Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05403


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Full Text
Anno de 1848.
Quinta-feira- 5
O VIAUIO puUic-se todos os diasque nao] PARTIDA D0SC0B.REIOS
U uiantu |iu."ivi-ic ivuus o uias que n.io
frem de aiiardi i o prec.o da asignatura he de
4(f00ft rs.por quarlel, pagoi adtnnt&dot. 0 an-
duocos dos assignintes sao inserido! i rasSo do
_ t!.-f._ I O a n imn ili I ana r> a na
30 is. porlinia, tO rs. em typo dilftr-ntc, e.
repetices pola metade. Os que n.o forem ass'g-
nantes paganio SO rs. por liaba, e 180 era lypo
difireme, porcada publlcaco.
PJ.ASES DA LA. NO MEZ, DE FEVERF.IRO.
i.ua nova, 4, UJjorM e U inin. de urde.
C'rescent- 11, i S liora e 3 mi. da tarde. |
La cheia a 19, ii horas e 33 rain, da manlia. {Primal-a, s 2 hora e 54 mininos da Urde
Miugoaote a 58, s 8 bor e 1 raa, de mau>Se.|Segunds, s 3 hora e 18 minutos da manual.
f>oiariaaeParahlbas segundas esextas reir.
ftio-raode-drv-Norte quintasfeirasao meio-dia
(.alio, Serinli*em, Rio-Formoso,Porto-Calvo e
Maeei, no I.*, a 11 e It de cada mei.
(>arartiiiins e Bonito, a 8 e 21.
Boa-Vi-la Flores, a lie 8.
Victoria, s quintas-leras.
Olinda, todos os das.
PREMIAR DE HOJE.
de Feverero.1
Anno XXV.
X,
ao.
DIA8 da semana.
II Segunda. S. Pedro Nolasco. Aud. do J. dos
orph.cdoJ. doc. da 5 v. edo J. M. da7 v.
I Terca. Ignacio. Aud. doJ. do civ. da
I. i. e do i. de pa; do 2 dist. de t.
I Quarta. 98 Purlcaciodo tos. Sen< I Quinta. S. Brai. Aud. do J. de orpli. e di
1. municipal da I. v. .
4 SeiU.S. AndreConino. Aud.do J.dociv.
da !. y., e do 1. de pedo i. dist. de I.
5 Sabbado. S. gueda. Aud. do J. do civ. da
I. v. doJ. depaado I. riiat. de i.
6 Domingo. As Cbagas ele Cbrbto.
CAMBIOS NO DA DEMNEW.O.
Sobre Londres a 77 a Pars 360 rs. por franco.
Lisboa 96 por 100 de premio.
:tc. de lettras de boas firmas 1 a l| '/
OuroOncas bespanbolas.... 181*500 a
SloedasdoCiOil velli. 1G/200
de 6/i0i' nov.. IBfOOn a
a de 4/000..... fono a
Praia Patacoes.......... lf880 a
Pesos columnares... UMo a
a Ditos mexicanos.... li'SSO a
Miuda............. li'Jt.ua
Acodes da comp. do rleberil* de SOJOo re
d.
ao m.
J8I80O
I 13 tlf
|6/l0
JICO
IfSO
IJtSO
l#83
iffir
aopai.
DIARIO DE PERUTAMBUCO.
P*BTE OFFIC.AL.
COVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 18 DO PASSADO.
rnelo Ao coinmandante das armas, declarando
I ment gozo tiesta e as nuis pracas commerciaesi O marechal Mortier-perece victima rom que ostou em relacSo, e en a tudo hei respon- de Fieschi
/''" ^m ^> sunelo, *!>?-- Hodese^e de tiic i m- O ministro das flaneas, Humann, aterrajo pelo
rtantc negocio, como o que a nos ambos oceupa e I ospectaculo da bancarota.-morre do apoploxia ful-
comoja vai ajustica e a verdado vencendo, he justo] minante.
Vio agora por minha parte v en publicando esses Pujol, ohcro de Rambouillot, -morro do conse-
actos que me silo favoraveis.
A qucsttlo lo minha allienacflo mental foi delini-
que o coronel Feliciano Jos Ncvcs Gonzaga pode passar,
o commanilo do sexto batalho de cacadorca ao reapcc-|'lvamente julgada contra a inlenc/to do l.opoldo, e
tivo inajor, e entrar no gozo da licenca que lbe conce-lassim cabio por Ierra o parlo da roais desaforada ou-
dra o imperial aviso de 11 de dezembro ultimo; poislsadia.
qo^, segundo sedepreheode do de 29 do precitado mez,
c,<* 'r/'wo nao deve seguir para o Maranho.
Dito TtSoiumlssario-pagador, ordenando entregue
25 c *'onio da Assumpcao Cabial a quantia de
9/300 rt., para pagamento do que o delegado do Llmo-
ciro despendeu com o austento do desertor Francisco
Antonio da Silva, de 28 de novembro do anno Hndo a 5
dcsteme Tambem se ordenou at> inspector da llie-
souraria das rendas provinclaes fizesse entregar ao re-
Jeridobacharel a soinma de 35/880 rs., para indemni-
sacao do que o mencionado delegado gastou com os pre-
aos pobres durante o citado dezctnbru ; e participou-se
ao chele de polica.
Dito A' cmara municipal do Po-d'Alho, signifi-
cando que deve de por novamente ein praca o contrato
da afencao.
DitoAo inspector do arsenal de marinba, autori-
sando-o a aproveitar na obra do cae que se est cons-
truindo cm frente do meaiiio arsenal a podra de canta-
ra, que, avulsa e ein alicerces inuteis, seaclia no For-
te-dn-Mattos.
Portara Nomeando subdelegado da fregnezla de
Munbeca a Jos Roberto de Monea e Sllra. Partid-
poa-ae aa ebefe de polica.
DEM DO DA 19.
Oftlcio-Ao gerente do consulado francez, aecusando
remessa de urna copia da infonnacao do chefe de poli-
ca acerca do occorrido com Joao llurlo.
Dito Ao coinmandante superior da guarda nacio-
nal do municipio do Rccifc, intelllgcnciando-o de ha-
ver concedido a Joaqum de Soma Miranda Couto, al-
leres da quarla companbia do segundo batalliao da r.cs-
ma guarda nacional, a reforma que pedir no requeri-
mento que S. S. informou a 22 do mez ultunj.
DEM DO DA 20.
Officto Ao coinmandante das armas, inlaaiini iiniln
o de eatar escudando o curso da respectiva arma, na es-
cola militar, o segundo lente do segundo batailio de
arlilliaria a p, Severno Henriqucs da Fonseca.
Ditos Ao mcsino, e ao cominlssario-pagadnr, ntcl-
llgenciando-os de baver fallecido OoRio-Grandc-do-Sul,
durante o anno prximo passado, o tenente do sexto
linlalhun tjp onrnrlnrec llo^^ri/. ll,..l.-
DliBTO rHaHIlCfl.
iaaDaa, 3 sa tpavjjaiifiaaj) ;sa asas
Fram menos exactas as informacOcs quo nos do-
ra ni1 acerca do espancamento havido, em a madruga-
da rio dia 30 de Janeiro prximo findo, as proximi-
dades da matriz de Santo-Antonio; o por isso vimos
ructilicar o que acerca delledissemos no Diario do
hontem.
O espancado chama-so Manoel Thoodoro : he pa-
lmo de una das barcas de viga da alfandega das fa-
zendas ; e, bem longe do haver fallecido, como que-
so vai restabelecendo; porquinlo, alm do fallar, jo
so assenta sobre a cama.
A queixa de eslclllonato que contra mimpromo-
veu osse homem, foi alinal julgada ntlta pelo Sr. Dr.
juiz de dircito da 3.' vara.
Estas tinas sontenQas publica-las-hoi em outros
das.
Agora publico a sentenca qucalcancei contra Leo-
poldo, em queixa que dello dei, pola injuria quemo
irrogou, pretendondo pr-me oni juizo porallienado;
sentenca da qual nos ambos appellamos, eu por ser
pena no mnimo contra o allegado e provado; e
e!!c por a achar talvez, lambe cemrr.igo, o cm sua
consciencia, ppuca.
Rogo-lho, Sr. Redactor, do publicar esta com n
sentenca quo segu, no seu inleressanlu Diario de
amanhu., pela qual me responsabiliso, na forma da
lei.
Cadeia, 2 do- fevereiro de 1848.
De V S. atiento, &c,
Jote Gomet Filiar.
SENTENCA.
Dos autos se v que o reo Leopoldo Jos Ja Cosa e
Araujo fizera publicar no Diario de Pernambucoj a l.
0, um examo de sanldade feito a requerimento seu no
autor Jos Gomes Villar, no qual julgaram os facul-
tativos que o autor soflria allienacfio mental. Que o
reo fez publicar esse examo sabendo quo o autor
julgando prejudicada por ello sua repuUcilo, roque-
rcraumoiilro. e por conseguinto Ihu aconselhara n
boa f que n.o izesso a publicarlo,ott so a lizesse
(lepots do resultad* oVtaiMdo exame. Que o reo
rez essa pubhoc^o na quasi certeza de quo este exa-
me sena ( como do Tacto foij favoravcl ao aulor
porque, assislmdu elle, no dia 7 do agosto, ao exa-
me que, a requerimenlo do aulor, so procedeu cm
sua propna pessa, vira que os facultativos encarre-
gados dclle eram de parecer contrario ao do scus
collegas anteriores, c que, por isso. pediram alguns
das do espera, para que, do modo mai.s seguro, dcs-
som a sua nniijnn enirxinnio _,,. ,>---------
da 7, mandou o reo para a lypographia o autoRra-
pho para a publicagaodo exame, documento a (1. 7.
Quo, linalmenlo, fez o reo publicar o exame antes
do ser elle, como devia, julgado procedente pelo
juizo. Ora, sendo evidente quo essa publicacio im-
porta urna impulaco fcila ao autor, e defeito quo
prejudira a sua reputagilo, c que, vista do exposto,
o reo o fizera com m f, islo he, com conliecimciilo
quencias do urna queda dada na escada das Tulho-
rias.
Gisqiict.Todo o mundo saba com que processo
escandaloso so terminou a vida poltica tiesto celo-
bre chefe de polica.
Villemain he sorprendido por urna allienacJo
mental, no exercicio das suas funccOas de minis-
tro.
Martin [du Nord], ministro da juslica o dos cultos,
morre sb o imperio da mesma molestia '
to, se devo perder toda a esperanca, ou se o com-
padro he capaz de fazer-me um favor?
So mo for possivel, anda quo sejam dous, res-
pondeu o velho, porm temo muito que.....
O compadre pode faze-lo som Ihe custar na-
da, disse o marquez quo conheceu em que podia
consislir a dlTiculdadc do usurario.
Nessecasosejaembora, porque, nilo sendo as-
sim, teria tidoo desgosto.....Mas, cmilm, ou moa-
legrara de poder sorvir a V. Exc. De quo se trata ?
Promelte-me conservar em seu poder o Icque
al amanlilia? Se, por toda a mantilla, eu nlo Ihe
levar os ecm dohroes, poder dspdr dello sita
vontade.
Por toda a manhla repeli Basilio. He algu-
ma cousa perlgoso, porquouma demora pode fazer
O duque do rleans, herdeiro do th.-ono,despo- (perder urna venda. Mas, emflm, ja quo 11 isso pos-
daca a cabera em urna calgada, querendo sallar do
carrrnho.
Cubro o Tesle, ambos antigos ministros o pares
de Franca, deshonrados ambos o destituidos do suas
honras o ompregos, osle tenUndo suiciar-se u
condemnado a prslo por muitosannos.
O duque de Praslin, par de Franca o viador da du-
queza de Orlcans, poc termo aos seus dias pelo
veneno, depois do ter commcttdo o mais horrivel
crime.
O principe do Eckmull, outro par de Franca, ami-
go da infancia dos principes reaes,-atacado de al-
lienacITo mental.
O conde Urcsson, negociador dos casamenlos hes-
panhoes, embaixador em aples e par de Franca,
corta a garganta com urna navalha.
^ O rondo Mortier, embaixador cm Turim e par de
Franca,acommettido do loucura furiosA.
Nfio temos agora presentes todos os nomes c todos
os Tactos; mas j he bastante.
Quo horrivel historia I
Lrra\]
[Corrtio da Tarde.]
