Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05413


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anno de 1848.
Tersa-feira 13
O DIARIO publica-se todo os das que nao
rorf m de guarda i o preco da aMignatura he de
4J00A rs. pos quarlai; PW adianlMat. O n-
nco5 dos asonantes s3o injerido. rasuo de
JO rs. por liona, \0 rs. em typo diferente, e 05
r.net-oi pe rnttde. O que .".o forem asig-
nantes pagaro 80 Pr lial"> e ,8U C,U ''P0
nantes pagaro
diereate, por cid publicado.
PHASES DA LA. flO MEZ. DE FEVERIRO.
I u nra. 4, a* I i horas e Jimio, da tarde.
Ctescente a II, s i hora > min. da tarde.
Luacbaia a 18. s J horas e3 min. da manhSa. IPrimetra,
Minuoanle a 28, s 0 horas e 2 min. da muha. Segunda, 1 hora 4! minuto da ananhaa
I PARTIDA DOS CQRREIOS.
Goianna e Parahiba s segundas escitas feir.s
Itio-Grande-dn-Norte quintas fcirasaomeio-dia
Cabo, Sertoliein, l\io-Eormoso, Porlo-Calvoe
M.icciri, no I .*, a 11 e 21 de cada raez.
Garmiliuns e Honito. a 8 e SI.
Boa-Vi-U e Flores, a I J e 18.
Victoria, s qninlas-leiras.
liuda, todo* o das.
PREAMAil DE HOJE.
hora IS minutos da Urde.
de Fevereiro.
Anno XXV.
NS*.
das da semana.
14 Segunda. S. Valentn. And. do J. _.
orph. cdo i. doc. d* 2 v. edo J. M. da J y.
15 Ierra. 9. Faustino. Aud.doJ. do cir. da
I. t. e do i. de pat do 2 dist. q> t.
16 Quarta. S. Porfirio. Aud, doJ. do cir. da
2 v. e ilo I. de pa do 2 disl. ile t.
17 Quinta. 8. Sliviuo. Aud.doJ.de orph.
do J. municipal da l.y.
18 Sesta. S. Tlieolomn. Aud. do J. do cir. da
!, ., e do J. de pai do dlst. de i.
19 Nililiado. S. Conrado A"d. doJ.do cir.
da I. r. edoJ. de pai do l.rfist. de t.
SO Domingo. S. Eleuterio.
CAMBIOS NO DA 14 DE JANEIRO.
dos|Sobre Londres a J7i/,*e H'/.d. por l#rs
Pars 160 rs. por franco.
LishAa 9S por IA0 de premio.
Desc. de latinada boas firmas I a 1)4 '/
(JaroOncas r-espanholas.... J8J500 a
- MoedasdoBlOOvelh. I6JI00 a
* da 81400 no.. I.(100 a
> .de 4/000..... l 000 a
Prta Patacoea.......... 1(980 a
Pesos columuares... I9J0 a
Ditos mexicanos.... I|460 a
Miuda............. I #000 a
Acedes da comp. do Bebtribe de 50 jfoon rs
a 80 d.
ao ni.
?.|800
icsoe
IJ|0|
9#mo
ifaio
1*950
1117)
I#92q
sopar.
~
*
EXTER!0n.
cour'^sokdf.ncia do dario de pernamduco
-x.i8ba, 85 bb dezbmb80 dk 1847.
O novo ministerio inaugtirou a sua subida no po-
der cora o programla para a ronniflo das cortes,
no di* 9 dejanojro prximo futuro, c com duas por-
taras do ministro do reino (Gorjao), urna para se-
ren tiradas todas as armas, inclusas as chamadas
cacadarat; e outra para so tomarem medidas para,
a pris3o de alguns inalfeitorcs e reos, fgidos das
prisQes. A primeira destas portaras Jieum ataque
ao direito de propriedade, e lie contraria a todas as
leiseqrdenacoeidoreino, quenfto prohibema qual-
quercidadflo ter em sua casa urna arma, com que
poss defender a su pessoa e bens. Se aquellesque
as possuem',c*hire.m na incoherencia de asentregn-
rem, onfhe foYoin arrancadas nlrca nem com-
pletamente mcrce dos malfcitorcs'que Ihequizu-
rem invadirs casas, sobreludo a classe de lava-
dores que hahitam nos campos, pois he donde lla-
vera mais abundancia dessas sernas.
Parece.que,no din seguinle formaeflo do minis-
terio houye concedi de ministros, a quo assistio o
conde de Tliomar. Dlz-se qtio so decidi adiar as
cortes por algum lempo, logo depois da sua reu-
nan, c dissolver os halalhoes nacionaes, visto que,
ultimadas as cloicOes, j nflo sito precisos para coli-
sa alguma, anRo ser para fazerem disturbios. Fa-
zendo estas coucessOes s rcrlamacoes inglezas,
julgam os Cabraes, quo-a poltica da Grfla-llreta-
nha licar satisfeita ; nflo exigir mais Cousa algu-
ma, e os dcixar subir ao poder sem obstculo.
Duvida-se mu lo disto j o multo mus quando se
sabe queja nilo cxislo geral harmona no campo ca-
bralista onda asseguron terem rbenlndo serias
dissensfies, o que por corlo pora entra ves aos pla-
nos do condo deTIioinar. Estas dissensoes teem-se
manifestado j pela imprensa, o lanto os Paires do
Porlo, como o Puritano, ambos jornaes cabralistas,
mostran o seu despeilo por ter sido alterada a lis-
ta do deputados proposta pelo condo do Thomar, e
censaram os festejos que Itouvo pelo triunipho da
confeccionada pelo conde do Casal.
Entretanto o Estandarte, jornal de Jos Cabra 1/
exulta pela victoria ganhada. as eloiceS pelos ca-
bralistas, alardeando de ser tnico partido que
merece a coh'fianca da nac3o.
Os collegios cloitoraes jle Coimbra, Braga e V-
an na protesta ram tambem contra a legalidade das
eleices, como fez o da Kstremndura e Porto.
Assegura-seque Carlos Morato Uoma, decidido a
fazor opposicHo ao govefno, pedir a sua demiss3o
do presidente da direccilo do banco de Lisboa ; vis-J
toque.tendo o banco transacc,es com o governo,
nfio podia continuar a exorcer aquello lugar, pas-
sando opposic3o
Os jornaes da opposi(;3o comccav.'i ni j a comba-
tero novo ministerio, designando-o como um mi-
nisterio sem posicito poltica, e representando ni-
camente qsservos dos Cabraes. O Lusitano, alm
disso clama contra a multidSo de empregados que
foram eloitos deputados, e acha perigosissima urna
cmara onde avulto o funccioicilismo.
<:om n queda do ministerio Mello-Ferr.lo acabou,
o jornal Tempo, redigido pelo Mendes Leal, doiRt-r
negados.
Diz-se que, n'um jantar dado ltimamente pelo
i almirante Napior, ao qual assistio o duque do Sal-
danha, este declaru que nunca su unira com os
Cabraes, porque eram estes, aquolles, aquell'outros,
etc. Agora, em vista do que praticou Saldanha,
bouve quem dissesse ao almirante Napier, quo elle
era cabralista. oque ello respondeu muito zanga-
do : (i Pois eu hei do ser cabralista desde que ouvi o
que disse delle b marechal Saldanha ; e conloa to-
da a historia.
A esquadra ngleza sahio do Tejo no da 2-2 do
corronte. Dizcm que vai cruzar por alguns dias, e
que depois voltari ao Tejo. Neste porto s ficou u-
ma nao e um vapor.
Parece que no da 22, anuversirio da accSo de
Torres-Vedras, pretenda o marechal Saldaqha quo
toda a tropa da guarnicito de Ljsba fosso assislir
a urna missa solomno de defuntos, no Campo-Pe-
queno. Alguem houve cjuoachoii esta ideia rl.dcii,
la ; e os ofHcios fnebres pelas almas dos que nior-
reram naquclla ac;3o tiveram lugar, nd cathedral-
em Santa-fsabeJ, o em nutras igrejas, prximas aos
quarleis da tropa, que assistio em forma a esse acto
religioso.
' Os ferimentose caectadas | continuara a sera or-
deradodia, tanto em Lisboa, como nas provincias.
Em Lisboa foi macado Jos Miguel da Cos,ta, editor
da KeoolucHo de Setmhro, por um capiUo da guarda
municipal, chamado Ribeiro, porquo aquole jor-
nal liavia publicado urna correspondencia quo I he
era desfavoravel. N3o houve ferimonto, porquo o
dilo Jos Miguel aparou no braco a pancada que llie
ia dirigida cabeca. Um tal piocodiinenlo do um
ofllcial da guarda municipal, encanecida do man-
ter o socogo o de evitar desordens, he na verdade
escandaloso.
Outro individuo tamhem chamado Jos Miguel,
dono d urna fajjric de niassas Mouraria, foi ca-
celado no Roci, qucbando-llie a cabeca os cace-
teiros, por ser patuleta.
No Porto teem acontecido innmeros casos des-
loa, segundo refurom os jopaos, o.aUjindisso, all
Ja se vo empreando as machinas infernaes. Re?
fere-sd (|uo um sujeilo encarregou a um gallego o
levara outro chamado Jos Salgado, que habito va
em Villa-Nova, una cndeca, .dando-lbe pelo fro-
te 0 rs. tima paga *3o avultadn fez desc#nfiar.
Aberta acondeca, dispararam-se doas pistolas, quo
feriram urna das pessoas prsenle. No fundo da
condena havia muita plvora sola.
Em Uraganca, foram alguns olllciaes, sargentos,
empregados do governo civil, o ontras pessoas com
alyas e sobrepellizos voslidus, lQvaudo,-nas njos,
caldeiras, matracas, o forros volhos, fazer bulla o
rasar o ollicio de dofuntos portado governador ci-
vil, nmeado polo anterior governo, e por lim que-
braram-lho as vidracas s pedradas. Ignora-so, so
depois de urna tal manifestaco o dlo governador
civil pemauecer all por muito lempo.
As ultimas Tullas ilo Porto annuuciain O incondio
do edilicio da Casa-Pa, onde estovara ostabolcci-
das as roparlifcs do goveruo civil, equartcl-gene-
r.il da divisHo militar. Ficou ludo rcduzido a cinzas,
salvando-so apenas parte dos curinos.
Os tremores do trra, que linliam muita genio e'm
sustos iiosta capital, cessaram j coniplotamculo,
sem causarom damno consideravel. As clmvas que
sobrevida ni repentinamente, fdi urna mudanca fa-
voravcl. Parece qaoosbalos se limitaran! Lisboa
e seus contornos, pois oilo ha noticia de so sentircni
muito distante da capital. O que so disse de ICvura
he inexacto.
VRIEOAOE.
O DUQUE DE GUISE. (*)
por frcDenco ^ouie'.
SEGUNDA PARTE.
XI.
DepoU que 0 bariio de Mdcna sabfrn, o duque de
(iuise eCcrijante ficaram s.
VtatSo! Censante, eiclamou vivamente o duque,
que bastante difliculdade tivera em contri- at cute tno-
incnto acolera c iadignaco que senta, atar-se-ba nada
inai vergonhoso que o procedtmento dcslea dous lio-
inens, cada um dos quaesvai, no circulo das suas attrl-
buiedea, mendigar o soucorro dos ltimos miierarels,
I1 'JL* se elevar a um posto que neiti mu nem outro he
digr de uceupar?
Por certo que lie preciso, para substituir a V. Altr/.a
cm caso de necessldade, disse Censante, lioinens mah
icosturnados, do que Modeuao Rocliefort, a dirigir ne-
gocios de grande transcendencia.
Mas, como se nao fsse bastante que a louca preten-
\o de cada um oscegassea ponto de seavillarem a soli-
citar sementantes protectores, de mais a mais he aos
meus inimigos que elles aedlrlgciH, quelles que faietn
Lpubllcatiieiite .alarde de allruutar a miiilia autoridade ;
e se tu soubesses o que me cominunicaram esta uoite,
Censante! Oh! ouve, acereseentou elle com expressao
de caasadp c aborrecido, se nao fsse a vergonha de re-
nunciar ao que empreheodi, se nao Cosita a espernca
() Vid Din* %.' 33.
OS DOUS CASAMKNTOS NO TF..MPO.DE I.UIZ XIII. [*]
VIL
-
O Sr. do Chauvelin licou estupefacto, o sem so
[*] Vide Diario n. 20.
atrever queixar-se, por n3o declarar o que se pas-
sava no sen interior, dirigio-se para outro lado.
