanienie, dizendo:
Kntregarei esta carta a Hcnrlque de Lorena.
Se Dos salvar o duque, disse Casta,. .. morrerel
miu saudades, accrescentou ella pondo se de joelos
dlante de urna iuiagein de Nossa Senhora, quo estara
posta em um dos ngulos dessa cmara.
Se Deoa o salvar, repello Anita ajoclhando-se jim-
io della, cu nao terei mais ciuuies, ~ucm do teu ai.V
por elle, nem do seu amor por ti.
K emqnanto o Pionne se retirara, levando usa carta
em que eslava encerrado o deslino de Guie, as daas
mocas licarain a orar por muilo lempo juntas ; editan-
do acabaram a oracao, coniecarain a fallar delle.
Ja o da la bein adianlado, quando ellas Inlerrompe-
rain essa conversaco, mcsclada de lagrimas. Foi id en-
tao que Anila-notou que seu lio Cernile nao havia ap-
pai ecido, e que Fraucesco, tedu>ido por Borgia, UUi-
bem nao tornara a entrar em casa.
leu punhal, e ni te asscniare.no no seu lugar, i'km- lw Mltoephes^i^
tao, como da prtuielra vea, euvos invoquei, t viue iher aao UaUa podiOo pa| owpmm quelite devia:!
(CoiMmmc-M-a.)


Ao publico.
Achando-so (lente um dos dous miMiinos rabe-
quistas, n/lo pode ter lugpro espetaCulo annuncia-
Jo para odia 92 do corrcnle, ficando Iransferido
naraodia26 o que se annunciar.
Jos Maria de S.-Paio rera-se para Lisboa a tra-
tar de su negocio.
_C. J. S. C., lendo um annuncio do Sr. Manoel
Jos de S e Araujo inserto no Diario de' sabbado ,
respnnde-lhequo nSo invocou seu lestemtinlo ro-
mo de vista acerca da transaccffo entre elle o o Sr.
nesenclos; mas, pela rasao de t-lo prevenido para
recebar da casa do dito Desenclos os emperrados
1,115 rs., e t-Jos em seu poder al o annunciante
prOClr*-!''" ? 'mala nediniln-llm nifn n ilnuminta.
se de tal lio capaz.flcando assim explicado o equivoco
do dito annuncio que oSr. S Araujo cntentleu vi-
co-versa.
Deriiz, alfaiae froncez,
I faz scierrte o respeitavel publico que abri urna lo-
I ja de alfaiate, na ra Nova, n. 34, e quo elle encarre-
|gu-se de confeccionar o fornecer qualquer roupa
[que lite fr encommendada, com todo o gosto e
lpromptidSo dosejavel, por preco rnsoavcl.
CURSO DE GEOGRAPHIA E HISTORIA.
Jos Soares (Vseveo tem aberto em sua casa, ra do
fangcl, n. 59, segundo andar, hu cursocompleto de
Geographia t Historia, At penos que daeltirem es-
tudar estas disciplinas pdem dirigirse A referida resi-
dencia, a qualquer hora.
('
Rouar^borticultordeLyon, ^
ten&o ebegado ltimamente de Franca ^
com urri grando sortimenlo do arvorus (JKV
fructferas, plantas do flores, sementeS de J
ditas e fio itlicos, avisa ao respeitavel pu- !
LL \ldico que o quizor honrar com a sua con- fe
^ ''anca, que lie abri urna loja na ra do *&
Ateiro-ua Ba-Visla, n,6, aonde acnanlo /*&
yenda um .sortimenlo como at hojo n3o *
chegou em l'ernainbuco, tanto pela qna-(S
lidade das plantas como pela boa qualida- J*'
de das semontes, das batatas e das ceblas, (^j);
9800S 9 8898
Oabaixo assignado substituto de phosephia
le geometra do collegio das arles, vai residir em
liiliinla do priineiro de margo do corrento anno em
Fdianlc na casa que desoecupou. o canil-So l'assos,
Ijanto ao thcatro e recebo abolctados sb sua diroc-
Igflo : quero p pretonder podoj entender-se een> o
[sen amigo, o substituto do latim na ladeira da S,
Ion com o abaixo assignado no paleo da S.-Cruz,
|sobrado do doutor Porelli.
Joao' Vicente da Silva Coila.
D-se dinheiroa juros com penboros: na ra
|to Kangel, n. 10.
Precisa-sede umhorneen para tomar conta do
Imii sitio que trabadle cutenda do planlur laran-
Igeiras o limociros : na ra do Hangel n. 54, a tra-
Ilar com Victorino Francisco dos Santos.
Aluga-so um boni armazem para carne secca ,
[narua da l'raia, n. 43, com. commodos para fami-
j lia : atrillar no mesiup armazem.
Na ra da Caucia-Velha, n. 41, priineiro andar,
|precisa-so de urna ama que saiba lavar, cozinhar, en-
pommar cfazor as compras do urna casa do pouca
familia.
--Na run da Caileia-Vclha n. 41 priineiro 80-
:lar, lomam-se aprendizes para ofllcio de alfaiato ,
Jando-se-llies o sustento.
CHA PGS DE SOL g
\Ruu do l'asseiO'-PiiHc, r 5.
Jofio l.oubct participa ao respeitavel publico, que
Irocebcu, por estes ultimosnavios francezes,fimcom-
Iplcld sortimenlo do chapeos dcsol.de seda, amis
[rica e superior qualidade; furta-cres e outras mul-
itas condecidas, tanto para homens, como para Sras
le meninos. No mesmoestabelecimcnto ha um sorli-
] menlo de chapos do sol de paninho, dos mais nto-
|demos; ditos muitograndes, proprios para homens
[decampo : tambom tem chapeos de sol do paninho
[para meninos o meninas, por sercr muito linos: po-
|dem-se chamar chapeos de economa. Na mesma loja
[ha sortimenlo de bengalas, bengalinbas o chicotes
I muito modernos; cobre-se qualquer armago Je cha-
pos deso, com sedas de todas as cores e qualida-
des. Na mesma casa ha um grande sortimenlo de
panninhos trancados c lisos, imitando seda, para
cobrir os mesmos: desta fazenda se vende aretalho.
[Conccrta-so todo qualquer chapeo ile sol, por haver
um completo sortimenlo de lodosos podencos para
|os mesmos, com toda a perfeigilo e brevidade.