OS DOL'S CASAMENTOS NOTEMPODE I.UIZ XIII. [*]
IV
Scm duvida alguina. Pois que, V. Exc. ainda so
achn sb tutela? Soja como for, esse dinheiro he
lo V. Exc, porque he a V. Exc. queoenviam. Com
quo dircito quer ret-lo em seu poder um criado
impertinente? Do cerloque um scmelhanto maroto
nlo passaria bem commigo, anda quo tivesse de
pij-io na ra a pona pus..... Emim, Sr. marquez,
V. Exc. he a quem competo decidir sobre o uso que
quer fazer do sen dinheiro.....Isso he inaudito....lie
o mundo s avessas..... eu j tenho conhecido mui-
tosamos-criados; porm, at boje ainda nilo co-
ndec nenhum criado-amo.
lie na realidade rediculo, c o compadre bre-
me osolhos. De corlo que mo devo envergonhar da
..i ____j;__'.. 1 '. >uu ut l".i.cor, esse velho casmurro. Pode ser auc so La Torr so es-
julgo o pr^cedime^to do'reo 'S^Z^fgZ^r" m"m' ,U'
hendido na disposicSo do art. 236 4 do cod. crrn '
por ser o aulor pess particular, quo n.o oceupa
Correspondcucia.
4t^ LEDE, E FAZEI JUSTICA ^}
Illm.Sr. Redactor do Diario de rernambuco. Tcm
tido oSr. Leopoldo Jos da Costa Araujo insano tra-
baino do publicar alguns actos preparatorios das jus-
licas do paz contra mim, scm esperar a sua conclti-
sflo, no intuito smente, ja de injurior-me, j do ca-
lumniar-me, para assun perder o crdito que fch'z-
cargoalgum publico, ocondemuo a dous mez ti de
prito simples, e multa correspondente a mcladedcs-
le lempo, grao mnimo do art. 237 3 *, combinado
com o arl. 230 do mesmo cod, crim., e por so darem
a favor do reo as circumslancias atlcnuantes dos k%
1. o 4. do art. 18. Pague o reo as cusas. Cumpra o
cscnvflo o seu regiment. Recifo, 19 de Janeiro do
1818. Jote Flix de Drilo ,\lacedo.
Variedades.
Ha alguma cousa de assustador no destino dos ho-
mensde estado e dos favonios de Luiz l'.'ilippo.
Casimiro l'ricr morre louco do clera o desos-
I'ois, oonde esl elle? pergunlou Basilio, que
sabia muilo bem que n!to estova all, ncm poda
ouvir as suai palavras, pois cm tal caso, de cerlo
nao se teria abalanzado a tanto.
O compadre bem sabe, respondeu o marquez,
que, nilo podendo t-loaqui, Ihe arranjei proviso-
riamente um quarlo, ao lado da habitaclo da sc-
nhora do Fargio.
E estilo tambem l os duzenlos dobrOes?
He verdade.
EntSo ludo est perdido, e vejo, Sr. marquez,
que nilo posso fazer hojo negocio com V. Exc. Em-
lim, ser outro dia. Desejo a V. Exc felize noilcs.
E para provar quo as suas palavras nao eram urna
v3a ameaga, abri a lanlcrna, accendeu a lanipari-
11a, odispoz-sea sahir.
Boas noiles, compadre, disso tristemente o
marquez, acumpanhando-o at porta. Ora vamos
pero.
Lafillte, o opulento banquoiro, o padiinho da ro-[vcr' aJunl"uqi".'ido o velho ia ja a sabir do quar-
volucfio de 1830,morre devorado do desgoslos, dei-
O DUQUE DE GUISE. (*)
por frc&enco oculte'.
SEGUNDA PARTE.
VIII.
rm ,*a,f Mlai\,,e e'",1ue cardcal '''' da ,
l ?,m dc.[XamSr- 01y"'Pla' abrio-sc oulra porta no an-
ornXPnr0.: 1 ^"'^ SeoW PP"rccu no luiniar:
Olympla ficou immovcl e sen, poder proferir urna SO i.a-
lZS:a.Zn0lV*mlnh0U <" e disse-lbeenvoz
suida e amcafadura! FjUatuproinptaparaiiiorrcr, Olympla?
..uP,MrCI"U"'C,rCal"odeJoc""'s ao ouvir estas lerr.
-\.:'!vr- n5longoscabellusiouro.se lbecspargiram
Sfi"^*^ arrMlvani pelo tapete em que rila
o joeTOraTehcruiou os bracos sobre o peito. com a
nSSad^A V*,- 'llC: ost" a sublime cx-
prcisao dedr daautigaNiob.
Giuseppe, murmurouella em voz agonisante, dan-
do a tarnlole o nome da sua mocidade, Giuseppe, tu nao
vieste para me malar assm, scm me dar urna hora, um
xando arruinada a sua fortuna.
nrx.-JjK'aii ant, *.!-. ivki si-
momento, um minuto sequr, para me confessar dos
meus pecados, e para dirigir a Den una oraco! Oh!
Giuseppe, Giuseppe tu nao ters coracao para me
matir _
Nao me des mais esse nome, contiuuou Carniole
cm tom sombro, se tu queres que tcnlia piedadeda tua
alma ; nilo me des mais esse nome que me lecordaa tua
traicao..... Tu me pedes um minuto para orar, dou-
te dez, accrescentou o bandido inostrando cun o dedo um
relogio, cuja pesada pndula rrsoava impassivel a um
dos ngulos da sala. Apressa-te c pensa na tua salvacao
diantc de Ueos, porque ests julgada ecoudemnada di-
antedoshomens.
Obrigada, Giuseppe, disse Olympia a quem esta de-
mora pareca dar alguma esperanca ; obligada; eu j
sabia te-me dez minutos para me confessar.a Dos ; nao he
[*] Vide Diario n. 18.
Cumprirei equr me pedes, disse Carniole, mas an-
da depressa, que o lempo caininha, cj se tcm passado
inaisde um minuto.
Como se estas palavras tivesscn quebrado toda a re-
soluto d'Olj tupia, loinou ella a caliirdejocllios; e co-
mo se approximassc de Scoppa para ihe entregar as jolas
que maudava a Casta, achou-sc face a face com o bandi-
do: todava os nlhos de Olympia nao se fitaram sobre el-
le, antes erguidos para o eco pareciam procurar no es-
paco o Dos i 11 v i s i v i-1 e eterno ao qual ella diriga a sua
orarao.
Meu Dos, dase Olympia com vos branda emavio-
sa, desde longos annos que eu estou nesta funesta casa,
e os bem sabis quanlo hei soQ'rdo, c baveis de ter pic-
dade de mim!
socomprazer a V. Exc.....ofarei.....mass por V.
Bx0. o faria.
-- Obrigado, obrigado, respondeu o Sr. de Chau-
veln, sem acreditar na exaggeraQilo com quo o ou-
rives quera vendc-r-i como um insigne favor a
concessilo mais levo. Ubrigado. Entilo Meamos cor-
tos?
Dou-lhe a minha palavra; conservarei o le-
quo at ao meio-dia ; porm depois.....
Est bem.
O ourives tornou a acconder pola lorceira voz a
lanlerua, que durante a conversado linha apagado,
e esto excesso de miseria nilo escapou ao marquez,
quo om outra qualquer occasio se teria rido dclle.
mesmo as barbas do Basilio. Despedio-se final
delle, e, logo que fechou a porta, liroU da algbeira
urna pequea chave, ab^o um bah, e, procurando
algum tempo por todos os cantos dclle, tirou urna
cousa quo pareca urna escada do corda. Metteu-a
dcbaixo do bra;o esquerdo, pegou na espada, cin-
gio-a no seu cinturilo bronco, onde lovava urna ps-
lola : cobrio tudo com urna capinha curta, precau-
cilo, que na verdado era desnecessaria, porque a
imite estava summamente escura, e desta forma sa-
bio de casa, sem levar lanterna alguma. Caminhou
por algum tempo por entre as trovas, sem que na-
da Ihe acontecesse, levando as milos estendidas para
diantc, o scm outro guia para se dirigir mais quo
a linha escura e irregular quo tragavain na ntmos-
phera os toldados o torrinlias das casas, quo forma
vam aquellas ras tortuosas o dosalinhadas.
De repente vio vir para elle um lacaio com um
ardilo acceso adianto do um cavalheiro ; alTas-
tou-so um pouco prudentemente, mcllcndo-se no
vilo do urna porta, e os dcixou passar sem que o
vissem. Um poueo mais alm parou, deu urna vol-
la em redor, como para orientar-so, o disso comsi-
go mesmo : he aqui ; e para se certificar disso
com (estomunhos mais convincentes do quo aquel-
los que va com os seus olhos, que por cerlo no
podiam distinguir muito bem, no mcio daquella
cscuridilo, palpou com a miloa paredo, oseguios
apalpadcllns, demorando-sc de quandoem quando.
Bem, disse em voz baixa ; pareco-mo que os-
la he a janclla de grado da loja ; esta lio a porta do
corredor.....Ah .' estou corto ; osla ho a porta prin-
cipal.
E dirigi urna miTo investigadora aos prgos que
guarnecanla porta com cabeca redonda, ei gran-
de argola lavrada que servia do balentc.
Feita esla exploracilo andou o Sr. de Chauvelin
atao meio darua, agarrou n'uma bola do chum-
bo bstanle pesada, que eslava presa escada por
mcio de urna corda, e a aliiou com rruca para o ar,
para que se enrolasscna varanda de urna das duas
janellasquo sabia haviaalli. A bola nilo so enro-
lou a cousa alguma, n cabio novamente no chilo.
Aquello rumor, muito grande no meio do silencio
danoitc, assuslou o marquez, pois julgou que toda
a gente do bairro linha acordado; porm, passado
nlgum lempo, o rumor se dissipou integramente, o
oaventurciro cobrou novamente animo, tornando-
outra vez a ver se pescava no ar. Atiroucom ab-
la, c a resistencia quo cncontrou, unida a corto som
metlico quo podo perceber, Iho, deram a conhe-
cer que a bola linha encontrado o obstculo que
'srartt^imiimm^immmmmmmm^mm
procuraram desvairar a minha alma; vos sabis com que
terriveis mentiras me lizeram duvidar da deldade do
meu noivo; sabis com que infames calumnias procura-
ran! matar no meu cura(ao o amor que Ihe linha.
Tmenles, desgranada, tullientes! exclamou no
mesmo instante Scoppa, levantando-se com furor,
Nao vs ni que eu fallo com Dos, disse branda-
mente Olympia ; e que a Dos nao se pode mentir?.....
alm disso, accrescentou ella pegando na ino de Scoppa
e tirando-a devagavinho do cabo do punbal, bem v que ainda se nao nassou o lempo.
lie verdade! leus rasao, replicou Scoppa arque-
tando, cu-devia ter-te inalado no mesmo asunte. Oh I
accrescentou cllcbatcudo na testa colrico, bem me di-
preciso que te apartes ou te desvies de mim, porque so
a elle me hei de dirigir; dsle-inc mais do que eu me-
reca da tua juslica ; ainda t'o agradeco uina ve.
Olympia levantou-se, caminhou para um movel que
nbrio com mo firme, donde tlrou .ligninas jolas magni-
ficas c apresentou-as a Carniole, di Toma la islo, Giuseppe.....
Pobre douda! disse Carniole repellindo-a cuma
mas, julgas tu que ests tallando com .Miguel Sanlis.'
' Toma listo, proseguro Olympia, e depois que me
matares, irs leva-lo menina que nunca mais vi desde
que uasceu. Nao sel, accrescentou ella levantando os
olhos pata o co, nao sei o que meu pai Genuino fez de
minha fillia Casta, mas sei o que a miseria e o abandono
fatem de uina pobre rapariga, c se isto que cu te entre-
go para Casta l'r o dote que Ihe sirva de encontrar um
marido que a lome sb a sua protecco. Dos talvez me
Izia o cardeal, que, se cu te escutasse um so minuto, sen-
liria o ccr.-.co lurbar-.e-moe a mac trcincr-ine.
Pois bem! disse Olympia a quem nada mais pare-
ca poder amedrentar, nao me oucas mais, Giusep-
pe, a'"
tomaraviiiioso rosto e to piedosa resignacao.
(*; Vlde Diario o.' 25.
Ir?T**m con la o ter pensado na huma de minha lilba,
eu..... cuja honra nunca achou protector.
Meu Den, ,coiniiiiioii Olympia com essa voz pene-
trante c melodiosa que se assemeIliava a lima msica
longinqiia, vos sabis com que tormentos tenliopago o
abandono em que me deixaram ; vos sabis que comba-
tes eu fui obrigada a sustentar contra aquefle a quem
meu pai havla confiado a minha infancia, e a que horri-
vel violencia cu devl o meu primen o crime; vos o sa-
bis, meu Dos, e baveis de ter piedade de mim.
Um sorrso amargo deslsou pelos labios de Carniole ;
c, como ac esta lcinbranca Ihe tivesse restituido toda a
clera, a mo do bandido procurou o cabo do punbal.
