Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05414


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Full Text

flnno de 1848.
O D111110 nul>lic-*e todo* os dial (jne iv
frem de pineda l o pr*" '<,'<""""' hc de
7,000 rs.po. qurflel, po?o. odia* todo,. 0* o-
.;. dM nssignantes so inserid"'a ramode
rpneti-ae* p.U matada. Os qun,,o furcm.sxg-
dillerente, l-ofod^publiccio.
PHASES DA LA. NO HEZ BB FEVEREIRO.
Quarta-fera
6
l.ua nova,
Crescente a
I horas e 23 mi. da tarde.
1,' s 6 lioras e J mo. d tarde.
Jai
fu chaia I, s2 hoi#i a U rom. da man..
MunjOaula 28. s a l>oras el inm. da malina.
PARTID\ DOS CORREIOS.

SoiUMI e ParaMha as segundas escitas feirs
l\u-Oi-*nde-dn-,V>rie quintas !'eira*aomio-dia
Cabo, Serio'r'ern, Hio-Formoso, Poito-Calvoe
_ Macer, no I.*, a I! e *i de cada mei.
frnratihuns e Toniro, fl e 13.
Boa-Vi.-ta e Flores, a l'l e J8.
Victoria, s qciiiiim-feiras.
Oliuda, todos OS dias.
PKEAHAi DE HOJE.
Primeira, s 2 horas e 6 minutos da tarde.
Segunda, s 2 horas* 30 minutos da mauliia
de Fe ve re ro.
Atino XXV.
K.iftrJ
DAS DA SEMANA.
M Segunda. S. Valentn!. Aud. do J.
orpli. do J. doc. da 2 n. edo J. M. da v.
15 I ere. S. Faustino. Aud. do J. do civ. da
I. t. e do I. de par do 2 dist. de i.
I(i (Juana. S. Porfirio. Aud. do J. ,lo civ da
2 v. e do i. de pat, do 2 dist. de t.
IT Quinta. S. Sbvmo Aud.doi.de crph. e
do J. municipal da I. r.
18 Sexta. S. Thcotouio. AuH. do J. do civ. da
' !. v., e do J.de uas do i. dist. de t.
19 Saldado.- S. Cobrado. A.l. do J. do civ.
da I. v. edo J de fias do I. iisl. de t.
20 Domingo. S. Eeuterio.'
CAMBIOS NO DA 15 DE FEVEREIRO.
do Sobr Londres 7/,el7'/ad. por U rs,
Pars 160 rs. por franco.
Lisboa i por 100 de premio.
Desc. de ledras de Mas firmas a l|4 /
OuroOne hespanhola.....J8|5oO a
Modas do Of'OO velli. 16/200 a
* de 61400 nov.. I6fn00 a
de 4*000..... flf00 a
Praia PaUces.'. ........ If960 a
Pesos colutnnares... ISSI0 a
Ditos mexicanos.... I|460 a
Miudl............. U900 a
Acccsdacomp.do lleberihede0|000rs
a (0 d.
ao m.
28|800
loisoc
i|ioe
9JI00
l|80
l#50
I #870
|9!
,ao par.

KASMJSUCU.
PART QEF.CIAL
commndo das a luas.
Cparlel do commando das armas na cidaile do ftctfe, 22
de Janeiro de J848,. *'-.,.
ORDEM DO DA N. 50.
0 eommandante das armas, fui consFquencia decom-
muncacoes ofliciaes que na data de 20 do corrente re-
ceben do Exin. Sr. concelheiro presidente da provincia,
faz publico guarnico que o Exin. Sr. ministro da
guerra, eni aviso de II de dezembro ultimo, parlicipou
achar-se estodando na escola militar da corte e curso
da respectiva arma oSr. 2. tenente do 2." batalhode
ar [linaria, Severlanno Martins da Fonseca, e ter fallecido
no anno prximo passado.na provincia de San-Pedro-do-
Snl, tenente do 6." balalho de cacadore, Olegario Ro-
drigues Tourlnh.
-Mantel Ignacio de Carvalho Mendonca.
Quarlel do eommandfl das armas na cidade do Reci-
fe, 2G de Janeiro de 1848.
ORDEM DO M\N,' 51.
O eommandante das armas, ein virtude de participa-
ca ollk-ial recebida da presidencia ndala dehontem,
fatcerto guarnicao '|Ue S. M. o Imperador liuuvc por
fiera, por decreto de 31 *e'de*cinuro ultimo, conceder
passagem do 8." batalho de fuziieiros do excrcito para
o 2." de artilharla a p ao Sr. cirurgiao-mr Dr. Pedro
de Atahyde Lobo Moscoso, que desde j lica incumbido
dadireccao do hospital rgimen tal delta provincia, de-
vendo oSr. capitu commandantc interino do 2. bala-
lho faaer elTectiva a disposicao do artigo 73 do rcgula-
mento de 17 de fevereiro de 1832. dctalbando os dous ci-
rurgideiajudants do batalho, de sorle que um delles
soja Insepatavel do hospital durante as 24 horas do dia.
Manuel Ignacio de Carvalho Mendonca.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERttAMBUCO.
LISBOA, 29 DE DEZRMBBO DE 1847.
O triumpho que os ( braos flcancnram as eleicoes
ja val tendo resultados. O conde de Thomar e sea irmo
Jos ilernardo da Silva Cabial j raui reilUeauatlu nos
lugarrs de coucrlhelros de estado, fe que linham sido
demittidos, durante a administra(o do duque de Pal-
mella. O decreto que os reintegra, declara rritos e Mul-
los aqurlles por que foiain di'iiiiltidus.
O Eilandate rxulla rom esta rcinlegracao, pela qual
ha Unto tempo clamava, e o Diario do overno a denomi-
na acto de juslicn !
Alem distas reintegraces dos chefes do cabralismo,'
tecm havido mitras que iiiostrain bem, que ludo se dis-
pe para a completa exaltaeo dosinnoi abraes no
poder. Alguns dos governadores civis, inas notaveiJ pe-
la sua dedicaco a esses bonicos, e que tinliam sido dc-
nittidos pelo ministerio trausacto, como Aibano Pintos
do districtn de Caslello-Branco, e Santa Rila, do dis-
trfetada Horta, fram novnirntr reintegrados.
Assegiira-se que j eslao laucados os decretos para a
nov combinacao ministerial O ddque de Saldnnha lica
cun a pasta da guerra, o conde de Thomar vai para o
reino, (jorjao paisa para u juslica, Jos lleriiardo da Sil-
va Caljral entra para a fa/.enda !... o Kalcao passa para
a inarinlia ; encarregamlu-sc Agoslinho Aibano da pas-
ta dos estrangclros. lie isto o que asscgurain as pessoas
melhor informada, as quaes ajuntam que o conde de
Tojal esta altamente deipritadu com a entrada de Jos
Ilernardo para a pasta da fazenda, clamando contrauma
tal imnoralidade, e disendo que o desprrzm huje, por-
3ue nao quiz aceitar una lettia de 40 conto de rti ao
uque de Saldanba.
Teein corrido, estes dias, varios boatos de novas com-
mocOes'polticas, mas sio completamente inexactos. A
sabida do conde da Talpa c do vlscondc de S para as
cuas propriedades provinclaes deu lugar a laes boatos;
e os jornaes cabralistas espalharam que se linbain ido
cbllocir frente de guerrilhas, ou proclamar a revolta,
indicando ao mesilla lempo que ontros chefes setcui-
brlstas tlnhain jiartldo de Lisboa. Estes boatos toma-
ran) mais corpo, labendo-se que haviam marchado al-
guns destacamentos de tropa para varios pontos, c que
em Lisboa se faxlatn prlses. Porm constou logo, qua-
si ollicialinepte, que a marcha dos destacamentos llnha
por objecto auxiliar c dar lorca a varias autoridades pa-
ra proeeilerem pristi de alguns iiialfeltnrcs (jue an-
dain profusos, e que -as prlses ein Lisboa tiuham o
menino objecto, aisim como o de suppir as faltas que
deixam nos coipos os soldados que teein alcancado bal-
xas. Alm disto, os jornacs progressistai aprciiaraiu-se
logo a declarar qual era o objecto da viagem do conde
da Taipa c do viscoiide de Sa, e que os oulros iodivlT
dos qiie se indigilavam como sabidos de Lisboa, per-
maneciain na capital minio socegadus.
Dlz-sc que o governo dlssolvra, se nao de direlto, ao
menos de laclo, o primeiro batalho de atiradore na-
cifieae:, de :u= ora commaudante o actual ministro da
fazenda, Joaquim Jos Falcao. Parece. <_ue toda* as pra-
caa do dito baialhao que nao eram empregadas no arse-
nal da milnlia, c que innutavam a cento c tantas, f-
ram mandadas para o segundo batailiao, de que he com-
inandante JSo Antonio de Aluicida c que aquellas
que eram empregadas x>o arsenal, foram lleenciadas.
Ks'l">Fra-se que o mesmo lint lerna os demais balalhes ,
ineiuio porque a maior paite dos Individuos que lhc
pertencem, j eituo aborrecidos do scrvlco feom pouca
cxcencpci), c tecm reqiterido ius haixas. ,
S depos de terem cessado os tremores de trra, he
ciue o governo se leiubrou de mandar faic'r preces pu-
blicas, e o pan archa de Lisboa sabio com una pasto-
ral, convidando os liis a irem orar, implorando a Dos
nos livrasse de tormentos. Aqui tudo he assiin.
O agio.das nota* do banco teta subido de 1^800~a 2/100
ris. A Carla, orgao de Carlos Morato Roma, contina
a guerrear os Cabraes. Em um dos seus ltimos nme-
ros dii ella que seria a maior desgrasa para o pait, que
tornasiem ao poder os horneas que en lr anuo* con-
sumiram sele mil setcento* c tantos cont* de ris ;
que tiraram ao banoo as quantias metlicas com que de-
via pagar as suas notas ; e que fizerain com que se nao
pagassem as notas promistorias da companhia Confianra.
Do da Ib do corrente occorrcrnin scenas escandalosas
no thr-alro de San-JoSo, no Porto. A maior parte dos
espectadores, ou quasi todos, eram caceteiros militares
c paisano*. Nos intervallos pediram o hymno, e como a
autoridade nao annitlste logo ao sen pedido, exigiram-
no tumultuosamente. Depois dlsseram: Dein-se vi-
vas ; e, liavendo-ac retirado o administrador, volla-
ram-se para o camarote ein que eslava o conde do Ca-
sal, e disseram : u D-ns tu, Casal. > O* vivas deram-se
ralnha, ao re, carta e independencia nacional ; c
os caceteiros ajuntar.riii outro ao conde de Thomar, que
foi rstrondnsainenle vlctoilado.
Diz-se que pelo ultimo paquete o ministro inglcz rc-
cebeu i llicios importantes, relativos aos negocios de
Portugal.
Rfercm-sc dous roubosIndustriosos commcttidosem
Lisboa, nas vesperas do Natal. Um individuo bem vesti-
do apresentou-seein casa de certo concelheiro, ni ra
do Alecrim, deu-lhe noticias de um primo que tom nas
ilbas, e disse que era portador de varias encominendas,
entre ellas de urnas gallinhas de grande crista; oque
tudo se achava na alfandega, e importara em cinco
noilas.' O concelheiro foi logo buscar o diuheiro, que
o individuo ao principio recusou, mas atinal receben,
sabio com o criado para Iraier as cncommendas, e, dl-
rigiudo-sc ao caf do Marrare, entrou por nina porta c
sabio por mitra que delta para nina ra opposta. O
criado, dpois de esperar milito tempo, foi contar a sen
amo o logro.
Parece que foi esle mesmo sujeito que se opresentou
em caa do cunhado do Sr. Castilho, c tamhcm recebeu
dioheiro para despachar na alfandega una caixa de la-
ta,,que o dito Sr. Castilho enviara ao dito seu cunhado.
Mensagrem do piTaldcntc los Estados-
Unidos ao congrresso vespeetivo.
CONTINUAPA DO K, 33.
A' vista do carador e do numero das no.ssas recla-
mar.es, vista das hostilidades quo o Moxco ro-
mcyra, sem qjio pra isso tifosse justos motivos,
uem fosse provocado, ris^a das despezas quo Cornos
obligados h fazer para sustentarmos n guerra, e dos
Iriumphos alcancados polas nossas armas, os termos
do tratado projiosto pelos Kstados-Undos, tio s-
menle eram justos para com o Mxico, mas tambern
deviam de ser tidos como inspirados porsenlimen-
tos liberaos.
0 nosso commissario rccebfira instruccOes para
exigir o restabolecimenlo da fronteira do Rio-Grande,
desde a cmbocailiira do rio no golfo do Mxico ale o
poni om que ello encontra o limite ao stil do Nnvo-
Mexico, em.32 graos do laliludo-nortt<, e (ambetn a
ccssfio, aos Estados-Unidos, das provincias do Novo-
Mexico o das Californias, e o privilegio da passagom
alravs doisthmo de Telinanlepec- A fronteia do
llio-Grando e a cessflo dos Estados-Unidos do Novo-
Mexico o da Alia-California conslituiam um uliimi-
tum do quo o nosso commissario se mo poilia apar-
tar, quaesquer que fosseiri as circumstancius.