** Existe parase arrendar urna
[milito boa loja, no inelhor lugar
da ra do Queitnado, para qual*
(juer estabelecimenfo commer-4
ciul: dase seguranga do a ren-
danielo por tempo sufficiente.
Ospreleadenles dirijam-se a mes-
|ma,rua., n. 2.
-- Aluga-se a casa nova do beceo da Campia ua
I lioa-Visl, defronte do acouguo mu piopria para
jvenda: a tratar narua do Vigario n. 13, terceiro
andar.
--Francisco Jos da Silva libeiro, chegado ha
jpooco da Haba, segu para o llio-Grande-do-Sul.
-- Joao Dias loreira rclira-so para Portugal a Ira-
llar desuasade e deixa cncarregado do seus ne-
I Uncios, durante a sua ausencia, aoSr. Juflo lavares
|Cordeiro.
Hichard lovle, subdito ingle/ pretendo ir a
Inglaterra.
CURSO 1)E CONTABILIDAD!; E ESCftlPTURACA
CQMMEltCIAL.
F. N.Colago pretendo abrir com brevidade um
curso de conUbiliiladeeescripturacSo cominerciat.
O annunciantoensinar, ora priineiiolb^iir, a resol-
ver, pormeio d'arilhmtica, nto s as differentes
questOes quecommummente se offercccm no trato
mercantil, como as que sSo peculiaros os banquei-
"O, ( pnmnnsarbitrios de c>hio8 etc. Ensillar
em segundo lugar, a rjaear e eseripturar os liyroi
de comniercio, j por partidas singelasou simples,
j por partidas obradas, j por partidas mistas. F.n-
sinar, om terceiro lugar, as diversas manuiras do
extrohiruma conta correnlo, j com numeres ver-
ntolhos, jsem elles. As pessas quo quizerem fro-
quentar esto curso, entendam-se com o annuncianto
em o barro da Bwi-Visla, ra da Santa-Cruz, n. 38.
I'reoisa-se du um feilor para lomar conta de um
sitio o qual do fiador sua conducta: 110 Alerro-
da-Boa-Visla. fabricado licores n. 17.
No botiquiui jt ao tlieatio dese-
ja-se fallar com os herdeiros do tinado Jo-
s Antonio do Val le .Pedroso, a negocio
de seu interesse.
Oabaixo assignado, unico-herdeirodosua mai
I). Clara Cavalcaniedo Albuquerquc ,. avisa ao ros-
pcitavel publico ,, que consta-lhe ter ella por mera
smplicidade, enviud a Manoel Dias de Toledo al
cuns papis em branco por ella lirmados para o
!im de se clfeiluar a venda de alguna oscravos seus,
que pelo inesmo Manoel Dias mandara vender: o
como estes papis lirmados pdem ser extraviados,
o dellcs fazer-se difTerentes applicacOes, o abaixo
assignado desdo j protesta contra qualquer contra-
to que sb firma de sua mili baja do apparecer em-
bora seja com dala antecedente, ao presente aviso ,
a Oxcepc.flo das vendas dos escravos Komilo, Joflo
jacinio u Ciiiudis. Recife, 15 de fevereiro de
1848.-^0(10 Florentino Cavalcanti de Albuquerqui.
Perdeu-se no dia 17 do correnle,
desde a venda do Leao d'ouro, na na do
Hospicio, al o cemiterio inglez'ein San-
to-Amaro, nma vernica d'ouro, recor-
tada pela beira, e com os tres Heis Ma-
gos, Nossa Scnliot.), e o Menino Dos de
um lado, e cerlos nomes no verso da
mesma veonica ; e por iso pede-se a
rjitem a adiar, que hoja de enlregal-a na
ra do Hospicio, n. i/J, certo de que se
Ilie dar urna generosa gratificabas.
Pede-so encarecidamente a pessoa que livor em
seu poder um lenco branco de lavarinto o bico em
roda com as iniciaes J. V. S. C. no centro o favor
de o mandar levar o segundo andar do sobrado do
Snr.' do doutor l'erelti, no pateo da Santa-Cruz, que
recober o importe do dito lenco, de qualquer que
soja o modo por que ello ten lia ido parar em seu po-
der que muito se agradecor.
MDANCA
DA
FUNDICAO
r
D'A unon/i.
Este anligo estabelecimento acaba de ser mudado
para os muito espacosos edificios construidos de
proposito na cidado nova de S.-Amaro aondo exis-
tein todas as proporcOes para a facturado qualquer
machinismo, com a maior presteza e perfeicilo : e
para commodidade dos frcguwcs sera conservado
na antiga casa, junto a igreja dos Inglezes, um es-
criptorio ondo se roceberSo todas as encommendas
e ordens a respeto tendo a loda hora urna barca de
ferro emprogada exclusivamente no transporto das
obras dojescriptorio fundicao.
Quem Ihe fallar urna chavo de broca bastante
grande,dirija-se a ra Direita n. 4,- que se dir
onde existo.
Oabaixo assignado, lendo no Diario de /'er-
LOTERA
Do Hospital Pedro I.
Achando-se marcado o dia i\ do cor-
rele inez para a extraccao da segunda
quinta parte da nova lotera, do novo
hospital o respectivo thesoureiro convi-
da ao respeitavel publico para que baja
de concorrer ao restante dos btlbetes ;
pois que s estaro a venda at o dia a3:
c assegura que he Jmpreterivel o anda-
mento das rodas nanuellf dia. flauem on
nao alguns bilhetes.
- Aluga-se o sitio da Tacaruna com boa casa do
sobrado diversos arvoredos de fruto e trras para
plantacOcs : a tratar com a proprietarla do mes-
mositio, no Alorro-da-Boa-Vista, n. 47, segundo
andar.
l'erdeu-so, no dia 14 do corrente, um cdula do
50,000 rs., >lo oscrptorio de James Crabtree & C.
at a porta da alfandega : quemja achou e|a quizer
restituir dirija-se a travessa da Madre-de-Deos ,
sobrado n. 1, quo aera bem Gratificado,
L. deC.Paesde Andrade roga as pessoas qae
aforara 111 terrenos no sitio Campo-Verde, hajam
do procurar os seus ttulos de aforamento dentro
do mais curto prazo que Ibes for possivel.
Casimir Carnier.com loja de relojoeiro na ra
Nova n.22, faz publico, que fez sociedado com o
Sr. Aehille Domesnil e que sua firma social boje
do Casimir Gartiior & Compendia fica incumbida
de sua liquidaban.
