Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05410


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Full Text
nno de 1848.
Sext-feira 11
PARTIDA DOS CORItEIOS.
O nURUi Diil.Hca-se todos # dias que n"l PARTIDA D
trem de au^rdi o preco da .isiRnaiur., lie de ,;
,Tfi?.r5 doc qnarlel, pagos a.liantadnt. Osan- .oiauna eParaljtbaa
' J "j^. .innM3 iTo ..riosa rm.'ode IWC^nrfe-.IrvNbrte.
firetn
4 jipi"
garread. public.cao.
PHASES DA LA. NO MEA DE FEVERF.IRO.
. ,.. 4. i* 11 horas e mln. d Urde.
rlio <' 6 hV ,8 mi,i- d" Ur '"
Luacbeia a asJ hoiM eaa min. da manliaa.
M.nttuaute 28, i horas e I min. da mauliaa.
segunda; esextas fena
nuintasfeirasao meio-die
Cnlio, Seriniiem, Rio-Formoso, Pono-Calvo
Uncel. no I.*, a-11 e 21 de cada mez.
Gara'ihuiise Bonito, a 8 e 23.
Boa-V*ta e Plores, a II e 28.
Victoria, s quintas-feiras.
Olinda, todo* os dias.
PREAMAa DE HOJE.
Primeira, s 10 hora e 3 minutos da manliiia
Segunda, s 10 horas e 80 minutos da tarde
de Feverero.
AnnoXXV. .."&"
DAS DA SEMANA.
7 Seronda. S. Romualdo. Aud. do J. do*
orplt. cdarJ. do o. da ? r. edo J. M, da2 v.
S Terca. S. -'oo da Hat* inri, do J.do civ.
d> I. V. e do J. de paz do 2 dist. de t..
9 Quarta. S. Apollonia. Aud. do J. do ci.
da 2 v. e do '. le pii do 2 dis'. de t.
10 Ouinia. S. E'ColaCtica. Aud. do J. de orpli.
edil, muuicipal da I. v.
Seita.S. Lzaro. Aud. do J. i'o ci. da !.
V., do J. dr pat do I. dist. de I.
lia Sabbarto. S. Eulalia, i-d. do I. do civ. da
l.v. edoJ danaedo l.aJll. 13 oinmgo. Gregorio.
CAUhlOS NO OA 10 DEJANEUtO.
Sobre Londres a 22 a Pars 300 rs. por tranco.
* Lisli6a 46 por 100 de premio.
Desc. de Icitras 00 Iioas firmas l a l|t '/e
UuroOncas )>e Mocitas do Ul.OO velli. IS'100 a
o 'de OftOii uov.. ltijOOO a
' d 4/000..... OfiiOO *
/>ra(a PaUeoes.......... i|0 a
Pesos columoerej... IJUIO a
Ditos mexicanos ... lf6 a
* Mu.I.............. Is.OOa
Acedes da comp. do Heberibe de 50)1000 rs
SAd.
ao m.
8|800
l|30-
16/IM
94100
lfS
IfO.O
I #12*
i#M
aopar.
DIARIO PE PERNAMBUCO
EXTERIOR.
ITALIA.
ROMA, 18 DE NOVEMBRO.
Por cartas vindas por Marselha consta o segninte
acerca da abertura e inaugurado da comalia de
talo.
O papa nfo assistio a este acto ; porm, tendo-se
reunida os deputados no palacio Quilina!, all os rc-
^cebeu antes de sahirem com a comitiva, dirigindo-
Ihes urna breveallocugo ; mas como nfio estava an-
nunciada, netn escripia de antcmfio, nSo foi possi-
vel aosjornaesde Roma,publicar senfloalguns para-
graphos que poderam conservar-so na memoria. Sflo
os principaes os scguinlea:
Agradeco aos depotados os seu's bons desejos, e
emito com cllespara o bem da causa publica. Eata
bem tenho eu buscado desde o primeiro mometvto
da minlia elevado, momento em .que, seguindo a
inspiraguo divina, me achci disposto a fazer quanto
estava na minhamflo, para o futuro, sem diminuir
em cousa nenhuma o poder soberano, inteiro e pleno
3ue recebi do ineus antecessores, c ilovo transmiltir
n mesmo modo aos que me succederem. Tres mi -
IhOes de subttos silo tosteinunhas tiestas verdades,
e a Europa o he igualrrento dos esforgos que al ao
presente lenho feito.para approximar o meu povo
minhn pessoa, para o unir mim, para conhecerpes-
soalmcutc as suas necessidades e satisfaz-las. Para
este lim convoquei urna consulla permanente, para
ouviroaeu parecor as minlias Soberanas resolu-
cOes. Aqullo quo pensar outra cousa deste corpo
engana-se muilo. Sim ; engana-se mu lo oque pen-
sar encontrar na consulta alguma utopia moderna,
ou o germen le instituidos incompativois com a so-
berana pontificia-.
a Nem o calor com quo hei proferido estas expres-
sOes, nom o que hei dito se refero a vos, senhores,
cuja educagfio social, probidade chrislla e civil, le-
aldade de senlimenlos e do inlenrOes silo bem conhe-
CHias, como o tirova a eleic,1o que de vos foi feita.
Tifo poucose dirigem malorin dos meas siibititoa,
porque confia na atn- fidWiUaaa saUmiasio, e sci
3tie oseu coraeilo eslft unido ao meu, peloeommum
esejodepaze lo ordem. Infelizmente ha, ainda
que em escasso numero, algtins que, nfio tendo nada
que periiur, ijiiiaiii a desuideiia v &ijml^5fi, e -
busam das concessOes que se Ibes fajflig). A estes u-
nicamenle se dirigem aquellas minliac palavras. O-
xal comprehendam tudo o que ollas aignilicam.
a Na cooperaoSo dos deputados quero o auxilio de
pessOas que, pondo de parle considerados particu-
lares, busquem c'ommigoo bem publico, e mo aju-
dem a proporcionar seguranza ao throTio o folicida-
de aos meus subditos.
Terminada a alloctiQdo admillio o santo padre os
deputados a um por um ao sculo do p ; eom se-
guida levantando-so os despedio dizendo-lhes :
ble, senhores, com a bengao do co entfetar os
vossus trabalbos, que nSo duvido serlo fecundos a
conformidade dos desejos do meu coralito.
Em seguida sahiram os depiilado* levamlo na
frente os dragOesqtie iam de grande uniforme, e na
retaguarda, maito natUNleatfa guarda cvica. Vmte
e quatro carruagens de gala cstavam preparadas
djsposicfio dos depulaJos, e as casas das ritos esta-
va m todas ornadas com magnificencia. .
Desdo odia anterior tinham corrido boatos ater-
radores, porin/ltenhum chegou a realisar-se. Toda-
va, para mais cautela, prohibi o governo que ap-
parecesse na comitiva estandarte nenhum estrnn-
geiro, tendo tidoo cardeal Kerrotti o cuidado de se
ei.carregar do cumprimenlo desta ordom.
A guarda cvica, cumposla de 2,000 homens farda-
dos e armados, e de oito batalhoes ainda por fardar,
oceupava a praga do Vaticano, e fez as honras mili-
tares aos deputados.
Sabe-so que o presidente no meado pelo papa le o
cardeal Alliere, antigo nuncio apostlico, e perten-
cente a uina das principaes familias de liorna. Ovi-
ce-presidente, tambom designado por SuaSanlida-
de, lie o monsenhor Amici. i
Em conformidade com o regulamcnto, a consulta
passou a organisar as secQfles, e cada urna olegeuo
seu presidente particular.
No Uta 17 foi votada a resposta ao discurso dn stim-
mo pontifico. Se frmos a acreditar o Carr io de Mar-
selha, fallam nesto documento os Reputados da im-
portancia e dighidatle da sua missflo, da responsa-
bilidade que traz comsigo, das necessidades mais
urgentes do paiz e dos ilireilos do povo.
Ho inilispensavcl esperar pela integra deste docu-
mento para se colligir a marcha desta assemblu.
[El Faro de Madrid.]
[Diario do Governo.]
fllensngeiu do presidente dos Kstndos>
Unidos ao eonsrcsso respectivo.
COBTmOAQAO DO ti. 31.
fouco depoisdo encerramento da ultima sessKo
do congresso recebi s grata noticia d n<.trnalda
victoria de Buea-Vista, e da tomada da ciliado d
Vera-Cruz, e do caslello de 8an-Jofto-de-Ulla que a
defenda. Dejiois dostes doustrumphos, t3o glorio-
sos para as nossas armas quanto desastrosos para o
Mxico, julguei que as circumstancias eram propr-
cias para offerecer aos nossos inimigos a occasilo do
encolar ajustes de paz, no caso que della seqtiizes-
sem aproveitar para este fim nomeou-se um com-
missafio quedirigio-se ao quartel-goncral do nosso
excrcilo com plenos poderes para entrar em nego-
ciaQcs, o concluir um justo e honroso tratado do
paz. Este commissario nfio fra encarregado de no-
vas prooosices de paz, mas foi o portador do despa-
cho enderezado pela secretaria de estado rio nosso
governo ao ministro' dos negocios estrangeiros do
Mxico, em resposta 4 nota dste ministro em dala
de 22 de fovoreiro do 18*7. Nesto despacho so parti-
cipava ao governo mexicano a nomeaQilo o a presen-
ta, no quartel-g9neral do nosso exercito, de um
commissario revestido com plenos) poderes, para
conclusKo de um tratado definitivo de paz, em lodo
o lempo que o governo mexicano manifostasso a n-
Icik;,ui ta encebtr negowaces a ,csle reaaeilp. Ao
lp**ie>ua en nb quera eipdr os Kstados-Unldos a
tima nova recusa insultuosa, nfio quera tambom
que a guerra se prolongasso um dia mais alm do
que fosse absolutamente necessario, pela obstina-
5lo do governo mexicano.
Nilodeia esse commissario autorisflQflo alguma
para inierferir as opeiages iniiiiaj-es do nusso oxer-
cito, ou fazer quo a guerra proseguisso com menos
actividado. Elle nio tinha direito para dirigir aso-
perac/cs dovia apresenlar as inslruccCc&ao gene-
ral emchefe do exercito, e no caso do concluir um
Iralado que fosse ractilicado por parte do Mxico,
deyia participar isto ao mesmo general. Dando-so
esto caso, o general em chefe tinha ordem da secre-
taria da guerra para que, assim que recebesse esta
noticia, suspendesse, al segunda ordem, asopora-
c,0es activas do exercito. Esta ordem tinha por fim
suspender as hostilidades, al que o tratado, melifi-
cado pelo Mxico, fosse enviado ao Washington, o
recebesse a sancgfio do governo dos Estados-Unidos.
O nosso commissario, aochegar ao exercito, de-
via entregar ao general em chefe o despacho endere-
zado pela secretaria de. estado ao ministro dos nego-
cios estrangeiros do Mxico, e o dito general, de
conformidade com as nslrucgoes recebidas da sccrc-i
taria da guerra,"devia enfrena-la immedialanienleao
commandante das torgas mexicanas, reqtiisilando-
Ihe que houvesse de tiansinixti-lo ao respectivo go-
verno.
Quando o commissario chegou ao quarlel-general
do nosso exercito, nova e brilhante victoria acabava
do corearas nossas armas em Cerro-<;ordo.
O despacho que baixra da secretarla da guerra
para o goueral em chefe do exercito, foi remettido
de-Vera-Cruz a esto ofTlcial que o recebra na cidade
de Jalapa, no dia 7 de maio do 1847, juntamente com
o despacho enderogado pela secretaria do estado ao
ministro dbs negocios estrangeiros do Mxico. O
commissario chegou ao quarlel-general poneos dias
depois. A presonga, no nosso oxercito, de um enviado
revestido deste carcter diplomtico foi participada
ao governo mexicano pelo despacho que baixara da
nossa secretaria de estado para o ministro dos neg-
FQLIIETIM.
X
O DUQUE DE GUISE. (*)
por FreDerico $>ou!e'.
SEGUNDA PARTE.
X.
Como acabamos d vr, appareciam conjurares de to-
da a especio contra o duque dr Guise; entretanto,
exceptu da que devia consummar-sc porta d'Averse,
ter-lhe-hia sido fcil fazer abortar todas as outras, pelas
revelacoes d'Anila e da inulucr de Gf nnaro. Mas nao era
smenle entre o povo que o duque de Guise encontrava
perlgos e obstculos: junto da ambicio que o liavia con-
duzido a aples para conquistar un rrino, surgiam mil
aiubicOes subalternas, cada uina das quaes requera urna
posicao considerav'el.