Para mostrarmos nflb s ao Mxico como a todas
as naques quo os Estadus-Unidos tifio pretendem abu-
sar das suas victorias contra urna nat^ito fraca, insis-
11 mo cm se conserva rem na posse das outras pro-
vincias, as quaes conleem muilas das principos ci-
dadese villas, que conquistramos, o militarmente
oceupramps, nas que o nosso fin era a concluslo
do um tratado inspirado por sentimcnlos liberaos, o
nosso commissario cstav autorisado a conceder
reslituicfio ao Mxico de todas as nossas conquistas.
Como o territorio, quo nos proporciomivam as
fronleiras proposlas por nos, poda ser considerado
como do mais valor quo a quanlia quo com justicia
podemos oxigir, o nosso commissario estava autori-
sado a convir no pagamento da ndemnisacfio pecd-
niaria, quo so julgusse rasoavel. ,.
Us leruios do tratado proposlo pelos commissarios
mexicanos eram completamente inadmissiveis. Por-
lavam-so cotnb se o Mxico fosso vencedor e nfio
vencido, e doviam ter a inteira convicio do quo o
seu ultimtum nfio podia sor aceito em lompo algum.
Exigiam que os Estados-Unidos desmembrassem Te-
xas, o resliluissem ao .Msico o territorio coiuprcheii-
dido entre o Rio-Nueces o o Rio-Grande, territorio
cncravado ros limites do Texas, quaudo elle formava
una repblica independente, o quiindo lora aunexa-
do aos Estados-Unidos, o admiltido pelo congresso
no numero dos estados da nossa unido. Esso projoc-
lo de tratado nfio coulinlia providencia alguma acer-
ca do pagamento, por parte do Mxico, das indemni-
dades com rasfiu reclamados pelos nossos concilla*
ilHos, eexiga em pi uos cidadilos mexicanos urna
i ndemnisacfio pelos damnos que Ibes havjam causa-
do as nossas tropas, nas opera;0es da guerra. Re-
elamava em faVrdb Mxico o pagamonto, segundo
a lana mexicana, dos direilos das murcadorias im-
portadas nos seus porlos durante o lempo quo os oc-
Cjjaraiiios militartiieiito, e a restitui^lo aos prctarie-
tarios das contri bu icOcsdn guerra quo Ibes tinlian
sido impostas pelos nossosfceneiaes, e oll'erecia aos
Estados-Unidos, medanlo certa quanlia, a cessfio
da parto da Alla-Cirliforiiia que lica ao norte de 37*
de latitudc. Eram estas as dosarrasoadas proposicOos
feitas pelos commissarios mexicanos.
A ccssilo aos Estados-Unidos, por parto do Mxico,
das* provincias ihj Novo-Mesico o das Colil'otuias
lora preposla pelo iosso commissario, o julon-se
isto mais *e aecflrdo com os iilteresscs o convenien-
cias das duas nacOeudo que oulra qatquer cessflo
de territorio, a que o Mxico podosse annuir.
He evidente a todos aquellos que leem estudado a
actual condiefio do govenio mexicano, de alguns
annos a esta part, quo se ello conservasse essas pro-
vincias, nfio eouliuuaria a posBUi-las o governa-las
por muito tempo. O Mxico he mu frtco para gover-
nar essas.provincias, que distam mais de 1,000 mi-
litas da capital, e so lentasso consera-ls, soria por
pouco tempo, e anda assim s Ihe potlenceriam no-
mi nal mente.
A Alta-Califorr.ia acha-se especialmente neste caso.
Ha longo lempo que a agacidade das poderosas na-
qoos da Europa liles dirigi a attengo para a impor-
tancia commorcial dessa provincia, e nfio ha duvida
quo na hora em quo os Estados-Unidos abandonas-
sem aquollo territorio, a que teem direito como urna
indemnidad*, apparecoria alguma potencia ostran-
geira que procurasso apossar-se del le por conquista
ou compra. So essa apropriaefio nfio fosse levada a
effeito por alguma potencia estranha, seria mui pro-
vnvel que os habitantes se sublevassom e estabcle-
cessem um governo independente, e os estrangeiros
queahi^xistem retirar-so-hiam, apenas soubessom
queosJSslailos-Unidostinham ahandonado esso patz.
Somelhnnto governo nfio loria frca sufliciente para
manter-so inilependcnto, e por tim lornaria a ser
annexo o colonia de algum estado poderoso.
Se alguma nacfip cstrangeira intcntasso fazer da
**8-Calrfornia Orna colonia s* n,t nirstw aot
seus ilominios, fra necossorio manter o principio
proclamado em 1824 pelo presidente Monroe, o cor-
roborado na ininlia pi inicua iiietisagom annual; is-
to he, quo os Estados-Unidos nfio pdera pormiltir
quo potencia alguma eslrangaira oslabelega nova co-
lonia, ou possessfio no solo do continente da Ame-
rica do Norto. Para mantermos esto principio e re-
sistirmos a invasfio dessa potoncia fra necessario
envolver-nos cm outra guerra mais dispendiosa que
a actual.
As provincias do Novo-Mexico o das Californias
sfio contiguas ao territorio-dos Estados-Unidos, e se
fossom govornadas pelas nosSas lcis, om breve de-
sonvolveriam a sua industria metalrgica, agrcola,
inanufacttireira e commercial.
A Alta-California ho limitada ao norto pelas nossas
posseces do Dragn, o so pertencesso aos Estados-
Unidos, dontro em pouco seria povoada por urna par-
le audaz, cmprohcndeilra o intelligenta da nossa
populac.fio. A batiia deSan-Krancisco e outrns porlos
situados na costt da California proporcionaran! um
abrigo aos nossos navios, aos nossos numerosos ba-
leciros e outras embarcares mercantis, emprega-
das no ocecano pacifico, o em brovo so tornaran o
emporio de immenso e lucrativo commercio com a
China o oulros paizesdo Oriente.
Estas vantagens, de que participara lodo o mun-
do commercial, resultariam inevitavclmcnto da ces-
sflo daquess territorios aos Estados-Unidos ; entre-
tanto, ho inegavel quo, emquanto esses territorios
li/croin parte da repblica mexicana, neni o Mxico
nom qualquer outra naQfio gozarfio dessas van-
tagons.
O Novo-Mcxico lie provincia fronteira, o nunca loi
de grando importancia para o Mxico. Em virtude
do seu territorio, so ada naturalmente ligada aos
nossos calabelecimontos occidentaes. Os limites i!o
ton torio do estado de Texas, tal qual fra defenido
pelas suas lcis, antes do ser admiltido ao gremio da
tinifio, abrange a porfo do Novo-Mexico, situada a
leste do Rio-Gratido ; todava, o Mcxico reclama-a,
como una parte dos seus dominios. A soluefio dessa
i|Ueslfio do limites he de Mnima imporlancia
Existe tambeui oulro motivo quo induz a ottrihuir
ao governo mexicanoa intenefiode collocar aquella
provincia soba prolecc.fio do governo dos Estados-
Unidos Numerosos bandos de ferozes o guerreiros
selvagens viigam pelo territorio e fronte-iras do No-
vo-li'xico. O Mxico lia sido e contina a ser fraco
do mais para oppr-ses dopredaces, roubos cas-
sassina.los por ellos commellidos, cm prfjuizo, tifio
s dos habitantes do Novo-Mexico, mas tamhcm dos
habitantes dos oulros estados do norte da repblica
moxicana. Pora grande felicidade para todos estes
estados do norteo terem os seus cidadfios protegi-
dos pelos Estados-Unidos contra as aggressOes desses
sclvagons, em cujo poder existem captivos muitos
Mexicanos, priticpalmonte, mulheros o meninos.
Se o Novo-Mexico fosso oceupado e governado pelos
Rsladoi-Unidos, as aggressOes dessas tribus scriain
cabalmente reprimidas, e os seus autores obrigados
a libcrlarom esses captivos c restilui-los s suas fa-
milias o amigos. .
Itealisaudo-se a pessfio do iNovo-Mexico e das Cali-
fornias, diminuta fra a parto da populacfio que pas-
saria a perlencer aos Estados-Unidos, porque o ter-
ritorio deslas provincias ho quasi intoiramento in-
habitado.
Fram oslas as principacs consideraces que mo
inspiraran! as proposites de paz que fram olTere-
cidas ao Mxico. Ilfio sido rejeiudas, e linalisando-
sc as nogociacoes, renovaratn-se as hostilidades. As
fortificadas posicOes, que defendiam as mitradas da
cidade do Mxico, fram lomadas de assallo pelo
nosso valonte oxercito. A propria cidado foi ataca-
da, e aps alguns dias de rendida peleja as forjas
mexicanas, ainda que mui superiores cm numero as
nossas, rOraiu expulsadas da capital, que passou a
seroccupatla pelas nossas tropas.
Assiin que ou soubo do dcsfavoravel rosullado das
n.gociacOes, julgando que a estada do nosso com-
missario no quarlel-geneial nfiosorlia bem, deler-
miiiei quo so retirasso, por um despacho que Iho
fOra enviado cm 6 de outubro passado. Esta decis.io
foi coinmunicada ao govorno mexicano, e no estado
acta! das cousas, pensei' que nfio era conveniente
aos Estados-Unidos fazer novas tcnlalivas para a
coiiplsfio da paz, mas cstou prompto a receber em
qualquer lompo as proposlas quo porvcnlura fretn
feitas pelo Mxico.
Depois que autorisei, em abril passadq, a apresen-
ta^o das nossas libcraes proposlas, zeram-sc gran-
des despezas, e o precioso sangue de muitos dos
nossos concidadSos derramou-se na continoaqfio da
guerra. Somelhante-consideraQfio e a ohstinacfio do>
Mxico, em continuar a guerra, deve influir sobre as
condiQes de paz que de ora em vanto passam ser a-
ceilas.
As nossas armas hfio sido constantemente, victo-
riosas. Tomos oceupado militarmente grande parte
do territorio inimigo, inclusivo a capital, e no em.
tanto as negociaqOes para a paz nfio tiveram bom
xito; surge, pois, esta importante questfio: do
quo maneira devenios proseguir na. continuacio da
guerra? e qual ser a nossa futura poltica? Nfio
chivido quo podemos conservar o utilsar as conquis-
tas que tomos feitoat hoje, e julgo quo, com esto
intuito, (levemos oceupar, pelas nossas frcas na-
vaes o terrestres, todos os portos, cidades, villas o
provincias, que ora so ncham em nosso podrir, e is
que para o futuro possam cahr om nossas maos.
Julgo tainhem que devenios levar avante as opera-
rios militares, e levantar sobro o inimigo, tamo
quantfr possivel, as contribuices nocossartas pa-
ra fazer as despezas da guerra.
Se o governo mexicano houvosso accedido s justas
o liberaos condicOes quo lhe olferecemos, esia soiu-
Qflo loria sido preferivel; mas o Mxico recusou-as.
o'nem offerecou outra* eondicBes quo podessem ser
aceitas pelos Estados-Unidos por isso, a honra na-
cional, nfio menos quo Os interosses pblicos, exigo
quo a guerra seja levada avante com duplicadas Tor-
cos e energa al quo consigamos urna justa e satis-
factoria paz. Entretanto, visto quo o Mxico nos re-
cusa toda e qualquer indemnidade, compre doptar-
mos as medidas necessarias, para nos indemnsar-
mos a nos mesmos, apossando-nos do un modo per-
manente de urna porefio do seu territorio-. I.ogo de-
pois do comeco da guerra, as nossas frcas so js-
saram do Novo-Mcxico o das Californias. Os nossos
goncraos, e ofliciaes da armada receberam ordem
para conquistaren! esses territorios o oceuparem-
nos, at que um tratado do paz resolva a tal rs-
peito.
A posse dessas provincias j nos niio he disputada, poi*
que loda a rcsiileucia por parte do Mxico ha versado,
ha mullos inciFS, dentro dos seus limites. Desejra qae
ellas nao fsiem nunca restituidas ao Mxico. Se o con-
gresso compauilhar a ninha opiniiio, ese essas provin-
cias forera conservadas pelos Estados-Unidos, como urna
justa indemnidade, nao vejo motivo rasoavel para que
a nossa jurisdiccao civil e teta se nao calendara ate ellas.
FOra m poltica esperarmos por um tratado de paz que,
como desojamos, nao mudasse as relaede* que ora man-
lenios com essas provincias, porque os nossos interei-
ses e o do povo que as habita exigem que, sOb a nossa
autoridade, se restabclccaahl, o mais depressa possivel,
nni governo estavei, rcsponsavcl c llvrr. PuiUfttO. :o
congresso determinar que se oceupem essas provincia
definitivamente, e d'ora cm diante sejain considerada*
como parles constitutivas do nosso paiz, o prompto es-
tabelecimento d>9 governos territori*es lora inul im-
portante para assegurar mais cabal prolecco as pes-
soas e propriedade. Era consequencla, recommendo o
prompto esubeleciinento desses governo lerritonaes.