--Justino Nunesda Costa, da cidado de Macei ,
declara ao respeitavel publico que tendo sido con-
vidado por Jps Cotreia da Silva Titra da mesma
cidado, para fazereni socicdadecommercial, debaixo
da firma social Titra & Costa e haveiido-sc
lado principio a opcracOes do compras o vendas de
fazendas, nunca se chegou allinnar cstipulacao al-
guma entre elles, Titra & Costa que houvesso de
servir de regra, 011 lei da sociedado ; e quo todos os
lucros o miRMitiiM' vnntatrens foram emprc t hn-
je percobidos somonte pelo convidante Jos Corrcia
da Silva Titra nico caixa o definitivo gerente :
tanto quo acaba o mosmodo declarar espontnea-
mente eem obsequio a verdado que uSo be elle
annunciante responsavel por cousa alguma c que
s em poder delle Titra tem estado at hojo todo o
activo e passivo da sociedade, que nunca entre el-
les chegou-se a formular de mancira legal o nom
de fado so verificou pela mosma raslo dita e con-
fesada por aquello Titra, quo ho nico respovsa-
vel, e que tem estado na fruiciio boa ou ni de qual-
quer resultado das negociaces feitas. E para quo
nao baja rasan de engao o abaixo assignado assim
o declara. luslino Nunes da Coila.
Copia da cautela. Nos abaixo assignado, len-
do dissolvido a sociedade quo tinhamos sb a lirina
de Titra & Costa, declaramos quo lodo o activo c
passivo da casa at hojo, fazendas comis fica por
conta do primeiro de nos, licando desresponsabili-
sado o segundo do pagamento dos dbitos-o do mais
relativo a mesma casa. Para constar passamos dous
deste Iheor. MaceiO, 7 de Fevereiro do 1848. Jote
Crrela aa Silva Titra.Juitino Nunet da Coila.
Compras,
Compra se um palhitoiro e um coco d prata.
sern feit'o : na ra de San-Jos, n. 50, se dir quem
quer.
Compra-se um ferro de fazer hostia, sendo de
iluas grandes e ditas pequeas de cada vez c que
tenha nouco uso : quem o tiver o o queira vender,
annuncio a sua morada, ou dirija-se a ra da Ca-
nela, do Sanlo-AutoniQ, casa de um andar, 11. 18.
--Compram-se, cITectivamente garrafas, meias
dilase botijas vasias : no Atei ro-da-Boa-Vista fa-
brica de licores n. 17.
-- Compra-se urna commoda, moderna, de jaca-
randa; urna duzia de cadoras com pouco uso ; una
ou dos venezianas : na esquina do Livramcnlo ,
loja do 6 portas.
-- Compram-se o livros Oracio o Tito l.ivio os-
lando em bom estado: na ra estreita do Bozario ,
loja de rclojooiro na esquina da ra das Laran-
geiras.
vado; suspensorios a 100 rs. cadar
par; e lencos a 120 r.
Vcndc-se urna cscrava do gentio de Angpla, de
nacflo Congo, boa marisca,der* a quitandeira, que
paga urna pataca por dia e quo tambom coaruina o
diario do urna caaa : se dir o motivo Itpraue so
vendo : quem a pretender, dinja-se a ra dacadea,
de Santo-Antonio, sobrado de um andar n. 18.
Na vendada ra estreiia do Rozario, n.
23, de fronte da rita das Larangeiras ,
vende m-se por preco muito commodo os
seguintes gneros para liquidacOo : t
vinho superior de PRR, a 1,700 rs. a caada, e a gar-
rafa a ->o rs.; dito do Lisboa, bom, a 1,0* rs. *
caada ea garrala a 200 rs.; dito mais abaixo a
1,280 rs., e a garrafa a 100 rs.; superior vinho mos-
catel engarrafado, a 320 rs.; dito do Bordeau, en-
garrafado a 280 rs. ; licor rrancez, muito bom a
440 rs. a garrafa ; dito da trra, a 220 rs.; azeite do-
ce do Lisboa a 3,500 rs. a caada e a garrafa, a
460 rs.; vinagre liquido de PRB a 1,000 rs. a cana-
da o a garrafa a 140 rs. ; ago*ardenle do roino, a
120rs. agarrafa ; espermacete, muito superior, a
B4ft rs. ; valas de carnauba n 280 rs.: papel alma-
qo bom, a 3,000 rs. a resma ; dito de peso a 2,880
rs.; cha liysson, muito superior a 2,000 rs. a libra;
covada, muito boa a 100 rs. a libra ; hrinha do Ma-
ranliilo, a 100 rs. a libra ; copos sonidos, do medi-
da a 1,440 rs. a duzia ; garrafas brancas, para me-
sa, a 360 rs.; quartinhas da Bahi, a 100 rs.; vinho
branco superior a 280 rs. a garrafa : csteiras mui-
to boas, a 320, 360 o 400 rs., grandes; garrafOos
vasioso novos a 880 rs.; bolachinba ingloza a 280
rs. a libra ; sal refinado, a 1,280 rs. O alqueire velho;
pratos e ligollas, a 960 rs.; vinho doce, malvasia a
1,600 rs. a caada. e 220 rs. a garrafa; o todos os
mais goneros que so vndenlo por preco muito com-
mbdo. Tambem se vendo urna porcflo de garrafas
vasias.
Casa de vi odas fran-
V & *-J
\
Vendas.
Livros para vender.
O general J. I. de Abreu e Lima tem exposto a ven-
da urna grande parto da sua escolhida livraria, com-
posta de oxcellentes obras do bella litteratura, sci-
- encas e artes, em varas lingoas, a saber : portu-
nambuoo n. 58, o annuncio publicado pelo Sr. Anto- gueza, franceza, ingleza, hespanhola o itaTiana. Os
nio Jacinlho do Ainaral Aragflo pedo ao respeita- litteralos do bom gosto, que quizerein_ aproveitara
AUencao

Na loja da ra do Queimado, n. 30, de Jos Joa-
uuj. de Novaos,,contina a haver um sortimenlo
Je obras fetns; chpeos de todas aS qualidades ;
[ditos para meninos e meninas ; ricos chales de seda;
mantas desuda; lengos de tudas as qualidades; c
oulros muitos objectos que-lia i>ara vender.
