Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05409


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Full Text
Anno de 1848.
Quinta-feira 10
O PHHIO pui>lica-se todos os dias que n.of
frem de cuardi i o proco d isigntur he de
400fl rs. por quartel, pagos adiantadot. Os ao-
niincios dos aislantes ao inseridlos
PARTIDA DOS CORREIOS.
IQts.porlinh., tO rs. e.nlypo djilewnla, en
reuelioes pal insude. Os que n*o fofe-n assig-
l-'o 80 rs. por lint, 1160 eto typo
nantes pagar
dilferente, porcada pubhcacao
PHA8ES DA LOA. NO HE2. J)E FEVERF.1RO.
Lainon, a*,* 11 horas e min. datarle.
Cretcenlea II, i & hora e 16 min. da tarde.
Luacbaia a l>. sJ bote nii.-da'manlia. {Primeira, s hora e IS minutos da manliaa
Minroaot a 8, as liora e z min. da mauluia.Segunda, s 9 hora e si minutos da larde.
Coianna eParahiba s segaadas esextas feira
Riu-drandc-iln- Norte quintsfeirasaomeio-dle
Cabo, Serinliem, Rio-Formoso, Porto-Calvo
Uaoefo, no I .*, a 11 e 1 de cada mez.
Garaidunis e lonito. a 8 e 28.
IIoa-Vi>w e Floras; alie.
Victoria, s quiotas-teiras.
linda, todos os dias.
PREAMAB DB'HUJE.
de Fevereiro.
nnoXXY.
N- 5fi:
DIAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Romualdo. Aud. do i. dos
orph. cdo J. doc. u t. edo J. M. da 3 v.
8 Tera.'<9. 'oo da Mata Aud. do J. do Civ.
da I. v. e do J. de pat do 3 dist. de t.
8 Quarta. S. Apoilonia. Aud. do J. do civ.
da 2 T. e do J. de pai do 3 d.st. de t.
JO Quinta. S, Escolstica. Aud. do J. de orpi.
e do J. muuicipal da I. v.
11 Sexta. S. Laxar. Aud. do I. do civ. da !.
v.,e do J.de pai do i. dist. de t.
12 Sabbedo. S. Eulalia. A"d. do J. do civ. di
i. v. e do J de pal do I. otist. de t.
I a Domingo. Gregorio.
CAMBIOS N DA 0 DE JANEIRO.
Sobre Londres a 27 " Paris 160 rs, por Tranco.
Lisboa CS por 100 de premio.
Desc. de letlras de Imws firmas I a 11 '/>
OnroOnras l'npai.oobi.... 28f500 a
M. ModasdeOjNOflvelh. I/J00
* de SflOC uof.. Iffl00 a
de 4/000..... 9/000 a
frat Pataede.......... lf0 a
Peso* eoluaanares... 1180 a
Ditos mexicanos.... 1/800 a
a Minda............. IJOOOa
Accoesdacomp. do tieberibdeS0J00Ors
a 0 d.
ao m.
36/800
16/80P
U/104
jino
1/H80
IJ850
IJ828
lf5
o per'.
DIARIO P5
PIBTE OFFICIAL.
1
UtflSfKlHQ DO IMPERIO.
Illm.SExm. Sr. Foi presente aS. M. olmpc-
rador o olTIcio de .V. Ese. de 26 do novembro do an-
no pausado, acerca das duvdas'seguintcs, mo oc-
correram na cxecucHo da Icj regulamontar daseloi-
ces; I.*, aUjuiz do paz presidente da junta de qua-
lificncfio da barra do San-Matheus, se os cidadfios
que frart) eleilos vereadores, o juizes de paz no
presente quatriennio, e quo se cscusaram por moles-
tias, esto tM'Circunstancias do serem eleitores do
paroebia ; 2.% dojuizdc paz presidente da junta do
qualificacfio da villa do Espirito-Santo, so pode dei-
xar de eomprohendor na lista de qualilcagflo dos vo-
tantes um cidadfio que obteve provimento do recur-
so que intcntu para o concelho municipal respec-
tivo, visto nfio haver ello feilo a competente recla-
these figurada no mesmo quesito a respeito da pa-
rochia da Santissima-Trindade da capital da provin-
cia, deelarou que a sua junta devera ser composta
na frm* do artigo 6 porque nlo soria local o ex-
ercicio dos novos cleitores antes decomeqada a le-
gislatu ra para a qual fram nomeados.
O que tudo communico a V. Etc. para seu conhc-
cimcnlo, governo e secuefio.
Dees guarde a V. Exc. Palacio do Rio-de-Janci-
ro, cm 5 de Janeiro de iH8.--Mtmoel Alve Bronco.
Sr. presidente da provincia do Para.
u^tiC pCTmiiv n 1IU3I1KI juma o. a rCSpGUO lio
numero do cleitores quo deve dar a freguezia da
Serra.
E o mesmo augusto scnbor, inteirado de todo o
ponderado, manija significar a V. Ese.':
.'Que foi bem resolvida a prmora duvida, quan-
do V. Exc. deelarou qqe a escusa allegada, e simia
mesmo obtidatios cargos de vereador o jtiiz do paz
no inhibe o individuo de ser nomeado eleitor, por-
quanto no lia pira este cargo do eleitor inoompali-
bilidade algutna, alm das que menciona o artigo 56
da le de eleicOes.
2.* Quo igualmente bera resolved V Exc. a se-
gunda duvida, declarando que se no poda ilcixar
de considerar como qualilcado aquelle cidadlo, vis-
to que o juiz do paz, na qualidadede mero exeeutor,
nao tem compotencia para tomar conhocimento da
legalidade das decises do concellio municipal.
3.* Que tamben acertadamente resolveirV. Exc.
quand fez ver ao juiz do paz da freguezia da Serra,
que esta devia dar dez oleitores, cm vista da disposi-
(,1o da segunda parte do artigo 52 da lei ja citada.
O que tudo communico a V. Exc. para sou conhe-
cimento e governo.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do Rio-dc-Janeiro,
cm 4 de Janeiro de 1818. Manoel Alvet Bronco.
Sr. presidente da provincia do Espirito-Santo*
lllm. e Exm. Si*.Sendo presante a S. M. o Impe-
rador o oflicio sh n. 9t c data de' 22 do novembro
ultimo, em que V. Exc participando ter oMlciado
escamaras municipaes rccommendando-lhes que
fizessem constar aos juizes de paz presidentes das
juntas qualiflcadoras das paroebias, deque trata o
artigo 25 da lei regulamenlar das eleigftes, que os
cleitores competentoB para formarem as ditas jun-
tas sao os da legislatura aolual, e nfio os que formn
cleitosnodia 7 daquello mez, subinctto a decisfo
do governo imperial os scguinlesquositos :
1.' S acontecer que a junta de alguma paroebia
nao se rena na terceira dominga do Janeiro, e.por
isso selenita de designar outro dia, segundo a dou-
trina do aviso de 25 de fevereiro do auno passado,
ou que depois de reunida so interrompam porqual-
quer motivo osseus trabadlos, desorlo que su tifio
possa concluir o-prazo para elles marcado no artigo
20 da citada lei antes do dia 3 de maio futuro, om
que comeca a ova legislatura, pdenlo os elaitores
da actual continuar a funecionar como membros
da junta desse dia em diante p
2.' Resolvida negativamente a queslflo antece-
dente como dever,1o ser substituidos esses clei-
tores ?
3.*- Determinado o artigo 36da l;i que os conce-
ntos mnnicipaes do recurso se rounain na terceira
dominga de abril ; estando j declarado por avisos
do governo imperial que devem ser uteisos quinze
diasda sua rouni3o,.o sendo certoque do 16 de a-
bril al B de maio n3o ha quinze dias utois ; que
providenoia se dever tada, desorle que nem so diminua esse prazo que
ella marca, uem continuem a funecionar na nova
legislatura os eleitores da actual que sflo membros
dos concelhos P
A.o Finalmente, havendo alguma paroebia, onde
smente exislam eleiteres nomeados no referido
mez de novembro ullinio para a prxima futura le-
gislatura, por ler sido creada, ou cannicamente
provida depois dacleicSo geral de 1844, devera a
respectiva junta na sua reuniao do Janeiro do cor-
rente anno ser composta desses novos eleitores ou
dosjuiaesde paz eseussupplentes, sogundo a dis-
posicuo do artigo 6 da lei P
K o mesmo augusto Senlior,. tendo approvado a
acertada deliberado .por V. Exc. tomada, relativa-
mente competencia dos- eleitores da actual legis-
U/ura para formarem as juntas qualificadoras das
pa>9Cliias, visto que olla permanece at insUlla-
cilo db prxima futura orii 3.de maio desto anno,
nouveTlpr bem, acerca dosquesitos que licam men-
cionados, resolver o seguate:
Quanto ao 1.", que os eleitores de 1844 nflo po-
den) continuar a funecionar como membros da junr
la, na hypotlise quo V. Exc. figura, do da 3 d
maio em liante.
A respeito do 2, que substituicao desses elei-
tores pode se cffectuar som inconveniente dissolven-
do-se a junta, e convocando-se immediatamenle
outra dos novos eleitores.
Pelo quo pertenco ao 3., quedo mesmo modo
pdeni se despedir dos concelhos municipaes os
eleitores cujas funccOes caducarem, e convidar
para os seus, lugares os da legislatura em exerci-
cio.
Quanto finalmente ao 4.., que bom entendeu V.
i3ja?a!?a> ll'.ufatiianii'Sisa asaj.
AOS REDaCTOHES DO LIDADOR.
I.mos a vossa reeislo da imprenta pernambucana
durante o mes de Janeiro de 1848 : vimos esse artigo
em que, (rajando as vestes lo censor sovro, vos
dignasiet de aquilatar o mrito e o demerito de cada
urna das folhas que se publicam nesta cidade; e ti ve-
mos, por conseguale, de pesar devidamente a quali-
licacao quo destes ao nosso mesqunbo trabalho-
A principio, entendemos que nada nos cumpria di-
zer-vs acerca do juizo que formastes o manifestas-
les a nosso respeito ; perquanto nto era para admi-
rar- que vos n.1o agradassea marcha de urna gazeta
cuja redacc3o se esforga por torna-la imparcial, a
vos que vos ostentis orgflo de um partido, oque,
de alguma sorlo, nos queris violentar a acompa-
nhar-vos em lodosos vossos pensamontos, sem nem
ao menos conceder-nos o direilo da rcflexfto: mas,
ao depois, nos resolvemos a dirigir-vos duas pala-
vras, para quo vos nfio persuadis que somos in-
sensveis ao poni de nos deixartnos bellUcar im-
punemenle por quem qur qtrRasscntade punir cm
consuras, mas ou menos acres, a ousadVaque hemos
tillo de nos tifio q'uerermos sulijetar direccilo i in-
mediata de dous ou tres individuos, que, suppondo-
se superiores aos demais horneas, como que se a-
fanam por transforma-los em bando de mansos cor-
deiros, sempre promptos e dispostos a tpmaremo
camnno que esses individuos houvorem por bom
de indicar-lhes como o mas adaptado para condu-
zi-los Ierra da promissflo, embora soja elle bom
ou uio, recto ou curvo, plano ou escarpado.
Em resumo( duas sflo ns principaes lacadas que
nos dcscarregastes : a primeira, quando nos lachas-
tes de tmidos; a segunda, quando allirmastcs quo
este Diario vota grande respeito aos depositarios
lo poder. Limitar-nos-hemos, pois, a estes dous
pontos.
" Somos, com efTeilo, pbbobntrs em nossos refle-
xOes. mas nfio liridot, como vos aprouve afjirmar;
c o somos porque, gratas a Dos, nfio temosa pr-
sunipcfio que vos caraclerisa, e por consequoncia
nSonos julgamos habilitados para decidir de tudo,
ex-calhedra j porque nos arreceamos muito do
sermos convencidos de precipitados ante o publico
desta capital, anto o publico deste imperio, anteo
publico de todo o mundo allim ; porquo nfio an-
helamos ver-nos reduzidos a dura ncossidade de
confessarmos que nos engaamos, ou decalarmo-
nos a vista do um desmentido solemoe, aulorisando
com o nosso silencio a pecha de calumniadores, que
se nos liouvr atirado por sobre a cabeca; porque,
Analmente, nfio queremos partir como Icio e parar
como tendelro, slo lie, nfio queremos alardear do de-
fensores estrenuos de urna parcialidade, de cam-
peOes denodados e deslemidos de suas idoas, para
demonialmos os prclos, encaixola-los do parce-
ra com Os lypos da ofucioa; sepulta-los cm
urna cova, durante os dias em que essa parcialda-
domaiscarecia de um jornal em quo annuuciassi:
as suas apprelienses, fizesso os seus protestos, c
clamasse mesmo contra as Ilegalidades de que es-
lava sendo victima.
