Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05401


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Full Text
1
>
O DIARIO pulilic-sc todos os dias que n'o
frem de goarda i o prero da uiznattira he 4J0Of> rs.por quartal, Pgf adiantdnt. Os an-
nuncios dos asse-uantes sao inseridos i rasuo de
50 rs. porlnlia, 40 rs. em typo di'eraott, as
rrpetijoes pela metade. O que oo forom assig-
nantes pagaro 80 rs. por linha, e 100 ein lypo
difireme, por cadi publicado.
Segauda-feira 5 i
PARTIDA DOS CORREIOS.
PHASES DA LA NO MEZ. DE JANEIRO.
Lu ora, a t, s 9 horas e 21 mi. da inanhia,
Crescente a 13, s 0 hora e 27 mi. da manha.
La cheia a 10, s 9 hoiss e 45 min. da machia,
Mingoante a 28, a 9 horas e 19 min, da mauhfia.
OoiannaeParahibas secundas sextas feir.
Riu-Or.-inrie-do-Norte quintas feiras o meio-dia
Cabo, SerinliSem, Hio-Formoso, Porto-Calvo e
4 Macelo. nol.*,alte2lde cada mti.
Oaranhuns e Bouito, a 8 e 22.
Boa-ViU e Plores, a 13 e 28.
Victoria, s quiulas-feiras.
Olinda, todos os das.
PKEAMAR DE BOJE.
Primen-a, aos 80 minutos da Urde.
Segunda, aos 51 minutos da manha.
de Janeiro.
Anno XXV.
N. Jtf.< '

DAS DA SEMANA.
31 Segunda. S. Pedro Kolasco. And. do J. dos
rph.. do J. doc. da 2 v. edo i. M. da2 v.
erra. Ignacio. Ad. do I. do civ. da
I. v. c do I. de paz do 2 dist.i.'e t,
2 Quarta. 8* Purificaco de Nosa Seniora.
3 Quinta. S. Braz. And. do J. de crph. edo
J. municipal da I. v.
4 Sexta. S. Andi Corsino. Aud. do J. do civ.
da !. v., e do J. de pax t'o I. dltt. de t.
& Sabbado. S. gueda. Aud. do J. do civ. da
I. v. e do J depasdo t. nvst. de t..
6 Domingo. As iagai de Cluislo.
CAMBIOS NO DA 29 DEJANEIKO.
Sobre Londres a 27 '/, d. por If rs. a 60
Pars 860 rs. por franco.
Lisboa 05 por 100 de premio.
Desc. de lettras de boas firmas i a l|4 '/a
OuroOucas l'espaiiholas.... 8|5li<> a
a Modasdc GjiOu ve!h niSJOli a
de fl/IOi) oov.. 16|000 a
de 4/000..... 9C00 a
/'rata PaUees.......... I|960 a
a Pesos columna res... IJ930 a
a Ditos mexicanos.... If800 a
Miuda............. 11900a
\ccoesdacoinp. do HeberibedeaOjroOO rs
d.
ao m.
UISOI)
19*301
IflfIOf
9JI0O
l|Pr>
IS950
IJ820
i|9:
aopar.
DIARIO DE PERMAMBUCO.
PMT OFFICIAL.
GOVJSRINO DA PROVINCIA.
s-EXPEDlENTE "DO DA 13 DO COMIENTE.
Officio Ao commandante das armas, devoWendo,
sentenciados pela junta de justica, oprocesso do alfcres
de sexto batalho decacadores, Manoel Cavalcanti Lins
Waicacer; o do furriel do niestno batalhao, Joo Roque
Jacintbo os dos soldados respectivos, Antonio Joao
llorges, Raymundo Antonio Caire, Manoel Joaquim Pe-
reira e Manoel Joaquim de Olvcira ; o do soldado do se-
Sundo batalho de artllharia a p, Alexandre Alvet de
liveira; eo do da coinpauliia flxa de cavallarla, Ma-
noel Viricimo de Jess.
Hito Ao mesino, reconunendando a execuco do im-
)>erial aviso de 24 dedezemhru prximo lindo, que man-
dou dar baixa do servico ao soldado do sexto batalho
de caradores. Manoel Antonio.
Dito Ao niesino, transmittindo copia do aviso de
21 de dezembro ultimo, que estabelece a maneira como
os coni manda ules das armas devem de corresponder-se
directamente coin a secretaria de estado dos negocia
da guerra.
Ditos Ao mesmo e ao commissario-pagador, sciep-
lilicando-os de achar-se licenciado por tres meses o se-
gundo lenle do segundo batalho de artilharia p,
francisco do Reg Barros.
Dito Ao mesmo, determinando que se proceda aos
concertos de que carece o quarteI da companhia de ar-
tfices, dt conformldade coin o que lembra o commis-
sario-pagador no officio que remelle por copia, e sb
dlreccao do engenheiro militar que osorcou cm 568/000
rs. Participou-sc ao commissario-pagador.
Ditos Ao presidente da rclaco e ao inspector da
Ihesotir.irln d fasenda, Inteigenrlandn-n de ler sido
irorogada por seis nirzes, coin metade do ordenado, a
cenca de que gosava o juizde dircito do civcl da co-
marcado I,mocil o, LourencoCactano Pinto.
Dito Ao commissario-pagador, ordenando proces-
se a divida cujo pagamento lie solicitado pelo tenente-
coronel reformado Antonio Vicente Monteiro da Frau-
ca. no requerimento documentado que lbe transmute,
e que acmpanhou o imperial aviso de 21 de Janeiro
prximo passado.
Dito Ao inspector do arsenal de marmita, exigindo
o seu parecer acerca de un requerimento de Luiz Pe-
retraaos Santos, para habilitar-sc a cumprir o imperial
aviso de23 de desembro do anno lindo.
Dito Ao mesmo, ordenando faca proceder aos re-
paros de que carecer o brigue Caliope. Participou-se
ao commandantc do mencionado brigue.
Dito Ao administrador das obras publicas, autori-
sando a pintura c alcairoamento da ponte pensil do Ca-
chaiig, assim como os concertos de que absolutamente
precisara estrada do l'ao-d'Allio, para sua conservaco.
PortaraReformando, no primeiro batalho da guar-
da nacional do municipio de Olinda, o alfcres da segun-
da companhia, Antonio Claudino Alvcs ; o capitn da
quarta, Antonio Jos Duarte Jnior; o teen te da mes-
illa, Antonio Hcnriquc Mafra Juuior; o alfcres da sexta,
Manoel do Nasciinciito Capilla ; c no segundo, o eapi-
to da tercena companhia, Raymundo Jos Pereira Hel-
io. l'articipou-se ao coinmandantc superior da guar-
da nacional de Olinda c Iguarais.
DEM DO DA 17.
Officio Ao commandantedas armas, recommendan-
do faca recolbcr companhia de linha da Parahsjfta o
soldado do sexto batalho de caladores, Florentino da
.Silva Kamalho, que para ella foi mandado passar pora-
viso de 10 de dezembro prximo passado. ~ Partici-
pou-se ao Exm. presidente da Parahiba.
Dito Ao inspector da tbesotiraria das rendas pio-
vmciaes, ordenando mande alugar para a guarda da me-
sa do consulado respectivo a casa indicada na sua in-
^ fonnacao de II deste mes, assiui como prov-la u'agoa,
? luz e utensis. Participou-sc ao cominaudantc das
armas.
Dito Ao coinmandanle superior da guarda nacional
do municipio do Recife, seicntifleando-n de hiver dis-
pensado a mesma guarda nacional do servico que pi es-
lava nos domingos.
Dito A' cmara de Olinda, declarando ponha tercei-
ra ves em praca os contratos do repeso dos acougues,
dos mscales ebocetelras, daaferico dos pesos c medi-
das, e do arirtaieni pequeo do Varadoui o.
Dito A' adininistraco dos estabeleciinentos de ca-
ridade, aecusando remessa do doente Flix Rosa de Mo-
raes, para que, cm cumprlinento do regulainento de 25
de fevereiro de i847, seja tratado no grande hospital.
INTERIOR
Hi-D-JANEIRO.
A caixa de amortisacao publicou a seguinte explica-
rn do papel-moeda circuanle:
As notas da primeira estampa sao de tinta preta em
papel branco, a saber :
As de 1/ rs. sao cortadas commummentc pela tarja do
lado do talo.
As de 100/rs. sao separadas do talo de modo tal, que
razem nao su a tarja inteira, mas tambem parte do
branco do mesmo talao, tendo o valor por extenso nes-
sa parte do branco, alm de estar repetido pelo corpo
da nota.
As de 200/ e 500/ rs. alcm de estarcm da mesma sor-
te separadas do talo, es.tao cortadas tambem dolado
opposto, mas csse corte fciio pelo meio da tarja.
Da segunda estampa ao de diversas tintas, na forma
seguinte:
As de 1/e 2/ rs. sao de tinta encarnada em papel
azul.
As de 10/ e 50/ rs. sao de tinta azul em papel encar-
nado.
As de 20/ rs. desla tinta e cor j comc(aram a ter des-
cont desde o 1." do corrente Janeiro de 18-18.
As de 200/ c 600/ rs. sao de tinta preta em papel
yerde.
Ai de 6/rs. de tinta encarnada em papel azul, c igual
mente as de 100/rs. de tinta preta em papel verde, nao
sao aqu.mencionadas, porque j foram substituidas, c
nenhum valor teeni.
Da terceira estampa so gyram dous valores, que sao
de 5/ e 20/ rs. na (orina seguinte :
As de 5/rs sao de tinta preta em papel branco, como
erain as extinctas de 1/ rs da primeira estampa, que
vem a ser o emblema de Ceres assentadn rom os pus
filelos c altrlbutos, etc. coin as dift'erencas c legendas
j declaradas no annuncio que se publicou em data de
Jl de marco de 1843.
As de 20/rs. sao de tinta azul em papel amarello, coin
os distinctivos marcados nos annuncios de 7 e 11 de fe-
vereiro de 1845.
(Crrelo alo Tardt.)
PERNAMBUCO.
Correspondencias.
RELAGAO'.
a
TRIBUNAL DA
JULGAMENTO NO DA 29 DE JANEIRO DE 1848.
Deiembargador di semana [em falla do Sr. Firmino]
oSr. Ponoe.
Na appcllaco civcl entre o hachare! Joo LinsCaval-
canti de Albuquerque e o padre MauoclThoiuaz de Oli-
vcira eonio tutor do orpho Jos Martiniano Cavalcanti
de AIIiii,|iiciiiiic. mandaran) dar vista ao dotitor curador
geral dos orpliaos.
Mandaraiu dar vista s partes nasseguiitcs appella-
fries cive!::
Na de Jos Joaquim Gomes Duarte c Gaudiuo Agosti-
nho de Barros;
Na de Manoel Figueira da Faria e Francisco Alves da
Cunha;
Na do tenente-coronel Jos Luis de Caldas Lins e sua
mullier e o coronel Joo Baptista Pacs Barrcto c sua
inulher;
Na de Jos Varia da Costa Carvalho, como lestamen-
teiro do fallecido Joo Antonio Martins Novaes, e outros
e Joo Antonio Marques;
Nade Joo Pinto de Unios eManoel Elias de Moura ,
Na dcD. Auna Raymunda da Pas e Joaquim Flix da
Silva ;
Na de Antonio Luiz Goncalvcs Ferrclra e D. Antonia
Rita de Azeredo Lisboa ;
Na de Joo Pereira Lagos eoutros e Bartholomeu Fran-
cisco de Souza ;
Na de Bartholomeu Francisco de Souza e Manoel Pau-
lo Quintella;
Na de Joaquim Paulo dos Santos e outros e o doutor
curador geral dos orphos.
Mandaram averbar a dizima as segulnics appellacdes
civeis:
Na de Jos Joaquim deMesquita e Manoel de Souza
Guimarrs;
Na de Agostinho Esleve Rodovalle e Joaquim Perei-
ra Hoinein.
Srs. Redactare:-Ein que lempo estamos nos ? / ...
