Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05411


This item is only available as the following downloads:


Full Text
^r
Arcno Sahbado SSI
Cntimo puMica-se todos os diasque nSb) PARTID\ DOSCORREIOS.
frem ile guirtii : o prers d aisigfUttira lie de
SjOOf' rs.por quartel, pa$n< adiiulMnt, Os n- (otannae Paralaba s secundas escitas feins
* l.> -- iT> ngllh 1AJ 1 a> o '. r\ itn Itli. (* > J
nuncios dos signante sai inscri los raso de
JPfS. porlinh, n rs. em typo dFereale, e as
repetices pula moUde. Os qu3 u.io f-irem sssig-
nantes pagarSo "S rs. por Itpaa, e 160 em typo
dirlerente, por cad. publicarlo.
PHASESDA LA. NO MEZ. DE FEVEItEMlO.
Hio-llrande-dn-JIorte quimas feirasaomeio-di a
Cal>o, Serinliem, llio-.Formoso, Poito-CalVoe
MaceM, no I.*, a II e^lde, cada ex.
'Jara i'iiins e Bo.iito. a le 3.
Roa-Vita c Flores, alte 8,
Victoria, s quintas-feiras.
Olinda, todos os das.
PRRAMArt DE IlOJE.
I.ua nora, >),<) llhoras e 51 min. datarle.
Ctescente a 41, as a homs e 3 min. d tarde.
Lua cheia 9 ', i* hoias elJ min. damanliJa. IPrimelra. s 10 hora e St minuto da manla
Mioeoaiite a 19, s 8 horas e J min. da muu.iiia. Seguida, s 11 horas e l8 minutos da Urde.
<3e FeverTro.
AnnoXXT.
X- M
das da semana.
7 Secunda. S. Romualdo. Aud. do i, dos
orph.cdoJ.doc. da? v.-doj. M. dal t.
8 Terra. P. .'o!o da Main Auri.do J.dodv.
da I. t. e do J. de pe/ do I dist. ce t.
9 Ouart. S. Apollonia. Aud, doJ. doeiv
da i r. e do J. de pai do 1 10 Quinta. S. Escolstica. Aud. do J. de orph.
e do. J. muuicipal da I. v.
11 Sexta. S. Lazara. Aud. do J. do civ. da '..
v., e do J. de paz do i. dlst. de t.
li oblado. S. Eulalia. 1-d. do J.do ciT.d.
I.v. edoJ depaz do l.ds!. d i
13 Domingo. Gregorio.
CAMHIS NO DA ii UE JANEI'U).
Sobre Londres a J7/,elT'/,d. por IJ rs.a n d.
a Paria 160 rs. por franco.
a Liar.da 95 por 100 de premio.
Dcac. de leltr do boas finn.s I a l|l '/ m-
OliroOhCs l'espanhola.... *|5fl0 JS"800
Moedas de afino velh. 16(100 IC>30P
v de 8#t(U> nov.. 16JD0A a |SflOf
de ''non..... (f00 a Jir.
1'raU Patacef...........#30 a lf*Btl
Pesos columnares... IJMO a tlt&O
Ditos mexicanos... IfltO a Ijs?
luda............. oon iJCa
.Veriles daconip. do lleberliede 50J'000 rs.aopar.
PIRTE OFFIGIAL.
COMMANDO DAS ARMAS.
*
Quarlol do commando das armas na cidade do Rcci-
fe, 11 de fetereiro de 1848.
ORDEM DO DA N. 57.
Ocoinmanriantedas a'rmaa declara para conhecinicn-
to da guarnico, o seguate:
1. Que S. M. o Imperador em aviso expedido pela
reparlicao dos negocios da guerra na data de 12 de Ja-
neiro prximo lindo, houve por bem perutittir que o Sr.
coronel do estado-inajor deprimeira tlassc doexcrcltoj
Joaquiui Jos Lui deSouza, continu a residir ncsln
provincia, segundo Coi participado em ouclo do Exm,
Sr. cnn.celcirc prid.>r da nrovlncln de 3 dur-
rentc. *
2.* Que o mesmo Exm. Sr. coticellieiro presidente.
Sor seu desnacho de 5 do torrente, conceden um mez
e licenca na forma da le, para ir o. Comarca do IHo-
Formoso tratar de seas particulares interesses, ao Sr. 2.*
cadete do6.batalhao de catadores, Francisco Rodrigues
Ramos.
3 Que na forma prescripla no artigo 3. do decreto
de 26 de malo de 1835, declara-se ausente desde 23 de
Janeiro Ultimo, o val ser chamado por cdital, oSr. capi-
tn daquinta companhia do i.0 batalhao de fuzileiros,
Joa Cassiono da Costa, por haver excedido, desde
aquelie da, a litenfa dedous mer.es que por aviso de"12
de ontiibro passado obteve, para,na provincia da Hahi,
concluir os scus negocios, conforme.foi publicado na
ordem do da n." 22, de 11 dc-noveuibro do auno pret-
rito. '
Mantel Ignacio de Carvalho lendonca.
EDITAL.
lanol Ignacio de Carvalho Mtndonca, commendador da or-
dem dcS. Bento i'Avit,' lenenle-coronel de arlitharia do
exercilo ecommandanle das armas da provincia del'er-
nambuco, c.
Paz saber ao Sr. capito da 5.* companhia do 5." bata-
lhao de fuzileiros, los Cassianu da Costa, tine se deve
presentar da licencaque obteve por aviso de 12 de ou-
tilbro do anno passado, pala concluirlos scus negocios
na provincia da llahia. no inprorocavcl prazo de dous
niezes, contados de 23 de Janeiro ultimo, evi;ando assim
a pena designada no artigo 1. do decreto de J6 de malo
de 1835; pelo que, c vista do dlsposo no artigo 3. do
citado decreto, se procede ao presente chamainento.
Qtiartel do commando das armas de Pernambuco, li
de fevereiro de 1848.
Manoel Ignafy de Carvalho Mendonca.
EXTERIOR.1
ra conhecimonto o meu governo, para qno devill-
menle sejam avahadas pelo corpo legislativo.
Durante a melindrosa situaQltoomquo omino es-
teve^fram suspensas as garantas aflangadas pelo
artigo 145 la carta constitucional. Os mous minis-
tros vos darto conta do uso que so fez dessa suspen-
sio, para que possais deliberar a este respeilo se-
gundo oque na s conveniente o justo vos parecer.
Oompraz-meannunciar-vos que o Todo-Potle-
roso se dignon continuar a favorecer a miqha fami-
lia, agmontando- com ddus principes, os infantes
D. Fernando e I). Augusto.
Continuo a recbenlos soberanos ineus alliados
as mais seguras demonstragOos do amizade ; em es-
pecial devo moncionar-vos as -que, por occasiilo dos
ltimos desgranados aconleciinontos, recobi dos so-
beranos da Hospanha, Inglaterra, e Franca, cujos au-
xilios poderosa mente conenrreram para o mais
prompto acabamento da guerra quo assolava o paiz.
Pelo minislerio rospectivo vos sora presento o
eslatlo da fazentla publica, o o orcamntoda receita
o despeza para o prximo ahno econmico, bem co-
mo as mais providencias necessarias para fazer face
despezg ordinaria e extraordinaria do estado.
' Espero que haveis to examinar esto Imporlan-
tissimo objeclo com a circiimspccijlo que dio de-
manda, e quo habilitareis o meu governo para enm-
prir com as obrigacOes que sobre elle pcsain.
i Muilo cordialmonto me congratulo comvosco
pela lermtnaQllo das perturbaros publicas, que por
tanto- lempo o tfio profundainente afHigirnm esle
paiz. Tonbo o mais vivo desejo do quo no horizonte
nados de investigaran. Em Franca, parece que se nao
d o devido apreco arte do constructor ; parece que o
governo nao se acha bastante compenetrado da necessi-
dade de sacrificar alguns fundos para obter instrumen-
tos mais poderosos do que os que exlstem actualmente.
I'omludo. tra(a-sc agora de uina construeco importan-
te, c o observatorio possuir brevemente o inaior equa-
torial do mundo. A parle mecnica, executada pelo Sr.
Travers, he obra multo notavel; porin tfpartc ptica
corresponder porventura perfeico do resto deste
colossal apparelho? Era bom qjuc o governo mandasse
proceder em grande escala a fundices de vidros, cuja)
da nossa patria desponte radiosa uina nova era, _
que ella seja a do paz, de ordem, o do unilo da fami-
lia portuguoza. Quo as vossus 'luzes, o vosso zelo, e
o vosso patriotismo so apressom a funda-la com me-
didas 'ppoi tunas o sabias : lio esse o objeclo do im-
portante mndalo que o naciio vos commct'.ou ; e
ser elle Um bem o ditoso coinploiucnlo dos inecs*-
santes desvelos to.meu corceo.
Kst a berta a sessao de 1848.
CORRESPONDENCIA QO DIARIO DE PERNAMBUCO.
LISBOA, 4 DE JANEIRO DE 1848.
No da 2 veri(icou-se a abertura do parlamento
com o esplondor do costume. Formou toda a tropa
da guarnico da capital, iiictasos os batalhoes nacio-
naes: lodo-so apresentpu no maior accio sobresahin-
do a guarda municipal pela riqueza dos seus unifor-
mes. Como o tempo nfio eslava agreste e era do-
mingo, reunio-so um inmenso concurso do pessoas
.i0T? aS clB-sses> Pra ver as tropas e o cortejo
i tai. Apezar da concurrencia c dos cabos de polica
andarem a prender por entre a multidffo todos os n-
nlrlnr?3 ,ueJu,"vam v,. ""> houve a menor
pertuibacao da ordem publica. As alas das tropas
ffmcet0l4r60,las ;orles> "t* s Jnclas-
fant n i M^'- A/V PrinciP real o o in-
nni iD-Lu.,z'??h""a'n do palacio real meia hora de-
pl mTf,",ll18,.e cJhe8n' ao palacio das Cortes,
pe a urna hora da tarde, endo rocohidos entrada
pela grande,loputacao do doze pares e dozo deputa-
no && d ? deJsta e d0 mais se1uit0- entraram
no saino das sessoes da cmara dos deputadoi. S M
a rainna oceupou a cadoira do throno, e el-rei a da
SE PinciPs, que he a primeira vez que
drSilTih'. *"* aCt' r?m Pa tribuna da
Io^0,"0- reservada as pessoas rcaes. O du-
m ni.fn r nha' como Presidente do concelho de
lK^sjfo'lu'".prelou a S. M. a rainha o
nscurso do thronq, o qual S. M. leu com voz clara e
intelhgivcl, e era assim concebido:
* Dignos par s do reino, e stnheret depuiados da nacSo
poriugueza. Com a inaior satisfagAo. vos vejo reu-
nidos boje em roda do meu throno, para vos occti-
,'\*r, .d;is importantes provi.lencias quo do corpo
tVriSiativu revlamam o estada 3 os interesses da nos-
sa7>slria.
^DefH^t dqs violontos abalos polticos, que pa per-
(ododouSannos so tcem sentido, a ypssa presenca
neslo recinto ho j un: seguro penhor de que Dvw
na Providencia approuve lcmbrar-se desta briosa c
fiel naQOo.
* As calamidades publicas e particulares, efeito no-
cessarrTdas guerras civis, leem, durante este longo
Pl'r'0(l. affligido todas as classes do oslado, c dam-
nificado ou destruido a fortuna dos estabelccimentos
fio toda a especie-: confio da vossa llustracfo o pa-
inolismo, quodesveludameiite vos oceupareis dos
meios mais adequados para minorar IBo considera-
veis niales.
a Com os governos de Hcspanha, Inglaterra e Fran-
ca, concluio o meu governo um convenio que fol i.s>
signado em Londres em 21 do. roaio pretrito, ten-
dente a por tormo a guerra civil.
Emquanlo esliveram interrompidos os Irrfbalhos
. parlamentares, medidas extraordinarias foiam adop-
iadaspelosdilTerentes ministerios. De todas vos da-
Este discurso, como se v, nada conten do nota-
vel, senao a maneira succinta por quo falla do proto-
collo ; o o nfo conter uina s palavra a respeilo da ex-
ecuqfio das suas condi?0es. Dizem ser obra redi-
gida pelo Sr. (orgjlo, actual ministro do reino.
As galera e tribunas do salSo da cmara e!a-
vam rudiantes de vistosas o lindas senhoras ; assim
como as janeiias das ras adjacontes. Na tribuna do
corpo diplomtico estavam todos os mombros desto,
excepto os ministros de Inglaterra to Franca,; mas
parece quo havia alguem da legaco franceza. I)iz-
l soqueo ministro inglez rejeitara o convite que se
Ihe fez para assistir a este acto, e alcm disto, salvan-
do todas as embarcacoes, o embanderando, tanto as
naconaescomo estrangeiras, por ocasiao dq abertura
do parlamento, as inglezasncm snlvaram ncm em-
bandeiraram. Parece que estas silo demonstrarles sig-
nificativas da pouca harmona Tjuo reina cutre a nos-
sa corlee a de San-James.
As tropas, logo quo SS. MM. e AA. rccolhcram
a palacio, fram passar em continencia pel frente,
victoriandoa rainha, el-rei, os principes o a corte. A
rainhaapparceua urna dasjanellas,eel-rf i eos prin-
cipes vieram para o largo das Necessidadcs a p, para
yerem passar as tropas. Estas drigiram-sodall todas
praca do conimercio donde desfilramos corpos
para os seus quarlois.