Precisa-se de um amassador que saiba bem oc-
icupar a sua proisso : na padaria de urna s porta,
'napraca da S.-Cruz.
O mogo portuguez que tem bastante pratica de
venda, o que se oflerece no Diario de quarla-feira pa-
ra caixeiro, dirija-se a cidade do'Olinda nos Qua-
tru-Cantos, venda da esquina, com portas para a
.rifado Coso,
vel publico, baja de suspender qualquer juizo que
por acaso ha ja de fazer acercado abaixo assigna-
do ; pois que promette, nestes ajilo das, apresentar
provassulliciontes em quo justifique a lveracida-
de do contrario publicado pelo dito Sr. AragTo.
Jmi An/imio de Magalhei Basto.
JoscDi.1.. i. : i icspojiilo lio annuncio doSr.
Antonio Jacinlho do Amaral Aragao.quea lettra de
quo ho portador, o pela qual o chamou a juzo con-
ciliatorio, Ihe foi cedida poro Sr. Jos Antonio Ma-
gnlhaes Bastos da qual he secador, aceita por Mano-
el Francisco Augeiras e garantida pelo inesmo Sr.
Araglo, o contra a qualso agora por conhecor vai
ser asslonado, diz nfto ser sua a firma, folizmento
militas pessas que conhecem oSr. Aragflo c sua fir-
mo, se tem ido certificar, o ainda a nao u'csconieuo
ram; queira embora oSr. Aragflo furtar-se ao paga-
mento, mas capacite-se que por meios taes o s pro-
priamenle seus, nfio silo bstanlos para deixar de
pagara lettra, ecm juizo so provar a veracidade
da firma quo o seu autor tove aronnrdia d negar
no foro do domecilo do Sr. Aragflo a que ser con-
vencido e demandado, o nao nesta praca, e protesta
o annunciante publicar por este jornal, lodos os ac-
tos quo em juizo so pralicarem al final, alim que o
publico hqa a juslica'que merece o 8r. Antonio Ja-
cinto do Amaral e Aragflo.
lima rapariga portugueza se offerece para cria-
da de qualquer casa de familia, qno tenha de seguir
para Lisboa : quem a pretender annuncio.
-Quem precisar de um santuario muito proprio
para um bom presepe dirija-se as Cinco-Ponas ,
casa do l'eijwto, defroule do forte, n, 128,
occaslflo de comprar obras muilo escolhidas, o por
precos commodos, pdem r vero calhalogo na loja
do livros do pateo do Collegio, n. 2, onde tambem se
achatn depositadas asmesmas obras. A' pessa, quo
tomar urna porQ.todcstas obras, faz-se-ha um abate
rasoavel nos precos j muito baixos.
Vendcm-se 2 casas terreas citas no largo de N-
S-da-Paz, na novoacfio dos Afogados, as quaes tem
communicaco por dentro, sflo novas e construidas
a moderna, com duas cacimbas e parreiral no quin-
tal : atratar na ra da Cadea-do-ltecfo, casa n. 59 ;
tambem se trocara por outras no Becife, voltaiido-so
do parte a parte, a differonija que ouver
Vonde-seum muito lindo molato copeir, pa-
gem, o deiulo boa conducta, com idado 19 anuos;
e duas negras do nacflo Angola, sendo urna recolhi-
da, coze, engomma o faz lavarinto, o a nutra be boa
lavadeira, e propria para quitandeira, leudo urna 18
anuos, e a outra 27 dilos : na ra estreita do Roza-
rio, primeiro andar n. 31.
l\o Aterro-da-Ba-
l Vista, loja nova,
n.24,
-vencJemse brins de cores, pelo
diminuto preco de 280 rs. 6 co-
m L LOCHA ,
no Alerro-da-Boa-Vista, n. 1,
primeiro andar,
recebeu pelo ultimo navio vinde de Franca, um
lindo sortimenlo de bordados ; collarinhos; camiz-
nhas; caheQcs; conez.Oes; pelerinas ; entremeios;
tiras, ote. ; cortos de vestidos do |lfla de todas as co-
res ; cambraias bordadas e lisas; tarlatana*; fil*
trancos lisos o bordados ; ricas lilas largas o estrel-
las ; gravaliuhasde fitas para snnhora ; bicos va-
lencieunes; ditos do linho e do mitaeflo ; rendas li-
sas o bordadas ; lencos.de cambraia de linho, lisos,
bordados o imprimidos, para inflo; flores finas;
cambraia du linho muito lina; sedas de todas as
cores para chapeos de senhora ; luvas de pellica,
brancas o de cores, curtas e compridas; chapeos de>
pallia da Italia o oulros, para senhota e meninos ;
cambraia bordada para cortinados ; creps largse
de cores; um grande sortimenlo de lindos, fitas do.
linho trancas, etc.; um sortimenlo variado de ob-
jectos para luto; barege do lislras do setim preto;
dito de quadros ; mantas ; filos de bico ; ditos da
seda; ditos de algodo de muitos padres ; crepa
largo o fino ; tafeta preto largo e encorpado; Irn-
gas o franjas proprios para armar qualquer objec-
to du luto, ou da yuui iaiiia. Na luoaua casa conti-
na-so a fazer chapeos o vestidos, como tamben
maulas collarinhos, manteletas, visitas e qualquer
outra cousa do toilette'das senhoras, com promp-
tidffo gosto o por prego commodo.
Vende-se um molceoto muito lindo ptima
para pagein de 15 anuos; 3 ditos de 18 a 20 annos ;
2escravasdo 20 annos, quo ongommam o cosem
bem ; 2 escravos carreros, do bonitas figuras; 4>
mu diluidas do 14 annos ; 3 escravos do todo o ser-
vico ; umescravobomcozinltoiro: na ra Direita,
u.3.
Veiulem-se 5 molecSes, de 18 n n
anuos, um dos quaes he perito carreiro ; a
pardos Je boa conducta ;um negro de 35
annos, por 36oooo rs. ; um dito por
iBo'ooo rs. ; um moleqjue, de i' annos i
um dito de nacSo, de n annos, queja
cozinha solFrivelmenle j urna negrinha de
ii annos; urna negra Loa quitandeira,
de nacao Costa ; urna mulatinha de iS
annos, que coze inulto bem, engomma e
cozinha ; unta moleca de 19 annos, com
as mcstiias habilidades; duas pardas de
ptima conducta; duas. negras mocas,
ptimas para o trabalho de campo : na ra
das Larangeiras, n. iq, 2."andar.