Qur fosse porque Olympia nao tivesse percebido se-
melhantc niovlinciito, qur porque estivesse cima de
todo o temor terrestre, contiuuou ella no mesmo tom
tranquillo e inspirado:
Meu Deo, v sabis com que odiosos conselhos
llasia-ie de mim ; quando frem horas estarei
proinpla.
J se passaram cinco minutos, respondeu Scoppa
apartando-se de Olympia.
Cinco minutos, repeli ella levantando-se de re-
pente, he tempo demasiado para esperar; mau-inc j,
Scoppa, ou cnto lentarci dizer-tc a raso por que eu ha-
va pedido minha llel Guana que te trouxesse junto a
mim, talvezquecii tente comecar a narraciio que-tinha
preparado, c que tu nao devea ouvir.
E tu quizeste vr-me? Ihe perguntou Scoppa, tu?
Era por tua causa que eu estava acordada, respon-
deu Olympia; era por la causa que esta porta llcira
aberta. '
E tu tlnhas uina narraco a fazer-mc? tornou o
bandido.
Tuiha, disse Olympia, urna narraeso bem triste, e
que ha j inultos annos desejava fazer-te.
MUTILADO


i^^~

desejava, anda que nSo cotn toda a folicidado, pois,
por mais que palpasse na parede, na direcco em
quetinha lineado o seu projecti!, nao encontrava
a bola que devia ter tornado a .lescer, depois de
ter passado a corda por cima da veranda. Imaginou,
pois, que, rilo sendo sufficienle o peso, teria a bola
icado no meio do caminlio, e para se certificar dis-
so puxou da espada, e a menoot pelo ar, na maior
alturu que podo; esta nvencao obteve a sua re-
compensa, pois, no Om de alguns minutos do en-
sato, cucoutrou urna cousa que se baloucava.no
ar, e gyrava ao redor da folha da espada.
Certo disto, voltou a espada, o, pegando-llie pela
ponta, tratou de inlroduzir abla as guardas do
punho. EmOm, frcade paciencia oconseguio, e
quaniio conhecou que a bola eslava dentro das
guardas da espada, deu algumas rollas folha para
enrolar a corda roda do punho; o, certo de que o
estara sufflcientemente. puxou a espada para baixo
e sem grande esforco conseguio que a rebelde bo-
la chegasse assuas m3os: obtido o que, atou forte-
mente a corda a um dos varOos do ferro da jnnella
da toja. Entilo, liado ueste n que podia desalar o
primeiro que passasse, entregou-so a sorte, o em-
prehendoua escalada; a subida foi feliz; e, tondo
diegado aocimo da escada, saltou por cima da va-
randa, abri a janella, e onlrou paru o corredor.
Avancou por este sapatpadellas, e enconlrou u-
nja pequea porta drante da qual parou para tomar
alent, e, contendo a sua rospiraciio, encostou o ou-
vidos gretas da mesma. Um roncarestrondoso, que
sentio dentro, Iho assegnrou que no interior daqucl-
la casa dorman, profundamente, oeste indicio llie
pareceu de bomagouro, julgando que o momento
ora opportuno para levaraolim oque linha como-
<;ado sb tilo favoraveis auspicios. I'rincipiou ,
pois, a apalpara porta, que sabia deveroslar mili-
to bem segura por dentro, o tratou de a abrir fa-
zendo o menor rumor possivel. Porm, alm do
que doviam fazer os gon/.os, nilo era para tomer
quo oar pcnetranlo da noite, entrando do repente
no quarto, acordasso com sua frialdade o que tilo
tranquillamente eslava doiinindo? O Sr. do Chuu-
velin conhecou bom esle perigo, porm como o
liavia de evitar ?
Em todos os jogos, disse comsigo, ainda nos
de destreza como he esto que eslou jogando, ha cor-
tos azares que hn necessario saber arrostar, e ja
que a fortuna se me tom apresentado ale agora la-
voravel, dcixomo-nos comluzir pur ella at quo nos
seja contraria.
Aquelle accidente eslava previsto, porm occor-
reu outro que o nao eslava, e foi que, ao abrir o
querer entrar, o marque/ alirou ao chflo com um
banco que eslava arrumado porta, da parto de
dentro. Entilo se julgou descoborto, o sem duvida
teria fgido, se a mesma pessoa que dorma nao
cssasse de resonar; e o marquez, recelando que
acordasse ao mais leve rumor, nilo se atreveu a la-
zcr o menor movimenlo, temeudo naufragar no
porto como se cosluma dizer.
Assimscconservou por algum lempo, o ouvindo
novamento roncar La Terrise, pois era o mesmo
em cujo quarto so achava o marquez, deliborou-se
a ultimar a sua arriscada emprezu.
( Continuar-u-ha. )
Transporte........
Matricula das aulas de grammatica la-
tina...........
Ditas do lyceu e seminario.....
Novos e velhos diroitos......
Olarias...........
Multas...........
Juros ............
49:907,297
60,000
60,000
212,000
12,800
88,549
43,468
50:354,014
COMMEBCIO.
Alfandega.
ItKNDIMEMTO 1)0 DA 1............6:769,804
Dctcarregam hoje, 3 de fevereiro.
Parca Corana carvito.
Pataca Ardilla vinlm, azeilc e pastas.


CONSULADOGELUL.
HENDIMFNTO 1)0 DA l.o
<;cr'......................... 3:918,393
Diversas provincias............... 159,467
4:077,860
CONSULADO PROVINCIAL.
ItENDIMF.NTO 1)0 DA 1............ 2:378,t79
KENDIMENTO NO MEZ DE JANEIRO DE
Direitosde 3 por cenlQ......
Ditos de 5 por cenlo.......
Taxa............
Capatazia..........
Decima dos predios urbanos ....
Meia siza de escravos......
Passaporle de policio......
Escravos despachados para fura da pro-
vincia ...........
Meio sold e sello de patente da guarda
nacional........
1848.
28:366,009
801,820
1:885,800
227,520
17:289,698
1:008,750
3,600
75,000
< 249,000
49:907.297
ti*
que
Falla, continiiou arrebatadamente Scoppa,
jirocurava debalde disfaicar a rinoco que srntia.
Nao, disse Olynipi i; o lempo est passaudo c fra
preciso para me oiivir um coraeo menos impaciente da
mili ha niorte do que o ten.
Scoppa passou anillo pela fronte, erespoudcu com a
raiva de um lioincm que cede sem querer a um attraclivo
mala poderoso do que a aua vontade:
O cardeal deu-me urna llora; eu t'a don.
Uina liora! repeli Olympia, cujo rosto se illumi-
iiou lodo com una alegra repentina.
Urna hora! replicou Scoppa laucando aobre ella
um olhar suspeitoso ; he bastante lempo para me enga-
llar, nao heassim?
K"o, date altivamente Olympia he bastante para
nos vingarmos ambos.
Scoppa nao respondeu, ccontinuou a examinar Olym-
pia com o temor de u:u boinem que receia alguma insi-
dia, e o pezar de um coracao que quizera esquivar-se a
mu penosas Iciubrancas.
Olympia, aem ae deixar perturbar pela resolucao ap-
pareote de Scoppa, conlinuou vivamente:
Tu conheceso cardeal Filomarini lia muito lempo,
nao be assim, Giuseppe ? Nao era necesaario que o infa-
me tlveasc abusado da auloridade que meu pal impru-
demeiiiente Ihe dera sobre miin, para que tu te conven-
cessea de que entre os mais devassos e mais prfidos del-
ta cidade, he Filomarini o mais prfido e o mais devasso
Mesa, do consulado provincial, 31 de Janeiro de
1848.
O escrirto da primeira seccSo,
JoSo Ignacio do llego.
MovJmcnto do Porto
Navios entradoi no dia 1.
Santos; 1H das, brigue austraco Luzilano, de404 tone-
ladas, capitn Henrlque Frederico, equipagem 13, em
lastro ; a N. O. liieber.
Macelo; 3 das, curveta de guerra brasilcira D.-Fran-
cisca, commandante o capilo-tenente Manoel Maria
de Bulhdes Ribciro.
Navio taido no memo dia.
Rio-Grandc-do-Sul; escuna braslleira Maria-Virmina,
capito J.oiio Bernardo da Rosa, carga asaucar c sal.
Passageiros Joao Goncalves de Miranda, Porluguez ;
Octavio Roci, Americano.
Navios entrados no dia 2.
Mar-Pacifico, tendo sahdn de Fall-RIver ha 29 mezes
pesca da balcia, barca americana Solomon-Saltus, de
3i0 toneladas, capito Nalhanicl Falcs, equipagem 20;
ao capito.
ttio-de-Jauciro ; 24 das, brlgue-cscuna brasilcira Sella-
Virginia, de 150 toneladas, capitn Joaquim de Azeve-
do, equipagem 12, carga varias gneros do paiz ;
Joo Jos I Vi Mandes Magalhes. Passageiros, Antonio
Dias Fernandcs, Brasileiro ; Antonio Lopes, Portu
guei ; c mu eacravo a entregar.
Terra-Nova ; 45 das, brigue inglcz Porcia, de 187 tone-
ladas, ca|Mt8o Sainar! Suatoii, equipagem 2. carg
2,200 barricas de bacalho ; a Me. Calinont 3t Com-
pauhia
Navios sahidos no mesmo dia.
libas dos Acores e Lisboa ; brigue porluguez San-Do-
mingos, capito Manoel Goncalves Viauna, carga assu-
car. Passageiros, D. Vianna Maria de Mello, llrasilei-
ra ; 1). Luiza Jaclmha de Oliveira, Manoel de Ulive!ra,
Francisco (ordeiro Raposo, Manoel Joaquim de Go-
veia, Joao da Rosa, c um prcto de nome Eusebio.
Canal; brigue inglez lOsrmorf'cnii/, capito Nicols
Conway, carga assucar.
rasdamanhaa ,acompanhada da amostra, sendos
quantidade a que seconvencior.tr no acto do con-
trato, vista do preco.
Secretaria da inspeccio do arsenal de maana
de Pernambuco, 1." de fevereiro de 1848.
O secretario,
AtexandrlRodriguet dos Anjot.
O padre Manoel Thtnaz da Silva professor
publico da Boa-Vista, dar* principio a sua aula no
dia 3 [hoje] de fevereiro.
Estratos apprehendidos pela polieia.
Maria da Conceiclo, que se proclama livro, mas
que no apresenta titulo que o comprove ; -- Seve-
rino, preto, que declnrou pertencer a Jos Caval-
cante, morador em trras do engenho dos Patos, o
achar-so ausente de casa ha 15 dias; -- Henriqucs,
crioulo, que disse ser escravo de Belino Dias Cor-
rcia, ontiado de Jos Venancio de llenovides, e resi-
donte em Moces, termo de Sambamhaia.Acham-
se rccolhidos caduia dcsta cidade, e devem de
ser reclamados: osdous primeirosna subdelegada
da Roa-Vista, e o terceiro na dos Afogados.
Animis apprehendtdoi pela polieia.
Um cavallo castanho o gordo, tomado a Jos Pe-
relra Tavares, preso fgido da cadeia, e outro ruco-
pombo que vagava pelas ras.EstSo depositados*
e devem de ser reclamados: este na subdelegada
das Afogados, o aquelle no da Boa-Vista.
EDITA ES.
Tendo de se proceder, cm o dia 7 do corrente,
emcasa das sesses da cmara municipal tiesta
cidade a apurado dos votos para doputados geracs e
provinciaes, conformo o aiU^u S5 da le regulamen-
tar das eleicOcs do 19 de agosto de 1816 : a mesma
cmara convida os cdadfros que quizercm assislir a
esse acto, a comporeccrem em a referida casa de suas
sessOesnodiu indicado.
Paco da cmara municipal da cidade do Itecife,
1.de fevereiro de 1848.
Manoel Joaquim do Reg e Albuguerque,
Presidente.
Jodo Joti Ferreira de Aguiar,
Secretario.
.1 cmara municipal da cidade de Olinda e seu termo,
em virtude da lei, etc.
Faz saber que sorilo arrematados por qtiem mais der,
no dia 4 do fevereiro prximo vindouro, os contra-
tos do repeso dos a^ougues, dos mscales c bocc-
teiras, alericHo dos pesos e medidas, c armazem
pequeo do Varadouro : quem nos meamos contra-
tos quizer tancar, devora comparecer habilitado e
munido de fiadores, s 9 horas da manlia.
E para constar mandamos publicar o presento pela
imprensa.
Cidade de Olinda, 29 de Janeiro do 1848.
Jos Joaquim de Almeida Guedes,
Presidente da cmara.
Jodo Paulo Ferreira,
Secretario.