Na scsilo do liontom da cmara dos deputados na-
da se pode fazer, por falta do numero, visto que
ainda nflo chegaram os doputados cleitos pcloDou-
tor, Ninho, Tras-os-Montes, o alguns da Beira-Alta.
O presidente decano he 1). Manoel Pinto Vas Pelo, es-
molr-mr, a quom o deputado Jos Bernardo da Sil-
va Cabral deu licoosde prisedencia.
Contiiiuam os tumores de que o parlamento ser
adiado depois de constituido.
pureza e homogencidade sao tao indispensaveis ao bom
eiito desta grande cuiprcza. Futan alguin dos astrno-
mos franceses unir lalvez seu noine a descoberta de al-
gum planeta, e o observatorio nao deixar a astrnomos
estrangelrns a gloria de verificar pticamente os clcu-
los de.ttnt novo Le Verrier.
A descube ra recente, que o Sr. Pumas acaba de fazer
no dominio da chiinica orgnica, le'in sido hbilmente
dcscVoivida pelos Srs. Maiuguiti < l. M.m" coiiabora*
dores do sabio nicmbro da academia.
0 acido phosphorico anhydro, tao vido d'agoa, posto
em contacto e dislillado com acetato de ammoniaco, o
decompoe tirando-lhe dnus tomos de agoa, c deixa mu
produc.o liquido' c voltil que pela sua composiciio c
propriedades deve dcsignar-se com o nomo de eyanhy-
dratc de melhylene. He uina especie de elhcr anlogo
ao elher eyanhydrico do Sr l'eloute.
DiUerenles sars ammoniacos de cidos volateis, como
seja o butyrate, valeratc, benzoato d'aminoniaco, e os a-
cidos correspondentes subjeitos ao mesmo tratamento,
deram productos mais ou menos analagns.
Nao obstante a jmmensa extensao do seu territorio, a
llussia nao llnha ainda olISreeldo paleontologa loca-
licades ricas em ossos fossels : conlenta-sc ha inultos
anuos com a extraecao do orno. Comtudo, parece que
brevemente baver algiima in.udan;a, pois no decurso
do vern de 184(5, algumss excavajoes deram abundan-
tes resultados. A tolalidadc dos ossos l'osscis j desco-
bcrlos excede a 5,600 : ha 114 queixadas. c 2,230 denles
destacados que se pdem altrlbuir a mais de 160 indivi-
duos c a 27 especies diversas.
lio curiosa a aeeao do sal sobre a vegetaco. O sal em
soluco parece prejudiear em gcral a gerininaean ; se-
gundo as proporces empregndas altera ou destre os
embryes Quando a alteraron foi seusivel, as novas
plantas nao lomaui o dcsenvolvimenlo que alcanfarian;
se nao tivcaseui sido submettidas ao rgimen da salga-
dura.
t.oncli'.ida que esteja a germinaban frada influencia
do sal, c leudo as temas plantas sabido da trra, pdem
ser submettidas ao rgimen da salgadura por meio d'.i-
goa, r.csmo em alta ddse, sem recelo deque se allerem
os tecidos e se perturbe por consequcncla a vegeta^ao.
UebajAo desta ullUencia, as plantas adquirem geral-
mente mais vigor do que as que crescem naturalmente,
e absorvem una quantidade de sal que pdc chegar ate
8 por erntu do seu poso quando seccas.
Um sabio Italiano, o Sr Mellonl, tem feito uestes l-
timos anuos interessantissitnas experiencias para aca-
bar c confirmar a thooria da brmacao do orvalho, de-
vida, como se sabe, ao Dr. Wels.
O orvalho apresenta-se aos espiritos relleclidos como
um dos plienomenos mais proprios para excitarpor uina
en\ queo sol, n'uin bellodia, desalo- do horizonte. Os
objectos de toda a sorte que se pdem sppr espalha-
dos sobre o solo, a propria atmospliera, licam em pre-
senca de um ci sein calor, ou pelo menos em prescnfff
de um e-p.no cuja temperatura he inui bai va, c nota-sc
o ni i (si rame oto ge ral. Logo, porcui, loteivcm o poder
de eiiii.san dos dille ron tes corpos, e acontece quo mis
resl'i i.im-se mais rpidamente que utios ; todos em
gral ohogani breve a nina temperatura inferior da at-
mospliera, e, por consecuencia, condensam coip inals
ou menos frcao vapor espalhada ndar.
Para se eonoeber pe -fritamente como o resfriamiento
dos corpos solidos determina a condensarlo do vapor
aquoso, talvez fosse misler lembrar os primeiros princi-
pios da higrometra ; porm, a este respeilo, cada mu
recebe siillioiontes inforina(des da experiencia diaria.
Temos visto taas vezes as vasilhas chelas de agoa co-
hriicin-c por fra de vapor condensado, que fcilmen-
te acreditaremos n'uiii.-i eondo.-isaiao semellianle pro-
vocada pelos orgos dos vegetae previamente res-
'i iaiios.
Fsla iheorla tao simples exige que o rosfrlamcnto dos
corpos preceda aappaiicao do orvalho. NuOierosas ob-
scrvafes teiinometrloas leem demonstrado que, com
eil'r-io, acontecesetnprcassim. Esta Iheoria mostra ain-
da que o orvalho nao cahe do co, que naovem do chao,
que nao transpira pelos poros dos vegetacs. Com cIFcllo,
forma-sc o orvalho no mesmo lugar, sem que jamis o
(cubamos visto subir iieni desccr; apparece em todos
os objectos que sao o foco de urna irradiaco nocturna
intensa, e fixa-se indiUVrcntcincutc as faces inferiores,
lateracs ou obliquas, comanlo que possam ter sulnci-
entc i osl'rianienlo.
A theoria de Wels explica laoperfeitamente todas as
particularidades que acompanham a formacao do orvu-
Iho, que nao tardou em ser admitllda geralmenlc como
a expresso da verdade. Introduzio-sc at nos tratados
mais elementares da meteorologa.Cotnludo, teemhavl-
do semprc espiritos de eontiadiecao. e alguns sabios
quizeram c querem ainda negar a evidencia. < ausaram-
sc com ataques pono fundados, e seus esforcos s ser-
virn) de promover da parte do Sr. Mellon urna serie
de iiivesligaces que confirman! cada vez mais a theoria
que acabamos de expr. Agradecios a esses contra-
dictores opporiunos o bcnehcio de haverem obrigado to
hbil experimentador a sacrificar alguns instantes de
nina vida laboriosa em favor de lo bellarfiuestao. Qui-
zeram tornar s ideias amigas sustentando, ou que o or-
valho cahe do co, ou que surge da trra, cconsldera-
rain os un.es conlo dolados de uina virtude repulsiva
peculiar. Lis a experiencia imaginada pelo Sr. Melloni,
a qual, bem interpretada, responde a ludo victoriosa-
mente.
O sabio Italiano recornu n'uma delgada folha de-
Flandres nova dous discos circulares do dimetros
tlesguaes o a ambos lxou pelo seu contro n'uma
liaste que Ihesdcvia servir do apoo, equonscon-
sorvava nfastados um do outro em distancia do cin-
co millimetros smento. Das duas faces do maior
dcstos discos, a quo eslava voltada para o mais po-
queno cobro-so dovornz n'uma oxtensilo circular
quei nilo chegava borda do maior disco, mas quo
exceda por toda a parto a do mais pequeo. Este
apparelho foi exposto em campo aberlo influencia
~" -_ I 1 U
.'JfJ...'.L-'... .' '"? ij'iws,*!!
Nolicias iScienlifcas.
anuo c nos climas mais abrazadores he que exorce parti-
cularmente na vegei.ic.-io una inlliii nei i reparadora.
At o principio deste secuto, Ignorou-sc a causa a que
deve altriliulr-se a manifestaco doste phenomeno. (Jom-
tiido. eram de ba muitu cuuhecidas as condifea mais
ou ni inus favoraveis apparico deslc melcoro. Sabia-sc
que un eco puro, auscucia de vento eccrlo grao de hu-
inidade atinospheiica eram necessarins l'onuacao do
orvalho; tinha-sc tainbciu notado que se depe em
inaior porco as planicies do quo as montanhas; na
rclva eplantas baixas do que as arvores. Einfim, oque
mais admirava lio que ipuasi nunca os nielaos expostos
ao ar livrc luolhavam-se durante a noile, ao puso que
a inadeiia, a pedra, o vidro e outras mullas substancias
inertes pareelam, como as plantas, capazos do se cubri-
r m de liuuiidado.
Aristteles cousiderava o orvalho como una especie
particular de chuva que se forma as carnadas inferi- .
res da atmospliera, quando o fri da noitc condensa em
ta oulrn. ltcsuniamos os dados da experiencia di-
zendoque um observador quo se suppozesse estar
no zenith e olhasso para o apparelho, veria, proce-
dendo do centro para a circunferencia, em primei-
ii) lugar a superficie livro o melallca da chapa su-
perior, dopois ao redor perceberia a porciio pei-
pioiica do espaei) envernizsdo da chapa inferior,
finalmente na extremidade a margein annullar em
que a superlicio foi conservada nua.
Aliandoniido este systema ao resfriamento noc-
turno, a chapa superior, falla de verniz, nilo con-
densa vapor ncnhiim, porque, na qualidatlo de me-
tal, possito um poder do emissao mui fraco, o sof-
fre titn resfriamento nimiamente pequeo. Quanto
chupa inferior, Da paites ciwor ni zudas vizinhas da
circutnferencia o que pdem tr o ci, cobrem-so
ogo de notnvrl porcHo de orvalho ; ho fcil tic so
goitinhas os vapores aquosos que ella coniiu. Wos tem-1 conceller : ja nilo obram como metal; irradian] ef-
DOUS NOVOS COMETAS, NOVO PLANETA, ETTIEn,
DE-COIIEHTA Dp OSSOS FOSSEIS NA HUSSIA, AC-
CO DO S.(L SOBRE A VEGETACAo, THEORIA DA
FORM*cAo DO 0RVAIJ10, NOVA EXPERIENCIA.
As descoberlas que diariamente se fazem no dominio
das sciencias e das arles nao pdem dcixar de Inleres-
sar-a inaior parte dos leilores do Jornal do Commercio:
ornas, he verdade, scrao apreciadas stnenlc pelos lin-
ineiis que se dedlcam exclusivamente ao culto das sei-
ciencias ; mitras inultas, pnrin, serao lidas com prazer
nao l por aquellos que desojan) adquirir variados cn-
nhecimentos, como por todo o mundo industrial que
iilias encontrar uliliskimos aperfei[oainculua. He este
o motivo que nos leva a oinpiohcnder urna revista ana-
lytlca do que houvcr a este respeilo na iiupreusa peri-
dica das nnces cultas.
Nao fram capazos dona novos cometas de passar pe-
lo lirniaineiilo sem seren porcebidos, um polo Sr. Vico,
em liorna, outro em liamburgo, pela Sra. Uiimkor, es-
posa do director do observatorio desta cidade.
O Sr- Ilindy astrnomo em Londres, foi ainda ma(s. fe-
liz-; acaba de dcscobrir um pequeo astro que at o pre-
sente baria escapado vista penetrante dos astrnomos.
He o oilavo desses pequeos pianolas, do rbitas ostroi
lamente entrrlrcidas, como diz o Sr. de lluinbolill, he
um desses astros, a que llerschell reservava, em ra sao
do seu pequeo minino, o noine de asteroides, c que to-
dos circualo no espafo comprehendido entre Baile
Jpiter. Esta descoberta eleva a lo numero dos plane-
tas actualmente conhecidos, c que descrcvcni saas r-
bitas roda do sol. O planeta do Sr. Hind nao he sem
duvida o ultimo desta especie, c he de cre.r que novas
descoberlas appnrecani.
Honra-sea Franca de liavor inaugurado o ineiodo de'
achar um planeta com penna c tinta; porm este mc-
thodo be raras vezes applicavel; cumpre que se nao pe-
je de recorrer ainda, c 11 oquentomeute, aos mcios ordl-
pos modernos, Lcslie comparti esta opiniao. Gerstei
confundiiido com o orvalho a humillado quo do inanha
lio i a o interior das campias com que o horlclo, ou
jardluciro, cobre corlas plaas durante a noitc, prrteu-
. da que o orvalho se levan lava do chao. Musschou-
broeck,_ daudo-se a esle respeilo a esludus experimen-
taos, descubri a anomala peculiar aos metaos, porm
nao soubo litar dclla consequencia alguma conforine .i
verdade. Deixou-se Iludir por esta observarn pueril,
que as goitinhas depositadas as folhas dos vegetacs
apresentam una dispo'sico que leinbra a sua nrganisa-
f ao e a disli ibuicao das uervm as c vasos; por issu a hu-
inid.iile que so observa as plaas pareccu-lhc que pro-
vinlia da sua propria transpirarlo. Estas diversas cxpli-
caocs, todas iusullicicntes, nao pdem resistir menor
objecfo. Ao Dr. Wels he que coubc a gloria- de dar
urna theoria completado orvalho; o que consigui al-
tendendo ao mesmo lempo s Iris do calor radame c
aos principios da hygromctria.