Respetrnosos depositarios do potjr, he verda-
do j mas nfio os respeitamos, para fazor-lhes corte:
ningucm mclhor do quo vos sabe, quo somos um
dos entes que menos geito teem para adqurirem-so
as sympathiasdosgovernantes, porvia desses actos
quo os politices improvisado! reconhecem como pro-
vusrrefragaveis de dedicac.lo, 0 que nos, em nos-
so fraco entender consideramos filhos de urna
baixeza misoravel e desprezivel, quo so nfio coa-
duna com ogenio que recebemos do AUTon br
tudo: respeitamo-los, porquo somos coherentes
com os nossos principios; porque evitamos, o
mas possivel, cahir uas tnesmas faltas que censu-
ramos aos adversarios, quando se elles achavam
na opposicfio; porque nao desejamos queseos
acoime de contradictorios, e se nos pergunte so
smento nos precem diynus de acatamento aquellas
autoridades cujo pensar so liarmonisa com o nos-
so ; porque 'sempre nos liavcmos de esforcr
por nfio justicarmos o dito daquelles que, por rois
de urna vez, bao proclamado, que o partido mode-
rado he mais frentico que qualquer dm oulrot, tempr
que no dirige o* negocios publico*; porque, em-
lm, entendemos' quo as descomposturas, osdues-
tos e os insultos, bem longe de daram frca c vigor
aos quo os empregam, os desconceituam nteira-
tneate, e denunciam que lhes faltam as armas da
rasfio.
Basta por hoje : so nos obrigardos, rollaremos a
quesillo, e volleremos dispostos adar-vos tratauon-
to igual ao quede vos recbennos.
comparoceu o Sr. Antonio Rorges da' Fonseca : es-
tamos, porm, impossibilitados de faz-lo; porquo
os nossos tacbigraphos, havendo recebtdo ordem
doSr. juiz presidente para evactiarem sala, por
lerom-na pcnotTado sem previa licenco sua, assen-
taram quo nfio deviamapanhar os discorsos, po-
zar do ter S. S. declarado a um dclles na occa-
siflo em que Ihe foi fazer certas observarles acerca
da citada ordem, que poda demorar-se ; c nSo obs-
tante haverem ambos locebido recado de S. S., ja
pela tarde para que compareccsseni ao tribunal,
eahi fosem exrrcer a sua arle.
Essa sessfio foi, com efTeilo, muitissimo calorosa:
opovodesonvolveu grnndo enthusiasmo peloaccu-
sado, e victoriou-o por diversas vezes: a polica co-
mo quo se arreceiou dealgum pronunciamonto, de
consequencias funestas; tanto que, durante a notle,
postou grandes tro?os do tropa no arco de Santo-
Atonio o no da Conceicfio ; reforgou com pracas de
cavalara a guarda do tribunal, a qual, segundo nos
nformam, constava de70homensdo corpo do po-
lica; fez [evacuar as galeras, quasi a poma de
baionela; mandou carregar sobre a genio quo se
ochava apnboada portado edificio, e nfio poz
termo s suas fadigassenfio depois do vc-Ia dispcr-
Mas, de que valeu ao Sr. Borges da Fonseca tan-
to favor popular ? De que Ihe servio esse afn com
que.os seus irmfios lhc manifestaram o intoresse
quo tomavam pela sua cansa ?... Alinal condemna-
ram-no, ccondemnaram-no a nada monos do cinco
annos de prisfio, o multa correspondente nieta-
de do lempo He mais um Iriumpho do poder sobre
a imprensa; mas he um Iriumpho brbaro o mes-
quiilio.
Entretanto, talvez que a rclacfio desta provincia
melhoreasortodo Sr. Rorges da Fonsoca, proven-
do ao recurso, qne elle interpoz da decisfio po-
la qual o Sr. presidento do jury nfio quiz admit-
liraoxccpQioque o Sr. Borges olferecra, bascado-
em urna sentenca quo julgava outrem o responsavol
pelos actos de que se o aecusava.
O concelho que, por urna maiora 8 contra 4 vo-
tos, condemnou o Sr. Borges da Fonseca, cumpu-
aha-so dos seguintes Senhores ;
Trajano Cezar Burlamaquo.
- Eudgero Francisco da Paz.
Jofio Xavier Car'noiro da Cunha.
Ignacio Bento de Eoyola.
Joaquim Flix fachado.
Antonio Pe eir do Souza.
Francisco Borengucrde Almoida Guedes.
Francisco Manoel da Rosa.
Ignacio Manoel Viegas.
Antono'Cardozo do Quciroz Fonseca.
Jos Antonio do Figucircdo.
Mexandre Rodrigues dos Anjos.
O tribunal do jury doltocfe nfio'funcconou boje.
absolutamente estranha a essa reunifio um pouco
mais numerosa que o costumado.
Foi, portante, grande o deseppontamento quando
anntinciei que, tendo Alexis de representar noite,
julguei nfio dever commettor a iiidiscriQSo de pe-
dir-lhe urna sessfio no dia em que representava.
As tres horas reanmaram-so todas as esperanzas
pelo aviso de estar Alexis no jardim. Precipitaram-
se todos pora ao menos verenj o somnmbulo, j que
nfio podiam vero somnambulismo, o desappareceu
a ultima esperanza quando viram que Alexis tnha
viudo s com sua mulliero tinlia esquecdoM. Mar-
cillet em Paris.
Alexis foi muito reprehendido por este esqueci-
monto, o principalmente por mim, que tinha dea-
gradecer anda a M. Mareillet sua ultima sessSo, e ao
menos nesto domingo nfio linba eu occasifio de fa-
zo-lo.
Os oulros pozares manifestados alta e sinceramen-
te eram um nouco mais egostas que os meus. Tiv
pena que nfio viesse M. Mareillet por elle mesmo;
> n ntn i./niiipi'i.'ini iiohatii pona por

VARIEUADE.
sc.5Sfflfnssa@o
.1 carta segulnte non foi dirigida pelo
Sr. ilexandre Dantas a quem deixatnos
toda a responHabUldade.
Tenconavamos dar a lr aos ubscrjptores deste
Ex, a ie quando, por J w ter verificado a hypo- Diario a integra da searto do j ury de hoiitem, a que
Pois que nos mellemos no magnetismo, vamos
com elle ao lim. Estacarla servir alm dsso para
responder a algumas interpellacOes nutographas o
improssas que me tcem sido dirigidas.
Urna das principaes interpellacOes, interpollacao
lano mais importante, porque cu mesmo a hz, era
esta : o i i
O paciente dorme ou finge dormir t O que se pode
tra.luzir por estas palavras ; lia ajuste entre o tnag-
netisado e o magnelisador ?
A questfio era difllcil do resolver. Nem ao magne-
lisador nem ao niaguetisado era possivel fazer essa
pegunta. Demasiado interessados na questfio, seu
testomunho nao tera o menor valor.
Por isso dizia eu commgo, quando vos escrevi a
minha ultima carta: Nfio be do acreditar bem sin-
coramento emquanto eu mesmo nfio fizor dormir
um somnmbulo ; e sem que elle o saiba.
Acaba o acaso de resolver victoriosamente a
q uusI fio.
Domingo passado, Alexis disso-me que quena re-
presentar a *'o/ de Cagiottro no theatro de San-
ermain ; desejava que eu o visso ropresentar um
papel de galn. Arranjei o negocio com o director do
tlieatro, e licou convoncionado que Alexis, na noite
lesse domingo, representara o papel de Derval o sua
mulher o de Djazet. ,
O domingo he o dia em que recebo mais particu-
larmente meus amigos, o domingo linhaeu bella e
oscolhida reunifio, composta do MM. Luz Boulaii-
ger, Schan, Dilerle, Desplchn, Dolanoue, Julio de
Lesseps, Collin, Dfllaage, Bernard, Motjge, Mul-
ler, etc. ,,
M. Julio de Lesseps tinlia trazido dous amigos
seus, que, pela primeira vez, faziam-me a honra de
visitar-mc.
A outra melado do genero humano, a mais bol-
la, teria dito M. Demoostier, linha tambem seus
representantes. Como, porio, vivo um pouco sol-
teira, permiltam-me que nfio designe ossas damas,
senflopor Inicaos, e medida i)as necessidades da
narrado.
Todas as pessoas tinham viudo, diziam, para ver-
me, mas tantas perguntas molizeram a respeito de
Alexis e de M. Mareillet, que me foi facfl adivinhar
que a osperanga de urna sessfio magntica, n&o era
Alexis.
Cahiram alguns pingos de chuva; romos para a
sala. .... i
Todos tinham manifestado a Alexis tfio vivo desojo
do v-lo operar algum do seus milagres, que elle dis-
to que, so alguem se encarregasse de faz-lo dormir,
eslava promploa fazer o qne quizessem.
Olbamosunspara osoutros, mas nlnguem ousoq
tentar a prova. .
M. Bernard approximou-se de mim.
Fazoi-o dormir, disse-meem vozbaixa.
Porventura sei eu fazer dormir alguem a nno
ser no theatro o as bibliothecas ? Sci eu fazer vos-
sos gestos, injectar o fluido, communicar a sympa-
- Nfio facas nada disso ; fazei-o dormir s pela,
frca de vossa volitado.
Quo devo fazer nesse caso.
Dizci com vosco: quero que Alexis durma.
E elle dormir? ,
He provavel; deveis ter urna vontade do todos
S lio possivel; mas entilo tonho vontade como
M. Jourdan escrevia e fallava em prosa sem o saber.
Tenlai sempre.
Mas elle est conversando com sua mulher ecoro,
Delanouc.
' Isso nao importa.
Zombarao de miin se nao conseguir nada.
Ouem o saber? uad diris umapalavra, nao taris
un sgesto, d'aqui mesmo o adormeceris, jiateceiida
Hue conversis commigo.
Ah! sendo assim, quero.
Cruiei os bracos, reuni toda as potencias do raeu ll-
vre arbitrio, olhei para Alexis e disse entre mim:
Quero que elle durma.
Alexis cambaleou, couioferido por urna bala, ecahio
Doi a tras no canap.
Nao bavia duvida, ao menos para mim a frca magn-
tica linha oblado com a instanteneidade e quasi com a
violencia do raio.
O inca primeiro senmenlo foi de terror; cahlndo.
Alexis, sorprendido pelo Ruido no momento era que me-
nos o rspcava, sollou um grito. Eslava agitado por un
tremor nervoso violento, e tinha os olhos quasi inteira-
nientc vollados na rbita.
Nao fui eu o nico que tive medo; mas eu linha duas
veics medo por conliccci' a causa do accidente.
Sentindo minha mo, Alexia me reconheceu.
_ Ah disse-ine. nunca me facas cousa semelhante
tem me prevenir; podis maiar-nie.
Mcu Dos I disse-lhe eu; o que senlis ?
Un eraiide abalo nervoso, que le vai acalmando,
e terminar se llrardes o fluido que me pesa no esto-
"'-UK como vos bel de tirar esae fluido? Nao sei abso-
lutamente nada.
Desviando-o com ambas as inaoa.
Puz-me a llrar o fluido o melhor que pude, e passa-
dos alguns segundos, Alexis resphou mais lacilmente.
A!:! disae elle, vou melhor.
Podereis dar-nos una sessio?
Sim, mas nao me faca is ler; imprimiste! em mena
ervos tal abalo, que todos osobjectoi pareeein saltar
aos meus olhos.
Podereis jogar?
bem duvida.
Podereis conhecer os objeclo, ducr d onde ene
vem.
Posso.
Podereis viajar, ver em distancia F
Peifeilanicntc. A ccrlos respeito, goso de Unta lu-
cidez como nunca. un
Poisjogai una partida com becbau; ne elle o in-
crdulo da nossa sociedade.
Nao importa.