Urna condossa. quo so jactava do estar em guerra
aborta com o inarquez, tto fez notar que nunca a
Sra. de Cuebriant se tlnha mostrado de mclhor hu-
mor ; quo o Sr. de Pisany, a q'ifem fallava com tima
preferencia muito notavel, podia muito bem dizer
quo tinha grandes probabilidades de chegar a reinar
naqucllo coraQffo que se achava vago, o que ninguom
tinha diroito a queixar-se de que um astro t3o bri-
Ihanto nflo consentisso em concentrar sompre os seus
raios sobre um mesmo individuo.
Esta obsci'vuciio, dcsgracadamciilo muito fundada,
augmentou maisa tristoza o o mo humor do Sr.
de Chanvelin.
A manhSa tinha sido agradavel para todos os con-
currentes, oxcopto para o marquez, e um novo epi-
sodio veio por ultimo corear a alegra daquelles, o
augmentar a desesporac3o deslo. Um Oscudoiro do
Sr. de Pisany trouceparai S1!" >>m. pequeo cofro
do bano, marchetado de marlim, quo continha um
mimo do Sr. do Voiture, cuja ausencia n3o.o tinha
dispensado de pagar o seu tributo senhora de Cue-
briant, a quom estimava muito particularmente. Ti-
nha, pois, encarregado o sou amigo, o nurquez de
Pisany, do ser o seu portador, e esto ultimo, pola
sita parte, tinha disposlo urna scena theatral.
Um mimo de Sr. de Voiture.' fram estas as
palavras que corrern do bocea em bocea, e pelo
lora com que lodos as pronuuciavam so acabava de
ver que psperavam que fosso o mais selecto, quo se
tinha apresentado. Tinham, pois, finos, os olhos no
colVczinho, quando a senhora de Cuebriant o abri,
elirou dolle um bilhetc preso o dozc lucos de litas.
Era isto encontrar mais do quo se esperava. Um b-
lliete de Voluro .' Que presente Todos os circums-
alites pensavam assim, porque nenhum delles ig-
norava que s o grande Balzac Iho disputava a pri-
ma z i a no gnero epistolaix
A curiosidade geral, excitada por alguns momen-
tos do espora, nflo lanlou em ser salisToita, pois a
duqueza leu om voz alta o bilhele, que era concebi-
do uestes tormos :
A'senhora de Cuebriant, remeltendo-lhe do-
zc tacos [oa/a*jj de lila de Inglaterra.
Senhora: posto que a disericiio he urna das
principaes qualidades de um guian, julgo que, envi-
ando-lhodoze, Hie pago bem generosamente oque
lliedovo. Nflo faca reparo em admitlir um numero
to consideravel aulles, ainda que at agora nao to-
nha querido admitlir nenhum, poisasseguro-lho que
pude Dar-so Justes, bem certa do quo' nada dirflo dos
favores que Ibes conceder. Por muilo glorioso quo
soja icoeb-los do vos, nao lem sido pequeo triuin-
pho o ter encontrado tantos quo os solicitom n'um
lempo em que todos cslflocheios de vaidade; o por
isso foi preciso ir procura-Ios ao oulro lado do mar.
Nflo ignoris, senhora, quo nflo sflo os priuioiros da-
quello paiz que tecm sido bem rocebidos em Franca ;
porin estes, sem duvida alguraa, serflo os mais feli-
zes do quantos ten ha ni viudo; pois, so os recbenles,
aiflo devora iuvejar asorle dos quo tcnbain servido
s priucezas o s rainhas; porque o que merecer
oceupar um alguma cousa o seu espirito, pode jactar-
se de estar collocado no lugar mais elevado do
mundo.
l'arece-mo que tenho dito mais do quo devo di-
zer um liomeni quo nflo faz mais do que pagar o que
deve; porra podo estar corta de que, se s tivesso
que fallar de mi ni, me teria contentado com dizer
que sou, senhora, com o mais profundo respeilo, seu
muito humilde sorvo V. de Voiture.
liste bilhete, em termos 13o hyperbolicos e empo-
lados, obtevo o mesmo triuuipho quo o soneto do
Tiiscotinna comedia Les femmes suvanles. Compri-
unara-se a custo os ouvintes einqunto duroua lei-
que anda tein niadamoisella de Pons, e se nao fise por-
que os olhos de toda a Europa estilo cravados em uiim,
renunciara seinelhantc empresa.
Isso serla indigno do herdeiro de Untos hroes, re-
plicou Censante ; e V. Alteza nao ha de querer dar aos
seus inimigos a satisfaejib d poderem dizer que V. Alic-
ia nao he mais fiel a seus proprios designios do que aos
seus amores.
E dizcm isso ? perguntou Guise. Devem dizc-lu,
porque recebi cartas de MalICorne em que se me parti-
cipa que Mr. de la Rochcfoucauld anda por ahi publi-
cando mximas que. me dizcm respeilo, que o cardel
de Itru s ostenta de grande engenho miiiha cuita'
com uiinlia lia Chevrcuse.
0 cardeal he um fatuo, respondeu Cerisunle.
Mas teiq una inmensa qualidde que cu nao te-
nho, prosegua o duque, rindo. Para chegar aos seus
iius, he capaz de namorar a una velba. Porein iis esta-
mos conversando em cousas uui pouco serias, ineu cha-
ro C'erlsante; alii estou eu a bracos com dous pretenden-
tes ao lugar de tuestre-de-campo-gencral; e sabes.tu
a quera eu o destino?
cerlsantd tomn um ar serlo e descontente, c res-
pondeu:
Consinta-me que Ih'odiga, senhorduque: se V.
Alteza der os posto] mais elevados gente desle paiz,
como intenta, que restar aos Mdalgos que tiniram a sua
fortuna a (le V. Alte/a?
neveras? disse o duque olhando para Cerisanle,
tainbein tu es do jogo ?.....
Senhor duque, respondeu Cerisaute cheio de alti-
vez, julgo que os uieut servicos nao me tornan] indigno
do posto de mestre-de-campo-gen'eral.
B, acereseentou o duque n'um tom de sarcasmo e
desprezo, tambetu tu tcns na tua algibeird atguin re-
quermento assignado por ineia du/.ia de villes c de
traidores, como Santis; Peppc-Patoinbo ou Genuino?....
Tenho mais do que isso, senhor duque, tenho.....
ECensante, que ia liraudp da alglbeira um pergami-
nho, fui repentinamente intcrroiupido pela entrada im-
petuosa deLuigi del Ferro, que, depois de ter saudado
ao duque, llie dis.se com a empolada yoz do costume:
truena perdoar-me, senhor duque, por ter per-
rurbado a screnissima conversarlo de V. Alteza; utas a
alvacao c a boa ordein da causa publica exigem que
o senhor Censante me dO iininediaumcntc una satis-
faco.
Eu ? disse Cerisante com desprezo, sel eu la ao me-
nos quem o senhor he?.
.Otleudeu-o elle de alguma maueira? perguntou o
duque, que nao teria feito caso desle desproposito de
Luigi se nao adiviuhasse que llie trazia alguma arma
contra Cerisante.
Foi a magestade do direito dos embaisadores, re-
presentantes dos reis, que Mr. de Cerisante ollendeu.
Vossd est louco, disse Cerisaute com altivez.
Senhor Cerisante, rcplicou I.uigi, nao faco caso das
injurias de um homcm que se evade aos seus deveres;
e aqu mesmo o cito para me en ir cgar os sellos da em-
bullada e lodos os despachos do inarquez de Fon-
tenav.
li j deixei eu de ser seu representante e represen-
tante da Franja junto a S. Alteza o senhor duque de Gui-
se .' perguntou Cerisaute; c cliegou de Roma ou de Pa-
rs algum despacho que me deinitta destas lunccOes?
I', o senhor nao sabe, Ibc disse Luigi, que ellas sao
incoinpativeis com as que boje oceupa? e o senhor mes-
mo au as devciia resignar no momento eiu que recebeu
deicniiaro Anucsc asuauomcaco de mestre-dc-cam-
po-general?
Cerisaute niordeu os beicos com raiva.
tura, dando silenciosos signaes do contcntamento e
approva^3o;mas, terminada ella, clioveram de toda a
parte os elogios, mostrando cada qual mais extase o
admirarlo. S o Sr. de Chauvelin nflo participava
do enthusasmo geral, e at murmura va entre den tes
contra o objecto daquellas exclamacOcs. Reflexio-
na va tristemente que o sou amigo Voiture teria podi-
do muilo bomdar-lho aquella commissflo, em vez
de encarrega-la ao marquez de Pisany, e esta falta
de delicadeza, que atlribuia ao seu amigo ausente,
so unia lambe-m a desconlianca, engenhosa, porm
intilmente dissimulada, que acompanhava a re-
/nessa dosdobrOes. Aquella offensaora impordoavel
aos olhos do enfadado Chauvelin, que recordava a
scena nocturna, a que tinha dado lugar, e o amargo
fructo que della tinha lirado. Em visla do ludo o
que Iho tinha acontecido, o nosso desprezado onamo-
radotornouaculpa ao Sr. do Voiture de todas as
suas desgracas, e o acctisou interiormente de ter fe-
toempaldcecr a sus estrella, quo ule entilo linia
sido a mais brilhant'de quantas tinham gyrado ao
redor da sonhora do Cuebriant. chamada o Sol por
todos os pootas da corto. As reconvencoes quo o
marquez diriga interiormente ao amigo, nflo trda-
ram emrecahir sobro o ser/pior, e confundi um o
outro na mesraa reprovac,3o.
Em tal disposic3o do espirito so achava quando a
mesma condossa.'quc antes tinha querido mortifca-
lo, tornou a persegui-ln, consurando-o, por assim
dizor, dasua frcza, quotoJos linham notado e que
nflo podiam deixar do notar, pois formava um sin-
gular contrasto com a oxaltacflo geral.,
Nflo morecoa sua approvacflo o engonhoso bf-
IhetodoSr. do Voiture? Ihe perguntou olla.
Na verdado era elegor muito m occasiflo para sa-
ber a opinilo do Sr. do Chauvelin sobro esto ponto ;
e por isso ello nflo fez outra cousa senflo continuar
em suas tristes reflexoes, com a difTorenQ do que a
msala cousa que teria pensado om silencio sem a-
quolla de.sagradavel provocaeflo, o manifestou em
voz alta, dizendo :
OSr. do Voiture lio um mentonapto que ator-
menta o sou talento eom bagalellas, o que obrara
muito melhor, so aprendesso a viver no mundo.
Ao ouvir seraolhanlo resposta, lovantou-se por to-
da a parto um clamor geral. Qu indignidade,
dziam uns. Que injuslica! exclamavam.
outros.
A gloria, dizia urna senhora quo presuma ter
ongcnho, assemclha-se a Hrcules; apenas nasce, lo-
go tem que afagar serpentes.
Bem vedes quo persiste em suas perfidias, dis-
se em voz baixa a senhora de Cuebriant, a seu pri-
mo; amanto traidor e falso amigo : estas duas
cousas nunca pdom deixar de andar unidas.
Pelo que diz respeilo no marquez, autor impru-
dente do toda osla poeirada, nflo julgou opportuno
fazer frente a tantos inimigos, como os queso dis-
punham a ataca-lo; e, conhocendo a desvantajosa po-
sicflocm quo se achava, tratou de sabir della, rell-
rando-se sem aceitar o combate.
O velho La Terrise, que estava muito longo de sus-
peitar a subtraceflo nocturna dos dobrOCs, tinha ido
ar'ranjar, como todas as manhflas, o quarto. de seu
amo. Este ebegouentretanto coma cabeca baixa, e
semblante summamente triste, e ao entrar dirigi
olhos colricos ao criado, quo julgou encontrar ncl-
los a expressflo ainda viva do dcscontentamento quo
no dia anterior tinha causado ao marquez, recusau-
do-se a ontregar-lhe os duzentos dobrdes.
Quanto se onganava o infeliz Aquollos olhos ira-
dos s indicavam o desojo do encontrar um adversa-
rio com quom podesso desafogar, o longo de ser o
que imaginava La Terrise, esperava seu amo, que,
tendo descoberto o furto, esuspeitando quem fosso
o autor dcllc, o procurara casmurro, o que desejava
O duque de Guise parou de repente, mralo de clera
indisivcl lhe brilhou nos olhos; mas nao respoudcu a
principio: deu um passelo em roda da sala; depon
tornou a lomar o lugar que havia Visado, e disse a Ce-
risante com vozsocegada, mas severa:
__ Ueixc-mc vercaessanomeacao: bom beque eaa
examiue, c que conheca o limite do meu poder.