Fra por certo fastidioso enumera-las toda* siesta his
toria; mas uo podemos deixar de narrar a scena seguln-
() Ylde Diario n,* 30.
ga^aga^.^j^a.-^j>^.v.iv:'taiva
te; ara ella bastante, sem dtivitla, para dar aos nossos
ieitores urna ideia das insujiportaveis intrigas que o du-
que de Guise tinha que experimentar no interiur de sua
casa, no momento mesmo emque eslava auieacado fra
della pela deserco, pelo punhal e pelo veneno.
Nascra odia, e Guise acabava demandar entrar em
sua casa os oRici.irs' com quem tinha cosluine dn deli-
berar a respeito das medidas que se deviam por em pra-
tica para a defeza e organlsacao da cidade. Eram a malor
parte dos que vimos em Roma dissertando tao levlana-
menie sobre as virtudes e del'ellos do principe: eram
Mr. de Cerisante, o baru de Rodena e o conde de Ro-
chetort.
Entao! meus senhores, lbe disse Guise, ha alguma
cousa de novo?
Acabo depercorrer a cidade pelo lado qu me foi
condado, respondeu Rocheforl; todos os postos estao
pe letainente guardados; o entbuslasmo to povo nao
arrefece; c, segundo inedisseram Peppe-Palonvbo, San-
lis, Onofi-iu, e os outros capites de quartriro, a cidade
de aples nao feria mais que temer dos Uespanhes, se
V. Alicia quizesse cstabelecer urna Jcrarchia mais se-
gura na ordem dos coinmandos, e dsse a um dos seus
ofliciars o poder de o substUuir e de commandar eu as-
me de V. Alteza nos lugares em que nao podesse estar.
Bill issi mamen le. senlior RocheforC, responden Gui-
se u'uin toinzombeteiro, fez Vin. o seu dever referndo-
aie esics desejos de nossus liis capites, mas bem ha de
ver que me he necessario ser instruido do que se passa
de um liiodo directo, e nao por intermedio seu.
Rocbefort fez um movimento de espeito.
cios cstrangueiro9 do Mxico, e que fra enviado de
Puebla em 12 de junho de 187.
Militas semanas se passarai, dopois da rcccpcfo
dft despacho^ sem que o governo mexicano fizesse
proposigflo alguma, ou exprimisse o desejo do en-
celar negociacOes de paz.
O nosso exercito continou a sua marcha para a
capital, e aochegar ahi, encontrara formidavel re-
sistencia. O primeiro recontro das nossas torgas
com o inimigo foi assignalado pela victoria que al-
cangra nasrenhidas pelejas da Contreras e Churu-
busco. NSo foi senfo depois destas victorias decisi-
vas, o quando a capital do inimigo j estava em nosso
poder, que o governo mexicano manifestara algumas
disposigflespara entabolar negocages de paz. At
entilo, como o provaram os eventos, liawia bastantes
motivos para supp-lo de m f, e que as negocia-
goes propostas por elle s tinham por lim ganhar
lempo para augmentar os meios de defensa da sua
capital, e prepararse para nova resistencia.
O general em chefe do exercito julgrn conveni-
f.niu .suspender as lioslHiJades temporan.-.niGn'c, e
conceder um armisticio com o fim do entabolar as
negociagOos. O governo mexicano nomeou commis-
sarios quo se deviam reunir com o dos Estados-Uni-
dos, o o resultado das conferencias que tivornm lu-
gar entre esses representantes dosdous governos o
nfio concluir-so o desejudo tratado de paz.
Ocommissario dos Estados-Unidos apresentou o
projecto de tratado, preparado de antemilo, no qual
a indeinnidade reclamada pelos Estados-Unidos era
urna cessfio do territorio.
He notorio que a' nica indemnidade que o Mxi-
co pdc dar para satisfazer as justas e assaz prote-
ladas reclamagfles dos nossos cidadffos contra elle,
e tambem o nico meio que tem para reombolgar
aos Estados-Unidos as despezas da guerra, consis-
to em ceder-nos urna porgflo do son territorio. O
Mxico nfio tom dinbeiro para pagar, nem oulro
moio para satisfazer a indomnidado exigida. Se a
recnsarnios sb esta forma, nada oblaremos de ou-
tro modo.. Rejeitar a indemnidade, recusando acei-
tar a cessfio de lorritorio, tora abandonar as nossas
justas reclpmgoes, e fazer a guerra nossa cusa
sem ajvo certo o determinado fim.
O estado de guerra abroga os tratados anteriores
entro as partes belligorantes, eum tratado do paz
acaba com odas as reelamagoes de indemnidade
pelos actos injustos, commettidos por um governo
contra os cidados ou subditos do outro, a menos
nunnoseiam incluidas as suas estipulages. Um
trtalo de'paz que pozesse termo guerra existen-
te sem estipular urna indemnidade, dispensara o
Mxico [o inconlestavel dovedor e aggrossor na actu-
al guerra] do satisfazer as suas dividas. Com se-
melhaiile tratado, os nossos cidados, que iizeram
justas reelamages ao governo mexicano, ja n3o
teriiim recurso algum, nem contra ello nem contra
o nosso proprio governo O nosso dover para com
estes cidadffos he de nos oppr sempre seme-
Ihanlo paz, e qualquer tralado que nllo proporcio-
nar ampios meios para satisfazer essas reelamages
nfio pode rpceber a.minha sanego.
Um tratado de paz devo por termo s differengas
queoxstem entro os dous paizes. Se o tratado de-
terminar urna justa ccssSo de territorio, os Esta-
dos-Unidos desobrigartlo o Mxico da sua divida
para com ellcs, e se oncarregarflo do indemnisar
os nossos concidadfos. Se, em lugar disto, os Esta-
dos-Unidos assigiiarem um tratado pelo qual o Mxi-
co se obrguo de novo a pagar a inmensa somma
prpvcniento das indemnidades quo ja devia aos nos-
sos concidadfos, da quo deveser exigida pelo nos-
so governo, ho notorio que ello nflo tem os meios
do fazc-lo. Somelhanlo tratado nfio teria outro re-
sultado senilo as lograges por que ja passmos
com as violagOes, por parte do Mxico, das estipu-
lagesdos tratados. Semclhante tratado apenas pro-
duzria urna suspenso de hostilidades, sem que to-
dava restauras.se a amizade e boa intelligencia qoo
dovem caracterisar as futuras reelamages entre os
dous paizes.
lio evidente que o congresso tinha em mira in-
demnisar-se por mcio do urna aquisigilo do territo-
rio, quando proporcionou os meios necessarios pa-
ra dar andaiiienlo guoirc. Quando, em maio de
1846, o congresso volara 10:000,000 de dollars, o au-
torisra o presidente da repblica nfio s a empre-
rar nyai an iiiirwi
Nao he porque eu duvide da sua palavra, senhor
Rochefort, conlinuoo o duque to entre o severo e o
chanceiro, que mili diflieil era discriininaMh a verda-
deira intenco ; nfio he porque eu diividejBfla sua pala-
vra ; mas, quando se governa um povo tao inconstante
como este de \apules, e que se quer que os seus desejos
leiili.un algum peso na ha lam. i de una deciso, he pre-
ciso que esses inesinos desejos sejam exprimidos de urna
inaneira que se n5o possa negar ao depois, e fazer pas.iar
por capricho de nossa vontade o que uo deve ser seno
uina condesceudcucia com os desejos dos-r.hefcs fiis
que defendeiii esta cidade.
Senhor duque, replicou Rochefort, multo fells me
considero eu portar prevenido a vontade de V. Alicia.
Prvi-lhc os escrpulos a semelhanle rrsprito,' e devia
dar-lhes tima garanta Importante. Aqu est, proseguir,
elle tirando um papel da algibeira, aqu est um reqUe-
rimento dos capites de quarteirSo que me pediram cn-
trrgassc a V. Alteza*.
Guise tomou o papel e o percorreu rpido.
A esculla me parece honrosa, disse elle- lendo, eos
supplicantes trem todo o direito de ser ouvido; vejo
frente Peppe-Paloinbo e Miguel Santis; e ainda que
nao viessem seno estes dous, seria para mim um ver-
dadeiro dever attender na recAinmendacao, como me-
recen! os ficls srrvicos quo lies bao prestado.
V. Alteza pude acreditar, disse vivamente Roche-
fort, no meu profundo reconhecimento, e licar certa de
que nao ter servo mais devotado.
Queira ptrdoar-ine, Senhor conde,, disse o duque
gar a milicia e as torcas militares e navaes, como
tambem a aceitarosservigos do 50,000 voluntario*,
habilitando-odnst'erte a dar andamento a guerra,
e igualmente quando na ultima sessSo, depois que
as nossas tropas invadiram o Mxico, ello votou no-
vos fundos e autorisou a orpanisagSo de novas tro-
pas para o mesmo fim, nfio podia ter em vista con-
cluir a guerra com o Mxico, sem obler urna in-
demnidade ; e comtudn ora evidente que se no po-
dia obler outra indemnidade que no fosse urna
porgo do territorio mexicano.
O fado de haver o congresso, na sua ultima ses-
s.1o, a pedido do poder exocnlivo, votado expressa-
mentc para este fim aquantia de 3:000.000 de dol-
lars, prova que elle mirava a urna indemnidadei ter-
ritorial. Estes fundos eram destinados a habilitar
o presidente a concluir um tratado de paz, limites
e rronteiras com a repblica do Mxico, sendo que
a concluso do dito tratado, assignado pelos repre-
sentantes dos dous govornos, o devidamente rec-
tificado pelo Mxico, exigisso o dispendio de toda
un parte desta nnantia. O fim para que requer
osles fundos ha sido claramento estabolecido Jias
diversas mensagens quo dirig ao congresso sobro
oslo assumptu. Semolhantcs consignac/iea houve-
ram lugar em 1803 o 1806, para seren applicadas,
como do foto ofram, como saldo da cessfio da
Luisina e das Floridas. Da mosma sorto era sub-
tendido que, as disposiges do um tratado do li-
mites e fronteiras com o Mxico, se devia incluir
a sessilo de um territorio de mais valor que a som-
iiiii das nossas reelamages contra esso paiz, oque
o prompto pagamento desta somma, --saldo do
territorio cedido assim quo o tratado fosse con-
cluido e ractilicado por parle do Muiico, induzina
esso paiz a eflecluar urna cessfio de territorio, van-
lajosa aos Estados-Unidos. E, ainda que a n8o-con-
clusao do tralado de paz Un ha tornado dosnecessa-
rio o emprego do qualquer parte dos tres milhes do
dollars, volados pelo congresso, c que toda a qitan-
tia permanoga nos cofros da thosouraria, comtudo
sempro lie applicavel ao mesmo objocto, era se
apresentanda favoravel occasiilo .para dar-se-lnu o
conveniente destino.
Aquelles quo r.So quercm cessfio de territorio -
nfio querem indemnidado ; e a adoptar-se some-
Ihante opinio tora confessar publicamente que o
nosso paiz no tem a rasfio porsi, o que a guerra
doclarada pelo congresso, com extraordinaria uno.
nimidade, heuijusta, c devo ser abandonada; tora
urna supposigflo contraria aos factos, e injuriosa ao
nosso carcter nacional.
( Contmiar-$t-ho.)
DIARIO HE PERiUlBCO.
Segundo a apuracao, que proceden a cmara mu-
nicipal do Recife, eis como deve ser organisada a lista
dos deputados potcsta provincia a asseinblca geral le-
gislativa :
OSSEKHOlES.
Joaquim Nunes Machado
Antonio Pinto Chichorro da Gama
Antonio Alfonso Ferreira
Urbano Sabino Pessoa de Mello
Jeronyino Villcla de Castro Tavares
Flix Peixoto de Brito e Mello
Jos Francisco Arruda da Camera
Manocl Mondes da Cunha Azevcdo
Joaquim Teixeira Peixoto de Abreu e Lima
Antonio da Costa Reg Monlciro
Fijippe Lopes Netto
Manocl Ignacio de Carvalho Memlmiya
Padre Joaquim Francisco de Faria
861
349
82S
807
801
801
788
04
580
ow
530
-IM
m
Commiinicado.
NECROLOGA.