As experiencias de gabinete nao oflerrceiu nunca lan-
o iuieressc como quando do a explicaffio dos pheno-
meiios ualuiaes. Soja-nos, pols, permittid lembrar aqu
o que os physiCos loem dilo sobre a maneira por queo
calor se propaga ao longo, o -sobro as condiedrs que de-
termluain a eondensacao dos vapores aquosos contidos
do ar.
Os corpos tendem se
leinpcratura; o mais q
mais fro, e esla troca
sempre a pr-sc em equilibrio de
queme cede parle do seu calor ao
i tem lugar mesmo em distancia,
comanlo que os corpos possam de alguma sorlo vir-se
uns aos outros. A inlerpos9ao do ar \ de ccrlas sub-
s transparentes nao obsta que o calor erradie a
travos do espacu; mas o que modifica cunsidciavelmeii-
t a rapidez com que o calor te dissipa, he a propria na-
lureza do corpo aquccldo. Cada corpo pojsue, mais ou
metaos desenvolvida, a faculdadc de despender o seu ca-
lor po_r via de irradiaco'; cada corpo possue, como se
di/., um poder do cmisso particular; muilo desenvolvi-
do nos pdecapases, uu vidio o as subsiucias vege-
te podr lie, pcIo-contrrlo, niuito fraco no ar e
nos nielaos.
Isto pos lo, consideremos oque succede no momento
(cnziucnte como a mor parte das substancias org-
nicas. A mesmazona nictallica acaba por cohrir-so
do humillado, resfriando-so por oommunlcac.lo.
Invadida urna vez pelos vapores contlcnsados, esta
zona perde tambem seu caraoter metallico ; por
consequencia, o resfriamento vai crescendo cada voz
mais, e a tal ppnto que quem lanoa una vista d'o-
Ihossobre a face inferior, acha-a igualmente h-
mida, excepto as immciaC'fies ilo centro, ondea
chapa superior contina a exercer urna arclo pro-
tectora.
Esla experiencia, liio simples e to fcil do so re-
petir, respondo a todos os ataques dirigidos contra
a theoria to Wels. Cabo o orvalho do co ? NAc,
pois o disco superior i'ica sempro seceo cmquanto
scmolha a moiqr parte -do disco inferior. Surge do
solo? Tambem iiHo, porque, so a face do grande
disco voltada para o chilo esl em parte coberta da
orialho, existe sempro porto do centro um espaco
seceo o biilhanlc. Dir-se-ha porventura quo os
metaos repollom o vapor aquoso que constitue o or-
valho, .ou que causam a sua evapqracffo medida
que elle se depe na sua superficie ? Isto n.1o sa
lodcria sustentar,jioisao ntas partes seccas ve-
bu tic
MOS
las.
partes melaliieas abundantemente molha-
{Jornal do Commercio.)
DIARIO IIE PEttNIHBU.
ijjbij-sj 21 -jj'm wa'yaaaaji) a>ta aaos
Recebemos as cartas do nosso coirespondentc em Lis-
boa, que, segundo declaramos em o numero 31 deste
Diario, haviam seguido para aqni antes dessa que p--
MUTILADO L




1
bllcmos com o citado numero ; e bem assim as gaze-
tas-que as acompanhavaiii.
. Inserindo desde j aquella das referidas cartas que no-
licla a abertura das cortea portuguesas: apressaino-nos
cin iransinitir aos leitores oque collinios nos peri-
dicos.
Principiaremos por Portugal.
Firme no seu posto, a Rtiiluro dt Settmbro contlnua-
vaa agredir, por todos o* lados, a poltica que ora do-
mina nesse reino : as cmaras, o ministerio, os gover-
nadores tlvis, os diversos agentes do poder, erara com-
batido* por ella, com inais ou menos vehemencia, le-
guario lbe pareca conveniente.
Os duus Iriuos Cabraes tinliam sido reintegrados no
cargo de concelheiros de estado.
Apparecera inais um jornal cabralista, sdb o titulo d
Vniao.
Restituir a alma ao Creador o Sr. Concelheiro e mi-
nistro de estado honorario, Joaqun) Antonio de Maga-
Ihaea.
A Reroluc'w annuncira que um orphao da casa pia,
le minie David Augusto Hurta, moriera poucas horas
uepois de haver sido brbaramente espancado pelo prc-
Jeito do cstaboleclinenlo.
A barga Teja e o briguc Tfofcim, que daqui sahirain
para Lisboa, em flns do anno prximo pretrito, j ha-
viam chrgado ao porto dessa capital : a barca a 3, e o
brigue a 6 de Janeiro ultimo.
_A 7 desse mea, as notas do banco de Lisboa compra-
ram-se de ip80 a IJ970, c venJeram-se de 1/920 a l/MO
; e as accOas do banco de Portugal form vendidas iniurmac.i.o que me uoi acerca no que e passou
5#>00rs. I jury, na sessflo a que comparecen, o Sr. Iorges
f 39!poo
Orcam ciu 535 os cadavares scpullados nos diversos
cemliorios de Lisboa, desde 10 de dezembro do predito
auno ale 5 do mencionado Janeiro.
As noticias do Porto nao eram mui lisongeiras.
Dcmittidos dos respectivos postos, o prlmciro c o se-
Sundo cominandaiitrs da guarda munieipal, ao sahirem
o quartel, frain apupados pelo soldados, que, nao
contentes de llies dirigirrm inultos tasadlos, literal su-
bir ao ai- nina girndola de logeles, em signal do pra-
%( quesentiam por verem-os destituidos na aulorida-
de que tinliam exercido sobre clles.
_0provador e veriHcador da alfandega, Francisco Fal-
ciiode Mendonca, animai-so a qualilicar como vinbo
de primeira sorte o de oito pipas que corlo sujeito que-
ra despachar como contendo vinho verde, para pagar
inenna iiireiio. o, por conseguinte. fraudar a fazeuda
publica mas, ciu consequencia desse acto, em ludo
digno de elogio, vira-se to perseguido pelos caceteiros,
que era rrduzjdo a nao poder sahlr de casa para a rc-
particiin, ncm voltar desta para aquella, senao acompa-
phado por dous guardas.
I ii] pobre honieiii lora horrivelmente espancado por
.um guarda-barreira. que eslava ra servioo, por ter ou-
sado olhar como admirado para o titulo == Ra de 27 de
jnneiro =, que a cmara municipal mandara abrir, em
lellras de ouro sobre campo azul, n'uui ra nova da
cidade.
Nodia 25 de dezembro, pelas 6 horas da tarde, urna
quadrilha de dez ladrdes roubra a api tal Madurcira,
morador eni Massarelo, mil deum contn doris em
dinlioiro, inuitos conloes de ouro, c algumai lias de
panno de lilil".
O Echo Popular noticiara a creacao de uia committao
salvadora, e accroseentra que olla se compunhad'as-
snssinos que so deslinavam a auxiliar o govorno contra
os manejos molueianarioi, indicando-lhes os Individuos
que devem de ser I mil idos, apuulialados, ou depor-
tados.
Segundo a mesma folha, apparccra, para as bandas
do Rio-Tinto, umb quadrilha de ladroes, cujos uomes
nao eram ignorados.
O banco commercial do PortMbrlra o pagamento dos
seus dividendos, nodia 13 de dezembro, dando 1 por
cont, isto he, 2/000 res por aicao.
Durante o anno de 1847, a univcrsldade de Coimbra fO-
ra frequentada por 889 alumnos; dos quaos, 104 esluda-
ram theologla; 567, direilo; 35, medicina; 91, niathe-
inathica;c 102, philosophia.
As datas deHespanha alcancavam a 1 de Janeiro.
Nasesso do congressode28 dcdecinhro.o Si. Gicn-
Smterpcllraogoverno acerca de um homicidio c va-
s aeontecimonlos dosagradaveis, que houvoram lu-
gar uacidade de Patencia, por occasiao das elcicocs;
observara que nao su s autoridades dahi, como ao
proprio govorno, cunipria indagar quaes as influencias
era sabido, que estes nao pertonciaiu a partido alguin, e
por conseguinte devia de concluir-sc que algueni os as-
salira paracomineltercm senielhante criine; notara,
omlim.que davain-sc motivos de sobra para que fossem
demittldas as mencionadas autoridades, porquanlo ellas
uo tinham tomado medidas para castigar os crimino-
sos, nem para prevenir os osendolos occorridos. ,
OSr. Kstcbau Cutanla tentara eiifraquecoi asensacao
que produzira o discurso do Sr. Orense, allegando que
os successos de PalencTa. nao tinliam carcter poltico,
jiiirisso que a victima nao pertoucia a nenliuma das
parcialidades oxistf ates nossa paragom ; mas desorien-
tara c recollira-sc ao silencio, quando o Sr. Orense Ihc
porgunlra, se as opinics, que all se dispulavam, nao
ostavam represenfada mui significativamente polo ex-
depuladoOroge.aquemosassassiiiuiliavi.ini perseguido,
e pelos dous jirogressislas c nutroi tantos moderados,
dequesc compunha a > ominisso que viera relataras
oceurrencias em queslao, e solicitar que se providen-
ciasse sobre ellas.
NessaaessSo, o Sr. D. Jos Salva yMuuar Tora adnillti
tido como deputado.
Sa do 30, houvcra calorosa disrussao a rcspcito das
eloicoes de Vera, isputartas pelo Srs. D. Christovao
Campo; c D. Joaquim Maria Lopes; discaftsao que s
terminara a 31, dcoidindo'a cmara que o primoiro des-
tes senliorr era O legitimo deputado, por ter oblido
maioria de votos. Nao obstante osla uecisao, suppunlia-
seque se procedera de novo s indicadas eloices, visto
acliarcm-se inquinadado muilas irregularidades.
Nesso ultimo lia, t> Sr. Villa verde intcrpellara o
govorno a respeito ilo rouho que, na noilo ante-
rior, so coitimetlera nos cofres da caixa de amorti-
saeflo. ; ,
OSr. ministro la fazenda declarara que o roubo
Uvera lugar, e quo importava em dous militos c
meoilc realeo ; mas accrcscenlra que o negocio
iseachava nffecto ao poder judicial, o que nada
influa no pagamento dos dividendos do segundo
semestre do 1847, porque a somma destinada pa-
ra elle orcava por 47 milhocs de reales.
Mas nao era este o nico sujeito importante que
o congresso linda do ponderar na sessflo de 31,
tamben) eslava reservada para ella a apresenta-
co da accusacSo contra o ministerio transac-
lo, de que a imprens se oceupr tanto e quo
jilinal apparecera, nflo envolveudo todo esso minis-
terio, porm referindo-se smenlo ao Sr. Salamanca.
' Quatro sao os pontos princi|>aes da accusagflo : o
negocio do camindo de Madrid a Aran juez ; as
negociacOes da casa Andouin ; --a conservado dos
fundos da casa real ; o o assumplo de Alicante,
no qual parece comprehender-se causa de contra-
bando.
Uizia-scquc o Sr. Salamanca alcanzara licenta
para dcl'eniler-se pessoalmenlc.
Apezar de mui sri oppoaieSO, o banco ilc Ul-
tramar decidir a sua reumSo aos de Fomento e L'ru-
lidade, em junta gcral do dia 28.'
Conslava que o general Espartero embarcara no
Havre, com di recebo a San-Sebasli<1o do Biscaya ;
.siippunha-se que elle ja linda cliegado a csso porto ;
e assegurava-so que, dentro em potico, o general a-
presentar-se-hia otn Madrid.
Tinham sido nomeados : inlendente geral mili-
tar do coipo administrativo do exercilo, o Sr. D.
lenente-general D. Fernando Fernandes de Cr-
doba.
Entre os agraciados, por ultim, com a grlla-cruz
da ordem de Carlos III, contavam-so os Srs. duque de
Tamaos, conde do Rcvillagigodo, duque do Ahu-
mada c niarquoz" de San-Felices.
J no exista nms s das guerrillias do Aragflo;
o as da Catalunlia ostavam tilo reduzidas, que ha-
viam esperances do extinguir-so, dentro ora breve,
um semolhante flagello.