Cerisante eutregou-lh'a; o duque leu-a, ep-la sobre
una cancira, ao lado dos requerimentos que lhe havlaiu
a verdade! cxctajuuu o duque com um riso de
desprezo, Rochcfort c Mdeua sao bem grandes tolos,
nao he assim, Mi de Ce.ri.suute .' A quem undaiu OS to-
Iciroes solicitando postos c aaixo aisiguados? Um
aoscapitaes de quarleiro, rsticos bem pouco conveni-
entes, mas dos quaes a maior parte se batein alinal con-
tra os Hespaubes. O outro dirige-se ao eleito do povo,
a Genuino, aos uembros da junta, magistrados iuliris,
mas emliiu pessoas que tecm pratica das assemblaa
Kintle se tratam os negocios. O senhor, porcui, nao foi
to tolo, porque logo primeira se dirigi ao ultimo dos
mlscravets, ao refugo da caualba, a um brejeiro jue
nem ao menos he capaz de assignar a nomeacao que lhe
deu, a um patife..... ,
Ao seu coltega, senhor duque, rcplicou Censante I le achouque era boaoccasiao de.se pagar desse servico
com tal altivez, que bem exprimi a Ira que o doinl-1 de lacaio, com opruuelio posto mlUUtrdesU cidade.....
nava. I Oh'. elles bao de pagar-nvo...., elles bao de pagar-m o;
sido entregues por Udena e Rocbefort.
E agora, Mr. de Cerisiule, continuou elle, visto
que he iucstre-de-cainpo-gen.''ral, cuide em rtecufar as
minhas ordens. EsU noite, seja por que modo lor, tra-
ga-me a este palacio aGcnuaro-Annese.
Mas, senhor duque, disse Cerisante, eu nao posso...
Geunaro-Annese he meu collega, disse severamen-
te o duque. Tramam-se conspiraedes nacidade, quepo-
dein trazer comsigo a perda do todo este povo; he jus-
to, portaoto, que todos os que tecm alguma autoridade
se reunam para assentar as medidas que se devem
Porin, senhor duque, disse Cerisante, se elle re-
Tomare! essa recusa por utna traicao, e tal ves que
tambem julgue traidor aquello que, tendo lido sobre
Gcnnaro o podJr de se fazer uomear ineitre-de-campo-
general, nao Uvcr o de o determinar a fazer-ine urna vi-
sita. V, senhor Cerisaute, v. .
Cerisante saudou o duque com um ar humilde, em
que todava ressumbrava asatisfacao de se vr de pos-
se de um posto ambicionado por laota gente, c d/ahi
sabio. ... ,
E os sellos I exclauniu I.uigidol Ferro.
Isso agora he negoci de doudos, respondeu Guise
vollaudo-lhe as costas.
Luigi cuiuprimentou-o e sabio, gritando com quanta
frca tinha :
-- Mr. de Cerisante'. Mi. de Cerisante!
Que infames 1 que miscraveis, murmurou Guise
comsigo mesmo quando licou s; cncarreguei a Ceri-
sante de acoiupauhar Ronda at acasadeGenoaro, et-
MUTILADO
-s



V
I

Yivamente; pois, tendo-s -trufo ao combate em casa
da duqueza, sontia un i, nosa necessidade de
acharum inimgoem qu> < >sse descarregar a
suaraiva. Por isso, aquellos .. lomens que se a-
chavam frente a Trente, osperavam, cada qual por di-
verso mudo, um choque quo nenhum delles se atre-
va a comocar. Duru aquello silencio alguns minu-
tos, at que o marquez, vendo que La Terrise ficava
cali-do e continuava tranquillamento a sua obra,
vollou-so para ello, o disse-llie com aspereza :
Acabar depressa com isso ? *
Quando oSr, marquez quizer, respondeu hu-
mildemente o criado.
i Poisquero-oj, replicou o marquez; deixo-
mes.
Bemo temiaeu, pensou Interiormente o bom
velho; anda consorva rancor pelo que Ihp disso
nontem.
l>irigio-se para a porta, allm de retirar-se sem dar
urna palavra, porm quando ia abri-la parou, e per-
guntou:
A que horas quer o Sr. janlar ?
A nenhumas, respondeu impetuosamente Chau-
volin. V-sedaqui.
O pobre La Terrise nSo eslava acostumado quelles
Todos, nem a um accesso tSo duradouro de colera
em sen amo, que, regularmente, tflo depressa se en-
falava, como se desenfadava. Julgou, pois, que o
golpe da vespera lnha ferido profundamonto o mar-
quez; pois que a inda a fonda nflo eslava fechada, c
ii3o sendocapazdo sustentar urna obstnaeflo que
Mocara custava ao seu carinho, correu para seu
amo, e inclinando-so diante delle, I lio disso :
Eumesubmetlo a quanto o Sr. quizer: con-
fesso que iz mal, Sr. marquez; pordo-me, eu Ih'o
pego ; disponha dosse maldito dinhoiro, e do ludo
quanto quizer, com tanto que me estitua a sua a-
mizado.
(Contimar-u-ha.)
mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmpmmmmmm*
COMMEfSCJO.
EDITA L.
A cmara municipal da cidaie de Olinia e seu termo,
em virlude da lei, etc.
Faz saber quo serSo arrematados, no dia 17 do
correte mez, os contratos seguntes : o reparo dos
acouguos, dos mscalese boceteiras; a aferico dos
pesos e medidas, e armazem pequeo do Varadou-
ro : os licitantes comparecam habilitados e muni-
dos dos competentes (adores.
E para que cheque ao conhecimento de todos,
mandamos publicar o presante pola imprensa.
Cidade de Ulinda, 11 de fevereiro de 18*8.
JoiJoaqum de Almeida Gutdes,
Presidente
JoaS Paulo Ferrtira, '
Secretarlo.
Declarares.
AVISO IMPORTANTE.
O administrador da mesa da recebedoria das ren-
das geras internas avisa pela ultima vez aos col-
lectados do imposto do banco, do Recifc, Santo-An-
tonio o Roa-Vista, para que vonham pagar o que es-
tro a deverde 1810 a 18*7, e de 47 a *8 : pena de
se proceder a execulivo, se porventura nao com-
parecern) at o lim do corrente. E para constar
fago o presente aviso.
Recebedoria, 11 de fevereiro de 18*8.
Franchc Xavier Cavalcante de Albuquerque.
Alfandega.
RKNDIME.NTO DO DA 14. ..........1:684,889
Detcarregam hoje, 15 de fevereiro.
Nlte-NalhilA dem.
-Tanjo-I mercaderas.
Briguc
Rrigue
IMPORTA CAO*.
Jiuona-Mathldc, briguo austraco, vindo deNew-
port, entrado no corrente mez, consignado a N. O.
Itieber & 0., manifestou o seguinto :
197 toneladas do carvflo de podra; aos mesmbs
oonsignatarios.
CONSULADO GERAL.
RENDIMFNTO DO DlA 14.
C.eral.........................2:679,427
Divorsas provincias............... 213,905
2:892,*32
CONSULADO PROVINCIAL.
RENblMENTO DO DlA 1* .........2:265,866
Movmcnlo do Porto
Navio entrado no dia 1*.
Mar-Pacifico, tendo snhldo de Ncw-Tledford ha 39 nie-
zcs, galera americana L.-C.-Richmond, de 341 tonela-
das, capilao Richard D. Wood, rquipagem 28, carga
azeile de peixc ; ao capitao.
tiavioi saludos no mesmo dia.
Trieste ; patacho hatnburguez Feroni, capitao C. F. May-
er, carga assucar.
TUarseilles ; barca francesa Juli, capitao Charles Redu-
chard. carga assucar e couros.
Rio-dc-Janeiro por Mnceio e ilahia ; vapor brasilciro Pa-
riente, cointnandnntc o capitao de fragata Costa Pe-
relra. Alm dos passageiros que trouxe dos portos
do noi le para os do snl leva a seu bordo : para a Bahia.
. Massy Rrowne, Jos Pereira de Araujo Pinheiro com
um criado, Siufronio Olimpio Cczar Coutirrho, Mr.
Din; para o Rinde-Janeiro, os segundos tcnciiles
Francisco Kafael de Mello Reg e Joo Gualbertode
Andrade Maya, Alfredo de Rarros Vasconcellos, Ray-
inundo da Brito Gomes de Souza, Tilomas Uoulej.
E no mesmo instante batru n'um trimbre, c disse ao
lac.iio que se Ibe a presenten :
Tragain-me o preso..... como ordene!.
O lacaio a iliiii, e nojnesino momento se ouvio na ante-
cmara do duque um furioso reteir de espadas. Guise
para l correu e vio a Cerisante combatendo com Luigi,
que o atacava com bravura, gritando:
Knti ega-ine os sellos, Cerisante.....ou eu fecho os
argredos que riles guardam na tua sepultura.
A' vista de Guise, Luigi parou.
Senhor duque, disse Cerisante colrico, delxar-mr-
lia V. Alteza insultar em seu palacio, por seinelhanlc ini-
seravel.' i
Este miserarel tem rasao, respondeu Guise com se-
verdade; V. Mcrc se tornou indigno de ser represen-
tante d'el-rcl de Franca junto n inim, desde o momento
em que se fes nomear como chefe doexercito napolita-
no. Qucira entregar os sellos ao senhor Luigi del Ferro.
Pois bem eu l'os entrego, disse Cerisante com
raiva.
R procure prcencher com maU severidade os seus
novos deveres do que preencheu osantigos, continuou
o duque, se nao quer que depois dos sellos Ibe pera latn-
beni a espada.
E Guise voltou para o seu aposento. Um homem
membrudo, sombro, ameacador, eslava em pe a um la-
do da mesa junto da qual Guise seia assentar ; .do outro
lado estar um rapai, antes umacrianca, de semblante
paludo, sofi'redor e fatigado. Este rapaz era Francesco;
o outro era o verdugo.
Quando licitamos a Gasta em presenca d'Anita, o dia
apenas comecava a nascer; mas anda nao illunmnava
aeuo mu acmenle a cmara em que Car uinle iotro-
duzra a neta de Genuino: por conseguate Casta nSo
pode notar o mevimento de furor que tinba felto levan-
tar Aila no momento em que ella llie dirigir a pala-
vra, dizendo-lhe branda:
Aila, minhaamiga, minliairuiaa, son eu, Casta!
Aila approximando-sc della, lomou-a pela mao ea
Pecas de roupa apprehendidas pela policio.
1 camisa do madapolflo de homem ; 3 ditas de
algnd.1o7.inho, de menino; 2ditas de madapolflo,
do dito; 1 calca do brim trancado branco, de ho-
mem; 1 dita ilc liriin trancado pardo, de dito ; 1 mu-
fombo de caifa branca: tudo em mo estado : 1 ca-
rniza da menino; 1 jaqueta de bretanha de algodflo;
1 dita de riscado ; i camisa de bretanha, de sonho-
ra, aberta com bico por baixo; 1 dita dita de dita,
com lavarinto ; 1 dita dita de dita, com bahado ; 1
dita dita do dita,'com matames; 1 dita de mada-
polflo de dita, com bahados, em mo estado; 1 dita
dito de dita, lisa; 3 cahecfjes do madapolflo ; 1 rosti-
do branco de cassa de quadros; 5 ditos dito, em
mo estado; 2 ditos de chita preta, dito ; 2 ditos de
riscudo; 1 dito dito de dito em mo estado; 1 dito
de chita, dito; 1 dito dito; 1 lencol de panno de
linho ; I dito de madapolo; 1 dito d panno de re-
de ; 1 dito de algodflozinho, em mo estado ; 1 loa-
Iha de esguiflo, de bordado de susto, com biCo ; 2
ditas do mesa, de algodn trancado, com franjas ; 1
dita do dita, de madapolflo; inetade de urna loalha
de olgodilo trancado, de mesa; 1 loalha de mflos, de
algodozinho; 1 fronha pequea; 4 pares de meias,
de senhora, e alguns mulambos.Devem de ser re-
clamadas na subdelegada da s do 01 inda.
Animaes apprehendtdoi pela polica.
Um cavallo ruco, lomado a certo rapaz morador
em Alaga-do-Carro, quo Confessou le-lo Rutado
em Pai;o-do-Po.Deve de ser reclamado na sub-
delegada do I, distrelo de Tracunhflem.
THEATRO PUBLICO.
Despedida dos meninos Usuccioni.
Lindo c variado espectculo em beneficio dos me-
ninos rabequislas, Jos e Alexandro guccioni, oa
noite de terca-feira, 22 de fevereiro de 1818.
PItIMEIRA PARTE.
I." Grande overtura recem-chegada da Europa na
opera l Nuevo Fgaro, a qual, pela primeira vez,
ser executuda neste theatro grande orchcslra.
/fice/.
2. Kngracado duelo a duas rabecas pelos benefl-
c i a d os.Ifcr6 ipueri.
3.* Padidu escocez, dansado pelas meninas Fclismi-
nae Jesuina.
4. Lindas variac/ies de rabeca pelo menino mas
mogo, acompanhadas pela orchestra, e por seu
irmflo entre os bastidores, o que produzir oncan
tadorefleito.--Uebali.
PARTE SEGUNDA.
5." Repetigoda brilhante ovortura do iusigno mes-
tre Ricci.