Se a inorte, quando nos rouba uina pessoa que nos he
chara, nos deixa em pranto e incousolaveis, o nico U-
nitivn ,i nossa dr lie a ideia de que o justo nao marre,
mas descansa no Senhor, de quein recebe o ealardao
de suas virtudes e a coi a mmai cescivel de gloria. S
fucila |ieiuuar-iiit:, at .....n i-iiiiii, ume u uui|uc \j n.ii.it ut luuuciie
inlerrouipendo-u, mas peruiitia-mc que lome anda outra i espoudeu enfadado;
prccau;o antes de terminar este negocio: desejava en-
tender-niu pessoalmente com alguus destes senhores,
c particularmente cornos maisconsideraveis,comoPep-
pr-Palombo c Miguel SanUs, por exewplo. Bem v.
accrescrntoii elle rindo.que quero tirar algum partido do
favor que Ihcs concedo na pessoa do senhor conde^ qui-
zera decidi-los aacompanhar-ine em urna expedicao im-
portante ; c a occasio he boa. Traga-ine c hoje boc-
ea da noile a Peppe-Palombo c a Miguel Santis, he tudo
quantu Ihe peco.
__ Mnito obligado, senhor duque, respondeu viva-
mente Rochefort; a bocea na nolte, Santis e faiojnuo ca-
tara neste palacio.
Ainda que seja preciso traz-los a (orea, nao he as-
sim. Rochefort? perguntou o bario de Mdena, que es-
cutara lodo este dialogo com ar descontente; porque o
senhores capilaes de quarteires nao tecm o costuuie de
vlr facera corle a S. Alteza.
Sua Alteza deseja v-los, respondeu altivo Roche-
fort; cjuro que quer de urna inaneira qur de outra el-
le* b.in de vlr.
- He justamente isso que eu quero, replicou Guise.
1', despedio Rochefort, saudando-n com o ar mais gra-
cioso possivel.
Apenas Rochefort sahira, o duque encolheu os hom-
bruicom impaciencia, e depois voltou-so para o baro
de Mdena. e dissc-lhe:
E Yin., senhor baro, est tao salisfeilo como Mr.
de Rochefort das suas visitas desta manhaa?
O harao de Mdena tomou um ar serio e solemne, e
ILEGIVEL
* -
tai


I

cm^jL j_. ; __ J_____
esta idela. poli, he que pode rnchugar o pranto e suavi-
zara profunda dr ein que o pasamento doSr. Francisco
Antonia Vieira da Silva di-ixon sua familia e seus amigo*.
Ciliado probo, boni esposo, bom pal, bom amigo e boin
Christao, era estimado de lodo os niie llveram a fortu-
na de o conhecer ; fazfa ai delicias de sua familia ; era
prestimoso para con 01 amigos; cdiMcava coiii a sua
piedadc rxeinplar.e nunca o pobre Ihe estendia anio
que nao fosar snccorrido. Mostrou seniprc o maior des-
apego as vaidades deste mundo, e na hora di sua iner-
te a uuica recommendaco que fe a seu filho fol, que
se mo esquecesse da ana alma, deixando providencia
de Dos, rm quem depositou seinpre a sua conanca, o
yelar no bcm temporal dos seus. Fallecen aos 5 destc
mn de fevereiro, com 59annos, 8 mezes e 12 diai. e o
seu corpo foi dado sepultura na igreja da ordem ter-
ecina de San-Francisco desta cidade, coni asistencia dos
ii" e lhcsejaleve!
Por un amigo do difunto.
Pub'icaQoes a pedido.
A Monn so SEamon. raAivcisco ajttovio
VIEIRA DA SILTA.
Dos magnatas nao he.sinentc o nonie,
Que tein direltos posteridade ;
Mortal qualquer, ijue exorna a humanidade,
A voraz lousa todo nao carcome.
DYntre nos, bom Vieira, ein vao te soine
Da inexoravel Parca a crueldad* ;
Da virtude a suprema potestade
Te dar no porvir grato renome.
Charos patricios, nao choris cointnigo .'
A bundade voltnu ao co mimoso ;
S liviiiiius vos demanda o cu jazigo.
O enterro he a ovario do virtuoso,
Que fol na impla trra bom amigo,
Soni idado, bom pal e bom esposo.
Illmt Srs, irmos e mais do rotos do Senhor Bom Je-
ss dos Marlyrios Alguna dos nossos rmos, entre
os quaes se distingui mais. que toilos o Sr-. Manoel
Flix da Rosa olTerecendo a avultada esmola de
100,000 rs. resolveram fazer na nossa igreja os To-
paros de que ella precisa; ms, n3o obstante os
seus Imiis ili'sejus c a pozar da prestante coadjuva-
Cito doSenhor Manoel Flix, n!o pdem levar a
elTeito suh resolugiTo, porque acliam-se orea-
dos cm 500,000 rs. os mencionados reparos, que
censistern em concurlosindispensaves noarco-mr,
no corpo da igreja e no choro, assini como em al-
gumns pinturas. Neslas circumstancias, os abaixo
sssignados accordaram ein dirigir-se a todos os fiis,
rogando a cada um delles digne-so de concorrer
com urna quola proporcionada as suas posses e
sua devoc.no para que o templo reservado ao Ra-
oeMi-Ton do grneso humano soja reduzido ao estado
tando com a orthodoxia do publico pernsmbucano,
os abaixo assignados esperan que o seu pedido ser
benignamente acolliido; e por isso desde ja se vSo
preparando para votar-lhe a mais cierna gratidao e
para enderezar suas preees ao Mtssio SEsnon Bom Je-
ss, a fin de quo o cubra do g ragas, cm remune-
rado desta prova de devoeflo, que lhe vai dar.
Consistorio, ein mesa, 3l de Janeiro do 18*8. Eu,
T/ieodoro Jos da Silva acer, escrivflo o sbscrevi.
Joaqun Zeferino da Assumpedo provedor. Manoel
Luiz da Conceico. -- Josi da Triudade Grvala de-
finidor. Lourenco Nunes da Costa. Innocencia Pas
Mentlotica. JoSo Carduzo da Silva. Francisco de
Paula Roa. Joao' Germano. Theodnro Francisco
das Cliagas. Fancisco de llorgei. Antonio llnm,s
das J'irgens, procurador de S.-Antonio. JoSo llap-
tista Lopes. Manoel da Paixao' Ribeiro dos Falles.
Cypriano Francisco do Reg. Francisco Amando
Alxesde Carvalho. Francisco Antonio da Silva Cruz,
thnsouroiro da iimandado.--Benedicto da Nalividadc,
zelador da iroiandade.
pipas dito branco; 3 caixas'livros impressos, 1 bar-
ril azeite doce, 1 dito e20 caixas toucinho, 600 m-
Ihos de ceblas, 10 harris paios, 10 ditos chourie,as;
a Francisco Severiano Rabello & Filho..
1 raixote massas ; a Alejandre Jos Gomes.
26 harris azeite doce, 5 pinas vinbo tinto, 6 meias
ditas dilo dito, 10 barris dito dito, 20 ditos dito
branco, 10 dilos paios, 10 ditos chouricas, 10 caixas
loucinho; a Thomaz de Aquino Fon seca.
1 barril vinho tinto, 51 ditos dito branco 15
barricas sardinlin, 30 caixas loucinho ; a Manoel da
Cunda MenJes GumaraesFerrera.
50 barricas sardinbas ; a Luiz Jos de Si Araujo.
1 barril vinho tinto, 1 sacco patacOei; a Manoel
dos Santos.
1 barril vinho tinto; a Manoel Lima.
20 barricas sanlinbas, 1.2 barris pescadas, 2 ditos
lgocas, 19 caixas loucinho, 1 condaga n 1 sacco
ceblas 1 lata castlidas, 1 dita somentcs de flores,
a vasos plantas; aJoSo Antonio Gil.
1 caixa chocolate ; ao capitao.
> caixflo diversos objectos; a Manoel Caetano
Soares Carneiro Montoiro.
10 caixas toucinho, 2 barris dito; a Manoel lgna
ci deOliveira.
5 pipas vinho tinto, 5 ditas vinagre, 5 barris a-
zeite doce, 10 ditos paios, 10 ditos chouricas, 10
caixas toucinho, 300 mlhos de ceblas; a Nasci-
mento & Amorim.
17 barris vinho tinto, 8 ditos dito branco, 36 con-
deces, 7 fardos capachos, 6 saceos alfazema, 2 di-
tos figos, barricas nozes; a Augusto Cezar de A-
breu.
23 barricas sardinhas, 33 dilas pescadas, 11 pechas
do cairo, 50canustras batatas; a Antonio Joaquim
Rodrigues.
5 caixas rap, 10 ditas toucinho, 10 barris chou-
ricas; a Joo Jos do Carvalho Moraes.
160 barris cal virgem; a Manoel de Souza Paz.
1 caixa livros impressos, 1 barril fnho tiuto 1
dilo dito branco, 1 dito vinagre ; a Joo Pinto de
Lomos & Filho.
3 caixas, 14 barricase 5 fardos drogas ; a Domin-
gos da Silva Teixeira.
I caixotc 2 vidros para pdr em cima do mesa com
peixes, { barril vinho linio; ordem-
1 barril vinho linto ; a Vicento Thomaz,dos San-
tos.
2 barrilinhos sardinhas; a Francisco Gomes de
Oliveira.
2 caixOes cravos e rozeira, 1 tanquo peixes, 5
gaiolas capniros, ponidos, etc., 3 vasos frutas, 3
alguidarese 5 vasos de barro, 1 embrulho sementes;
a Manoel Cocido Cintra.
Esther-Ann; barca ingleza, vinda de Liverppol,
Transporte .
Diversas provincias.
3:126,395
184,829
[3:311,42*
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DA 10.
2:116,376
Movmcnto do Porto.
Navios entrados no da 10.
Camaragibe ; 34 horas, hatebrasileiro San-Joi-Glrton,
de 30 toneladas, capito Jos Francisco Haptlsta, equi-
pageip 4, carga assncar ; ao capitn. Passagelros, Dr.
Galdino Augusto da Ifativld.ide e Silva, Antonio Joa-
quim deMendonca e Joo Pinto, llrasileiros.
Nautucket; 39 dias, galera americana Empire, de 403 to-
neladas, capito W. Upham, equipagein 29. carga
ulensis para pesca ; ao capillo.
Camaragibe; 24 horas, hiate braslleiro fVovo-Detlino, ca-
pito Kstevo Ribeiro, equipagam 4, carga assncar ;
ao capitao. Pasiageiros, Jos de Barros Pimentel com
sua familia.
. Navio sahido no momo da.
Rio-Grande-do-Sul pelo Rio-de-Janeiro ; barca brasilel-
ra Firmeza, capitao Narciso Jos'de Sant'Anna, carga
assncar. Passagelros, Antonio Pinto Nunei,, Jaciotho
Jos Monis. Luis Vicente-dos Santos, Brasileiros ; e 2
escravos a entregar.
Ileclaracot-s
PARA OS PORTOS D0SL.
0 paquete brasileiroa vapor Paraense commao-
dante Manool Francisco da Costa Pereira deve estar
aqu dos porlos do norto no dia 12 do corrento, e
seguir no immediato,
Pela subdelegada dos Afogados se faz publico
que se acba recolhido cadeia do lecife o prelo Jo-
s, que declarou ser escravo de Antonio Jorge:
quem se julgar com direito ao mesmo escravo com-
prela na mnmi subdelegacia, que, apresentando
os ttulos competentes, Ihe ser entregue.
Afogados, 6 lie fevereiro de 88.
Lima.
Jos Valentim da Silva [ bem conhecido por en-
cinar ha 12 annosjavisa a quem convier que a sua au-
la de bit i mi acha-se em exercicio, na ra da Alegra ,
r.sther-Ann; barca ingleza, vinaa de Liverppoi, .. ..__
entrada no corrente mez, consignada a J. Crablree a- 40'e ^uo rocoI,e alumnos-
& C, manifestou oseguinte: -------------
COMMERCtO.
Alfamlega.
HENDIMIENTO DO DA 10.......
1:029,593
Barca
Barca
Descarregam hoje, 11 Je fevereiro.
l.igeira -- nicrcadorlas.
F.il hcr-Ann idem.
IMPORTA CAO'
Ligeira; barca portugdeza, vinda de Lisboa, en-
trada no corrente mez, consignada a Francisco Se-
veriano Itabello & Filho, manifestou o seguinte :
633 lages, 13pedras do cantara lavrada, 1 barril
vinho tinto, 1 dito dito bronco, 1 dito vinagre; a
Angelo Francisco Carneiro-
98 barris e 93 pipas vinho tinto, 1 barril dito bran-
co, 1 dito vinagre, meias pipas vinho tinto, 10
Senbor duque, en nao conheco melhor recommen-
dacan ueste mondo do que o rumprimeiito de nossos de-
veres. Desde o diaem que felizmente pude tornar-uiaa
juntar com V. Alteza uesla cidade pens qne tenho drs-
einpenliado o meu como bom e leal Cavalleiro.
