Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05406


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Full Text
Auno de 1848.
Segunda-feira 7
O DIARIO publica-se todos os das que nSo
frem 'te guarda i o preco di aisignaturj he de
jOOO rs. por quartel, pagos aitiantadot. Os an-
nuncios dos asonantes sao inseridos i ras-iodo
Ors.porlinha, 40 i*, em typo dillerenlc, a as
r^netices pala metade. Os que n.io forem ass.-g-
nunles'pagado 50 rs. por Iluta, e 100 em lypo
Arente, por cada publicar
P11ASES DA fcA. NO MEZ DE FEVERF.IRO.
luaoova, *. M horas el mln. di Urde,
('.escnica II, asi hora e 36 min. da tarde.
Lna cheia I. *> bors e 88 mln. da minhia.
Mingoaute a 28, as 0 horas e 2 min. da muliaa.
-
PART da dos correios.
GoiannaeParahba as segundas sextas feiraa
Ro-Orande-dn-Norte quintasfeirasao meio-dia
Cabo, Sernb:icm, Uio-l'orinoso.Poilo-Calvo e
Macelo, no I .*, a 11 e ti de cada mez.
Garanhunse Bonilo, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a iJ e J8.
Victoria, s quintas-feiras.
Olinda, todos os das.
PREAMAR DE HOJE.
I'rimeira, s 0 hora e 64 minuto da manliaa
Segunda, as 7 hora e 18 minutos da tarde.
de Fevereiro.
A uno XXV.
N. *0J
DAS DA SEMANA.
7 Segunda. S. Romualdo. Aud. do J. dol
orph. cdo J. doc. d* 2 v. edo J. M. da2 v.
8 Terra. 9. Joto da Mata Aud. do J. do ci.
da I. V. e do J. de paz do 2 dist. de t.
9 Ouart. S. Apollonia. Aud. doJ. do ci.
da 1 v. e do J. de paz do 2 disl. de t.
10 Ouinta. S. Escolstica. Aud. do J. de orph.
e do J. municipal da l. v.
11 Sexta. S. Lzaro. Aud. do J. do ci. da !,
v., e do J. de paz do I. dlst. de I.
12 hablado. S. Eulalia. Aud. do J. do cir. da
I. v. edo J de paz do I. dist, de t.
13 Domingo. Gregorio.
CAMBIOS NO DA S DE JANEIRO.
Sobre Londres a 27'/ e27'/,d. por|IJ r
Pars 160 rs. por Tranco.
Lisboa 95 por 100 de premio.
Desc. de letlraa de boas firmas I a I|t */
PuroOneas hespanholas.... 281500 a
ModdasdcftOOvelh. I0?200 a
de 6/400 nov.. 16/000 a
. > de 4/000..... 0/000 a
Praa Pataco*.......... l/960 a
Pesos columnares... I 910 a
Ditos mexicanos... I
a Ditos mexicanos.... 1/860*
Miuda............. UOOOa
[Acces da comp. do Heberibe de 50/000 rs
i 60 d.'
ao m.
24/809
I0/301
lo/ioa
9*100
1/981
1*95
1*821
I/2V
.o par.
'ARIO DE PIINJIIBDCQ.
183(93909 US >a tf'JV J'JIH'J'JS S'Jj a Os 3..
Segundo declaramos ante-honiem, suppunhamos que
so depois da chegada do Snher-Am poderiamds publicar
a talla coiu que S, M. el-rei Luiz Fillppe abri o sesso
do parlamento, no da 28 de dezembro do nnno prximo
lindo; mas o Sr. de Gousscncourt, gerente do consula-
do francez nesta cidade, teve a bondade de obsequiar-
nos hontcm com un dos excmplarcs dessa falla, e, por
conseguale, habililou-nos asatsfazerdesde j a curio-
sidade dos leltores, excitada, sem duvida, pelo julio das
gazelas inglesas, acerca dcseinclhantc documento ; jui-
20 que, quanto a nos, merece ser qualiflcado de justo ;
porquanto o discurso de S. M. parece, com ctleilo, maU
iolaf-fl pelo que nilo dii, do que pelo fue diz, visto como he
UiiHiu rcsiiiidu, c g.u ;:c:ic.c ss.rc a.gi*
factos importantes que esperavamos ver memorados
nesta peca oilicial, que assim se acha concebida :
Sbnborcs przs e depitados. Achando-me Inda
urna-vez entre vos, felcito-mc pur nao mais ter que la-
mentar os males que a caresta dos vveres fez pesar so-
bre nossa patria. A Franca supportou esses males com
nina coragein que eu nao pude contemplar sem profun-
da emoco. Jamis, em circunstancias idnticas, _a or-
dein publica e a Ubcrdade das transaccOes fraiu tito ge-
i alente mantidas. O zelo inesgotavel daca.idade pri-
vada coadjuvou nossiis communs esforcos. Nosso coiu-
inercio, grabas sua prudente actividade, apenas foi
tocado de leve pela crise que se manifestou em outr"S
pases. Temos chegado ao termo dessas provas. O co
abencoou os trabalhos da populacfio, c abundantes co-
llieitasfazcm vollar a todas as paragens o bem-estar c a
srguranca. Congratulo-mc com vosco por semelhante
estado de cousas.
Contoque cooperareis para terminarmos os gran-
des trabalhos pblicos, que, divulgando por lodo o reino
a rapidez cafacilidade das conununlcacoc, devem de
abrir novas fontes de prosperidade. Ao p.asso que conli-
nuarmos a prestar os necessarios socorro* a esta obuv
fecunda, velaremos todos, com cscrupulVn ecouoinia,
no bom emprego da renda publica, eterilifc que asre-
ceilas cobrirao as despezas no oreaulent^ordlnario do
estado, que dentro em breve vos ser aplcscntado.
Ser-vos-ha proposto uin projecto de lei que tem por
fun reduzlr o preco do sal, c diminuir a taxa das lettras,
tanto quanto o permitlir o estado de nossas linancas.
Ja se achamsiibjcitos vossa consideraefio diversos
projectos de lei, relativos inslruccao publica, ao rgi-
men da piises c tarifa de nossas alfandcgas. Scr-
vos-hao apresentados outros obre varios objectos de
iinpoi Unca, principalmente sobre os bens communs,
sobre os montes pios, e sobre o modo de applicar os fun-
dos das caixas de cconomia de maueira a niel llorar a
coiidicfio das classes operarlas. Desejo mais que ludo
3uc, coadjuvado por vos, omeugoverno se esforc por
esenvolver, ao inesnio teiupo, a moralidade c o bem-
estar dos povos.
Minlias relajos com todas as potencias cstrange.ras
levam-me a crerque est consolidada a paz do inundo.
Espero que os governo. e os povos coulrlbuirao para que
se cffcituem, por todas as partes, os progressos da civi-
lisicao geral, sem que nada soUYaui a ordem interior
e as boas relacSes com os diversos estados.
A guerra civil perturbou a felicidade da~Suissa. Mcu
goveruo entendia-se com os de Inglaterra, Austria,
l'ruuia e Rusta, para offerecer urna mediaco benelica
a csse povo vzinbo e amigo. Tcubo fe que a Suissa rc-
conheccr que o respelto dosdireitos de todos e a.na-
iiiitenco das bases dacoiifedcracao helvtica, lie oque
tmente lhe pode dars permanentes condiedes de fell-
cidade e srguranca que a Europa quiz garaniir-llic pe-
los tratados. ^
Omeu governo, de acedrdo com o da ranba da
raa-Bretauha, acaba de adoptar medidas que devem,
alflin, reslabeleccr nossas relB9des couimerciacs com as
margens do Praia.
O illuslre chefe, que por tanto lempo commandou
gloriosamente na Algeria, manifestou desejos de des-
eausar de scus trabalhos. Cunllei a mcu milito amado
lilho, o duque de Aumalc, agrande c dilicil tarefa de
governar esia ierra franceza. Apraz-inc pensar que, sob
adireccao do mea governo, e gracas laboriosa cora-
gem do generoso exercito que o cerca, sua vigilancia e
dedicacao assegurarao a tranquillidadc, a boa admiuis-
tracao c a prospersdade de nosso estabelcciiucnlo.
Seniores, quanto mais se prolonga iniuha vida, tan-
to mais consagro com dedicacao ao servico da Franja,
ao cuidado de scus interesses, de sua dignidade e de sua
lellcidade, toda a actividade e toda a torca nue^Dcos me
dea, eainda me conserva. No mel d'agitacao lamenta-
da por paixdes inlinigas ou cgas, una convieco me
anima e alimenta: e isla couvic{ao he a de termos na
menarchia constitucional coa unio dos poderes dos es-
tados os uiclos de que carecemos para vencer todos os
obstculos e promover todos os imeresses matenaes c
nioraes de nossa chara patria. De conformidade com a
i arta, sustentemos com firmeza a ordem social c todas
as suas condices; de conformidade com a carta, garan-
tamos fielmente as libcrdades publicas e todos osseus
coronarios: assim, transmiitireinos intacto as geracoes,
que haode vir, o deposito que nos est confiado; e essas
eraces nos cobrirao de heneaos por termos fundado c
Volegido o edificio ao abrigo do qual viverao livres e
fclizet.
Lm additamento s noticias exteriores que ex-
tractamos das gazotas inglezas, recebidas pelo pa-
quete Ptnguin, vimos hojo darconta aos nossos-lei-
tores dosacoiitocimontos, quo a falta duespago nos
nilo permittira publicar no n. 8 Jeste Diario.
Otriuinpho alcangado pelas tropas federaos so-
bre a minora robeldo dos sota cantOes fura acomi-
do em Floreoca uinda com muior entliusiasmo do
que eui Roma n Liorna. Mais de 20.000 lioinens reu-
niram-se no dia 9 de dezembro na praca da cathe-
dral, e dahi se dirigiram habitaco do Drouin,
ondese achavam reunidas varias personagens dis-
tinetas de Genebra e outros cantOes da Suvissa.
Um orador popular dirigio-lhos em nome dos ha-
bitantes de Florenca os paraben poia viuioriai I-
cancada pelos principios liboraes sobre as ideas retro-
gradas, e a mullid.lo acolhra a oloqueote allocu-
c3o com repetidos vivas dieta helvtica, indepen-
dencia da Suissa e fraternidade das nacOos. Drou-
in, comquanto dcclarasse nilo ter carcter algum
poltico, nem por isso doixra do agradecer cm no-
me dos seus compatriotas, e corresponder aos vi-
vas do povo com vivas independencia do Italia e
fraternidade das nacOes.
A dieta helvtica, depois de concluir os negocios
de Neuchalel, como j noticiamos aos nossos loi-
lorcs, continuara o rcduzir progressivamente o e-
feclivo doexorcito federal, o qual, em 30 do de-
zembro, acbava-soroduzido a 15 balalhoos de in-
fantaria o frca correspondente cm artilliaria e
cavallaria. Estes balalhCes so achavam divididos
da maneira seguate : 6em Lucerno; 3 em Fribur-
go; 3 om Valais; 2 em Switz; 1 cm Un, o o ultimo
omZug ,, .
Untcrwald, Uri, Switz o Zug ja haviam pago n
pcrcSo que !!>" tocara, na contribuiclo de 1:000,000
do francos suissos, exigidos pola diota, ojulgava-
se que, por insinuacos do residente ingloz Sir
SlralToid Canning, a dieta nilo obrigaria os sele
cantOes a pagaroin o resto dasdespeas do guerra ;
adiara a revisti dopado federal, e convidara os
^ovemos cantonaes a proclamarem nina amnista.
Grande irritacSo renava no canillo de Neuchalel
entre o partido suisso o o partido prussiano, e al-
gos disturbios se haviam manifestado cm Chaux-de-
Fond, onde o partido suisso se acha em inaioria.
Attribuiam-so esses desagradaveis iconlocimontos
presnca do embaixador francez, o do ministro
austraco, que se achavam nesse canillo. Como
qur que seja, estes disturbios occasionaram gran-
de anciedade em Borne, onde so receava quo a au-
toridade federal fosso obrigada a intervir para ros-
Ubelccer a ordem, o quo dost'arle so violasse a cha-
mada neutralidc do Neuchalel; o quo poderocca-
sionar um rompimenlo com a I'russia.
'A .-.rguicuo, feila ao govorno francez, do ha ver m-
i. rJdo armamento aos cantOes do Sundcrbund
acaba do verifica i-so completamente Achou-se em
Friburgo um recibo do 20,800 francos, assignado
aelo director do arsenal de guerra de Besancon, por
contada quantiade75,000 francos, quo o governo
de Friburgo dovli ao governo francez polo arma-
mento quo Ihefornecra.
AS eJeicOes se procodiim em todas as paragens
wm o maiorsucego, e manifest triumpho do par-
tido liberal. O concollio do estado do Lucerno, que
preencher as funecoes de vorort em 1849, he in-
teiramente composto de radicaos, e conla cm seu
seotres doschefesdos corpos francos que ataca-
rain Lucerno em 1845. Ainda se nilo havin oleito o
deputado dicta, mas suppunha-se quo a eleicHo
recahiria no Dr. Steigor. O baixo Unlerwald elegera
lambem um deputado liberal, c esperava-se quo nos
outros cantOes a clciclo fosse no mesmo sentido.
IClTcitura-so urna reforma liberal na constitucl
do cantflo do Uri, que, ainda quo democrtica em
apparencia, consagrara na realidade o dominio do
urna oligarcliia, composta do pequeo numero de
familias.
Qualquer que seja a synipathia que se voto ao par-
tido radical na Suissa, nflo se pode negar quo elle
baja abusado da victoria. Alm das medidas reac-
toras do que j fallamos, o governo de Lceme im-
pozera urna contribuicao de 500,000 francos ao con-
vento de Santo Urbano, a igual contribuicio a outros
conventos ocommunldadcs religiosas. Os habitantes
do baixo Valais apoderaram-so dos bens pertenecn-
Ces ao hospicio do monto de San Bernardo, c os re-
ligiosos dosle mosteiro viram-so obrigados a fugi-
rero para o Piemonlc.
0 gro-concclho do Friburgo submellra a ap-
proyacao dos diversos districtos um decreto para
a suupressao de todas as associacOes religiosas do
canto, o confiscado dos respectivos bens.
O producto destes bens deve ser applicauo ao
sustento dos acluacs membros dessas communida-
dcs, ao pagamento das despezas da guerra o fuu-
dacfodoum hospital. Outras disposicOcs do mes-
mo decreto supprimem os emolumentos que actu-
almente so pagam aos parochos pelas ceromonias
do cuUo, dando-lhes, om lugar destes emolumen-
tos, um ordenado pago pelo estado ; o proclamam a
liberdadodo ensino, mediante um diploma de ca-
pacidad*!. .
O governo provisorio do Valais submctlora fiap-
provacio do grflo-concelho um decreto quo impos-
sibilita deoecuporem cargos pblicos lodosaqueljes
resistiram s ordena da dieta, e sobrecarregara com
quo urna contribuiclo de 50,000 francos o clero ci-
cular da dioceso do Sio.
Algumas destas medidas fram consideradas com
pozar pelos amigos mais dodicados do partido radi-
cal na Suissa; eosSrs. Michelet e Gumet, quo mo
silo suspeitos de ultramontanismo, enderecaram a
dieta a caria soguinte:
ilos membros da dieta helvtica.
Dignai-vosde aceitar as foIiciUcOes c horaena-
ecns de dous homens que foram os primeiros a so
opprem, no seu proprio paiz,_ao inimigo que com
rasilo expulsaste do vosso. Ninguem mais do que
nos se pode alegrar com esta victoria, c admirar a
modoraefo cm quo vos houvostes.
. Vos consolastes a Franca! Pas, antopassados o
senhores da liberdade republicana e do futuro go-
verno da Suissa, continua! a apresenlar ao mundo a
un fiel tradiccSo.
Aopassoquoo sanguo dos nossos martyres,-
os martyres da liberdade, fmega nos campos da Ca-
labria, la Polonia o outras parles do mundo, naSu-
a a ibcr'ade reina triumphante, e prevalece a paz
extreme de violencias e effusao de sanguo.. Vejain to-
dos c reconhecam nisso a: causa do Dos.
Que os nossos inimigos, conscios da sua real
fraqueza e imminenteruina, se tornassom furiosos e
barbaros, he isto fcil de conceber-se; mas nos que
vemosno futuro urna herancainquestionavel... nem
luta nem guerra so capazos de perturbar a placidez
dos nossos coraclcs. .
SCde perseverantes !. Sedo na victoria o quo ros-
tes no conflicto, c com esto exemplo fundareis.nova
lei para Europa, o o vosso triumpho inaugurara urna
ora magnnima.
Vstondes justos resentimontos, mas haveis de
suffbca-Ios. Aquclles de entro vos quo mais soffre-
ram, gozarilo do g orioso privilegio de sercm os pri-
meirosasoesquecer. .
(. Seja permittido a nos, que somos vossos admira-
dores, e cujos coracoes vos acompanharam na neleja,
dizer-vosoquenosensinaram os nossosostudos so-
bre as rcvoluees de Franca e Italia, cuja historia cs-
crevmos. mft
O reinado do terror nos apparecou sempre corno
urna escada ingreme onde se nao pode dcscer um de-
grosemque deseamos lodos osoutros, e o ultimo
degro he o abylmo. Em nome da fraternidade, no
deseis o primeiro degro !
Evitai a roaceflo ; o seja o soberano concerno uro
prudente em limitar os abusos, como fra sabio no
emprego da frca. Qualquer violencia compromette-
ria ao mesmo tcitipo a causa da humanidade e uni-
dade nacional, alvo dos vossos desejos.
llomens da Suissa, cimentai a vossa unidade pela
clemencia. '
Vossosdevotndos irm.los, t. Quinete t. laieiie-
Ut, professdres do oollegio do Franca. Pars, 12 de
dezembro de4847.
Por portarla de 3 do coi rente, foi adiada areuniao da
assemblca desta provincia para o dia 20 de maio prximo
futuro, pelos mesnios motivo porque o fra a do Rio-
dc-Janero, isto he, em considera?ao ao artigo 121 da lei
de 19 de agosto de 1840, combinado com o artigo 4. do
ctoaddicional: mas, atienta a declarado que o gover-
no imperial fixera ao Exm. Sr. presidente de San-1 aulo,
e da qual demos conla aos leitore em o numero 28 dcste
Diario, parece-nos que a citada portara deve de serre-
vogada.
Fram nomcados. regente do hospital dos Lazaros,
o Sr. Francisco Joaquim de Oliveira cSouza; lielda
inspeccao do assuoar, o Sr. Manoel Sabino da Costa.
Pubicacao a pedido.
Havcndo sido V. Me. removido, por decrelo de Ib
de setembro prximo passado, do lugar de juiz de
dircito desla comarca do Maccio para o da comarca
da Estancia, na provincia de Sergipe, como me o
commuiiicado por aviso da secretaria de estado dos
negocios da justica, assim Ih'ofaco couslar, para sua
ntlligenca o execueflo ; devendo passar a vara ao
Dr. juiz municipal dos termos do Porto-Lalvo c
Porto-de-l'cdras, logo quo ello se apresonle nesta
cidade. Dos guardo a V,Mc. Palacio do governo
das AlagOas em Maceio, 23 de dezembro le 18*.. --
0 Presidente, F$lix Peixoto de Bruo e Helio. ~ Sr.
Dr. Jos Tellcs de Menozcs.
Variedade.
OS DOUS CASAUENTOS NOTEMPO DE I.U1Z XIII. [*]
VI
Oh mcu Dos .' (xclainou a scnliora de Gue-
briant.comniovdo por aquella historia, o anula mais
pela tristeza com quo a contnva o coronel. Conres-
so que nunca leria acreditado que a senhora deFar-
gis.....Pobre primo! Econheceu o que ..... r
Sim, senhora, continuou o Sr. do l.astic a-
zendo um esforco Nflo tardou quo ouvisso um ru-
mor por cima da minha cabeca, oafastei-mo um
poueo para deixar descor o meu rival. Logo que
chegou ao chao corri para ello, edescol.n a minha
lanterra, que ello atirou ao chao, por um movimon-
to rpido; porm, nSo conseguioo seu !im, poisja
tinlia conhccldo..... ,
A quein ? perguntou a duqueza com inquieta
curiosidado. ,
O coronel hesitou um momento ; porem, insta-
do por urna nova interrogacio, respondeu :
A um individuo que lhe nao he cstranho, nem
.tuliffercntc. Temo muto, minha prima, que se a-
che inoolTondidacomo eu.
Anda que, segundo o ditado muito repelido c
muilo caritativo do um ontigo plnlosopho, as des->
gracas dos outros nos commovem, porque somos
humanos como ellos, he indubitarel que o mal
alheio so chora sompre, como se costuma ilizor,
eomumolhos. Porom leguemos a ser victima
immediatas daquclla desgraca, M"o lamentavamos
com bstanlo frieza, antes que tc/"," "p
se torna sincera, a nossa dr, o a mais Wdde
desesperagao oceupa o lugar que oceupava umatom-
PTsJttl. Cu.bri.-I nao.estava isenta desta lei
geral do egosmo, e temendo ja estar pcbsoalnlenle
nterossada na desgraca do coronel, pordeu c6r,
tremoram-lhe os labios, e a sua curiosidad, primi-
tiva deu lugar aos temores da perplexidade que a
doininava. ,
Mou Dos I exclamou ella, o primo assusla-
mo. Seria acaso.....
E um olhar expressivo em quo se lia toda a in-
uietacSo da sua almaacabou a sinistra phrase quo
[*] Vide Diario n. 27.
nflo ousava terminara lingoa ; ficando pendente de
um fio a sua ultima esperanca. O coronel eslava co-
mo aniquilado ao ver Wo terrivcl commocSo, o
nao se atreva a responder.
Quanto cruel he, Lastic! disse a duqueza.
Porque quer ter-me tan'.o lempo nesta duvida mor-
tal ? Falle, quero saber.....sim, adivinho-o.....sei....
era..... ,
O marque/, de C.hauvclin ; murmurou o Sr. do
Lastic fazendo um esforco.
- Prfido gritou a duqueza, o sem dizer mais
cousa alguma, cabio desmaiada nos bracos do co-
ronel.
Ter urna mulher desmaiada nos bracos, e nHo se
atrever sustenta-la nellos, nem a senta-la n'uma
oadeira ; nao saber se devia calar-se por dscri-
c3of ou chamar as criadas, por necessidado ; tremer
a cada lisiante quo o sorprendesse alpiiem na-
quella postura, era na verdade situaQ.lo muilo criti-
2 a ho fonl nlrrar An* inrHlnnlo niin nffreria o
coronel. Ellcseram taes, queesqueceu por um mo-
mento quo era o homom mais desgranado, pensan-
do s que se achava na situocSo mais critica cm que
homem algum so tinha adiado. Felizmente a syn-
cope foi de curta duracao; pois; falta de outro cor-
dial, tinha a senhora do Gucbnant dentro de si mes-
mo certa cousa quo devia cura-la depressa, o amor
proprio, paixao que he a ultima que se extingue as
mulbcres, o que quasi se pode dizer quo lhes sobra-
vive.
Muito obrigada, disse ella a seu primo, logo
que abri os olhos, Jio descubra a minha fraqueza.
e ver que ninguem percebo a mais mnima cousa.
Valor, quo se approxima o inimigo.
Com esta palavra desgnava a duqueza a vanas
pessoas que chegavam, o a quem o seu criado tinha
aberto a porta da sala, annunciando-as pelos seus
nomes. I'.ntraram prmeiramento o Sr. do Cham-
bonno, com a condessa do Harlomont e o marquez
de Pisany ; depois chegaram a senhora de Vigeau,
o marquez do Sourdeac, o duquo de Bellegardo.o
Sr. (odeau, quo depois foi hispo de Grasse, o onlao
era simples poeta, e urna multidSo de pessoas dis-
tinctas, cuja rclacao seria domasiado longa.
Todos cumprimentavam com respeito arainna da
festa, sem suspeitar quo o resto dopolidez que se
notava no rosto desta, provinha da sena quo te-
mos referido, occorrida com o coronel do Lastic.
Por toda a parte so ouviam lindissimos louvores,
KalanleriassubtiseexprcssOes que eram a quinta
essencia do engenho. OfTereciam-se ao dolo os mi-
mos mais exquisitos, o os mais pobres nBo se ap-
proximavam a ella sen.To com a bocea choia de cuni-
primentos o as nulos oceupadas de ramalhotes de
flores, o quo ludo tera podido transtornar a cabega
da dcsa, se por urna parte nao estivesse ja multo
costumada a isso,'o por out.a nSo tivessc ocoupa.la
a imagnacao com cousa mais importanto para
6 Entre todas as oflrendas quo aceitara, notou a se-
nhora do Guebriant um kalendario do marroquim
com adornse clcheles do ouro quo lhe apresen-
tou o poeta Godeau. Aestranheza do mimo exci-
tou vvamenso a curiosidade dos concurrentes, o al-
euns que sabiam alguma cousa mais, dizfam ao
ouvido dos outros o quo sem duvida explicaran
uns versos que o poeta tinha escr.pto na primeira
pagina. Porm, apezar do todas as .nvenS0cs do
poe a. o de todas as intrigas e desejos dos doma.*
^crrenles, a senhora de Guebriant parec.aquo
se obstinava om n3o ler os taes versos, contonun-
do-se com olhar para a porta da sala e esperar.
E,nr.in,entrouo.Sr. de Chauvehn, cenia foi guando
ella pecou no kalendario. Ksia aceao foi por todos la-
terpretada, pensando que a duquesa esperava queiftaj-
se .i ouv ule mais, para ler aquclle rn.ino de poeiia.
Sem di/e. que isto fosse assim, manifestaremos algn.
bXh que nosajudarao lalvez a adivinh.r qual er
nensainenlo secreto da senhora Guebriant.
O na quez drigio-se a ella com galantera, be.jou-lhe
a mSo, segundo o costume, e apresentou-lhe o m.gn.h-
2o en l de que temos fallado tanto, acompanhando a
onerta com "'" cumprlmcnto de vejdade.ro meslre.
Circulou um murmurio de approvacao por toda a as-
semblca; mas a senhora obsequiada, em lugar de abrir
SfoinagoiOeoleque, e fazer com que augmcnlasie
mr...rlo approvador, abafou o triumpho do niar-
o,..ico mimo po..do-o sobre u.na mesa, e
puwndo? ciu dar .esposta alguma, ao presente do hr.
G- Senhores, disse ella, he preciso confessa.' que:aua
mostrar engenho ninguem iguala aos poetas. HolejWO
mi versa, o do mcu nasci.nento, e vejam con o apro-
" ito e ...moseia oSr.Godeau, con. um^tendano.
t naturia aiuntou dirlgindoum amavel olhar ao poe-
,; aue o fil'ho hasTouralas algn, versos daquelles qu<: elle so.abe
fiier cuueseraoinais preciosos que o seu mimo.
Dizendo islo" brio o livriaho, cleu na primera folb.
osseguin te versos:
Se no kalendario um dia
Me quizessei Indicar,
Para amar-ine, ojulgaria,
lie testa mu singular;
Mas nao o celebrarla,
Como se costuma, a migar.
Aeiui se repetirn, os louvores, que a wnhora deQue-
branl tinha sido aprimeira a dar. Todos rodeavaut o
nocla, adulavan.-o, punhani-o nasnuvens ; todo dese-
iavai applaudi-lo. O Si', de Chauvehn, aturdido con
iiiuellascena, devorava em silencio a sua numtliacao;
va-se em desgrata, e o pelo* era que toda a gente o co-
uhecia como elle, pols nada ha mais perspicaz do que os
olhos dos cortezaos, para observar de que lado sopra
o vento do favor. O vento que reina naqucllas paragens
She inconstante, derruba por trra a todo aquellc a.
auem nao exalta, e o acostumados a viver naquelle
mundo percebem logo toda as inudancas daquella ca-
prichosa atmosphera.
Em vao o Sr. de Cl.auvelin trauva de davidar da sua
desgraca de lluur contra ella, mas ludo quanto fex,
'
M


?
-*
\
erv o smente para o desengaa: com pravas irrecu-
inaro'-,,,l-"Jaacasa fallou successivamcnte com a
Mdcdlria a.dC ,0d08 concurrentes, c absteve-
-,S 'aPlavraomarquei1 fazendo com elle urna
2, TUdlWM naiurcia daqucllas que eslava
vaii',fri, n ?h!,em5, do cssoa I"-'cipai, se mostra-
SZ,c,,' "d,flrrcdtes com o Sr. de Chaurelln. eate as
frahv. cnltecidas e a quem com mal frequencia
cao con, oMS,0.<,Ue. ,e aPPro"'ava para travar conversa-
idoixai '?' acl,ava'">cn.dcpreSsa um pretexto para
rfam Sn ,; P a outra Par,c- IS"ulna Palavra, todos fa-
ScnhTlk!%!.1n no'"."I"01- o-"e0deUPefa,:rd,,^i0r,,Ue **" W"*"-*
patt" "^ ''"e m" ,enho fclt0 hJe u"
rQ7p|Pn'i,nte"!L''0 a el,a' Pcndeu Bcccamente o co-
ronel, cvoltou-lhc as costas.
( Continuar-te-ha.)
0!WWERCIO.
Alfandega.
ItKNIUMENTO DO I)l.\ 5............
Drscarregam hoje, 7 de [ecereiro.
Iliigue -florri, bacnllio.
Brigue Helia-Virginia-alatelo, ferro
peixc.
EDITA La
Miguel Archanjo Monteiro de Anirade oficial da im-
perial ordem da Rosa, cavalleiro da de Chritlo e ins-
pector da alfandega de Pernambueo, por S. M. o
Imperador, que Deot guarde, eU.
Faz saber que no dia 7 do corrente, no mcio-din,
na porta da mesma, so hilo de arrematar em hasta
publica barricas com 43 bules de metal, 42 cafe-
teirasde dito, 12 assucareiros de dito, 13 mante-
gueirosde dito, 12!eiteiras do dito, 12 tigelasdedi-
loo24pratos, no valor de 360,000 rs., impugnadas
pelo guarda Filippe Antonio Teixeira de Albuquer-
que, no despacho n. 3,296: sendo a arrematacTo
subjeita a direitos.
Alfandega, 5 de fevereiro de 1848.
Miguel Archnnjo Monteiro de Andrade.
A visos martimos.
Decaraces.
6:420,353
c azclte de
CNSUL Al) jGKRAI..
HGNRIMFNTt) DO I)IA 5.
Ceral. .
Diversas
provincias.
2:142,619
139,608
2:282,227
Cambio -
Algoilflc
Assucar-------------
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMIENTO 1)0 DIA 5........... 2:146,438
PIUCA 1)0 RECIFE, 5 DE FEVEREIRO RE 1848,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
- Fluctuou entre 27 }a 27 i d. por
1,000 res. As transacges f-
ram limitadas.
- Conservou os precos da semana
pnssada.As saceos entradas or-
Cram por 326.
O cncnixndo brnnco continuou
a vender-sc a 900 rs, por arro-
ba sobre o ferro, e o mascavado
a 800 rs.; mas o ensaccado e o
ombarricado variaran) do prego ,
tanto que o da primeira das men-
cionadiis quAdades negociou-se
do 1,700 a 2,000 rsw por arroba,
e o do segunda de 1,200 a 1,280
s..liilraiain 475 cuixas.
Agurdente--------Vcndcu-sc a 52,000 rs. a pipa.
llacallio ----- ciicgou un oarregamento com
2,200 barricas, o qual foi vendi-
do a proco oceulto, e relulhou-
sede 10,500 a 11,500 rs. por bar-
rica.
Carpo secca--------,. ,0 8,000 a tolalidade das ar-
robas vendidas uestes lias. A
PAGADURA MILITAR.
De ordem do Sr. coronel chefe da pagadoria, com-
missano-pagador, so faz publico, na conformidade
da ordem do F.xm. Sr. concelheiro presidente da pro-
vincia, om officio do 1. deste mez, que, no dia 9 do
corrente, teem do so vender em hasta publica, ante
esta pagadorin, os gneros que sobejaram do forne-
cimonto que se havia foito para os presos que fram
para o presidio da i I ha de Fernando e pracas que os
escoltaran) no patacho Oliveira, cujos gneros se
acbairfrecolhidos no arsenal de guerra, onde as pes-
soas que os pretenderem os pdem ir ver, na confor-
midade da ordem do mesmo Exm. Sr. presidente a
rnspcilo, expedida ao respectivo director o commu-
nicada no Sr. coronel commissario-pagador em ofli-
co do 15 de Janeiro prximo passado.
Pagadoria militar de Pernambueo, 3 de fevereiro
le 1848.
No impedimento do escrivao,
Jodo Arcenio Darboza.
Para Loanda sabe com baevidnde o briguo por-
tuguez Rosa: de que he cap i tilo Jos Francisco da
Costa Rocho, para carga miuda ou passageiros, pa-
ra o que tem excellentcs commodos, trata-secom
os consignatarios, Francisco Soveriano Rabello &
Filho, ou com o capitao na praga do Commercic
ou a bordo,
Para o Cear pretende sahir, at o moiado do
presente, o hiate Novo-Olinda, mestro Antonio Jos
Vianna; os prelendentes a carregarem, e a irem da
passagem, se entender.lo com o mesmo metre no
Trapiche-Novo, ou na ra da Cadeia-Velha, n. 17,
2." andar.
Para Harselha a barca franceza Jule, prxima
a sahir; recebe passageiros, para o que tem excel-
entes commodos : a tratar com o capitilo a bordo,
ou em casa dos consignatarios. B. Lasserre & Com-
panhia na ra da Scnzalla-Velha, n. 138.
9B9BS
Leilao.
Jones Paln & Companhia farao leilffo, por in-
tervengan do corretor Oliveira, de um completo sor-
timento de fazendas inglezas limpas, e outras mili-
tas avariadas, que se venderlo por conta e risco de
quem pertoncer: terca-feira, 8 do corrente, s 10
horas da manbSa no seu arma/.em da ra do Tar-
piche-Novo.
Avisos diversos.
continuar assim o consumo, a
carne que ha em deposito apenas
Mipprira as necessidades do mer-
cado por 1 4 semana, par isso que
nao excede a 10,000 arrobas.
Cha liysson--------Vcndcu-sc de 1,650 a 1,800 rs. a
... libra.
Iarinha de trigo As vendas da semana fram um
pouco mois avulladas do que as
da anterior; c isto concurreu,
sem duvida, para que o prego de
cada barrica da de Richemond
fosse elevado n 23,000 rs. O de-
posito lie de 3:000 barricas.
Enlraram 7 embnrcacOes e sabiram 13.Exis-
tcni no porto 40, a saber : 3 austracas, 17 brasi-
leras, 1 dinamaiqueza, 1 fiancczas, 1 despatillla,
2 baiiiburgiiezas, 5 inglezas, 3 portuguezas, 1 prus-
-siana, 1 sarda c 5 suecas.
iV^ovamciUo do Porto
Navio entrado no dia 5.
Ass ; 13 das, patacho brasileo Laurentina, de 110 to-
neladas, capitao Jos Marlins (los Santos Cardoso, e-
luipagem 12, carga sale palha; a Lourenco Jos das
e*i. Passageiro, Antonio Scratim da Silva Braga.
Nonios sahidas no mesmo dia.
lYcw-Bcdfnrd galera americana Sfetacom, capitao F. C.
hmilli, carga a niesn>a que trouxe.
liahia e Rlo-de-Janeiro ; paquete inglez Penguin, com-
. mandante o lenle I.eslic.
Porlos do norte; vapor brasileo San-Saltador, coin-
iri.indante o primeiro lente Antonio Carlos de Aze-
rcdo Coutinlio. Alin dos passageiros que trouxe
dos portos do sul para os do norte leva a scu bordo
para Parahlba, o capitao de fragata Caetano Alves de
Soma. Umbelina Carolina da Costa Valladares com
na eicrava ; para o Cear, Jos Hiendes com um cs-
cravo ; para o Maraoliao, Joo de Souza Silva e 72 pra-
vas eommandadas prlo lente Jos Manoel Braga
Jiieste; luger sardo Andria-Doria, capitao Hcnrique
Molinare, caiga assucar.
Jlamburgo brigue Inglez Charlotte, capitao Boberl Tho-
inas, carga assucar.
J-araliiba; hiate brasileiro Etpadarle, capitao Antonio
Blanoel Allonso, carga varios gneros e. plvora do eo-
verno. 6
Navio entrado no dia 6.
Liverpool; 35 dias, barca ingleza Esther-Ann, de
266 toneladas, inpitflo Tilomas Ilanter, equipsgeni
15, carga fazendas; ajames Crabtreo c Compa-
riina. Passageiros, Aun Croppee com sua filha.
James Tcylor. '
Navios sahidos no mesmo dia.
Jtio-de-Jnneiro; brigue brasileiro Minerva, capitao
Antonio Ribeiro dos Santos, carga assucar, algo-
iliTo, ngo'ardente o 3 escravos a entregar.
Relacdo das cartas seguras existentes na administraco
do crrelo, para os Srt.:
Bernardo Jos Lopes, Francisco Jos Silveira,
rrancisco do Reg Barros Barreto, Jolft Jos de Car-
valho Moraes, Jos Marcellino da Rosa, Manoel da
(.unha Miranda, Manoel Ignacio de Oliveira, Manool
Jos Goncalves Braga, Manoel da Silva GuimarSes.
Estratosapprehendidos pela polica.
Antonio, crioulo que confessou perlenccr a D.
Ignez Thereza Gomes de Mello, viuva do alferes
Ignacio.Jos.--Acha-se na cadeia do Macei; e he l
quedevo de ser reclamado.
Ludgero, molecote, que declarou acbar-so fgido,
o pertenec- a Goncalo Marinho Fjelo, lavrador no
engenlio Cacliocira, districto de Porto-Calvo.-Est
na cadeia desta cidade, c deve de ser reclamado na
subdelegada do Recife.
THEATRO PUBLICO.
Espectculo extraordinario, em beneficio de dous meni-
nos rabequistas (Jos e Alexandre Uyuccioni) um de
6 e oulro de 9 annos de idade, na noite de quinta-[ei-
r, i0de[ecereirode 1848.
PRIMEIRA PARTE.
1 Ouvertura grande orchestra.
2. Grande duelo na opera Norma, oxecutado na
rabeca pelos beneliciudos. Bellini.
3. Aria na opera / Puritani, cantada pela senhora
Margarida Deperini Uellini.
4. Brilhantes variagOes na opera Sonmbula, exc-
cutadas na rabeca pelo menino mais moco Bellini.
SEGUNDA PARTE.
5. Symphonia toda orchestra.
6. Grande concert sobre motivos das operas
Straniera e Pirata, executado na rabeca pelo meni-
no mais velhoRellini.
7. Aria na opera Giotanna d'Arco, cantada pelo
Sr. Tosell---/W. V
8. Cavatina da opera llombardi, cxeculada na re-
beca pelo menino mais mogo Verdi.
TERCEIRA PARTE.
9. Symphonia pela orchestra.
10. Cavatina Casta Diva na opera Norma, cxecu-
lada na rabeca pelo beneliciado mais velhoBel-
lini.
11. Duelo Elisir d'Amore, cantado pela senhora
Deperini o oSr. Toselli-OonwM.
12. Lindo Ihcma sobre motivo da opera Capulelti,
com urna brilhante valsa deStrauss, pelo menino
mais mogo; com que terminar o espectculo.
Slrauss.
Com este escollado divertimenlo, esperam os me-
ninos beneficiados merecer a valiosa protecgSo do
Ilustrado o generoso publico desta cidade.
Os mesmos agradecem muito aos Srs. artistas me-
lodramticos, a senhora Margarida Deperini e ao
Sr. Toselli, o obsequio de se presta rom gratuita-
mente a cantar no dito beneficio, com o que con-
tribuirn) mais a abrilhantar a referida noite.
N. B. Os billiclcsseacliam venda na casados
beneficiados, no Recife, Hotel-Francisco, ou na ca-
sa da senhora Margarida Deperine, ruadoQueima-
do, 11.16, o no dia do espectculo, no lugar do cos-
tume.
O LIDADOR N. 254
acha-se a venda no lugar do costume.
O TRIBUNO N. 76
deve ser lido por todos os que interessam nasorto
dopovo; trata da apuragao gcral.dos deputados
que se vai fazer hoje, e tambem do jury que se quer
policialmente organisar mesmo hoje, para assassi-
iaro seu redactor : est a venda na praga da Inde-
pendencia, ns. 6e 8 ; e pois que ho diflrente dos
outros, por tratar de objectos de magnitude, deve
ser logo comprado, o muito codo.
Amanhila, 8 do corrente, na sala das audien-
cias, depois destas, peranle o Sr. Dr. juiz do civel, se
ha de arrematar por venda, a requenmento da res-
pectiva testamenteira, a torga parte de um sobrado
do um andar, sito na ra da Cadeia de Santo-Anto-
nio, n. 11, pertenconte no fallecido conego Francis-
co Antonio Pinto.
Thomaz Cavalcante da Silvoira Llns, proprieta-
no o residente no engenho Ilhetas, avisa ao respei-
lavel publico, quo nao too) questilo judiciaria al-
guma nesta praca: c se existir alguma, ho falsa ; pois
elle nio autorisou pessoa alguma para isto. Enge-
nho Ilhetas, l.o de setombro de 1847. 7'Aomai Ca-
valcante da Silveira lns.
' -- Por execugo da fazenda provincial, na sala
das audiencias do Sr. doutor juiz do cival no dia 8
do corrento, se bao de arrematar, do renda annual
os predios seguintes: a casa de sobrado de 3 anda-
res n. 29, na ra do Amorim avahada por 300,000
rs.; a casa n. 100, na ra da Gloria avaliada por
72,000 rs. ;ditan. 3, na travessa do Hospital ava- Sil nasse8u.nda? e quartas-feiras na ra do
liada por 48,000 rs. ; dita n. 43, na ra do Motoco-! ,Uan8el,' *7' primeiro andar, ouem qualquer ou-
lombo, nos Afogados avaliada por 24,000 rs. -dita "!!?r p",a qu9 chama,1. e hora que melhor
n. 38, na run do Quinbo, avaliada por 34,000 rs'
dita
x. o, ,, lu uu uuiauu, avaiiaaa por 3*,ooo rs. um
sobrado mei'agoa na ra do Forte-do-Mattos, n 34
avadado por 96,000 rs.; um dito de um andar n 74'
na ra do S.-Miguel dos Afogados, avahado por 120/
rs.; a casa n. 4, na ra da Alegra, avaliada por 96/
''imadltana.mesma rua' ait> avaliada por
60,000 rs.; urna dita n. 16, na rua da Mangueira ,
avallada por 96,000 rs.; urna dita n. 62 na rua do
Motocolomb, avahada por 38,000 rs.; as casas da
praga da Independencia penhoradas cmara mu-
nicipal desta cidade : n. 1,avalida por 16,000 rs
?in'^r160'00?"- ; n-3' P"'.000r..ln *, por
110,000 rs.;n. 5, por 120,000 rs.; n. 6, pr 90,000
" ''2lPT m'00<) TS-1 8 Pr 90-000 rs. Tn 9
por 60,000 rs.; n. 10, por 50,000 rs.; n. 11, por^0/
PI'.EfJOS.
i'r imeira ordem, lados 6,000 rs., e frente 10,000 rs.
Ordem nobro, lados 8,000 rs., e fronte 12,000rs.
Torrinbas, lados2,0C0rs., e frente 4,000 rs.
Varandas, 500 rs.
Platea superior, 2,000 rs.
Platea geral, 1,000 rs.
Principiar s horas do costume.
AO PUBLICO.
Tendo sido resolvido o beneficio dos monin
Uguaccioni para o dia 15 do corrente, e aconto-I
cendo ter o pai dos mesmos de aproveiUr o tompo
afim de so preparar para seguir sua viagem para os
Estados-Unidos, avisa ao resneitavel publico e aos
Srs. a quem j tem distribuido bilhetes de cama-
rotes e platea, que o reforido beneficio lera lugar
no da 10 do corrente, e espera que os generosos
habitantes desta capital sejam promplos em dar u-
. NoDerg, carga assucar. .que j Uo vigoroso desponU naquelles meninos em
I tfio tenra idade.
rs.; n. 12, por 60,000 rs. ; ns. 13,14,15, i 1
19, 20,21, 22, 23, 24, 25, 27 e'28 por lo.OOO \
cada urna ; n. 29, por 50,000rs.; n. 35, por 140,000
rs. ;n. 36, por 140,000 rs.;n. 37, por 140,000 rs
n. 38, por 140,000 rs.; n. 39, por 160,000 rs ; n 40
pK5)O0rsUma '*naCaPUng',n- 5' "Va'iada
l'or venda as seguintes casas: a casa terrea da
rua Imperial, n. 89, avaliada por 2:000 000 de rs
penhorada a Manoel Joaqun, da Costa ;'aT cas. r-
rea na rua Ve ha, n. 23, avaliada por 800,000 rs.,
penhorada a Antonio Nobre de Almeida ; um sobr
n?,.li a"dar-c1om, sotao trapeim.'na ruado
Quartel.n. 13, avahado por 1:200,000 rs., penhora-
nnrVp'.UJ'i ^ *n*1 ^ '***P<*<>' Tambem
Sa rnV'.a PrJP os escravos seguintes Joan-
Z'"n"M' f,va/Uda Por 300,000 rs.; Julianna,
ejo annos avaliada por 350,000 rs., penhoradas
Jos Mana do Amorim Jnior; a cscrava Ira, criou-
ia, de 37 annos, avallada por 200,000 rs., piihori-
daa Francisco Xavier das Chagas: tudo por execu-
cao da mesma fazenda provincial.
- JoaquimJose.de S.-Anna Barros participan
todos os pas do seus alumnos o igualmente ao res-
peitavel publico, que mudou sua aula de Fra-de-
Portas para o segundo andar do sobrado 11 30 da
ruada Maiire-de-Deos: quem de seu preslimo'so
quizerutilisardinja-seao lugar cima declarado-
dyertindo-se que a ontrada do dito sobrado llne-
lo lido da cacimba porta quo flca defronte da mes-
ma no meio do duas cancollas.
Perderam-se, no dia sexU-feira, pelas 2 horas o
mcia da tarde 250,000 rs. em duas cdulas Isen-
do urna do 200.000 rs. de estampa bne. .
outra de 50,000 rs. polas ras seguintes flova"
Cabug, Queimado, Livramento, na volta pela mes-
ma paleo do Collegio, na repartigflo do correio .
I'asseo-Publico, ponte, Cadeia-Velha e Vigario
Roga-se a pessoa que achou, querendo restituir
dirija-se a praga da Independencia, livraria n. 6 e
18, querecober 50,000 rs. de gratificagao.
Manoel Joaquim de Oliveira Portuguez reli-
ra-so para o Rio-Grande-do-Sul.
--Precisa-so de um caixeiro portuguez, de 14 a
15 annos, sendo dos ebegados ltimamente : no pa-
teo da S.-Cruz, n. 14. F
Aluga-se urna ama para urna casa capaz, do pou-
ca familia : na rua de Manoel-Coco, n. 16.
-- Quom livor alguma casa que queira dar gratis a
urna senhora viuva carregada de ilbos, para nel-
la morar ter todo o cuidado e zeloem dita casa
annuncie. '
Casimir Garnier retira-so para a Kranga e por
isso roga as p lh as apresenlar nenies 15 dias. I
S0C1EDADEAP0LLINEA.,
A commissao administrativa convida aos Srs. so-
cios para, no dia 8 do corrente, pelas 5 horas da lar-
de so reunirem cm assembla geral da sociodade,
afim de se proceder eloigao da commissao que tem ,
de administrar n mesma para o prximo futuro an- '
no; nesta occasino ella reeeber as propostas qu0
os ditos Srs. socios houverem de apresentar para
convidados partida do 4 do margo anniversario
de sua instalIagn*o.
Jos Valentim da Silva [ bom conhecido por on-
sinar hajl2 annos]avisa a quem convier que a sua au-
la de lalim acha-se em exercicio, na rua da Alegra ,
n. 40; e que recebe alumnos.
No dia 8do corrente, peranto oSr. doutor juiz
do civel, na sala das audiencias, depois destas se
hilo de arrematar varios pares do calgado 6 perten-
ces de urna tenda de sapateiro, penhorados por exe-
cugo de Antonio Joaquim de Souza Ribeiro contra
D. Anna Joaquina Silvianna hoje representada por
sou marido : quem pretender comparega, quo he a
ultima praga.
Tendo apparecido, no Diario n. 25, um com-
municado, em que sou elogiado por um amigo, que
por modestia nao dignou-sedeclarar]o seu nomcjul-
go do meu dever ji que nao Ihe posso agradecer
em particular tcstemunhar em publico o qt 't
me penhorou o seu procedimento. Jr
Burgos Ponct de Ledo.
Aluga-se o sobrado e loja da rua da matriz da
Boa-Vista n. 33, junto a fabrica do finado Gervasio,
com commodos para familia, com grande quintal,
ou antes sitio, todo plantado de arvoredos de varias
fruteiras, um grande parrciral de uvas brancas ,
que muito carregam e de excellentcs qulidades,
com portffoo embarque airas : a tratar na toja do
mesmo sobrado com a sua propriolaria, que o alu-
ga por prego commodo.
Na rua do Queimado, n. 15, rontina-je a re-
cober assignaturas para o novo peridico Correio-da-
Tarde impresso no Rio-de-Jaiieiro, Este jornal tor-
na-se muito interessante, nao s por ser um jornal
poltico, litterarioe commercial, como por tratar
de outras muiUs noticias u!>srs:: : si>bscfe?e js
7,500 rs. por semestre, 4,000 rs. por trimestre, pa-
gos adiantados. Os Srs. assignantes podero man-
dar receber os ltimos nmeros, cbogadados pr-
ximamente.
Acha-seaberta na rua Augusta, n. 72 urna
aula de primeiras lettras, onde se cnsinam prin-
cipios do grnmmatica portugueza arithmetica e
doutrina christSa, por mdico estipendio.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da rua
Direila, n. 20, com bons commodos para familia : a
tratar na mesma rua, n, 93,M.# andar, esquina do
becco do Serigado, das 6 s 9 horas ds tssnhSa o
das duas s austro da tardo.
Na larde do 8 do corrente, na porta do Sr. Dr.
juiz do civel, se ha de arrematar, por ser a ultima
praga, urna casa sita nn run dn Praia com sabida
pnra o mar, com 33 palmos de frente e 106 ditos de
fundo cuja casa be elevada a um andar de sobrado
com trapeira na frento com quintal de 55 palmos
da fundo, avaliada em 5:500,000 rs. poniioraa por
execugaode Bernardo Antonio do Miranda contra
Francisco Jos Alves-
Ezequiel d ligfles do dansa, das 7 s 9 horas da
noite nas segundas o quartas-feiras na rua do
convier ao alumno.
Aluga-se urna casa terrea som repartimento,
propria para recolher gneros da alfandega, e por
aiuguel muito barato, a rua do Amorim, 11. 32, que
teve armazem de socar assucar : quem a pretender
dirija-se rua dn Cadeia do S.-Antonio, casa de um
s andar n. 18, ou rua da Cadeia do Recife, loja
de ferragens, de Antonio Jos V Precisa-se de dous feitores, e de um caixeiro
para um engenho distante desta praga 10 legoas : no
largo lo Livramento, n. 20.
Precisa-se de un menino de 10 a 14 annos, pa-
ra caixeiro de loja : no Aterro-da-Boa-Vista, n. 84.
Precisa-se de urna ama de leito para criar urna
menina de.um mez : na travessa do Corpo-Santo ,
u. 27.
Precisa-so de um bom oficial de charuteiro ,
para ir tomar conta de urna fabrica em Nazareth
pagando-se-lbe mais do queaquiganlia : na rua da
S.-Cecilia, n. 9.
-D-edinhoiroa premio com penhores do ou-
ro mesmo em pequeas quaolias : na rua do Ran-
gel, venda n. 11.
Para as pessoas que tencio
nam seguir viagem.
Na rua do Rangcl, n. 9, continuam-se a tirar pas-
saportes para dentro e tora do imperio, despacham-
so escravos e correm-se folbas ludo com brevida-
de, e por prego muito e muito commodo, do que
ja se tem dado exuberante prova no decurso de oito
annos.
IT,r?cisa:se.de um cai*oro brasiloiro com pra-
uoa de loja do fazendas: na rua do Queimado, n. 8-
- Alugam-se os segundo e terceiro andares da ca-
sa da rua do Queimado, n. 17: a tratar na loja da
mesma. *
O arrcmalanlc do imposlo de 2,500 rs. rs. por f
cabeca de gado do consumo das freguezias da Varsea
o todos os suburbios do Afogado e freguezias do S.-
Louronco-da-Matta, tendo do retirar-so para tora da
provincia, faz venda do mesmo imposto a quem pre-
tender, fazendo ver que em ditos lugares teern-se
consumido semanariamente de 23 a 25 bois, como
consta de seus assentos : os prelendentes dirijam-se
a rua larga do Rozario, venda n. 33.
.1
FABRICA DE CHAPEOS FRANCEZF.S NO ATERRO-
DA-BOA-VISTA, N. 5.
Vctor Dohys, chapeleiro francez, havendo estaba*
Jecuto una fabrica de chtpos n Aterro-da-JteT
Vista loja n. 5, tem a honra de convidar aquflas
pessoas quo apreciara o que be bom, a visitaren o
seu estabelecimento, onde oneontraro sempre, por
um prego rasoavel, um bello e variado sortinento
US Pfi?S d ma,saPuraJo gostoe ultima moda do
.1 n..f r iPevi re8PeiUve' Publico desta capi-
rtl' 2.1. abnCa elpr,eparu chaP0S das uper 0-
res niassas, em tudo semell.antes aos quo veem de
ranga, e ao gosto e voutade das pessoas que Ib'os
oncommendarem ; arma chapos para padres, o faz
em ?rnegB8r d(e C"COrls' "**> chapeos usados
fndimnia UtT n,0V0S' meamo "<> comraoda
rerZra5f0; e nte faz todas as obras con-
cernenies ao seu oluc.o com a mesma perfeigao e de-
o n?a,T r6Se trabalha em Pari esplrangan-
flS,.q hanPS8aS que Il0nrarem co>n a sua on-
Hanga hflo de ficar completamente salisfeitas.
nfirtPrOC^a"Se,de,unl0,'cialdorunileiro. Que seja
perito : na entrada da rua do Rangl, n. 7
f
MUTILADO


LOTERA
Do Hospital Pedro II.
Ao respeitavel publico assegura o the-
soureiro da lotera do hospital Pedro II,
que arrodas da segunda quinta parte
corrctn infallivelmente no dia marcado,
( 24 do corren te mez ) no mesmo lugar
da antecedente ; e pede aos Senhores que
apartsram bifhctcs, que hajam de ir bus-
ca-Ios, pois que teem sido procurados al-
guna dos nmeros que fram escollados,
e nao os pode vender, sem sua decisao.
N. B. Ale'm dos lugares j annun-
ciados para a venda dos bilhetes, acham-
se tambem de prximo na loja de cambio
doSr. Manoel Gomes da Cunha e Silva,
na.* da Cadeia do baino do Recife.
r Os a bailo assignados, negociantes e morado-
res na villa do Crato, provincia do Cear, fazem sci-
ente qo publico que nesta data reuniram seus pe-
queos fundos e conlrahiram urna sociedade; e por
isso d'ora em diante se assignarSo, no que pertencer
a seus negocios, porBilhar & lrma"o ; (loando em
vigor suas assignaturas anteriores. Crato, 30 de
novembro de 1847. --Jaquim /ves Haymundo do
Bilhar.--Pedro Jos Goncalvcs da Silva.
Dentista.
D. W. Baynon, cirurgiflo dentista, acaba do clie-
gar dos Estados-Unidos do Norte a esta provincia
de Pernambuco, e avisa aos seus amigos o a o res-
peitavel publico, queso acliaprouipto a oxercer as
funecoes da sua arte em operacoos dentaes as mais
- Precisa-se alugar dua's pretas que vendam na
ra equesejam fiis, pagando-se-lhes urna pataca
e danao-se-Ihes comedoria : na ra-do Queimado,
Precisa-se do urna mulher branca, 011 semi-
oranca deWannos pouco mais 011 menos, sadia
le boa conducta, capaz de tratar o zelar com
asseio e delicadeza a um homem vellio cm um si-
tio distante desta cidade duas leguas quo soja s e
nao lenha familia do cujo trabafno ser sufflcien-
limenle retribuida : na ra Direita, n. 119, se dir
quem precisa.
Aluga-se um preto para servico :
sendo bou e e, d-se i5,ooo res
por mez e o sustento: no pateo do Ter-
co, venda n. 7.
Aluga-se um bom armazem para cirno secca ,
naruadaPraia, n. *3, com commodos para fami-
lia : a tratar no mesmo armazem.
" Precisa-se de um caixeiro que seja diligente ,
<|e fiador a sua conducta, e tonha pratica de ven-
da : na1 Lingota n. 1, venda do Duarte.
--Ofrerece-so urna mulher para ama de casa ,
para todo o aervico a nnal engomma, lava e coi-
nha com todo a prfeiga'o : quem se quizer utilisar
de seu prestimo dirija-so ao bece do Dique, n. 14.
*&>y
SP'

....vunv/auo,
toda aciiiaiie possivel, confor-
mo a moda mais moderna da arto ; quem se qui-
zer utilisar do sou prestimo, dirija-se a sua mora-
da, na ra da Cruz, n. 40, 2.0 andar.
IRMANDAOE DE SAN-JOSE' DA AGONA.
Adverte-so a quem convicr, quo so estSo domo-
lindo as catacumbas que pertenceram a mesma ir-
mandade, no hospicio da Penha, para que quom
pretender tirar ossosdo seus finados prenles, all
sepultados, baja de o fazer 110 prazo do tres dias
depois da publicado do presente; pois. do contra-
rio, sero sopuitados no lugar destinado polo reve-
rendo vice-prefeilo do mencionado hospicio.
Precisa-sede una ama pretaou parda, de meia
idade, o de boa conducta para urna casa do pouca
familia : na praca da Independencia, loja n. 3.
-- Precisa-se de um caixeiro que seja. hbil para
negocio de venda o d fiador a sua conducta : no
pateo daS.-Cruz, n. 106.
Oabaixo assignado faz scicnto aosSrs. arma-
zenarios compradores de assucar, e a quom mais
convier, que Francilino Augusto Xavier de Hollanda
deixou de ingerir-se na venda dos assucares que ao
abaixo assignado sao remeltidos; e para que chegue
ao conhecimento do lodos, mandou publicar o pre-
sente aviso.
. Francisco de Paula Penir*Je Andrade.
Precisa-so alugar um oscravo para carrejar pao
c fazer aigum servico de casa : na pauaria da na
do Pires, ao p da caixa d'agoa.
.Rouard, horticultor deLyon,
teno chegado ltimamente de Franca
) com um grando sortimento de arvoros
fructferas, plantas de flores, semenlos do
I ditas ehortaliecs, avisa ao respeilavol pu-
blic que o quizer honrar com a sua con-
1 flanea, que elle abri urna loja na ra do
Aterro-da Boa-Vista, n. 6, aqndo acharo
a venda um sortimento como al hoje no
chegou em Pornambuco, tanto pela qna-
lidade das plantas como pela boa qualda-
de das sementos, das batatas e das ceblas.
PerJeu-so, nol.do corronte, nobairro de
Santo-Antonio, vindo do liecife, um quarto pe-
queo alasita com urna orolha cortada e com a mar-
ca meaia-lua em um dos quartos : quom o liver
adiado ou delle der noticia, dirija-se a ra da Ca-
deia do Itecife, n. 52, aondo ser generosamente
recompensado.
Quem precisar de urna ama muito capaz para o
servico de urna casa do pouca familia, dirija-se a
ra dasTrincheiras, n. 30, quo achara com quem
tratar.
Precisa-se de urna ama para todo o servico de
urna casa de pouca familia: quem esliver nestas
circiimstancias dirija-se a ra da S.-Cruz, n. 24.
Vende-so urna parda muito civilisada, pro-
pna para so Ihe entregara administracSo de urna
casa, por terdisso bastante pratica, e saber muito
bem cozinhar ecosor cuja exemplar conducta se
ahanca : o motivo por que se vende se dir ao com-
prador : na ra de S.-Rita, n. 44.
No Aterro-da-Boa-Vista, loja de
calcados n. 38, junto ao becco dos Fer-
reiros, acha-se a vend por barato
preco, o seguintc : sapatoes de bezerro,
para hornera, a i,ooe rs. ; botins frsn-
cezes de bezerro, a 2,000 rs. ; ditos de
Lisboa, a 1,800 rs. ; meios ditos, a 1,200
rs. ; sapatos de bezerro nglezes de orc-
Iha, a 640 rs.; sapatos de orelha, de lus-
tro, para homem, a 800 rs. ; sapatos de
marroquim, para homem, a 5oo rs. ; bor-
zeguins, a 2,000 e 4,000 rs. ; sapatos de
panno, para snbora, a 600 rs ; ditos de
stim, a 800 rs. ; sapatos de cabra, a 3ao
s. 5 perfumaras por barato preco, eou-
tras mais pechinchas.
ADMIRAVEIS NAVALHAS DE AgO DA CHINA.
Na ra larga do Rosario, n. 35, loja do Lody.
Estas navalhas teem a vantagem de cortar o ca-
bello sem ofTender a pello, doixando a cara pa-
recondo estar na sua hrilhante mocidado. Este ac
ne da China, e seu autor bo Sham.
Por todas as sociedades das sciencias medico-ci-
rurgicas tanto da Europa cmoda America, Asia o
Alrica he reconhecidoo uso dcstas navalhas ma-
ravillosas nflo s para prevenir as molestias cu-
tneas, a que a bumanidade est subieita mas
tambem como um meio de as curar.
Vendem-se as vordadeiras s nu loja cima indi-
coIIeccSo das leis do Brasil, do differenlcs annos ;
Diccionario historio, etc.: na ra de S.-Francisco ,
amigamente Mundo-Novo, n. 66.
'';;'.!;;.
gados
Serventes de pedreiro,
pagam-so 480 rs., no theatro velho, dinheiro
prompto : a fallar com o director do mesmo thea-
tro.
Precisa-so de urna boa ama do Ieite, forra ou
captiva : annuucie.
O abaixo assignado tem estabelccido, desdo j,
na ra de Apollo, casa n. 14, primeiro andar, soba
inspeccSo de pessoas habilitadas, as scguinlcs aulas :
primeiras Icltras, latim, franco/, lgica e geometra.
Os alumnos das duas primeiras aulas pagaro 3,0oo
rs., os do outras 4,000 rs. Os quo quizerem frequen-
ta-las comparcccrao a qualquer hora do dia nu dita
casa.
Pedro Pereira da Silva Guimardei.
AOS PAS DE FAMILIA. .
Ensina-so primeiras Icltras, arithmetica, gramma-
tica nacional o franceza, por casas particulares; na
ra Direita, n. 119.
Precisa-so arrendar om engento porto desta
praga para o sul, moente e corrento, com boas
torrasde prodcelo com alguma fabrica ou sem
ella : quem liver dirija-se a ra do Cabug loja do
ourives, do Sr. Manoel Antonio Concalves que se
dir quem pretende.
O abaixo assignado ensina cm sua casa, no A-
torro-da-Boa-Vista, n. 82, geographia e francez, e-
na dar licoes em casas particulares.
M. S. Mawson, dentista, reccntenicnte chegado da
Europa acha-se residindo no Itecifo, ra do Tra-
piche-Novo n' 8, segundo andar, aondo contina
a por dentos mineres, licando incorrupliveis, e
apparecendo inteiramente como naluraes: tambem
tira a podra, a qual, no sendo exlrahida
0 tempo tando arruina os
ouro ou prata para privar do augmentar a cqrrup-
?3o; tambem tira, lima e faz todas as opcracOcs
denticaescom a maior delicadeza possivel. Ellees-
pera que os elogios e o muito patrocinio que tem
recebido pelos beneficios que tem produzido na sua
pratica durante 7 annos de residencia nesta cida-
de, scrao garantas suflicientes para as peasoasque,
precisando do seu prestimo nao o dcixcm do pro-
curar.
Ageneia de passaporles.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aierro-da-Boa-
Vista, n.48, continuam-so a tirar passaporles tan-
to para dentro, como parafra do imperio; assim
como despacham se escravos: ludo com brevidade.
Vendem se diversos escravos, che-
dos prximamente do Ceai, pretos,
pretas, mulatos e mulatas, de boas figu-
ras, proprios de todo o servico de casa e
campo ; ntreos quaes duas mulatas, urna
muito boa engommadeira c outra padeira,
e um mulato perfeito ofllcial de earpina :
na ra do Crespo, loja n. 2 A, se dir
quem vende.
FOLIIINIIASPAIIA 0 ANNO DE 1848.
Vcndem-so folhinhas do algibeira de porta e de
padre ,as mais correctas o mais regulares: na pra-
ca da Independencia, livraria ns. 608; na ruada
Cruz loja D. 56 ; na ra do Crespo loja n. 11 ; na
loja da esquina dn Collegio c na botica do Sr. Mo-
rcira, defronto da matriz da Boa-Vista.
Gaz.
na casa de camont,
dourador, na rua > ova, n. 5.
fabrica de candieiros,
Unto de gaz como de azeite, j se acba prompto um
o exlrahida em pou- grande sortimento dos mesmos.de muito bomgos-
dontes ; chumba com to. O mesmo fabricante avisa ao respeitavel publi-
Compras.
Compra-se urna canoa semeoberta, que pegue
em 6 caixas de assucar inda quc'seja em bom uso:
na rua Nova, n. 21, primoiro andar.
Compram-sedous bois de carro, ainda quese-
jam magros : na praga da Independencia, livraria
ns. C o 8.
Compra-se urna escrava quo seja perfeilacozi-
nheira, engommadeira o co.slurcira, nao so olha
respeitavel publ
co, que vende os candieiros mais em conta do quo
om outra qualquer parte pois que ello mesmo os
fabrica, e se responsabilisa pela sua boa qualidado 1
tambem doura, prala o bronza todos os melaes de
diversas cores ; concerla e torna a por de novo to-
dos os candioiros, tanlo de gaz como de azeite;
11O0 os candieiros de azeite para gaz ; concerta tam-
bem qualquorobjccto de metal. Tambem tem pa-
ra vender um grando [sortimenlo de objectos de
metal para igrejas tanto dourados como prateados
ebronzeados. Aluga tambem para bailes candiei-
ros candelabros o lustros por commodo preco;
compra todas as qualidades do metaes; o precisa de
um aprendiz para o mesmo officio.
- Vendemse ancorctas de
diversos tamanhos, com vinho da
Madeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade : no escriptorio de
Oliveira Irmos & C:, na rua da
Cruz, n. 9.
Vendem-se 5 molecSes, de 18 a 3a
anuos, um dos quaes he perito carreiro ; a
pardos de boa conducta ; um negro de 35
annos, por 36osooo rs. ; um dito por
iSo.sooo rs. ; um moleque, de i3 annos;
um dito de nncao, de n annos, que j;
cozinha solTrivelmente urna negrinha de
11 annos; urna negta boa quitandeira,
de nacao Costa ; urna mulatinba de 18
annos, que coze muito bem, engomma e
cozinha ; urna moleca de 19 annos, com
as mesmas habilidades ; duas pardas de
ptima conducta ; duas negras mocas,:
ptimas para o trahalho de campo : na rua
das Larangeiras, n. i'|, 2."andar.
Cortes de aleina.
A fazenda mais perfeita que tem appa-
recido sao os cortes de alcina, para ves-
tidos de senhora, nao s pelas delicadas
cores, como pelos lindos padrocs, por
nao desbotarem, e por serem do ultimo
goslo de Paris. Estes cortes vem pti-
mamente condicionados, cada um cm,
sua capa, c sao eitos na principal fabrica
de Pa*ris ; sendo de quatro qualidadea dif-
ferentes, e aos precos de 3,100, 3,6oo,
3,8oo e 4,000 rs : na loja nova de Ray-
mundo Carlos Leite, na rua do Queima-
do, n. 11 A.
l\o Aterro-da-Ba-
Vista, loja nova,
11.24,
vendem-se brins de cores, pelo
diminuto preco de 280 rs. o co-
vado; suspensorios a 100 rs. cada
par; e lencos a 120 rs.
Cndeiras de pinho polka
e tabeas de pinho mas-
Iiurka.
lie chegado um novo carregamento de
taboas de p'inhoda Suecia, sendo costa-
do, costadinho, assoalho e forro, e para
fundos de barricas ; toda esta madeira he
sem nos, propria ate para envernizar j
assim como americano, de todas as lar-
Dr. Joaguim de Oliveira e Souza.
o preco : na rua do Vigario, n. 2*.
Compra-se urna cu duasduziasdo vasos vidra-
: asseado dos ordinarios, para flores ainda que tenham ser-
presepe do nascimento do Meninb-Deos,
chegado pelo ultimo navio de Portugal, e
por rommodo preco : na rua do Vigario,
armazem de assucar do Sr. Manoel Jos
de Souza Garneiro.
Precisa-sede urna mulher capaz que se encar-
regue de todo o servico do urna casa do pouca fa-
milia : no paleo do S.-Pedro, n. 22.
Y" Precisa-se de um caixairo para tomar conta de
u V venda em Fra-de-Portas n. 56 : a tratar na
mesma venda.
Existe para se arrendar urna
milito boa loja, no mellior lugar
da rua do Queimado, para qual-
(juer' estabelecimeuto commer-
cial: dase seguranga do arren-
damenlo por tempo suficiente.
Os prelendentes dirijam se a mes-
ma rua, n. 2.
Precisa-se alugar, annualmcnte, um sitio cu-
ja casa de vivenda lenha commodos bastantes para
grande familia nos lugares da Pon,tc-de-Ucha, S.-
Anna.ou emoutro lugar prximo a estes: na rua
Ao Cabug, loja de miudezas n. 1C
vido.mas que estejam cm bom estado: na rua
larga do llozario, n. 20.
Compram-se cavallos ainda estando magros,
mas lendo bons andares ; o sellins usados : no lar-
go do Livramonto, n. 20.
Compra-se urna preta moca que saiba perfeita-
monto coser e engommar: na rua da matriz da Boa-
Vista n. 33, segundo andar.
Compra-se um cscravoda Costa sendo do 20
a 25 annos de idade : na rua do Cabug, loja de Ja-
quim Jos da Costa Fajoze.
Compram-se escravos de ambos os sexos, de 12
a 20 annos, com habilidades, ou sem ellas; sendo do
bonitas figuras, pagam-se bem : na rua da Concor-
dia passando a pontezinha a direita segunda
casa terrea.
Compram-se 20 a 30 burros, a prego do 100/
rs. sendo grandes, mansos e gordos : na rua Di-
reita, sobrado n. 121.
^aa^^3^3^33^ffl
: 1BUX"D3
Vendas.
AOS KSTUDANTES DE GEOGRAPHIA.
Problemas de geographia pliysica e astronmica,
livrinho indispensavel aos esludantes que leem de
fazer oame nesta disciplina : urna linda brochura
> 12.% por 1,000 rs. Vende-se na livraria de Santos
& C, rus da Cruzriio Recife.
Vende-se um jogo de dicionarios italiano e por-
luguez : na rua do Queimado, n. 17.
Vendem-se, na ruada Cadeia do
Recife, n. 37, cera em velas, fa-
bricadas no Rio-de-Janeiro, em
urna das melhores fabricas, em cai-
xas pequeas, de urna at dezaseis
em libra ;e caixotcs com ditas, fa-
bricadas em Lisboa, sortimento ao [Hj
gosto do comprador : c tambem se [g
vendem brandoes, fabricados no lili
ff*J Rio-de-Janeiro, c tudo por prego {fjj
H mais commodo do que cm outra j^j
I7M qualquer parte. li|
.Vendem-se, ou trocam-so cfleclivamenle livros
por outros, quo, apezar de velhos, nflo Ihcs faltem
follias, a saber: Arles latinas do differentes autores
eedicOes; Selelas; Fbulas; Virgilio; Cornelio;
Eutropio; Cartas de Cicero; Horacio; Salustio
latino o traduzido ao p da lettra ; Tito Livio ;
Terencio; Sintaxe do Dantas; Ouvidio; Motli-
mophorzes ; Diccionarios de Fonseca da fbula ;
Fonseca, latino o portuguez ; Callipinos, etc.; Ar-
tes francezas de differentes autores e edigoes ; Dic-
cionarios francezes e inglezes; ditos italianos e
francezes o vice-versa; Telemaco francez de dif-
ferentes edicocs "e inglez; Fbulas de la Fon-
tai ne; Historia de Inglaterra; dita da Grecia; Thomp-
son ; Aircns; Poufcndorf; Zoiller ; UcOes de di-
reito publico constitucional; Modo de injuriar por
jurado,; Instituas duJustimano, latino o francez;
guras e comprimentos. Os freguezes apro-
veiteni-se da baraleza do preco : atrs do
theatro, armazens j bem conhecidos,
ha bastante lempo neste negocio, pois
que agora queima por todo o preco; a fal-
lar a Joaquim Lopes deAlmncida, caixei-
ro do Sr. Joo Matheus.
Vendem-se dous excellentes pianos
fortes, sendo um orizontal e mitro per-
pendicular, da mais acreditada fabrica de
Collard and Collard de Londres. He des-
necessario tcccr-lhe elogios, por seren.
bem conhecidos os fibricados na dita fa-
brica; certificando-se simiente que quem
desejar dous bons pianos, os encontrar
em casa de Russell Mellors & C, na rua
do Vigario, rf. a3.
Cheguem, freguezes, ao novo ba
rateiro da nova loja da
rua do Queimado, n. 39, do i.usniiio Jnior & Irmilo,'
que leem novas pechinchas de fazendas finas c gros-
sas, como seja : madapol.f o muito bom, a 2,600 rs, a
pega, e a vara a 1*0 rs.; dito muito bom, a 3,200 rs.;
dito mais cima, a 3,600 rs.; dito muito fino, a 4,500>
I rs.; algodiio muito bom, a 2,240 rs., o a 140 rs. a va-
ra ; dito mellior. a2,600 rs. a peca, e a rara a 180rs.;
dito muito bom, a 200 rs. a vara, e a peca a 3,200 rs.;
chitas linas, a 160 rs. o covado, e a 5,500 rs. a peca ;
dita melhor, al80e200rs., o a peca a 6,500 rs.; dilar
a 220 o 240 rs. o covado, o a peca a 7,500 rs.; dita, &
260 e 280, o a peca a 8,000 o 8,500 rs.; o melhor quo
ha em chita-cassas para babado, muito boas, a 2,600
rs. a peca, o a 320 rs. a vara; cassa lisa muito fina
madapOlffo de todas as qualidades ; lencos de seda,
muito finos, a 1,280 rs.; pannos para caiga, a 320 rs.
o covado ; fazenda de linho; c outras muitas fazen-
das que, vista do comprador, darllo muito mais ba-
rato do que em oulra qualquer parte, assim como
cortes do tarlatana, a 3,200 rs.; ditos de cassa de co-
res, a 3,200 rs.; o lencos de seda para pescoc.0.
Vendem-se 25 pipas vasias casco a portugue-
za sendo todas despejadas recentementc pelo ba-
toque : na rua do Trapiche, n. 44, ou a fallar com.
Firmino Jos Flix da Rosa.
Vendem-se 3 moleques de 14 a 15 annos, bo-
nitas pegas ; duas pardas do 20 annos, com todas
as habilidades, com crias de annos e de bonitas fi-
guras : na rua das Floros, n. 17.
1 MUTILADO


-d
>
A
1
Vendem-se cabos de cairo em grandes, ou pe-
3uenas porgOcs no trapicho do Ramos, armazem
a esquina;
Vendem-seduasescravas, sendo uma crioula,
de 14 annos do bonita figura, sem vicios e a ou-
tra com uma cria : na ra da Cadeia do Recife, loja
de Joflo da Cunda Magalhftes.
Na ruado Crespo, loja n. 8,
de Mayas Primos,
>icnde-sosuperior alpaca prola pelo barato prego
di; (UO rs. ; superior merino prcto, pelo commodo
preco de 2,500,3,200 e 3,500 rs.; sarja de seda pre-
tahespanhola, muito superior, por preco commo-
do ; princeza preta fina, a 800 rs. o covado ; e ou-
tras muitas fazendas por menos preco do que em
outra qualquer loja.
Os verdadeiros charutos de
S.-Fclix.
Manocl Joaquim Gongalvcs e Silva, na ruada Cruz,
n. 43, Taz sciente a seus froguezes que, pelo ultimo
vapor, recebeu un completo sortimento do charu-
tosd S.-Fclix, dos verdadeiros: beni como de ou-
tras muitas qualidades : ludo do mais fino o oxcel-
lcntcquese fabrica na provincia da Baha ; tambem
tnm dos amarrados com retroz amarello na
pona.
Vendem-se pecas de chitas limpas, escuras e
muito oncorpadaa, a 4,600 rs. o a 120 rs. a rctalho;
ditas (vir de rosa, llxas e muito bonitas, a 5,500
rs. o a 160 rs. a rctalho : na ra eslreita do Roza-
rio, n. 10, tereciro andar.
Feijo.
Nanocl Joaquim Concalves o Silva, na ra da Cruz,
n. 43 contina a vender cm porc3o e a rctalho cx-
cc-c-uiu feijio mulalinio, fruilinlio, macaga e prcto,
bem como lavas.
-- Na ra do Trapiche, escriptorio de Firmino
Jos Flix da Rosa n. 34 vende-so alcalrflo da
Suecia de superior qualidade, e recentemente
chegado a esto mercado, em lotes al de um barril.
Na ra Dircita, n, 53,
vende-sc um par de embonos de pao do codro pa-
ra barcada ; 2 travs c um pedago de pao de con-
dur ; azeile do carrapato, a 1,200 rs. a caada;
pomada, a 230 rs. a duzia ; e todos os mais gneros
perlcncentes a venda por menos que em outra
qualquer parte, o de muito boa qualidade.
-- Vcndcm-se na ra da Cruz, n. 46 condenas
com peras; ditas com figos; ditas com pecegos ;
latas com figos; ditas com hcrviihas; ditas com
sardinhas; ditas com bolacliinhasdeararuta : mas-
sas finas cm caixinhas ; chocolate de canda de
Lisboa; meias barris'com vinte e tantas libras de
manleiga ingleza de muito superior qualidade, e
prop ia para casas particulares : ludo ltimamen-
te chegado, por diminuto prego.
Para o carnaval.
lio chegado, pelo ultimo navio vindo de Franga,
loja de Maya Ramos & Companhia um lindo sor-
timento de mascaras do Voncza, c outros costumes,
tanto de queixo iixo como movedizo, viudo entro
ellas algumas de lindos fcostos, proprias para se-
ulioro por prego rasoavcl: na ra Nova, n. 6.
Vendem-se doces seceos de caj, sidrSo, li-
mito e laranja, a 400 rs. a libra o de abobra a 320
rs.: bem como das mesmas qualidades do calda a
320 rs. a libra, o o de abobra, a 280 rs. a libra : asse-
gura-s a boa qualidade por serom muito bem fei-
tos : vendem-so cm grandes c pequeas porcOcs: na
i ua da Gloria, n. 60.
Vende-sc uma parda de 16 annos ; uma preta de
20 annos sendo esta para lora da provincia ou pa-
ra o mallo : ambas com habilidades : no liecco do
.Sarapatol, sobrado n. 12.
Vendem-se 3 lindos moleques de 12 a 18 annos ;
3 pardas com habilidades; um preto bom carreiro;
2 ditos para todo oservico, por sercm bem robus-
tos e de bonitas figuras; 3 pretas mocas com habi-
lidades c de elegantes figuras ; 2 ditas de meia ida-
de, uma por 160,000 rs. e a outra por 300,000 rs.:
no pateo da matriz de S. Antonio, sobrado n. 4.
Bichas deHamburgo.
Vendem-se as verdadeiras bichas do Hamburgo,
pelo preco de 640 rs. a relalho : na venda do Manoe
Jos de Sfi Araujo na ra da Cruz, n. 24.
cionario de Roquet, 8 v., por 10,000 rs.; Chefs
d'ceuvro de Voltaire, por 3.000 rs.; Diccionario fran-
cez do Constancio, por 4,000 rs.; Cours de mitho-
logio par M. Chapsal, por 300 rs.; Exercices do
analisc grammaticale, por 300 rs.; Algobra por
Besout; compendio de geographia universal, por
1,600rs.; Trtalo dodireito das gentes, por 2,000
rs.; grammatica italiana, por 2,800 rs.; Historia da
America por 3,200 rs.; Instituidos oratorias de
M. F. Quintiliano por 3,000 rs.; Lettres sur Italie,
por 1,300 rs. ; obras de Virgilio, por 3,200 rs. ; Oii-
vidii Minelli, por 1,000 rs. ; o outras obras que serSo
patentes aos compradores.
Vendem-se caixas de cha hysson de 13 libras,
em porcSo, ou a retalho: na roa da Alfandoga-
Velha n. 36, em casa de Matheus Austin & C.
Vende-so salitre pardo a 7,000 rs. a arroba :
na ra do Rozaro, botica n. 36.
F RELOS.
Vendem- se saccas com Carel os, chegadas ltima-
mente, a 3,500 rs.: no armazem de J. J. Tasso Jnior,
ra do Amorlm, n. 35.
Vcnde-se urna vonda adianle da Cruz-de-Al-
mas na estrada que vai para S.-Anua, pouco antes
do voltar para o Arraial, om consequencla de seu
dono precisar ir a Europa para tratar de sua saude :
a tratar na mosma venda, junto ao sitio do Sr. l.uiz
de Mello.
Vende-se uma venda na ra da Aurora n. 48 ,
com os fundos do 300 a 500,000 rs., ou a i
doco
a tratar
da Silva.
Vendem-se 7 escravos sendo : 1 parda de 18
annos, do muilo bonita figura que engomma, co-
se chfio.cozinha e ensaboa ; uma linda negrinha
de 10 annos, com bons principios do costura; uma
preta do 28 annos mSi da dita negrinlia para o
servico de ra c que se vende junto com a dita fl-
Iha ; uma r.egrolade 14 annos de linda figura, que
cozinha o diario de uma casa engomma liso cose
chao, he recoihida e por isso ptima para mu-
lla molecotode 18 annos proprio para to-
os lunuos aesuu u ouv,vw u., uu < ..-<
jmprador; a qual tem commodos para familia :
itar na ra da Guia, n. 36, com llernardino Jos
cama ; um moiecoioue ia anuos piupuu ri '-
do o servico ; urna preta de nacSo Angola de 40
annos, quo cozinha bom e lava de sab&o; uma dita
crioula do 26 annos, que engomma, coso, cozinha
e ensaboa, esta para fra da provincia : na ra das
Cruzes, n. 22,segundo andar.
Vende-so um cavado rugo, muito carnudo,
bom carregador e muito novo, por prego commodo :
na ra do Hospicio, sitio do Leo.
Vcnde-se uma preta ptima cozinheira', engom-
madeira e lavadcirn : na ra da Cadeia-Velha, n. 29.
Vendem-so pennasdeescrever a milheiro' por
3,000rs. jdinheiro contado: amada Cadeia, loja
de forragens n. 53, de Joflo Jos de Carvalho Moracs.
Na ra do Trapiche, n. 17, con-
tina a ha Ver deposito da verdadeira cal
virgem de Lisboa, chegada prximamen-
te ; advertindo-se aos compradores des-
te genero que o deposito he j muito pe-
queo, e que da nova nao ha mais em
parte alguma.
Ba do Queimado,u.l O, (
nova loja decirguciro.
Lima
vendo uniformes |militares, para todas,
as patentes de legiflo cavallariu o in-
fautaria da guarda nacional; galOes de
ouroo prata ; espadas prateadas com
roca o sem ella.
llllO.
da
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes
Alfandcga, armazem d Antonio Anncs.
Vende-se um terreno com 117 palmos do fren-
te e 89 ditos de fundo em estado de se edificar,
por nao precisar aterro cm cujo terreno podem-se
fazer tres ptimas mei'agoas na ra do Pilar em
I'ra-ilo-Portas, do lado da inar grande: nadita
ra, n. 11, no pateo da groja do Pila*, das6 horas
da mandila s8.
Vende-sc o tresenario de S. Francisco de Paula
obra til aos devotos do dito santo, as tojas de
livrosdosSrs. Santos & Companhia, atrs do Cor-
po-Santo ; Cardozo Ayres ra da Cadeia ; e em S.-
Anlonio praga da Independencia ns. 6 c 8.
Panno fino uiesclado.
Vendc-se superior panno fino mescla-
(lo de todas as cores ; casimiras fran-
cezas, elsticas, pretas e de cores ; pan-
no fino preto o de cores ; sarja de seda
hespanhola lagitima; cortes de cam-
braia do seda padroes novos; alpaca
muilo fina ; chapeos de massa franc-
zes da ultima moda ; toalhas ricas ;
guardanapos e atoalhados; e outras
muitas fazendas finas: ludo mais ba-
rato do que em outra qualquer loja : na
ra do Queimado nos qualro-cantos,
loja do sobrado amarello, n. 29.
Vendem-se, na livraria da ra do Crespo, n. 11,
cxlcllcnls Iivros muito baratos, bem como : Dic-
rafado ; cha hysson o perola em caixinhas de 7 a 10
libras cada uma ; bom papel de copiar em machina:
ludo chegado recentemente a esta praga : na ra
do Vigario, n. 4, armazem de Rothe & Bidoulno.
l\ova alpaca,
de sete palmos de largura, na
lojadcGiiimarfies Serafim
# C, na do Crespo, n. 5.
Vende-se a nova alpaca, de se-
te palmos de largura pelo barato
prego de 1^000 rs. o covado;
assim como ato tillados de ricos
padroes, de 9 palmos de largura,
por mdico preco; e outras mui
tas fazendas finas, de linho e se-
da, chegadas ltimamente esta
cidade, e tudo muito barato.
Na ra do Trapiche, armazem
n. 54,
vende-se assucar refinado, em p9o, a 300
rs. a libra.
Vendem-se 3 molecotes do 20 annos; 2 escra-
vos mogos, do bonitas figuras sendo ambos carrei-
ros ; um dito de moia idade, que he cozinbeiro ; 4
mulatinhas ; 2 oscravas mogas, que cosem o engom-
ma m bom ; 5 ditas para todo o servico : na ra Di-
reita, n. 3.
Vende-so um preto do 18a 20 annos, perfeito
para qualquor emprego : na ra da Cadeia-Velha ,
botica n. 61.
Torrase por todo dinheiro.
Joaquim Bernardo dos Reis, com deposito do cha-
rutos na ra da Cruz, n. 51, avisa ao publico, que
tem do parausar comoseugyro de negocio, por
causa do dono da casa ter de fazer obra na dita e
por esto motivo ter do mudar-se, pelo que lar um
abale nos pregos de seus charutos para cabar com
ellos a saber : regala do boa qualidade, a 1,280,
1,600,1,800 e 2,000 rs.; trabuquilhos a 1,500 e
1,600 rs.; fabrica e marca de fogo, a 2,500 e 3,20o
rs.; e outras muitas qualidades de charutos que se
venderlo at pelo custo, conformo a porgflo : tam-
bem vende-se um grande baleflo de volta o alinda-
da com tampo deamarello com 19 a 20 palmos do
comprimenlo ,0 10 a 12 de fronte, proprio para
qualquer eslabeleciment, por sor forrado por den-
tro ; um candieiro de duas luzes, que s tem um
mi'/ de servlgo. Os pretendentes podem ir ver e
ajustan
Vende-se a venda de Andr Nauzer, da ra do
Camaro, n. 7 na Boa-Vista indo para o Hospicio:
a tratar na mesma venda.
--Vende-so um piano em muito bom estado por
prego commodo : na ra Augusta, n. 72.
Vende-se a pratica elementar da homecopathia,
precedida de um discurso contendo a historia da
homceopalhia o as principacs rogras para a sua ap-
plicacao por I). 11. Muro, por prego do 10,000 rs.:
na ra larga do Rozario, n. 52, segundo [andar.
denles da frente, olhos abotuados, falla grossa ,
bragos curtos: j tem bastantes cabe los b"cnisn:
quem a pegar leve-a a ru da Cadeia de f.-Aotonio,
n. 19 ou em S.-Anna-da-Torro casa defronte de
Jofo Venancio, que ser recompensado.