Esta medida restabelecei. a paz e a tranquillidade en-^
tic os habitantes, livrando-os do recelo que ainda po*-
san nutrir de passarom outra ve* para o poder do Mc-
xico : por isso convido o congresso a lomar prompta e
favoravel declsoo acerca (leste importante assumpto.
Alm do Novo-Mexico c das Californias, as conquista*
do nosso ex.-rcilo nos proporcionaram a p_osse de outra
provincias mexicanas. Essas provincias sao actualmen-
te governada* pelos ofliciaes do nosso exercito e arma-
da, em virtude da autoridade que as leis da guerra con-
ceden! ao conquistador, e continuaran.) a so-lo, afira de
obrigai nios o Mxico a aceitar as nossas justas condiedes
de paz Enipregados civis e militares sao necessario*
para a administrado drssas provincias. Justa remune-
raciio, tirada das roiitribuicdes satisfeltas pelo inimigo,
deveriam ser Axadas por le em favor desse* emprega-
dos. Olanlo s demais providencia* qne pos*am er ne-
cessarias, c quanto decisao que deve lixar a sorte de-
finitiva dessas provincias, depende isto do futuro pro-
gicsso da guerra c compra lamento do Mxico.
( Conlinuar-H-ha.)
DIARO !)E PEBNAIBOCO.
aajTj'Jii aj a>a 'Ji':y3uiJi'Ji aa aod34
Temos a vista o Notiriador l'arahibano, de 7 0 S
do crlenlo. .
FOra sanecionada, c publicada sb o n.*, a le
pela qual a assembla provincial da l'arahiba res-
taurara, no llrejo-d'Aroia, urna escola de primeiras
lettras para o soxo fominino.
. Este sexo, do cuja educaefio o govorno do Brasil
se ha esquecido tanto, contentando-se apenas corn
proporcionar-lheosmeios do adquiriros mesqui-
nhosconliccimcntos que se grangeam nas escolas
da categora dessa do quo rallamos, os quaes, senx
duvida nfio sfio os nicos indispensaveis aquellas
qU um dia terfinque desemponhar os cuitosos de-
beres de mili e esposas ; este sexo dizetnos nos,
estivora ahi privado desse mngoado beneficio, lan-
o mais necessario nas comarcas centraos, quanto
se nfio ignora que, em semelhanles paragens, o nu-
mero dos pobres he sempro maior do que nas ca-
pilaes ; o corlo, continuara a soffrer essa privacao,
a nfio apparecer a mencionada le ; a qual, ao passo
que revela alguns restos de senlimentos patriticos
naquellesque a confeccionaran!, he, quanto a nos,
a mais til de todas as quo leraos litio no peridi-
co supracitado. ,
O mercado parahibano resenttra-se do clleito pro-
duzido pela noticias desfavoraveis qua a nossa pra-
CareceWra de Inglaterra, e lhe Iranstnillira: no
dia 5, o algodlo negoevra-so a 4,000 rs. por arre-
bai-oassucar brauco, do 1,600a 1,700rs.;-eo
MUTILADO
-


tr_-.

masxavado, de 1,000 a 1,200rs.~ Receiava-se quo
estes precos soffiressem baixa progressiva.
O referido marra Jo estava poucosuoprido de ba-
calliao, farinha de trigo e carne socca.'
A polaca sarda Chuntal e a barca ingleza Eiprets
eram os nicos navios qlie csistiam noportoi--o 1.
r;cebia assucar paru Trieste ; o 2. ncabava do an-
corar, e anuida se nflo havia consignado a ninguem.
Correvspond encas.
Srs. Redactores Por acaso chegou-me as mflos o
l>. 1* de umpepelinho intitulado Vos do Brasil e
ahi dcparei com um communicadoque, supposto
r...o ;cre;2 zz .srirs: uc .cr um rosposU porque
nelle nao so enxergan pensamentos, mas apenas
urna chirinola recheada de declamaces vagas e s-
dicas, c quo nilo fidem causara menor impressflo
em o BrasiRiro verdaderamente zeloso da prospe-
ridade do seu paz, todava nflo convm deixar que
pass* inclume relativamente ao faci de que ge
faz cargo para lancar o odioso sobre cssa pes0a
que se diz oceupar o cargo do veroador da cmara
municipal, no sondo Brasileiro nato.
Todos sabem quo essa pessa nflo pedio e nem so-
que pensou em
n pura pona do seu ,'(,u." n3o teria d.-ia.iU ue ser uasiaiuo serio.
O3o s por dar una prora de quanto aprecia C a, no mel desles ire"lcos transportes, ou-
vio batera sua porta; e, dizendo que entrasse quem
era, vio apresentar-so o coronel de hastie, em pes-
licilou ser oleito vereador, e que. se acaso se nresla EST.".!! nl'""
ao sou cxercicio cm pura pona de seus inloresses.'heq i~.if!l- _-I1"""
coito que delle fizerum os cidadflos votantog" "como
taiul>em porquepde coadjuvara seus bonrados com-
panbeiros em azor algum servido em bonelicio do
paz, onde habita ba mais de 30anuos, onde he casa-
do com Brasileira, onde tem fillios e netos brasilei-
ro*, onde conserva urna casa commcrcial rom dous
caixoirosrasileiros natos, o Qnalmento ondo se v
rodeado do inlcrcsses os mais charos, que o teem li-
gado e identificado com a prosperidade do llrasil :
essa possoa, affirinamos, no praticou o facto vil
mesquinho do que o autor docommunicado o ac-
cusa. Atienda o publico para o fado como na vor-
dade se passou, c ajuizo sobre a moralidade da ac-
ensadlo. Um sujeilo brasileiro, e que foi caixeiro
do um nrmazcm de carne na ra da Praia, querendo
tor armazem proprio, epara o quo nao tinha os nn-
cessarios fundos, fazia compras ile vnin triis
arrobas do carne do Cear a dinhero, para lie fazer
osen sortimento ; nao satisfeito com isso, e que-
rendo avantaja-lo, reeorreu a cssa pessoa que se diz
ser vereador, quo Iho vendeu a f de proco al a
quantia do rs. 490.000, como consta de sCus reci-
bos, naesperanca de que, vendo odevedora fran-
queza do credor, fsse ponlual om sen* pagamen-
tos : completamente ficou Iludido o credor, por-
que o devedor doixou-se (icar em atraso, o nada pa-
fiou por conta desta quanlia. Kntrolanto, em
lins de dezemhro ouprinerpios de janoiro passado,
loi com outros compradores a bordo do navio do
credor querendo mais de 50 a 100 arrobas de carne
ja se sabe, fiadas ; o credor, para o nao mortificar,'
chamoti-o a parto e Ihe disse que, omqumito nflo Ihe
ilesse algum dinbeiro por conta do seu debito.-ne-
nlitrma carne Ihe fisva, nquo o dispensasse de di-
o em pn-senca dos outros compradores,
contrario ao que moavelmente dovia esperar-se
della, pois o marquez esperara urna hita, e so Ihe
oflerecinm um triumpho, contaya com roconvences
que repellir, e encontrava urna humildadeque o des-
espora va.
Voss quer levar-me ao ultimo extremo ex-
clamou raivoso. Cuidado, porque eu oao sou senhor
de mim, em cortas occasiOes. rtetire-se jA da minha
vista.
E para dar maior autoridade a suas terriveis pala-
yras levantou-se. indicando a porta com um geste
imperioso. La Terrise conheceu enUo que nflo tinha
qu buscar reconciliacflo nem esporar misecordia, o
rotirou-se tflo consternado como sorprendido do
nflo ler podido adiar absolvilo ante a implacavol
colera de son man
Logo que o senhor do Chauvelin se vio s, apoiou
a cabeca as duas mflos, e poz-se a considerar deti-
damente em todas as desgracas que tinham vindo
ccumular-se sobre a sua cabeca, entre as quaes a
que Ihe pareca mais clara e mnis crivel, era a perfi-
dia do coroeflo da senhora de Cuebriaht, a quem
aecusava de insensbilidade, de inconstancia o de
trnicflo. Prantos, imprccaQes, dr e clera foram
passandosuccessivamente, recorrende todos os graos
pczarodouror, eatholivo um momento em
atravessar-se com a sua espada, o
de ser astanto serio.
,lo
sa. Saudaram-se com toda a ceremonia os dous ad-
versarios; e o recem-chegado.dirigindo-se ao se-
nhor de Chauvelin, e tirando de urna caixinha
collocou sobre a mesa, Ihe disso sem mais
bulos :
que
pream-
por que Ihe tFazia desconecito. Com este desenga-
e, saho, nflo apparcceii mais para pagar o que
levn, e somente agora surgi na Voz do brasil, des-
ngurando e adulterando o facto, c dizendo-se sou
le reconhecida probidadee crdito. ~A' face dis-
to, o -juizo impareial do quaTquer decidir, so ao
negociante he permittido sacrificar os. seus interes-
ses c dos seus comniittontes, entregando a sua fu-
2enda a quem quer quoseja para cum ella locuple-
tar-so em detrimento dclles : se o devedor, sendo
Jlrasileiro nato gozasse de crdito, como diz, quem
lellc nflocondar u seu cabeilal { Appellemos pa-
ja os tres Brasileos natos Malinas do Albuquerquer
Me lo Jnior, Francisco da Silvera Martns Leal e
Antonio Caldas da Silva, que, fazendo sua prolissflo
lia algum negociante que dclles nflo confio qualquer
luiido, por sua pontualidado ocrodilo.
Nflo terminronlos osla som lemhrar aos Srs. Re-
dHCloresda l'osd Bratit, quo lio prova de pouca
sencendado, so nflo de leviandado. acreditar ludo
com que o calumniador os queira empanzinar; e que
na emissflo do scu juizo sobre qualquer facto, do
que nflo tenliam provas, sejam mais crticos e cau-
telosos, mrmente quando se tratar do deprimir a
conduela do alguem.
Sou de Vms. venerador e, criado,
, Vm fraseiro nulo.
Sr. Redactor do Diario de l'ernambuci. Mmlo im-
porianle e clebre foi a pielcncao de Leopoldo Jos
Ja Cosa Araujo pr-me do doudo; mu temerario
loi elle om apressar-se a publicar por este seu Dia-
rio um examc irrisorio, sem eslar completamente
julgado. Nflo importa, pagar elle oppoi luna o legal-
incnlesua ousadia, porque espero acharjusti? nos
magistrados. Agora tamben) venho desmentir essa
outra.injuria que ine fez iflo gratuito, quflo incon-
siderado inimigo, pedido a Vmc. a publicacAo do
que a este respeito declararan! os Sis. doatores Jos
Joaqun) do Maraes Sarniento o Jos Eustaquio Co-
rnos, e bem assm a senlenca, que julgou um seine-
lbante exame, com o que'muilo penhorai ao de
Vine, etc.

<:., 15 de fevereiro do 1848.
Jote Gomtt Villar.
dkclaiucaO.
Declaran) que nos exames, que lzeram, separada
c coijtiiitameiito.docslailuintelleclual e elfeclivo do
sobicditojos Comes Villar, nflo deseobriram dcs-
arranjo na intelligencia, ou as aifccces naluraes,
(juo juntihque qualquer decisflo da justica contra o
llvre exercicio dos seus direitos civis.
SEMF.i\gA.
Julgo porsenlencaoautodoexamo a II. 17, que
seprocedeu a requerimonto de Jos Gpmes Villar,
no qual deca rain os facultativos encarregados do
'.saine, que o referido Villar est com as sas facul-
dades intellectuaesem perreila rogularidade, sem
que deiiote nellas algum desairanjo.Pague as cus-
as. necife, 3 de novembro de 18*7.Jote Ray-
"undo da Cotia Meneze$.r>
VARIEDADE.
OH D0l!S CASAMENT08 NOTEMPO DELUIZ XIII. [*]
VIII.
Esla siibnujsfloinopportuna produz'io um effeito
[* Vdo Diario n. 36. .
Senhor, mnha prima a senhora de Cucbrinnt
meencarregou que Ihe venba entresar esloobjecto
aue, sem duvida por inadvertencia, deixou esquecl-
do em sua casa.
Esla mancira brusca de entrar om materia ilesa-
gradou em extremo ao senhor de Chauvelin, e alm
disso, o dizer-lhe que teria esquecido o leque por
inadvertencia quando Ih'o tinha entregado com tanta
solemnidade, nflo era mostrar bem claramente que
s so tinlia lixado nelle a atteneflo necessaria para o
recusar ( Era avivar urna dr recente, o renovar, re-
cordando-a, a humilliacflo que tinha solTrldo o mar-
quez pelo modo do receber a sua visita a formosa
viuva. Comtudosiippoz que o coronel .augmentara
alguma cousa da sua parte na embaixada, o de lodos
os modos sojulgou insultado pelo que toriiava urna
parte activa n'um passo que Ihe pareca to brutal.
l.stcve, pois, a poni de se deixar arrebatar pela c-
lera, e se bem que conseguo conter-se, nflo podo im-
pedirqueosanguelhesubissoaorosto, equeum leve
oslremecimenlo munifosUsse qufio sensivel era a o
novo insulto que se Ihe razia. Pegou no leque, o o
fez em pedacos na presenca do coronel, e atirou com
os restos ao chflo com a maior indifferenc*.