Hoje publicamos nos urna correspondencia em
que o Sr. Dr. Vicente Ferreira Gomes reciaum cc;;-
Ira o que dissemos a respeito do que occorrra no
jury com os tachigraphos desta ollicina, na sessSo
do dia 8 do corrente: mas, para que ninguem se
persuada quo nos apartamos da informarlo que nos
dra o ebefe dos mencionados tacdrgraphos, exara-
mos aqui a carta em que elle assevora ao propriela-
rio desto Diario, que o facto sp passra nomo o refe-
rimos, e accrcscenta algumas particularidades do
que nos tifio oceupmos, por cntendrmos que *3o
vinhamao caso:
ll/m. Sr. M. F. de fara.-Nio soi sobre que pon-
to apparecom asdtividasquo V. S. me diz haverem na
informacioquc Ihe doi acerca do que se passou no
da
m
.-__. iv. r>. fnnnsnnoha abcrta a matritula da sua aula na casa
tf^SK/a;?^ a^sideiciXrofessor de Pdi.o,phB .ornes-
Fonscca; e por isso torno a repetir o quo j disse, e
que he oque seacha no Diarfo de hojo, accrescon-
lando mais algumas particularidades
As II horas pouco niaisou monos, dirigi-mecom
mou collega Lopes para ir tirar a sesslo, segundo a
ordem quo do V. S. tinda rocobido, para o Iribu-
hunal do jury. Segundo o costurne, entrei sem que
ninguem me pozosse emharaco algum, a nio ser o
revislarcm-me para ver so levnva ilguma arma ;
toinci assento no mcu lugar com o dito mcu col-
lega, como he de coslume ha quatro annos, sem me
dirigir ao Sr. juiz presidente; porque, repilo,
nunca ne me poz duvida alguma, nem condigfo :
quando eslava preparando papel e pennas, vi que o
Sr. juiz chamara o porloiro Sorra-Grande, o Ihe dis-
sera o qur que foi: esto sanio, e pouco depois en-
trou com Q sargento da guarda de polica, o qual,
chegando-sc mesa aondeeu me achava, disse-me,
cao mcu collcga estas palavras : Queiram sahir
por ordem do Sr. juiz. Quando cu duvidava que a
ordem fosso para commigo, c fazia algumas ob-
serva^Oesao sargento, a que ello responda sem-
pre : Kioam, iatam. o Sr. juiz o chamou ; e eu se-
guindo-o, mo dirig ao dilo Sr. juiz, e Ido observei
quo ia lomaros trahalhos da sesslo, como de cos-
lume; masque, se nio era permillido, me re-
tirava.S. S. respondeu-me que eu n.lo devora ter
entrado no tribunal som sua previa licenca, mas
quo,;n que cstitu, pmlia licar: uo aceitoi esta li-
conca que S. S. me deu, o retirei-me. Pelas 2 ho-
ras pouco mais ou menos, um ofllcial do diligencias,
por nomc Albino, me procurou, dizcndo-inu que S.
S. me man.lava dzrquo cu poda ir para o tribu-
nal : nfio aceitei este convite lam.hem. He isto o
que se passou : --.milita gente observou sto, pois.o
tribunal estava bstanle numeroso, porm a intim-
r'i do sargento para sahir, parece-me que n ouvi-
rain os Srs. Castro Nunos Dr. Queiroz Fonseca,
Pedro Alfonso e oulros Srs. quo nflo conlieco.
He o que tenlio a dizer. S, casa, 10 do feveroiro de
1848.Seu venerador o criado, Luis Antonio Met-
fjil.i Falcilo.
I [II II.IU |,l UHIUIP ^.....----------, ,------- *
podia consentir que ellcentrasse no ulbunal sem pre-
via lioenca ininha : entretanto que, estando elle ja na
casa, poda exercer sua arte. Sendo ito o que occorreu,
hefradeduvtfique nao maodel os tachigraphos roa-
cuarem tala. Tnmbem nao he exacto, que niandel pela
tarde chamar os mesmos tachigraphos: o aecusado lol
quem roquercu que elle, fuuein introduzdos na Sala
para lomarem o *eu discurso, c eu defer esta peticSo
diiendo que poda mandar chama-Ios.
Com a pablicaco destas linda*, obrigarao ao *eu ve-
nerador e criado .,
Vicmle Fermra Oomei.
COMMERCIO.
Alian dega.
RENDIME.NTOOO DIA 41............1:865,807
Detcarregam hoje, \2de fevereiro.
Barca Ligeira mercadorias.
(Irigue Ntlii-Xslhili: idm.
Barca Entornan dem.
CONSULADO (iERAL.
HENDIMFNTO DO DIA 11.
(oral........................2:967,705
Divorsas provincias.............. 150,912
3:118,617
CONSULADO PROVINCIAL.
HENDIMENTO DO DIA 11
1:896,159
mocollegio.
ICtcravo apprthendido pWa polica.
Um pardo, quo declarou .chamar-so Manoel tJosc
Bczerrae pcrlencer ao doutor Sabios, residente ,em
Sanlo-Antao.Acha-so na cdeia do Hio-Formoso,
o deve do ser [recUmadona-subdelegada dsse ter-
mo."
Cornil) ti iiicauo.
O PI.UTAKCO IJItASILEH'.O.
Movmcnlo do Porto
Naviot tntradot no dia 11'.
Lisboa ; 83 dias, briguc portuguez Turio'o I, de 233 to-
neladas, cap lio Manoel de Oliveira Faneco, equipa-
gem 16, carga vinho, vinagre, azelle doce c mais g-
neros : a Flrinino Jos Flix da Rosa.
Havre ; 47 dia*, brigue francez NtlU-Malhild, de 198
toneladas, capitao llilliard, equipagem 11, carga fa-
ii'ndas, a loio Pedro Adour k Companhia Passagciros,
jaques Goorge Pays. J. G. Biez, Franceses.
Ncw-Port; 31 das, brigue austraco Bonne-Mathilda, de
202 toneladas, capitn Lodnrei Mufle!, equipagem 10,
carga carvo de irdra ; a N. O. Hieber & Companhia.
Naviot sahidos no mamo dia.
Rio-Grande-do-Sul; brigue brasileiro feoi-Te-Guardi,
capitao Manoel Jos de Atevedo Santos, carga sal, as-
sucar" c mais gneros. Passageiros, Joo Lulz dos San-
tos, Jos Tlioma*de Aqulno de Oliveira e Mello, Bra-
silelros ; e 4 oscravos a entregar.
Una; hlale brasileiro Santo-^ntonio-'/or-do-Rse/', capi-
tao Flix Jos da Silva, carga sal. Passageiros, Primo
Feliciano de Mello, Lourenco Xavier Lins de Mello,
Fidelis Fernandes da Costa, Urasilelros.
Babia ; sumaca brasilelra Carila, capitao Jos Goncal-
vos Simas, carga varios genero. Passageiro, Jos l)o-
mingues da Silva.
I.eea ; galera inglesa Irii, capitao Richard llcrtram, car-
ga a mesma que iiouxe.
.tnimaei apprekmdidot pela polica.
Um cavallo rugo, tomado a corto rapaz morador
em Alagda-do-CarrO, que confessou t-lo furtado
cm Paco-do-Po.Devede ser reclamado na sub-
delegada do i.odiatrictodeTracunhSera
THEATB PUBLICO.
A queima das palhinhas. ^
GRATIS PARA OS SNRS. AS-
SIGNANTES.
DOMINGO, 13 DO CORRENTE,
representar-so-ha o muto desojado e pedido
ACTO .DAAPE:NT.,
Ando o qual se executarflo todas as arias e dansas
que tveram lugar as novo noites do presepe-.
O Sr. Santa llosa cantar duas arias jocosas.
A$ Senhoras :
Jenuina 2.', urna aria ;
Candida 2.', urna dita;
Candida 1.a, urna dita;
Marn Magdalena, urna dita ;
Guhermina. urna dita;
Ursulina, tres dilas ;
Jesuina 1.', duas ditas.
Felismina tres ditas ;
O pastor Boos, urna dita.
As respectivas pastoras donsar.lo a polka, masliur-
ka, polaca, padid inglez o minuete escocez.
Ev.ecutar.to os pastoros e pastoras dilferentcs con-
tradansas e quadrilhas, precedidas das compelen-
tes arrematacOes, em proveito das mesmas pasto-.
ras.
Finda todo o espectculo com a queima das pi-
ihinias, cojn urna linda e eterna msica da despe-
dida das pastoras, composta pelo Sr. major Patricio,
mestre da orchestra com o que se tornar esta
urna das mais brilhuntes noites de espectculo.
THEATRO DE APOLLO.
Prestes a relirarem-so para a Europa, Margarida
Deporni o Joo Toselli no querem deixar esta ca-
iH Flix Jos da Silva, carga sal. Passageiros, Prinoj pjtal, sem que dcm aos seus mui dignos habitan-
EDITA lS.
Por que de feitos tacs, por mais que diga
Mais me lia de licar inda por diicr.
Cam. Cant. 3.* Est. 5.*
He urna gotla de orvalho, que paira, incnn-se,
cahe, o some-sc na vaslid.to do ocano ; no o va-
gido da infante, que, em piocellosa costa, esvaeco-
so no fragor das ondas ; tal o pense ment quo o
cnlhusiasnio do patriotismo nos suggerip, ferveu na
mente, e nlfim dcxa trausltizir, accrescentando esta
pagina^ inculta pobre aos pomposos encomios
com que os Iliteratos saudaram o l'lutarco Uraii-
leiro, do Sr. r. I M. Pcreira da Silva
Solsremaneira sentimos que nos falleba a neces-
saria riqueza para darmos ao publico liel transump-
todas bellezas desta obra digna, que, por si, quan-
do cutios ttulos no a abonassem, he um padrilo
viv idotiro da Ilustrarlo c extremado patriotismo do
sou autor.
O l'luidrco liraiileiro he a historia patria es-
cripta em huma biographici, sem altencfo a or-
dem dos lempos; mas ccrlo nexo prende bellamen-
te os factos uns aos otitros, o orienta facilmenlo o
leilor. O que mais releva apreciar tiesta producc.to
lio a energa c viveza do colorido, a poezia quo
rcssuinbra uestes quadros da vida e aeros dos nos-
sos malores quo eternisaram sous nomos, Ilus-
trando esta torra quo os vio nascer, ou que os a-
doplou. A gail'iardia de um Alhuquerque, orgulho
de olinila, sua palria ; os talentos o patriotismo de
um Anillada, digno dos lempos da Creca anligaj a
caridade o zelo verdaderamente apostlico do um
Anchieta; as lyri cas melodas do cantor de Mari-
lia, o torno edesdiloso T. A.Gonzaga, silo oulros
tantos estmulos iinilaco ; e sero ellos apro-
veitados.' Nao; quo o Torrea doxtra do fado
murchou-nos para sompre os lirios /....
Quanlo ao ostylo, he claro, correlo, elegante, o
as vezes lo ameno, quo arrebata ; a locuc^lo pu-
rssma. O livro do Sr. Dr. I'ereira da Silva he um
lliesouro, que ser devidamente apreciado enlro
nos.
Itccife, 6 de fevereiro de 1848.
J. F. Ihtarte Jnior.
Con-(\s{)oii Francitco de Paula Lope Reit, i.' etcripluraiio dw
meta do consulado data provincia, servindo no im-
pedimento do administrador da mama, etc.
Faz saber que no dia 15 do crrenle, a urna hora
da tarde, se h do arrematar em praca, na porta des-
la repartirlo, 1 caixa sem marca de n. 17, com as-
sucar branco de primeira qualidade,do engenho Be-
thlom des la provincia, consignada a Joaquim Flix
Machado, e apprchetiJida por falsificaQSo da tara
pelo guarda Joio Athanazio Botelhb: sendo a ar-
remntaclo lvre do despera ao arrematante.
* Mesa do consulado de Pernambuco, 11 defeverei-
ro do 1848
Pelo administrador,
Francisco de Paula Lope Reit.
A cmara municipal da cidade de Olinda e te* termo,
em virtud* da lei, etc.
Faz saber quo serfo arrematados, nodia 17 do
cor rento mez, os contratos seguinlcs : o reparo dos
a; migues, dos mscalese boceteiras ; a aferiio dos
pe sos o medidas, e armazem pequeo do Varadou-
ro : os licitantes ronicuieeam habilitados e muni-
dos dos competontes fiadores.
E para que clicguc ao couhecimenlo de todos,
mandamos publicar o presente pela imprensa.
Ciliado de Olinda, 11 de fevereiro de 1.848
Jos Joaquim de Almeida Gutdes,
Presidente
Joae Paulo Ferreira,
Secretario.
Weclaratyoi-s
Sn. Redactores. Lcndo no seu Diario de 10 do corre-
te a parte que diz respeito ao jury, vi que ubi se di*
que eu, na qualidade de presidente do tribunal, dei or-
dem para que os tachigraphos sahissein' da sala do tri-
bunal : c sendo Isto menos exacto, cumpre raetilicar o
faci para que se restabeloea a verdade ; e por isso ro-
go a Vms. se diguem de publicar as seguintes decla-
raedes:
lie verdade que cstranboi ao portelro.que tlvesse dei-
xado entraros tachigraphos sem previa licenja ininha,
lendo eu prohibido a entrada de quaesquer pessoasque
nao fossem-as que coinpuiiham o tribunal, ou os advo-
giulus : e o portcir, ei couaequencia dessa iiiinha ad-
vertencia, disse aos mencionados tachigraphos, que nao
podiam entrar all sem pennisso ininha : entao um dil-
les, creio que o di nome Falcao, indo ter cOimnigo, dls-
Juau Bullo/; director geral Ua nfailUija, -o Sr, I e-meque tiuba eutradp poique era de costurne, quan-
0 arsenal de marinha admilte para o seu ser-
vido serventes livres ou escravos, pagando-so ace-
da um o jornal de 560 rs. por dia. Os pretondentes
queiram quanlo antes apicscntar-se ao lllm. Sr.
inspector, d'ordom do quom faz-so a presente de-
claroQo.
Secretaria da inspcccio do arsenal de marinha
de Pernambuco, 11 de fevereiro de 1848.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjot.
" -- M
AVISO IMPORTANTE.
O administrador da mesa da recobodoria das ren-
das geraes internas avisa pola ultima voz aos col-
loctados do imposto do banco, rio Itecife, Sanlo-An-
lonio o Ba-V'isla, para que venham pagar o que es-
to a dever de 1846 a 1847, o de 47 a 48 : pena de
se proceder a execulivo, se porvenlura n.to com-
parecerem at o fim do correlo. E para constar
fago o prsenlo aviso.
Recebcdoria, 11 de fevereiro de 1848.
Francisco Xavier Cavalcanle de Albuquerque.