Tein rasiio, disse Guise, tenho-o sempre achadoa
men lado quando se trata de combater, e seinpr tein
desempenhado com valenta, se nao com felicidade, al-
guuiasemprezas particulares de que o tenho incumbi-
do; mas bem sabe que hoje nao se trata de batalhas e de
combates, e pergunto-lhe que noticias colheu na cida-
de pelo seu lado.
Segundo as ordena de V. Alteza, vi o eleito do po-
vor Arpaia, que preside as juntas, e vi ao mesmo tempo
aquello que per si s dirige todas as decises dos ma-
gistrados do povo, o velho Genuino.
A11! disse Guise cora ar satisfeito : Isso he cxcel-
lente. Genuino he na vordade o homeni mais impor-
tante de aples; be a mola occnlla que fat mover a
iiiid-parte dos que piidem decidir do destino desta ci-
dade puncas cousas haver que eu nao esteja disposto
a fazer para oiigar ajiiim de urna maneira absoluta;
vejaino Hdfna, que foi .que te elle disse?
As provises para a cidade, respondeu o barao, ei-
tao lomadas para mais deoilo dias.
3 fardos fazendas de 1.1a e lai, 3 ditos ditas de
algod.loe laia, lOgigos louca commum, 75 tonela-
das de caivfio de podra, 35 fardos fazendas de algo-
ililo, 17 barricas o 1 caixa ferragens, 2 caixas cu-
n isas e meias, 1 dita varias cousas, 1 fardo fazen-
das de lila, 1 embrulho amostras ; a J. Crablree
& C.
100 gigos louca c 1 caixa amostra da mesma, I
caixa fazendas do seda, * fazendas de algodSo ; a Fox Brothers.
2 caixas fazendas de linho, 15 caixas ditas de al-
godao, 38 fardos, ditas de dilo, 1 embrulho amos-
tras, caixas e 1 barrica ferragens, 2 fardos e
caixas lidas ; a Kenworlhy & C.
37 barricas ferragens, *0 feixes ps pe forro, 100
fogateiros ; a A. V. da Silva Barroca.
9 fardos o 1 embrulho amostras de fazendas, 12
caixas fazendas de algodfto, embrulhos amostras,
28 fardos fazendas do algodo, 1 caixa venozianas ;
a Deane & C.
25 fardos fazendas do, algojfo ; a Latham & C.
2 caixas fazendas dealgodilo, 1 fardo dita dito, 1
embrulho amostras, 1 fardo algoduozinho; a Itidg-
Way & C.
1 fardo lupalo ; a Le Bretn & C.
10 fardos fazendas de algodSo, 16 caixas ditas di-
to, 2 embrulho amostras, 3 caixas lindas e miude-
zas ; a H. Gibson.
5 fardos fa/.endas de algodSo, caixas dilas dito,
1 embrulho amostras, 1 barrliulio carno ; a J. S-
tewart.
50 gigos el cesto amostras de louca, 80 barris
mnnteiga ; a Johnston palor & C.
2 barricas ferragens ; a W. C. Cox.
12 chapas para fogfio, 16 barricas ferragens; a
Brcndera Brandis & C.
60 barris manleiga ; a Cocksbott & C.
1 embrulho 1 livro, 1 caixa varios objectos; a S.
Corbett.
1 pec,a do cabo ; a J. Ilemler.
1 barrica louca; a E. Fonton.
2quaitolas vinho, 1 barrica varios objectos, 1
cesto louc,i, 20 presuntos 5 duzias de garrafas de
conservas, 2 barris ago'ardeute de Franca ; ao ca-
pillo.
1 embrulho varios objectos ; a J. Ryder & C.
21 caixas fazendas de algodo, 1 embrulho amos-
tras; a Adamson& C.
4 enibruldoa ignora-se o conlenlo; a J. Doyle J. G.
COiNSULAD GERAL.
RENDIMFNTO DO DA 10.
Gcral......................... 3:126,395
Devras? disse, Guise; xpllque-me Isso, senbor
baro, porque Genuino lie um hoinem hbil ein todas as
materias, e estimo muito saber o seu parecer a esle
respeilo.
Genuino me fez observar que a cidade de aples
tinha urna circumvnlaco muito extensa para que os
olhos de um s chele podessem estar presentes em lodos
os pontos, quando houvesse alguma deciso importante
a tomar.
.Coinprehendo isso ptimamente, replicou Guise.
Resulta d'aqui, cuuliuuou iiudena com mais con-
anca, que, cmquaiito os Hespanhes dirigein todos os
seus exforcos para atacar a cidade, qur pelo lado do
forte de Sant-Elmo, qur pelo lado da porta Capuana,
pode succeder que os camponezes tentem introdutir um
comboi pelo lado da porta de Roma, por exemplo; e ues-
te caso,os capiraes de quarteiro,entregues asi meamos,
e teniendo alguma sorpreza, nao se alrevero, sem du-
nda, a abrir a porta a esse comboi e dar-Ido pas-
sagein.
He cm verdade mui bem raciocinado, replicou
Guise; e, noobstantetodo o valor que eu dava aosxa-
leutos de Genuino, uao esperava acha-lo to certo em
materia de moviinentos militares, que conclue elle
dessas preinissas ?
Conclue que seria urgente, continuou Mdena lao-
Estravoapprehendido pela polica.
Um pardo, que declarou cha mar-so Manoel 'Jos
Rezerra e perlencer uo doulor Santos, residente em
Sanio-AnWo.Acha-se na cadeia do Hio-Formoso,
e deve do serjroclamadona subdelegacia dsse ter-
mo.
THEATRO PUBLICO.

A qucitua das palhinhas.
GRJTIS PARA OS SNRS. AS-
SIGNANTES.
DOMINGO, 13 DO CORRENTE,
repreientor-se-ha o muito desojado e pedido
ACT DA SERPENTE,
(mo nqual soexecutarflo todas as arias e dansas
que tivoram lugar as nove noites do presepe.
O Sr. Santa Rosa cantar duas arias jocosas.
As Senhorns : -
Jenuina 2.\ urna aria ;'
Candida 2.', urna dita;
Candida l.'.-uma dita;
Mara Magdalena, urna dita ;
Guilhormtna, urna dita;
Ursulina, tres ditas ;
Jesuina 1.a, duas ditas..
Felismina tres ditas ;'
O pastor Boos, urna dita.
As respectivas pastoras dansarflo a polka, masdur-
ka, polaca, padidu inglez e minuete escocez.
xecutaro os pastores e pastoras differvntcs con-
trnHansas e qiiadrilhas precedidas das competen-
tes arrema tacos, em proveito das mesmas pasto-
ras.
Finda todo o espectculo com a quema das pa-
lhinhas com urna linda e eterna msica da despe-
dida das pastoras com posta pelo Sr. major Patricio,
mostr da orchestra, com o que se tornar esta
urna das mais brilhantes noites de espectculo.
THEATRO DE APOLLO.
Prestes a retirarem-so par* a Europa, Margarida
Depcrini e Juno Toselli n.lo querem deixaresta ca-
pital, sem que dcm aos seus mui dignos habitan-
tes um testemunho solemne do quanto est3o penho-
radosdobor acolhimento com quo elles os teern
honrado ; o por isso hflo resolvdo dar duas repre-
sentacOes nm seu beneficio, certos de que anda re-
ceberflo por mais estas vezes a prolcccSo que se
Ihes ha prestado.
A primeira representaono ter lugar na noite do
dia 13, e a segunda na de 23 do corrento mez.
O espectculo da primeira noito ser distribuido
da maneira seguinte :
raivaiaa PAP.tr.
l.'iSymphonia a toda orchestra. ,
2." Duelo da opera Norma m mu aro xsikt* set
por Margarida Deperini eJoflo Toselli.
3.* Graciosa aria da opera II Giuramtnto, por Mar-
gando Depcrini.
*.o Aria, por Joo Toselli.
5. Dueto da opera Belisario, por Margarida Deperi-
ni eJoSo Toselli.
SEGUNDA PARTE.
1/ Aria dei Vapuleltl, pela orchestra, com obri-
gac.no de Rauta. .
2.* Grande dueto da opera /Va6coionoiortpor Mar-
garida Deperini o JonoTosolli. V"
3.' Aria da mesma opera D'el dellrto, por Joo To-
selli.
*. llellissima cavatina da opera II Torauato Tasto,
por Margarida Deperini.
TKRCKUA rARTI.
O Symphonia.
3* Rondo Anal da opera Sapho, por Margarida De-
perini.
3. A muito engranada aria da opera Os engeitados,
por Joslo Toselli, o qual apparecer om scona com
duas bonecas, que flngirSo oulras tantas filhag
suas.
*. Walsa pela orchestra. /
5.a O multo appludido duelo da opera Figliaitl
Regiment.
Com este escolhido dlverlimento, que conslilui-
r urna das assignaturas promovidas por Margarida
Depcrini, os beneficiados esperam grando concur-
rencia e a mais assignalada prleceno, comprnuiet-
tendo-se a empenhar os ltimos dos seus esforcos
para que o espectculo se torne digno das pessoas
a que he dedicado.
Como est muitQ prxima a sahida dos benefi-
ciados, elles rogam ao Ilustre publico pernsmbu-
cano digno-so de tomar bilhetes para ambas as
noites : entretanto, so islo n3o fr possivl, pode-
rflo os amadores tomar bilhetes para urna s das
indicadas noites, certos de qne nenr por isso ser
menor o reconhecimento dos mesmos beneficia-
dos.
pnr.cos DA ESI RADA.
Platea geral o 1.a galera ....... 1,000
2.a, 3.a e *.a galera.........2,000
Os bilhetes que anda restam, vendem-se na ca-
sa de Margarida Deperini, ra doQuoimado, n. 16,
primoiro andar.
Avisos martimos.
Para o Porto a bem condecida barca portugue-
za Bella-Pernambucana, capitao Manoel Francisco
Nogueira, segu com toda a brevidade, por ter a
maior parte do seu carregamenlo prompta : para o
resto e passageiros, aos quaes oflerece bons coinmo-
dose trata monto, trata-secom o consignatario, An-
tonio Francisco de Moraes, ra da Cadeia do Rccife,
n. 51, ou com o capitao, na praca.
I'ara o Aracaly pretende seguir com brevidade
o date Duvidoso para carga e passageiros, trala-se
com Jos Manoel Marlis, ao lado do Corpo-Sanio,
loja n. 25.
Para o Cearn pretende sabir, at o meiadodo
presente, o date Novo-Olinda, inestre Antonio Jos
Vianna; os prelcndentes a carregarem, ea irem de
passagem, seentenderSo com o memo metre no
Trapiche-Novo, ou na ra da Cudoia-Velba, n. 17,
2." andar.
Leilao,
__ He muito, no he assiin? 9 9 (ando ao duque umolhar curioso e ii|Uieto, que se no-
a-Jmeasse, um mestre-de-c
Mas, proseguio Mdena, cssas provises seri.im pa
ra inutto mais lempo anda se podessemos ajudar com
uiais eflicacia oa esfurcos dos habitantes do campo parallhaute circumstancia, tomar qualquer deciso sblua
jilroduzircm vivere na cidade. > responsabilidade pessoal.
--------- ........^.tre-de-campo-generl, que tivesse a
' mesmaautoridade que V. Altexa, e podesse, ein seme-
Reconheco com satisfacao, disse Guise, que todos
concordan! no mesmo pensainento; oque GeuuiBo me
pede, j Peppc-Palombo, Sautis e outros m'opediram
tambem; e devo dizer-lhe que, vendo tao unnime acer
do de toda a populacao de aples, nao Mearla agora
admirado se lodos seguissem a mesma maneira de pro-
ceder: assiin, apostarla eu que o senlior baro tem na
soaalgibeira um requerimeuto de Genuino, de Arpaia
e de outros meinbros da junta, que me pedetn a nomea-
cao de um inestrc-de-canipo-general, eque, vista a prc-
cisao, me deslgnam aquelle dos tneus oiciaes que elles
julgain mais capaz de preencher tal cargo.
V. Alteza adlvinhou perfeitamente, aenhor duque,
porque aqu est esta peticao assiguada por todos os
membros da junta de aples.
Guise tomn a petieo, c passou-a pelos olhos, como
Mzera precrdenle.
Na verdade, disse elle sorrndo ao barao de Mde-
na, est tao bem l'eita, se nao melhor do que a de Ro-
chefort.
Poisque! senhor duque, disse Mdena vivamente,
o conde de Rocheforl pretenderla.....
