Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05402


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Full Text
nno de 1848,

O Dlt/tlO publica-se todos os dias que n!o
frem da guarda i o preco da assigaatura he da
4JO0O rs. por quarlel, paijot adinntadot. O ii-
?uncios dos assignantes sio irisaridos i raso da
JP r. por linha, 40 rs. em typo diflerone, e ai
rrpelijoes pala melado. Os miano farem asig-
nantes pagano SO r. por liona, e 160 em typo
diflerenle, por cada publicarlo.
PHASES DA LA. NO MEZ. DE FEVEREIRO.
I.oa ora, a 4, II horas e 31 min. da tardo.
Creicente a II, J a hora e t< min. da tarde.
Luachcia a IB. asi hoias e 18 min. da manha.
Miuijoauto a 2S, as 8 doras e 2 iniu. da muha.

Tera-fcira I
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianoa eParalilba s segundas esextas reir
Rio-drande-dn- Norte quintas feirasao meio-dia
Cabo.-Sariolijm, Hio-Formoso, Porto-Calvo e
_ Macelo, no I.*, a 11 e *l de cada mea.
(iaravilians s Bonito, a 8 e II.
Boa-Vi-ta e Plores, a II J8.
Victoria, s quiutas-eirat.'
Olinda, todo* os dias.
PREAJIAR DE HOJE.
l'rimeira, a I hora e 18 minuto* da Urde.
Segunda, a I hora e 41 minutos da aaanhi.
de Fevereiro.
Auno XXV.
n. an
^1P
DIAS DA SEMANAJ
31 Segunda. S. Pedro N olisco. Aud. do 1. dos
orpb.edo J. doc. da ? rdu J. Al. da I v.
1 Terca. S. Ignacio. Aud. doJ. do civ. da
I. T. e do i. de par do 2 dst.Ce t.
2 Quarta. 9B Puriflcaclo de Nosa Seuliora.
3 Quiis. S. Brax. Aud. do i. de orph. e do
J. municipal da I. V.
4 Seita. S. Andr Coriino. Aud. do J. do cir.
da '.. v., e do J. de paz do i. dist. de t.
5 5abbado. 8. gueda. Aud. do J. do cir. da
I, V. e do J. de pax do I. <1isl. de t.
6 Domingo. As Chagai de Chrislo.
CAMBIOS NO DA Ii DEJANEIRO.
Sobre Londres a 27 '/i d- por I Jt rs. a 60 d.
a Pars 860 rs. por Tranco.
> Lisboa 95 por ion de premio.
Desc. de lettras de boas lirms i a l|4 */ ,0 "
CuroO1191S hespanholas.... 28|50O a 28#800
> Moedasde OliOOvelb. ig#5oo ISMoe
de Gil00 or.. IcfflOO a 16/101
detfOOO..... fooo a jino
PratM Palaces.......... I#910 a l|80
Pesos columnares... I|9I0 a IJt&O
Ditos mexicano*.... Ift0a 1182
Miuda............. I900a ifSJ
Acedes da comp. do liebenbe de 60f000 rs.aopar.
DE PERNAMBUCO
. _______________________________
ERRATAS DA CORRESPONDENCIA CIRTJRGICA, PU-
BLICADA COM O K. 23.
Pag. 2.*, col. 1., linhas 25 a empregar lela-se
enipregar dem idem, linha* 130 e efficaz lela-
se effica idem dem, linhas 136 principiada
lcia-se principiando idem, col. 2.', linhas ti dita-
le leia-se dilate idem flem. linha* 32 -- ante'
phlogisllco lcia-se antiphlogistico idem idem,
linhas 90 ter bases leia-se terpor bases deur,
col. 3.', linhas 115 exasperado -- leia-se-- desespe-
saak> idem idem, linhas 116 c 117 communiddo
laflK' communlcado idem idem, linhas 122 pela
resine,., r- 'ria-se pela grande resistencia.
Pog. 3.-, col. 1.*, linhas 59 eminente --lela-se
iinminente idem idem, linhas 86 existalela-se
existiam -- dem Idem idem dem precepto leU-
e prcepla idem, col. 2.', linhas 79 a 82 Quera
duvidar, ele. leia-se Quciu duvidar que urna ope-
racao seja um mal ? Posto que, or meio dola, umitas
yezes consiga o enfermo o rcstabclecimrnto da sade,
em outrasoccasies causa a morte dem idein, linhas
74vailsleia-sevari/.-idem idem, linhas 104-primei-
i-oleia-se primire edictionidem, col. 3.*, linhas 35
qnem dirigi leia-se que dirig dem Idem,
linhas 44 as dores lea-se* as dures em menor
grao idem idem, linhas 4 a 47--viudo, por conse-
cuencia, nos a assistirinns, etc. leia-se assistindo
nos, por consequeocia, etc. idem idem, linhas 5b*--
continuaremos as a faze-la leia-se continuaremos
a faz-la idem idein, liuhas 67 porque Sr. Fercira
lela-sc porque o Sr. Ferrcira idem idem, linhas
123 peneumonia -- leia-se pneumona idem
idem, linhas 142 cerurgio leia-se cirurgiao
idem idem idein idem Asttey- leia-sc Astley idem,
col. 4.', linhas 24 elverbi ijralia leia-sc vtrbi gra-
tn idem idem, linhas63 subnietler-se-lhcs leia-
se ubnietter-se-lhe idem idein, linhas 93 copia-
remos leia-sc tradutiremos idem idem, linhas
127 reformador leia-sc o reformador.
Pag. 4.'. col. i.*, linhas 21 se eleva leia-se se
elevardem idem, linhas 73 sabunosa leia-se -
saburrosa.
EXTEMM.
RETROSPECTO POLTICO.
PAP.IS, 14 DE NOVEMRRO DE 1847.
O parlamento inglez vai reunrr-se denlro de tres
lias. Tem em primeiro lugar de constituir-se; a
verificado dos poderes e a eleii.-ao de presidente oc-
cuparSo as primeiras sesses. Em pocas ordina-
rias he na eleicao do presidente que os partidos me-
dem as suas forjas; mas nflo estamos cm tempos or-
dinarios, e nilo ha partidos. A eleic.flo do presidente
uno dar lugar, pois, menor hita; o Sr. Shaw Le-
fcvre ser recleito sem opposigfio. O presidente da
cmara electiva em Inglaterra nilo he nomeado, co-
mo em Franca, so para urna sessfio, mas sim para to-
da a legislatura
Seria muito dilicil classificar o novo parlamento
inglez. Todas asnaces habituaes eslao confundi-
das; j n3o ha tories, nem whigs, nem radicaes.
Lord John Russell he, a muitos respoitos, mais tory
quesirRobertl'eel, esir Robert l'eel toma a dian-
teira aos proprios radicaes cm muilos pontos. 0
resto dos antigos tories forma hoje o partido protec-
cionista; ora, esse partido, que tem por cheles, na
cmara dos lords, lord Stanley, o na cmara dos
communs, lord George Bentinck, nenhuma opposi-
(3o Cara ao ministerio. Urna questfio particular, na
qual nao entra espirito de partido, so apresentar
logo no principio da sessSo : a da eleigilo do Sr. de
Rothschild pela cidade de Londres. He, como todos
sabem, a vez primeira que um Judeo he eleito mem-
bro do parlamento. 0 Sr. de Rothschild foi Hornea-
do pela cidade, como 0'Connell em 1828 pelo con-
dado de Clare, em opposicflo lei vigente. A bre-
cha que a emanciparlo dos catholicos fez na cons-
tituido ingleza vai abrir-se ainda maiscom ad-
misso dos israelitas O partido proteslanto pre-
para-se para dar urna batalha regular sobre esta e-
leitjao ; mas he provavelquese achc em minora.
A convocarlo anticipada do parlamento tornra-se
inevitavel para o ministerio inglez. O gabinete whig
nfio tem forja para carrogar a sos com toda a res-
ponsabilidade dos negocios pblicos; reconheco a
necessidade de parlilha-la. O estado cada vez mais
assustador da Irlanda he um pesadelo para esse go-
verno, e, diga o que disser, be esse o motivo princi-
pal que o determinou a appellar para os representan-
tes do paiz. Todava, a rasao ollicial da convocacBo
do parlamento he a situado financeira e a necessi-
dade de modificar a foi do banco.
Os effeitos da medida que se tomou para desatar
as mflos ao banco ainda nilo pdem ser portera-
mente apreciados. At hoje parece ter sido bem
succedida a experiencia; e he por isso que muitos
se quoixam de que nao fosse tentada ha mais lem-
po; talvez tivesse salvado da quebra e da ruina
militas casas que suecumbiram; mas o ministerio
whig he como essa personagem do um romance mo-
derno, que chegava sempre urna tora depoi$ po. Nfio sabe dizer sim nem nilo; o mesmo quando
faz alguma cousa, tira-lhe todo o valor por a ter fei-
to lardee a ms horas. Quando vio rebentar a crise
commercial, o os banqueiros o negociantes soltaren!
gritos de alarma, deveria ter sabido tomar urna me-
dida immediata, ou declarar que eslava firmemente
resolvido a nfio se desviar das disposiqoes da loi.
Coma sua habitual irresolueio deixou min p aecu-
mulassem os desastres sob a acefio da lei do 18**, e
depois de foito o. mal levantou o interdicto o cora-
metteu a illegalidade que desde o conieco da crise
delle se exigia. E pois, polticamente, nenuum
l'ructo colheu dessa tarda ousadia, nilo servindo o
que fez senfio para mostrar que em materia de finan-
tas nfio tem systcma fixo.
E j era tmpo, em verdade, de fazer alguma cou-
sa. A nise ora ainda maior do quo geralmento se
acreditava, como prov a publicarlo semanal das
contas do banco da Inglaterra. Entende-se quo o
banco, para terliberdade Jo acQfio e facilidudo as
suas transaccOos diarias, carece ter em milo pelo me-
nos quatro milhes de libras. Ora, no fim da se-
mana em que o governo olivrou das restriccOes da
lei, nfio linha em caixa cm notas do banco senao a
somma de 1.5*7,270 libras. A diminuiefio da reser-
va linha sido ness* mesma semana de 1.082,845 li-
bras. Admittindo que esta diminuicSo continuasse
na mesma propongo, ficaria exausta a reserva den-
tro de poneos dias, e o banco nao teria urna s nota
para fazer adiantamentos, descontos, &c.
Bem que lord John Russell e o ministro da fazenda
declarassem, na carta que dirigram aos directores
do banco, que nilo tinham a menor iutentjiio de aban-
donar o bil de 18**, podemos considera-lo desde
j como revogado. O ministerio nflo contesta a ne-
cessidade de fazor-lhe grandes modfica^es; he
mesmo esse o nico fim ollicial da convocaran do
parlamento, pois que at hoje ainda nao se den o ca-
so de ter de pedir um bil de indemnidade. E de
feito, he cousa notavel que o banco nilo flzesse uso
ainda da faouldade que lhe foi dada de revogar o bil
de 184*. Desde que so soube que o banco eslava au-
torisado para fazer adiantamentos alm dos limites
legaes, ninguem mais Ih'os pedio. Esto resultado
singular parece dar rasilo aquellos que prelendom
quo a crso nflo passa de um pnico. Em sua opi-
niao, era da falta do confianca que vinha todo o nial;
o inedo fazia aferrolhar todos os capitacs
va a cireulaeflo ; dsse o banco o exempl
lianra publica se reanimara immcdialamente
simples demonstrado da sua parto restabeleccria o
crdito. Fez-so essa demonslrago, e o crdito res-
labe(cceu-se, polos menos apparentcmente; o di-
nheiro voltou circulaban, e, como acabamos de di-
zer, nem teve o banco necessidade do infringir o li-
mite que regula as suas emisses.
Em 23 de outubro a circuladlo das suas notas mon-
tava a 21.265,000 libras. O bil foi suspenso no da
25 ; oitodias depois nilo linha augmentado a circu-
lacilo senfio na rasfio de 501,000 libras, ao mesmo
lempo quo o fundo de reserva linha um augmento
de 127,000 libras em ooro. O augmento das notas
emillidus foi, pois, smenle do380,000 libras, e para
isso nfio linha necessidade o banco de. violar a lettra
da lei. Approximou-so mais ao limito quo lhe ora
imposto, mas ainda o nfio excedeu. So quando livor
emiltido em notas mais de 1* milhoos, alm do ouro
quo tiver em caixa, he quo ter violado o bil do
18**, o que os ministros so vorfio obrigados a pedir
absolvilo ao parlamento.
I'rolongr-se-lia o reslibelecimonto a p paren te do
crdito publico? He isso duvidoso avista do preco
por que oi comprado, lio claro que o banco reto-
nhece o pergo de sabir dos limites prudentes que
lhe foram marcados, o quequer esperar pelo menos
pela poca em que o possa fazer sob a responsahili-
dade da legislatura, lio por isso que presenciamos
um facto notavel, ao qual nflo se deu toda a impor-
tancia que merece- O banco, para poder emprestar,
principiou a tomar dinheiro de emprostimo. Temeu
oslendero seu crdito ; deram-lhe direilo para emit-
tir papel sem limites; receiou fizar uso desse direi-
lo, e preforio rehaver as suas proprias notas para re-
emilti-las. Vendeu ultimamento 286,000 libras do
fundos pblicos para comprar bilhotes; comprou-os
a 7 e desconlou-os a 8. Esla opera^fio he fcil do ex-
plicar. Sendo o banco o oslabelecimento mais sli-
do, os que leem dinheiro antes querom emprestare
lli'o a 7 do que emprestar a outros a 8 ou a 9 por
cento, e he por essa rasfio que acha dinheiro a juros
mais baixos do que acha o publico. Mas quo peso
tem o argumento daquellcs que pretendiam que a
escassez dos moios de permutasfio era a causa de lo-
do o mal? Nflo so croou mais papel; o banco limi-
Inu-so a ilislribiiir o queja nflo exista nflo foi senfio
intermediario. O ouro entrou all por urna porta e
sabio por mitra, deixando em sua passagem um no-
vo lucro, e nada mais.
Em resumo, sem por emduvida o melhoramento
da praca de Londres, nflo podemos encarc-lo sonfio
como passageiro. O quo be mais real, o que dovo ser
mais permanente, he a propria siluagflo que produ-
zio a crise commercial. As companhias do caminhos
de forro suspenderam melado dos seus trahalhos, a
sua necessidade de fundos diminuto na rasfio de 50
por cento ; mas quo ser dos militares de operarios
que viviam desses trahalhos? J fram despedidos
aos ceios, j inundam ascidadese as estradas, e
denlro do pouco tempo cortos districtos da Inglater-
ra assemelhar-se-hflo Irlanda. Nfio he smento
300,000 operarios que vilo achar-sc sem trabalho : he
preciso contar tambem lodos aquellos cujo commer-
cio aliuienlava O dinheiro dos caminhos de ferro
nao eslava todo enterrado e immobilisado na trra,
eslava niobilisado tambem eespalhado pelo Iraballto
c polo consumo. Ainda mais, no commorcio exte-
rior, a batanea da imporlae,ao e da exportagfio, em
vez do melborar, parece peiorar ; os districtos ma-
nufacturaros leem diante do si a perspectiva de um
invern desa.slro.so. E, finalmente, nflo existo ainda,
cima de todas as difliculdados da Inglaterra, a
maior, a mais inevitavel, a mais DCeSsaiiUrNilO est
suspensa sobro sua caboga essa espada classica o ba-
nal que so chama Irlanda ?
Ali lio sempre a menina essa pobre Irlanda .' Ain-
da so pedem hoje contra ella, como oul'ora so pe-
diain, leis do leprcssao, de coerco. He provavcl quo
a primeira cousa quo propora o ministerio sera um
bil para prohibir que os Irlandczes possuam armas
do fogo e para suspender o haboas-corpus. Os al ten-
tados coniia as vi.lase proprcdades toniam-sodedia
un dia mais ilagranles em muitos condados ; os >a-
pazes bronco* e os legisladores da mcia-noite reappare-
cem a luz do dia. Ainda ha puco vio a Irlanda um
O DUQUE DE GUISE. (*)
por freDenco ^oulte'.
SEGUNDA PARTE.
Vil.
Anda nao eslava acabado ludo; e esta nolte, frtil em
~"petfiaia; it "de brotar outras conspiractJes, alm das
que baviaui slfc reveladas ao duque de Guise por Aulla
c Ronda.
Lciiibrar-se-hao os nossos leltorcs que um momento
antes que Horgia fosse procurar a Francesco na cabana
deCarniole, este havla seguido a Santis casa do car-
deal Filomarinl. Por muito tempo estiveram encerrados
os dous bandidos com o prelado, quando a porta da c-
mara onde semelhaute concilibulo se reuna abrio-sc
devagarlnho, e dahl sabio um Iiomem que caminhou
(*) Yjde. Diario 24.
*&*
cparalysa-|dessuscr'mes Que pfovam queasanligas paixes vi-
o e a con- VCI" ainda as enlrauhas do paiz, c que oselemon-
ente: nina los de icvolta, deanarchia e de torrotismo, longedo
estarem extinctos, eslao no borralho para robenla-
reui com redobrado furor. A guerra enlre o rendei-
ro o o proprietario, entre o pobre o o rico, contina
sur,Lmente, o faz a hurlar toda e qualquer tentativa
de regencraejio social. A uaijflo esta dividida em clas-
ses armadas urnas contra oulras, e os odios heredita-
rios veein addiciouar as vingan;a.s humanas s cala-
midades da fumo e da pesio. 0 governo inglez tura,
pois, do lutar na Irlanda contra dous ftagelos : con-
tra una molestia chronica e contra urna molestia
aguda, contra a desorganisar;o social o contra a to-
me.
Disscmos, ha quinzo dias, quo a popularidado de
Pi IX na Inglaterra ficaria grandemente compro-
metida com o rescripto da propaganda, que eondem-
non oscollegios fundados na Irlanda pelo governo.
late resultado muito verosmil nflo tardou a roali-
sar-se, manifeslando-se na opiniao do povo inglez
urna corta reacefio contra a corte fie Roma. Devenios
dizer que este senlimento nos parece injusto, por-
que emliin, mesmo para so fazer popular na protes-
tante Inglaterra, nflo poda o papa abdicar o seu pa-
pel, ou, para mulhor dizer, o seu dever. A queslfio
suscitada pelos collegios irlandeses he a lula eterna
MagaMsiaira atn irr.-'a
com precaucao pelo comprido corredor obscuro, no fim
do qual eslava situada essa cmara.
Na extreinidadc opposta do corredor havia outra por-
ta abena; mas escondida por mui ricas cortinas, de tal
surte que nao deixava penetrar um so ralo da lu que 11-
luminava una vasta sala.
Uiua negra, escondida por irs de taes cortinas, es-
preilava tudoquanto se passava nesse corredor, no enl-
lanto que urna inulher de assombrosa bcllcta repousa-
va reclinada no fundo da cmara sobre um molle co-
eliiiu de peregrina elegancia.
-- A porta estJ-se abrindo, disse a negra baixinho.
Ve se he elle, respondeu a senhora.
A negra velba abri o reposteiro e dlsse em voz baixa
a um lioiuciii que passava nesse momento por ao p
della:
He Viu., senborColosi?
O Iiomem nao irspoudeu, ea velhacontinuou :
Ou, se j se esqueceu deste nome, be Vm. inestre*
Carniole Scoppa?
O senhor.C'olesi ou inestre Scoppa, respondeu una
voz brutal, ji nao est no palacio do eardeal Plluma-
rini.
Pois que! exclamo- vivamente a mulher que esla-
va dcitada no fundo da sala, elle j se foi embora! isso
nao hepossivcl..... A cmara de S. Kinineucia nao tem
ucuo duas sabidas, una que he para este corredor'
e a oulrj a que condui.....
_ emquantu ella assiui fallara, o Iiomem a quem a ne-
gra havia delido, desviou rpido o reposteiro c entrou,
depois Ue ter repellido negra.
inmm nt>.i"--.
Que he islo! disse elle interrompendo aquella que
fallava, que be islo! senhora Ulyupia, pois esperava
aqui Carniole Scoppa? Uar-se-ba que lhe lenlia viudo
memoria que elle fra seu noivo? c, depois de dcia-
seis anuos de abandono e csquccimcnto, yir-lhc-.'iia
agorad cabccaofFerecer-lhc um amor que j ninguem
quer ?
Olympia pareceu nao ter ouvido a injuriosa lingoagem
desse homem, c continuou com um tom liruic:
Voss he o carniceiro Miguel Santis, nao he?
Sou o capito Miguel Santis.
Capito ou carniceiro, continuou desdcnhosamenie
Olympia, sel que le vendes a qucui quc'r que le possa
pagar.
Que cabeca quer que lhe iragam? pcrguutouSan-
^jiii una alegra ignobil.
Nao quero cabeca alguma, respondeu Olympia;
quero ijuc me vendas um segredo. Quanto queres
tu para me dizeres o que se acaba de passar agora na en-
trevista que liveste cOiu Scoppa e Filoiuarinl ?
Antes que Santis livesse tempo de responder, o repos-
teiro abrio-se de novo, e e eardeal em pessoa entrou na
cmara de Olympia.
Est com multa pressa, tninha senhora, Ibc disse
elle; tenha mais alguma paciencia; nao sabe, acciesccn-
tou elle cun um sorrizo chcio deameaca c de despiezo,
que tiunca emprebendo cinprexa alguma sem que lhe
peca atua approvacaoou sem a advenir? Vai #oude de-
ves ir, continuou elle vpltudu-sc para Santis, e nao te
esquejas dos cilios que vclau sobre ti.
i"*"'"
l-All
M- Na
na -| Ui
do poder espiritual o do poder temporal. Observare-
mos tambem aqui quo a queslfio do ensino he ntei-
ramente differente em Inglaterra do que he em Fran-
ca. Em Franca exerce o estado urna ac?flo directa,
absoluta sobre a educacSo ; he o grito-mostr do en-
sino, o com essa chave abro ou fecha a todos os ci-
dadfios a entrada das rarreiras publicas. Na Inglater-
ra e na Irlanda, os estabelecimontos do estado nflo-
sin senSo urna concurrencia aos estabelecimentos
particulares; nflo he preciso ser hachare! para ser
cidadfio inglez. A par do ensino mixto fundado na
Irlanda pelo governo, ha o ensino de cada roligifio ;
a igreja protestante tem o seu, como tem a igreja ca-
tholica. O partido protestante he tilo hostil educa-
eflo puramente secular como he o partido catholico,
e sobre esto ponto a universidsdo de Oxford he al-
liada do clero irlandcz. He, pois, muito natural que
o papa tome o partido dos bispos. Na poca da revo-
lu-jfio franceza, dizia o imperador Jos : A minha
obriga?fio he ser realista. O papa diz tambem : A
minha obrigacjlo lio ser catholico. No rescripto que
diii"i,, jo grcebisnode Tuam. rocommenda a fund-
eflode umaunivc'rsidado catiolica somelliantc de
l.ouvain. Os bispos irlandczes aprossaram-so a adop-
tar este projecto, o abrio-se urna subscripefio para
realisa-lo. Um hispo irlandoz, o do Meath, subscre-
veu 250,000 francos. Estas circunstancias acalma-
ran! o onthusiasmo inglez a lospeito do papa, e pa-
recem ter adiado a Hornearlo de um embaixador da
Grilo-Rretanha junto corte de Roma.
0 facto mais importante occorrido na Italia he a
celebradlo de urna unifio de alfandegas ontreo pa-
pa, cl-rci de Sardenha eogrfio-duque defoscana.
He talvez o maior progresso que se tem feito para a
reconsliluiefio de urna nacionalidado italiana. To-
dos sabem o quo fez a l'russia com o'auxilio deZol-
Iverim; a linha de alfandegas foi o instrumento
principal com quo ligou o reuni om derredor de si
os elementos espaihados da patria allemfla. Por sem
duvida que nfio se dovo esperar immediatamcnta
da uniflo italiana resultados tfio consideraveis ; esta
unifio ainda nao est cstabelecida senflo em princi-
pio, e ha muitoS cousas nesto mundo quo por longo
tempo ficain em principio sem ir mais longo ; maso
carador mais significativo dcsto movimento de co-
hesflo he o do ler lido lugar entro tres soberanos
que, cm medidas dilTerentes, se collocaramao mes-
mo lempo frente do movimento poltico, e que o
progresso das ideias do liberdade se acha assim as-
sociado ao das ideias de nacionalidado.
As reformas annnnciadas no Piemont fram Mu-
dadas com na iiai vivas demnstrayuC3 pcpu.s.a-
res, sendo el-roi ohjeclo do numerosas ovaces. Res-
ta agora a Carlos Alberto realisar as concesses que
fez em principio ; cumpre esperar pela publica-
cao dos decretos que teem de determinar as suas
frmase limites. Nao pomos em duvida a boa fe e
lealdade de el-rei ; S. M. querci por certo que as
suas reformas os teja m a par das de Toscana e Roma.
Segundo as ultimas noticias quo recebemos da
Toscana, vorificou-so alli um acontecimenlo im-
porlante, porm previsto. O duque do Blodena to-
mou posse dodistrictode Fivizzano, que devia to-
car-Ihe cm virtudo dos tratados quando o ducado
de l.ucca so reunisso Toscana. Dissemos rocen*
temonte que cm presonca da lettra dos tratados nos
pareca Jifcil quo so lizesse urna resistencia legal
a essa incurporaefio, mas que os novos subditos do
duquode Modena tinham pelo menos o direito de
reclamar a manuteiicfio das instituicOes do que go-
zavain sh o dominio loscano. Tareco que o duque
de Modena nada resolveu ainda a este respoito. Em
todo o caso, julgamos quo teria sido mais prudonte
da sua parto transigir com a Toscana, trocando por
urna indomnisacjlo qualquer os seus direitos de so-
berana ; porque do duas nina : ou ha do privar os
seus novos subditos dos direitos de quo estavam d
posse, o nesso caso creara descontentes e talvez se-
diciosos, ou ha de deixa-los no gozo desses direi-
tos, inlroduzudo assim no seu proprio territorio
nslituices mais liberaes que as suas, cujo espec-
tculo e contacto nfio deixarfio do ser perigosos.
So nos nao engaamos, a dclerminacflo do duque
de Modena nfio achou apoio junto de urna alta in-
fluencia quo cosluma consultar. Urna viagem re-
cento que esse principo fez a Vienna na inteng_o do
sondar o terreno, e de saber al quo ponto podia
contar com urna coopcraQflo poderosa, nflo teve os
O bandido saudou o eardeal com humildade, e retl-
rou-se.
Fecha essa porta, disse o eardeal a negra velha, e
lembra-tc que d'ora em dianlc todos deveiu dormir em
palacio.
A criada obedeceu. O eardeal e Olympia licaram
sos.
Aquelles que tanto gabavam cm loda a Italia os at-
traclivos dcsta bella corteja tinham com cfl'eito rasao.
Olympia j linha uinla anuos completos, e com ludo
conservava ainda tanta mocidade, que a belleza,em vez.
de diiiiinulr-lbe, pareca apenas ter chegado sua per-
feiclo, Esta belleza nao se parcela com o rosto excitante;
e fresco d'Anita quaudo ainda era bella, nem com a ca-
beca suave c luiira de Casta, ncui com a sua graca vapo-
rosa, nem tao pouco com a belleza alllva e apaixonada
de Ronda; era urna bcllea encantadora e soberana,
era lnguida e imperiosa ao mesmo lempo ; era a
belleza d'uiua deosa disposta s fraquezaa da humani-
dade, era a inmortal Venus, a quein nao so o caca-
do!' Adonis, c o pastor Ancbiscs, como o lerrlvel dos
da guerra, c o fraco e bello l'aris deviam agradar fcil-
mente.
Ecomo se o acaso quizesse ainda dar mais justeza a
semelhantc comparaciio, Filoiuarini, aquelle a quena
pertcncia tao suprema belleza, eraum homem pequeni-
no, le rosto eurugado, fronte baixa, olhos vesgos, bracos
extreiiiameote eumpridos, o corpo bem inalfcitiuho ; e
desde que nascra era tao coixo, como o licou sendo
o dos Vulcano depois da sua queda do alto do ein-
pyrlo,
I
MUTILADO
bE___I


T
i ^^=^=qa=sa: i___.__ j___________-;
-exultados cjue elle esperava. Anda assim entendeu
oeveraproveiUr.se da lettra dos tratados, o, como
dissemos, mandou oceupar Fivizzano no da 5 do
comente.
A noticia desta occopagflo causou a maior fer-
roentagflo na Toscana. Km Florn?, Pisa e Loorne,
alistaram-se logo milhares de voluntarios para irem
aoccorrer os seus antigos compatriotas, e por mui-
tos das pareceu imminenle um conflicto.
O grAo-duque protestou contra a occupa?3o de
Fivizzano ; mas este protesto relere-se smente
lorma da occupagflo ea ter sido fcita sem aviso pre-
vio. Qnanto quesillo de direito, nSo pdc ser sub-
jeita a contestagflo, e assim o entendern) por cer-
to os prnprios cheles do movimento liberal cm Tos-
cana, pois que a eflervecencia se acalrnou, e*he pro-
vavel que nflo tnnha resultados niais grave^
(Itevue de Deux-Mondet.)
{Jornaldo Commereio.)
gueza da Boa-Vista, apenas soube do Tacto, sahio
dotheatro velho, onde se achava, dirgio-se para o
scu dislricto, e mandou vistoriir o cadver do mi-
sero boleeiro.
Dizem-nos queS. S. se esforca por descobrir o
criminoso. A serem verdicos os boatos que por ah
circulam, este malvado alugou a outrem o bra?o
com que ferio o pobre vvenle, cuja posigfln peque-
nina quasi que o punha acoberto de vingan?at9o
estrondosa !
O mez da Janeiro de 18*8 devia terminar tqui com
ais de um assassinio.'... Alm desse que mencio-
mais
nmos as lnhas que escrevmos cima, consta-nos
que se verificou o do Jos Theodoro, palrflo-mr
do escaler da alfandega das fazendas. Tendosido
espancado ao sabir da missa da matriz de Santo-
Antonio, na madrugada do da 30, Jos Theodoro
falleceu hoje pela manhfla.
a de um hypocrita muito grande, que so merece o
mou desprezo; e por isso concluo esta com as seguin-
tes palavras do saoto rei psal mista: incidit injoveam,
quam feeil.
Queiram, por obsequio, Srs. Redactores, dar a es-
tas mal tracadas lnhas um cantinho em seu Dia-w,
pelo quo muito obrgado deixarSo a seu constante
leitor. padre Joto Barbosa Cordetro.
Sr$. Redactoret. Constando-me que se tem vul-
garisado a ideia de ser eu o redactor do peridico -
'3'-8o?'jj3j aasaoJxiaiaa'jiD-sa asas*
Prcza da impressflo que sedeixar-nos a consum-
magflo de qualquer desses actos, para os quaes nem
mesmo os bomens ir.ais desalmados nos parecem
aptos, vamos referir aos lotnrcs a maneira como,
hontom pelas 7 3/4 horas da noite, foi assassinado
um dos boleriros la rorheira lo Sr. Adolpho, no
lugar denominado Chora-Menino ; csse lugar que se
nos augura como que reservado para theatro dos
triis horrendos crmes, e que por isso se torna dig-
no de mu apurada vigilancia da polica, para que
nflo acntela que, como o malvado quearrancou a
existencia ao pobro boleeiro, se furto ac?o da
justica o reprobo que dahi descarregar inflo temera-
ria sobre o innocente viajor.- Desgragadamcnte, tes-
temunlinios o facto ; c, pois, estamos habilitados
para narra-la o mais fielmente possivcl.
Depois de um desses passeins aprazives que nos
proporcionam os arrabaldes desta cidade, regres-
savamos nos par casa, aeompanliados de siguas 3
migos e de Iressenlioras. Um amigo e duas destas
senhoras vnham comnoscoum um carro : os domis
companheiros e a terceira senhora precedam-nos,
nflo poneos passos, em outro carro, dirigido pelo
infeliz quo dentro enf breve devena suecumbir. Ao
chegarmos paragem do Chora-Menino, donde se
avista a casa em que reside o Sr. Oliveira, ouvinos
o estampido do um tiro: ao cabo de alguna se-
gundos presentimos que dous homens corriam a-
prossados do lugar donde partir o estampido ; e,
como Mies perguntassemos o que tinha occorrido,
e ellos, sem nos responderem proseguissem na
enrreirn, rocommenilmosao boleeiro quenoscon-
duzia, fustigasse os cavallos, para que podessemos
alcanzar o outro carro: o boleeiro attendeu nos-
sa recommcndac.no, c ao (mi de poucos instantes
estavamos prximos desse carro, do qual sahiam
vozes que clamavnm pela poliria, declarando que
um assassinato acubava de ser commettido. Entilo,
saltamos immediatamente cm Ierra, passmos para
junto dos nnssos amigos, o presenciamos um qua-
dro que muito nos compungi, e que anda nos
n8o foi possivcl expcllir da imaginagflo : com o
brago direito traspasando por una bala que tora es-
condcr-seabaixo do pcito, com a cabe?u inclinada
sobre o eolio, um Chrislilo, un irmflo nosso, que,
nflo havia muito, se nos presentara vigoroso e cheio
dos solugos percursoros da morte; e (l'alii a nada
cstsvs redzido a csdr.vcr, depois doab&uviuo por
um sacerdote que nos acompanhava /...Este Christflo,
este nosso irmflo era o misero boleeiro de que
primeiro fallamos : com o desembarago do assas-
sno consummado, sem levar em conta o perigo a
quo ia expr as pessoas quo se achavam no carro
gnvernado pelo desgragndo, som imporlar-sc de aug-
mentar com mais cinco o numero das victimas ,.
um dosses inembros nutridos da sociedade, que,
para nilocorromp-la, deven de ser amputados del-
ta, um desses perversos que nao hesitam em rou-
bar aos outros aquillo que mus so fanam por
conservar a si, um ente som alma, einfitii, aca-
Ijuva de disparar-llic urna pistola, com inflo cerlei-
ra ...c, commettido o delicio, deitra a correr, dei-
xando tirar o chapeo co instrumento mortfero, os
quaes fram adiados por um inspector doquartei-
rflo, quo apparocra quinzo minutos dopois de per-
petrado o crime.
Logo quo soou o tiro, desembestaram os cavallos
do carro ; e, corto, ter-sc-hia esto despedagado, a
nflo serem os esforcos de uns pretos quo, pressuro-
sos, se lancaram unte os animaes, c os obrigaram
a prar quando j estavam no Mondcgo, em frente
do sitio da viuva do Sr. major Costa.
Esta senhora, ajudada de sua familia, mostrou-se-
nos tflo obsequiosa, quo nflo podemos esquivar-nos
a agradecer-I he os favores queso dignou de fazer-
nos nessa occasiflo.
Meia hora depois dessa lamentavel oceurrencia,
urna patrulha de cavallaria, avisada pelo Sr. Luiz
Borges de Corqueira, veio ter a paragem onde ella
liouvera lugar; e, prevenida do haver o assassino
tomado caminho da Passagem-da-Magdalena, se Ihe
poz pista, mas nSo conseguo captura-lo.
Segundo nos informam, o Sr. subdelegado da fre-
Appareceu sobre as agoas que banham osalicer-
ces do antigo Forte-do-Mattos, e foi conduzdo para
trra, o cadver de um pardo, que, a decidir pelos
trages, dedicava-se vida do mar, e cuja cabega ti-
nha urna grande conlusflo, donde ainda corra san-
gue.
Gommunicado.
Nflo devem ficar em esquecimento as acgOes me-
moraveis e dignas de conciliarom seriamente a alten-
gao do publico; pois quo eternisar os fetos hon-
rosos, heum meiode estimular a emulag3o, para
quo so pratiquom ouiros iguaos. Nflo he a lison-
ja que hoje me obriga a manejar a penna, como
talvezalgum critico improvisado supponha, nem tflo
pouco a amizade que consagro ao Sr. Antonio Carlos
Pereira de Burgos Ponco de LeUo ; mas a justa re-
muneragflo do seu indispulavel mereclmcnto, da
sua probidade eximia e reconhecida. Morrondo o
seu digno pai, assaz complicada deixou a casa ; im-
mensosembaragosappareccram, que impelliramo
Sr. A. Carlos que enlSo frequentava as aolas.a que as
abandonasse para empre, Gm d sua casa nao
tinquear. Com effeilo.a nflo ser o seu cuidado, e sua
feliz rcsolugo do cobrar o que existia pejos serloes,
em verdade, com a quanlla extraordinaria que en-
tilo dovia a casa, seria bem custoso indemnisar. Mas,
com todo o sacrificio, nflo so dos seus ostudos co-
mo tanibem do sua vida, em urna idade mui tenra,
este filho exemplar cncrregou-se desta missflo,
dando um cumprimento fiel do que recebeu, e
tratando de satisfazer a todos seus credores. Feliz-
mente ja hoje vive socegado no gremio de sua fami-
lia gozando as mais puras delicias. Durante a sua
ausencia, assaz inquieta ella viveu, imaginando as
rigorosas privagoes que havia do soffrer, o de que
veio a ser vctima. Ora, em urna idade tflo nova,
enconlrarem-se tflo boas disposigfloshe cortamente
raro. Encarregar-se de urna tflo jrdua tarefa, atlm
do preservar dos desgostos sua mfli, e, sopor estas
consideragOes, fazer um tflo penoso sacrificio, he
urna particularidado muito distincla. F.mlim, este
procedimenlo tipo mais elevado possivel. Oxal sir-
va de exemplo aos jovens que se acham as mesinas
circunstancias Nflo sou seu panegirista por inte-
resse, nem por qualquer outro sentimento, mas por-
que nflo posso ser indifferente as aegoes boas, pra-
licadas por qualquer pessoa. Nflo preciso preconi-
saromeu amigo, porque os seus actos grangeam-
Ihe louvores. Julgo um dever pagar um tributo ao
mrito ; ese a maledicencia atassalhar-me, julgan-
do ser isto um parto de adulagflo, pouco me impor-
ta. Kntretanto. continu o Sr. Antonio Carlos a pro-
ceder desta maieira, quesempro ter o premio do
publico judicioso e sensato.
Por um amigo.
Pos do Braiil e nSo desejando com o meu silen-
cio roubar a gloria a seu legitimo dono, quem quer
que seja, declaro que nflo tenho parte, nem directa,
e nem indirecta na redaegao do dito peridico, ou de
qualquer outro dos que se publicara nesta cidade;
pois que s me applico na minht proflttSo de advo-
cado e nflo na poltica, que deixo para outros mais
habilitado, do que eu. .,..*
Rogo-lhes, Srs. Redactores, que, em obsequio a
verdade, deem publicidades esUs lnhas do
Seu sssignante,
Francisco Carloi Brando.
COMRCiO.
Alfandega.
RENDIMENTO DO DA 31............
Ducamta hoje, \* dt fnereiro,
Corona carvSo.
9:818,1*7
Barca
Mov ment do Porto*-
Navio entrado no dia SO.
Parahlba 3 das, hiate braflleira AMeri^Fior^M-
Virttd,:, de 24 toneladas, capitao Ella do Rozano,
equlpagem 4, carga a.sucar e toro, de mangue ; ao
capillo.
Naviot sahidos nomeimo dia.
Rlo-de-Janelro brigue bra.llelro Dujqu, capilSu, Jo,
nulm Jos do Santos, carga attcar. P"""'*-
JoSo Antonio Pereira, Brallelro- Joaqulm Jos Perei-
IdemBn?a de gfrr' bra.llelro If>vt*no, coinmandan-
u. o primeiro tenente Antonio Ernesto Lamn e
Cuaba. ,, ..
Navios entrados no ata 31.
Parahiba ; 3 dia., bi.te brartrfro *p-*^to. pltffo Hi-
colo Francisco da Co.la. cquipagem 3. carga tro.
de mangue a Joaqulm deOllveira. Paa.ageiro, Del-
fino Goncalve. Ferreir,
Rlo-de-Janelro 23 das, brigue sueco Helena, de 32l
toneladas, capitao J. H. Knoll, equlpagem 14, em las-
tro; a N. O. Bleber.
. navio tahidos no meimo dia.
Aracaty; brigue-escun braalleiro /Jnrjii Jos Joaqulm Alve. da Silva; carga vario, gneros.
Pamgelro, Salvador Lucio da Cunha, Jos Joaqtiiin
Bezerra. Joaqulm Ribelro, Antonio Jo. de bant An-
na, Jo. Domlngue Fortuna com sua familia, Anto
nlo Goncalve. Valentbn, Brasilelro. >
Liverpool; barca IngRta Rouendale, capitao fcU. D.
Gouldlng, carga a meaina que trouxe. ,.
Slonnengton; galera americana Tiger, capltno Willlam
E. Brew.ter, carga a ine.ma que irouie.
RENOIMENTO NO MEZ DE JANEIRO DE 18*8.
Rendimento total................160:*I8,257
RestituigOes................... 857,2*0
160:161,017
157:211,913
92,081
66,637
Declara^oes
Direitos de consumo...........
ReexportagSo 1 por c.............
Expediente dos seeros do paz, t por c .
Expediente dos gneros com carU de guia, I ^> de fevereiro" prximo futuro: quem se qi
5porcento .... ....... S2'JS matricular dirija-se a ra da Praia-de-S.-Rita ,
mazenacem de mercadoriM....... *88-139 i...j i
O professor de philosophia do collegio das ar-
tes avisa a quem convier, que, em virtude des esta-
tutos do curso jurdico, est aberla a matricula de
sua aula de hoje em dianto na casa de sua residen-
cia em Olinda.
Manoel Francisco Coelho faz publico, queda
comeco ao exercicio d'aula publica de gramoMtj-
ca atina da reguezia d S.-Jss do r.cc;fc no dia
' quizer
so-
Armazenagem
Premio dos assignados.
Multas..........
Emolumentos de certidoes
1:971,99*
100,5*8
6,560
Rs.
160:161,017
Olympia tomara de novo o scu lugar no cochim era-
quanto o cardeai a examinava com ollios curiosos e
inos.
NSo queria saber, disse elle, o que sepassou na en-
trevista que acaba de ter lugar entre mim e o seu autigo
divo ? Poi* eu vou comrfar esa narraeo, e talve que
dentro em pouco elle proprio a vcnlia acabar.
E.tou prompta a ouvi-lo, senhor cardeai, re.pon-
deu Olympia, que procurava occullar sb apparente.o-
cego o terror que sentia.
Diga-ine, uiinha senhora, que respoata me trouxe
deRoma quaiido ainaiidci l, para propr as mi o lias
coiidicoe. ao duque de Guise?
Trouxc-lhe as proprias palavras dellc, senhor car-
deai, rripondeu Olympia. Guise jurou-lhe pela inioha
Locca dse submetter sua autoridade, e de nada ein-
prebender em o consultar.
E julga a senhora, perguntou Filomarini, que elle
cumpra fielmente a promessa que fci?
E elle nao vem aqui todo, os das, responden Olym-
pia, recebrr o. seu conselho, ou para melhor dizer as
sua orden ?
E juina a senhora que leja smente para isso que
elle c venha? disse o cardeai, cravando em Olympia, o.
olhos ameafadores.
F. para que mais vira elle? responden Olympia en-
carando tambera o cardeai com seguran;.
Nao sel, respondeu Filomarini; mas tainbein nao J
sei como he possivel que o senhor duque de Guise che-i
Correspondencias.
Srs. Redactores. Em que tempo estamos nos ?...
Dos de misericordia U... Asim principia o Sr. padre
Andradeasua correspondencia salpicada de ironias
malignas, recheada de hypotheses falsas contra
mim, publicada no seu Diario de hontom, e assim
principio eu; e deixando de responder a essas ma-
lignidades proprias de um tartufo, que nflo he capaz
de mostrar cm mim esse espirito de delator, quo me
irroga, quando apenas me queixo de urna offensa
[ e queixo-me em particular, perdoando ao meu of-
fensor], slenhoadizer-lhe que he do seu dever
responder-me aos seguintes quesitos:--Era porven-
tura meu amigo o Sr. padre Joaquim Cypriano para
me por na mflo urna arma contra S. S.? Que mo-
tivos teria elle para assim o fazer? Porque nflo
declarou elle outro individuo na revela?flo que me
fez ? E se o Sr. padre Andrade estava innocente,
porque se apressurou tanto em prevenir-se, em pe-
dir ao seu amigo essa declaragflo, antes que elle m'a
(jsse?_ Equerendo esse seu amigo calumnia-lo,
nflo se lembraria mais dessa carta para nflo temer a
contradicgflo? Nflo seria mais seguro que elle di-
rigisse esse golpe a outro, que nflo estivesse tflo es-
cudado, como estava S. S. com essa resposta, falsa
fobtida? Responda o Sr. padre Andrade a ludo is-
to, e torne, que nflo lhe voltarei as costas. Por ora
permitta-me dizer-lhe, que nflo vejo no seu arrasoa-
do a lngoagem do homem de bem e virtuoso, e sim
sei como he possivel que o senhor duque de uise che- vel entao que em lugar oe vouar uumeaiaiameiuc
gue seinpre ao meu palacio em bora em que nao eitou I aple, nao deixasse Roma senao no dia em que
cm cata. I mesmo .e-embarcava em Fumicino.'
EfazV. Eminencia uracrime de un accaso? per-
guntou Olymjrta, c nao Ihc inostra elle aislin a sua soli-
cilnd(' '
Fa mais ainda, replicou o eardeal chacoteando
elle nao se enfastia de tantas visitas inutei, e a mor
parle das vezes abaixa o scu orgulho de principe at t.-
perar-uie hora, inteiraa. Isso deve aborrec-lo muito,
nao he assim, uiinha senhora? meno. te alguma pessoa
daminha casa se aproa cm lazer-llie a corte eiu miuha
ausencia; menos se a senhora.....
J o encontrou alguma vez ao p de inlin?
Tem rasan, ininlia senhora, conlinuou 6 cardeai
porque asjaneilas de Guana, .ua negra favorita, deitam
para a porta drsle palacio, e apena, eu lhe tran.punuo
o iumiar, oliodeprala que vai do quaito delta a esta
cmara a adverte deque j he tempo de se separando
sen hroe querido.
Que se atreve V. Eminencia a diicr? exclainou
Olympia ; eu receber aqui o duque de Guise apena, o
conbeco; foi por ua ordem que eu o fui encontrar em
Roma; e se os seus espioes meseguiram ate l, como
costumam fazer toda as vezes que deixo esta, parede,
devem ter-lhe dito que cu nao vi o duque de Guise se-
nao urna vez, e s durante urna hora.
Tem ra.ao, ininba senhora, respondeu o cardeai, a
senhora nao entrou senao urna vez no palacio do duque,
e nao e.teve senao urna hora com elle. Como he possi-
vel ento que em lugar de voltar (inmediatamente para
elle
0 escrivSo da alfandega,
Jacome Gerardo Mara Lwnachi de Millo.
IMPOUTAGAO'.
Ardilla, polaca he.panhola, vlnda de Barcellona e Ma-
laga, entrada no mez prximo panado, con.lgnada a
Joao Pinto de Lemo k Filho, manife.tou o seguate:
60 pipa e 40 barri vinho, 100 dito, azelte-doce, 500
calxa. e 200 meias dita pasias, 50 diU amellas,20 bar-
rilinho chumbo de municao ; aos consignatarios.
CONSULADO GEBAL.
RENDIMFNTO DO DIA 31.
(eral...........
Diversas provincias.
5:786,072
2*8,775
6:03*,8*7
RENDIMENTO NO MEZ DE JANEIRO DE 18*8.
Consulado de 7 por cento ... 63:818,020
Dito de 2.............. M33
Dito de i ............. 96,866 63:854,319
Ancoragem pan fra do im-
perio................ *:658,396
Dita para dentro do dito..... 588,9*6
Restituirlo
5:2*7,3*2
20,1*0
Sollo fixo. .
Dito de ttulos
Certidoes.. .
Siza de 5 p. C.
5:227,202
, 606,600
1,000
43,040
81,250
Depsitos existentes.......
Diveriai provincia.
Dizimo do assucar das Alagas
Dito do dito da Parahiba.....
Dito do algodo da dila .
69:813,411
3:293,598
2:620,109
6,274
207,852
2:834,235
75:941,244
Depsitos restituidos..... 312,872
O administrador,
J oto Xavier Carneiro da Cunha.
CONSULADO PBOVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIA 31........... 3:542,778
J lhe disse, senbor cardeai, que o duque de Guise
me havia promettido um homem de confiauca para me
conduxir at aqui; esse homem recusou acompanhar-
me, e por conseguate devia esperar a guarda que V.
Eminencia me tinha expedido.
E, replicou o cardeai, esperou-a com tanta pacien-
cia eruRoma.quantahe a com queHenriqtie de Lo re na
c.pera agora a uiinha volta para ele palacio; porque
durante es.e olto dia., accrecentou o cardeai colrico.
Guise entrou todas a noite* na misciavel casa onde a
senhora estava etcondlda.
Quem lhe poderla dlzer seinelhaute calumnia? py-
guntou Olympia de.denho.a.
Dise-m'oaquelle que toda a. noite. segua o du-
que do eu palacio casa da enliora; aquelle que recu-
sou traie-ta para aple.; aquelle que talve guarda.se
para seinpre o cu secredo e nao eUvese agora para se
vigar do duque pe Guise, como ha multo tempo eUva
para se vingar da senhora.
Carniole Scoppa, sem duvlda ? die impetuosa-
mente Oimpia. E V. Eminencia julga que elle tem que
se vingar de mim? V. Eminencia, senhor cardeai,
accrescentou ella indignada, V. Eminencia, a quem o
velho Genuino proscripto confiou urna pobre menina de
dez anno, e que fez dclla a miseravel mulher que eu
.ou? Oh! .ealgumdeu. be criminoso, V. Eminen-
cia bem sabe que nao sou eu, enhor cardeai.
A senhora deiejou ver aCarniole-Scoppa; poi ha
de v-lo. e elle lhe dir aiua maneira de pensar e.te
respeto.
lirado n. 43.
- A matricula da aula de obstetricia estira aber-
la desde o primoro at o ultimo de fevereiro: as
ligoes principiaiflo no dia 15.
y^ K a i^r ipj
BEB
O caixa da companhn de Beberibe, tendo de pres-
tar contasadministragflo no dia 1. [hoje] de fe-
vereiro lembra aos Srs. accionistas em atraso a
entrada dos qualro por cento da ftona prestagflo.
Recfe, 13 de Janeiro de 1848. M. G. da Silva.
Burato apprehendido pela polioia,
Mara da Conceiglo, que se proclama livro, mas
que nflo aprsenla titulo que o comprove ; -- Seve-
rino, preto, que declarou pertencer a Jos Caval-
cante, morador em trras do engenho dos Patos, e
achar-so ausente, de casa ha 15 das ; -- Henriques,
crioulo, que disse ser escravo do llelino Das cor-
ris, entiado de Jos Venancio de Benovides, e resi-
dente em Moces, termo de Sambambaia.Achar-
se recolhidos cadeia desta cidade, .e devem de
ser reclamados: osdous primeirosna subdelegada
da Boa-Vista, e o terceiro na dos Afogados.
Animaei apprehendtdot pela policio.
Um cavallo ca stanho e gordo, lomado a Jos Pe-
reira Tavares, preso fgido da cadeia, e outro rugo-
pombo que vagava pelas ruas.--Estflo depositados,
e dovem de ser reclamados: esto na subdelegada
dos Afogados, c aquelle no da Boa-Vista.
THEATRO PUBLICO.
PRESEPE.
[ 8. H0IT1. ]
QUARTA-FEIRA, DIA SANTO DE GUARDA, 2 DE
FEVEREIRO.
Representar-se-ha o novo drama annunciado no
Diario de Pernambvco, o que se vende na praga da in-
dependencia, n 12, intitulado
A peleja de urna alma, S. Miguel e o diabo,
endo a parle deste e xecutada pelo menino qlio as-
saz desempenha a parte de Lusbel; o anjo da guarda
pela linda pastora Ursulina ; S. Miguel pela pastora
que tflo dignamente fez a parte da rainha Esther; e
a parte da alma o Sr. Santa Roza, com cuja distri-
Mas que Intenta fazer de mim, senhor cardeai?
perguntou Olympia, a quem muito as.ombrava o_tom
de zoinbaria do cardeai; que alten lado meditou V. Emi-
nencia contra mim ne.ta conferencia nocturna?
Ne.ta conferencia nocturna, replicou Filomarini
detdenhoso, tratamos mais da .orle deRapolrs do que
da sua; ne.ta entrevista nocturna acliino. que lodo.
erain de parecer que j era tempo de Jlvrar pele da
In.olenteiyranniadoduquedeGui.e.
Eque crime meditou V. Eminencia contra elle t
disse Olymnia:niie. anezar de todos os esforjos que razia,
nao pode o'ccultar a horrivel angustia que a tra.pas-
sava. .
Sanli era de opinio que elle fosse assassinado no
Mercado-Novo, e para isso pedia mil libra, d'ouro. Car-
niole nao esteve por Isso, c encarregou-sc de execular
elle .0, emoutra parte, csse designio, para o qual Santis
nojulgava bastantes duenlos homens determlnudos.
Eque lhe pedio elle por isso? perguntou Olympia
paluda e trmula. __
Poucacou.a, uiinha senhora: a c\\avejk*cattva secreto, que conduz da miuha cmara vrf.
Entao elle ainda nao sahio dcste palacio? exclamou
Olympia com liorrivcl terror.
Elle ha de sahlr por esta cmara, replicou o
deal gaohando de novo a porta do corredor.
E dizendo estapalavras, retirou-ie o cardeai.
(Ctmlinnar-is-Ao.)
ca-
A.


f-W\
buicSo agradar, por certo, um tSo lindo drama. O
mais do espectculo constar do interossante ac-
to das pastora s e una nova dihea ejecutada por 8
O director novamente pede aos senhores que Ihe
fazom a honra de langar cordas s suas pastoras, que
o facam depois que ellas canlain as arias, e rulo na
occasiSo de cantarem, porque erram as cantonas, e
islo he em prejuizodosSrs. espectadores.
Terca-feira. 8 ele fevereiro
de 1848.
PRIME1RA REPRESENTAQA DA ASSlGNATUItA.
Margarida Deperini, summameule grata aos Srs.
que se dignaram de subscrever para esta represen-
tago, os divertir na indicada noite como abaixo
se doscreve:
PR1MEIHA PARTE.
i. Urna escolhida ouvertura pela orcliestra.
Grande dueto da opera fabuco do mostr Verdi,
por M. i.
3." Aria Del dilirio da rr.esma opera, pelo Sr. To-
4.* Eugragada aria da opera Finio Slaniilo por ma
. dama Deperini.
..SEGUHDA PARTE.
1." Aria da opera Julietla e Romeo, pela orchestra.
2," Dueto da opera Gemma del Vtrgi do mestre Do-
nizetti, por madama Deperini o pelo Sr. Toselli.
3.a Graciosa aria da opera II juramento por madama
Deamni.
4." AY "i'o engranada aria da opera O engeiladot do
meti nejo Sr. Toselli, que apparecer em
tragea de nu r, coni duas bonecas que repre-
sentado outras tantas filhus suas.
TERCR1RA PARTE.
.' Symphonia.
2. Scena o rondo final da opera Jaflo, por madama
Deperini.
3. Nova valsa, composla pelo Sr. Theodoro Orestes,
eexecutada pala orchestra.
i.' G rr.-lto csgrsyo nappiaudio duelo rig^m
do Regiment, por madama Deperioi e polo Sr. To-
selli.
O resto dos burieles vende-se na ra do Queimado
11). 36, primeiro andar.
Margarida Deperine, confiada na benevolencia do
Ilustrado publico desla capital, espera que este di-
vorlimonto merecer a sua approvacSo.
Avisos martimos.
Para o Cear pretende seguir visgem, st o
meiadodo corrente, por j ter parte do carregamen-
to engajada, o hiate Kovo-Olinda, mestre, Antonio
Jos Vianna : quem nelle anda pretonder carregar e
ir de passagem, se entender com o mesmo meslre,
ou na ra da Cadcia-Velha, n. 17, 2 andar.
Para a Bahia pretende seguir viagem a sumaca
Carlota por ter parto da carga prompta : quem na
mesroa quizer carregar, ou ir de passagem, emenda-
se com o proprietano da mesma, Jos Goncalves Si-
mas, ou com Luiz Jos de S Araujo, na ra da Cruz,
n.26.
Para Lisboa pretende sahir, no da 20 de feve-
reiro, por ter a ma ibr parte da carga prompta, o bri-
gue porluguez Conceieo-de-Karia : para fretc e pas-
sageiros, trata-so com o capitao na praca do Com-
mercio, ou com o consignatario, Thomaz do Aquino
Fonseca, na ra do Vigario, n. 19.
Leilao.
Richard Royle far lelSo, por intervcngSo do
corretor Oliveira de um grande sortimento de fa-
zendas inglezas todas proprias do mercado : ho-
je, I.'de fevereiro, as 10 doras da mandila no seu
armazem da ra do Trapiche-Novo.
Avisos diversos.
O MDADOR.
Acha-se venda, no lugar do costme, o n. 252.
Precisa-se de um pequeo do 12j 14 annos, pa-
ra caixero de venda : na ra do CaTdeireiro, n. 94.
No di 30 de Janeiro desappareceu urna vacca
rapoza, com urna malha branca por daixo da barriga,
que pastorava do lado do vveiro da Sra. Viuva Seve
& Filho : quem della soubcr pode dirigir-se venda
do LeSo-ile-Ouro, no Hospicio, onde sor gratificado.
No Aterro-da-Boa-Vista, n. 65, precisa-se de
officiaes de funilciro, que sejam de boa conducta : a
tratar com Francisco Rodrigues dos Santos,
Alugam-so duas casas terreas, sitas na ra que
vai para a Trompe, com muns commodos para
urna numerosa familia muito frescas, com gran-
des quintaes, cacimbas do boa agua: a tratar no
pateo da S.-Cruz, sobrado n. 70.
Aluga-sq um bom armazem para carne secca ,
narua da Praia, n. 43, com commodos para fami-
lia : a tratar no mesmo armazem.
Tem-se justo com o Sr. Joo Jos Alves a arma-
gao e mais pertences da venda do'largo do Livrnmen-
to,n. 3, cando o mesmo Sr. rosponsavel |ior qual-
quer divida que at esta data possa apparecer.
Precisa-se de urna ama forra, ou captiva, para
cozinhar o diario de urna casa de um homem sollei-
ro : na roa estreita do Rozario, fabrica de charu-
tos n. 45.
~ O abaixo assignado,faz sciente ao Sr. Francis-
co Lucio Coelho, que tenha a bondade dejapresenUr-
ie a conta corrente que o abaixo assignado lho exi-
ge ha milis de um mez em conscquoncia do mesmo
Sr. Ihe exigir segunda vez urna conta j paga ha
muilo tempo;assim como que lie falsoo que o mesmo
issoem publico, no sa'ihado prximo passado. de
que o abaixo assignado lho era devodor do 400,000
rs., qoantia OBsn que o abaixo assignado nunca de-
veu a esse homem, durante o periodo do seis annos
que se ada eslabelecido. Das contas apresentadas
at boje pelo mesmo, o abaixo assignado resla-llie
apenas a insignificante quantia de 120,900 rs. Ou-
' tro sim, fique o mesmo Sr. entendido que em sua
,'' vlntem, sem qun aprsente a con-
' ... conw.;w *-"< : ouvi Sr. Lucio Coelho.
i Manoel Joaquim Goncalveie Silva.
\ Precisa-se Je pretas que vendam p3o pagan-
do-se-lhcs vendagein : no Forte-do-Mattos, pada-
iaque foi do AllemOo.
Precisa-se de um homem trabalhador do mas-
eira, e que tenha alguma freguezia para vender
cao : na ra do Rangel, venda da esquina n. 1, se di-
r quem precisa.
LOTERA
Do Hospital Pedro II.
A o respeitavel publico assegura o the-
soureiro da lotera do hospital Pedro II,
que as rodas da segunda quinta parte
correm infallivelmente no dia marcado.
(24 do corrente mez ) no mesmo lugar
da antecedente ; e pede aos Senhorea que
apartaram bilhetes, que hBJam de ir bus-
ca-Ios, pois que teem sido procurados al-
guna dos nmeros que fram escolbidos,
e nSo os pode vender, sem sua deciso.
Perante o Sr. doutor juiz do civel, so ha do ar-
rematar om praca publica, um escravo e toda a mo-
bllia da casa do finado Antonio Luiz Ribeiro de lin-
io a requermento de sua viuva sexta-feira, 4 do
Corrente, na audiencia.
~OSr. Manoel Gomes da Cruz tero urna carta na
ra do Rozario, padaria n. 2.
Hojo, primeiro do corrente, na sala das audien-
cias, depois destas. perante oSr. doutor juis do ci-
vel, se ha de arrematar, por venda a requermen-
to da respectiva testamenteira, a terca parto de um
sobrado de um andar, sito na ra da Cadeia do S.-
Antonio, n. 11, pertencente ao fallecido conego
Francisco Antonio Pinto.
-- A abaixo (assignada faz publico que na data
deste lem constituido por seu bastante procurador
ao Sr. Rodolpho Joo Barata de Almeida, em a cida-
dedo Recite, aGmde tratar de seus negocios judi-
ciaes cassando por este moo todas e quaesquer
procurarles que anteriormente a esta tenha passa-
do a alguom, pelo que licarSo ellas sem vigor al-
gum como por este ineio declara o faz sciente, afim
do que ninguem so chame a engao. Rio-For-
moso, 24 de Janeiro de 1848. Francisca Antonia
Lint.
Jos Antonio l.onrenco embarca para o Rio-
Crande-do-Sul o [sou escravo Domingo de nacSo
angola.
Jos Fernandos llhSo, por motivos do propria
conveniencia, faz publico, qne d'ora em diante se
assignar por Jos Fernandes da Costa Torres.
Precisa-se de um caixero nacional, ou estran-
geiro para um venda que tenha as qualidades no-
cessarias, e d fiador a sua conducta : na ra da Ca-
deia-Velha, n. 9, se dir quem pretendo.
Festa do milagroso San Braz, na igre-
ja de N. S. do Terco,
Quinta-feira, 3 de fevereiro, be o da
da festa do milagroso San Braz, advoga-
do das gargantas. Os devotos deste mi-
lagroso santo queiram, nesse dia e nos se-
guidles alli concoirer, nao sopara pedi-
rem-lhe o seu valimento para os livrar
da terrivel molestia das gargantas, como
para coadjuvarem com suas esmolas as
despezas da festa do mesmo santo.
Traspassa-se o botiqun) Cova-da-Onga, da ra
larga do Rozario, n. 34, por seu dono ter de seguir
para a Europa a tratar do sua sade, com as commo-
didadesseguintes : casa bastante espagosa, com suf-
ficientes fundos, cacimba com boa agoa para lavar
roupa, boa moradia para familia, e muilo afregueza-
da, por se fazer muito superior caf; transmltindo-
se a quem lizero negocio o melliodo de o fazer, as-
si 111 como licores e xaropes para refrescos : tambero
ensina-se a fazer ptima manteiga, fazendo-se de
urna garrafa do leito bein medida 2 libras. Tambem
se ensina a qualquerpessda, dando-so a receita bem
oxpressa para fazer qunlquer das cousas que cima
se menciona. Quem pretender pode dirigir-se ao bo-
tiquim cima, que lodo negocio se far por comnio-
do prego.
Ofierece-se, para ama do servico de urna casa
de pouca familia ou de homem soltero urna pru-
'icario.
ta forra, de bons costumes : no becco do Sarapatel,
n.7.
Aluga-so o segundo andar e sotilo da casada
ra do Amorim n. 13, por barato preco : para ver, a
fallar na loja do dito sobrado, e paralratar do ajuste,
no caes da Alfandcga, armazem n. 5, com Manoel
Luiz da Veiga.
-- Joaquim Flix Machado embarca para o Rio-dc-
Janerro o escravo Marciano pertencento a Sra, D.
Mara Jos do Remedio.
' Precisa-se de um caixero para vender na sa-
la de una padaria cobrar, o entregar pilo na ra
com um prelo : quem se acnar nestas circumstan-
cias dirija-se a ra reta venda n. 4 que se dir
quem precisa.
O abaixo assignado faz sciente no publico, que
Manoel Panasco de Souza Brilo deixou do ser seu
caixero da venda do Manguin.io, n. 51 desdo o ^""^^
dia 29 do corrente O mesmo aba.xo ass.gnado ro- JXd seua doveres de modo que nada resla a
gaaspcssoasquedevemadita_ venda,, que__n3o_P- J,Jj,rp0i0 bem do scs alumnos. O mesmo alian-
gao director a respeitodas outras sete disciplinas
preparatorias para a academia.
Na ra do Arago, n 4, bairro da Boa-Vista,
fazom-se quaesquer cortinados, tanto do cama como
para janellas, com a maior perfeiQflo possivel.
Precisa-so alugar, annualmente, um sitio cu-
ja casa de vivenda tenha commodos bastantes para
grande familia, nos lugares da Ponte-de-L'cha, S.-
Anna, ou em outro lugar prximo a estes: narua
do Cabug, loja de miudezasn. t C.
Precisa-se de urna mullier capaz que se encar-
regue de todo o servigo de urna casa de pouca fa-
milia : no pateo de S.-Pedro, n. 22.
Deseja-se saber se a casa n. 4, na travessn dos
Martyrios he ou nSo Core ira ; pois, tendo os herdoi-
ros do Tallecido Cyprianno Jos Vctor Ferreira Pin-
to por seu bastante procurador felo venda ila-
quellu propriedade,roga-se a pessoa a quem perten-
cer dito foro baja de comparecer no prazo de tres
dias, com os competentes titulos,na ra da Cruz, n.
4; do contrario ser vendida como chBos pro-
prios.
Manool de Oliveira, Portuguez, vai para a ilha
de S.-Miguel com sua mullier Luiza Jacintha de Oli-
veira, lambem Portugueza.
5| CH A PEOS DE SOL
Ra do Passeio*Publico, n. 6.
JoBoLoubet participa ao respeitavel publico, que
receben, por estes ltimos navios francezes, um com-
pleto sortimento de chapeos de sol, de seda, amis
rica e superior qualidade; furta-cres e outras mu-
as condecidas, tanto para homens, como para Sras
e meninos. No mesmo estabelecimento ha um sorti-
mento de chapeos de sol de paninho, dos mais mo-
dernos; ditos muito grandes, proprios para homens
decampo : tambem tem chapeos de sol do paninho
para meninos o meninas, por serem muito finos: po-
dem-se chamar chapeos de economa. Na mesma loja
ha sortimento de bengalas, bengalinhas e chicotes
muilo modernos; cobre-so qualquerarmagSo de cha-
peos de sol, com sedas de todas as cores e qualida-
des. Na mesma casa-ha um grande sortimento de
panninhos trangados e lisos, imitando seda, para
cobrir os mesmos: desta fazenda se vende aretalbo.
Concorta-so todo qualquer chapeo de sol, por haver
um completo sortimento de todos os pertences para
os mesmos, com toda a perfeigKo e brevidade.
Precisa-se de pretas que vendam pilo pagan-
do-se-mes a vendagem e sendo quo seus senhores
se rosponsablisem : na ra Direila, padaria, n. 26.
Thealro d'A pollo
A direcc&o, de ronformidade coro o
18 art. 38 dos estatutos, avisa aos Srs.
socios, que a recita do mez de Janeiro se
acha marcada para hoje, i.de fevereiro;
e que, portanto, queiram mandar receber
es bilhetes nos dias 29 c 3s do corrente,
em casa do respectivo tbesoureiro, na
na do Trapiche, n. 17, desde o meio-
dia als 4 horas da tarde ; e no domingo
3o, desde s 10 horas da manhaa at s
duas da tarde, no salao do mesmo thea-
lro ; e que s propostas para convidados
sero entregues ao respectivo secretario,
na ra do Apollo n. a3, e ao procuradas
no referiilo salao, desde as 10 horas da
manhaa at as duas da tarde, do mencio-
nado dia do espectculo ; depois dfas quaes
nao Ser lugar porposta ou transferencia
alguma ; declararlo sta que a direceo
mui positivamente faz para evitar os
frequentes abusos que s acarretam in-
commodo, eatrasam grandemente o ex-
pediente da sociedade.
A venda da ra Imperial, n. 145, deixou de ven-
der ago'ardente do prouucgo brasleira, desde o dia
28 do corrente Janeiro.
Desappareceu da casa do abaixo assignado, no
dia 28 do corrente, um moleque crioulo, de 10 para
II annos.de nome Simplicio, sem chapeo, o smen-
lo com caigas; se suppOe andar vadando, ou ter si-
do seduzdo por alguma pessoa, c se protesta con-
tra quem o tiver oceulto : roga-se a quem dello 011-
ber, leve-o a ra dos Tanoeiros, n. 5, ou a ra do
Trapiche, n. 36, quesera recompensado.
Domingos Rodrigues de Andrade.
Troca-se um muito neo e asacado
presepe do nascimento do Menino-Dcos,
chegado pelo ultimo navio
por rommodo preco : na ra do V
armazem de assucar do Sr. Manoel Jos
de Souza Carneiro.
Acha-se em exercicio a aula do primeiras let-
trasdocollegioS.-Anlonio no pateo do Carmo.e
asseio o delicadeza a um homem velho. em nm si-
tia distante desta cidade uas legoas, que seja so o
no tenlla familia do cujo trabalho sera sufilc,en-
lmenle retribuida : na ra Direita, n. 119, se dir
quem precisa.
M. S. Mawson, dentista, recontemente chegado da
Europa, acha-seresdudo noRecife, ra do Tra-
piche-Novo n 8, segundo andar, aonde continua
a por denles mineraes, licando incorruptivels^o
apparccendointeiramenle como naturaes: tambem
tira a podra, a qual, nSo sendo exlrahida em pon-
co tempo lando arruina os dentes ; chumba con
ouro ou prala para privar de augmentar a corrup-
gfio; tambem tira, lima e faz lodas as operacoas
denticaes com a maior delicadeza possivel. Ellees-
pera que os elogios e o muito patrocinio que ten
recebido pelos beneficios quo tem produzido na sua
pratica durante 7 annos de residencia nesta cida-
de serSo garantas sufflcientes para as pessoas quo,
precisando de seu prestimo nao o deixem de pro-
curar.
Compras.
Compra-se um carneiro gordo que soja man-
so o acoslumado a ser montado por meninos : quera
tiver annuncie.
Compra-so um carrinho para menino : na ra
da Gloria, n. 18.
Compram-se20a 30 burros, a prego de 100/
rs., sendo grandes, mansos o gordos na ra Di-
reila, sobrado n. 121.
? Cllllilf.
FOLMINHASPAUA O ANNO DE 1848.
Vendem-sefolhinhasde algibeira de porta edo
padre, as mais correctas o mais regulares: na pra-
ga da Independencia, livraria ns. 608; na ruada
Cruz, loja n. 56 ; na ra do Crespo, loja n. 11; na
loja da esquina do Collegio ,e na botica do Sr. Mo-
rena, defronte da matriz da Boa-Vista.
guem ao dito Brilo, eso sim ao abaixo assignado
Joaquim Antonio Carpinteiro da Silva.
Precisa-se de dous homens para
andarem vendendo effeitos na ra : quem
estiver em taescircumstancias, dirija-se
ra do Camaro, n. 5.
Precisa-so de um liomem casado e de mca
idade nara fazer alfcum servigo moderado em urna
otaria eadministrar o mais servigo da mesma :
3uem nestas ciroumstancias estiver dirija-se a ra
o Queimado, loja de chapeos n. 88.
OsSrs.'Mnoel Josquim Dias de Castro, Ma-
noel Joaquim de Souza Ramos o Bernardo Gomes
de Souza queiram dirigir-so a ra da Cadoia do
Recife, loja n. 51, a negocio que lites dz respeito,
ou annunciem suas moradas.
O abaixo assignado testamonteiro de seu fal-
lecido pai Manoel Garvalho de Medeiros tendo de
cumprir asdisposigOes testamentarias, pode aos que
s.1o alilliados do dito seu | fallecido pai, que Ihe
apreseqtem certidllo de baplismo por onde constj
que em verdade sBo seus alilhados vindo dila o.r-
tid3o reconhecUla e sellada. Recife, 28 do Janeiro de
1818. Jvti Candido de Carvalko Nedtiroi.
D-sc dindeiro a juros com penhoros de ouro,
mesmo em pequeas quantias : na ra do Rangel,
venda n. 11.
Precisa-se de um caixero do 18 a 20 annos,
para tomar conta de una venda por balango em
Fra-de-Potas, ra do Pilar, n. 145, se dir quem
precisa.
- Precisa-se do um caixeiro para tomar conta de
urna venda em Fra-de-Porlas n. 56 : a tratar na
mesma venda.
Acha-se eslabelecido um deposito de cnrvo de
madeira da molhor qualidado em saccas de cinco
palmos de alto e dous e moio de largo, no primeiro
armazem do capim que lica no fundo da venda da
esquina da ra Nova na ponte da Boa-Vista a ra-
sao de 500 rs. por cada sacco, levando o compra-
dor vasilha para mudar o carvSo. All achanto as
pessoas que quizerom prover-se deste genero, um
constante deposito uilos da mellior qualidade,
como na quantidade que necessilcm pelo mdico
prego, cima mencionado.
Precisa-so arrendar um engenho porto desta
praga para o sul, moentc o corrente, com boas
trras do produegao, com alguma fabrica, 011 sem
ella :quem tiver dirija-se a ra do Cabug loja do
ourives, doSr. Manool Antonio Congalves que so
dir quem pretende.
O abaixo assiguado ensina em sua casa, no A-
terro-da-Boi-Vista, n. 82, geographia e francoz, o
ir dar ligos em casas particulares.
Dr. Joaquim de Oliveira e Sonsa.
--Precisa-so de urna mullier branca, 011 somi-
branca de 40 annos poucomaisou menos, sadia
o de boa conduela, capaz, de tratar e zelar com
Vcndem-se 5 molecoes, de 18 a aa
annos, umdos quaeshe perito carreiro; a
pardos de boa conducta ;um negro de 35
annos, por 36osooo rs. ; um dito por
iSos'ooo rs. ; um moleque, de i3 annos;
um dito de necao, de 1a annos, queja
cozinha solfrivcimente ; urna negrinha de
ii annos; urna negra boa quitandeira,
de naco Costa ; urna mulatinha de 18
annos, que coze muito bem, engomma e
cozinha ; urna moler de 19 annos, com
as mrsmas habilidades ; duas pardas de
ptima conducta ; duas negras mocas,
ptimas para o trabalho de campo : na ra
das Larangeiras, n i4> 2."andar.
Vendem se de versos escravos, che-
gados prximamente do Cenia, pretos,
pretas, mulatos e mulatas, de boas figu-
ras, proprios de todo o servico de casa a
campo ; entre os quaes duas mulatas, urna
muilo boa engommadeira o outra padeira,
e um mulato perleito otTicial de carpina :
na ra do Crespo, loja 11. 2 A, se dir
quem vende.
l\o Aterro-da-Ba-
Vista, loja nova,
11.24,
vendem-se brins de cores, pelo
diitinulo preco de 280 rs. o co-
vado; suspensorios a 100 rs. cada
e lengos a
>ar
120
rs.
Vende-so um sobrado de um andar solio,si-
to no Atcrro-da-Boa-Vista : no mesmo lugar, ven-
d n. 8, se dir quem vende.
ADM1BAVI.IS NAVALHAS DE AC DA CHINA.
Na ra larga do Rozario, n. 35, loja do Lodt/.
Estas navalhas teem a vantagem de corlar o ca-
bello sem offender a polle, deixando a cara pa-
recendo estar na sua hrilhante mocidado. Este ago
he da China e seu aului !o Sliam.
Por lodas as sociedades das sciencias medico-ci-
rurgiras lauto iln Europa como da America, Asia a
frica do rcconhccidoo uso destas navalhas ma-
ravildosas mo so para prevenir as molestias cu-
tneas, a que a liumauidade est subjeita mas
lambom como um meio de as curar.
Vcudcin-se as verdadeiras s na loja cima indi-
cada.
*- Vendem-se aegoes da ex-
tincia companhia de P ernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira lrmos & C, ra da Cruz,
n.9.
V


A
- Vendem-se, no armazem
de Das Ferreira, defronte do guindaste da alfan-
dega e na travessa da Madre-de-Deos, n. 9, gigos
com bataus, e barris com uvas, por muito barato
prego.
"- Vende-se um sitio na estrada de S.-Amaro pa-
ra Belm, passando a ponto o primelro, do lado
direito com mu i tos arvoredos de fructo, pasto
para 8 vaccas de leite, tres viveiros, baixa para
capim, terreno para plantadlo: tumbem se vende
oulro mais pequeo na uiesma estrada : a tratar
no mesmo sitio a cima, ou na ra Direita n. 4,
confronte o oitao do Livramento.
Na ra da Cruz, n. 26, vendem-se urna parda o
urna preta, mocas ; dous mulatinhos de 10 a 12
annos: saccascom muito boa familia de mandio-
ca ; ditas com milho; urna porgSo de saceos uo-
vos para farinha ou milho ; couros miudos e sola.
Na ra Direita, n, $3,
vende-se um par de embonos de pao de cedro pa-
ra barcaca ; 9 travs o um pedaco do pao de con-
duru;azciledecarrapato, a 1,200 rs. a caada;
pomada, a 330 rs a duzia ; e lodosos mais genoros
pertencentes a venda por menos que em outra
qualquer parte, o de muito boa qualidade.
Bichas de Hamhurgo.
Vendem-se as verdadeiras bichas de llamburgo,
pelo prego de 6*0 rs. a relalho: na venda de Manoel
Jos de S Araujo na ra da Cruz, n. 24.
Vende-so o trescnai io do S. Francisco do Paula,
obra til aos devotos do dito sanio, as lojas de
livras dos Srs. Santos & Companhia, atrs do Cor-
po-Santo ; Cardozo A y res ra da Cudeia ; o cm S.-
Anlonio praca da Independencia ns. 6 c8.
As verdadeiras bichas de
Ham burgo.

No deposito de bichas do Joaquim Antonio Car-
neiro & Com|ianhia vendem-se as verdadeiras bi-
chas de liamburgn, chegadas pelo ultimo navio,
aos ceios c a remiti, por men preco do que em
outra qualquer parle tambem se alugam e se v3o
applicar a qualquer hora do dia oda noile : na ra
da Cruz, no Itecife, n. 43.
Vendem-se8 escravos sendo : urna linda par-
da de 18 annos, que engomma, cose chao e cozinha
o diario de urna casa ; duas prctas mocas com as
mesnias habilidades ; urna nogrinlia de 10 annos ,
com bous principios de costura ; 3 prctas do 26 a 40
annos que cozinham lavam de sabfto e sao pti-
mas quitandeiras; um molecole crioulo, de 18 an-
nos de bonita figura proprio. para todo o servico ;
un cscravo de 40annos, ptimo para o servigo de
campo : na ra das Cruzes, n. 22, segundo andar.
Vende-se, por necessidado una preta anda
moca por 240,000 rs. : na ra deS.-ltita, n. 44.
do : na ra larga do Rozario, loja de cirguero do
Sr. Thomaz de Aquino Fonseca.
Cheguem freguezes loja de
ifanoel Joaquim Pascoal
Ramos, no Passeio-Publico,
n. 19, que elle he o baratei-
ro que est vendendo por
todo dinheiro:
lindos corles de cambraia alegra, a 2,000 ra.; cor-
tes de cassa-chila a napolitana, de muito lindos
gostos e cores muito alegres, pelo barato preco de
3,000 rs.j cortes de superiores casimiras, muito
encorpadase de muit* dura oque por isso setor-
nam recommendaveis aos cavalleros e homensdo
compo pelo barato preco de 6,000 rs.; cortes de
lila para caifas a 2,500 rs. ; esguiSo finissimo ; len-
cos de seda para gravata, a 400 rs.; ditos de caca, a
200 rs.; pelle do diabo, a 200 rs. o covado ; lanzi-
nha, a 240, 320, 360 e 400 rs. ; lencos de cambraia,
de 3 ponas, a 240 rs.; riscados franceses, a 200 rs.;
chales de tarlatana a 880 rs. ; ditos para meninas,
a 500 rs.; um rico sortimnnto de madapolOes, a
9,800, 3,50": 4000 s.ooo rs.: brim trancado bran-
co, a 400 rs. a vara ; chitas de todas as qualidades ,
a 160, 200 e 320 rs. ; cassa preta para luto, a 320 rs.
o covado; chitas prctas, a 160 rs.; c tudo o mais
por preco commodo.
Vende-soca) virgem cm ancorlas, a mais
novo quo existo no mercado por preco mais com-
modo do quoem oulra qualquer parte: na ra da
Moda armazem n. 17.
Na nova loja da na da Cadeia
do Recit, ti. 5'2, de Claudino
Salvador Pcrcira Braga,
vendem-se chitas finas, escuras de cores (xas, a
130 rs. o4,800 rs. a peca.
i
Vende-se, na ra das Cruzes,
n. 41, primeiro andar, cal virgem
f de Lisboa, para engenho; panno de
linlio do Porto, e mar melada nova:
linio mi conta.
cravode 30annos, bom cozinheiro e serrador; 1
pardo de 22 annos, bom carreiro ; 3 escravos de to-
do o servico; urna escrava de 20 annos, que cose e
engomma muito hem ; 4 ditas de todo o servico:
na ra Direita, n. 3.
Vendem-se 4 pipas arqueadas de ferro, novas ;
garrafas com superior vinho de 4 e 5 annos ; louga
ss duzias; urna porcSo do garrafas vasias; vinho e
vinagre de Lisboa; azeite doce; e finalmente os
utensilios de urna venda completos : tudo por menos
prego do quo em oulra qualquer parte : na ra Im-
perial, n. 145.
Vende-se um prelo crioulo, de 98 annos, e urna-
parda de 30 annos : na ra dos Tanoeiros, n. 5.
Milho.
Ja
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes
Alfandcgn, armazem de Antonio Annes.
Vcndem-seduas canoas grandes, sendo una
aborta para conduzr lijlo areia, ou oulra qual-
quer cousa ea outra do conduzir agoa : a tra-
tar rom Jos Carvalho da Costa na ra do Trapi-
che, defronie do caes da Lingoeta, n. 30.
Panno fino mesciado.
'1*
Vende-so superior panno fino mescia-
do, de todas as cores; casimiras fran-
eczas, elsticas, prctas e de cores ; pan-
no fino preto o decoros ; sarja do seda
hcspanliola logilina ; cortes de cam-
braia de seda pailies novos; alpaca
muito fina ; chapeos do massa france-
zes da ultima moda ; toalhas ricas ;
guardanapos c iloalliados; e oulras
nidrias hiendas finas : tudo mais ha-
rato do que em oulra qualquer loja : na
ra do Qucimado nos qualro-cantos,
loja do sobrado amarello, n. 29
*-Vendem-se caixasde ch liysson de 13 libras ,
em porc,ao, ou a relalho: na ra da Alfandega-
Velha n. 36, em casa de Matlicus Auslin & C.
Vende-se salitre pardo a 7,000 rs. a arroba :
na ruado Rozario, botica n. 36
FAREI.OS.
Vendem-so saccascom fardos, chegadas ltima-
mente, a 3,500 rs.: no armazem de J. J. Tasso Jnior,
rus do Amorm, n. 35.
-- Vende-so urna porc.lo do ptimos casaos de
pombos, muito bous hatudores e de boa casta to-
do* junios ou separados por preco commodo : na
JH da Florentina, n. 16.
Vendem-se duas escravas recolhidas.scndo urna
crioula.de 16 annos de muito bonita figura, que
cose muito bem, faz lavarinto e a outra parda da
mesma idade, com habilidades : no hueco do Sara-
patel, sobrado n. 12.
Vendo-se um Irancelimdo ouro, varios anne-
IOps, 5 pegas do cinleiro um dedal urna luneta ,
brincos, holoe.s, um relogio de prala dourada, urna
rica caixa para rap de prata dourada una co-
llier de tirar sopa rosetas e oulras obras dos mes-
mas metaes na ra do Itangel venda n. II.
Vendom-se, na ra da Cruz, n. 46 comieras
com peras ; ditas com igus; ditas com pecegos ;
latas com figos; ditas com hervilhas; ditas com
sardinhas; ditas com bolachinhas de aramia : mas-
sas finas em caixinhas ; chocolate de canella de
Lisboa; meias barris "com viutc e lanas libras de
manteiga ingleza de muito superior qualidade, e
propria para casas particulares : tudo ltimamen-
te chegado por diminuto preco,
Vende-se um terreno com 117 palmos do fren-
te e 89 dilos de fundo cm estado de se odificar,
por nao precisar aterro em cujo terreno podem-se
fazer Ircs ptimas mci'agoas na ra do Pilar em
Fra-do-Porlas do lado da maro grande : na dita
rus, ol, no pateo da igreja do Pilar, das 6 horas
da nianliHa as 8.
Vende-se um par do dragonas de cavallaria da
guarda nacional, para oflicial subalterno, o duas
bandas em muito bom estado por preso commo-
i
Vende-se una casa terrea sita na ra Vclha
do hairro e com sufficientes commodos para familia : a tratar
no trapiche do pelourinho, com Antonio Coelho de
Mello.
Na ra do Trapiche, n. 17, con-
tina a haver deposito da verdadeira cal
virgem de Lisboa, chegada prximamen-
te ; advertindo-se aos compradores des-
te genero que o deposito he j muito pe-
queo, e que da nova nao ha mais em
parte alguma.
Nova
aiIFtt* a.
de sele palmos de largura, na
loja de Guimarcs Sera fin
$ C, ra do Crespo, n. 6.
Vende-se a nova alpaea, de se
le palmos de largura pelo barato
preco de I$000 rs. o covado;
assim con.10 a lo libados de ricos
padroes, de 9 palmos de largura,
por mdico preco; e oulras mui
tas fazendas finas, de linho e se*
Ja, chegadas ltimamente esta
cklade, e tudo muito barato.
Charutos de San-Fclix.
Joaquim Bernardo dos Itcis avisa ao publico e
aos seus freguezes que acaba do receber pelo ul-
timo navio, vindoda lialn'u, um grando sortmento
de charutos de todas as qualidades, que he acstu-
mado a ter conforme o gosto de seus freguezes,
sendo: os verdadeiras deSan-Felix, regala, marca
de fogo, frma-havana regalo de Havana, fabrica:
todos da mesma marca : regala de diversas marcas,
meia-regalia marca estreita, (rabuquilhos, e mais
oulras qualidades que serflo patentes aos freguezes.
Adverte-seao publico que neste deposito da*ra di
Cruz, n. 51, achanto sempre boas qualidades de
charutos por prego rasoavel.
Na ra do Trapiche, armazem
n. 54,
vende-se assucar refinado, em pao, a 200
rs.a libra.
Vendeiuiein-se, na ra do Trapiche, n. 6,9 escra-
vos, sendo : 4 mulatinhos do idade de 6 a 10 anuos ;
1 molequede 12 annos; 2 mulatas, sendo urna cos-
lureira ; > p re tos do 35 anuos : tudo por prego com-
modo, pelo dono se retirar para fra da provin-
cia.
Vende-se urna venda na Boa-Vista |na ra do
Camarflu, n. 7, pertencentea AndrNauzer: a tra-
tar na mesma venda.
Vendem-se pennasdeescrever a milheiro por
3,000 rs., dinheiro contado: na ra da Cadeia, loja
de ferragens n. 53, de Joio Jos de Carvalho Moraes
~ Na ra do Trapiche, escriptorio de Firmino
Jos Feiix da Roas n. 34 vende-se alcalino da
Suecia de superior qualidade, e recontemenle
chegado a este mercado, em lotes at um barril.
Vendenv-se 5 molecotes de 12 a 20annos; 4 mu-
Uluiluu) colindas, de 14 anuos, mu lindas ; t es-
Rua do Queim^ado,u.SO,
nova loja decirguciro.
Lima
vende uniformes Imilitares, para todas,
as patentes de legiao cavallaria e in-
fantaria da guarda nacional; galOes de
ouroe prata; espadas prateadis, com
roca esem ella.
Dous pianos fortes de jaca-
randa,
chegados ltimamente, que.almde serem um
magnifico ornato de urna salla teem excedentes
vozes sendo o machanismo de muito approvada
nova invencffo, chamada repetidor patente d Collard:
vendem-se na ra da Cruz, n. 55.
Fumoem iolha
para capas de charutos de muito boa qualidade, e
cera amarella do seriao, que se vender por preco
mais barato possivel, por ser pequea porgad : n
ra da Cruz, n. 55.
Hervilhas e sardinhas
em latas, chegadas de Franca pelo ultimo navio,
por procos muito em conta : vendem-se na ra da
Cruz, n. 55.
Rap nacional^ ndarahy.
A extraceflo que tem tido o rap nacional Andara-
hy mosira o quanto tem sido apreciado polos ama-
dores da boa pitada; portanto, sempre o achanto
fresco em librase meias ditas, o frascos do dito
vinjado, no deposito da ra do Trapiche, n. 34, on-
de se vende de 10 libras para cima, e a relalho as
lujas jannunciadas.
SALSA-PARR1LHA DE SANDS.
liste excedente remedio cura todas as enfermi-
dades, as quaes sito originadas pela impureza do
sangue, ou do systema ; a saber:
Kscrol'ulas rheumalismo erupcOcs cutneas ,
brebuthas na cara, homorrhoides, doencas chroni-
cas, brebulhas, bertoeija, tinha, inchacOes, dores
nos ossos o jnntas, ulcar, doeheas venreas, citica,
enfermidades que a taca m pelo grande uso do mer-
curio, hidroposia expostos a urna vida extrava-
gante Assim como chronicas desordens da cons-
tuigao sere curad por esta tflo uti! appro-
vada medicina.
O extracto seguinle he do urna carta recebida do
Sr. Mace, poissua mulher foi atacada de escrfu-
las no nariz, das quaes os melhores doutores em
Franca a nilo pdenlo tratar.
I lennos, departamento de lile e Vilain.
t Franca, julhonde 144.
Sr. Sandi. A salsa-parrilha mandada por Vm.
foi recebida com a maior salisl'agilo possivel, minha
mulher a tomou, eem pouco lempo se acliou me-
Ihor; pelos grandes beneficios quo recebeu desta
medicina, a considera como urna das melhores me-
dicinas do mundo para laes doencas pois dou-
tores do alta sabedoria nunca a poderam tratar. Mi-
nha mulher a contina a tomar at se sobar in-
tciramenle boa. Por favor nos queira obsequiar com
algumas garrafas o mais depressa possivel. Sr.,
nos (eremos o gosto de fazer conhecer a sua medi-
cina entre os nossos amigos, assim como entre o
povo: sem duvida ser usada aqui, bem como em
todo o mundo, como eflicaz medicina para alliviar
e tratar o corpo humano.Tenho a honra de ser o
mais aliento venerador.
/. Jfoce.
N. 1, ru LouisPhilippe.
) Legac&o dos Estados-Unidos,
j Berlin, Prussia, abril 8 de 1846.
Sr$. A. D. & D. Sands. Srs., tendo-se a sua sal-
sa-parrilha usado nesta ci.lade. com grande effoito,
em casos mu severos de escrfulas, rae pedem tres
duzias de garrafas da sua medicina as quaes as es-
pero sem falta quo para isso remello o pagamen-
to. Espero que Vms. flquem de toda a certeza que
a composicSo de salsa-parrilha he urna das melho-
res medicinas do mundo, assim como se vai in-
troduzindo muito entre o povo Sou o mais aliento.
TheodoreS. Fay.
Preparada e vendida por junto e a relalho as-
sim como se exporta, por A. R. Y I). Sands, chimi-
cos e droguistas, n. 100, Fulton-Street, esquina do
William, New-York.
Vende-se na botica do agente, Vicente Jos de
Brilo, na ra da Cadeia-Velha, n. 61.
ditas cor de rosa, flxas e muito bonitas, a 5,500
rs. ,'e a 160rs. a relalho i na ra estreita do Ron-
rio, n. 10 terceiro andar.
Vende-se urna vistosa rapariga de 17 annos ,
perfeita lavadeira de sabffo e ramilla, boa cozinhei-
ra eengomniadeira excedente dooeira que cose
chfio, e he de conducta reprehensivelj: seu senhor
a vende porque se retira : na ra Nova, n. 14, segun-
do andar.
Vendem-se 6 lindos moleques de 15 a 20 an-
nos sendo um delles ptimo cozinbeiro ; um preto
de25 annos, sapateiro; dous pardos de 16 a 18 an-
nos, sendo um proprio para pagem o outro bom
carreiro; urna mutatinha e 3 negrinhasde 12 a 13
annos, mu lindas, com principios de habilidades;
3 pretas 6 26 a 25 annos, com habilidades : na
ra do Collegio, n. 3, segundo andar, se dir quem
vende.
-Vende-se urna geometra de Licroix : no Ater-
ro-da-Boa-Vista, n. 84.
Vendem-se meios-botins Trancazos, a 3,500 rs. ;
suspensorios finos de borracha a 1,000 rs. ; sapa-
tos de setim, para senhora a 400 e 800 rs.; cartas
de alflnete, a2rs.; papel almaco de boa qualida-
de a 2,500 rs. a resma : no Aterro-ua-Boa-Vists,
. **
*. Vende-se urna armac3o de venda col locada em
muito boaesM propria para loja de fazendas, ou
outro qutr'9uer estabelecimento, por ser em muito
boa ra : na. "u C.dii-Vc'.hs, .".. 5, se Jr or.
de he. ,
i Os verda aeiros charutos de
S. hFelfeL
Manoel Jotquim Gonca.'ve8eSilva' na ru?djiz>
n. 43, f scienle a seus freh'e"f.^"eiBJiU<^'''
vapor, recebeu um complet ^orl.^.girw pra-
los de S.-Felix, dos verdadeiras.- ''S^^ le-
tras muilas qualidades: tudo do ra.11; .' ? nel~
ienlequesoabrica na provincia da b.,nia >' ua,Min
tem dos amarrados com | retroz msreiio na
ponts. ^f
QWWIWP %\0 W 1* W *&W9*?Q
ALVICARAS II.-
I.USTRE MADA-
tVetrn
' JUltMlU.
Ha muito que o nosso mercado se achava
desprevenido de fazendas modernas que
bem salisfizessem ao variado gosto das so-
nhoras do bom tom; mas agora acabam de
chegar loja de Antonio Luiz dos Santos &
Companhia na ra do Crespo, n. 11, os su-
blime; cortes das encantadoras
T-aUBlLENHlS^
Seus lindos padroes e mimosos desenhos
s3o em tanto apuro que com graca realcam
nos corposdo bello sexo. Suas amostras silo
francas.
5
Charutos fama-va, de
S.-Felix.
Vende-se, por prego commodo, para se fecharem
eoiitas una porgSo destes afamados charutos, che-
gados no ultimo navio : na ra da Cruz, n. 46, nri-
aOm andar. v
Vinho deBordeaux.
DEPOSITO
NARUADACKUZ, N. 20.
- Vendem-se pegas de chitas limpas, escuras e
muito encorpaUai, a 4,660 rs., o a 120 rs. a retalho;
Vendem-se, por muito diminuto prego, as
obras de Bergier, diccionario de tgeologia ; de Fri-
tot,sciencia|do publicista; de Comte, tratado do
legislagito; do lioisto, diccionario universal; do
Guisot, penado morte: na ra do Cabug, loja de
Jos Brandito da Rocha, defronie da matriz
Vcnc-se um bom e grande eavalln castrado :
no Aterro-da-Boa-Vista, padaria n. 39.
Vende-se una commenda de Christo, nova,
por preco commodo : na ra Bella, n. 14.
Vende-se urna escrava de nagao, do 25 annos,
que cozinha, lava, vende, e nao foge, por 360,000
rs.; duas ditas que y vendom por precisfio : na ra
de Agoas-Verdes, n. 11/
FeijSo.
Nanocl Joaquim Gougalves o Silva, na ra da Cruz,
n. 43, contina a vender em porg3o e a retadlo ex-
cedente feij3o ni u la ti ii lio, fradinho, macaga e preto,
bem como favas.
Vende-se cal virgem de Lisboa,
chegada ltimamente, em barris peque-
os, e mais barata que em outra qual-
quer parte ; vinho tinto do Porto, mui-
to superior, em barris de oitavo ; panno
de linho do Porto, e cueiros de algodao;'
cera em velas, de Lisboa, com sorti-
mentos a vontade do comprador : na ra
da Cruz, n.4g, casadeMendes &Tarroxo.
Vendem-se, a 8,000 rs. o cento, bius pretas
de Lisboa, muito superiores: na ra da Cruz no
Recife, n. 62.
Semenles de hortalice
muito novas de todas as qualidades, ervilha torta,
dita direita, feijflo carrapato e coentro de touceira :
na ra da Cruz, n. 62.
Escravos Fgidos.
-------------------------------------
Fugio, nodia 18 do rorrele, um cabra, de
nome Joaquim, alto, reforcado de idade, com a
barba branca cabollos corridos; levou um surro
de pelle de carneiro chapeo de bata usado, caigas
do algodao de lislras, rotas no asscntu ; tem os
tornozcllos dos ps um tanto inchados : quem o
pegar leve-o a ra do Vigario n. 24, que ser re-
compensado.
Fugio, no dia 26 do corrento, a parda Francis-
ca; reprsenla ter 28 30 annos; levou vestido de
cassa com listias miudase salpicos no centro, ca-
misa de madapolo e panno da Costa ; tem falta de
denles na frente, e urna cicatriz por baixodoulho
osquerdo : quem a pegar leve-a a ra do Crespo,
loja n. 11, quo ser recompensado
Fugio, no dia 24 do correrle o inoijque -,
Jo3o, crioulo, cor fula; representa 18 annosjfolhos
amarellos ; quaudo falla sempre \csl cindo-se :
quem o pegar leve-o a seu senhor ,v-fia'Estancia,
Komflo Antonio da Silva Alcantaia, ou no seu ar-
mazem da ra do Brum, de Juvencio & Alcntara.
PEIIX. .' NA TYJ. DEM, F. DEFAR1A. 1848
/

ILEGIVEL


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