Bem v quo me era milito til, disse ao se-
nhor de Lastic, e rogo-lhe que d, em niou nome, os
agradecnientosasua prima.
O senhor de Laslic Tez um signal affirmativo com a
cabeca, o ambos os interlocutores se esliveram o-
Ihando em silencio um momento.
Senbor coronel, dUic por fin o marquez com una
urbanlilade oagerada : urna commUso lenielbaule nao
pode ser gratuita ; peiuou o senhor j ui-.su.'
E quem o antorUa para o duvidarf
Ninguem ccrtaineule,.eeu julgo que nao llcarlade-
inaado recompensado com um sorriso da que o envo,
e una cilocada.do que o recebe.
-- He luipoulvel ser maisainavel, resportdeu o coro-
nel em tom irnico, pois que o senhor poupa aos outros
o trabadlo de pedir oquedcsejain.
IJevCra! exclaniou o marquez levnnlando-sc da
cadeira cm que estava sentado, cheio de alegra, pdis
encoriirava, linalii^nie, com <|uem desafogar a sua ral-
va. Nunca esquecerei a sua bondade. He impossvel che-
gar mais a proposito.
Dizendo islo, eslcndeu a inflo ao seu adversario para
llie provar o seu contentamento, que o ouiro toinou
por una bravata de niogosto, respondendo-lhe fra-
iii'iiti-:
Senhor marque/., nao posso deixar de aceitar aqul-
lo que vinlia propor-llie..
Tambcrn lie rara coincidencia, observou o mar-
quez.
OfTcnde-mc muto asorprezaque mustia, disse com
dignidade o coronel, julgo que deva esperar a minha
visita? #
Por corto que nao a esperava! Porm a felicldade
vem reitos a partida que vamos jugar?
Basta de gracejos, disse o senhor de Lastic.
Asseguro-llie que nioestou gracejando.
;\esse caso, rrplicou o coronel, devo advertir-lhe
que pela minha parle o leque nao he mais que um pre-
texto ; a vcrdadelra ras.io he oulra. O senhor sabe o in-
teresso. com que olho a sdnhora de Fargls?
Muito bem, c entao?
Perde o tempo e as palavras com dlssIniulacOes.
Parccia-me que uo precisava explicar-me mais.
Para o seulior lie possivel que soja basuute o que
leui dito; pocin, para mim, juro que nao o he, disse o
marquez, uao comprehendendo o que o outro dava a
entender.
Renuncie, senhor, a um ardil, inulto louravel som
duvida, pm ('ni desganadamente invtil. O boiiiem que
hoiilein a noitc ovio dcscer por urna escada de corda
de urna janella darua dos Tres-Jardins, o que Ihe di-
rigi ao seu rosto os ratos daluz da sua lanterna......
Que eu de cerlo flz em pedacos, exelamou o mar-
quez iuterroinpendo-o.
Justamente; posesse homem sou eu.
F.niao issu he outra cousa, munnurou o marquez
que acabava de comprbender ludo. Agora vejo, ajun-
ton, que felizmente a cousa he mais grave que o que cu
tinliajulgado.
O he tanto, replicuu o coronel com forja (como
querendo-protestar contra o inconcebivel adverbio fe-
liimente que ncabava de pronunciar o seu adversario),
queobrlga a um desafio inurte.....
Indispensavel, interrom|>eu o marquez, dando ao
seu interlocutor a palavra que pareca andar procu-
rando.
O coronel fez um signal afnrmatlvo, e o marquez a-
juntou:
Pois quaulo antes serla lucidor.
(inmediatamente, se quer.
O senhor de Chuvelm hesitou, e como obedecendo a
una leJIex.iu repentina, disse:
Iinniedialamentc he muito depressa ; preciso de
um quarto de hora.
Concedo-o; passado um quarto de hora saldremos
da praca, cnconlrar-nos-bciiioi na triuoheira que est
lora da porta de Amiens.-
Si m; daqui aestou vendo.
Quem he o seu padrinho? .
No cainioho acharemos algum.
Pois eu tambem o encuutrarei.
. Kmquanto s armas, nao preflrp neulitinias.
Simo muito, porque quera dci\ar-lhe a eleifiio.
' Com que entao daqui a um quarto de hora?
Esidito.
E sem dizcf mais urna palavra, o coronel de Lastic ae-
parou-se do marquez de Chauvelin.
a linda duque/ de Guebrlant tlnha-se apresenlado
ruonha emquanto se tinha visto em 'rente do inimifo a
quem ante* tinha julgado o amigo mais terno; porin,
'I"ando se retirou o senhor de Chauvelin, nao se encon-
trando sustentada pelo.orgulho, desappareoeu a sua
alfectada alegra, e se la dexando dominar pelo pezar
que at entao tinha comprimido no intimo do seu cora-
ran. Felizmente, a festa acabou-se pouco depois de c ter
retirado o marquez, e a duqueza, chamando em seu au-
xilio o resto de energa qne se ia disslpando, pode an-
da por aquelle curto espwco dissiuiiilar a su oommoco,
para que nao a notassem os concurrentes.
Mas, logo que Hcou deserta a sala, e quando,, por sua
expressa ordem, pode gozar de uina completa solldao,
a duqueza tornou a ser mulher e amante. Entao a or-
gulhosa lndiffereOca com que ariiiiciosamente se tinha
revestido, c o mentiroso sorriso que se.tinha viato em
seu* labios, ccderain o lugar a suspiros c lagrimas sin-
ceras. Pobre mulher! Via-se despojada de um amor que
eOllllillli* '> ."' riiMle/.l. ma felieiilrulc n Cllf) eine-
ranca, e pensava que tinham pago com a mais ne-
gra traicao um coracio que e liaba entregado t.o
generosamente, e que a orTendiam com tal indlgui-
dade, porque estavam seguros de que uao poda dcs-
prezar aquelle amor infeliz. Quanta conrianca por
uina parte e quao atroz perfidia por outra! reflexloni-
va a duqueza; eeste trate peusamento a fazia suspirar.
Orpois Invbcava recordaedes multo recentes, protestos
de amor, juramentos da vespera, para opp6-los com in-
digoacao prfida conducta do marquez, que em cor-
tos momentos suHocavam as acre* recriminares dos
zelos, para dar lugar s suaves queixas du amor.
Naquclles momentos de ici-mira em que o coracao da
duqueza se abrandava com o benfico Influxo de suas
lagrimas, se inclinava a conceder o perdo, e pergunta-
va asi mesiiia, porque o culpado sem duvida do aflecto
daquella a quem tinha atraicoado, nao se tinha arrepen*
didoe pedido perdao em lugar de vir insultar a sua victi-
ma, f'azendo alarde de sua radiosa felicldade ; pois as-
siin lo lerpretava a entrada triuinphal do marques na
sala, e entao as insplraces da clera a faziaiu arrepen-
der-se da sua indulgencia.
(Cimliaucir-Z-a.)
ro : os licitantes comparecam habilitados e muni-
dos dos competentes fiadores.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandamos publicar o presento pola imprensa. '
Cidudodolinda, 11 de.fevcreiro de 1818.
Jote Joaquim de Almeida Gucdes,
Presidente
JoaS Paulo Ftmira,
Secretario.
Oeclaragoes.
*
A administraefio geral dos estabeleclmentos
de caridade manda fazer publico, que no dia 21 do
,.nraiVla nU !Cr2S 'Jl tf''?, "" ?"?" '?"- '"ZZ Zia-
sOes. ir a praca, pelo lempo que decorrer do dia di
arrematarlo a 30 de junho de 1851, a renda das cass
ns. 33 da ra de Horlas, e 118 das C'nco-I'ontas,
ambas ratificadas de novo; sendo aquella de um an-
dar e sotfln, e esta terrea.
Administracflo geral dos cstabolecimentos deci-
ridado, 14 de feverciro do 18*8.
O escrtpturario,
F. A. Cavbante Comtriro.
Etiravot apprektndidot pelafolicia.
Bernab,Ludgeroe Joaquim, que confessam per-
tencer : o t. a Antonio Leite Pereira Dutra, coro-
merciante em Ilio-Formoso; o 2." i Conctlo M#>
rinho FalcSo, lavrador no engonho Cocheira, termo
de Porto-Calvo j o 3 a Mnoel Pefeira Uuimaraw.
Acham-se recolliidos Cadeia desta cidade, e
devem de sor reclamados na subdelegada do Re-
cife.
COMMERCIO.
Alfandega.
IIENDI.ME.NTO DO DIA 15............ 9:468,79*
llrlgue
larca
Rriguc
neicarregam noe, ib de ftvtrtiro.
i'arujo-J morcadorias.
Ligara pedia e lagedo.
Iluona-Hatliilde carrito.
litlPOllTAGAO'.
Tir u/o /, brigue portugus, vlido de Lisboa, entrado
no corrente mez. consignado a Firmino Jos Flix da
Rosa, mantestou p segulnte :
5 calzas rap era latas; a Joo Jos de Carvalho
Morara.
J'ai*5o peneiras ; a Francisco Alves da Cunta.
100 barris cal em pedra ; a Mende* c Tarroao.
2 calas cira lavrada, 60 pipas vlnho tinto, 1 caixote
com um braco de balanca, 2 gigos vasos de lonja, 50
barris vlnho tinto ; a Firmino Jos Flix da Rosa.
1 caixote oleo de alfazcma, 1 barril grainma, 1 dito
gesso, 1 dito macolla, 1 dito pedra-pomes, 1 dito glz, 1
caixa frascos, 1 barril sabugueiro, 3 caixas drogas, 1 di-
ta agoa-forte. l barril malvas; a Jos Alvo Ribeiro.
I caixote oleo de alfazcma ; a W. Bravo & Compauhla.
1 caixote chapeos envcrnizidos, 6 barris azelte doce,
a pipas vlnho tinto, 6 ditas vinagre, 15 barris vinbo
branco ; a Thomaz d'Aquiuo Fonscca.
1 caixote i braco de balanca, 9 barris azeitc doce; a
Antonio Martins de Carvalho.
17 pipas vlnho tinto, 5 barris dito dito ; a Manoel de
liveira Faneco.
Animaet apprehendtdot pela polica.
Um quarlo que se suppoe ser do engenbo Paulista,
eoulro com cangalha e dous causuaes.--Devem de
ser reclamados na subdelegada do Rocife.
PuMicncfio Littcraria.
AS SETE CORDAL DA LYRA,
por George Sand,
A quarta livracflo aclia-se a venda nos lugares do
coslume : no Reeife, Inja do Sr. Cardozo Ayros ; em
S.-Antonio praca da Independencia livraria ns.
o 8; na Boa-Vista, luja do Sr. J. E. Chardou.
Avisos martimos.
G barris vlnho tinto ; a Antonio Joaquim Vidal
20 barris chouricos ; a Silva 4 Grillo.
10 barris vinbo tinto; a Francisco Jos de Oliveira
Fejao.
8 saccas figos cm ceira ; a Joao Jos Rodrigues.
0 barricas batatas, 1 caixote oleado, 9 ditos loucinho,
10 barris vinho tinto; a Polycarpo Jos Layme.
1 caixinha lvros impressos. 16 barris azeite doce, 36
barricas sardlnhas, 5 molas ditas pinhrs, 50 barris fi-
gos, 50 saceos fejao, 1000 .molhos ceblas ; a Francisco
Lucio Coelho.
1 barril vinho tinto;a LuizAntonio Barboza.
1 caixotefolhctos impressos; ao Exni. Sr. U. Thomaz
de Nnronha.,
2 ancoretasateitonas; a Rayi.iundo Carlos Leite.
" embrulho oleado, 1 pacote livros impressos, 3 vasos
plantas, 4 gaflas com cochichos, 3dllas com canarios;
a ordem.
120 barris cal virgein; a Jos Eugenio oa Costa Palva.
2 barricas ceblas, 1 caixote sardinhas fritas, 3 bar-
ris c 18 ancorlas azeilouas, 1 aacco alfazcma ; a Manoel
MaximiannoGuedes.
4 pipas vinho tiulo, barris dito dito, 25 ditos e 20
aucorrtas dito branco, 14 barril pescadas; a Manoel Cae-
tano Pereira de Mendouca.
1 caixote com um braco de balanca; a Jos Velloso
Soares.
84 barris vinho tinto, 20 dito* dito branco, 2 caixas fru-
tas soccas, 1 dita doce, 50 ancorlas azeitonas, 6 fras-
queras doce, 1 caixote marmelada; a Jos Francisco de
Mallos.
8 pipas vinho tinto, 2 ditas vinagre ; a Frcderico
i~0ule.
3 pipas vinagre. 2 ditas vinho tinto, 6 ditas dito dito ;
a hraiicisco Srverianiio Rabello & Filho.