O professor do geometra do collegio das artes
do cuifiojtndicodo Olinda avisa a quem convier,
tes tlmtestemunho solemne do quanto estSo penho-
radosdobom acolhimento com quo elles os teem
honrado ; o por isso hilo resolvido dar duas repre-
sentac.oes om seu benellcio, certos de qoe aiuda re-
ocbertlo por mais oslas vozes a proteccSo que se
Ihes ha prestado. i
A primeira representacBo ter lugar na noiie o
da 15, e a segunda na do 23 do crrante mez.
O espectculo da primeira noilo ser distribuido
da manciri sogunto :
paiiiEaA parte.
!. Symphonia a toda QjCliestra.
8.* Duelo da opera. Norma man mano alsuitasci
por Margarida Dcperini e Joo Toselli.
3. Graciosa aria da opera // Giuramenlo, por Mar-
gando Deporni.
4. Aria, por Jolo Toselli.
5. Duelo da opera Belisario, por Margarida Deperi-
ni o Joflo Toselli.
SP.G0OA PARTE.
1.' Aria dei Capuletti, pela orchestra, com obri-_
gacSo de flauta.
2.' Grande duelo da opera Ngbucodonotor, por Mar-
garida Deperini o Joflo Toselli.
3.-* Aria da mesma opera r D'el delirio, por Joflo To-
selli. ^
4. Bellissima cavatina da opera II Tor.quato Tasto,
por Margarida Deperini.
TKRCftlRA PARTE.
!. Symphonia.
2. Rondo final da opera Sapho, por Margarida De-
perini. .
3. A muilo engranada aria da opera Os engeiladoi,
por Joio Toselli, o qual apparecer em scona com
duas bonecas, que fingirSo nutras lanas filh'*
suas.
4. Walsa pela orchestra.
5. O mujto applaudido duelo da opera Figliadtl
Regiment.
Com este eacolhido diverlimento, que constitui-
r unta das assignaturas promovidas por Margarida
Deperini, os beneficiodos esperam grande concur-
rencia e a mais assgnalada proteceflo, compromel-
lendo-se a empenhar os ltimos dos seus esforgos
para qte o tespectaculo se torno digno das pessoas
a que he dedicado.
Como est muito prxima a sabida dos benefi-
ciados, elles rogam ao illuslre publico pernambu-
cano digne-se do tomar bilheles para ambM
noites : entretanto, se isto nflo fr possivel, pp>
rflo os amadores lomar bilheles para urna^r-uas
indicadas noites, cortos do qnc nem pof-oaera
menor o reconhecimento dos mesnioc'benoficia-
ilos.
PREQOS DA EN1RAUA.
Platea geral e galera.......^i000
2.', 3.' c 4." galera ...... .* 2,000
Os bilheles que anda restam, vendem-so na ca-
sa do Margarida Deperini, ra doQuoimado, n. le
primoiro andar.
------ ------
avisos marilunos.
>*- Para passageiros smcnte, aho com mult
brevidade a galera ingleza Columbus, capitSo Daniel
Grnrn, a qual tom os melhores commodos possiveis:
quenrquizer ir de passagem ilirijy-so aos consigna-
tarios Me. Calmonl & Companhio na praca do Cqrf
po-Santo, n. U,
.
asW.
MUTILADO


3m
__Para o Porto a bcm conbecida barca portugue-
7.a Bella-Pernatnbucana, capituo Manocl Francisco
oguoira, .segu com toda a brcvidade, por ter a
maior parte do seu carregamento prompta: para o
rest e passageiros^tf quaos offoreca bons commo-
dos e trata ment, trlu-se com o consignatario, An-
tonio Francisco de Moraos*rua,da Cadeia do Rocife,
ii. 51, ou com o capito, na praca. *
Para o Cea ni pretende sabir, al omeiadodo
csenlo, o liiate Navo-Olinda, mestre Antonio Jos
'Vi anua; os pretendenles a carregarem.ea irem de
pnsageiri, se entonderfio com v uiesmo metre no
Trapiche-Novo, ou na ra da Cudeia-Velha, n. 17,
2." andar.
Leilao.
--Me. Calmont&Companhiafara'o loilto, por in-
tervenefto do corretor Oliveira do um esplendido"
sortimento defazendas, todas proprias do mercado:
terca-feira, 15 do crrante, a 10 horas da mantilla .
no seu armazcm, no largo do Cbrpo-Sanlo.
4* Avisos diversos.
. COUSA NOVA EM PERNAMBUCO !
,* o bom sebso i.
Na mo do dcslribnidor do Lidador, Santos
Tor-
so nso, o
res. Ho preciso tomar o pulso a este bom
qjio be fcil, a 40 rs.
O TRIBUNO N. 79,
est venda amanhla, domingo, era mil o dos distri-
buidores, muilo intercssanlo; comeca a historia
dojury, que est muilo importante : be para todas
as classes.
O NAZARENO.
Estando a montara da imprensa nazarena quasi
concluida, espera o redactor publica-lo no i.' de
marco, formato do Diario-Novo, para o que convida
a ponulacflo dsla ciiUfl a subscrev-lo na praca
da Independencia, livraria ns. 6 o 9, c na ra da
Gloria, lypographia brasileira, n. 7.
Declara o rodador, que o a*arem */fjj oceupar
de doulrina e polmica tendente doulria, noti-
cias das oiitras provincias, dos paizes estrangeiros,
commercio, agricultura, industria o arles; e que
para as polmicas pessoaes contina o Tribuno, nue
regular suas publicac/es segundo, ns necessidades
o momento. O Kasmrtno he orgflo do partido de-
mcrata do Pernambuco, e nfo se rebalsar com in-
dividualidades, salvo as que oceuparem posices of-
flciaes, quando as aecusar por aboso, de poder ; al-
guma vez defender o governo, so respeilar as ga-
ranta^ individuaos, c promover os interesses m alo-
mes e moracs do paiz ; condiges essenciacs para
liaver paz "e libeedade.
A subscrpeflo ho por semestre, pagos adianlados
6/000 rs., paraos assignanes da ciade e para os
do interior, eoutras provincias, emquant durar o
porte das gabelas, 7/000 rs.
Conta o redaelor com 9 apoio universal
O bacliorel Carlos de Souza Martins tendo de
partir para a provincia doPiauhy e nflo tendo lem-
po para despedir-so de seus amigos, o faz pelo pre-
sente annuncio, offerccendo-lhes o seu prestimo
naquelia provincia.
-- Quem precisar de urna parda que sabe fazer lo-
do o servicft de urna casa para ama de casa do ho-
mom solleiro, ou do pquea familia dirija-so a ra
da matriz da Roa-Vista ,11. 3S.
--Avisa-so a quem convicr quo n- matricula ilc
geometra do collegjo das artes, so acha a berta no
mesme lugar do auno passado ; islo he ua ra de
Mathias-Ferrcira terceiro sobrado do lado do
norte.
Anda cstam poraluajar os segundo e terceiro
andares do sobrado n. 13 da ra da Lapa com
commodos para familia, e eom solfio que so avista
o mar e que sao meito frescos : alugam-se por
preco commodo : tamben) se vendo a mesma pro-
priodde por barato proco : a tratar na praca da
lioa-Vista n. 7.
O abaixo assignado declara aos Srt. irmos mc-
sariosd irmandadodo Senhor dos Martyros, que
nao fram. oxaclos no leu annuncio, quando dis-
sera m. quro o mosino abaixo assigado offerecera a
avultada esniola do cem mil rs para as obras da
igreja e.siin o que fez o abaixo assignado, foi in-
cumbir-so do tirar urna subscririo a quel montara
na quantia de cem mil rs. entrando nossa quantia
a esniola que livossede dar. 0 abaixo assignado faz
a presente declaradlo por nflo gustar do ter lou-
vures pelo que nflo faz. Manocl Joti Flix da Roa.
Domingo, 23do mez passado, s 11 lio/as da
noitc, perdeu-se um lenco branco com lavarinto o
bico a roda tendo no centro as iniciaos J. V. S. C. ,
desde o pateo da S.-Cruz at a passagem-da-Magda-
iie. Roga-se a pessoa quo o acbou ou que o lenba
em seu poder o favor de o,mandar levar ao segn-,
do andar do sobrado onde mora o Sr. doutor l'ixeli,
no pateo da S.-Cruz que ser generosamente re
compoiiMda e muito so agradecer.
I'ordeu-se, desdo a ponte da Roa-Vista ale o ar-
co da ConceicAo uina caixa de prala csfnallada
para rap de modelo suisso oblonga, o com pe-
queos relevos, de entre os qoaes tcm urna figura
chineza no lampo. Roga-se a quom a adiar, ou fr
ofTerecida, do mandar entregar ru'a do Trapiche,
em casado Lalham tllibbcrl, quo ser gratificado
cqoi 15,000 rs.
Hoje, 12, ba sessao do coucelbo deliberativo s 6 1/2
hora) da tarde.
As pessoas que tiverem de receber rjuaesquer
quanlias de Izidoro Luiz de Souza Monteiro, quei-
ram mandar suasconlas ra Nova, n 6, loja de
Ma ya Hamo & C, at o dia 15 do correule, pura sc-
rem paga.
Um rapaz pardo se offerece para erado do pos-
ana que precisar : na ra do Queimado, n. 57.
Jos da Graca Torres, Brasileiro, vai a l'ortu-
gal tratar de seus negocios.
A VOZ DO BRASIL N. 15
est a venda alm dos lugares do costume, no lar-
go do Collegio nn luja ta ra'fi quo foi das sessOcs
da cmara municipal. -
; Precisa-so de urna preta captiva para cozinhar o
fazer as compras diarias de urna casa de muito pon-
es familia : no Aterro-da-Boa-Vista loja n. 3, a fal-
lir como J. Chardon.l
O Dr. Candido Jo r.ilr> Lima por seu pro-
curador, embarca para o Rio-Grande-do-Sul o seu
escravo Lucas.
-- Aluga-se um sobrado de um andar sotiio, com
muito bons commodos sitio na ra Augusta, n. 9 :
a tratar na ra do Collegio, n. 8.
* AHen Na loja da ra do Queimado, n. 30, de Jos Joa-
3(i i ni do Novaos, continua a liaver um sortimento
o obras Caita*; chapeos do todas as qualidades;
ditos para meninos e meninas; ricos chales do soda;
mantas de seda; leos de Unas as qualidades; e
outros muitos objectos que ha para vender.
A pcssa quo recebcu de um negro um rolo
de fumo, com a marca P, no dia 27 de Janeiro, queira
manda-lo cnlrogar^em Fra-dc-Portas, n. 8G ; do
contraro, niiu se qsieixe sodpnnjs do qL-e Um possa
acontecer, pois o negro h conhecldo, e so mandar
buscar por autoridado competnnte.
AtlencAo !
Um rapaz brasileiro, bastante condecido nesla
praca, e queda fiador i sua conducta, so offerece
para fazer toda e qualquer cobranca lunlo nesla ci-
tado como para o centro, e mesmo para fra da pro-
vincia : quem de sen prestimo se quizer ulilisar,
annuncio por esta folha para ser procurado.
Precisa-so de um pequeo de 12 a 1* annos,
para caixeiro: no HoleM'jstor, ra J* l.ingoeta. n. 3.
--Precisa-so de um pequeo, Brasileiro, ou Por-
tuguez de 12 a 14 annos para caixeiro de um ven-
da : agradando, nflo so, duvida dar bom ordenado :
em Olinda no* Qualro-Canlos, venda da esquina,
com portas para a ra do Cuxo, ou annuncio por
esta lolha.
-- Lava-so e engomma-se roupa com toda a per-
feigflo o por-preco mais barato do que cm outra
qualquor parte : na ra do S.-Tlicreza, no primero
becco n. 6.
Anda vadiando o pardo Kgidio pertenecnte ao
Sr. A.deV. M. deDrumond oqual trabalhava ha
9 mezos na casa do lfaiate Tenipele na ra Nova :
LOTERA
Do llospita! Pedro II.
Ao respcitovel publico ass'egura o the-
soureiro da lotera do hospital Pedro II,
que as rodas da segunda quinta parte
correm infallivelmente no dia morcado,
{ 24 do corrente mez ) no mesmo lugar
da Antecedente ; e pede aos Senhoresque
apartaram biihetes, que liajam de ir bus-
ca-ios, pois que teem sido procurados ai-
guns dos nmeros que fram escolbidos,
e nao os pode vender, sem sua decisao.
N. B, Alm dos lugare? j annun-
ciados para a. venda dos biihetes, acham-
se tainbrm de prximo na loja de cambio
do.Sr. Manoel Gomes da Cunha e Silva,
na rua da Cadeia do burro do ftecife.
Compras.
quem o pegar jeve-o a ra da Cruz, n. 70, primero
andar. ^
D'eseja-se fallar ao Sr. Jos Mana
dos Santos Cavalconli: no Aterro-dj-
Boa-Vistn, loja n. Tjo.
'Antonio Moreira Reis, morador as Cincc-Pon-
tas, n. 17, faz sciente s pessoas quo teem penho-
res cm sua inflo, liajam do os res gata r no prazode
15 das, contados da dula do prsenle: e.quando
os nflo rpsgalem, ficarfo vendidos para pagamento
de principal, e juros que teem corrido al hoje : e
para que ninguomso chamo ignorancia faz o pro-
sonle annuncio. 0mesmo faz publico que nuiguem
faca negocio com o Sr. Francisco Sancho Riboiro de
Amaral com a preta l.uiza, escrava do mesmo Sr ,
por estar hypothccada ao annuiicianto na cartono
competente; e por isso faz esta publicaco, para c-
vtar questes para o futuro.