- Vendem>se ancorctas de
diversos tamaitos, com vinho da
iVladeira', tinto e branco, de supe-
rior qualidade: no escriplorio de
Oliveira Irmos & C, na ra da
Cruz, n; 9.-
. Na na de AgoaS'Vcrdes,
II 46 ,
vendcm-se diversos escravos entre os quaes urna
excellonte escrava boa engommadeira, cozinbei-
ra c lavadeira.
Na ra do Trapiche, armazem
n. 54,
vende-se assucar refinado, em pao, a aocj
rs.a libra.

MUTILADO


f
M
i
Vendem-se 5 lindos molequcs de 16 a 20 annos;
dous prelos um bom cozinhetro, e o outro oplj-
ino offleial do sapatciro, de 25 annos; 2 pardos,
aendo um proprio para pitgem c oulro bom car-
Teiro de 16 a l8annos ; urna mulatinha e duas n-
grinhasdelSalSaonos, oom principios de habi-
idades;4pretasde25 'annos, entre as quacs al-
gumascom [labilidades : na na do Collegio, n. 3,
segundo andar se dir quem vende.
Vende-se um baixo, urna clarinete em aia-
mir, umparde pratos; tudo em bom uso, po*
prego cominodo : na ra da Cadeia do Recife, loja
le rerragens ao sabir do arco da ConceicSo se
dir quem vende.
0.a lotera do Rio-de Janeiro
a beneficio do t he a tro da im-
perial cidade de Nictheroy.
Vendem-sobilhetese moios ditos desla lotera:
na ra da Cadeia-Velha, n. 29, casa de J. O ELSTEft.
\cndem-se duas eccravas recolhidas scudo
urna parda de 16 annos, c a oulra prelado 20 an-
nos, que so.de lindas figuras, o com habilidades:
no boceo do Sarapatcl, sobrado n. 12.
Ven(jq.seuniaegci.ava joboa( fl0 possan.
te. que lava bem desabSo vende na ra e faz todo
o mais servio do urna casa ; na ra da Trompe ao
virar para a Soledade, u. 31.
S quen no lirer mi
. Drizara de ler luvai neila occatian.
Na luja nova n. 17, do Passei-Publico, vendem-
sc luyas do algodlo de coros, para homoin o senho-
ra, o 160 rs. o par; dilas de seda, a 1,000 rs.
Undo-sc, ou permuta-so por predios nesta pra-
ca un terreno com 200 palmos do frente, o undos
tlesdoaruada Aurora al ao Hospicio, com una
cacimba e olaria na ra do Sevo, com allcercesj
principiados para urna casa : tambem vende-se, ou
permuta-so nictade dcsto terreno : a tratar na larga
lo Rozarlo, ti. 26, primeiro andar. Na mesma casa
yendo-se um estojo Je engenharia, por proco mui-
to rom modo.
j rs. Ltj,
A. 70 rs a libra, bolacha,
de Jariiha de milito muito saborosa propria para
larga do Koza-
a pobresa por ser barato ; na ra
no padaria n. 48.
Na ra do Trapiche, n. 17, con-
tina a haver deposito da verdadeira cal
virgem de Lisboa, chegada proximamen-
le ; advertindo-se eos compradores des-
te genero que o deposito he j muito pe-
queo, e que da nova n3o ha mais era
parle aiguma.
-Vendem-sc chitas prclas finas assetinadas do
ultimo gosto : na ra do Qucimado, leja n. 5.
Vendem-se duas boas escravas; crioulas do
bonitas figuras o mocas, que cozinham, lavam mui-
to bem e ongommam silo sadrs, o nlo so duvida
ar a contento para serem experimentadas : na ra
lo Qucimado, loja n. 51.
FAZENDA DO NORTE, A 640.
Na loja nova da ra do Que-
roado, n. II A, de aymmi-
do Carlos Leile,
iiiia-so um novosortimento de alpaca de linbo, ou
fa/.euda do norte a 640 rs. o covado. Ksla fazeYtda
torna-sc rccommcndavel pela sda boa qualidade e
acertados padrees : seu principal uso he paracoll-
les, palitos o calcas.
- Vendem-se aeces da ex-
tincla companhiade Pernambuco
e Parahba: no escriptorio de O-
liveira Irmos &C, rua daCtuz,
. 9.
Vende-se urna mesa de Jacaranda de meio de
ala; urna cama de armaglo ; um chapn armado
de pello : tudoem bom estado: no Alerro-da-Boa-
Vista loja n. 48.
&Q10ia10 W0 %& %<@ WJ0 !0i0Qla7Q
nao desbotarem, e por serem do ultimo
gosto de Paris.- Estes cortea vem pti-
mamente acondicionados, cada um em
sua capa, e sao ieitos na principal fabrica
de Paris ; sendo de qualro qualidades de-
ferentes, e aos precos de 3,200, 3,6oo,
3,8oo e 4,000 rs.: na loja nova de Ray-
niundo Carlos Leile, na rua do Qaeima-
do, n. 11 A.
Vende-se um mua linbo de 12 annos,. proprio
para pagem por ser muito esperto : no Hospicio,
n. 4, al aa 9 horas da manhfla.
criuCi-aosiiiritos uc irUc t iuiias as
qualidades, emuito novas, por prego commodo :
na rua estreita do Kozario, venda n. 8.
M^ Vendem-se chapeos de superior
M^caslr, brancose pelos, por preco
muito barato : na rtft do Crespo,n. 12,
loja de Jo.sr Joaquim da Silva Maya.
miho.
Vende- se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes la
Alfandega, armazem do Antonio Aunes.
Vende-se um terreno com 117 palmos do fron-
te e 89 ditos de fundo em oslado do so edificar,
por no precisar aterro em cujo terreno podem-so
fazer fres ptimas mei'agoas na rua do Pilar, om
Fra-do-Poilas, do lado da mar grande: nadita
rua, n 11, no pateo da igreja do Pilar, das 6 horas
da tnanJiSa s8.
Vendem-se 4 grandes depsitos de parafusos,
para assucar; urna excellcnle balanza grande com
um braco de autor ; 12 arrobas de pesos ; o outros
utensilios para armazem de assucar, muito baratos,
em rasiloda mnutica da casa; na rua da Senzalla-
Velha, n. 110.
Vendem-se cabos do cairo ,em grandes, ou pe-
Juenas porgues : no trapiche do Ramos, armazem
a esquina.