Cheguci Alexjs para a mesa; Schan vendou-lne os
olhos com algodao e tres lencos de algibeira. Era de to-
do impossivel que o somnmbulo podesse ver.
Alexis jogou duas partidas sem una so vez olhar para
as carias; llnha-as sobre a mesa c d'ahi as tirara least
No liin da segunda partida dispensaran Alexis deste
exerciclo, por extraoriiiilio que fuaac, lauta ic; nS-
via de v-lo passar a cousas mala Crias.
Collin approximou-se dellc e tirando um annei do de-
do perguntou:
Podis contar-ine a historia deste annel.'
PerfeiUinenle.
Pois contai.
Esse aune! vos foi dado em 1844, quero dizer, a pe*
dr.i smente.
ne verdade.
Mandastes crava-la um rae depois. .
Tambem he verdade.
A pedra vos foi dada por urna seuhora de 35 anaot.
lie isso mesmo. Agora podis dizer-me onde est
essa seuhora.'
Posso.
Bemorou-se alguns instantes.
*- Antes de tudo, ponde-vos de aecrdo com M. Du-
ina, do contrario nao posso continuar; ee me leva
para a America, emquanto v* me retendes em Paria,
MUTILADO i
i



V
Com efTelto em 1844 eu tlnhavisto abrumas vezes ama
enhora americana pelo braco de Collln. e pen.ei mui
eincrariamente semduvida, que o aonel tinha'ido da-
do por ella, eeffectlvamente levava Alexis a New-Yorck,
por mais esforcos que fiessc Collin para relc-lo em
Eue Collin fomos para a cmara vizinha.
Hao foi a Americana? pergunlel-lbe.
>ao; foi uina pessoa que lu nao conhece.
r. onde inora?
NaruaSaint-Apoline.
. Ah! multo bem. Voltmos para a sala com um s
uentlco pensamento.
~ Erraos de aecrdo, disieeu a Alexis; agora des-
lew* h.L.?,".em.<,ma ruanueeprolonga com a bou-
-- (o .> i ijc ruine.
Lde o nome na enquia. 9
Detejo antes li-lo em vesso espirito.
Alexia pegou em um lapis eeicreveu-'
Sint-Apoline.
Apenas acabara de tracar a ultima lettra, quando me
annunciaraui que alguem me procurava em baixo.
ViS'l"',1"." do'"cus amigos amigos, o padre
Villete, capellao de Saint-Crr.
^t^f b *88e'lne'1uoridl"<'re,chegals mullo a pro-
posito, Estou neste momento Taendo experiencia sobre
a aima-; quitera chegar a demonstrar o que pregis tilo
bem : sua nimortalidade. b
F. deque modo experimentis?
Idesvr. Subi.
Subimos. O padre Villete eslava de sobre-casaca, e
pofisso* "bsolutaiHe"te uaila Ao chegarmos, puz a mao delle na de Alexis.
Podis dizer-me. peiguutei-lhc, quem he este sc-
nhor e em que se oceupa ?
i7 Pois"o: osenhor tem f; he meimo um excel-
lente christao.
E qual he sua profisso?
I liini ni.
Estis engaado, Alexis.
Eu c me emendo; lia doutores do corpo e douto-
res da alma; o Sr. he doutor da alma, o Sr. he padre.
Dinamos uus para osoulros: a admlracao era pro-
funda. '
Agora, perguntei, podis dizer onde he nue o Sr.
exerce suas fuiccrs.
Semduvida. Oh: nao helonge; heem um edificio
iininenso, a tres ou quatro legoas d'aqui. Oh! vejo mo-
cos de tarda; csto lodos aliiiiu.iiliK il,-<,i,. .-, ,.,,i'.i-.i.: .
cintura.
Ha mullos?
Mullos, sim. O Sr. he capellao de um collcgio mi-
mar.
Podis dizer que collegio he esse ?
Semduvida; o nome do collegio est inscripto nos
boldcs?
Interrogucicom osolhos o padre Villete.
Est, disse elle.
J.de, Alexis.
Alexis pareceu firmar toda a Corea de scu olhar
para um ponto da sala.
Collegio Saint-Cyr, disse elle.
A segunda rcvclacao era talvcz mais iniraculusa que a
primeira.
Dlterle aprcscntou-lhe um embrulho pequeo bem
fechado.
Oque est aqu dentro ? perguntou.
Cabellos de duas pessoas diH'ei entes, de duas ere-
ancas.
Abr o papel e dizei-nos seu sexo e idade.
Sao cabellos de un menino e de urna menina: aqui
luui> o menino, caqui os da iiicutna.
Que idade leemellcs?
O menino he mais moco.
Podis especificar a idade?
O menino parece-me anda de eolio; quanlo a me-
nina, vejo-a mal, e nao sci porque. Parece-mc, porm,
que esta correndo em um jordini e que tem quatro an-
uos pouco mais ou menos.
Como se chamamf '
Parece-mc que o menino se chama Julio.
E a menina?
J vos disse que nao a vejo bem.
Estis cansado?
Estou ; anda tenlio os ervos agitados. M
Que desejais fazer ?
Viajar.
Por onde?
Por onde mequizerem levar; pouco meimporla.
Fiasignal a M. de Lesseps, e este se chegou.
Vamos ate" l.i? pergiintcj-lhc.
-- Vamos, respon deu-mc.
No meu espirito c no de M. de I.esscps l, era Tunis.
Pens que M. de Lesseps morou cm Tunis uns vinte
a unos.
Partamos, diste elle.
Ora bem, disse Alexis, aqui estamos em um porto
de mar. Muito brm! Embarcamo-nos. Oh! oh parece
que vamos para frica. Faz calor.
Justamente, estamos na baha. Vdesa baha?
Prrfeitamente; forma urna Cerradura graude, com
um cabo na extrema direla; nao he Argel, nao he Bo-
lla, he urna cidade cujo nome nao tei.
Que vedes ?
Como um forte dircita, c como urna cidade es-
qucrcla. Ah seguimos por um canal; aqu est uina
ponle, aliaixemo-nos.
Eu c Boulangcr olhavamos um para o outro, esta va-
mos no cumulo da adtniracao. Os arcos da ponte por
baixo da qual Alexis nos convidara para passar abaixan-
do-nos, sao lo pouco aberlos que quasi nos matmo*
quando por all paasmos.
He isso, Alexis, multo bem. Continuemos! excla-
mamos eu, M. de Lesseps e Boulanger.
Anda nao tinhamoschegado! ditsc Alexis. Torna-
mos a embarcar; a cidade anda ett a duas ou tres le-
goas. Ah! chegamos.
Entremos na cidade, ou viajemos nos arredores?
perguntou M. de Lctsept.
Como quizcrdrs.
Vamos ao llardo, disse eu baiio a M. de Lesseps
Elle me fea signal que ia canduzlr Alexit para etse
logar.
O Bardo he o palacio do bey.
iJrixrmns;.-! cidade csqeerda c continuemos d-
i ella, disse M. de Lesseps.
Oh! quanla poeira. J caiiiinhiiiot uina legoa.....
legoa e niela. ... Parece-me que passamos por urna abo-
boda..... Ah vejo um moviuiento.....Oh'! que architec-
tura singular dir-se-hia que he um grande tmulo.
lie sabido que os palacios turcos parecem-se mullo
com sepulcliros.
Knlrai.
- Nao posso, um negro de sentlnella veda-me
Mam.
Chegou-se Delanoue.
Com licenca, esperal, dase M.* L. P;,
Tenho oZZ.ki,::lseJ?\i"* cheK0Ua. A*8-88 quem' convier, que a matricula de
Alexis? *' Qu""d'*"- '" ">.. M.^oomelria do co]legio das artes se acha aborta no
mesmo lugar do anno passado, isto lio, ra de Ma-
lliias-Ferreira, terceiro sobrado do lado do norte.
Judo quequiterdes.
JCnlao dizel-me donde me vem, esta medalbazinha?
*V L. P. tiroudo seo urna medalhapeqUenlna, pre-
sa a unta cadeia de ouro. '
Alexis enoottoH-a na tetta.
Esu medalba he benta, disse elle.
He verdade.
Dcram-vo-la em 1844.
~" Astim he.
'No raez de agosto.
Com efleito, cliamo-me Luisa, e ella -me ful dada
no da da santa de meu nome. M nuera ra' den?
F.lla voa foi dada t 4 horas da urde.
Por quem?
Por um bomem vestido de preto. Dlsel seu nome
baulnho a M. Dumas e eu vo-lb dlrel.
Fomos para o vao de urna janella eJL"" L. P, me
disse:
Carlos.
J sei o nome ; dizei-o, Alexit.
Alexis pegou no lapis e escreveu : Carloi.
Alexis representava de noite, como disse, e a hora es-
lava achantada.
Ora pois, Alexis, dissc-lhe eu, pens que he lempo
de acordar-vos.
cksmeth, Richard Hayd, Vicente Ferreira Silva.
Pois acordai-mc.
Como! nao tenho a menor ideia do modo por que o
hei de fazer.
Como me fizestet dormir ?
Pela forja de minha vonude.
Pois acordal-medo mesmo modo.
Alexis di'u-me a mao, e eu pronuncie! mentalmente
estas palavras : Acordai, Alexis ; e elle abri os olhos.
Efs como se passou nossa segunda sessiro. Del o nome
das minlias testciminhas ; quasi todas pertenceni s ar-
tes ou diplomacia : una pertence igreja.
Todas eslo proiiiptat a altirmar que em urna s pa-
iavra me nao afaslei da verdade.
Alexandrb Dumas.
(Pree.)
(Diario do Itio-de-Janeiro'l
Pela subdelegara dos Afogpdos se faz publico
que se acha recolhido cadeia do Recife o preto Jo-
s, qua rieclarou er escravo de Antonio Jorge:
quem se julgarcom direito ao mesmo oscravo com-
pareca na mesma subdelogacia, que, apresentaudo
os ttulos comnetentes, Ihe ser entregue.
Afogados, 6 de fevereiro de 18*8.
lima.
C0ft.MEif.aO.
lfandega.
RSNMMBNTO DO DA 9............3:777,236
Descarregam hoje, 10 de fevereiro.
Barca Ligeira mercaduras.
Barca .EilKer-Ann dem.
CONSULADO GERAL.
RENDIMFNTO DO DIA 9.
fieral...........
Diversas provincias.
2:726,158
158,156
2:884,314
CONSULADO PROVINCIAL.
RE.NDIMF.NTO DO.DIA 9.......... 1:464,150
>fovJmenio do Porto
Navios entrados no da 9.
Antuerpia; 77 diai, polaca austraca Setle-de-Magqio, de
141 toneladas, capitn Malheo Lazzari, equpaeein 9
em lastro; a N. 0. Bieber & Companhia.
Baha ; 8 das, brigue inglex lUary-Hountei, de 187 tone-
ladas, canitao John Baker, equipagem 12, em lastro ;
aN. O, Hicber & Companhia. Passagciro, John w'
Crablree.
Londres; 39 das.-polaca sarda Fidenotaie, de 260 tone-
ladas, capilao Pedro RebntTa, equipagem 15, em las-
tro ; a Lmoir Pugel & Coinpanliia.
Naviosahidoi no memo dia.
llio-Graudc-do-Sul; brigue bratileiro Marcial, capito
Justina Amonio da Silva, carga atsucar e vinho.
dem pelo Ro-dc-Jancro ; brigue brasilelro Eiperanca,
capilao Jos Alves Carvalho, carga assucar e cocos.
Stockholm ; brigue sueco Johan, capito Edward Ulan-
der, carga assucar e couros.
Canal ; barca inglcza Broad-Oak, capilao Daniel
Cralh, carga assucar.
M.
EDITA L.
Miguel Archanjo Monleiro de Andrade oficial da im-
perial ordem da-Rosa, cavalleiro da de Christo e ins-
pector da lfandega de Pernambuco, por S. M. o
Imperador, que Dos guarde, ele.
Faco saber que, no dia 14 do corrente, ao meio-
dia, na porta da mesma, em Hasta publica, so hao
le arrematar 24 chaves, no Valor de 48,000 rs.; 24
brocas, por7,680>s.; 63 cylindros, por 18,900 rs.:
180 pedras, por 3,600 rs.; urna der do ac, por
2,000 rs.. o um relogio d'ouro, por 60,000 rs.: tudo
apprchendido no mar sem despacho pelo guarda ties-
ta alfamlcgH Antonio Francisco Dornellas : sendo a
arremataciTo livrn de direitos
lfandega, 9 de fevereiro de 1848.