3 pipas vinagre, 2 ditas vinho tinto, 5 barris dito dito;
a Machado &t Pinhelro.
O brigue portuguez ConceicHa-de-Maria sabe pa-
ra Lisboa, impreterivelmente, no dra 2o do corrente.
Para Lisboa saho com brevidade, a muito ve-
leira barca portuguez Ligeira de que he capitflo
Antonio Joaquim Rodrigues: quem quizer carre-
gar ou ir de paasagetn, para o quo tem excedentes
com modos dirija-se ao mesmo capitflo na praca
do Commorcio1, ouaos seus consignatarios, Fran-
cisco Scverianno Rabello v Filho.
Avises diversos.
Geral .
Diversas
COiNSULAD GERAL.
RENDIMFNTO 1)0 DIA 15.
provincias............
1:772,273
122,039
1:894,312
CONSULADO PROVINCIAL.
RKNDIMENTO DO DIA 15...........1:501.725
Movimiento do Porto
Navio entrado no dia 15. *
Baha ; 13 das, lu-lgue inglcz Lady-Foulklan, de 159 to-
neladas, capilar) Kli-.s John Falln, cquipageiu 10, em
lastro; a Me. Calmont & Coinpanhia.
KDITA L.
.1 enmara municipal da cidade de Olinda e teu termo,
em virtud, da (ti, etc.
Faz saber quo serflo arrematados, no dia 17 do
corrente mez, os contratos seguintes -. o reparo dos
acougucs, dos mscalese bocetoiras; a afercSo dos
pesos e medidas, e armazem poqueno d Va.ra.dou-
4B9KI3q> a>ia a.S. 3JrB&ST ele manh, Urde noit*.
Jos Soares tF Azevedo tem aberto emita casa, rm do
liangel, n. 5, segundo^ andar, um curso completo de
lingoa PRANCEZA. As pestoas qttp desejarem estudar
esta lingoa, podem dirigirse indicada residencia, a
qualquer hora.
O TRIBUNO N 81
esl a venda na livraria da praca da Independencia,
ns. 6 e 8 ; e como o povo tem consumido sempre
urna edieflo do mil exo tupiares, nflo se carece mais
lembror-lho a necessidndo do ver este, que esl
muito mclhor que os antecedentes.
Antonio Rorges da Fonseca avisa ao publico,
que huje pelas 10 horas, na casa do jury, vilo ser in-
quiridas as teslcmntilias quedeu ha causa de sua-
peiQflo contra Vicente Ferreira Gomes, causa digna
da considerco de toda n gente honesta c patrila.
O NAZAP.KiVO.
Assigna-se para este Diario, quo subir nol.'de
marco, a concluir-so o arranjo do prelo. na praca
da Independencia, ns, 6 c8, e na Boa-Vsla, lypo-
graphia brasiieira, ra da Gloria, n. 7. O redactor
conta com o concurso de todos os que sabem avahar
a importancia do progresso da in.prensa peridica.
Quem precisar de um llespanhol para cozinhei-
ro ou caixeiro de urna casa particular, ou tambem
parnoservico de alguma cocheira, dirija-se o ctl-
legio Santo-Antonio, no pateo do Carmo, a fallar
com o mesmp.
Km resposta ao annunco do Sr. Cosme Jos dos
Santos Callado, o abalxo assigoado letn a dizor, que ten-
do tratado com o dito Sr. urna porcfio de lauca, pela
quanlia de 60/000 rs. nao houvc cxceaio nem engao
na ractura, pois que nao passa de tuna nota pedida pe-
lo mesmo Sr. para Ihe sei vir de governo, pelos precoz
que elle inclino inarrou Portanto, naja o mesmo Sr.
de na desmentir o nome que tem. pois o abano asslg-
nado declara nada mais responder a respeito ; t te con-
tinuar com os seus cnladonhos annuncios ser conside-
rado como louco, pois s laucos faziin um tal ao-
nuncio.-O Franccz. L. K. Dmelos.
- Alugam-se a algumas familias capazos tres,
exccllentescscravag, cuja conducta se alianca : urna
oplinia engommadeira e lavadoira, que entende de
cozuiha ; outra perfeita cozinheira, que tambem la-
va e he propria para so encarregar de qualquer caza;
urna que lava e coze, o he bda quiUndeira : nesta
lypograplna so indicar a pessa com quem se de-
vem entender os pretendentea.
Faz-se publico a todo n senhores e senhoras
que precisarem de urna pessa para nainar primei-
las lettras.contasegrammatica portugueza, dediri-
gireui-so a casa da ra da Calcada, n. 2, a tratar com
a dita pessa ; advertindo-sque se ensiua particu-
larmente om suas proprias casas.
"7nKl?lrlu(,0"oa""uncio <|ue faz ver o Sr. M*
noel Jos Flix da Rosa, a rmandade declara que
he verdade o que disse cm seu annuncio, porin foi
csquocimeiitn do escrivflo da irmandade, quando
disse no annuncio primeiro da mesma irmandade,
que o mesmo senhor Manoel Flix da Rosa agen-
ctava as esmolas at a quantia de 100/000 rs.
O provedor da irmandade,
Joaquim Zcferino d'Aisumppde.
Precisa-sede urna preta de meia idade, para
ama de casa de pouca familia : na ruada Aurora, na
toja do sobrado n. 42.
Antonio Ayres de Castro Rabello faz viagem a
Portugal, a tratar de sua sade,
MUTILADO



te
tttfrtn '
Aluga-se urna boa casa no lugar da Soledsde,
cot um grande quintal, alm de muitos fructos quo
possue ; tom urna grande ramada de uvas todas
moscateis, por preco rasoavel: quem a pretender
drija-se a venda em frente do oit!to da matriz da
Boa-Vista, n. 2.
Aluga-se urna ama preta que tenha bastante e
muito bom lelta, sendo captiva, e que possa saliir a
ra para fazer algumas compras, sendo preciso :
quema livor e quizar alugar, Jirija-se Trampa-,
n. 50, ou annuncio.-'
Francisco de Paula Soura l.eflo, tendo do re-
t rar-se para o Cear, no prximo vapor, a tratar de
gua sade, e no podondo despedir-so pessoalmente
das pesadas que o honram com sua ami*nde, roga-
Jhc: scJ32c~ ~cc:Ur s;:as dvajnjiimn, k uTbrece-
se no lugar de aeu deitino para o que fr do scu ser-
vico.
-* Jos Gomes Moraira remolle, pela pri metra om-
barcacao, para o Rio-Grande-do-Sul a sua cscrava
crioula, de nomo Joanna. i
precisa-se de um moco para mandados e rece-
bimcntode dinhoiro o qual d fiador a sua con-
ducta esa iba lere escrover: na ra da l'raia-de-
S.-Rita, n. 25. -
--Deseja-so fallar com o Sr. Antonio Germano da
Veiga casado com Mara Candida Marques da
Veiga, ou a pessoa de sua familia para negocio de.
scu interesso na ra da (rfdeia do llecifo, n'. 63,
.ou aiinuncie sua morada.
* Froderico Fremnnt retira-so para Franca nesles
R dias : quem livcr contas com elle, aprcscnto-as
na ra largado Itozario, antgamcnto dos Qartcis,
n. 14, loja do culleiro francez.
Um moco pnrluguez, que tem bastante pralica
do negocio de venda se orcrece para caixeiro ou
mesmo para tomar corita por balando : quem deseu
presumo se quizer utilisar annuncie.
Urna parda oom todas as habilidades so offere-
co para ama de casa de homem solteiro : quem de
seo prOstimo so quizor utilisar dirija-so a ra Au-
gusta, n. 40, a qualquer hora do dia.
Roga-se ao Sr. Silvestre dos Ros quo quoira
apparcer na ra larga do llozario, luja de culleiro
francez para negocio de scu interesso.
Proriaj-se fallar so Sr.-'es Corflejfd de Ca;
Iho l.eito i e como se tem procurado constantemen-
te e no se tem achado : por isso, roga-so a S. S. de
declarar, quando* Sonde so dovo procurar.
Aluga-se um primeiro andar na na do Quei-
mado, n. 37, endo a entrada pelo pateo do Colle-
gio.
--JosMartins de Castro, Porluguez relra-sc
para fra do provincia. T-
Prccfs-se de um amassador : no so olha a
prego : na ra larga do Rozario, venda n. 52.
Jo5o Ozono de Castro Maciel Monteiro, filho
do berilo de Itamarac, va i para Lisboa continuar
com os seos esludos; lovando em sua companhia
dousescravos pardos do ame Andr, e Florentino.
Antonio Corrcia Maia, pardo casado, vai a Lis-
boa, a negocio.
Preesa-so de um preto para o servido do casa:
no llolol-Pslor, rua da Lingota, n. 3.
s Segunda-feira, I* de fevereiro,-cnlregou se
um barril de manteiga a um negro ganhador, para
entregar na rua do Agoas-Verdes, n. 48: e como o
negro, por engao, eutregasse em oulra parle, por
isso roga-so a pessa que o receheu de o mandar en-
tregar na dita venda, que se lite licar obligado e se
pagaro as despezas.
Desoja-se saber onde mora Ildefonso de tal,
exposto e criado no engenho Algodoaes", da fregue-
zia do Cabo, para negocio de seu inleresso : declara-
S que annuncie sua morkilta, para ser procurado.
Ensina-Se cm casas particulares,
ne&lacidad* c sens suburbios,
Icr, escever", contar, doutrina
cliiisl.i e gromnialica potliigticza,
com perfeicilo e zeloso cuidado,
por mdico preco: na rua da l'-i-
beira da Boa-Vista, n. 35, se dir
quem pretende.
Peranle pjuiz substituto do civcl, o Sr. Vicen-
te Ferreira Gomes so hSn do arrematar de renda
triennal engenho Curado e o sitio Cumbe silos na
froguezla da Varzsa .sendo a ultima praca no dia
18 do corrento das tres horas da lardo em dianlo,
em casa da residencia do mesmo juiz, no.pateo 'do
Carmo: as c editar nosulos, esrrivflo Regp,e do escriplo en mflo
do jiorleiro Serra-Grande.
.- Precisa-se de um caixeiro que lonlia pratica de
venda o de fiador sua" conduela : na Lingota',
venda do Duartc.
Joaqum Jos. le S.-Anua Barros, professor de
prnieiras ledras e francez participa ao respeilavel
publico e aospais de familia que se acham her-
as as suas aulas desdo o dia 3 do correlo na rua
da Madre-de-Deos segundb andar do sobrado n.
30, annde oacharSo os Sis. que, desojando ver seus
lilhos dar principio a urna tilo hrilhante carreira ,
queiram de seu prestimo utilisar-se : adveTte.prm,
aos mesmos Srs. cima quo ufto ha alterarlo al-
guma as inensalidades de seus alumnos 'conti-
nuando semprc como d'antcs : a aula do primeiras
lottras comprcendendo a doulrina chrislfla, 2,000
rs.; a do francez 3,000 rs. A entrada do dito so-
brado he pelo hecco da Cacimba porta que lica do
fronte da meama.
LOTERs
Do Hospital ledro
Achando-se marcado o dia 24
II.
do cor-
rente inez para a extraccao da segunda
quinta pacte da nova lotera do novo
hospital ; o respectivo thesoureifo convi-
da ao respeilavel publico para qoe baja-
de conco.rrer ao restante dos bi litotes ;
pois qu s estarSo a venda at o dia a3:
e assegura que be impreterivel o anda-
mento das rodas naquelle dia, fiquem ou
nao alguna bilbeles.
--08r Francez, L. V. DE3ENCLOS, POR DEVF.R SEU
F. MELINDRE | SE HE QUE O TEM), mamlo pagar ao
abaixo assignadoos 1,115 rs. do engao o excesso de
sua factura do 58,885 rs (esta importancia e aquello
excesso prefazem os 60/rs.), quedo anminciante
receheu em notas de 20,000 rs. : isto por nao hfiver
troco que se lizosse na occasiilo : a vista, do quo,
emquanlo nflo pagar se far ver o seu nofhe por
esta folha. Come JotdotSanto* Callado.
l'recisa-se arrendar, anualmente,
um sitio que seja na Passagerri, Mondego,
Trempe, ou ein utro lugar prximo a
estes, cuja casa de vivenda tenha bons
commodos para familia :' na f na do A ra
giio, sobradon la, se dir quem precisa.
O Sr. Manocl Jos Soarcs annuncie sua residen-
cia para se Ihe fallar a negocio que Iho diz res-
peito.
-Precisa-so de urna preta captiva para cozinhar e
fazer as compras diarias de urna casa de muito pern-
ea familia : no Atorro-da-Boa-Vista loja n. 3, a fal-
lar com o .'. Chardon.
-- Precisa-ae de um caixeiro para lomar conla de
urna venda em Fra-do^Portas n. 58 : a tratar na
mesma vonda.
m
rq
'
*RouaH,borticultordeLyon,
* tonco chegado ltimamente de tranca
M com um grando sorlimento do arvoros
5f fructferas, plantss de ores, somentes de .=
0) ditas e borla I ices, avisa ao respeilavel pu- i@;
f hlicn que o quizer honrar com a sua con-
fianga, aue olio abri urna loja na rua do
_.. Atorro-da Bda-Vista, n. 6, aonde acharSo
W i vedda um sorlimento como al hojo no
nftjchegouem l'ernambuco, lanto pela qna-
fi? lidade das plantas como pela boa qualida-
()) de das sementes, das batatas e das ceblas.