-Vcndem-se aneorctas cou> cal virgem a mais
iovaquu existe 110 mercau pur pregox mais com-
iflodo doqueent oulra qualquer paito I 11a rua da
Moda, armazem n. 17.
Aos amantes da boa pitada
se offerece o rap princeza f{ovo-Lisboa : acha-se a
venda, om poreflo o a retallio, no deposito da rua
larga do Kozario, 11. 24.
Vende-se o tresenario de S. Francisco de Paula,
obra til aos devotos do dito santo, as tojas de
ivros dos Srs. Santos & Companhia, atrs do Cor-
io-Ha*tto ; Cantoso Avres ruada Cadeia ; eem.-
No
anda
He muito proprio.
Aterro-da-Ba-Vista, loja n. 78,
existe nnt restinho de bonetes d

4
Vendem-se 200 palmos do terrnno proprio,
f* Ierras iiiui productivas dividido em 50 pal-
0 mos de frente cada um ou lodo o terreno
Jj Com 500 a 600 ditos de fundo, com urna gran-
& tantesarvoredos de fruto, como sejam : la-
1 raiigciras, maugueiras, cajuelros, coqueiros ,
goiabeirn?, diversos ps de sapoti novos, bas-
tantes pos de arada, pilaugueiras, jambrei-
ros, um p de baba-de-boi, ou coco o
diversas outras plantas, junto do sitio do'
Sr. Amaro do Itarros Corroa Selle e Tlicolo-
nin Joaquim da Costa, na projectada rua que
segu da Soledade para estrada do langui-
11I10 ou da Fstaucia : oqtro terreno proprio,
na mesma rua com 94 palmos de frente e
420 e tantos ditos de fundo com os mesnins
arvoredos do fruto com grande alicoree, di-
vididos os quartos e cozinua fra para casa
5| terrea, ou sobrado com a frente murada|:
f ambos os terrenos vendem-se por muila pro-
J5 cisffo: a tratar na rua estreita do Kozario, ca- &
& sa junto a igreja, n. 7, com Jos Anacilo. %
<>0ifcPi&lfc#fc 0fc 0!<& 0>^ 0IO &fo DfaQ
Vcndem-se chitas limpas para luto
paiinoa selo vinleiis o covado; ditas,oscuras a
120 rs.; dilas cor de rosa muito bonitas, a 16o rs. j
um sobrado aovo de um andar e sotflo, paredes do-
bradas chitos proprios, quintal pequeo e murado,
o qual sobrado rende 34,000 rs. msns'almeilte : tam-
bem so permuta por nlgum sitio pequeo poeto do
Ilecifo ou casa terrea : na rua estreita do llozario,',
n. 10, tcrceiroandar.
Cortes de aldna.
i\ azenda mais perfeita que tem appa-
recido sao os cortes de alcina, para ves-
tidos de senhora, nao s pelas delicadas
cares, como pelo lindos padroes, por
po
Antonio praca Ja Independencia ns. 6 o 8.
FARELOS.
Vendem-se saccascom fardos, chegadns ullma-
(iiente, a 3,500 rs.: 110 armazem de J. J. Tasso Jnior,
rua do Amrim, n. 35.
l'otavsa.
Vende-se muito nova o superior polassa chega-
da ha poucos dias do llio-de-Janeiro : na rua da Ca-
deia-Velha, armazem n. 12, do Hallar & Oliveira.
Vende-se o engenho Bom-Jesus-da-Matta co-
marca do Po-do-Alho, com ptima casa de vivenda,
oulra dita mais ordinaria ,e 3 para lavradores, bom
cercado de pasto campias que servem de sol (aspa-
ra gado ptima destilaclo' organisada do cobro ,
moenda de ierro, muito boas trras, tanto paracan-
11a como para oulra qualquer plantacSo., as quaes
ha ptimas vaneas o maltas coulendo cerca de
legoa e meiade fundo : rende de foros 700,000 rs.
animalmente com os vencimentos em o mez do ja-'
neiro : a tratar na rua do Concordia, n. 25, com Joa-
quim Teixclra l'cixoto, que se acha autorisado para
ultimar o ajuste a dinlieiro, ou a prazo.
Na loja nova da rua do Quei-
iiiado, n. II A, de Itayiniin-
do Carlos I.cite,
marroquim, de superior qualidade e gos
to, proprios para ir-se as novenas om
Santo-Amaro.
Carlos Ilardy, ourives, na rua
- Nova* n. 5*2,
acaba de receher, pelo ultimo navio, um lindo sor-
ti ment de obras de ouro do lei; como sejam: ade-
icQseun puiseirasu sem ellas; aderemos de mu-
saiqne; gargantillas solas ; allinetes para senhora ;
brincos; anneis; bolOes para camisa de hotnem :
bem como oulro sortimenlo do obras da tefra tam-
bem de ouro de le. Na mesma loja vendera-se tou-
cas e vestidos para baplisar meninos : tudo de bom
gosto e muito barato.
ALVICARAS, ALVIARAS!
He chegado nova mente o anti-
go bnrateiro a frente e con-
tinuando a vender por to-
do o dinheiro.
O antigobarateiro contina a vender na sua bem
condecida loja da rua do Collegio, n. 9, papel alma-
co, n resma* a 2,600, 3,000 e 3,200 rs.: dito do peso,
a 2,700 o 8,200 n. ; muito finos chapeos de sol para
senhora do seda a sote patacas cada um ; caixi-
nhas com agulhas inglezas cantofas, a paUca ; di-
tas fra 11 rezas, a 280 rs.; travessas de tartaruga,
para marrafa a 960 rs. o par ; caixas de tartaruga
para rap, a 1,600 rs., grandes ; ditas pequeas a
1,200 rs.; caixinhas com linhasde marear, a 120
rs. cada urna ; escovas do denles, a 80 rs.; ditas para
fato, a320rs. cada urna ; luvas de seda, curtas o
sem dedos, a 400 rs: o par; dilas com pridas com de-
do a 800 1. o par ; torcidas liara candieiro de lo-
dos os nmeros, a 100 rs. a duzia ; linha de carro
(el, em duzia, a 320 rs., branca o de cores; toso li-
ras com loque d ferrugem,a 120 rs.; caivetes de
urna folha, a 200 rs. cada um ; ditos de duas folhas
a 480 rs.; 0 outras muilas miudezasque ningucni dei-
xaro de comprar pelo seu diminuto preco pois lie
para fechar conloa.
g&m
acha-so um complelo sortimenlo de pannos Unos de
todas as cores, principalmente pretos : bem como
chapos francezes ; los prelos, de seda e linho ; sar-
ja tiespanhola verdadeira ; e todas as mais fazendas
j aununciadas |>or presos mui rasoaveis : tambem
ha chapos do Chili, viudos do Monle-Chrislo da
melhorqualidado a 16,000 rs. ; chitas francezas
muito largas a 240 rs. o covado ; oplimas pecas do
luslrim, som defeilo,cr de caf, verdee azul, a
6,400 rs.