Vamos l, vamos l, baro, disse Guise socegando-o
com o nio, iinguem est isento de loucasprclencocs;
mas a que mo alnigc em tudo Uto he a obrigaco em
que me acbo de descontentar a uus se qulier satisfacer
aos outros; he por isso, proseguio elle em loin coi.flden-
cial, que estimara muito ver a Genuino hoje mesmo.
bu Ihe explicarel a posicio em que me acho, e Genuino
qne be mu nabi! me b de acense Usar algum e.xpeden-
-- Jones Paln & Companbia, nOo lendo podido
expr venda todas as fazendas do seu ultimo lei-
lao, continuaram o mesmo, boje, 11 do corren-
te, s 10 horas da manhna em ponto, no seu arma-
zem da ra do Trapiche-Novo.
Avisas clhersos.
C0USA NOVA EM PRRNAMDUCO 1
O BOM SENSO n. 1.
Na mito dodastribnidor do Lidador, Santos Tor-
res. He preciso tomar o pulso a este bom senso, o
que be fcil, a *0 rs.
As pessoas que lverem de receher quaesquer
q uanlias de Izidoro l.uiz de Souza Monteiro, quei-
ram mandar suas cotilas ra Nova, n. 6, loja da
Ma ya Hamos & C, al o da 15 do corrente, para se-
ren nagas
Um rapsz pardo se ofierece para criado de pes-
aos que precisar : na ru a do Queimado, n. 57.
te que me sirva para abrandar o despeito de'Santls, de
Peppe-Paloinbo e dos outros capllars de quarteiro; tra-
ga-iQ'o aqu hoje; e sobre ludo be preciso queisto fi-
3iic como um ni) stei o Mire us; nao sci se me enteu-
e, Mdena.
A qu horas quer V. Alteza que Genuino se apr-
sente em palacio ? ,^w_
Esta noite, ao escureerr.
Nao ba risco de encontrar Pepne-l'alonibo e MigueU
Sanlis ? r
Elles nao se encontrarao senao quando euquiC...
disse o duque ; e tlvez succeda que depois que eu Ihes
liver fallado a cada um ein particular, os ponda todos
em preseuca una dos outros.
Pols elle ba de vir, senhor duque; replicou Mor
dena.
- ^upponha que elle nao venha, proseguio o duque,
nao sel como poderla resistir s solicilacoej de Pepe-
Palombo c de Santis ; e he do interesse da causa publica
e tambem um tanto da sua qae'Genuino venha a esta
entrevista.
J disse que elle c virla, e elle ba de vir, repli-
cou Mdena no tom d'um homem perfeitamente deter-
minado a empregar todos os ineios para cumprlr a sua
promessa.
Entiio at noite, senhor baro.
E Mdena sadio.
(Contifttw-tt-d-)


;3
O TRIBUNO N. 78
est a venda na praja da Independencia, ni. 6 e 8 : per-
tence ao poro, elle que o lela.
O PR0PR1ETARI0 da capella do glorioso Santo-
Amaro, fin aos seiitimentos de devogo, que sempre
animaram ses maiores, tilo milagroso Santo, re-
solvcu festeijar.ao ransmoSantOrAmro no da 20 do
correle mez, com acuella pompa e brilliantismo,
que tem al hojo distinguido as festividades cele*
bridas em louvor de llo venerado Sanio. Ecomn,
pelas deploravcis occurrcucias que infelizmente se
teein verificado cerca de tal feslividade, pdem os
devotos ignorar a' dcliberagSo que ello acaba de to-
mar, o mesmo proprivtario aprrssa-se em publicar,
como ora o faz, esta pia intenglo, afim de que che-
gueao conheci monto-de todos os que coslumam
concorrer etii tflo santo lugar, ou ,seja para desem-
penhar seus fervorosos votos, ou seja simplesmen-
te para orar e ti*stemunhar tilo religioso aclo. E,
pols que a'capella se acha em estado de carecer de
alguns reparos, en3o baja lempo dos concluir op-
portunjtmcnte, o proprlelario da mencionada ca-
pella, b*- a seu pezar, se v constrangido a rislren-
gir osAs'teijus referidos ao (lias 19 e 20-somonte, es-
peran*!) todava, que <> luzimento o esplendor des-
tesdous das compensen) sohejammlo a' falla das
novenas. O prQprictario da capella espera lainbein
dadevoefloe piedade dos habitantes desta cidado
sua pia concurrencia, afim de que a fesla se torne
por todos os ttulos digna de tilo milagroso Santo.
Jott Jooquim do liego Horros.
Precisa-se de um pequeo, Brasileiro, ou Por-
tuguez de 12 a 14annos para caixeiro de um ven-
da : agradando, nao se duvida dar bom ordenado :
einUliuila nos Qualro-Canlos, venda da esquina,
com portas para o ra do Coxo ou annuncio por
esta- folha.
-- Lava-se e engomma-se roupa com toda a per-
feiefio e por pceo mais barato do que em oulra
quaiquer parto : na ra de S.-Thoreza, no primeiro
becco n. o.
Manoel Antonio da Costa remelle para o Rio-de-
Janeiro a sua escrava parda do fime Auna.
Em referencia ao annuncio da subdolega-
tura do Rio-Formoso roga-e ao Sr. subdelega-
do do mesmo-lugar, quo tnha a bondade do decla-
rar por sta folha ou como Ihc convier, se o es-
cravo pardo, quose diz chanar-se Manoel, q,ue se
annunoiauac.har-sereclhido cadeia dessa villa ,
tem em urna das pomas uma grando forida junto
aop, de modo que, repujando os ervos anda
sobre a ponfa do p em cuja poma lem ou leve a
ferida que pode ser se tenha curado ha 4 anuos
que anda fgido.
Precisa-sede uma ama capaz, para casa de um
hornero soltciro: n tratar com Valentim Jos Cor-
roa com tenda de barbeiro no Recife.
Anda vadiando o pardo Egidio pertencente ao
Sr. A. de V. H. de Druinond o qual trabalhava ha
9 mezos na casa do alfaiate Te-mpete na ra Nova :
quem o pegar leve-o a ra da Cruz, n. 70, primeiro
andar.
Moje, 11 docorrente na sala das audiencias.,
findadoSr. doutor juizdo civel, ser bao'de arre-
malar varios gneros, penhorados por execucao de
Lima Jnior & Companhia.
Desejs-se tallar ao Sr. Jos Alaria
dos Santos Cavaleanti: no Aterr-da-
Boa-Vista, loja n. 4o-
~ Hoje lem de ir a ultima praca uma casa terrea ,
sita na na de Aguas-Verdes por exeeugio de Ma-
noel Jos Carneiro contra Joanna Francisca do Me-
nezes peanle o juizo do cvel ; e bem assim ou-
lra atrsdoS.-Jos por execugo lo* monor'es Jo-
LOTERA
Do Hospital Ikcdro II.
vino e Kelismina contra herdeiros de^'Joflo Francis-
co de Souza l'eixe.
Antonio Moreira Rei, mora
tas, n. 17, faz sciente s pessoas quo tem pe
res em sua mito, hajam.de os.resgalar no prazodo
15 das, contados da data do prsenlo: e quando
osnilo resgateinj ffcarSo vendidos para pagamento
de principal, e juros que teein corrido al boje : e
para que iiinguemse chamo ignorancia faz o pre-
sente annuncio. O mesrtao faz publico qu ninguem
faca negocio com o Sr. Francisco Sancho Ribeiro do
Amaral com a preta Luiza, escrava do mesmo Sr ,
por estar hypothecada ao annunciante na cartorio
compclenle; e por isso faz esta publicagao, uara.e-
vitf qucstOeS para o futuro.
A obra da nova igreja matriz de
San-Jos do Keci/e precisa de serventes,
e paga-se a 5Go rs.
-- Jo3o Tavares Cordeiro scientifiea a quem con-
vier, que tem nesta data constituido por seu pro-
curador judicial nesla cidade ao solicitador Joa-
quimdeAlbuquerquee Mello, icando sem efTeto
oulra qualquer procuragao que naja, anteriora pre-
sente.
Ao respeitavel publico assegura o the-
soureiro da lotera do hospital ,edro II,
que as rodas da segunda quinta parte
correal infallivelmente no da marcado,
{24 do correte mez ,) no mesmo lugar
da antecedente 5 e pede aos Senhorea que
apartaram bilhetes, que hajam de ir Ms-
ca-loS, pois que tem sido procurados a-
guns dos nmeros quefram escolbidos,
e nSo os pode vender, sem sua' decisao.
N.B. Alm dos fugares jA nnun-
ciados para a venda du., bilhetes, acham-
se tambem d prximo na loja de cambio
doSr. Manoel Gomes da Cunba e. Silva,
na ra da Cadeia do burro do Recife.
A pessa que recebeu de um negro um rolo
de fumo, com a marca P,,no da 27 de Janeiro, queira
manda-lo entregar em Fra-de-Portas, n. 86 ; do
contrario, niio se queixe aodepois do que llie possa
acontecer, pois o negro he condecido, e so mandar
buscar por autoridado competente.
Atiendo!
Um rapaz brasileiro, bastante eonhecido nesta
praca, e que da fiador u sua conducta, se ofTerece
para fazer toda e qualquer cobranga-tanto nesta ci-
dade como para o centro, o mesmo para fra da pro-
vincia : quem de seu prestimo se quizer ulilisar,
nnuncie por esta folha para ser procurado. i
Precisa-se de um pequeo de 12 a 1* nnos,
para caixeiro: no Hotol-Piator, ra da Lingota, n. 3.
Aluga-se o seguudo andar do sobrado da ra
do Rangel, n. 46 com bastantes commodos para
Brande familia : a tratar na ra Direita, n. 3.
mM%MBM^
.Kouard.horticullordeLyon, g
tenoo che'gado ltimamente de traiga v
com um grande sortimento de arvoros
fructferas, plantas de flores, sementosde
ditas e borla I ices, avisa ao respeitavel pu-
blico queo quizer honrar com a sua con-
Jianija, que ello abri uma loja na ra do
"Aterrona Ba-Vista, n. 6, aonde acharao
a venda un borlimento como at hoje nao
((& chegou em Perhanibuco, lano pela qna-
2*? lidade das plaas como pela boa qualida-
(! de as smenles, das batatas o das cublas.

NgAimiCA DE CHAPEOS FRA1SCEZES NO ATERRO-
^ DA-BOA-'VlSTA. N. 5.
ViclorDhys, chapeleiro francez, havendo estabe-
lecido una fahrica.de chapeos no Atcrro-da-Boa-
Vista, loja n. 5, tem a honra de convidar aquellas
Besadas que apreciam o que he bom, a visitarem o
-slu estabelecimento, onde cncontrarno srmpre, por
um prei;o rasoavel, um bello e variado sortimento
de chapeos do mais apurado oslo e ultima moda do
Pars. Elle provine ao respeitavel publico desta capi-
tal, que fabrica e prepara chapos das mais superio-
res massas, em ludo smelhanles aos queveemde
Franca, e ao sto e vonlade das pessas que lh os
encomincndarem ; arma chapos pa'ra padres, e faz
lodo o genero de cotcenos; recebe chapeos usados
em troca de outros noves, medanle urna commoda
indemnisaefio; e finalmente faz lods'as obras cun-
cernentes ao seu ofllc com a mesma perfeico e de-
licadeza com que se trabalba em Paris, esperancan-
d<> que a peas que o honraren) c"om a sua con-
fiuU ho de ficar compieHnnenw mUswim.
M. S. Mawson, dentista, recenlcmcnle chegado da
Europa acha-se residindo no Recifo ra ilo Tra-
piche-Novo n 8, segundo andar aondo contina
a por dentes mineraes, licando incorrupliveis e
apparecendointeiramente comonaturaes: tambem
tira a pedra, a qual, niio sendo exlrahida em pou-
co lempo tando arruina os dentes ; chumba com
ou.ro ou prata para privar de augmentar a corrup-
cBo; tambem tira, lima e faz todas as operacOcs
denticaes com a maior delicadeza possivcl. Elle es-
pera que os elogios e o muilo patrocinio que tem
recebido pelos beneficios que lem produzido na sua
pratica durante 7 annos de residencia nesta cida-
de Berilo garantas sufllcienles para as pessoas que
precisando de seu prestimo nflo o deixcm de pro-
curar.