Miguel Arehanjo Monleiro de Andrade.
THE A TRO PUBLICO.
Espectculo erlrnordinario, em beneficio de dous meni-
nos rabequistas (Jos Alexandre Uguceioni)um de
6e outrpde9 annos de idade, nauoile'de hojt, Mide
fevereiro de 1848.
PRIMEIRA PARTE.
1 Ouvertura grande orchestra. ,
2. Grande dueto na opera Norma, executado na
rabeen pelos beneficiados. Btllini.
3. Aria na opera 1 Purilani, cantada pela senliora
Margarida Deperini hellini.
4. Rrilhantes variacoes na opera Sonmbula, eje-
cutadas na rabeca peto menino mais moro ~ lellini.
, SECUNDA PARTE.
5. Symphonia toda orchestra.
6. Grande concert sobro motivos das operas
Straniera-e Pirata, exocutado na rabeca pelo meni-
no mais voltio Jlellini.
7. Aria na opera Giotanna d'Areo, cantada pelo
Sr. Toselliftrrf.
*8 Cavatina da opera //omuardi, executada na re-
beca pelo menino mais moqoFerdi.
TERCEIRA PARTE.
9. Symphonia pela orchestra.
.10. Cavatina Cela Diva na opera Norma, execu-
tada na rabeca pelo beneficiado mais velhoBel-
lini. -
11. Duelo Elisir d'Amore, cantado pela senhora
Deperini ooSr. ToselliDnnUetli.
12. Lindo thema sobre motivo da opera Capule'tti,
com uina brilhante valsa deStrauss, pelo menino
mais mojo; com que terminar o espectculo.
Strauss. '
Com este escolhido divert ment, espera m os me-
ninos beneficiados merecer a valiosa proteccSo do
Ilustrado c generoso publico tiesta cidade.
Os mesmosagrnilecem muito aosSrs. artistas me-
lodramticos, a senhora Margarida Deperini e ao
Sr. oselii, o obsequio de se prestaren) gratuita-
mente a cantar no dito beneficio, com o que con-
Iribuiram mais a abrillantar a referida noite.
A'- B. Osbilhetesseacham venda na casados
beneficiados, no Recife, Hotel-Francisco, ou na ca-
sa da senhora Margarida Deperine, ruadoQueima-
do, n. 16, c no dia do espectculo, no lugar do cos-
ta me. D
Avisos diversos.
LOTERA
Do Hospital Pedro II.
Ao respeitavel publico assegura o the-
oureiro da lotera do hospital Pedro II,
que as rodas da segunda quinta parte
correm infallivelmente no dia marcado,
MO
...ve I ll\#
I-------
da antecedente ; e pede aos Senhores que
a parta rain bil heles, que hajam do ir bus-.
ca-Ios, pois que teem sido procurados al-
guns dos nmeros quefmn escolbidos,
e nSo os pode vender, sem stM decisao.
N. B. Alm dos fugare-jA annun-
ciados para a venda dos^ilnetes, acbam-
se tnmbem de prximo ha toja de cambio
do.Sr. Manoel Gomes da Cunliae Silva,
na ra da Cadeia do bairro do ft^-\fe.
- O Sr. Jos da Costa de Albuquerque qileira, no
prazode 24 horas, levaraocarlorio do escrivSo.que
SS. no ignora, os autos que ha quasi um anno pedio
em confianca; e se assim o nOo flzer, se nffo d por
offendido doquo Iheresultar.
A pessoa quo recebeu de um negro um rolo
de fumo, coma marca P, no dia 27 de Janeiro, queira
manda-lo entregar em Fra-de-I'orlas, n. 86 ; do,
contrario, nilo sequeixeaodepois do que lho possa
acontecer, pois o negro he c.onhecido, e so mandar
buscar por autpridade competente.
AtlCncdO !
Um rapaz brasileiro, bastante conhecido nesta
praea.e qued Dador sua Conducta, se oflereco
psra^szcr tods e qaalquer cobrsa;a Unte B&J- ci-
dade como para o centro, e mesmo para fra da pro-
vincia : quem de'seu prestimo se quizer utilisar,
annuncio por esta folha para ser procurado.
Precisa-se de um pequeo de 12 a 14 annos,
para caixeiro: no-llotel-Pistor, ra da I.ingota, n. 3.
Precisa-se do um preto para o servido de casa;
no Hotel-Pistor, ra da I.ingota, d. 3.
Hoga-se ao Sr. Ibesoureiro da lo-
tera do
PP.ECOS.
Primcira ordem, lados 6,000 rs., efrente 10,000 rs.
Ordem nobre, lados 8,000 rs., e frente 12,000 rs.
Torrinhas, lados 2,000 rs., e frente 4,000 rs.
Varandas, 500 rs.
PTata superior, 2,000 rs.
Pintea geni I, 1,000 rs. '
Principiaris horas do costume.
KO PUBLICO.
Tendo sido resolvido o beneficio dos meninos
Uguaccioni para o dia 15 do crtente, e aconte-
cendo ter o pai dos mesmos de aproveitar o lempo
afim de so preparar para seguir sua viagem para os
Estad os-Unidos, avisa ao respeitavel publico e aos
Srs. a quem j tem distribuido bilhetes de cama-
rotes o plalo, que o referido beneficio lera lugar
no dia 10 do corrente, o espera quo os generosos
habitantes desla capital sejam promplos em dar u-
ma prova do seu bom gosto por tflo excellento ar-
to, como he a msica, e do sen amor pelo lalento
quej tao vigoroso desponta naquelles meninos em
tflo tenra idade.
Avisos iiiariliiiios.
a pas-
Wclarac6es
Uizei-iiie que mes coniinigo, disse M. re Lesseps
Ah deixa-ine passar. Kstamos no pateo, subimos
alguns degros.....Onde devo ir agora ?
Ao salo de recepeflo.
Aqui estou nosalao.
Descrevei-o.
-^ Ha unas arcadas aqui; o salao he todo esculpido
como a cmara rabe de M. Dumas, mas a escultura he
pintada emalguus lugares.
Levanta! a cabeca para o tecto : que vedes ?
Um tecto esculpido ; parece de madeira.
He piulado ?
He.
fe que cor ?
fe encarnado e azul.
NSo vides nada de particular?
,T1.T.<'JO "'" ; 'V03 Ac onro 1"e Prtem do centro e es-
tcndeui-se em todas as direcces.
Jl>r2ri>>? i$sf M/e Lewep- Venha outro.
Com eflejfo era Inipossivel fazer uina deseripeflo mais
HCU do porto de Tunis, do cannal da Goltla, e do sa-
Jao de recepcao do bev. "
Pclaadministracaodo correio faz-se publico,'
para conhecimerilo de quem convier, a felacfto
das pessas para quem existom cartas e rilis papis
retardados na administrado do correio de Cuiaba,
desdeoprimeiro de Janeiro do 1847 at 30 deiunh
do dito.
RELA CAO A Ql'E SE REFERE 0 ANNUNCIO SUPRA
Selladas.
Antonio de Padua Godinbo, Anna Moreira, Domin-
gos Moreira Serra, Emilio Soares de Cova, Franois-
co Sabino, Alves da Rocha Vieira, Gabriel Ravniundo
del.ima, JoSoBaptista Castro Jnior, Jo.lo Goncal-
vesMeira, Jos Carlos Ferreira, Jos Maria Xavier,
Jeronymo Gomes Coelho, Ildefonso Mende Malhei-
ros, Manoel do Nascimento e Silva, Maria do Carmo
do Espirito Santo.
Com portel.
Antonio Rodrigues, Antonio Alves Carbalhldo, An-
tonio Manoel Pereira, Manoel Vieira -Guiarte de
Vendo-se urna barcaga de 24 caixas: no Forte-
do-Mattos, a tratar com Joauutm Francisco de
Alem-
- Para o Porto a bem conhecida barca portugue-
za Bella-Pernambucana, caprtflo Manoel Francisco
^oguelra, segu com toda a brevidade, por ter
mnior parte do seu carregaraento prompta : para'o
resto e passsgeiros, aos quaes ofTorece bons commo-
dos etratnmento, trata-secom o consignatario, An-
tonio Francisco de Moraes, ra da Cadeia do Recife
n. 51, ou om o capitl, na praca.
Para o Aracaty pretende seguir com brevidade
o lnate Duvidoso : para carga e passageiros, trata-se
com Jos Manoel Martina, ao lado do Corpo-Sanlo
loja n. 25. '
Para o Rio-de-Janeiro segu viagem em poucos
das o bngue-escuna BeUa-Virginia, por ter seu
carregamentp quasi prompto : para o resto da car-
ga e passageiros, trata-sena ruada Cadeia do Reci-
fe, botica n. 61, de V. Jos do Brito.
Para o Cear pretende sabir, at omciadodo
presente, o hiato Novo-Olinda, mestre Antonio Jos
Vianna; os prclendenUs a carregarem, ea irem de
passagem, se entenderio com o mesmo metre no
Trapiche-Novo, ou na ra da Cadeia-Vellia, n |7
2." andar. '
Para Lisboa pretende sahir, no dia 20 defeve-
ienu, pul toi a mnior parle da carga prompta, o bri-
gue portuguez Conceic!o-de-Marta : para frete e pas-
sageiros, trata-se com o capiMo na praca do'Com-
mercio, ou com o consignatario, Thomaz de Aqui no
Fonscca, na ra do Vigario, n. 19.
Leilts.
Jones Patn & Companhia, nfio tendo podido
cxpOr venda toilas ag fezendas do' seu ultimo lei-
lito, continuaramo mesmo,sexta-feira,11 do corren-
to, s 10 horas da manhila em ponto, no seu arma-
zem da ra do Trapiche-Novo.
Adour & C. farSo leiiOo porr interveneflo do oor-
retor Oliveira, do perteito sortimento de fazendas
Tra/icezas de setla, 1.1a c algodilo, todas propriasdo
mercado: hoje, 10 do corrente, s 10 horas da ma-
Christo, Manoel Leocadio Repello/ Jom .byBla-D KiraVKuiaiie,. Wr
liospit.-il l'edr;o II, que, por
ter-se desencaminbado o meio bilhelen.
187a da 'i.m quinta parte da a.* lotera
prxima acorrer, no caso de sahir premi-
ado so naja de o pagar aos abai xo assigna
dos. Manoel Fernandas da Luz.
Jljredo Jos entunes GuimarHes.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ma
do Rnngej, n. 46 com bastantes commodos para
grande familia : a tratar na ra Djreita, n. 3.
A professora particular, que mora em o se
gundo andar do sobrado, n. 16, defronte do thei-
tro velho, scinlifica aos pas de suas alumnas e a
quem convier, quo no dia 14 do corrente, se acha-
r no exercicio do seu magisterio
Aluga-se, por prego commodo, um preto para o
servico de armazom, ou de sitio : ao lado do Cor-
po-Santo loja n. 25, se dir quem o tem.'
Manoel de Souza Guimarfles retira-se para Por-
tugal a tratar de sua sade, e julga nada de-
ver a esta praca ; mas, se olguma pessoa se julfear
credora do annunciante,pde apresentar o titulo por
onde prove o annuncianle ser devedor, que promp-
tamentc ser embolsado. Outro sim, o annunciante
avisa a todas as pessoas que Ihe deven, seja por
lettras, hypotheca, ou por outro qualquer titulo,
que no prazo de oito das lho vo pagar; do con-
trario, passara usar dosmeiosquea Tei Ihe facul-
ta isto sem contemplacflo pessoa algumn.
Precisa-sede um advogado, ou ootra pessoa,
que seencarregue na comarca de N.-S.-dorO', ou-
tr'ora comarcado Cabo da cobranca de duas let-
tras, sendo urna do mais de 2:000,000 de rs., e a
oulra de 700,000 rs. .pois dando fiador se far bom
inleresse : quem estiver nestas circunstancias diri-
ja-sea ra do Rango!, n, 36, primeiro.andar.