5*35"
J^S0
&
)*X
iH,horticultor rleLyon, W
cliegado ultimamento do Franca ^*J
m
. SOCIEDADKAPOLL1NEA.
Nflo tendo comparecido numero legal de socios
s para se proceder eleicfloila nova coinmssflo admi-
nistrativa, do novo selconvida aos ditos Srs. socios
V? comparecerem no dia 15 do crrente pelas 5
IroroVda.lardo, "m do ler lugar a diU eleicflo :.
adverlfado-so.que nessa reuniflo todo e qualquer
numero coinparcccnle he legal para deliberar. Nes-
sa occasiflo anda a commissflo recobcr proposlas
para convidados partida de dt. marco aniver-
sario ile sua instalaco.
j*Ja um ente netta piafa que. te nao fra tao mise-
rav*l c mrsquinho, teria respondido ao annuncio publi-
cado nrslc Diario, no dia 10.do corente, com a issigna-
1111a de Anlnnln Jote Soarcs ; -porque esse desgrafado
he o anlor da enredad a. que se refere o mencionado
annuncio. e qgc su teve por liin desacreditar urna pes-
,soa que, pela boa f com que c lia portado no coinmer-
"ci, ha inerecltfo oi foros de proba e honrada: mas, co-
mo esse arrciiquiij, se nao quu mostrar, dcclara-sr-lhe
inui positiva e terininanlciiirtc, que, se a! o dia 14,
nao dr copia de si, ficor tido e havido, nao s aqu,
cuino na ahi.i, por um vil detractor.
U inimigo doi enredadora,
.. D-sr. gratuitamente o calic,a das paredes que
so estam demolindo no hospicio da Penha a qua.I-
quer p#ssoa a qual lio muito proprta para alerros.
m
|tfoua
<* tenoo
& com um gratulo sorlimento do arvoros
f fructferas, plantas do flores, sementos de
a) ditas o bortalices, avisa ao rospeitavel pu-
4^ blico que o quizer honrar com a sua con-
0- flanea, uuo elle abri urna loja na ra do
& Alerro-da Ra-Visla, n. G, sondo acharao
v j venda um sortimento como attioje nflo
(SS) cliegou em l'ornamboco, lauto pela qna-
**^ lidade das plantas como pela boa qualda-
^ de das semo.ntes,-das batatas e das ceblas.
' 88 O @S
Manoel de Souza Guinarflcs retira-so para Por-
tugal a tratar de sua sado e julga nada de-
ver a esta praca ; mas, se alguma pessoa se julfcar
credora do annuncianle.pide apresentar o titulo por
onde prove o annuncianlc ser devedr que promp-
tamente ser embolcado. Oulro sim, o annuncianto
avisa a todas s pessoas que Ibe devem seja por
lellras, liypotheca, 011 por oulro qualquer tilnlo ,.
que no prnzo do oito das Ihc vilo pagar; do con-
trario, passara usar dosmeiosquea lei Ibe facul-
ta islo sem contmplacflo pessoa alguma.
~ precisa-se de um advogado, ou outra pessoa ,
que seencarregue na comarca de N.-S.-do-O', 011-
tr'ora comarca do'Cabo da cobranza de duas lot-
trs sendo urna de mais de 2:000,000 de rs., e a,
outra de 700,000 rs. pois dando dador so farft bom
inleresse: quem estiver nestas circunstanciasdiri-
ja-sea rufl doRangel, 11. 36, primeiro andar.
Traspassam-se aS chaves de um bom armazem
com armac.flo do venda propria para loja do la-
zendas ou oulro qualquor estiibolecimenU) : na
ra da CBCicU-Velha, n. 17.
Aluga-se urna hoa casa, com um grande quin-
tal defronte da igreja da Soledade com varios ar-
vor'cdos de fruto um grande parreiral de uvas jiios-
cateis, brancas, paudadas : na praca da lloa-V.sta ,
venda .confronto ao oilflo da matriz n. 2, indo pa -
ra aPonle-Velba.
-O abaixo assignado ensina em sua casa, no A-
terro-da-RoH-Vista, n. 82, gcographia e francez, e
ir dar licoesem casas particulares.
Dr. Jooquim di Oliuira Souza.
Compra-so um quarto qu seu preco seja
commodo : na ra das Cruzes, loja de barbeiro.
~ Compram-so obras de ouro o prata anda
mesmo quebradas : na ra doRangel, n. 10.
Compra-se urna barcac.a de 20 a 2* cSxhs com
todos os utensilios e sendo de boa construc$flo : na
raa da Cadeia-Volha n. 56, ou annunce.
Compra-so um prcto que seja robusto para o
servicode um sitio : agradando paga-se bom : na
ra do Trapicho n. 36, a fallar com Joaquim Lopes
do Almeida caixoiro do Sr. Joo Matheus.
Compra-sa urna preta ou parda mo^a, sem
vicios nem achaques quo seja ptima engomma-
deira e costurcira : tambom compra-so um mole
que de 16 a 18 annos, que nflo tenlia vicios nem
achaques: quem tiver annuncie.
'-- Qompra-sc um ornamento completo branco e
encarnado, para celebrar missa novo ou usado
em bom oslado : na ra da Cadeia-Velha loja n.
50, de Cunba dt Amorm.
Vendas.
Na'na de Agoas-Vcrdes,
n 46 ,
vende-so, por precisflo urna escrava de nacflo, de
ogradavel figura de 25 annos perita engommadei-
ra o que coznba, lava o cose chflo ; 2 mulocas de
12a lannos; urna escrava do26 anuos que cozi-
nhn bem, por 350,000 rs.; 3 dlas para todo o seryi-
co ; 2 escravose urna escrava proprios para sitio;
urna morada de casa na ra Velha.
Na ra do Trapiche, armazcm
11. 54,
vende-se assucar refinado, em. pSo, a aoo
rs. a libra.
-- Veudc-sc um parda perfeita em todo o sen-
tido, cujas prendase boas qualidades preencherflo
o desejo do qualquor comprador : na ra Nova,
n. 33.
Vende-se urna mesa de Jacaranda de meio de
sala ;uma cama de armaeflo ; um chapeo armado
de pello: ludo em bom estado: no Alorro-da-Roa-
Vista ,lojan. 48.
Vendem-se 6 escravos, sendo : urna linda par-
da de 18 annos, queengomma coso, cozinha e
lava de sabflo; urna linda negrinha de 10 annos
com principios de costura ; urna preta de 30 annos ,
mfli da dita negrinha quo s so vende com a (i I ha
urna crioula do 28annos, que engomma, coso, cozi-
nha o lava de sabflo para fra da provincia; una
dita do nac.no quo cozinha e lava ; um molceote de
18annos : na ra das Cruzes, n. f, segundo an-
dar. .
Vende-so um, sitio com casa de taipa passan-
do o engolillo Giqu do lado esquerdo com bas-
tante arvores de fructo, como sejam : coqueiros, la-
rangeiras, mangueirns, romeiras", pinheiras, jain-
breiros ejaqueiras : a tratar no dito sitio, que com
a vista se far negocio.
Na fabrica de licores, na rna Dircita,
Cortes de aldoa.
A fazenda mais perfeita que tem appa-
recido s3o os cortes de alcina, para ves-
tidos de senbora, n3o s pelas delicadas
cores, como pelos lindos padrifes, por
nao desbotarem, e por serem do ultimo
gosto de Paris Estes cortes v>m pti-
mamente acondicionado, cada um em
sua capa, c sao leitos na principal fabrica
de Paris : sendo de natro qualidades dif-
l'erenlcs, e aos precos de 3,200, 3,6oo,
3,8oo e 4,000 rs: na loja nova de.Ray-
mundo Carlos Leite, na ra do Queima-
do, n. 11 A.
Vendem-sc chapeos de superior
castor, brancose nretos, por preco
inuilobarato : na ra do Crespo,n. iar
loja de Jos Joaquim da Silva Maya.
- Vendem-se cinco escravos,e
sendo urna preta perfeita engom-
madeira, costureira, e cozinheira,
muilo moga e de elegante figura;
um lindo ialeque de doze annos;
e tres pretos mocos e de muito
boas figuras: amado Crespo,
n. 2 A, se dir quem vende-
M
n. 17 ,
vendem-se licores do todas as qualidades; ago'ar-
dento do reino ; genobra ; aniz ,-por procos que nflo
desagradarlo ao comprador.
Vende-se um sobrado do 11 m andar esolflo, li-
vre e desembarazado, sito na ra dos Copiares : a
tratar no mesmo sobrado, n. 4.
Vende-se vidro lavrado para vidrac.a quo nflo
adcniitti se olhar da ra para dentro da sala : na ra
da Cruz n. 40. primeiro andar.
Vende-se cimento de muito boa qualidado, por
preco muito commodo r no armazem do llraguez, ao
pedo arco da Conccicio.
Vende-se una escrava de nacflo. sem vicios
nem achaques que lava bem de sabflo, faz todo o
servico de campo vende na ra lio possante o de
bonita figura : na Trompe ao virar da Solcdado,
n.31.
AI.CTRAO* DA SUECIA ,
a 14,000 rs por barrica ,
recenlemento ebegado vonde-se em lotes de urna
barrica para cima por prego mai* commodo do quo
nos armazons de massames:. no escriptorio do Kir-
mino Jos Flix da Rosa na rua.do Trapicho, n. 44.
Vende-so um casal de escra'vos proprios para o
servico decampo, por commodo proco: na ra das
Cruzes, n. 41.
Yende-se lagedo decantara as varas ou po-
dras por proco commodo : na ra de S.-Francis-
-'-VcnJcm-se ricas mantas e veos do fil pretos
e branebs ; luvas do ultimo gosto ; as mais lindas
litas para cintero; meras de seda ; laques; sarja
de soda superior; b i eos do seda o de blondo: ludo
proprio para a [Quaresma.: na praca da Indepen-
dencia n. 39, loja de C..G- Breckenfeld.
.-- Vende-se urna vocea boa de leilo que se acha
agora sem elle : na ra da Madre-de-Doos, n. 36,
primeiro andar.
loja
Vendem-se terrenos muito bons para so edifi-
car por terom boas proporcOes c ja ostarem ater-
rados: a fallar com Manoel l.uiz da Voiga quo 41-
ra quem Vduu.
Qideiras de pinito pulka
c taboas de pin lio mas-
liurka.
He ebegado um novo carregamento de
taboas de pinbo dj Suecii, sendo costa-
do, costdinbo, assoalho e forro, e para
fundos de barricas ; toda esta madeira he
sem nos, propria al para envernizar ;
assim como americano, de todas as lar-
guras e omprimentos. Os freguezes apro-
veitem-se da barate depreco : atrs do
tbeatro, acmaens j bem conbecidos,
ba bastante tempo neste negocio, pois
que agora <|ueim por todo o preco; a fal-
lar a Joaquim Lopes de Almncida, caixei-
ro do Sr. Joao Matheus.
\o Aterro-da-Ba-
Vista, ioja nova,
n. 2A,
vendemse brins de cores, pelo
di.nulo preco de 280 rs. o co-
vado; suspensorios a 100 rs.. cada
par ; e lencos a 120 rs.
Na leja ile Magalb'aes& Irmao,
na raa do Queimado, n. 46,
vendem-se cortes da bellas princezinas, a 11/ rs. ;
ditos de cambiis aberta.a 5/ rs.; ditos de cambra i
de differantes qualidades a 4,000 e 4,800 rs.; ditos
de dito de barra a 4,200 rs ; longos de seda do pe-
so, muito finos a 1,600 o 2,000 rs. ; ditos do sjilim
para gravata, a 4,000 rs.; chales do seda de 14 quar-
las, a 11,000 rs., mantas de dito a 9,000 rs.; cha-
les do balztirina, a 2,000 rs.; ditos mais ordinarios ,
a 800 rs.; luslrim roso ,sem dfeito, a 4,800 rs a
peca ; brim branco trancado, de puYo linbo, a 1,400
rs. a vara ; dito, dito, a 1,120 rs. cortes de collc-
to do casimia oseda a 4,000 rs. ; ditos de setim
preto do listras a 4,500 rs.; ditos de rusllo, a SOI
rs.; brim do algodio para Calcas, a 40 rs. o cova-
do ; riscados francezes a 920 rs. o covado; bicos, d
differentes qualidades ; cassa doquadros muito li-
na, de 10 varas, a 3,200 rs. ; meiosdo hoinem se-
nbora e meninas : o outras muitos fazendas que pe-
lo sen mdico preco devem agradar aos freguezes.
io-so amostras a qualquer casa que as pedir.
Vendem-se 5 molec5es, de 18 a o
annos, um dos quaesbe perito carreiro ;
pardos de boa conducta ; um negro de 35
annos, por 36o'ooo rs. ; um dito por
iMo.sooo rs. J nm.inoieque, de 3 anuOai;
um dito de na^o, de ia annos, queja
cozinba soffrivelmenle ; urna negrinha de
ii annos; urna negra Loa -quitandeira,
de pacSo Costa ; urna mulatinha de i8
anuos, que coze muito bem, engomma e
cozinha ; urna moleca de 19 annos, com
as mesmas babidades ^ duas pardas de
ptima conducta duas negras mo9as,
ptimas paraolrabelho de campo: na ra
das Larangeiras, n. t4, apandar.