Vende-se, ou arrenda-so um grande sitio na rua
Imperial, rom duas moradas de casas, urna para
grande familia, na fenle da rua e-oulra mais pe-
quea dentro do mesnio sitio com bons perriraes
o muilas fruteiras de boas qua|idades todas novas
o j dando fruto, com um grande viveiro no fundo :
na rua Hirrita, n. 135, loja do cera onde se far
qualquer dos negocios, por seu dono ler de retirar-
se por molestia.
Clicguem freguezes loja de
Afanoel Joaqun) Pascoal
fiamos, no Pnsseio-Publico,
11. 10, as novas pecliiitchus :
chipis finas de cores fixas a 120, 140, 160 e 200
rs. e muito linas a 240 o 320 rs. ; cortes do cassa-
chita a 2,000 rs.; ditas muito fiuas, a 2,600 o 3,000
rs.; lencos de seda para algibeira do bonitos pa-
IdrOes a 1,000 r#. ; ditos para grvala a 400 rs. ;
do bons]djtos je Cassa a 200 rs. : pello dodibo, a 200 rs.;
lanzinha para cairas a 240,280 o 390 rs.; cortes de
lila para raleas, a 2,500-rs.; ditos de casimira, a
6,000 rs. ; esguiflo, a 2,000 rs.; panno pre'o, a 4,500
r.; dito azul, a 4,000 rs.
Vende-se um porco do sebo refinado muito
puro o alvo : a tratar na arcada da alfandega, com
o preto Benedicto.
Vcude-sou 111 braco de balanca grande, autor
lioino : na rua da Senzalla-.Vova, n. 4.
Fabrica de sabo.
NA flUA IMPERIAL, N. 116,
vende-se sabio amaiello e preto encaixado em
porgos a vontade do comprador, pelos presos se-
guintes : amarello, a.100 rs. ; preto, a 90 rs. ; e sen-
do partidas de mais do cen caixas ser mono* 5 rs
em libra.
Rua doQucimado,.lON
nova loja decirguciro.
Lima
vendo uniformes militares, para todas
as patentes de legiflo cavallaria e hi'-
f'iitaria da guarda nscional; galios de '
ouro e prata ; espadas prateadas, com
roca e sem ella ; chapos do como do
lustro para pagens; couro branco de
lustro para canhOes de botas dos ditos.
Vende-so um bonito cavado castanlio, andador
baixo: na rua das Larangeiras, n. 18.
Vende-se um grande terrono com urna olaria
que tcm barro para toda obra, defronteda Capunga ;
urna mcia agoa que serve de cocheira : a tratar no
silio doCajueiro.
Na loja de Magalliacs & Ir-
mo, na na do Queimado ,
11. 46,
vendem-se corles das bellas princezinas, a 11,000
rs. ; ditos do cambrato aberla, a 5,00018.; ditos de
dila de differentes qualidades a 4,000 e 4,800 rs.;
ditos do barra a 4.200 rs.; lencos do seda de peso ,
a 1,600 c 2,000 rs. ; dilosdosetim para grvala a
4,000 rs.; chales de seda'de 14 quarlas, o II,000 rs,;
mantas do seda a 9,000 rs.; chales de balzurina a
2,000 rs. ; ditos mais ordinarios, a 800 rs. ; pegas de
luslrim roso sem defeilo a 4,800 rs. ; brini bran-
co trancado, do puro lin'.io a 1,120e 1,400 rs. a
vara ; corles do colletc do casimira o seda, a 4,000
rs. : ditos do selim preto delistras, a 4,500 rs.; di-
tos do fnsliio a 800 rs.-; brim do algodlo para cal-
cas a210rs. o covado; riscados francezes), a 220
rs. o covado ; bicos de differcnlcs qualidades o pre-
cos ; cassa do quadros muito lina edo 10 varas a
3,200 rs, ; meias para homem, senhora e meninos;
o outras muilas fazendas que pelo seos mdicos
procos devein agradar aos freguezes. I)3o-se amos-
tres a qualquer casa que as pedir.
Vendem-se caixas com muito bons charutos ,
ebegados ltimamente da Babia por prego muilo
commodo: no Aterro-da-lioa-Vista, loja do louca
do barro, n, 47. "
JSa na de Aoas-T'a vendem-se, para liquidaco, 2 escolenles moleques
de 12 a 13 annos ; 3 escravas para todo o servico ; 3
mu lalinbos de 9 a 12 annos.
Vende-so una cscravade 14 annos, para fra
da provincia : na rua dasTrinchciras, n. 32.
Vende-se um bote: na rua dos Guararapes,
n. 63.
-- Na nova loja da rua da Cadeia do Ilecifo, n. 32,
do Claudiuo Salvador l'ereira Braga vendom-sn pe-
cas de chita do cores escuras e claras a 4,500 o
5,300 rs., e om covados, a 120 140 r.; los prelos
com palmas, muito modernos, a 11,000 rs.
Vende-so urna morada de casa terrea sita na
rua das Ciuco-i'ontas, n. 78 : a tralar.na mesma rua,
11.112.
Vendem-se5escravos, sendo: um prole para
ludo o servico : duas pardas e duas prelas, sendo
urna perfeita ciizinheira o oulra boa engommadei-
ta eque cozinha bem o diario.de urna casa : no pa-
so da S.-Cruz, d. 14, se dir quem vende.
Vcndem-so 3 tnolecotes do 16 anuos ; 2 cscro-
voscarreiros ; 3 ditos de todo o servico; 3 mulati-
nhas, 4 escravas de 20 annos, que cosein e engoin-
main : na rua Direila, 11. 3.
Vende-se um deposito de assucar quo faz bom
negocio o tcm moradia para familia: na rua Oirci-
ta, n,54.