Quem precisar de urna tintureira de lila, seda e
algodflo que tinge de todas as cOres por preg,
commodo, dirija-so a ra de 4lortas, loja do sobra-
do n. 9,
Quemannunciou querer comprar a obra' dos
presos de S.-JiiiiTo-da Borra durante a desastrosa
poca da usurpaglo, dirija-se a ra do Collegio,
venda n. 5.
uesapparecoram, no dia 7 do corrente, dous
meninos forros, pardos, de 14a 15 annos, um.de
nome Antonio Jos l.uiz Peres e o segundo," de
nome Jos Peres. Roga-se nos-Srs. emprogados da
polica ou oulra qualquer possoa que os appre-
hendam e levem-nos a secretaria da polica afim de
serem all procurados.
~ Traspassam-sc as chaves de um bom armazem
com armagSo de venda propria para loja de fa-
zendas ou outro qualquer estahelecimento : na
ia da Cndcia-Velha, n. 17.
Quem precisar do um caixeiro de 19 annos,
para venda, dirija-se a ra do Codorniz, no-Forte-
do-Mallos venda n 7.
~ Aluga-se urna boa casa, com um grande quin-
tal, defronte da igreja da Solcdade com varios ar-
v.oredosdefrulo, um grande parroiral de uvas mos-
cateis, brancas, paudadas : na praca da Boa-Vista ,
venda confronto aooiliio da matriz n. 2, indo pa-
ra a Ponte-Veiha. .
-- Roga-se ao Sr. Manoel mbrozio da ConceicB "-
Padtlha, que tenba a bonda.de de mandar pagar
22,800 rs., resto dos alugueis da casa em que morou
na Kstancia Cuja quantia pagou seu fiador em 1845,
na rabnca do licores do Atcrro-do-Boa-Vista n. 17,
Roga-soaoSr. Joaquim Izidoro da Silva, qu
mande pagar a quantia de 8,040 rs. que dove, des-
de 1811, na fabrica de licores do Aterro-da-Boa-
\ista n. 17.
Quem precisar de urna ama de boa conducta,
para-urna casa capaz de pouca fahiilia, para o ser-
vigo interno diriju-so a travessa de S.-Jos quem
vem da ra deManoel-Coco, n. 16.
Pede-se encarecidamente a pessoa que por Inad- ,
venencia, talvcz, tirou da casa do jury na ses-
suode 8 do corrente, um chapeo de sol, de seda
furta-cres com hasteasde baleiao cabo amarello,
deixaudo outro volho queira ter a bondade de ir,
ou manda-lo trocar na rda larga do Rozario n. 30.
Iioguudo andar. j
MUTILADO


m
O abaixo assignado eosina emsua casa, no A-
torro-da-Boa-Vsta, n. 82, geographia e francez, e
ir darlicesem casas particulares.
Dr. Joaqun* de OliveiraeSouto.
Troca-se un muito tico e asacado
presepe do nscim.ento do Menino-Dos,
chegado pelo ultimo navio de Portugal, e
por commodo preco: na ra do Vigariofj
armazem de asaucar do Sr. Manocl Jos
de Souza Carneiro.
Precisa-se deum caixeiro para tomar contado
urna voua a; Frs-dc-rortas r.. 56 : trstsr ns
mesma. venda.
2| CH i PEOS D SOi/-
Ra do Passeio* Public o, n. 5.
joSoLoubet participa aorespeitavel publico, que
recebeu, por ests ultimosnavios francezes, um com-
pleto sortimento de chapeos de sol, de seda, amis
rica e superior qualidade; furta-cres e outras mui-
tas condecidas, tan?" nara.hnm*ns, comb para Sras
e meninos. No rhesmoestabulecimento ha um sorti-
mento/Je chapeos de sol de paninho, dos mais mo-
dcri'7 >; ditos muito grandes, proprios para nomens
decampo : tambem tom chapeos de sol de paninho
para meninos o meninas, por serem muito tinos: po-
dein-se chamar chapos de economa, Na mesma loja
ha sortimento de bengalas, bongalinhas e chicotes
multo modernos; cobre-se qualquer armado de cha-
peos de sol, com sedas de todas as cores e qualida-
des. Na mesma casa ha um grande sortimento de
paniiinlios trancados e lisos, imitando seda, para
cobrir os mesmos: desta fazenda se vende aretalho.
Concorta-se todo qualquer chapeo de sol, por havcr
um completo sortimento de todos os pertences para
os mesmos, com toda a perfeiQo e brevidade,
Precisa-se alugar duas prctas para vohderem na
ra que scjam liis ; pagam-so hem : na ra de
Horlas 64.
rreuB'B """ Grrono.riG lugar c S.-Arr.sr.i
nho proprio para plantar: a tratar no caes da AI-
fandeiw, n. 5, ou na ra da Madre-de-Deos, n. 36,
primeiro andar.
Precisa-so de um pequeo de 12 a 15 anuos,
para caixeiro de um venda dando fiador sa
conduc la : na ra do Agoas-Verdes, n. 48.
Contiha-se a dardinhciro a premio cm peque-
as quanlias al 4:000,000 de rs. sobro penhores de
ouro e prata ou por outras. garanlias a contento:
na Soledade, sillo da cscala.
Furlaram, do lugar dos Remedios urna canoa
berta do can oir corr. psr.eiroe banco atrave-
sados, por dentro pintada de verde e por lora de
rozo; tem na proa m ferro a maneira do gancho :
he de yprianno Luiz da Paz boticario na ra do
Collegio, n. 6.
No Aterro-da-Boa-Vista, n 1, precisa-se de urna
ama secca que sarba tratar do meninos.
Precis-so de um!fornero para urna padaria to-
ra desta praca : a tratar no pateo do Carillo, n. 17.
Na mesma casa tambem se precisa do um raixero,
de 10 a 12 annos e que seja desembarazado.
-- Quem precisar de um rapaz para oscrever em
escriptrio, ou para outra qualquer occupapao pa-
ra o que tem ptima letlra queira annunciar, pois
prefere sahir da casa sonde est, por motivo da
pouca pratica da escripia que alli adquire.
Aluga-se um armazem, na ra larga do Roza-
rio; urna casa na ra da Concoicflo da Boa-Vista ;
uma loja no Alerro : a tratar mesmo lugar, n." 43.
Joaquim Antonio do Forno morador na ra
das Cinco-Polas, n. 38 .avisa atflllw. Sr. Dr. f.al-
dino Fcrreira Gomes, morador na comarca do Cabo,
quo om scu poder existe uma leltra.passada por S.
8., da quantia de 40,000 rs. a vencer no dia, 12
do corrente : por isso o previno, para que no [men-
sienado dia a mande resgatar.
Alugam-se pretos possantes, pagan.lo-sc 800 rs.
por dia a cada um : quem os tiver e quizer alugar,
dirija-se a.ra da l'enba, n. 5, 1 andar.
Um rapaz porluguez, de 18 annos, com bastan-
te pratica de negocio, so ofTereco para, caixeiro de
qualquer estabelecimonto, excepto venda : quem
precisar dirija-so a ra da Senzalla-Nova, n. 26, ou
annuneje.
.... O sSr.' Joo Cavalcante de
Mello e Albuquerque, empregado na Th. Proy.,
queira, por favor, dirigir-se a livraria da esquina
do Collegio.
Pordeu-so no dia 5 do corrrente, do bairrodo
llecife at o de San-Jos, um alfeni te de ouro esmal-
tado, com pedras de diamante : roga-se encareci-
damente a quem o adiar que, porsua conscicncia, o
leve na ra da Senzalla-V'dha, n. 24, que ser ge
nerosamenle recompensado ; e tambem se roga
aos Srs. ourives o niais pessos a quem seja oflVro-
cido, hajam de. o tomare participar na mesma casa
cima.
|o Sr. JoSo Xavier da Maia tenha a bondado do
appareccr na ra da Cadeia de Santo-Antonio, n. 19:
pela segunda vez selhepede, a negocio deseuin-
ieresse.
Precisa-se de urna ama para o servic de uma
casa de pouca familia e que seja fiel: na rija de
Hurlas, n. 5.
-- Existe parase arrendar urna
milito'boa loja, no mellor lugar
da ra do Queimado, para qual.
qifer estabelecimeuto commer-
cial : d se seguranga do arren-
damento por lempo.sufriente.
Ospreleudenles dirijamse a mes-
ma ra, n. 2..
O abaixo assignado tem estabelecido, desde j,
na ra de Apollo, casa n. 14, primeiro andar, soba
inspeceo do pessas habilitadas, as seguintos aulas:
prlmeiras lettras, latim, francez, lgica e geometra.
Os alumnos das duas primeiras aulas pagarao 3,000
rs., os de outras4,000 rs. s quo qizerem fiequen-
la-las comparecern a qualquer horado dia na dita
naco i
Piara Pgrtira da Silva Ouimardes. -
Aluga-soum bom armazem para carne secca,
narua da l'raia, n. 43, com commodo para fami-
lia : a tratar no mesmo armazem.
__Perileu-se, nol.do corrente, no bairro do
Santo-Anlonio, vindo do Itecif, um quarto pe-
queo alasflo com uuia oreilia coFtada e com a mar-
ca- meaia-Jua -em um dos quarlos : quem o liver
adiado ou delle der noticia, dirija-se a ra da Ca-
deia do Itecife, o. 52, .sonde ser generosamente
recompensado.
Jos Fernandos Povoas faz publico, que a casa
da ra do Amorim; n. 29, annunciada para ir a pra-
ca pela fazenda publica, em rasilo de se adiar a do-
ver as decimas, declara que foi um completo ori-
gino da parte de quem fez o annuncio, porquanto
a referida casa, hoje da posse e dominio do annun-
ciante, nada devo a fazenda nacional, a qual esl
paga e satisfeita, cujos recibos existem na inflo do
inundante : o quem laucar, na dita casa perdo o
lempo.
Limpam-sc imagens de pedra, feitas na Babia,
n eorreorUm-.se na melhor forma possivel, quo licam
taes quaes, ou melliores do que as que veem da ba-
ha: ludo por barato preco: na ra da Alegra, n. 42.
Aluga-se osegundo andar do sobrado da ra
Direita, n. 20, com bons commodos para familia : a
tratar na mesma ra, n, 93, i.* andar esquina do
becco do Serigado, das 6 M 9 horas da manhSa c
das duas squalnnia la.ue.
Aluga-se urna casa trros sem repartimento,
propria para recolher gneros da alfandega, e por
aluguel muito barato, na ra do Amorim, n. 32, que
leve armazem de socar assucar : quom a pretender
dirija-so ra da Cadeia de S.-Antonio, casa de um
s andar n.18, ou .ruada Cadeia do Recite, loja
do ferragens, do Antonio Jos Vidal.
Ensina-se em casas particulares, J
nebta cidade'e seus suburbios, a
ler, escrever, contar, doutiina
chriata egrammatica portugueza,
com perfeicao e zeloso cuidado,
por mdico preco: na ra da r>-
beira da Boa-Vista, n. 35, se dir
quem pretende.
Vendas.
Anles que se acaben!
Vendem-se muito bons sapales de pa*
las, de bezerro francez, a sete patacas; e
botins de dito a a,5oo rs.: no Merro-da-
Visla, loja de calcado, n. 74 junto bo-
tica do Sr. Braulio.
Vendem-se 25 pipas vasias., casco a portugue-
za sendo todas despejadas recehtemente pelo ba-
toque na ra do Trapiche, n. 44; 011 a fallar com
Firmino Jos Flix da' Rosa.
Vcnde-se cobro de forro para navios : na loja
de cabos de Joao l.ete de Azevedo, defronte do Cor-
po-Santo.
Os abaixo asignados, negociantes e 5'lo-
res na Villa do Crato, provincia do Cear, fazem sci-
onte ao publico que nesta data rcuniram seus pe-
queos fundos o coiilraiiiram uma suue.ladc ; c por
isso d'ora em diante so assignarflo, no que-pertencer
a seus negocios, porBuhar & Irmflo- ; fleando 0111
vigor suas assignaturas anlerioros. Cralo, 30 de
novmbro do 1847. Joaquim 1/>pet Raymundo do
Rilhar.Pedro Jos Goncalves da Silva.
O abaixo assignado, leudo pedido, no dia 8
do corrente, ao Sr. Joaquim Rernardo dos Reis que
houvesse de publicar nesta folha a compra que fez em
"do otubrodel847ao mesmo Sr. a vista do an-
nuncio -publico quo fez p- dito Sr. Reis, roga ao
Sr. quo participou desta para a Baha aos Srs. I.acer-
da & Mello, quea factura de cem'caxas com charu-
tos de marca C & M carregadas na Baha por Jos
Pedro Morcira llios, no hiate San-fenediclo, entrado
neste porto no mez do setembro de 1847, fram
vendidas a 1/200 rs. e nfloa 1/100 rs. assim como
iniiilieiu, que o prazo foi de tres mezes nao de qua-
tro, haja do publicar (je quo forma pode arranjar o
aviso para dar a essos o preco de 1/200 rs. o tres
mezes de prazo. O abaixo assignado previne ao Sr... ,
que ha piovas de haver sido foito este aviso aos Srs.
Lacerda & Mello.
Rfonfo Jote Soaret.
Marcellino Jos Ribciro comprouaoSr. Bento
Jos dos Santos Andrade.a parte quo lho perteucia
na loja da la do Queimado, n. 65, onde liveram so-
ciedade..
Precisa-se deum Brasileiro, ou Porluguez, que
entenda de agricultura, e se subjeite a feilprisar es-
cravos: na ra Nova, por cima da botica do Sr,
Pinto.
A abaixo assgnada faz publico, por meio do
presente annuncio que duanlia algunia deve, por
pequea que seja, a peisoa algunia seja debaixo
de que titulo for: todava se alguem sejulgar seu
(redor*pilo, no prazo do 15 dia, contados da pu-
blicago deste, dirigir-se sua casa no becco do
Abren, n. 6, segundo andar,com os seus lilulos lo-
galisados. para serem resgalados. Recife, 7 do
fevereiro do 1818. D. Ama Rila .iirosa.
Massy Browne, subdito inglcz retira-se para
a Bahia.
Precisa-se alugar um preto para cozinhar e fa-
zer todo o msis servico de uma casa de nomens sol-
telros o qual seja Del e capaz : na ra da Cadeia do
Recife loja n. 40.
O Sr. Honorato Jos do Oliveira Figuciredo quei-
ra annunciar sua morada ou dirigir-se a praca da
Independencia, livraria ns. 6 e 8, quo se lhedcseja
Tallar.
Peniz, alfaiate francez,
faz scienle ao rcspeilavel publico que abri urna lo-
ja de alfaiate, na ra Nova, n. 34, e quo elle encarre-
ga-se de confeccionar ou fornecer qualquer roupa
que lho,Mr enconimendada, com todo o gosto. o
promptidflo desejavol, por pre?o rasoavcl.
Compras,
Compra-sa uma preta ou parda moca, sem
vicios nem achaques que seja ptima engomma-
deira e costoreira : tambem compra-so um molo-
que de 16a 18 annos, que nio tenha vicios nem
achaques : quem tiver annuncio.
Compra-se um par de brincos modernos, de
ouro de Id sem fetio : na ra de Horlas, n. 62.
-Compra-se um taboleiro de jogo de gamflo ,
com todos os seus pertences : na ra da Cadeia do
Recite a laiiar com Jos Gomes Leal.
Compra-seum ornamento completo, bronco e
encarnado, para celebrar missa novo.ou usado
em bom estado : na. ra da Cadeia-yelha loja n.
50, de Cunha & Amorim
Compram-sedous carros de mflo, com algum
uso : na ra da Praia n. 20, ou no Aterro-da-Boa-
Vista, n. 34. .
Compra-se uma preta moca que sai ha cozinhar,
engommare vender na ra : na ra da Cadeia do
Recife, n. 50.
Compra-so um oratorio de tres faces,obra mo-
derna : serve mesmo com algum uso, e so fr do
Jacaranda he melhor : na ra da Santa-Cruz, venda
-- Compra-se a historia dos presos da torro deS.-'
Juliflo da barra de Lisboa : quem a tiver annuncie.
Compram-se20a 30 burros, a preqo do 100/
rs., sendo grandes, mansos e gordos: na ra Di-
reila, sobrado n. 13f.
Gaz.
NA CaSA DE GAUMONT,
dourador, na ra > ova, n. 52.
fabrica de canricjros,
lanto de gaz como de azeite, j se acba promplo um
grande sortimento dos mesmos, de muito bom gos-
to. O mesmo fabricante avisa ao respilavel publi-
co, que vende oscandieiros mais'em conta do que
em oulra qualquer parte pois que ello mesmo o'
fabrica, e se responsabilisa pela sua boa qualidado :
tambem doura, prata e bronzea todos os metaes de
diversas cores ; concerta o torna a per de novo to-
dos os candieiros, tanto de gaz cmodo azeite;
pOe os candieiros de azeite para gaz ; concerta tam-
bem qualquer objecto de metal. Tambem tem pa-
ra vender um grande sortimento de objectos de
metal para igrejas tanto dourados como prateados
o bronzeados. Aluga tambem para bailes candiei-
ros candelabros e lustros, por commodo preco;
compra todas as qualidades *do metaes; o precisa do
um aprendiz para o mosmo ofllcio.
Vendem $e diversos escravos, clid-
jados prximamente do Cear, pretos,
pretas, mulatos e mulatas, de ba figu-
ras, proprios de todo o servico de casa e
campo ; entre os quaes duas mulatas, uma
muilo boa engommadeira e outra padeira,
e um mulato perfeito oficial de carpira :
na ra do Crespo, loja n. 2 A, se dir
quem vende.
Vendc-se ou aluga-se uma cscrava para todo
servico de uma casa : na ra da Cadeia de Santo-
Anloqjp, n. 19.
... Vendem-se ancoretas de
diversos tamaitos, com vinho da
Madeira, tinto e br'anco, de supe-
rior qualidade: no escriptrio de
Oliveira limaos & C, na ra da
Cruz, n. 9.
-- Vendem se cinco escravof,
sendo uma preta perfeita engom-
madeira, costureira, e cozinheira,
muito moga e de.elegante figura;
um lindo moleque de doze annos;
e tres pretos mogos e de muito
boas figuras: na ra do Crespo,
loja n. 2 A, se dir quem vende.
FOLHINHASPAR O ANNO DE 1848.
Vendem-se folhinhasde algibeira, do porta oda
padre aS mais correctas e maiS regulares : ns pro-
Ica da Independencia, livraria ns. 6e8; na ruada
Cruz loja n. 56 ; na ra do Crespo, loja n. 11; na
loja da esquina do Collegio ,e na botica do Sr, Mo-
roira. defronte da matriz da Boa-Vista.

|jl Vendem-se., na ruada Cadeia do
fi !*.cc:fc, n. 37, cera em velas, fs-
[| bricadas no Rio-de-Janeiro, em
|]L urna das melliores fabricas, em cai-
xas pequeas, de uma at dezaseis
em libra ; e caixotes com ditas, la-
I
5' bricad.isem Lisboa, sortimento ao
|lil gosto do comprador : c tambem se
1?j vdidem branddes, fabricados no
Vende-se una bonita escrava moca ,
que vendo fazendas o miudeza co-
zinha engomma solTrivcl, he muito
ippsj lid e hbil; 3 ditas com algumas ha-
32 bilidades,sendo urna deltas perfeita
1 cozinhera ; 4escravos, muito mocos,
bons para todo [o servico,! dos quso
coz i n ha bem; um preto de meia idade,
muilo robusto, desembarazado o que
cozinlia bem o diario de Ullia Casa e
sabe vender bem frutas : na ra do Vi-
gario, n. 24, se dir quem vende
ADMIRAVLIS NAVALHAS DE AC DA. CHINA.
Na ra larga do Rosario, n. 35, loja do Lody.
Estas oavalhas leoin a vantagom do cortar o ca-
bello sem offender apello, doiando a cara pa-
recendo estar na sua brilhanto mocidade. Este ac
he da China e seu autor lio Sham.
Por todasaa sociedades das sciencas medico-ci-
rurgicas tanto da Europa como da America, Asia c
frica he reconhecido o uso dostas iiavalhas ma-
ravillosas, nflo s para provenir as molostas cu-
tneas, a que a humauidade est subjeita nas
tambem coinoum meirrde as curar.
Vendem-se as verdadeiras s na loja cima indi-
cada.
Cortes de alena.
A fazenda mais perfeita que tem appa-
recido sao os cortes de alcina, para ves-
tidos de senhora, nao s pelas delicadas
cores, como pelos lindos padrocs, por
nSo desbotarcm, e por serem do ultimo
gosto de Parjl. Estes cortes vem pti-
mamente acondicionados, cada um em
sua capa, e sao feitos na principal fabrica
d Paris: sendo de quatro qualidades dif-
ferentes, e eos precos de 3,200, 3,6oo,
3,8oo e 4>ooo rs : nn loja nova de Hay-
mundo Carlos Leite, na ra lio Queima-
do, n. 11 A .
Jgjl Vendem-se cbapos de superior
JB^ castor, brancose.pretos, por preco
limito barato : na ra do Crespo,n. 12,
loja de Jos Joaquim da Silva Maya.
-.-No botiquim Cova-da-(mca ra larga do
Rozario.n. 34, vendem-sfc bizas de Hamburgo de su-
perior qualidade, pequeas, a 100 rs.; immediatas,
160 rs.; e maiores, a 240 rs. por, se querer concluir
osle negocio, por o seu dono tor do seguir para a
ttaropa tt Ualar Ue sua saude.
I
^ liio-de-Janeiro, e tndo por preco fj
g mais commodo do que em outra W
qualquer parte. 4
Vcndem-so terrenos muilo bons para se odn-
car cor terem boas proporcoe o ja estarsrn ator-
rados: a fallar com Manoel Luiz da Veiga que dh
ra quem vende.
Cadeiras de pinlio polka
e laboas de pinho mas-
hurka.
lie chegado um novo carregamento de
taboas de pinho da Suecia, sendo costa-
do, coatudiftho, assoalho forro, e par
fundos de barricas ; tod? esta madeira he
sem nos, propria at para envernizar ;
assim como americano, de todas as lar-
guras e comprimentos. Os freguezes apro-
veitem-se da baratea do preco: atrs do
theatro, armazens j bem conhecidos,
ha bastante lempo neste negocio, pois
que agora queima por todo o preco; a fal-
lar a Joaquim Lopes de Almncida, caixei-
ro do Sr. Joao ALatheos.
I\o Aterro-da-Ba-
Vista, loja nova,
ti. 24,
vendem-se brins de cores, pelo
dixinulo prego de 280 rs. o co-
vado; suspensorios a 100 rs. cada
par ; e lencos a 120 rs.
Na loja leMagalhaes& Irmo,
na ra do Queimado, n. 46,
vendem-se cortes das bellas princezinas, a 11/ rs.;
ditos de cambraia aberta.a 5/rs.; ditos de cambra.
,le liflercntes qualidades a 4,000 e 4,800 re.; ditos
de dita de barra a 4,200 rs ; lencos de seda de pe-
so, muito finos a 1,600 e 2,000 rs ; ditos de set.m
liara grvala, o 4,000 rs. ; chales de seda de 14 quar-
tas. a 11,000 rs. inanias dedlo a 9,000 rs..; cha-
les de balzurina, a 2,000 rs.; ditos mais ordinarios,
a 800 rs.; lustrim rxo sem defeilo, a UN rsi
peca ; b.im blanco trancado, de puro linbo, a 1,40
rs. a vsra ; dito, dito, a 1,120 rs.; corles de colle-
le de casimira o soda a 4,000 rs. ; ditos de selim
ordo do listras a 4,500 rs.; ditos de fustno, a SOO
rs.; brim de algodSo para calcas, a 240 rs. o cova-
do ; riscados Trancezes a 220 rs. o corado; bicos de
differenles qualidades ; cassa de quadros muilo li-
na, de 10 varas, a 3,200 rs. ; meiasdo homem se-
nhora e meninas e outras muilas fazendas que pe-
lo seu mdico preco deven agradar aos freguezes.
o-so amostras a qualquer casa que as pedir.
Vendem-se 5 molecSes, de 18 a M
annos, um dos quaes he perito carreiro ;i
pardos de boa conducta jum negro de 35
annos, por 36o'ooo rs. 5 um dito por
iSosooo rs. ; um moleque, de i3 aonos;
um dito de necio, de ia annos, queja
cozinha aolTriielniente ; uma negrinha de
11 annos; uma negra boa quitandeira,
de nacao Costa ; uma mulatinha de 18
annos, que coze muito bem, engomma e
cozinha urna moleca de 19 annos, com
as mesmas habilidades ; duas pardas de
ptima conducta ; duas negras mo$aa,
ptimas para b trabalho de campo ; na rm
das Larangeiras, n. 14, 2.aodar.
I
. 1
I
-*
-a.
mm
*


[J
A
Vendem-se cabos de cairo ero grandes, ou pe-
queas porgoes : no trapiche do Ramos, armazem
da esquina.
- Vendem-se pegas de cintas limpas, escuras e
muito oncorpadas, a 4,600 rs. ,oa!20rs. a retalho;
ditas cor de rosa, lisas e muito bonitas, a 5,500
rs. o a 60 rs. a retalho : na ra cstroitado Roza-
rlo, n. 10 terceiro andar.
Na ra do Trapiche, escriptorio de Firmino
Jos Flix da Rosa n. 34 vende-so alcalrilo da
Suecia de superior qualidade, e reccateroente
chegadoaeste mercado, em lotes at do, utn barril,
JVarua Dircita, n, 53,
ra barcaca ; Sf travos e um podago do pao de con-
dur;azeilodecarrapato, a 1,200 rs. a caada:
-pomada, a 230 rs. a duziu ; e lodosos mais gneros
portencentesa venda, por menos que em outra
qualquer parte, e de muito boa qualidade.
Ra doQucimado.n.lO,,
10val)ja decirguciro.
Lima
vende uniformes militares, para todas
as patentes de legiAo cavallaria o in-
fautaria da guarda nacional alos de
ouro e prata ; espadas praleadus com
roca o sem ella ; chapeos de couro do
lustro para pageus; couro hranco do
lustro paraTanhOes do botas dos ditos.
nos he bom canoeiro e tem principios de sapatei-
ro : na ra do Collegio, venda n. 12.
Vendem-se 6 escravos, sendo : 4 pretal e d88
pardas, muito mocase com elegantes figuras; um
mulato de 86 anoos, bom carreiro : vende-se por
precisSo o se aflanca a sua conducta:' no pateo da
S.-Cruz, n. 14, se d> quem vende.
Vende-se a loja de sa patos da praga da Boa-Vis-
ta : a tratar na mesma loja.
Vendem-se chitas pretas finas assotinadas do
ultimo gosto: na ra doQueimado, loja n. 5.
|Vende-se urna preta de 20 annos de bonita
figura, que cozioha o diario de urna casa, lava
bem de sabao e varrella e nao tom vicios nem
achaques: na ra d Concordia passando a ponte-
zir.ha a dircits, segunda casa terr se dir quem
vende.
Vendem-se, na loja de miudezas da ra do Li-
vramenlo, ao p do nicho, Iuvas lisas de pellica pa-
ra homom e senhora 1,000 rs- o par; ditas com-
pridas enlejiadas ; ditas com palmas ; ditas do seda
prata enfeitadas; ditas de seda do todas as cores;
pentes de tartaruga para marra fus; cortes decolle-
to de gorgurfio de seda ; ditos do fusto ; lencos pa-
ra grvala ; bicos do linho do todas as larguras ;
couro de lustro.; marroquim de todas as cores; fi-
tas para cinleiro; finas caixas de massa de tartaru-
ga ; navalliasde barba multo finas: ludo por ba-
ratissimo prego.
Vende-se urna vonda bem ifre'guezada para a
Ierra com commodos para familia, o cornos fun-
dos a contento do comprador a dinheiro, ou pra-
zo com boas firmas : o motivo por que se vende es-
ta hiberna, IDo bcm'afrcguezada se dir ao com-
prador : a tratar na mcsina venda, na ra Formosa,
n. 5.
Vendem-se douscaixfles onvidragados pro-
prios para venda por menos de seu valor : no pa-
teo dol?araizo, n. 20.
cidade.. e tudo muito barato.
Na ra do Trapiche, armazem
m js
o*a,
o,em
o, a aoo
i*.
vende-se assucar re
rs. a libra.
Vendem-se sacoas com milho; ditas com ar-
roz de casca ; urna bandeja de casquinha prateada ,
com 18 casacs de chicaras e pires de porcellana dou-
contas, urna porco destes afamados charutos, che-
gados no ultimo navio : na ra da Cruz.Ln. 46, pr.
meiro andar.
Obras de direito chegadas de
uovo livraria do bacharel
B. Cout'irilio, na esquina do
prega de 1^000 rs. o covado;
assiin como atoilhados de ricos
padroes, de 9 palmos de largura,
por mdico proco; eoutras umi-
tas fazends linas, de linho e se-
da, chegadas ltimamente estai Collegi
Repertorio geral, ou ndice alphafcetico das leis do
Imperio do Brasil publicadas desde 1808 al 1847,
em seguimonlo ao repertorio de Vernandes Tho'
maz ,'comprehende todos os alvars, apostillas, as.
sentos, avisos, cartas de lei, cartas regias, conven-
coe, decreto, editaos, csUtutcs, instruc^cs, c
obrigages, oflteios, ordens, portaras provisOea,
rogimentos, regulamentos, resoluges e tratados'
ordenado por F. M. Furttdo de Mondonga, lente da
academia do S.-Paulo.
Cdigo das leis e regulamentos orphanologicos, ou
extracto e commontario de toda a Iegislagflo relativa
rada; umacama de Jacaranda, com todos os seus aojaizo de orphSos e ausentes
-Vende-se, na ra do Crospo, loja n. 11, diccio-
nario geographico, histrico e descriptivo do impe-
rio do Brasil com 5 mappas geographicos das pro-
vincias porj. C. H. Miiiiclde Saint-Adolplio, 2 v. ,
por 10,000 rs. Na mosma casa compram-se lvros,
e Irocam-se oslando em bom eslado.
Vendem-sedousescravos mogos, que so car-
rciros ; 3 escravos de 20 annos de bonitas figuras ;
4 mulatinhas de 14 annos ; 3 escravas do 20 anuos ,
quecosemeengominam ; 5 ditas de 30 anuos, que
cozinham e lavam bem : na rna Oireita n. 3.
Vendcni-se urna venda adiaiite da Cruz-dc-AI-
mas na estrada que vai para S.-Anna, ponco antes
lo vollar para o Arraial, emjconsequencia de seu
dono precisar de ir a liuropa para tratar de sua sa-
de : a tratar na mesma vuuda junto do sitio do Sr.
l.uiz do Mello.
Vende-se urna parda muito civjlisada pfopria
para se Ihe entrogar u administragfa de lima casa ,
por ter disto bastante pralica .squal sabe niui bem
cozinhar; engommar c roser.cuja exemplar conduc-
ta scafianqa : o motivo da venda so dir | ao com-
prador na ra de S.-Itita, n. 44.
Potassa.
Vondc-so muito nova e superior polassa chega-
da ha poucos dias do Rio-de-Janeiro : na ra da Ca-
dcia-Vellia, armazem n. 12, de Rallar & Olivoira.
Na
ra de
ll
Agoas-Vcrdes,
46,
vendem-se diversos escravos, entro os quaes duas
excellentesescravas, peritas ongommaderas ; urna
negrinhade 12 annos; 2 mulatinhas: lambem so
recebem de pessoas de reconhecida probidade para
se venderem decommissio.
Vendem-se dous bonitos moleques, muilo sa-
dios um de 14anuos, e oulro de 12: na ra Im-
perial, n. 39.
Vende-se urna preta do bonita figura, de 25 a
26 annos, que cose bem liso, eiigomma c he boa
lavadeira ; um moleque de 6 a 7 annos, de bonita fi-
gura : na ra da Cadeia do Recite, loja do Joao da
Cuilia Magalhiies.
-- Vendem-se, na ra da Cruz, n. 46 condegas
com peras; dilas com figos ditas com pecegos ;
latas com figos; dilas com hcivilhas; dilas com
sardinhas; ditas com bolachinhas de aramia : mas-
sas finas em caixinhas ; chocolate de canella de
Lisboa; meias barrisrom vmtc e tantas libras de
manteiga ingleza, de muito superior qualidade, e
propria para casas particulares : tudo ltimamen-
te cliegado por diminuto prego,
Vendem-se 3 lindos moloques de 12 a 18 annos ;
3 pardas rom habilidades; um preto bom carreiro;
2 ditos para todo o servigo por screm bem robus-"
tos e de bonitas figuras; 3 pretas mogas com habi-
lidades c,do elegantes figuras ; 2 ditas de meia ida-
de, urna por 160,000 rs c a outra por 300,000 rs.:
no pateo da matriz de S -Antonio, sobrado n. 4.
Milho.
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes da
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
Vende-se um terreno com 117 palmos do fren-
te o 89 ditos de fundo em estado do so edificar,
por nSo precisar aterro em cujo torreno podem-se
fazer tres ptimas mci'agoas na ra do Pilar em
l"ora-do-l>ortas, do lado da mar grande: nadita
ra, n 11, no paleo da igreja do Pilar das 6 horas
da manliSa s 8.
Vende-se o tresenario de S. Francisco de Paula,
obra til aos devotos do dito sanio, as lojas de
lvros dos Srs. Santos & Companhia atrs do Cor-
po-Santo ; Cardozo Ayres ruada Cadeia ; c em S.-
Antonio praga da Independencia ns. 6 c8.
Vendem-se caixas de cha liysson de 13 libras
em porgilo, ou a retalho : na ra da Alandega-
Vellia ii. 36, em casa deMatlicus Austin & C.
FARF.I.OS. -
Vendcm-so saccascom fardos, chegadas ultima-
mente, a 3,500 rs.: no armazem de J. J. Tasso Jnior,
ra do Amorm, n. 35.
Vendem-se 6 lindos moleques, do 15 a 20 an-
uos, sendo um delles ptimo cozinheiro e canoeiro;
dous pelos sendo um cozinheiro, e o oulro offi-
ciaj de sapateiro de 25annos ; 2 pardos, sendo um
proprio para pagem e o oulro bom carreiro ; urna
mulalinlia c 3 negriohas de 12 a 13 annos mu lin-
das e com principios de habilidades ; 5 pretas do 20
25 annos entro as quaes algunas com habilida-
des : na ra do Collegio n. 3, segundo andar, so
dir quem vende.
Vende-se bom capm a 200 rs. a arroba e do
iais ordinario, a 160 rs. : em Olinda ra da Roa-
ora, casa do muro novo, que vai ter ao rio.
Vende-se um moleque de 10 annos ; um proto de
Angola de 28annos; urna parda de 28 annos: na
ra dos Tanoeiros, n 5.
46.a lotera da S. Casa da Mi-
sericordia da corte.
Vondein-sc blhetese meios ditos desla lotera:
na ra da Cadeia-Velha, n. 29.
Na loja nova da ra do Quei-
mado, ii. II A, de Itaymun-
do Carlos Le le,
acha-sc um completo sortimenlo de pannos finos dd
todas as cores, principalmente pretos: bem como
chapeos francezes ; los pretos, de seda e linho ; sar-
ja hespanholu verdadeira ; o todas as mais fazendas
i i anniinna.las, por piceos mu rasoaveis : rainbem
ha chupos do CInli, vindns do Monte-Christo da
melhnrqualidade a 16,000 rs.; chitas francezas
muito largas a 2i0rs. o covado ; ptimas pegas do
lustrim ,sem defeito ,c6rde caf, verdee azul, a
6,400 rs.
Na rna do Trapiche, n. 17, con-
tina a hiver deposito da verdadeira cal
virgem de Lisboa, chegadd prximamen-
te ; advertindo-se aos compradores des-
le genero que o deposito he j muito pe-
queo, e que da nova nao ha mais em
parle alguma.
Vendem-se duas boas escravas; crioulas do
bonitas figuras e mogas, que cozinham, lavam mui-
to bem e engommam silo sadias, e nlo se duvida
dar a conteni para seren experimentadas : na ra
do Queimado, loja n. 51.
FAZENDA DO NORTE, A 640.
Xa loja nova da ra do Quei-
mado, n. 11 A, de Ilaymim-
do Carlos Leite ,
acha-so um novo sortimenlo de alpaca de linho, ou
fa/.enda do norte, a 640 rs. o covado. F.sla fazenda
torna-so rrconimendavel pela sua boa qualidade e
acertados padrOes : seu principal uso-he para colle-
tes palitos o caigas.
Panno fin o mesclado.
Vende-se superior panno fino mescla-
do de todas as cores; casimiras fran-
cezas, elsticas, pretas e de cores ; pan
no fino preto o de cores ; sarja do seda
hespanhola legitima ; cortos de cam-
braiadeseda padrOes novos; alpaca
ni ui lo fina ; chapeos de mass france-
zes da ultima moda ; toalhas ricas;
guardanapos o atoalhados; e oulras
muilas fazendas finas: tudo mais ba-
rato do que em outra qualquer loja : na
ra do Queimado nos quatro-cantos,
loja do sobrado amarcllo, n. 29. .
pertences; 18 cadeiras de amarello; uro rico tou-
cador de Jacaranda; lOquadrosom ponto grande ,
para estampas; urna mesa redonda de Jacaranda i
ns roa ds '.'adula Vende-se a venda de Andr Nauzer, da ruando
Carnario, n. 7, na Bo-Vsla indo para o Hospicio :
a tratar na mesma venda.
Vende-se um methodo do flauta com pouco
uso, por barato prego: na ra de S.-Francisco, ca-
sa da esquina que volta para a ra da Florentina/
Vendem-se dous excellentes pianos
fortes, sendo um orizontal e outro per-
pendicular, da mais acreditada fabrica de
GoJIard and Collrd de Londres. He des-
necessario tccer-lhe elogios, por seren
be-rn condecidos os fabricados na dita fa-
brica; certificando-ge somonte que quem
desejar dous bons pianos, os encontrar
em casa de Russell Mellon & C, na ra
do Vigario, n. a3,
$10a!0*101010!010la9*l0ftlj03
sobre successOes
lulorias, curado-
Vende-se a pralica elementar da hoinceopaihia,
precedida de um discurso contendo a historia da
homceopalhia e as principaes rogras para a sua ap-
plicagSo por I). B. Mure,por preco de 10,000 rs.:
.a ra larga do Rozario, n. 52, segundo andar.
Nova algaca,
de sele palmos de largura, na
loj i de Sf tBi, ra do Crespo, n. 5.
Vende-se a nova alpaca, de se-
i lio i a nuciros, ii o. 1 J I I L
- Veqde-e um pardo'de bonita figura do 20 an- J te palniOS de largura pelo barato
O Melhor que sto
2t fdo pdt havr :
9 E se o duvidam ,
^ Cheguem a ver.
^ Vende-se sarja hespanhola da melhor quo
O (em viudo ao morcado ; bicos de blondo,
pretos e brancos ; veos pretos, grandes e pe-
queos de superior qualidade ; ricos cortes
a do sodas brancas e de coros, proprias para
9 noivados ; lindas capel las de flores do (aran-
tj.i; ricos ramos de flores para enfoi tes de ves-
tidos ; creps do todas as cores ; ricas fitas ,
<& lavradas ; damasco branco; meias de seda ff
0 brancas o pretas, para senhora ; fil de Ii- %
tt nho liso, muito fino; luvas do pellica, para Q
O senhora com enfeitos ou sem elles ; ditas q,
fe para homem ; ditas de fio da Escocia de c- O
0 res mu finas ; sapatos de setim branco, para q
fe senhora ; eoutras mutas fazendas de muito O
f bom gosto rna ra Nova, n. 8, dofronte do %
fe beceo da Camboa-do-Carmo, loja do Amar al. a
Q^lfe^Tfe^Tfe^Tfe 0Tfe 0\% e>^ ft m* 0ffe&
Vende-se um sobrado as Cinco-Pontas, n. 26,
por prego muito commodo :a tratar no mesmo so-
brado.
Vende-se superior sal do Ass alvo e grosso :
a bordo do patacho Ijiurenlina, ancorado no Forte-
do-Mattos ou na rna da Cruz, n. 64.
Vendem-se ancoretas com cal virgen, a mais
nova que existe no mercado por prego mais com-
modo do que em outra qualquer parto: na .ra da
Moda, armazem n. 17.
Aos amantes da boa pitada
se offereceo rapprinceza Novo-Lisboa: acha-se
venda, em porgflo o a retalho, no deposito da ra
larga do Rozario, n. 24.
Na ra do Crospo, n. 11, vendem-se lvros ba-
rdos bem como : diccionario Magnum Lexicn ,
por 6,000 rs. ; obras de Virgilio, por 4,000 rs. ; di-
tas de Horacio r por 4,000 rs.; diccionario da fbu-
la, por 1,280 rs. Primeiros elementos praticos do
foro civil,.com o seu appendice, por 2,000 rs ; Me-
caniquo des oeuvrespar M. Bulos, 2 v., por 1,200
rs. ; Vie du marechal Ney, 2 v., por 1,000 rs.; M.
Tullii Ciceronis oraliones, 4 v., por 2,000 rs.; Tra-
tado de legislago ou exposigSo das leis geraes poi-
ca i les Com te, 2 v., por 1,600 rs.
Vende-se um bonito moleque, proprio para
aprender oflicio por ser bastante esperto: na ra
eslreita do llozario, n. SI, prmeiro andar.
herangas, doagOes, inventarios
ras, contas, impostos forenses ele., 1 v. 1847.
Concelkeiro fiel do povo, ou collecgo. do formulas
para qualquer pCssoa sabor regular-so em seus ne-
gocios conhecer os seus direiios e devores civis
proceder em todos e quaesquer contratosS^fmt
quaesquer cscriptos particulares apontamflSios
memorias e minutas e terminar qualquer contos
tagSo, sem que Ihe soja preciso recorrer a advoga-
do, labelliilo ou ollcial publico : obra ulilissima-
todos, colligida e organisada dos principios de di-
reito patrio o eslranlio subsidiario!, 2 v.
- Vndm-se accoes da ex.
tincla companhia de Pernambuco
e Parahiba : no escriptorio de 0-
liveira rmos & C, ra da Cruz,
n. 9,
- Ven Je-se umaxpreta, ou troca-se por um preto:
naTua da S.-Cruz, n. 3.
Escravos Tupidos.
Chpga a todos.
Na praga da Independencia, ns. 13 o 15 ,.s3o che-
gados os muito conhecidos sapalos do Aracaty ,
quo su estilo vendendo baratos.
- Vende-se, ou arrenda-so um grande sitio na ra
lmperial.com duas moradas de casas, urna para
grande familia, na frente da ra e outra mais pe-
quena dentro do mesmo sitio com bons parreiraos
o muitas fruleiras de boas qualidades todas novas
j d.ando fruto com um grande viveiro no lundo :
na ra Direita, n. 135, loja de cera onde se far
qualquer dos nogocios, por seu dono ter de retirar-
se por molestia.
Calcados-
Na loja do Arantes, na praga da Independencia ,
ns. 13o 15, rocoberam.se os muito acreditados sa-
patOes ingleze do dilferentea feitios, quo scrilo
vendidos por qpmmodos pregos : bem como de lus-
tro e de bezerro tanto para homom como para me-
nino ; e outros muitos calgados para senhora.
Deposito de vinagre da fabrica
. da ra Imperial, n. 7.'
na fabrica de licores, de Frederico Chaves, no Ater-
ro-da-Uoa-Vista, n. 17, onde se achara sempre
grande porgSo e por prego commodo.
Charutos ama-va, de
S.-Felix.
Vende-se, por prego comnrodo, para se fecharem J
Fugio, nodia 3 do corrente, urna escrava do
nome Thereza indo vender frutas do um sitio oro
S.-Anna do 40 a 50 annos; levou saia de lila pre-
ta vestido de lila, panno preto; he de estatura
baixa cheia do corpo, cara rodonda, com todos os
lentes da frente blhos abotuados falla grossa,
dragos curtos : j tem bastantes cabellos brancos :
quem a pegar leve-a a ra da Cadeia de S.-Antonio,
n. 19 ou em S.-Anna-da-Torre casa defronto de
JqSo Venancio, que ser recompensado.
--Fugio, de bordo do [brigue Esperanza no (lia
30 d mez passado, um escravo marinheiro, de no-
mo i^edro do nagSo ; representa ter 24 annos pouco
mais mi menos; levou caiga e camisa do brim branco,
chapeo do Chili, lio alto, cor preta, magro, com bas-
tante barba e suissas. Quem o pegar leve a bordo do
dito brigue, ou a casa de Amorim rmflos que re-
cebera 50,000 rs. de gratificagSo.
Fugio, de bordo do brigue Con flanea o dia 30
de novembro do mino passado o escravo marinhei-
ro, de nome Jos, de nagilo GtbSo; representa trinti
e tantos annos, de estatura baixa, sem barba ; levou
caigas do brim, camisa de algodo bonete, e mais
um caiga do casimira amarellada camisa de ciia
euns sapatos. Este escravo sabe lodos os lugares da
provincia o tambera os de fra ; j foge por habito,
visto que em o anuo de 1846 tambem fugio de bordo
do brigue Mentor ,e foi capturado para as partes do
Porto-Calvo aonde se inculcava por forro; oqual
perteuce ao Sr. Jos Mara de S, negociante do Ilio-
dc-Janciro. Itoga.-sc a todas as pessoas cas autori-
dades policies, que o appreliendam e. levein-no a
ruada Cadoia, n. 45, casa de Amorim Irmlos, quo
so recompensar com 60,000 rs. ou mais alguma
consa.
Fugio, ao abaxoassgnado, nodia 23 do cor-
rente, o escravo Jo3o, offlcial de carpina ; represen-
ta 25 a 26 annos pouco maisou menos de cor ca-
bra, estatura entro baixa o regular, clieio do corpo,
rosto redondo, mal parecido, olhos medianos na-
riz chato e grosso, pouca barba com todos os den-
les na frente cabellos pegados mas de presente
aparados rentes ponas grossas, pos curtos, chatos
e descarnados ; tem um dedo de um p, o principal,
com urna grande cicatriz de um golpe de machado,
isto bem visivcl; levou camisa velha de algodflo e
caigas de algodao ja rolas; he muito ladin.0 e fin-
ge-se soldado quando eboga a ser preso. Quem o
pegar leve-o a casa do annunciante, ou ta de Sa-
cavem Ba,rboza& Companhia,em Macci, ou nados
Srs. Amorim lrma"os que serfrecompensdo gene-
rosamente.
Francisco das Chagas Lima Lessa.
Fugio, nodia 15 de Janeiro, o preto Candido,
de 25 a 30 annos da fazenda Cochocirnha, em Ama-
relia comarca doBrejo-da-Madre-de-Dcos ; he bem
ladino, bastante regrsla estatura regular, seoeo
do corpo; tem nafontedo lado esquerdo um signal
dequeimadurasemcabollo ; foi escravo do finado
capilo-mr Xavier : quem o pogar leve-o a fazonda
da Toboca da mesma comarca ou no Recite, ao Sr.
Joaqnim Jos Ferreira.
--Fugio, no dia 8 do corrente, um cabra acabo-
ciado do nome Clemente, 4o 40 annos pouco mais
ou menos ,| magro, rosto descarnado, cabellos cor-
ridos e pardos, olhos pequeos, nariz afilado ; tom
urna marca nocacliago barba preta e principiando
a pintar,estatura regular: levou calcas e camisa
de algodao d Ierra e chapeo de palha velho Roga-
se as autoridades policiues o capil.les de campo,
quooapprchendamc levem-noa ra da Cadeia--o
llecife, n. 5, que serlo gratificados. f
Coulinua a estar fgido o preto Miguelp/a na-
gilo,, do altura regular, socco ; representa/ 25 anno
pouco mais ou menos ; consta ter andado na pra-
ga da Boa-Vista e Cinco-Pontas; traz tos queixos
amarrados co-n um lengo, por ter-lhe cnido os
mesmos. Roga-se as autoridades policies e capi-
taesde campo, que o'apprehendam e lovem-noa
ra Nova n. 33, que serflq bem gratificados.
Fugio o escravo Francisco, de nag3o; represen-
ta 20 annos, do altura regular, secco do corpo, fal-
la como crioulo ; lie bem conhecido por ser ofllcial
depedreiroe ter Irabalhado com o Sr. Theolonio
Joaquim da Costa : quem o pegar leve-o a Trompe
n. 50, que ser recompensado..
PjtN. Ni* TYP. pfiM, F. DfiftAHU. 1^4^
MUTILADO


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