6." Cavatina na o pera // Segreto, executada na ra-
beca pelo menino mais vclho.iMandaiic/.
procurando o lugar por onde com mais seguranca a pos
sa atacar.
Casta, atemorisada, nao s por esse terrivel acolhi-
nento, mas pelo reluctante aspecto de to hediondo
rosto, que ella nao coohecia, tambem sobre-sl mesma
volva os ollios, semprc presos aos de Anita, como a agu-
Iha'cevada no imn que segu invencivcl o 890 qu se
Ihe pfle diante.
Entretanto, Anita murmurava com voz rouca e suf-
focada ;
Siinl sim.,... ella he bella..... ella he bella!
E de repente, approximando-sc de Casta por um ino-
vimento furioso e desesperado, exclainou, levantando o
puuhal que liuha na mao :
Elle te ama, nao he assim?
Mas, queui he que me ama? perguntou Casta re-
citando; dequem Tallas tu, e porque me fallas asslin,
Anita? agora, he que ou te conbeco.
Tu un' conheces! replicou Anita com voz sombra ;
por que signaes me conheces 111 ? 1V10 he pelo ineu ros-
to, de certo, porque hotive um lempo, lembras-te tu
delle, Casta? em que nos gostavamos de contemplar as
nossas blicas uina junta da outra ; entao tu me dizias':
Ks tu que i a mais bella, e eu te responda : Nao ;
s 111 ; > e como nos amaramos cutan, acabavamos ac
nossas quesloes, beijaudo-nos e-dizendo : v Que impor-
ta, comtauto que cada uina de nos seja a mais bella pa-
ra aquellc que ella ama. > Qh agora ja nao he assim.
Pobre Anita, murinurou Casta, o indigno llurgia
ter-te-ha abandonado na tua desgraca, e tr-te-ha des-
prezado depois de todos 09 juramentos que te fez?
liorgia, replicou Anita com urna voz triste, nao me
abandonou mais do que O. Flix de Medina te despre-
souati.
Quoqueres tu dizercoih isso ? perguntou Casta co-
rando.
Coiuludo, continuou Anita acerbamente, D. Flix
do-Medina j nao he o cavallelro com quem tu sonlias
de dia, e a quem abres a noite a ianella da tua'camara,
v,. i'..i ...... ^....rn j-ii^ /y~~.- _.'_ ... .1
7. Poloncza, dansada pelas moninas Jesuina e Fe-
Iismina.
8." Linda cavatina de Eleonora, na opera Torquato
Taiso, pelo menino mais moio.-Donizetti.
TERCEIRA PARTE.
9.* Grande minuete hospanhol, ejecutado, pela pri-
meira vez, pela orchestra.Clariano.
10. Urna variaco lindissiina, tocada as 4 e 2.1
cordas pelo menino mais velho,' com brilhante
poloneza.Dtbali.
11. Padidu inglez, dansado pelas meninas Jesuina
eFelismina.
12. Grande duelo da opera liagliana in Algeri, eje-
cutado pelos beneficiados, em trajes differentes.
Roisini.
13. Polka, dansadada pelas meninas Felesmina c
Jesuina.
14. Bonito toma com trinados, seguido de um ale-
greto edo um rondo engracado, pelo menino mais
mogo, com que terminar o espectculo.Mane-
ras.
Eis o espectculo que os meninos beneficiados
teem a honra de offerecer ao Ilustrado e generoso
publico desta capital, ao qual votam eterno reco-
nhceimentOj pelo bom acolhimentocomquefram
recebldos.
Os bilhetes acham-se venda na casa dos benefi-
ciados, no Recife, Holel-Francisco.
A. II- Finda a primeira p.utc do espectculo, os
dous beneficiados irflo aos .camarotes recebor a
respectiva esportula; o qu fazem, por se achar
tnui prxima a poca de sua rotiraJa desta xapi-
tal.
PRECOS-DA ENTRADA.
CAXSROTKS.
!. ordem, 6,000 rs., e frente, 10,000 rs.
2.* 8,000 rs., e 12,000 rs.
3.' 2,000 rs, e 4,000 rs.
Toda plateia geral .1,000 rs.
Principiar as 8 horas da noite em ponto.
cano digne-se de tomar bilhetes para ambas as
noites: entretanto, se isto nSo fr possivel, pode-
rdo os amadores tomar bilhetes para urna s das
indicadas noites, certos do qne nwn por issoseri
menor o reconhecimento dos meamos beneficia-
dos.
PREC0S DA ENTRADA,
Platea geral o .' galera...... 1,000
2.*, 3.' o 4.' galera .. ........ 2,080
Os bilhetes que ainda restam, vendem-se na ca-
sa de Margarida Deperini, ra doQuoimado, n. 16
primeiro andar.
Publicado Litteraria.
AS SETE CORDS DA LYR,
por George Sand,
A quartalivrae.no acha-se a venda nos lugares do
costumo : no Recife, loja do Sr. Cardozo Ayra'; em
S.-Antonio praca da Independencia livraria ni. g
e 8; na Roa-Vista loja do Sr. J. E. Chardou.
liCilao.
OleilSo defazendas de Me. Calmont & Compa-
nhia annunciado para 15 do corrente, fica J^ansfe-
rido para outro dia que se annunciar.
(xat
Avisos iiiaritiinos.
THEATRO DE AFOLLO.
Prestes a relirarem-so para a Europa, Margarida
Deperini e Joao Toselli nflo querem doixaresta ca-
pital, sem que dom aos seus mu dignos habitan-
tes um testemunlio solemne do quanto estao penho-
radosdo bom acolhimento com que ellos os teem
honrado ; e por isso hfo resolvido dar duas repre-
senlacies nm seu beneficio, certos de que ainda re-
coherfo por mais estas vezos a protecf3o que se '
Ihes ha prestado.
A primeira represenlacfio ter .lugar na noite de
hoje 15, ea segunda na de23do corrento mez.
O espectculo da primeira noitser distribuido
da manera soguinte :
PMMIISA PARTE.
1." Symphonia a toda orchestra.
2.* Dueto da opera Norma in mu mano alsiktasci
por Margarida Deperini e JofitToselli.
3." Graciosa aria da pora // Giuramento, por Mar-
gando. Deperini.
4. Aria, por Joflo Toselli.
5.' Dueto da opera Belitnrio, por Margarida Deperi-
ni e Joio Toselli.
SECUNDA PART.
1.* Aria dei Copuletti, pela orchestra, com obri-
gacS de flauta.
2.' Grande dueto da opera Nabucodonoior, por Mar-
garida Deperini o Joflo Toselli.
3. Aria da mesma opera Del delirio, por Joflo To-
selli.
4. licllissima cavatina da opera // Torquato Tatto,
por Margarida Deperini.
TEBCRIA PAHTE.
l. Symphonia.
2." Rondo final da opera Sapho, por Margarida De-
perini.
3. A muito engranada aria da opera Ot engatados,
por Joflo Toselli, o qual apparecer em secna com
duas bonecas, que fingirflo oulras tantas filhas
suas.
4. Walsa pela orchestra.
5.* 0 multo applaudido dueto da opera Figlia del
Regiment.
Com este cscolhido diverlimenlo, que constitui-
r urna das assignaturas promovidas por Margarida
Deperini, os beneficiados osperam grande concur-
rencia e a mais assignalada protec(flo, compromel-
lend-se aempenhar os ltimos dos seus esforcos
para que o espectculo se torne digno das pessoas
a que be dedicado.
Como est muito prxima a sahida dos benefi-
ciados, clles rogam ao Ilustro publico pernnmbu-
.
arrastrou at janella. Nao fot por causa delle, Casia, que tu deixaste gcuier e
Knlio Aila cravuu na 11109a trmula um oifiar cham- chorar a tua amiga d'inlanca sobre as pedras da rus,'
'nejante; d'abi poz-ae aapdar lenta ao redor de Casta, jcinquaiito tu (aiUvas d'amor e esconda*as trevas o
como Um animal feroz quando gyra ao redor da victima, I nijsterlo da tua entrevista.
Oh se tu soubesses se tu soubesses 1 Anita, diste
Ca'sta debulhando-sccn lagrimas, e juntando asmaos.
Sci tudo, respondeu precipitadamente Anita.
Como! tu sabes quem era a pessoa que, esta noite,
eslava commlgo?
Sel, replicou Anita em tom breve e ameacador.
Mas, antes de te dizercomo o soube, proseguio ella coui
o sarcasmo nos labios, quero saber como tu o conhe-
cette e como o amaste.
De que te serve, respondeu Caita todaaiuicta, de
que te serve saber que desde a primeira vez que elle
cnirou em nossa casa o seu aspeito me fez tremer, a-
joelles olhos turbarain-mc toda, c aquellas palavras me
Izeram estremecer at o mais intimo di alma ?
Com elleito !.... disse ainai um ule Aila. E d'ahi ?
E d'ahi, respondeu Casta, quando elle sabio, mi
posso explicar-te o que sent, mas inmediatamente, e
pela primeira vez, pareceu-me que a minha cata, cu-
jas oceupaedes diarias crain at ah suficientes para en-
li elcr-uie, te tornara repcutinaiuciite vasia, escura e
gelada.
- Com effeitn repello a sobrinha de Carniole.
He verda.de, coutinuou Casta, gura-tc que lenhas
vivido toda a tua vida n'um subterrneo hmido, escu-
ro e triste ; que o corpo se te acostumou a esse fri, os
olhos a esta obscuridade ; mas que Ueos permilte um
da que um ralo de tol rdeme e iumlnoto penetre net-
se abynno e o Ilumine e aqueca ; nao concebes tu co-
mo a vida se dilata, a alma se abre, c o calor a inunda,
at o momento em que o astro se relira e te-deixa sozi-
nha com cssa sombra que il'ora em diante detestas, coui
esse fro que tanto te nicouimoda agora ?
De modo que tu, disse Aulla, que tanto -ainavas a
esse bello Medina, amaste logo a Guise, desde o primei-
ro da que o viste, sem luta, sem pezar, tem remoraos!
. Casta crou, e respondeu commovida aballando o
olhos.
Sem remoraos e tem lula.
Nao tivette piedaite de Medina ? perguntou Anita.
" NSo pentel mais nelle, n5o pensei aenfo em lien-
i'iquc de Loreua ; fquei douda.
Anita abaixou a cabe;a, c murmurou ein voz turda.
He como eu.
Para Lisboa sahe rom brevidade, a muito ve-
Icira barca portugueza Ligeira de que he capitao
Antonio Joaquim Rodrigues: quem quizer carre-
gar, ou ir de passagem, para o que tem excedentes
commodos dirija-se ao mesmo capitflo na prati
do Comtnercio ou aos seus consignatarios, Fran-
cisco Severianno Rabello & Filho.
J'ara o Porto a bem.con decida barca porlogue-
za Bella-Pernambucana, capitflo Mnoel Francisco
Nogucira, segu com toda a brevidade, por ter a
moinr parte do sen carregmentc prompts: $?* o
resto e passageiros, aos quaes ofTorece bons commo-
dos e tratamento, trata-se com o consignatario, An-
tonio Francisco de Moraes, ra da Cadoia do Recife,
n. 51, ou com o capitflo, na praca.
Para Lisboa pretende sabir, no dia 20 de feve-
reiro, por ter a miior parte da carga prompla, o tin-
gue porluguez Conceico-de-Maria : para freto e pas-
sageiros, trata-so com o capitflo na praca do Com-
tnercio, ou com o consignatario, Thomaz de Aquino
Fonsccs, na ra doVigario, n. 19.
Avisos diversos.
vaso 3>2 &>8& c! manha, tarda a i noila.
Jos Soares (FAtevedo tem aberlo em tua cata, ra do
Rangel, n. 59, segundo andar, um curso completo de
tlNGOA franceza. As pcitoas que desejarem esludar
esta lingoa, podenudiriyir-sn indicada residencia, a
qualquer hora.
O TRIBUNO N. 80,
est venda na praca da. Independencia, livraria ns.
6e8; conta as atrocidades da polica no jury do dia
8,o despejo da galera a baionetas, o acutilamen-
to do povo, etc., etc., etc. Traz um trecho da de-
fesa do redactor do Naiareno, a elle, e logo, porque
estes ltimos nmeros leem sido vendidos com mu-
la pressa ; e j est esgntada a edieflo.
Joflo Ozono de Castro Maciel Monleiro, filho
do barrio de Itnmarac, vai para LisbOa continuar
com os seus estudos; lavando em sua companhia
dousescravos pardos de nomc Andr, e Florentino.
Antonio Correia Maia, pardo casadq, vai a Lis-
boa, a negocio.
Precisa-se de um prcto para o servicode casi:
no Holel-Pislor, ra da Lingola, n. 3. .