$98809 O 81


-- Na pra^a da Independencia ns.
urna carta vinda do Rio-Grande ,
nancio Lins Tclles Brrelo.
G o
para
8, existe
o Sr. Ve-
Perdeu-se,
Precisa-se de um feitor para a propriedade S.-
Anna, oqual dove sabertratarde arvoredos: a fal-
lar com Jos Francisco Bolm na ruado Codorniz,
ou na meama propriedade.
-1). Anna Claadina Rosa faz scienle ao publico,
quo na sua auia ae ensina a icr, escrever, contar, co-
ser chao fazerlavannlo, bordar, marcar,' grani-
malica portugueza o msica, por prego commodo :
os pais do familia quo so quizer'em utilisar de scu
ircslimo.dirijam-so a rua da Penda, n. 29.
Na rua da Cadeia/.Velha, n. 41, primeiro andar,
precisa-se de urna ama que saiba lavar, cozinhar, en-
gommarefazor as compras de urna casa do pouca
ramilia. '
Agencia (lepassaporlcs.
Na rua do Collegio, n. 10, o no Aterro-da-Roa-
Vista, n. 48, continuam-sc a tirar passapories tan-
to para dentro, como para fra do imperio; assim
como despacham-so escravos: tudo com brevidade.
Atlencao !
Na loja da rua do Queimado, n. 30, de Jos Joa-
3ui ni de Novaos, contina a haver um sortimento
o obras tedas; chapeos de todas 89 qualidades;
ditos para meninos e meninas; ricos chales de seda;
mantas deseda; lencos de ludas as qualidades; e
outros muitos objectos que ha para vender.
desde a rua do Queimado at a rua Oireita, um em-
ln iiIho com tres cartas, urna dolas dirigida aos Srs.
Torres & Castro, com botica na rua Direita, n. 131,
dofronlc dcN. S. do Terco : quem o acliou o quizer
restituir dirija-se a dita botica que se Ihe licar
obrigado.
~ Perdeu-se, desdo a ponte da Boa-Vista at o ar-
co da ConceiQlo, urna caixa de piala esmaltada ,
para rap do modelo suisso oblonga e com pe-
queos relovos de entre os quaes tem urna figura
chineza no lampo. Roga-se a quem a adiar, ou fr
olTerecida, demandar entregar rua do Trapiche,
em casado Latham& Hibbert, quo ser gratificado
oom is.uoo rs.
-- Aluga-se um sobrado do um andar esotito, com
muito bons commodos sitio na rua Augusta, n. 9 :'
a tratar na rua do Collegio, n. 8.
Precisa-se de um pequeo, Brasileiro, ou Por-
tuguez de 12a 14 anuos para caixeiro de um ven-
da : agradando, no se duvida dar bom ordenado :
cmOlinda nos Qualro-Canlos, venda da esquina,
com portas para a rua do Coxo, ou annuncie por
esta lulha.
Antonio Agripino Cordeiro Xavier do Rrito re-
lira-se para a Baha levando m sue companhia o
sou escravo pardo, de nomo Felizardo.
Na loja de Magalhcs & Irmci,
na rua do Queimado, n. 46.
vendem-se cortes das bellas princezlrtas, a 11/ rs.;
dilos de cambraia aberta.a 5/ rs.; ditos de eambraa
de dfferente9 qualidades a 4,000 o 4,800 rs.; ditos
de dita do barra a 4,200 rs ; lnc/v< de seda do pe-
so, muito finos, a 1.600 e 2,000 r. ; ditos de selim
para grvala, a 4,000 rs. ; chales de soda do 14 quar-
tas, a 11,000 rs. mantas de dito a 9,000 rs.; cha-
les de halzurino, a 2,000 rs.; ditos mais ordinario,
a800rs.; lustrim rOxo sem defeito, a 4,800 rs a
peca ; hrim lira neo trancado, Je puro linbo, a 1,400
rs. a vara ; dito, dito, a 1,120 rs.; cortea do colle-
te de casimira o seda a 4,000 rs.; ditos de setim
prolo de listras, a 4,500rs.; ditosde fustilo, a 800
rs.; brim do algodo para calcas, a 840 rs: o cova-
do ; risrados francezes a 220 rs. o covado; bicos da
difieren tes qualidades ; cassa de quadros muito fi-
na, de 10 varas, a 3,200 rs. ; meias do homem se-
nhora e meninas : o nutras muitas fazendas que pe-
lo seu mdico preco devem agradar aos freguezes.
I>lo~seamostrasaquali|uor casaque as pedir.
Vendcm-sc 8 escravos sendo : 3 di-
tos mulo mocos, ptimos para todo o
servico; um caboclinho muito lindo e
esperto de 9 a 10 annos ; urna parda
de 22 annos que engomma, cose, la-
va mur bom, cozinha soffrivel, e no
tem vicios ; 3 cscravas muito mocas,
sendo urna dolas perfeita cozinheira e J
hoin desembarazado : na rua do Viga-
rio, n. 24, se dir quem vendo.
Compras.
Compra-se um palanquim ou cadeirinha em
lioni uso: na Soledadc, sitio da cscala, ou a iinuii-
cio.
Vendas.
Aviso rcligi s.
Os devotos encarregados da fnsiividade da Senho-
ra das Fronleiras na sua imperial capclla da Es-
tancia, teem a aatisfacfio de anunciar aos fiis,
que a mesma feslividadu tera lugar com todo es-
plendor no dia 27 do correle, sondo o Icvanlamcn-
toda baudeiraao amanhccrdo dia 18,0 principian-
do novena nesse dja. llavera Tt-Deum no dia da
fesla.
Os mesmos devotos avisam igualmente qu o
Etm. e Revm. Sr. bispo diocesano, accedendo benig-
namente ao podido quo Ihe tizeram so digna de
de abrir chrysrn na mesma imperial capaila, no
dia 25 do corrente de manha.
Na rua da Cadeia-Velba n. 41, primeiro an-
dar, lomam-seaprendzes para ollcio de alfaiato ,
dando-se-llies o sustento.
~ Ua-se dinheiro a juros sohe p'cnhores deouro,
ou prata : no Aterro-da-Boa-Vista, n. 58.
Aluga-se um preto, ou prela fiara vender fa-
zendas com oulra pessoa : na ruado Vigario, u. 19.
M. S. Mawson, denlista, reconlcmeide chegado da
Eurnpa acha-seresidiudo no Recfo, rua do Tra-
piche-Novo n 8, segundo andar aonde contina
a por denles niineraes, licando uicorrupliveis e
a p parecen do inteiramente como naluracs : lambeni
lira a podra, a qual, nao sendo exlrahida em pun-
co lempo tando arruina os denles ; chumba com
ouro ou pmla para privar de augmentar a corrup-
co; tamhem (ira, lima e faz todas as operares
denticaes cun a maior delicadeza possivol. Ellees-
pera que os elogios e o muito patrocinio que tem
recebido pelos beneficios que tem produzido na sua
pratica, durante 7 annos do residencia nesta eida-
de, sero garantas suflrcientes para as pessoas que,
precisando de seu prestimo no o deixcm d pro-
curar.
fe i
HCHAPEOS DE SOL
Rua do Pasmo*Publico, n.
JotoLoubet participa aorcspeitavel publico, que
recebou, por estes ullimosnavios francezes, um com-
pleto sortimento de chapeos deso, de seda, amis
rica e superior qualidade; furta-cres e outras mu-
tas conhecidas. tanto para homens, como para Sras.
e meninos. No mesmo estabelecimento ha um sorti-
mento de chapeos de sol de paninho, dos mais nio- Vendem-se diversos
demos; dilos muito grandes, proprios para homens excellente oscrava
5.
decampo: tambera tem chapos de sol do paninho
para meninos o meninas, por seren muito finos: po-
dem-se chamar chapeos de economa. Na mesma loja
ha sorlimento do bengalas, behgallnhas e.chicotes
muito modernos; cobre-se qualquer armadlo de cha-
peos de sol, com sedas de todas as cores cualida-
des. Na mesma casa lia um grande sortimento de
paniiinhos trancados o lisos, imilando soda, para
cobrir os mesmos: desta fazenda se vendo iuotalho.
Concorla-se lodo qualquer chapeo do sol, por haver
um complet sortimento de todos os pertences para
os mesmos, com toda a perfeicito e brevidade. ,
-- Existe para se arrendar urna
muilo boa loja, no incllior lugar
da rua do Queimado, para quai
qner estabelecimento commer-
cial : d se seguranca do arren-
(Jamenlo por ttnpo sufficiente.
Ospretenaenles dirijam-se a mes-
ma rua, n. 2.
Furlaram, do sobrado n. 45 da rua Direita,
urna bacia de rame, bstanlo grande e dous tui-
xos. Roga-se a quo taes objectos tiver em sou poder,
que queira entregar.no mesmo sobrado que, alm
de sepagar o valor por quanlo os comprou se gra-
lillcara.
Manoel da Silva Santos
contina a vender superior la-
rinha tic li io da marca S^SF.
Vende-se una oscrava do genlin de Angulu, do
naclto Congo, boa marscadeira o quitandeini, que
paga urna pataca por dia e quo tamhem cozinha o
diario de uma casa : se dir o motivo porque so
vendo : quem a pretender, dirija-se a rua da Cadeia
do Santo-Antonio, sobrado de um andar n. 18.
Vende-s vidro lavrado para vidraca quo no
ademitti so olhar da rua para dentro da sala : na rifa
da Cruz n. 40, primeiro andar.
Vende-se cimento de muito boa qualidade, por
prego muito commodo : n armazom do Braguez, ao
|(-ilo arco da Conceic,Io.
Vende-se uma escrava de nacSo sem vicios
nom achaques que lava bem de sablo faz todo o
ser'vigo do campo vende na rua lio possanie o de
bonita figura : na Trempe ao virar du Soledadc,
n. 31.
Vende-se alfazema, chegada ha
pouco de Lisboa, de milito boa quulida'c,
em meias barricas e barricas : no arma-
zom de Farnando Jos'Bragnez, ao p
do arco da Conceico.
Vende-so muito superior cera refinada, em pilo,
para limas de cheiro, muito em conla : na ruado
Collegio, venda n. 5.
Na rua de Agoas-Verdes,
n 46,
escravos entro os quaes uma
boa engommadeira, cozinhei-
ra c lavadeira.
Vende-se um moleque de 14 annos, de bonita
figura ; uma negrinha da mesma idade, que cose o
faz lavarinto : na rua Imperial, n. 39.
Vende-se, ou permuta-se um engenho distanto
desta [irara 4 a 5 legoas com grande casa de vivon-
da excedentes trras para caima e mais lavouras ,
com mais tres grandes casas de podra e cal, silios
para lavradores, porto de embarque e desembar-
que, na porta dous grandes tornos do queimar ca
podra branca e preta para cal, com boa destilaco,
bons cercados, com plantas para mais de 1,500 piles,
com wiiia de .10 captivos 30 bastas, 14 quarlos ,
20 liois para carro o carros com todas as propar-
Sesque a vista dos compradores se dirSo : tambera
se arrenda : no principio da rua Imperial, sobrado
n. 39.
Cadeiras de pinho polka
e taimas de pitillo a mas-
liurka.
He chegado um novo carregainento de
taboas de pinho da Suecia, sendo costa-
do, costiulinho, assoalho e forro, e para
fundos de barricas ; toda esta madeira he
sem nos, propria at para envernizar ;
assim como americano, de todas as lar-
guras e comprimentos. Os freguezes apro-
veitein-se da barateza do preco : atrs do
theatro, armazens j bem conhecidos,
ha bastante lempo neste negocio, pois
que agora queima por lodo o preco-, a fal-
I: a Joaqum Lopes de Almenla, caixei-
ro do Sr. Joao Malheus.
l\o x4terro-da-Ba-
Vista, loja nova,
vendem-se brins de cores, pelo
diminuto prego de 280 rs. o co-
vado; suspensorios a 100 rs. cada
par; e longos a 120 rs.
-- Vendem-se aucoretas de
diversos tamaitos, com vinho da
Madeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade: no eseriptorio de
Oliveira Irmos & C, na rua da
Cruz, n. 9. v
Vendem-se acgOes da ex-
tincta companhia de Pernambuco
e Parabiba: np eseriptorio de O-
liveira Irmos & C, rua da Cruz,
n. 9.
AD.MIRAVLISNAVALIIASDE \r.O DA CHINA.
Na rua larga do Rozario, n. 35, loja do Loiy.
Estas navalhas teem a vantagem de cortar o ca-
bello som offender a pollo, deixando a cara pa-
recendo catar na sua hrilhante mneidade. ICste a;o
he da Cfrrna e seu autor he Sham.
Por todas as sociedades das sciencias medico-ci-
rurgicas Unto da Europa como da America, Asia e
frica he reconhecido o uso destas navalhas ma-
ravilhosas.naos para prevenir as molestias cu-
tneas, a que a bumanidade est subjeita mas
tambom como um meio de as curar.
Vendcm-se as verdadeiras so na loja cima indi-
cada.
Vendem-se 5 molec5es, de 18 a 1%
annos, um dos quaes he perito carreiro ; a
pardos de boa conducta ; um negro de 35
annos, por 36o;?ooo rs. ; um dito por
i8o|ooo rs. ; um moleque, de i3 annos ;
um dito de nnco, lien annos, queja
cozinha solFrivelmente j urna negrinha e
11 annos; uma negra boa quitandeira,
de liaran Costa : una mulatinha de 18
annos, que ceze muito bem, engomma e
cozipha ; urna moleca de 19 annos, com
as incsmas habilidades ; duas pardas de
ptima conducta ; duas negras mocas,
ptimas para o trabalho de campo : na ru
das Larangeiras, n. i4, 2.0andar.
Vende-se um sobrado do um andar e sot3o, li-
vre o desembarazado sito na rua dos Copiares : &
tratar no mesmo sobrada, n. 4.
Vende-so uma rt\esa de Jacaranda de meio do
sala; uma cama de armaefio ; um chapeo armado
do pello : tudo em bom estado: no Aterro-da-Boa-
Visla loja 11. 48.
-- Vendem-se 3 molequos de 14 a 15 annos, bo-
nitas pecjis ; duas pardas de 20 annos, com todas
as habilidades, com crias de annos c do bonitas (v
I guras 1 na rua das Flores, n. 17.


\r"nx
Vendem-se meias do linho ;baados do panno
de linho, lisos e bordados e de todas as larguras;
lipas do soda para amarrar meias de senhoras ; fran-
jas brancas de todas as larguras tanto portuguezas
comohamburguezns ; e bulras muitas miudezas ,
por nn-co commodo : na ra do Cabug, loja de
xniude7as, n. 4
~ Vende-so um bonito moleque crioulo, proprio
para pagem : ao comprador se dir o motivo por que
se vende : na mu do Queimado, n. 4.
i Vende-sel boa ebementoada clarineta de be-
fa por proco commodo : na ra do Cabug', loja
n. 19.
Vendem-se, ou trocam-se eflectivamenle, li-
vros por oiitros que lhes nflo falten! lolhas, a saber:
Quintiliano latino ; dito por Soares Bnrboza : difi-
ranles compendios do rbetorica ; Segrodos ecssa-
rios ; Medicina curativa ; geometra de Lacrois ;AI-
gebra do mesmo ; Geometra de Guclides; cartas de
urna Peruviana ; Historia de Gil Braz Manual de
etmica diverdit ; Nova Eloisa ; Tratado da re i-
giSo j Synopsis do .general Ahrou l.ima ; a Muther,
marido e o amante romance ; Emilia ; Manifest do
NapoleSo ; historia sagrada : na ra de S.-Fraocis-
co antigamonte Mundo-Novo, n. 66.
Vende-seo diccionario de llieologia moral de
Bergir nlciramenle novo ultima edicto em 4
volum.es obra interessantissima aos estudantes do
segundo anuo jurdico : na run Nova, n. 38.
Vende-so um reloglo de ouro, sabonetc hori-
zontal muito boro regulador, por proco commodo:
na ra do Bangui, n. 36, primeiro andar.
Na ra Dircita, n, 53,
vendo-se um par de embonos do pao do cedro pa-
ra harcaca ; atraves um pedaco do pao de con-
dur; azoilo decarrapato, a -1,300 rs. a caada;
pomada, a 230 rs. a duzia ; e lodosos mais gneros
pertencentes a venda por menos que om outra
jualquer parte, o de muito boa qualidade.
/I/ ^liiniti'irln II III
no va loja clecirguriro.
Una
vendo uniformes militares, para loilas
as patentes de legi.lo cavallaria c a-
fantaria da guarda nacional ; galiies de
ouroe prata ; espadas pratoados, com
roca e sem ella ; chapeos do couro do
lustro para pagens; couro branco de
lustro para canhOes de botas dos ditos.
Vendem-se chitas limpas para luto, do bons
pannos a seto vintens o covado ; ditas escuras a
130 rs.; ditas cor do rosa muito bonitas, a 160 rs.;
un sobrado novo de um andar e sotan, paredes do-
taradas chaos propros, quintal pequeo o murado,
o qual sobrado rende 34,000 rs. mensalmento: tam-
bero so permuta por nlgum sitio pequeo parto do
Recito pu casa terrea : na rua estreita do ltozario,
B. 10, terceiro andar.
Vendem-se cabos de cairo em grandes, ou pe-
quenas porcOcs : no trapiche do Ramos, armazem
da esquina.
Vendem-se 6 lindos moleques de 15 a 20 an-
nos sendo um driles ptimo cozinbeiro e canociro;
dous pntos, sendo um cozinliciro e o oulro ofli-
cial de sapalciro de 25 annos ; dous pardos, sendo
tim proprio para pagem o o oulro bom carreiro;
uma mulalinlia e 3 negrinhas de 12 a 13 annos, com
principios do habilidades ; 5 pretas de 20 a 25 an-
nos entre as quaes algumas com boas habilidades :
na rua do Collegio, n. 3, segundo andar so dir
quem vende.
Vendem-se, na rua da Cruz, n. 46 condecas
com peras ; ditas com figos; ditas com pecegos ;
latas rom figos; ditas com hcivilhas; ditas com
sardinhas; ditas com bolacliinhas de aramia : mas-
sas linas em caixinhas ; chocomte de canclla de
Lisboa; meias barris'rom viole e tantas libras de
manteiga ingleza de muito superior qualidado e
iropria para casas particulares : ludo ulliniiimcn-
e rbogado por diminuto pirro,
Milho.
Vendc-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes da
AMapdega, armazn) de Antonio Aunes.
' Vende-se um terreno com 117 palmos do fren-
te e 89.ditos de fundo em estado do so edificar,
por nilo precisar aterro em cujo terreno podem-se
fazer tres ptimas rnei'agoas na rua do Pilar em
Fra-de-Portas do lado da niar grande: nadita
Tira, h iV, no pateo da igreja do Pilar das 6 horas
da iiianlia as8.
Vende-sc o tresenario do S. Francisco do Paula,
obra til aos devotos do dito santo, as lojas de
] ivros dos Srs. Santos & Companhia atrs do Cor-
po-Sauto ; Cardozo Ayres rua da Caricia ; e em S.-
Antonio praca da Independencia ns. 6 o 8.
Vendem-se cnixasde cha hyssou de 13 libras,
i-iii porcao ou a rolalho : na rua da Alfandega-
Vellia n. 36, em casa deMallieus Auslin & C.
FA HELOS.
Vendem- so saccas com farelos, chegadas ltima-
mente, a 3,500 rs.: un armazem de J. J. Tasso Jnior,
roo do Amorim, n. 35.
Vendom-so espadas prateadas muito ricas ,
para oOieiacs superiores o subalternos: na rua Nova,
loja de fermgcns,*. 1.

Polaca.
i Vende-se muito nova e superior potassa chega-
da ha poucos das do Rio-dc-Janeiro : na rua da Ca-
deia-vclha. armazem n. 12, do Baltarfi Oliverra.
46.a lotera da 8. Casa da W*
seicoi-da da corte.
Vendem-se bilhetes e mcios ditos desta lotera :
na roa da Cadeis-Velha, n. 39.
VEiSDKtt-SE,
no pateo do Terco, vendan. 7, lombos de Mi-
nas e banba de poro chogados prximamente ; fa-
irnha fina e alva da ierra o alqueire vellio a 4,000
rs. e o novo a 1,920 rs., e as cuias a 120 o 140 rs.,
com caeulo.
-Vende-seo engenho Bom-Jesus-da-Maiia, co-
marca do Po-ilo-Aiho, com ptima casa de vivenda,
mitra dita mais ordinaria o 3 para lavradores, bom
cercado de pasto, campias que servom de soltaspa-
ra gado ptima destilaefl organsada de cobro ,
noenda de ferro, muito boas trras, tanto para can-
oa como para outra qualquer plantacflo', as quaos
ha ptimas varzes o maltas contendo cerca de
legoa e moja de fundo': rende de foros 700,000 rs.
animalmente com os vencimentnsem o mez de Ja-
neiro : a tratar na rua do Concordia, n. 25, com Joa-
qun Teixelra feixoto, que se aclm autorisado para
ultimar o ajuste a dinheiro ou a prazo.
Na loja nova da rua do Quei-
madOi :! I A* de Raimun-
do Carlos Leite,
acha-se um completo sortimento de pannos finos de
todas as cores, principalmente pretos: bem como
chapeos francezes; los pretos, de seda e linho ; sar-
'a hespanhola, verJadera ; e todas as mais fazendas
annunciadas por preoos mui rasoaveis : tambem
ha chapeos do Chili, viudos de Monte-Christo da
melhnr qualidade a 16,000 rs.;. chitas francezas
muito largas a 240 rs. o covado ; ptimas pecas de
lustrim.sem defelo/crde caf, verdoe azul, a
6,400 rs
Na roa do Trapiche, n. 17, con-
tina a haver deposito da verdadeira cal
virgem de Lisboa, cliegada prximamen-
te ; advertindo-se aos compradores des-
(e genero que o deposito he j muito pe-
queo, e que da nova nao ha mais em
parle alguma.
Vendem-se chitas pretas finasessetinndas do
ultimo gosto : na ruando Queimadn, loja n. 5.
Vendem-se 3 escravas recolliidas, de 16 a 20 an-
nos, de lindas figuras, e prendadas: no becco do
Sarapatel, sobrado n. 12.
-Vender-so duas boas escravas' croulas de
bonitas figuras e mocas, que cozinham, lavam mui-
lo hem r ongomrnam sao sadias. o nSo se duvida
dar a contento para seren experimentadas : na rua
do Queimado, loja n. 51.
FAZENDA DO NORTE, A 640.
Xa loja nova da rua do Quei-
mado, n. II A, dcRaymun-
do Carlos Leite ,
aehn-sc um novo sortimento de alpaca de linho, ou
fazenda do norte a 640 rs. o covado. Esta fazenda
torna-sc recommendavcl pela sua boa qualidade e
acertados padrfles : seu principal uso he para coll-
tes palitos e calcas.
Vendem-se ancoretas con cal virgem a mais
nova que existe no mercado por prego mais com-
modo do queom outra qualquer parto : na rua da
Moda, armazem n. 17.
Aos amantes da b a pitada
se ofiorece o rapprnceza Novo-Lisboa : acha-se ti
venda, em porc.o e a retalho no deposito da rua
larga do Rozario, n 24.
Vende-se, ou arrenda-so um grando sitio na rua
Imperial, com duas moradas do casas uma para
grande familia, na frente da rua ,e outra mais pe-
quena dentro do mesmo sitio com bons parreiraes
c muitas fmtciras de boas qualidades todas novas
e j dando fruto com um grande viveiro no lundo :
na rua Hireita, n. 135, loja de cera onde se far
qualquer dos negocios,|pcr seu dono ter de retirar-
se por molestia.
-- Vcndcm-sc 4 grandes depsitos de parafusos ,
para assucar ; uma excedente halanga grande rom
um braco de autor ; 12 arrobas do pesos; o mitins
utensilios para armazem de assucar, muilo baratos,
em rasiloda mudanza da casa : na rua da Sonzalla-
Velha, n. 110.
Vendem-se. duas escravas, urna do 16 annos,
recolhida propria para mucama por saber coser,
fazer lavarinto e engommar o a outra tiimliern.de
Angola do 26 ann6s que he boa lavadeira : na rua
estrcita|do Rozaroi, n.31, primeiro andar.
ar a molhor fazenda que presentemente sa acha no
mercado; gorgurode seda para collete ; panno fi-
no preto ; chitas do ricos padrOes gostos e de cores
seguras ; e outra muitas diversidades de fazendas
de todas as qualidades o precos commodos visto
se^venderem etas fazendas por monos preco do que
em outra qualquer parte.
ptimas navalhas temperadas
pelo processo de Guimaraes,
chegadas ltimamente de Lis-
boa.
Estas navalhas ,ao feitas do mesmo fino ac da
Sueeiae temperadas emagoa que coutrn os mea-
mos principios qne se encontram na muito afamada
deCuimarfles epara provar a son superior quali-
dade bastar saber-s que sao preferidas por quem
urna vezas esperimentou a quantas veem de In-
glaterra Franca e oulros paize onde a arte de cu-
lilariaesl inquestionavelmonte em grande adan-
lamento. Teem maisas sobreditas navalhas a im-
porl^ntecircumstancia de conservarem por muito
j tempo afiacAo, de cortarem com rapidez o cabello
da barbae finalmente de nfin offenderem nem le-
vanlarem a pelle. Vendoin-se nicamente na rua lio
Cresoo, loja n. 8
vende-so um moleque perfeito para qualquer
cmprego: na rua da Cadeia-Velha, n. 61.
^Sementes de hortalice
muito novas de tnilasas qualilodes hervilhas tor-
tasedireitas feijlo-carraptoecoontrode tpceira :
na rua Cruz, n. 62.
Vendem-se a 8,000 rs. o cenlo, bixas pretas de
Lisboa .mullosuperiores: n rua da Cruz, no Re*
rife n 62.
Vondem-se os livros seguintes: 1 grammatica
franceza, pora.000 rs.; um Telemaque, por 1,000
rs. ; um diccionario, 2 t. portuguez e francez,
por 3,000 rs.; o Descobrimentoda America 2v. ,
por ".uno rs : os Incoa. 2 v.. por 3.000 rs.: ni rua
da Ca'deia do Recife, loja de Bastos & Leito.
Vende-se iim preto moco, bom official de sapa-
lciro de toda obra e que he muito bom copeiro ;
na rua do Passeio, loja n. 19.
Vende-se um cscruvo de nacSo, de 2p annos,
sem defeitos nem achaques e^quo lio bom official
depedroiro: vonde-se por se Jalono se retirar
fra do imperio : na Trompo sobrado n. 50.
Vendem-se soberanos: na rua da Senzalla-Ve-
Iha n. 140, primoiroandar.
Vende-se uma preta coziohelra e quo cose e
nngommahem : na travessa da rua da Concordia,
n. 17, se dir quem vende.
Vende-so um preto de bonita figura de 22 a
24 annos bom serrador e que he proprio para to-
do o servico de campo ; na rua do Queimado, loja
n. 23.
ALCATRAO' DA SUECIA ,
tdo de legislacffo 4 v., por 6,000 rs. ; de Fritot,
ciencia do poblicist* 11 v. ;nark12,000 rs. i.naj,
dq Cabug loja de Jos Brandan da Rocha, defron-
te da matriz, r
Na loja de erragens
da rua da Gadeia do Redi fe, n 44,
vendem-se pis de ferro, muito fortes, proprias para
abrirem levadas e fazerem atorros por proco com-
modo.
Vende-se orna pequea caa terrea do lijlo
toda conoerla, sita nos Artigados ,' na rua do Moto-'
eolomb por preco muito commodo: na rua d
Concordia,Toja de marceneiro,doSr. Sohroeder,
/aliar com Lucas Evangelista Soares de Brito.
. Vende-se uma casa.em chaos propros pire,
des dobradas com 2 salas, quartos, quintal e ca-
cimba, sita na ru do Nascente: na rua da Concordia,
no ultimo armazem de madeiras. -.-
Escravos Futidos.
para
Ghcgueui freguezes loja de
Ifauoel Joaquim Pascoal
llamos, no l*asseio-Publico,
u. i), as novas pechochas :
chitas finasde cores fras a 120, 140, ICO o 200
rs. e muito linas a 240 o 320 rs. ; cortos do cassn-
cbila a 2,000 rs. ; ditas muito linas, a 2,600 e 3,000
rs.; lencos de soda para algiheira de bonitos pa-
drOes a 1,000 rs. ; ditos para gravata a 400 rs.;
ditos de cassa a 200 rs. ; pelledo diabo, a 200 rsi;
lnzinha para caigas, a 240,280 o 320 rs.; cortes de
lila para caifas, a 2,500 rs.; dilos de casimira, a
6,000 rs. ; esguilo, a 2,000, rs.; panno preto, a 4,500
rs.; dilo azul, a 4,000 rs.
Nova alpaca,
de sete palmos de largura, na
loja de Gu i maraes Serafm
# c, rua do Crespo, n. 6.
Vend[e-se a nova alpaca, de se-
le palmos de largura pelo barato
preco de 1#000 rs. o covado,-
assim como aloilhados de ricos
padroes, de 9 palmos de largura,
por mdico preco; eoulras mui-
tas fazendas finas, de linho e se
da, chegadas ltimamente esta
cidade/'e tudo muito barato.
Novas pechinchas.
NoPasseio-publico, lojas ns. 9 e 11, de Firmiano
Jos Rodrigues Ferreira vendem-se merinos pre-
tos pelo barato preco de 4,060 re., aisoverando-se
a 11,000 rs. por barrica ,
recentemente chegado vende-se em lotes de uma
barrica para cima por proco mais commodo do que
nos armazons de massames: no escriplorio do l'ir-
mino Jos Flix da Rosa na nm do Trapiche, n. 44.
mkm de fkiikii.
Na fabrica de l. Callum cV Companhia, engo-
nlieiros niiicbinistas e fundidores de ferro, na rua
do Ilrum, nollecife, conln/ia haver uro grande sor-
(iment'odo moendas ile canna de todos os lama-
nlioso (l'oira^lptos os mais modernos e approvados.
Na mesma fabricasecont-am a conslruir de en-
commend machinas de vapor, rodas d'agoa, rodas
dentadas e lodos os irais objectos de machinismo
com a porfeicfio j conhecida por proco commodo!
Ricas mascaras
PARA O CARNAVAL.
Na la *Xova, loja u. 6, de
Haya Hamos & 3:0111 panhia,
ha um bello e variado sortimento de mascaras tan-
to jocosas como serias, da molhor qualidade que
ate 6 presente tem appareeido, encontrando-so al-
gumas proprjamenle para senhora ; bem como urna
collecco de narizes com bigodes,que muito des
ligurarilojas pessons que os bntarem: vcndem-se.tan-
lo as mascaras como os narizes, por pirro muito
commodo.
Vendc-Se, de uma familia que so retira urna
parda clara moca e bonita, da mais excedente con-
ducta o que se garante no papel da venda a qual
he boa eugommadeira, lavadeira, coslureira, cozi-
nheira dobrno e fogSo e boa doceu-a : na i ua No-
va, n. 14, segundo andar.
Vende-se a loja dosapatos dB praca da Roa-Vis-
ta : a tratar na rua do Cotovullo com Joaquim Pe-
rn a Camello.
Vende-so um bom|cavallo melado-, gordo e
bom andador debaixo al meio : na rua das Flores,
n. 17.
Vende-se um mulatinho de 12 annos proprio
para pagem por ser muito esjeito ; no Hospicio,
n. 4, al as 9 horas da manhSa.
Vende-se uma casa terrea com 3 quartos, 2
Fugio, do engenho Agoas-Claras, comarca do
Bonito, nodia 30 de janajro do corrente annno,
lim escravocom os signaes seguinles : crioulo.de
nome J080, de 26 trinos alto bem proto da c6r,
um tanto camliito das pernas, que se divulga no an-
dar ; tem um signal muilo visivel do uma fstula ei.V
um queixo. procedida do dores de denles toro pou-
ea barba, com offieio do carreiro; he locador da
gaita. Esteescravofo comprado nosta praca orno
mez de Agosto do anno prximo passado a Sora-
firn Leite Pereira, morador no sitio Emneribeira,
tendo sido anteriormente escravo do finado Anto-
nio Cavalcanlo, que fui morador cm l'edra-do-Bui-
que. Roga-se oscaptles de campo e possoaa par-
liculares que o apprcbondam o levem-no ao dita
engenho, a seu seohor, Manoel Teixeira de Car va-
Iho, ob no Recife, a seu correspondente, Rodrigo
da Costa Carvalho, quo serfio recompensados-gene-
rosamente. '
Fugio, na noite de 13 para 14 do corrent*\ 0
"n nlnn<\ ..* Ri.kK-------i- <*i\ _n_~ .1-* .
|'H.n/in,i,.,..iw ^u^ n.jruoi;uiU U U ilt IIIIUP) UUJt'3-
latura regular, bastante barbado-, bem. preto; o
qual he marinheirodo patacho Livramenlo quo so
acha vendendo carno no caes do Cpllegio. liste pre-
to j aqu fez outra fgida o for "pegado aqui mes-
mo na cidade ; porm lio natural que fosse passear
at o engenho do Ilrum, do Sr. Bernardo Antonio de
Miranda, por onde, andou da outra vez que fugio.
Quem o negar leve-o a Jilanool Ignacio do Olivoira,
na rua daCadeia, n. 40.
Ilesappareceu, no dia 14 do corrente o prelp
-Tiburcio, crioulo, de altura regular, grosso do cor-
po barrigudo, alguma codsa calvo
1*.*. r\ A* r.rt
qiienos eos dedos delles quasi Sem unhas ; levou
calcas de panno, jaqneta e colleto; costuma andar
calcado e de sobre-casaca de merino ; cm provisada
de forro : quom o pegar leve-o a sen snhor oa
rua Nova n. 33, que gratificar.
Ainda contina a estar fgido desde o dia pri-
meiro do corrente o preto Jos, de nacao, de 40 an-
nos pouco mais ou menos, do estatura regular,
rosto comprido e descarnado ollios grandes o en-
carnizados; temo beico Inferior grande, sem den-
tes na parlo superior; tem no rosto um signal deta-
1 lio a p do olho direito, bom como um oulro no
meio do membro, proveniente do um eanearo, e ou-
tro na vori Ma de um bobo pois que quando o re-
ferido escravo fugio j se arhava quasi bom. Esto
escravo foi comprado nesln praca a Joaquim Lopes
llaymundii Itilhar que veio entre oulros muitosdl
villa do Crato, dislriclo do Cear o qual o houve
ile Ildefonso Slorcira da Silva : morador em o dito
lugar, ou em 'Cariry ; e como o dito escravo dissni
que para lJiavia lomar roga-se as autoridades po-
liciaes capities decampo e pCsseas particulares,
que o approhendam o levem-no a rua estrella do
Rozario, sobrado n. 13, que serflo generosamente
recompensados.
Fugio, no domingo, 13 do corrente, o preto
Francisco de naeo Relilo, estatura regular, cheiu
do roi'i o ; levou camisa azul, calcas de rispado,
chapeo de castor: quem o pegar leve-o ao pateo do
Paraizo, n. 20.
Fugio, de bordo do. hrigue Esperanza no dii
30 do mez pasSado, um escravo marinheiro, dq no-
mu i'edro do naQfin ; representa ter 24 annos pouco
mais ou menos; levou calca o camisa de brim branco,
chapeo do Chili, he alto, cor preta, magro, com bas-
tante barba esuissas. Quemo pegar leve a bordo do
dilo hrigue, ou a casa dn. Amorim irmflos qoerc-
ceber 50,000 rs. de grutiflcaclo.
res.
Dao-so fio,ooo ris de gratificacSo a
quem pegar o escravo pardo, de nome
Faustino, de r>8 a 3o anuos, estatura re-
gtilar, rosto descarnado, olliosc faces en-
covadas, falla branda, pouca barba, ca-
bellos encarapinhados, signal deja ter si-
do a con 1 a do ; levou 11 m ferro ao pescofo,
mas he de suppr queja o teida tirado, e
tem oollcio'de carreiro : este escravo fu-
gio do lugar denominado dffonso-Pereiro,
oii Tiriri, junto ao engenho. Algodoaes,
salas, quintal grando murado o cacimba, sita na lennodoCbo, cm novembro prximo pss-
rua Vclha, u. 83: a tralar na rua de Agoas-Ver-|safj0
des, n. 46.
Vendem-so boas laranjas da China vellias :
na estrada do Monteiro sitio grande envidracado.
Vende-se uma porefiq. de ptimo^ casaes de
pombos grandes bons batedores e de boa raga ,
por preco commodo 1 na rua da, Florentina, n. 16.
Vende-sc um berco muito bem feilo, novo c de
ptima madeiini: na rua da Florentina, n. 16.
Vende-so uma porcSo de sebo refinado muilo
puro e alvo a tratar na aroada da alfndega, com
o preto Benedicto.
Vende-se uma prela da Costa de 22 annos,
por 420,000 rs.: na rua de S.-ltito n. 44.
Vendefseuma preta de 40 annos, por 220,000
rs quecozinha muito (peni e vendo na rua : o mo-
tivo por que so vndese dir ao comprador : na rua
do S.-Rita n. 44.
-Vendem-se saccas cora com farinha de man-
dioca : na rua do Qoeimado loja n. 44.
-,Vendeiu-so.as obras de Boisle, diccipnario uni-
versal, 1 v., por 7,000 rs.; da Bergior, diccionario
de iiieuiogja, y v., por 2,09J> r.-; da Cemte, Ira*
Ssado : e foi comprado ao Sr. Gafdino Jo-
's de AguiarT hfvrdor do engenho Bue-
inos-Ayres, do curato do Bom-Jardini.
He natural que se intitule por forro ; por
isso pede-se nos senhores de engenho, no
caso que se Iheoffcrcca para trabalhar, a
sua apprchensao ; e aos ca pitaes de cam-
po que facam (oda a diligencia, dndose
aquanlia cima, e mais ainda con/orme a
distancia em que fr pegado : dirigindo-
se para oste fim ao Tiriri, ou nesta pra-
ca ao senhor do dito escravo, Gaspar d*
Silva Froes, na rua Bella n. o.
I NA TKP, DEM. f. DE FARIA. rl84
, I m -
-
MUTILADO
Ma=


Full Text
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