Dcclarac^oes
Manoel Francisco Coelho faz publico, queda
comeco ao exerccio d'aula publica de grammati-
ca latina da frrguezia deS.-Jos do Recife no dia
l. de fevereiro prximo futuro: quem se quizer
matricular dirija-se a ra da Praia-dc-S.-Rita so-
brado n.- 43.
Precisando esta repsrticilo de azeile doce, ou
de coco proprio para luz convida o lllm. Sr. ins-
pector a quem se propozer vender qualquer desses
objectos, a opresentar tiesta secretaria a rospectiva
paoposta no dia 3 do corrente [hoje], pelas II ho-
Pouco me importa o fliu a que se dirige o cardeal,
espondeu Calillle em tumsombro; nao he a injuria
elle que eu vingo, be a miiiha.
dia-
THKATRO PUBLICO.
PHESEPE.
[ ULTIMA NOITE. ]
SABBADO, 5 DE FEVEREIRO,
ropresenla-so o t!o aplaudido drama
O FIAT LUX, COM DUAS ARIAS NOVAS.
Com todas as suas arlas, coros e dansas dos
bos.
0 segundo e terceiro acios da riiiua Esi'uer.
O interessanle drama das pastoras, intervallos
escolhidos de dansa, e o gratula dueto da Alvorada.
As 17coroas as pastoras.
Foi tala soffrcguidiio, ou pouca reflexfio com que
algumaspessoas quizeram encapellar as pastoras,
quo urna rica e pesada capella ornada -de fitas com
lettras dourados, dedicada ao Sr S.-Rosa na par-
to da vclha,' batondo em um candieiro de gaz ,
Iho lancou fra o vidro, queimando-se as fitas da
capella! Porm, seo camiieiro cahissoose inflam-
masse communicando o incendio aos maiscandiei-
ros quo Ihe esta va m juntos, qual seria a sorlo das
enea pelladas, e tal ve/, dos enea pe ladoros He por
isso quo o director pede, recommenda e espera dos
mesmos scnhoreslOda a moderarlo no lanzar das
ca pellas, j nilo tanto para evitar que as pastoras
errem os cantonas; massim por esle segundo ac-
cidente, quo tao funesto quadro podia apresentar
cm projuizo de tantas vidas.
__F. A. de Barros contina a onsinar meninos :
asprimeiras lettras, grammatica portugueza, nnlh-
meticao doutrina christBa, e tambem ensma em
casas particulares, por ter disto bastante pratica ,
igualmente ensina francez aquellos pessoas quo do
seu prostimo se quizerem utilisar: dinjam-se a ma
daMangueira, n. 12, que acharSo com quem tratar.
__O abaixo assignado faz scionto aos Srs. arma-
zenarios compradores de assucar, e a quem mais
convier, que Francilino Augusto Xavier de Hollanda
delxou de ingerir-se na venda dos assticares que ao
abaixo assignado silo remeltidos; e para que cnegue
ao conhecimento do lodos, mandou publicar o pre-
sente aviso. .
Francisco de Paula Pereira de Anarade.
-J>recisa-80 alugar um escravo para carregar pilo
e fazer algum servico de casa : na padana da ra
do Pires, ao p da caixa d'agoa.
Precisa-se alugar duas prelas que venaam na
ra equesejsm fiis, psgando-se-lhesutna pataca
edando-se-lhescomedoria : oa ra do Queimado,
n. 40.
Quem precisar de urna ama para casa de ho-
mem solteiro ou de pouca familia, de portas para
dentro, dirija-s a ra dasCruzes, n. 12.
Valerio Pacheco de Almeida faz sciento ao res-
peitave publico, que mudou sua residencia da Ifa-
vesss dos Quarteis para o largo da matriz do S.-An-
tonio, o. 14.
Precisa-se de ofliciaes de atraate : na ra da
Cadeia do Recife, n. 11.
Sen-ente de pedreiro,
pagam-se a 480 rs., no theatro velho dinlieiro
prompto : a fallar com o director do mesmo tliea-.
tro. ^>*'
Precisa-se de urna boa ama do leite. Jatiat?ja
captiva : annuucie. '-'"
Getrudes Maria da Gloria embarca para os pqr-
tos do sul o seu escravo do nacffo, de nome Francis-
co Miguel Joaquim da Costa
O abaixo assignado tem eslahelecido, desde j,
na ra de Apollo, casa n. 14, primeiro andar, soba
inspecQilo do pessdas habilitadas, as seguinlos aulas :
primeiras lettras, latim, francez, lgica e geometra.
Os alumnos das duas primeiras aulas pngaro 3,000
rs., os de outras4,000 rs. Os que quizercm frequen-
ta-las comparecerdo a qualquer hora do dia na dita
casa.
Pedro Pereira da Silva Guimardes.
AOS PAS DE FAMILIA.
Ensina-se primeiras lettras, arithmetica, gramma-
tica nacional e franceza, por casas particulares; na
ra Direita, n. 119.
AFEIIICAO.
Oarrematantoda afcriQ.lo dos pesos o medidas
deste municipio principiou a aferir do dia 25 to
passado om diante na ra Direita, n. 114, das 7
horas da mantilla s 6 da tarde. Na mesma casa se
vendem medidas do folha e de pao, pesos de forro :
tambem fazem-se osconcertos de quo precisarcm
aquellos que esliverem em uso.
Arrcnda-se, annualmento, um sitio quo seja
perto desla cidade, tenha casa de vi venda baixa
para capim e proporgOes para pastorem 6 a 8 voc-
eas de leite: na ra Diroita n. 36, primeiro andar.
avisos martimos.
I
TACIIICRAPIIIA.
O professor de tachigraphia, tendo annuncndo,
Para o Cear pretende seguir viagem, at o no dia 26 do passado que o restante das licGos
meado do corrente, por j ter parte do carregamen-
t engajada, o hiate Novo-Olinda, mestre, Antonio
Jos Vianna : quem nelle anda pretender carregar e
ir da passagem, se entender com o mesmo mestre,
ou la roa Ja Cadeia-Vclha, n. 17, 2 andar.
Para a Baha pretendo seguir viagem a sumaca
Carlota por ter parte da carga prempta : quem na
mesma quizer carregor, ou ir do passagem, emenda-
se com o propietario da mesma, Jos Goncalves Si-
mas, ou com Luiz Jos do S Araujo, na ra da Cruz,
n.26.
Para Lisboa pretende sabir, no da 20 de feve-
reiro, por ter a maior parte da carga prompta, o bri-
gue porluguez ConceifSo-de-Uaria : para frelo o pas-
sageiros, Irata-se com o capito na praca do Com-
mercio, ou com o consignatario, Tbomaz de Aquino
Fonscca, na ra do Vigario, n. 19.
Avisos diversos.
O TRIBUNO N. 7*
est a venda na praoa da Independencia, ns. 6 e 8 :
recommenda-se a leilura deste numero porconler
cousas mui triis, e versos. D'ora em diante o Tri-
buno sahir regularmente, porque j nos vamos ser-
vi ndo dos typosda nova typographia nazarena, que
se est montando : o redactor espera v dar no !.
de morco o primeiro numero do Nazareno, diario da
tarde, sb sua redacc.no, ou sb a redaefio de urna
sociedade de amigos, quondo nSo se ache na trra,
por qualquer motivo, o mesmo redactor.
Quem precisar de urna ama muito capaz para o
servico de urna casa de pouca familia, dirija-se a
ra dasTrincheiras, n. 30, que achara com quem
tratar.
Precisa-se de um pequeo de 12a 14 anuos, pa-
ra caixeirode venda : na ra do Caldcireiro, ti. 94.
para os Srs. que se matricularam em outubro co-
mecavam no dia 27 do referido niez ns 10 horas da
mantilla diariamente, na run Formosa, n. 2, pelo
presente raclilica.o dito annuucio ; adverlindo que.
quer compnrecam os alumnos, qur nilo, as lices
scrSo contadas para o preenchimento do numero
das que convencionou por isso que Iho nilo he pos-
sivel prolahir para mais longo lempo n Concltsfio
das mesmas lices pela brevidado da abertura da
assembla provincial.
O Sr. Manoel Gomos da Cruz tem umn carta na
ra do Rozario, padaria n. 2.
Jos Fernandos llhflo, por motivos de propria
conveniencia, faz publico, qne d'ora em (liante so
assignar por Jos Fornandes do Costa Torres.
Precisa-se de um caixelro nacional, ou estrati-
geiro, para um venda que tenha as qualidades ne-
cessarias e d fiador a sua conducta : na ra da Ca-
deia-Velha, n. 9, se dir quem pretende.
Precisa-se de dous homens para
andarem vendendo efifeitos na na : quem
estiver em taescircumstancias, dirija-se ;i
ra do Camarao, n. 5.
Precisa-se alugar, annualmente, um sitio cu-
ja casa de vivenda tenha commodos bastantes para
grande familia nos lugares da Ponte-do-Ucha, S.-
Atina.ou em outro lugar prximo a estes: na ra
do Calinga, loja de miudezasn. 1 C.
Precisa-se do urna mulher branca, ou somi-
branca de 40 annos pouco mais ou menos sadia
o de boa conducta, capaz de tratar o zelar com
asseio e delicadeza a um homem velho cm um si-
tio distante desla cidade duas legos quo seja s o
nilo tenha familia de cujo trahalho ser sufficien-
limenle retribuida : na ra Direita, n. 119, se dir
quem precisa.
resp
di
entretanto, Ihe disse Olympia, elle le deu o meu
sanguc em troco do sangue do duque de Guise ; o direi-
to que tena de me matar lie o preco porque elle te com-
prou a inort de Henrique de Lorena.
K donde o sabes tu? perguntou Carniole.
Dissc-m'o elle, respondeu friameute Olympia; mas,
accrescentou ella desdenbosa.elle nao me disse como he
possivel que tu, Giuseppe Colesi,meu mitigo noivo; que
tu, Caruiolc Scoppa, cuja espada ha ferido tao Ilustres
victimas, tenhas estado urna hora cm sua presenca sem
o esteiitler murta a teus ps.
Elle eslava de posse da chave que vein ter da sua
sala a eatarespoudeu Carniole -^-"tfla sua vida: Face com queo dqe"de Guise "te Tme"
| Tia. Olympia. que vai ter dcatasala i>riu-lbe o amor com mil galanlelos; e, ae elleheailar
Scoppa desviou os olhos; liio sombro e fascinador
era oolarque essa mulher Ihe lancara. E todava a
ideia que ella acabava de fazer brotar no animo do
bandido aem por isso pareceu assombra-lo.
Pode ser que tambem Ihe chegue a sua vez, uiur-
iniiiou elle por entre os dentca.
pelo duque de Guise, e tu querea que cu mate a Filoma-
rini para salvar o teu novo amante.
Nata a Guiae tainbein, se quaeres, disse Olympia
com estranheza; mata-o por teu respeito, se elle te in-
sultan, mas nao tejas tao pateta queacreditea aervlr o
ciuinc de Filomarini quando nao aervea senao aua trai-
cao. Ouve oque te digo, Giuseppe; o ctfdeal te persua-
di por certo que fui por minha vnnlade que eu flquei
em Itoma, para receber l a lioiiienagem banal que Hen-
rique de Lorena lancaa todas asinulhercs.
Kllc iii'o disse, respondeu Carniole ; mas eu J o
sabia.
Queresdiserque oacreditatle, Scoppa; porque tu
nao pe usa vas que iiuuvtt.se un iiomeiu nomuiidu, ca-
pa de dizer mulher a quem fiaera soberana absoluta
lioje ?He um crime que parece incrivel, meu pobre Giu-
Poiabein! Giuseppe, replicou Olympia luda o lle-
gan te, mata-o antea de mim..... late que cu o veja mor-
lo aineuspcs..... e depoia volla para esta cmara, que
tu me encontraras prompta a receber a morte.... promp.
la para ludo quanlo qulzeres, emendes tu, Giuseppe ?
accrescentou ella abraziado-o com os olhos hmidos e
ae tu quizesaeis, por pbantazia ou
vivar para me faiere aolTrer por
'" tua escrava e tua serva.
fjue o que te querem faierexecutar.
em couimetter a empieza a que o chamo, arrastra-o pelaa
mais suieiuucs promessas do teu amor.
Olympia parou, e os seu* olbo* se encontraram com os
de Scoppa.
his-alii oque elle me disse a nilin, conlinuou O-
lyinpia chegando-se para Carniole; mas a ti, contiuuou
ella coiu vo< chela de azedume, a ti, bao te diste elle
que desde a ebegada de Guise a esta cidade, exige que
eu receba todos os dias a Henrique de Lorena ; que to-
dos os dias quer que eu corresponda aos teut coloquio!
d'ainor por aolicitaedes importunas.
Klle he capaz disso, uurmurou o bandido.
_ Na verdade, Scoppa, seria couta bem redicula, te
nao fosse infame o ver que eu arrancava ao duque de
Guise, em favor do cardeal Filomarini, ora o dlrelto de
noiuear pessoas para at cadeiras vaga* dos conegos de
ISan-Januario, e isto por um beijo que eu Ihe deixu dar
J! Q j I---------......, %. ,.iw ,ui Mil. UC1JU lli.U CU lili* UCIAM Udr
,.?!., Ppa; Pelo|n"li"hainao, ora o impdr o direito da decima aobre
metsa de nina entrevista nocturna. E tabes tu, Scoppa,
o que elle me ordeuou mais ? Foi que cumpritte a mi-
aa promesaa e que recebesse Guise de noite, com a
condlco de lhc arrancar um decreto que siibinetta lo-
dos os ciliuc cominetiidos na cidade ajuslica ccclesi-
astica, da qual Filomarini he chele.
E tu recuaste? perguntou Carniole, sobre o'rosto
do qual apparecia carrancuda agitarn.
Tanto recusei, respondeu Olympia, que elle te man-
dou vir esta noite a sen palacio com esse misera vid San-
lls que d'aqul sai, para vender aples aos Hespanhes,
c mandar assassinar o seu chefe; e em recompensa dis-
to deu-te elle a minha vida.
Carniole nao respondeu; e Olympia, approximando-se-
Ihe, conlinuou a fallar tao perto do bandido, que pare-
ca querer embriaga-lo com o hlito.
V l, Giutcppc, como eu te couheco bem. Tu de-
ves entregar ao duque d'Arcos a porta de Cbiaia, ou tai-
vez a de Koiuli.....ou emo a de Capuana.....
Carniole sacudi a cabeca, son iinlo-se.
A menos que o cardeal te propuzesse maia-lo na
batalha... ou empeiiha-lo para lora da cidade em algu-
ma emboscada onde elle tem de mu rer..... <
Scoppa nao respondeu palavra. r
Converlam votss enlo em cert '-
-,- ~\\
cardeal uasceu^nomesmo dia em ciue nasceuTo leu i m, nd7. .. h pi l,to oure ferente; -he um ardil que J empregaste em Franca
que aatceu o teu amor I lodos os curatos do reino de Napolea, c uto pela, pro-' contra o duque de MoBtmorency ; (mas que j he multo
ideia em qllc Fi-
lomarini me ha fallado tantas vezes ? Propoz-tc elle que'
encravasses a ariilharia que defende a entrada do pono,
de maneira que as galeras hespanholas possaui pene-
trar at ao centro da cidade ?
Um olhar severo e snbito de Carniole advertio a 0-
limpia de que liavia einfliu adivinhado a verdade, ou
peto menos que te bavia approxituado dclla.
Nao he ainda isto, contlnuou ella n'um tom indif-
ferente;he um ardil que J empregaste em I-'ran(a


w*w
". -. >
&
-- Existe para se arrendar urna
muilo boa loja, no melhor lugar
da ra do Queiroado, para qual-
quer estabelecimento comnicr-
cial: d-se seguranza do arren-
damento por tempo sufficiente.
Ospretendentes dirijam-se a mes-
mama., n. 2.
No dia 30 do Janeiro dcsappareceu uma vacca
rapoza, com uma malha branca por baixo da barriga,
que pastora va do lado do viveiro da Sra. Viuva Seye
& Fillio : qucm dola soubcr pode dirigir-se i venda
do Leilo-de-Ouro, no Hospicio, onde ser gratificado.
No Aterro-da-Boa-Vista, n. 65, precisa-se de
officiaes de funileiro, que sejrn de boa conducta a
tratar com Francisco Itodrigues dos Santos,
-- Alugam-seduas casas terroas, sitas na ra que
vai para a Trempe, com muilos commodos para
uma numerosa familia muito frescas, com gran-
jea quintaos, cacimbas de boa agoa : a tratar no
pateo Ja S.-Cruz, sobraJo n. 70.
Aluga-se um bom armazem para carne secca ,
narua da Prain, n. 43, com cqmmodos para fami-
lia : a tratar no mesmo armazem.
Tem-se justo com o Sr. JoSo Jos Alvos a arma-
c,3o c iiiais pcrtcnccs Ja venda do largo Jo l.ivramen-
to,n. 3, licandoo mesmoSr. responsavel por qual-
quer divida que al esta data possa apparccer.
-- Prccisa-se do uma ama forra, cu captiva, para
combar o diario de uma casa de um liomem soltei-
ro ?-,, a estreitado Rozario, fabrica de cliaru-
tos n. 45. ^
--Oabaixo assignado Taz sciente ao Sr. Francis-
co Lucio Coelho, que tenba a bondade dejaprcsenlar-
Ihe n conia correntc quo o abaixo assignado Ihe exi-
o ha mais de um mez cm conscqucncia Jo mesmo
Sr. Iho exigir scgunJa vez uma conln ja pnga ha
muito tcmpo;assim como que he falsoo que o mesmo
LOTERA
Do Hospital Pedro
II.
e meninos. No mesmo estabelecimento haum sorti-
mento de chapeos de sol de paninho, dos mais mo-
dernos; ditos muito grandes, proprios para homens
decampo : tambem tem chapeos de sol do paninho
para meninos o meninas, por, serom muito finos: po-
dom-so chamar chapeos de economa. Na mesma loja
ha sorlimento de bengalas, bengalinhas o chicotes
muito modernos; cobre-se qualquer armario de cha-
peos de sol, com sedas de todas as cores e qualida-
des. Na mesma casa ha um grande sortimento de
paniiinlios trancados e lisos, imitando seda, para
cobrir os mesmos: desta fazenda se vende aroUlho.
Concorta-se todo qualquer chapeo de sol, por haver
um completo sortimento de todos os pertencos para
os mosmos, com toda a perfeicSo e brevidade.
Vicente Ferrer da Silva Braga avisa que, por
mais Ihe nlo convir, deixou do ser caixeiro do
Sr. Meroz, desde o dia primei ro djj fevereiro.
Naruado Agoas-Verdes, n. 48, precisa-so de
um caixeiro para venda que seja Porluguez, e que
Je fiadora sua conducta.
Ao respeitavel publico assegura o the-
soureiro da lotera do hospital Pedro II,
que as rodas da segunda quinta parte
correm infallivelmentc no dia marcado,
(24 do corrente mz ) no mesmo lugar
da antecedente ; e pede aos Senhoreaque
apartaram bilhetes, que bnjam de ir bus-
ca-Ios, pois que teem sido procurados al-
guns dos nmeros que frara escolhidos,
e n3o os pode vender, sem sua decisao.
Desappareceu da casa do abaixo assignado, no
dia 28 do corrente, um moleque crioulo, do 10 para
1 1 annos, de nome Simplicio, sem chapeo, e lmen-
te com calcas; se suppOe andar vadiando, ou ter si-
do seduzido poralguma pessoa, o se protesta con-
tra quem o tiver oceulto 1 roga-se a qucm delle sou-
bcr, leve-o a ra dos Tanoeiros, n. 5, ou a ra do
Trapiche, n. 38, que ser recompensado.
Dominga Rodrigues de Andrade.
Troca-se um muito rico e asseado
presepe do nascimento do Menino-Dcos,
chegado pelo ultimo navio de Portugal, e
por commodo preco : na ra do Vigario,
armazem de assucar do Sr. Manoel Jos
de douza Carneiro. Compra-seum cavallinho para menino : narua
Acha-se em exercicio a aula de primeiras let-Ida Gloria, n. 18.
?a Ja independencia, livraria ns. 6e8; na ru Cruz, loja n. 56 ; na ra do Crespo, loja n. H ; rt*
loja da esquina do Collogio e na botica do Sr. Mo-
rcira, defronte da matriz da Boa-Vista.
- Vendem-se ancoretas de
diversos tamanhos, com vinho da
Madeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade: no eseriptorio de
Oliveira Irmos & C, na ra da
Cruz, n. 9.
i
Compras.
Compra-se uma espingarda de dous canos, que
esteja em bom estado : quem tiver annuncio.
~ Compram-se escravos do ambos os sexos, de 12
a 20 annos, com habilidades, ou som ellas; sendo do
bonitas figuras, pagam-se bem : na ra da Concor-
dia passando a pontezinha a direita segunda
casa terrea.
Compra-se um carneiro gordo, que seja man-
so o'acoslumado a ser montado por meninos : quem
tiver anuuncie.
::;zs~ _::: pascs, ::c sabuau prximo pas&uuo lie
que o abaixo assignado Iho era devedor Jo 400,000
rs. quanlia essa que o abaixo assignado nunca de-
ven a esse h.omem, durante o-periodo do seis annos
que se acha estabelecido. Das contas apresentadas
al hoje pelo mesmo, o abaixo assignado resla-lhc
apenas a insignificante quanlia do 120,900 rs. Ou-
Iro sim, fique o mesmo Sr. entendido quo em sua
caso nSoreccber vititem, sem quo aprsenlo a con-
t corrente o legal: ouvi Sr. Lucio Coelho.
Manoel Joaquim Goncaktt e Silva.
Precisa-so de pretas quo vendam pilo pagan-
do-se-lhcs vendagem: no Forlc-do-Mattos, pada-
ria que foi do Allemlo.
linsina-se cm casas particulares,
ncsla cidade e'seqs suburbios, a ler, es
creven, contar, doutrina clnislaa egram-
matica porlngucza, com perfeicao e zelo-
so cuidado, por mdico preco: narua
da Kibeira da Bou-Vista, n. 35, se dir
quem pretende.
Traspassa-se o boliquim Cova-da-Onca, da ra
larga do llozario, 11. 34, por scu dono ler do seguir
para a Europa a tratar do sua sade, com as eommo-
didaes seguidles : casa bstanlo espacosa, com suf-
licienles fundos, cacimba com boa agoa para lavar
1 iiupa, boa moi ada pina familia, o muito afregueza-
Ja, por so fazer muito superior caf) Iransmitliiido-
se a quem liier o negocio o mclhoJo do o fazer, as-
sim como licores o xropes para refrescos 1 tambem
ciisina-se a fazer ptima lianleiga, fazenJo-se do
urna gnala do leile bem medida 2 libras. Tambem
se cnsina a qualquer pessa, Jando-so a reccita bem
expressa para fazer qualquer Jas cousas que cima
so menciona. Quem pretender podo dirigir-so ao bo-
liquim cima, que todo negocio sefai por commo-
do preco.
--Ofteroce-se, para ama do servico do uma casa
do pouca familia ou de homeni soltciro uma pro-
la forra de bous costumes : no boceo do Sarapatel,
n. 7.
Aluga-se o segundo andar e slito da casa da
1 ua Jo Amorim 11. 13, por barato preco : para vor, a
fallar na loja do dilo sobrado, o paratratar do ajuste,
no caes da Alfandega, armazem n. 5, com Manoel
l.uiz da Veiga.
Precisa-se do um caixeiro para vender na sa-
la de urna padaria cobrar, o entregar pilo na ra I
com um preto : quem so adiar nestas circumslan-
cias dirija-se a ra Direita venda n. 4 quo so dir
quem precisa.
Oabaixo assignaJo faz scianle ao publico, que
Manoel Panasco do Souza lirilo deixou de sor / scu
caixeiro da venda do Maiiguinho, 11. 51 desde o
tras do collegio S.-Antonio no pateo do Carino, e
o respectivo profossoremponha-se lodo no cumprl-
mento do sous deveros de modo que nada rosta a
desojar pelo bem do sous alumnos. O mesmo afian-
ca o director a respeito das outras seto disciplinas
preparatorias para a acaJemia.
'i rCiu-&u uo uiVi fuicr CCpCZ J'.l Su Ulicur-
reguo de todo o servico do urna casa Jo pouca fa-
milia : no paleo de S.-Pedro, n. 22.
Prccisa-se do um caixeiro para tomar conla do
uma venda em Fra-dc-Portas n. 56 : a tratar na
mesma venda.
Acha-se estabelecido um deposito decarvflo de
madeira da melhor qualidade om saccaa do cinco
palmos do alto e dous o mcio do largo, no primeiro
armazem de capim que fica no fundo da venda Ja
esquina da ra Nova, na ponto da Boa-Vista, a ra-
sio de 500 rs. por cada sacco, levando o compra-
dor vasha para mudar o rarvfio. Alli acharSo as
pessoasquo quizerem prover-so deslo genero, um
constante deposito nltos da melhor qualidado,
como na quanlidade que ncccssiiem pelo mdico
preco cima mencionado.
Precisa-se arrendar um engenho perto desta
praga para o sul, moente e corrente, com boas
trras do producfSo com alguma fabrico ou sem
ella : quem tiver Jirija-sea ra do Cabug loja do
ourives, doSr. Manoel Antonio Concalves que se
dir quem pretende.
O abaixo assignado errsina em sua casa, no A-
terro-da-Boa-Vista, n. 82, gcographia e francez,
ir dar lices em casas particulares.
Compram-se 20 a 30 burros, a proco de 100/
rs. .sendo grandes, mansos o gordos: ua ra Di-
reita, sobrado n. 121.
Compram-se 35 travs a saber: 5 do 40 pal-
mos de comprido diias de 39, duasde 38, duas de
37, 2 do 36, duas de 35, duas de 34, duasde 33, duas
Jo 32, duas de 31, 3 de 30 duas lio 29, duas a 2o ,
o do 10 pollogadas de grossura em quadro, de boas
qualidades; 12 cnchameis reforjados, de 36 : a tra-
tar com Jos Carvalho da Costa na ra do Trapi-
che, defronte do caes di Lingocla, n. 30.
Vendas.

Dr. Joaquim de Oliteira e Souza.
dia 29 do crlenle. O mesmo abaixo assignado ro-
ga as pessoas que devera a Jila venda, que n3u pa-
gue m ao Jilo lirilo, e s sim ao abaixo assignado.
Joaquim Antonio Carpintero da Silva.
-Na ra do Aragilo, h. 4, hairro da Boa-Vista, p
fazem-so quaesquer cortinados, tanto de cama como rica e superior qualidade; furta-cres e outras mal-
para jauciias, com a maior perfeicao possivcl. lasconhecidas, lanto para homens, como para Sras
M. S. Mawspn, dcnlisla, rocenteinento chegado da
Europa acha-se residiudo no Recifo, ra do Tra-
piche-Novo n 8, segundo andar sondo contina
a por denles minoraos, (icando mcorrupliveis, e
apparecenilo inteiramente como naluraos: tambem
tira a pedra, a qual, no sendo exlrahida em pou-
co tempo tando arruina os dontes ; chumba com
ouroou prata para privar do augmentar a corrup-
cSo; tambem tira, lima e faz todas as operacOcs
denticaes com a maior delicadeza possivol. Ellees-
pera que os elogios e o muito patrocinio quo tem
recebido pelos beneficios que tem produzido na sua
pratica duranto 7 annos do residencia nesta cida-
de, scruo garantas sufficientes para as possoasque,
precisando de seu presumo nfio o delxcm do pro-
curar.
H CH i PEOS DE SOL 3|
Ra do PasseiO"l,ubfco, n. 5.
Jo3oLoubcl participa ao respeitavel publico, que
recebeu, por estes ultimosnavios franeczes, um com-
pleto sortimento do chapos de sol, do seda, amis
!lniiiiwnMi"< ,;i '\tmm 11 iwwm
eonhecido para sortir bom efleito cm aples, como or-
no em C'asteliaudarj-.
He o que havemos de ver amauliaa na porta de A-
verae, replicn brnUlnieiite Carniole.
Olynpia rsticineceu.
Que leus lu? pprgunlou-llic vivamente Scoppa.
Ulympia levanlou silenciosa n dedo para o relogio
que eslava enllocado defrontc della, e responden com
vo lenla c solemne :
lie que a hora acaba de pass.ir-se, Giuseppc, e que
lie lempo de cxeculares a lila vlnganca.
Agora foi Carniole que estremecen e se pe tniliou.
So leus nada mais a aizer-me ? perguntou o ban-
dido com vot trmula : que uarracao lie cssa que tu ti-
idias a fa/.er-uic ?
Acabou-sc, disse Olynpia. Dcsgracada de miiu se a
nao coinprrhendestc !.....
Como! nao leus nada mais a accrescentar?
(Nada, respeni.eu Olynpia, mas tenlio um ultimo
servico a pedir-te. Niio qulzera que os ihesouros que te
encarrego dedar a iniih.i llllia Ihe cliegaseni sem um
ilerradciro adeos de sua mal comente que en llic es-
ereva, e jura-uic peante leos que llie levars lieliueii-
le a caria que te vou dar.
i- Ca ;' Miro, respondeu Scoppa com vo/. triste, e
que bem mostiava quanto p eij coraeo j.i ia louge da
funesta resolucao com que enii.ua nessa sala.
Olynpia colfocou-se tranquillas uma mesa, eserev-eu
primetrainentc uma especie de Carta que fecliou cuida-
ilesamente, e sobre a qual csc eveu : Kstk he o te tks-
i'ahento. Poza caria lacrada diante de Scoppa, o qual
liude ler cssas palavras, c se voltou iinmedialaueiitc pa-
ra oceultar a Olynpia a emocao que senta.
tem vs, Ihe disse ella em toni brando c reigna
do, que me despeco da tena. Nesta carta encareieu to-
do o bcra que posso fazer nee mundo depon da mi-
m
Von Je-so urna mulata: na run das Cruzes, 1."
andar, n. 36 :ao comprador se di rilo as habilidades.
AOS ESTUDANTES DB.GEOCRAPIUA.
Problemas de gcographia physica o astronmica,
livr 11 lio indisponsavel aos estudantes que teem de
fazerexame nesta disciplina : uma linda brochura
in 12., por 1,000 rs. Vendo-se na livraria de Santos
& C, ra da Cruz, no Recifo.
Gaz.
NA CaSA DE GAUMONT,
dourador,na ra > ova, n. 5.
fabrica de candieiros,
tanto Je gaz como do azeite, j se acba prompto um
grande sortimento dos mesmos, de muito bom gos-
to. O mesmo fabricante avisa ao respeitavel publi-
co, que vende os candieiros mais em conta do que
em oulra qualquer parte pois quo elle mesmo os
fabrica, o se responsabilisa pela sua boa qualidade :
tambem dou a, prata c bronzea lodos os metaes de
diversas cores ; concerta o torna.a pOr de novo lo-
dosos candieiros, tanto do gaz cmodo azeito;
pfje os candieiros de azeite para gaz; concerta tam-
bem qualquer objocto de metal. Tambem lom pa-
ra vender um grande [sortimcnlo do objectos do
melal para igrejas tanto dourados como prateados
d bronzeados. Aluga tambem para bailes candiei-
ros candelabrose lustros, por commodo prego;
compra todas as qualidades do metaes; o precisadlo
um aprendiz para o mesmo officio.
Deposito de vinagre (Ja fabrica
da ra Imperial, n. 7.
na fabrica de licores, do Frederco Chaves, no Ater-
ro-da-lloa-Vista, n. 17, ondo so achara sempre
grande porcSo e por preco commodo.
Vende-se a bom conhecida e superior cham-
panha da marca cometa ; vinho da Madeira engar-
rafado ; cha hysson e perola em eaixinhas do 7 a 10
libras cada uma ; bom papel de copiar em machina:
ludo chegado rccontemenlc a esta praca : na ra
do Vigario, n. 4, armazem de Itothe & Bidoulao.
Vende-se um bom cavallo do carro, por preco
commodo : na ra Nova, n. 25.
FOLIIINHASPAItA O ANNO DE 1848.
Vendem-se folhinhas de algiboira, de porta e de
padre as mais correctas o mais regularos: na pra-
Vcndem-se, na ruada Gadeia do
Hecife, n. 37, cera em velas, fa-
bricadas no Ilio-de-Janeiro, em
uma das melhores fabricas, em cai-
xas pequeas, de uma at dezaseis
em libra ;c caixotcs com ditas, fa-
bricadas em Lisboa, sortimento ao
gosto do comprador : e tambem se
vendem branddes, fabricados no
l\io-de-Janeiio, e tudo por preco
mais commodo do que em outra
qualquer parte.
__ No Aterro-da-Boa-Vista, loja de
calcados n. 38, junto ao beceo dos Fer-
reiros, acba-se a venda por barato
preco, o seguinle : sapotes de bezerro,
ara homem. a 1,000 rs. ; botins ran-
cezes de bezerro, a 3,000 rs. ; ditos de
Lisboa, a 1,800 rs. ; meios ditos, a 1,10o
rs. ; aapatos de bezerro inglezes de ore-
Iha, a 6/|0 rs.; sapatos de orelba, de lus-
tro, parabomem, a 800 rs. ; sapatos de
marroquim, para bomem,a 5oo rs. ; bor-
zeguins, a 5,000 e 4.000 rs. ; sapatos de
panno, para senhoro, a 600 rs ; ditos de
setim, a 800 rs. ; sapatos de cabra, a 3ao
rs. ; perfumaras por barato preco, e ou-
tras mais pecbincbas.
Nao importa respondeu Scoppa furioso ; Dos me
castigue, se qultcr, por trahir o mcu juramento, mas
nao o cumprirci.
Olha, coiftiouou Kiloinarini, que ficas sendo per-
juro e sacrilego.
Sacrilego e perjuro einbora, mas nao serei o assas-
ulia 11101 te, e tu nao me conlieeers a fundo, Giuseppe,
senao no dia em que souberes o que este escripto con-
ten ; c agora, accrescenlou ella tomando de novo a | cu-
na, he preciso que cu encarregue a Casta de l'azer que
se execiitein as niinhas ultimas vontades.
E escreveu uma nova carta, lacrou-a com o mesmo
cuidado que a piiuieir.i, c dahi, depois de ler escripia sino desta mulher.
sobre a ultima : Para Caita, neta de Genuino, envolveu- Olha que ficars amaldicoado c excommungado
as ambas cm um sobrescripto, lacrnu cita capa, c en- ( nesta vida, disse aluda Filomarini, levantando a sanl
tregou dcste modo as cartas a Carniole, diicndo-lhc : cruz sobre a cabera do bandido.
Agora nada mais tcnlio que fazer ueste mundo. Ha muito tempo, replicou Scoppa, que eu vivo co-
E pondo-sede joellios, c apresen latido o seio deseo- 1110 excommungado e amaldicoado.
berto ao bandido, accrescenlou com voz firme : Olha, cxolamoude novo o cardeal, que sers jul-
Anda 1 l'ere, Carniole Scoppa, prova-me que tu me gado c condemnado no outro mundo.
anuyas viugando-te como deves. Heos pora na balanza, respondeu Sooppa, os nieus
Carniole poz-se a contempla-la por mullo tempo, inasjcrmes d'ou.r'ora c a inhiba piedade de hoje, e me jul-
uma sombra piedade Ihe liavia substituido no rollo a gara segundo a sua juslca.
exprcsso de frocidade que Ihe era habitual. S, pois, amaldicoado, excommungado e condem-
Tu nao tens medo de inorrer? Ihe perguntou elle nado, bradou o cardeal chelo de furor.
Vendem-se 5 molecoes, d i& a aa
annos, umdos quaeshe perito carreiro ; a
pardos de boa conducta ; um negro de 35
annos, por 36o'ooo rs. ; um dito por
180/000 rs. ; um moleque, de i3 annos ;
um dito de nac3o, de ia annos, queja
cozinba soiTrirelmente ; uma negrinha de
11 annos; uma negra boa quitandeira,
de nacao Costa ; nina mnlatinba de 18
annos, que enze muito bem, engomma e
cozinba ; uma moleca de 19 annos, cora
as mesmos bobilidades ; duas pardas de
ptima conducta; duas negras mocas,"
ptimas para o trabalho de campo : no ru
das Larangeiras, n. i4> 2.0andar.
No Aterro-da-Ba-
Vista, loja nova,
n.24,
vendem-se brins de cores, pelo
diminuto prego de 280 rs. o co-
vado; suspensorios a 100 rs. cada
par; e lencos a 120 rs.
Vendo-se um sobrado de um andar solSo, si-'
to no Atorro-da-Boa-Vista : no mesmo lugar, ven-
da n. 8, se dir quom vende.
emllm com uma voz toda quebrada
Nao tenho vonlade de viver, c ris tudo, respondeu
Olynpia, eiiiquauto as lagrimas llie pulavam ein aljo-
fres pelos ollios llescunliecida da lillia que grci, lau-
cada cm pasto aos desejos de um estrangeiio, condiin-
nada moile pelo infame que me perdeu, ameafada
pelo puulial do nico liomem que me amou neslc inun-
do e que eu propria amei, abandonada por codos, amal-
difoada por ti, para que qucies tu que en peca a vida,
Giuseppe ? '
Olynpia I esclawou. Carniole con voz apaixonada,
nao ; eu nao te matarei.
K quando elle eslava dizendo estas palavras, aporta
segueta pela qual liavia entrado, %c abri arrebatada-
mente, e o,cardeal apparcceu com um crucilixo nanio,
Tu.0 juraste sobre cate Ghristo, cxclamou Filoma-
rini i/Jii voz ameacaddra.
E com o eriieilixn que linha na man, bateu na cabera
do bandido, que alcou um grito de raiva e tlrou o pu-
ulial da cintura.