Vendem-se 6 cadeiras de po'd'oteo urna mar-
queza a mtac2o do soph, um par de bancas m^
cama de casal, urna mesa de jantar : tudo em bom
uso : na rua do Nogueira, n. 47.
Vonde-se urna prcta moca, da bonita figura
que lava, (cose, cozinha e ongomma : venderse por
seu dono-reUrsr-so.elpor isso sead barato: na roa
larga do Rozario, loja n. 35, se dir quem vende.
Gaz.
NACaSADE caumont,
dourador, na rua i ova, n, $!,
fabrica de candieiros,
tanto de gaz como de azeite.jse acba prompto um
grande sortimenlo dos mesmos, de muilo bom gos-
to. O mesmo fabricante avisa ao respoitavel publi-
co, que vande os candieiros mais em conta do que
om oulra qualquer parte pois que elle mesmo 09
fabrica, e se responsabilisa pela sua boa qualidade
tambem doura, prala o bronza-todos os metaas e
diverjas cores ; concerta o torna a por de novo to-
dos os candieiros, tanlo de gaz como de azeite;
EOe os candieiros de azeite para gaz; concerta tam-
em qualquer objecto de metal. Tambem tem pa-
ra vender um grande sortimonto de objectos do
metal para igreja* tanto dourados como prateados
ebronzeados. Aluga tambem para bailes candiei-
ros, candelabrose lustros, por commodo preco;
compra todas as qualidados do mollea; o. precisado
um aprendiz para o mesmo oflirio,
Nao ha cousa mais barata !
Na rua da Cadeia, defronte da rua 4a
Madre-dc-Deos, Jojan. &0,de-Cunlyr*
fkAmorim^ '.
renAa*4atunuiores cortes de cambraiado listras'
o quadros, petan a tiaavma prego do 3,20Ors. o
corlo; cortes le cassa piltaaa* r*tamdqae i.aa
desbota a 2,500 rs. o corle; ts d linhosupcwafat,
prelos, a 12,000 rs.; pannos tinos do todas as qui-
dsds por fc:rst:ssimci r.rcco; sarja piola de se-
da do todas as qualidades ; selins prelos para colle-
te; merino preto d ledas as qualidades, por ba-
ratsimo prego; casimiras pretas o de. cores ; chU
tas escuras, propriis para casas, a 140 rs. o cova-
do ; e outras muilas fazendas, por baratissimo pro
g, quo vista dos compradores so moslrarfio.
Manuel da Silva Santos
contina a vender superior ta-
rinha de trigo da marca SSSF.
ADMIRAVE1SNAVAUIASDE AgO DA CHI.NA.
Na rm larga do Rosario, n. 35, loja do Lody.
Es las na vainas teem a vantagem de cortar o ca-
bello sem offender a pello, dejxando a cara pl-
recendo estar na'sua brilhanto mocidado. Este ac
he da Ch ina, e seu autor lio Sbam.
Por todas as s ociedades das sciehcias medico-ci-
rurgicas, tanto da Europa como dn Amorica, Asi a o
frica he reconhecido o Uso dastas navalhas nia-
ravilhosas,n3os para prevenir as molestias cu-
tancas, a que a humanidade es ti subjeita mas
tambem como um meio de as c urar.
Vendem-se as verdadoiras s na loja cima indi-
cada.
Na rua do Trapiche, n. 17,
vendem-se barris com superior
cal virgem, chegada ltimamente
de Lisboa, a cinco mil reis cada
barril.
Escravos Fgidos.
Fugio, do engenho Malary, um oscravo criou-
|o, de nomo Alcxandro de 18 a 20 annos, baixo e
grosso do corpo muito feioso dos pee; lem um
signal muito visivel as costas o una marca do ta-
maito de um palaco ; he bastante emhigudn e foi
daqui da praga : quem o pegar leve-o ao dito en-
genho ,ou na rua da Cruz, no Itecife, n. 26 quo
so gratificara generosamente.
-Acha-se fgida, desde o dia 16 de jullio de 1847,
a prcta Joanna do nagfio mingela de 30 a 35 an-
uos pouco mais ou monos; he bem conhecida por
usar de vender sapillos para senhora -frutas, bolos,
etc.; lio alta, secca do corpo, cor fula, roslocom-
prido, olhos fundos .nariz um tanlo afilado denles
limados, bigos grossos; tem no Jado eaquerdo to
rosto urna marca antign proveniente de urna don-
tada que lite deram ; bragos finos o compridos ps
seceos e lambem compridos, peinas chotas da *es
e encarogadas; he bstanlo ladina. Esta preta, por
ler muitosconhecimentos, julga-ae estar acollada :
por isso, protesta-so usar de todo b rigor da loi con-
tra quema tiverem sua casa ,e muito se recom-
menda as autoridades policiaes, capilfies do campo,
a mais pessoss do povo.que a apprehcndam o levem-
na ao Atcrro-tla-Boa-Vista n. 17, fabrica de lico-
res, de Frederico Chayes, que prometi aos lti-
mos boa recompensa.
Ha 30 o tantos dias desapparecou dacocheirade
Joiloda Cunha liis o escravo crioulo, de nomo
Candido, alto, seco; representa 40 annos; por
sagacidade, unas vetes bO lingo mudo e outras leso;
inlitula-se forro, ocostuma dizer que he soldado,
mas v-seo contrario polo porco trajo e mO tralo
do todo o corpo ; tcm muito pouca barba e alguns
signaos de chicote; suspeita-setor ido oara as par-
les de Goianna aondej foi captivo : quem o pegar
leve-o a dila cocheira, que ser gratificado.
- Fugio, no dia 5 do correte, o preto Luiz Paulo,
alegado das tnfios, que as tifio -abre perfeitamenl,
estatura pequea volito, muilo barbado; lio ren-
dido ; levou caigas brancas, camisa de cbila azul
nova. Esto escravo foi dos Machados Dias, de Ctgi-
nhuns para onde tem rugido varias vezes. Rogado
s autoridades policiaes capllies do campo o pes-
soas particulares, que o approhondam e |evem-noa
rua do Rozario na esquinado boceo do Poise-Frito,
quoserfio recompensados. Assim como so protesta
liaver perdas e damnos e dias de servigo do qualquer
pessoa que o tiver agazalhado m sua casa malicio-
samente.
PjiRN. : XA TTP. -DKM. F. DEFABIA. l8fi
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