-Fugiram, nodia 17 para 18 de novembro do
1847, do engenho Cuiambuca comarca do Rio-ror-
moso os escravos soguintes: Jos, Caipora de na-
cilo Rebolo,Talla gaga, baixo, cheio de C*po,, Jfc
Pinta de branco: tem dous dedos da mao direita
alciiados, e he bastante ladino : Agostinho, de na-
efio Cabinda, mogo, baixo, pernas finas Talla lina,
bem proto. perfeito dos denles; he ladino cy-
priano, crioulo natural do mesma. engenho, mo-
loaue muito magro, cor fula ps cambados, bra-
Polassa.
Vendc-se muilo nova o superior potassa chega-
da ha poucos das do Rio-de-Janeiro : na ra da Ca-
deia-Velha, armazem n. 12, do Hallar iv Olivoira.
46.a lotera da S. Casa da Mi-
sericordia da corte.
Vendem-so bilhetes e meios ditos desla lotera
na ra da Cadeia-Velha, n. 29.
Na loja nova da ra do Quei-
mado, n. 11 A, de Raymun-
do Carlos I-cite,
acha-soum completo sortimento de pannos finos de
todas as cores, principalmento pretos: bem como
chapeos francezes ; los pretos, do seda e linho ; sar-
ja hespanhola verdadeira ; e todas as mais fazondas
j annunciadas por pregos mui rasoaveis : tambem
ha chapeos do Chili, vindos do Monte-Christo da
melhorqualidado a 16,000 rs.; chitas francezas
muito largas a 240 rs. o covado ; ptimas pegas do
lustrim, sem defeito, cor de caf, verdee azul
6,400 rs.
Vendem-so duas boas escravas crioulas, do
bonitas figuras e mogas, que cozinham, lavam mui-
to bem e engommam silo sadias, e nfio se duvida
dar a contento para serem experimentadas : na ra
do Queimado, loja n. 51.
FAZENDA DO NORTE, A 640.
\a loja nova da ra do Quei-
mado, n. II A, deRaymun-
do Carlos Le te ,
acha-se um novo sortimento de alpaca de linho, ou
fazenda do norte, a 640 rs. o covado. Ksta fazonda
lorna-se rccommendavel pela sua boa qualidade o
acertados padroes : seu principal uso lio para collc-
tes, palitos e caigas.
Deposito de vinagre da fabrica
da ra Imperial, n. 7.
na fabrica de licores, do Fredcrico Chaves, no Ater-
ro-da-uoa-Vista, n. 17, onde se achara sempre
grande porco e por prego commodu.
Vende-se a bem conhocidao superior charn^
panha da marca cometa ; vinho da Madeira engar-
Flutarco Brasileiro,
contendo as vidas dos lirasileiros mais Ilustrse
nota veis por seus talentos, virtudes e nobres feitos,
pelo doutor J. M. Pereira da Silva.
O segundo e ultimo volume,chegado agora, coin-
prchende entr'outras, as biographias de Jos Bo-
nifacio de Pizarro o Araujo de I.emos de Faria e
de Silva Lisboa. Esta obra tem lido na cOrtc grande
acaitagilo, eojornalismo fluminense teceu-lhe pom-
posos elogios. Veude-se na livraria da esquina do
Collegio.
Vende-se umfiteiro do amarello, em muito
bom uso, o mais uma taboleta : na ra do Cabug,
loja do ourives n, 7.
Vendem-se saccas com milho; ditas com ar-
roz de casca ; uma bandeja de casquiuha prateada ,
com 18 casaes do chicaras e piros de porcellana dou-
rada; urna cama de Jacaranda com todos os seus
pertences; 18 cadeiras deamarello; um rico tou-
cador do Jacaranda ; lOquadros em ponto grande,
para estampas; uma mesa redonda de Jacaranda :
na ra da Cadeia do S.-Antonio n. 19.
- Vende-se uma escrava de pouca idade, com
todas as habilidades : o motivo por que se vende se
dir ao comprador: a fallar com o major Mayer.
Vende-se um methodo do flauta com pouco
uso, por barato prego: na ra do S.-Francisco, ca-
sa da esquina que volta para a ra da Florentina.
Na nova loja da ra da Cadeia do Recife, n. 32,
do Claudino Salvador Pereira Braga, vendem-so cha-
peos do Chili a 2,300 rs.; ditos melhoros a 3,000
rs.; chitas escuras, decores lixas e padrOes liu-
dos a 5,500 rs. a pega, c a 160 rs. o covado ; ditas
de cores claras a 5,500 rs. apega o a 160 rs. o
covado ; cortos de tarlatana para vestido a 2,880
ris.
Vende-se uma porgSo de sebo refinado : a tratar
na arcada da alfandega, com o preto Benedicto.
Vcnde-se urna com moda, uma secretaria uma
marqueza 6 cadeiras de palhinha 4 ditas ameri-
cana* ,j4 bancas, uma cama de armacSo o outros
objectos', por prego commodo : Da ra da Cadeia-
Velha, n. 20.
coi compridos tornozellos grossos que lho eraba-
racam otndar: Martinho, caboclo, fgido em luis de
Janeiro de 1848; he baixo ; tem os cabellos espicha-
dos cheioj docorpo, bem empornado, ladino, bons
denles, mogo, com muito pouca barba. Roga-se as
autoridades policlaes, capitaos do campo c pessoas
particulares, que os apprehendam e levom-nos ao
Atterro-da-Boa-Vista n. 80, a Jos Candido de Car-
valho Medeiros, que ser.lo gratificados.
--Fugio, nodia28de dezemhro prximo passe-
do, do engenho Sauh, freguezia do Una um llre-
to de nome SimSo ollicial de carpina de 25 ajj- J
nos, altara regular, ps grandes, nariz chato; qua.T
do est de p enverga muito as pernas para Irs ;
ho muilo dsfargado quando conversa; tem lodosos
dontes perfeitos ; tem urna irmSa nesta praga de
nome Francisca que foi escrava do fallecido padre
Francisco Das, e por esta |ras8o julga-so quo aqu
se acha : quem o pegar Ievo-o ao referido engenho,
ou na ra da Cadeia do Recife, escriptorio de Ma-
nocl Gongalves da Silva.
Fugio, no dia 26 do passado, a parda Francis-
ca; representa ter 28 a 30 annos; levou vestido do
cassa com listras miudase salpicosno centro, ca-
misa de madapolflo e panno da Cosa ; tem falta do
dontes na frente, e uma cicatriz por baixo do olho
esquerdo : quem a pegar leve-a a ra do Crespo,
!ujn ii. i, quesera recompensado,
Fugio, de bordo do brigue Esperanza, no dia
30 do mez passado, um escravo marinheiro, de no-
me edro de nagSo; reprosonta ter 84 annos pouco
mais ou menos; levou caiga e camisa de brim branco,
chapeo do Chili, he alto, cor preta, magro, com bas-
tante barba e suissas. Quem o pegar leve a bordo do
dito brigue, ou a casa de Amorim irmSos, quere-
cebor 50,000 rs. de gratificagfto.
Fugio, de bordo do briguo Con/ian(a no dia 30
do novembro do anno passado o escravo marinhei-
ro, de nome Jos, de nago Cubilo; representa trinta
e Untos annos, do eslatura haixa, sem barba ; levou
caigas de brim, camisa de algodao bonete, e mais
um calca de casimira amarcllada camisa de chita
e uns sapatos. Este escravo sabe todos os lugares da
provincia e tambem os do fra ; j foge por habito ,
visto queem o auno de 1846 la ni bom fugio de bordo
do brigue Mentor, e foi capturado para as parles do
Porto-Calvo, aonde so inculcava por forro ; o qual
pertence ao Sr. Jos Maria do S, negociante do Rio-
de-Janeiro. Roga-soa todas as pessoas o as autori-
dades policies, que o apprehendam e levem-no a
ruada Cadeia, n. 45, casa de Amorim Irmos, que
se recompensar com 60,000 rs. ou mais alguma
cousa.
Fugio, ao abaixo assignado, no dia 23 do cor-
rente, o escravo JoSo, ollicial de carpina ; represen-
ta 25 a 26 annos pouco maisou menos de cor ca-
bra, estatura entre haixa o regular, clieio do corpo,
roslo redondo, mal parecido, olhos medianos na-
riz chato o grosso, pouca barba com todos os den-
les na frente cabellos pegados, mas do presente
aparados rentes pernas grossas, pos curtos, chatos
e descarnados; tem um dedo do um p, o principal,
com uma grande cicatriz de um golpe de machado,
isto bem visivcl; levou camisa velha de algodilo e
caigas do algodiloj rolas; ho muito ladino o lin-
go-so soldado quando chega a ser preso. Quero o
pegar leve-o a casa do annuncianlo, ou na de Sa-
care ni Barboza & Companhia, em Macci, ou nados
Srs. Amorim limaos, quo ser{recompensdo gene-
rosamente.
Franciico das Chagua Lima Lesta.
-Fugio, nodia 18 de Janeiro, o prcto Jos, do
cor vermelha muito mogo, alto e secco do corpo,
rosto descarnado, ps grandes e mal feitos; anda
mui banzoiro; suppOe-seser quem ao amanhecer
deanto-hontem roubou em uma lavagem algumas
pegas de roupa entre ellas 4 lengos encarnados de
tabaco 4 camisas do madapolo, de homem duas
dilas de senhora 3 ceroulas de brim muilo fino;
tanto que, havendo fgido com roupa de algodilo
suja o alguma cousa trapilho, foi encontrado nesse
mesmo dia no lugar Corla-Largo, duas legoas de
Olinda, com roupa fina e mui alva. Roga-se a qual-
quer pessoa do pbvo, especialmente a polica quo
o apprehenda e leve-o a ra da Cadeia do Recife,
n. 40, aoSr. Manoel Ignacio do Oliveira ou neste
engenho Fragoso, a seu senhor, Antonio Luiz Pe-
reira Palma que gratificar generosamente.
.Fugio, nodia 28 do prximo passado, do en-
genho Berlioga, de Ipojuca, o escravo Jos, criou-
lo de estatura regular; tem a tosta um tanto em-
pinada para diaute, pelo que forma urna queda ao
p do nariz, parecendo ter o nariz ribitado; quan-
do ri-se moslra um falta nos denles em um canto
da bocea o o beigo alguma cousa cabido ; he secco
do corpo; tem as pernas finas e os ps chatos; h>-
vou caigas, jaqueta e camisa brancas chapeo do
pollo novo; talvez ande calgado com sapatos do cou-
ro preto; suppoo-se ter ido para o norto aonde j

Escravos Fgidos.
Fugio, da casa de Antonio Jorge, no dia 3 do
corrente, s 7 horas da tarde, o preto Domingos ,
com oflicio de chapeleiro; he alto, grosso; tem uma
pequea cicatriz em cima do beigo superior, o fal-
ta de dous denles na frente ; levou caigas de gan-
ga azul e por baixo destas outra branca e tamisa
de algoditozinho ; foi visto no dia 4, na ra da
Gloriada Boa-Vista, dizendo que ia para o Montei-
ro: quem o pegar leve-o ao seu senhor, na ra
Bella sobrado n. 37, quo ser gratificado.
Fugio, nodia 3 do corrente, una escrava de
nome Thereza indo vender frutas do um sitio em
S.-Auna de 40 a 50 annos ; levou saia de lila pre-
ta vostido de 12a, panno preto; ho de estatura
baixa, cheia do corpo, cara redonda, com todos os
es'.evo 6 annos fgido no engolillo Pindobinha ; re-
presunta ter 22 a 24 annos ; tem pouca barba e nilo
he muito preto da cor. Roga-se aos capiUSes de cam-
po, e a todas as autoridades como particularmente
ao Sr. Jos Fidelis residente nesta praga, quo, sen-
do apprehendido dito escravo levem-no ao diUf
engenho Berlioga, a entregar ao lllm- Sr. Bernar
deAllem.lo Cisneiro oua pessoa nesta praga,--que
o possa rnnietter, que serao pagos de seu trabalho.
Fugio, nodia 30 de Janeiro prximo passado ,
o preto Miguel, do iiago ; representa 25 annos, lo
estatura regular; levou caigas, camisa, jaqueta e
chapeo ; tem os beigos encarnados o uma pequea
falta em uma das orelhas; tem pouca barba e roslo
comprido. Quem o pegar lovc-o a casa de seu se-
nhor, ua na Nova, n. 33, que ser gratificado. -
Fugio, no|dia 18 do passado, um cabra, de
nome Joaquim, alto, reforgado do idade, com a
barba branca, cabellos corridos ; levou um surro
do pello de carneiro chapeo de bata usado, caigas
do algodao de listras, rotas no assento ; tem os
tornozellos dos ps um tanto incitados: quem o
pegar leve-o a ra do Vigario n. 24, que ser re-
compensado.
5-TS
PeRN. : NA TTP. DEM. F. DE FARIA. I


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