-r- A praga do escravo Rudupiano, annunciada pa-
ra amanhla, depois da audiencia do Sr. Dr. juiz do
civol, foi transferida para sexta-foira, 18 do cor-
ren le.
Roga-seaoSr. Antonio Jos Codinho, queira
annunciar sua morda, pois que se Ihe deseja fallar
para seu interesse.
Segunda-fcira, 14.de fevereiro, cnlregou se
um barril de mantega a um negro ganhador, para
entregar na ra do Agoas-Verdes, n. 48: e como o
negro, por engao, entregasse em outra parle, por
isso roga-so a pessa que o receben de o mandar en-
tregar na dita venda, que se Ihe (cara obrigado e se
pagarflo as despezas.
Alugain-se prelos possantes, pagando-se 800 rs.
pordiaacada um : quem os tiver e quizer alugar,
dirija-se a ra dal'cnba, n. 5, 1. andar.
Como tu? exclamou Casta toda aterrada; cutio
tu o amaste ?
i Anita guardou um silencio feroz, poz-se a olhar para
Casta com uina attcn;o niedonlia.
Kntao tu o auiavas ? repeli Casta Lineando era tor-
no de.si os olhos espavoridos.
Amava, .respondeu Aila com uina voz scibilante,
aincio-o, c ainda o amo ; e eis-ahi porque eu tomel es-
te pujihal a Itouda, que lambeiii o adora, para le malar
a ti que he a quem elle amava
Piedade piedade exclamou Casta cahindo de
joelhos.
Eu Umbem le ped piedade, moribunda e gelaia
ao p da la janella, e tu nao me respondeste, porque
eslavas com elle.
Perdoa-me! perda-me 1 Anita ; eu nao sabia ipie
tua o amavas ; nao me males; ,
Anita lancou a mao Casia, arranco-lhe um punha-
dq dos iourot cabellos, e inclinando para tras a cabeja
da rival, contemplou-acoin um sorrlso cruel.
Malario.....matar-te.....tens rasao ;isso serla uma
vlnganca multo mlseravel..... Purm, acereseentou el-
la bataneando o punhal por cima desta cabrea 'd'njo,
lavrar-te esse rotto de cicatrizea ensaugueutadat, ras-
gare tornar tio hediondas como as inhibas estas feleoes
com que ests to altiva, ser a minha verdadeira via-
ganca. -v
Oh. exclimou Casta com um terror Inditivel e
urna resolufo deseaperada, euio inata-me ; mta-
me ; antes quero morrer I
Euio tu o amas muito? perguntou Anita, cojo
corpotodo estremeca com uma convulso terrivel.
* iin, diese Casta, amo-o, mala-me.....
Nao, disse Anita levantando o punhal; tu nao mor-
reras s minhas unios, Casta; mas hei de faier-te tio
fel, que has de morrer desesperada, pelo desprezo e
tedioPUc Henrique de Guise.
E dizendo itto, Anita ia ferlr a Infeliz mofa, que te de-
bata iteus ps com gritos de rasgar as entradhas,
quando te sentio preta por uina de nio ferro 'que a
autpendeu.
(Conlawir-#-|Mi.)


^^p
if^mrr*
*f !-
5
Deseja-se saber onde mora Ildefonso de tal,
exposto e criado no engenho Algodoaes, da fregue-
zia do Cabo, para negocio de seu interesse : declara-
se que annuncie sua moradia, para ser procurado.
Peranteo juiz substituto do civel, o Sr.,Vicen-
te Ferreira Gomes se hilo de arrematar de renda
triennal o engenho Curado e o sitio Cun be, sitos na
freguezia da Varzea sendo a ultima praca no dia
18 do corrcnle das tres horas da tardo em diante,
em casa da residencia do mesmo juiz, no pateo do
Carino: as condigGes da arrematacSo consiam do
edital nosaulos, escrivo Rego,e do escripto em mSo
do porleiro Serra-Grande.
.- Precisa-sede un caixeiro que lenha pratica de
venda, e de fiqdpr a b cci'J'J?? : :a Lingota,
venda do Duarte.
--Trocam-so pera mil rs. em pobre por patacoe
brasileiros u columnarios, isto sem gan lio algum,"
em ambas as especies : a quem cdnvier dirija-se a
ra do Reaario da Boa-Vista n. 2..
Joaquim Jos deS.-Aona Barros, prolessor de
priaMins lellras e fraflcez participa ao respeitavel
publico e aospais de familia-, que se acham aber-
tal *i auas aulas, desdo o dia 3 do corrento na ra
da Madre-de-Deos, segundo andar do sobado n.
30, aonde-o acbaro os Srs. que, desojando ver seus
filhos dar principio a urna tilo brilhanto carreira ,
queiram de seu presumo utilisar-se : adverte,porm,
aos mc/vnos Srs. cima que nto ha alteragilo al-
gumal fe mensalidades de seus alumnos conti-
nuandoVempre como 4'autes,; a aula, do. primeiras
leltras coinpreedeiido a doutrina christa, 2,000
rs., a de francez 9,000 rs. A entrada do dito so-
brado he pelo becco da Cacimba porta que fica de
nonio da mesma.
Aviso rcligi so.
Os devotos encarregados da featmdade da Senho-
ra ilas Fronteiras na sua imperial capella da Es-
ta noia, tecm a sstisfago de annunciar aos liis ,
qoe a mesma festividado ter lugar com todo es-
plendor no dia 27 do corrcnle, sendo o levaniamcn
toda bandeiraao amanhcerdo dia 18,6 principian-
k> nevsss nse ia. nevera Te-Dizn no d:s
festa.
Os mesmos devotos avisam igualmente que o
Exm. e Revm. Sr. bispo diocesano, accedendo benig-
namente ao pedido que Ihe flzeram, so dignado
de abrirohrysma na mesma imperial capella, no
dia 25 do ebrrente do mantilla.
A pessoa queso propfle a cobrar dividas pelo
mallo, dirija-so a cidade do Olinda, ra do Aljube,
n. 10, ou annuncie.
Urna mlhcr que sabe fazer todo o servigo do
iHM casa, se olfereoe para orna : na ra da matri
da Boa-Vista, n. 38.
Na ra da Cadeia-Vcllia n. 41, primeiro an-
Joquim Celestino Goricalves, tendo comprado
porcontae ordem do padre Joao Baptista de Albu-
querque, morador no engenho Arass freguezia de
Una um bilhete inteirode numero '467 da '2.' 5.'
parle da primeira lotera concedida a beneficio da
edilicagao do hospital de caridado Pedro II; e tendo
remedido o dito bilheto em caria fechada ao mes-
mesmo padre-, o portailor diz que o perder : por is-
so roga ao Sr. thesoureiro da mesma lotera nSo o
pague senilo ao mesmo padre,o a quem o achou, que
oleveaoannunciantena ra da Praia, n. 58, primei-
ro andar. .
O doutor em medicina Manoel Adria-
no da Silva Pontos contina a residir
na ra larga do Rozario. n. 30, se-
gundo andar, onde pdaser procura-
do a qualquer hora ; lambom trata
homceopalliicamenle quelles que se
quizerom subjeilar a esle methodo
curativo,-e receitar gratuitamente
das 6 as 8 horas da manhSa, e das 3
as 5 da tarde, aos pobres, quo tam-
bero terSt) os remedios graii foriio-
cidos pela boticario.
dar, tomam-seaprendizes para ofTlcio de alfaiate
dando-se-lhcs o sustento.
Da-se dinheiro a juros sobie penhores de ouro
ou prrita : no terfo-da-Boa-Vista, n. 58.
Aluga-se um prelo, ou prola para vender fa-
yendas com outra pessoa : na ruado Vigario, n. 19.
"Na"ra da Cadcia-Vclha, u. 4!, priraroandar,
precisa-se d urna ama que saiba lavar, cozinhar, en-
gommare fazer as compras de urna casa do pouca
familia.
Aluga-se o primeiro andar o a loja do sobrado
D- 33 da ra da matriz da Roa-Vista junto a fabrica
do fallecido Gervasio com commodos sufllcicntes
para familia, com grande quintal, ou antea sitio ,
com varios arvoredos que carregam muito, e um
grande parrciial de uvas brancas de exrellente
qualidade, lodo carregado decaixos, quo al abril
sodevemcolher, com porlSo embarque e desem-
barque atrs do.mesmo sitio : a tratar na loja do
mesmo sobrado com sua proprictaria quo aluga
por prego commodo.
Apollin'ario Jos dos Sanios Andrado deixou de
ser caixeiro do Sr. Jos Das da Silva, desde o dia 11tj
de feverciro de 1848 fcando-lhe muito obrigado
pelo bom IraUmenlo que Ihe deu durante o lem-
po que esteva em sua' casa.
OffeYece-se urna pesoa para administrado, do
um engenho,trabalhando por 6 mezesyrflfe'.para.der
pois de reconocida sua habilidad?, se ajustaren):
quem quizer annuncie.
O Sr. Mnool Jos Soaros annuncie sua residen-
cia, paraselho fallar a negocio que Ihe diz res-
peito.
-- Precisa-se de m feilor para a propricdadeS.-
Anna, o qual deve saber tratar de arvoredos : a fal-
'"i" com Jos Francisco J3clm na ru do Codorniz,
u na mesma propriedade.
-. AnnaClaudina Rosa faz sciente ao publico,
que na sua aula se cnsina a ler, cscrever, contar, co-
ser chao fazer lavarinto, bordar marcar, gram-
malica portugueza e msica, por prego commodo :
os pais de familia que. so quizerem ulilisar.de seu
prestimodirijam-se a ra da Pcnha, n. 29.
^{ouardjhortkultordeLyon,
lenco chegado ltimamente de Franca
com um grande sortimento de arvores
fructferas,.plantas de llores, smenlosde
ditaso hortalices, avisa ao respeitavel pu-
blico que o quizer honrar com a sua con-
fian;', que elle abri urna loja na roa do
(2\ Aterro-da Roa-Vista, n. 6, aonde acharSo
*^. venda u) sortimento como at hoje mo
1K5) chegou cin l'oriiamliuco, tanto pela qna-
lidade das plantas como pala boa qualida-
de das sean en les, das batatas o das ceblas.
-OSr, franco/. I,. V. DF.SENCI.09, POR DEVER SE
K MEONUpE" ( SE HE QUE O TF.M) mando pagar ao
ignado os 1,115 rs. do engao e excosso de
sua factura lo 58,885 rs ( esta importancia o Jaquelle
nxceaso prefazom os 60/rs. I, que do anununcante
.cebou em notas do 20,000 rs.: isto por ntfo haver
troco que se fizesse u occasiilo : a vista do que,
emquanto 1180 pagar se far ver o seu nome por
esla folha. Coime Jos dot Santos Callado.
-Na pingad Independencia ns. B o' 8, existe
urna carta, vinda do Rio-Grande, para o Sr. Ve-
nancio Lius Tclles Brrelo.
Perdeu-se,
desde a ruado Queimadoata ra Direila, om em-
brulho rom tres cartas urna deltas dirigida aos Srs.
Torres & Castro, com botica na ra Direila, n. 131,
dofronle do N. S. do Tergo : quem o achou o quizor
restituir, dirija-sc a dita botica, que se Ihe flcari
obrigado.
O abaixo assignado cnsina em sua casa, no A-
terro-da-Boa-Vista, n. 82, geographia e franoez, e
ir dar ligues em casas particulares.
Dr. Joaqun de Oliteira e Soma.
Perdeu-se, desde a ponte da Boa-Vista at o ar-
co da ConceigSo urna caixa de prata esmaltada ,
para rap, de modelo suisso oblonga, e com pe-
queos relevos, de entre os quaes tcm una figura
chineza no lampo. Roga-so a quem a aohar 011 fr
offerecida, de mandar entregar ra do Trapiche ,
em casa de I,alham& Hibbert, quo ser gratificado
com 15,000 rs.
Aluga-so um sobrado de um andar e sotao, com
Tiuiio bous cc;::modos sitio na ni ,*,uguas, :,' Q
a tratar na ra do Collegto, n. 8.
Precisa-se de um pequeo, Brasileiro, ou Por-
tuguez de 12 a 14 anuos para caixeiro deum ven*
da :agradando, mise duvida dar bom ordenado :
em Olinda nos Quatro-Cantos venda da esquina,
com portas para a ra do Coxo ou annuncie por
esta lolha.
-- Lava-se e engomma-e roupa com toda a per-
feic.lo e por prego mais barato do quo em outra
qualquer parto : na ra de S.-Thcreza, no primeiro
becco n. 6.
Jos Valenlm da Silva [ bem conhecido por en-
vinar ha 12 anuosJavisa a quem convier que a sua au-
la de latim acha-se em exercicio, na ra da Alegra ,
n. 40; e que recebe alumnos.
...w O sSr. Joo Cavalcante de
Mello o Albuquerque, empregado na.Th. Prov.
queira, por favor, dirigir-se livraria da esquina
do Collegio.