Olynpia deu um grito de alegra ; Carniole deleve-se
a este grito, c olbou para Filomarini e para Olynpia
cada um por sua vez. Dahi, depois de um momento de
silencio feroz, continuou :
Tu nao morreras, Olynpia, mas elle tambem nao
morrer ; cu vos coudemuo ambos a vivercm, um para
supplicio do outro. Oucam bem o que lhes vou dizer ;
oucam bem o juramento que lhes l'aco, nao sobre essa
crut sacrosanta que tu profanaste, Filomarini, toman-
do-a como testeintinha de um assassinato, mas sobre a
cruz deste punlial, mais digna de receber semelhante
juramento. Se Olynpia inorrer, tu morreras, Filomari-
ni ; se Filomarini fr ferldo por uma niorte destwohe-
cida, tu morreras, Olynpia ; c neni um nem outro se
esqiiefam deque sou cu ojulz, c serei eu incauto o
algoz.
O cardeal ea corleaa olharam um para o outro, ca-
baixaram a cabe9a entretanto Filomarini foi o primei-
ro que tomou a palavra :
Com q:ie enlo o duque de Guise vai trinmpbar t
Assim, dcspieiar-ine-lia elle a mim, e te insulUr a ti
! impunemente?
F.nganas-te, Filomarini, respondeu ocoppa. UuUo
est condemnado, e Guise ba de inorrer.
Ser verdade isso? replicou o cardeal com alegra
amanliaa na porta de Averie.....amanhaa Guise.....
Aiii.iui.n, respondeu copps ::;:.;iouipendo-o.
Guise morrer.....c por culpa sua.....
Obrigado I replicou o cardeal; tu me dos a melltor
parte da minha vioganca.
Siclbor para ti, disse Scoppa, se lu le vingas viu-
gaudo-me eu.
E a mlm, disse Olynpia cravando os olbos arden-
tes em Carniole, nao me dars tu nada para me conso-
lar de me teres eondciunado a viver ?
Nao me pediste tu, perguntou Scoppa eu tom in-
difl'erenle, que cuCrcgassc estes papis a la Blha_Casta?.
He o teu testamento, nao he assim ?.....V li: nfio que-
res tu mudar alguma cousa nclle, agora que deve
viver?
Nao, respondeu Olynpia, porque, se tu prohibiste
a esle liomem de me matar, nao me prohibate a mitn
de inorrer. Jura-me smente que cssa carta aera entre-
gue hoje mesmo a minha lillia Casta.
Eu l'o juro, disse Scoppa.
E sabio. ,
(Conlinuar-ie-Aii.;
I
1
MUTILADO \\
-f-f,""^A


M.
- \endem-se pegas de chitas limpas, escuras e
muito encnrpailas. a 4,600 rs., e a 120 rs. a reta lijo;
ditas cor de rosa, flxrs e muito bonitas, a 5,500
rs. e a 160 rs. a r.^talh i na ra estreita do Roza-
rlo, n. 10, tercoiro amjar.
-- Vende-se urna vistosa rapariga | de 17 annos ,
porfcita lavadeira de sabflo o varrella boa cozinhe-
raecngommadeira, excellenledoceira que cose
chao, o he de conducta irroprebensivel: seu senhor
a vende porquo se retira : na ra Nova, n. 14, secun-
do andar. "
Vendem-se 6 lindos moloques de 15 a 20 an-
nos sendo um dees ptimo co/.inheiro ; um preto
de 25 annos sapateiro; dous pardos de 16 a 18 an-
nos, sendo um proprio para pagem e o outro bora
carreiro; urna mulatinha e 3 negrinhasdo 12 a ll
annos mu lindas coin principios de habilidades:
S pretas de 20 a 25 annos, com habilidades : na
ra do Collegio, n. 3, segundo andar se dir quem
vende. M
-Vcndo-seuma geometra de Lacrois : no Ater-
ro-da-Boa-Vista, n.4.
Vcndem-se meios-botins rrancc7es, a 2,500 rs.;
suspensorios finos de borracha n 1,000 rs. ; sapa-
tos (le sctim para senliora a 400 e 800 rs.; cartas
ae iilinele a 20 rs. papel almaco de boa qualida-
ue, a 2,^00 rs. a resma: no Aterro-da- Boa-Vista ,
--Vondo-seumaarmagiTo de venda collocada cm
muito boa casa propria para luja de fazondas ou
outro qualquer estabelccimento, por sor cm muito
bos ra na ra da Cadeia-Vclhi, n. 9, so dir on-
de he.
Vendem-se, na roa da Cruz, n. 46 condecas
com peras ; ditas com figos; ditas com pecegos;
latas com figos; ditas com hervillias; ditas com
sardinhas; ditas com bolachinhas de araruta : mas-
sas finas em caixinhas ; chocolate de canclla de
Lisbda; meias barris Vom vinte o tantas libras de
mauteiga inglcza do muito superior qualidade, o
propria para casas particulares : ludo ltimamen-
te chegado por diminuto prego,
As verladeiras bichas de
Hamburgo.
No deposito de bichas do Joaquim Antonio Car-
neiro& Cnmpanhia vendem-se as verdadeiras bi-
chas do Hamburgo, chegadas pelo ultimo navio,
aos centos e a retalho, por menos prego do que em
outra qualquer parte : tambem se alugam e se vo
applicar a qualquer hora do dia e da noite : na ra
da Cruz, no Recife,*. 43.
Bichas de Hamburgo.
Vendem-se as verdadeiras bichas do Hamburgo,
pelo prego de 640 rs. a retalho : na venda de Manoel
Jos de S Araujo na ra da Cruz, n. 24.
Vende-sc o tresenario do S. Francisco de Paula,
obra til aos devotos do dito santo, as'tojas de
livros dos Sis. Santos & Companhia, atrs do Cor-
po-Santo ; Cardozo A y res ruada Cadcia ; e em S.-
Antonio praga da Independencia ns. 6 c8.
1 molequede 12 annos; 9 mulatas, sendo Urna cos-
lureira ; 2 pretos de 35 anuos : tudo por prego com-
inodo, pelo dono se retirar para fra da provin-
cia.
Vende-se urna venda na Boa-Vista |na ra do
CamarBo, n. 7, pertencentea Andr Nauzer : a tra-
tar na mesma venda.
W9 *10 %W !0 W0mW<9
ALVICARAS IL-
i.USTRP. MADA-
MIS.MO.
Milho.
aa
as
nosso mercado se ochava
aZcuua mdenlas que
bem satistizessem ao variado gosto das sc-
nliorasilo hom lom; mas agora arabam de
cliegar aloja de Antonio Luiz dos Santos &
Companhia na ra do Crespo, n. 11 os su-
blimes cortes das encantadoras
3-IUDILElVSl<:s.*
Seus lindos padrfles e mimosos desenhos
silo em tanto apuro que com graga rcalgam
nos corpos do bello sexo. Suas amostras silo
francas.
Vendem-se, por muito diminuto prego,
obras de Bergier, diccionario de tgeologia ; de Fri-
tot, sciencia do publicista; do Comte, tratado de
legislago; de lloiste,' diccionario universal; de
Cuisot, pena de morle : na ra do Cabugi, loja de
Jos Brando da Rocha, dofronte da matriz
Vende-so um bom e grando cavallo castrado
no Alerro-da-Boa-Visla, padaria n. 39.
Vende-so urna commenda de Christo, nova,
por prego commodo : na ra Bella, n. 14.
Vende-se urna escrava denagilo, de 25 aonos,
que cozinha, lava vende, e nao Coge, por 360,000
rs. ;duaa ditas que se vendem por precisilo : na ra
deAgoas-Verdes, n. 11.
Feijao.
Nanool Joaquim Gongalves e Silva, na ra da Cruz,
n. 43 contina a vender em porgflo e a rotalho ex-
cellenle feij3o mulatinho, fradinho macaca e preto,
bem como favas.
Vende-se cal virgem de Lisboa,
chegada ltimamente, em barris peque-
os, e mais barata que em outra qnal-
quer parte ; vinho tinto do Porto, mui-
to superior, em barris de oitavo ; panno
de linho do Porto, e cueiros de ulgodao;
cera em velas, de Lisboa, com sorti-
mentos a vontade do comprador : na ra
da Cruz, n.^o, casadeMendes Tai-rozo.
Os verdadeiros charutos de
S.-Fclix.
Manoel Joaquim Gongalves e Silva, na ruada Cruz,
n. 43, faz sciente a seus freguezes quo, pelo ultimo
vapor, recebcu um completo sorlimcnlo do cliaru-
tosdo S.-Fclix dos verdadoiros: bem como de ou-
tras muitas qualidades: tudo do mais lino c escol-
enle que.se fabrica na provincia da Babia ; tambem
tem -dos amarrados com | rctroz aniarello na
ponta.
Semenles de hortalice
muito novas de todas as qualidades, crvilha torta,
dita direita, feijflo carrapato o coentro de touceira :
na ra da Cruz, n. 62.
Vendem-se, a 8,000 rs. o cenlo, bisas pretas
de Lisboa, muito superiores : na ra da Cruz no """y >JUY '* ""
Becife n 62 | ra do Amorim, n. 35.
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes
Alfanilcga, armazom do Antonio Annes.
Vende-se um terreno com 117 palmos do fren-
toe 89 ditos do fundo em estado do so edificar,
por nito precisar aterro em cujo terreno podem-se
fazer tros ptimas mci'ugoas na ra do Pilar, cm
Fra-do-Portas, do lado da mar grande: nadita
ra, n. 11, no pateo da igreja do Pilar, das6 horas
da mandria s 8.
-- Vende-sc m par do dragonas de avallara da
guarda nacional, para ofiicial subalterno o duas
bandas em muito bom estado por nrnrn commo-
do : na ra larga do Rozario, loja de cirgueiro do
SY. Thomaz de Aquino Fonscca.
Cheguem freguezes loja de
lia noel Joaquim Pascoal
llamos, no l'asseio-Publico,
n. 19, que elle he o baratei-
tod?mih.iro!*"<,e"r ruado Trapiche, armase
Nova alpaca,
de sete palmos de largura, na
loja de Guimares SeraGm
$* |3., ra do Crespo, n. 5.
Vende-se 4 nova alpaca, de se-
te palmos de largura pelo barato
preco de 1^000 rs. o covado;
assim como ato libados de ricos
padroes, de 9 palmos de largura,
por mdico prego; eoutras mui*
tas fazendas finas, de linho e se-
di, chegadas ltimamente esta
cidade, e tudo muito barato.
Vende-se, na roa das Cruzes,
n. 41, primeiro andar, cal virgem
de Lisbda, para engenho; panno de
linho do Porto, e marmelada nova:
tudo em conta.
f
Vende-se urna casa terrea sita na ra Velha
do bairro da Boa-Vista ti. 105, cm chaos proprios ,
e com sufllcientes commodospara familia : a tratar
no trapiche do pelourinho, com Antonio Coelho de
Mello.
Na ra do Trapiche, escriptorio do Firmino
JosFeiixda Rosa, n. 34, vende-so alcalrfo da
Suecia de superior qualidade, e recentemenle.
chegado a este mercado, em lotes at um barril.
lindos corles do cambraia alegra a 2,000 rs.; cor-
tes de eassa-chila a napolitana, do muito lindos
gostos e cores muito alegros, pelo barato prego de
3,000 rs.; cortes do superiores casimiras, muito
encorpadas o de muita dura o quo por isso se tor-
nain recommendaveis aos cavalleiros e homens do
compo peio barato prego de 6,000 rs.; cortes de
Ifla para caigas a 2,600 rs. ; esguiSo finissimo ; len-
cos de seda para gravita, a 400 rs. ; ditos de caga, a
200 ra.; pelle do diabo a 200 rs. o covado ; lanzi-
nha, a 240, 320, 360 o 400 rs. ; lengos de cambraia,
de 3 ponas, a 240 rs.; riscdos francezes, a 200 rs.;
chales de tarlatana a 880 rs.; ditos para meninas,
a 500 rs. ; um rico sortimento de madapoloes a
2,800, 3,500, 4,000 e 5,000 rs. ; brim trangado bron-
co, a 400 rs. a vara ; chitas de todas as qualidades ,
a 160, 200 e 320 rs.; cassa preta para lulo, a 320 rs.
o covado; chitas pretas, a 160 ra.; e tudo o mais
por prego commodo.
Panno fino mesclado.