Vende-se cobre do forro para navios : na loja
de cabos do Joflo Leite de Azevodo, defionte do Cor-
po-Santo.
1
l
riMBll



T
t
A
Veidem-se cabos de cairo,, em grandes, ou pe-
3uenas porgOes : no trapiche do Ramos, armazem
a esquina.
Vendem-se pegas de chitas limpas, escuras e
muito encorpadas, a 4,600 rs. e a 120 rs. a retalho;
ditas cor de rosa, Gxas e muito bonitas, a 5,500
rs. e a 160 rs. a retalho : na ra estreita do Roza-
rio, n. 10, terceiro andar.
a ra Dircita, n, 55,
vende-se um par de embonos da pao de cedro pa-
ra barcaca ; 2 travos o um pedazo do pao de con-
dur.-azoitedccarrapato, a 1*200 rs. a caada ;
fl*da, a 230 rs. a d-jzta ; e todos-cs mais gneros
pertencentes a venda por menos que cm outra
qualquor parto, e de muito boa qualidade.
.lina doQucimado.n.lO^
novaloja clccirgticiro.
Lima
vende uniformes militares para todas
as patentes de Icgillo cavallaria o in-
fantaria da guarda nacional; Raines de
ouroc prata ; espadas prateadas, com
roca c sem ella ; chapeos de couro to
lustro para pagens; conro branco do
lustro para canhOes de botas dos ditos.
Vende-se, na ra do Crespo, luja n. II, diccio-
nario geographico, histrico e descriptivo do impe-
rio do Brasil com 5 mappas geographicos das pro-
vincias porj. C. II. Millietdo Saint-Adolpho, 2 v.,
por 10,000 rs. Na mesma casa compram-se livros ,
enrocam-se estando em bom estado.
Vendem-se urna venda adime da Crue-de-AI-
mas na estrada que vai para S.-Anna, pouco anles
de voltar para o Arraial, emlconscqiiencia de seu
dono precisante ir a luropa para tratar do sua sa-
de : a tratar na mesma venda, junto do sitio do Sr.
1 ni/ do Mello.
Vende-se urna parda muito civilisada propria
pare se Ihe entregar a administrac.la de urna casa ,
por ter disto bstanlo pratic, a qual salie mui hem
cozinhar; engommar c coser,cuja excmplar conduc-
ta seafianca : o motivo da venda se dir ao com-
prador : na ra de S.-Rita, n. 44.
Vendcm-so dous bonitos inoleques, muito sa-
dios ,um do Hannos, o outro de 12: na ra Im-
perial, n. 39.
Vende-se urna preta do bonita figura, do 25 a
26 annos,que cose bem liso, entornilla, e he hoa
lavadeira ; um molequo de6 a 7 anuos, de bpnila fi-
gura : na ra da Cadeia do Recito, loja de Joo da
Cunha Magalhcs.
Vendcm-so na ra' da Cruz, n. 46 condenas
com peras; ditas com ligo; ditas com pecegos ;
latas com figos; ditas com horvilhas; ditas com
sardinhas"; ditas com bolachinhasdeararula : mas-
sas finas cm caixinhas ; chocolate do canella de
Lisboa; meias barris^rom vinlc o tantas libras de
manteiga inglcza de muito superior qualidade, c
propria para casas particulares : ludo ltimamen-
te chegdo, por diminuto preco,
Vendem-se 3 lindos moloques de 12 a IS annos ;
3 pardas com habilidades; um preto bom carreiro;
2 ditos para todo o sorvigo, por screm bem robus-
tos ede bonitas figuras; 3 pretas moga-s com habi-
lidades o do elegantes figuras ; 2 ditas de meia ida-
de una por 160,000 rs o a outra por 300,000 rs.:
no palco da matriz do S -Antonio, sobrado n. 4.
Al i I lio.
Vcndc-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes da
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
Vende-se um terreno com 117 palmos do fren-
te e 89 ditos de fundo em estado de so edificar,
por nflo precisar aterro em cujo terreno podem-se
er tres ptimas mci'agoas na ra do Pilar em
Ira-do-Portas', do lado da mar grande: nadita
ra, n 11, no pateo do igreja do Pilar, das 6 horas
-da mandila" s 8. -
-- Vende-sc o tresehario dcS. Francisco de Paula,
obra til aos devotos do dito santo, lias lojas do
livros dos Srs. Santos & Companhia atrs do. Cor-
po-Santo ; Cardozo Ayros ra da Cadeia ; e em S -
Antonio praca da Independencia ns. 6 e8.
Vendem-se caixas de cha hysson de 13 libras ,
em porgflo, ou a retalho: na ra da Alfandega-
Vellia n. 36, em casa deMathcus Austin & C.
FARF.1.03.
Vendem-se saccascom fardos, chegadas ltima-
mente, a 3,500 rs.: no armazem de J. J. Tasso Jnior,
ra do Amnrim, n. 35.
Vende-se um molequo de 10 anuos ; um preto de
Angola de 28annos; una parda de 28 Bnnos : na
ra dos Tanoeiros, n 5.
-Vendem-se 6 escra vos, sendo : 4 pretas e duas
pardas, muito mocase com elegantes figuras; um
mulato de 26 annos, bom carreiro : vende-se por
precisflo-, c so afianga a sua conducta : no paleo da
S.-Cruz, n. 14, se dir quem vende.
Vendem-se chitas pretas finas assolinailas do
ultimo gosto : na ru do Quciinado, loja n. 5.
Vende-so nina morada de casa terrea, cm chiios
proprios, de pedia ocal, pan-des dobladas, com
duas salas, cozinha fra quintal c cacimba por
detrs da ra Imperial, defronlc, da maro grande :
na ra da Concordia, no ultimo armazem de ma-
deiras.
Vrndem-se 3 escravas recolhidas, de 16 a 20 an-
nos, de lindas figuras e prendadas : no becco do
Ssrapalel, sobrado n. 12.
Vcndom-se pspadas prateadas muito ricas ,
para oflieiacs superiores e subalternos: na ra Nova,
loja de ferrsgens, n. 16*.
' PotasSa.
Vende-se muito nova e superior potassa chega-
da ha poucos dios do Rio-du-Janeiro : na ra da Ca-
dcia-Velha, armazem n. 12, do Hallar & Oliveira.
4.a lotera da S. Casa da MU
scricordia da corle.
Vendem-se billetes e meios ditos desla lotera:
na ra da Cadeia-Velha, n. 29.
Vendem-se caixas com veras de sebo, muito
proprfas pata misturar com carnauba, por serem
muito alvas e brandas : no armazem do Braguez ,
ao p do arco da Concec3o, no Recife.
Vende-seo engenho Bom-Jesus-da-Malta, co-
marca do Po-do-Alho, com ptima casa de vivenda,
outra dita mais ordinaria e 3 para lavradores, bom
cercado de pasto, campias que servem de soltaspa-
ra gado ptima destilaciio organisada do cobro ,
moenda de ferro, muito boas trras, tanto para can-
oa como para outra qualquer plantacflof, as quaes
ha ptimas varzeas'o maltas .contendo cerca de
legoa e moiade fundo rende de foros 700,000 rs.
annualmente com os vencimentos em o mez de Ja-
neiro : a tratar na ra do Codorniz^ n. 25, com Joa-
quim Teixeira riSuto que ao acha au'orisado para
ultimar o ajuste a dintieiro, ou a prazo.
Vendem-se saccascom milho; ditas com ar-
roz de casca ; urna bandeja do casquinha prateda ,
com 18 casaes do chicaras e piros de porcellana dou-
rada ; urna cama ile Jacaranda com todos os seus
pertences ; 18 cadeiras do amarello ; um rico-tou-
cador de Jacaranda ; lOquadrosem ponto grande ,
para estampas; urna mesa redonda do Jacaranda :
na ra.da Cadeia de S.-Antonio n. 19.
Vende-se um melhodo de flauta cbm pouco
uso, por barato prego : na ra do S.-Francisco, ca-
sa da esquina que volta para a ra da Florentina.
Na loja nova da rua do i}uc\-
mado, 11.11 A, de Rayimin-
(lo Carlos Leile,
acha-so um completo sortimentq de pannos finos de
toilas as cores, principalmente pretos: bem como
chapeos francezes ; los pretos, de seda o linho ; sar-
ja hespanhohi, verdadeira ; e todas as mais fazendas
j annunciadas, por procos mui rasoaveis : fBmbem
ha chapeos 1I0 Chili, vindos do Monte-Christo da
melhor qualidade a 16,000 rs. ; chitas francezas
muito largas a 240 rs. o covado ; ptimas pegas de 1
luslrim ,som defeito crde caf, verdee azul, a
6,400 rs
Na na do Trapiche, n. 17, con-
tina a haver deposito da verdadeira cal
virgein de Lisboa, chegadd prximamen-
te ; odvertindo-se aos compradores des-
le genero que o deposito he. j milito pe-
queo, e que da nova nao lia mais em
parle algumn.
Vendem-se duas boas escravas crioulas de
bonitas figuras e mogas, que cozinliam, lavam mui-
to bem e engommam silo sodios, e nfio se duvida
dar cimiento para serem experimentadas : na rua
do Queimado, loja n. 51. '">
sen hora ; ditos clsticos de patento para monta-
ra de homem; cahegadas rojigas ; carneiras brin-
cas: ludo recentemento importado por Geo:
Kenworthy & Companhia: na 'rua da Cruz, n. 2.
Cheguem fregtiezcs loja de
Wi noel Joaquim Pascoal
Ramos, no Passeio-Publico,
11. 19, as novas pechiiichas :
chitas finas decores (has, a 120, 140, 1f>0 e 200
rs. e muito finas, a 240 o 320 rs. ; cortes de cassa-
chita a 2,000 rs.;/ ditas muito finas, a 2,600 e 3,000
rs.; lencos de seda para algibeira de bonitos pa-
drOes a 1,000 rs.; ditos para gravata a 400 rs.;
ditos do cassa a 200 rs.; pello do diabo, a 200 rs. ;
lanzinha paro caigas, a 240,280 o 320 rs.; cortes de
lito pora caigas, a 2,500 rs.; ditos de casimira a
6,000 rs. ; esguiflo, a 2,000 rs.; panno reto, a 4,500
rs.; dito azul, a 4,000 rs.
Vende-se um ornamento completo : na rua do'
l.ivramcnlo, n. 26, primeiro andar, se dir quem
vendo.
Vende-se um relogio de ouro com comente,
ou sem ella por prego commodo : as Cinco-Pon-
tos,ii. 17.
SALSA-PARRILHA DE SANOS.
Este excellente remedio cura todas as enfermi-
dodes, as quaes silo, originadas pela impureza do
sangue, ou do systema ; a saber : m
Kscrofulas, rheumatismo rupges cutneas,
brebuthas no caro, homorrhoides, doengas chroni-
cbs, brebtrlhas, bertoeijo, tinha, inchagOes, dores
nos ossos e jnntas, ulcar, doengas venreas, citica,
enfermidades que, alacam pelo grande uso do mer-
curio, hidropesa cxposlos a urna vida extrava-
gante Assim como chronicasdesordena da cons-
lituigflo scr/o curadas por esta tilo til sppro-
vada medicina.
O extracto seguinte he do urna carta rocebida do
Sr. Mace, poissus mulher foi atacada de escrfu-
la! no nar!?.,'tas quaes os mcUtcrcs dctc.-cs era
Franga a nao podcrSo tratar.
i Rennes, departamento de Ule eVilain. .
r Franca, julho 17 de 1844.
FAZENDA DO NORTE, A 640.
Xa loja nova da na do Quei-
mado, n. II i\, dcRaymun-
do Cario iggitc ,
acha-se um novo sort i ment de alpaca de linho, ou
fazenda do norte, 8 640 rs.^ltcovado. Esta fazenda'
loma-so recommendavol pela sua boa qualidade o"
acertados padroes : Seu principal uso he para colle-;
tes palitos o caigas.
Vende-se a pratica elementar da homceopalhia,
precedida de um discurso contendo a historia da
linmocopalhia e as principaes regras paro a sua ap-
plicagflo por II. It. Mure, por prego do 10,000 rs.:
na rua larga do Rozario, n. 52, segundo andar.
<2l0*!0ai7 10 !9 10 ]# 10Q10&10&
Melhor que islo
Ndo pode havr :
E fe o duvidam ,
Cheguem a ver.
Vende-se sarja hespanhol da melhor quo
lem viudo ao mercado ; bicos de blondo ,
pretos o brancos'; veos pretos, grandes o pe-
queos de superior qualidoilo ; ricos cortes,
de scdps brancas e de cores proprias paro
noivados lindas capellas do flores de loron-
jo; ricos romos do flores pora enfeiles do ves-
tidos ; creps do todas as cores ; ricas fitas
layradas ; damasco branco; meias do seda
brancas o pretas, paro senhoraj fil do II-
j& nho liso, muito fino ; luvas do pellica para J
ff senhora com enfeiles ou sem elles ; ditas >& para homem ; ditas de fio da Escocia de c~ &
Q res mui finas ; sapatos de setim branco para
S. seniina ; e oiilr.is limitas fazendas do muito 9
0 bom gosto : na rua Nova, n. 8, defronte do '<&
rs, beceo da Camboa-do-Canno, loja do Amaral. 9
O %
Oa9ii9rB9li9r 0fe 0]* % 0I 0% 01*3
Vende-se um sobrado nos Cinco-Pontas, n.2 6
por prego muito commodo :a trotar lo mesmo so-
brado.