A professora particular, que mora em o se-
gundo andar do sobrado, n. 16, defronle do thea-
tro velho, scinliica aos pais de suas alumnas o a
quem convier, quo no dia 14 docorrente, se acha-
r no exercicio do seu magisterio
Alugars, por prego commodo, um prelo para o
servicodearmazonvou de sitio : ao lado do Cor-
dor as Cinco-Pon-Ipo-Santo loja n. 25, se dir quem o tem.
s quo tem penho- --Manoel de Souza Guimartes retira-se para Por-
t'ugal a tratar de sua sedc e julga nada de-
ver a esta praca ; mas, se alguma pessoa so julfar
credora do annunciante.pde apresentar o titulo por
onde prove o annunciante ser devodor, que promp-
tamente ser embolcado. Oulro sim, o annunciante
avisa a todas as pessoas que lito devem seja por
leltras, hypolhcca, ou por oulro qualquer titulo,
que no prazo de oito dias Iho v!Jo pagar; do con-
trario, passaraa usar dosmeiosquea le Ihe facul-
ta istosem conlemplai;ao pessoa alguma.
Precisa-se de um advogado, ou oulra pessoa ,
que seencarregue na comarca de N.-S.-do-O', ou-
tr'ora comarcado Cabo da cobranga de duas let-
tras, sendo uma de \nais de 2:000,000 de rs.. e a
oulra de 700,000 rs. pois dandoliador se far hom
inleresse quem estiver riestas circumslanciasdiri-
ja-se a ra do Rangel, n. 36, primeiro andar.
--Traspasasmse as chaves de um bom armazem
com armacao do venda propria para loja de fa-
zenitas ou oulro qualquer esUnelcciraento : na
fu da Cadcia-Velha, n. 17.
--Quem precisar de um caixeiro de 19 annos,
para venda, dirija-sea ra do Codorniz, no Forte-
do-.Maltos venda 11 7.
Aluga-se uma boa casa.com um grande quin-
tal defronte da igreja da Soledade com varios ar-
voredosde fruto, um grande parrciral de uvas mos-
cateis, brancas, paudadas: na praca da Boa-Vista ,
venda conrronleaoiUloda matriz n. 2, indo pa-
ra a Ponte-Velba.
Pede-se encarecidamente a pessoa que por inadr
verteucia talvez, tirou da cas? do jury na ses-
sSo do 8 do correte um chapeo de sol, d seda
furta-cres com nasteasde balca e caboamarello,
deixando oulro velho, queira lera bondade de ir,
ou manda-lo trocar na ra larga do Kozario 11. 30,
segundo andar.
Agencia depassaporles.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aierro-da-Boa-
Vista n. 48, continuam-so a tirar passaportes tan-
to para dentro, como para fra do imperio; assim
como despaeham-se escravos: ludo com brevidade.
-Arrenda-se a propriedade de S -Anna, com gran-
de casa de viverida cavallarce, curraes para ga-
do, senzallav oulras casas mais| que tem em si,
dus famosas olarias baixas planudas de capim,
muitospsdecarezeirosja produzuido fruto, q to-
das as qualidades de fruto ,-pelo lempo que se con-
vencionar: tambem se vender so alguein a preten-
der comprar, para o que trata-se eom o seu propie-
tario Jos Francisco Bolem morador no Forte-do~
O ahixo assignido ensina em sua casa, no-.
tcrro-da-Boa-Vista, li. 82, gcographia e francez, q
ir dar lices em casas particulares.
" Dr. Joaguim de Olivetra 1 Souza.
-- Precisa-se de um caixeiro para lomar conla de
uma venda era. Fra-de-PotUs n. 5 : a tratar na
mesma venda.
~ Arrenda-se um torreno no lugar de S.-Amari-
nho proprio para plantar: tratar no caes da Al-
fandega, n. 5, ou na ra da Madre-dc-Deos, n. 36,
primeiro andar.
-- Precisa-so de um pequeo de 12 a 15 annos ,
para caixeiro de um venda dando fiador sua
conduela: na ra do Agoas-Verdes, n. 48.
-- Contina-se a dar dinhoiro a premio em peque-
as quintiasat 4:000,000 de rs., sobro penhores de
ouro e prata, ou por oulras garantas a conteni:
na Soledade, sitio da cscala.
Eurlaram, do lugar dos Remedios uma canon
aberta, do carrejra com paneiro e bancos atraves-
sados, por dentro pintada de verde e por fra de
rdxo; tem na proa um ferro a maneira de gancho :
he de Cyprianno Lulz da Paz, boticario na ruado
Collegio, n. 6.
CHAPEOS DE SOL j|
Ra do Passeio-Publico, n. 5.
JoiloLoubct participa ao respeitavel publico, que
recebeu, por estes ultimosnavos frBiicezes, um com-
pletosorti ment do chapeos de sol, de seda, amis
rica e superior qualidade; furta-cres e outras mu-
tas conhecidas, lano para homens, como para Sras
e meninos. No mesmo estabelecimento ha um sorii-
mnto de chapeos de sol de paninho, dos mais mo-
dernos; ditos muilo grandes, proprios para homens
decampo : tambem tem chapos de sol de paninho
para meninos e meninas, por serom mullo finos: po-
dem-se chamar chapeos de economa. Na mesma loja
ha sorlimcnlo de bengalas, bengafinhas e chicotes
muito modernos; cobre-sequalquerarmagao de cha-
peos deso, com sedas de todas as cores equalida-
des. Na mesma casa ha um grande sortimento de
panjiinbos trancados e lisos, imitando seda, para
cobrirosmesmos: desta fazenda se vende arelalho.
Coricerla-se todo qualquer chapeo de sol, por haver
um completo sortimento de todos os perlenccs para
osmesmos, com loda a perficao e brevidade.
Quem precisar de um rapaz para oscrever em.
escriptorio, ou para oulra qualquer occupapSo pa-
ra
piel
Compra-seum ornamento completo branco o
encarnado, para colebrar missa, novo.ou usado
em bom oslado: na ra da Cadeia-Velha loja o.
50, deCunlia&Amorim
Compram-se dous carros de tn.lo com algum
uso : na ra da Praa n. 80, ou no Aterro-da-Boa-
Vista, n. 34. *'
b.w- *i a cscco
Vendas.
1 o quo tem oplima letlra queira annunciar, pois
, n-i'i-io siiiiii da casa uundo 3io, pO" RiO.iYO (la
pouca pratica da escripia que all adquire.
Aluga-se um armazem, na ra larga do Roza-
rio ; uma casa na ra da ConceicSo da Boa-Vista ;
urna loja no Aterro : a tratar mesmo lugar, 11. 43.
Alugam-seprotos possantes, pagando-se 800 rs.
por dia a cada um : quem os tiver e quizer alugar,
dirija-se a ra da Pcnha, n. 5, Io andar.
- O Sr. Joo Cava.leante de
Mello o Albuquerque, empregado na Th. Prov.
queira, por avor, drigir-se livrana da esquina
do Collegio.
Exisle parase arrendar uma
muilo boa loja, no inelhor lugar
da ra do Queimado, para qual-
rprer estabelecimento contraer-
cial : d se seguranza do arren-
damento por tempo sufftciente.
Ospretendentes dirjam-se a mes-
ma ra, n. 2.
Aluga-scum bom armazem para carne secca ,
na ra da Praa, n. 43, com commodos para fami-
lia : alralar no mesmo armazem.
__ Perdeu-sc, no1.do correle, no bairro de
Santo-Antonio, viudo do Recife, um quarlo pe-
queo alasflo com uma orclha corlada e com a mar-
ca meia-liia --em um dos quarlos : quem o liver
adiado ou dello der noticia, dirija-se a ra da Ca-
deia do Recife, n. 52, aonde sera generosamente
recompensado.
--l.impam-se imagens de pedra, feitas na Babia,
e concertam-so na melhor forma possivel, quo lcam
taes quaes, ou inelhores do que as que veem da Ba-
bia: ludo por barato preco: na ra da Alegra, n. 42.
-- Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra
Direila 11. 20, com bous commodos para familia : a
tralar na mesma ra, n. 93, 1. andar esquina do
becco do Serigado das 6 as 9 horas da raanhaa
das duas s quatro da tarde.
Aluga-se uma casa terrea sem reparlimenlo,
propria para recolher gneros da alfandega, c por
aluguel muilo barato, na ra do Amorim, n. 32, que
leve armazem de socar assucar : quem a pretender
dirija-so ra da Cadeia de S.-Antonio, casa de um
s andar n. 18, ou ra da Cadeia do Recife, loja
de ferragens, de Antonio Jos Vidal.
He muito proprio.
No Aterro-da-Ba-Vista, lojt o. 78,
anda existe um restinbo de bonete* de
marroquim, de superior qualidade egos-
to, proprios para ir-se s novenas em
Santo-Amaro.
-- Vendem-se3 moleques de 14 a 15 annos, bo-
nitas pegas ; duas pardas de 20 annos cora toda
as habilidades, com crias de annos e do bonitas fi-
guras : na rua das Flores, n. 17.
Vende-se uma vacca boa de leile que se arha
agora sem elle : na rua da Madre-de-Deoa, n. 3,
primeiro andar.
--Vende-se urna morada de casa terrea, na rua
das Cinco-Pontas, n. 78 : a tratar na mesma rua ,
n. 112.
Vende-se um carro inglez de qua-
tro rodas em meio uso, assim como dous
bons cayallos com todos os arreios para o
mesmo: na na daSenzalla-Nova, n. 4a.
Vende-se cobro de forro para navios : na loja
de cabos de Joiio Leile de Azovedo, defionto do Cor-
po-Santo.
Gaz.
NA C\SA DE CIUMOMT,
dourador,na rua A ova, ti. S4.
(abrica dn canriiciros,
tanto de gaz como de azoite.jse acba prornptoum
grande sortimento dos mesmos, de muito bom gos-
to. O mesmo fabricante avisa ao respeitavel publi-
co, que vende os candieiros mais em conla do que
om oulra qualquer parte pois que ello mesmo os
fabrica, e se rcsponsabilisa pela sua boa qualidade :
tambem doura, prata o bronzea todos os melaes da
diversas cores ; concerta c torna a por de novo to-
dos os candieiros, tanto do gaz como de azeite;
pOe os candieiros de azeite para gaz; concerta tam-
bem qualquer objecto de metal. Tambem tem pa-
ra vender um grando sortimento do objectos do
metal para igrejas tanto dourados como pratcados
o bronzeados. Aluga tambem para bailes candiei-
ros candolabros o lustros por commodo prego;
compra todas as" qualidades de melaes ; o precisa.de
um aprendiz para o mesmo oQico.
Ensina-se cm casas particulares,
nesta cidade e seus suburbios, a
ler, escrever, contar, doutrina
cliiisla.i egrammalica portugueza,
com perfeico e zeloso cuidado,
por mdico preco: na rua da li-
beira d Boa-Vista, n. 35, se dir
quem prelende.
Osabaixo assignados, negociantes e morado-
res na villa do Crato, provincia do Ceara, fazcm sci-
ente ao publico que nesla data reuniram seus pe-
queos lundos o contradirn) uma sociedade; e por
isso d'ora em diante so assignarlo, no que pertencer
a seus negocios, porBilliar & Irmflo ; Picando em
vigor sas assignaluras anteriores. Crato, 30 novmbro de 1847. Joaquitn Jxipti Hay mundo do
Bi/har.Pedro Jote'Gonfalces da Silva.
- Precisa-se de um forneiro para uma padara f-
radesta praga : a tratar no palco do Carino, n. 17.
Na mesma casa tambem so precisa de um caixeiro,
de 10 a 12 annos e que seja desembaragado.
Compras.
. Compra-se um preto que seja robusto para o
servgode um sitio : agradando paga-se bem : na
rua do Trapiche, n. 36, fallar com Joaquim Lopes
de Almeida caixoiro do Sr. joo Matheus.
Compra-sa uma preta, ou parda moga, sem
vicios nem achaques que seja ptima engomma-
deira e costureira : tambem compra-se um mole-
quede 16a 18 annos, que nfio lenh vicios nem
achaques: q,un tiver nnuncie,
Vende-se urna bonita esqrava moca ,
que vende fazendas o miudeza co-
znha engomma soffrivel, he muito
del e hbil; 3 ditas com algumas ha-
bilidades sendo uma dolas perfeila
cozinheira ; 4 escravos, muito mogos,
bons para todo o servico.1 dos quaes'
coziulia bem; um preto de meia idade,
muilo robusto, desembaragado e que
coznha bem o diario do uma casa e
sabe vender bem frutas : na rua flo Vi-
gario, n. 24, se dir quem vende.
Tesouras para alfaiate.
Vendem-se na roa da Cadeia, n. 56,
loja de-ferragens de Antonio Joaqun
Vidal.
__ Vendem se diversos escravos, che-
gados prximamente do Gear, pretos,
pelas, mulatos e mulatas, de boas figu-
ras, proprios de todo o servico de casa e
campo ; entre os quaes duas mulatas, urna
muilo boa engommadeira e oulra padeira,
e um mulato perfeito olliciul de carpina :
na rua do Crespo, loja n. 2 A, se dir
quem vende.