Vende-so superior panno fino mescla-
do, de todas as cores; casimiras fran-
cezas, elsticas, pretas e de cores ; pan-
no fino preto e de cores ; sarja de seda
despalillla lagitima ; corles de cam-
braia ilo seda padrOes novos ; alpaca
milito lina ; chapeos de massa france-
zes da ultima moda ; toalhas ricas;
guardanapos o atoalhados; o outras
mnitas fazendas finas: ludo mais ba-
rato do que em outra qualquer toja : na
ra do Qucimado nos quiltro-can los,
loja do sobrado amarcllo, n. 29.
ni
n. 34,
Veridem-se caixas do cha hysson do 13 libras,
emporgo.ou a retalho: na ra da Alfandcg-
Vellia n. 36, em casa deMatlicus Auslin & C.
Vende-so salitro pardo a 7,000 rs. a arroba :
na ra do Rozario, botica n. 36
FARF.LOS.
Vendem-so saccascom fardos, chegadas ltima-
mente, a 3,500 rs.: no armazcm de J. J. Tasso Jnior,
\j ,l.v r* Vendom-se duas escravas recolhidas.sendo urna
V eilllClli~Se, IIO armazem I crioula, do 16 annos, de muito bonita figura, que
cose muito bem, faz lavarinto c a outra parda da"
mesma idade com habilidades : no becco do Sara-
patel sobrado n. 12.
Vendem-se peanas de escrever a milhciro por
3,000 rs., dinheiro contado : na ra da Cadeta, loja
de ferragens n. 53, de Jofto Jos de Carvalho aloraos.
fta nova loja da ra da Cadcia
do Itecii, n 5*1, de Claudino
Salvador Percra Braga,
do Dias Ferreira, dcfronlo do guindaste da alfan-
dega e na travessa da Madre-de-D'eos n. 9, gigos
com batatas, e barris com uvas, por muito barato
prego.
-- Vende-se um sitio na estrada de S.-Amaro pa-
ra l'.t'lrm, passando a ponto o primeiro, do lado
direito com muitos arvoredos de fructo, pasto
para 8 vaccas de leile, Ires viveiros, baixa para
capim terreno para plaritago : tambem se vende
outro mais. pequeo na mesma estrada : a tratar
nomesmosilioa cima, ou na ra Direila n. 4,
confronte ao oitilo do Livramento.
vende-se assucar refinado, em p5o, a aoo,
rs. a libra.
Na loja iiova da ra do Quei-
mado, n. II A, de Raymun-
do Carlos Leite,
acha-soum completo sortimento de pannos finos de
todas as cores, principalmente pretos: bem como
chapeos francezes ; los pretos, de seda e linho ; sar-
ja despalillla, veriadeira; e todas as mais fazendas
j annunciadas, porpregos mui rasoaveis : tambem
ha chapos do Chili, vincos do Monte-Christo da
mclhorqualidade, a B.OOO rs.; chitas francezas
muito largas a 240 rs. oxovado; ptimas pegas de
lustrim.sim 4efeilo.cdr deIcajf, vordoe azul, a
6,400 rs.
Na ra de Agoas-Verdcs,
n 46 ,
vendem-se 3 escravas de nagio do 19 a 22 annos ,
que fazom lodo o arranjo de urna casa ; urna dita
perfeita quitandeira e cozinheira, por 360,000 rs. ;
um moleque de nagio, de 18 annos, ptimo pagem;
u ni dilo para todo o servigo ; um cscravo de nagio,
muito fiel, por 380,000 rs. ; um dito, por 350,000
ris.
Vende-se urna venda bem afreguezada para
a torra com commodos para familia e com os g-
neros a contento do comprador, a dinheiro ou- apra-
zo com boas lirmas : o motivo por quo se vond e es-
ta taberna tilo bom afreguezada se dir ao compra-
dor : a tratar na mesma venda na ra Formosa ,
n. 5.
Vendem-se os effeitos, armagSo e caixfio, an-
da mesmo a retalho, de urna venda : na ra Velha ,
na esquinado becco de JoSo-Francisco, na ultima
porta do oitilo da dita^casa, se achara com quem tra-
tar. Na mesma casa d-se dinheiro a premio com pe-
nhoresde ouro.
ra ; nSo tem vicios nem defeilos : na ra do Qaei-
mado, n. 40.
Vendem-se ligOos de direito civil, por Lis
Teixeira, para os estudantcs de terceiro e quarto
auno, em 3 volumes : na ra da Cruz, n. 1, segundo
andar.
Vende-se um adereco do ouro, moderno, com
brincos, alfinetc com diamantes, o gargantilha tam-
bem por progo muito commodo: no pateo do Pa-
raizo, n. 14.
Vende-se um preto crioulo, de 28 annos, c urna
parda de 30 annos : na ra dos Tanooiros, n. 5.
Ra do Qiicmado,ii.lO,j
nova loja de cirgueiro.
Lima
vendo uniformosmilitares, para todas M
as patentes de legiSo cavallaria e in-
fantaria da guarda nacional; galOes de
ouroe prata ; espadas praleadas, com
roca esem ella. .
Vendem-se, na loja de miudezas, na ra do
Livramento, ao p do nicho luvas lisas de pellica ,
para homem csenhora, a 1,000 rs. o par; ditas en-
fcitadas ; ditas de palmas; ditas de seda preta en-'
feitadas ; ditas de seda de todas as cores ; pcnles de
tartaruga para marrafa ; colletcs do gorgurSjp^o1
seda ; ditoi de fustfio ; lengos para pescoco: j" js
do linho de todas as larguras ; couro d/> V/iro; mar-
roquim de todas as cores ; fitas par-y^/uelro cai-
xas do tartaruga ; navalhas de cabo prelo muito
finas : tudo por baratissimo prego.
Vende-se telha, lijlo do ladrilho, al venara ba-
tida e quadrada, alvenaria grossa, cal branca e pre-
ta barro oareia : tambem se manda conduzir, sen-
V.G prCCiSO : luw MiuiO viii coiiiu O noCiav, O
fim do Becco-Largo.
FAZENDA DO NORTE, A 640.
Ka loja nova da ra do Que-
mado, n. II A, deRaymun-
do Carlos Leitc ,
acha-so um novo sortimento de alpaca de linho, ou
(zonda do norte, a 640 rs. o covado. Esta fazenda
torna-sc recommendavcl pola sua boa qualidade o
acertados padrOes : seu principal uso he para colle-
les, palitos o caigas.
Escravos Fgidos.
m.
B
aac'3*
p Na loja de Jos Manoel
Monteiro Braga, na ra
do Crespo, n. If>,esqui-
na que vira para a
ruadas Cruzes,
B
vende-sarja hespanhola, muito superio/; j]
jjj chales pretos de fil de linho, muito tcqs ; Jj
r7| chamalote preto de hstras; panno preto da ^
I
Na ra da Cruz, n. 86, vendem-so urna parda e vendem-se chitas finas escurase de cOres fixas a
umj preta mogas ; dous mulatinhos de 10 a 12 130 rs. c 4,800 rs. a pega.
JNa rtia do Trapiche, n. 17, con-
tina a baver deposita da verdadeira cal
virgem de Lisboa, chegada prximamen-
te ; advertindo-se aos compradores des-
nnos; saccas com muito boa familia de mandio-
ca ; ditas com milho; urna porgao de saceos no-
vos para familia ou milho ; couros miudos o sola.
Na ra Direita, u, 53,
vende-se um par de embonos de pao de cedro pa-
ra liarcaga ; atraves um pedago de pao de con-
dur6;azciledccarrapato, a 1,200 rs. n caada;
pomada, a 230 rs a duzia ; e lodosos mais gneros
pertencentes a venda por menos quo em outra
qualquer parte, o de muito boa qualidade.
le genero que o deposito he j muito pe-
queo, e que da nova nao ha mais em
parle alguma.
Vendendem-se, na ra do Trapiche, n. 6,9 escra-
voa, sendo : 4 mulatinhos do idade de 6 a 10 anuos ;
tn todas as qualidades ; casimira preta supe- i"
^71 rior; ditas de cores, de muito lindos pa- (2
jj drfles; chapeos para senliora o meninas,
'_{ muito ricos; ditos de sol, de seda de muito l>
[rj] lindas cores; chapeos pretos francezes, pa- M
ij ra homom ; ditos de sol, de seda preta e de !T
J?j cores ; fustOos para collole, ama rollo,' bran-
j coe do cores, muito superiores o moder- li|
nos ; luvas do pellica bordadas, para so- -
{ nhora; ditas de soda; e outras muitas la- W
I zondas finas e de gosto. n
(Jl
Vendem-so duas boas oseravas crloulas de
bonitas figuras o mocas, que cozmliam, lavam mui-
to bem e ongommam silo sadias, e uno se duvida
dar a contento para serm experimentadas : na ra f
do Queimado, loja n. 51. .1
Vende-se urna preta de Angola do 29 annos, I.. _
que coziuha bem o diario de urna casa e vende nallfiUN. : NA typ. de m. f. defauia. 1040
Fugio, nodia 18 do rorronte um cabra, de
nome Joaquim, alto, reforcado, de idade, com a
barba branca cabellos corridos; levou um surro
de pelle de carneiro chapeo de bata usado, calcas
do algodio do listras rotas no assento; tem os
torno/ellos dos ps um tanto inchados: quem o
pegar leve-o a ra do Vigario n. 24, que ser re-
compensado.
Fugio, no dia 26 do crreme, a parda Francis-
ca ; representa ter 28 a 30 annos ; levou vestido de
cassa com listras miudase salpicos no centro, ca-
misa de madapolo e pamio da Cosa ; tem Talla de
denles na frente, e urna cicatriz por baixodoolho
esquerdo : quem a pegar leve-a a ra do Crespo,
loja n. 11,quesera recompensado.
Fugio, nodia 18 de Janeiro, o preto Jos, do
cor vcrmclha, muito mogo, atto e secco do corpo,
rosto descarnado, pos grandes e mal feitos; anda
mui banzeiro ; suppOe-sescr quem ao amanheccr
deante-honlem roubou em urna lavagem algumas
pegas de roupa, entre ellas 4 lengos encamados de
tabaco 4 camisas do madapolo, de homem duas
ditas de senhora 3 ceroulas de brim muito fino;
tanto que, havendo fgido com roupa de algodSo
suja e alguma cousa trapilho, foi encontrado nesse
mesmo dia no lugar Corta-Largo, duas legoas do
Olinda, com roupa fina o mui alva. Roga-sea qual-
quer pessoa do povo especialmente a polica que
o apprehenda e leve-o a ra da Cadeia do Recite ,
n. 40, aoSr. Manoel Ignacio de Oliveira ou nesto
engenho Fragoso, a seu senhor, Antonio Luiz Pe-
reira Palma, quo gratificar generosamente.
Fugio, no dia 28 de dezembro prximo passa-
do, do engenho Sauh freguezia do Una um pre-
to de nome SlmSo ofiicial de carpina de 25 an-
nos, altura regular, pos grandes, nariz chato; quan-
do est de p enverga muito as pernas para tras;
he muito disfargado quando conversa ; tem lodosos
denles perfeitos ; tem urna irmfia nesta praga de
nome Francisca que foi oscrava do fallecido padre
Francisco Dias, e por esta |ras8o julga-se quo aqu
seacha : quem o pegar leve-o ao referido engenho,
ou na ruada Cadeia do Recifo, escriptorio de Ma-
noel Gongalves da Silva.
--Fugio, no dia 31 de Janeiro prximo passado, o
preto Joaquim de nagio; representa 20 annos, al-
to, corpo regular; levou camisa do algodio azul, o
caigas de riscado de linho ; tem urna ferida na oa-
nella direita : quem o pegar leve-o a rila Direita ,
u. 36, primeiro andar que ser recompensado.
Fugio, no dia 28 do prximo passado do en-
genho Berlioga, le Ipojuca, o escravu Jos, criou-
lo do estatura regular; tem a testa um tanto em-
pinada para diante, pelo que forma urna queda ao
p do nariz parecendo ter o nariz ribitado ; quan-
do r-se moslra um falta nos dentes em um canto
da Bocea c o beigo alguma cousa cahido ; he secco
do corpo; tem as pernas finas e os pos chatos; le-
vou caigas, jaqueta e camisa brancas chapeo de
pello novo; talvez ande calgado com sapatos do cou-
ro preto; suppOe-se ter ido para o norte aonde j
estevo6 annos fgido no engenho Pindooinha ; re-
presenta ter 22 a 24 annos ; lom pouca barba enSo
lie muito preto da cor. Roga-se aos capites de cam-
po, e a todas as autoridades como particularmente
ao8r. Jos Fidelis residente nesta praga, que, sen-
do apprehendido dito cscravo, levmn-,^, a dito
engenho Berlioga, a entregar aolllm- Sr. Bernardo
deAllemo Cisneiro, oua pessoa nesta praga que
o possa rometter, que serflo pagos de seu trabalho.
"
MELHOR EXEMPL/5


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