Vendem-se ancoretas com cal virgem a mais
nova quo existe no mercado por prego mais com-
modo do que em outra qualquer parte: na rua da
Moda, armazem n. 17.
Ao ; amantes da boa pitada
se offereceo rapprinceza Novo-I.isba : acha-se
venda, cm porglo c a retalho, no deposito da rua
larga do Rozario, n 24.
Vende-se, ou arrenda-so um grande sitio na rua
Imperial, com duas moradas de casas, urna para
grande familia, na fenle da rua c outra mois pe-
quena dentro do mesmo sitio com bons parreirues
c militas fruleiras do boas qualidades todas noyas
e j dando fruto com um grande viveiro no lundo :
na rua Direita, n. 135, loja do cera onde se far
qualquer dos :n;gocios/por seu donoterde retirar-
se por molestia.
Calcados.
Na loja do Arantes,Ha praca da Independencia,
ns. 13e15, receberam-se os muito acreditados sa-
palOes iuglezes de dilTerentes-feilios, quo serSo
vendidos porcommodos pregos : bem como de lus-
tro e do be/erro tanto para homem como para me-
nino ; eoutros muitos colgados para senhora.
-- Vcnctem-se 4 grandes depsitos- de parafusos ,
paro assucar ; urna escolenle balanga grande com
um braco de autor; 12"arrobas de pesos: o outros
Utensilios para armazem de assucar, muito baratos,
cm rasiioria ni ti anga da casa : na rua da Sonzalla-
Velha, ii. 110.
Vcndem-seselliusiuglezes, para montara de
Si. SijkIs. A salsa-parrilha mandada por Vm.
foi recebida com a maior salisfagao possivel, minha
mulhera tomou, eem pouco tempo se achou me-
lhor; pelos grandes beneficios que recebeu desta
medicina, a considera como urna das mclhores me-
dicinas do inundo para lacs doengas poja don-
lores de alta sabedoria nunca a poderam tratar. Mi-
nha muiher a contina a lomar al se adiar n-
teiramente boa. Por favor nos queira obsequiar com
aiguuias garrafas o mais depressa possivel. Sr. ,
nos (eremos o gosto de fazer condecora sua medi-
cina entre os nossos amigos, assim como entre o
povo: semduvrda ser usada aqu, bem como em
lodo o mundo, como eflicaz medicina para alliviar
o tratar o corpo huma no. Tenho a honra de ser o
mais atiento venerador.
J. Mace.
N.1, ru LouisPhilippo.
1 l.egagOo dos Estados-Unidos,
Berln, Prussia, abril 8 de 1846.
Sre. A. I. & D. Sands. Srs., tendo-se a .sua sal-
sa-parrilha usado nosta cidade, com grande efcito,
em casos mui severos de escrfulas, mepedem tres
duzias de garrafas da sna medicina as quaes as es-
pero sem falta, quo para isso rcmelto o pagamen-
to. Espero que vms. fiquom de lodo a certeza qoo
a composigiio de salsa-parrilha he urna das mento-
res medicinas do mundo, assim como se vai '\n-
troduzindo muito entre o povo Sou o mais atiento.
TheodoreS.Fay
Preparada e vondida por junto o a retalho, as-
sim como se exporta por A. B. Y D. Sands, chim-
cos e droguistas, n. 100, Fulton-Strect, esquina do
William, New-York.
Wiido-se na botica do agente, Vicente Jos de
Brilo na rua da Cadeia-Velha, n. 61.
Escravos Fgidos.
des ; levou camisa de bata- verde e ceroulas de a|-
godflo : quem o pegar leve-0 a ruajarga do Roza-
rio padaria n. 18, que so gratificar generosa-
mente.
Fugio, nodia 3 do correilp, urna cscrava de
nome Thereza indo vender frutas de um sitio em
9 -Anna de 40 a 50 annos ; levou saia de lila pre-
la vestido de lila, panno preto; he de estatura
baixa ,cheia do corpo, cara redonda, com todos o8
denles da frente, olhos ahotuados falla gross,
bragos curtos : j tem bastantes cabellos brancos:
quem a pegar leve-a a rua da Cadeia da S.-Atonio'
n. 19 ou em S.-Anna-da-Torre, casa defronte de
JoSo Yenanco, que ser recompensado.
-Fugio, de bordo do .brigue Esperanga no da
30 do mez passado, um escravo marinheiro, de ri-
me i>edro de nag5o ; representa ter 24 annos pouco
mais ou menos; levou caiga e camisa de brim branco,
chapeo do Chili, he alto, cor preta, magro, com bas-
tante barba e suissas. Quem o pegar leve a bord do
dito brigue, ou a casa de Amorim IrmUos, qtiorc-
ceber 50,000 rs. do gralificagSo.
50#000 ris^
Dio-se 5o,ooo ris de gratiicacao a
quem pegar o escravo pardo, de nome
Faustino, de a8 a 3o annos, estatura r
guiar, rosto descarnado, olhos e faces en-
covadas, falla branda, potica barba, ca-
bellos encarapinhados, signal deja ter si-
do acoutado ; levou um ferro a o, pescoco,
mas he de suppr queja o tenha tirada, e
tem o ofliciode carreiro : este escravo fu-
gio do lugar denominado Aftonso-Pereira,
ou Tiriri, junto ao engenho Algodones,
termodoCabo, emnovembro prximo pas-
- t- ..- Cu fi.UI,.
sauo : c iui cuuipt'auu ao or-. vriuiuu ju-
s de A guiar, lavradr do engenho Bue-
oos-AyreJ, do curato do Bom-Jard'tm.
He natural que se intitule por forro ; por
isso pede-se aos senhores de engenho, no
caso que se Ihe olTereca para trabalhar, a
sua apprchensao ; e aos capitSesde cam-
po que facam toda a diligencia', dando-so
a acuantia cima, e mais anda conforme a
distancia em que fr pegado : dirigindo-
se para oste fim ao Tirr, ou nesta pra-
ca aosenhor do dito escravo, Gaspar da
Silva Froes, na rua Bella n. 4o.
-- Fugio, no dia 4 do corronte, o escravo Fra ncis-
co de naglo Angola, porm que falla como crioulo,
de 20 annos, estatura regular, secco pea e mffos
grandes ; tem um dente partido pelo meio, noquei-
xo superior; est sahindo-llio a barba, e por sso
tem alguna cabellos por baixo doqueixo; levou cal-
gas de brim pardo de listras escuras novas, camisa
de madapolo usada c jaquelado bretanha j rola;
he- bastante conhecido, por ser Quicial de pedreiro
o trabalhar bastante tempo com o S.nr. Theolonio
Joaquim da Costa ; consta que anda pela Sojedadc,
Manguinho e Capunga. Iloga-se as autoridades po-
icaes.capilfles decampo e pessoas particulares,
queoapprchendam ,e lever-noa Trempe., n^50,
quo serSo gratificados.
-- Fugio, nodia 18 do Janeiro do correnleanno.do
engenho Canna-Viera, comarca de Nazarelh um
pardo, de nome Florentino, descorado da cor, ca-
bellos estirados imitando a cabocio rendido das
verilhas, baixo do corpo, mal fclto dos ps : quem
o pegar leve-o ao dito engenho que ser bem re-
compensado.
Fugio, do engenho Agoas-Claras comarca do
Bonito, nodia 30 de jonero do corronto annno,
um escravo*Com os signses seguimos : crioulo de
Joi
Fugio, de bordo do hriguo Con/ianca no da 30
de novembro do auno passado o escravo marinhei-
ro, de nomo Jos, do nagoGibflo; representa trinta
e tantos annos, de estatura baixa, sem barba ; levou
caigas do brim, camisa de algodn bonete, e mais
um caiga de casimira amarflada camisa de cliita-
e uns sapatos. Este escravo sabe lodos os lugares da
provincia o tambero os de fra ; j foge por habito ,
visto que em o anuo de 1846 t mbem fugio de bordo
do brigue Mentor; a foi capturado para os portes do
Porto-Calvo aonde se inculcava por forro ; o qual
pertence ao Sr. Jos liara de S, negocame do llio-
dc-Janeiro. Roga-sc a todas as pessoas o as autori-
dades polieios, que o npprehendam e levem-no a
ruada Cadeia, n. 45,casa do Amorim Irmlos, que
se recompensar conT60,000 rs. ou mais alguma
cousa.
Fugio, ao abaixoassgnado, nodia 23 do cor-
rente, o escravo Joo, ofllcial de carpna ; represen-
ta 25 a 26 annos pouco mais ou menos d cor ca-
tira, estatura entre baixa o regular, cheio do corpo,
rosto redondo mal parecido, olhos medianos na-
riz chato o grosso, pouca barba com lodos os den-
tes na frentQ cabellos-pegados mas do presento
aparados rentes, pernos grossas, ps curtos, chatos
e descarnados -.tem um dedo do um p, o principal,
com urna grande cicatriz de um golpo de machado,
islo lx;ni visivcl ; levou camisa velba de algodo e
caigas de algodo ja rotas; he muito ladino e fin-
gc-se soldado quando chega ji ser preso. Quem o
pegar leye-oa casa do ahnuncianto, ou na de Sa-
cavem Barboza & Companhia,em Macci, ou nados
Srs Amorim Irmlos que ser 'recompensdo gene-
rosamente
Francisco dat Chagas lima huta.
- Coutinua a estar fgido o preto Miguel, de na-
co, de altura regular, secco ; representa 25 annos
pouco mais ou menos ; consta ter andado na pra-
gada Boa-Vista e Cinco-Pontas; traz os qieixos
amarrados com um longo, por te'r-llie cabido os
mesntos. Hoga-se as autoridades policiaes e capi-
tes do campo, que o apprehoodam e levem-no a
rua Nova n. 33, que serflo bem gratificados.
Fugio, no dia 9 do corrento, o molequo Joa-
quin, de nago Cagange, estatura regular',; repre-
senta tor 18 a 20 annos sem pona do barba, cdr
um pouco fula cura ledonda, nariz bstanlo chalo
e todo arapanhado cm roda que parece ter sido
queimado, cabellos crescidos ps uro pouco gran-
nome JoSo, de26 annos alto bem preto, da cOr,
um tanto cambito dat pernas, quo se divulga no an-
dar ; lem um signal muito visivcl de urna fistola em
um queixo procedida de dores de denles ; lem pou-
ca barba, com oflicio do carreiro; he tocador de
gaita. Este escravo foi comprado nesta praga em o
mez de Agosto do auno prximo passado a Se ra-
l tn Lcite Pcreira morador no sitio Emberibeira,
leudo sido anteriormente escravo do finado Anto-
nio Cavalcantc, que -foi "morador em Pcdra-do-Bui-
qne.. Hoga-se aos capliles de campo o pessoas par-
ticulares que o apprch'cirdam e levem-no aodito
engenliOj a seusenhor, Manoerreixeira do Carva-
Iho, ou no Becife, a seu correspondente, Rodrigo
da Costa Carvalho, que serilo recompensados gene-
rosamente.
Fugio, na noile do dia'2 do corrent, um pre-
to da Costa j velho, de nome l.uiz. com alguns
cabellos brancos ; tem falta do dentse alguns quo
reslam na frente estilo podres ; lem na cara signaes
de sua trra o os ps alguma cous incitados; le-
vou caigas do algodflo trancado branco c camisa do
mesmo com os mangas at ao meio do brago.'cha-
po preto j velho ; lem por costume andar pelos
engonhos procurando quem o compre, .nao s elle
como a mulher, quo desta vez nflo o aeompsnhou :
quem o pegar leve-no ao Cajueiro junto a ponto da
Passagoni, a Joflo Jos da Carvalho Moraes, ou na
rua da Cadeia do Kccife, a Jos Dios da Silva, quo
se gratificar.
Fugio, no dia 15 de Janeiro, o preto Carrdidcy-
de 25 a 30 onnos da fazenda Cochocirinha, om AR-
relia comarca do Brejo-da-Madre-dc-Dcos ; ho^ftm
ladino, bstanlo rgrlo estatura regular^ seeco
do corpo; toro na fonte do lado esquerdo irfn signal
do queimadura sem cabello ; foi escravo do finado
eapillo-nir Xavier : quem o pegar leve-o a fazenda
da.Toboca da mesma comarca ou no Recife, ao Sr.
Joaquim Jos Ferreira. ,
Fugio, no dia 8 do corrent, um cabra \fcSbo-
clado de nome Clemente, do 40 annos pouco mais
ou menos magro rosto descmodo, cabellos cor-
ridos c pardos, olhos pequeos, nariz afilado ; lem
urna marca nocachago barbo preta o principiando
a pintar, estatura regular; levou caigas e camisa
de algodilo da tena e chapeo do palha velho Boga- .
se as autoridades poliolaes e capitfles de campo ,
ouo o apprchendam c levem-no a rua da Cadeia do
Recife, n. 5, que serfo gratificados.
m
PltR\. I NA 1VP, DE M. F. DKFARIA.*^-!


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E6SVGWHJG_LTJBKV INGEST_TIME 2013-04-13T02:32:23Z PACKAGE AA00011611_05411
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES