Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05408


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Full Text
m
p
P^flBi9
mo de 846
Viiana-reira
ue jrevere^ro.
.AnnoXXy~
r- i
irm
O DIARIO pnl>lic-se todos o das que ota
frem noofi rs.porquartel, paeo.t arliantwlni. O ao-
| nnclo dos 'ffl sao inser; o a -.od.
. por !>. 4 0r5.c,ntypodj:rroale, e as
>;&'* O rs. por Ba}., e I6 ,n lypo
dlerenle, ^r cad publicaf .o.
PHASES DA LA! NO ME'/, DE FEVEHK1HO.
lu.dova. *. lllioms Mehud tarde.
cscente II, 4 liora e 38 mo. da tarde.
i uacheiaa I, ai J hois*8 >. da manliaa.
jhuioai- as o lioras e t mln. da mauliaa.
part o a dos correios.
Goianna eParaliiliaas sexuadas esextas feiraa
ltio-(ifande-d Cabo, Serioliacm, Rio-Formoso, Poito-Calvo
_ Macelo, no I.*, a II e 51 de cada mez.
(iaranliuns e Bonito, i le!'.
Boa-Vi*ta c Flores, a He II.
Victoria, s qutiiUs-feiris.
Oliuda, lodos os das.
PREAMAB DE HOJE.
Primelra, s 8 hora e SO minutos da inanbaa
Segunda, s 8 hora e 54 minutos da larda,
DAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Romualdo. Aud. do J. dos
orph. cdo'J. doc. da ? T. edo J. M. daj v.
8 Terca. 9. .'oo da Mata Aud.doJ.da.cir.
da I. T. e do I. de pai do 5 'lili, de t.
9 Quarta. S. Apoilonia. Aud. do J. riociv.'
da 2 v. e do _J. de pu do 2 dist. de l.
10 Ounta. S. Escolail'ca. Aud. do J. de urpli.
e do J. niuuicipal da I. V.
11 Serta.S. Lazara. Aud. ato J. do ci. da !.
v,, e do J. de pat do i. dlst. de I.
II Salihado. S. Eulalia. Aud. do J.do ct.da
I.T.edoJ depaido l.dUl. de t.
13 Domingo. Gregorio.
CA MUIOS NO DA S DE JANEIRO.
Sobre Londres a 27'/, e 21'/. d. porjl J r
Pars 360 rs. por Tranco.
Lisboa 95 por 100 de premio.
DWe. de Ultras do boas lirm-s I n l| Va
(JuroOncas l-espanholas-----2B50O a
Mocdasde>00Telli. I6JO0 a
de 4#000..... Ofi'00 a
/'rala Pataco*.......... I#9n0 a
Pesos columnares... lt'30 a
Ditos mexicano.... l|800 a
Miuda............. I*960a
Acedes dacomp. do llelierilie de 5OJIO00 rs
a -50 d.
ao m.
2*800
Ktfsnp
I6/I0
91100
lft>80
II9S0
1JI2
l|82a
aopar.
DIARIO DE PE1MTAMBUCO.

OFFICIAl.
MINISTERIO DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DA 8 DE JANEIRO DE 1948.
Ao inspector da alfandrg.i, determinando, em conse-
quencia do que rcprcscntoii em 23 do dciembro, que
os diamantes de que trata, extrahldos na Babia, e quiars-
quer outros que se apreseritcm as mesmas circiimstau-
cias, devem ser admitlldos a despacho rom o pagamen-
to smente del/2 porcento do expediente, cerno gene-
ro de proriuccao nacional, regulando-se o pagamento
pelo que se acha estabrlecido no artigo 4." do recula-
mente) de 2 de Janeiro do anno passado para o pagamen-
to de igual quola de direilos de exportarn.
COIinESPONDKNCIA DO DIARIO DE PERNAMRUCO.
LISBOA, 12 DE JANEIRO DE 1848.
Asseveroti-se ltimamente que o conde de Tliomar e
scu inuao Jos Bernardo iam sabir de Portugal, cncar-
regados das cinbaixadas de Frailea edo Brasil; o at se
afrinou que o marechal Saldanha dissera que os dous
irmos (lalu aos iam partir sem demora, que, logo que
riles estivessem fura, dissolveria as cmaras, niaudarla
proceder a novas cleiedes e arranjaria as cousas o ino-
llior possivel. Iluje, jiorcjn, ja a llngoagem nao lie a
.mesilla ; n marechal declara, segundo se diz, que os a-
braea s partiro para inain, en Estancarle, jornal cabra-
lista, tratando dcslc assumpto, di/, que o conde de Tlio-
mar nao dar tap doprrssa aos patuleas esse goslinlio
(o de partir para Franca); pois que u ihrono daScnliora
D. Mara II anda espera mais de un servio o desse dls-
tiiictp cavalheiro.
Em vista disto, he evidente que osCabraes, ou recu-
san, ir para onde os qucreui mandar, ou ludo o que se
loin Coito he una pliantasinagoria para illudir o minis-
tro britannico, que insiste nn expulsan dos Cnbrars do
poder, e na annullaco das ejeices, temi conseguido
que o ministro frailee tambem proteslasse contra a 11-
legalidade das mesmas clricors.
Dis-se que tem continuado a troca de notas entre o
nosao governo c Sir H. Scymotir, e que na ultima, que o
governo porluguez Ihe dirigi, Ihc diz, que o proto-
collo se acha plenamente cumprido, que asolenos fo-
raiu fritas coiu socrgo e placidez, que o partido da
opposico reconheceu a legalidade deltas, indo urna,
c que os seus protestos sao meios de que se servcui to-
dos os partidos quando nao triuuipham. Isnora-sc (nal
foi a rrsposta do ministro britannico, se ja a den ; po-
rm o que se assegura com probabilldailc, lie que a c-
mara dosdepulados nao se constituir sem rlcar deci-
dida cssaqucsto das e Ir cues com o governo biitan-
n ico.
Parece que Jos Bernardo da Silva Cabral, sendo inti-
mado pelo marechal Saldanha, afiin de se aprompUf lia-
ra a sua sabida, dissera que respondera ao marechal so-
bre este e outros asssuiuptos, logo que a cmara cslives-
se constituida.
O vapor Mindello, que Pora enviado ao Porto, para
transportar os depulados das provincias do norte, chc-
gou auto-hontcm da barra do Diniro, assim como o va-
por Porto; porm ambos apenas coiiduzirain 13 depula-
dos. Os demais diz-icque uo querem vir; porque, len-
do-se espalhado a noticia de que a cmara seria adiada,
nao quheram cuipreliendcr una viagem intil ; por
conseguinle, a cmara ainda nao reuni o numero legal.
Todava, assegura-sc que em Lisboa existem 78deputa-
dos, os quaes nao se reunem lodos, em conscqucncia
do que cima deixo dito.
O barita de Francos (coronel Sulla, do granadeiios da
iainlia) foi Horneado ministro da guerra, lia qtiem veja
esta nomeacao una concrsso l'eita aos Cabraes, de
quem Sola lie partidista extrenuo : outros dizeiu que lie
urna dcmonsiraco de despeito do maieclial Saldanha,
que, sendo ministro da guerra, nada poda fazer a res-
peito doexeicito, visto existir a repartigo do cumuiau-
doein chefe ; e por isso exoneroii-sc desse cargo, e pro-
curotl que fosse nomeado para elle om individuo, crea-
tura sua, que fosse una completa nullidade como he o
coronel Sulla.
Na cmara dos pares, decidi a inaioria doscabralis-
tas uo Hornear para as cooimisses os pares que se pro-
nuuciarain a favol da junta do Porto, le mais un pro-
teilo contra a amnistia.
O estado da fazenda publica contina a ser precario.
Consta que o ministro da fazenda declarara que nao po-
da pagar aos servidores do estado mais do quemetade
os seus sidos, ou ordenados, e at se falla de um pon-
to nos atrasados. Air iu disso, parece que os 2,400 contos
da lotera das iuscripcoes vao ser distrahidos do sen pri-
mitivo objrcio, a aiuorlisacao das notas do banco.
Se islo assim he, fat-se urna grande injustica aos juris-
tas que rccelieni da junta de crdito publico, a quem se
devem tres semestres, caliu disso vai seaiTcciar o va-
lor do seu capital com a creaeo de novas inscripedes,
sem que estes preenchaiu o verdadeiro iim para que fo-
rtn mandados crear. Aluda acontece maisoutro facto
verdaderamente injusto. O governo mandn admlttir
na compra dos billictes da referida lotera os recibos dos
/V^J ordenados posteriores ao mez de abril. Estes
eui>W(u comprados pelos cambistas por menos de
mrtaddjdo seu valor nominal, e convertem-os depois
em bllhets da lotera, que, sendo de 19:200 ris cada
um, sahein a 8,400 ris em notas, approxiinadamcnle.
Toda a imprciisa clama pelas reformas e nicllioranien-
tos, eat o mesino Diario do Governo reconhccc essa ur-
gente necessidade; porm o Viario acha que o primeiro
inelhoramehto consiste em cravar um prego na roda dai
rnolncoetpara ndo notetmaijar. lie sabido que todo o go-
verno df ve suslenlar-se, e lem obrigaeo de tat.ee parar
as revoluces; mas taiubi-iii lem o icslrictu dever deas
evitar, iio Ihes dando motivo, pela sua iiiaUladeou pre-
varicaeo. A historia das revoliifcs assiu o demonstra.
Poucos liomens ha v< rdudeii auiente revolucionarios,
e osque existem inoteema (or;aem si, leem-na nodcs-
contculaincnlo dos povos. Ncsses pases que existem so-
crgados, ha tambem liomens turbulentos, auibicoes des-
medidas que anlirlam jiela guerra civil; porm osseus
esforcos sao impotentes; porque, nao leudo os povos
pretextos de dcscontciilainciilo, sao surdos s suas iuci-
lacSes.
Trata-sr, pols, de diminuir o dficit, resumindo as des-
pcias, para que os povos se allivieni dos enormes tribu-
ios que sobre ellcs pesain: eusinai o poyo, crcaudo
escolas, tractai dos meios de communcacao, que pro-
movain, quanto seja possivel, a prosperidade poTblica,
e a roda das revolucOes parar, sem que seja preciso
erav.i-11, fazendo martyres. f
Consta que a cmara municipal val fazer grandes cm-
bellecimentos noPasscio-PublIco. Parece que se forina-
ro bonitos lagos, se plantaran arvoredos, e se faro nu-
tras militas cousas deleitosas. As obras j coiiiecar.ini :
e apez.ir de que a nioguem desagrada islo, conmuto ha
quem opine que os6 contos de ris, que se dizem desti-
nados a taes obras, o rain inelhor empreados no acaba-
tnento de varias obras de ras que eslao coinecadas, ou
no pagamento aos credores da cmara, os quaes, segun-
do ili/.riH, nao sao poucos.
Corre como certa nesla capital a seguinte anedocta.
Todas as noitcs ao esenrecer vinha urna velhlnha collo-
car uina rapariga em corpo e com veo cahido porta dos
Srs. Bertrauds, livreirosao Ciliado. Alli se couservavaa
rapariga (segundo pareca, porque nlnguem Ihe via o
rosto) muda c queda, sem dar treta a ningucui, apezar
jilos esforcos que para isso (Ucrain alguns tafues, esten-
d emio apenas u mao us que paavaiu, a!^ que ao fcc!;ar
das portas a velliinha a vlnha buscar. Um cavalhelre da
provincia teve o pachorra de seguir una imite a velha
e a rapariga at casa, Tirou informaedes, son be que
era uina menina linda, honesta, recolhlda e betn apa-
rentada. Pedio-a cm casamento, recebeu-se, c parti
logo depois para a sua Ierra na Bcira. Se o facto he exac-
jo, merece os elogios das almas bem morigeradas.
' As noticias da Fnclial di/.eni que as clci(des tambem
alli sahiram a favor do partido cabralisla. -- Os rleitos
loraui o bispo eleito (Camaclio), Luiz Vicente da Fonse-
ca, Jos Silvestre Ribeiro, governador civil da dita ilha,
Jos Monis, governador civil de Coimbra.
Tambem se receberam noticias de Cabo-Verde, e
consta que se goza alli desocrgo, c que o estado da
sade publica, naque lia provincia, era satisfactorio.
Diz-scquc o duque da Terceira, nomeado embaixador
para Vicua de Austria, eque, segundo se diz, aceita-
ra gostoso este despacho, j recusa tanibeni Ir para esle
deslino.
Segundo diz o Fitandartc, as ni mediarnos de Vieja for-
mou-se uina gurriilha, coniposta, pola matar parte, de
salteadores de estrada. Parece imtl o governo mandara
sabir em sua perseguicao una (rea de trinla carallos
do regiuicnlo n. 5.
Por noticias de Hambnrgo e Altona, consta que o cho-
lerajnorbus nao existe ainda em Riga, nein em San-Pe-
tersburgo; dizia-se, porm, que se tiulia manifestado
em Varsovia. Todas as noticias sao conformes em que o
sen carcter e intensidade sao muito mais benignos
dcsta vez do que o fram em 1832. Na Dinamarca nao
se icom adoptado providencias algumas contra esta mo-
lestia, talvoz por haver alli constado que ella se acluva
em prngressiva e rpida decllnaco em Moscow. Na Sue-
cia i: Noruega toinaram-se, todava, algumas providen-
cias para obstar ao seu progresso ; posto que ella ainda
nao transpozosse as fronleiras do Imparta russo.
Das cslatlslicas orticiacs, publicadas em Moscow des-
de que a molestia alli se deseuvolvou at 22 do novem-
bro ultimo, resulta que de 2,300 pessoas atacadas, ape-
nas morrram 1,097, nos diversos dislrictos daqui'lla
provincia ; e se nos lembrarmos de que s nn mez do
mimbro de 1830 l'raiu atacadas do chofero, em Moscow,
,ri,532 pessoas, e que destas poreccram 3.107, licar evi-
dente quanto a epidimia foi mais intensa e mortfera
uaquelle anuo do que ao presente. Apezar tiestas Ilion-
jeiras noticias, no Porto uiandou-se por em. rigorosa
quarentena o patacho Hnoiimo-da-Terctira, viudo de
Higa.
Consta ler naufragado na costa de Tunes a fragata de
vapor ingleza Avanger, uini rondo 200 c tantas pessoas,
inclusive o commandante, que era lillio do almirante
N.ipicr. Tambem se diz que naufragara as costas da
Berbera a corveta hrspanhola a vapor Vitla-dc-i'ilbo.
Os temporaes toeui sido muito grandes.
Mcnsagcia do presidente do* : >ta,io<-
Unidos ao congresso rcspeclivo.
Coneidadot do senado e da cata dot representantes.
A retinlo annual do.congrosso !ie sempro um c-
vonto de sumnio inieresso. Os rc|iresciilunlos dos
estados e do povo, ao saliirom de entre os seus cons-
t i tu i utes, se 11- n n ir ii i para deliberar sobre o bem pu-
blico. Depois da nossn livre o iiiilopeii.leiilc repblica
lia ver existido quasi lies q ti irlos de um socolo, o
problema de saber-se, se o bo:uem lie capaz do
governar-se asi proprio nao est longo de sor
rosolvido. Os ptimos resultados que baveinos co-
lindo do nosso sysleina do governo silo a mais pe-
rompturia reTulaijlodas ti,cotias daquelles quasus-
lenlain n'otilras torras que o governo pertenco por
ilireilo de nascimento a um diminuto numero de
liomens privilegiados, e que as massas devem ser
govornadas pola lrea. Entra nos, o povo nfo he
subjeilo tima autoridado arbitraria ou hereditaria ;
mas lio, pelo contrario, o nico soberano rccoiihe-
cido pela constiluicfio. Auuieosos emigrados do to-
das as Ierras o liugoas, altrabidos jicla lllicrdaile
civil p religiosa de que goxamos, c pola uossa feliz
condicilo, allluom lodos os anuos em nossas praias,
e votam o mesmo lempo o seu amor e (idelidade ao
p.u/, cujo dominio poilci.ee exclusivamente ao
povo.
iNcuhmu paiz ha sido mais favorecido, neiu com
mais profunda reverencia lia recouhecido a mauilesta-
ces da pioteerao divina. Um Creador omuieiculc nos
dirigi e protegen nossus esforcos infantes pela lber
dade, c constantemente ha velado o nosso estupen-
do progresso, al que nos hacemos tornado urna das
maiores naedes da ierra.
M'um pai/. dosi'arte favorecido, e sob um governo
em que os poderes execulivo c legislativo recobem
do povo a sua autoridade por limitados periodos, o em
que todos sao responsaveis Jieranlc os seus respectivos
cnistitiiintos, ueste palz he que devo ainda urna vez
comiiiuuicar ao congresso o estado da unio, c a pre-
sento condigno dos negocios pblicos.
i\o decurso lo anuo passado as mais gratis pro-
vas atiesta rain a mili impla e universal proaporidado
com que fra dotado o nosso paiz. Desde quo existo
o nosso governo nunca houve periodo em que a in-
dustria do nosso povo alcancasse mais felizes resul-
tados, em que o tribaluo, sb todas as suas formas,
recebesse mais bella e mclhor recompensa. Em ra-
sSo da nossa abundancia podemos eumprir o suave
encargo domini9trarmos alimentosa milhoes de fa-
mintos de outros paizes menos favorecidos.
Amerceados pela Divina Providencia com cons-
tantes favores quo raras vezes concode aos povos,-a
ella devemos conlinuarmosa enlreter anngaveis ro-
laQoes com todas as potencias do mundo, excepto o
Mxico.
A nossn poltica predilecla ha consistido sempre
em cultivar a paz e nmizade com todas as nacOes, e
constantemente hei seguido esta poltica.
Desde o cncerramento do ultimo congresso nc-
nhuma mudanza occorreti as nospas rolacoscom o
Mxico. Ainda contina a guerra que os Estados-
l'nidos fram ohrigados a travar com o governo d,t-
quello paiz.
Ato i tilia mensagem de 11 do malo de 1846, assim
como a que apresento ao congresso no comeco da
uiiiiua sessao cm tlczetnliro do i8i6, contla uina ex-
posiQo circumstnnciada dos graves motivos de
quoixasqtie linhamos para com o Mxico antes quo
elle principiasse as hostilidades, e por Isso hoescu-
siido reiterar esta exposicfto.
He sufllcienle dizer por agora quo os repelidos
allenlados commellidos pelos Mexicanos nis pcssns
epropriedadesdos nossos concilladnos; os seos ac-
tos tic m fe, reiterados durante longa serie de mi-
nos ; as violacOcs dos tratados solemnes que estipu-
laran! urna indemnidade em prove lo dos nossos c-
dadtfns prejudicados, erara mais quo bastantes para
motvarem una guerra, o ha via m sido marcados
com um carcter IHo aggravante que nos autorisa-
vam perante o mundo nteiro a recorrer a este ulti-
mo remedio. Animados pelo mais arden te desojo de
evitar um ronipimento entre as duas nacOes, have-
tnossolTrilo por muilosannos,sem quo recorresse-
mos ti fdrea para defender os nossos mais evidentes
direitos, e por via do amgnveis ajustes procuramos
ohlera reparaefio dos damnos que se nos haviam
causado, na esporanea que o Mnxico cedesse aos nos-
sos pacillcosconsclltos, e satislizesse as nossas justas
reclamaQes. Esta esperanca. foi baVIaila. O minis-
tro que levara ao Mxico as nossas amigaveis propo-
sii;0es, fra acintosamente repellido. O governo me-
xicano al recusara ouvras proposlas que Ihe offe-
recramos por esto nosso enviado, o finalmente, sb
frivolos pretextos, envolvou os dous paizes n'uma
guerra, invadiudo o territorio do estado do Toxis,
comecando as hostiliJides, o derramando o singue
dos nossos cidadflos, no nosso proprio solo.
Ainda que os Estados-Unidos fossem a nacilo of-
fondida, foi o Mxico quo ptinclpiou a guerra, o io-
nios obi giultis, cm densa propria, a repcllir o inva-
sor, e a vingar n honra c 01 ititorcsses naconics,
ionlinuaiido aguerr com energa al alcancarmos
urna paz justa e honrosa.
Assim que soubo do comeco das hostilidades por
paite do Mes ico, promptimcnle coinmuniqueio oc-
corrido ao congresso, e io mesmo lempo exhuz, lin-
da quesuccintamente, os outros motivos do qucixas
que liiiliamos contra o Mxico ; e a assembla, por
decreto de 13do mato de 1816, tlcclarou que, em
consequrucia da aggress'io l'eita pela repblica do
Mxico, o estado de guerra existia entre o governo
desso paiz o osEctidos-Unidos ; este decreto, quo
declarara existir a guerra pelo simples fado da
aggrcssnofeila pela rcpublira do Mxico, c ministrara
os meios do prosegui-la de maneira a obter prompto
c feliz destecho, passou no congresso com grande
maioria, tendo apenas contra si dous votos negati-
vos no senado, equatorze na cmara dos reprosen-
tintes.
Sendodesla uto declarada a existencia da guer-
ra pelo congresso, a constituigflo e as leis me impu-
uliam o dever do dirigi-la, eleva-la avanlo. Ouitipri
esle dever; e, comquanto, em todo o decurso da
luta, eu tenha manifestado o desejo de conclui-li por
urna paz, fundada nos principios do equidade, o M-
xico recusou aceila-la, com estipulaces que salvas-
sem a honra nacional o os interesses dos Estados-
Unidos.
0 rpido e brilhante triumpho das nossas sr-
mas, e a vasta exlensilo do terfilorio inimigo, que
ha sido invadido e conquistido antes do cncerra-
mento da ultima sesso do congresso, j foi partici-
pado a esta assembla. Desde entilo, a guerra ha si-
do proseguida com duplicada'energa, e promorcio-
nei minlia patria um triumpho que reclama a uni-
versal adiniracno. A historia nflo aprsenla cm pa-
rallolo lio esplendida victoria alcancada por urna
naeo em tilo hrevo periodo. Os nossos soldados re-
gulares o voluntarios cobriram-se com umi glorii
tmntorredoura. Todas as vezes, e em todas aspara-
gens em quo as nossas tropas encontraran! o iniiii-
go, desbarativam-na, ainda quo fosse mu superior
om numero, e inuitas vezes enlrnchoiradoein post-
ces fortificadas, por ello escolliidas, o quasi inex-
pugnaveis. Nflo ha louvor assz pira os nossos olli-
caos o soldados, Unto regulares como voluntarios,]
pola sua galliarda, disciplina, invencivol valor, e
pelo donodo com que domundivim o posto mais pp-
rigoso, o rivilisivam em jeitos de deslomida vi-
I en lia.
Ao pisso que os nossos conloes tr.isbordam do
pelrioticojubilo,coa nossos peitos se cnchom de
justo orgulbo nacional, vista das proezas dos nos-
sos soldados, da pericia militar, lirme disciplina e
liiimaiiidado para com o inimigo vencido, ostentada
pelo nosso vi lente exercilo, temos a deplorar a lasti-
mosa perda do grande numero de ofliciacs e soldados
que pereccram cm defensa da honra o dos interesses
da sua patria. Os bravos que assim oxpiraram, en-
contraran! a morto na Ierra estranha, cumprindo no-
l)i emento o seu dever, e ao p do pavil lio nacional
quo iriuinphanlo flucluava em face do miuiigo. Os
seus feilos patriticos conqiiistanm a merecida ad-
miriQao, o por bistos annos (carao gravados na
lembranca dos seus gratos concidadSos. Os pator-
nacs desvelos do governo, que ellos imaram eser-
virsm,seostendcrno s familias que deixaram*.
( Continvar-u-ha, )
NOTIG1A.S DIVERSAS.
No dia 23 de dezembro IntiQri-so ao mar, em Li-
verpool, urna fragata de vapor brasileira, do loto
do 88* toneladas, com o nomo do D.-Affonto. Esta
fragata ser armada com duas peess de 68, c qtta-
tro pecas do 32; todivia suppe-se que nSo do-
mimlir mais de 12 ps d'agoa.
O governo provisorio do Valais chamara os
monges do hospicio do monto de Sin Bernardo
pan o scu convento, o obrigra aquellos que so
haviam apossado dn nrnnrinilail,* do hnsnicn a res-
lituirem-nas immediatatnente.
Em l'aris correr o boato quo S. M. ol-ret l.utz
Philippo, receando morror brevo, protondin abdicar
a cora em seu neto, o condo do Paris iflm do di-
rigir os primeiros pissos da regencia to duque do
Nemours, contra o qual existo grande snlipathia
cm todo o reino deJVanca.
O general Scoll, por urna ordem datada do
Mxico em 25 do novembro, prohibir a oxportacSo
tos metics preciosos dos porlos do Mxico, al quo
o governo de Washington determino o imposto com
que so deve onerar cssa exprtatelo.
Uina carta do Paris de 3 de Janeiro annuncira
que o governo francez mandara desembarcar Abd-
el-Kaderom Toulon, com d-jstino a l'aris, a despeito
da eslipulacno feila com o emir para transporta-lo
a San-Joilo-d'Acre, ou Mexandria.
Os membros do congresso mexicano, n.lo re-
putando a ciilade do Cucretaro bstanlo seguro para
ah deliberaren! com a precisa liberdade, transpor-
taran! a sede ds assembla para a dado deMo-
ralia.
No dia 6 de novembro houvc lugar a abertura
do congresso dos Estados-Unidos, o os whigs tri-
umpharam na eleQ.10 dospeifcer. Todavia as forreas
dos partidos se cquilihravam do til surto que esta
vsntngem se no poda considerar como decisiva.
O principe de Meternick enderecen duas notas
concebidas nos mesmos termos: urna ao gabinete
de San-James ; e outra ao dos Tolhcriis, partici-
pa ndo-lhes quo o imperador d'Austria determinara
reforcar o seu exercilo no reino lombardo-vonesia-
no, em conscqucncia dos movimentos que houve-
ram lugar nos estidos vizinhos.
Tendo a dieta- helvtica recusado a mediicfo
das cinco potencias, Quirot doclarou-Ihe haver ella
violado o pacto federal, o que em consequencia as
ditas potencias so podiam repulir desoneradis das
obrigsces quo Ibes impuithsm os tratados do 1815
paro com a Suissa.
El-rei de aples persiste hojo mais quo nun-
ca em mo fazer conccss.lo alguma : attribuem-so-
llio as palavras seguintes : Na minha opmio,
l.uizXVI houvera escapado ao cadifalso se nflo l-
vosse teito concesses. Em poltica a fraqueza he
um crme. Pela minha parlo nunca coderoi. Nflo
estou rcsolvido a aviltar a minha cora ante urna
revolucfio. Defende-Ia-hei emquanlo liver umso|-
dado junto de inm ; c so perd-la, ser com a mi-
nha caliera. >
Coiislanlinopla tambem passava por urna cnse
mnisleiial om que a victoria foi pelo partido re-
formista o por conseguinle por Keschid Pacha,
korsew Pacha fra demillido do cargo de ministro
deeslado, o banido do territorio otomano, sendo
nomeado cm sou lugar Iteouf Pacha.
No dia 17 de dezembro fallecer a archiduque-
za Matia l.uizu duquoza do Parma, Placencia O
Quistalli, viuva do imperador NapoIcSo, e que de-
pois passara i segundis nupcias. A repentina morto
de Mara Luna complicar ainda mais os nogocosda
Toscana. Os tratados do 1815 e 1844 cstipuliram
que, pela morte da archiduqueza, o duque de l.uc-
ca tomaria posse dos ducados de Parma, Placencia
o Quat talla, assim como do territorio do Poulremo-
li, cm troc do qual cedera elle a Toscana o seu
ducado de Lucca. Os habitantes de Poutremol fica-
nm, pois, reduzidos a recouhecer um governo, con-
tra o qual haviam pegado em armas.
Una cuta deAlexandria do 20 de dezembro
annuncira que estiva pira so experimentar urna
locomotiva da frca do 200 cuvallos, destinada a a-
travessar, om 4 horas, o desorto do 40 legoas, que
(ica entre a cidade do Cairo e o porto de Suez. Essa
locomotiva nfio exigo rails, o deve vencer a resis-
tencia dasareias por meio de uina roda do 30 pos
de dimetro.
IIIAIIIO JE l'niiBliC.
laasavuss j ^-a lawmaau'SM J>m uja>-
Pela barca Ligeira recebemos a cariado nosso corres-
pondente em Lisboa, que, datada de 12 de jaueiro pr-
ximo lindo, exaranios no lugar compleme; c bem as-
si m lies i xcniplai es da Keru/ueo de Sclembro, O UI limo
dos quaes salina dos pretos no mesmo dia em que fra
escripia a caria supracilada. .
Segundo nos inlorinam, o l'arujo, que para aqu se-
gulra autea da referida barca, ira cartas e gaietas de
dala anterior essaque ah tica mencionada.
O'peridico, cuja recepeccio acabamos de aecusar,
pouco adtanta ao que nos dia o correspondente acerca,
dos negocios de Portugal.
A 11 do predilo jaueiro, funecionara a cmara dos pa-
res ; mas a sesso estivera destituida de nterewe, pala.
ILEGVEL


aamaalBBBaH
,2
que o* trabalhotdeste dia limitaram-se eleifao de a-
g>>ia*ccmmisses, e a urna breve questao de ordem so-
or, o tacto de fi-r sido, 011 nao, publicado no Dinrio do
mtml10 officio de 22 de maio de 1840, em que o duque
ac Paliella declarara que o decreto do encerrainento
aa corte: devia ser oomuiunicadc afficialmentc aos
Miembros das respectivas cmaras, por n.-io convirque,
narjiella occaslo, houvessciii reunics que excitaascn
a a'icncao publica.
De 6 a 8, tinliam .'allecido em Lisboa 66 individuos.
A noKirncao do coronel Sola para o cargo de ministro
esecr.tario de estado dos negocios da guerra, em subs-
titu cao ao marcclial Saldanha, tlnha sido muito censu-
rada pp(n, progrcssistas, que tacbavam na de anti-par-
Jamentar.
. i Ci'cf.gio de *anKra-do-Heroistuo elegra deputados
a Jos Silvestre Ribelro e ao Dr. Joaquina Jos Perelra
da Sliveira.
A noticias do Porto erara bem pouco curiosas.
Ai notas compravam-sc a 38, e vendiam-se a 40 por
cento. *
Arribara a costa da cidade invicta a galera brasileira
rvimota. procedente da Flgueira
rra. laucada ao mar nina corveta de guerra, denomi-
nada Porto, que se fabricara no cstaleiro do Douro.
us precos dos cercaes regulavam assim : trigo 800
cevad 3,""a JoO ^ 4' 4* ~ WUU0' 43 "
Km Coimbra, as notas cram comprada a 2,100, e ven-
didas a2,000 rs Os cereaes tinham os precos seeuintes :
nulho branco, 320 rls ; millio amarello, 310 ; -
ccvada, 260.
EDITA t.
Kiirllenedicta, fiegueila pertencente ao concelho de
Alcobaca, apparecra assassinado um tal Antonio Isido-
ro, que, havendo sido preso por ter furtado urna junta
de bols, rara mandado por cm liberdade pelo delegado
do lugar, em detrimento a um requerimento em que
ponderara que havia terminado o prazo, dentro do qual
te liie devia ter formado o respectivo processo.
Srgundo as ultimas novas de Hespanha, o partido li-
beral cada vei se tornava mais forte c compacto, ao pas-
to que a parcialidade dominante, dividida em grupos
que seguerreavam reciprocamente, ia enfraquecendo a
olhos viios, c como que faeilitava aos seus adversarios
a ascenco ao poder.
Kntre cssrs grupos deque fallamos, mal que todos
se tornava notavel o capitaneado por Mon e Pidal, o qual,
c'n'ii gr.inre nniniii nn cnn0|*e*n nnnf.fi'3 <...n.~
que Nrvaer. e Orlando fossem" excluidos doinlnistero,
c substituidos por Figuera c Bertrn de Lis; assim como
que Roca de Togares assumissc a pasta da marinha.
He, coin efteito, admiravel a rapidez com que as cri-
ara miuisleriaes se succedein na Mespanlia, depois que
o partida conservador entrou na gerencia dos negocios
pblicos : parece que todos os meinbros desse partido
sejulgamcomindesputavel direito direccao da nao
do estado ; e que, nesse supposto, quercm que o leme
dessa naoseja governado por cada lun delles, ainda que
por curtos momentos.
Commtinicario.
Sogundo consta ilo um annuncio da senhora llar-
garida Deperini, publicado hoje, denlro em breve
goznremos o prazerdo ouvir esla distincla cantora
no Iheatro do Apollo. Com effeito, era j lempo
d'elln nos proporcionar lioms tilo apraziveis como
essasquepassmosno ibeatro publico em a noite
de 2 do dezembro prximo pretrito. Justo aprecia-
dor do morito dos artistas dignos deste nome, o
publico (testa capital nfio soube ser indifTerento a
maneiea por que a senhora Deperini justificou, nes-
ga noite, o bomjuizo quesempre lizomos dos seus
tlenlos nao vulgares : por muis do urna voz nume-
rosos appltusos o repetidas palmas ncolheram com
enthusiosmo a boa execu?o de algumas partes mais
ditliccis das arias com que a insigne cantadora nos
enlrt'tinha : e pois he do esperar que este mesmo
publico, dando mais urna prova do seu bom gus-
to, afilua ao thealro do Apollo, pora ouvir ainda
urna vez a senhora Deperini, que, como nos cons-
ta, vai deixar-nos daqui a mui poucos dias. O es-
pajoso eassciado edificio, que cssu senhora esco-
iheu para assuas ultimas representarles, facilita,
sem iluvida, urna concurrencia muito maiordo qu
MSss com que os Pernainbucanos Ihe tifio manifes-
tad que nfio perden; occasio de ouvir-lhe a en-
cantadora voc ; e estamos persuadidos que nos nao
engaamos em supprquo cssa concurrencia se ve-
rificara.
Ilecife, 8 do fevereiro do 1848.
J. O. M.
m
COaV&WlE^iG.
Alfandega.
2:698,668
RKNDIMENTO DO DI V 8............
Descarregam hoje, 9 de fevereiro.
-Barca F.slher- inn mercadorias.
Hriguc Porcia bacalli*.
Barca Ligeira mercadorias.
CONSULADO GERAl*.
0/sWmx **
RENDIMFNTO DO DIA 8.
r-eral............,............ 3:550,936
Diversas provincias............... 141,648
3:695,584
Miguel Archanjo Monteiro de Aniraii, oficial da im-
perial ordem da Rosa, cavatleiro da de Christo e ins-
pector da alfandega de l'ernambuco, por S. Al*, o
Imperador, que Dos guarde, etc.
Faz saber que nos armazens da mesma se achar,
alui do lempo marcado pelo artigo 272 do regu-
lamento, os voluntes abaixo descriptos, or quaes dr-
vorao os seus donos fazer despachar denlro de 30
OilS OO11 lados do hoje, iYius quaes SO proceder
suu venda em hasta publica porconta e custa dos
mosnios donos, sem que Ihes lique direito algum a
allegar contra o effoito desta venda, como he expros-
so no artigo 274 do referido regula ment.
E para que chegue a noticia a todos os interessa-
dos, mandei alTixar o presente eJital na porta dcsta
alfandega, o publicar pela imprensa.
Alfandega, 7 de fevereiro de 1848.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
Armazem n. 1, dia 7, Janeiro, 1845, Columbus
barca ingleza ; a Johnston Pater & C, I caixa com
amostra, diamante li.
Dito n. 4, dia 22. junho, 1845, Columbui, barca in-
gleza; ao Dr. Arbuck L., sem numero e sem mar-
ca, 1 embrulhops de ferro.
Dito n. 4, dia 22, setembro, 1845, Golout-Fleci, dita
dita ; aGeorge l'alackt, sem numero esem mar-
ca, 1 embrulho.
Dito n. 4, dia 1 outubro, 1845, Columbus, dita di-
ta; a Kruchub & Diniz, som numero o sem marca,
1 dito.
Dito n. 4, dia 20, novembro, 1845, Irl, dita dita ; a
George Patackt, sem numero e som marca, 1 dito.
Dito n. 4, dia 20, novembro, 1815, dita dita dita; a
Halhias Roumund, som numero e sem marca, 1
dito.
Dito n. 4, dia 20, novembro, 1845, dita dita dita; a
Jo3o dandi, sem numero e sem marca, 1 dito.
Dito n. *, din oij, novembro, 145, di!" dita dita ; a
Inglez, sem numeroesem marca, 1 dito.
Dito n. 20, dia 20, novembro, 1845, dita dita dita;
a l'hilipo Torhy, som numero e sem marca, 1 dito.
Dito ii. 4, dia 20, novembro, 1845, dita dita dita; a
l.alham & llibert, sem marca o sem numero, 1
dito.
Dito n. dia 29, outubro, 1845, Chamons, brigue
.nglez.; a OrdenofC. Khar, ENU, urna caixa
Dito n. 6, dia 6, maio, 1847, Independale, brigue
brasileiro; a Manoel Alves Guerra, A com traves-
lo, 18 rolos de fumo
Dito n. 6, dia 6, mato, 1847, dito dito dito; ao mes-
mo, V com travessflo, 2 ditos.
Dilo n. 7, dia 6, dezembro, 1845, Ceres, brigue sue-
co; a l.eonorA Puget, LBC, 6 caixas com vidros.
I>ito n. 7, dia 6, dezembro, 1845, dito dilo dito ; aos
ditos, A, 1 barrica com dilos.
Rito n. 9, dia 10, novembro, 1847, Zilia, barca fran-
zeza, abandnalos por J. P. Adour & C., 154 ro-
los de fumo cmfolha, J. P A. &C.
Dilo n. 9, dia 30, agosto, 1845, Aobit, briguo por-
luguez, a Antonio Jos M. GuimarSes, diamante
C, sem numero, 20 caixas.
Dito n. 9, dia 10, maio, 1846, Felis-Uniio, brigue
portuguez a Tliomaz de Aquino Fonseca, TC, 5
caixas com rape.
P "tea superior, 2,000 rs.
Ilati geral, 1,000 rs.
Principiar s horas do costume.
mercado : quinta-feira, 10 docorrente, s 10 hora
dn manhSa, no seu armezem, ra da Cruz.
AO PUBLICO.
Tendo sido resolvido o beneficio dos meninos
Cguaccioni para o dia 15 do corrente, e aconte-
cendo ter o pai dos mesmos de aproreitar o lempo,
alim de se preparar para seguir sua viagem para os
Rslarina-llnidos. avisa ao respcitavel publico e aos
Srs. a quem j tem distribuido bilhetes de cama-
rotes e platea, que o referido beneficio ter lugar
no dia 10 do corrente, e espera que os generosos
habitantes desta capital sejam promptos em dar u-
ma prova do eu bom gosto por tSo excellente ar-
te, como he a msica, e do seu amor pelo talento
queja tilo vigoroso desponta naquelles meninos em
tilo tenra idade.
Avisos diversos.
LOTERA
Do Hospital Pedro II.
Deca racoes
Pela subdelegada dos Afogados se faz publico
que se aclta recolhido cadeia do Rccife o prelo Jo-
s, que declaran ser escravo do Antonio Jorge:
quem so julgar com direito ao mesmo escravo com-
pare$ na mesma subdelegada, que, apresenlando
os ttulos competentes, lite ser entregue.
Afogados, 6 de fevereiro do 1848.
lima.
Ayisa-se quem convier, que a matricula de
geometra docollegio das artes se aclia aborta no
mesmo lugar do anuo passado, isto he, ra de Ma-
thias-Ferrcira, lerceiro sobrado do lado do norte.
THEATRO DE APOLLO.
Prestes a retirarem-so para a Europa, Margarida
Deperini e Jolo Tosell n.To querem deixar estn ca-
pital, sem que dom aos seus mui dignos habitan-
tes um testemunho solemne do quanto estilo penho-
rados do bom acolhimento com que elles os teem
honrado ; e por isso hilo resolvido dar duas repre-
sentagiios om seu beneficio, cortos de que ainda re-
cbenlo por mais .estas vozes a protecco que se
Ihes ha prestado.
A primeira representacao ter lugar na noite do
dia 13, o a segunda na do 23 do corrente mez.
O espeetneulo da primeira noito ser distribuido
da manoira seguinto :
PRIMEIRA PARTE.
i.i Symplionia a toda orcheslra.
2.' Dueto da opera Forma m mu mano alsiktasci
porargsrids Dnnarinl n Jnfln Tosei.
3.* Graciosa aria da'opera IlGiuramento, por Mar-
gando Deperini.
4. Aria, por Jolo Tosell.
5.* Dueto da opera Beluario, por Margarida Deperi-
ni eJoflo Tosell.
SF.CUHUA PARTE.
I.' Aria dei Capuleltl, pela orcheslra, com obri-
gaco de Rauta.
' Grando dueto da opera Nabueoio noior, por Mar-
garida Deperini eJofoTosolli.
3." Aria da mesma opora D'el delirio, por Joao To-
solli.
4. fiellissima cavatina da opera 11 Torquato Tasto,
por Margarida Deperini.
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIA 8
1:908,773

.VovimciHo do Porto
Navios entrados no dia 8.
Bahfaj 9 dias, galera ingleza Iris, de 285 toneladas, ca-
piio Richard liertram, em lastro i a Me. Calinont k
Coinpanhia.
Malta ; 57 dias, barca sarda Sagrdo-Coraco-de-Jetus, de
176 toneladas, capito Paulo Jos dappolla, equipa-
geni 11, em lastro ; a Le Bretn Scliramm.
Antuerpia ; 38 dias, barra sueca Innocente, de 277 tone-
ladas, capito J Pelerson, cqulpagem 12, m lastro ;
ao capito.
Obiervatho.
Fundeou no Lameirao .para acabar de carregar, o bri-
Hue sacco Joknn, capito Edwaid tiiaiider.
THEATRO PUBLICO.
Espectculo extraordinario, em beneficio de dous meni-
no rabequistas (los e Alexandre Uguccioni) um de
6 e oulro de 9 annos de idade, na noite de quinta-fei-
ra, 10 de fevereiro de 1848.
PRIMEIRA PARTE.
1 Ouvertura agrande orcheslra.
2. Grande duelo na opera Norma, executado na
rabee* pelos beneficiados. ~ Bellini.
3. Aria na opera / Purilani, cantada pela senhora
Margarida Deperini ~ Itellini.
4. lirilhantes variacoes na opera Sonmbula, exe-
cutadas na rabeca pelo menino mais moco Bllini.
SEGUNDA PARTE.
5. Symphonia toda orcheslra.
6. Grande concert sobre motivos das operi
Siraniera e Pirata, executado na rabeca pelo meni-
no mais velho Bellini.
7. Aria na opera Giotanna d'Arco, cantada pelo
Sr. Tosellifer4i.
8. davalina da opera Ilombardi, executada na re-
beca pelo menino mais moc,oVerdi.
TERCEIRA PARTE.
9. Symphonia pela orcheslra.
10. Cavatina Caita Diva na opera Norma, execu-
tada na rabeca pelo beneficiado mais velhoBel-
uni.
H. Duelo Elitir d'Amore, cantado pela senhora
Deperini eoSr. TosellDonitetli.
12. Lindo Ibema sobre motivo da opera Copulan,
com urna brilhante valsa deStrauss pelo menino
mais moco; com que terminar o espectculo.
Straus.
Com esteescolhidodivertimento, esperam os me-
ninos beneficiados merecer a valiosa proteccao do
Ilustrado e generoso publico desta cidade.
Os mesmos agradecem muito aos Sis. artistas me-
lodramticos, a senhora Margarida Deperini e ao
Sr. Toselli, o-obsequio de se prestarem gratuita-
mente a cantar no dito beneficio, com o que con-
tribuir m mais a abrilhanlar a referida noite,
N. B. Os bilhetes se aclta m venda na casados
beneficiados, no Ilecife, Motel-Francisco, ou na ca-
sa da senhora Margarida Deperine, na doQueima-
do, n. 16, o no dia do espectculo, no lugar do cos-
tume.
TERCEIRA PARTE.
1. Symphonia.
2. Rondo final da opera Sapho, por Margarida De-
perini.
3. A muito engracada aria da opera Os engeilados,
por Jolo Toselli, o qual apparecer em scona com
duas lioneras, que fingirao outras tantas (linas
suas.
4. Walsa pela orchestra.
5. O multo applaudido dueto da opera Finita del
Regiment.
Com este escolbido divertimento, que constitui-
r urna das assignaturas promovidas por Margarida
Deperini, os beneficiados esperam grando concur-
rencia o a mais assignalada protecco, compromet-
lendo-se a empenhar os ltimos dos seus esforcos
para que o espectculo se torno digno das pessoas
a que he dedicado.
Como est muito prxima a sabida dos benefi-
ciados, clics rogam ao Ilustre publico pernambu-
cano digne-se de tomar bilhetes para ambas as
noiles: entretanto, so isto nao for possivel, pode-
rfio os amadores tomar bilhetes para urna sodas
indicadas noiles, certos de qne nem por isso ser
menor o reconhecimento dos mesmos beneficia-
dos.
PHECOS DA EMRADA.
Platea geral o 1." galera.......1,000
2.', 3.' c 4.' galera.........2,000
Os bilhetes que ainda restam, vendem-se na ca-
sa de Margarida Deperini, ra doQucimado, n, 16,
primeiro andar.
Avisos martimos.
PRESOS.
Primeira ordem, lados 6,000 rs e frente 10.000 rs.
Ordem nobre, lados 8,000 rs., e frente 12,000 rs.
Torrmhas, lados 2,000 rs.,' e frente 4,000 rs.
Varandas, 500 rs.
Para a Baha salte, no dia 10 do corrente, a su-
maca Carlota: s recebe miudezas e passageiros
para urna c outra cousa, trata-se com o proprieta-
rio, Jos Concalves Simas, ou com Luiz Jos de S
Araujo, ra da Cruz, n. 26.
Para o Rio-de-Janeiro segu viagem cm poucos
das o brigue-escuna Bella-Virginia, por ter seu
carregamentpquasi prompto : para o resto da car-
ga e passageiros, trata-se na ra da Cadeia do Reci-
fe, botica n. 61, de V. Jos de Brito.
Par o Ko-ile-Janeiro pretende largar no dia
9, nlo havendo inconveniente, o brigue Esptranca,
eapililo Jos Alves Carneiro, o qual podo receber es-
cravosa frele : quem pretender pode contratar com
Amorim Irmfios, ra da Cadeia, n. 45.
Para Loanda sabe com baevidade o brigue por-
tuguez/foio: de que be capito Jos Francisco da
CoslaJocho, para carga miuda ou passageiros, pa-
ra o que temxcellentes commodos, trata-so com
os consignatarios, Francisco Severiano Rabello &
Fillio, ou com o capito na praca do Commcrcio,
oua bordo.
Para o Cear pretende sabir, at o meiadodo
presente, o hiate Novo-Olinda, meslre Antonio Jos
Vianna; os prelendentes a carregarem, e a Irem de
passagem, se enlendero com o mosmo metre no
Trapiche-Novo, ou na ra da Cadeia-Velha, n. 17,
2. andar. '
- Para Marseiha a barca franceza lult, prxima
a sabir; recebe passageiros, para o que tem exced-
ientes commodos : a tratar com o capito a bordo,
ou em casa dos consignatarios, R. Lasserre & Com-
panhia na ra da Senzalla-Velha, n. 138.
Para Lisboa pretende sabir, no dia 20 de feve-
reiro, por ter a maior parle da carga prompta, o bri-
gue portuguez Concricio-d.e-Mara : para frete e pas-
sagoiros, trata-se com o capillo na praca do Com-
mercio, ou com consignalario. Tiloma/ do Aquino
Fonseca, na ra do Vigario, n. 19.
Leilao.
Adour & C. farSo leilao por intervengo do ror-
retor Olivera, de pertoito aortimento de fazendas
francezasdeseda, Ifiaealgodflo, todas propriasdo
Ao resneitave! oabco *(e'"jra o '-
sotireiro da lotera do hospital Pedro II,
que as rodas da segunda quinta parte
correm infallivelmente no dia marcado,
{24 do corrente mez ) no meshio lugar
da antecedente ; e pede aos Senhoreaque
aparta rain bilhetes, que hajam de ir bus-
ca-Ios, pois que teem sido procurados al-
guns dos nmeros queforam escollados,
c n3o os pode vender, sem sua decisSo.
N. B. Alm dos lugarf j enfun-
dados para a venda dos bilhees, acham-
se tambem de prximo na I o ja de cambio
do Sr. Manoel Gomes da Cunha e Silva,
na na da Cadeia do btirro do Recife.
Arrenda-se um terreno no lugar de S.-Amari-
nho proprio para plantar: a tratar no caes da Al-
fandega, n. 5, ou na ra da Madre-de-Deos, n. 36,
primeiro andar.
Precisa-so de um pequeo de 12 a 15 annos,
para caixeiro de um venda dando fiador sua
conduc la : na na de Agoas-Verdes, n. 48.
Contina-se a dar dinheiro a premio em peque-
as quantias at 4:000,000 de rs., sobro penhores do
caro fi prsts ou por cutres garenss a conten*":
na Soledade, sitio da cscala.
-- Offerece-se urna crioula para ama de urna ca-
sa de homem solteiro 011 de pouca familia : na ra
dasCruzos.ii. 12.
Furtaram, do lugar dos Remedios urna canoa .
aberta, de carrera ,com paneiro o bancos atravos-
sados, por dentro pintada de verdo e por fra do
roxojtem na proa um ferro a maneira de gancho :
he de Cyprianno Luiz da Paz, boticario na ruado
Collegio, n. 6.
No Alerro-da-Roa-Vista, n 1, precisa-so de urna
ama secca que saiba tratar de meninos.
Na casa de modas francezas do Ateno-da-Doa-
Vista, n. 1, precisa-se de um menino de 10 a 12 an-
nos para caixeiro, dando flacfor sua eonducta.
Precisa-so de um forneiro para urna padaria f-
ra desta praca : a tratar no pateo do Carmo, n. 17.
Na mesma casa tambem so precisa de um caixeiro
de 10 a 12 annos o que seja desembaracado.
Precisa-se alugar duas pretas para venderem na
ra, que sejam fiis; pagam-so bem : na ra de
Moras 64.
Quem precisar de um rapaz para escrever em
escriplorio, oupara outra qualqueroccupacflo, pa-
ra o que tem ptima letlra queira annunciar, pois
prerere sabir da casa aonde est, por motivo da
pouca pratica da escripia que all adquire.
Joaq uim Bernardo dos Rcis faz seient por es-
ta folha, que, em 7 de outubro de 1847, comprou'a
Antonio Jos Soares 317 caixinhas com charutos, a
prazo de 4 mezos, sendo estesjde 3 qualidades, como
se v nos precose marras a saber: 107 caixinhas
de 100 charutos de regala da marca B & I, a 1,300
rs. ; dem 115 ditas com ditos da mesma marca do
meia-regalia, a 1,050 rs.; dem95 ditas com ditos
da marca C& M de regala a 1,100 rs ; e declara
queassgnou unta letlra da quantia de 364,350 rs.
ao ditoSr. Soares importe das 317 caixas com cha-
rutos conformo a conta que su aclta om seu poder,
tirada por mito do dito Sr. Soares.
Domingo, 6 do fevereiro as oito horas da noi-
te, na ra Nova, furtaram das mlos de urna rapari-
ga um par de brincos chatos e pequonos, com
duas oitavas do ouro de Ici; quem o furtou foi urna
preta que estava conversando com a dita rapariga,
dizendo que era captiva, e que a senhora a quera
vendor e chamava-se Mara Joaquina : no meio da
conversa passou a mil o no Ionio que a rapariga tra-
za os brincos e correu. Roga-soa quem souber da
dita preta.ou a quem forem offerecidos os ditos brin-
cos, {os apprehend o leve-nos a ra do Encanta-
mento sobrado de 3 andares n. 4, que ser grati-
ficado.
Aluga-se um armazem na ra larga ,do Roza-
rlo; urna casa na ra da Conceicilo da Boa-Vista ;
Urna loja no Aterro : a tratar mesmo lugsr, n. 43.
Joaquim Antonio do Forno morador nn ra
das Clnco-Ponlas, n. 38, avisa aolllm. Sr. Dr. Gal-
amo Fcrreira Gomes, morador na comarca do Cabo,
que em sen poder existe urna lettra, passada por S.
S., da quantia de 40,000 rs. a vencer no dia 12
do corrente : por isso o previne, para que no [men-
sionado dia a mande resgatar.
Precisa-se do urna ama para o servic de urna
casa de pouca familia e que seja fiel: na ra de
Moras, n. 5.
Alugam-se prelos possantes, pagando-se 800 ra.
por da a cada um ; quem os tiver o quizer alugar,
dinja-se a ra da Ponha, n. 5, 1. andar.
Um rapaz portuguez, do 18 annos, com bastan-
te pratica de negocio, se offerece para caixeiro de
qualquer esUbclecimento, excepto venda : quem
precisar dinja-se a ra da Senzalla-.Nova, n. 26, ou
aiiuuncie.
* O Sr. Joo Cavalcante;.v{\
Mello o Albuquerqun, empregado na Th. fto'v
3oCole{or. r"Vr' drgr"Se Umra d*-*W^
Pordeu-se no dia 5 do corrronte. do bairrodo
Recire ale o de San-Jos, um a IfenUo de ouro esmal-
tado, com pedras do diamante : roga-se encareci-
damente a quem o achar que, por sua consciencia, o
lovenaruada Senzalla-Vefl.a, n.U, que ser ge-
nerosamente recompensado ; e tambem so roga
aos Srs. ounvese mais pessoas a quem seja offero-
cido, hajam de o tomare participar na mesma casa
ClIllM,
O Sr. J0S0 Xavier da Maia tenlta a bondade de
apparecer na ra da Cadeia de Santo-Antonio, n. 19:
leresse8 V" "" 'h pede' a neRooio deseu '"" *
-Ouerece-se, para ama de urna casa urna parda
rorra, que cozmlia, lava de sabSo e trata de meni-
nos : quem deseu prelimo se quizer utilisardirija-
ae a ra da Guia, casa terrea n. 47.
- Precisa-se do urna ama capaz para casa do um.
homem solteiro: a tratar com Valentiin Jos Crrete,*
00 Recife, coro tenda de barbeiro,
.
MUTILADO


ra*W'r-fB -'. 9%* --" '
s_--------- ---------------------------L
O abaixo assignado ensina emsua casa, no A-
terro-da-Boa-Vista, n. 82, geographia e francez, e
ira dar licOes em casas particulares.
________'..

Dr. Joaquim de Oliteira Souza. '
Troca-se un muito rico e asseado
presepe do nascimcnto do Menino-Deos,
chegado pelo ultimo navio de Portugal, e
or romtnodo preco
na ra do Vgario,
do Sr. Manoel Jos
armazem de assucar
de S'otiza Carneirc.
--Precisa-se arrendar um engenho perto desta
praca para o sul, moento e corrento, con boas
trras de prodcelo com algunia fabrica ou sen
ella : quem tiver diriji-sea ra do Cabug loja de
ourives, do Sr. Manoel Antonio Connives, que se
dir qtioni pretende.
I'rocisa-se de um caixeiro para tomar conta de
urna venda em Fra-de-Portas n. 56 : a tratar na
mesma venda.
- Existe para se arrendar urna
muito boa loja, no melhor lugar
da'ra do Queimado^ para qual-
quer estabelecimento commcr-
cial : d se seguranca do arren-
da ment por tenipo suffciente.
Ospretendeules dirijauvse a mes-
ma ra, n. 2.
O abaixo assignado tem estabelecido, desde ja,
na ra do Apollo, cusa n. 14, primeiro andar, sb u
inspecQilo de pessoas habilitadas, as soguintos aulas:
primciras lellras, lutim, francez, lgica e geometra.
Os alumnos das duas primeiras aulas pagaro 3,000
rs., os do outras 4,000 rs. Os quo quizeiem frequen-
ta-las comparecerao a quaiquer iiora do dia na uiiu
casa.
Pedro Vertir da Silva GuimarSei.
Aluga-se um bom armazem para carne secca ,
narua da Praia, n. 43, com commodos para fami-
lia : a tratar no mesmo armaiem.
mwm\
'$'?
1 vp
^
i
Rouard,borticultordeLyon,
tenoo chegndo ullimamenlo de Franca
com Um grande suri i metilo do arvurus
fructferas, plantas do dores, semenles de
ditas eborlalices, avisa ao respeitavcl pu-
blico que o quizar honrar com a sua con-
ianca, ijue ello abri urna loja na ra do
Aterro-la Ba-Vista, n. 6, aondo acharlo
venda um sorlimento como al hoje uo
chegou em Pornanibuco, lauto pala qna-
lidade das plantas como pela boa qu anda-
do das smentes, das batutas e das ceblas.
Perilcu-sc, no1.cdo corrente, nobairro do
Sanlo-Anlonio, vindo do Hecife, um quurto pe-
queo alasflo com urna orcllia cortada e com a mar-
ca meoia-lua em um dos quarlos : quem o tiver
adiado on doli der noticia, dirija-se u ra da Ca-
deia do Hecife, n. 52, aonde sera generosamente
recompensado.
Precisa-se de urna ama para todo o servico de
uma casa de pouca familia : quem estivor nestas
circumstancias dirija-se a ra da S.-Cruz, n. 24.
em troca de outros novos, mediante uma commoda
indemnisacSo; c finalmente faz todas us obras con-
cernentes ao seu oTcio com a mesma perfeiQIo e de-
licadeza com que se trabalha em Paris, esperancan-
do que as pessas quo o honrarem com a sua con-
flanca hSo de ficar completamente salisfeltas.
Jos Fernandos Povoas faz publico, que a casa
da ra do Amorim, n. 29, annunciada para ir a pra-
Cfi pela fazenda publica, em rasiJo de se adiar a dc-
yer as dcimas, declara que foi um completo en-
gao da parte de quem fez o annuncio, porquanto
a referida casa, hoje da posso o dominio do annun-
c:ante, na:!."! devea fszcnda nacinl: a qual eal
paga e satisfeita, cujos rBcibos existen na mffo do
annunciante : e quem lancar na dita casa perde o
tempo.
Precisa-so de um caixeiro portuguez, de 14 a
15 annos, sendo dos chegados ltimamente : no pi-
teo da S.-Cruz, n. 14.
Aluga-se uma ama para uma casa capaz, de pou-
ca familia : na ra de Manoel-Coco, n. 16.
~ Perderam-se, no dia sexta-feira, pelas 2 horas o
meia da tarde 250,000 rs., em duas cdulas [sen-
do uma de 200,000 rs. de estampa branca, o a
outra de 50,000 rs. pelas ras seguinles : Nova ,
Cabug, Queimado, Livramento, na volta pela mes-
ma pateo do Collegio, na ropartieflo do correio ,
Passeio-Publico, ponte, Cadeia-Velha e Vigarlo.
Itoga-so a pessoa que achou querendo restituir,
dirija-se a praca da Independencia livraria n. 6 e
8 que recebe 50,000 rs. de gratilicacao.
Limpam-sc imagens de podra, citas na Baha,
e coneertam-se na melhor forma possivel, quo llcam
tnesquaes, ou melhoresdo queasque veem da Ba-
ha: tudo^or barato preco: na ra da Alegra, n. 42.
Aluga-so o segundo andar do sobrado da ra
DIreila n. 20, com bons commodos para familia
Iratarna mesma ra, n, 93,'1. andar, esquina do
becco do Serigado das 6 as 9 horas da manhaa e
das duas s quatro da tardo.
Aluga-se urna casa terrea som reparlimento,
propria para recolher gneros da alfandega, e por
aluguel muito barato, na ra do Amorim, n. 32, que
leve armazem de socar assucar : quem a pretender
dirija-se ra da Cadcia do S.-Antonio, casa de um
s andar n. 18, ou ra da Cadeia do Hecife, loja
de ferragens, do Antonio Jos Vidal.
Jacaranda no melhor: na ruada Santa-Cruz, venda
n. 5.
Compra-se a .historia dos presos da torre deS -
Juliflo da barra de Lisboa : quem a tiver annuncio.
Compra-se uma canoa semcoberla, que pegue
em 6 caixas de assucar inda que sejaem bom uso:
na ra Nova, n. 21, primeiro andar.
Compram-sedous bois de carro .anda quose-
jam magros : na praca da Independencia livraria
ns. 6 e 8.
Compra-ae uma escrava quo seja perfeita cozi-
nheira, engommadera o costureira, nao so olha
o preco : na ra do Vigaro, n. 24.
Compram-seOa 30 burros, a preco de loo/
rs., sendo grandes, mansos o gordos: na ra Di-
reita, sobrado n. 121.
e 0U-
Vendas.
Antes que se a cabe m !
Vendem-se muito bons sapales de pa-
jas, de bezerro francez, a sete pataos ; c
botins de dilo a 2,5oo rs.: no Aerro-da-
Visla, loja de calcado, n. 74, junto bo-
tica do Sr. Braulio.
Vende-so uma barcada do 24 caixas: no Forte-
do-Maltos, a tratar com Joaquim Francisco de
Alem.
Ensina-se em casas particulares,
nesta cidade c seus suburbios, a
ler, escrever, contar, doutrina
chrislaa egrammalica porlugueza,
com perfeicSo e zeloso cuidado,
por mdico precor na ra da Hi-
beira da Boa-Vista, n. 35, se dir

M. S. Mawson, dentista, recentemenlo chegndo da
Europa acha-se residitido no Itecifo ra do Tra-
piche-Novo n 8. segundo andar aonde contina
a por denles mineraes, licando incorruptiveis, e
apparecendo intciramcnle como naturaes : tamben)
lira a pedra, a qual, nio sendo exlruhidn em pou-
co tenipo tando arruina os denles; chumba com
ouroou prala para privar de augmentar a corrup-lzcr todo o mais servico do urna casa dehomens sol-
ero; la mbem lira, lima e faz todas as operacOes teiros, o qual seja liel e capaz : na ra da Cadeia do
denlicaes com a maior delicadeza possivel. Elle es- Hecife loja n. 40.
-Os abaixo "signados, negociantes e morado-
res na villa do Cralo, provincia do Cear, fazoni sci-
enle ao publico quo nestn data reunirn) scus'pe-
q lenos fundos o conlraliiram una sociedade ; o por
isso d'ora em dimite se assignnrflo, 110 que perteucer
n seus negocios, pormiliar & Irmilo ; (cando em
vigor suas assignaluras anteriores. Grato, 30 de
novembro do 1847. Joaquim Jj>pe Itaymundo do
llilhar.--Pedro Jote Concalves da Silva.
Pergunla-sodo novamento ao Sr. Antonio de
Faria RrandSo Cordoiro se quer ou iio mandar
as 9 onavasemeia deouro quo recebeu do Sr. B.
F. de F. T. em pagamento de uma lellra que so Ihe
eonliou para cobrar; pois parece que a demora he
sufllcieme de esperar na fabrica de licores do Alnr-
ro-da-Boa-Vista, n. 17
I'rccisa-sedeum Brasileiro, 011 Portuguez, que
entenda do agricultura, e se subjeile a feitorisar es-
cravos: na ra .Nova, por cima da botica do Sr,
Pinto .
A abnixo assignadn faz publico, por meio do
prsenle annuncio que quanlia alguuia deve, por
pequea que seja, a pessoa algumu seja debaixo
de que titulo Tur : todava se algueni sejulgar seu
credor pode, no prazo de 15 dias, contados da pu-
blicacno deste, dirigir-so sua casa no becco do
Abren, n. 6, segundo andar, com os seus (lulos Ic-
galisados. para serem resgalados. Hecife, 7 do
fevereiro de 1818. I). Anna Hila .iirosu.
Massy lirowne, subdito inglez retira-se para
a Bahia.
Precisa-se alugar um prolo para cozinhar e fa-
pera aue os elogios e o muito patrocinio que tem
recebido pelos beneficios que (em produzido na sua
pratica durante 7 anuos do residencia nesla cida-
do, serfio garantas sulficientcs para ns pessoas que,
precisando de seu prestmo nflo o deixcm de pro-
curar.
Mappa lopogra|)hico da cida-
de da Bahia e seus s luir
bios.
Acha-se deposlaila na sal da associucilo com-
mercal uma lisia para as assignaluras das pessoas
que quizerem subscrever para um ou maisoxcmpla-
res do mappa aciuin a rasfio de 20.000 rs. cada
excm[ilar, pagos, a melade no acto da assignatura ,
e a outra ao receber o referido mappa A fiel en-
trega ser garantida pelo Sr. F. H. I.utlkens nego-
ciante estabelecido nesla praca com escrptorio na
ra da Cruz, 1. 40 o qual so encarrega de receber
as assignaluras.
Agencia depassaportes.
N ra do Collegio, n. 10, o no Aierro-da-Boa-
^ista, n. 48, continuam-se a tirar passaportes tan-
to para dentro, como parafra do imperio; assim
como despacham se escravos: tudo com brevidade.
FABRICA DE CHAPEOS FHANCEZF.S NO ATF.ItH-
DA-BOA-VISTA. ti. 5.
Vctor Deiiya, chapeleiro francez, liavendo eslabe-
lecido una fabrica do chspos no Aterru-da-Boa-
Vita, loja n. 5, tem a honra de convidar aquellas
pessas que aprecian o que he bom, a visitaren) o
seu estabelecimento, onde encontrarlo sempre, por
um prego rasoavel, um bello e variado sorlimento
de chapeos do mais8pura>lo gostoe ultima moda do
Paris. Elle previne ao respoitaval publico desta capi-
tal, que fabrica c prepara chapeos das mais superio-
res massas, em tudosemelhanles aoa quovecm de
O Sr. Honorato Jos do Oliveira Fguoredo quei-
ra annunciar sua morada ou dirigir-se a praca da
Independencia, livraria ns. 6 e 8, que so Ihedoseja
Tallar.
Joo Teixeira Soares, negociante estabelecido
na cidade de Macei, previne ao respeilavel publico
e particularmente a Senhora I). Pbiladelpliia Padi-
llia, que, tondo-lho sido roubadaa quanlia de 450/
rs, por seu raixeiro Antonio Fcrreira CoiUnho
agora tem |a certeza quo desse dinheiro existem
350,000 rs. em mao de Anna F'rancisca Fortes, mo-
radora nesla cidade, remedidos pelo dilo seu cai-
xeiro, para alforria do uma parda da referida Se-
nhora I. Philadelphia, de nome Verianna: e para
que, pelos meioscompetentes, so possa arrecadar o
sobredilofurto, se faz o presente, aliui de quo niu-
Kuem contrato com a indicada Anna Francisca For-
tes, nem del la receba o mencionado dinheiro, sb
pena do ser considerado couivente no mesmo furto.
OIJDADORN. 255,
acha-se venda : (rala da revoltanto deniisso do
Sr. Jos Soares de Azcvedo.
Vendem-se 25 pipas vasias casco a porlugue-
za sendo todas despejadas recentemento pelo ba-
toqde : na ruado Trapiche, n. 44, ou a fallar com
Firmino Jos Flix da Rosa.
Vendem-so terrenos muito bons para se edifi-
car por terem boas proporges e ja estarem ater-
rados: a fallar com Manoel Luiz da Veiga quo di-
r quem vendo.
Vende-se uma vacca boa de leito, que se achs
agora sem elle : na ra da Madre-do-Doos, n 36
primoiro andar. '
--Vende-se urna morada de casa torrea, narua
das Cinco-Pontas, n. 78 : a traar na mesma ra
n. 112. '
Cortes de alena.
A fazenda mais perfeita que tem appa-
recido so os cortes de alcina, par ves-
tidos de senhora,- nao s pelas delicadas
cores, como pelos lindos padrSes, por
nao desbotarem, e por serem do ultimo
gosto de Paris. Estes cortes vem pti-
mamente acondicionados, cada um em
sua capa, c sao feitos na principal fabrica
de PariS ; sendo de quatro qualidades dif-
ferenles, c nos precos de 3,200, 3,Goo,
3,8oo e 4,000 rs : m loja nova de Hay-
mundo Carlos Leile, na ra do Queima-
do, n. 11 A.
Cadeiras de pind polka
e ta bons de pinho mas-
hurka.
He ebegado um novo carregatnenlo Je
taboas de pinito dd Suecia, sendo costa-
do, costudinho, assnalbo e forro, e para
fundos de barricas ; tod esta madeira lie
sem nos, propria at para envernizar ;
assim como americano, de todas as lar-
guras e com primen tos. Os freguezes a pro
veiteiii-se da Laralea do preco : .itrs do
tbeatro, armazens j beni conbecidos,
ha bastante tempo neste negocio, pois-
que agora queima por lodo o preco; a tal-
lar a Joaquim Lopes de Almncida, caixei-
ro do Sr. Joao Mathens.
Vendem-so 3 moleques de 14 a 15 annos, bo-
nitas pecas ; duas pardas de 20 annos com todas
as habilidades com crias do annos e do bonitas fi-
guras : na ra das Flores, n. 17.
rs. ; perfumaras por barato preco,
tras mais pechinclias.
\o Aterro-da-Ba-
Vista, loja nova,
n.2,
vendemse brins de cores, pelo
diminuto preco de 280 rs. o co-
vado; suspensorios a 100 rs. cada
par; e lencos a 120 rs.
Vendem-se 5 molec5es, de 18 a
annos, umdos quaeshe perito carreiro ; a
pardos de boa conducta ; um negro de 35
annos, por 36o?ooo rs. ; um dito por
i8os;ooo rs. ; um moleque, de i3 annos ;
um dito de noc3o, de n annos, queja
cozinha sofFrivelmente j uma negrinha de
11 annos; uma negra Lda quitandeira,
de narao Costa ; tuna mulatinha de 18
annos, que coze muito bem, engomma e
cozinha ; uma moler de 19 annos, com
as mesmas habilidades ; duas pardas de
ptima conducta ; duas negras mocas,
ptimas paraotraballto de campo : na ra
das Larangeiras, n. 1 '(,>." andar.
Na loja deMagallies& Irmao,
na ra do Queimado, n. 46,
vendem-so corles das bellas princezinas, a 11/ rs.;
ditos de cambraia aberta.a 5/ rs.; ditos de cambraia
de dille enlcs qualidades a 4,000 e 4,800 rs.; ditos
de dila de barra a 4,200 rs ; lencos de seda de pe-
so, muito finos a 1,600o 2.000 rs.; ditos de selim
para grvala, a 4,000 rs.; chales de seda do 14 quar-
las, a 11,000 rs., manas de dito a 9,000 rs.; cha-
les de balzuriua, a 2,000 rs.; ditos mais ordinarios ,
a 800 rs.; lustrim rxo sem defeito, a 4,800 rs. a
pei;a ; biim branen trancado, de puro linbo, a 1,400
rs. a vara ; dilo, dilo, a 1,120 rs.; cortes de colle-
le de casimia eseda a 4,000 rs. ; ditos de setini
preto do listras a 4,500 rs. ; ditos de distilo, a 800
rs.; brirn de algodflo para calcas, a 240 rs. o cova-
'lo ; riscados francezes a 220 rs. o covado; bicos de
differenles qualidades; cassa de quadros muito fi-
na, de 10 varas, a 3,200 rs. ; meiasdo horneo, se-
nhora e meninas : e outras militas fazendas que pe-
lo seu mdico preco devem agradar aos freguezes.
D3o-so amostras a qualquor casa que as pedir.
Vendem se cinco escravos,
j^] Vendem-se, na ruada Cadeia do [bj
Compras.
-ii
Compra-so um par de brincos modernos, de
ouro de lei, sen feilio : na ra de Hortas, n. 62.
Compra-se um taboleiro de jogo de gamo
com lodos os seus pertences : na ra da
Hecife a fallar com Jos Gomes I.eal.
Compra-se uin ornament completo, branco e
encarnado, para celebrar missa novo ou usado
em bom estado: na ruw da Cadeia-Velha loja n.
50, de Cunlia & Amorim
Compram-sedous carros de mo, com algum
uso: na ra da Praia n. 20, ou no Aterro-da-Boa-
Vista, n. 34.
Compra-se uma preta moca que saiba cozinhar,
entornillare vender na ra : na ra da Cadeia do
Franca, e ao gosto e vontade das pessas que Ib os Rocife, n. 50.
encominendarein ; arma chapeos para padres, e faz Compra-se um oratorio de tres faces, obra mo-
todoogenerodecoucerlos; recebe chapeos usados Jderna : serve mesmo com algum uso, e se for de
sendo urna prela perfeita engum
madeira, costureira, e cozindeira,
muito moga e de elegante figura;
um lindo moleque de doze annos;
e tres pretos mocos e de muito
boas figuras: narua do Crespo,
loja n. 2 A, se dir quem vende.
M^ Vendem-se chapeos de superior
^5^castor, brancose pretos, por preco
muito barato : na ra do Crespo,n. 12,
loja de Jos Joaquim da Silva Maya.
No botiqun Cova-da-Onca --, ra larga do
Rozarlo,n. 34, vendem-se lnxas de Hamburgo de su- .
pcriorqualidade, pequeas, a 100 rs.; immediatas,
a 160 rs.; e maiores, a 240 rs. por, se querer concluir
este negocio, por o seu dono ter de seguir para a
Europa a tratar de sua san Je.
Vendem-sfe aeces da ex-
tincla companliia de Pernambuco
e Parabiba: no escriptorio de O-
Iiveira Irmos & C, ra da Cruz,
n. 9.
-- Vendem-se casimiras novas,
despachadas bontem, mais bara-
tas do que em outra qualquer par
le: BU loja de Gusmo Jnior &
lrmao, ra do Queimado, n. 39.
Vende-se ou a luga-se uma escrava para todo
servico de urna casa : na ra da Cadeia de Santo-
Anlouio, n. 19
- Vendem-se ancorlas de
diversos lmannos, com vindo da
Aterro-da-Boa-Vista, loja del Madeira, tinto e branco, de supe-
calcado* n. 38, junto ao becco dos Fer- qualidade: no escriptorio de
reros, acha-se a venda por barato .. 1 p /-, *
preco, o seguinle : sapaloes de bezerro, ^'veira Irmaos OZ C, na ra da
Cruz, n. 9.
Vendem se diversos escravos, che-
gados prximamente do Cear, pretos,
pelas, mulatos e mulatas, de boas figu-
ras, proprios de todo o servico de casa e
campo ; entre os quaes duas mulatas, ama
muito boa engommadeira e outra padeira,
e um mulato perfeito odicial de carpina :
na ra do Crespo, loja n. 2 A, se dir
quem vende,
IJTl Recite, n. 37, cera em velas
'rjj bricadas no Rio-de-Janeiro, em
' uma das melhores fobricas, em cai-
xas pequeas, de urna at dezaseis -
em libra ;e caixotes com ditas, a- tii
bricadas em Lisboa, sorlimento ao
gosto do comprador : e tamben se
vendem branddes, fnbricados no
Rio-de-Janeiro, e tudo por preco
mais commodo do que em outra
qualquer parle.

i
i
^:E5^t^cErJ
Vende-se um jogo de dicicnarios italiano e por-
tuguez : na ra d Queimado, n. 17.
[No
Cadeia dolpara liomem, a 1,000
. cezes de liezerro, a a,i
rs. ; bolins ran-
000 rs. ; ditos de
Lisboa, a 1,800 rs.; meios ditos, a 1,200
rs. ; sapatos de bezerro nglezes de orc-
Iha, a 640 rs.j sapatos de orelha, de lus-
tro, para liomem, a 800 rs. ; sapatos de
marroquim, para homem, a 5oo rs. 5 bor-
zeguins, a a,000 e 4ooo rs. sapatos de
panno, para senhora, a 600 rs ; ditos de
setim, a 800 rs. j sapatos de cabra, a 3ao
^^^^iB


*m
^
**
Vendem-se cabos de cairo em grandes, ou pe-
Soeiias porges: no trapiche do Ramos, armazem
a esquina.
-- Veniem-se pegas de chitas limpas, escuras e
muilo oncnrpadas, a 4,600 rs. e a 120 rs. a retalho;
ditas cor de rosa, lixas e muito bonitas, a 5,500
rs. i' a 160 rs. a retalho : na ra estrcit;. do Roza-
rio, n. io, tcrceiro andar.
-- .\a ra do Trapiche, csciiptorio de Firmino
Jos Flix da Rosa, n. 34, vende-se alcalrfio da
Suecia de superior qualidade, e reccntemenle
chegado a esto mercado, em lotea al de ,um barril.
Na i ua Dii eita, ;, 55,
vende-se um par de embonos de pao do cedro pa-
ra barcaga ; 2 travos o um pedaco do pao de con-
dur ; azeile do carrapato a 1,200 rs. n caada;
pomada, a 230 rs a duzia ; c todosos mais gneros
pertencentes a venda por menos que em oulra
qualquer parto, e de multo boa qualidade.
-- Vendem-se. na ra da .Cruz, n. 46 condegas
com peras ; ditas com figos ; djtas com pecegos ;
latas com figos; ditas com hcrvilbas; ditas com
sardinhas; ditas com bolachinhas de araruta : mas-
sas finas em caixinias ; ciiocoiale do canelia de
Lisboa; meias barris'rom vinlc o tantas libras de
manteiga iogloza de muito superior qualidade, e
piopria para casas particulares : tudo ltimamen-
te chegado por diminuto prego,
Vendem-so doces seceos de caj, sidrao, li-
mfio e laranja, a 400 rs. a libra c de abobra a 320
rs. : bem como das mesmasqualidados de calda a
280 rs. n libra, e o de abobra, u 240 rs. a libra : asse-
gura-so a boa qualidade por screm muito bem fei-
tos : vendem-se cm grandes e pequeas poicos: na
ra da (loria, n. 60.
Vendem-se 3 lindos moloques de 12 a 18 anuos ;
3 pardas com habilidades; um preto bom carreiro;
2 ditos para lodo o servigo por screm bom robus-
tos e do bonitas figuras; 3 pretas mogas com habi-
lidades e de elegantes figuras ; 2 dilas do meia ida-
de urna por 160,000 rs e a onlra por 300,000 rs.:
no pateo da matriz de s .Antonio, sobrado n. 4.
llill.o.
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes da
Alfamk-ga, armazem de Antonio Aunes.
Vende-se um terreno com 117 palmos de fren-
te e 89 dilos de fundo em estado de se edificar,
por nffo precisar aterro em cujo terreno podem-se
fazer Ires ptimas mei'agoas na ra do Pilar cm
Fra-do-Portas, do lado da maro grande: nadita
ra, n II, no pateo da igreja do Pilar das 6 horas
da mandila s8.
Vende-se o tresenario do S. Francisco de Paula,
obra til aos devotos do dito sanio, as lojas de
livros dos Srs. Sanios & Companliia atrs do Cor-
po-Santo ; Cardozo Ayres ruada Cadcia ; e em S.-
Aulonio praga da Independencia ns. 6 c8.
Panno fino mese! a (I o.
Vende-so superior panno fino mescla-
do de todas as cores; casimiras fran-
cezas, clsticas, pretas e de cores ; pan -
no fino preto o de coros ; sarja de soda
hespanliola legitima ; cortes do cam-
braiadeseda padres novos; alpaca
muito fina ; chapeos de massa france-
zes da ultima moda ; toalhas ricas ;
guardanapos o aloalhados;c oulras
militas fazendas finas: tudo mais ba-
rato do que em oulra qualquer loja : na
ra do Queimado nos qualro-cantos,
loja do sobrado amarcllo, n. 29
Vendem-se caixasdc cha liysson de 13 libras ,
em porgfio, ou a retalho: na ra da Alfandega-
Vellia n. 36, em casa de Matheus Auslin & C
FARELOS.
Vendem-sesaccascom farelus, chegadas ltima-
mente, a 3,500 rs.: no armazem de J. J. Tasso Jnior,
ra do Amorim, n. 35.
Vendem-so 6 lindos moloques, de 15 a 20 an-
uos, sendo um delles ptimo cozinheiro e carioeiro;
dous prelos sendo um cozinheiro, c o oulrO oITl-
cial de sapateiro do 25 anuos ; 2 pardos, sendo um
proprio para pattem e o oulro bom carreiro ; urna
iiiiilaiinha c 3 ucgriuhas de 12 a 13 annos mu lin-
das c com principios de habilidades ; 5 pelas do 20
a 25 anuos, entre as quaes algunas com habilida-
des : na ra lo Collegio n. 3, segundo andar, so
dir quem vende.
Vende-se bom capim a 200 rs. a arroba, edo
mais ordinario, a 160 rs. :em()linda ra da Boa-
Hora, Oma de muro novo, que va i ter ao. rio.
Vende-se urna mobilia le Jacaranda, completa;
3 pares de mangas de vidro.sendo 2 pares com flores;
una escrivaninha ; um globo; um oratorio com ima-
-gens ; umacommoda : na ra das Flores, n. 17 se
dir quem vende.
Vende-se um cavado alazfio, andador baixo
a.t esquipar, liem gordo e novo com selliin ou sem
ello : na rita das Flores, n. 17.
Vende-se um moleque de 10 anuos ; um preto do
Angola ile 28 anuos ; una parda de 28 minos: ua
ruados Tauociros, n 5.
Vende-se um pardo de bonita figura de 25 an-
uos he bom cnociro e lem principios de sapatei-
ro : na ra do l.oiicgio, venda n. 12.
Veiuleni-.se 6 cscravos sendo : 4 pretas c duas
pardas, muilo mogas e com elegantes figuras; um
mualo do 6 annos, bom canviio : vende-se por,
precs/io e se afianga ;i sus i onducta : no paleo di
S.-Cruz, n. 14, se dir quem vende.
Vende-se a loja de sapalos da praga da Roa-Vis-
ta : a tratar na mesma loja.
Vendem-se chitas prelas finas assclinadas do
ultimo gosto : na ra do Queimado, loja n. 5.
|Vende-se urna prcla de 20 annos, de bonita
(gura, que cozinha o diario de urna casa, lava
bem de sabfio o varrella e n9o tein vicios iieni
achaques : na ra da Concordia passando a ponle-
zinha a direila, segunda casa terrea, se dir quem
veuile.
Vendem-se, na loja de miudezas da ra do l.i-
vramenlo, ao pe do nicho, luvas lisas de pellica pa-
ra liomem esenhora 1,000 rs. o par; ditas rom-
.pridas enlejiadas ; ditas com palmas ; ditas do seda
piala ciifeiladas; ditas do seda de todas as cores;
pon tes de tartaruga para narraras; cortes de colle-
lo do gorgurlo de seda ; ditos de fuslSo ; lengos pa-
ra grvala; bicos de linho de todas as larguras;
couro de lustro; marroquim de todas as cores; li-
tas para cinteiro; finas caitas de massa de tartaru-
ga ; navalhas de barba muito finas: tudo por ba-
ratsimo prego.
Vende-se urna venda bem afreguezada para a
trra com commodos para familia o com os fun-
dos a contento do comprador a dinheiro, ou pra-
zo com boas firmas : o motivo por que se vende es-
ta taberna, tSo bem afreguezada so dir ao com-
prador : a tratar na mesma venda, na ra Formosa,
n. 5.
Vendem-se doos eaixfjes envidracados pro-
prios para venda por menos de seu valor : no pa-
teo do Paraizo, n. 20.
Vende-se urna venda na ra da Aurora n. 48,
com os fundos de 300 a 500,000 rs., oua vontade
do comprador; a qual tem commodos para familia :
a tratar na ra da Cuia u. 36, com Rernardino Jos
da Silva.
Vende-so um cava I lo rugo, muito carnudo,
bom carregador e muito novo, por prego commodo :
na ra do Hospicio, sitio do Lefio.
Vendem-se peinas de escrever, a milheiro por
3,000 i., uiheiro contado : na ra da Cadeia, loja'
de ferragens n. 53, de Jofio Jos de Carvalho Moracs.
Polassa.
Vende-se muito nova e superior potassa choga-
da ha poucos dias do Rio-de-Janeiro : na ra da Ca-
deia-Volha, armazem n. 12, de Rallar & Oliveira.
46.a lotera da S. Casa da Mi-
sciicordia da corte.
Vendem-so bilhetes e meios ditos desta lotera :
na ra da Cadoia-Velha, n. 29.
Na loja nova da ra do Quei-
mado, o. 11 A, de Raymun-
do Carlos .eiie,
aetia-M um completo sortimento de pannos finos de
todas as cores principalmente pretos : bem como
chapeos francezes ; los pretos, de seda e linho ; sar-
ja hespanhola verdadeira ; c todas as mais fazendas
j annunciadas por pregos mui rasouvois : tsmbem
lia chapeos do Chili, vindos do Monte-Chrislo da
mclhorqualidade, a 16,000 rs. ; chitas francezas
muilo largas a 210 rs. o covado ; ptimas pegas de
luslrim.scm defeilo cor de caf, verdee azul, a
6,400 rs
Na na do Trapiche, n. 17, con-
tina a ha ver deposito da verdadeira cal
virgem de Lisboa, ebegada prximamen-
te ; advertindo-se aos compradores des-
le genero que o deposito he j muito pe-
queo, e que da nova nao lia mais em
parle alguma.
Vendem-se duas boas cscravasj crioulas de
bonitas figuras e mogas, que cozinham, lavam mui-
to bem e engommam sfio sadias, e nfio se duvida
dar a contento para screm experimentadas : na ra
do Queimado, loja n. 51.
FAZENDA DO NORTE, A 6O.
Xa laja nova da na do Quei-
mado, 11. II A, deKaymf.11-
do Carlos Leite ,
aclia-so um novo sortimento de alpaca de linho, ou
fazenda do norte a 640 rs. o covado. Esla fazenda
torna-so rccommendavcl pela sua boa qualidade c
acertados padrOes : seu principal uso he para collc-
tes, palitos o caigas.
Vendc-se um preto do 18a 20 annos, perfeito
para qualquer emprego : na ra da Cadeia-Velha ,
botica n. 61.
Vende-so um fiteiro de aroarello, cm muilo
bom uso e mais urna tablela : na na do Cabug,
loja doourivcsn. 7.
Torrase por lodo dinheito.
Joaquim Remani dos Reis com deposito do cha-
rutos na ra da Cruz, n. 51, avisa ao publico, que
tem de parausar com osen gyro do negocio, por
causa do dono da casa ter de fazer obra na dita e
porcsle motivo ter de mudar-so pelo que l'ar um
abale nos pregos de seus charutos para cabarcom
ellos a saber : regala de boa qualidade a 1,280 ,
1,600, 1,800 e 2,000 rs. ; trabuquilhos a 1,500 o
1,600 rs. ; fabrica e marcado fogo a 2,500 e 3,20o
rs.; c oulras militas qualidadesdo charutos quo se
vendcrfiool pelo cusi, conforme a porgfio : tam-
bero vendc-se um grande balefio de volta e almufa-
da com lampo do amarado com 19 a 20 palmos de
comprimcnlo ,0 10 a 12 de frente, proprio par8
qualquer estabelecimenlo, por ser forrado por den-
tro; um candiciro de duas luzes, queso lem um
mez de servigo. Os preteudentes podem ir ver e
ajustar.
Vende-se a venda de Andr Nauzer da ra do
Camarfio, n. 7 na Boa-Visla indo pura o Hospicio:
a tratar na mesma venda.
Vende-se a pralica elementar da homceopathia,
precedida de um discurso conlendo a hisloria da
homoeopalhia ,c as principaes regras para a sua ap-
plicagfio por I). R. Mure por prego de 10,000 rs. :
na 1 ua larga do Rozario, 11. 52, segundo andar.
Nova alpaca, l
de sete palmos de largura, na
loji dcGuimares Seraim
$ ., rtia do Crespo, n. 5.
Vende-se a nova alpaca, Je se-
te palmos de largura pelo barato
prego de l$00 rs. o covado;
assim como atoilhailos de ricos
padroes, de 9 palmos de largura,
por mdico prego; e oulras mui
tas fazendas mas, de linho e se*
da, chegadas ltimamente esta
cidade, e tudo muito barato.
Na ra do Trapiche, armazem
n. 54,
vende-se assucar refinado, em p5o, a aoo
rs. s libra.
Vendem-se saccas com milho; ditas com ar-
roz de casca ; urna bandeja de casquinha prateada ,
com 18 casaes de chicaras e pires de porcellanadou-
rada ; urna cama de Jacaranda com iodos os seus
pe teneos; 18 cadeiras deamarello; um rico tou-
cador de Jacaranda ; lOquadros em ponto grande,
para estampas ; urna mesa redonda de Jacaranda :
na ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 1!)
Vende-se urna escrava de pouca idade, com
todas as habilidades : o motivo por que se vende se
dir ao comprador: a fallar com o major Mayor.
Vende-se um rnelhodo de flauta com pouco
uso, por barato prego: na ra de S.-Francisco, oa-
sa da esquina quo volta para a ra da Florentina.
Cheguem, freguezes, ao novo ba
rateiro da nova loja da
ra do Queimado, n. 39, de Cusmao Jnior & Irmfio,
que teem novas pcebinchas de fazendas finas e gros-
sas, como seja : madapolfio muilo bom, a 2,600 rs. a
pega, o a vara a 140 rs.; dito muito bom, a 8,200 rs.;
dito mais cima, a 3,600 rs.; dito muito lino, a 4,500
rs.; algodfio muilo bom, a 2,240rs., o a 14* rs. a ,va-
ra ; tilo mclhor, a 2,600 rs. a pega, e a vara a 180 rs.;
dito muito bom, a 200 rs. a vara, e a pega a 3,200 rs.;
chitas finas, a t60 rs. o covado, e a 5,500 rs. a pega ;
dita mlhor, a 180 e200rs e a pega a 6,500 rs.; dita,
a 220 o 240 rs. o covado, e a pega a 7,500 rs.; dita, a
260 e 280, o a pega a 8,000 e 8,500 rs.; o melbor que
ha em chita-cassas para babado, muito boas, a 2,600
rs. a peca, o a 320 rs. a vara; cassa lisa muito fina;
madapolfio de todas as dualidades ; lencos do seda
muito finos, a 1,280 rs.; pannos para caiga, a 320 rs.
o covado; fazenda do linho; e oulras muilas fazen-
das que, vista do comprador, darfio muito mais ba-
rato do que em oulra qualquer parte, assim como
cortes do tarlatans, a 3,200 rs.; ditos de cassa de co-
res, a 3,200 rs.; e'longos de soda para pescogo.
Vendem-se dona excellentes pianos
fortes, sendo nm oiizontal e outro per-
pendicular, d.i mais acreditada fabrica de
Collar d and Collard de Londres. He des-
necessario tecer-lhe elogios, por serem
bem conbecidos os fabricados na dita fa-
brica; certiicando-se smenle que quem
desejar dous bons pianos, os encontrar
em cosa de Russell Mellurs & C, na ra
do Vigario, n. a3.
Na nova loja da ra da Cadeia do Recife, n. 32,
de Claudino Salvador Percira Braga, vendem-so cha-
peos do Chili a 2,300 rs.; ditos melhores a 3,000
rs.; chitas escuras, de cores tixas e padres mui-
dos a 5,500 rs. a peca e a 160 rs. o covado ; dilas
de cores claras a 5,500 rs. a pega e a 160 rs. o
covado ; cortes de tarlatana para veslido a 2,880
Imperial, com duas moradas de casas, urna para
grande familia, na frente da ra e outra mais pe-
quena dentro do mesmo sitio com bons parreiraes
e muilas fruteiras de boas qualidades todas novaj
ejadandofruto.com um grande viveiro no lundo :
na ra Direila, n. 135, loja do cora onde so Tara
qualquer dos negocios, por seu dono ter de retirar-
so por molestia. ...
-Vende-se urnacarroga nova de conduzr pipas,
para 2bois, prompta com suas correntes: na ra
do Pires n. 3.
Vonde-se um novo o pequeo [cirro para ear-
neiro: tambem vende-se o carneiro do mesmo car-
ro : na ra do Pires, n. 3.
vende-se para frs previne:: p.: sser:
va crioula rccolhida, de 20 annos, bonita e pren-
dada poiscose bem, borda faz lavarinto, engom-
la heme cozinha : na ru do Queimado, loja n. 39,
de Gusmfio Jnior & Irmfio.
--Vende-se a bem conhecida e superior cham-
pa nha da marca cometa ;vinho da Madeira engar-
rafado ; cha hysson e perola em caixinhasdo7 a lo
libras cada urna ; bom papel de copiar om machina:
tudo chegado rccenlemcnte a esta praga na ra
do Vigario, n. 4, armazem do Rothe & Bidoulao.
FliNOICiO' OE FBI1III).'-
Na fabrica de M.* Callum & Companhia, enge-
nheiros macliinistas e fundidores de ferro na ra
do Brum, no Recife, contina havur um grande sor-
timento de moendas de caima de todosjos tama-
itos o dos modelos os mais modernos e approvados.
Na mesma fabrica se continam a construir de cn-
commenda machinas de vapor, rodas d'agoa, rodas
dentadas o todos os mais objectos de inachinismo ,
com a porfeigfio j conhecida, por prego commodo.
ris.
Vende-se um sobrado as Cinco-Ponas, n. 26,
por prego muito commodo :a tratar no meswo so-
brado.
Vende-se superior sol .lo Ass alvo o grosso :
a bordo do patacho laurtntina, ancorado no Forte-
do-Maltos ou na ra Ua Cruz, n. 64.
C \SA E MODAS FRAN-
CEZAS.
A. MILLOCHA,
no Aterro-da Boa-Vista, ti. 1,
primeiro andar,
receben, pelo ultimo navio vindo de Franga um
lindo sortimento de bordados; collarinhos; camizi-
nhas; cahegOes; conezOcs ; pelerinas ; ntremelos;
tiras, etc. ; cortes de vestidos de Jifia de todas as co-
res ; camhraias bordadas e lisas; larlatanas ; filos
lira neos lisos e bordados; ricas fitas largas o .estrel-
las ; gravalinhas de filas para snnhora ; bicos va-
lencieunes ; ditos de linho e de imitagfio ; rondas li-
sas o buriladas; lengos de cambraia de linho, lisos,
bordados e imprimidos, para mfio ; flores finas;
cambraia de linho muito fina; sedas de todas as
cores para chapeos de senhora ; luvas de pellica,
brancas e de cores, curias o compridas; chapeos de
palha da liada e outros, pira senhoia o meninos ;
cambraia bordada para cortinados; cropes largse
de cores; um grande sortimento le linhos, litas de
linho trancas, etc.; um sortimento variado de ob-
jectos para lulo; bareg de lislras de selim preto;
dito de quadros ; mantas ; filos de bico ; ditos de
seda; dilos de algodfio de mullos padroes ; crep
largo o fino ; tafet prelo largo e encorpado ; tron-
gas e franjas proprios para armar qualquer objec-
to de luto, ou da Quaresma. Na mesma casa conti-
na-sen fazer chapeos e vestidos, como tambem
maulas collarinhos manteletas, visitas e qualquer
outra cousa do toilette das senhoras, com promp-
tiilfio gosto e por prego commodo.
Vendem-se ancoretas com cal virgem a mais
nova que existe no mercado por prego mais com-
modo do que em oulra qualquer parto: na ra da
Moda, armazem n, '7.
Aos amantes da b a pitada
se ofTerece o rap priuceza Novo-Lisboa : acha-se
venda, em porgfio ea retalho, no deposito da ra
larga do Rozario, n 24.
Na ra do Crespo, n. II, vendem-se livros ba-
rolo' bem como : diccionario Magnum Lexicn,
por 6,000 rs. ; obras de Virgilio, por 4,000 rs.; di-
tas de Horacio por 4,000 rs.; diccionario da fbu-
la por 1,280 rs. ; l'rimeiros elementos pralicos do
foro civil,;com o seu appengice, por 2,000 rs ; Me-
canique des aiuvrespar M. Rulos, 2 v., por 1,200
rs. ; Viedu marechal Ney, 2 v., por 1,000 rs.; M.
TulliiCicerouisorationes, 4 v., por 2,000 rs.; Tra-
tado de legislago ou-exposigfio das leis geraes por
Caries Com te, 2 v. por 1,600 rs.
Venrle-se um bonito moleque, proprio para
aprender ofllcio por ser bastante' esperto : na ra I
estreita do Rozario, n. 31, primeiro andar. I (B
Veude-se, ouarrenda-som grande sitio a ra |"ERN. : NA TYf. de m. f, DEFAMA. 1.848
Escravos Fiigidos.
Fugio, no da 3 docorrente, urna escrava do
nome Thereza indo vender frutas di um siin em
S.-Auna de 40 a 50 annos ; levou saia de lila.pre-
la vostido de lfia, panno preto; he de estatura
baixa cheia do corno cara redonda cun lodoso
dentes da frente odios abptuados falla grossa ,
bragos curtos : j tem bastantes cabellos brincos :
quem a pegar leve-a a ra da Cadoia lo S.-Antonio,
n. 19 ou em S.-Anna-da-Torre casa defronto do
J080 Venancio, quo ser recompensado.
Fugiram, no da 17 pora 18 do novembro do
1847, do engenho Cuiambuca comarca do Rio-For-
moso os escravos seguiutes: Jos Caipora de na-
gfio Rebolo, falla caga, baixo, cheio de corno, j
pinta do branco; tem dous dedos da mfio dircita
alegados, e he bastante ladino : Agoslinho, de os-
cilo Cabinda, mogo, baixo pernos finas filia fina,
bem prelo perfeito dos denles ; ho ladino : Cy-
priano, crioulo natural do mesmo engenho mo-
leque muito magro, cor fula, pos cambados, bra-
gos compridos lornozellos grossos que Ihe emba-
ragam ofandar: Marlinho, cahoclo, fgido em lins do
Janeiro de 1848; he baixo ; lem os cabellos espicha-
dos cheio] do corpo, bem empernado, ladino, bons
dentes. mogo, com muito pouca barbo. Roga-so as
autoridades policiaes, capitflcs de campo e pessoas
particulares, quo os apprehendam e levcm-nos ao
Atterrc-da-Roa-Vista n. 80, a Jos Candido do Car-
valho Medoiros, que scrSo gratificados.
Fugio, de bordo do hrigue Esperanto no dia
30 do niez passado, um escravo marinheiro, do no-
mu iedro de nagfio ; representa ter 24 annos pouco
maisou menos; levou caiga o camisa de brim branco,
chapeo do Chili, he alto, cor preta, magro, com bas-
tante barba o suissas. Quem o pegar leve a bordo do
dilo hrigue, ou a casa de Amorim irmfius que re-
cebera 50,000 rs. de gratificagfio.
Fugio, le boido do hrigue Confianza no dia 30
do novembro do anno passado o escravo marinhei-
ro, de nome Jos, le nagfio/Cbfio; representa Irinla
e tantos anuos, de estatura baixa, sem barba ; levou
caigas de brim, camisa de algodfio bonete, e mais
um caiga de casimira aniarellada camisa de chita
eons sapalos. Este escravo sabe todos os lugares da
provincia e tambem os de fra ; j foge por habito ,
visto que em o anno de 1846 tambem fugio de bordo
do brigue Mentor, e foi capturado para as parles do
Porto-Calvo acude se inculcava por forro; oqual
pe lenco ao Sr Jos liara do S, negociante do Rio-
do-Jmeiro. Roga-sc a (odas as pessoas e as autori-
dades policiaes, que o apprehendam e levem-no a
ra da Cadeia, 11. 45, cosa de Amorim Irmfios, que
se recompensar com 60,000 rs. ou mais alguma
cousa.
Fugio, ao abaixoassignado, no dia 23 do cor-
rente, o escravo Jofio, oflicial de carpina ; represen-
ta 25 a 26 annos pouco mais ou menos de cor ca-
bra, estatura entro baixa o regular, cheio do corpo,
rosto redondo, mal parecido, odios medianos na-
riz chato e grosso, pouca barba com todos os den-
tes na frente cabellos pegados mas de prsenle
aparados rentes peritas grossas, ps curtos, dalos
e descarnados ; tem um deuode um p, o principal,
com una grande cicatriz de um golpe de machado,
islo bem visivel ; levou camisa volita de algodfio o
caigas de algodfio ja rotas; he muito ladino efin-
ge-se soldado quando.chega a ser preso. Quem o
pegar leve-u a casa do annuncianto, ou na de Sa-
cavem Rarlioza & Companhia,em Macei, ou nados
Srs Amorim Irmfios quo ser {recompensdo gene-
rosa ment.
Francisco das Chagas Lima Lena.
Fugio, no dia 18 de janoiro, o preto Jos, do
cor vermclha muito mogo alio e secco do corpo,
rosto descarnado, ps grandes e mal fcitos; anda
mui banzeiro ; suppe-se ser quem ao amonhecer
de ante-hontcm roubou em nina lavagem algumas
pegas de roupa entre ellas 4 lengos encarnados de
tabaco 4 camisas de madapolfio, do hornera dur
ditas de senhora 3 ceroulas de brim muilo (Vio','
tanto que, havendo fgido com roupa de algDdfio
suja e alguma cousa trapilho foi encontrado Wo
mesmo dia no lugar Corla-Largo, duas legois do
Olinda, com roupa fina e mui alva. Roga-sea qual-
quer pessoa do povo especialmente a polica que
o apprehenda e love-o a ra da Cadeia do Recife ,
n. 40, aoSr. Manoel Ignacio de Oliveira ou neslo
engenho Fragoso, a soo senhor, Antonio Luz l'e-
reira Pajina, quo gratificar generosamente.
Fugio o escravo Francisco, de nagfio ; represen-
ta 20 annos, do altura regular, secco do corpo, fal-
la como crioulo ; lio bem conhecido por ser oflicial
de_p*drfroe ter trabalhado com o Sr. Theolonio
Joaquim da Costa : quem o pegar leve-o a Trompe
n. 50, quo ser recompensado.
-_

V
MUTILADO [
----------------


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