Dos de misericordia !!... Nesle momento acabo do
lrno INario-ovo de hoje, n. 23, urna correspon-
dencia do Sr. vigario Joo Itarboza Cordeiro, acotn-
panhada de urna caria do Reverendo Joaquim Cy-
priano liezerra de Mello, em que declara ter sido eu
qticm o induzra a levar imprensa urna forte dia-
trbc, inserida cm o n. 265 do mesmo Diario-Novo,
de 6 de dezembro, contra o Sr. vigario Joo Barbo-
za Cordeiro. Sou, portonto.arrastado a dirigir ao pu-
blico duas patarras, emquanlo mais n.lo posso di-
zer. Tendo eu a animosidade [de que j nio arre-
pendo] de oppr-me igroja de Santo-Antonio,
coulic-me a sorlo do ser classilicado em primeiro
lugar, cm vitlude de minhas provoncas, c ao Sr. vi-
gario Jofc Uarboza o nifniluniu de ser reprovado.
listo revs, cm quo nflo livo a mais pequea parte,
foz criar cm o Sr. vigario Jo.lo llarboza Cordeiro a
funesta suspeita de ter sido eu o autor tlnquell li-
iiciio do Diario-Novo. Com cITcito, depoisde algu-
mas pesquisas policiaes, nSosci se provocadas pelo
met nobro competidor, vcio esto ao conhecimento
doscraquolla correspondencia levada typogra-
pliia, nflo por mim, mas pelo Itevcreudo Joaquim
Cypriano. Anda assim.contiiiuacain as infundadas
suspcilas do Sr. vigario Joflo llarboza, que, diri-
gindo [segundo he notorio] urna denuncia secreta
a S. Ey.c. Itvm., oblevo a suspensflo da provisflo que
linha subido assignatura episcopal, no dia em que
S. Exc. levo do partir para o Jang Seguro em mi-
nha consciencia, deixei que o prelado formasso o
seu juizo acerca de calumnia lito revoltanle. No
entretanto dirig logo no dia seguinte una carta
ao padre joaquim Cypriano, pedindo-llie hoiivcsse
de declarar, sb a f de sacerdote, so eu directa ou
indirectamente havia influido para que apparecesso
aquella correspondencia contra o Sr. vigario Joiio
Barboza Cordeiro ; o que se dignasso do ter n cari-
dado de ir pcssoalmcnte dizer a verdade a S. Exc.
Itvm. Immediatamcnle, e sem exitar, me respon-
deuoSr. padre Cypriano aquillo mesmo que havia
dito a unirs pessas ; isto lio : que eu nilo Imita in-
lervindo directa ou indirectamente na publicaco de tal
correspondencia, e que nen me a havia communicado.
A' vista de urna tal resposta tranquillisei-nie, espe-
rando a sabia decisflo de S. Exc. ; mas, como so fos-
sem cscoando alguns dias, e comtneQasse a incom-
de 6 de dezembro prximo passado, do qual so podo
justificar perapte o nosso llvm vigario geral. E
bem que esteja convencidissimoque nenhum ohri-
ga$flo me corra do defonder-mo antes do ser regu-
larmente aecusado por pcssOa descoberta, e nSo por
delatores oceultos; todava, obedecendo ao respei-
tavel despacho de S. Exc, e desojando logo sacu-
dir de mim cssa calumnia tenebrosa, que tanto in-
fama o meu presente, como o meu futuro, apre-
sentei-me sem perda de lempo dianlo vigario geral, o estou tratando de justificar-me; e a-
provcilo a occasiflo para desdo j invocar mui alta-
mente a reclldflo de S Exc. llvm., o do seu minis-
tro. So ol I a me nflo faltar, como piamcnld confio,
nada tcnlio a reccar. Eslava esperando que o tri-
bunal me julgasse, para enlflo dar contas ao Ilus-
trado publico, a qtiem muito rospeito : mas, como
prematuramente o de caso pensado atirassom
commigo no jornal, fr?a he que, por conta do quo
para dianlo pretendo manifestar, offircca j esto
brevo epilogo ao conhecimento o crtica dosimpar-
ciaes. declarando aos nimis gratuitos inmigos, prin-
cipalmente ccclesias'.cos, que pouco me importa
que se me. arranquo o beneficio; mas que so n.o
calumnie,' quo so me infame, nfloconsentirci ja-
mis.
Sou, Srs. Redactores, etc.
Padre Jos Joaquim Camello de Andrade.
llccife, 28i!fjant'rodol848.
O DUQUE DE GUISE. (*)
por freerico >ouiV.
SEGUNDA PARTE.
VI.
Apenas teve o duque lempo de introduzr Anita atrs
dos ampios cortinados do seu leito, porque Honda en-
tiou impetuosa na sala. Chegando ante u dmjiie, parou,
e pet'c cmara toda suspeitosa : os ollioschain-
ineja.. mi, os nnrucs linlia-us entumecidos, caique-
jara quasi Scnriolego.
V. Alteza eslava so, nao he assim, senhor duque?
lbe pergunlou ella cm voz alta.
Estova, respondeu Henrique coin alguin embarafO.
Nessecaso, coiitinuou Ronda, nao he preciso que
esta porta fique aberta para inaudar sabir as pessoas
que eu julgava estarcm com V. Alteza.
E no uicsino instante fechou ella a porta com violen-
cia; e, atlrando-se auma cadeira, coutinuou com vo
trmula:
inodar-mc a murmura^flo publica, que naturalmente
i.'i Causando a.demiiiH da niinha envestidura no
beneficio, requer ao Exm. prelado, quo houvesso
por bem de expedir atninha provisflo, ou do man-
dar capitularo meu crime, e promover a responsa-
bilidade, alimdolereu a occasiflo do defonder-mo
llamis inmerecida impulaciio; e juntei ao meu
rcqucrinit-iiloa resppsla do padre Cypriano. Mas,
S. Exc. Itvm. dignou-sc despachar Por ora nfio
tein lugar, talvez por achar-se fra do theatro da
calumnia. Nesse cmenos soube que se fizeram al-
tas diligencias para obrigarem ao Sr. padre Cypria-
no a retractar-sedo quo me havia respondido, sem
que cu o houvesse conslrangido de modo algum ,- e
eis talvez de donde resullou a carta que agora o
Sr. vigario Joo Barboza fez-tno.o obsequio man-
dar publicar cm meu abono. *
Apenas chegado S. Exc. a seu palacio, apiesentei-
Iho segunda pelicflo, allegando que cu eslava sof-
rendo urna pena, sem ha ver coinmcltdo crime :
quo un simples boato, suscitado por meu nobro
competidor, nflo era materia quo me podesso privar
de mu beneficio, queja linha jus: quo ao delator
competa oonus da aecusaeflo o da prova ; e quo a
prcsumpQflo dedircto eslava de niinha parte, qtian-
do de nada servissem os nieus precedentes, prece-
dentes que felizmento me haviam om diversas po-
cas grangeado o mais favoravel conceito do meu
prelado; mas que, se tudo isto nflo era bastante,
me houvesso S. Exc. de abrir camtiho a defender-
me pela maneira quo em sua sabedoria julgasse
mais curial. Tivo o despacho : O crime imputado
ao Reverendo supplicaule consisto em ser designado
autor da correspondencia impressa no Diarto-Novo
aa
I*) Vide Diario a.' 82.
Deixe-me respirar um momento, Henrique, por-
que he bem longe da torre do Carnio a este palacio, e
foi-ine preciso voltar para Irs, vislo que a entrada se-
creta dos jardius eslava fechada; foi-ine preciso tam-
bem, acvrescentou Ronda cerno quein milito deiconlia-
va, disputar a entrada a csse Censante, que vela porta
com mais cuidado que un to, e coin tanta insolencia
como um lacaio; e todava V. Alteza eslava so, nao he
assim, senhor duque?
J Ihedissc que eslava, respondeu Guise com mo
humor; mas, se tein algum segredo a coiiiiiiunicar-ine,
este lugar nao he conveniente para conversaroes. Quci-
ra acoinpanhar-me.
Ali I disse Ronda levantando-se repentinamente,
aqu est alguein.
Nao est uinguein, continuou .Guise; mas inulto
perlo daaui est o pagem que se delta uaquellc corredor
ao p da porta emquanto eu durmo, e elle pode ou-
vl-la.....
Oh! disse Ronda desdenhosa, V. Alteza nao loma-
va semelhantes precauces pela sua seguranca quando
dormia no torreo do Carino; eulao nao tinlia necessida- ----
de ricllas; porque eu velava ein ti, Henrique...... Ter-1 guina mo obscura para le envenenar..... os cteles Ues-
ta elddc a vendem aos llespaubes, e coin a cidade
Guise estava horrivelmente embaracado. Approxl-
niou-se de vagar de Honda, e dissc-lhc em voz baixa :
Illiuha bella Ronda, nao sabes lu que o amor se
apraz com o mvsterio, e que o meu amor por ll nao quer
outro conlidente seno a ti iiiesiua ? Falla, pulanlo,
balxo...... porque j te disse que o meu pagem est
acola.
Pois bem! senhor duque, mande o embota, ou an-
tes, accrescenlou vivamente Ronda, agora j nao he pre-
ciso; elle j.-i tein ouvldo bastante para saber quem cu
sou e o que sou. Mas mudemos de conversa, porque eu
nao vim aoseu palacio para ralbar com V. Alteza. O des-
espero me cuche a alma, senhor duque; mas o meu amol-
de anda mais forte que o meu desespero. Sabes tu que
perigo te aincaca ?
la
segundo me dlsserain,
norte a D. Joo.
Tal vei que isso seja verdade, replicn Ronda des-
drnhosa; mas, einquaoto Scoppa subleva contra li al-
guns miseiaveis bandidos, emquanto Borgia procura al-
.Sr>. Redactores.Moje, bem que atrasados, chc-
garam ao meu poilr ulgunsexemplarcs do Correio
Mercantil da Babia. No de n. 330 tlcparei cu com o
artigo do fundo do 21 de setembro do 1847 : e porquo
nelle se le o juizo da rodacgflo desse peridico acer-
ca da presidencia to Kxm. Sr. Antonio Ignacio do
Azevcdo, c desojo concorrer por lodos os modos pa-
ra que soja conliccida Mfui a maneira como S. Exc.
so porlou nu adminislraciio dessa provincia, rogo-
llies hajain de iranscrever o mencionado artigo.
Por somelhanle favor, muito obrigado Ihes ficar
Um Santa-Luzia.
Enlrcgou o Exm. Sr. concclhciro A. I. de Azeve-
do ao novo delegado do Imperador, o honrado e II-
luslrc Bahiano o Exm. Sr. desembargador J. J. do
Moura llagallifles, a administraeflo da nossa provin-
cia, doixando-anm perfeila lranquillidado,exccp-
can da comarca do l'ilflo-Acariio,quc lite nflo foi pos-
sivel tranquillisar. Em alguns mezes de pacifica o
priidcnl adininislrai,'o o Exm. Sr. Azeveo preen-
cheu a contento da provincia o lugar que Ihc foi
confiado ; ouvindo urbanamente a todos, e por todos
distrihuindo a desojada justica.
Orgflo anligo da npiniSo publica nesta cidade,
o Correio Mercantil via com magoa as declamacOcs
injustas da Imprensa onposicionista contra o pu-
rissimo c iniuiaculadocidadrio, que ora vem deixar
a presidencia da Babia. Nflo a licito a lisongear o
poder, o nen tilo pouco injustamente agredi-lo;
guarda segura das libordades publicas, e propugna-
dor pelos senliinentos de ordem, o Correio Mercan-
til segua em silencio acerca da adtninislracSo a
marcha ordinaria de sua existencia jornalistica,
sem transmitlir ao publico o seu humilde senlimen-
lo, por nflo enxcrgar na administraeflo provincial
motivos quo a isso o conduzissom. Todos bemdizen-
do, pela tranquillidadc publica, de suas virtudes c-
vicas, muito o admiravamos e tanto mais, que como
vordadeiiuailministrador,se ncrcorresseiiios|as ras,
as pravas, ou mesmo as diversas repartirles, nffo
aebariamos um s pai de familia a quem S. Exc. o
Sr. Azevcdo, tivesso lirado o necessario pflo de seus
lilhos. inguom foi jamis atropellado por croncas
polticas ; ou mesmo por deixar de adherir a tre-
menda pastoral do poder, que manda aos presiden-
tes de provincias tirar o pflo ao empregado, que,
no obstante ser honrado o cumpridor de seus de-
veros-, nflo subscrever a todas as exigencias que se
lbe imponha, eslranhas as suas obrigaces de func-
cionario publico.
a Aqu temos em resumo a vida publica do im-
maculado Sr. concellieiro Antonio Ignacio de Aze-
Km que dia?.....-aque horas?.....
Esta noitc, c nao ha ainda urna hora.
E lu viesle iiiimedialaiiieiilc, disse Guise conteni-
(o, viesle para me salvar, niinha querida Honda '.....
He verdade ; para Salvar a tua eabeca vim le trazer
as de meu marido e de meu iriuo..... Que dizes a isto.
Delinque? continunu Honda cuja voz estremeca; jul-
gns tu que lyui|>ia, a bella coi tezaa, teria assim trahi-
do, por amor de li, o seu velho amante 1 i loinai ini e o seu,
amante novo, Medina? Nao; ella nao o fara, c comtu-
do..... lodos os dias, qur tu vollcs da batalha, qur da
igreja, o teu cavallo para semprc porta do palacio do
cartlcal, purque Ulynipia te espera escondida por Ir*
da gelosia verde*...
TU te engaas, Honda..... Olympia, como bem sa-
Sei de muios, disse Guise Conleutissimo de fazer Ibes, foi buscar-ine Roma; foi ella que me levou a pro-
dear a conversa para cousas rrias: Lamile conspira, posico do caidcal Filoinariiii ; sabes com que aulori-
Borgia prometteu a miuba '
iiic-hiaiii inorlo mil vezes antes de cliegareui ule onde
te achavas.
Silencio, silencio!.....repiicou Guise. Ja lliedisse
que podiaiu ouvl-la.
Pois, j que eu estou aqui, senhor duque, conti-
nuou Ronda eiu toin sombro, pouco me Importa que
saibaiuagora para que vim e com que ttulo vim. Oh!
acnhor Henrique de Guise, accreseeiitoo ella coin ira
dolorosa. que he feito dos juramentos que tu me fazias
quando eu te promettia velar por li e ajudar-te a con-
quistar una cora que tu talvez queiras repartir com
outra ?
Ihes vendem tambem a tua eabeca, Henrique de I.o-
rena.
Isso nao pode ser, disse Guise; d'ondc foi que tu o
soubeste?
Sel-o, porque foi no torreo do Carino; foi uessa
mesma cmara onde eu escorreguci furtivamente para o
p de li durante a noite, queesse infame tratado fui as-
siguado diaute de mim.
Diante de ti, edeGemiaro tambem, nao be assim?
Dame de meu marido e de meu iriuo; e ambos
convleram e asslgnaram.
dade ella governa esse velho, lio poderoso para com
a povo; c devo-lhc atlenfoes ijue me obteein oseuva-
linieuto.
Nao se avilte lanto como isso, senhor duque, repii-
cou Ronda com altivez; Henrique de Lorena pode ter a
phantasia de goslar da cortezaa Oiyinpla; porque ella
lie bella a metter inveja aos aojos, enfeita-se a niclicr
nveja s imagciis; c scmclbaiiles crealuras agradaui
aos hmeos para os quacs o amor he como uin brinco.
Mas que o duque de Guise, o prctendonle do tlirouo de
aples, solicite e lisongeic a influencia de urna corte-
zaa, isso nao pude ser, duque ; tu mentes agora ; porque,
a nao ser assim, terias mentido tua iiobre/.a; e tu es
incapaz disso.
Nao estou agora para dar pasto ao teu cimne, disse
Guise abaixando a voz; mas dizc-mc, continuou elle um
I pouco mais alto, quacs sao as clausulas deise tratado de
traicao ?
MUTILADO
._
n
=
wm



i

Ydo que observamos sempre vigilante : e o que
izorem commentario vista de taes qualidades ?
'-"""o Mercantil aguardava-se para um da; e
esie da chegou, que, he aquello que comeca ao
uominioda historio, para tambem por sua vez sau-
ar an honrado administrador, quo nos vem de dei-
xar, !>. Esc. se retira para o seu lugar cm Pemambu-
co, e alli sabemos que vai desfruclar na paz do-
mestica os doces resultados de suas virtudes cvicas.
Ma memoria nunca se apagar entre nos ; e a pro-
vincia faz votos com nosco pelas prosperidades do
Lxm. Sr. concelheiro Antonio Ignacio de Azevedo.
Sr. Redactor do Diario de l'ernambuco. Sou ol-
cial da guarda nacional; e crndo que, pelas leis que
ao relativas a esta instituido, so sou obrigado e
"sponsavcl por servico tendente disciplina, vejo
que estou em erro, porque agora o meu comman-
flunii prende aos ofllciaesa quem convida para tra-
tar das cousas da msica, como so commetlcssem
faltas contra o servico ; e pois, rogo-lhe de respon-
der-nie ao seguinte : l'dein os chefes de bata-
InOes nacionaes criar novos servicos, nflo determi-
nados por lei, ou fazer do arranjo da msica servico
obligatorio? Espero resposta, ou por Vine, ou por
algum doschofes; e, noapparecendo om lempo, vol
tarei.
I m offleial da guarda nacional.
29 de Janeiro de 1848.
*ub!icapes a pedido.
THEATRODESAN-JOAO*.
Quintn-fQJra passada, 28 de outubro leve lugar
no tliciiro publico de San-Joflo o benelicio dos me-
nino rabequislas, Jos eAlesandrc Uguccioni.
Apznr de estar a noite chuvosa o muito escura,
houvo todava enchento completa pois qye nem
um s hilhote ficou para vender.
Um incidente nflo esperado, e que podia transtor-
naro especlaoulo, appareceu logo para aflligirsum-,
mmente o pai dos dous meninos e seus amigos.
O mais pequeo, Alcxandre, o protogonista da func-
eflo, pouco antes de principiar a symphonia, soffreu
um forte espasmo do estomago que fez receiardo
que podesse mais tocar naquclla noite, e quo o dei-
xou indisposlo por mais de meia hora, obrigando-o
a vmitos pouco depnis do ler principiado a tocar;
mas nem poresse incommodo o valonte menino es-
morecen, e nflo quiz abandonara sua ralieca, ou
faltars exigencias do compasso, pelo que rcccbcu
mu i tos applausos.
A noiteestevea mais divertida e bella. Us dous
meninos enlhusiasmaram o publico, que, nflo s-
menle salisfeito, mas admirado da portentosa ha-
bilidade de ambos, e especialmente do menor, em
rasflo da idado, o applaudio com continuados bravos,
e estrondosas palmas. Todas as pecas, promellidas
no programma, fram pelos beneficiados ejecuta-
das com extraordinaria babilidade.
Da bella aria da opera / Itmbardi que exe-
cutou na sua rabeca o mais mogo com tanta oxpres-
sflo e desembarazo,pedio-se unnimemente a repeti-
eflo o alegro que o monino tornou a tocar do mes-
mo modo, e fo summamente applaudido e cha-
mado varias vezes ao proscenio a receber os mil bra-
vos, que o publico,scnsibilisdo e admiradn,lhc pro-
digalisava.
I'or fin os dous meninos msicos, quando appare-
curam no tablado para tocar o grande duelo da -or-
ma-, fram mimoseados com duas capellas,que o pu-
M ico, no meio de prolongados applausos, pedio que
ihcr> Tssein postas sobre a cabeca. Execularam divi-
namente o mesmo duelo,os applausos|fram lao con-
ilimados e cstroudosos, que ambos por varias ve-
zes a p parece ram no proscenio a receber do publico
as ditas reiteradas provas de uu balisfa nevolencia.
[ O Guaycuru'. ]
Diz o sargentomor Francisco Jos do Mello, admi-
nistrador da imperial capella da Estancia, que precisa,
por certido, que o escrivSo Vasconccllos Ihe do rtrboad
verbum a vista do documento quo existe no seu car-
torio os accordos e sentencas que obleve o supplicaote
a se i favor sobre a adminislraco da inesma capella ; e
bem nssim o termo de posse. Pede a V., S. Sr. Dr.
juiz de capellas, assim o mande. E recober merce.
Certifique. Eecife, 13 de Janeiro de 1848. Gon-
calves da Silca.
Galdino J'hemislocles Cabral de Vasconceltos, eurivBo
Vitalicio de capellas, res dos casenles desta cida
dedo lltcifede Pernapibuco. $c.
Certifico que o* accordos e sentencas que o suppli-
cante obteve a seu favor, a respeito da adminislraco da
imperial capella da Estancia, que constam de unsdocu-
mentos existentes em meu carlorio, sao dos teores sc-
guintes:
u Accordam om relacio, &c. Aggravado he o aggra-
vaote pelo juiz de fra pela ordenacao, sorvindo do
provedor de capellas, nos despachos de que se aggrava,
e provendo em seu aggravo vistos os autos, e como se
mostra por allegacoscr o aggravante administrador da
capella de Nossa Senhora da Estancia, de cuja adminis-
t relo fon exbulhadosem audiencia nem conVrocimen-
t e precedencia das formalidades marcadas na lei; e
se mostra mais ter o aggravante embargado a proviso
sb os .fundamentos expressados nos embargos a folbas
dez, sobre os quaes foi mandado prlo despacho a folhas
dezasete dizer a parte; nao deve a mesma provisSo pro-
duiir efleito algum, omquanto se nlo pronunciar defi-
nitivamente sobre os embargos. Portento, reforman-
do o juiz recorrido os seus despachos, faca restituir lu-
do ao seu antigo estado, e reintegrar ao aggravante a
posse de que fra esbulhado sem audiencia nem con-
vencimento. Recife, vinte e tres de agosto de mil oito-
centos e trinta e um Belttumt.Aalhiros.Ma-
ciel Monleiro. Mello.
Recebo os embargos a folhas, que a parte contra-
riar, querendo. Como em respeito ao accordam da
relaeflo provincial, a folhas vinte e oito, mandado
cumnrir por osle juizo a folhas cincoenta e tres, es-
tando o embargante de posse da adminislracflo'da ca-
capella questionada, e nflo podendo o embargado
servir-se da provisSo que, a folhas soto, se Ihe man-
dn passar, por estar embargada, e nflo decididos os
respectivos embargos, como se v a folhas vinto,
Inflo pode ingerir-se, como foi naquella posse, sem
esbulho do embargante, manifesta-sea iujustica com
I que o embargado se constitue administrador da mes-
!ma capella. Porquanto, ainda querendo elle apro-
veitar-se do despacho a folhas cincoenta e quatro,
nflo Ihe podia o mesuio ser proficuo, visto nflo ser S.
Ex., o Sr. presidente da provincia autoridade com-
petente para dar provimento aos administradores de
capellas, como o embargado reconheceu, quando re-
quereu a de folhas seto, e mesmo S. Ex pelo despa-
cho, a folhas quarenta e oito, mandando o embar-
gante recorrer aos meios presentes. Accrescendo an-
da que, quando para isso houvesse legitima autori-
dade naquelle despacho de folhas cincoenta o qua-
Iro, era mistar que o embargante tivesse deixado a
administraeflo de que eslava empossado, o que ja-
mis pode dizer-se ter acontecido pela prisflo infun-
dada do embargante, cuja culpa nflo consta dos au-
tos que se verificasse. Portanto, vistos os mesmos
autos, e a nenhuma opposicflodo embargado, defi-
rindo o requerimento a folhas quarenta e urna, pas-
se-se mandado para ser o ombarganto reposto na
mencionada administraeflo, fazendo-lhe n embarga-
do entrega dclla, com o demais que, a titulo de ad-
ministrador, recebeu, pertencente capella, pagan-
do as cusas ex-causa. Boa-Vista, dez de abril de mil
oitocentos e trinta e cinco. Bento Joaquim de Mi-
randa Henriques.
Accordam em reVacflo, &c Quo julgam nullo este
processo de folhas novonta em diante, por ser proces-
sado por juizes incompetentes, quaes os arbitros,
em contraveneno ao disposto no arle stimo da lei
provincial de quatorze de abril de mil oitocentos e
trinta eseis, que determina quem deve substituir
aos juizes de direito quando lodos forem impedidos,
e condemnam aoappellado as custas. Recife, seto
de outubro de mil oitocentos e trinta e sele. Ma-
ciel Monleiro, presidente. Libanio. Lima. Ra-
moi.Silva. Tatures. Ponce.Emais se nflo con-
tinha em ditos accordflos e sentenca, aqui bem e fiel-
mente transcriptos.
Certifico mais que o leor do auto do posse de que
igualmente trata a petieflo retro, e consta tambem
dos mesmos documentos, he da forma e maneira se
gulnte:
Auto de posse. Saibam quanlos este publico ins-
trumento de posse virem, que, no anno do nase men-
t e trinta o cinco, aos vmte de dezembro, nesta cidade
do Itecife, no lugar da igreja da Estancia, onde foi
vindo o juiz municipal ad hoc, Jacintlio Severiano Mo-
reira da Cunha, o eu tabelliflo, ah pelo dito minis-
tro, em virtude das peticoes e despachos juntos, foi
mandado dar posse da igreja da Estancia o alfaias
achadns, como do termo junto, ao major Francisco
Jos de Mello, por se ter mostrado com direito ad-
ministraeflo da dita igreja ; o com offeito, eu tabol-
liflo mandui ao dito major cntrasse pela dita igre-
ja, que o fez abrindo e fechando portas, e o mais
da dita casa ; o perguulando eu tabelliflo em al-
tas vozes so havia pcssa ou pessdas que embargos
oppoiessem dita posso os viesso perante mim al-
legar ; o por nflo haver possa ou pessdas quo duvi-
das ou embargos pozessem, a dei, e he.i por da-
da tanto quanto em direito posso, tanto da dita igre-
ja, como das alfaias adiadas, que de ludo se deu por
empossado; o para constar fiz esto auto de posse
que assignou e o juiz, presentes por lestemunhas
Euzebio lavares Pessfla e o lente Domingos de Si-
los.Thomc, que lodos assgnaram:,e eu Francisco Jo-
s do llego, tabelliflo, o escrevi.Cunha. Francisco
Jos de Mello.Euzebio Tavares de Mello.Domin-
gos de Silos Thomi. husebio Tacares Pessa. E
mais se nflo continha em dito auto de posse, quo
eu escrivflo, no (im desta assignado, bem o fiel-
mente fiz exlrahir por ccrlidflo, por me ser pedido,
dos mesmos documentos que so acutil om meu car-
torio, o aos quaes mo reporto, indo esta, sem cousa
que duvida faca, por mim subscripta e assiguada,
nesla cidade do Recife do Pemamhuco, aos quator-
ze do Janeiro do mil oitocentos e quarenta e oito, vi-
gesimo-setiuio da independencia do imperio do Bra-
sil. Fiz escrevere assignoi. Em f de verdade e con-
certada. -Guldino Themistocle Cabral de Vasconccllos.
Amanha noite, respondeu Ronda, o torreo do
Carino deve ser entregue aos Hespanhes.
Mas, para chegar at l, he preciso que um dos ca-
jiitaes dr quarteirSo di passagem s tropas. '
lia um qur prometteu d-la.
Ah! dase Guise deixando-se possuir por um tno-
vimento de culera, seui duvida que he Peppe Paloinbo !
Quem t'odisse? ,
Vi-o eu sabir esta nollc de caa de Genuino, com
esse velho, frtil cin intrigas.....e.. ..
Guise nao pode coutinuar; um grito rouco e furioso,
ao qual havia respondido outro rito fraco que partir
de detrs dos cortinados oude Aila eslava escondida, o
intciTompeu sbito. .
Ah! enclamou Ronda com clera e desespero lu o
viste sahir esta noite de casa de Genuino!..... Entao s
tu que ludas as noiles vais passear por baixo das janel-
lasde Casta?.'....
K eras tu sem duvida, exclaraou uina voz nao me-
nos furiosa e desesperada, eras tu que eslavas no quarlo
dclla einquanto eu gema ao p da sua janella ? Foste tu
que apagaste essa luz indiscreta que desenbava a tua
sombra a meus ullios/
K Aniu, escapando-se de detrs das cortinas da cama,
se arrujou ao meio da sala.
(Jue niulber he esta? bradou Ronda recuando.
Guise, collocado assim entre o furor de Ronda e a c-
lera de AniU, csteve quasi a desatar a rir; mas havia no
fundo deala cena cmica um perigo terrivel para elle,
e uina devotacao sem limites destas duas mulheret; por-
tan lo lomoii de novo a palavra, e exclamou com al-
tivex:
Af! Ronda, que eu nSo conheco esta mulher.
yssucotno tu me vieste advertir da irai9So de Genna-
COMMERCIO.
ro e de Peppe Palombo, tambem ella me veio commu-
nicar os infames designios de Scoppa e de Uorgia..
Enlao tambem ella te ama? perguntou Ronda,
examinando com olhos furiosos a Anita, que continuava
a estar coberta com o veo, e tu nao a confieces?
Dou-tc palavra de honra que nao sei quem ella be,
porque [mi recusado levantar o veo.
.Vio he por lalta, sem duvida, de Ihe ler pedido que
levante, nao he assim, senhor duque? dase Ronda
por entre lagrimas de desespero e de raiva; porque, se
Olynipia he bonita, deu-tc smente aquillo que costuuia
vender; se Casia be ainda mais bonita, ceden-te o que
tinha, porque osangue de sua mal Ihe corre as vetas.
Ter-te-liia eu perdoado ludo isso, porque nem urna nem
I outra liuham parale agradar aquilloquc ru s julgava
ter: a devotacao de uina esclava, a escravidao de
urna alma que por ti sacrifica irmo e marido. Quem
lie, pois, cala mulher que te veio descubrir novas cons-
piraces? Quem sacriflcou ella por ti? Kallou-te de Car-
mole e fal.lou-te dcllorgia.....
Ronda parou, e com os labios a tremer, os olhos im-
moveis, c o pello arquejaudo, exclamou:
i Carniole, llorgia, ah! agora a conheco..... he Ai-
la..... Sacrilicou-te o lio e o amante, coinoeu te sacrili-
quei marido e irmo I
Seja quem fr, nao he da sua conta, disse Guise,
Quero ve-la, coutluuou Ronda com voz rouca e
breve.
Ella entrou aqui cubera,coberta tem estado, e
coberta ha de sahir.....
Nada! que eu quero que tu a vejas, Henrique de
Lorcna, disse Ronda com ar sinistro.
Pledade e proteceo, senhor duque! exclamou Ani-
ta escondendo-se por tras de Guise.
Ainda tu a amas? conliuuou Ronda amargamente.
Alfandega.
RENDIMENTO DO DA 29.......i .. 8:395,507
Descarrega hoje, 31 de Janeiro.
Barca Corona carvao.
IMPORTAGAO'.
Corona, barca austraca, viuda de Londres, entra-
da no corrente raez, [consignada a Le Bretn
Schramm & Cornpanhia, manifestou o seguinte :
3 caixas com urna campa, urna dita roupa ; a F.
Robilliard. ..
8 barra e 2 quartplas vinho: C. Donaldson.
57 barricascerveja; a ordom.
98 toneladas de carvflo ; a J. B. Moreira.
7 caixas sementes; ao capitflo.
CONSULADO GERAL.
RENDIMFNTO DO DA 29.
Geral...........
Diversas provincias.
2:007,56*
92,170
2:099,734
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO" DA 29........... 1:126,998
------>-- -J
capitao George Wise, equlpagem 12, em lastro a
LathaineUibbert.
Barcelona, Malaga, Santa-Cruz e Teneriff 57 dlaa e do
ultimo pvrto 21, polaca hespanhola Ardilla, de lr2 to-
neladas, capitao Jos Bastan, carga vinho. azeite.
doce e mais gneros do palz ; a Joao rimo de Lemos.
Montevideo; 36 dias, barca ingleza RossensUU, de 297
toneladas, capitao Edvrard D. Gouldiog, equtpageei
16, carga couros, ISa c sebo; a James Crabtree Je
Cornpanhia. __
Mar-Pacifico, tendo sahido de Stonnington ha Ib mezc,
galera americana Tiger, de 311 toneladas, capitao W.
E. Brewster, equlpagem 28, carga azeite de pelxe; Q
capitao.
Navio sahido no stuimo dia.
Ass ; brigue braslleiro Sagitario, capitao Joao de Deis
Pereira ; em lastro.
Declaracoes
Algodflo-
Assucar
Azeite-doce
PRACA DOltECIFE, 2 DE JANEIRO DE 1848,
AS S HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios As poucas transaeces da sema-
na effectuaram-se a 27 i d. por
1,000 rs.
- As noticias rocebidas ltima-
mente de Inglaterra izoram bai-
X8r C prc;o uiiv genero ; por-
Suanlo o de primetra sorto ven-
eu-so de 4,800 a 4,900, e o de
segunda de 4,300 a 4,400 rs. por
arroba.-Orcam por 406 as sac-
cas entradas.
- As causas que concorroram pa-
ra que o algodflo fosse nego-
ciado a preco menor do que o
declarado na revista anterior,
influiram igualmente para que
o assucar soTresse baixa : o
branca cnsaccado e embarrica-
dovendeu-se de 1,700 a 2,050
rs. por arroba ; e o mascavado,
de 1.200 a 1,280.Enlraram 407
caixas, e cargas em abundan-
cia.
- O do Mediterrneo vendeu-so a
2,000 rs. por galflo.
Bacalho ----- O facto de uSo lerem havido en-
tradas foi causa para que esta
mercadoria sustentasse o preco
da semana passada.O consumo
andou por 3,500 barricas pouco |
mais ou menos ; o deposito lie
de 7,000.
Batatas ------ Venderam-se a 1,500 rs. por ar-
roba.
Carne secca----0 mercado nflo recebeu novo
sortment.Chega'a 9,000 a to-
talidade das arrobas vendidas
de 1,400 a 3,200 rs e a 18,000 a
das que seacham em deposito.
Farinlia do trigo Vendeu-se de 19,000 a 22,000 rs.
por barrica. Negociaram-so
2,500 barricas. ~ Existem 4,5001
cm primeira e segunda inflo. *
Gencbra-------------dem a 4,200 rs. a duzia de bo-
tijas.
- dem de 600 a 610 rs. a libra da
ingleza, e de 410 a 400 a da fran-
cesa.
- dem de 960 a 1,300 ris os fla-
mengos.
Vinhos.......dem de 112,000 a 120,000 rs. a
pipa do de LisbOa, marca PBR;
de 80,000 a 95,000 rs. a do de
oulras marcas; e de 72,000 a
76,000 rs. a do do Hamburgo.
O mercado acha-se suficiente-
mente prvido.
Entraram 8 embarcacOes e sahiram 17. Eslflo
ancoradas no porto 46, a saber : l americana, 2
austracas, 18 brasileas, 1 dinumarqueza, 1 fran-
cezas, 2 hambur guezas, 1 hespanhola, 9 inglezas, 4
portuguezas, 3 sar das, 3 suecas e 1 prussiana.
0 professor de philosophia do collegio das ir-
les avisa a quem conver, que, em virtude dos esta-
tutos do curso jurdico, est a borla a matricula de
sua aula de boje em diante na casa de sua residen-
cia em Olinda.
Manoel Francisco Coelho faj publico, queda
comeco ao exerci.cio d'aula publica de grammati-
ca latina da freguezia de S.-Jos do Recife, no da
1.de fevereiro prximo futuro: quem se quizer
matricular dirija-se a ra da Praia-de-S.-Rita so-
brado n. 43
BGBBBDQB-
O caixa da companhii de Beberibe, tendo de pres-
tar contas administrarlo no dia prmeiro de fe-
vereiro lembra aos Srs. accionistas em atraso a
entrada dos quatro por cento da nona prcstacllo.
Recife, 13 de Janeiro de 1848. M. G. da Silva.
Objsclosquea reparlic&o das obras publicas quer I
comprar.
Seis ps de ferro; 301 canoas dearcia ; 9
arrobas de pregos de cosladinho ; 3 fduzias de
tuboas de assoalho deamarcllo ; 50 alqueiresde
cal preta ; 100 lijlos de alvenaria grossa; t
canoa de areia.
A matricula da aula de obstetricia estar abor-
ta desde o primeiro al o ultimo de fevereiro: as
licOes principiarflo no dia 15.
Mantega
Queijos
THE A TRO PUBLICO.
PRESEPE.
[ 8. BOITl. ]
QUARTA-FEIRA, DIA SANTO DE GUARDA, 2 DE
FEVEREIRO.
Representar-se-ba o novo drama annunciado no
Diario de Pernambuco, o que se vende na praca da In-
dependencia, n 12, intitulado
A peleja de urna alma, S. Miguel e o diabo,
sendo a parte deste executada pelo menino quo as-
saz desomponha a parte de Lusbcl; o anjo da guarda
pela linda pastora Ursulina ; S. Miguel pola pastora
que 19o dignamente fez a parte da rainha Eslher; e
a parle da alma o Sr. Santa Roza, com cuja distri-
buieflo agradar, por certo, um tflo lindo drama. 0
mais do espectculo constar do interessante ac-
to das pastoras e una nova danca oxecutada por 8
diabos,
O director novamento pede aos similores que Ihe
fazom a honra de laucar coras s suas pastoras, que
ofacam depoisque ellas cantam as arias, e nflo na
occasiflo de cantarcm, porque errain as canturas, e
isto he em prejuizodosSrs. espectadores.
aviso mar Hunos.
Movmento do Porto,
Navios entrado* no dia 29.
Liverpool; 35 dias, barca ingleza ik, de 247 toneladas,
J te disse que ainda a nao vi.
Talvez hoje; mas de certo que ha* de ter una agra-
davel lembranca della, continuou Ronda com esse ac-
cento pbarisaico e cruel que parece proprio dos tigres.
Ocorpo era tao Uexivel! e v se ella perdeu ainda uada
da graca que tinha; os ps eram to delicados!..... e tu
bem ves que os ineus nao poderao nunca calcar essaa
cliinellas pequeninas que ella ora quer esconder de ti;
a mo era to a Iva e tao macla!.... e tu bem vs como
ella ainda parece brilliante e polida sobre o veo com que
atocha o rosto; e esse rosto, era tao leuru, tao gracio-
so!..... Olha-o agora !.....
E, di/.endo estas ultimas palavras, atirou-se Ronda so-
bre a desaventurada Anita, como a panihra sobre a pre-
za; e, arrancando-lhe com violencia o veo, apreaeulou
ao duque esse temblante ora devastado pela horrivel
molestia que ella propria havia transmitlido tua vic-
tima.
Guise nao pode reter um movimciito de horror. Anita
cabio de joelhot, escondendo o rosto entre as maos. Nem
un grito, nem umsoluco lhc sabio do peito.
Agora podes ama-la, exclamou Ronda ; nao te-
nb mais cumie.....
Levanta-te, infeliz menina, disse Henrique a Ani-
ta, levanta-te. A tua alma be bella, oteucoracao es-
plendido Mu, eu te amaiei agora.
Anita levantou-sc ; e tornou a cobrir o rosto com
o veo.
senhor duque, respondeu ella com vot firme, eu
vim ao teu palacio para o talvar de um perigo que o a-
ineacava ; nao Ihe ped em recompensa desta devotacao
senao que me deixassc tahlr como entrara, coiu este
veo sobre o rosto. Eu julgava que a honra de um caval-
leiro era urna talva-guarda sutliciente para aquella que
te collocatte *ot> a tua proteceo; julgava que a niao de
Para Lisboa pretende sabir, no da 20 de feve-
reiro, por ler a maior parte da carga prompla, o bri-
gue porluguez Conceicio-de-Uaria : para frete o pas-
sageiros, trata-se com o capitflo na praca do Com-
mercio, ou con1 o consignatario, Thomaz do Aquino
Fonscca, na ra do Vigario, n. 19.
Segu viagem para o Ro-Grande-do-Sul, no t.
de feverolro prximo futuro, a escuna nacional ,1/a-
ria-Firmina : quom quiznr ir de passagem ou em-
barcar alguns escrovos, entenda-se com Jos Anto-
nio Basto, na ra da Cadeia do Recife, n. 34.
Lcila.
Richard Royle far leilflo, por inlorvencflo do
corretor 0livciia.deum gFande soitmenlo de fa-
zendas inglezas lodas proprias do mercado : ter-
ca-feira, 1.de fevereiro, as 10 horas da manhfli,
no seu armazem da ruado Trapiche-Novo.
um homem era bastante forte para proteger ette veo
que me oceultava ; enganei-me, senhor duque. Dos
o proleja agora porque eu nada mala tenho que fazer
neste mundo.
Eulo queres inorrer, minha menina ? exclamou
Guise. io, que eu nao o consinto : por quem s.....
Nao me peca que vira, continuou Aila com ae-
diniie, porque eu viveria smente para me vingar, e
nao me simo coui frca para isso, accrescentou ella de-
bulhando-sc em lagrimas. Adeos, senhor duque......
Adeos!
Guite quera ret-la ; mas Ronda o embargou/dizeii-
do-lbe com urna voz conunovida :
Deixe-a ir embora, senhor duque; a sua pledade
lhc be aiuda mais penosa do que a minha colera.
Ronda, conliuuou Anita approximando-te della,
d-uie o punhal que sempre trazes comtigo, e que tu
levantaste contra mim na noite em que eu dormia ao
p deste lioiuem.
Toina-o, Ihe ditse Ronda, pega. ...
E estendeu-fbe ella o punhal, e Anita pareceu exami-
na-lo atravs do veo. j?^
Para quem o dettinas tu ? Ihe perguntou Ronda
perturbada.
Para Casta I exclamou Anita recuando ; para Cas-
ta, que elle ama; porque a ti, nao te ama elle ; a ti des-
presa-te..... e podes agora certilicar-te se isso be assim
ou nao, porque aqui te deixo s com elle.....
A ettas palavras, Anita se evadi rpida da sala.
Urna hora depois Ronda, acompanbada de Cerisan-
te, voltava para o terreo do Carino. Toda a expresso
de clera le havia desapparecido do rosto.
Ora na verdade, o duque de Guise era um botneni
babil !
I {Cmtinwr-se-ha.)
s
MUTILADO


^^
W.~-'
Avisos diversos.
Precisa-so de urna mulher branca, 011 semi-
branca do 40 annos pouco mats ou menos, sadia
o de boa conducta, capaz de tratar o zelar com
asseio e delicadeza a um homem velho om nm si-
tio distante desta cidadeduas legoas que soja so e
nflo tenha familia de cujo Irabalho ser sufflcien-
Umente retribuida : na ra Oireita, n. 119, se dir
quem precisa.
APCB1CA.0.
O arrematante da aferi?3o dos pesos e medidas
deste municipio principiou a aferir do dia 25 do
correnteem diante na ra Oireita, n. 114, das 7
horas da manhfla s6da tarde. Na mesma casa se
vendem medidas de folha e de pao, pesos de ferro :
ttmbem fazem-se osconcertos de quo precisarem
aquellas que estiverem em uso.
--Arrenda-se, annualmente, um sitio, que seja
peno desta cidade, tenha casa de vivenda haixa
para capim e proporces para pastarem 6 a 8 vac-
casdeleite: na ruaDireita n. 36, primeiro andar.
Festa do milagroso San Braz, na "re-
ja de N. S. do Terto,
Quinta-feira, 3 de fevereiro, he o dia
da festa do milagroso San Braz, advoca-
do das gargantas. Os devotos deste mi-
lagroso santo queiram.nesse dia e uossi-
guiles alli concoirer, nlo s para pedi-
rern-Ihe o seo valiniento para os livrar
da terrivel molestia das gargantas, como
para coadjuvarem com suas esmolas as
despetas da festa do mesmo santo.
Traspassa-se o botquim Cova-da-Onca, da ra
larga do Rozario, n. 34, por seu dono ter do seguir
para a Europa a tratar de sna aade, com as commo-
didadcs seguintes : casa bastante espacosa, com suf.
ncienlos fundos, cacimba com boa agoa para lavar
roupa, boa moradia para familia, o muito afregueza-
LOTERA
3u|>i-i ii tniuj li aiiiui iiiiitm-
se a quem (izer o negocio o methodo de o fazer, as-
sim como licores e xaropes para rofrescos : tambem
nsina-se a fazer ptima manteiga,- fazendo-se de
urna garrafa de leite bem medida 2 libras. Tambem
se ensina qualquer pessoa, dando-se a receita bem
expressa para fazer qualquer das cousas que cima
e menciona. Quem pretender pode dirigir-so ao bo-
tquim cima, que lodo negocio se fara por commo-
do preco.
Deniz, alfaiate froncez,
faz sesenta ao rcsp6av6 publico que abri uina So-
ja ao alfaiate, na ra Nova, n. 34, c que ello encarre-
ga-so de confeccionar ou fornecer qualquer roupa
que Iho fdr encomtnendada, com todo o gosto o
promplidflo desejavel, por prego raSoavcl.
Pede-so prela forra, por nome Florindn, quo
separou-se ha dias do seu marido, que dirija-se
ra do Rozario da Boa-Vista, vendada esquina, de-
fronte da igreja do Rozario, onde se entender com
o seu mesmo marido, s9 horas da manhfla, a nego-
cio de seu interesse ; e se declara mesma prcta que
nenhum mal se pretende fazer; o s sim se usar dos
dlreitosquea loi concede, se ella so oceultar e n.1o
apparecer.
-- Quom precisar de urna ama de leite des impe-
dida e semfllho, dirija-so aos Afogados, becco do
Quiabo, caso da senhora Michaela.
Augusto tozar Laymn, nJio podando despedir-
se do todos os sous amigos pela brevidade de lem-
po i Ihes ofjferco seu diminuto preslimo na cidade
do Uio-de-Janeiro.
--Mcnoel Jos Galvflo embarca para o Rio-Cran-
de-do-Sul asua escrava Theodora, crioulo.
OfTercce-se, para ama do servico do urna casa
do pouca familia ou do homem solteiro urna pre-
la Torra debonscostumes : no becco do Sarapalel,
n. 7. '
--Aluga-so o segundo andar e soto da casada
ra do Ainorim di 13, por barato preco : para vor, a
fallar na loja do dito sobrado, o paralratar do ajuste,
no caes da Alfandcga, armazem n. 5, com Manool
Luiz da Veiga. .
--Joaquim Flix Machado embarca para oRio-de-
Janeirro o oscravo Marciano pertencente a Sra, D
Mara Jos do Remedio.
Quem annunciou querer saber a morada do
coronel Francisco Casado Lima e do Francisco de
Souza Ciiese Silva dirija-se a ra da Alecrim,
depois de passar o sobrado da viuva do Monteiro, a
ultima casa.
Ptecisa-sc de um caixeiro para vender na sa-
la de una padaria cobrar, o entregar po na ra
com um pelo :quem so adiar neslas circuinslan-
cias dirija-se a ra ireita, venda n. 4 quo se dir
quem precisa.
--Aluga-se urna casa terrea na ra da Florentina,
n. 5 : a tratar r.a ra do Trapiche, armazem n. 19.
--Jos Fernandos Eiras embarca para o Rio-Gran-
de-do-Sul a sua escrava Rosa, de nagilo Gabilo, com
urna cria de peito.
-- Rufino Jos Correia de Almeida declara pelo
presente annuncio, que deixou de ser procurador
dos Srs. Antonio l.uiz dos Sanios & Cumpanhia.
- O abaixo assignado faz scicnlo ao publico, que
Manoel Panasco de Souza Brito deixou de ser seu
caixeiro da venda do Manguinho, n. 51 desdo o
da 29 do correnle. {> mesmo abaixo assignado ro-
ga as pessoas que devem a dita venda, que nao pa-
guem ao dito tirito, e s sim ao abaixo assignado. .
Joaquim Antonio Carpinteiro da Silva.
0 abaixo assignado, testamenteiro de aeu aT-
locido pal Manoel Carvalho de Medeiros tendodo
cumprir asdisposicOes testamenlarias, pode aos que
sHoalilhados do dito seu|fallecido pai que Ihe
apresentem certido de baptismo por onde consto
que em verdade s3o seus alunados vindo dita cer-
tidflo reconhecida o sellada. Recife, 28 de Janeiro de
1848. Joti Candido de Carvalho-Medeiros.
-D-sedinheiroajuroscom penhores de ouro-,
mesmo om pequeas quantias : na ra do Raneel,
vendan. 11.
Precisa-se de um caixeiro de 18 a 20 annos,
para tomar conta de urna venda por bataneo, em
Fra-de-Potas, ra do Pilar, u. 145, se dir quem
precisa.
Precisa-se alugar, annualmente, um sitio cu-
ja casa de vivenda tenha commodos bastantes para
grande familia nos lugares da Ponte-de-Ucha, S.-
Anna, ou em outro lugar prximo a estes : na ra
do Cabug, loja de miudezas n. l C.
08r. Jos Joaquim da Silva Guimarfles, Portu-
.guez, filho,do Joaquina Maria Rosa de Jess, mora-
dora om S.-Christina-da-Malta, em Portugal, tcm
BoT-Sa'.'n.'m d mesmolug,r' n' Atorro-da-!,. so ve2 0 dia de sua exlracco.
Precisa-te de urna mulher capaz que se encar-
regue de todo o servico de urna casa do pouca fa-
milia : no pateo de S.-Pedro, n. 22.
Um moco portuguez de boa conducta e que
tem bastante pratica do venda, se offereco para to-
mar conta de alguma por balanco : quom de seu
preslimo se quizer ulilisar, annuncio por esta fo-
lha.
Desoja-se saberse a casan. 4, na Iravcssa dos
Martyrios, he ou nflo foreira ; pois, tondo os herdei-
ros do fallecido Cyprianno Jos Vctor Ferreira Pin-
to por seu bastante procurador, fcito venda da-
quella propriedadc,roga-sc a pessoa a quem pertcn-
cer dito foro baja de comparecer, no prazo de Ires
dias, com os competentes titulos.na ra da Cruz, n.
49 ; do contrario ser vendida confo chfos pro-
prios.
Manoel de Oliveira, Portuguez, vai para a Iba
de S.-Mignel com sua mulher l.uiza Jacinlha de Oli-
veira, tambem Porlugueza.
DO
Hospital Pedro Segundo,
Havendo-se marcado o dia i(\ de e-
verciro prximo vindouro para o anda-
mento das rodas da segunda quinta par-
te da primeira lotera do novo hospital
Podro II, o respectivo theoureiro, con-
fiado na beneficencia, publica, espera que
esse dia se torne impreterivel, pela ex-
pontanea e prompta concurrencia que
tem havido na compra dos bilhetes como
filizmente snccedeu com a primeira an-
tecedente parte, que fra marcado por
to para dentro, como para fra do imperio; assjnr
como despachan! -se escravos: tudo com brevidade.
Attencao
Na loja da ra do Queimado, n. 30, do Jos Joa-
quim de Novacs, contina a liaver um sortimento
de obras foilas ; chapeos do lodas as quahdades ;
ditos para meninos o meninas ; ricos chales de seda;
mantas de seda; lencos de todas as quahdades; e
outros muitos objeclos que ha para vender.
Compras.
Na ra do AragSo, n 4, bairro da Boa-Vist ,
fazem-se quaesquer cortinados, tanto de cama como
para janellas, com a maior perfeicllo possivel.
~ Precisa-se de um caixeiro para tomar conta de
urna venda em Fra-de-Portas n. 56 : a tratar
mesma venda.
Acha-se estabelccido um deposito de carvflo de
madeira da melhor qualidade em saccas de cinco
palmos de alto e dous e mcio do largo, no primeiro
armazem de capim ,que lica no fundo da venda da
esquina da ra Nova, na ponte da Boa-Vista a ra-
sflo de 500 rs. por cada sacco levando o compra-
dor vaslha para mudaro carvflo. All acharflo as
pessoas que quizerem prover-so doste genero um
constante deposito nflos da melhor qualidado,
como na quanlidade que necessitcm, pelo mdico
prego cima mencionado.* j,^,^.
Precisa-se arrendar um engenho perto desta
praga paraosul moente e correnle, com boas
torras de produceflo com alguma fabrica ou sem
ella : quem livor dirija-se a ra do Cabug loja de
ourivua, oSr. Manoel Antonio Concaives que se
dir quem pretende.
O abaixo assignado ensina em sua casa, no A-
terro-da-Boa-Vista, n. 82, geographia e francez,
ir darlicesem casas particulares.
Dr. Joaquim de Oliteira e Souza.
Precisa-se alugar um preto para o servico do
casa : na Lingota n. 3, hotel Pistor.
-- Precisa-so alugar um sitio quo tenha bastante.
terreno e proporces para ler 6 a oilo vaccas : quem
liver annuncie.
Precisa-se de u m rapaz de 12 a 14 annos que
soja bom oflicialde cbarulciro para ir tomar con-
ta de urna fabrica em Nazarcth : na ra de S.-Ced-
a, n. 9.
TACIUGRAPHIA.
O professor de lachigraphia, tondo annuncado,
no dia 26 do correnle que o restante das lices
para os Srs. quo so malricularam em outubro co-
megavam no dia 27 do referido mez, as 10 horas da
manhfla diariamente, na ra Formosa, n. 2 pelo
prsenle ractilica o dito annuncio ; advortiudo quo,
qur comparogam oa alumnos, qur nflo, as figes
serflo contadas para o preenchimento do numero
das que convenciouou por isso que Ihe nflo he pos-
sivel prolahir para mais longo lempo conclusfto
d-^JSS&mas ligos pela brevidade la aberturu da
assemi>\ provincial.
Prensa-sede um homem casado e de meia
idade para fazer alfeum servigo moderado em urna
olaria o administrar o mais 6ervigo da mesma :
quem tiestas circumstancias esliver dirija-se a ra
do Queimado, luja de chapeos n. 38.
Os Srs. Manoel Joaquim Dias de Castro, Ma-
nool Joaquim de Souza Ramos o Bernardo Gomes
de Souza gueiram dirigir-so a ra da Cadeia do
Recife, loja'n. 51, a negocio que lhes diz respeito,
ouauuui.iclt.nl suas inoradas. e-yVf-;
Theatro d'Apollo
A uiicccSo, de ronformidade com o
18 art. 38 dos estatutos, avisa aos Srs.
socios, que a recita do mez de Janeiro se
acha marcada para o dia i de i'evereiro ;
e que, portanto, queiram mandar recbel-
os bilhetes nos dias 29 e 3i do correnle,
em casa do respectivo thesourciro, na
ra do Trapiche, n. 17, desde o meio-
dia at s 4 horas da tarde ; e no domingo
3o, desde s 10 horas da manha at s
duas da tarde, no snlao do mesmo thea-
tro ; e que s propostas para convidados
ser5o entregues ao respectivo secretario,
na ra do .A pollo n. a3, e ao procuradas
no referido salao, desde as 10 horas da
manhaa at as duas da tarde, do mencio-
nado dia do espectculo ; depois dbg quaes
nao ter lugar porposta ou transferencia
alguma; declaradlo esta que a direccao
mu positivamente faz para evitar os
frequentes abusos que s acarretam in-
commodo, eatrasam grandemente o ex-
pediente da sociedade.
A venda da ra Imperial, n. 145, deixou de ven-
der ago'ardento de proucgflo brasileira, desde o dia
28 do correte Janeiro.
Iiesappareceu da casa do abaixo assignado, no
dia 28 do correnle, um moleque crioulo, de 10 para
11 annos, do nome Simplicio, sem chapeo, e smen-
lo com caigas; ao suppOe andar vadiando, ou ter si -
doseduzido por alguma pessoa, o se protesta con-
tra quem o liver oceulto : roga-se a quem delle sou-
ber, leve-o a ra do* Tanoeiros, 11. 5, pu a ra do
Trapiche, n. 36, quesera recompensado.
Domingos Rodrigues de Andrade.
Tioca-se um muito ru e asseado'
presepe do nascimento do Menino-Deos,
chegado pelo ultimo navio de !'oi lug-,1, e
or rommodo preco : na ra do Vigario,
armazem de assucar do Sr. Manoel Jos
de Suuza Carneiro.
Jos Egas de Castro Lima, cansado j do tolerar
a pessoa que por immensas vezas Iho tem tirado M. S. Mawson, dentista, recenlemento chegado da
cartas do correio ignorando se he pessoa do igual EuropB acha-se residiudo no Recife, ra do Tra-
nome, equerendo provenir d'ora em dianle novos piche-Novo n 8, segundo andar sonde contina
engaos, por sso do hojo em dianteseassignara a por dentes minoraos, licando incorruptiveis, c
Jos Egas Cicero de Castro o Aranpe ; e caso nflo apparecendo inicuamente como naturacs: tambem
seja por este motivo, roga ao autor do seme- tira a podra, a qual, nflo sendo extrahida em pou-
Ihante picarda, baja decohibir-se cm continuar co lempo lando arruina os dentes ; chumba com
Compra-se urna rhetorica do Carvalho, em
meio uso : na ra das Cruzo*, n. 35.
Compram-so garrafasvasias, proprias parten-
garra far vinho : na ra dTrapiche, n. 44.
Compram-so 20 a 30 burros, a prego de 100/
rs., sendo grandes, mansos o gordos: na ra Di-
reita, sobrado 11.121.
Compram-se e vendem-se es-
cravos, e recebem-se de cotnmis-
c5es, oTerecendo-se toda e qual-
quer garanta a respeito dos mes-
inos na ra das Larangeiras, n.
4,
Vendo-se 1 prela muito moga e de bo-
nita figura, que he perfeita engomma
deiro, costureira cozinheira, a qual
he muito desembaragada ; 1 dila com
principios de habilidades, ptima para
arranjar bem uina casa o andar com me-
ninos; 2 ditas com algumas habilida-
des, o que vendem muito bem na ra ;
dous moloques, sendo um do nagflo,
bom cozinheiro, de 24 annos, e outro,
crioulo, de 15 annos, muito esperto o
hbil ; um preto de 26 anuos, ptimo
para todo o servigo ; dous mulatinhos
de9 a 10 annos, muito espertes na ra
do Vigario, n. 24, se dir quem ven-
de.
A mesa regedora da irmandade de N. S. da Sadc,
erecta na ficguezia do Pogo-da-Panella, fazscienlc
aos devotos, que tem mudado o dia da festa da mes-
ma Senhora para 6 do fevereiro prximo vindouro, e
que a bamleira levanta-se ao amacliecerdo dia 28 do
correnle, com toda pompa. Na fogo de vista.
Precisa-se de um caixeiro para urna venda: na
praga da Boa-Vista venda confronto ao oitflo da
matriz n. 2.
Compra-so um diccionario francez o potluguez,
por Fonseoa : na ra Nova n. 16.
Compram-so 35 travs a saber: 5 do 40 pal-
mos de comprido duas de 39, duas do 38, duas do
37, 2 do 36, duas de 35, duas de 3i, duas de 33, duas
de 32, duas do 31, 8 do 30 duas de 29, duas do 28 .
o do 10 pollegadas de grossura cm quadro, do boas
quididades ; 12 enchamcis reforgados, de 36 : a tra-
tar cem Jos C-rvs!ho da Cosl na ra do Trapi-
che, defronte do caes da Lingota, n. 30.
Vendas.
com a mesma. Aproveila tambom a occasiflo para
rogar ao Seuhor Domingos Jos de Campos. I.ou-
riense viudo da Babia 110 mez de setemhro prxi-
mo passado, mande-lbe entregar duas cartas que
trouxe para o annuncianle, as quaes forain eulie-
ues pelo Sr. Joaquim Luiz Ferreira Ponses, no caes
Dourado daquella cidade :e como o annuncianto
nflo eslava nesta praga neste lempo e a pessoa quo
deu-lhe esta noticia ,*disse Ihe que o mesmo Sr.
Domingos Jos do Campos lencionava retirar-se pa-
ra o Cear, sendo tenha fcito dita viagem ho pro-
vavel Id-las deixado aqui a pessoa que izesso as
suas vezes cohio he do direilo ; caso o tenha feito,
quoira, portanlo, a mesma pessoa annuuciar a sua
morada por esta folha, para ser procurada, ou alias,
querendo dar-seao Irabalho, manda-las-ha entre-
gar no largo do Livramento n. 4.
Na ra da S.-Cruz, n. 60, precisa-se do um cai-
xeiro que enlonda do negocio de taberna, e que afi-
ance a sua conduela.
Acha-se em ejercicio a aula do prinieiras Jet-
tras do collegio S.-Anlonio 110 pateo doCarmo,e]
o respectivo professor empenha-se lodo no cumpr-
mento de seos dveres de modo que nada resta a
desejarpelo bem do seus alumnos. O mesmo aian-
ga o director a respeito das outras sete disciplinas
preparatorias para a academia.
Joaquim Jos Rebollo embaica para os portos
do sul o seu oscravo Luiz, crioulo.
Precisa-sede uina escrava para fazer o servigo
do urna casa franceza du pouca familia : na ra
Nova, n. 69,
ouroou piala para privar de augmentar a corrup-
gao; tambem lira, lima e faz todas as operages
denticaos com a maior delicadeza possivel. Ellees-
pera que os elogios e 0 muito [latrocinio que tem
recobido pelos beneficios que tem produzido na sua
pralica durante 7 annos de residencia nesta cida-
de serflo garantas sufiiciontcs para as pessoas que,
precisando de seu preslimo ,nflo o deixcm do pro-
curar.
FOLHI.NIMSPARA O ANNO DE 1848.
Vendem-se folhinhas de algibeira do porta eda
padre, as mais correctas o mais regulares: na pra-
ga da Independencia, livraria ns. 6e8; na ruada
Cruz loja n. 56 ; na ra do Crespo loja n. 11 ; na
loja da esquina do Collegio n ni botica dn Sr. Mo-
rena, defrbnte da matriz"da Boa-Vista.
'*- Vendem-se aeges da ex-
tincla companhiade Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irnios & C. na da Cruz,
n. 9.
Vendem-se, a 8,000 rs. o cento, bixas pretas
do Lisboa, muito superiores: na ra da Cruz no
Recife, n. 62.
Semenles de liortalice
muito novas do todas as quslidadcs, ervilha loria,
dita ilircita, feijflo carrapalo o coentro de touceira 1
na ra da Cruz, o. 62.
--- Vendem-se ancorlas de
diversos tamaitos, com vinho da
Madeira, (tito e branco, de supe-
rior qualidade: no escriplorio de
Oliveira limaos & ., na ra da
Cruz, n. 9.
AMIIRAVLISNAVALIIASDE ACODA CHINA.
A'o rita larga do Rosario, n. 35, loja do IMy.
Estas navalhas lecm a vantagem de cortar o ca-
bello sem offender a pello, deixando a cara pa-
recendo oslar na sua brilbanle mocidade. Este age*
he da China c seu aulur he Sham.
Por lodas as sociedades das sdencias modico-ci-
rurgiCM tanto da Europa como ila America, Asia o
frica lie rcconhecido o uso destos navalhas ma-
ravilhosas, nflo s para prevenir as molestias cu-
tneas, a que a bumanidade est subjeila, mas
lambein como um meio 1I0 as curar.
Vendcm-SC as veniadoiras s na loja cima indi-
cada.
{] Vciulciii-Si, na ruada Cadeia do
m Becife, n. 37, cera em velas, fa-
!l bilcadas no llo-dc-Janero, em
,1*1_____L- ...II______f I

O doutorem medicina Manoel Adria-
no da Silva Pontes contina a residir
na ra larga do Rozario, 11. 30, se-
gundo andar, onde pode ser procura-
do a qualquer hora ; tambem trata
homoaopalhicamenle qudles quo se
quizerem subjeilar sle methodo
curativo, o reccitar gratuitamente
das 6 as 8 horas da maiihfla, o das 3
as 5 datante, aos pobres, quo tam-
bem lerflo os remedios gratis fornc-
oidos pelo boticario.
i iitni das melhores fabricas, emeai- HJ
pj xas pequeas, de urna" at dezaseis ^]
'l em libra ;c caixotcs com ditas, la- lj
-! tafeadas em Lisboa, sorlimeuto ao |h|
lj| goslo do comprador : e tambem se k
B vendem brandes, fabricados no lu
71 liio-de-Janeiio, e tudo por preco ^
p mais coinmndo do que em ontra f
U qualquer parle. Uj|
Agencia de passaportes.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aierro-da-Koa-
^ Vcnde-se um sobrado de dous an-
dares c solio, sito no A tterro-da-Boa-
Vista: (juem o |>relender, dirija-se a es-
ta lypografia-.
Vende se cal virgem de Lisboa,
chegada ltimamente, eiu birris peque-
nos, e mais barata que em outra qual-
quer parlo ; vinho tinto do Porto, mui-
to superior, etn barris de oitavo paono
de linho do 'orto, e cueiros de algodo;
cera em velas, de Lisboa, com sorti-
mentos vontade do comprador : na ra
Vista, n. 48, continoam-se a tirar passaportes tan- da Cruz, n. 4f> ca,sa de Alendes &Tarrozo,
MUTILADO L


____
- Vendem-se*, no armazem
de Dias Ferreira, defronte do guindaste da alfan-
dega, e na travessada Madre-de-Deos n. 9, gigos
com 'tatas, e barra com uvas, por muito barato
prego.
Vende-se um preto de nacSo, de bonita figura,
muito corpulento, sem vicios ncm achaques : ven-
de-se para comprar urna prcta ou troca-so : na ra
da Concordia, passando a pontezinha, a dircita, se-
gunda casa terrea se dir quera vonde.
Vende-se urna completa annucio de loja de sa-
pa tos que pode sorvir para qualquer outro csta-
belecimento: na ruaDireita, n-89.
Vende-se por prego muito baixo urna par-
tida de caixas do charutos, proprios para seren co-
cerlos : na ra do Trapiche, n. 44.
Anda um pnucn de attenco.
Na roa da Cadeia do Recita, loja n. 50, defronte
da ra da Madro-de-leos, Vendem-se cortes de cam-
bra ia decores para vestidos, a 3,200 e 3,400 rs.
em porgSo, ou a retalho: na ra da Alfandega-
Velha n. 36, em casa de Matheus Austin & C.
Vende-se salitre pardo a 7,000 rs. a arroba
na ruado Roza rio, botica n. 36.
Vende-se cera para limas de chelro a 1,000 re
a libra: na ra do Rangel, n. 52.
Vende-se urna porgSo de ptimos casaes de
pombos, muito bons batedorese de boa casta to-
dos juntos, ou separados, por prego commodo : na
ra da Florentina, n. 16.
Vendem-se duas escravas recolhidas,sendo urna
crioula, de 16 annos de muito bonita figura que
cose muito bem, faz lavarinto, e a outra parda da
mesma idade, com habilidades : no becco do Sara-
patel .sobradon. 12.
Vende-se umtrancelim de ouro, vanos anne-
les, 5 pegas do cinteiro, um dedal urna luneta ,
brincos, botoes um relogiode prata dourada, urna
rica caixa para rap, da prata dourada urna co-
lher de tirar sopa, rosetas e outras obras dos mes-
mos metaes: na ra do Rangel, venda n. 11.
Vendem-se dous moleques, um de 12 annos
* de bonita fisura e o outro de 14 annos com prin-
alpaca preta superior ,a 900 e 1,280 rs. ; chapeo. "gdUreir'0 uma negriha de 14 annos"que
dejnassa franco ,a 6,600 rs., da ultima moda; cosMaz lavarinto e todo o mais servigo doumaca-
ditos brancos de castor a 7,000 rs.; casimiras pre
tas a 2,700,3,400, 4,000 e 4,500 rs. ; dita encarna-
da do duas larguras a 2,400 rs.; cazinetas pretas .
a 1,120 rs. o covado; fuslSo branco, a 400 e 500 rs. o|rTP!*. 'n
covado ; lencos de setim com franja para hombros
de senhora fazenda muito rica, a 5,000 rs.; chitas ,
a 150,160 e 180 rs. o covado.
Na ra Dircita, n, 55,
vende-se um par de embonos do pao de cedro pa-
ra narcaca ; 2traves um pedaco do pao de con-
dur ; azcito de carrf ato a 1,200 rs. n caada ;
pomada, a 230 rs a duzia ; e lodosos mais gneros
pcrtencontes a venda por menos quo em outra
qualquer parte, e de muito boa qualidade.
Bichas de Hamburgo.
Vendem-se as vordadeiras bichas de Hamburgo,
pelo prego de 640 rs. a retalho : na venda de Manoe
Jos de S Araujo na ra da Cruz, n. 24.
Vnnde-se fumo cin folha para charutos de
superior qualidade ; gomma do aramia: ludo che-
gado da Uahia : defronle da escadinha da alfande-
ga ou a tratar com Silva & Grillo.
Vende-se um sitio na estrada de S.-Amaro pa-
ra Belm, passando a ponte o primeiro, do lado
direilo, com muitos arvoredos de fructo, pasto
para 8 vaccas de leite, tres vivoiros, baixa para
capim torrcno para plantario : lambem se vende
outro mais pequeo na mesma estrada i a tratar
no inesmo sitio a cima, ou na ra Direila n. 4,
confronte ao oillo do Livramento.
Na ra da Cruz, n. 26, vendem-se uma parda c
uma preta, mogas ; dous mulalinhos de 10 a 12
annos; saccascom muito boa familia do mandio-
ca; ditas com milho; una porgio de saceos no-
vos para farinha ou milho ; couros miudos e sola.
Linas de pellica, c mcias
de seda.
Na ra da Cadeia do Recita, loja n. 50, defronlo
dn ra da Madre-de-Deos vendem-se luvas do pel-
lica para homem, a 1,400 rs., fazenda supeiior; su-
periores moias de seda prcta para bomem, a 1,000
rs. o par.
Vende-se o tresenario do S. Francisco de Paula,
obra tilaosdevotos do dilo santo, as lujas de
livros dos Srs. Sanios & Companhia atrs do Cor-
po-Santo ; Carduzo A y res ra Ja Cadeia e em S.-
Antonio praga da Independencia ns. 6 c 8.
As verdadeiras bichas de
llambtirgo.
No deposito de bichas do Joaquim Antonio Car-
neiro& Companhia, vendem-se as verdadeiras bi-
chas do Hamburgo, chegadas pelo ultimo navio,
aos centos e a retalho por menos prego do que em
outra qualquer parle : lambem se alugam e se va o
applicar a qualquer hora do (lia e da noile : na ra
da Cruz, no Recita, n. 43.
Vendem-se 8 escravos sendo : uma linda par-
da de 18 annos, que engomuta, cose cho o cozinha
o diario de uma casa ; duas pretas mogas com as
mesillas habilidades ; uma negrinha de 10 annos,
com bons principios de costura ; 3 prclas do 26 a 40
annos que cozinham lavam de sabfo e sito pti-
mas quitandeiras; um molecole crioulo, de 18 an-
nos, de bonita figura proprio para todo o servigo ;
um escravo de 40 annos, ptimo para o servigo de
campo : na ra das Cruzes, n. 22, segundo andar.
Vende-se, por necessidade una preta anda
moga por 240,000 rs. : na ra deS.-Rita, n. 44.
llilho.
a
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
Vendem-se duas canoas grandes, sendo uma
aberta para conduzir tijolo area, ou outra quaV
quer cousa ea outra de conduzir agoa: a tra-
tar com Jos Carvalho da Costa, na] ra do Trapi-
che, defronle do caes da Lingota, n. 30.
Pan no fino mesclado.
Vende-se superior panno fino mescla-
do de todas as cores; casimiras fran-
cezas, elsticas, pretas c de cores ; pan-
no fino preto e decores ; sarja de seda
bespanhola lagilima ; cortes de cam-
braia de seda padrOes novos ; alpaca
muito fina ; chapeos de massa france-
zes da ultima moda ; toalhas ricas ;
guardanapos e atoalhados; e outras
umitas fazendas linas: tudo mais ba-
rato do que em outra qualquer loja : na
ra do Queimado nos qualro-cantos,
loja do sobrado amarello, n. 29.
FARELOS.
Vendem-se saccascom fardos, chegadas ltima-
mente, a 3,500 rs.: no armazem de 1. i. Tasso Jnior,
ra' do Amorim, n. 35.
Voudcni-sc caixas de cha Jiysson de 13 libras,
sa : na ra Imperial, n. 39.
Vendem-se, na ra da Cruz, n. 46 condegas
ditas com figos; ditas com pecegos ;
...... (a com hsrvhss ditss com
sardinhas; ditas com bolachinhas de araruta : mas-
sas finas em ramullas; chocolate de canella de
Lisboa; meias barris^com vinte e tantas libras de
manteiga ingleza, de muito superior qualidade, e
propria para casas particulares : tudo ltimamen-
te chegado por diminuto prego,
Vende-se um terreno com 117 palmos de fren-
te c 89 ditos de fundo em estado de se edificar
por nflo precisar aterro em cujo terreno podem-se
fazer tres ptimas mei'agoas na ra do Pilar, em
l-Yira-do-l'oi tas, do lado da mar grande : na dita
ra, n 11, no pateo da igreja do Pilar, das 6 horas
da manhfla s 8.
Vendem-se os caixflcs e utensilios de socar as-
sucar do armazem da ra da Senzalla-Velha, n. 110,
o traspassa-se o mesmo armazem e casa, ao gosto do
comprador: a tratar no primeiro andar da mesma
casa.
-- Vende-se um par do dragonas de cavaiiaria da
guarda nacional, para ofllcial subalterno e duas
bandas em muito bom estado por prego commo-
do : na ra larga do Rozario, loja de cirgueiro do
Sr. Thomaz de Aquino Fonseca.
Cheguem freguezes loja de
Ifanoel Joaquim Pascoal
llamos, no Passeio-Publico,
n. 19, que elle he o baratei-
ro que est* veiicjendo por
todo dinheiro :
lindos corles do cambraia alegra a 2,000 rs. ; cor-
tes de cassa-ch i la a napolitana, de muito lindos
gostos e cores muito alegros pelo barato prego de
3,000 rs.; cortes de superiores casimiras, muito
encordadas e de muita dura e quo por isso se tor-
nam recommendaveis aos cavalleiros e homens do
compo pelo barato prego de 6,000 rs.; cortos de
lila para caigas a 2,500 rs. ; csguiSo finissimo ; lon-
gos de seda para gravata, a 400 rs. ; ditos de caga, a
200 rs.; pelle do diabo, a 200 rs. o covado ; lanzi-
nha, a 240, 320, 360 e 400 rs ; lengos de cambraia,
de 3 ponas, a 240 rs.; riscados francezes, a 200 re. ;
chales de lrl(ana a 880 rs.; ditos para meninas,
a 500 rs. ; um rico sortimento de madapoloes, a
-2,800, 3,500, 4,000 e 5,000 rs. ; briiii trangado bran-
co, a 400 rs. a vara ; chitas de todas as qualdades ,
a 160, 200 e 320 rs. ; cassa preta para luto, a 320 rs.
o covado; chitas pretas, a 160 rs.; o ludo o mais
por prego commodo.
Vende-se cal virgem cm ancoretas, a mais
nova que existe no mercido por prego mais com-
modo do quo cm outra qualquer parle: na ra da
Moda armazem n. 17.
prego de 1^000 rs. o covado;
le genero que o depsito he j muito pe-
queno, e que da nova nao ha mais em
parte alguma.
IVova alpaca,
de sete palmos de largura, na
loja dcGuimares Serafina
8f ti., ra do Crespo, n. .
Vende-se a nova alpaca, de s-
te palmos de largura pelo barato
assim como atoilhados de ricos
padroes, de 9 palmos de largura,
por mdico prego; eoutras mu
tas fazendas linas, de linho e se*
da, chegadas ltimamente esta
cidade, e tudo muito barato.
Na ra de Agoas-Verdes,
o-46,
vendem-se diversos escravos, entre os quaes al-
gumas quitandeiras o de boa conducta; um bom
escravo, por400,000 re.; dous ditos; um moleque
de nacfto de 18 annos.
Vende-se um sitio na estrada dos
Aftlictos, com boa casa de vivenda, de
nedra e cal, com sotao, cozinha lora, es-
tribara para um cavado, muito bom po-
co, o qua! admitte ora, todo cheio de ar-
voredos novos : a tratar n mesma estra-
da com Joaquim de Uliveira e Souza.
Deposito de vinagre da fabrica
da ra Imperial, n. 7.
na fabrica do licores, de Frederico Chaves, no Ater-
ro-da-Boa-Vista, n. 17, onde se achara sempre
grande porgSo e por prego commodo.
Vende-se a bem conhecidae superior cham-
panha da marca cometa ;vinho da Madeira engar-
rafado ; cha hysson e perola em caixinnasdo 7 a 10
i liras cada uma ; bom papel de copiar em machina:
tudo chegado recentemonle a esta praca : na ra
do Vigario, n. 4, armazem de llotho & liidoula j.
O*101010 *I0 *!* ai* w.0 wi0&i0d
ALVIQARAS II,-
LUSTRE MADA-
MISMO.
fta nova loja da na da Cadeia
do Kecile, u 5*2, de Claudmo
Salvador Pcrcira Braga,
vendem-se chitas Tinas, escuras o de cores ixas a
130 rs. o 4,800 rs. a pega.
So icar sem l quem
nao tiver 4^000 rs.
Na ra da Cadeia do Recife loja n. 50,
vendem-se los pretos.pelo barato prego de 4/
rs. ; setim preto a 640 e 900 rs.; sedas cs-
cocezas, a 700 rs. o covadojcrles do vellu-
do paracollele a 3,500 rs. ; e outras mu-
las fazendas queso se deixarilo de vender
se os freguezes as n8o quizerem comprar.
II
Vende-so uma casa terrea sita na ra Velha
do bairro da Roa-Vista n. 105, em chitos proprios
o com suflicicntes commodos para familia : a tratar
no trapiche do pelourinho, com Antonio Coelho de
Mello.
Madama Porta vende chapeos de palha lina e
fazendas de gosto fraucez a prego commodo : no
Aterro-da-Boa-Visla n. 3, primeiro andar.
Charutos de San-Felix.
Joaquim Bernardo dos Res avisa ao publico e
aos seus freguezes, que acaba do receber pelo ul-
timo navio, viudo da Bahia, um grando sortimento
de charutos de todas as qualidades, que he acostu-
madoater, conforme o gosto do seus freguezes,
sendo: os verdadeiros do San-Felix, regala, marca
do fogo, frma-havana, regalo de Havana, fabrica:
todos da mesma marca : regala de diversas marcas,
moia-regalia marca estreita, trabuquilhos, o mais
outras qualidades que sent patentes aos freguezes.
Adverte-seao publico que nesle deposito da ruada
Cruz, n. 51, adianto sempre boas qualidades de
charutos or prego rasoavel.
Na na do Trapiche, n. 17, con-
timia a haver deposito da verdadeira cal
virgem de Lisboa, chegada proximamen
p, Ha muito que o nosso mercado se chava
desprevenido de fazendas modernas que
tbem salisfzessem ao variado gosto das se-
nhoras do bom tom; mas agora acabam de
fe chegar loja de Antonio Luz dos Santos &
0 Companhia na ra do Crespo, 11. 11, os su- f
fe blimes cortes das encantadoras
I v^JUBILNSES-cj) f
0 Seus lindos padrOes e mimosos desenhos fe
fe sao em tanto apuro que com graga roalgam Q
0 nos corposdo bello sexo. Suas amostras sito fe
fe francas. a
Qemememcm em em am 0i fe em
Vendem-se pedras brancas de amolar, da me-
Ihor qualidade que tem vindo do rio de S.-Fran-
cisco em porgSo e a retalho, por prego commodo :
na ra da Praia armazem n. 18.
Vende-se sal do Lisboa, fino e alvo, a 1,600
rs. o alqueire da medida velha; na ra da Praia ,
armazem n. 18.
Na casa de modas francezas
de Madama Millochau,
no Aterro-da-Boa-Vista, n. 1, primeiro andar, alm
dosobjectos do modas ha chapeos para senhoras
e meninas fitas, bicos luvas, cambraias, tarla-
lanas,Uls, collarinhos, llores, &: bom como rc-
cebeu-sc, pelo ultimo navio vindo de Franga um
sortimento do miudezas para costura que so vn-
denlo em porgio e a retalho, como sejam : linho
branco e preto, de qualidade superior e de todos os
nmeros; linho de Escocia branco preto e de cu-
res ; linho muito fino para fazer lavarinto ou bico ;
dito de Irlanda, de linho branco e do cores para
bordar; cordSo branco o preto; novellos brancos
e de cores ; trangas de nlgodilo de diversas cores
dita branca de todos os nmeros ; fita de linho ; di-
la de algodSo lustroso; dita de pereale lustroso de
todas as larguras ; agulhas francezas do qualida-
de superior; fitas de seda eslreitinhas de todas as
cores; retroz para coser e bordar, de todas as co-
res : estas miudezas se vndenlo por prego muito
barato em porgflo e a retalho.
Vende-se uma venda na Boa-Vista, na ra do
Camarflo, n. 7, pertencente a Andr Nauzer: a tra-
tar na mesma venda.
Vende-se uma porgSo de espanadores ns. 1, 2,
3 e 4 : na ra Direita, casa terrea n. 44.
Vendem-se pennas do escrever a milheiro por
3,000 rs., dinheiro contado : na ra da Cadeia, loja
de forragens 11.53, de Jo fio Jos de Carvalho Horaes.
Vendem-se 5 molccotes de 12 a 20 anuos; 4 mu-
lalinhos recolhidas de 14 anuos, mui lindas; 1 es-
cravo de 30 annos, bom cozinheiro e serrador; 1
pardo do 22 annos, bom carreiro ; 3 escravos de to-
do o servigo; uma escrava de 20 annos, que cose e
engomma muito bem ; 4 ditas de lodo o servigo:
na ra Direita, n. S.
Vendem-se, nos Arrombados travs do 25 a
40 palmos; enctiameis de 22 a 36 ; ditos mos tra-
vessas de 25 a 30; ditos caibros de 25 a 30; estacas
tos. O annunciante propOo-se a tirar qualquer
madeira que os pretendentes queiram, e abota-las
em qualquerporto que lhe for determinado por
prego muito commodo.
Vendem-se pegas de chitas limpas, escuras e
muito encorpadas a 5,000 re.; ditas icr de rosa ,
llxase muito bonitas, a5,500 rs., o a 160 rs. a re-
talho : na ra eslreita do Rozario, n. 10 terceiro
andar.
Na ra do Trapiche, armazem
11. 541,
vende-se assucar refinado, em p8o, a 100
rs. a libra.
Vendendem-se, na ra do Trapiche, n. 6,9 escra-
vos, sendo : 4 mulalinhos de idado de 6 a 10 annos;
1 moleque de 12 annos ; 2 mulatas, sendo uma eos-
lureira ; 2 pretos de 35 annos : tudo por prego com-
modo, pelo dono se retirar para fra da provin-
cia.
I
I4M-9-WHM4
I
Yende-se, na ra das,Cruzes, t
... 41, primeiro andar, cal virgem j
f de Lisboa, para engenho; panno de ]
linho do Porto, e marmelada nova: j
tudoem conta.
a !
r9MtV
V
Na ra do Trapiche, escriptorio de Firmino
Jos Feiix da Rosa, n. 34 ,. vende-so alcalnto da
Suecia de superior qualidade, e recentemento
chegado a este mercado, em lotes at um barril.
Rua doQueimado,n,IOti
nova loja de cirgueiro.
Lima
vendo uniformes Imilitares, para todas,
as patentes de legi&o cavaiiaria o'in-
fantaria da guarda nacional; Raices de
ouro o prata; espadas p rateadas, com
rocae sem ella.
Vendem-se gementes de hortalioe, dn todas as
qualidades: na ra da Cadeia, loja de Jo3o Jos de
Carvalho Moraes.
Vendem-se 4 pipas arqueadas de ferro, novas;
garrafas com superior vinho de 4 e 5 anuos ; louga
as duzias; uma porgio de garrafas vasias ; vinho o
vinagre do Lisboa; azeile doce; e finalmente o*
utensilios de uma venda completos : tudo por menos
prego do quo em outra qualquer parte : na ra Im-
perial, n. 145.
Vende-se um prelo crioulo, de 28 annos, e uma
parda de 30 annos : na ra dos Tanoeiros, n. 5.
Escravos Fgidos.
Ai nda contina a estar fgida a escrava Rosa,
ou Rosala, de naglo, de 30 annos, baixa e reforga-
da do corpo, cor bem preta ; tem os denles da fren-
te acangulados, com signacs de calor de ligado nos
ps. Esta escrava foi doSr. do engenho das Maltas,
Antonio de PaulajSouza Lefio quo a trocou com o
Ruarle morador na ra de Moras ; esteve intitula-
da por forra em Cnrcuranas onde esleve muito
lempo fgida : quem a pegar leve-a a ra do Mun-
do-Novo, a sua senhora, a crioula Laurianna quo
ser gratificado.
Fugio, no dia 22 docorrente, o pardo Lino, de
24 annos alto, de grossura proporcionada, sem
barba cor escura ; tem uma cicatriz na testa o
faltado um dente na frente; levou uma cua pin-
tada de verde ; ha toda desconfianga que fosse se-
duzdo : quem o pegar leve-o a Olinda, ao Ricardo
da plvora, ou ao Recife, a Leopoldo da Costa Arau-
jo, que recompensar.
Anda cotina a estar fgido, desde o dia pri-
meiro do corrente um preto de nacfio, denome
Jos, de 40 annos pouco mais ou menos, d esta-
tura regular, rosto comprido e descarnado olhos
grandes e encarnigados; tem o beigo inferior gran-
de, sem dentes na parle superior; tem no rosto um
signal de talho ao p do lado do oho direito e um
signal de chaga no meio do membro proveniente de
um cancaro e outro na vei ilha de um bobo; pois
que quando o referido escravo fugio j se chava
quasi bom. Este escravo foi comprado nesta praga
a Joaquim Lopes Ra y mundo Bilhar, e veio entro
011 tros muitos da villa do Crato dstricto do Cea-
r ; o qual o bouve de 1 Idefonso Moreira da Silva,
morador no mesmo lugar, ou em Cariry : e com o
dito escravo dissesse que para la havia tornar, ro-
ga-se as autoridades policiaes, capiles de campo
e pessoas particulares, que o apprehendam o le-
vem-no a ra eslreita do Rozarrb sobrado n. 13,
quo serio generosamonto recompensados.
Fugio, no dia 18 do rorrele, um cabra, de
iiome Joaquim, alto reforjado, de idado, com a
barba branca cabellos corridos; levou um surro
do pelle de carneiro, chapeo de bala usado, caigas
de algodflo do listras rotas no assento ; tem os
lornozellos dos ps um tanto inchados: quem o
pegar leve-o a ra do Vigario n. 24, que ser re-
compensado.
Fugio, no dia 26 do crreme, a parda Francis-
ca; representa ter 28 a 30 annos; levou vestido do
cassa com listras miudase salpicos no centro, ca-
misa de madapolfloe panno da Costa ; tem faltado
denles na frenle, e uma cicatriz por baixo do olho
osquerdo : quem a pegar leve-a a ra do C'^,
loja n. 11, quo ser recompensado.
Fugio, no dia 24 do corrente, o moleque ,
JoSo, crioulo, cor fula; reprsenla 18 annos, olhos
amarellos; quando falla sempre est rindo-se:
quem o pegar leve-o a seu senhor, na Estancia,
homflo Antonio da Silva Alean tai a ou no seu ar-
mazem da ra do Brum, de Juvencio & Alcntara.
te j dvertindo-se os compradores des-fde eraberib, pa aterro, do varios comprimen.-1 Fern. ; nati. din. f. pefaria. 1848
MUTILADO


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