- Vendenvse ancorlas de
diversos tamaitos, com vinlio da
Madeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade: 110 escriptorio de
Oliveira Irmos & C, na rua da
Cruz, n. 9.
- Vendem-se accoes da ex-
tela companhia de Pernambuco
e Paradina: no escriptorio de O-
liveira Irmos &.C., na da Cruz,
n. 9.
ADMIBAVEIS NAVALHAS D AC DA CHINA.
Na rua larga do Rozarlo, n. 35, loja do Lody.
Eslas navalhas teem a vantagem de cortar o ca-
bello sem offonder a pello, deixando a cara pa-
recendo estar na sua brilhante mocidado. Este ac
he da China, e seu autor lio Sham.
Por todas as sociedades'das scencias medieo-ci-
rurgjcM tanto da Europa como da America, Asia o
frica lio reconhecidoo uso destas navalhas ma-
ravilhosas n3o s para prevenir as molestias, cu-
tneas, a que a bumaiiidade est subjeita mas
tambem como um meio de as curar.
Vendem-se as verdadeiras s na loja cima indi-
cada.
*fc.
--
1
>
tai


A.
el?!**"
=fc
Vendem-se cabos de cairo ,em grandes, ou pe-
penas porgos : no trapiche Jo Muidos, armazem
da esquino.
--.Ven innito enenrpadas, a 4,600 rs. o a 120 rs. a relalho;
ditas cor de rosa, fitas e muito bonitas. a 5,500
rs.*, e 160 rs. a retalho : na ra eslreita do Roza-
rio, n. 10, terceiro andar.
-- Na ruado Trapiche, escriptorio de Firmino
Jos Flix da Rosa n. 3* vende-so alcalrSo da
Suecia, de superior qunlidade, e recentemente
chegadoaeste mercado, em lotes at do ,um barril.
Na rua nireita, n, 55,
vende-ge. um par de embonos de pao de cedro pa-
ra barcada ; 2 travs e um pedaco de pao de con-
dur;aacitedccarrapato, a 1.900 rs. n caada j
pomada, a 230 rs. a duzia ; e todos os mais gneros
pertencentea a venda por menos que em outra
qualquer parte, o de muito boa qualidade.
Rua lio Queimado,o.I O,,
novaloj decirguciro.
Lima
Vendo uniformes militares, para todas
as patentes de legiilo cavallaria e in-
famara da guarda nacional ; aloes de
ouroo prata ; espadan praieadas, com
roca e sem ella ; chapeos do couro de
lustro para pagens; couro hranco de
lustro para canhOes de botas dos ditos.
---Vende-sc, na ra do Crespo, loja n. II, diccio-
1 nario crengranhico. histrico e descriptivo do impe-
rio do Brasil, com 5 mappas gcographicos das pro-
vincias porj. C. R. Millictdo Saint-Adolphe, 2 v. ,
por 10,000 rs. Na mesma casa compram-se livros ,
o^troenm-se estando em bom estado.
Vendem-se dousscravos mocos que silo car-
reiros ; 3 escravos de 20 anuos de bonitas figuras ;
\ mulatinhasdc li annos; 3 escravas do 20 annos ,
que cseme engommam ; 5 ditas do 30 anuos, que
cozinham e lavam bem : narna Direita, n. 3.
Vendem-se urna venda adiante da Cruz-de-Al-
mas na estrada que vai para S.-Anna, pouco antes
de voltar para o Arraial, em'eonsequencia de seu
dono precisar de ir a Kuropa para tratar de sua sa-
dc : a tratar na mesma venda, junto.do, sitio do Sr.
I.uiz de Mello.
Vende-se urna parda muito civilisada, propria
para se lhe entregar a administracila de urna, casa ,
por tor disto hastanto pralica ,a qual sabe mui bem
cozinhar; cngommarecoser.cuja exemplar conduc-
ta scnli,nica : o motivo da venda sq dir ao com-
prador : na ra de S -Hita, n. 4*.
Vendem-se doa bonitos- moloques, muito sa-
dios-, um de 14 annos, e outro do 12 ; na ra Im-
perial, n. 39.
Vcndc-se urna prelado bonita figura, .de 25 a
26 annos, que cose bem liso engomma e he boa
lavadeira ; um molequo de 6 a 7 anuos, de bonita fi-
gura : na ra da Cadeia do Recife, loja do Jolo da
Cunha MagalhScs.
Vendem-se, na ra da Cruz, n. 46 condecas
com peras ; ditas com figos ; ditas com pecegos ;
latas corn figos; ditas com hervilhas; ditas com
sardinhas; ditas com bolachinhas de ararula : mas-
sas finas em caixinhas ; chocolate de canda de
Lisboa; meias barris "com vinte e tantas I i liras de
manteiga ingleza de muito superior qualidade o
propria para casas particulares : ludo ltimamen-
te rhegado por. diminuto prego,
Vendem-se 3 lindos moleques de 12 a 18 annos ;
3 pardas com habilidades; um preto bom carreiro;
. 2 ditos para todo o servico por serem bem robus-
tos ede bonitas figuras; 3 pretas mocas com habi-
lidades c de elegantes figuras ; 2 ditas de meia ida-
de urna por 160,000 rs e a outra por 300,000 rs.:
no puteo da matriz de S -Antonio, sobrado n. *.
MilliO.
Vende-se millio, a 2,000 rs. a sacca : no caes da
Alandega, armazem de Antonio Aunes.
yeiule-se um terreno com 117 palmos de fre'n-
' te e 88 ditos de fundo em estado de se edificar,
por nlo precisar aterro em cujo terreno podem-se
, razer tres ptimas mei'agas na ra do Pilar em
Fra-do-Portas do lado da maro grande: nadita
rua, n 11, no pateo da igreja do Pilar da6 horas
da manba as 8.
Vende-se o tresenario do S. Francisco de Paula,
obra til a os devotos do dilo tfanto as lojas de
livrosdosSrs.Santos* Companhia atrs do Cor-
po-Santo ; Cardozo Ayres ra da Cadeia ; e em S.-
Antonio praga da Independencia na. 6 c8.
. Vendem-se caixas de cha hysson de 13 libras ,
em porc&o, ob a rotalho: na ra da Alfandega-
' Velha n. 36, em casa de Matheus Auslin & C.
FARELOS.
Vendem-se saccascom farelos, chegadas ltima-
mente, a 3,500 rs.: no armazem de J. J. Tasso Jnior,
ra do Aniorim, n. 35.
Vendem-se 6 lindos moleques, de 15 a 20 an-
nos, scndo.um delles ptimo cozinheiro e canoeiro;
dous prelos sendo um cozinheiro, e o outro ofil-
cial de sapateiro de^5 annos ; 2 pardos, sendo um
proprio para pagem o o outro bom carreiro ; urna
niulatinha e 3 negrinhas de 12 a 13 annos mui lin-
das e com principios de habilidades ;5 pretas de 20
a 25 anuas, entre as quaes algunas com hahilida-
, des : na ra do Cbllegio n. 3, segundo andar, se
dir quem vendo.
Vende-se bom capim a 200 rs. a arroba,
zinha a direita, segonda casa terrea, se dir quem
vende.
Vende-se um morada de casa terrea, em chSos
proprios de pedra ecal, paredes dobradas com
duas salas, cozinha fia quintal e cacimba por
detrs da ra Imperial, defront da maro grande
na ra da Concordia, no ultimo armazem de ma-
deiras.
Vendem-se 3 escravas recolhidas, de 16 a 20 an-
nos de lindas figura, e prendadas : no becco do
Sarapatel, sobrado n. 12.
Vendem-se. espadas pratoadas muito ricas ,
para offlciaes superiores e subalternos: na ra Nova,
loja de ferrageris, n. 16.
Potassa.
Vende-se muito nova e superior potassa chega-
da ha poucos dias do Rio-de-Janeiro : na ra da Cu-
dia-Velha, armazem n. 12, de Bailar & OlWoira.
46.a lotera da S. Casa da Mi
seiicordia da corte.
Vendem-se bilhetes e meios ditos desla lotera
na ra da Cadeia-Velha, n. 29.
Na loja nova da ra do Quei-
mado, ti. II A, de Raymun-
acha-se um completo sortimento de pannos finos de
(odas as cores, principalmente prelos : bem como
chapos franeczes ; los prelos, de seda e linho; sar-
ja hespanholn ver.ladeira ; o todas as mais fazendas
j annunciadns, por precos mui rasoaveis : tamhem
ha chapeos do Chili, vindos do Monle-Chrislo da
melhor qualidade, a 16,000 rs. ; chitas francezas
muito largas a 240 rs. o covado ; ptimas pecas de
lustrim sem defeilo cor de cafe, verdee azul, a
6,400 rs *
Na na do Trapiche, n. 17, con-
tina a haver deposito da veidadera cal
virgem de Lisboa, chegada prximamen-
te ; advertindo-se aos compradores des-
le genero que o deposito he j muito pe-
queo, e que da nova nao ha mais em
parle algumu.
Vendem-se duas boas escravas; criolitas de
bonitas figuras e mocas, que cozinham, lavam mui-
to bem e engommam sao sadias, e no se duvida
dar a contento para serem experimentadas : na ra
do Queimado, lojan. 51.
FAZENDA DO NORTE, A 640.
Xa loja nova da ra do Quei-
mado, n. III, deltaymtm-
do Carlos Leite,
acha-se um novo sortimento de alpaca de linho, ou
fazenda do norte, a 640 rs. o covado. Esta fazenda
torna-sc recommendavel pela sua boa qualidade e
acertados padroes : seu principal uso he paracolle-
tes, palitos e calcas.
para estampas; urna mesa redonda de Jacaranda :
na ra da Cadeia de S.-Antonio n. 19.
Vende-se um methodo de flauta com pouco
uso, por barato preco : na ra de S.-Francisco, ca-
sa da esquina que volts para a ra da Florentina.
Vendem-se dous excellentes pianos
fortes, sendo um orizontal e ontro per-
pendicular, da mais acreditada fabrica de
Collard and Collard de Londres. He des-
necessario tecer-lhe elogios, por serem
bem conhecidos os fabricados na dita fa-
brica; cortilicando-se snico te que quem
desojar dous bons pianos, os encontrar
ein casa de Rtissell Mellors & C, na roa
do Vigario, n. a3.
0 Melhor queislo %
K tdo pode havr.-. 0
0 E no duvidam a
% Cktguem a ver. 0
O Vende-se sarja hespanhola da melhor quo
0 tem viudo ao mercado ; bcos de blondo,
j* prelos e brancos ; veos pretos, grandes e pe-
0 quenos, de superior qualidade; ricos cortes
t de sedas brancas e de cores proprias para
noivados ; lindas capailas de flores de laran-
ji; ricos ramos de flores para nfeites de ves-
tidos ; creps de todaa as cores ; ricas fitas
Slavradas ; damasco branco; meias de seda
brancas e pretas, para senhora; fil de li-
S olio liso, muito fino ; luvas de pellica para
senhora com nfeites ou sem ellos ; ditas
S para homem ; ditas de fio da Escocia deco-
0 res mui finas ; sapatos de setim branco para
fe senhora ; e oulras muitas fazendas de muito
0 bom gosto : na ra Nova, n. 8, defronte do ^
Di becco da Camboa-do-Carmn, ni* do a mar ai m
o ...... t
Odi0i0iQ0i am t9i* a% tift *?m &]* a
Vende-se um sobrado as Cinco-Pontas, n. 26,
por preco muito commodo :a tratar no mesmo so-
lirado.
Vende-sc superior sal ilo Ass alvo e grosao :
a bordo do patacho laUrenlina, ancorado no Forte-
do-Matto ou na ra da CruZj n. 6.
Vendem-se ancorotas com cal virgem a mais
nova que existe no mercado por preco mais com-
modo do que em outra qualquer parto: na rua da
Moda, armazem n. 17.
na como para outra qualquer plantacloj, as quae;
ha ptimas varzeas o mattas contend) ceroa da
legoa e meia de fundo : rende, de foros 700,000 rs.
annualmente com os venciinontos em o mez de Ja-
neiro : a tratar na rua do Codorniz, n. 25, com Joa-
quim Teixelra l'eixoto, q^o se acha autorisado para
ultimar o ajusto a dinheiro, ou a praz.
Escravos Fgidos.
Aos ajilantes da h >a pitada
se offereceo rapprjnceza Novo-I.isba : acha-se
venda, em porcto e a retalho, no deposito da rua
larga do Rozario, n 24.
Na rua do Crespo, n. 11, vendem-se livros ba-
rotoa bem como : diccionario Magnum Lexicn ,
pore.OOtyrs. ; obras do Virgilio, por 4,000 rs. ; di-
tas de nuncio por 4,000 rs.; diccionario da fbu-
la por 1,280 rs. ; l'rimeiros elementos praticos do
foro civil, com o seu appendice, por 2,000 rs. ; Me-
caniquo desoeuvrespar M. Bulos, 2 v., por 1,200
rs. ; viedu marecha Ney, 2 v., por 1,000 rs.; M.
Tullii Ciceronis orationes, 4 v., por 2,000 rs.; Tra-
tado de legislacSo ou exposiclto das leis geraes por
l<". arles Com te, 2 v., por 1,600 rs.
Panno fino mesclado.
Vende-se superior panno fino mescla-
do, de todas as cOrcs; casimiras fran-
cezas, elsticas, pretas e de cores ; pan-
no fino preto o de cOres ; sarja de seda
hespanhola legitima; cortes do cam-
hraia deseda padrOes novos; alpaca
ni u i lo fina ; chapeos de inassa france-
zcs da ultima moda ; toalhas ricas ;
guardanapos e a toa I hados ; o oulras
muitas fazendas finas: ludo mais.ba-
rato do que em outra qualquer loja : na
rua do Queimado nos quatro-caulos,
loja do sobrado amarello, n. 29.
Vende-sc a pralica elementar da homceopathia,
precedida de um discurso contendo a historia da
hnmaeopalhia c as principaes regias para a sua ap-
plicac.to por I). R. Mure por prego do 10,000 rs. :
na rua larga do Rozario, n. 52, segundo andar.
Nova alpaca,
de sete pAlnws de largura, na
loja de Guimaraes Serafn)
% t., rua do Crespo, n. 5.
Vende-se a nova alpaca, de se-
te palmos de largura pelo barato
prego de 1$000 rs. o covado;
assim como aloilhados de ricos
padroes, de 9 palmos de largura,
por mdico preco; e oulras m*
tas fazendas (as, de linho e se-
mais ordinario, a 160 rs. :emliuda, rua da'Boa- da, chegadas ltimamente
Hora, casa de muro novo, que vai ter ao rio.
Vende-se um niolcquc de 10 anuos ; um preto de
Angola de '.'Sanos ; una parda de 28 anuos : na
ruados Tanoeiros, n 5.
Veudeni-sc 6 escravos, sendo : 4 pretas e duas
pardas, muito mogas ecom elegantes figuras; um
mulato de 26 anuos, bom carreiro : vende-se por
precisSo c se ulianga a sua conduela : no paleo da
S.-Cruz, n. 14, se dir quem vende. ,
Vendem-so chitas pretas finas asselinadag do
ultimo gosto : na rua do Queimado, loja n. 5. \
V>ndc-se una preta de 20 annos de bonita
figura, que cozinha o diario de urna casa, lava
bem de sabao e varrella c So tem vicios nem
achaques : na rua da Concordia, passando a pouie-
ciclacle, e tudo muito barato.
Na rua do Trapiche, armazem
. n. 54,
vende-se assucar refinado, em pSo, a aoo
rs. a libra.
Vendem-se saccas com mlio; ditas com ar-
roz de casca ; urna bandeja de casquiuha prateada ,
Chega a todos.
Na praga da Independencia, ns. 13 o 5 s3o che-
gados os muito conhecidos sapatos do Aracaly ,
que se estilo vendendo baratos. ,
Vende-se, ou arrenda-so um grande sitio na roa
Imperial, com duas moradas de casas, urna para
grande familia, na frente da rua e outra mais pe-
quena dentro do mesmo, sitio com bons parreiracs
e muitas frutfjras de boas qualidades todas novas
e j dando fruto, com um grande viveiro no lundo i
na rua Direita, n. 135, loja do cera onde se l'ar
qualquer dos negocios,!por seu dono ter do retirar-
so por molestia.
Calcados.
Na loja do Arantes, na praga da Independencia,
ns. 13o 15, receberam-se os muito acreditados sa-
patfles inglezes de dilTerentes feitios, que serHo
vendidos por commodos pregos : bem como de lus-
tro e de bezerro tanto para homem como para me-
nino ; eoulros muitos calgados para senhora.
Chcguem freguezes loja de
Ifanoel Joaquim Pascoal
Ramos, no rasseio-Public o,
n. 19, as novas pechiuchas :
chitas finas de cores flxas,a 120, 140, 160 e 200
rs. e muito finas, a 240o 20 rs. ; cortes decassa-
chila a 2,000 rs.; ditas muito finas, a 2,600 e 3,000
rs.; lengos de soda para algibeira de bonitos pa-
drOes a 1,000 rs. ditos para gravata, a 400 rs.;
ditos de cassa a 200 rs.; pello do diabo, a 200 rs. ;
anziuha para caigas, a 240.280 o 320 rs.; cortes de
lila para calgy, a.2,500 rs. ; ditos da casimira a
6,000 rs. ; esguiflo, a 2,000 rs.; panno preto, a 4,500
rs.; dito azul, a 4,000 rs.
Vendem-se 4 grandes depsitos de parafusos
para assucar juma excellente Malanga grande, com
um brago de autor; 12 arrobas de pesos; o outros
utensilios para armazem de assucar, muito baratos
einrasodainudanga dacasa: na rua da Sonzalla-
Velha, n. 110.
Vendem-se sellins inglezes, para montara de
senhora ; na de homem; cabegadas roligas; carneiras bran-
cas: tudo recentemente importado por Gco :
Kenworlhy & Couipanhia : na rua da Cruz, n. 2,
Vende-se um ornamento completo : na rua do
Livramento, n. 26, primeiro andar, so dir quem
vendo.
Vende-se um relogio de ouro com correte,
ou sem ella por preco commodo : as Cinco-Pon-
las.n. 17.
Vendem-se caixas com velas de sebo, muito
proprias para misturar com carnauba, por serom
multo a I vas e brandas : o aruiazem do Braguez ,
ao p do arco da Conceig-flo, no Recife.
Vende-seo eugeiiho Bom-Josus-da-Hatta, co-
marca do po-do-Alho, com ptima casa de vivonda.
nl.. Ja. .:.___!:_._!. _____l .. I
~ Fugio, d bordo do brigue Con/ianqa no dia 3o
de novembro do armo passado o esctoVy iurianei-
ro, d nome Jos, de nagilo C bSo; representa trinl
e tantos annos, de.estatura baixa, sem batba ; levou
caigas de hrirn, camisa de algodSo bonete, e mais
um calca de Casimira amar'ellada camisa de chita
e oru} sapatos. Este escravp sabe todos os lugares di
provincia e tambem ps dfi fra ; j foge por hbito,
visto que em o anno de 1846 tambem fugio de bordo
do brigue Mentor, e foi capturado para as partes do
Porto-Calvo, aonde se incqlcava por forr i oqu|
pertence ao Sr. Jos Maria de S, negociante Aa Rio-
de-Janeiro. Roga-se a todas as pessoas e as tor-
dades policies, que o apprehendam V levem-no i
rua da-Cadeia, n. 45, casa de Amorim Irmlos, que
se recompensar com 60,000 rs. ou mais alguma
cousa.
Fugio, ao abaixoassignado, no dia 23 do cor-
rente, o escravo Jo3o, oftlcial de carpina ; represen-
ta 25 a 26 annos pouco mais ou menos de cor ca-
bra, estatura entre baixa e regular, cheio do corpo,
rosto redondo mal parecido, olhos medianos na-
riz chato e grosso, pouca barba com lodos ns den-
les na frente', cabellos pegados mas de presente
aparados rentes pernas grossas, ps curtos, chatos
e descarnados ; tem un dedo de um p, o principal,
com urna grande cicatriz de um golpe de machado,
i'sto bem vlsivel; levou camisa velha de algodflo o
calcas dealgod.loj rotas; Ir muito ladino efin-
ge-so soldado quando chega a ser preso. Quem o
pegar leve-o a casa do annunciante, ou na de Sa-
eavom Barboza & Cnmpsnhia, e?T> MaepiA. ou nados
Srs Amorim Irmlos que ser Jrecompensdo gene-
rosamente.
Francitco das Chagas lima Lenta.
Coutinua a estar fgido o preto Miguel, de D-
gito, de altura regular, secco ; representa 25 anno*
pouco mais ou menos ; consta ter andado na pra-
ga da Boa-Vista e Cinco-Pontas; traz os queixos
amarrados cot um tengo, por ter-Jhe cabido os
mesmos. Roga-se as autoridades policies e cap-
tiles de campo, que o apprehendam e levem-no a
rua Nova n. 33, qua su rito bem gratificado*.-
-- Fugio, no dia 9 do corrente o moleque Jea-
quim, do nagilo Cagange, estatura regular,: repre-
senta ter 18 a 20 anuos, sem ponta de barba, cor
um pouco fula cara redonda, nariz bastante chato
e todo arapanhndo em roda que parece ter sido
ucimado cabellos crescidog ps un pouco gran-
es ; levou camisa de bata verde e ceroulas de al-
godto : quem o pegar leve-o a rua larga do Roza-
rio pndaran. 18, que se gratificar generosa-
mente.
-- Fugio, no dia 4 do corrente o escravo Francis-
co de nagilo Angola, porjn que falla como crioulo,
de 20 annos, estatura regular, secco ps e mfios
grandes ; tem um dente partido pelo meio, noquei-
xosupfrior ; estsahindo-lhoa barba, e por isso
tem alguna cabellos por baixo do queixo; levou cal-
gas de brim pardo de I istras escuras novas, camisa
de madapolo usada o jaqueta de bretanha j rota;
he bastante condecido, por ser oficiai de pedreiro
e trabalhar bastante lempo com o Snr. Theotonio
Joaquim da Costa ; consta qoe anda pela Soledade,
Manguinho e Capunga. Itoga-se as autoridades po-
liciaes .capitnes, decampo o pessoas particulares,
quo o apprehendam ,e levem-no a Trempe, n. 50,
que serilo gratificados.
I>0$000 res.
Djo-se 5o,ooo ris de gratificcSo a
bnem pegar o esciato. pardo, de nome
Faustino, de a8 a 3o annos, estajtura re-
gular, rosto descarnado, olhoae fices en-
covadas, falla branda, pouca barb*, ca-
bellos ncarapinhados, signal deja ter si*
do acontado ; levou um Ierro ao pescaco,
mas he de suppr queja- o lenha tirado, e
tem o oficio de carreiro : este escravo fu-
gio do lugar denominado ffonsa-Pereira,
oa Tiriri, junto ao engenbo lgodoaes,
termo.doCa.oo, rm novembro prximo pas-
sado : e foi comprado ao Sr. (laldioo Jo-
s de ,\ guiar, la viador do engenho Bue-
nos-Ayres, do curato do Bom-Jardim.
He natural que se intitule por forro; por
isso pede-se aos senbores d engenbo, no
caso que se Iho offereca. para trabalhar, a
sua apprchnsao ; e aos capitSes de c-im-
po que facam loda a diligencia, dando-e
aquantia cima, e.mais anda conforme a
distancia em que fr pegado : dirigindo-
se para oste fim ao Tiriri, ou nesta pra-
ca ao senhor do dito escravo, Gaspar da
Silva Froes, na rua Bella n. 4o.
Fugio, no dia 8 do corrente, um cabra acaboV
ciado de nome Clemente, du 40 annos pouco m
ou menos ,' magro, rosto descarnado, cabellosnr-
ridose pardos, olhos pequeos nariz afilado ; ta
uma marca no cachago, barba preta e principiando
a pintar, estatura, regular; levou caigas e camisa
de algodilo da trra e chapeo de palha velho Roga-
se aa autoridades policies e capitites de campo ,
que o apprehendam e levem-no a rua da Cadeia qo
Recife, n. 5, que serito gratificados.
Fugio, no dia 15 de Janeiro, o preto Candido,
de 25 a 30 anuos da fazenda Cochocirinha, em Ama-
relia comarca do llrejo-da-Madre-de-Deos ; he bem
ladino, bstanle xegrisla estatura rogular secco
do corpo; tem na fonte do lado esquerdo um signal
do queimadura sem cabello ; foi escravo do finado
capililo-mor Xavier : quem o pegar leve-o a fazenda
da Toboca da mesma comarca ou no Recife, ao Sr.
Joaquim Jos Ferreira.
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lJlt\. ; NA 1TJ?. OSM, F. DSJMRU. I4*>
Li_^______-
tiaaas .
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