Deniz, alfaiate francez,
faz sciente ao respeitavel publico que abri urna to-
ja de alfaiate, na ra Nova, n. 34, e que elleencarre-
ga-sc do confeccionar ou fornecer qualquer roupa
que Ihe fr encommendada, com todo o goslo
promptdilo desejavel, por prego rasoavel.
~ Aluga-sq um bomarmazem para carne secca ,
na ra da I':ai,1, n. 43, com commodos para fami-
lia : alratar no mesmo armazn).
--Precisa-se alugarum prelo para tratar de um
sitio : na ra Nova, n. 56.
LOTERA
Do Hospital Pedro II.
A o respeitavel publico sssegnra o the-
soureiro da loteth do hospital Pedro II,
que as rodas da segunda quinta parte
correm infallivelmente no dia marcado,
{ 24 do corrente inez ) 00 mesmo lugar
da antecedente e pede aos Senhoresque
apartaram biihetes. que Iiajam de ir bus-
ca-Ios, pois que teem sido procurados al-
guns dos nmeros que foram escollados,
e n3o os pode vender, sern sua deciso.
N. j3,- ciados para a venda dos biihetes, acham-
se tambem de prximo na loja de cambio
doSi\ Manoel Gonies da Cunha e Silva,
na ra da Cdeia do bairro do Recife.
Precisa-so de urna mulher idosa de bons cos-
tumes, que entenda perfeilamenle de cozer, bordar
e fazer lavarinto : quom estivernestas circumstan-
cias, dirija-se a ra da Praia, n. 55, primeiro andar,
que achara com quem tratar.
Compras.
Compra-sc a obra completa de breviarios car-
mililanos : na ra de S.-Itila, n. 87.
; Compra- se o 7." volume da historia de R. Gui-
xoto : quem tiver annuncie.
-- Compra-se um crucifixo com imagem sendo
obra bastante perfoila, ainda mesmo carecendo ser
encarnado de novo: na ra da S.-Cruj, venda n. 5.
Compra-so un) quarto que seu prego seja
commodo : na ra das Cruzes, loja de harbeiro.
Compram-se obras de ouro o prala ainda
mesmo quebradas : na ra do Rangel, n. 10.
Compra-so urna barcaga de 20 a 24 caixas com
todos os utensilios o sendo de boa conslrucgiio : na
raa da Cadeia-Velha n. 56, ou annuncie.
Vendas.
Manoel da Silva Santos
contina a vender superior la-
rinha de trigo da marca SSSF.
Vendc-se urna osera va, do gento de Angola, de
nagSo Congo, boa mariscadeira e quilandeira, que
paga urna pataca por dia e que tambem cozinhao
diario do urna casa : se dir o motivo porque so
vende: quem a pretender annuncie por esta folha.
Cortes de alrina.
Jos Piadines, cutileiro
francez
A fatenda mais perfeita que tem appa-
recido sao os cortes de alema, para ves-
tidos de senhora, nao s pelas delicadas
cores, como -pelos lindos padiues, por
nao desbotar*em, e por serem do ultimo
gosto de Paris, Estes cortes vem pti-
mamente acondicionado, cada um cm
sua capa, e sao ieitos na principal fabrica
d Paris ; sendo de qaatro quajidades dif-
ieren tes, c aos precos de 3,aoo, 3,6oo,
3,8oo e 4,000 rs : na loja nova de Rai-
mundo Carlos Leite, na ra do Quema-
do, n. ti A:
Vende-so vidro lavrado para vidraga que nifo
ademitti so olhar da ra para dentro da sala : na ra
da Cruz, n. 40. primeiro andar.
Vende-se cimento de muito boa qualidade, por
prego muito commodo : rio ar'mazem do Braguez, ao
pe do arco da ConceigSo.
Vonde-se urna escrava do nagSo, sem vicios
travs-' nem achaques, que lava bem do sablo, faz todo o
servigo de campo, vende na ra, he possante c de
bonita figura : na Trempe ao virar da Soledade,
n. 31.'
Vendem-se 5 molec5es, de 18 a 1a
annos, um dos quaes he perito carreiro; a
pardos de boa- conducta ; um negro de 35
annos, por 36ooott rs. ; um dito por
180^000 rs. ; ummoleque, de i3 annos ;
um dito de naci, de ia annos, queja
cozinha soffrivelmenHe ; urna negrinha de
11 annos; urna negra Loa quitandeira,
de nacao Costa urna mulatinha de l8
annos, que cozemuito bem, engomma e
cozinha ; urna moleca de 19 aiyios, com
as mesmas habilidades ; duas parda* de
ptima conducta } duas negras moca,
ptimas paraotrabalho de campo: na rus
das Laraneiras, n. i4, 2.anaar.
Vendem-se 6 escravoa, sendo : urna linda par-
da do 18 annos, que engomma, cose, cozinha o
lava de sablo; urna linda negrinha de 10 annos,
com principios de costura ; urna pfeta de 30 annos ;
mai da dita negrinha que s se vende com a filha ,
urna crioula do 28 annos, que engomma, cose, cozi-
nha e lava de sabao, para fra da provincia; urna
dita de bacilo que cozinha e lava ; um molecotede
18annos : na ra das Cruzes, n. 22, segundo an-
dar.
Na ra do Trapiche, armaxcm
n. 54,
vende-se assucar refinado, em p3o, a aoo
rs.a libra.
Vende-se urna parda perfeita em todo o sen-
tido, cujas prendase boas qualidades prencherffo
o desojo de qualquer comprador : na ra Nova,
11. 33.
He muito proprio.
No Aterro-da-Ba-Vista, loja u. 78,
ainda existe um restinho de bonetes de
marroquim, de superior qualidade e gos-
to, proprios para ir-se s novenas cm
Santo-A maro.
Vendem-se3 moleques de 14 a 15 annos, bo-
nitas pegas ; duas pardas de 20 annos cora todas
as habilidades, com crias de annos e do bonitas fi-
guras : na ra das Floros, n. 17.
Vende-se um carro inglezde qua-
tro rodas em meio uso, assim como dous
bons cavallos com todos os arreios para o
mesmo : na ra daSenzalla-Nova, n. 4a.
Gaz.
avisa aos seus freguezes que o acharo sempre
prompto para fazer qnalquer obra concerqente ao
seu oflicio como esporas do tirelas e de oulro qual-
quer modelo : tambem faz frcios para cavallos; con-
certa lodas as qualidades de armas : ludo com bre-
vidado o por prego commodo : amla oavalhas nas
tergas quintas-feiraso sabbados : na ra larga do
Rozario, outr'ora dos Quarteis, n. 14.
-- l'rccisa-se fallar ao Snr. Gregorio Francisco
Torres para negocio de seu interesse : na livraria
da praca da Independencia.
Quem precisar de u-ma ama de boa conducta)
para todo o servigo interno de urna casa ; isto he
cozinhar, ensaboare engommar, dirija-se a
sa de S.-Jos, n. 16.
Antonio Agripino Cordeiro Xavier do Brito re-
tira-se para a Babia (ovando em sue companhia o
seu escravo pardo, de nomo Fejizardo.
Furlaram, do sobrado n. 45 da ra Direila,
urna baca de rame, bstanlo grande e dous tai-
nos. Roga-se a quo taesobjectos livor em seu poder,
que queira entregar no mesmo sobrado que, alm
de sepagar o valor por quanto s comprou se gra-
tificar.
| --Izidoro l.uiz de Sonza Monteiro o sua familia
retiram-so desta provincia ,e durantes *ua ausen- .___C". _;__
ca deixa oncorregado dos seus negocios ao Sr.Jos SCnUO lima prela pciTClla elgom-
madeira, costureira, e cozinbeira,
Vendem-se chapeos de superior
castor, brancose pelos, por pre?o
o barato : na ra do Crespo,n. 1a,
loja de J,os Joaquim da Silva Maya.
-- Vendem-se cinco escravos,
^
nuil 1
Antonio Lopes
R-so gratuitamente a caliga das paredes que
'so estSo demolindo no hospicio da l'enlia a qual-
quer pessoa a qual he muito propria para alerros.
Jos da (Jraga Torres, Rrasileiro, vai a Portu-
gal tratar do seus negocios.
.v Anda estilo poralugar os segundo c lerceiro
andares do sobrado n- 13, da ra da Lapa, com
commodos para familia e com solio que so avista
ornar, e quo silo njuito frescos : alugam-se por
prego commodo : tambem so- vende a mesma pro-
priedade por barato prego : a tratar na praga da
Boa-Vista n. 7.
Domingo, 23 do mez passado, s 11 horas da
noito, perdeu-se um longo brauco com lavarinto e
bico a roda leudo 110 centro as inieiaes J. V. 8. C. ,
desde o paleo da S.-Cruz at a Passagem-da-Magda-
ne. Roga-se a pessoa que o achou ou que o teulia
em seu poder, o fuvor de o mandar levar ao segun-
do andar do sobrado onde mora o Sr. doutor l'ircti,
no pateo d S.-Cruz que ser generosamente re-
compensada e muito se agradecer.
Precisa-so de urna prela captiva para coziohar e
fazer as compras diarias de urna casa de muito pou-
ca familia : no Aterro-da-Boa-Vsta loja 11. 3, a fal-
lar com o i. Chardon.
Prccisa-se de um caixeiro para tomar conla de
urna venda em Fra-de-Portas n. 56 : a tratar na
mesma venda. .
Contina-sea dar dinheiro a premio cm peque-
as quantiasal 4:000,000 de rs., sobre penhores de
ouro e prala ou por outras garantas a contento:
na Soledade, sitio da cscala'.
na Casabe camomt,
dourador, na ra fl ova, n. 32.
fabrica de candieiros,
tanto de gaz como de azeite, j se acba prompto um
grande sortimento dos mesmos, de muito bom gos-
to. O mesmo fabricante avisa ao respeitavel publi-
co, que vende os candieiros mais em conta do que
om oulra qualquer parte pois quo elle mesmo os
fabrica, c se responsabilisa pela sua boa qualidade .-
tambem doura, pratea c bronzea todos os metaes de
diversas cOres; con certa e torna" a por de novo to-
dos os candieiros, tanto de gaz como de azeite;
poO os candieiros de azeite para gaz; concerla tam-
bem qualquer objecto de metal. Tambem lera pa-
ra vender um grande sorlimcnlo de objectos do
metal para igrejas tanto dourados como prateados
o bronzeades. Aluga tambem para bailes candiei-
ros, candelabrose lustros, por commodo prego;
compra todas as qualidades do metaes; o preciaa.do
um aprendiz para o mesmo oOlcio.
Tesoras para alfaiate.
Vendem-se na ra da Cadeia, n. 56,'
loja de ferragens de Antonio Joaquim
Vidal.
-.- Vendem-se ancorlas de
diversos tamanhos, com vinho da
Madeira, tinto e brnco, de supe-
rior qualidade: no escriptorio de
Oliveira Irmos & C, na ra da
Cruz, n. 9.
- Vendem-se aeces d ex-
mela companhia de Pernambuco
e Paratitba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, ra da Cruz,
n. 9,
Na loja deMagaJhes& Irmao,
na ra do Oiicimado, n. 46,
vendem-se cortes das bellas prinCeiinas, a 11/ r.;
ditos de cambraia aberta,a 5/ rs.; dilos de cambraia
de difiranles qualidades a 4,000 e 4,800 rs.; ditos
de dita de barra, a 4,200 rs ; lengos de seda do pe-
so, muilo finos, a 1,600 e 2,000 rs. ; ditos de setim
para grvala, a 4,000 rs.; chales de seda de 14 quar-
tas, a 11,000 rs., mantas de dito a 9,000 rs.; cha-
les de balzurina, a 2,000 rs.; ditos mais ordinarios ,
a 800 rs.; lustrn rdxo sem defeito, a ,800 rs. a
pega ; brim branco trangado, de puro linbo, a 1,400
rs. a vara ; dito, dito, a l,t20 rs.; cortes de colle-
te de casimira c seda a 4,000 rs. ; ditos de setim
pfeto do listras a 4,500 rs.; dilos de fustUo, a 80O
rs.; brim de algodo para caigas, a 240 rs. o covk-
do; riscados francezes, a 220 rs. o covado; bicos da
differenles qualidades; casaa de quadros
na, de 10 varas, a 3,200 rs. ; meias do
muito moca e de elegante figura;
um lindo moleque d doze annos;
e tres pretos mogos e de muito
boas figuras: na ra do Crespo
loja n. 2 A, se dir quem vende
Vende-so um sitio com casa de taipa passan-
do o engenho Ciquia do lado esqerdo com bas-
tante arvores de fructo, como sejam ; coqueiros, la-
rangeirli/ mangueiras romeiras, pinheiras, jam-
breiros ojaqueiras : a tratar no dilo sitio, quo com
a vista se far negocio.
Natabrica.de licores, n na Dimita,
n. 17 ,
vendem-se licores de todas as qualidades; agur-
dente do roino jgenebra ; anlz, porpregosque nflo
dosagradarOo ao comprador.
Vende-se um sobrado do. um andar esotilo, h-
vre e desembaragado, sito na ra dos Copiares : a
tratar no mesmo sobrado, n. 4.
Vende-se urna mesa de Jacaranda de meio de
sala; urna cama de armagSo ; um chapeo armado
de pello : tudoem bom estado: no Aterro-da-Uoa-
Visla .lojan. 48.
Vende-se um casal de escravos, proprios para ol nhora e meninas : e outras multas fazendas que pe-
semgo de campo, por commodo prego: na ra das lo seu mdico prego devem agradar aos freguezes.
Cruzes, a.fi. [Dao-se amostras a qualquer casa que as pedir.
muito II-
hemem se-
I
i
- "--
-


--*
Vendem-se meias delinho babados de panno
ligas de seda para amarrar meias de senhoras ; fran-
jas brancas de todas as larguras tanto portuguezas
como hamburguezas ; e outras militas miudezas|,
.por prego commodo: na ra do Cabug, loia de
mude/as, n.4.
Vende-se um bonito moleque crioulo, proprio
para pagem : ao comprador se dir o motivo por que
ae vende > na ra do Queimado, n. *.
Vende-so i boa e bem enloada clarineta de be-
fa por preco commodo : na ra do Cabug loja
n. t9.
Vendem-se, ou trocam-so, elTectivamenle, li-
aros por outros que Ihes nlo fntem folhas a saner:
Qitiliatio latino; dito por Soares liarhoza; diffn-
.euteicompendios de rhetorica ; Segredqs nceessa-
rios ; Medicina curativa ; geometra de LaCroix ; Al-
gebra do mesmo ; f.eometria deEoclides; cartas de
urna Peruviana ; Historia do Gil Braz ; Manual de
Ctymica diverdita ; Nova Eloisa ; Tratado da reli-
gino; Synopcis do general Abreu Lima ; n Mulher,
mando e o amante romance ; Kmilia; Manifest de
NapoleAo ; historia sagrada : na ra de S.-Francis-
co amigamente Mundo-Novo, n. 66.
Vende-seo diccionario de theologia moral de
Bergier, inteira mente novo, ultima edicio era 4
volumes obra interessantissima aos estudantes do
segundo anno jurdico : na ra Nova, n. 38.
Vende- um rologio de ouro, saboneto hori-
zontsl milito bom regulador, por prego commodo.*
na ra do Rangol. n. 36, primeiro andar.
Na ra Direita, n 85,
vende-sc um par de embonos de pao de cedro pa-
ra barenca ; 2 travos o um pedaco do pao de con-
dur -azcUe do carra pato, a 1,200 rs. a caada ;
pomada, a 230 rs. a duzia ; e lodosos mais g-moros
perteecntes a venda por menos que enr outra
qualquer parte, c do amito boa qualidado.
A*
T*i
as e banha de porco, chegados prximamente ; fa-
irnha fina e alva da trra, o alqueire velho a 4,000
rs. e o novo a 1,920 rs., e as cuias a 120 o 140 rs.
com caculo.
Vendem-se chitas prlas finas assetinadas ; do
ultimo posto : na rua|do Queimado, loja n. 5..
Vendem-se 3 escravas recolhidas, de 16 a 20 an-
nos, de lindas figuras, e prendadas : no becco do
Sarapatel, sobrado n. 12.
Vende-se o engenho Bom-Josus-da-Matta, co-
marca do Po-do-Alho, com ptima casa de vivenda,
outra dita mais ordinaria e 3 para lavradores, bom
cercado de pasto campias que servem de soltaspa-
ra gado ptima destlacflo organisada de cobro
moenda de ferro, mnito boas trras, tanto tara can-
na como para outra qualquer plantacio", as quaes
ha ptimas varzeas o maltas contendo cerca do
legoa a mcia do fundo : rende-de foros 700,000 t.
pnnualmenlo com os vencimentnsem o mez de Ja-
neiro : a tratar na ra do Concordia, n. 25, com Joa-
quim Teixeira I'eixoto que se acha autorsado para
ultimar o ajuste a dinheiro, ou a prazo.
Na loja aova da na do Quei-
mado, n. 11 A, de Rayriun-
do Carlos Le le,
acha-se um completo sortmento de pannos finos de
todas as cores, principalmente pretos : bem como
chapeos francezes ; los pretos, de seda e linho ; sar-
ja hcspanhola verdadeira ; c todas as mais fazendas
j annnnciadas por precos mui rasoavels : tambem
ha chapeos do chili, viudos do Monte-Chrislo da
melhorqualidade a 16,000 rs. ; Chitas francezas
muito largas a 210 rs. o covado ; ptimas pecas do
lustrim som defeilo cor de caf, verdee azul, a
6,400 rs
Na ra do Trapiche, n. 17, con-
tina a hdver deposito da verdadeira cal
virgem de Lisboa, chegada proximamen
le
'Ra (lo Quemado,ii.lO^
nova loja dccirgiiciro.
Lima
vendo uniformos militares, para todas
as patentes de legiflo cavallaria c in-
fantara da guarda nacional; galca de
ouro a prata ; espadas pra loadas, com
roca o sem ella ; chapeos do couro do
lustro para pagens; couro branco de
lustro para canbOes de botas dos dllos.
Vendem-se chitas limpas para luto de bons
pannos sete vintens o covado; ditas escuras a
120 rs.; ditas cor de rosa muio bonitas, a 160 rs.;
um sobrado nov de um andar e sot.lo, paredes do-
bradas chaos proprios, quintal pequeo c murado,
o qual sobrado rende 34,000 rs. mensalmentc- tam-
hem se permuta por nlgum sitio pequeo perto do
Recifc ou casa terrea : na ra estreila do Itozario ,
11. 10, lorceiro andar.
Vendem-se cabos de cairo ,om grandes, ou pe-
queas porcOes : no trapiche do Ramos, armazcm
da esquina,
Vendem-se 6 lindos moteques de 15 a 20 an-
uos sendo um dclles oplimo cozinhero e canoeiro;
dous pretos, sendo um cozinheiro e o outro ofii-
ciul de sapateiro, de 25annos ; dous pardos, sendo
um proprio para pagem e o outro bom carreiro;
iina mulatinha e 3 negriiihas de (2 a 13 annos com
principios de habilidades; 5 pretas de 20 a 25 an-
nos enti < as quies algumas com boas habilidades :
na rua do Collegio, n. 3, segundo andar, se dir
quem vende.
Vendem-se dous escravos carreiros ; 3 ditos de
18 a 20 annos, 4 mulatinbasdo 14 annos que cosem
e engommaru ; duas escravas de 18 annos que co-
2inhameengommam;3ditas mocasde todo o ser-
vico : na na Direita, n. 3.
Vendom-W; na ra da Cruz, n. 46 condenas
com peras ; ditas com figos ; ditas com pecegos ;
latas com figos.; dilas com hervilhas; ditas com
sardnhas; ditascom holacliinhas de aramia : mas-
sns finas ein caixinhas ; chocolate de canclla de
-l..ialu}; meias barris "rom vinte e tantas.libras de
maiiteig inglcza de muito superior qualidado, e
prrra para casas particulares : tudo ltimamen-
te chrgado por diminuto preco,
M.lho.
* VeVide-semilh-, a 2,000 rs. a sacea : no caes da
All'andcga, armazciu de Antonio Aunes.
Vendc-se um terreno com 117 palmes de fren-
toe 89 ditas da fundo em estado de so edificar,
ppr no precisar aterro em cujo terreno podem-so
azer tres ptimas mci'agoas na rui do Pilar, em.
Fra-do-Portas do lado da mare grande: nadita
ra, n 11, no pateo da igreja do Pilar, das6 horas
da manba as 8.
Vende-sc o tresenario de S. Francisco de Paula,
obra til aos devotos do dito santo, as lojas de
Ivtps dos Srs. Sanios & Companhia atrs do Cor-
|K)-Santo ; C.ardozo A yroa ra da Cadeia ; e em S-
Aulonio praca da Independencia ns. 6 c8.
*.-Veideai-se eaixasdo cha liysson de 18 libras ,
em porrao ou a rctalho: na ra da Alfandega-
Velha n. 36, emeasa deMatheus Auslin & C.
da, chegadas ltimamente esta
ciclatle, eludo muito barato.
Novas pechinchas.
No Passeio-puMico, lojas ns. 9 e H, de Firmiano
Jos Rodrigues Ferreira vendem-se merinos pre-
tos pelo barato preco de 4,000 rs., assoverando-se
ser a mellior ftonda que presentemente s acha no
mercado; gorgnrffo de seda para collete ; panno fi-
no preto ; chitas do ricos padres gostos e de cores
seguras ; e outras muitas diversidades de fazendas
de todas as qualidades o procos commodos, visto
so vamierem estas a?!U or menos preco do auo
em outra qualquer parte. "
Optiipas nvalhas temperadas
pelo processo de Guimares,
chegadas ltimamente de Lis-
boa.
Estas nvalhas .So feitas do mesmo fino ac da
Suecia e temperadas em agoa que eontm os mea-
mos principios qne se encontrara na mnito'afamada
deCuimarnes, epara provar a sua superior quali-
datle, bastar saber-se que sao preferidas por quem
urna ver. as esperimenlou a quantas veom de In-
glaterra, Franca o outros paizes onde a arte de cu-
tilaria est inquestionavelmente em grande adian-
tamento. Team mais as sobredi tas nvalhas a im-
portante circunstancia do conservaren! por muito
lempo aliceo de cortaren) com rapidez o cabello
da barba e (i nal mente de no offendorem tem le-
vantaren) a pelle. Vendem-se nicamente na ra do
Crespo, loja n. 8.
IJircito civil patrio .
ou commentarioa Pascoal Jos de Mello, pelo dou-
advc tindo-se aos compradores des- Coimbra 3 grossos volumes oncadernados: ven-
dem-se algnn templare; dfsta o^r*; rficontemen-
te publicada na livraria da esquina do Collegio.
tojgj io enero aue o denosito'he i muito pe-
tribaria para um cavallo, bom poc, 0
qual edmilte ora, tpdo cheio de arvo-
redo novo : na mesma estrada, a fa||ar
com Joaquim de Oveira e Souza.
Charutos fama-v, de
S.-Fclix.
Vende-s,'por preco corhmodo, para se fecharen!
coras orna porqo destes afamados charuto chs-
gados no ullimo navio : najrua da Cruz, n. 46, pri-
meiro andar!
ALC.Vn'.M'1 nA SUECIA .
a 14,000 rs. por barrica ,
receutemente chegado vende-se em lotes de urna
barrica para cima por preco mais commodi > qUe
nos armazens de massames: no esOTiptorio d Fu-
mino Jos Flix da Rosa na Yua do Trapiche, n. 44.
VenJem-se ricas mantas e voa de fil, pretos
ebrancos; luvas do ullimo gostoj.a mais lindas
fitas para cinteiio ; ineias de seda ; laquea; sarja
de soda superior; b i eos de seda.o de blonde : ludo
proprio para a IQoaresma: na praca da Indepen-
dencia o. 39, loja de C. G- Breckenfald.
Escravos Fgidos.

queoo, e que da nova nao ha mais em
parle slguma.
Vendem-se duas boas escravas crloulas do
bonitas figuras e mocas, que cozmham, lavam mui-
to bem e engommam silo sadias, e n!Io se duvida
dar acontento para serem experimentadas : pa ra
do Queimado, loja n. 51.
FAZENA DO NORTE, A 640.
\'a i >ja nova da ra o Quei-
mado, II, II A, del(aymtin-
do Carlos Leite ,
acha-se um novo sorlimento de alpaca de linho, ou
fazeuda do norte a640rs. o covado. Fsta fazenda
(nrna-se recommendavcl pela sua boa qualidade' e
acertados padrfles : seu principal uso he para collc-
tes, palitos o calcas.
Vendem-so ancorlas com cal yirgem a mais
nova que existe no mercado por preco mais com-
modo do que em outra qualquer parte: na ra da
Moda, armazcm n. 17.
Aos amantes da boa pitada
se GTe.-cce o rape princoza Novo-Lisba : acha-se n
venda, em porfflo e a rctalho no deposito da ra
larga do Itozario, n 24.
Vunde-sc, ou arrenda-so umgrando sitio na ra
Imperial, com duas moradas de casas, urna para
grande familia, na frente da ra e outra mais pe-
quena dentro do mesmo silio com bons parreiracs
e muitas fruteiras de boas qualidades todas novas
B j dando fruto, com u'm grande viveiro no tundo :
na ra Direita, n. 135, luja de cera onde se far
qualquer dos ncgocios,|por seu dono ter do retirar-
se por molestia.
Vendem-se 4 grandes depsitos de parafusos ,
para assucar ; urna cxcellcnle batanea grande com
uni braco de autor ; 12 arrobas de pesos; o oulros
utensilios para armazem de assucar, muito baratos,
em rasiloda mudanca da casa : na ra da Senzalla-
Vellia, n. 110.
Vendem-se sellins inglezes para monlaria d*
senhora ; ditos elsticos desalent para monta-
ra do hornera; cabezadas rolicas ; carneiras bran-
cas : tudo recenlemcntc importado por Ceo:
Kenworthy & Companhia : na ra da Cruz, n. 2.
Vendem-so duas escravas, una de 16 annos,
recolhida, propria para mucama por saber coser,
fazer lavarinto e eugominar o a oulra larabem de
Angola de 26 annos, que he boa lavadeira : na ra
ostreita|do Rozaroi, n. 31, primeiro andar.
Semenles de liortalce
muito novas de todas as qualidades hervilhas tor-
tas edireitaa feijfo-carrapato o coentro do toceir :
na ra Cruz, n. 62.
Vendem-se a 8,000 rs. o cenlo, bixaa pretas de
Lisboa muito superiores : na ra da Cruz, no Ite-
cife n 6a.
Vendem-se os livrosseguintes: 1 grammatica
franceza, por 3,000 rs.; um Telemaque, por 1.000
rs. ; um diccionario, 2 v. porluguez e franoez,
por 3,000 rs. ; o Doseobrimentoda America, 2.,
por2,000 rs. ; os lncos,2v., por 3,000 rs.: n ra
da Cadeia do Recife loja do Bastos & Leit.lo.
Vende-se um preto moco bom ofllcial de sapa-
toirodeloda obra, e que he muito bom copeiro-.
na ra do Passeio, loja n. 19.
Vende-se um escravo de na cao de 20 annos.
sem defeitos nem achaques, o que he bom ofllcial
de podreiro: vende-se por seu dono se retirar para
lora do imperio : na Trompe sobrad n. 50.
Vendem-se soboranos : na ra da Senzalla-Ve-
Iha, n. 140, primeiro andar.
Vende-se urna preta cozinheira e que cose e
engomis bem t na iravessa da ra da Concordia ,
n. 17, se dir quem vende.
Vende-so um moleque perfeito para qualquer
omprego : na ra da Cadeia-Velha, n. 61.
Vende-se um preto do bonita figura de 22 a
24 annos, bom serrador e que he proprio para to-
do o servigo decampo ; na ra do Queimado, loja
n. 23.
SALSA-I'AItRII.IIA DE SANDS.
Este exccllonte remedio cura todas as enfermi-
dades, as quaes sao originadas pela impureza do
sangue, ou do sysloma ; a saber :
escrfulas, rheumatismo crupcOes cutneas,
breluillias na cara, hcmorrhoide.s, docncas clironi-
cas, brebulhps, bertueija, tinha, inchacOes, dores
nos ossos e jnntas, ulcir, doencas venreas, citica,
enfermidades que atacam pelo grande uso do mer-
curio, hidropesa expostos a urna vida extrava-
gante Assim como chronicavdeaordens da cons-
liluicao sero curadas por esta tilo til appro-
vada medicina.
O extracto seguinte he de urna carta recebida do
Sr. Hace, poissua mulher foi atacada de escrfu-
las no nariz das quaes os mclhores doutores em
Franca a nao podero tratar.
FARELOS.
Vedcm-se saceos com farelos, chegadas uttima-
inrtii, a 3,500 rs.: no armazem de J. J. Tasso Jnior,
ra do Aiiiorim, n. 35.
Vcndom-se espadas pratoadas muito ricas ,
para oliciaes superiores e subalternos: na ra Nova,
loja de crragens, n. 16.
Folassa.
Vende-se muito nova e superior poutssa ebega-
da ha poucos das do Itio-dc-Janeiro : ua ra da Ca-
deia-Velba, armazem n. 12^ deUallar& Olivoira.
r*H.a lotera da & Casa da Mi-
sericordia da corte.
Cheguem freguezes loja de
Ala noel Joaquim Pnscoal
Ramos, no l'asseio-Publico,
n. 19, as novas pechinchas :
chitas linas de cOres fixas a (20, 140, 160 e 200
rs, e muilo finas, a 240 c 320 rs.; cortes de cassa-
chita a 9,000 re.; ditas muito finas, a 2,600 e 3,000
rs.; lencos do se.la para alcibelra de bonitos pa-
drfles a 1,000 rs. ; ditos para grvala, a 400 rs.;
dito de cassa a 200 rs.; palle do diabo, a 200 rs.;
lanzinba para calcas, a 240, 280 o 320 rs. ; cortes de
lu para caigas, a 2,560 rs. ; ditas de casimira a
6,000 rs. ; esguillo, a 2,000 rs.; panno preto, a 4,500
rs.; dito azul, a 4,000 rs.
Vendem-se bilhetes e mcios ditos desta lotera :
na ra da Cadeia-VelTia, n. 29. .
VEtfDEM-SE,
to pateo do Terco, ronda)o, 7 lomos de Mi-
Nova alpaca,
de sete palmos de largura, na
loja $ C, ra do Crespo, n. 5.
Vende-se a nova alpaca, de sa-
le palmos de largura pelo barato
prego de l^OOO rs. o covado;
assim como a lo al ha dos de ricos
padres, de 9 palmos de largura,
por mdico preco; eoulr&s mui
tas fazendas finas, de linho e se
1 Itennes, departamento do lile o Vilain.
i franca, juina 17 de 184.4.
-- Fugio, do engenho Agoas-CIaras, comarca do
Bonito, nodia 30 de Janeiro do corrontc annno,
um escravo com os signaos seguimos: crioulo, do
nomo Joo, de 26 annos alto bem prclo. dalcr.,
um Unto cambito da* peritas, que so divulaa no an-
dar ; lem um signal muito visivo! do urna fstula en
um queixo,'procedida de dores de denles ; tora pou-
ca barba, com olUeio de carreiro; ho tocador de
gaita. Este escravo foi comprado-nesta praca em o
mez do Agosto do anno prximo pssade a Sera-
fn) Leilo I'ereira, morador no sitio Emboribeira,
leudo do anteriormente escravo do finado Anto-
nio Cavalcajnto, que foi morador em Pedra-do-llui-
que. Itaga-so aos capiles de campo e pessoas par-
ticulares que o apprehcndum e Ievcrh-no aodito
engenho, a seu senhor, Jllanoel Teixeira de Carv-
lho, ou no Uecife, a seu correspondente Rodrigo
da Costa Carvalho, que serio recompensados gene-
rosamente.
Anda contina a estar fgido desde o dia pri-
meiro do corrente o preto Jos, de naclo, de 40 an-
nos pouco mais ou monos, do eslairi regular,
rosto compridoe descarnado olhos grandes e en-
carnizados ; tem o hnino inferior grande sem don-
tos na parte superior ; tem no rosto um sjgnal de la-
ido ao p do olho diroito bem como um outro ho
meio do membro, proveniente de um eancaro, e ou-
tro na veril ha de um bobio pois quo quandoo re-
ferido escravo fugio j se achava quasi bom. Este
escravo foi comprado nesta praca a Joaquim Lopes
liaymundp Bilhar que veo entre outros muitos da
tilia do Crato, districto.do Cear o qual..o hoote
de Ildefonso Moroira da Silva: morador em o dito
lugar, ou em JCariry ; o como odito escravo dissera
quo para I havia tornar roga-se as autoridades po-
licaes capittes de campo e pessoas particulares,
que o apprchcndam c levem-noa ra estreita do
Itozario, sobrado n. 13, que serfio generosamente
recompensados.
Fugio, no domingo 13 do corrente, o preto
Francisco, do nacilo Rebolo, estatura regular, cheio
do corpd; tevou camisa azul, calcas do riscado,
chapeo de castor : quem o pegar levo-o ao pateo do
Paraizo, n.20.
Fugio, de bordo do brigue Esperanza no dia
30 do mez passado, um escravo maVinhciro, de no-
mo i'cdro denacSo ; representa ter 24 annos pouco
mais ou menos; tevou calca e camisa de brim branco,
chapeo do Chili, ho alto, cor preta, magro, com bas-
tante barba e suissas. Quem o pegar leve a bordo do
dito brigue, ou a casa de Aniorim irmflos que re-
cebera 50,000 rs. de gratifica (fio.
10#000 ris.
Do-se 5o,ooo ris
quem pegar o escravo
Sr. Sand. A salsa-parrilba mandada por Vm.
foi recebida com a maior salisfacSo possivel, minba
mulher a tomou, e em pouco lempo so achou me-
Ihor; pelos grandes beneficios que recebeu desta
medicina, a considera como urna das mclhores me-
dicinas do mundo para taes doencas pois dou-
tores do alta sabedoi ia nunca a poderam tratar. M-
nha mulher n contina a tomar, at se adiar n-
teiramente boa. Por favor nos queira obsequiar com
algumas garrafas o-mais depressa possivel. Sr. ,
nos leremos o goslo de fazer conliecer a sua medi-
cina entre os nossos amigos, assim como entre-o
povo : sem duvida ser usada aqui, bem como em
lodo o mundo, como eflicaz medicina para alliviar
e tratar o corpo humano. Imito a Iiunra de ser o
mais atiento venerador. .
J. Hace.
N. 1, ru LouisPhilippe.
) LcgacSo dos Rstados-Unidost
i Berln, l'russia, abril8 de 1846.
Sn. A. B.& D. Sands. Srs., tendo-se a sua sal-
a-p*rrUha Usado nesta cidade. com grande effeito,
em casos mui severos da escrfulas, me pedem tres
duzas de garrafas da sua medicina as quaes as es-
pero sem falta que para isso remello o pagamen-
to. Espero que Vms. fiquem de toda a certeza que
a composicOodosalM-parriltia he urna das melho-
res medicinas do mundo, assim como se vai in-
troduzindo muito entro o povo Sou o mais atiento.
TheoioTtS. Fty-
Preparada e vendida por junto e a retalho as-
sim comoseexporta, por A. R. Y D. Sands, cbimi-
cos e droguistas, n. 100, Fullon-Strcot, esquina de
William, New-Yorlt.
Vende-se na botica do agente,. Vioenta *oa do
Brito na ra da Cadeia-Velha, n. 61.
Vende-se um sitio na estrada dos
Ailictos, con boa casa de vivejidu, de
podra ecal, com solao^ copiaba foca, es-|P
(le gratiflcacSo a
pardo, de nome
Faustino, de u8 a 3o annos, estatura, re-
gular, roslo descarnado, olliose faces en-
covadas, falla branda, pouca barba, ca-
bellos encarapinhados, signal dcjlcr si-
do acontado ; levou um Ierro ao pescoco,
mas he de suppr queja o tenha tirado, e
tem o oliciode carreiro : este escravo fu-
gio do lugar denominado Alfonso-Pleito,
ou TVrfVi, junio ao engenho Algodoae,
termodo'abo, em novembro prximo pas-
sadi>: e foi comprado ao Sr. Gsldino Jo-
s de A guiar, lavredor do engenho Bue-
nos-Ayres, do curato do flom-Jardim.
He natural que se intitule por forro ; por
isso pede-se aos senhores de engeubo, no.
caso que se Ihoffcrec para trabalhar,
sua apprcliensao ; e aos ca pitaes de cam-
po que facam toda a diligencia, dando-*
aquantia cima,-e mais anda conforme a
distancia em que fr pegado :. dirigindo-
se para oste lim ao Tiriri, ou nesta pra-
ca ao senhor do dito escravo, Gaspar da
Silva Froes, na ra Bella n. 4o.
*- Fugjo, na noite do dia 2 do corrente oinT".
lo da Costa j velho, de nome l.uiz, com alguna
cabellos urlicos ; tem falla de denles e algunsqu
restam na fronte estilo podres ; lem na cara signtes
de sua Ierra o os pos alguma cousa inchads; lo-
vou calcas dealgod.lo trancado branco e camisa do
mesmo, com as mangas ale ao meio do braco, cha-
peo preto j velho ; lem por costumo andar pelos
ongouhos procurando quem o compre, no so ello
como a mulher, quo desta vez nao o acompanhou
quem o pegar leve-no ao Cajueiro junto a poiilo da
Passagem, a Jo3o Jos da Carvallio Aloraos, ou n
rija da Cadeia do f.ecife, a Jos Dias da Silva, qup
se gratificar.
ERN. : NATYP. DEM. F. DEFARIA.
-184


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E1QXOT6HG_H0OVYD INGEST_TIME 2013-04-13T02:23:42Z PACKAGE AA00011611_05413
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES